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Projecto de Educação

Sexual
Educação Para a Saúde

2010/2011
ÍNDICE

1. Justificação do projecto

2. Conceito de Sexualidade

3. Educação Sexual em Contexto Escolar

4. Relação Escola – Família

5. Desenvolvimento do Projecto

5.1. Conteúdos e Objectivos

5.2. Metodologias / Estratégias


5.3. Planificação

5.4. Calendarização

5.5. Avaliação

6. Bibliografia e contactos recomendados

7. Anexos

PES e Educação Sexual 2010/2011

1. Justificação do Projecto

O conceito actual de saúde preconiza a integração de intervenções preventivas


globais, através da promoção de competências pessoais e sociais para a saúde.
O Despacho nº 25 995/2005 e o edital da DGIDC de 2 de Fevereiro de 2006,
enquadram o desenvolvimento de um processo de implementação de programas
e projectos sobre “Educação para a Saúde” nas escolas, nos quais se inclui uma
componente de Educação Sexual. O Despacho nº 15 987/2006 de 27 de
Setembro, assim como o s relatórios produzidos pelo Grupo de Trabalho para a
Educação Sexual, vêm reforçar que a Educação Sexual faz parte da componente
da Educação para a Saúde. O Relatório Final do GTES veio estabelecer que a
educação sexual constitua uma das quatro componentes prioritárias do Projecto
de Educação para a Saúde (PES), que integra para além da área da “Sexualidade
e Infecções Sexualmente Transmissíveis”, as questões da “Alimentação e
Actividade Física”, dos “Consumos de Substâncias Psico-activas” e da “Violência
em Meio Escolar”. (GTES, Relatório Final, 2007:28-29).
Sendo assim a Educação Sexual deve ser considerada obrigatória em todos os
estabelecimentos de ensino e integrar o Projecto Educativo de Escola, tendo
em conta a especificidade da comunidade escolar (GTES, Relatório Final,
2007: 4). É essencial que as escolas ajudem os seus alunos a desenvolverem um
conjunto de competências que lhes permitam encontrar uma conduta sexual que
contribua para a sua realização pessoal, ao longo da vida.
Recentemente, a Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto, que ” Estabelece o regime de
aplicação da Educação Sexual em meio escolar”, veio tornar obrigatória a
abordagem da EducaçãoSexual emcontexto de sala de aula, pela necessidade
de uma abordagem do tema de uma forma explícita, intencional e
pedagogicamente estruturada.
Sendo assim, é prioritário trabalhar para que a Educação Sexual seja
implementada de forma gradual e equilibrada no nosso Agrupamento, no
respeito pelas orientações legais e tendo em conta as questões e os anseios
dos alunos e as preocupações dos pais e encarregados de educação.
Cabe-nos, ainda, clarificar que a Educação Sexual que preconizamos, parte da
perspectiva de desenvolvimento da pessoa, na sua globalidade, no sentido em
que a sexualidade é considerada uma força estruturante no processo da evolução
individual. 3

2. Conceito de Sexualidade
“(…) A sexualidade, quando inserida nas
circunstâncias de vida de uma
pessoa, participa do seu processo de desenvolvimento e, é um instrumento
que propicia experiências indispensáveis ao crescimento pessoal, à autonomia
e ao
desenvolvimento da individualidade.
Percebemos que há um vínculo estabelecidoentre a sexualidadee a
cidadania, acreditando que, pela vivência saudável da sexualidade, cada um
aprende a relacionar-se melhor consigo mesmo e com o outro, percorrendo um
caminho mais seguro na construção da sua identidade e, em consequência da
sua cidadania” (Moraes, 2006: 20).

Muitos dos receios em torno da Educação Sexual, devem-se à ideia redutora do


conceito de Sexualidade. Pois, a Sexualidade para a maior parte das pessoas,
resume-se ao sexo e ao sistema reprodutor. É verdade que a reprodução é
uma componente indispensável nos programas de Educação Sexual, mas a
sexualidade é muito mais abrangente.
Estamos, hoje, mais conscientes de que a sexualidade não se esgota no acto
sexual uma vez que ela é prazer e descoberta, é palavra e gesto, é
amizade e afecto, satisfação e sofrimento, enfim, é expressão da nossa
existência. A sexualidade expressa-se não só no que sabemos, mas sobretudo
nos nossos sentimentos, atitudes e comportamentos.
A sexualidade aparece mais como uma experiência pessoal,
fundamental na construção do sujeito, ela é, segundo a Organização Mundial
de Saúde:

“(...) umaenergia que nos motiva para encontrar amor, contacto,

ternura e
intimidade; ela integra-se no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e
somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo
sexual. A sexualidade
influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e por isso,
influencia também a nossa saúde física e mental” (Pereira, 2006: 15).

Em suma, a Sexualidade engloba:

Identidade de género (masculino/feminino);


Os afectos e a auto-estima, isto é, os nossos sentimentos em relação a nós
próprios e em relação aos outros, em relação a todas as mudanças do nosso
corpo, etc.
Todas as alterações físicas e psicológicas ao longo da nossa vida;

Conhecimento da anatomia - fisiologia do sexo feminino e masculino;


Higiene na puberdade;
A gravidez, o parto, a maternidade e a paternidade;
Os métodos contraceptivos;
As doenças sexualmente transmissíveis.

Então, a sexualidade precisa de ser entendida numa abordagem mais


ampla, como atributo de todo o ser humano e que, por esta razão é parte
integrante das relações que este estabelece consigo mesmo e com os outros.

3. A Educação Sexual em Contexto Escolar


“(…) poderíamos apontar como grande objectivo da Educação Sexual
escolar o
de contribuir (ainda que parcialmente) para uma vivência mais informada,
mais
gratificante e mais autónoma, logo, mais responsável da sexualidade” (Frade et
al, 2001: 19).

A abordagem de temas sexuais na escola pode contribuir para o desenvolvimento


de determinadas competências sociais pois a frequência de programas de
educação sexual aumenta os comportamentos preventivos, nomeadamente o uso
de contraceptivos nos jovens envolvidos emrelações sexuais.
Outras competências que podem ser exercitadas são, também, os mecanismos
da tomada de decisão, a utilização dos recursos disponíveis e as capacidades de
comunicar. A Educação Sexual na escola é um dos factores que contribui para o
conhecimento e valorização dos direitos sexuais e reprodutivos: que dizem
respeito à tomada de decisões sobre a fertilidade, saúde reprodutiva e
maternidade/paternidade responsáveis.
O trabalho de Educação Sexual também contribui para a prevenção de
problemas graves, como o abuso sexual e a gravidez indesejada.
Relativamente à gravidez indesejada, o debate sobre a contracepção, o
conhecimento sobre os métodos anticoncepcionais e a reflexão sobre a própria
sexualidade ampliam a percepção sobre os cuidados necessários quando se
quer evitá-la. A sexualidade em contexto escolar contribui, ainda, para a
prevenção do abuso sexual de crianças e jovens, pois ao favorecer a
apropriação do corpo e o desenvolvimento da auto-estima, promove a consciência

de que o corpo só ao mesmo pertence, e deve unicamente ser tocado por outro
com o seu consentimento ou por razões de saúde e higiene.
Mas, é sobretudo no domínio dos conhecimentos que a escola poderá ter um
papel importante, quando comparada aos outros agentes de socialização que
referimos.
Ao contrário do que acontece habitualmente com os media, a escola tende a
promover uma aprendizagem de formaarticulada e com um sentido lógico.
Por outro lado, a escola, por ser um espaço de ensino formal e de saberes
interdisciplinares, é capaz de transmitir conhecimentos técnicos e científicos que,
muitas vezes,as famílias não podem promover devido à sua natureza informal e
pela deficiente preparação e dificuldades de comunicação de muitos progenitores.
Em síntese, a Educação Sexual é um processo pelo qual se obtém informação,
se formam atitudes e crenças acerca da sexualidade e do comportamento
sexual.
Tem como objectivos:
Desenvolver de competências nos jovens que permitam escolhas
informadas e seguras no campo da sexualidade;
Melhorar os relacionamentos afectivos – sexuais;
Reduzir possíveis consequências negativas dos comportamentos
sexuais, tais como a gravidez não planeada e as infecções sexualmente
transmissíveis (IST);
Desenvolver a capacidade de protecção face a todas as formas de
exploração e de abuso sexuais (GTES, Relatório Preliminar, 2005).

Os valores básicos e princípios éticos que norteiam a educação sexual são os


seguintes:
O reconhecimento de que a sexualidade, como fonte de prazer e de
comunicação, é uma componente positiva e de realização do
desenvolvimento pessoal e nas relações interpessoais;
Valorização das diferentes expressões da sexualidade, nas várias fases
de desenvolvimento, ao longo da vida;
Respeito pela pessoa do outro, quaisquer que sejam as suas características
físicas e a sua orientação sexual;
6

Promoção da igualdade de direitos e de oportunidades entre os sexos;


Respeito pelo direito à diferença;
Reconhecimento da importância da comunicação e do envolvimento
afectivo e amoroso na vivência da sexualidade;
Reconhecimento do direito a uma maternidade/paternidade livres e responsáveis;
Reconhecimento que a autonomia, a liberdade de escolha e uma informação
adequada são aspectos essenciais para a estruturação de atitudes responsáveis
no relacionamento sexual;
Recusa de formas de expressão da sexualidade que envolvam manifestações de
violência e promovam relações dedominação e de exploração

4. Relação Escola – Família


O trabalho de Educação Sexual compreende a acção da escola como
complemento à educação dada pela família. Sendo assim, cabe à escola
informar os familiares dos alunos sobre os objectivos e conteúdos da Educação
Sexual, incluída na proposta curricular, e explicitar os princípios norteadores do
trabalho (artigo 11º da Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto; GTES, Relatório Final,
2007)
A implementação, com êxito, da Educação Sexual na escola, depende, em
grande parte, do apoio dos pais/ Encarregados de Educação.
Não compete à escola, em nenhuma situação, julgar como certa ou errada
a educação que cada família oferece. O papel da escola é abrir espaço para
que a pluralidade de concepções, valores e crenças sobre sexualidade, se
possam expressar.

5. Desenvolvimento do Projecto
Os conteúdos da educação sexual são desenvolvidos no quadro das áreas
curriculares não disciplinares e devem respeitar a transversalidade inerente às
várias disciplinas, integrando-se igualmente nas áreas curriculares disciplinares
(Nº 3 do Artigo 2º da Portaria nº 196-A/2010).
Os conteúdos da educação sexual são ministrados nas áreas curriculares não
disciplinares, designadamente em formação cívica e completados pelas áreas
curriculares disciplinares (Nº 2 do Artigo 3º da Portaria nº 196-A/2010).

A gestão curricular da educação sexual enquadrada na área da formação cívica


deve ser estabelecida pelo professor coordenador da educação para a saúde, em
articulação com os directores de turma (Nº 3 do Artigo 3º da Portaria nº 196-
A/2010).
A planificação do Projecto de Educação Sexual da Turma, deve integrar o Projecto
Curricular de Turma e, como tal, deve ser planeado, em Conselho de Turma e
discutido com os alunos.
Apesar da responsabilidade do desenvolvimento do Projecto ser do Director de
Turma, enquanto professor de Formação Cívica, área curricular não disciplinar
(Artigo 3.º da Lei n.º60 de 6 de Agosto de 2009), sugerimos que haja uma
interdisciplinaridade, porque nos parece importante, principalmente nesta fase de
“arranque”, que se aplique o conceito de transversalidade que o tema
apresenta (ponto 1 do Artigo 7.º da Lei n.º 60 de 6 de Agosto de 2009).
Nomeadamente, nos temas que se relacionam com questões de fisiologia e
morfologia humana, para minimizar os conflitos de conceitos, pela
especificidade que os conteúdos apresentam, é aconselhável que, nesta fase,
os mesmos sejam dados pelos professores de Ciências da Natureza e/ou
Naturais do conselho de turma ou outro profissional convidado que tenha
habilitações próprias para tal ou ainda que seja dada formação específica e
recursos aos directores de turma.
É importante que prevaleçam as situações de abordagem dos conteúdos em
contexto de sala de aula.
Os conteúdos a serem abordados por cada turma devem ser previamente
seleccionados, respeitando as orientações do Ministério da Educação, para
cada ciclo e o ano de escolaridade em que se encontram relativamente ao
inicio do projecto. Ou seja, os 5.º e 7.º anos, devem seleccionar os conteúdos
numa perspectiva de ciclo (dividir o número de conteúdos por dois e por três,
respectivamente). Os 8.º anos dividir por metade os conteúdos e os 6.º e
9.ºanos, tentarem abordar o máximo de conteúdos previsto para os respectivos
ciclos.
A Equipa do PES elaborou os objectivos para cada conteúdo mínimo a
abordar em cada um dos ciclos (ver ponto 5.1), no sentido de facilitar a
interpretação dos mesmos.

Serão fornecidos pela Equipa alguns materiais pedagógicos para apoio às aulas,
contudo cada professor pode e deve dentro da sua planificação procurar reunir
outro tipo de informação/material.

A equipado PES estará sempre disponível para, dentro das suas competências
e disponibilidade, colaborar com todos os intervenientes no desenvolvimento
deste projecto de Educação Sexual.

5.1 Conteúdos e Objectivos


A abordagem da Educação Sexual tem como finalidades gerais:
- Compreender o conceito de sexualidade humana em todas as suas
dimensões; - Desmistificar as falsas crenças relativas a aspectos da
sexualidade; - Desenvolver capacidades sociais que promovam os vínculos
afectivos e o relacionamento interpessoal; - Ser capaz de expressar
sentimentos e opiniões e de comunicar acerca do tema da sexualidade.

1º CICLO (1º ao 4º ano)


Conteúdos Mínimos Objectivos Gerais

1º ano – Noção de corpo. - Conhecer as diferentes partes do


corpo sem excepção, realçando os
O corpo em harmonia com a natureza
aspectos positivos de cada pessoa e
e o seu ambiente social e cultural.
promover a auto-estima

2º ano – Noção de família.


- Promover em ambos os sexos a
igualdade de direitos,
responsabilidades e oportunidades
3º ano – Diferenças entre rapazes e para se desenvolverem enquanto
raparigas. pessoas.

4º ano – Protecção do corpo e noção - Entender que o nosso corpo nos


dos limites, dizendo não às transmite sensações e sentimentos.
aproximações abusivas.

Os temas poderão ser abordados em Formação Cívica (1º P – ½ hora, 2º P – ½ hora e 3º


P – ½ hora) e Área de Projecto (1º P – ½ hora, 2º P – ½ hora e 3º P – ½ hora).
Alguns temas serão abordados em aulas de Estudo do Meio (3 horas distribuídas
equitativamente pelos 1º, 2º e 3º períodos) ou por técnicos especializados.

2.º CICLO (5º e 6º ano)

Conteúdos Mínimos Objectivos


(De acordo com o documento da Direcção-Geral de
Inovação e de Desenvolvimento Curricular,
“Propostas de Conteúdos Mínimos” de 15 de
Setembro 2009 e Portaria 196-A de 2010)

Puberdade: aspectos biológicos e Identificar as mudanças anatómicas e


emocionais. (6º ano) emocionais que ocorrem nos rapazes

e nas raparigas na puberdade;

Reconhecer a importância de cuidar

do corpo e da higiene corporal.

O corpo em transformação. (5º ano) Conhecer a diversidade dos comportamentos


sexuais ao longo da vida e as diferenças
individuais;

Conhecer o corpo sexuado e os seus órgãos


internos e externos.

Caracteres sexuais secundários. (6º Conhecer as transformações físicas e


ano)
fisiológicas que ocorrem na puberdade.

Normalidade, importância e frequência Compreender os conceitos de identidade

das suas variantes biopsicológicas .(6º sexual, identidade de género, orientação


ano) sexual e comportamento sexual.

Diversidade e respeito. (5º ano) Saber respeitar o outro independentemente


das suas características físicas ou orientação
sexual.

Sexualidade e género. (5º ano) Ser capaz de reflectir criticamente sobre os


papéis de género e os estereótipos atribuídos
socialmente a homens mulheres.

Reprodução humana e crescimento, Conhecer os mecanismos da reprodução


contracepção e planeamento familiar. humana, a fecundação, a gestação e o
(6º ano) nascimento;

Conhecer os diferentes métodos


contraceptivos, as vantagens e
inconvenientes de cada um.

Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório. Reconhecer que o sistema reprodutor


(6º ano) feminino apresenta alterações cíclicas
regulares;

Conhecer as etapas dos ciclos ovárico e


uterino.

Prevenção de maus-tratos e das Tipos de abuso sexual e estratégias dos


aproximações abusivas. (5º e 6º anos) agressores;

Reconhecer situações de abuso sexual,


identificar soluções e procurar ajuda.
Dimensão ética da sexualidade humana. (5º e Aceitação do direito de cada pessoa decidir
6º anos) sobre o seu próprio corpo.

Os temas poderão ser abordados em Formação Cívica (2º P – 3 tempos / 3º P – 3


tempos) e Área de Projecto ( 3º P – 3 tempos).
Alguns temas poderão ser abordados em aulas de ciências ou por técnicos
especializados. 10
3.º CICLO (7.º, 8.º e 9.º ano)

Conteúdos Mínimos – 7º ano Objectivos

Dimensão ética da sexualidade humana.

Compreensão da sexualidade como Compreender o quadro ético de referência nos


relacionamentos afectivo/sexuais: respeito, a
uma das componentes mais sensíveis atenção e o sentido do outro, a responsabilidade
nos comportamentos, a condenação de todas as
da pessoa, no contexto de um projecto formas de violência sexual que ponham em
causa a liberdade pessoal;
de vida que integre valores (ex: afectos,
Incentivar a reflexão crítica, por parte
ternura, crescimento e maturidade
dos jovens, acerca dos seus comportamentos na
emocional, capacidade de lidar com área da sexualidade;

frustrações, compromissos, abstinência Compreender a importância dos sentimentos na


nossa sexualidade.
voluntária) e uma dimensão ética.

Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório. Conhecimento do significado dos termos: ciclo


ovárico e ciclo uterino.

Explicar cada uma das etapas do ciclo


menstrual.

Relacionar o ciclo ovárico e uterino com a acção


das hormonas ováricas.

Conhecimento das mudanças durante a


gravidez.
Compreensão da epidemiologia das principais Conhecer as IST mais frequentes.

IST em Portugal e no mundo (incluindo Conhecer os modos de transmissão de cada


infecção por VIH/vírus da imunodeficiência uma delas.
humana; PV2/vírus do papiloma humano e
Conhecer os serviços adequados e os recursos
suas consequências) bem como se protege o existentes para a resolução de situações
seu próprio corpo, prevenindo a violência e o relacionadas com a saúde sexual e reprodutiva.
abuso físico e sexual e comportamentos
Ser capaz de adoptar comportamentos
sexuais de risco, dizendo não a pressões informados em matérias como a contracepção e
emocionais e sexuais. Indicação das possibilidades e limites da
medicina moderna no tratamento das DST/IST.
Indicar formas de prevenção.

Conhecimento das taxas e tendências de Identificar as implicações da gravidez na


adolescência: aspectos sociais e individuais.
maternidade e da paternidade na adolescência
e compreensão do respectivo significado. Reconhecer as repercussões individuais e
sociais da interrupção voluntária da gravidez.

Conhecer o enquadramento legal da

Interrupção voluntária da gravidez.

Compreensão da noção de parentalidade no Reflexão sobre a sexualidade como uma das


dimensões mais sensíveis da personalidade
quadro de uma saúde sexual e reprodutiva
humana.
saudável e responsável.
Reconhecimento da importância da educação
sexual.

Prevenção dos maus-tratos e das Reconhecimento de que a sobrevivência e o


bem-estar humano dependem de hábitos
aproximações abusivas.
individuais e regras de segurança e prevenção.

Os temas poderão ser abordados no 7º ano de escolaridade em aulas de Formação


Cívica (12 tempos nos três períodos) e em aulas de Área de Projecto (6 tempos no 3º
período). 11
Conteúdos Mínimos – 8º ano Objectivos

Compreensão da sexualidade como uma das Compreender o quadro ético de referência nos
componentes mais sensíveis da pessoa, no relacionamentos afectivo/sexuais: respeito, a atenção e o
contexto de um projecto de vida que integre sentido do outro, a responsabilidade nos
valores (por exemplo: afectos, ternura, comportamentos, a condenação de todas as formas de
crescimento, e maturidade emocional, violência sexual que ponham em causa a liberdade
capacidade de lidar com frustrações, pessoal;
compromissos, abstinência voluntária) e uma
dimensão ética. Incentivar a reflexão crítica, por parte

dos jovens, acerca dos seus comportamentos na área da


sexualidade;

Compreender a importância dos sentimentos na nossa


sexualidade.

Compreensão da fisiologia geral da Aprofundar conhecimentos sobre os mecanismos da


reprodução humana; fecundação, gestação e nascimento;
reprodução humana.
Saber identificar os órgãos dos aparelhos reprodutor
masculino e feminino.

Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório. Conhecimento do significado dos termos: ciclo ovárico e
ciclo uterino.

Explicar cada uma das etapas do ciclo menstrual.

Relacionar o ciclo ovárico e uterino com a acção das


hormonas ováricas.

Conhecimento das mudanças durante a gravidez.

Compreensão do uso e acessibilidade dos Compreensão do processo de fecundação e as condições


métodos contraceptivos e sumariamente, dos necessárias à ocorrência de gravidez.
seus mecanismos de acção e tolerância Compreensão da importância do planeamento Familiar
(efeitos secundários). (gravidez na adolescência).

Distinguir diferentes métodos de contracepção.

Compreensão da epidemiologia das principais Conhecer as IST mais frequentes.


IST em Portugal e no mundo (incluindo
Conhecer os modos de transmissão de cada uma delas.
infecção por VIH/vírus da imunodeficiência
humana; PV2/vírus do papiloma humano e Conhecer os serviços adequados e os recursos
suas consequências) bem como se protege o existentes para a resolução de situações relacionadas
seu próprio corpo, prevenindo a violência e o com a saúde sexual e reprodutiva.
abuso físico e sexual e comportamentos
Ser capaz de adoptar comportamentos informados em
sexuais de risco, dizendo não a pressões
matérias como a contracepção e a prevenção das IST.
emocionais e sexuais.
Indicação das possibilidades e limites da medicina
moderna no tratamento das DST/IST. Indicar formas de
prevenção.
Conhecimento das taxas e tendências de Identificar as implicações da gravidez na
maternidade e da paternidade na adolescência adolescência: aspectos sociais e individuais.
e compreensão do respectivo significado.
Reconhecer as repercussões individuais e sociais da
interrupção voluntária da gravidez.

Conhecer o enquadramento legal da

Interrupção voluntária da gravidez.

Compreensão da noção de parentalidade no Reflexão sobre a sexualidade como uma das dimensões
quadro de uma saúde sexual e reprodutiva mais sensíveis da personalidade humana.
saudável e responsável. Reconhecimento da importância da educação sexual.

Compreender o que é uma

maternidade/paternidade responsável;

Tomar consciência que a maternidade e

paternidade devem resultar de uma opção

voluntária e consciente.

Prevenção dos maus-tratos e das Reconhecimento de que a sobrevivência e o bem-estar


humano dependem de hábitos individuais e regras de
aproximações abusivas.
segurança e prevenção.

Os temas poderão ser abordados no 8º e 9º anos de escolaridade em aulas de Formação


Cívica (12 tempos nos 2º e 3º períodos) e em aulas de Área de Projecto (6 tempos no 3º
período). 12
Conteúdos Mínimos – 9º ano Objectivos

Compreensão da sexualidade como uma das Compreender o quadro ético de referência nos
componentes mais sensíveis da pessoa, no relacionamentos afectivo/sexuais: respeito, a
contexto de um projecto de vida que integre
atenção e o sentido do outro, a responsabilidade
valores (por exemplo: afectos, ternura,
crescimento, e maturidade emocional, nos comportamentos, a condenação de todas as
capacidade de lidar com frustrações, formas de violência sexual que ponham em causa a
compromissos, abstinência voluntária) e uma liberdade pessoal;
dimensão ética.
Incentivar a reflexão crítica, por parte

dos jovens, acerca dos seus comportamentos na


área da sexualidade;

Compreender a importância dos sentimentos na


nossa sexualidade.

Compreensão da fisiologia geral da Aprofundar conhecimentos sobre os mecanismos da


reprodução humana; fecundação, gestação e
reprodução humana. nascimento;

Saber identificar os órgãos dos aparelhos reprodutor


masculino e feminino.

Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório. Conhecimento do significado dos termos: ciclo


ovárico e ciclo uterino.

Explicar cada uma das etapas do ciclo menstrual.

Relacionar o ciclo ovárico e uterino com a acção


das hormonas ováricas.

Conhecimento das mudanças durante a gravidez.

Compreensão do uso e acessibilidade dos Compreensão do processo de fecundação e as


métodos contraceptivos e sumariamente, dos condições necessárias à ocorrência de gravidez.
seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos Compreensão da importância do planeamento
secundários). Familiar (gravidez na adolescência).

Distinguir diferentes métodos de contracepção.

Compreensão da epidemiologia das principais Conhecer as IST mais frequentes.


IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção
Conhecer os modos de transmissão de cada uma
por VIH/vírus da imunodeficiência humana;
delas.
PV2/vírus do papiloma humano e suas
consequências) bem como se protege o seu Conhecer os serviços adequados e os recursos
próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso existentes para a resolução de situações
físico e sexual e comportamentos sexuais de relacionadas com a saúde sexual e reprodutiva.
risco, dizendo não a pressões emocionais e
Ser capaz de adoptar comportamentos informados
sexuais.
em matérias como a contracepção e a prevenção
das IST.
Indicação das possibilidades e limites da medicina
moderna no tratamento das DST/IST. Indicar formas
de prevenção.

Conhecimento das taxas e tendências de Identificar as implicações da gravidez na


maternidade e da paternidade na adolescência e adolescência: aspectos sociais e individuais.
compreensão do respectivo significado.
Reconhecer as repercussões individuais e sociais
da interrupção voluntária da gravidez.

Conhecer o enquadramento legal da

Interrupção voluntária da gravidez.

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Compreensão da noção de parentalidade no Reflexão sobre a sexualidade como uma das


quadro de uma saúde sexual e reprodutiva dimensões mais sensíveis da personalidade
humana.
saudável e responsável.
Reconhecimento da importância da educação
sexual.

Compreender o que é uma

maternidade/paternidade responsável;

Tomar consciência que a maternidade e

paternidade devem resultar de uma opção

voluntária e consciente.

Prevenção dos maus-tratos e das aproximações Reconhecimento de que a sobrevivência e o bem-


estar humano dependem de hábitos individuais e
abusivas.
regras de segurança e prevenção.

Os temas poderão ser abordados no 8º e 9º anos de escolaridade em aulas de Formação


Cívica (12 tempos nos 2º e 3º períodos) e em aulas de Área de Projecto (6 tempos no 3º
período).
14
Projecto Curricular de Turma – Ficha de Planificação de Actividades
.º Ano – Turma
............ ……… 1º Ciclo Ano
Lectivo 20___ / 20___

A desenvolver entre …….../……../ 20___ e ……./ ……../ 20___ ao longo de ………. Tempos Lectivos.

PRIORIDADE/FINALIDADES PARTICULARIDADES DA RECURSOS PARCERIAS


TURMA

Promoção da Educação Sexual e de estilos de


vida saudáveis (Projecto P.E.S.);

- A valorização da sexualidade e afectividade entre


as pessoas no desenvolvimento individual,
respeitando o pluralismo das concepções
existentes na sociedade portuguesa;

- A melhoria dos relacionamentos afectivo –


sexuais dos jovens;

-A promoção da igualdade entre os sexos;


O Professor Titular de Turma/Professor Responsável pela EpS e ES

____________________________________________

Projecto Curricular de Turma – Ficha de Planificação de Actividades


............ .º Ano – Turma ……… 1º Ciclo Ano Lectivo 20___ /
20___

A desenvolver entre …….../……../ 20___ e ……./ ……../ 20___ ao longo de ………. Tempos Lectivos.

TEMAS/CONTEÚDOS OBJECTIVOS ACTIVIDADES A INDICADORES CALENDARIZAÇÃ


ESPECÍFICOS REALIZAR/OPERACIONALIZ /INSTRUMENTOS DE O
AÇÃO AVALIAÇÂO
O Professor Titular de Turma/Professor Responsável pela EpS e ES

____________________________________________

Projecto Curricular de Turma – Ficha de Planificação de Actividades


.º Ano – Turma
............ ……… _____º ciclo Ano
Lectivo 20___ / 20___

A desenvolver entre …….../……../ 20___ e ……./ ……../ 20___ ao longo de ………. Tempos Lectivos.

Director (a) de Turma:


Professor Responsável pela Educação para a Saúde e Educação Sexual:

PRIORIDADE/FINALIDADES PARTICULARIDADES DA RECURSOS PARCERIAS


TURMA
Projecto Curricular de Turma – Ficha de Planificação de Actividades
............ .º Ano – Turma ……… _____º ciclo Ano Lectivo 20___ /
20___

A desenvolver entre …….../……../ 20___ e ……./ ……../ 20___ ao longo de ………. Tempos Lectivos.

Director (a) de Turma:


Professor Responsável pela Educação para a Saúde e Educação Sexual:

TEMAS/CONTEÚDOS OBJECTIVOS ACTIVIDADES A INDICADORES CALENDARIZAÇÃ


ESPECÍFICOS REALIZAR/OPERACIONALIZ /INSTRUMENTOS DE O
AÇÃO AVALIAÇÂO
Projecto Curricular de Turma – Ficha de Planificação de Actividades
TEMAS/CONTEÚDOS OBJECTIVOS ACTIVIDADES A INDICADORES CALENDARIZ
ESPECÍFICOS REALIZAR/OPERACIONALIZ /INSTRUMENTOS DE AÇÃO
AÇÃO AVALIAÇÂO

Professores do Conselho de Turma:


____________________; ____________________; ____________________; ____________________; ____________________; ____________________
____________________; ____________________; ____________________; ____________________; ____________________; ____________________

O Professor Responsável pela EpS e ES


_____________________________________________

INFORMAÇÃO/CONSULTA

Lei 60/2009 de 6 de Agosto


Carga horária: 6 horas (Artigo 5º)

Finalidades da educação sexual (Artigo 2º):

a) A valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas no desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na
sociedade portuguesa;

b) O desenvolvimento de competências nos jovens que permitam escolhas informadas e seguras no campo da sexualidade;

c) A melhoria dos relacionamentos afectivo – sexuais dos jovens;

d) A redução de consequências negativas dos comportamentos sexuais de risco, tais como a gravidez não desejada e as infecções sexualmente transmissíveis;

e) A capacidade de protecção face a todas as formas de exploração e de abuso sexuais;

f) O respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais;

g) A valorização de uma sexualidade responsável e informada;

h) A promoção da igualdade entre os sexos;

i) O reconhecimento da importância de participação no processo educativo de encarregados de educação, alunos, professores e técnicos de saúde;

j) A compreensão científica do funcionamento dos mecanismos biológicos reprodutivos;

l) A eliminação de comportamentos baseados na discriminação sexual ou na violência em função do sexo ou orientação sexual

EDUCAÇÃO SEXUAL
1ºCEB SUGESTÕES

Áreas
• O conhecimento e valorização do corpo, dando importância a todas as diferentes partes do corpo, sem excepção, realçando os aspectos positivos de
cada pessoa e a promoção da auto-estima;
• A identidade sexual, onde se inscrevem as questões relacionadas com o género e papel sexual confrontando os modelos sócio culturais do masculino e
do feminino;
• As relações interpessoais, a valorização dos afectos e expressões de sentimentos que os ligam aos outros, procurando desenvolver competências
sociais de integração e relacionamento positivo com os outros;

Temas

● As dimensões da sexualidade ● Os comportamentos ● Os afectos

Proposta de conteúdos mínimos (1.º ao 4.º Ano) – Educação para a Saúde DGIDC
No contexto nacional actual, os objectivos mínimos da área de educação sexual devem contemplar os seguintes conteúdos:
● Noção de corpo;
● O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;
● Noção de família;
● Diferenças entre rapazes e raparigas;
● Protecção do corpo e noções dos limites, dizendo não às aproximações abusivas.

Proposta de Objectivos Específicos


Área: Conhecimento e valorização do corpo

Objectivo Geral Objectivos Específicos

Conhecer as diferentes partes do corpo sem excepção, -Reconhecer as partes constituintes do corpo humano;
realçando os aspectos positivos de cada pessoa e
promover a auto estima -Compreender que existem diferenças físicas individuais;

- Conhecer as principais mudanças que se operam no corpo desde o nascimento até à idade
adulta;

- Consciencializar para a importância de hábitos de uma boa higiene e da satisfação de


necessidades;

- Adquirir progressivamente a noção do corpo como fonte de sensações, comunicação e prazer.

- Aceitar bem a sua figura corporal

Área: • A identidade sexual

Objectivo Geral Objectivos Específicos


Promover em ambos os sexos a igualdade de direitos, -Reconhecer a sua identidade sexual;
responsabilidades e oportunidades para se
desenvolverem enquanto pessoas. -Reconhecer as principais diferenças entre o corpo dos rapazes e das raparigas;

- Reconhecer que as diferentes profissões/actividades não são unicamente para homens ou


mulheres;

- Perceber que as tarefas domésticas são da responsabilidade de todos os que vivem na


mesma casa.

Área: • As relações interpessoais

Objectivo Geral Objectivos Específicos

Entender que o nosso corpo nos transmite sensações e -Reconhecer-se como membro integrante de uma família;
sentimentos.
- Ser capaz de identificar e exprimir sensações e sentimentos;

- Ter atitudes de compreensão e respeito pelas emoções de cada um;

- Reconhecer os diferentes sentimentos que se nutrem pelas pessoas nos diferentes momentos
da vida: (amizade, carinho e paixão).

- Saber identificar e evitar situações de risco;


5.2 Metodologia/ Estratégias
Um qualquer programa de Educação sexual deve estar centrado nas
necessidades da população, isto é, ter em atenção as características e vivências
da faixa etária da população a que se destinam.
Centrado em metas como são a aquisição de conhecimentos e o
desenvolvimentode atitudes e competências pessoaise sociais, é muito importante
que se escolham e usem as estratégias e metodologias mais ajustadas e
adequadas. Na verdade, o modo como a Educação Sexual é posta
em prática pode estabelecer toda a diferença. Os autores são unânimes em afirmar
que são as metodologias participativas que possibilitam o desenvolvimento de
saberes e competências tão complexas, uma vez que são essas que promovem o
aluno como principal agente da sua própria aprendizagem.
As metodologias participativas expressam-se na utilização de um conjunto muito
vasto de técnicas. Não sendo o nosso objectivo descrevê-las exaustivamente,
parece-nos, sim, importante abordar algumas das mais frequentemente utilizadas:

a) Trabalho de pesquisa
O trabalho de pesquisa ajuda o aluno a clarificar ideias, levando-o a interrogar-
se sobre os diferentes aspectos do tema em estudo.
A pesquisa de informação pode ser feita com base em inúmeras e
diversificadas fontes: livros, revistas, jornais, Internet, etc., podendo recorrer-se
também a entrevistas, trabalho de campo, arquivos e visitas de estudo. Deve ter-se
em conta dois aspectos principais:
1- Fazer um plano de trabalho e definir que informações são necessárias;
2- Reorganizar as informações e apresentação finais, sob a forma de um texto
escrito, documento informático ou uma apresentação oral.

b) Brainstorming ou «Tempestade de ideias»


Consiste em listar, sem a preocupação de discutir num primeiro momento, todas
as sugestões que o grupo ou a turma fazem sobre determinada questão ou
problema. A lista deve ser constituída por palavras ou frases simples.
Após as sugestões dos alunos deve-se aprofundar a discussão e esclarecer as
dúvidas e as ideias erradas.

15
c) Resolução de problemas
Mediante a utilização de histórias, casos reais ou dilemas morais,
incentiva-se a discussão para a resolução de problemas comuns com os quais os
alunos podem vir a ser confrontados.
Os jornais, as revistas ou as histórias populares podem ser utilizados de
formas diferentes:

- pode ser utilizada uma história sem final e, nesse caso, pedir-se-á aos grupos ou à
turma que crie um ou vários finais possíveis;
- pode ser utilizada uma história pedindo aos participantes para atribuírem diferentes
valores às várias personagens;
-pode-se pedir ao(s) grupo(s) que identifique(m) uma ou várias soluções para cada
caso.

d) Jogos de clarificação de valores


Consiste em promover o debate entre posições diferentes (podendo ou não
chegar-se a consenso), através da utilização de pequenas frases que sejam
opinativas e polémicas.
Pode-se pedir a um dos participantes para assumir a defesa da opinião
expressa na frase, a um segundo para a atacar (ainda que essas não sejam as suas
posições na realidade) e a um terceiro ainda que observe o debate, para depois o
descrever ao grande grupo.
Podem utilizar-se escalas do tipo «concordo totalmente», «concordo em parte»,
«é-me indiferente», «discordo em parte» e «discordo totalmente», fazendo mover as
pessoas na sala para cada umadas posições (que são afixadas nas paredes), ou
utilizando as opiniões individuais para o debate em pequenos grupos e, numa fase
posterior, em grande grupo.

e) Utilização de questionários
Em geral, os questionários são utilizados para recolher conhecimentos e
opiniões existentes. No entanto, também podem ser utilizados para transmitir (e não
apenas para avaliar) conhecimentos.

16
f) Role play ou dramatização
Consiste na simulação de pequenos casos ou histórias em que intervêm o
número de personagens desejadas. Funciona bem quando são os próprios alunos,
em grupo, a elaborarem o texto dramático. As dramatizações não devem ser longas
(cerca de 10 minutos) e devem ser complementadas com debate em pequeno ou em
grande grupo. É uma forma particularmente dinâmica de analisar uma situação ou
provocar um debate.
O role Play pode ser eficazmente aproveitado no treino de determinadas
competências, tais como saber escutar o outro, desenvolver o relacionamento
interpessoal ou saber expressar sentimentos.

g) Visita externa
Pode aproveitar-se de forma bastante mais eficaz a visita de alguém
especialista num determinado assunto se houver uma apresentação anterior à visita
e uma preparação das perguntas e questões que a turma desejaria colocar.
A visita pode, também, ser complementada com um trabalho em grupo, em
que são pedidas opiniões, sínteses ou dúvidas que tenham ficado após a visita.

h) Produção de cartazes
É·uma·forma·de·organizar·a·informação·recolhida· (textos,fotografia, gráficos,
esquemas, etc.). Pode ser apresentada ao grande grupo, ou pode ser uma forma de
fomentar a discussão à volta de um tema.
Nesse caso pede-se com antecedência aos participantes que tragam
revistas, jornais, textos retirados da internet ou de livros, relacionados com um dado
tema que se vai debater.

i) Fichas de trabalho

Facilitam o desenvolvimento dos trabalhos, e devem ser construídas de


acordo com os objectivos a alcançar:
- recolha de informação;
- exploração de informação;
- síntese de informação;
- avaliação.
Têm ainda a vantagem de serem um óptimo recurso, quando o tempo para a
actividade é curto

17
J) Exploração de vídeos e outros meios audiovisuais
Estes materiais podem ser um auxiliar muito importante para o
desenvolvimento das actividades. Aconselha-se que sejam diferenciados os
momentos «antes da projecção» e «após projecção»:

Antes da projecção - Deve haver recolha de perguntas e assuntos que a turma ou


grupo deseja ver tratados de forma a ajustar às necessidades do grupo.
Após a projecção - É importante identificar as partes do vídeo que apresentem
mais interesse, os conhecimentos que ficaram e as dúvidas que surgiram.
A construção de guiões de exploração permite uma síntese dos conhecimentos
adquiridos e a reflexão crítica sobre o material visionado.

5.3. Planificação
Os quadros que apresentámos anteriormente, podem servir de referência para
elaboração do Projecto de Educação Sexual da Turma.
Os itens constantes nos referidos quadros parecem ser os necessários para
permitir o desenvolvimento do projecto.
No entanto, cada Director de Turma pode sempre elaborar a sua planificação
acrescentando outro tipo de informação que lhe pareça pertinente.

5.4. Calendarização
A planificação depois de devidamente elaborada tem de ser entregue ao
Coordenador do Projecto de Educação para a Saúde e Educação Sexual do
Agrupamento, em data a definir oportunamente. Contudo, convém alertar para a
importância de se dividir equilibradamente o número de horas previstas para a
abordagem da Educação Sexual, em cada ano de escolaridade, segundo o definido
no ponto 5.1.

5.5. Avaliação
Com o objectivo de se obter uma reflexão sobre o trabalho desenvolvido, no final do
ano lectivo a equipa do PES disponibilizará um questionário Turma, ouvidos todos
os intervenientes no processo, baseado em parâmetros tais como: Número de horas

estabelecidas para cada ciclo, conteúdos previstos para cada ano de escolaridade;
impacto das actividades na aprendizagem dos alunos ou “Feedback” da
Comunidade Educativa. Também se preencherão fichas de avaliação das
actividades. 18
6. Bibliografia e contactos recomendados

Livros:
ALCOBIA, H. Mendes, A.R., et al. (2004). Educar para a sexualidade. Porto Editora.

FONSECA, Helena (2005), Compreender os adolescentes, um desafio para pais e


educadores, Editorial Presença.

FRADE, A. et al. (2001), Educação Sexual na Escola, Lisboa, Texto Editora.

KREITMAN, Tricia (2006), Sarilhos com rapazes, Temas e Debates –


Actividades Editoriais.

MALLINOS-MOORE, Jennifer (2007), Adolescentes como nós.

MARQUES, M.M., et al. (2002), Educação Sexual no 1º Ciclo , Lisboa, Texto Editora.

MINISTÈRIO DA EDUCAÇÃO, MINISTÉRIO DA SAÚDE, APF (2000), Educação


sexual em meio escolar – Linhas Orientadoras, Lisboa, Ministério da Educação.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, UNESCO (2002), Educação para a saúde


na escola para a prevenção da Sida e outras DST – Actividades para os alunos,
Comissão Nacional de Luta contra a Sida.

PARNELL, Kenny (2000), Tudo o que queres saber sobre sexualidade, Temas e
Debates - Actividades Editoriais.

PEREIRA, M.M. & Freitas, F. (2001). Educação sexual – Contextos de sexualidade e


adolescência. Porto: Edições ASA.

PEREIRA, Maria Manuela Melo de Carvalho (2006), Guia de educação sexual e


prevenção do abuso, Pé de Página Editores.

ROCA, Núria (2006), Sou uma adolescente, Editorial Presença.

Contacto de interesse:
Sexualidade em Linha 808 222 003 - Saúde e Sexualidade Juvenil no Portal do
Governo

Ligações de interesse:

ABRAÇO
http://www.abraco.org.pt/noticias/
ASSOCIAÇÃO PARA O PLANEAMENTO DA FAMÍLIA
http://www.apf.pt/apf.htm
CENTROS DE ATENDIMENTO APF
http://www.apf.pt/centros.htm
COORDENAÇÃO NACIONAL PARA A INFECÇÃO VIH / SIDA
http://www.sida.pt/
19
LINHAS TELEFÓNICAS DE AJUDA APF
http://www.apf.pt/linhas.htm
REDE EX-AEQUO
http://www.ex-aequo.web.pt/
SAÚDE E SEXUALIDADE JUVENIL
http://juventude.gov.pt/Portal/OutrosTemas/SaudeSexualidadeJuvenil/
PONTO DE APOIO Á VIDA
http://www.pav.org.pt/OutrosProjectos.aspx
DIRECÇÃO GERAL DE SAÚDE
http://www.dgs.pt/
INSTITUTO PORTUGUÊS DA JUVENTUDE
http://juventude.gov.pt/portal/ipj

http://www.ionline.pt/itv/41855-video-incluido-no-kit-educacao-sexual-dado-nas-aulas

http://videos.sapo.pt/EbDLgAnvIrpwdb6MrROj

http://videos.sapo.pt/pgLEKyNvbb4Mv4rJeJMi

7. ANEXOS

Recursos disponíveis

Fichas de Planificação de Actividades

Fichas de avaliação de actividades

Sugestões/Áreas de Intervenção da Educação Sexual no 1º ciclo


20

Recursos disponíveis

Biblioteca

DVD`s:

A Cabeça cheia de perguntas

O que é que queres dizer com isso?

Livros:

Labirintos da Sexualidade – Porto Editora

Educação Sexual em Meio Escolar – Ministério da Educação

Para me conhecer. Para te conhecer … - Associação para o Planeamento da


Família

Vamos Falar de Sexo – Terramar

Enciclopédia da Vida Sexual - ASA

Serviços de Psicologia e Orientação

CD`s:

Especialmente tu

Mudanças
FICHA DE AVALIAÇÃO DAS ACTIVIDADES DO PROJECTO DE EDUCAÇÃO SEXUAL

Nome da Actividade:_______________________________________________________

Observadores: _________________________________________________________ Data: ___/ _____/ ____

1- Interesse da actividade

➢ Muito interessante Obrigado!


➢ Interessante
5- Empatia com o dinamizador
➢ Pouco interessante
➢ Muito dinâmico
2- Motivação para o tema
➢ Dinâmico
➢ Muito motivante ➢ Pouco dinâmico
➢ Motivante
6- Espaço utilizado
➢ Pouco motivante
➢ Muito adequado
3- Realização da actividade
➢ Adequado
➢ Oportuna ➢ Pouco adequado
➢ Tardia
7- O tempo ocupado com a actividade
➢ Inoportuna
➢ Excessivo
4- Esclarecimento de dúvidas
➢ Suficiente
➢ Devidamente esclarecidas ➢ Insuficiente
➢ Esclarecidas
8- Divulgação da actividade
➢ Pouco esclarecidas
➢ Muito divulgada
Comentários críticos à sessão:
➢ Divulgada
➢ Pouco divulgada

Sugestões:
FICHA DE AVALIAÇÃO DAS ACTIVIDADES DO PROJECTO DE EDUCAÇÃO SEXUAL

Nome da Actividade:_______________________________________________________

Observadores: _________________________________________________________ Data: ___/ _____/ ____

1- Como decorreu a actividade? Muito Pouco Nada

Houve respeito?

Houve disciplina?

Houve momentos de riso?

Houve perdas de tempo?

Todos tiveram tempo para dar a sua opinião?

Todos tiveram hipótese de participar?

Houve comportamentos de inter-ajuda?

Houve uma linguagem cientifica?

A actividade ajudou à compreensão dos conteúdos?

A actividade motivou os alunos?

Houve empenho na actividade?

Houve uma linguagem acessível aos alunos?

Houve silêncio?

2- O que penso das actividades realizadas?

3- O que penso que a turma concluiu com esta actividade?

4- O que penso que a turma gostaria de mudar com esta actividade?

5- O que penso que se deverá fazer para melhorar o trabalho da turma?

6- O que penso sobre a organização do trabalho que foi realizado?

7- Como observador, a minha avaliação global desta actividade é:

1-Mau 2-Reduzido 3-Médio 4-Bom 5-Muito bom