Vous êtes sur la page 1sur 240

Serviço Autônomo

de Saneamento
de Pelotas
(SANEP)

Cargo:
Escrevente
HORÁRIOS

SEG TER QUA QUI SEX


ÍNDICE:
ÍNDICE

Português 05
Redação Oficial 72
Legislação 87
Conhecimentos específicos 112
PORTUGUÊS nosso cotidiano. Mediante a palavra falada ou escrita,
expomos aos outros as nossas ideias e pensamentos.
O QUE É TEXTO?
“A palavra texto provém do latim textum, que significa
tecido, entrelaçamento. (...) O texto resulta de um tra-
balho de tecer, de entrelaçar várias partes menores a
fim de se obter um todo inter-relacionado. Daí poder
falar em textura ou tessitura de um texto: é a rede de
relações que garantem sua coesão, sua unidade”. (IN-
FANTE, Ulisses. Do texto ao texto. Curso prático de lei-
tura e redação. Editora Scipione. São Paulo. 1991)
“Um texto não é simplesmente uma sequência de fra-
ses isoladas, mas uma unidade linguística com propri-
edades estruturais específicas”. (KOCH, Ingedore G. Vil-
laça. A Coesão Textual. São Paulo: Contexto, 1989. p. LINGUAGEM NÃO VERBAL: é constituída por gestos,
11) tom de voz, postura corporal, etc. Não utiliza o código
“língua" para transmitir a mensagem, mas sim a simbo-
NÍVEIS DE LEITURA logia.
Decodificação – considerando que a língua é um código,
o processo de decodificação consiste em decifrar esse Observe a figura a seguir. A partir de representação de
código. um cigarro e da tarja vermelha, é possível compreender
Intelecção – é a compreensão texto lido. ser proibido fumar em um determinado local.
Inferência – ocorre quando o leitor tem a capacidade de
compreender significados que não estão explícitos no
texto. São os implícitos, aquilo que está nas entrelinhas.

O sentido está no autor, é definido por ele? É difícil e


perigoso afirmar isso. O autor no momento da produ-
ção do texto tem um sentido e um propósito em mente
e procura escolher os elementos linguísticos que ele
presume que vão ajudar o leitor a recuperar algo o mais
próximo possível do sentido pretendido. Isso não ga-
rante que o leitor vá entender exatamente o que o au-
tor pretendia.
LINGUAGEM MISTA: quando há o uso simultâneo da
linguagem verbal e da linguagem não verbal, isto é, das
O sentido está no leitor? Tudo indica que quem cons-
palavras escritas e das figuras.
trói o(s) sentido(s) para o texto no momento da leitura
é o leitor, mas isso não significa que ele pode ler como
bem quiser. Há, no texto, indicações que ele não pode
ignorar. Acreditar que qualquer leitura vale porque de-
vemos respeitar a interpretação feita pelo leitor é jogar
por terra dois processos ao mesmo tempo: a leitura e a
escrita. Possenti (2001:30) defende a ideia de que o ár-
bitro definitivo da leitura é o texto, desde que o texto
seja concebido discursivamente, isto é, seja tomado
como submetido a todas as restrições históricas que
normalmente o afetam, e que afetam, portanto, seu
autor e seu(s) leitores(es), submetendo-os tanto às re-
gras de circulação quanto às de interpretação.
(MONTEIRO, Suely) O texto acima constrói sentido através do uso dos dois
tipos de linguagem. Para compreender, é necessário
LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL atentar tanto à forma verbal, quanto à não verbal. Se
LINGUAGEM VERBAL: é aquela que se utiliza da pala- retirássemos qualquer uma das duas, a compreensão
vra, seja ela na sua forma oral ou escrita. A linguagem seria prejudicada.
verbal é a forma de comunicação mais presente em

5
TIPOS DE TEXTO desenvolvimento econômico também não é bem distri-
Os tipos de textos são categorizados por suas sequên- buído porque encontramos em suas regiões uma
cias textuais. O que determina cada um é a natureza grande população muito pobre comandada e oprimida
linguística de sua composição. Em linhas gerais, com- por uma pequena população extremamente rica.
preende-se como características estruturais.
Estudavam-se três tipos: narrativo, descritivo, disserta- • Instrucional ou Injuntivo: dá instruções, ensina
tivo. Porém, a partir da observação da diversidade de como proceder. Os verbos no modo imperativo (or-
textos em circulação, estudam-se cinco tipos. São eles: dem) aparecem com mais frequência.

• Descritivo: descreve algo, caracteriza. Predomina a Exemplo: Bolo de chocolate


classe dos adjetivos. Ingredientes:
2 xícaras de farinha de trigo
Exemplo: Sua estatura era alta e seu corpo, esbelto. A 2 xícaras de açúcar
pele morena refletia o Sol dos trópicos. Os olhos negros 1 xícara de leite
e amendoados espalhavam a luz interior de sua alegria 6 colheres de sopa cheias de chocolate em pó
de viver e jovialidade. Os traços bem desenhados com- 1 colher de sopa de fermento em pó
punham uma fisionomia calma, que mais parecia uma 6 ovos
pintura.
Modo de Preparo:
• Narrativo: narra fatos em sequência de aconteci- 1. Bata as claras em neve, acrescente as gemas e o açú-
mentos. A predominância fica por conta dos verbos que car e bata outra vez;
indicam ação. 2. Coloque a farinha, o chocolate em pó, o fermento, o
leite e continue a bater;
Exemplo: Em uma noite chuvosa do mês de agosto, 3. Unte um tabuleiro e coloque para assar por aproxi-
Paulo e o irmão caminhavam pela rua mal iluminada madamente 40 minutos em forno médio
que conduzia à sua residência. Subitamente foram 4. Enquanto o bolo assa, faça a cobertura com 2 colhe-
abordados por um homem estranho. Pararam, atemo- res de chocolate em pó, 1 colher de margarina e meio
rizados, e tentaram saber o que o homem queria, rece- copo de leite. Leve ao fogo até começar a ferver;
osos de que se tratasse de um assalto. Era, entretanto, 5. Jogue quente sobre o bolo já assado;
somente um bêbado que tentava encontrar, com difi- 6. Depois, é só saborear.
culdade, o caminho de sua casa.
GÊNEROS TEXTUAIS
• Explicativo ou Informativo: explica algo, dá infor- Os gêneros textuais são formas relativamente estáveis
mações, conceitua. de enunciados, constituídos historicamente, mantendo
relação direta com a dimensão social. Considera-se
Exemplo: O que é Bullying? como o texto em sua materialidade, com função socio-
É uma agressão verbal ou física que ocorre por meio de comunicativa, definida por seu conteúdo, propriedades
um grupo ou apenas um individuo contra uma criança, funcionais, estilo e composição.
adolescente que tenha algo incomum do que é consi-
derado normal, como, por exemplo, vestir roupas dife-
rentes, gostar de estudar muito, e assim sucessiva- Em um gênero, é possível encontrar mais
mente. Essa agressão pode ser física (socos, chutes, ta- de um tipo de texto. Observe:
pas), verbal (piadas, xingar, insultar), moral ( desprezar, Bula (AMOXIL – Amoxicilina)
humilhar, ignorar). O bullying acontece em casa, na es-
cola, nas ruas ou em outros lugares de convívio social. Como este medicamento funciona?
Amoxil® contém uma penicilina chamada
amoxicilina como ingrediente ativo. A
• Argumentativo: defende uma tese, uma opinião a amoxicilina pertence ao grupo dos anti-
partir de argumentos consistentes na intenção de con- bióticos penicilânicos. Amoxil® é usado
vencer/persuadir o interlocutor. para o tratamento de uma gama de infec-
ções causadas por bactérias. Podem ser
Exemplo: O Brasil é um país de crescimento desorde- infecções de pulmões (pneumonia e
nado porque a sua realidade econômica é desorde- bronquite), amígdalas (amigdalite), seios
nada. O acesso à riqueza está sempre restrito ao poder da face (sinusite), trato urinário e genital,
da elite. Não há uma distribuição de renda justa. Seu pele e mucosas. Amoxil® atua destruindo
as bactérias que causam essas infecções.
(EXPLICATIVO)

Modo de uso

6
Fonte: http://escolafilintobg.blogspot.com.br/2010/05/generos-textuais-grupo-i.html

DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO - Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferen-


Denotação: sentido próprio das palavras; referência ao tes na pronúncia. Ex.: colher (verbo), colher (substan-
dicionário. tivo)
Ex.: Comprei uma correntinha de ouro. - Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e di-
ferentes na escrita. Ex.: acender (pôr fogo), ascender
Conotação: sentido figurativo; associa a outro signifi- (subir)
cado diferente do que está no dicionário. - Homófonos Homográficos: iguais na pronúncia e na
Ex.: Paulo nadava em ouro. (possuía riquezas) escrita. Ex.: cedo (verbo ceder), cedo (adv. de tempo)

SIGNIFICAÇÃO DE PALAVRAS Parônimos: são parecidas na escrita e na pronúncia,


Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproxi- mas diferentes de significado. Ex.: descrição e discrição,
mado. Ex.: brado, grito, clamor. comprimento e cumprimento, ratificar e retificar.

Antônimos: são palavras de sentido oposto. Ex.: mal e Polissemia: é a palavra que pode ter mais de um signi-
bem. Também pode se originar de prefixos de sentido ficado. Ex: pena: pluma, peça de metal para escrever,
oposto ou negativo. Ex.: maldizer e bendizer, respeito e punição, dó.
desrespeito.

Homônimos: são palavras que têm, às vezes, a mesma


pronúncia ou a mesma grafia, mas sentido diferente.
Ex.: são (sadio), são (verbo ser), são (santo). / aço (subs-
tantivo), asso (verbo).
Quanto e grafia e a pronúncia, podem ser divididas em:

7
Homônimos
almoço (subst) almoço (verbo)
rego (subst) rego (verbo)
colher (subst) colher (verbo)
jogo (subst) jogo (verbo)
apoio (subst) apoio (verbo)
denúncia (subst) denuncia (verbo)
providência (subst) providencia (verbo)
sede (subst-vontade de beber) sede (subst – localidade)
acender (atear fogo) ascender (subir)
bucho (estômago de animais) buxo (arbusto)
caçar (perseguir animais) cassar (anular)
cela (compartimento) sela (arreio)
censo (recenseamento) senso (juízo, raciocínio)
cidra (fruto) sidra (vinho de macã)
insipiente (ignorante) incipiente (principiante)
seção / secção (parte, divisão) cessão (ato de ceder); sessão (reunião)
tacha (pequeno prego) taxa (imposto)
acento (sinal gráfico) assento (lugar de sentar)
apreçar (dar o preço) apressar (acelerar)
serrar (cortar com a serra) cerrar (fechar)
espiar (olhar, ver) expiar (pagar uma culpa)
extrato (fragmento, resumo) estrato (camada de rocha)
torre (prédio alto e estreito) torre (verbo)
chá (bebida) xá (soberano)
cheque (documento bancário) xeque (lance de xadrez)
morro (pequena montanha) morro (verbo)

Parônimos
absolver (inocentar, perdoar) absorver (sorver, consumir)
aprender (instruir-se) apreender (assimilar)
área (medida de superfície) ária (peça musical)
arrear (pôr arreio) arriar (abaixar)
comprimento (extensão) cumprimento (saudação)
costear (navegar junto à costa) custear (financiar)
deferir (conceder) diferir (diferenciar)
degredado (exilado) degradado (estragado, rebaixado)
delatar (denunciar) dilatar (alargar, ampliar)
descrição (ato de descrever) discrição (atitude do discreto)
descriminar (inocentar) discriminar (distinguir)
despensa (lugar de guardar mantimentos) dispensa (licença)
despercebido (que não foi percebido) desapercebido (despreparado)
discente (relativo aos alunos) docente (relativo aos professores)

8
emergir (vir à tona) imergir (mergulhar)
emigrar (sair do país) imigrar (entrar no país)
eminente (ilustre) iminente (prestes a acontecer)
flagrante (evidente, no ato) fragrante (perfumado)
fluir (correr) fruir (desfrutar)
imoral (contrário à moral) amoral (nem a favor nem contra a moral)
indefeso (sem defesa, fraco) indefesso (incansável)
infligir (aplicar pena) infringir (transgredir, desrespeitar)
mandato (procuração) mandado (ordem judicial)
pleito (disputa, eleição) preito (homenagem, dependência)
prescrever (ordenar, determinar) proscrever (condenar, expulsar)
retificar (corrigir) ratificar (confirmar)
soar (emitir som) suar (transpirar)
sortir (prover) surtir (resultar)
tráfego (trânsito, fluxo) tráfico (comércio ilícito)
vadear (atravessar um rio a pé) vadiar (vagabundear)
vultoso (volumoso) vultuoso (inchado)

IDEIAS EXPLÍCITAS E IMPLÍCITAS COERÊNCIA


Ideias Explícitas: informações ditas Coerência deve ser entendida como unidade do texto.
Um texto coerente é um texto harmônico, em que to-
Ideias Implícitas: informações não ditas explicita- das as partes se encaixam de maneira complementar
mente, mas que estão nas entrelinhas. de modo que não haja nada destoante, nada ilógico,
nada contraditório, nada desconexo. No texto coe-
Os implícitos dividem-se em: rente, não há nenhuma parte que não se solidariza com
a) Pressupostos: ideias não expressas explicitamente, as demais.
mas que se originam logicamente do sentido de certas
palavras ou expressões contidas na frase (marca linguís- Observe o texto a seguir:
tica). Havia um menino muito magro que vendia amendoins
Ex.: André tornou-se sedentário. numa esquina de uma das avenidas de São Paulo. Ele
era tão fraquinho que mal podia carregar a cesta em
Explícito: Hoje André não pratica atividade física. que estavam os pacotinhos de amendoim. Um dia, na
Implícito: André não era sedentário. André praticava al- esquina em que ficava, um motorista, que vinha em alta
guma atividade física. velocidade, perdeu a direção. O carro capotou e ficou
Marca linguística: tornou-se de rodas para o ar. O menino não pensou duas vezes.
Correu para o carro e tirou de lá o motorista, que era
b) Subentendidos: informações não marcadas linguisti- um homem corpulento. Carregou-o até a calçada, pa-
camente, mas compreensíveis a partir do conheci- rou um carro e levou o homem para o hospital. Assim,
mento de mundo do interlocutor. A informação é trans- salvou-lhe a vida.
mitida sem que haja comprometimento do falante.
Esse texto, uma redação escolar, apresenta uma incoe-
Exemplo: Que frio está nesta sala! (Intenção: Feche a rência: se o menino era tão fraco que quase não conse-
janela!) guia carregar a cesta de amendoins, como conseguiu
carregar um homem corpulento até o carro?

9
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE COERÊNCIA A remissão pode ser feita para trás e para frente, cons-
tituindo uma anáfora (retomada) ou uma catáfora (an-
Repetição: refere-se à coesão textual. É a recuperação tecipação).
de termos anteriores.
Progressão: consiste na renovação de suporte semân- Exemplos:
tico. Um texto deve apresentar informações novas à (1) O homem subiu correndo três lances de escada. Lá
medida que vai sendo escrito. em cima, ele parou diante de uma porta e bateu furio-
Não contradição: determina que uma ideia apresen- samente. (anáfora)
tada não deve contradizer outra anterior. (2) Ele era tão bom, o meu marido. (catáfora)
Relação: estabelece que o conteúdo deve estar ade-
quado a um estado de coisas no mundo real ou em A coesão referencial pode se dar das seguintes formas:
mundos possíveis.
Substituição: é a troca de uma expressão linguística por
outra expressão linguística dada.
OBSERVE:
Lexical: Minha prima comprou um carro. Eu também
Problemas de Coerência estou querendo um.
Diafórica (pronominalização): As crianças estão via-
Cuidado! Tocar nesses fios provoca morte ins- jando. Elas só voltarão no final do mês.
tantânea. Quem for flagrado fazendo isso Elíptica (apagamento): Luís comprou um sorvete. Agora
será processado. (Tabuleta em uma estação seu filho quer Ø também.
ferroviária) – Contradição
Coesão lexical: é o efeito obtido pela seleção de voca-
Um homem não pode ser estar em dois luga- bulário, utilizando dois mecanismos:
res ao mesmo tempo, a menos que ele seja
uma ave. (Sir Boyle, deputado representante Reiteração: faz a repetição do mesmo item lexical ou
de Tralee no Parlamento Britânico) - Relação através de sinônimos, hiperônimos ou nomes genéri-
Quando um grande número de pessoas não cos.
consegue encontrar trabalho, o resultado é o
desemprego. (Calvin Coolidge, presidente Exemplos:
americanos em 1931) - Progressão O presidente viajou para o exterior.
O presidente levou consigo uma grande comitiva.
É realmente apropriado que nos reunamos (mesmo item lexical)
aqui hoje, para homenagear Abraham Lin- Uma menininha correu ao meu encontro.
coln, o homem que nasceu numa cabana de A garota parecia assustada. (sinônimo)
troncos que ele construiu com suas próprias O carro bateu violentamente no poste.
mãos. (Político, em um discurso, homenage- O veículo estava com problema nos freios. (hiperô-
ando Lincoln) - Contradição nimo)
Todos ouviram um rumor de asas.
Olharam para o alto e viram a coisa se aproximando.
(nome genérico)
COESÃO
Um texto é coeso quando seus vários enunciados estão Colocação: consiste no uso de termos pertencentes a
articulados entre si, quando há concatenação entre um mesmo campo significativo.
eles. Ex.: Houve um grande acidente na estrada. Dezenas de
Há dois tipos de coesão: referencial e sequencial. ambulâncias transportaram os feridos para os hospitais
da cidade mais próxima.
Coesão Referencial
É aquela em que um componente da superfície do texto
Coesão Sequencial
faz remissão a outro(s) elemento(s) do universo textual.
É a coesão que diz respeito aos procedimentos linguísti-
Ao primeiro, denomina-se forma referencial ou remis-
cos por meio dos quais se estabelecem diversos tipos de
siva e ao segundo, elemento de referência ou referente
relações semânticas, à medida que se faz o texto progre-
textual.
dir.

10
Conexão: é feita por conectores ou operadores discursi- 2) marcam ordenação espacial: à esquerda, à direita,
vos. Além de ligar as partes do texto, estabelecem rela- atrás, na frente, etc.
ções semânticas. 3) especificam a ordem dos assuntos no texto: primei-
ramente, em seguida, a seguir, finalmente, etc.
Ex.: Este ano a chuva não foi abundante, mas as colhei- na conversação, introduzem um dado tema ou mudam
tas foram boas. de assunto: por falar nisso, a propósito, mas voltando ao
assunto, fazendo um parêntese, etc.
ELEMENTOS COESIVOS PARA RELACIONAR FRASES
Adicionar: não só... mas também; bem como; não (UFSM – Assistente Administrativo 2013)
só...como também; não só... mas ainda; não somente... Para responder às questões de números 01 a 07, leia o
mas também. texto a seguir.
Opor: mas, porém, contudo, entretanto, todavia, no en-
tanto, não obstante. TEXTO 01
Alternar: ou, ora... ora, seja... seja, quer... quer.
Explicar: pois, porque, por, porquanto, uma vez que, já SEM FACEBOOK
que, visto que, em virtude de. Mário Corso
Dar causa: pois, porque, por, porquanto, visto como,
visto que, já que, uma vez que, em virtude de, tendo em Das minhas relações mais próximas, só três co-
vista que. mungam comigo não ter Facebook. Não pensem que
Dar consequência: portanto, por isso, por conseguinte, tenho críticas, sou um ___________, apenas não quero
então, consequentemente, em vista disso, diante disso, usar. Pouco dou conta dos meus amigos, onde vou ar-
em vista do que, de modo que, de maneira que. ranjar tempo para mais? Minha etiqueta me faz respon-
Dar concessão: apesar de, embora, ainda que, se bem der a tudo, teria que largar o trabalho se entrasse na
que, por mais que, por menos que, por melhor que, por rede social. Só recentemente minhas filhas me conven-
muito que, mesmo que. ceram de que, se não respondesse a um spam, ninguém
Dar a condição: se, caso, desde que, contanto que, a não ficaria ofendido.
ser que, salvo se. A cidade ganhou a parada. Acabou o pequeno
Incluir: também, inclusive, igualmente, até (inclusive). mundo onde todos se conheciam, onde não se podia
Dar continuidade: além disso, além de, outrossim, com esconder segredos e pecados. Viver na urbe é cruzar
efeito, por outro lado, ainda, inclusive, realmente, ora, com desconhecidos, sentir a frieza do anonimato. Essa
acrescentando que, acrescente-se que, salienta-se ainda é a realidade da maioria.
que, paralelamente. Meu apreço com as redes sociais é por acredi-
Concluir: portanto, por isso, assim sendo, por conse- tar que elas são um antídoto para o isolamento urbano.
guinte, então, deste modo, desta maneira, em vista São uma novidade que imita o passado, uma nova ver-
disso, diante disso. são, por vezes mais rica, por vezes mais pobre, da an-
Indicar tempo: quando, logo que, enquanto, agora que, tiga comunidade. Detalhe, não quero retroceder, o
antes que, depois que, assim que, sempre que. apreço é pelo resgate da nossa essência social. Vivemos
Indicar finalidade: para que, a fim de que. para o olhar dos outros, essa é a realidade simples, evi-
Indicar proporção: à proporção que, à medida que, ao dente. Quem pensa o contrário vai na conversa da lite-
passo que. ratura de autoajuda, que idolatra a autossuficiência e
acredita que é possível ser feliz sozinho. É uma ilusão
Justaposição: é feita pela sequência do texto. Pode tola, nascemos para vitrine.
ocorrer com ou sem a presença de sequenciadores. Quando checamos insistentemente para saber
Quando o texto se organiza sem os sequenciadores, como reagiram a nossas postagens, somos desvelados
cabe ao leitor identificar, com base na sequência, os no pedido amoroso. O viciado em rede social é obce-
operadores discursivos. Nesses casos, o lugar do conec- cado pela sociabilidade. Está em busca de um olhar, de
tor ou partícula é marcado, na escrita, por sinais de pon- uma aprovação, precisa disso para existir. Ou vamos
tuação. acreditar que a carência, o desespero amoroso e a
Ex.: Preciso sair imediatamente. Tenho um compro- busca pelo reconhecimento são novidades da internet?
misso. (porque) Sei que o Facebook é o retrato da felicidade
fingida, todos vestidos de ego de domingo, mas essa é
EXERCÍCIOS a demanda do nosso tempo. Critique nossos costumes,
Os operadores de sequenciação podem ser aqueles não o espelho. Sei também que as redes são usadas ba-
que: sicamente para frivolidades, é certo, mas isso somos
1) marcam sequência temporal: um pouco depois, nós. Se a vida miúda de uma cidadezinha fosse trans-
uma semana antes, um pouco mais cedo, etc.

11
crita, não seria diferente. Fofoca, sabedoria de almana- b) nascemos para vitrine e vivemos para o olhar dos ou-
que, dicas de produtos culturais, troca de impressões e tros.
às vezes até um bom conselho, além de ser um amplifi- c) se nascemos para vitrine, vivemos para o olhar do
cador veloz para mobilizações. outro.
Também apontam que amigos virtuais não d) nascidos para vitrine, vivemos para o olhar do outro.
substituem os presenciais. Todos se dão conta, justa- e) apesar de nascidos para vitrine, vivemos para o olhar
mente usam a rede na esperança de escapar dela. O ob- do outro.
jetivo final é ser visto e conhecido também fora. Usa-
mos esse grande palco para ensaiar e nos aproximar- 4. A frase de fechamento do quarto parágrafo (l. 17 e
mos dos outros, fazer o que sempre fizemos. O Face- 18) é uma interrogação esvaziada de seu propósito de
book é a nostalgia da aldeia e sua superação. indagação, pois tanto o autor quanto o interlocutor sa-
bem a resposta. Porém, no texto, explora-se expressi-
FONTE: Jornal ZERO HORA, terça-feira, vamente o teor
18 de junho de 2013. (adaptado) a) irônico da pergunta, sendo esta um recurso para so-
negar informação.
1. Coerente com o desenvolvimento do texto, a lacuna b) inquisitivo da pergunta, sendo esta um meio de ob-
do primeiro parágrafo deve ser preenchida com ter informação.
a) simpatizante. c) imperativo da pergunta, sendo esta um recurso para
b) cético. destacar a argumentação.
c) pessimista. d) retórico da pergunta, sendo esta um recurso para re-
d) obstinado. forçar a argumentação.
e) visionário. e) ambíguo da pergunta, sendo esta um meio de omitir
informação.
2. No jornal, o texto se encontra em um espaço reser-
vado diariamente a diferentes autores que, ao longo da As questões de números 05 e 06 referem-se à frase em
semana, publicam um texto cada um. Tendo essa infor- destaque a seguir.
mação em mente e a organização do texto lido, infere-
se que o autor é um Critique nossos costumes, não o espelho. (l. 20)
5. Recorrer à linguagem figurada permite que, por meio
a) estudioso das novas mídias que produziu o texto ob- da frase, uma crítica seja dirigida
jetivando expor informações especializadas sobre o Fa- a) à sociedade, mas não ao Facebook.
cebook retiradas de fontes científicas. b) tanto à sociedade quanto ao Facebook.
b) colaborador de uma coluna de opinião que produziu c) não só ao Facebook mas também a todas as redes
seu texto buscando partilhar suas reflexões sobre as re- sociais.
des sociais feitas com base em observações próprias. d) tanto aos usuários do Facebook quanto à internet.
c) organizador de um suplemento sobre cultura digital e) ao Facebook, mas não aos viciados em rede social.
que produziu o texto recorrendo a conhecimentos so-
bre o Facebook oriundos de sua familiaridade com essa 6. Assinale verdadeiro (V) ou falso (F) em cada afirma-
rede. tiva.
d) membro da equipe de editorialistas que produziu o ( ) O emprego do pronome " nossos" mostra que a su-
texto destacando a posição defendida pelo jornal sobre gestão de como agir é dirigida à primeira pessoa do plu-
um tema de interesse dos leitores, as redes sociais. ral.
e) colaborador diário do jornal que produziu seu texto ( ) O mesmo verbo da primeira oração está subenten-
selecionando informações para um segmento especí- dido na sequência " não o espelho".
fico de público, os consumidores de produtos eletrôni- ( ) A escolha do modo subjuntivo está coerente com o
cos. objetivo de se sugerir uma mudança de comporta-
mento.
3. Se analisadas a argumentação desenvolvida no ter-
ceiro parágrafo (l. 9-14) e as relações de sentido entre A sequência correta é
as ideias, todas as alternativas apresentam sequências a) V - V - F.
coerentes para a frase iniciada a seguir, à EXCEÇÃO de b) V - F - F.
c) F - V - F.
Esta realidade é simples, evidente: d) F - F - V.
a) nascemos para vitrine, por isso vivemos para o olhar e) V - F - V.
dos outros.

12
7. Para responder à questão, considere as frases a se- c) a descontração entre os colegas permite a realização
guir. de uma brincadeira feita pelo funcionário mais jovem.
I. Viver na urbe é cruzar com desconhecidos, sentir a d) as diferenças hierárquicas entre os funcionários jus-
frieza do anonimato (l. 7) tificam o obstáculo apresentado ao funcionário mais
II. Quando checamos insistentemente para saber como novo.
reagiram a nossas postagens, somos desvelados no pe- e) a intimidade entre os colegas possibilita um comen-
dido amoroso. (l. 15-16) tário em tom de reclamação de um dos funcionários.
III. Ou vamos acreditar que a carência, o desespero
amoroso e a busca pelo reconhecimento são novidades Para responder às questões de números 09 e 10, leia a
da internet? (l. 17-18) tirinha a seguir.
IV. Se a vida miúda de uma cidadezinha fosse transcrita,
não seria diferente. (l. 21-22)

Ao se analisar a pontuação, percebe-se que o desloca-


mento de orações adverbiais justifica o emprego da vír-
gula em
a) I e II.
b) I e IV.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.

Leia a tirinha para responder à questão de número 08.

9. De acordo com os quadrinhos, assinale verdadeiro


(V) ou falso (F) em cada afirmativa.
( ) Scott Adams usa a ironia para denunciar o emprego
de e-mails entre chefes e subordinados.
( ) Pela caracterização do e-mail no segundo quadrinho,
infere-se que a intenção da escrita declarada no
primeiro quadrinho foi alcançada.
( ) As falas do terceiro quadrinho indiciam que os per-
sonagens são sinceros quando negam terem escrito ou
lido o e-mail.

A sequência correta é
a) V - V - F.
b) F - V - V.
c) F - F - F.
8. Scott Adams ambienta os seus quadrinhos em um es-
d) V - F - V.
critório de uma empresa comercial. Pelos diálogos en-
e) V - F - F.
tre os personagens, evidencia-se que
a) os funcionários se envolvem em uma interação com
10. A seguir, são apresentadas novas possibilidades de
vistas a uma efetiva cooperação entre colegas no ambi-
o chefe formular a pergunta dirigida a seus funcioná-
ente de trabalho.
rios.
b) a disponibilidade de um colega auxiliar o outro é,
para um dos funcionários, um ato meramente protoco-
Marque a alternativa em que a lacuna pode ser preen-
lar.
chida adequadamente tanto com leu quanto com le-
ram.

13
longo prazo, todos teremos as mesmas chances de nos
a) Quantos de vocês ___________meu e-mail sobre depararmos com a sorte. Segundo essas leis, se você
como melhorar a nossa comunicação? quer aumentar as suas chances, só existe uma saída:
b) Alguém entre vocês ainda não _____________ meu aposte mais no que você quer de verdade.
e-mail sobre como melhorar a nossa comunicação? Revista Conhecer. São Paulo: Duetto.
c) Quem dentre vocês ainda não ____________ meu e- n. 28, out. 2011, p. 49. Adaptado.
mail sobre como melhorar a nossa comunicação?
d) A maioria de vocês ___________meu e-mail sobre 1. De acordo com o texto, a pergunta feita no subtítulo
como melhorar a nossa comunicação? “Afinal, existe sorte e azar?” é respondida da seguinte
e) O grupo todo ________________ meu e-mail sobre maneira:
como melhorar a nossa comunicação? (A) Depende das pessoas, umas têm mais sorte.
(B) A sorte e o azar podem estar, ou não, no número 13.
Gabarito (C) Sorte e azar são frutos do acaso ou da aleatorie-
01) A dade.
02) B (D) Como são ocorrências prováveis, pode-se ter mais
03) E azar.
04) D (E) A fé de cada um em elementos, como os números,
05) A pode dar sorte.
06) C
07) D 2. O período em que a expressão no fundo está usada
08) B com o mesmo sentido com que é empregada na pri-
09) C meira linha do texto é:
10) D (A) A horta está no fundo do quintal.
(B) Procure na mala toda, até no fundo.
ESCRITURÁRIO BANCO DO BRASIL (CESGRANRIO – (C) No fundo do corredor, está a melhor loja.
2012) (D) No fundo, acredito que tudo sairá bem.
SORTE: TODO MUNDO MERECE (E) No fundo do poço, ninguém vê saída para proble-
Afinal, existe sorte e azar? mas.
No fundo, a diferença entre sorte e azar está
no jeito como olhamos para o acaso. Um bom exemplo 3. No trecho “Os romanos criaram o verbo sors, do qual
é o número 13. Nos EUA, a expedição da Apollo 13 foi deriva a ‘sorte’ de todos nós que falamos português”,
uma das mais desastrosas de todos os tempos, e o nú- sorte designa
mero levou a culpa. Pelo mundo, existem construtores (A) uma ideia
que fazem prédios que nem têm o 13o andar, só para (B) uma palavra
fugir do azar. Por outro lado, muita gente acha que o 13 (C) um conceito
é, na verdade, o número da sorte. Um exemplo famoso (D) o contrário de azar
disso foi o então auxiliar técnico do Brasil, Zagallo, que (E) o adjetivo do verbo sortear
foi para a Copa do Mundo de (19)94 (a soma dá 13) di-
zendo que o Mundial ia terminar com o Brasil campeão 4. A oração “envolvendo o número” pode ser substitu-
devido a uma série de coincidências envolvendo o nú- ída, sem prejuízo do sentido original, pela seguinte ora-
mero. No final, o Brasil foi campeão mesmo, e a Apollo ção:
13 retornou a salvo para o planeta Terra, apesar de pro- (A) por envolver o número.
blemas gravíssimos. (B) que envolviam o número.
Até hoje não se sabe quem foi o primeiro sor- (C) se envolvessem o número.
tudo que quis homenagear a sorte com uma palavra só (D) já que envolvem o número.
para ela. Os romanos criaram o verbo sors, do qual de- (E) quando envolveram o número.
riva a “sorte” de todos nós que falamos português. Sors
designava vários processos do que chamamos hoje de 5. A palavra mesmo está sendo empregada com o sen-
tirar a sorte e originou, entre outras palavras, a inglesa tido igual ao que se verifica em “o Brasil foi campeão
sorcerer, feiticeiro. O azar veio de um pouco mais mesmo”, na seguinte frase:
longe. A palavra vem do idioma árabe e deriva do nome (A) O diretor preferiu ele mesmo entregar o relatório ao
de um jogo de dados (no qual o criador provavelmente conselho.
não era muito bom). Na verdade, ele poderia até ser (B) Mesmo sabendo que a proposta não seria aceita, ele
bom, já que azar e sorte são sinônimos da mesma pala- a enviou.
vra: acaso. Matematicamente, o acaso – a sorte e o azar (C) Fui atendido pelo mesmo vendedor que o atendeu
– é a aleatoriedade. E, pelas leis da probabilidade, no anteriormente.

14
(D) Você sabe mesmo falar cinco idiomas fluente- GABARITO
mente? 1) C
(E) Ele ficou tão feliz com a notícia que pensou mesmo 2) D
em sair dançando. 3) B
4) B
6. O trecho “apesar de problemas gravíssimos” é rees- 5) D
crito de acordo com a norma-padrão, mantendo o sen- 6) D
tido original, se tiver a seguinte forma: 7) A
(A) ainda que houvessem problemas gravíssimos. 8) B
(B) apesar de que aconteceu problemas gravíssimos. 9) E
(C) a despeito de acontecesse problemas gravíssimos. 10) C
(D) embora tenham ocorrido problemas gravíssimos.
(E) não obstante os problemas gravíssimos que ocor- FIGURAS DE LINGUAGEM
reu.
Figuras de palavras ou tropos
7. No texto, diz-se que “o criador provavelmente não Apresentam sempre uma mudança, substituição ou
era muito bom [no jogo de dados]” porque transposição do sentido real para o sentido figurado da
(A) o jogo deu origem à palavra azar. palavra.
(B) o jogo que criou continha imperfeições.
(C) só um árabe sabe jogar dados bem. 1. Comparação
(D) em jogos de dados sempre alguém perde. A comparação é uma figura de palavra que consiste em
(E) as pessoas que criam não sabem jogar bem. estabelecer uma relação de qualidade entre dois ter-
mos da oração, a fim de destacar a semelhança entre
8. A frase em que a presença ou ausência da preposição eles.
está de acordo com a norma-padrão é: (A) A certeza
que a sorte chegará para mim é grande. “A sombra das roças é macia e doce, é como uma carí-
(B) Preciso de que me arranjem um emprego. cia.” (Jorge Amado)
(C) Convidei à Maria para vir ao escritório.
(D) A necessidade que ele viesse me ajudar me fez Observação: Normalmente, quando se emprega tal fi-
chamá-lo. gura, faz-se uso de expressões ou elementos que ligam
(E) Às dez horas em ponto, estarei à sua casa. os dois termos da comparação. É o caso de como, tal
qual, assim como, tão...quanto, tanto...quanto.
9. O verbo entre parênteses está conjugado de acordo
com a norma-padrão em: 2. Metáfora
(A) Desse jeito, ele fale a loja do pai. (falir) A metáfora também é uma figura que consiste em em-
(B) O príncipe branda a sua espada às margens do rio. pregar uma palavra fora de seu sentido normal, de-
(brandir) monstrando uma semelhança entre seres. A compara-
(C) Os jardins florem na primavera. (florir) ção, neste caso, é mental e subjetiva.
(D) Eu me precavejo dos resfriados com boa alimenta- A propaganda é a alma do negócio.
ção. (precaver)
(E) Nós reouvemos os objetos roubados na rua. (rea- 3. Catacrese
ver). A catacrese consiste em utilizar um termo, já existente
e com significação própria, em outro sentido por falta
10. O uso de sinais (aspas e travessão) está adequado à de palavras que expressem o que se quer dizer.
norma-padrão, que deve ser observada em uma corres- O pé da mesa quebrou.
pondência oficial, na seguinte frase: A perna do sofá está solta.
(A) O artigo sobre o “processo de desregulamentação” A cabeça do prego entortou.
foi publicado na Folha de São Paulo.
(B) As chuvas de verão — fenômenos que se repetem 4. Metonímia
desde há muito tempo podem ser previstas. A metonímia é uma figura que consiste na substituição
(C) “Mutatis mutandis”, as novas diretrizes da direção de um termo por outro, por haver certa relação externa
em nada alteram as antigas. entre eles. Essa relação pode ser de vários tipos:
(D) O cuidado com a saúde — meta prioritária do go-
verno, será ainda maior. 1. O abstrato pelo concreto:
(E) — O diretor disse: Demita-se o funcionário. As artes habitam aquela casa.

15
2. O autor pela obra: 1. Antítese
Embora tenha gostado muito, achei difícil ler Camões. A antítese consiste em realçar uma ideia ou um con-
ceito por meio de palavras de sentido oposto.
3. O efeito pela causa: “Era o porvir – em frente do passado,
Quantas primaveras já se haviam passado desde a úl- A liberdade – em face à Escravidão.” (Castro Alves)
tima vez que a vi.
2. Ironia
4. O continente pelo conteúdo: A ironia é uma figura por meio da qual se exprime um
Na festa de Nossa Senhora, pratos e pratos são devora- conceito contrário ao que se está pensando ou ao que
dos pelos participantes. realmente se quer dizer. Por isso, muitas vezes, só pode
ser percebida quando considerado o contexto.
5. O instrumento pela ação: Parabéns pela sua grande ideia: conseguiu estragar to-
Ele é bom de garfo. dos os meus planos!

6. O sinal pela coisa significada: “Moça linda e bem tratada,


O trono inglês está abalado pela recentes revelações três séculos de família,
sobre a família real. burra como uma porta:
um amor.” (Mário de Andrade. Lira paulistana)
7. A parte pelo todo:
Enormes chaminés dominam os bairros fabris da cidade 3. Eufemismo
inglesa. O eufemismo consiste na substituição de uma palavra
ou expressão com sentido desagradável por outra, com
5. Antonomásia a finalidade de amenizar seu significado.
É a figura que identifica uma determinada pessoa por
alguma qualidade marcante, por algum aspecto pecu-
liar de sua obra, o que possibilita sua identificação com
facilidade.
A humanidade agradece ao gênio da lâmpada as inven-
ções que nos legou. (Thomas Edson)

Observação: Figura semelhante é a Perífrase, que con-


siste no uso de expressão que designa um ser através
de alguma de suas características ou atributos, ou de
fato que o tornou conhecido:
Visitaremos a cidade maravilhosa. (Rio de Janeiro)
O ouro negro jorrou em vário pontos do continente de
Colombo. (Petróleo, América)
4. Hipérbole
A hipérbole ocorre quando se usa uma expressão exa-
6. Sinestesia
gerada, geralmente para dar maior ênfase à frase.
É a figura de linguagem que se consegue pelo cruza-
Ele morreu de rir ao ouvir a piada.
mento de sensações (audição, visão, olfato, paladar,
“Rios te correrão dos olhos, se chorares.” (Olavo Bilac)
tato).
A felicidade de Clara se manifesta nas cores berrantes
5. Reticência
de suas roupas.
A reticência, ou reticências, é representada por três
pontos (...) e consiste em suspender o pensamento
Figuras de pensamento
enunciado na frase sem que ele esteja concluído.
Figuras de pensamento são processos expressivos por
Ou você começa logo a partida, ou então...
meio dos quais se introduz uma ideia diferente daquela
que a palavra habitualmente exprime. São elas: antí-
6. Gradação
tese, ironia, eufemismo, hipérbole, reticência, grada-
A gradação consiste em enumerar qualidades de um
ção, apóstrofe, prosopopeiaou personificação, oxí-
ser, dando-nos uma ideia de ordem crescente ou de-
moro ou paradoxo.
crescente.
A distribuição de alimentos para os refugiados parecia
uma luta, uma batalha, uma guerra.

16
“Que eu, que dois, que dez, que dez milhões.” (Gilberto 4. Zeugma
Gil) Zeugma é uma figura de sintaxe que consiste em supri-
mir ou ocultar palavras expressas anteriormente e que
7. Apóstrofe se encontram subentendidas.
A apóstrofe é a invocação ou interpelação que se faz a “Ainda um outro mês e neste o mel mudado em fel, a
alguém. alegria em tristeza, a bonança, em tempestade.”
“Lua lualua (Joaquim Manuel de Macedo)
por um momento [Ainda um outro mês e neste (mês) (...) a alegria (mu-
meu canto contigo compactua.” dada) em tristeza,..]
(Caetano Veloso)
5. Silepse
“Ó príncipes, meus irmãos, A silepse ocorre quando a concordância é feita com a
Arre, estou farto de semideuses!” ideia que se quer transmitir – e não com os termos que
(Fernando Pessoa) aparecem na oração. Há três tipos de silepse: de gê-
nero, de número e de pessoa.
8. Prosopopeia ou personificação
A prosopopeia consiste em atribuir características de 1. Silepse de gênero:
seres animados a seres inanimados ou irracionais. “Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito.”
“Uma ilusão gemia em cada canto, (Guimarães Rosa)
Chorava em cada canto uma saudade!” (O adjetivo novo concorda com o sexo da pessoa que
(Luís Guimarães Jr.) fala, e não com a palavra gente.)

9. Oxímoro ou paradoxo 2. Silepse de número:


O oxímoro é um tipo de antítese que se expressa de “O pobre povo da terra vivia quase como índios.”
forma mais radical. Consiste em duas ideias antagôni- (Rachel de Queiroz)
cas, que se excluem, mas que aparecem, ao mesmo (Índios concorda com os membros do coletivo povo.)
tempo, em uma única estrutura frasal.
“Menino do rio, calor que provoca arrepio.” 3. Silepse de pessoa:
(Caetano Veloso) Os milhões de brasileiros vivemos, sofremos e amamos
neste solo, sob este céu.
Figuras de construção ou de sintaxe (Milhões de brasileiros = nós)
As figuras de construção são assim chamadas porque
apresentam algum tipo de modificação na estrutura da 6. Pleonasmo
oração. São elas: repetição, anástrofe, elipse, zeugma, O pleonasmo é uma figura de redundância ou repeti-
silepse, pleonasmo, polissíndeto, anacoluto, hipér- ção. Tem efeito estilístico quando o emissor quer real-
bato, aliteração, anáfora e assíndeto. çar uma ideia, dando-lhe mais ênfase.
“E rir meu riso e derramar meu pranto.” (Vinicius de
1. Repetição Moraes)
A repetição consiste em repetir diversas vezes as mes- “E quem sabe sonhavas meus sonhos por fim.” (Cartola)
mas palavras.
“Ou se tem chuva e não se tem sol Observação: O pleonasmo torna-se vício de linguagem
Ou se tem sol e não se tem chuva.” (Cecília Meireles) quando se trata de repetição desnecessária e desele-
gante.
2. Anástrofe A bola saiu para fora do campo.
A anástrofe ocorre quando se altera a ordem normal da Fabiano é o principal protagonista de Vidas Secas.
frase ou do enunciado provocando a troca dos termos Fique atento, pois não vou repetir de novo.
do período, geralmente do sujeito e do predicado.
“Entre as nuvens do amor ela dormia!” (Álvares de Aze- 7. Polissíndeto
vedo) Chama-se polissíndeto a repetição constante de uma
conjunção coordenativa entre orações ou termos coor-
3. Elipse denados entre si.
A elipse consiste na omissão de uma ou mais palavras “Penso com os olhos e com os ouvidos
sem prejudicar, contudo, o sentido da frase. E penso com as mãos e os pés
“Na terra, tanta guerra, tanto engano, tanta necessi- E com o nariz e a boca.”
dade aborrecida.” (Luís de Camões) (Fernando Pessoa)
(Na terra há tanta guerra,...)

17
8. Anacoluto Ana de Amsterdam
Anacoluto é uma figura de construção que consiste na
quebra da estrutura normal da oração a fim de introdu- Sou Ana do dique e das docas
zir uma palavra ou expressão sem ligação sintática com Dos braços, da venda, da troca de pernas
as demais. Dos braços, das bocas, do lixo, dos bichos, das
Meu filho, não admito que falem mal dele. fichas
“O homem daqui, seu conceito de felicidade é muito Sou Ana das loucas
mais subjetivo.” Até amanhã
(Rachel de Queiroz) Sou Ana, da cama
da cana, fulana, bacana
9. Hipérbato Sou Ana de Amsterdam.
O hipérbato é uma inversão na ordem direta dos ter- (...)
mos da oração, constituindo uma alteração mais forte (Chico Buarque)
do que a que ocorre na anástrofe.
”O som longínquo vem-se aproximando 3. Paronomásia
do galopar de estranha cavalgada.”
(Raimundo Correia) Consiste na aproximação de palavras de sonoridade
(O som longínquo do galopar de estranha cavalgada (e/ou formação morfológica) semelhante, mas com
vem-se aproximando.) sentidos diferentes.
“Quem vê um fruto
10. Anáfora Não vê um furto.” (Mário Quintana)
A anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no iní-
cio de versos seguidos ou de orações. Difere da repeti- “Oxalá estejam limpas
ção por possuir características de localização determi- as roupas brancas da sexta
nada. as roupas brancas de cesta.”(Paulo Leminski)
“Vi os navios irem e voltarem.
Vi os infelizes irem e voltarem. 4. Onomatopeia
Vi os homens obesos dentro do fogo.
Vi zigue-zagues na escuridão.” Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras
(Jorge de Lima) imita um ruído ou som

11. Assíndeto
Ao contrário do polissíndeto, o assíndeto caracteriza-se
pela ausência da conjunção coordenativa entre termos
ou orações.
“Se o estúpido negar – insisto, falo, discuto...”
(Aluísio Azevedo)

Figuras de harmonia ou recursos sonoros


1. Aliteração
A aliteração é a repetição de um mesmo fonema (con-
soante) para destacar determinado som ou para impri-
mir ritmo à frase. É um recurso bastante utilizado na
poesia.
“Velho vento vagabundo!
No teu rosnar sonolento
leva ao longe este lamento.” (Cruz e Souza)

2. Assonância
Consiste no uso de mesmo timbre vocálico em palavras
distintas, em especial no final das frases que se suce-
dem.

18
EXERCÍCIOS O amor é o fogo que arde sem se ver;
1. É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer;


É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
As figuras de linguagem são comumente encontradas É um estar-se preso por vontade;
nos textos literários, bem como em charges e tirinhas É servir a quem vence, o vencedor;
Nessa tirinha, a personagem faz referência a uma das É um ter com quem nos mata a lealdade;
mais conhecidas figuras de linguagem para Tão contrário a si é o mesmo amor.
a) condenar a prática de exercícios físicos. Estou acordado e todos dormem todos dormem, to-
b) valorizar aspectos da vida moderna. dos dormem;
c) desestimular o uso das bicicletas. Agora vejo em parte, mas então veremos face a face.
d) caracterizar o diálogo entre gerações. É só o amor, é só o amor;
e) criticar a falta de perspectiva do pai. Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
2. Cidade grande
Que beleza, Montes Claros. (Monte Castelo, Renato Russo. Do álbum As quatro es-
Como cresceu Montes Claros. tações, Legião Urbana)
Quanta indústria em Montes Claros.
Montes Claros cresceu tanto, Analisando a letra da música Monte Castelo, pode-se
ficou urbe tão notória, afirmar que a figura de linguagem predominante é:
prima-rica do Rio de Janeiro, a) Metonímia.
que já tem cinco favelas b) Paradoxo.
por enquanto, e mais promete. c) Antítese.
(Carlos Drummond de Andrade) d) Prosopopeia.
e) Hipérbole.
Entre os recursos expressivos empregados no texto,
destaca-se a
4. Relacione as definições abaixo com as figuras de lin-
a) metalinguagem, que consiste em fazer a linguagem guagem:
referir-se à própria linguagem. ( ) Figura de linguagem em que se emprega um sentido
incomum para uma palavra a partir de uma relação de
b) intertextualidade, na qual o texto retoma e reelabora semelhança entre dois termos.
outros textos. ( ) Figura de linguagem que consiste em expressar uma
c) ironia, que consiste em se dizer o contrário do que se ideia com exagero, a fim de enfatizá-la ou destacá-la.
pensa, com intenção crítica. ( ) Figura de linguagem que consiste no emprego de
uma palavra por outra, com a qual tem uma relação de
d) denotação, caracterizada pelo uso das palavras em interdependência, proximidade.
seu sentido próprio e objetivo. ( ) Figura de linguagem que consiste em atribuir carac-
terísticas humanas a seres inanimados ou irracionais.
e) prosopopeia, que consiste em personificar coisas ina- ( ) Figura de linguagem que consiste no emprego de pa-
nimadas, atribuindo-lhes vida. lavra ou expressão agradável para amenizar uma ideia
desagradável ou grosseira.
3. Ainda que eu falasse a língua dos homens ( ) Figura de linguagem que consiste em aproximar dois
e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria. termos a partir de uma característica comum. Faz uso
É só o amor, é só o amor; de conectivos: como, tal qual, que nem etc.
Que conhece o que é verdade;
O amor é bom, não quer o mal; 1. Eufemismo.
Não sente inveja ou se envaidece. 2. Metáfora.
3. Comparação.

19
4. Prosopopeia ou personificação. Como a planta dos trópicos, os climas da Europa enfe-
5. Hipérbole. zam-me a existência, que sinto fugir no meio dos tor-
6. Metonímia mentos da saudade.
a) 6 – 4 – 2 – 1 – 3 – 5 (Abreu, Casimiro de. Obras de Casimiro de Abreu.
b) 5 – 6 – 1 – 2 – 3 – 4 Rio de Janeiro: MEC, 1955.)
c) 2 – 5 – 6 – 4 – 1 – 3
d) 2 – 6 – 5 – 4 – 1 – 3 A "hipérbole" é uma figura de linguagem empregada
e) 1 – 2 – 6 – 5 – 4 – 3 quando há intenção de engrandecer ou diminuir exage-
radamente a verdade das coisas, dos fatos. A alterna-
5. tiva em que se usa a hipérbole como conotação do so-
frimento do narrador do texto II, pela duração de sua
permanência fora do Brasil, é:
a) "Já dois anos se passaram longe da pátria."
b) "Já dois anos se passaram longe da pátria. Dois
anos!"
c) "Diria dois séculos."
d) "E durante este tempo tenho contado os dias e as ho-
ras..."
Para compreender a metáfora presente na charge, é pre-
e) “Como a planta dos trópicos, os climas da Europa en-
ciso analisar com cautela os elementos não verbais dispo-
fezam-me a existência...”
nibilizados.
O argumento presente na charge consiste em uma metá-
7. Revelação do subúrbio
fora relativa à teoria evolucionista e ao desenvolvimento
Quando vou para Minas, gosto de ficar de pé, contra
tecnológico. Considerando o contexto apresentado, veri-
[a vidraça do carro∗, vendo o subúrbio passar. O
fica-se que o impacto tecnológico pode ocasionar:
subúrbio todo se condensa para ser visto depressa, com
a) o surgimento de um homem dependente de um novo
medo de não repararmos suficientemente em suas lu-
modelo tecnológico.
zes que mal têm tempo de brilhar. A noite come o
b) a mudança do homem em razão dos novos inventos
subúrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esforça,
que destroem sua realidade.
até que vem o campo onde pela manhã repontam la-
c) a problemática social de grande exclusão digital a partir
ranjais e à noite só existe a tristeza do Brasil.
da interferência da máquina.
Carlos Drummond de Andrade,
d) a invenção de equipamentos que dificultam o trabalho
Sentimento do mundo, 1940.
do homem, em sua esfera social.
e) o retrocesso do desenvolvimento do homem em face
(*) carro: vagão ferroviário para passageiros.
da criação de ferramentas como lança, máquina e com-
Para a caracterização do subúrbio, o poeta lança mão,
putador.
principalmente, da(o)
a) personificação.
6. Já dois anos se passaram longe da pátria. Dois anos!
b) paradoxo.
Diria dois séculos. E durante este tempo tenho contado
c) eufemismo.
os dias e as horas pelas bagas do pranto que tenho cho-
d) sinestesia.
rado. Tenha embora Lisboa os seus mil e um atrativos,
e) silepse.
ó eu quero a minha terra; quero respirar o ar natal (...).
Nada há que valha a terra natal. Tirai o índio do seu ni-
8. Pastora de nuvens, fui posta a serviço por uma cam-
nho e apresentai-o d’improviso em Paris: será por um
pina tão desamparada que não principia nem também
momento fascinado diante dessas ruas, desses tem-
termina, e onde nunca é noite e nunca madrugada.
plos, desses mármores; mas depois falam-lhe ao cora-
(Pastores da terra, vós tendes sossego, que olhais para
ção as lembranças da pátria, e trocará de bom grado
o sol e encontrais direção. Sabeis quando é tarde, sa-
ruas, praças, templos, mármores, pelos campos de
beis quando é cedo. Eu, não.)
sua terra, pela sua choupana na encosta do monte, pe-
Cecília Meireles
los murmúrios das florestas, pelo correr dos seus rios.
Arrancai a planta dos climas tropicais e plantai-a na Eu-
Esse trecho faz parte de um poema de Cecília Meire-
ropa: ela tentará reverdecer, mas cedo pende e mur-
les, intitulado Destino, uma espécie de profissão de fé
cha, porque lhe falta o ar natal, o ar que lhe dá vida e
da autora. Em campina desamparada, ocorre uma fi-
vigor. Como o índio, prefiro a Portugal e ao mundo in-
gura de linguagem que pode ser denominada como
teiro, o meu Brasil, rico, majestoso, poético, sublime.
a) anáfora.
b) hipérbole.

20
c) personificação.
d) perífrase. ORTOGRAFIA
e) eufemismo. A Ortografia estuda a forma correta de escrita das pa-
lavras de uma língua. Do grego "ortho", que quer dizer
9. correto e "grafo", por sua vez, que significa escrita.

A ortografia se insere na Fonologia (estudo dos fone-


mas) e junto com a Morfologia e a Sintaxe são as partes
que compõem a gramática.

A ortografia é influenciada pela etimologia e fonologia


das palavras. Além disso, são feitas convenções entre
os falantes de uma mesma língua que visam unificar a
sua ortografia oficial. Trata-se dos acordos ortográficos.
A figura de linguagem representada na imagem acima
é: USOS DOS PORQUÊS
a) Sinestesia 1. POR QUE – utilizado como pronome interrogativo
b) Paradoxo ou indefinido. Equivale a “por qual motivo”.
c) Catacrese Exemplos:
d) Hipérbato Por que você não vai ao cinema? (por qual motivo)
e) Aliteração Não sei por que não quero ir ao cinema. (por qual mo-
tivo)
10.
Ainda pode ser usado como pronome relativo, sendo
substituído por “pelo(a) qual”. Exemplo:
Ela não compreende o motivo por que a amiga não quer
ir ao cinema. (pelo qual)

2. PORQUE – conjunção causal ou explicativa. Equivale


a “pois”.
Exemplo:
Não fui ao cinema porque preciso estudar.

3. POR QUÊ – utilizado antes do ponto final, interroga-


tivo ou exclamativo. Equivale a “por qual motivo”.
Exemplo:
Qual a figura presente no anúncio publicitário? Ficar em casa, por quê? Vamos ao cinema!
a) Metonímia
b) Anáfora 4. PORQUÊ – substantivo equivalente a “razão” ou
c) Antítese “motivo”. Pode vir antecedido por artigo, pronome, ad-
d) Eufemismo jetivo ou numeral. Além de disso, pode ser pluralizado.
e) Aliteração Exemplo:
Não entendo o porquê de você não querer ir ao cinema.
GABARITO (motivo)
1) E
2) C EXERCÍCIOS
3) B 1. Assinale a alternativa incorreta:
4) C a) Não quero mais saber por que motivo não me amas.
5) A b) Se não me amas, quero saber porquê.
6) C c) Se não me amas, quero saber o porquê.
7) A d) Não me amas porque não te amo?
8) C
9) C 2. Qual é a incorreta?
10) C a) Quero saber o porquê desta briga.
b) Ainda saberás porque saí do país.

21
c) Estudamos sem saber por quê. d) Porque é estudioso e dedicado, o menino se destaca
d) Rápida foi a crise por que passou. no colégio.

3. Assinale a alternativa correta: GABARITO


a) A criança sempre indaga o porquê das coisas 1) B
b) Conheço o livro porque te orientaste. 2) B
c) Sei porquê você faltou às aulas. 3) A
d) Chegaste só agora, por que? 4) C
5) D
4. Há uma alternativa incorreta, assinale-a: 6) A
a) Aquela foi a razão por que tive o pesadelo. 7) C
b) Faça os exercícios, porque só assim se aprende. 8) C
c) Não sei porque não ficas mais um pouquinho. 9) A
d) Porque você fez tudo errado, não o considero efici- 10) C
ente.
USO DE X/CH
5. Escolha a alternativa que complete corretamente as O x é utilizado nas seguintes situações:
lacunas: • Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa,
Descobri o motivo _______ ele não veio. Não veio peixe.
_____teve problemas lá. • Depois da sílaba -me: mexer, mexido, mexicano.
a) porquê – por quê • Palavras com origem indígena ou africana: xará, xa-
b) porque - porque vante, xingar.
c) por que – por quê • Depois da sílaba inicial -en: enxofre, enxada, en-
d) por que - porque xame.
Exceção: O verbo encher escreve-se com ch. O mesmo
6. Idem ao anterior: acontece com as palavras que dele derivem: enchente,
Se você me disser o ________ disso, entenderei, encharcar, enchido.
________ não sou tolo.
a) porquê- porque USO DO S/Z
b) por que - porque O s é utilizado nas seguintes situações:
c) por quê – por quê • Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso/-
d) porque – por que osa que indicam grande quantidade, estado ou circuns-
tância: bondoso, feiosa, oleoso.
7. Indique a alternativa correta: • Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título
a) Vim por que quero lutar. ou profissão: marquês, francesa, poetisa.
b) Diga-me o por que da sua luta. • Depois de ditongos: coisa, maisena, lousa.
c) Afinal, por que você luta? • Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis,
d) Eu sei porque você quer lutar. quiseram.
O z, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações:
8. Assinale o incorreto: • Nos sufixos -ez/-eza que formam substantivos a
a) Trabalho muito porque preciso. partir de adjetivos: magro - magreza, belo - beleza,
b) Trabalhas tanto, por quê? grande - grandeza.
c) Você precisa saber o porque disso.
• No sufixo - izar, que forma verbo: atualizar, batizar,
d) Falei dele porque o conheço.
hospitalizar.
9. Assinale a alternativa correta:
USO DO G/J
a) Os caminhos por que vim são estes.
O g é utilizado nas seguintes situações:
b) O estudo é o caminho porque se deve trilhar.
• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -
c) Alguns vencem por que lutam mais.
ógio, -úgio: presságio, régio, litígio, relógio, refúgio.
d) Não sei porque você está nervoso.
• Nos substantivos que terminem em -gem: alavanca-
gem, vagem, viagem.
10. Marque a alternativa incorreta:
O j, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações:
a) Nunca lhes revelarei as razões por que tudo come-
• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, can-
çou.
jica.
b) Diga-me: por que você faltou?
c) Alguns chateiam por que gostam. • Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço.

22
Depois de “pós-, pré- e pró-“, quando TEM SOM FORTE
Observações: E ACENTO.
1. A conjugação do verbo viajar no Presente do Sub- pós-tônico, pré-escolar, pré-natal, pró-labore
juntivo escreve-se com j: (Que) eles/elas viajem. pró-africano, pró-europeu, pós-graduação
2. Nos verbos que, no infinitivo, contenham g antes
de e ou i, o g é substituído para jantes do a ou do o, de Depois de "pan-", "circum-", quando juntos de vogais.
forma a que seja mantido o mesmo som. Assim: afligir Pan-americano, circum-escola
- aflija, aflijo; eleger - elejam, elejo; agir - ajam, ajo.
OBS. “Circunferência” – é junto, pois está diante da
USO DO HÍFEN consoante “F”.
Regra Geral
NOTA: Veja como fica estranha a pronúncia se não
A letra “H” é uma letra sem personalidade, sem som.
usarmos o hífen:
Em “Helena”, não tem som; em "Hollywood”, tem som
Exesposa, sotapiloto, panamericano, vicesuplente, cir-
de “R”. Portanto, não deve aparecer encostado em pre-
cumescola.
fixos:
ATENÇÃO!
• pré-história Não se usa o hífen após os prefixos
• anti-higiênico “CO-, RE-, PRE” (SEM ACENTO)
• sub-hepático
• super-homem Coordenar reedição
preestabelecer
Então, letras IGUAIS, SEPARA.
Letras DIFERENTES, JUNTA. Coordenação refazer
preexistir
Anti-inflamatório neoliberalismo
Supra-auricular extraoficial Coordenador reescrever
Arqui-inimigo semicírculo prever
sub-bibliotecário superintendente
Coobrigar relembrar
Quanto ao "R" e o "S", se o prefixo terminar em vogal, Cooperação reutilização
a consoante deverá ser dobrada: Cooperativa reelaborar
Suprarrenal ultrassonografia
(supra+renal) (ultra+sonografia) O ideal para memorizar essas regras, lembre-se, é co-
minissaia antisséptico nhecer e usar pelo menos uma palavra de cada prefixo.
contrarregra megassaia Quando bater a dúvida numa palavra, compare-a à pa-
lavra que você já sabe e escreva-a duas vezes: numa
Entretanto, se o prefixo terminar em consoante, não se você usa o hífen, na outra não. Qual a certa? Confie na
unem de jeito nenhum. sua memória! Uma delas vai te parecer mais familiar.

• Sub-reino REGRA GERAL (Resumindo)


• ab-rogar Letras iguais, separa com hífen(-).
• sob-roda Letras diferentes, junta.
O “H” não tem personalidade. Separa (-).
ATENÇÃO! O “R” e o “S”, quando estão perto das vogais, são do-
Quando dois “R” ou “S” se encontrarem, permanece a brados. Mas não se juntam com consoantes.
regra geral: letras iguais, SEPARA.
super-requintado super-realista Bibliografia:
inter-resistente MEDEIROS, João Bosco. Português Instrumental. São
Paulo, Atlas, 2009, p. 40-8.
CONTINUAMOS A USAR O HÍFEN
FONOLOGIA
Depois dos prefixos “ex-, sota-, soto-, vice- e vizo-“:
Tem como objeto de estudo o fonema, que é a menos
Ex-diretor, Ex-hospedeira, Sota-piloto, Soto-mestre,
unidade mínima sonora capaz de estabelecer distinção
Vice-presidente , Vizo-rei
entre as palavras. Observe: torta, morta, porta.

23
Nesses exemplos, os fonemas foram representados por
respectivas letras. Porém, nem sempre a correspon- ENCONTRO CONSONANTAL é o encontro de duas con-
dência será a mesma. Isso ocorre porque as letras são soantes na mesma sílaba (pro-ble-ma) ou em sílabas di-
representações gráficas; e os fonemas, sonoras. ferentes (ap-to), de modo que cada uma produz um
som.
Observe:
LATA: 4 letras (l – a – t – a) e 4 fonemas (/l/ /a/ /t/ /a/); SÍLABA é o fonema ou conjunto de fonemas pronunci-
TÁXI: 4 letras (t –a –x –i) e 5 fonemas (/t/ /a/ /k/ /s/ /i/). ado numa só expiração. A base da sílaba é a vogal. De-
pendendo do número de sílaba, os vocábulos serão
DÍGRAFO ocorre quando duas letras representam um classificados como:
único fonema. a) Monossílabos: formados por apenas uma sílaba (lá,
ser).
Dígrafos Vocálicos Dígrafos Consonantais b) Dissílabos: formados por duas sílabas (casa, até).
am: samba ch: chave c) Trissílabos: formados por três sílabas (próximo, al-
em: sempre nh: banho guma).
d) Polissílabos: formados por quatro ou mais sílabas
im: limpo rr: carro
(camarada, inconstitucional).
om: pombo ss: massa
um: nenhum sc: nascer
TONICIDADE
an: antes sç: desça A sílaba pronunciada com mais força é chamada tônica.
en: dente xc: exceto Dependendo da posição, as palavras podem ser:
in: cinto gu: sangue a) Oxítonas: última sílaba tônica (abacaxi, até).
on: ponto qu: quinta b) Paroxítonas: penúltima sílaba tônica (açúcar, ca-
un: mundo lh: folha nela).
c) Proparoxítonas: antepenúltima sílaba tônica
CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS (ópera, espetáculo).
a) Vogal é o fonema produzido pela passagem livre do
ar pelas cordas vocais, podendo haver vibração. Na lín- EXERCÍCIOS
gua portuguesa, existem cinco letras vogais (a, e, i, o, u) 1. (Uepa – PA) “... Conto a vocês uma conversa que
e doze fonemas vocálicos (/a/ /ã/ /e/ /é/ /ẽ/ /i/ /ĩ/ /o/ tive com um índio muito inteligente – o cacique Juruna.
/ó/ /õ/ /u/ /ũ/). A vogal é base da sílaba, logo não há Ele me perguntou um dia quem inventou o ‘papé’. Eu
sílaba sem vogal. quis explicar como é que se fabrica o papel com ma-
deira esmagada. Juruna reclamou que queria saber é do
b) Semivogal é representada pelas letras i e u quando ‘papé’ verdadeiro. Esse que levado na mão de um ho-
estiverem juntamente com as vogais em encontros vo- mem o torna dono de terras que nunca viu e onde um
cálicos. Os fonemas são, respectivamente, /j/ e /w/. povo viveu há séculos.” (Darcy Ribeiro)
Ex.: GRAU: /g/ /r/ /a/ /w/.
Comparando a pronúncia predominante da palavra pa-
c) Consoante é o fonema produzido pela obstrução de pel com a do cacique Juruna, [papéw] e [papé] respec-
passagem do ar na cavidade bucal. tivamente, observa-se que a variante fonológica carac-
teriza-se pela:
ENCONTROS VOCÁLICOS a) substituição de um fonema sonoro final por um fo-
a) Ditongo é o encontro de vogal e semivogal na nema surdo.
mesma sílaba. Se o encontro iniciar por semivogal, b) supressão de uma vogal final.
chama-se ditongo crescente. Caso inicie por vogal, de- c) supressão de uma consoante final.
nomina-se ditongo decrescente. d) redução de um ditongo aberto a uma vogal aberta.
Ex.: História – ditongo crescente / Caixa – ditongo de- e) redução de um ditongo aberto a uma vogal fechada.
crescente
2. (Unifenas-MG) Assinale a alternativa que identifica
b) Tritongo é o entro de SEMIVOGAL, VOGAL e SEMI- os encontros vocálicos e consonantais presentes nos
VOGAL na mesma sílaba. três grupos de palavras abaixo, na mesma ordem de
Ex.: Uruguai ocorrência de cada um deles. Os três grupos apresen-
tam os mesmos encontros vocálicos e consonantais,
c) Hiato é quando há o encontro de vogais no vocá- pela ordem:
bulo, separados no processo de divisão silábica. I. poema, reino, pobre, não, chave
II. realize, perdeu, escrevê-lo, estão, que

24
III. dia, mais, contempla, então, lhe Então me abraça forte e me diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo:
a) ditongo crescente, ditongo crescente, encontro Temos nosso próprio tempo.
consonantal, ditongo decrescente, dígrafo
b) ditongo crescente, ditongo decrescente, encontro Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas
consonantal, dígrafo, encontro consonantal agora.
c) ditongo decrescente, hiato, dígrafo, ditongo decres- O que foi escondido é o que se escondeu
cente, encontro consonantal E o que foi prometido, ninguém prometeu.
d) hiato, ditongo crescente, encontro consonantal, di- Nem foi tempo perdido;
tongo decrescente, dígrafo Somos tão jovens.
e) hiato, ditongo decrescente, encontro consonantal,
ditongo decrescente, dígrafo I – Tratando-se de um texto estruturado em versos, ca-
racterizando texto poético, há preocupação com a so-
3. (UEM-PR) Sobre os fonemas vocálicos da língua por- noridade. Na primeira estrofe, por exemplo, apresenta-
tuguesa, expressos por letras na grafia da norma pa- se a aliteração através da repetição do fonema /t/.
drão culta da língua, assinale a(s) alternativa(s) ade- II – No terceiro verso e no quarto, pode-se observar a
quada(s). rima a partir dos ditongos decrescentes entre os vocá-
01. Em biotecnologia, a letra destacada corresponde ao bulos escondeu e prometeu.
fonema /e/, assim como a letra destacada em genéti- III – Predominam paroxítonas nas palavras que finali-
cos. zam os versos.
02. Em contrário, próprio, Índia e ciência, as vogais fi-
nais dos vocábulos representam, na escrita, os ditongos Estão corretas:
crescentes /jo/, nos dois primeiros, e /ja/, nos dois últi- a) I e II.
mos. b) I e III.
04. Em doutor, lavoura, paulatinamente e aumento, as c) II e III.
letras destacadas nos dois primeiros vocábulos corres- d) I, II e III.
pondem aos fonemas /ow/ e nos dois últimos /aw/, e) Nenhuma das assertivas.
que, segundo a regra da gramática da língua, denomi-
nam-se ditongos decrescentes. 5. "Gabriela ia andando, aquela canção ela cantara em
08. Encontram-se fonemas vocálicos nasais em sim- menina. Parou a escutar, a ver a roda rodar. Antes da
ples, medo, têm, fazendo, noturna, humanidade. morte do pai e da mãe, antes de ir para a casa dos tios.
16. Em cegueira, pequenos e questão, as letras desta- Que beleza os pés pequeninos no chão a dançar! Seus
cadas correspondem ao fonema /u/. pés reclamavam, queriam dançar. Resistir não podia,
brinquedo de roda adorava brincar. Arrancou os sapa-
4. Leia a canção e analise as assertivas que seguem. tos, largou na calçada, correu pros meninos. De um lado
Tempo perdido, Dois, 1986 Tuísca, de outro lado Rosinha. Rodando na praça, a can-
(Renato Russo) tar e a dançar."
(Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado)
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais o tempo que passou Com relação ao trecho acima, só não podemos afirmar
Mas tenho muito tempo: que:
Temos todo o tempo do mundo a) é um texto em forma de prosa e apresenta um ritmo
e uma sonoridade que nos fazem lembrar os textos em
Todos os dias antes de dormir, verso.
Lembro e esqueço como foi o dia: b) há rimas: escutar, rodar, dançar, brincar.
Sempre em frente, c) há frases curtas.
Não temos tempo a perder”. d) há inversões que contribuem para o ritmo e para a
rima.
Nosso suor sagrado e) por estar apresentado em forma de prosa, não é pos-
É bem mais belo que esse sangue amargo sível analisá-lo sob uma perspectiva poética.
E tão sério
E selvagem. 6. (Pref. de Campinas/IMES-SP) “Língua certa do
povo”.
Veja o sol dessa manhã tão cinza: Considerando ou não a ocorrência do plural metafônico
A tempestade que chega é da cor (mudança de timbre da vogal tônica ( ô – ó), assinale a
dos teus olhos castanhos alternativa cuja palavra forma o plural como povo.

25
a) poço. c) pilha.
b) gosto. d) caqui.
c) sogro.
d) acordo. 14. (Banco do Nordeste/Vunesp) É correto afirmar que,
e) transtorno. em “quintal”, “segredo” e “parou”, há, respectiva-
mente:
7. (Pref. de Guarulhos-SP/FGV-SP) Nas palavras “cha- a) um dígrafo, um encontro consonantal e um ditongo
mar” e “tóxico” há, respectivamente crescente.
a) 6 letras e 6 fonemas / 6 letras e 7 fonemas b) um ditongo crescente, um dígrafo e um ditongo oral.
b) 6 letras e 5 fonemas / 6 letras e 7 fonemas c) um dígrafo, um encontro consonantal e um ditongo
c) 6 letras e 5 fonemas / 6 letras e 6 fonemas decrescente.
d) 6 letras e 6 fonemas / 6 letras e 6 fonemas d) um ditongo decrescente, um dígrafo e um ditongo
nasal.
8. “[...] é essencialmente impossível obter uma versão e) um dígrafo, um encontro consonantal e um hiato.
absoluta do que seja a realidade física.”
É CORRETO afirmar que, nessa frase, o número de pa- 15. (Imprensa Oficial-MG/PUC-MG) Todas as palavras
lavras polissílabas é de: contêm encontro consonantal, exceto:
a) apenas uma palavra. a) excelência
b) duas palavras. b) contrariedade
c) três palavras. c) apto
d) quatro palavras. d) infração

9. (UFC) Em relação à fonética, estão corretas as alter- GABARITO


nativas (some os pontos das alternativas corretas): 1) D
01. Em cantei há um ditongo. 2) E
02. O vocábulo dístico é proparoxítono. 3) 2 + 4
04. Há só um fonema consonantal em cheio. 4) B
08. A palavra beco é paroxítona. 5) E
16. Há tritongo em paixões. 6) A
7) B
10. (UFC) Apresentam o mesmo fonema inicial os vocá- 8) D
bulos: 9) 1 + 2 + 4 + 8
a) cravei, quem, cultivar 10) A
b) cheguei, certos, cima 11) C
c) ciência, sossego, canção 12) D
d) gene, grandeza, geologia 13) A
14) C
11. (Pref. de Guarulhos-SP/FGV-SP) Nos vocábulos “in- 15) A
toxicar”, “hexaedro” e “exator”, os valores de pronún-
cia que ocorrem são, respectivamente, ACENTUAÇÃO GRÁFICA
a) ch, z, cs.
b) ch, cz, cs. REGRAS GERAIS
c) cs, cz, z. 1. Oxítonas: são acentuadas quando terminadas em
d) cs, z, z. A(s), E(s), O(s), EM, ENS. Ex.: Amapá, Jurerê, café, cipó.

12. (Ceasa-MG/Fumarc) Ambas as palavras contêm 2. Paroxítonas: são acentuadas quando terminadas
exemplo de dígrafo em: em L, I(s), N, U(s), UM, UNS, OM, ONS, R, X, Ã(s), ÃO(s),
a) excitante – nostalgia EI(s), PS e ditongo. Ex.: móvel, biquíni, pólen, vírus, ál-
b) parto – cresçam bum, elétrons, repórter, tórax, ímã, órgão, amáveis, bí-
c) barro – adjetivo ceps, história.
d) guia – chave
3. Proparoxítonas: são sempre acentuadas. Ex: mé-
13. (Ceasa-MG/Fumarc) Assinale o vocábulo que con- dico, pássaro.
tém cinco fonemas.
a) assunto.
b) sangue.

26
DEMAIS CASOS
4. Ditongos Abertos (éu, éi, ói): acentua-se quando tô- Nova Regra: Não se usa mais o acento que diferenciava
nicos em caso de oxítonas. os pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s),
Ex.: chapéu, papéis, destrói. pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.

*Nova Regra: Os ditongos abertos não são acentuados 9. Os grupos “gue, gui, que, qui”: Nova Regra: Não se
quando estiverem em posição de paroxítonas. usa mais trema nem acento agudo sobre essas formas.
Como era Como fica Como era Como fica
idéia ideia freqüente frequente
jibóia jiboia argúi argui
jóia joia
colméia colmeia EXERCÍCIOS
estréia estreia 1. (ENEM)

5. Regra do “i” e “u” formando hiato: acentua-se


quando estiver isolado ou seguido de “s”, mas não se
acentua quando a sílaba seguinte é iniciada por “nh”
(ex: rainha).
Ex.: saúde, saída, faísca, país, baú.

*Nova Regra: “i” e “u” hiato não são mais acentuados


quando antecedidos por ditongos.
Como era Como fica
Baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva Diante da visão de um prédio com uma placa indicando
feiúra feiura SAPATARIA PAPALIA, um jovem deparou com a dúvida:
como pronunciar a palavra PAPALIA? Levado o pro-
Obs.: se a palavra for oxítona e o “i” ou o “u”estiverem blema à sala de aula, a discussão girou em torno da uti-
em posição final (ou seguidos de“s”), o acento perma- lidade de conhecer as regras de acentuação gráfica e,
nece. especialmente, do auxílio que elas podem dar à correta
Ex.: tuiuiú, tuiuiús, Piauí. pronúncia de palavras.

6. Regra de “êem” “ôo(s)”. Após discutirem pronúncia, regras de acentuação e es-


Nova Regra: Não se usa mais o acento das palavras ter- crita, três alunos apresentaram as seguintes conclusões
minadas em “êem” “ôo(s)”. a respeito da palavra PAPALIA:
Como era Como fica I. Se a sílaba tônica for o segundo PA, a escrita deveria
abençôo abençoo ser PAPÁLIA, pois a palavra seria paroxítona terminada
crêem creem em ditongo crescente.
dêem deem II. Se a sílaba tônica for LI, a escrita deveria ser PAPALÍA,
enjôo enjoo pois "i" e "a" estariam formando hiato.
III. Se a sílaba tônica for LI, a escrita deveria ser PAPA-
7. Monossílabos tônicos: são acentuados quando ter- LIA, pois não haveria razão para o uso de acento gráfico.
minados em A(s), E(s), O(s). Ex.: pá, pés, pó. A conclusão está correta apenas em:
a) I.
8. Acento diferencial: é utilizado para diferencias algu- b) II.
mas palavras. c) III.
Ex.: pôde (passado) / pode (presente) - Ontem, ele não d) I e II.
pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode. e) I e III.
pôr (verbo) / por (preposição) - Vou pôr o livro na es-
tante que foi feita por mim.
TER - tem (singular) / têm (plural) - Ele tem dois car-
ros. / Eles têm dois carros.
VIR - vem (singular) / vêm (plural) - Ele vem de So-
rocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Obs: ocorre também em formas derivadas (manter, de-
ter, intervir, convir).

27
2. (Mackenzie 2003) 4. (UEPG, 2008) “ Você trabalha para quê?
Os consultores vivem dizendo que, quando a gente tem
uma meta, o foco aumenta e o esforço para realização
- seja ele em termos de aprendizado, de performance
ou de poupança - vai mais fácil. Em nossa reportagem
de capa desse mês, você vai conhecer a história de qua-
tro profissionais que estão focados em crescer na car-
reira e realizar sonhos.”
(Juliana de Mari. "Revista Você S/A", setem-
bro/2007)

Qual das seguintes palavras, extraídas do texto, não é


acentuada em razão da tonicidade?
a) fácil
b) mês
c) quê
d) você
e) história
Em "Gosta de quê?" ,
a) "quê" recebe acento que o diferencia de "que", 5. (UFSC, 2006) Assinale a(s) proposição(ões) COR-
usado como conjunção. RETA(S).
b) "quê" recebe acento por estar em posição final de (01) Os acentos gráficos em CORRUPIÃO, LÁ e BALDEA-
uma frase interrogativa, que, por ter entonação ascen- ÇÃO são justificados pela mesma regra.
dente, o torna tônico. (02) São classificadas como oxítonas: CORRUPIÃO, PO-
c) "quê" recebe acento para enfatizar o espanto cau- DER e CONDUZI-LO.
sado pelo menino no interlocutor, reforçado pelas ex- (04) As palavras BEIRA, AÉREA E TÉDIO possuem a
pressões faciais. mesma classificação quanto à posição da sílaba tônica.
d) "quê" recebe acento, tal como "crê", "vê", por ser (08) Os acentos gráficos dos vocábulos VOCÊ, PRO-
monossílabo terminado em "e"; sua posição na frase TEGÊ-LOS e CONTÉM seguem as regras de acentuação
não interfere na regra ortográfica. das oxítonas.
e) "quê" recebe acento para sinalizar que a vogal "u" (16) Em IDADE, AINDA e FLUIDO temos três palavras
não deve ser pronunciada. com o mesmo número de sílabas.
(32) As palavras GRATUITO, DEBAIXO e IMPLICOU são
3. (TTN) Assinale o trecho que apresenta erro de acen- trissílabas.
tuação gráfica:
a) Inequivocamente, estudos sociológicos mostram 6. Na língua portuguesa, há palavras que recebem
que, para ser eficaz, o chicote, anátema da sociedade acento gráfico, obedecendo a regras da variedade es-
colonial, não precisava bater sobre as costas de todos crita padrão-culta. Assinale a(s) alternativa(s) que ade-
os escravos. quadamente justifica(m) o acento gráfico das palavras
b) A diferença de ótica entre os díspares movimentos destacadas.
que reivindicam um mesmo amor à natureza se enraí-
zam para além das firulas das discussões político-parti- 01) "contrário", "vários", "evidências" e "princípios",
dárias. assim como "ciências" e "contínuos", são algumas das
c) No âmago do famoso santuário, erguido sob a égide palavras paroxítonas do texto que levam acento gráfico
dos conquistadores, repousam enormes caixas cilíndri- por terminarem em ditongo crescente, seguido ou não
cas de oração em forma de mantras, onde o novel na fé de "s".
se purifica. 02) "hipóteses" e "ideológicos" tal qual "países" "emé-
d) O alvo da diatribe, o fenômeno da reprovação esco- rito" "benefícios" e tecnológica, são algumas das pala-
lar, é uma tolice inaceitável, mesmo em um paradígma vras do texto que, por serem proparoxítonas, levam
de educação deficitária em relação aos menos favore- acento gráfico.
cidos. 04) O acento gráfico em "saúde" marca o hiato.
e) Assustada por antigas endemias rurais, a, até então, 08) Em "Aliás" e "está" o acento gráfico justifica-se por-
álacre sociedade brasileira tem, enfim, consciência do que ambas as palavras são oxítonas terminadas em "a",
horror que seria pôr filhos em um mundo tão inóspito. seguidas ou não de "s".

28
16) "Possível" assim como "moratória" são palavras pa- - Deixa eu descer, papai. Você está me machu-
roxítonas cujos acentos gráficos se justificam, respecti- cando.
vamente, por terminarem em "l" e em ditongo cres- Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o
cente. caso de lhe dar umas palmadas:
32) "Têm" e "vêm" levam acento gráfico para marca- - Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com
rem a terceira pessoa do plural dos verbos "ter" e "vir", seu pai.
respectivamente. - Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala
Leia o texto a seguir que servirá como base para as - tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e reti-
questões 7, 8 e 9. rar a chave, como ele fizera com a da despensa.
- Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está
A FUGA trabalhando.
Mal colocou o papel na máquina, o menino co- - Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
meçou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um E o barulho recomeçou.
barulho infernal. FERNANDO SABINO
- Pára com esse barulho, meu filho - falou, sem
se voltar. 7. "PÁRA com esse barulho, meu filho..."
Com três anos, já sabia reagir como homem ao
impacto das grandes injustiças paternas: não estava fa- Considerando as regras anteriores à reforma ,o acento
zendo barulho, só estava empurrando uma cadeira. agudo foi colocado na palavra PÁRA,
- Pois então pára de empurrar a cadeira. a) por uma falta de atenção do impressor.
- Eu vou embora - foi a resposta. b) porque é uma palavra oxítona terminada em "a".
Distraído, o pai não reparou que ele juntava c) por ter a sílaba "pa" tônica.
ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisi- d) por ser de mesmo som que PARÁ.
nhas, enrolando-as num pedaço de pano, era sua baga- e) para distinguir o verbo PARAR da preposição PARA.
gem: um caminhão de plástico com apenas três rodas,
um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram 8. Observe a palavra "distraído". Está acentuada por-
a chave da despensa? a mãe mais tarde irá saber), me- que:
tade de uma tesourinha enferrujada, sua única arma a) a letra "i" do hiato está sozinha e é tônica.
para a grande aventura, um botão amarrado num bar- b) a palavra é paroxítona terminada em "o".
bante. c) a palavra é proparoxítona.
A calma que baixou então na sala era vagamente d) houve erro de impressão.
inquietante. De repente o pai olhou ao redor e não viu e) a palavra tem homônimos e o acento diferencia.
o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o
portão: 9. As palavras "operário", "três", "saíra" são acentua-
- Viu um menino saindo desta casa? - gritou para das, graficamente, pelas mesmas regras das palavras da
o operário que descansava diante da obra, do outro alternativa.
lado da rua, sentado no meio-fio. a) série - pás - aí.
- Saiu agora mesmo com uma trouxinha - infor- b) vários - mês - saia.
mou ele. c) névoa - dás - entrai.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao d) sorria - vez - saída.
longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. e) escorria - sim - vaidade.
A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo ca-
minho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de 10. (ESPM/SP) A frase em que todas as palavras estão
biscoito e - saíra de casa prevenido - uma moeda de um corretamente grafadas é:
cruzeiro. Chamou-o mas ele apertou o passinho e abriu a) O jovenzinho provinceano ficou extático quando se
a correr em direção à avenida, como disposto a atirar- deparou com o homem-sanduíche.
se diante do ônibus que surgia à distância. b) A ingênuidade do rapazinho impediu momentânea-
- Meu filho, cuidado! mente que ele desse pela função do homem-sanduíche.
O ônibus deu uma freada brusca, uma guinada c) Quem tinha pretenções de emprego acercava-se das
para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. placas, buscando divizar o que informavam.
O menino, assustado arrepiou carreira. O pai d) A existência mesma do homem-sanduíche constitui
precipitou-se e o arrebanhou com o braço como um prova de que nossa sabedoria não exclui a impiedade.
animalzinho: e) Nas situações extremas, as pessoas desfazem-se de
- Que susto você me passou, meu filho - e aper- anéis ou correntes para cobrir despezas de emergência.
tava-o contra o peito comovido.

29
11. (UDESC) Analise as afirmativas quanto às recomen- GABARITO
dações da norma culta sobre acentuação gráfica. 1) E
I. Tanto imaginou o que se iria passar, que chegou a crê- 2) B
lo e a vê-lo. 3) D
II. Logo depois, seguiu na direção do Largo da Carioca, 4) C
para entrar num tílburi. 5) 2 + 4 + 8 + 32
III. A ideia de estarem descobertos parecía-lhe cada vez 6) 1 + 4 + 8 + 16 + 32
mais verossimil. 7) E
IV. Camilo, em si, reconhecia que podia serví-la por toda 8) A
uma eternidade. 9) A
V. A mesma suspensão das suas visitas apenas com o 10) D
pretexto futil, trouxe-lhe magoas. 11) C
Assinale a alternativa correta. 12) C
a) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras. 13) E
b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. 14) C
c) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. 15) D
d) Somente as afirmativas III, IV e V são verdadeiras.
MORFOLOGIA
12. Considerando as regras de acentuação vigentes, as-
sinale a única alternativa INCORRETA. ESTRUTURA DE PALAVRAS
a) Os vocábulos já e nós recebem acento devido à 1. RADICAL: é a forma mínima e indivisível que indica o
mesma regra de acentuação. sentido básico da palavra, ou seja, seu significado. Com
b) O acento em cenário e em história é motivado pela os radicais formamos famílias de palavras, é o que
regra de acentuação das paroxítonas terminadas em di- ocorre, por exemplo, com o radical doc da palavra
tongo. doce.
c) Acentua-se a palavra períodos devido à presença de Docinho / Doceira / Doc(e)mente / Doçaria / Doçura /
um hiato, ou seja, o o aparece sozinho na sílaba. Adoçar
d) O acento em ideológicas e em máquina é motivado
pela mesma regra de acentuação. Obs.: A troca do c pelo ç é apenas acomodação gráfica;
e) O acento em céu e em constrói é motivado pela regra o fonema é sempre o mesmo.
de acentuação dos ditongos tônicos abertos.
2. AFIXOS: são elementos colocados antes (prefixos) ou
13. Assinale a opção em que as palavras, quanto à acen- depois (sufixos) dos radicais
tuação gráfica, estejam agrupadas pelo mesmo motivo Ex.: i+legal= ilegal (i= prefixo de negação)
gramatical. sabor+oso = saboroso (oso= sufixo formador de adje-
a) problemáticos, fácil, álcool tivo)
b) já, até, só
c) também, último, análises Obs.: Existe ainda o infixo, que se localiza no meio da
d) porém, detêm, experiência palavra, mas não é encontrado na morfologia da Língua
e) país, atribuíram, cocaína Portuguesa.

14. Num dos itens abaixo, a acentuação gráfica não está 3. VOGAL TEMÁTICA: une-se ao radical de uma palavra
devidamente justificada. Assinale este item: para fazer a ligação com a desinência. A junção de radi-
a) círculo: vocábulo paroxítono cal e vogal temática recebe o nome de tema. Nos no-
b) além: vocábulo oxítono terminado em -em mes, as vogais temáticas são: A (lata), E (leite), O (olho).
c) órgão: vocábulo paroxítono terminado em til Já as vogais dos verbos são A (cantar), E (vender), I
d) dócil: vocábulo paroxítono terminado em -l (sair).
e) pôde: acento diferencial
4. DESINÊNCIAS: são morfemas gramaticais que indi-
15. Qual dentre as palavras abaixo deve ser necessaria- cam flexões das palavras.
mente acentuada:
a) ai Desinências nominais: são as que indicam gênero (mas-
b) pais culino e feminino) e número (plural).
c) doida Ex.: menino ø - masculino, singular (morfema zero de
d) sauva gênero e de número)
e) saia

30
menina ø - feminino, singular(morfema de gênero -a, OBSERVE:
morfema zero de número)
meninos – masculino plural (morfema zero de gênero, Há substantivos que mudam de sentido quando se
morfema de número -s) troca o gênero:
o capital (dinheiro) – a capital (cidade principal)
Desinências verbais: indicam modo e tempo, número e o cabeça (chefe) – a cabeça (parte do corpo)
pessoa. Ex.: cantássemos o caixa (atendente) – a caixa (objeto)
cant- (radical); -à- (vogal temática); -sse- (desinência de o guia (acompanhante) – a guia (documento)
modo subjuntivo e de tempo imperfeito); -mos (desi- o grama (unidade) – a grama (relva)
nência de primeira pessoa e número plual) o moral (ânimo) – a moral (ética)
o nascente (lugar onde nasce o sol) – a nascente
CLASSES DE PALAVRAS (fonte)
o rádio (aparelho, osso, elemento químico) – a rádio
1. SUBSTANTIVO: nomeia seres, objetos, ações, qua- (emissora)
lidades, sentimentos. Ex.: João, homem, livro, viagem,
beleza, saudade.
a) Classificação: 2. ARTIGO: precede o substantivo, determinando-o.
Comum – denomina todos os seres de uma mesma es- Indica gênero e número e classifica-se em:
pécie: diamante, mesa, cadeira.
Próprio – dá nome a um único ser de uma determinada a) Definido – Especifica, determina, identifica o subs-
espécie: João, Brasil. tantivo (o, a, os, as). Ex.: Ele comprou o atlas.
Concreto – nomeia os seres propriamente ditos: pes-
soas, animais (reais ou imaginários), lugares, objetos, b) Indefinido – Indica um ser qualquer dentre outros da
coisas e entidades (Deus, fada, bruxa, casa, cadeira). mesma espécie. Ex.: Ele comprou um atlas.
Abstrato – nomeia ações (combate), sensações físicas
(frio, dor), sentimentos (saudade), qualidade/defeitos 3. ADJETIVO: palavra que caracteriza o substantivo,
(beleza) e estados (vida). modificando-o e atribuindo-lhe qualidade, estado ou
Primitivo – dá origem a outra palavra: dente. especificação. Ex.: Candidatos experientes.
Derivado – origina-se de outra palavra: dentista
Coletivo – é o substantivo comum que, mesmo estando Locução adjetiva: expressão composta por preposição
no singular, dá nome a um conjunto de seres de mesma e substantivo empregada com valor de adjetivo. Às ve-
espécie. Ex.: alcateia (lobos), arquipélago (ilhas), car- zes, é possível substituir a locução adjetiva por um ad-
dume (peixes), esquadrilha (aviões). jetivo de igual significado; outras vezes, isso é impossí-
vel:
Atenção! doença do coração (cardíaca)
O dicionário também é uma boa fonte para você conhe- perímetro da cidade (urbano)
cer outros. Você procura o elemento (elefante, por colega de turma (não há adjetivo equivalente)
exemplo), e encontra, além de sua definição, seu cole- cabelo de milho (não há adjetivo equivalente)
tivo.
Nota: Algumas locuções adjetivas são formadas de pre-
b) Gênero posição e advérbio: patas de trás (traseira).
Biformes: apresentam uma forma para o feminino e
uma para o masculino, podendo manter o radical (me- Obs.: Para o comparativo de superioridade dos adjeti-
nino – menina) ou apresentar radical diferente (homem vos bom, mau, grande, pequeno, há formas sintéticas
– mulher). (melhor, pior, maior, menor), usadas no lugar das for-
Uniformes: apresentam uma só forma para masculino e mas analíticas (mais bom, mais mau, mais grande, mais
feminino, havendo três situações: pequeno).
I – Comum de dois gêneros: o dentista – a dentista
II – Sobrecomum: criança (abrange os dois gêneros) 4. PRONOME: substitui ou acompanha o substantivo,
III – Epiceno: a onça macho/fêmea relacionando-o às pessoas do discurso. Temos:
I - Pronome substantivo – substitui ou representa o
substantivo. Ex.: Todos serão pagos pelo trabalho.
II – Pronome adjetivo – acompanha o substantivo.
Ex.: O meu ganho é maior que as minhas despesas.

31
Classificação b) adjetivos – relacionados a um substantivo: Rubinho
a) Pronomes Pessoais: indica pessoas do discurso. chegou em terceiro lugar mais uma vez.
Retos: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas
Oblíquos: *átonos: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, 6. VERBO: palavra que exprime ação, fenômeno natu-
lhes. ral, estado ou mudança de estado, situando esses fatos
*tônicos: mim, comigo, ti, contigo, si, consigo, ele, ela, num determinado tempo.
conosco, nós, convosco, vós, si, consigo, eles, elas.
De Tratamento: Você, Vossa Alteza, Vossa Eminência, a) Conjugações:
Vossa Excelência, Vossa Magnificência, Vossa Majes- 1ª – ar (andar)
tade, Vossa Reverendíssima, Vossa Senhoria, Vossa 2ª – er (vender)
Santidade, Senhor, Senhora. 3ª – ir (partir)

b) Pronomes Possessivos: meu, minha, meus, minhas, b) Flexões do verbo


teu, tua, teus, tuas, seu, sua, seus, suas, nosso, nossa, Número e Pessoa: o verbo apresenta flexão e número,
nossos, nossas, vosso, vossa, vossos, vossas, seu, sua, estando no singular ou plural, e de pessoa, conside-
seus, suas. rando as três pessoas do discurso.
EU – 1ª pessoa do singular (amo)
c) Pronomes Demonstrativos: este, esta, estes, estas, TU - 2ª pessoa do singular (amas)
isto, esse, essa, esses, essas, isso, aquele, aquela, aque- ELE - 3ª pessoa do singular (ama)
les, aquelas, aquilo. NÓS - 1ª pessoa do plural (amamos)
Observação: Os pronomes o, a, os, as, tal e tais também VÓS - 2ª pessoa do plural (amais)
são considerados demonstrativos. ELES - 3ª pessoa do plural (amam)

d) Pronomes Indefinidos: algum, alguns, alguma, algu- Modo:


mas, nenhum, nenhuns, nenhuma, nenhumas, certo, a) Indicativo – exprime um fato certo, concreto, posi-
certa, certos, certas, muito, muita, muitos, muitas, tivo: Os brasileiros gostam de futebol.
pouco, pouca, poucos, poucas, outro, outra, outros, ou- b) Subjuntivo – exprime um fato hipotético ou optativo:
tras, todo, toda, todos, todas, tanto, tanta, tantos, tan- Talvez eu viaje com você.
tas, quanto, quanta, quantos, quantas, qualquer, quais- c) Imperativo – exprime ordem, pedido, súplica: Façam
quer, diversos, diversas. silêncio!

e) Pronomes Relativos: que, quem, o qual, a qual, os Tempo (modo indicativo):


quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quantos, a) Presente – indica um fato que se processa no mo-
quantas, onde, como, quando. mento atual: A violência cresce em todo o mundo.
b) Pretérito perfeito – indica um fato totalmente con-
f) Pronomes Interrogativos: que, quem, qual, quais, cluído no passado: Em 1958, a Seleção Brasileira con-
quanto, quanta, quantos, quantas. quistou a copa.
c) Pretérito imperfeito – expressa um fato interrompido
5. NUMERAL: exprime quantidade, ordem, fração, ou continuado no passado: Ele foi preso quando pulava
multiplicação, em relação ao substantivo. o muro da mansão.
Cardinal – indica uma quantidade determinada, exata: d) Pretérito mais-que-perfeito – indica um fato passado,
Apenas 330 em cada mil alunos completavam o estudo mas concluído antes de outro também já passado: O
básico. povo sabia quem armara aquela confusão.
Ordinal – indica a posição ocupada em uma determi- e) Futuro do presente – indica um fato vindouro em re-
nada sequência: Ele ficou em primeiro lugar no con- lação ao presente: Não se sabe quem vencerá as próxi-
curso. mas eleições.
Multiplicativo – indica a multiplicação de uma quanti- f) Futuro do pretérito – exprime um fato posterior a um
dade: O Brasil deveria investir, em educação, o triplo do acontecimento já passado: Se tivessem estudado mais,
que investe. conseguiriam a aprovação.
Fracionário – indica uma divisão, a fração de uma quan-
tidade: Apenas um terço dos alunos conclui o ensino
básico.

Nota: Os numerais podem ser:


a) substantivos – função de substantivo: Morreram três
naquele trágico acidente. (três = sujeito simples)

32
Atenção!! Eu não podia ter deixado de comprar a casa.
Modo Imperativo
g) Transitividade Verbal
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação
Canta (tu) Vende (tu) Parte (tu)
Cante (você) Venda (você) Parta (você)
Não cantes (tu) Não vendas(tu) Não partas (tu)
Não cante Não venda Não parta

c) Vozes:
a) Ativa – O carro derrubou o poste.
b) Passiva: *Analítica – O poste foi derrubado pelo
carro. *Sintética – Derrubou-se o poste.
c) Reflexiva – O garoto penteou-se.

Observação: Também se considera reflexiva a voz da


frase que apresenta pronome recíproco, aquele que in-
dica ser a ação praticada de forma recíproca, ou seja,
um sobre o outro: Os amigos abraçaram-se. 7. ADVÉRBIO: modifica o verbo, o adjetivo, outro ad-
vérbio ou até mesmo uma frase toda.
d) Classificação dos verbos: a) Modificando um verbo: “Não ouvi mais vozes nem
1. Regulares – não apresentam alteração no radical e as risos.” (Manuel Bandeira)
terminações seguem um padrão. Ex.: Cantar - canto – b) Intensificando um adjetivo: “Os olhos dela não eram
cantaste - cantaríamos bem negros, mas escuros.” (Machado de Assis)
2. Irregulares – apresentam alterações no radical ou c) Intensificando outro advérbio: “O Barão de Santa Pia
não aceitam alguma das terminações do seu paradigma está mal, muito mal.” (Machado de Assis)
correspondente. Ex.: Ouvir- ouço - ouves d) Modificando toda a frase: “Infelizmente, os povos
3. Anômalos – verbos que, durante a conjugação, apre- ainda correm o risco de novos conflitos.”
sentam profundas alterações no radical. Ex.: Ser – sou
– és – é – somos a) Locução adverbial – conjunto de duas ou mais pala-
4.Defectivos – não apresentam conjugação completa. vras com o mesmo valor e emprego de advérbio: com
Ex.: ADEQUAR – adequamos – adequais. carinho, por prazer, sem dúvida, frente a frente.
5. Abundantes – apresentam mais de uma forma, sendo
que, geralmente, essa abundância ocorre no particípio. b) Classificações:
Ex.: imprimido/impresso. • Afirmação: sim, certamente, realmente, efetiva-
6. Auxiliares – verbos que se combinam com outro, cha- mente, por certo, de fato, sem dúvida
mado principal. Os mais comumente utilizados na lín- • Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, prova-
gua portuguesa são ser, estar, ter e haver. velmente, quiçá, talvez
7.Pronominais– verbos que aparecem acompanhados • Intensidade: bastante, bem, demais, mais, menos,
de pronomes oblíquos da mesma pessoa do sujeito: muito, pouco, tão, quase, demais, meio, todo, apenas,
Queixou-se da prova. demasiadamente, em excesso, em demasia, por com-
pleto
e) Formas nominais do verbo: • Lugar: abaixo, acima, adiante, aqui, ali, aquém,
Gerúndio (-ndo): Estudando, aprenderás mais. além, atrás, fora, dentro, acolá, perto, longe, à direita,
Particípio (-do,- da, -dos, -das): Eles estavam cansados. à esquerda, de longe, de perto
Infinitivo:*Impessoal (-r): Estudar é importante. • Modo: assim, bem, depressa, devagar, mal, melhor,
*Pessoal: estudar, estudares, estudar, estudarmos, es- pior, alerta, à toa, às claras, às ocultas, às pressas, ao
tudardes, estudarem. léu, lado a lado, frente a frente, calmamente, alegre-
mente
f) Locução verbal: combinação de duas ou mais formas • Negação: não, de modo algum, de jeito nenhum, de
verbais, apresentando um verbo principal, que se forma alguma
apresenta no particípio, no gerúndio ou no infinitivo, e • Tempo: agora, ainda, anteontem, amanhã, antes,
por verbo(s) auxiliar(s) que assume as flexões de breve, cedo, tarde, depois, hoje, então, nunca, jamais,
nº/pessoa e modo/tempo. logo, sempre, outrora, já, raramente, à tarde, à noite,
Ex.: Já havíamos acabado quando você chegou.

33
de manhã, de repente, de súbito, em breve, de quando Causais: porque, como, já que, uma vez que, visto que,
em quando. dado que, sendo que
Consecutivas: que, relacionada a uma palavra de cará-
8. PREPOSIÇÃO: palavra invariável que liga duas outras. ter intensivo (tão, tal, tanto)
Preposições essenciais: funcionam basicamente como Comparativas: como, tal qual, que, mais...que, me-
preposições: a, ante, até, após, de, desde, em, entre, nos...que, quanto
com, contra, para, por, perante, sem, sob, sobre. Conformativas: conforme, consoante, segundo, como,
Preposições acidentais: palavras de outras classes gra- assim como
maticais que passam a exercer a função de preposição: Concessivas: embora, por mais que, mesmo que, ainda
como, conforme, segundo, durante, exceto. que, se bem que
Agi conforme a situação. Condicionais: se, caso, contanto que, a menos que,
Tenho que sair. salvo se, sem que
Durante o encontro, ambos pareciam nervosos. Proporcionais: quanto mais, quanto menos, tanto mais,
à medida que, à proporção que
Finais: para que, a fim de que, que (= para que)
Relações estabelecidas pelas preposições Temporais: quando, enquanto, logo que, sempre que,
• autoria – música de Caetano depois que, desde que
• lugar – cair sobre o telhado / estar sob a mesa
• tempo – nascer a 15 de outubro / viajar em uma hora 10. INTERJEIÇÃO: palavra ou locução com que se ex-
• modo – chegar aos gritos / votar em branco prime um sentimento de dor, alegria, admiração,
• causa – tremer de frio / preso por vadiagem aplauso, irritação. Ex.: Oh!; Ah!; Ufa!; Oba!; Cuidado!;
• assunto – falar sobre política Viva! (...).
• fimou finalidade – vir em socorro / vir para ficar
• instrumento – escrever a lápis / ferir-se com a faca Locução interjetiva: ocorre quando a exclamação é
• companhia – sair com amigos feita por um grupo de palavras: Nossa Senhora!; Valha-
• meio – voltar a cavalo / viajar de ônibus me Deus!; Alto lá!.
• matéria – anel de prata / pão com farinha
• posse – carro de João EXERCÍCIOS
• oposição – Flamengo contra Fluminense 1. (UNIFESP) A ciência do palavrão
• conteúdo – copo de (com) vinho Por que diabos m... e palavrão? Aliás, por que a palavra
• preço – vender a (por) R$ 300, 00 diabos, indizível décadas atrás, deixou de ser um? Ou-
• origem – descender de família humilde tra: você já deve ter tropeçado numa pedra e, para re-
• destino – ir a Roma vidar, xingou-a de algo como filha da …, mesmo sa-
bendo que a dita nem mãe tem.
Locuções prepositivas: são expressões que possuem Pois é: há mais mistérios no universo dos palavrões do
valor de preposição: atrás de, através de, a fim de, de que o senso comum imagina. Mas a ciência ajuda a des-
acordo com, apesar de, de conformidade com. vendá-los.
Pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nas-
9. CONJUNÇÃO: palavra invariável que liga duas ora- cem em um mundo à parte dentro do cérebro. En-
ções ou duas palavras que tenham a mesma função na quanto a linguagem comum e o pensamento consci-
oração. ente ficam a cargo da parte mais sofisticada da massa
Conjunções coordenativas: unem orações coordena- cinzenta, o neocórtex, os palavrões moram nos porões
das. da cabeça. Mais exatamente no sistema límbico. Nossa
Aditivas: e, nem, mas também, bem como, como tam- parte animal fica lá.
bém (www.super.abril.com.br/revista/. Adaptado.)
Adversativas: mas, porém, todavia, entretanto, con-
tudo, no entanto No texto, o substantivo palavrão, ainda que se mostre
Alternativas: ou, ou...ou, ora...ora, já,,,já, quer...quer flexionado em grau, não reporta a ideia de tamanho.
Conclusivas: logo, portanto, por isso, assim, pois (de- Tal emprego também se verifica em:
pois do verbo) a) Durante a pesquisa, foi colocada uma gotícula do
Explicativas: que, porque, porquanto, pois (antes do ácido para se definir a reação.
verbo) b) Na casa dos sete anões, Branca de Neve encontrou
sete minúsculas caminhas.
Conjunções subordinativas: unem orações subordina- c) Para cortar gastos, resolveu confeccionar livrinhos
das. que cabem nos bolsos.
Integrantes: que e se.

34
d) Não estava satisfeita com aquele empreguinho sem
graça e sem perspectivas. 6. (ECT-BA/ETC) “Ele foi um homem metódico em to-
e) Teve um carrinho de dois lugares, depois um carro de das as situações, durante toda a sua vida.”
cinco e, hoje, um de sete. De acordo com o sentido da oração, o antônimo da pa-
lavra em destaque, acima, é:
2. Considere as frases: “As etapas da existência hu- a) Desprevenido
mana são muitas” e “Os empregados pouco tempo ti- b) insensato
veram para realizar toda a tarefa”. c) desordenado
3. I. Os adjetivos assinalados desempenham funções d) negligente
distintas nas duas frases. e) maniático
II. O primeiro termo assinalado desempenha função de
núcleo do adjunto adnominal e o segundo termo de- 7. Nas frases “Observei-o de longe” e “O menino me
sempenha papel de núcleo do sujeito. sorriu”, os dois itens em negrito são, respectivamente:
III. Os termos em negrito são substantivos. a) Artigo e artigo.
b) Pronome e artigo.
Assinale a alternativa correta: c) Antigo e pronome.
a) Ambas afirmações acima estão corretas. d) Preposição e artigo.
b) Ambas afirmações acima estão erradas. e) Preposição e pronome.
c) Somente a 2ª e a 3ª afirmações são corretas.
d) Somente a 1ª afirmação é correta. 8. Nas frases “Um dos estudantes não compareceu ao
e) Somente a 1ª e 3ª afirmações são corretas. exame” e “Um deles não compareceu ao exame”, os
dois itens em negrito são, respectivamente:
3. (UFF-RJ) Assinale a única frase em que há erro no que a) Numeral e numeral.
diz respeito ao gênero das palavras. b) Artigo e adjetivo.
a) O gerente deverá depor como testemunha única do c) Antigo e pronome.
crime. d) Numeral e artigo.
b) A personagem principal do conto é o Seu Rodrigues. e) Artigo e numeral.
c) Ele foi apontado como a cabeça do motim.
d) O telefonema deixou a anfitriã perplexa. 9. Nas frases “Quando a vi, já era tarde demais”, “Eu
e) A parte superior da traqueia é o laringe. estive a poucos metros de meus maiores ídolos” e “Li
em algum lugar que a gripe pode se tornar séria em ca-
4. (Fuvest-SP) “O diminutivo é uma maneira afetuosa sos extremos”, os dois itens em negrito são, respectiva-
e ao mesmo tempo precavida de usar a linguagem. Afe- mente:
tuosa porque geralmente o usamos para designar o que a) Preposição, artigo e pronome.
é agradável, aquelas coisas tão afáveis que se deixam b) Artigo, pronome e preposição.
diminuir sem perder o sentido. E precavida porque c) Pronome, preposição e artigo.
também o usamos para desarmar certas palavras que, d) Artigo, pronome e artigo.
na sua forma original, são ameaçadores demais”. e) Pronome, artigo e artigo.
(VERISSIMO, Luis Fernando, Diminutivos.)
10. Na frase “Acompanhei o campeonato de futebol
A alternativa inteiramente de acordo com a definição com entusiasmo”, a alteração do artigo definido para
do autor de diminutivo é: indefinido promove que efeito de sentido?
a) O iogurtinho que vale por um bifinho. a) Nenhum, pois ambos se equivalem em termos se-
b) Ser brotinho é rir dos homens e rir interminavel- mânticos.
mente das mulheres. b) Provoca um efeito de indeterminação do substantivo
c) “Gosto muito de te ver, Leãozinho.” campeonato.
d) Essa menininha é terrível. c) Faz com que não possamos definir sintaticamente
e) Vamos bater um papinho. qual é o objeto direto da oração.
d) Dificulta que possamos identificar o sujeito da ora-
5. (SSP-SP/Empasial) Em qual das alternativas os subs- ção.
tantivos se referem, respectivamente, aos adjetivos: si- e) Altera os papéis entre sujeito e predicado na oração.
miesco, ígneo, somático e insular?
a) macaco, fogo, corpo, ilha
b) semelhança, ignição, pedra, solidão
c) símile, fogo, adição, arquipélago
d) primata, ignorância, constituição, isoladamente

35
11. (UniFMU-SP) Observe as frases seguintes e depois já tinha aplicação na linguagem médica como nome dos
escolha a única alternativa incorreta: pequenos órgãos situados na entrada do ouvido in-
terno, responsáveis por nosso equilíbrio.
I. Com a Ana ele vai brigar.
II. Com Fred ele não vai discutir. (Adaptado de: RODRIGUES, S. Vestibular. Disponível
em: <http://revistadasemana.abril.uol.com.br/edi-
a) A frase I contém um artigo definido, no feminino e coes/81/palavradasemana/materia_palavradase-
no singular, que semanticamente torna Ana mais pró- mana_431845.shtml>. Acesso em: 6 jun. 2009.)
xima do emissor.
b) A frase I contém um artigo definido, no feminino e Com base no texto, considere as afirmativas a seguir:
no singular, pois antecede um nome próprio de mes- I. Ao afirmar que vestibular é um brasileirismo, o autor
mas características morfológicas. se posiciona contrariamente à sua extinção pelo Minis-
c) No confronto entre a frase I e a frase II pode-se notar tério da Educação.
a importância do uso estilístico do artigo. II. O autor não condena o uso do estrangeirismo “lo-
d) A frase II, dispensando o artigo diante do nome pró- bby” no lugar do brasileirismo “vestibular”.
prio, marca o distanciamento entre o referente e o III. O adjetivo “vestibular” que, devido ao uso, acabou
emissor. sendo substantivado, é derivado da palavra “vestí-
e) A frase II, não contendo artigo definido diante do bulo”.
nome próprio, está errada. IV. O autor considera pertinente a alegação de redun-
dância para explicar o processo de substantivação do
12. (UEL-PR) Leia o texto a seguir e responda à questão. termo “celular”.
Assinale a alternativa correta.
VESTIBULAR a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
Vestibular, aquilo que o Ministério da Educação es- b) Somente as afirmativas II e IV são corretas.
tuda agora extinguir, é um brasileirismo para algo que c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
em Portugal costuma ser chamado de exame de acesso d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
à universidade. Trata-se de um adjetivo que se substan- e) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.
tivou, num processo semelhante ao que ocorreu com
celular, qualificativo de telefone, que tenta – e na mai- 13. Nas frases “Ele mal chegou e já foi emitindo sua opi-
oria das vezes consegue – expulsar a palavra principal nião sobre o corte de gastos” e “Ele é sempre muito
de cena sob uma pertinente alegação de redundância, mau com as crianças”, os dois itens em negrito são, res-
tomando para si o lugar de substantivo. Pois o exame pectivamente:
vestibular, de tão consagrado no vocabulário de gera- a) Adjetivo e substantivo.
ções e gerações de estudantes brasileiros que perde- b) Adjetivo e pronome.
ram o sono por causa dele, acabou conhecido como c) Advérbio e adjetivo.
vestibular só. E qualquer associação remota com a pa- d) Advérbio e substantivo.
lavra que está em sua origem – vestíbulo – se perdeu e) Adjetivo e advérbio.
nesse processo.
Quando ainda era claramente um adjetivo, ficava 14. (ITA-SP) Durante uma Copa do Mundo, foi veicu-
mais fácil perceber a metáfora que, com certa dose de lada, em programa esportivo de uma emissora de TV, a
pernosticismo, levou a palavra vestibular a ser esco- notícia de que um apostador inglês acertou o resultado
lhida para qualificar o processo de seleção de candida- de uma partida porque seguiu os prognósticos de seu
tos ao ensino superior. Vestíbulo (do latim vestibulum) burro de estimação. Um dos comentaristas fez, então,
é, na origem, um termo de arquitetura que significa a seguinte observação: “Já vi muito comentarista burro,
pórtico, alpendre ou pátio externo, mas que pode ser mas burro comentarista é a primeira vez.”. Percebe-se
usado também, em sentido mais amplo, para designar que a classe gramatical das palavras se altera em fun-
um átrio, uma antessala, qualquer cômodo ou ambi- ção da ordem que elas assumem na expressão. Assinale
ente de passagem entre a porta de entrada e o corpo a alternativa em que isso não ocorre.
principal de uma casa, apartamento, palácio ou prédio a) obra grandiosa
público. Para quem prefere uma solução anglófona, es- b) jovem estudante
tamos falando de hall ou lobby. c) brasileiro trabalhador
Como é um ambiente de transição entre o lado de d) velho chinês
fora e o lado de dentro, vestíbulo ganhou ainda por ex- e) fanático religioso
tensão, em anatomia, o sentido de “cavidade que dá
acesso a um órgão oco” (Houaiss). Antes de ser admi-
tido no vocabulário da educação, “sistema vestibular”

36
15. (Fatec-SP) Assinale a alternativa incorreta. ecopráticas no portal da escola. Para isso, redigiram um
a) Na oração “Eu [a agulha] é que vou entre os dedos manual explicativo e digitaram esse manual explica-
dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima”, embora tivo, acrescentando ilustrações dos próprios colegas.
apresentando um sufixo próprio do grau do substan- A repetição dos termos, que estão em destaque no
tivo, o adjetivo unida possui valor superlativo. texto, pode ser evitada pelo emprego adequado dos
b) A frase “Toda linguagem muito inteligível é menti- pronomes.
rosa” poderia apresentar a forma inteligibilíssima em Assinale a alternativa em que isso ocorre.
lugar de muito inteligível, sem alteração alguma no a) publicar-lhes ... o digitaram
grau do adjetivo. b) publicar-lhes ... lhe digitaram
c) O uso popular estabelece várias formas “não grama- c) publicá-las ... o digitaram
ticais” para intensificar a qualidade expressa pelo adje- d) publicar-las ... lhe digitaram
tivo, como na expressão “podre de rico”; não se pode e) publicá-las ... digitaram-o
dizer o mesmo de “magro como um espeto”, que é sim-
plesmente uma comparação sem força expressiva. 19. (ITA-SP) O texto abaixo refere-se à questão. Ele é
d) Muitos aumentativos e diminutivos perderam a fun- a resposta a uma pergunta dirigida à escritora estadu-
ção, própria do grau do substantivo, de indicar a varia- nidense Lenore Skenazy, quando entrevistada.
ção do tamanho do ser, passando a exprimir conforme As coisas mudaram muito em termos do que achamos
o contexto, desprezo ou afetividade como em “essa necessário fazer para manter nossos filhos seguros. Um
gentalha não vê o seu lugar”. exemplo: só 10% das crianças americanas vão para a es-
e) Cartão e caldeirão são falsos aumentativos ou au- cola sozinhas hoje em dia. Mesmo quando vão de ôni-
mentativos fictícios, pois não possuem sentido de au- bus, são levadas pelos pais até a porta do veículo. Che-
mento, embora apresentem forma aumentativa. gou a ponto de colocarem à venda vagas que dão o di-
reito de o pai parar o carro bem em frente à porta na
16. (Cesgranrio-RJ) Assinale a oração em que o termo hora de levar e buscar os filhos. Os pais se acham óti-
cego(s) é um adjetivo. mos porque gastam algumas centenas de dólares na se-
a) “Os cegos, habitantes de um mundo do esquemá- gurança das crianças. Mas o que você realmente fez
tico, sabem aonde ir...” pelo seu filho? Se o seu filho está numa cadeira de ro-
b) “O cego de Ipanema representava naquele momento das, você vai querer estacionar em frente à porta. Essa
todas as alegrias da noite escura da alma [...]” é a vaga normalmente reservada aos portadores de de-
c) “Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulên- ficiência. Então, você assegurou ao seu filho saudável a
cia do álcool.” chance de ser tratado como um inválido. Isso é consi-
d) “Naquele instante era só um pobre cego.” derado um exemplo de paternidade hoje em dia.
e) “[...] da Terra que é um globo cego girando no caos.” (IstoÉ, 22/07/2009)

17. (UFJF-MG) Marque: A palavra “isso”, na última linha do texto, retoma o fato
a) se I e II forem verdadeiras de
b) se I e III forem verdadeiras a) as crianças americanas hoje não irem sozinhas à es-
c) se II e III forem verdadeiras cola.
d) se todas forem verdadeiras b) pais americanos tratarem seus filhos saudáveis como
e) se todas forem falsas inválidos.
c) apenas 10% das crianças americanas irem sozinhas
“[...] eu não sou propriamente um autor defunto, mas para a escola.
um defunto autor...” d) venderem vagas para os pais pararem o carro em
I. No primeiro caso, autor é substantivo, defunto é frente à porta da escola.
adjetivo. e) os pais levarem e buscarem seus filhos até a porta do
II. No segundo caso, defunto é substantivo; autor, ad- ônibus que os leva à escola.
jetivo.
III. Em ambos os casos, tem-se um substantivo com- 20. (PUC-RS)
posto. 01 A coragem (...) só se torna uma virtude quando a
02 serviço de outrem ou de uma causa geral e generosa.
18. (Etec-SP) Considere o texto a seguir que nos in- 03 Como traço de caráter, a coragem é, sobretudo, uma
04 fraca sensibilidade ao medo, seja por ele ser pouco
forma sobre a continuidade do trabalho desempe-
nhado por esses grupos. 05 sentido, seja por ser bem suportado, ou até provo-
Os alunos dessa sala, após os devidos esclarecimentos car
06 prazer. É a coragem dos estouvados, dos brigões ou
feitos pela professora, resolveram transformar o que
estudaram em dicas ecopráticas e publicar essas dicas

37
07 dos impávidos, a coragem dos “durões”, como se diz e) Os alunos que estavam de boné não puderam assistir
08 em nossos filmes policiais, e todos sabem que a virtude às aulas.
09 pode não ter nada a ver com ela.
10 Isso quer dizer que ela é, do ponto de vista moral,
22. Indique em qual das alternativas abaixo encontra-
11 totalmente indiferente? Não é tão simples assim.
mos um pronome demonstrativo:
Mesmo
12 numa situação em que eu agiria apenas por egoísmo, a) Meu primo me chamou para participar de seu grupo
13 pode-se estimar que a ação generosa (por exemplo, de estudos.
14 o combate contra um agressor, em vez da súplica) b) Como podemos consertar os estragos da chuva?
15 manifestará maior domínio, maior dignidade, maior liber- c) Isso não é bem o que eu queria...
dade, d) Você sabe: eu sou sempre sincero.
16 qualidades moralmente significativas e que e) Nosso time de futebol venceu mais uma partida.
17 darão à coragem, como que por retroação, algo de seu
18 valor: sem ser sempre moral, em sua essência, a coragem
23. Leia as frases abaixo e assinale a alternativa cor-
19 é aquilo sem o que, não há dúvida, qualquer moral
reta.
20 seria impossível ou sem efeito. Alguém que se entregasse
21 totalmente ao medo que lugar poderia deixar aos I – Os esportistas que têm recordes a quebrar não aban-
22 seus deveres? (...) O medo é egoísta. A covardia é egoísta. donam seus treinos.
23 (...) Como virtude, ao contrário, a coragem supõe II – Seu armário continua quebrado.
24 sempre uma forma de desinteresse, de altruísmo ou de III – Nenhum de nós sabe como chamá-lo para partici-
25 generosidade. Ela não exclui, sem dúvida, uma certa par.
26 insensibilidade ao medo, até mesmo um gosto por ele. a) Nos três casos temos a presença de pronomes.
27 Mas não os supõe necessariamente. Essa coragem não b) Apenas em dois casos temos a presença de prono-
28 é a ausência do medo, é a capacidade de superá-lo,
mes.
29 quando ele existe, por uma vontade mais forte e mais
c) Em nenhum caso temos a presença de pronomes.
30 generosa. Já não é (ou já não é apenas) fisiologia, é
31 força de alma, diante do perigo. Já não é uma paixão, é d) Somente no primeiro e no segundo caso temos a pre-
32 uma virtude, é a condição de todas. Já não é a coragem sença de pronomes.
33 dos durões, é a coragem dos doces, e dos heróis. e) Somente no segundo e no terceiro caso temos a pre-
sença de pronomes.
André Comte-Sponville. Pequeno tratado das grandes
virtudes. p. 55 a 57 (adaptado). 24. “Os meninos que brincavam de bola foram para
Quanto ao emprego de pronomes no texto, afirma-se: suas casas ao anoitecer”. Nesse período, temos a pre-
1. O “ela”, na linha 10, retoma “virtude” (linhas 08 e sença de um pronome que. Como podemos classificá-
09). lo morfologicamente?
2. Quanto ao sentido, o “eu”, na linha 12, tem valor a) Pronome possessivo
equivalente ao de “alguém”, na linha 20. b) Pronome relativo
3. A palavra “algo”, na linha 17, poderia ser substituída c) Pronome interrogativo
pela expressão “um pouco”, sem prejuízo à coerência e d) Pronome pessoal
à correção do texto. e) Pronome indefinido
4. O “os” da linha 27 retoma “desinteresses”, “altru-
ísmo” e “generosidade” (linhas 24 e 25). 25. Assinale a oração em que não temos a presença
de um pronome indefinido:
Estão corretas apenas as afirmativas a) Ambos estiveram aqui.
a) 1 e 2. b) Tanta gente entrou na loja que os produtos esgota-
b) 2 e 3. ram rapidamente.
c) 2 e 4. c) Qualquer um de nós pode preparar a receita do bolo.
d) 3 e 4. d) Todos jantamos no horário previsto.
e) 1, 3 e 4. e) Quantas pessoas vieram aqui?

21. Assinale a questão em que o pronome relativo foi 26. (UPF-RS) Os pronomes muitas vezes retomam pa-
utilizado de acordo com a gramática normativa da lín- lavras enunciadas no texto, constituindo uma opção
gua portuguesa. para que se evitem repetições enfadonhas ao longo
a) As questões onde mais errei foram as de matemá- dele. Considere, em relação ao uso do pronome isso,
tica. neste anúncio publicitário, as afirmações que o se-
b) Este é o homem a cujo filho me referi. guem:
c) Aquele é o livro o qual dediquei a você. “Motoqueiro, o capacete é sua segurança: ponha isso
d) As respostas de que discordei estão aqui. na cabeça”.

38
I. O pronome isso retoma “capacete”, admoestando, 12 Até a globalização teria contribuído: um mundo mais inte-
assim, o leitor a que use esse protetor de cabeça. grado é um
II. O pronome isso retoma toda a ideia “o capacete é 13 mundo mais tolerante, diz Pinker.
sua segurança”, insistindo, dessa forma, em que o leitor Revista Superinteressante
adira a esse princípio de ação.
III. O anúncio perde em força apelativa, na medida em Os conflitos étnicos mataram quase 200 chineses só no
que o emprego de isso leva o destinatário da mensa- mês de julho (linhas 02 e 03).
gem a uma leitura ambígua. De acordo com a norma padrão, passando-se essa frase
IV. O chamariz apelativo do anúncio encontra-se, pre- para a voz passiva analítica, a forma verbal correspon-
cisamente, no fato de o uso de isso desencadear uma dente será:
leitura ambígua. a) foram mortos.
b) estavam sendo mortos.
Dessas afirmativas, são verdadeiras apenas: c) eram mortos.
a) I e II; d) matou-se.
b) III e IV; e) morreram.
c) I, III e IV;
d) I, II e IV; 29. (ESPM) A ex-secretária da Receita Federal Lina Vi-
e) II, III e IV. eira reafirmou à CCJ (Comissão de Constituição e Jus-
tiça) do Senado, nesta terça-feira (18), que teve um en-
27. (FGV-SP) Leia atentamente as seguintes frases: contro particular com a ministra Dilma Rousseff (Casa
I. João deu o livro para mim ler. Civil) e que a ministra pediu para que a fiscalização feita
II. João deu o livro para eu ler. em empresas da família Sarney fosse acelerada. Ques-
tionada se a solicitação teria sido interpretada pela ex-
A respeito das frases anteriores assinale a afirmação secretária como uma forma de “deixar pra lá” a fiscali-
correta. zação, Lina negou.
a) A frase I está certa, pois a preposição para exige o (www.uol.com.br, 18/08/2009)
pronome oblíquo mim.
b) A frase II está certa, pois o sujeito de ler deve ser o As formas verbais em negrito indicam respectivamente:
pronome do caso reto eu. a) Uma ação única e concluída no passado e outra cujo
c) A frase I está certa, pois mim é objeto direto de deu. autor não quis responsabilizar-se pela informação do
d) A frase II está certa, pois para exige o pronome do enunciado.
caso reto eu. b) Uma ação durativa no passado e outra cujo autor
e) Ambas as frases estão corretas, pois a preposição quis situar o fato no futuro em relação a um momento
para pode exigir tanto a forma mim quanto a forma eu. passado.
c) Uma ação anterior a um outro fato no passado e ou-
28. (Mackenzie-SP) tra cujo emissor não quis comprometer-se com a infor-
01 A ameaça de uma bomba atômica está mais viva do que mação.
nunca. d) Uma ação hipotética e outra cujo emissor não as-
02 Os conflitos étnicos mataram quase 200 chineses só no sume a responsabilidade por provável falta de compro-
mês de vação.
03 julho. Agora uma boa notícia: a paz mundial pode estar a e) Uma ação única e acabada no passado e outra cujo
caminho. autor quis apenas situar o fato no futuro em relação a
04 Segundo estimativas de pesquisadores, o mundo está
um momento passado.
bem menos
05 sangrento do que já foi. Cerca de 250 mil pessoas morrem
por ano 30. Em "Se lutas contra teu amor, sofrerás...", se a
06 em consequência de algum conflito armado. É bem menos forma "lutas" for substituída por “lutasses”, a forma
do que "sofrerás" deverá ser alterada para:
07 no século 20, que teve 800 mil mortes anuais em sua 2.ª a) vais sofrer.
metade e b) sofrerás.
08 3,8 milhões por ano até 1950. c) sofres.
09 O que aconteceu? O psicólogo Steven Pinker diz que o au- d) sofrerias.
mento
e) terás sofrido.
10 do número de democracias ajudou. Assim como a nossa
saúde: como
11 a expectativa de vida subiu, temos mais medo de arriscar
o pescoço.

39
31. A locução verbal presente na oração “Vou prepa- 35. (Unimep-SP) “Não fales! Não bebas! Não fujas!”
rar uma festa inesquecível para meus avós” pode ser Passando tudo para a forma afirmativa, teremos:
substituída, sem prejuízo de seu sentido original, por: a) Fala! Bebe! Foge!
a) Estou preparando b) Fala! Bebe! Fuja!
b) Prepararia c) Fala! Beba! Fuja!
c) Prepararei d) Fale! Beba! Fuja!
d) Preparará e) Fale! Bebe! Foge!
e) Prepararemos
36. (Correios/ESPP) Dadas as sentenças:
32. (FGV-SP) Examine o termo destacado nos perío- I. Os pais procuram o filho sequestrado na internet.
dos abaixo. II. Não irei sem você.
O frasco maior contém mais líquido, é evidente. III. Falamos sobre o aumento de salário.
O relato da testemunha não condiz com os fatos apon- Os advérbios grifados exprimem sentido de:
tados pelos peritos. a) espaço, pessoalidade, modo
Ele não intervirá na questão entre o árbitro e o atleta. b) situação, meio, instrumento
c) lugar, companhia, assunto
Assinale a alternativa correta a respeito desses verbos, d) motivo, causa, consequência.
colocados no pretérito perfeito, mas mantida a pessoa
gramatical. 37. (Correios/ESPP) Dadas as sentenças:
a) conteve, condiria, interveio I. Os pais procuram o filho sequestrado na internet.
b) conteu, condizia, interveio II. Não irei sem você.
c) conteve, condisse, interveio III. Falamos sobre o aumento de salário.
d) conteu, condisse, interviu Os advérbios grifados exprimem sentido de:
e) continha, condizeu, interviu a) espaço, pessoalidade, modo
b) situação, meio, instrumento
33. (Ufac) Considere as oposições entre os seguintes c) lugar, companhia, assunto
pares: d) motivo, causa, consequência.
I. brigar andando x andar brigando
II. sorrir correndo x correr sorrindo 38. (UEPG-PR) Assinale a alternativa que contém uma
III. trabalhar fumando x fumar trabalhando frase em que o advérbio expressa simultaneamente
IV. dormir roncando x roncar dormindo ideias de tempo e negação.
V. escrever chorando x chorar escrevendo a) Falei ontem com os embaixadores.
b) Não me pergunte as razões da minha atitude.
Embora pareça pequena, a diferença de sentido entre c) Eles sempre chegam atrasados.
os pares existe. Em um deles, porém, esta diferença d) Jamais acreditei que você viesse.
será bem mais acentuada, se um dos verbos for consi- e) Agora seremos felizes.
derado auxiliar do outro. Em que par existe esta possi-
bilidade? 39. Assinale a alternativa em que encontramos uma
a) par I classificação errada dos advérbios:
b) par II a) Longe, aqui, lá, adiante (advérbios de distância)
c) par III b) Certamente, realmente, sim (advérbios de afirma-
d) par IV ção)
e) par V c) Muito pouco, bastante, tanto (advérbios de intensi-
dade)
34. (Unifesp-SP) A correlação entre os tempos verbais d) Bem, mal, claramente, assim (advérbios de modo)
está correta em: e) Talvez, acaso, provavelmente, possivelmente (advér-
a) Se Pedro Segundo viesse aqui com história eu botaria bios de dúvida)
ele na cadeia.
b) Se Pedro Segundo vem aqui com história eu botava 40. Nas orações “Li o livro de meu irmão”, “Ele recla-
ele na cadeia. mou de dor o tempo todo” e “Tobias veio da praia so-
c) Se Pedro Segundo viesse aqui com história eu boto mente para me ver”, o uso da proposição de remete às
ele na cadeia. ideias de:
d) Se Pedro Segundo vinha aqui com história eu botara a) Causa, posse e procedência.
ele na cadeia. b) Posse, causa e procedência.
e) Se Pedro Segundo vier aqui com história eu terei bo- c) Finalidade, posse e procedência.
tado ele na cadeia. d) Causa, finalidade e posse.

40
e) Procedência, assunto e causa. que o conectivo “e”, em “E não era pesadelo”, tem va-
lor
41. (ESPM-SP) Leia as frases: a) adversativo.
I. A secretária falou DO gerente. b) causal.
II. A secretária falou PELO gerente. c) conclusivo.
III. A secretária falou PARA o gerente. d) concessivo.
IV. A secretária falou JUNTO COM o gerente. e) alternativo.

As preposições maiúsculas traduzem respectivamente 44. (UFRN) A questão refere-se ao fragmento textual
ideias de: abaixo.
a) companhia, direção, substituição, simultaneidade
b) assunto, direção, substituição, companhia Prólogo
c) assunto, substituição, direção, simultaneidade No princípio era o pântano, com valas de agrião e
d) assunto, substituição, companhia, direção rãs coaxantes. Hoje é o parque do Anhangabaú, todo
e) modo, causa, direção, companhia ele relvado, com ruas de asfalto, [...] a Eva de Brecheret,
a estátua de um adolescente nu que corre - e mais coi-
42. (UPM-SP) No período “O povo do século XX está a sas. Autos voam pela via central, e cruzam-se pedestres
bordo de uma vida desgastante, cheia de imprevistos e em todas as direções. Lindo parque, civilizadíssimo.
inconvenientes”, a preposição em realce está indicando Atravessando-o certa tarde, vi formar-se ali um bolo de
relação de: gente, rumo ao qual vinha vindo um polícia apressado.
a) fim Fagocitose, pensei. A rua é a artéria; os passantes, o
b) lugar sangue. O desordeiro, o bêbado, o gatuno são os micró-
c) causa bios maléficos, perturbadores do ritmo circulatório. O
d) modo soldado da polícia é o glóbulo branco - o fagócito de
e) meio Metchennikoff. Está de ordinário parado no seu posto,
circunvagando olhares atentos. Mal se congestiona o
43. (FGV-RJ) Leia esta crônica, escrita dois dias depois tráfego pela ação antissocial do desordeiro, o fagócito
de o Brasil perder, em casa, a final da Copa do Mundo move-se, caminha, corre, cai a fundo sobre o mau ele-
de 1950. mento e arrasta para o xadrez.
Foi assim naquele dia. [...]
A derrota Alguém perturbara a paz do jardim, e em redor
Vi um povo de cabeça baixa, de lágrimas nos desse rebelde logo se juntou um grupo de glóbulos ver-
olhos, sem fala, abandonar o Estádio Municipal como melhos, vulgo passantes. E lá se vinha o fagócito far-
se voltasse do enterro de um pai muito amado. Vi um dado restabelecer a harmonia universal.
povo derrotado, e mais que derrotado, sem esperança.
Aquilo me doeu no coração. Toda a vibração dos minu- LOBATO, Monteiro. O fisco (Conto de Natal).
tos iniciais da partida reduzidos a uma pobre cinza de In:______. Negrinha. São Paulo: Globo, 2008. p. 63-4.
fogo apagado. E, de repente, chegou-me a decepção
maior, a ideia fixa que se grudou na minha cabeça, a Leia o período abaixo.
ideia de que éramos mesmo um povo sem sorte, um “Mal se congestiona o tráfego [...], o fagócito move-se
povo sem as grandes alegrias das vitórias, sempre per- [...].”
seguido pelo azar, pela mesquinharia do destino. A vil Nesse período, o conector Mal exprime noção de
tristeza de Camões, a vil tristeza dos que nada têm que a) tempo e admitiria, em seu lugar, a locução conjun-
esperar, seria assim o alimento podre dos nossos cora- tiva logo que.
ções. b) tempo e seria correto substituí-lo pela locução con-
Não dormi, senti-me, alta noite, como que mergu- juntiva visto que.
lhado num pesadelo. E não era pesadelo, era a terrível c) modo e é antônimo do advérbio bem.
realidade da derrota. d) modo e é homônimo do adjetivo mau.

REGO, José Lins do. Flamengo é puro amor. 45. (Unesp) Instrução: A questão toma por base um
111 crônicas escolhidas. 2.ed. poema do parnasiano brasileiro Julio César da Silva
Rio de Janeiro: José Olympio, 2008. (1872-1936):

Tendo em vista as relações de sentido estabelecidas en- Arte suprema


tre as orações do segundo parágrafo, é correto afirmar Tal como Pigmalião, a minha ideia
Visto na pedra: talho-a, domo-a, bato-a;

41
E ante os meus olhos e a vaidade fátua 48. (Enem)
Surge, formosa e nua, Galateia.
Cidade grande
Mais um retoque, uns golpes... e remato-a; “Que beleza, Montes Claros. / Como cresceu Montes
Digo-lhe: “Fala!”, ao ver em cada veia Claros. / Quanta indústria em Montes Claros. / Montes
Sangue rubro, que a cora e aformoseia... Claros cresceu tanto, / ficou urbe tão notória, / prima-
E a estátua não falou, porque era estátua. rica do Rio de Janeiro, / que já tem cinco favelas / por
enquanto, e mais promete.”
Bem haja o verso, em cuja enorme escala (Carlos Drummond de Andrade)
Falam todas as vozes do universo,
E ao qual também arte nenhuma iguala: No trecho “Montes Claros cresceu tanto, / [...], / que já
tem cinco favelas”, a palavra que contribui para estabe-
Quer mesquinho e sem cor, quer amplo e terso, lecer uma relação de consequência. Dos seguintes ver-
Em vão não é que eu digo ao verso: “Fala!” sos, todos de Carlos Drummond de Andrade, apresen-
E ele fala-me sempre, porque é verso. tam esse mesmo tipo de relação:

(Júlio César da Silva. Arte de amar. a) “Meu Deus, por que me abandonaste / se sabias
São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1961.) que eu não era Deus / se sabias que eu era fraco.”
b) “No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu /
Aponte a alternativa que indica o número do verso em a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu /
que aparecem dois adjetivos ligados por um conectivo chamava para o café.”
aditivo: c) “Teus ombros suportam o mundo / e ele não pesa
a) Verso 3. mais que a mão de uma criança.”
b) Verso 4. d) “A ausência é um estar em mim. / E sinto-a, branca,
c) Verso 5. tão pegada, aconchegada nos meus braços, / que rio e
d) Verso 7. danço e invento exclamações alegres.”
e) Verso 11. e) “Penetra surdamente no reino das palavras. / Lá es-
tão os poemas que esperam ser escritos.”
46. Na frase “Nunca saberemos se nossa atitude foi cor-
reta ou não”, as duas conjunções exprimem respectiva- 49. (ESPM-SP) Substituindo as expressões em destaque
mente a ideia de: nas frases abaixo, o que se pode obter?
a) Dúvida e alternativa. I – Levei um grande susto! Quase fui atropelado!
b) Consequência e dúvida. II – Que desagradável! Lá vem ele de novo.
c) Alternância e alternativa. III – Preste atenção! O guarda pode multar.
d) Alternativa e consequência. a) Opa – Puxa – Oh
e) Alternância e dúvida. b) Opa – Xi – Céus
c) Caramba – Xi – Alerta
47. (Enem) “O mundo é grande / O mundo é grande e d) Quê – Xi – Cuidado
cabe / Nesta janela sobre o mar. / O mar é grande e e) n.d.a.
cabe / Na cama e no colchão de amar. /
O amor é grande e cabe / No breve espaço de beijar.” 50. Na frase “Calma, lá!”, a interjeição exprime um sen-
tido de:
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e prosa. Rio a) Alegria.
de Janeiro: Nova Aguilar, 1983.) b) Entusiasmo.
c) Cuidado.
Nesse poema, o poeta realizou uma opção estilística: a d) Dor.
reiteração de determinadas construções e expressões e) Espanto.
linguísticas, como o uso da mesma conjunção para es-
tabelecer a relação entre as frases. Essa conjunção es- GABARITO
tabelece, entre as ideias relacionadas, um sentido de: 1) D
a) oposição 2) C
b) comparação 3) C
c) conclusão 4) C
d) alternância 5) A
e) finalidade 6) C
7) B

42
8) E Ex.: A família viajou pela manhã.
9) C
10) B Período: é a frase constituída por uma ou mais orações,
11) E formando um todo completo.
12) C O período pode ser:
13) C
14) A a) Simples: quando formado por uma oração.
15) C Ex.: O galo cantou.
16) E
17) A b) Composto: quando formado por mais de uma ora-
18) C ção.
19) B Ex.: O galo cantou quando o leiteiro chegou.
20) B
21) A *OBS: Quando o período é simples, a oração é chamada
22) C de absoluta. Se for composto, os períodos podem ser
23) A formados por coordenação (orações independentes)
24) B ou subordinação (oração principal + dependente).
25) E
26) D
27) B PERÍODO SIMPLES
28) A a) Termos essenciais da oração: sujeito e predicado.
29) A
30) D SUJEITO – é sobre quem ou o que se fala.
31) C Ex.: O homem estava doente.
32) C
33) A TIPOS DE SUJEITO
34) A * Determinado Simples (1 núcleo)
35) A O homem estava doente.
36) C
37) A * Determinado Composto (mais de 1 núcleo)
38) D O homem e o menino andaram de bicicleta.
39) A
40) B * Determinado Oculto (Elíptico ou Desinencial)
41) C Ø Estávamos sentados no sofá. (Nós)
42) B
43) A * Indeterminado (“se” – índice de indeterminação do
44) A sujeito– e “eles” 3ª p. plural) –
45) B Precisa-se de funcionários.
46) A Ø Telefonaram para ti. (Eles – Quem? Alguém.)
47) A Obs.: O pronome “se” será considerado índice de inde-
48) D terminação do sujeito caso não tenha objeto direto.
49) C
50) C * Sujeito Inexistente (Oração sem sujeito)
a) verbo haver (sentido de existir)
SINTAXE Há muitos alunos nesta sala.
Estuda a função que as palavras cumprem na sentença.
b) fenômenos da natureza
ESTRUTURAS FRASAIS Choveu.
Frase: é a palavra ou o conjunto de palavras que tem
sentido completo. c) verbos que indicam tempo decorrido (ser, estar, fa-
Ex: Fogo! zer, haver)
Silêncio! Faz anos que não vejo João.
Que flores bonitas!
PREDICADO – é a declaração feita sobre o sujeito.
Oração: é a frase, ou parte dela, que se organiza em Ex.: O homem estava doente.
torno de um verbo ou de uma locução verbal.

43
TIPOS DE PREDICADO EXERCÍCIOS
* Predicado Verbal – O núcleo significativo é um verbo. 1."Pagam bem lá?" Nesta oração o sujeito é:
Ex.: João comeu laranjas. a) oculto
b) simples
* Predicado Nominal – O núcleo significativo é um c) indeterminado
nome, que atribui uma qualidade ou estado ao sujeito. d) oração sem sujeito
Daí ser chamado de predicativo do sujeito.
A ilha está deserta. (deserta = predicativo do sujeito) 2. "Em nossa terra, não se vive senão de política." Nesta
oração o sujeito é:
* Predicado Verbo-Nominal – Apresenta dois núcleos a) indeterminado
significativos, um verbo e um nome, o qual pode ser b) oração sem sujeito
predicativo do sujeito ou predicativo do objeto. c) oculto
O réu deixou a sala Øabatido. (O réu deixou a sala e d) simples
estava abatido. – abatido = predicativo do sujeito)
O juiz declarou os réus inocentes. (inocentes = predica- 3. Meu amigo José estuda à noite. Nesta oração, o tipo
tivo do objeto) de sujeito é:
a) indeterminado
b) Termos integrantes da oração: complementos ver- b) composto
bais e nominais. c) simples
d) nenhuma das anteriores
COMPLEMENTO VERBAL: complementa o verbo.
* Objeto Direto: Complementa o VTD – Marisa com- 4. "Anoitecia silenciosamente." Nesta oração temos:
prouuma blusa. a) Sujeito simples
b) Oração sem sujeito.
* Objeto Indireto: Complementa o VTI – Pedro gostade c) Sujeito indeterminado.
balas. d) Sujeito oculto.

COMPLEMENTO NOMINAL: complementa um nome e 5. Na oração: “Foram chamados às pressas todos os vaqueiros
é antecedido por preposição. da fazenda vizinha”, o núcleo do sujeito é:
O paletódo presidente está sujo. a) todos;
b) fazenda;
c) Termos acessórios da oração: adjuntos adverbiais e c) vizinha;
adnominais, aposto e vocativo. d) vaqueiros;
e) pressas.
ADJUNTO ADVERBIAL: exprime circunstância (modo,
lugar, tempo, etc.), modifica o verbo, o adjetivo ou o 6. Assinale a alternativa em que o sujeito está incorre-
advérbio. tamente classificado:
Paulo chegou cedo. (adjunto adverbial de tempo, mo- a) Chegaram, de manhã, o mensageiro e o guia (sujeito
dificando o sentido do verbo “chegar”) composto);
b) Fala-se muito neste assunto (sujeito indeterminado);
ADJUNTO ADNOMINAL: termo que caracteriza ou de- c) Vai fazer frio à noite (sujeito inexistente);
termina os substantivos (artigos, adjetivos, pronomes, d) Haverá oportunidade para todos (sujeito inexistente);
numerais). e) Não existem flores no vaso (sujeito inexistente).
Meu irmão veste roupas discretas.
7. Em “Éramos três velhos amigos na praia quase deserta”, o
APOSTO: palavra ou expressão que explica algo (entre sujeito desta oração é:
vírgulas, travessões, parênteses ou depois de dois pon- a) subentendido;
tos). b) claro, composto e determinado;
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio. c) indeterminado;
d) inexistente;
VOCATIVO: termo usado para chamar, invocar alguém. e) claro, simples e determinado
Pedro, preste atenção!
8. Na praça deserta, um homem caminhava. O sujeito é:
a) indeterminado;
b) inexistente;

44
c) simples;
d) oculto por elipse; 16. Galos cantam no despertar da aurora. Qual é o nú-
e) composto. cleo do predicado desta oração e qual o seu tipo?
a) Cantam / verbo-nominal.
9. Na oração: “Anunciaram grandes novidades” - o su- b) Cantam / nominal.
jeito é: c) Cantam no despertar da aurora / verbal
a) simples; d) Cantam / verbal
b) composto;
c) indeterminado; 17. (Unimep – SP)
d) elíptico; I. Pedro está adoentado.
e) inexistente. II. Pedro está no hospital.

10. “Saúde e felicidade são as minhas aspirações na a) O predicado é verbal em I e II.


vida” – nessa expressão o sujeito é: b) O predicado é nominal em I e II.
a) simples; c) O predicado é verbo-nominal em I e II.
b) composto; d) O predicado é verbal em I e nominal em II.
c) indeterminado; e) O predicado é nominal em I e verbal em II.
d) oculto;
e) oração sem sujeito. 18. O professor entrou apressado.
O destaque indica:
11. Em: “Faz anos que não chove no sertão” – há duas a)Predicado nominal
orações com sujeito: b) Predicado verbo-nominal
a) simples; c) Predicado verbal
b) composto; d) Adjunto adverbial
c) indeterminado;
d) inexistente; 19. Assinale a alternativa em que aprece predicado
e) elíptico. verbo-nominal:
a) A chuva permanecia calma.
12. "Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol". Nessa b) A tempestade assustou os habitantes da vila.
frase o sujeito de "fez"? c) Paulo ficou satisfeito.
a) o prêmio; d) Os meninos saíram do cinema calados.
b) o jogador; e) Os alunos estavam preocupados.
c) que;
d) o gol; 20. Na oração, "A situação continua indefinida":
e) recebeu. a) o verbo é de ligação e o predicado é nominal;
b) o verbo é intransitivo e o predicado é verbo-nominal;
13. Assinale a frase em que há sujeito inexistente: c) o verbo é transitivo direto e o predicado é verbal;
a) Compram-se jornais velhos; d) o verbo é bitransitivo e o predicado é verbo-nominal
b) Nada se entendeu de suas palavras; e) o verbo é transitivo direto e o predicado é verbal.
c) Chama-se José o sacerdote;
d) Choveu muito tomate aqui; 21. É exemplo de predicado verbo-nominal:
e) É noite. a) Cuspi no chão com um nojo desgraçado;
b) O corpo me doía todo;
14. Justifique por que o predicado desta oração é nomi- c) Estela se sentou na cama assustada;
nal: "Os olhos não estavam bem fechados." d) E ele saiu correndo com os pés descalços;
a) O seu núcleo é um nome. e) Chico Sena morreu.
b) O seu núcleo é verbo intransitivo.
c) O seu núcleo é um verbo de ligação. 22. Em: "O professor entrou atrasado"
d) O núcleo nada tem a ver com o tipo do predicado. a) o verbo é intransitivo e o predicado é nominal;
b) o verbo é transitivo direto e o predicado é verbal;
15. "Durante meses, o azul do céu virou um picadeiro c) o verbo é de ligação e o predicado é nominal;
de luta." Qual é o predicado e qual o seu tipo? d) o verbo é intransitivo e o predicado é verbo-nominal;
a) Virou um picadeiro de luta / nominal. e) o verbo é transitivo indireto e o predicado é verbal.
b) Picadeiro de luta / nominal.
c) Virou um picadeiro / verbal. 23. "Minha terra é pindorama, de Palmares sempre em
d) Virou um picadeiro de luta / verbo-nominal. flor!

45
a) o predicado é nominal e o verbo é de ligação; d) complemento nominal;
b) o predicado é verbal e o verbo é intransitivo; e) agente da passiva.
c) o predicado é verbal e o verbo é de ligação;
d) o predicado é verbo-nominal e o verbo é transitivo 30. Assinale a alternativa em que a expressão grifada
direto e indireto; tem a função de complemento nominal:
e) o predicado é nominal e o verbo é intransitivo. a) a curiosidade do homem incentiva-o a pesquisa;
b) a cidade de Londres merece ser conhecida por todos;
24. "O sol entra cada dia mais tarde, pálido, fraco, oblí- c) o coitado do velho mendigava pela cidade;
quo". d) o receio de errar dificultava o aprendizado das lín-
"O sol brilhou um pouquinho pela manhã". guas.
Pela ordem, os predicados das orações acima classifi-
cam-se como: 31. (UFMS 2010) Leia o fragmento do poema “Canção
a) nominal - verbo nominal; do vento e da minha vida”, de Manuel Bandeira, e res-
b) verbal - nominal; ponda à questão a seguir.
c) verbal - verbo-nominal; O vento varria as folhas,
d) verbo-nominal - nominal; O vento varria os frutos,
e) verbo-nominal - verbal. O vento varria as flores…
E a minha vida ficava
25. Assinale a alternativa correspondente ao período Cada vez mais cheia
onde há predicativo do sujeito: De frutos, de flores, de folhas.
a) Como o povo anda tristonho!
b) Agradou ao chefe o novo funcionário; Tanto o verbo varrer quanto o adjetivo cheia regem
c) Ele nos garantiu que viria; complementos. Observe a presença ou a ausência de
d) No Rio, não faltam diversões; preposição nesses dois casos e responda:
e) O aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação.
1) Varrer é um verbo transitivo indireto, o
26. Considere a frase: “Ele andava triste porque não en- que pressupõe uma ação indireta do eu lí-
contrava a companheira”, os verbos grifados são res- rico sobre as coisas que o circundam.
pectivamente:
a) transitivo direto - de ligação; 2) O termo vento é sujeito do verbo varrer
b) de ligação - intransitivo; que se liga diretamente aos seus comple-
c) de ligação - transitivo - indireto; mentos.
d) transitivo direto - transitivo indireto;
e) de ligação - transitivo direto. 4) O valor semântico da preposição de em
“cheia de…” é o de qualidade, caráter.
27. O verbo de “Confio este carro à distinção dos senho-
res passageiros” é: 8) Os complementos do adjetivo cheia –
a) transitivo direto; frutos, flores, folhas – ligados a ele com o
b) transitivo indireto; auxílio da preposição de exercem a função
c) transitivo direto e indireto; sintática de complemento nominal.
d) intransitivo;
e) de ligação.
16) A função sintática dos complementos
do verbo varrer é a de objeto indireto.
28. "Usando do direito que lhe confere a Constituição",
as palavras grifadas exercem a função respectivamente
de: 32. Dentre as orações abaixo, uma contém comple-
a) objeto direto; mento nominal. Qual?
b) sujeito; a) Meu pensamento é subordinado ao seu.
c) predicativo; b) Você não deve faltar ao encontro.
d) objeto indireto. c) Irei à sua casa amanhã.
d) Venho da cidade às três horas.
29. “O toque dos sinos ao cair da noite era trazido lá da e) Voltaremos pela rua escura...
cidade pelo vento”. O termo grifado é:
a) sujeito; 33. Amanhã, sábado, não sairei de casa", a palavra gri-
b) objeto direto; fada, funciona como:
c) objeto indireto;

46
a) objeto direto; d) objeto direto; adjunto adnominal; objeto indireto;
b) objeto indireto; e) objeto direto; sujeito; complemento nominal.
c) agente da passiva;
d) complemento nominal; 40. Em: "Dulce considerou, por um momento, aquele
e) aposto. horrível delírio", os termos grifados são respectiva-
mente:
34. Indique a única alternativa que não apresenta a) objeto direto - objeto direto;
agente da passiva: b) predicativo do sujeito - adjunto adnominal;
a) A casa foi construída por nós. c) adjunto adverbial - objeto direto;
b) O presidente será eleito pelo povo. d) adjunto adverbial - adjunto adnominal;
c) Ela será coroada por ti. e) objeto indireto - objeto direto.
d) O avô era querido por todos.
e) Ele foi eleito por acaso. 41. Assinale a alternativa correta: "Para todos os males,
há dois remédios: o tempo e o silêncio", os termos gri-
35 Em: "A terra era povoada de selvagens", o termo gri- fados são respectivamente:
fado é: a) sujeito - objeto direto;
a) objeto direto; b) sujeito - aposto;
b) objeto indireto; c) objeto direto - aposto;
c) agente da passiva; d) objeto direto - objeto direto;
d) complemento nominal; e) objeto direto - complemento nominal.
e) adjunto adverbial.
42. Assinale a alternativa correta: "Conhecemos uma só
36. Na oração “Mestre Reginaldo, o impoluto, é uma versão: a sua.", os termos grifados são respectiva-
sumidade no campo das ciências” - o termo grifado é: mente:
a) adjunto adnominal; a) sujeito - objeto direto;
b) vocativo; b) sujeito - aposto;
c) predicativo; c) objeto direto - aposto;
d) aposto; d) objeto direto - objeto direto;
e) sujeito simples. e) objeto direto - complemento nominal.

37. Assinale a alternativa em que o termo grifado é ad- 43. "E não se diga que Mário Quintana haja sido insen-
junto adnominal: sível às legítimas exigências da poética contemporâ-
a) Sua falta aos encontros sufocava o nosso amor. nea". O termo grifado desempenha a função de:
b) Ela é uma fera maluca. a) objeto direto;
c) Ela é maluca por lambada nacional. b) sujeito;
d) Não tenho medo da louca. c) adjunto adnominal;
e) O amor de Deus é o primeiro mandamento. d) complemento nominal;
e) objeto indireto.
38. Em “A linguagem do amor está nos olhos” – os ter-
mos grifados são respectivamente: 44. Na expressão ". . . chamei Armando Nogueira de ca-
a) complemento nominal e predicativo do sujeito; rioca . . ." encontramos no predicado pela ordem:
b) adjunto adnominal e predicativo do sujeito; a) objeto direto e objeto indireto;
c) adjunto adnominal e objeto direto; b) objeto direto e predicativo;
d) complemento nominal e adjunto adverbial; c) objeto indireto e adjunto adnominal;
e) adjunto adnominal e adjunto adverbial. d) objeto indireto e predicativo;
e) objeto direto e adjunto adverbial.
39. Confiamos no futuro Desconhecemos as coisas do
futuro. Temos confiança no futuro - Nas expressões 45. Em o Brasil foi descoberto pelos portugueses, o
acima, os termos grifados funcionam respectivamente, termo grifado é:
como: a) objeto direto;
a) objeto indireto; adjunto adnominal; complemento b) sujeito;
nominal; c) agente da passiva;
b) objeto indireto; complemento nominal; objeto indi- d) adjunto adverbial;
reto; e) aposto
c) objeto indireto; objeto indireto; complemento nomi-
nal;

47
46. Em "Nunca, respondeu ela abanando a cabeça", o 9. C
termo grifado é: 10. B
a) objeto direto; 11. D
b) sujeito; 12. B
c) agente da passiva; 13. E
d) adjunto adverbial; 14. A
e) aposto. 15. A
16. D
47."Amo essas montanhas, uma a uma, com exceção 17. E
apenas do morro do Cantagalo, cujo volume é desagra- 18. B
dável e pesado", o termo grifado é: 19. D
a) aposto; 20. A
b) objeto indireto; 21. C
c) objeto direto; 22. D
d) adjunto adverbial; 23. A
e) predicativo do objeto. 24. E
25. A
48. Em "Meu maior desejo é que ela volte logo", a ora- 26. E
ção grifada exerce a função sintática de: 27. C
a) sujeito; 28. D
b) objeto direto; 29. E
c) objeto indireto; 30. D
d) predicativo; 31. 2+8
e) complemento nominal. 32. A
33. A
49. Na oração, "Você ficará tuberculoso, de tubercu- 34. E
lose morrerá", as palavras grifadas são, respectiva- 35. C
mente: 36. D
a) adjunto adverbial de modo, adjunto adverbial de 37. C
causa; 38. E
b) objeto direto, objeto indireto; 39. A
c) predicativo do sujeito, adjunto adverbial; 40. C
d) ambas predicativas; 41. C
e) n.d.a. 42. C
43. D
50. Em: "O Presidente corrupto saiu cedo". 44. A
a) o verbo é de ligação, e o termo grifado é núcleo do 45. C
predicado; 46. B
b) o verbo é intransitivo e o termo grifado é adjunto ad- 47. A
verbial; 48. D
c) o verbo é transitivo direto e o termo grifado é objeto 49. C
direto; 50. B
d) o verbo é intransitivo e o termo grifado é objeto in-
direto;
e) o verbo é de ligação e o termo grifado é objeto indi- PERÍODO COMPOSTO
reto. Possui duas ou mais orações no mesmo período.

GABARITO Ex.: João disse que ama Maria.


1. C
2. A 1ª oração 2ª oração
3. C
4. B a) Orações Coordenadas: são orações que possuem
5. D uma relação de independência.
6. E
7. E 1. Sindéticas: ligadas por uma conjunção, classificadas
8. C conforme as conjunções coordenativas.

48
a) Oração coordenada sindética adversativa tas, ela também é introduzida por uma preposição. En-
Ela estuda muito, mas pouco sabe. tretanto, ao invés de complementar um verbo, ela com-
plementa um nome.
a) Oração coordenada sindética conclusiva Ex.: Tenho a sensação de que viajarei para longe.
Alcancei à média, portanto estou aprovado. Oração subordinada substantiva Completiva Nominal
(complementa o sentido do substantivo “sensação”)
c) Oração coordenada sindética alternativa
Vou comer uma fruta ou tomar um suco. 2. Adjetivas: equivalem a um adjetivo e desempenham
função sintática de adjunto adnominal antecedido pelo
d) Oração coordenada sindética aditiva pronome relativo.
O diretor chegou ao escritório e convocou uma reunião.
• Restritiva: restringe, particulariza o sentido do ante-
e) Oração coordenada sindética explicativa cedente (sem vírgulas).
Ele não virá porque está doente. Ex.: Enviei um telegrama ao meu irmão que mora em
Florianópolis. (possui mais de um irmão)
2. Assindéticas: justapostas, sem conectivo. Oração subordinada adjetiva restritiva
Ex.: João comprou o livro, leu o poema, fez o trabalho.
Orações coordenadas assindéticas • Explicativa: amplia o sentido e ressalta algum deta-
lhe do antecedente (entre vírgulas).
b) Orações Subordinadas: são as orações que desempe- Ex.: Enviei um telegrama ao meu irmão, que mora em
nham função sintática de outro elemento da oração. Florianópolis. (possui apenas um irmão)
Oração subordinada adjetiva explicativa
1. Substantiva: Substitui um substantivo da oração na
posição de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predi- 3. Adverbiais: expressam circunstância. Classificam-se
cativo, aposto ou complemento nominal. É introduzida de acordo com a nomenclatura dos advérbios.
pela conjunção integrante “que” ou “se”.
• Causais: Fui ao estádio porque meu time ia jogar.
• Subjetiva: a oração está em posição de sujeito.
Ex.: É importante que tu compareças à reunião. • Condicionais: Receberás o prêmio, se mereceres.
Oração subordinada substantiva subjetiva
• Comparativas: Os policiais estavam mais tensos do
• Objetiva direta: a oração está em posição de objeto que os moradores (estavam).
direto.
Ex.: Todos querem que compareças ao encontro. • Conformativas: A encomenda chegou conforme pe-
Oração sub. substantiva objetiva direta dimos.

• Objetiva indireta: a oração está em posição de objeto • Consecutivas: A fila do banco estava longa de modo
indireto. que desisti do pagamento.
Ex.: Lembra de comprar os remédios.
Oração subordinada substantiva objetiva indireta • Concessivas: Esperou-me, embora estivesse atra-
sado.
• Predicativa: a oração está em posição de predicativo
do sujeito. • Temporais: Calou-se quando entrei na sala.
Ex.: A verdade é que João não passa de um tolo.
Oração subordinada substantiva predicativa • Finais: Fez tudo para que ela ficasse.

• Apositiva: a oração está em posição de aposto. • Proporcionais: Víamos toda a cidade, à medida que
Ex.: O boato, de que o presidente renunciaria, espalhou- subíamos a torre.
se
Oração subordinada substantiva apositiva

• Completiva nominal: a oração está em posição de


complemento nominal. Assim como as objetivas indire-

49
EXERCÍCIOS
01. (ENEM) “Todos os dias esvaziava uma garrafa, colo- 05. (PUCC) A conjunção "e" tem valor adversativo na
cava dentro sua mensagem, e a entregava ao mar. frase:
Nunca recebeu resposta. Mas tornou-se alcoólatra”. a) Cheguei, vi e venci.
(Marina Colasanti) b) Arrumou as malas e despediu-se.
c) Deitei-me exausto e não consegui dormir.
O conectivo “mas”, que introduz a conclusão do conto d) Siga o meu conselho e não se arrependerá.
tornou-se alcoólatra -, permite a seguinte interpreta- e) Analise os dados restantes e envie-os ao diretor.
ção:
I. A personagem tornou-se alcoólatra porque nunca re- 06. Em qual opção está incorreta a análise do período
cebeu uma resposta. “Jejuo o materialismo, logo amo”?
II. O fato aconteceu porque a personagem escreveu a) o período é composto por coordenação.
muitas mensagens. b) a segunda oração possui adjunto adverbial.
III. A solidão sem remédio tem sempre como conse- c) a primeira oração é coordenada assindética.
qüência o vício. d) o sujeito das duas orações é o mesmo.
IV. Esvaziou muitas garrafas. Enviou muitas mensagens. e) o verbo da segunda oração está funcionando como
Não recebeu resposta. Mas, como tinha bebido todos intransitivo.
os dias, tornou-se alcoólatra.
07. (FCMSC-SP) Por definição, oração coordenada que
Analise as afirmações e assinale a alternativa correta. seja desprovida de conectivo é denominada assindé-
a) Somente a afirmação IV está correta. tica. Observando os períodos seguintes:
b) Somente a afirmação I está correta. I. Não caía um galho, não balançava uma folha.
c) Somente as afirmações I e II estão corretas. II. O filho chegou, a filha saiu, mas a mãe nem notou.
d) Somente a afirmação III está correta. III. O fiscal deu o sinal, os candidatos entregaram a
e) Somente as afirmações II e III estão corretas. prova. Acabara o exame.
Nota-se que existe apenas coordenação assindética
02. "Vem, não me abandones; só tu podes quebrar es- em:
tes ferros que me oprimem", o que se enuncia após o a) I apenas
ponto-e-vírgula tem valor: b) II apenas
a) Consecutivo. c) III apenas
b) Condicional. d) I e III
c) Conclusivo. e) Nenhum deles.
d) Explicativo.
e) Aditivo. 08. (FUVEST) Dentre os períodos abaixo, um é com-
posto por coordenação e contém uma oração coorde-
03. (F. TIBIRIÇA-SP) No período "Penso, logo existo", nada sindética adversativa. Assinalar a alternativa cor-
oração em destaque é: respondente a este período:
a) coordenada sindética conclusiva a) A frustração cresce e a desesperança não cede.
b) coordenada sindética aditiva b) o que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica
c) coordenada sindética alternativa pungente ou a auto-absolvição.
d) coordenada sindética adversativa c) É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos
e) n.d.a riqueza suficiente para distribuir.
d) Sejamos francos.
04. (PUC) Observe as frases: e) Em termos mundiais somos irrelevantes como po-
I - “Eu não me preparei bem para o vestibular. Tenho tência econômica, mas ao mesmo tempo extrema-
muita esperança de ser aprovado.” mente representativos como população.
II - “Eu não me preparei bem para o vestibular, ______
tenho muita esperança de ser aprovado.” 09. (UFAL) Qual o período em que a vírgula está sepa-
As duas frases de I ficam coerentemente unidas, for- rando uma oração com idéia de explicação?
mando um único período em II, se o espaço for preen- a) “Não se preocupe, que breve estarei de volta.”
chido por: b) “Não poderei comparecer; portanto, não contem
a) pois. com a minha presença.”
b) contudo. c) “O animal tinha descido com o senhor, ou tinha fi-
c) desde que. cado na ribanceira.”
d) uma vez que. d) “Encontrei a gaveta trancada; logo, não pude pegar
e) por conseguinte. os documentos.”

50
e) “Já estamos sem dinheiro; devemos, pois, retornar c) subordinada substantiva predicativa
logo.” d) principal
e) subordinada substantiva objetiva direta
10. (FGV) Teimou em contratar os serviços de uma em-
presa, se bem que não houvesse necessidade. Substi- 15. As orações subordinadas substantivas que apare-
tuindo a oração destacada, comece com: Não havia ne- cem nos períodos abaixo são todas subjetivas, exceto:
cessidade... a) Não sabe como perdeu a carteira.
a) porém b) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita so-
b) portanto bre sua vida.
c) ainda que c) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço.
d) porque d) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebidos.
e) visto que e) Convinha-nos que vocês estivessem presentes à reu-
nião.
11. Considere as seguintes afirmações:
I. Ouvir música com o corpo é senti-la em estado bruto. 16. (UF-MG) Na frase: "Maria do Carmo tinha a certeza
II. Ao ouvir-se música emotivamente, sai-se do estado de que estava para ser mãe", a oração destacada é:
bruto. a) subordinada substantiva objetiva indireta
Essas afirmações articulam-se de maneira clara e coe- b) subordinada substantiva completiva nominal
rente no período: c) subordinada substantiva predicativa
a) Com o corpo, ouve-se música sentindo-a em estado d) coordenada sindética conclusiva
bruto, ocorrendo o mesmo se ouvi-la emotivamente. e) coordenada sindética explicativa
b) Sai do estado bruto quem ouve música com o corpo,
no caso de quem a sente de modo emotivo. 17. (FM-SANTOS) A segunda oração do período? "Não
c) Para sentir a música emotivamente, quem sai do es- sei se é boa ou má pessoa", é classificada como:
tado bruto é quem a ouve com o corpo. a) substantiva objetiva direta
d) Sai para o estado emotivo de ouvir música aquele b) substantiva completiva nominal
que a ouvia no estado bruto do corpo. c) adjetiva restritiva
e) Quem ouve música de modo emotivo deixa de senti- d) coordenada explicativa
la no estado bruto, próprio de quem a ouve com o e) substantiva objetiva indireta
corpo.
18. (SANTA CASA) A palavra "se" é conjunção inte-
12. "Lembro-me de que ele só usava camisas brancas." grante (por introduzir oração subordinada substantiva
A oração sublinhada é: objetiva direta) em qual das orações seguintes?
a) subordinada substantiva completiva nominal a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
b) subordinada substantiva objetiva indireta b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
c) subordinada substantiva predicativa c) O aluno fez-se passar por doutor.
d) subordinada substantiva subjetiva d) Precisa-se de operários.
e) subordinada substantiva objetiva direta e) Não sei se o vinho está bom.

13. Em que período há oração subordinada substantiva 19. (UF-MG) Em todos os períodos há orações subordi-
completiva nominal? nadas substantivas (reduzidas ou não), exceto em:
a) Era preciso que ninguém desconfiasse do nosso con- a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava
luio para prendermos o Pedro Barqueiro. nas festas do Pilar, não vivia no coco como a do Santa
b) Para encurtar a história, patrãozinho, achamos Pedro Rosa.
no rancho, que só tinha três divisões. b) Não lhe tocara no assunto, mas teve vontade de to-
c) Quando chegamos, Pedro estava no terreiro debu- mar o trem e ir valer-se do presidente.
lhando milho, que havia colhido em sua rocinha. c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha,
d) Pascoal me fez um sinal, eu dei a volta e entrei pela faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o
porta do fundo para agarrar o Barqueiro pelas costas. suor de seu rosto.
e) Tanto eu como Pascoal tínhamos medo de que o pa- d) O oficial perguntou de onde vinha, e se não sabia no-
trão topasse Pedro nas ruas da cidade. tícias de Antônio Silvino.
e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da vár-
14. (UEPG) Em "É possível que comunicassem sobre po- zea, ou meter-se para os lados de Goiana.
líticos", a segunda oração é:
a) subordinada substantiva subjetiva
b) subordinada adverbial predicativa

51
20. (FGV) Compare as duas frases, observando sua pon- e) Como conseqüência de tudo isso os gramáticos, que
tuação. eram senhores absolutos da língua, impunham arbitra-
Nesta festa, só beijarei as meninas, que são feias. riamente regras cerebrinas.
Nesta festa, só beijarei as meninas que são feias.
24. (UC-MG) A classificação da oração grifada está cor-
Assinale a alternativa correta quanto ao sentido dessas reta em todas as opções, exceto em:
frases. a) Ela sabia que ele estava fazendo o certo - subordi-
a) A primeira afirma que todas as meninas da festa são nada substantiva objetiva indireta
feias — e serão beijadas. b) Era a primeira vez que ficava assim tão perto de uma
b) A primeira afirma que somente as meninas feias se- mulher - subordinada substantiva subjetiva
rão beijadas; as bonitas não. c) Mas não estava neles modificar um namoro que nas-
c) A segunda afirma que todas as meninas da festa são cera difícil, cercado, travado - subordinada adjetiva
feias — e serão beijadas. d) O momento foi tão intenso que ele teve medo - su-
d) A segunda afirma que somente as meninas bonitas bordinada adverbial consecutiva
serão beijadas; as feias não. e) Solta, que você está me machucando - coordenada
e) As duas frases afirmam que as meninas bonitas serão sindética explicativa
beijadas.
25. (UFSCAR) O “que” não é pronome relativo na opção:
21. (UFU) Todos os itens abaixo apresentam o pronome a) Não há mina de água que não o chame pelo nome,
relativo com função de objeto direto, exceto: com arrulhos de namorada.
a) "Aurélia não se deixava inebriar pelo culto que lhe b) Não há porteira de curral que não se ria para ele, com
rendiam." risadinha asmática de velha regateira.
b) "Está fadigada de ontem? perguntou a viúva com a c) "Me espere em casa, que eu ainda vou dar uma espi-
expressão de afetada ternura que exigia o seu cargo." ada na novilhada parida da vereda."
c) "... com a riqueza que lhe deixou seu avô, sozinha no d) "Tenho uma corrente de prata lá em casa que anda
mundo, por força que havia de ser enganada." atrás de uma trenheira destas para pendurar na ponta."
d) "... O Lemos não estava de todo restabelecido do e) "Quem seria aquele sujeito que estava de pé, encos-
atordoamento que sofrera." tado ao balcão, todo importante no terno de casimira?"
e) "Não o entendiam assim aquelas três criaturas, que
se choravam pelo ente querido." 26. (UM-PIRACICABA) I - Apresento-lhe Lúcia. II - Faço
tudo por um sorriso de Lúcia. Se juntarmos as duas ora-
22. (UF-SC) No período "Avistou o pai, que caminhava ções num só período, usando um pronome relativo, te-
para a lavoura", a palavra que classifica-se morfologica- remos:
mente como: a) Apresento-lhe Lúcia, a quem faço tudo pelo sorriso
a) conjunção subordinativa integrante dela.
b) pronome relativo b) Apresento-lhe Lúcia, que pelo sorriso dela faço tudo.
c) conjunção subordinativa final c) Apresento-lhe Lúcia, a qual faço tudo pelo seu sor-
d) partícula expletiva riso.
e) conjunção subordinativa causal d) Apresento-lhe Lúcia, por cujo sorriso faço tudo por
ele.
23. (AFTN) Indique o período em que as vírgulas não e) Apresento-lhe Lúcia, por cujo sorriso faço tudo.
isolam oração subordinada adjetiva:
a) Entre a história romanceada, que teve nova voga en- 27. (UE PONTA GROSSA-PR) “Quando o enterro passou
tre 1920 e 1940, situa-se parte da obra do escritor. / Os homens que se achavam no café / Tiraram o cha-
b) Dentre os numerosos dialetos regionais usados no péu maquinalmente” (Manuel Bandeira).
Sul da França, não há nenhum que, desde o início da
Idade Média, tenha adquirido importância decisiva A oração destacada é:
como língua literária. a) subordinada adverbial condicional
c) No fim do século XI constituiu-se uma língua de civi- b) coordenada sindética adversativa
lização, cujo berço é a França Meridional, hoje denomi- c) subordinada substantiva subjetiva
nada "provençal clássico." d) subordinada substantiva objetiva direta
d) Os comediantes italianos, que vinham com freqüên- e) subordinada adjetiva restritiva
cia a Paris, representavam a comédia improvisada em
torno de um esquema: a "commedia dell’arte." 28. (UE-BA) Meu pai, que havia arrancado três dentes,
não pôde viajar naquele dia. A oração grifada classifica-
se como subordinada:

52
a) adverbial temporal c) subordinada adverbial conformativa
b) substantiva predicativa d) subordinada adverbial concessiva
c) adjetiva restritiva e) subordinada integrante
d) substantiva apositiva
e) adjetiva explicativa 34. Assinale a alternativa em que as orações destacadas
no texto "Vou agradecer-lhe a esmola que me fez, logo
29. Na frase "Entrando na faculdade, procurarei em- que possa sair" estão classificadas corretamente:
prego.", a oração subordinada pode expressar ideia de: a) subordinada substantiva objetiva direta, subordi-
a) concessão ou condição nada adjetiva
b) oposição ou tempo b) subordinada adverbial concessiva, subordinada ad-
c) condição ou tempo verbial temporal
d) lugar ou tempo c) subordinada adverbial consecutiva, subordinada ad-
e) causa e consequência verbial concessiva
d) subordinada adjetiva, subordinada adverbial conces-
30. (UFMG) A oração sublinhada está corretamente siva
classificada, EXCETO em: e) subordinada adjetiva, subordinada adverbial tempo-
a) Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa / ral
oração subordinada adverbial condicional
b) Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma 35. (UM-SP) "... e eu ficava só, sem o perdão de sua pre-
canoa / oração subordinada substantiva objetiva direta sença a todas as aflições do dia, como a última luz na
c) Tudo que possuímos vem desses cem mil réis / ora- varanda." A oração em destaque no período acima clas-
ção subordinada adjetiva restritiva sifica-se como:
d) Via-se muito que D. Glória era alcoviteira / oração a) subordinada substantiva objetiva direta
subordinada substantiva subjetiva b) subordinada adverbial causal
e) A idéia é tão santa que não está mal no santuário / c) subordinada adverbial comparativa
oração subordinada adverbial consecutiva d) subordinada adverbial conformativa
e) coordenada sindética explicativa
31. (FUVEST) Classifique as orações em destaque do pe-
ríodo seguinte: "Ao analisar o desempenho da econo- 36. (ITA) Em qual dos períodos abaixo há uma oração
mia brasileira, os empresários afirmaram que os resul- subordinada adverbial que expressa idéia de conces-
tados eram bastante razoáveis, uma vez que a produ- são?
ção não aumentou, mas também não caiu." a) Diz-se que a obra de arte é aberta; possibilita, por-
a) principal, subordinada adverbial final tanto, várias leituras.
b) principal, subordinada substantiva objetiva direta b) Pode criticar, desde que fundamente sua crítica em
c) subordinada adverbial temporal, subordinada adje- argumentos.
tiva restritiva c) Tamanhas são as exigências da pesquisa científica,
d) subordinada adverbial temporal, subordinada obje- que muitos desistem de realizá-la.
tiva direta d) Os animais devem ser adestrados, ao passo que os
e) subordinada adverbial temporal, principal seres humanos devem ser educados, visto que pos-
suem a faculdade de inteligência.
32. (FUVEST) No período: "Era tal a serenidade da tarde, e) Não obstante haja concluído dois cursos superiores,
que se percebia o sino de uma freguesia distante, do- é incapaz de redigir uma carta.
brando a finados.", a segunda oração é:
a) subordinada adverbial causal 37. No seguinte grupo de orações destacadas:
b) subordinada adverbial consecutiva I. É bom que você venha.
c) subordinada adverbial concessiva II. Chegados que fomos, entramos na escola.
d) subordinada adverbial comparativa III. Não esqueças que é falível.
e) subordinada adverbial subjetiva
Temos orações subordinadas, respectivamente:
33. (FLMPR) No período "Embora lhe desaprovassem a a) objetiva direta, adverbial temporal, subjetiva
forma, justificavam-lhe a essência", podemos afirmar b) subjetiva, objetiva direta, objetiva direta
que ocorre uma oração: c) objetiva direta, subjetiva, adverbial temporal
a) coordenada explicativa d) subjetiva, adverbial temporal, objetiva direta
b) coordenada adversativa e) predicativa, objetiva direta, objetiva indireta

53
GABARITO - contíguo a - paralelo a
1) A - curioso a, de - propício a
2) D
- falto de - sensível a
3) A
4) B - incompatível com - próximo a, de
5) C - inepto para - satisfeito com, de, em, por
6) B - misericordioso com,
- suspeito de
7) D para com
8) E - preferível a - longe de
9) A - propenso a, para - perto de
10) A
- hábil em - perto de
11) E
12) B
13) E Verbal: é quando a relação de dependência estabelecida
14) A se dá entre os verbos e seus complementos. Neste caso,
15) A os verbos que se ligam ao complemento por meio de pre-
16) B posição são chamados transitivos indiretos. Já os que não
17) A necessitam, são chamados de transitivos diretos.
18) E
19) C AGRADAR – Ø alguém = acarinhar / a alguém = cair no seu
20) A grado, satisfazer
21) E
22) B ASPIRAR – algo = inalar, sorver/ a algo = desejar
23) B
24) B ASSISTIR – a algo = presenciar / Ø alguém = dar assistência
25) C
26) E CHEGAR – a ou de um lugar / em ou de meio de transporte
27) E
28) E IMPLICAR – Ø algo = acarretar / com algo = ter implicância
29) C / em algo = envolver-se (implicar-se)
30) A
31) D INFORMAR – algo = dar informação / de algo = inteirar-se
32) B
33) D PAGAR – algo = o que deve / a alguém = a quem deve
34) E
35) C PERDOAR – algo (coisas) / a alguém (pessoa)
36) E
37 D PRECISAR – algo = indicar certeza / de algo = ter necessi-
dade
REGÊNCIA
É o modo pelo qual um termo rege outro que o comple- PREFERIR – algo = ter preferência (sem sugerir escolha) /
menta. A pode ser nominal ou verbal. a algo = ter preferência (sugerindo escolha)

Nominal:é quando a relação estabelecida se dá entre RESPONDER - algo = o que responde / a alguém = a quem
substantivo, adjetivo ou certos advérbios com seus res- responde
pectivos complementos nominais. Essa relação vem sem-
pre marcada pelo uso da preposição. EXERCÍCIOS
1. (UNISINOS-RS) Ocorre regência nominal inadequada
em:
- alheio a, de - liberal com
a) Ele sempre foi insensível a elogios.
- ambicioso de - apto a, para b) Estava sempre pronta a falar.
- análogo a - grato a c) Sempre fui solícito com a moça.
- bacharel em - indeciso em d) Estava muito necessitado em carinho.
- capacidade de, para - natural de d) Era impotente contra tantas maldades.
- contemporâneo a, de - nocivo a

54
2. (F.M.-MG) O pronome que, devidamente empre- d) Ninguém a assistiu.
gado, só não seria regido de preposição na opção: e) Ninguém os assistiu.
a) O cargo * aspiro depende de concurso.
b) Eis a razão * não comparecemos. 7. Em que frase o verbo assistir foi empregado com re-
c) Rui é o colega * mais aprecio. gência incorreta?
d) O jovem * te referiste foi aprovado. a) A fábrica da Renault assiste em São José dos Pinhais.
e) Ali está o abrigo * necessitamos. b) Assiste-me o encargo de fazer a ata da reunião.
c) Os médicos assistem os doentes com desvelo.
3. (FUVEST-SP) Assinale a alternativa que completa cor- d) Os espanhóis assistem às touradas eufóricos.
retamente as lacunas. e) À corrida, assistia-lhe um numeroso público.
A arma * se feriu desapareceu.
Estas são as pessoas * lhe falei. 8. (ITA-SP) Assinale a alternativa correta.
Aqui está a foto * me referi. a) Antes prefiro aspirar uma posição honesta que ficar
Encontrei um amigo de infância * nome não me lem- aqui.
brava. b) Prefiro aspirar uma posição honesta que ficar aqui.
Passamos por uma fazenda * se criam búfalos. c) Prefiro aspirar a uma posição honesta que ficar aqui.
a) que – de que – a que – cujo – que d) Prefiro antes aspirar a uma posição honesta que ficar
b) com que – que – a que – cujo qual – onde aqui.
c) com que – das quais – a que – de cujo – onde e) Prefiro aspirar a uma posição honesta a ficar aqui.
d) com a qual – de que – que – do qual – onde
e) que – cujas – as quais – do cujo – na cuja 9. Assinale o trecho em que no espaço em branco não
se pode usar o pronome o:
4. (Cesgranrio-RJ) Assinale a alternativa que completa a) Os amigos * felicitaram pela prova.
corretamente as lacunas da frase abaixo. b) Não * recomendaram para promoção.
A linguagem especial, * emprego se opõe o uso da co- c) Ninguém * maltratava.
munidade, constitui um meio * os indivíduos de deter- d) Os colegas * enchiam de vaidade.
minado grupo dispõem para satisfazer o desejo de auto- e) O empregado reclamava injustamente, pois * paga-
afirmação. vam todos os meses.
a) a cujo, de que
b) do qual, ao qual 10. Assinale a frase que apresenta um erro de regência
c) cujo, que verbal:
d) o qual, a que a) Este autor tem idéias com que todos simpatizamos.
e) de cujo, do qual b) Eis a ordem de que nos insurgimos.
c) Aludiram a incidentes de que já ninguém se lembrava.
5. (UM-SP) d) Qual o cargo a que aspiras?
I. Certifiquei-o * que uma pessoa muito querida aniver- e) Há fatos que nunca esquecemos.
saria neste mês.
II. Lembre-se * que, baseada em caprichos, não obterá 11. Identifique a frase em que o emprego da preposição
bons resultados. está correto.
III. Cientificaram-lhe * que aquela imagem refletia a al- a) A equipe está constituída por notáveis cientistas.
vura de seu mundo interno. b) A transação foi benéfica para com o Brasil.
De acordo com a regência verbal, a preposição de cabe: c) Notamos sua antipatia de todos os presentes.
a) nos períodos I e II d) Voltou aflito de resolver os problemas pendentes.
b) apenas no período II e) Considerou sua aversão para com ela apenas um dis-
c) nos períodos I e III farce.
d) em nenhum dos três períodos
e) nos três períodos 12. (UNIMEP) Telefonei a João e * não faltasse à festa.
a) pedi-o para que
6. (FAAP-SP) b) pedi-o que
“...Ninguém assistiu ao formidável enterro de tua úl- c) pedi-lhe que
tima quimera” d) pedi-lhe de que
Com o pronome no lugar da expressão em negrito, terí- e) pedi à ele para que
amos:
a) Ninguém o assistiu. 13. (EPCAR) O verbo destacado foi empregado correta-
b) Ninguém assistiu a ele. mente, exceto em:
c) Ninguém lhe assistiu. a) Aspiro à carreira militar desde criança.

55
b) Dado o sinal, procedemos à leitura do texto. e) O major preveniu-___que a prova deveria estar clara
c) A atitude tomada implicou descontentamento. e objetiva.
d) Prefiro estudar Português a estudar outra disciplina.
e) Aquela hora, custei a encontrar um táxi disponível. 20. (EsAEx) Assinale a opção cuja regência verbal NÃO
está de acordo com as normas cultas da língua.
14. (UEPG-PR) A alternativa incorreta de acordo com a a) No século XVI, muitos negros preferiram mais a
gramática da língua culta é: morte do que a escravidão.
a) Obedeça o regulamento. b) Informaram-no de que a Inglaterra, em fevereiro de
b) Custa crer que eles brigaram. 1807, aboliu o tráfico negreiro.
c) Aspiro o ar da manhã. c) Também informaram-lhe os livros que até Nóbrega,
d) Prefiro passear a ver televisão. cujos serviços não se pode deixar de louvar, pedia es-
e) O caçador visou o alvo. cravos, em carta, ao rei.
d) Era imenso o número de religiosos nas minas no sé-
15. (UE-PR) Assinale a alternativa incorreta: culo XVII, pois também estes visavam ao enriqueci-
a) Os professores visam à formação dos alunos. mento ainda que por meios ilícitos.
b) O fiscal visou o documento. e) O século XVII assistiu à grandes manifestações de re-
c) O atirador visa o alvo. volta do escravo, um Estado negro quilombo dos Palma-
d) Visamos a um futuro mais feliz. res.
e)Os desempregados visam melhores condições de
vida. GABARITO
1) d
16. (Insp. Pol.) A regência cuida do emprego correto das 2) c
preposições após certos nomes ou verbos. A frase a se- 3) c
guir em que há erro de regência é: 4) a
a) O público acompanha a novela que gosta. 5) a
b) A publicidade lembra ao consumidor o que deve 6) b
comprar. 7) e
c) As pessoas preferem tv a teatro. 8) e
d) Nem todos aspiram cocaína. 9) e
e) A publicidade nunca se esquece de seu dever. 10) b
11) a
17. (COM.MEN.) “Temos a ver com o político que mor- 12) c
reu varado a tiros.” Das alterações feitas na passagem 13) e
acima, aquela cuja lacuna se preenche corretamente 14) a
com o pronome relativo entre parênteses, regido de 15) e
preposição, é: 16) a
a) ...político_____gostamos de aplaudir. (a quem) 17) a
b) ...político_____fomos levados a combater. (de quem) 18) c
c) ...político_____desistimos de fazer acordo. (do qual) 19) e
d) ...político_____nos acostumamos a simpatizar. (ao 20) a
qual)

18. Assinale o erro de regência nominal. CRASE


a) O jovem mostrava-se ansioso por um elogio. É a fusão da preposição “a” + artigo “a”. A crase é repre-
b) Não sou favorável à pena de morte. sentada pelo acento grave (`)
c) Nenhum objeto é idêntico de outro.
d)Isso é estranho ao regulamento. Regra Básica: antes de palavra feminina.

19. (QCO-ESAEx) Assinale a alternativa que possa ter Fumar é prejudicial à saúde.
o(s) espaço(s) em branco completado(s) corretamente |
com o pronome oblíquo “lhe”. / \
a) Ela___agradava com mãos suaves e macias. prejudicial a a saúde
b) Procurei-___por toda parte e, encontrando-___, con-
videi-___logo para as festividades realizadas na EsAEx.
c) Quem___convidou para sair comigo?
d) Acho que ela___estima.

56
Outros casos: 2) Expressões com palavras repetidas.
1) Preposição a antes pronome demonstrativo aquele, Gota a gota uma a uma frente a frente
aquela, aquilo.
OBS: Antes de pronomes possessivos, a crase é opcional.
Entreguei o carro àquela moça. (a+aquela)
Crase facultativa
2) Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas Diante de nomes próprios femininos:
femininas em que aparece a ou as: Entreguei o cartão a Paula.
Entreguei o cartão à Paula.
Adverbiais: à vista, à direita, às escondidas, às pressas, às
vezes, à parte, às claras, à toa. Diante de pronome possessivo feminino:
Prepositivas: à procura de, à beira de, à espera de, à roda Cedi o lugar a minha avó.
de. Cedi o lugar à minha avó.
Conjuntivas: à medida que, à proporção que.
Depois da preposição até:
3) Nas expressões à moda de, à maneira de, mesmo que Fui até a praia.
implícitas: Fui até à praia.
Eles estão vestindo à italiana.
Arroz à grega. EXERCÍCIOS
1. (UEL-PR) Importa * com mais assiduidade.
4) Nas indicações de horas: desde que seja possível a) obrigá-lo trabalhar
substituir por ao meio dia. b) obrigar-lhe trabalhar
Saímos às nove horas. (ao meio-dia) c) obrigá-lo à trabalhar
O encontro estava marcado para as dez horas. (o meio- d) obrigar-lhe a trabalhar
dia) e) obrigá-lo a trabalhar

5) Em pronomes relativos quando for possível substituir 2. (PUC-BA) Carentes * amor, recursos e orientações,
por ao(s) qual(s), ao(s) que. carentes * todos os sentidos, os menores abandonados
Eis a moça à qual me referi. (rapaz ao qual) respondem com violência * conjunto da sociedade.
Refiro-me à que usa luvas. (ao que usa) a) de – em – ao
b) em – de – o
6) Verbo IR + Nome próprio (localidade) c) de – a – no
Vou à Bahia. (Volto dA) d) em – a – do
Vou a Pelotas. (Volto dE) e) de – de –o

7) Palavra CASA 3. (UEL-PR) Ainda * pouco, o professor referia-se *


*LAR: não há crase – Vou a casa. questões interligadas * prática de ensino.
*ESPECÍFICA: há crase - Vou à casa de minha irmã. a) a – à – a
b) há – à – à
8) Palavra TERRA c) à – à – à
• Oposto de ar, mar, bordo: não há crase. – O mari- d) há – a - à
nheiro torna a terra. e) a – a - a
• Local, Planeta Terra: há crase. – Voltei à terra natal.
4. (FUVEST-SP) Assinale a alternativa que preenche ade-
9) Expressão A DISTÂNCIA quadamente as lacunas do texto.
• À distância: distância especificada “Chegar cedo * repartição. Lá * de estar outra vez o Ho-
• A distância: distância não especificada rácio conversando * uma das portas com Clementino.”
a) à – há - a
Não ocorre crase: b) à – há - à
1) Diante de verbo, substantivo masculino, artigo inde- c) a – há - a
finido, d) à – a - a
pronomes pessoais, indefinidos e demonstrativo (esta, e) a – a – à
essa, isto, isso).
5. (UEL-PR) Foi * Brasília aprender * artes políticas, mas
retornou * terra natal sem grandes conhecimentos.
a) a – as - à

57
b) à – as - a a) A – a – à - à
c) a – às - à b) A – à – a - a
d) a – as - a c) Há – a – a – à
e) à – às – à d) Há – a – à – a
e) Há – a – à – à
6. (UFRS) O grupo obedece * comando de um pernam-
bucano, radicado * tempos em São Paulo, e se exibe di- 12. Assinale a frase que contém um erro no emprego da
ariamente * hora do almoço. crase:
a) o, a, à a) Dirija-se àquele balcão, a fim de obter a informação
b) ao, há, à exata.
c) ao, a, a b) Chegarei à uma hora em ponto ao aeroporto.
d) o, há, a c) Vou à casa trocar de roupa e já volto para sairmos.
e) o, a, a d) Não posso responder à carta por total falta de tempo.
e) Posso vê-lo daqui à distância de duzentos metros.
7. (UEL-PR) Quanto * mim, nada mais direi * favor ou
contra uma decisão sobre a qual já opinei * muito 13. O uso do sinal indicativo de crase em “graças à nossa
tempo. sorte!” é:
a) a, a, há a) obrigatório
b) à, à, à b) incorreto
c) a, à, há c) dispensável
d) à, a, à d) optativo
e) à, à, há e) indispensável

8. (U.F. Santa Maria-RS) Assinale a alternativa que com- GABARITO


pleta corretamente as lacunas da frase: “Nesta oportu- 1) E
nidade, volto * referir-me * problemas já expostos * 2) A
V.Sa. * alguns dias.” 3) D
a) à – àqueles – a – há 4) A
b) a – àqueles – a – há 5) A
c) a – aqueles – à – a 6) B
d) à – àqueles – a – a 7) A
e) a – aqueles – à - há 8) B
9) A
9. (UEFS-BA) Ainda * pouco, eu * vi atravessando aquela 10) D
rua, ali * direita. 11) D
a) há – a - à 12) C
b) há – a - a 13) D
c) a – a - a
d) a – à - à
e) à – a – a CONCORDÂNCIA
Nominal: diz respeito ao substantivo e seus termos re-
10. (EFO-MG) Assinale a alternativa em que o acento in- ferentes: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Essa con-
dicativo de crase não procede: cordância é feita em gênero (masculino ou feminino) e
a) Tais informações são iguais às que recebi ontem. número (singular ou plural).
b) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão.
c) Perdi uma caneta semelhante à sua. 1) Adjetivo posposto a mais de um substantivo con-
d) O remédio devia ser ingerido gota à gota. corda com todos ou com o núcleo mais próximo.
e) A construção da casa obedece às especificações da Médico e enfermeiro estrangeiros. (ou estrangeiro)
Prefeitura.
2) Se os substantivos forem de gêneros diferentes, o
masculino prevalece.
Médicos e enfermeiras estrangeiros.
11. (UCDB-MT) Assinale a opção que completa correta-
mente as lacunas. 3) Adjetivo anteposto a mais de um núcleo substantivo
*dois dias, ele pegou * sacola, disse adeus * filha e saiu concorda com o mais próximo.
* cavalo.

58
Teve péssima sorte e destino. / Teve péssimo destino e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) de acordo com o sujeito a que se re-
sorte. fere.

4) Quando dois adjetivos referirem-se a um substantivo, 1) Sujeito simples: o verbo concorda em número e pes-
o substantivo fica no singular e coloca-se um artigo na soa com o sujeito.
frente do 2º adjetivo ou o substantivo fica no plural. O dia está nublado.
A língua chinesa e a alemã. / As línguas chinesa e alemã.
2) Sujeito composto: o verbo vai para o plural
5) A palavra “meio” concorda com o substantivo João e Maria saíram à noite.
quando é numeral, quando for advérbio é invariável.
Comi meia maçã. / Minha mãe está meio cansada. 3) Sujeito composto com pessoas diferentes: se houver
1ª pessoa conjuga-se com “nós”, caso contrário, com
6) As expressões “é bom, é proibido, é necessário”, e “vós” ou como se o sujeito fosse “vocês”.
outras semelhantes, ficam invariáveis quando o sujeito Tu, ele e eu somos os vencedores. / Tu e ele sois/são os
não for antecedido por artigo. vencedores.
É necessário boa saúde.
Casos especiais:
7) 1) Sujeito simples: os sujeitos expressos por substanti-
Anexo - Obrigado - Mesmo - vos coletivos pedem verbo no singular.
Próprio - Incluso - Quite A multidão corria apavorada.

Essas palavras adjetivas concordam em gênero e nú- 2) Quando o sujeito é formado por uma expressão par-
mero com o substantivo ou pronome a que se referem. titiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade de,
Observe: a maioria de, a maior parte de, grande parte de...) se-
Seguem anexas as documentações requeridas. guida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo
A menina agradeceu: - Muito obrigada. pode ficar no singular ou no plural.
Muito obrigadas, disseram as senhoras, nós mesmas fa-
remos isso. Exemplo:
Seguem inclusos os papéis solicitados. A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
Já lhe paguei o que estava devendo: estamos quites. Metade dos candidatos não apresentou / apresenta-
ram nenhuma proposta interessante.
8)
Bastante - Caro - 3) Quando o sujeito é formado por expressão que indica
Barato – Longe quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de,
perto de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo
Essas palavras são invariáveis quando funcionam como concorda com o substantivo.
advérbios. Concordam com o nome a que se referem
quando funcionam como adjetivos, pronomes adjeti- Observe:
vos, ou numerais. Cerca de mil pessoas participaram da manifestação.
Perto de quinhentos alunos compareceram à soleni-
Exemplos: dade.
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio) Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últi-
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pro- mas Olimpíadas.
nome adjetivo)
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio) 4) Verbos impessoais: o verbo não concorda, já que não
As casas estão caras. (adjetivo) há sujeito.
Achei barato este casaco.(advérbio)
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo) SER/ESTAR
"Vais ficando longe de mim como o sono, nas alvora- – horas e datas: Hoje são quatorze de julho.
das." (Cecília Meireles) (advérbio) Hoje é dia quatorze de julho.
"Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!" *Obs: Neste caso o verbo concorda com o predicado.
(Cecília Meireles). (adjetivo)
– fenômenos da natureza: Está chovendo muito hoje.
Verbal: diz respeito ao verbo em relação ao sujeito. O
verbo deve concordar em número (singular ou plural) e

59
HAVER d) Paisagens o mais bela possível.
– sentido de existir: Há pessoas muito interessadas e) Paisagens quanto possível belas.
aqui. Obj. direto
4. Assinale a frase de concordância incorreta.
Existem pessoas muito interessadas aqui. a) Anexo, seguem as procurações que me pediste.
Sujeito b) Pagaram o aluguel e ficaram quites com a imobiliária.
c) Não me diga que eles mesmos gritaram por socorro!
– tempo decorrido: Há dias esperamos sua chegada. d) Elas todas estavam meio distraídas.
Obs: Há – passado ≠ A - futuro
5. A forma entre parênteses preenche corretamente a
– acontecimento: Há festas incríveis neste lugar. lacuna, exceto:
Objeto direto a) O elevador subiu até * sétimo e oitavo. ( os andares)
b) Compramos seis casacos verde* . (escuros)
Acontecem (ocorrem) festas incríveis neste lugar. c) Elas trouxeram o bilhete consigo * . (mesma)
Sujeito d) Os filhos são * os pais. (tais quais)
e) Recebeu prêmio e estímulo * . (inestimável)
FAZER
– tempo decorrido: Faz três dias que esperamos sua 6. (Fatec-SP) Assinale a alternativa que completa corre-
chegada. tamente as lacunas da frase abaixo:
“É * discussão entre homens e mulheres * ao mesmo
– fenômeno da natureza: Faz muito frio no nosso es- ideal, pois já se disse * vezes que da discussão, ainda
tado. que * acalorada, nasce a luz.”
a) bom – voltados – bastantes – meio
3) Em orações interrogativas com os pronomes “que e b) bom – voltadas – bastante – meia
quem”, o verbo ser concorda com o predicativo. c) boa – voltadas – bastantes – meio
Quem serão os primeiros? / Que são “buracos negros”? d) boa – voltados – bastante – meia
e) bom – voltadas – bastantes – meia
EXERCÍCIOS
1. Assinale o único exemplo cuja lacuna deve ser preen- 7. (U.F. Maranhão) A concordância nominal está correta
chida com a 2ª alternativa da série dada. na opção:
a) É um crime de * gosto. (lesa/leso) a) Nós mesmos faremos a prova, disseram os rapazes.
b) Esta semana trabalhou * horas. (menos/menas) b) Estavam desertas o pátio e as salas.
c) Trazia * aos processos vários documentos. c) Sr. Governador, Vossa Excelência é bem-vinda.
(anexos/anexo) d) Os bondes rolavam barulhento sobre os trilhos.
d) Elas não estão * . (sós/só) e) As mães, contente, reveem seus filhos.
e) Um e outro * estão na pasta.
(documento/documentos) 8. (FURN-RN) Meninas, avisem a * colegas que vocês *
é que vão dirigir os ensaios da peça.
2. Nos exemplos abaixo, a palavra adjetiva grifada está a) vossos – mesmos
empregada sempre em referência ao complemento do b) seus – mesmas
verbo. Assinale o exemplo em que há erro na concor- c) vossos – mesmas
dância desse adjetivo: d) seus – mesma
a) O Supremo Tribunal qualificou de ilegal aquelas no- e) vossos – mesmo
meações.
b) Peço-lhe que torne pública minha reclamação. 9. (U.F. Espírito Santo) Nas frases abaixo, o pronome
c) Pretendo pagar-lhe amanhã a importância que lhe oblíquo destacado se refere a dois ou mais núcleos no-
pedi emprestada. minais; a única opção em que a concordância do pro-
d) Aceito como verdadeiras as declarações do aluno. nome se faz inadequadamente é:
e) Remeto-lhe inclusas as faturas relativas à sua com- a) Os grandes escritores e famosos oradores, conhe-
pra. cemo-los pelo domínio que têm do idioma.
b) A agilidade mental e a facilidade de expressão, como
3. Dentre os trechos abaixo, há um errado no que se re- podemos consegui-las?
fere à concordância de possível; assinale-o: c) A inteligência, o amadurecimento mental, a expres-
a) Paisagens as mais belas possíveis. são do pensamento, não as conseguiremos desse
b) Paisagens as mais belas possível. modo.
c) Paisagens o mais possível belas.

60
d) Aquele escritor e dicionarista, eu o conheço através Vitamina é...para a saúde.
de suas obras. Era meio-dia e...quando chegou o trem.
e) O quociente de inteligência ou nível mental, não o a) alertas – bom – meia
avaliamos apenas através desses conhecimentos. b) alertas – boa – meio
c) alerta – bom – meio
10. Assinale a alternativa em que ocorreu erro de con- d) alerta – bom – meia
cordância nominal. e) alertas – bom – meio
a) livro e revista velhos
b) aliança e anel bonito 18. (TJ-RJ) Das expressões abaixo, aquela em que a pa-
d) rio e floresta antiga lavra sublinhada não pode flexionar em gênero é:
e) homem, mulher e criança distraídas a) ponto facultativo
b) descanso obrigatório
11. Assinale a frase que contraria a norma culta quanto c) domínio público
à concordância nominal. d) menos gente
a) Falou bastantes verdades. e) verdadeiro sentido
b) Já estou quites com o colégio.
c) Nós continuávamos alerta. GABARITO
d) Haverá menos dificuldades na prova. 1) A
2) A
12. Assinale o erro de concordância nominal. 3) C
a) Maçã é ótimo para isso. 4) A
b) É necessário atenção. 5) C
c) Não será permitida interferência de ninguém. 6) A
d) Música é sempre bom. 7) A
8) B
13. Em qual alternativa a segunda palavra dos parênte- 9) C
ses pode ser usada na lacuna? 10) E
a) Estudei música e literatura...(francesa/francesas) 11) B
b) Histórias quanto...triste. (possível/possíveis) 12) C
c) Nem um nem outro...fugiu. (animal/animais) 13) D
d) Só respondia com...palavras. (meio/meias) 14) A
15) A
14. Há...colegas na sala,...diretores e um e outro... 16) D
Completando-se a frase acima, temos: 17) D
a) bastantes, nenhuns, funcionário 18) D
b) bastante, nenhuns, funcionário
c) bastantes, nenhum, funcionário EXERCÍCIOS
d) bastantes, nenhuns, funcionários 1. Nas frases abaixo, onde há empregos diferentes do
verbo haver, assinale o que está incorreto:
15. Marque o erro de concordância da palavra bastante. a) Tão bem se houveram eles na empresa, que o rei lhes
a) Ficaram bastantes admirados. concedeu o título de “defensores do reino”.
b) Bastantes pássaros voaram. b) Pode haver motivos importantes que nos levem a ou-
c) Pessoas bastantes apareceram por lá. tra conclusão.
d) Encontrei bastantes surpresas. c) Considerai que haveis cabedal de inteligência para
isso e muito mais.
16. (TFC) Assinale a opção em que não há erro. d) Não houveram pedidos, nem rogos, nem lágrimas
a) Seguem anexo os formulários padrão. que o pudessem demover.
b) Não vou comprar esta camisa. Ela está muito caro. e) Houveram-no por doido e não lhe deram atenção.
c) Estas questões são bastantes difíceis.
d) Eu lhes peço que as deixem sós. 2. Assinale a única frase em que há erro de concordân-
e) Estando pronto os preparativos para o início da cor- cia no verbo grifado:
rida, foi dada a largada. a) Ocorreram, num só ano, duzentos incêndios.
b) Faz dois anos que partiu.
17. (AG.ADM-Marinha) Assinale a alternativa que com- c) Aos pais sempre custam dar esses conselhos.
pleta, corretamente, na sequência, as frases abaixo. d) Pouco me importam seus caprichos.
Todos os quartéis estavam...

61
e) Se lhe interessarem esses livros, poderei emprestá- d) Sr. Ministro, V.Exª sereis recebido com grande entu-
los. siasmo pela população.
e) Surgiu, na escuridão da noite, dois vultos enormes.
3. Assinale o exemplo que contém erro de concordân-
cia: 8. Assinale a alternativa incorreta:
a) É uma hora e meia. a) O Brasil, a América, o Mundo reconhecerá o seu va-
b) São duas horas. lor.
c) Hoje são 12 de dezembro. b) Cada funcionário, cada trabalhador fazia o que que-
d) Fazem três dias que chegou. ria.
e) Nós é que sabemos o que ocorreu. c) D.Pedro I com seu séquito chegou coberto de poeira.
d) O elogio e o incentivo constói.
4. Assinale a concordância verbal correta: e) Nenhuma das anteriores.
a) Soou dez horas no relógio da catedral.
b) Precisam-se de operários especializados. 9. (PUC-BA) Segundo o que * os porteiros, * precisa-
c) Aluga-se casas para veraneio. mente duas horas quando * os sinos.
d) Bastam-me três horas para realizar a pesquisa. a) diz – eram – soou
e) Pouco me importa os teus documentários. b) dizem – eram – soaram
c) dizem – era – soaram
5. (UFSCAR-SP) d) diz – era – soou
Tecnologia e) diz – era – soaram
Hackers invadem a rede de computadores da Microsoft
27 out. 2000. Direção da maior empresa de softwares 10. (U.F. Pernambuco) Marque a alternativa em que a
do mundo descobriram que invasores tiveram acesso concordância verbal contraria a norma culta:
aos códigos produzidos pela companhia e chamaram o a) Ouviram-se as notícias mais desencontradas.
FBI para ajudar nas investigações. b) Trata-se de questões muito sérias.
(Veja Online – Notícias diárias) c) Faziam anos que o país não escolhia democratica-
No trecho reproduzido, incorre-se num erro gramatical, mente o presidente.
por conta: d) Poderá haver comentários positivos quanto à eleição.
a) da concordância do verbo descobriram. e) Deveriam existir situações menos constrangedoras.
b) do emprego do artigo em aos códigos.
c) da apassivação do verbo produzidos. 11. (SRF) Assinale a alternativa correta quanto à concor-
d) da regência do verbo chamam. dância verbal.
e) do complemento do verbo tiveram. a) Soava seis horas no relógio da matriz quando eles
chegaram.
6. (UFV-MG) Assinale a alternativa cuja sequência enu- b) Apesar da greve, diretores, professores, funcionários,
mera corretamente as frases. ninguém foram demitidos.
Concordância verbal correta. (1) c) José chegou ileso a seu destino, embora houvessem
Concordância verbal incorreta. (2) muitas ciladas em seu caminho.
( ) Ireis de carro tu, vossos primos e eu. d) O impetrante referiu-se aos artigos 37 e 38 que am-
( ) O pai ou o filho assumirá a direção do colégio. para a sua petição.
( ) Mais de um dos candidatos se insultaram. e) Fomos nós quem resolvemos aquela questão.
( ) Os meninos parece gostarem dos brinquedos.
( ) Faz dez anos que ocorrem todos esses fatos. 12. (TRF-RJ) Ainda que...imprevistos, não...motivos para
a) 1, 2, 2, 2, 1 que se mantenham...os acordos.
b) 2, 2, 2, 1, 2 a) hajam – faltará – presentes
c) 2, 1, 1, 1, 1 b) haja – faltarão – presentes
d) 1, 2, 1, 1, 2 c) haja – faltará – presente
e) 2, 1, 1, 1, 2 d) hajam – faltarão – presentes
e) hajam – faltará – presente
7. (UFPel-RS) A alternativa em que são atendidas as nor-
mas de concordância da língua culta é: 13. (BB) “Havia pobres e ricos na festa ontem.” Na frase,
a) Precisamos ser benevolentes para com nós mesmos. o verbo está no singular porque:
b) Já tinham bastante motivos para voltar para casa. a) a concordância é facultativa.
c) Que houvesse ou não existido opiniões contraditórias b) concorda com o sujeito oculto.
não nos interessava naquele momento. c) há um erro de concordância.
d) é impessoal.

62
e) o sujeito é indeterminado. 20. (SRF) Assinale o período que apresenta erro de con-
cordância verbal:
14. (BB) A concordância verbal está correta: a) As relações dos ecologistas com uma grande empresa
a) Foi aí que todos entramos na sala. que desrespeitava as normas de preservação ambiental
b) As pessoas se esquecem de mandarem mensagens começa a melhorar, para benefício da humanidade.
aos amigos. b) Até 1995, 50% de recursos energéticos e de matéria-
c) Cada um dos alunos receberam seus cadernos. prima serão economizados por uma empresa que pre-
d) Três mil cruzados são pouco pelo serviço. tende investir 160 milhões de dólares num projeto.
e) Não me consta tais informações. c) Hoje não só o grupo dos ecologistas carrega a ban-
deira ambientalista, mas também aqueles empresários
15. (BB) Concordância verbal incorreta: que centram seus objetivos no uso racional dos recur-
a) Vossa Excelência é generoso. sos naturais.
b) Mais de um jornal comentou o jogo. d) Os Estados Unidos são o país mais rico e poluidor do
c) Elaborou-se ótimos planos. mundo, entretanto não defendem a tese do “desenvol-
d) Eu e minha família fomos ao mercado. vimento sustentável”, a exemplo de muitas nações ri-
e) Os Estados Unidos situam-se na América do Norte. cas.
e) É preciso ver que águas contaminadas, ar carregado
16. (SFE-MG) Assinale a frase errada quanto à concor- de poluentes e florestas devastadas exigem o manejo
dância verbal: correto da natureza, num país povoado de miseráveis.
a) Compraram-se várias utilidades. (Trechos adaptados de Veja – 22/04/1992)
b) Precisa-se de outras contribuições.
c) Vai fazer três horas que estamos aqui. GABARITO
d) Já fazem duas semanas que saíram. 1) D
2) C
17. (TJ-SP) Indique a alternativa onde os verbos indica- 3) D
dos estão flexionados adequadamente: 4) D
Naquele dia...vários alunos à aula de revisão. (faltar) 5) A
Hoje...trinta anos que nos conhecemos. (fazer) 6) C
...dez pessoas para concluir a obra. (bastar) 7) A
Os Estados Unidos...várias mercadorias. (exportar) 8) D
a) faltaram – fazem – Bastam – exporta 9) B
b) faltaram – faz – Bastam – exportam 10) C
c) falta – faz – Bastam – exportam 11) E
d) faltaram – fazem – Basta – exportam 12) B
e) faltaram – faz – Basta – exportarão 13) D
14) A
18. (TRF-RJ) Já...anos, ...neste local árvores e flores. 15) C
Hoje, só...ervas daninhas. 16) D
a) fazem – haviam – existe 17) B
b) fazem – havia – existe 18) D
c) fazem – haviam – existem 19) E
d) faz – havia – existem 20) A
e) faz – havia – existe

19. (MPE-SP) Assinale a alternativa correta quanto à


concordância verbal.
a) O crescimento de portais levam as empresas a uma
nova realidade de mercado.
b) Faltou, devido à greve de metrô, todas as pessoas do
departamento de vendas.
c) Estamos atrasados, já deve ser 10 horas.
d) Gerentes, diretores, secretárias, ninguém comenta-
ram o ocorrido.
e) Havia, naquele casarão abandonado, registros foto-
gráficos, roupas e móveis intactos.

63
PONTUAÇÃO Casos especiais
1. A vírgula e a conjunção “e”
Vírgula
Serve para marcar as quebras na sequência sintática na- a) (e) normalmente dispensa vírgula (e=vírgula)
tural da frase. Ele estudou muito e passou com facilidade.

0. ABCD – sequência natural (suj + verb + obj + adj) b) (,e) sujeito 1 ≠ sujeito 2
O professor ensina pontuação calmamente. Ele estudou muito, e a prova foi fácil.

1. D,ABC - antecipar termo 2. A vírgula e as orações explicativas


Calmamente, o professor ensina pontuação. Os brasileiros que não têm consciência ecológica estão
destruindo a natureza. (restritiva)
* Quando o termo antecipado for “pequeno” (1 pala-
vra), essa vírgula é facultativa. Os brasileiros, que não têm consciência ecológica, estão
destruindo a natureza. (explicativa)
2. A,D,BC – intercalar termo
O professor, calmamente, ensina pontuação. 3. A vírgula e: aposto, vocativo, expressões exemplifi-
cadoras ou corretivas.
* Essa vírgula dupla pode ser substituída por parênteses A gramática, matéria complicada, é interessante.
ou travessão. (aposto)
A gramática, meus alunos, é complicada. (vocativo)
3. ABC,C,CD – separar termos iguais A gramática, por exemplo, é importante. (exemplifica-
O professor ensina pontuação, sintaxe, semântica cal- ção)
mamente. A gramálica, digo, a gramática é interessante. (corre-
ção)
4. ABCD, conj ABCD – separar orações em ordem
O professor ensina pontuação calmamente, porém o Dois pontos
aluno compreende o conteúdo lentamente. 1. Para introduzir uma fala ou citação.
A aeromoça aproximou-se: “Os passageiros devem per-
* Se a conjunção iniciar o período, virá seguida de ví- manecer sentados até”.
gula. Ex: Porém, o aluno...
2. Para anunciar enumeração.
5. ABCD,A,conj,BCD – marcar deslocamento de conjun- São três os suspeitos: o irmão, o marido e o cunhado.
ção
O professor ensina pontuação calmamente, o aluno, po- 3. Para enunciar um esclarecimento ou explicação.
rém, compreende o contudo lentamente. Ele é impaciente: não sabe ouvir.

6. ABCD, conj A,CD – Marcar omissão do verbo (ze- 4. Para introduzir exemplos.
ugma) Um monossílabo tônico: pé.
O professor ensina pontuação calmamente, porém a
vida, outros ensinamentos verdadeiramente. Ponto e vírgula
1. Para separar orações que já contenham vírgula.
* O verbo da oração 1 tem de ser igual ao da oração 2. Ela agia certo; ele, errado.

Não se usa vírgula 2. Para separar itens de enumeração.


O numeral pode: indicar quantidade; denotar posição;
1. BCDA – entre sujeito e predicado, mesmo inverti- determinar número de vezes, indicar partes de unida-
dos. des.
Ensina pontuação calmamente o professor.
3. Para enfatizar ideias adversativas ou conclusivas.
2. ABconjABCD – entre verbo e objeto, mesmo oracio- Sofreu; mas não chorou.
nais Estudou; portanto merece ser aprovado.
O professor diz que os alunos devem estudar pontuação
atentamente.

64
Reticências 3. Indicar ação em peça teatral
1. Indicar suspensão de pensamento. NOME DA PERSONAGEM – Fala (ação)
Essa incapacidade de atingir, de entender, é que faz
com que eu, por instinto de... 4. Indicar referência de autoria
(Clarice Lispector) “Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
2. Indicar dúvida, surpresa ou hesitação. se sabias que eu era fraco.” (DRUMMOND)
– E as obras de Tormes? A igreja... já haverá igreja nova?
(Eça de Queirós) Ponto Final
1. É usado ao final de frases para indicar uma pausa
3. Indicar ironia. total:
O Torres virá mesmo desta vez? Até parece... a) Não quero dizer nada.
b) Eu amo minha família.
Aspas
1. Indicar o início e o fim de uma citação. 2. E em abreviaturas: Sr., a. C., Ltda., vv., num., adj.,
Dizem as escrituras sagradas: “Para tudo há seu tempo. obs.
Há tempo de nascer e tempo de morrer”. (Rubem Al-
ves) Ponto de Interrogação
1. Formular perguntas diretas:
2. Destacar palavra ou expressão. Você quer ir conosco ao cinema?
O verbo “ficar” vem adquirindo novos significados. Desejam participar da festa de confraternização?

3. Dar outra conotação à palavra ou expressão. 2. Para indicar surpresa, expressar indignação ou ati-
Os “anjinhos” já estão prontos? O ônibus escolar já che- tude de expectativa diante de uma determinada situ-
gou. ação:
O quê? Não acredito que você tenha feito isso!
4. Marcar diálogo em substituição ao travessão. (atitude de indignação)
“Aquela moça da rua Larga?”, perguntou Marialva.
“Aquela”. (Rubem Alves) Não esperava que fosse receber tantos elogios! Será
que mereço tudo isso? (surpresa)
Travessão
1. Indicar fala (começo e fim) Qual será a minha colocação no resultado do concurso?
– Você não precisa de pílulas? Será a mesma que imagino? (expectativa)
– Que pílula?
– Essas para aclamar. Ponto de Exclamação
– Eu sou calma – disse Luciana com um meio sorriso. 1. Depois de frases que expressem sentimentos distin-
(Lygia Fagundes Telles) tos, tais como: entusiasmo, surpresa, súplica, ordem,
horror, espanto:
2. Enfatizar expressões Iremos viajar! (entusiasmo)
Foi poeta – sonhou – e amou a vida. (Álvares de Aze- Foi ele o vencedor! (surpresa)
vedo) Por favor, não me deixe aqui! (súplica)
Que horror! Não esperava tal atitude. (espanto)
3. Intercalar ideia acessória Seja rápido! (ordem)
Caetano Veloso – grande nome da música brasileira –
realizou um belíssimo show ontem à noite. 2. Depois de vocativos e algumas interjeições:
Ui! Que susto você me deu. (interjeição)
Parênteses Foi você mesmo, garoto! (vocativo)
1. São usados quando se quer explicar melhor algo que
foi dito ou para fazer simples indicações. 3. Nas frases que exprimem desejo:
Ele comeu, e almoçou, e dormiu, e depois saiu. (o e apa- Oh, Deus, ajude-me!
rece repetido e, por isso, há o predomínio de vírgulas.
Observações dignas de nota:
2. Ideia acessória (aposto) * Quando a intenção comunicativa expressar, ao
Caetano Veloso (grande nome da música brasileira) re- mesmo tempo, questionamento e admiração, o uso dos
alizou um belíssimo show ontem à noite.

65
pontos de interrogação e exclamação é permitido. Ob- “Guri que finta branco, escritório, repartição, fila, bal-
serve: cão, pedido de certidão, imposto a pagar.” (Lourenço
Que que eu posso fazer agora?! Diaféria)
a) Separar o aposto.
* Quando se deseja intensificar ainda mais a admiração b) Separar o vocativo.
ou qualquer outro sentimento, não há problema algum c) Separar orações coordenadas assindéticas.
em repetir o ponto de exclamação ou interrogação. d) Separar a oração subordinada adverbial que ante-
Note: Não!!! – gritou a mãe desesperada ao ver o filho cede a principal.
em perigo. e) Separar palavras com a mesma função sintática.

EXERCÍCIOS 6. (UFPI) Na frase “Temos presenciado, neste país, um


1. (UMC-SP) leia a legenda publicada pelo Diário de aumento considerável de loucos”, as vírgulas são em-
Mogi, 13 de setembro de 2005: “Os pães atirados no pregadas para destacar um termo deslocado, como na
Largo Bom Jesus atraíram grande quantidade de pom- frase:
bos. Um espetáculo bonito, mas perigoso: as aves são a) O louco nada percebe, nada reclama, nada sente.
transmissoras de graves doenças.” No texto, o uso do b) Há loucos, de uma loucura mansa, perambulando pe-
sinal de dois-pontos tem como função: las ruas.
a) destacar a quantidade de pombos c) A loucura existe, meus amigos, embora seja difícil de
b) indicar uma enumeração percebê-la.
c) isolar uma citação textual d) Deve haver uma saída, isto é, uma solução para o pro-
d) iniciar uma sequência de informações blema da loucura.
e) esclarecer uma ideia anterior e) Não tem havido, ultimamente, um trabalho social
voltado para os loucos.
2. (Cefet-MG) No techo Havia sempre a promessa:
“Troco fotos na primeira carta.”, as aspas servem para 7. (ESPM-SP) Nesta frase de um imaginário outdoor:
sinalizar Este é o refrigerante amigo, dos seus amigos!
a) uma pausa
b) o deslocamento de um termo a) O emprego da vírgula é suficiente para que se en-
c) outro registro linguístico tenda amigo como vocativo.
d) a intercalação de um termo b) Falta uma vírgula depois de refrigerante, se a inten-
e) o início e o fim de uma citação ção é utilizar amigo como vocativo.
c) Falta uma vírgula depois de este, se a intenção é dar
3. (Centec-BA) Há erro de colocação de vírgula em ênfase ao destinatário da frase.
a) É linda a igreja, mas sua beleza é realmente muito d) O emprego da vírgula está correto, se a intenção é
triste. utilizar dos seus amigos como complemento do nome
b) Oh! não, disse a menina, eu te ensinarei a conhecer amigo.
Deus. e) A vírgula deve ser abolida, se a intenção é empregar
c) Ele prometeu fazer alguma coisa, e creio que o fará. amigo como vocativo.
d) Os sentimentos de Madalena, sempre esbarravam na
minha brutalidade. 8. Assinale o erro de pontuação.
e) Abaixou-se, examinou o solo, recusou continuar com a) Depois de amanhã, irei à sua casa, mas não levarei os
os outros. manuscritos.
b) Embora tenha pesquisado muito, nada encontrei
4. (Fafeod-MG) Indique a alternativa cuja pontuação que, com certeza, provasse minha tese.
está correta. c) Fiz tudo para, com a ajuda de todos, completar a mi-
a) Acreditava, segundo disse que teria probabilidade de nha tarefa.
conseguir, se estudasse. d) Todas as pessoas ilustres e cultas daquele condomí-
b) Acreditava segundo disse, que teria probabilidade de nio, aceitaram as nossas propostas.
conseguir, se estudasse.
c) Acreditava, segundo disse, que teria probabilidade de 9. Ele saiu correndo e sem que ninguém esperasse jo-
conseguir, se estudasse. gou todos os livros ao chão provocando desagrado em
d) Acreditava, segundo disse que, teria probabilidade todos que ali estavam.
de conseguir, se estudasse. Lendo o trecho acima, verificamos que:
a) a pontuação está perfeita
5. (UFLa-MG) Aponte a alternativa que justifica correta- b) faltam duas vírgulas
mente o emprego das vírgulas na seguinte frase: c) faltam três vírgulas

66
d) faltam três vírgulas e um ponto de exclamação b) Leia dois autores, pelo menos; Machado, e Aluísio,
por exemplo.
10. Marque o erro de pontuação. c) Sempre aconselhou aos mais novos; lutem pela vida.
a) Os trabalhadores, nervosos, pediram ajuda. d) Primeira regra do jogo; respeitar o adversário.
b) Nervosos, os trabalhadores pediram ajuda. e) Amado e Osman, escritores brasileiros; Camilo, por-
c) Os trabalhadores, pediram nervosos, ajuda. tuguês.
d) Os trabalhadores nervosos pediram ajuda.
17. (MPE-SP) Assinale a alternativa correta quanto à
11. Há erro de pontuação em: pontuação:
a) Os jogadores disseram depois de uma reunião cansa- a) Seguido pelo alcoolismo o tabagismo, encabeça a
tiva e tumultuada, que fariam uma paralisação. lista dos fatores de risco.
b) Só dizia uma coisa: que seria músico. b) O tabagismo encabeça, seguido pelo alcoolismo a
c) Uma novidade - sua contratação - surgiu naquela ma- lista dos fatores de risco.
nhã. c) O tabagismo, seguido pelo alcoolismo, encabeça a
d) A empresa readmitiu os empregados para que se fi- lista dos fatores de risco.
zesse justiça. d) O tabagismo seguido pelo alcoolismo, encabeça a
lista dos fatores de risco.
12. Assinale o erro de pontuação. e) O tabagismo encabeça seguido pelo alcoolismo, a
a) O mundo só conheceu alguém com a total sabedoria: lista dos fatores de risco.
Jesus.
b) Paulo, que é português, não gostou da brincadeira; 18. (MPE-SP) Assinale a alternativa correta quanto à
Celso, brasileiro, ficou calado. pontuação:
c) Todos esperavam que, com as novas medidas da di- a) Foi assim, que Nassau a partir de Recife, dirigiu as ter-
retoria tudo fosse acertado. ras e a população.
d) Disse o filósofo: “O trabalho afasta de nós três grande b) Foi assim que, a partir de Recife Nassal dirigiu as ter-
males: o tédio, o vícios e a necessidade. ras e a população.
c) Foi assim que Nassau dirigiu, a partir de Recife as ter-
13. Observe as frases abaixo. ras e a população.
I. Minha sala, deixei-a limpa. d) Foi assim que, a partir de Recife, Nassau dirigiu as ter-
II. Marcos, o pedreiro acabou o serviço. ras e a população.
III. Marcos, o pedreiro, acabou o serviço. e) Foi assim, a partir de Recife que Nassal dirigiu as ter-
IV. Seria interessante, que alguém comentasse o fato. ras e a população.
V. O funcionário, depois da reunião ficou tranquilo.
Está certa a pontuação apenas nos itens: 19. (TACRIM-SP) A oração indevidamente pontuada é:
a) I, II e III a) Crianças venham aqui.
b) II, III e IV b) Crianças, venham aqui.
c) III, IV e V c) As crianças, coisas mais lindas do mundo, vieram
d) IV e V aqui.
d) As crianças vieram aqui.
14. (PGR) A vírgula em “Nos tempos atuais, não existe e) As crianças não vieram aqui.
país do primeiro mundo...” serve para:
a) assinalar a supressão do verbo 20. (TCE-RJ) Assinale o período em que a supressão
b) isolar o aposto da(s) vírgula(s) não altera o significado da frase.
c) separar termo coordenado a) Ontem, a rua estava muito barulhenta.
d) separar oração adverbial b) O deputado, que se mudou para a casa ao lado, tem
e) isolar adjunto adverbial antecipado sete filhos.
c) A mãe da menina, histérica, pedia que alguém a aju-
15. (BB) “Os textos são bons e entre outras coisas de- dasse.
monstram que há criatividade.” Cabem no máximo: d) Maria, vem cá mais tarde.
a) 3 vírgulas e) Perdi a paciência com a secretária, que costuma me
b) 4 vírgulas desmentir.
c) 2 vírgulas
d) 1 vírgula 21. (MM) Assinale a alternativa que contenha período
e) 5 vírgulas mal pontuado:
16. (BB) Pontuação correta: a) Os jovens buscam a felicidade na novidade; os velhos,
a) A citação é antiga; “Trabalhar para progredir”. nos hábitos.

67
b) Arrumou as malas, saiu, lançou-se na vida. Próclise
c) Palavras fortes e amargas, indicam uma causa fraca. 1. Quando o verbo for precedido de uma partí-
d) Eu contesto a justiça que mata. cula negativa.
e) Preciso ouvir, disse a mãe ao menino, a causa dessa Isso não se diz, menina!
briga. Jamais lhe perdoarei por tudo o que me fez.

22. (FESP) Na frase “E, vencida a barreira, seguiu em 2. Quando o sujeito anteposto ao verbo é um
frente”, observa-se o uso correto de duas vírgulas. A pronome indefinido.
frase em que está incorreto o emprego da vírgula é: Nada nos amedrontava.
a) A AIDS, está se espalhando pelo mundo.
b) Lico, fique calado por alguns instantes. 3. Quando o verbo, na forma nominal do gerún-
c) A doutora, de vez em quando, se exaltava. dio, vem precedido da preposição em.
d) Joana, a menina do grupo, estava inibida. Em se tratando de Pedro, tudo é possível.
e) A gripe, a hepatite e a febre amarela são causadas
por vírus. 4. Quando o verbo vem antecedido de advérbio e
não há vírgula entre eles.
GABARITO Sempre te pergunto se está tudo bem.
1) E
2) E 5. Em orações optativas, que exprimem desejo,
3) D vontade.
4) C Deus te ilumine sempre!
5) E Bons olhos o vejam!
6) E Raios te partam, cretino!
7) B
8) D 6. Quando as orações são iniciadas por pronomes
9) C ou advérbio interrogativos (quem, quando, quanto)
10) C Quem te disse isso?
11) A
12) C 7. Nas orações subordinadas (com conjunção su-
13) A bordinativa ou pronome relativo).
14) A Quando te vejo, sinto uma felicidade extrema.
15) C
16) E 8. Nas orações coordenadas sindéticas alternati-
17) C vas.
18) D Resolva: vá de uma vez por todas ou se acalme.
19) A
20) A 9. Nas orações coordenadas aditivas que conte-
21) C nham expressões como não...nem, não só...mas tam-
22) A bém, não só...como também,..
Não só reclamou, como também se aborreceu profun-
COLOCAÇÃO PRONOMINAL damente na reunião.
Na língua portuguesa, admite-se uma liberdade bas- Não praticava esportes nem se propunha a parar de fu-
tante grande no que se refere à colocação dos prono- mar.
mes em relação ao verbo, o que não significa, todavia,
que qualquer colocação seja aceitável. É preciso seguir Mesóclise
alguns preceitos básicos, pois a colocação dos prono- É chamado de mesoclítico o pronome que aparece no
mes oblíquos átonos está intrinsecamente ligada à har- meio do verbo. Usa-se a mesóclise unicamente com as
monia da frase, ao seu equilíbrio, à sua sonoridade e à formas verbais do futuro do presente e do futuro do
sua clareza. pretérito do indicativo.
Dir-te-ei toda a verdade.
Quanto à colocação, os pronomes oblíquos átonos po- Combater-se-ia até o amanhecer.
dem aparecer em próclise (antes do verbo), mesóclise
(no meio do verbo) e ênclise (após o verbo). Ênclise
O pronome, quando colocado após o verbo, é chamado
de enclítico. A ênclise é usada,de preferência, nos se-
guinte casos:

68
1. Em frase iniciada por verbo. e) O assunto, passei a o entender depois de muitas lei-
Vestiu-se com esmero. turas.

2. Com o verbo no imperativo afirmativo. 6. Assinale a alternativa que apresenta colocação cor-
Mostre-me o relatório agora. reta de pronomes:
a) Não sabia-se o que fazer.
3. Com o verbo na forma nominal do gerúndio, b) O homem que dedica-se ao trabalho progride.
desde que este não venha precedido da preposição em. c) Deram-me muitas tarefas.
Conversa com os velhos amigos, recordando-se do pas- d) Ninguém disse-lhes ser perigoso.
sado e emocionando-se com os relatos. e) Todas as respostas anteriores.

4. Com o verbo no infinitivo impessoal. 4. (U.F.Espírito Santo) A única alternativa que foge às
Tudo parecia deixá-la cada vez mais bela. possibilidades de colocação do pronome oblíquo átono
Quis deitar-me na rede da varanda; já a tinham retirado, é:
porém. a) Não venham dizer-me que a morte oferece vanta-
gens.
EXERCÍCIOS b) Não me venham dizer que a morte oferece vanta-
1. Em uma das construções há ocorrência de ênclise. In- gens.
dique-a: c) Alguém tinha lembrado-me que a morte oferece van-
a) Não foi isso que vos disse. tagens.
b)Não foi isso que nos disse. d) Vieram-me dizer que a morte oferece vantagens.
c) Foram-se as esperanças. e) Ter-me-iam lembrado que a morte oferece vanta-
d) Dir-te-ei depois o que aconteceu. gens.
e) Ela não foi nem se deixou levar.
5. (EFOA-MG) “Não me deixo tapear”. Empregou-se a
2. “Eu consolo ele”. Transcrevendo-se o verso acima colocação proclítica do pronome átono, pelo mesmo
para o padrão formal da língua, tem-se: motivo por que ela foi empregada na citação acima, em:
a) Eu o consolo. a) Cada qual se ajeite como puder.
b) Eu consolo-lhe. b) De modo algum me afastarei da cidade.
c) Eu lhe consolo. c) Logo que o vi, chamei a polícia.
d) Eu consolo você. d) Alguém lhe disse que havia perigo.
e) Eu consolo a ele. e) Oxalá a morte vos encontre preparado.

3. Assinale a opção em que o pronome oblíquo está cor- 6. (SFE-MG) Assinale a frase em que a colocação do pro-
retamente aplicado: nome oblíquo está errada.
a) Comprarei-o amanhã. a) Em se tratando de ordens, obedeça.
b) Não sabe-se a resposta correta. b) Como lhe ocorreu isso?
c) Já se disse tudo! c) Se convidaram-nos, iremos.
d) Faria-o saber a verdade. d) Pediu que me esforçasse muito.
e) Me fiz de boba, a fim de sobreviver.
7. (MPE-SP) Assinale a alternativa correta quanto à co-
4. Assinale a alternativa incorreta: locação pronominal, de acordo com a norma culta.
a)Tratando-se de você, ele concordará. a) Por que expulsaram-se os holandeses que vieram ao
b) O deixei na biblioteca. Brasil?
c) Ele pediu permissão para falar-lhe. b) Nada compara-se à contribuição de Post à pintura e,
d) Vou levar-te ao museu. principalmente, à arquitetura.
e) Cumprimentou a todos, retirando-se em seguida. c) As colônias da Holanda, o governo não as comandava
diretamente.
5. (U.E.Pará) Assinale a alternativa correta quanto à co- d) A ocupação de Pernambuco, foi o conde Maurício de
locação do pronome átono: Nassau que comandou-a.
a) Quando se estuda, não se acha difícil a prova. e) Ninguém esqueceu-se do episódio da dominação ho-
b) O candidato que prepara-se dificilmente fica repro- landesa.
vado.
c) A matéria, eles tinham revisado-a toda.
d) Que aprovem-no, é o meu desejo.

69
8. (MPE-SP) Assinale a alternativa correta quanto à co- c) Posso ir, se me convidarem.
locação pronominal, de acordo com a norma culta. d) Irei, se quiserem-me.
Sempre cumprimentaram-na pelo seu aniversário. e) Estou pronto. Chamem-me.
a) Poucos se negaram a participar da ação voluntária.
b) Este é o autor a que referiu-se o comentarista. 15. (MM) A frase em que há erro de colocação prono-
c) Me acusaram daquele ato de covardia. minal é:
d) Nunca diga-lhe que estive aqui. a) Dize-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
b) Quando a mamãe limpa a louça, ela o faz com muito
9. (TJ-SP) Assinale a única frase que ficará incorreta se o cuidado.
pronome oblíquo que está entre parênteses for colo- c) É um prazer ouvi-lo falar.
cado depois da forma verbal destaca: d) Caberia-lhe, então, mostrar patriotismo e competên-
a) Seus argumentos vão convencer facilmente. (me) cia.
b) Atualmente, fala muita coisa errada sobre ele. (se) e) Mandou-me embora mais cedo.
c) A umidade está infiltrando pelas paredes. (se)
d) Não houve jeito de localizar no meio da multidão. (te) 16. (TRE-MT) Segundo a norma culta, a colocação do
e) Alguns amigos haviam convidado para uma festa. pronome pessoal destacado está incorreta em:
(nos) a) Companheiros, escutai-me!
b) Não nos iludamos, o jogo está feito.
10. (TJ-SP) Indique a alternativa em que o pronome está c) Dir-se-ia que os amigos tinham prazer em falar difícil.
empregado de maneira correta. d) Queria convidá-lo a participar da festa.
a) Se contentou com um salário regular. e) Não entreguei-lhe a carta.
b) Dar-me-iam nova oportunidade.
c) Farei-lhe o favor de esperar. 17. (ESAF) Marque a alternativa em que há erro quanto
d) Não mudar-me-á o conceito sobre ela. à colocação do pronome oblíquo átono:
e) Sempre estive disposta a os receber em minha casa. a) Para Josefa, que encorajou-me a repetir estas histó-
rias, ofereço este livro.
11. (SRF) Assinale a frase incorreta quanto à colocação b) Pedro arriou o feixe de lenha, voltou-se para os filhos
do pronome átono: e sorriu.
a) Nunca mais encontrarei o colega que me emprestou c) Infelizmente, não lhe foi possível dominar as divaga-
o livro. ções.
b) Retiramo-nos do salão, deixando-os sós. d) As linhas irregulares da costura tumultuaram-se no
c) Não quero magoar-te; porém não posso deixar de te avesso da roupa.
dizer a verdade. e) O esgotamento, confundindo-se com a fome, ia en-
d) Valter apresentou-se ontem a seu novo chefe. volvendo o velho lenhador.
e) Faça boa viagem! Deus proteja-te!
18. (TER-SC) Observe as frases abaixo, analisando a co-
12. (BB) Imagine o pronome entre parênteses no devido locação dos pronomes oblíquos:
lugar e aponte a opção em que não deve haver próclise: I. Quando lembro-me de você, fico feliz.
a) Não desobedeças. (me) II. Não me diga que a prova de Língua Portuguesa é
b) Deus pague. (lhe) hoje!
c) Caro amigo, dize a verdade. (me) III. Em demorando-se a pagar, a duplicata irá a juízo.
d) A mão que estendemos é amiga. (te) IV. O pai esperava-a no aeroporto.
e) Assim que sentiu prejudicado, saiu. (se) V. Vê-la-ia ao menos uma vez, após a briga?

13. (BB) O pronome pessoal oblíquo átono está correta- Assinale a opção correta.
mente empregado, exceto em: a) I, II, V
a) Pretendemos enviá-lo para um estágio no exterior. b) II, IV, V
b) O livro não está aqui: repõe-no antes que o perce- c) III, IV, V
bam. d) II, III, IV
c) Solicitamos-lhe a remessa imediata do pagamento. e) I, III, V
d) Não se aplaudirão absurdos nem desacordos.
e) Quando avistaram-me, nada mais pude fazer. 19. (ESAF) Assinale a frase em que o pronome oblíquo
átono está colocado incorretamente:
14. (BB) O pronome está mal colocado na alternativa: a) O guarda chamou-nos a atenção para os pivetes.
a) Lá, disseram-me que entrasse logo. b) Quantas lágrimas se derramaram pelo jovem casal.
b) Aqui me disseram que saísse.

70
c) Ninguém nos convencerá de que esta notícia seja ver- 10) C
dadeira. 11) B
d) As pessoas afastaram-se daquele pacote suspeito. 12) E
e) O vizinho cumprimentou o casal, se retirando imedi- 13) B
atamente. 14) E
15) C
20. (ITA-SP) O pronome pessoal oblíquo átono está bem 16) E
colocado em um só dos períodos. Qual? 17) D
a) Me causava admiração ver aquela turma se dedi- 18) D
cando com tanto afinco aos estudos, enquanto os ou- 19) E
tros não esforçavam-se nada. 20) A
b) Apesar de contrariarem-me, não farão me mudar de 21) B
resolução. 22) E
c) Já percebeu que não é este o lugar onde devem-se 23) E
colocar os livros. 24) B
d) Ninguém falou-nos, outrora, com tanta propriedade 25) C
e delicadeza.
e) Não se vá cedo; custa-lhe ficar mais?

21. (FAAP-SP) Assinale a alternativa em que a colocação


pronominal não corresponde ao que preceitua a gramá-
tica:
a) Há muitas estrelas que nos atraem a atenção.
b) Jamais dar-te-ia tantas explicações, se não fosses
pessoa de tanto merecimento.
c) A este compete, em se tratando do corpo da Patroa,
revigorá-lo com o sangue do trabalho.
d) Não o realizaria, entretanto, se a árvore não se man-
tivesse verde sobre a neve.
e) n.d.a.

22. (FEI-SP) Observe as frases a seguir:


I. As crianças corriam barulhentas, me pedindo balas.
II. Quando me vi dentro do avião, tremi de medo.
III. Não sairei do lugar onde encontro-me.
IV. Dar-lhe-emos novas oportunidades para vencer.
V. Pouco se sabe a respeito da cura do câncer.
VI. Nada chegava a impressioná-lo, naquele momento.
Quanto à colocação dos pronomes oblíquos átonos, es-
tão corretos os períodos:
a) I, II, IV, V
b) I, II, V, VI
c) II, IV, V, VI
d) II, III, IV, V
e) I, III, V, VI

GABARITO
1) C
2) A
3) C
4) B
5) A
6) C
7) C
8) B
9) C

71
REDAÇÃO OFICIAL • impessoalidade;
• formalidade e padronização; e
1. ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL • uso da norma padrão da língua portuguesa.
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer
pela escrita. Para que haja comunicação, são necessá- Fundamentalmente, esses atributos decorrem da Cons-
rios: tituição, que dispõe, no art. 37: “A administração pú-
a) alguém que comunique; blica direta, indireta, de qualquer dos Poderes da
b) algo a ser comunicado; União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
c) alguém que receba essa comunicação. pios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoa-
lidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo
No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o a publicidade, a impessoalidade e a eficiência princípios
serviço público (este/esta ou aquele/aquela Ministério, fundamentais de toda a administração pública, devem
Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o igualmente nortear a elaboração dos atos e das comu-
que se comunica é sempre algum assunto relativo às nicações oficiais.
atribuições do órgão que comunica; e o destinatário
dessa comunicação é o público, uma instituição privada 2.1. CLAREZA E PRECISÃO
ou outro órgão ou entidade pública, do Poder Executivo A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto ofi-
ou dos outros Poderes. cial. Pode-se definir como claro aquele texto que possi-
bilita imediata compreensão pelo leitor. Não se con-
Além disso, deve-se considerar a intenção do emissor e cebe que um documento oficial ou um ato normativo
a finalidade do documento, para que o texto esteja ade- de qualquer natureza seja redigido de forma obscura,
quado à situação comunicativa. A necessidade de em- que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A
pregar determinado nível de linguagem nos atos e nos transparência é requisito do próprio Estado de Direito:
expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio ca- é inaceitável que um texto oficial ou um ato normativo
ráter público desses atos e comunicações; de outro, de não seja entendido pelos cidadãos. O princípio consti-
sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como tucional da publicidade não se esgota na mera publica-
atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para ção do texto, estendendo-se, ainda, à necessidade de
a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento que o texto seja claro.
dos órgãos e entidades públicos, o que só é alcançado
se, em sua elaboração, for empregada a linguagem ade- Para a obtenção de clareza, sugere-se:
quada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja a) utilizar palavras e expressões simples, em seu sen-
finalidade precípua é a de informar com clareza e obje- tido comum, salvo quando o texto versar sobre assunto
tividade. técnico, hipótese em que se utilizará nomenclatura pró-
pria da área;
Em suma: pode-se dizer que redação oficial é a maneira b) usar frases curtas, bem estruturadas; apresentar as
pela qual o Poder Público redige comunicações oficiais orações na ordem direta e evitar intercalações excessi-
e atos normativos. Portanto, interessa-nos tratá-la do vas.
ponto de vista da administração pública federal. A re- Em certas ocasiões, para evitar ambiguidade, sugere-se
dação oficial não é necessariamente árida e contrária à a adoção da ordem inversa da oração;
evolução da língua. É que sua finalidade básica – comu- c) buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o
nicar com objetividade e máxima clareza – impõe cer- texto;
tos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira d) não utilizar regionalismos e neologismos;
diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da e) pontuar adequadamente o texto;
correspondência particular etc. f) explicitar o significado da sigla na primeira referência
a ela; e
Apresentadas essas características fundamentais da g) utilizar palavras e expressões em outro idioma ape-
redação oficial, passemos à análise pormenorizada de nas quando indispensáveis, em razão de serem desig-
cada um de seus atributos. nações
ou expressões de uso já consagrado ou de não terem
2. ATRIBUTOS DA REDAÇÃO OFICIAL exata tradução.
A redação oficial deve caracterizar-se por:
• clareza e precisão; Já o atributo da precisão complementa a clareza e ca-
• objetividade; racteriza-se por:
• concisão; a) articulação da linguagem comum ou técnica para a
perfeita compreensão da ideia veiculada no texto;
• coesão e coerência;

72
b) manifestação do pensamento ou da ideia com as como economia de pensamento, isto é, não se deve eli-
mesmas palavras, evitando o emprego de sinonímia minar passagens substanciais do texto com o único ob-
com propósito meramente estilístico; e jetivo de reduzi-lo em tamanho. Trata-se, exclusiva-
c) escolha de expressão ou palavra que não confira du- mente, de excluir palavras inúteis, redundâncias e pas-
plo sentido ao texto. É indispensável, também, a relei- sagens que nada acrescentem ao que já foi dito.
tura de todo o texto redigido.
Detalhes irrelevantes são dispensáveis: o texto deve
A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros evitar caracterizações e comentários supérfluos, adjeti-
provém principalmente da falta da releitura, o que tor- vos e advérbios inúteis, subordinação excessiva. A se-
naria possível sua correção. Na revisão de um expedi- guir, um exemplo de período mal construído, prolixo:
ente, deve-se avaliar se ele será de fácil compreensão
por seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser Apurado, com impressionante agilidade e precisão, na-
desconhecido por terceiros. O domínio que adquirimos quela tarde de 2009, o resultado da consulta à popula-
sobre certos assuntos, em decorrência de nossa experi- ção acriana, verificou-se que a esmagadora e ampla
ência profissional, muitas vezes, faz com que os tome- maioria da população daquele distante estado manifes-
mos como de conhecimento geral, o que nem sempre tou-se pela efusiva e indubitável rejeição da alteração
é verdade. realizada pela Lei no 11.662/2008. Não satisfeita, in-
conformada e indignada, com a nova hora legal vincu-
Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos téc- lada ao terceiro fuso, a maioria da população do Acre
nicos, o significado das siglas e das abreviações e os demonstrou que a ela seria melhor regressar ao quarto
conceitos específicos que não possam ser dispensados. fuso, estando cinco horas a menos que em Greenwich.
A revisão atenta exige tempo. A pressa com que são
elaboradas certas comunicações quase sempre com- Nesse texto, há vários detalhamentos desnecessários,
promete sua clareza. A clareza e a precisão não são atri- abusou-se no emprego de adjetivos (impressionante,
butos que se atinjam por si sós: elas dependem estrita- esmagadora, ampla, inconformada, indignada), o que
mente das demais características da redação oficial, lhe confere carga afetiva injustificável, sobretudo em
apresentadas a seguir. texto oficial, que deve primar pela impessoalidade. Eli-
minados os excessos, o período ganha concisão, har-
2.2. OBJETIVIDADE monia e unidade:
Ser objetivo é ir diretamente ao assunto que se deseja
abordar, sem voltas e sem redundâncias. Para conse- Apurado o resultado da consulta à população acreana,
guir isso, é fundamental que o redator saiba de ante- verificou-se que a maioria da população manifestou-se
mão qual é a ideia principal e quais são as secundárias. pela rejeição da alteração realizada pela Lei no
Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe 11.662/2008. Não satisfeita com a nova hora legal vin-
em todo texto de alguma complexidade: as fundamen- culada ao terceiro fuso, a maioria da população do Acre
tais e as secundárias. demonstrou que a ela seria melhor regressar ao quarto
fuso, estando cinco horas menos que em Greenwich.
Essas últimas podem esclarecer o sentido daquelas, de-
talhá-las, exemplificá-las; mas existem também ideias 2.4. COESÃO E COERÊNCIA
secundárias que não acrescentam informação alguma É indispensável que o texto tenha coesão e coerência.
ao texto, nem têm maior relação com as fundamentais, Tais atributos favorecem a conexão, a ligação, a harmo-
podendo, por isso, ser dispensadas, o que também pro- nia entre os elementos de um texto. Percebe-se que o
porcionará mais objetividade ao texto. texto tem coesão e coerência quando se lê um texto e
se verifica que as palavras, as frases e os parágrafos es-
A objetividade conduz o leitor ao contato mais direto tão entrelaçados, dando continuidade uns aos outros.
com o assunto e com as informações, sem subterfúgios, Alguns mecanismos que estabelecem a coesão e a coe-
sem excessos de palavras e de ideias. É errado supor rência de um texto são: referência, substituição, elipse
que a objetividade suprime a delicadeza de expressão e uso de conjunção. A referência diz respeito aos ter-
ou torna o texto rude e grosseiro. mos que se relacionam a outros necessários à sua inter-
pretação. Esse mecanismo pode dar-se por retomada
2.3 CONCISÃO de um termo, relação com o que é precedente no texto,
A concisão é antes uma qualidade do que uma caracte- ou por antecipação de um termo cuja interpretação de-
rística do texto oficial. Conciso é o texto que consegue penda do que se segue.
transmitir o máximo de informações com o mínimo de
palavras. Não se deve de forma alguma entendê-la

73
Exemplos: Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que
O Deputado evitou a instalação da CPI da corrupção. Ele permite que as comunicações elaboradas em diferen-
aguardou a decisão do Plenário. tes setores da administração pública guardem entre si
O TCU apontou estas irregularidades: falta de assina- certa uniformidade;
tura e de identificação no documento.
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação:
A substituição é a colocação de um item lexical no lugar ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre concebido
de outro(s) ou no lugar de uma oração. Exemplos: como público, ou a uma instituição privada, a outro ór-
gão ou a outra entidade pública. Em todos os casos, te-
O Presidente assinou o acordo. O Chefe do Poder Execu- mos um destinatário concebido de forma homogênea e
tivo federal propôs reduzir as alíquotas. impessoal; e
O ofício está pronto. O documento trata da exoneração
do servidor. c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se
Os governadores decidiram acatar a decisão. Em se- o universo temático das comunicações oficiais se res-
guida, os prefeitos fizeram o mesmo. tringe a questões que dizem respeito ao interesse pú-
blico, é natural não caber qualquer tom particular ou
A elipse consiste na omissão de um termo recuperável pessoal.
pelo contexto. Exemplo:
Não há lugar na redação oficial para impressões pesso-
O decreto regulamenta os casos gerais; a portaria, os ais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a
particulares. (Na segunda oração, houve a omissão do um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou
verbo “regulamenta”). mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser
isenta da interferência da individualidade de quem a
Outra estratégia para proporcionar coesão e coerência elabora. A concisão, a clareza, a objetividade e a forma-
ao texto é utilizar conjunção para estabelecer ligação lidade de que nos valemos para elaborar os expedien-
entre orações, períodos ou parágrafos. Exemplo: tes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada
a necessária impessoalidade.
O Embaixador compareceu à reunião, pois identificou o
interesse de seu Governo pelo assunto. 2.6. FORMALIDADE E PADRONIZAÇÃO
As comunicações administrativas devem ser sempre
2.5 IMPESSOALIDADE formais, isto é, obedecer a certas regras de forma (BRA-
A impessoalidade decorre de princípio constitucional SIL, 2015a). Isso é válido tanto para as comunicações
(Constituição, art. 37), e seu significado remete a dois feitas em meio eletrônico (por exemplo, o e-mail, o do-
aspectos: o primeiro é a obrigatoriedade de que a ad- cumento gerado no SEI!, o documento em html etc.),
ministração pública proceda de modo a não privilegiar quanto para os eventuais documentos impressos.
ou prejudicar ninguém, de que o seu norte seja, sem-
pre, o interesse público; o segundo, a abstração da pes- É imperativa, ainda, certa formalidade de tratamento.
soalidade dos atos administrativos, pois, apesar de a Não se trata somente do correto emprego deste ou da-
ação administrativa ser exercida por intermédio de quele pronome de tratamento para uma autoridade de
seus servidores, é resultado tão-somente da vontade certo nível, mais do que isso: a formalidade diz respeito
estatal. à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do
qual cuida a comunicação.
A redação oficial é elaborada sempre em nome do ser-
viço público e sempre em atendimento ao interesse ge- A formalidade de tratamento vincula-se, também, à ne-
ral dos cidadãos. Sendo assim, os assuntos objetos dos cessária uniformidade das comunicações. Ora, se a ad-
expedientes oficiais não devem ser tratados de outra ministração pública federal é una, é natural que as co-
forma que não a estritamente impessoal. municações que expeça sigam o mesmo padrão. O es-
tabelecimento desse padrão, uma das metas deste Ma-
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que nual, exige que se atente para todas as características
deve ser dado aos assuntos que constam das comuni- da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresenta-
cações oficiais decorre: ção dos textos.

a) da ausência de impressões individuais de quem co- A digitação sem erros, o uso de papéis uniformes para
munica: embora se trate, por exemplo, de um expedi- o texto definitivo, nas exceções em que se fizer neces-
ente assinado por Chefe de determinada Seção, a co- sária a impressão, e a correta diagramação do texto são
municação é sempre feita em nome do serviço público.

74
indispensáveis para a padronização. Consulte o Capítulo II, “As comunicações oficiais”, a respeito de normas específicas
para cada tipo de expediente.

Em razão de seu caráter público e de sua finalidade, os atos normativos e os expedientes oficiais requerem o uso do
padrão culto do idioma, que acata os preceitos da gramática formal e emprega um léxico compartilhado pelo conjunto
dos usuários da língua. O uso do padrão culto é, portanto, imprescindível na redação oficial por estar acima das dife-
renças lexicais, morfológicas ou sintáticas, regionais; dos modismos vocabulares e das particularidades linguísticas.

Recomendações:
• a língua culta é contra a pobreza de expressão e não contra a sua simplicidade;
• o uso do padrão culto não significa empregar a língua de modo rebuscado ou utilizar figuras de linguagem próprias do
estilo literário;
• a consulta ao dicionário e à gramática é imperativa na redação de um bom texto. Pode-se concluir que não existe
propriamente um padrão oficial de linguagem, o que há é o uso da norma padrão nos atos e nas comunicações oficiais.

É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das
formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem
burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.

3. AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS
3.1. PRONOMES DE TRATAMENTO
Tradicionalmente, o emprego dos pronomes de tratamento adota a segunda pessoa do plural, de maneira indireta, para
referenciar atributos da pessoa à qual se dirige. Na redação oficial, é necessária atenção para o uso dos pronomes de
tratamento em três momentos distintos: no endereçamento, no vocativo e no corpo do texto. No vocativo, o autor
dirige-se ao destinatário no início do documento.

No corpo do texto, pode-se empregar os pronomes de tratamento em sua forma abreviada ou por extenso. O endere-
çamento é o texto utilizado no envelope que contém a correspondência oficial.

75
3.1.1.Concordância com os pronomes de tratamento
Os pronomes de tratamento apresentam certas peculiaridades quanto às concordâncias verbal, nominal e pronominal.
Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala), levam a concordância para a terceira
pessoa. Os pronomes Vossa Excelência ou Vossa Senhoria são utilizados para se comunicar diretamente com o receptor.
Exemplo:
Vossa Senhoria designará o assessor.

Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa.
Exemplo:
Vossa Senhoria designará seu substituto. (E não “Vossa Senhoria designará vosso substituto”).

Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se
refere, e não com o substantivo que compõe a locução.
Exemplos:
Se o interlocutor for homem, o correto é: Vossa Excelência está atarefado.
Se o interlocutor for mulher: Vossa Excelência está atarefada.

O pronome Sua Excelência é utilizado para se fazer referência a alguma autoridade (indiretamente).
Exemplo:
A Sua Excelência o Ministro de Estado Chefe da Casa Civil (por exemplo, no endereçamento do expediente)

3.2 SIGNATÁRIO
3.2.1 Cargos interino e substituto.
Na identificação do signatário, depois do nome do cargo, é possível utilizar os termos interino e substituto, conforme
situações a seguir: interino é aquele nomeado para ocupar transitoriamente cargo público durante a vacância; substi-
tuto é aquele designado para exercer as atribuições de cargo público vago ou no caso de afastamento e impedimentos
legais ou regulamentares do titular. Esses termos devem ser utilizados depois do nome do cargo, sem hífen, sem vírgula
e em minúsculo. Exemplos:

Diretor-Geral interino
Secretário-Executivo substituto

76
3.2.2 Signatárias do sexo feminino
Na identificação do signatário, o cargo ocupado por Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal
pessoa do sexo feminino deve ser flexionado no gênero Federal,
feminino.
Exemplos: As demais autoridades, mesmo aquelas tratadas por
Ministra de Estado Vossa Excelência, receberão o vocativo Senhor ou Se-
Secretária-Executiva interina nhora seguido do cargo respectivo.
Técnica Administrativa Exemplos:
Coordenadora Administrativa Senhora Senadora,
Senhor Juiz,
3.3 GRAFIA DE CARGOS COMPOSTOS Senhora Ministra,
Escrevem-se com hífen:
a) cargos formados pelo adjetivo “geral”: diretor-geral, Na hipótese de comunicação com particular, pode-se
relator-geral, ouvidor-geral; utilizar o vocativo Senhor ou Senhora e a forma utili-
b) postos e gradações da diplomacia: primeiro-secretá- zada pela instituição para referir-se ao interlocutor: be-
rio, segundo-secretário; neficiário, usuário, contribuinte, eleitor etc.
c) postos da hierarquia militar: tenente-coronel, capi- Exemplos:
tão-tenente; Senhora Beneficiária,
Senhor Contribuinte,
Atenção: nomes compostos com elemento de ligação
preposicionado ficam sem hífen: general de exército, 4. O PADRÃO OFÍCIO
general de brigada, tenente-brigadeiro do ar, capitão A terceira edição do MRPR (2018, p. 27) destaca as ino-
de mar e guerra; vações sobre o padrão ofício em relação à segunda edi-
ção do MRPR, de 2002. A distinção é esta:
d) cargos que denotam hierarquia dentro de uma em-
presa: diretor-presidente, diretor-adjunto, editor-chefe,
editor-assistente, sócio-gerente, diretor-executivo;
e) cargos formados por numerais: primeiro-ministro,
primeira-dama;
f) cargos formados com os prefixos “ex” ou “vice”: ex-
diretor, vice-coordenador.

O novo Acordo Ortográfico tornou opcional o uso de


iniciais maiúsculas em palavras usadas reverencial-
mente, por exemplo para cargos e títulos (exemplo: o
Presidente francês ou o presidente francês).

Porém, em palavras com hífen, após se optar pelo uso


da maiúscula ou da minúscula, deve-se manter a esco-
lha para a grafia de todos os elementos hifenizados:
pode-se escrever “Vice-Presidente” ou “vice-presi-
dente”, mas não “Vice-presidente”.

3.4 VOCATIVO
O vocativo é uma invocação ao destinatário. Nas comu-
nicações oficiais, o vocativo será sempre seguido de vír-
gula.

Em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder, utiliza-


se a expressão Excelentíssimo Senhor ou Excelentís-
sima Senhora e o cargo respectivo, seguidos de vírgula.
Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacio-
nal,

77
4.1. Partes do Documento no Padrão Ofício Nele deverão constar os seguintes elementos:
4.1.1. Cabeçalho a) vocativo: na forma de tratamento adequada para
Segundo o MRPR, o cabeçalho é utilizado apenas na pri- quem receberá o expediente
meira página do documento, centralizado na área de- b) nome: nome do destinatário do expediente;
terminada pela formatação. No cabeçalho deverão c) cargo: cargo do destinatário do expediente;
constar os seguintes elementos: d) endereço: endereço postal de quem receberá o ex-
a) brasão de Armas da República: no topo da página. pediente, dividido em duas linhas:
Não há necessidade de ser aplicado em cores. O uso de
marca da instituição deve ser evitado na correspondên- • primeira linha: informação de localidade/logradouro
cia oficial para não se sobrepor ao Brasão de Armas da do destinatário ou, no caso de ofício ao mesmo órgão,
República. informação do setor;
b) nome do órgão principal;
c) nomes dos órgãos secundários, quando necessários, • segunda linha: CEP e cidade/unidade da federação,
da maior para a menor hierarquia, separados por barra separados por espaço simples. Na separação entre ci-
(/); e dade e unidade da federação pode ser substituída a
d) espaçamento: entrelinhas simples (1,0). barra pelo ponto ou pelo travessão. No caso de ofício
ao mesmo órgão, não é obrigatória a informação do
O MRPR diz ainda que os dados do órgão, tais como en- CEP, podendo ficar apenas a informação da cidade/uni-
dereço, telefone, endereço de correspondência eletrô- dade da federação; e
nica, sítio eletrônico oficial da instituição, podem ser in-
formados no rodapé do documento e) alinhamento: à margem esquerda da página.

4.1.2. Identificação do expediente O pronome de tratamento no endereçamento das co-


A identificação dos documentos oficiais deve ser reali- municações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa
zada da seguinte maneira: Excelência terá a seguinte forma: “A Sua Excelência o
a) nome do documento: tipo de expediente por ex- Senhor” ou “A Sua Excelência a Senhora”.
tenso, com todas as letras maiúsculas;
b) indicação de numeração: abreviatura da palavra “nú- Quando o tratamento destinado ao receptor for Vossa
mero”, padronizada como No; Senhoria, o endereçamento a ser empregado é “Ao Se-
c) informações do documento: número, ano (com qua- nhor” ou “À Senhora”. Ressalte-se que não se utiliza a
tro dígitos) e siglas usuais do setor que expede o docu- expressão “A Sua Senhoria o Senhor” ou “A Sua Senho-
mento, da menor para a maior hierarquia, separados ria a Senhora”.
por barra (/); e
d) alinhamento: à margem esquerda da página. 4.1.5. Assunto
O assunto deve dar uma ideia geral do que trata o do-
4.1.3. Local e data do documento cumento, de forma sucinta. Ele deve ser grafado da se-
Para o MRPR, na grafia de datas em um documento, o guinte maneira:
conteúdo deve constar da seguinte forma: a) título: a palavra Assunto deve anteceder a frase que
a) composição: local e data do documento; define o conteúdo do documento, seguida de dois-pon-
b) informação de local: nome da cidade onde foi expe- tos;
dido o documento, seguido de vírgula. Não se deve uti- b) descrição do assunto: a frase que descreve o conte-
lizar a sigla da unidade da federação depois do nome da údo do documento deve ser escrita com inicial maiús-
cidade; cula, não se deve utilizar verbos e sugere-se utilizar de
c) dia do mês: em numeração ordinal se for o primeiro quatro a cinco palavras;
dia do mês e em numeração cardinal para os demais c) destaque: todo o texto referente ao assunto, inclu-
dias do mês. Não se deve utilizar zero à esquerda do sive o título, deve ser destacado em negrito;
número que indica o dia do mês; d) pontuação: coloca-se ponto-final depois do assunto;
d) nome do mês: deve ser escrito com inicial minúscula; e
e) pontuação: coloca-se ponto-final depois da data; e e) alinhamento: à margem esquerda da página.
f) alinhamento: o texto da data deve ser alinhado à
margem direita da página. 4.1.6. Texto do documento
Em relação ao texto do documento oficial, o MRPR
4.1.4. Endereçamento apresenta a seguinte padronização de estrutura:
Segundo o MRPR, o endereçamento é a parte do docu-
mento que informa quem receberá o expediente.

78
I – nos casos em que não seja usado para encaminha-
mento de documentos, o expediente deve conter a se- 4.1.7. Fechos para comunicações
guinte estrutura: O fecho das comunicações oficiais objetiva, além da fi-
a) introdução: em que é apresentado o objetivo da co- nalidade óbvia de arrematar o texto, saudar o destina-
municação. tário. Os modelos para fecho anteriormente utilizados
b) desenvolvimento: em que o assunto é detalhado; se foram regulados pela Portaria n. 1, de 1937, do Minis-
o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas tério da Justiça, que estabelecia quinze padrões. Com o
devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que con- objetivo de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual
fere maior clareza à exposição; e estabelece o emprego de somente dois fechos diferen-
c) conclusão: em que é afirmada a posição sobre o as- tes para todas as modalidades de comunicação oficial:
sunto.
- Respeitosamente, (para autoridades de hierarquia su-
II – quando forem usados para encaminhamento de perior à do remetente, inclusive o Presidente da Repú-
documentos, a estrutura é modificada: blica.)
a) introdução: deve iniciar com referência ao expedi- - Atenciosamente, (para autoridades de mesma hierar-
ente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do quia, de hierarquia inferior ou demais casos.)
documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a
informação do motivo da comunicação, que é encami- Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi-
nhar, indicando a seguir os dados completos do docu- das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e
mento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário e tradição próprios. O fecho da comunicação deve ser
assunto de que se trata) e a razão pela qual está sendo formatado da seguinte maneira:
encaminhado; e a) alinhamento: alinhado à margem esquerda da pá-
b) desenvolvimento: se o autor da comunicação dese- gina;
jar fazer algum comentário a respeito do documento b) recuo de parágrafo: 2,5 cm de distância da margem
que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de de- esquerda;
senvolvimento. Caso contrário, não há parágrafos de c) espaçamento entre linhas: simples; d) espaçamento
desenvolvimento em expediente usado para encami- entre parágrafos: de 6 pontos após cada parágrafo; e
nhamento de documentos. e) não deve ser numerado.

III – tanto na estrutura I quanto na estrutura II, o texto 4.1.8. Identificação do signatário
do documento deve ser formatado da seguinte ma- Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente
neira: da República, todas as demais comunicações oficiais
a) alinhamento: justificado; devem informar o signatário segundo o padrão:
b) espaçamento entre linhas: simples; a) nome: nome da autoridade que as expede, grafado
c) parágrafos: em letras maiúsculas, sem negrito. Não se usa linha
I. espaçamento entre parágrafos: de 6 pontos após acima do nome do signatário;
cada parágrafo; b) cargo: cargo da autoridade que expede o docu-
II. recuo de parágrafo: 2,5 cm de distância da margem mento, redigido apenas com as iniciais maiúsculas. As
esquerda; preposições que liguem as palavras do cargo devem ser
III. numeração dos parágrafos: apenas quando o docu- grafadas em minúsculas; e
mento tiver três ou mais parágrafos, desde o primeiro c) alinhamento: a identificação do signatário deve ser
parágrafo. Não se numeram o vocativo e o fecho; centralizada na página.
d) fonte: Calibri ou Carlito;
I. corpo do texto: tamanho 12 pontos; Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assi-
II. citações recuadas: tamanho 11 pontos; e natura em página isolada do expediente. Transfira para
III. notas de Rodapé: tamanho 10 pontos; essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.
e) símbolos: para símbolos não existentes nas fontes in-
dicadas, pode-se utilizar as fontes Symbol e Wingdings;
4.1.9. Numeração das páginas
A numeração das páginas é obrigatória apenas a partir
da segunda página da comunicação. Ela deve ser cen- 4.2. Formatação e apresentação
tralizada na página e obedecer à seguinte formatação: Os documentos do padrão ofício devem obedecer à se-
a) posição: no rodapé do documento, dentro da área de guinte formatação:
2 cm da margem inferior; e a) tamanho do papel: A4 (29,7 cm x 21,0 cm);
b) fonte: Calibri ou Carlito. b) margem lateral esquerda: no mínimo, 3 cm de lar-
gura;

79
c) margem lateral direita: 1,5 cm; bra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de forma-
d) margens superior e inferior: 2 cm; tação que afete a sobriedade e a padronização do do-
e) área de cabeçalho: na primeira página, 5 cm a partir cumento;
da borda superior do papel; j) palavras estrangeiras: palavras estrangeiras devem
f) área de rodapé: nos 2 cm da margem inferior do do- ser grafadas em itálico;
cumento; k) arquivamento: dentro do possível, todos os docu-
g) impressão: na correspondência oficial, a impressão mentos elaborados devem ter o arquivo de texto pre-
pode ocorrer em ambas as faces do papel. Nesse caso, servado para consulta posterior ou aproveitamento de
as margens esquerda e direita terão as distâncias inver- trechos para casos análogos. Deve ser utilizado, prefe-
tidas nas páginas pares (margem espelho); rencialmente, formato de arquivo que possa ser lido e
h) cores: os textos devem ser impressos na cor preta editado pela maioria dos editores de texto utilizados no
em papel branco, reservando-se, se necessário, a im- serviço público, tais como DOCX, ODT ou RTF.
pressão colorida para gráficos e ilustrações; l) nome do arquivo: para facilitar a localização, os no-
i) destaques: para destaques deve-se utilizar, sem mes dos arquivos devem ser formados da seguinte ma-
abuso, o negrito. Deve-se evitar destaques com uso de neira: tipo do documento + número do documento +
itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, som- ano do documento (com 4 dígitos) + palavras-chaves do
conteúdo

80
(297 x 210mm)

81
OUTRAS COMUNICAÇÕES OFICIAIS Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de
1. Exposição de Motivos um Ministério, a exposição de motivos deverá ser assi-
nada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa
Definição e Finalidade razão, chamada de interministerial.
Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presi-
dente da República ou ao Vice-Presidente para: Forma e Estrutura
a) informá-lo de determinado assunto; Formalmente, a exposição de motivos tem a apresen-
b) propor alguma medida; ou tação do padrão ofício (ver O Padrão Ofício). O anexo
c) submeter a sua consideração projeto de ato norma- que acompanha a exposição de motivos que proponha
tivo. alguma medida ou apresente projeto de ato normativo,
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presi- segue o modelo descrito adiante.
dente da República por um Ministro de Estado.

82
A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, No primeiro caso, o da exposição de motivos que sim-
apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para plesmente leva algum assunto ao conhecimento do
aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e Presidente da República, sua estrutura segue o modelo
outra para a que proponha alguma medida ou submeta antes referido para o padrão ofício.
projeto de ato normativo.

Exemplo de Exposição de Motivos de caráter informativo

(297 x 210mm)

83
Já a exposição de motivos que submeta à consideração pertinentes por seu autor, devem, obrigatoriamente,
do Presidente da República a sugestão de alguma me- apontar:
dida a ser adotada ou a que lhe apresente projeto de a) na introdução: o problema que está a reclamar a ado-
ato normativo – embora sigam também a estrutura do ção da medida ou do ato normativo proposto;
padrão ofício –, além de outros comentários julgados
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida
ou aquele ato normativo o ideal para se solucionar o Forma e Estrutura
problema, e eventuais alternativas existentes para As mensagens contêm:
equacioná-lo; a) a indicação do tipo de expediente e de seu número,
c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser to- horizontalmente, no início da margem esquerda:
mada, ou qual ato normativo deve ser editado para so- Mensagem no
lucionar o problema. b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento
e o cargo do destinatário, horizontalmente, no início da
2) Mensagem margem esquerda;
Definição e Finalidade Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens en- d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do
viadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legisla- texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final
tivo para informar sobre fato da Administração Pública; com a margem direita.
expor o plano de governo por ocasião da abertura de A mensagem, como os demais atos assinados pelo Pre-
sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional ma- sidente da República, não traz identificação de seu sig-
térias que dependem de deliberação de suas Casas; natário.
apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunica-
ções de tudo quanto seja de interesse dos poderes pú-
blicos e da Nação.

84
Exemplo de Mensagem

(297 x 210mm)

85
3) Correio Eletrônico
Definição e finalidade
O correio eletrônico ("e-mail"), por seu baixo custo e ce-
leridade, transformou-se na principal forma de comuni-
cação para transmissão de documentos.

Forma e Estrutura
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrô-
nico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir
forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se
evitar o uso de linguagem incompatível com uma comu-
nicação.

O campo assunto do formulário de correio eletrônico


mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a
organização documental tanto do destinatário quanto
do remetente.

Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utili-


zado, preferencialmente, o formato Rich Text. A mensa-
gem que encaminha algum arquivo deve trazer infor-
mações mínimas sobre seu conteúdo...

Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de con-


firmação de leitura. Caso não seja disponível, deve
constar da mensagem pedido de confirmação de rece-
bimento.

Valor documental
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensa-
gem de correio eletrônico tenha valor documental, i. é,
para que possa ser aceito como documento original, é
necessário existir certificação digital que ateste a iden-
tidade do remetente, na forma estabelecida em lei.

Referências Bibliográficas
BRASIL, Presidência da República. Manual de redação
da Presidência da República. 3ª. Ed. rev. e atual. Brasília:
Presidência da República, 2018.

86
LEGISLAÇÃO: entes à adequada ordenação de seu território, medi-
ante planejamento e controle do uso e do parcela-
mento do solo urbano;
LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE PELOTAS VIII - estabelecer servidões necessárias aos seus servi-
Capítulo I ços;
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES IX - regulamentar e fiscalizar a utilização dos logradou-
Art. 3º O território do Município divide-se em distritos. ros públicos municipais, sinalizar as pistas de rolamento
e as zonas de silêncio sob sua circunscrição, disciplinar
§ 1º A sede do Município lhe dá o nome. os serviços de carga e descarga e fixar a tonelagem má-
§ 2º A alteração do Município em distritos ou áreas ad- xima permitida aos veículos;
ministrativas, bem como de suas respectivas denomina- X - criar, organizar e suprimir distritos, observada a le-
ções, far-se-á por lei municipal, observada a legislação gislação pertinente;
estadual e precedida de consulta à população da res- XI - disciplinar a limpeza dos logradouros públicos, pro-
pectiva área ou distrito. movendo a coleta, o transporte, o tratamento e a des-
Art. 4º São Poderes do Município, independentes e har- tinação final dos resíduos sólidos domiciliares e da lim-
mônicos entre si, o Legislativo, exercido pela Câmara peza urbana;
Municipal, e o Executivo, exercido pelo Prefeito. XII - dispor sobre a prevenção de incêndios;
Parágrafo Único - Ressalvados os casos previstos nas XIII - licenciar estabelecimentos comerciais, industriais
Constituições Federal e Estadual, é vedado: e outros e cassar alvarás de licença dos que se tornarem
I - a delegação de atribuições entre os dois poderes; danosos à saúde, à higiene e ao bem-estar público, bem
II - ao cidadão, investido em um dos Poderes, o exercício como dos receptadores de bens alheios públicos ou pri-
de função no outro. vados;
XIV - dispor sobre serviços funerários e cemitérios, en-
Art. 5º São símbolos do Município a Bandeira, o Brasão carregando-se da administração dos que forem públi-
e o Hino de Pelotas. cos e fiscalizando e legislando sobre os pertencentes à
Parágrafo Único - O dia sete de Julho é a data magna iniciativa privada, evitando o monopólio;
do Município. XV - licenciar, autorizar ou interditar edificações no mu-
nicípio;
Capítulo II XVI - regulamentar, disciplinar, autorizar e fiscalizar a fi-
DISPOSIÇÕES GERAIS xação de cartazes, faixas e anúncios, bem como a utili-
Art. 6º Compete privativamente ao Município: zação de quaisquer outros meios de publicidade e pro-
I - organizar-se administrativamente e elaborar as leis paganda comerciais nos locais sujeitos ao poder de po-
de seu peculiar interesse; lícia municipal;
II - elaborar o seu orçamento, prevendo a receita e fi- XVII - regulamentar e fiscalizar os jogos esportivos, os
xando a despesa, com base em planejamento ade- espetáculos e os divertimentos públicos;
quado; XVIII - estabelecer e impor penalidades por infração de
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, suas leis e regulamentos;
estabelecer valores e aplicar suas rendas, sem prejuízo XIX - legislar sobre apreensão, depósitos e formas e con-
da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balan- dições de alienação de semoventes, mercadorias e bens
cetes nos prazos fixados em lei: imóveis em geral, apreendidos por infração às leis e de-
IV - organizar e prestar, prioritariamente, por adminis- mais atos municipais;
tração direta ou sob regime de concessão ou permissão, XX - legislar sobre serviços públicos e regulamentar os
contratados sempre via licitação, os serviços públicos processos de instalação, distribuição e consumo de
de interesse local, inclusive os de transporte coletivo, água, gás, luz e energia elétrica e todos os demais servi-
que têm caráter essencial, os de táxi e outros, fixando ços de caráter e uso coletivo, bem como sobre depósi-
suas tarifas, itinerários, pontos de estacionamento e pa- tos e armazenamento de combustíveis inflamáveis, pro-
radas; dutos tóxicos e radioativos;
V - organizar o quadro de carreira e estabelecer o re- XXI - fixar os feriados municipais;
gime jurídico único de seus servidores; XXII - regulamentar e fiscalizar a instalação e o funcio-
VI - administrar o seu patrimônio, aceitar doações, lega- namento dos ascensores;
dos e heranças e dispor sobre aquisição, alienação e XXIII - integrar consórcios com outros municípios para a
destinação de bens; solução de problemas comuns;
VII - elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Inte- XXIV - Criar e organizar a Guarda Municipal, destinada à
grado, estabelecendo normas de edificação, lotea- proteção de seus bens, serviços e instalações, proteção
mento, zoneamento e diretrizes urbanísticas, conveni- do meio ambiente, bem como a fiscalização do trânsito
nos limites da competência municipal. (Redação dada

87
pela Emenda nº 50, de 28 de dezembro de 1999.) IN- ver relevante interesse público devidamente justifi-
CONSTITUCIONAL A EXPRESSÃO (ADIN Nº cado.
70002546232), de 3 de dezembro de 2001.
XXIV - Criar e organizar a Guarda Municipal, destinada à Art. 10 O uso de bens municipais por terceiros deverá
proteção de seus bens, serviços e instalações,nos limi- ser feito, conforme o caso, mediante concessão, per-
tes da competência municipal. (Redação dada pela missão ou autorização, subordinado à existência de in-
Emenda nº 50, de 28 de dezembro de 1999.) teresse público, devidamente justificado.
XXIV - manter a Guarda Municipal destinada à proteção § 1º A concessão administrativa de bens públicos de uso
de seus bens, instalações e serviços, inclusive o de con- especial dependerá de lei e concorrência, e far-se-á me-
trole do meio ambiente. (Redação dada pela Emenda diante contrato, sob pena de nulidade do ato. A concor-
nº 58, de 25 de julho de 2001) rência poderá ser dispensada quando o uso se destinar
Capítulo III a concessionário ou permissionário de serviço público,
DOS BENS PÚBLICOS MUNICIPAIS a entidades assistências ou quando houver relevante in-
Art. 7º Constituem bens públicos municipais todas as teresse público devidamente justificado.
coisas corpóreas e incorpóreas, móveis, imóveis e se- § 2º A concessão administrativa de bens públicos de uso
moventes, créditos, valores, direitos, ações e outros comum somente será outorgada para finalidades esco-
que, a qualquer título, pertençam ou venham a perten- lares, de assistência social ou turística, mediante auto-
cer ao município. rização legislativa.
Parágrafo Único - É obrigatório o cadastramento de to- § 3º A permissão que incidir sobre qualquer bem pú-
dos os bens públicos municipais, devendo constar do blico far-se-á a título precário, por decreto.
mesmo a criação, a identificação, o número de registro, § 4º A autorização que incidir sobre qualquer bem pú-
o valor, a destinação e a data de inclusão. blico far-se-á através de portaria, para atividades ou
usos específicos e transitórios, pelo prazo máximo de
Art. 8º A aquisição de bens imóveis pelo Município por sessenta dias.
dação em pagamento, compra, permuta e desapropria-
ção por necessidade ou utilidade pública ou interesse Art. 11 A lei determinará as condições pelas quais o uso
social, dependerá de prévia avaliação e autorização le- social das propriedades do Município ou de empresas e
gislativa. (Redação dada pela Emenda nº 27, de 10 de entidades por ele controladas poderá ser exigido pela
agosto de 1994.) sociedade organizada.
Parágrafo Único - Para os fins do inciso I do art. 9º desta
Art. 9º A alienação de bens públicos municipais, subor- Lei e do caput do presente artigo é criado o Conselho de
dinada à existência de relevante interesse público devi- Proteção do Patrimônio Público Imobiliário Municipal,
damente justificado, será sempre precedida de avalia- cuja composição e funcionamento deverão constar de
ção e obedecerá às seguintes normas: seu regulamento, a ser instituído por lei ordinária.
I - quando imóveis - dependerá de autorização do Con- (Acrescentado pela Emenda nº 53, de 31 de maio de
selho de Proteção do Patrimônio Imobiliário Público 2000.)
Municipal, autorização legislativa e concorrência, dis-
pensada esta nos seguintes casos: (Redação da pela Art. 12 O Poder Executivo publicará:
Emenda nº 53, de 31 de maio de 2000.) I - anualmente - as alterações das áreas e imóveis urba-
a) doação, devendo constar do contrato os encargos do nos e rurais sob posse da administração direta ou indi-
donatário, o termo de cumprimento e a cláusula de re- reta, especificando a destinação dada a cada um;
trocessão, sob pena de nulidade do ato; II - trinta dias antes do término de cada mandato - a re-
b) permuta. lação geral e atualizada das áreas e imóveis acima refe-
II - quando móveis - dependerá de licitação, dispensada ridos.
esta nos seguintes casos: Parágrafo Único - O não-cumprimento do disposto
a) doação, permitida exclusivamente para fins de inte- neste artigo implicará em responsabilidade da autori-
resse social; dade competente.
b) permuta;
c) ações, que serão vendidas em bolsa. TÍTULO III
Parágrafo Único - O Município, preferencialmente à DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
venda ou doação de bens imóveis, outorgará concessão Capítulo I
de direito real de uso, mediante prévia autorização le- DISPOSIÇÕES GERAIS
gislativa e concorrência, dispensada esta quando o uso Art. 13 A administração pública direta e indireta do Mu-
se destinar a concessionário ou permissionário de ser- nicípio obedecerá aos princípios de legalidade, impes-
viço público, a entidades assistenciais ou quando hou- soalidade, moralidade, publicidade e aos demais cons-
tantes na Constituição Federal, obedecendo ainda aos

88
critérios de descentralização administrativa e participa- § 1ºO disposto no caput deste artigo dependerá de pré-
ção popular. via autorização do Poder Legislativo sempre que o custo
total de cada projeto publicitário ultrapassar 750 (sete-
Art. 14 Integram a administração indireta municipal as centos e cinquenta) Unidades de Referência Municipal.
autarquias, as sociedades de economia mista, as em- (Redação da da pela Emenda nº 13, de 19 de maio de
presas públicas e as fundações instituídas ou mantidas 1993). (ADIN Nº 70006983662).
pelo Município. § 2º A veiculação da publicidade a que se refere este
artigo é restrita aos órgãos de comunicação do Municí-
Art. 15 O Conselho Popular Municipal e os Conselhos pio, salvo autorização prévia do Poder Legislativo. (Re-
Populares Setoriais têm por finalidade cooperar com o dação dada pela Emenda nº 13, de 19 de maio de 1993.)
Governo Municipal e auxiliar na administração, orienta-
ção, planejamento e fiscalização de matéria de sua com- Art. 20 É proibida a publicidade de nomes, símbolos,
petência. frases, slogans, sons e imagens que caracterizem pro-
§ 1º É assegurada a participação dos Conselhos Popula- moção pessoal de autoridades ou servidores públicos
res nas decisões mais importantes do Município. em atos, programas, obras, serviços e campanhas da
administração direta e indireta e órgãos controlados
§ 2º A lei especificará as atribuições de cada Conselho, pelo Poder Público, ainda que custeados por entidades
sua orientação, composição, organização, funciona- privadas, de forma a não abusar da confiança do cida-
mento, forma de nomeação dos titulares e suplentes e dão, não explorar sua falta de experiência ou de conhe-
prazo de duração dos respectivos mandatos. cimento, não se beneficiar de sua credulidade, assim
como não se utilizar do erário público ou do poder pu-
Art. 16 Quando da promoção de licitações pelo Poder blicamente outorgado para fins pessoais.
Público, o órgão responsável convidará os partidos po- Parágrafo Único - É proibida a colocação em bens públi-
líticos com representação parlamentar na Câmara de cos, veículos oficiais, material impresso, veículos de co-
Vereadores, através de suas bancadas para que assis- municação, painéis e outdoors da administração direta,
tam e testemunhem os atos de elaboração de editais, indireta e autarquias, nomes, símbolos, frases, slogans,
divulgação, julgamento, adjudicação e contratação, sons e imagens do Chefe do Executivo e de sua adminis-
atendendo ao seguinte: tração, caracterizando promoção pessoal. (Acrescen-
I - cada bancada designará um representantes por lici- tado pela Emenda nº 65, de 20 de julho de 2005.)
tação: e
II - para atenderem ao disposto neste artigo, as banca- Art. 21 O Município terá os livros que forem necessários
das dos partidos políticos poderão requisitar da admi- aos seus serviços e, obrigatoriamente, os de:
nistração pública municipal a colaboração de servidores I - termo de compromisso e posse;
habilitados, que ficarão dispensados do respectivo ex- II - declaração de bens;
pediente enquanto presentes aos atos licitatórios a que III - atas de sessões da Câmara;
se refere o "caput". (ADIN Nº 598828841). IV - registros de leis, decretos, resoluções, regulamen-
tos, instruções, portarias, ordens de serviço e comuni-
Art. 17 A lei disporá sobre a criação, extinção, estrutura cações internas devidamente numeradas e com índice
básica e área de competência das Secretarias do Muni- alfabético e remissivo;
cípio. V - cópia de correspondência oficial;
VI - protocolo, índice de papéis e livros arquivados;
Art. 18 A lei disporá sobre o regime das empresas per- VII - licitações e contratos para obras e serviços;
missionárias e concessionárias de serviços públicos mu- VIII - contratos de servidores;
nicipais, estabelecendo: IX - contratos em geral;
I - obrigatoriedade de manter serviços adequados; X - contabilidade e finanças;
II - tarifas que, atendendo aos interesses da comuni- XI - concessões e permissões de bens imóveis e de ser-
dade, permitam a justa remuneração do capital, o me- viços;
lhoramento e expansão dos serviços e assegurem o XII - tombamento de bens imóveis;
equilíbrio econômico-financeiro da permissão ou con- XIII - registro de loteamentos aprovados.
cessão. § 1º Os livros serão abertos, rubricados e encerrados,
Parágrafo Único - A fiscalização dos serviços referidos conforme o caso, pelo Presidente da Câmara, pelo Pre-
neste artigo será feita pelo Poder Executivo. feito ou por funcionário oficialmente designado para
tal.
Art. 19 A publicidade dos atos, programas, obras, servi- § 2º Os livros referidos neste artigo poderão ser substi-
ços e campanhas dos órgãos municipais terá caráter tuídos por fichas ou outro sistema autenticado.
educativo, informativo ou de orientação social.

89
§ 3º É facultado a qualquer cidadão, mediante requeri- § 1º O pagamento da gratificação natalina ou décimo
mento, consultar os livros, fichas ou outro sistema terceiro salário, será efetuado em duas parcelas, sendo
acima mencionados. cinquenta por cento até o mês de junho e o restante até
o dia vinte de dezembro de cada ano. (ADIN Nº
Capítulo II 59711327) .
DOS SERVIDORES PÚBLICOS
Art. 22 A investidura no serviço público dependerá de § 2º O não cumprimento do pagamento da referida gra-
aprovação prévia em concurso público de provas ou de tificação até o dia vinte de dezembro, implicará no pa-
provas e títulos, ressalvadas as nomeações para provi- gamento em dobro. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONA-
mento de cargos em comissão, declarados em lei de li- LIDADE (Nº 595205782), de 21 DE OUTUBRO DE 1996.
vre nomeação e exoneração. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE (Nº
§ 1º As provas deverão aferir, com caráter eliminatório, 599111598), de 28 DE JUNHO DE 1999.
os conhecimentos exigidos para o exercício do cargo.
§ 3º É facultativo ao servidor, receber a parcela de ju-
§ 2º Os pontos correspondentes aos títulos não pode- nho; caso não o deseje, deve apresentar requerimento
rão somar mais de vinte e cinco por cento do total dos até trinta de abril de cada ano. (ADIN Nº 59711327).
pontos do concurso.
§ 4º O não-cumprimento do disposto no caput do artigo
§ 3º É assegurada a participação do Sindicato dos Muni- implicará no pagamento da remuneração com atualiza-
cipários em todas as comissões organizadoras dos con- ção monetária diária, com base na TRD ou índice que a
cursos públicos municipais para a elaboração das nor- substitua, mais juros de mora. (Acrescido pela Emenda
mas e fiscalização dos mesmos. nº 21, de 10 de novembro de 1993.)

§ 4º Lei complementar definirá os casos e condições em Art. 26 O Município instituirá planos de carreira para os
que poderá a Administração Pública Municipal efetuar servidores da administração direta ou indireta, medi-
a contratação de pessoal por tempo indeterminado. ante lei, objetivando a valorização dos servidores públi-
(Acrescentado através da Emenda nº 48, de 15 de de- cos municipais através da constante melhoria de condi-
zembro de 1998.) ções de trabalho e de aperfeiçoamento da capacitação
profissional.
Art. 23 É vedada a permanência de estagiário, findo o
período legal do estágio, exercendo atividades nos ór- Art. 27 É vedada ao Poder Público Municipal a cedência
gãos da administração direta ou indireta do Poder Pú- de servidores a entidades particulares com fins lucrati-
blico Municipal. vos, salvo nos casos de transferência de conhecimento
científico, tecnológico ou administrativo, casos em que
Art. 24 O Município reservará cinco por cento dos car- a empresa fará cargo das despesas com vencimentos e
gos da administração direta ou indireta às pessoas por- obrigações sociais do servidor cedido. (Redação dada
tadoras de deficiência, mediante habilitação profissio- pela Emenda nº 6, de 20 de novembro de 1991.)
nal específica para o cargo fornecida por entidade ofi-
cial, ou reconhecida ou a critério do serviço público ofi- Art. 28 O servidor público municipal terá os direitos as-
cial e aprovação em concurso ou teste prático realizado segurados na Constituição Federal, nesta Lei Orgânica e
no órgão em que irá desempenhar a função ou ativi- os fixados em lei, além de:
dade. I - atendimento gratuito aos filhos e dependentes de
zero a seis anos em creches e pré-escolas, na forma de
Parágrafo Único - Quando não houver pessoas portado- lei;
ras de deficiência para suprir os cargos de que trata o II - livre associação sindical;
caput, e tendo o Município necessidade de servidores, III - direito de greve, na forma de lei.
os mesmos poderão ser escolhidos indiscriminada-
mente, nos termos da lei. Art. 29 É assegurada aos servidores públicos municipais
da administração direta isonomia de vencimento para
Art. 25 A despesa com pessoal ativo e inativo do Muni- cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do Poder
cípio não poderá exceder os limites previstos na Consti- Executivo e entre os servidores dos Poderes Executivo e
tuição Federal e o pagamento da remuneração, tanto Legislativo, ressalvadas as vantagens de caráter indivi-
na administração direta como na indireta, ocorrerá na dual e as relativas à natureza ou local de trabalho. (Re-
mesma data e até o último dia útil do mês de trabalho dação dada pela Emenda nº 1, de 6 de março de 1991.)
prestado.

90
§ 1º A revisão geral da remuneração dos servidores pú- derá, a pedido, após vinte e cinco anos, respectiva-
blicos ativos e inativos e dos pensionistas dar-se-á sem- mente, de efetivo exercício em regência de classe, com-
pre na mesma data e nos mesmos índices. pletar seu tempo de serviço em outras atividades peda-
§ 2º O índice de reajuste dos vencimentos dos servido- gógicas no ensino público municipal, as quais serão con-
res não pode ser inferior ao necessário para repor o seu sideradas como de efetiva regência.
poder aquisitivo, obedecendo a uma periodicidade má- Parágrafo Único - A gratificação concedida ao servidor
xima mensal. público municipal designado exclusivamente para exer-
cer atividade no atendimento de pessoas portadoras de
§ 3º É vedado atribuir aos servidores da administração deficiência será incorporada ao vencimento após perce-
pública qualquer gratificação de equivalência superior à bida por cinco anos consecutivos ou dez intercalados.
remuneração fixada para os cargos ou funções de con-
fiança criados em lei. Art. 35 É garantida aos professores da zona rural com
classes multisseriadas a gratificação de trinta porcento
§ 4º É vedada a participação dos servidores públicos no sobreo total da remuneração. INCIDENTE DE INCONSTI-
produto da arrecadação de multas, inclusive da dívida TUCIONALIDADE (Nº 595071333), DE 21 DE AGOSTO DE
ativa. 1995. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE (Nº
597268242), DE 11 DE MAIO DE 1998.
§ 5º É vedada aos servidores públicos municipais remu-
neração superior a do Prefeito Municipal. Art. 36 Nenhum servidor público municipal poderá ser
diretor ou integrar conselho de empresas fornecedores
Art. 30 Os servidores municipais da administração di- ou prestadoras de serviços ou que realizem quaisquer
reta e indireta a nível técnico-científico, em exercício modalidades de contrato com o Município, sob pena de
efetivo da sua qualificação profissional, serão remune- demissão do serviço público.
rados, no mínimo, de acordo com o salário mínimo pro-
fissional da categoria fixado em lei federal e proporcio- Art. 37 Os cargos, empregos e funções serão criados por
nal à carga horária do servidor. lei, que fixará suas denominações, os padrões de venci-
mento e as condições de provimento, indicados os re-
Art. 31 Os servidores públicos e empregados da admi- cursos pelo quais correrão as despesas.
nistração direta e indireta, quando assumirem cargo Parágrafo Único - A criação de cargos, empregos e fun-
eletivo público, não poderão ser demitidos no período ções da Câmara de Vereadores dependerá de resolução
de registro de sua candidatura até um ano depois do do Plenário, mediante proposta da Mesa.
término do mandato nem ser transferidos do local de
trabalho sem o seu consentimento. Art. 38 É obrigatória a fixação de quadro de lotação nu-
Parágrafo Único - Enquanto durar o mandato, o órgão mérica de cargos, empregos ou funções, sem o que não
empregador recolherá mensalmente as obrigações so- será permitida a nomeação ou contratação de servido-
ciais e garantirá ao servidor ou empregado o serviço res.
médico e previdenciário dos quais era beneficiário an-
tes de se eleger Art. 39 As obrigações pecuniárias dos órgãos da admi-
nistração direta ou indireta para com seus servidores
Art. 32 Os servidores municipais da saúde e do magisté- ativos e inativos ou pensionistas, não cumpridas até o
rio que prestarem serviço em locais de difícil acesso re- último dia da aquisição do direito, serão liquidadas com
ceberão um adicional de, no mínimo, cinquenta por valores atualizados pelos índices de correção emitidos
cento sobre os vencimentos, devendo este passar a cem pelo Governo Federal.
por cento se o servidor residir na localidade, na forma
de lei. Art. 40 O servidor público municipal será aposentado
de acordo com o que dispõe a Constituição Federal e/ou
Art. 33 Os professores municipais cedidos a instituições com o que dispuser a lei.
que ministrem ensino gratuito em nível escolar ou pré-
escola terão assegurados todos os seus direitos, desde Art. 41 O tempo de serviço público federal, estadual e
que cumpram a carga horária originariamente a eles municipal prestado à administração pública diretae/ou
atribuída e desempenhem tarefas compatíveis com o indireta será computado integralmente para fins de gra-
nível do seu cargo, emprego ou função. tificações, adicionais por tempo de serviço e disponibi-
lidade. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE (Nº
Art. 34 O professor ou professora que trabalhar no 597056373), DE 1 DE SETEMBRO DE 1997.
atendimento de pessoas portadoras de deficiência po-
Art. 42 Decorridos trinta dias da data em que tiver sido

91
protocolado junto à Prefeitura Municipal o requeri- SEÇÃO IX
mento de aposentadoria, o servidor público será consi- DO SANEAMENTO BÁSICO
derado em licença especial, podendo afastar-se do ser- Art. 250 O saneamento básico constitui serviço público
viço - salvo se, antes, tiver sido cientificado do indeferi- essencial, a ser prestado diretamente pela Administra-
mento do pedido. ção e remuneração por taxa, sendo dever a sua exten-
Parágrafo Único - No período de licença de que trata são progressiva a toda a população urbana e rural,
este artigo o servidor terá direito à totalidade de remu- como condição básica de qualidade de vida, de prote-
neração, computando-se o tempo como de efetivo ção ambiental e de desenvolvimento social. (Redação
exercício para todos os efeitos legais. dada pela Emenda nº 45, de 04 de agosto de 1998)
Parágrafo Único – Afixação da taxa se dará para o pró-
Art. 43 Ficam estendidos aos servidores públicos muni- ximo exercício, quando passará a substituir os critérios
cipais, quando adotantes, os mesmos benefícios conce- até então utilizados. (Acrescentado pela Emenda nº 45,
didos ao pai e à mãe biológicos, na forma de lei. de 04 de agosto de 1998) (ADIN Nº 70002940799).

Art. 44 O Município garantirá proteção especial à servi- Art. 251 O Município com o Estado, de forma integrada,
dora pública gestante, adequando ou modificando tem- formarão a política e o planejamento de execução das
porariamente sua função ou local de trabalho compro- ações de saneamento básico respeitadas as diretrizes
vadamente prejudiciais à sua saúde e do nascituro. estaduais quanto ao meio ambiente, recursos hídricos e
Parágrafo Único - A adequação ou modificação tempo- desenvolvimento urbano.
rária da função ou local de trabalho só serão implemen- § 1º O Município é obrigado a apresentar um plano de
tadas com a expressa concordância da servidora ges- expansão e beneficiamento que vise prioritariamente
tante. às áreas urbanas e rurais que estejam desprovidas
quanto ao previsto no caput deste artigo.
Art. 45 Nenhum órgão da administração direta ou indi- § 2º É vedada a privatização e a transferência a outra
reta do Município poderá proporcionar assistência à sa- esfera de governo do serviço de abastecimento de água
úde dos seus servidores através de empresas de medi- e saneamento básico. (Acrescentado pela Emenda
cina de grupo, bem como subvencionar este tipo de em- nº 59, de 8 de agosto de 2001.)
presa ou instituições de previdência privada.
Art. 252 O saneamento básico no Município compre-
Art. 46 É assegurado aos sindicatos que representam ende:
categorias de Servidores Públicos Municipais, tanto da I - abastecimento de água em quantidade suficiente
administração direta como da indireta: (Redação dada para assegurar a adequada higiene e conforto, com
pela Emenda nº 9, de 18 de novembro de 1992.) qualidade compatível com os padrões de potabilidade;
I - participar das decisões de interesse da categoria; II - a captação, o tratamento e a disposição final de es-
II - descontar em folha de pagamento as mensalidades gotos cloacais e de resíduos sólidos, bem como a drena-
de seus associados e outros descontos em favor da en- gem urbana;
tidade, desde que aprovados em assembléia geral; III - o controle de vetores, sob a ótica da proteção à sa-
III - ter delegado sindical eleito pela categoria: úde pública.
IV - participar de toda comissão formada pelo Poder Pú-
blico que trate de assunto referente aos servidores pú- Art. 253 É instituído o Conselho Municipal de Sanea-
blicos municipais; mento Básico, a ser disciplinado em lei.
V - ter livre acesso aos locais de trabalho dos servidores
públicos, para divulgação, comunicações, reuniões, Art. 254 Compete ao Município, com a colaboração do
exercício de fiscalização das condições de trabalho, ne- Estado, promover a defesa sanitária vegetal e animal,
gociações com a administração, sempre de forma a não ficando sob sua responsabilidade o controle da prolife-
prejudicar o bom andamento das atividades. ração dos insetos e de outros animais nocivos à saúde.
Parágrafo Único - Aos representantes da entidade sin-
dical, nos casos previstos em lei, é assegurado o desem- Art. 255 A lei disporá sobre o controle e a fiscalização
penho de mandato em confederação ou sindicato, sem do processamento dos resíduos sólidos de indústrias,
qualquer prejuízo de sua situação funcional ou remune- hospitais, laboratórios de pesquisas e análises clínicas e
ratória. assemelhados.
Parágrafo Único - O lixo hospitalar e de laboratórios de
pesquisas e análises clínicas e assemelhados serão, obri-
gatoriamente, incinerados no local de origem.

92
IX - executar, com a colaboração da União, do Estado e
SEÇÃO X de outros órgãos e instituições, programas de recupe-
DO MEIO AMBIENTE ração de solo, de reflorestamento e de aproveitamento
Art. 256 Todos têm direito ao meio ambiente ecologica- dos recursos hídricos;
mente equilibrado, bem como à áreas de uso comum da X - exercer o poder de polícia administrativa na vigilân-
comunidade e essenciais à sadia qualidade de vida, im- cia e fiscalização do meio ambiente, dispondo, medi-
pondo-se ao Município e à coletividade o dever de de- ante lei, das penalidades por infrações ou danos à co-
fendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gera- munidade e à natureza;
ções, garantindo-se a proteção dos ecossistemas e o XI - exigir o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para
uso racional dos recursos ambientais. (ADIN Nº todas as atividades modificadoras do meio ambiente
70002546232). natural;
§ 1º As condutas e atividades consideradas lesivas ao XII - preservar as áreas verdes do Município.
meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas
ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, inde- Art. 258 Os recursos oriundos de multas administrativas
pendentemente da obrigação de reparar os danos cau- e condenações jurídicas por atos lesivos ao meio ambi-
sados. ente, e das taxas incidentes sobre a utilização dos recur-
§ 2º O causador da poluição ou dano ambiental será res- sos ambientais, serão destinadas a um fundo gerido
ponsabilizado e deverá assumir ou ressarcir ao Estado, pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente, na forma
se for o caso, todos os custos financeiros, imediatos ou de lei.
futuros, decorrentes do saneamento do dano.
§ 3º As pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, Art. 259 As áreas de interesse turístico e as destinadas
que exerçam atividades poluidoras ou potencialmente à proteção do meio ambiente ficam sob a proteção es-
poluidoras, são responsáveis direta ou indiretamente pecial do Poder Público Municipal, estabelecidas, em le-
pelo acondicionamento, coleta e designação final dos gislação própria, as restrições de uso ou as condições de
resíduos por elas produzidos. utilização e ocupação, incluindo-se entre as obrigações
de seus proprietários e usuários:
Art. 257 Compete ao Município, através de seus órgãos I - a de conservar os recursos naturais e paisagísticos;
administrativos da divisão ambiental da Guarda Munici- II - a de reparar, repor, indenizar e restaurar os recursos
pal e com a participação e a colaboração da comuni- naturais e paisagísticos danificados ou destruídos pela
dade, por suas entidades representativas: (Alterado sua má utilização, sem prejuízo de outras penalidades
pela Emenda nº 49, de 3 de agosto de 1999.) previstas em lei. (Artigo regulamentado pela Lei nº
I - valorizar e destacar o tema no Plano Diretor; 4.292/98.)
II - incentivar a integração das universidades, institui-
ções de pesquisa e associações civis no esforço de ga- Art. 260 Para aprovação de qualquer obra pública ou
rantir e aprimorar o controle da poluição, inclusive no privada potencialmente causadora de riscos à saúde e
local de trabalho; ao bem-estar da população, bem como aos recursos na-
III - registrar, acompanhar e fiscalizar concessões de di- turais, é obrigatória a realização de estudo de impacto
reito de pesquisa e exploração de recursos hídricos e ambiental e de audiências públicas, competindo à co-
minerais em seu território; munidade requerer o plebiscito, conforme o estabele-
IV - dar prioridade ao plano temático de preservação do cido em lei.
meio ambiente natural;
V - instituir o Departamento Municipal de Preservação Art. 261 O Poder Público Municipal dará adequado tra-
do meio ambiente natural; tamento e destino final aos resíduos sólidos e aos eflu-
VI - proteger, através do tombamento, zoneamento e entes dos esgotos de origem doméstica, exigindo o
demais instrumentos legais, a flora, a fauna, os cursos mesmo procedimento aos responsáveis pela produção
d`água, as paisagens e os recursos naturais do Municí- de resíduos sólidos e efluentes industriais.
pio, tanto na área urbana como na rural;
VII - promover a ecologia como ciência e divulgá-la nos Art. 262 É proibida a instalação ou permanência de in-
meios de comunicação, assim como na rede escolar, fa- dústrias químicas ou poluentes no perímetro urbano,
zendo um trabalho de esclarecimento e conscientização exceto no distrito industrial; as indústrias poluentes já
pública; instaladas, para permanecerem, terão de se submeter
VIII - estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a utili- às exigências de antipoluição fixadas em lei.
zação de fontes de energia alternativa não poluentes e
de tecnologia poupadora de energia; Art. 263 É vedada no Município a comercialização e o
uso de qualquer medicamento, produtos agrotóxicos,

93
químicos e biológicos, cujo emprego tenha sido sus-
penso ou proibido no país originariamente patenteados Art. 272 A Secretaria do Desenvolvimento Rural desti-
e/ou desenvolvidos. nará, anualmente, percentual de sua dotação orçamen-
tária para ser utilizado em projetos de reflorestamento.
Art. 264 É proibida a instalação de usinas nucleares nos
limite do Município. Art. 273 O Poder Público Municipal manterá obrigatori-
amente o Conselho Municipal de Meio Ambiente, órgão
Art. 265 O Poder Público Municipal criará um programa colegiado, deliberativo e fiscalizador, composto parita-
de fiscalização e controle de transporte de produtos pe- riamente por representantes do Poder Público e repre-
rigosos e cargas tóxicas para as áreas sob sua circunscri- sentantes da sociedade civil organizada, inclusive por
ção, na forma da lei; seus técnicos capacitados.
§ 1º O programa será desenvolvido através da instala-
ção de postos de controle e fiscalização nas vias de PREFEITURA MUNICIPAL DE PELOTAS GABINETE DO
acesso ao Município. PREFEITO
§ 2º É proibido o tráfego de cargas tóxicas nas proximi-
dades das estações de tratamento d`água, represa, bar- LEI Nº 3008
ragens e demais pontos de captação d`água para abas- Dispõe sobre o Regime Jurídico dos Funcionários Públi-
tecimento da população. cos do Município de Pelotas e dá outras providências.

Art. 266 É dever do Município proteger ambientes onde O PREFEITO MUNICIPAL DE PELOTAS, Estado do Rio
existem espécies da flora e da fauna consideradas raras, Grande do Sul.
endêmicas e/ou ameaçadas de extinção. (Redação dada
pela Emenda nº 43, de 23 de outubro de 1997.) Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanci-
ono e promulgo a seguinte Lei:
Art. 267 É dever do Município manter reservas biológi- CAPÍTULO I
cas com o objetivo de preservar o patrimônio genético, DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
histórico e cultural.
Art. 1º Esta lei institui o regime jurídico dos funcionários
públicos do Município de Pelotas.
Art. 267 A arborização de parques, praças, jardins e vias
públicas dar-se-á, no mínimo em sua metade, com a uti- Parágrafo único. As disposições desta lei estendem-se
lização de espécies nativas ecologicamente recomenda- aos funcionários vinculados ao magistério, naquilo que
das. (Redação dada pela Emenda nº 43, de 23 de outu- lhes for aplicável.
bro de 1997)
Art. 2º Para efeito deste Estatuto :
Art. 268 A urbanização de parques, praças, jardins e vias I - funcionário é a pessoa legalmente investida em cargo
públicas dar-se-á, no mínimo em sua metade, com a uti- público, de provimento efetivo ou em comissão;
lização de espécies nativas ecologicamente recomenda- II - cargo é o conjunto de deveres, atribuições e respon-
das. sabilidades cometido ao funcionário, criado por lei, com
denominação própria, número certo e vencimento es-
Art. 269 O Poder Municipal implantará em todas as pra- pecífico;
ças, parques, avenidas, largos, locais de lazer e onde for III - classe é o agrupamento de cargos de atribuições da
possível o plantio de árvores frutíferas de nossa região. mesma natureza funcional, da mesma denominação, do
mesmo nível de vencimentos e semelhantes quanto ao
Parágrafo Único - Poderá o Poder Público Municipal fir- grau de dificuldade e responsabilidade das atribuições;
mar convênios para cumprir o que dispõe este artigo. IV - grupo é o conjunto de classes com afinidades entre
si quanto à natureza do trabalho ou o grau de conheci-
Art. 270 As matas nativas da orla da Lagoa dos Patos, as mento requerido para desempenhá-lo.
dunas de areia e os banhados passam a ser protegidos
pelo Poder Público Municipal, na forma da lei. Art. 3º O vencimento dos cargos corresponderá a pa-
drões básicos, previamente fixados em lei.
Art. 271 É vedada a concessão de recursos públicos ou
incentivos fiscais às atividades que desrespeitem as nor- Art. 4º É vedado o exercício gratuito de cargos públicos.
mas e padrões de proteção ao meio ambiente, inclusive
o do trabalho.

94
CAPÍTULO II Art. 10. A aprovação em concurso não gera direito à no-
DO PROVIMENTO E DA VACÂNCIA SEÇÃO I meação, mas esta, quando se der, respeitará a ordem
DISPOSIÇÕES GERAIS de classificação dos candidatos habilitados.
Art. 5º Os cargos públicos podem ser providos por : § 1º Terá preferência para nomeação, em caso de em-
I - nomeação; pate na classificação, o candidato já pertencente ao ser-
II - promoção; viço público municipal e, havendo mais de um candi-
III - acesso; dato com este requisito, o mais antigo.
IV - reintegração; § 2º Se ocorrer empate de candidatos, não pertencen-
V - aproveitamento; tes ao serviço público municipal, proceder-se-á a uma
VI - reversão. prova de desempate, conforme determinar o edital do
concurso.
Art. 6º Compete ao Prefeito Municipal prover, por de-
creto, os cargos públicos, observadas as prescrições le- Art. 11. Para a realização de concurso serão observadas
gais. as seguintes normas :
Parágrafo único. O decreto de provimento deverá con- I - a divulgação do concurso se fará mediante publicação
ter, sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de de edital, respeitado o prazo de validade de concurso
quem der posse, as seguintes indicações : anterior, para o mesmo cargo, se ainda houver candi-
I - a denominação do cargo vago e demais elementos de dato aprovado e não convocado para a investidura;
identificação, o motivo da vacância, e o nome do ex- II - o edital deverá estabelecer o prazo de validade do
ocupante, ocorrendo a hipótese em que estes últimos concurso e as exigências ou condições que possibilitem
elementos possam ser atendidos; a comprovação pelo candidato, das qualificações e re-
II - o caráter da investidura; quisitos constantes das especificações do cargo;
III - o fundamento legal, bem como a indicação do pa- III - aos candidatos serão assegurados meios amplos de
drão de vencimento do cargo; recurso, nas fases de homologação das inscrições, pu-
IV - a indicação de que o exercício do cargo se fará cu- blicação de resultados parciais ou globais, homologação
mulativamente com outro cargo municipal, quando for do concurso e nomeação dos candidatos
o caso. IV - quando houver funcionário público municipal em
disponibilidade, não será feito concurso público para o
Art. 7º Os cargos em comissão serão providos mediante preenchimento de cargos de igual categoria, devendo,
livre escolha do Prefeito Municipal, dentre pessoas que se necessário, ser convocado o funcionário disponível;
satisfaçam os requisitos legais para investidura no ser- V - independerá de limite de idade a inscrição, em con-
viço público. curso de ocupante de cargo ou função pública munici-
pal.
SEÇÃO II
DA NOMEAÇÃO SUBSEÇÃO II
Art. 8º A nomeação se dará: DA POSSE
I - em caráter efetivo, para cargo de provimento efetivo; Art. 12. Posse é a investidura em cargo público, sendo
II - em comissão, quando se tratar de cargo que assim dispensada nos casos de promoção, acesso e reintegra-
deva ser provido. ção.

Art. 13. Somente poderá ser empossado em cargo pú-


SUBSEÇÃO I blico quem, além de outras prescrições legais, atender
DO CONCURSO aos seguintes requisitos:
Art. 9º A primeira investidura em cargo de provimento I - Ter idade compreendida entre 18 (dezoito) anos com-
efetivo efetuar-se á mediante concurso público de pro- pletos e 55 (cinqüenta e cinco) anos incompletos, na
vas escritas, podendo ser utilizadas também provas prá- data de realização do concurso, ressalvadas as disposi-
ticas ou prático- orais. ções legais.
§ 1º No concurso para provimento dos cargos em geral, II - Ser julgado apto em exame de sanidade física e men-
poderá ser realizada também prova de títulos, obriga- tal.
tória esta no caso de provimento de cargo de nível uni- Parágrafo único. Quando se tratar de cargo em comis-
versitário. são, a idade máxima prevista no item I deste artigo será
§ 2º Será considerado, para efeito de título, o tempo de dispensada.
serviço público municipal e de exercício da função do
candidato, conforme determinar o edital do concurso. Art. 14. No ato da posse, o candidato deverá declarar,
por escrito, se é titular de outro cargo ou função pú-
blica.

95
Parágrafo único. Se a hipótese for a de que sobrevenha § 1º A promoção e o acesso não interrompem o exercí-
ou possa sobrevir acumulação proibida, a posse será cio, que é contado da nova classe a partir da data da
suspensa até que, respeitado o prazo do art. 18, se com- publicação do ato respectivo.
prove a inexistência daquela. § 2º O funcionário, quando licenciado ou afastado em
virtude do disposto nos itens I, II, III e IV do art. 46, de-
Art. 15. O Prefeito Municipal dará posse aos nomeados verá reassumir suas funções imediatamente após o tér-
para os cargos de Secretário Municipal e para os hierar- mino da licença ou do afastamento.
quicamente equivalentes; o Secretário de Administra-
ção, aos demais ocupantes de cargos em comissão; e o Art. 25. O funcionário somente poderá ter exercício no
Diretor do Departamento de Recursos Humanos, aos órgão em que for lotado, podendo ser deslocado para
funcionários em geral. outro, atendida a conveniência do serviço, ex-officio ou
a pedido.
Art. 16. Poderá haver posse mediante procuração por
instrumento público, em casos especiais, a critério da Art. 26. O funcionário não poderá ausentar-se do Muni-
autoridade competente. cípio, para estudo ou missão de qualquer natureza, com
ou sem vencimento, sem prévia autorização ou desig-
Art. 17. Cumpre à autoridade que der posse verificar, nação do Prefeito Municipal.
sob pena de responsabilidade, se foram satisfeitas as
condições legais para a investidura. Art. 27. O funcionário designado para estudo ou aper-
feiçoamento, fora do Município, com ônus para os co-
Art. 18. A posse deverá verificar-se no prazo de 20 fres municipais, ficará obrigado a prestar serviços ao
(vinte) dias, contados da publicação do ato de provi- Município por tempo igual ao dobro do período de afas-
mento. (Redação dada pela Lei nº 3775 de 30 de dezem- tamento, devendo ser assinado termo de compro-
bro de 1993.) misso.
Parágrafo único. Se a posse não ocorrer dentro do prazo Parágrafo único. Não cumprido o compromisso, o Mu-
previsto, o ato de nomeação ficará, automaticamente, nicípio será indenizado da quantia total despendida
considerado sem efeito. (Redação dada pela Lei nº 3775 com a viagem, incluídos o vencimento e as vantagens
de 1993.) recebidas.

SUBSEÇÃO III Art. 28. O funcionário somente poderá ser colocado à


DO ESTÁGIO PROBATÓRIO disposição de qualquer órgão da União, do Estado, de
Art. 19. (Revogado pela Lei nº 4449 de 1999.) Municípios e de suas entidades de administração indi-
Art. 20. (Revogado pela Lei nº 4449 de 1999.) reta, se aquela ocorrer sem ônus para o Município ou
Art. 21. (Revogado pela Lei nº 4449 de 1999.) mediante convênio.
Parágrafo único. Terminada a disposição de que trata
SUBSEÇÃO IV este artigo, o funcionário terá o prazo máximo de 7
DO EXERCÍCIO (sete) dias para reassumir seu cargo, período que será
Art. 22. Exercício é o período de desempenho efetivo contado como de efetivo exercício.
das atribuições de determinado cargo.
Art. 23. O início, a interrupção e o reinício do Art. 29. O funcionário preso, preventivamente em fla-
exercício serão registrados no assentamento indivi- grante ou em virtude de pronúncia, ou ainda conde-
dual do funcionário. nado por crime inafiançável em processo em que não
Parágrafo único. O início do exercício e as alterações haja pronúncia, será afastado do exercício do cargo até
que neste ocorrerem serão comunicados ao Departa- decisão final passada em julgado.
mento de Pessoal da Secretaria de Administração pelo
Chefe do órgão em que tiver exercício o funcionário. SUBSEÇÃO V
DA GARANTIA
Art. 24. O exercício do cargo terá início dentro do prazo Art. 30. O funcionário, nomeado para cargo cujo exercí-
de 10 (dez) dias, contados: cio exija prestação de garantia, ficará sujeito ao des-
(Redação dada pela Lei nº 3775 de 1993.) conto compulsório, nos respectivos vencimentos, da
I - da data da publicação oficial do ato, no caso de rein- parcela correspondente ao valor do prêmio de seguro
tegração; de fidelidade funcional, que deverá ser ajustado com
II - da data da posse, nos demais casos. entidades autorizadas.
Parágrafo único. O Prefeito Municipal discriminará, por
Decreto, os cargos sujeitos à prestação de garantia.

96
Art. 31. O responsável por alcance ou desvio não ficará § 4º No caso de exoneração prevista no parágrafo ante-
isento da ação administrativa ou criminal que couber, rior, será devida ao funcionário exonerado indenização
ainda que o valor da garantia seja superior ao prejuízo correspondente a 1 (um) vencimento base por ano de
verificado. serviço no cargo em que foi exonerado, não se compu-
tando o período de até 182 (cento e oitenta e dois) dias
SUBSEÇÃO VI e arredondando-se para 1 (um) ano quando exceder
DA SUBSTITUIÇÃO esse limite.
Art. 32. A substituição será automática ou dependerá § 5º No caso de recondução ao cargo que ocupava, nos
de ato da Administração. termos do § 3º, não caberá indenização ao funcionário.
§ 1º A substituição será remunerada quando exceder a
10 (dez) dias. SEÇÃO VI
§ 2º No caso de substituição remunerada, o substituído DO APROVEITAMENTO
perceberá o vencimento do cargo em que se dá a subs- Art. 36. Aproveitamento é o reingresso no serviço pú-
tituição, salvo se optar pelo seu cargo. blico de funcionário em disponibilidade, em cargo igual
§ 3º Em caso excepcional, atendida a conveniência da ou equivalente, quanto à natureza ou remuneração, ao
Administração, o titular do cargo de direção ou chefia anteriormente ocupado.
poderá ser nomeado ou designado, cumulativamente, § 1º O aproveitamento do funcionário será obrigatório:
como substituto para outro cargo da mesma natureza, - quando for restabelecido o cargo de cuja extinção de-
até que se verifique a nomeação ou designação do titu- correu a disponibilidade;
lar; nesse caso, somente perceberá o vencimento cor- - quando houver necessidade de prover o cargo anteri-
respondente a um cargo. ormente declarado desnecessário.
§ 2º O aproveitamento dependerá de comprovação de
SEÇÃO III capacidade física e mental.
DA PROMOÇÃO
Art. 33. Promoção é a mudança do funcionário do seu Art. 37. Havendo mais de um concorrente à mesma
padrão de vencimentos, por critérios alternados de me- vaga, terá preferência o de mais tempo de disponibili-
recimento e antigüidade, para o padrão imediatamente dade e, no caso de empate, o de mais tempo de serviço
superior, dentro da faixa de vencimentos da classe a público municipal.
que pertence o cargo.
Parágrafo único. Os critérios e requisitos para a promo- Art. 38. Será tornado sem efeito, o aproveitamento e
ção serão definidos em legislação específica. cassada a disponibilidade, se o funcionário não tomar
posse no prazo legal, salvo caso de doença comprovada
SEÇÃO IV em inspeção médica.
DO ACESSO Parágrafo único. Provada a incapacidade definitiva em
Art. 34. Acesso é a elevação de funcionário do cargo de inspeção médica, será o funcionário aposentado.
sua classe, pelo critério do merecimento, para outro de
classe de nível de vencimento mais elevado. SEÇÃO VII
Parágrafo único. Os critérios e requisitos para o acesso DA REVERSÃO
serão definidos em legislação específica. Art. 39. Reversão é o reingresso no serviço público de
funcionário aposentado, quando insubsistentes os mo-
SEÇÃO V tivos de aposentadoria.
DA REINTEGRAÇÃO Parágrafo único. Para que a reversão se efetive é neces-
Art. 35. Reintegração é o reingresso no serviço público sário que o aposentado:
de funcionário demitido ou exonerado ilegalmente, I - não tenha completado 70 (setenta) anos de idade;
com ressarcimento dos prejuízos decorrentes do afas- II - não conte mais de 35 (trinta e cinco) anos de serviço
tamento. público, incluído o tempo de inatividade, se do sexo
§ 1º A reintegração decorrerá sempre de decisão admi- masculino, ou 30 (trinta) anos, se do sexo feminino;
nistrativa ou judicial. III - seja julgado apto em inspeção médica.
§ 2º A reintegração será feita no cargo anteriormente
ocupado; se este houver sido transformado, no cargo Art. 40. A reversão se fará no cargo em que se deu a
resultante da transformação; se extinto, em cargo de aposentadoria, ou naquele em que tiver sido transfor-
vencimento equivalente, respeitada a habilitação pro- mado;
fissional.
§ 3º Reintegrado o funcionário, quem lhe houver ocu- Art. 41. A reversão se fará a pedido ou ex-officio.
pado o lugar será exonerado, ou, se ocupava outro
cargo, a este será reconduzido.

97
Parágrafo único. A reversão ex-officio não poderá se dar IV - luto pelo falecimento do pai, mãe, sogro, sogra, côn-
em cargo de vencimento inferior ao provento da inati- juge, filho ou irmão, até 8 (oito) dias consecutivos, a
vidade. contar do falecimento;
V - licença por acidente em serviço ou doença profissi-
SEÇÃO VIII onal;
DA VACÂNCIA VI - enfermidade comprovada;
Art. 42. A vacância do cargo decorrerá de: VII - licença à funcionária gestante;
I - exoneração; VIII - convocação para o serviço militar, inclusive o de
II - demissão; preparação de oficiais da reserva, júri e outros serviços
III - promoção; obrigatórios por lei;
IV - acesso; IX - missão ou estudo, quando o afastamento tiver sido
V - aposentadoria; autorizado pelo Prefeito;
VI - posse em outro cargo de acumulação proibida; X - expressa determinação constitucional ou legal, em
VII - falecimento. outros casos.
Parágrafo único. O tempo em que o funcionário estiver
Art. 43. A exoneração dar-se-á a pedido ou ex-officio . em disponibilidade será computado integralmente para
Parágrafo único. A exoneração ex-ofício ocorrerá efeito de aposentadoria.
quando se tratar de provimento em comissão ou em
substituição, quando não satisfeitas as condições do es- Art. 47. É vedada a soma de tempo de serviço simulta-
tágio probatório e quando o funcionário não assumir o neamente prestado.
exercício do cargo no prazo legal.
SEÇÃO II
Art. 44. A vaga ocorrerá na data: DA ESTABILIDADE
I - do falecimento; Art. 48. A estabilidade é adquirida após 3 (três) anos de
II - imediata àquela em que o funcionário completar 70 exercício em cargo efetivo. (Art. 41 da Constituição Fe-
(setenta) anos de idade; deral).
III - da publicação.
a) da lei que criar o cargo e conceder dotação para o seu Art. 49. O funcionário será demitido, quando estável,
provimento, ou da que determinar esta última medida, em virtude de sentença judicial ou mediante processo
se o cargo já estiver criado; administrativo em que se lhe tenha assegurado ampla
b) do ato que aposentar, exonerar, demitir ou conceder defesa.
promoção ou acesso;
IV - da posse em outro cargo de acumulação proibida. Art. 50. O funcionário em estágio probatório somente
poderá ser:
CAPÍTULO III I - exonerado; após observância do disposto no art. 20
DOS DIREITOS deste Estatuto;(Art. 20 revogado pela Lei nº 4449/99)
II - demitido, mediante processo administrativo, se este
SEÇÃO I se impuser antes de concluído o estágio.
DO TEMPO DE SERVIÇO
Art. 45. A apuração do tempo de serviço far-se-á em SEÇÃO III
dias. DAS FÉRIAS
§ 1º O número de dias será convertido em anos, consi- Art. 51. O funcionário gozará obrigatoriamente, 30
derados estes como de 365 (trezentos e sessenta e (trinta) dias, consecutivos de férias por ano, concedidos
cinco) dias. de acordo com escala organizada pela chefia imediata,
§2º Operada a conversão, os dias restantes, até 182 atendida sempre que possível, a conveniência do funci-
(cento e oitenta e dois), não serão computados, arre- onário.
dondando-se para um ano, quando excederem esse nú- § 1º A escala de férias poderá ser alterada por autori-
mero, nos casos de cálculo para efeito de aposentadoria dade superior, ouvido o chefe imediato do funcionário.
compulsória e por invalidez. § 2º Somente depois de 12 (doze) meses de exercício o
funcionário adquirirá direito a
Art. 46. Será considerado como de efetivo exercício o férias.
afastamento em virtude de: § 3º Durante as férias, o funcionário terá direito,
I - férias; além do vencimento, a todas as
II - licença-prêmio; vantagens que percebe normalmente.
III - casamento, até 8 (oito) dias consecutivos, contados
da realização do ato;

98
§ 4º O funcionário poderá, se o desejar, receber anteci- SUBSEÇÃO II
padamente a remuneração devida pelo período de fé- DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE
rias devendo requerer o benefício pelo menos 30 (Regulamentada pelos Decretos nºs 4526/03 e
(trinta) dias antes do início das mesmas. 4733/05)
§ 5º O período de gozo das férias iniciar-se-á sempre em Art. 58. A licença para tratamento de saúde será conce-
dia útil. dida mediante inspeção médica, por solicitação do fun-
§ 6º As férias dos professores serão de 60 (sessenta) cionário ou ex-officio.
dias por ano. (Alterado pelo Plano de Carreira do Magis-
tério – art.35: “O período de férias dos Professores em Art. 59. No curso de licença, o funcionário abster-se-á
exercício nas unidades escolares será de (trinta) dias e de exercer qualquer outra atividade, remunerada ou
30 (trinta) de recesso.”) gratuita, sob pena de cassação imediata da licença, com
perda total do vencimento correspondente ao período
Art. 52. É proibida a acumulação de férias, salvo por im- já gozado e suspensão disciplinar.
periosa necessidade de serviço e pelo máximo de 2
(dois) períodos, atestada a necessidade pelo chefe ime- Art. 60. No curso da licença, o funcionário poderá ser
diato do funcionário. examinado, a pedido ou ex- officio, ficando obrigado a
Parágrafo único. As férias vencidas e não concedidas se- assumir imediatamente seu cargo, se for considerado
rão pagas em dobro a partir da segunda. apto para o trabalho, sob pena de se apurarem como
faltas os dias de ausência.
Art. 53. Perderá o direito às férias o funcionário que, no
período aquisitivo, houver gozado das licenças a que se Art. 61. Durante o período de licença para tratamento
referem os itens V e VI do art. 54. de saúde, o funcionário terá direito a todas as vanta-
gens que percebe normalmente.
SEÇÃO IV
DAS LICENÇAS Art. 62. A licença para tratamento de moléstia grave,
SUBSEÇÃO I contagiosa ou incurável, a ser especificada em lei espe-
DISPOSIÇÕES GERAIS cial, será concedida quando a inspeção médica não con-
Art. 54. Conceder-se-á licença; cluir pela aposentadoria imediata do funcionário.
I - para tratamento de saúde;
II - por motivo de doença de pessoa da família; SUBSEÇÃO III
III - para repouso à gestante; DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA
IV - para serviço militar; EM PESSOA DA FAMÍLIA
V - para acompanhamento do cônjuge; (Regulamentada pelo Decreto nº4526/03)
VI - para trato de interesse particulares; Art. 63. O funcionário poderá obter licença por motivo
VII - prêmio. de doença em pessoa de sua família, cujo nome conste
de seu assentamento individual, desde que prove ser in-
Art. 55. Terminada a licença, o funcionário reassumirá dispensável à sua assistência pessoal a esta não possa
o exercício imediatamente, exceto se houver prorroga- ser prestada simultaneamente com o exercício do
ção, e o fará, sempre que possível, no mesmo setor em cargo.
que anteriormente trabalhava. § 1º Provar-se-á a doença mediante inspeção médica.
Parágrafo único. O pedido de prorrogação deverá ser § 2º A licença de que trata este artigo será concedida
apresentado antes de findo o prazo de licença; se inde- com vencimento integral durante os 2 (dois) primeiros
ferido, contar-se-á como de licença o período compre- meses e com os seguintes descontos, quando ultrapas-
endido entre a data do término e a do conhecimento sar esse limite:
oficial do despacho. 30% (trinta por cento), de 2 (dois) até 6 (seis) meses;
50% (cinqüenta por cento), de 6 (seis) até 12 (doze) me-
Art. 56. O funcionário não poderá permanecer em li- ses;
cença por prazo superior a 24 (vinte e quatro) meses, sem vencimento, de 12 (doze) até 24 (vinte e quatro)
salvo no caso do item IV do art. 54. meses.
§ 3º A licença de que trata este artigo não poderá ultra-
Art. 57. A licença dependente de inspeção médica será passar 24 (vinte e quatro) meses.
concedida pelo prazo indicado no laudo. Findo o prazo,
haverá nova inspeção, devendo o laudo médico concluir
pela volta ao serviço, pela prorrogação da licença ou
pela aposentadoria.

99
SUBSEÇÃO IV SUBSEÇÃO VII
DA LICENÇA À GESTANTE DA LICENÇA PARA TRATO DE INTERESSES
Art. 64. À funcionária gestante serão concedidos 120 PARTICULARES
(cento e vinte) dias de licença com remuneração, medi- Art. 69. O funcionário estável poderá obter licença sem
ante inspeção médica. (Redação dada pela Lei nº 4233 vencimento para o trato de interesses particulares, pelo
de 3 de dezembro de 1997.) prazo máximo de 2 (dois) anos.
§ 1º A licença poderá ser concedida a partir do 8º (oi- § 1º O requerente aguardará, em exercício, a concessão
tavo) mês de gestação. da licença, sob pena de demissão por abandono do
§ 2º A funcionária que adotar legalmente criança re- cargo.
cém-nascida será concedida licença até que o adotado § 2º O início da licença será condicionado ao término de
complete 120 (cento e vinte) dias de vida. (Alterado tarefas que estejam em andamento, sob a responsabili-
pela Lei 4832/02 – Regulamento de Custeio e Benefícios dade do funcionário.
do PREVPEL) § 3º Terminada a licença, o funcionário reassumirá ime-
§ 3º A funcionária que tiver filho, próprio ou adotivo, diatamente o exercício, sempre que possível, no mesmo
em fase de amamentação, terá direito a se afastar dia- setor em que anteriormente trabalhava.
riamente, por 1 (uma) hora por turno de trabalho.
§ 4º O afastamento, em virtude do gozo de licença à Art. 70. Somente poderá ser concedida nova licença
gestante, será contado para fins de percepção de li- para o trato de interesses particulares depois de decor-
cença-prêmio. (Acrescentado pela Lei nº 4233 de 1997.) ridos 2 (dois) anos do término da anterior.

Art. 65. Se a criança nascer prematuramente, antes de Art. 71. O funcionário poderá, a qualquer tempo, desis-
concedida a licença, o início desta se contará a partir da tir da licença.
data do parto. Parágrafo único. O funcionário poderá, a convite do
Chefe do Executivo, suspender a licença de que trata
SUBSEÇÃO V esta Subseção, podendo retomá-la, pelo prazo restante,
DA LICENÇA PARA SERVIÇO MILITAR quando se desincumbir da tarefa para a qual foi cha-
Art. 66. Ao funcionário convocado para o serviço militar mado.
e outros encargos de segurança nacional será concedida
licença, à vista de documento oficial. Art. 72. Ao funcionário em comissão não se concederá,
§ 1º Do vencimento do funcionário será descontada a nessa condição, licença para o trato de interesses parti-
importância percebida na qualidade de incorporado, culares.
salvo se tiver havido opção pelas vantagens do serviço
militar. SUBSEÇÃO VIII
§ 2º Ao funcionário desincorporado será concedido DA LICENÇA-PRÊMIO
prazo não excedente a 15 (quinze) dias para reassumir Art. 73. Após cada decênio de exercício no serviço pú-
o exercício sem perda do vencimento: blico municipal, ao funcionário que a requerer conce-
der-se á licença-prêmio de 180 (cento e oitenta) dias,
SUBSEÇÃO VI com todos os direitos e vantagens de seu cargo efetivo.
DE LICENÇA PARA ACOMPANHAMENTO DE CÔNJUGE § 1º Não se concederá licença-prêmio, se houver o fun-
Art. 67. O funcionário efetivo cujo cônjuge for funcioná- cionário a cada decênio:
rio federal ou estadual, civil ou militar e tiver sido man- - sofrido pena de suspensão;
dado servir ex- officio, em outro ponto do território na- - faltado ao serviço, injustificadamente, por mais de 10
cional ou no estrangeiro terá direito a licença não remu- (dez) dias, consecutivos ou não, no, período de aquisi-
nerada. ção do direito; (Suprimido pela Lei nº 3078 de 16 de ou-
§ 1º A licença será concedida mediante requerimento tubro de 1987.)
devidamente instruído. § 2º Durante o período de afastamento do funcionário
§ 2º Aplica-se o dispositivo neste artigo quando qual- por motivo de licença, a contagem do tempo para con-
quer dos cônjuges receber mandato eletivo fora do Mu- cessão de licença-prêmio será suspensa, voltando a ser
nicípio. realizada no momento em que o funcionário reassumir
seu cargo. (Redação dada pela Lei nº 3078 de 1987.)
Art. 68. Ao funcionário em comissão não se concederá § 3º A licença-prêmio poderá ser gozada em até 2 (dois)
a licença de que trata o artigo anterior. períodos iguais.
§ 4º O direito à licença-prêmio não tem prazo para ser
exercitado.

100
Art. 74. A requerimento do funcionário, a licença-prê- para o montepio oficialmente reconhecido, pensão ou
mio poderá ser convertida em moeda corrente no mon- aposentadoria e aluguéis.
tante equivalente à remuneração relativa aos 180
(cento e oitenta) dias, podendo o pagamento ser efetu- SEÇÃO II
ado de 1 (uma) só vez ou até 6 (seis) quotas mensais e DO VENCIMENTO
consecutivas, a partir da data de aceitação do reque- Art. 78. Vencimento é a retribuição ao funcionário pelo
rido. efetivo exercício do cargo e corresponde ao padrão fi-
§ 1º Se o funcionário assim o requerer, a conversão em xado em lei.
moeda corrente poderá se restringir à metade da li-
cença-prêmio, devendo, neste caso, o pagamento ser Art. 79. O funcionário perderá o direito ao recebimento
efetuado de 1 (uma) só vez em 3 (três) quotas mensais do cargo efetivo:
e consecutivas, a partir da data de aceitação do reque- I - quando no exercício de mandato eletivo, federal ou
rido. estadual;
§ 2º A conversão se fará com base na remuneração de- II - quando designado para servir em qualquer órgão da
vida no dia do pagamento. União, dos Estados, dos outros Municípios e em suas
§ 3º Quando ocorrer desdobramento pelo prazo mí- autarquias entidades de economia mista, empresas pú-
nimo de 24 (vinte quatro) meses, a remuneração terá blicas ou fundações, ressalvadas as exceções previstas
como base o valor total recebido. (Acrescentado pela em lei municipal.
Lei nº 3078 de 1987.)
Art. 80. O funcionário que vier a ser nomeado para o
Art. 75. Os funcionários que, ao se inativarem, tiverem exercício de cargo em comissão poderá optar pelo ven-
direito à licença-prêmio, receberão a vantagem em mo- cimento de seu cargo efetivo.
eda corrente, à razão de 1 (um) mês de remuneração § 1º O disposto neste artigo aplica-se também ao servi-
para cada mês de licença-prêmio não gozado. dor contratado do Município que for nomeado para
Parágrafo único. Os funcionários que ao se inativarem cargo em comissão, cabendo-lhe a opção pelo recebi-
tiverem tempo insuficiente para o gozo da licença-prê- mento do vencimento do cargo em comissão ou do sa-
mio, receberão essa vantagem em moeda corrente à ra- lário que normalmente percebe.
zão de 0,6 da remuneração mensal, por ano de serviço § 2º Quando o funcionário ou servidor contratado op-
municipal efetivo. tar, respectivamente, pelo vencimento do cargo efetivo
ou pelo salário que percebe, receberá ainda 30% (trinta
CAPÍTULO IV por cento) do vencimento correspondente ao cargo em
DO VENCIMENTO E DAS VANTAGENS comissão, enquanto perdurar o comissionamento, ou a
função gratificada correspondente.
SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 81. O funcionário perderá:
Art. 76. Além do vencimento, poderão ser deferidas tão I - O vencimento do dia, se não comparecer ao serviço,
somente as seguintes vantagens: salvo motivo previsto em lei;
I - ajuda de custo ; II - 1/3 (um terço) do vencimento do dia, quando com-
II - diárias parecer ao serviço dentro da hora seguinte à marcada
III - auxilio para diferença de caixa ; para início dos trabalhos, ou quando se retirar dentro
IV - abono família; da última hora do expediente;
V - gratificações; III - 2/3 (dois terços) do vencimento, durante o período
VI - adicional por tempo de serviço do afastamento em virtude de condenação, por sen-
tença definitiva, a pena que não determine sua demis-
Art. 77. É permitida a consignação sobre vencimento são.
provento e adicional por tempo de serviço. Parágrafo único. O disposto no item III deste artigo
§ 1º A soma das consignações não poderá exceder a aplica-se também aos casos de contravenção, no que
30% (trinta por cento), do vencimento, provento ou adi- couber.
cional por tempo de serviço.
§ 2º O limite estipulado no § 1º poderá ser elevado até Art. 82. No caso de faltas sucessivas, os dias sem expe-
60% (sessenta por cento), quando se tratar de aquisição diente, intercalados entre estas, serão computadas
de casa própria ou pensão alimentícia. para efeito de desconto.
§ 3º Além dos fins previstos no § 2º, a consignação em
folha, limitada conforme o § 1º, poderá servir à garantia
de quantias devidas à Fazenda Pública, à contribuição

101
SEÇÃO III (Lei nº 4239/97 - Incorporação de vantagens 06 anos
DA AJUDA DE CUSTO consecutivos ou 10 intercalados.)
Art. 83. Será concedida ajuda de custo ao funcionário SEÇÃO VI
que for designado para serviço, curso ou outra atividade DO ABONO FAMILIAR
fora do Município, por período superior a 30 (trinta) Arts.87, 88, 89, 90 e 91. (O abono familiar com a deno-
dias. minação de salário família passou a ser pago pelo Insti-
§ 1º A ajuda de custo destina-se à compensação das tuto de Previdência dos Servidores Municipais de Pelo-
despesas de viagem e será fixada pelo Prefeito Munici- tas- PREVPEL, criado pela Lei n 4457/99 sendo o Regu-
pal. lamento de Custeio e Benefícios criado pela Lei nº
§ 2º A ajuda de custo será calculada sobre o vencimento 4489/00.)
do cargo ocupado pelo funcionário.
§ 3º Não se concederá ajuda de custo ao funcionário SEÇÃO VII
posto à disposição de qualquer entidade. DAS GRATIFICAÇÕES
§ 4º O funcionário restituirá a ajuda de custo quando, Art. 92. Conceder-se à gratificação:
antes de terminada a incumbência, regressar, pedir I - de função;
exoneração ou abandonar o serviço. II - de representação;
§ 5º A restituição é de exclusiva responsabilidade pes- III - de Gabinete;
soal e será proporcional aos dias de serviço não presta- IV - pela prestação de serviços extraordinários;
dos. V - de insalubridade;
VI - de periculosidade;
SEÇÃO IV VII - pela participação em órgão colegiado;
DAS DIÁRIAS VIII - de Natal.
Art. 84. Serão concedidas diárias ao funcionário que for
designado para serviço, curso ou outra atividade fora do Art. 93. Gratificação de função é a retribuição mensal
Município, por período inferior a 30 (trinta) dias, a título pelo desempenho de cargos de chefia, de assessora-
de indenização das despesas de viagem, incluídas as de mento e outros que a lei determinar.
alimentação e pousada. § 1º Ao funcionário que, por mais de 6 (seis) anos con-
Parágrafo único. A concessão de diárias e seu valor se- secutivos ou 10 (dez) anos intercalados, perceber grati-
rão regulamentados por Decreto do Prefeito Municipal. ficação de função, fica assegurado o direito de incor-
porá-la ao seu vencimento. (Alterado o prazo pela Lei nº
Art. 85. A concessão de ajuda de custo impede a con- 4239 de 11 de dezembro de 1997.) E acrescentando “As
cessão de diárias, e vice-versa. determinações do artigo anterior não se aplicam às in-
corporações de vantagens que leis anteriores estipulem
SEÇÃO V prazos maiores”.
DO AUXÍLIO PARA DIFERENÇA DE CAIXA § 2º Se o funcionário, dentro dos períodos mencionados
Art. 86. Ao funcionário que no efetivo exercício de suas no parágrafo anterior, perceber gratificações por fun-
funções, pagar ou receber em moeda corrente, será ções diferentes, fará jús à incorporação daquela de me-
concedido auxílio mensal ininterrupto de valor equiva- nor valor.
lente ao vencimento do padrão I da tabela de venci- § 3º Se o funcionário, após a incorporação de que trata
mento, a título de gratificação de diferença de caixa. o parágrafo anterior, permanecer ou retornar ao exer-
(Redação dada pela Lei nº 3830 de 28 de maio de 1994.) cício de função gratificada, perceberá novamente o va-
§ 1º A gratificação de que trata este artigo será incorpo- lor da gratificação, sem, no entanto, voltar a incorporá-
rada ao vencimento do cargo dos funcionários que, no la à sua remuneração.
início da vigência desta Lei tenham, pelo menos, 4 (qua- § 4º No caso do parágrafo anterior, se o funcionário re-
tro) anos consecutivos, no efetivo exercício de suas fun- tornar, por períodos equivalentes aos mencionados no
ções, ou venham a completá-los futuramente, não se § 1º deste artigo, ao exercício de função gratificada com
considerando interrupção do período aquisitivo do di- remuneração superior à incorporada, fará jus à incorpo-
reito, o gozo de férias. (Redação dada pela Lei nº 3830 ração das diferenças entre uma e outra.
de 1994.)
§ 2º O Prefeito Municipal estabelecerá, por decreto, os Art. 94. Somente servidores públicos serão designados
cargos que terão direito ao recebimento do auxílio re- para o exercício de funções gratificadas.
ferido neste artigo. § 1º A designação para o exercício de função gratificada
§ 3º Se o funcionário após a incorporação, permanecer será feita pelo Prefeito Municipal.
ou retornar ao exercício de suas funções perceberá no- § 2º É vedada a concessão de gratificação de função ao
vamente o valor da gratificação, sem, no entanto, voltar servidor, pelo exercício de chefia ou assessoramento
a incorporá-la. (Acrescentado pela Lei nº 3830 de 1994.)

102
quando esta atividade for inerente ao exercício do administração e o Sindicato dos Servidores Públicos
cargo. Municipais, sob pena de nulidade.
§ 3º Será permitida a nomeação de servidores permu-
tados com o município através de Ato Oficial entre o Po- Art. 99. O ocupante de cargo de direção ou chefia , em
der Executivo Municipal e as diferentes esferas de po- comissão ou não, e o funcionário que não estiver no
der. O servidor permutado quando ocupar Função Gra- exercício do cargo não terão direito ao recebimento de
tificada, fará jus à gratificação correspondente à respec- gratificação por serviço extraordinário.
tiva função, de acordo com a legislação municipal vi-
gente. (Acrescentado pela Lei nº 5204 de 26 de dezem- Art. 100. A gratificação de insalubridade é devida aos
bro de 2005.) ocupantes de cargos que exerçam atividades considera-
das insalubres, conforme estabelecido em lei especial.
Art. 95. Não perderá gratificação de função o funcioná- Parágrafo único. A concessão da gratificação de que
rio que se ausentar em virtude de férias, licença-prê- trata este artigo será regulamentada por decreto do
mio, luto, casamento, licença-gestante, doença com- Prefeito Municipal.
provada ou serviço obrigatório por lei.
Art. 101. A gratificação de periculosidade é devida aos
Art. 96. Gratificação de representação é a retribuição ocupantes de cargos que exerçam atividades conside-
pecuniária mensal que se atribui aos ocupantes de de- radas perigosas, conforme estabelecido em lei especial.
terminados cargos, com o fim de ressarci-los de despe- Parágrafo único. A concessão da gratificação de que
sas que o seu exercício acarreta, conforme regulamen- trata este artigo será regulamentada por decreto do
tação a ser baixada por decreto do Prefeito Municipal. Prefeito Municipal.
OBS:(Os artigos 101 e 102 foram substituídos pela Lei nº
Art. 97. Gratificação de Gabinete é a retribuição mensal 4455/99,com a seguinte redação:
pelo exercício de atividades auxiliares de gabinete, con- “Art. 1º Aos servidores regidos pelo Estatuto dos Funci-
forme regulamento a ser baixado por Decreto do Pre- onários Públicos Municipais que desempenharem ativi-
feito Municipal. dades insalubres ou perigosas serão concedidas gratifi-
cações sob estes títulos, conforme as normas estabele-
Art. 98. A remuneração de horas extras realizadas, por cidas, quando da concessão destas vantagens aos servi-
qualquer servidor, detentor de cargo ou emprego será dores integrantes do Quadro de Pessoal Contratado.
de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da hora nor- Parágrafo Único - A concessão das vantagens estabele-
mal, admitido o regime de compensação de jornada de cidas no “caput”serão precedidas de Laudo Técnico.
trabalho. (Redação dada pela Lei nº 4540 de 9 de junho Art. 2º - A concessão ou eliminação destas vantagens
de 2000.) dar-se-á por ato do Senhor Prefeito Municipal.”)
§ 1º Inexistindo repouso ininterrupto de 24 (vinte e qua-
tro) horas, a cada semana, ou não sendo de qualquer Art. 102. A gratificação pela participação em órgão co-
forma compensado na semana subsequente, o dia de legiado será regulamentada por lei, observados os re-
trabalho correspondente ao repouso será remunerado quisitos específicos a cada caso.
com adicional de 100% (cem por cento). Parágrafo único. Em nenhuma hipótese a gratificação
§ 2º Considera-se trabalho noturno o realizado entre as poderá ser superior mensalmente a 50% (cinqüenta por
22 (vinte e duas) horas de um dia e às 5 (cinco) horas do cento) do vencimento ou salário do servidor municipal
dia seguinte, devendo ser remunerado com acréscimo beneficiado.
de 20% (vinte por cento).
§ 3º O trabalho extraordinário fica limitado ao máximo Art. 103. A gratificação de Natal será paga anualmente
de 90 (noventa) horas mensais, devendo ser expressa- a todo funcionário municipal, independentemente da
mente autorizado pelo Prefeito ou, por delegação ao remuneração a que fizer jus.
Secretário Municipal, Diretor, Presidente ou Chefe de § 1º A gratificação de Natal corresponderá a 1/12 (um
Autarquia, Fundação ou Empresa Pública, a quem doze avos), por mês de efetivo exercício, da remunera-
aquele estiver subordinado o servidor, em despacho ção devida em dezembro do ano correspondente.
fundamentado sobre a necessidade da prorrogação de § 2º A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de
jornada. exercício será tomada como mês integral, para efeito do
§ 4º O trabalho extraordinário desempenhado por ser- parágrafo anterior.
vidores da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal § 3º A gratificação de Natal será calculada sobre a re-
de Saúde, poderá atingir a 120 (cento e vinte) horas muneração do funcionário.
mensais, atendidas as condições estabelecidas no § 3º. § 4º No caso de ocupante de cargo em comissão, a gra-
§ 5º A estipulação de regime de compensação de jor- tificação de Natal será paga tomando-se por base a re-
nada de trabalho deverá ser objeto de acordo entre a muneração do referido cargo.

103
§ 5º A gratificação de Natal será estendida aos inativos, Art. 106. O Município facilitará aos funcionários a fre-
com base na remuneração que perceberam na data do qüência a cursos superiores em que estejam matricula-
pagamento daquela. dos ou venham a se inscrever.
§ 6º A gratificação de Natal poderá ser paga em duas § 1º A concessão de que trata este artigo se efetivará
parcelas, devendo ser integralizadas até o dia 20 (vinte) pela permissão a que o funcionário regularmente ma-
de dezembro de cada ano. triculado em curso superior, que não funcione em horá-
§ 7º O pagamento da primeira parcela se fará tomando rio diferente do expediente a que está obrigado, se au-
por base a remuneração do mês em que ocorrer. sente para assistir às aulas necessárias que completem
§ 8º A segunda parcela será calculada com base na re- o mínimo de freqüência obrigatória.
muneração em vigor no mês de dezembro, abatida a im- § 2º Para gozar da concessão, o funcionário deverá
portância da primeira parcela. apresentar comprovante fornecido pelo estabeleci-
§ 9º Caso o funcionário deixe o serviço público munici- mento de ensino respectivo, do qual conste a freqüên-
pal, a gratificação de Natal ser-lhe- á paga proporcional- cia mínima exigida, bem como o horário em que o curso
mente ao número de meses de exercício do ano, com é ministrado.
base na remuneração do mês em que ocorrer a exone- § 3º Havendo necessidade, o chefe imediato do funcio-
ração, demissão ou falecimento. nário providenciará para que este possa completar sua
§ 10. O afastamento do funcionário nas hipóteses pre- carga horária de trabalho em período diferente do nor-
vistas pelo itens I a X do art. 46 não impedirá o paga- mal, não cabendo, neste caso, o recebimento, pelo fun-
mento da gratificação de Natal. cionário, de gratificação por serviço extraordinário.
§ 4º Ao término do período letivo, o funcionário deverá
SEÇÃO VIII apresentar documento fornecido pelo estabelecimento
DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO de ensino em que estiver matriculado, informando se
Art. 104. Por triênio de exercício no serviço público mu- foi ou não aprovado e se obteve ou não a freqüência
nicipal será concedido ao funcionário efetivo um adici- mínima exigida.
onal correspondente a 3,5 % (três e meio por cento) da § 5º Caso o documento exigido na forma do parágrafo
remuneração de seu cargo efetivo até o limite de 11 anterior informe a reprovação do funcionário ou a inob-
(onze) triênios. servância da frequência mínima exigida, o funcionário
§ 1º Ao completar 15 (quinze) anos de serviço público perderá o direito no período letivo seguinte de pleitear
municipal, o funcionário perceberá, além da vantagem a concessão de que trata este artigo.
prevista no caput deste artigo, um adicional de 15%
(quinze por cento) sobre remuneração, percentual que CAPÍTULO VI
passará a ser de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a DA APOSENTADORIA
remuneração quando o funcionário atingir 25 (vinte e Art. 107. O funcionário será aposentado compulsoria-
cinco) anos de serviço público municipal. mente, a pedido ou por invalidez, nas hipóteses previs-
OBS: O cálculo dos adicionais passou a ser calculado sob tas na Constituição da República.
o vencimento básico § 1º A aposentadoria por invalidez será sempre prece-
-Incidente de Inconstitucionalidade Nº 70010528107. dida de licença por período não inferior a 24 (vinte e
§ 2º Os adicionais referidos serão devidos a partir do dia quatro) meses, salvo quando o laudo médico concluir,
imediato àquele em que o funcionário completar o anteriormente àquele prazo, pela incapacidade defini-
tempo de serviço exigido e serão concedidos automati- tiva para o serviço público.
camente. § 2º Será aposentado o funcionário que for considerado
§ 3º O funcionário que exercer acumulação de cargos inválido para o serviço público, respeitado o disposto no
terá direito aos adicionais calculados sobre o venci- parágrafo anterior.
mento de maior monta. § 3º Serão integrais os proventos dos aposentados por
§ 4º Para efeito da concessão dos adicionais de que invalidez quando a concessão do referido benefício de-
trata este artigo, considerar-se-ão como de efetivo correr de acidente, moléstia profissional ou pelas se-
exercício os afastamentos previstos no art. 46 desta lei. guintes doenças: tuberculose ativa, alienação mental,
esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira bilate-
CAPÍTULO V DAS CONCESSÕES ral, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkinson,
Art. 105. OBS: Este artigo tratava sobre a concessão de paralisia irreversível e incapacitante, espondiloartrose
auxílio funeral que, por força constitucional, não é mais anquilosante, nefropatia grave, estados avançados do
devido já que o Regime Geral da Previdência Social não mal de Paget (osteíte deformante) e Síndrome da Imu-
preve o pagamento deste benefício. nodeficiência Adquirida (AIDS). (Alterado pela Lei nº
4714 de 13 de setembro de 2001.)

104
§ 4º Quando não ocorrer incapacidade definitiva para o CAPÍTULO VII
serviço público, o funcionário será, após parecer da Bi- DA ASSISTÊNCIA
ometria Médica, readaptado em cargo cujas atribuições Art. 114. O município, diretamente ou não, prestará
sejam compatíveis com sua capacidade física ou intelec- serviços de assistência e previdência a seus funcioná-
tual, e manterá seu padrão de remuneração. (Acrescen- rios e respectivas famílias, nos termos e condições esta-
tado pela Lei nº 4247 de 15 de setembro de 1997.) belecidos em lei.

Art. 108. Considera-se acidente, para efeito desta lei, o CAPÍTULO VIII
evento danoso que tiver como causa mediata ou imedi- DO DIREITO DE PETIÇÃO
ata o exercício das atribuições inerentes ao cargo ocu- Art. 115. É assegurado ao funcionário o direito de re-
pado pelo funcionário. querer e representar, devendo a petição ser dirigida à
§ 1º Equipara-se a acidente a agressão sofrida e não autoridade competente para decidi-la, a qual terá 20
provocada pelo funcionário no exercício de suas fun- (vinte) dias para fazê-lo.
ções.
§ 2º A prova de acidente será feita em processo especial Art. 116. Da decisão a que se refere o artigo anterior,
no prazo de 8 (oito) dias, prorrogável quando as circuns- caberá recurso, no prazo de 30 (trinta) dias, ao Prefeito
tâncias o exigirem, sob pena de suspensão de quem Municipal, salvo se este a proferir.
omitir ou retardar a providência.
Art. 117. O recurso não terá efeito suspensivo, mas se
Art. 109. Entende-se por doença profissional a que de- for provido, retroagirá nos seus efeitos à data do ato
correr das condições do serviço ou de fatos nele ocorri- impugnado.
dos, devendo o laudo médico estabelecer-lhe a rigorosa
caracterização. Art. 118. O direito de pleitear na esfera administrativa
prescreverá :
Art. 110. O funcionário que sofrer as ocorrências de que I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de que decorram
tratam os arts. 108 e 109 terá direito ao pagamento, demissão e cassação de aposentadoria ou de disponibi-
pelo Município, das despesas médico-hospitalares rela- lidade;
tivas ao seu tratamento. II - em 60 (sessenta) dias, nos demais casos.
Parágrafo único. O prazo de prescrição contar-se-á da
Art. 111. O disposto nos arts. 108, 109 e 110 aplica-se data de publicação do ato impugnado; quando este for
também aos ocupantes de cargo em comissão para ca- de natureza reservada, da data em que o interessado
racterizar acidente ou doença profissional. dele tiver ciência.

Art. 112. Os proventos dos aposentados e dos funcioná- Art. 119. O recurso interrompe a prescrição uma única
rios em disponibilidade serão revistos quando e nas ba- vez, recomeçando esta a correr da data do ato que a in-
ses determinadas por lei para o reajuste do vencimento terrompeu.
dos funcionários em atividade.
§ 1º Ao servidor inativado em cargo ou função extinto CAPÍTULO IX
caberá aumento equivalente ao concedido a cargo ou DA DISPONIBILIDADE
função semelhante ou assemelhado dos grupos e níveis Art. 120. Extinto o cargo ou declarada sua desnecessi-
em que se aposentou. dade, o funcionário estável será posto em disponibili-
§ 2º Ressalvado o disposto neste artigo, em caso ne- dade remunerada com proventos proporcionais ao
nhum os proventos da inatividade poderão exceder a tempo de serviço.
remuneração percebida na atividade. § 1º A extinção do cargo será feita por lei, e a declaração
de desnecessidade por decreto do Prefeito Municipal.
Art. 113. É automática a aposentadoria compulsória, § 2º Os proventos da disponibilidade do funcionário se-
calculando-se os proventos do aposentado com base no rão calculados na razão de 1/35 (um trinta e cinco avos)
vencimento e nas vantagens a que fizer jus no dia em por ano de serviço, se do sexo masculino, e 1/30 (um
que atingir a idade limite. trinta avos), se do sexo feminino, acrescidos do adicio-
Parágrafo único. O retardamento do decreto que decla- nal por tempo de serviço a que fizer jus o funcionário na
rar a aposentadoria não impedirá que o funcionário se data da disponibilidade e do abono familiar.
afaste do exercício no dia imediato àquele em que atin-
gir a idade limite.

105
CAPÍTULO X II - retirar qualquer documento ou objeto da repartição,
DO REGIME DISCIPLINAR sem prévia autorização competente e sem razão de in-
teresse público;
SEÇÃO I III - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de
DA ACUMULAÇÃO terceiros, em prejuízo do interesse público;
Art. 121. A acumulação remunerada somente será per- IV - participar de gerência ou administração de estabe-
mitida nos casos previstos pela Constituição da Repú- lecimento que mantenha transações com o município;
blica. V - pleitear, como procurador ou intermediário, junto às
repartições públicas municipais, exceto quando se tra-
Art. 122. Verificada em processo administrativo a ocor- tar de percepção de vencimentos e vantagens de de-
rência de acumulação proibida, e provada a boa fé, o pendentes;
funcionário optará por um dos cargos; se não o fizer VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos
dentro de 15 (quinze) dias, será exonerado de qualquer casos previstos em lei, o desempenho de encargos que
deles a critério do Prefeito Municipal. lhe competirem ou a seus subordinados;
§ 1º Provada a existência de má fé, o funcionário será VII - utilizar material da repartição em serviço particu-
demitido de todos os cargos e restituirá o que tiver per- lar;
cebido indevidamente. VIII - atender durante o expediente a pessoa estranhas
§ 2º Se a acumulação proibida envolver cargo, função à repartição para o trato de assunto particular, salvo se
ou emprego em outra atividade estatal ou paraestatal, autorizado pela chefia imediata;
será o funcionário demitido do cargo municipal. IX - praticar qualquer outro ato ou exercer atividade
proibida por lei ou incompatível com suas atribuições
SEÇÃO II funcionais.
DO EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO
Art. 123. O exercício de mandato eletivo por funcioná- Art. 126. Pelo exercício irregular de seu cargo, o funcio-
rio municipal obedecerá às determinações estabeleci- nário responde administrativa, civil e penalmente.
das pela Constituição da República. § 1º A responsabilidade administrativa resulta de atos
ou omissões que contravenham o regular cumprimento
Art. 124. Serão deveres do funcionário: dos deveres, atribuições e responsabilidades que as leis
I - exação administrativa; e os regulamentos cometam ao funcionário.
II - assiduidade; § 2º As cominações civis, penais e disciplinares poderão
III - pontualidade; cumular-se, sendo umas e outras independentes entre
IV - discrição; si, bem como as instâncias administrativa, civil e penal.
V - urbanidade;
VI - observância das normas legais e regulamentares; SEÇÃO IV
VII - obediência às ordens superiores, salvo quando ma- DAS PENALIDADES
nifestamente ilegais; Art. 127. Considera-se infração disciplinar o ato prati-
VIII - zelo pela economia e conservação do material sob cado pelo funcionário com violação dos deveres e das
sua guarda; proibições decorrentes do cargo que exerce.
IX - manutenção de comportamento condizente com a
sua condição de funcionário público e de cidadão; Art. 128. São penas disciplinares, na ordem crescente
X - pronto atendimento: de gravidade:
a) às requisições para defesa da Fazenda Pública; I - advertência verbal;
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de II - repreensão;
direitos; III - suspensão;
c) às decisões e ordens emanadas do Poder Judiciário; IV - demissão;
- colaboração para o aperfeiçoamento dos serviços, su- V - cassação de aposentadoria ou de disponibilidade.
gerindo à chefia imediata as medidas que julgar neces- Parágrafo único. Na aplicação das penas disciplinares
sárias. serão consideradas a natureza e a gravidade da infra-
ção, os danos que lhe dela provierem para o serviço pú-
Art. 125. É proibido ao funcionário: blico e os antecedentes do funcionário.
I - referir-se de modo depreciativo às autoridades e atos
da administração pública, sendo permitida a crítica, em Art. 129. A pena de advertência verbal será aplicada em
trabalho assinado, do ponto de vista doutrinário ou de casos de negligência.
organização do serviço;

106
Art. 130. A pena de repreensão será aplicada por escrito Art. 135. Para a imposição de penas disciplinares são
nos casos de desobediência ou falta de cumprimento competentes:
dos deveres. I - O Prefeito, nos casos de demissão, cassação de apo-
sentadoria e de disponibilidade, bem como suspensão
Art. 131. A pena de suspensão, que não excederá 30 superior a 15 (quinze) dias.
(trinta) dias, será aplicada nos casos de falta grave ou II - o chefe imediato do funcionário, nos casos de sus-
de reincidência. pensão até 15 (quinze) dias, advertência verbal e repre-
Parágrafo único. O funcionário, enquanto suspenso, ensão.
perderá todos os direitos e vantagens decorrentes do
exercício do cargo, exceto o abono familiar. Art. 136. As penas poderão ser atenuadas pelas seguin-
tes circunstâncias:
Art. 132. A pena de demissão será aplicada nos casos I - prestação de mais de 15 (quinze) anos de serviço com
de: exemplar comportamento e zelo;
I - delito contra a Administração pública, nos termos da II - confissão espontânea da infração.
lei penal;
II - abandono de cargo; Art. 137. As penas poderão ser agravadas pelas seguin-
III - incontinência pública escandalosa, vício de jogos tes circunstâncias:
proibidos e embriaguez habitual; I - conluio para a prática de infração;
IV - insubordinação grave em serviço; II - acumulação de infração;
V - ofensa física em serviço contra funcionário ou parti- III - reincidência genérica ou específica na infração.
cular, salvo se em legítima defesa;
VI - aplicação irregular dos dinheiros públicos; Art. 138. As faltas prescreverão, contados os prazos a
VII - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimô- partir da data da infração:
nio público; I - em 1 (um) ano, quando sujeitas à pena de repreen-
VIII - acumulação proibida; são;
IX - revelação de segredo de que tenha conhecimento II - em 2 (dois) anos, quando sujeitas à pena de suspen-
em razão de suas funções; são;
X - incidência em qualquer das proibições de que tratam III - em 4 (quatro) anos, quando sujeitas às penas de
os itens IV a VII do art. 125. demissão, cassação de aposentadoria ou de disponibi-
Parágrafo único. Considera-se abandono de cargo a au- lidade.
sência do funcionário, sem causa justificada, por mais Parágrafo único. A falta administrativa, também pre-
de 30 (trinta) dias consecutivos ou 60 (sessenta) dias in- vista como delito na lei penal, prescreverá juntamente
tercaladamente, no período de 12 (doze) meses. com este.

Art. 133. O ato que demitir o funcionário municipal CAPÍTULO XI


mencionará sempre a causa da penalidade e a disposi- DA SINDICÂNCIA E DO PROCESSO DISCIPLINAR
ção legal em que se fundamentar.
Parágrafo único. Considerada a gravidade da falta a de- SEÇÃO I DO PROCESSO
missão poderá ser aplicada com a nota “a bem do ser- Art. 139. O processo precederá a aplicação das penas
viço público”, que constará sempre nos atos de demis- de suspensão, demissão, cassação de aposentadoria ou
são nos itens I, VI e VII do art. 132. de disponibilidade. (Redação dada pela Lei nº 5270 de
18 de julho de 2006.)
Art. 134. Será cassada a disponibilidade, se ficar pro- § 1º Compete ao Prefeito Municipal determinar a ins-
vado em processo que o funcionário nessa situação: tauração de processo administrativo.
I - praticou, quando em atividade, qualquer das faltas § 2º O funcionário que tiver ciência de qualquer irregu-
passíveis de demissão; laridade no serviço público é obrigado a denunciá-la
II - foi condenado por delito cuja pena importaria em para que seja promovida sua apuração imediata.
demissão se estivesse em atividade; § 3º A Sindicância Administrativa, destinada à apuração
III - aceitou ilegalmente cargo ou função pública; de fato considerado lesivo ao erário público e da ocor-
IV - aceitou sem prévia autorização do Presidente da Re- rência e autoria de infração disciplinar, cometida por
pública, representação de Estado estrangeiro; servidores do Município, terá seu procedimento esta-
V - praticou usura ou advocacia administrativa; belecido em regulamento. (Acrescentado pela Lei nº
VI - deixou de assumir, no prazo legal, o exercício do 5270 de 2006.)
cargo em que foi aproveitado.
Parágrafo único. Será cassada a aposentadoria do fun-
cionário nos casos dos itens I, III, IV e V deste artigo.

107
Art. 140. Promoverá o processo uma comissão, desig- Art. 146. Recebido o processo com o relatório final, o
nada pelo Prefeito Municipal, composta de 3 (três) fun- Prefeito Municipal proferirá o julgamento no prazo de
cionários estáveis e que não estejam na ocasião ocu- 20 (vinte) dias, salvo se baixar os autos em diligências,
pando cargo de que sejam exoneráveis ad nutum. quando se renovará o prazo para conclusão desta.
Parágrafo único. O Prefeito Municipal designará os fun- Parágrafo único. Não decidido o processo no prazo
cionários que devem servir como presidente e como se- deste artigo, o indiciado reassumirá automaticamente
cretário da comissão. o exercício do cargo e aguardará o julgamento, salvo o
disposto no § 2º do art. 152.
Art. 141. O processo administrativo será aberto por
termo inicial indicativo dos atos ou fatos irregulares e Art. 147. Quando a irregularidade objeto de processo
dos responsáveis por sua autoria. administrativo constituir delito, o Prefeito Municipal co-
§ 1º Dentro de 48 (quarenta e oito) horas seguintes à municará o fato à autoridade judicial, para os devidos
sua lavratura, a comissão transmitirá ao acusado cópia fins, e, concluído o processo na esfera administrativa,
do termo, citando-o para todos os atos do processo, sob remeterá os autos à autoridade judicial compete, fi-
pena de revelia. cando o traslado na Prefeitura Municipal.
§ 2º Achando-se o acusado em lugar incerto, será citado
por edital, que se publicará na forma oficial adotada Art. 148. O funcionário somente poderá ser exonerado
pelo Município, para, no prazo de 10 (dez) dias, apre- a pedido, após a conclusão do processo disciplinar a que
sentar-se. responder, desde que reconhecida sua inocência.
§ 3º Feita a citação, nos termos do parágrafo anterior,
dar-se-à ao acusado, como defensor, até que ele com- Art. 149. A comissão, sempre que necessário, dedicará
pareça, um funcionário municipal estável e que não es- todo o tempo aos trabalhos do processo, ficando seus
teja na ocasião ocupando cargo de que seja exonerável membros, em tais casos, dispensados do serviço na re-
ad nutum. partição durante o curso das diligências e elaboração do
relatório.
Art. 142. O acusado terá direito de acompanhar por si
ou por procurador, todos os termos e atos do processo Art. 150. Ao processo disciplinar aplicar-se-ão subsidia-
e produzir as provas, em direito permitidas em sua de- riamente as disposições da legislação processual civil e
fesa, podendo a comissão indeferir a juntada das inúteis penal.
em relação ao objeto do processo, ou as inspiradas em
propósito manifestamente protelatório. SEÇÃO II
Parágrafo único. A Associação dos Municipários de Pe- DA PRISÃO ADMINISTRATIVA
lotas, a pedido do funcionário poderá indicar represen- Art. 151. Cabe ao prefeito Municipal, fundamentada-
tante para acompanhar a realização do processo, mente e por escrito, ordenar a prisão administrativa do
sendo-lhe dado livre acesso a todos os termos e atos da responsável por dinheiro e valores pertencentes à Fa-
comissão. zenda Municipal ou que se achem sob a guarda desta,
no caso de alcance ou omissão em efetuar as entradas
Art. 143. Decorrido o prazo a que se refere o § 2º do art. nos devidos prazos.
141, a comissão promoverá os atos que julgar conveni- § 1º O Prefeito Municipal comunicará o fato à autori-
entes à instrução do processo, inclusive os requeridos dade judicial competente e providenciará no sentido de
pelo acusado e deferidos ser realizado com urgência o processo de tomada de
Parágrafo único. A perícia, quando cabível, será feita contas.
por técnico escolhido pela comissão, que poderá ser as- § 2º A prisão administrativa não excederá 60 (sessenta)
sistido por outro indicado pelo acusado. dias.

Art. 144. Encerrada a fase de que trata o artigo anterior, SEÇÃO III
será concedido ao acusado prazo de 10 (dez) dias para DA SUSPENSÃO PREVENTIVA
o oferecimento de suas razões finais de defesa. Art. 152. O Prefeito Municipal poderá determinar a sus-
Parágrafo único. O prazo de defesa poderá ser prorro- pensão preventiva do funcionário até 60 (sessenta)
gado pelo dobro para diligências reputadas indispensá- dias, para que este não venha influir na apuração da
veis, a critério da comissão. falta cometida.
§ 1º Findo o prazo de que trata este artigo, cessarão os
Art. 145. A comissão terá o prazo de 60 (sessenta) dias efeitos da suspensão preventiva, ainda que o processo
para concluir o processo disciplinar, salvo se, por motivo não esteja concluído.
justificado, o mesmo for prorrogado pelo Prefeito Mu-
nicipal.

108
§ 2º No caso de processo que vise apurar faltas sujeitas § 1º No caso de aposentadoria por invalidez ou compul-
à pena de demissão, o afastamento se prolongará até a sória e, ainda, quando colocado em disponibilidade e
decisão final do processo disciplinar. não tendo atingido o tempo de efetivo serviço munici-
pal estabelecido neste artigo, o tempo de serviço pri-
Art. 153. O funcionário terá direito: vado será computado, no máximo, até a metade do
I - à contagem de tempo de serviço relativo ao período tempo de efetivo serviço municipal que possuir, para
em que tenha estado preso administrativamente ou fins de fixação da proporcionalidade de proventos. (Re-
suspenso preventivamente, se do processo não resultar dação dada pela Lei nº 4267 de 1998.)
pena disciplinar ou esta se limitar à repreensão; § 2º Para os efeitos deste artigo somente será contado
II - à contagem do período de afastamento que exceder o tempo de serviço privado não concomitante com o
o prazo da suspensão disciplinar aplicada; tempo de serviço público. (Redação dada pela Lei nº
III - à contagem do período de prisão administrativa ou 4267 de 1998.)
suspensão preventiva e ao pagamento do vencimento e § 3º O tempo de serviço privado será comprovado me-
de todas as vantagens a que normalmente faz jus, desde diante documento fornecido pelo
que reconhecida sua inocência. INSS. (Redação dada pela Lei nº 4267 de 1998.)

SEÇÃO IV Art. 158. Consideram-se dependentes do funcionário


DA REVISÃO além do cônjuge e filhos, quaisquer pessoas que vivam
Art. 154. Dentro do prazo de 5 (cinco) anos, contados às suas expensas e constem do seu assentamento indi-
da data da publicação, poderá ser requerida a revisão vidual.
do processo de que resultou pena disciplinar, quando se
aduzam fatos ou circunstâncias suscetíveis de justificar Art. 159. Os instrumentos de procuração utilizados para
a inocência do requerente. recebimento de direitos ou vantagens de funcionários
§ 1º Tratando-se de funcionário falecido, desaparecido municipais, terão validade por 12 (doze) meses, de-
ou incapacitado de requerer, a revisão poderá ser re- vendo ser renovados após findo esse prazo.
querida por qualquer das pessoas constantes de seu as-
sentamento individual. Art. 160. Para todos os efeitos previstos neste Estatuto
§ 2º Correrá a revisão em apenso ao processo originá- e em leis do Município, os exames de sanidade física e
rio. mental serão obrigatoriamente realizados por médico
da Prefeitura ou, na sua falta, por médico credenciado
Art. 155. O requerimento, devidamente instruído, será pelo Prefeito Municipal.
encaminhado ao Prefeito Municipal, que procederá de § 1º Em casos especiais, atendendo à natureza da en-
conformidade com o disposto na Seção I deste Capítulo, fermidade, o Prefeito Municipal poderá designar junta
inclusive quanto aos prazos. médica para proceder ao exame, dela fazendo parte,
Parágrafo único. Julgada procedente a revisão, a pena- obrigatoriamente, o médico da Prefeitura ou o médico
lidade imposta se tornará sem efeito, restabelecendo- credenciado pelo Prefeito municipal.
se todos os direitos por ela atingidos. § 2º Os atestados médicos concedidos aos funcionários
municipais, quando em tratamento fora do Município,
Capítulo XII terão sua validade condicionada à ratificação posterior
DISPOSIÇÕES FINAIS pelo médico da Prefeitura.
Art. 156. Será computado, para todos os efeitos, o § 3º Se o funcionário, submetido a exame realizado por
tempo de serviço prestado pelo funcionário na condi- junta médica designada pelo Prefeito Municipal, não
ção de extranumerário, bem como sobre o regime da concordar com o laudo apresentado, poderá solicitar a
Legislação Trabalhista, se o servidor exerceu ou vier a inclusão de médico de sua confiança na referida junta,
exercer cargo público do Município. (Redação dada pela hipótese em que se procederá a novo exame.
Lei nº 3274 de 27 de dezembro de 1989.) § 4º Se a junta da qual faz parte médico indicado pelo
funcionário der razão a este, caberá ao Município arcar
Art. 157. Os funcionários municipais, detentores de car- com as despesas relativas aos honorários do médico
gos de provimento efetivo, com mais de 18 anos, se do acima citado. Em caso contrário, ao funcionário caberá
sexo feminino, e mais de 20 anos, se do sexo masculino, o ônus financeiro da inclusão do médico que indicou.
de efetivo serviço prestado ao Município, computarão, § 5º O ressarcimento a que se obriga o Município, nos
para efeito de aposentadoria voluntária, o total do termos do parágrafo anterior, não poderá ser superior
tempo de serviço privado. (Redação dada pela Lei nº à tabela fixada pelo sistema previdenciário nacional
4267 de 19 de março de 1998.) para situações análogas.

109
Art. 161. Contar-se-ão por dias corridos os prazos pre- Art. 171. O funcionário que contar tempo de serviço
vistos neste Estatuto. igual ou superior ao fixado para a aposentadoria volun-
Parágrafo único. Não se computará no prazo o dia ini- tária será aposentado com proventos equivalentes aos
cial, prorrogando-se para o primeiro dia útil o venci- do cargo em comissão que tenha exercido;
mento que incidir em sábado, domingo ou feriado. Sem interrupção nos quatro anos imediatamente ante-
riores;
Art. 162. É vedado ao funcionário servir sob a chefia Por períodos não consecutivo de 10 (dez) anos.
imediata do cônjuge ou parente até 2º (segundo) grau,
salvo em cargo de livre escolha, não podendo exceder Art. 172. Aos funcionários que, na data da vigência
de 2 (dois) o seu número. desta lei, contarem mais da metade do tempo para ad-
quirir o direito a incorporação de gratificação, que não
Art. 163. São isentos de taxas, emolumentos ou custas seja gratificação de função ou função gratificada, será
os requerimentos, certidões e outros papéis que, na es- permitida a continuidade do tempo necessário à per-
fera administrativa, interessarem ao funcionário muni- cepção da aludida vantagem.
cipal ativo ou inativo nessa qualidade.
Art. 173. O Prefeito Municipal baixará, por decreto, os
Art. 164. É vedado exigir atestado de ideologia como regulamentos necessários à execução desta lei.
condição de posse ou exercício em cargo público.
Art. 174. Ficam revogadas as disposições em contrário,
Art. 165. O presente Estatuto se aplicará aos funcioná- especialmente a Lei nº 765, de 16 de novembro de
rios da Câmara Municipal, cabendo ao Presidente desta 1957; a Lei nº 1.071, de 28 de setembro de 1961; a Lei
as atribuições reservadas ao Prefeito Municipal, quando de nº 1.148, de 19 de setembro de 1962; a Lei nº 1.165,
for o caso. de 27 de novembro de 1962; a Lei nº 1.204, de 02 de
maio de 1963; a Lei nº 1.206, de 04 de maio de 1963; a
Art. 166. Nos casos em que a lei o permitir, poderão ser Lei nº 1.220, de 05 de junho de 1963; a Lei nº 1.268, de
admitidos funcionários de capacidade física reduzida, 28 de novembro de 1963; a Lei nº 1.318, de 30 de abril
aplicando-se processos adequados de seleção. de 1964; a Lei nº 1.382, de 24 de novembro de 1964; a
Lei nº 1.395, de 14 de dezembro de 1964; a Lei nº 1.432,
Art. 167. O dia 28 de outubro será consagrado ao funci- de 26 de março de 1965; a Lei nº 1.489, de 03 de de-
onário público municipal. zembro de 1965; a Lei nº 1.534 de 06 de junho de 1966;
a Lei nº 1.547, de 15 de julho de 1966; a Lei nº 1.573, de
Art. 168. É permitida a constituição de associação de 13 de dezembro de 1966; a Lei nº 1.700, de 13 de se-
funcionários municipais, observadas as prescrições le- tembro de 1968; a Lei nº 1.842, de 11 de agosto de
gais. 1970; o art. 32º e seus parágrafos e o art. 34º da Lei nº
Parágrafo único. Os membros da Diretoria Executiva, 1.965, de 14 de abril de 1972; a Lei nº 2.289, de 15 de
dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e os Representantes julho de 1976; a Lei nº 2.297, de 12 de agosto de 1976;
da associação poderão ausentar-se do serviço uma vez a Lei nº 2.314, de 20 de outubro de 1976; a Lei nº 2.317,
por mês, para participarem de reunião da entidade. de 11 de novembro de 1976; a Lei nº 2.345, de 21 de
janeiro de 1977; a Lei nº 2.431, de 22 de setembro de
Art. 169. A jornada de trabalho nas repartições munici- 1978; a Lei nº 2.453, de 26 de janeiro de 1979; a Lei nº
pais será fixada por lei. 2.517, de 21 de dezembro de 1979; a Lei nº 2.620 de 12
de março de 1981; a Lei nº 2.624, de 26 de março de
Art. 170. O Departamento de Recursos Humanos da Se- 1981; a Lei nº 2.666, de 09 de novembro de 1981; a Lei
cretaria de Administração do Município fornecerá aos nº 2.679, de 30 de dezembro de 1981; a Lei nº 2.680, de
funcionários uma carteira, na qual constarão os ele- 30 de dezembro de 1981; a Lei nº 2.683, de 30 de de-
mentos de sua identificação, bem como o grupo sangüí- zembro de 1981; a Lei nº 2.684, de 31 de dezembro de
neo a que pertence. 1981; a Lei nº 2.693, de 29 de janeiro de 1982; a Lei nº
§ 1º O serviço de Biometria do Município fornecerá 2.706, de 11 de maio de 1982.
atestado médico que comprove o grupo sangüíneo a
que pertence o funcionário. Art. 175. Revogadas as disposições em contrário, esta
§ 2º A carteira de que trata este artigo valerá como lei entrará em vigor em 1º de janeiro de 1987.
identidade funcional e será concedida gratuitamente.

110
GABINETE DO PREFEITO DE PELOTAS, EM 19 DE DE-
ZEMBRO DE 1986.

BERNARDO OLAVO GOMES DE SOUZA


Prefeito

Registre-se e Publique-se.
NORA ANTUNEZ DE OLIVEIRA
Secretária de Governo

111
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS IX - cooperação entre os povos para o progresso da hu-
manidade;
X - concessão de asilo político.
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Parágrafo único. A República Federativa do Brasil bus-
PREÂMBULO cará a integração econômica, política, social e cultural
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em dos povos da América Latina, visando à formação de
Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Es- uma comunidade latino-americana de nações.
tado Democrático, destinado a assegurar o exercício
dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segu- TÍTULO II
rança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
justiça como valores supremos de uma sociedade fra- CAPÍTULO I
terna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmo- DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
nia social e comprometida, na ordem interna e interna- Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
cional, com a solução pacífica das controvérsias, pro- qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
mulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTI- estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do di-
TUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. reito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:
TÍTULO I I - homens e mulheres são iguais em direitos e obriga-
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS ções, nos termos desta Constituição;
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer al-
união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Dis- guma coisa senão em virtude de lei;
trito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Di- III - ninguém será submetido a tortura nem a trata-
reito e tem como fundamentos: mento desumano ou degradante;
I - a soberania; IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo ve-
II - a cidadania; dado o anonimato;
III - a dignidade da pessoa humana; V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao
IV - os valores sociais do trabalho e da livre inicia- agravo, além da indenização por dano material, moral
tiva; (Vide Lei nº 13.874, de 2019) ou à imagem;
V - o pluralismo político. VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença,
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos
exerce por meio de representantes eleitos ou direta- e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de
mente, nos termos desta Constituição. culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de as-
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmô- sistência religiosa nas entidades civis e militares de in-
nicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. ternação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da Repú- crença religiosa ou de convicção filosófica ou política,
blica Federativa do Brasil: salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alterna-
II - garantir o desenvolvimento nacional; tiva, fixada em lei;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística,
desigualdades sociais e regionais; científica e de comunicação, independentemente de
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de ori- censura ou licença;
gem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra
de discriminação. e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeni-
zação pelo dano material ou moral decorrente de sua
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas violação;
relações internacionais pelos seguintes princípios: XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela
I - independência nacional; podendo penetrar sem consentimento do morador,
II - prevalência dos direitos humanos; salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para
III - autodeterminação dos povos; prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação ju-
IV - não-intervenção; dicial; (Vide Lei nº 13.105, de 2015) (Vigência)
V - igualdade entre os Estados; XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comu-
VI - defesa da paz; nicações telegráficas, de dados e das comunicações te-
VII - solução pacífica dos conflitos; lefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de

112
investigação criminal ou instrução processual pe- criadores, aos intérpretes e às respectivas representa-
nal; (Vide Lei nº 9.296, de 1996) ções sindicais e associativas;
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industri-
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a ais privilégio temporário para sua utilização, bem como
lei estabelecer; proteção às criações industriais, à propriedade das mar-
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e res- cas, aos nomes de empresas e a outros signos distinti-
guardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exer- vos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvi-
cício profissional; mento tecnológico e econômico do País;
XV - é livre a locomoção no território nacional em XXX - é garantido o direito de herança;
tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no
lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; País será regulada pela lei brasileira em benefício do
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes
em locais abertos ao público, independentemente de seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus";
autorização, desde que não frustrem outra reunião an- XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do
teriormente convocada para o mesmo local, sendo ape- consumidor;
nas exigido prévio aviso à autoridade competente; XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, informações de seu interesse particular, ou de interesse
vedada a de caráter paramilitar; coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei,
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo
cooperativas independem de autorização, sendo ve- sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do
dada a interferência estatal em seu funcionamento; Estado; (Regulamento) (Vide Lei nº 12.527, de 2011)
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente XXXIV - são a todos assegurados, independentemente
dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão do pagamento de taxas:
judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em jul- a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa
gado; de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a b) a obtenção de certidões em repartições públicas,
permanecer associado; para defesa de direitos e esclarecimento de situações
XXI - as entidades associativas, quando expressamente de interesse pessoal;
autorizadas, têm legitimidade para representar seus fi- XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judici-
liados judicial ou extrajudicialmente; ário lesão ou ameaça a direito;
XXII - é garantido o direito de propriedade; XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; jurídico perfeito e a coisa julgada;
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapro- XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
priação por necessidade ou utilidade pública, ou por in- XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a orga-
teresse social, mediante justa e prévia indenização em nização que lhe der a lei, assegurados:
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constitui- a) a plenitude de defesa;
ção; b) o sigilo das votações;
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade c) a soberania dos veredictos;
competente poderá usar de propriedade particular, as- d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos
segurada ao proprietário indenização ulterior, se hou- contra a vida;
ver dano; XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem
XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em pena sem prévia cominação legal;
lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o
de penhora para pagamento de débitos decorrentes de réu;
sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos
de financiar o seu desenvolvimento; direitos e liberdades fundamentais;
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utili- XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e
zação, publicação ou reprodução de suas obras, trans- imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da
missível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; lei;
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetí-
a) a proteção às participações individuais em obras co- veis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico
letivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclu- ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e
sive nas atividades desportivas; os definidos como crimes hediondos, por eles respon-
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econô- dendo os mandantes, os executores e os que, podendo
mico das obras que criarem ou de que participarem aos evitá-los, se omitirem; (Regulamento)

113
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos pro-
ação de grupos armados, civis ou militares, contra a or- cessuais quando a defesa da intimidade ou o interesse
dem constitucional e o Estado Democrático; social o exigirem;
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou
podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação por ordem escrita e fundamentada de autoridade judi-
do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendi- ciária competente, salvo nos casos de transgressão mi-
das aos sucessores e contra eles executadas, até o li- litar ou crime propriamente militar, definidos em lei;
mite do valor do patrimônio transferido; LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se en-
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e ado- contre serão comunicados imediatamente ao juiz com-
tará, entre outras, as seguintes: petente e à família do preso ou à pessoa por ele indi-
a) privação ou restrição da liberdade; cada;
b) perda de bens; LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os
c) multa; quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
d) prestação social alternativa; assistência da família e de advogado;
e) suspensão ou interdição de direitos; LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsá-
XLVII - não haverá penas: veis por sua prisão ou por seu interrogatório policial;
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos ter- LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela
mos do art. 84, XIX; autoridade judiciária;
b) de caráter perpétuo; LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido,
c) de trabalhos forçados; quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem
d) de banimento; fiança;
e) cruéis; LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do res-
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos dis- ponsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável
tintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;
sexo do apenado; LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que al-
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade guém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência
física e moral; ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegali-
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que dade ou abuso de poder;
possam permanecer com seus filhos durante o período LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para pro-
de amamentação; teger direito líquido e certo, não amparado por habeas
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o natura- corpus ou habeas data, quando o responsável pela ile-
lizado, em caso de crime comum, praticado antes da na- galidade ou abuso de poder for autoridade pública ou
turalização, ou de comprovado envolvimento em trá- agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do
fico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da Poder Público;
lei; LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impe-
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por trado por:
crime político ou de opinião; a) partido político com representação no Congresso Na-
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão cional;
pela autoridade competente; b) organização sindical, entidade de classe ou associa-
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens ção legalmente constituída e em funcionamento há
sem o devido processo legal; pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administra- membros ou associados;
tivo, e aos acusados em geral são assegurados o contra- LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que
ditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela a falta de norma regulamentadora torne inviável o exer-
inerentes; cício dos direitos e liberdades constitucionais e das
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e
por meios ilícitos; à cidadania;
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito LXXII - conceder-se-á habeas data:
em julgado de sentença penal condenatória; a) para assegurar o conhecimento de informações rela-
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a tivas à pessoa do impetrante, constantes de registros
identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em ou bancos de dados de entidades governamentais ou de
lei; (Regulamento) caráter público;
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pú- b) para a retificação de dados, quando não se prefira
blica, se esta não for intentada no prazo legal; fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor
ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio

114
público ou de entidade de que o Estado participe, à mo- I - relação de emprego protegida contra despedida ar-
ralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patri- bitrária ou sem justa causa, nos termos de lei comple-
mônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo com- mentar, que preverá indenização compensatória, den-
provada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da tre outros direitos;
sucumbência; II - seguro-desemprego, em caso de desemprego invo-
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e luntário;
gratuita aos que comprovarem insuficiência de recur- III - fundo de garantia do tempo de serviço;
sos; IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unifi-
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judici- cado, capaz de atender a suas necessidades vitais bási-
ário, assim como o que ficar preso além do tempo fi- cas e às de sua família com moradia, alimentação, edu-
xado na sentença; cação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e pre-
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, vidência social, com reajustes periódicos que lhe pre-
na forma da lei: (Vide Lei nº 7.844, de 1989) servem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação
a) o registro civil de nascimento; para qualquer fim;
b) a certidão de óbito; V - piso salarial proporcional à extensão e à complexi-
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e ha- dade do trabalho;
beas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em con-
exercício da cidadania. (Regulamento) venção ou acordo coletivo;
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para
são assegurados a razoável duração do processo e os os que percebem remuneração variável;
meios que garantam a celeridade de sua tramita- VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração
ção. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de integral ou no valor da aposentadoria;
2004) IX - remuneração do trabalho noturno superior à do di-
§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fun- urno;
damentais têm aplicação imediata. X - proteção do salário na forma da lei, constituindo
§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constitui- crime sua retenção dolosa;
ção não excluem outros decorrentes do regime e dos XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada
princípios por ela adotados, ou dos tratados internacio- da remuneração, e, excepcionalmente, participação na
nais em que a República Federativa do Brasil seja parte. gestão da empresa, conforme definido em lei;
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre di- XII - salário-família pago em razão do dependente do
reitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; (Redação
Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes XIII - duração do trabalho normal não superior a oito ho-
às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda ras diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a
Constitucional nº 45, de 2004) (Atos aprovados na compensação de horários e a redução da jornada, me-
forma deste parágrafo: DLG nº 186, de 2008 , DEC diante acordo ou convenção coletiva de trabalho; (Vide
6.949, de 2009 , DLG 261, de 2015 , DEC 9.522, de Decreto-Lei nº 5.452, de 1943)
2018 ) XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação
Internacional a cuja criação tenha manifestado ade- coletiva;
são. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente
2004) aos domingos;
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior,
CAPÍTULO II no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; (Vide
DOS DIREITOS SOCIAIS Del 5.452, art. 59 § 1º)
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a ali- XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo me-
mentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, nos, um terço a mais do que o salário normal;
a segurança, a previdência social, a proteção à materni- XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do
dade e à infância, a assistência aos desamparados, na salário, com a duração de cento e vinte dias;
forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;
Constitucional nº 90, de 2015) XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, me-
diante incentivos específicos, nos termos da lei;
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço,
além de outros que visem à melhoria de sua condição sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;
social: XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por
meio de normas de saúde, higiene e segurança;

115
XXIII - adicional de remuneração para as atividades pe- competente, vedadas ao Poder Público a interferência
nosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; e a intervenção na organização sindical;
XXIV - aposentadoria; II - é vedada a criação de mais de uma organização sin-
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes dical, em qualquer grau, representativa de categoria
desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em cre- profissional ou econômica, na mesma base territorial,
ches e pré-escolas; (Redação dada pela Emenda Cons- que será definida pelos trabalhadores ou empregadores
titucional nº 53, de 2006) interessados, não podendo ser inferior à área de um
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos cole- Município;
tivos de trabalho; III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses
XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei; coletivos ou individuais da categoria, inclusive em ques-
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do tões judiciais ou administrativas;
empregador, sem excluir a indenização a que este está IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se
obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa; tratando de categoria profissional, será descontada em
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das rela- folha, para custeio do sistema confederativo da repre-
ções de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos sentação sindical respectiva, independentemente da
para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de contribuição prevista em lei;
dois anos após a extinção do contrato de trabalho; (Re- V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se fili-
dação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 2000) ado a sindicato;
a) (Revogada). (Redação dada pela Emenda Constituci- VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas ne-
onal nº 28, de 2000) gociações coletivas de trabalho;
b) (Revogada). (Redação dada pela Emenda Constituci- VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser vo-
onal nº 28, de 2000) tado nas organizações sindicais;
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a
funções e de critério de admissão por motivo de sexo, partir do registro da candidatura a cargo de direção ou
idade, cor ou estado civil; representação sindical e, se eleito, ainda que suplente,
XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a até um ano após o final do mandato, salvo se cometer
salário e critérios de admissão do trabalhador portador falta grave nos termos da lei.
de deficiência; Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, à organização de sindicatos rurais e de colônias de pes-
técnico e intelectual ou entre os profissionais respecti- cadores, atendidas as condições que a lei estabelecer.
vos;
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou in- Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos
salubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-
menores de dezesseis anos, salvo na condição de apren- lo e sobre os interesses que devam por meio dele de-
diz, a partir de quatorze anos; (Redação dada pela fender.
Emenda Constitucional nº 20, de 1998) § 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com disporá sobre o atendimento das necessidades inadiá-
vínculo empregatício permanente e o trabalhador veis da comunidade.
avulso § 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos traba- penas da lei.
lhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV,
VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores
XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condições esta- e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em
belecidas em lei e observada a simplificação do cumpri- que seus interesses profissionais ou previdenciários se-
mento das obrigações tributárias, principais e acessó- jam objeto de discussão e deliberação.
rias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculia-
ridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos emprega-
XXVIII, bem como a sua integração à previdência so- dos, é assegurada a eleição de um representante destes
cial. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 72, com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendi-
de 2013) mento direto com os empregadores.

Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, ob-


servado o seguinte:
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a
fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão

116
CAPÍTULO III b) de imposição de naturalização, pela norma estran-
DA NACIONALIDADE geira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro,
Art. 12. São brasileiros: como condição para permanência em seu território ou
I - natos: para o exercício de direitos civis; (Incluído pela Emenda
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam
a serviço de seu país; Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da Repú-
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe blica Federativa do Brasil.
brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da § 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a
República Federativa do Brasil; bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais.
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de § 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios po-
mãe brasileira, desde que sejam registrados em repar- derão ter símbolos próprios.
tição brasileira competente ou venham a residir na Re-
pública Federativa do Brasil e optem, em qualquer
tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionali- CAPÍTULO IV
dade brasileira; (Redação dada pela Emenda Constituci- DOS DIREITOS POLÍTICOS
onal nº 54, de 2007) Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio
II - naturalizados: universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade para todos, e, nos termos da lei, mediante:
brasileira, exigidas aos originários de países de língua I - plebiscito;
portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto II - referendo;
e idoneidade moral; III - iniciativa popular.
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residen- § 1º O alistamento eleitoral e o voto são:
tes na República Federativa do Brasil há mais de quinze I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que II - facultativos para:
requeiram a nacionalidade brasileira. (Redação dada a) os analfabetos;
pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) b) os maiores de setenta anos;
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, § 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangei-
serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, ros e, durante o período do serviço militar obrigatório,
salvo os casos previstos nesta Constituição. (Redação os conscritos.
dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:
1994) I - a nacionalidade brasileira;
§ 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasi- II - o pleno exercício dos direitos políticos;
leiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos III - o alistamento eleitoral;
nesta Constituição. IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: V - a filiação partidária; Regulamento
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; VI - a idade mínima de:
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente
III - de Presidente do Senado Federal; da República e Senador;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de
V - da carreira diplomática; Estado e do Distrito Federal;
VI - de oficial das Forças Armadas. c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado
VII - de Ministro de Estado da Defesa. (Incluído pela Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de
Emenda Constitucional nº 23, de 1999) paz;
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasi- d) dezoito anos para Vereador.
leiro que: § 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judi- § 5º O Presidente da República, os Governadores de Es-
cial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacio- tado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os hou-
nal; ver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos po-
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: (Reda- derão ser reeleitos para um único período subse-
ção dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, qüente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
de 1994) 16, de 1997)
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela
lei estrangeira; (Incluído pela Emenda Constitucional de
Revisão nº 3, de 1994)

117
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da CAPÍTULO V
República, os Governadores de Estado e do Distrito Fe- DOS PARTIDOS POLÍTICOS
deral e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção
mandatos até seis meses antes do pleito. de partidos políticos, resguardados a soberania nacio-
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, nal, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direi-
o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o tos fundamentais da pessoa humana e observados os
segundo grau ou por adoção, do Presidente da Repú- seguintes preceitos:
blica, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Regulamento
Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído I - caráter nacional;
dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já II - proibição de recebimento de recursos financeiros de
titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação
§ 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes a estes;
condições: III - prestação de contas à Justiça Eleitoral;
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afas- IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
tar-se da atividade; § 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre
pela autoridade superior e, se eleito, passará automati- escolha, formação e duração de seus órgãos permanen-
camente, no ato da diplomação, para a inatividade. tes e provisórios e sobre sua organização e funciona-
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de mento e para adotar os critérios de escolha e o regime
inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de de suas coligações nas eleições majoritárias, vedada a
proteger a probidade administrativa, a moralidade para sua celebração nas eleições proporcionais, sem obriga-
exercício de mandato considerada vida pregressa do toriedade de vinculação entre as candidaturas em âm-
candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições bito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo
contra a influência do poder econômico ou o abuso do seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fide-
exercício de função, cargo ou emprego na administra- lidade partidária. (Redação dada pela Emenda Constitu-
ção direta ou indireta. (Redação dada pela Emenda cional nº 97, de 2017)
Constitucional de Revisão nº 4, de 1994) § 2º Os partidos políticos, após adquirirem personali-
§ 10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a dade jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus es-
Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da di- tatutos no Tribunal Superior Eleitoral.
plomação, instruída a ação com provas de abuso do po- § 3º Somente terão direito a recursos do fundo partidá-
der econômico, corrupção ou fraude. rio e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma da
§ 11 - A ação de impugnação de mandato tramitará em lei, os partidos políticos que alternativamente: (Reda-
segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da ção dada pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017)
lei, se temerária ou de manifesta má-fé. I - obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputa-
dos, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos válidos,
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja distribuídos em pelo menos um terço das unidades da
perda ou suspensão só se dará nos casos de: Federação, com um mínimo de 2% (dois por cento) dos
I - cancelamento da naturalização por sentença transi- votos válidos em cada uma delas; ou (Incluído pela
tada em julgado; Emenda Constitucional nº 97, de 2017)
II - incapacidade civil absoluta; II - tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Fede-
III - condenação criminal transitada em julgado, en- rais distribuídos em pelo menos um terço das unidades
quanto durarem seus efeitos; da Federação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou 97, de 2017)
prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; § 4º É vedada a utilização pelos partidos políticos de or-
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, ganização paramilitar.
§ 4º. § 5º Ao eleito por partido que não preencher os requi-
sitos previstos no § 3º deste artigo é assegurado o man-
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em dato e facultada a filiação, sem perda do mandato, a ou-
vigor na data de sua publicação, não se aplicando à elei- tro partido que os tenha atingido, não sendo essa filia-
ção que ocorra até um ano da data de sua vigên- ção considerada para fins de distribuição dos recursos
cia. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4, do fundo partidário e de acesso gratuito ao tempo de
de 1993) rádio e de televisão. (Incluído pela Emenda Consti-
tucional nº 97, de 2017)

118
TÍTULO III I - eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereado-
DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO res, para mandato de quatro anos, mediante pleito di-
CAPÍTULO I reto e simultâneo realizado em todo o País;
DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no
Art. 18. A organização político-administrativa da Repú- primeiro domingo de outubro do ano anterior ao tér-
blica Federativa do Brasil compreende a União, os Esta- mino do mandato dos que devam suceder, aplicadas as
dos, o Distrito Federal e os Municípios, todos autôno- regras do art. 77, no caso de Municípios com mais de
mos, nos termos desta Constituição. duzentos mil eleitores; (Redação dada pela Emenda
§ 1º Brasília é a Capital Federal. Constitucional nº 16, de1997)
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua cri- III - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de
ação, transformação em Estado ou reintegração ao Es- janeiro do ano subseqüente ao da eleição;
tado de origem serão reguladas em lei complementar. IV - para a composição das Câmaras Municipais, será
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdivi- observado o limite máximo de: (Redação dada pela
dir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou Emenda Constituição Constitucional nº 58, de
formarem novos Estados ou Territórios Federais, medi- 2009) (Produção de efeito) (Vide ADIN 4307)
ante aprovação da população diretamente interessada, a) 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de até 15.000
através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei (quinze mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda
complementar. Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembra- b) 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais de
mento de Municípios preservarão a continuidade e a 15.000 (quinze mil) habitantes e de até 30.000 (trinta
unidade histórico-cultural do ambiente urbano, far-se- mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constitui-
ão por lei estadual, obedecidos os requisitos previstos ção Constitucional nº 58, de 2009)
em Lei Complementar estadual, e dependerão de con- c) 13 (treze) Vereadores, nos Municípios com mais de
sulta prévia, mediante plebiscito, às populações direta- 30.000 (trinta mil) habitantes e de até 50.000 (cin-
mente interessadas. quenta mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembra- Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
mento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro d) 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais de
do período determinado por Lei Complementar Fede- 50.000 (cinquenta mil) habitantes e de até 80.000 (oi-
ral, e dependerão de consulta prévia, mediante plebis- tenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constitui-
cito, às populações dos Municípios envolvidos, após di- ção Constitucional nº 58, de 2009)
vulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apre- e) 17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de mais
sentados e publicados na forma da lei. (Redação dada de 80.000 (oitenta mil) habitantes e de até 120.000
pela Emenda Constitucional nº 15, de 1996) Vide (cento e vinte mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
art. 96 - ADCT Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
f) 19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de mais de
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Fe- 120.000 (cento e vinte mil) habitantes e de até 160.000
deral e aos Municípios: (cento sessenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná- Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com g) 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais
eles ou seus representantes relações de dependência de 160.000 (cento e sessenta mil) habitantes e de até
ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de 300.000 (trezentos mil) habitantes; (Incluída pela
interesse público; Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
II - recusar fé aos documentos públicos; h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências en- de 300.000 (trezentos mil) habitantes e de até 450.000
tre si. (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes; (Incluída
(...) pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de
2009)
CAPÍTULO IV i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais
Dos Municípios de 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes e
Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada de até 600.000 (seiscentos mil) habitantes; (Incluída
em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de
aprovada por dois terços dos membros da Câmara Mu- 2009)
nicipal, que a promulgará, atendidos os princípios esta- j) 27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de mais
belecidos nesta Constituição, na Constituição do res- de 600.000 (seiscentos mil) habitantes e de até 750.000
pectivo Estado e os seguintes preceitos: (setecentos cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

119
k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais v) 51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios de
de 750.000 (setecentos e cinquenta mil) habitantes e de mais de 6.000.000 (seis milhões) de habitantes e de até
até 900.000 (novecentos mil) habitantes; (Incluída 7.000.000 (sete milhões) de habitantes; (Incluída
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de
2009) 2009)
l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais w) 53 (cinquenta e três) Vereadores, nos Municípios de
de 900.000 (novecentos mil) habitantes e de até mais de 7.000.000 (sete milhões) de habitantes e de até
1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes; (In- 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; e (Incluída pela
cluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
de 2009) x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de
m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais mais de 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; (Inclu-
de 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes e ída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de
de até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitan- 2009)
tes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional V - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secre-
nº 58, de 2009) tários Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara
n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39,
mais de 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitan- § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela
tes e de até 1.350.000 (um milhão e trezentos e cin- Emenda constitucional nº 19, de 1998)
quenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Consti- VI - o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respec-
tuição Constitucional nº 58, de 2009) tivas Câmaras Municipais em cada legislatura para a
o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de subseqüente, observado o que dispõe esta Constitui-
1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) ha- ção, observados os critérios estabelecidos na respectiva
bitantes e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: (Redação
mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição dada pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
Constitucional nº 58, de 2009) a) em Municípios de até dez mil habitantes, o subsídio
p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de máximo dos Vereadores corresponderá a vinte por
mais de 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habi- cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído
tantes e de até 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição Consti- b) em Municípios de dez mil e um a cinqüenta mil habi-
tucional nº 58, de 2009) tantes, o subsídio máximo dos Vereadores correspon-
q) 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de derá a trinta por cento do subsídio dos Deputados Esta-
mais de 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habi- duais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de
tantes e de até 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos 2000)
mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição c) em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil habi-
Constitucional nº 58, de 2009) tantes, o subsídio máximo dos Vereadores correspon-
r) 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de derá a quarenta por cento do subsídio dos Deputados
mais de 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) ha- Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25,
bitantes e de até 3.000.000 (três milhões) de habitan- de 2000)
tes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habi-
nº 58, de 2009) tantes, o subsídio máximo dos Vereadores correspon-
s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de derá a cinqüenta por cento do subsídio dos Deputados
mais de 3.000.000 (três milhões) de habitantes e de até Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25,
4.000.000 (quatro milhões) de habitantes; (Incluída de 2000)
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos
2009) mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores cor-
t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de responderá a sessenta por cento do subsídio dos Depu-
mais de 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes e de tados Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional
até 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes; (Incluída nº 25, de 2000)
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes,
2009) o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a se-
u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de tenta e cinco por cento do subsídio dos Deputados Es-
mais de 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes e de taduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de
até 6.000.000 (seis milhões) de habitantes; (Incluída 2000)
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de VII - o total da despesa com a remuneração dos Verea-
2009) dores não poderá ultrapassar o montante de cinco por

120
cento da receita do Município; (Incluído pela Emenda (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucio-
Constitucional nº 1, de 1992) nal nº 58, de 2009)
VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, IV - 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento)
palavras e votos no exercício do mandato e na circuns- para Municípios com população entre 500.001 (qui-
crição do Município; (Renumerado do inciso VI, pela nhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habi-
Emenda Constitucional nº 1, de 1992) tantes;
IX - proibições e incompatibilidades, no exercício da ve- (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucio-
reança, similares, no que couber, ao disposto nesta nal nº 58, de 2009)
Constituição para os membros do Congresso Nacional e V - 4% (quatro por cento) para Municípios com popula-
na Constituição do respectivo Estado para os membros ção entre 3.000.001 (três milhões e um) e 8.000.000
da Assembléia Legislativa; (oito milhões) de habitantes;
(Renumerado do inciso VII, pela Emenda Constitucional (Incluído pela Emenda Constituição Constitucional nº
nº 1, de 1992) 58, de 2009)
X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Jus- VI - 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) para
tiça; Municípios com população acima de 8.000.001 (oito mi-
(Renumerado do inciso VIII, pela Emenda Constitucional lhões e um) habitantes. (Incluído pela Emenda
nº 1, de 1992) Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
XI - organização das funções legislativas e fiscalizadoras § 1 o A Câmara Municipal não gastará mais de setenta
da Câmara Municipal; por cento de sua receita com folha de pagamento, in-
(Renumerado do inciso IX, pela Emenda Constitucional cluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. (In-
nº 1, de 1992) cluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
XII - cooperação das associações representativas no pla- § 2 o Constitui crime de responsabilidade do Prefeito
nejamento municipal; Municipal:
(Renumerado do inciso X, pela Emenda Constitucional (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
nº 1, de 1992) I - efetuar repasse que supere os limites definidos neste
XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse artigo;
específico do Município, da cidade ou de bairros, atra- (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
vés de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês;
eleitorado; ou
(Renumerado do inciso XI, pela Emenda Constitucional (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
nº 1, de 1992) III - enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na
XIV - perda do mandato do Prefeito, nos termos do art. Lei Orçamentária.
28, parágrafo único . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
(Renumerado do inciso XII, pela Emenda Constitucional § 3 o Constitui crime de responsabilidade do Presidente
nº 1, de 1992) da Câmara Municipal o desrespeito ao § 1 o deste ar-
tigo.
Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Mu- (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
nicipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e excluí-
dos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os Art. 30. Compete aos Municípios:
seguintes percentuais, relativos ao somatório da receita I - legislar sobre assuntos de interesse local;
tributária e das transferências previstas no § 5 o do art. II - suplementar a legislação federal e a estadual no que
153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no couber;
exercício anterior: (Incluído pela Emenda Constitucio- III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência,
nal nº 25, de 2000) bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obriga-
I - 7% (sete por cento) para Municípios com população toriedade de prestar contas e publicar balancetes nos
de até 100.000 (cem mil) habitantes; (Redação dada prazos fixados em lei;
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a le-
2009) (Produção de efeito) gislação estadual;
II - 6% (seis por cento) para Municípios com população V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de
entre 100.000 (cem mil) e 300.000 (trezentos mil) habi- concessão ou permissão, os serviços públicos de inte-
tantes; resse local, incluído o de transporte coletivo, que tem
(Redação dada pela Emenda Constituição Constitucio- caráter essencial;
nal nº 58, de 2009) VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da
III - 5% (cinco por cento) para Municípios com popula- União e do Estado, programas de educação infantil e de
ção entre 300.001 (trezentos mil e um) e 500.000 (qui- ensino fundamental;
nhentos mil) habitantes;

121
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de b) direitos da pessoa humana;
2006) c) autonomia municipal;
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da d) prestação de contas da administração pública, direta
União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da e indireta.
população; e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de
VIII - promover, no que couber, adequado ordena- impostos estaduais, compreendida a proveniente de
mento territorial, mediante planejamento e controle do transferências, na manutenção e desenvolvimento do
uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. (Reda-
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultu- ção dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
ral local, observada a legislação e a ação fiscalizadora
federal e estadual. Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem
a União nos Municípios localizados em Território Fede-
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo ral, exceto quando:
Poder Legislativo Municipal, mediante controle ex- I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por
terno, e pelos sistemas de controle interno do Poder dois anos consecutivos, a dívida fundada;
Executivo Municipal, na forma da lei. II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
§ 1º O controle externo da Câmara Municipal será exer- III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita
cido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino
ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Con- e nas ações e serviços públicos de saúde; (Redação dada
tas dos Municípios, onde houver. pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
§ 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representa-
sobre as contas que o Prefeito deve anualmente pres- ção para assegurar a observância de princípios indica-
tar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos na Constituição Estadual, ou para prover a execução
dos membros da Câmara Municipal. de lei, de ordem ou de decisão judicial.
§ 3º As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta
dias, anualmente, à disposição de qualquer contribu- Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:
inte, para exame e apreciação, o qual poderá questio- I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legis-
nar-lhes a legitimidade, nos termos da lei. lativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de
§ 4º É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou ór- requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for
gãos de Contas Municipais. exercida contra o Poder Judiciário;
II - no caso de desobediência a ordem ou decisão judici-
(...) ária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do Su-
CAPÍTULO VI perior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Elei-
DA INTERVENÇÃO toral;
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Dis- III - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de
trito Federal, exceto para: representação do Procurador-Geral da República, na hi-
I - manter a integridade nacional; pótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da de lei federal. (Redação dada pela Emenda Constituci-
Federação em outra; onal nº 45, de 2004)
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pú- § 1º O decreto de intervenção, que especificará a am-
blica; plitude, o prazo e as condições de execução e que, se
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes couber, nomeará o interventor, será submetido à apre-
nas unidades da Federação; ciação do Congresso Nacional ou da Assembléia Legisla-
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação tiva do Estado, no prazo de vinte e quatro horas.
que: § 2º Se não estiver funcionando o Congresso Nacional
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais ou a Assembléia Legislativa, far-se-á convocação extra-
de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior; ordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas.
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias § 3º Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dis-
fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabele- pensada a apreciação pelo Congresso Nacional ou pela
cidos em lei; Assembléia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspen-
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão der a execução do ato impugnado, se essa medida bas-
judicial; tar ao restabelecimento da normalidade.
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios § 4º Cessados os motivos da intervenção, as autorida-
constitucionais: des afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo im-
a) forma republicana, sistema representativo e regime pedimento legal.
democrático;

122
CAPÍTULO VII anual, sempre na mesma data e sem distinção de índi-
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ces; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19,
SEÇÃO I de 1998) (Regulamento)
DISPOSIÇÕES GERAIS XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de car-
Art. 37. A administração pública direta e indireta de gos, funções e empregos públicos da administração di-
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito reta, autárquica e fundacional, dos membros de qual-
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de quer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Fe-
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e deral e dos Municípios, dos detentores de mandato ele-
eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela tivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pen-
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) sões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumu-
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis lativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou
aos brasileiros que preencham os requisitos estabeleci- de qualquer outra natureza, não poderão exceder o
dos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo
lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municí-
de 1998) pios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito
II - a investidura em cargo ou emprego público depende Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do
de aprovação prévia em concurso público de provas ou Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e
de provas e títulos, de acordo com a natureza e a com- Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio
plexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a
lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento
declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Re- do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Su-
dação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) premo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário,
III - o prazo de validade do concurso público será de até aplicável este limite aos membros do Ministério Pú-
dois anos, prorrogável uma vez, por igual período; blico, aos Procuradores e aos Defensores Públi-
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de cos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41,
convocação, aquele aprovado em concurso público de 19.12.2003)
provas ou de provas e títulos será convocado com prio- XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e
ridade sobre novos concursados para assumir cargo ou do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pa-
emprego, na carreira; gos pelo Poder Executivo;
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de venci-
por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos mentos, para o efeito de remuneração de pessoal do
em comissão, a serem preenchidos por servidores de serviço público, ressalvado o disposto no inciso anterior
carreira nos casos, condições e percentuais mínimos e no art. 39, § 1º ;
previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quais-
direção, chefia e assessoramento; (Redação dada pela quer espécies remuneratórias para o efeito de remune-
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) ração de pessoal do serviço público; (Redação dada
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
associação sindical; XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos público não serão computados nem acumulados para
limites definidos em lei específica; (Redação dada pela fins de concessão de acréscimos ulteriores; (Reda-
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) ção dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de car-
públicos para as pessoas portadoras de deficiência e de- gos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o
finirá os critérios de sua admissão; disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39,
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada
tempo determinado para atender a necessidade tem- pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
porária de excepcional interesse público; XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos pú-
X - a revisão geral da remuneração dos servidores públi- blicos, exceto, quando houver compatibilidade de horá-
cos, sem distinção de índices entre servidores públicos rios, observado em qualquer caso o disposto no inciso
civis e militares, far-se-á sempre na mesma data; XI: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19,
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de 1998)
de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixa- a) a de dois cargos de professor; (Redação dada pela
dos ou alterados por lei específica, observada a inicia- Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
tiva privativa em cada caso, assegurada revisão geral b) a de um cargo de professor com outro técnico ou ci-
entífico; (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 19, de 1998)

123
c) a de dois cargos privativos de médico; (Redação I - as reclamações relativas à prestação dos serviços pú-
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) blicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissio- de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, ex-
nais de saúde, com profissões regulamentadas; (Reda- terna e interna, da qualidade dos serviços; (Incluído
ção dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001) pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a
funções e abrange autarquias, fundações, empresas pú- informações sobre atos de governo, observado o dis-
blicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, posto no art. 5º, X e XXXIII; (Incluído pela Emenda Cons-
e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo titucional nº 19, de 1998) (Vide Lei nº 12.527, de 2011)
poder público; (Redação dada pela Emenda Constituci- III - a disciplina da representação contra o exercício ne-
onal nº 19, de 1998) gligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na ad-
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fis- ministração pública. (Incluído pela Emenda Constituci-
cais terão, dentro de suas áreas de competência e juris- onal nº 19, de 1998)
dição, precedência sobre os demais setores administra- § 4º Os atos de improbidade administrativa importarão
tivos, na forma da lei; a suspensão dos direitos políticos, a perda da função
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autar- pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento
quia e autorizada a instituição de empresa pública, de ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo prejuízo da ação penal cabível.
à lei complementar, neste último caso, definir as áreas § 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilí-
de sua atuação; (Redação dada pela Emenda Constitu- citos praticados por qualquer agente, servidor ou não,
cional nº 19, de 1998) que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respec-
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, tivas ações de ressarcimento.
a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de di-
inciso anterior, assim como a participação de qualquer reito privado prestadoras de serviços públicos respon-
delas em empresa privada; derão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade,
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso
obras, serviços, compras e alienações serão contrata- contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
dos mediante processo de licitação pública que asse- § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao
gure igualdade de condições a todos os concorrentes, ocupante de cargo ou emprego da administração direta
com cláusulas que estabeleçam obrigações de paga- e indireta que possibilite o acesso a informações privi-
mento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos legiadas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de 1998)
qualificação técnica e econômica indispensáveis à ga- § 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira
rantia do cumprimento das obrigações. (Regulamento) dos órgãos e entidades da administração direta e indi-
XXII - as administrações tributárias da União, dos Esta- reta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser fir-
dos, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades es- mado entre seus administradores e o poder público,
senciais ao funcionamento do Estado, exercidas por ser- que tenha por objeto a fixação de metas de desempe-
vidores de carreiras específicas, terão recursos prioritá- nho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor so-
rios para a realização de suas atividades e atuarão de bre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
forma integrada, inclusive com o compartilhamento de 1998) (Regulamento) (Vigência)
cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou I - o prazo de duração do contrato; (Incluído pela
convênio (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
de 19.12.2003) II - os controles e critérios de avaliação de desempenho,
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigen-
e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter tes; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
educativo, informativo ou de orientação social, dela não 1998)
podendo constar nomes, símbolos ou imagens que ca- III - a remuneração do pessoal. (Incluído pela Emenda
racterizem promoção pessoal de autoridades ou servi- Constitucional nº 19, de 1998)
dores públicos. § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públi-
§ 2º A não observância do disposto nos incisos II e III cas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiá-
implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade rias, que receberem recursos da União, dos Estados, do
responsável, nos termos da lei. Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de
§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usu- despesas de pessoal ou de custeio em geral. (Incluído
ário na administração pública direta e indireta, regu- pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
lando especialmente: (Redação dada pela Emenda § 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de
Constitucional nº 19, de 1998) aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e

124
142 com a remuneração de cargo, emprego ou função cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remunera-
pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma ção do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade,
desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em co- será aplicada a norma do inciso anterior;
missão declarados em lei de livre nomeação e exonera- IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o
ção. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será
1998) (Vide Emenda Constitucional nº 20, de 1998) contado para todos os efeitos legais, exceto para pro-
§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites re- moção por merecimento;
muneratórios de que trata o inciso XI do caput deste ar- V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de
tigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em previdência social, permanecerá filiado a esse regime,
lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de no ente federativo de origem. (Redação dada pela
2005) Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste
artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal SEÇÃO II
fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS
Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o sub- DOS SERVIDORES PÚBLICOS
sídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribu- (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de
nal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco 1998)
centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Mu-
do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o dis- nicípios instituirão, no âmbito de sua competência, re-
posto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Es- gime jurídico único e planos de carreira para os servido-
taduais e Distritais e dos Vereadores. (Incluído pela res da administração pública direta, das autarquias e
Emenda Constitucional nº 47, de 2005) das fundações públicas. (Vide ADIN nº 2.135-4)
§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Mu-
ser readaptado para exercício de cargo cujas atribuições nicípios instituirão conselho de política de administra-
e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação ção e remuneração de pessoal, integrado por servidores
que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, designados pelos respectivos Poderes. (Redação
enquanto permanecer nesta condição, desde que pos- dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide
sua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para ADIN nº 2.135-4)
o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais
origem. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, componentes do sistema remuneratório obser-
de 2019) vará: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19,
§ 14. A aposentadoria concedida com a utilização de de 1998)
tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexi-
ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previ- dade dos cargos componentes de cada carreira; (Inclu-
dência Social, acarretará o rompimento do vínculo que ído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
gerou o referido tempo de contribuição. (Incluído pela II - os requisitos para a investidura; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 15. É vedada a complementação de aposentadorias de III - as peculiaridades dos cargos. (Incluído pela Emenda
servidores públicos e de pensões por morte a seus de- Constitucional nº 19, de 1998)
pendentes que não seja decorrente do disposto nos §§ § 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão
14 a 16 do art. 40 ou que não seja prevista em lei que escolas de governo para a formação e o aperfeiçoa-
extinga regime próprio de previdência social. (Incluído mento dos servidores públicos, constituindo-se a parti-
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) cipação nos cursos um dos requisitos para a promoção
na carreira, facultada, para isso, a celebração de convê-
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, au- nios ou contratos entre os entes federados. (Redação
tárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
aplicam-se as seguintes disposições: (Redação dada § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo pú-
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) blico o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV,
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei esta-
distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou fun- belecer requisitos diferenciados de admissão quando a
ção; natureza do cargo o exigir. (Incluído pela Emenda Cons-
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do titucional nº 19, de 1998)
cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar § 4º O membro de Poder, o detentor de mandato ele-
pela sua remuneração; tivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e
III - investido no mandato de Vereador, havendo com- Municipais serão remunerados exclusivamente por sub-
patibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu sídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de

125
qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba lei complementar; (Redação dada pela Emenda
de representação ou outra espécie remuneratória, obe- Constitucional nº 88, de 2015)
decido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos
XI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) de idade, se mulher, e aos 65 (sessenta e cinco) anos de
§ 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito
Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior Federal e dos Municípios, na idade mínima estabelecida
e a menor remuneração dos servidores públicos, obe- mediante emenda às respectivas Constituições e Leis
decido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, Orgânicas, observados o tempo de contribuição e os de-
XI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de mais requisitos estabelecidos em lei complementar do
1998) respectivo ente federativo.
§ 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publi- (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de
carão anualmente os valores do subsídio e da remune- 2019)
ração dos cargos e empregos públicos. (Incluído pela § 2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser in-
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) feriores ao valor mínimo a que se refere o § 2º do art.
§ 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 201 ou superiores ao limite máximo estabelecido para
Municípios disciplinará a aplicação de recursos orça- o Regime Geral de Previdência Social, observado o dis-
mentários provenientes da economia com despesas posto nos §§ 14 a 16.
correntes em cada órgão, autarquia e fundação, para (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de
aplicação no desenvolvimento de programas de quali- 2019)
dade e produtividade, treinamento e desenvolvimento, § 3º As regras para cálculo de proventos de aposenta-
modernização, reaparelhamento e racionalização do doria serão disciplinadas em lei do respectivo ente fe-
serviço público, inclusive sob a forma de adicional ou derativo.
prêmio de produtividade. (Incluído pela Emenda Cons- (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de
titucional nº 19, de 1998) 2019)
§ 8º A remuneração dos servidores públicos organiza- § 4º É vedada a adoção de requisitos ou critérios dife-
dos em carreira poderá ser fixada nos termos do § renciados para concessão de benefícios em regime pró-
4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de prio de previdência social, ressalvado o disposto nos §§
1998) 4º-A, 4º-B, 4º-C e 5º.
§ 9º É vedada a incorporação de vantagens de caráter (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de
temporário ou vinculadas ao exercício de função de 2019)
confiança ou de cargo em comissão à remuneração do § 4º-A. Poderão ser estabelecidos por lei complementar
cargo efetivo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº do respectivo ente federativo idade e tempo de contri-
103, de 2019) buição diferenciados para aposentadoria de servidores
com deficiência, previamente submetidos a avaliação
Art. 40. O regime próprio de previdência social dos ser- biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e
vidores titulares de cargos efetivos terá caráter contri- interdisciplinar.
butivo e solidário, mediante contribuição do respectivo (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e § 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar
de pensionistas, observados critérios que preservem o do respectivo ente federativo idade e tempo de contri-
equilíbrio financeiro e atuarial. (Redação dada pela buição diferenciados para aposentadoria de ocupantes
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) do cargo de agente penitenciário, de agente socioedu-
§ 1º O servidor abrangido por regime próprio de previ- cativo ou de policial dos órgãos de que tratam o inciso
dência social será aposentado: (Redação dada pela IV do caput do art. 51, o inciso XIII do caput do art. 52 e
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) os incisos I a IV do caput do art. 144.
I - por incapacidade permanente para o trabalho, no (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
cargo em que estiver investido, quando insuscetível de § 4º-C. Poderão ser estabelecidos por lei complementar
readaptação, hipótese em que será obrigatória a reali- do respectivo ente federativo idade e tempo de contri-
zação de avaliações periódicas para verificação da con- buição diferenciados para aposentadoria de servidores
tinuidade das condições que ensejaram a concessão da cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição
aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente fede- a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à sa-
rativo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº úde, ou associação desses agentes, vedada a caracteri-
103, de 2019) zação por categoria profissional ou ocupação.
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
tempo de contribuição, aos 70 (setenta) anos de idade, § 5º Os ocupantes do cargo de professor terão idade
ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de mínima reduzida em 5 (cinco) anos em relação às idades
decorrentes da aplicação do disposto no inciso III do §

126
1º, desde que comprovem tempo de efetivo exercício § 13. Aplica-se ao agente público ocupante, exclusiva-
das funções de magistério na educação infantil e no en- mente, de cargo em comissão declarado em lei de livre
sino fundamental e médio fixado em lei complementar nomeação e exoneração, de outro cargo temporário, in-
do respectivo ente federativo. clusive mandato eletivo, ou de emprego público, o Re-
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de gime Geral de Previdência Social. (Redação dada pela
2019) Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos § 14. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Muni-
cargos acumuláveis na forma desta Constituição, é ve- cípios instituirão, por lei de iniciativa do respectivo Po-
dada a percepção de mais de uma aposentadoria à der Executivo, regime de previdência complementar
conta de regime próprio de previdência social, apli- para servidores públicos ocupantes de cargo efetivo,
cando-se outras vedações, regras e condições para a observado o limite máximo dos benefícios do Regime
acumulação de benefícios previdenciários estabeleci- Geral de Previdência Social para o valor das aposenta-
das no Regime Geral de Previdência Social. dorias e das pensões em regime próprio de previdência
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de social, ressalvado o disposto no § 16. (Redação dada
2019) pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 7º Observado o disposto no § 2º do art. 201, quando § 15. O regime de previdência complementar de que
se tratar da única fonte de renda formal auferida pelo trata o § 14 oferecerá plano de benefícios somente na
dependente, o benefício de pensão por morte será con- modalidade contribuição definida, observará o disposto
cedido nos termos de lei do respectivo ente federativo, no art. 202 e será efetivado por intermédio de entidade
a qual tratará de forma diferenciada a hipótese de fechada de previdência complementar ou de entidade
morte dos servidores de que trata o § 4º-B decorrente aberta de previdência complementar. (Redação dada
de agressão sofrida no exercício ou em razão da fun- pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
ção. § 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção,
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de o disposto nos § § 14 e 15 poderá ser aplicado ao ser-
2019) vidor que tiver ingressado no serviço público até a data
§ 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para da publicação do ato de instituição do correspondente
preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, regime de previdência complementar.
conforme critérios estabelecidos em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 15/12/98)
19.12.2003) § 17. Todos os valores de remuneração considerados
§ 9º O tempo de contribuição federal, estadual, distrital para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão devi-
ou municipal será contado para fins de aposentadoria, damente atualizados, na forma da lei. (Incluído pela
observado o disposto nos §§ 9º e 9º-A do art. 201, e o Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
tempo de serviço correspondente será contado para § 18. Incidirá contribuição sobre os proventos de apo-
fins de disponibilidade. sentadorias e pensões concedidas pelo regime de que
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de trata este artigo que superem o limite máximo estabe-
2019) lecido para os benefícios do regime geral de previdência
§ 10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de social de que trata o art. 201, com percentual igual ao
contagem de tempo de contribuição fictício. (Inclu- estabelecido para os servidores titulares de cargos efe-
ído pela Emenda Constitucional nº 20, de tivos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41,
15/12/98) (Vide Emenda Constitucional nº 20, de 1998) 19.12.2003)
§ 11 - Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total § 19. Observados critérios a serem estabelecidos em lei
dos proventos de inatividade, inclusive quando decor- do respectivo ente federativo, o servidor titular de
rentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, cargo efetivo que tenha completado as exigências para
bem como de outras atividades sujeitas a contribuição a aposentadoria voluntária e que opte por permanecer
para o regime geral de previdência social, e ao mon- em atividade poderá fazer jus a um abono de perma-
tante resultante da adição de proventos de inatividade nência equivalente, no máximo, ao valor da sua contri-
com remuneração de cargo acumulável na forma desta buição previdenciária, até completar a idade para apo-
Constituição, cargo em comissão declarado em lei de li- sentadoria compulsória.
vre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo. (In- (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de
cluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) 2019)
§ 12. Além do disposto neste artigo, serão observados, § 20. É vedada a existência de mais de um regime pró-
em regime próprio de previdência social, no que cou- prio de previdência social e de mais de um órgão ou en-
ber, os requisitos e critérios fixados para o Regime Geral tidade gestora desse regime em cada ente federativo,
de Previdência Social. (Redação dada pela Emenda abrangidos todos os poderes, órgãos e entidades autár-
Constitucional nº 103, de 2019) quicas e fundacionais, que serão responsáveis pelo seu

127
financiamento, observados os critérios, os parâmetros Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício
e a natureza jurídica definidos na lei complementar de os servidores nomeados para cargo de provimento efe-
que trata o § 22. (Redação dada pela Emenda Constitu- tivo em virtude de concurso público. (Redação dada
cional nº 103, de 2019) pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 21. A contribuição prevista no § 18 deste artigo inci- § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: (Re-
dirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposen- dação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
tadoria e de pensão que superem o dobro do limite má- I - em virtude de sentença judicial transitada em jul-
ximo estabelecido para os benefícios do regime geral de gado; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
previdência social de que trata o art. 201 desta Consti- 1998)
tuição, quando o beneficiário, na forma da lei, for por- II - mediante processo administrativo em que lhe seja
tador de doença incapacitante. (Incluído pela Emenda assegurada ampla defesa; (Incluído pela Emenda Cons-
Constitucional nº 47, de 2005) (Revogado pela Emenda titucional nº 19, de 1998)
Constitucional nº 103, de 2019) (Vigência) (Vide III - mediante procedimento de avaliação periódica de
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) desempenho, na forma de lei complementar, assegu-
§ 22. Vedada a instituição de novos regimes próprios de rada ampla defesa. (Incluído pela Emenda Constitucio-
previdência social, lei complementar federal estabele- nal nº 19, de 1998)
cerá, para os que já existam, normas gerais de organi- § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do ser-
zação, de funcionamento e de responsabilidade em sua vidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocu-
gestão, dispondo, entre outros aspectos, sobre: (Inclu- pante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de ori-
ído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) gem, sem direito a indenização, aproveitado em outro
I - requisitos para sua extinção e consequente migração cargo ou posto em disponibilidade com remuneração
para o Regime Geral de Previdência Social; (Incluído proporcional ao tempo de serviço. (Redação dada pela
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - modelo de arrecadação, de aplicação e de utilização § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade,
dos recursos; (Incluído pela Emenda Constitucional nº o servidor estável ficará em disponibilidade, com remu-
103, de 2019) neração proporcional ao tempo de serviço, até seu ade-
III - fiscalização pela União e controle externo e so- quado aproveitamento em outro cargo. (Redação dada
cial; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
2019) § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é
IV - definição de equilíbrio financeiro e atuarial; (Inclu- obrigatória a avaliação especial de desempenho por co-
ído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) missão instituída para essa finalidade. (Incluído pela
V - condições para instituição do fundo com finalidade Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
previdenciária de que trata o art. 249 e para vinculação (...)
a ele dos recursos provenientes de contribuições e dos
bens, direitos e ativos de qualquer natureza; (Incluído TÍTULO IV
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
VI - mecanismos de equacionamento do deficit atua- (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 80, de
rial; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2014)
2019)
VII - estruturação do órgão ou entidade gestora do re- CAPÍTULO I
gime, observados os princípios relacionados com gover- DO PODER LEGISLATIVO
nança, controle interno e transparência; (Incluído pela SEÇÃO I
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) DO CONGRESSO NACIONAL
VIII - condições e hipóteses para responsabilização da- Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso
queles que desempenhem atribuições relacionadas, di- Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e
reta ou indiretamente, com a gestão do regime; do Senado Federal.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de qua-
IX - condições para adesão a consórcio público; tro anos.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
X - parâmetros para apuração da base de cálculo e defi- Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de repre-
nição de alíquota de contribuições ordinárias e extraor- sentantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional,
dinárias. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Fede-
de 2019) ral.
§ 1º O número total de Deputados, bem como a repre-
sentação por Estado e pelo Distrito Federal, será esta-
belecido por lei complementar, proporcionalmente à

128
população, procedendo-se aos ajustes necessários, no XI - criação e extinção de Ministérios e órgãos da admi-
ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas nistração pública;(Redação dada pela Emenda Constitu-
unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de cional nº 32, de 2001)
setenta Deputados. (Vide Lei Complementar nº 78, de XII - telecomunicações e radiodifusão;
1993) XIII - matéria financeira, cambial e monetária, institui-
§ 2º Cada Território elegerá quatro Deputados. ções financeiras e suas operações;
XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dí-
Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representan- vida mobiliária federal.
tes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o XV - fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tri-
princípio majoritário. bunal Federal, observado o que dispõem os arts. 39, §
§ 1º Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Se- 4º; 150, II; 153, III; e 153, § 2º, I. (Redação dada pela
nadores, com mandato de oito anos. Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
§ 2º A representação de cada Estado e do Distrito Fede-
ral será renovada de quatro em quatro anos, alternada- Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Naci-
mente, por um e dois terços. onal:
§ 3º Cada Senador será eleito com dois suplentes. I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou
atos internacionais que acarretem encargos ou compro-
Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as missos gravosos ao patrimônio nacional;
deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão II - autorizar o Presidente da República a declarar
tomadas por maioria dos votos, presente a maioria ab- guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangei-
soluta de seus membros. ras transitem pelo território nacional ou nele permane-
çam temporariamente, ressalvados os casos previstos
SEÇÃO II em lei complementar;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da Repú-
Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do blica a se ausentarem do País, quando a ausência exce-
Presidente da República, não exigida esta para o espe- der a quinze dias;
cificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as ma- IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal,
térias de competência da União, especialmente sobre: autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma
I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de ren- dessas medidas;
das; V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que
II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orça- exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de de-
mento anual, operações de crédito, dívida pública e legação legislativa;
emissões de curso forçado; VI - mudar temporariamente sua sede;
III - fixação e modificação do efetivo das Forças Arma- VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais
das; e os Senadores, observado o que dispõem os arts. 37,
IV - planos e programas nacionais, regionais e setoriais XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada
de desenvolvimento; pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
V - limites do território nacional, espaço aéreo e marí- VIII - fixar para cada exercício financeiro a remuneração
timo e bens do domínio da União; do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos
VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts.
áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
Assembléias Legislativas; VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presi-
VII - transferência temporária da sede do Governo Fe- dente da República e dos Ministros de Estado, obser-
deral; vado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153,
VIII - concessão de anistia; III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitu-
IX - organização administrativa, judiciária, do Ministério cional nº 19, de 1998)
Público e da Defensoria Pública da União e dos Territó- IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presi-
rios e organização judiciária e do Ministério Público do dente da República e apreciar os relatórios sobre a exe-
Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitu- cução dos planos de governo;
cional nº 69, de 2012) (Produção de efeito) X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer
X - criação, transformação e extinção de cargos, empre- de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os
gos e funções públicas, observado o que estabelece o da administração indireta;
art. 84, VI, b ; (Redação dada pela Emenda Constitucio- XI - zelar pela preservação de sua competência legisla-
nal nº 32, de 2001) tiva em face da atribuição normativa dos outros Pode-
res;

129
XII - apreciar os atos de concessão e renovação de con- V - eleger membros do Conselho da República, nos ter-
cessão de emissoras de rádio e televisão; mos do art. 89, VII.
XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de
Contas da União; SEÇÃO IV
XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes DO SENADO FEDERAL
a atividades nucleares; Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito; I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da
XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o República nos crimes de responsabilidade, bem como
aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e la- os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha,
vra de riquezas minerais; do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma na-
XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão tureza conexos com aqueles; (Redação dada
de terras públicas com área superior a dois mil e qui- pela Emenda Constitucional nº 23, de 02/09/99)
nhentos hectares. II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal
Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e
Art. 50. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procura-
ou qualquer de suas Comissões, poderão convocar Mi- dor-Geral da República e o Advogado-Geral da União
nistro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos dire- nos crimes de responsabilidade; (Redação
tamente subordinados à Presidência da República para dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto III - aprovar previamente, por voto secreto, após argüi-
previamente determinado, importando crime de res- ção pública, a escolha de:
ponsabilidade a ausência sem justificação ade- a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta Consti-
quada. (Redação dada pela Emenda Constitucional tuição;
de Revisão nº 2, de 1994) b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados
§ 1º Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Se- pelo Presidente da República;
nado Federal, à Câmara dos Deputados, ou a qualquer c) Governador de Território;
de suas Comissões, por sua iniciativa e mediante enten- d) Presidente e diretores do banco central;
dimentos com a Mesa respectiva, para expor assunto de e) Procurador-Geral da República;
relevância de seu Ministério. f) titulares de outros cargos que a lei determinar;
§ 2º As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado IV - aprovar previamente, por voto secreto, após argüi-
Federal poderão encaminhar pedidos escritos de infor- ção em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão
mações a Ministros de Estado ou a qualquer das pes- diplomática de caráter permanente;
soas referidas no caput deste artigo, importando em V - autorizar operações externas de natureza financeira,
crime de responsabilidade a recusa, ou o não - atendi- de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal,
mento, no prazo de trinta dias, bem como a prestação dos Territórios e dos Municípios;
de informações falsas. (Redação dada pela Emenda VI - fixar, por proposta do Presidente da República, limi-
Constitucional de Revisão nº 2, de 1994) tes globais para o montante da dívida consolidada da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
SEÇÃO III pios;
DA CÂMARA DOS DEPUTADOS VII - dispor sobre limites globais e condições para as
Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputa- operações de crédito externo e interno da União, dos
dos: Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas
I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instau- autarquias e demais entidades controladas pelo Poder
ração de processo contra o Presidente e o Vice-Presi- Público federal;
dente da República e os Ministros de Estado; VIII - dispor sobre limites e condições para a concessão
II - proceder à tomada de contas do Presidente da Re- de garantia da União em operações de crédito externo
pública, quando não apresentadas ao Congresso Nacio- e interno;
nal dentro de sessenta dias após a abertura da sessão IX - estabelecer limites globais e condições para o mon-
legislativa; tante da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Fede-
III - elaborar seu regimento interno; ral e dos Municípios;
IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, polí- X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei
cia, criação, transformação ou extinção dos cargos, em- declarada inconstitucional por decisão definitiva do Su-
pregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei premo Tribunal Federal;
para fixação da respectiva remuneração, observados os XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a
parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamen- exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da Repú-
tárias; (Redação dada pela Emenda Constitucional blica antes do término de seu mandato;
nº 19, de 1998) XII - elaborar seu regimento interno;

130
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, po- em razão do exercício do mandato, nem sobre as pes-
lícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, soas que lhes confiaram ou deles receberam informa-
empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de ções. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35,
lei para fixação da respectiva remuneração, observados de 2001)
os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orça- § 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e
mentárias; (Redação dada pela Emenda Constitucional Senadores, embora militares e ainda que em tempo de
nº 19, de 1998) guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva.
XIV - eleger membros do Conselho da República, nos (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de
termos do art. 89, VII. 2001)
XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sis- § 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsis-
tema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus com- tirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspen-
ponentes, e o desempenho das administrações tributá- sas mediante o voto de dois terços dos membros da
rias da União, dos Estados e do Distrito Federal e dos Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do
Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatí-
de 19.12.2003) veis com a execução da medida. (Incluído pela Emenda
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, Constitucional nº 35, de 2001)
funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Fe-
deral, limitando-se a condenação, que somente será Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:
proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, I - desde a expedição do diploma:
à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de di-
o exercício de função pública, sem prejuízo das demais reito público, autarquia, empresa pública, sociedade de
sanções judiciais cabíveis. economia mista ou empresa concessionária de serviço
público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas
SEÇÃO V uniformes;
DOS DEPUTADOS E DOS SENADORES b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remu-
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil nerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nu-
e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras tum", nas entidades constantes da alínea anterior;
e votos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº II - desde a posse:
35, de 2001) a) ser proprietários, controladores ou diretores de em-
§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do presa que goze de favor decorrente de contrato com
diploma, serão submetidos a julgamento perante o Su- pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer fun-
premo Tribunal Federal. (Redação dada pela Emenda ção remunerada;
Constitucional nº 35, de 2001) b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad
§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do nutum", nas entidades referidas no inciso I, "a";
Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer
flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos se- das entidades a que se refere o inciso I, "a";
rão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa res- d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público
pectiva, para que, pelo voto da maioria de seus mem- eletivo.
bros, resolva sobre a prisão. (Redação dada pela Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
Emenda Constitucional nº 35, de 2001) I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Depu- no artigo anterior;
tado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo II - cujo procedimento for declarado incompatível com
Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por o decoro parlamentar;
iniciativa de partido político nela representado e pelo III - que deixar de comparecer, em cada sessão legisla-
voto da maioria de seus membros, poderá, até a deci- tiva, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que
são final, sustar o andamento da ação. (Redação pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;
dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001) IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa res- V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos pre-
pectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias vistos nesta Constituição;
do seu recebimento pela Mesa Diretora. (Redação VI - que sofrer condenação criminal em sentença tran-
dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001) sitada em julgado.
§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição, en- § 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além
quanto durar o mandato. (Redação dada pela Emenda dos casos definidos no regimento interno, o abuso das
Constitucional nº 35, de 2001) prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Na-
§ 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a cional ou a percepção de vantagens indevidas.
testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas

131
§ 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato IV - conhecer do veto e sobre ele deliberar.
será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Se- § 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões prepa-
nado Federal, por maioria absoluta, mediante provoca- ratórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da
ção da respectiva Mesa ou de partido político represen- legislatura, para a posse de seus membros e eleição das
tado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa. respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, ve-
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 76, de dada a recondução para o mesmo cargo na eleição ime-
2013) diatamente subseqüente. (Redação dada pela Emenda
§ 3º Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será Constitucional nº 50, de 2006)
declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou § 5º A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo
mediante provocação de qualquer de seus membros, Presidente do Senado Federal, e os demais cargos serão
ou de partido político representado no Congresso Naci- exercidos, alternadamente, pelos ocupantes de cargos
onal, assegurada ampla defesa. equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Fe-
§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo deral.
que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos § 6º A convocação extraordinária do Congresso Nacio-
deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as delibe- nal far-se-á: (Redação dada pela Emenda Constitucional
rações finais de que tratam os §§ 2º e 3º. (Incluído pela nº 50, de 2006)
Emenda Constitucional de Revisão nº 6, de 1994) I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de de-
cretação de estado de defesa ou de intervenção federal,
Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou Sena- de pedido de autorização para a decretação de estado
dor: de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente
I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governa- e do Vice-Presidente da República;
dor de Território, Secretário de Estado, do Distrito Fe- II - pelo Presidente da República, pelos Presidentes da
deral, de Território, de Prefeitura de Capital ou chefe de Câmara dos Deputados e do Senado Federal, ou a re-
missão diplomática temporária; querimento da maioria dos membros de ambas as Ca-
II - licenciado pela respectiva Casa por motivo de do- sas, em caso de urgência ou interesse público relevante.
ença, ou para tratar, sem remuneração, de interesse II - pelo Presidente da República, pelos Presidentes da
particular, desde que, neste caso, o afastamento não ul- Câmara dos Deputados e do Senado Federal ou a reque-
trapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. rimento da maioria dos membros de ambas as Casas,
§ 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de em caso de urgência ou interesse público relevante, em
investidura em funções previstas neste artigo ou de li- todas as hipóteses deste inciso com a aprovação da mai-
cença superior a cento e vinte dias. oria absoluta de cada uma das Casas do Congresso Na-
§ 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á cional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
eleição para preenchê-la se faltarem mais de quinze 50, de 2006)
meses para o término do mandato. § 7º Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso
§ 3º Na hipótese do inciso I, o Deputado ou Senador po- Nacional somente deliberará sobre a matéria para a
derá optar pela remuneração do mandato. qual foi convocado, ressalvada a hipótese do § 8º deste
artigo, vedado o pagamento de parcela indenizatória,
SEÇÃO VI em razão da convocação. (Redação dada pela Emenda
DAS REUNIÕES Constitucional nº 50, de 2006)
Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, § 8º Havendo medidas provisórias em vigor na data de
na Capital Federal, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de convocação extraordinária do Congresso Nacional, se-
1º de agosto a 22 de dezembro. (Redação dada pela rão elas automaticamente incluídas na pauta da convo-
Emenda Constitucional nº 50, de 2006) cação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
§ 1º As reuniões marcadas para essas datas serão trans- 2001)
feridas para o primeiro dia útil subseqüente, quando re-
caírem em sábados, domingos ou feriados. SEÇÃO VII
§ 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a DAS COMISSÕES
aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão comis-
§ 3º Além de outros casos previstos nesta Constituição, sões permanentes e temporárias, constituídas na forma
a Câmara dos Deputados e o Senado Federal reunir-se- e com as atribuições previstas no respectivo regimento
ão em sessão conjunta para: ou no ato de que resultar sua criação.
I - inaugurar a sessão legislativa; § 1º Na constituição das Mesas e de cada Comissão, é
II - elaborar o regimento comum e regular a criação de assegurada, tanto quanto possível, a representação
serviços comuns às duas Casas; proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares
III - receber o compromisso do Presidente e do Vice-Pre- que participam da respectiva Casa.
sidente da República;

132
§ 2º Às comissões, em razão da matéria de sua compe- II - do Presidente da República;
tência, cabe: III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma unidades da Federação, manifestando-se, cada uma de-
do regimento, a competência do Plenário, salvo se hou- las, pela maioria relativa de seus membros.
ver recurso de um décimo dos membros da Casa; § 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigên-
II - realizar audiências públicas com entidades da socie- cia de intervenção federal, de estado de defesa ou de
dade civil; estado de sítio.
III - convocar Ministros de Estado para prestar informa- § 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa
ções sobre assuntos inerentes a suas atribuições; do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-
IV - receber petições, reclamações, representações ou se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos vo-
queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões tos dos respectivos membros.
das autoridades ou entidades públicas; § 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou ci- Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal,
dadão; com o respectivo número de ordem.
VI - apreciar programas de obras, planos nacionais, re- § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de
gionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emi- emenda tendente a abolir:
tir parecer. I - a forma federativa de Estado;
§ 3º As comissões parlamentares de inquérito, que te- II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
rão poderes de investigação próprios das autoridades III - a separação dos Poderes;
judiciais, além de outros previstos nos regimentos das IV - os direitos e garantias individuais.
respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Depu- § 5º A matéria constante de proposta de emenda rejei-
tados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separada- tada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de
mente, mediante requerimento de um terço de seus nova proposta na mesma sessão legislativa.
membros, para a apuração de fato determinado e por
prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, enca- SUBSEÇÃO III
minhadas ao Ministério Público, para que promova a DAS LEIS
responsabilidade civil ou criminal dos infratores. Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordiná-
§ 4º Durante o recesso, haverá uma Comissão represen- rias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara
tativa do Congresso Nacional, eleita por suas Casas na dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Na-
última sessão ordinária do período legislativo, com atri- cional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribu-
buições definidas no regimento comum, cuja composi- nal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-
ção reproduzirá, quanto possível, a proporcionalidade Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos
da representação partidária. previstos nesta Constituição.
§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da Repú-
SEÇÃO VIII blica as leis que:
DO PROCESSO LEGISLATIVO I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;
SUBSEÇÃO I II - disponham sobre:
DISPOSIÇÃO GERAL a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na
Art. 59. O processo legislativo compreende a elabora- administração direta e autárquica ou aumento de sua
ção de: remuneração;
I - emendas à Constituição; b) organização administrativa e judiciária, matéria tri-
II - leis complementares; butária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da
III - leis ordinárias; administração dos Territórios;
IV - leis delegadas; c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime
V - medidas provisórias; jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposen-
VI - decretos legislativos; tadoria; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
VII - resoluções. 18, de 1998)
Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a ela- d) organização do Ministério Público e da Defensoria
boração, redação, alteração e consolidação das leis. Pública da União, bem como normas gerais para a orga-
nização do Ministério Público e da Defensoria Pública
SUBSEÇÃO II dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios;
DA EMENDA À CONSTITUIÇÃO e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da admi-
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante nistração pública, observado o disposto no art. 84,
proposta: VI; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32,
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara de 2001)
dos Deputados ou do Senado Federal;

133
f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, § 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publi-
provimento de cargos, promoções, estabilidade, remu- cação da medida provisória, suspendendo-se durante
neração, reforma e transferência para a reserva. (Inclu- os períodos de recesso do Congresso Nacional. (In-
ída pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) cluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 2º A iniciativa popular pode ser exercida pela apresen- § 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso
tação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subs- Nacional sobre o mérito das medidas provisórias de-
crito por, no mínimo, um por cento do eleitorado naci- penderá de juízo prévio sobre o atendimento de seus
onal, distribuído pelo menos por cinco Estados, com pressupostos constitucionais. (Incluído pela Emenda
não menos de três décimos por cento dos eleitores de Constitucional nº 32, de 2001)
cada um deles. § 6º Se a medida provisória não for apreciada em até
quarenta e cinco dias contados de sua publicação, en-
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente trará em regime de urgência, subsequentemente, em
da República poderá adotar medidas provisórias, com cada uma das Casas do Congresso Nacional, ficando so-
força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Con- brestadas, até que se ultime a votação, todas as demais
gresso Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitu- deliberações legislativas da Casa em que estiver trami-
cional nº 32, de 2001) tando. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre 2001)
matéria: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de § 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a
2001) vigência de medida provisória que, no prazo de ses-
I - relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº senta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua
32, de 2001) votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacio-
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos nal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
políticos e direito eleitoral; (Incluído pela Emenda Cons- 2001)
titucional nº 32, de 2001) § 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada
b) direito penal, processual penal e processual civil; (In- na Câmara dos Deputados. (Incluído pela Emenda Cons-
cluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) titucional nº 32, de 2001)
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Pú- § 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senado-
blico, a carreira e a garantia de seus membros; (Incluído res examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir
pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) parecer, antes de serem apreciadas, em sessão sepa-
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orça- rada, pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso
mento e créditos adicionais e suplementares, ressal- Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32,
vado o previsto no art. 167, § 3º; (Incluído pela Emenda de 2001)
Constitucional nº 32, de 2001) § 10. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa,
II - que vise a detenção ou seqüestro de bens, de pou- de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que
pança popular ou qualquer outro ativo financeiro; (In- tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. (Inclu-
cluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) ído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
III - reservada a lei complementar; (Incluído pela § 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere
Emenda Constitucional nº 32, de 2001) o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de efi-
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Con- cácia de medida provisória, as relações jurídicas consti-
gresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Pre- tuídas e decorrentes de atos praticados durante sua vi-
sidente da República. (Incluído pela Emenda Constituci- gência conservar-se-ão por ela regidas. (Incluído pela
onal nº 32, de 2001) Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou ma- § 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o
joração de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, texto original da medida provisória, esta manter-se-á
I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício fi- integralmente em vigor até que seja sancionado ou ve-
nanceiro seguinte se houver sido convertida em lei até tado o projeto. (Incluído pela Emenda Constitucional nº
o último dia daquele em que foi editada. (Incluído pela 32, de 2001)
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos Art. 63. Não será admitido aumento da despesa pre-
§§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não fo- vista:
rem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, pror- I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da
rogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual período, República, ressalvado o disposto no art. 166, § 3º e § 4º;
devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto II - nos projetos sobre organização dos serviços adminis-
legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes. (In- trativos da Câmara dos Deputados, do Senado Federal,
cluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) dos Tribunais Federais e do Ministério Público.

134
Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de ini- § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, se
ciativa do Presidente da República, do Supremo Tribu- este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presi-
nal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na dente do Senado fazê-lo.
Câmara dos Deputados.
§ 1º - O Presidente da República poderá solicitar urgên- Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado
cia para apreciação de projetos de sua iniciativa. somente poderá constituir objeto de novo projeto, na
§ 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o mesma sessão legislativa, mediante proposta da maio-
Senado Federal não se manifestarem sobre a proposi- ria absoluta dos membros de qualquer das Casas do
ção, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco Congresso Nacional.
dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações le-
gislativas da respectiva Casa, com exceção das que te- Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presi-
nham prazo constitucional determinado, até que se ul- dente da República, que deverá solicitar a delegação ao
time a votação. (Redação dada pela Emenda Constitu- Congresso Nacional.
cional nº 32, de 2001) § 1º Não serão objeto de delegação os atos de compe-
§ 3º A apreciação das emendas do Senado Federal pela tência exclusiva do Congresso Nacional, os de compe-
Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez dias, tência privativa da Câmara dos Deputados ou do Se-
observado quanto ao mais o disposto no parágrafo an- nado Federal, a matéria reservada à lei complementar,
terior. nem a legislação sobre:
§ 4º Os prazos do § 2º não correm nos períodos de re- I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Pú-
cesso do Congresso Nacional, nem se aplicam aos pro- blico, a carreira e a garantia de seus membros;
jetos de código. II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políti-
cos e eleitorais;
Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orça-
revisto pela outra, em um só turno de discussão e vota- mentos.
ção, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa re- § 2º A delegação ao Presidente da República terá a
visora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar. forma de resolução do Congresso Nacional, que especi-
Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à ficará seu conteúdo e os termos de seu exercício.
Casa iniciadora. § 3º Se a resolução determinar a apreciação do projeto
pelo Congresso Nacional, este a fará em votação única,
Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação vedada qualquer emenda.
enviará o projeto de lei ao Presidente da República,
que, aquiescendo, o sancionará. Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por
§ 1º Se o Presidente da República considerar o projeto, maioria absoluta.
no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao
interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no DECRETO-LEI N o 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940.
prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebi- CÓDIGO PENAL
mento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, TÍTULO XI
ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
§ 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral de
artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea. CAPÍTULO I
§ 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Pre- DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚ-
sidente da República importará sanção. BLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL
§ 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro Peculato
de trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de di-
ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputa- nheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou
dos e Senadores. (Redação dada pela Emenda Constitu- particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou
cional nº 76, de 2013) desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
§ 5º Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
para promulgação, ao Presidente da República. § 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público,
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o
§ 4º, o veto será colocado na ordem do dia da sessão subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em pro-
imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua veito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe
votação final. (Redação dada pela Emenda Constitucio- proporciona a qualidade de funcionário.
nal nº 32, de 2001)
§ 7º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e
oito horas pelo Presidente da República, nos casos dos

135
Peculato culposo Excesso de exação
§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o § 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição so-
crime de outrem: cial que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando de-
Pena - detenção, de três meses a um ano. vido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso,
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8.137,
dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a pu- de 27.12.1990)
nibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa. (Redação
imposta. dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)
§ 2º - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou
Peculato mediante erro de outrem de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utili- aos cofres públicos:
dade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
outrem:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. Corrupção passiva
Inserção de dados falsos em sistema de informa- Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem,
ções (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem inde-
a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevida- vida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
mente dados corretos nos sistemas informatizados ou Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e
bancos de dados da Administração Pública com o fim de multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de
obter vantagem indevida para si ou para outrem ou 12.11.2003)
para causar dano: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) ) § 1º - A pena é aumentada de um terço, se, em conse-
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e qüência da vantagem ou promessa, o funcionário re-
multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) tarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o
Modificação ou alteração não autorizada de sistema pratica infringindo dever funcional.
de informações (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) § 2º - Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou re-
Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema tarda ato de ofício, com infração de dever funcional, ce-
de informações ou programa de informática sem auto- dendo a pedido ou influência de outrem:
rização ou solicitação de autoridade competente: (In- Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.
cluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e Facilitação de contrabando ou descaminho
multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) Art. 318 - Facilitar, com infração de dever funcional, a
Parágrafo único. As penas são aumentadas de um terço prática de contrabando ou descaminho (art. 334):
até a metade se da modificação ou alteração resulta Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. (Re-
dano para a Administração Pública ou para o adminis- dação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)
trado. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Extravio, sonegação ou inutilização de livro ou docu- Prevaricação
mento Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevida-
mente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição ex-
Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer documento, pressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento
de que tem a guarda em razão do cargo; sonegá-lo ou pessoal:
inutilizá-lo, total ou parcialmente: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
Pena - reclusão, de um a quatro anos, se o fato não Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou
constitui crime mais grave. agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso
o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que
Emprego irregular de verbas ou rendas públicas permita a comunicação com outros presos ou com o
Art. 315 - Dar às verbas ou rendas públicas aplicação di- ambiente externo: (Incluído pela Lei nº 11.466, de
versa da estabelecida em lei: 2007).
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.
Concussão Condescendência criminosa
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indi- Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de res-
retamente, ainda que fora da função ou antes de as- ponsabilizar subordinado que cometeu infração no
sumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: exercício do cargo ou, quando lhe falte competência,
Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa. não levar o fato ao conhecimento da autoridade com-
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e petente:
multa. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.

136
Advocacia administrativa Violação do sigilo de proposta de concorrência
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de concorrência
privado perante a administração pública, valendo-se da pública, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-
qualidade de funcionário: lo:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. Pena - Detenção, de três meses a um ano, e multa.
Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo:
Pena - detenção, de três meses a um ano, além da Funcionário público
multa. Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os
efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem
Violência arbitrária remuneração, exerce cargo, emprego ou função pú-
Art. 322 - Praticar violência, no exercício de função ou a blica.
pretexto de exercê-la: § 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce
Pena - detenção, de seis meses a três anos, além da cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e
pena correspondente à violência. quem trabalha para empresa prestadora de serviço con-
tratada ou conveniada para a execução de atividade tí-
Abandono de função pica da Administração Pública. (Incluído pela Lei nº
Art. 323 - Abandonar cargo público, fora dos casos per- 9.983, de 2000)
mitidos em lei: § 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocu-
§ 1º - Se do fato resulta prejuízo público: pantes de cargos em comissão ou de função de direção
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. ou assessoramento de órgão da administração direta,
§ 2º - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa sociedade de economia mista, empresa pública ou fun-
de fronteira: dação instituída pelo poder público. (Incluído pela Lei
Pena - detenção, de um a três anos, e multa. nº 6.799, de 1980)

Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolon- LEI COMPLEMENTAR Nº 101, DE 4 DE MAIO DE 2000
gado Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a
Art. 324 - Entrar no exercício de função pública antes de responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providên-
satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercê-la, cias.
sem autorização, depois de saber oficialmente que foi
exonerado, removido, substituído ou suspenso: O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Con-
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. gresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei
Complementar:
Violação de sigilo funcional
Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em razão do CAPÍTULO I
cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar- DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
lhe a revelação: Art. 1o Esta Lei Complementar estabelece normas de fi-
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, nanças públicas voltadas para a responsabilidade na
se o fato não constitui crime mais grave. gestão fiscal, com amparo no Capítulo II do Título VI da
§ 1 o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (In- Constituição.
cluído pela Lei nº 9.983, de 2000) § 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a
I - permite ou facilita, mediante atribuição, forneci- ação planejada e transparente, em que se previnem ris-
mento e empréstimo de senha ou qualquer outra cos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio
forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas das contas públicas, mediante o cumprimento de metas
de informações ou banco de dados da Administração de resultados entre receitas e despesas e a obediência
Pública; (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) a limites e condições no que tange a renúncia de re-
II - se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (Inclu- ceita, geração de despesas com pessoal, da seguridade
ído pela Lei nº 9.983, de 2000) social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, opera-
§ 2 o Se da ação ou omissão resulta dano à Administra- ções de crédito, inclusive por antecipação de receita,
ção Pública ou a outrem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.
2000) § 2o As disposições desta Lei Complementar obrigam a
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (In- União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
cluído pela Lei nº 9.983, de 2000) § 3o Nas referências:
I - à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Muni-
cípios, estão compreendidos:

137
a) o Poder Executivo, o Poder Legislativo, neste abran- CAPÍTULO II
gidos os Tribunais de Contas, o Poder Judiciário e o Mi- DO PLANEJAMENTO
nistério Público; Seção I
b) as respectivas administrações diretas, fundos, autar- Do Plano Plurianual
quias, fundações e empresas estatais dependentes; Art. 3o (VETADO)
II - a Estados entende-se considerado o Distrito Fede- Seção II
ral; Da Lei de Diretrizes Orçamentárias
III - a Tribunais de Contas estão incluídos: Tribunal de Art. 4o A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o dis-
Contas da União, Tribunal de Contas do Estado e, posto no § 2o do art. 165 da Constituição e:
quando houver, Tribunal de Contas dos Municípios e I - disporá também sobre:
Tribunal de Contas do Município. a) equilíbrio entre receitas e despesas;
b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efe-
Art. 2o Para os efeitos desta Lei Complementar, en- tivada nas hipóteses previstas na alínea b do inciso II
tende-se como: deste artigo, no art. 9o e no inciso II do § 1o do art. 31;
I - ente da Federação: a União, cada Estado, o Distrito c) (VETADO)
Federal e cada Município; d) (VETADO)
II - empresa controlada: sociedade cuja maioria do ca- e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação
pital social com direito a voto pertença, direta ou indi- dos resultados dos programas financiados com recursos
retamente, a ente da Federação; dos orçamentos;
III - empresa estatal dependente: empresa controlada f) demais condições e exigências para transferências de
que receba do ente controlador recursos financeiros recursos a entidades públicas e privadas;
para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio II - (VETADO)
em geral ou de capital, excluídos, no último caso, aque- III - (VETADO)
les provenientes de aumento de participação acionária; § 1o Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentá-
IV - receita corrente líquida: somatório das receitas tri- rias Anexo de Metas Fiscais, em que serão estabelecidas
butárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, metas anuais, em valores correntes e constantes, rela-
agropecuárias, de serviços, transferências correntes e tivas a receitas, despesas, resultados nominal e primá-
outras receitas também correntes, deduzidos: rio e montante da dívida pública, para o exercício a que
a) na União, os valores transferidos aos Estados e Mu- se referirem e para os dois seguintes.
nicípios por determinação constitucional ou legal, e as § 2o O Anexo conterá, ainda:
contribuições mencionadas na alínea a do inciso I e I - avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano
no inciso II do art. 195, e no art. 239 da Constituição; anterior;
b) nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios II - demonstrativo das metas anuais, instruído com me-
por determinação constitucional; mória e metodologia de cálculo que justifiquem os re-
c) na União, nos Estados e nos Municípios, a contribui- sultados pretendidos, comparando-as com as fixadas
ção dos servidores para o custeio do seu sistema de pre- nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consis-
vidência e assistência social e as receitas provenientes tência delas com as premissas e os objetivos da política
da compensação financeira citada no § 9º do art. 201 da econômica nacional;
Constituição. III - evolução do patrimônio líquido, também nos últi-
§ 1o Serão computados no cálculo da receita corrente mos três exercícios, destacando a origem e a aplicação
líquida os valores pagos e recebidos em decorrência dos recursos obtidos com a alienação de ativos;
da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de IV - avaliação da situação financeira e atuarial:
1996, e do fundo previsto pelo art. 60 do Ato das Dispo- a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos
sições Constitucionais Transitórias. servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalha-
§ 2o Não serão considerados na receita corrente líquida dor;
do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e de Ro- b) dos demais fundos públicos e programas estatais de
raima os recursos recebidos da União para atendimento natureza atuarial;
das despesas de que trata o inciso V do § 1o do art. 19. V - demonstrativo da estimativa e compensação da re-
§ 3o A receita corrente líquida será apurada somando- núncia de receita e da margem de expansão das despe-
se as receitas arrecadadas no mês em referência e nos sas obrigatórias de caráter continuado.
onze anteriores, excluídas as duplicidades. § 3o A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de
Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos contin-
gentes e outros riscos capazes de afetar as contas públi-
cas, informando as providências a serem tomadas, caso
se concretizem.

138
§ 4o A mensagem que encaminhar o projeto da União receita do Tesouro Nacional, e será transferido até o dé-
apresentará, em anexo específico, os objetivos das po- cimo dia útil subseqüente à aprovação dos balanços se-
líticas monetária, creditícia e cambial, bem como os pa- mestrais.
râmetros e as projeções para seus principais agregados § 1o O resultado negativo constituirá obrigação do Te-
e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercí- souro para com o Banco Central do Brasil e será consig-
cio subseqüente. nado em dotação específica no orçamento.
§ 2o O impacto e o custo fiscal das operações realizadas
Seção III pelo Banco Central do Brasil serão demonstrados tri-
Da Lei Orçamentária Anual mestralmente, nos termos em que dispuser a lei de di-
Art. 5o O projeto de lei orçamentária anual, elaborado retrizes orçamentárias da União.
de forma compatível com o plano plurianual, com a lei § 3o Os balanços trimestrais do Banco Central do Brasil
de diretrizes orçamentárias e com as normas desta Lei conterão notas explicativas sobre os custos da remune-
Complementar: ração das disponibilidades do Tesouro Nacional e da
I - conterá, em anexo, demonstrativo da compatibili- manutenção das reservas cambiais e a rentabilidade de
dade da programação dos orçamentos com os objetivos sua carteira de títulos, destacando os de emissão da
e metas constantes do documento de que trata o § União.
1o do art. 4o;
II - será acompanhado do documento a que se refere Seção IV
o § 6o do art. 165 da Constituição, bem como das medi- Da Execução Orçamentária e do Cumprimento das Me-
das de compensação a renúncias de receita e ao au- tas
mento de despesas obrigatórias de caráter continuado; Art. 8o Até trinta dias após a publicação dos orçamen-
III - conterá reserva de contingência, cuja forma de uti- tos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orça-
lização e montante, definido com base na receita cor- mentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I
rente líquida, serão estabelecidos na lei de diretrizes or- do art. 4o, o Poder Executivo estabelecerá a programa-
çamentárias, destinada ao: ção financeira e o cronograma de execução mensal de
a) (VETADO) desembolso. (Vide Decreto nº 4.959, de 2004) (Vide
b) atendimento de passivos contingentes e outros ris- Decreto nº 5.356, de 2005)
cos e eventos fiscais imprevistos. Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a fi-
§ 1o Todas as despesas relativas à dívida pública, mobi- nalidade específica serão utilizados exclusivamente
liária ou contratual, e as receitas que as atenderão, para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em
constarão da lei orçamentária anual. exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.
§ 2o O refinanciamento da dívida pública constará sepa-
radamente na lei orçamentária e nas de crédito adicio- Art. 9o Se verificado, ao final de um bimestre, que a re-
nal. alização da receita poderá não comportar o cumpri-
§ 3o A atualização monetária do principal da dívida mo- mento das metas de resultado primário ou nominal es-
biliária refinanciada não poderá superar a variação do tabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o
índice de preços previsto na lei de diretrizes orçamen- Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos
tárias, ou em legislação específica. montantes necessários, nos trinta dias subseqüentes, li-
§ 4o É vedado consignar na lei orçamentária crédito com mitação de empenho e movimentação financeira, se-
finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada. gundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orça-
§ 5o A lei orçamentária não consignará dotação para in- mentárias.
vestimento com duração superior a um exercício finan- § 1o No caso de restabelecimento da receita prevista,
ceiro que não esteja previsto no plano plurianual ou em ainda que parcial, a recomposição das dotações cujos
lei que autorize a sua inclusão, conforme disposto no § empenhos foram limitados dar-se-á de forma proporci-
1o do art. 167 da Constituição. onal às reduções efetivadas.
§ 6o Integrarão as despesas da União, e serão incluídas § 2o Não serão objeto de limitação as despesas que
na lei orçamentária, as do Banco Central do Brasil rela- constituam obrigações constitucionais e legais do ente,
tivas a pessoal e encargos sociais, custeio administra- inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço
tivo, inclusive os destinados a benefícios e assistência da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orça-
aos servidores, e a investimentos. mentárias.
§ 7o (VETADO) § 3o No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o
Ministério Público não promoverem a limitação no
Art. 6o (VETADO) prazo estabelecido no caput, é o Poder Executivo auto-
rizado a limitar os valores financeiros segundo os crité-
Art. 7o O resultado do Banco Central do Brasil, apurado rios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. (Vide
após a constituição ou reversão de reservas, constitui ADIN 2.238-5)

139
§ 4o Até o final dos meses de maio, setembro e feve- Art. 13. No prazo previsto no art. 8o, as receitas previs-
reiro, o Poder Executivo demonstrará e avaliará o cum- tas serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas
primento das metas fiscais de cada quadrimestre, em bimestrais de arrecadação, com a especificação, em se-
audiência pública na comissão referida no § 1o do art. parado, quando cabível, das medidas de combate à eva-
166 da Constituição ou equivalente nas Casas Legislati- são e à sonegação, da quantidade e valores de ações
vas estaduais e municipais. ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem como da
§ 5o No prazo de noventa dias após o encerramento de evolução do montante dos créditos tributários passíveis
cada semestre, o Banco Central do Brasil apresentará, de cobrança administrativa.
em reunião conjunta das comissões temáticas pertinen-
tes do Congresso Nacional, avaliação do cumprimento Seção II
dos objetivos e metas das políticas monetária, creditícia Da Renúncia de Receita
e cambial, evidenciando o impacto e o custo fiscal de Art. 14. A concessão ou ampliação de incentivo ou be-
suas operações e os resultados demonstrados nos ba- nefício de natureza tributária da qual decorra renúncia
lanços. de receita deverá estar acompanhada de estimativa do
impacto orçamentário-financeiro no exercício em que
Art. 10. A execução orçamentária e financeira identifi- deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender
cará os beneficiários de pagamento de sentenças judi- ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo
ciais, por meio de sistema de contabilidade e adminis- menos uma das seguintes condições: (Vide Medida Pro-
tração financeira, para fins de observância da ordem visória nº 2.159, de 2001) (Vide Lei nº 10.276, de 2001)
cronológica determinada no art. 100 da Constituição. I - demonstração pelo proponente de que a renúncia foi
considerada na estimativa de receita da lei orçamentá-
CAPÍTULO III ria, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas
DA RECEITA PÚBLICA de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei
Seção I de diretrizes orçamentárias;
Da Previsão e da Arrecadação II - estar acompanhada de medidas de compensação, no
Art. 11. Constituem requisitos essenciais da responsa- período mencionado no caput, por meio do aumento
bilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva de receita, proveniente da elevação de alíquotas, am-
arrecadação de todos os tributos da competência cons- pliação da base de cálculo, majoração ou criação de tri-
titucional do ente da Federação. buto ou contribuição.
Parágrafo único. É vedada a realização de transferências § 1o A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio,
voluntárias para o ente que não observe o disposto crédito presumido, concessão de isenção em caráter
no caput, no que se refere aos impostos. não geral, alteração de alíquota ou modificação de base
de cálculo que implique redução discriminada de tribu-
Art. 12. As previsões de receita observarão as normas tos ou contribuições, e outros benefícios que corres-
técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações pondam a tratamento diferenciado.
na legislação, da variação do índice de preços, do cres- § 2o Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo
cimento econômico ou de qualquer outro fator rele- ou benefício de que trata o caput deste artigo decorrer
vante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua da condição contida no inciso II, o benefício só entrará
evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois em vigor quando implementadas as medidas referidas
seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia no mencionado inciso.
de cálculo e premissas utilizadas. § 3o O disposto neste artigo não se aplica:
§ 1o Reestimativa de receita por parte do Poder Legis- I - às alterações das alíquotas dos impostos previstos
lativo só será admitida se comprovado erro ou omissão nos incisos I, II, IV e V do art. 153 da Constituição, na
de ordem técnica ou legal. forma do seu § 1º;
§ 2o O montante previsto para as receitas de operações II - ao cancelamento de débito cujo montante seja infe-
de crédito não poderá ser superior ao das despesas de rior ao dos respectivos custos de cobrança.
capital constantes do projeto de lei orçamentária. (Vide
ADIN 2.238-5) CAPÍTULO IV
§ 3o O Poder Executivo de cada ente colocará à disposi- DA DESPESA PÚBLICA
ção dos demais Poderes e do Ministério Público, no mí- Seção I
nimo trinta dias antes do prazo final para encaminha- Da Geração da Despesa
mento de suas propostas orçamentárias, os estudos e Art. 15. Serão consideradas não autorizadas, irregula-
as estimativas das receitas para o exercício subse- res e lesivas ao patrimônio público a geração de des-
qüente, inclusive da corrente líquida, e as respectivas pesa ou assunção de obrigação que não atendam o dis-
memórias de cálculo. posto nos arts. 16 e 17.

140
Art. 16. A criação, expansão ou aperfeiçoamento de § 3o Para efeito do § 2o, considera-se aumento perma-
ação governamental que acarrete aumento da despesa nente de receita o proveniente da elevação de alíquo-
será acompanhado de: tas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação
I - estimativa do impacto orçamentário-financeiro no de tributo ou contribuição.
exercício em que deva entrar em vigor e nos dois sub- § 4o A comprovação referida no § 2o, apresentada pelo
seqüentes; proponente, conterá as premissas e metodologia de cál-
II - declaração do ordenador da despesa de que o au- culo utilizadas, sem prejuízo do exame de compatibili-
mento tem adequação orçamentária e financeira com a dade da despesa com as demais normas do plano pluri-
lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano anual e da lei de diretrizes orçamentárias.
plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. § 5o A despesa de que trata este artigo não será execu-
§ 1o Para os fins desta Lei Complementar, considera-se: tada antes da implementação das medidas referidas no
I - adequada com a lei orçamentária anual, a despesa § 2o, as quais integrarão o instrumento que a criar ou
objeto de dotação específica e suficiente, ou que esteja aumentar.
abrangida por crédito genérico, de forma que somadas § 6o O disposto no § 1o não se aplica às despesas desti-
todas as despesas da mesma espécie, realizadas e a re- nadas ao serviço da dívida nem ao reajustamento de re-
alizar, previstas no programa de trabalho, não sejam ul- muneração de pessoal de que trata o inciso X do art. 37
trapassados os limites estabelecidos para o exercício; da Constituição.
II - compatível com o plano plurianual e a lei de diretri- § 7o Considera-se aumento de despesa a prorrogação
zes orçamentárias, a despesa que se conforme com as daquela criada por prazo determinado.
diretrizes, objetivos, prioridades e metas previstos nes-
ses instrumentos e não infrinja qualquer de suas dispo- Seção II
sições. Das Despesas com Pessoal
§ 2o A estimativa de que trata o inciso I do caput será Subseção I
acompanhada das premissas e metodologia de cálculo Definições e Limites
utilizadas. Art. 18. Para os efeitos desta Lei Complementar, en-
§ 3o Ressalva-se do disposto neste artigo a despesa con- tende-se como despesa total com pessoal: o somatório
siderada irrelevante, nos termos em que dispuser a lei dos gastos do ente da Federação com os ativos, os ina-
de diretrizes orçamentárias. tivos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos,
§ 4o As normas do caput constituem condição prévia cargos, funções ou empregos, civis, militares e de mem-
para: bros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias,
I - empenho e licitação de serviços, fornecimento de tais como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis,
bens ou execução de obras; subsídios, proventos da aposentadoria, reformas e pen-
II - desapropriação de imóveis urbanos a que se refere sões, inclusive adicionais, gratificações, horas extras e
o § 3o do art. 182 da Constituição. vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como
encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às
Subseção I entidades de previdência.
Da Despesa Obrigatória de Caráter Continuado § 1o Os valores dos contratos de terceirização de mão-
Art. 17. Considera-se obrigatória de caráter continuado de-obra que se referem à substituição de servidores e
a despesa corrente derivada de lei, medida provisória empregados públicos serão contabilizados como "Ou-
ou ato administrativo normativo que fixem para o ente tras Despesas de Pessoal".
a obrigação legal de sua execução por um período su- § 2o A despesa total com pessoal será apurada so-
perior a dois exercícios. mando-se a realizada no mês em referência com as dos
§ 1o Os atos que criarem ou aumentarem despesa de onze imediatamente anteriores, adotando-se o regime
que trata o caput deverão ser instruídos com a estima- de competência.
tiva prevista no inciso I do art. 16 e demonstrar a origem
dos recursos para seu custeio. Art. 19. Para os fins do disposto no caput do art. 169 da
§ 2o Para efeito do atendimento do § 1o, o ato será Constituição, a despesa total com pessoal, em cada pe-
acompanhado de comprovação de que a despesa criada ríodo de apuração e em cada ente da Federação, não
ou aumentada não afetará as metas de resultados fis- poderá exceder os percentuais da receita corrente lí-
cais previstas no anexo referido no § 1o do art. 4o, de- quida, a seguir discriminados:
vendo seus efeitos financeiros, nos períodos seguintes, I - União: 50% (cinqüenta por cento);
ser compensados pelo aumento permanente de receita II - Estados: 60% (sessenta por cento);
ou pela redução permanente de despesa. III - Municípios: 60% (sessenta por cento).
§ 1o Na verificação do atendimento dos limites defini-
dos neste artigo, não serão computadas as despesas:

141
I - de indenização por demissão de servidores ou em- § 1o Nos Poderes Legislativo e Judiciário de cada esfera,
pregados; os limites serão repartidos entre seus órgãos de forma
II - relativas a incentivos à demissão voluntária; proporcional à média das despesas com pessoal, em
III - derivadas da aplicação do disposto no inciso II do § percentual da receita corrente líquida, verificadas nos
6o do art. 57 da Constituição; três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao
IV - decorrentes de decisão judicial e da competência de da publicação desta Lei Complementar.
período anterior ao da apuração a que se refere o § § 2o Para efeito deste artigo entende-se como órgão:
2o do art. 18; I - o Ministério Público;
V - com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do II - no Poder Legislativo:
Amapá e Roraima, custeadas com recursos transferidos a) Federal, as respectivas Casas e o Tribunal de Contas
pela União na forma dos incisos XIII e XIV do art. 21 da da União;
Constituição e do art. 31 da Emenda Constitucional b) Estadual, a Assembleia Legislativa e os Tribunais de
no 19; Contas;
VI - com inativos, ainda que por intermédio de fundo c) do Distrito Federal, a Câmara Legislativa e o Tribunal
específico, custeadas por recursos provenientes: de Contas do Distrito Federal;
a) da arrecadação de contribuições dos segurados; d) Municipal, a Câmara de Vereadores e o Tribunal de
b) da compensação financeira de que trata o § 9o do art. Contas do Município, quando houver;
201 da Constituição; III - no Poder Judiciário:
c) das demais receitas diretamente arrecadadas por a) Federal, os tribunais referidos no art. 92 da Constitui-
fundo vinculado a tal finalidade, inclusive o produto da ção;
alienação de bens, direitos e ativos, bem como seu su- b) Estadual, o Tribunal de Justiça e outros, quando hou-
perávit financeiro. ver.
§ 2o Observado o disposto no inciso IV do § 1o, as des- § 3o Os limites para as despesas com pessoal do Poder
pesas com pessoal decorrentes de sentenças judiciais Judiciário, a cargo da União por força do inciso XIII do
serão incluídas no limite do respectivo Poder ou órgão art. 21 da Constituição, serão estabelecidos mediante
referido no art. 20. aplicação da regra do § 1o.
§ 4o Nos Estados em que houver Tribunal de Contas dos
Art. 20. A repartição dos limites globais do art. 19 não Municípios, os percentuais definidos nas alí-
poderá exceder os seguintes percentuais: neas a e c do inciso II do caput serão, respectivamente,
I - na esfera federal: acrescidos e reduzidos em 0,4% (quatro décimos por
a) 2,5% (dois inteiros e cinco décimos por cento) para o cento).
Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União; § 5o Para os fins previstos no art. 168 da Constituição, a
b) 6% (seis por cento) para o Judiciário; entrega dos recursos financeiros correspondentes à
c) 40,9% (quarenta inteiros e nove décimos por cento) despesa total com pessoal por Poder e órgão será a re-
para o Executivo, destacando-se 3% (três por cento) sultante da aplicação dos percentuais definidos neste
para as despesas com pessoal decorrentes do que dis- artigo, ou aqueles fixados na lei de diretrizes orçamen-
põem os incisos XIII e XIV do art. 21 da Constituição e tárias.
o art. 31 da Emenda Constitucional no 19, repartidos de § 6o (VETADO)
forma proporcional à média das despesas relativas a
cada um destes dispositivos, em percentual da receita Subseção II
corrente líquida, verificadas nos três exercícios financei- Do Controle da Despesa Total com Pessoal
ros imediatamente anteriores ao da publicação desta Art. 21. É nulo de pleno direito o ato que provoque au-
Lei Complementar; (Vide Decreto nº 3.917, de 2001) mento da despesa com pessoal e não atenda:
d) 0,6% (seis décimos por cento) para o Ministério Pú- I - as exigências dos arts. 16 e 17 desta Lei Complemen-
blico da União; tar, e o disposto no inciso XIII do art. 37 e no § 1o do art.
II - na esfera estadual: 169 da Constituição;
a) 3% (três por cento) para o Legislativo, incluído o Tri- II - o limite legal de comprometimento aplicado às des-
bunal de Contas do Estado; pesas com pessoal inativo.
b) 6% (seis por cento) para o Judiciário; Parágrafo único. Também é nulo de pleno direito o ato
c) 49% (quarenta e nove por cento) para o Executivo; de que resulte aumento da despesa com pessoal expe-
d) 2% (dois por cento) para o Ministério Público dos Es- dido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do man-
tados; dato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no
III - na esfera municipal: art. 20.
a) 6% (seis por cento) para o Legislativo, incluído o Tri-
bunal de Contas do Município, quando houver;
b) 54% (cinqüenta e quatro por cento) para o Executivo.

142
Art. 22. A verificação do cumprimento dos limites esta- I – diminuição das transferências recebidas do Fundo
belecidos nos arts. 19 e 20 será realizada ao final de de Participação dos Municípios decorrente de conces-
cada quadrimestre. são de isenções tributárias pela União; e (Incluído pela
Parágrafo único. Se a despesa total com pessoal exce- Lei Complementar nº 164, de 2018) Produção de efei-
der a 95% (noventa e cinco por cento) do limite, são ve- tos
dados ao Poder ou órgão referido no art. 20 que houver II – diminuição das receitas recebidas de royalties e par-
incorrido no excesso: ticipações especiais. (Incluído pela Lei Complementar
I - concessão de vantagem, aumento, reajuste ou ade- nº 164, de 2018) Produção de efeitos
quação de remuneração a qualquer título, salvo os de- § 6º O disposto no § 5º deste artigo só se aplica caso a
rivados de sentença judicial ou de determinação legal despesa total com pessoal do quadrimestre vigente não
ou contratual, ressalvada a revisão prevista no inciso X ultrapasse o limite percentual previsto no art. 19 desta
do art. 37 da Constituição; Lei Complementar, considerada, para este cálculo, a re-
II - criação de cargo, emprego ou função; ceita corrente líquida do quadrimestre correspondente
III - alteração de estrutura de carreira que implique au- do ano anterior atualizada monetariamente. (Incluído
mento de despesa; pela Lei Complementar nº 164, de 2018) Produção de
IV - provimento de cargo público, admissão ou contra- efeitos
tação de pessoal a qualquer título, ressalvada a reposi-
ção decorrente de aposentadoria ou falecimento de Seção III
servidores das áreas de educação, saúde e segurança; Das Despesas com a Seguridade Social
V - contratação de hora extra, salvo no caso do disposto Art. 24. Nenhum benefício ou serviço relativo à seguri-
no inciso II do § 6o do art. 57 da Constituição e as situa- dade social poderá ser criado, majorado ou estendido
ções previstas na lei de diretrizes orçamentárias. sem a indicação da fonte de custeio total, nos termos
do § 5o do art. 195 da Constituição, atendidas ainda as
Art. 23. Se a despesa total com pessoal, do Poder ou ór- exigências do art. 17.
gão referido no art. 20, ultrapassar os limites definidos § 1o É dispensada da compensação referida no art. 17 o
no mesmo artigo, sem prejuízo das medidas previstas aumento de despesa decorrente de:
no art. 22, o percentual excedente terá de ser eliminado I - concessão de benefício a quem satisfaça as condições
nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos de habilitação prevista na legislação pertinente;
um terço no primeiro, adotando-se, entre outras, as II - expansão quantitativa do atendimento e dos servi-
providências previstas nos §§ 3º e 4o do art. 169 da ços prestados;
Constituição. III - reajustamento de valor do benefício ou serviço, a
§ 1o No caso do inciso I do § 3º do art. 169 da Constitui- fim de preservar o seu valor real.
ção, o objetivo poderá ser alcançado tanto pela extin- § 2o O disposto neste artigo aplica-se a benefício ou ser-
ção de cargos e funções quanto pela redução dos valo- viço de saúde, previdência e assistência social, inclusive
res a eles atribuídos. (Vide ADIN 2.238-5) os destinados aos servidores públicos e militares, ativos
§ 2o É facultada a redução temporária da jornada de tra- e inativos, e aos pensionistas.
balho com adequação dos vencimentos à nova carga
horária. (Vide ADIN 2.238-5) CAPÍTULO V
§ 3o Não alcançada a redução no prazo estabelecido, e DAS TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS
enquanto perdurar o excesso, o ente não poderá: Art. 25. Para efeito desta Lei Complementar, entende-
I - receber transferências voluntárias; se por transferência voluntária a entrega de recursos
II - obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; correntes ou de capital a outro ente da Federação, a tí-
III - contratar operações de crédito, ressalvadas as des- tulo de cooperação, auxílio ou assistência financeira,
tinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que não decorra de determinação constitucional, legal
que visem à redução das despesas com pessoal. ou os destinados ao Sistema Único de Saúde.
§ 4o As restrições do § 3o aplicam-se imediatamente se § 1o São exigências para a realização de transferência
a despesa total com pessoal exceder o limite no pri- voluntária, além das estabelecidas na lei de diretrizes
meiro quadrimestre do último ano do mandato dos ti- orçamentárias:
tulares de Poder ou órgão referidos no art. 20. I - existência de dotação específica;
§ 5º As restrições previstas no § 3º deste artigo não se II - (VETADO)
aplicam ao Município em caso de queda de receita real III - observância do disposto no inciso X do art. 167 da
superior a 10% (dez por cento), em comparação ao cor- Constituição;
respondente quadrimestre do exercício financeiro an- IV - comprovação, por parte do beneficiário, de:
terior, devido a: (Incluído pela Lei Complementar nº
164, de 2018) Produção de efeitos

143
a) que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, § 1o A prevenção de insolvência e outros riscos ficará a
empréstimos e financiamentos devidos ao ente transfe- cargo de fundos, e outros mecanismos, constituídos pe-
ridor, bem como quanto à prestação de contas de re- las instituições do Sistema Financeiro Nacional, na
cursos anteriormente dele recebidos; forma da lei.
b) cumprimento dos limites constitucionais relativos à § 2o O disposto no caput não proíbe o Banco Central do
educação e à saúde; Brasil de conceder às instituições financeiras operações
c) observância dos limites das dívidas consolidada e mo- de redesconto e de empréstimos de prazo inferior a tre-
biliária, de operações de crédito, inclusive por antecipa- zentos e sessenta dias.
ção de receita, de inscrição em Restos a Pagar e de des-
pesa total com pessoal; CAPÍTULO VII
d) previsão orçamentária de contrapartida. DA DÍVIDA E DO ENDIVIDAMENTO
§ 2o É vedada a utilização de recursos transferidos em Seção I
finalidade diversa da pactuada. Definições Básicas
§ 3o Para fins da aplicação das sanções de suspensão de Art. 29. Para os efeitos desta Lei Complementar, são
transferências voluntárias constantes desta Lei Comple- adotadas as seguintes definições:
mentar, excetuam-se aquelas relativas a ações de edu- I - dívida pública consolidada ou fundada: montante to-
cação, saúde e assistência social. tal, apurado sem duplicidade, das obrigações financei-
ras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis,
CAPÍTULO VI contratos, convênios ou tratados e da realização de
DA DESTINAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS operações de crédito, para amortização em prazo supe-
PARA O SETOR PRIVADO rior a doze meses;
Art. 26. A destinação de recursos para, direta ou indire- II - dívida pública mobiliária: dívida pública represen-
tamente, cobrir necessidades de pessoas físicas ou dé- tada por títulos emitidos pela União, inclusive os do
ficits de pessoas jurídicas deverá ser autorizada por lei Banco Central do Brasil, Estados e Municípios;
específica, atender às condições estabelecidas na lei de III - operação de crédito: compromisso financeiro assu-
diretrizes orçamentárias e estar prevista no orçamento mido em razão de mútuo, abertura de crédito, emissão
ou em seus créditos adicionais. e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebi-
§ 1o O disposto no caput aplica-se a toda a administra- mento antecipado de valores provenientes da venda a
ção indireta, inclusive fundações públicas e empresas termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e
estatais, exceto, no exercício de suas atribuições precí- outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de
puas, as instituições financeiras e o Banco Central do derivativos financeiros;
Brasil. IV - concessão de garantia: compromisso de adimplên-
§ 2o Compreende-se incluída a concessão de emprésti- cia de obrigação financeira ou contratual assumida por
mos, financiamentos e refinanciamentos, inclusive as ente da Federação ou entidade a ele vinculada;
respectivas prorrogações e a composição de dívidas, a V - refinanciamento da dívida mobiliária: emissão de tí-
concessão de subvenções e a participação em constitui- tulos para pagamento do principal acrescido da atuali-
ção ou aumento de capital. zação monetária.
§ 1o Equipara-se a operação de crédito a assunção, o re-
Art. 27. Na concessão de crédito por ente da Federação conhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente da
a pessoa física, ou jurídica que não esteja sob seu con- Federação, sem prejuízo do cumprimento das exigên-
trole direto ou indireto, os encargos financeiros, comis- cias dos arts. 15 e 16.
sões e despesas congêneres não serão inferiores aos § 2o Será incluída na dívida pública consolidada da
definidos em lei ou ao custo de captação. União a relativa à emissão de títulos de responsabili-
Parágrafo único. Dependem de autorização em lei espe- dade do Banco Central do Brasil.
cífica as prorrogações e composições de dívidas decor- § 3o Também integram a dívida pública consolidada as
rentes de operações de crédito, bem como a concessão operações de crédito de prazo inferior a doze meses cu-
de empréstimos ou financiamentos em desacordo com jas receitas tenham constado do orçamento.
o caput, sendo o subsídio correspondente consignado § 4o O refinanciamento do principal da dívida mobiliária
na lei orçamentária. não excederá, ao término de cada exercício financeiro,
o montante do final do exercício anterior, somado ao
Art. 28. Salvo mediante lei específica, não poderão ser das operações de crédito autorizadas no orçamento
utilizados recursos públicos, inclusive de operações de para este efeito e efetivamente realizadas, acrescido de
crédito, para socorrer instituições do Sistema Finan- atualização monetária.
ceiro Nacional, ainda que mediante a concessão de em-
préstimos de recuperação ou financiamentos para mu-
dança de controle acionário.

144
Seção II Seção III
Dos Limites da Dívida Pública Da Recondução da Dívida aos Limites
e das Operações de Crédito Art. 31. Se a dívida consolidada de um ente da Federa-
Art. 30. No prazo de noventa dias após a publicação ção ultrapassar o respectivo limite ao final de um qua-
desta Lei Complementar, o Presidente da República drimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término
submeterá ao: dos três subseqüentes, reduzindo o excedente em pelo
I - Senado Federal: proposta de limites globais para o menos 25% (vinte e cinco por cento) no primeiro.
montante da dívida consolidada da União, Estados e § 1o Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele hou-
Municípios, cumprindo o que estabelece o inciso VI do ver incorrido:
art. 52 da Constituição, bem como de limites e condi- I - estará proibido de realizar operação de crédito in-
ções relativos aos incisos VII, VIII e IX do mesmo artigo; terna ou externa, inclusive por antecipação de receita,
II - Congresso Nacional: projeto de lei que estabeleça li- ressalvado o refinanciamento do principal atualizado da
mites para o montante da dívida mobiliária federal a dívida mobiliária;
que se refere o inciso XIV do art. 48 da Constituição, II - obterá resultado primário necessário à recondução
acompanhado da demonstração de sua adequação aos da dívida ao limite, promovendo, entre outras medidas,
limites fixados para a dívida consolidada da União, aten- limitação de empenho, na forma do art. 9o.
dido o disposto no inciso I do § 1o deste artigo. § 2o Vencido o prazo para retorno da dívida ao limite, e
§ 1o As propostas referidas nos incisos I e II do caput e enquanto perdurar o excesso, o ente ficará também im-
suas alterações conterão: pedido de receber transferências voluntárias da União
I - demonstração de que os limites e condições guardam ou do Estado.
coerência com as normas estabelecidas nesta Lei Com- § 3o As restrições do § 1o aplicam-se imediatamente se
plementar e com os objetivos da política fiscal; o montante da dívida exceder o limite no primeiro qua-
II - estimativas do impacto da aplicação dos limites a drimestre do último ano do mandato do Chefe do Poder
cada uma das três esferas de governo; Executivo.
III - razões de eventual proposição de limites diferenci- § 4o O Ministério da Fazenda divulgará, mensalmente, a
ados por esfera de governo; relação dos entes que tenham ultrapassado os limites
IV - metodologia de apuração dos resultados primário e das dívidas consolidada e mobiliária.
nominal. § 5o As normas deste artigo serão observadas nos casos
§ 2o As propostas mencionadas nos incisos I e II do ca- de descumprimento dos limites da dívida mobiliária e
put também poderão ser apresentadas em termos de das operações de crédito internas e externas.
dívida líquida, evidenciando a forma e a metodologia de
sua apuração. Seção IV
§ 3o Os limites de que tratam os incisos I e II do caput se- Das Operações de Crédito
rão fixados em percentual da receita corrente líquida Subseção I
para cada esfera de governo e aplicados igualmente a Da Contratação
todos os entes da Federação que a integrem, consti- Art. 32. O Ministério da Fazenda verificará o cumpri-
tuindo, para cada um deles, limites máximos. mento dos limites e condições relativos à realização de
§ 4o Para fins de verificação do atendimento do limite, operações de crédito de cada ente da Federação, inclu-
a apuração do montante da dívida consolidada será efe- sive das empresas por eles controladas, direta ou indi-
tuada ao final de cada quadrimestre. retamente.
§ 5o No prazo previsto no art. 5o, o Presidente da Repú- § 1o O ente interessado formalizará seu pleito funda-
blica enviará ao Senado Federal ou ao Congresso Naci- mentando-o em parecer de seus órgãos técnicos e jurí-
onal, conforme o caso, proposta de manutenção ou al- dicos, demonstrando a relação custo-benefício, o inte-
teração dos limites e condições previstos nos incisos I e resse econômico e social da operação e o atendimento
II do caput. das seguintes condições:
§ 6o Sempre que alterados os fundamentos das propos- I - existência de prévia e expressa autorização para a
tas de que trata este artigo, em razão de instabilidade contratação, no texto da lei orçamentária, em créditos
econômica ou alterações nas políticas monetária ou adicionais ou lei específica;
cambial, o Presidente da República poderá encaminhar II - inclusão no orçamento ou em créditos adicionais dos
ao Senado Federal ou ao Congresso Nacional solicitação recursos provenientes da operação, exceto no caso de
de revisão dos limites. operações por antecipação de receita;
§ 7o Os precatórios judiciais não pagos durante a execu- III - observância dos limites e condições fixados pelo Se-
ção do orçamento em que houverem sido incluídos in- nado Federal;
tegram a dívida consolidada, para fins de aplicação dos IV - autorização específica do Senado Federal, quando
limites. se tratar de operação de crédito externo;

145
V - atendimento do disposto no inciso III do art. 167 da § 3o Enquanto não efetuado o cancelamento, a amorti-
Constituição; zação, ou constituída a reserva, aplicam-se as sanções
VI - observância das demais restrições estabelecidas previstas nos incisos do § 3o do art. 23.
nesta Lei Complementar. § 4o Também se constituirá reserva, no montante equi-
§ 2o As operações relativas à dívida mobiliária federal valente ao excesso, se não atendido o disposto no inciso
autorizadas, no texto da lei orçamentária ou de créditos III do art. 167 da Constituição, consideradas as disposi-
adicionais, serão objeto de processo simplificado que ções do § 3o do art. 32.
atenda às suas especificidades.
§ 3o Para fins do disposto no inciso V do § 1o, considerar- Subseção II
se-á, em cada exercício financeiro, o total dos recursos Das Vedações
de operações de crédito nele ingressados e o das des- Art. 34. O Banco Central do Brasil não emitirá títulos da
pesas de capital executadas, observado o seguinte: dívida pública a partir de dois anos após a publicação
I - não serão computadas nas despesas de capital as re- desta Lei Complementar.
alizadas sob a forma de empréstimo ou financiamento
a contribuinte, com o intuito de promover incentivo fis- Art. 35. É vedada a realização de operação de crédito
cal, tendo por base tributo de competência do ente da entre um ente da Federação, diretamente ou por inter-
Federação, se resultar a diminuição, direta ou indireta, médio de fundo, autarquia, fundação ou empresa esta-
do ônus deste; tal dependente, e outro, inclusive suas entidades da ad-
II - se o empréstimo ou financiamento a que se refere o ministração indireta, ainda que sob a forma de novação,
inciso I for concedido por instituição financeira contro- refinanciamento ou postergação de dívida contraída
lada pelo ente da Federação, o valor da operação será anteriormente.
deduzido das despesas de capital; § 1o Excetuam-se da vedação a que se refere o caput as
III - (VETADO) operações entre instituição financeira estatal e outro
§ 4o Sem prejuízo das atribuições próprias do Senado ente da Federação, inclusive suas entidades da adminis-
Federal e do Banco Central do Brasil, o Ministério da Fa- tração indireta, que não se destinem a:
zenda efetuará o registro eletrônico centralizado e atu- I - financiar, direta ou indiretamente, despesas corren-
alizado das dívidas públicas interna e externa, garantido tes;
o acesso público às informações, que incluirão: II - refinanciar dívidas não contraídas junto à própria ins-
I - encargos e condições de contratação; tituição concedente.
II - saldos atualizados e limites relativos às dívidas con- § 2o O disposto no caput não impede Estados e Municí-
solidada e mobiliária, operações de crédito e concessão pios de comprar títulos da dívida da União como aplica-
de garantias. ção de suas disponibilidades.
§ 5o Os contratos de operação de crédito externo não
conterão cláusula que importe na compensação auto- Art. 36. É proibida a operação de crédito entre uma ins-
mática de débitos e créditos. tituição financeira estatal e o ente da Federação que a
§ 6o O prazo de validade da verificação dos limites e das controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo.
condições de que trata este artigo e da análise realizada Parágrafo único. O disposto no caput não proíbe insti-
para a concessão de garantia pela União será de, no mí- tuição financeira controlada de adquirir, no mercado, tí-
nimo, 90 (noventa) dias e, no máximo, 270 (duzentos e tulos da dívida pública para atender investimento de
setenta) dias, a critério do Ministério da Fazenda. (In- seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União
cluído pela Lei Complementar nº 159, de 2017) para aplicação de recursos próprios.

Art. 33. A instituição financeira que contratar operação Art. 37. Equiparam-se a operações de crédito e estão
de crédito com ente da Federação, exceto quando rela- vedados:
tiva à dívida mobiliária ou à externa, deverá exigir com- I - captação de recursos a título de antecipação de re-
provação de que a operação atende às condições e limi- ceita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda
tes estabelecidos. não tenha ocorrido, sem prejuízo do disposto no § 7o do
§ 1o A operação realizada com infração do disposto art. 150 da Constituição;
nesta Lei Complementar será considerada nula, proce- II - recebimento antecipado de valores de empresa em
dendo-se ao seu cancelamento, mediante a devolução que o Poder Público detenha, direta ou indiretamente,
do principal, vedados o pagamento de juros e demais a maioria do capital social com direito a voto, salvo lu-
encargos financeiros. cros e dividendos, na forma da legislação;
§ 2o Se a devolução não for efetuada no exercício de III - assunção direta de compromisso, confissão de dí-
ingresso dos recursos, será consignada reserva especí- vida ou operação assemelhada, com fornecedor de
fica na lei orçamentária para o exercício seguinte. bens, mercadorias ou serviços, mediante emissão,

146
aceite ou aval de título de crédito, não se aplicando esta que pode ser refinanciado mediante novas operações
vedação a empresas estatais dependentes; de venda a termo.
IV - assunção de obrigação, sem autorização orçamen- § 2o O Banco Central do Brasil só poderá comprar dire-
tária, com fornecedores para pagamento a posteri- tamente títulos emitidos pela União para refinanciar a
ori de bens e serviços. dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua
carteira.
Subseção III § 3o A operação mencionada no § 2o deverá ser reali-
Das Operações de Crédito por Antecipação de Receita zada à taxa média e condições alcançadas no dia, em
Orçamentária leilão público.
Art. 38. A operação de crédito por antecipação de re- § 4o É vedado ao Tesouro Nacional adquirir títulos da dí-
ceita destina-se a atender insuficiência de caixa durante vida pública federal existentes na carteira do Banco
o exercício financeiro e cumprirá as exigências mencio- Central do Brasil, ainda que com cláusula de reversão,
nadas no art. 32 e mais as seguintes: salvo para reduzir a dívida mobiliária.
I - realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início
do exercício; Seção V
II - deverá ser liquidada, com juros e outros encargos Da Garantia e da Contragarantia
incidentes, até o dia dez de dezembro de cada ano; Art. 40. Os entes poderão conceder garantia em opera-
III - não será autorizada se forem cobrados outros en- ções de crédito internas ou externas, observados o dis-
cargos que não a taxa de juros da operação, obrigatori- posto neste artigo, as normas do art. 32 e, no caso da
amente prefixada ou indexada à taxa básica financeira, União, também os limites e as condições estabelecidos
ou à que vier a esta substituir; pelo Senado Federal.
IV - estará proibida: § 1o A garantia estará condicionada ao oferecimento de
a) enquanto existir operação anterior da mesma natu- contragarantia, em valor igual ou superior ao da garan-
reza não integralmente resgatada; tia a ser concedida, e à adimplência da entidade que a
b) no último ano de mandato do Presidente, Governa- pleitear relativamente a suas obrigações junto ao ga-
dor ou Prefeito Municipal. rantidor e às entidades por este controladas, observado
§ 1o As operações de que trata este artigo não serão o seguinte:
computadas para efeito do que dispõe o inciso III do art. I - não será exigida contragarantia de órgãos e entida-
167 da Constituição, desde que liquidadas no prazo de- des do próprio ente;
finido no inciso II do caput. II - a contragarantia exigida pela União a Estado ou Mu-
§ 2o As operações de crédito por antecipação de receita nicípio, ou pelos Estados aos Municípios, poderá consis-
realizadas por Estados ou Municípios serão efetuadas tir na vinculação de receitas tributárias diretamente ar-
mediante abertura de crédito junto à instituição finan- recadadas e provenientes de transferências constituci-
ceira vencedora em processo competitivo eletrônico onais, com outorga de poderes ao garantidor para retê-
promovido pelo Banco Central do Brasil. las e empregar o respectivo valor na liquidação da dí-
§ 3o O Banco Central do Brasil manterá sistema de vida vencida.
acompanhamento e controle do saldo do crédito aberto § 2o No caso de operação de crédito junto a organismo
e, no caso de inobservância dos limites, aplicará as san- financeiro internacional, ou a instituição federal de cré-
ções cabíveis à instituição credora. dito e fomento para o repasse de recursos externos, a
União só prestará garantia a ente que atenda, além do
Subseção IV disposto no § 1o, as exigências legais para o recebi-
Das Operações com o Banco Central do Brasil mento de transferências voluntárias.
Art. 39. Nas suas relações com ente da Federação, o § 3o (VETADO)
Banco Central do Brasil está sujeito às vedações cons- § 4o (VETADO)
tantes do art. 35 e mais às seguintes: § 5o É nula a garantia concedida acima dos limites fixa-
I - compra de título da dívida, na data de sua colocação dos pelo Senado Federal.
no mercado, ressalvado o disposto no § 2o deste artigo; § 6o É vedado às entidades da administração indireta,
II - permuta, ainda que temporária, por intermédio de inclusive suas empresas controladas e subsidiárias, con-
instituição financeira ou não, de título da dívida de ente ceder garantia, ainda que com recursos de fundos.
da Federação por título da dívida pública federal, bem § 7o O disposto no § 6o não se aplica à concessão de ga-
como a operação de compra e venda, a termo, daquele rantia por:
título, cujo efeito final seja semelhante à permuta; I - empresa controlada a subsidiária ou controlada sua,
III - concessão de garantia. nem à prestação de contragarantia nas mesmas condi-
§ 1o O disposto no inciso II, in fine, não se aplica ao es- ções;
toque de Letras do Banco Central do Brasil, Série Espe- II - instituição financeira a empresa nacional, nos ter-
cial, existente na carteira das instituições financeiras, mos da lei.

147
§ 8o Excetua-se do disposto neste artigo a garantia pres- II - empréstimos, de qualquer natureza, aos segurados
tada: e ao Poder Público, inclusive a suas empresas controla-
I - por instituições financeiras estatais, que se submete- das.
rão às normas aplicáveis às instituições financeiras pri-
vadas, de acordo com a legislação pertinente; Seção II
II - pela União, na forma de lei federal, a empresas de Da Preservação do Patrimônio Público
natureza financeira por ela controladas, direta e indire- Art. 44. É vedada a aplicação da receita de capital deri-
tamente, quanto às operações de seguro de crédito à vada da alienação de bens e direitos que integram o pa-
exportação. trimônio público para o financiamento de despesa cor-
§ 9o Quando honrarem dívida de outro ente, em razão rente, salvo se destinada por lei aos regimes de previ-
de garantia prestada, a União e os Estados poderão con- dência social, geral e próprio dos servidores públicos.
dicionar as transferências constitucionais ao ressarci-
mento daquele pagamento. Art. 45. Observado o disposto no § 5o do art. 5o, a lei
§ 10. O ente da Federação cuja dívida tiver sido honrada orçamentária e as de créditos adicionais só incluirão no-
pela União ou por Estado, em decorrência de garantia vos projetos após adequadamente atendidos os em an-
prestada em operação de crédito, terá suspenso o damento e contempladas as despesas de conservação
acesso a novos créditos ou financiamentos até a total do patrimônio público, nos termos em que dispuser a
liquidação da mencionada dívida. lei de diretrizes orçamentárias.
Parágrafo único. O Poder Executivo de cada ente enca-
Seção VI minhará ao Legislativo, até a data do envio do projeto
Dos Restos a Pagar de lei de diretrizes orçamentárias, relatório com as in-
Art. 41. (VETADO) formações necessárias ao cumprimento do disposto
neste artigo, ao qual será dada ampla divulgação.
Art. 42. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido
no art. 20, nos últimos dois quadrimestres do seu man- Art. 46. É nulo de pleno direito ato de desapropriação
dato, contrair obrigação de despesa que não possa ser de imóvel urbano expedido sem o atendimento do dis-
cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha par- posto no § 3o do art. 182 da Constituição, ou prévio de-
celas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja pósito judicial do valor da indenização.
suficiente disponibilidade de caixa para este efeito.
Parágrafo único. Na determinação da disponibilidade Seção III
de caixa serão considerados os encargos e despesas Das Empresas Controladas pelo Setor Público
compromissadas a pagar até o final do exercício. Art. 47. A empresa controlada que firmar contrato de
gestão em que se estabeleçam objetivos e metas de de-
CAPÍTULO VIII sempenho, na forma da lei, disporá de autonomia ge-
DA GESTÃO PATRIMONIAL rencial, orçamentária e financeira, sem prejuízo do dis-
posto no inciso II do § 5o do art. 165 da Constituição.
Seção I Parágrafo único. A empresa controlada incluirá em seus
Das Disponibilidades de Caixa balanços trimestrais nota explicativa em que informará:
Art. 43. As disponibilidades de caixa dos entes da Fede- I - fornecimento de bens e serviços ao controlador, com
ração serão depositadas conforme estabelece o § 3o do respectivos preços e condições, comparando-os com os
art. 164 da Constituição. praticados no mercado;
§ 1o As disponibilidades de caixa dos regimes de previ- II - recursos recebidos do controlador, a qualquer título,
dência social, geral e próprio dos servidores públicos, especificando valor, fonte e destinação;
ainda que vinculadas a fundos específicos a que se refe- III - venda de bens, prestação de serviços ou concessão
rem os arts. 249 e 250 da Constituição, ficarão deposi- de empréstimos e financiamentos com preços, taxas,
tadas em conta separada das demais disponibilidades prazos ou condições diferentes dos vigentes no mer-
de cada ente e aplicadas nas condições de mercado, cado.
com observância dos limites e condições de proteção e
prudência financeira. CAPÍTULO IX
§ 2o É vedada a aplicação das disponibilidades de que DA TRANSPARÊNCIA, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO
trata o § 1o em: Seção I
I - títulos da dívida pública estadual e municipal, bem Da Transparência da Gestão Fiscal
como em ações e outros papéis relativos às empresas Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão
controladas pelo respectivo ente da Federação; fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive
em meios eletrônicos de acesso público: os planos, or-

148
çamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as presta- Art. 48-A. Para os fins a que se refere o inciso II do pa-
ções de contas e o respectivo parecer prévio; o Relató- rágrafo único do art. 48, os entes da Federação disponi-
rio Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório bilizarão a qualquer pessoa física ou jurídica o acesso a
de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses do- informações referentes a: (Incluído pela Lei Comple-
cumentos. mentar nº 131, de 2009).
§ 1o A transparência será assegurada também medi- I – quanto à despesa: todos os atos praticados pelas uni-
ante: (Redação dada pela Lei Complementar nº 156, de dades gestoras no decorrer da execução da despesa, no
2016) momento de sua realização, com a disponibilização mí-
I – incentivo à participação popular e realização de au- nima dos dados referentes ao número do correspon-
diências públicas, durante os processos de elaboração e dente processo, ao bem fornecido ou ao serviço pres-
discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e tado, à pessoa física ou jurídica beneficiária do paga-
orçamentos; (Incluído pela Lei Complementar nº 131, mento e, quando for o caso, ao procedimento licitatório
de 2009). realizado; (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de
II - liberação ao pleno conhecimento e acompanha- 2009).
mento da sociedade, em tempo real, de informações II – quanto à receita: o lançamento e o recebimento de
pormenorizadas sobre a execução orçamentária e fi- toda a receita das unidades gestoras, inclusive refe-
nanceira, em meios eletrônicos de acesso público; rente a recursos extraordinários. (Incluído pela Lei Com-
e (Redação dada pela Lei Complementar nº 156, de plementar nº 131, de 2009).
2016)
III – adoção de sistema integrado de administração fi- Art. 49. As contas apresentadas pelo Chefe do Poder
nanceira e controle, que atenda a padrão mínimo de Executivo ficarão disponíveis, durante todo o exercício,
qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico res-
e ao disposto no art. 48-A. (Incluído pela Lei Comple- ponsável pela sua elaboração, para consulta e aprecia-
mentar nº 131, de 2009) (Vide Decreto nº 7.185, de ção pelos cidadãos e instituições da sociedade.
2010) Parágrafo único. A prestação de contas da União con-
§ 2º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Muni- terá demonstrativos do Tesouro Nacional e das agên-
cípios disponibilizarão suas informações e dados contá- cias financeiras oficiais de fomento, incluído o Banco
beis, orçamentários e fiscais conforme periodicidade, Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, es-
formato e sistema estabelecidos pelo órgão central de pecificando os empréstimos e financiamentos concedi-
contabilidade da União, os quais deverão ser divulgados dos com recursos oriundos dos orçamentos fiscal e da
em meio eletrônico de amplo acesso público. (Incluído seguridade social e, no caso das agências financeiras,
pela Lei Complementar nº 156, de 2016) avaliação circunstanciada do impacto fiscal de suas ati-
§ 3o Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios en- vidades no exercício.
caminharão ao Ministério da Fazenda, nos termos e na
periodicidade a serem definidos em instrução específica Seção II
deste órgão, as informações necessárias para a consti- Da Escrituração e Consolidação das Contas
tuição do registro eletrônico centralizado e atualizado Art. 50. Além de obedecer às demais normas de conta-
das dívidas públicas interna e externa, de que trata o § bilidade pública, a escrituração das contas públicas ob-
4o do art. 32. (Incluído pela Lei Complementar nº 156, servará as seguintes:
de 2016) I - a disponibilidade de caixa constará de registro pró-
§ 4o A inobservância do disposto nos §§ 2o e 3o ense- prio, de modo que os recursos vinculados a órgão,
jará as penalidades previstas no § 2o do art. 51. (Inclu- fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e es-
ído pela Lei Complementar nº 156, de 2016) criturados de forma individualizada;
§ 5o Nos casos de envio conforme disposto no § 2o, para II - a despesa e a assunção de compromisso serão regis-
todos os efeitos, a União, os Estados, o Distrito Federal tradas segundo o regime de competência, apurando-se,
e os Municípios cumprem o dever de ampla divulgação em caráter complementar, o resultado dos fluxos finan-
a que se refere o caput. (Incluído pela Lei Complemen- ceiros pelo regime de caixa;
tar nº 156, de 2016) III - as demonstrações contábeis compreenderão, iso-
§ 6o Todos os Poderes e órgãos referidos no art. 20, in- lada e conjuntamente, as transações e operações de
cluídos autarquias, fundações públicas, empresas esta- cada órgão, fundo ou entidade da administração direta,
tais dependentes e fundos, do ente da Federação de- autárquica e fundacional, inclusive empresa estatal de-
vem utilizar sistemas únicos de execução orçamentária pendente;
e financeira, mantidos e gerenciados pelo Poder Execu- IV - as receitas e despesas previdenciárias serão apre-
tivo, resguardada a autonomia. (Incluído pela Lei Com- sentadas em demonstrativos financeiros e orçamentá-
plementar nº 156, de 2016) rios específicos;

149
V - as operações de crédito, as inscrições em Restos a para o exercício, despesas empenhada e liquidada, no
Pagar e as demais formas de financiamento ou assun- bimestre e no exercício;
ção de compromissos junto a terceiros, deverão ser es- c) despesas, por função e subfunção.
crituradas de modo a evidenciar o montante e a varia- § 1o Os valores referentes ao refinanciamento da dívida
ção da dívida pública no período, detalhando, pelo me- mobiliária constarão destacadamente nas receitas de
nos, a natureza e o tipo de credor; operações de crédito e nas despesas com amortização
VI - a demonstração das variações patrimoniais dará da dívida.
destaque à origem e ao destino dos recursos proveni- § 2o O descumprimento do prazo previsto neste artigo
entes da alienação de ativos. sujeita o ente às sanções previstas no § 2o do art. 51.
§ 1o No caso das demonstrações conjuntas, excluir-se-
ão as operações intragovernamentais. Art. 53. Acompanharão o Relatório Resumido demons-
§ 2o A edição de normas gerais para consolidação das trativos relativos a:
contas públicas caberá ao órgão central de contabili- I - apuração da receita corrente líquida, na forma defi-
dade da União, enquanto não implantado o conselho de nida no inciso IV do art. 2o, sua evolução, assim como a
que trata o art. 67. previsão de seu desempenho até o final do exercício;
§ 3o A Administração Pública manterá sistema de custos II - receitas e despesas previdenciárias a que se refere o
que permita a avaliação e o acompanhamento da ges- inciso IV do art. 50;
tão orçamentária, financeira e patrimonial. III - resultados nominal e primário;
IV - despesas com juros, na forma do inciso II do art. 4o;
Art. 51. O Poder Executivo da União promoverá, até o V - Restos a Pagar, detalhando, por Poder e órgão refe-
dia trinta de junho, a consolidação, nacional e por es- rido no art. 20, os valores inscritos, os pagamentos rea-
fera de governo, das contas dos entes da Federação re- lizados e o montante a pagar.
lativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclu- § 1o O relatório referente ao último bimestre do exercí-
sive por meio eletrônico de acesso público. cio será acompanhado também de demonstrativos:
§ 1o Os Estados e os Municípios encaminharão suas con- I - do atendimento do disposto no inciso III do art. 167
tas ao Poder Executivo da União nos seguintes prazos: da Constituição, conforme o § 3o do art. 32;
I - Municípios, com cópia para o Poder Executivo do res- II - das projeções atuariais dos regimes de previdência
pectivo Estado, até trinta de abril; social, geral e próprio dos servidores públicos;
II - Estados, até trinta e um de maio. III - da variação patrimonial, evidenciando a alienação
§ 2o O descumprimento dos prazos previstos neste ar- de ativos e a aplicação dos recursos dela decorrentes.
tigo impedirá, até que a situação seja regularizada, que § 2o Quando for o caso, serão apresentadas justificati-
o ente da Federação receba transferências voluntárias vas:
e contrate operações de crédito, exceto as destinadas I - da limitação de empenho;
ao refinanciamento do principal atualizado da dívida II - da frustração de receitas, especificando as medidas
mobiliária. de combate à sonegação e à evasão fiscal, adotadas e a
adotar, e as ações de fiscalização e cobrança.
Seção III
Do Relatório Resumido da Execução Orçamentária Seção IV
Art. 52. O relatório a que se refere o § 3o do art. 165 da Do Relatório de Gestão Fiscal
Constituição abrangerá todos os Poderes e o Ministério Art. 54. Ao final de cada quadrimestre será emitido pe-
Público, será publicado até trinta dias após o encerra- los titulares dos Poderes e órgãos referidos no art. 20
mento de cada bimestre e composto de: Relatório de Gestão Fiscal, assinado pelo:
I - balanço orçamentário, que especificará, por catego- I - Chefe do Poder Executivo;
ria econômica, as: II - Presidente e demais membros da Mesa Diretora ou
a) receitas por fonte, informando as realizadas e a rea- órgão decisório equivalente, conforme regimentos in-
lizar, bem como a previsão atualizada; ternos dos órgãos do Poder Legislativo;
b) despesas por grupo de natureza, discriminando a do- III - Presidente de Tribunal e demais membros de Con-
tação para o exercício, a despesa liquidada e o saldo; selho de Administração ou órgão decisório equivalente,
II - demonstrativos da execução das: conforme regimentos internos dos órgãos do Poder Ju-
a) receitas, por categoria econômica e fonte, especifi- diciário;
cando a previsão inicial, a previsão atualizada para o IV - Chefe do Ministério Público, da União e dos Estados.
exercício, a receita realizada no bimestre, a realizada no Parágrafo único. O relatório também será assinado pe-
exercício e a previsão a realizar; las autoridades responsáveis pela administração finan-
b) despesas, por categoria econômica e grupo de natu- ceira e pelo controle interno, bem como por outras de-
reza da despesa, discriminando dotação inicial, dotação finidas por ato próprio de cada Poder ou órgão referido
no art. 20.

150
Art. 55. O relatório conterá: § 2o O parecer sobre as contas dos Tribunais de Contas
I - comparativo com os limites de que trata esta Lei será proferido no prazo previsto no art. 57 pela comis-
Complementar, dos seguintes montantes: são mista permanente referida no § 1o do art. 166 da
a) despesa total com pessoal, distinguindo a com inati- Constituição ou equivalente das Casas Legislativas esta-
vos e pensionistas; duais e municipais. (Vide ADIN 2324)
b) dívidas consolidada e mobiliária; § 3o Será dada ampla divulgação dos resultados da apre-
c) concessão de garantias; ciação das contas, julgadas ou tomadas.
d) operações de crédito, inclusive por antecipação de
receita; Art. 57. Os Tribunais de Contas emitirão parecer prévio
e) despesas de que trata o inciso II do art. 4o; conclusivo sobre as contas no prazo de sessenta dias do
II - indicação das medidas corretivas adotadas ou a ado- recebimento, se outro não estiver estabelecido nas
tar, se ultrapassado qualquer dos limites; constituições estaduais ou nas leis orgânicas munici-
III - demonstrativos, no último quadrimestre: pais.
a) do montante das disponibilidades de caixa em trinta § 1o No caso de Municípios que não sejam capitais e que
e um de dezembro; tenham menos de duzentos mil habitantes o prazo será
b) da inscrição em Restos a Pagar, das despesas: de cento e oitenta dias.
1) liquidadas; § 2o Os Tribunais de Contas não entrarão em recesso
2) empenhadas e não liquidadas, inscritas por atende- enquanto existirem contas de Poder, ou órgão referido
rem a uma das condições do inciso II do art. 41; no art. 20, pendentes de parecer prévio.
3) empenhadas e não liquidadas, inscritas até o limite
do saldo da disponibilidade de caixa; Art. 58. A prestação de contas evidenciará o desempe-
4) não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e nho da arrecadação em relação à previsão, destacando
cujos empenhos foram cancelados; as providências adotadas no âmbito da fiscalização das
c) do cumprimento do disposto no inciso II e na alí- receitas e combate à sonegação, as ações de recupera-
nea b do inciso IV do art. 38. ção de créditos nas instâncias administrativa e judicial,
§ 1o O relatório dos titulares dos órgãos mencionados bem como as demais medidas para incremento das re-
nos incisos II, III e IV do art. 54 conterá apenas as infor- ceitas tributárias e de contribuições.
mações relativas à alínea a do inciso I, e os documentos
referidos nos incisos II e III. Seção VI
§ 2o O relatório será publicado até trinta dias após o en- Da Fiscalização da Gestão Fiscal
cerramento do período a que corresponder, com amplo Art. 59. O Poder Legislativo, diretamente ou com o au-
acesso ao público, inclusive por meio eletrônico. xílio dos Tribunais de Contas, e o sistema de controle
§ 3o O descumprimento do prazo a que se refere o § interno de cada Poder e do Ministério Público, fiscaliza-
2o sujeita o ente à sanção prevista no § 2o do art. 51. rão o cumprimento das normas desta Lei Complemen-
§ 4o Os relatórios referidos nos arts. 52 e 54 deverão ser tar, com ênfase no que se refere a: (Vide ADIN 2324)
elaborados de forma padronizada, segundo modelos I - atingimento das metas estabelecidas na lei de dire-
que poderão ser atualizados pelo conselho de que trata trizes orçamentárias;
o art. 67. II - limites e condições para realização de operações de
crédito e inscrição em Restos a Pagar;
Seção V