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Exprimant e exprimante em SPE

[36] exprimant
Mais comment le connaîtrions-nous s'il ne se faisait lui-même connaître en quelque
façon, se révélant et s'exprimant? La Parole divine, le Verbe divin scelle l'alliance des
attributs et des noms.

Mas como poderíamos conhecê-lo, se ele mesmo não se dava a conhecer de


alguma forma, revelando-se e exprimindo-se? A Palavra divina, o Verbo
divino, sela a aliança dos atributos e dos nomes.

[40]
Les attributs sont des verbes exprimant des qualités illimitées; ces qualités sont comme
enveloppées dans les limites du fini.
Os atributos são verbos que exprimem qualidades ilimitadas; essas
qualidades estão como que envolvidas nos limites do finito.

[42]
L'opposition des attributs et des propres porte donc sur deux points. Les attributs sont
des verbes exprimant des essences ou des qualités substantielles

. A oposição entre os atributos e os próprios incide, portanto, sobre dois


pontos. Os atributos são verbos que exprimem essências ou qualidades
substanciais;

[67]
Suivant Leibniz, Dieu est po siblc, parce que l'infiniment parfait est le propre d'un « Etre
absolu », qui renferme en soi tous les « attributs », « toute les formes simples
absolument prises », toutes les « natures qui sont susceptibles du dernier degré », «
toutes les qualités positives exprimant une chose sans aucune limite ».

Segundo Leibniz, Deus é possível porque o infinitamente perfeito é o


próprio de um “Ser absoluto” que encerra em si todos os “atributos”, “todas
as formas simples tomadas absolutamente”, todas as “naturezas que são
suscetíveis ao último grau”, “todas as qualidades positivas que exprimem
uma coisa sem limite algum”

[113]
Car, si chaque attribut s'exprime pour son compte, Dieu n'en produit pas moins dans
tous les attributs à la fois. Tout laisse donc prévoir qu'il y aura dans les différents
attributs des modes exprimant la même modification.

Pois, se cada atributo se exprime por conta própria, Deus também produzirá
em todos os atributos ao mesmo tempo. Portanto, tudo permite prever que,
nos diferentes atributos, haverá modos que exprimem a mesma
modificação.
[119]
L'idée adéquate, c'est précisément l'idée comme exprimant sa cause.

A ideia adequada é precisamente a ideia que exprime sua causa.

[160]
; mais le Verbe s'exprime à son tour dans l'univers, l'univers exprimant toutes choses
suivant le mode qui revient à chacune essentiellement.

; mas o Verbo se exprime, por sua vez, no universo, o universo que


exprime todas as coisas segundo o modo que cabe essencialmente a cada
uma.

[163] exprimante :
L'expression est comme une radiation qui nous conduit de Dieu, qui s'exprime, aux choses exprimées.
Etant elle-même exprimante (et non exprimée), elle 'étend également à tout, sans limitation, comme
l'essence divine elle-même. Nous retrouvons un principe d'égalité d'après lequel saint Bonaventure nie
toute hiérarchie entre les Idée telles qu’elles sont en Dieu. En effet, la théorie d'une similitude expressive
implique une certaine immanence. Les idées sont en Dieu; donc les choses sont en Dieu, d'après leurs
similitudes exemplaires. Mais ne faut-il pas encore que les choses elles-mêmes soient en Dieu, comme
imitations? N’y a-t-il pas une certaine inhérence de la copie au mo dèle 18? On ne peut échapper à cette
conséquence qu'en maintenant une conception strictement analogique de l'être. (Saint Bonaventure lui-
même oppose constamment la simiIilude expressive et la similitude univoque ou d'univocation.

É esse o paradoxo da expressão como tal: intrínseca e eterna, ela é una


relativamente ao que se exprime, múltipla relativamente ao que é
exprimido (n.17) . A expressão [163] é como uma radiação que nos conduz
de Deus, que se exprime, às coisas exprimidas. Sendo ela mesma
exprimidora [exprimante] (e não exprimida), estende-se igualmente a tudo,
sem limitação, como a própria essência divina. Reencontramos um
princípio de igualdade segundo o qual são Boaventura nega toda hierarquia
entre as Ideias, tais como estão em Deus. Com efeito, a teoria de uma
similitude expressiva implica uma certa imanência. As ideias estão em
Deus; logo, as coisas estão em Deus, segundo suas similitudes exemplares.
Mas não seria preciso ainda que as próprias coisas estivessem em Deus,
como imitações? Não há uma certa inerência da cópia ao modelo? 1. Só
podemos escapar dessa conseqüência se mantivermos uma concepção
estritamente analógica do ser. (O próprio são Boaventura opõe,
constantemente, a similitude expressiva e a similitude unívoca ou de
univocação)
Tel est le paradoxe de l'expression comme telle: intrinsèque et éternelle, elle est une par rapport à ce qui
s'exprime, multiple par rapport à l'exprimé (nota 17) 

1 É nesse sentido que Nicolau de Cusa observa: “É preciso que a imagem esteja
contida em seu modelo, sem o que ela não seria verdadeiramente imagem... O modelo,
por conseguinte, está em todas as imagens, e nele estão todas as imagens. Assim,
imagem alguma é nem mais nem menos que o modelo. Eis por que todas as imagens são
imagens de um único modelo” (“Le Jeu de la boule”, Œuvres choisies. Paris: Aubier, p.
530).
17. São Boaventura desenvolve uma tríade da expressão, que compreende a Verdade que se exprime, a
coisa exprimida, a própria expressão: “In hac autem expressione est tria intelligere, scilicet ipsam
veritatem. ipsam expressionem et ipsam rem. Veritas exprimens una sola est et re et ratione; ipsae autem
res quae exprimuntur habent multiformitatem vel actualem vel possibilem; expressio vero, secundum id
quod est, nihil aliud est quam ipsa veritas; sed secundum id ad quod est, tenet se ex parte rerum quae
exprimuntur”. (De Scientia Christi, Opera omnia, V, 14 a). [”Mas nessa expressão há três pontos a serem
compreendidos, a saber, a própria verdade, a própria expressão, e a própria coisa. A verdade que se
exprime é uma só, na coisa e na razão; mas essas coisas que são exprimidas têm uma multiformidade, ou
atual ou possível; a expressão verdadeira, conforme àquilo que é, não é tão somente a própria verdade;
mas, conforme àquilo para o qual é, ela se refere à parte exprimida das coisas” (Da Ciência de Cristo,
Obra completa, etc.)]. Sobre as palavras “exprimir, “expressão” em santo Agostinho e são Boaventura,
ver E. Gilson, La Philosophie de Saint Bonaventure. Paris: Vrin, 3ª ed., pp. 124-125.

L'expression est comme une radiation qui nous conduit de Dieu, qui s'exprime, aux choses exprimées.
Etant elle-même exprimante (et non exprimée), elle 'étend également à tout, sans limitation, comme
l'essence divine elle-même. Nous retrouvons un principe d'égalité d'après lequel saint Bonaventure nie
toute hiérarchie entre les Idée telles qu’elles sont en Dieu. En effet, la théorie d'une similitude expressive
implique une certaine immanence. Les idées sont en Dieu; donc les choses sont en Dieu, d'après leurs
similitudes exemplaires. Mais ne faut-il pas encore que les choses elles-mêmes soient en Dieu, comme
imitations? N’y a-t-il pas une certaine inhérence de la copie au mo dèle 18? On ne peut échapper à cette
conséquence qu'en maintenant une conception strictement analogique de l'être. (Saint Bonaventure lui-
même oppose constamment la simiIilude expressive et la similitude univoque ou d'univocation.

Nota 18 : É nesse sentido que Nicolau de Cusa observa: “É preciso que a imagem
esteja contida em seu modelo, sem o que ela não seria verdadeiramente imagem... O
modelo, por conseguinte, está em todas as imagens, e nele estão todas as imagens.
Assim, imagem alguma é nem mais nem menos que o modelo. Eis por que todas as
imagens são imagens de um único modelo” (“Le Jeu de la boule”, Œuvres choisies.
Paris: Aubier, p. 530).

[280]
alors seulement nous pouvons comprendre Dieu comme s'exprimant lui-même dans les
essences.

[310]
Si bien
que l'expression est le support d'un double mouvement: ou bien on enveloppe, on
implique, on enroule l'exprimé dans l'expression, pour ne retenir que le couple «
exprimant-expression » ; ou bien on développe, on explique, on déroule l'expression de
façon à restituer l'exprimé (<< exprimant-exprimé»).

xxxxxxxxxxxx
Exprimant em LS 357
tr. esp. : Pero ¿cuál es esta estructura? Es la de lo posible.
Un rostro espantado es la expresión de un espantoso mundo posible, o de algo espantoso en
el mundo, que yo no veo todavía. Comprendemos que lo posible no es aquí una categoría
abstracta que designa algo que no existe: el mundo posible expresado existe perfectamente,
pero no existe (actualmente) fuera de lo que lo expresa. El rostro aterrado no se parece a la
cosa aterradora; la implica, la envuelve como otra cosa, en una especie de torsión que pone
lo expresado en lo expresante. Cuando yo capto á mi vez y por mi cuenta la realidad de lo
que el otro expresaba, no hago nada más que explicar al otro, desarrollar y realizar el
mundo posible correspondiente. Es verdad que el otro ya da una cierta realidad a los
posibles que envuelve: hablando, precisamente. El otro es la existencia de lo posible
envuelto. El lenguaje es la realidad de lo posible en tanto que tal. El yo ES el desarrollo, la
explicación de los posibles, su proceso de realización en lo actual.

[310]: +/- no meio da p., onde se lê: |De maneira que a expressão é o suporte de um duplo
movimento: ou se envolve, se implica, se enrola o exprimido na expressão, para reter apenas o
par “exprimindo–expressão”; ou se desenvolve, se explica, se desenrola a expressão de maneira
a restituir o exprimido (“exprimindo-exprimido”).|

Trocar |exprimindo| por exprimente nas duas incidências e incluir NT no final da frase,
agora reescrita assim:
De maneira que a expressão é o suporte de um duplo movimento: ou se envolve, se
implica, se enrola o exprimido na expressão, para reter apenas o par “exprimente-expressão”; ou
se desenvolve, se explica, se desenrola a expressão de maneira a restituir o exprimido
(“exprimente-exprimido”) NT

Acrescentar ao pé dessa mesma pág. 310 o seguinte texto para essa nova NT:

NT [A escolha de exprimente, termo não coloquial, aqui empregado para traduzir essa nova
ocorrência de exprimant, adjetivo verbal francês, agora em sua forma masculina, se justifica
pela necessidade de destacarmos, lexicalmente, uma diferença conceitual decisiva na intelecção
do “duplo-movimento” suportado pela “expressão”, o da implicação e o da explicação. Sem
intuito interpretativo, anotemos uma passagem que Deleuze escreveu em Logique du sens
(1969), e traduzida pelo querido amigo Luiz Roberto Salinas Fortes, a quem homenageamos
postumamente, e a quem agradecemos pelo emprego de exprimente para traduzir exprimant.
Nessa passagem, o duplo movimento é sugerido, pois exprimente aparece como o “possível”
implicado na expressão e que se explica no exprimido: “Um rosto assustado é a expressão de
um possível mundo assustador ou de alguma coisa de assustador no mundo que ainda não
vejo”... “o mundo possível exprimido existe perfeitamente, mas não existe (atualmente) fora do
que o exprime. O rosto terrificado não se parece com a coisa terrificante, ele a implica, a
envolve como algo de diferente, numa espécie de torção que põe o exprimido no exprimente.
Quando, por minha vez e por conta própria, apreendo a realidade do que outrem exprimia, nada
mais faço do que explicar outrem, desenvolver e realizar o mundo possível correspondente”
(Deleuze, Lógica dó sentido, tr. Brás. de Luiz Roberto Salinas Fortes. São Paulo: Ed.
Perspectiva e Edusp, 1974, p. 317; p. 357 da ed. francesa)].