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1.

 Selon le jeu d’oppositions proposé par Arrivé (1986 : 152–159), ce métalangage « naturel » relève du
métalangage linguistique (i.e. ayant comme objet le langage naturel et non un langage formel), interne (i.e.
faisant partie intégrante du langage objet, naturel, et non construit extérieurement à celui-ci). C’est à sa
description systématique – sémiotique, lexique, syntaxe, sémantique – qu’est consacré l’ouvrage fondateur de J.
Rey-Debove : Le Métalangage – Etude linguistique du discours sur le langage (Rey-Debove, 1978). Au-delà du
parcours qui suit, on trouvera des compléments, notamment bibliographiques, dans Authier-Revuz (1995/2012),
ch. 1 « Balisages dans le champ du métalinguistique ».
1.  De acordo com o conjunto de oposições proposto por Arrivé (1986: 152-159), esta metalinguagem "natural"
é uma metalinguagem linguística (ou seja, tendo como objeto uma linguagem natural e não uma linguagem
formal), interna (ou seja, sendo parte integrante da linguagem do objeto, natural, e não construída externamente
a ela). É à sua descrição sistemática - semiótica, léxico, sintaxe, semântica - que o trabalho seminal de J. Rey-
Debove é dedicado: Le Métalangage - Etude linguistique du discours sur le langage (Rey-Debove, 1978). Para
além da secção seguinte, mais informações, particularmente bibliográficas, podem ser encontradas em Authier-
Revuz (1995/2012), cap. 1 "Balisages dans le champ du metalinguistique".

2.  Benveniste (1974 : 62) dans « Sémiologie de la langue », cf. aussi, par exemple, (1974 : 97) (on rappelle que
dans tout ce livre, sauf indication contraire les italiques dans les citations sont de mon fait, alors que les italiques
de l’auteur sont signalés idt).
2.  Benveniste (1974: 62) em "Sémiologie de la langue", cf. também, por exemplo, (1974: 97) (lembre-se que
ao longo deste livro, salvo indicação em contrário, o itálico nas citações é meu, enquanto o itálico do autor é
marcado como idt).

3.  Dans « Communication animale et langage humain. » Même point de vue chez Culioli (1967 : 66, 70)
soulignant que « le langage humain n’est pas un système de signes parmi d’autres », en ce que, notamment, il «
permet des étagements compliqués, puisqu’on peut toujours l’utiliser pour parler sur le langage […], trait qu’on
ne trouve jamais dans la communication animale. » ; sur cette propriété « d’étagement du langage », cf. Culioli
(1990 : 37) ou (2002 : 213 sq.).
3.  Em "Comunicação Animal e Linguagem Humana". "(1967: 66, 70), Culioli (1967: 66, 70) salienta que "a
linguagem humana não é um sistema de sinais entre outros", na medida em que, entre outras coisas, "permite
uma estratificação complicada, uma vez que pode sempre ser usada para falar sobre a linguagem [...] uma
característica nunca encontrada na comunicação animal." Sobre esta propriedade de "estratificação linguística",
ver Culioli (1990: 37) ou (2002: 213 e seguintes).

4. Cf. Arrivé (1987 : 146 sq.), Authier-Revuz (1995/2012 : 31 sq.)


4. Cf. Arrivé (1987 : 146 sq.), Authier-Revuz (1995/2012 : 31 sq.)

5. C’est là le sens du « Il n’y a pas de métalangage » de Lacan, renvoyant aux métalangages logiques, qu’on ne
doit pas disjoindre des propositions du type « tout langage implique un métalangage, il est déjà métalangage de
son registre propre […] langage parlant du langage » (Lacan, 1981 : 258), et que glose ainsi J.-A. Miller (1976 :
70, idt) :

Si la langue U [= unique] peut être parlée c’est qu’elle peut parler d’elle-même. Elle est à ellemême
métalangage et langage objet. C’est en quoi je redis maintenant : il n’y a pas de métalangage. […]
Personne qui parle ou écrit ne la transcende. La langue U n’a pas d’extérieur. […] en elle s’enlacent
et s’enchevêtrent langage-objet et méta-langage, usage et mention.

5. Este é o significado de "Não há metalinguagem", de Lacan, referindo-se à metalinguagem lógica, que não
devemos separar das propostas do tipo "toda a língua implica uma metalinguagem, já é uma metalinguagem do
seu próprio registo [...] língua falando de linguagem" (Lacan, 1981: 258), e é assim que J.-A. Miller (1976: 70,
idt) a coloca:
Se a língua U [= única] pode ser falada, é porque pode falar por si mesma. É em si uma linguagem
metalinguagem e uma linguagem de objectos. É isso que estou a dizer agora: não há
metalinguagem. ...] Ninguém que fale ou escreva o transcende. A língua U não tem exterior. [...]
nela estão entrelaçados e emaranhados linguagem-objeto e metalinguagem, uso e menção.

6. Lacan (1966 : 271)


6. Lacan (1966 : 271)

7.  Jakobson (1963 : 53, 217), par exemple.


7.  Jakobson (1963 : 53, 217), por exemplo.

8.  Le choix terminologique (et épistémologique) de Culioli, distinguant explicitement, à l’intérieur du rapport «
méta » au langage, deux régimes de discursivité (d’un côté le scientifique « contrôlé », auquel il fait le choix –
que je ne partage pas – de réserver le nom de métalinguistique, et de l’autre l’épilinguistique, caractérisable
comme « activité métalinguistique spontanée et non maîtrisée des sujets » parlants (note de M. Viel, in Culioli
(2002 : 27–28), auquel il reconnaît la plus grande importance) ne relève évidemment pas de la réduction que
j’évoque ci-dessus.
8.  A escolha terminológica (e epistemológica) de Culioli, distinguindo explicitamente, dentro da "meta"
relação com a língua, dois regimes de discursividade (por um lado o cientista "controlado", a quem ele escolhe -
que não partilho - para reservar o nome metalinguística, e por outro lado a epilinguística, que pode ser
caracterizada como "atividade metalinguística espontânea e descontrolada dos sujeitos falantes" (nota de M.
Viel, em Culioli (2002: 27-28), ao qual reconhece a maior importância) não se enquadra obviamente na redução
que mencionei acima.

9. Cf. ci-dessous 2.1, Remarque 1 : Note terminologique, p. 10.


9. Ver abaixo 2.1, Nota 1: Nota Terminológica, p. 10.

10. Cf. ci-dessous partie III, les opérations essentielles de catégorisation, paraphrase, autonymisation ; et sur la «
citation » partie IV, Appendice.
10. Ver abaixo a Parte III, as operações essenciais de categorização, parafraseamento, autonimização; e sobre a
"citação" Parte IV, Apêndice.

11.  Évoqué par Jakobson (1963 : 54, 218) qui rappelle « quelle place considérable occupent les conversations
sur le langage dans le comportement verbal des enfants d’âge préscolaire ».
11.  Evocado por Jakobson (1963: 54, 218) que nos recorda "a considerável importância das conversas sobre a
linguagem no comportamento verbal das crianças em idade pré-escolar".

12. Par exemple, les « dialogues exolingues », étudiés par exemple dans Gülich (1986).
12. Por exemplo, os "diálogos exolíngues", estudados, por exemplo, em Gülich (1986).

13.  C’est dans le constat de la disposition humaine la plus primitive à commenter – métalangagièrement – la
rencontre d’une langue autre, que Jakobson (1963 : 68–69) ancre une réflexion sur la typologie des langues.
13.  É na observação da disposição humana mais primitiva de comentar - metalinguageiramente - o encontro
com outra língua, que Jakobson (1963: 68-69) ancora uma reflexão sobre a tipologia das línguas.

14.  Étudiées systématiquement dans Authier-Revuz (1995/2012) ; pour une présentation rapide voir Authier-
Revuz (1993b) ou (2007) ; on les retrouvera, lorsqu’elles interfèrent avec le champ de la RDA, ci-dessous en
2.4, p. 32, aux chap. 3.2, p. 95 et 8.3, p. 286.
14.  Estudados sistematicamente em Authier-Revuz (1995/2012); para uma apresentação rápida ver Authier-
Revuz (1993b) ou (2007); serão encontrados, quando interferirem com o campo da RDA, abaixo em 2.4, p. 32,
no cap. 3.2, p. 95 e 8.3, p. 286.

15. Culioli (2002 : 28, 83).


15. Culioli (2002 : 28, 83).

16. Culioli (1971 : 72), ainsi que Culioli (1967) : « […] au moment où il parle le locuteur est son propre auditeur
». On peut noter aussi que la conception bakhtinienne de l’élaboration dialogique du dire dans son rapport
organique aux autres dires comporte la reconnaissance d’un auto-dialogisme – celui des « rapports dialogiques
[…] du locuteur avec son propre mot » (Bakhtine (1929/1963 : 239), et remarquer que, dans la « bizarrerie
lexicale » que note J. Rey-Debove (1982 : 112) – le fait qu’on dise « se relire » pour ce que l’on vient d’écrire –,
la langue semble porter la trace de cette conscience de l’auto-réception inhérente à la production (cf. Authier-
Revuz 1995/2012 : 149 sq.)

16. Culioli (1971: 72), assim como Culioli (1967): "[...] no momento em que fala o orador é o seu próprio
ouvinte". É também digno de nota que a concepção de Bakhtin da elaboração dialógica do discurso na sua
relação orgânica com outros ditos inclui o reconhecimento de uma auto-dialogia - a das "relações dialógicas [...]
do orador com a sua própria palavra" (Bakhtin (1929/1963: 239), e note-se que, no "quirk lexical" notado por J.
Culioli (1971: 72) e Culioli (1967): "[...] no momento de falar o orador é o seu próprio ouvinte" (Bakhtin
(1929/1963: 239). Rey-Debove (1982: 112) - o facto de se dizer "reler" a si próprio pelo que se acabou de
escrever - a linguagem parece trazer o vestígio desta consciência de auto-recepção inerente à produção (cf.
Authier-Revuz 1995/2012: 149ff.).

17. Distance que F. Gantheret (1996 : 135, 136) identifie comme « une disposition logique essentielle au
langage : le ferme maintien de la distance entre le parlant et son énoncé », posant que « parler implique qu’un
sujet énonçant se tient « en arrière » de son énoncé et ne se confond pas avec lui (ceci s’abolissant dans le cri). »

17. Distância, que Gantheret (1996: 135, 136) identifica como "uma disposição lógica essencial na linguagem: a
manutenção firme da distância entre o orador e a sua pronúncia", fazendo supor que "falar implica que um
sujeito enunciador fica "atrás" da sua pronúncia e não é confundido com ela (isto é abolido no grito). »

18. Cf. l’assimilation, dans Rosier (1999 : 113–115) par exemple, entre ancrage méta-langagier du discours
rapporté et « optique logiciste » oublieuse des enjeux discursifs et énonciatifs de la pratique de la RDA.
18. Cf. a assimilação, em Rosier (1999: 113-115) por exemplo, entre a meta-linguageira de ancoragem do
discurso relatado e a "perspectiva lógica" que esquece as questões discursivas e enunciativas da prática da RDO.

19. Cf. ci-dessous : Appendice à la partie I, 2.2, p. 63 et chap. 10.3.4.2, Remarque 6, p. 417.
19. Ver abaixo: Apêndice à Parte I, 2.2, p. 63 e Capítulo 10.3.4.2, Nota 6, p. 417.

.
20.  De même, réflexivité s’étend – selon le cadre dans lequel s’effectue le « retour sur soi » : langage, langue,
discursivité, texte, acte d’énonciation – entre les deux pôles, (a), de la propriété structurelle du langage, à même
de se prendre pour objet (cf., ici même, 1.1.) et, (b), l’exercice de cette propriété dans l’espace restreint d’un
acte d’énonciation, sui-référentiel (performatif ou modalité d’auto-représentation du dire), cf., par exemple,
Perrin et Vincent (1997 : 202), qui opposent « clauses réflexives » (à ce sens (b)) et « clauses métadiscursives
(pris au sens (2) de métadiscours).
20.  Do mesmo modo, a reflexividade estende-se - de acordo com o quadro em que se "volta a si mesmo":
língua, linguagem, discursividade, texto, acto de enunciação - entre os dois pólos, (a), da propriedade estrutural
da língua, capaz de se tomar a si próprio como seu objecto (cf, aqui, 1.1.) e, (b), o exercício desta propriedade
no espaço restrito de um acto de enunciação, que é sui-referencial (performativo ou modalidade de auto-
representação da palavra falada), cf., por exemplo, Perrin e Vincent (1997: 202), que se opõem às "cláusulas
reflexivas" (neste sentido (b)) e às "cláusulas metadiscursivas" (tomadas no sentido (2) do metadiscurso).

21.  Opposition classique entre forme abstraite et réalisations particulières : entre phonème et allophones, entre
signifié stable d’un lexème et acceptions en contexte, entre phrase et énoncés, etc. (cf., par exemple, l’article «
Occurrence » in Neveu (2004).

21.  Oposição clássica entre forma abstracta e realizações particulares: entre fonema e alofones, entre o
significante estável de um lexema e a aceitação em contexto, entre frase e enunciado, etc. (cf., por exemplo, o
artigo "Ocorrência" em Neveu (2004).

22. Cf. ci-dessous chap. 2.2.2 1, p. 53 « Contraintes minimales de représentation pour la RDA »
22. Ver abaixo, Capítulo 2.2.2 1, p. 53 "Requisitos mínimos de representação para a RDA".

23.  Cette opposition concernant l’objet du métadiscours ne recoupe pas celle du spontané vs contrôlé, savant,
scientifique, qui relève du genre du métadiscours – quel qu’en soit l’objet, langue ou discours.

23. Esta oposição em relação ao objecto do metadiscurso não se sobrepõe à do espontâneo vs. controlado,
académico, científico, que é o tipo de metadiscurso - qualquer que seja o objecto, a linguagem ou o discurso.

24. In A. Lehmann (1998)


24. Em A. Lehmann (1998)

25.  Cité in N. Fournier (1998 : 97) qui offre un choix passionnant d’extraits de grammairiens du grand siècle.
25.  Citado em N. Fournier (1998: 97) que oferece uma excitante seleção de extratos de gramáticos do grande
século.

26. Tests proposés (parmi d’autres) par Perrin (1994 : 226 sq.), pour distinguer « mention de mot/ phrase » et de
discours.
26. Testes propostos (entre outros) por Perrin (1994: 226 e seguintes), para distinguir entre "menção de
palavra/frase" e discurso.

27. Pensons à la mise au jour, par Ducrot, de la différence sémantique – en langue – de peu/un peu par la
description des « conditions d’emploi » de « Donne moi un peu (vs peu) d’eau », l’un étant « utilisé pour
demander de l’eau à une personne qui n’en proposait pas », là où l’autre « ne se dit d’habitude qu’à quelqu’un
qui s’apprête à vous servir ». (Ducrot (1972 : 206)

27. Pensemos na revelação de Ducrot da diferença semântica - em linguagem - de pouco/ um pequeno pela
descrição das "condições de utilização" de "Dê-me alguma (vs. pouca) água", sendo uma "usada para pedir água
a uma pessoa que não a ofereceu", onde a outra "normalmente só é dita a alguém que está prestes a servi-lo".
(Ducrot (1972: 206)

28. Théorisée, de façon différente, dans la « pragmatique intégrée » de Ducrot, ou dans l’approche « énonciative
» de Culioli, interrogeant l’opposition langue/discours (parole).
28. Teorizada, de forma diferente, na "pragmática integrada" de Ducrot, ou na abordagem "enunciativa" de
Culioli, questionando a linguagem/discurso de oposição (discurso).

29. Cf. Authier-Revuz (1995/2012 : 261–272) où figurent par exemple : « ils sont porte à porte, comme disait
tout à l’heure Bernard Spindler » ; « un homme “des plus excellents” comme dirait son ami Montaigne » ; «
mais peut-être est-ce pour de rire, comme disent les enfants? » ; « Une fille, une désespérée comme ils disent,
avait plongé… » ; « je ne vous raconte pas (comme dit l’autre) ce qu’il a pu me faire rire… » ; « que se passe-t-
il de si difficile quand je reviens à moi, comme le dit si bien la langue ? ».

29. Cf. Authier-Revuz (1995/2012: 261-272) onde, por exemplo: "são porta a porta, como Bernard Spindler
disse anteriormente"; "um homem "dos mais excelentes", como diria o seu amigo Montaigne"; "mas talvez seja
para rir, como dizem as crianças...". " ; " Uma rapariga, uma desesperada como se costuma dizer, tinha
mergulhado... " ; " Não vos direi (como diz a outra) o que me poderia ter feito rir... " ; " o que é tão difícil
quando volto a mim, como a língua tão bem diz?".

30. En (17), dans le premier énoncé l’acte de parole s’accomplit par le moyen de sa représentation, dans le
second il s’accomplit accompagné de, doublé par sa représentation.
30. Em (17), na primeira declaração o ato de fala é realizado através da sua representação, na segunda é
realizado acompanhado por, duplicado pela sua representação.

31. Le dédoublement du temps d’un dire oral enregistré techniquement et de sa


diffusion postérieure autorise des énoncés, relevant paradoxalement de la RDA,
avec L = l et T = t, et, si l’on veut, Loc ≠ loc, sans ubiquité pourtant, tels que : «
Quand je pense que je suis en train de dire cette ânerie sans pouvoir rien faire »
(locuteur qui s’aperçoit, après coup, d’une erreur dans une intervention à la
radio).

31. A duplicação do tempo de uma declaração oral tecnicamente gravada e a sua


posterior emissão autoriza declarações, paradoxalmente pertencentes à RDA,
com L = l e T = t, e, se quiser, Loc ≠ loc, sem ubiquidade no entanto, tais como:
"Quando penso que estou a dizer este disparate sem poder fazer nada" (um orador
que repara, depois, num erro numa intervenção radiofônica).

32. 10 possibilités de saturation personnelle des deux actants de x dire à y (en se limitant au singulier),
multipliées par les trois rapports temporels possibles entre T et t (la contemporanéité T = t n’étant pas limitée à
celle – stricte – du performatif, cf. ci-dessous les « aléas du présent »).

32. 10 possibilidades de saturação pessoal dos dois actores de x a y (limitada ao singular), multiplicada pelas
três relações temporais possíveis entre T e t (a contemporaneidade T = t não estando limitada à - estrita -
contemporaneidade do performativo, cf. abaixo dos "perigos do presente").

33. Cf., par exemple : le « discours d’autrui » chez Voloshinov, « La parola d’altri » de Mortara-Garavelli
(1985), « la parole des autres » de Herschberg-Pierrot (1993 : 111), « représentation du discours d’autrui » de
Mochet (1994 : 247), De Mattia (2000 : 68 sq.), « énoncé d’autrui » chez Nølke et al. (2004 : 58–59)…

33. Cf., por exemplo, o “discurso do outro”, de Voloshinov, “a fala do outro”, de Mortara-Gavarelli (1985), “a
fala dos outros”, de Hershberg-Pierrot (1933:111), “representação do discurso do outro”, de Mochet (1994:247),
De Marria (2000:68 sq), “enunciado do outro” de Nølke et al. (2004 : 58–59)…

34. Les renvois intra-textuels, vers l’avant : j’ai dit plus haut, ci-dessus, précédemment, ou l’après : je reviendrai
plus bas, ci-dessous, ultérieurement, sont un cas particulier de RDA de soi.

34. Referências cruzadas intra-textuais, para a frente: disse acima, acima, anteriormente, ou depois: voltarei
abaixo, abaixo, mais tarde, são um caso especial de auto RDO.
35. On pense, par exemple, à tous les longs récits « héroïsants », complaisants, apologétiques… de sa propre
parole, qui avancent portés au rythme d’incessants (alors) je lui ai dit (comme ça) : cf. par exemple, Doury
(2004 : 262–263) où en 12 lignes transcrites de ses propos, l’énonciateur en produit 11 occurrences… ou encore
à l’importance dans le débat politique des discours rapportés « autophoniques » notée (sans toutefois y
distinguer la RDA et l’ARD) par Vincent et Turbide (2006).]

35. Pensa-se, por exemplo, em todas as longas histórias "heróicas", complacentes, apologéticas... das suas
próprias palavras, que avançam ao ritmo incessante (então) eu disse-lhe (assim): cf. Por exemplo, Doury (2004:
262-263), onde em 12 linhas transcritas das suas palavras, o enunciador produz 11 ocorrências... ou a
importância no debate político dos discursos "autofónicos" relatados (sem, contudo, distinguir entre a RDO e a
ARD) por Vincent e Turbide (2006).

36. Ce que confirment, régulièrement, les études consacrées à l’oral : Vincent et Dubois (1997 : 120) qui, dans
des échanges conversationnels relèvent 47% (je+nous et on incluant je) de discours de soi, avant, ailleurs…,
dans l’ensemble des discours rapportés ; Mochet (1993), 42% par rapport aux DD de son corpus d’entretiens :
Rendulic (2015 : chap. 8) à partir du traitement exhaustif des modules « Entretiens » et « Repas » du corpus
ESLO, montrant le caractère quasi systématique de la présence d’un l=je (je lui ai dit ; elle dit […] alors moi je
lui dis…) dans la représentation des interactions autres (RIA).

36. Isto é regularmente confirmado por estudos dedicados à palavra falada: Vincent e Dubois (1997: 120) que,
em trocas de conversas, encontram 47% (je+nous e on incluindo je) de discurso de si, antes, em todos os
discursos relatados; Mochet (1993), 42% em comparação com os DDs no seu corpus de entrevistas: Rendulic
(2015: cap. 8) baseado no tratamento exaustivo dos módulos "Entrevistas" e "Refeição" do corpus ESLO,
mostrando a natureza quase sistemática da presença de um I (eu disse-lhe; ela disse-lhe [...] depois eu disse-lhe
[...]) na representação de interações outras (RIA).

37. Genette (1972 : 252–253)

37. Genette (1972 : 252–253).

38. Livre II ch. 4 et 6.

38. Livro II cap. 4 e 6.

39. Aussi, en accord avec S. Marnette (2005) quand elle insiste sur l’inadéquation de la restriction du « reported
discourse » au seul « discourse of the other(s) » (p. 64 sq.), ne puis-je souscrire à la position, formulée (2006)
dans le titre : « Je vous dis que l’auto-citation c’est du discours rapporté » : s’il me semble important de
souligner ce qui réunit le je dis (d’auto-représentation du dire en train de se faire) et les j’ai dit, il dit (de
représentation de discours autre) – leur commune appartenance à l’ensemble des faits de représentation de
discours, leur partage des mêmes opérations métalangagières fondamentales (cf. ci-dessous Partie III), – la
différence m’apparaît cruciale, au plan de l’énonciation et du sens, entre représentation du même, impliquant
une seule situation d’énonciation, et de l’autre, qui articule deux situations d’énonciation. On note que le même
terme d’ « auto-citation » renvoie pour Rabatel (2006 : 72) à ce qui relève de la RDA (référant à « un univers de
discours autonome par rapport au hic et nunc de sa représentation ») à l’exclusion de l’ARD. L. Rosier (2008),
évoquant usages et formes de « l’autocitation », les illustre de nombreux exemples (Rosier 2008 : 126 sq.)
relevant tous de la RDA, mais sans en exclure, explicitement, ce qui relève de l’ARD, la « mise en scène de son
propre discours » dans l’autocitation étant envisagée sur le mode du rappel (je vous ai dit que) ou sur le mode
performatif (je vous dis que) (ibid. : 118).
39. Também, de acordo com S. Marnette (2005), quando ela insiste na inadequação da restrição do "discurso
relatado" ao "discurso do outro(s)" (p. 64 e seguintes), o Tribunal de Recurso do Canadá decidiu que o "discurso
relatado do outro(s)" não é o único que pode ser utilizado. ), não posso concordar com a posição formulada
(2006) no título: "Digo-vos que a auto-citação é discurso relatado": se me parece importante sublinhar o que une
o que digo (de auto-representação do dito que se faz) e o que disse, diz ele (de representação de outro discurso) -
a sua pertença comum ao conjunto de factos de representação do discurso, a sua partilha das mesmas operações
fundamentais da metalinguagem (cf. abaixo da Parte III), - a diferença parece-me crucial, em termos de
enunciação e significado, entre a representação da mesma, implicando uma única situação de enunciação, e a
representação da outra, que articula duas situações de enunciação. Notamos que para Rabatel (2006: 72), o
mesmo termo "auto-citação" refere-se à RDA (referindo-se a "um universo de discurso que é autónomo no que
diz respeito ao hic et nunc da sua representação") à exclusão da DAR. L. Rosier (2008), evocando os usos e
formas de "auto-citação", ilustra-os com numerosos exemplos (Rosier 2008: 126 e seguintes), todos
pertencentes à RDO, mas sem excluir explicitamente o que pertence à ARD, sendo a "encenação do próprio
discurso" em auto-citação prevista no modo de recordação (eu disse-vos isso) ou no modo performativo (eu
digo-vos isso) (ibid.: 118).

40. Cf. Authier-Revuz (1995/2012, chap. 4 : « Formes de dialogue et dialogisme de l’auto-réception »).
40. Cf. Authier-Revuz (1995/2012, cap. 4: "Formas de diálogo e dialogismo de auto-recepção").

41. Là où, abordé dans une perspective stylistique, un texte théâtral massivement métadiscursif (Juste la fin du
Monde, de Lagarce) conduit à distinguer (Authier-Revuz et Doquet, 2012) – non sans incertitudes dans la
délimitation – un métadiscours de l’unité interlocutive de l’échange, dans la prolifération métadiscursive qui
marque le dialogue.

41. Onde, abordado de uma perspectiva estilística, um texto teatral maciçamente metadiscursivo (Juste la fin du
Monde, de Lagarce) nos leva a distinguir (Authier-Revuz e Doquet, 2012) - não sem incertezas na delimitação -
um metadiscurso da unidade interlocutória da troca, na proliferação metadiscursiva que marca o diálogo.

42. Ce qui n’exclut évidemment pas les chemins rhétoriques, interprétatifs, susceptibles de conférer à ces formes
de RDA – explicitement non performatives – une fonction, apparemment déniée, de félicitations (22’b), ou de
déclaration d’amour : « Plus j’ai les yeux sur vous, plus je m’en sens charmer : / Tout ce que j’ai senti n’agissait
point de même, / Et je vous dirais que je vous aime, / Seigneur, si je savais ce que c’est que d’aimer. »
[Molière/P. Corneille, Psyché, 1671, III. 3].

42. Isto não exclui, evidentemente, caminhos retóricos e interpretativos, que são susceptíveis de conferir a estas
formas de RDO - explicitamente não performativas - uma função, aparentemente negada, de felicitações (22'b),
ou de declaração de amor: "Quanto mais tenho os meus olhos em ti, mais me sinto encantado por ela: / Tudo o
que senti não era o mesmo, / E dir-te-ia que te amo, / Senhor, se soubesse o que é amar. "[Molière/P. Cornelius,
Psyche, 1671, III. 3].

43. On se contente ici, sans en approfondir les enjeux dans l’espace performatif ni en étudier les modalités de
réalisation, de signaler cette rencontre RDA/ARD, dont on retrouve d’autres manifestations ci-dessous (2.3.2
l’autre et le même […]).

43. Sem entrar nas questões em jogo no espaço performativo ou estudar os métodos da sua realização,
mencionaremos simplesmente esta reunião RDO/ARD, da qual encontramos outras manifestações abaixo (2.3.2
a outra e a mesma [...]).
44. De même que les verbes performatifs (j’affirme, je demande, …) n’ignorent pas non plus la
complexification modale ou les enchâssements des je peux vous affirmer, je me résous à vous demander de…, je
me permets de vous adresser mes félicitations,… (voir Meunier 1978, Jaubert 1990).

44. Da mesma forma que os verbos performativos (afirmo, peço, ...) não ignoram a complexificação modal ou a
incorporação do eu posso afirmar, resolvo pedir-vos ..., permitir-me que vos felicite, ... (ver Meunier 1978,
Jaubert 1990).

45. Contrairement à ce que suppose « l’hypothèse performative » (voir présentation in Meunier 1978) dans
laquelle une hyperphrase « Je te dis » figurant « en structure profonde » de toute phrase, les phrases observables
en surface résultent, ou non, d’une transformation facultative d’effacement. Sur le lien avec la problématique de
la RDA, voir Authier-Revuz 1978 et 1993b.

45. Ao contrário do que é assumido pela "hipótese performativa" (ver apresentação em Meunier 1978) na qual
uma hiperfrase "Eu te digo" aparece "na estrutura profunda" de qualquer frase, as frases observáveis na
superfície resultam, ou não, de uma transformação de apagamento opcional. Sobre a ligação com o problema da
RDO, ver Authier-Revuz 1978 e 1993b.

46. Soulignons que, contrairement au cliché induit par le dit-il du dialogue romanesque, l’incise n’est pas une
forme propre au « discours rapporté », c’est-à-dire à la représentation d’un discours autre, mais à la
représentation de discours (RD, cf. schéma (II) ci-dessus) : c’est le jeu de la personne et du temps qui l’inscrit
dans le champ de la RDA ou de l’ARD comme pour dis-je.

46. É de salientar que, ao contrário do cliché do diálogo romântico, a incisão não é uma forma específica do
"discurso relatado", ou seja, da representação de outro discurso, mas da representação do discurso (RD, cf.
diagrama (II) acima): é o jogo da pessoa e do tempo que o inscreve no campo da RDO ou da ARD, como eu
digo.

47. Voir des éléments dans De Gaulmyn 1983 : 158–159, Authier-Revuz 1992b (partie II-3 : « Frontières dans
l’auto-représentation du dire »), Perrin et Vincent 1997.

47. Ver elementos em De Gaulmyn 1983: 158-159, Authier-Revuz 1992b (Parte II-3: " « Frontières dans l’auto-
représentation du dire"), Perrin e Vincent 1997.

48. L’oral le plus familier, certes, est susceptible d’en présenter une grande densité (cf. Rey-Debove 1982 : 223,
repris dans 1997 : 329 sq., mais aussi bien les discours les plus tenus, écrits ou oraux – les débats et
interventions d’acteurs de la vie politique, notamment.

48. A forma oral mais familiar é certamente muito densa (cf. Rey-Debove 1982: 223, reimpressa em 1997: 329 e
seguintes), mas também os discursos mais frequentemente proferidos, escritos ou orais - debates e intervenções
de atores políticos, em particular.

49. Formes de modalisation autonymique qui font l’objet de Authier-Revuz 1995/2012.


49. Formas de modalização autonímica que são objeto do Authier-Revuz 1995/2012.
50. Ex : Pour tout vous dire (vs Pour se sortir d’un mauvais pas, circonstanciel de but de la principale, et non du
dire) il a puisé dans la caisse. Sur cette question, qui a pu être traitée en termes de performatif sous-jacent,
implicite, voir la présentation de Meunier (1978) et la discussion approfondie de Recanati (1981). Cf. in
Authier-Revuz (1992b : 289–366), l’étude, dans le cas de la modalisation autonymique, des « formes méta-
énonciatives » « impliquant un je dis X au plan syntactico-sémantique ».
50. Ex: Para dizer a verdade (vs Para sair de uma situação má, objectivo circunstancial do principal, para não
dizer) ele tirou da caixa registadora. Sobre esta questão, que poderia ser tratada em termos da performativa
implícita subjacente, ver a apresentação de Meunier (1978) e a discussão aprofundada de Recanati (1981). Cf.
em Authier-Revuz (1992b: 289-366), o estudo, no caso da modalização autonímica, de "formas meta-
enunciativas" "envolvendo um X a nível sintático-semântico".

51. Cf. aussi le « c’est en quoi je redis maintenant » cité ci-dessus, note 5, p. 6.
51. Ver também o "isto é o que estou a dizer novamente agora" citado acima, nota 5, p. 6.

52. Proche du cumul ARD/RDA lexicalement marqué avec répéter, redire, ce cumul repose ici sur la mise en jeu
interprétative, en contexte, sous le présent, à valeur ponctuelle du je dis, d’une valeur élargie – itérativement –
vers le passé de j’ai déjà dit.
52. Perto da acumulação ARD/RDO marcada lexicalmente com repetição, repito, esta acumulação repousa aqui
sobre o jogo interpretativo, no contexto, sob o presente, com um valor pontual do eu digo, de um valor alargado
- iterativamente - para o passado, como já disse.

53. Agrémenté de « c’est un monde »… le « puisque je te dis que… » apparaît dans un roman (Sous les vents de
Neptune, F. Vargas, 2004) comme pittoresque leitmotiv d’un personnage s’adressant à une amie (p. 308,
338…).
53. Embelezado com "é um mundo" ... o "desde que vos digo que ..." aparece num romance (Sous les vents de
Neptune, F. Vargas, 2004) como lema pitoresco de uma personagem que se dirige a um amigo (pp. 308, 338 ...).

54. Qu’il serait nécessaire de citer in extenso.


54. Que seria necessário citar em extenso.

55. Cf. sur cette question Authier-Revuz (1992b : 266–288), (1993c) « Jeux méta-énonciatifs avec le temps »,
pour (i) et (2004b) pour les « modalités irréalisantes du dire » de (ii) ci-dessous.
55. Cf. sobre esta questão Authier-Revuz (1992b: 266-288), (1993c) " Jeux méta-énonciatifs avec le temps ",
para (i) e (2004b) para as "modalités irréalisantes du dire" de (ii) abaixo.

56. Processus qui s’achève avec le passage à la 3e personne, pour L = l, prêté aux chefs indiens de romans ou de
bandes dessinées, en conclusion de leur dire, du type « Gros Bison a parlé. »…
56. Processo que termina com a passagem de terceira pessoa, para L = l, emprestada aos chefes indianos de
romances ou banda desenhada, em conclusão dizendo-lhes: "O Bisonte Grande falou. »…

57. Cette auto-représentation emphatique du dire succède immédiatement à une tirade – non moins emphatique
– relevant, elle, de la RDA (en je) hypothétique : « C’est vous, Sire, malheureusement [qui êtes le roi]. […] car
si c’était moi… […] je dirais à mon capitaine de mousquetaires, continua d’Artagnan, je lui dirais en le
regardant avec des yeux humains et non avec des charbons enflammés, je lui dirais : “Monsieur d’Artagnan, j’ai
oublié […]” ».

57. Esta auto-representação enfática do dizer segue-se imediatamente a uma tirada - não menos enfática - da
RDO (em Eu) hipotética: "És tu, Majestade, infelizmente [quem é o rei]. ... porque se fosse eu ... ... diria ao meu
capitão de mosqueteiros", continuou d'Artagnan, "eu dir-lhe-ia olhando para ele com olhos humanos e não com
brasas a arder, eu dir-lhe-ia: 'Senhor d'Artagnan, esqueci-me ...'".

58. À distinguer des formes (du type (54) ou (60)) où une question méta-énonciative reçoit la réponse, positive,
de l’élément énoncé.

58. A distinguir das formas (tais como (54) ou (60)) em que uma pergunta meta-enunciativa é respondida, em
afirmativa, pelo elemento declarado.
59. La négation observée dans, par exemple : « Elle avait un décolleté, je te dis pas… », n’est pas du même
ordre : elle ne porte pas, en effet, sur l’élément dit, mais dessine, « en creux » – « performatif paradoxal » dit A.
Jaubert (1990 : 131) – l’expansion requise (intonativement) E par le dit, en une « forme explicite de
l’implicitation » du même ordre que celle que comporte « si vous voyez ce que je veux dire » (et que je ne dis
pas).

59. A negação observada em, por exemplo: "Ela tinha um decote, não vos digo...", não é da mesma ordem: não
se refere, de fato, ao referido elemento, mas desenha, "em vazio" - "performativa paradoxal", como diz A.
Jaubert (1990: 131) - a expansão requerida (intonativamente) E pelo dito, numa "forma explícita de
implicidade" da mesma ordem do que a que está envolvida "se vires o que quero dizer" (e que eu não digo).

60. La comparaison avec des formes où, dans une nomination complexe – « entre deux mots » – c’est un seul
élément qui est représenté comme non dit (X, je devrais dire Y ; X, j’allais dire Y ; X, dirai-je Y ; X, je ne dis
pas Y ;…) comme en (56), (57), permet de mesurer le caractère radical et paradoxal de ces nominations passant
tout entières par le dire de leur non-réalisation (par renvoi à une potentialité, un questionnement, une
annulation).

60. A comparação com formas onde, numa nomeação complexa - "entre duas palavras" - é um único elemento
que é representado como não dito (X, devo dizer Y; X, eu ia dizer Y; X, eu não digo Y; ...) como em (56), (57),
permite medir o carácter radical e paradoxal destas nomeações passando inteiramente pela afirmação do seu não
cumprimento (por referência a uma potencialidade, um questionamento, uma anulação).

61. Discrètes, les plus communes de ces formes – si vous voulez, je dirais,… – peuvent former
l’accompagnement insistant d’une parole, inscrite par là dans une tonalité de « retrait », d’absence qui,
inaperçue de l’énonciateur même, dit quelque chose de sa façon d’habiter le langage.

61. Discreta, a mais comum destas formas - se quiser, diria eu, ... - pode formar o acompanhamento insistente de
uma palavra, inscrita num tom de "retirada", de ausência que, despercebida pelo próprio enunciador, diz algo
sobre a forma como ele habita a linguagem.

62 POS : Plan d’Occupation des Sols.


62 POS : Plan d’Occupation des Sols.

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