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CODJERJ (Resolução n.

º 1) - RESUMÃO
(Prof. Paulo R. Kraft)

Inicialmente é importante destacar que o CODJERJ é uma lei estadual e, por


tal razão, só poderá ser alterado mediante uma lei estadual. Entretanto, como disposto
no art. 125, parág. 1º, da Constituição Federal, a lei de organização judiciária é de
iniciativa do Tribunal de Justiça. Portanto, qualquer modificação neste Código, ou seja,
criação de Comarcas, elevação do número de desembargadores, etc., só poderá ser
realizada através de uma lei estadual que tenha sido proposta pelo Tribunal de Justiça.
Desta forma, o chefe do Poder Executivo Estadual (Governador do Estado) não poderá
remeter à Assembléia Legislativa proposta de lei criando ou extinguindo uma
Comarca, por exemplo.

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES (ART. 1º/4º)


O CODJERJ regula o Funcionamento, Organização, Divisão e Administração
da Justiça.

São órgãos do Poder Judiciário do Estado: (T J T J C)

• Tribunal de Justiça;
• Juízes de Direito;
• Tribunal do Júri;
• Juizados Especiais e suas Turmas Recursais;
• Conselhos da Justiça Militar;

Os juízes de direito integram a magistratura de carreira, exercendo a


jurisdição de 1º grau.
O Tribunal do Júri é Justiça de 1ª instância e julgará os crimes dolosos contra
a vida.
Os juizados Especiais Cíveis e Criminais julgarão, respectivamente, as
causas de menor complexidade e as infrações penais de menor potencial ofensivo.
Os Conselhos da Justiça Militar julgarão os integrantes da Polícia Militar e do
Corpo de Bombeiros Militar, nos crimes militares definidos em lei.
O Tribunal de Justiça tem sede na Capital e jurisdição em todo o Estado. Tal
fato é resultante de o TJ ser Órgão da 2ª instância, apreciando os recursos impetrados
nas sentenças proferidas em todo o Estado.
Instância é grau de julgamento. O julgamento feito inicialmente em uma
Vara Cível, Criminal ou de Família é denominado Sentença. É a decisão de 1ª
instância. Havendo recurso, ou seja, o autor ou o réu na Ação, insatisfeito com a
sentença, pode dela recorrer. Os recursos são julgados no Tribunal de Justiça. Será o
2º Julgamento, portanto, 2ª instância. O julgamento realizado na 2ª instância, ou seja,
no Tribunal de Justiça é denominado Acórdão.
Cabe ressaltar que há hipóteses em que o Tribunal de Justiça conhecerá da
Ação em primeiro lugar. Nestes casos não será 2ª instância. Exemplo: Art. 161, IV, da
Constituição do Estado (ex: crimes praticados por Juízes ou Promotores de Justiça)
Os Juízes e Tribunais de 1ª instância têm jurisdição nas áreas definidas pelo
CODJERJ.
Logo a seguir estudaremos as classificações das Comarcas e veremos que
estas se dividem em Comarcas de Entrância Especial, 2ª Entrância e 1ª Entrância.
Portanto, tal denominação, Entrância, não deve ser confundida com instância (que é
grau de julgamento: 1ª ou 2ª instância).

DA DIVISÃO TERRITORIAL (art. 5º/9º)

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O território do Estado, para efeito da administração da Justiça é dividido em:
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regiões judiciárias, Comarcas, distritos, subdistritos, circunscrições


e zonas judiciárias.
Regiões Judiciárias são estabelecidas para efeito de movimento de
magistrados. Comarcas são as áreas territoriais definidas para o exercício da jurisdição
de 1º grau. Somente as regiões judiciárias e as Comarcas estão relacionadas à
atividade jurisdicional. Todas as demais estão relacionadas com a atividade
administrativa da Justiça.
Distritos definem o campo de atuação do Juiz de Paz. Subdistritos são
divisões dos distritos.
Circunscrições e zonas judiciárias são divisões administrativas do território
do Estado para fins de serviços extrajudiciais, como o Registro Civil de Pessoas
Naturais e Registro de Imóveis.

Geralmente uma Comarca contém somente um Município (Ex. D. Caxias.).


Entretanto poderá haver Comarca com mais de um Município, desde que os demais
sejam contíguos, limítrofes. A denominação da Comarca será a mesma de sua sede.
(Ex.: na Comarca de Nova Iguaçu há mais um município além de Nova Iguaçu, que é
Mesquita. A denominação da Comarca é Nova Iguaçu porque a sede da Comarca fica
em Nova Iguaçu.).
A instalação da Comarca é ato solene, presidido pelo Presidente do Tribunal
ou representante.
O art. 6º do Código está, no nosso entendimento, localizado erroneamente,
já que a instalação é ato posterior a criação da Comarca e criação de Comarca está no
art. 10, portanto, após a instalação. Mas ...
Voltamos a destacar o fato de que a criação de Comarca é alteração do
CODJERJ, que somente poderá ocorrer através de lei estadual de iniciativa do Poder
Judiciário.
A instalação do distrito será feita com a posse do juiz de paz perante o Juiz
de Direito da Comarca competente para o Registro Civil de Pessoas Naturais.
Destaca-se que juiz de paz não exerce atividade jurisdicional, conforme art.
98, II, da CF. Trata-se de uma atividade administrativa relacionada com o Poder
Judiciário. Por tal razão muitos a denominam Justiça Administrativa.
O art. 8º diz que a situação decorrente da modificação da divisão
administrativa (leia-se: criação de novo Município) será regulada na alteração da
organização e divisão judiciária que se seguir, prevalecendo até lá as existentes. Ex.:
O caso de Mesquita, que se tornou Município e ainda faz parte da Comarca de Nova
Iguaçu.
Em caso de necessidade ou relevante interesse público poderá ser
transferida, provisoriamente, a sede da Comarca. Ato do Presidente mediante
aprovação do TJ.

CRIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE COMARCAS (arts. 10/16)


Requisitos para criação de Comarca:

• 15.000 habitantes ou 8.000 eleitores;


• 200 processos por ano (só aqueles que exijam sentença que
resulte coisa julgada)
• receita tributária superior a 3000 salários-mínimos (inclui as
cotas de participação)

Tais requisitos não são absolutos, podendo sofrer redução de ¼ quando a


sede de um Município integrante (Prefeitura) distar mais de 100 Km da sede da

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Comarca (Fórum). Tal redução tem por finalidade viabilizar o acesso à Justiça daqueles
que residem em comunidades longínquas.
Normalmente a Comarca recém criada é de 1ª entrância. As Comarcas de
1ª entrância são as menores, geralmente com apenas uma vara, ou seja Juízo Único,
sendo competente para apreciar e julgar todas as matérias.
Requisitos para elevação da Comarca à 2ª entrância:
• 70.000 habitantes ou 20.000 eleitores;
• 1000 feitos por ano;
• receita tributária maior que 15.000 salários-mínimos.
Obs.: O Órgão Especial do Tribunal do Justiça poderá propor a elevação da
Comarca à 2ª entrância mesmo que um dos requisitos não for alcançado, desde que
esteja próximo.

São Comarcas de Entrância Especial: Capital + 8


Capital, Petrópolis, Niterói, São Gonçalo, Caxias, Nova Iguaçu e São João de
Meriti, Campos e Volta Redonda.

São Comarcas de 2ª entrância:


Angra dos Reis, Araruama, Barra Mansa, Barra do Piraí, Belford Roxo, Bom
Jesus do Itabapoana, Cabo Frio, Itaboraí, Itaguaí, Itaperuna, Macaé, Magé, Maricá,
Nilópolis, Nova Friburgo, Paraíba do Sul, Queimados, Resende, Rio Bonito, Santo
Antônio de Pádua, São Fidélis, São João da Barra, São Pedro da Aldeia, Saquarema,
Teresópolis, Três Rios, Valença e Vassouras.

A criação de novas Varas, será feita por: (Art. 16)


• desdobramento (mesma competência, desde que ultrapassados
mais de mil processos por Juízo. Ex. Mais uma Vara de Família)
• especialização (grande número de feitos da mesma matéria =
Vara de Menores, Falências e Concordatas, Órfãos e Sucessões, etc..)
• descentralização (Fóruns ou Varas Regionais = maior acesso à
Justiça)

ÓRGÃOS JUDICIÁRIOS DA 2ª INSTÂNCIA (arts. 17/48)


O Tribunal de Justiça é composto de 145 desembargadores + 15
desembargadores que exercerão funções de substituição e auxílio perante os Órgãos
Julgadores do Tribunal de Justiça. (160 desembargadores)
Conforme disposto no art. 94 da Constituição Federal um quinto dos
desembargadores será composto por Membros do Ministério Público, com mais de dez
anos de carreira, e por advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada com
mais de dez anos de efetiva atividade profissional. É o chamado quinto constitucional.
São indicados ao TJ por seus Órgãos de representação em lista sêxtupla que o Tribunal
escolhe três e remete a lista tríplice ao Governador que então escolherá aquele que
irá compor o TJ.
A alteração do número de membros do Tribunal de Justiça, ou seja,
aumento do número de desembargadores, depende de proposta do Órgão Especial,
desde que no ano anterior os processos distribuídos e julgados supere o número de
300 feitos por desembargador, servindo este como relator ou revisor em Câmara ou
Seção Criminal.

Os Órgãos Julgadores do Tribunal de Justiça são:

• Órgão Especial; (25 desembargadores: os 5 da ADM + os 20 mais


antigos)

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• Conselho da Magistratura; (10 desembargadores: os 5 da Adm. +
5 eleitos pelo OE)
• Seção Criminal;
• Câmaras

Obs.: A Seção Cível e os Grupos de Câmaras foram extintos, ficando suas


atribuições transferidas às Câmaras Cíveis e ao Órgão Especial.

Como integrante da estrutura administrativa do Tribunal de Justiça


figura a EMERJ.
A Corregedoria-Geral da Justiça atuará como órgão de disciplina e
correição dos serviços judiciais e extrajudiciais de 1ª instância. Correição é inspeção de
serviços judiciários.
A disposição do Corregedor poderão permanecer até 10 juízes de direito.
O Presidente, os três vice-presidentes e o Corregedor serão eleitos em
votação secreta, pela maioria dos membros do Tribunal de Justiça (Tribunal Pleno),
sendo que só poderão concorrer os membros efetivos do Órgão Especial. É obrigatória
a aceitação do cargo, salvo quando a recusa ocorrer antes da eleição e for aceita pelos
membros do OE.
Voto secreto, para mandato de dois anos a contar do 1º dia útil após as
férias coletivas da 2ª instância. É permitida a reeleição por igual período.
Vagando um dos cargos da Administração do Judiciário será realizada no
prazo de 10 dias nova eleição para a escolha do sucessor para o tempo restante. Não
será realizado tal procedimento quando o tempo restante for inferior a 3 meses. Neste
caso será convocado o desembargador mais antigo.
O desembargador eleito para completar período de mandato inferior a um
ano poderá recusar o cargo.
ÓRGÃO ESPECIAL e C.M. : Exercerão funções censórias e administrativas
de relevância, reservadas ao OE as de maior relevância. (art. 17§ 2º)
O ÓRGÃO ESPECIAL exerce as atribuições administrativas e jurisdicionais
da competência do Tribunal Pleno. O Tribunal Pleno, atualmente, só se reúne para
eleger os integrantes da Administração do Tribunal ou em sessões solenes.
A Constituição Federal, no art. 93, XI, estabelece que nos Tribunais com
mais de 25 desembargadores poderá ser constituído ÓRGÃO ESPECIAL, com o mínimo
onze e o máximo de 25 membros, para o exercício das atribuições que inicialmente
seriam de competência do Tribunal Pleno. Conclui-se que no TJ do RJ está justificada a
criação de um OE, até porque seria difícil sempre reunir todos os 160 membros para as
deliberações. O OE está com o máximo membros que a Constituição permite, ou seja,
25 membros.
Composição do OE: O presidente, o 1º Vice, o 2º, o 3º e o CGJ + os 20
desembargadores mais antigos, sendo inadmitida a recusa do encargo. (25 membros)
A sessões do OE serão presididas pelo Presidente do Tribunal de Justiça.
Observada a Ordem de antigüidade é convocado o desembargador mais
antigo para substituir aquele afastado, impedido ou que faltou.
O desembargador em exercício simultâneo no OE e na Câmara ou Seção,
terá a distribuição reduzida da metade, a título de compensação.
Tal compensação não existe para os integrantes do CM.

CONSELHO DA MAGISTRATURA (Arts. 34/39)


O CM exerce funções censórias contra os juízes, além das outras atribuições
previstas no Regimento Interno do T. Justiça.
Composição do CM: O presidente, o 1º Vice, o 2º, o 3º e o CGJ + 5
desembargadores eleitos pelo OE (e que não façam parte do OE) em sessão pública
com voto secreto, para o prazo de dois anos. Vagando um dos cargos pertencentes
aos 5 desembargadores eleitos será adotado o mesmo procedimento que é utilizado

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quando vaga cargo na Administração do Tribunal, ou seja, será realizada no prazo de
10 dias nova eleição para a escolha do sucessor para o tempo restante. Não sendo
realizada eleição quando o prazo for inferior a 3 meses, quando será então convocado
o desembargador mais antigo, que poderá inclusive recusar se o mandato for inferior a
um ano. (10 membros)
O presidente do T. Justiça é o presidente nato do CM. Será substituído,
sucessivamente, pelos vice-presidentes, na sua ordem, pelo Corregedor e pelos
membros efetivos do Conselho, na ordem de antigüidade. Os demais membros serão
substituídos pelos desembargadores que se seguirem ao substituído, na mesma ordem
de antigüidade.
O OE será revisor das decisões do CM.
O CM terá regimento próprio para seus atos.
O Procurador-geral da Justiça poderá funcionar junto ao CM, mas sem
direito a voto.
O CM só poderá deliberar com a presença da maioria de seus membros.
No caso de empate o Presidente terá o voto de qualidade.
Os desembargadores integrantes do CM não terão diminuição nas suas
atribuições e poderão exercer suas funções no Conselho mesmo quando afastados das
funções.
Aos desembargadores integrantes do CM também serão respeitadas as
incompatibilidades ou suspeições estabelecidas aos juízos em geral.
As sessões do CM poderão ser públicas, secretas ou sigilosas.
Os julgamentos serão reduzidos a Acórdãos e as deliberações serão
publicadas em enunciados resumidos, resguardando-se os nomes e os cargos a que se
refiram.
Quando a decisão não for unânime e somente quando a decisão não for
unânime caberá pedido de reconsideração, a ser distribuído a outro relator.
Aquele que tiver decisão desfavorável poderá recorrer da decisão, sendo o
recurso apreciado pelo OE.
Caberão embargos de declaração das decisões do CM, quando houver
obscuridade, contradição ou omissão acerca de ponto relevante. Prazo de 5 dias.
Os órgãos de 2ª instância comunicarão ao Conselho da Magistratura os
erros e irregularidades, passíveis de sanções disciplinares, praticados por magistrados.
Os processos instaurados contra os juízes correrão em segredo de justiça e serão
presididos pelo Corregedor, funcionando como escrivão o diretor geral da Secretaria da
Corregedoria.
O CM recebe as representações contra magistrados. Sendo determinada a
deflagração da representação, a instrução fica a cargo do Corregedor-Geral de Justiça,
sendo posteriormente submetido o processo, já instruído, para a decisão no próprio
CM.

Os desembargadores serão distribuídos em 26 Câmaras.

18 Cíveis + 8 Criminais
O Presidente, os vice-presidentes e o Corregedor-geral não integram as
Câmaras.

A Seção Criminal será constituída pelos dois desembargadores mais


antigos lotados em cada uma das Câmaras Criminais = 2 x 8 = 16
desembargadores. (Obs.: o 2º Vice-presidente preside a Seção Criminal, portanto, 17
desembargadores).

O regimento interno do Tribunal de Justiça dispõe sobre a competência e o


funcionamento dos Órgãos Julgadores (OE, CM, Seção Criminal e Câmaras). Lembrando

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que o Regimento Interno é aprovado pelo OE, que exerce as atribuições que, em
princípio, seriam de competência do Tribunal Pleno.

Resolução n.º 04/99 do Conselho da Magistratura:


“Art. 1º. A substituição nos cargos de direção da Administração Superior do
Tribunal de Justiça deste Estado observará a seguinte ordem sucessiva:
o Presidente do Tribunal será substituído pelo 1º Vice-Presidente;
o 1º Vice-Presidente será substituído pelo 2º Vice-Presidente;
o 2º Vice-Presidente será substituído pelo 3º Vice-Presidente;
o 3º Vice-Presidente será substituído pelo Corregedor-Geral da Justiça;
o Corregedor-Geral da Justiça será substituído pelo 1º Vice-Presidente.”

Obs.: O presidente, os vice-presidentes e o corregedor são os integrantes


da Administração do Tribunal de Justiça e por tal razão ficam afastados, a partir da
posse e até o término do mandato, das Câmaras que eram lotados.

Competências do Presidente, do 1º Vice, do 2º Vice, do 3º Vice e do


Corregedor-Geral:

O 3º Vice tomará parte nos julgamentos do OE sem as funções de relator ou


revisor, salvo quando vinculado por visto ou distribuição anterior.
O Corregedor tomará parte nos julgamentos do OE sem as funções de
relator ou revisor, salvo quando vinculado por visto anterior.

DO PRESIDENTE (Art. 30):


 Superintender a Justiça;
 Designar juízes para substituição e auxílio na 1ª instância. É
proibida a designação dos juízes de entrância especial
cumulativamente com JÚRI, DISTRIBUIÇÃO, FAMÍLIA, EXECUÇÕES e
MENORES. - JU DI F E M -
 Para auxílio e Distribuição será nomeado o juiz na ordem
decrescente de antigüidade na entrância, sendo que na região judiciária
especial a designação de juiz para a Distribuição será feita para o
período de dois meses, não podendo o mesmo juiz ser designado mais
de uma vez a cada ano.
 Designar, até o n.º de 10, por indicação do Corregedor, juízes de
Direito que ficarão à disposição da Corregedoria-Geral.
 Designar Juiz Diretor do Foro
Atos praticados pelo Presidente relacionados a todos os funcionários do TJ e
da Corregedoria:
• disponibilidade
• aposentadoria por invalidez ou moléstia incurável
• prover cargos efetivos
• nomeação
• promoção
• acesso
• transferência
• readmissão
• reintegração
• aproveitamento

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• reversão
• exoneração
• demissão
• vacância de cargos efetivos
• desconto em folha

Obs.: Ao Corregedor-Geral da Justiça compete,


no tocante a funcionários da 1ª instância:
• posse
• matrícula
• concessão de licença por mais de 60 dias
(até 60 dias a competência é do Juiz de Direito a
qual está subordinado o Servidor)

 Prover cargos em comissão do TJ e CM;


 Vacância dos cargos em comissão do TJ e do CM;
 Medidas disciplinares e licenças por mais de 60 dias aos
funcionários do TJ
 Deferir ou indeferir recurso extraordinário ou recurso especial,
podendo delegar ao 3º Vice.
 Manter ou reconsiderar o despacho de indeferimento de recurso
especial ou extraordinário, podendo delegar ao 2º Vice.
 Proposta orçamentária
 Apresentar, anualmente, na reabertura dos trabalhos do Tribunal,
relatório circunstanciado das atividades do Poder Judiciário
 Fazer publicar, mensalmente, dados estatísticos.
 Ordenar o pagamento em virtude de sentenças proferidas contra
a Fazenda Estadual (precatórios);
 Ordenar em Mandado de Segurança a suspensão da liminar
concedida;
 Avocar processos nos casos previstos em lei
 Conceder licenças para casamentos nos casos do art. 183, XVI, do
C. Civil (obs.: o juiz, o escrivão, ou os parentes destes, não poderão se
casar na circunscrição territorial onde aqueles trabalham, salvo se
obtiverem licença especial do Presidente do Tribunal de Justiça);

DO 1º VICE-PRESIDENTE: (Art. 31)


 Distribuir os feitos cíveis; (Distribuição aos Órgãos Julgadores da
2ª Instância = OE, CM, Câmaras Cíveis)
 Supervisionar os serviços de registro de Acórdãos;
 Autenticar os livros da Secretaria do Tribunal;
 Prover pela regular tramitação de processos na Secretaria do
Tribunal;
 Providenciar a organização dos mapas anuais de estatística;
 Declarar deserto o recurso com falta de preparo.

DO 2º VICE-PRESIDENTE: (Art. 32)


 Distribuir os feitos criminais (Distribuição aos Órgãos Julgadores
da 2ª instância = OE, CM, Seção Criminal e Câmaras Criminais);
 PRESIDIR A SEÇÃO CRIMINAL;
 Manter ou reconsiderar despacho de indeferimento de recurso
extraordinário ou especial, desde que delegada a atribuição pelo
Presidente.

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DO 3º VICE-PRESIDENTE: (Art. 33)
 deferir ou indeferir recurso extraordinário ou especial, desde que
delegado pelo Presidente;

Os vice-presidentes procederão à distribuição (1º Vice e o 2º Vice)


observadas as seguintes regras:
uma única decisão com vários recursos => todos os recursos irão para a
Câmara que recebeu o 1º;
Se no curso de um processo, ou seja, antes da sentença, tiver sido
interposto qualquer tipo de recurso (Agravo), ou mandado de segurança, habeas
corpus ou conflitos de jurisdição, que devam ser julgados por Câmaras do Tribunal de
Justiça, todos os outros recursos que vierem após serão distribuídos àquela Câmara;

Também serão julgadas pela mesma Câmara as ações conexas, acessórias ou oriundas
daquelas que já tiveram alguma manifestação da Câmara preventa.

O juiz ao ordenar a subida dos autos à 2ª instância oficiará ao vice-


presidente competente para a distribuição (1º ou 2º, Cível ou Criminal), comunicando
a circunstância.

DO CORREGEDOR-GERAL: (Art. 44)


 Supervisionar as atividades administrativas da Corregedoria;
 Processar as representações contra os Juízes, submetendo-as ao
Conselho da Magistratura;
 Conhecer representação contra funcionários da 1ª instância ou da
Corregedoria, aplicar penalidades, inclusive em contratados, e julgar os
recursos das decisões dos serventuários titulares ou de juízes de direito
que aplicarem, sendo que será a última instância quando se tratar de
pena de advertência, repreensão ou multa.
 Baixar normas para uniformização dos serviços administrativas
dos juizados de menores
 Fixar o número de comissários de menores e autorizar sua
designação pelo juiz;
 Apresentar ao OE, anualmente, relatório das atividades da
Corregedoria-Geral da Justiça;
 Informar às autoridades competentes os abusos ou
irregularidades praticados por funcionários ou órgãos não submetidos à
disciplina da Corregedoria-Geral da Justiça;
 Sempre que apurada a infração administrativa e sendo verificado
que também é caso de infração penal o Corregedor encaminhará ao
Procurador-geral da Justiça os elementos para a instauração do
procedimento criminal

CORREIÇÕES (Arts. 45/48)


A Correição consiste na inspeção dos serviços judiciários para:

• que sejam executados com regularidade;


• apuração de denúncias;
• atender a pedidos de providências.

A correição poderá ser:

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• ORDINÁRIA
• EXTRAORDINÁRIA
• PERMANENTE
• GERAL

A Correição Ordinária é realizada anualmente pelo Corregedor em pelo


menos 3 Comarcas.
A Correição Extraordinária é a realizada pelo Corregedor ou por autoridade
judiciária por ele designada, a qualquer título.
A Correição Permanente é a inspeção constante através dos atos praticados
pelo autoridade. Nas serventias judiciais é realizada pelos Juízes de Direito. Nas
serventias extrajudiciais é realizada pelo Juiz que tiver a atribuição definida pelo
CODJERJ.
A Correição Geral é realizada anualmente, atendendo ao calendário
estabelecido pela Corregedoria. Será realizada pelo Juiz de Direito Titular da serventia
judicial ou pelo Juiz Diretor do Foro para os serviços comuns a todas as Varas
(Distribuidores, Contadores, Avaliadores, etc) e para os Cartórios extrajudiciais
(Tabelionato,, RGI, etc.)

DA JUSTIÇA DE 1ª INSTÂNCIA (Arts. 68/110)


A Justiça de 1ª instância é composta pelos seguintes órgãos:
I - Tribunais do Júri;
II - Juízes de Direito;
III - Conselho da Justiça Militar
IV - Juízes de Paz;
V - Juizados Especiais e suas Turmas Recursais

TRIBUNAIS DO JÚRI (Art. 69/71)


Os Tribunais do Júri, cuja organização é estabelecida pelo Código de
Processo Penal, é competente para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.
(Ex.: homicídio, infanticídio, aborto,...)
Na Comarca da Capital há 4 tribunais do júri e são designados por
números ordinais, ou seja, I Tribunal do Júri, II Tribunal do Júri, III Tribunal do Júri e IV
Tribunal do Júri e correspondem, respectivamente, à 1ª Vara Criminal, 2ª Vara Criminal,
3ª Vara Criminal e 4ª Vara Criminal.
Haverá também um Tribunal do Júri em cada região administrativa onde há
sede de Varas Regionais e funcionará o Tribunal do Júri na 1ª Vara Criminal dessas
Regionais.
Na Comarca de Nova Iguaçu há dois Tribunais do Júri e nas demais
Comarcas um Tribunal do Júri.

JUÍZES DE DIREITO (Arts. 72)


Integram a magistratura de carreira e exercem a jurisdição de primeiro
grau, ou seja, 1ª instância, nos Juízos ou Varas. Portanto, compete aos Juízes de Direito,
além de processar e julgar os feitos da competência de seu Juízo, as atribuições abaixo
elencadas, aos quais, dentre outras, foram destacadas:
• apurar as faltas e aplicas as penas disciplinares de sua
competência aos seus servidores, provocando, quando for o caso, a
intervenção da Corregedoria-Geral da Justiça;
• solicitar a transferência, ou remoção, de servidor e pronunciar-se
sobre a lotação de qualquer deles em seu Juízo;
• abrir e encerrar os livros do Cartório;

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• informar, mensalmente, o boletim estatístico do Juízo (à
Presidência e à Corregedoria);
• proceder às correições gerais e permanentes;
• nomear representante do Ministério Público ad hoc, quando
ausente o representante do MP, comunicando o fato ao Procurador-Geral
da Justiça;
• nomear servidor ad hoc, nos casos de impedimento ou falta dos
titulares;
• designar servidor para exercer as funções de responsável pelo
expediente, quando a serventia se vagar e não contar com substituto,
até a expedição de ato próprio pelo Corregedor- Geral;
• conceder, exceto na Comarca da Capital, licença por motivo de
saúde até 60 dias;
• conceder férias aos servidores;

NOS JUÍZOS ÚNICOS, caberá, ainda, aos Juízes de Direito: (Art. 72, § único)
• exercer as funções de diretor do foro;
• designar serventuário para servir como secretário do Juízo, nas
atividades administrativas;
• informar sobre os candidatos à nomeação de juiz de paz e dar
posse aos mesmos;
• nomear juiz de paz ad hoc, nos casos de falta, ausência ou
impedimento do titular e de seus suplentes;

AO JUIZ DIRETOR DO FORO compete: (Art. 73)


• supervisionar os serviços de administração e o policiamento
interno do foro;
• requisitar material e promover a manutenção e conservação das
instalações do foro;
• exercer permanentemente a fiscalização dos serviços comuns e
os Cartórios extrajudiciais, cabendo-lhe, inclusive, decidir reclamações e
aplicar penas disciplinares de sua competência contra os respectivos
servidores, cabendo recurso, no prazo de 5 dias, ao Corregedor-Geral;
• realizar, anualmente, as correições gerais nos cartórios comuns e
nos extrajudiciais;
• proceder, trimestralmente, à inspeção sumária nas serventias sob
sua fiscalização;
• nas Comarcas de mais de uma vara, o diretor do foro será
designado pelo Presidente do Tribunal de Justiça, juntamente com um
substituto, como também nos Fóruns Regionais;

SUBSTITUIÇÃO DE JUÍZES (Art. 74)


Nos Juízos Únicos os juízes serão substituídos, nos casos de férias, licenças,
afastamentos, pelos juízes de direito das regiões judiciárias ou, no caso de
necessidade, por outro Juiz da mesma Comarca ou Comarca vizinha.
• A substituição de Juiz no caso de impedimento, suspeição ou faltas ocasionais será
feita da seguinte forma:
• pelo juiz da mesma competência da vara de ordem de numeração acima, ou seja, o
juiz da 1ª Vara Criminal será substituído pelo juiz da 2ª Vara Criminal;
• juiz da última vara será substituído pelo da 1ª Vara;
• quando houver na Vara juiz auxiliar, este e o Titular se substituirão de forma
recíproca;

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• quando impossível a substituição por juiz da mesma competência, far-se-á a
substituição com o juiz de outra competência, seguindo a seguinte ordem: cível,
órgãos e sucessões, família, acidente de trabalho e fazenda pública;
• juiz da Vara de Registros Públicos será substituído pelo juiz da 1ª Vara Cível;
• juiz da Vara de Execuções Penais será substituído pelo juiz da 1ª Vara Criminal;
• nas Varas de Menores o juiz titular e o auxiliar mais antigo se substituirão
reciprocamente. Os auxiliares se substituirão entre si, na ordem decrescente de
antigüidade, seguindo-se a todos os auxiliares o juiz da 1ª Vara de Família;
• nas Varas Regionais, se não houver juiz auxiliar, por outro da mesma sede.
Perdurando a impossibilidade, por juiz da vara regional com sede mais próxima,
preferentemente aos da mesma especialização;
• nos casos urgentes, não estando presente nenhum juiz da mesma competência, e
mediante requerimento justificado, as petições poderão ser despachadas por outro
qualquer juiz;
• nas comarcas de 2ª entrância será observada a tabela expedida pelo presidente do
Tribunal;

DOS JUÍZES DA REGIÃO JUDICIÁRIA ESPECIAL (Arts. 75/79):


A Região Judiciária Especial corresponderá às Comarcas da entrância
especial e terão exercício 123 juízes, numerados ordinalmente, para substituir ou
auxiliar os juízes titulares, conforme designação do presidente do Tribunal.
A designação de juiz para o serviço de Distribuição da Corregedoria será
feita para o período de 2 meses, não podendo o mesmo juiz ser designado mais de
uma vez por ano.
O juiz designado para auxiliar nas varas cíveis ou criminais caberá exercer
as funções dos juízes de direito nos processos que lhe forem designados. Esta
delegação poderá ser feita em cada processo ou poderá obedecer a critérios como o
valor e a natureza da causa (se cível) ou poderá obedecer a natureza da infração (se
criminal), devendo para isso ser expedida Portaria pelo juiz de direito titular.
Na falta de qualquer estipulação prévia caberá ao titular os feitos ímpares e
ao auxiliar os feitos de numeração par.
O juiz titular não poderá delegar mais da metade dos feitos a seu auxiliar.
Na capa de cada feito (autuação) será consignado qual o juiz competente
para o processo e julgamento.
Os juízes auxiliares junto às Varas de Fazenda Pública terão a atribuição de
processar e julgar as execuções fiscais, se outra atribuição não lhes for cometida.
O juiz do Serviço de Distribuição da Corregedoria compete presidir
audiência de distribuição dos feitos, podendo adotar meios mecânicos ou não, desde
que no final do mês resulte em igualdade de feitos a cada Juízo. Entretanto, os
habeas-corpus ou aqueles em que há pedido liminar (como as medidas cautelares),
poderão, em caso de urgência, ser distribuídos fora das audiências.
Nas comarcas do interior e nos núcleos das varas regionais as audiências de
distribuição serão presididas por um juiz de direito.
As ações de alimentos também serão distribuídas, mas serão encaminhadas
ao Juízo prevento quando houver distribuição de Ação conexa anterior, como, por
exemplo, Ação de Separação.
Poderá o presidente do Tribunal designar os juízes da região judiciária
especial para o exercício cumulativo com o serviço de distribuição, desde que não
estejam no exercício da função nas varas de Júri, Família, Execuções Criminais e
Menores, ressalvando os casos de força maior.

DOS JUÍZES DAS REGIÕES JUDICIÁRIAS DO INTERIOR (Arts. 80/83):


Nas regiões judiciárias referentes às Comarcas de 1ª entrância terão
exercício 46 juízes para as funções de auxílio e substituição.

11
Os juízes da 1ª região judiciária funcionarão em substituição ou auxílio de
juízes de direito de qualquer outra região, conforme designação do presidente do
Tribunal de Justiça.
Os juízes regionais quando designados para auxiliares, terão suas
atribuições fixadas pelo presidente do Tribunal no ato de designação.

DOS JUÍZES DE DIREITO DO CÍVEL (Art. 84):


Os juízes de direito do cível terão competência genérica e plena na matéria
cível, competindo-lhes cumprir as cartas precatórias cíveis.

EM MATÉRIA DE FAMÍLIA (Art. 85):


• causas de anulação de casamento ou relacionadas a estado civil
ou a direitos ou deveres dos cônjuges ou até para os direitos ou
deveres dos pais para com os filhos ou vice-versa;
• ações de investigação de paternidades, cumuladas ou não com as
ações de petição de herança;
• as causas de interdições, tutela ou emancipação de menores;
• as causas referentes ao regime de bens do casamento;
• as ações de alimentos;
• posse e guarda de filhos;
• as ações decorrentes de união estável ou sociedade de fato entre
homem e mulher como entidade familiar;
• suprir consentimento do cônjuge;
• suprir consentimento dos pais ou tutores para o casamento dos
filhos ou tutelados;
• conceder aos pais ou aos tutores autorização para a prática de
atos que necessitam desta autorização;
• cumprir as precatórias pertinentes;

Obs.: a acumulação com um pedido de caráter patrimonial não altera a


competência.

Obs.2: Cessa a competência do juiz de família quando se verifica o estado


de abandono do menor.

Obs.3: A nomeação de tutor pelo juiz de família torna o Juízo prevento,


mesmo que a competência em ação posterior seja atribuída ao juiz de órfãos e
sucessões.

EM MATÉRIA DE INTERESSE DA FAZENDA PÚBLICA (art. 86):


• a execução fiscal de qualquer origem ou natureza;
• as causas de interesse do Município, autarquia, empresa pública,
sociedade de economia mista ou fundações municipais;
• as causas de revisão de benefício previdenciário do INSS quando
o requerente não residir em Comarca que tiver Justiça Federal;
• processar as justificações requeridas para instruir pedido de
benefício ao INSS quando o requerente for residente em Comarca que
não tem Justiça Federal;
• as precatórias em que haja interesse de qualquer Estado ou
Município, autarquias, empresas públicas, sociedades de economia
mista ou fundações

12
EM MATÉRIA DE ÓRFÃOS, SUCESSÕES E PROVEDORIA (Art. 87):
• inventários, arrolamentos ou outros feitos decorrentes;
• anulação de testamentos ou legados;
• as ações de ausência (mesmo quando para fins previdenciários),
bens vagos ou herança jacente;
• os feitos relativos à doações, usufrutos, cancelamentos,
inscrições, sub-rogações de cláusulas ou gravames, mesmo que
decorrentes de atos entre vivos;
• as causas de interdições e as de tutela ou emancipação de
menores cujos pais sejam falecidos, interditados ou ausentes, podendo
nomear curadores ou tutores, bem como administradores provisórios;
• julgar as impugnações de contas dos tesoureiros ou dos
responsáveis por hospitais, asilos, fundações, que receberam auxílio dos
cofres públicos, podendo remover os administradores e nomear outros,
se de outro modo não dispuser os estatutos ou regulamentos;
• proceder à liquidação de firmas individuais em caso de
falecimento do comerciante;
• proceder à apuração dos haveres do inventariado, em sociedade
de que tenha participado;
• as precatórias pertinentes.

EM MATÉRIA DE REGISTRO PÚBLICO (Art. 89):


• as causas a que se refiram diretamente a registros públicos;
• divisão e demarcação de terras, loteamento e vendas a
prestação;
• registro de periódicos, empresa de radiodifusão e aplicar multa
por falta de registro;
• determinar averbações, cancelamentos, retificações, etc...
• cumprir as precatórias pertinentes.

EM MATÉRIA DE REGISTRO CIVIL DE PESSOAS NATURAIS (Art. 90):


• exercer todas as atribuições relativas a registro civil, inclusive a
celebração de casamentos;
• conhecer da oposição de impedimentos matrimoniais;
• processar e julgar as justificações, retificações, anotações,
averbações, cancelamentos e restabelecimentos dos respectivos
assentos;
as precatórias pertinentes.

EM MATÉRIA DE FALÊNCIAS E CONCORDATAS (Art. 91):


• falências e concordatas;
• as execuções por quantia certa contra devedor insolvente,
inclusive o julgamento do pedido de declaração de insolvência;
• as ações coletivas referentes à Direito do Consumidor (art. 101)
• precatórias pertinentes.

EM MATÉRIA DE MENORES (Art. 92):


• processar e julgar todos os atos relativos a menores em situação
irregular, determinando inclusive a guarda, tratamento, vigilância,
assistência e educação;

13
• conceder suprimento de idade para o casamento da menor de 16
anos ou do menor de 18 anos;
• designar comissário de menores voluntários, mediante
autorização do Corregedor-Geral;
• determinar a apreensão de impressos que ofendam a moral e os
bons costumes;
• avocar, quando julgar necessário, os processos distribuídos a juiz
auxiliar;
• exercer a censura de exibições;
• fiscalizar estabelecimentos públicos e particulares de internação
de menores;

DOS JUÍZES DE DIREITO DO CRIME (Art. 93):


• processar e julgar as ações penais, inclusive os crimes
falimentares;
• pedidos de reabilitação;
• habeas-corpus e mandados de segurança contra atos das
autoridades policiais e administrativas;
• decretar perda em favor da União, após a sentença restar
definitiva, dos instrumentos usados em crimes;
• proceder mensalmente à inspeção das cadeias públicas, sendo
que nas Comarcas com mais de um Juízo Criminal a atribuição será
exercida em rodízio, mediante escala organizada pelo Corregedor-Geral;
• compor e instalar o Conselho da Comunidade, salvo se na
Comarca houver mais de um juiz criminal, caso em que a atribuição será
na Comarca da Capital do Juiz da Vara de Execuções Penais e nas
demais Comarcas ao juiz da 1ª Vara Criminal;
• cumprir as precatórias criminais;
• comunicar ao IFP, ao Departamento do Sistema Penal e ao
Instituto Nacional de Identificação, no prazo de 10 dias, as sentenças
proferidas e as decisões de arquivamento de inquéritos;
• comunicar, mensalmente, à Corregedoria acerca das sentenças
que julgaram extinta a punibilidade pela prescrição;
• comunicar à Vara de Execuções, em formulário próprio, a
condenação ou imposição de medida de segurança, desde que a
execução não seja de competência da Vara de Execuções.

HAVERÁ NA COMARCA DA CAPITAL (Arts. 94/110):


• 50 Varas Cíveis;
• 18 Varas de Família;
• 12 Varas de Fazenda Pública
• 12 Varas de Órfãos e sucessões;
• 01 Vara de Registro Público;
• 08 Varas de Falências e Concordatas;
• 02 Varas da Infância e da Juventude;
• 40 Varas Criminais, sendo a 1ª à 4ª de competência privativa do Júri; da 5ª a 39ª de
competência genérica e há 01 Vara de competência para Execuções Penais;
• 63 Varas Regionais, sendo 28 cíveis, 16 criminais e 19 de família;
• 01 Auditoria Militar;

14
Obs.1:
• as Varas da Infância e da Juventude terão cada uma delas dois
juízes auxiliares;
• a 11ª e a 12ª Vara de Fazenda Pública também terão cada uma
delas dois juízes auxiliares;
• a Vara de Execuções Penais, as Varas Cíveis e as 04 Varas
privativas do Júri terão cada uma delas um juiz auxiliar.
• Nas demais Varas o funcionamento de juízes auxiliares poderá ser
determinado pelo presidente do Tribunal de Justiça sempre que
necessário.

Obs.2: a competência das Varas Regionais é de natureza absoluta.

Obs.3.: Competirão o julgamento dos feitos de Justiça Gratuita, em matéria


de família, as 13ª a 18ª Varas de Família.

Obs.4: Quanto às Varas de Fazenda Pública (que são 12):


• a 1ª a 10ª : as causas em que o Estado, suas autarquias,
empresas públicas, sociedades de economia mista e as fundações
estaduais sejam interessadas;
• a 11ª Vara: as execuções fiscais requeridas pelo Estado e suas
autarquias e os feitos que tenham matéria tributária do interesse do
Estado e de suas autarquias, bem como as cartas precatórias
pertinentes;
• a 12ª Vara: as execuções fiscais requeridas pelo Município do Rio
de Janeiro e suas autarquias e os feitos que tenham matéria tributária
do interesse do Município do Rio de Janeiro e suas autarquias, bem
como as cartas precatórias pertinentes.

Obs.5: Aos Cartórios do 6º e do 7º Contador da Comarca da Capital compete


elaborar os cálculos dos processos da 12ª e 11ª Vara de Fazenda Pública,
respectivamente, cabendo aos Juízes das referidas Varas a direção dos serviços
administrativos.

Obs.6: Compete à Vara de Execuções Penais, que tem sede na Capital e


jurisdição em todo o Estado:
• processar e julgar a execução das penas privativas de liberdade e
as medidas de segurança detentivas;
• a execução das penas restritivas de direitos e fiscalização da
suspensão das penas privativas de liberdade quando impostas por juízes
das Varas Criminais da Comarca da Capital;
• os habeas-corpus e os mandados de segurança contra atos das
autoridades administrativas responsáveis pela execução das penas
privativas de liberdade;
• cumprir precatórias referentes à execução de penas;
• inspecionar estabelecimento penais;
• compor e instalar o conselho da comunidade na Capital;
• manter registro atualizado de todas as condenações impostas em
todo o Estado;

ARTS. 111/151 (VER NO CODJERJ)

15
Não é matéria cobrada nos concursos anteriores. Ao nosso ver, seria uma
covardia tamanha cobrar em concurso as competências de cada Comarca em todo
território do Estado. Mas, é sempre bom dar uma passada pelos artigos só por não
deixar a consciência pesar . . .

JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL (ARTS. 152/157)


A Justiça Militar Estadual, em 1ª instância, é constituída pela Auditoria da
Justiça Militar e os Conselhos da Justiça Militar.
Como Órgão de 2ª instância da Justiça Militar Estadual funcionará o Tribunal
de Justiça que também decidirá sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da
graduação das praças.
A Justiça Militar Estadual, com sede na Capital, tem jurisdição em todo o
território do Estado.
A Justiça Militar Estadual é competente para julgar os policiais militares e
bombeiros nos crimes militares.
A função de Juiz Auditor será exercida por um juiz de direito de entrância
especial.
Compete ao Juiz Auditor:
presidir os Conselhos de Justiça Militar;
redigir todas as sentenças e decisões dos Conselhos;
decidir habeas-corpus quando a autoridade coatora estiver sob sua
jurisdição.

DA JUSTIÇA DE PAZ (ARTS. 158/ 160)


Quando estudamos a divisão territorial vimos que os distritos definem o
campo de atuação do juiz de paz e que os subdistritos são divisões dos distritos.
O art. 158 diz que em cada distrito e em cada subdistrito haverá um juiz de
paz e dois suplentes.
Como disposto no art. 98, II, da CF, o juiz de paz é competente para a
celebração de casamentos e ainda possui funções conciliatórias, sem caráter
jurisdicional, ou seja, não compete a ele proferir decisões acerca da matéria referente
a Registro Civil, como impugnações de proclamas de casamentos, seja através de
argüição o de impedimentos ou quaisquer incidentes. Tal competência jurisdicional
recairá para o juiz de direito que estiver designado para o competente Registro Civil de
Pessoas Naturais. Daí advém o fato de a Justiça de Paz ser conhecida como Justiça
Administrativa, posto que, embora no rol do art. 68 do CODJER (que elenca a
composição da Justiça de 1ª instância), não exerce atividade jurisdicional.
No caso de impedimento, ausência, falta ou impedimento do juiz de paz e
de seus suplentes caberá ao juiz de direito competente para o registro civil a
nomeação do juiz de paz ad hoc.
A posse do juiz de paz se dá perante o Juiz de Direito territorialmente
competente para o Registro Civil de Pessoas Naturais para o qual foi designado o juiz
de paz. Cabe ressaltar que a designação é feita pelo Presidente do Tribunal de Justiça,
mas sua posse é feita perante o juiz de direito do Registro Civil.
O juiz de paz está subordinado ao Conselho da Magistratura, que poderá
baixar regulamentos e decidir os casos omissos referentes à Justiça de Paz.

DA MAGISTRATURA (Arts. 161/225)


São magistrados:
- os desembargadores;
- os juízes de direito;
- os juízes substitutos.

DAS NOMEAÇÕES E PROMOÇÕES (Arts. 162/170)

16
O provimento dos cargos de desembargador, juiz de direito ou juiz
substituto far-se-á por ato do Presidente do Tribunal de Justiça. Há uma exceção: no
cargo de desembargador, quando se tratar de vaga a ser preenchida pelo "quinto
constitucional" (v. art. 94 da CF), será ele provido pelo Governador do Estado.
Obs.: O art. 94 da CF determina que um quinto das vagas de
desembargador sejam preenchidas por membros do Ministério Público (com mais de 10
anos de carreira) e por advogados (com mais de 10 anos de carreira, reputação ilibada
e notório saber jurídico). Desta forma, concluímos que das 160 vagas de
desembargador, um quinto delas devem ser desembargadores que ou foram do
Ministério Público ou foram advogados.
A escolha do desembargador indicado pelo quinto constitucional far-se-á
através de uma lista sêxtupla fornecida pelo Órgão (MP ou OAB/RJ = quando vaga
uma vaga para o quinto constitucional esta vai ou para o MP ou para a OAB,
alternadamente). O Tribunal de Justiça, através do seu Órgão Especial, torna esta lista
tríplice e a encaminha ao Governador para a escolha do novo desembargador.

Os juízes substitutos exercerão as funções de auxílio a outros juízes e


também de substituição no caso de férias, licenças, impedimentos, dos juízes de
direito, ou seja, exercício pleno. Entretanto, não poderá um juiz substituto proceder a
substituição de um juiz de direito na região judiciária especial, pois nesta somente
poderá exercer a função de auxílio (art. 163, parág. 1º).
Antes de atingirem a titularidade de uma Vara ou Juízo, os juízes substitutos
são promovidos a Juízes de entrância do interior ou a Juízes de entrância especial.

O ingresso na magistratura de carreira será no cargo de juiz substituto, cujo


vencimento básico é igual ao de um juiz de direito de 1ª entrância.
As promoções ocorrerão, alternadamente, por antigüidade ou por
merecimento, devendo Ter pelo menos dois anos de exercício na respectiva entrância.
A matéria está regulada pela Constituição Federal no seu art. 93:

"Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo


Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da
Magistratura, observados os seguintes princípios:
I) ingresso na carreira, cujo cargo inicial será o de juiz
substituto, através de concurso público de provas e
títulos, com participação da Ordem dos Advogados do
Brasil em todas as suas fases, obedecendo-se, nas
nomeações, à ordem de classificação;
II) promoção de entrância para entrância,
alternadamente, por antigüidade e merecimento,
atendidas as seguintes normas:
a) é obrigatória a promoção do juiz que figura
três vezes consecutivas ou cinco alternadas em
lista de merecimento;
b) a promoção por merecimento pressupõe dois
anos de exercício na respectiva entrância e (...);
c) aferição do merecimento pelos critérios de presteza
e segurança no exercício da jurisdição e pela
freqüência e aproveitamento em cursos reconhecidos
de aperfeiçoamento;
d) na apuração da antigüidade, o tribunal somente
poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto de
dois terços de seus membros (...) "

17
São condições para o ingresso na magistratura de carreira:
- ser brasileiro;
- pleno exercício dos direitos civis e políticos e quite com o serviço militar;
- ser bacharel em direito e possuir pelo menos dois anos de prática
forense (ou como advogado, juiz, membro do Ministério Público,
Delegado de Polícia ou como serventuário da Justiça, desde que em
atividade relativa a processamento). Será computado como tempo de
prática forense o tempo referente ao curso de formação ministrado pela
EMERJ, desde que tenha sido aprovado. Também será computado como
tempo de prática forense o exercício da função de conciliador, restrita a
advogados, nos Juizados Especiais.

- idoneidade moral comprovada;


- prova de sanidade física e mental;
- classificação em concurso de provas e títulos, organizado pelo Tribunal
de Justiça com a colaboração da Ordem dos Advogados do Brasil.

O acesso ao Tribunal de Justiça para os juízes de carreira também


ocorrerá por antigüidade ou por merecimento, alternadamente.
A antigüidade será apurada na mais elevada entrância e o juiz mais
antigo só poderá ser recusado pela maioria dos votos dos desembargadores do
Órgão Especial do Tribunal de Justiça.
No caso de merecimento, a lista tríplice será composta por juízes de
qualquer entrância.
A organização da lista tríplice caberá ao Órgão Especial, através de
votação feita pelos seus 25 membros. Os desembargadores atingidos por
impedimento ou suspeição serão substituídos.

DA REMOÇÃO E PERMUTAS (Arts. 171/172)


Os desembargadores poderão permutar de Câmara ou remover-se para
Câmara que tenha vaga, mediante aprovação do Órgão Especial do Tribunal de
Justiça.
Terá preferência nos pedidos de remoção o desembargador mais antigo.
A permuta entre juízes de direito da mesma entrância dependerá de
aprovação d Órgão Especial, com prévia audiência do Conselho da Magistratura, e
se dará por ato do presidente do Tribunal de Justiça ;
A remoção dos juízes de direito será pelos critérios de antigüidade e
merecimento.

DA POSSE, EXERCÍCIO, MATRÍCULA E ANTIGÜIDADE (Arts. 173/178)


Os magistrados tomarão posse dentro de 30 dias da publicação do ato
oficial, salvo se houver prorrogação (que poderá ser por igual prazo e concedida
pelo presidente do Tribunal, devendo ser comprovado o impedimento do magistrado
em tomar posse naquele período).
Se o nomeado, promovido ou removido não tomar posse, ou não entrar
em exercício no prazo estabelecido, será declarado vago o cargo e sem efeito o ato.
A posse do presidente dos vice-presidentes, do corregedor-geral e dos
desembargadores será tomada perante o Órgão Especial;
A posse dos juízes de Direito e juízes substitutos será tomada perante o
presidente do Tribunal de Justiça.
Todos os desembargadores, juízes de direito e juízes substitutos terão
matrícula junto ao Conselho da Magistratura.

18
A lista de antigüidade será revista, anualmente, pelo Conselho da
Magistratura, que poderá receber, no prazo de 15 dias contados da publicação da
lista, a reclamação dos que se julgarem prejudicados.

DOS IMPEDIMENTOS E DAS INCOMPATIBILIDADES (Arts. 179/183)


Não podem trabalhar juntos juízes parentes ou afins em linha reta ou
colateral, até o 3º grau.
Nos julgamentos do Órgão Especial quando a intervenção de um dos juízes
ligados pelos laços de parentesco ou afinidade determinará o impedimento do outro,
que será substituído.
O desembargador ficará impedido de tomar parte em concurso, lista para
nomeação, promoção, remoção ou qualquer aproveitamento quando concorrer parente
seu.
Há a incompatibilidade quando forma servir juntos como juiz e membro do
Ministério Público os parentes ou afins. A incompatibilidade será resolvida contra o de
menor antigüidade e decidira pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça.

DOS DIREITOS E DEVERES DOS MAGISTRADOS

DAS GARANTIAS E PRERROGATIVAS (Art. 184/191)


Quando houver a criação de uma nova vara por desdobramento de outra, o
juiz poderá optar, no prazo de 5 dias, se deseja permanecer na sua vara de origem ou
se deseja ir para a vara nova criada por desdobramento da sua. Entretanto, se não o
fizer no prazo de 5 dias será entendido que preferiu a de numeração mais baixa, ou
seja, a sua de origem e, se for a criação por especialização, isto é, havia a Vara de
Família, da Infância e da Juventude e foi criada a Vara da Infância e da Juventude, será
entendido que o juiz preferiu a Vara de Família.
Quando o juiz estiver em vara cuja Comarca foi elevada à categoria de
entrância especial, o juiz, face sua garantia constitucional de inamovibilidade, terá o
direito de retomar, nos cinco dias seguintes à publicação ado ato de sua promoção, a
titularidade da vara que possuía no momento da elevação, feito através de simples
manifestação de vontade.
O magistrado que se aposentar conservará o título e as honras
correspondentes ao cargo. Entretanto, a aposentadoria dos magistrados e a pensão
de seus dependentes observará os requisitos previstos no art. 40 da CF, como todo e
qualquer servidor público.
Conforme art. 95 da Constituição Federal, os magistrados gozam das
seguintes garantias constitucionais:
- vitaliciedade. Na 1ª instância será adquirida após dois anos de
exercício. A perda do cargo só poderá ocorrer, nesse período, através de
deliberação do Tribunal. Nos demais casos, ou seja, após o período de
dois anos, dependerá de sentença judicial transitada em julgado.
- Inamovibilidade. O magistrado não poderá ser removido, salvo se
houver interesse público e dependerá da votação de dois terços do
Tribunal, sendo assegurado ao magistrado a ampla defesa, conforme
art. 93, VIII, CF: "o ato de remoção, disponibilidade e
aposentadoria do magistrado, por interesse público, fundar-se-á
em decisão por voto de dois terços do respectivo tribunal,
assegurada a ampla defesa." Obs. Art. 215 CODJERJ."O
procedimento para decretação de remoção ou disponibilidade
compulsória correrá em segredo de justiça perante o Órgão
Especial."
- Irredutibilidade de subsídio.

19
DOS VENCIMENTOS E VANTAGENS (Art. 192/197)
Os magistrados são membros do Poder Judiciário. Assim, a eles será
aplicado o art. 39, parágrafo 4º da Constituição Federal, ou seja, serão remunerados
através de subsídio que não poderão exceder ao recebido pelos Ministros do Supremo
Tribunal Federal, conforme art. 37, XI, da CF.
Entretanto, ainda não foi definido o teto a ser recebido pelos Ministros do
STF, então, como não há parâmetros, aguarda-se,........
Em 17/07/2001 entrou em vigor a Lei Estadual n.º 3.609 que acrescentou os
parágrafos 4º e 5º ao art. 194 do CODJERJ. Vejamos como ficou:
"Art. 193. (...)
§1º. (...)
§2º. (...)
§3º. (...)
§4º. Aos magistrados, quando no exercício cumulativo de suas funções com
as de outro cargo da carreira, será paga uma gratificação equivalente a 1/3 de seus
vencimentos, proporcional aos dias trabalhados;
§5º. A gratificação a que se refere o parágrafo anterior será devida pela
metade quando o magistrado, no exercício pleno de um dos cargos da carreira,
acumular outro, em função de auxílio, também em proporção aos dias trabalhados."

DAS LICENÇAS E FÉRIAS (Art. 198/205)


As férias dos desembargadores serão concedidas pelo Órgão Especial do
Tribunal de Justiça. As férias dos Juízes de Direito e dos Juízes Substitutos serão
concedidas pelo Conselho da Magistratura.
As licenças com prazo superiores a 30 dias ou prorrogações por prazos
superiores a 30 dias dependem de inspeção médica.
O magistrado que estiver de licença médica poderá proferir decisões em
processos que lhe foram submetidos antes de se licenciar, desde que não haja contra-
indicação médica.
Os desembargadores gozarão férias coletivas de 02 a 31 de janeiro e
também de 02 a 31 de julho, salvo aqueles desembargadores que integrarão as
Câmaras de férias ou de plantão, o presidente, os vice-presidentes e o Corregedor-
Geral da Justiça que gozarão 60 dias de férias fora do recesso, podendo parcelá-las em
períodos de 30 dias por semestre, desde que não sejam coincidentes.
Os membros do Conselho da Magistratura poderão gozar férias em qualquer
época do ano, seja em período de 60 dias ou em dois períodos de 30 dias.
Os juízes de direito gozarão férias individuais de 60 dias, de acordo com a
tabela anual organizada pelo presidente do Tribunal de Justiça, podendo ser parceladas
em dois períodos de 30 dias.
O juiz da região judiciária especial que substituir um juiz titular por de 6
meses ou mais, receberá nas suas férias a diferença entre seus vencimentos e o do
juiz titular que foi substituído.
Antes de entrar em férias o juiz deverá comunicar ao presidente do Tribunal
de Justiça que não há processo dependente de julgamento e que não tem processos na
conclusão por prazo acima do permitido.
Nos casos de interrupção ou renúncia das férias, o juiz só poderá reassumir
o exercício no dia imediato ao da comunicação.
O juiz que for promovido ou removido no gozo de férias não as
interromperá, sem prejuízo da posse imediata.

20
DA ÉTICA FUNCIONAL (Art. 206/211)
Os magistrados devem manter irrepreensível procedimento na via pública e
particular, pugnando pelo prestígio da justiça, zelando pela dignidade das suas funções
e respeitando as do Ministério Público e dos advogados.
Além das vedações constitucionais previstas no art. 95, parágrafo único, da
CF, o magistrado não poderá exercer as funções de árbitro o juiz fora dos casos que lhe
forem submetidos.

Obs.1: Art. 95, parágrafo único, da Constituição Federal:


"Aos juízes é vedado:
- exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma
de magistério;
- receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em
processo;
- dedicar-se a atividade político-partidária."

Obs.2: Art. 93, VI, da Constituição Federal:


"VI. O juiz titular residirá na respectiva comarca."

Mediante autorização do Conselho da Magistratura o juiz poderá residir em


localidade próxima, desde que não haja prejuízo para os serviços forenses.
Os juízes devem comparecer diariamente à sede dos juízos e permanecer das
13 às 17 horas, ou até o necessário, atendendo pessoalmente os advogados (salvo
quando estiver em diligência judicial fora do juízo).
As audiências devem ser realizadas no local e hora designados.

O juiz não poderá se afastar do cargo a não ser por:


- licença ou férias;
- falecimento de seu descendente ou ascendente, cônjuge ou irmão, pelo
prazo de 8 dias;
- em caso de força maior ou calamidade pública;
- serviço eleitoral, por determinação do tribunal respectivo.

Os juízes usarão vestes talares durante as sessões do Tribunal do Júri e na


celebração de casamentos e o seu uso será facultativo nas demais audiências.

DA AÇÃO DISCIPLINAR (Art. 212/218)


Pelas faltas cometidas os magistrados ficam sujeitos às seguintes penas
disciplinares:
- advertência;
- censura;
- demissão.

A pena de advertência será aplicada nos casos em que a falta não grave e será
sem em caráter reservado.
A pena de censura será aplicada quando a falta não seja punida com pena
mais grave e revela ou uma negligência reiterada ou um procedimento incorreto ou
indecoroso.
O juiz que for censurado não poderá durante um ano concorrer à promoção
por merecimento.
Das penas impostas caberá recurso no prazo de 5 dias e com efeito suspensivo
para o Orgão Especial.
A pena de demissão só será aplicada em virtude de sentença judiciária.

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O magistrado será afastado da função antes de passar em julgado, ou seja,
antes que se torne definitiva, a sentença que o pronunciou (prática de crime doloso
contra a vida) ou que o condenou (qualquer crime).
Tanto a remoção por motivo de interesse público quanto a disponibilidade
compulsória correrão em segredo de justiça perante o Órgão Especial.
A disponibilidade compulsória, com vencimentos proporcionais, será aplicada
ao magistrado que revelar desídia habitual no exercício de suas funções, praticar atos
de notória incontinência pública ou incompatíveis com o decoro do cargo, ou quando
ocorrer qualquer outro motivo de interesse público.
O magistrado poderá ser afastado das funções, sem prejuízo de seus
vencimentos, no curso de um processo disciplinar.
A aplicação de uma pena disciplinar a um magistrado não impede que lhe seja
instaurado um processo criminal quando se verificar também a prática de uma
infração penal.

DA RECLAMAÇÃO (Art. 219/225)


As omissões praticadas por juiz, bem como os despachos que não caibam
recursos (irrecorríveis) são passíveis de correição, mediante reclamação da parte ou do
Ministério Público, desde que tais atos possam causar inversão da ordem legal do
processo ou sejam resultantes de erro de ofício ou abuso de poder.
A reclamação será feita perante o vice-presidente competente para a
matéria (1º Vice, se Cível ou 2º Vice, se Criminal) no prazo de 5 dias contados da data
da publicação do despacho que indeferir o pedido de reconsideração formulado.
A petição de reclamação deverá conter certidão de inteiro teor da decisão
reclamada, do despacho que indeferiu o pedido de reconsideração, das datas das
publicações da decisão e do despacho, da procuração (instrumento do mandato
conferido ao advogado) e demais peças indicadas pelo reclamante para fundamentar a
reclamação àquela decisão.
O relator da reclamação poderá ordenar a execução do despacho
reclamado por trinta dias, improrrogáveis.
Solicitadas as informações ao juiz que proferiu a decisão reclamada, este as
remeterá (as informações) no prazo de 5 dias e, ouvido o Ministério Público, o relator
oporá seu visto e colocará o processo em mesa para julgamento na primeira sessão.
Apurando-se falta funcional do juiz, poderá o Órgão mandar anotar o fato na
matrícula do mesmo, sem prejuízo das sanções cabíveis.

DISPOSIÇÕES GERAIS

Quando em petição constar expressões impróprias, injuriosas ou caluniosas o


magistrado ou o Ministério Público mandará, em despacho fundamentado, que sejam
cancelados, comunicando o fato à OAB para os devidos fins.
Aplica-se algo semelhante ao juiz que excede na linguagem, faltando à
serenidade peculiar à Justiça. O Tribunal, de ofício ou mediante reclamação do
advogado ou do Ministério Público, fará a censura por escrito, cancelando as
expressões condenáveis.
Os bens apreendidos e acautelados nos Depósitos Públicos só poderão ser
vendidos após autorização judicial.
O expediente forense será das 11 às 17h30min.
Não haverá expediente:
- aos sábados, salvo nos Cartórios de Registro Civil que poderão abrir aos
sábados de 9 às 12 horas;
- no dia 08 de dezembro (Dia da Justiça);

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- nos dias declarados como de ponto facultativo nas repartições
estaduais;
- 2ª e 3ª-feira da semana do Carnaval;
- 5ª e 6ª-feira da Semana-Santa;
- nos feriados nacionais, estaduais e nos municipais (sede das respectivas
Comarcas);
- no período de 20 de dezembro a 6 de janeiro, inclusive. (Recesso de
final de ano);

Por motivo de ordem pública o presidente do Tribunal de Justiça poderá


decretar o fechamento do foro ou de qualquer dependência do serviço judiciário, bem
como encerrar o expediente antes do horário normal.

AGRADECIMENTO
Agradeço a vocês candidatos a cargos no Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro por terem
acreditado neste trabalho, especialmente aqueles que assistiram as aulas de Organização Judiciária no
Curso Êxito, na Av. Viicente de Carvalho, na Cidade do Rio de Janeiro. Esperamos que este trabalho incentive
vocês concursandos a acreditar que não é difícil assimilar os dispositivos do CODJERJ. Lembramos a todos
que a leitura reiterada de todo o Código é indispensável e que este "resumão" tem por fim fixar os tópicos
essenciais.
Um forte abraço em todos e até a posse, quando então teremos o prazer de parabenizar os mais
novos integrantes da Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
Não percam também os "resumos" do Estatuto dos Func. Públicos do Estado e dos artigos 49/97 da
Resolução nº. 5 do CODJERJ.
Paulo Rodolfo Kraft. Agosto de 2001.

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