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04/09/2009

6 Notas de Aula:
Prof. Gilfran Milfont Falhas
As anotações, ábacos, tabelas, fotos e gráficos
contidas neste texto, foram retiradas dos seguintes
livros:
Por
-PROJETOS de MÁQUINAS-Robert L. Norton-
Ed. BOOKMAN-2ª edição-2004
-PROJETO de ENG. MECÂNICA-Joseph E.
Shigley-Ed. BOOKMAN -7ª edição-2005
Fadiga
-FUNDAMENTOS do PROJETO de COMP de
MÁQUINAS-Robert C. Juvinall-Ed.LTC -1ª
edição-2008
-PROJETO MECÂNICO de ELEMENTOS de
MÁQUINAS-Jack A. Collins-Ed. LTC-1ª edição-
2006

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

FOTOS DE FALHAS

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4.0- INTRODUÇÃO
A maioria das falhas em máquinas ocorrem devido a cargas que variam no tempo,
e não a esforços estáticos. Essas falhas ocorrem, tipicamente, em níveis de tensão
significativamente inferiores aos valores da resistência ao escoamento dos
materiais. Assim, quando estão envolvidos carregamentos dinâmicos, as teorias
de falha para carregamentos estáticos podem levar a projetos sem segurança.

A figura ao lado, mostra uma fratura por


fadiga de um parafuso, causada por flexão
repetida, unidirecional. O ponto A indica o
início da trinca que se propagou, deixando
“marcas de praia”, indicada pelo ponto B e
finalmente o ponto C indicando a região
final da fratura.

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4.1- MECANISMO DA FALHA POR FADIGA


As falhas por fadiga sempre têm início com uma pequena trinca, pré-existente
pela manufatura do material ou que se desenvolveu ao longo do tempo, pelas
deformações cíclicas, ao redor dos pontos de concentração de tensões.
Portanto, é fundamental que o projeto de peças dinamicamente carregadas, sejam
elaborados de modo a minimizar a concentração de tensões.
Estágios na Falha por Fadiga:
• Início da Trinca: ocorre devido a imperfeições, partículas, inclusões,etc. (em
escala microscópica os metais não são homogêneos e isotrópicos) e pontos de
concentração de tensão, que contenha uma componente de tensão de tração. Pode
ter uma pequena duração para o seu início;
• Propagação da Trinca: após o surgimento da trinca microscópica, ela se
propaga, de acordo com os mecanismos da Mecânica da Fratura. Envolve o
maior tempo de vida da peça e se houver a presença de corrosão sua velocidade
irá aumentar (sob corrosão, a trinca aumenta até mesmo sob carregamento
estático;
• Ruptura Repentina: devido ao crescimento instável da trinca, quando K atinge
o valor de Kc, ocorre uma falha repentina e catastrófica, sem nenhum aviso.

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4.2- CRESCIMENTO DE UMA TRINCA DE FADIGA

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4.3- REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DA FRATURA

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4.4- MODELOS DE FALHA POR FADIGA


Existem três modelos de projeto à fadiga, usados atualmente, cada um possuindo
uma área de aplicação e um propósito. É levado em conta também o regime de
fadiga, podendo ser Fadiga de Baixo Ciclo (FBC) ou Fadiga de Alto Ciclo
(FAC). O mais comum é se adotar N103 ciclos para a FAC.
O modelo Tensão-Número de Ciclos (S-N) ou de Wöhler, é o mais antigo e o
mais utilizado nas aplicações que envolvem FAC onde se espera uma vida útil
para a peça de mais de 103 ciclos ou projetos para a vida infinita.

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4.4a- MODELOS DE FALHA POR FADIGA


O modelo Deformação-Número de Ciclos ( -N) ou de Coffin-Manson, é mais
utilizado nas aplicações que envolvem FBC, em problemas que envolvem cargas
de fadiga e temperatura e onde se espera uma vida finita para a peça. É o mais
complicado dos métodos, requerendo o uso de computador para a sua solução.

O modelo Mecânica da Fratura Linear Elástica (MFLE) ou de Paris, é mais


utilizado nas aplicações que envolvem FBC, para predizer o tempo de vida
restante de peças trincadas. Tem grande aplicação em programas de inspeção
periódicas, associados aos Ensaios Não Destrutivos (END), principalmente na
indústria aeroespacial. Os resultados mais precisos são obtidos quando é possível
detectar e mensurar uma trinca na peça. Quando isto não é possível, assume-se a
existência de uma trinca menor que a mínima trinca detectável pelos instrumentos
adequados.
O modelo a ser utilizado, depende do tipo de máquina que está sendo projetada.
Para a grande maioria das máquinas rotativas, o modelo S-N é o mais apropriado.
Nossa abordagem se limitará ao modelo S-N e para o caso de trincas o modelo
MFLE.

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4.5- CARGAS DE FADIGA


Carregamento em Equipamentos
de Serviço: Para estes tipos de
equipamentos (aviões, veículos,
navios, etc.), a função de carga no
tempo não é tão facilmente definida
como no caso das máquinas
rotativas. Os melhores dados são
coletados de medições reais dos
equipamentos em serviço ou em
condições simuladas. Para tal,
lança-se mão de vários aparelhos de
medição, como: acelerômetros,
transdutores de forças,
extensômetros, etc. e que depois
são analisados em computadores.

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4.5a- CARGAS DE FADIGA

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4.6- ENSAIOS DE FADIGA SOB FLEXÃO ALTERNADA
Atualmente, existem várias técnicas de ensaios experimentais diferentes com o
propósito de se determinar o comportamento dos materiais sob carregamentos que
variam ao longo do tempo.

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4.7- LIMITE DE FADIGA PARA OS AÇOS (FL. ALT.)


A resistência à fadiga decai continua e linearmente (log-log) em função de N, até
atingir uma inflexão entre 106 e 107 ciclos, que é definido como sendo o Limite de
Fadiga (Se’) para o material, ou seja, a tensão abaixo da qual não ocorrem mais
falhas por fadiga. Para os aços: Se’=0,5 Sut para Sut<200Ksi. Nem todos os
materiais apresentam essa inflexão (Al, Mg, Cu, ligas de Ni, alguns aços Inox e
aços-liga de alto carbono). Define-se uma Resistência à Fadiga (Sf), para
qualquer N dos dados em questão.
O termo Limite de Fadiga (Se’) é usado
para representar a resistência para uma
vida infinita (somente para o material
que apresenta essa grandeza
característica).
A figura ao lado, de Se’ x Sut, mostra uma
grande dispersão, porém se observa um
comportamento médio, representado por
uma linha de inclinação de 50% até
Sut=200Ksi. Assume-se que: Se’=100Ksi
para Sut200Ksi.

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4.8- RESISTÊNCIA À FADIGA P/ALUMÍNIO (FL. ALT.)

Para o Alumínio, toma-se, para um ciclo de N=5E8 :


Sf’=0,4 Sut para Sut< 48Ksi.
Sf’=19 Ksi para Sut48Ksi.

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4.9- ENSAIOS DE FADIGA SOB FORÇA NORMAL


O diagrama S-N também pode ser obtido através de um ensaio de fadiga sob força
normal. A diferença em relação ao ensaio sob flexão rotativa, é que, neste ensaio,
toda a seção está solicitada, uniformemente, ao invés de uma distribuição linear de
tensões ao longo do diâmetro.
Neste tipo de ensaio, os valores encontrados para a resistência à fadiga são
menores que os encontrados na flexão rotativa.
Comparativo entre os dois
métodos de ensaio para o
mesmo material: aço SAE
1090.
A redução na resistência à
fadiga para esforço normal
pode ser entre 10% até 30%
em relação à flexão rotativa.
No caso de flexão mais
esforço normal, esta redução
pode chegar a 40%.

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4.10- ENSAIOS DE FADIGA SOB FLEXÃO E TORÇÃO

OS Ensaios de Flexão em
Vigas Engastadas: não é tão
comum como os anteriores,
porém é uma alternativa mais
barata, em relação ao de esforço
normal.

OS Ensaios de Fadiga Sob Torção: são


realizados para se determinar a resistência
à fadiga sob torção (ou o limite de fadiga
sob torção). Para um material dúctil o
valor esperado é por volta de 0,577 (58%)
da resistência à fadiga sob flexão.
A figura ao lado, mostra os pontos de falha
para flexão e torção alternadas.

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4.11- TENSÕES MÉDIA E ALTERNADA COMBINADAS
A tensão média alternada tem um efeito significativo na falha, como podemos
observar no diagrama ao lado.

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4.12 – CRITÉRIOS P/ESTIMAR A FALHA POR FADIGA
Em qualquer projeto quanto à fadiga, um dos pontos fundamentais é determinar,
seja experimentalmente ou não, a resistência (ou limite) à fadiga do material. A
melhor informação sobre a resistência à fadiga (vida finita) ou o limite à fadiga
(vida infinita) de um material, provém de ensaios com montagens reais ou
protótipos dos dispositivos do projeto real.
Nem sempre esta determinação experimental é possível. Quando isto ocorre,
devemos seguir os seguintes passos:
• Ensaiar um corpo de provas do mesmo material a ser utilizado;
• Procurar em literaturas ou com fabricantes/fornecedores dados sobre ensaios
realizados no tipo de material a ser utilizado;
Se as informações acima não estão disponíveis, devemos fazer uma estimativa
tomando como base os dados disponíveis de ensaios estáticos, onde utilizamos as
seguintes aproximações:

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4.12 – LIMITE DE FADIGA PARA LIGAS FERROSAS

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4.13- FATORES DE CORREÇÃO


As resistências à fadiga ou os limites de fadiga obtidos em ensaios de corpos de
prova ou através de estimativas baseados em ensaios estáticos, devem ser
modificados para corrigir as diferenças do corpo de provas e das condições de
ensaio para a peça real. Assim, temos:

EFEITOS DA SOLICITAÇÃO (Ccarreg):


• Flexão: Ccarreg =1
• Força Normal: Ccarreg =0,70

EFEITOS DO TAMANHO (Ctamanho) (Seção Circular):


• Para d  0,3in (8mm): Ctamanho =1
• Para 0,3in  d  10in: Ctamanho =0,869d-0,097
• Para 8 mm  d  250 mm: Ctamanho =1,189d-0,097
• Para peças maiores use: Ctamanho =0,6

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4.13a- FATORES DE CORREÇÃO


EFEITOS DO TAMANHO (Ctamanho) (Seção Não Circular): Para seções não
circulares, devemos achar uma área que estaria submetida a mais de 95% da
tensão máxima e em seguida encontrar o diâmetro equivalente, aplicando os
fatores anteriores:

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4.13b- FATORES DE CORREÇÃO


EFEITOS DA
SUPERFÍCIE (Csuperf) : Os
corpos de prova são polidos e
espelhados para evitar
imperfeições, o que
normalmente não ocorre na
peça real. Os ambientes
corrosivos reduzem
drasticamente a resistência.
Para os ferros fundidos
podemos tomar Csuperf=1 já
que suas descontinuidades
internas diminuem os efeitos
da rugosidade. O diagrama
ao lado nos mostra os fatores
de correção para o
acabamento superficial.

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4.13c- FATORES DE CORREÇÃO


EFEITOS DA
SUPERFÍCIE (Csuperf) :
A correção para a
superfície pode ser
encontrada também, a
partir da rugosidade
superficial e da
resistência à tração do
material.

O revestimento através de
galvanização pode reduzir
significativamente a
resistência à fadiga. O
jateamento com esferas pode
reduzir os efeitos do
revestimento.

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4.13d- FATORES DE CORREÇÃO


EFEITOS DA TEMPERATURA (Ctemp) : Quando o componente que está
sendo projetado deve trabalhar a uma temperatura distinta da temperatura em que
os ensaios de fadiga foram realizados é necessária uma correção na resistência à
fadiga do material para adequá-la à temperatura de trabalho. Para o aço:

CONFIABILIDADE (Cconf) : Os dados de


resistência existentes na literatura, são
valores médios, porém observa-se uma
grande dispersão nos dados dos ensaios
feitos com os mesmos materiais e sob
condições semelhantes. Para um desvio
padrão de 8% da média, temos:

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4.14- AMBIENTE
O ambiente pode ter efeito
significativo na resistência à fadiga. O
fenômeno de Corrosão por Fadiga
ainda hoje não é completamente
compreendido, mas dados empíricos
como os dos diagramas mostrados,
descrevem a seriedade deste tipo de
fadiga.

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DEFINIÇÕES DAS TENSÕES

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4.15- CONSTRUÇÃO DO DIAGRAMA S-N


O diagrama S-N estimado pode ser desenhado, em escala log-log, a partir de
informações de resistência do material na região de alto e baixo ciclo, sendo a
região de interesse entre 103 e 106 ciclos e além. Sendo Sm a resistência do
material a 103 ciclos, podemos tomar como aproximação razoável:
OBS: Os fat. de correção ainda não foram aplicados para Sm.

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4.16- EXEMPLO (NORTON 6-1)

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4.16- EXEMPLO (NORTON 6-1-CONT.)

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4.16- EXEMPLO (NORTON 6-1-CONT.)

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4.17- EXEMPLO (NORTON 6-2)

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4.17a- EXEMPLO (NORTON 6-2- CONT.)

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4.17b- EXEMPLO (NORTON 6-2- CONT.)

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4.18- ENTALHES E CONCENTRAÇÕES DE TENSÕES
Entalhe refere-se a qualquer contorno geométrico que interrompa o “fluxo de
força” pela peça. Pode ser um furo, uma ranhura, uma mudança abrupta na seção
transversal ou qualquer interrupção nos contornos lisos da peça.
Sensibilidade ao Entalhe:
Os materiais apresentam diferentes sensibilidades a concentrações de tensão,
denominada sensibilidade ao entalhe do material. Normalmente, quanto mais
dúctil é o material, menor sua sensibilidade ao entalhe. Os materiais frágeis são
mais sensíveis a descontinuidades. Materiais de baixa resistência e pouco duros
tendem a ser menos sensíveis as descontinuidades, frente aos de alta resistência e
duros.
O conceito de sensibilidade ao entalhe é definido pela equação:
ou

A tensão nominal dinâmica é


multiplicada pelo fator Kf encontrando:

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4.18a- ENTALHES E CONCENTRAÇÕES DE TENSÕES
A sensibilidade ao entalhe pode ainda ser definida a partir da
fórmula de Kunn-Hardath em termos da constante de Neuber: a
e do raio do entalhe r (expressos em polegadas).

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4.18b- ENTALHES E CONCENTRAÇÕES DE TENSÕES
A sensibilidade ao entalhe pode ainda ser retirada de gráficos plotados a partir das
equações anteriores, para o material em estudo:

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4.19- EXEMPLO (NORTON 6-3)

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4.20- TENSÕES RESIDUAIS


As tensões residuais podem muitas vezes serem utilizadas para criar efeitos
positivos em um projeto. No caso de falha por fadiga, que se caracteriza pelo
efeito das tensões de tração, a indução de uma tensão residual inicial de
compressão será benéfica para a vida da peça.
Existem vários métodos para a introdução de tensões residuais de compressão:
• Tratamentos térmicos (têmpera superficial);
• Tratamentos superficiais (jateamento de esferas, conformação a frio);
• Tratamentos mecânicos de pré-tensionamento.
Uma vez que a peça está em equilíbrio, se na superfície atua uma tensão residual
de compressão, no centro atua uma de tração. A magnitude das tensões residuais
devem ser bem dosadas para que se obtenha benefícios das mesmas.
Esses tratamentos são mais úteis quando a distribuição de tensão aplicada devido
ao carregamento não é uniforme e é principalmente de tração na superfície, como
na flexão alternada.

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4.21- PROJETO PARA FADIGA DE ALTO CICLO


No estágio atual de conhecimento sobre a fadiga, existem ainda muitas lacunas,
mas já é possível, ao menos, obter uma visão do processo, embora ainda
incompleta nos detalhes, que fornece uma indicação dos principais fenômenos
envolvidos.
O estudo da fadiga se preocupa sempre com a fratura da peça, ou seja,
conhecendo o modo como o material falhou é possível dimensionar um
componente impedindo que venha a romper em serviço.
Antes de apresentar o método de solução geral para a fadiga, vamos dividir o
nosso estudo em quatro categorias básicas, para facilitar o seu entendimento e
aplicações, conforme o quadro abaixo:

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4.22- PROJETO P/TENSÕES UNIAXIAIS ALTERNADAS
O exemplo mais simples de carregamento em fadiga é o da categoria I, tensão
uniaxial alternada com tensão média nula. Ex: eixo sob cargas estáticas, eixos sob
torque alternado com cargas inerciais grandes e oscilatórias.
Etapas de Projeto Para Tensões Alternadas, Carregamento Uniaxial:
1- Defina a vida esperada em operação em número de ciclos, N;
2- Determine a amplitude das solicitações alternadas, aplicadas de zero ao pico;
3- Faça um projeto preliminar da geometria da peça, baseado nas boas práticas de
engenharia, para que suporte as cargas aplicadas;
4- Determine os fatores geométricos de concentração de tensão, Kt ou Kts;
5- Escolha um material preliminar para o projeto e determine: Sut, Sy, Se’ (ou Sf’) e
q, com base nos dados experimentais, da literatura, ou de estimativas;
6- Converta Kt ou Kts para fatores de concentração em fadiga, Kf através de q;
7- Calcule as amplitudes de tensões nominais alternadas a (τa ou para
cisalhamento puro), nos pontos críticos da peça e use os fatores de correção
adequados ;
8- Calcule as tensões principais e a tensão equivalente de von Mises (’) para os
pontos críticos;

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4.22a- PROJETO P/TENSÕES UNIAXIAIS ALTERNADAS
Etapas de Projeto Para Tensões Alternadas, Carreg Uniaxial (continuação):
9- Determine a resistência à fadiga corrigida Sf para o ciclo de vida N requisitado
(ou o limite de fadiga corrigido Se para vida infinita, se conveniente) e a
resistência “estática” Sm para N=103 ciclos. Faça um diagrama S-N ou escreva a
equação para Sn;
10- Compare a tensão equivalente de von Mises no ponto crítico com o valor da
resistência à fadiga corrigida Sn do material (observe que para situação de vida
infinita, nas quais o material apresenta um limite de fadiga Sn= Se). 4- Determine
os fatores geométricos de concentração de tensão, Kt ou Kts;
11- Calcule o coeficiente de segurança à fadiga, através da expressão:

12- Com base no coeficiente encontrado, faça alterações geométricas, de material,


de acabamento, etc., e faça tantas iterações quanto necessárias para refinar o seu
projeto e encontrar uma solução utilizável. Ferramentas computacionais são muito
úteis para recálculos rápidos.

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4.23- EXEMPLO (NORTON 6-4)

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4.23a- EXEMPLO (NORTON 6-4 – CONT.)

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4.23b- EXEMPLO (NORTON 6-4 – CONT.)

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4.23c- EXEMPLO (NORTON 6-4 – CONT.)

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4.23d- EXEMPLO (NORTON 6-4 – CONT.)

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4.23e- EXEMPLO (NORTON 6-4 – CONT.)

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4.23f- EXEMPLO (NORTON 6-4 – CONT.)

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4.24- PROJETO P/TENSÕES UNIAXIAIS VARIADAS
A figura abaixo, mostra várias curvas de falha. A curva de Gerber é um bom
ajuste aos dados experimentais, útil para análise de falha de peças. A curva de
Goodman modificada, mais conservadora, é comumente usada no projeto de
peças sujeitas a tensões médias em adição a alternadas. A curva de Sodeberg é
muito conservadora, mas relativamente simples para o dimensionamento e é
muitas vezes usada na prática.

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4.24a- PROJETO P/TENSÕES UNIAXIAIS VARIADAS
Construção do diagrama de Goodman:

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4.24b- PROJETO P/TENSÕES UNIAXIAIS VARIADAS

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4.24c- PROJETO P/TENSÕES UNIAXIAIS VARIADAS
Determinação do coeficiente de segurança com tensões variadas.
Há quatro casos possíveis a considerar:

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4.24d- PROJETO P/TENSÕES UNIAXIAIS VARIADAS
Etapas de Projeto Para Tensões Variadas, Carregamento Uniaxial:
1- Defina a vida esperada em operação em número de ciclos, N;
2- Determine a amplitude das solicitações alternadas, aplicadas da média ao pico e
do esforço médio;
3- Faça um projeto preliminar da geometria da peça, baseado nas boas práticas de
engenharia, para que suporte as cargas aplicadas;
4- Determine os fatores geométricos de concentração de tensão, Kt ou Kts;
5- Escolha um material preliminar para o projeto e determine: Sut, Sy, Se’ (ou Sf’) e
q, com base nos dados experimentais, da literatura, ou de estimativas;
6- Converta Kt ou Kts para fatores de concentração em fadiga, Kf através de q;
7- Calcule as amplitudes de tensões nominais alternadas a (τa ou para
cisalhamento puro), nos pontos críticos da peça e use os fatores de correção
adequados. Calcule os valores da tensão nominal média nos pontos críticos e
multiplique-as por Kfm ;
8- Calcule as tensões principais e a tensão equivalente de von Mises (’) para os
pontos críticos, com base nos seus estados de tensão. Faça isso separadamente
para as componentes de tensão média e alternada;

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4.24e- PROJETO P/TENSÕES UNIAXIAIS VARIADAS
Etapas de Projeto Para Tensões Variadas, Carreg Uniaxial (continuação):
9- Determine a resistência à fadiga corrigida Sf para o ciclo de vida N requisitado
(ou o limite de fadiga corrigido Se para vida infinita, se conveniente) e faça o
diagrama de Goodman modificado.
10- Plote as tensões médias e alternadas de von Mises (no ponto crítico) no
diagrama de Goodman e calcule o coeficiente de segurança através da relação
adequada vista anteriormente.
11- Com base no coeficiente encontrado, faça alterações geométricas, de material,
de acabamento, etc., e faça tantas iterações quanto necessárias para refinar o seu
projeto e encontrar uma solução utilizável. Ferramentas computacionais são muito
úteis para recálculos rápidos.

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4.25- EXEMPLO (NORTON 6-5)

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4.25a- EXEMPLO (NORTON 6-5 – CONT.)

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4.25b- EXEMPLO (NORTON 6-5 – CONT.)

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4.25c- EXEMPLO (NORTON 6-5 – CONT.)

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4.25d- EXEMPLO (NORTON 6-5 – CONT.)

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4.25e- EXEMPLO (NORTON 6-5 – CONT.)

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4.25f- EXEMPLO (NORTON 6-5 – CONT.)

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4.25g- EXEMPLO (NORTON 6-5 – CONT.)

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4.26- PROJETO P/TENSÕES MULTIAXIAIS EM FADIGA
Em elementos de máquinas, é muito comum a presença de esforços combinados,
que geram tensões biaxiais e triaxiais, variáveis no tempo, no mesmo ponto.

Quando múltiplos esforços variáveis no tempo estão presentes, estes podem ser
periódicos, aleatórios ou uma combinação dessas duas possibilidades. Podem ser
sincronizados, em fase ou defasados. As combinações possíveis são muito
variáveis e apenas algumas delas têm sido estudadas na determinação dos seus
efeitos na falha por fadiga.

Os casos mais estudados são os de esforços sincronizados, periódicos e em fase,


que causam tensões combinadas que não se alteram com o tempo, denominadas
Tensões Multiaxiais Simples. As tensões não sincronizadas ou defasadas, são
denominadas de Tensões Multiaxiais Complexas (ainda pouco estudadas). De
acordo com a SAE “A análise desta situação está, em geral, além do presente
estado da tecnologia. O processo de projeto deve proceder de análises
aproximadas, fundamentadas em extensivos estudos experimentais, simulando o
material e a geometria, assim como o carregamento.”

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4.27- TENSÕES MULTIAXIAIS SIMPLES
Dados experimentais indicam que para tensões multiaxiais simples, em materiais
dúcteis, a teoria da Energia de Distorção é aplicável, caso a tensão de von Mises
seja calculada para componentes alternadas, através das expressões:
ou
A tensão alternada acima pode ser utilizada como entrada no diagrama S-N para
se determinar o coeficiente de segurança:

Método de Sines: cria uma tensão média equivalente, assim como uma tensão
alternada equivalente, através do uso das tensões aplicadas:

ou

Observe que a tensão média equivalente de Sines ’m, das equações acima, contém
apenas componentes de tensões normais (tensão hidrostática), ao passo que a
tensão equivalente alternada de von Mises ’a considera também as componentes
de cisalhamento.

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4.27a- TENSÕES MULTIAXIAIS SIMPLES
Método de von Mises: cria da mesma forma que o método de Sines, uma tensão
média equivalente, assim como uma tensão alternada equivalente, através do uso
das tensões aplicadas:

Ou para o estado biaxial:

Os valores da tensão média equivalente e da tensão alternada equivalentes de von


Mises são usadas no diagrama de Goodman para a determinação do coeficiente de
segurança. Este método é mais conservador que o de Sines e é, portanto, mais
apropriado para aplicações que envolvem concentrações de tensão devido a
entalhes.

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4.28- ABORDAGEM GERAL PARA PROJETO DE FAC
Qualquer que seja o carregamento, uniaxial ou multiaxial, flexão ou torção ou
qualquer combinação destes, o coeficiente de segurança com este método é obtido
da mesma maneira: comparando-se alguma combinação de tensões média e
alternada de von Mises a uma curva definida pela resistência à fadiga em tração e
pela resistência estática à tração do material. Isto elimina a necessidade de se
calcular resistências à fadiga em torção separadamente.

Quanto à diferença entre os carregamentos variados e alternados, podemos dizer


que o último é apenas um caso particular do primeiro.

Todos os casos de carregamento em fadiga podem ser tratados como variado e o


critério de falha do DGM (Diagrama de Goodman Modificado) pode ser aplicado
consistentemente com bons resultados. O DGM constitui uma ferramenta
universal para determinar o coeficiente de segurança para qualquer problema de
tensão, seja estático, fadiga alternada ou de fadiga variada.

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4.28a- ABORDAGEM GERAL PARA PROJETO DE FAC
A abordagem geral para projeto em FAC com tensões uniaxiais ou multiaxiais
sincronizadas segue o seguinte roteiro:
1- Gere um DGM a partir das informações de resistência à tração para o material
em estudo. Isto pode ser feita para uma vida finita desejada ou vida infinita.
Aplique os fatores de redução de resistência apropriados, para obter a resistência à
fadiga corrigida;
2- Determine as componentes alternada e média das tensões aplicadas, em todos
os pontos de interesse, e aplique o fator de concentração de tensão apropriado para
cada uma das componentes de tensão;
3- Converta as componentes alternada e média das tensões aplicadas em tensões
equivalentes alternada e média de von Mises
4- Plote as tensões médias e alternadas de von Mises (no ponto crítico) no
diagrama de Goodman e calcule o coeficiente de segurança através da relação
adequada ,vista anteriormente
O método de von Mises pode ser aplicado tanto para materiais dúcteis como para
frágeis, uma vez que a fratura de fadiga se deve aos esforços de tração. Deve-se
porém, ter cuidado no uso de materiais frágeis para esforços de fadiga, pois sua
resistência tende a ser menor que as dos dúcteis para este tipo de aplicação.

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4.29- EXEMPLO (NORTON 6-6)

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4.29a- EXEMPLO (NORTON 6-6 – CONT.)

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4.29b- EXEMPLO (NORTON 6-6 – CONT.)

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4.29c- EXEMPLO (NORTON 6-6 – CONT.)

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4.29d- EXEMPLO (NORTON 6-6 – CONT.)

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4.29e- EXEMPLO (NORTON 6-6 – CONT.)

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4.29f- EXEMPLO (NORTON 6-6 – CONT.)

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