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Disciplina: História da Educação

Aula 5: Educação na Idade Moderna II – Brasil Colônia

Apresentação
Nesta aula, visitaremos o Brasil Colônia dos três primeiros séculos até metade do
século XVIII, quando a educação estava na responsabilidade dos jesuítas.

Já tivemos a oportunidade de conhecer o método jesuítico de ensino. Agora,


verificaremos, especificamente, as muitas realizações dos jesuítas para a educação
no Brasil e a relevância de seu projeto pedagógico diante da grande preocupação com
a formação dos professores.

Bons estudos!

Objetivos
Identificar os fundamentos da educação no Brasil durante os três séculos de
colonização com ênfase nas contribuições dos jesuítas até metade do século
XVIII;
Listar os procedimentos pedagógicos dos colégios fundados e dirigidos pelos
jesuítas com base na Ratio Studiorum, a partir de seu espírito empreendedor;
Reconhecer a preocupação dos jesuítas com a formação dos professores a partir
do estilo filosófico de Aristóteles e da teologia de São Tomás de Aquino como
recomendação de comportamento aos docentes.
Jesuítas
É possível pensar a História da Educação no Brasil sem fazer referência e
reverência aos jesuítas?

A resposta, advinda das pesquisas, inclusive as que não têm ligação religiosa,
é não.

A Companhia de Jesus chega ao Brasil expandindo a busca de novos


horizontes de Evangelização pela Catequese. Chegaram para difundir o
cristianismo, em uma Catequese direcionada, no primeiro momento, aos
Indígenas.

Junto com Tomé de Souza, Governador Geral, os jesuítas chegaram ao Brasil


em 1549. Padre Manuel de Nóbrega lidera o grupo na 1ª Missão.


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Os jesuítas aqui chegaram pela negociação feita por Dom João III,
conhecido como o Piedoso. Em Salvador, construíram a Primeira Escola
Elementar Brasileira tendo como Mestre o Irmão Vicente Rodrigues que
se dedicou a estudar e aperfeiçoar os moldes europeus de educação e a
propagação da fé. O Irmão Vicente tinha apenas 21 anos.
Manuel de Nóbrega pede reforço para o trabalho de Evangelização no Brasil e
o Provincial indica Simão Rodrigues envia José de Anchieta que chega ao
Brasil, com menos de 20 anos, em 13 de julho de 1553.

José de Anchieta, mesmo com saúde frágil por causa da tuberculose óssea,
vem para o Brasil e se dedica integralmente à causa da Fé. Em Carta, o
próprio Anchieta confirma o desejo de partir para o Brasil:


Entre padres e irmãos, enviaram-se este ano para a
índia cinco e para o Brasil, sete, todos generosamente

dispostos, para quaisquer trabalhos.

Não obstante serem a maioria deles seriamente

doentes, este fato, pela bondade de Deus, não só não


lhes serviu de impedimento para a viagem, mas antes

tomaram a enfermidade como argumento e motivo

eficaz para persuadir ao padre doutor que os

deixassem ir morrer entre os infiéis, porque quando

menos, para o ensino das crianças lá poderiam servir.

Piratininga, 26 de abril de 1553.


1
José de Anchieta talvez não esperasse, pelo conteúdo de sua Carta, viver
tanto tempo e fazer tanto, mas se tornou um referencial de grande
importância para a educação.

Ficou por apenas três meses em Salvador e foi para Capitania de São Vicente,
com o padre jesuíta Leonardo Nunes, lugar onde conheceu seu Mestre Manuel
de Nóbrega e por 12 anos lá permaneceu produzindo conhecimento,
evangelizando e aprendendo a Língua Tupi e ensinando o Latim aos índios.
Um processo de enculturação no respeito aprendendo e ensinando.

Também escreveu a primeira gramática sobre uma língua do tronco tupi a


Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil, publicada
em Coimbra em 1595: José de Anchieta, como os demais jesuítas, deixaram
heranças inesquecíveis para a educação brasileira.

 José de Anchieta. Disponível em:


https://goo.gl/Vcf2BD
<https://goo.gl/Vcf2BD> . Acesso em: 27 jul.
2018.


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A data da fundação de São Paulo, 25 de Janeiro, fundamenta-se na carta
de Anchieta aos superiores da Companhia de Jesus:

“A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima


e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do
Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa!”.

Educação jesuítica
Como já estudado na aula anterior, o método jesuíta de educação foi
fundamentado nas Teorias de Aristóteles e de São Tomás de Aquino e pela
cultura europeia, principalmente no momento em que o Movimento
Renascentista era a centralidade da época.

O método de Inácio de Loyola difundiu a educação humanista de caráter


universal e tinha na música e na literatura aliadas essências à formação
humana.

No Brasil, a atuação dos jesuítas foi extremamente fecunda no campo da


educação contribuindo decisivamente com a construção de colégios,
Universidades e desenvolvimento da Pedagogia. Elaboraram, tendo como base
o Ratio Studiorum, um plano de estudos:

[...] diversificada, com o objetivo de atender à

diversidade de interesses e de capacidades. Começando

pelo aprendizado do português, incluía o ensino da

doutrina cristã, a escola de ler e escrever.

Daí em diante, continua, em caráter opcional, o ensino


de canto orfeônico e de música instrumental, e uma

bifurcação tendo em um dos lados, o aprendizado


profissional e agrícola e, de outro, aula de gramática e

viagem de estudos à Europa.

RIBEIRO, 1998, p. 21-22.


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Leia sobre Os Jesuítas <galeria/aula5/anexo/os_jesuitas.pdf> .


O Ratio Atque Institutio Studiorum Societatis, mais conhecido por de Ratio
Studiorum, foi o método de ensino instituído pelo Jesuíta líder da Companhia
de Jesus, como já estudado.

O método estabelecia o currículo, as normas e as orientações que todos os


jesuítas deveriam seguir nas atividades educacionais das escolas em qualquer
lugar que estivessem, seja na Colônia como na Metrópole.

O método jesuíta de educação foi fundamentado nas Teorias de Aristóteles e


de São Tomás de Aquino e também pela cultura europeia, principalmente no
momento em que o Movimento Renascentista era a centralidade da época.

O método de Inácio de Loyola difundiu a educação humanista de caráter


universal e tinha na música e na literatura aliadas essências à formação
humana.

Na quarta parte das Constituições, a que trata da educação, o único autor


cristão que é citado como fonte de estudos tanto na universidade, no caso da
Teologia, quanto nas faculdades menores, ou seja, a Filosofia, é São Tomás de
Aquino.

Os outros assuntos relativos à Teologia e Filosofia são tratados de forma


genérica, como, por exemplo, assegurar ao estudante a melhor doutrina com
base nos melhores autores.

No caso específico da filosofia natural e moral e na metafísica, as


Constituições recomendam seguir a doutrina de Aristóteles, o que na prática
significa ratificar a teoria escolástica tomista.

Apenas esses dois autores, S. Tomás e Aristóteles, são citados no livro das
regras e normas da Companhia de Jesus, o que por si só, poderia caracterizar
como escolástica a formação do futuro jesuíta (COSTA, 2005, p. 277).
 São Tomás de Aquino. Disponível em:
https://goo.gl/mdtpkT
<https://goo.gl/mdtpkT> . Acesso em: 01 ago.
2018.

O currículo do colégio definido pelo Ratio era composto de:

Gramática Média

Gramática Superior

Humanidades
4

Retórica

Filosofia

Teologia


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O plano de estudos propriamente dito foi elaborado de forma


diversificada, com o objetivo de atender à diversidade de interesses e
capacidades. Começando pelo aprendizado do português, incluía o ensino
da doutrina cristã, a escola de ler e escrever.

Daí em diante, em caráter opcional, o ensino de canto orfeônico e de


música instrumental, e uma bifurcação tendo em um dos lados o
aprendizado profissional e agrícola e, de outro, aula de gramática e
viagem de estudos à Europa (RIBEIRO, 1998, p. 22).

A educação dos gentios, principalmente dos curumins, prosseguia e


Padre José de Anchieta foi um de seus mais atuantes pedagogos.
Utilizando entre outros recursos o teatro, a música e a poesia, Anchieta
pode ser apontado como um dos nomes de maior destaque da História
da Educação.

Há correntes que ocultam ou desvirtuam sobre o que realmente


representaram os jesuítas para a educação no Brasil. Na busca de interação
com os nativos, utilizavam elementos da cultura na qual estavam inseridos,
permitindo-se entrar no processo de inculturação.

Os jesuítas aprenderam os costumes e língua dos indígenas e ensinaram seus


costumes e línguas. Dessa forma didática iam também Catequizando e
Evangelizando.

Além de terem inaugurado diretrizes básicas a partir do Ratio Studiorum,


também organizaram uma educação estruturada e regimentar intensa,
conforme um processo catequético, mas com grande êxito na formação
ampla, plena e profunda.

Devemos aos jesuítas a fundação de colégios e universidades organizados em


rede, método pedagógico e um currículo comum. Visão holística de Mestres
que compreendiam os sentidos profundos e primeiros da educação.

 O contato com os índios fez dos jesuítas


conhecedores de métodos curativos de origem
indígena. Coleção Hariberto de Miranda Jordão.
Disponível em: https://goo.gl/W6jGqG
<https://goo.gl/W6jGqG> Acesso em: 01 ago.
2018.

O método pedagógico buscava o equilíbrio das potencialidades do ser


humano. Grande destaque era dado ao estudo do latim, como base da cultura
geral. Nesse idioma, os alunos deviam se comunicar durante o dia, exceto nos
tempos de recreio e feriados, e escrever os textos mais importantes.
Não se estudava grego, como nos colégios jesuítas da
Europa, mas, de acordo com Leite (2004, p. 5), estudava-

se o grego da terra, que era o idioma tupi.

Por isso, ao escolher os professores, os jesuítas não


abriam mão do rigor e investiam na formação integral

deles.

Em um dos trechos de uma das regras do Ratio Studiorum, diz:


Se alguns forem amigos de novidades ou de espírito
demasiado livre, devem ser afastados sem hesitação do

serviço docente.

PAIM, 1967, p. 28

Conforme Puentes, o próprio Ratio aponta:



[...] do começo ao fim, para o sentido da preocupação

dos jesuítas pela seleção de funcionários e professores

de provada postura virtuosa e bons costumes [...].

Puentes, 2010, p. 492

Também Franca afirma:



Num conceito justo e integral da missão educadora, a

formação do mestre deve ser também inteira e

completa, abraçando todos os aspectos.

A pedagogia da essência e as bases epistemológicas da

formação do professor no Ratio Studiorum da perfeição

humana. Não é só pela sua inteligência culta e

ilustrada, é pela sua personalidade toda que o


educador modela no educando o homem perfeito de

amanhã.

A formação moral é a primeira preocupação da


Companhia de Jesus. Ao entrar nas suas fileiras, o

futuro formador de almas começa por dedicar dois anos

inteiros exclusivamente a formação da alma própria.


São anos benditos e fecundos em que se adquire o

conhecimento próprio, o governo das paixões, o

domínio sobre as tendências impulsivas. A razão


sobrepõe-se aos poucos à volubilidade dos caprichos.

As virtudes cristãs da caridade, da paciência, da

renúncia de si mesmo, da piedade sólida, transformam-


se aos poucos em hábitos vivos, que pautam as ações

dos futuros educadores.

Franca (1952, p. 88)

De acordo com Rocha (2010), o sistema de ensino


jesuítico estruturou-se em:

“[...] quatro graus de ensino sucessivos e propedêuticos:

curso elementar; de Humanidades; de Artes; e de

Teologia”.

Os colégios jesuítas eram classificados conforme o nível de estudos:

Cursos Inferiores
Eram as escolas elementares de ler e aprender, como uma extensão da
catequese, onde se ofereciam a doutrina cristã, conhecimentos elementares e,
para os alunos mais dotados, iniciação musical.

Curso Médio

Oferecia Gramática, Humanidades e Retórica para os alunos que haviam se


destacado intelectualmente na fase anterior, alguns dos quais eram enviados
depois à Universidade de Coimbra ou da Espanha, para realizar os estudos
superiores.

A maioria dos alunos do Curso Médio era direcionada para o aprendizado


profissional e agrícola, que teve início no Colégio de São Vicente.

Ciclo Superior

Era integrado pelas Faculdades de Filosofia e Teologia, criadas pela primeira


vez no Brasil, em Salvador da Bahia, em 1572. A Filosofia abrangia Lógica,
Física, Metafísica, Ética, Matemática e Ciências Naturais.

A Teologia abarcava a Teologia Especulativa, com o estudo

dos dogmas e a Teologia Moral, com a reflexão sobre

casos de consciência. Os textos para estudo eram

solicitados a Portugal. O padre Antonio Vieira foi o autor


do primeiro tratado filosófico escrito no Brasil (KLEIN,

1997, p. 28).

No Brasil existe O Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, popularmente


conhecido como Ruínas de São Miguel das Missões, e originalmente
denominado Misión de San Miguel Arcángel, é o conjunto de remanescentes
da antiga redução jesuítica de São Miguel Arcanjo, integrante dos
chamados Sete Povos das Missões.

Localiza-se no município de São Miguel das Missões, na região Noroeste do


estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.
Como já sinalizado, há correntes contrárias aos jesuítas que apontam os
mesmos integrantes de um sistema que colaborou com sistema de opressão
dos nativos.

 Grande cruz na praça da antiga redução.


Ruínas jesuítas de São Miguel das Missões,
na região das missões. Patrimônio da
Humanidade desde 1983 no estado do Rio Grande
do Sul. Disponível em: https://goo.gl/8BHvLT
<https://goo.gl/8BHvLT> . Acesso em: 27 jul.
2018.

 Ruínas da igreja de São Miguel, em 1846,


depois da desintegração do povoado. Disponível
em: https://goo.gl/k7jGiq
<https://goo.gl/k7jGiq> . Acesso em: 27 jul.
2018.

O trabalho braçal, concebido como embrutecedor, era
tarefa que Deus havia reservado a uma parcela da

população que, expiando, assim, os seus pecados, teria

o reino dos céus garantido. Era aos que desse trabalho

eram poupados que se destinava a tarefa de instruir,


para melhor e mais ‘justamente’ gerir os negócios e a

vida social.

Xavier, 1994, p. 47.

Para esse mesmo autor, os jesuítas estavam a serviço da Coroa Portuguesa


que ordenava domesticar e amansar a população da nova colônia que se
formava.

Xavier continua com a crítica:



Ao mesmo tempo, os jesuítas deveriam cuidar da

reprodução interna do contingente de sacerdotes,

necessário para a garantia da continuidade da obra.


Sua tarefa educativa era basicamente aculturar e

converter ‘ignorantes’ e ‘ingênuos’, como os nativos, e

criar uma atmosfera civilizada e religiosa para os


degredados e aventureiros que para aqui viessem.

Isso constituía uma empreitada que exigia muita

criatividade no que diz respeito aos métodos de ação,


considerada a heterogeneidade da clientela que tinham

diante de si. [...]

Tratava-se de dominar, pela fé, os instintos selvagens


dos donos de terra, que nem sempre recebiam

pacificamente os novos proprietários [...]

Xavier, 1994, p. 41.


Nessa mesma direção, as correntes contrárias aos jesuítas, não poupam
críticas ao Ratio Studiorum. De acordo com Ribeiro:


Nota-se que a orientação contida no Ratio, que era a
organização e plano de estudos da Companhia de Jesus

publicado em 1599, concentra sua programação nos

elementos da cultura europeia.

Ribeiro, 1998, p. 22.


Comentário

Evidencia-se, dessa forma, um desinteresse ou a constatação da


impossibilidade de instruir também o índio. Era necessário concentrar
pessoal e recursos em pontos estratégicos, já que aqueles eram
reduzidos. E tais pontos eram os filhos dos colonos em detrimento do
índio, os futuros sacerdotes em detrimento do leigo, justificam os
religiosos.

Verifica-se, dessa maneira, que os colégios jesuíticos foram o instrumento de


formação da elite colonial. O plano legal (catequizar e instruir os índios) e o
plano real se distanciam. Os instruídos serão descendentes dos colonizadores.
Os indígenas serão apenas catequizados.

As críticas de estendem à ideia de uma suposta confusão que misturava


educação com Cristianização do modelo renascentista que invadia o mundo,
inclusive acusando os Jesuítas de usar um modelo pedagógico tradicional, ou
seja, a própria filosofia cristã da educação, a assim chamada educação
humanista.

Ainda sobre esse enfoque, Romanelli (2001, p. 34)

destaca que:

“[...] o ensino que os padres jesuítas ministravam era

completamente alheio à realidade da vida da Colônia”.

A expulsão dos jesuítas do Brasil é comemorada ainda hoje por muitos, sem
que seus legados, construções e contribuições sejam reconhecidas e
conhecidas por alguns que não tiveram a chance por causa das ocultações de
seus benéficos feitos e ampla divulgação dos ataques contra eles como no
relato de Monlevade (2000, p. 13).

Em 1759, o Marquês de Pombal acorrenta os jesuítas nos porões de seus


próprios navios. O Brasil perde 17 colégios monumentais e mais de duzentas
escolas de primeiras letras.

As fazendas dos padres, certamente com mais de um milhão de cabeças de


gado, passam, para a Fazenda Real. E dela, para os cofres dos banqueiros
ingleses, que mandam em Portugal, que manda no Brasil.
 Pátio do Colégio São Paulo: hoje, um sítio
arqueológico, a partir de onde nasceu a cidade de
São Paulo. Óleo sobre tela (35 x 60 cm) de
Benedito Calixto, s.d. Domínio público, Museu de
Arte Sacra de São Paulo.

Onde serão educados os brasileiros a partir de


então?

Nas Aulas Régias, cujos professores têm que ser


indicados pelos Presidentes das Câmaras
Municipais e aprovados pelo Rei, depois de
verificada a ficha no Santo Ofício. Em outras
palavras o mandonismo da sociedade impera e
emperra a escola pública do Brasil.

Que escola? Fatos que estudaremos na próxima


aula.
Atividade
1. O método jesuíta de educação foi fundamentado nas teorias de dois
grandes pensadores e também pela cultura europeia, principalmente no
momento em que o Movimento Renascentista era a centralidade da
época. Quais são os dois pensadores?

a) Aristóteles e São Tomás de Aquino


b) Lutero e Inácio de Loyola
c) Tomás de Aquino e Rousseau
d) Comenius e Lutero
e) Aristóteles e Rousseau

2. Na busca de interação com os nativos os jesuítas utilizavam elementos


da cultura na qual estavam inseridos e, por isso, aprenderam os
costumes e língua dos indígenas e ensinaram seus costumes e línguas a
eles. Esse processo é conhecido como:

a) Inculturação
b) Empoderamento
c) Dessacralização
d) Catequização
e) Evangelização

Notas
1
José de Anchieta

José de Anchieta foi mestre-escola do Colégio de Piratininga; foi missionário em São


Vicente, onde escreveu na areia os Poemas à Virgem Maria (De beata virgine Dei
matre Maria), Missionário em Piratininga, Rio de Janeiro e Espírito Santo; Provincial
da Companhia de Jesus de 1579 a 1586 e reitor do Colégio do Espírito Santo. Além
disso foi autor da Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil.

Seguindo sua ação missionária, participou da fundação, no planalto de Piratininga,


do Colégio de São Paulo, um colégio de jesuítas do qual foi regente, embrião da
cidade de São Paulo, junto com outros padres da Companhia, em 25 de
janeiro de 1554, recebendo esse nome por ser a data em que se comemora
a conversão do Apóstolo São Paulo.

Essa povoação contava, no primeiro ano de sua existência com 130 pessoas, das
quais 36 haviam recebido o Batismo (LEITE, 2004, p. 67).

Referências

BELLO, J. L. de P. História da Educação no Brasil. Vilhena: IFRO, 1998.

COSTA, C. J. A formação do padre jesuíta no século XVI. Série-Estudos – Periódico


do Mestrado em Educação da UCDB, Campo Grande, p. 79-96, jul./dez. 2005.

FRANCA, L. O método pedagógico dos jesuítas. Rio de janeiro: Agir, 1952.

IGLESIAS, M.; LOYOLA, E. Constituições da Companhia de Jesus e normas


complementares. São Paulo: Loyola, 1997.

KLEIN, L. F. Atualidade da pedagogia jesuítica. São Paulo: Loyola, 1997.

LEITE, S. História da Companhia de Jesus no Brasil. São Paulo: Loyola, 2004.

LIMA, D. F. C. F. O homem segundo o Ratio Studiorum. 2008. 98 f. Dissertação


(Mestrado em Educação) – Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Metodista
de Piracicaba, Piracicaba, 2008.

MONLEVADE, J. A.; SILVA, M. A. Quem manda na educação no Brasil? Brasília:


Idea, 2000.

PAIM, A. História das Ideias Filosóficas no Brasil. São Paulo: Editorial Grijalbo,
1967
PUENTES, R. V. A instrumentalidade cultural da didática jesuítica: uma análise
do Ratio Studiorum. Cadernos de História da Educação, v. 9, n. 2, p. 477-499,
jul./dez. 2010.

RIBEIRO, M. L. S. História da Educação brasileira – a organização escolar.


Campinas: Autores Associados, 1998.

ROCHA, Maria Aparecida dos Santos. A educação pública antes da


independência. In: Universidade Estadual Paulista. Pró-Reitoria de Graduação.
Caderno de Formação: Formação de Professores. Educação, Cultura e
Desenvolvimento. História da Educação Brasileira. São Paulo: Cultura Acadêmica,
2010.

ROMANELLI. Otaiza de Oliveira. História da Educação no Brasil. Petrópolis. Vozes.


1978.

XAVIER, M. E. S. P.; RIBEIRO, M. L S, NORONHA, O. M. História da educação: a


escola no Brasil. São Paulo: FTD, 1994.

Próximos Passos

Expulsão dos jesuítas e grande ruptura da educação brasileira;


Chegada da Família Real ao Brasil;
Criação dos cursos de Educação Superior.

Explore mais

Pesquise na internet sites, vídeos e artigos relacionados ao conteúdo visto.

Em caso de dúvidas, converse com seu professor online por meio dos recursos
disponíveis no ambiente de aprendizagem.

Para saber mais sobre esse jesuíta, assista à Série Construtores do Brasil:
Padre Manuel de Nóbrega <https://www.youtube.com/watch?
v=TeaUlyFCQZQ> .

Assista aos vídeos:

Os primeiros tempos – a educação pelos jesuítas. Parte 1


<https://www.youtube.com/watch?v=ic28PaXiM14> e Parte 2
<https://www.youtube.com/watch?v=HGr_MQMWPfY> .
Jornal da Gazeta – Conheça os jesuítas (a Ordem do papa);
<https://www.youtube.com/watch?v=dX6NMwGi0zY>
TV Globo – A Companhia de Jesus, dos padres jesuítas (Ordem religiosa
do papa Francisco) <https://www.youtube.com/watch?v=k3y-
ii4P09A> .

Para conhecer a cronologia da História da Educação no Brasil, assista aos seguintes


vídeos:

Missões jesuíticas <https://www.youtube.com/watch?


v=4Ts9rbL7CCc&t=77s> ;
Educação no Brasil Colônia <https://www.youtube.com/watch?
v=MBhHRLPalWk> ;
Educação e sociedade – breve História da Educação no Brasil
<https://www.youtube.com/watch?v=1w_17aJRbH4> .

Para conhecer detalhes do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, assista:

Vídeo I <https://www.youtube.com/watch?v=7Z3Fy5nvPcs> ;
Vídeo II <https://www.youtube.com/watch?v=Lme_FMOOj1A> .