Vous êtes sur la page 1sur 54

Apostila – GESTOR

MACROECONOMIA MACROECONOMIA
PARA CONCURSOS PARA CONCURSOS

Contas Nacionais
Prof. Daniel da Mata
Prof. Daniel da Mata

Divisão da Teoria Econômica Objetivos da Economia


 O que é Microeconomia?  Crescimento econômico
 Estudo dasescolhas dos indivíduos, firmas e governo e
como tais escolhas criam mercados
 Pleno Emprego
 O que é Macroeconomia?
 Estudo dos agregados econômicos: Produto Interno
Bruto (PIB), investimento, nível geral de preços...  Estabilidade dos Preços
 A macroeconomia utiliza os fundamentos da
microeconomia
 Em alguns modelos, essa interação é clara  Eficiência
 Em outros modelos, a microeconomia está implícita na
análise macroeconômica
 Vamos iniciar o Estudo da Macroeconomia  Distribuição eqüitativa da renda

Macroeconomia Conceitos Básicos da Macroeconomia

 Macroeconomia de curto prazo  Os economistas usam diferentes tipos de


 Flutuações econômicas dados para medir a performance de uma
economia.
 Macroeconomia de longo prazo  Três variáveis macroeconômicas são

 Crescimento econômico especialmente importantes:


(a) Produto Interno Bruto
(b) Taxa de Inflação
(c) Taxa de Desemprego

1
Variável Estoque e Variável Fluxo BACEN (1998)
 Estoque vs. Fluxo  Na teoria econômica, muitas vezes é oportuno classificar as
variáveis como sendo do tipo “estoque” ou “fluxo”. Tomando
 Estoque: quantidade medida em um determinado ponto como caso os conceitos de dívida e déficit público, pode-se dizer
no tempo que:
 Fluxo: quantidade medida por unidade de tempo (a) a dívida pública pode ser considerada como uma variável do tipo
“fluxo”, enquanto que o déficit público pode ser considerado
 Exemplos: como uma variável do tipo estoque
 Riqueza (estoque), renda (fluxo) (b) a dívida pública pode ser considerada como uma variável do tipo
“estoque”, enquanto o déficit público pode ser considerado como
 Número de pessoas empregada (estoque), número de uma variável do tipo “fluxo”
pessoas que estão sendo demitidas (fluxo) (c) tanto a dívida pública quanto o déficit público são variáveis
 Quantidade de capital (estoque); quantidade de “fluxo”
investimento (fluxo) (d) tanto a dívida pública quanto o déficit público são variáveis
“estoque”
 Dívida do governo (estoque); déficit orçamentário (fluxo) (e) dependendo do enfoque, tanto o déficit quanto a dívida pública
 Passivo externo líquido (estoque) e déficit externo (fluxo) podem ser considerados variáveis “estoque” ou variáveis “fluxo”
 Resp.: Alternativa “b”.

MARE (1999) AFRF (2000)


 Com relação aos conceitos de variável estoque e variável fluxo,
pode-se afirmar que  Pode-se dividir as variáveis macroeconômicas em duas categorias:
variáveis “estoque” e variáveis “fluxo”. Assim, podemos afirmar que:
(A) déficit público é necessariamente uma variável fluxo, ao passo (a) a renda agregada, o investimento agregado, o consumo agregado e o
que a dívida pública é necessariamente uma variável estoque. déficit orçamentário são variáveis “fluxo”, ao passo que a dívida do governo
(B) o déficit público é uma variável fluxo e nada se pode afirmar e a quantidade de capital na economia são variáveis “estoque”
quanto a dívida pública. (b) a renda agregada, o investimento agregado, o consumo agregado e o
(C) o déficit público, por ser independente da variável tempo, é déficit orçamentário são variáveis “estoque”, ao passo que a dívida do
governo e a quantidade de capital na economia são variáveis “fluxo”
necessariamente uma variável estoque.
(c) a renda agregada, o investimento agregado, o consumo agregado e a
(D) dependendo do modelo, a classificação do déficit e dívida dívida pública são variáveis “fluxo”, ao passo que o déficit orçamentário e a
pública nos conceitos de variável estoque e fluxo podem ser quantidade de capital na economia são variáveis “estoque”
alteradas. (d) o investimento agregado, o consumo agregado e a dívida pública são
(E) as variáveis déficit e dívida pública, só podem ser classificadas variáveis “fluxo”, ao passo que a renda agregada, o déficit orçamentário e a
num único conceito: ou ambas são variáveis estoque ou ambas quantidade de capital na economia são variáveis “estoque”
são variáveis fluxo. (e) a renda agregada e o déficit orçamentário são variáveis “fluxo”, ao passo
que, o consumo agregado, o investimento agregado, a dívida do governo e
a quantidade de capital na economia são variáveis “estoque”.
 Resp.: Alternativa “a”  Resp.: Alternativa “a”

Agentes Econômicos
 Os agentes econômicos são aqueles que atuam na
economia
 Quem são os agentes econômicos?
 Famílias (fornecem fatores de produção e comprar bens PRINCÍPIOS DE
e serviços)
 Empresas (compram os fatores de produção e vendem
CONTABILIDAE NACIONAL
bens e serviços)
 Governo (emprega fatores de produção e presta serviços
públicos)
 Resto do Mundo ou Setor Externo (compreende todas as
entidades externa a uma economia)
 Eles formam o fluxo monetário (remuneração dos
fatores) e o fluxo real (produção)

2
Contabilidade Nacional Principais conceitos Macroeconômicos
 PRODUTO (P)
 Definição:  Valor em unidades monetárias dos bens e serviços finais
 Organização das transações econômicas produzidos por uma economia em um determinado período
de tempo
reais realizadas pelas economias em  O termo “unidades monetárias” é importante, pois fornece
determinado período de tempo um meio de agregar os bens e serviços finais produzidos na
economia
 Passo importante para aprender como  Imagine como iríamos agregar chapas de aço, sucos de laranja e
cortes de cabelo
muitas variáveis macroeconômicas são  O termo “período de tempo” merece destaque,
determinadas  Uma vez que o produto e todos os seus componentes são variáveis
de fluxo
 O termo “bens e serviços finais” também é relevante
 Evita a chamada dupla contagem (super-estimação da produção)
 Portanto, os bens intermediários não são contabilizados no Produto

Principais conceitos Macroeconômicos Principais conceitos Macroeconômicos

 RENDA (R ou Y)  CONSUMO (C)


 É a remuneração dos fatores de produção  Valor dos bens e serviços adquiridos pelos indivíduos
na forma de salários, aluguéis, juros e lucros para atender suas preferências
 Salários (capital humano), aluguéis (capital  Pode-se dividir o consumo em consumo de:
físico), juros (capital financeiro) e lucros (capital  Bens duráveis (geladeira, carros, etc.)
empresarial)  Bens não-duráveis (alimentação, roupas, etc.)

 Royalties e patentes também entram no  Serviços (dentista, fisioterapeuta, transporte, etc.)

conceito de renda
 Remuneram a tecnologia ou o capital
tecnológico

Principais conceitos Macroeconômicos Principais conceitos Macroeconômicos


 INVESTIMENTO (I) ou Taxa de Acumulação do Capital
 POUPANÇA (S)  É o aumento do estoque físico do capital
 É a parcela da renda que não foi consumida  Classifica-se em:
 Equipamentos (máquinas, ferramentas, etc.)
 É o excesso da renda sobre o consumo  Edificações (prédios, galpões, etc.)
 Estoques
 Isto é: S = Y - C
 Logo, o investimento é igual a soma da formação bruta de
capital fixo (soma dos investimentos em capital fixo, tais
como máquinas, equipamentos e investimentos na
construção civil) e da variação dos estoques
 I = FBKF + ∆E
 FBKP = Formação Bruta de Capital Fixo
 ∆E = Variação no estoque

3
SEAD-PRODEPA (2004) Principais conceitos Macroeconômicos

 Avalie a assertiva:  GASTOS DO GOVERNO (G)


 “Os gastos com investimento, que são relevantes  Despesas com os salários dos funcionários públicos e com
para o cálculo da despesa agregada, englobam compras do governo (educação, saúde, etc.)
tanto a compra de máquinas e equipamentos pelas
firmas privadas, como as despesas com aquisições  TRANSFERÊNCIAS GOVERNAMENTAIS (Transf)
de ações de empresas pelos clientes de corretoras  Recursos que o Governo transfere a entes privados sem
de valores” receber bens e serviços em troca
 Resp.: Errado. Compra de títulos e ações de  Transferências a pessoas (aposentadorias, bolsa-família,
etc.)
empresas já existentes não significa aumento do
estoque de capital físico. Ações são aplicações  Transferências a empresas (recursos para empresas)
 Imposto diretos negativos
financeiras.

Principais conceitos Macroeconômicos Principais conceitos Macroeconômicos


 IMPOSTOS DIRETOS (ID)
 SUBSÍDIOS (Sub)  Impostos recolhidos diretamente pelo contribuinte
 Impostos diretos incluem os impostos sobre a renda,
 É quando o governo financia parte do patrimônio, etc.
custo de produção de certos produtos  IMPOSTOS INDIRETOS (II)
 O objetivo do subsídio é baratear o preço  Impostos em que o último consumidor na cadeia suporta a
carga
de algum produto físico ao consumidor  Os impostos indiretos recaem sobre bens e serviços a serem
final vendidos

 Impostos indiretos negativos  OUTRAS RECEITAS CORRENTES (LÍQUIDAS) DO


GOVERNO (ORG)
 Receitas oriundas de aluguéis dos imóveis da união e das
participações acionárias da União

Principais conceitos Macroeconômicos Principais conceitos Macroeconômicos

 RECEITA LÍQUIDA DO GOVERNO (RLG)  EXPORTAÇÕES DE BENS E SERVIÇOS (X)


 São bens e serviços vendidos ao exterior

 Definida como a soma dos impostos diretos


 IMPORTAÇÃO DE BENS E SERVIÇOS (M)
(ID) mais impostos indiretos (II) mais outras
 São bens e serviços comprados do exterior
receitas do governo (ORG), subtraída dos
subsídios (sub) e das transferências (transf)
 EXPORTAÇÕES LÍQUIDAS (NX)
 É o excesso de exportações sobre importações
 RLG = II + ID + ORG – sub - transf  NX = X - M

4
Identidades Macroeconômicas Básicas Identidades Macroeconômicas Básicas
 Em economia, é importante a distinção entre equação e  IDENTIDADE 1
identidade  RENDA ≡ PRODUTO ≡ DESPESA
 A identidade é uma relação decorrente da própria definição  Um produto de valor X requer uma despesa no valor X para
 São válidas em todos os casos (“as identidades são sempre comprá-lo. O que é produzido é revertido em pagamento dos
verdadeiras”) fatores de produção
 A identidade é indicada pelo símbolo de três barras (≡)
 O valor X pode ser R$ 1 ou R$ 1 trilhão
 Uma equação contém alguma hipótese sobre o
comportamento da economia
 É fácil lembrar para o caso da equação de demanda de mercado  IDENTIDADE 2
 Várias hipóteses foram assumidas na sua construção e ela simboliza  POUPANÇA ≡ INVESTIMENTO
uma relação que pode ser testada empiricamente  O investimento é idêntico às poupanças privadas (SP), do
 A identidade A ≡ B diz que A sempre assume o valor B governo (SG) e externa (SE)
 Na equação A = B, A pode ou não se verificar empiricamente  I = SP + SG + SE Poupança doméstica ou interna: SP + SG
igual a B  IP+ IG = SP + SG + SE

ACE/MDIC (2001) Os Conceitos de Produto (P)


 Avalie a assertiva:  Produto Interno vs. Produto Nacional
 Definição: Renda Enviada ao Exterior (RE)
“Se, em um determinado ano, na indústria  Composta pela soma das despesas do balanço de serviços de fatores
automobilística, ocorreu um aumento (BSF) e donativos cedidos (Donativos Enviados)
considerável nos estoques de carros que não  Lucros, donativos, juros, rendas do trabalho, etc. enviados e pagos ao
exterior
haviam sido vendidos, conseqüentemente,  É a parcela da produção interna de um país que não pertence aos
nesse ano, a renda total na economia residentes do país

excedeu a despesa total com bens e  Definição: Renda Recebida do Exterior (RR)
 Composta pela soma das receitas do balanço de serviços de fatores
serviços.” (BSF) e donativos recebidos (Donativos Enviados)
 Lucros, donativos, juros, rendas do trabalho, etc. recebidos do exterior
 Resp.: Errado. É só lembrar que despesa
 Renda recebida da produção de empresas brasileiras no exterior
total e renda total fazem parte de uma
identidade.

Os Conceitos de Produto (P) Os Conceitos de Produto (P)


 Produto Interno vs. Produto Nacional
 Definição: Renda Líquida Enviada ao Exterior
 Produto Interno vs. Produto Nacional
(RLE)  O Produto Interno inclui a Renda Enviada (RE)
 Diferença entre Renda Enviada ao Exterior (RE) e Renda e exclui a Renda Recebida (RR)
Recebia do Exterior (RR)
 Então, o lucro de multinacionais que produzem no
 Interpretação: diferença entre o que é pago pela utilização
Brasil entra no cálculo do Produto Interno
de fatores de produção que pertencem a não-residentes e
o que é recebido do exterior por uso de fatores de  Enquanto que exclui os lucros de empresas
produção dos residentes brasileiras sediadas no exterior
 Se RLE > 0, então o país envia mais renda do que recebe  Produto Interno é a produção realizada no
 Qual seria a definição de Renda Líquida Recebida país
do Exterior?

5
Os Conceitos de Produto (P) Os Conceitos de Produto (P)

 Produto Interno vs. Produto Nacional  Produto Interno vs. Produto Nacional
 O Produto Nacional inclui a Renda Recebida (RR) e  Se RLE é positivo (RE é maior do que RR),
exclui a Renda Enviada (RE)
então o Produto Interno é maior do que o
 Então, o lucro de multinacionais que produzem no Brasil
não entra no cálculo do Produto Nacional Produto Nacional
 Inclui os lucros de empresas brasileiras sediadas no  E no Brasil, o que é maior? O Produto
exterior Interno ou o Produto Nacional?
 Produto Nacional é a produção do país, que
 É válido ressaltar que em uma economia
pertence ao país, independente de onde é
realizada fechada, Produto Interno e Produto Nacional
são iguais

Os Conceitos de Produto (P) Os Conceitos de Produto (P)


 Produto Bruto vs. Produto Líquido
 Produto a Preço de Mercado vs. Produto a
 A diferença entre produto bruto e produto
Custo de Fatores
líquido é a depreciação
 Produto a Preço de Mercado (pm)
 O produto bruto inclui, enquanto que o líquido
É o produto que inclui os impostos indiretos, mas não
exclui a depreciação inclui os subsídios
 Como a depreciação é sempre positiva, o  Produto a Custo de Fatores (cf)
produto bruto é sempre superior ao produto É o produto que não inclui os impostos indiretos e inclui
líquido os subsídios
 O que é o PIB (Produto Interno Bruto)?  A diferença entre o Produto a Preço de Mercado e
 PIBvs. PIL o Produto a Custo de Fatores são os impostos e os
 PNB vs. PNL subsídios

Os Conceitos de Produto (P) TCU (2000)


 O que é PNLcf?  “O que difere o Produto Interno Bruto do Produto Nacional
 Inclui a Renda Recebida Bruto é:
 Não computa a Renda Enviada (a) a depreciação dos investimentos estrangeiros realizados no
 Exclui a Depreciação país
 Inclui subsídios (b) renda líquida enviada ou recebida do exterior
 Exclui Impostos Indiretos (c) saldo da balança comercial
(d) as importações
 O que é então o PIBpm? (e) o saldo do Balanço de Pagamentos”.
 Inclui a Renda Enviada
 Exclui a Renda Recebida
 Resp.: Alternativa “b”. O que difere os conceitos é a Renda
 Inclui Depreciação Recebida e a Renda Enviada ao Exterior. Ou seja, a Renda
 Inclui Impostos Indiretos Líquida Enviada ou Recebida do Exterior
 Exclui Subsídios

6
ACE/MDIC (1998) Identidades e Conceitos de Produto
 Identifique a transação ou atividade abaixo que não seria
computada nos cálculos das contas nacionais e do Produto  Devido à identidade entre produto, renda e
Interno Bruto.
a) a construção de uma estação de tratamento de água municipal despesa:
b) o salário de um deputado federal
c) a compra de um novo aparelho de televisão  PIBpm = RIBpm = DIBpm
d) a compra de um pedaço de terra  PNLcf = RNLcf = DNLcf
e) um decréscimo nos estoques do comércio
 PILpm = RILpm = DILpm
 Resp.: Alternativa “d”. Só entra no cálculo das várias definições
de Produto o que foi efetivamente produzido durante o ano (ou
período de referência do cálculo do produto). A compra de um
pedaço de terra é um bem já “existente”. As demais
alternativas mostram bens produzidos durante o período de
mensuração do Produto.

Conversão entre os Diversos AFPs (2002)


Conceitos de Agregados  Considere os seguintes dados:
Produto Interno Bruto a custo de fatores = 1.000
 Produto Interno  Produto Nacional Renda enviada ao exterior = 100
Renda recebida do exterior = 50
 Subtrair a RLE Impostos indiretos = 150
 Produto Bruto  Produto Líquido Subsídios = 50
Depreciação = 30
 Subtrair a Depreciação  Com base nessas informações, o Produto Nacional Bruto a custo
de fatores e a Renda Nacional Líquida a preços de mercado são,
 Produto a Preço de Mercado  Produto a respectivamente:
Custo de Fator a) 1.250 e 1.050
 Subtrair os impostos indiretos e somar os b) 1.120 e 1.050
c) 950 e 1.250
subsídios
d) 950 e 1.020
e) 1.250 e 1.120

Resp.: As três óticas do PIB


 Para se obter o PNBcf a partir do PIBcf, basta
subtrair o RLE do último. Isto é: PIBcf – RLE =  Como os conceitos de renda, despesa e produto
1000-50 = 950 = PNBcf são idênticos, pode-se calcular o valor do PIBpm
 Então estamos agora entre as alternativas “c” e “d”. por três caminhos distintos:
 Sabemos que o PNLpm = RNLpm. Então temos  (a) ótica da despesa
que achar o PNLpm a partir do PNBcf. Basta  Somas todas as despesas realizadas pelos agentes econômicos
subtrair a depreciação (para tornar “líquido”),
 (b) ótica do produto (que se analisa de duas maneiras)
adicionar os impostos indiretos e subtrair os
subsídios (para transformar em “preços de  Somar todos os bens e serviços finais
mercados”).  (c) ótica da renda
 Então: PNBcf – Depreciação + II – Sub = 1020  Somar todas as remunerações pagas aos agentes econômicos
 Alternativa “d” é a resposta final.  O resultado encontrado deve ter o mesmo valor
numérico

7
As três óticas do PIB AFPS (2002)
 Ótica do Produto:  Considere uma economia hipotética que só produza um bem final:
pão. Suponha as seguintes atividades e transações num
 (a) PIBpm = (Produção total de bens e serviços) determinado período de tempo:
– (produção intermediária) • O setor S produziu sementes no valor de 200 e vendeu para o setor T;
 (b) PIBpm = soma dos valores adicionados de • O setor T produziu trigo no valor de 1.500, vendeu uma parcela
equivalente a 1.000 para o setor F e estocou o restante;
todos os setores da economia
• O setor F produziu farinha no valor de 1.300;
 Defini-sevalor adicionado como sendo igual ao valor • O setor P produziu pães no valor de 1.600 e vendeu-os aos
bruto da produção ou valor total da produção (VBP) consumidores finais.
menos o consumo de bens intermediários Com base nessas informações, o produto agregado dessa economia
 VA = VBP – consumo de bens e serviços foi, no período, de:
intermediários  a) 1.600 b) 2.100 c) 3.000 d) 4.600 e) 3.600

Resp.: As três óticas do PIB


 Ótica da Despesa:
 De acordo com a tabela abaixo, o VBP é 4600 e
 A despesa agregada é o destino da produção, isto
o consumo intermediário é igual a 2500. é, as fontes que adquirem a produção
 Então o VA é 2100. A alternativa “b” é a correta  São os gastos que os agentes realizam para
comprar a produção
Valor Bruno Consumo Valor
Produto da Produção Intermediário adicionado  A despesa total é a soma do consumo das famílias
Semente (setor S) 200 0 200 (C) + investimento das empresas (I) + gastos do
Tribo (setor T) 1500 200 1300 governo (G) + setor externo sob forma de
Farinha (setor F) 1300 1000 300
Pão (setor P) 1600 1300 300
exportações líquidas (NX=X-M)
Total 4600 2500 2100  Isto é: Bens e serviços
 D = C + I+ G + X - M não-fatores

As três óticas do PIB As três óticas do PIB


 Ótica da Renda:
 A renda é a remuneração dos fatores de produção  Componentes da Renda Nacional:
 O PIB na ótica da renda é dado pela soma de O importante são as remunerações dos
todas as remunerações pagas aos agentes fatores de produção!
econômicos em um determinado ano, ou seja:
 Renda Nacional = (salários + aluguéis +
 PIBpm = salários + aluguéis + juros + lucros distribuídos
+ lucros retidos+ ... juros + lucros distribuídos) a pessoas +
 Se é produto interno, temos que somar as depreciações lucros retidos + ...
 Se é preços de mercado, temos que soma os impostos  ...+Impostos diretos das empresas –
indiretos e subtrair os subsídios
transferências a empresas + ORG
 Existem outros componentes, mas poucos importantes
para as questões

8
As três óticas do PIB APO/MPOG (2002)
 Com relação ao processo de mensuração do produto agregado,
é correto afirmar que:
 Renda pessoal = Renda nacional – “itens relativos
a) as importações, por serem consideradas como componentes da
a empresas” + itens que pertencem a pessoas (e oferta agregada, entram no cálculo do produto agregado.
que não remuneram fatores de produção) b) a chamada dupla contagem é um problema que ocorre quando
 Componentes da Renda Pessoal um determinado bem final é computado duas vezes no produto
agregado.
 (salários + aluguéis + juros + lucros distribuídos) a c) o valor do produto agregado é considerado como "variável
pessoas + transferências a pessoa + juros pagos pelo estoque".
Governo a pessoas + juros pagos por pessoas a pessoa d) no valor do produto agregado, não são consideradas atividades
 Renda Pessoal Disponível (RPD) econômicas do governo, cujos valores são computados
separadamente.
É o que realmente “sobra” para as pessoas, isto é, temos
e) nem todo bem cujo valor entra no cálculo do produto é um bem
que descontar os impostos do governo final por natureza.
 RPD = Renda Pessoal – Impostos Diretos das pessoas

Resp.: Ministério das Cidades (2005)


 (a) Errado. As importações são componentes da  “Na medida do PIB, as importações do país:
demanda agregada (despesa agregada) (a) não entram no cálculo, pois são produzidas no país
 (b) Dupla contagem é quando um bem intermediário é (b) são contabilizadas com sinal positivo, pois são
computado duas vezes no produto agregado. Errado utilizadas na produção de outros bens
 (c) Incorreto. Produto é uma variável fluxo (c) são contabilizadas, pois o PIB inclui a produção no
 (d) As atividades econômicas do governo entram sim exterior
no cálculo do produto agregado. Alternativa incorreta.
(d) são contabilizadas com sinal negativo, por estarem
 (e) Suponha que um bem intermediário foi produzido e
incorporadas nos demais componentes do PIB
estocado. Ele não é um bem final e entra no cálculo do
produto, na forma de investimento (variação dos (e) não entram no cálculo, pois o PIB é medido pelo
estoques). valor adicionado
 Resp.: Alternativa “d”

BACEN (2001) O PIB Nominal


 Considere a seguinte equação:
Y = C + I + G + (X - M),
onde C = consumo agregado; I = investimento agregado; e G = os
 O Produto Interno Bruto (PIB) Nominal (em
gastos do governo. Com base nestas informações, podemos moeda corrente ou preços correntes) é a soma
afirmar que: de todos os bens e serviços finais produzidos na
a) se Y = Produto Interno Bruto, (X - M) = saldo do balanço de
pagamentos em transações correntes economia (dentro do território nacional) durante
b) se Y = Produto Interno Bruto, (X - M) = déficit na balança determinado período de tempo
comercial
c) se Y = Produto Interno Bruto, (X - M) = superávit na balança  O PIB Real é medido em preços constantes
comercial  Ou seja, é ajustado pelo inflação
d) se Y = Produto Nacional Bruto, (X - M) = saldo total do balanço de
pagamentos É o aumento da produção real
e) se Y = Produto Interno Bruto, (X - M) = exportações menos  Devemos utilizar um “deflator” para obter o PIB real
importações de bens e serviços não fatores
 Resp.: Alternativa “e”. X é exportação de bens e serviços não-
fatores e M a importação de bens e serviços não-fatores.

9
AFC (2005) BNB (2006)
 Com relação ao conceito de produto agregado, é incorreto  O produto nacional de um país, medido a preços
afirmar que constantes, aumentou consideravelmente em dois
a) o produto agregado a preços de mercado é necessariamente anos. Isso significa que:
maior do que o produto agregado a custos de fatores.
a) a economia cresceu devido apenas ao aumento de
b) o produto agregado pode ser considerado como uma “variável
fluxo”. preços.
c) é possível uma elevação do produto agregado nominal junto b) o investimento real entre os dois anos diminuiu.
com uma queda no produto agregado real. c) ocorreu um incremento real da produção.
d) o produto agregado pode ser entendido como a renda agregada
da economia. d) a inflação permaneceu inalterada.
e) o produto interno bruto pode ser menor do que o produto e) nada se pode afirmar sem o conhecimento do
nacional bruto. comportamento da inflação.
 Resp.: Alternativa “a”. A relação entre as magnitudes do produto
a preços de mercado e o produto a custos de fatores irá  Resp.: Alternativa “c”. Se o PIB real aumentou, quer
depender dos impostos e dos subsídios. O subsídio pode ser dizer que houve um aumento da produção da
maior do que o imposto e vice-versa. economia.

AFRF (2002) Resp.:


 Suponha uma economia que só produza dois bens finais (A e B).  (a) Para calcular o produto nominal do período 1, bastar somar duas
Considere os dados a seguir: expressões: (1) a multiplicação da quantidade produzida do bem 1 pelo
Bem A Bem B seu preço e (2) a multiplicação da quantidade do bem 2 pelo seu preço.
Isto é: P1 = 10*5 + 12*6 = 122, Para o período 2, temos que P2 = 10*7
quantidade preço quantidade preço + 10*9 = 160. Portanto, o produto nominal no período 2 é maior.
Período1 10 5 12 6
 (b) O crescimento do produto nominal é dado por: (P2-P1)/P1 = 38/122
Período 2 10 7 10 9 = 0,2533 ou seja 31,15. O que é aproximadamente 31%. A alternativa
 Com base nestes dados, é incorreto afirmar que: está correta.
a) o produto nominal do período 2 foi maior do que o produto nominal do  (c) O índice de Laspeyres de preço é igual a:
período 1.
b) o crescimento do produto nominal entre os períodos 1 e 2 for de,
aproximadamente, 31%. p A2 q1A + p B2 q1B 7 *10 + 9 *12 178
IL = = = = 1,459
c) não houve crescimento do produto real entre os períodos 1 e 2,
considerando o índice de Laspeyres de preço.
p1A q1A + p1B q1B 5 *10 + 6 *12 122
d) a inflação desta economia medida pelo índice de Laspeyres de preço foi
de 30%. Portanto, o PIB real no segundo período é, utilizando o índice de preços de
e) não houve crescimento do produto real, entre os períodos 1 e 2, Laspeyres como deflator: 160/1,46 = 109. Neste caso, não houve
considerando o índice de Fisher. crescimento do PIB real, já que ele saiu de 122 para 109.

Resp.: - cont.
 (d) Vimos no item anterior que o índice de preços de Laspeyres foi igual
SENADO (2002)
a 1,459. O que quer dizer uma inflação de 46% no período. Alternativa
“d” está incorreta.  Considerando que o PIB nominal de 2000 foi
 (e) Para calcularmos o índice de Fisher, é necessário primeiro calcular o
índice de preço de Paasche. superior ao PIB nominal verificado em 1999,
é correto concluir que houve aumento da
p A2 q A2 + pB2 qB2 7 *10 + 9 *10 160
IP = = = = 1,454 produção nesse período.
p1A q A2 + p1B qB2 5 *10 + 6 *10 110

 Fisher é igual à média geométrica de Laspeyres e de Paasche:  Resp.: Errado. Um aumento no PIB nominal
pode ocorrer devido a aumento do nível de
I F = I L × I P = 1,46 × 1,4545 ≈ 1,46 preços. Em outras palavras, um aumento do
 Como o índice é bem similar ao de Laspeyres, podemos utilizar os PIB nominal pode ocorrer sem aumento da
resultados da letra “c” e afirmar que não houve crescimento do PIB real produção real da economia.
utilizando também o índice de Fisher

10
AFRF (2000) AFRF (2000)
 Considerando que a inflação utilizada para o cálculo do Produto Real
 Considere uma economia hipotética que produza apenas 3 Agregado desta economia foi de 59,79% entre os dois períodos,
podemos afirmar que:
bens finais: arroz, feijão e carne, cujos preços (em unidades
monetárias) e quantidades (em unidades físicas), para os a) o Produto Nominal cresceu 17,76% enquanto o Produto Real cresceu
apenas 2,26%.
períodos 1 e 2, encontram-se na tabela a seguir:
b) o Produto Nominal cresceu 12,32% ao passo que não houve alteração
no Produto Real.
c) o Produto Nominal cresceu 17,76% ao passo que o Produto Real caiu
26,26%.
d) o Produto Nominal cresceu 15,15% ao passo que o Produto Real caiu
42,03%.
e) o Produto Nominal cresceu 15,15% ao passo que o Produto Real caiu
59,79%.

Produto Potencial vs. Produto


Efetivo
 Produto Potencial: possível trajetória do PIB
real se todos os recursos disponíveis fossem
 Resp.: Alternativa “c” plenamente empregados
 Produto Efetivo: é o que realmente se produz
em um dado período de tempo
 A diferença entre o PIB potencial e o PIB efetivo
é conhecida como hiato do produto
 Um hiato negativo ou inflacionário indica um
excesso de utilização dos fatores de produção
 Vamos verno curso que essa situação é quando
a demanda agregada é superior à oferta agregada

ACE/MDIC (2001) BNB (2006)


 O hiato de produto (diferença entre o produto
 Avalie a assertiva: potencial e o efetivo) é positivo quando:
“Durante os períodos de expansão a) a economia atinge o pleno emprego.
econômica, o produto interno bruto pode, b) a economia supera o produto de pleno emprego.
temporariamente, exceder o produto c) parte dos fatores de produção está sendo
potencial.” subutilizado.
d) o nível de utilização da capacidade instalada é
 Resp.: Correto. O PIB efetivo flutua em torno pleno.
do PIB potencial. Então o PIB efetivo pode e) verifica-se ausência de capacidade ociosa.
exceder temporariamente o PIB potencial.
Essa situação é conhecida como hiato  Resp.: Alternativa “c”
negativo ou inflacionário

11
Lei de Okun GESTOR/MPOG (2002)
 Expressa a relação entre crescimento e variações  A relação entre crescimento e variações na taxa
na taxa de desemprego, ou seja, a relação entre de desemprego é conhecida como:
hiato de produto e taxa de desemprego a) Lei de Wagner
A lei afirma que o desemprego declina se o crescimento b) Lei de Okun
estiver acima da taxa tendencial de 2,3% c) Lei de Walras
 A lei de Okun resume a relação entre crescimento d) Lei de Say
e a variação na taxa de desemprego. e) Lei de Gresham
 Altas taxasde crescimento causam queda na taxa de
desemprego
 Resp.: Alternativa “b”
 E vice-versa.

GESTOR/MPOG (2005) Déficits Gêmeos


 Um dos importantes “pressupostos” utilizado na análise entre inflação e
desemprego é conhecido na literatura como “Lei de Okun” e relaciona a
taxa de desemprego com a taxa de crescimento do produto.
 Relação entre déficit orçamentário e saldo
Considerando gyt = taxa de crescimento do produto no período t, ut e ut-1 em conta-corrente de um país
as taxas de desemprego nos períodos t e t-1 respectivamente e go a
taxa “normal” de crescimento da economia, não está de acordo com a  Conhecida como hipótese dos déficits gêmeos
Lei de Okun:
a) gyt = go => ut = ut-1
b) gyt > go => ut < ut-1
 Déficit público é a diferença entre
c) gyt < go => ut > ut-1 investimento governamental e poupança do
d) ut - ut-1 = β.(gyt - go); β > 0
e) a Lei de Okun permite a passagem da oferta agregada de curto prazo
governo em conta-corrente
para a curva de Phillips
 Ou, de forma mais simples, é o excesso do
 Resp.: A alternativa “d” diz que o desemprego é maior quando o investimento público sobre a poupança pública
crescimento está acima da taxa natural (é só notar que o “beta” é
positivo), o que claramente está em desacordo com a lei de Okun.  Déficit = I - S

AFRF (2000) Resp.


 Considere:
Ipr = investimento privado  Sabemos que uma das identidades fundamentais é
Ipu = investimento público
a que o investimento é idêntico a poupança
Spr = poupança privada
Sg = poupança do governo  Então, Ipr + Ipu ≡ Spr + Sg + Se
Se = poupança externa  Reagrupando a expressão, temos que:
 Com base nas identidades macroeconômicas fundamentais, Ipu - Sg ≡ Spr - Ipr + Se
pode-se afirmar que:
a) Ipr + Ipu = Spr + Sg  Tem-se que Ipu – Sg é equivalente ao déficit
b) déficit público = Spr - Ipr + Se público. Portanto,
c) Ipr + Ipu + Se = Spr + Sg  Déficit público ≡ Spr - Ipr + Se
d) déficit público = Spr + Ipr + Se  A resposta correta é a alternativa “b”
e) Ipr = Spr + Se

12
Déficits Gêmeos Déficits Gêmeos
 A questão anterior mostra que o déficit  Supondo que a poupança privada
público é financiado pelo excesso de equivale ao investimento privado, tem-se
poupança do setor privado sobre o o resultados dos déficits gêmeos
investimento privado e pela poupança
externa (que corresponde a um déficit no  Spr =~ Ipr 
Balanço de Transações Correntes)  Déficit público =~ Se
 Déficit público ≡ Spr - Ipr + Se
 Déficit público ≡ Excesso de Spr + Se

AFC (2000) – Cont.


AFC (2000)
c) Uma redução do déficit orçamentário do governo melhora o
 A partir das identidades macroeconômicas básicas, pode-se saldo em transações correntes do país, desde que a
estabelecer uma relação entre déficit orçamentário do diferença entre poupança e investimento privado permaneça
constante.
governo e o saldo em conta corrente de um país. A partir
d) Alterações no déficit orçamentário do governo somente
dessa relação, assinale a opção correta. causam mudanças no saldo em transações correntes do país
a) Alterações no déficit orçamentário do governo somente se tais alterações decorrem exclusivamente de alterações
causam mudanças no saldo em transações correntes do país nos investimentos públicos, independentemente de
se tais alterações decorrem exclusivamente de alterações nos ocorrerem ou não variações na diferença entre poupança e
investimentos públicos e desde que a diferença entre investimento privado.
poupança e investimento privado permaneça constante. e) Alterações no déficit orçamentário do governo somente
b) Uma redução do déficit orçamentário do governo, causam mudanças no saldo em transações correntes do país
se tais alterações decorrem exclusivamente de alterações na
independentemente de ocorrerem ou não variações na poupança do governo e desde que a diferença entre
diferença entre poupança e investimento privado, melhora o poupança e investimento privado permaneça constante.
saldo em transações correntes do país.
 Resp.: Alternativa “c”

MPU (2004) APO/MPOG (2005)


 Considere os seguintes dados:
Investimento privado = 300
 Um déficit em transações correntes pode ser Poupança privada = 300
considerado como Investimento público = 200
Poupança do governo = 100
a) poupança interna.  Com base nessas informações e considerando as identidades
b) despoupança externa. macroeconômicas básicas, a economia apresenta
a) um déficit em transações correntes de 100 e um superávit público
c) poupança externa. de 100.
d) despoupança interna. b) um superávit em transações correntes de 100 e um déficit público
de 100.
e) despoupança do governo. c) um déficit em transações correntes de 100 e um déficit público de
100.
d) um déficit em transações correntes de 100 e um déficit público
 Resp.: Alternativa “c” nulo.
e) um déficit em transações correntes nulo e um superávit público de
100.

13
Resp.: Ótica das Injeções e dos Vazamentos
 O déficit publico é definido como (Ipu - Sg) = (200 –
100) = 100  Vazamentos (S + T + M)
 Recursos que deixam de fluir para empresas e famílias
 Sabemos que I = S ou
 Ipr+ Ipu = Spr + Sg + Se  Injeções (I + G + X)
 Representam a demanda de outros agentes econômicos
 “Se” é a poupança externa ou o déficit em transações
correntes  Se:
 Então: Se = (Ipr – Spr) + (Ipu – Sg)  Injeções > vazamentos: renda nacional está crescendo
 Se = (300 – 300) + (200 – 100) = 100  Injeções < vazamentos: renda nacional está em queda
 Injeções = vazamentos: renda nacional está em equilíbrio
A resposta é então déficit em transações correntes igual estacionário
a 100 e déficit público igual a 100. Alternativa “c”

Ótica das Injeções e dos


Absorção Interna
Vazamentos
 Tome S + T + M = I + G + X   Definição: A = C + I + G
 (S - I) + (T - G) = (X - M)  A diferença entre a absorção interna e o
 Se X – M > 0 ou X > M produto é devido às exportações (X) e às
 superávit do setor privado (S - I)>0 e/ou importações (M)
superávit no governo (T – G) > 0  Se o PIB for maior que absorção, isto quer
  O que representa uma poupança externa dizer que há superávit comercial (NX>0)
negativa (-Se)  No caso oposto, se o PIB for menor que a
 Se X – M < 0 ou X < M absorção, há uma necessidade de produtos
 O que representa uma poupança externa produzidos no exterior
positiva (+Se)

Carga Tributária AFPS (2002)


 Considere os seguintes dados:
 Carga tributária bruta (CTB) = total de tributos Poupança líquida = 100
arrecadados no país Contribuições Depreciação = 5
( ID + II + CPF ) Parafiscais (COFINS,
Variação de estoques = 50
CTB = × 100 PIS, CSLL, INSS)
 Com base nessas informações e considerando uma
PIBpm economia fechada e sem governo, a formação bruta de
É também conhecida como a receita tributária do capital fixo e a poupança bruta total são, respectivamente:
governo a)100 e 105
 Carga tributária líquida (CTL) = carga tributária b) 55 e 105
menos transferências do governo c) 50 e 100
( ID − transf ) + ( II − sub) + CPF ) d) 50 e 105
CTL = × 100 e) 50 e 50
PIBpm

14
Resp.: APO/MPOG (2003)
 Considere os seguintes dados para uma economia
 “O bruto é sempre o liquido mais a depreciação”. hipotética
Isso vale também para a poupança. A poupança • renda nacional líquida: 1000
bruta (ou simplesmente S) é igual a : • depreciação: 30
 S = SL + depreciação = 100 + 5 • consumo pessoal: 670
 Sabemos que pela identidade fundamental: I = S • variação de estoques: 30
 Lembrar que estamos trabalhando com uma economia Com base nestas informações e considerando as
fechada e em governo identidades macroeconômicas básicas que decorrem de
um sistema de contas nacionais para uma economia
 O investimento é equivalente a: fechada e sem governo, podemos afirmar que a
I = FBKF + ∆e formação bruta de capital fixo nesta economia é de:
 Ou seja, FBKF= I – ∆e = 105 – 50 = 55
 A resposta é então a alternativa “b”. a) 300 b) 330 c) 370 d) 400 e) 430

Resp.: APO/MPOG (2002)


 Considere os seguintes dados, em unidades monetárias num
determinado período de tempo:
 Temos que calcular a renda nacional bruta poupança líquida do setor privado: 100;
 RNB = RNL + Depreciação = 1000 + 30 = 1030 depreciação: 10;
 Como estamos em uma economia fechada e sem déficit do balanço de pagamentos em transações correntes: 50;
governo, Y = C + I saldo do governo em conta corrente: 30;
 Pela identidade sabemos que a renda equivale a variação de estoques: 30.
despesa, logo  Com base nestes valores e considerando as identidades
macroeconômicas básicas, é correto afirmar que a formação
 Y = RNB = C + I .: bruta de capital fixo, o investimento bruto total e a poupança
I = RNB – C = 1030 – 677 = 360 bruta total são iguais a, respectivamente:
 Por fim, I = FBKF + ∆e .: FBKF= I – ∆e = 360 – 30 = a) 160, 190 e 190 b) 130, 160 e 160 c) 130, 140 e 150
330 d) 160, 160 e 160 e) 120, 160 e 160
 Resp.: Alternativa “b”

Resp.: AFC (2000)


 Com relação aos conceitos de produto agregado, podemos
 Tem-se que a poupança privada bruta é: afirmar que
Spr = Slpr + Depreciação = 100 + 10 = 110 a) o produto bruto é necessariamente maior do que o produto
líquido; o produto nacional pode ser maior ou menor do que o
 Uma das identidades fundamentais produto interno e o produto a custo de fatores pode ser maior ou
menor do que o produto a preços de mercado
I = S = Spr + Sg + Se
b) o produto nacional é necessariamente maior do que o produto
I = S = 110 + 30 + 50 = 190 interno; o produto bruto é necessariamente maior do que o
produto líquido; e o produto a preços de mercado é
 Por fim, I = FBKF + ∆e .: FBKF= I – ∆e = 190 necessariamente maior do que o produto a custo de fatores
– 30 = 160 c) o produto a preços de mercado é necessariamente maior do que
o produto a custo de fatores; o produto interno é necessariamente
 Logo FBKF = 160; I = 190 e S = 190 maior do que o produto nacional; e o produto bruto é
 Resp.: Alternativa “a” necessariamente maior do que o produto líquido

15
AFC (2000) – cont. MPU (2004)
d) o produto bruto é necessariamente maior do que o produto líquido;  Considere os seguintes dados para uma economia fechada e sem
o produto interno é necessariamente maior do que o produto governo.
nacional; e o produto a preços de mercados pode ser maior ou
menor do que o produto a custo de fatores Salários = 400 Lucros = 300
e) o produto interno é necessariamente maior do que o produto Juros = 200 Aluguéis = 100
nacional; o produto líquido pode ser maior ou menor do que o Consumo pessoal = 500 Variação de estoques = 100
produto bruto; e o produto a custo de fatores pode ser maior ou Depreciação = 50
menor do que o produto a preços de mercado
 Com base nessas informações, a formação bruta de capital fixo e

 Resp.: Vamos por partes. O produto bruto é necessariamente a renda nacional bruta são, respectivamente,
maior do que o produto líquido, visto que é o último mais a a) 500 e 1050.
depreciação. Ademais, o produto nacional pode ser maior ou b) 400 e 1000.
menor do que o produto interno, a depender do sinal da receita
líquida enviada ao exterior (que pode ser positiva ou negativa. E, c) 450 e 1000.
por fim, e o produto a custo de fatores pode ser maior ou menor do d) 400 e 1050.
que o produto a preços de mercado (a depender da magnitude dos e) 450 e 1050.
impostos indiretos e dos subsídios). Alternativa “a” é a resposta.

Resp.: APO/MPOG (2002)


 Com base nas identidades macroeconômicas básicas, é correto
 O PIB pela ótica da renda é dado por: salários + afirmar que:
aluguéis + juros + lucros + depreciação = 400 + a) no Brasil, o produto nacional bruto é maior do que o produto
interno bruto.
100 + 200 + 300 + 50 = 1050 b) se o país obteve um saldo positivo no saldo do balanço de
 PIB = RNB como não existe setor externo serviços de fatores, então o produto nacional bruto será maior
do que o produto interno bruto.
 RNB = C + I (já que não existe governo e setor c) se o saldo em transações correntes for nulo, o produto nacional
externo) bruto será igual ao produto interno bruto.
 I = RNB – C = 1050 – 500 = 550 d) se o saldo total do balanço de pagamentos for positivo, então o
produto nacional bruto será maior do que o produto interno
 Por fim, I = FBKF + ∆e .: FBKF= I – ∆e = 550 – bruto.
100 = 450 e) independente das contas externas do país, o produto interno
bruto é necessariamente maior do que o produto nacional bruto.
 Resp.: Alternativa “e”  Resp.: Alternativa “b”

Resp.:
AFRF (2002)  Temos que I = FBKF + ∆e. Precisamos saber o valor dos
investimentos (I) para saber o resultado da questão.
 Considere um sistema de contas nacionais para uma  Mas como fazer isso? É só olhar os dados da questão e
economia aberta sem governo. Suponha os seguintes pensar no PIB da ótica da despesa:
dados:  PIB = C + I + X – M (em uma economia sem governo)
Importações de bens e serviços não fatores = 100  O PIB é igual a PIL + depreciação (ou a RIL + depreciação)
Renda líquida enviada ao exterior = 50  Por sua vez, o PIL é igual a PNL + renda líquida enviada ao exterior
Renda nacional líquida = 1.000 (ou a RNL + renda líquida enviada ao exterior)
Depreciação = 5  Estas duas informações nos dizem que o:
 PIB = RNL + RLE + depreciação
Exportações de bens e serviços não fatores = 200  Ou seja:
Consumo pessoal = 500  PIB = 1000 + 50 + 5 = 1055
Variação de estoques = 80  Como PIB = C + I + G + X – M, temos
 1055 = 500 + I + 200 – 100
Com base nessas informações, é correto afirmar que a  I = 455
formação bruta de capital fixo é igual a:  Logo, I = FBKF + ∆e  455 = FBKF + 80
a) 375 b) 275 c) 430 d) 330 e) 150  FBKF = 375
 Alternativa “a” é a resposta

16
ACE/MDIC (2002) ACE/MDIC (2002) – cont.
 Considere uma economia hipotética com os seguintes  Com base nestes dados, a poupança externa e a
dados: formação bruta de capital fixo desta economia são,
• Exportações de bens e serviços não fatores = 300; respectivamente:
• Importações de bens e serviços não fatores = 100; a) 400 e 450
• Renda recebida do exterior = 50; b) 400 e 550
• Renda enviada ao exterior = 650; c) 350 e 500
• Poupança interna líquida = 200; d) 300 e 450
• Variação de estoques = 100; e) 300 e 650
• Depreciação = 50.

 Resp.: “b”

Resp.: ENAP (2006)


 Sabemos que a poupança externa é equivalente ao déficit  Com base nos conceitos macroeconômicos é incorreto afirmar que
das transações correntes: a) se os subsídios forem iguais a zero, na existência de impostos
 Poupança externa = transações correntes = fluxo de bens e indiretos, o Produto Interno Bruto a custo de fatores será menor do que
o Produto Interno Bruto a preços de mercado.
serviços + fluxo de renda
b) a diferença entre o Produto Interno Bruto e o Produto Nacional Bruto
 Ou seja: depende do sinal do saldo da conta de renda líquida enviada ao
 Transações Correntes = X – M (bens e serviços) + RR – RE (renda) exterior.
 Transações Correntes = 300 – 100 + 50 – 650 = – 400 c) a dívida pública como percentual do Produto Interno Bruto não pode ser
 Logo Se = – Transações Correntes = – ( – 400) = 400 superior a 100%.
 Mais uma vez, I = FBKF + ∆e d) considerando que a depreciação é sempre positiva, o Produto Interno
Bruto é necessariamente maior do que o Produto Interno Líquido.
 O investimento corresponde à poupança interna bruta (Sd = e) o Produto Interno Bruto pode ser considerado o que se denomina
Spr + Sg) mais a poupança externa, ou seja variável fluxo.
 A poupança interna bruto é igual a poupança interna líquida mais
depreciação  Resp.: Não vimos ainda com detalhes o conceito de dívida pública,
 I = Sd + Se = (SL + depreciação) + Se = (200 + 50) + 400 = 650 mas com o que estudamos até agora podemos ver que cada uma das
 Portanto: FBKF = I – ∆e = 650 – 100 = 550. alternativas (a), (b), (d) e (e) está correta. Portanto, a alternativa (c)
está incorreta (para ser preciso, a dívida pública pode, em tese, ser
 A resposta é então a alternativa “b” qualquer valor maior do que zero).

TABELAS DE USOS E RECURSOS E CONTAS ECONÔMICAS


CONTAS ECONÔMICAS INTEGRADAS INTEGRADAS
 Componentes da metodologia das Contas Nacionais
 Primeiro Grupo: Conta de Bens e Serviços
 Tabelas de Usos e Recursos (TRU) apresenta a oferta total  Recursos: Produto (cf) + Impostos sobre Produtos+
da economia como o somatório da produção de bens e Importações
serviços e, simultaneamente, como somatório do consumo
intermediário e da demanda final  Usos: Consumo Final + Consumo Intermediário +
Investimentos + Exportações
 As Contas Econômicas Integradas (CEIs) correspondem  Isto é: P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X
ao conjunto de quatro contas do sistema anterior e são
apresentadas como base em três grandes grupos
 Substitui-se as tradicionais colunas de débito e crédito pelas colunas
de usos (aplicação dos recursos) e recursos (origem dos recursos

17
GESTOR/MPOG (2003) Resp.:
 Considere os seguintes dados extraídos da Conta de Bens  É uma questão que envolve o conceito de Conta de
e Serviços do Sistema de Contas Econômicas Integradas: Bens e Serviços
• Produção: 1.323.410.847
 Neste caso, temos que somar e igualar
• Importação de bens e serviços: 69.310.584
• Impostos sobre produtos: 83.920.429  (a) os recursos: Produto (cf) + Impostos sobre
• Consumo intermediário: 628.444.549 Produtos+ Importações
• Consumo final: 630.813.704
 E (b) os usos: Consumo Final + Consumo
• Variação de estoques: 12.903.180
• Exportação de bens e serviços: 54.430.127 Intermediário + Investimentos + Exportações
 Com base nessas informações, é correto afirmar que a  Isto é: P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X
formação bruta de capital fixo é igual a:
a) 150.050.300 b) 66.129.871 c) 233.970.729  A formação bruta de capital fixo vem do componente
d) 100.540.580 e) 200.000.000 investimento

Resp.: GESTOR/MPOG (2005)


 A tabela abaixo sistematiza o cálculo a ser feito:
Recursos Operações e Saldos Usos  Considere os seguintes dados de um sistema de contas
1.323.410.847 Produção nacionais que segue a metodologia do sistema adotado no
69.310.584 Importação de Bens e Serviços
83.920.429 Impostos sobre produtos
Brasil, em unidades monetárias:
Consumo Intermediário 628.444.549 Produção = 1.300
Consumo Final 630.813.704
Formação Bruta de Capital Fixo ?
Importação de bens e serviços = 70
Variação de Estoques 12.903.180 Impostos sobre produtos = 85
Exportação de Bens e Serviços 54.430.860
1.476.641.860 Total 1.476.641.860
Consumo intermediário = 607
Consumo final = 630
 P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X Variação de estoques = 13
 1.323.410.847 + 83.920.429 + 69.310.584 = 628.444.549 + Exportações de bens e serviços = 55
630.813.704 + (FBKF + 12.903.180) + 54.430.127
Com base nessas informações, a formação bruta de capital fixo
 FBKF = 150.050.300. é igual a:
 Resp.: Alternativa “a”. a) 150 b) 100 c) 50 d) 200 e) 250

Resp.: Resp.:
 A questão é idêntica à anterior, só que com menos
exigência de álgebra  P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X
 1300 + 70 + 85 = 607 + 630 + (FBKF + 13) + 55
 A tabela abaixo resumo os números do problema
 FBKF = 1455 – 1305 = 150
Recursos Operações e Saldos Usos
1300 Produção  Resp.: Alternativa “a”.
70 Importação de Bens e Serviços
85 Impostos sobre produtos
Consumo Intermediário 607
Consumo Final 630
Formação Bruta de Capital Fixo ?
Variação de Estoques 13
Exportação de Bens e Serviços 55
1455 Total 1455

18
APO/MPOG (2005) Resp.:
 Considere os seguintes dados de um sistema de contas
nacionais, que segue a metodologia do sistema adotado no  P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X
Brasil, em unidades monetárias:
Produção = 1200  1200 + 70 + 60 = Ci + 600 + (100 + 10) + 120
Importação de bens e serviços = 60  Ci = 1330 – 830 = 500
Impostos sobre produtos = 70
Consumo final = 600  Alternativa “a”
Formação bruta de capital fixo = 100
Variação de estoques = 10
Exportações de bens e serviços = 120
 Com base nessas informações, o consumo intermediário é
igual a:
a) 500 b) 400 c) 450 d) 550 e) 600

CONTAS ECONÔMICAS
INTEGRADAS
GESTOR/MPOG (2003)
 Considere os seguintes dados extraídos da Conta de
 Segundo Grupo é constituído de três contas: Produção do Sistema de Contas Econômicas Integradas:
 (a) Conta de produção • Produção: 1.323.410.847
 Valor Bruto da Produção = Consumo Intermediário + Produto • Produto Interno Bruto: 778.886.727
Interno Bruto • Imposto de importação: 4.183.987
 (b) Conta de Renda • Demais impostos sobre produtos: 79.736.442
 Identidades sobre conceitos de renda  Com base nestas informações, é correto afirmar que o
 (c) Conta de Acumulação consumo intermediário é de:
 Trabalha diretamente com a identidade investimento/ poupança a) 628.444.549
 Estima a necessidade ou capacidade de financiamento do país b) 632.628.536
 O sinal negativo do saldo (poupança doméstica - investimento c) 600.000.000
doméstico) mostra que houve a complementação com poupança
externa no ano em questão d) 595.484.200
e) 550.000.003

Resp.: Resp.:
 É uma questão sobre a conta de produção
 Como derivamos a conta de produção?  Portanto, a resolução da questão fica:
 É bem simples. Sabemos que pela conta de bens e  P + Impostos = Ci + PIB
serviços
 1.323.410.847 + (4.183.987 + 79.736.442) =
 P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X
 O consumo final (Cf) agrupa o consumo das famílias (C) e o do Ci + 778.886.727
governo (G)  Logo “Ci” = 1.407.331.276 – 778.886.727
 E que o PIB pela ótica da despesa:  Ci = 628.44.549
 PIB =C+I+G+X–M
 A alternativa correta é a “a”
 Assim, P + Impostos = Ci + PIB
 Ou: PIB = P + Impostos - Ci

19
AFRF (2002) Resp.:
 No ano de 2000, a conta de produção do sistema de
contas nacionais no Brasil apresentou os seguintes  É uma questão sobre a conta de produção
dados (em R$ 1.000.000):  P + Impostos = Ci + PIB
Produção: 1.979.057  1.979.057 + (Impostos) = 1.011.751 + 1.086.700
Consumo Intermediário: 1.011.751
Impostos sobre produto: 119.394
 Impostos = 119.394
Imposto sobre importação: 8.430  Impostos totais = impostos sobre importações +
Produto Interno Bruto: 1.086.700 “demais impostos sobre produto”
 Com base nestas informações, o item da conta  “demais impostos sobre produto” = 119.394 - 8.430 =
“demais impostos sobre produto” foi de: 110.964

a)839.482 b)74.949 c)110.964 d)128.364 e)66.519


 A alternativa correta é a “c”

AFRF (2002) Resp.:


 No ano de 1999, a conta de capital do sistema de
contas nacionais no Brasil apresentou os seguintes  É uma questão de Conta de Acumulação.
dados (em R$ 1.000.000):  Vamos então utilizar a identidade entre poupança e
investimento
Poupança bruta: 149.491  O investimento é dado por: FBKF + ∆e
Formação bruta de capital fixo: 184.087  I = 184.087+11.314 = 195.401.
Variação de estoques: 11.314  A questão diz que a economia recebeu transferência positiva
de capital (91-29 = 62) e tem poupança interna bruta de
Transferências de capital enviada ao resto do mundo: 29 149.491.
Transferências de capital recebida do resto do mundo: 91  Claramente a poupança interna mais as transferências são
menores do que o investimento.
 O que significa necessidade de financiamento do país
 Com base nessas informações, é correto afirmar que a  Tal necessidade é na magnitude de (149.491 + 62 - 195.401) =
necessidade de financiamento foi igual a: 45.848.
 A resposta é a letra “b”
a) 34.566 b) 45.848 c) 80.414 d) 11.282 e) 195.401

CONTAS ECONÔMICAS
INTEGRADAS
 Terceiro Grupo é constituído das contas
relativas ao resto do mundo:
 Chamada de Conta de Operações Correntes
com o Mundo QUESTÕES EXTRAS
 Quais os usos e recursos dessa conta?
 Usos: Exportações, Rendas enviadas ao
exterior, transferências correntes enviadas, etc.
 Recursos: Importações, Rendas externas
recebidas, transferências correntes recebidas,
etc.

20
GESTOR/MPOG (2008) Resp.:
 Considere os seguintes dados para uma economia
hipotética:  A partir da identidade I = S, temos que
Investimento privado: 200;  Ipr + Ipu = Spr + Sg + Se
Poupança privada: 100;  Sabemos que a poupança externa é igual ao déficit
Poupança do governo: 50; de transações correntes, logo:
Déficit em transações correntes: 100.  200 + Ipu = 100 + 50 + 100
 Com base nestas informações e considerando as
identidades macroeconômicas básicas, pode-se afirmar que  Ipu = 50
o investimento público e o déficit público são,  O déficit público é igual ao investimento público
respectivamente, menos a poupança do governo, isto é:
a) zero e 50.
 Dg = Ipu – Sg = 50 - 50
b) 50 e 50.
c) 50 e zero.  Dg = 0  não há déficit público
d) zero e zero.  Alternativa “c” está correta.
e) 50 e 100.

APO/MPOG (2008)
Resp.:
 “No que diz respeito a agregados macroeconômicos e identidades
contábeis, pode-se afirmar que os principais agregados derivados das
contas nacionais são as medidas de Produto, Renda e Despesa.  O PIB per capita é um indicador da
Assinale a única opção falsa no que se refere a agregados
macroeconômicos. produção por pessoa na economia, não
a) As medidas de Produto, Renda e Despesa, universalmente utilizadas,
representam sínteses do esforço produtivo de um país em um englobando outros aspectos importantes
determinado período de tempo, revelando várias etapas da atividade
produtiva. como bem-estar, qualidade de vida, entre
b) O Produto Interno Bruto (PIB) per capita é uma medida que se obtém
dividindo-se o PIB do ano pela população residente no mesmo período. outros.
c) O PIB per capita é um bom indicador de bem-estar da população
residente no mesmo período.  Alternativa “c” está incorreta
d) A Renda Nacional Bruta é o agregado que considera o valor adicionado
gerado por fatores de produção de propriedade de residentes.
e) O PIB, avaliado pela ótica do produto, mede o total do valor adicionado
produzido por firmas operando no país, independentemente da origem
do seu capital.”

ACE/MDIC (1998)
 Uma economia produz apenas três bens, A, B e C. A tabela abaixo Resp.:
mostra as quantidades produzidas e os preços unitários de cada um
destes bens nos anos de 1996 e 1997:
1996 1997  PIB Real nos períodos 1 e 2:
Bem Quant. Preço Quant. Preço
A 100 $ 1 110 $1  Período 1: ∑ Pi Qi = (1×100) +(3 × 200) + (2 ×150) = 1000
B 200 $ 3 200 $3  Período 2: ∑ Pi Qi = (1×110) +(3 × 200) + (2 ×100) = 910
C 150 $ 2 100 $ 4
 Neste contexto, indique a resposta correta.
a) Tomando 1996 como ano-base, o PIB real desta economia cresceu $110 entre  Houve um decréscimo de R$ 90 no PIB real
1996 e 1997.
b) Tomando 1997 como ano-base, o PIB real desta economia cresceu $110 entre
1996 e 1997.
 Resp.: Alternativa “c”
c) Tomando 1996 como ano-base, o PIB real desta economia decresceu $90 entre
1996 e 1997.
d) Tomando 1997 como ano-base, o PIB nominal desta economia cresceu $10 entre
1996 e 1997.
e) Tomando 1996 como ano-base, o PIB nominal desta economia decresceu $110
entre 1996 e 1997

21
ACE/TCU (2002) Resp.:
 Considere os seguintes dados para uma economia aberta e sem
governo, num determinado período de tempo e em unidades  I = S .: Ipr + Ipu = Spr + Sg + Se
monetárias:  Queremos identificar o valor da poupança externa
Poupança líquida do setor privado: 100
Depreciação: 10
Se, que equivale ao déficit em transações
Variação de estoques: 40
correntes.
Formação bruta de capital fixo: 120  Como a economia é sem governo, Ipu e Sg são iguais a
 Com base nestes dados e considerando um sistema de contas
zero.
nacionais, é correto afirmar que, no período, o saldo do balanço de  Sabemos que Ipr = FBKF + ∆e = 120 + 40 = 160
pagamentos em transações correntes foi:
E que Spr = Sl + depreciação = 100+ 10 = 110
a) superavitário no valor de 40.
b) superavitário no valor de 50.  Então:
c) deficitário no valor de 40.  Ipr = Spr + Se
d) deficitário no valor de 50.  160 = 110 + Se .: Se = 50
e) nulo.
 Déficit em transações correntes igual a 50.
 Resp.: Alternativa “d”
Resposta letra “d”

ENAP (2006) Resp.:


 Considere os seguintes dados extraídos da conta de bens
e serviços de um sistema de contas nacionais que segue a  P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X
metodologia adotada no Brasil:
Produção = 6000  6000 + 550 + 250 = 2850 + Cf + (430 + 25) +
Importação de bens e serviços = 250 235
Impostos sobre produto = 550  Cf = 6800 – 3540 = 3260
Consumo intermediário = 2850
 Alternativa “e”
Formação bruta de capital fixo = 430
Variação de estoques = 25
Exportação de bens e serviços = 235
 Com base nesses dados, o consumo final foi de
a) 2890. b) 3010. c) 3285. d) 3005. e) 3260.

ESAF/Analista de Planejamento
e Orçamento/2003
 Considere os seguintes dados de um sistema de contas nacionais,
que segue a metodologia do sistema adotado no Brasil, em unidades
monetárias: MACROECONOMIA
Produção = 1200
Importação de bens e serviços = 60 PARA CONCURSOS
Impostos sobre produtos = 70
Consumo final = 600
Formação bruta de capital fixo = 100
Variação de estoques = 10 Balanço de Pagamento
Exportações de bens e serviços = 120
 Com base nessas informações, o consumo intermediário é igual a: Prof. Daniel da Mata
a) 500 b) 400 c) 450 d) 550 e) 600
 Resp.: Alternativa “a”

22
Balanço de Pagamentos Residentes
1. Pessoas físicas, nacionais ou não, cujo centro de
 Balanço de Pagamentos (BP) é o registro interesse é o pais
sistemático das transações entre residentes e  Ex.: indivíduos que vivem permanentemente no país
não-residentes de um país durante determinado (incluindo estrangeiros que trabalham no país)
período de tempo 2. Pessoas jurídicas de direito privado sediadas no
 Registro contábil de todas as transações de um país com país
o resto do mundo  Ex.: empresas nacionais e multinacionais instaladas no
 No Brasil, é elaborado pelo Banco Central país
 É importante frisar que só são registrados no 3. Embaixadas do país no mundo
 Ex.: Embaixada Brasileira em Roma
Balanço de Pagamentos transações entre
residentes e não-residentes 4. Pessoas jurídicas de direito público sediadas no
país
 Transações entre
residentes não são contabilizadas no
 Órgãos dos Poderes em nível estadual
Balanço de Pagamentos

Não-Residentes ACE/MDIC (2002)


1. Pessoas físicas, nacionais ou não, cujo  Tomando como caso o Brasil, não é considerado como
centro de interesse não é o pais residente para efeito de pagamento no balanço de
pagamentos
 Ex.: Turista estrangeiro no país
a) embaixadas brasileiras no exterior.
2. Pessoas jurídicas de direito privado b) empresas multinacionais instaladas no Brasil.
instaladas fora do país c) turistas brasileiros no exterior.
 Ex.: filial da Gerdau no Chile d) instituições norte-americanas de ensino instaladas no Brasil.
e) filiais de empresas brasileiras no exterior.
3. Embaixadas estrangeiras no país
 Ex.: Embaixada da China em Brasília  Resp.: Alternativa “e”. Pessoas jurídicas de direito privado
4. Pessoas jurídicas de direito público de instaladas fora do país são consideradas não-residentes,
outros países não importando se tal empresa é brasileira ou não.

Como é realizada o pagamento das Estrutura do Balanço de


transações entre residentes e não residentes?
Pagamentos (antiga!)
 Basicamente, de 4 formas:
(a) Haveres a Curto Prazo no Exterior  A estrutura antiga é útil como introdução, visto que
 Liquidez imediata: moeda forte, títulos de curto prazo a maioria dos conceitos permanecem iguais
 Principal meio de pagamento internacional E esses conceitos são cobrados em concursos
(b) Ouro Monetário
 É o ouro em poder do Banco Central. É aceito como pagamento nas
transações do comércio internacional 1. BALANÇO COMERCIAL (Valor FOB)
(c) Posição das Reservas no Fundo Monetário Internacional  Saldo líquido entre exportação de bens e importações de
(FMI) bens
 Cota-parte de cada país membro
 É considerado um empréstimo quando um país retirar recursos
superiores a sua cota-parte, feito para regularizar um déficit no saldo 2. BALANÇO DE SERVIÇOS
do Balanço de Pagamentos
 Saldo líquido entre serviços prestados por residentes a
 (d) Direito Especial de Saque (DES) não-residentes e despesas com serviços prestados por
 Moeda escritural, criada pelo FMI, para fazer pagamentos e não-residentes a residentes.
recebimentos entre Bancos Centrais dos países

23
Estrutura do Balanço de Estrutura do Balanço de
Pagamentos (antiga!) Pagamentos (antiga!)
 BALANÇO DE SERVIÇOS 3. TRANSFERÊNCIAS UNILATERAIS
 Balanço de serviços não-fatores (DONATIVOS)
 Viagens internacionais  Saldo líquido entre receitas de donativos e despesas
 Fretes de donativos cedidos
 Seguros  Incluem as remessas de imigrantes e reparações de
 Serviços governamentais guerras
 Outros serviços não-fatores
4. SALDO EM TRANSAÇÃO CORRENTE (OU
 Balanço de serviços fatores CONTA CORRENTE) DO BP = 1 + 2 + 3
 Renda do Capital (juros e lucros)
É a soma dos itens anteriores
 Renda do Trabalho
T = BC + BS + TU
 Outros serviços fatores (royalties, patentes, etc.)

Estrutura do Balanço de Estrutura do Balanço de


Pagamentos (antiga!) Pagamentos (antiga!)
5. MOVIMENTO DE CAPITAIS AUTÔNOMOS 6. ERROS E OMISSÕES
 Capitais que livremente entram ou saem do  Conta de ajuste dos débitos e créditos
país
 Investimentos Diretos 7. SALDO TOTAL DO BALANÇO DE
 Empréstimos e Financiamentos PAGAMENTOS = 4 + 5 + 6
 Amortização
 Soma do Saldo em Conta-Corrente (T),
 Reinvestimento Capitais Autônomos (Ka) e Erros e Omissões
 Refinanciamento (EO)
 Capitais a Curto Prazo  BP = T + Ka + EO

Estrutura do Balanço de
Em suma:
Pagamentos (antiga!)
1. BC (Balança Comercial)
8. MOVIMENTO DE CAPITAIS COMPENSATÓRIOS 2. BS (Balança de Serviços)
(Demonstrativo de Resultado) 3. TU (Transferências Unilaterais)
 Contas de Caixas 4. T (Saldo em Transações Correntes)
 T = BC + BS + TU
 Haveres
5. Ka (Capitais Autônomos)
 Ouro Monetário 6. EO (Erros e Omissões)
 DES 7. B (Saldo do Balanço de Pagamentos)
 Reservas do FMI  B = T + Ka + EO
 Empréstimos de regularização 8. Kc (Capitais Compensatórios)
 8.1 Contas de Caixa: haveres, ouro monetário, DES, reservas do FMI
 Atrasos  8.2 ER (empréstimos de regularização)
 8.3 A (Atrasados)

24
MRE (2004) MPU (2004)
 “Quando nisseis brasileiros que trabalham no  Não é registrado no balanço de serviços o(a)
Japão remetem parte de suas economias a a) remessa de lucros.
seus familiares, no Brasil, essa transação é b) amortização de empréstimos.
registrada como uma transferência unilateral c) pagamento de fretes.
e constitui parte integrante da conta de d) pagamento de seguro de transportes de
transações correntes.” mercadorias.
e) recebimento de juros de empréstimos.
 Resp.: Correto. Vimos que os donativos são  Resp.: Alternativa “b”. Amortização é computada
registrados como transferência unilateral, na conta de movimento de capitais autônomos
parte da balança de transações correntes

AFPS (2002) Resp.:


 Considere as seguintes informações:  Sabemos que o saldo de transações correntes corresponde
Saldo da balança comercial: déficit de 100; a soma do balanço comercial, do de serviços e das
transferências unilaterais
Saldo da balança de serviços: déficit de 200;
 T = BC + BS + TU
Saldo em transações correntes: déficit de 250;
 Logo:
Saldo total do balanço de pagamentos: superávit de 50.
 TU = T – BC – BS = (-250) – (-100) – (-200) = +50
 Com base nessas informações, o saldo das “transferências
unilaterais” e do “movimento de capitais autônomos” foram,  Temos também que o saldo da balança de pagamentos é
respectivamente: equivalente ao saldo das transações correntes + capitais
a) + 50 e + 300 autônomos + erros e omissões
b) – 50 e – 300  B = T + Ka + EO
 A questão estipula que não há erros e omissões
c) + 30 e – 330
d) – 30 e + 330  Portanto:
 Ka = B – Ta = +50 – (-250) = + 300
e) – 30 e – 300
 Resp.: Alternativa “a”

Classificação das Contas do BP Classificação das Contas do BP


 Os registros contábeis do Balanço de  As contas de Ativo (bens e direitos)
Pagamentos são elaborados dentro do representam uma aplicação de recursos e
possuem natureza devedora
princípio das partidas dobradas
 As contas de Passivo (obrigações)
 Crédito em uma conta corresponde a débito em
outra
representam a origem dos recursos e
possuem natureza credora
 Visando a homogeneização entre os diversos  Divide-se as contas do BP em dois tipos:
países, o BP é expresso em apenas uma  Contas operacionais
divisa padrão (dólar)  Contas de caixa

25
Classificação das Contas do BP Classificação das Contas do BP
 Contas Operacionais (fatos geradores)
 Entrada de divisas tem sinal positivo (+)!
 Saída de divisas tem sinal negativo (-)! Tipos de Contas
 Exportação Contas Operacionais Contas de caixa
 Importação
 Investimentos Receita: entrada de
Crédito (+) Débito (-)
 Transferências unilaterais divisas (ou de reservas)
 Amortização Despesa: saída de
 Etc. Débito (-) Crédito (+)
divisas (de reservas)
 Contas de Caixa (movimento de meio de pagamentos)
 Entrada de divisas (uma receita) tem sinal negativo (-), isto é, diminuem
as obrigação
 Saída de divisas tem sinal positivo (+)
 Haveres
 Ouro Monetário
 Direitos especiais de saque (DES)
 Reservas do FMI

Classificação das Contas do BP Classificação das Contas do BP


 Exemplos de entrada de divisas  Exemplos de saída de divisas
 Exportação de bens  Importação de bens
 Receitas de viagens internacionais  Despesas de viagens internacionais
 Receitas de fretes  Despesas de fretes
 Receitas com juros da dívida externa  Despesas com juros da dívida externa
 Receitas com rendas do trabalho  Despesas com rendas do trabalho
 Receitas com lucros recebidos  Despesas com lucros recebidos
 Entrada de investimentos diretos  Saída de investimentos diretos
 Amortizações recebidas  Paramentos de amortizações
 Em suma, representam:  Em suma, representam:
 Uma entrada de divisas e as contas operacionais devem ser  Uma saída de divisas e as contas operacionais devem ser debitadas
creditadas (+) (-)
 Um aumento do saldo em alguma conta de caixa, que devem ser  Uma diminuição do saldo em alguma conta de caixa, que devem ser
debitadas (diminuição das obrigações) creditadas (aumento das obrigações)

Classificação das Contas do BP Exemplos de Lançamentos no BP


 No BP, podemos encontrar três gêneros de lançamento  Exportação de Mercadorias
 O Brasil exporta mercadorias no valor de 100 e recebe em moeda
 (a) O lançamento é feito em uma conta operacional e a respectiva forte
contrapartida contábil é feita em uma conta de caixa  Exportação: +100
 (b) o lançamento e a respectiva contrapartida contábil são ambos  Haveres: -100
registrados em contas operacionais
 Exportação de Bens
 (c) O lançamento e a contrapartida são ambos registrados em contas  O Brasil exporta bens no valor de 100 e recebe metade em moeda
de caixa forte e metade em DES
 No próximo slide vamos ver alguns exemplos de  Exportação: +100
lançamentos no BP  Haveres: -50
 Notar que as contas de caixa possuem subcontas utilizadas  DES: -50
para lançamentos de ajustes  Importação de Bens
 Valorização e desvalorização  O Brasil importa bens no valor de 100 e paga metade em moeda
forte e metade em ouro
 Monetização e desmonetização  Importação: -100
 Alocação (compras) e cancelamentos (venda) de DES  Haveres: +50
 Variação total de haveres, ouro monetário, DES e reservas do FMI  Ouro monetário: +50

26
Exemplos de Lançamentos no BP
Exemplos de Lançamentos no BP
 Recebimento de lucros
 Vamos praticar um pouco!  Uma empresa brasileira recebe de sua filial no exterior
 Permuta de mercadorias* lucros no total de 10
 O Brasil importa automóveis no valor de 100 pagando com madeira  Lucros: +10
 Importação: -100  Haveres: -10
 Exportação: +100
 Pagamento de juros da dívida externa
 Envio de lucros
 O Brasil paga juros da sua dívida externa no valor de 100, metade  Uma multinacional estrangeira residente no Brasil envia
com reservas do FMI e metade em moeda forte para exterior 20
 Juros: -100  Lucros: -20
 Haveres: +50  Haveres: +20
 Reserva do FMI: +50
 Pagamento de fretes
 Recebimento de juros da dívida externa
A Petrobrás paga frete de navio petroleiro no valor de 100
 O Brasil recebe da Bolívia juros da dívida externa boliviana no
valor de 100 em moeda forte à vista
 Juros: +100  Fretes: -100
 Haveres: -100  Haveres: +100

Exemplos de Lançamentos no BP Exemplos de Lançamentos no BP


 Pagamento de seguro  Recebimento de donativos em mercadoria*
 Residente para prêmio a seguradora no exterior no valor de 20  Uma ONG brasileira recebe de uma organização estrangeira 1 milhão
 Seguros: -20 de dólares em remédios
 Haveres: +20  Transferência unilaterais: + US$ 1 milhão
 Receitas de renda do trabalho  Importação: - US$ 1 milhão
 Trabalhador presta serviço à embaixada americana em Brasília, no  Doação em mercadoria
valor de 10  O país doa 1 milhão de dólares em remédios e alimentos para
 Rendas do trabalho: +10 socorrer vítimas de um terremoto na China
 Haveres: -10  Transferência unilaterais: - US$ 1 milhão
 Recebimento de donativos em moeda forte*  Exportação: + US$ 1 milhão
 Uma ONG brasileira recebe de uma organização estrangeira 1  Envio de remessa de imigrantes
milhão de dólares  Familiares enviam para um parente dos EUA um valor de 3
 Transferência unilaterais: + US$ 1 milhão  Transferências unilaterais: - 3
 Haveres: - US$ 1 milhão  Haveres: +3

Exemplos de Lançamentos no BP Exemplos de Lançamentos no BP


 Migração*
 Um brasileiro retorno ao país e traz bens no valor de 2, direitos no  Entrada de investimentos diretos sob forma de participação
valor de 3 e obrigações no valor de 4 acionária
 Transferências Unilaterais: (+2) + (+3) + (-4) = +1  Um americano compra ações no Brasil no valor de 20
 Importação: -2  Investimento direto: +20
 Empréstimos: (-3) + (+4) = +1
 Haveres: -20
 Migração*
 Um brasileiro, ao emigrar para outro país, leva consigo bens no valor
 Saída (pagamento) de investimentos diretos (de risco)
de 2, direitos no valor de 3 e obrigações no valor de 4  Residentes no país investem 20 no exterior
 Transferências unilaterais: (-2) + (-3) + (+4) = -1  Investimento direto: -20
 Exportações: +2  Haveres: +20
 Empréstimos: (+3) + (-4) = -1  Entrada de investimentos diretos sem cobertura cambial*
 Aquisição de propriedade no exterior por parte de residentes  Ingressam no país, sob forma de investimento direto, máquinas e
 Um brasileiro compra uma residência em Miami por 4 equipamentos no valor de 3
 Investimento Direto: -4  Investimento direto: +3
 Haveres: +4  Importação: -3

27
Exemplos de Lançamentos no BP Exemplos de Lançamentos no BP
 Saída de investimentos diretos sem cobertura cambial  Reinvestimento
 Saem no país, sob forma de investimento direto, máquinas e  Uma multinacional reinveste 10 no país
equipamentos no valor de 3  Reinvestimentos: +10
 Investimento direto: -3
 Lucro: -10
 Exportação: +3
 Recebimento de empréstimos de não-residentes
 Refinanciamento
 O Brasil refinancia parte de sua dívida no valor de 10
 Residentes no país obtêm um empréstimo de não-residente
 Empréstimos/financiamentos: +10  Refinanciamento: +10
 Haveres: -10  Juros (refinanciados): -10
 Pagamento de amortização  Atrasados
 O Brasil amortiza parte do principal da sua dívida no valor de 10  O país deixa de pagar juros no valor de 10
 Amortização:-10  Juros: -10
 Haveres: +10  Atrasados: +10

Exemplos de Lançamentos no BP Exemplos de Lançamentos no BP


 Atrasados
 Vencem fretes no valor de 10. O país paga 8, sendo metade em moeda
forte e metade em DES  Importação de ouro não-monetário
 Fretes: -10
 Haveres: +4  Uma indústria no Brasil compra ouro no exterior
 DES:+4 para utilizar como insumo na linha de produção
 Atrasados: +2
 Monetização no mercado interno  Importação: -10
 O Banco Central compra ouro de garimpeiros no valor de 10  Haveres: +10
 Variação total de ouro monetário: +10
 Contrapartida para desmonetização: -10  Exportação de ouro não-monetário
 Desmonetização no mercado externo
 O Banco Central vende ouro no exterior diminuindo suas reservas no valor  Um artista na França compra ouro do Brasil para
de 10
 Variação total de ouro monetário: -10
utilizar nas suas criações
 Contrapartida para desmonetização: +10  Exportações: +10
 Exportação: +10
 Haveres: -10  Haveres: -10

MPU (2004) APO (2002)


 No balanço de pagamentos, os lucros reinvestidos têm  Com base no balanço de pagamentos, é correto afirmar que:
como lançamento a) o saldo dos movimentos de capitais autônomos tem que ser
a) débito na conta rendas de capital e crédito na conta caixa. necessariamente igual ao saldo do balanço de pagamentos
b) débito na conta rendas de capital e crédito na mesma em transações correntes.
conta. b) as transferências unilaterais têm como única contrapartida de
c) crédito na conta reinvestimentos e débito na mesma conta. lançamento a balança comercial.
d) débito na conta rendas de capital e crédito na conta c) o saldo total do balanço de pagamentos é necessariamente
reinvestimentos. igual a zero.
e) crédito na conta rendas de capital e débito na conta caixa. d) os lucros reinvestidos são lançados com sinal positivo nos
movimentos de capitais e com sinal negativo no balanço de
 Resp.: Alternativa “d”, conforme estudamos nos slides serviços.
anteriores e) as amortizações fazem parte do balanço de serviço.

28
Variação das reservas
Resp.:
internacionais
 (a) Errado. Sabemos que B = T + Ka + EO e, portanto, T não
tem que ser igual a Ka  A variação das reservas internacionais é dada pela equação
 (b) Errado. As transferências unilaterais podem ter como
contrapartida haveres, no caso de donativos em dólares ∆RES = BP + ER + A + C
 (c) Errado. B = T + Ka + EO e pode ser maior, igual ou  B = Saldo Total do BP; ER = empréstimos de regularização; A =
menor que zero Atrasados; C = Saldo de contrapartidas
 (d) Quando residentes no exterior decidem reinvestir os  Se ∆RES é positiva indica um aumento das reservas internacionais
lucros no país, a operação entre como débito no balanço de
 Uma outra maneira de calcular a variação das reservas é
serviço de fatores e como crédito os investimentos diretos ou
reinvestimentos (balanço de capitais autônomos). A resposta através da fórmula


está correta.
(e) Errado. Amortizações fazem parte do balanço de capitais
∆RES = ( Saldo _ da _ Conta _ Caixa ) + C
autônomos  C = Saldo de contrapartidas
 Se ∆RES é negativa indica um aumento das reservas internacionais

BACEN (2002) Resp.:


 Considere as seguintes operações entre residentes e não residentes de
um país, num determinado período de tempo, em milhões de dólares:  Vamos ver o impacto de cada operação:
• o país exporta mercadorias no valor de 500, recebendo a vista;
 (i) Exportação: BC = +500
• o país importa mercadorias no valor de 400, pagando a vista;
• o país paga 100 a vista, referente a juros, lucros e aluguéis;  (ii) Importações: BC = -400
• o país amortiza empréstimo no valor de 100;  (iii) Pagamento de juros, lucros e aluguéis: BSF = -100
• ingressam no país máquinas e equipamentos no valor de 100 sob a
forma de investimentos diretos;  (iv) Amortização: Capitais Autônomos= -100
• ingressam no país 50 sob a forma de capitais de curto prazo;  (v) Investimento direto: (a) Capitais Autônomos= +100 e
• o país realiza doação de medicamentos no valor de 30.
 Com base nestas informações, pode-se afirmar que as reservas do
(b) Importações BC = -100
país, no período:  (vi) Capitais de curto prazo: Capitais autônomos: +50
a) tiveram uma elevação de 100 milhões de dólares.
b) tiveram uma elevação de 50 milhões de dólares.  (vii) Doação de medicamentos: (a) TU = -30 e (b)
c) tiveram uma redução de 100 milhões de dólares. Exportações BC =+30
d) tiveram uma redução de 50 milhões de dólares.
e) não sofreram alterações

Resp.:
 Agora, cada uma das contas:
AFPS (2002)
 1. Balanço comercial = (+500(i) + (-400)(ii) + (-100)(v) + (30)(vii)) =  Considere os seguintes lançamentos entre residentes e não-
+30 residentes de um país, num determinado período de tempo (em
 2. Balanço de serviços = -100 unidades monetárias):
 Fatores (BSF): -100(iii) = -100 (a) o país exporta 500, recebendo a vista;
 Transferências Unilaterais: -30(vii) (b) o país importa 300, pagando a vista;
(c) ingressam no país, sob a forma de investimentos diretos, 100 em
 Saldo em conta corrente: equipamentos;
 T = +30 – 100 + -20 = -100
(d) o país paga 50 de juros e lucros;
 Capitais autônomos: +50 (e) o país paga amortizações no valor de 100;
 Amortização: -100(iv)
(f) ingressam no país 350, sob a forma de capitais de curto prazo;
 Investimento direto: +100(v)
 Capitais de curto prazo: +50(vi)
(g) o país paga fretes no valor de 70.
Com base nessas informações e supondo a ausência de erros e
 Erros e Omissões: 0 omissões, os saldos em transações correntes e do balanço de
 Salto total do BP = (-100)+ 50 + 0 = (-50) pagamentos são, respectivamente:
 Variação “física” das reservas = -50 a) – 20 e + 150 b) – 20 e + 20 c) – 20 e + 330 d) – 40 e + 330
 A resposta é então a alternativa “d” e) – 40 e + 40

29
Resp.: BNDES (2008)
 O saldo de transações correntes corresponde a soma do balanço
comercial, do de serviços e das transferências unilaterais  Na conta de transações correntes do balanço de
 É válido lembrar que os 100 de equipamentos também entram como pagamentos do país, entre outros itens, registram-se as(os)
importação
 T = BC + BS + TU
(A) exportações e os investimentos estrangeiros que trazem
divisas para o país.
 BC = (500(a)-300(b)-100(c)) = 100
 BS = (-50(d) + (-70(g))) = -120 (B) exportações e as importações de mercadorias feitas pelos
 TU = 0 residentes no país.
 T = 100 – 120 = -20 (C) variações das reservas internacionais no Banco Central.
 O saldo da balança de pagamentos é equivalente ao saldo das (D) empréstimos e os financiamentos de longo prazo.
transações correntes + capitais autônomos + erros e omissões (E) pagamentos de juros e de amortizações de capital
 B = T + Ka + EO recebidos do exterior.
 T = -20
 Resp.: As transações correntes incluem o balaço comercial,
 Ka = InvDireto + Amort + Kcp = (+100(c)) + (-100(e)) + (+350(f))=+350 o de serviços e as transferências unilaterais. Alternativa “b”
 EO = 0 inclui os dois componentes do balanço comercial e está,
 BP = (-20) + (+350) = +330 como resultado, correta.
 A resposta é então a alternativa “c”

ACE/MDIC (2002) Resp.:


 Com relação ao balanço de pagamentos, é incorreto afirmar  (a) Verdadeiro. Em países com muitas empresas
que: multinacionais, o balanço de serviços é deficitário. O
a) um déficit na balança de serviços não necessariamente balanço comercial pode compensar esse déficit ou não. As
implica um déficit em transações correntes. transferências unilaterais pode ter efeito similar
b) entradas de mercadorias no país são, necessariamente,
consideradas como importações.  (b) Verdadeiro. Toda entrada de mercadoria corresponde a
c) se o país não possui reservas, um déficit em transações um débito na conta de importação
correntes tem que ser necessariamente financiado com  (c) Falso. O déficit pode ser financiado por exemplo com
movimentos de capitais autônomos. venda de ouro monetário ou por empréstimos do FMI
d) os investimentos diretos são considerados como item dos  (d) Verdadeiro. Os capitais autônomos são compostos por
movimentos de capitais autônomos. investimentos diretos, amortizações e empréstimos
e) se, em valor absoluto, o déficit em transações correntes é  (e) Verdadeiro. Na ausência de erros e omissões, um saldo
igual ao superávit no movimento de capitais autônomos, nulo do BP equivale a um déficit em transações correntes
então, na ausência de erros e omissões, o saldo total do
balanço de pagamentos será nulo. igual ao superávit no movimento de capitais autônomos

AFRF (2002) PRINCIPAIS IDENTIDADES DO


BALANÇO DE PAGAMENTOS (BP)
 Com relação ao balanço de pagamentos, é incorreto afirmar
que:  1. T = BC + BS + TU
a) as exportações de empresas multinacionais instaladas no  Saldo de transações em conta correntes (T) é igual à
Brasil são computadas na balança comercial do país. soma do balanço de comercial (BC), como balanço de
b) os investimentos diretos fazem parte dos chamados serviços (BS) e das transferências unilaterais.
movimentos de capitais autônomos.
c) o saldo da conta “transferências unilaterais” faz parte do  2. BP = T + Ka + EO
saldo do balanço de pagamentos em transações correntes.  Saldo do Balanço de Pagamentos (BP) é igual à soma do
d) o saldo total do balanço de pagamentos não é saldo das transações em conta correntes (T), mais capitais
necessariamente nulo.
e) as chamadas rendas de capital fazem parte do denominado autônomos (Ka), mais erros e omissões (EO)
balanço de serviços não fatores.  3. Kc = CC + ER + A
O capital compensatório (Kc) – demonstrativo do resultado
 Resp.: Alternativa “e”. Na verdade, rendas de capital fazem – é igual a soma da conta de caixa (CC) mais
parte do balanço de serviços fatores, já que são as
remunerações do fator de produção capital. empréstimos de regularização (ER) e de atrasados (A)

30
PRINCIPAIS IDENTIDADES DO PRINCIPAIS IDENTIDADES DO
BALANÇO DE PAGAMENTOS (BP) BALANÇO DE PAGAMENTOS (BP)
 4. T + Ka + Kc = 0 (Salvo erros e omissões)
 Saldo de transações em conta corrente (T) mais capitais  7. B = -Kc
autônomos (Ka) mais capital compensatório (Kc) é zero, O saldo do BP igual o capital compensatório (Kc)
considerando erros e omissões inexistentes com sinal trocado
 5. T = - (Ka + Kc), considerando EO = 0  8. T + Ka + Kc + EO = 0
 Saldo de transações em conta corrente (T) é igual à soma  No caso de existência de erros e omissões, o
de capitais autônomos (Ka) mais capital compensatório
saldo de transações em conta corrente (T) mais
(Kc), com sinal trocado, considerando erros e omissões
capitais autônomos (Ka) mais capital
nulo.
compensatório (Kc) mais erros e omissões (EO) é
 6. BP + Kc = 0 zero
A soma do saldo do BP e capital compensatório (Kc) é
zero

INFRAERO (2004) AFRF (2000)


 No balanço de pagamentos de um país, um déficit em
transações correntes pode ser resolvido, dentre outros meios,  Considere os seguintes dados que refletem as
por superávit:
a) na balança comercial; relações de uma economia hipotética com o resto
b) na conta de capitais; do mundo, num determinado período de tempo, em
c) em transferências unilaterais; unidades monetárias
d) na conta de royalties; (i) exportações com pagamento à vista: 100;
e) nos gastos de turismo, transportes e seguros.
(ii) importações com pagamento à vista: 50;
 Resp.: Alternativa “b”. É só lembrar da que o balanço de (iii) entrada de investimento direto externo sob forma
pagamentos é composto pelo saldo de transações e pelo de máquinas e equipamentos: 200
conta de capitais autônomos (considerando que não há erros
e omissões). Se o saldo das transações correntes é deficitário, (iv) pagamento de juros de empréstimos, remessa de
para compensá-lo é necessário uma superávit na conta de lucros e pagamento de aluguéis: 80
capitais. É interessante notar que as demais alternativas da
questão são subcontas do saldo de transações correntes (v) amortização de empréstimos: 50

AFRF (2000) – cont. Resp.:


 Vamos ver cada uma das contas:
 Pode-se afirmar que:
 1. Balanço comercial = (+100(i) + (-50)(ii)) + (-200)(iii)
(a) o saldo da balança comercial é de +50; o saldo da balança
 BC = -150
de serviços é de -130; o saldo de transações correntes é de
-230; e o saldo total do balanço de pagamentos é de -80.  2. Balanço de serviços = -80
(b) o saldo da balança comercial é de +50; o saldo da balança  Juros, lucros e aluguéis = -80(iv)
de serviços é de -80; o saldo de transações correntes é de  Transferências Unilaterais: 0
-230; e o saldo total do balanço de pagamentos é de -80.  Saldo em conta corrente:
(c) o saldo da balança comercial é de -150; o saldo da balança  T = -150 – 80 – 0 = -230
de serviços é de -130; o saldo de transações correntes é de  Capitais autônomos: +150
-230; e o saldo total do balanço de pagamentos é de -80.  Amortização: -50(v)
(d) o saldo da balança comercial é de -150; o saldo da balança  Investimento direto: + 200(iii)
de serviços é de -80; o saldo de transações correntes é de  Erros e Omissões: 0
+230; e o saldo total do balanço de pagamentos é de -80.  Salto total do BP = (-230)+ 150 + 0 = (-80)
(e) o saldo da balança comercial é de -150; o saldo da balança  Capitais compensatórios = +80
de serviços é de -80; o saldo de transações correntes é de
-230; e o saldo total do balanço de pagamentos é de -80.  A resposta é portanto a opção “e”.

31
ACE/MDIC (2001) Forma Alternativa de apresentar o
 Diga se cada alternativa é verdadeira (V) ou falsa (F): Balanço de Pagamentos
“Os saldos relevantes para o balanço de pagamentos incluem os
saldos  Vamos agora relacionar o BP ao que estudamos de
(a) de empréstimos em moeda e de amortização da dívida externa. Contas Nacionais
(b) da balança comercial e do balanço de pagamentos.  EXPORTAÇÃO DE BENS E SERVIÇOS NÃO-FATORES
(c) de transferências unilaterais. (XNF)
(d) da conta de capitais, da conta de serviços e da conta-corrente.  XNF = Exportação de bens + receitas do BSNF
(e) comercial e de viagens internacionais.”  IMPORTAÇÃO DE BENS E SERVIÇOS NÃO-FATORES
(MNF)
 Resp.: Estudamos cada um dos saldos ou balanços referentes ao  MNF = Importação de bens + despesas do BSNF
balanço de pagamentos: comercial, serviços, transferências
unilaterais, conta-corrente e capitais autônomos. É direto  O excesso de exportações de bens e serviços não-
identificar se a alternativa está correta ou não: fatores sobre as importações de serviços não-fatores
(a) Errada (empréstimos e amortização fazem parte de capitais é chamada de transferência líquida de recursos
autônomos) para o exterior (H)
(b) , (c) e (d) estão Corretas
H = XNF - MNF
(e) Errada (por conta de viagens internacionais)

Forma Alternativa de apresentar o Forma Alternativa de apresentar o


Balanço de Pagamentos Balanço de Pagamentos
 Renda Líquida Enviada ao Exterior (RLE)  Sabemos que T = BC + BS + TU
 RLE = -(BSF + TU)  Ou: T = BC + BNSF + BSF + TU
 RENDA RECEBIDA (RR) DO EXTERIOR  Ou seja, T = H - RLE
 RR = receitas do BSF + receitas de TU  Sabemos que a poupança externa (Se) é
 RENDA ENVIADA (RE) AO EXTERIOR equivalente ao déficit em transações em
 RE = despesas do BSF + despesas de TU conta corrente (T)
 Portanto, RLE = RE - RR  Em outras palavras:
Se = -T = -(H – RLE) = -(BC + BS + TU)

ENAP (2006) Resp.:


 Considere os seguintes dados:
Exportações de bens e serviços não fatores = 200;  Vimos que o saldo em transações correntes
Déficit do balanço de pagamentos em transações correntes = é igual a diferença entre a transferência
100; líquida de recursos para o exterior (H) e a
Importação de bens e serviços não fatores = 100. renda líquida enviada ao exterior (RLE)
 Com base nessas informações, é correto afirmar que
 T = H - RLE
a) a renda líquida recebida do exterior foi de 100.
b) a renda líquida recebida do exterior foi de 200.
Logo:
c) a renda líquida enviada ao exterior foi de 100.  -100 = (200 – 100) – RLE
d) a renda líquida enviada ao exterior foi de 200.  RLE = 200
e) a renda enviada ao exterior = renda recebida do exterior.  Resp.: Alternativa “d”

32
GESTOR/MPOG (2008) Resp.:
 Considere os seguintes dados, extraídos de um sistema de  A poupança externa é igual ao déficit em
contas nacionais de uma economia hipotética: transações correntes:
Exportações de bens e serviços não fatores: 100;  T = H – RLE = (100-200) – (50) = -150
Importações de bens e serviços não fatores: 200;  A poupança externa é então igual a 150.
Renda líquida enviada ao exterior: 50;  O investimento total é igual a
Variação de estoques: 50; I = FBKF + ∆e = 260+50=310
Formação bruta de capital fixo: 260;  Sabemos que o investimento total é idêntico à soma das
Depreciação: 10; poupanças privadas, pública e externa
Saldo do governo em conta corrente: 50.  I = Spr + Sg + Se
 Com base nestas informações, é correto afirmar que a  310 = Spr + 50 + 150  Spr = 110
poupança externa e a poupança líquida do setor privado são  A poupança privada bruta é 110, a líquida é então a
respectivamente: bruta menos a depreciação:
a) 50 e 50. b) 100 e 150.  Spr(líquida) = Spr – depr = 110 – 10 = 100
c) 50 e 100. d) 100 e 50.  Resp.: Alternativa “e”.
e) 150 e 100.

NOVA METODOLOGIA DO Apresentação das Contas


BALANÇO DE PAGAMENTOS  Conta-Corrente ou Transações Correntes (TC)
 Balança Comercial (BC)
 Adotada a partir de 2001  Balança de Serviços (BS)
 Baseada no Manual de Balanço de  Equivalente aos serviços não-fatores da velha
Pagamentos do FMI (BPM5) de 1993 metodologia
 Balanço de Rendas (BR)
 A nova metodologia é bem similar à
 Transferências unilaterais correntes (TUR)
nomenclatura do Sistema de Contas
Nacionais  Conta de Capital e Financeira (CCF)
 Conta de Capital (CC)
 Conta Financeira (CF)
 Erros e Omissões (EO)

Apresentação das Contas Alterações no Balanço de Pagamentos


 Conta-Corrente: TC = BC + BS + BR +TUR
 (a) Distinção, na conta-corrente, entre bens, serviços, renda e
 Balanço comercial e de serviços (BC + BS) transferências correntes, com ênfase no maior detalhamento
 Bens / Mercadorias
dos serviços
 Serviços
 A conta-corrente foi redefinida com exclusão de algumas transações,
 Renda (BR) que passaram a integrar as novas contas de capital e financeira
 Transferências unilaterais (TUR)  (b) Introdução da “conta capital”, que incluí as transferências
 Conta de Capital e Financeira: CCF = CC + CF unilaterais de patrimônio de imigrantes
 As transferências unilaterais correntes, relativas a consumo, ainda
 Conta de Capital (CC) permanecem na conta-corrente
 Transferências de capital  A conta capital também engloba a cessão de marcas e patentes
 Conta Financeira (CF)  (c) Introdução da “conta financeira”, em substituição à antiga
 Investimento direto, investimento em carteira, derivativos e outros conta de capitais.
investimentos  Para registrar transações referentes à formação de ativos e passivos,
 Saldo do Balanço de Pagamentos: TC + CCF + EO como investimento direto, investimento em carteira, derivativo e outros
investimentos
 Reservas Internacionais: ∆Res = -(TC+CCF+EO)  A conta financeira foi estruturada para evidenciar a formação de ativos
e passivos externos, como investimento direto, investimento em
carteira, derivativos e outros investimentos

33
Alterações no Balanço de Pagamentos GESTOR (2003)
 A partir de janeiro de 2001, o Banco Central do Brasil passou a divulgar
o balanço de pagamentos de acordo com a metodologia contida no
 (d) Empréstimos intercompanhia incluídos nos item Manual de Balanço de Pagamentos do Fundo Monetário Internacional.
Não faz parte das alterações introduzidas na nova apresentação:
investimentos diretos a) introdução, na conta corrente, de clara distinção entre bens, serviços,
renda e transferências correntes, com ênfase no maior detalhamento na
 (e) Realocação de itens relativos a investimentos classificação dos serviços.
financeiros para a conta de “investimentos em b) introdução da "conta de capitais" em substituição à antiga "conta
financeira".
carteiras” c) estruturação da "conta de rendas" de forma a evidenciar as receitas e
 (f) Registro de derivativos financeiros na conta despesas geradas por cada uma das modalidades de ativos e passivos
externos contidas na conta financeira.
financeira, anteriormente alocados na conta de d) inclusão, no item investimentos diretos, dos empréstimos
intercompanhias.
serviços e de capitais de curto prazo e) reclassificação de todos os instrumentos de portfolio, inclusive bônus,
 (g) Estruturação da conta de “rendas” para detalhar as notes e commercial papers, para a conta de investimentos em carteira.
receitas e despesas em cada modalidade de ativos e Resp.: Vimos que, na verdade, houve foi a introdução da conta financeira e
que a conta de capitais é a antiga nomenclatura. A alternativa “b” está
passivos da conta financeira incorreta

ENAP (2006) ENAP (2006)


 Sejam:
BP = saldo total do balanço de pagamentos;  Faz parte da conta de movimento de capitais na
R = variação das reservas;
nova metodologia do Balanço de pagamentos,
exceto,
TC = saldo em transações correntes;
a) empréstimos de regularização.
MC = soma do resultado dos movimentos de capitais.
 Considerando a nova metodologia do balanço de
b) investimentos diretos.
pagamentos, é incorreto afirmar que c) amortização de empréstimos.
a) BP = - R. d) capitais de curto prazo.
b) BP + R = 0. e) remessa de lucros.
c) TC + MC = R.
d) se BP = 0 então R = 0.  Resp. Alternativa “e”. Lucro é renda de fator de
e) TC = -( MC + R). produção e não renda financeira. Portanto, está na
conta-corrente e não na conta de capital e
 Resp.: Alternativa “c” financeira

Usos e Fontes
BACEN (2002)
 A partir de 2001, o Banco Central do Brasil introduziu  Usos:
algumas importantes alterações no balanço de  Balança comercial
pagamentos. Entre estas alterações, destaca-se:
a) a exclusão da conta “reinvestimentos” dos movimentos de  Serviços e renda
capitais autônomos.  Transferências unilaterais correntes
b) a inclusão do item “amortizações” na conta de serviços de
fatores.  + Amortizações
c) a introdução da “conta financeira”, em substituição à antiga  Único item da conta de capital e financeira que entra
conta de capitais, para registrar as transações relativas à como uso
formação de ativos e passivos externos.
d) a inclusão das transferências unilaterais na conta de
 Fontes:
investimentos diretos.  Conta capital (transferências unilaterais de
e) a retirada do item de investimentos diretos dos capital)
empréstimos intercompanhias.
 Conta financeira (investimentos direto,
 Resp.: A única alternativa correta é a “c”.
investimentos financeiros, etc.)

34
GESTOR (2003) BACEN (2002)
 O desempenho das contas externas pode ser  No Brasil, as operações entre residentes e não-
avaliado a partir da denominada "tabela de usos e residentes têm sido apresentadas sob a forma de
fontes". Constituem usos: “usos e fontes de recursos”. Não faz(em) parte
a) os desembolsos de médio e longo prazos dos denominados “usos”:
b) a conta de capital a) ativos brasileiros no exterior
c) a balança comercial b) balança comercial
d) os investimentos estrangeiros diretos c) serviços e rendas
e) os investimentos em papéis domésticos de longo d) transferências unilaterais correntes
prazo e) amortizações de médio e longo prazo

 Resp.: Alternativa “c”  Resp.: Alternativa “a”

SENADO (2002)
 “O balanço de pagamento registra, de forma detalhada, a
composição da conta-corrente e das várias transações que a
financiam. Nesse contexto, julgue os itens a seguir.
1. Quando um brasileiro compra livros e CDs na livraria virtual
sediada no exterior, essa transação é registrada na conta de
capital do balanço de pagamentos brasileiro.
QUESTÕES EXTRAS 2. Ceteris paribus, a recessão econômica que está ocorrendo
nos EUA, ao contribuir para aumentar as exportações líquidas,
tende a reduzir o déficit no balanço comercial norte-americano.
3. As doações feitas pelo governo brasileiro aos refugiados
afegãos são debitadas no balanço das transações correntes.
4. Quando a poupança doméstica é superior ao investimento
doméstico, a economia apresenta um déficit no balanço
comercial.
5. O desequilíbrio das contas públicas reduz a poupança
doméstica, aumenta as taxas de juros e deprecia a moeda
nacional, produzindo, assim, déficits externos recorrentes.”

Resp.: ACE/MDIC (2002)


 1. Errado. Tal transação é registrada na balança comercial,
ou seja, nas transações correntes  Considere que tenham ocorrido apenas as seguintes
 2. Certo. A recessão norte-americana tende a reduzir as operações nas contas de transações correntes, operações
importações (e aumentar as exportações líquidas), o que essas realizadas entre residentes e não-residentes de um
acarreta em uma diminuição do déficit comercial país, em um determinado período de tempo, em unidades
 3. Certo. Doações são debitadas na conta transferências monetárias:
unilaterais. (1) o país exporta mercadorias no valor de 500, recebendo a
 4. Errado. É só lembrar da identidade investimento-poupança vista;
na contabilidade nacional. Quando a poupança doméstica é (2) o país importa mercadorias no valor de 400, pagando a
maior do que o investimento interno, há um superávit de vista;
transações correntes.
 5. Errado. Um aumento das taxas de juros domésticas irá (3) o país realiza doação de medicamentos no valor de 150;
atrair capital estrangeiro. Desta forma, haverá mais moeda (4) o país paga 300 a vista referente a juros e lucros;
estrangeira para um mesmo estoque de moeda nacional. A (5) o país paga 50 a vista referente a fretes.
moeda nacional irá, na verdade, se apreciar.

35
Resp.:
ACE/MDIC (2002) – cont.  Vamos ver cada uma das contas:
 1. Balanço comercial = (+500(1) + (+150)(3)) – (-400)(2)
 Com base nessas informações e supondo que a conta de  BC = +250
erros e omissões tenha saldo nulo, é incorreto afirmar que,  2. Balanço de serviços = -350
no período considerado:  Fretes = -50(5)
a) o balanço de serviços apresentou déficit de 350.  Juros e lucros = -300(4)
b) o saldo da balança comercial apresentou superávit de 100.  Transferências Unilaterais: -150(3)
c) o saldo do item “transferências unilaterais” foi deficitário em  Saldo em conta corrente:
150.  T = 250 – 350 – 150 = -250
d) o país apresentou déficit em transações correntes.  Capitais autônomos: 0
e) para que o país apresente um saldo nulo do balanço de  Erros e Omissões: 0
pagamentos, o ingresso líquido de recursos na conta de  Salto total do BP = (-250)+ 0 + 0 = (-250)
movimento de capitais deverá ser de 250.
 Capitais compensatórios = +250
 A resposta é portanto a opção “b”.

MARE (1999) Resp.:


 Considere que um país tenha realizado ao longo do ano as seguintes  Vamos ver o impacto de cada operação:
transações com o exterior (em unidades monetárias):
(i) Amortização de dívida 90  (i) Amortização de dívida: Capitais autônomos = -90
(ii) Exportação de soja 400  (ii) Exportação de soja: BC = +400
(iii) Importações de petróleo 200  (iii) Importações de petróleo: BC = -200
(iv) Lucro reinvestido 60
(v) Obtenção de empréstimos externos 200  (iv) Lucro reinvestido: (a) Capitais autônomos = + 60 (b)
(vi) Pagamento de fretes e seguros 50 BSF = -60
(vii) Pagamento de juros da dívida externa 100  (v) Obtenção de empréstimos externos: Capitais
(viii) Refinanciamento de juros 40 Autônomos: +200
(ix) Remessa de lucros 20
 (vi) Pagamento de fretes e seguros: BSNF: -50
 Assim, tem-se que:
(A) a renda líquida enviada ao exterior é igual a 220.  (vii) Pagamento de juros da dívida externa: BSF: -100
(B) o saldo da conta de capitais autônomos é igual a 110.  (viii) Refinanciamento de juros: (a) Capitais autônomos:
(C) a variação de reservas é positiva e igual a 70. +40 (b) BSF: -40
(D) o saldo em transações correntes é igual a 30.
 (ix) Remessa de lucros: BSF: -20
(E) a transferência líquida de recursos ao exterior é igual a 100.

Resp.: Resp.:
 Agora, cada uma das contas:
 1. Balanço comercial = (+400(ii) + (-200)(iii))= +200  (a) A renda líquida enviada ao exterior é igual ao (negativo
 2. Balanço de serviços = -270 do) saldo do balanço de serviços fatores e das
 Fatores (BSF): -60(iv) -100(vii) -40(viii) -20(ix) = -220 transferências unilaterais
 Não-Fatores (BSNF) = -50(vi)
 RLE = - (BSF + TU)
 Transferências Unilaterais: 0
 Não há transferências unilaterais de acordo com os dados da
 Saldo em conta corrente: questão
 T = +200 – 270 + 0 = -70
 RLE = - (BSF) = - (-220) = +220
 Capitais autônomos: +210
 A alternativa está correta!
 Amortização: -90(i)
 Lucro reinvestido: +60(iv)  (b) Capitais autônomos= +210
 Refinanciamento de juros: +40(viii)  (c) A variação das reservas é igual ao saldo do balanço de
 Empréstimo: + 200(v) pagamentos: ∆Res = BP = +140.
 Erros e Omissões: 0  (d) O saldo das transações em conta-corrente é igual a -70
 Salto total do BP = (-70)+ 210 + 0 = (+140)
 Capitais compensatórios = -140
 (e) Vimos que a transferência líquida de recursos é
 A resposta é portanto a opção “e”.
equivalente ao saldo comercial (+200)
 Resp.: Alternativa “a”

36
ACE/TCU (2002) ACE/MDIC (2002)
 Com base no balanço de pagamentos, é incorreto afirmar que:  Considere os seguintes dados (em unidades monetárias, em
a) o saldo positivo no balanço de pagamentos num determinado período um determinado período de tempo):
é necessariamente igual ao volume de reservas em moeda
estrangeira do país nesse período. • Saldo da balança comercial: déficit de 100
b) os serviços de fatores correspondem aos pagamentos ou • Saldo em transações correntes: déficit de 300
recebimentos em função da utilização dos fatores de produção. • Saldo total do balanço de pagamentos: superávit de 500
c) as amortizações de empréstimos fazem parte dos movimentos de Considerando a ausência de lançamento nas contas de
capitais autônomos.
"transferências unilaterais" e "erros e omissões”, pode-se
d) o pagamento de juros sobre empréstimos são registrados na balança
de serviços. concluir que o saldo do balanço de serviços e o saldo do
e) uma transferência unilateral realizada em mercadoria tem
movimento de capitais autônomos foram, respectivamente:
necessariamente como contrapartida lançamento na balança  a) - 100 e + 800
comercial.  b) + 100 e + 800
 c) - 200 e + 500
 Resp.: Alternativa “a”. O Saldo do Balanço de Pagamentos
corresponde à variação das reservas (i.e., ao fluxo) e não ao volume  d) + 200 e + 500
de reserva (i.e., ao estoque).  e) - 200 e + 800

BNDES (2008)
Resp.:  “Os residentes de certo país recebem liquidamente renda do
 A resposta é a alternativa “e” exterior. Então, necessariamente,
(A) o país tem déficit no balanço comercial.
 O saldo de transações correntes corresponde a (B) o país está atraindo investimentos externos.
soma do balanço comercial, do de serviços e das (C) o PNB do país é maior que seu PIB.
transferências unilaterais (D) a taxa de juros doméstica está muito baixa.
 T = BC + BS + TU (E) ocorrerá uma valorização da taxa de câmbio.”
 Tu = 0
 Logo: BS = T – BC = (-300) – (-100) = (-200)  Resp.: Sabemos que o conceito de renda líquida enviada (RLE) está
relacionado ao balanço de serviços e às transferências unilaterais.
 O saldo da balança de pagamentos é equivalente ao Portanto podemos eliminar as letras (a) e (b) já que tratam do balanço
saldo das transações correntes + capitais autônomos comercial e de capitais autônomos. A taxa de juros atrai investimento
+ erros e omissões direto e não renda, então a alternativa (d) está errada. A entrada líquida
de renda acarreta em uma valorização cambial sim, mas temos que
B=T+ Ka + EO considerar o movimento de capitais autônomos para determinar se haverá
 EO = 0
valorização ou não da taxa de câmbio. A alternativa (e) está incorreta. Por
fim, sabemos que quando a renda líquida recebida é maior que zero,
 Logo: Ka = B – T = (+500) – (-300) = (+800) então a produção nacional (incluindo empresas brasileiras no exterior) é
maior do que a produção interna. Portanto, a opção (c) é a correta.

AFRF (2002) IRBr/MRE (2008)


 No balanço de pagamentos brasileiro, as rendas auferidas com  A tabela a seguir apresenta dados em
a realização de investimentos e com a remuneração de unidades monetárias (u.m.) do país Alfa
em determinado ano.
empréstimos e aplicações financeiras no exterior são  As transações do país Alfa com o resto
registradas: do mundo nesse mesmo ano são
a) com sinal positivo na rubrica Serviços da conta de transações mostradas na tabela seguinte.
 Com base nessa situação hipotética,
correntes. julgue (C ou E) os itens que se seguem.
b) com sinal negativo na rubrica de operações de longo prazo da 1. ( ) As poupanças dos residentes no país
conta de capitais. Alfa foram capazes de financiar todo o
investimento realizado por esse país no
c) com sinal positivo na rubrica transferências unilaterais da conta ano considerado.
de transações correntes. 2. ( ) No ano considerado, a Renda
d) com sinal positivo na rubrica de operações de curto prazo da Nacional de Alfa foi superior à Renda
Interna Bruta desse país.
conta de capitais.
3. ( ) No ano considerado, a Renda
e) com sinal negativo na rubrica de operações de curto prazo da Nacional de Alfa foi inferior à Renda
conta de capitais. Disponível Bruta desse país.
4. ( ) O Produto Interno Bruto (PIB) de Alfa,
no ano considerado, foi igual a 475 u. m.
 Resp.: Alternativa “a”

37
Resp.:
 1. Errado. Nessa economia, há déficit em transações
correntes e, portanto, o uso de poupança externa para o
financiamento


T = BC + BS + TU
T = (+20 – 40) + (-10) + (+5) = -25
MACROECONOMIA
 2. Errado. A diferença entre renda nacional e renda interna é
dada pela receita enviada ao exterior
PARA CONCURSOS
 RI – RLE = RN
 A RLE é igual a –(BSF e TU) =-(-10 +5) = +5
 Portanto, a renda nacional é inferior à renda interna
 3. RDB = RNB + TUR Sistema Monetário
 4. Certo. Temos que achar primeiro o investimento:
 I = S .: I = Spr + Spu + Se = Sdoméstica + Se = 120 + 25 = 145
 PIB = C + I + G + NX = 250 + 100 + 145 – 20 = 475 Prof. Daniel da Mata

Moeda
 História da moeda
 Funções da moeda
 Meio de troca
SISTEMA MONETÁRIO E 

Unidade de valor
Reserva de valor
OFERTA MONETÁRIA  Tipos de moeda
 Moeda fiduciária: moeda manual ou corrente
 Moeda escritural: moeda bancária ou contábil
 Cheque não é moeda, é uma ordem de pagamento a visa da moeda
escritural que são os depósitos em conta-corrente dos bancos
comerciais
 Instituições capazes de criar moeda
 Banco Central: cria moeda fiduciária
 Bancos Comerciais: criam moeda escritural

APO/MARE (1999) AFRF (2002)


 A moeda cumpre funções essenciais ao funcionamento das
 Pode-se afirmar que a moeda é: economias. Entre essas, destacam-se:
(A) o estoque de todos os ativos de uma economia, o qual é a) evitar riscos financeiros, intermediar transações comerciais e
usado para escambo. financeiras e nominar preços de bens, serviços e de outros
(B) a quantidade de reais em posse dos agentes econômicos, ativos financeiros.
somente. b) servir como meio de pagamento, servir como unidade de
(C) uma reserva de valor, somente. conta e como reserva de valor.
(D) uma reserva de valor, um meio de troca e um “numerário” c) prover lastro a outros ativos, nominar preços de bens e
(uma unidade de conta). serviços e intermediar transações comerciais e financeiras.
(E) o estoque das aplicações financeiras de curto-prazo, com d) servir como reserva de valor, prover poder de compra e
lastrear outros ativos monetários e financeiros.
liqüidez elevada, somente
e) assegurar a liquidez de outros ativos financeiros, servir como
meio de pagamento e fornecer parâmetro para a
 Resp.: A alternativa “d” reflete exatamente as três funções determinação do valor de bens, serviços e de outros ativos
da moeda e está correta. monetários.
 Resp.: Alternativa “b”

38
Banco Central e Política Monetária
SENADO (2002)
 Autoridade monetária
 Funções clássicas do Banco Central
 Avalie a assertiva:
 Emissor de papel-moeda
 Banqueiro dos bancos comerciais  “Entre as funções do Banco Central do Brasil
 Banqueiro do Tesouro Nacional (BACEN), listam-se a emissão de papel moeda, a
 Depositário das reservas internacionais realização de operações de redesconto, a
 Instrumentos de política monetária para controle da administração das reservas cambiais, a
liquidez
fiscalização das bolsas de valores e a regulação
 Recolhimento compulsório
 Depósitos à vista que devem ser compulsoriamente recolhidos
do crédito e das taxas de juros.”
junto ao Banco Central
 Redesconto
 Resp.: Errado. Quem fiscaliza as bolsas de valores
 Empréstimos do Banco Central a banco comerciais é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
 Operações de mercado aberto (open market)
 Transações com títulos públicos

Moeda Moeda
 Papel-Moeda Emitido (PME)  Encaixe Total (ET)
 Total demoeda legal existente  Caixa dos bancos comerciais + depósitos compulsórios +
depósitos voluntários
 Essa moeda legal pode estar nas mãos do (a) público,
 Caixa dos bancos comerciais: papel moeda em poder dos
(b) na caixa dos bancos comerciais ou (c) na caixa do bancos comerciais
Banco Central  Depósitos compulsórios: recolhimentos obrigatório junto ao
 Papel Moeda em Circulação (PMC) Banco Central que determina um percentual de depósitos a
vista que deve ser diariamente e obrigatoriamente
 Igual ao papel-moeda emitido menos o caixa em moeda recolhidos
corrente do Banco Central  Depósitos voluntários: recolhimentos junto ao Banco
Central para fazer frente a uma eventual posição negativa
 Papel-Moeda em Poder do Público (PMPP)
 Reservas bancárias (RB)
 Igual aoPapel moeda em circulação menos o caixa dos  Reservas compulsórias + reservas voluntárias
bancos comerciais  Portanto:
 PMPP = PMC – caixa dos bancos comerciais  ET = (caixa dos bancos comerciais) + RB

Moeda IRB (2004)


 Base monetária (B)  Segundo a atual configuração do Sistema
É o passivo monetário do Banco Central, as obrigações
Financeiro Nacional, não entra(m) na classificação
monetárias do Banco Central de instituição financeira captadora de depósito a
 B = PMPP + ET
vista:
 Meios de pagamento (M ou M1) a) as caixas econômicas.
É o passivo monetário do Sistema Bancário (Banco b) os bancos múltiplos com carteira comercial.
Central + bancos comerciais) c) os bancos comerciais.
 Os meios de pagamento são a moeda fiduciária (papel
d) as sociedades de crédito imobiliário.
moeda) + a moeda escritural (depósitos à vista)
 M = PMPP + DVBC
e) o Banco do Brasil.
 DVBC = depósito à vista nos bancos comerciais  Resp.: Alternativa “d”

39
MPU (2004) PETROBRÁS (2004)
 Considere
α1 = papel-moeda em poder do público/M1,  Avalie a assertiva:
α2 = depósitos a vista/M1.
 “A magnitude das operações de crédito efetuadas
 É incorreto afirmar que
a) se α1 > 0,5, então α2 < 0,5. pelos bancos comerciais brasileiros depende das
b) se α1 = α2, então α1 + α2 = 0. exigências de recolhimentos compulsórios junto ao
c) se α2 = 0, então α1 = 1. Banco Central.”
d) α1 = 1 - α2.
e) α1 não pode ser negativo.  Resp.: Correto. Os bancos comerciais só podem
realizar empréstimos com recursos que não estão
 Resp.: M1 é a soma do papel-moeda em poder do público mais no depósito compulsório, instrumento de política
depósitos a vista. Então soma entre α1 (papel-moeda em poder
do público/M1) e α2 (depósitos a vista/M1) deve ser igual a 1. monetária do Banco Central.
Portanto, a única alternativa que viola esta condição é a “b”.

M1, M2, M3 ou M4? M1, M2, M3 ou M4?


 São os conceitos de meios de pagamento ampliados
 Houve uma mudança de critério de ordenamento de seus
componentes:  Em resumo:
 Antes: grau de liquidez
 Novo critério: definição a partir seus sistemas emissores  M2 = M1 + depósitos especiais remunerados +
 M1 é gerado pelas instituições emissoras de haveres depósitos de poupança + títulos emitidos por
estritamente monetários
instituições depositárias.
 M2 corresponde ao M1 e às demais emissões de alta
liquidez realizadas primariamente no mercado interno por  M3 = M2 + quotas de fundos de renda fixa +
instituições depositárias operações compromissadas registradas no Selic
 Instituições que realizam multiplicação de crédito
 M3, por sua vez, é composto pelo M2 e captações internas  M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez
por intermédio dos fundos de renda fixa e das carteiras de
títulos registrados no Sistema Especial de Liquidação e
Custódia (Selic).
 M4 engloba o M3 e os títulos públicos de alta liquidez.

IRB (2004) GESTOR (2008)


 De acordo com a nova reformulação conceitual e  Considerando a definição de meios de pagamentos adotada
metodológica efetuada pelo Banco Central do Brasil, em no Brasil, é incorreto afirmar que:
relação aos meios de pagamentos oficiais, é correto afirmar a) o M1 engloba o papel-moeda em poder do público.
que o denominado "M1": b) o M2 engloba os depósitos para investimento e as emissões
a) inclui os títulos públicos de alta liquidez. de alta liquidez realizadas primariamente no mercado
b) é gerado por instituição emissora de haveres estritamente interno por instituições depositárias.
monetários. c) o papel-moeda em poder do público é resultado da
c) é igual à base monetária mais "papel-moeda em poder do diferença entre papel-moeda emitido pelo Banco Central do
público". Brasil e as disponibilidades de caixa do sistema bancário.
d) inclui as operações compromissadas registradas no Selic. d) o M3 inclui as captações internas por intermédio dos fundos
e) inclui cotas de fundos de renda fixa. de renda fixa.
e) o M3 engloba os títulos públicos de alta liquidez.
 Resp.: Alternativa “b”  Resp.: Alternativa “e”

40
Multiplicador dos Meios de
Multiplicador dos Meios de Pagamento
Pagamento
 A relação entre a base monetária e os meios de pagamento é
dada pelo multiplicador monetário  O multiplicador monetário é maior do que 1
 M = mB
 M = Meios de pagamento M
 B = Base monetária  M = mB ou m=
 m = multiplicador dos meios de pagamentos B
 Temos que comparar os componentes de B e M:
 B = PMPP + ET  Defina c = PMPP ; d1 =
DVBC
; R=
ET
 M = PMPP + DVBC
 DVBC > ET (os bancos não podem ter mais moeda do que o restante
M M DVBC
da economia)
Para cada unidade monetária emitida pelo Banco Central  Notar que c + d1 = 1

1
(que faz parte da base monetária), os bancos comerciais pode  Vamos mostrar que m=
criar moeda escritural através de empréstimos.
 Portanto os Meios de Pagamento (M) são maiores do que a Base 1 − d1 (1 − R )
monetária (B)

AFRF (2003) Resp.:


 Considere  Podemos resolver a questão pela fórmula do multiplicador ou
c: papel-moeda em poder do público/meios de pagamentos por intuição via os conceitos aprendidos
d: depósitos a vista nos bancos comerciais/meios de pagamentos  (a) Quanto maior o número de depósitos à vista, maior a
R: encaixe total dos bancos comerciais/depósitos a vista nos bancos possibilidade de criação de moeda escritural e maior o
comerciais multiplicador. Verdadeiro
m = multiplicador dos meios de pagamentos em relação à base  (b) Por outro lado, quando maior a quantidade de papel-
monetária moeda, menor a de depósitos à vista e menor o multiplicador.
Com base nestas informações, é incorreto afirmar que, tudo o mais Verdadeiro
constante:  (c) Falso. Vimos na alternativa (b) que é exatamente o
a) quanto maior d, maior será m contrário
b) quanto maior c, menor será d  (d) Um R menor significa um maior número de depósitos à
c) quanto menor c, menor será m vista, o que aumenta o multiplicador
d) quanto menor R, maior será m  (e) Os meios de pagamentos são compostos por papel-moeda
e) c + d > c, se d for ≠ 0 e depósitos à vista, então se houver depósitos à vista, a soma
papel-moeda e depósitos à vista é superior ao número de
 Resp.: Alternativa “c” papel-moeda.

AFPS (2002) Resp.:


 O multiplicador é definido pela razão entre os meios
 Considere os seguintes dados: de pagamento (M) e a base monetária (B)
m = 4/3  A questão pede o valor de “c” (papel-moeda em
R = 0,5 poder do público/ M1). Podemos obter o valor de “c”
Onde m = multiplicador dos meios de pagamento em a partir de: c + d1 = 1
relação à base monetária  Precisamos então achar o valor de d1
R = encaixes totais dos bancos comerciais/depósitos  Isto é possível a partir da fórmula do multiplicador:
a vista
 Com base nessas informações, pode-se afirmar 1 4 1
que o coeficiente “papel-moeda em poder do m= ; = ; d1 = 0,5 c = 0,5
1 − d1 (1 − R ) 3 1 − d1 (1 − 0,5)
público/ M1” é igual a:
a) 0,2 b) 0,3 c) 0,4 d) 0,5 e) 0,7  Resp.: Alternativa “d”

41
ACE/MDIC (2002) MPU (2004)
 Com base nos conceitos de base monetária, M1 e
multiplicador, é incorreto afirmar que  Considere
a) define-se M1 como sendo papel moeda em poder do c = papel-moeda em poder do público/M;
público mais depósitos a vista nos bancos comerciais. d = depósitos a vista nos bancos comerciais/M,
b) define-se base monetária como papel moeda em poder do R = encaixe total dos bancos comerciais/depósitos a vista nos
público mais encaixes totais dos bancos comerciais. bancos comerciais.
c) apesar de o Banco Central não controlar M1, ele possui Sabendo que c = d e que R = 0,25, o valor do multiplicador da
total controle sobre a base monetária. base monetária em relação aos meios de pagamentos será
d) o valor de M1/Base é conhecido como multiplicador dos de, aproximadamente,
meios de pagamento em relação à base monetária. a) 1,6000.
e) o multiplicador não pode ser negativo. b) 1,9600.
c) 1,5436.
 Resp.: O Banco Central tem controle sim sobre o M1, via d) 1,1100.
os instrumentos de controle monetário. A alternativa “c”
está errada e) 1,2500.

Resp.: ACE/MDIC (2002)


 Sabemos que c + d1 = 1
 Considere
 Se c = d1 , então d1 = 0,5
 Utilizando a fórmula do multiplicador
M1/Base monetária = 1,481481;
papel moeda em poder do público/M1 = 0,35.
1 1
m= ; m= ; m = 1,6 Com base nestas afirmações, pode-se
1 − d1 (1 − R ) 1 − 0,5(1 − 0,25) afirmar que a proporção "encaixes totais
dos bancos comerciais/ depósitos a vista
 A resposta é o item “a” dos bancos comerciais” será de:
a) 0,5 b) 0,8 c) 0,3 d) 0,2 e) 0,7

Resp.:
MRE (2004)
 Alternativa “a”
 O multiplicador é definido pela razão entre os meios de
 Julgue o item a seguir, como verdadeiro ou falto
pagamento (M) e a base monetária (B), que é igual portanto a
1,481481. “Aumentos nos coeficientes de encaixe compulsório, por
interferirem diretamente no nível de reservas bancárias,
 A questão pede o valor de “R” (encaixes totais dos bancos
reduzem o efeito multiplicador e, consequentemente, a
comerciais/ depósitos a vista dos bancos comerciais).
liquidez da economia.”
 Para poder aplicar a fórmula do multiplicador, precisamos
 Resp.: Verdadeiro. Um aumento na relação depósito
então achar o valor de d1.
compulsório no Banco Central / depósitos à vista irá
 Podemos obter o valor de “c” a partir de: c + d1 = 1
aumentar o nível de reservas bancárias. Como resultado, o
 0,35 + d1 = 1; d1 = 0,65
multiplicador monetário irá diminuir:
 A partir da fórmula do multiplicador:
↑ ET
m=
1
; 1,481481 =
1
; R = 0,5 ↑ r3 =↑ ET = r1 + r2 + ↑ r3 ⇒↑ R = ⇒↓ m
1 − d1 (1 − R ) 1 − 0,65(1 − R ) DVBC

42
MPU (2004) Resp.: 1
 (a) A partir da fórmula do multiplicador, m=
1 − d1 (1 − R)
 Considere as seguintes informações. é fácil verificar que se R > 0 e d<1, uma vez que c + d = 1, que o
c = papel-moeda em poder do público/M multiplicador m é maior do que 1
d = depósitos a vista nos bancos comerciais/M  Como M = mB, tem-se que M > B

R = encaixe total dos bancos comerciais/depósitos a vista nos PMPP DV


bancos comerciais  (b) M = PMPP + DV  M = ×M + × M = cM + dM
M M
M = meios de pagamentos
B = base monetária PMPP ET DV
 (c) B = PMPP + ET  B = ×M + × M = cM + RdM
 Com base nessas informações, é incorreto afirmar que M DV M
a) se R > 0 e c <1, então M > B.
b) M = c.M + d.M.  (d) Como M = mB, então m = M/B. Uma vez que m>1, logo M/B>1
c) B = c.M + R.d.M.
d) M/B > 1.  (e) Utilizando o resultado da opção (c), B = cM + RdM
e) se d = 0, B = 0. Se d = 0, então B = cM e a alternativa está incorreta.

MARE (1999)
 Considerando o multiplicador dos meios de pagamentos em relação a
SENADO (2002)
base monetária, pode-se afirmar que
(A) seu valor depende do comportamento dos agentes em relação a forma
com que eles guardam meios de pagamentos.  Avalie a assertiva:
(B) dependendo do valor dos parâmetros que fazem parte do seu cálculo,
é um número que pode assumir valores negativos.  “Quando a razão reserva-depósito é reduzida, o
(C) não pode ter seu valor reduzido pelo Banco Central, já que depende do
comportamento dos bancos. multiplicador monetário eleva-se, contribuindo,
(D) tende a ser constante ao longo do tempo. assim, para a expansão do estoque monetário”.
(E) independe dos encaixes voluntários mantidos pelos bancos.

 Resp.: Alternativa “a” está correta visto que se a magnitude do  Resp.: Correto. Uma diminuição das reservas
multiplicador depende de c (PMPP/M). Se as pessoas tiverem posse de
uma menor quantidade de papel-moeda, o multiplicador aumenta possibilita uma maior criação de meios de
 Vimos que o (b) multiplicador nunca é negativo, (c) que o Banco Central
pode alterar o recolhimento do compulsório e mudar o valor do pagamentos, ou seja, um maior multiplicador
multiplicador, (d) que o multiplicador pode sim se alterar ao longo do monetário.
tempo e (e) os encaixes voluntários interferem na criação de meios de
pagamento

As contas do sistema monetário Balancete consolidado do Banco Central


Ativo Passivo
 Balancete consolidado do Banco Central
Reservas Internacionais Saldo do papel-moeda emitido
 Balancete consolidado sintético do Banco
Empréstimos ao Tesouro Nacionais Depósitos do Tesouro Nacional
Central
Redesconto e outros empréstimos Depósitos de Bancos comerciais
 Balancete de um Banco Comercial aos bancos comerciais
- Voluntários
 Balancete consolidado do Sistema Títulos públicos federais
- Compulsórios
Monetário Empréstimos ao setor privado
Empréstimos externos
Imobilizado
Demais exigibilidades
Aplicações especiais
Outras aplicações

43
Balancete consolidado do Banco Central AFRF (2000)
 São consideradas operações ativas do Banco Central:
 Notar que o balancete consolidado do Banco a) alterações nas reservas internacionais, operações de
redescontos, empréstimos ao Tesouro Nacional, compra de
Central reflete suas funções clássicas títulos públicos federais
b) alterações nas reservas internacionais, operações de
 Emissor de papel-moeda redescontos, empréstimos ao Tesouro Nacional, alteração dos
impostos nas operações financeiras
 Banqueiro do Tesouro Nacional
c) alterações nas reservas internacionais, operações de
 Banqueiro dos bancos comerciais redescontos, empréstimos ao Tesouro Nacional, alterações
dos impostos nos mercados de capitais
 Depositário das reservas internacionais d) alterações nas reservas internacionais, alterações na taxa de
câmbio, operações de redescontos, empréstimos ao Tesouro
Nacional
e) alterações nas reservas internacionais, operações de
redescontos, alterações no Imposto sobre Operações
Financeiras
 Resp.: Opção “a“

Balancete consolidado Sintético do


Banco Central
MPU (2004)
Ativo Passivo  Não faz parte do ativo do balancete sintético
Reservas Internacionais Base Monetária (passivo monetário)
Papel-moeda em poder do público
do Banco Central
Empréstimos ao Tesouro
Nacionais Encaixes totais dos bancos comerciais a) redescontos.
Redesconto e outros Depósitos de Bancos comerciais
empréstimos aos bancos - Voluntários b) reservas internacionais.
comerciais - Compulsórios
c) empréstimos ao setor privado.
Títulos públicos federais
Empréstimos ao setor privado
Recursos Não-Monetários (passivo d) recursos externos.
não-monetário)
Imobilizado Depósitos do Tesouro Nacional e) empréstimos aos bancos comerciais.
Empréstimos externos
Aplicações especiais  Resp.: Alternativa “d”
Demais exigibilidades
Outras aplicações

Balancete de um Banco Comercial MPU (2004)


Ativo Passivo  Não faz parte do ativo do balancete consolidado
Encaixes em moeda corrente dos bancos comerciais
Depósitos à vista
Depósitos nas autoridades
a) encaixes voluntários junto ao Banco Central.
Depósitos à prazo
monetárias b) encaixes em moeda corrente.
- Voluntários Empréstimos externos
- Compulsórios
c) depósitos a prazo.
Redescontos
d) encaixes compulsórios junto ao banco central.
Empréstimos ao setor privado Demais exigibilidades
e) títulos públicos.
Empréstimos a órgãos públicos Recursos próprios (Patrimônio
Títulos públicos e particulares Líquido)
 Resp.: Alternativa “c”. Os depósitos a prazo são
Ativo permanentes obrigações dos bancos comerciais e fazem parte
Demais aplicações do Passivo.

44
AFRF (2003) Balancete consolidado do Sistema
Monetário
 Não fazem parte do ativo do balancete consolidado dos
bancos comerciais Ativo Passivo
a) os encaixes em moeda corrente. Aplicações dos Bancos Meios de pagamentos
b) os redescontos e demais recursos provenientes do Banco Comerciais Papel-moeda em poder do público
Central. Empréstimos ao setor privado
Depósitos de Bancos comerciais
c) os empréstimos ao setor público. Títulos públicos e particulares Recursos Não-Monetários dos
d) os empréstimos ao setor privado. Bancos Comerciais
Aplicações do Banco Central Depósitos a prazo
e) os títulos privados. Reservas Internacionais Saldo líquido das demais contas
Empréstimos ao Tesouro Nacionais
Títulos públicos federais Recursos Não-Monetários do Banco
 Resp.: Alternativa “b”. “Redescontos e demais recursos Empréstimos ao setor privado Central
provenientes do Banco Central” são obrigações dos bancos Empréstimos aos Governos Estaduais, Depósitos do Tesouro Nacional
comerciais perante o Banco Central e, portanto, fazem parte Municipais, Autarquias e Outras Empréstimos externos
do passivo Entidades Públicas Demais exigibilidades
Aplicações especiais Saldo líquido das demais contas

AFPS (2002) Transações que criam base monetárias


 Aumento das operações ativas do Banco
 Considerando o balancete consolidado do sistema Central
monetário, são considerado(as) como itens do passivo
não monetário do Banco Central:  Diminuição do passivo não-monetário do Banco
a) reservas internacionais e aplicações em títulos públicos. Central
b) empréstimos ao Tesouro Nacional e reservas
internacionais.
c) depósitos do Tesouro Nacional e recursos externos. Transações que destroem base monetárias
d) base monetária e papel-moeda em poder do público.
e) encaixes compulsórios dos bancos comerciais e
 Diminuição das operações ativas do Banco
depósitos a prazo. Central
 Resp.: Alternativa “c”  Aumento do passivo não-monetário do Banco
Central

Transações que criam meios de Transações que criam/destroem


pagamento meios de pagamento (liquidez)
 Aumento das operações ativas do Sistema
Bancário (Banco Central + Bancos Comerciais)  Transações entre o setor bancário e o setor
 Diminuição do passivo não-monetário do não bancário (o público)
Sistema Bancário (Banco Central + Bancos  Criação: Banco comercial compra títulos da
Comerciais) dívida pública em posse do público
 Destruição: O público paga um empréstimo
Transações que destroem M1 contraído no sistema bancário
 Diminuição das operações ativas do Sistema  Transações que não criam meios de
Bancário (Banco Central + Bancos Comerciais) pagamentos
 Aumento do passivo não-monetário do Sistema  Realizadas somente entre agentes monetários
Bancário (Banco Central + Bancos Comerciais)  Realizadas entre agentes não monetários

45
MPU (2004) OFERTA MONETÁRIA
 Na ausência de alterações nos recursos não-monetários do  A oferta monetária é representada pelo M (ou M1)!
passivo do balancete sintético do Banco Central, são fatores
que tendem a elevar a base monetária, exceto  Portanto:
a) compra de dólares no mercado cambial. (a) A oferta de moeda é proporcional à base monetária
b) elevação dos empréstimos aos bancos comerciais. (b) E o Banco Central influi na oferta monetária com os
c) elevação dos empréstimos ao setor privado. seus instrumentos
d) compra de títulos.  Mercado aberto: vender títulos diminui oferta monetária

e) redução dos redescontos.  Reservas compulsórias: aumentar a taxa de reserva


diminui a oferta monetária
 Resp.: Alternativa “e”. Operações ativas do Banco Central  Redesconto: quanto maior a taxa de redesconto, menor
criam base monetária. O único item que corresponde a uma a oferta monetária
operação ativa que diminui a base monetária é o item “e”.

AFRF (2000) ACE/MDIC (2001)


 São fatores que tendem a elevar a oferta monetária na economia:
 O estudo dos fenômenos monetários é fundamental para a
explicação dos problemas econômicos. Utilizando os conceitos
a) redução das reservas internacionais do país; concessão, por parte essenciais da teoria monetária, julgue os itens a seguir.
do Banco Central, de empréstimos aos bancos comerciais; venda
de títulos públicos pelo Banco Central (a) Em determinada economia, o aumento da razão moeda-
depósito conduz a uma redução do multiplicador monetário
b) redução das reservas internacionais do país; concessão, por parte somente se a proporção de reservas nessa economia for
do Banco Central, de empréstimos aos bancos comerciais; compra inferior à unidade.
de títulos públicos pelo Banco Central
c) elevação das reservas internacionais do país; concessão, por parte (d) Uma redução na taxa de redesconto aumenta a oferta de
do Banco Central, de empréstimos aos bancos comerciais; venda moeda porque conduz a uma expansão da base monetária.
de títulos públicos pelo Banco Central (e) Com a supressão da conta-movimento, o Banco do Brasil
d) elevação das reservas internacionais do país; concessão, por parte S.A. deixou de fazer parte das instituições caracterizadas
do Banco Central, de empréstimos aos bancos comerciais; compra como autoridades monetárias.
de títulos públicos pelo Banco Central
e) elevação das reservas internacionais do país; recebimento, pelo
Banco Central, de empréstimos concedidos ao setor privado; venda
de títulos públicos pelo Banco Central
 Resp.: “d“

Resp.:
 (a) Correto. Um aumento das reservas acarreta em uma
diminuição da possibilidade de geração de moeda bancária e
reduz, portanto, o multiplicador monetário
 (d) Errado. Uma redução da taxa de redesconto reverbera, na
verdade, em uma expansão dos meios de pagamento.
(e) Certo. Até março de 1987, o Banco do Brasil também era

autoridade monetária (mista, funções de banco central e QUESTÕES EXTRAS
funções de banco comercial. Existia uma “conta movimento”
que interligava as operações do Banco Central com o Banco
do Brasil. Hoje o Banco do Brasil é só tem funções de um
banco comercial

46
BACEN (2001) ENAP (2006)
 Considere os seguintes dados:  Considerando os conceitos relacionados com os meios de
- papel moeda em poder do público/M1 = 0,3; pagamentos e multiplicador dos meios de pagamentos em
- encaixe total dos bancos comerciais/depósitos a vista nos bancos comerciais = 0,3. relação à base monetária, é incorreto afirmar que
 Com base nestas informações, pode-se afirmar que:
a) quanto maior for a proporção (papel moeda em poder do
a) um aumento de 30% na relação “depósitos a vista nos bancos público/M1) menor será o multiplicador.
comerciais/M1” resulta em um aumento vde aproximadamente 19,830%
no multiplicador bancário. b) a base monetária é definida como a soma entre o papel
b) um aumento de 25% na relação “depósitos a vista nos bancos moeda em poder do público mais os encaixes totais dos
comerciais/M1” resulta em um aumento de aproximadamente 21,687% bancos comerciais.
no multiplicador bancário. c) quanto maior for a proporção (encaixes totais/depósitos a
c) um aumento de 20% na relação “depósitos a vista nos bancos vista) menor será o multiplicador.
comerciais/M1” resulta em um aumento de aproximadamente 23,786%
no multiplicador bancário. d) os bancos comerciais podem elevar a liquidez da economia;
d) um aumento de 10% na relação “encaixe total dos bancos a liquidez pode também ser influenciada pelo comportamento
comerciais/depósitos a vista nos bancos comerciais” implica uma das pessoas em relação ao percentual de M1 que elas
redução de aproximadamente 8,750% no multiplicador bancário. querem manter nos bancos.
e) um aumento de 15% na relação “encaixe total dos bancos
comerciais/depósitos a vista nos bancos comerciai”c”s” implica uma e) se não existissem bancos comerciais, o valor do multiplicador
redução de aproximadamente 9,102% no multiplicador bancário. seria zero.
 Resp.: Alternativa “c”  Resp.: Alternativa “e”

BACEN (2001) BNDES (2002)


 No que diz respeito à capacidade da autoridade monetária em  Analise as proposições a seguir:
controlar a liquidez da economia, é correto afirmar que: I. O valor do multiplicador monetário é uma função direta da proporção das
a) se as pessoas carregam os meios de pagamento apenas sob a forma reservas dos bancos comerciais em relação a seus depósitos à vista.
de papel-moeda em poder do público, o valor do multiplicador II. Se a taxa de câmbio for fixa e a procura pela divisa estrangeira aumentar,
bancário será nulo. a base monetária e o nível de reservas internacionais irão diminuir.
b) se as pessoas carregam os meios de pagamento apenas sob a forma III. A demanda de moeda é uma função direta da taxa nominal de juros da
de papel-moeda em poder do público, uma unidade adicional de base economia.
monetária dará origem a uma unidade adicional de M1. IV. Um dos instrumentos adequados para o Banco Central reduzir a oferta de
c) se as pessoas carregam 50% dos meios de pagamento sob a forma moeda é a elevação da taxa de redesconto.
de papel-moeda em poder do público, uma unidade adicional de base  Pode-se afirmar que
monetária dará origem a 2,5 unidades adicionais de meios de (A) a proposição I é a única correta.
pagamento.
(B) as proposições II e III estão corretas.
d) se os recolhimentos totais dos bancos comerciais forem 100% dos
depósitos a vista, o valor do multiplicador bancário será nulo. (C) a proposição II é a única correta.
e) se as pessoas mantêm 100% dos meios de pagamento sob a forma (D) as proposições I e III estão incorretas.
de depósitos a vista, a fórmula do multiplicador torna-se incorreta (E) a proposição IV está incorreta.
como forma de medição da relação entre M1 e base monetária.  Resp.: Alternativa “d”. A proposição I e III estão erradas (há uma relação
 Resp.: Alternativa “b” inversa entre reservas e multiplicador monetário; a demanda por moeda é
uma função inversa da taxa nominal de juros).

MACROECONOMIA
TÓPICOS EM POLÍTICA
PARA CONCURSOS
FISCAL

Déficit e Dívida Pública

Prof. Daniel da Mata

47
Déficit Público Dívida Pública
 Necessidade de financiamento do setor público:  Dívida Pública
resultado das contas públicas É a soma dos déficits públicos
 Déficit vs. Superávit É o resultado de déficit públicos de governos passados
 Variáveis “fluxo”
 Variável estoque
 Conceitos de déficit/superávit público
 Primário: Despesas não-financeiras menos receitas não-  Razão Dívida/PIB
financeiras  Importante indicador de política macroeconômica
 Despesas e receitas excluindo serviços da dívida pública
(principalmente juros)  Como a razão dívida/PIB aumenta?
 Nominal: conceito mais amplo, que leva em conta os  O que aumenta a dívida?
gastos com juros da dívida  Diminuição do PIB
 Despesas totais menos receita total
A dívida por ser maior que o PIB de um país
 Operacional: é simplesmente o déficit nominal  Exemplo: Itália
“deflacionado”
 Conceito nominal – correção monetária

ACE/MDIC (2001)
ACE/MDIC (2002)
 “A razão da dívida pública em relação ao PNB, que
mensura a magnitude da dívida relativa ao tamanho da
 Com relação aos conceitos de déficit e dívida pública, é
incorreto afirmar que: economia, diminui quando a taxa de crescimento da
a) o fato de os impostos serem maiores do que os gastos economia se eleva e quando o superávit primário
públicos não financeiros não garante uma redução na aumenta”.
proporção dívida pública/PIB  Resp.: O gabarito da questão diz que o item é “correto”. O
b) o déficit público pode ser considerado como "variável fluxo"
aumento da taxa de crescimento econômico reduz sim a
c) a dívida pública pode ser considerada como "variável
estoque" razão dívida/PNB. Um aumento do superávit primário
d) a proporção dívida pública/PIB não pode ser maior do que 1 acarreta em uma maior possibilidade de pagamento da
e) quanto maiores forem as taxas nominais dos títulos dívida, mas podemos ter um superávit primário conjunto a
públicos, maior deverá ser a necessidade de financiamento um déficit nominal, o que ocasiona um aumento da dívida.
do setor público em seu conceito nominal Notar que a questão do slide anterior (ACE/MDIC 2002,
 Resp.: Alternativa “d” letra “a”) diz que um superávit primário não é suficiente
para reduzir a razão dívida/PIB.

APO/MPOG (2002)
 Considere:
Resp.:
G = total de gastos não-financeiros do governo;
T = total da arrecadação não-financeira do governo;  Alternativa “a”
B = estoque da dívida pública;
i = taxa nominal de juros;
r = taxa real de juros;
Dcn = déficit público conceito nominal;
Dco = déficit público conceito operacional;
D = déficit primário.
 Com base nestas informações, é correto afirmar que:
a) Dcn = G – T + i.B
b) Dcn = G – (T + i.B)
c) Dco = G – (T + r.B)
d) D = G – i.B
e) Dco = G – r.B

48
ACE/MDIC (2001) GESTOR/MPOG (2008)
 Considere a seguinte definição:
 “A necessidade de financiamento do setor público - resultado
 “No Brasil, durante a última década, ocorreu nominal sem desvalorização cambial - corresponde à variação
um aumento substancial da dívida pública _________ dos saldos da dívida líquida, _________ os ajustes
patrimoniais efetuados no período (privatizações e
dos estados e municípios, provocado pelos reconhecimento de dívidas). _________, ainda, o impacto da
déficits elevados desses governos variação cambial sobre a dívida externa e sobre a dívida
_________ interna indexada à moeda estrangeira (ajuste
subnacionais.” metodológico).”
 Completam corretamente a definição acima as seguintes
 Resp.: Correto. Sabemos que um maior palavras, respectivamente:
déficit ocasiona um maior acúmulo de dívida. a) nominal, incluídos, Inclui, mobiliária
No Brasil, na década de 1990, os governos b) real, deduzidos, Inclui, líquida
subnacionais ocorreram em elevados déficits c) real, deduzidos, Inclui, mobiliária
d) nominal, deduzidos, Exclui, mobiliária
fiscais. e) nominal, incluídos, Inclui, bruta

Resp.:
 Alternativa “d”
MACROECONOMIA
PARA CONCURSOS

Questões Recentes

Prof. Daniel da Mata

APOF – SEFAZ/SP – ESAF – 2009 APOF – SEFAZ/SP – ESAF – 2009


 O objetivo da Contabilidade Nacional é fornecer uma aferição
macroscópica do desempenho real de uma economia em determinado
 As contas do Balanço de Pagamentos contêm os fluxos de moeda para período de tempo: quanto ela produz, quanto consome, quanto investe,
dentro e para fora de um país e fornecem informações sobre as
relações comerciais entre os países. Com relação ao Balanço de como o investimento é financiado, quais as remunerações dos fatores
Pagamentos, indique a opção falsa. de produção. Assim, baseado nos conceitos de Contas Nacionais, não
se pode dizer que:
a) O Balanço Comercial corresponde ao saldo das exportações sobre as
importações. a) a Renda Nacional é igual ao Produto Nacional Líquido, a preço de
b) O Balanço de Transações Correntes, quando superavitário, indica que o mercado.
país está recebendo recursos que podem ser utilizados no pagamento b) o Investimento corresponde ao acréscimo de estoque físico de capital,
de compromissos assumidos anteriormente. compreendendo a formação de capital fixo mais a variação de
c) O Balanço de Serviços e Rendas representa as negociações estoques.
internacionais dos chamados bens invisíveis e os rendimentos de c) a Renda Disponível do Setor Público corresponde ao total da
investimentos e do trabalho. arrecadação fiscal, deduzidos os subsídios e as transferências ao setor
d) Os principais fatores que determinam o saldo do Balanço Comercial são: privado.
o nível de renda da economia e do resto do mundo, a taxa de câmbio e d) a diferença entre a renda líquida enviada ao exterior e o saldo das
os termos de troca. importações e exportações de bens e serviços não-fatores é chamada
e) As transações do Balanço de Serviços e Rendas são as transações que de Poupança Externa (Se).
afetam diretamente a Renda Nacional. e) o Produto afere o valor total da produção da economia em determinado
 Resp: Alternativa “e” período de tempo.
 Resp: Alternativa “a”

49
ANA – ESAF – 2009 ANA – ESAF – 2009
 Considere os seguintes dados macroeconômicos:
Produção bruta total = 2.500
Importação de bens e serviços = 180
Impostos sobre produtos = 140
Consumo Intermediário = 1.300
Consumo Final = 1.000
Formação Bruta de Capital Fixo = 250
Variação de estoques = 20
 Considerando as identidades macroeconômicas básicas, pode-se afirmar
que as exportações de bens e serviços e o Produto Interno Bruto são,
respectivamente:
a) 250 e 1.340
b) 250 e 1,250
c) 350 e 1.340
d) 350 e 1.250
e) 250 e 1.450

 Resp.: Alternativa “a” Resp: Alternativa “e”

AFC/STN – ESAF – 2008


 Considere os seguintes dados, em unidades monetárias, referentes a uma economia
GESTOR – MPOG – 2008 – ESAF
hipotética:  A partir do início deste século, o Banco Central do Brasil passou a
● Consumo do Governo: 200 divulgar o balanço de pagamentos com nova metodologia. Pode-se
● Transferências realizadas pelo Governo: 100 considerar as seguintes alterações em relação à metodologia anterior,
● Subsídios: 20 exceto a:
● Impostos Diretos: 300 a) exclusão, no item investimentos diretos, dos empréstimos
● Impostos Indiretos: 400 intercompanhias, de qualquer prazo, nas modalidades de empréstimos
● Outras Receitas Correntes do Governo: 120 diretos e colocação de títulos.
● Exportações de bens e serviços: 100 b) introdução, na conta corrente, de clara distinção entre bens, serviços,
● Importações de bens e serviços: 200 renda e transferências correntes, com ênfase no maior detalhamento na
● Renda Líquida Enviada ao Exterior: 100 classificação de serviços.
● Variação de Estoques: 100
c) estruturação da conta de rendas de forma a evidenciar as receitas e
● Poupança Bruta do Setor Privado: 200 despesas geradas por cada uma das modalidades de ativos e passivos
 Com base nessas informações, e considerando as identidades macroeconômicas externos contidas na conta financeira.
básicas, é correto afirmar que a formação bruta de capital fixo é igual a:
a) 950 d) inclusão da “conta financeira”, em substituição à antiga conta de
b) 900 capitais.
c) 700 e) reclassificação de todos os instrumentos de portfolio, inclusive bônus,
d) 750 notes e commercial papers, para a conta de investimento em carteira.
e) 800  Resp: Alternativa “a”
 Resp: Alternativa “e”

APO – MPOG – 2008 – ESAF APO – MPOG – 2008 – ESAF


 No que diz respeito a agregados macroeconômicos e identidades
contábeis, pode-se afirmar que os principais agregados derivados das  Pode-se afirmar que o Balanço de Pagamentos de um país é um
contas nacionais são as medidas de Produto, Renda e Despesa. resumo contábil das transações econômicas que este país faz com o
Assinale a única opção falsa no que se refere a agregados resto do mundo, durante certo período de tempo. No que tange a
macroeconômicos. Balanço de Pagamentos, assinale a única opção falsa.
a) As medidas de Produto, Renda e Despesa, universalmente utilizadas, a) Na contabilização dos registros das transações efetuadas, adota-se o
representam sínteses do esforço produtivo de um país em um método das partidas dobradas.
determinado período de tempo, revelando várias etapas da atividade b) Sob a ótica do Balanço de Pagamentos, as transações internacionais
produtiva. podem ser de duas espécies: as transações autônomas e as transações
b) O Produto Interno Bruto (PIB) per capita é uma medida que se obtém compensatórias.
dividindo-se o PIB do ano pela população residente no mesmo período. c) O Brasil, ao longo de muitos anos, apresentou déficit na conta de
c) O PIB per capita é um bom indicador de bem-estar da população transações correntes, que tinha que ser financiada por meio da entrada
residente no mesmo período. de capitais, levando ao aumento da divisa externa do país.
d) A Renda Nacional Bruta é o agregado que considera o valor adicionado d) O déficit em conta corrente do Balanço de Pagamentos corresponde à
gerado por fatores de produção de propriedade de residentes. poupança interna da economia, isto é, à diferença entre investimento e
e) O PIB, avaliado pela ótica do produto, mede o total do valor adicionado poupança interna na conta de capital do sistema de Contas Nacionais.
produzido por firmas operando no país, independentemente da origem e) Os fluxos do Balanço de Pagamentos afetam a posição internacional de
do seu capital. investimentos do país.
 Resp: Alternativa “c”  Resp: Alternativa “d”

50
ESAF/Economista/MPOG/2006 ESAF/Economista/MPOG/2006
 Com relação aos meios de pagamentos adotados
 Faz parte da conta de movimento de capitais na no Brasil, é incorreto afirmar que
nova metodologia do Balanço de pagamentos, a) M1 é igual papel moeda em poder do público +
exceto, depósitos a vista.
a) empréstimos de regularização. b) o M2 inclui as operações compromissadas
b) investimentos diretos. registradas no Selic.
c) amortização de empréstimos. c) M2 inclui os depósitos especiais remunerados.
d) capitais de curto prazo. d) o M1 é o agregado monetário de maior liquidez.
e) remessa de lucros. e) o M4 inclui os títulos públicos de alta liquidez.
 Resp: Alternativa “e”  Resp.: Alternativa “b”

GESTOR (2009) GESTOR (2009) – Resp.:


 Considere os seguintes dados extraídos de um Sistema de Contas
Nacionais, em unidades monetárias:  PIB = C + I + G + X – M
Produto Interno Bruto: 1.162; = PIB  PIB = CF + I + X – M
Remuneração dos empregados: 450;  1162 = 900 + I + 100 – 38
= RE
Rendimento misto bruto (rendimento de autônomos): 150;  I = 200.
= RA  I = FBKF + ∆e .: ∆e não foi fornecida pela questão
Impostos sobre a produção e importação: 170; = IPI  FBKF = 200
Subsídios à produção e importação: 8; = Subs
Despesa de consumo final: 900; = CF
 PIB = RE + EOBRA + (IPI – Subs)
 1162 = 450 + EOBRA + (170 – 8)
Exportação de bens e serviços: 100; =X  EOBRA = 550
Importação de bens e serviços: 38. =M  EOBRA = EOB + RA
 Com base nessas informações, os valores para a formação bruta de
 EOB =EOBRA –RA
capital fixo e para o excedente operacional bruto serão, respectivamente,
 EOB = 550 – 150
a) 300 e 362 b) 200 e 450  EOB = 400
c) 400 e 200 d) 200 e 400
 Resp.: Alternativa “d”
e) 200 e 262

GESTOR (2009) GESTOR (2009) – Resp.:


 Considere os seguintes dados extraídos de um Sistema de Contas
Nacionais extraídas das contas de produção de renda:
Produção: 2.500; = VBP  PIB = VBP – CI + ISP
Impostos sobre produtos: 150; = ISP  1300 = 2500 – CI + 150
Produto Interno Bruto: 1.300; = PIB
Impostos sobre a produção e de importação: 240; = IPI  CI = 1350
Subsídios à produção: zero; = Subs
Excedente operacional bruto, inclusive rendimento de autônomos: 625. = EOBRA  PIB = RE + EOBRA + (IPI – Subs)
 Com base nessas informações, é correto afirmar que o consumo  1300 = RE + 625 + (240 – 0)
intermediário e a remuneração dos empregados são,
respectivamente:  RE = 435
a) 1.350 e 440
b) 1.350 e 435
c) 1.200 e 410
d) 1.200 e 440
e) 1.300 e 500  Resp.: Alternativa “b”

51
AFC/STN – ESAF – 2008 GESTOR (2009)
 Considere os seguintes coeficientes de comportamento  Com relação ao Déficit Público, uma das afirmações a
monetário: seguir é falsa. Identifique-a.
c = (papel moeda em poder do público) ÷ M1 a) O governo pode financiar seu déficit por meio de recursos
d = (depósitos a vista do público nos bancos comerciais) ÷ M1 extrafiscais.
R = (encaixes totais dos bancos comerciais) ÷ depósitos a vista b) O déficit de caixa omite as parcelas do financiamento do
 Considerando M1 = meios de pagamentos e B = base setor público externo e do resto do sistema bancário, bem
monetária, é correto afirmar que: como de fornecedores e empreiteiros.
a) B = c.R + R. M1, desde que “d” e “R” sejam positivos c) No cálculo do déficit público, segundo o conceito
b) se “d” = 0, então M1÷B será igual a zero operacional, incluem-se as despesas com a correção
c) quanto maior “c”, maior tende a ser o multiplicador dos monetária e cambial pagas sobre a dívida.
meios de pagamentos em relação à base monetária. d) O déficit total indica o fluxo líquido de novos
d) quanto maior “R”, maior tende a ser M1÷B financiamentos, obtidos ao longo de um ano pelo setor
público não financeiro, nas três esferas de governo e
e) dado que 0<”c”<1 e “c” + “d” = 1, então M1 é maior do que administrações.
B.
 Resp.: Alternativa “e”
e) A apuração do déficit pelo método “abaixo da linha” mede o
tamanho do déficit pelo lado do financiamento.

GESTOR (2009)
 Considere os seguintes saldos, em unidades monetárias, para as contas dos
Balanços de Pagamentos:
Balanço comercial: - 700;
 Alternativa “c” Balanço de serviços: - 7.000;
Balanço de rendas: - 18.000;
Transferências unilaterais: + 1.500;
Conta Capital: + 300;
Investimento Direto: + 30.500;
Investimento em Carteira: + 7.000;
Derivativos: - 200;
Outros investimentos na conta financeira = -18.000;
Erros e omissões: + 2.500.
 Considerando esses lançamentos, é correto afirmar que a conta Haveres da
Autoridade Monetária apresentou saldo de:
a) + 2.000
b) – 2.100
c) – 2.900
d) zero
e) + 2.100

GESTOR (2009)
 Considere os seguintes coeficientes de comportamento
Resp.: Alternativa “e” monetário:
M1 = meios de pagamentos
c = (papel-moeda em poder do público/M1)
d = (depósitos a vista nos bancos comerciais/M1)
R = (encaixes totais dos bancos comerciais/depósitos a vista nos
bancos comerciais)
 Considerando que c = d/3 e R = 0,3, o valor do multiplicador da
base monetária será de, aproximadamente,
a) 2,105
b) 3,103
c) 1,290
d) 1,600
e) 2,990

52
GESTOR (2009)
 Resp.: Alternativa “a”  Em relação aos conceitos relacionados a uma economia
monetária, é incorreto afirmar que:
a) os bancos podem alterar o multiplicador bancário alterando
os seus recolhimentos voluntários junto ao Banco Central.
b) alterando os recolhimentos compulsórios, o Banco Central
consegue controlar os coeficientes de comportamento
bancário “c” e “d”.
c) um banco cria meios de pagamentos quando compra bens
ou serviços do público pagando com moeda corrente.
d) o valor do multiplicador da base monetária pode se alterar
independente das intenções do Banco Central.
e) quanto maior o coeficiente “papel moeda em poder do
público/M1”, menor será o multiplicador da base monetária.

AFRF (2009)
 Considere as seguintes informações extraídas de um
sistema de contas nacionais, em unidades monetárias:
 Resp.: Alternativa “b” Poupança privada: 300
Investimento privado: 200
Poupança externa: 100
Investimento público: 300
 Com base nessas informações, pode-se considerar que a
poupança do governo foi:
a) de 200 e o superávit público foi de 100.
b) de 100 e o défi cit público foi de 200.
c) negativa e o défi cit público foi nulo.
d) de 100 e o superávit público foi de 200.
e) igual ao défi cit público.

AFRF (2009)
 Considere a seguinte identidade macroeconômica básica:
 Resp.: Alternativa “b” Y = C + I + G + (X – M)
 onde C = consumo agregado;
I = investimento agregado; e
G = gastos do governo.
 Para que Y represente a Renda Nacional, (X – M) deverá
representar o saldo:
a) da balança comercial.
b) total do balanço de pagamentos.
c) da balança comercial mais o saldo da conta de turismo.
d) da balança comercial mais o saldo da conta de serviços.
e) do balanço de pagamentos em transações correntes.

53
APO/MPOG (2010)
 Resp.: Alternativa “e”  Assinale a opção incorreta com relação à Teoria Econômica.
a) A hipótese coeteris paribus é fundamental para o entendimento da
microeconomia.
b) A utilidade representa o grau de satisfação ou bem-estar que os
consumidores atribuem a bens e serviços que podem adquirir no
mercado.
c) A macroeconomia trata os mercados de forma global.
d) Oferta é a quantidade de determinado bem ou serviço que os
consumidores desejam adquirir, em um dado período, dada a sua
renda, seus gastos e o preço de mercado.
e) A Curva de Phillips mostra o tradeoff entre a infl ação e
desemprego, no curto prazo.

 Resp.: Alternativa “d”

APO/MPOG (2010) APO/MPOG (2010)


 A diferença entre Renda Nacional Bruta e Renda  Quanto ao balanço de pagamentos de um país, sabe-se que:
Interna Bruta é que a segunda não inclui: a) o saldo total do balanço de pagamentos é igual à soma da balança
a) o valor das importações. comercial com o balanço de serviços e rendas e as transferências
unilaterais correntes, salvo erros e omissões.
b) o valor dos investimentos realizados no país por b) o saldo das transações correntes, se positivo (superávit), implica
empresas estrangeiras. redução em igual medida do endividamento externo bruto, no
período.
c) o saldo da balança comercial do país. c) o saldo total do balanço de pagamentos é igual à soma da balança
d) o valor da renda líquida de fatores externos. comercial com a conta de serviços e rendas, salvo erros e
omissões.
e) o valor das exportações. d) a conta Capital e Financeira iguala (com sinal trocado) o saldo
total do balanço de pagamentos.
e) a conta Capital e Financeira iguala (com o sinal trocado) o saldo
Resp.: Alternativa “d” de transações correntes, salvo erros e omissões.
Resp.: Anulada

APO/MPOG (2010)
 Com relação ao Déficit Público, Dívida Pública e Necessidade de
Financiamento do Setor Público, aponte a opção incorreta.  Resp.: Alternativa “a”
a) O déficit público é uma medida de caixa, ou seja, a mensuração
deve ser feita em relação a determinado período de tempo.
b) O governo pode financiar seu déficit pela emissão de moeda e
também por meio da venda de títulos da dívida pública ao setor
privado.
c) O desempenho fiscal pode ser mensurado pelo déficit primário,
que é dado pela diferença entre receitas e despesas não
financeiras.
d) A Necessidade de Financiamento do Setor Público corresponde
ao conceito de déficit nominal apurado pelo critério “acima da
linha”.
e) A Dívida Fiscal Líquida (DFL) é dada pela diferença entre a Dívida
Líquida do Setor Público e o ajuste patrimonial.

54