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A CONSTITUIÇÃO COMO AQUISIÇÁO EVOLUTIVA

Aluna: Ana Flavia Cerrato


Professor: Lucas Delgado – Filosofia Política

A obra tratada é “A constituição como aquisição evolutiva”, do


autor Niklas Luhmann, traduzida exclusivamente para o uso
acadêmico. Niklas Luhmann foi um sociólogo, nasceu na
Alemanhã e estudou direito na Universidade de Fredburg, na
época um dos principais autores do século XX.

A obra é dividida em seis partes em que o autor explica sua tese


sobre a constituição como uma aquisição evolutiva do mundo.

Luhhmann fala que a constituição é resultado de um


planejamento intencional, e sendo assim, os juristas acham que
ela deve ser replanejada e que deve haver mutações
constitucionais. A constituição nasceu no século XVIII, e com o
acontecimento da Revolução Francesa, deve haver seu
replanejamento de tempo em tempo.
Antes da criação da Constituição em si, haviam documentos
jurídicos que faziam um papel muito semelhante, por isso a
criação da Constituição foi tratada mais como uma oficialização.
Os conceitos de constituição emergem várias tradições, o sentido
de uso linguístico jurídico e do uso ético político, e com as
revoluções americana e francesa os conceitos acabavam se
misturando. O uso linguístico jurídico é referente ao decreto de
direitos com força de leis, e o uso ético politico é referente a
constituição corpórea do homem singular ou do corpo politico.
Na época, não surgiu a ideia da legislação da revisão da
constituição e por isso cabe aos legistas lutar contra a corrupção.
Para Luhmann as Constituições devem valer não apenas como
instituições do sistema jurídico, mas também instituições do
sistema político. O autor fala que a constituição é apenas um
direcionamento para a soberania de um Estado, e o aumento do
reconhecimento da lei em si fez com que a Constituição e sua
criação tivessem outros objetivos. Mas deve haver uma revisão
da constituição, nela estão indicados por exemplo os valores em
relação aos quais o direito deve ser funcional.
No constitucionalismo brasileiro houve uma separação entre dois
sistemas funcionais: a política e o direito, e por isso não haviam
influencias do mundo externo e como consequência não se
adequava a realidade social da época. Luhmann então tras a
ideia de que nenhum sistema pode ser criado sendo reproduzido
apenas com base no auto referencial, nem mesmo quando o
sistema é dotado de auto-organização e de auto-observação.
Porém no século XVI foi possível a influencia do sistema jurídico
no sistema politico, e assim o direito ficou influenciado
politicamente e esse acoplamento estrutural mostra que o
direito e a politica tem grande influencia na constituição, e assim
só podem ser reportados reciprocamente na forma da
constituição sob uma condição, que seria a de exclusão um do
outro.
Direito e a sociedade estão em relação de interdependência
(acoplamento estrutural) recíproca, o Direito é uma estrutura do
sistema social, isto é, constitui parte da sociedade. Sua função
essencial é reduzir uma parcela da complexidade desestruturada
da sociedade e, ao mesmo tempo, fazer com que esta alcance
uma complexidade mais alta e estruturada. O Direito é “uma
construção de alta complexidade estruturada” satisfazendo a
necessidade de ordenamento na sociedade. Sem o Direito, não
há orientação de condutas no meio social. O sistema não se isola
do meio, as perturbações provenientes do ambiente ou de
outros sistemas. Luhmann observa que o direito é um sistema
que opera ligado à observação e diferenciação entre sistema e
meio, o sistema se reproduz com suas próprias estruturas
incorporando-se ao meio. A Constituição Federal é o exemplo
clássico de um acoplamento estrutural. Novos valores e
excluindo outros anteriormente impostos ao Direito. Sendo
então um acoplamento estrutural entre os sistemas político e
jurídico, acaba agindo como um mecanismo de interpenetração
permanente e concentrada entre os mencionados sistemas
sociais. Possibilita a constante troca de influências recíprocas
entre os subsistemas, sendo uma espécie de mediador entre
eles, de certa forma, promove uma solução jurídica à auto-
referência do sistema político.