Vous êtes sur la page 1sur 58

Boletim do Trabalho e Emprego, n.

o 17, 8/5/2010

Remunerações
de empresa ao qual o STFPSA adere, presentemente em
Níveis Categorias profissionais
(euros) número de 95.
Pontinha, 19 de Março de 2010.
VI Escriturário especializado . . . . . . . . . . . . . . . . . 759
Pelo Centro de Formação Profissional para o Sector
VII Escriturário de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 693 Alimentar — CFPSA:
VIII Escriturário de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 635
Isabel Eulália da Costa Campos, presidente do conselho
de administração.
IX Escriturário de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 591 Mário Pereira Gonçalves, vogal do conselho de ad-
ministração.
X Estagiário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 539
Pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública
XI Empregado de limpeza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 505 do Sul e Açores:
Luís Henrique Moreira Romão Esteves, membro da
Lisboa, 1 de Março de 2010.
direcção.
Pela AIL — Associação dos Inquilinos Lisbonenses: Fernando José Monte dos Santos, membro da direcção.
Ricardina Dias Pires Fernandes Lourenço, directora. Depositado em 23 de Abril de 2010, a fl. 73 do livro
António Fernando da Silveira Machado, director. n.º 11, com o n.º 57/2010, nos termos do artigo 494.º do
Ramiro Nelson Cardoso da Silva, tesoureiro da direc- Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12
de Fevereiro.
ção.

Pelo CESP — Sindicato dos Trabalhadores do Comér-


cio, Escritórios e Serviços de Portugal:
Ana Maria Martins Penalva Barros, mandatária. Contrato colectivo entre a AECOPS — Associação
Maria Emília Marques, mandatária. de Empresas de Construção e Obras Públicas e
Serviços e outras e o SETACCOP — Sindicato
da Construção, Obras Públicas e Serviços
Depositado em 27 de Abril de 2010, a fl. 74 do livro Afins e outros — Rectificação.
n.º 11, com o n.º 64/2010, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 Por ter sido publicado com inexactidão no Boletim do
de Fevereiro. Trabalho e Emprego, n.º 12, de 29 de Março de 2010, a
pp. 964 e seguintes, o contrato colectivo em epígrafe, a
seguir se procede à sua rectificação, mediante a republi-
cação integral.

TÍTULO I
Acordo de adesão entre o Centro de Formação Clausulado geral
Profissional para o Sector Alimentar — CFPSA
e o Sindicato dos Trabalhadores da Função CAPÍTULO I
Pública do Sul e Açores ao acordo de empresa Área, âmbito e vigência
celebrado entre o CFPSA e a FETESE — Fe-
deração dos Sindicatos dos Trabalhadores de Cláusula 1.ª
Serviços e outros.
Área e âmbito
O Centro de Formação Profissional para o Sector
Alimentar — CFPSA, por um lado, e o STFPSA — Sin- 1 — O presente CCT obriga, por um lado, as empresas
dicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul singulares ou colectivas que, no território do continente,
e Açores, por outro, acordam entre si, ao abrigo do se dedicam à actividade da construção civil, obras públicas
disposto no artigo 504.º do Código do Trabalho, na e serviços relacionados com a actividade da construção e
versão revista e aprovada pela Lei n.º 7/2009, de 12 estejam filiadas nas associações de empregadores outor-
Fevereiro, a adesão da referida associação sindical ao gantes e, por outro, os trabalhadores ao seu serviço das
acordo de empresa celebrado entre o Centro de Forma- categorias profissionais nele previstas e constantes do ane-
ção Profissional para o Sector Alimentar — CFPSA e a xo III representados pelas associações sindicais signatárias.
FETESE — Federação dos Sindicatos dos Trabalhado- 2 — As partes outorgantes vinculam-se a requerer ao
res de Serviços e Outros — revisão global, publicado ministério responsável pela área laboral, no momento do
no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 23, de 22 de depósito do presente contrato, a sua aplicação, com efeitos
Junho de 2008. a partir da sua entrada em vigor, às empresas e aos traba-
Para cumprimento do disposto na alínea g) do n.º 1 lhadores da construção civil e obras públicas não filiados
do artigo 492.º, conjugado com o artigo 496.º do Código nos organismos outorgantes.
do Trabalho, serão potencialmente abrangidos todos os 3 — O presente CCT abrange 18 517 empregadores e
trabalhadores do CFPSA, instituição constante do acordo 300 000 trabalhadores.

1618
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Cláusula 2.ª b) O local de trabalho ou, não havendo um fixo ou


Vigência
predominante, a indicação de que o trabalho é prestado
em várias localizações;
O presente CCT entra em vigor no dia 1 do mês seguinte c) A sede ou o domicílio do empregador;
ao da sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego d) A categoria do trabalhador, incluindo a respectiva
e será válido pelo prazo mínimo de dois anos, renovando- classe, escalão ou grau, e a caracterização sumária do seu
-se sucessivamente por períodos de um ano, enquanto não conteúdo;
for denunciado por qualquer das partes, salvo as matérias e) A data de celebração do contrato e a do início dos
referentes a tabela salarial e subsídio de refeição que pro- seus efeitos;
duzem efeitos a partir de 1 de Janeiro 2010 e que serão f) A duração das férias ou, se não for possível conhecer
válidas pelo prazo de um ano. essa duração, os critérios para a sua determinação;
g) Os prazos de aviso prévio a observar pelo empregador
CAPÍTULO II e pelo trabalhador para a cessação do contrato ou, se não
for possível conhecer essa duração, os critérios para a sua
Admissão, classificação e carreira profissional determinação;
h) O valor e a periodicidade da retribuição;
Cláusula 3.ª i) O período normal de trabalho diário e semanal, espe-
Condições gerais de admissão cificando os casos em que é definido em termos médios;
j) O instrumento de regulamentação colectiva de tra-
1 — Antes da admissão na empresa ou se a urgência balho aplicável;
da admissão o justificar, nos 15 dias seguintes, os traba-
l) Dispensa do período experimental, se a houver;
lhadores serão submetidos a exame de saúde destinado a
verificar da sua aptidão física e psíquica para o exercício m) O número da apólice de seguro de acidentes de tra-
das funções correspondentes à actividade em vista para o balho e a identificação da entidade seguradora;
respectivo contrato. n) O número de identificação da segurança social do
2 — Só podem ser admitidos os trabalhadores que satis- empregador;
façam as seguintes condições gerais: o) Condições específicas da prestação de trabalho, se
as houver;
a) Terem idade não inferior a 16 anos; p) Tratando-se de contrato de trabalho a termo, a in-
b) Possuírem a escolaridade mínima obrigatória legal- dicação do motivo justificativo, bem como da data da
mente imposta, nos seguintes termos: respectiva cessação, no caso de termo certo, ou da sua
duração previsível, no caso de termo incerto;
Data de nascimento Anos de escolaridade q) Tratando-se de contrato de trabalho a tempo par-
cial, a indicação do período normal de trabalho diário e
Anterior a 1 de Janeiro de 1967 . . . . . . . . . . . . . . . Quatro anos. semanal com referência comparativa ao trabalho a tempo
Entre 1 de Janeiro de 1967 e 31 de Dezembro de completo.
1980 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Seis anos.
Posterior a 31 de Dezembro de 1980 . . . . . . . . . . . Nove anos.
5 — O contrato de trabalho será elaborado em dupli-
cado, destinando-se um exemplar ao empregador e outro
c) Possuírem as habilitações estabelecidas na presente
ao trabalhador. Tratando-se de trabalhador estrangeiro,
regulamentação para o exercício da profissão;
d) Possuírem certificados de aptidão profissional, car- aplicar-se-ão as disposições específicas constantes na
teira ou cédula, devidamente actualizada, sempre que o cláusula 63.ª
exercício da profissão esteja legalmente condicionado 6 — No acto de admissão deverão ainda ser fornecidos
com essa exigência. aos trabalhadores os seguintes documentos:
a) Regulamento interno, se o houver;
3 — Sem prejuízo das disposições relativas ao trabalho b) Outros regulamentos específicos da empresa, tais
de menores consignadas na cláusula 68.ª, a escolaridade como regulamento de segurança, regulamento de regalias
mínima ou as habilitações referidas nas alíneas b) e c) do sociais e outros, caso existam.
número anterior serão dispensadas:
a) Aos trabalhadores que à data da entrada em vigor 7 — No acto da admissão será ainda prestada informa-
do presente CCT estejam ao serviço de empresas por ele ção ao trabalhador relativamente:
abrangidas; a) Aos riscos para a segurança e saúde, bem como as
b) Aos trabalhadores que demonstrem já ter desempe- medidas de protecção e de prevenção e a forma como se
nhado funções correspondentes às de qualquer das profis- aplicam, relativos quer ao posto de trabalho ou função quer,
sões previstas nos anexos ao presente contrato. em geral, à empresa, estabelecimento ou serviço;
b) As medidas e as instruções a adoptar em caso de
4 — O contrato de trabalho será obrigatoriamente escrito perigo grave e iminente;
e assinado por ambas as partes, devendo dele constar: c) As medidas de primeiros socorros, de combate a
a) Identificação das partes, nomeadamente, sendo socie- incêndios e de evacuação dos trabalhadores em caso de
dade, a existência de uma relação de coligação societária, sinistro, bem como os trabalhadores ou serviços encarre-
de participações recíprocas, de domínio ou de grupo; gados de as pôr em prática.

1619
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

8 — Nas empresas com mais de 50 trabalhadores, os 2 — Para os profissionais administrativos, técnicos de


empregadores deverão, em igualdade de qualificação, dar desenho, cobradores e telefonistas o período normal de
preferência à admissão de trabalhadores com capacidade trabalho semanal é de 37,5 horas.
de trabalho reduzida, com deficiência ou doença crónica, 3 — A criação de horários desfasados no período normal
caso existam postos de trabalho que a possibilitem. de trabalho semanal previsto no número anterior deverá
9 — Para o preenchimento de postos de trabalho, o obedecer aos seguintes parâmetros:
empregador deverá dar preferência aos trabalhadores que
na empresa já prestem serviço e possuam as qualificações a) Dois períodos fixos distribuídos no período normal
requeridas. de trabalho diário a que o trabalhador está obrigado, de
segunda-feira a sexta-feira;
Cláusula 4.ª b) As horas complementares aos períodos fixos serão
preenchidas entre as 8 horas e 30 minutos e as 19 horas.
Classificação profissional
1 — Os profissionais abrangidos pelo presente contrato 4 — Por acordo, o empregador e os trabalhadores podem
serão obrigatoriamente classificados, segundo as funções definir o período normal de trabalho em termos médios,
desempenhadas, numa das categorias profissionais cons- nos termos da legislação em vigor, sendo a duração média
tantes do anexo II. do trabalho apurada por referência a oito meses, tendo em
2 — Compete à comissão paritária, e a pedido das conta que:
associações sindicais ou de empregadores, deliberar sobre a) As horas de trabalho prestado em regime de alarga-
a criação de novas profissões ou categorias profissionais, mento do período normal de trabalho, de acordo com o
que passarão a fazer parte integrante do presente con- disposto no presente número, serão compensadas com a
trato após publicação no Boletim do Trabalho e Emprego, redução daquele período em igual número de horas, não
igualmente lhe competindo definir as respectivas funções
podendo ser superior a 2 horas nas semanas em que a
e enquadramentos.
duração do trabalho seja inferior a 40 horas, ou então por
redução em meios-dias ou dias inteiros, sem prejuízo do
Cláusula 5.ª
direito ao subsídio de refeição;
Condições gerais de acesso b) Se a média das horas de trabalho semanal prestadas
Para efeitos de promoção a categorias superiores, no período de referência for inferior ao período normal
entende-se como «serviço efectivo na categoria» todo o de trabalho previsto nos n.os 1 e 2, por razões imputáveis
período de tempo, seguido ou interpolado, em que houve ao empregador, será saldado em favor do trabalhador o
efectiva prestação de trabalho naquela categoria, indepen- período de horas de trabalho não prestado;
dentemente da empresa em que tenha sido prestado e desde c) Durante o período de prestação de trabalho no re-
que devidamente comprovado, sendo pois de excluir os gime de adaptabilidade disposto no presente número, o
períodos de tempo correspondentes a eventuais suspensões trabalhador pode solicitar a utilização da totalidade ou
do contrato de trabalho. parte do crédito de horas já constituído, conforme as suas
necessidades e por acordo com o empregador;
Cláusula 6.ª d) Cessando o contrato de trabalho, o trabalhador e o
empregador têm o direito de receber, com base no valor
Carreira profissional da hora normal, o montante resultante do crédito de horas
A carreira profissional dos trabalhadores abrangidos que, respectivamente, exista a seu favor.
pelo presente CCT é regulamentada no anexo I.
5 — Compete ao empregador estabelecer os horários
Cláusula 7.ª de trabalho, bem como eventuais alterações aos mesmos,
nos termos da legislação em vigor e da presente regula-
Enquadramento
mentação.
As profissões e categorias previstas são enquadradas 6 — Em todos os locais de trabalho deve ser afixado,
nos níveis de retribuição constantes do anexo III. em lugar bem visível, um mapa de horário de trabalho ela-
borado pelo empregador, devendo ser enviada a respectiva
cópia à Autoridade para as Condições do Trabalho.
CAPÍTULO III 7 — O empregador deve manter um registo que permita
Prestação do trabalho apurar o número de horas de trabalho prestadas pelo tra-
balhador, por dia e por semana, com indicação da hora de
início e termo do trabalho, o qual, em caso de prestação
SECÇÃO I de trabalho em regime de adaptabilidade, deverá conter
Duração do trabalho indicação expressa de tal facto.
8 — O período de trabalho diário deve ser interrompido,
Cláusula 8.ª em regra, sem prejuízo do número seguinte, por um perí-
odo de descanso que não poderá ser inferior a uma hora
Duração e organização do tempo de trabalho
nem superior a duas, de modo que os trabalhadores não
1 — O período normal de trabalho terá a duração prestem mais de cinco horas de trabalho consecutivo, ou
máxima de 8 horas por dia e de 40 horas por semana, quatro horas e meia, tratando-se de trabalhadores menores
distribuído por cinco dias consecutivos. ou motoristas de pesados.

1620
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

9 — Salvo tratando-se de trabalhadores menores ou 2 — A isenção de horário de trabalho pode compreender


motoristas de pesados, a prestação de trabalho poderá as seguintes modalidades:
ser alargada até seis horas consecutivas e o intervalo de a) Não sujeição aos limites máximos dos períodos nor-
descanso diário ser reduzido a meia hora. mais de trabalho;
10 — Sem prejuízo da laboração normal, as empresas b) Possibilidade de alargamento da prestação a um
devem conceder no primeiro período de trabalho diário determinado número de horas, por dia ou por semana;
o tempo mínimo necessário à tomada de uma refeição c) A observância dos períodos normais de trabalho
ligeira, normalmente designada por «bucha», em moldes acordados.
a regulamentar pelo empregador.
3 — O trabalhador abrangido pela isenção de horário
Cláusula 9.ª de trabalho tem direito a uma retribuição especial corres-
Banco de horas
pondente a:

1 — Por acordo escrito entre o empregador e o traba- a) 22 % da retribuição base, tratando-se das modalidades
previstas nas alíneas a) e b) do número anterior;
lhador, pode ser instituído um regime de banco de horas,
b) Duas horas de trabalho suplementar por semana,
em que a organização do tempo de trabalho obedece ao tratando-se da modalidade prevista na alínea c) do número
disposto nos números seguintes. anterior.
2 — A necessidade de prestação de trabalho em acrés-
cimo é comunicada pelo empregador ao trabalhador com 4 — A retribuição especial devida em caso de isenção
uma antecedência mínima de cinco dias, salvo se outra for de horário de trabalho é considerada para efeito de férias,
acordada ou em caso de força maior. subsídio de férias e subsídio de Natal, estando igualmente
3 — O período normal de trabalho pode ser aumentado sujeita a todos os impostos e descontos legais.
até 2 horas diárias e 50 horas semanais, tendo o acréscimo 5 — A retribuição especial devida em caso de isenção
por limite 180 horas por ano. de horário de trabalho não é considerada para efeitos de
4 — A compensação do trabalho prestado em acrés- cálculo de pagamento de trabalho suplementar, trabalho
cimo é feita mediante a redução equivalente do tempo nocturno e trabalho por turnos.
de trabalho, a utilizar no decurso do mesmo ano civil, 6 — O acordo de isenção de horário de trabalho ces-
devendo o empregador avisar o trabalhador com cinco dias sará nos precisos termos e condições em que deixarem de
de antecedência, salvo caso de força maior devidamente subsistir os fundamentos que lhe deram origem, caso em
justificado. que o mesmo poderá cessar mediante comunicação escrita
5 — A utilização da redução do tempo de trabalho para dirigida ao outro contraente, com uma antecedência não
compensar o trabalho prestado em acréscimo pode ser re- inferior a 30 dias.
querida pelo trabalhador ao empregador, por escrito, com
uma antecedência mínima de cinco dias. Cláusula 11.ª
6 — O empregador só pode recusar o pedido de uti- Trabalho suplementar
lização da redução do tempo de trabalho referido no nú-
1 — Considera-se trabalho suplementar todo aquele que
mero anterior por motivo de força maior devidamente é prestado fora do horário de trabalho.
justificado. 2 — Considera-se ainda trabalho suplementar:
7 — Na impossibilidade de utilização da redução do
tempo de trabalho no ano civil a que respeita, pode sê-lo a) Nos casos de isenção de horário de trabalho estabe-
até ao termo do 1.º trimestre do ano civil seguinte ou ser lecida na alínea a) do n.º 2 da cláusula anterior o trabalho
retribuída com acréscimo de 100 %. prestado nos dias de descanso semanal, obrigatório ou
complementar e feriados;
Cláusula 10.ª b) Nos casos de isenção de horário de trabalho estabe-
lecida na alínea b) do n.º 2 da cláusula anterior o trabalho
Isenção de horário de trabalho que seja prestado fora desse período;
1 — Por acordo escrito, enviado à Autoridade para as c) Nos casos de isenção de horário de trabalho estabe-
Condições do Trabalho, pode ser isento de horário de tra- lecida na alínea c) do n.º 2 da cláusula anterior o trabalho
prestado que exceda a duração do período normal de tra-
balho o trabalhador que se encontre numa das seguintes
balho diário ou semanal.
situações:
a) Exercício de cargos de administração, de direcção, de 3 — Não se compreende na noção de trabalho suple-
chefia, de chefias intermédias, de confiança, de fiscalização mentar:
ou de apoio aos titulares desses cargos; a) O trabalho prestado para compensar suspensões de
b) Execução de trabalhos preparatórios ou complemen- actividade, independentemente da causa, de duração não
tares, que pela sua natureza só possam ser efectuados fora superior a 48 horas seguidas ou interpoladas por um dia
dos limites dos horários normais de trabalho; de descanso ou feriado, quando haja acordo entre o em-
c) Exercício regular da actividade fora do estabeleci- pregador e os trabalhadores;
mento, sem controlo imediato da hierarquia; b) A tolerância de quinze minutos para as transacções,
d) Exercício da actividade de vigilância, de transporte operações e serviços começados e não acabados na hora
e de vendas. estabelecida para o termo do período normal de trabalho

1621
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

diário, não sendo, porém, de admitir que tal tolerância deixe c) Um número de horas igual ao período normal de
de revestir carácter excepcional, devendo o acréscimo de trabalho nos dias de descanso semanal, obrigatório ou
trabalho ser pago como retribuição normal quando perfi- complementar, e nos feriados.
zer quatro horas ou no termo do ano civil ou, por troca,
mediante acordo, para compensar atrasos diários que não 2 — A prestação de trabalho suplementar prevista no
podem exceder a tolerância diária prevista nem as quatro n.º 5 da cláusula 11.ª não fica sujeita aos limites do número
horas mensais; anterior, não devendo contudo a duração média do trabalho
c) A formação profissional, ainda que realizada fora do semanal exceder 48 horas num período de referência de
horário de trabalho. 12 meses. No cálculo da média os dias de férias são sub-
traídos ao período de referência em que são gozados.
4 — O trabalho suplementar pode ser prestado quando 3 — Os dias de ausência por doença, bem como os
as empresas tenham de fazer face a acréscimos eventuais dias de licença por maternidade e paternidade e de licença
e transitórios de trabalho, que não justifiquem a admissão especial do pai ou da mãe para assistência a pessoa com de-
de trabalhadores com carácter permanente ou em regime ficiência e a doente crónico são considerados, para efeitos
do número anterior, com base no correspondente período
de contrato a termo, observando-se, no entanto, o descanso
normal de trabalho.
intercorrente de onze horas entre as jornadas. 4 — O limite anual de horas de trabalho suplementar
5 — O trabalho suplementar pode ainda ser prestado aplicável a trabalhador a tempo parcial é de 80 horas por
em casos de força maior ou quando se torne indispensável ano ou o correspondente à proporção entre o período nor-
para prevenir ou reparar prejuízos graves para a empresa mal de trabalho e o de trabalhador a tempo completo em
bem como para assegurar o cumprimento de prazos con- situação comparável quando superior.
tratualmente estabelecidos para conclusão de obras ou 5 — Mediante acordo escrito, o limite referido no nú-
fases das mesmas. mero anterior pode ser elevado até 200 horas por ano.
6 — A prestação de trabalho suplementar tem de ser
prévia e expressamente determinada pelo empregador, sob Cláusula 14.ª
pena de não ser exigível o respectivo pagamento.
Retribuição do trabalho suplementar
7 — O empregador deve registar o trabalho suplementar
em suporte documental adequado, nos termos legalmente 1 — O trabalho suplementar prestado em dia normal
de trabalho será remunerado com os seguintes acréscimos
previstos.
mínimos:
Cláusula 12.ª a) 50 % da retribuição base horária na primeira hora;
b) 75 % da retribuição base horária nas horas ou fracções
Obrigatoriedade e dispensa da prestação de trabalho suplementar
subsequentes.
1 — Os trabalhadores estão obrigados à prestação de
trabalho suplementar, salvo quando, havendo motivos 2 — Sempre que o trabalhador haja de prestar trabalho
atendíveis, devidamente comprovados, nomeadamente suplementar em dia normal de trabalho, fora dos casos de
assistência inadiável ao agregado familiar, expressamente prolongamento ou antecipação do seu período de trabalho,
solicitem a sua dispensa. terá direito:
2 — Não estão sujeitos à obrigação estabelecida no a) Ao pagamento integral das despesas de transporte
número anterior: de ida e volta ou a que lhe sejam assegurados transpor-
a) Os trabalhadores com deficiências ou com doença tes quando não seja possível o recurso aos transportes
crónica; públicos;
b) As trabalhadoras grávidas; b) Ao pagamento, como trabalho suplementar, do tempo
c) As trabalhadoras com filhos de idade inferior a 12 meses; gasto na viagem de ida e volta, não contando, porém, para
o cômputo dos limites máximos diários ou anuais estabe-
d) Os pais que hajam gozado licença de paternidade nos
lecidos na cláusula 13.ª
casos de incapacidade física ou psíquica da mãe, morte da
mãe ou decisão conjunta dos pais até os filhos perfazerem 3 — No caso de o trabalho suplementar se suceder
os 12 meses; imediatamente a seguir ao período normal e desde que se
e) Os trabalhadores-estudantes, excepto nas situações pressuponha que aquele venha a ter uma duração igual ou
previstas no n.º 5 da cláusula 11.ª superior a uma hora e trinta minutos, o trabalhador terá
direito a uma interrupção de quinze minutos entre o horário
3 — É proibida a prestação de trabalho suplementar por normal e suplementar, que será remunerada nos termos do
trabalhadores menores. n.º 1 da presente cláusula.
4 — Sempre que a prestação de trabalho suplementar
Cláusula 13.ª exceda no mesmo dia três horas seguidas, o trabalhador
Número máximo de horas de trabalho suplementar terá direito a uma refeição integralmente custeada pelo
empregador.
1 — O trabalho suplementar fica sujeito, por trabalha- 5 — O trabalho prestado em dia de descanso semanal,
dor, aos seguintes limites: descanso semanal complementar ou feriado obrigatório
a) 200 horas de trabalho por ano; será remunerado de acordo com a seguinte fórmula:
b) Duas horas por dia normal de trabalho; R = (rh × n) × 2

1622
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

sendo: 3 — A retribuição do trabalho normal nocturno será


superior em 45 % à retribuição base a que dá direito o
R — remuneração do trabalho prestado em dia de des-
trabalho equivalente prestado durante o dia, nas horas de
canso semanal, descanso semanal complementar ou feriado
obrigatório; trabalho que sejam prestadas no período previsto no n.º 1
rh — remuneração horária; da presente cláusula.
n — número de horas trabalhadas. 4 — O acréscimo retributivo previsto nos números an-
teriores não é devido quando no momento da contratação
6 — Independentemente do número de horas que o do trabalhador a retribuição tenha sido estabelecida aten-
trabalhador venha a prestar, a respectiva retribuição não dendo à circunstância de o trabalho dever ser prestado
poderá, todavia, ser inferior à correspondente a quatro exclusivamente em período nocturno.
horas, calculadas nos termos do número anterior.
7 — Quando o período de trabalho prestado nos termos Cláusula 17.ª
do n.º 5 desta cláusula seja igual ou superior a cinco horas, Trabalho em regime de turnos
os trabalhadores têm direito ao fornecimento gratuito de
uma refeição. 1 — Apenas é considerado trabalho em regime de tur-
nos o prestado em turnos rotativos, em que o trabalhador
Cláusula 15.ª está sujeito às correspondentes variações de horário de
trabalho.
Descanso compensatório 2 — Os trabalhadores só poderão mudar de turno após
1 — A prestação de trabalho suplementar em dia útil, o período de descanso semanal.
em dia de descanso semanal complementar ou em dia 3 — A prestação de trabalho em regime de turnos con-
feriado, confere aos trabalhadores o direito a um descanso fere ao trabalhador o direito ao seguinte complemento de
compensatório remunerado, correspondente a 25 % das retribuição, o qual deixará de ser devido sempre que se
horas de trabalho suplementar realizado. suspenda a prestação de trabalho em tal regime:
2 — O descanso compensatório vence-se quando perfi- a) Em regime de dois turnos em que apenas um seja
zer um número de horas igual ao período normal de traba- total ou parcialmente nocturno, acréscimo de 25 % sobre
lho diário e deve ser gozado num dos 30 dias seguintes. a retribuição mensal;
3 — Quando o descanso compensatório for devido por b) Em regime de três turnos, ou de dois turnos total
trabalho suplementar não prestado em dias de descanso ou parcialmente nocturnos, acréscimo de 35 % sobre a
semanal, obrigatório ou complementar, pode o mesmo por retribuição mensal.
acordo entre o empregador e o trabalhador ser substituído
por prestação de trabalho remunerado com um acréscimo
4 — O complemento de retribuição imposto no número
não inferior a 100 %.
4 — Nas microempresas e nas pequenas empresas, o anterior inclui o acréscimo de retribuição pelo trabalho
descanso compensatório previsto no n.º 1 pode ser subs- nocturno prestado em regime de turnos.
tituído mediante acordo por prestação de trabalho remu- 5 — O subsídio de turno é considerado para efeitos
nerado com um acréscimo não inferior a 100 % ou na falta de retribuição do período de férias e respectivo subsídio
de acordo gozado quando perfizer um número de horas sempre que se verifiquem, pelo menos, 120 dias de tra-
igual ao período normal de trabalho diário nos 90 dias balho efectivo, seguidos ou interpolados, nos 12 meses
seguintes. imediatamente anteriores ao gozo das férias.
5 — Sempre que a prestação de trabalho suplementar 6 — O empregador deve organizar um registo separado
prestado em dia normal de trabalho exceda seis horas dos trabalhadores incluídos em cada turno.
seguidas, o trabalhador terá o direito de descansar num
dos três dias subsequentes, a designar por acordo entre as Cláusula 18.ª
partes, sem perda de remuneração. Funções de vigilância
6 — Os trabalhadores que tenham trabalhado no dia
de descanso semanal obrigatório têm direito a um dia de 1 — As funções de vigilância serão desempenhadas, em
descanso completo, sem perda de remuneração, num dos princípio, por trabalhadores com a categoria de guarda.
três dias seguintes. 2 — Nos locais de trabalho onde não se justifique a
7 — Na falta de acordo, o dia de descanso compensa- permanência de um guarda, as funções de vigilância fora
tório será fixado pelo empregador. do período normal de trabalho poderão ser exercidas por
trabalhadores que durante o período normal exerçam outras
Cláusula 16.ª funções, desde que estes dêem o seu acordo por escrito e
lhes sejam fornecidas instalações para o efeito, bem como
Trabalho nocturno
um acréscimo de 40 % sobre a sua retribuição base.
1 — Considera-se nocturno o trabalho prestado no 3 — O disposto no número anterior é aplicável aos
período que decorre entre as 22 horas de um dia e as 7 horas guardas a quem sejam fornecidas instalações no local de
do dia seguinte. trabalho e que fora do respectivo período normal também
2 — Sem prejuízo dos acréscimos devidos por força exerçam funções de vigilância.
da cláusula 14.ª, a retribuição do trabalho suplementar 4 — A vigilância resultante da permanência não obriga-
nocturno será superior em 30 % à retribuição base a que dá tória prevista nos dois números anteriores, mesmo durante
direito o trabalho equivalente prestado durante o dia. os dias de descanso semanal, descanso semanal comple-

1623
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

mentar e feriados, não confere direito a remuneração para a) Necessidades prementes da empresa ou por estrita
além dos 40 % constantes no n.º 2. necessidade do trabalhador, que seja por este aceite e au-
5 — O direito ao alojamento e ao acréscimo de remu- torizada pela Autoridade para as Condições do Trabalho;
neração cessa com o termo das funções de vigilância atri- b) Incapacidade física ou psíquica permanente e defini-
buídas. tiva do trabalhador que se mostre pacificamente aceite e
autorizada pela Autoridade para as Condições do Trabalho
SECÇÃO II ou judicialmente verificada que o impossibilite do desem-
penho das funções que integram o seu posto de trabalho.
Objecto do contrato de trabalho
Cláusula 22.ª
Cláusula 19.ª
Substituições temporárias
Funções compreendidas no objecto do contrato de trabalho
1 — Sempre que um trabalhador substitua outro de cate-
1 — O trabalhador deve exercer a actividade correspon- goria e retribuição superiores terá o direito de receber uma
dente à categoria profissional para que foi contratado. remuneração correspondente à categoria do substituído
2 — A categoria profissional contratada compreende durante o tempo que essa substituição durar.
as funções que lhe sejam afins ou funcionalmente liga- 2 — Se a substituição durar mais de um ano, o substituto
das, para as quais o trabalhador detenha qualificação pro- manterá o direito à retribuição quando finda a substitui-
fissional adequada e que não impliquem desvalorização ção, regressar à sua anterior função, salvo tratando-se de
profissional. substituições em cargos de chefia.
3 — Consideram-se afins ou funcionalmente ligadas, 3 — Terminado o impedimento do trabalhador substitu-
designadamente, as actividades compreendidas no mesmo ído e se nos 30 dias subsequentes ao termo do impedimento
grupo ou carreira profissional. não se verificar o seu regresso ao lugar, o trabalhador que
4 — O disposto nos n.os 2 e 3 confere ao trabalhador, durante mais de um ano o tiver substituído será promovido
sempre que o exercício das funções afins ou funcional- à categoria profissional daquele com efeitos desde a data
mente ligadas exigir especiais qualificações, o direito a em que houver tido lugar a substituição.
formação profissional nos termos legalmente previstos.
5 — No caso em que às funções afins ou funcionalmente Cláusula 23.ª
ligadas, previstas nos n.os 2 e 3, corresponder retribuição
mais elevada, o trabalhador terá direito a esta e, após seis Cedência ocasional de trabalhadores
meses de exercício dessas funções, terá direito a reclassi- 1 — A cedência ocasional de trabalhadores consiste na
ficação, a qual só poderá ocorrer mediante o seu acordo. disponibilização temporária e eventual do trabalhador do
quadro de pessoal próprio de um empregador para outra
Cláusula 20.ª empresa, a cujo poder de direcção o trabalhador fica su-
Prestação temporária de funções não compreendidas jeito, sem prejuízo da manutenção do vínculo contratual
no objecto do contrato de trabalho inicial.
1 — O trabalhador pode ser temporariamente incumbido 2 — A cedência ocasional de um trabalhador de uma
de funções não compreendidas no objecto do contrato empresa para outra só será permitida desde que:
desde que tenha capacidade para as desempenhar e as a) Não implique mudança de empregador e não deter-
mesmas não impliquem diminuição da retribuição nem mine diminuição de direitos, regalias e garantias;
modificação substancial da posição do trabalhador. b) Se constate que não há para aquele trabalhador, na
2 — O desempenho temporário de funções, a que se re- empresa cedente, trabalho da sua categoria profissional;
fere o número anterior, só terá lugar se no local de trabalho c) O trabalhador cedido esteja vinculado à empresa
se verificar a impossibilidade de afectar o trabalhador para cedente mediante contrato de trabalho sem termo, exceptu-
a execução de tarefas correspondentes ao objecto do seu ando tratando-se de contrato de trabalho a termo justificado
contrato ou quando o interesse da empresa o exija. ao abrigo do n.º 1 da cláusula 54.ª;
3 — Quando às funções temporariamente prestadas nos d) O trabalhador concorde com a cedência.
termos dos números anteriores corresponder uma remu-
neração mais favorável, o trabalhador terá direito a essa 3 — O trabalhador cedido regressará à empresa cedente
remuneração e mantê-la-á definitivamente se a prestação logo que cesse a causa que motivou a cedência.
durar mais de 180 dias seguidos ou interpolados em cada 4 — O empregador que pretenda, nos termos do n.º 1,
ano, contados a partir do início de cada prestação. ceder um trabalhador a outra empresa, associada ou não,
4 — A prestação temporária de funções não compre- com ou sem representantes legais comuns, entregará àquele
endidas no objecto de trabalho deve ser justificada, com documento assinado pelas duas empresas interessadas, do
indicação do tempo previsível. qual conste:
Cláusula 21.ª a) Identificação, assinaturas e domicílio ou sede das
partes;
Mudança de categoria
b) Identificação do trabalhador cedido;
O trabalhador só pode ser colocado em categoria inferior c) Indicação da actividade a prestar pelo trabalhador;
àquela para que foi contratado ou a que foi promovido d) Local de trabalho onde o trabalhador prestará ser-
quando tal mudança decorra de: viço;

1624
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

e) Condições especiais em que o trabalhador é cedido, Cláusula 25.ª


se as houver; Comissão de serviços
f) Salvaguarda de todos os direitos, regalias e garantias
do trabalhador; Para além das situações previstas na legislação em vigor,
g) Responsabilização solidária do empregador a quem podem ser exercidas em regime de comissão de serviço
é cedido o trabalhador pelos créditos deste; as funções correspondentes às seguintes categorias pro-
h) Data do seu início e indicação do tempo previsível fissionais:
da respectiva duração. a) Director de serviço;
b) Técnico de grau III;
5 — Do acordo de cedência ocasional celebrado entre c) Encarregado geral (CCOP);
a empresa cedente e cessionária deverá constar ainda a d) Técnico oficial de contas;
declaração de concordância do trabalhador cedido. e) Analista informático de sistemas.
6 — O documento a que se refere o n.º 4 da presente
cláusula será entregue com a antecedência de:
CAPÍTULO IV
a) Três dias úteis, no caso de o novo local de trabalho
Local de trabalho
permitir o regresso diário à residência habitual do traba-
lhador;
Cláusula 26.ª
b) Duas semanas, quando não permitir tal regresso.
Local habitual de trabalho
Cláusula 24.ª 1 — Por local habitual de trabalho entende-se o lugar
Cedência definitiva de trabalhadores onde deve ser realizada a prestação de acordo com o esti-
pulado no contrato ou o lugar resultante de transferência
1 — A cedência definitiva do trabalhador de um empre- definitiva do trabalhador.
gador para outro só é permitida se à respectiva proposta, 2 — Na falta de indicação expressa, considera-se local
apresentada com a antecedência mínima de 15 dias, der habitual de trabalho o que resultar da natureza da acti-
o trabalhador o seu acordo por escrito e não determinar vidade do trabalhador e da necessidade da empresa que
diminuição dos direitos, regalias e garantias estipuladas tenha levado à sua admissão, desde que esta última fosse
na lei e neste contrato, nomeadamente os decorrentes da ou devesse ser conhecida pelo trabalhador.
antiguidade, que será sempre contada a partir da data de 3 — O local habitual de trabalho determinado nos ter-
admissão ao serviço da cedente. mos dos números anteriores poderá ser:
2 — Apenas existe cedência definitiva do trabalhador, a) Local habitual de trabalho fixo;
nos termos do número anterior, quando esta conste de b) Local habitual de trabalho não fixo, exercendo o
documento escrito, assinado pela entidade cedente e pela trabalhador a sua actividade indistintamente em diversos
cessionária, do qual será obrigatoriamente fornecida cópia lugares ou obras.
ao trabalhador, e cedência essa que não confere a este, por
si só, direito a indemnização por despedimento pago pelo Cláusula 27.ª
empregador cedente.
Trabalhadores com local de trabalho não fixo
3 — O documento referido no número anterior conterá
obrigatoriamente: 1 — Os trabalhadores com local de trabalho não fixo
têm direito, nos termos a acordar com o empregador, no
a) A identificação, remuneração, categoria e antiguidade momento da admissão ou posteriormente a esta, ao paga-
do trabalhador; mento das seguintes despesas directamente impostas pelo
b) Local de trabalho onde o trabalhador prestará serviço exercício da actividade:
ou, se for caso disso, o carácter não fixo do mesmo;
c) Condições especiais em que o trabalhador é cedido, a) Despesas com transporte;
se as houver; b) Despesas com alimentação;
d) Salvaguarda de todos os direitos, regalias e garantias c) Despesas de alojamento.
do trabalhador, incluindo as decorrentes da antiguidade;
e) Responsabilização solidária do empregador a quem é 2 — As despesas com alimentação e alojamento poderão
ser custeadas através da atribuição de ajudas de custo, nos
cedido o trabalhador pelos créditos deste sobre a cedente,
termos e com os condicionalismos previstos na lei.
vencidos nos 12 meses anteriores à cedência.
Cláusula 28.ª
4 — No prazo de sete dias a contar do início da pres-
tação do trabalho junto da entidade cessionária, pode o Deslocações inerentes às funções
trabalhador reassumir o seu cargo ao serviço da entidade 1 — O trabalhador encontra-se adstrito às deslocações
cedente, revogando o acordo referido no n.º 1 desta cláu- inerentes às suas funções ou indispensáveis à sua formação
sula. profissional.
5 — O disposto na presente cláusula não prejudica a 2 — O empregador tem que custear as despesas do
faculdade de o empregador admitir o trabalhador nos ter- trabalhador impostas pelas deslocações, podendo haver
mos de outras disposições aplicáveis deste contrato. lugar ao pagamento de ajudas de custos para as despesas

1625
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

com alimentação e alojamento, nos termos e com os con- Cláusula 31.ª


dicionalismos previstos na lei. Transferências temporárias sem regresso diário à residência

Cláusula 29.ª 1 — Nas transferências temporárias sem regresso diário


à residência os trabalhadores deslocados terão direito a:
Transferência temporária de trabalhadores
com local de trabalho fixo a) Pagamento ou fornecimento integral da alimentação
1 — Designa-se por transferência temporária a realiza- e alojamento, podendo tais despesas ser custeadas através
ção a título transitório das actividades inerentes a um posto do pagamento de ajudas de custo, nos termos e com os
de trabalho fora do local habitual de prestação do mesmo condicionalismos previstos na lei;
que pressuponha a manutenção do respectivo posto no b) Transporte gratuito assegurado pelo empregador ou
local de trabalho fixo de origem, para o qual o trabalhador pagamento integral das despesas de transporte de ida e
regressa finda a transferência. volta: no início e no termo da transferência temporária; no
2 — Por estipulação contratual, inicial ou posterior, o início e no termo dos períodos de férias gozados durante a
empregador pode, quando o interesse da empresa o exija, manutenção da mesma; por cada duas semanas de duração
transferir temporariamente o trabalhador para outro local da transferência temporária;
de trabalho. c) Pagamento de um subsídio correspondente a 25 %
3 — Consideram-se transferências temporárias com da retribuição base.
regresso diário à residência aquelas em que o período de
tempo despendido, incluindo a prestação de trabalho e as 2 — Na aplicação do direito conferido na alínea a) do
viagens impostas pela transferência, não ultrapasse em número anterior deve igualmente atender-se aos princípios
mais de duas horas o período normal de trabalho acrescido consignados no n.º 2 da cláusula 30.ª
do tempo consumido nas viagens habituais. 3 — O subsídio referido na alínea c) do n.º 1 é calculado
4 — Consideram-se transferências temporárias sem re- em função do número de dias consecutivos que durar a
gresso diário à residência as que, por excederem o limite de transferência temporária, com exclusão nos períodos de
duas horas previsto no número anterior, não permitam a ida férias gozados durante a sua permanência.
diária do trabalhador ao local onde habitualmente pernoita, 4 — O trabalhador deverá ser dispensado da transferên-
salvo se este optar pelo respectivo regresso, caso em que cia temporária prevista nesta cláusula nos termos previstos
será aplicável o regime estabelecido para as transferências na lei e no presente contrato para a dispensa da prestação
com regresso diário à residência. de trabalho suplementar.
5 — Salvo motivo imprevisível, a decisão de transferên-
cia temporária de local de trabalho tem de ser comunicada Cláusula 32.ª
ao trabalhador com vinte e quatro horas de antecedência. Transferências temporárias para fora do continente/país

Cláusula 30.ª 1 — As normas reguladoras das transferências temporá-


rias para fora do continente serão sempre objecto de acordo
Transferência temporária com regresso diário à residência escrito entre o trabalhador e o empregador, podendo haver
1 — Os trabalhadores transferidos temporariamente lugar ao pagamento de ajudas de custos para as despesas
com regresso diário à residência terão direito a que: com alimentação e alojamento.
2 — Tratando-se de transferência temporária para o
a) Lhes seja fornecido ou pago meio de transporte de estrangeiro, por período superior a um mês, do texto do
ida e volta, na parte que vá além do percurso usual entre acordo deverá constar:
a sua residência e o local habitual de trabalho;
b) Lhes seja fornecido ou pago almoço, jantar ou ambos, a) Duração previsível do período de trabalho a prestar
consoante as horas ocupadas, podendo tais despesas ser no estrangeiro;
custeadas através do pagamento de ajudas de custo, nos b) Moeda em que será efectuada a retribuição e respec-
termos e com os condicionalismos previstos na lei; tivo lugar de pagamento;
c) Lhes seja pago ao valor da hora normal o tempo gasto c) Condições de eventual repatriamento;
nas viagens de ida e volta entre o local da prestação e a d) Acessos a cuidados de saúde.
residência do trabalhador, na parte em que exceda o tempo
habitualmente gasto entre o local habitual de trabalho e a 3 — No caso de destacamento para o estrangeiro, o
referida residência. empregador deve comunicar, com cinco dias de antecedên-
cia, à Autoridade para as Condições do Trabalho:
2 — Na aplicação do disposto na alínea b) do número a) A identidade dos trabalhadores a destacar;
anterior devem as partes proceder segundo os princípios de b) O utilizador, se for o caso;
boa-fé e as regras do senso comum, tendo em conta, no caso c) O local de trabalho;
do pagamento da refeição, os preços correntes no tempo e d) O início e o termo previsíveis da deslocação.
local em que a despesa se efectue, podendo o empregador
exigir documento comprovativo da despesa feita. Cláusula 33.ª
3 — Os trabalhadores deverão ser dispensados das trans-
Doença do trabalhador
ferências temporárias referidas nesta cláusula nos termos
previstos na lei e no presente contrato para a dispensa de 1 — Registando-se uma situação de doença cuja duração
trabalho suplementar. se prevê superior a dois dias, o trabalhador terá direito ao

1626
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

pagamento ou fornecimento de transporte de regresso à CAPÍTULO V


sua residência.
Retribuição do trabalho
2 — Prevendo-se um período de doença igual ou inferior
a dois dias, o trabalhador permanecerá no local de trabalho,
Cláusula 37.ª
cessando todos os direitos, deveres e garantias das partes,
na medida em que pressuponham a efectiva prestação Noção de retribuição
de trabalho, sendo no entanto assegurado pelo emprega- 1 — A retribuição mensal integra o que, nos termos da
dor, durante o período de inactividade, a manutenção das lei e do presente contrato, o trabalhador tem o direito de
condições previamente estabelecidas no que concerne a receber como contrapartida do seu trabalho.
alojamento e alimentação. 2 — A retribuição mensal engloba a retribuição base e
3 — Por solicitação do trabalhador, e prevendo-se uma todas as outras prestações regulares e periódicas, nomea-
recuperação no prazo de oito dias, poderá o trabalhador damente a retribuição especial por isenção de horário de
permanecer no local de trabalho, dentro dos condiciona- trabalho e o complemento de retribuição pela prestação de
lismos previstos no número anterior. trabalho em regime de turnos.
3 — Considera-se retribuição mínima as constantes do
Cláusula 34.ª anexo III do presente contrato.
4 — Considera-se retribuição base a retribuição mínima
Falecimento do trabalhador transferido temporariamente
efectivamente paga por cada empregador quando superior
No caso de falecimento do trabalhador transferido tem- aos valores da tabela.
porariamente, o empregador suportará as despesas decor- 5 — Até prova em contrário, presume-se constituir
rentes da transferência do corpo para o local da residência retribuição toda e qualquer outra prestação do emprega-
habitual. dor ao trabalhador.

Cláusula 35.ª Cláusula 38.ª


Ocorrência de períodos de inactividade Retribuição horária
durante a transferência temporária O valor da remuneração horária será calculado segundo
Sem prejuízo da possibilidade que o empregador dis- a seguinte fórmula:
põe de fazer cessar a transferência temporária, o regime Rb × 12
previsto na cláusula 31.ª subsiste enquanto esta perdurar, 52 × n
independentemente de durante a referida transferência
ocorrerem períodos de inactividade. em que Rb é o valor da remuneração base e n o período
normal de trabalho semanal.
Cláusula 36.ª
Cláusula 39.ª
Transferência definitiva dos trabalhadores
com local de trabalho fixo Documento a entregar ao trabalhador no acto do pagamento

1 — Para além de outras situações previstas no contrato No acto do pagamento da retribuição o empregador deve
de trabalho o empregador pode transferir o trabalhador para entregar ao trabalhador documento do qual conste:
outro local de trabalho, a título definitivo, nas seguintes a) A identificação do empregador, nome completo do
situações: trabalhador e a categoria profissional deste;
a) As transferências motivadas pela mudança ou por b) Número de inscrição na segurança social do traba-
encerramento total ou parcial do estabelecimento ou obra; lhador;
b) Transferência motivada por interesse do empregador c) Período a que respeita a retribuição, descriminando
ou do trabalhador nas situações previstas na legislação em a retribuição base e demais prestações;
vigor e no contrato de trabalho. d) Indicação do montante ilíquido e de todos os descon-
tos e deduções efectuados, bem como o montante líquido
a receber;
2 — As condições da transferência prevista na alínea b)
e) Identificação da companhia seguradora para a qual
do n.º 1 devem constar de documento assinado por ambas
tenha sido transferido o risco relativo a acidentes de tra-
as partes. balho.
3 — O empregador deve custear as despesas do traba-
lhador impostas pela transferência motivada pela mudança Cláusula 40.ª
ou por encerramento total ou parcial do estabelecimento
ou obra ou por interesse da empresa, decorrentes do acrés- Abono para falhas
cimo de custos de transporte, alimentação e resultantes de 1 — Os trabalhadores que exerçam funções de paga-
mudança de residência. mento ou recebimento têm direito, enquanto se mantiverem
4 — Salvo motivo imprevisível, a decisão de transferên- classificados nas profissões a que correspondam essas
cia definitiva de local de trabalho tem de ser comunicada funções, a um abono mensal para falhas de 5 % sobre a
ao trabalhador com 10 dias de antecedência. retribuição mínima estipulada para o nível VII.

1627
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

2 — Sempre que os trabalhadores referidos no número 7 — As dispensas para consultas pré-natais, preparação
anterior sejam substituídos nas funções citadas por perío- para o parto, amamentação e aleitação não implicam perda
dos iguais ou superiores a 15 dias o substituto terá direito do subsídio de refeição.
ao abono para falhas na proporção do tempo de substi- 8 — Sempre que a natureza, localização e duração das
tuição. obras e o número de trabalhadores que nelas trabalhem o
justifiquem, deverá ser previsto um local coberto e abri-
Cláusula 41.ª gado das intempéries, dotado de água potável e dispondo
Subsídio de Natal de mesas e bancos, onde o pessoal possa preparar e tomar
as suas refeições.
1 — Todos os trabalhadores têm direito a um subsídio 9 — Tratando-se de obras que ocupem mais de 50 tra-
de Natal de valor igual a um mês de retribuição base, balhadores por período superior a seis meses, quando a sua
sendo contudo proporcional ao tempo de serviço efectivo natureza e localização o justifiquem, deverão ser montadas
prestado no ano a que se reporta. cozinhas com chaminés, dispondo de pia e dotadas de água
2 — Para efeitos no disposto no número anterior, se- potável, e refeitórios com mesas e bancos, separados das
rão tidos em conta para atribuição do subsídio os dias de primeiras, mas ficando-lhes contíguos.
não prestação de trabalho por motivo de falecimento de
10 — As construções a que se referem os números ante-
parentes ou afins, casamento, parto, de licença parental
exclusiva e obrigatória do pai e ainda pelo crédito de horas riores, que poderão ser desmontáveis, devem satisfazer as
de membro da direcção de associação sindical. condições expressas nas disposições legais em vigor.
3 — No caso de faltas motivadas por doença subsidiada
até 30 dias por ano, o empregador pagará ao trabalhador Cláusula 43.ª
o complemento da prestação compensatória paga a título Utilização de viatura própria
de subsídio de Natal pela segurança social.
4 — Na determinação do ano a que o subsídio respeita, Aos trabalhadores que, mediante acordo prévio, se des-
podem as empresas considerar o período compreendido loquem em viatura própria ao serviço da empresa será pago
entre 1 de Novembro do ano anterior e 31 de Outubro do por cada quilómetro percorrido e conforme a natureza do
ano do respectivo processamento. veículo a percentagem que se indica do preço em vigor do
5 — O subsídio de Natal será pago até 15 de Dezem- litro da gasolina sem chumbo 98:
bro de cada ano, salvo no caso da cessação do contrato Automóveis ligeiros: 20 %;
de trabalho, em que o pagamento se efectuará na data da Motociclos: 10 %;
cessação referida. Bicicletas motorizadas: 8 %.
Cláusula 42.ª
Subsídio de refeição CAPÍTULO VI
1 — Os trabalhadores abrangidos pelo presente contrato Suspensão da prestação do trabalho
colectivo terão direito por dia de trabalho efectivamente
prestado a um subsídio de refeição no valor de € 5,13, a SECÇÃO I
partir de 1 de Janeiro de 2010.
2 — Não terão direito ao subsídio de refeição correspon- Descanso semanal e feriados
dente ao período de uma semana os trabalhadores que no
decurso da mesma hajam faltado injustificadamente. Cláusula 44.ª
3 — O valor do subsídio referido no n.º 1 não será con- Descanso semanal
siderado no período de férias, bem como para o cálculo
dos subsídios de férias e de Natal. 1 — Em princípio, o dia de descanso semanal será ao
4 — O subsídio de refeição previsto nesta cláusula não domingo, sendo o sábado considerado dia de descanso
é devido aos trabalhadores ao serviço do empregador que semanal complementar.
forneçam integralmente refeições ou nelas comparticipem 2 — Sem prejuízo do disposto no n.º 1 da cláusula 8.ª,
com montantes não inferiores aos valores mencionados o descanso semanal poderá não coincidir com o sábado e
no n.º 1. o domingo, nas seguintes situações:
5 — Para efeitos dos n.os 1, 2 e 6, o direito ao subsídio
de refeição efectiva-se com a prestação de trabalho nos a) Aos trabalhadores necessários para assegurar a conti-
dois períodos normais de laboração diária ou no período nuidade dos serviços que não possam ser interrompidos;
convencionado nos contratos de trabalho a tempo parcial b) Ao pessoal dos serviços de limpeza ou encarregados
e desde que não se registe num dia uma ausência superior de outros trabalhos preparatórios e complementares que
a 25 % do período de trabalho diário. devam necessariamente ser efectuados no dia de descanso
6 — Os trabalhadores a tempo parcial têm direito ao dos restantes trabalhadores;
pagamento integral do subsídio de refeição, nos mesmos c) Aos guardas e porteiros;
termos aplicáveis aos trabalhadores a tempo inteiro, quando d) Aos trabalhadores que exerçam actividade em
a prestação de trabalho diária seja igual ou superior a cinco exposições e feiras;
horas, ou sendo a prestação de trabalho diária inferior a e) Aos trabalhadores que exerçam a actividade de ven-
cinco horas à proporção do respectivo período normal de dedores e promotores de vendas;
trabalho semanal. f) Trabalhadores em regime de turnos.

1628
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

3 — Sempre que possível, o empregador deve propor- dias de descanso ou feriados imediatamente anteriores ou
cionar aos trabalhadores que pertençam ao mesmo agre- posteriores ao dia ou dias de faltas.
gado familiar o descanso semanal e o descanso semanal
complementar nos mesmos dias. Cláusula 48.ª
4 — Aos trabalhadores em regime de turnos será asse- Suspensão do contrato por motivo de impedimento prolongado
gurado, no mínimo de seis em seis semanas, o descanso
semanal coincidente com o sábado e o domingo. 1 — Quando o trabalhador esteja temporariamente
impedido por facto que não lhe seja imputável, nomeada-
Cláusula 45.ª mente doença ou acidente, e o impedimento se prolongue
por mais de um mês, cessam os direitos e garantias das
Feriados partes, na medida em que pressuponham a efectiva pres-
1 — São feriados obrigatórios os seguintes: tação de trabalho.
2 — O tempo de suspensão conta para efeitos de anti-
1 de Janeiro; guidade, conservando o trabalhador o direito ao lugar e
Sexta-Feira Santa; continuando obrigado a guardar lealdade ao empregador.
Domingo de Páscoa; 3 — O disposto no n.º 1 começará a observar-se mesmo
25 de Abril; antes de expirado o prazo de um mês, a partir do momento
1 de Maio; em que haja a certeza ou se preveja com segurança que o
Corpo de Deus (festa móvel); impedimento terá duração superior àquele prazo.
10 de Junho; 4 — O contrato caducará, porém, no momento em que
15 de Agosto; se torne certo que o impedimento é definitivo.
5 de Outubro; 5 — No dia imediato ao da cessação do impedimento, o
1 de Novembro; trabalhador deve apresentar-se ao empregador para retomar
1 de Dezembro; a actividade, sob pena de incorrer em faltas injustificadas,
8 de Dezembro; salvo se existirem motivos atendíveis que impeçam a com-
25 de Dezembro. parência do trabalhador no prazo considerado.

2 — O feriado de Sexta-Feira Santa poderá ser obser- SECÇÃO III


vado em outro dia com significado local no período da
Páscoa. Férias
3 — Para além dos feriados estabelecidos no n.º 1,
observar-se-á também a terça-feira de Carnaval e o fe- Cláusula 49.ª
riado municipal ou, na sua falta, o feriado da capital do Duração do período de férias
distrito.
4 — Nas empresas com locais de trabalho dispersos por 1 — O período anual de férias tem a duração mínima
mais de um concelho, poderá a empresa, caso exista acordo de 22 dias úteis.
entre esta e a maioria dos trabalhadores de cada local de 2 — A duração do período de férias é aumentada no
trabalho, adoptar genericamente o feriado municipal da caso de o trabalhador não ter faltado ou na eventualidade
localidade em que se situa a respectiva sede. de ter apenas faltas justificadas no ano a que as férias se
reportam, nos seguintes termos:
Cláusula 46.ª a) Três dias de férias até ao máximo de uma falta ou
Véspera de Natal dois meios dias de faltas;
b) Dois dias de férias até ao máximo de duas faltas ou
A véspera de Natal (24 de Dezembro) será dia de não quatro meios dias de faltas;
prestação de trabalho para todos os trabalhadores, sem c) Um dia de férias até ao máximo de três faltas ou seis
perda de remuneração. meios dias de faltas.

SECÇÃO II 3 — Para efeitos do número anterior, são equiparadas


às faltas os dias de suspensão do contrato de trabalho por
Faltas facto respeitante ao trabalhador.
4 — Somente as ausências ao serviço motivadas pelo
Cláusula 47.ª gozo de licença em situação de risco clínico durante a
Faltas gravidez, licença por interrupção da gravidez, licença
parental em qualquer das modalidades, licença por adop-
1 — Para além das faltas justificadas previstas na lei, ção e licença parental complementar em qualquer das suas
consideram-se ainda como faltas justificadas e sem perda modalidades, bem como as faltas dadas por trabalhado-
de retribuição as originadas pela necessidade de dádiva de res legalmente eleitos para as estruturas de representação
sangue, pelo tempo tido como indispensável. colectiva ou representação nos domínios da segurança e
2 — Sem prejuízo dos efeitos disciplinares, tratando-se saúde no trabalho não afectam o aumento da duração do
de faltas injustificadas a um ou meio período normal de período anual de férias previsto no n.º 2.
trabalho diário, o período de ausência a considerar para 5 — Para efeitos da aquisição do bónus de férias pre-
efeitos de perda de retribuição abrangerá os dias ou meios visto no n.º 2, só será considerada a assiduidade registada

1629
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

no ano civil subsequente ao ano da admissão, exceptuando caso da sua não existência, com a aceitação maioritária
as admissões ocorridas no dia 1 de Janeiro. dos trabalhadores abrangidos;
6 — No ano da contratação, o trabalhador tem direito, c) Por período superior a 15 dias consecutivos entre 1 de
após seis meses completos de execução do contrato, a gozar Maio e 31 de Outubro, quando a natureza da actividade
2 dias úteis de férias por cada mês de duração do contrato assim o exigir;
nesse ano, até ao máximo de 20 dias úteis. d) Durante as férias escolares do Natal, não podendo
7 — No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de exceder cinco dias úteis consecutivos.
decorrido o prazo referido no número anterior ou antes de
gozado o direito a férias, pode o trabalhador usufrui-lo até 2 — Salvo o disposto no número seguinte, o encerra-
30 de Junho do ano civil subsequente. mento da empresa ou estabelecimento não prejudica o gozo
8 — Da aplicação do disposto nos n.os 6 e 7 não pode efectivo do período efectivo de férias a que o trabalhador
resultar para o trabalhador o direito ao gozo de um período tenha direito.
de férias, no mesmo ano civil, superior a 30 dias úteis. 3 — Os trabalhadores que tenham direito a um período
9 — No caso de a duração do contrato de trabalho ser de férias superior ao do encerramento podem optar por
inferior a seis meses, o trabalhador tem o direito de gozar receber a retribuição e o subsídio de férias correspondentes
dois dias úteis de férias por cada mês completo de duração à diferença, sem prejuízo de ser sempre salvaguardado o
do contrato, contando-se para o efeito todos os dias segui- gozo efectivo de 20 dias úteis de férias, ou por gozar, no
dos ou interpolados de prestação de trabalho. todo ou em parte, o período excedente de férias prévia ou
10 — Aos efeitos da suspensão do contrato de trabalho posteriormente ao encerramento.
por impedimento prolongado, respeitante ao trabalhador,
sobre o direito a férias aplica-se a legislação em vigor. Cláusula 52.ª
11 — Aos efeitos da cessação do contrato de trabalho Cumulação de férias
sobre o direito a férias aplica-se a legislação em vigor.
12 — Em caso de cessação de contrato no ano civil Para além das situações previstas na legislação aplicá-
subsequente ao da admissão ou cuja duração não seja vel, terão ainda o direito de acumular férias de dois anos
superior a 12 meses será atribuído um período de férias os trabalhadores estrangeiros que pretendam gozá-las no
proporcional ao da duração do vínculo. país de origem.
13 — Para efeitos de férias, a contagem dos dias úteis
compreende os dias de semana de segunda-feira a sexta- Cláusula 53.ª
-feira, com exclusão dos feriados. Retribuição durante as férias
14 — O trabalhador pode renunciar parcialmente ao
direito a férias, recebendo a retribuição e o subsídio res- 1 — A retribuição correspondente ao período de férias
pectivos, sem prejuízo de ser assegurado o gozo efectivo não pode ser inferior à que os trabalhadores receberiam
de 20 dias úteis de férias. se estivessem em serviço efectivo.
2 — Além da retribuição mencionada no número ante-
Cláusula 50.ª rior, os trabalhadores têm direito a um subsídio de férias
de montante equivalente à retribuição mensal que será
Marcação do período de férias pago antes do início de um período mínimo de 15 dias
1 — O período de férias é marcado por acordo entre o úteis consecutivos de férias e proporcionalmente no caso
de gozo interpolado de férias, salvo acordo escrito em
empregador e o trabalhador.
contrário.
2 — Na falta de acordo cabe ao empregador marcar as
3 — O acréscimo da duração do período de férias refe-
férias, podendo fazê-lo entre o período que decorre entre rido no n.º 2 da cláusula 49.ª não releva, em caso algum,
1 de Maio e 31 de Outubro. para o cálculo do montante do subsídio de férias.
3 — Tratando-se de pequenas, médias e grandes empre- 4 — A redução do período de férias, nos casos em que
sas, metade do período anual de férias poderá ser marcado esta seja legalmente possível, não implica redução corres-
unilateralmente pelo empregador fora do período previsto pondente no subsídio de férias.
no número anterior.
4 — O mapa de férias, com indicação do início e termo
dos períodos de férias de cada trabalhador, deve ser elabo- CAPÍTULO VII
rado até 15 de Abril de cada ano e afixado nos locais de
trabalho entre essa data e 31 de Outubro. Contratos a termo

Cláusula 51.ª Cláusula 54.ª


Encerramento da empresa ou estabelecimento Admissibilidade de celebração de contratos a termo

1 — O empregador pode encerrar, total ou parcialmente, 1 — O contrato de trabalho a termo pode ser celebrado
a empresa ou o estabelecimento nos seguintes termos: para a execução, direcção ou fiscalização de trabalhos de
construção civil, obras públicas, montagens e reparações
a) Até 15 dias consecutivos entre 1 de Maio e 31 de industriais, em regime de empreitada ou em administração
Outubro; directa, nas obras a cargo do empregador, incluindo os
b) Por período superior a 15 dias consecutivos ou fora respectivos projectos e propostas bem como outras acti-
do período entre 1 de Maio e 31 de Outubro, mediante vidades complementares de controlo e acompanhamento,
parecer favorável da comissão de trabalhadores ou, no nomeadamente de natureza técnica ou administrativa, sem

1630
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

prejuízo de outras situações previstas na lei ou em contrato Cláusula 58.ª


de trabalho. Contratos sucessivos
2 — É admitida a celebração de contrato por prazo
inferior a seis meses nos casos referidos no número 1 — A cessação, por motivo não imputável ao trabalha-
anterior. dor, de contrato de trabalho a termo impede nova admissão
3 — Desde que o contrato seja justificado ao abrigo do ou afectação de trabalhador através de contrato a termo
n.º 1 da presente cláusula, podem ser celebrados contratos ou de trabalho temporário cuja execução se concretize
a termo certo, tendo em vista o desempenho da actividade para o mesmo posto de trabalho ou ainda de contrato de
do trabalhador em diversas obras a cargo do empregador, prestação de serviços para o mesmo objecto, celebrado
desde que o trabalhador em causa permaneça em cada obra com o mesmo empregador ou sociedade que com este se
por períodos que não ultrapassem oito meses consecutivos, encontre em relação de domínio ou de grupo, ou mantenha
sem necessidade de estabelecer relação entre a justificação estruturas organizativas comuns, antes de decorrido um
invocada e o termo estipulado, e bem assim sem necessi- período de tempo equivalente a um terço de duração do
dade de identificação concreta das obras. contrato, incluindo as suas renovações.
2 — Para além das situações previstas na lei, não é
Cláusula 55.ª aplicável o princípio previsto no número anterior nos
seguintes casos:
Formalidades
a) Nova ausência do trabalhador substituído ou a
1 — Para além das formalidades expressas na cláu-
ausência de outro trabalhador;
sula 3.ª deve constar do contrato a indicação do motivo
b) Execução, direcção e fiscalização de trabalhos de
justificativo da aposição do termo com menção expressa
construção civil, obras públicas, montagens e reparações
dos factos que o integram, devendo estabelecer-se a
industriais, em regime de empreitada ou em administração
relação entre a justificação invocada e o termo estipu-
directa, incluindo os respectivos projectos e outras activi-
lado, com excepção do previsto no n.º 3 da cláusula
dades complementares de controlo e acompanhamento, no-
anterior.
meadamente de natureza técnica ou administrativa, desde
2 — Tratando-se de contrato de trabalho a termo certo,
que as sucessivas contratações não ultrapassem o período
as partes poderão definir que o local de trabalho é não
de três anos, no caso de sucessivos contratos a termo certo
fixo.
ou a termo certo e incerto, ou o período de seis anos, no
3 — Considera-se sem termo o contrato em que falte
caso de sucessivos contratos a termo incerto.
a redução a escrito, a assinatura das partes, o nome ou
denominação ou, simultaneamente, as datas da celebração
Cláusula 59.ª
do contrato e de início do trabalho, bem como aquele em
que se omitam ou sejam insuficientes a referência exigida Caducidade do contrato a termo certo
no n.º 1 da presente cláusula.
O contrato caduca no termo do prazo estipulado desde
que o empregador ou o trabalhador comunique por forma
Cláusula 56.ª
escrita, com a antecedência mínima de, respectivamente,
Período experimental 15 ou 8 dias consecutivos, a vontade de o fazer cessar.
Nos contratos de trabalho a termo, o período experi-
mental tem a seguinte duração: Cláusula 60.ª
Compensação por caducidade de contrato a termo
a) 30 dias para contratos de duração igual ou superior
a 6 meses; A caducidade do contrato a termo que decorra de
b) 15 dias nos contratos a termo certo de duração inferior declaração do empregador confere ao trabalhador direito
a 6 meses e nos contratos a termo incerto cuja duração se a uma compensação correspondente a três ou dois dias de
preveja não vir a ser superior àquele limite. retribuição base proporcional ao tempo de serviço efec-
tivamente prestado, consoante o contrato tenha durado
Cláusula 57.ª por um período que, respectivamente, não exceda ou seja
Duração e renovação dos contratos a termo
superior a seis meses.

1 — O contrato de trabalho a termo certo pode ser Cláusula 61.ª


renovado até três vezes e a sua duração não pode exceder
Comunicação
três anos, excepto nos casos previstos nas alíneas a) e b)
do n.º 1 do artigo 148.º do Código do Trabalho. 1 — Nos termos da lei, o empregador deve comunicar
2 — O contrato a termo incerto não pode ter duração à Autoridade para as Condições do Trabalho a celebração,
superior a seis anos. com indicação do respectivo fundamento e a cessação dos
3 — A renovação de contrato de trabalho a termo certo contratos a termo.
está sujeita à verificação dos fundamentos que justificaram 2 — O empregador deve comunicar a celebração de
a sua celebração, bem como à forma escrita no caso de as contrato de trabalho a termo, com indicação do respectivo
partes estipularem prazo diferente do inicial ou renovado, motivo justificativo, bem como a cessação do mesmo à
considerando-se como um único contrato aquele que seja comissão de trabalhadores e à associação sindical em que
objecto de renovação. o trabalhador esteja filiado, no prazo de cinco dias úteis.

1631
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

CAPÍTULO VIII sem prejuízo do cumprimento das regras do ingresso e


permanência de estrangeiros em Portugal.
Protecção da parentalidade
Cláusula 65.ª
Cláusula 62.ª
Comunicação da celebração e cessação dos contratos
Protecção da parentalidade
1 — O empregador deve comunicar à Autoridade para as
O empregador deve dar cumprimento ao regime de Condições do Trabalho, na forma legalmente prevista:
protecção da parentalidade nos termos e condições pre-
vistos na lei. a) A celebração de contrato de trabalho com trabalhador
estrangeiro ou apátrida, antes do início da sua execução;
b) A cessação de contrato, nos 15 dias posteriores.
CAPÍTULO IX
2 — O disposto no número anterior não é aplicável a
Trabalho de estrangeiros ou apátridas contrato de trabalho de cidadão nacional de país membro
do espaço económico europeu ou de outro Estado que
Cláusula 63.ª consagre a igualdade de tratamento com cidadão nacional
Condições prévias de contratação em matéria de livre exercício de actividade profissional.
A celebração de contrato de trabalho com cidadão
estrangeiro ou apátrida só é admissível se o mesmo for CAPÍTULO X
titular de documento comprovativo do cumprimento das Trabalho de menores
obrigações legais relativas à entrada, permanência ou re-
sidência em Portugal, sem prejuízo de outros requisitos Cláusula 66.ª
legais aplicáveis, nomeadamente no que se refere à forma
e conteúdo do contrato de trabalho. Princípios gerais
1 — O empregador deve proporcionar ao menor con-
Cláusula 64.ª dições de trabalho adequadas à respectiva idade que pro-
Formalidades tejam a sua segurança, saúde, desenvolvimento físico,
psíquico e moral bem como a sua educação e formação,
1 — Para além dos elementos previstos na cláusula 3.ª, o respeitando a legislação em vigor relativa às actividades,
contrato de trabalho celebrado com cidadão estrangeiro ou processos e condições de trabalho condicionados e proi-
apátrida está sujeito à forma escrita, devendo ser celebrado bidos a menores.
em duplicado e conter as seguintes indicações: 2 — O empregador deve avaliar os riscos relacionados
a) Identificação, assinaturas e domicílio ou sede das com o trabalho antes de o menor começar a trabalhar e
partes; sempre que haja qualquer alteração importante das con-
dições de trabalho nos termos da lei aplicável.
b) Referência ao visto de trabalho ou ao título de auto-
rização de residência ou permanência do trabalhador em
Cláusula 67.ª
território português;
c) A actividade do empregador; Celebração do contrato de trabalho
d) Actividade contratada e retribuição do trabalhador; 1 — É válido o contrato de trabalho celebrado direc-
e) Local e período normal de trabalho; tamente com o menor que tenha completado 16 anos de
f) Valor, periodicidade e forma de pagamento da retri- idade, concluído a escolaridade obrigatória e disponha
buição; de capacidades físicas e psíquicas adequadas ao posto de
g) Datas da celebração do contrato e do início da pres- trabalho, salvo oposição escrita dos seus representantes
tação da actividade. legais.
2 — O contrato celebrado directamente com menor
2 — Em anexo ao contrato deve ainda constar a identi- que não tenha concluído a escolaridade obrigatória só é
ficação e domicílio da pessoa ou pessoas beneficiárias de válido mediante a autorização escrita dos seus represen-
pensão em caso de morte resultante de acidente de trabalho tantes legais.
ou doença profissional.
3 — O exemplar do contrato que ficar com o empre- Cláusula 68.ª
gador deve ter apensos documentos comprovativos do Admissão de trabalhadores menores sem escolaridade
cumprimento das obrigações legais relativas à entrada e obrigatória ou sem qualificação profissional
à permanência ou residência do cidadão estrangeiro ou
apátrida em Portugal, sendo apensas cópias dos mesmos 1 — O menor com idade igual ou superior a 16 anos
documentos ao outro exemplar. que não tenha concluído a escolaridade obrigatória ou
4 — O disposto na presente cláusula não é aplicável a não possua qualificação profissional pode ser admitido a
contrato de trabalho de cidadão nacional de país membro prestar trabalho desde que se verifiquem cumulativamente
do espaço económico europeu ou de outro Estado que as seguintes condições:
consagre a igualdade de tratamento com cidadão nacional a) Frequente modalidade de educação ou formação
em matéria de livre exercício de actividade profissional, que confira, consoante o caso, a escolaridade obrigatória,

1632
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

qualificação profissional, ou ambas, nomeadamente em desenvolvidas na empresa ou a concessão de tempo para


centros novas oportunidades, excepto no caso em que o frequência de formação por iniciativa do trabalhador, de
menor apenas preste trabalho durante as férias escolares; acordo com a legislação em vigor aplicável.
b) No caso previsto no número anterior, o menor be- 2 — O trabalhador deve comparecer e participar de
neficia do estatuto de trabalhador-estudante, tendo a dis- modo diligente nas acções de formação profissional que
pensa ao trabalho para frequência de aulas com duração lhe sejam proporcionadas.
em dobro da prevista no n.º 3 do artigo 90.º do Código
do Trabalho.
CAPÍTULO XIII
2 — O empregador comunicará à Autoridade para as
Condições do Trabalho, nos oito dias subsequentes, a Cessação do contrato de trabalho
admissão de menores efectuada nos termos do número
anterior. Cláusula 73.ª
Indemnização por cessação do contrato de trabalho
Cláusula 69.ª
1 — O montante da indemnização é de 30 dias de retri-
Descanso diário buição base, por cada ano completo de antiguidade, sendo
O horário de trabalho do menor deve assegurar um proporcional em caso de fracção de ano, nas seguintes
descanso diário mínimo de doze horas consecutivas entre situações de cessação contratual:
os períodos de trabalho de dois dias sucessivos.
a) Resolução do contrato de trabalho, incluindo os ce-
lebrados a termo, por iniciativa do trabalhador com invo-
Cláusula 70.ª
cação de justa causa, aceite pelo empregador ou declarada
Protecção da segurança e saúde do menor judicialmente;
Sem prejuízo das obrigações estabelecidas em dispo- b) Resolução do contrato de trabalho por iniciativa do
sições especiais, o empregador deve submeter o menor a trabalhador, com invocação de prejuízo sério nas situações
exames de saúde, nomeadamente: de transferências definitivas do local de trabalho, aceite
pelo empregador ou declarada judicialmente;
a) Exame de saúde que certifique a adequação da sua c) Despedimento declarado ilícito;
capacidade física e psíquica ao exercício das funções, a d) Em caso de procedência da oposição do empregador
realizar antes do início da prestação do trabalho ou nos
à reintegração do trabalhador.
15 dias subsequentes à admissão se esta for urgente e com
o consentimento dos representantes legais do menor;
b) Exame de saúde anual, para que do exercício da 2 — Nas situações previstas nas alíneas a), c) e d) do
actividade profissional não resulte prejuízo para a sua saúde número anterior, o montante da indemnização não pode
e para o seu desenvolvimento físico e psíquico. ser inferior a três meses da retribuição base.

CAPÍTULO XI CAPÍTULO XIV


Trabalhadores-estudantes Segurança e saúde no trabalho

Cláusula 71.ª Cláusula 74.ª


Trabalhador-estudante Organização de serviços e obrigações gerais do empregador

1 — Considera-se trabalhador-estudante o trabalhador 1 — Independentemente do número de trabalhadores


que frequenta qualquer nível de educação escolar, bem que se encontrem ao seu serviço, o empregador deve orga-
como curso de pós-graduação, mestrado ou doutoramento nizar serviços de segurança e saúde, visando a prevenção
em instituição de ensino ou ainda curso de formação pro- de riscos profissionais e a promoção da saúde dos traba-
fissional ou programa de ocupação temporária de jovens lhadores, de acordo com o estabelecido na legislação em
com duração igual ou superior a seis meses. vigor aplicável.
2 — Os deveres e os direitos dos trabalhadores- 2 — Através dos serviços mencionados no número
-estudantes são os consignados na lei em vigor. anterior, devem ser tomadas as providências necessárias
para prevenir os riscos profissionais e promover a saúde
CAPÍTULO XII dos trabalhadores, garantindo-se, entre outras legalmente
consignadas, as seguintes medidas:
Formação profissional
a) Identificação, avaliação e controlo, com o conse-
Cláusula 72.ª quente registo, dos riscos para a segurança e saúde nos
locais de trabalho, incluindo dos riscos resultantes da
Princípios gerais exposição a agentes químicos, físicos e biológicos;
1 — O empregador deve assegurar a cada trabalhador b) Promoção e vigilância da saúde, bem como a organi-
o direito individual à formação, através de um número zação e manutenção dos registos clínicos e outros elemen-
mínimo anual de horas de formação, mediante acções tos informativos de saúde relativos a cada trabalhador;

1633
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

c) Elaboração de relatórios sobre acidentes de trabalho de protecção colectiva e individual, bem como cumprir os
que tenham ocasionado ausência por incapacidade superior procedimentos de trabalho estabelecidos;
a três dias; d) Adoptar as medidas e instruções estabelecidas para os
d) Informação e formação sobre os riscos para a segu- casos de perigo grave e iminente, quando não seja possível
rança e saúde, bem como sobre as medidas de prevenção estabelecer contacto imediato com o superior hierárquico
e de protecção; ou com os trabalhadores que desempenhem funções es-
e) Organização, implementação e controlo da utilização pecíficas nos domínios da segurança e saúde no local de
dos meios destinados à prevenção e protecção, colectiva trabalho;
e individual, e coordenação das medidas a adoptar em e) Colaborar com o empregador em matéria de segurança
caso de emergência e de perigo grave e iminente, bem e saúde no trabalho e comunicar prontamente ao supe-
como organização para minimizar as consequências dos rior hierárquico ou aos trabalhadores que desempenhem
acidentes; funções específicas nos domínios da segurança e saúde no
f) Afixação da sinalização de segurança nos locais de local de trabalho qualquer deficiência existente.
trabalho;
g) Fornecer o vestuário especial e demais equipamento Cláusula 76.ª
de protecção individual adequado à execução das tarefas
cometidas aos trabalhadores quando a natureza particular Medidas de segurança e protecção
do trabalho a prestar o exija, sendo encargo do empregador 1 — No desenvolvimento dos trabalhos devem ser
a substituição por deterioração desse vestuário e demais observados os preceitos legais gerais, assim como as pres-
equipamento, por ele fornecidos, ocasionada, sem culpa crições específicas para o sector no que se refere à segu-
do trabalhador, por acidente ou uso normal, mas inerente rança e saúde no trabalho.
à actividade prestada; 2 — Os trabalhos têm de decorrer em condições de
h) Dotar, na medida do possível, os locais de trabalho segurança adequadas, devendo as situações de risco ser
de vestiários, lavabos, chuveiros e equipamento sanitá- avaliadas durante as fases de projecto e planeamento, tendo
rio, tendo em atenção as normas de higiene sanitária em em vista a integração de medidas de prevenção por forma
vigor. a optimizar os índices de segurança nas fases de execução
e exploração.
3 — Os representantes dos trabalhadores ou, na sua 3 — Avaliar e controlar os riscos remanescentes das
falta, os próprios trabalhadores devem ser consultados medidas implementadas de acordo com o número anterior e
por escrito sobre as matérias legalmente consignadas no adoptar as medidas adequadas para prevenir tais riscos.
domínio da segurança e saúde no trabalho nos seguintes 4 — As medidas de segurança adoptadas deverão privi-
termos: legiar a protecção colectiva face à individual e responder
a) A consulta deve ser realizada duas vezes por ano e adequadamente aos riscos específicos que ocorram nas
registada em livro próprio organizado pelo empregador; diferentes fases de execução dos trabalhos, excepto nos
b) O parecer dos representantes dos trabalhadores ou, casos de impossibilidade técnica.
na sua falta, dos próprios trabalhadores deve ser emitido 5 — O estado de conservação e operacionalidade dos
por escrito no prazo de 15 dias; sistemas de protecção deve ser garantido mediante controlo
c) Decorrido o prazo referido na alínea anterior sem que periódico.
o parecer tenha sido entregue ao empregador, considera-se 6 — Nos trabalhos que envolvam riscos especiais
satisfeita a exigência da consulta. dever-se-á proporcionar informação e formação especí-
fica bem como adoptar os respectivos procedimentos de
4 — Os profissionais que integram os serviços de segu- segurança.
rança e saúde do trabalho exercem as respectivas activida-
des com autonomia técnica relativamente ao empregador Cláusula 77.ª
e aos trabalhadores. Representantes dos trabalhadores para
a segurança e saúde no trabalho
Cláusula 75.ª
1 — Os representantes dos trabalhadores para a segu-
Obrigações gerais do trabalhador rança e saúde no trabalho são eleitos nos termos previstos
Constituem obrigações dos trabalhadores, de entre na lei em vigor aplicável.
outras previstas na lei: 2 — Pode ser criada uma comissão de segurança e saúde
no trabalho de composição paritária.
a) Cumprir as prescrições de segurança e saúde no traba- 3 — Os representantes dos trabalhadores não poderão
lho estabelecidas nas disposições legais em vigor aplicáveis exceder:
bem como as instruções determinadas com esse fim pelo
empregador; a) Empresas com menos de 51 trabalhadores — 1 re-
b) Zelar pela sua segurança e saúde, bem como pela presentante;
segurança de terceiros que possam ser afectados pelas suas b) Empresas de 51 a 150 trabalhadores — 2 represen-
acções ou omissões no trabalho; tantes;
c) Utilizar correctamente, e segundo as instruções trans- c) Empresas de 151 a 300 trabalhadores — 3 repre-
mitidas pelo empregador, máquinas, aparelhos, instrumen- sentantes;
tos, substâncias perigosas e outros equipamentos e meios d) Empresas de 301 a 500 trabalhadores — 4 repre-
postos à sua disposição, designadamente os equipamentos sentantes;

1634
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

e) Empresas de 501 a 1000 trabalhadores — 5 repre- sentantes que integram a comissão paritária, quatro em
sentantes; representação de cada uma das partes.
f) Empresas de 1001 a 1500 trabalhadores — 6 repre- 13 — Sempre que as empresas desenvolvam acções
sentantes; de prevenção e controlo de alcoolemia de acordo com as
g) Empresas com mais de 1500 trabalhadores — 7 re- disposições previstas na presente cláusula, não se torna
presentantes. necessária a elaboração de regulamento interno para o
efeito.
Cláusula 78.ª
Prevenção e controlo de alcoolemia CAPÍTULO XV
1 — Não é permitida a realização de qualquer trabalho Igualdade de tratamento e não discriminação
sob o efeito do álcool, nomeadamente a condução de
máquinas, trabalhos em altura e trabalhos em valas. Cláusula 79.ª
2 — Considera-se estar sob o efeito do álcool o traba-
lhador que, submetido a exame de pesquisa de álcool no Igualdade de tratamento e não discriminação
ar expirado, apresente uma taxa de alcoolemia igual ou 1 — Todos os trabalhadores têm direito à igualdade de
superior a 0,5 g/l. oportunidades e de tratamento no que se refere ao acesso
3 — Aos trabalhadores abrangidos pelo Código da ao emprego, à formação e promoção profissionais e às
Estrada é aplicável a taxa de alcoolemia prevista naquele condições de trabalho.
Código. 2 — O empregador não pode praticar qualquer discri-
4 — O estabelecimento de medidas de controlo de minação, directa ou indirecta, baseada, nomeadamente,
alcoolemia deverá ser precedido de acções de informação na ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado
e sensibilização organizadas conjuntamente com os repre- civil, situação familiar, património genético, capacidade
sentantes dos trabalhadores eleitos nos termos definidos na de trabalho reduzida, deficiência ou doença crónica,
lei nos domínios da segurança e saúde no trabalho. nacionalidade, origem étnica, religião, convicções políticas
5 — O controlo de alcoolemia será efectuado com ou ideológicas e filiação sindical.
carácter aleatório entre os trabalhadores que prestem ser-
viço na empresa, bem como àqueles que indiciem estado
de embriaguez, devendo para o efeito utilizar-se material CAPÍTULO XVI
apropriado, devidamente aferido e certificado.
6 — O exame de pesquisa de álcool no ar expirado Ferramentas e outros instrumentos de trabalho
será efectuado pelo empregador ou por trabalhador com
competência delegada para o efeito, ambos com formação Cláusula 80.ª
adequada, sendo sempre possível ao trabalhador reque- Utilização de ferramentas
rer a assistência de uma testemunha, dispondo de quinze
minutos para o efeito, não podendo contudo deixar de se 1 — O empregador obriga-se a colocar à disposição dos
efectuar o teste caso não seja viável a apresentação da trabalhadores as ferramentas indispensáveis ao exercício
testemunha. das respectivas funções.
7 — Assiste sempre ao trabalhador submetido ao teste 2 — O trabalhador obriga-se a manter em bom estado
o direito à contraprova, realizando-se, neste caso, um de conservação a ferramenta que lhe foi atribuída, res-
segundo exame nos dez minutos imediatamente subse- peitando os prazos de durabilidade estabelecidos pela
quentes ao primeiro. empresa, sendo que qualquer dano que não resulte da
8 — A realização do teste de alcoolemia é obrigatória normal utilização da mesma ou perda será da sua res-
para todos os trabalhadores, presumindo-se em caso de ponsabilidade.
recusa que o trabalhador apresenta uma taxa de alcoolemia
igual ou superior a 0,5 g/l. Cláusula 81.ª
9 — O trabalhador que apresente taxa de alcoolemia Devolução de ferramentas e outros instrumentos de trabalho
igual ou superior a 0,5 g/l ficará sujeito ao poder disciplinar
da empresa, sendo a sanção a aplicar graduada de acordo Cessando o contrato, o trabalhador deve devolver ime-
com a perigosidade e a reincidência do acto. diatamente ao empregador os instrumentos de trabalho e
10 — Sem prejuízo do disposto no número anterior e quaisquer outros objectos que sejam pertença deste, sob
como medida cautelar, caso seja apurada ou presumida pena de incorrer em responsabilidade civil pelos danos
taxa de alcoolemia igual ou superior a 0,5 g/l, o trabalhador causados.
será imediatamente impedido de prestar serviço durante
o restante período de trabalho diário, com a consequente CAPÍTULO XVII
perda da remuneração referente a tal período.
11 — Em caso de teste positivo, será elaborada uma Interpretação, integração e aplicação do contrato
comunicação escrita, sendo entregue cópia ao trabalha-
dor. Cláusula 82.ª
12 — As partes outorgantes constituirão uma comissão
Comissão paritária
de acompanhamento permanente para fiscalizar a aplica-
bilidade das matérias que integram a presente cláusula, 1 — As partes outorgantes constituirão uma comis-
constituída por oito membros, designados pelos repre- são paritária composta de oito membros, quatro em

1635
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

representação de cada uma delas, com competência para TÍTULO II


interpretar as disposições deste contrato, integrar casos
omissos e alterar matéria vigente, nos termos da decla- Condições específicas de admissão
ração relativa à comissão paritária, publicada juntamente e carreira profissional
ao presente CCT. ANEXO I
2 — Cada uma das partes pode fazer-se acompanhar
de assessores. Condições específicas de admissão
3 — Para efeito da respectiva constituição, cada
uma das partes indicará à outra e ao ministério res-
ponsável pela área laboral, no prazo de 30 dias, após CAPÍTULO XVIII
a publicação deste contrato, a identificação dos seus Condições específicas de admissão
representantes.
4 — A substituição de representantes é lícita a todo o SECÇÃO I
tempo, mas só produz efeitos 15 dias após as comunicações
referidas no número anterior. Cobradores
5 — No primeiro dia de reunião, as partes estipularão
Cláusula 85.ª
o regimento interno da comissão, observando-se, todavia,
as seguintes regras: Condições específicas de admissão

a) As resoluções serão tomadas por acordo das partes, 1 — Na categoria profissional de cobrador só podem ser
admitidos trabalhadores nas seguintes condições:
sendo enviadas ao ministério responsável pela área laboral
para publicação nos prazos seguintes: a) Terem a idade mínima de 18 anos;
b) Possuírem a escolaridade mínima obrigatória nos
Matéria relativa a interpretação de disposições vigentes termos previstos na alínea b) do n.º 2 da cláusula 3.ª
e integração de casos omissos — imediatamente após o
seu acordo; 2 — As habilitações referidas na alínea b) do número
Matéria relativa à alteração de matéria vigente — jun- anterior não serão exigíveis:
tamente com o próximo CCT (revisão geral); a) Aos trabalhadores que à data da entrada em vigor do
presente CCT desempenhem funções de cobrador;
b) Essas resoluções, uma vez publicadas, terão efeito b) Aos trabalhadores que tenham desempenhado funções
a partir de: de cobrador;
c) Aos trabalhadores do quadro permanente da empresa
Matéria interpretativa — desde a data de entrada em
que, por motivo de incapacidade física comprovada, pos-
vigor do presente CCT; sam ser reclassificados como cobradores.
Matéria integradora — no dia 1 do mês seguinte ao da
sua publicação; Cláusula 86.ª
Matéria relativa à alteração de matéria vigente — na
Categorias profissionais e acesso
data da entrada em vigor do CCT (revisão geral).
1 — Os cobradores serão distribuídos pelas categorias
Cláusula 83.ª profissionais de 1.ª e 2.ª
2 — Os cobradores de 2.ª classe serão obrigatoriamente
Sucessão de regulamentação promovidos à 1.ª classe após cinco anos de serviço efectivo
A presente revisão revoga a convenção publicada no na categoria.
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 13, de 8 de Abril de
Cláusula 87.ª
2005, e sucessivas alterações, cujas disposições ficam
totalmente revogadas com a entrada em vigor do pre- Período experimental — Trabalhadores efectivos
sente contrato e são substituídas pelas agora acordadas, O período experimental dos cobradores será de 90 dias.
entendendo-se o regime neste constante como globalmente
mais favorável. SECÇÃO II

Cláusula 84.ª Comércio

Disposição transitória Cláusula 88.ª


Os sindicatos e associações de empregadores decidem Condições específicas de admissão
criar uma comissão técnica paritária para estudos e 1 — Nas categorias profissionais a que se refere a pre-
definições do enquadramento de funções, a qual, no prazo sente secção só podem ser admitidos trabalhadores com a
de seis meses a contar da data da publicação da presente idade mínima de 16 anos.
convenção, deverá elaborar texto definitivo a ser incluído 2 — Como praticantes só poderão ser admitidos traba-
na próxima revisão. lhadores com menos de 18 anos de idade.

1636
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

3 — As habilitações mínimas para a admissão de tra- SECÇÃO III


balhadores a que se refere esta secção são a escolaridade Construção civil e obras públicas
mínima obrigatória, nos termos previstos na alínea b) do
n.º 2 da cláusula 3.ª Cláusula 92.ª
4 — As habilitações referidas no número anterior não
são exigíveis: Condições específicas de admissão

a) Aos trabalhadores que tenham desempenhado as 1 — Nas categorias profissionais a que se refere esta
funções que correspondam às de qualquer das profissões secção só poderão ser admitidos trabalhadores de idade
não inferior a:
previstas no anexo II;
b) Aos trabalhadores do quadro permanente da a) 18 anos para todas as categorias profissionais em que
empresa que, por motivo de incapacidade física compro- não haja aprendizagem, salvo para as categorias de auxiliar
vada, possam ser reclassificados como caixeiros, similares menor e praticante de apontador, para as quais poderão ser
ou profissionais de armazém. admitidos trabalhadores de idade não inferior a 16 anos;
b) 16 anos para todas as outras categorias.
Cláusula 89.ª
2 — Só podem ser admitidos como técnicos adminis-
Acesso trativos de produção os trabalhadores habilitados com o
1 — Os trabalhadores que ingressem na profissão com 9.º ano de escolaridade completo ou equivalente.
idade igual ou superior a 18 anos serão classificados em 3 — Só podem ser admitidos como técnico de obra
categoria superior a praticante. estagiário ou técnico de obra os trabalhadores habilitados
com o respectivo curso ou os que demonstrem já ter de-
2 — Os praticantes de caixeiro serão promovidos a
sempenhado funções correspondentes às desta profissão.
caixeiro-ajudante logo que completem dois anos ao serviço 4 — Só podem ser admitidos como técnico de recupera-
efectivo ou 18 anos de idade. ção estagiário ou técnico de recuperação os trabalhadores
3 — O praticante de armazém será promovido a uma habilitados com o respectivo curso ou os que demonstrem
das categorias profissionais superiores, compatível com já ter desempenhado funções correspondentes às dessa
os serviços desempenhados durante o tempo de prática, profissão.
logo que complete dois anos de serviço efectivo ou 18 anos
de idade. Cláusula 93.ª
4 — Os caixeiros-ajudantes serão promovidos a terceiros-
Estágio
-caixeiros logo que completem três anos de serviço efectivo
na categoria. 1 — O período de estágio do técnico de obra é de
5 — O tempo máximo de permanência na categoria três anos, findo o qual será promovido a técnico de obra
de caixeiro-ajudante previsto no número anterior será (grau I).
reduzido para dois anos sempre que o trabalhador 2 — O técnico de obra de grau I terá acesso aos graus
tiver prestado um ano de serviço efectivo na categoria superiores, a seu pedido e mediante prova prestada no
de praticante. desempenho de funções, ou por proposta da empresa.
6 — Os terceiros-caixeiros e segundos-caixeiros serão 3 — O período de estágio do técnico de recuperação
é de três anos, findo o qual será promovido a técnico de
promovidos à categoria imediatamente superior logo que
recuperação (grau I).
completem quatro anos de serviço efectivo em cada uma 4 — O técnico de recuperação de grau I terá acesso aos
daquelas categorias. graus superiores a seu pedido e mediante prova prestada no
desempenho de funções ou por proposta da empresa.
Cláusula 90.ª
Densidades Cláusula 94.ª
1 — É obrigatória a existência de um caixeiro- Aprendizagem
-encarregado ou de um chefe de secção sempre que 1 — A aprendizagem far-se-á sob a responsabilidade
o número de caixeiros e praticantes de caixeiro no de um profissional com a categoria de oficial, sempre
estabelecimento ou na secção seja igual ou superior que as empresas não possuam serviços autónomos para a
a três. formação profissional.
2 — Os profissionais caixeiros serão classificados 2 — A duração da aprendizagem não poderá ultrapas-
segundo o quadro de densidades constante do anexo IV. sar três, dois e um ano, conforme os aprendizes forem
admitidos com 16, 17 e 18 ou mais anos de idade, res-
Cláusula 91.ª pectivamente.
3 — Os trabalhadores que forem admitidos como apren-
Período experimental — Trabalhadores efectivos dizes com 16, 17 e 18 ou mais anos de idade ingressam
O período experimental será de: imediata e respectivamente no 1.º, 2.º, 3.º anos de apren-
dizagem.
120 dias para a categoria de vendedor e para as catego- 4 — Para efeitos do disposto no n.º 2, contar-se-á o
rias superiores à de primeiro-caixeiro; tempo de aprendizagem na mesma profissão em empresa
90 dias para as restantes categorias profissionais. diferente daquela em que se acha o aprendiz, sendo a prova

1637
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

desse tempo de aprendizagem, quando exigida pelo empre- m) Montador de caixilharias;


gador, feita através de declaração passada pelo empregador n) Montador de elementos pré-fabricados;
anterior, a qual poderá ser confirmada pelo novo emprega- o) Montador de estores;
dor pelos mapas enviados aos organismos oficiais. p) Montador de pré-esforçados;
5 — Deverão igualmente ser tidos em conta, para os q) Sondador;
efeitos do n.º 2, os períodos de frequência dos cursos de r) Vulcanizador.
escolas técnicas ou análogas ou dos centros de aprendiza-
gem da respectiva profissão oficialmente reconhecidos. 2 — Haverá três anos de prática nas categorias profis-
sionais seguintes:
Cláusula 95.ª
a) Cabouqueiro ou montante;
Profissões com aprendizagem b) Calceteiro;
Haverá aprendizagem nas categorias profissionais c) Condutor manobrador de equipamentos industriais
seguintes: nível III;
d) Condutor manobrador de equipamento de marcação
a) Assentador de tacos; de estradas;
b) Armador de ferro; e) Montador de casas pré-fabricadas;
c) Assentador de isolamentos térmicos e acústicos; f) Montador de cofragens;
d) Canteiro; g) Tractorista.
e) Carpinteiro de limpos;
f) Carpinteiro de tosco ou cofragem; Cláusula 98.ª
g) Cimenteiro;
h) Estucador; Pré-oficialato
i) Fingidor; 1 — Os trabalhadores admitidos nos termos da cláusula
j) Ladrilhador ou azulejador; 94.ª, completado que seja o respectivo período de apren-
l) Montador de andaimes; dizagem, ingressam na categoria de pré-oficial.
m) Montador de material de fibrocimento; 2 — A duração do pré-oficialato não poderá ultrapassar
n) Marmoritador; quatro, três ou dois anos consoante os trabalhadores já
o) Pedreiro; possuam um, dois ou três anos de aprendizagem, respec-
p) Pintor; tivamente.
q) Pintor decorador;
r) Trolha ou pedreiro de acabamentos. Cláusula 99.ª
Cláusula 96.ª Formação profissional

Praticantes A conjugação dos períodos de aprendizagem e pré-


-oficialato consignados nas cláusulas anteriores será encur-
1 — Nas categorias profissionais onde não haja apren- tada em dois anos, desde que os trabalhadores frequentem
dizagem os trabalhadores ingressarão com a categoria de com aproveitamento curso da respectiva especialidade
praticante. em Centro Protocolar da Indústria da Construção Civil e
2 — Os praticantes de apontador terão um ou dois anos Obras Públicas ou outros do mesmo nível que oficialmente
de prática, consoante tenham sido admitidos com idade venham a ser criados.
igual ou superior a 18 anos ou com menos de 18 anos.
3 — Os praticantes não poderão permanecer mais de Cláusula 100.ª
dois ou três anos nesse escalão consoante as profissões
indicadas na cláusula seguinte. Promoções obrigatórias
1 — Os auxiliares menores não poderão permanecer
Cláusula 97.ª nessa categoria mais de um ano, findo o qual transitarão
Profissões com prática para aprendizes, salvo se, entretanto, por terem completado
18 anos de idade, tiverem passado a serventes.
1 — Haverá dois anos de prática nas categorias profis- 2 — Os trabalhadores com a categoria de oficial de 2.ª
sionais seguintes: logo que completem três anos de permanência no exercí-
a) Ajustador-montador de aparelhagem de elevação; cio da mesma profissão serão promovidos a oficial de 1.ª,
b) Apontador; salvo se o empregador comprovar por escrito a inaptidão
c) Assentador de aglomerados de cortiça; do trabalhador.
d) Assentador de revestimentos; 3 — Os trabalhadores com a categoria de chefe de
e) Condutor manobrador de equipamentos industriais equipa logo que completem dois anos de permanência
nível I e nível II; no exercício da mesma profissão serão promovidos a
f) Enformador de pré-fabricados; arvorados, salvo se o empregador comprovar por escrito
g) Entivador; a inaptidão de trabalhador.
h) Espalhador de betuminosos; 4 — No caso de o trabalhador não aceitar a prova apre-
i) Impermeabilizador; sentada pelo empregador, nos termos dos números anterio-
j) Marteleiro; res, terá o direito de exigir um exame técnico-profissional,
l) Mineiro; a efectuar no seu posto normal de trabalho.

1638
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Cláusula 101.ª Cláusula 106.ª


Período experimental — Trabalhadores efectivos Promoções e acessos
O período experimental para os trabalhadores da cons- 1 — Os aprendizes serão promovidos a ajudantes após
trução civil terá a seguinte duração: trêss de serviço efectivo na profissão.
2 — Os ajudantes serão promovidos a pré-oficiais logo
90 dias para auxiliares menores, aprendizes e pratican- que completem dois anos de serviço efectivo naquela ou
tes, oficiais de 1.ª e 2.ª ou equiparados; desde que tenham completado um dos seguintes cursos:
180 dias para as categorias superiores. curso profissional de uma escola oficial de ensino técnico
profissional da Casa Pia de Lisboa, do Instituto Técnico
SECÇÃO IV Militar dos Pupilos do Exército, 2.º grau de torpedeiros
electricistas da marinha de guerra portuguesa, escola de
Agentes técnicos de arquitectura marinheiros e mecânicos da marinha mercante portuguesa,
e engenharia/construtores civis
cursos de formação profissional do ministério responsável
pela área laboral e cursos dos centros protocolares ou cur-
Cláusula 102.ª sos equivalentes promovidos pelas associações de empre-
Condições especiais de admissão gadores e sindicais outorgantes do presente contrato.
3 — Os pré-oficiais serão promovidos a oficiais logo
1 — Só podem ser admitidos como agentes técnicos de que completem dois anos de serviço naquela categoria,
arquitectura e engenharia/construtores civis os trabalhado- salvo se o empregador comprovar por escrito a inaptidão
res habilitados com o curso de construtor civil. do trabalhador.
2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, as 4 — No caso de o trabalhador não aceitar a prova apre-
empresas só poderão admitir agentes técnicos de arquitec- sentada pelo empregador, nos termos do número anterior,
tura e engenharia/construtores civis portadores da respec- terá o direito de exigir um exame técnico-profissional, nos
tiva carteira profissional. moldes previstos na cláusula seguinte.
5 — Os pré-oficiais do 2.º ano que ao longo da sua
Cláusula 103.ª carreira não tenham adquirido conhecimentos técnicos que
Período experimental — Trabalhadores efectivos lhes permitam desempenhar a totalidade ou a maioria das
tarefas previstas para o oficial electricista poderão requerer
O período experimental dos agentes técnicos de arqui- a sua passagem a auxiliar técnico. O empregador poderá
tectura e engenharia/construtores civis terá a duração de condicionar essa passagem à efectivação de um exame nos
180 dias. moldes previstos na cláusula seguinte.
6 — Os auxiliares técnicos poderão, ao fim de dois anos
SECÇÃO V na categoria, requerer a sua passagem a oficial electricista.
O empregador poderá condicionar essa passagem à efec-
Electricistas tivação de um exame nos moldes previstos na cláusula
seguinte.
Cláusula 104.ª 7 — Os auxiliares de montagem poderão, após cinco
Condições específicas de admissão anos de efectivo desempenho na função, requerer a sua
passagem a auxiliar técnico. O empregador poderá con-
1 — Nas categorias profissionais a que se refere esta dicionar essa passagem à efectivação de um exame nos
secção só poderão ser admitidos trabalhadores com idade moldes previstos na cláusula seguinte.
mínima de 16 anos. 8 — Os profissionais electricistas, com escolaridade
2 — Terão preferência na admissão como aprendizes e mínima de nove anos ou formação profissional ou escolar
ajudantes os trabalhadores que frequentem, com aprovei- equivalente, poderão progredir na carreira profissional
tamento, os cursos de electricidade das escolas técnicas. ascendendo à categoria de técnico operacional, grau I, a
3 — Terão preferência na admissão na categoria de pré- seu pedido, mediante provas prestadas no desempenho de
-oficial e em categorias superiores os trabalhadores que funções, ou por proposta da empresa.
tenham completado com aproveitamento um dos cursos 9 — O técnico operacional, grau I, terá acesso a técnico
referidos no n.º 2 da cláusula 106.ª deste contrato. operacional, grau II, ao fim de quatro anos, ou de três anos,
4 — Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, caso esteja habilitado com um dos cursos técnicos equiva-
as empresas só poderão admitir trabalhadores electricistas lente ao nível do 12.º ano de escolaridade.
portadores de respectiva carteira profissional devidamente 10 — O técnico operacional bem como todos os profis-
legalizada e actualizada nos averbamentos, salvo no início sionais electricistas terão acesso à categoria de assistente
da aprendizagem. técnico, a seu pedido e mediante provas prestadas no de-
sempenho de funções, ou por proposta da empresa.
Cláusula 105.ª
Aprendizagem
Cláusula 107.ª
Exames
A aprendizagem far-se-á sob a responsabilidade de um
profissional com a categoria de oficial, sempre que as 1 — Os exames previstos na cláusula anterior versam
empresas não possuam serviços autónomos para a forma- matérias práticas e teóricas consignadas em programas a
ção profissional. elaborar e divulgados previamente.

1639
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

2 — A prestação do exame poderá ser dispensada caso f) Oficial — categoria única;


o empregador reconheça e ateste a aptidão do trabalha- g) Auxiliar técnico — categoria única;
dor para o desempenho de funções inerentes a categorias h) Pré-oficial:
superiores.
3 — Compete ao empregador, nos 15 dias subsequen- Do 2.º ano;
tes à recepção do requerimento para exame, informar a Do 1.º ano;
comissão paritária prevista na cláusula 82.ª
4 — A comissão paritária, no prazo de 15 dias, comuni- i) Ajudante:
cará o requerimento à comissão de exame já constituída ou Do 2.º ano;
que nomeará nesse mesmo prazo e da qual farão parte um Do 1.º ano;
representante das associações sindicais, um representante
das associações de empregadores, um terceiro elemento j) Aprendiz:
escolhido por ambas as partes.
5 — Competirá à comissão de exame estruturar os pro- Do 3.º ano;
gramas em que posteriormente se irá basear para elabora- Do 2.º ano;
ção das provas teóricas, assim como para a indicação do Do 1.º ano;
trabalho prático a realizar.
6 — Os exames realizar-se-ão no prazo de 30 dias, de l) Auxiliar de montagens — categoria única.
preferência no local de trabalho ou caso se mostre aconse-
lhável nos centros de formação profissional da indústria. Cláusula 111.ª
7 — A aprovação no exame determina a promoção à Garantia especial de segurança
categoria superior, com efeitos a partir da data da apre-
sentação do requerimento para exame. Sempre que no exercício da sua profissão o trabalhador
8 — A não aprovação no exame determina a impossi- electricista corra o risco de electrocussão, não poderá tra-
bilidade de requerer novo exame antes de decorrido um balhar sem ser acompanhado por outro trabalhador.
ano sobre a data de realização das provas. A promoção à
categoria superior resultante da aprovação neste último Cláusula 112.ª
exame terá efeitos a partir da data em que o mesmo for Carteiras profissionais
requerido.
1 — Para o exercício da profissão de electricista nos
Cláusula 108.ª graus profissionais definidos na cláusula 110.ª é necessário
certificado profissional.
Densidades
2 — Os certificados profissionais são emitidos em
O número total de aprendizes não poderá exceder conformidade com as normas legais vigentes, mediante
metade do total de oficiais. declaração passada pelas empresas, na qual conste um dos
graus profissionais definidos na cláusula 110.ª
Cláusula 109.ª
Cláusula 113.ª
Período experimental — Trabalhadores efectivos
Especialidade da carteira profissional
O período experimental dos electricistas terá a seguinte
duração: 1 — Electricista bobinador. — É o trabalhador que
monta, desmonta, repara e ensaia diversos tipos de
90 dias para auxiliares de montagem, aprendizes, aju- bobinagem de aparelhos eléctricos de corrente contínua e
dantes pré-oficiais, auxiliares técnicos e oficiais; alterna, de baixa e alta tensão, mono e trifásicos, em fá-
180 dias para as categorias superiores. brica, oficina ou lugar de utilização, tais como geradores,
transformadores, motores e outros aparelhos eléctricos
Cláusula 110.ª bobinados, efectua os isolamentos necessários, as ligações
Graus profissionais e protecções de enrolamentos, monta escovas, colectores
ou anéis colectores, terminais e arma qualquer tipo
Os trabalhadores a que se refere a presente secção serão
de núcleo magnético; utiliza aparelhagem de detecção
distribuídos pelos seguintes graus profissionais:
e medida; interpreta esquemas de bobinagem e outras
a) Assistente técnico: especificações técnicas; consulta normalmente literatura
da especialidade. Pode, se necessário, modificar as carac-
Grau II;
terísticas de determinado enrolamento.
Grau I;
Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com
a execução de outras tarefas simples mas indispensáveis ao
b) Técnico operacional:
bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão.
Grau II; 2 — Montador-reparador de aparelhos de refrigeração
Grau I; e climatização. — É o trabalhador que monta, instala,
conserva, repara e ensaia circuitos eléctricos de aparelhos
c) Encarregado — categoria única; de refrigeração e climatização, bem como os dispositivos
d) Chefe de equipa — categoria única; de comando automático, de controlo, protecção e segu-
e) Oficial principal — categoria única; rança de aparelhos eléctricos, tais como queimadores,

1640
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

electrobomba, unidades de refrigeração e aquecimento, Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho
condensadores, evaporadores, compressores, frigoríficos com a execução de outras tarefas simples mas indis-
e outros; determina as posições, coloca os condutores, pensáveis ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua
efectua as necessárias ligações, isolamentos e protecções; profissão.
utiliza aparelhos de detecção e medida; cumpre e provi- 6 — Montador-reparador de instalações eléctricas de
dencia para que sejam cumpridas as normas de segurança alta tensão. — É o trabalhador que monta, modifica, con-
das instalações eléctricas de baixa tensão. serva, repara e ensaia circuitos e aparelhagem eléctrica
Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com de alta tensão em fábrica, oficina ou lugar de utilização,
a execução de outras tarefas simples mas indispensáveis ao tais como transformadores, disjuntores, seccionadores,
bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão. pára-raios, barramentos isoladores e respectivos circuitos
3 — Montador-reparador de elevadores. — É o tra- de comando, medida, contagem e sinalização; procede
balhador que instala, conserva, repara, regula e ensaia às necessárias ligações de cabos condutores, sua protec-
circuitos eléctricos de elevadores, monta-cargas, escadas ção e isolamento; utiliza aparelhos eléctricos de detecção
rolantes e outros aparelhos similares em fábrica, oficina e medida; interpreta esquemas de circuitos eléctricos e
ou nos locais de utilização, tais como circuitos de força
outras especificações técnicas; cumpre e faz cumprir o
motriz de comando, de encravamento, de chamada, de
Regulamento de Segurança de Subestações e Postos de
protecção, de segurança, de alarme, de sinalização e de
iluminação; interpreta planos de montagem, esquemas Transformação e Seccionamento.
eléctricos e outras especificações técnicas; monta con- Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho
dutores e efectua as necessárias ligações, isolamentos e com a execução de outras tarefas simples mas indis-
protecções; utiliza aparelhos eléctricos de medida e ensaio; pensáveis ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua
cumpre e faz cumprir o Regulamento de Segurança de profissão.
Elevadores Eléctricos. 7 — Montador de redes AT/BT e telecomunicações. — É
Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com o trabalhador que monta, regula, conserva, repara, ensaia
a execução de outras tarefas simples mas indispensável ao e vigia redes aéreas ou subterrâneas de transporte e dis-
bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão. tribuição de energia eléctrica de alta e baixa tensão, bem
4 — Montador de instalações eléctricas de alta e como redes de telecomunicações; erige e estabiliza postes,
baixa tensão. — É o trabalhador que efectua trabalhos torres e outros suportes de linhas eléctricas; executa a
de montagem, conservação e reparação de equipamentos montagem de caixas de derivação, juntação ou terminais
e circuitos eléctricos de AT/BT. Executa montagens de de cabos em valas, pórticos ou subestações, monta diversa
equipamentos e instalações de refrigeração e clima- aparelhagem, tal como isoladores, pára-raios, separadores,
tização, máquinas eléctricas estáticas e móveis, apa- fusíveis, amortecedores; sonda as instalações e traçados
relhagem de comando, detecção, protecção, controlo, das redes para verificação do estado de conservação do
sinalização, encravamento, corte e manobra, podendo material; orienta a limpeza da faixa de protecção das
por vezes orientar estas operações. Efectua a pesquisa linhas, podendo por vezes decotar ramos de árvores ou
e reparação de avarias e afinações nos equipamentos e eliminar quaisquer outros objectos que possam interferir
circuitos eléctricos utilizando aparelhagem eléctrica de com o traçado; guia frequentemente a sua actividade por
medida e ensaio; lê e interpreta desenhos ou esquemas esquemas de traçados e utiliza aparelhos de medida para
e especificações técnicas; zela pelo cumprimento das detecção de avarias.
normas de segurança das instalações eléctricas AT/BT. Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho
Cumpre e faz cumprir os regulamentos de segurança com a execução de outras tarefas simples mas indis-
aplicáveis à especialidade. pensáveis ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua
Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com profissão.
a execução de outras tarefas simples mas indispensáveis ao 8 — Instrumentista (montador-reparador de ins-
bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão. trumentos de medida e controlo industrial). — É o
5 — Montador de instalações eléctricas de baixa
trabalhador que detecta e repara avarias em circuitos
tensão. — É o trabalhador que instala, conserva, repara
eléctricos, electrónicos, pneumáticos e hidráulicos, com
e ensaia circuitos e aparelhagem eléctrica em estabeleci-
mentos industriais, comerciais, particulares ou em outros desmontagem, reparação e montagem de aparelhos de
locais de utilização, tais como circuitos de força motriz, regulação, controlo, medida, protecção, manobra,
aquecimentos, de iluminação, de sinalização, de sonori- sinalização, alarme, vigilância ou outros; realiza ensaios
zação, de antenas e outros; determina a posição de órgãos de equipamentos em serviço ou no laboratório com
eléctricos, tais como portinholas, caixas de coluna, tubos verificação das respectivas características, seu funcio-
ou calhas, quadros, caixas de derivação e ligação e de namento normal e procede à sua aferição se necessário,
aparelhos eléctricos, tais como contadores, disjuntores, interpreta incidentes de exploração; executa relatórios
contactores, interruptores, tomadas e outros; coloca os informativos sobre os trabalhos realizados, interpreta
condutores e efectua as necessárias ligações, isolamentos gráficos, tabelas, esquemas e desenhos necessários ao
e protecções; utiliza aparelhos eléctricos de detecção e exercício da função.
medida e interpretação de esquemas de circuitos eléctricos Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho
e outras especificações técnicas; cumpre e providencia com a execução de outras tarefas simples mas indis-
para que sejam cumpridas as normas de segurança das pensáveis ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua
instalações eléctricas de baixa tensão. profissão.

1641
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

SECÇÃO VI de serviço no respectivo grau e na mesma empresa, salvo


Enfermeiros
se o empregador comprovar por escrito a inaptidão do
trabalhador.
Cláusula 114.ª 4 — Os técnicos administrativos de grau I serão pro-
movidos ao grau superior logo que completem três anos
Condições específicas de admissão de serviço no respectivo grau e na mesma empresa, salvo
Nas categorias profissionais de enfermagem só podem se a o empregador comprovar por escrito a inaptidão do
ser admitidos trabalhadores que possuam carteira profis- trabalhador.
sional. 5 — Para efeitos de promoção dos profissionais referi-
dos no número anterior será contado o tempo já prestado
Cláusula 115.ª na categoria profissional.
6 — No caso de o trabalhador não aceitar a prova apre-
Densidades sentada pelo empregador, nos termos dos n.os 3 e 4, terá o
Existirá um enfermeiro-coordenador sempre que exis- direito de exigir um exame técnico-profissional, a efectuar
tam mais de três trabalhadores de enfermagem no mesmo no seu posto de trabalho.
local de trabalho. 7 — A promoção dos profissionais referidos nas alíne-
as c) e d) do n.º 1 da cláusula anterior rege-se nos mesmos
Cláusula 116.ª termos da cláusula 166.ª
Período experimental — Trabalhadores efectivos
Cláusula 119.ª
O período experimental dos trabalhadores de enferma- Período experimental — Trabalhadores efectivos
gem terá a duração de 180 dias.
O período experimental para os trabalhadores de escri-
SECÇÃO VII tório terá a seguinte duração:

Escritório 90 dias para estagiários, escriturários ou equiparados;


120 dias para técnico administrativo, técnico de conta-
Cláusula 117.ª bilidade, subchefe de secção e categorias superiores;
240 dias para técnico oficial de contas.
Condições específicas de admissão
1 — Nas categorias profissionais a que se refere a pre- SECÇÃO VIII
sente secção só poderão ser admitidos trabalhadores nas
seguintes condições: Fogueiros

a) Terem a idade mínima de 17 anos; Cláusula 120.ª


b) Possuírem o 12.º ano de escolaridade, excepto o
disposto nas alíneas seguintes; Condições específicas de admissão
c) Contabilista — curso adequado do ensino superior; 1 — Na categoria profissional prevista na presente sec-
d) Técnico oficial de contas — inscrição na Câmara dos ção só poderão ser admitidos trabalhadores de idade não
Técnicos Oficiais de Contas. inferior a 18 anos e com a escolaridade mínima obrigatória
nos termos previstos na alínea b) do n.º 2 da cláusula 3.ª
2 — As habilitações referidas no número anterior não 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, as
serão exigíveis: empresas só poderão admitir trabalhadores fogueiros por-
a) Aos trabalhadores que exercendo as funções transitem tadores da respectiva carteira profissional.
de empresa, abrangida pela convenção;
b) Aos trabalhadores do quadro permanente da empresa Cláusula 121.ª
que por motivo de incapacidade física comprovada possam Período experimental — Trabalhadores efectivos
ser reclassificados como trabalhadores de escritório.
O período experimental dos fogueiros terá a duração
Cláusula 118.ª de 90 dias.
Acessos e promoções
SECÇÃO IX
1 — O estágio para escriturário terá a duração máxima
de três anos para os trabalhadores admitidos com 17 anos Garagens
de idade e de dois anos para os admitidos com a idade
igual ou superior a 18 anos. Cláusula 122.ª
2 — Os escriturários de 3.ª e 2.ª classes serão promovi- Condições específicas de admissão
dos à classe superior logo que completem três anos de ser-
viço na classe e na mesma empresa, salvo se o empregador Nas categorias profissionais previstas na presente secção
comprovar por escrito a inaptidão do trabalhador. só podem ser admitidos trabalhadores com a idade mínima
3 — Os operadores de computador de I e II serão pro- de 18 anos e com a escolaridade mínima obrigatória nos
movidos ao grau superior logo que completem três anos termos previstos na alínea b) do n.º 2 da cláusula 3.ª

1642
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Cláusula 123.ª Cláusula 127.ª


Período experimental — Trabalhadores efectivos Estágio
O período experimental das categorias previstas nesta 1 — O estágio tem a duração de 12 meses, salvo para
secção terá a duração de 90 dias. os profissionais com um curso de reciclagem das escolas
hoteleiras terminado com aproveitamento, em que o perí-
SECÇÃO X odo de estágio findará com a conclusão do curso.
Hotelaria 2 — Logo que concluído o período de aprendizagem o
trabalhador passará automaticamente à categoria de esta-
Cláusula 124.ª giário nas funções de cozinheiro, despenseiro e empregado
Condições específicas de admissão
de balcão.
3 — Para o cômputo dos períodos de estágio serão adi-
Nas categorias profissionais a que se refere esta sec- cionadas as fracções de tempo de serviço prestadas pelo
ção só podem ser admitidos trabalhadores nas seguintes trabalhador nas várias empresas que o contratem nessa
condições:
qualidade, desde que superiores a 60 dias e devidamente
a) Terem idade mínima de 16 anos; comprovadas.
b) Possuírem carteira profissional ou, caso a não pos-
suam e seja obrigatória para o exercício da respectiva Cláusula 128.ª
profissão, possuírem as habilitações mínimas exigidas por
lei ou pelo regulamento da carteira profissional. Título profissional

1 — O documento comprovativo da categoria profissio-


Cláusula 125.ª nal é a carteira profissional ou o cartão de aprendiz.
Preferência de admissão 2 — Nenhum profissional poderá exercer a sua acti-
Em igualdade de condições têm preferência na admis- vidade sem estar munido de um desses títulos, quando
são: obrigatórios para o exercício da profissão.
a) Os diplomados pelas escolas hoteleiras e já titulares Cláusula 129.ª
de carteira profissional;
b) Os profissionais titulares de carteira profissional que Densidades
tenham sido aprovados em cursos de aperfeiçoamento das
1 — Nas secções em que haja até dois profissionais só
escolas hoteleiras;
c) Os profissionais munidos da competente carteira pode haver um aprendiz e naquelas em que o número for
profissional. superior poderá haver um aprendiz por cada três profis-
sionais.
Cláusula 126.ª 2 — Caso exista secção de despensa, o seu trabalho
Aprendizagem
deverá ser dirigido por trabalhador de categoria não inferior
à de despenseiro.
1 — Os trabalhadores admitidos com menos de 18 anos
de idade têm um período de aprendizagem de um ano de Cláusula 130.ª
trabalho efectivo; porém, se o período de aprendizagem
findar antes de o trabalhador ter completado 18 anos de Quadro de densidades
idade será prolongado até essa data.
2 — Os trabalhadores admitidos com mais de 18 anos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
de idade só terão de cumprir um período de aprendizagem
de um ano para as categorias de despenseiro e empregado Cozinheiro de 1.ª . . . . . . . - - - - - - - 1 1 1
de balcão. Cozinheiro de 2.ª . . . . . . . - 1 1 1 2 2 3 3 3 3
3 — Seja qual for a idade no momento de admissão, o Cozinheiro de 3.ª . . . . . . . 1 1 2 3 3 4 4 4 6 5
período de aprendizagem para as funções de cozinheiro
será de dois anos. Nota. — Havendo mais de 10 cozinheiros, observar-se-
4 — Não haverá aprendizagem para as categorias de -ão, quanto aos que excederem a dezena, as proporções
roupeiro, lavador e empregado de refeitório, sem prejuízo mínimas neste quadro.
do disposto no antecedente n.º 1.
5 — O aprendiz só poderá mudar de profissão para que Cláusula 131.ª
foi contratado por comum acordo das partes.
Período experimental — Trabalhadores efectivos
6 — Para o cômputo dos períodos de aprendizagem
serão adicionadas as fracções de tempo de serviço prestadas Para a categoria de encarregado de refeitório, ecónomo
pelo trabalhador nas várias empresas que o contratem nessa e para a função de cozinheiro responsável pela confecção
qualidade, desde que superiores a 60 dias e devidamente o período experimental é de 180 dias, sendo de 90 dias
comprovadas. para as restantes categorias profissionais.

1643
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Cláusula 132.ª Cláusula 136.ª


Graus profissionais Aprendizagem
Os trabalhadores de hotelaria serão distribuídos pelos 1 — A aprendizagem far-se-á sob a responsabilidade
seguintes graus profissionais: de um profissional com a categoria de oficial, sempre
Cozinheiros: que as empresas não possuam serviços autónomos para a
formação profissional.
De 1.ª; 2 — A duração da aprendizagem não poderá ultrapassar
De 2.ª; três, dois e um ano, conforme os aprendizes forem admi-
De 3.ª; tidos, respectivamente, com 16, 17 e 18 ou mais anos de
Estagiário; idade.
Aprendiz; 3 — Findo o tempo de aprendizagem, o aprendiz será
promovido a praticante.
Despenseiro e empregado de balcão e ecónomo: 4 — Para os efeitos do disposto no n.º 2, serão tomados
Categoria única; em conta os períodos de frequência dos cursos de escolas
Estagiário; técnicas ou de centros de formação profissional da respec-
Aprendiz; tiva profissão oficialmente reconhecidos.

Encarregado de refeitório, empregado de refeitório, Cláusula 137.ª


lavador e roupeiro — categoria única. Tirocínio

Cláusula 133.ª 1 — O período de tirocínio do praticante é de seis


meses ou dois anos, conforme as profissões constem
Direito à alimentação ou não da cláusula 142.ª, findo o qual será promovido
1 — Os trabalhadores de hotelaria têm direito à alimen- a pré-oficial.
tação, cujo valor não é dedutível do salário. 2 — Igualmente para efeitos do disposto no n.º 1, contar-
2 — O direito à alimentação fica salvaguardado e con- -se -á o tempo de tirocínio na mesma profissão em
signado nos precisos termos em que actualmente está con- empresa diferente daquela em que se encontra o praticante,
sagrado para os trabalhadores de hotelaria ao serviço da sendo a prova desse tempo de tirocínio, quando exigida
indústria de construção civil e obras públicas. pelo empregador, feita através de declaração passada pelo
empregador anterior, a qual poderá ser confirmada pelo
SECÇÃO XI novo empregador pelos mapas enviados aos organismos
oficiais.
Madeiras 3 — A idade mínima dos praticantes é de 18 anos, salvo
para os que tenham os cursos referidos no n.º 4 da cláusula
Cláusula 134.ª 136.ª e para os admitidos em profissões que não exijam
Condições específicas de admissão aprendizagem.
1 — Nas categorias profissionais a que se refere a pre- Cláusula 138.ª
sente secção só poderão ser admitidos trabalhadores de
idade não inferior a: Densidades

a) 18 anos para todas as categorias profissionais em que Não poderá haver mais de metade de aprendizes em
não haja aprendizagem; relação ao número total de trabalhadores do conjunto das
b) 16 anos para todas as outras categorias. profissões para as quais se prevê a aprendizagem.

2 — Só podem ser admitidos como técnico de recupera- Cláusula 139.ª


ção estagiário ou técnico de recuperação os trabalhadores Promoções obrigatórias
habilitados com o respectivo curso ou os que demonstrem
já ter desempenhado funções correspondentes às dessa 1 — Os praticantes não poderão permanecer nessa cate-
profissão. goria mais de dois anos, findos os quais serão promovidos
a pré-oficiais.
Cláusula 135.ª 2 — Os trabalhadores com a categoria de pré-oficial que
completem dois anos de permanência na mesma empresa
Estágio
no exercício da mesma profissão serão promovidos a ofi-
1 — O período de estágio do técnico de recuperação cial de 2.ª, salvo se o empregador comprovar por escrito
é de três anos, findo o qual será promovido a técnico de a inaptidão do trabalhador.
recuperação (grau I). 3 — No caso de o trabalhador não aceitar a prova apre-
2 — O técnico de recuperação de grau I terá acesso aos sentada pelo empregador nos termos do número anterior,
graus superiores, a seu pedido e mediante prova prestada terá o direito de exigir um exame técnico-profissional, a
no desempenho de funções ou por proposta da empresa. efectuar no seu posto de trabalho.

1644
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Cláusula 140.ª exercício da mesma profissão serão promovidos a oficial


Categorias profissionais
de 1.ª, salvo se o empregador comprovar por escrito a
inaptidão do trabalhador.
Os encarregados e os oficiais terão as seguintes cate- 2 — Os trabalhadores com a categoria de praticante
gorias profissionais: de britador/operador de britadeira ascenderão à categoria
respectiva ao fim de dois anos de prática, salvo se o empre-
a) Encarregados — categoria única; gador comprovar por escrito a inaptidão do trabalhador.
b) Oficiais de 1.ª, de 2.ª, pré-oficial, praticante e apren- 3 — No caso de o trabalhador não aceitar a prova apre-
diz. sentada pelo empregador nos termos dos números anterio-
res, terá o direito de exigir um exame técnico-profissional,
Cláusula 141.ª a efectuar no seu posto normal de trabalho.
Período experimental — Trabalhadores efectivos
O período experimental para os trabalhadores de ma- SECÇÃO XIII
deiras terá a seguinte duração: Metalúrgicos
90 dias para aprendizes, praticantes, pré-oficiais e ofi-
ciais de 1.ª e 2.ª; Cláusula 147.ª
180 dias para encarregados. Condições específicas de admissão

Cláusula 142.ª 1 — Nas categorias profissionais a que se refere esta


secção só poderão ser admitidos trabalhadores com escola-
Período de prática de seis meses ridade mínima obrigatória nos termos previstos na alínea b)
As categorias profissionais de embalador e operador de do n.º 2 da cláusula 3.ª e de idade não inferior a:
máquina de juntar folha com ou sem guilhotina admitem a) 18 anos para todas as categorias profissionais em que
apenas um período de prática de seis meses. não haja aprendizagem;
b) 16 anos para todas as outras categorias.
SECÇÃO XII
2 — Serão directamente admitidos na categoria ime-
Mármores diatamente superior a aprendiz:
Cláusula 143.ª a) Os trabalhadores com os cursos de escolas técnicas
ou outros equivalentes oficialmente reconhecidos;
Quadros e acessos b) Os trabalhadores com 18 ou mais anos de idade que
1 — A aprendizagem só existe para as categorias profis- possuam cursos de centros de formação profissional da
sionais de canteiro, polidor manual e polidor maquinista. respectiva profissão oficialmente reconhecidos.
2 — A aprendizagem terá a duração de três anos para
a categoria de canteiro e de dois anos para as de polidor 3 — Só podem ser admitidos como técnico de recupera-
manual e polidor maquinista. ção estagiário ou técnico de recuperação os trabalhadores
habilitados com o respectivo curso ou os que demonstrem
Cláusula 144.ª já ter desempenhado funções correspondentes às dessa
profissão.
Categorias profissionais 4 — Só podem ser admitidos como técnico de gás os
Dividem-se em duas categorias (1.ª e 2.ª) os trabalha- trabalhadores habilitados com formação escolar mínima ao
dores das profissões definidas no anexo II, com excepção nível de 12.º ano de escolaridade que tenham frequentado,
das de brigador/operador de britaria, canteiro, canteiro- com aproveitamento, cursos de formação adequados à
-assentador, carregador de fogo, seleccionador e serra- especialidade e que possuam a respectiva licença emitida
dor. por um dos organismos reconhecidos pela DGE.
5 — Só podem ser admitidos como instalador de redes
Cláusula 145.ª de gás os trabalhadores habilitados com formação escolar
mínima ao nível do 9.º ano de escolaridade que tenham
Período experimental — Trabalhadores efectivos frequentado, com aproveitamento, cursos de formação ade-
O período experimental das categorias previstas nesta quados à especialidade e que possuam a respectiva licença
secção terá a duração seguinte: emitida por um dos organismos reconhecidos pela DGE.
6 — Só podem ser admitidos como técnico de refri-
90 dias para aprendizes e praticantes oficiais de 1.ª, geração e climatização os trabalhadores habilitados com
2.ª ou equiparados; formação escolar mínima ao nível de 12.º ano de escola-
180 dias para categorias superiores. ridade.

Cláusula 146.ª Cláusula 148.ª


Promoções obrigatórias Aprendizagem
1 — Os trabalhadores com a categoria de oficial de 1 — A aprendizagem far-se-á sob a responsabilidade de
2.ª logo que completem quatro anos de permanência no um profissional, com a categoria de oficial, de reconhecida

1645
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

capacidade técnica e valor moral, sempre que as empre- Cláusula 153.ª


sas não possuam serviços autónomos para a formação Período experimental — Trabalhadores efectivos
profissional.
2 — A duração da aprendizagem não poderá ultrapassar O período experimental dos trabalhadores metalúrgicos
três, dois ou um ano, conforme os aprendizes forem admiti- terá a seguinte duração:
dos, respectivamente, com 16, 17 e 18 ou mais anos de idade. 90 dias para aprendizes e praticantes, oficiais de 1.ª,
3 — Findo o tempo de aprendizagem, os aprendizes 2.ª e 3.ª ou equiparados;
serão promovidos à categoria imediatamente superior. 180 dias para categorias superiores.
4 — Para os efeitos do disposto no n.º 2, deverão ser
tomados em conta os períodos de frequência dos cursos de
escolas técnicas ou de centros de formação profissional da SECÇÃO XIV
respectiva profissão oficialmente reconhecidos. Porteiros, contínuos e paquetes
5 — Igualmente para os efeitos do disposto no n.º 2,
contar-se-á o tempo de aprendizagem na mesma profis- Cláusula 154.ª
são em empresa diferente daquela em que se encontra o
aprendiz, sendo a prova desse tempo de aprendizagem, Condições específicas de admissão
quando exigida pelo empregador, feita através de decla- Nas categorias profissionais a que se refere a presente
ração passada pelo empregador anterior, a qual poderá ser secção só poderão ser admitidos trabalhadores de idade
confirmada pelo novo empregador pelos mapas enviados não inferior:
aos organismos oficiais.
a) 16 anos para a categoria de paquete;
Cláusula 149.ª b) 18 anos para as restantes categorias.
Profissões sem aprendizagem Cláusula 155.ª
Não haverá aprendizagem nas seguintes categorias pro- Acessos
fissionais:
Os paquetes que completem 18 anos de idade serão
Agentes de métodos; promovidos a contínuos.
Encarregado;
Chefe de equipa. Cláusula 156.ª
Cláusula 150.ª Período experimental — Trabalhadores efectivos

Estágio A admissão na empresa dos trabalhadores previstos


nesta secção será sempre feita a título experimental durante
1 — O período de estágio do técnico de recuperação os primeiros 90 dias.
é de três anos, findo o qual será promovido a técnico de
recuperação (grau I).
2 — O técnico de recuperação de grau I terá acesso aos SECÇÃO XV
graus superiores a seu pedido e mediante prova prestada no Químicos
desempenho de funções ou por proposta da empresa.
Cláusula 157.ª
Cláusula 151.ª
Condições específicas de admissão
Promoções obrigatórias
1 — Nas categorias profissionais a que se refere a pre-
1 — Os praticantes não poderão permanecer nessa sente secção só podem ser admitidos trabalhadores com a
categoria mais de dois anos. Findos estes, transitarão para idade mínima de 16 anos.
oficiais de 3.ª 2 — As habilitações mínimas para a admissão dos tra-
2 — Os trabalhadores com a categoria de oficial de balhadores a que se refere esta secção são:
3.ª ou de 2.ª que completem, respectivamente, dois ou três
anos de permanência na mesma empresa no exercício da a) Para a categoria de auxiliar de laboratório a escolari-
mesma profissão serão promovidos à categoria imediata, dade mínima obrigatória, nos termos previstos na alínea b)
salvo se o empregador comprovar por escrito a inaptidão do n.º 2 da cláusula 3.ª;
do trabalhador. b) Para as categorias de analista principal o curso com-
3 — No caso de o trabalhador não aceitar a prova apre- pleto das escolas industriais adequado às funções a de-
sempenhar.
sentada pelo empregador nos termos do número anterior,
terá o direito a exigir um exame técnico-profissional, a
efectuar no seu posto normal de trabalho. 3 — As habilitações referidas no número anterior não
serão exigíveis:
Cláusula 152.ª a) Aos trabalhadores que à data da entrada em vigor do
Densidades
presente CCT desempenhem funções descritas no anexo II
para os trabalhadores químicos;
O número total de aprendizes não poderá exceder b) Aos trabalhadores que tenham desempenhado funções
metade do total de oficiais. descritas no anexo II para os trabalhadores químicos;

1646
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

c) Aos trabalhadores do quadro permanente da empresa Cláusula 163.ª


que por motivo de incapacidade física comprovada pos- Período experimental — Trabalhadores efectivos
sam ser reclassificados numa das categorias constantes do
anexo II para os trabalhadores químicos. O período experimental dos motoristas terá a duração de
90 ou 120 dias, tratando-se, respectivamente, de motorista
Cláusula 158.ª de ligeiros ou de pesados.
Estágio
SECÇÃO XVII
1 — Na categoria de auxiliar de laboratório a duração
Técnicos
máxima do estágio é de um ano.
2 — Na categoria de analista a duração máxima do
Cláusula 164.ª
estágio é de dois anos.
Condições de admissão
Cláusula 159.ª 1 — Só podem ser admitidos como técnicos os traba-
Promoções obrigatórias lhadores habilitados com curso superior respectivo, diplo-
mados por escolas nacionais ou estrangeiras, bem como,
1 — Os trabalhadores com a categoria de analista de nos casos em que o exercício da actividade se processe a
2.ª que completem três anos de permanência na mesma coberto de um título profissional, sejam possuidores do
empresa no exercício da mesma profissão serão promo- respectivo título, emitido segundo a legislação em vigor.
vidos a analistas de 1.ª, salvo se o empregador comprovar 2 — No caso de técnicos possuidores de diplomas pas-
por escrito a inaptidão do trabalhador. sados por escolas estrangeiras, os mesmos terão de ser
2 — No caso de o trabalhador não aceitar a prova apre- oficialmente reconhecidos nos termos previstos na legis-
sentada pelo empregador nos termos do número anterior lação em vigor.
terá o direito de exigir um exame técnico-profissional, a
efectuar no seu posto normal de trabalho. Cláusula 165.ª
Período experimental — Trabalhadores efectivos
Cláusula 160.ª
O período experimental dos técnicos terá a duração
Período experimental — Trabalhadores efectivos de 180 dias, salvo para o pessoal de direcção ou chefia e
O período experimental dos trabalhadores químicos quadros superiores, que será de 240 dias.
será de:
Cláusula 166.ª
a) 90 dias para o auxiliar de laboratório e analistas;
Graus profissionais
b) 120 dias para o analista principal.
1 — Os profissionais referidos nesta secção distribuem-
Cláusula 161.ª -se por três graus, em que o primeiro será desdobrado em
dois escalões (I-A e I-B), apenas diferenciados pelos ven-
Graus profissionais
cimentos (o escalão I-B seguindo-se ao escalão I-A).
Os trabalhadores químicos poderão ser distribuídos 2 — Os licenciados não poderão ser admitidos no
pelos seguintes graus profissionais: escalão I-A; os bacharéis poderão ser admitidos nos
escalões I-A e I-B.
Analista principal — classe única; 3 — Os graus I-A e I-B podem ser considerados período
Analista: de estágio em complemento da formação académica.
De 1.ª classe;
De 2.ª classe; SECÇÃO XVIII
Estagiário; Técnicos de desenho
Auxiliar de laboratório — estagiário. Cláusula 167.ª
Condições específicas de admissão
SECÇÃO XVI
1 — Grupo A — técnicos de desenho — podem ser
Rodoviários admitidos para as categorias de técnicos de desenho os
trabalhadores habilitados com um dos cursos técnicos
Cláusula 162.ª seguintes:
Condições específicas de admissão a) Curso do ensino secundário — 12.º ano (mecano-
As condições mínimas de admissão para o exercício das tecnia; electrotecnia; radiotecnia/electrónica; construção
funções inerentes à categoria de motorista são: civil; equipamento e interiores/decoração; introdução às
artes plásticas, design e arquitectura; artes gráficas), que
a) Possuírem as habilitações exigidas por lei; ingressam na categoria de desenhador ou de medidor após
b) Possuírem a carta de condução. 12 meses de tirocínio;

1647
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

b) Cursos de formação profissional que confira o telefones, sinalização e automatismos eléctricos). Aplica-
nível III-UE ou curso tecnológico — 12.º ano, de formação ção em trabalhos de engenharia e tecnologias eléctricas
adequada, ou curso técnico da via profissionalizante/via e electrónicas, nomeadamente desenho, normalização,
técnico-profissional — 12.º ano ou cursos das escolas pro- medições e orçamentação, planeamento, preparação e as-
fissionais (nível III-UE), nomeadamente: desenhador de sistência a trabalhos;
construção civil, desenhador de construções mecânicas, de- c) Ramo de construções, arquitectura e topografia (cons-
senhador electrotécnico, medidor orçamentista, técnico de truções civis e industriais, estruturas de betão armado e
equipamento, técnico de design cerâmico/metais, técnico cofragens, infra-estruturas, arquitectura e urbanismo,
de obras/edificações e obras, que ingressam numa das cate- topografia, cartografia e geodesia). Aplicação em trabalhos
gorias respectivas após 12 meses de tirocínio grupo VII. de arquitectura e engenharia e tecnologia das construções,
nomeadamente desenho, normalização, medições e or-
2 — Grupo B — operador-arquivista — para a profissão çamentação, levantamentos, planeamento, preparação e
deste grupo deverá ser dada prioridade a trabalhadores de assistência a trabalhos;
outras actividades profissionais já ao serviço da empresa d) Ramo de artes e design (decoração, maqueta, publi-
que reúnam condições, nomeadamente ter a idade mínima cidade, desenho gráfico e de exposição). Aplicação em
de 18 anos e a escolaridade mínima obrigatória nos termos trabalhos decorativos, de maqueta, de desenho de comu-
previstos na alínea b) do n.º 2 da cláusula 3.ª nicação, gráfico e artístico.
3 — As habilitações referidas nos números anteriores
não serão exigíveis:
SECÇÃO XIX
a) Aos trabalhadores que à data da entrada em vigor
do presente CCT desempenhem funções das categorias Telefonistas
previstas nesta secção;
b) Aos trabalhadores a que já tenha sido atribuída fora Cláusula 171.ª
da empresa uma das categorias previstas nesta secção. Condições específicas de admissão

Cláusula 168.ª 1 — Na categoria profissional de telefonista só podem


ser admitidos trabalhadores nas seguintes condições:
Acessos
a) Terem a idade mínima de 16 anos;
1 — O período máximo de tirocínio é o indicado nas b) Possuírem a escolaridade mínima obrigatória nos
alíneas a) e b) do n.º 1 da cláusula anterior. termos previstos na alínea b) do n.º 2 da cláusula 3.ª
2 — Nas categorias com dois graus, os profissionais no
grau I terão acesso ao grau II após pelo menos um ano de 2 — As habilitações referidas na alínea b) do número
permanência naquele grau, a seu pedido e mediante provas anterior não serão exigíveis:
prestadas no desempenho da função e ou por aquisição de
formação profissional ou por proposta da empresa. a) Aos trabalhadores que à data da entrada em vigor do
presente CCT desempenhem funções de telefonistas;
Cláusula 169.ª b) Aos trabalhadores que tenham desempenhado funções
de telefonistas;
Período experimental — Trabalhadores efectivos c) Aos trabalhadores do quadro permanente da empresa
O período experimental das categorias previstas nesta que por motivo de incapacidade física comprovada possam
secção terá a duração seguinte: ser reclassificados como telefonistas.
90 dias para operadores-arquivistas, tirocinantes, Cláusula 172.ª
desenhadores-medidores, desenhadores e medidores;
180 dias para desenhadores preparadores de obra, pla- Período experimental — Trabalhadores efectivos
nificadores, medidores orçamentistas, assistentes opera- O período experimental de telefonista terá a duração
cionais e desenhadores projectistas. de 90 dias.
Cláusula 170.ª
SECÇÃO XX
Outras disposições
Técnicos de topografia
A actividade profissional do grupo A — técnicos de
desenho é identificada no âmbito dos seguintes ramos de Cláusula 173.ª
actividade, subdividindo-se estes por especialidades:
Condições específicas de admissão
a) Ramo de mecânica (mecânica, máquinas, equipamen-
tos mecânicos, tubagens, estruturas metálicas, instrumen- 1 — Só podem ser admitidos como técnicos de topo-
tação e controlo, climatização). Aplicação em trabalhos grafia trabalhadores com a idade mínima de 18 anos, as
de engenharia e tecnologia mecânicas, nomeadamente habilitações e outras exigências previstas na cláusula se-
desenho, normalização, medições e orçamentação, plane- guinte.
amento, preparação e assistência a trabalhos; 2 — Serão dispensados das exigências referidas no
b) Ramo de electrotecnia (electrotecnia e electróni- número anterior os técnicos de topografia que à data da
ca — equipamentos e instalações eléctricas, iluminação, entrada em vigor do presente contrato desempenhem fun-

1648
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

ções que correspondam a qualquer das categorias previstas 3 — O topógrafo de grau II terá acesso ao grau III a
nesta secção. seu pedido e mediante prova prestada no desempenho de
funções ou por proposta da empresa.
Cláusula 174.ª 4 — O topógrafo de grau III, desde que habilitado com
curso superior ou equiparado, terá acesso à categoria de
Requisitos para o exercício de funções
geómetra a seu pedido e mediante prova prestada no de-
1 — Porta-miras — formação escolar mínima ao nível sempenho de funções ou por proposta da empresa.
do 6.º ano do ensino básico ou equivalente. Responsabili-
dade por transporte de equipamento muito sensível. Cláusula 176.ª
2 — Ajudante de fotogrametrista — formação escolar Período experimental — Trabalhadores efectivos
mínima ao nível do 9.º ano do ensino básico ou equivalente;
visão estereoscópica adequada. O período experimental dos técnicos de topografia terá
3 — Fotogrametrista auxiliar — formação escolar mí- a duração seguinte:
nima ao nível do 9.º ano do ensino básico ou equivalente. 90 dias para porta-miras, registador/medidor, ajudantes
Experiência de, pelo menos, dois anos como ajudante de de fotogrametrista, técnico auxiliar de topografia, fotogra-
fotogrametrista. Visão estereoscópica adequada. metristas auxiliares e revisores fotogramétricos;
4 — Registador/medidor — formação escolar mínima 180 dias para fotogrametristas, topógrafos, geómetras,
ao nível do 9.º ano do ensino básico ou equivalente. Expe- calculadores e cartógrafos.
riência de pelo menos três anos como porta-miras. Respon-
sabilidade por manuseamento e utilização de equipamento
muito sensível. SECÇÃO XXI
5 — Revisor fotogramétrico — formação escolar Técnicos de segurança e higiene do trabalho da construção
mínima ao nível do 9.º ano do ensino básico ou equiva-
lente. Experiência de, pelo menos, um ano na categoria de Cláusula 177.ª
fotogrametrista auxiliar. Visão estereoscópica adequada.
Condições específicas de admissão
6 — Técnico auxiliar de topografia — formação escolar
mínima ao nível do 9.º ano do ensino básico ou equiva- 1 — Podem ser admitidos como técnicos de segurança
lente. Experiência profissional de, pelo menos, dois anos e higiene do trabalho no sector da construção os trabalha-
como registador/medidor. Responsabilidade por utilização dores que, cumulativamente, reúnam as seguintes condi-
e manuseamento de aparelhagem sensível. ções:
7 — Fotogrametrista — formação escolar mínima ao
a) Técnicos superiores de segurança e higiene do tra-
nível do 9.º ano do ensino básico ou equivalente. Experiên- balho:
cia de, pelo menos, três anos na categoria de fotogrametrista
auxiliar. Visão estereoscópica adequada. Responsabilidade Estarem habilitados com curso de formação profissio-
pela utilização e manuseamento de aparelhagem sensível, nal de nível V que integre matéria específica do sector
designadamente todo o tipo de aparelhos restituidores da construção e dos riscos profissionais decorrentes da
utilizados na fotogrametria. actividade;
8 — Topógrafo — formação escolar mínima ao nível Serem titulares de CAP (certificado de aptidão profis-
do 12.º ano da via de ensino ou via profissionalizante ou sional), emitido pelas entidades com competência para o
formação escolar de nível superior, com conhecimento efeito.
de topografia. Curso de cartografia topografia do Serviço
Cartográfico do Exército e antigos cursos de topografia e b) Técnicos de segurança e higiene do trabalho:
agrimensura, ministrados nas ex-colónias. Responsabili- Estarem habilitados com curso de formação profissio-
dade pela utilização e manuseamento de aparelhagem de nal de nível III que integre matéria específica do sector
grande precisão, com utilização de diversos instrumentos da construção e dos riscos profissionais decorrentes da
ópticos e electrónicos. actividade;
9 — Geómetra — formação escolar específica de nível Serem titulares de CAP (certificado de aptidão profis-
superior, nomeadamente dos institutos politécnicos, ou sional), emitido pelas entidades com competência para o
diplomados na mesma área pelo Serviço Cartográfico do efeito.
Exército, bem como por outros organismos reconhecidos
oficialmente, não sendo as referidas habilitações exigidas Cláusula 178.ª
aos trabalhadores que desempenhem estas funções em 1 de
Março de 1997. Acessos
1 — O período de estágio do técnico de segurança
Cláusula 175.ª e higiene do trabalho é de um ano, findo o qual será pro-
Promoções e acessos
movido a técnico de segurança e higiene do trabalho
(grau I). Terá acesso ao grau II a seu pedido e mediante
1 — Os topógrafos distribuem-se por três graus. prova prestada no desempenho de funções ou por proposta
2 — O grau I é considerado como estágio, que terá a da empresa.
duração de três anos, excepto para os profissionais habi- 2 — O técnico superior de segurança e higiene do tra-
litados com o curso superior, que será de dois anos, findo balho será admitido no grau I, considerado como período
o qual será promovido a topógrafo de grau II. de estágio com a duração de um ano, em complemento

1649
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

da formação académica, findo o qual será promovido ao Cláusula 182.ª


grau II. Terá acesso ao grau III a seu pedido e mediante Lugares de subdirecção ou subchefia
prova prestada no desempenho de funções ou por proposta
da empresa. Nas categorias que integram os grupos I e II do anexo
IIIe que envolvem funções de direcção ou chefia podem
Cláusula 179.ª as empresas criar internamente lugares de subdirecção ou
subchefia.
Período experimental — Trabalhadores efectivos

1 — O período experimental dos técnicos superiores de ANEXO II


segurança e higiene do trabalho terá a duração de 180 dias,
Definições de funções
salvo quando ocuparem lugares de direcção ou chefia, que
será de 240 dias.
A — Cobradores
2 — O período experimental do técnico de segurança
e higiene do trabalho e do estagiário de técnico de segu- Cobrador. — É o trabalhador que procede, fora dos
rança e higiene do trabalho é, respectivamente, de 180 e escritórios, a recebimentos, pagamentos e depósitos,
90 dias. considerando-se-lhe equiparado o empregado de serviços
externos que efectua funções análogas relacionadas com o
escritório, nomeadamente de informações e fiscalização.
SECÇÃO XXII
Profissões comuns B — Comércio
Ajudante de fiel de armazém. — O trabalhador que
Cláusula 180.ª coadjuva o fiel de armazém e o substitui em caso de
Períodos experimentais/profissões impedimento.
comuns — Trabalhadores efectivos Caixa de balcão. — É o trabalhador que recebe
numerário em pagamento de mercadorias ou serviços no
Os períodos experimentais dos trabalhadores abrangidos comércio; verifica as somas devidas; recebe o dinheiro,
por esta secção terão a seguinte duração: passa um recibo ou bilhete, conforme o caso, regista estas
Auxiliar de limpeza e manipulação — 90 dias; operações em folhas de caixa e recebe cheques.
Auxiliar de montagens — 90 dias; Caixeiro. — É o trabalhador que vende mercadoria
Chefe de departamento — 180 dias; directamente ao público; fala com o cliente no local de
Chefe de secção — 180 dias; venda e informa-se do género de produtos que deseja;
Condutor manobrador de equipamentos indus- ajuda o cliente a efectuar a escolha do produto; anuncia o
triais — 120 dias; preço, cuida da embalagem do produto ou toma as medidas
Director de serviços — 240 dias; necessárias à sua entrega; recebe encomendas, elabora
Guarda — 90 dias; notas de encomenda e transmite-as para execução. É por
Jardineiro — 90 dias; vezes encarregado de fazer o inventário periódico das
Recepcionista — 90 dias; existências.
Caixeiro-ajudante. — É o trabalhador que estagia para
Servente — 90 dias;
caixeiro.
Subchefe de secção — 120 dias. Caixeiro-encarregado ou chefe de secção. — É o traba-
lhador que no estabelecimento ou numa secção do estabele-
SECÇÃO XXIII cimento se encontra apto a dirigir o serviço e o pessoal do
estabelecimento ou da secção; coordena, dirige e controla
Disposições comuns
o trabalho e as vendas.
Chefe de compras. — É o trabalhador especialmente
Cláusula 181.ª encarregado de apreciar e adquirir os artigos para uso e
Exames venda no estabelecimento.
Chefe de vendas. — É o trabalhador que dirige, co-
Os exames referidos nas cláusulas, destinando-se ex- ordena ou controla um ou mais sectores de vendas da
clusivamente a averiguar da aptidão do trabalhador para o empresa.
exercício das funções normalmente desempenhadas no seu Conferente. — É o trabalhador que verifica, controla e,
posto de trabalho, ocorrerão num prazo máximo de 30 dias eventualmente, regista a entrada e ou saída de mercadorias,
a contar do seu requerimento e serão efectuados por um instrumentos e materiais do armazém.
júri composto por dois elementos, um em representação Demonstrador. — É o trabalhador que faz demons-
dos trabalhadores, o qual será designado pelo delegado trações de artigos em estabelecimentos industriais, em
sindical ou, na sua falta, pelo sindicato respectivo, e ou- exposições ou no domicílio, antes ou depois da venda.
tro em representação da empresa. Em caso de desacordo Distribuidor. — É o trabalhador que distribui as mer-
insuperável dos membros do júri, poderão estes solicitar cadorias por clientes ou sectores de vendas.
um terceiro elemento ao centro de formação profissional Embalador. — É o trabalhador que acondiciona e ou
mais próximo, com a função de monitor da profissão em desembala produtos diversos por métodos manuais ou me-
causa, que decidirá. cânicos, com vista à sua expedição ou armazenamento.

1650
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Encarregado de armazém. — É o trabalhador que dirige Ajustador-montador de aparelhagem de elevação. — É


outros trabalhadores e toda a actividade de um armazém, o trabalhador que exclusiva ou predominantemente ajusta
responsabilizando-se pelo seu bom funcionamento. e monta peças para obtenção de dispositivos em geral,
Encarregado-geral. — É o trabalhador que dirige e utilizados para deslocar cargas, mas é especializado na
coordena a acção de dois ou mais caixeiros-encarregados ajustagem e montagem de gruas, guindastes, pontes ro-
e ou encarregados de armazém. lantes, diferenciais, outros dispositivos similares, o que
Fiel de armazém. — É o trabalhador que superintende requer conhecimentos específicos.
nas operações de entrada e saída de mercadorias e ou Apontador. — É o trabalhador que executa folhas de
materiais; executa ou fiscaliza os respectivos documen- ponto e de ordenados e salários da obra, o registo de entra-
tos; responsabiliza-se pela arrumação e conservação das das, consumos e saídas de materiais, ferramentas e máqui-
mercadorias e ou materiais; examina a concordância nas e, bem assim, o registo de quaisquer outras operações
entre as mercadorias recebidas e as notas de encomenda, efectuadas nos estaleiros das obras ou em qualquer estaleiro
recibos ou outros documentos e toma nota dos danos e da empresa.
perdas; orienta e controla a distribuição de mercadorias Armador de ferro. — É o trabalhador que exclusiva ou
pelos sectores da empresa, utentes ou clientes; comunica predominantemente executa e coloca as armaduras para
os níveis de stocks; promove a elaboração de inventários betão armado a partir da leitura do respectivo desenho em
e colabora com o superior hierárquico na organização estruturas de pequena dimensão.
material do armazém. Arvorado. — É o trabalhador que possuindo conheci-
Inspector de vendas. — É o trabalhador que inspecciona mentos técnicos de mais do que uma profissão comuns à
o serviço dos vendedores caixeiros-ajudantes e de praça; actividade de construção civil chefia e coordena em peque-
visita os clientes e informa-se das suas necessidades; nas obras várias equipas da mesma ou diferentes profissões.
recebe as reclamações dos clientes, verifica a acção dos Na actividade em obra procede à leitura e interpretação
seus inspeccionados pelas notas de encomenda, ausculta- de desenhos e às respectivas marcações sendo igualmente
ção da praça, programas cumpridos, etc. responsável pelo aprovisionamento da mesma.
Praticante. — É o trabalhador com menos de 18 anos Assentador de aglomerados de cortiça. — É o traba-
de idade que no estabelecimento está em regime de apren- lhador que exclusiva ou predominantemente assenta
dizagem. revestimentos de cortiça e seus derivados.
Promotor de vendas. — É o trabalhador que, actuando Assentador de isolamentos térmicos e acústicos. — É o
em pontos directos e indirectos de consumo, procede no trabalhador que executa a montagem em edifícios e outras
sentido de esclarecer o mercado com o fim específico de instalações de materiais isolantes com o fim de regularizar
incrementar as vendas da empresa. temperaturas e eliminar ruídos.
Prospector de vendas. — É o trabalhador que verifica as Assentador de revestimentos. — É o trabalhador que
possibilidades do mercado nos seus vários aspectos e pre- assenta revestimentos diversos, tais como papel, alcatifas,
ferências, poder aquisitivo e solvabilidade, estuda os meios plásticos e equiparados.
eficazes de publicidade de acordo com as características do Assentador de tacos. — É o trabalhador que exclusiva
público a que os produtos se destinam, observa os produtos ou predominantemente executa betumilhas e assenta tacos
quanto à sua aceitação pelo público e a melhor maneira de (ladrilhos de madeira) em pavimentos.
os vender. Pode eventualmente organizar exposições. Auxiliar menor. — É o trabalhador sem qualquer espe-
Vendedor. — É o trabalhador que, predominantemente cialização profissional com idade inferior a 18 anos.
fora do estabelecimento, solicita encomendas, promove e Batedor de maço. — É o trabalhador que exclusiva ou
vende mercadorias por conta da entidade patronal. Trans- predominantemente ajuda o calceteiro, especialmente nos
mite as encomendas ao escritório central ou delegações a acabamentos de calçadas.
que se encontre adstrito e envia relatórios sobre as transac- Cabouqueiro ou montante. — É o trabalhador que
ções comerciais que efectuou. Pode ser designado de: exclusiva ou predominantemente realiza trabalhos de des-
monte e preparação de pedras nas pedreiras e nas obras.
a) Viajante. — Quando exerce a sua actividade numa
Calceteiro. — É o trabalhador que exclusiva ou pre-
zona geográfica determinada fora da área definida para o
dominantemente procede ao revestimento e reparação de
caixeiro de praça;
pavimentos, justapondo e assentando paralelepípedos,
b) Pracista. — Quando exerce a sua actividade na área
cubos ou outros sólidos de pedra, utilizando as ferramen-
onde está instalada a sede da entidade patronal e concelhos
tas apropriadas para o efeito. Pode ainda formar motivos
limítrofes;
decorativos, por assentamento e justaposições de pedra,
c) Caixeiro de mar. — Quando se ocupa do forneci-
de vária natureza, tais como: caravelas, flores, etc. Estuda
mento para navios.
os desenhos e procede aos alinhamentos e marcações ne-
cessários para enquadramento do molde.
Vendedor especializado ou técnico de vendas. — É o Canteiro. — É o trabalhador que exclusiva ou predo-
trabalhador que vende mercadorias cujas características e minantemente executa e assenta cantarias nas obras ou
ou funcionamento exijam conhecimentos especiais. oficinas.
Capataz. — É o trabalhador designado de um grupo de
C — Construção civil e obras públicas
indiferenciados para dirigir os mesmos.
Afagador-encerador. — É o trabalhador que desbasta, Carpinteiro de limpos. — É o trabalhador que predomi-
afaga, betuma, dá cor, encera, enverniza e limpa pavimen- nantemente trabalha em madeiras, incluindo os respectivos
tos de madeira. acabamentos no banco de oficina ou na obra.

1651
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Carpinteiro de tosco ou cofragem. — É o trabalhador Encarregado fiscal ou verificador de qualidade. — É


que exclusiva ou predominantemente executa e monta o trabalhador que mediante caderno de encargos verifica
estruturas de madeira em moldes para fundir betão. a execução da obra.
Carregador-catalogador. — É o trabalhador que pre- Encarregado geral. — É o trabalhador que, possuindo
dominantemente colabora no levantamento, transporte e conhecimentos técnicos sobre actividades extra e comuns
arrumação de peças fabricadas e cataloga-as; procede ao à actividade de construção civil, chefia uma obra de grande
carregamento e descarregamento de viaturas e informa das dimensão e complexidade ou coordena simultaneamente
respectivas posições. várias obras. Além das tarefas inerentes à categoria pro-
Chefe de equipa. — É o profissional que, executando fissional de encarregado de 1.ª, é responsável pelo plane-
tarefas da sua especialidade, quando incumbido chefia um amento, gestão e controlo de obras.
conjunto de trabalhadores da mesma profissão e outros Enformador de pré-fabricados. — É o trabalhador que
indiferenciados. obtém elementos de alvenaria, tais como paredes, lajes e
Chefe de oficina. — É o trabalhador que exerce funções componentes para escadas por moldação em cofragens
de direcção e chefia das oficinas da empresa. metálicas, onde dispõe argamassas, tijolos, outros materiais
Cimenteiro. — É o trabalhador que executa trabalhos e vários acessórios, segundo as especificações técnicas
recebidas.
de betão armado, incluindo, se necessário, as respectivas
Entivador. — É o trabalhador que exclusiva ou pre-
cofragens, as armaduras de ferro e manipulação de dominantemente executa entivações e escoramentos de
vibradores. Eventualmente pode manobrar equipamentos terrenos, quer em céu aberto quer em galerias ou poços.
relacionados com o desempenho da sua função. Espalhador de betuminosos. — É o trabalhador que
Condutor-manobrador de equipamento de marcação exclusiva ou predominantemente rega ou espalha betu-
de estradas. — É o trabalhador que a partir da leitura de minosos.
desenhos/plantas determina os locais a pintar e procede à Estucador. — É o trabalhador que trabalha em esboços,
respectiva pré-marcação. Conduz e opera o equipamento estuques, lambris e respectivos acabamentos.
accionando e regulando o mesmo, de modo a efectuar Fingidor. — É o trabalhador que exclusiva ou predomi-
correctamente os trabalhos de sinalização horizontal de nantemente imita com tintas madeira ou pedra.
estradas ou pistas. Impermeabilizador. — É o trabalhador que exclusiva
Controlador. — É o trabalhador que tem a seu cargo ou predominantemente executa trabalhos especializados
o controlo de rendimento da sua produção e comparação de impermeabilização, procedendo também ao fecho das
deste com o previsto, devendo saber interpretar desenhos juntas.
e fazer medições em obras. Ladrilhador ou azulejador. — É o trabalhador que
Controlador de qualidade. — É o trabalhador que exclusiva ou predominantemente executa assentamentos
dá assistência técnica na oficina às operações de pré- de ladrilhos, mosaicos, azulejos ou similares.
-fabricação de elementos de alvenaria ou outros, realiza Marmoritador. — É o trabalhador que exclusiva ou pre-
inspecções versando sobre a qualidade do trabalho exe- dominantemente executa revestimentos com marmorite.
cutado e controla a produtividade atingida; interpreta de- Marteleiro. — É o trabalhador que com carácter exclu-
senhos e outras especificações referentes aos elementos sivo manobra martelos, perfuradoras ou demolidores, de
de que se ocupa; submete-os a exames minuciosos em acordo com especificações verbais ou desenhadas.
determinados momentos do ciclo de fabrico, servindo-se Mineiro. — É o trabalhador que predominantemente
de instrumentos de verificação e medida ou observando realiza trabalhos de abertura de poços ou galerias.
a forma de cumprimento das normas de produção da em- Montador de andaimes. — É o trabalhador qualificado,
presa; regista e transmite superiormente todas as anomalias capaz de efectuar, de forma autónoma e com competência,
constatadas a fim de se efectivarem correcções ou apurarem todos os trabalhos relativos à montagem, modificação e
responsabilidades. desmontagem de andaimes em tubos metálicos e outros
Encarregado de 1.ª — É o trabalhador que além de andaimes homologados em estaleiros ou edifícios.
possuir conhecimentos técnicos de todas as tarefas comuns Participa na organização do estaleiro e na sua segu-
rança.
às profissões do sector detém conhecimentos genéricos de
Participa nos trabalhos de medição e de planificação das
actividades extra construção civil, nomeadamente sobre operações para a montagem, a modificação e desmontagem
instalações especiais. Além das tarefas inerentes à catego- dos andaimes. Controla o equipamento e escolhe elementos
ria de encarregado de 2.ª, exerce o controle de trabalhos de montagem, tubos e guarnições e outros elementos auxi-
a mais e a menos e controla a qualidade e quantidade das liares e materiais. Desenha esboços simples e lê planos de
actividades próprias e de subempreiteiros. construção. Efectua trabalhos a fim de assegurar um apoio
Encarregado de 2.ª — É o trabalhador que possuindo e uma ancorarem de andaimes de trabalhos, de protecção
conhecimentos de todas as tarefas comuns à actividade e de suporte. Monta, modifica e desmonta andaimes de
de construção civil chefia uma frente de trabalho ou obra trabalho, de protecção e de suporte, recorrendo a elementos
de pequena dimensão e reduzida complexidade técnica. de montagem, tubos e guarnições. Monta, modifica e des-
No decurso da obra procede à leitura e interpretação de monta andaimes cantile-ver, andaimes de tecto, suspensos
desenhos e às respectivas marcações bem como ao apro- e outros sistemas de andaimes homologados. Monta e
visionamento da mesma. Responsabiliza-se pela organi- desmonta aparelhos de elevação.
zação de estaleiros de obra e pela gestão de equipamentos. Coloca, fixa e retira revestimentos de protecção nos
Controla o fabrico de materiais em obra e a qualidade dos andaimes. Opera e efectua a manutenção dos elementos do
materiais de construção. andaime, das ferramentas e aparelhos utilizados. Regista

1652
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

os dados técnicos e relata sobre o desenrolar do trabalho Técnico administrativo de produção. — É o trabalha-
e os resultados do mesmo. dor que, para além das tarefas próprias dos apontadores,
Montador de caixilharia. — É o trabalhador que executa executa outras tarefas, de carácter administrativo, que
unicamente trabalhos relacionados com a montagem de variam consoante a natureza e importância da obra ou
caixilhos, janelas e portas em madeira, alumínio ou PVC estabelecimento onde trabalha, nomeadamente: redige
sem que tenha de proceder a qualquer modificação nos relatórios, cartas e outros documentos relativos à obra ou
elementos, com excepção de pequenos acertos. estabelecimento, manualmente ou à máquina, dando-lhes
Montador de casas pré-fabricadas. — É o trabalhador o seguimento apropriado; examina a correspondência
que procede à montagem de casas pré-fabricadas e aos tra- recebida, classifica-a e compila os dados necessários para
balhos inerentes à sua implantação e execução integral. as respostas; organiza ficheiros de guias de remessa de
Montador de cofragens. — É o trabalhador que em obra materiais, máquinas e ou equipamentos, para posterior con-
efectua operações de manobra, acerto, aprumo e ajuste de ferência e classificação das respectivas facturas; prepara e
moldes de outros elementos que constituirão as cofragens codifica elementos de input para tratamento informático;
metálicas, de madeira ou mistas recuperáveis e estandardi- participa na conferência e análise de outputs, podendo
zadas, onde vai ser fundida a alvenaria de betão, utilizando elaborar dados estatísticos (indicadores de gestão) para
ferramentas manuais e mecânicas. informação da direcção; responde pelo preenchimento de
Montador de elementos pré-fabricados. — É o trabalha- formulários oficiais, para obtenção de licenças exigidas
dor que colabora na deposição, nivela, apruma, implanta pela obra (tapumes, ocupações em via pública, tabuletas,
e torna solidários por amarração e betumarem os vários ligações às redes, etc.) procedendo ao resgate dos respec-
elementos pré-fabricados com que erige edificações, para tivos depósitos, findos os trabalhos, efectua as operações
o que utiliza esteios, níveis, prumos e pilões. inerentes ao controlo, manutenção e reparação do equi-
Montador de estores. — É o trabalhador que exclusiva pamento administrativo à carga da obra; supervisiona na
ou predominantemente procede montagem de estores. montagem, funcionamento e manutenção das instalações
Montador de material de fibrocimento. — É o trabalha- sociais da obra ou estaleiro, designadamente casernas,
dor que exclusiva ou predominantemente, independente- sanitários, refeitórios e cozinhas, zelando pelo respectivo
mente ou em grupo, prepara e aplica quer tubos quer chapas equipamento; elabora processos de instrução preliminar,
de fibrocimento, regendo-se pelas directrizes que lhe são no âmbito do exercício do poder disciplinar da empresa.
transmitidas e pela leitura de desenhos. Executa os traba- Para além das tarefas acima descritas, pode coordenar,
lhos inerentes à montagem de material de fibrocimento e dirigir e controlar o trabalho dos apontadores da obra ou
seus acessórios e orienta o pessoal de serventia. estabelecimento.
Montador de pré-esforçados. — É o trabalhador que Técnico de obra/condutor de obra. — É o trabalhador
arma e instala, em construções civis ou obras públicas, que identifica o projecto, o caderno de encargos e plano de
vigas, asnas e outros elementos estruturais de betão trabalho da obra e determina a sequência das diversas fases
armado, aplicando-lhes, por meio de cabos de aço, as ten- de construção. Identifica os materiais de construção e tem
sões previamente especificadas, para o que utiliza equipa- conhecimento das técnicas e da sua aplicação. Organiza
mento apropriado. o estaleiro, mede os trabalhos realizados, determina os
Oficial de vias férreas. — É o trabalhador que, manu- tempos e orçamenta trabalhos de construção civil.
seando os equipamentos ligeiros e as ferramentas adequa- Técnico de obra estagiário. — É o trabalhador que ao
das, executa, manual ou mecanicamente, todas as tarefas nível da função exigida faz tirocínio para ingresso na
específicas da actividade de construção e manutenção categoria de técnico de obra. A partir de orientações dadas,
de infra-estruturas ferroviárias, assegurando, sempre executa trabalhos auxiliares, coadjuvando os técnicos.
que necessário, a vigilância da mesma e a protecção dos Técnico de recuperação. — É o trabalhador que identi-
trabalhos. Dá ainda apoio na operação das máquinas pe- fica os problemas subjacentes à área a restaurar (azularia,
sadas de via. Poderá executar as tarefas de «piloto de via cantaria, estuques, pintura mural). Propõe metodologias de
interdita». intervenção e seu faseamento; identifica materiais e equi-
Oficial principal. — É o trabalhador que executa tarefas pamentos e estabelece o respectivo orçamento e prazos a
inerentes à sua profissão, a quem se reconhece um nível de cumprir, tendo em vista restaurar e manufacturar, podendo
conhecimentos e polivalência superior às exigíveis para o gerir pequenas equipas.
oficial de 1.ª, podendo, em obras de pequena dimensão, ter Técnico de recuperação estagiário. — É o trabalhador
a seu cargo um ou mais trabalhadores indiferenciados. que executa sob orientação do técnico de recuperação, con-
Pedreiro. — É o trabalhador que exclusiva ou predomi- soante os graus, funções de diferentes níveis de dificuldade,
nantemente aparelha pedra em grosso e executa alvenarias quer no que concerne ao conhecimento dos materiais quer
de tijolo, pedra ou blocos; pode também fazer assenta- no adestramento manual e de utilização dos equipamentos
mentos de manilhas, tubos ou cantarias, rebocos e outros em estaleiro/oficina.
similares ou complementares. Tractorista. — É o trabalhador que exclusiva ou predo-
Pintor. — É o trabalhador que predominantemente pre- minantemente conduz e manobra todos os tractores.
para e executa qualquer trabalho de pintura em oficina e Trolha ou pedreiro de acabamentos. — É o trabalhador
nas obras, podendo eventualmente assentar vidros. que exclusiva ou predominantemente executa alvenarias
Pintor decorador. — É o trabalhador que exclusiva de tijolos ou blocos, assentamentos de manilhas, tubos,
ou predominantemente executa decorações de tinta sobre mosaicos, azulejos, rebocos, estuques e outros trabalhos
paredes ou tectos de qualquer espécie. similares ou complementares.
Sondador. — É o trabalhador que exclusiva ou predomi- Vibradorista. — É o trabalhador que predominante-
nantemente manobra sondas e faz recolha de amostras. mente homogeneíza e compacta massas de betão fresco

1653
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

incorporado em elementos constituintes de obras públicas, dos materiais e equipamentos, podendo controlar a sua
transmitindo vibrações ao material por meio de dispositivos aquisição; elabora propostas técnico-comerciais de acordo
mecânicos que maneja. Quando não haja trabalho da sua com os cadernos de encargos, orienta os trabalhos numa ou
especialidade pode auxiliar outros oficiais. mais obras, interpretando as directivas e adoptando-as aos
Vulcanizador. — É o trabalhador que tem como funções condicionalismos e circunstâncias próprias de cada obra, de
executar, reparar, modificar ou montar peças em borracha harmonia com o projecto e com o programa de realização
ou materiais afins e, ainda, revestir peças metálicas. estabelecido; pode colaborar em acções de organização no
âmbito da sua actividade
D — Agente técnico de arquitectura Auxiliar de montagens. — É o trabalhador que para
e engenharia/construtores civis
além das tarefas inerentes à categoria de servente colabora
Agente técnico de arquitectura e engenharia/constru- com os profissionais electricistas. Nomeadamente subindo
tor civil. — É o trabalhador que estuda, projecta, realiza, a postes, torres ou pórticos de subestações a fim de colocar
orienta e fiscaliza trabalhos de engenharia, arquitectura, isoladores, ferragens ou outros acessórios; ajuda na mol-
construção civil, instalações técnicas e equipamentos, apli- dagem e montagem de tubos, calhas ou esteiras; efectua a
cando conhecimentos teóricos e práticos da profissão. Pode pintura das torres; coadjuva os electricistas montadores na
especializar-se em diversas tarefas específicas, tais como: execução e estabilização dos postes e torres AT e BT e na
condução e direcção de obras; fiscalização e controlo; passagem de cabos-guia ou condutores ou cabos de guarda
chefia de estaleiros; análise de custos e orçamentos; plane- às roldanas. Procede à preparação de massa isolante e faz
amento e programação; preparação de trabalho; topografia; o respectivo enchimento das caixas subterrâneas; efectua
projectos e cálculos; assistência e secretariado técnico. Os tarefas de desrame e desmatação na faixa de protecção às
trabalhadores construtores civis poderão ser distribuídos linhas aéreas; pode proceder a trabalhos menos complexos
pelos seguintes graus profissionais: de desenrolamento.
Grau I. — É o profissional que executa trabalho téc- Auxiliar técnico. — É o trabalhador que não detém
nico de rotina no âmbito da sua formação e habilitação experiência nem conhecimentos técnicos que lhe permitam
profissional; o seu trabalho é revisto quanto a precisão desempenhar a totalidade ou a maioria das tarefas previstas
adequada e quanto à conformidade com os procedimentos para o oficial electricista e em particular é o trabalhador que
prescritos; dá assistência técnica a outros técnicos mais detém como função exclusiva ou predominante a execução
qualificados; de algumas tarefas com carácter repetitivo e para as quais
Grau II. — É o profissional que utiliza a técnica corrente se não exigem grandes conhecimentos técnicos.
para a resolução de problemas; as decisões situam-se em Chefe de equipa. — É o trabalhador que executa e é
regra dentro da orientação estabelecida pela entidade responsável pelos trabalhos da sua especialidade sob as
directiva; pode dirigir e verificar o trabalho de outros pro- ordens do encarregado, podendo substituí-lo nas suas au-
fissionais; o seu trabalho não é normalmente supervisio- sências, e dirige os trabalhos de um grupo de operários
nado em pormenor; electricistas.
Grau III. — É o profissional que executa trabalhos de Encarregado. — É o trabalhador que controla, coordena
responsabilidade e participa em planeamento e coordena- e dirige os serviços nos locais de trabalho. Pode, se for
ção; toma decisões de responsabilidade; orienta, programa, caso disso, executar tarefas da sua profissão.
controla, organiza, distribui e delineia trabalho. Revê e fis- Oficial. — É o trabalhador que executa todos os tra-
caliza trabalho e orienta outros profissionais. Faz recomen- balhos da sua especialidade e assume a responsabilidade
dações geralmente revistas quanto ao valor dos pareceres, dessa execução. Pode ser coadjuvado por trabalhadores
mas aceites quanto ao rigor técnico e exequibilidade; os de categorias inferiores.
trabalhos são-lhe entregues com simples indicação do seu Oficial principal (critérios para atribuição deste
objectivo de prioridades relativas e de interferências com grau). — designação exclusivamente utilizável para efeitos
outras realizações. Dá indicações em problemas técnicos; internos de cada empresa e atribuível aos trabalhadores a
responsabiliza-se por outros profissionais. quem se reconheça um nível de conhecimentos, de pro-
dutividade e de polivalência superiores aos exigíveis para
E — Electricistas oficial electricista.
Ajudante. — É o trabalhador que completou a sua Pré-oficial. — É o trabalhador que coadjuva os oficiais
aprendizagem e coadjuva os trabalhadores de categoria e que executa trabalhos de menor responsabilidade.
superiores, preparando-se para ascender à categoria de Técnico operacional (graus II e I). — É o trabalhador
pré-oficial. que, seguindo orientações técnicas superiores, desenvolve
Aprendiz. — É o trabalhador que, sob a orientação per- acções de condução, preparação, coordenação ou fiscali-
manente de um oficial, faz a aprendizagem da profissão. zação e controlo de obras ou de trabalhos de acordo com
Assistente técnico (graus II e I). — É o trabalhador que desenhos ou projecto executivo e programas de actividades
ao nível exigido de conhecimentos e experiência profissio- previamente estabelecidos, devendo para o efeito possuir
nal específica colabora com profissionais mais qualificados conhecimentos de electricidade tanto práticos como teóri-
(engenheiros e engenheiros técnicos) no âmbito da sua cos e utilizar tabelas técnicas e índices de estatística. Pode
especialidade e se ocupa fundamentalmente de: programa- orientar trabalhos de montagem e instalações de sistemas
ção, coordenação e orientação de trabalhos de montagem, e equipamentos eléctricos e electrónicos, de alta e baixa
conservação, ensaio, verificação e ajuste de equipamen- tensão, regulação, instrumentação, sinalização, comando e
tos ou instalações. Nomeadamente desenvolve esquemas protecção. Pode proceder a verificação e ensaios bem como
eléctricos, elabora nomenclaturas e especificações técnicas participar na elaboração de propostas técnico-comerciais.

1654
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Cumpre e faz cumprir as normas de segurança das insta- elabora o plano de contas a utilizar para a obtenção dos
lações eléctricas em vigor. elementos mais adequados à gestão económico-financeira
e cumprimento da legislação comercial e fiscal; supervi-
F — Enfermeiros siona a escrituração dos registos e livros de contabilidade,
coordenando, orientando e dirigindo encarregados dessa
Auxiliar de enfermagem. — É o trabalhador que, coadju-
execução; fornece os elementos contabilísticos à definição
vando e auxiliando o enfermeiro, exerce funções idênticas
da política orçamental e organiza e assegura o controlo da
às deste.
execução do orçamento; elabora ou certifica os balancetes
Enfermeiro. — É o trabalhador que exerce, directa ou
e outras informações contabilísticas a submeter à admi-
indirectamente, funções que visam o equilíbrio da saúde
nistração ou a fornecer a serviços públicos; procede ao
do homem, quer no seu estado normal, com funções pre-
apuramento de resultados, dirigindo o encerramento das
ventivas, quer no período de doença, ministrando cuidados
contas e a elaboração do respectivo balanço, que apresenta
que vão complementar a acção clínica.
e assina; elabora o relatório explícito que acompanha a
Enfermeiro-coordenador. — É o trabalhador que,
apresentação de contas ou fornece indicações para essa
para além das funções correspondentes à categoria de
elaboração; efectua as revisões contabilísticas necessárias,
enfermeiro, é responsável pelos serviços de enfermagem,
verificando os livros ou registos, para se certificar da cor-
coordenando-os e orientando-os.
recção da respectiva escrituração.
G — Escritório
Correspondente em línguas estrangeiras. — É o traba-
lhador que redige cartas e quaisquer outros documentos de
Analista informático orgânico. — É o trabalhador escritório em línguas estrangeiras, dando-lhes seguimento
que desenvolve os fluxogramas e outras especificações apropriado; lê e traduz, se necessário, o correio recebido
constantes do manual de análise de sistemas e funcional e junta-lhe a correspondência anterior sobre o mesmo
nas aplicações que melhor possam responder aos fins em assunto; estuda documentos e informa-se sobre a matéria
vista; determina e analisa as alterações aos sistemas já em questão ou recebe instruções definidas com vista à
em exploração; prepara ordinogramas e outras especifi- resposta; redige textos, faz rascunhos de cartas, dita-as
cações, organizando o manual de análise orgânica ou de ou dactilografa-as. Pode ser encarregado de se ocupar dos
aplicações. Pode ser incumbido de dirigir e coordenar respectivos processos e de outros trabalhos de escritório.
um grupo de programadores. Faz testes para verificar a Escriturário. — É o trabalhador que executa várias
validade de desenvolvimento que fez aos fluxogramas e é tarefas que variam consoante a natureza e importância do
responsável pela validade de cada aplicação, incumbindo- escritório onde trabalha; redige relatórios, cartas, notas
-lhe, portanto, dirigir e analisar os testes executados pelos informativas e outros documentos, manualmente, à má-
programadores. quina ou utilizando meios informáticos, pelo que prepara
Analista informático de sistemas. — É o trabalhador que os suportes de informação que vão intervir no trabalho,
concebe e projecta os sistemas de tratamento automático dando-lhes o seguimento apropriado; tira as notas necessá-
da informação que melhor respondem aos fins em vista; rias à execução das tarefas que lhe competem; examina o
consulta os utilizadores a fim de recolher os elementos correio recebido, separa-o, classifica-o e compila os dados
necessários; determina a rentabilidade do sistema automá- que são necessários para preparar as respostas; elabora,
tico da informação, examina os dados obtidos, determina ordena ou prepara os documentos relativos à encomenda,
qual a informação a ser recolhida, bem como a sua perio- distribuição e regularização das compras e vendas; recebe
dicidade, a forma e o ponto do circuito em que deve ser pedidos de informações e transmite-os à pessoa ou serviço
recolhida; prepara os fluxogramas e outras especificações, competente; põe em caixa os pagamentos de contas e en-
organizando o manual de análise de sistemas e funcional. trega recibos; escreve em livros as receitas e despesas,
Pode ser incumbido de dirigir e coordenar a instalação de assim como outras operações contabilísticas, estabelece o
sistemas de tratamento automático de informação. extracto das operações efectuadas e de outros documentos
Caixa. — É o trabalhador que tem a seu cargo as ope- para informação da direcção; atende os candidatos às
rações de caixa e registo do movimento relativo a transac- vagas existentes e informa-os das condições de admissão
ções respeitantes à gestão da empresa; recebe numerário e e efectua registos de pessoal; preenche formulários oficiais
outros valores e verifica se a sua importância corresponde relativos ao pessoal ou à empresa; ordena e arquiva notas
à indicada nas notas de venda ou nos recibos; prepara os de livranças, recibos, cartas e outros documentos e elabora
sobrescritos segundo as folhas de pagamento. Pode pre- dados estatísticos. Acessoriamente, efectua processamento
parar os fundos destinados a serem depositados e tomar de texto, executa serviços de arquivo e transmite ou
as disposições necessárias para os levantamentos. Nas recebe informações telefónicas. Para além da totalidade ou
empresas onde não existam departamentos de tesouraria, parte das tarefas acima descritas pode verificar e registar a
acumula as funções de tesoureiro. assiduidade do pessoal, assim como os tempos gastos na
Contabilista. — É o trabalhador que organiza e dirige os execução das tarefas, com vista ao pagamento de salários
serviços de contabilidade e dá conselhos sobre os proble- ou outros fins.
mas de natureza contabilística; estuda a planificação dos Estagiário. — É o trabalhador que auxilia os escriturá-
circuitos contabilísticos, analisando os diversos sectores de rios ou outros trabalhadores de escritório preparando-se
actividade da empresa, de forma a assegurar uma recolha para o exercício das funções que vier a assumir.
de elementos precisos, com vista à determinação de cus- Esteno-dactilógrafo em línguas estrangeiras e ou
tos e resultados de exploração; elabora o plano de contas portuguesa. — É o trabalhador que anota em estenografia e
a utilizar para a obtenção dos elementos mais adequa- transcreve, em dactilografia, relatórios, cartas e outros tex-
dos à determinação de custos e resultados de exploração; tos. Pode, por vezes, utilizar uma máquina de estenotipia,

1655
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

dactilografar papéis-matrizes (stencil) para a reprodução organizada, devendo assinar, conjuntamente com aquelas
de textos e executar eventualmente outros trabalhos de entidades, as respectivas declarações fiscais.
escritório. Operador de computador (graus I, II e III). — É o tra-
Técnico de contabilidade. — É o trabalhador que orga- balhador que recepciona os elementos necessários à exe-
niza e classifica os documentos contabilísticos da empresa: cução dos trabalhos no computador, controla a execução
analisa a documentação contabilística, verificando a sua conforme programa de exploração, regista as ocorrências
validade e conformidade, separando-a de acordo com a e reúne os elementos da consola. Prepara, opera e controla
sua natureza; classifica os documentos contabilísticos em os órgãos periféricos do computador. Prepara e controla
função do seu conteúdo, registando os dados referentes a utilização e os stocks dos suportes magnéticos de infor-
à sua movimentação, utilizando o plano oficial de con- mação.
tas. Efectua o registo das operações contabilísticas da Operador mecanográfico. — É o trabalhador que pre-
empresa, ordenando os movimentos pelo débito e crédito para, abastece e opera com minicomputadores de escritório
nas respectivas contas, de acordo com a natureza do ou com máquinas mecanográficas; prepara a máquina para
documento, utilizando aplicações informáticas, documen- o trabalho a realizar mediante o programa que lhe é forne-
tos, bem como livros auxiliares e obrigatórios. Contabiliza cido; assegura o funcionamento do sistema de alimentação;
as operações da empresa, registando débitos e créditos: vigia o funcionamento e regista as ocorrências; recolhe os
calcula ou determina e regista os impostos, taxas e tarifas resultados obtidos; regista o trabalho realizado e comunica
a receber e a pagar; calcula e regista custos e proveitos; superiormente as anomalias verificadas na sua execução.
regista e controla as operações bancárias, extractos de Programador informático. — É o trabalhador que pre-
contas, letras e livranças, bem como as contas referentes a para ordinogramas e estabelece programas que se desti-
compras, vendas, clientes, fornecedores ou outros devedo- nam a comandar operações de tratamento automático da
res, credores e demais elementos contabilísticos, incluindo informação por computador; recebe as especificações e
amortizações e provisões. Prepara para a gestão da empresa instruções preparadas pelo analista, incluindo todos os
a documentação necessária ao cumprimento das obrigações dados elucidativos dos objectivos a atingir; procede a tes-
legais e ao controlo das actividades: preenche ou confere as tes para verificar a validade do programa e introduz-lhe
declarações fiscais e outra documentação, de acordo com alterações sempre que necessário; apresenta os resultados
a legislação em vigor; prepara dados contabilísticos úteis obtidos sob a forma de mapas, cartões perfurados, suportes
à análise da situação económico-financeira da empresa, magnéticos ou por outros processos. (Pode fornecer ins-
nomeadamente listagem de balancetes, balanços, extractos truções escritas para o pessoal encarregado de trabalhar
de conta; demonstrações de resultados e outra documen- com o computador.)
tação legal obrigatória. Recolhe dados necessários à ela-
Programador informático de aplicações. — É o traba-
boração, pela gestão, de relatórios periódicos da situação
lhador que executa os programas de mais responsabilidade
económico-financeira da empresa, nomeadamente planos
de acção, inventários e relatórios. Organiza e arquiva todos ou complexidade de aplicação, substitui e orienta a exe-
os documentos relativos à actividade contabilística. cução dos restantes programas.
Técnico oficial de contas. — É o trabalhador que orga- Programador mecanográfico. — É o trabalhador que
niza e dirige os serviços de contabilidade e dá conselhos estuda as especificações e estabelece os programas de
sobre os problemas de natureza contabilística; estuda a execução dos trabalhos mecanográficos para cada máquina
planificação dos circuitos contabilísticos, analisando os ou conjunto de máquinas funcionando em interligação
diversos sectores de actividade da empresa, de forma a segundo as directrizes recebidas dos técnicos mecano-
assegurar uma recolha de elementos precisos, com vista à gráficos; elabora organogramas de painéis e mapas de
determinação de custos e resultados de exploração; elabora codificação; estabelece as fichas de dados e resultados.
o plano de contas a utilizar para a obtenção dos elementos Secretário de direcção. — É o trabalhador habilitado
mais adequados à determinação de custos e resultados de com o curso do Instituto Superior de Línguas e Adminis-
exploração; elabora o plano de contas a utilizar para a tração ou outro reconhecido oficialmente para o desempe-
obtenção dos elementos mais adequados à gestão económico- nho desta função que se ocupa do secretariado específico
-financeira e cumprimento da legislação comercial e fiscal; da administração ou direcção da empresa. Entre outras,
supervisiona a escrituração dos registos e livros de contabi- competem-lhe, nomeadamente, as seguintes funções: re-
lidade, coordenando, orientando e dirigindo encarregados digir actas das reuniões de trabalho, assegurar por sua
dessa execução; fornece os elementos contabilísticos à própria iniciativa o trabalho de rotina diária do gabinete e
definição da política orçamental e organiza e assegura o providenciar pela realização das assembleias gerais, reu-
controlo da execução do orçamento; elabora ou certifica os niões de trabalho, contratos e escrituras.
balancetes e outras informações contabilísticas a submeter Técnico administrativo (graus I e II). — É o trabalhador
à administração ou a fornecer a serviços públicos; procede que, tendo deixado de exercer predominantemente as fun-
ao apuramento de resultados, dirigindo o encerramento das ções típicas de escriturário, pelo nível de conhecimento,
contas e a elaboração do respectivo balanço, que apresenta pela experiência profissional e pelo grau de competência
e assina; elabora o relatório explícito que acompanha a desempenha tarefas administrativas numa ou em várias
apresentação de contas ou fornece indicações para essa áreas funcionais da empresa: exige-se um desempenho
elaboração; efectua as revisões contabilísticas necessá- adequado e autónomo nas áreas de actuação; pode tomar
rias, verificando os livros ou registos, para se certificar da decisões desde que apoiadas em directivas técnicas; não
correcção da respectiva escrituração. É responsável pela detém tarefas de chefia subordinando-se organicamente a
regularidade fiscal das empresas sujeitas a imposto sobre o um responsável hierárquico, podendo ou não coordenar
rendimento que possuam ou devam possuir contabilidade outros profissionais.

1656
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Tesoureiro. — É o trabalhador que dirige a tesouraria, ou executa a limpeza da sua secção e pode ser encarregado
em escritórios em que haja departamento próprio, tendo a de vigiar o funcionamento das instalações frigoríficas, de
responsabilidade dos valores de caixa que lhe estão con- aquecimento e águas.
fiados; verifica as diversas caixas e confere as respectivas Ecónomo. — É o trabalhador que procede à aquisição
existências; prepara os fundos para serem depositados nos de géneros, mercadorias e outros artigos, sendo respon-
bancos e toma as disposições necessárias para levantamen- sável pelo abastecimento; armazena, conserva, controla e
tos; verifica periodicamente se o montante dos valores fornece as mercadorias e artigos necessários; procede à
em caixa coincide com o que os livros indicam. Pode, por recepção dos artigos e verifica a sua concordância com as
vezes, autorizar certas despesas e executar outras tarefas requisições; organiza e mantém actualizados os ficheiros de
relacionadas com as operações financeiras. mercadorias à sua guarda, pelas quais é responsável; exe-
cuta ou colabora na execução de inventários periódicos.
H — Fogueiros Empregado de balcão. — É o trabalhador que exclusiva
ou predominantemente se ocupa do serviço de balcão;
Encarregado. — É o trabalhador que controla, coordena atende e fornece os clientes para fora dos estabelecimentos
e dirige os serviços no local de trabalho e tem sob as suas e prepara as embalagens de transporte; serve directamente
ordens dois ou mais profissionais fogueiros. preparações de cafetaria, bebidas e doçaria para consumo
Fogueiro. — É o trabalhador que alimenta e conduz os local; cobra as respectivas importâncias e observa as
geradores de vapor, competindo-lhe, além do estabelecido regras e operações de controlo aplicáveis; atende e fornece
pelo Regulamento da Profissão de Fogueiro, aprovado os pedidos, certificando-se previamente da exactidão dos
pelo Decreto n.º 46 989, de 30 de Abril de 1966, fazer registos; verifica se os produtos ou alimentos a fornecer
reparações de conservação e manutenção nos geradores correspondem em quantidade, qualidade e apresentação
de vapor e acessórios na central de vapor. aos padrões estabelecidos; executa com regularidade a
exposição em prateleiras e montras dos produtos para
I — Garagens consumo e venda; procede às operações de abastecimento
Abastecedor de carburantes. — É o trabalhador da secção, elabora as necessárias requisições de víveres,
incumbido de fornecer carburantes nos postos e bombas bebidas e outros produtos de manutenção a fornecer pela
abastecedoras, competindo-lhe também cuidar das refe- secção própria ou procede, quando autorizado, à sua aqui-
ridas bombas. sição directa nos fornecedores externos; efectua ou manda
Lavador. — É o trabalhador que procede à lavagem executar os respectivos pagamentos, dos quais presta conta
dos veículos automóveis ou executa os serviços comple- diariamente à gerência ou proprietário; colabora nos traba-
mentares inerentes, quer por sistema manual quer por lhos de asseio, arrumação e higiene da dependência onde
máquinas. trabalha e na conservação e higiene dos utensílios de ser-
Montador de pneus. — É o trabalhador que procede à viço, assim como na efectivação periódica dos inventários
montagem e desmontagem de pneus e vulcaniza pneus e das existências na secção.
câmaras-de-ar. Roupeiro. — É o trabalhador que, exclusiva ou pre-
dominantemente, se ocupa do recebimento, tratamento,
J — Hotelaria arrumação e distribuição das roupas numa rouparia.
Lavador. — É o trabalhador que, exclusiva ou predo-
Cozinheiro. — É o trabalhador que prepara, tempera minantemente, se ocupa da lavagem, manual ou mecânica,
e cozinha os alimentos destinados às refeições; elabora das roupas.
ou contribui para a composição das ementas; compra ou Empregado de refeitório. — É o trabalhador que executa
recebe os víveres e outros produtos necessários à sua con- nos diversos sectores de um refeitório e bar trabalhos rela-
fecção, sendo responsável pela sua conservação; amanha tivos aos serviços de refeições, prepara as salas, lavando
o peixe, prepara os legumes e as carnes e procede à exe- e dispondo mesas e cadeiras da forma mais conveniente;
cução das operações culinárias; emprata-as, guarnece-as e coloca aos balcões ou nas mesas pão, fruta, sumos, vinho,
confecciona os doces destinados às refeições quando não cafés e outros artigos de consumo; recepciona e distribui
haja pasteleiro; executa ou vela pela limpeza do refeitório, refeições, levanta tabuleiros das mesas e transporta-os
da cozinha e dos utensílios. para a copa; lava loiças, recipientes e outros utensílios.
Despenseiro. — É o trabalhador que, exclusiva ou pre- Pode executar a recepção e emissão de senhas de refeição,
dominantemente, armazena, conserva e distribui géneros quer através de máquina registadora ou através de livros
alimentícios e outros produtos; recebe os produtos e ve- para o fim existentes, procede a serviços de preparação
rifica se coincidem com os discriminados nas notas de das refeições e executa serviços de limpeza e asseio dos
encomenda; arruma-os em câmaras frigoríficos, tulhas diversos sectores.
salgadeiras, prateleiras e outros locais apropriados; cuida Encarregado de refeitório. — É o trabalhador que orga-
da sua conservação, protegendo-os convenientemente; niza, coordena, orienta e vigia os serviços de um refeitório
fornece, mediante requisição, os produtos que lhe sejam e bar, requisita os géneros, utensílios, demais produtos
solicitados; mantém actualizados os registos, verifica pe- necessários ao normal funcionamento dos serviços; fixa
riodicamente as existências e informa superiormente das ou colabora no estabelecimento de ementas; distribui as
necessidades de aquisição. Pode ter de efectuar a compra tarefas ao pessoal, velando pelo cumprimento das regras
de géneros de consumo diário e outras mercadorias ou de higiene, eficiência e disciplina; verifica a quantidade e
artigos diversos. Clarifica (por filtragem ou coagem) e qualidade das refeições; elabora mapas explicativos das
engarrafa vinhos de pasto e outros líquidos. É, por refeições fornecidas, para posterior contabilização. Pode
vezes, encarregado de arranjar os cestos de fruta. Ordena ainda ser encarregado de comprar os produtos ou recebê-

1657
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

-los, verificando se coincidem em quantidade, qualidade Emalhetador. — É o trabalhador que, predominante-


e preço com os descritos nas requisições. mente, opera com uma máquina de fazer malhetes, tendo
Estagiário. — É o trabalhador que, tendo terminado o como funções específicas fazer rasgos na madeira — encri-
período de aprendizagem, se prepara para o exercício de ches (malhetes).
funções de categoria superior. Empalhador. — É o trabalhador que, predominante-
mente, tece directamente sobre as peças de mobiliário
L — Madeiras todos os trabalhos em palhinha ou buinho.
Encarregado geral. — É o trabalhador que desempenha
Acabador de móveis. — É o trabalhador que, predo-
funções de chefia, planifica, organiza, coordena e controla
minantemente, executa os acabamentos em móveis de
a actividade de todos os departamentos de produção de
madeira e efectua uma criteriosa revisão a fim de localizar e uma unidade industrial, de acordo com a direcção fabril,
reparar possíveis pequenas deficiências de fabrico. Poderá e elabora relatórios.
também ter a seu cargo a colocação de ferragens. Encarregado de secção. — É o trabalhador que, sob
Assentador de móveis de cozinha. — É o trabalhador a orientação do encarregado geral ou de outro elemento
que, predominantemente, monta e assenta no local de superior, exerce na empresa funções de chefia sectorial,
fixação todos os elementos respeitantes a móveis de co- podendo elaborar relatórios.
zinha e outros. Encurvador mecânico. — É o trabalhador que, predo-
Bagueteiro. — É o trabalhador que, predominantemente, minantemente, regula e manobra uma prensa de dimensões
fabrica e repara cercaduras moldadas (baguettes) para cai- reduzidas, dotada de um dispositivo de aquecimento e
xilhos, utilizando materiais, tais como: madeira, gesso, cré, destinada a moldar peças de contraplacado, aglomerado
grude, resinas e outros, servindo-se de ferramentas manuais de madeira ou material afim.
e mecânicas; prepara e aplica os materiais necessários ao Entalhador. — É o trabalhador que, predominante-
acabamento das molduras. mente, esculpe motivos decorativos de madeira, em alto
Carpinteiro (limpo e bancada). — É o trabalhador que e baixo-relevo, utilizando ferramentas manuais e trabalha
executa, monta, transforma, repara e assenta estruturas ou a partir da sua imaginação, de modelos, desenhos ou outras
outras de madeira ou produtos afins, utilizando ferramentas especificações técnicas.
manuais, mecânicas ou máquinas-ferramentas; trabalha Estofador. — É o trabalhador que, predominantemente,
a partir de modelos, desenhos ou outras especificações em fabricação por peça a peça ou em série, monta enchi-
técnicas e por vezes realiza os trabalhos de acabamento. mentos, capas, guarnições ou outros materiais inerentes à
Quando especializado em certas tarefas pode ser designado estofagem pelo método de colagem, grafagem ou outros
em conformidade. processos similares.
Carpinteiro de moldes ou modelos. — É o trabalhador Estofador-controlador. — É o trabalhador que, predo-
que executa, monta, transforma e repara moldes ou mode- minantemente, executa e controla todos os trabalhos de
los de madeira ou outros materiais, utilizando ferramentas estofagem, assim como: traçar, talhar, coser e cortar ou
manuais ou mecânicas; interpreta os desenhos ou outras guarnecer moldes ou medidas.
especificações técnicas, estuda o processo de executar o Facejador. — É o trabalhador que, predominantemente,
molde e procede aos acabamentos. opera com a garlopa, desengrossadeira e com o engenho
Casqueiro. — É o trabalhador que, predominantemente, de furar de broca e corrente.
dominando integralmente o respectivo processo, fabrica e Fresador-copiador. — É o trabalhador que, predomi-
monta armações de madeira destinadas a serem revestidas nantemente, regula e manobra a máquina de fresar, também
pelo estofador, trabalhando a partir de modelos, desenhos conhecida por topia vertical, que produz peça a peça um
ou outras especificações técnicas; executa trabalhos como: determinado modelo com base numa matriz.
serrar, aplainar, respigar, envaziar, aparafusar, pregar, colar Guilhotinador de folhas. — É o trabalhador que, predo-
e montar as ferragens necessárias. minantemente, manobra uma guilhotina, tem por finalidade
Cortador de tecidos para estofos. — É o trabalhador destacar da folha as partes que apresentem deficiências e
que, predominantemente, manual ou mecanicamente, exe- cortá-la em dimensões específicas.
cuta o corte de tecidos e materiais afins para estofos. Marceneiro. — É o trabalhador que fabrica, monta,
Costureiro de decoração. — É o trabalhador que, pre- transforma, folheia, lixa e repara móveis de madeira utili-
dominantemente, executa todos os trabalhos de decoração, zando ferramentas manuais ou mecânicas, podendo colocar
tanto manual como à máquina, tais como: cortinas, sanefas, ferragens.
reposteiros, etc. Mecânico de madeiras. — É o trabalhador que poderá
Costureiro de estofos. — É o trabalhador que, predo- operar com quaisquer máquinas de trabalhar madeiras, tais
minantemente, executa, manual ou mecanicamente, todos como: máquinas combinadas, máquinas de orlar, engenhos
os trabalhos de costura para estofos. de furar, garlopa, desengrossadeira, plaina de duas faces ou
Descascador de toros. — É o trabalhador que, predomi- que, em linhas de fabrico de móveis, opera com máquinas
nantemente, utilizando máquinas ou ferramentas, manuais de moldar, cercear, fazer curvas ou outras inseridas nestas
ou mecânicas, tira a casca aos toros. especialidades.
Embalador. — É o trabalhador que, predominante- Moldureiro. — É o trabalhador que, predominantemente,
mente, executa o acondicionamento de produtos semia- executa e repara molduras, monta caixilhos, estampas ou
cabados e acabados para armazenagem ou expedição. Pode vidros servindo-se de ferramentas manuais ou mecânicas,
fazer a respectiva marcação e aplicar grampos, agrafos e escolhe as baguettes de acordo com as características da
precintas. obra a realizar, serra em meia esquadria segundo as medi-

1658
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

das desejadas, acerta-as e liga as diferentes partes, proce- pistola e esponjas, animadas de movimentação rotativa,
dendo também a pequenos retoques de acabamento. lixa ou fricciona dispositivos à superfície da peça.
Motosserrista. — É o trabalhador que abate árvores, Prensador. — É o trabalhador que, predominantemente,
corta-lhes os ramos e secciona-os utilizando uma motos- opera e controla uma prensa a quente. Na indústria de
serra portátil ou eléctrica, verifica o seu funcionamento e aglomerados de partículas, quando a disposição e a auto-
enche o depósito de gasolina e o depósito de óleo para a matização das respectivas instalações o permite, poderá
lubrificação da corrente. Põe o motor em funcionamento, acumular as funções de preparador de colas, encolador e
tendo a preocupação de manter a barra afastada de qualquer formador.
objecto para evitar acidentes e a sua deterioração, sendo Preparador de lâminas e ferramentas. — É o trabalha-
também das suas atribuições o afinamento das correntes dor que, predominantemente, manual ou mecanicamente,
de corte. prepara as lâminas, serras e ferramentas para qualquer tipo
Operador de calibradora-lixadora. — É o trabalhador de corte de madeira.
que, predominantemente, opera e controla uma ou mais Riscador de madeiras ou planteador. — É o trabalhador
calibradoras-fixadoras em série, procede à sua alimenta- que desenha em escala natural e marca sobre o material
ção de descarga, podendo, eventualmente, classificar o as linhas e pontos de referência que servem de guia aos
material. trabalhadores incumbidos de executar; interpreta o dese-
Operador de linha automática de painéis. — É o tra- nho e outras especificações técnicas e por vezes vigia se
balhador que, predominantemente, em linhas automáticas as operações se realizam de acordo com as especificações
de fabrico de elementos de móveis ou de portas, opera transmitidas.
com máquinas, combinadas ou não, de galgar, orlar, lixar Seleccionador e medidor de madeiras. — É o traba-
e furar e procede à respectiva regulação e substituição de lhador que escolhe e mede a madeira destinada a vários
ferramentas de corte. sectores de fabrico.
Operador de máquina de juntar folha, com ou sem Serrador de charriot. — É o trabalhador que, predo-
guilhotina. — É o trabalhador que, predominantemente, minantemente, orienta, regula e manobra nos charriots
opera com uma máquina de juntar folha contrapondo o destinados a transformar os toros de acordo com as formas
seu funcionamento e as dimensões da folha para capas e dimensões pretendidas.
ou interiores. Serrador de serra circular. — É o trabalhador que,
Operador de máquina de perfurar. — É o trabalhador predominantemente, regula e manobra uma máquina com
que, predominantemente, opera e controla o funcionamento uma ou mais serras circulares.
da máquina de perfurar, simples ou múltipla, procedendo Serrador de serra de fita. — É o trabalhador que, predo-
também à sua alimentação, descarga e substituição das minantemente, regula e manobra uma máquina com uma
respectivas ferramentas. serra, ou mais, de fita, com ou sem alimentador.
Operador de máquina de tacos ou parquetes. — É o Técnico de recuperação. — É o trabalhador que identi-
trabalhador que, predominantemente, opera com uma má- fica os problemas subjacentes à área a restaurar (madeiras).
quina ou conjunto de máquinas adicionadas para o fabrico Propõe metodologias de intervenção e seu faseamento;
dos mesmos. identifica materiais e equipamentos e estabelece o respec-
Operador de pantógrafo. — É o trabalhador que, predo- tivo orçamento e prazos a cumprir, tendo em vista restaurar
minantemente, regula e manobra uma máquina de pressão e manufacturar, podendo gerir pequenas equipas.
de cabeças múltiplas que reproduz simultaneamente um Técnico de recuperação estagiário. — É o trabalhador
conjunto de exemplares segundo a matriz do modelo. que executa sob orientação do técnico de recuperação, con-
Perfilador. — É o trabalhador que, predominantemente, soante os graus, funções de diferentes níveis de dificuldade,
regula e opera com a máquina de moldurar, tupia ou plaina quer no que concerne ao conhecimento dos materiais quer
de quatro faces ou múltiplas faces. no adestramento manual e de utilização dos equipamentos
Pintor de móveis. — É o trabalhador que, predomi- em estaleiro/oficina.
nantemente, em linhas de montagem, executa todos os Torneiro de madeiras (torno automático). — É o tra-
trabalhos inerentes à pintura de móveis, painéis, portas, balhador que, predominantemente, regula e manobra um
letras, traços e outros, sabendo ainda engessar, amassar, torno automático que serve para trabalhar peças de madeira
preparar e lixar os móveis. por torneamento.
Polidor manual. — É o trabalhador que, predominante- Traçador de toros. — É o trabalhador que trabalha com
mente, dá polimento na madeira, transmitindo-lhe a tona- máquinas de discos, serra de fita e motosserra eléctrica
lidade e brilho desejados, e prepara a madeira, aplicando- ou a gasolina, exclusivamente para traçar toros dentro da
-lhe uma infusão na cor pretendida, alisando-a com uma empresa, eliminando-lhes os defeitos e procedendo ao
fibra vegetal e betumando as fendas e outras imperfeições; melhor aproveitamento desses toros.
ministra, conforme os casos, várias camadas de massa, Tupiador (moldador, tupieiro). — É o trabalhador que,
anilinas e outros produtos de que se sirva, usando utensí- predominantemente, regula e manobra uma máquina des-
lios manuais como: raspadores, pincéis, trinchas, bonecas tinada a moldar guarnições em peças de madeira, monta
e lixas. no dispositivo os ferros de corte segundo as formas a
Polidor mecânico e à pistola. — É o trabalhador que, moldar e em conformidade com modelos, desenhos ou
predominantemente, dá brilho a superfícies revestidas com outras especificações técnicas recebidas, põe a máquina
verniz de poliéster, celulose e outras usando ferramentas em funcionamento e regula-a de modo a obter a veloci-
mecânicas, recebe a peça e espalha sobre a superfície a dade e rotação exigidas pelo trabalho a efectuar; executa
polir uma camada de massa apropriada, empunha e põe os ferros de corte conforme o molde ou desenho da peça
em funcionamento uma ferramenta mecânica dotada de a trabalhar, cuida do fio de corte sempre que necessário;

1659
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

limpa e lubrifica a máquina, afina-a conforme o trabalho especiais como fresas, machos de atarrachar, caçonetes,
a executar. Pode, eventualmente, operar com outras brocas e ferros de corte.
máquinas de trabalhar madeira. Afinador de máquinas. — É o trabalhador que, predo-
minantemente, afina, prepara ou ajusta as máquinas, de
M — Mármores modo a garantir-lhes a eficiência no seu trabalho, podendo
proceder à montagem das respectivas ferramentas.
Acabador. — É o trabalhador que executa acabamentos, Agente de métodos. — É o trabalhador que através de
manualmente ou com o auxílio de máquinas. conhecimentos e experiência oficinal analisa projectos,
Britador-operador de britadeira. — É o trabalhador podendo propor a sua alteração; estuda métodos de trabalho
que alimenta, assegura e regula o funcionamento de um e aperfeiçoa os existentes; define sequências operacio-
grupo triturador de pedra, composto essencialmente por um nais, postos de trabalho, tempos, ferramentas, materiais e
motor, uma britadeira propriamente dita e um crivo selec- matérias-primas nas fases de orçamentação e ou execução
cionador, destinado à produção de pó, gravilha, murraça e de um projecto.
cascalho, utilizados na construção de obras. Põe o motor Bate-chapas. — É o trabalhador que procede à execução
em funcionamento e coordena o respectivo movimento, e reparação de peças em chapa fina, enforma e desempena
procede à operação de limpeza e lubrificação, podendo, por martelagem, usando as ferramentas adequadas.
eventualmente, quando necessário, auxiliar na substituição Caldeireiro. — É o trabalhador que, predominante-
das maxilas gastas ou partidas. mente, constrói, repara e ou monta caldeiras e depósitos,
Canteiro. — É o trabalhador que executa trabalhos in- podendo, eventualmente, proceder ao seu ensaio, enforma,
diferenciados de cantaria. desempena balisas, chapas e perfis para a indústria naval
Canteiro-assentador. — É o trabalhador que executa e outras.
trabalhos diferenciados de cantaria e assentamento no Canalizador. — É o trabalhador que corta e rosca
local da obra. tubos e solda tubos de chumbo, plástico ou matérias afins
Carregador de fogo. — É o trabalhador que, devida- e executa canalizações em edifícios, instalações industriais
mente credenciado, transporta, prepara, faz cargas explo- e outros locais.
sivas e introdu-las nos furos fazendo-as explodir, também Chefe de equipa. — É o trabalhador que executa funções
podendo trabalhar com martelos perfuradores. da sua profissão e que, na dependência do seu superior
Encarregado geral. — É o trabalhador que exerce hierárquico ou eventualmente de outro superior, orienta o
funções de direcção e chefia no conjunto das oficinas e trabalho de um grupo de trabalhadores.
pedreiras da empresa. Cortador ou serrador de materiais. — É o trabalhador
Encarregado de oficina. — É o trabalhador que dirige que, predominantemente, manual ou mecanicamente, corta
e é responsável pela oficina ou determinado sector da perfilados, chapas metálicas, vidros, plásticos e outros
mesma. materiais.
Encarregado de pedreira. — É o trabalhador que dirige Decapador por jacto. — É o trabalhador que, predo-
e é responsável por todos os serviços de pedreira. minantemente, decapa ou limpa peças ou materiais com
Maquinista de corte. — É o trabalhador que, por meio auxílio de jacto de areia, granalha e outros materiais.
de máquinas, divide o mármore ou o granito em peças com Encarregado. — É o trabalhador que controla, coordena
as dimensões exigidas para os trabalhos a executar. e dirige tecnicamente o trabalho de um grupo de profis-
Polidor manual. — É o trabalhador que executa, à mão sionais metalúrgicos.
ou auxiliado por máquinas, o polimento de peças de can- Encarregado geral. — É o trabalhador que dirige, con-
taria e outras. trola e coordena directamente os encarregados.
Polidor maquinista. — É o trabalhador que executa Ferramenteiro. — É o trabalhador que controla as en-
trabalhos de polimento com máquinas. tradas e saídas das ferramentas ou materiais e procede à
Polidor-torneiro de pedras ornamentais. — É o traba- sua verificação, conservação e simples reparação. Faz
lhador que executa polimentos de cantaria e outros por requisições de novas ferramentas ou materiais, controla
meio de máquinas tipo torno, podendo também executar as existências e recebe e ou entrega ferramentas.
outros trabalhos de acordo com a sua qualificação quando Ferreiro ou forjador. — É o trabalhador que, predomi-
não exista trabalho de polimento de torno a executar. nantemente, forja, martelando manual ou mecanicamente,
Seleccionador. — É o trabalhador que selecciona os aços e outras ligas ou metais aquecidos, fabricando ou
vários tipos e qualidades de mármores e granitos. preparando peças e ferramentas. Pode proceder também
Serrador. — É o trabalhador que carrega e descarrega à execução de soldaduras por caldeamento e tratamentos
os engenhos de serrar, procede à sua afinação e limpeza e térmicos ou de recozimento, têmpera ou revenido.
que os vigia e alimenta durante a serragem. Fresador mecânico. — É o trabalhador que, predomi-
Torneiro de pedras ornamentais. — É o trabalhador nantemente, operando uma fresadora, executa todos os
que executa trabalhos de cantaria e outros por meio de trabalhadores de fresagem de peças, trabalhando por dese-
máquinas do tipo torno, podendo também executar outros nho ou peça modelo. Prepara a máquina e, se necessário,
trabalhos de acordo com a sua qualificação quando não as ferramentas que utiliza.
exista trabalho de torno a executar. Fundidor-moldador manual. — É o trabalhador que,
predominantemente, por processos manuais, executa mol-
N — Metalúrgicos
dações em areia.
Funileiro ou latoeiro. — É o trabalhador que, predo-
Afiador de ferramentas. — É o trabalhador que afia minantemente, fabrica e ou repara artigos de chapa fina,
com mós abrasivas e máquinas adequadas ferramentas tais como folha-de flandres, zinco, alumínio, cobre, chapa

1660
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

galvanizada e plástico, com aplicações domésticas e ou à distância. Participa na organização do estaleiro e na sua
industriais. segurança.
Instalador de redes de gás. — É o trabalhador que exe- Executa escavações e escoramentos e cofragens, bem
cuta trabalhos inerentes à instalação de redes de gás sob a como enche de entulhos e compacta os mesmos. Efectua
orientação de um técnico de gás. trabalhos de colocação de tubos em trincheiras ou por afun-
Lavandeiro. — É o trabalhador que, predominante- damento. Participa nos trabalhos de medição e piquetagem
mente, procede à limpeza de peças ou artigos metálicos das condutas. Instala tubos e outros elementos em leitos
em banho detergente alcalino ou aciduloso. Incluem-se de areia ou de argamassa e ou em suportes. Participa no
nesta categoria os profissionais que procedem ao apro- processo de instalação mecânica das tubagens. Constrói
veitamento de resíduos de metais não ferrosos e também contrafortes de tubagens e poços simples para contadores
os que, como auxílio de uma escova manual ou mecânica, de água e válvulas de corrediça. Assegura a estanqueidade
limpam peças antes ou depois de temperadas. das ligações de tubagem e participa na execução de testes
Limador-alisador. — É o trabalhador que, predominan- de rotina, tendo em vista a fiscalização final. Instala ar-
temente, opera um limador mecânico para alisar com as maduras e elementos em betão, utilizando argamassas e
tolerâncias tecnicamente admissíveis. betão. Repõe a camada de superfície para a sua reutilização,
Lubrificador. — É o trabalhador que lubrifica as máqui- nomeadamente para efeitos de circulação. Trata e trabalha
nas, veículos e ferramentas, muda os óleos nos períodos metais e matérias plásticas, sobretudo no que se refere à
recomendados e executa os trabalhos necessários para execução de juntas. Efectua a manutenção das ferramentas
manter em boas condições os pontos de lubrificação. e aparelhos utilizados. Regista os dados técnicos e relata
Maçariqueiro. — É o trabalhador que, predominante- sobre o desenrolar do trabalho e resultados do mesmo.
mente, corta metais por meio de maçaricos oxiacetilénicos Operador de máquinas de balancé. — É o trabalhador
ou outros, por meio de arcair; manobra máquinas auto- que, predominantemente, manobra máquinas para estam-
máticas e semiautomáticas de oxicorte e corta placas e ou pagem, corte, furação e operações semelhantes.
peças de metais ferrosos com várias formas. Operador de quinadeira, viradeira ou calandra. — É o
Malhador. — É o trabalhador que manobra o malho trabalhador que, utilizando máquinas apropriadas, dobra,
e, segundo as indicações de outro profissional, martela segundo um ângulo predeterminado, chapas e outros ma-
o metal, que previamente foi aquecido, para enformar teriais de metal. Pode, eventualmente, cortar chapa.
diversas peças ou repará-las. Pesador-contador. — É o trabalhador que, predomi-
Mandrilador mecânico. — É o trabalhador que, pre- nantemente, pesa ou conta materiais, peças ou produtos,
dominantemente, operando uma mandriladora, executa podendo tomar notas referentes ao seu trabalho.
todos os trabalhos de mandrilagem de peças, trabalhando Pintor de automóveis ou máquinas. — É o trabalhador
por desenho ou peça modelo. Prepara a máquina e, se que prepara e pinta a pincel ou à pistola a superfície das
necessário, as ferramentas que utiliza. Incluem-se nesta máquinas, viaturas ou seus componentes, aplica as demãos
profissão os trabalhadores que em máquinas de furar radiais de primário, de subcapa e de tinta de esmalte, devendo,
apropriados executam os mesmos trabalhos. quando necessário, preparar as tintas.
Mecânico de aparelhos de precisão. — É o trabalha- Preparador de trabalho. — É o trabalhador que, utili-
dor que executa, repara, transforma e afina aparelhos de zando elementos técnicos, estuda e estabelece os modos
precisão ou peças mecânicas de determinados sistemas preparatórios a utilizar na fabricação, tendo em vista o
eléctricos, hidráulicos, mecânicos, pneumáticos, ópticos melhor aproveitamento da mão-de-obra, máquinas e mate-
ou outros. riais, podendo eventualmente atribuir tempos de execução
Mecânico de automóveis. — É o trabalhador que detecta e especificar máquinas e ferramentas.
as avarias mecânicas, repara, afina, monta e desmonta os Serralheiro civil. — É o trabalhador que constrói e ou
órgãos a automóveis e outras viaturas e executa outros monta e repara estruturas metálicas, tubos condutores de
trabalhos relacionados com esta mecânica. combustíveis, ar ou vapor, carroçarias de viaturas, pontes,
Mecânico de frio e ar condicionado. — É o trabalhador navios, caldeiras, cofres e outras obras.
que monta e ou repara sistemas de refrigeração, térmicos e Serralheiro de ferramentas, moldes, cunhos ou
ou de ar condicionado e a sua aparelhagem de controlo. cortantes. — É o trabalhador que, predominantemente,
Metalizador. — É o trabalhador que metaliza ou trata monta e repara ferramentas e moldes, cunhos e cortantes
as superfícies de objectos de metal por electrólise, imer- metálicos utilizados para forjar, punçoar ou estampar ma-
são num metal em fusão, banhos químicos ou ainda por teriais, dando-lhes forma. Trabalha por desenho ou peça
outro processo, a fim de proteger, decorar ou reconstruir. modelo.
Incluem-se nesta categoria os anodizadores. Serralheiro mecânico. — É o trabalhador que executa
Montador-ajustador de máquinas. — É o trabalhador peças, monta, repara e conserta vários tipos de máquinas,
que, predominantemente, monta e ajusta máquinas, cor- motores e outros conjuntos mecânicos.
rigindo possíveis deficiências, para obter o seu bom fun- Soldador. — É o trabalhador que, predominantemente,
cionamento. Incluem-se nesta categoria os profissionais utilizando equipamento apropriado, faz a ligação de peças
que procedam à rascagem de peças, por forma a conseguir metálicas por processo alumino-térmico, por pontos ou por
determinado grau de acabamento das superfícies. costura contínua. Incluem-se nesta categoria os profissio-
Montador de canalizações/instalador de redes. — É nais estanhadores das linhas de montagem.
o trabalhador qualificado, capaz de efectuar a montagem Soldador por electroarco ou oxi-acetileno. — É o traba-
e a manutenção, de forma autónoma e com competência, lhador que, predominantemente, pelos processos de solda-
de condutas sobre pressão destinadas ao transporte de dura a electroarco ou oxiacetileno, liga entre si elementos
vários fluidos, tais como água, gás, mazute e aquecimento ou conjuntos de peças de natureza metálica.

1661
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Técnico de gás. — É o trabalhador que executa opera- O — Contínuo, empregado de serviços externos, paquetes
ções de montagem, reparação e conservação de instalações e porteiros
e equipamentos de armazenagem, compressão, distribuição Contínuo. — É o trabalhador que anuncia, acompanha
e utilização de gás. e informa os visitantes; transmite mensagens e recebe e
Pode participar na programação e preparação dos tra- entrega objectos inerentes ao serviço interno; estampilha
balhos a efectuar; executa o movimento e a aplicação de e entrega correspondência, para além de a distribuir pelos
materiais e equipamentos; realiza as provas e os ensaios serviços a que é destinada; pode ainda executar o serviço
exigidos pelas instruções de fabrico e regulamentação de reprodução de documentos e o de endereçamento ou
em vigor; colabora na resolução de anomalias de explo- proceder ainda a serviços análogos aos descritos.
ração, participando nas acções de intervenção; zela pelo Empregado de serviços externos. — É o trabalhador
cumprimento das normas de segurança e regulamentação maior de 18 anos que transporta e entrega mensagens,
específica; colabora na elaboração de instruções técnicas encomendas, bagagens e outros objectos a particulares
e no estabelecimento de níveis de stocks de materiais; ou em estabelecimentos comerciais, industriais ou outros.
ferramentas e equipamentos e respectivo controlo de Entrega e recebe correspondência e outros documentos nas
existências; compila elementos referentes aos trabalhos e fora das empresas, vigia as entradas e saídas nas mesmas
efectuados; elabora relatórios e participa ocorrências; e executa recados que lhe sejam solicitados, bem como
colabora na actualização de desenhos, planas e esquemas outros serviços indiferenciados.
de instalações. Paquete. — É o trabalhador menor de 18 anos de idade
Técnico de recuperação. — É o trabalhador que identi- que presta unicamente os serviços enumerados para os
fica os problemas subjacentes à área a restaurar (metais). contínuos e empregados de serviços externos.
Propõe metodologias de intervenção e seu faseamento; Porteiro. — É o trabalhador que atende os visitantes,
identifica materiais e equipamentos e estabelece o respec- informa-se das suas pretensões, encaminha-os ou anuncia-
tivo orçamento e prazos a cumprir, tendo em vista restaurar -os. Pode ser incumbido de vigiar e controlar as entradas
e manufacturar, podendo gerir pequenas equipas. ou saídas do pessoal, visitantes, mercadorias e veículos, re-
Técnico de recuperação estagiário. — É o trabalhador ceber correspondência, abrir e fechar portas, diligenciando
que executa sob orientação do técnico de recuperação, con- pela funcionalidade das entradas das instalações.
soante os graus, funções de diferentes níveis de dificuldade,
quer no que concerne ao conhecimento dos materiais quer P — Químicos
no adestramento manual e de utilização dos equipamentos
em estaleiro/oficina. Analista. — É o trabalhador que efectua experiências,
Técnico de refrigeração e climatização. — É o traba- análises simples, ensaios químicos e físico-químicos, tendo
lhador que analisa esquemas, desenhos, especificações em vista, nomeadamente, determinar ou controlar a compo-
técnicas e orienta os trabalhos de instalação, conservação sição e propriedade das matérias-primas e ou produtos aca-
e reparação de aparelhos de refrigeração e climatização. bados, suas condições de utilização e aplicação. Consulta
Analisa os esquemas, desenhos e especificações técnicas e interpreta normas, especificações técnicas referentes aos
a fim de determinar o processo de instalações dos apare- ensaios a efectuar, podendo apreciar resultados e elaborar
lhos; orienta e ou instala equipamentos necessários aos os respectivos relatórios. Poderá ainda orientar a actividade
sistemas de refrigeração e climatização; regula e ensaia os dos auxiliares de laboratório e dos estagiários.
equipamentos e corrige deficiências de funcionamento; Analista principal. — É o trabalhador que, para além de
localiza e ou orienta o diagnóstico das avarias e deficiên- executar as funções inerentes a um analista, coordena, em
cias e determina as suas causas; repara ou orienta a repara- cada laboratório, os serviços dos restantes trabalhadores.
ção, facultando o apoio técnico necessário de acordo com Auxiliar de laboratório. — É o trabalhador que colabora
diferentes bases tecnológicas; controla os meios materiais na execução de experiências, análises e ensaios químicos e
e humanos necessários à manutenção periódica das uni- físico-químicos, sob orientação de um analista, preparando
dades industriais; elabora relatórios das anomalias e suas bancadas, manuseando reagentes, fazendo titulações e
causas e apresenta recomendações no sentido de evitar zelando pela manutenção e conservação do equipamento.
avarias frequentes. Pode executar outras tarefas acessórias das descritas.
Pode ocupar-se exclusivamente da instalação, manu-
Q — Rodoviários
tenção e reparação de unidades industriais de refrigeração
e climatização. Ajudante de motorista. — É o trabalhador que acompa-
Torneiro mecânico. — É o trabalhador que, predomi- nha o motorista, competindo-lhe auxiliá-lo na manutenção
nantemente, num torno mecânico executa trabalhos de do veículo; vigia e indica as manobras, arruma as merca-
torneamento de peças, trabalhando por desenho ou peça dorias no veículo e auxilia na sua descarga, podendo ainda,
molde, e prepara, se necessário, as ferramentas que uti- na altura da entrega das mercadorias, fazer a respectiva
liza. cobrança.
Traçador-marcador. — É o trabalhador que, predo- Motorista (pesados ou ligeiros). — É o trabalhador que,
minantemente, com base em peça modelo, desenho, ins- possuindo carta de condução, tem a seu cargo a condução
truções técnicas e cálculos para projecção e planificação, de veículos automóveis, competindo-lhe ainda zelar, sem
executa os traçados necessários às operações a efectuar, execução, pela boa conservação e limpeza do veículo, pela
podendo, eventualmente, com punção, proceder à marca- carga que transporta e orientação da carga e descarga e pela
ção do material. verificação diária dos níveis do óleo e da água.

1662
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

R — Técnicos f) O seu trabalho não é normalmente supervisionado em


Estes trabalhadores serão classificados nos graus a pormenor, embora receba orientação técnica em problemas
seguir indicados: invulgares e complexos;
g) Pode dar orientação técnica a profissionais de grau
Grau I. — É o trabalhador que: inferior cuja actividade pode agregar ou coordenar;
a) Executa trabalho técnico simples e ou de rotina (po- h) Faz estudos independentes, análises e juízo e tira
conclusões;
dem considerar-se neste campo pequenos projectos ou
i) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvi-
cálculos sob orientação e controlo de outro profissional);
mento sem exercício de chefia de outros profissionais,
b) Estuda a aplicação de técnicas fabris e processos;
podendo, no entanto, receber o encargo da execução de
c) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvi- tarefas parcelares a nível de equipa de trabalhadores sem
mento como colaborador executante, mas sem iniciativa de qualquer grau académico.
orientação de ensaios ou projectos de desenvolvimento;
d) Elabora especificações e estimativas sob orientação S — Técnicos de desenho
e controlo de outro profissional;
e) Pode tomar decisões desde que apoiadas em orien- Assistente operacional. — É o trabalhador que pela
tações técnicas completamente definidas e ou de decisões sua experiência e conhecimentos específicos de desenho
de rotina; e execução de obra, a partir do estudo e da análise de um
f) No seu trabalho é orientado e controlado permanen- projecto, estabelece e orienta a sua concretização em obra,
temente quanto à aplicação dos métodos e precisão dos preparando elementos, fornecendo desenhos e documentos
resultados; necessários e interpretando as directivas nele estabelecidas
g) Não tem funções de chefia. e adaptando-as aos condicionalismos e circunstâncias pró-
prios de cada trabalho, dentro dos limites fixados pelo autor
Grau II. — É o trabalhador que: do projecto e de harmonia com o programa de realizações
estabelecido. Estuda e analisa planos e custos de propostas
a) Presta assistência a profissionais mais qualificados e ou caderno de encargos; elabora e aprecia propostas e
em cálculos, ensaios, análises, projectos, computação e organiza processos de concurso. Estuda e colabora na
actividade técnico-comercial; preparação/programação de trabalhos, gestão de projecto
b) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvi- ou optimização de meio, fornecendo suporte executivo na
mento como colaborador executante, podendo encarregar- fase de desenvolvimento da acção e elaboração das apli-
-se da execução de tarefas parcelares simples e individuais cações. Pode utilizar meios computorizados aplicados aos
de ensaios ou projectos de desenvolvimento; trabalhos que desenvolve. Poderá desempenhar funções de
c) Deverá estar mais ligado à solução dos problemas do coordenação e controlo no desenvolvimento de projectos
que a resultados finais; ou acções de uma ou várias actividades.
d) Decide dentro da orientação estabelecida pela che- Desenhador. — É o trabalhador que, a partir de ele-
fia; mentos que lhe sejam fornecidos ou por ele recolhidos e
e) Poderá actuar com funções de chefia, mas segundo seguindo orientações técnicas superiores, executa as peças
instruções detalhadas, orais ou escritas, sobre métodos e desenhadas e escritas até ao pormenor necessário para a sua
processos. Deverá receber assistência técnica de outro pro- ordenação e execução da obra, utilizando conhecimentos
fissional mais qualificado sempre que necessite. Quando de materiais, de processo, de execução e das práticas de
ligado a projectos não tem funções de chefia; construção. Consoante o seu grau de habilitação profissio-
f) Exerce funções técnico-comerciais; nal e a correspondente prática do sector, efectua cálculos
g) Não tem funções de coordenação, embora possa complementares requeridos pela natureza do projecto.
orientar outros técnicos numa actividade comum; Consulta o responsável pelo projecto acerca das modifi-
h) Utiliza a experiência acumulada pela empresa dando cações que julgar necessárias ou convenientes.
assistência a profissionais de um grau superior. Desenhador medidor. — É o trabalhador que, a partir
de elementos que lhe sejam fornecidos ou por ele recolhi-
Grau III. — É o trabalhador que: dos, executa desenhos de pormenor ou de remodelações
de obras para a sua ordenação e execução em obra. Lê e
a) Executa trabalhos para os quais a experiência acumu- interpreta desenhos e elabora listas discriminativas dos
lada pela empresa é reduzida ou trabalhos para os quais, tipos e quantidades de materiais, bem como de trabalhos
embora conte com experiência acumulada, necessita de a executar. Preenche folhas de medições e, no decurso da
iniciativa e de frequentes tomadas de decisão; obra, estabelece in loco autos de medição, procurando
b) Poderá executar trabalhos de estudo, análises, coor- ainda detectar erros, omissões ou incongruências, de modo
denação de técnicas fabris, coordenação de montagens, a estabelecer e avisar os técnicos responsáveis.
projectos, cálculos e especificações; Desenhador preparador de obra. — É o trabalhador
c) Toma decisões de responsabilidade a curto e médio que, a partir de elementos e ou orientações técnicas supe-
prazos; riores, elabora e executa desenhos ou esquemas, medições
d) Exerce actividades técnico-comerciais, as quais já e preparação de obras, no âmbito de um ramo de actividade
poderão ser desempenhadas a nível de chefia de outros ou especialidade. Exerce a sua função em gabinete ou
técnicos de grau inferior; estaleiro de obra, no estudo, ou implementação em obras
e) Coordena planificações e processos fabris. Interpreta de elementos de projecto e eventualmente acompanha a
resultados de computação; execução de trabalhos.

1663
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Desenhador projectista. — É o trabalhador que con- Tirocinante. — É o trabalhador que, ao nível da for-
cebe, a partir de um programa dado verbal ou escrito, mação exigida, faz tirocínio para ingresso em categoria
anteprojectos de um conjunto ou partes de um conjunto, imediatamente superior. A partir de orientações dadas,
procedendo ao seu estudo, esboço ou desenho, efectuando executa trabalhos simples de desenho coadjuvando os
os cálculos que, não sendo específicos de engenharia, profissionais técnicos de desenho.
sejam necessários à sua estruturação e interligação, respon-
dendo a solicitações de trabalho em termos de concepção, T — Telefonistas
adaptação, análise ou desenvolvimento, elabora memórias Telefonista. — É o trabalhador que, predominantemente,
ou notas discriminativas que completem ou esclareçam opera numa cabina ou central ligando ou interligando
aspectos particulares das peças desenhadas, com perfeita comunicações telefónicas, transmitindo ou recebendo in-
observância de normas, especificações técnicas e textos formações telefónicas.
legais. Pode colaborar na elaboração de cadernos de encar-
gos. Pode utilizar meios informáticos no desempenho das U — Técnicos de topografia
suas funções. Pode ser especializado em sistemas compu-
torizados aplicados ao desenho/projecto — CAD. Ajudante de fotogrametrista. — É o trabalhador que
Medidor. — É o trabalhador que determina com rigor directamente colabora e executa todos os trabalhos auxilia-
as quantidades que correspondem às diferentes parcelas res do âmbito das técnicas fotogramétricas, sob orientação
de uma obra a executar. No desempenho das suas funções de técnico mais qualificado, utilizando instrumentos de
baseia-se na análise do projecto e dos respectivos elemen- restituição.
tos escritos e desenhados e também nas orientações que Cartógrafo ou calculador topocartográfico. — São
lhe são definidas. Elabora listas discriminativas dos tipos os trabalhadores que concebem, projectam e orientam
e quantidades dos materiais ou outros elementos de cons- a execução de mapas, cartas e planos, com elementos
trução, tendo em vista, designadamente; a orçamentação, provenientes de levantamentos geodésicos, topográficos,
o apuramento dos tempos de utilização da mão-de-obra fotogramétricos, hidrográficos e outros com o objectivo
e de equipamentos e a programação ou desenvolvimento de representar com rigor a posição relativa de pontos da
dos trabalhos. No decurso da obra estabelece in loco autos superfície terrestre. Procedem a cálculos e estudos das
de medição, procurando ainda detectar erros, omissões ou projecções cartográficas e estabelecem planos para a cons-
incongruências, de modo a estabelecer e avisar os técnicos trução de cartas geográficas, hidrográficas e outras.
responsáveis. Fotogrametrista. — É o trabalhador que executa cartas,
mapas e outros planos em diferentes escalas por estére-
Medidor orçamentista. — É o trabalhador que estabe-
orrestituição de modelos ópticos, com base em fotografia
lece com precisão as quantidades e o custo dos materiais e
aérea ou terrestre. Determina coordenadas de pontos para
da mão-de-obra necessários para a execução de uma obra. os apoios fotogramétricos dos vários modelos a restituir,
Deverá ter conhecimentos de desenho, de matérias-primas a partir das coordenadas de pontos fotogramétricos pre-
e de processos e métodos de execução de obras. No desem- viamente identificados. Executa ortoprojecções e faz res-
penho das suas funções baseia-se na análise das diversas tituição plana para qualquer escala utilizando instrumentos
partes componentes do projecto, memória descritiva e adequados.
cadernos de encargos. Determina as quantidades de mate- Fotogrametrista auxiliar. — É o trabalhador que cola-
riais e volumes de mão-de-obra e dos serviços necessários bora com os fotogrametristas; executa fotoplanos e com-
e, utilizando as tabelas de preços de que dispõe, calcula os pletagens planimétricas e altimétricas, utilizando aparelhos
valores globais correspondentes. Organiza o orçamento. de estéreorrestituição.
Deve completar o orçamento com a indicação pormeno- Geómetra. — É o técnico que concebe, executa e ou
rizada de todos os materiais a empregar e operações a programa e coordena os trabalhos de topografia, cartografia
efectuar. Cabe-lhe providenciar para que estejam sempre e hidrografia de mais elevada especialização, responsabili-
actualizadas as tabelas de preços simples e compostos que dade e precisão técnica. Dedica-se, em geral, às seguintes
utiliza. Pode utilizar meios informáticos aplicados aos especialidades topocartográficas: levantamentos e elabo-
trabalhos que desenvolve. ração de cartas e plantas topográficas, em qualquer escala,
Planificador. — É o trabalhador que prepara a partir destinadas a estudos, projectos, delimitações do domínio
de projecto completo a sua efectivação em obra, utili- público e privado, prospecção, cadastro, urbanismo, eco-
zando técnicas de planificação. Tendo em consideração logia, etc. Determinação das coordenadas dos vértices dos
as quantidades de trabalho e respectivos prazos de execu- apoios topométricos, baseadas em poligonais, redes de
ção, estabelece a sucessão das diversas actividades, assim triangulação e trilateração, intersecções directas, inversas,
como as equipas de mão-de-obra necessárias aos trabalhos, laterais, excênticas e outros esquemas de apoio geomé-
mapas de equipamentos e planos de pagamentos. Com os trico. Executa ou coordena a execução de nivelamentos
elementos obtidos elabora um programa de trabalhos a geométricos de alta precisão, bem como de outros géneros
fornecer à obra. Acompanha e controla a sua concretização de nivelamento, quer trignométricos quer barométricos.
em obra de modo a poder fazer as correcções necessárias Levanta por métodos clássicos ou automáticos elementos
motivadas por avanço ou atraso, sempre que as circuns- para programação clássica ou electrónica destinados a
tâncias o justifiquem. cálculo e desenho de perfis, definição de loteamentos,
Operador-arquivista. — É o trabalhador que prepara e determinação de áreas e volumes e medições de estruturas
arquiva as peças desenhadas e as reproduz em máquinas e infra-estruturas, nomeadamente no sector da construção
heliográficas; efectua registos e satisfaz pedidos de cópias civil e obras públicas. Implanta os traçados geométricos
ou de consulta dos elementos arquivados. dos projectos de urbanização, rodovias, ferrovias e barra-

1664
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

gens. Observa e executa o controlo geométrico aplicado efectuadas, a partir de elementos levantados por si ou a
de eventuais deformações nas obras públicas e privadas partir de desenhos de projecto e sempre também com base
por métodos geodésicos ou outros. Executa os cálculos em elementos elaborados por si. Pode executar trabalhos
das diversas observações topocartográficas e geodésicas, cartográficos e de cadastro. Executa os trabalhos referidos
cujos resultados serão utilizados respeitando as tolerâncias e outros ligados às especialidades topográficas, com grande
matemática e cientificamente convencionadas. Coordena autonomia funcional.
os programas de trabalho de grande complexidade ligados Técnico auxiliar de topografia. — É o trabalhador que
ao projecto topográfico, podendo dirigir uma ou várias colabora de forma directa na execução de todos os traba-
equipas especializadas. lhos necessários à elaboração de plantas topográficas, exe-
Porta-miras. — É o trabalhador que realiza tarefas auxi- cutando pequenos levantamentos a partir de apoio conhe-
liares à execução dos trabalhos de um topógrafo, seguindo cido: executa observações de figuras simples previamente
as suas instruções. reconhecidas, calcula os produtos das várias operações em
Fixa e posiciona alvos topográficos, tais como bandei- cadernetas ou impressos de modelo tipo, já programados e
rolas e miras falantes, nos levantamentos e implantações com vértices definidos; representa graficamente os resulta-
de obras. Percorre o terreno a fim de posicionar os alvos dos das operações referidas por meio de desenho próprio.
nos pontos mais significativos do recorte altimétrico e Colabora no apoio de obras de engenharia a partir de redes
planimétrico; efectua medições e completagens planimé- previamente estabelecidas. Determina analiticamente em
tricas com auxílio de instrumentos de medida adequados. impresso próprio as quantidades de trabalho realizado
Colabora no transporte e manutenção dos equipamentos (medições) por meio de figuras geométricas elementares,
topográficos. ou a elas relacionadas, até ao limite da álgebra elementar
Registador/medidor. — É o trabalhador que regista os e trigonometria plana (casos dos triângulos rectângulos).
valores numéricos das observações topográficas e calcula Executa pequenos nivelamentos geométricos em linha ou
pontos taqueométricos. Efectua pequenos levantamentos irradiados (estações sucessivas ou estação central) e calcula
por coordenadas polares, posiciona aparelhos topográficos os resultados das operações respectivas. Efectua a limpeza
nos locais previamente definidos, efectua transmissões dos instrumentos de observação e medição (ópticos, elec-
directas de cotas de nível de um ponto conhecido para outro trónicos, etc.) que utiliza.
desconhecido com auxílio de instrumento apropriado (ní-
vel) e calcula os resultados dessas observações. Estabelece V — Técnicos de segurança e higiene do trabalho da construção
ou verifica, no terreno, alinhamentos rectos definidos entre
dois pontos conhecidos e ou direcções dadas, utilizando Técnico de segurança e higiene do trabalho. — É o
bandeirolas, esquadros, prismas e outros instrumentos. trabalhador que desenvolve actividades de prevenção e
Colabora na manutenção do material e dos equipamentos protecção contra riscos profissionais. Designadamente
topográficos. desenvolve e específica o plano de segurança e saúde em
Revisor fotogramétrico. — É o trabalhador que executa projecto de modo a complementar as medidas previstas,
todos os trabalhos de revisão da restituição e desenho. tendo em conta as especificações do processo construtivo e
A este profissional exigem-se conhecimentos técnicos os recursos técnicos e humanos; analisa e dá parecer sobre
e teóricos ao nível dos exigidos aos fotogrametristas, só o projecto de implantação e exploração de todos os esta-
não executando esta função, em geral, por não possuir boa leiros de obra. Analisa e avalia em termos de prevenção,
acuidade estereoscópica. segurança e riscos profissionais os novos equipamentos
Topógrafo. — É o trabalhador que concebe, prepara, e ou tecnologias a introduzir na empresa, elaborando, se
estuda, orienta e executa todos os trabalhos topográfi- tal for necessário, normas ou recomendações sobre a sua
cos necessários à elaboração de planos, cartas, mapas, exploração ou utilização. Avalia e acompanha os trabalhos
perfis longitudinais e transversais com apoio nas redes efectuados nos estaleiros temporários ou móveis, nomea-
geodésicas existentes e ou nas redes de triangulação damente os de maior risco de acordo com a legislação em
locais, por meio de figuras geométricas com compensação vigor aplicável ao sector. Efectua inspecções periódicas nos
expedita (triangulação-quadriláteros) ou por intersecção locais de trabalho, verificando o cumprimento das normas
inversa (analítica ou gráfica) recorte ou por irradiação de segurança e propondo medidas com vista à eliminação
directa ou inversa ou ainda por poligonação (fechada e das anomalias verificadas, quando estas ponham em perigo
compensada), como base de todos os demais trabalhos a integridade física dos intervenientes na actividade. Forma
de levantamentos, quer clássicos quer fotogramétricos ou e informa os trabalhadores sobre os riscos específicos de
ainda hidrográficos, cadastrais ou de prospecção geológica. cada profissão e sobre as normas de segurança em vigor.
Determina rigorosamente a posição relativa de quaisquer Especifica o equipamento de protecção individual e colec-
pontos notáveis de determinada zona da superfície terrestre, tivo, destinado a melhorar as condições de segurança nos
cujas coordenadas obtém por processos de triangulação, locais de trabalho e procede ao seu controlo. Apoia e cola-
poligonação, trilateração ou outra. Executa nivelamento de bora com os demais técnicos em tudo o que diga respeito à
grande precisão. Implanta no terreno linhas gerais de apoio organização da segurança nos locais de trabalho. Examina
e todos os projectos de engenharia e arquitectura, bem as causas e circunstâncias de acidentes de trabalho ocorri-
como toda a piquetagem de pormenor. Fiscaliza, orienta e dos, mencionando expressamente as suas causas reais ou
apoia a execução de obras públicas e de engenharia civil, prováveis, e sugere as providências necessárias para evitar
na área da topografia aplicada, procedendo à verificação a sua repetição. Recolhe os dados referentes aos acidentes
de implantações ou de montagem, com tolerâncias muito de trabalho e procede ao seu tratamento estatístico. Avalia,
apertadas, a partir desta rede de apoio. Realiza todos os recorrendo sempre que necessário a equipamentos adequa-
trabalhos tendentes à avaliação de quantidades de obra dos, os diversos factores físicos, químicos ou outros que

1665
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

possam afectar a saúde dos intervenientes na actividade, Cilindros de 2 t a 5 t, inclusive (peso do cilindro sem
tendo em vista a eliminação ou redução desses factores ou lastro);
a aplicação de protecção adequada. Dumper de 2,5 t a 3,5 t, inclusive (peso bruto);
Técnico de segurança e higiene do trabalho Dresines;
estagiário. — É o trabalhador que ao nível da função Equipamentos rodoferroviários;
exigida faz estágio para ingresso na categoria de técnico Escavadoras até 120 cv (inclusive);
de segurança e higiene do trabalho. A partir de orienta- Gruas de torre até 100 t/metro (momento);
ções dadas executa trabalhos auxiliares, coadjuvando os Pás-carregadoras até 120 cv, inclusive;
técnicos. Pórticos de substituição de via;
Técnico superior de segurança e higiene do Tractores agrícolas;
trabalho. — É o trabalhador que, para além de exercer as
funções inerentes à categoria de técnico de segurança e Nível II — conduz e manobra os equipamentos do nível
higiene do trabalho, coordena e controla as actividades de I e os seguintes:
prevenção e de protecção contra riscos profissionais. Bulldozer até 250 cv, inclusive;
Centrais de betonagem de mais de 16 m3/h a 36 m3/h,
X — Profissões comuns inclusive;
Auxiliar de limpeza ou manipulação. — É o trabalhador Centrais de betuminosos até 50 t, inclusive;
que procede a limpezas quer nas construções quer ainda Cilindros mais de 5 t a 12,5 t, inclusive (peso do cilindro
em todas as dependências de estaleiros e agregados da sem lastro);
empresa. Pode também proceder à manipulação de tuba- Dumper de mais de 3,5 t a 12,5 t, inclusive (peso
gens ou outros acessórios ligeiros. bruto);
Equipamentos de tracção ferroviária entre 600 cv e
Auxiliar de montagens. — É o trabalhador que para
1000 cv, inclusive;
além das tarefas inerentes à categoria profissional de ser- Equipamentos pesados de trabalhos ferroviários;
vente executa serviços gerais em obras ou oficinas para Escavadoras mais de 120 cv a 250 cv, inclusive;
auxiliar de um modo mais eficaz os diversos profissionais Gruas automóveis de 10 t a 50 t, inclusive;
nela integrados. Nomeadamente pode subir a postes, torres Gruas de torre acima de 100 t/m (momento);
ou pórticos de subestações a fim de colocar isolamentos, Centrais de britagem acima de 50 m3;
ferragens ou outros acessórios; ajuda na montagem de Pás carregadoras mais de 120 cv a 500 cv, inclusive;
maquinaria diversa e na moldagem e montagem de tubos,
calhas ou esteiras; efectua a pintura das torres; passa cabos- Nível III — conduz e manobra os equipamentos dos
-guia ou condutores, cabos de guarda às roldanas; coadjuva níveis I e II e os seguintes:
os electricistas montadores na execução e estabilização
dos postes e torres de AT e BT bem como procedendo Bulldozer acima de 250 cv;
à preparação da massa isolante e fazendo o respectivo Centrais de betonagem acima de 36 m3/h;
enchimento das caixas subterrâneas; efectua tarefas de Centrais de betuminosos acima de 50 t;
desrame e desmatação na faixa de protecção às linhas Cilindros acima de 12,5 t;
aéreas; pode proceder a trabalhos menos complexos de Dumper acima de 12,5 t (peso bruto);
desenrolamento. Equipamento de tracção ferroviária superior a
Chefe de departamento. — É o trabalhador que estuda, 1000 cv;
organiza, dirige e coordena, nos limites dos poderes de que Escavadoras acima de 250 cv;
está investido, num ou vários departamentos da empresa, Gruas automóveis acima de 50 t;
Motoscrapers;
as actividades que lhe são próprias; exerce dentro do
Niveladoras;
departamento que chefia, e nos limites da sua competência, Pavimentadoras de betuminosos;
funções de direcção, orientação e fiscalização do pessoal Pás carregadoras acima de 500 cv.
sob as suas ordens e de planeamento das actividades do
departamento, segundo as orientações e fins definidos; Director de serviços. — É o trabalhador que estuda,
propõe a aquisição de equipamento e materiais e a organiza, dirige e coordena, nos limites dos poderes de
admissão de pessoal necessário ao bom funcionamento do que está investido, as actividades da empresa ou de um ou
departamento e executa outras funções semelhantes. vários dos seus departamentos. Exerce funções tais como:
Chefe de secção. — É o trabalhador que coordena, colaborar na determinação da política da empresa; planear a
dirige e controla o trabalho de um grupo de profissionais utilização mais conveniente da mão-de-obra, equipamento,
ou de uma secção de serviços administrativos. materiais, instalações e capitais; orientar, dirigir e fiscalizar
Condutor-manobrador de equipamentos industriais. — É a actividade da empresa segundo os planos estabelecidos,
o trabalhador que conduz e manobra equipamentos indus- a política adoptada e as normas e regulamentos prescritos;
triais, competindo-lhe ainda executar os devidos cuidados criar e manter uma estrutura administrativa que permita
de manutenção. Será designado de nível I, II ou III conforme explorar e dirigir a empresa de maneira eficaz; colaborar
a seguinte classificação: na fixação da política financeira e exercer a verificação
Nível I: dos custos.
Guarda. — É o trabalhador que exerce funções de
Centrais de betonagem até 16 m3/h; vigilância ou de plantão nos estaleiros, na obra ou em qual-
Centrais de britagem até 50 m3; quer outra dependência da empresa, velando pela defesa e

1666
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

conservação das instalações ou de outros valores que lhe pondência e comunicados promovendo o seu envio ao
estejam confiados. sector responsável pela entrada e registo das comunicações
Jardineiro. — É o trabalhador que cuida das zonas ver- na empresa. Coordena a entrada de pessoas estranhas à
des, designadamente procede ao cultivo de flores e outras empresa e acompanha-as ou manda-as acompanhar aos
plantas para embelezamento; semeia relvados, rega-os, sectores a que necessitem ter acesso.
renova-lhes as zonas danificadas e apara-os; planta, poda e Servente. — É o trabalhador maior de 18 anos, sem
trata sebes e árvores. Pode limpar e conservar arruamentos qualquer qualificação ou especialização profissional, que
e canteiros. trabalha nas obras, areeiros ou em qualquer local em que
Recepcionista. — É o trabalhador que atende e acom- se justifique a sua presença ou para ajuda e auxílio no
panha visitantes nacionais e estrangeiros prestando-lhes trabalho de qualquer oficial.
os esclarecimentos pedidos e necessários, de acordo com Subchefe de secção. — É o trabalhador que colabora
as instruções gerais que lhe são transmitidas, e promove directamente com o seu superior hierárquico e, no impedi-
os contactos com os diversos sectores com que o visitante mento deste, dirige, coordena ou controla as tarefas de um
tenha necessidade de contactar. Faz recepção de corres- grupo de trabalhadores administrativos e ou correlativos.
ANEXO III

Enquadramento das profissões e categorias profissionais em níveis de retribuição

Retribuições mínimas

Retribuições
Grupo Profissões e categorias profissionais Grupos profissionais
mínimas

Analista informático de sistemas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.


Contabilista (grau III) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Técnico oficial de contas (grau III). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
I Geómetra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top. € 841
Técnico superior de segurança e higiene do trabalho (grau III) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TSHT
Director de serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -
Técnico (grau III) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -

Enfermeiro-coordenador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Enf.
Analista informático orgânico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Contabilista (grau II). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Programador informático de aplicações. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Técnico oficial de contas (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Agentes técnicos de arquitectura e engenharia/construtor civil (grau III) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TCC
II Assistente operacional II. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D. € 788
Desenhador projectista II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Calculador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.
Cartógrafo ou calculador topocartográfico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.
Topógrafo (grau III) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.
Técnico superior de segurança e higiene do trabalho (grau II). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TSHT
Chefe de departamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -
Técnico (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -

Encarregado geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Técnico de obras (grau III) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Técnico de recuperação (grau III) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Assistente técnico (grau II). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Enfermeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Enf.
Contabilista (grau I-B) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Programador informático . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Técnico oficial de contas (grau I -B) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Tesoureiro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
III Técnico de recuperação (grau III) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad. € 749,50
Técnico de recuperação (grau III) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Agentes técnicos de arquitectura e engenharia/construtor civil (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TCC
Assistente operacional (grau I). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Desenhador projectista I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Medidor orçamentista II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Topógrafo (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.
Fotogrametrista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.
Técnico superior de segurança e higiene do trabalho (grau I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TSHT
Técnico de segurança e higiene do trabalho (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TSHT
Técnico (grau I-B) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -

Técnico de obra (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Técnico de recuperação (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Assistente técnico (grau I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Contabilista (grau I-A) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Operador de computador III . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Programador mecanográfico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.

1667
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Retribuições
Grupo Profissões e categorias profissionais Grupos profissionais
mínimas

Técnico de contabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.


Técnico de recuperação (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
IV Técnico de recuperação (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met. € 720
Desenhador-medidor II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Desenhador preparador de obra II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Medidor orçamentista I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Topógrafo (grau I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.
Técnico de segurança e higiene do trabalho (grau I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TSHT
Chefe de secção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -
Técnico (grau I-A) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -

Encarregado de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Chefe de oficinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Técnico de obras (grau I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Técnico de recuperação (grau I). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Chefe de compras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Encarregado geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Encarregado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Técnico operacional (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Operador de computador (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Técnico administrativo (grau II). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Encarregado geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
V Técnico de recuperação (grau I). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad. € 639
Encarregado geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Encarregado geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Técnico de recuperação (grau I). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Analista principal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Qui.
Agentes técnicos de arquitectura e engenharia/ construtor civil (grau I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TCC
Desenhador II. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Desenhador-medidor I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Desenhador preparador de obra I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Medidor II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Planificador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Técnico de segurança e higiene do trabalho estagiário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TSHT

Controlador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Controlador de qualidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Encarregado fiscal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Encarregado de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Técnico administrativo de produção (grau II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Técnico de obras estagiário do 3.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Técnico de recuperação estagiário do 3.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Caixeiro encarregado ou chefe de secção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Encarregado de armazém. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Inspector de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Chefe de equipa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Oficial principal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Técnico operacional (grau I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Correspondente em línguas estrangeiras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Operador de computador I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Secretário da direcção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
VI Técnico administrativo (grau I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc. € 591,50
Encarregado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fog.
Encarregado de refeitório. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot.
Encarregado de secção. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Técnico de recuperação estagiário do 3.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Encarregado de oficinas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Encarregado de pedreiras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Agente de métodos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Encarregado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Preparador de trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Técnico de gás . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Técnico de recuperação estagiário do 3.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Técnico de refrigeração e climatização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Desenhador I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Medidor I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Revisor fotogramétrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.
Subchefe de secção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -

Arvorado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Técnico administrativo de produção (grau I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Técnico de obras estagiário do 2.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Técnico de recuperação estagiário do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Oficial electricista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.

1668
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Retribuições
Grupo Profissões e categorias profissionais Grupos profissionais
mínimas

Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Escriturário de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
VII Entalhador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad. € 563
Técnico de recuperação estagiário do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Chefe de equipa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Técnico de recuperação estagiário do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Analista de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Qui.
Estagiário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Fotogrametrista auxiliar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.
Técnico auxiliar de topografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.

Chefe de equipa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Oficial principal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Pintor-decorador de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Técnico de obras estagiário do 1.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Técnico de recuperação estagiário do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Estenodactilógrafo línguas estrangeiras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
VIII Operador mecanográfico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc. € 545,50
Entalhador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Estofador controlador. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Técnico de recuperação estagiário do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Instalador de redes de gás . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Montador de canalizações/instalador de redes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Técnico de recuperação estagiário do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Condutor-manobrador de equipamentos industriais (nível III). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -

Armador de ferro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Assentador de isolamentos térmicos e acústicos de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Cabouqueiro ou montante de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Calceteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Canteiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Carpinteiro de limpos de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Carpinteiro de toscos ou cofragem de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Cimenteiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Condutor-manobrador de equipamento de marcação de estradas nível II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Estucador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Fingidor de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Ladrilhador ou azulejador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Marmoritador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Marteleiro de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Montador de andaimes de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Montador de caixilharia de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Montador de casas pré-fabricadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Montador de cofragens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Oficial de vias férreas de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Pedreiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Pintor de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Pintor-decorador de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Tractorista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Trolha ou pedreiro de acabamentos de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Cobrador de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cob.
Caixeiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Fiel de armazém. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Promotor de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Prospector de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Técnico de vendas/vendedor especializado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Vendedor: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro de mar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Caixeiro de praça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Caixeiro-viajante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Auxiliar técnico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Escriturário de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Estenodactilógrafo em língua portuguesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Perfurador-verificador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Fogueiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fog.
Cozinheiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot.
Ecónomo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot.
Acabador de móveis de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Bagueteiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Carpinteiro (limpo e bancada) de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Carpinteiro de moldes ou modelos de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
IX Estofador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad. € 545
Marceneiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Mecânico de madeiras de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.

1669
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Retribuições
Grupo Profissões e categorias profissionais Grupos profissionais
mínimas

Moldureiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.


Perfilador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Pintor de móveis de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Polidor manual de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Preparador de lâminas e ferramentas de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Riscador de madeiras ou planteador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Serrador de charriot de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Serrador de serra de fita de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Acabador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Canteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Canteiro — assentador. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Carregador de fogo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Maquinista de corte de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Polidor manual de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Polidor maquinista de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Polidor-torneiro de pedras ornamentais de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Seleccionador. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Serrador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Torneiro de pedras ornamentais de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Afinador de máquinas de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Bate-chapas de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Caldeireiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Canalizador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Decapador por jacto de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Ferreiro ou forjador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Fresador mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Fundidor-moldador manual de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Mandrilador mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Mecânico de aparelhos de precisão de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Mecânico de automóveis de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Mecânico de frio e ar condicionado de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Montador-ajustador de máquinas de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Pintor de automóveis ou máquinas de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Serralheiro civil de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Serralheiro de ferramentas, moldes, cunhos ou cortantes de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Serralheiro mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Soldador por electroarco ou oxi-acetileno de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Torneiro mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Traçador-marcador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Analista de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Qui.
Motorista de pesados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Rod.
Condutor-manobrador de equipamentos industriais (nível II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -
Recepcionista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -
Afagador-encerador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Ajustador-montador de aparelhagem de elevação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Apontador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Armador de ferro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Assentador de aglomerados de cortiça. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Assentador de isolamentos térmicos e acústicos de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Assentador de revestimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Assentador de tacos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Cabouqueiro ou montante de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Canteiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Capataz. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Carpinteiro de limpos de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Carpinteiro de tosco ou cofragem de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Carregador-catalogador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Cimenteiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Condutor manobrador de equipamento de marcação de estradas nível I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Enfonador de pré-fabricados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Entivador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Espalhador de betuminosos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Estucador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Fingidor de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Impermeabilizador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Ladrilhador ou azulejador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Marmoritador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Marteleiro de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Mineiro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Montador de andaimes de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Montador de caixilharia de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Montador de elementos pré-fabricados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Montador de estores. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP

1670
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Retribuições
Grupo Profissões e categorias profissionais Grupos profissionais
mínimas

Montador de material de fibrocimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Montador de pré-esforçados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Oficial de vias férreas de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Pedreiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Pintor de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Sondador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP € 496,50
Trolha ou pedreiro de acabamentos de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Vulcanizador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Cobrador de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cob.
Caixeiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Conferente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Demonstrador. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Pré-oficial do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Enf.
Auxiliar de enfermagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Enf.
Escriturário de 3.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Fogueiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fog.
Cozinheiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot.
Despenseiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot.
Empregado de balcão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot.
Acabador de móveis de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Bagueteiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Carpinteiro (limpo e bancada) de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Carpinteiro de moldes ou modelos de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Casqueiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Cortador de tecidos para estofos de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Costureiro-controlador. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Costureiro de decoração de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Costureiro de estofos de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Emalhetador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Empalhador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Encurvador mecânico de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Estofador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
X Facejador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad. € 496,50
Fresador-copiador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Marceneiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Mecânico de madeiras de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Operador de calibradora-lixadora de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Moldureiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Operador de máquinas de perfurar de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Operador de máquinas de tacos ou parquetes de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Operador de pantógrafo de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Perfilador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Pintor de móveis de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Polidor manual de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Polidor mecânico e à pistola de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Preparador de lâminas e ferramentas de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Riscador de lâminas ou planteador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Seleccionador e medidor de madeiras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Serrador de charriot de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Serrador de serra circular de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Serrador de serra de fita de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Torneiro de madeiras (torno automático) de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Tupiador (moldador, tupieiro) de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Acabador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Britador — operador de britadeira. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Maquinista de corte de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Polidor manual de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Polidor maquinista de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Polidor-torneiro de pedras ornamentais de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Torneiro de pedras ornamentais de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Afiador de ferramentas de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Afinador de máquinas de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Bate-chapas de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Caldeireiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Canalizador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Decapador por jacto de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Ferreiro ou forjador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Fresador mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Fundidor-moldador manual de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Funileiro ou latoeiro de 1.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Limador-alisador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Maçariqueiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Mandrilador mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Mecânico de aparelhos de precisão de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.

1671
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Retribuições
Grupo Profissões e categorias profissionais Grupos profissionais
mínimas

Mecânico de automóveis de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.


Mecânico de frio e ar condicionado de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Metalizador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Montador-ajustador de máquinas de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Operador de máquinas de balancé de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Operador de quinadeira, viradeira ou calandra de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Pintor de automóveis ou máquinas de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Serralheiro civil de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Serralheiro de ferramentas, moldes, cunhos ou cortantes de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Serralheiro mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Soldador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Soldador por electroarco ou oxi-acetileno de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Torneiro mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Traçador-marcador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Motorista de ligeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Rod.
Operador-arquivista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Tirocinante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T.D.
Telefonista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tel.
Registador/medidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.
Condutor-manobrador de equipamentos industriais (nível I). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -
Ferramenteiro (mais de um ano) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -
Jardineiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -

Batedor de maço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Praticante de apontador de 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Pré-oficial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Vibradorista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Ajudante de fiel de armazém . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Caixa de balcão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Auxiliar de montagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Caixeiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Pré-oficial do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Estagiário do 3.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Fogueiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fog.
Cozinheiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot.
Assentador de móveis de cozinha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Casqueiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Cortador de tecidos para estofos de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Costureiro de decoração de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Costureiro de estofos de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Emalhetador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Empalhador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Encurvador mecânico de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Facejador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Fresador-copiador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Guilhotinador de folha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Operador de calibradora-lixadora de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Operador de linha automática de painéis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Operador de máquinas de juntar folha com ou sem guilhotina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Operador de máquinas de perfurar de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Operador mecânico de tacos ou parquetes de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Operador de pantógrafo de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Polidor mecânico e à pistola de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Prensador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Serrador de serra circular de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Torneiro de madeiras (torno automático) de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Traçador de toros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Tupiador (moldador, tupieiro) de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
XI Afiador de ferramentas de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met. € 479
Afinador de máquinas de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Bate-chapas de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Caldeireiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Canalizador de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Cortador ou serrador de materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Decapador por jacto de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Ferreiro ou forjador de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Fresador mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Fundidor-moldador manual de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Funileiro ou latoeiro de 2.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Limador-alisador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Lubrificador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.

1672
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Retribuições
Grupo Profissões e categorias profissionais Grupos profissionais
mínimas

Maçariqueiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.


Malhador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Mandrilador mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Mecânico de aparelhos de precisão de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Mecânico de automóveis de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Mecânico de frio e ar condicionado de 3.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Metalizador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Montador-ajustador de máquinas de 3.ª. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Operador de máquinas de balancé de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Operador de quinadeira, viradeira ou calandra de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Pesador-contador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Pintor de automóveis ou máquinas de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Serralheiro civil de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Serralheiro de ferramentas, moldes, cunhos ou cortantes de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Serralheiro mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Soldador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Soldador por electroarco ou oxi-acetileno de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Torneiro mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Traçador-marcador de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Analista estagiário do 2.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Qui.
Ajudante de fotogrametrista. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.
Porta-miras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Top.
Auxiliar de montagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -
Ferramenteiro (até um ano) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -

Praticante de apontador do 1.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Praticante do 3.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Caixeiro-ajudante do 3.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Distribuidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Embalador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Estagiário do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
Abastecedor de carburantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Gar.
Lavador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Gar.
Montador de pneus. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot.
Empregado de refeitório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot.
Lavador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot.
Roupeiro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot.
XII Descascador de toros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad. € 476
Embalador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Motosserrista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Pré-oficial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Lavandeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Contínuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Por.
Empregado de serviços externos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Por.
Porteiro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Por.
Analista estagiário do 1.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Qui.
Auxiliar de laboratório. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Qui.
Ajudante de motorista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Rod.
Guarda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -
Servente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -

Praticante do 2.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Caixeiro-ajudante do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Ajudante do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
Estagiário do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esc.
XIII Praticante do 2.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad. (*) € 475/€ 380
Praticante do 2.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Praticante do 2.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Auxiliar de laboratório estagiário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Qui.
Auxiliar de limpeza e manipulação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -

Praticante do 1.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Caixeiro-ajudante do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
XIV Ajudante do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El. (*) € 475/€ 380
Praticante do 1.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Praticante do 1.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Praticante do 1.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.

Aprendiz do 3.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


XV Estagiário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot. (*) € 475/€ 380
Aprendiz do 4.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Paquete de 17 anos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Por.

1673
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Retribuições
Grupo Profissões e categorias profissionais Grupos profissionais
mínimas

Aprendiz do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Auxiliar menor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP
Praticante do 3.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Aprendiz do 3.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
XVI Aprendiz do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot. (*) € 475/€ 380
Aprendiz do 3.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Aprendiz do 3.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Aprendiz do 3.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
Paquete de 16 anos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Por.

Aprendiz do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CCOP


Praticante do 2.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.
Aprendiz do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
XVII Aprendiz do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hot. (*) € 475/€ 380
Aprendiz do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad.
Aprendiz do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Aprendiz do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.

Praticante do 1.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com.


Aprendiz do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . El.
XVIII Aprendiz do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mad. (*) € 380
Aprendiz do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mar.
Aprendiz do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Met.
(*) Salário mínimo aplicável a trabalhadores que ingressem no respectivo nível como aprendizes, praticantes ou estagiários que se encontrem numa situação caracterizável como de for-
mação certificada, só podendo ser mantida pelo período de um ano, o qual inclui o tempo de formação passado ao serviço de outros empregadores, desde que documentado e visando a mesma
qualificação, sendo este mesmo período reduzido para seis meses, no caso de trabalhadores habilitados com curso técnico-profissional ou curso obtido no sistema de formação profissional
qualificante para a respectiva profissão.

Notas: ANEXO IV

1) Os valores constantes da tabela de remunerações I — Caixeiros


mínimas produzem efeitos a 1 de Janeiro de 2010;
2) O pagamento das actualizações correspondentes ao Número de caixeiros
período entre 1 de Janeiro de 2010 e o mês da entrada em
vigor da nova tabela salarial far-se-á, no máximo, repar- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

tindo em três parcelas pagas em três meses consecutivos


contados a partir do momento da referida entrada em vigor Primeiro-caixeiro . . . . . . . – – – 1 1 1 1 1 1 2
do presente CCT. Segundo-caixeiro . . . . . . . – 1 1 1 1 2 2 3 3 3
Terceiro-caixeiro . . . . . . . 1 1 2 2 3 3 4 4 5 6
Siglas utilizadas:
Nota. — Quando o número de profissionais for supe-
CCOP — construção civil e obras públicas;
Cob. — cobradores; rior a 10 manter-se-ão as proporções estabelecidas neste
Com. — comércio; quadro base.
El. — electricistas;
ANEXO V
Enf. — enfermeiros;
Esc. — escritórios;
Descrição exemplificativa dos «serviços relacionados
Fog. — fogueiros; com a actividade da construção»
Gar. — garagens;
Hot. — hotelaria;
Cláusula 1.ª, n.º 1
Mad. — madeiras;
Mar. — mármores; As actividades «serviços relacionados com a
Met. — metalúrgicos; actividade da construção» devem ser entendidas como
Por. — porteiros, contínuos, paquetes e empregados de aquelas intrinsecamente relacionadas com o sector da
serviços externos; construção civil e obras públicas, mas que para o seu
Qui. — químicos;
exercício não seja necessário deter alvará ou título de
Rod. — rodoviários;
TCC. — construtores civis; registo. Neste sentido, dever-se-ão excluir actividades
TD. — técnicos de desenho; apenas de suporte (exemplos: contabilidade, seguros,
Tel. — telefonistas; informática, segurança e saúde no trabalho, actividades
Top. — técnicos de topografia. de consultoria, etc.)

1674
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 17, 8/5/2010

Abaixo se descrevem, exemplificativamente, activi- 3) A CAE não é elemento determinante para a abrangência
dades de serviços intrinsecamente relacionadas com a do presente contrato colectivo, podendo a actividade não ser de
construção, segundo áreas de actuação e CAE: construção, sendo contudo o CCT da construção o aplicável.
Lisboa, 1 de Março de 2010.
Área de actividade CAE
Associações de empregadores subscritoras:
Recolha e tratamento de resíduos, nomeadamente 37001; 37002; AECOPS — Associação de Empresas de Construção,
de construção e demolição, descontaminação de 38111; 38112; Obras Públicas e Serviços:
águas e solos, instalação de equipamentos de tra- 38120; 38211;
tamento de esgotos e águas residuais. 38212; 38220; José Henrique Luís da Costa Tavares, mandatário.
38321; 38322;
39000 AICCOPN — Associação dos Industriais da Construção
Civil e Obras Públicas:
Concessões — infra-estruturas públicas. 35111; 35112;
Nota. — a lista de CAE aqui apresentada apenas 35113; 35120; Luís Miguel Tomé Saraiva, mandatário.
enumera algumas actividades potencialmente su- 35130; 35140;
jeitas a concessão, podendo haver outras a incluir 35210; 35220; ANEOP — Associação Nacional de Empreiteiros de
nesta área de actividade. 35230; 35301; Obras Públicas:
36001; 36002;
49500; 52211; Tânia Sousa Hayes de Abreu, mandatária.
52213; 52220;
52230; 61100; AICE — Associação dos Industriais da Construção de
61200; 61300;
61900 Edifícios:
Gestão de grupos de empresas (desde que se trate 64202; 70100 Carlos Aldeia Antunes, director.
de grupos de empresas cuja actividade nuclear
pertença ao sector da construção). Associações sindicais subscritoras:
Serviços de gestão e manutenção de empreendimen- 68322; 81100; Pelo SETACCOP — Sindicato da Construção, Obras
tos: administração de condomínios, manutenção 81300 Públicas e Serviços Afins:
de edifícios, instalação e manutenção de mobiliá-
rio urbano, plantação e manutenção de jardins. Joaquim Martins, na qualidade de secretário-geral.
Nelson Silva Pereira, na qualidade de secretário
Captação e distribuição de água. . . . . . . . . . . . . 36001; 36002 nacional.
Instalação de máquinas e equipamentos industriais, 33200 Pela FETESE — Federação dos Sindicatos dos Tra-
incluindo sistemas de telecomunicações e ou-
tras. balhadores de Serviços, em representação dos seguintes
sindicatos filiados:
Instalação e monitorização de alarmes e de sistemas 80200
de domótica. SITESE — Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos
de Serviços;
Promoção e mediação e avaliação imobiliária. . . . 68100; 68200; SITEMAQ — Sindicato da Mestrança e Marinhagem
68311; 68312; da Marinha Mercante, Energia e Fogueiros de Terra;
68313; 68321
Sindicato do Comércio, Escritório e Serviços — SIND-
Extracção e transformação de minerais não metáli- 8111; 8112; CES/UGT:
cos destinados à construção e serviços de apoio 8113; 8114;
à indústria extractiva. 8115; 8121; Luís Manuel Belmonte Azinheira, na qualidade de pre-
8122; 8991; sidente do conselho geral e mandatário.
8992; 9100;
9900; 23701; Pela Federação dos Engenheiros, em representação
23702; 23703; do SNE — Sindicato Nacional dos Engenheiros e do
23991
SERS — Sindicato dos Engenheiros:
Pré-fabricação e reparação de elementos de cons- 25110; 25120;
trução. 31020; 33110; Teresa Maria da Silva Ribeiro Marques de Oliveira
33140; 95240 Pinto, na qualidade de mandatária.
Pedro Manuel de Oliveira Gamboa, na qualidade de
Elaboração, gestão e fiscalização de projectos de 71120 mandatário.
construção, levantamentos topográficos e pros-
pecção de recursos de subsolo. Pelo SITESC — Sindicato de Quadros, Técnicos
Ensaios e testes de construções e equipamentos e 71200 Administrativos, Serviços e Novas Tecnologias:
materiais de construção.
Joaquim Martins, na qualidade de mandatário.
Nelson Silva Pereira, na qualidade de mandatário.
Notas:
Sindicato dos Técnicos de Vendas do Sul e Ilhas:
1) O conjunto de CAE apresentadas não é exaustivo,
pretendendo-se apenas exemplificar e concretizar as Luís Manuel Belmonte Azinheira, na qualidade de man-
actividades que podem vir a estar incluídas na actividade datário.
«serviços relacionados com a construção»; SINDEL — Sindicato Nacional da Indústria e da Energia:
2) Cada uma destas CAE pode incluir actividades que
não se relacionam com a actividade de construção e que, Luís Manuel Belmonte Azinheira, na qualidade de man-
como tal, não devem ser abrangidas pelo CCT; datário.

1675