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Annatomia II

Anna Carolina Simões Moulin


Turma 102
C R Â N I O 01
CRÂNIO
Mandíbula → se move livremente – ligada ao restante do crânio pela juntura temporomandibular (sinovial)

Ossos constituídos por lâminas externa e interna de substância compacta e uma camada esponjosa média (díploe)
– lâmina interna mais frágil

Camada de cobertura = pericrânio

Camada de revestimento = endocrânio

Calvária → parte superior do crânio

Ossos que delimitam a cavidade crânica

Frontal Etmóide Esfenóide Occipital Temporais Parietais

Ossos que formam o esqueleto da face

Nasais Lacrimais Zigomáticos Maxilas Vômer Palatinos Conchas nasais inferiores

Junturas = suturas

ORIENTAÇÃO DO CRÂNIO/ PLANO ORBITOMEÁTICO → Bordas inferiores da órbita no mesmo plano horizontal
das bordas superiores dos meatos acústicos externos

ABERTURAS IMPORTANTES
Podem ser vistas na face inferior do crânio

FORAME MAGNO → próxima à parte posterior → medula espinal e artérias vertebrais

FORAME JUGULAR → a cada lado, alinhado com a parte anterior do forame magno → veias jugulares internas

CANAL CARÓTICO → a cada lado, imediatamente anterior ao forame jugular → artérias carótidas internas

VISTA SUPERIOR DO CRÂNIO


Frontal (anteriormente), Occipital (posteriormente) e parietais entre eles

Ossos unidos por suturas

Sutura sagital → entre os dois parietais

Sutura coronal → entre os parietais e o frontal

Sutura lambdoide → entre os parietais e o occipital

Bregma = local de intersecção das suturas sagital e coronal = fontículo anterior no feto

Ponto mais alto do crânio = vértex = sobre a sutura sagital

OSSO FRONTAL
Escama frontal

Parte orbital (teto da órbita → fraturas nessa parte – o osso frontal cai e comprime o bulbo ocular – sintoma
característico = visão dupla (diplopia))
Escama frontal, face externa → túber frontal (melhor percebido na mulher – fronte mais verticalizada – chifrinho), arco
superciliar (normalmente mais desenvolvido no homem – músculo carregador do supercílio), margem supraorbital,
incisura/forame supraorbital (nele passa o feixe vasculonervoso supraorbital), processo zigomático do frontal,
linha temporal superior (encobre e serve como ponto de fixação do músculo e é limite anterior, superior e posterior
da fossa temporal), linha temporal inferior (músculo – mais delicada/ menos evidente – porque o músculo também
se prende por toda a fossa e a tração é mais distribuída, moldando o arco de maneira menos acentuada)

Escama frontal, face interna → crista frontal (dura máter se prende aí, formando a foice), sulco do seio sagital
superior (seio é uma cavidade), forame cego, seio frontal (osso compacto fino e sujeito a fratura – quanto maior a
pressão maior o seio)

Parte orbital, face orbital → fossa da glândula lacrimal (canto lateral superior), fóvea troclear (canto médio superior
– músculo oblíquo superior

OSSOS PARIETAIS
Face interna → sulco do seio sagital superior, sulcos da artéria meníngea média

Face externa → linha temporal superior, linha temporal inferior, forame parietal (veia emissária parietal →
avalvulada – fluxo de pequena pressão de dentro para fora → pode ocorrer fluxo na direção contrária, ocorrendo a
disseminação de infecção), túber parietal (ponto de ossificação primária – formação do perímetro cefálico e
determinação da idade da criança)

A eminência parietal é a porção mais convexa de cada osso parietal

FORAME PARIETAL: Anteriormente ao lambda – minúscula abertura vascular – dá passagem a uma veia emissária

VISTA POSTERIOR DO CRÂNIO


Partes dos ossos parietais, do osso occipital e das partes mastoideas dos ossos temporais

FORAME MASTÓIDEO: abertura vascular – próximo à sutura occipitomastóidea (separa o osso occipital da porção
mastoidea do osso temporal) – dá passagem a uma veia emissária

Protuberância occipital externa → projeção mediana

Linha superior da nuca → borda curva de cada lado da protuberância occipital externa – arqueia-se lateralmente e
marca o limite superior do pescoço

Linhas supremas da nuca → localizam-se acima da linha superior da nuca

VISTA LATERAL DO CRÂNIO


Inclui algumas porções do osso temporal e as fossas temporal e infratemporal

OSSO TEMPORAL
Partes escamosa, timpânica, estilóide, mastoide e petrosa

Parte escamosa
Processo zigomático do temporal (projeção que vai ao encontro do osso zigomático – forma o arco zigomático:
importância na resistência do crânio – estrturua de suporte – m. masseter inserido no arco)

Fossa mandibular (próxima à raiz do processo zigomático, forma uma superfície articular – abriga a cabeça da
mandíbula)

Eminência articular (mesma coisa que tubérculo articular)

Sulcos da artéria meníngea média

Fissura petrotimpânica
O parietal articula-se inferiormente com a parte escamosa do temporal (sutura escamosa)

PROCESSO ZIGOMÁTICO: projeta-se em direção anterior (até o osso zigomático) → completando o arco zigomático
(a borda superior do arco corresponde ao limite inferior do hemisfério cerebral e dá inserção à fáscia temporal) (a
borda inferior e a superfície profunda do arco dão origem ao músculo masseter)

Tubérculo da raiz do zigoma → localizado na borda inferior do arco zigomático – inserção do ligamento lateral da
juntura temporomandibular

Posteriormente ao tubérculo, a cabeça da mandíbula se aloja na fossa mandibular

Meato acústico externo → por trás da cabeça da mandíbula, vai do exterior para o tímpano → teto e parte adjacente
da parede posterior do meato ósseo = formados pela parte escamosa do osso temporal (outras partes formadas pela
parte timpânica)

Antro mastoideo: cavidade do osso temporal – 1cm medialmente ao trígono supra-meatico (trígono = parte mais
superior da concha auricular)

Parte timpânica
Poro acústico externo

Meato acústico externo (parte óssea)

Forma o assoalho e a parede anterior do meato acústico externo

Criança → a placa é um ânulo timpânico incompleto

Parte estiloide
Processo estiloide → coberto pela placa timpânica

Osso hioide suspenso do crânio pelo ligamento estilohioideo

Processo estiloide da origem a três músculos: estiloglosso, estilofaríngico e estilo-hióideo e dá inserção para o
ligamento estilomandibular

Lateralmente, o processo está coberto pela glândula parótida

Parte mastoide
Processo mastoide (não totalmente desenvolvido na criança - músculo esplênio da cabeça e esternocleidomastoideo
- células matoideas preenchidas por ar, se comunicam com a cavidade timpânica, orelha média)

Incisura mastoidea (depressão na face medial do processo mastoide – músculo digástrico)

Sulco da artéria occipital (medialmente à incisura mastoidea, artéria occipital passa profundamente ao músculo
digástrico)

Forame mastoideo (vista posterior – veia emissária)

Sulco do seio sigmoide (continuação – seio = veia)

Porção posterior do osso temporal

Se funde com a porção escamosa

Grande número de espaços aéreos → células matoideas – se comunicam com a orelha média através do antro
mastoideo

Processo mastoide → projeção inferior – em linha com o forame magno – inserção a vários músculos
Fissura timpanomastoidea: separa a parte anterior do processo mastoide da placa timpânica → essa fissura dá
passagem ao ramo auricular do nervo vago

Parte petrosa
Ápice da parte petrosa → canal carótico (passa a artéria carótida interna)

Face anterior da parte petrosa → impressão trigeminal (próxima ao ápice), eminência arqueada (canal semicircular
anterior)

Margem superior da parte petrosa → sulco do seio petroso superior

Face posterior da parte petrosa → poro acústico interno, meato acústico interno (passam o 7º e o 8º pares de
nervos cranianos + nervo intermédio)

Margem posterior da parte petrosa → sulco do seio petroso inferior (depressão, formado pelo osso temporal + osso
occipital)

Face inferior da parte petrosa → processo estiloide (3 cm, local em que se fixam 3 músculos e 2 ligamentos –
Síndrome: alongamento do processo estiloide, comprime a artéria carótida), forame estilomastoideo (entre o
processo estiloide e mastoide), fossa jugular (nesse ponto a veia jugular inferior sofre uma expansão – bulbo superior
dessa veia fica localizado na fossa), forame jugular (formado pela fossa jugular e a outra metade é uma incisura –
passa a veia jugular interna + 3 pares de nervos cranianos, 9º 10º e 11º - sulco do seio sigmoide → sulco do seio
petroso inferior – 1ª tributaria da veia jugular inferior, forame lacerado (abertura vertical que coincide com o ápice da
parte petrosa – parte petrosa + corpo do esfenoide

Localizada profundamente

FOSSA TEMPORAL
Linha temporal → onde se prende a fáscia temporal – início = processo zigomático do osso frontal → forma um arco
→ sua parte posterior une-se à crista supramastoidea

A linha inferior da linha temporal indica o limite do músculo temporal

Fossa temporal → onde está localizado o músculo temporal – limite superior = linha temporal – limite inferior = arco
zigomático → assoalho composto de partes do parietal, frontal, asa maior do esfenoide e parte escamosa do temporal
→ área onde esses ossos se aproximam = ptérion – cobre o ramo anterior da artéria meníngica média

Na parede anterior da fossa temporal o osso zigomático apresenta um pequeno forame zigomaticotemporal para o
nervo zigomaticotemporal

FOSSA INFRATEMPORAL
Espaço entre arco zigomático e resto do crânio → atravessado pelo músculo temporal + vasos e nervos temporais
profundos

Nesse espaço a fossa temporal se comunica com a fossa infratemporal (situada abaixo)

Fossa infratemporal → espaço de forma irregular atrás da maxila

Teto da fossa infratemporal = superfície infratemporal da asa maior do esfenoide

Medialmente, a fossa infratemporal é limitada pela lâmina lateral do processo pterigoide do esfenoide

Lateralmente, está limitada pelo ramo e processos coronóides da mandíbula

A fossa infratemporal contém a parte inferior do temporal e os músculos pterigoideos lateral e medial; a artéria
maxilar e seus ramos e o plexo venoso pterigoideo; os nervos mandíbular, maxilar e corda do tímpano

A fossa infratemporal se comunica com a órbita através da fissura orbital inferior → essa fissura se continua
posteriormente com a fissura pterigomaxilar (entre a lâmina lateral do processo pterigoide e a maxila)
A fossa infratemporal comunica-se com a fossa pterigopalatina através da fissura pterigomaxilar que dá passagem
à artéria maxilar

A fossa pterigopalatina se localiza entre (1) as lâminas do processo pterigoide do esfenoide (2) o osso palatino →
localizada abaixo do ápice da órbita → contém a artéria e nervo maxilares e o gânglio pterigopalatino

A fossa comunica-se com a cavidade nasal através do forame esfenopalatino

Fissura orbital inferior para a órbita

Fossa infratemporal Fissura pterigomaxilar para a fossa pterigopalatina

Forame esfenopalatino para a cavidade nasal

VISTA INFERIOR DO CRÂNIO

OSSO OCCIPITAL
Forame magno, parte basilar (parte anterior), parte lateral ou condilar, escama occipital (posterior, primeira parte
do osso)

Parte basilar (anterior ao forame magno) → tubérculo faríngeo (externo, parte elevada da linha mediana – m. constritor
superior da faringe → produz a elevação, sulco do seio petroso inferior (seio venoso – na parte petrosa do temporal,
clivo (onde se alojam o bulbo e a ponte)

Parte condilar ou lateral (anterior e lateral ao forame magno) (processo condilar do occipital – se articula com a parte
superior das massas laterais do atlas)→ côndilo occipital, canal do nervo hipoglosso (superiormente ao côndilo,
inervação da língua, passam veias acompanhantes do nervo hipoglosso), canal condilar (veias emissárias condilares)

Escama occipital (posterior ao forame magno) → protuberância occipital externa (mais superior – ligamento nucal –
processos espinhosos das vértebras cervicais – músculo trapézio, crista occipital externa (inferiormente à
protuberância), linha nucal suprema (menos marcada – menor força de ação muscular – ventre occipital do músculo
occipitofrontal) linha nucal superior (lateral à protuberância – mais marcada porque a força muscular é maior – vai
até o processo mastoide – neutraliza impactos → 2 pontos extremamente rígidos – músculos esternocleidomastoideo,
trapézio, semiespinal da cabeça e esplênio da cabeça), linha nucal inferior (inferiormente à linha nucal superior –
músculos reto posterior maior e menor da cabeça, oblíquo superior e inferior), protuberância occipital interna
(elevação na linha mediana – áreas sulcadas – confluência de seios venosos) , crista occipital interna (inferiormente
à protuberância – se prende à foice do cerebelo), fossa cerebelar (depressões laterais à crista, abaixo do sulco –
maiores), sulco do seio sagital superior (termina no nível da protuberância), sulco do seio transverso (separa as
fossas cerebelares das fossas cerebrais), sulco do seio sigmoide (continuação do sulco do seio transverso)

Camada de células endoteliais apoiada em uma camada de tecido conjuntivo frouxo (camada subendotelial) – A
camada subendotelial pode conter, ocasionalmente, células musculares lisas

Se articula com os parietais direito e esquerdo, temporais e esfenoide

Posteriormente na superfície inferior da base do crânio

Consiste de 4 partes, dispostas em torno do forame magno: (1) parte escamosa posterior (2) uma parte lateral de
cada lado (3) uma parte basilar anteriormente → porções separadas ao nascimento que se fundem depois

O forame magno está localizado ao mesmo nível e a meia distância dos processos mastoides

FORAME MAGNO → fossa crânica se comunica com o canal vertebral, e o encéfalo continua-se com a medula espinal

As bordas anterior e posterior do forame dão inserção às membranas atlanto-occipitais correspondentes

Parte escamosa
Base e parte posterior do crânio
Linha de demarcação → protuberância occipital externa e linhas superiores da nuca

Crista occipital externa → onde se prende o ligamento da nuca (vai da protuberância occipital externa até o forame
magno)

Linha inferior da nuca → media distância da crista, estende-se lateralmente para cada lado

Linha superior da nuca → inserção à gálea aponeurótica e a vários músculos (trapézio, occipital, esplênio da cabeça,
esternocleidomastoideo)

Parte lateral (condilar)


Apresentam os côndilos occipitais → protuberâncias grandes lateralmente ao forame magno

Esses côndilos se articulam com as massas laterais do atlas → transmitem o peso da cabeça á coluna vertebral

Côndilos occipitais ao nível do palato duro

Atrás de cada côndilo → fossa condilar → frequentemente perfurada por uma abertura (canal condilar) que dá
passagem a uma veia emissária

Canal do hipoglosso → curta passagem acima da parte anterior de cada côndilo → dá passagem ao nervo
hipoglosso e a alguns pequenos vasos

Processo jugular → estende-se lateralmente a partir de cada côndilo até o osso temporal → borda anterior côncava
= incisura jugular = forma o limite posterior do forame jugular

Parte basilar
Se articula com o osso esfenóide

Faringe inserida no tubérculo faríngico → elevação situada anteriormente ao forame magno

Tubérculo faríngico → ponto de divisão entre a faringe (anteriormente) e os ossos e músculos do pescoço
(posteriormente)

Forame lacerado = abertura denteada a cada lado da parte basilar do occipital

OSSO TEMPORAL
Divisões → petrosa, mastoide, placa timpânica, processo estiloide e escamosa

Divisões identificadas na face inferior da base

CONTÉM AS PORÇÕES INTERNA E MÉDIA DA ORELHA

Parte escamosa
Lâmina óssea fina – verticalmente no lado do crânio

Superfície cerebral (medialmente) e superfície temporal (lateralmente)

Processo zigomático: se articula com o processo temporal do osso zigomático → forma o arco zigomático

A fossa mandibular e o tubérculo articular são porções da porção escamosa → bordas dão inserções ás cápsulas da
juntura temporomandibular

Cabeça da mandíbula → ocupa a fossa mandibular quando a boca está fechada e repousa sobre o tubérculo articular
quando a boca está aberta

A raiz posterior do arco zigomático une-se com a crista supramastoidea


Parte timpânica
Forma uma bainha para o processo estiloide

Sua face superior forma o assoalho e a parede anterior do meato acústico externo

Sua superfície anterior está separada da cabeça e do colo da mandíbula por uma porção da glândula parótida

Parte estiloide
Processo estiloide

Forame estilomastoideo → emerge o nervo facial do osso temporal – entre os processos estiloide e mastoide

Parte mastoide
Posteriormente às partes escamosa e timpânica

Processo mastoide → apresenta uma incisura mastoidea para a origem do ventre posterior do músculo digástrico

A incisura mastoidea conduz anteriormente ao forame estilomastóideo através do qual emerge do crânio o nervo
facial

Sulco para a artéria occipital medialmente à incisura

Parte petrosa
Forma de uma pirâmide de três lados

Contém a orelha interna e contribui para os limites da orelha média

Três superfícies: (1) anterior (2) posterior (3) inferior

Fossa jugular → depressão medialmente ao processo estiloide – forma um dos limites do forame jugular → localizado
entre a incisura jugular do occipital e a fossa jugular da parte petrosa do temporal

O forame jugular está relacionado com o CANAL CARÓTICO anteriormente, com o PROCESSO TRANSVERSO DO
ATLAS, posteriormente, com o PROCESSO ESTILOIDE, lateralmente, e com o CANAL DO HIPOGLOSSO,
medialmente

No forame jugular passa a VEIA JUGULAR INTERNA (continuação do seio sigmoideo) + NERVOS
GLOSSOFARÍNGEO, VAGO E ACESSÓRIO + SEIO PETROSO INFERIOR

O assoalho da fossa jugular separa o bulbo superior da veia jugular interna da orelha média

Canalículo mastoideo → abertura na parede lateral do forame jugular → dá passagem ao ramo auricular do nervo
vago

Canalículo timpânico → próximo à crista, entre o forame jugular e a abertura do canal carótico → dá passagem ao
nervo timpânico (ramo do glossofaríngeo para a cavidade timpânica)

O canal carótico – túnel na parte petrosa – dá passagem à artéria carótida interna para a cavidade crânica

O canal carótico dá passagem à artéria carótida interna e ao seu plexo simpático associado

A área quadrada da parte petrosa do temporal localiza-se entre o canal carótico e o forame lacerado → dá origem ao
músculo levantador do véu palatino

O forame lacerado é uma abertura denteada que se relaciona inferiormente com a porção cartilagínea da tuba auditiva

O canal pterigoideo passa em direção anterior do forame para a fossa pterigopalatina → dá passagem a um nervo
formado pela união do nervo petroso profundo (do plexo simpático carótico) com o nervo petroso maior no forame
lacerado
O canal pterigoideo abre-se anteriormente na parede posterior da fossa pterigopalatina

OSSO ESFENÓIDE
Semelhante a um morcego

Irregular e pneumático

Se articula com o frontal, etmoide, occipital e temporais

O desenvolvimento do esfenoide (junto com o occipital) é responsável pelo desenvolvimento da base do crânio

Nanismo → glabela côncava, base do crânio não se alonga

Participa de praticamente todas as fossas ósseas do crânio

Dentro da órbita e da cavidade nasal, delimita fossa temporal, infratemporal e pterigopalatina

Asa maior, asa menor (fossa média, endocraniana), corpo (na linha mediana) e processo pterigoide (“pés” do
morcego, externo, vista inferior)

Asa maior → face cerebral (face que forma o assoalho da fossa média e parte da parede lateral – possui elevações e
depressões – impressões cerebrais), face orbital (conforma parte da parede lateral da órbita), face temporal (teto da
fossa infratemporal), fossa infratemporal, forame redondo (chega na fossa pterigopalatina – saindo da fossa média
do crânio – passa o nervo maxilar, ramo do nervo trigêmeo), forame oval (maior forame - emerge na fossa infratemporal
– passa o nervo mandibular, inervação do terço inferior da face), forame espinhoso (lateralmente ao forame oval –
passa a artéria meníngea média – principal artéria que irriga as meninges – comunica a fossa infratemporal), sulco da
tuba auditiva (abriga a parte cartilaginosa da tuba auditiva)

Asa menor → canal óptico (dá passagem ao nervo óptico e artéria oftálmica), processo clinoie anterior (limita a
parte lateral do canal óptico – se prende uma parte da tenda do cerebelo – separa o cérebro do cerebelo), fissura
orbital superior (não é da asa menor nem da maior, é entre – abertura grande, nervos e vasos que se destinam à
órbita)

Corpo (apresenta uma cavidade – pneumático) → sela turca (abriga a glândula hipófise), fossa hipofisial (pequena
depressão onde se aloja a glândula), processo clinoide posterior (2 pontinhos de osso, “asinhas”), dorso da sela
(lâmina quadrilátera que forma um limite com a fossa hipofisial), sulco carótico (na parte lateral do corpo, impressão
da artéria carótida interna), seio esfenoidal

Processos pterigoides (2 projeções inferiores) → lâmina lateral, lâmina medial (delimita os coanos), hámulo
pterigoideo (“pontinhas” – ganchos – múusculo que contorna o hámulo = músculo tensor do véu palatino), fossa
pterigoidea (entre a lâmina lateral e a medial – abriga a cabeça do músculo pterigoideo medial), fossa escafoidea
(acima da lâmina medial), canal pterigoideo (subindo a fossa escafoidea – nervo do canal pterigoideo)

Todas as porções, exceto as asas menores, podem ser identificadas na face inferior do crânio

ASA MAIOR: a superfície infratemporal da asa maior forma o teto da fossa infratemporal – dá origem à cabeça
superior do músculo pterigoideo lateral – anteriormente delimitada pela fissura orbital inferior – lateralmente, está
separada da superfície temporal da asa maior por uma crista infratemporal – postero-medialmente apresenta duas
aberturas na fossa crânica média → anterior e maior = forame oval = nervo mandibular e alguns pequenos vasos →
posterior e menor = forame espinhoso = vasos meníngicos médios e ramo meníngico do nervo mandibular = forame
assim chamado devido ao desenvolvimento variável da espinha do esfenoide, que se encontra atrás dele – a espinha
relaciona-se ao nervo auriculotemporal e à corda do tímpano e dá inserção ao tensor do véu palatino e aos
ligamentos esfenomandibular e pterigoespinal – ocasionalmente há uma pequena abertura atrás do forame oval
para a passagem do nervo petroso menor – forame emissário esfenoide encontra-se anteromedialmente ao forame
oval, a veia que passa através dele se conecta com o seio cavernoso e o plexo pretigoideo
Medialmente ao forame oval e ao forame espinhoso, o esfenoide está separado da parte petrosa do temporal por um
sulco para a parte cartilagínea da tuba auditiva → na base do crânio o nervo mandibular e a artéria meníngica
média se localizam sobre a face lateral da tuba

PROCESSO PTERIGOIDE: estendem-se em direção inferior ao lado das asas maiores – atrás das maxilas – separam
as fossas infratemporais das coanas – a borda posterior da lâmina medial do processo pterigoide dá inserção à parte
cartilagínea da tuba auditiva, á fáscia faringobasilar e ao constritor superior da faringe – hámulo pterigoideo: prende
o ligamento pterigomandibular – a lâmina lateral do processo pterigoide dá origem, pelas suas superfícies medial e
lateral, a porções dos músculos pterigoideos lateral e medial, respectivamente

CAVIDADE CRÂNICA
Assoalho da cavidade crânica divido em três “andares”: fossas crânicas anterior, média e posterior

Divisão feita por duas proeminências ósseas a cada lado → ANTERIORMENTE = borda posterior da asa menor do
esfenoide (crista esfenoidal) → POSTERIORMENTE = borda superior da parte petrosa do temporal (crista petrosa)

Anterior → nível mais alto

Posterior → nível mais baixo

Impressões dos giros cerebrais evidentes nas fossas anterior e média

CALVÁRIA
= Abóbada do crânio

Crânios jovens → suturas coronal, sagital e lambdoide + porção da sutura escamosa

Acidentes que correspondem às circunvoluções do cérebro podem ser visíveis

Fóveas granulares = depressões a cada lado do sulco sagital

Forames parietais → passagem para veias emissárias

Superfície interna da calvária = sulcos vasculares numerosos – alojam vasos meníngicos (maiores sulcos nos ossos
parietais – ramos dos vasos meníngicos médios)

FOSSA ANTERIOR DO CRÂNIO


Aloja os lobos frontais dos hemisférios cerebrais

Assoalho composto de porções dos ossos etmoide, frontal e esfenoide

CRISTA GALLI → processo mediano – juntamente com a crista frontal dá inserção a uma prega de dura máter = foice
do cérebro

Anterior à crista – pequena fossa – FORAME CEGO – raramente dá passagem a uma veia para o seio sagital superior

LÂMINA CRIVOSA → posteriormente e a cada lado da Crista Galli – do osso etmoide – caracterizada por várias
pequenas aberturas – dão passagem aos filamentos dos nervos olfatórios da mucosa nasal para os bulbos olfatórios

A lâmina crivosa sustenta os bulbos olfatórios

Lateralmente → maior parte da fossa anterior formada pelas lâminas orbitais do osso frontal → lâminas convexas
com impressões dos sulcos e giros cerebrais – formam o teto da órbita e dos seios etmoidais

FOSSA MÉDIA DO CRÂNIO


Assoalho assemelha-se a uma borboleta
PARTE MEDIANA DA FOSSA MÉDIA → osso esfenoide (um corpo + 3 pares de processos) – todos os processos,
exceto os processos pterigoides contribuem para a fossa média do crânio → a porção mediana da fossa é formada
pelo corpo do esfenoide

Parte mediana limitada anteriormente pelo LIMBO ESFENOIDAL → borda anterior de um sulco raso (sulco do
quiasma) que conduz para o interior do canal óptico a cada lado

O quiasma óptico não repousa no sulco

O CANAL ÓPTICO dá passagem ao nervo óptico e à artéria olftálmica para a órbita – limitado pelo corpo do
esfenoide e as duas raízes da asa menor

Superfície superior do corpo do esfenoide = SELA TURCA

Sela limitada anteriormente pelo tubérculo da sela → limite posterior do sulco do quiasma

Posteriormente limitada pelo dorso da sela – lâmina quadrada de osso que se projeta para cima e apresenta um
processo clinóide posterior a cada lado (os dois processos dão inserção á tenda do Cerebelo)

A cavidade da sela aloja a hipófise ou a glândula pituitária = FOSSA HIPOFISIAL (forma o teto dos seios esfenoidais)

SULCO CARÓTICO = começa no forame lacerado – contém a artéria carótida interna (envolvida no seio cavernoso)

PARTE LATERAL DA FOSSA MÉDIA → formada pela assa maior do osso esfenoide + partes escamosa e petrosa
do temporal → aloja o lobo temporal do hemisfério cerebral – limitada anteriormente pela borda superior da asa
menor do esfenoide e posteriormente pelas bordas superiores da parte petrosa do temporal

FISSURA ORBITAL SUPERIOR = fenda entre as asas maiores e menores do esfenoide → dá passagem a vários
nervos importantes (oculomotor, troclear e abducente), incluindo os ramos do nervo oftálmico (divisão do
trigêmeo)

FORAME REDONDO = imediatamente abaixo da extremidade medial da fissura orbital superior – dá passagem ao
nervo maxilar a partir do gânglio trigeminal para a fossa pterigopalatina → é mais um canal que um forame

FORAME OVAL = atrás do forame redondo → dá passagem ao nervo mandibular (vai do gânglio trigeminal à fossa
infratemporal)

FORAME EMISSÁRIO DO ESFENOIDE = medialmente ao forame oval

FORAME ESPINHOSO = vasos meníngicos médios – posterior e lateral ao forame oval

A fissura orbital superior, forame redondo, forame oval e forame espinhoso estão dispostos num crescente sobre a asa
maior do esfenoide – Destas quatro aberturas, somente as duas últimas podem ser vistas na superfície inferior da
base

ASA MAIOR DO ESFENÓIDE: (1) face cerebral na fossa média (2) face orbital formando a maior porção da parede
lateral da órbita (3) face temporal na fossa temporal (4) face maxilar na fossa infratemporal

FOSSA POSTERIOR DO CRÂNIO


Aloja o cérebro posterior: cerebelo, ponte e medula oblonga

Formada de porções do esfenoide, temporal, parietal e occipital

Limitada superiormente por uma prega ampla de dura-máter (tenda do cerebelo) – se interpõe entre os lobos occipitais
do hemisfério cerebral, acima, e o cerebelo, abaixo

Porção mais inferior da fossa posterior → apresenta o FORAME MAGNO

CANAL DO HIPOGLOSSO → a cada lado do forame magno (um pouco acima da parte anterior) – dá passagem ao
nervo hipoglosso
TUBÉRCULO JUGULAR → elevação acima do canal do hipoglosso – entre o forame jugular e o forame magno –
frequentemente sulcado pelos 9º, 10º e 11º nervos cranianos

CLIVO → superfície óssea em declive – anteriormente ao forame magno – parte basilar do osso occipital ascende para
se encontrar com o corpo do esfenoide – se fundem na puberdade – relacionado com a ponte e a medula oblonga

CRISTA OCCIPITAL INTERNA → atrás do forame magno – crista mediana – foice do cerebelo prende-se a ela e
interpõe-se entre os dois hemisférios cerebelares

Protuberância occipital interna → ligeiramente maior que a externa – inserção da foice do cérebro, tenda e foice do
cerebelo – fim do seio sagital superior e seio reto – início dos seios transversos direito e esquerdo → a disposição da
confluência dos seios é variável

Cada seio transverso se localiza no sulco para o seio transverso (lateralmente a partir da protuberância occipital
interna)

Cada seio transverso volta-se em direção inferior e é conhecido como seio sigmoide

FORAME JUGULAR → passagem para o seio sigmoide e petroso inferior e nervos glossofaríngico, vago e
acessório

O seio sigmoide continua-se com a veia jugular interna fora do crânio

FOSSA CEREBELAR → entre os sulcos transverso e sigmoide e o forame magno

Os lobos occipitais dos hemisférios cerebrais estão alojados acima dos seios transversos

MEATO ACÚSTICO INTERNO → abertura conspícua na face posterior da parte petrosa do temporal – diretamente
medial ao meato acústico externo – dá passagem aos nervos facial e vestibulococlear para a orelha interna e aos
vasos labirínticos

FOSSA SUBARQUEADA → depressão discreta que contém uma prega dural e alguns vasos – lateral e superiormente
ao meato acústico interno

AQUEDUTO DO VESTÍBULO → depressão atrás do meato acústico interno – dá passagem ao ducto endolinfático
da orelha interna

CANALÍCULO COCLEAR → incisura diretamente abaixo do meato acústico interno na junção das faces posterior e
inferior da parte petrosa do temporal – aloja o aqueduto da cóclea ou o ducto perilinfático

OSSO ETMOIDE
Forma de peneira

Osso ímpar

Forma a parede medial da órbita e parede lateral da concavidade nasal (principal constituinte)

Lâmina cribiforme/crivosa (nervo olfatório passa nos forames da lâmina – “peneira”), crista etmoidal (crista galli,
fixação à foice do cérebro), forames da lâmina cribiforme

Lâmina perpendicular

Labirinto etmoidal (entre a órbita e a cavidade nasal – repleto de pequenas cavidades cheias de ar “células”), células
etmoidais, lâmina orbital (final – lateral aos labirintos), concha nasal superior (não da pra ver pela frente), concha
nasal média

CRÂNIO 02
Calota = ossificação intramembranosa
Base = ossificação endocondral

CRÂNIO INFANTIL
Características próprias

Fontículos → anterolateral e posterolateral → fontículo anterior e fontículo posterior

FONTÍCULO ANTERIOR SE FECHA NO 2º ANO DE IDADE – importância não só durante o nascimento → perímetro
cefálico é maior que o canal do parto, ossos cavalgam um sobre o outro (perímetro diminui) → fontículo deprimido =
desidratação / fontículo abaulado = pressão intracraniana) → importante para os exames físicos pediátricos –
ultrassom do encéfalo de recém nascido pode ser feito através do fontículo (facilidade de visualização das estruturas
do interior do crânio) – local de retirada do líquido cefaloraquidiano (punções para exames)

Maxilar e cavidade nasal se ampliam com o aumento da idade

Face tem tendência a aumentar → órbitas não aumentam (estrutura definida)

Vista anterossuperior da base do crânio = fossas anterior, média e posterior

Cavidade craniana se divide em espaços menores com denominações próprias

VISTA LATERAL DO CRÂNIO


Depressão = fossa temporal → caracteriza um espaço importante

Assoalho = osso temporal

Conteúdo principal = músculo temporal (dá o nome ao osso)

FOSSA INFRATEMPORAL
Abaixo da fossa temporal

Existe uma outra fossa dentro (fossa pterigopalatina) – medialmente à fossa infratemporal

FOSSA ANTERIOR DO CRÂNIO


Vista superior da face endocraniana da base do crânio

Forames da lâmina cribiforme

Cavidade nasal

FOSSA MÉDIA DO CRÂNIO


Forame oval e Forame espinhoso

Fossa infratemporal

FOSSA INFRATEMPORAL E PTERIGOPALATINA


Fissura orbital inferior

Órbita

VARIAÇÕES MORFOLÓGICAS NOS CRÂNIOS (REFERÊNCIAS)


Etárias e de gênero

Fechamento das suturas (sinostoses)


Ângulos

Características individuais

Gênero – região do osso zigomáico mais desenvolvida no sexo masculino

Morfologia da maxila → mais aberta no sexo masculino

Mandíbula masculina mais retilínea e da mulher mais curvilínea

Abertura da órbita mais quadrangular no sexo masculino

Fronte mais oblíqua no sexo masculino (feminino = verticalizada)

Processo mastoide mais definido no sexo masculino

Variações étnicas

CRANIOMETRIA
Medida da união de pontos no crânio

Determina características de faces diferentes que vem de etnias diferentes

Tipo de largura e altura de face

Braquifacial → largura > altura

Mesofacial

Dolicofacial → altura > largura

Braquicrânio, Mesocrânio e Dolicocrânio

BIOMECÂNICA DO CRÂNIO
Osso esponjoso ente duas camadas de osso compacto = Díploe

Teto da órbita e da cavidade nasal → osso muito fino

Pilar canino

Pilar zigomático

FRATURAS DO CRÂNIO (LEFORT)


3 tipos de fratura

Locais de enfraquecimento das traves ósseas

Crânio exposto comumente a traumas → predisposição maior a fraturas em locais com proeminências grandes

Região do zigomático → proeminência nas maçãs do rosto

Osso nasal

Mandíbula

VISCEROCRÂNIO
MAXILA
Assoalho da órbita

Parede lateral e assoalho da cavidade nasal

Teto da cavidade oral (palato)

Fossa infratemporal

Fossa pterigopalatina

Onde estão incluídos os dentes superiores

CORPO DA MAXILA
Vista anterior

Quadrilátero e oco

Apresenta o maior seio paranasal de todos → SEIO MAXILAR → cavidade que tem comunicação com a cavidade
nasal – o acesso ao seio maxilar é feito pela parede anterior via cavidade oral (parede mais fina)

Desse corpo partem todos os processos

FACE NASAL
Cavidade nasal

Sulco lacrimal → se articula/contrapõe com o sulco lacrimal do osso lacrimal formando o canal lacriomonasal

Canal lacriomonasal → onde passam as lágrimas

FACE ORBITAL
Contribui para o assoalho da órbita

Onde se encontra a crista lacrimal anterior

Sulco infraorbital → abaixo da fissura orbital superior – se continua através do canal infraorbital – nervo e artéria
orbitais

Canal infraorbital → se abre na parte anterior da maxila (forame infraorbital)

Margem infraorbital → podem-se fazer anestesias no forame infraorbital

Passam vasos e nervos infraorbitais

FACE ANTERIOR (ANTEROLATERAL)


Forame infraorbital → termina na face orbital

Incisura nasal → delimita a abertura piriforme juntamente com os ossos nasais e a incisura contralateral (cada nariz
possui duas incisuras nasais)

FACE INFRATEMPORAL (POSTERIOR)


Face voltada para a fossa infratemporal

Túber da maxila → convexidade/abaulamento do osso

Forames alveolares → série de forames de tamanho variado – passagem de vasos e nervos alveolares superiores

Alveolar = se refere a dentes


PROCESSOS DA MAXILA
Processos = projeções

Processo zigomático → vai para a lateral (osso zigomático)

Processo frontal → inferior à órbita (vai em direção ao osso frontal)

Processo palatino → teto da cavidade oral (parte mais anterior) – em direção ao osso palatino – unidos pela sutura
palatina mediana

Forame incisivo → abertura na linha mediana – 2 canais dentro

Canais incisivos → comunicam a cavidade oral e nasal – 2 canais para 2 fossas nasais – por eles passam o nervo
nasopalatino, artéria palatina maior e veia palatina maior

Osso incisivo (pré-maxila) – crânio fetal → parte anterior (formado pelo processo maxilar do 1º arco faríngeo) – teto
da boca possui dupla origem embrionária (processo maxilar e mandibular do 1º arco faríngeo)

Processos alveolares → projeção que delimita as cavidades para a raiz do dente, que são os alvéolos dentais –
ausência de dentes estimula osteoclastos – processo alveolar é absorvido

Alvéolos dentais → cavidades

LACRIMAL
Pequeno e retangular

Parede medial da órbita (parte anterior)

Sulco lacrimal → se articula com o sulco lacrimal da face nasal

Canal lacriomonasal → passam as lágrimas – trajeto da órbita para a cavidade nasal – o osso é praticamente todo o
sulco lacrimal

NASAIS
Ossos pares

Articulam com processo frontal do maxilar, osso frontal e um com o outro

Formam a raíz do nariz

Margem livre (margem inferior) → delimita a abertura piriforme

ZIGOMÁTICOS
Formato de pirâmide → 3 vértices e 3 processos

Forames passam estruturas com mesmo nome

FACE LATERAL
Voltada para a lateral do corpo

Forame zigomaticofacial → estruturas saem

FACE TEMPORAL
Se volta para a fossa temporal
Forame zigomaticotemporal → estruturas saem

FACE ORBITAL
Forma parte da parede lateral da órbita

Forame zigomaticoorbital → estruturas entram

Processo temporal do zigomático → mais posterior

Processo frontal do zigomático → mais superior

Processo maxilar do zigomático → mais anterior

Margem orbital → margem infraorbital e margem lateral/ parede lateral da órbita

PALATINOS
Parte mais posterior do teto da cavidade oral

Parece um L

Forma o palato duro (junto do processo palatino da maxila)

Ossos pares

LÂMINA HORIZONTAL
Vista inferior do crânio (pela cavidade oral)

Face nasal → vista superior – na cavidade nasal (parte do assoalho)

Face palatina → vista inferior

Forame palatino maior → maior forame

Forames palatinos menores → 1 ou 2

LÂMINA PERPENDICULAR (VERTICAL)


Parede lateral da cavidade nasal e parede medial da fossa pterigopalatina

Face nasal

Face maxilar (pterigopalatina) → visível em vista lateral, voltada para a fossa pterigopalatina

Processo piramidal → articula o palatino com o esfenoide – entre as lâminas lateral e medial do processo pterigoide
do esfenoide – junção de lâmina vertical e horizontal para lateral e posterior

Processo orbital → projeção mais superior – forma parte da parede medial da órbita

Incisura esfenopalatina (forame esfenopalatino*) → entre osso esfenoide e palatino – o esfenoide junto à incisura
esfenopalatina formam o forame esfenopalatino – comunica fossa pterigopalatina e nasal

Processo esfenoidal → se articula com o esfenoide

VÔMER
Forma a parte inferior do septo nasal
Lâmina de osso – se abre para posterior dando duas asas para abrigar a sutura esquindilese

Asas

Lâmina → maior parte do osso

CONCHA NASAL INFERIOR


Laterais da fossa nasal

MANDÍBULA
Único osso móvel do crânio → articulação temporomandibular (ATM)

Osso irregular

RAMO
Estrutura vertical

Ângulo da mandíbula → curvatura inferior – diferenciação sexual e etária

Tuberosidade massetérica → área rugosa no ângulo da mandíbula – músculo masseter (face lateral)

Tuberosidade pterigoidea → rugosidade na face medial – músculo pterigoideo medial

Forame da mandíbula → parte medial – passam vasos e nervos alveolares inferiores

Canal da mandíbula → se continua pelo corpo da mandíbula

Incisura da mandíbula → recorte em forma de U na parte superior

Processo coronoide → anterior – mais pontiagudo – músculo temporal

Processo condilar → posterior – robusto e arredondado

Cabeça da mandíbula → extremidade

Colo da mandíbula → abaixo da cabeça – leve estreitamento

Fóvea pterigoidea → depressão rasa na parte medial do colo – músculo pterigoideo medial

CORPO
Horizontal

Base da mandíbula (margem inferior)

Protuberância mentual → mentual = queixo → elevação mediana

Espinha geniana superior e inferior→ são duas – na linha mediana – pequenas elevações – músculo geniohioideo
e genioglosso

Forame mentual → abertura do canal da mandíbula na região anterior da mandíbula

Fossa digástrica → próxima da base – depressão rasa – (2) – músculo digástrico

Linha milo-hioidea → interna – levemente obliqua – dos 2 lados – músculo milo-hioide – as linhas se encontram em
uma rafe milo-hioidea – referência para localizar as fóveas

Fóvea sublingual → acima e anterior da linha – glândula salivar sublingual


Fóvea submandibular → abaixo e posterior da linha – glândula salivar submandibular (glândulas pares)

Processo alveolar inferior → projeção da mandíbula que determina os alvéolos dentais

Alvéolos dentais → “buracos” em que os dentes se encaixam

CRÂNIO 04
CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A CABEÇA
Encéfalo e revestimentos protetores, orelhas e face

NEUROCRÂNIO
Caixa óssea do Encéfalo e das membranas que o revestem (meninges)

Contém as partes proximais dos nervos cranianos e a vasculatura do Encéfalo

8 ossos: frontal, etmoide, esfenoide e occipital (ímpares) e temporal e parietal (pares)

CALVÁRIA = teto em forma de cúpula → ossos basicamente planos (frontal, temporal e parietal) – formados por
ossificação intramembranosa

BASE DO CRÂNIO = assoalho → basicamente irregulares e possuem grandes partes planas (esfenoide e temporal)
formadas por ossificação endocondral

O etmoide é um osso irregular que forma uma parte mediana pequena do neurocrânio, mas faz parte principalmente
do viscerocrânio

A maioria dos ossos da calvária é unida por suturas – durante a infância alguns ossos são unidos por sincondroses
(cartilagem hialina)

A medula espinal mantém a continuidade com o encéfalo através do forame magno (abertura na base do crânio)

VISCEROCRÂNIO
Formado por 15 ossos irregulares: mandíbula, etmoide e vômer (ímpares) e maxilas, conchas nasais inferiores,
zigomáticos, palatinos, ossos nasais e lacrimais (pares)

As maxilas representam a maior parte do esqueleto facial superior

CRÂNIO
Esqueleto da cabeça

Vários ossos do crânio (frontal, temporal, esfenoide e etmoide) são pneumáticos, contendo espaços aéreos (seios
ou células), provavelmente para reduzir seu peso

Plano orbitomeático = posição anatômica do crânio → margem inferior da órbita no mesmo plano horizontal da
margem superior do poro acústico externo do meato acústico externo

VISTA FRONTAL DO CRÂNIO


Ossos frontal, zigomático, órbitas, região nasal, maxila e mandíbula

FRONTAL:

• Escama forma o esqueleto da fronte


• Articula-se na porção inferior com o osso nasal e o zigomático
• Adultos → sutura frontal remanescente na linha mediana da glabela → divide os ossos frontais do crânio fetal
• Glabela = área lisa e ligeiramente deprimida situada entre os arcos superciliares
• Násio = interseção dos ossos frontal e nasal → relacionado a uma área visivelmente deprimida na ponte do
nariz → é um dos muitos pontos craniométricos radiológicos usados para medir, comparar e descrever a
topografia do crânio
• O osso frontal também se articula com o lacrimal, etmoide e esfenoide
• A parte horizontal do osso (parte orbital) forma o teto da órbita e uma porção do assoalho da parte anterior
da cavidade do crânio
• Margem supraorbital do osso frontal = limite angular entre a escama e a parte orbital → tem um
forame/incisura supraorbital que dá passagem ao NERVO E AOS VASOS SUPRAORBITAIS
• Logo acima da margem supraorbital há uma crista → arco superciliar → de cada lado da glabela – crista
situada profundamente aos supercílios – mais proeminente em homens

ZIGOMÁTICOS:

• Ossos da bochecha, malares


• Formam as proeminências das bochechas
• Paredes inferior e lateral das órbitas (apoiados sobre as maxilas)
• Forame zigomaticofacial = perfura a face lateral de cada osso
• Articulam-se com o frontal, esfenoide, temporal e maxila

Inferiormente aos ossos nasais → ABERTURA PIRIFORME (abertura nasal anterior)

Septo nasal ósseo → pode ser observado através da abertura piriforme – divide a cavidade nasal em partes direita e
esquerda

Na parede lateral de cada cavidade nasal há lâminas ósseas curvas, as conchas nasais

MAXILAS:

• Esqueleto do arco dental superior


• Seus processos alveolares incluem as cavidades (alvéolos) dos dentes
• Osso que sustenta os dentes maxilares
• As duas maxilas são unidas pela sutura intermaxilar no plano mediano
• Circundam a maior parte da abertura piriforme
• Formam as margens infraorbitais medialmente
• Ampla conexão com os zigomáticos lateralmente
• Forame infraorbital: inferior à cada órbita – dá passagem ao NERVO E VASOS INFRAORBITAIS

MANDÍBULA:

• Tem um processo alveolar que sustenta os dentes mandibulares


• Corpo (parte horizontal) + ramo (parte vertical)
• Inferiormente aos segundos dentes pré-molares → forames mentuais para os NERVOS E VASOS
MENTUAIS
• Protuberância mentual → forma a proeminência do queixo – situada em posição inferior à sínfise da
mandíbula

VISTA LATERAL DO CRÂNIO


Neurocrânio + viscerocrânio

NEUROCRÂNIO: fossa temporal, poro acústico externo (do meato acústico externo) e processo mastoide do temporal

VISCEROCRÂNIO: fossa infratemporal, arco zigomático e faces laterais da maxila e mandíbula

FOSSA TEMPORAL:

• Limite superior e posterior: linhas temporais superior e inferior


• Limite anterior: osso frontal e zigomático
• Limite inferior: arco zigomático
ARCO ZIGOMÁTICO:

• A margem superior desse arco corresponde ao limite inferior do hemisfério cerebral


• Formado pela união do processo temporal do zigomático com o processo zigomático do temporal

Parte anterior da fossa temporal → 3cm acima do ponto médio do arco zigomático → área clinicamente importante de
junções ósseas → ptério → suturas que formam um H e unem o frontal, parietal, esfenoide (asa maior) e temporal

PORO ACÚSTICO EXTERNO:

• Entrada do meato acústico externo


• Leva à membrana timpânica (tímpano)

PROCESSO MASTOIDE:

• Do osso temporal
• Posteroinferiormente ao poro acústico externo

PROCESSO ESTILOIDE:

• Do osso temporal
• Anteromedialmente ao processo mastoide
• Projeção fina, pontiaguda, semelhante a uma agulha

FOSSA INFRATEMPORAL:

• Espaço irregular
• Inferior e profundamente ao arco zigomático e à mandíbula
• Posteriormente à maxila

Pontos craniométricos
Ponto de referência Forma e localização
Asa maior do esfenoide + parte escamosa do
Ptério
temporal + frontal + parietal (ponto de encontro)
Lambda Junção das suturas lambdóidea e sagital
Bregma Junção das suturas coronal e sagital
Vértice Ponto superior do neurocrânio, no meio
Junção das suturas parietomastóidea,
Astério
occipitomastóidea e lambdóidea
Glabela Osso frontal superiormente à raiz do nariz
Ponto mais proeminente da protuberância occipital
Ínio
externa
Násio Encontro das suturas frontonasal e internasal

VISTA OCCIPITAL DO CRÂNIO


• Vista posterior
• Formada pelo occipúcio, partes dos parietais e partes mastoideas dos temporais
• PROTUBERÂNCIA OCCIPITAL EXTERNA:
❖ Palpada com facilidade no plano mediano
❖ Mulheres → pode ser imperceptível
❖ Ínio → ponto craniométrico definido pela extermidade da protuberância externa
• CRISTA OCCIPITAL EXTERNA:
❖ Desce da protuberância em direção ao forame magno (grande abertura na parte basilar do occipital)
• LINHA NUCAL SUPERIOR:
❖ Forma o limite superior do pescoço
❖ Estende-se lateralmente a partir de cada lado da protuberância
• LINHA NUCAL INFERIOR:
❖ Menos evidente que a superior
• No centro do occipúcio, o lambda indica a junção das suturas sagital e lambdóidea → às vezes o lambda é palpado
como uma depressão

VISTA SUPERIOR (VERTICAL) DO CRÂNIO


• Um pouco oval
• Alarga-se em sentido posterolateral nas eminências parietais
• Em algumas pessoas as eminências frontais também são visíveis (calvária com aparência quase quadrada)
• A sutura coronal separa o frontal e os parietais
• A sutura sagital separa os parietais
• A sutura lambdóidea separa os parietais e temporais do occipital
• O bregma é o ponto de referência craniométrico formado pela interseção das suturas sagital e coronal
• Vértice é o ponto mais alto da calvária – perto do ponto médio da sutura sagital
• FORAME PARIETAL
❖ Abertura pequena e inconstante
❖ Região posterior do parietal, perto da sutura sagital
❖ Forames emissários que dão passagem a veias emissárias (responsáveis pela conexão entre as veias do couro
cabeludo e os seios venosos da dura-máter)

VISTA INFERIOR DA BASE DO CRÂNIO


• A vista inferior da base do crânio é constituída pelo arco alveolar da maxila, pelos processos palatinos das maxilas
e pelo palatino, esfenoide, vômer, temporal e occipital
• ARCO ALVEOLAR DA MAXILA:
❖ Margem livre dos processos alveolares que circundam e sustentam os dentes maxilares
• PALATO DURO:
❖ Parte anterior formada pelos processos palatinos da maxila
❖ Parte posterior formada pelas lâminas horizontais dos ossos palatinos
❖ A margem posterior livre projeta-se posteriormente no plano mediano como a espinha nasal posterior
❖ Posteriormente aos dentes incisivos centrais está a fossa incisiva, uma depressão na linha mediana do palato
duro na qual se abrem os canais incisivos
❖ Os nervos nasopalatinos direito e esquerdo partem do nariz através de um número variável de canais incisivos
e forames (na região posterolateral estão situados os forames palatinos maior e menor)
❖ Superiormente à margem posterior do palato há duas grandes aberturas → cóanos = aberturas nasais
posteriores) – separados pelo vômer (osso plano ímpar trapezoide que constitui grande parte do septo nasal
ósseo)
• ESFENOIDE:
❖ Encaixado entre o frontal, o temporal e o occipital
❖ Osso ímpar irregular
❖ Um corpo e três pares de processos: asas maiores, asas menores e processos pterigoides
❖ A asas maiores e menores do esfenoide estendem-se lateralmente a partir das faces laterais do corpo do
osso
❖ ASAS MAIORES → faces orbital, temporal e infratemporal (nas vistas facial, lateral e inferior do exterior do
crânio) e as faces cerebrais são observadas nas vistas internas da base do crânio
❖ PROCESSOS PTERIGOIDES → formados pelas lâminas lateral e medial – estendem-se em sentido inferior de
cada lado do esfenoide
• SULCO PARA A PARTE CARTILAGÍNEA DA TUBA AUDITIVA:
❖ Medial à espinha do esfenoide
❖ Abaixo da junção da asa maior do esfenoide com a parte petrosa do temporal
• TEMPORAL:
❖ FOSSAS MANDIBULARES → depressões na parte escamosa do temporal – acomodam os côndilos
mandibulares quando a boca está fechada
❖ Os PROCESSOS MASTOIDES são locais de fixação muscular
❖ FORAME ESTILOMASTOIDEO → dá passagem ao nervo facial (NC VII) e à artéria estilomastóidea –
posteriormente à base do processo estiloide
• OCCIPITAL:
❖ Forma a parte posterior da base do crânio
❖ Se articula com o esfenoide anteriormente
❖ As quatro partes do occipital estão dispostas ao redor do forame magno (elemento mais visível da base do
crânio)
❖ PRINCIPAIS ESTRUTURAS QUE ATRAVESSAM O FORAME MAGNO → medula espinal, meninges do encéfalo
e da medula espinal, artérias vertebrais, artérias espinais anteriores e posteriores, raiz espinal do nervo
acessório (NC XI)
❖ Nas partes laterais do occipital há duas grandes protuberâncias = CÔNDILOS OCCIPITAIS – crânio articula-se
com a coluna vertebral
• FORAME JUGULAR:
❖ Grande abertura entre o occipital e a parte petrosa do temporal
❖ Veia jugular interna e vários nervos cranianos (NC IX ao NC XI)
❖ A entrada da artéria carótida interna no CANAL CARÓTICO situa-se imediatamente anterior ao forame jugular

VISTA SUPERIOR DA BASE DO CRÂNIO


• Possui grandes depressões situadas em diferentes níveis (fossas)
• Formam o assoalho côncavo da cavidade do crânio
• A fossa anterior está situada no nível mais alto e a fossa posterior está no nível mais baixo

Fossa anterior do Crânio


• Ocupada pelas partes inferior e anterior dos lobos frontais do encéfalo
• Fossa mais superficial
• Formada anteriormente pelo frontal, medialmente pelo etmoide e posteriormente pelo corpo e asas menores do
esfenoide
• A maior parte da fossa é formada pelas partes orbitais do frontal (sustentam os lobos frontais do encéfalo e
formam os tetos das órbitas)
• Essa superfície tem impressões sinuosas (impressões encefálicas) dos giros orbitais dos lobos frontais
• CRISTA FRONTAL → extensão óssea mediana do frontal
• FORAME CEGO DO FRONTAL → na base da crista frontal – dá passagem a vasos durante o desenvolvimento fetal,
se torna insignificante após o nascimento
• CRISTA ETMOIDAL → crista óssea mediana e espessa, posteriormente ao forame cego – se projeta superiormente
a partir do etmoide
• LÂMINA CRIBIFORME DO OSSO ETMOIDE → de cada lado da crista etmoidal – semelhante a uma peneira – seus
muitos pequenos forames dão passagem aos nervos olfatórios (NC I)

Fossa média do Crânio


• Forma de borboleta
• Parte central → formada pela SELA TURCA no corpo do esfenoide
• Partes laterais grandes → deprimidas de cada lado
• Situa-se posteroinferiormente à fossa anterior do crânio
• Separada da fossa anterior pelas cristas esfenoidais salientes lateralmente e o limbo esfenoidal no centro
• CRISTAS ESFENOIDAIS → formadas principalmente pelas margens posteriores salientes das asas menores dos
esfenoides – os limites laterais das cristas são os processos clinoides anteriores
• LIMBO ESFENOIDAL → crista com proeminência variável – limite anterior do sulco pré-quiasmático transversal →
se estende entre os canais ópticos direito e esquerdo
• Ossos que formam as partes laterais da fossa → asas maiores do esfenoide e partes escamosas dos temporais
lateralmente e partes petrosas dos temporais posteriormente
• As partes laterais da fossa média do crânio sustentam os lobos temporais do encéfalo
• Limite entre as fossas média e posterior → margem superior da parte petrosa do temporal lateralmente, e o
dorso da sela do esfenoide medialmente
• SELA TURCA → formação óssea em formato de sela situada sobre a face superior do corpo do esfenoide → é
circundada pelos processos clinoides anteriores e posteriores (2 de cada)
• Os 4 processos circundam a fossa hipofisial (“leito” da hipófise)
• A SELA TURCA POSSUI 3 PARTES!
1. Túberculo da sela → →elevação mediana – limite posterior do sulco pré-quiasmático – limite anterior da fossa
hipofisial
2. Fossa hipofisial → → depressão mediana no corpo do esfenoide que acomoda a hipófise
3. Dorso da sela → → lâmina quadrada de osso que se projeta superiormente a partir do corpo do esfenoide –
limite posterior da sela turca → seus ângulos superolaterais proeminentes formam os processos clinoides
posteriores
• De cada lado do corpo do esfenoide quatro forames que formam uma meia-lua perfuram as asas maiores dos
esfenoides
1. Fissura orbital superior → → entre as asas maior e menor – abre-se lateralmente para o interior da órbita
2. Forame redondo → → posteriormente à extremidade medial da fissura orbital superior – para a fossa
pterigopalatina
3. Forame oval → → grande forame posterolateral ao forame redondo – abre-se inferiormente na fossa
infratemporal
4. Forame espinhoso → → posterolateralmente ao forame oval – se abre na fossa infratemporal perto da
espinha do esfenoide
• FORAME LACERADO: não faz parte da meia-lua de forames → em vida é fechado por uma lâmina de cartilagem –
a artéria carótida interna e seus plexos simpático e venoso acompanhantes atravessam a face superior da
cartilagem
• SULCO DO NERVO PETROSO MAIOR: face anterossuperior da parte petrosa do temporal

Fossa posterior do Crânio


• Maior e mais profunda das três
• Aloja o cerebelo, a ponte e o bulbo
• Formada principalmente pelo occipital
• O dorso da sela do esfenoide marca seu limite anterior central
• As partes petrosa e mastoides dos temporais formam suas paredes anterolaterais
• CLIVO: inclinação acentuada a partir do dorso da sela – centro da parte anterior da fossa → leva ao forame magno
• Posteriormente ao forame magno a fossa posterior é parcialmente dividida pela crista occipital interna em
grandes impressões côncavas bilaterais → fossas cerebelares
• A crista occipital interna termina na protuberância occipital interna → formada em relação à confluência dos seios
(fusão dos seios venosos durais)
• Sulcos largos mostram o trajeto horizontal do seio transverso e do seio sigmoideo
• FORAME JUGULAR: na base da crista petrosa do osso temporal – dá passagem a vários nervos cranianos além do
seio sigmóideo que sai do crânio como a VJI
• MEATO ACÚSTICO INTERNO: anterossuperiormente ao forame jugular – para os nervos facial (NC VII) e
vestibulococlear (NC VIII) e a artéria do labirinto
• CANAL DO NERVO HIPOGLOSSO: NC XII – superiormente à margem anterolateral do forame magno

Fossa anterior do crânio


Forame cego V. emissária nasal
Axônios de cél olfatórias que formam os nervos
Forames na lâmina cribriforme
olfatórios
Forames etmoidais anterior e posterior Vasos e nervos com os mesmos nomes
Fossa média do crânio
Canais ópticos Nn. Ópticos (NC II) e Aa. Oftálmicas
Vv. Oftálmicas, N. oftálmico (NC V1), NC III, IV e VI e
Fissura orbital superior
fibras simpáticas
Forame redondo N. maxilar (NC V2)
Forame oval N. mandibular (NC V3) e A. meníngea acessória
A. e V. meníngeas médias e ramo meníngeo do NC
Forame espinhoso
V3
N. petroso profundo e alguns ramos arteriais
Forame lacerado
meníngeos e pequenas veias
N. petroso maior e ramo petroso da A. meníngea
Sulco ou hiato do nervo petroso maior
média
Fossa posterior do crânio
Bulbo e meninges, Aa. Vertebrais, NC XI, Vv. Durais,
Forame magno
Aa. Espinais anterior e posterior
NC IX, X e XI, bulbo superior da V. jugular interna,
Forame jugular seio petroso inferior e sigmóideo, ramos
meníngeos da Aa. Faríngea ascendente e occipital
Canal do nervo hipoglosso N. hipoglosso (NC XII)
V. emissária que segue do seio sigmóideo até Vv.
Canal condilar
Vertebrais no pescoço
V. emissária mastoidea do seio sigmóideo e ramo
Forame mastóideo
meníngeo da A. occipital

PAREDES DA CAVIDADE DO CRÂNIO


• Espessura varia nas diferentes regiões
• Mais finas nas mulheres, crianças e idosos
• Ossos tendem a ser mais finos em áreas bem cobertas por músculos (ex: parte escamosa do temporal)
• A maioria dos ossos da calvária é formada por lâminas interna e externa de osso compacto, separadas por díploe
(osso esponjoso que contém medula óssea vermelha durante a vida)
• A lâmina interna do osso é mais fina que a externa
• A substância óssea do crânio é distribuída de modo desigual
• Partes espessas dos ossos cranianos formam pilares mais fortes ou reforços que conduzem as forças, passando
ao largo das órbitas e da cavidade nasal
• PRINCIPAIS → reforço frontonasal (região dos dentes caninos até a parte central do frontal) e reforço arco
zigomático – margem orbital lateral (vai da região dos molares até a parte lateral do frontal e o temporal),
reforços occipitais (conduzem as forças recebidas lateralmente ao forame magno provenientes da coluna
vertebral)
• Algumas áreas do crânio que não sofrem tanto estresse mecânico são pneumatizadas

CORRELAÇÕES CLÍNICAS | CRÂNIO

TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO
• Importante causa de morte e incapacidade
• Complicações → hemorragia, infecção e lesão do encéfalo (ex: concussão) e dos nervos cranianos
• Acidentes com automóveis e motocicletas

CEFALEIA E DOR NA FACE


• Muitas vezes associadas a tensão, fadiga ou febre baixa
• Podem indicar problema intracraniano grave, como tumor encefálico, hemorragia subaracnoidea ou meningite
• Neuralgia → dor intensa, pulsátil ou em caráter de punhalada no trajeto de um nervo, provocada por lesão
desmielinizante → causa comum de dor facial

LESÃO DOS ARCOS SUPERCILIARES


• Arcos superciliares → cristas ósseas relativamente salientes
• Um golpe neles pode romper a pele e causar sangramento
• Contusão da pele ao redor da órbita → acúmulo de líquido tecidual e sangue no tecido conjuntivo adjacente, que
se deposita na pálpebra superior e ao redor do olho (“olho roxo”)

RUBOR MALAR
• Zigomático = osso malar
• Eritema cutâneo que recobre a proeminência zigomática → associado à elevação da temperatura que ocorre em
algumas doenças, como a tuberculose e o lúpus eritematoso sistêmico (LES)

FRATURAS DA MAXILA E DOS OSSOS ASSOCIADOS


• Três tipos comuns de fratura da maxila (Le Fort)
• Fratura Le Fort 1: fraturas horizontais da maxila – seguem superiormente ao processo alveolar maxilar (raízes dos
dentes) – cruza o septo nasal ósseo e possivelmente as lâminas do processo pterigoide e esfenoide
• Fratura Le Fort 2: partes posterolaterais dos seios maxilares (cavidades nas maxilas) – sentido superomedial
através dos forames infraorbitais, lacrimais ou etmoides até a ponte do nariz → toda a parte central da face
(inclusive o palato duro e os processos alveolares) é separada do restante do crânio
• Fratura Le Fort 3: fratura horizontal que atravessa as fissuras orbitais superiores, o etmoide e os ossos nasais, e
segue em direção lateral através das asas maiores do esfenoide e das suturas frontozigomáticas – a fratura
concomitante dos arcos zigomáticos separa a maxila e os zigomáticos do restante do crÂnio

FRATURAS DA MANDÍBULA
• Em geral, a fratura é dupla e frequentemente em lados opostos
• Se for constatada uma fratura, deve-se procurar outra
• Fraturas do colo da mandíbula podem estar associadas à luxação da articulação temporomandibular (ATM)
ipsilateral
• Fraturas do ângulo da mandíbula geralmente são oblíquas e podem acometer a cavidade óssea ou o alvéolo do 3º
dente molar

REABSORÇÃO DE OSSO ALVEOLAR


• Extração de dentes → reabsorção de osso alveolar na região afetada
• As cavidades do dente começam a ser preenchidas por osso e tem início a reabsorção do processo alveolar
• Aos poucos, o forame mentual aproxima-se da margem superior do corpo da mandíbula
• Em alguns casos, os forames mentuais desaparecem, expondo os nervos mentuais à lesão
• A pressão de uma prótese dentária pode causar dor durante a alimentação
• A perda de todos os dentes acarreta a diminuição da dimensão vertical da face e prognatismo mandibular

FRATURAS DA CALVÁRIA
• A convexidade da calvária distribui/ minimiza os efeitos de um golpe sobre a cabeça
• Golpes fortes em áreas finas tendem a produzir fraturas com afundamento → depressão de um fragmento ósseo
que comprime/ lesa o encéfalo
• As fraturas lineares da calvária (tipo mais frequente), geralmente ocorrem no ponto de impacto – muitas vezes as
linhas de fratura se irradiam a partir dele em duas direções ou mais

ACESSO CIRÚRGICO À CAVIDADE DO CRÂNIO | RETALHOS ÓSSEOS


• Craniotomia → se levanta ou retira uma parte do neurocrânio, chamada de retalho ósseo
• Capacidade osteogênica (formadora de osso) do pericrânio do adulto é baixa → a regeneração após a perda óssea
é pequena
• Os retalhos ósseos obtidos cirurgicamente são recolocados e fixados com fio a outras partes da calvária ou
mantidos temporariamente no lugar com placas metálicas
• A reintegração é mais eficaz quando o osso é rebatido junto com o músculo e a pele sobrejacente (preserva a
vascularização durante o procedimento e após o reposicionamento)
• Craniectomia → quando o retalho ósseo não é recolocado, mas sim substituído por uma placa de plástico ou metal
permanente

DESENVOLVIMENTO DO CRÂNIO
• Calvária e algumas partes da base do crânio → ossificação intramembranosa
• Maior parte da base do crânio → ossificação endocondral
• Nascimento → ossos da calvária lisos e unilaminares (não há díploe) – eminências frontal e parietal proeminentes
• O crânio de um recém-nascido é desproporcionalmente grande → a face é pequena em comparação com a calvária
(1/8 do crânio) → no adulto, a face representa 1/3 do crânio
• O grande tamanho da calvária em lactentes resulta do crescimento e desenvolvimento precoces do encéfalo e dos
olhos
• A pequenez da face é consequência do desenvolvimento rudimentar da maxila, da mandíbula e dos seios
paranasais
• Como não há processos mastoides ao nascimento, ao emergirem dos forames estilomastóideos os nervos faciais
estão próximos da superfície → podem ser lesados por fórceps durante um parto difícil ou por uma incisão
posterior à orelha
• A palpação dos fontículos durante a lactância, sobretudo do anterior e do posterior, permite ao médico
determinar: o progresso do crescimento do frontal e dos parietais, o grau de hidratação de um lactente (depressão
significa desidratação), o nível da pressão intracraniana (a saliência do fontículo indica aumento da pressão sobre
o encéfalo)
• O fontículo anterior está localizado no futuro local do bregma
• Sutura metópica = remanescente da sutura frontal em 8% das pessoas (não deve ser interpretada como uma
fratura em uma radiografia)
• O fontículo posterior está localizado no futuro local do lambda
• A resiliência dos ossos cranianos de lactentes permite que resistam a forças que causariam fraturas em adultos

ALTERAÇÕES NA FACE RELACIONADAS COM A IDADE


• Mandíbula → osso mais dinâmico do corpo – tamanho, formato e número normal de dentes variam muito de
acordo com a idade
• O crescimento dos seios paranasais é importante para modificar o formato da face e para dar ressonância à voz

OBLITERAÇÃO DAS SUTURAS CRANIANAS


• Começa entre 30 e 40 anos de idade na superfície interna (10 anos depois na superfície externa)

ALTERAÇÕES DO CRÂNIO RELACIONADAS COM A IDADE


• À medida que as pessoas envelhecem os ossos do crânio normalmente se tornam cada vez mais finos e leves
• A díploe é, aos poucos, preenchida por um material gelatinoso cinzento
• A medula óssea perde as células sanguíneas e a gordura, adquirindo aparência gelatinosa

CRANIOSSINOSTOSE E MALFORMAÇÕES CRANIANAS


• Craniossinostose primária → fechamento prematuro das suturas cranianas
• Acarreta várias malformações cranianas
• O tipo de malformação varia de acordo com as suturas que se fecham prematuramente
• Sutura sagital → crânio longo, estreito e cuneiforme = escafocefalia
• Sutura coronal ou lambdóidea unilateral → torção e assimetria do crânio = plagiocefalia
• Sutura coronal → crânio alto, semelhante a uma torre = oxicefalia ou turricefalia (mais comum nas mulheres)
• Em geral, o fechamento prematuro das suturas não afeta o desenvolvimento encefálico

PESCOÇO|INTRODUÇÃO
Considerações Gerais
• Pescoço = estreito → mobilidade que permite a movimentação da cabeça
• Estruturas que atravessam o pescoço estão mais expostas → parte óssea reduzida à coluna vertebral (parte
cervical) e ao osso hiode
• Estruturas vitais sujeitas a trauma → laringe, tireoide, artérias e veias = sem proteção óssea
• Pele delgada e fina
• Musculatura bem desenvolvida → músculo na diagonal da região anterolateral = músculo
esternocleidomastoideo
• Veia superficial a esse músculo → veia jugular externa – visível quando a pessoa aumenta a pressão intracraniana
e, consequentemente, a pressão venosa
• O plexo braquial se inicia no pescoço
• Anestesia/ bloqueio do plexo braquial – é usada como referência essa anatomia de superfície do pescoço (plexo
braquial situado entre os músculos escaleno anterior e escaleno médio)
LINHAS DE CLIVAGEM
• Linhas de tensão de Langer
• Disposição das fibras colágenas e elásticas na derme
• Predominância de um maior número de feixes em uma determinada região
• Orientação varia de acordo com a região do corpo
• Pescoço → linhas de tensão transversais → rugas começam a aparecer nesses pontos de clivagem, ocorrem nesse
sentido – incisões também devem ser feitas horizontalmente
• Quando se acompanha essas linhas, a chance de haver abertura da ferida é menor (perpendicular às fibras →
tendência a abrir a ferida) → vantagem estética
• Fugir das linhas de clivagem → acessar estruturas que se encontram em outra direção

Esqueleto do pescoço

Vértebras cervicais
• 7 vértebras cervicais
• Processos transversos apresentam forames
• Um tubérculo anterior e outro posterior

Osso hioide
• Principal característica → não se articula diretamente com nenhum outro osso do corpo
• Fica suspenso na parte anterior do pescoço
• Nível da 3ª vértebra cervical
• Superior à laringe
• Suspenso através de inserções ligamentares e musculares
• Ligamentos que fazem essa suspensão → ligamento estilo-hioideo (principal na parte superior)
• Lembra a letra U
• Um corpo anterior e, na parte posterior, se projeta através de dois cornos (maior e menor)
• O ligamento estilo-hioideo se fixa ao corpo menor do hioide
• Osso hioide de um adolescente de 16 anos → cornos não sofreram ainda sinostose com o corpo do hioide
(articulação fibrocartilaginosa em seu lugar)
• Osso palpável
• FUNÇÃO:
✓ Manutenção da patencia da faringe (mantém o orifício aberto/ desobstruído)
✓ Fixação para a parte média da faringe
✓ Base para a movimentação da língua
✓ Deglutição e respiração

Fratura do osso hioide


• Compressão da faringe
• Penetração na faringe
• Dificuldade de deglutição e respiração
• Injuria à artéria carótida externa
• Síndrome de Eagle → ligamento estilo-hioideo pode sofrer calcificação e o processo estiloide fica maior do que
deveria → disfagia

Tela subcutânea (fáscia superficial) e músculo platisma


• Camada abaixo da derme que reveste o corpo
• Tecido conjuntivo de preenchimento
• Abriga o músculo platisma em seu interior (músculo cutâneo)
• Profundamente ao músculo platisma aparecem nervos cutâneos em direção à pele, ramos do plexo cervical

Músculo Platisma
• Músculo cutâneo, assim como os músculos da face
• Origem no 2º arco faríngeo (inervado pelo nervo facial – ramo cervical)
• Não possui fáscia muscular (algumas de suas fibras estão inseridas na pele)
• Lâmina com formato de retângulo
• Se estende desde a borda inferior da mandíbula até a parte superior da região peitoral e do ombro
• Fibras verticais
• Quando esse músculo contrai ele eleva/ afasta a pele do pescoço das estruturas adjacentes → amplia o diâmetro
do pescoço, alivia a pressão sobre os vasos subjacentes
• Expressões faciais de tensão e estresse
• Nervos cutâneos entre as fibras do músculo
• O músculo cobre a veia jugular externa
• É uma lâmina tão delgada que permite a transparência da veia jugular externa, apesar de cobri-la
• Platisma + fáscia cervical → formam um teto para as regiões anterior e lateral do pescoço (trígonos)
• Linha mediana e inferior do pescoço → não encoberta pelo platisma
• Existe tecido adiposo superficialmente e profundamente ao platisma

Fáscia cervical
• Sustentação das estruturas do pescoço
• Planos de clivagem naturais
• Barreira para a disseminação de infecções
• Movimentação das estruturas
• Deglutição
• Organizada em 3 lâminas

Lâmina superficial
• Envolve todas as estruturas do pescoço
• Se abre para envolver o músculo esternocleidomastoideo e o músculo trapézio

Lâmina pré-traqueal
• Possui duas partes: uma visceral e outra muscular
• Parte muscular → associada aos músculos infra-hioideos (se delamina)
• Parte visceral → associada às vísceras do pescoço (envolve a glândula tireoide, esôfago, traqueia...)

Lâmina pré-vertebral
• Começa na região anterior, revestindo os músculos pré-vertebrais (músculo longo da cabeça, longo do pescoço)
e depois envolve os músculos do dorso e a coluna vertebral (exceto o músculo trapézio)

Bainha carotídea
• Envolve os principais vasos que ascendem ou descem no pescoço → artéria carótida comum (continua como
artéria carótida interna), veia jugular interna e nervo vago

Extensão das lâminas


• LÂMINA SUPERFICIAL: Começa se prendendo no processo mastoide, envolve a glândula parótida, se prende no
arco zigomático e na base da mandíbula e se estende até o tórax (manúbrio do esterno, clavícula, acrômio e as
espinhas da escápulas) – posteriormente se estende até o ligamento nucal
• PARTE MUSCULAR DA LÂMINA PRÉ-TRAQUEAL: Envolve os músculos infra-hioideos e se insere principalmente
no manúbrio do esterno e na clavícula
• Uma infecção entre essas duas camadas normalmente se restringe ao pescoço
• PARTE VISCERAL DA LÂMINA PRÉ-TRAQUEAL: Se alonga em direção ao mediastino → INFECÇÃO NO PESCOÇO
NESSE ESPAÇO (ENTRE PARTE VISCERAL E MUSCULAR) PODE IR ATÉ O MEDIASTINO ANTERIOR E SUPERIOR ISSO É
IMPORTANTE, VAI CAIR NA PROVA!

Fáscia bucofaríngea
• Parte visceral da lâmina pré-traqueal específica → relacionada ao bucinador e à faringe
• Depois (inferiormente) é chamada lâmina visceral novamente → quando passa próxima ao esôfago

Espaço retrofaríngeo
• Espaço entre a lâmina pré-traqueal e a lâmina pré-vertebral
• Posterior à faringe
• Serve para a movimentação ao longo da deglutição (evita o atrito com o corpo vertebral)
• Aplicação clínica do espaço: infecções que chegam no espaço retrofaríngeo se estendem ao mediastino posterior
• Se há um espaço, in vivo ele está preenchido por tecido conjuntivo (não existem espaços vazios)

Músculos

Músculo Esternocleidomastoideo
• Músculo longo (em fita)
• Apresenta duas cabeças (bíceps) → uma esternal e outra clavicular
• Origem inferior = manúbrio do esterno e terço medial da clavícula
• Esse as duas cabeças do músculo esternocleidomastoideo há um pequeno espaço triangular → fossa
supraclavicular menor
• Fibras seguem superior e lateralmente
• Se inserem no processo mastoide e linha nucal superior (inserção superior)
• Posição em diagonal → separa o pescoço em dois trígonos = um anterior a ele (trígono cervical anterior) e outro
posterior (trígono cervical lateral)
• AÇÃO UNILATERAL: flete a cabeça lateralmente e rotaciona a face para o lado oposto
• AÇÃO BILATERAL: faz extensão da cabeça na articulação atlantooccipital, também pode fletir o pescoço (elevação
da cabeça)

Músculo Trapézio
• Protuberância occipital externa é contínua com a linha nucal superior:
✓ Metade medial da LNS → fixação do músculo trapézio
✓ Metade lateral da LNS → fixação do músculo esternocleidomastoideo
• PESCOÇO TERMINA NA LINHA NUCAL SUPERIOR

Torcicolo muscular
• Trauma no músculo esternocleidomastoideo durante o parto ou durante o desenvolvimento intrauterino
• Cabeça pende para o lado do músculo afetado (músculo fica encurtado)

Músculos supra e infra-hioideios


• Segunda camada muscular do pescoço
• Separação entre supra e infra-hioideos → relação com o osso hioide
• Inseridos no osso hioide

Músculos supra-hioideos
• MÚSCULO MILO-HIOIDEO:
Limite entre pescoço e boca
Forma o assoalho da boca
Fibras laterais
Apenas uma parte se prende ao corpo do osso hioide
• MÚSCULO DIGÁSTRICO:
Ventre anterior, ventre posterior e tendão intermediário
Origem embriológica diferente → ventre anterior proveniente do 1º arco faríngeo e ventre posterior do 2º arco
Tendão intermediário preso ao osso hioide por uma dobra da fáscia cervical
• MÚSCULO ESTILO-HIOIDEO:
Do processo estiloide até o osso hioide
Quando se insere no osso hioide, as fibras se separam, contornam o tendão intermediário do músculo digástrico
e depois se fixam (acavalgamento das fibras)
• MÚSCULO GÊNIO-HIOIDEO:
Dentro da boca
Fibras em sentido Antero-posterior

Ação dos músculos supra-hioideos


• Sustentam em uma posição superior (suspensão do osso)
• Elevam anterior ou superiormente
• Mantém o osso estável
• Deglutição → laringe sobe e vai em direção anterior – ao contrair os músculos da parte anterior, o hioide é
tracionado anterior e superiormente, ampliando o espaço para a deglutição
• Músculo estilo-hioide e o ventre posterior do músculo digástrico trabalham na retração do hioide → estabiliza o
posicionamento Antero-posterior

Angina de Ludwig
• Infecção na boca que passa para a região do pescoço contornando o músculo milo-hioideo (abertura que existe
na parte posterior do músculo)

Músculos infra-hioideos
• Tendem a abaixar o osso
• Mantém o osso estável
• Dispostos em duas camadas, uma superficial e outra profunda
• Os dois músculos da camada profunda possuem a mesma extensão do músculo esterno-hioideo
• A musculatura infra-hioidea é superficial às vísceras do pescoço

• MÚSCULO ESTERNO-HIOIDEO:
Camada superficial
Se fixa no esterno e no osso hioideo
Se estende um pouco no terço medial da clavícula
• MÚSCULO OMO-HIOIDEO:
Camada superficial
Se prende próximo à incisura supraescapular
Possui ventre superior, ventre inferior e tendão intermediário
• MÚSCULO ESTERNOTIREOIDEO:
Esterno e cartilagem tireoidea
ÚNICO QUE NÃO SE LIGA DIRETAMENTE AO OSSO HIOIDE
Glândula tireoidea profunda a esse músculo
• MÚSCULO TIREO-HIOIDEO:
Cartilagem tireoidea e osso hioide

Trígonos/ regiões cervicais


• Posição do músculo esternocleidomastoideo
• A segunda camada muscular do pescoço está localizada nesses trígonos → músculos supra-hiodeos (4) e infra-
hioideos (4)
• Subdivididos pela presença dos músculos supra e infra-hioideos
• Usa-se como referência o músculo digástrico e Omo-hioideo (os dois músculos digástricos, um supra e outro infra)
→ eles que subdividem os trígonos menores
• IMPORTÂNCIA DOS TRÍGONOS EM GERAL: Se localizar em relação a estruturas que estão mais profundas
• Importante saber: limites, teto, assoalho e conteúdo! (para a prova)

Trígono cervical lateral


• Limites:
Anterior → margem posterior do músculo esternocleidomastoideo
Inferior → terço intermédio da clavícula
Posterior → margem anterior do músculo trapézio
Teto → lâmina superficial da fáscia cervical
Assoalho → músculos escaleno médio e posterior, músculo levantador da escápula e músculo esplênio da cabeça
(o nervo frênico é visível na lateral do músculo escaleno)
• Dentro dele vemos o ventre inferior do músculo Omo-hioideo → divide o trígono em TRÍGONO OCCIPITAL e
TRÍGONO OMOCLAVICULAR
• Possui um conteúdo menor que o anterior

Trígono occipital
• É a porção superior do trígono lateral
• Nervo acessório (inerva o músculo trapézio)
• Artéria occipital (no ápice)
• Nervos que formarão o plexo cervical
• Início do plexo braquial
• Ponto nervoso do pescoço
• Limites:
Anterior → margem posterior do músculo esternocleidomastoideo
Posterior → margem anterior do músculo trapézio
Inferior → ventre inferior do músculo Omo-hioideo

Tríono Omoclavicular
• Forma a parte inferior do trígono lateral
• Corresponde à fossa supraclavicular maior, superficialmente
• Parte do plexo braquial
• Artéria e veia subclávia (artéria → posterior ao músculo escaleno) (veia → superficial)
• Veia jugular externa (atravessa a fáscia, se for seccionada pode levar a uma embolia)
• Artéria supra-escapular
• Linfonodos supraescapulares
• Nervos supra-claviculares
• Artéria dorsal da escápula
• Limites:
Anterior → margem posterior do músculo esternocleidomastoideo
Superior → margem inferior do músculo Omo-hioideo
Inferior → margem superior do terço médio da clavícula

Trígono cervical anterior


• Limites:
Margem anterior do músculo esternocleidomastoideo
Linha mediana
Base da mandíbula (linha imaginária da mandíbula até o processo mastoide)
Teto → músculo platisma e lâmina superficial da fáscia cervical
• Referências para divisão dos trígonos secundários → osso hioide e músculo digástrico → separam em trígono
submandibular e trígono submentual (entre os dois ventres do músculo digástrico)
• Referências → músculo Omo-hioide → separa em trígono muscular e trígono carótico

Trígono submentual
• Ímpar (único)
• Pequeno e não tem quase nada
• Entre os ventres anteriores do músculo digástrico e o osso hioide
• Linfonodos submentuais e veias submentuais
• Início da veia jugular anterior
• Assoalho = músculo milo-hioide

Trígono submandibular
• Ventre anterior do músculo digástrico, ventre posterior do músculo digástrico e margem inferior da mandíbula
• Assoalho → músculo milo-hioideo na parte anterior e músculo hioglosso e músculo constritor médio da faringe
• Glândula submandibular
• Linfonodos submandibulares
• Artéria e veia facial
• Nervo milo-hioide (ramo do trigêmeo)
• Nervo hipoglosso

Trígono carótico
• Posterior → Margem anterior do músculo esternocleidomastoideo
• Anterior → ventre superior do músculo Omo-hioideo
• Superior → ventre posterior do músculo digástrico
• TRÍGONO MAIS IMPORTANTE DO PESCOÇO! → Pulso da artéria carótida interna
• Estruturas localizadas no interior da bainha carotídea – área em que estão mais superficiais
• Veia jugular interna
• Artéria carótida comum (que vira artéria carótida interna)
• Nervo vago
• Linfonodos cervicais profundos

Trígono muscular
• Conteúdo → Músculos infra-hioideos com exceção do Omo-hioideo
• Ventre superior do músculo Omo-hioideo
• Margem anterior do músculo esternocleidomastoideo
• Linha mediana anterior do pescoço
• Assoalho → faringe, laringe, traqueia, esôfago e glândula tireoide (vísceras do pescoço)

C O R R E L A Ç Õ E S C L Í N I C A S:
REGIÕES CERVICAIS
Torcicolo congênito
• Encurtamento/contração dos músculos cervicais
• Comum → tumor de tecido fibroso no músculo ECM antes ou logo depois do nascimento
• Inclinação da cabeça em direção ao lado afetado e da face em direção oposta

Torcicolo espasmódico
• Distonia cervical → tonicidade anormal dos músculos do pescoço
• Rotação, inclinação, flexão ou extensão contínuas do pescoço
• Desvio lateral ou anterior da cabeça pode ocorrer involuntariamente

Punção da veia subclávia


• Serve como ponto de entrada no sistema venoso para acesso central
• Acesso infraclavicular da veia subclávia → polegar na parte média da clavícula – dedo indicador na incisura jugular
do manúbrio → a agulha punciona a pele inferiormente ao polegar e é empurrada medialmente em direção à
ponta do dedo indicador → nesse local as veias jugular interna e subclávia unem-se para formar a veia
braquiocefálica
• Agulha pode perfurar a pleura e o pulmão → consequente pneumotórax
• Pode entrar na artéria subclávia (entrada posterior)

Cateterismo cardíaco direito


• Aferir a pressão nas câmaras direitas do coração
• Usar a punção da VJI para introduzir um cateter através da veia braquiocefálica direita até a VCS e o lado direito
do coração
• VJE não é ideal para cateterização porque seu ângulo de junção com a veia subclávia dificulta a passagem do
cateter

Proeminência/ turgência da veia jugular externa


• VJE pode servir como “barômetro interno”
• Pressão venosa na faixa normal → apenas um pequeno segmento da VJE é visível acima da clavícula
• Pressão venosa aumenta → veia fica proeminente em todo o trajeto ao longo da face lateral do pescoço

Secção da veia jugular externa


• VJE seccionada ao longo da margem posterior do ECM (local em que perfura o teto da região cervical lateral) →
lúmen mantido aberto pela lâmina superficial da fáscia cervical → pressão intratorácica negativa aspira o ar para
o interior da veia
• Embolia gasosa venosa → enche o lado direito do coração com espuma → quase interrompe o fluxo sanguíneo →
dispneia

Lesões do nervo acessório NC XI


• Lesões raras
• A lesão unilateral geralmente não causa posição anormal da cabeça → apresentam fraqueza para girar a cabeça
para o lado oposto contra resistência
• Fraqueza e atrofia do músculo trapézio → incapacidade de o paciente elevar e retrair o ombro, dificuldade de
elevar o membro superior → queda do ombro
• O nervo possui uma localização superficial → é a lesão latrogênica mais comum

Secção, bloqueio e esmagamento do nervo frênico


• Paralisia da metade correspondente do diafragma (secção)
• Curto período de paralisia unilateral do diafragma (bloqueio)
• Período mais longo de paralisia, às vezes por semanas (esmagamento cirúrgico)

Bloqueios nervosos na região cervical lateral


• Anestesia regional → bloqueio do plexo cervical → inibe a condução de impulsos nervosos
• Agente injetado ao longo da margem posterior do ECM (especialmente na junção dos terços superior e médio =
ponto nervoso)
• Geralmente o bloqueio nervoso cervical causa paralisia do nervo frênico (supre metade do diafragma) → o
bloqueio do plexo não pode ser aplicado em pacientes com doença pulmonar ou cardíaca
Lesão do nervo supraescapular
• Fraturas do terço médio da clavícula
• Perda da rotação lateral do úmero na articulação do ombro
• Há rotação medial do membro relaxado → posição da mão de gorjeta do garçom
• Capacidade de iniciar a abdução do membro é afetada

Ligadura da artéria carótida externa


• Controlar a hemorragia de um de seus ramos relativamente inacessíveis
• Reduz o fluxo, mas não o elimina

Disecção cirúrgica do trígono carótico


• Importante acesso cirúrgico ao sistema carótico de artérias
• Garante o acesso à VJI, aos nervos vago e hipoglosso e ao tronco simpático cervical
• Lesão/ compressão dos nervos vago/ laríngeo recorrente durante a dissecção cirúrgica desse trígono pode alterar
a voz porque esses nervos suprem os músculos laríngeos

Oclusão da artéria carótida e endarterectomia


• Espessamento ateroesclerótico da túnica íntima da artéria carótida interna → obstruir o fluxo sanguíneo
• Oclusão parcial pode causar ataque isquêmico transitório (AIT), perda focal súbita da função neurológica que
desaparece em 24h
• Pode causar um pequeno acidente vascular cerebral
• A obstrução pode ser observada em um estudo com Doppler colorido
• Endarterectomia carotídea → procedimento em que se faz uma abertura da artéria em sua origem e a retirada da
placa aterosclerótica com a túnica íntima

Pulso carotídeo
• Face lateral do pescoço
• Artéria carótida comum situada em um sulco entre a traqueia e os músculos infra-hioideos
• Palmada profundamente à margem anterior do músculo ECM, nível da margem superior da cartilagem tireoidea
• Ausência de pulso carotídeo indica parada cardíaca

Hipersensibilidade do seio carótico


• Sensibilidade excessiva dos seios caróticos em vários tipos de doença vascular
• Compressão externa da artéria carótida pode causar redução da frequência cardíaca, queda da pressão arterial e
isquemia cardíaca, com consequente desmaio
• Outros locais, como a artéria radial no punho, devem ser usados para avaliar a frequência de pulso em pessoas
com hipersensibilidade do seio carótico

Função dos glomos caróticos


• Ocupam posição ideal para monitorar o conteúdo de oxigênio do sangue antes de chegar ao encéfalo
• A diminuição da pressão parcial do oxigênio ativa os quimiorreceptores aórtico e carótico, aumentando a
ventilação alveolar
• Os glomos também respondem ao aumento da tensão de dióxido de carbono ou de íons hidrogênio livres no
sangue

Pulso da veia jugular interna


• As pulsações da VJI podem fornecer informações sobre a atividade cardíaca correspondente aos registros do
eletrocardiograma e da pressão atrial direita
• Não é palpável do mesmo modo que os pulsos arteriais
• Podem ser observadas sob o músculo ECM superiormente à extremidade medial da clavícula
• O pulso aumenta bastante em situações como doença da valva atrioventricular esquerda (mitral) → eleva a
pressão na circulação pulmonar e no lado direito do coração
• O trajeto da VJI direita é mais reto e mais direto que o da VJI esquerda → ela que é examinada

Punção da veia jugular interna


• Pode ter fins diagnósticos ou terapêuticos
• VJI direita é preferida → maior e mais reta
• Palpa a artéria carótida comum → introduz a agulha na VJI imediatamente lateral a ela em um ângulo de 30°

ESTRUTURAS
NEUROVASCULARES
Anotações da aula do dia 15/08, professor Eduardo

Estão faltando informações sobre artérias e veias

Introdução
• Plexo braquial → entre músculos escaleno anterior e escaleno médio – raízes C5-T1
• Artéria subclávia embaixo do plexo → possui trajeto no pescoço
• PLEXO CERVICAL: C1-C5
❖ Plexo somático (assim como o plexo braquial)
❖ Movimentos voluntários
❖ Soma = corpo → nervos para as paredes do corpo (relacionam o corpo com o ambiente
externo)
• NERVOS CRANIANOS → Glossofaríngeo (IX), Vago (X) e Acessório (XI) e Hipoglosso (XII)
❖ Acessório – inerva ECM e trapézio → passa obliqua e posteriormente no pescoço
❖ Os três primeiros saem do crânio pelo forame jugular
❖ Últimos nervos cranianos
• TRONCO SIMPÁTICO → Gânglio cervical superior, gânglio cervical médio e gânglio cervical
inferior
❖ Não há tronco simpático na cabeça, apenas do pescoço para baixo, apesar de haver
inervação simpática na cabeça

Plexo cervical
Raízes
• Emergem do pescoço
• C1-C5
• Raízes alinhadas
• Referência para o ponto de emergência das raízes → m. levantador da escápula, m. escaleno
médio (anteriormente), m. escaleno anterior e m. longo do pescoço (posteriormente)
• Raízes ficam encobertas pelo m. esternocleidomastoideo
• Ramos cutâneos (sensitivos) X Ramos musculares (motores)

Ramos cutâneos
• Praticamente toda a região anterolateral do pescoço (parte posterior não)
• Ângulo da mandíbula, região auricular, se estende para a região supra e infraclavicular
• Superficiais → vão para a pele (estrutura mais superficial do corpo)
• Todos os ramos cutâneos emergem de um ponto em comum no trígono occipital ➔ desse ponto
em comum se irradiam cada qual para seu destino
• Ponto localizado na meia distância da margem posterior do m. ECM ➔ ➔ PONTO NERVOSO
DO PESCOÇO (DE ERB)

Anestesia na região lateral do pescoço → anestésico = no centro do


trígono, próximo ao ponto nervoso do pescoço

• Nervo occipital menor (C2) → contorna a região posterior do ECM, sobe tangenciando a
margem posterior do ECM até a região auricular posterior/ mastoidea/ occipital
• Nervo auricular magno (C2-C3) → contorna a margem posterior do ECM no ponto nervoso e
sobe praticamente em linha reta até a parte inferior da orelha, normalmente bifurca-se nesse
local
• Nervo cervical transverso (C2-C3) → contorna a margem posterior do ECM, passa por cima
dele e vai para a região do trígono cervical anterior. Orientação transversa
• Nervos supraclaviculares (C3-C4) → vão descer através do trígono occipital em direção à
região clavicular, atravessam os limites da clavícula e vão para a região infraclavicular (vem de
cima). Inervam região ampla: separados em grupos: mediais, intermédios e laterais

REGIÕES INERVADAS
• Mapa de inervação cutânea

1. Occipital menor → região mastoidea, transição da região occipital para temporal, trígono
occipital
2. Auricular magno → regiões ECM, parotídea (da glândula parótida), auricular e mastoidea
(grande território da orelha, ângulo da mandíbula)
3. Cervical transverso → trígono cervical anterior
4. Supraclaviculares → região supra e infraclavicular, região deltoidea (apenas o início)

Ramos musculares
• Músculos infra-hioides (os 4)
• Músculo gênio-hioide (único supra-hioideo suprido pelo plexo)
• Músculo diafragma (nervo frênico)
• Músculos pré-vertebrais (longo do pescoço e longo da cabeça)
• Músculos escalenos (anterior, médio e posterior)
• Músculo levantador da escápula

• Ramos mais profundos (músculos)


• Nervos gênio-hioideo e tireo-hioideo + raíz superior da alça cervical (C1-C2) →a união de
C1 e C2 se junta anatomicamente com o nervo hipoglosso temporariamente → logo depois se
soltam de novo, o nervo hipoglosso segue para a musculatura da língua e, da união de C1 com
C2, saem dois ramos com o mesmo nome dos dois músculos que inervam (gênio-hioideo e
tireo-hioideo). No entanto, antes da saída desses ramos, diretamente da junção das raízes com
o nervo hipoglosso, observa-se a emergência da raiz superior da alça cervical (no entanto, essa
raiz não possui fibras do nervo hipoglosso, visto que a junção é apenas anatômica)
• Raíz inferior da alça cervical (C2-C3) → se junta com a raíz superior da alça cervical e forma
uma estrutura em alça (alça cervical). Dessa alça cervical partem nervos (ramos) para todos
os músculos infra-hioideos (nome do ramo = nome do músculo)
• TODA A ALÇA CERVICAL FICA APOIADA NO CONTEÚDO DA BAINHA CARÓTICA
(REPOUSA NA FRENTE DOS VASOS) – PODE ESTAR TAMBÉM DENTRO DA BAINHA
• Nervo frênico (C3-C5) → Não é um ramo exclusivamente motor, traz sensibilidade também.
Inerva o músculo diafragma. Maior contribuição vem da raiz de C4

• Trígono carótico: Nervo hipoglosso no ápice, veia jugular interna, artéria carótida externa,
nervo tireo-hioideo, raiz superior da alça cervical (sai de um lugar mais alto, é assim que se
identifica), raiz inferior da alça cervical
• Nervo frênico: Desce cavalgando por cima do músculo escaleno anterior (ISSO É
IMPORTANTE) – passa anterior à raiz do pulmão (enquanto o nervo vago passa posterior) até
o diafragma (o nervo frênico é mais lateral, enquanto o nervo vago é mais medial

Artérias

Artéria subclávia
• Partes → separada em 3 partes, usando como referência o músculo escaleno anterior
• 1ª parte = antes do músculo | 2ª parte = por baixo do músculo | 3ª parte = do músculo até a 1ª
costela (vira artéria axilar)

RELAÇÕES
• Primeira parte:
❖ Anteriormente – veia braquiocefálica, nervo vago e nervo frênico
❖ Posteriormente – ápice do pulmão (forma uma impressão), cúpula pleural, músculo longo
do pescoço e tronco simpático
• Segunda parte:
❖ Anteriormente – músculo escaleno anterior
• Terceira parte:
❖ Inferiormente ao plexo braquial, apoiada na 1ª costela
RAMOS DA ARTÉRIA SUBCLÁVIA
• 1ª parte = mais ramos
❖ Artéria vertebral: ramo superoposterior – penetra no crânio pelo forame magno, passa
lateralmente às vértebras nos forames transversários, atravessa a membrana
atlantooccipital – supre o encéfalo
❖ Artéria torácica interna: poucos ramos
❖ Artéria tireocervical: pode não ter ramos

Veias

Veia jugular externa


• Fáscia cervical mantém essa veia aberta
• Ar pode entrar em caso de secção → pode causar embolia
• Incisão na margem posterior do ECM = cuidado com ponto nervoso e VJE
• Turgência da VJE:
❖ Trajeto superficial → funciona como indicativo
❖ Insuficiência cardíaca
❖ Obstrução da veia cava superior
❖ Aumento da pressão intratorácica

Veia jugular interna


• Se inicia no forame jugular – seios venosos da dura-máter
• Muito mais calibrosa
• Corre por dentro da bainha carótica (relacionada com artéria carótida interna, artéria carótida
comum e nervo vago)
• Profunda ao músculo ECM
• Se junta com a veia subclávia para formar a veia braquiocefálica
• Veia occipital → tributária da VJI
• Veia facial, lingual, tireoidea superior (ramos)

Veia jugular anterior


• Pode existir ou não
• Confluência das veias superficiais das regiões submandibular e submentual
• Desce entre a linha mediana e a margem anterior do ECM
• Pode existir uma comunicação (arco venoso jugular) com a VJI
• Se comunica com a VJE
• Desemboca na veia subclávia

Sistema linfático
• Na cabeça não temos linfonodos, temos apenas vasos linfáticos
• Os grupos de linfonodos se encontram todos na transição do pescoço para a cabeça, no limite
superior do pescoço = colar pericervical

Colar pericervical
• Linfonodos:
❖ Submentuais
❖ Face
❖ Submandibulares
❖ Parotídeos superficiais
❖ Mastoideos
❖ Occipitais
• Toda a linfa da cabeça drena para seus respectivos grupos de linfonodos no colar pericervical
• Posteriormente, a linfa é drenada para alguns linfonodos superficiais e principalmente linfonodos
profundos, sempre associados a grandes veias

Linfonodos cervicais laterais


• Associados à VJE
• Superficiais e profundos
• Os profundos recebem toda a linfa da cabeça e do pescoço
• Linfonodos profundos superiores: jugulodigástrico (maior linfonodo)
• Linfonodos profundos inferiores: jugulo-omo-hioideo e supraclaviculares

Colar pericervical → Linfonodos cervicais superficiais → Linfonodos cervicais


profundos superiores → Linfonodos cervicais profundos inferiores → Tronco
jugular → Ângulo venoso → Circulação venosa

Linfonodos cervicais anteriores


• Superficiais e profundos (infra-hioideos, tireoideos, pré-traqueais...)

ESTRUTURAS
NEUROVASCULARES
Nervos superficiais do pescoço e Plexo Cervical
• Nervos superficiais → formados a partir do entrelaçamento dos ramos anteriores de C1-C4
• Disposição variável e irregular

• C1-C2 ➔ Raiz superior da alça cervical


• C2-C3 ➔ Raiz inferior da alça cervical
• A alça cervical segue sobre a veia jugular interna para inervar os músculos infra-hioideos

• C3-C4-C5 ➔ Nervo frênico – trajeto descendente sobre o músculo escaleno anterior e passa
entre a A. e V. subclávia para penetrar o tórax e inervar o diafragma

• C1-C4 ➔ Partem ramos musculares que chegam aos músculos escalenos, pré-vertebrais,
trapézio e ECM

Ramos cutâneos do Plexo Cervical


• Nervos que emergem na borda posterior no terço médio do músculo ECM (ponto nervoso do
pescoço)

• Nervo occipital menor (C2): parte para a região da nuca para suprir a pele do pescoço e o couro
cabeludo póstero-superior à orelha
• Nervo auricular magno (C2-C3): ascende sobre o músculo ECM até o polo inferior da glândula
parótida, onde divide-se para suprir a pele da bainha que circunda a glândula, o processo
mastoide, as superfícies da orelha e uma área de pele que se estende do ângulo da mandíbula
até o processo mastoide. Acompanha a veia jugular externa
• Nervo cervical transverso (C2-C3): Segue para a região anterior do pescoço
• Nervos supraclaviculares (C3-C4): Partem como um tronco comum sob a cobertura do m. ECM,
dividindo-se logo após em: mediais, intermédios e laterais

Veias superficiais do pescoço


• São veias superficiais situadas acima do músculo ECM:
❖ Veia jugular externa (mais lateral)
❖ Veia jugular anterior (próxima à linha mediana do pescoço)
❖ Arco jugular (anastomose entre as duas jugulares anteriores)

Veia jugular externa


• Origem: perto do ângulo da mandíbula (imediatamente abaixo da orelha) → união ou divisão
posterior da veia retromandibular com a veia auricular posterior
• A VJE cruza o ECM em direção oblíqua
• Entra na parte anteroinferior da região cervical lateral
• Perfura a lâmina superficial da fáscia cervical (forma o teto da região cervical lateral), na margem
posterior do ECM
• Desce até a parte inferior da região cervical lateral
• Termina na veia subclávia (ou na jugular interna)
• Drena a maior parte do couro cabeludo e da região da face

Veia jugular anterior


• Origem: região submentual (abaixo do queixo) e submandibular → veias superficiais da região
• Trajeto descendente na face anterior do pescoço
• Passa sob o m. ECM
• Desemboca na veia jugular externa

Arco venoso jugular


• União constante das duas veias jugulares anteriores

Vasos do trígono anterior do pescoço

Artéria carótida comum


• Lado direito: origem na bifurcação do tronco braquiocefálico
• Lado esquerdo: origem diretamente do arco aórtico
• Trajeto ascendente no pescoço
• Dentro da bainha carotídea (medialmente à VJI)
• Termina na altura da margem superior da cartilagem tireoidea → divisão em ramos terminais:
artérias carótidas interna (continua na bainha carotídea até a base do crânio) e externa (sai
da bainha carotídea para emitir ramos para a face e pescoço) → IMPORTANTE! Artéria carótida
interna vai para o crânio → não tem ramos no pescoço
• É na bifurcação da artéria carótida comum em artéria carótida interna e externa que se encontra
os seios e glomos caróticos

Artéria carótida interna


• Origem: bifurcação da artéria carótida comum ao nível da margem superior da cartilagem
tireoidea
• Trajeto ascendente dentro da bainha carotídea (medialmente à VJI)
• Não emite ramos no pescoço
• Termina após penetrar o crânio no canal carótico (porção petrosa do osso temporal)

Artéria carótida externa


• Origem: bifurcação da artéria carótida comum ao nível da margem superior da cartilagem
tireoidea
• Corre postero-superiormente à região entre o colo da mandíbula e o lóbulo da orelha
• Termina na intimidade da glândula parótida → divisão em seus ramos terminais: artéria maxilar
e temporal superficial

Ramos da artéria carótida externa


• ARTÉRIA FARÍNGEA ASCENDENTE (medialmente):
❖ Primeiro ramo da ACE
❖ Trajeto ascendente na faringe
❖ Emite ramos para a faringe e mm. Pré-vertebrais
• ARTÉRIA TIREOIDEA SUPERIOR (anteriormente):
❖ Ramo com trajeto mais inferior (lembrar da ordem = tireoide → língua → face)
❖ Corre antero-inferiormente para alcançar a glândula tireoide, profundamente aos músculos
infra-hioideos (emite ramos para esses músculos e para o ECM)
❖ Emite a artéria laríngea superior
• ARTÉRIA FACIAL (anteriormente):
❖ Origem: tronco comum com a artéria lingual ou superiormente a ela
❖ Emite o ramo tonsilar → para o palato e glândula submandibular
❖ Passa sob o músculo digástrico e estilo-hioide
❖ Encurva-se em torno da margem inferior da mandíbula para entrar na face
❖ É possível palpar sua pulsação
• ARTÉRIA LINGUAL (anteriormente):
❖ Origem: contorno anterior
❖ Forma uma alça sobre o músculo constritor médio da faringe
❖ Corre profundamente ao músculo hioglosso
❖ Emite ramos para a língua, glândula sublingual e assoalho da boca
• ARTÉRIA OCCIPITAL (posteriormente):
❖ Origem: face posterior da ACE, acima da artéria facial
❖ Passa profundamente ao ventre posterior do músculo digástrico
❖ Cruza a artéria carótida interna e os NC IX, X e XI
❖ Atravessa o m. ECM
❖ Passa no ápice do trígono lateral
❖ Termina no couro cabeludo
• ARTÉRIA AURICULAR POSTERIOR (posteriormente):
❖ Sobe posteriormente entre o meato acústico externo e o processo mastoide
❖ Supre os músculos adjacentes, glândula parótida, nervo facial, estruturas do temporal e
couro cabeludo

Ramos terminais da artéria carótida externa


• TEMPORAL SUPERFICIAL:
❖ Trajeto ascendente posteriormente à glândula parótida
❖ Cruza anteriormente o arco zigomático
❖ Emite ramos para a porção temporal do couro cabeludo
• ARTÉRIA MAXILAR:
❖ Ramo mais calibroso
❖ Origina-se na glândula parótida, posteriormente ao colo da mandíbula
❖ Tem trajeto anterior e medial até situar-se profundamente à mandíbula
❖ Emite ramos profundos para a face: artéria alveolar inferior, artéria mentual, artéria
bucal, artéria infra-orbital, artéria temporal profunda anterior e posterior...

Veia jugular interna


• Maior veia do pescoço
• Origem: forame jugular na fossa posterior do crânio como uma continuação direta do seio
sigmoide (que recebe toda a drenagem venosa do encéfalo)
• Trajeto descendente na bainha carotídea (lateralmente à artéria carótida interna/comum)
• Passa sob o m. ECM e termina na região posterior à extremidade esternal da clavícula
• Une-se à veia subclávia omolateral para formar a veia braquiocefálica
• Dilatação em sua origem = bulbo superior da veia jugular interna
• Dilatação na extremidade inferior = bulbo inferior da veia jugular interna (válvula de 2 folhetos)
• Tributárias: veias facial e lingual, veia faríngea, veia tireoidea superior e média, veia occipital
(irregular)
• Drena o sangue proveniente do encéfalo, parte anterior da face, vísceras cervicais e músculos
profundos do pescoço

Nervos do trígono anterior do pescoço


• Oriundos do plexo cervical e nervos cranianos

Nervo cervical transverso


• Plexo cervical
• C2-C3
• Pele que recobre o trígono anterior
• Surge na margem posterior do m. ECM
• Cruza o ECM, seguindo anteriormente em direção ao trígono anterior

Nervo hipoglosso
• Nervo craniano
• NC XII
• Surge no trígono submandibular, profundamente ao ventre posterior do músculo digástrico
• Supre os mm. Intrínsecos e extrínsecos da língua (genioglosso, hioglosso, estiloglosso,
palatoglosso)
• Passa entre a A. carótida externa e a V. jugular externa
• Emite raiz superior da alça cervical e ramo para o m. gênio-hioideo (fibras de C1)

Nervo glossofaríngeo
• Nervo craniano
• NC IX
• Sai do crânio pelo forame jugular
• Desce entre a A. carótida interna e a V. jugular interna, profundamente ao processo estiloide
e músculos associados
• Aprofunda-se em direção aos músculos da faringe, atingindo a base da língua e área da tonsila
palatina
• Relaciona-se com a língua e a faringe (plexo faríngeo)
• Ramos sensitivos para: seio carótico, terço posterior da língua, parte oral da faringe, tonsila
palatina
• Ramo motor para o m. estilofaríngeo

Nervo vago
• Nervo craniano
• NC X
• Deixa o crânio pelo forame jugular
• Trajeto na bainha carótica
• Origina os ramos faríngeo, laríngeo superior e ramos cardíacos

Linfonodos cervicais profundos


• Acompanham o trajeto da veia jugular interna
• Linfonodo jugulodigástrico → mais importante – palpável em casos de amidalite, por drenar
justamente a tonsila palatina
• Os linfonodos recebem o nome da região onde se encontram

Conteúdo do trígono cervical lateral


• Parte inferior da VJE – cruza superficialmente
• Artéria subclávia – profundamente nele
• Vasos separados pela lâmina superficial da fáscia cervical

Veia jugular externa


• União das veias retromandibular e auricular posterior → próximo ao ângulo da mandíbula
(imediatamente inferior à orelha)
• Cruza o m. ECM em direção oblíqua, profundamente ao Platisma, entrando na parte
anteroinferior do trígono posterior do pescoço
• Desemboca na veia subclávia ou na veia jugular interna
• Responsável por drenar o couro cabeludo e a face
• Imediatamente acima da clavícula, a VJE recebe as veias cervicais transversas, supra-
escapular e jugular anterior

Veia subclávia (3ª parte)


• Principal meio de drenagem do membro superior
• Curva-se através da parte inferior da região cervical lateral
• Passa anterior ao músculo escaleno anterior e ao nervo frênico
• Une-se na margem medial do músculo com a VJI para formar a veia braquiocefálica,
posteriormente à extremidade medial da clavícula

Artéria cervical transversa do pescoço


• Origina-se no tronco tireocervical (ramo da A. Subclávia)
• Segue superficial e lateralmente cruzando o nervo frênico e o músculo escaleno anterior, um
pouco acima da clavícula
• Cruza os troncos do plexo braquial para seguir profundamente ao m. Trapézio
• O ramo superficial da artéria cervical transversa acompanha o nervo acessório
• O ramo profundo segue anterior aos músculos romboides como artéria dorsal da escápula
(pode se originar da artéria subclávia diretamente) acompanhando o nervo de mesmo nome
• Supre os mm. da região escapular

Artéria supraescapular
• Origem: tronco tireocervical
• Segue inferolateralmente, cruzando o músculo escaleno anterior e o nervo frênico
• Atravessa sobre a 3ª parte da artéria subclávia e os fascículos do Plexo Braquial
• Passa posteriormente à clavícula, passando pela incisura da escápula
• Supre os músculos na face posterior da escápula

Artéria occipital
• Oriem: artéria carótida externa
• Entra na região cervical lateral
• Atinge o ápice do trígono posterior
• Supre a metade posterior do couro cabeludo

Nervo acessório
• NC XI
• Passa profundamente ao músculo ECM (inerva)
• Entra na região cervical lateral na junção dos terços superior e médio da margem posterior do
músculo
• Passa profundamente à lâmina superficial da fáscia cervical
• Desaparece profundamente à margem anterior do trapézio

Ramos do Plexo Cervical


• C1-C4
• Emergem do ponto nervoso → ponto médio na borda posterior do m. ECM
• Nervo occipital menor (C2-C3): ramo mais superior – pele do pescoço e couro cabeludo atrás
da orelha e parte superior da orelha
• Nervo auricular magno (C2-C3): abaixo do nervo occipital menor – ascende verticalmente em
direção à parótida – supre a pele do pescoço e uma área sobre a parte inferior da orelha até o
processo mastoide
• Nervo cervical transverso (C2-C3): cruza transversalmente o m. ECM – supre a pele do
trígono anterior do pescoço
• Nervos supraclaviculares (C3-C4): ramos lateral, intermédio e medial – supre a pele do
pescoço, tórax e ombro e articulações acrômio-clavicular e esterno-clavicular

Nervo frênico
• Origina-se principalmente de C4
• Recebe contribuição de C3 e C5
• Seguem inferiormente
• Segue posteriormente à veia subclávia e anteriormente à artéria torácica interna
• Único suprimento motor do diafragma
• Passa anteriormente ao músculo escaleno anterior

Parte supraclavicular do Plexo Braquial


• Origina-se entre os músculos escaleno anterior e médio

Linfonodos cervicais superficiais


• Linfonodos parotídeos, occipitais e mastoideos → Linfonodos jugulares profundos e superficiais
→ Linfonodos supraclaviculares

Artérias na raiz do pescoço

Tronco braquiocefálico
• Maior ramo do arco aórtico
• Origem: atrás do manúbrio do esterno, linha mediana
• Geralmente não possui ramos
• Trajeto ascendente e lateralmente para a direita
• Recoberto superficialmente pelos músculos esterno-hioideo e esternotireoideo

Artérias subclávias
• Ramos suprem o pescoço, membro superior e encéfalo
• A. S. Direita → tronco braquiocefálico, posterior à art. Esternoclavicular direita (origem)
• A. S. Esquerda → arco aórtico, 1cm distal à artéria carótida comum – entra na raiz do pescoço
posterior à articulação esternoclavicular esquerda
• Passa posteriormente à articulação esternoclavicular de cada lado (trajeto ascendente,
inicialmente)
• Curva-se lateralmente sobre a 1ª costela, passando posteriormente ao músculo escaleno
anterior
• Trajeto descendente → em direção ao terço médio da clavícula → para penetrar no canal
cervico-axilar como o nome de artéria axilar
• Dividida em 3 porções de acordo com o m. escaleno anterior:

• 1ª PORÇÃO: origem – borda medial do m. escaleno anterior


❖ Artéria vertebral → sobe no espaço piramidal entre os músculos escalenos e longos –
penetra nos forames transversários de C6 a C1 – entra no crânio pelo forame magno e se
unem na margem inferior do tronco encefálico para formar a artéria basilar
❖ Artéria torácica interna → origina-se da face anteroinferior da artéria subclávia – trajeto
descendente em direção ao tórax – não emite ramos no pescoço
❖ Tronco tireocervical → origina-se medialmente ao m. escaleno anterior – dá origem a três
ramos: artéria tireoide inferior, artéria supraescapular e artéria cervical transversa –
ramos terminais: artéria cervical ascendente e artéria tireoidea inferior
✓ Artéria supraescapular: primeiro ramo do tronco tireocervical – trajeto lateral e posterior
– passa pela incisura da escápula
✓ Artéria cervical transversa: trajeto posterior passando sobre o assoalho do trígono
lateral, passando sobre os troncos do plexo braquial – emite dois ramos: um profundo
e um superficial
✓ Artéria cervical ascendente: trajeto ascendente sobre o m. escaleno anterior – medial
ao nervo frênico
✓ Artéria tireoidea inferior: principal ramo do trígono tireocervical → é a artéria visceral
primária do pescoço – tem trajeto ascendente e medial em direção ao polo inferior da
glândula tireoide
• 2ª PORÇÃO: posterior ao m. escaleno anterior
❖ Tronco costocervical → origina-se da face posterior e divide-se:
✓ Artéria intercostal suprema
✓ Artéria cervical profunda
• 3ª PORÇÃO: lateral ao músculo escaleno anterior até a margem externa da 1ª costela
❖ Artéria dorsal da escápula → pode originar-se como ramo profundo da artéria cervical
transversa (tronco tireocervical) – passa lateralmente através do plexo braquial,
anteriormente ao m. escaleno médio e aprofunda-se no m. levantador da escápula

Veias na raiz do pescoço

Veia jugular anterior


• Origem: próxima ao hioide → confluência das veias submandibulares superficiais
• Desce entre a linha mediana e a margem anterior do músculo ECM
• Desemboca na veia jugular externa ou na veia subclávia
• Frequentemente, a VJA direita e a esquerda se unem através da linha mediana para formar o
arco venoso jugular ao nível da incisura jugular

Veia jugular externa


• Origem: perto do ângulo da mandíbula (imediatamente abaixo da orelha) → união da divisão
posterior da veia retromandibular com a veia auricular posterior
• Cruza o m. ECM em direção oblíqua e entra na parte Antero-inferior da região cervical lateral
• Perfura a lâmina superficial da fáscia cervical, que forma o teto dessa região
• Termina na veia subclávia (ou na jugular interna)
• Drena a maior parte do couro cabeludo e região da face
• Recebe como tributárias as veias supraescapulares, veias cervicais transversas e as jugulares
anteriores

Veia jugular interna


• Continuação do seio sigmoide a partir do forame jugular
• Tributárias → veia facial, veia lingual, veia faríngea, veia occipital, veia tireoidea superior e veia
tireoidea média
• Termina na raiz do pescoço pela união com a veia subclávia, formando a veia braquiocefálica

Veia subclávia
• Continuação da veia axilar (origem: margem lateral da 1ª costela)
• Une-se com a veia jugular interna para formar a veia braquiocefálica

Vasos linfáticos na raiz do pescoço


• A drenagem da linfa é geralmente feita por linfonodos profundos situados ao longo da veia
jugular interna

Nervos na raiz do pescoço

Nervo vago
• 10º par de nervos cranianos
• Origem: forame jugular
• Possui trajeto descendente na bainha carotídea, posteriormente à artéria carótida comum e a
veia jugular interna
• Direito → passa anteriormente à primeira parte da artéria subclávia e posteriormente à veia
braquiocefálica
• Esquerdo → desce entre a artéria carótida comum e artéria subclávia esquerda, posteriormente
à articulação esternoclavicular

Nervos laríngeos recorrentes


• Ramos do nervo vago
• Porção inferior do pescoço
• Direito → circunda posteriormente a artéria subclávia direita
• Esquerdo → circunda posteriormente o arco aórtico
• Ambos possuem trajeto ascendente até a face postero-medial da glândula tireoide e sobem no
sulco traqueo-esofágico para suprir todos os músculos intrínsecos da laringe, exceto o m.
cricotireoideo

Nervo frênico
• C3-C5
• Margem lateral do m. escaleno anterior
• Trajeto descendente
• Encoberto pela veia jugular interna e ECM

Troncos simpáticos
• Região anterolateral à coluna vertebral
• Associado a três gânglios simpáticos cervicais:
❖ Gânglio cervical superior: C1-C2 – nervos para a carótida externa e interna
❖ Gânglio cervical médio: face anterior da artéria tireoidea inferior – nível da cartilagem
cricoide e do processo transverso de C6 – imediatamente anterior à artéria vertebral
❖ Gânglio cervical inferior: funde-se com o 1º gânglio torácico – forma o grande gânglio
cervicotorácico ou gânglio estrelado (se situa anteriormente ao processo transverso de C7,
posteriormente à origem da artéria vertebral)

Anatomia | Pescoço 02 – estruturas


neurovasculares
Plexo cervical
• Situa-se anteromedialmente aos músculos levantador da escápula e escaleno médio e
profundamente ao músculo ECM

Ramos cutâneos do Plexo Cervical

Nervo occipital menor


• C2
• Pele do pescoço e couro cabeludo posterossuperior à orelha

Nervo auricular magno


• C2-C3
• Supre a pele adjacente à glândula parótida e a bainha que a circunda, o processo mastoide, as
duas faces da orelha e uma área de pele que se estende do ângulo da mandíbula até o processo
mastoide

Nervo cervical transverso


• C2-C3
• Pele que cobre a região cervical anterior
• Divide-se em ramos superior e inferior

Nervos supraclaviculares
• C3-C4
• Emergem como um tronco comum
• Pequenos ramos para a pele do pescoço e do ombro

Ramos musculares do Plexo Cervical

Nervos gênio-hioideo e tireo-hioideo


• Fibras de C1 que descem separadas do nervo hipoglosso

Raiz superior da alça cervical


• Conduz fibras dos nervos espinais C1 e C2
• Une-se momentaneamente e depois separa-se do nervo hipoglosso (NC XII)

Raiz inferior da alça cervical


• Origina-se de uma alça entre os nervos espinais C2 e C3
• As raízes superior e inferior unem-se, formando uma alça secundária = alça cervical (fibras dos
nervos espinais C1-C3)
• Inervam os infra-hioideos, exceto tireo-hioideo que é inervado por fibras de C1 que descem
separadas do nervo hipoglosso (nervo tireo-hioideo)

Nervo frênico
• Originam-se principalmente de C4
• Contribuições dos nervos C3 e C5
• Fibras nervosas motoras, sensitivas e simpáticas
• Diafragma
• Desce em sentido oblíquo com a VJI através do músculo escaleno anterior, profundamente à
lâmina pré-vertebral da fáscia cervical

Nervos cranianos

Nervo hipoglosso
• NC XII
• Nervo motor da língua
• Passa entre a artéria carótida externa e a veia jugular
• Da origem à raiz superior da alça cervical e a um ramo para o músculo gênio-hioideo → em
ambos os casos, o ramo conduz fibras apenas do nervo espinal C1, que se uniram à sua parte
proximal → esses ramos não conduzem fibras do hipoglosso

Nervo glossofaríngeo
• NC IX
• Relacionado principalmente com a língua e com a faringe

Nervo vago
• NC X
• Dá origem aos ramos faríngeo, laríngeo e cardíaco

Nervo acessório
• NC XI
• Passa profundamente ao músculo ECM
• Segue em sentido posteroinferior, dentro ou profundamente à lâmina superficial da fáscia
cervical

Artérias

Artéria carótida comum


• Ascende na bainha carótica com a VJI e o nervo vago até o nível da margem superior da
cartilagem tireoidea
• Cada artéria carótida comum termina se dividindo nas artérias carótidas interna e externa
• Direita → começa na bifurcação do tronco braquiocefálico
• Esquerda → a partir do arco da aorta → a artéria carótida comum esquerda possui um trajeto
de cerca de 2cm no mediastino superior antes de entrar no pescoço

Artéria carótida interna


• Não emite ramos no pescoço
• Continuação direta da artéria carótida comum
• Parte proximal → local do seio carótico
• O glomo carótico está localizado na fenda entre as artérias carótidas interna e externa
• Entram no crânio através dos canais caróticos nas partes petrosas dos temporais
• Tornam-se as principais artérias do encéfalo e das estruturas contidas nas órbitas

Artéria carótida externa


• Suprem a maioria das estruturas externas do crânio
• Segue em sentido posterossuperior até a região entre o colo da mandíbula e o lóbulo da orelha,
onde está inserida na glândula parótida
• Termina dividindo-se em dois ramos: artéria maxilar e artéria temporal superficial
• Antes desses ramos principais, originam-se: artéria faríngea ascendente, artéria occipital, artéria
auricular posterior, artéria tireoidea superior, artéria lingual e artéria facial

Artéria faríngea ascendente


• Primeiro ou segundo ramo da artéria carótida externa
• Único ramo medial
• Ascende sobre a faringe medialmente à artéria carótida interna
Artéria tireoidea superior
• Ramo inferior dos três ramos anteriores da artéria carótida externa
• Segue em sentido anteroinferior profundamente aos músculos infra-hioideos até chegar à
glândula tireoide
• Dá origem à artéria laríngea superior

Artéria facial
• Ramo anterior da artéria carótida externa
• Origina-se em comum com a artéria lingual ou logo superiormente a ela
• Origina uma artéria palatina ascendente e artéria tonsilar
• Entra em um sulco profundo na glândula submandibular para supri-la
• Dá origem à artéria submentual

Artéria lingual
• Face anterior da artéria carótida externa
• Se situa sobre o músculo constritor médio da faringe
• Segue profundamente ao nervo hipoglosso (NC XII)
• Bifurca-se nas artérias lingual profunda e sublingual

Artéria occipital
• Origem: artéria carótida externa (face posterior)
• Entra no ápice da região cervical lateral
• Superiormente à origem da artéria facial
• Segue em sentido posterior, imediatamente medial e paralela à fixação do ventre posterior do
músculo digástrico no sulco occipital do osso temporal
• Termina dividindo-se em vários ramos
• Segue superficialmente à artéria carótida interna

Artéria auricular posterior


• Pequeno ramo posterior da artéria carótida externa
• Geralmente é o último ramo pré-terminal
• Ascende em sentido posterior entre o meato acústico externo e o processo mastoide

Tronco braquiocefálico
• Coberto anteriormente pelos músculos esterno-hioideo e esternotireoideo direitos
• Maior ramo do arco da aorta
• Se divide em artéria carótida comum e subclávia direitas, posteriormente à articulação
esternoclavicular
• Geralmente não tem ramos pré-terminais

Artéria subclávia
• Terceira parte – acima da clavícula → parte mais longa e mais superficial
• Pulsações palpadas por compressão profunda no trígono omoclavicular
• Direita → origina-se do tronco braquiocefálico
• Esquerda → arco da aorta
• O nervo vago esquerdo segue paralelamente à primeira parte da artéria
• Três partes descritas com relação ao músculo escaleno anterior

Artéria vertebral
Artéria torácica interna
Artéria supraescapular
1ª parte
Artéria cervical transversa
Tronco tireocervical
Artéria cervical ascendente
Artéria tireoidea inferior
2ª parte Tronco costocervical
3ª parte

Artéria vertebral
• A parte pré-vertebral (cervical) da artéria vertebral origina-se da primeira parte da artéria
subclávia
• Ascende no espaço piramidal formado entre o músculo escaleno e os músculos longos do
pescoço e da cabeça
• Atravessa os forames transversários das vértebras CI – CVI (parte transversária)
• A parte atlântica (suboccipital) da artéria vertebral segue em um sulco no arco posterior do atlas
e entra na cavidade craniana através do forame magno
• A parte intracraniana da artéria vertebral envia ramos para o bulbo e a medula espinal
• Na margem inferior da ponte do tronco encefálico as artérias vertebrais unem-se para formar a
artéria basilar, que participa na formação do círculo arterial do cérebro

Artéria torácica interna


• Origina-se da face anteroinferior da artéria subclávia
• Segue em sentido inferomedial até o tórax
• Parte cervical não apresenta ramos

Tronco tireocervical
• Ramo da artéria subclávia (1ª parte) – perto da margem medial do músculo escaleno anterior
• Origina a artéria supraescapular e cervical transversa
• Ramos terminais: artérias cervical ascendente e tireoidea inferior

Artéria supraescapular
• Sentido inferolateral → m. escaleno anterior e nervo frênico
• Passa posteriormente à clavícula
• Origem: tronco tireocervical (artéria subclávia) – pode originar-se diretamente da 3ª parte da
artéria subclávia
Artéria cervical transversa
• Origem: tronco tireocervical
• Bifurca-se em ramo superficial (artéria cervical superficial) e ramo profundo (artéria dorsal da
escápula)

Artéria cervical ascendente


• Pequena artéria que envia ramos musculares para os músculos laterais da parte superior do
pescoço e ramos espinais para os forames intervertebrais

Artéria tireoidea inferior


• Maior e mais importante ramo do tronco tireocervical
• Artéria visceral primária do pescoço
• Supre laringe, traqueia, esôfago, glândulas tireoide e paratireoides e músculos adjacentes

Tronco costocervical
• Origina-se da face posterior da 2ª parte da artéria subclávia (posterior ao músculo escaleno
anterior no lado direito)
• Segue em sentido posterossuperior e divide-se em artérias intercostal suprema e cervical
profunda, que suprem os dois primeiros espaços intercostais e os músculos cervicais profundos
posteriores, respectivamente

Veias

Veia jugular externa


• Origem: perto do ângulo da mandíbula (veia retromandibular + veia auricular posterior)
• Perfura a lâmina superficial da fáscia cervical na margem posterior do m. ECM
• Termina na veia subclávia

Veia jugular anterior


• Variável
• Geralmente a menor das veias jugulares
• Origina-se perto do hioide a partir da confluência das veias submandibulares superficiais
• Desce na tela subcutânea ou profundamente à lâmina superficial da fáscia cervical
• Entre a linha mediana anterior e a margem anterior do m. ECM
• Abre-se no término da VJE ou na veia subclávia

Arco jugular
• União das veias jugulares anteriores direita e esquerda
• Superiormente ao manúbrio do esterno
• Espaço supraesternal

Veia jugular interna


• A maioria das veias da região cervical anterior são tributárias da VJI
• Origina-se no forame jugular na fossa posterior do crânio como uma continuação do seio
sigmóideo
• A partir de uma dilatação em sua origem (bulbo superior da VJI), a veia desce na bainha
carótica, acompanhando a artéria carótida interna superiormente à bifurcação da carótida e a
artéria carótida comum e o nervo vago inferiormente
• Situa-se na parte lateral da bainha carótica, nervo na parte posterior
• A VJI deixa a região cervical anterior passando profundamente ao m. ECM
• Une-se à veia subclávia para formar a veia braquiocefálica → união denominada ÂNGULO
VENOSO e é o local onde o ducto torácico (lado esquerdo) e o tronco linfático direito (lado
direito) drenam a linfa recolhida em todo o corpo para a circulação venosa
• A extremidade inferior da VJI dilata-se para formar o bulbo inferior da VJI → esse bulbo tem um
par de válvulas que permitem o fluxo sanguíneo em direção ao coração e impedem o refluxo da
veia, como poderia ocorrer no caso de uma inversão
• Tributárias da VJI: seio petroso inferior e veias facial e lingual (podem ter um tronco comum) +
veias faríngea e tireoideas superior e média
• Em todo o seu trajeto, a VJI é revestida pela bainha carótica

Veia subclávia
• Passa anteriormente ao m. escaleno anterior e ao nervo frênico
• Une-se com a VJI para formar a veia braquiocefálica, posteriormente à extremidade medial da
clavícula
• Recebe as veias cervicodorsais, supraescapular e jugular anterior
• Continuação da veia axilar
• Em geral, tem apenas uma tributária nomeada, a veia jugular externa

Anatomia | Pescoço 03 – Faringe

Introdução
• Órgão musculomembranáceo (12 a 14cm)
• Estende-se da base do crânio até C6 – coincide com a margem inferior da última cartilagem da
laringe (cartilagem cricoidea)
• Comunica-se anteriormente com: (1) cavidade nasal, (2) cavidade oral, (3) laringe
• A parede anterior da faringe possui aberturas (para comunicação com essas cavidades)
• Lateralmente à faringe existe um feixe vasculonervoso muito extenso
• Ampla superiormente e onde se fixa o osso hioide → 3,5 cm
• Estreita junção com o esôfago (faringoesofágica) → 1,5 cm (menor passagem de todo o tubo
digestório) → importância: é uma constrição = esfíncter superior do esôfago
• Não possui estrutura óssea

Relações anatômicas
• Superior: corpo do esfenoide, parte basilar do occipital
• Posterior: vértebras cervicais, m. longo da cabeça e do pescoço, lâmina pré-vertebral da fáscia
cervical, espaço retrofaríngeo
• Inferior: continuidade com o esôfago
• Lateral: depende do nível → bainha carotídea, artéria carótida comum, interna e externa, mm.
que se prendem ao processo estiloide, alguns nervos cranianos, etc

Músculos da faringe
• Organizados em dois extratos → um circular externo e um longitudinal interno
• Músculos constritores superior, médio e inferior = extrato circular
• Os músculos constritores são “3 corpos descartáveis um dentro do outro” → fibras do mais
inferior se sobrepõem ao superior a ele (formam camadas)
• Fibras circulares → diminuem o diâmetro da faringe com a função de dar continuidade ao trajeto
alimentar
• Músculos estilofaríngeo, palatofaríngeo e salpingofaríngeo = extrato longitudinal
• Os músculos do extrato longitudinal formam o extrato interno – função de elevar a faringe,
encurtando-a = característica do movimento peristáltico

Parte nasal/ nasofaringe


• Mais ampla
• Única que nunca se fecha – apesar de possuir paredes musculares, as inserções da
musculatura impedem seu colabamento
• Sempre se comunica com a cavidade nasal (sem interrupção)
• Comunicação através das coanas
• Algumas vezes a parte posterior das conchas nasais inferiores pode avançar em direção à
nasofaringe
• TETO: tecido linfoide → tonsila faríngea (função: defesa – ar inspirado tem como primeira
filtração a tonsila faríngea
• Adenoide = aumento do volume da tonsila faríngea

• PAREDE LATERAL: abertura = óstio faríngeo da tuba auditiva → tubo que se abre na faringe
e na cavidade timpânica (A ORELHA MÉDIA NÃO SE COMUNICA COM A CAVIDADE NASAL,
MAS SIM COM A FARINGE!)
• Mucosa se eleva em torno do óstio faríngeo da tuba auditiva → a cartilagem da tuba auditiva
provoca o toro tubário (elevação superior e posterior)
• Do toro tubário partem duas pregas que ajudam a delimitar esse óstio – uma prega da projeção
da tuba em direção ao palto (prega salpingopalatina) e uma posterior em direção à parede
posterior (prega salpingofaríngea)
• A prega salpingofaríngea ocorre devido á presença de um músculo com o mesmo nome, um
dos músculos longitudinais da faringe
• Parte inferior do óstio faríngeo → elevação em direção ao palato mole = toro do levantador –
parte onde a mucosa reveste o m. levantador do véu palatino – RELAÇÃO ANATÔMICA
IMPORTANTE COM A TUBA → PASSA INFERIORMENTE AO ÓSTIO FARÍNGEO DA TUBA
AUDITIVA – PROVOCA ESSA ELEVAÇÃO AO REDOR DO TORO
• Reentrância na vista posterior – posteriormente à tuba existe uma expansão em direção ao teto
→ recesso faríngeo (expansão da cavidade = recesso)

• Função da tuba auditiva: equilibrar a pressão – para que sempre a pressão da cavidade
timpânica seja igual à pressão atmosférica → permite a passagem do ar | toda a mucosa de
revestimento da cavidade timpânica produz muco, ele é drenado em direção à faringe (ação
ciliar) – essa continuidade da mucosa justifica por que algumas faringites se transformam em
otites da orelha média
• Relações tuba auditiva e músculos: a movimentação do palato mole envolve o m. levantador
do véu palatino – fibras do músculo ajudam a abrir a tuba auditiva e permitir a passagem do ar
(equilibra a pressão)
• Teto da faringe: tecido linfático presente sobre a cartilagem da tuba auditiva = tonsila tubária
→ posteriormente à tonsila tubária há uma expansão da faringe formando o recesso faríngeo
• Relação posterior com o músculo longo da cabeça e coluna cervical
• Processo estiloide, ramos nervosos (posteriormente) além do espaço retrofaríngeo entre a
faringe e os músculos pré-vertebrais
• A nasofaringe termina na borda posterior do palato mole

Tonsila faríngea
• Adenoide
• Criança → aumento do volume = normal logo após o nascimento
• Ápice = entre 6 e 8 anos de idade até involuir
• Pode alcançar dimensões que podem obstruir a nasofaringe (patológico) – respirador bucal
• Tonsilas precisam ser removidas
• RELAÇÕES DESSE AUMENTO DA TONSILA:
❖ Esquelética na boca – projeção dos dentes superiores (incisivos)
❖ Palato ogival (não plano, se estende tentando imitar a cavidade nasal, formato abaulado)
❖ Paciente permanece de boca aberta
❖ Lábios hipotônicos (por isso os dentes se projetam anteriormente)
❖ Provoca alterações na morfologia do pé → respiradores bucais projetam a cabeça para
anterior (formam a cifose, hiperlordose, protusão dos ombros, hiperextensão dos joelhos e
pé plano)
❖ Abdome flácido
❖ Ocorre em crianças devido ao desenvolvimento morfológico prejudicado na infância
❖ Diminuição/ déficit de atenção – diminuição na oxigenação (episódios de apneia)
❖ Baixo rendimento escolar
❖ Comunicação entre orelha média e nasofaringe: permite a drenagem da secreção,
tonsila muito grande obstruir a passagem, secreção acumula na orelha média (isso
diminui a percepção auditiva no paciente, casos de surdez)

Tuba auditiva/ faringotimpânica


• Adulto x Criança
• Adulto = mais oblíqua (30º), criança = quase horizontal
• Otite pode ser causada por dar alimentos aos bebês deitados – líquido vai para a nasofaringe e
acumula na orelha média
Parte oral/ orofaringe
• Parede lateral: existe uma região chamada fauces → transição entre a boca e a faringe (parte
da faringe)
• Fauces: duas pregas + uma tonsila
• Tonsila palatina: tecido linfoide, semelhante à tonsila faríngea (Amígdalas = quando aumenta
o volume da tonsila)
• Prega anterior à tonsila → prega palatoglossa (em direção à LÍNGUA)
• Prega posterior à tonsila → prega palatofaríngea (do palato para a faringe)
• Quando vistas anterior/ posteriormente, essas pregas formam arcos
• Arco posterior = arco palatofaríngeo
• Arco anterior = arco palatoglosso
• Corte sagital – vemos apenas as pregas de um hemilado
• O arco palatoglosso é o limite entre a boca e a faringe
• Abaulamento → palato se eleva, quando ele fecha o palato abaixa e fecha a comunicação da
boca com a faringe
• Istmo da fauces = abertura entre a boca e a orofaringe
• O istmo é formado pelas palatoglossas

• POSTERIOR: Corpo vertebral da 2ª vértebra cervical e início da 3ª


• Se estende inferiormente até a margem superior da epiglote (fim)
• Parede posterior → visualiza-se a língua (terço posterior = base = parte faríngea) NÃO É RAIZ!
NÃO DA SUSTENTAÇÃO À LÍNGUA – é uma parte da faringe, forma parte da parede anterior
da orofaringe, região marcada pela presença da tonsila lingual
• Amigdalite pode se estender para a língua
• Língua: parte oral da faringe de posterior para anterior → tonsila lingual, prega glossoepiglótica
mediana, prega glossoepiglótica lateral, valécula epiglótica
• Língua se relaciona com a epiglote
• Durante a deglutição o bolo alimentar passa pela epiglote, o alimento escorre metade cada lado
pelas valéculas até ir para a laringofaringe

Tonsila palatina
• RELAÇÕES: tonsila palatina relacionada com o m. constritor superior da faringe,
posteriormente m. pterigoideo medial (mastigação) e mm. do processo pterigoide → infecções
na tonsila palatina se não tratadas podem se difundir para o espaço laterofaríngeo e daí para
o mediastino
• Prega palatoglossa, m. palatofaríngeo, fossa tonsilar (tonsila removida)
• Riscos na cirurgia de remoção da tonsila: sangramentos – os vasos são os mesmos que irrigam
a faringe → (1) artéria faríngea ascendente (vem junto da carótida externa, lateral à faringe), na
região da tonsila dá um ramo tonsilar da artéria faríngea ascendente, continua até em cima na
faringe (2) ramo da artéria facial (ramo tonsilar da artéria facial) (3) ramo tonsilar da artéria dorsal
da língua (4) ramo tonsilar da artéria palatina menor (5) ramo tonsilar da artéria palatina
ascendente
• Área extremamente vascularizada, sangramento mais considerável é decorrente da VEIA
PALATINA EXTERNA → artérias de pequeno calibre são mais fáceis de identificar o
sangramento, na veia há sangue de derramamento, além de ser mais facilmente rompida
(parede muscular delgada), mais difícil de identificar de onde vem o sangue
• Área de defesa = irrigação maior
• Infecções → placas esbranquiçadas, infecção bacteriana

• ESPAÇOS: Tonsila – espaço laterofaríngeo e um espaço retrofaríngeo


• Infecções laterais à faringe podem se propagar em direção ao espaço perigoso (entre a fáscia
bucofaríngea e a lâmina pré-vertebral)

Parte laríngea/ laringofaringe


• Inicia na margem superior da epiglote
• Termina na borda inferior da cartilagem cricoidea
• Abertura anterior = comunicação com a laringe = adito da laringe (estrutura da laringe)
• Lateralmente ao adito existem dois recessos piriformes – por onde o alimento passa logo
após a deglutição
• A epiglote tem uma prega que divide os recessos piriformes em duas partes
• Mucosa: recesso piriforme apresenta uma prega → profundamente à prega se encontra o nervo
laríngeo superior → em engasgos, o corpo estranho se prende nesse recesso piriforme,
podendo lesionar o nervo (uma vez que ele é bem superficial) → resultado = parestesia na
laringe, desconforto durante a fala (nervo sensitivo)
• Anel linfático da faringe (de Waldeyer): Tonsilas faringea, tubária, palatina e lingual + pregas
salpingofaríngeas → associados às tonsilas temos nódulos linfáticos espalhados nas paredes –
anel de defesa para vias aéreas e digestórias → retirar as tonsilas = infecção de gargante se
torna uma faringite

Irrigação da faringe
• Artéria faríngea ascendente
• Artéria palatina ascendente
• Ramo tonsilar da artéria facial
• Ramo faríngeo
• Ramo do canal pterigoideo
• Artérias tireoidea superior e inferior podem contribuir também (as principais são as 5 primeiras)

Drenagem venosa da faringe


• Plexo faríngeo (não possui veias específicas)
• Normalmente drena na veia jugular interna (por tributária ou diretamente)

Drenagem linfática da faringe


• Duas maneiras:
• 1ª → linfonodos retrofaríngeos → linfonodos cervicais profundos (principal = jugulodigástrico)
• As tonsilas geralmente drenam diretamente para os cervicais profundos
• As paredes podem drenar primeiro para os linfonodos retrofaríngeos

Estrutura da faringe
• Túnica mucosa → tecido epitelial (CAMADA MAIS INTERNA)
• Túnica fibrosa (fáscia faringobasilar) → parece ser o “epimísio” do músculo – muito espessa,
por isso forma uma fáscia → é uma fáscia de revestimento interno da faringe
• Túnica muscular → dois extratos (circular e longitudinal)
• Fáscia bucofaringea → parte da lâmina pré-traqueal (parte visceral) – se estende até o
músculo bucinador da bochecha
• Composta por 4 camadas

Mucosa
• Nasofaringe – revestimento epitelial diferente das demais partes → continuação da cavidade
nasal – mesmo epitélio da cavidade nasal → epitélio pseudoestratificado ciliado
• Orofaringe e laringofaringe – revestimento epitelial da cavidade bucal → epitélio pavimentoso
estratificado não queratinizado (semelhante à mucosa oral)
• Mucosa contínua com a cavidade nasal, cavidade oral, laringe, esôfago e tuba auditiva
(infecções na faringe podem transpor para essas regiões)

Fibrosa/ fáscia faringobasilar


• Começa na parte basilar do osso occipital
• Se estende por toda a faringe
• Algumas fibras musculares dos músculos longitudinais se inserem nessa fáscia
• Internamente à musculatura
• Vista inferior da base do crânio → limites da inserção da fáscia faringobasilar
• Se prende na borda posterior da lâmina medial do processo pterigoideo
• Separa a nasofaringe da região temporal
• Borda posterior da lâmina medial do processo pterigoideo – se estende posteriormente, passa
superior à cartilagem da tuba, parte petrosa do temporal, parte basilar do occipital
• Termina na parte basilar do occipital = coincide com o tubérculo faríngeo

Muscular
• Camada circular (externa): constritores sobrepostos uns aos outros
❖ M. constritor inferior: parte tireofaríngea e cricofaríngea (precisa saber essas partes)
❖ Esfíncter palatofaríngeo: não reconhecido na terminologia anatômica – parte do m.
constritor superior da faringe que se espessa e forma um esfíncter entre a orofaringe e a
laringofaringe
❖ A presença do esfíncter forma a crista de passavant

Sítios frágeis da faringe


• Fibras da parte cricofaríngea são horizontais, disposição forma um estreitamento (esfíncter) na
junção da faringe com o esôfago → ponto mais estreito do sistema digestório – espessamento
nessa região, algumas áreas ficam menos protegidas

Triângulo de Killian

• Região entre o tireofaríngeo e o cricofaríngeo (partes do m. constritor inferior


• Poucas fibras musculares
Triângulo de Laimer

• Região em que a musculatura longitudinal ascende


• Forma dois feixes cricofaríngeos no esôfago, esses feixes se prendem na cartilagem cricóidea
(chamados m. cricoesofágico)
• Esôfago passa a ter nessa parte apenas fibras circulares, inferior ao m. cricofaríngeo

Divertículo de Zeinker
• M. cricofaríngeo forma esfíncter, área de tônus aumentado → pacientes têm tônucos maior
ainda = pressão para a passagem do bolo alimentar, mucosa se projeta e forma um divertículo
nos pacientes com dificuldade de deglutição
• Divertículo falso: mucosa que se projeta sobre a musculatura
• Esôfago se desloca para a direita. Logo, o divertículo usualmente se desloca para a esquerda
• Importante! Relação divertículo de Zeinker e nervo laríngeo recorrente → evitar a lesão do
nervo em intervenções cirúrgicas, nervo motor para a laringe

Fáscia bucofaríngea
• Parte da fáscia cervical
• Região superior da faringe → não existe extrato muscular, apenas as duas fáscia e a mucosa
• Espaço entre a base do crânio e a base superior do m. constritor superior da faringe desprovida
de musculatura
• Fáscia é atravessada nessa região pela tuba auditiva e pelo m. levantador do véu palatino
→ atravessam a faringe superior ao m. constritor superior da faringe

Espaços potenciais entre os constritores


• Espaços onde entram e saem estruturas da faringe

1º espaço
• Tuba auditiva;
• Músculo levantador do véu palatino;
• Artéria palatina ascendente;
• Artéria faríngea ascendente;

2º espaço
• Músculo estilofaríngeo;
• Nervo glossofaríngeo;
• Ligamento estilohioideo

3º espaço
• Artéria e veia laríngeas superiores
• Nervo laríngeo interno

4º espaço
• Nervo laríngeo recorrente
• Artéria e veia laríngeas inferiores

Deglutição
• Fase preparatória
• Mastigação e preparação do bolo alimentar
• 1ª – FASE ORAL: transferência → lança o bolo alimentar em direção à faringe → bolo alimentar
levado para a orofaringe → língua apoiada no palato duro → palato mole se eleva → faringe
forma uma elevação (crista de passavant) – m. esfíncter palatofaríngeo → fecha a comunicação
entre a orofaringe e a nasofaringe → língua forma uma depressão para acomodar o bolo
alimentar → palato mole entra em contato com a crista de passavant → língua empurra o bolo
alimentar para posterior (mm. infra-hioides elevam e tracionam o osso hioide)
• 2ª – FASE FARÍNGEA: esfíncter fechado → epiglote começa a se abaixar, contato com o bolo
alimentar e base da língua através de músculos que movimentam a epiglote → bolo divide-se
em duas metades, prega glossoepiglotica mediana faz isso → direcionado para os recessos
piriformes → laringe não se fecha completamente na região do arco – movimentação das pregas
vestibulares da laringe que a fecham e protegem a entrada do sistema respiratório → movimento
de contração rítmica dos constritores da faringe que conduzem o bolo alimentar
• 3ª – FASE ESOFÁGICA

Anatomia | Pescoço 03 – Faringe


• Tubo comum aos sistemas digestório e respiratório
• Início → base do crânio
• Fim → margem inferior da cartilagem cricoidea e margem inferior da vértebra C VI
posteriormente
• Dividida em 3 partes
• Mais larga defronte ao hioide
• Mais estreita em sua extremidade inferior (onde é contínua com o esôfago)
• Parede posterior contra a lâmina pré-vertebral da fáscia cervical

Nasofaringe
• Acima do palato mole
• Função respiratória
• Teto e parede posterior → superfície contínua situada inferiormente ao corpo do esfenoide e à
parte basilar do occipital
• Extensão posterior das cavidades nasais através das coanas
• Tecido linfoide abundante na faringe → forma um anel tonsilar incompleto
• Tecido linfoide é agregado em algumas regiões formando massas denominadas tonsilas
• Tonsila faríngea → adenoide quando aumentada – na túnica mucosa do teto e parede posterior
da cavidade nasal da faringe
• Prega salpingofaríngea e m. salpingofaríngeo → prega vertical de mucosa que se estende
inferiormente a partir da extremidade medial da tuba auditiva, cobrindo o músculo de mesmo
nome que abre o óstio faríngeo da tuba auditiva durante a deglutição
• Tecido linfoide na tela submucosa da faringe perto do óstio faríngeo da tuba auditiva → tonsila
tubária
• Recesso faríngeo → posteriormente ao toro tubário e à prega salpingofaríngea há uma
projeção lateral da faringe, semelhante a uma fenda que se estende lateral e posteriormente

Orofaringe
• Do palato mole até a epiglote
• Comunica-se anteriormente com a cavidade oral
• Inferiormente → base da língua e epiglote
• Superiormente → palato mole
• Lateralmente → arco palatoglosso, arco palatofaríngeo e tonsila palatina (amígdala)
• Função digestória
• Tonsilas palatinas: coleções de tecido linfoide de cada lado da parte oral da faringe no intervalo
entre os arcos palatinos → não ocupa toda a fossa tonsilar entre os arcos palatoglosso e
palatofaríngeo em adultos
• Fossa tonsilar: formada pela músculo constritor da faringe e pela lâmina fibrosa e fina da fáscia
faringobasilar

Deglutição
• 3 estágios
• 1º estágio → músculos da língua e palato mole impulsionam o bolo alimentar para a orofaringe
• 2º estágio → elevação do palato mole; elevação da laringe e encurtamento da faringe (mm.
supra-hioideos e longitudinais da faringe)
• 3º estágio → músculos constritores da faringe impulsionam o bolo alimentar para o esôfago

Laringofaringe
• Posteriormente à laringe (C4 a C6)
• Comunica-se com o adito da laringe
• Estende-se da margem superior da epiglote e pregas faringoepiglóticas até a margem inferior
da cartilagem cricoidea, onde se continua com o esôfago
• Paredes postero-laterais constituídas por músculos constritores médio e inferior + fáscia
bucofaríngea (continuação posterior da lâmina pré-traqueal)
• Internamente, estão situados na laringofaringe os músculos palatofaríngeo e estilofaríngeo
• Recesso piriforme → pequena depressão lateralmente ao adito da laringe, limitada pela
cartilagem tireoidea e membrana tireohioidea – é separado do adito da laringe pela prega
ariepiglótica – limitado lateralmente pelas faces mediais da cartilagem tireóidea e pela
membrana tireo-hióidea
• OS RAMOS DOS NERVOS LARÍNGEO INTERNO E LARÍNGEO RECORRENTE SITUAM-SE
PROFUNDAMENTE À TÚNICA MUCOSA DO RECESSO PIRIFORME E SÃO VULNERÁVEIS
À LESÃO QUANDO UM CORPO ESTRANHO SE ALOJA NO RECESSO

Músculos da faringe
• Camada circular externa:
❖ Constritor superior da faringe
❖ Constritor médio da faringe
❖ Constritor inferior da faringe
• Camada longitudinal interna: elevam a faringe e a laringe durante a deglutição e fonação
(encurtam e alargam)
❖ Músculo palatofaríngeo
❖ Músculo estilofaríngeo
❖ Músculo salpingofaríngeo
• Os músculos constritores da faringe têm um revestimento fascial interno e forte → fáscia
faringobasilar e um revestimento fascial externo fino → fáscia bucofaríngea
• Inferiormente a fáscia bucofaríngea funde-se com a lâmina pré-traqueal da fáscia cervical
profunda
• Os três músculos constritores são supridos pelo Plexo nervo faríngeo (ramos faríngeos do nervo
vago e glossofaríngeo + ramos simpáticos do gânglio cervical superior) → plexo situa-se na
parede lateral da faringe (sobre o m. constritor médio)

Vasos da faringe

Irrigação arterial
• Artéria tonsilar (ramo da artéria facial) – atravessa o m. constritor superior da faringe e entra no
polo inferior da tonsila palatina
• Artéria palatina ascendente
• Artéria lingual
• Artéria palatina descendente
• Artéria faríngea ascendente (ramo da carótida externa)

Drenagem venosa
• Grande veia palatina externa (veia paratonsilar)

Drenagem linfática da faringe


• Vasos linfáticos tonsilares → linfonodos perto do ângulo da mandíbula e linfonodo jugulo-
digástrico (linfonodo tonsilar)
• Tonsilas faríngeas, tubárias, palatinas e linguais formam o anel linfático – ao redor da parte
superior da faringe
• A parte anteroinferior do anel é formada pela tonsila lingual na parte posterior da língua
• As partes laterais do anel são formadas pelas tonsilas palatinas e tubárias
• Partes posterior e superior formadas pela tonsila faríngea

Nervos da faringe
• Plexo faríngeo
• Suas fibras motoras e sensitivas são destinadas à inervação dos músculos
• Fibras sensitivas provenientes do nervo glossofaríngeo e do nervo maxilar
• Fibras motoras derivadas do nervo vago (NC X) através de ramos faríngeos
• Os nervos tonsilares são derivados do plexo nervoso tonsilar formado por ramos dos nervos
glossofaríngeo e vago

Espaços ou recessos da faringe


• Recesso faríngeo: espaço entre o m. constritor superior e a base do crânio → dá passagem
ao m. levantador do véu palatino, tuba auditiva e artéria palatina ascendente → é aqui que a
fáscia faringobasilar funde-se à fáscia bucofaríngea para formar, com a túnica mucosa, a parede
fina do recesso faríngeo
• Espaço entre os mm. constritores superior e médio → dá passagem ao músculo estilofaríngeo,
nervo glossofaríngeo e ligamento estilo-hioideo
• Espaço entre os mm. constritores médio e inferior → dá passagem ao ramo interno do nervo
laríngeo superior e vasos laríngeos superiores
• Espaço abaixo do m. constritor inferior → dá passagem ao nervo laríngeo recorrente e artéria
laríngea inferior

Anatomia | Pescoço 04 – Laringe e glândulas

Introdução
• Laringofaringe → relação laringe-faringe
• Camada de vísceras mais anterior de todas → endócrina e respiratória
• Laringe: órgão do sistema respiratório, por ela só deve passar ar
• A laringe nunca está totalmente encoberta pelos mm. esterno-hioideos ➔ existe certa
distância entre o direito e o esquerdo, permitindo a visualização da parte endócrina e da
laringe após a retirada de todas as lâminas fasciais
• Série de cartilagens → cartilagem tireoidea = maior cartilagem da laringe
• Estruturas da laringe facilmente palpáveis na superfície - ex: proeminência laríngea
• Localização anteriorizada – ausência de estruturas que a encobrem por completo

Glândula tireoide
• Glândula endócrina – produz hormônios (T3, T4 e calcitonina)
• Parte mediana e interior do pescoço
• Anterolateral à traqueia e à laringe
• Istmo → tecido glandular que conecta os dois lobos
• Lobos → direito e esquerdo – abraçam a traqueia e a laringe se colocando lateralmente a
essas estruturas
• Relação com a coluna vertebral → última vértebras cervicais (C5-T1/C5-C7)
• A glândula possui uma cápsula fibrosa → interessante em casos cirúrgicos manter a cápsula
e retirar apenas o tecido glandular → a cápsula fibrosa emite projeções no interior da
glândula, separando o tecido
• Variação anatômica ➔ projeção – tecido glandular que pode se estender do istmo da glândula
até próximo do osso hioide = lobo piramidal da glândula tireoide

Glândulas paratireoides
• Vista posterior → lobos da tireoide abraçam a traqueia e a laringe → localização das 4
glândulas paratireoides
• Muito pequenas
• Mergulhadas no tecido glandular da glândula tireoide
• Encobertas pela cápsula fibrosa que encobre a tireoide
• Localizadas posteriormente
• Produzem o hormônio antagonista da calcitonina → paratormônio (PTH) – regula os níveis
séricos de cálcio no sangue

Laringe
• Correlação com gritar → fonação
• Importância: órgão do sistema respiratório, ar passa nos dois sentidos (inspiração e expiração)
• Para haver a fonação, o ar passa no sentido inverso (de dentro para fora)
• Som existe devido a obstáculos que o ar encontra no interior da laringe
• Não produz fala, produz som
• Órgão cavitário por onde passa o ar
• Função principal ➔ fonação
• Há possibilidade de se respirar sem a faringe = traqueostomia

Cartilagens
• A laringe é formada por muitas cartilagens, membranas conectando essas cartilagens e
alguns ligamentos conectando as estruturas no interior da laringe, possibilitando sua função
• A laringe está intimamente associada por uma membrana ao osso hioide, apesar desse osso
não fazer parte da laringe
• Todas são cartilagem hialina, exceto a epiglote que é cartilagem elástica

Cartilagem tireoidea

• Maior de todas
• Anterior
• Em forma de escudo
• Cartilagem hialina rígida
• Serve de fixação para musculatura
• Projeção anterior onde as lâminas se encontram na linha mediana ➔ proeminência laríngea
= ponto mais proeminente na linha mediana (“pomo de Adão”)
• Linha em vista lateral ressaltada ➔ linha oblíqua = onde se fixam uma série de músculos:
esternotireoideo, tireo-hioideo, constritor inferior da faringe...
• Dois prolongamentos, um superior e outro inferior ➔ cornos superiores e inferiores
• Cornos inferiores se articulam com a cartilagem cricoidea
• Cornos superiores vão em direção ao osso hioide, onde se fixam
• Em uma vista lateral quase não vemos a linha oblíqua, toda ela está encoberta por fixação
muscular
• A cartilagem hialina com o avanço da idade sofre ossificação. Logo, a cartilagem tireoidea
pode se ossificar também

Cartilagem cricóidea

• Inferior à tireoidea
• Anterior
• Em forma de anel de sinete → forma um anel completo (diferente da traqueia que possui
anéis em formato de C)
• Parte posterior ➔ lâmina (sinete)
• Parte anterior ➔ arco (anel)
• Articulada com a cartilagem aritenóidea
Epiglote

• Formato de folha
• Posterior
• Mais superior de todas

Cartilagens aritenoideas

• Parecem uma pirâmide


• Visíveis apenas em vista posterior
• Dois processos, um para anterior ➔ processo vocal, e outro para lateral ➔ processo
muscular
• Processo muscular = fixação de músculos
• Processo vocal = ligamento vocal (relacionado com a fonação)

Cartilagens corniculadas

• Formato de chifre
• Sobre as aritenoideas
• Vista posterior

Membranas e ligamentos da faringe


• Série de membranas que conectam as cartilagens e formam o esqueleto da laringe

Membrana tireo-hioidea

• Vai do hioide até a margem superior da cartilagem tireoidea


• Possui regiões mais espessas → ligamentos que constituem a membrana
• Lig. Tireo-hioideo mediano – até o corpo do hioide
• Ligg. Tireo-hioideos laterais – do corno superior da cartilagem tireoidea até o corno superior
do hioide
• Cartilagem tritícea: pequena e não serve para nada, localizada no interior da membrana

Ligamento cricotireoideo mediano

• Liga a cartilagem tireoidea à cartilagem cricóidea

Ligamento cricotraqueal

• Entre a cartilagem cricóidea e o primeiro anel traqueal

CORTANDO A LARINGE VEMOS OUTROS LIGAMENTOS...

Ligamento tireoepiglótico

• Conecta a cartilagem epiglote à face interna da cartilagem tireóidea

Ligamento hioepiglótico

• Conecta a face anterior da cartilagem epiglote ao osso hioide


LIGAMENTOS DETERMINANTES PARA A FUNÇÃO DA LARINGE...

Ligamento vestibular

• Acima do ligamento vocal


• Da cartilagem aritenóidea em direção paralela ao ligamento vocal
• Se fixa na face interna da cartilagem tireóidea

Ligamento vocal

• Parte do processo vocal da cartilagem aritenóidea até a face interna da cartilagem tireoidea

Cone elástico

• Espaço entre o ligamento vocal e a margem superior da cartilagem cricóidea


• É uma membrana

Membrana quadrangular

• Espaço entre o ligamento vestibular e toda a margem da epiglote


• Tecido conjuntivo
• Delimita uma abertura

ESPAÇO ENTRE A CARTILAGEM TIREOIDEA E A MEMBRANA QUADRANGULAR E O CONE


ELÁSTICO ➔ COM A MUCOSA INSERIDA ➔ ESPAÇO PIRIFORME

• Cartilagem cuneiforme ➔ inserida na membrana quadrangular de um lado e do outro, forma


os tubérculos cuneiformes
• Cartilagem corniculada ➔ forma os tubérculos corniculados
• Contorno da epiglote = adito da laringe = porta de entrada da laringe
• LIMITES DO ÁDITO DA LARINGE: margem superior da epiglote, prega ariepiglótica
(membrana que vai da epiglote até a cartilagem aritenóidea), tubérculo cuneiforme, tubérculo
corniculado e prega inter-aritenoidea
• O adito da laringe é a sua cavidade de entrada

Interior da laringe
• Mucosa recobre internamente a laringe → epitélio respiratório
• Mucosa cobre inclusive os ligamentos vestibular e vocal
• Prega vestibular = anterior, recobre o ligamento vestibular
• Prega vocal = recobre o ligamento vocal

Vestíbulo da laringe

• Após os limites do ádito


• É uma região, não uma estrutura
• Vai do adito até as duas pregas vestibulares
• Prega vestibular
• Rima do vestíbulo: intervalo entre as duas pregas vestibulares
Parte média da cavidade

• Entre a prega vestibular e a prega vocal


• Ventrículo da laringe: nas duas laterais da parte média, entre uma prega vestibular e uma
prega vocal – evaginação/ projeção lateral da mucosa
• Sáculo da laringe: ventrículo se estende superiormente formando uma bolsa de fundo cego =
sáculo da laringe → importância: série de células caliciformes da mucosa do epitélio
respiratório que secretam muco se localizam nesse sáculo, o muco escorre até se espalhar
sobre a prega vocal, mantendo-a umedecida de forma a não ressecar e haver problemas
vocais

Glote

• Começa na prega vocal


• Prega vocal: mais inferior que a prega vestibular
• Rima da glote: espaço entre as duas pregas vocais

Cavidade infraglótica

• Pouco importante
• Continuação da laringe (comunicação com a traqueia)

Músculos da laringe
• Músculos permitem a série de movimentos que produzem os diferentes sons (movimentam as
pregas vocais)

Músculo cricotireóideo

• Parte reta e parte oblíqua


• Da cartilagem cricóidea até a cartilgaem tireoidea
• Aproxima – eleva a cartilagem cricóidea e abaixa a cartilagem tireoidea → o ligamento vocal
aumenta de tamanho
• Tensiona o ligamento vocal – som agudo
• Antagonista do tireoaritenoideo

Músculo tireoaritenóideo

• Fibras horizontais
• Tireóide e aritenóide
• Puxa a aritenóide para a frente, diminuindo o ligamento vocal
• Relaxa/ encurta o ligamento vocal – som grave
• Antagonista do cricotireóideo
• Algumas fibras vão para o adito da laringe – parte tireoepigótica → alarga o ádito da laringe

Músculo cricoaritenóideo posterior

• Vista posterior
• Fibras se inserem no processo muscular
• Puxam a cartilagem aritenóidea para medial – ocorre uma rotação, processo muscular fica
anteriorizado
• Abduz o ligamento vocal e alarga a rima da glote – INSPIRAÇÃO – entrar mais ar,
afastar os obstáculos

Músculo cricoaritenoideo lateral

• Antagonista do posterior, lateral a ele


• Se fixa no processo vocal da cartilagem aritenoidea e na cartilagem cricoidea
• Puxa o processo muscular provocando uma rotação lateral
• Aduz o ligamento vocal e estreita a rima da glote – FONAÇÃO – só há fonação quando a
rima da glote está próxima

Músculo aritenoideo transverso e oblíquo

• Fibras transversas entre umaa aritenoide e outra = transverso


• Fibras oblíquas (X) = oblíquo
• Aproximam as duas cartilagens aritenóideas, fechando completamente a rima da glote
• Aduz o ligamento vocal e fecha a rima da glote – FONAÇÃO e DEGLUTIÇÃO – não
queremos que entre alimento na laringe
• Fibras mais compridas do aritenoideo oblíquo que chegam até a prega ariepiglótica → se
cruzam (como um cadarço) e apertam/ estreitam o ádito

Músculo vocal

• Ajuste fino do ligamento vocal


• Contração ou relaxamento pontual

PREGA VESTIBULAR – PRECEDE A PREGA VOCAL – IMPORTANTE FUNÇÃO PROTETORA:


MUCOSA RICAMENTE INERVADA PELO RAMO INTERNO DO NERVO LARÍNGEO SUPERIOR
– REFLEXO DA TOSSE

Estruturas neurovasculares

Artérias
• ARTÉRIA TIREÓIDEA SUPERIOR
❖ Glândula tireoide e laringe
❖ 1º ramo da artéria carótida externa
❖ Ramo que atravessa a membrana tireo-hioidea e irriga toda a parte interna da laringe até
o nível das pregas vocais ➔ RAMO LARÍNGEO SUPERIOR
❖ RAMOS GLANDULARES
• ARTÉRIA TIREÓIDEA INFERIOR
❖ Ramo do tronco tireocervical (a. subclávia – 1ª parte)
❖ Relação com dois nervos que o professor não falou o nome RISOS (acho que era nervo
laríngeo recorrente e outro)
❖ Supre glândula tireoide, traqueia, laringe, faringe e esôfago
• Pode existir uma ARTÉRIA TIREÓIDEA IMA → variação anatômica: sobe única à frente da
traqueia e nutre a glândula tireoide (não chega na laringe) → Procedimento que precise
acessar as vias aéreas anteriores – tomar cuidado com a artéria tireoidea ima
Veias
• Três veias tireoideas
• VEIA TIREOIDEA SUPERIOR
❖ Acompanha a artéria tireoidea superior
• VEIA TIREOIDEA MÉDIA
❖ Não possui artéria correspondente
❖ Drena para a VJI
• VEIA TIREOIDEA INFERIOR
❖ Plexo venoso anterior à glândula tireoide
❖ Veias confluem para descer em direção às veias braquiocefálicas

Linfonodos
• Divisão da laringe em acima das pregas vocais e abaixo das pregas vocais
• ACIMA:
❖ Linfonodos cervicais laterais profundos
• ABAIXO (inclusive as glândulas):
❖ Linfonodos pré-traqueais e paratraqueais → Linfonodos cervicais laterais profundos
inferiores

Nervos
• Inervação da laringe (a tireoide possui apenas ramos simpáticos para vasoconstrição)
• NERVO LARÍNGEO SUPERIOR
❖ Ramo do nervo vago
❖ Se divide em um ramo interno que atravessa a membrana tireo-hioidea com a artéria e
veia – vai para a mucosa da laringe, das pregas vocais para cima (pregas vestibulares,
adito da laringe...)
❖ LESÃO NO RAMO INTERNO → Perder a sensibilidade da mucosa da laringe – sem
reflexo de tosse (captado por esse nervo nas pregas vestibulares) – possível obstrução
das vias aéreas
❖ O seu ramo externo vai direto para o m. cricotireoideo
❖ LESÃO DO RAMO EXTERNO → O músculo cricotireoideo estica a prega vocal –
incapacidade de ter a voz aguda (“voz monótona”)
• NERVO LARÍNGEO RECORRENTE
❖ Ramo do nervo vago
❖ Inerva todos os demais músculos da laringe
❖ LESÃO DO NERVO LARÍNGEO RECORRENTE → Aneurisma de aorta (no lado esquerdo
ele passa no arco da aorta) pode afetar a laringe → incapacidade de movimentar toda a
musculatura – pregas vocais não se movimentam – perde a capacidade de fonação ➔
afonia, rouquidão, problemas respiratórios (respiração ruidosa – sensação constante de
falta de ar)

Face e Couro cabeludo


Anna Carolina S. Moulin - MedUfes 102
Introdução
• Importante ler os quadros azuis do Moore
• Os tecidos que envolvem o crânio (pele, tela subcutânea...) apresentam espessura fina
• Estrutura do crânio aparente ao exame físico → visualização e palpação
• Musculatura da mímica e do couro cabeludo: muitas estruturas similares
• A estratimeria do couro cabeludo possui camadas homólogas às da face
• Toda a parte musculoaponeurótica do couro cabeludo e da face é oriunda do 2o arco faríngeo (arco
hioide)
• O nervo responsável por essa camada musculoaponeurótica, devido à origem embriológica, é o Nervo
Facial (NC VII)

Couro Cabeludo
• Língua inglesa → couro cabeludo = SCALP
• Escalpo - Scalp - camadas do couro cabeludo
• Cada letra diz respeito a uma das camadas que compõem o couro cabeludo
• Recobre quase toda a extensão superior e posterior do crânio

• 1
• S - Skin - Pele
• Camada mais externa
• Pele espessa
• Coberta por folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas
• Alguns cistos ou aumentos de volume referentes à alteração das glândulas sebáceas são
comuns no couro cabeludo
• A pele, quando dissecada, é bastante aderida ao tecido abaixo dela

• 2
• C - Closed - Densa
• Tecido subcutâneo denso
• Profundamente à pele
• Possui muitas fibras colágenas → característica peculiar
• Grande parte dos vasos mais importantes e dos nervos do couro cabeludo estão localizados
nessa camada
• As paredes dos vasos estão aderidas às fibras colágenas
• Lesão em algum desses vasos → luz permanece aberta → fibras "puxam" a luz do vaso
• Sangramento extremamente difuso nesse tecido subcutâneo denso

• As lesões no couro cabeludo podem ocorrer no sentido anteroposterior ou laterolateral


• Se a lesão, tanto anteroposterior quanto laterolateral, acometer apenas a pele e o tecido
subcutâneo denso, a ferida não se abre → fibras colágenas da segunda camada aderidas à pele
impedem que isso ocorra
• Quando o corte é feito pegando a terceira camada do couro cabeludo, há uma diferença entre a
secção anteroposterior e a laterolateral
o Anteroposterior - não ocorre abertura da ferida
o Laterolateral - ferida se abre completamente, sangramento mais visível
• O planejamento para a retirada de uma lesão da pele envolvendo-se a tela
subcutânea densa ou camadas mais profundas → incisão deve ser no sentido
anteroposterior. Embora esteticamente não haja nenhuma função (uma vez que os
cabelos cobrem a cicatriz), caso essa incisão seja laterolateral a ação muscular fará
com que as bordas da ferida se abram → queloide, cicatriz fibrosa
• O ideal para remoção de lesões no couro cabeludo que atingem a 3a camada é uma
incisão no sentido anteroposterior!
• Bater a cabeça em algum lugar (comum com crianças) → trauma com aumento de volume
característico = edema ou hematoma → esse hematoma pode (A) ficar circunscrito em uma área
específica do couro cabeludo → esse aumento de volume circunscrito quer dizer que o edema se
manteve retido em uma camada com muitas fibras colágenas (2a camada), impedindo que
ocorresse o extravasamento do hematoma → característica de uma lesão superficial,
atingindo apenas até a 2a camada do couro cabeludo
• Em lesões com aumento de volume do couro cabeludo não circunscrito (lesões mais profundas),
muito provavelmente surgirão hematomas na região da face ou do arco zigomático, mesmo
sendo a lesão no couro cabeludo. Quando o trauma é mais profundo (após 2a camada) não há
presença de fibras colágenas para retenção da lesão
o TRAUMAS SUPERFICIAIS → EDEMA CIRCUNSCRITO
o TRAUMAS PROFUNDOS → AUMENTO DE VOLUME NÃO CIRCUNSCRITO À ÁREA EM
QUE OCORREU O TRAUMA
o Galo = edema circunscrito em uma área específica da tela subcutânea → quando se
comprime o galo, a pressão na área aumentada faz com que o edema se espalhe → faca
metálica gelada - temperatura baixa estimula a vasoconstrição, diminuindo o inchaço

• 3
• A - Aponeurose
• Aponeurose epicrânica / Gálea aponeurótica
• Embora possua o nome de aponeurose, temos o músculo do couro cabeludo que está preso a
essa aponeurose → uma aponeurose é um tendão aplanado, temos dois ventres musculares que
se interpõem entre essa aponeurose
o Esses dois ventres formam o músculo occipitofrontal
• Possui dois ventres occipitais e dois ventres frontais
• Ventre occipital se fixa na linha nucal suprema, podendo se estender até a face lateral
do processo mastoide → se continua com a aponeurose que cobre grande parte
superior do crânio
• Ventre frontal não se prende a nenhuma estrutura óssea, apenas à pele da parte
superior do supercílio
• A ação do ventre occipital irá puxar essa camada em direção posterior
• A ação do ventre frontal puxa a camada em direção anterior
• Pessoas que mexem o couro cabeludo → ação dos ventres frontais e occipitais do
músculo occipitofrontal
• Esse músculo se insere na região próxima ao arco superciliar
• Essa aponeurose epicraniana posteriormente se continua com o ventre occipital (linha nucal
suprema), ventre frontal (pele próxima aos arcos superciliares)
• Na parte lateral desce e se prende na margem superior do arco zigomático → IMPORTÂNCIA:
logo depois da pele e tecido subcutâneo denso, a aponeurose epicraniana se prende na margem
superior do arco zigomático, profundamente a ela encontramos o tecido subaponeurótico frouxo
→ na região temporal, entre essas duas últimas camadas encontramos também a fáscia do
músculo temporal e o músculo temporal
o Como entre a aponeurose epicraniana e o tecido subaponeurótico frouxo está a fáscia do
músculo temporal, os hematomas da têmpora descem e param na margem superior do arco
zigomático → lateralmente e superficialmente se prende a aponeurose, medialmente a
fáscia do músculo temporal → não existe meio de o hematoma ir para inferiormente ao arco
zigomático
o Exceção: trauma forte na têmpora, envolvendo o músculo temporal → o músculo se
comunica com a fossa infratemporal → hematoma pode ir para inferior
• Músculos vestigiais na espécie humana: movimentam o pavilhão auricular
o Mm. Auricular anterior, superior e posterior
o Origem do 2o arco faríngeo
o Músculos da mímica
o Função para movimentação do pavilhão auricular, permitindo a melhor percepção dos sons
o Fixados à aponeurose epicraniana

• 4
• L - Loose - Frouxa
• Tecido subaponeurótico frouxo
• Permite:
o Movimentação perfeita
o Clivagem perfeita das camadas 1, 2 e 3 (destaque)
o Completo deslizamento
• Quando ocorre o escalpelo de uma pessoa (couro cabeludo totalmente destacado) a camada por
onde ocorre tal afastamento é a 4a camada
• Na verdade, sua estrutura não é similar a de uma camada em si
• Tecido adiposo areolar - cheio de espaços
• Só é possível visualiza-la quando é cortada de imediato e se puxam as três camadas superiores
do couro cabeludo
• Fino, transparente, permite mobilidade

• Que ocorrem próximos da fronte:


o Hematomas se difundem (ocorrem na camada subaponeurótica)
• Que ocorrem na região da pálpebra superior e inferior:
o O ventre frontal do músculo occipitofrontal se adere à pele → se o edema é abaixo da
aponeurose nada impede que ele desça à fronte e chegue nas pálpebras
o Pancada forte → hematoma chega na camada subaponeurótica → pálpebras arroxeadas

• 5
• P - Pericrânio
• Periósteo do crânio
• Esse periósteo, diferentemente dos outros periósteos encontrados ao longo do corpo, não
possui função osteogênica eficiente
o Osteotomia: não se coloca o osso novamente, após a sua remoção para uma cirurgia de
crânio aberto, mas sim uma placa metálica ou plástica
• Veias emissárias: importantes veias localizadas no periósteo do crânio que comunicam as veias
superficiais do couro cabeludo com os seios venosos da dura-máter
o Por serem avalvuladas, podem disseminar infecções facilmente para a região
endocraninana
• Edemas abaixo do periósteo também ficam circunscritos
o Crianças → camadas mais finas → traumas chegam na camada mais profunda mais
facilmente

• 2 ventres frontais do músculo occipitofrontal


• Ventres occipitais
• A musculatura ao redor do pavilhão auricular é muito dificilmente distinguida (separar os 3
músculos)
• Aponeurose epicraniana cortada → abaixo dela percebemos o tecido subaponeurótico frouxo →
em um determinado ponto vemos a fáscia do músculo temporal → hematoma, edema, infecção
irão parar na margem superior do arco zigomático se estiverem acima da fáscia e abaixo da
aponeurose → se o trauma for mais profundo, mais forte e ocorrer em uma posição mais medial
na fáscia haverá comunicação para a fossa infratemporal

Face
• Pele na região mediana → mais espessa / Pele nas regiões laterais → mais fina
• No terço médio e inferior da face, a pele do nariz e dos lábios é mais espessa quando comparada
com a pele das bochechas
• De forma a compensar → tela subcutânea da parte lateral é mais espessa e da parte mediana
mais fina

• Tecido encontrado na face, formado pela musculatura ou aponeurose encontrada


• SMAS = Sistema musculoaponeurótico superficial
• Parte superficial grande e parte ligeiramente profunda pequena
• O SMAS é responsável pela formação de toda a estrutura muscular encontrada na região da face
• A ação principal do músculo faz com que ele tenha seu nome em referência → não existe uma
ação única de cada músculo, todos agem em conjunto
• Funções principais: agir nas aberturais naturais da face (rima palpebral, narinas, rima labial) →
fazer com que essas fendas se ampliem ou diminuam sua abertura, de modo a facilitar a
visualização, respiração, mastigação e fonação
o Rima palpebral - pálpebra superior, pálpebra inferior, canto medial do olho e canto lateral do
olho
o Narinas - aberturas da proeminência mediana da face, sofrem ação muscular para que se
ampliem ou diminuam seu diâmetro
o Rima labial - entrada da cavidade da boca
o Essas rimas são semelhantes a esfíncteres existentes em grande parte dos órgãos do
corpo - até a musculatura lisa forma espessamentos musculares que, sobre ação neuronal,
proporcionam a abertura e o fechamento
• A musculatura é """voluntária""" entre aspas muitas aspas
o Grande parte realmente age sob controle da vontade
o Há possiblidade de ação involuntária → pálpebras se movem sem seu controle (problemas
emocionais
• Abaixo do SMAS temos o músculo mais profundo juntamente com sua fáscia, na região da
bochecha → músculo masseter e fáscia massetérica (corresponde à fáscia profunda que
estudamos em outras partes do corpo) → o SMAS corresponde à fáscia superficial
• A camada que forma o SMAS não fica isolada, se prende à fáscia profunda ou ao periósteo →
seu deslizamento causa pregas

• Reprodução de toda a ação muscular que ocorre abaixo da pele


• Direção da fibra muscular → provoca um sulco no sentido perpendicular na direção das fibras →
fundamento das linhas de tensão
• Pouco nítidas na pessoa jovem → produzidas com o tempo dependendo de fatores externos
(podendo aparecer de maneira precoce)
• Sulcos característicos da idade
• Fazem com que a estrutura facial seja modificada
• Idade → perda de tecido adiposo → pessoa perde água do tecido

• Pontos onde a SMAS não é contínua → série de espessamentos de tecido adiposo


• Ocupam áreas envolvendo todo o SMAS
• Série de tecidos adiposos que envolvem a camada musculoaponeurótica
• Se perdemos o tecido adiposo de qualquer uma dessas áreas, a pele que se prende fica flácida,
formando bolsas de tecido características ("olheiras")
• Com a idade os sulcos ficam mais proeminentes → sustentação da pele é perdida
• Não se fazem sucções de gordura/ lipoaspirações na região da face → o nervo facial
acompanha essas estruturas (risco de lesão)
• Na região da bochecha há grande concentração desse tecido adiposo
o Recém-nascido → bochechas bem desenvolvidas → tecido adiposo abundante, é
importante para o deslizamento da camada muscular responsável pela mastigação e pela
sucção
o Persiste no adulto obeso → perdendo a obesidade, o tecido adiposo da região também
desaparece
o BICHECTOMIA:
• Remoção de tecido adiposo na região da bochecha
• Limite para remoção desse tecido adiposo = 10ml
• Cirurgia feita intrabucalmente - pequena incisão
o O corpo adiposo da bochecha não é restrito a essa região, mas se estende até as regiões
temporal, infratemporal e pterigoidea → devido a isso não se pode retirar toda a gordura
presente na região (existência de projeções)
o Corpo adiposo da bochecha = bola de bichat

• Série de ligamentos comuns na região da face


• Existência de bolsas
• Substâncias preenchedoras ou fios de ouro → pele seja repuxada para um local específico →
fios passam por esses ligamentos e os puxam (consequentemente também puxam a pele)
• Incisão pré-auricular e verticalizada, contornando a região do pavilhão → horizontal na parte
posterior do pavilhão auricular → nessa região a estética é mais agradável, não existe problema
de lesão de alguma estrutura pois o nervo está localizado profundamente nessa região (se
superficializa apenas próximo dos orifícios da face)
• Sulco nasolabial: a maior parte dos músculos que chegam na região chegam próximos ao
orifício, prendendo-se na pele ou na mucosa → retirando-se a fibra muscular, a pele perde sua
ação

Grupos musculares
• Ventre frontal do músculo occipitofrontal:
• Sulcos horizontais na fronte
• Ação → eleva a fronte e os supercílios
• Músculo orbicular dos olhos:
• Musculatura ao redor da rima palpebral
• Porção palpebral
• Ação esfinctérica → produz sulcos no canto lateral do olho ("pés de galinha")
• Músculo corrugador dos supercílios:
• Sulco que ocorre na raiz do nariz
• Quase que totalmente vertical e ligeiramente oblíquo

Se prende no arco superciliar e vai até a região do nariz

Supercílio franzido = pessoa duvidando de algo ou não agradada do que está sendo ouvido

Músculo extremamente potente, pode formar mais de um sulco na pele
• Músculo prócero:
• Sulco horizontal na raiz do nariz
• Age formando sulcos transversais
• Comum a algumas pessoas que não estão agradadas do que estão ouvindo ou sentindo
• Músculo levantador da asa do nariz e do lábio superior:
• Lateral ao nariz
• Ação não só na asa do nariz, como também no lábio superior
• Músculo nasal:
• Parte transversa visível
• Parte alar → age elevando a asa do nariz
• Um deprime o dorso do nariz e o outro abre a narina, aumentando seu diâmetro
• Existe a ação de outros músculos simultaneamente
• Espessamento da ponte do nariz
• Músculo risório:
• Sorriso de monalisa, pouco agradável
• Difícil de ver
• Músculo superficial
• Músculo orbicular da boca:
• Músculo que age ao redor da rima labial
• Sucção faz a ação
• Cigarro faz com que a ação da musculatura forme sulcos verticais nos lábios superiores e
inferiores, caracterizando as linhas de tensão
• Músculo depressor/ abaixador do lábio inferior:
• Everte o lábio inferior
• Músculo mentoniano:
• Músculo depressor do ângulo da boca:
• Característico
• Ação de outro músculo do pescoço → músculo platisma (também é um músculo da expressão
facial, vestígio na espécie humana
• Músculo bucinador:
• Mais profundo, apesar de ser também um dos músculos da mímica
• Continua-se posteriormente com o músculo constritor superior da faringe
• Assoprar, mastigar

• Se a pele é removida, apenas a parte posterior do músculo occipitofrontal continua aderida


• Quando a pessoa tem paralisia facial, ela ainda é capaz de realizar a abertura da pálpebra
superior → a inervação não é pelo nervo facial, mas sim pelo nervo oculomotor → ocorrerá
apenas o não fechamento completo da rima

• Lateral à rima labial (comissura labial)


• Todas as fibras musculares se entrecruzam formando o modíolo → parte lateral da comissura
labial → percebida em algumas pessoas que quando sorriem formam uma depressão ("covinhas")
• Cirurgia plástica: modíolo fica mais lateralizado
Estímulo das fibras musculares para ação muscular
• Nervo motor para os músculos da mímica → nervo facial (NC VII)
• Na junção neuromuscular libera de suas vesículas a acetilcolina que faz a ação na fibra muscular
para que ocorra a contração muscular
• Medicamento para que as vesículas não liberem a acetilcolina = toxina botulínica
o Impede que as vesículas liberem a acetilcolina
o Duração - 4 a 6 meses após sua aplicação
o Paralisação temporária da musculatura, não aparência dos vincos ou dos sulcos existentes
na pele
o Outras utilizações da toxina botulínica:
• Pessoas que, ao sorrirem, toda a gengiva se torna aparente → estética e
funcionalmente ruim para o paciente → toxina utilizada para que a estrutura labial
superior abaixe e o indivíduo tenha suas características mantidas
• Síndrome de Down: salivação constante do indivíduo → complicado para pais e
cuidadores → uso da toxina botulínica no interior da glândula, fazendo com que
produza menos saliva
• Tratamento de bruxismo
• Hipertrofia muscular
• Tratamento de enxaqueca

• Não se faz mais preenchimentos nessa área, uma vez que profundamente a esse sulco se
encontram a artéria e a veia faciais - sulco é a demarcação externa desses vasos
• Para se fazer injeções de preenchimento há o risco de colocar a substância preenchedora no
interior do vaso, podendo levar inclusive à cegueira do indivíduo
• Se for administrada dentro de uma veia (veias da cabeça são avalvuladas) o fluxo sanguíneo
pode ser alterado → necrose do nariz, lábio superior, etc
• A perda dos elementos dentais faz com que o sulco nasolabial fique mais evidente

Irrigação arterial da face


• Verdadeira rede arterial que se distribui na 2a camada do couro cabeludo
• Hemorragias grandes na região do couro cabeludo
o Vascularização extensa → anastomose de ramos da carótida interna e da carótida
externa
FACE DE UM INDIVÍDUO → EXTENSA VASCULARIZAÇÃO → ALTA E RÁPIDA
REGENERAÇÃO → IMPORTANTE PARA A PROVA! → DESVANTAGEM → EDEMA PÓS
OPERATÓRIO EXAGERADO
Infecções
o Quanto maior a vascularização, maior a probabilidade de uma infecção não se difundir →
o processo infeccioso só se expande quando não há defesa na circulação sanguínea
o Vascularização pobre → infecções se propagam mais
o Células de câncer, por outro lado, precisam de uma vascularização maior

• Da sua margem anterior saem as artérias tireóidea superior, lingual e facial


• ARTÉRIA FACIAL:
Trajeto cervical e trajeto facial (acima da margem inferior da mandíbula)
Artéria extremamente tortuosa quando comparada com a veia → diminuir a pressão →
artérias da cabeça oriundas do arco aórtico, precisam de tortuosidade para que a pressão
seja diminuída e não haja rompimento da parede dos vasos
O ponto em que essa artéria se encontra mais superficial é anteriormente ao masseter,
quando passa na margem inferior da mandíbula
Sentir sua pulsação
As incisões nessa região jamais podem ser feitas na margem inferior da mandíbula,
sempre abaixo → a artéria facial abaixo da margem passa profunda à glândula
submandibular
ARTÉRIA LABIAL INFERIOR
ARTÉRIA LABIAL SUPERIOR
ARTÉRIA NASAL
Irriga o dorso do nariz
ARTÉRIA ANGULAR
Termina a Artéria Facial no canto medial do olho
Se anastomosa com a artéria oriunda da artéria carótida interna (oftálmica)
Ramos da Artéria Facial que vão para a asa do nariz:
Artéria alar superior
Artéria alar inferior

• Penetra no canal carótico, passa na parte petrosa do osso temporal, sai no ápice da parte
petrosa do osso temporal, se coloca dentro do corpo do esfenoide, faz ligeira curvatura (cifão da
artéria carótida interna) → desse cifão sai a Artéria Oftálmica
• O cifão da artéria carótida interna possui como função primordial diminuir a pressão do sangue
do interior da artéria (tortuosidade do trajeto)
• ARTÉRIA OFTÁLMICA:
Irriga todas as estruturas da órbita
Região das pálpebras irrigada por ramos da Artéria Oftálmica
Emite ramos que irrigam o terço superior da face, especialmente a fronte:
ARTÉRIA SUPRAORBITAL:
ARTÉRIA SUPRATROCLEAR:
Passa por cima da tróclea da fóvea troclear
ARTÉRIA NASOCILIAR:
Irriga a raiz do nariz
• ARTÉRIA OCCIPITAL E RAMO AURICULAR POSTERIOR:
Se direcionam para a parte posterior do crânio
Separadas uma da outra pelo processo mastoide → uma é profunda e a outra superficial a
ele
• ARTÉRIA MAXILAR:
• ARTÉRIA TEMPORAL SUPERFICIAL:
Dois ramos → ramo frontal e ramo parietal
Irrigam o couro cabeludo

• ARTÉRIA SUPRAORBITAL E SUPRATROCLEAR + RAMO FRONTAL DA TEMPORAL


SUPERFICIAL
ACI & ACE
• RAMO PARIETAL DA TEMPORAL SUPERFICIAL + ARTÉRIA AURICULAR POSTERIOR E
OCCIPITAL
ACE & ACE
• ARTÉRIA TEMPORAL SUPERFICIAL + ARTÉRIA FACIAL
ACE & ACE
Por meio da artéria transversa da face
Dentro do parênquima da glândula parótida
Se coloca entre o arco zigomático e o ducto da glândula parótida - meia distância das
duas estruturas
• As anastomoses bilaterais são constantes → artérias da direita se anastomosam com suas
correspondentes do lado esquerdo na linha mediana
• ARTÉRIA ANGULAR + ARTÉRIA OFTÁLMICA
ACE & ACI

Drenagem venosa da face


Maior parte das veias apresenta variação anatômica
INFECÇÕES EM VASOS DA CABEÇA DEVEM SER TRATADAS COM URGÊNCIA ANTES
QUE SE DISSEMINEM PARA O INTERIOR DA CAVIDADE CRANIANA

• Superior e inferior
• VOS e VOI + Veia Facial → anastomose
• Terminam no seio cavernoso (seio venoso da dura-máter)
• Infecções nessas veias chegam facilmente ao seio cavernoso

• Forame emissário do esfenoide


• Plexo venoso pterigoideo e seio cavernoso
Trombose do seio cavernoso:
Alterações grandes na região da face
Veia facial → Veia oftálmica → Seio cavernoso
Edema de pálpebra
Olho caminha medialmente (compressão do nervo)

• Se comunica com a Veia Facial através da Veia Facial Profunda


• Se comunica também com a Veia Oftálmica Inferior

Triângulo perigoso da face


Área de triângulo cuja base está na rima dos lábios e o ápice na região da glabela
Veia facial
Veia oftálmica
Veia facial profunda
Todas essas veias se anastomosam com veias do interior da cavidade craniana
Infecções podem se estender para o interior do crânio

Drenagem linfática da face

• Linfonodos = contas
• Vasos linfáticos = correntes
• Formado por diferentes grupos de linfonodos
Linfonodos occipitais: parte posterior do couro cabeludo
Linfonodos retroauriculares ou mastoideos: região posterior do couro cabeludo,
pavilhão auricular, orelha e região do processo mastoide
Linfonodos pré-auriculares ou parotideos: região anterior do pavilhão auricular,
articulação temporomandibular, glândula parótida e parte mediana da face
Linfonodos submandibulares: terço médio e inferior da face
Linfonodos submentuais: região mediana do terço inferior da face
• Linfonodos faciais → próximos da veia facial
• Toda a linfa drena nesse sentido:
Colar pericervical → Linfonodos cervicais superficiais → Linfonodos cervicais profundos →
Tronco torácico ou Ducto linfático → Ângulo venoso

Regiao Parotideomasseterica e fossas


Infratemporal e Pterigopalatina

Anna Carolina S. Moulin - MedUfes 102

Região Parotideomassetérica
• Envolve o masseter e a glândula parótida
• Região superficial
• Localização: terço posterior e lateral da face

• Superior → até o arco zigomático


• Posterior → meato acústico externo e borda anterior do ECM
• Anterior → margem inferior do músculo masseter
• Inferior → base da mandíbula e ápice da glândula parótida
• Lateral → aberta
• Medial → ramo da mandíbula, separa a região parotideomassetérica da fossa infratemporal

• Incisura da mandíbula → comunica a Região Parotideomassetérica com a Fossa Infratemporal


• Conteúdo: Glândula parótida, músculo masseter, estruturas vasculares e nervosas

• Um dos músculos da mastigação (ao todo são 4)


o Dentre esses é o músculo mais potente, com mais força
• Quadrado, fibras curtas (característica de músculos com alta potência)
• Superficial na face
• Tetania!
o Um dos primeiros músculos a apresentar trisma (contração, fica rígido)
o Paciente sente dor ao abrir a boca
o Diagnóstico de tétano
• Origem: face medial e margem inferior do arco zigomático
• Se estende em direção ao ângulo da mandíbula (ranhuras massetéricas)
o Quase toda a superfície lateral do ramo da mandíbula apresenta a fixação de fibras
musculares do músculo (não é só nas ranhuras massetéricas, elas são apenas o local
onde a mandíbula sofre maior tração muscular)
• Músculo dividido em dois feixes quanto à sua origem, um superficial e outro profundo
o Profundo - fibras verticais na face medial do arco zigomático → principal ação é a
elevação da mandíbula
o Superficial - fibras oblíquas na margem inferior do arco zigomático → eleva a mandíbula,
traciona a mandíbula anteriormente
• Inervação e vascularização vem da parte profunda do músculo (não da para visualizar
superficialmente)
• Artéria e nervo massetérico → origem na fossa infratemporal, chegam na região
parotideomassetérica pela incisura da mandíbula
• Estruturas superficiais ao músculo masseter:
o Ramos do nervo facial
o Ducto da glândula parótida
o Artéria facial transversa (entre o arco zigomático e o ducto da glândula parótida)
• Hipertrofia do masseter → assimetria da face → aplicação da toxina botulínica (ação = impede a
liberação do neurotransmissor)

• Anexo da cavidade da boca


• Maior glândula salivar do corpo
o No entanto, não é a glândula que produz a maior quantidade de saliva (glândula
submandibular)
• Nome deriva da posição (parótida = próxima à orelha)
• Forma de pirâmide
o Base da pirâmide → triangular, voltada superiormente
o Ápice voltado inferiormente
• Coloração = tom amarelado, típico de glândulas salivares (bom para diferenciação de
linfonodos)
• Localização complicada
o Espremida
o Inserida em uma parte entre o ramo da mandíbula e o músculo esternocleidomastoideo
o Se aprofunda entre o ramo da mandíbula e os músculos inseridos nele (masseter e
pterigoideo) e o músculo esternocleidomastoideo posteriormente
• A localização da glândula parótida justifica por que a caxumba é dolorida durante a
mastigação:
o Ao abrir a boca, a glândula fica comprimida pelo ângulo da mandíbula
o Caxumba possui uma filia muito grande pela glândula parótida e pelos testículos
• Relações anatômicas
o Superfície lateral → tela subcutânea (continuidade)
o Superfície posterior → músculo esternocleidomastoideo e ventre posterior do músculo
digástrico
o Superfície anterior → ramo da mandíbula com os músculos que se inserem nesse ramo
(masseter e pterigoideo medial)
• Lábios
o Relação com o ângulo da mandíbula
o A glândula apresenta dois lábios (duas projeções)
o Lábio lateral e lábio medial (com relação à mandíbula)
• Lateral → parte superficial ao músculo masseter
• Medial → se aprofunda em direção ao músculo pterigoideo medial
• Envolvida por uma fáscia parotidea
o Derivada/ continuação da lâmina superficial da fáscia cervical
o Envolve todo o corpo da glândula
o Envolve também o músculo masseter
• Cada estrutura tem a sua loja específica
• Essas fáscias (parotídea e massetérica) se confundem nessa região do lábio lateral,
formando a fáscia parotideomassetérica
o Fáscia bem resistente - mesma resistência da região cervical
• Impede e limita a expansão da glândula
• Caxumba: glândula tenta aumentar seu volume pelo processo inflamatório →
provoca dor → compressão de vísceras (distensão ou compressão)
o Superficialmente à fáscia encontramos fibras musculares dos músculos platisma e risório
• Ducto parotídeo
o Glândula localizada fora da boca
o Se destaca no lado lateral da glândula
o Trajeto horizontal na face, paralelo ao arco zigomático (2 dedos transversos de distância)
o Passa superficialmente ao músculo masseter
o Na margem anterior do masseter se curva medialmente e atravessa o músculo bucinador
o Ducto se abre no vestíbulo da boca, na altura do 2o molar superior
• Nesse ponto de abertura a mucosa se destaca formando a PAPILA PAROTÍDEA
(semelhante à papila duodenal maior)
o Palpável
• Paciente morde, masseter fica com o tônus aumentado → dedo na margem anterior
do músculo
• Glândula parótida acessória
o Quando parte do parênquima da glândula parótida se destaca e fica envolta do ducto
• A glândula pode ser ordenhada
o Pacientes com diminuição do fluxo salivar
o Testar a secreção da glândula ordenhando
• Estratimeria - terço posterior e lateral
o Pele → Tela subcutânea (delgada quando comparada com outras regiões, apresenta
alguns músculos cutâneos, especialmente partes dos músculos platisma e risório) →
Fáscia parotídea que se continua com a Fáscia massetérica → Glândula parótida →
Músculo masseter
• Estruturas que atravessam o interior da glândula
o Artéria carótida externa
• Termina dentro da glândula parótida
• Dois ramos terminais (a artéria facial transversa é um ramo da temporal superficial) -
maxilar e temporal superficial
o Veia retromandibular
o Nervo facial
• Divide a glândula clinicamente em uma parte superficial e uma parte profunda
(distinção puramente clínica, não anatômica)
• Derivado do 2o arco faríngeo
• Inerva os músculos da mímica
• NÃO INERVA A GLÂNDULA PARÓTIDA!! (a única glândula salivar que o nervo
facial não inerva é a glândula parótida)
• Relações anatômicas do nervo:
▪ Emerge na base do crânio pelo forame estilomastóideo
▪ Penetra no interior da glândula parótida
▪ Se divide em dois troncos → formação, no interior da glândula, do plexo
intraparotideo (distinção das partes superficial e profunda)
▪ Superficialmente a glândula parótida não encontramos o nervo facial
▪ Superficialmente ao músculo masseter encontramos o nervo facial
o Ordem (de superficial para profundo) → Nervo | Veia | Artéria
• Inervada pelo nervo glossofaríngeo. Inervação:
o NÃO É PELO NERVO FACIAL! (Vai cair isso)
o Inervação secreto-motora → nervo glossofaríngeo
o Não precisa saber o trajeto da inervação
o Inervação sensitiva (faz doer) → nervo auricular magno inerva a fáscia parotidea | nervo
auriculotemporal (ramo do nervo mandibular, V3) envia fibras para a glândula quando
contorna a articulação temporomandibular
• Estruturas superficiais à glândula parótida:
o Pele
o Tela subcutânea
o Fáscia parotideomassetérica
o Fibras musculares
o Linfonodos parotídeos
o FORA ISSO MAIS NADA!
• Sialografia
o Exame da glândula por injeção de contraste no ducto
o Sialo = saliva
o Exame necessário em caso de edema de parótida sem dor
• Na maioria das vezes pode ser causada por um sialolito (sialo = saliva / lito = pedra)
• Sialolito = pedra de saliva
• Pouco comum na glândula parótida (secreção fluída, serosa)
• Pode ocorrer a obstrução do ducto → saliva acumula no interior da glândula
• Ultrassom → fragmentar as pedras / calcificações
• Lesão na glândula parótida
o Ponto crítico em cirurgias é o nervo facial
o Devem-se evitar cortes verticais na região parotideomassetérica devido à existência do
nervo facial
o Artéria carótida e veia retromandibular podem ser ligadas → circulação colateral
• Tumores
o Podem se difundir para outras regiões → chegar na fossa infratemporal pela incisura da
mandíbula
• Síndrome de Frey:
o Rubor e sudorese na face na região parotideomassetérica ao comer
o Pacientes submetidos à cirurgia de remoção da glândula parótida
• Lesão do nervo auriculotemporal (ramo do trigêmeo, recebe fibras parassimpáticas
do glossofaríngeo)
o O que restou do nervo se regenera e passa a inervar glândulas sudoríparas e vasos
sanguíneos dessa área
• Inervação normal iria para a glândula
• Forma comunicações com outros ramos
o Efeito gustatório deveria produzir saliva → dispara sudorese e eritema (rubor na face)
o Pode ser congênita → crianças → diagnóstico diferencial alergia → diferentemente de
uma alergia, não ocorre edema

• Parte posterior dos dentes elevada e parte anterior abaixada → ação muscular
• Parte anterior → Músculos supra hioideos
o Tônus da musculatura acaba tracionando a mandíbula inferiormente
• Músculo masseter suspende o segmento posterior
• Ação muscular provoca desnível na fratura
• Correção de fraturas → redução devido à ação da musculatura
Fossa Infratemporal

• Anterior → Túber da maxila ou Face infratemporal da maxila


• Superior → Face infratemporal da asa maior do esfenoide (encontramos nessa face os forames
espinhoso e oval) → a parte lateral do limite superior (teto) é aberta e se comunica com a fossa
temporal (passa o músculo temporal, alcançando a fossa temporal)
• Posterior → Limite estendido até a placa timpânica (incluindo a ATM como uma estrutura do
interior da fossa infratemporal) ou Parte timpânica do osso temporal e músculos que se
prendem no processo estiloide
• Medial → Lâmina lateral do processo pterigoide e Faringe (músculo constritor superior da
faringe, mais especificamente)
• Inferior → Aberto, sem limite anatômico preciso, contínuo com as regiões do pescoço
(especialmente trígono submandibular)
• Lateral → Ramo da mandíbula (separa a região parotideomassetérica da fossa
infratemporal, deixando apenas uma comunicação entre as duas pela incisura da mandíbula)

• Teto
o Contínuo com a fossa temporal
o Músculo temporal
• Fissura orbital inferior
o Órbita
• Fissura pterigomaxilar
o Fossa pterigopalatina
• Forames oval e espinhoso
o Fossa média do crânio

• Se continua para a região da bochecha (sobre o músculo bucinador) = região geniana (vasos e
nervos que chegam sobre o músculo bucinador vêm da fossa infratemporal) → tecido célulo-
adiposo que se estende da região geniana (bochecha) para a região temporal IMPORTANTE! /
Tecido célulo-adiposo = bola de bichat = corpo adiposo da bochecha
• Relação com o seio maxilar
o Parede anterior da fossa infratemporal é a face infratemporal da maxila
o Abrindo essa face infratemporal encontramos o seio maxilar
o Acesso cirúrgico da fossa infratemporal → através do seio maxilar → aberto pela parede
anterior ou através da cavidade nasal
• Acesso transantral = através do seio maxilar (antro=seio)
• Acesso lateral = abaixo do lobo temporal, mais complexo e dá mais prejuízo para o
paciente
Processo estiloide
o Incisão intraoral
o Identificar o ramo da mandíbula
o Medial ao ramo da mandíbula → processo estiloide

• 2 músculos que são os principais conteúdos → servem como base para a identificação das
outras estruturas
• Músculo pterigoideo lateral
o Fibras no sentido horizontal
o Músculo da mastigação
• Músculo pterigoideo medial
o Fibras no sentido vertical
o Músculo da mastigação
• Parte terminal do músculo temporal (tendão)
o Adentra a fossa infratemporal
o Se insere no processo coronóide da mandíbula
• Nervo mandibular
o Entra através do forame oval
• Gânglio ótico
• Nervo corda do tímpano (ramo do nervo facial)
• Primeira e segunda parte da artéria maxilar e seus ramos
• Plexo venoso pterigoideo

o ATM
o Única articulação sinovial dos ossos do viscerocrânio (demais são suturas, articulações
fibrosas)
o Mandíbula é o único osso móvel do crânio
o Única articulação do corpo que faz articulação com o mesmo osso dos dois lados
(mandíbula, que é apenas um osso, faz uma ATM do lado direito e uma ATM do lado
esquerdo)
• Movimento só de um lado (Ex: movimento do lado direito, lateralidade para a
esquerda)
o Ossos do crânio no indivíduo jovem permitem pequenas movimentações
• Crânio totalmente ossificado é menos resistente
• Cartilagem articular
o Cartilagem que reveste as superfícies articulares da ATM é uma fibrocartilagem
Não é cartilagem hialina como as demais
Essas regiões da mandíbula e do temporal sofrem ossificação intramembranosa →
Mesênquima forma uma membrana que logo se ossifica, não forma moldes de
cartilagem (as cartilagens do temporal e da mandíbula são secundárias, se
depositam sobre essas superfícies ósseas)
Cartilagem articular da mandíbula mantém um comportamento de lâmina epifisial
→ responsável pelo crescimento do processo condilar
• Disco articular
o Função: congruência e absorção de impactos
o Diferenças morfológicas entre o temporal e a mandíbula exigem a existência de um disco
articular
o Músculo pterigoideo lateral se prende também ao disco da ATM
o Fossa mandibular e tubérculo/eminência articular → estruturas convexas e côncavas →
parte superior do disco se adapta a essas estruturas do osso temporal
o Cabeça da mandíbula totalmente convexa → parte inferior do disco possui convexidade
o Se prende nas margens da cápsula
o Divide a cavidade articular em duas independentes
Supradiscal e infradiscal
Cavidades separadas, independentes, líquido sinovial não se mistura, membranas
sinoviais diferentes
o Parte anterior recebe fibras do músculo pterigoideo lateral
Quando o músculo contrai, movimenta a mandíbula e traciona o disco anteriormente
Quem permite o retorno do disco é o tecido retrodiscal
o Cápsula se prende inferiormente ao colo da mandíbula → superiormente contorna a fossa
mandibular
• Ligamentos da ATM
o Ligamento lateral
"Ligamento verdadeiro"
Mais resistente
Dá maior estabilidade
Maior função
Impede o deslocamento posterior da mandíbula
Fibras oblíquas e fibras horizontais
Impede que a mandíbula desloque lateralmente e comprima nervos localizados na
região anterior à placa timpânica (como o nervo corda do tímpano, na fissura
petrotimpânica)
o Ligamentos Estilomandibular e Esfenomandibular
"Ligamentos acessórios"
Estilomandibular é acreditado de ser só um espessamento da fáscia, não um
ligamento verdadeiro
Não totalmente distendidos no movimento da mandíbula
Esfenomandibular: importância maior → boca totalmente aberta
Esfenomandibular - espinha do esfenoide, se insere na lingula do esfenoide (parte
medial do ramo
• Movimentos da ATM
o Abertura da mandíbula → Rotação e translação
o Abertura da boca
o Rotação → ocorre em três eixos
Mais importante é o laterolateral
Cabeça da mandíbula faz ligeira rotação ainda no interior da fossa mandibular
Afasta os dentes cerca de 2cm
o Translação
Coloca a cabeça da mandíbula sobre a eminência articular
Abre o restante (abertura de 5 a 6cm)
o Protusão (eleva a mandíbula anteriormente) e retrusão da mandíbula → ATM faz apenas
translação
o Lateralidade (movimentação de apenas uma ATM) → translação do lado oposto
• Luxação da ATM
o Cabeça da mandíbula passa sob a eminência
o Pode ultrapassar a eminência
o Trava na posição mais anterior
o "Queixo caído"
• Inervação
o Nervo massetérico
o Nervo auriculotemporal
Algumas dores de ATM causam dor referida na têmpora (devido ao nervo
auriculotemporal) → dores reflexas

o Dividido em 3 feixes
o Fibras em leque
• Anterior, médio e posterior
• Pela direção da fibra → ideia de função
▪ Posterior → retrai a mandíbula
▪ Anterior → eleva a mandíbula
▪ Média → retração e elevação
o Músculo bipenado
o Inserção: fáscia ou aponeurose do músculo temporal (linha temporal superior)
• Toda a superfície da fossa temporal dá inserção às fibras do músculo temporal
(algumas se prendem na fáscia)
• Fibras do músculo tracionam a fáscia do músculo temporal → linha temporal superior
fica mais destacada que a linha temporal inferior
• Estratimeria do couro cabeludo na região temporal:
o Inclui, abaixo do tecido subaponeurótico, a fáscia e o músculo temporal (só depois o
periósteo)

o A fáscia se delamina próxima ao arco zigomático e se insere na margem superior do arco


(entre as duas faces - superficial e profunda - encontramos tecido adiposo
o Oferece resistência à deformação do arco durante a ação do músculo masseter de
contração
o Inserção do temporal na face medial do processo coronóide (crista do temporal)

• Região infratemporal
• Músculo da mastigação
• Face medial da lâmina lateral → fossa pterigoidea (cabeça do músculo ocupa a fossa)
• Fibras presas na face medial da lâmina lateral
• Fibras vão para as ranhuras pterigoideas no ângulo da mandíbula
• Fibras mais verticalizadas quando comparadas às do músculo pterigoideo lateral
• Cabeça superficial → algumas fibras musculares que se originam do túber da maxila
• Parte profunda → lâmina lateral do processo pterigoideo (maior parte do músculo)
• Entre as fibras superficiais e profundas vemos o músculo pterigoideo lateral (feixe inferior)
• Se fixa nas ranhuras pterigoideas da mandíbula
• Relação com o último dente da arcada
o Infecção no 3o molar inferior pode atingir o músculo pterigoideo medial → dificuldade para
fechar a boca
• O músculo pterigoideo lateral e o músculo masseter, quando analisamos do mesmo lado,
formam uma potente alça de elevação da mandíbula (fibras na mesma direção)

• Único dos músculos da mastigação que faz a abertura da boca


• Não relacionado com o fechamento da mandíbula, mas sim com a abertura e protusão
• Feixes superior e inferior
o Superior → origem na face infratemporal da asa maior do esfenoide
o Inferior → origem na lâmina lateral do processo pterigoideo (face lateral)
• Fibras partem posteriormente e se inserem na fóvea pterigoidea e no disco da ATM
o Quando os músculos contraem, tracionam a mandíbula e o disco anteriormente →
protusão
• Atua ativamente na abertura da boca (relaxar a musculatura → fechamento pela ação da
gravidade)
• Possibilita a translação da mandíbula
o Abertura da boca
• Tecido retrodiscal forma a Zona bilaminar: duas lâminas de tecido elástico que se
contrapõem à ação do músculo pterigoideo lateral (retorna à posição da mandíbula)


o Maior ramo terminal da artéria carótida externa
o Início → interior da glândula parótida, posterior ao colo da mandíbula
• Segue trajeto anterior e horizontal pela fossa infratemporal
• Trajeto dado em relação ao músculo pterigoideo lateral (divide a artéria em 3 partes)
▪ 1a parte: até a borda inferior do músculo pterigoideo lateral = parte mandibular /
relação com o colo da mandíbula
▪ 2a parte: superficial ou sobre o pterigoideo lateral = parte pterigoidea / até onde
encontra a face infratemporal da maxila, se curva medialmente e penetra na
fossa pterigopalatina entre as duas cabeças do músculo pterigoideo lateral
• Pode se colocar profundamente ao músculo pterigoideo lateral → mantém
relação anatômica com o nervo mandibular
• Normalmente → músculo se coloca entre a artéria maxilar e o nervo
mandibular
▪ 3a parte: dentro da fossa pterigopalatina = parte pterigopalatina
• 1a parte - parte mandibular
• Medial ao colo da mandíbula
o Artéria auricular profunda
• Não identificável na prática
• Lateral à membrana timpânica
• Pavilhão auricular (orelha externa)
o Artéria timpânica anterior
• Não identificável na prática
• Cavidade timpânica
• Medial à membrana do tímpano
o Artéria meníngea média
• Vai para superior
• Penetra no forame espinhoso
• Se coloca profundamente ao músculo pterigoideo lateral
• Anterior a ela encontramos o nervo mandibular (anterior e medial)
• Antes de entrar no forame espinhoso passa entre as duas raízes do nervo
auriculotemporal
• Penetra no crânio
• Sulcos da artéria meníngea média
• Ramo anterior mais volumoso - passa profundamente ao ptério
• Artéria mais susceptível a ser rompida por um trauma na região lateral do crânio
• Extravasamento de sangue para o espaço superior da dura-máter (hematoma
extradural)
o Artéria meníngea acessória
• Penetra no forame oval
• Acompanha o nervo mandibular
• Contribui para irrigação das meninges
o Artéria alveolar inferior
• Vai para inferior
• Penetra no canal da mandíbula (forame mandibular)
• Nutrição de toda a hemimandíbula
▪ Mandíbula apresenta irrigação pobre (apenas dois ramos muito delgados) e
osso muito compacto
▪ Infecções ósseas na cabeça normalmente progridem mais na mandíbula
▪ Vasos superficiais não penetram nela porque o osso é extremamente compacto
• Sai no mesmo nível da artéria meníngea média
• Relação com o ligamento esfenomandibular (entre a mandíbula e o ligamento)
• 2a parte - parte pterigoidea
• Ramos para os músculos da mastigação
o Artéria temporal profunda anterior
o Artéria temporal profunda posterior
• Vão para a região temporal
• Músculo temporal
• Penetram profundamente ao músculo temporal (fáscia profunda)
o Ramos pterigoideos
• Não é possível identificar
o Artéria massetérica
• Passa pela incisura da mandíbula
• Pode sair de um tronco com a artéria temporal profunda posterior (principalmente
quando a artéria maxilar está em um trajeto profundo ao músculo)
• Penetra profundamente ao músculo masseter (músculo rebatido para sua
visualização)
• Passa junto ao nervo massetérico na incisura mandibular
o Artéria bucal
• Músculo bucinador
• Trafega pelo espaço entre o ramo da mandíbula e o músculo bucinador (acesso
cirúrgico para a fossa infratemporal)
o Esses ramos da artéria maxilar acompanham ramos do nervo trigêmeo com o mesmo
nome da artéria
• Artérias da 1a e da 2a parte da artéria maxilar são acompanhadas por ramos do
nervo mandibular
• Artérias da 3a parte da artéria maxilar são acompanhadas por ramos do nervo
maxilar

• Veias variam, inconstantes


• Anastomoses
• Plexo venoso pterigoideo
o Drena posteriormente - veia maxilar (pode ser dupla)
• Veia maxilar se junta com a veia temporal superficial formando a veia
retromandibular
o Pode se anastomosar com a veia facial através da veia facial profunda (tributária) →
trígono perigoso da face
o Do plexo pterigoideo as infecções podem alcançar o seio cavernoso (veias emissárias
esfenoidais)
o O seio cavernoso através da veia oftálmica (principalmente veia oftálmica superior)
comunica com a veia facial
• Veia facial → veia oftálmica superior → seio cavernoso → veias emissárias
esfenoidais → plexo pterigoideo → veia facial profunda = TRÍGONO PERIGOSO DA
FACE!
• Tromboflebite do seio cavernoso
o Trombo = coágulo
o Flebite = inflamação de parede de veia
o Sangue coagula dentro do seio e um microorganismo prolifera em seu interior
o Pode afetar todas as estruturas que passam na parede do seio cavernoso
• Nervo Trigêmeo
▪ Nervo Oftálmico
▪ Nervo Maxilar
• Nervo Oculomotor
• Nervo Troclear
• Nervo Abducente
• Artéria Carótida Interna

• Nervo mandibular e seus ramos


o Ramos acompanham os ramos da 1a e 2a partes da artéria maxilar
• Gânglio ótico (gânglio é corpo de neurônio, nervo é prolongamento de neurônio) - sistema
nervoso autônomo parassimpático, inervação da glândula parótida
• Nervo corda do tímpano (sensibilidade gustatória da língua)

Fossa Pterigopalatina

• Anterior → Parte medial da maxila


• Posterior → Processo pterigoideo
• Medial → Lâmina perpendicular do Palatino
• Inferior → Junção entre o túber da maxila, processo piramidal do palatino e processo
pterigoideo
o Maxila e processo pterigoideo não se articulam → pedaço do músculo palatino (processo
piramidal) entre eles

• Forame redondo → fossa média


• Forame esfenopalatino → cavidade nasal
• Fissura orbital inferior → órbita
• Canais palatinos maior e menor → boca
• Fissura pterigomaxilar → fossa infratemporal
• Canal pterigoideo → fossa média
• Canal palatovaginal

• 3
o Parte pterigopalatina
o Entre as duas cabeças do músculo pterigoideo lateral
o Antes de entrar fossa emite o seu primeiro ramo (ainda assim esse ramo pertence à 3a
parte da artéria)
• Artéria alveolar superior posterior
o Irrigação dos dentes superiores
• Artéria infraorbital
o Assoalho da órbita
o Fissura orbital inferior → Sulco → Canal → Forame infraorbital
o Pode se anastomosar com ramos da artéria facial
o Emite dois ramos para os dentes → alveolar inferior e média
• Artéria palatina descendente
o Dentro da fossa
o Bifurca-se em palatina maior (canal palatino maior) e palatina menor (canal palatino
menor)
• Maior → palato duro
• Menor → palato mole
• Artéria do canal pterigoideo
o Não identificável
• Ramo faríngeo
o Não identificável
o Canal palatovaginal
o Vai para o teto da faringe
• Artéria esfenopalatina
o Ramo terminal ou continuação da artéria maxilar
o Passa no forame esfenopalatino
o Se distribui na cavidade nasal

• Nervo maxilar
o Relação com o gânglio apenas ANATOMICA! Não é funcional
• Gânglio pterigopalatino
• Nervo do canal pterigoideo (nervo facial + fibras parassimpáticas)

• Região parotideomassetérica
o Linfonodos parotideos → Linfonodos submandibulares
• Fossas infratemporal e pterigopalatina
o Linfonodos cervicais laterais profundos superiores e inferiores

Quadros azuis - Moore

• Acesso cirúrgico á fossa


• Obtido através do seio maxilar
• Elevação do lábio superior → atravessam-se a gengiva maxilar e a parede anterior do seio
• Epistaxe (sangramento nasal) crônica → terceira parte da artéria maxilar pode ser ligada fossa
para controlar a hemorragia

• 80% dos tumores das glândulas salivares → glândulas parótidas


• Maioria são tumores benignos
• Excisão cirúrgica da glândula parótida
• Plexo intraparotídeo do NC VII está inserido na glândula → o plexo e seus ramos correm risco
durante a cirurgia
• Etapa importante → identificação, dissecção, isolamento e preservação do nervo facial
• Parte superficial da glândula é removida e depois o plexo intraparotídeo (ocupa um plano
distinto na glândula) pode ser retraído para permitir a dissecção da parte profunda da glândula

• Agentes infecciosos levados pela corrente sanguínea (ex: parodite epidêmica → caxumba)
• Infecção causa inflamação e edema
• Dor intensa porque a fáscia parotídea limita o edema → dor mais intensa durante a mastigação
(glândula aumentada está situada ao redor da margem posterior do ramo da mandíbula e é
comprimida contra o processo mastoide do temporal quando a boca é aberta)
• Vírus da caxumba também pode causar inflamação do ducto parotídeo, provocando eritema da
papila parotídea (pequena projeção na abertura do ducto para a parte superior do vestíbulo da
boca)
• Frequentemente causa dor na orelha e no meato acústico externo, na região temporal e na ATM
→ nervo auriculotemporal e os nervos auriculares magnos também enviam fibras sensitivas
para a pele sobre a fossa temporal e a orelha

• Infecção bacteriana na glândula parótida geralmente causa abcesso

• Líquido radiopaco pode ser injetado no sistema ductal da glândula parótida por intermédio de
uma cânula inserida através da abertura do ducto parotídeo na mucosa da bochecha
• Técnica seguida por radiografia da glândula

• Pode ser obstruído por um depósito calcificado, denominado sialólito ou cálculo


• Consequente dor na parótida é agravada pela ingestão de alimento

• Sobre o músculo masseter


• Entre o ducto parotídeo e o arco zigomático
• Vários ductos se abrem dessa glândula acessória para o ducto parotídeo

• Exige a injeção de um anestésico perto do nervo mandibular, no local de entrada na fossa


infratemporal
• Acesso extraoral → agulha atravessa a incisura mandibular do ramo da mandíbula até a fossa
infratemporal
• Injeção geralmente anestesia os ramos auriculotemporal, alveolar inferior, lingual e bucal do NC
V3

• Anestesia o nervo alveolar inferior, um ramo do NC V 3


• Anestésico injetado ao redor do forame mandibular (abertura para o canal mandibular na face
medial do ramo da mandíbula)
• Este canal dá passagem ao nervo, artéria e veia alveolares inferiores
• Todos os dentes mandibulares são anestesiados até o plano mediano
• A pele e a mucosa do lábio inferior, a mucosa alveolar labial e a gengiva e a pele do queixo
também são anestesiadas porque são supridas pelo nervo mentual, um ramo do nervo alveolar
inferior

• Bocejo ou grande mordida → contração excessiva dos músculos pterigoideos laterais causa a
luxação anterior das cabeças da mandíbula
• A mandíbula permanece bem aberta e a pessoa não consegue fechar a boca

• A ATM pode ser inflamada por atrite degenerativa


• A disfunção dessa articulação pode resultar em problemas estruturais como oclusão dentária e
estalido (crepitação) articular
Cavidade oral e Glandulas salivares
Anna Carolina S. Moulin - MedUfes 102

Embriologia
• Face → origem principal do 1o arco faríngeo

• Processo frontonasal
o Fronte → parte mediana do terço superior e médio da face
• Processos maxilares
o Não se encontram na linha mediana
o Se encontram com os processos frontonasais
• Processos mandibulares
o Se juntam na linha mediana
• Qualquer alteração que exista durante o desenvolvimento da união desses processos levará a
alterações na rima labial (fenda entre o terço médio e o terço inferior da face)

• Estomodeu
• Início da formação da cavidade da boca

Lábios superior e inferior

• Delimitada por dois locais/ dois ângulos da boca


o Comissuras labiais

• O lábio engloba muito mais do que pensamos


o Ele é a prega cutaneomucosa que vai desde o plano imaginário que passa na base do
nariz até a borda do lábio superior
• Esses lábios apresentam uma parte avermelhada
o Delimitada na parte mediana pelo tubérculo do lábio superior
o Arco do cupido → parte elevada superior
• O lábio superior apresenta, na parte mediana, duas elevações em uma vista lateral que
delimitam uma depressão → filtro
• Projetado
o Esteticamente → lábio superior = 1/3 e lábio inferior = 2/3 (proporção anatômica!)
• Preenchimento labial → perde a proporção anatômica

• Vai do sulco labiomentual até a margem superior do lábio inferior


• Delimitada pelo lábio superior, lábio inferior e duas comissuras labiais (dois ângulos unindo cada
um dos lábios)
• Lábios = Pregas cutaneomusculomucosas

• Músculo que forma esses dois lábios é o m. orbicular dos lábios


o Formado por fibras de vários músculos que chegam no lábio superior, lábio inferior e
ângulo da boca
o Músculos podem se prender tanto na pele quanto na mucosa
o Maioria no sentido laterolateral
• IMPORTÂNCIA → Planejar tirar lesão de lábio inferior (mais susceptível a ação de
raios solares) = incisão no sentido laterolateral → paralela às fibras musculares
• Incisão no sentido vertical → fibras vão puxar a incisão e abri-la
▪ Ocorrerá fibrose nesse tecido, podendo levar a um queloide
• INCISÕES EM FACE GERALMENTE SÃO PARALELAS ÀS FIBRAS MUSCULARES
PARA QUE NÃO OCORRA FIBROSE
o Musculatura potente na região dos lábios superior e inferior

INCISÃO VERTICAL → Dentro do corpo do lábio encontramos as artérias labiais superior e


inferior, que correm de lateral para medial → incisão vertical corta a luz do vaso → MAIOR
SANGRAMENTO!

• Pele
• Tela subcutânea
• Camada muscular
o Abaixo da camada muscular temos duas artérias → artéria labial superior e artéria labial
inferior
• Essas artérias labiais se anastomosam com as artérias labiais do lado oposto →
formação de um circo arterial extremamente rico
• POR ISSO QUE ESSA REGIÃO TEM UMA REGENERAÇÃO EXTREMAMENTE BOA
EM UM TEMPO EXTREMAMENTE CURTO!
▪ Pós-operatório → edema elevado
▪ O professor falou essa parte gritando então deve ser importante
• Submucosa
o Contém uma série de glândulas salivares → glândulas labiais
• Não formam uma camada contínua, estão esparsas na submucosa
• Ductos se abrem no interior da cavidade da boca
• Eversão dos lábios → secos → surgem gotículas de saliva, liberação dessas
glândulas
• Mucosa

• A região dos lábios é altamente elástica devido à sua constituição


• Casos de lesão do lábio com perda de tecido → reconstituição melhor devido à elasticidade
tecidual

• Toxina botulínica na região lateral da asa do nariz


• Abaixa ligeiramente o lábio superior sem que sua função seja perdida

• Prática comum
• Especialmente ácido hialurônico
• Injetado com frequência para aumentar as bordas do arco do cupido ou aumentar o volume do
lábio superior
• Introduzem a substância via vermelhidão do lábio
• Fazem com que a morfologia seja alterada
• A agulha metálica só é usada para perfuração da mucosa → trocada por uma cânula plástica que
caminha nos tecidos e não tem a propriedade de lesar uma artéria → cânula é levada no mesmo
sentido do vaso, diminuindo as probabilidades de perfuração

• 40mm → essencial para manter a estética do terço inferior da face


• Não adianta fazer preenchimento em lábios se não há estrutura óssea e dentária definida
• 40mm correspondem às coroas + raízes dentro dos processos alveolares
• Com a idade há uma tendência ao desgaste dos elementos dentários e diminuição desses 40mm
→ alterações estéticas na face

• Pode levar à ruptura dos ductos das glândulas localizadas nesses lábios
• Saliva é liberada para a submucosa ou fica retida na estrutura da glândula
• Se forma a MUCOCELE
• Aumenta de tamanho até explodir na mucosa do vestíbulo
• Regenere, forma-se novamente (nova saliva formada e não liberada), etc
• Apenas a remoção dessa glândula danificada acabará com essa alteração

• Não fusão do processo frontonasal com o processo maxilar


• Podem estar associadas ou não com a fenda palatina
• Série de fatores causadores
o Gravidez-Sífilis → consequência é a não fusão dos processos frontonasal e maxilar = lábio
leporino/ fenda labial
• Pode ser unilateral ou bilateral
• Pode não haver formação da pré-maxila
o Criança fica sem os dentes anteriores (da pré-maxila)
• Fenda labial associada a fenda palatina → comunicação da cavidade própria da boca com a
cavidade nasal
• Fenda ocorre em sentido vertical → intervenção geraria uma estética ruim = incisão em linha
quebrada, ângulos se unem um a um → resultado estético extremamente razoável → melhorado
com injeções de substâncias para fazer o tubérculo do lábio superior
• Regeneração excelente do lábio

• Quelos = ângulo da boca


• Alteração
• Várias doenças com esse sinal clínico: leucemia, AIDS...
• Quimioterapia → baixa imunidade → quantidade de fungos aumenta, etc
• Ângulo da boca é uma área extremamente úmida → bactérias se estabelecem nessa região com
bastante facilidade

• Mais comuns em lábio inferior


• Herpes simples → baixa imunidade atrelada a outros fatores → exposição excessiva aos raios
solares
• Surgimento de vesículas com líquido altamente contagioso
• Medicamentos via oral e tópicos → quando tomados na fase de vesícula o tempo da doença é
reduzido → estágio de crosta quase imediato (não existe mais grande possibilidade de contato)

Vestíbulo da boca
• Vestíbulo = antecâmara
• Lábio superior preso à região dos processos alveolares por uma prega de mucosa → frênulo do
lábio superior → limite superior do vestíbulo

• Anterior → lábios
• Lateral → bochecha
• Posterior → dentes anteriores
• Medial → dentes posteriores

• Se comunica com a cavidade própria da boca pelo espaço retromolar (atrás dos molares)
• Freios hiperextensos

• Podem ser causadas por mastigação ou corte dado pela própria estrutura dentária
• Perda de uma parte da mucosa do lábio → ulceração
• Lesão côncava
• Ulceração causa dor intensa (é exposta)
• Volta ao normal em torno de uma semana
• Medicamentos podem ser usados para diminuir a dor e fazer com que a lesão se recupere mais
rápido
• "Afta"
• Pode ser característica de uma pessoa que tem alterações gástricas (gastrite ou ulceratite)
o Mucosas são contínuas (esôfago, faringe, boca...)
• Diminuição da imunidade (quimioterápicos, etc) → lesões
• Série de causas
• Alimentos ácidos → desenvolvem essa alteração em algumas pessoas

• Elevação no vestíbulo, na altura do 2o molar superior


• Desembocadura do ducto da glândula parótida

• Um dos locais onde algumas doenças apresentam seu primeiro sinal clínico
o 1o sinal clínico do sarampo
• Série de manchas esbranquiçadas na região da mucosa da bochecha
• Grânulos/ manchas
o Lesão pré-cancerígena que ocorre na mucosa da boca
• Alteração iônica existente por materiais aos quais a pessoa teve acesso
• Mordedura constante da região leva a um pré-câncer
• A mucosa da bochecha não foi feita para ser mordida constantemente

• Indivíduo sadio → rósea clara e com uma série de pequenas depressões que dão à gengiva
aspecto de casca de laranja
• Ligeiramente avermelhada = não doente
• Freio hiper estendido = deve ser removido
• Estresse → gengivas sentem de imediato os fatores → hipertrofia, sangramento gengival...
• Hipertrofia gengival é comum em mulheres grávidas
• Uso de alguns medicamentos também pode causar hipertrofia das gengivas → necessidade de
maio higiene bucal
• Gengivas sangram → saliva com gosto metálico característico → sangramento = maior
possibilidade de entrada de bactérias
• Tabagismo → alterações na gengiva, cabelo e dentes (origem ectodérmica)
• Gengivite gravídica → inflamação
• Leucemia → áreas sangrentas (tecido com grande inflamação)

• Tecido dentário → esmalte é um tecido transparente e é o mais duro do corpo


• Dureza semelhante à de um diamante → bactérias podem destruir essa superfície (cáries)
• Esmalte = transparente
• Cores de dentes diferentes → esmalte é translúcido, espessura dele é diferenciada de pessoa
para pessoa
• Espessura maior = translucidez não é um problema para o tecido no interior dos dentes (dentida,
amarelada) → dente mais branco
• Um dente apresenta coloração mais amarelada → canino → esmalte tem espessura menor em
comparação com o de outros dentes
• CLAREAMENTO
o Esmalte apresenta superfície não lisa
o Clareamento é feito à base de uma substância com porcentagem de peróxido de hidrogênio
o Em contato com a estrutura dentária causa irregularidades na superfície do esmalte, além
das já existentes
o Se a pessoa fez o clareamento e uso de substâncias corantes, o resultado será pior que o
a situação inicial
o Clareamento pode levar a retrações gengivais com aumento de sensibilidade da boca
• Dentição primária
o Primeira dentição, de leite, decídua
o Composta por 20 dentes na arcada → incisivos, caninos e molares (sem pré-molares)
o Crescimento da maxila e da mandíbula para que haja espaço suficiente para a erupção dos
dentes permanentes
o Vai sendo substituída pela dentição permanente
• Dentição permanente
o Primeiros molares → primeiros dentes permanentes a erupcionar (sem a queda de dentes
decíduos)
o Índice de perda de primeiros dentes molares é altíssimo → no sexto ano de vida já estão
presentes (os permanentes)
o 32 dentes (12 dentes a mais → não cabem) → hábitos alimentares diminuem o estímulo
para o crescimento ósseo da maxila e da mandíbula
o Terceiros molares → últimos dentes a erupcionarem (dentes do siso)
• 3a Dentição
o Algumas crianças podem nascer com 2 ou 4 dentes → dentição pré-láctea → apenas a
coroa dos dentes
• Flúor
o Excesso de flúor causa fluorese
o No clareamento, é quase que obrigatório fazer bochechos com substâncias fluoretadas
o Flúor se deposita na superfície do esmalte, fazendo com que o clareamento perdure por
mais tempo
• Tetraciclina
o Não pode ser indicada em tratamento para mulheres grávidas e crianças
o Usada para infecções ósseas
o Resultado → manchas arroxeadas nos dentes

• Artérias labiais superior e inferior


o Lábios
• Artéria mentual
• Artéria infraorbital
o Ramos irrigam os dentes superiores (alveolar superior posterior, média e anterior)
• Artéria alveolar inferior (ramo da artéria maxilar)

• Dois ramos da artéria facial e dois ramos da artéria maxilar


• Vascularização extensa → tanto no tecido subcutâneo quanto na submucosa

• Plexo venoso pterigoideo


o Drenagem principal da maxila, mandíbula e vestíbulo da boca)

• Linfonodos submentual e submandibular


o Principais linfonodos da boca
• Lábio superior → linfonodo submandibular
• Lábio inferior → terços laterais = submandibular / terço mediano = submentual
• Colar pericervical
o Principal drenagem da linfa dessa parte da cavidade da boca

Cavidade própria da boca


• Cavidade da boca vai desde os dentes até o istmo das fauces

• Istmo das fauces (arcos palatoglossos, dorso da língua) → limite posterior


• Dentes superiores e inferiores → limite anterior
• Dentes superiores e inferiores posteriores → limite lateral
• Palato duro (róseo claro) e palato mole (róseo mais avermelhado) → teto

• Mucosa do palato duro é firmemente aderida ao periósteo


• Mucosa do palato mole não é conectada ao periósteo (coloração diferente)
• Cirurgia de palato
o Processo cirúrgico é pior no palato duro
o Mole → móvel e elástico
o Duro → resistente e fibroso
• Rugas palatinas aumentam a superfície de contato
• Botões gustativos no palato
• Sulcos
• Região posterior → linha mediana = úvula → vestígio de processo existente em seres inferiores
→ aumenta o anasalamento dos sons produzidos
• Óstios dos ductos das glândulas palatinas
o Série de pequenos furos no final do palato duro e do palato mole
• Anemia → indivíduo com igualdade de cor entre os palatos (duro e mole)
• Estruturas anatômicas do palato
o Rafe
o Rugas
o Papila
• Formado em uma parte pelo processo frontonasal e maxilares
• Une-se à pré-maxila
• Divide a cavidade própria da boca da cavidade nasal
• Glândulas palatinas
o Profundas à mucosa
o Abaixo das glândulas está o Periósteo e o osso que forma o palato (processo palatino da
maxila e lâmina horizontal do palatino)
• Forames palatinos maior e menor
• Palato mole apresenta constituição muscular
o Músculo levantador da úvula
o Músculo levantador do véu palatino
o Músculo tensor do véu palatino
o Músculo palatofaríngeo
o Músculo palatoglosso
• Atrás dele o músculo palatofaríngeo, entre os dois a tonsila palatina
o Incisões, quando realizadas em abcessos peritonsilares, devem ser feitas no sentido das
fibras musculares, nunca no sentido transversal
o DOIS PRINCIPAIS MÚSCULOS DO PALATO →→→ LEVANTADOR E TENSOR DO VÉU
PALATINO
• Possuem íntima relação com a tuba auditiva
• A ação deles faz com que haja a abertura do óstio faríngeo da tuba auditiva
• Pressão do interior da orelha média se iguala à do meio externo
• Importância também na deglutição e na sucção (nesses movimentos essa
musculatura age no palato mole, fazendo com que seja elevado e tensionado)

• Da ATM
• Une a maxila à mandíbula
• Anteriormente a ele temos o músculo bucinador
• Posteriormente a ele temos o músculo constritor superior da faringe

• Abcessos dentários
o Drenados para o teto da cavidade nasal
• Fenda palatina
o Pode estar ou não associada à fenda labial
o Não fusão dos processos palatinos da maxila com a pré-maxila
o Comunicação da cavidade nasal com a cavidade própria da boca
o Cirurgia não tem sucesso no primeiro ato cirúrgico (diferentemente das cirurgias de fenda
labial)
• Lesões no palato
o Primeiro sinal clínico de algumas doenças
o Carcinoma
o AIDS
• Sinusite crônica
o União da cavidade própria da boca com o seio maxilar
o Dentes superiores têm íntima relação com o assoalho do seio maxilar
o Boca altamente séptica
o Se houver comunicação entre as duas áreas → sinusite crônica
o Remoção de dente superior → deve-se fazer um teste para averiguar se há comunicação
bucosinusal ou não

• Órgão muscular
• Músculo estriado esquelético
• Dividida em partes
o Dorso da língua
• Dividido em duas partes, por sua vez
• Linha mediana → forame cego (sem continuidade)
▪ Vestígio do ducto tireoglosso
• Origem da glândula tireoide
• Células que dão origem à língua migram pelo pescoço para originar a
glândula tireoide
▪ A cada lado do forame = sulco terminal
▪ Forame + Sulcos → delimitam os dois terços anteriores do terço posterior da
língua (dupla origem embriológica → dupla inervação)
• 2/3 anteriores → origem do processo mandibular - trigêmeo (sensibilidade
geral) e facial (gustação)
• 1/3 posterior → origem do terceiro e quarto arcos faríngeos -
glossofaríngeo
▪ Dorso dos dois terços anteriores = parte oral da língua
• Coberto por papilas gustativas
• (1) Papilas circunvaladas
• Forma de uma ilha envolta por uma vala (?)
• (2) Papilas fungiformes
• (3) Papilas Filiformes
• (4) Papilas Folhadas
• Todas são gustativas → não existem territórios gustatórios na língua
• Todas as papilas são capazes de captar qualquer estímulo gustatório
• Quando a papila capta o estímulo químico, ela o transforma em estímulo
elétrico
▪ Terço posterior = parte faríngea
o Ápice da língua
o Margens laterais da língua
o Raiz da língua
• Presa à mandíbula e ao hioide por uma musculatura
▪ Em conjunto forma a raiz da língua → refere-se à fixação dela
o Face inferior da língua
• Glândula salivar lingual
• Mucosa da face inferior da língua é lisa → aparecem os vasos sanguíneos
• Musculatura da língua
o A direção da fibra faz a ação do músculo (É IMPORTANTE SABER A AÇÃO DOS
MÚSCULOS, ELE NÃO FALOU EM AULA!)
o Dois grupos → mm. Extrínsecos e intrínsecos
o Extrínsecos (fora da língua)
• Músculo hioglosso
• Músculo genioglosso
• Músculo estiloglosso
• Músculo palatoglosso
o Intrínsecos
• Vários grupos musculares
• Maior parte no sentido anteroposterior
• A incisão quando planejada deve seguir esse sentido
▪ Corte laterolateral → grande sangramento e aspecto feio
o Músculo hioglosso e milo-hioideo
• Acima deles estamos no assoalho da cavidade própria da boca
• Abaixo estamos no pescoço
• Íntima relação
• Continuidade do espaço da boca com o pescoço
• Macroglossia
o Alteração da língua
• Freio da língua
o Pode ser hiper estendido
o Diminuição da mobilidade da língua
o Anquiloglossia: língua presa
o Mucosa extremamente fina
o A cada lado do freio da língua encontramos (na parte superior) duas elevações
• Papilas sublinguais → aberturas dos ductos das glândulas submandibulares
o Lateralmente às papilas encontramos duas elevações
• Pregas sublinguais → elevação produzida pela mucosa, abaixo delas temos as
glândulas sublinguais que se abrem nas pregas
• Assoalho altamente vascularizado e mucosa fina
o Território de absorção de medicamentos, essencialmente
o Absorção rápida (vascularização)
• Musculatura do diafragma oral
o Milo-hioide (duplo)
• Osso hioide em nível mais baixo que a mandíbula
• Músculo forma uma caneleta
• Qualquer processo infeccioso ou inflamatório, pela gravidade, caminha na margem
posterior do músculo milo-hioideo e cai no pescoço (hematomas, edemas, infecções,
etc
o Gênio-hioide
o Gênioglosso
• Lesão laterolateral de língua
o Abre-se devido á musculatura
o Sangramento constante
• Língua geográfica
o Deficiência de vitaminas do complexo B
o Características de mapas na língua
o Lesão da AIDS
• Glândula submandibular
o Relação superficial com a veia facial
o Relação profunda com a artéria facial
o Nesse ponto as duas estão separadas pela glândula
o Incisões no pescoço na parte superior devem ser feitas abaixo da margem inferior da
mandíbula, fugindo da artéria
o Projeção da glândula (parte profunda) → relação com o músculo milo-hioideo → ducto da
glândula desemboca na papila sublingual
o Cálculo salivar = sialolito → ducto da glândula salivar
• Obstrução da passagem do ducto
• Saliva não consegue ser liberada
• Pode ser removido através da ordenha do ducto
• Liberado na papila sublingual
• Tonsila lingual
o Parte faríngea da língua coberta por tecido linfoide

• Artéria palatina maior


o Palato duro
• Artéria palatina menor
o Palato mole
• Artéria palatina ascendente
o Palato mole
• Artéria lingual acompanhada por duas veias linguais
• Plexo venoso pterigoideo

• 2/3 anteriores da língua → linfonodos submandibulares


• 1/3 posterior da língua → linfonodo jugulodigástrico DIRETO (não vai para o colar pericervical)
o 3 LUGARES NA BOCA EM QUE A LINFA NÃO PASSA PELO COAR PERICERVICAL
• 1/3 POSTERIOR DA LÍNGUA
• PALATO MOLE
• TONSILA PALATINA

Cavidades nasais e seios


paranasais
Anna Carolina S. Moulin - MedUfes 102

Nariz
• Subdividido na sua parte externa e parte dentro da cavidade craniana
o Parte externa do nariz
o Cavidade nasal
• Associados ao nariz temos os seios paranasais (seio = cavidade oca)
o Laterais ao nariz
• Cavidade nasal extremamente simples
o Passagem de ar
o Não é cavidade de armazenamento, produção, etc
o Ar deixa a cavidade nasal pelas aberturas posteriores (cóanos)
• Formato levemente trapezoide
o Teto estreito e assoalho amplo
• Parte medial divide a cavidade nasal em direita e esquerda (septo nasal)
• Possui duas paredes laterais
o Da parede lateral partem uma série de estruturas em direção ao septo nasal que se
curvam inferiormente → conchas nasais
• Não há conteúdo na cavidade nasal
o Quanto mais coisas dentro, mais difícil a passagem do ar

Parte externa do nariz

• Raiz
Próxima da glabela
• Ápice
• Dorso
Intervalo entre a raiz e o ápice
• Asas
Duas expansões laterais ao ápice
Delimitam as narinas

• Pele
• Tela subcutânea
Tecido conjuntivo frouxo
Ausência de tecido adiposo → foge do padrão
Encontramos tecido adiposo apenas nas asas do nariz, na região próxima à junção com a
face
Tecido conjuntivo semelhante ao do couro cabeludo (garante certa mobilidade da pele do
nariz - não é intimamente fixado ao restante das camadas da estratimeria)
• Músculos
Músculo nasal (parte transversa visível e parte alar)
• Esqueleto do nariz
Osteocartilaginoso
Parte óssea principalmente próxima do nariz
Dorso, ápice e asas são partes cartilagíneas

• Ossos que compõem a parte óssea do esqueleto da parte externa do nariz


Ossos nasais
Processos frontais das maxilas
Parte nasal do osso frontal
• Cartilagem do septo nasal
Cartilagem única
No dorso do nariz
Essa cartilagem se assemelha à letra M
A maior projeção dela é sua "perna" mediana, que forma parte do septo nasal (parte
cartilagínea mais anterior)
Possui dois processos laterais
• Cartilagem alar maior
Ramo medial e ramo lateral
Uma para cada asa
Formato de ferradura
Ramo medial se encontra com o ramo medial da cartilagem contralateral
A parte posterior da asa do nariz é composta por tecido adiposo juntamente com tecido
conjuntivo (tela subcutânea padrão)
• Cartilagem alar menor
Numeração variável
Bem menores
Mergulhadas no restante da asa do nariz

• Artérias e Veias nasais laterais


Principais
Ramo da artéria facial
• Artérias e Veias dorsais do nariz
Ramo da artéria oftálmica
Vem de dentro da órbita
Raiz do nariz
Ramo mais medial da artéria oftálmica

Cavidade nasal

• Após os limites das narinas


• Vestíbulo = antecâmara
• Precede a câmara principal → átrio
• A pele que recobre o nariz contorna as narinas e se continua como pele para dentro do nariz →
reveste internamente o início do vestíbulo do nariz
• Logo no limite das narinas encontramos uma região recoberta por pelos = VIBRISSAS
Úmidas pelo muco da cavidade
Função → barreira para filtração de partículas maiores
Proteção grosseira → não filtra o ar

• Região em que acaba o revestimento de pele no interior da cavidade nasal e começa a mucosa
de epitélio respiratório
• Elevação da parede lateral da cavidade nasal
No septo não!
• Marca externamente o final da cartilagem alar maior
Limite entre a cartilagem alar maior e a cartilagem do septo nasal

• Septo nasal
• Única
• Separa a cavidade nasal em duas (direita e esquerda)
• Simples
• Divisão total → desde a parte externa do nariz até os cóanos
• Parte cartilagínea mais anterior e parte óssea mais posterior
Parte anterior = projeção medial da cartilagem do septo nasal
Parte mais anterior ainda é o ramo medial da cartilagem alar maior que fica presa à
cartilagem do septo nasal por um tecido conjuntivo frouxo
Septo nasal é bastante móvel na região mais anterior = parte móvel do septo nasal
Parte posterior óssea → dois ossos
Antero superiormente → lâmina perpendicular do osso etmóide
Postero inferiormente → vômer
• Desvio do septo nasal
Todo mundo possui um certo nível de desvio do septo nasal
Problema → desvio muito acentuado
Acaba se projetando muito para um lado ou para o outro
Parede medial acaba tocando a parede lateral
Obstrução da passagem de ar da cavidade
Dificuldade de respiração nasal

• Ossos
Nasal
Parte nasal do frontal
Lâmina cribiforme do etmoide
Corpo do esfenoide
• Comunicações
Lâmina cribiforme
Conecta a cavidade nasal com a fossa anterior do crânio
Forames da lâmina
Comunicação utilizada por vários filetes nervosos que em seu conjunto compõem o
nervo olfatório (NC I) → impulsos do olfato
Mucosa nasal dividida em duas partes: (A) terço superior (parede lateral e
medial) = parte olfatória → presença dos neurônios olfatórios que não se
estendem por toda a cavidade (B) todo o restante da mucosa que reveste a
cavidade internamente é a parte respiratória (epitélio respiratório)

• Ossos
Processo palatino da maxila
Lâmina horizontal do palatino
• Comunicações
Canal incisivo (um em cada maxila)
Conecta a cavidade nasal com o palato
Teto da cavidade oral
Artéria palatina maior

• Ossos
Face nasal da maxila
Lâmina perpendicular do palatino
Posterior à maxila, formando também o assoalho da cavidade
Incisura esfenopalatina (do palatino)
Virará forame esfenopalatino (articulação com o esfenoide)
Porta de entrada da fossa pterigopalatina para a cavidade nasal
Osso lacrimal
Delimita um canal
Osso etmoide
Conchas nasais superior e média
Projeção em forma de gancho profunda à concha média = processo uncinado
Concha nasal inferior
Se articula com a maxila e o palatino
• Hiato do seio maxilar
Abertura inicialmente muito grande na maxila
Repare como o osso palatino obstrui uma parte desse hiato
Perceba como todos os ossos vão sendo colocados e o hiato, que era grandão, vai sendo
reduzido
Final → abertura muito reduzida
Com a mucosa recobrindo toda a parede, a única abertura que permanecerá será o óstio
do seio maxilar
• Conchas nasais
Projeções para o interior do septo nasal
Existem espaços abaixo das conchas = meatos nasais
Meatos seguem a mesma nomenclatura das conchas (superior, médio e inferior)
Espaço acima da concha nasal superior (entre a concha e o teto) = RECESSO
ESFENOETMOIDAL
Mucosa reveste as conchas nasais
Mucosa dessa região possui característica peculiar que as aumenta de tamanho
Os tamanhos das 3 conchas não são iguais
A concha nasal inferior é a maior e a superior é a menor
A concha inferior vai praticamente dos vestíbulos até os cóanos
A concha superior fica restrita à parte mais posterior da cavidade nasal, muito
próxima ao corpo do esfenoide
Variação anatômica das conchas
4a concha
Concha nasal suprema
Menor de todas
Acima da concha nasal superior
Importância funcional das conchas nasais
Submucosa bastante espessa e altamente vascularizada
Plexo cavernoso das conchas (cavernoso = tecido erétil)
Tecido erétil possui uma série de lacunas que se preenchem de sangue,
fazendo com que o tecido fique entumecido e se expanda
Cavidade extremamente vascularizada → importante para o aquecimento do
ar
Ar também precisa ser umedecido → umidade vem das células caliciformes
produtoras de muco que reveste todo o interior da cavidade nasal
Aumentam a superfície de contato do ar com a mucosa para que ele seja
aquecido e umedecido
Problema relacionado ao plexo cavernoso das conchas
Esse plexo possui a característica de se encher de sangue e ficar entumecido
Rinite → inflamação da mucosa da cavidade nasal
Qualquer processo inflamatório acarreta uma vasodilatação
Plexo cavernoso fica ainda mais entumecido
Produção aumentada de muco pelas células caliciformes
Dificuldade de realizar a respiração nasal
• Meato nasal comum
Pequeno intervalo entre o septo nasal e as conchas nasais
• Bolha etmoidal
Paredes laterais do osso etmoide → labirintos etmoidais
No interior desses labirintos encontramos uma série de pequenas ou grandes cavidades
cheias de ar = células etmoidais
Algumas células etmoidais médias, localizadas abaixo da concha nasal média, são
realmente aumentadas de tamanho → acabam formando uma projeção do labirinto
etmoidal e, consequentemente, da mucosa que a reveste no meato nasal médio
Projeção = bolha etmoidal
• Meato nasal médio
Bolha etmoidal
Lateralmente à concha média
Abaulamento ósseo do labirinto etmoidal revestido por mucosa
Átrio do meato médio
Área que precede a concha nasal média
Apresenta uma concavidade discreta
Crista do nariz/ Agger nasi
Elevação óssea na parte superior do átrio do meato médio
Algumas células etmoidais podem se abrir nesse local
Processo uncinado
Projeção em formato de gancho da concha nasal média
Hiato semilunar
Espaço entre a bolha etmoidal e o processo uncinado
Reflexão da mucosa, formando um intervalo
Grande abertura no hiato semilunar = abertura para a drenagem do seio maxilar
Se continua até o seio frontal
Infundíbulo etmoidal → estrutura afunilada, dá entrada para o ducto frontonasal
que se abre no seio frontal

• Seio esfenoidal
Abertura bem na parte anterior do corpo do esfenoide
Se abre no espaço da cavidade nasal acima da concha nasal superior
Recesso esfenoetmoidal
• Meato nasal superior
Células etmoidais posteriores
Se abrem e se comunicam (aberturas na mucosa)
• Meato nasal médio
Principal meato
Bolha etmoidal → pequenas perfurações → células etmoidais médias aumentadas se
abrem na bolha (células etmoidais médias)
Grande abertura no hiato semilunar → chega no seio maxilar → células etmoidais
anteriores (furinhos no infundíbulo) → podem se abrir no infundíbulo ou no átrio do meato
médio
Seio frontal através do ducto frontonasal → desemboca no infundíbulo que está localizado
no meato nasal médio
PRATICAMENTE TODOS OS SEIOS SE ABREM NO MEATO NASAL MÉDIO
• Meato nasal inferior
Praticamente única estrutura que se abre no meato nasal inferior → em forma de fenda,
bem no início do meato → desembocadura do ducto lacrimonasal → recebe o nome do
canal ósseo → ducto é a estrutura mucosa → pode haver infecções no meato nasal
inferior que avançam para o olho
Rinite → cóanos → sobe no óstio faríngeo da tuba auditiva → orelha média → Otite
• Uma rinite pode levar a uma sinusite, otite, problemas no ducto lacrimonasal ou na órbita, etc
Meato Nasal Meato Nasal Meato Nasal Recesso
Superior Médio Inferior Esfenoetmoidal

Células etmoidais anteriores X

Células etmoidais médias X

Células etmoidais posteriores X

Seio maxilar X

Seio frontal X

Seio esfenoidal X

Ducto lacrimonasal X

• Linha imaginária que vai da narina até o forame esfenopalatino (parte posteroinferior e
anterossuperior)
Fonte das artérias é diferente para cada parte
• Parte posteroinferior
Forame imediatamente posterior ao final da concha média → forame esfenopalatino →
artéria esfenopalatina
Vem da fossa pterigopalatina
Ramo final da artéria maxilar
Quando atravessa o forame esfenopalatino se divide para o septo nasal e para a
parede lateral (ramos septais e ramos laterais)
Artéria palatina maior
Ramo da artéria maxilar
Supre também parte do septo nasal
Ramo septal da artéria labial superior
Ramo da artéria facial
Ramo que sobre para o septo nasal
• Parte anterossuperior
Artéria etmoidal anterior e posterior
Ramos da artéria oftálmica
Artéria oftálmica → dá um ramo dentro da órbita nos forames etmoidais → sai
da órbita para chegar na fossa anterior do crânio → adentra a lâmina cribiforme
→ desce pelos forames → chega na cavidade nasal pelo seu teto → se
distribui em ramos septais e ramos laterais para o septo e paredes laterais,
respectivamente
Ramos laterais e ramos septais
Artérias etmoidais vêm de dentro da órbita
• Ponto clínico importante: Área de Kiesselbach
Área em que há, no septo nasal (imediatamente acima do canal incisivo na metade
anterior do septo nasal) uma grande anastomose de todas essas artérias
Ramos septais das artérias etmoidais
Ramos septais da artéria esfenopalatina
Ramo septal da artéria labial superior
Artéria palatina maior
Formam uma grande rede de vasos nessa região
Muito comum haver sangramentos nessa região
Epistaxe = sangramento nasal

• Não existe uma veia maxilar grande igual à artéria maxilar


• Ao invés da grande veia maxilar temos o plexo venoso pterigoideo
• Parte anterossuperior
Drena através das veias etmoidais para a veia oftálmica superior → órbita
• Parte inferior
Veia septal → Veia labial superior → Veia facial
• Toda a parte posteroinferior drena através das veias correspondentes para o plexo pterigoideo!!
NÃO É PARA A VEIA MAXILAR!

• Não tem linfonodos na região, apenas vasos linfáticos


• Parte mais anterior da cavidade nasal
Vasos linfáticos da face → Linfonodos submandibulares → Linfonodos cervicais laterais
profundos superiores
• Parte mais posterior da cavidade nasal
Vasos linfáticos da face → Linfonodos retrofaríngeos → Linfonodos cervicais laterais
profundos superiores

Seios paranasais
Cavidades cheias de ar dos ossos pneumáticos

• Pode variar muito de tamanho


• Fica entre a lâmina interna e a lâmina externa
• Pode se estender na parte orbital do frontal
• Não é raro ter septos no seu interior, dividindo-o
• Dois seios frontais, normalmente

• Anteriores, médias e posteriores


• Médias formam a bolha etmoidal (nos labirintos etmoidais)
• Sinusite grave nas células etmoidais posteriores → infecção pode extrapolar os limites da célula
etmoidal posterior e cair na órbita, acometendo o nervo óptico → possível cegueira

• Não raro ter septo que sempre é desviado (nunca na linha mediana)

• Muito grande
• Ocupa o corpo da maxila
• Relação do seio maxilar com o assoalho da órbita
• Lesão grave pode arrebentar o assoalho da órbita e cair no seio maxilar
• Assoalho do seio maxilar em relação aos dentes molares = raiz dos dentes praticamente
adentra o seio maxilar, lâmina óssea muito fina
Extração do molar
Força pode quebrar a lâmina óssea, criando uma pequena comunicação entre a cavidade
oral e o seio maxilar (possível infecção)

Quadros azuis - Moore

• Comuns em face da proeminência do nariz


• Resultam em deformação do nariz
• Geralmente há epistaxe (sangramento nasal)
• Pode haver fratura da lâmina cribiforme do etmoide

• Comum
• Consequência de tocotraumatismo ou por traumatismo durante a adolescência e a vida adulta
• Desvio pode ser tão acentuado que o septo nasal toca a parede lateral → não raro causa
obstrução respiratória ou exacerba o ronco

• Edema e inflamação da mucosa nasal durante infecções respiratórias altas graves e reações
alérgicas
• Edema imediato em face de sua vascularização
• Infecções das cavidades nasais podem se disseminar para:
Fossa anterior do crânio (lâmina cribiforme)
Parte nasal da faringe e tecidos moles retrofaríngeos
Orelha média (tuba auditiva)
Seios paranasais
Aparelho lacrimal e conjuntiva

• Relativamente comum → abundante vascularização da mucosa nasal


• Causa → traumatismo
• Hemorragia provém de uma área do terço anterior do nariz (área de Kiesselbach)
• Também está associada a infecções e hipertensão arterial

• Seios paranasais contínuos com as cavidades nasais através de óstios


• A infecção pode disseminar-se das cavidades nasais
• Inflamação e edema da mucosa dos seios paranasais (sinusite) e dor local
• Inflamação de vários seios = pansinusite
• Edema da mucosa pode obstruir uma ou mais aberturas dos seios para as cavidades nasais

• Obstrução à drenagem nasal


• Infecções das células etmoidais podem se propagar através da frágil parede medial da órbita
• Infecções graves que têm essa origem podem causar cegueira → algumas células etmoidais
posteriores situam-se próximo do canal óptico (dá passagem ao nervo óptico e à artéria
oftálmica)
• Disseminação de infecção dessas células também poderia afetar a banha de dura-máter do
nervo óptico → neurite óptica
• Seios maxilares são os mais frequentemente infectados → provavelmente porque seus óstios
costumam ser pequenos e estão situados em posição alta nas paredes superomediais
• A congestão da mucosa do seio costuma causar obstrução dos óstios maxilares
• Localização alta dos óstios → na posição de cabeça ereta a drenagem dos seios só é possível
quando eles estão cheios

• Proximidade entre os três dentes molares maxilares e o assoalho do seio maxilar → pode
causar graves problemas
• Retirada de um dente molar → pode haver fratura de uma raiz do dente
• Um fragmento da raiz pode entrar no seio maxilar → pode ser criada uma comunicação entre a
cavidade oral e o seio maxilar e haver uma infecção
• Nervos alveolares superiores suprem os dentes maxilares e a mucosa dos seios maxilares → a
inflamação da túnica mucosa do seio frequentemente acompanhada por sensação de dor de
dente

• Seios maxilares
Sala escura → feixe de luz forte concentrado na boca do paciente sobre um lado do palato
duro ou firmemente contra a bochecha → a luz atravessa o seio maxilar e apresenta-se
como uma luminescência fosca, inferior à órbita
Se um seio contiver excesso de líquido, massa ou espessamento da mucosa, a
luminescência diminui
• Seios frontais
Também podem ser transiluminados dirigindo-se a luz em sentido superior sob a face
medial do supercílio, o que normalmente produz um brilho superior à órbita

Nervo Trigemeo

^
Anna Carolina S. Moulin - MedUfes 102

INTRODUÇÃO E EMBRIOLOGIA

Territórios característicos de processos → qualquer informação da inervação é dada facilmente


Trigêmeo → acredita-se que possua 3 raízes gêmeas, daí sua denominação
• Na verdade, as raízes não são tão gêmeas
• As três possuem diâmetros diferentes, ramos diferentes e território de distribuição diferente
NC V
Segmentos
• V1 → Oftálmico
• V2 → Maxilar
• V3 → Mandibular
Parece uma verdadeira máscara → máscara sensitiva da face
• Todos os territórios de ramos do trigêmeo formam a máscara
Embora o ângulo da mandíbula faça parte do segmento inferior da face, ela não é inervada pelo
nervo trigêmeo, mas sim por um ramo superficial do plexo cervical (nervo auricular magno) →
dentro da face encontramos uma área que não é inervada pelo nervo trigêmeo

NÚCLEOS SENSITIVOS

Origem se faz em alguns núcleos


Núcleo = corpos de neurônios no SNC
3 núcleos
• Núcleo mesencefálico do V (mesencéfalo)
• Núcleo sensitivo principal do V (ponte)
• Núcleo espinal do V (bulbo)
Esses 3 núcleos, quando relacionados com a parte sensitiva, também estão relacionados com o
gânglio sensitivo
Nervo espinal típico → formado por radículas ventrais e dorsais, predominantemente sensitivas
(dorsais) e motoras (ventrais)
• Dorsais - agrupamento de corpos de neurônios associados que formam o gânglio espinal
• Lateralmente as radículas se unem formando o nervo espinal que se divide em ramos anterior e
posterior
Nervo trigêmeo = sensitivo
• Gânglio semelhante ao gânglio espinal → constituição é um neurônio pseudounipolar (gânglio
trigeminal)
• Gânglio trigeminal → gânglio sensitivo associado ao nervo trigêmeo
• Esses neurônios pseudounipolares estão associados aos núcleos → carregam determinados tipos de
estímulo
• Estímulos exteroceptivos → provenientes do meio externo = tato, dor, temperatura, pressão →
captados por nervos que chegam à periferia do corpo
• Estímulos proprioceptivos → músculos, articulações, tendões, ligamentos
• Encaminhados por nervos sensitivos ao SNC, levando informações do corpo
• Tato pode ser mais refinado ou mais grosseiro

ORIGEM DO NERVO TRIGÊMEO


Tronco Encefálico
• Área entre a ponte e uma união da ponte com o cerebelo (pedúnculo cerebelar médio)
Visualizamos nesse local 2 raízes do nervo trigêmeo
• Uma raiz sensitiva mais volumosa (nervo é predominantemente sensitivo)
• Uma raiz motora mais fina
• Raiz motora será responsável pela inervação dos músculos da mastigação e músculo associados
a movimentos importantes na mastigação (m. tensor do véu palatino, ventre anterior do m.
digástrico)
• A associação dessas duas raízes se dá com núcleos dentro do Tronco Encefálico, núcleos
sensitivos e motores
Origem real
• Neurônio principal está no gânglio trigeminal (sensitivo) e núcleo motor do trigêmeo (motor)
Logo após sua origem aparente, a raiz sensitiva tem uma dilatação associada → Gânglio
Trigeminal
• Também chamado de Gânglio de Gasser, Gânglio Semilunar...
Após a origem aparente, a dura-máter e a aracnoide-máter formam o cavo trigeminal (uma loja)
• Nesse cavo está alojado o Gânglio Trigeminal
Nervo se trifurca: nervo oftálmico, maxilar e mandibular
Localização do Gânglio Trigeminal → impressão trigeminal na fossa média do crânio

GÂNGLIO TRIGEMINAL

Localizado lateralmente ao corpo do esfenoide


Relação íntima com o seio cavernoso e com a artéria carótida interna
Nervos cranianos que atravessam o seio cavernoso
• Abducente
• Oculomotor
• Troclear
• Oftálmico
• Maxilar
Alguma alteração no seio cavernoso ou na artéria carótida interna, causando obstrução/ aumento
do fluxo ou do volume sanguíneo → compressão dessas raízes nervosas → série de sinais e
sintomas importantes na avaliação clínica de um paciente
• Alterações no movimento do bulbo ocular, no posicionamento do bulbo ocular, na sensibilidade da
face, etc
Gânglio semilunar
• Também pode receber esse nome
• Espessamento grande em forma de meia lua, caracterizando sua denominação
Pia-máter intimamente relacionada ao gânglio
Os três ramos do nervo trigêmeo seguem diferentes trajetos, já que vão inervar, ou melhor,
recolher a inervação, de três áreas completamente diferentes da face
Nervo trigêmeo passa na parte superior da parte petrosa do osso temporal
É possível separar as fibras da raiz sensitiva das fibras da raiz motora do nervo

PARTE OFTÁLMICA DO NERVO TRIGÊMEO

Origem no processo frontonasal


Trajeto
• Sai do gânglio trigeminal
• Caminha em direção anterior
• Passa pela fissura orbital superior
• Chega na órbita
• Nervo se distribui para as estruturas que estão na órbita ou que se colocam na superfície do terço
superior da face
Origina 3 ramos
• Todos os ramos apresentam origem antes de entrarem na órbita
Na fossa média do crânio ele já se dividiu em seus 3 ramos e deixou de ser o nervo oftálmico
SÃO OS SEUS RAMOS QUE ATRAVESSAM A FISSURA ORBITAL SUPERIOR
Encontramos os ramos do nervo oftálmico lateralmente ao nervo troclear, que se encontra no
músculo oblíquo superior

A partir de agora, apresentaremos os ramos do nervo oftálmico, de lateral para medial

1. Nervo Lacrimal
Nervo que caminha lateralmente, junto à parede lateral da órbita no ângulo superolateral da
órbita
Seu principal território de inervação é a glândula lacrimal
Glândula com inervação sensitiva → a inervação de uma glândula não é exclusivamente motora!
Todas as glândulas possuem capacidade de captar dor, temperatura, etc
Relação direta com o osso zigomático → fraturas de osso zigomático, dependendo de sua
profundidade, podem levar a uma lesão do nervo lacrimal → sensibilidade da glândula é perdida
Em determinado momento de seu percurso, recebe fibras do nervo facial que fazem a secreção
da lágrima → dependendo do nível da lesão no osso zigomático, não serão lesadas apenas as
fibras sensitivas como também toda a parte de secreção da lágrima (fibras parassimpáticas do
nervo facial que se juntam ao nervo trigêmeo apenas para chegar no seu local de inervação)
Recolhe sensibilidade da pele da parte lateral da pálpebra superior
Localizado na margem superior do m. reto lateral e fora do cone dos retos

2. Nervo Frontal
Localizado fora do cone dos retos e acima do m. levantador da pálpebra superior
Entre o periósteo e a fáscia que envolve a musculatura do bulbo do olho
Trajeto em direção anterior
Se bifurca em dois nervos
• Supraorbital → passa no forame supra orbital, junto com a artéria e veia e chega na fronte
o Tem território de inervação muito grande
o Sensibilidade da raiz do couro cabeludo, pele da fronte, pele conjuntiva da pálpebra superior,
seio frontal, etc
• Supratroclear → passa acima da tróclea (canto medial superior da órbita) e se dirige à fronte
o Parte mais medial da pele da fronte, parte mais medial da pele conjuntiva da pálpebra superior
o Sai junto da artéria e veia supratrocleares
Retirar alguma coisa na região da fronte → melhor maneira é pegar o nervo onde ele emerge na
face, cobrindo uma extensão maior e dando mais conforto ao paciente
Nervo Supratroclear é medial ao forame supraorbital → relação com a tróclea do músculo
oblíquo superior

Anestesia do forame → palpar o local → coloca a pessoa com o olhar dirigido para o horizonte →
passa uma linha longitudinal pelo centro pupilar → forame supraorbital, infraorbital e mentual
coincidem
Referência anatômica externa para a localização desses forames
Região medial ao forame = bloqueio do nervo supratroclear

3. Nervo Nasociliar
Único ramo que passa dentro do cone dos retos
Naso = vai para a cavidade nasal
Ciliar = relação com o gânglio ciliar (parassimpático)
Vai para medial
Trajeto
• Entra na parte lateral do cone dos retos
• Trajeto de lateral para medial
• Passa acima do nervo óptico e da artéria oftálmica
Emite uma série de ramos
Ligado ao gânglio, mas sem fazer parte do gânglio
Ramos
• Etmoidal posterior → recolhe a sensibilidade das células etmoidais posteriores e do seio esfenoidal
• Etmoidal anterior → quando o nervo nasociliar passa pelo forame etmoidal anterior, ele passa a se
chamar nervo etmoidal anterior
o Muito característico, trajeto extremamente tortuoso
o Vai para a fossa anterior do crânio e penetra na lâmina crivosa, volta para a cavidade nasal e
de lá saem dois ramos → nervos nasais interno e externo (sensibilidade da pele do dorso do
nariz = nervo nasal externo)
• Nervo infratroclear → importante salientar que ele é um RAMO do nervo nasociliar
o Passa por baixo da tróclea e chega até a pele da raiz do nariz, recolhe sensibilidade do ângulo
medial das pálpebras superior e inferior
RAIZ DO NARIZ = NERVOS INFRATROCLEAR E RAMO NASAL EXTERNO DO NERVO
ETMOIDAL ANTERIOR

PARTE MAXILAR DO NERVO TRIGÊMEO

Sai da fossa média do crânio


Entra pelo forame redondo
Vai para a fossa pterigopalatina
Esse nervo maxilar começa a emitir seus primeiros ramos no interior da fossa pterigopalatina
Conexão com o gânglio parassimpático associado ao Sistema Nervoso Autônomo → gânglio se
localiza na fossa pterigopalatina = GÂNGLIO PTERIGOPALATINO
Comunicações semelhantes aos ramos comunicantes cinzentos e brancos → ramos
comunicantes do nervo maxilar com o gânglio pterigopalatino
Passa pela fissura orbital inferior
Quando atravessa essa fissura, muda seu nome para nervo infraorbital → passa pelo sulco/
canal e emerge no forame infraorbital
Qual o sentido de termos um nervo sensitivo associado a um gânglio parassimpático?
• As fibras pós-ganglionares e pré-ganglionares que fazem sinapse no gânglio parassimpático têm
que ter um meio de passar do gânglio até as suas áreas de inervação → no caso, importam as
fibras que se originam do gânglio e vão até a glândula lacrimal
Anatomicamente, o nervo maxilar apresenta uma conexão com o gânglio parassimpático →
gânglio associado anatomicamente ao nervo através de dois ramos comunicantes
RELAÇÃO FUNCIONAL DO GÂNGLIO COM O NERVO NÃO EXISTE!! Esse gânglio está
funcionalmente associado ao nervo facial

Emite um ramo dentro da fossa pterigopalatina → nervo zigomático


• Passa da fossa pterigopalatina pela fissura orbital inferior e chega na órbita
• Nervo passa no canto lateral e inferior da órbita
• Lembre-se da existência dos forames zigomaticoorbital, zigomaticofacial e zigomaticotemporal
• Quando esse nervo zigomático chega na face orbital do osso zigomático, penetra no forame
zigomaticoorbital
• Após isso, ele se bifurca em nervos zigomaticofacial e zigomaticotemporal que saem cada um
pelo forame de mesmo nome
• Nervo Zigomaticofacial → pele da maçã do rosto
• Nervo Zigomaticotemporal → pele anterior da têmpora (pele posterior da têmpora é outro nervo)
• É POR ISSO QUE FRATURAS DO ZIGOMÁTICO PODEM RESULTAR EM PARESTESIA DA PELE
DA MAÇÃ DO ROSTO! → Nervo passa dentro do osso, impossível não ser lesionado
O nervo zigomático apresenta um ramo que o comunica com o nervo lacrimal (ramo do nervo
oftálmico) → essa comunicação existe para que essas fibras parassimpáticas façam o seguinte
trajeto:
Maxilar → Nervo Zigomático → Ramo comunicante → Nervo Lacrimal → Glândula Lacrimal
É IMPORTANTE PARA QUE ESSAS FIBRAS CHEGUEM NA GLÂNDULA!

Outros ramos
• Nervo alveolar superior posterior
o Entra nos forames alveolares do túber da maxila
o Território de inervação → dentes superiores e parede posterior do seio maxilar
Quando o nervo passa de nervo maxilar para nervo infraorbital, emite dois ramos no sulco e
canal infraorbital
• Nervo alveolar superior médio e Nervo alveolar superior anterior
Esses três nervos alveolares são responsáveis pela inervação dos dentes superiores e da maxila,
além de darem sensibilidade à mucosa do seio maxilar (intimamente associados à mucosa desse
seio)
Os três nervos alveolares se entrecruzam e formam um PLEXO, facilitando a anestesia
Depois que o nervo emerge do forame infraorbital, emite 3 ramos terminais
• Ramo palpebral inferior
o Pele e mucosa da pálpebra inferior
o Sensibilidade
• Ramo nasal do nervo infraorbital
o Pele do nariz
• Ramo labial superior
o Sensibilidade da pele e da mucosa do lábio superior

Anestesia do nervo infraorbital → forame infraorbital → bloqueia toda a área de extensão do


nervo

Inervação da cavidade nasal


• Posteroinferior → nervo maxilar
• Anterossuperior → nervo oftálmico

PARTE MANDIBULAR DO NERVO TRIGÊMEO

Associado ao terço inferior e parte posterior da pele da têmpora


Trigêmeo possui uma raiz motora → só vai se juntar à parte mandibular do nervo
• NERVO MISTO → parte sensitiva e parte motora → oftálmico e maxilar são predominantemente
sensitivos
Sai da fossa média em direção à fossa infratemporal através do Forame Oval
• Fossa infratemporal → músculos da mastigação e estruturas do terço inferior da face
• Principal inervação desses músculos → ramos da parte mandibular do trigêmeo
Ramos
• Nervos temporais profundos anterior e posterior
• Ramos para o músculo pterigoideo medial
• Ramos para o músculo pterigoideo lateral
• Ramo massetérico
Nervo bucal → associado ao músculo bucinador
• Predominantemente sensitivo
• O ramo bucal do nervo facial é uma coisa diferente! Não confundir o ramo com o nervo, esse é
predominantemente motor!
• QUE TIPO DE ESTÍMULOS O NERVO BUCAL CARREGA? SENSITIVOS!
• Possui íntima relação com o músculo bucinador, mas não o inerva!
• Perfura o músculo e recolhe a sensibilidade da pele e da mucosa da bochecha
Nervo auriculotemporal
• Duas raízes
• Envolve a artéria meníngea média (forma uma "abotoadeira")
• Íntima relação com: ATM, pavilhão auricular, tragos, meato acústico externo, membrana do tímpano,
glândula parótida e pele da têmpora
• Esse nervo é predominantemente sensitivo
• Recolhe a sensibilidade da glândula parótida
• Como emite ramos para a glândula parótida, através dele passam fibras parassimpáticas para fazer
a secreção da glândula. Fibras não pertencem ao trigêmeo, mas sim ao glossofaríngeo
Parte mandibular do nervo trigêmeo é associada ao GÂNGLIO ÓTICO (relacionado com a orelha)
Nervo lingual
• Língua
• Predominantemente sensitivo
• Nervo que entra no nervo lingual → provém do nervo facial → nervo corda do tímpano (carrega
dois tipos de fibras → gustatórias para os 2/3 anteriores da língua e secretomotoras para as
glândulas submandibular e sublingual)
• Por que o nervo corda do tímpano se junta ao nervo lingual?
• Ramo do nervo facial se juntando ao ramo do nervo trigêmeo apenas para chegar a um local
específico (língua e glândulas submandibular e sublingual) - faz a secreção parassimpática (mais
fluida, aquosa) dessas glândulas
• Nervo lingual associado ANATOMICAMENTE ao gânglio submandibular (parassimpático)
Nervo alveolar inferior
• Entra no forame da mandíbula
• Predominantemente sensitivo → recolhe sensibilidade dos dentes inferiores e do ramo da
mandíbula
• Ramo dele → nervo milo-hioideo → predominantemente motor (inerva o m. milo-hioideo e o ventre
anterior do m. digástrico)
• Da dois ramos terminais:
o Nervo incisivo → se mantém na mandíbula
o Nervo mentual → emerge pelo forame mentual → recolhe sensibilidade da mucosa do
hemilábio inferior e da pele do hemimento
NERVO LINGUAL ESTÁ ANTERIOR E MEDIAL AO NERVO ALVEOLAR INFERIOR
Nervos temporais profundos anterior e posterior
Nervo massetérico

Orbita e Conteudo
Anna Carolina S. Moulin - MedUfes 102

ÓRBITAS

Formato, regiões, paredes e margens


Duas cavidades em formato de pirâmide de 4 faces
Ápice → profundamente na órbita / referência → canal óptico
Base → plano da face, voltada para a face

4 paredes/ faces - abertura da base delimita as margens da órbita


• Margem supra orbital
• Margem infra orbital
• Margens fortificadas → densidade óssea muito grande
o Parte mais lateral da órbita é totalmente fortificada (pilar canino)
• Compensação → interior da órbita, parede medial, assoalho e teto → muito finos
• Maior parte das paredes é extremamente frágil
Parede medial → lâmina orbital do etmoide (muito fina)
Assoalho → lâmina igualmente fina, faz limite com o seio maxilar
Teto → fino, limite do teto da órbita com a fossa anterior do crânio
Parede mais forte = parede lateral (também é a mais exposta a lesões mecânicas)

Órbita = cavidade relativamente fechada


Comunicações para a passagem de vasos e nervos (nenhuma grande abertura)
Fechada anteriormente pelas pálpebras
Conteúdo a mais dentro da órbita (ex: tumor) → não há espaço, pressão interna da órbita
aumenta, conteúdo começa a se desarrumar → lesão clássica = lesão em explosão (blow)
• Como é uma cavidade fechada, se houver um impacto na órbita a pressão será dissipada para o seu
interior → acaba arrebentando as paredes mais frágeis da órbita
• Muito comum nesse tipo de fratura o assoalho ceder → parte do conteúdo da órbita desce para o
seio maxilar → comunicação entre órbita e seio maxilar → pode desalinhar a posição do bulbo do
olho, forma uma porta para infecções, etc
Tumor nas células etmoidais → é possível extravasar pelas paredes mediais da órbita (muito
finas) e ir direto para a sua cavidade

Vista superior → questão do ápice da órbita no canal óptico e base na face


Repare como a base é voltada anterolateralmente, enquanto o ápice é voltado
posteromedialmente → isso realmente faz diferença na hora de estudar a musculatura da órbita
EIXO DA ÓRBITA (LONGITUDINAL) - 45° → não são eixos paralelos entre si, são anterolaterais
EIXO ÓPTICO - 90° → paralelos entre si (eixo não paralelo = diplopia)

Células etmoidais se encontram muito próximas do canal óptico → nesse canal encontramos o
NERVO ÓPTICO (nervo sensitivo para a visão) → alguma coisa pode sair pela lâmina orbital e
acometer o nervo

LIMITES DA ÓRBITA

Teto
• Face orbital do osso frontal
• Forame/ incisura supra orbital (passam vasos e nervos de mesmo nome)
• Fóvea troclear e Fossa da glândula lacrimal
• Pedaço da asa maior do esfenoide
• Canal óptico
Parede medial
• Talvez seja a parede mais frágil da cavidade orbital
• 3 ossos → etmoide (lâmina orbital), lacrimal e processo frontal da maxila
• Crista lacrimal posterior (lacrimal), Crista lacrimal anterior (maxila) → entre as duas cristas
encontramos a fossa do saco lacrimal
• Essa fossa se continua como canal lacrimonasal → se abre no meato nasal inferior
• Na fossa do saco lacrimal encontramos o saco lacrimal
• Forames etmoidais anterior e posterior
Assoalho
• Praticamente todo formado pela maxila (face orbital)
• Pequena parte do osso palatino e do osso zigomático
• Fissura orbital inferior, sulco infraorbital
Parede lateral
• Mais forte
• Processo frontal do zigomático e asa maior do esfenoide (face orbital)
• Entre a asa menor e a asa maior do esfenoide temos a fissura orbital superior
• Fissura orbital inferior entre os dois ossos e o assoalho

COMUNICAÇÕES DA ÓRBITA

Fossa média do crânio → canal óptico ou fissura orbital superior


• Pelo canal óptico passa o nervo óptico e a artéria oftálmica
• Todo o restante das estruturas que saem da fossa média do crânio em direção à órbita chegam
através da fissura orbital superior
Fossa infratemporal e pterigopalatina → fissura orbital inferior
Fossa anterior do crânio → forames etmoidais anterior e posterior
• Artérias etmoidais anterior e posterior → irrigação da parte anterossuperior da cavidade nasal
Cavidade nasal (meato nasal inferior) → canal lacrimonasal
Região infraorbital → sulco/ canal/ forame infraorbital
Região frontal → forame/ incisura supraorbital
Região zigomática
• Órbita → Forame Zigomaticoorbital → passa dentro do osso zigomático → Forame Zigomaticofacial
→ Região zigomática
Fossa temporal
• Órbita → Forame Zigomaticoorbital → passa dentro do osso zigomático → Forame
Zigomaticotemporal → Fossa temporal
CONTEÚDO DA ÓRBITA

A órbita é revestida internamente por um tecido conjuntivo → periórbita


• Periósteo da órbita
• Reveste internamente toda a cavidade
• Frouxamente aderida aos ossos
• Contínua com → dura-máter, periósteo, fáscias musculares, bainha do bulbo do olho (cápsula de
Tenon) e bainha do nervo óptico
• Origina o septo orbital
• Emite prolongamentos
o Reveste a musculatura formando uma fáscia muscular
o Forma uma cápsula em forma de cálice para o bulbo do olho e para o nervo óptico
• Bulbo do olho não está em contato direto com a gordura! (cápsula do bulbo do olho)
Septo orbital
• Origem na periórbita
• Faz parte da pálpebra
• Vai das margens supra e infra orbital, fazendo o preenchimento acima e abaixo dos tarsos (tecido
conjuntivo)
• Veda esses espaços

Bulbo do olho + estruturas que dão suporte a ele


• Bulbo do olho
• Pálpebras e Glândula lacrimal (proteção)
• Músculos extrínsecos do bulbo do olho e Corpo adiposo da órbita (sustentação e movimento)
• Vasos sanguíneos e nervos, gânglio ciliar parassimpático (nutrição e inervação)
Série de nervos que passam na órbita, porém não suprem nada nela a rigor (apenas de
passagem)

PÁLPEBRAS

Pálpebra superior
Pálpebra inferior
• Pálpebra superior é muito maior e mais móvel que a inferior
• As duas se encontram nas extremidades laterais → comissura palpebral lateral e medial
Afastando as pálpebras → delimitação de um espaço entre as duas pregas = rima palpebral
Ramo medial do olho e ramo lateral do olho

Estratimeria
• Pele (muito fina)
o Não é muito aderida ao tecido conjuntivo frouxo na tela subcutânea
• Tela subcutânea
o Tecido conjuntivo frouxo em grande quantidade → permite certa movimentação da pele
o Ausência de gordura
o Cílios e glândulas sebáceas → margem livre da pálpebra
• Músculo orbicular do olho
o Parte palpebral
o Abaixo do músculo estão os principais vasos e nervos que suprem a pálpebra (profundos)
• Tarsos e septo orbital
o Tarsos = tecido conjuntivo bem duro
o Septo orbital = continuação da periórbita
o Glândulas tarsais → tecido glandular dentro do tarso
• Liberam secreção na margem livre da pálpebra → margem livre da pálpebra superior toca
a margem livre da pálpebra inferior
• Essa secreção lubrifica a margem livre, impedindo que as pálpebras fiquem coladas
• Glândulas tarsais entupidas = inflamação → tersol
• Túnica conjuntiva
o Mucosa → não é de tecido conjuntivo, mas sim epitelial!!
o Reveste a pálpebra
o Se reflete na pálpebra, indo para a superfície do bulbo do olho (se continua em uma parte sobre
o bulbo do olho)
o Apresenta uma parte palpebral e uma parte bulbar
o Mucosa que se reflete formando um fundo de saco = fórnices
o Fórnice superior e inferior da conjuntiva
o Saco da conjuntiva = todo espaço que ela forma → espaço preenchido por lágrimas
o Inflamação da túnica conjuntiva = conjuntivite

APARELHO LACRIMAL

Glândula lacrimal
• Parte orbital e parte palpebral
• Protagonista do aparelho lacrimal
• Produz lágrimas
• Localizada na fossa da glândula lacrimal (lateral na órbita)
• Glândula exócrina → libera sua secreção em uma cavidade ou na superfície externa do corpo
Dúctulos excretores
• Liberam a secreção da glândula lacrimal
• 8 a 12
• Desembocam no fórnice superior da conjuntiva → liberam a lágrima no saco superior da
conjuntiva → lágrima cai para o saco inferior da conjuntiva (gravidade agindo)
• Devido à orientação das fibras musculares do músculo orbicular do olho (origem e inserção no
ângulo medial do olho, contrai no sentido para medial) → favorece o direcionamento da lágrima
para a região medial do olho = lago lacrimal
Lago lacrimal
• Lago lacrimal → região para onde a lágrima é conduzida e fica acumulada
• Do lago lacrimal, na pálpebra superior e na pálpebra inferior (parte medial), há uma discreta elevação
→ no ápice dessa discreta elevação observamos um furinho
• Elevação = papila lacrimal
• Furinho = ponto lacrimal
Saco lacrimal
• A lágrima represada no lago lacrimal é drenada por capilaridade através dos dois pontos lacrimais
• Do ponto lacrimal vai para os canalículos lacrimais (superior e inferior)
• Esses canalículos se encontram e desembocam em uma estrutura em fundo cego = saco lacrimal
• Localizado na fossa do saco lacrimal
Ducto lacrimonasal
• A continuação do saco lacrimal depois que ele atravessa os limites do início do canal lacrimonasal é
o ducto lacrimonasal
• Canal = ósseo / Ducto é a estrutura
• 1,8 cm
• Cavidade nasal (meato nasal inferior)
• O sentido da lágrima, que passa nesse ducto, é de superior para inferior (órbita → cavidade nasal)
Função da lágrima → limpador de para-brisas → limpa, difunde nutrientes para a córnea (que é
avascular), etc
• Da cavidade nasal a lágrima vai para os cóanos e é deglutida na faringe
Excesso de lágrimas = lago transborda

MÚSCULOS EXTRÍNSECOS DO BULBO DO OLHO

Músculos na órbita
Movimentam o bulbo do olho
Anel tendíneo comum
• Estrutura tendinosa em forma de anel
• Dá origem compartilhada para 4 músculos extrínsecos do bulbo do olho
• Origem dos músculos retos
• Passa ao redor do canal óptico e da fissura orbital superior
Outros três músculos que saem (A) do assoalho da órbita, (B) da parede medial da órbita (usa
aquela tróclea fixa, mudando sua posição) e (C) encostado no teto da órbita
Músculos retos
• Reto superior
• Reto inferior
• Reto medial
• Reto lateral
Músculos oblíquos
• Trajeto oblíquo
• Oblíquo inferior → assoalho da órbita
• Oblíquo superior → chega superiormente ao bulbo do olho
Imediatamente superior ao músculo reto superior encontramos o músculo levantador da pálpebra
superior
Músculos em forma de fita, com os ventres musculares aplainados
Os 4 músculos retos ficam na parte mais anterior do bulbo do olho, chegando próximos da região
da córnea
Músculo tarsal superior
• Músculo liso
• Preso no tendão do músculo levantador da pálpebra superior
• Inervação → autônoma simpática!

EIXOS E MOVIMENTOS OCULARES


Eixo longitudinal
• Adução (para medial)
• Abdução (para lateral)
Eixo transversal
• Abaixamento
• Elevação
Eixo anteroposterior
• Intorção (torção interna)
• Extorção (torção externa)
• Movimentos mais capciosos
• Movimentos compensatórios que o olho faz quando você está movimentando a cabeça e quer
manter o foco em determinado ponto
AÇÕES PRIMÁRIAS DOS MÚSCULOS
Músculos retos
• Ações primárias e alguns fazem ações secundárias
• Ações primárias = intuitivas
• Reto inferior → abaixamento do olho
• Reto superior → elevação do olho
• Reto lateral* → abdução do olho
• Reto medial* → adução do olho
* Esses músculos apresentam apenas ação primária
Reto superior e reto inferior apresentam ação secundária → essa ação se deve ao fato de a
origem do ápice da órbita ser deslocada medialmente
• Reto superior → adução e intorção
• Reto inferior → adução e extorção
Músculos oblíquos
• Oblíquo superior → puxa a região posterior para medial e para cima
o Faz o bulbo do olho apontar para lateral e para baixo
o Abduz, abaixa e faz intorção quando necessário
• Oblíquo inferior → puxa a parte posterior para medial e para baixo
o Abduz, eleva e faz a extorção quando necessário

CORPO ADIPOSO DA ÓRBITA

Preenche o espaço até o ápice da órbita


Matriz de gordura → corpo adiposo da órbita
Mergulhado nesse corpo adiposo encontramos os vasos, nervos e gânglio

CONTEÚDO NERVOSO DA ÓRBITA

Nervos aferentes/ sensitivos


• Nervo óptico (NC II) → mais grosso de todos, nervo da visão (lesão = cegueira)
• Nervo oftálmico (NC V1) → ramos do nervo oftálmico também
• Ramos do Nervo maxilar (NC V2)
Nervos eferentes/ motores
• Nervo oculomotor (NC III)
• Nervo troclear (NC IV)
• Nervo abducente (VI)

NERVOS EFERENTES
Origem aparente
• Oculomotor → região anterior do mesencéfalo
• Troclear → região posterior do mesencéfalo (único par de nervos cranianos que vem da região
posterior do tronco encefálico, contorna o mesencéfalo para chegar na região anterior)
• Abducente → sulco bulbopontino
Trajeto intracraniano
• Todos os três atravessam o seio cavernoso em direção à órbita
• Seio cavernoso localizado próximo da sela turca do osso esfenoide
• Fenda que comunica a fossa média do crânio com a órbita → fissura orbital superior → origem
craniana desses três nervos
Nervo oculomotor
• Oculomotor = que move o olho
• Origem craniana = fissura orbital superior
• Componente motor
• Eferente somático geral: mm. Extrínsecos do olho (todos exceto reto lateral e oblíquo superior)
• Eferente visceral geral (parassimpático): mm. Intrínsecos do olho (m. ciliar e m. esfíncter da pupila)
• Logo que emerge da fissura orbital superior se ramifica
• Dá um ramo superior e um ramo inferior
• Ramo superior → músculos reto superior e levantador da pálpebra superior
• Ramo inferior → músculos reto medial, reto inferior e oblíquo inferior
• É um dos 4 pares de nervos cranianos que, além de componente motor, apresenta componente
parassimpático
• Raiz parassimpática do gânglio ciliar - comunicação
Nervo abducente
• Um nervo para um músculo
• Faz a abdução do músculo reto lateral
• Abducente = que afasta para longe
• Eferente somático geral
Nervo troclear
• Músculo oblíquo superior (músculo que usa a tróclea)
• Eferente somático geral

Gânglio parassimpático
• Gânglio ciliar
• Na cabeça os gânglios não se encontram dentro das vísceras, apenas perto delas
• Podemos ver o gânglio parassimpático na cabeça
• Oval, 1-2mm de diâmetro
• Entre o nervo óptico e o músculo reto lateral
• Região posterior da órbita
• Gânglio = acúmulo de corpos de neurônios fora do SNC
• Fibras pré-ganglionares parassimpáticas fazem sinapse nele
• As fibas pós-ganglionares seguem dele para dentro do olho, levando inervação autônoma para os
músculos lisos de dentro do olho (intrínsecos)
Raízes
• Raiz sensitiva → do nervo nasociliar (V1) → traz sensibilidade da córnea, parte mais anterior do
bulbo do olho
• Raiz simpática → do plexo carótico interno → leva estímulos simpáticos
• Raiz parassimpática → do nervo oculomotor
Nervos ciliares curtos
• Nervos que estão conectando o bulbo com o gânglio

Fibras simpáticas que vêm não fazem sinapse no gânglio, passam reto por ele e seguem para
dentro do olho → já fizeram sua sinapse em um gânglio simpático
Fibras sensitivas vêm da córnea, atravessam os nervos ciliares curtos, o gânglio e descem
(fazem o trajeto inverso)
Apenas as fibras parassimpáticas fazem sinapse nesse gânglio, saindo fibras pós-ganglionares
parassimpáticas para dentro do olho (nervo oculomotor)
Gânglio cervical superior é o extremo mais alto do gânglio simpático
Estímulos simpáticos saem da medula, sobem pelo tronco simpático e fazem sinapse nesse
gânglio PORQUE ELE É SIMPÁTICO
Fim
Como chega no olho se esse gânglio é o fim da linha?
Pede carona → artéria carótida interna passa encostada no gânglio cervical superior → nervo
carótido interno → forma o plexo carótido interno → fibras do plexo convergem e formam a raiz
simpática do gânglio ciliar → passa reto no gânglio, já foi feita a sinapse, a partir dessa raiz chega
no olho

CORRELAÇÕES CLÍNICAS DA AULA

Olho esquerdo aduzido → incapaz de fazer a abdução


Nervo que manda estímulos da abdução é o nervo abducente → problema periférico no nervo
Tônus muscular → no PPO o paciente apresentará um desequilíbrio de tônus muscular, uma
vez que o abducente não realizará sua função
Não haverá tônus do músculo reto lateral, mas o tônus do músculo reto medial se mantém →
esotropia (pupila deslocada para medial

Pálpebra parcialmente caída, pupila mais contraída, rubor facial, anidrose (ausência de sudorese)
Síndrome de Horner (interrupção da via simpática)
Miose, ptose parcial da pálpebra superior
Não é lesão no nervo oculomotor, mas sim na inervação simpática
Músculo tarsal superior prejudicado
Artérias só possuem inervação simpática para vasoconstrição → vasodilatação causa o rubor

Lesão do nervo oculomotor (paralisia)


Ptose parcial da pálpebra superior, olho para lateral e para baixo
REVISÃO DE MÚSCULOS EXTRÍNSECOS DO OLHO
Músculo Ação Inervação
Reto superior Eleva, aduz e faz a intorção Ramo superior do oculomotor

Reto inferior Abaixa, aduz e faz a extorção Ramo inferior do oculomotor

Reto lateral Abduz Nervo abducente

Reto medial Aduz Ramo inferior do oculomotor

Oblíquo superior Abaixa, abduz e faz a intorção Nervo troclear

Oblíquo inferior Eleva, abduz e faz a extorção Ramo inferior do oculomotor

Levantador da Levanta a pálpebra superior Ramo superior do oculomotor


pálpebra superior

Tarsal superior ? Simpática


Orelha externa e media e Nervo Facial
Anna Carolina S. Moulin - MedUfes 102

INTRODUÇÃO
3 orelhas na anatomia
Orelha média = cavidade timpânica (sinônimos)
Orelha externa e média → transmitem, repassam os estímulos sonoros para a orelha interna
Qualquer sensação ou estímulo precisa chegar a um receptor, se não houver estímulo no
receptor nada acontece
• Receptores específicos para audição e equilíbrio → localizados na orelha interna
• Estímulo vem do ambiente → Orelha externa → Orelha média → Orelha interna → Receptores
específicos
• Início de uma via através de um nervo até o córtex cerebral
Nervo vestibulococlear → sensação de audição e equilíbrio (NC VIII)

ORELHA EXTERNA
Subdividida em 2 partes distintas
PAVILHÃO DA ORELHA
Formato de antena parabólica → facilitar a captação das ondas sonoras e conduzir essas ondas
para o meato acústico externo
Maior parte formada por cartilagem elástica
Lóbulo → tecido adiposo e conjuntivo frouxo (tela subcutânea tradicional)
Trago → ponta que obstrui parcialmente a entrada para o meato acústico externo → tecido
conjuntivo fibroso
Concha → parte que da entrada no meato
MEATO ACÚSTICO EXTERNO
Colide com a membrana timpânica
É um canal para onde são conduzidas as ondas sonoras
2,5cm (no máximo)
Subdividido em duas partes:
• Parte lateral → cartilagem
• 2/3 mediais → osso
Poro acústico externo: parte óssea em um crânio seco (quando toda a parte de tecidos moles foi
retirada)
Parte cartilagínea
• Pele (mesma pele da orelha)
• Tela subcutânea (série de pelos e glândulas sebáceas e ceruminosas (cerúmen) → função protetiva
contra infecções
• Cartilagem
• Bastante tortuosa → determinante para a realização da otoscopia
• Mais móvel que a parte óssea
• Em adultos, principalmente → terço lateral é também mais baixo, não está no mesmo plano
horizontal da parte óssea → meato apresenta certa inclinação no seu início cartilagíneo

OTOSCOPIA

Avaliação da integridade da membrana timpânica (através do meato acústico


externo)

Emissão de um feixe de luz → só se propaga em linha reta (meato tortuoso)

Necessidade de tornar o meato retilíneo → puxar a orelha em sentido oblíquo, para


cima e para posterior
Parte óssea
• Perde toda a característica da tela subcutânea (glândulas ceruminosas, pelos, etc)
• Pele aderida à superfície óssea do meato

Vascularização
Tanto o pavilhão auricular quanto o meato acústico externo apresentam os mesmos elementos
vasculares
1 - Artéria e Veia auricular posterior (ACE)
2 - Artéria e Veia temporal superficial (ACE)
Inervação
Inervação
1 - Ramos do nervo auriculotemporal (NC V3)
• Parte mais anterior tanto do pavilhão quanto do meato
• Trajeto no interior da glândula parótida
• Recolhe a sensibilidade da região temporal, anterior do pavilhão auditivo e do meato
2 - Nervo auricular magno
• Parte mais posterior do pavilhão
• Origem do plexo cervical
• Predomina de fato na inervação
3 - Ramo auricular do nervo vago (NC X)
• Pele da concha do pavilhão
• Boa parte do meato acústico externo
• Esse ramo dá uma carona para um raminho do nervo facial
• Nervo vago também leva inervação motora para a faringe, através do plexo faríngeo → estímulos no
meato acústico externo podem levar a uma motricidade na faringe (reflexo da tosse)

Membrana timpânica
Veda todo o perímetro do meato acústico externo
Ovalada
Superfície voltada para o meato é côncava → concentração das ondas sonoras no centro da
membrana, evitando que elas se dissipem
Orientação oblíqua
Composição
• Tecido conjuntivo fibroso (membrana fina)
• Circunferência espessada → anel fibrocartilagíneo
Tímpano saudável = translúcido → possível visualizar as estruturas de dentro da cavidade
timpânica
Umbigo
• Ponto central da membrana
• Coincide exatamente com a extremidade do martelo
Maior parte da membrana se encontra tensa/ esticada

CAVIDADE TIMPÂNICA
Apresenta comunicações e inclusive estruturas que se comunicam com outras regiões da cabeça
(como a tuba auditiva)
Cabo do martelo → intimamente aderido à face convexa da membrana timpânica
Sinônimo de orelha média
Localizada no interior da parte petrosa do osso temporal
Cavidade pequena
Canais semicirculares e cóclea (estruturas da orelha interna)

A cavidade timpânica se comunica anteriormente com a tuba auditiva (início ósseo e restante
cartilagem)
Se comunica posteriormente com a parte mastoidea do temporal (processo mastoide)
• Processo mastoide não é formado por osso compacto
• Apresenta uma série de células mastoideas que se comunicam com a cavidade timpânica

Subdividida → referência é a extremidade superior da membrana timpânica


Cavidade timpânica propriamente dita → abaixo
Recesso epitimpânico → acima

Secção na membrana timpânica

O ideal é que a secção seja feita para inferior, em direção à cavidade timpânica
propriamente dita, uma vez que se for para o recesso epitimpânico pode lesar nervos,
ossos, etc

Limites da cavidade timpânica


Anterior → Parede carótica
• Artéria carótida interna passa anteriormente
Posterior → Parede mastoidea
• Se relaciona com as células mastoideas do processo mastoide
Medial → Parede labiríntica
• Quando atravessa essa parede medial adentra a orelha interna, onde se encontram diversas
estruturas que chamamos de labirintos (labirinto ósseo, labirinto membranáceo, etc)
• Convexidade voltada para o interior da cavidade timpânica
Lateral → Parede membranácea
• Formada pela membrana timpânica
Teto → Parede tegmental
• Tegme timpânico = parte abaulada do osso temporal
Assoalho → Parede jugular
• Relação com a veia jugular interna
Comunicações e projeções da cavidade timpânica
Anterior
• Marca o início da tuba auditiva (canal ósseo que segue por um canal cartilagíneo)
o Abertura = óstio timpânico da tuba auditiva
o Função da tuba auditiva → igualar a pressão interna da cavidade timpânica com a pressão
externa → pressões iguais para permitir a livre movimentação da membrana timpânica,
fundamental para a audição
o Abrir o óstio faríngeo da tuba auditiva → utilizar a musculatura que se prende nela (tensor e
levantador do véu palatino e salpingofaríngeo), músculos envolvidos no processo de deglutição
→ contração desses músculos para deglutição abre o óstio faríngeo da tuba auditiva
o Em cima do início da tuba auditiva → canal ósseo que aloja no seu interior um músculo
• Canal/ Semicanal para o músculo tensor do tímpano
• O formato desse canal é alongado
• Acompanha a tuba auditiva → em determinado momento muda abruptamente de direção
→ forma um gancho → se rebate em direção à parede lateral (membrana timpânica)
• Tendão orientado em direção à membrana timpânica
• Ação: movimenta o tímpano (tensiona)

Tuba auditiva

Diferença da orientação entre um recém-nascido e um adulto

Recém-nascido → viscerocrânio ainda não totalmente desenvolvido → tuba auditiva


mais horizontalizada, enquanto a do adulto é mais oblíqua

Ser mais horizontalizada facilita a propagação de infecções das vias aéreas superiores,
causando uma otite média

Tuba auditiva entupida = pressão não igualada

A mucosa que reveste a cavidade nasal se continua com a nasofaringe, que se


continua com a tuba auditiva, que por sua vez se continua com a cavidade timpânica
→ mesma mucosa, propagação de infecções

Via de infecção

Parte nasal da faringe → Tuba auditiva → Cavidade timpânica → Otite média

Cavidade timpânica → Ádito do antro mastoideo → Células mastoideas → Mastoidite


Posterior
• Altura do recesso timpânico → ádito do antro mastoideo
o Ádito = entrada
o Atravessando essa estrutura chegamos no antro mastoideo
o Antro mastoideo → se comunica com inúmeras pequenas cavidades cheias de ar (células
mastoideas)
• Canal do nervo facial → forma uma projeção na parede posterior
• Canal semicircular lateral → forma uma projeção tb
• Projeção óssea da parede posterior em formato de pirâmide que apresenta um orifício em seu ápice
→ eminência piramidal → projeção oca, alguma coisa muito importante se aloja dentro dela (depois
ele falou que era o músculo estapédio)
Medial
• Abaulamento para o interior da cavidade = promontório → decorrente de estruturas da orelha interna
(cóclea)
• Acima do abaulamento → abertura ovalada = janela do vestíbulo (janela oval) → se comunica com
uma região da orelha interna que se chama vestíbulo
• Abaixo do abaulamento → abertura mais arredondada = janela da cóclea (janela redonda) → se
comunica com a cóclea

Conteúdo da cavidade timpânica


Ossículos da audição e músculos associados → 3 ossos, 2 músculos e alguns nervos
Ossos da audição
• Martelo
o Colo
o Cabo → aderido à membrana timpânica
• Bigorna
• Estribo
o Base → se encaixa perfeitamente na janela do vestíbulo (veda a abertura)
Músculos
• Tensor do tímpano → tendão se insere no cabo do martelo
• Estapédio → tendão se insere no estribo (localizado dentro da eminência piramidal)

Transmissão do impulso sonoro


• Tímpano → Bigorna → Martelo → Estribo → Orelha interna
• A musculatura limita o movimento excessivo do martelo e do estribo
• Tensor do tímpano limita a mobilidade do tímpano → não fica mais livre para vibrar → se o tímpano
não vibra tanto, os ossículos também não vibram
• Estapédio segura o estribo
• Contração dos músculos possui função de proteção

Músculo tensor do tímpano → nervo trigêmeo


Músculo estapédio → nervo facial

Inervação
Nervo corda do tímpano (ramo do nervo facial)
Inervação sensitiva da cavidade é captada por ramos do nervo glossofaríngeo (nervo timpânico)
No entanto, esse nervo timpânico não é apenas sensitivo, também conduz fibras parassimpáticas
• Via autônoma → 2 neurônios → pré e pós-ganglionar
• Nervo timpânico = pré-ganglionar
Nervo timpânico se continua, atravessa a cavidade em direção ao teto partindo do assoalho
Quando sai da cavidade, muda de nome → nervo petroso menor
• Esse nervo já é puramente parassimpático (EVG)
• Emerge no teto da cavidade timpânica, que é o assoalho da fossa média do crânio
• Segue pelo assoalho em direção ao forame oval (ainda são fibras pré-ganglionares)
• Logo que atravessa o forame, encontra um gânglio
Gânglio ótico
• Nervo petroso menor faz sinapse nesse gânglio
• Do gânglio, partem fibras pós-ganglionares através do nervo auriculotemporal
• Nervo auriculotemporal envia estímulos parassimpáticos secretomotores para as glândulas salivares

NERVO FACIAL
Origem aparente → sulco bulbopontino (parte mais lateral)
Origem craniana → forame estilomastoideo
• Antes de chegar no forame passa por um trajeto considerável
• Apresenta o maior trajeto intracraniano
Trajeto
• Emerge do sulco bulbopontino ao lado do nervo vestibulococlear
• Nervos adentram no meato acústico interno (os dois juntos)
• Internamente esse meato dá acesso a 4 áreas → coclear, duas vestibulares e uma facial
• Nervo facial segue na área facial
• Na abertura da área facial se inicia o canal do nervo facial (fundo do meato acústico interno)
• Canal do nervo facial passa superiormente dentro da parte petrosa do osso temporal e
superiormente às estruturas da orelha interna
• MUDA DE DIREÇÃO ABRUPTAMENTE
• Passa um pouco superior à parede labiríntica
• Vai em direção à parede mastoidea → dilatação = gânglio geniculado (joelho do nervo facial =
mudança de direção do nervo)
• Dessa região, anatomicamente, do gânglio geniculado parte um nervo motor (apenas relação
anatômica, estímulo passa reto do gânglio) → nervo petroso maior
• Desce posteriormente entre a parede mastoidea e as células mastoideas
• Emerge no forame estilomastoideo
Emite 3 ramos dentro do canal do nervo facial:
Nervo petroso maior
Desce paralelo ao nervo petroso menor (glossofaríngeo)
Vai pelo assoalho da fossa média
Fibras parassimpáticas e sensitivas (palato e cóanos) através de ramos do nervo trigêmeo
Passa no forame lacrado e se encontra na base do crânio com o nervo petroso profundo que
vem do plexo carótico interno (fibras simpáticas)
Os dois se juntam
Chegam no gânglio pterigopalatino
Seguem vários ramos através do ramo do trigêmeo para glândula salivar, glândulas da mucosa
da cavidade nasal
Nervo petroso maior é parassimpático para glândulas
Nervo estapédio
Dentro da eminência piramidal = músculo estapédio
Ramo apenas motor
Nervo corda do tímpano
Quando está quase emergindo no forame estilomastoideo
Não faz nada na cavidade timpânica
Entra pela cavidade mastoidea
Sai da cavidade timpânica pela fissura petrotimpânica
Vai para a fossa infratemporal, onde encontra o nervo lingual
Parassimpático (EVG) - glândula submandibular e sublingual
Sensitivo especial (AVE) - gustação dos 2/3 anteriores da língua

Depois que emerge do crânio, emite tais ramos:


Nervo auricular posterior
Ramo motor (EVE) → ventre occipital do m. occipitofrontal e mm. Auriculares (desprezíveis)
Sensitivo somático (ASG) → pele da concha
Ramo estilo-hioideo e Ramo digástrico
Motor (EVE) → contração do m. estilo-hioideo e do ventre posterior do m. digástrico

Ramos na face e no pescoço:


• Depois que emerge, penetra no interior da glândula parótida
• Se bifurca em dois troncos:
o Temporofacial (superior)
o Cervicofacial (inferior)
• Desses dois troncos saem 5 grupos de ramos terminais (Plexo intraparotídeo)
• Série de anastomoses entre esses ramos (anastomose entre o zigomático e o bucal é o mais
comum!)
Ramos temporais
Ramos zigomáticos
Ramos bucais
Ramo marginal da mandíbula
Ramo cervical
Se distribuem para a face, ramos motores!! → INERVAM OS MÚSCULOS DA MÍMICA
Sensibilidade da face é pelo trigêmeo!

Ramo bucal do trigêmeo → sensitivo (pele e mucosa da bochecha)

Ramo bucal do facial → motor (músculo bucinador)

Lesões em ramos do nervo facial:


Lacrimejamento reduzido Nervo petroso maior
Sensibilidade exagerada e dolorosa a sons Nervo estapédio

Perda da gustação dos 2/3 anteriores da língua Nervo corda do tímpano


Salivação reduzida abaixa da língua Nervo corda do tímpano
Desvio da mandíbula para o lado sadio durante a Ramos digástrico e estilo-hioideo
abertura máxima da boca
Paralisia da musculatura facial Plexo intraparotídeo

ANATOMIA MACROSCÓPICA DA
MEDULA ESPINAL
Divisão anatômica do Sistema Nervoso
Medula espinal é parte do SNC (não é periférica)
Divisão segmentar do sistema nervoso
Se relaciona com segmentos, divisão funcional

Sistema Nervoso Segmentar à conexão com nervos

Tronco encefálico e Medula espinal à nervos espinais e cranianos

Sistema Nervos Suprassegmentar

• Supra = acima
• Anatomicamente acima e funcionalmente superior à medula espinal e ao tronco encefálico
As comunicações entre o SN Suprassegmentar e os órgãos periféricos (receptores e
efetuadores) acontece através do SN Segmentar

A medula apresenta segmentação funcional à não é física!

Sistema nervoso somático (Vida de relação)


Recebe estímulos do meio, cria ações que partem dos órgãos efetuadores

Meio externo
Sistema nervoso visceral (Vida vegetativa)
Meio interno

MEDULA ESPINAL
Órgão que faz a mediação (nos dois sentidos) da periferia com os órgãos do SN
Suprassegmentar

Entender a medula espinal como uma grande avenida à carros que vão em um sentido e voltam
em outro, mas é a mesma avenida

Estímulos sensitivos ascendem e estímulos motores descem

Anatomia externa
Massa cilindroide de tecido nervoso

• Série de neurônios formando esse cilindro


• Neurônio à corpo, dendritos e axônio à concentração de corpos de neurônios dentro do SNC
= núcleo, substância cinzenta, acúmulo de axônios = substância branca (distinção dessa
“massa” de neurônios)
Sulcos longitudinais

• Referências externas para subdividir o interior da medula

Leve achatamento anteroposterior

Funcionalmente segmentada internamente

• SEGMENTAÇÃO FUNCIONAL!
• NÃO EXISTEM SEPTOS QUE DIVIDEM A MEDULA FISICAMENTE
Intumescências

• Porções mais achatadas da medula


• Cervical (Segmentos C5-T1) è plexo braquial
• Lombossacral (Segmentos L1-S2) è plexo lombossacral
• Essas porções são dilatadas justamente pelos plexos, uma vez que deles parte toda a
inervação motora e sensitiva de membros superiores e inferiores! à demanda funcional muito
elevada dos membros, acúmulo muito maior de neurônios nessa região faz com que seja
mais achatada
• Regiões dilatadas desses segmentos medulares
Cone medular

• Após a intumescência lombossacral


• Afunilamento da medula em seu fim

Localização
2/3 superiores do canal vertebral

• No adulto ela não ocupa toda a extensão do canal vertebral à não chega até o cóccix
Forame magno até a vértebra L1/L2 (nível do cone medular)

Envolvida pelas meninges

• Assim como todo o SNC

Sulcos e fissuras
Corte transversal

Uma única fissura à fissura mediana anterior

Disposição de substância branca e cinzenta

• Substância branca à ao redor da substância cinzenta


• Branca = axônios
• Cinzenta = corpos de neurônios

• Fissura mediana anterior


• Sulco lateral anterior
• Sulco lateral posterior
• Sulco intermédio posterior (somente na parte cervical e torácica alta)
• Sulco mediano posterior

Segmentos medulares & nervos espinais


Observando a emergência das raízes dos nervos espinais

31 segmentos medulares/ pares de nervos espinais

• 8 cervicais
• 12 torácicos
• 5 lombares
• 5 sacrais
• 1 coccígeo
Não existe relação direta 1/1 com a coluna vertebral
Ramos do nervo espinal
Chegando/emergindo/saindo vários pequenos filamentos à filamentos radiculares

• Radícula = raiz
• Se unem para dar origem a uma estrutura maior è raiz ventral do nervo espinal à MOTORA
• Acontece a mesma coisa na região posterior è raiz dorsal do nervo espinal à SENSITIVA

O que vemos saindo da medula são os axônios (nervos)

Os corpos dos neurônios se localizam no interior da medula

Meníngeo

Posterior (medial e lateral)

• Se difunde para a região do dorso e supre toda a musculatura e pele do dorso –


ESTIMULOS SENTIVOS

Anterior (própria continuação do nervo)

• Comunicação logo no início com o tronco simpático pelos ramos comunicantes branco e
cinzento – ESTIMULOS MOTORES
• Ramo comunicante branco (T1 a L2)
• Ramo comunicante cinzento
• Ramo cutâneo lateral (medial e lateral)
• Ramo cutâneo anterior (medial e lateral)

Funcionalmente, os nervos espinais são classificados como mistos è apresentam tanto


componentes motores (para a musculatura) quanto sensitivos (para a pele e propriocepção) à 2
tipos de informação

Topografia vertebromedular
Relação vértebra x Segmento medular

• A medula espinal é menor que a coluna vertebral. Lembre-se: ela termina entre L1-L2

C2-T10 PROCESSO ESPINHOSO + 2

T11-T12 SEGMENTOS LOMBARES

T12-L1 SEGMENTOS SACRAIS

L2-CÓCCIX CAUDA EQUINA


Emergência dos nervos espinais

• Cada nervo espinal mantém suas relações com os respectivos forames intervertebrais è
alongamento progressivo das raízes dos nervos espinais
• Região cervical à 8 segmentos e 7 vértebras à C1 não passa entre C1 e C2 (seria a regra),
passa entre a base do crânio e o atlas (acima de C1) à SE REPETE PARA OS 8 NERVOS
CERVICAIS
Meninges espinais
Dura-máter

• Folheto único
• Saco dural (até vértebra S2)
• Mais fibrosa, mais fortificada e mais externa
• Dura-máter e aracnoide-máter encostadas (não estão intimamente aderidas – em situações
normais é fácil separar as duas) è entre elas encontramos um espaço virtual = ESPAÇO
SUBDURAL (em situações normais não existe, pode se tornar real em situações
patológicas)
• Origina o saco dural = dedo de luva que começa no forame magno, reveste a medula como
um todo e vai até os níveis de S2

Aracnoide-máter

• Justaposta à dura-máter, acompanhando toda sua extensão


• Trabéculas aracnoideas à pequenas traves de tecido conjuntivo frouxo à em direção à pia-
máter
• Membrana bem mais frouxa que a dura-máter
Pia-máter

• Ligamentos denticulados à estruturas de sustentação, estabilidade da medula espinal à


projeções laterais da pia – se prendem na superfície interna da dura-máter
• Intimamente aderida a superfície do tecido nervoso (não é fácil fazer a separação)

COLUNA VERTEBRAL è ESPAÇO EPIDURAL è DURA-MÁTER è ARACNOIDE-MÁTER è


ESPAÇO SUBARACNÓIDEO è PIA-MÁTER è MEDULA ESPINAL

Espaço epidural

• Camada de gordura
• Série de vasos sanguíneos que suprem a coluna

Espaço subaracnóideo

• Atravessado pelas trabéculas da aracnoide


• Espaço real preenchido pelo Líquido Cerebroespinal (líquor)

• É esse líquido que mantém a aracnoide encostada na dura-máter à no cadáver não


encontramos esse líquido, então a aracnoide se encontra encostada na pia-máter (in vivo
elas não estão assim!)

• Nesse espaço encontramos os vasos sanguíneos que suprem a medula

Após o fim da medula espinal, a pia-máter se continua, originando uma estrutura = filamento
terminal

• Atravessa todo o conteúdo do saco dural


• Perfura o fundo do saco dural à acaba recebendo tecido conjuntivo da dura-máter
• Se insere no periósteo do cóccix
• Apenas pia-máter (na parte mais distal a dura-máter também está aderida)
• Outra forma de fixação/ estabilidade da medula
• Anatomicamente subdividida em duas partes
• Parte pial = exclusivamente de pia-máter
• Parte dural = parte em que a pia-máter recebe um reforço de dura-máter

Espaço subaracnóideo à Líquido Cerebroespinal

Na região do filamento terminal encontramos uma grande quantidade de Líquido


Cerebroespinal

• Do cone medular até o fundo do saco dural = Cisterna Lombar


• Local em que a aracnoide-máter se separa da pia-máter, favorecendo um maior
acúmulo de Líquido Cerebroespinal
• Região utilizada para realizar anestesia, punções – acesso clínico a essa espaço
• Não encontramos a medula espinal nessa região (termina entre L1 e L2) à segurança
muito maior para acessar esse espaço
• Cisterna magna – posterior ao bulbo – outro local para punção

Espaços meníngeos da medula espinal

ESPAÇO DEFINIÇÃO CONTEÚDO

Epidural Superficialmente à dura-máter Espaço real entre dura-máter e a face interna


(Extradural) do canal vertebral. Preenchido por gordura e
vasos

Subdural Entre dura-máter e aracnoide-máter Espaço virtual com fina película de líquido

Subaracnóideo Entre aracnoide-máter e pia-máter Espaço real


(atravessado pelas trabéculas Líquido cerebroespinal + vasos sanguíneos
aracnóideas)

Espaço epidural à nessa gordura estão mergulhados vasos que suprem a coluna

Espaço subaracnóideo à vasos sanguíneos que suprem o tecido nervoso

Correlações clínicas
Diferenças básicas (anatômicas) entre anestesias

• Epidural à anestésico no espaço epidural


• Pele – Tela Subcutânea – Ligamento Supraespinal – Ligamento Interespinal –
Ligamento Amarelo – Gordura (espaço epidural)
• Não chega a perfurar a dura-máter
• Raquidiana à mais profunda à anestésico no espaço subaracnóideo que se difunde no LCE
• Pele – Tela Subcutânea – Ligamento Supraespinal – Ligamento Interespinal –
Ligamento Amarelo – Espaço epidural – Dura-máter – Aracnoide-máter – Espaço
subaracnóideo

NOÇÕES DA ANATOMIA INTERNA DA


MEDULA ESPINAL
Embriologia
Tubo neural à migração de células nervosas, placa alar povoada por neurônios relacionados à
sensibilidade, zona de neurônios autônomos povoada por neurônios autônomos, placa basal por
neurônios relacionados à motricidade

Substância cinzenta
Grande concentração de corpos de neurônios à dentro do SNC à núcleo

A rigor, a substância cinzenta é um grande núcleo! Seria um único grande núcleo se todos os
neurônios tivessem a mesma funcionalidade, mas eles não têm. Temos vários grupos de
neurônios funcionalmente diferentes povoando esse H medular = vários núcleos

Subdividida em colunas ou cornos

• Anterior – corpos de neurônios motores


• Posterior – corpos de neurônios sensitivos
• Lateral (intermédia) – corpos de neurônios autônomos
Núcleos

• Grupo delimitado de corpos neuronais (substância cinzenta) com a mesma estrutura e


função, circundado por substância branca

Substância branca
Predominam axônios à parecem cordas

Corda em latim = funis à funículos

Subdividida em 3 funículos (regiões onde predominam pequenas cordas = axônios)

• Funículo anterior
• Da fissura mediana anterior até o sulco lateral anterior (dos dois lados)
• Funículo lateral
• De um sulco lateral anterior até o posterior (dos dois lados)
• Funículo posterior
• Do sulco lateral posterior até o sulco mediano posterior (dos dois lados) – lá em cima
será subdividido
Inúmeros axônios com componentes funcionais diferentes à sensibilidade, motricidade à
situações diferentes, relacionados com nervos espinais à série de diferenças funcionais

Funículo é um termo bastante amplo

Funículo povoado por grupos (específicos funcionalmente) de axônios à grupos de axônios

Dois nomes para grupos de axônios

• Tratos è grupo de fibras nervosas com a mesma origem, trajeto (ascendente ou


descendente, função e destino
• Fascículos è trato mais compacto
A rigor, trato e fascículo é a mesma coisa à nomes diferentes devido à terminologia clássica –
NÃO PODE USAR COMO SE FOSSEM SINÔNIMOS, EXISTE UMA QUESTÃO DA
TERMINOLOGIA CLÁSSICA QUE DEVE SER MANTIDA

Diferentes cortes da medula à diferentes aspectos de proporção entre a substância branca


e a cinzenta

• Região cervical à mais substância branca


• Região torácica à menos substância branca (desce gradativamente)
• Corpos de neurônios à substância cinzenta à áreas com mais corpos de neurônios = cervical

REGIÃO SUBST. BRANCA SUBST. CINZENTA

Cervical  

Torácica  

Lombar  

Sacral  

NEUROANATOMIA FUNCIONAL
Generalidades
Massa cilindroide de tecido nervoso dentro do canal vertebral

Limite caudal da medula è importância clínica (2ª vértebra lombar no adulto)

Termina afilando-se formando o cone medular è continua com um delgado filamento meníngeo
(filamento terminal)

Forma e estrutura geral da medula


Ligeiramente achatada no sentido anteroposterior

Apresenta duas dilatações è intumescência cervical e intumescência lombar è correspondem


às áreas em que fazem conexão com a medula as raízes nervosas que formam os plexos
braquial e lombossacral (inervação dos membros superiores e inferiores)

Formação das intumescências è maior quantidade de neurônios (fibras nervosas)

Sulcos longitudinais è percorrem toda a extensão da medula

• Sulco mediano posterior


• Fissura mediana anterior
• Sulco lateral anterior
• Sulco lateral posterior

Medula cervical è sulco intermédio posterior (entre o mediano posterior e o lateral posterior) è
se continua em um septo intermédio posterior (interior do funículo posterior)

Sulco lateral anterior è conexão das raízes ventrais dos nervos espinais

Sulco lateral posterior è conexão das raízes dorsais dos nervos espinais
Substância cinzenta localiza-se por dentro da branca (forma de um H)

Substância cinzenta è 3 colunas de cada lado (aparecem como cornos)

• Coluna anterior
• Coluna posterior
• Coluna lateral (só aparece na medula torácica e em parte da medula lombar)

Canal central da medula (resquício da luz do tubo neural)

Substância branca formada por fibras (maior parte mielínicas) – agrupadas de cada lado em 3
funículos/ cordões

• Funículo anterior (entre a fissura mediana anterior e o sulco lateral anterior)


• Funículo lateral (entre os sulcos lateral anterior e lateral posterior)
• Funículo posterior (entre o sulco lateral posterior e o sulco mediano posterior) è na parte
cervical da medula é dividido pelo sulco intermédio posterior em fascículo grácil e fascículo
cuneiforme

Conexões com os nervos espinais – segmentos medulares


Medula è maior condutor de informações que sai e entra no encéfalo através dos nervos
espinais

Sulcos lateral anterior e posterior è conexão de pequenos filamentos nervosos (filamentos


radiculares) è filamentos radiculares se unem para formar as raízes ventral e dorsal dos nervos
espinais

Raízes ventral e dorsal dos nervos espinais se unem è formam os nervos espinais

• Essa união ocorre em um ponto distalmente ao gânglio espinal que existe na raiz dorsal
A conexão com os nervos espinais marca a segmentação da medula è não é completa

Segmento medular de um determinado nervo: parte da medula onde fazem conexão os


filamentos radiculares que entram na composição desse nervo

31 pares de nervos espinais è 31 segmentos medulares

• 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo

Topografia vertebromedular
Abaixo da 2ª vértebra lombar è canal vertebral contém apenas as meninges e as raízes
nervosas dos últimos nervos espinais

• Últimas raízes nervosas dispostas ao redor do cone medular e do filamento terminal = cauda
equina
• Cauda equina è diferença de ritmos de crescimento entre coluna e medula

AFASTAMENTO DOS SEGMENTOS MEDULARES DAS VÉRTEBRAS CORRESPONDENTES è


Grande importância clínica (uma lesão da vértebra T12 pode afetar a medula lombar)

Envoltórios da medula
Envolvida por meninges è dura-máter é a mais espessa

Dura-máter:

• Mais externa
• Fibras colágenas è espessa e resistente
• Envolve toda a medula como um dedo de luva = saco dural
• Continua-se com a dura-máter craniana
• Prolongamentos laterais embainham as raízes dos nervos espinais
Aracnoide:

• Entre a dura-máter e a pia-máter


• Folheto justaposto à dura-máter
• Emaranhado de trabéculas è trabéculas aracnóideas (unem a aracnoide à pia)

Pia-máter:

• Mais delicada e mais interna


• Adere intimamente ao tecido nervoso
• Penetra na fissura mediana anterior
• Forma o filamento terminal è perfura o fundo do saco dural e continua até o hiato sacral è
ao atravessar esse fundo, recebe vários prolongamentos da dura-máter
• Forma de cada lado da medula uma prega longitudinal è ligamento denticulado (elementos
de fixação da medula à importantes pontos de referência em certas cirurgias)

Espaços entre as meninges


Epidural:

• Extradural
• Entre a dura-máter e o periósteo do canal vertebral
• Tecido adiposo e plexo venoso vertebral interno
• Veias desprovidas de válvulas
• Comunicações à cavidade torácica, abdominal e pélvica
• Aumentos de pressão nessas cavidades (ex. tosse) impelem o sangue no sentido do
plexo vertebral è inversão do fluxo venoso
Subdural:

• Espaço virtual
• Entre a dura-máter e a aracnoide
• Pequena quantidade de líquido (evitando a aderência das paredes)
Subaracnóideo:

• Mais importante
• Entre a aracnoide e a pia-máter
• Líquido cerebroespinal (ou líquor)

Correlações anatomoclínicas
Espaço Subaracnóideo:
• Saco dural e aracnoide terminam em S2
• Medula termina em L2
• Entre esses dois níveis, o espaço subaracnóideo é maior, contém maior quantidade
de liquor e nele se encontram apenas o filamento terminal e as raízes que formam a
cauda equina
• Não há perigo de lesão da medula
• Retirada de líquor para punções lombares ou raquidianas
• Medida da pressão do líquor
• Mielografia (injeção de substâncias de contraste)
• Anestesias raquidianas (introdução de anestésicos)
• Administração de medicamentos)

Anestesias nos espaços meníngeos:

• Bloquear as raízes nervosas que os atravessam


• Anestesias raquidianas
• Espaço subaracnóideo
• Pele – TS – Ligamento interespinal – Ligamento amarelo – Dura-máter - Aracnoide
• Anestesias epidurais
• Região lombar
• Espaço epidural (se difunde e atinge os forames intervertebrais)

ANATOMIA MACROSCÓPICA D
O TRONCO ENCEFÁLICO E IV
VENTRÍCULO
COISAS
Tipos de sensibilidade somática geral
Exterocepção (percepção consciente do meio externo, receptores na pele)
• Temperatura
• Dor
• Tato (epicrítico e protopático)
• Pressão
• Vibração
Propriocepção (percepção de movimento e posição do corpo, receptores nos músculos, tendões,
ligamentos, cápsulas articulares)
• Consciente
• Inconsciente
Cérebro (vias contralaterais) → exterocepção (todos) e propriocepção consciente
Cerebelo (vias ipsilaterais) → propriocepção inconsciente

Via → desde o receptor até o destino existe uma via


• Vias contralaterais = vias cruzadas
• Dor que sente de um lado do corpo é transportada para o hemisfério cerebral oposto e
assim por diante
Propriocepção inconsciente → Cerebelo (tudo que é inconsciente vai para o Cerebelo) →
ipsilateral (cruza, sobe e depois descruza - retorna)

Substância cinzenta
Corpos de neurônios da coluna anterior → neurônios motores
Corpos de neurônios da coluna posterior → neurônios sensitivos
Dor e temperatura
Duas sensações que transitam/ correm juntas no SNC → via compartilhada
Se a via for interrompida, a sensação tanto de dor quanto de temperatura da região em questão
será comprometida
Gânglio espinal → Neurônio Pseudounipolar (2 prolongamentos, um periférico e outro que vai em
direção à medula) → sinapse com um segundo neurônio cujo corpo fica dentro do SNC (em um
núcleo)
• Não é em qualquer lugar da coluna posterior que pode ocorrer a sinapse → existem
subdivisões → dor e temperatura sinapse ocorre com um grupo de neurônios da faixa 2
Sensação de dor e temperatura cruza na medula quase no mesmo sentido → COMISSURA
BRANCA → contorna, vai para o funículo lateral e ascende (primeiro em direção ao Tálamo,
depois para o Cérebro)
Existe um mapa de regiões tanto da substância cinzenta quanto da substância branca →
conjuntos de fibras muito bem organizadas na substância branca da medula
Conjuntos = tratos ou fascículos
• Trato que sai da medula espinal e termina no tálamo = trato espinotalâmico → adiciona à
posição do funículo em que ele se encontra → trato espinotalâminco lateral, anterior, etc
• Sensações tendem a ter vias compartilhadas (mas não saem todas juntas!)
Classificaçaõ de fibras
Fibras cordonais → que estão nos funículos
Diferença entre fibra de projeção e fibra de associação:
• Projeção → começam em um lugar e seguem seu trajeto, extrapolando os limites do órgão
de origem (ex: Medula Espinal)
• Associação → permanecem dentro de um mesmo órgão único
Tato epicrítico, vibração e propriocepção consciente
Exemplo muito útil da aula de Tronco Encefálico
Três sensações que compartilham uma mesma via
APRESENTAM UMA IMPORTANTE EXCEÇÃO!!
Receptores localizados na pele, músculo e cápsula articular → estímulos captados por neurônio
pseudounipolar → corpo do neurônio em um gânglio espinal padrão → prolongamento periférico
padrão
PROLONGAMENTO CENTRAL (EXCEÇÃO) → ao invés de fazer a sinapse com algum neurônio
da coluna posterior (como seria de se esperar), o prolongamento central dele é super comprido,
penetra imediatamente no funículo posterior da medula, se flete e sobe por todo o funículo
posterior até o bulbo no tronco encefálico
(Só um neurônio faz isso tudo, apenas um prolongamento)

Todo esse conjunto de fibras que suprem da linha do mamilo (T4) para baixo → sensações
dessas regiões → Fascículo Grácil
• Fibras = cordonal de projeção
• Lesão da medula de algum desses níveis → perda da sensibilidade (tato epicrítico, vibração
e propriocepção consciente) dos níveis relacionados
• Conforme vai aderindo cada vez mais fascículos, o grácil fica mais medial
• Adiciona cada vez mais fibras na região lateral
Fascículo Cuneiforme → supre a região do mamilo para cima (acima de T4)
• Fibras cordonais de projeção
Tato epicrítico, vibração e propriocepção consciente são conduzidas pelos fascículos grácil e
cuneiforme, localizados no funículo posterior da medula
• Se ocorre uma lesão medular em todo o funículo posterior de um lado (ex. lado esquerdo)
em algum segmento qualquer (ex. C2) perde o tato epicrítico, vibração e propriocepção
consciente de praticamente todo o corpo (do segmento em questão para baixo) → fibras não
passam adiante
• Quanto mais alto o nível de uma lesão medular mais grave
Só encontramos fascículo cuneiforme acima do nível T4 da medula → sulco intermédio
posterior separando o fascículo grácil do cuneiforme
Reflexos integrados na medula
Atos involuntários da musculatura
Para ter um reflexo, seja qual for, deve haver um estímulo (uma sensibilidade) e uma resposta
(para aquele estímulo em ação reflexa)
• Avaliação de duas vias, aferente e eferente
Reflexo miotático (do estiramento)
• Monossináptico → uma única sinapse (2 neurônios)
• Mais famoso de todos
• Não tem interneurônio
• Prolongamento central do neurônio sensitivo realiza uma sinapse direta com o corpo do
neurônio motor
o Patelar (L3-L4)
o Bicipital (C5-C6)
o Tricipital (C6-C7)
o Aquileu (S1-S2)
Reflexo de retirada (flexor)
• Polissináptico → mais de uma sinapse
• Envolve maior número de neurônios
• Estímulo doloroso na pele → nervo pseudounipolar → prolongamento periférico e
prolongamento central → corpo → funículo posterior → interneurônios → reflexo
• Envolve ação conjunta de estimulação dos agonistas e inibição dos antagonistas
• Estimula músculos flexores e inibe músculos extensores
Neurônios de associação
Projeção → extrapolam os limites do órgão
Associação → permanecem no limite do órgão
• Pertencem e permanecem dentro dos limites da Medula Espinal
• Reflexo de retirada: sensação vem por um nervo que supre o Dermátomo que está
relacionado com um único segmento medular → quando chega no segmento a resposta
reflexa é de contração → a contração muscular, principalmente nos membros (plexos →
não tem um único segmento medular que inerva um único músculo) → precisa recrutar mais
segmentos da medula para poder contrair o músculo
Axônios sobem e descem pela substância branca, tangenciando a substância cinzenta e
conectando vários segmentos medulares (reflexos interssegmentares)
Fascículo próprio da medula → axônios que tangenciam a substância cinzenta, axônios de
neurônios de associação

TRONCO ENCEFÁLICO
Faz parte do Sistema Nervoso Segmentar
Bulbo, Ponte e Mesencéfalo
Pertence ao Encéfalo → dentro da cavidade craniana
Não existe separação física entre o Tronco Encefálico e a Medula Espinal (Bulbo forma uma
comunicação direta)
Localização
Entre a Medula Espinal e o Diencéfalo
Anterior ao Cerebelo
Posterior à Sela Turca e ao Clivo do occipital
O que é o tronco encefálico?
Estrutura de tecido nervoso → grupos de neurônios em seu interior, envolvendo grupos de corpos
de neurônios e seus axônios (substâncias branca e cinzenta)
A substância cinzenta não é concentrada como no H Medular → tudo misturado, difuso,
espalhado...
Trato que começa no córtex cerebral e termina na Medula Espinal → trato corticoespinal
(atravessa o tronco)
1. Fibras que atravessam o tronco encefálico (apenas de passagem)
2. Fibras que sobem da medula, fazem sinapse no tronco e no encéfalo e ascendem para o
córtex cerebral
3. Fibras que saem do córtex, fazem sinapse em algum núcleo do tronco encefálico e os
axônios vão para o cerebelo
4. Fibras no sentido transversal, se comunicam com estruturas do mesmo nível do tronco
encefálico (cerebelo)
5. Fibras que saem do cerebelo, vão para o tronco e depois para o córtex cerebral
6. Trato espinocerebelar - fibras que saem da medula e entram no cerebelo
7. Fibras que saem do cerebelo, fazem sinapse no tronco e descem para a medula
8. Fibras que saem do córtex, fazem sinapse no tronco e os axônios saem em direção à
cabeça e ao pescoço (nervos cranianos)
9. Fibras que saem da cabeça e do pescoço, fazem sinapse em um gânglio sensitivo e seguem
para o tronco encefálico e córtex cerebral (nervos cranianos)
10. Fibras de associação
Constituição geral interna
Substância cinzenta → Homóloga à da Medula Espinal (núcleos dos nervos cranianos) →
mesma origem embriológica & Própria do tronco encefálico (núcleos próprios)
Substância branca → fibras longitudinais (projeção ou associação) → ascendentes ou
descendentes & fibras transversais
Formação reticular:
• Mistura difusa de fibras nervosas e pequenos grupos de corpos de neurônios
• No interior do Tronco Encefálico, entre os núcleos e fibras
• Núcleos entremeados a uma malha de fibras nervosas em vários sentidos → BASTANTE
IMPORTANTE
Subdivisões/ regiões do Tronco Encefálico
PONTE:
• Parte mais posterior → Tegmento
• Todo o restante mais anterior → Base da Ponte
BULBO:
• Não tem nomes específicos
• Mesma região do Tegmento, mas não chama de tegmento
• Base é a mesma base, mas chama de pirâmide
MESENCÉFALO:
• Tegmento do Mesencéfalo (posterior)
• Base (anterior)
• Juntos, os dois formam o pedúnculo cerebral
• Teto do Mesencéfalo: mais posterior ainda, aqueduto do Mesencéfalo faz o limite entre o teto
e o tegmento → só existe no Mesencéfalo

Grandes núcleos e Núcleos dos nervos cranianos ficam dispersos sempre no tegmento
Várias fibras longitudinais que sobem ou descem → a maior parte o faz pela região mais anterior
(bases e pirâmides)
Anatomia externa: vista anterolateral
BULBO (MEDULA OBLONGA):
• Continuação das estruturas da medula
• Fissura mediana anterior
• Pirâmides → duas elevações do bulbo → correspondem a fibras longitudinais do trato
corticoespinal (grande parte que passa na região mais anterior do bulbo)
• Decussação das pirâmides
• Sulco lateral anterior: NC XII → separa a pirâmide da Oliva
• Oliva → complexo olivar inferior = recebem fibras do córtex cerebral e núcleo rubro e
retransmitem para o cerebelo (fibras olivocerebelares) através do pedúnculo cerebelar
inferior (não são massas de substância branca, mas sim cinzenta) → grande contingente de
corpos de neurônios (núcleos) → complexo de vários núcleos
o Aprendizagem motora repetitiva → velocidade e eficiência aumenta conforme a
atividade se repete
• Sulco lateral posterior → NC IX, X e XI
Sulco bulbopontino → NC VI, VII e VIII → transição do bulbo e ponte
Trato corticoespinal → fibras vêm principalmente do lado esquerdo e decussam para o lado
direito (decussar = cruzamento em forma de X = fibras nervosas que cruzam obliquamente o
plano mediano) → principal trato motor somático do corpo
PONTE:
• Sulco basilar → longitudinal, discreto, na linha mediana → existe para alojar uma artéria que
passa na frente da ponte (artéria basilar)
• Dos 3 segmentos, é o que mais apresenta fibras transversais que se conectam com o
cerebelo → aspecto de estrias transversais
• Estrias transversais
• NC V → único par de nervo craniano que sai da ponte → referência para limitar o local em
que acaba a ponte e inicia o pedúnculo cerebelar médio
• Pedúnculo cerebelar médio
MESENCÉFALO:
• Pedúnculos cerebrais → se conectam com o cérebro, não com o cerebelo → formam quase
que uma sustentação para o cérebro
• Fossa interpeduncular: NC III → abertura entre os pedúnculos cerebrais
• Substância perfura posterior → perfurações para passagem de pequenos vasos sanguíneos
que penetram no tecido nervoso e suprem as estruturas internamente

Anatomia externa: vista lateral


3 pedúnculos cerebelares → 3 "pés" que o tronco encefálico mantém de conexão com o cerebelo
• Um pé para cada segmento do tronco encefálico
• Pedúnculo cerebelar superior → Mesencéfalo e Cerebelo
• Pedúnculo cerebelar médio → Ponte e Cerebelo
• Pedúnculo cerebelar inferior → Bulbo e Cerebelo
Algumas exceções → contingente de fibras que vêm da medula, passam pelo bulbo, ponte e,
quando estão no nível do mesencéfalo, vão para o cerebelo via pedúnculo cerebelar superior (não
são só fibras que se originam do mesencéfalo que chegam no cerebelo pelo PCS, a conexão é de
mesencéfalo com o cerebelo, se as fibras vêm de baixo e caem no mesencéfalo e de lá vão para o
cerebelo ok)
Região do ângulo pontocerebelar (importante):
• Entre o pedúnculo cerebelar médio e o sulco bulbopontino
• Importante porque é uma região em que encontramos a origem aparente de vários nervos
cranianos
• Nervo facial, vestibulococlear, glossofaríngeo
• Síndrome do ângulo pontocerebelar → afeta algum desses 3 nervos → repercute no
paciente
Anatomia externa: vista posterior
Sem muita diferença entre ponte e bulbo
BULBO:
• Parte fechada (é só continuação da medula)
o Fascículo grácil
o Tubérculo do núcleo grácil → elevações → dentro tem o núcleo
o Fascículo cuneiforme
o Tubérculo do núcleo cuneiforme → elevações → dentro tem o núcleo
• Parte aberta (forma de losango → romboide)
o Assoalho do IV ventrículo → chamado de fossa romboide (começa no bulbo e termina na
ponte, não tem divisão clara)
PONTE:
• Assoalho do IV ventrículo
• Núcleo grácil e cuneiforme
o Recebem fibras ascendentes da medula (pelos respectivos fascículos)
o Retransmitem, através do Lemnisco medial, para o Tálamo
o Via sensitiva → tato epicrítico, sensibilidade vibratória, propriocepção consciente
o Lemnisco → fita/ faixa/ feixe de fibras SENSITIVAS (importante isso, falou gritando) no
tronco encefálico que ascendem diretamente ou indiretamente ao Tálamo
• 4 Lemniscos
• Lemnisco medial → envolvido com estímulo tato epicrítico, sensibilidade vibratória
e propriocepção consciente (é a continuação do núcleo grácil e cuneiforme) -
CRUZA
MESENCÉFALO:
• Glândula pineal não faz parte do Mesencéfalo
• Teto do mesencéfalo
o Parte posterior do mesencéfalo
o 4 pequenas elevações/ colinas → colículos superiores e inferiroes
o NC IV
o Colículo superior → braço do colículo superior → corpo geniculado lateral (REFLEXOS
VISUAIS)
o Colículo inferior → braço do colículo inferior → corpo geniculado medial (VIA AUDITIVA)
Colículos são grupos de corpos de neurônios (substância cinzenta)
Axônios desses neurônios sobem do coliculo inferior para fazer sinapse com outro grupo de
neurônios (outro núcleo), formando o braço do colículo inferior → se comunica com o corpo
geniculado medial → CUIDADO! Corpo geniculado NÃO pertence ao mesencéfalo, mas sim ao
diencéfalo! → comunicação = via direta da audição
Colículo superior → corpos dos neurônios → axônio desses neurônios vai para lateral, formando o
braço do colículo superior que se comunica com o grupo de neurônios que é o corpo geniculado
lateral → essa via tem a ver com reflexos visuais
DE ACORDO COM O MACHADO, O COLÍCULO SUPERIOR SE LIGA AO CGL E FAZ PARTE DA
VIA ÓPTICA! ISSO ESTÁ ERRADO! A VIA ÓPTICA É A VIA DA VISÃO! ESSA VIA NÃO PASSA
NO COLÍCULO

QUARTO VENTRÍCULO
Introdução
Ventrículo é uma cavidade
São 4 (no encéfalo)
1o e 2o ventrículos passaram a se chamar ventrículos laterais → 3o e 4o mantiveram sua
nomeação original
Essas cavidades surgem da Embriologia
• Luz do tubo neural → placa alar, placa basal, lâmina do assoalho, lâmina do teto
• Placas povoadas por neurônios
• Começa a se desenvolver → forma a substância cinzenta da medula
• No tronco encefálico a lâmina do assoalho desaparece e a lâmina do teto se afasta
Neurônios ficam todos agrupados em colunas → originam vários núcleos → todos os núcleos dos
nervos cranianos se colocam em colunas dentro do tronco encefálico
Assoalho
Forma romboidea
Estruturas superficiais e regiões
• Sulco mediano
• Sulco limitante → separa os núcleos motores (mediais) dos sensitivos (laterais)
o Entre o sulco mediano e o sulco limitante → motores
o Lateral ao sulco limitante → sensitivos
• Eminência medial → medial aos sulcos limitantes → predominam os núcleos motores →
possui algumas subdivisões
o Colículo facial → elevação mais ou menos à meia distância da eminência medial
o Trígono do hipoglosso → altura da parte aberta do bulbo → mais medial → grande
concentração de neurônios que vão dar origem ao nervo hipoglosso
o Trígono do vago → altura da parte aberta do bulbo → mais lateral → grande concentração
de núcleos de nervos cranianos que vão dar origem pelo menos a um dos componentes
funcionais dos muitos que encontramos no vago
• Área vestibular → lateralmente às eminências mediais → encontramos os núcleos
relacionados ao nervo vestibulococlear
• Estrias medulares
Teto
Parte superior → véu medular superior
• Substância branca
• Fibra
• Axônio
Parte inferior → véu medular inferior = tela corioidea (epitélio ependimário + pia-máter)
• Parte inferior é aberta → teto é formado pela pia-máter + epitélio ependimário que está aderido
a ela
Comunicações
Afastamento da aracnoide e pia → cisterna cerebelobulbar (magna)
• Maior cisterna do Encéfalo
• Entre o cerebelo e o bulbo
• É possível fazer punção do LCE nesse lugar
Véu medular inferior possui 3 aberturas, duas laterais e uma mediana
• Abertura mediana do 4o ventrículo
• Aberturas laterais do 4o ventrículo
• Permitir que o líquido cerebroespinal do 4o ventrículo extravase para o espaço subaracnóideo
Assoalho (fossa romboide)
Estruturas superficiais e regiões:

• Sulco mediano
• Sulco limitante → separa os núcleos motores (mediais) dos sensitivos (laterais)
• Entre o sulco mediano e o sulco limitante se encontram os núcleos motores
• Laterais ao sulco limitante estão os sensitivos
• Eminência medial (medial aos sulcos limitantes) ➔ predominam os núcleos motores
(possui algumas subdivisões):
• Colículo facial → elevação mais ou menos à meia distância da Eminência medial
• Trígono do Hipoglosso → altura da parte aberta do bulbo (mais medial) → grande
concentração de neurônios que vão dar origem ao nervo hipoglosso
• Trígono do Vago → altura da parte aberta do bulbo (mais lateral) → grande
concentração de núcleos de nervos cranianos que vão dar origem a pelo menos um
dos componentes funcionais (dos muitos) do nervo vago
• Área vestibular → lateralmente às eminências mediais, encontramos os núcleos
relacionados ao nervo vestibulococlear
• Estrias medulares
ANATOMIA MACROSCÓPICA
DO CEREBELO E NÚCLEOS DOS
NERVOS CRANIANOS
NÚCLEOS DOS NERVOS CRANIANOS
Organização funcional das colunas nucleares durante a Embriogênese
Luz do tubo neural → origem dos ventrículos encefálicos

1) Coluna eferente somática


2) Coluna eferente visceral (geral parassimpática ou especial relacionada aos arcos faríngeos)
3) Coluna aferente visceral (geral com viscerorreceptores ou especial relativa á gustação) →
uma só coluna, na mesma coluna tem a parte para aferência geral e para gustação)
4) Coluna aferente somática (geral com exterorreceptores e especial relacionada à audição e
ao equilíbrio)
Coluna eferente somática é a mais medial

Inicialmente 4 colunas ➔ se tornam 6 colunas

Organização funcional
1) Coluna eferente somática
2) Coluna eferente visceral geral
3) Coluna eferente visceral especial
4) Coluna aferente visceral
5) Coluna aferente somática geral
6) Coluna aferente somática especial
Todos os núcleos dos nervos cranianos estão localizados no tegmento → base = locais com
passagem de axônios (normalmente das grandes vias)

Tegmento = posterior às bases (estudo em uma vista posterior)

Colunas ➔ núcleos meio que se organizam longitudinalmente, formando colunas de fato

Medial → núcleos motores

Lateral → núcleos sensitivos

• No tronco encefálico
• Explicação vem da embriologia do tubo neural
Nome do núcleo as vezes é o próprio nome do nervo ou tem a ver com a sua funcionalidade

Coluna eferente somática


Mais medial de todas

Músculos estriados miotômicos da língua e extrínsecos do bulbo do olho

NÚCLEOS DO BULBO

Núcleo do Hipoglosso

• Axônio do neurônio dono desse corpo forma o nervo hipoglosso


• Trígono do hipoglosso
NÚCLEOS DA PONTE

Núcleo do Abducente

• Nível do colículo facial (apenas nível)


NÚCLEOS DO MESENCÉFALO

Núcleo do Troclear

• Nível do colículo inferior (apenas nível)


Núcleo do Oculomotor

• Nível do colículo superior (apenas nível)


Coluna eferente visceral geral
Parassimpático

Quais os nervos cranianos que conduzem fibras parassimpáticas? III, VII, IX e X


Neurônios pré-ganglionares parassimpáticos para as glândulas da cabeça, musculatura lisa
intrínseca do bulbo do olho e das vísceras torácicas e abdominais

NÚCLEOS DO BULBO

Núcleo Dorsal do Vago

• Nervo Vago
• Trígono do Vago
Núcleo Salivatório Inferior

• Nervo Glossofaríngeo
• Fibras parassimpáticas do Glossofaríngeo para a glândula parótida (glândula salivar)
• Nível do sulco bulbopontino
NÚCLEOS DA PONTE

Núcleo Salivatório Superior e Núcleo Lacrimal

• Glândulas submandibular e sublingual e Glândula lacrimal


• Nível do sulco bulbopontino
• Dois núcleos associados, conjugados
• Nervo facial
• Na verdade é um aglomerado de dois núcleos
NÚCLEOS DO MESENCÉFALO

Núcleo visceral do Oculomotor (Edinger-Westphal)

• Nervo Oculomotor
• Associado ao Núcleo do Oculomotor
• Músculo ciliar e Esfíncter da pupila
• EVG (parassimpático) do NC III
Coluna eferente visceral especial
Músculos estriados branquiméricos (derivados dos arcos faríngeos)

NÚCLEOS DO BULBO

Núcleo ambíguo

• Aglomera alguns nervos


• Glossofaríngeo e Vago (compartilham o mesmo núcleo)
• Músculos do 3º, 4º e 6º arcos faríngeos → laringe, faringe e palato mole
• EVE dos NC IX e X
NÚCLEOS DA PONTE
Núcleo motor do Trigêmeo

• Músculos do 1º arco faríngeo


Núcleo do Facial

• Músculos do 2º arco faríngeo


Coluna aferente visceral geral e especial
Núcleos recebem a sensibilidade que vem de fora por neurônios pseudounipolares cujo
prolongamento central faz sinapse com esses núcleos

Prolongamentos centrais dos gânglios geniculado, inferior do vago e inferior do glossofaríngeo

Só tem no bulbo

NÚCLEOS DO BULBO

Núcleo do Trato Solitário

• Lateral ao núcleo dorsal do vago


• Parte inferior → AVG do NC VII, NC IX e NC X
• Parte superior → AVE (Gustação) do NC VII, NC IX e NC X
• Um núcleo só com um montão de neurônio
Coluna aferente somática geral
Prolongamentos centrais do Gânglio Trigeminal e ASG da orelha externa do VII, IX e X

“Coluna do Trigêmeo” ➔ maior parte das fibras sensitivas somáticas são advindas do Trigêmeo

NÚCLEOS DO BULBO

Núcleo do Trato Espinal do Trigêmeo

• Contínuo com a substância gelatinosa


• Recebe estímulos de dor e temperatura → todo o estímulo de dor e temperatura da cabeça
e do pescoço chega nos neurônios que compõem esse núcleo
• Se continua com a Medula Espinal
NÚCLEOS DA PONTE

Núcleo sensitivo principal do Trigêmeo

• Nível da origem aparente


• Recebe estímulos de tato epicrítico (tato refinado)
• Cabeça e pescoço
NÚCLEOS DO MESENCÉFALO

Núcleo do trato mesencefálico do Trigêmeo


• Parte superior da Ponte e do Mesencéfalo
• Recebe os estímulos de propriocepção dos músculos da mastigação
Estímulos de tato protopático e pressão ➔ axônios se bifurcam ➔ fazem sinapse com neurônios
dos dois primeiros núcleos (mesencéfalo e ponte) ➔ estimula os dois núcleos

Coluna aferente somática especial


Prolongamentos centrais do gânglio espiral e vestibular

Audição e equilíbrio

Nervo vestibulococlear → tem duas origens

NÚCLEOS DA PONTE

Núcleos Cocleares

• Dorsal e Ventral (são dois)


• Nível da origem aparente
• Recebem os estímulos da audição
Núcleos Vestibulares

• Lateral, medial, superior e inferior (são quatro)


• Área vestibular
• Recebem os estímulos de propriocepção da cabeça (equilíbrio)
• Recebem informação da parte vestibular do órgão vestibulococlear
Fibras de associação
Substância branca da Medula Espinal → fibras de associação → Fascículo próprio da medula →
conecta diferentes segmentos

Existem fibras de associação no Tronco Encefálico → fascículo longitudinal medial

Fibras de associação que associam alguns núcleos dos nervos cranianos

• Presente em toda a extensão do Tronco Encefálico ao longo do plano mediano


• Corresponde ao fascículo próprio da medula
• Associa os núcleos dos nervos cranianos possibilitando integrar alguns reflexos entre eles

CEREBELO
Órgão que faz parte do SN Suprassegmentar, junto com o Cérebro

Características de organização interna semelhante

As funções clássicas e a maior parte das funções do Cerebelo envolvem a motricidade


Participa de várias vias motoras que influenciam os neurônios motores que estão localizados na
coluna anterior do H medular

É possível sobreviver sem o Cerebelo ➔ ocasionará sérios problemas motores, mas não é vital

Localização
Fossa cerebelar

Posterior ao Tronco Encefálico

Inferior do Lobo Occipital do Cérebro

• Separados por uma prega de dura-máter (tentório do cerebelo ou tenda do cerebelo)


• Tentório (clinicamente) → compartimento infratentorial (acomete tudo que está abaixo do
tentório → cerebelo e parte do tronco encefálico) e compartimento supratentorial
(exclusividade do cérebro)

Anatomia externa
Parte mais mediana → estrutura que acompanha toda a volta do Cerebelo (não é só na superfície
dorsal superio) = verme (comprido e todo segmentado)

Hemisférios cerebelares esquerdo e direito → conectados pelo verme

Cerebelo apresenta duas faces

• Face superior ou dorsal (mais plana)


• Face inferior ou ventral (mais arredondada)
Aspecto todo subdividido transversalmente → pequenos sulcos transversais em toda a superfície,
sulcos bem rasos

Cada sulco raso delimita uma folha do cerebelo

Alguns sulcos são bem profundos = fissuras

• Separam o Cerebelo em estruturas que chamamos de lóbulos


Anatomia interna
Substância branca e Substância cinzenta

Substância cinzenta predomina na superfície (córtex cerebelar)

Corpo medular do Cerebelo = “árvore da vida” → substância branca no interior do córtex

Mergulhados no corpo medular do Cerebelo temos aglomerados de corpos de neurônios (núcleos)


→ substância cinzenta mergulhada em substância branca

Núcleos

• Do fastígio (fastigial) → mais medial


• Globoso (interpósito)
• Emboliforme (interpósito) → os dois são agrupados, chamados de núcleo interpósito
• Denteado → grande, cheio de dentes (único que da pra ver na prática)
Esses núcleos atuam nas vias motoras → EMITEM APENAS EFERÊNCIAS

Axônios normalmente saem pelos pedúnculos cerebelares (saem do cerebelo, eferências)

Esses núcleos não mandam nada para o Córtex Cerebral

Células ou Neurônios de Purkinje ➔ mais importantes no Cerebelo, na substância branca

• Conexão entre o Córtex do Cerebelo e os neurônios que formam os núcleos no interior da


substância branca
Divisão anatômica
Nódulo

• Parte do verme
• Lóbulo imediatamente posterior ao véu medular inferior
• Se estende para os hemisférios, se chamando Flóculo (nos hemisférios)
Tonsila

• Hérnia de Tonsila → extravasam pelo forame magno e acabam comprimindo o Bulbo


• Tonsila são lóbulos do Hemisfério
(de todos, só esses é importante saber!)

Nódulo + 2 Flóculos = estrutura muito importante!

Divisão anatômica simples


Dá sustentação para a divisão funcional

Junção do Nódulo com 2 Flóculos = Lobo Floculo-Nodular

• Separado de todo o restante do Cerebelo (corpo do Cerebelo) por uma fissura póstero-
lateral
Corpo do Cerebelo se divide em lobo anterior e lobo posterior pela fissura primária

Divisão funcional
Importante

Lobo Floculo-Nodular → continua com o mesmo nome = CEREBELO VESTIBULAR

Corpo do Cerebelo não mais se divide como anatomicamente ➔ divisão longitudinal, não
transversal

• Zona medial → corresponde ao verme, retirando a parte que é o Nódulo


• Zonas intermédias → laterais ao verme
• = CEREBELO ESPINAL
• Zonas laterais → maior parte
• = CEREBELO CORTICAL

Neurônios dessas regiões recebem aferências de partes distintas do corpo

Lobo Flóculo-Nodular → aferência dos núcleos vestibulares ou até diretamente do órgão


vestibular (pelo vestibulococlear)

• Funções relacionadas ao sistema vestibular → por isso chamado Cerebelo Vestibular


Zonas laterais → aferências do Córtex Cerebral → por isso chamadas de Cerebelo Cortical

Zonas mediais e intermédias → recebem aferência da Medula Espinal, principalmente


propriocepção → por isso chamadas de Cerebelo Espinal

Conexões intrínsecas das Células de Purkinje


Aferência do Córtex Cerebral

• Córtex da Zona Lateral


• Neurônio/ célula de Purkinje da Zona Lateral manda axônio para fazer sinapse com
neurônios do Núcleo Denteado (mais lateral de todos)
• Mais lateral faz sinapse com quem é mais lateral (divisão coerente)
Neurônios no Córtex (Células de Purkinje) da Zona intermédia → conexão com núcleos intermédios
(emboliforme e globoso)

Neurônios da Zona Medial → conexão com núcleo mais medial de todos (núcleo do fastígio)

Divisão funcional
Sempre funções motoras

Cerebelo Vestibular

• Sistema vestibular tem a ver com o Equilíbrio


• Cerebelo tem atuação motora na tentativa de corrigir
• Importante na manutenção do Equilíbrio e da Postura
Cerebelo Espinal

• Correção do movimento já iniciado


• Manutenção do tônus
Cerebelo Cortical

• Planejamento motor
• Controle de movimentos delicados
Ações que envolvem motricidade, nada envolve cognição
ANATOMIA MACROSCÓPICA
D O T E L E N C É F A L O, CÓRTEX
CEREBRAL E VENTRÍCULOS
LATERAIS
TELENCÉFALO
Introdução
Compreende os dois hemisférios cerebrais, unidos pelo corpo caloso
Corpo caloso → fibras que passam de um hemisfério para o outro
• Maior comissura (fibra comissural)
• Comunicação dos hemisférios
• Mulheres → corpo caloso 12% maior que o dos homens → maior intercâmbio de
informações
Representação, plena convicção e processos cognitivos decorrentes de uma determinada função
Córtex e Ventrículos também são estruturas do Telencéfalo
Telencéfalo não é maciço
• Apresenta espaços → ventrículos laterais
• Ventrículos são cavidades do Encéfalo, de maneira geral
• As metades não se unem completamente, formando assim um espaço
• Cavidade revestida por tecido ependimário que promove uma filtração dos vasos que estão
ao redor, produzindo o LCE (no interior dos ventrículos corre esse líquido)
• Ventrículos laterais se comunicam com o 3o ventrículo → o 3o ventrículo pertence ao
diencéfalo (espaço formado quando um tálamo encontra com o outro)
Caminho do LCE (continuação)
• Passa pelo aqueduto do mesencéfalo (cerebral) e cai no 4o ventrículo (posteriormente ao
tronco encefálico)
• Do 4o ventrículo, esse líquido vai para o espaço subaracnoide, circula nesse espaço da
medula espinal e cerebral
• É reabsorvido nas granulações aracnoideas que se projetam no seio sagital superior
(grande veia entre as pregas de dura-máter) → confluência dos seios → seio sigmoide →
veia jugular interna
Líquor apresenta estruturas semelhantes ao plasma
• Função de absorver choques mecânicos, tornando o Encéfalo um pouco mais leve
(mecanismo de proteção do SNC)
Polos do Telencéfalo
Frontal
Occipital
Temporais (laterais)

Faces/ Superfícies do Telencéfalo


Localização das estruturas anatômicas com base nas faces em que estão localizadas
Superolateral
• No Machado está "dorsolateral" mas está errado
Medial
Inferior ou Base do cérebro

Sulcos e Giros
Toda a superfície do Encéfalo é percorrida por sulcos que determinam os giros
Sulcos → reentrâncias
Giros → entre os sulcos, penetram profundamente ao cérebro
• Cada um desses giros tem uma denominação que segue muitas vezes a divisão em lobos
(poucas vezes a denominação remete à função → a maioria é em relação á anatomia)
Morfologia de sulcos e giros
• Extremamente importante
• Área de superfície cerebral bem grande que ocupa espaço menor → otimiza a função do
encéfalo
Lobos do Telencéfalo
Lobos não são divisões funcionais necessariamente
Essa divisão segue os ossos que estão adjacentes
Lobo frontal → osso frontal
Lobo parietal
Lobo occipital
Lobo temporal
Ínsula → lobo localizado quando afasta o sulco lateral (encontro do lobo parietal com o frontal e
temporal)

Podemos atribuir algumas funções para cada lobo, porém de maneira muito grosseira:
• FRONTAL: Motricidade e funções de raciocínio e psíquicas superiores (complexos)
• PARIETAL: Sensibilidade tátil, térmica, dolorosa, propriocepção
• TEMPORAL: Audição (sensibilidade específica)
• OCCIPITAL: Menos funções, Visão (processamento da imagem e das características,
reconhecimento de face, movimento, etc)
• ÍNSULA: Processo de memória e sistema límbico (relacionado com as nossas atividades
emocionais, afetivas, de prazer, raiva, etc) → conexões importantes com regiões da
memória

Para que haja divisão em lobos, abordamos alguns sulcos:


• Sulco central → entre o lobo frontal e o parietal → centralmente, no ponto axial do cérebro
(começa no ápice e quase se encontra com o lobo temporal)
• Sulco lateral
• Sulco parietoccipital → apenas em uma secção mediana do cérebro (separa o lodo parietal
do occipital)
Principais estruturas anatômicas das faces dos Hemisférios Cerebrais
FACE SUPEROLATERAL
• Sulcos (vários)
• Giros (vários)
FACE MEDIAL
• Corpo caloso
o Conjunto de fibras comissurais, passam de um hemisfério para o outro
o 4 partes: esplênio, tronco, joelho e ________ (complete)
• Comissura anterior
o Onde o corpo caloso termina
o Passam fibras → une os dois hemisférios
• Lâmina terminal
o Chega até o Diencéfalo
o Outro filete de fibras (axônio com seu envoltório)
• Fórnice
o Conjunto de fibras comissurais que ligam estruturas inter-hemisféricas
o Coluna, corpo, comissura e pilares
o Corpos mamilares ligam estruturas intra-hemisféricas → união do corpo mamilar ao
hipocampo (composição do sistema límbico)
• Septo pelúcido
o Parede medial do ventrículo lateral
o Estrutura delgada de tecido nervoso
• Sulco calcarino
o Lábios relacionados com função visual
o Lobo occipital
o Lesão pode levar a perda completa da visão
• Sulco parietooccipital
• Sulco do corpo caloso
• Sulco do hipocampo

• Sulco do cíngulo
• Giro do cíngulo
• Área septal
(Essas 3 estruturas compõem o lobo límbico, onde reverberam as emoções, gerando processos
emocionais e de memória)
FACE INFERIOR
• Giro para-hipocampal → faz parte do sistema límbico
• Únco
Informações afetivas e de memória
• Sulco olfatório
• Bulbo olfatório
• Trato olfatório
• Substância perfurada anterior → passagem de diversas substâncias nervosas, originando
diversos orifícios (tirar dúvida disso pois na prática o monitor falou que passavam vasos)

LOBO LÍMBICO
Únco
Giro para-hipocampal
Giro do cíngulo
→ Processos de memória e emocionais

ÁREA ENTORRINAL
Parte anterior do Giro para-hipocampal
Relacionada a importantes processos de memória
Subdivisão do Giro
Dentro do lobo límbico
Relacionada com o olfato → relação entre aromas e memória

VENTRÍCULOS LATERAIS
Dois (direito e esquerdo)
Projeções para o lobo occipital, temporal e frontal
Corno anterior (frontal)
Corno posterior (occipital)
Corno inferior (temporal)
Parte central (dos ventrículos laterais)

Ventrículos comunicam-se com o 3o ventrículo através dos forames interventriculares


Parte central → plexos corioides → contínuos com os do 3o ventrículo
• Passam no forame interventricular
• Estruturas que vão promover esse filtrado dos vasos ao redor, retirando o LCE

CÓRTEX CEREBRAL
Organização interna dos Hemisférios Cerebrais
Substância branca → Centro branco medular
• Não tem corpo de neurônio
• Tem fibras mielínicas (axônios de neurônios com seus envoltórios, sua neuroglia,
comunicando estruturas inter ou intra-hemisféricas)
Substância cinzenta → Córtex cerebral
• Corpos de neurônios
• Fibras mielínicas e amielínicas
• Estruturas relacionadas com o Centro branco medular
• Margem da substância branca
Córtex → representação e geração das nossas funções
Somatotopia
Forma de estudar o córtex cerebral
Conceito em função da correspondência entre determinadas áreas corticais e partes do corpo
Classificação funcional das áreas corticais
Áreas de projeção (áreas primárias) ➔ relacionadas com funções sensitivas e motoras
• Temperatura (exemplo) – captação por receptores especializados → axônio → coluna
posterior da Medula Espinal → área específica do giro pós-central → Informação da
temperatura interpretada em uma área primária
• Sensitivas
• Motoras → área em que sai a via que chega até a Medula e faz uma ação motora
Áreas de associação (áreas secundárias e terciárias)
• Áreas secundárias
• Também são sensitivas e motoras
• Áreas de associação → associa aquela informação da área primária com outras
coisas
• Necessariamente relacionada com a área primária
• Também chamadas de unimodais (relacionadas com UMA AÇÃO, UMA ATIVIDADE)
• Áreas terciárias
• Supramodais
• Nelas são processadas informações cujo start foi a informação que veio da área
primária
• Não tem mais conexão com a área primária

Áreas terciárias não necessariamente fazem conexão com áreas primárias


Parte anterior do Lobo Frontal ➔ memória (área terciária)
AGNOSIAS = incapacidade de reconhecer objetos pela lesão de áreas secundárias
Áreas sensitivas corticais
Parietal, Occipital e Temporal
1) ÁREA SOMESTÉSICA PRIMÁRIA
3, 1 e 2
Localizada no Córtex do Giro Pós-Central
Área funcional → córtex somatossensorial primário (área somestésica primária)
Função → temperatura, dor, pressão, tato, propriocepção consciente

Homúnculo sensitivo: em cada parte do Giro Pós-Central temos uma representação em termos
sensitivos. A extensão da representação cortical depende da importância funcional → mãos, boca
e língua = áreas de maior representação sensitiva, áreas mais dolorosas
2) ÁREA SOMESTÉSICA SECUNDÁRIA
5, 7
Área funcional → córtex somatossensorial de ordem superior, área de associação parietal posterior
Localização → Lobo parietal superior
Função → estereognosia, reconhecimento
3) ÁREA VISUAL PRIMÁRIA
17
Área funcional → córtex visual primário
Localização → margens do sulco calcarino
Função → visão
4) ÁREA VISUAL SECUNDÁRIA
18, 19, 20, 21 e 37
Visão tem várias áreas secundárias
• Depois que a imagem foi projetada, ela te diz várias coisas → percepção de cores,
reconhecimento (via ventral), movimento, velocidade e representação especial dos objetos
(via dorsal)
Giros occipitais medial e lateral (18 e 19)
Giro temporal inferior (20)
Giro temporal médio (21)
Giros temporais médio e inferior na junção dos lobos temporal e occipital (37)
Lesão ➔ agnosias ➔ prosopagnosia ou acinetopsia
5) ÁREA AUDITIVA PRIMÁRIA
41, 42
Percepção do ruído, do som
Giro temporal transverso anterior
Lobo temporal → relacionado com a audição
6) ÁREA AUDITIVA SECUNDÁRIA
22
Área secundária da audição → o que aquilo que foi ouvido significa?
Aprendizado de língua, escrita e leitura
Giro temporal superior
Relação da audição com a fala
Autismo ➔ dentre diversas alterações cerebrais, há pouca relação da área da audição com a área
da fala
Conexão com o sistema límbico → o que você ouve te desencadeia emoções
7) AREA OLFATÓRIA
38
Parte anterior do Unco e Giro Para-hipocampal
Faz parte do Lobo Límbico → por isso o olfato desencadeia diversas emoções
8) ÁREA GUSTATIVA PRIMÁRIA
43
Parte posterior da Ínsula
Paladar, olfato e sensibilidade somestésica da boca (intraoral)
A Ínsula também é um lobo relacionado com nossas emoções e memória
9) ÁREA GUSTATIVA SECUNDÁRIA
11 e 12
Giros orbitais, Giro reto e Giro frontal superior
Situações evocadas em função de um estímulo de paladar
Áreas motoras corticais
10) ÁREA MOTORA PRIMÁRIA
4
Córtex motor primário
Giro Pré-central
Movimento voluntário
Movimento acontece de uma maneira modulada pela área secundária

Homúnculo motor: parecido com o sensitivo, área de representação das mãos ainda maior –
precisão em movimentos delicados. Grande representação cortical motora para as mãos
11) ÁREA MOTORA SECUNDÁRIA (Área pré-motora e Área motora suplementar)
6
Planejamento e correção dos movimentos dos membros e dos olhos
Recebe aferências do Cerebelo, núcleos da base e demais áreas de associação do Córtex
Giro Pré-central
12) ÁREAS DE ASSOCIAÇÃO TERCIÁRIAS
Córtex de associação pré-frontal → Área pré-frontal
9, 10, 11 e 12
Giros frontais superior e médio → Parte anterior do Lobo Frontal
Pensamento, memória, processamentos simbólicos, cognição e planejamento do movimento
Área pré-frontal dorsolateral ➔ planejamento, organização, resolução, julgamento, memória
operacional
Área pré-frontal orbitofrontal ➔ emoções, senso de comportamentos, atenção, empatia
ESSE CÓRTEX PRÉ-FRONTAL É A ÁREA SUPRAMODAL MAIS IMPORTANTE
13) ÁREA PARIETAL POSTERIOR
39, 40
39 → Lóbulo parietal inferior (Giro angular)
40 → Lóbulo parietal inferior (Giro supramarginal)
14) ÁREA ANTERIOR DA LINGUAGEM
44, 45
Área da broca ➔ área anterior da fala
Giro frontal inferior ➔ parte opercular e triangular
Regiões relacionadas com a região anterior da fala, área motora da fala, área relacionada com a
articulação da palavra falada
Articulação, processos que envolvam movimentos musculares que produzem o som
15) ÁREA POSTERIOR DA LINGUAGEM
22
Giro temporal superior (parte posterior)
Área de Wernicke → área posterior da fala → contraposição à área da broca ➔ área sensitiva da
fala, relacionada à compreensão do que se é falado
Lembre-se que a parte anterior do Giro temporal superior é a área auditiva secundária (22)
Fascículo longitudinal superior ou arqueado
• Une as áreas da fala
• Interconectadas
• Potenciais de ação que são gerados em uma reverberam em outra
• Funções distintas
• Altamente interligadas
Afasias
• Problemas na fala
• Pode ser motora, sensitiva, de broca, de Wernicke, anterior, posterior... (dependendo da
área que é lesada)
• Sintomas que saltam mais aos olhos → uma região interfere na outra
• Afasia sensitiva: indivíduo articula, mas não compreende o que é dito
• Afasia motora: compreensão do processo da fala, incapacidade de articular
• Não acontecem de forma isolada por conta do fascículo → uma interfere na ala da outra →
mais ou menos importante dependendo da extensão das áreas lesadas
Área da fala mais desenvolvida no lado esquerdo
Uma lesão que acomete o lado esquerdo será mais comprometedora em relação à fala que uma
do lado direito

M E N I N G E S, L Í Q U I D O C E R E B R O
ESPINAL E VASCULARIZAÇÃO
DO SNC
MENINGES
Meninge → Membrana que envolve o Cérebro

Dura-máter = Paquimeninge

Pia-máter = Leptomeninge

Drenagem do Encéfalo → seios da dura-máter

Proteção do Encéfalo → LCE no espaço subaracnoide

Compartimentalização do Encéfalo → pregas de dura-máter (septos, invaginações)

Diferenças: Meninges Espinais X Encefálicas


Espinais: Coluna → Espaço epidural → Dura-máter → Espaço subdural → Aracnoide-máter →
Espaço subaracnóideo → Pia-máter → Medula espinal

Encefálicas: Crânio → Folheto externo da Dura-máter → Folheto interno da Dura-máter →


Aracnoide-máter → Espaço subaracnóideo → Pia-máter → Encéfalo
• Dura-máter no Encéfalo apresenta 02 folhetos (na medula é único)
• Folheto externo se encontra aderido ao crânio
• Os dois folhetos estão aderidos na maioria das vezes (não é possível separa-los) → se
comportam como um folheto único
• Em alguns lugares esses folhetos se encontram afastados
• Ausência de um espaço epidural real
Aderida ao folheto interno da Dura-máter encontramos a Aracnoide que emite pequenas
trabéculas que atravessam o Espaço subaracnóideo e se ligam à pia-máter que está intimamente
aderida na superfície do órgão (acompanha os sulcos e giros)

Entre a Aracnoide e a Pia encontramos LCE

Espaços meníngeos no Encéfalo


Epidural → espaço virtual entre a Dura-máter (folheto externo) e a face interna do crânio

Subdural → espaço virtual

Subaracnóideo → espaço real (LCE + Vasos sanguíneos que suprem todo o Encéfalo)

Dura-máter encefálica
Se assemelha a um Pericárdio fibroso

Não está intimamente aderida à face interna do crânio (apenas por algumas traves de tecido
conjuntivo)

Folheto externo da Dura-máter Encefálica é a continuação do Pericrânio que se flete no forame


magno e começa a revestir o crânio internamente!

Folheto interno → se continua de fato com a Dura-máter da Medula espinal

Na maior parte das vezes os 2 folhetos estão intimamente aderidos

• Naturalmente, em alguns momentos o folheto interno se destaca do externo → emite


projeções para o interior da cavidade craniana
Pregas
Invaginações do folheto interno da dura-máter

Colocadas entre os hemisférios, entre órgãos (como Cerebelo e Cérebro)

1 – FOICE DO CÉREBRO

• Grande projeção entre um hemisfério cerebral e outro


• Se estende até o corpo caloso
• Não é uma separação completa
• Se prende ao crânio → crista etmoidal, crista frontal...
2 – FOICE DO CEREBELO

• Separa um hemisfério cerebelar do outro


• Bem menor que a foice do Cérebro
3 – TENTÓRIO DO CEREBELO
• Projeções que vem da lateral e se encontram na linha mediana (tenda do Cerebelo)
• Recobre o Cerebelo
• Abertura natural do tentório → incisura do tentório → recorte em forma de U que acomoda
o Tronco Encefálico
• Subdivide a cavidade craniana em um compartimento supratentorial (cérebro) e um
infratentorial (cerebelo e tronco encefálico)
4 – DIAFRAGMA DA SELA

• Sela turca
• Diafragma = através de uma barreira
• Membrana que acaba quase que recobrindo, como se fosse o teto da sela turca
• Só possui uma abertura para permitir a passagem do infundíbulo que conecta a Hipófise
ao Hipotálamo
5 – CAVIDADE TRIGEMINAL (CAVO)

• Gânglio trigeminal fica envelopado pelos dois folhetos da dura-máter → um passa


internamente e o outro o recobre
Seios
Espaços que se formam entre um folheto e outro devido à formação das pregas

Cavidades preenchidas por sangue e formadas naturalmente

Canais triangulares entre os dois folhetos da dura-máter

Revestidos por endotélio contínuo com o das veias que neles desembocam

Nesses canais desembocam as veias que drenam o Encéfalo → atuam como veias, mas não são
veias

Conduzem o sangue do Encéfalo para a VJI

1 – SEIO SAGITAL SUPERIOR

• Ímpar
• Começa desde o osso frontal e acompanha o parietal e a escama do occipital
2 – SEIO SAGITAL INFERIOR

• Na margem da foice
• Ímpar
• Trajeto do sangue é de anterior para posterior
• Desemboca em um seio localizado ao nível do tentório (seio reto)
3 – SEIO RETO

• Localizado ao nível do Tentório


4 – SEIO OCCIPITAL

• Pequeno
• Entre os dois hemisférios do Cerebelo
5 – CONFLUÊNCIA DOS SEIOS (PRENSA DE HERÓFILO)
• Localizada na escama do Occipital
• Todos os seios confluem para o mesmo ponto → confluência dos seios
6 – SEIOS TRANSVERSOS

• Partem da confluência dos seios


• São dois (partem para as laterais)
• É comum que o seio sagital superior drene para o seio transverso direito e o seio reto para
o seio transverso esquerdo (sem passar pela confluência dos seios)
7 – SEIO SIGMOIDEO

• Tirando o tentório → vai realmente terminar em uma abertura


• Termina no forame jugular (atravessa o forame e se continua como o bulbo superior da veia
jugular interna)
(o seio transverso e o seio sigmoideo formam impressões bem fundas na superfície do crânio)

8 – SEIO ESFENOPARIETAL

• Recobre a asa menor do Esfenoide


• Começa do parietal e vai para o Esfenoide
• Desemboca no seio mais importante de todos → seio cavernoso
9 – SEIO CAVERNOSO

• Se comunica com o do lado oposto através do seio intercavernoso


• Drena para um seio fininho que passa localizado na margem superior da parte petrosa do
temporal (seio petroso superior)
• Trajeto da artéria carótida interna e dos nervos cranianos III, IV, V e VI
• A artéria carótida interna passa com uma pressão de sangue considerável
Aneurisma → enfraquecimento da túnica média das artérias (podendo arrebentar)

• Pode ocorrer um aneurisma na parte da A. Carótida interna que passa pelo seio cavernoso
• Ocorre comunicação entre o sangue arterial e o venoso próprio do seio
• Cria-se uma fístula carótido-cavernosa → veia oftálmica superior e inferior drenam o
sangue da órbita para o seio cavernoso
• Uma fístula é um ducto anormal que da passagem a um líquido tendo como causa o próprio
escoamento desse líquido, gerando comunicações anormais
• O sangue gera uma pressão → sangue das veias oftálmicas reflui (veias não apresentam
válvulas)
• Veias ficam entumecidas → órbita é uma cavidade selada, quando aumenta seu volume
aumenta sua pressão interna → bulbo do olho é empurrado para a frente e fica pulsando
devido á pulsação da artéria
10 – SEIO INTERCAVERNOSO

11 – SEIO PETROSO SUPERIOR

• Se encontra com o Seio transverso


12 – PLEXO BASILAR

• Conjunto de veias
• Parte basilar do osso occipital
13 – SEIO PETROSO INFERIOR

• Também drena para o Forma jugular, junto ao seio cavernoso


• Drena o plexo basilar
Vasos e nervos
A Dura-máter é altamente inervada e vascularizada

Artéria meníngea média: ramo frontal (anterior) e ramo parietal (posterior)

• Ramo da Artéria maxilar


• Abertura por onde passa → forame espinhoso
• Se ramifica intensamente
Veias meníngeas médias: acompanham a artéria meníngea média

Trauma no Ptério → rompe o ramo anterior da Artéria meníngea média → extravasamento de


sangue entre a superfície interna do crânio e o folheto externo da dura-máter → espaço epidural
normalmente virtual se torna real → hemorragia ou hematoma epidural → comprime o tecido
nervoso podendo levar a outros problemas como hérnias intracranianas

Cavidade craniana é fechada → aumenta o volume = aumenta a pressão interna

Algumas estruturas se deslocam por causa do aumento da pressão: HÉRNIAS INTRACRANIANAS

• Hérnia transtentorial: através do Tentório do Cerebelo


o Úncus + Giro para-hipocampal herniam
o Afeta → oculomotor, a. cerebral posterior, pedúnculo cerebral
• Hérnia subfalcina: através da Foice do Cerebelo
o Giro do cíngulo hérnia para baixo da foice e vai para o outro lado
o Artéria cerebral anterior
• Hérnia transforaminal: através do Forame magno
o Tonsilas cerebelares herniam
o Afeta a parte posterior do Bulbo
Inervação da Dura-máter
Altamente inervada

Tecido nervoso não é inervado → crises de cefaleia relacionadas com a dura-máter

Principal nervo ➔ trigêmeo

• Ramos meníngeos dos ramos oftálmico, maxilar e mandibular


Se distribuem para partes específicas da Dura-máter → especialmente da fossa do crânio (base)
→ Dura-máter da fossa é muito mais inervada que a da Calvária

Toda a fossa posterior é suprida pelo nervo vago e os primeiros nervos espinais

LÍQUIDO CEREBROESPINAL
Circulação
Produzido nos Plexos corioides dos ventrículos encefálicos e no próprio epitélio ependimário

Ventrículos Laterais → Forames interventriculares → III Ventrículo → Aqueduto do Mesencéfalo →


IV Ventrículo → Aberturas laterais e mediana do IV Ventrículo → Espaço subaracnoideo

Importância
Uma vez no espaço subaracnóideo, qual a importância desse líquido circular e estar preenchendo
todo esse espaço que envolve os órgãos do SNC?

• Proteção contra choques mecânicos


• Diminuição do peso do Encéfalo
• Transporte de substâncias → hormônios, metabólitos e eletrólitos
• Protege o tecido nervoso das pulsações arteriais
• Impede a compressão de vasos sanguíneos e nervos cranianos contra a face interna do
crânio
Cisternas
Em alguns momentos a Aracnoide se distancia da Dura-máter, formando cisternas (locais com
maior acúmulo de LCE)

Cisternas ➔ acessos cirúrgicos para regiões da base do Cérebro, círculo arterial do Cérebro,
Tronco encefálico...

1 – CISTERNA CEREBELOBULBAR (MAGNA)

• Punção de LCE
2 – CISTERNA PONTINA (PONTOCEREBELAR)

3 – CISTERNA INTERPEDUNCULAR

4 – CISTERNA QUIASMÁTICA

5 – CISTERNA COLICULAR (SUPERIOR)

Absorção
LCE provém do sangue e deve voltar para o sangue

Circula pelo espaço subaracnóideo

Renovado de 3 a 5 vezes por dia

Ele é reabsorvido principalmente na hora que retorna para o sangue do seio sagital superior

O seio sagital superior possui lacunas laterais

Projeções da Aracnoide atravessam o folheto interno da Dura e se projetam para o interior do seio
sagital superior ou das lacunas laterais

A única coisa que separa um do outro é o próprio Endotélio (seios são revestidos por Endotélio) e
a própria Aracnoide → LCE e Sangue

Projeções da Aracnoide = Granulações Aracnoideas


Como passa o LCE do espaço subaracnóideo para o sangue de dentro do seio sagital superior?
Pelos vacúolos, dependendo da pressão

HIDROCEFALIA

• Comunicante e não comunicante


• Não comunicante → obstrução da circulação encefálica → entre os ventrículos laterais, do
aqueduto do III pro IV ventrículo, etc → dilatação dos ventrículos
• Comunicante → nenhum problema na circulação → produção de LCE aumentada ou
drenagem ineficiente → desequilíbrio entre produção e absorção
• Ventrículos laterais entumecidos → comprimem o tecido nervoso contra os ossos do crânio

VASOS DO ENCÉFALO
Principal formação arterial → Willis (Círculo arterial do Cérebro)

Artérias que suprem o Encéfalo


Duas artérias vertebrais

Duas artérias carótidas internas

Os dois sistemas se anastomosam na base do cérebro, mas possuem origens separadas

SISTEMA VÉRTEBRO-BASILAR

• Envolve a Artéria vertebral e a Artéria basilar


• ARTÉRIA VERTEBRAL
o Primeiro ramo da Subclávia
o Atravessa forames transversários
o As duas artérias vertebrais se localizam na parte basilar do osso occipital, encostadas
na parte mais anterior da fossa posterior do crânio
o As duas se unem para formar uma única artéria basilar que chega na base do
Cérebro
• SUPRE
o Tronco Encefálico
o Cerebelo
o Lobo occipital
o Face medial do lobo temporal
o Diencéfalo
• Duas artérias vertebrais localizadas sobre as duas pirâmides do bulbo → na altura do sulco
bulbopontino se unem e formam a artéria basilar localizada no sulco basilar da ponte
• Artérias dão ramos colaterais e a basilar termina dando dois ramos terminais
• ARTÉRIA VERTEBRAL
o A. Espinal anterior – acompanha toda a extensão da medula, supre os funículos
anteriores e laterais da medula
o A. Cerebelar inferior posterior – seus ramos (Aa. Espinais posteriores) descem
na parte posterior da Medula suprindo o Funículo posterior
o Problemas relacionados com a Artéria espinal anterior comprometem os fascículos
grácil e cuneiforme
• ARTÉRIA BASILAR
o A. Cerebelar inferior anterior – seu ramo (A. do labirinto) pode também sair da
própria artéria basilar → acompanha os nervos facial e vestibulococlear
o Ramos pontinos – suprem essencialmente a Ponte
o A. Cerebelar superior – próxima da transição da Ponte com o Mesencéfalo – artéria
cerebelar que vai para a face superior do Cérebro – nervo oculomotor separa os dois
ramos (cerebelar superior e cerebral posterior)
o A. Cerebral posterior – ramos terminais da Artéria basilar
SISTEMA CAROTÍDEO INTERNO

• Envolve a Artéria Carótida Interna


• Sobe direto para a base do crânio sem emitir ramos no pescoço → penetra na abertura do
canal carótico → chega na base do cérebro
• Restante do cérebro
• CARÓTIDA INTERNA
o Cervical – no pescoço
o Petrosa – após a base do crânio, quando passa no canal carótico na parte petrosa do
osso temporal
o Cavernosa – quando a carótida interna atravessa o canal carótico passa por dentro
do seio cavernoso
o Sifão carótico – nome da curvatura dentro da parte cavernosa em que ela faz uma
curva (não é uma parte)
o Cerebral – fura o folheto mais superficial da dura-máter e o vaso cai no espaço
subaracnóideo – na base do cérebro dá ramos colaterais e 2 ramos terminais muito
importantes
o A. Cerebral anterior – ramo terminal → contorna o corpo caloso e se distribui para a
face medial do Hemisfério cerebral (da a A. comunicante anterior)
o A. Cerebral média – ramo terminal → contorna a Ínsula e se dispõe no sulco lateral
do cérebro, onde emite uma série de ramos para a face súperolateral
o A. Corióidea anterior – supre o plexo corioideo
o A. Comunicante posterior – faz a comunicação entre o sistema carotídeo interno e
o vertebrobasilar (ANASTOMSE)
CÍRCULO ARTERIAL = UNIÃO DOS DOIS SISTEMAS

• Base do cérebro
• Ao redor das estruturas do Hipotálamo
• Pela artéria comunicante posterior
• Cerebral anterior → se conecta com comunicante anterior
• Cerebrais médias com Cerebrais posteriores → se conectam com comunicante posterior
• Polígono de Willis
Todos os vasos dão pequenos ramos que penetram no Cérebro

Ramos perfurantes → atravessam a substância perfurada anterior e posterior

É IMPORTANTE SABER O TERRITÓRIO DE IRRIGAÇÃO DE CADA ARTÉRIA

CEREBRAL ANTERIOR

• Face medial do Cérebro até o sulco parietoccipital


• Corpo caloso
• Hérnia do giro do cíngulo pode comprimir a artéria cerebral anterior
CEREBRAL POSTERIOR

• Lobo occipital do Cérebro


• Mesencéfalo
• Diencéfalo
• Quase toda a parte medial e inferior do Lobo temporal
CEREBRAL MÉDIA

• Contorna a Ínsula e se estende até o sulco lateral


• Face súperolateral do Cérebro
CORIOIDEA ANTERIOR

• Basicamente quem supre o ramo posterior da Cápsula interna


• Importância da capsula interna: conjunto de fibras que estão tanto saindo do tálamo
e indo para o córtex quanto o contrário (ascendendo e descendendo) – problema na
artéria corioidea anterior é grave
SINAL/ SINTOMA ARTÉRIA ACOMETIDA

Fraqueza (hemiparesia) ou paralisia


(hemiplegia) do membro inferior contralateral

Déficit sensitivo (hemihipoestesia) do membro


inferior contralateral Síndrome da Artéria Cerebral Anterior
Déficit de atenção e distúrbios de memória e
emocionais

Apatia (tamponamento psíquico)

Fraqueza (hemiparesia) ou paralisia


(hemiplegia) do membro superior e face
contralateral

Déficit sensitivo (hemihipoestesia) do membro


superior e face contralateral
Síndrome da Artéria Cerebral Média
Dor e temperatura são menos afetados

Distúrbios de linguagem (afasias)

Negligência da metade esquerda do corpo ou


do espaço

Perda de campo visual contralateral

Déficit contralateral de todas as modalidades


sensitivas Síndrome da Artéria Cerebral Posterior

Perda visual nos dois olhos (cegueira cortical),


mas com manutenção dos reflexos pupilares

Hemiplegia contralateral da face, membro


superior, tronco e membro inferior

Hemihipoestesia ou Hemianestesia
contralateral da face, membro superior, tronco Síndrome da Artéria Corioidea Anterior
e membro inferior

Perda de campo visual e déficit auditivo


contralateral
4 D com achados cruzados

Diplopia

Disartria Síndromes Arteriais Vértebro-basilares


(supre o Tronco Encefálico onde saem os
Disfagia nervos cranianos)
Dizziness (vertigem)

Sinais cerebelares

Drenagem venosa
Veias cerebrais

Superficiais (externas) → drenam a superfície dos hemisférios (córtex e substância branca


subjacente) → seios da dura-máter → VJI

Profundas (internas) → veias cerebrais internas + veias basais = veia cerebral magna → seio reto
→ seios da dura-máter → VJI

Hemorragia subdural
• Sangue venoso extravasa
• Veias em ponte
• Veias superficiais do cérebro estão no espaço subaracnóideo → tem que atravessar e
desembocar no seio da dura-máter → precisam atravessar aracnoide, espaço subdural e
dura-máter
• No intervalo em que atravessam o espaço subdural pode haver trauma e romper a veia na
sua conexão com o seio
• Sangue no espaço subdural
• Extravasamento lento

VIA ÓPTICA E REFLEXOS


VISUAIS
Olho → grande órgão responsável por apenas uma coisa → recepção da luz
Luz sofre refrações e vai convergindo para um ponto da retina (fóvea central)
Retina = 4 camadas na anatomia
• Extrato pigmentoso
• Camada de células fotorreceptoras
• Camada de neurônios bipolares
• Estrato ganglionar
VIA ÓPTICA
Neurônio 1: camada de células fotorreceptoras
Neurônio 2: camada de neurônios bipolares
Neurônio 3: camada de células ganglionares (axônios bem longos que darão origem ao nervo
óptico)

NERVO ÓPTICO
Fibras (axônios) não têm 100% o mesmo trajeto, o mesmo destino
4 destinos diferentes
• Corpo geniculado lateral
o 90% das fibras
o Via óptica
o Diretamente relacionada com a visão
o Faz sinapse no Tálamo
o Termina nos lábios do sulco calcarino
• Área pré-tetal
o Miose e Acomodação visual
o Reflexos intermediados pela divisão parassimpática
• Núcleo supraquiasmático (Hipotálamo)
o Sincronização dos ritmos circadianos com o ciclo claro-escuro e midríase
o Divisão simpática
• Colículo superior
o Reflexos visuais
Via Óptica
Neurônio 1, 2 e 3 na retina
Axônio do Neurônio 3 forma o nervo óptico
Dois nervos ópticos convergem para uma estrutura chamada quiasma óptico
Continuação do quiasma óptico é o trato óptico (até o corpo geniculado lateral)
Todo o axônio desse Neurônio 3 passa por nervo óptico, quiasma, trato e faz sinapse com
neurônios no corpo geniculado lateral
Axônios dos neurônios cujos corpos estão localizados no corpo geniculado lateral seguem pelas
radiações talâmicas (radiação óptica) → passa no extremo posterior da perna posterior
Termina no sulco calcarino (área 17 – projeção da visão)
Corpo geniculado lateral = Corpo do Neurônio 4
Em nenhum momento a via óptica passa no Colículo superior
Quiasma apresenta funcionalidade
Quando não há estímulo não acontece a via
Conceitos de Via Óptica
Campo visual ➔ porção do espaço que pode ser vista pelo olho fico
• No ser humano os campos visuais dos dois olhos se sobrepõem
• Diplopia (ex: lesão do oculomotor) → dois campos visuais completamente distintos, que não
se sobrepõem
• Dividido em pelo menos 2
• Campo temporal ➔ tudo que é mais lateralizado
• Campo nasal ➔ tudo que é mais medial

Retina ➔ túnica interna do bulbo do olho que contém os receptores sensíveis à luz

• Retina temporal ➔ metade lateral da retina


• Retina nasal ➔ metade medial da retina
• Fibras da retina nasal cruzam para o lado oposto
• Fibras da retina temporal permanecem do mesmo lado

Quiasma Óptico
Estímulo visual do Campo temporal ➔ captado pela Retina nasal!! (e o oposto também é
verdadeiro) = C R U Z A M
Fibras da Retina nasal se cruzam para o lado oposto no Quiasma óptico enquanto os estímulos
captados pela Retina temporal permanecem do mesmo lado
CAMPO VISUAL ESQUERDO ➔ CÓRTEX VISUAL DIREITO
CAMPO VISUAL DIREITO ➔ CÓRTEX VISUAL ESQUERDO
Radiação Óptica
O campo visual inferior estimula a parte superior da retina → segue seu trajeto e, na Radiação
Óptica, passa no Lobo parietal e se projeta no Lábio superior do Sulco calcarino
O campo visual superior incide na parte inferior da retina → no Corpo geniculado lateral a
radiação óptica passa no Lobo temporal e se projeta no Lábio inferior do Sulco calcarino
CAMPO VISUAL INFERIOR ➔ LOBO PARIETAL ➔ LÁBIO SUPERIOR
CAMPO VISUAL SUPERIOR ➔ LOBO TEMPORAL ➔ LÁBIO INFERIOR

Correlações clínicas
Não vai cobrar nomes, mas sim a situação abordada
1) CEGUEIRA IPSILATERAL
Paciente não enxerga no lado direito (olho direito)
Lesão do nervo óptico direito
2) HEMIANOPSIA BITEMPORAL
Paciente deixa de ver os dois campos visuais temporais (laterais)
Lesão no quiasma óptico
O paciente enxerga apenas os campos nasais, pois o campo temporal se flete na retina nasal que
cruza no quiasma óptico
3) HEMIANOPSIA HOMÔNIMA ESQUERDA
Se ocorrer no lado direito, perderá toda a visão do lado esquerdo (dos dois olhos)
Campo visual do lado esquerdo = temporal esquerdo e nasal direito
Lesão completa do trato óptico, na radiação óptica ou de um lado inteiro dos lábios do sulco
calcarino (superior e inferior)
4) ANOPSIA HOMÔNIMA QUADRÂNTICA SUPERIOR ESQUERDA
Se for do lado direito, é interrompido o campo visual do lado esquerdo
Afeta apenas um quadrante do campo visual
Não vê o quadrante superior esquerdo
Lesão na parte da radiação óptica que passa no Lobo temporal (campo visual superior)
5) QUADRANTOPSIA HOMÔNIMA
Paciente incapaz de ver o quadrante inferior esquerdo
Lesão do lábio superior do sulco calcarino
Lesão na radiação óptica que passa no Lobo parietal (campo visual inferior)
Reflexos pupilares parassimpáticos
Reflexos integrados no Tronco Encefálico
Podem ser feitos em pacientes inconscientes para avaliar se o tronco encefálico está íntegro
FOTOMOTOR DIRETO
• Luz no olho direito → pupila contrai (miose)
• No olho esquerdo, que não recebeu a lanterna, a pupila também se contrai (REFLEXO
CONSENSUAL)
o Luz incide na retina → segue pelo nervo óptico → quiasma óptico → divisão: retina
temporal permanece do mesmo lado e retina nasal cruza para o lado oposto → trato
óptico → corpo geniculado lateral → passa reto no corpo geniculado lateral, não faz
a sinapse!
o Faz a sinapse com neurônios localizados em uma área que fica imediatamente acima
do colículo superior (área pré-tetal) - área do tronco encefálico
o Núcleo pré-tetal → corpo de neurônio estimula o núcleo visceral do nervo
oculomotor (que emite estímulos parassimpáticos) do mesmo lado, mas também
pela comissura posterior tem um contingente de neurônios que cruzam e estimulam
o núcleo visceral do oculomotor contralateral (o que justifica o reflexo consensual)
o São duplamente estimulados → cruzamento no quiasma e outro na comissura
posterior
o Núcleo visceral do oculomotor é duplamente estimulado (estímulo direto e o que
cruzou)
o Reflexo no músculo esfíncter da pupila = miose

LESÃO 1

• Luz no olho esquerdo – olho em PPO – apenas reflexo consensual


• Lesão na via eferente → núcleo visceral do oculomotor
• Nervo óptico está ok pois percebemos o reflexo consensual
• O núcleo pré-tetal estimula o núcleo visceral do oculomotor do mesmo lado e cruza para
estimular o contralateral → justifica a manutenção do reflexo consensual
• Se o problema fosse no nervo oculomotor o olho não estaria em PPO

LESÃO 2
• Luz no olho esquerdo – indivíduo inconsciente – ausência de reflexos (ambas as pupilas
dilatadas)
• Lesão na via aferente (nervo óptico)

REFLEXO DE ACOMODAÇÃO VISUAL (MÚSCULO CILIAR)

• Não é relacionado com luz, mas com foco


• Ajusta o formato da lente, distendida ou relaxada para permitir o foco de objetos próximos e
distantes
• Objetos distantes: músculo ciliar relaxado, lente distendida e fibras zonulares tensionadas
• Objetos próximos: músculo ciliar contraído, lente relaxada (mais robusta), fibras zonulares
relaxadas
• Luz incide → via óptica normal → trato óptico → bate no corpo geniculado lateral → radiação
óptica → lábios do sulco calcarino → resposta faz sinapse no núcleo pré-tetal → cruza e
mantém estímulo do mesmo lado para estimular o núcleo visceral do oculomotor → estimula
o músculo ciliar
• Pessoas inconscientes não fazem acomodação visual

Midríase
Retina é sensível à variação de luminosidade
Fibras da retina que informam o nível de luminosidade do ambiente vão direto para o Hipotálamo,
formando o trato retino-hipotalâmico
Vai para o núcleo supraquiasmático do Hipotálamo (grupo de neurônios do Hipotálamo lateral
acima do Quiasma óptico)
Esse núcleo é o nosso relógio biológico → comanda nossas ações fisiológicas dentro de um
intervalo de 24h (ritmo circadiano) → apresenta regulação endógena – dispara as informações para
manter a homeostase e os eventos se repetirem a cada 24h
Grande tendência desse núcleo estar em consonância com o ciclo de claro e escuro
Eventos viscerais devem acontecer com o indivíduo acordado e alguns com o indivíduo dormindo
Necessidade de conexão da retina com o núcleo supraquiasmático
Escuro → núcleo supraquiasmático → núcleos posteriores do Hipotálamo → regula a parte
simpática do corpo → estimula os neurônios pré-ganglionares simpáticos localizados na coluna
lateral dos níveis toracolombares da medula espinal → gânglio cervical superior → chega na cabeça
ao redor da artéria carótida interna (plexo carótico interno) → carótida dentro do seio cavernoso
junto com alguns nervos → bifurca em duas possibilidades → nervo independente raiz simpática
do gânglio ciliar (passa reto do gânglio ciliar – parassimpático – e chega estímulo simpático para
estimular o músculo dilatador da pupila) → pupilas dilatam
Síndrome de Horner
Interrupção da via simpática
Central → Hipotálamo
Periférica → Tronco simpático
• Miose
• Ptose parcial da pálpebra superior
• Anidrose (ausência de sudorese)
• Rubor facial
Trato tetoespinal
Reflexos do pescoço e cabeça em reação a estímulos visuais
Posicionamento rápido da cabeça e dos olhos para acompanhamento de objetos
Via óptica quase normal
• Nervo → Quiasma → Trato
• Passa reto no corpo geniculado lateral
• Desce pelo braço do colículo superior
• Chega no colículo superior
• Sinapse com os corpos de neurônios localizados lá
• Sai a resposta que cruza para o lado oposto e desce para estimular os neurônios da coluna
anterior dos segmentos cervicais da medula espinal

V I A S S E N S I T I V A S E S P E C I A I S:
AUDITIVA E V E S T I B U L A R,
GUSTATIVA E OLFATÓRIA
VIA DA AUDIÇÃO
Trajeto Periférico
• Mesmo trajeto tanto para a da audição quanto a vestibular
• Nervo vestibulococlear
• São inicialmente carregados por nervos separados que em um determinado momento se
juntam para formar o nervo vestibulococlear
• Nervo penetra no ângulo pontocerebelar e se separa novamente → só ficam juntos no trajeto
periférico
• Nervo emerge do meato acústico interno
Receptor
• Órgão espiral (de Corti)
• Dentro do Ducto coclear
• Ligado ao Órgão de Corti temos o primeiro neurônio da via → neurônio bipolar –
prolongamento periférico ligado ao Órgão e o central origina o nervo coclear
Trajeto Central
• Nervo vestibulococlear penetra no ângulo pontocerebelar e se separa
• Coclear → dois núcleos cocleares (anterior e posterior) da Ponte
• Acontece uma sinapse
• Pode seguir por um trajeto Ipsilateral ou Contralateral (a maior parte):
o Ipsilateral: neurônios sobem por dentro do Tronco Encefálico, dando origem ao
Lemnisco Lateral
o Contralateral: grande parte das fibras cruzam transversalmente na ponte (tegmento)
para depois se fletirem e darem origem ao Lemnisco Lateral do outro lado → arranjo
de fibras que cruzam transversalmente o tegmento da ponte = corpo trapezoide (se
fletem para formar o Lemnisco lateral)
• Grupos de neurônios espalhados ao longo do corpo trapezoide → Núcleos do corpo
trapezoide (alguns neurônios podem fazer sinapse nele e continuar o trajeto principal da via)
• Núcleo olivar superior → também pode ocorrer uma sinapse intermediária
• Núcleo do lemnisco lateral → ao longo do Lemnisco
• Tudo sobe para dar origem ao Lemnisco lateral
• Estímulos do Lemnisco Lateral → vão para o Colículo inferior fazer sinapse → Braço do
Colículo Inferior → Corpo geniculado medial (Tálamo) → Cápsula interna → Córtex cerebral
Conexões Colaterais
• Série de funções → reflexos, mediação da entrada da sensibilidade no SN
• Reflexo de proteção contra sons altos
o Núcleo motor do trigêmeo → N para o músculo tensor do Tímpano
o Núcleo do nervo facial → N estapédio
o Envolve os núcleos relés
o Reflexo da contração dos músculos que protegem a orelha de sons altos
o Audição captada pelo nervo vestibulococlear → segue a via normal → núcleos relés
→ muitas fibras colaterais saem da via principal e fazem sinapses com núcleos
motores localizados na própria ponte (núcleo do facial e núcleo motor do trigêmeo) →
sinapse nesses núcleos → eferência!

Fibras Centrífugas
• Habituação: inibição dos impulsos sensitivos pouco relevantes
• O SN é capaz de modular a sensibilidade que chega até ele → não é uma esponja que
absorve tudo
• Temos várias vias eferentes que partem dessas áreas de projeção primária do córtex e do
tronco encefálico (formação reticular) → fazem um trajeto inverso ao nervo coclear
• Essas fibras eferentes vão inibir os estímulos que estão sendo captados pelo Órgão de Corti
• Essa modulação é muito útil para a habituação
LOCAL
SINTOMA POSSÍVEL CAUSA
ACOMETIDO
Se é unilateral, o problema tem que ser no trajeto
periférico ou no receptor (antes de cruzar)
SURDEZ DE CONDUÇÃO
Déficit auditivo ou Orelha externa ou - Entupimento do meato acústico externo
surdez unilateral Orelha média
- Otite média
- Esclerose dos ossículos
- Inflamação
Orelha interna ou
Problemas nos receptores (Órgão de Corti), antes
Surdez unilateral Nervo
de cruzar
vestibulococlear
Problema também poderia ser no nervo
vestibulococlear (trajeto periférico)
SURDEZ NEUROSSENSORIAL
- Não é um problema de condução
Déficit auditivo
A maior parte das fibras da via são contralaterais, o
nas duas orelhas, Em qualquer parte do
que justifica o déficit mais evidente no lado oposto
mais evidente no trajeto central ou do
da lesão (acontece nas duas porque uma pequena
lado oposto da córtex - unilateral
parte é ipsilateral)
lesão

VIA VESTIBULAR
Receptor
• Canais semicirculares anterior, posterior e lateral → formam ângulos de 90º entre si
• Ductos semicirculares dentro dos canais → ampolas → crista ampular
• Utrículo → mácula do utrículo
• Sáculo → mácula do sáculo
• Gânglio vestibular ➔ nervo vestibular ➔ nervo vestibulococlear
Trajeto Periférico
• Mesmo trajeto tanto para a da audição quanto a vestibular
• Nervo vestibulococlear
• São inicialmente carregados por nervos separados que em um determinado momento se
juntam para formar o nervo vestibulococlear
• Nervo penetra no ângulo pontocerebelar e se separa novamente → só ficam juntos no trajeto
periférico
• Nervo emerge do meato acústico interno
Trajeto Central
• Núcleos vestibulares (4) no Tronco Encefálico
• Eferências dos núcleos vestibulares: não há uma via única a partir desses núcleos, mas
sim várias vias
o (1) Pedúnculo cerebelar inferior → Vestibulocerebelo (córtex do Lobo Flóculo-nodular)
→ Fascículo Vestibulococlear → modula resposta inconsciente e desenvolve para
os núcleos vestibulares
o (2) Medula espinal (coluna anterior) → Trato Vestibulospinal → Neurônios motores
da medula/ músculos extensores do Tronco/ Postura e equilíbrio
o (3) Núcleos dos músculos extrínsecos do Bulbo do olho (oculomotor, troclear e
abducente) → Fascículo longitudinal medial → Músculos extrínsecos do bulbo do
olho → Movimento conjugado da cabeça e dos olhos
Via Vestibular Consciente: Projeção Cortical
• Via não bem definida, mas passa pelo Tálamo (fibras vestibulotalâmicas)
• Área cortical primária não bem definida: orientação consciente do indivíduo no espaço
• Área localizada imediatamente posterior à área da face (homúnculo sensitivo)
• Posicionamento seu no espaço
GUSTAÇÃO
Receptor
Papilas localizadas na língua → circunvaladas, fungiformes, folhadas (filiformes não são
receptoras de gustação!)

Canalículos localizados na parte posterior da Epiglote

Trajeto Periférico
2/3 Anteriores da língua → nervo corda do tímpano (facial) (neurônio pseudounipolar) → gânglio
geniculado → sulco bulbopontino (onde o facial penetra no tronco encefálico)
1/3 Posterior → ramos linguais do Glossofaríngeo (neurônio pseudounipolar)

Dorso da Epiglote → ramo interno do nervo laríngeo superior (Vago)

Prolongamentos centrais do Neurônio I penetram no Tronco Encefálico (no sulco lateral posterior
do Bulbo ou no sulco bulbopontino)
Todas as 3 aferências, que vem por 3 ramos diferentes, possuem 3 trajetos diferentes
Trajeto Central
Penetram no Tronco Encefálico → Núcleo do trato solitário (núcleo compartilhado de aferência
visceral geral e especial)
Núcleo localizado no Bulbo
Sinapse!
Axônios (maior parte) cruzam o plano mediano (contralateral) → há uma certa representação
ipsilateral também (bem pequena)
Ascendem em direção ao Tálamo ➔ Sobe junto com o LEMNISCO MEDIAL (Traz informações do
núcleo do fascículo grácil e cuneiforme) até o Núcleo VPM do Tálamo!!
Faz sinapse no Tálamo
Se projeta até o Córtex da gustação através do ramo posterior da Cápsula interna (Opérculo
Parietal e Córtex posterior da Ínsula)
Conexões Colaterais
Núcleo do trato solitário → emite fibras colaterais para os núcleos salivatórios
• Sentir o gosto de alguma coisa nas papilas → gustação depende da saliva para ser carreada
→ estimula os núcleos salivatórios para aumentar a produção de saliva
Núcleo dorsal do vago → fibras colaterais
• Sensação de gustação → preparação para deglutição → estimula secreção do suco gástrico

OLFATO
Receptor
Localizados na cavidade nasal (terço superior), tanto na parede lateral quanto no septo nasal
Epitélio olfatório (não é o epitélio respiratório!) → neurônios olfatórios = neurônio I
Cílios olfatórios dos neurônios olfatórios
Trajeto Periférico
Neurônios olfatórios (N1) → neurônios bipolares → prolongamento periférico = cílios olfatórios (o
próprio neurônio funciona como um receptor!!) | prolongamento central = agrupados formam os
nervos olfatórios
Nervos olfatórios estão no teto da cavidade nasal (lâmina cribiforme) → perfurações permitem a
passagem das fibras (prolongamentos centrais dos neurônios olfatórios)
Fazem sinapse com Neurônios que se encontram em uma dilatação chamada bulbo olfatório

Trajeto Central
A continuação do bulbo olfatório é o trato olfatório
O bulbo está separado da lâmina cribiforme apenas pela crista etmoidal
Trato olfatório → vai em direção ao Cérebro → próximo da Substância perfurada anterior se bifurca
em estrias olfatórias
Estria olfatória lateral ➔ por onde segue a via do olfato ➔ dessa estria as fibras se projetam para
o Córtex olfatório (úncus e área entorrinal)
Úncus, Giro para-hipocampal, Corpo amigdaloide → Sistema Límbico
Área de projeção do olfato coincide com áreas do Lobo Límbico → olfato é a sensibilidade que mais
se relaciona com emoções e memória
Estria olfatória medial ➔ pode encaminhar fibras para a área septal (também faz parte do sistema
límbico)
A VIA OLFATÓRIA NÃO PASSA PELO TÁLAMO
Conexões Colaterais
Corpo Amigdaloide
Hipotálamo → repercussões viscerais decorrentes do Olfato
Hipocampo
SINTOMA LOCAL ACOMETIDO
Fibras do nervo olfatório (que passam na
Perda bilateral do Olfato após fratura de base lâmina cribiforme)
de crânio
Tratos olfatórios
Córtex olfatório (úncus)
Alucinação olfatória
Crises uncinadas

VIAS EFERENTES SOMÁTICAS


Todas as vias motoras recebem aferências do Cerebelo! → papel preponderante na movimentação
voluntária

➔ Centros Supra segmentares ➔


➔ Vias eferentes somáticas ➔ músculo esquelético | Vias eferentes viscerais ➔ músculo liso e
glândulas

➔ Hipotálamo | Sistema Límbico | Área Pré-frontal ➔


➔ Neurônio pré-ganglionar ➔
➔ Neurônio pós-ganglionar ➔
➔ Vísceras
➔ As emoções influenciam no funcionamento visceral
➔ Área-pré-frontal → influencia em todas as áreas primárias → influencia o funcionamento visceral
(Raciocínio, julgamento, empatia, controle da reverberação dos sentimentos, julgamento)

Sistema piramidal x Sistema extrapiramidal


Sintomas piramidais → pirâmide bulbar → vias que passam na pirâmide bulbar → trato corticospinal
(motricidade voluntária) ➔ SINTOMAS MOTORES

Sintomas extrapiramidal → SINTOMAS NÃO RELACIONADOS COM MOTRICIDADE

Existem outras vias relacionadas com a motricidade, além do trato corticospinal (que não passam
nas pirâmides bulbares)

VIAS PIRAMIDAIS
Trato corticoespinal
• Córtex – Medula Espinal
• Via motora – origem na Área 4 de Brodmann
• Algumas fibras tem origem na Área 6 (Pré-motora)
• Terminam no Funículo anterior da Medula Espinal (onde estão os neurônios motores)
• Sai da Área 4 → Coroa radiada → Cápsula interna → Pedúnculo cerebral (Mesencéfalo) → Ponte
→ Bulbo (quando passa pelo Bulbo a maioria dessas fibras vão cruzar na decussação das
pirâmides – forma a pirâmide bulbar) → Formam o Trato corticoespinal lateral (funículo lateral
da medula) → algumas fibras descem (sem fazer a decussação das pirâmides) e vão para o
funículo anterior da medula espinal (trato cortcoespinal anterior) (também é uma via cruzada
porque ela cruza depois na comissura branca)
• Controle dos músculos axiais e apendiculares
• Capacidade de realizar movimentos independentes dos dedos!

As lesões do trato corticoespinal não causam hemiplegia!!

➔ Hemiplegia = ausência de tônus muscular


➔ Porque outros tratos compensam (principalmente os tratos rubroespinal e reticuloespinal)

Lesão do trato corticoespinal

➔ Paresia (fraqueza muscular → tem diminuição do tônus mas não tem ausência do tônus)
➔ Redução na velocidade do movimento
➔ Incapacidade de realizar movimentos independentes de grupos musculares isolados
➔ Sinal de Babinski → extensão do hálux mediante estimulação da planta do pé

Trato Corticonuclear
• Desce junto do trato corticoespinal até o Bulbo
• Também cruza nas pirâmides bulbares
• Não estimula neurônios motores da medula, mas sim núcleos de nervos cranianos motores
• Impulsos no TRONCO ENCEFÁLICO e não na medula!
• Determina o controle voluntários dos neurônios motores nos núcleos dos nervos cranianos
• Área 4 (representação cortical da cabeça) → Cápsula interna → Tronco Encefálico (fibras
associadas com as fibras do trato corticoespinal) – neurônios motores dos nervos III, IV, V, VI,
VII, IX e XII
• Normalmente quando há lesão do trato corticoespinal há também lesão do trato corticonuclear,
pois esses tratos descem juntos
• Fibras também cruzam na decussação das pirâmides

NÚCLEO DO FACIAL

Paralisias faciais centrais → quadrante inferior da face de um lado não contrai → significa um
acometimento do lado oposto (é contralateral)

Por que paralisou apenas a metade inferior? Porque os mm da metade superior da face, laringe,
faringe que não podem se contrair sozinhos, tem representação no córtex de ambos os lados
(direito e esquerdo) e temos uma grande qnt de fibras que são homolaterais e cruzadas → os
músculos da metade inferior da face (contraem sozinhos) a maioria das fibras são cruzadas, não
são fibras homolaterais

PARALISIA FACIAL CENTRAL

Na parte superior da face é contra e homolateral → para ter paralisia precisaria de uma lesão nos
dois hemisférios!!

Na parte inferior é apenas contralateral → se lesar um hemisfério já perde a movimentação do


lado oposto da face!!

PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA

Perde a movimentação de toda a hemiface!!

VIAS EXTRAPIRAMIDAIS
Trato Rubroespinal
• Núcleo Rubro (Mesencéfalo) → Função motora
• Controla a motricidade voluntária dos músculos distais dos membros
• Bem desenvolvida nos animais, principalmente em macacos
• Essa via seria a via corticorubroespinal ➔ estímulos do córtex cerebral e cerebelo estimulam
o núcleo rubro que forma o trato rubroespinal e se localiza em motoneurônios situados
lateralmente na coluna anterior da medula espinal
• Esse trato não é muito desenvolvido nos seres humanos
• Agrupa-se com o trato corticoespinal lateral
• Se tivermos uma lesão no trato corticoespinal, o rubroespinal pode assumir
compensatoriamente a ação do trato
• Maior representação desse trato é para a mão

Trato Tetoespinal
• Reflexo de movimentação da cabeça em consequência de estímulos visuais
• Luz ou objeto → desvio para proteção do estímulo
• Estímulos que vem do córtex visual e da retina → Colículo superior → Trato tetoespinal →
estimula neurônios situados medialmente na coluna anterior, em segmentos mais superiores
da região cervical apenas (musculatura de pescoço e de cabeça)

Trato Vestibuloespinal
• Ativo mediante as mudanças da cabeça no espaço, ajustes posturais que fazemos para “ajeitar”
a postura
• Trato que age na musculatura extensora, principalmente em membro inferior e lombar, para
retornar à postura
• Garante o controle da musculatura proximal e axial dos membros
• Estímulos da Orelha interna → Cerebelo → Núcleos vestibulares no Bulbo → Forma o trato
vestibuloespinal → Motoneurônios situados medialmente na coluna anterior da medula → Ajusta
a medula
• Equilíbrio
• Orelha interna inflamada → Labirintite → Incapaz de fazer os ajustes posturais → Aferâncias do
nervo vestibulococlear não chegarão aos núcleos vestibulares e não chegarão ao cerebelo →
Tontura

Trato Reticuloespinal
• Vem da via corticoreticuloespinal
• Formação reticular
• Responsável pelo movimento automático da marcha
• Parkinson → dificuldade de iniciar movimentos automáticos → após iniciada ele consegue
manter devido ao automatismo da marcha
• Formação reticular → estimulação para os músculos do membro inferior → centro para o
automatismo da marcha
• Movimentos voluntários e automáticos
• Aferências do Cerebelo e Córtex Pré-motor
• Controle da musculatura proximal e axial dos membros

Lesão das vias motoras somáticas


1) SÍNDROME DO NEURÔNIO MOTOR SUPERIOR

Lesão das vias eferentes que chegam na Medula

Neuronio motor inferior → que chega no músculo → funcionamento interrompido = perda do tônus

Neurônio motor inferior dispara sem a modulação das vias ➔ aumento do tônus muscular

Padrão flexor = comum

2) SÍNDROME DO NEURÔNIO MOTOR INFERIOR


Poliomelite → vírus atinge a região anterior da medula → destrói os motoneurônios → músculo
hipotrofia!

Vias que vão para a medula


CEREBELO E ORELHA INTERNA → NÚCLEOS VESTIBULARES → MOTONEURÔNIO →
MÚSCULO = VIA VESTIBULOESPINAL

CEREBELO E CÓRTEX → NÚCLEO RUBRO → MEDULA ESPINAL = VIA


CORTICORUBROESPINAL

CORTEX → TETO MESENCÉFALO → MEDULA ESPINAL = VIA TETOESPINAL

CÓRTEX CEREBRAL → MEDULA ESPINAL = VIA CORTICOESPINAL

CORTEX CEREBRAL → FORMAÇAO RETICULAR → MEDULA ESPINAL = VIA


RETICULOESPINAL