Vous êtes sur la page 1sur 41

Electronique

Appliquée
Résumé du cours

Par Jonathan Verlant-Chenet


Version 1.7 (2 janvier 2006)
Table des matières

CHAPITRE 1. I N T R O D U C TI O N . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1

1. I NTRODUCTION GENERALE ...........................................................................................1

2. L ES 7 PECHES CAPITAUX .............................................................................................1


3. O RDRES DE GRANDEURS .............................................................................................1

CHAPITRE 2. V A D E - ME C U M D ’ EL E CT R I C I T E . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2

1. N OTIONS FONDAMENTALES ..........................................................................................2

1.1. Vocabulaire.......................................................................................................2
1.2. Courant, tension et notions associées.................................................................2
1.3. Etat électrique, loi et caractéristique d’un dipôle .................................................3
1.4. Principaux dipôles idéaux ..................................................................................3
2. E QUIVALENT DE T HEVENIN ET ADAPTATION D ’ IMPEDANCE .....................................................4

2.1. Equivalent de Thévenin d’une charge (résistance d’entrée) ...................................4


2.2. Equivalent de Thévenin d’une source ..................................................................4
2.3. Généralisations .................................................................................................4
2.4. Equivalent de Thévenin d’un quadripôle..............................................................5
2.5. Adaptation d’impédance : cas général.................................................................5
2.6. Adaptation d’impédance : application aux instruments de mesure ........................6
3. R ESOUDRE UN CIRCUIT ...............................................................................................6

3.1. Procédure de base .............................................................................................6


3.2. Théorème de superposition................................................................................6
4. C OMPOSANTS REACTIFS ..............................................................................................7

4.1. Analyse tempoelle .............................................................................................7


4.2. Analyse fréquentielle : impédances.....................................................................8
4.3. Analyse fréquentielle : fonctions de transfert ......................................................8

CHAPITRE 3. L E S C O M P OS A N T S E N P R A T I QU E . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

1. S IGNAUX ANALOGIQUES ..............................................................................................9

1.1. Les sources de bruit ..........................................................................................9


1.2. Dipôles parasites...............................................................................................9
2. R ESISTANCES ..........................................................................................................9
3. C ONDENSATEURS .....................................................................................................9

CHAPITRE 4. L ’ A M P LIF I C A TEU R O PÉ R A T I O N NE L . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 0

1. P ROPRIETES DE BASE ................................................................................................10

1.1. Définitions ......................................................................................................10


1.2. Impédances d’entrée et de sortie...................................................................... 10
1.3. Caractéristique de transfert .............................................................................10

Thermodynamique | Table des matières


1.4. Principe du zéro virtuel....................................................................................11
2. D EUX MONTAGES AMPLIFICATEURS ...............................................................................11

2.1. L’ampli non-inverseur (calcul classique) ...........................................................11


2.2. L’ampli inverseur (calcul classique)...................................................................11
2.3. Calcul rapide : appliquer le principe du zéro virtuel ...........................................12
2.4. Analyse de la rétroaction .................................................................................13
2.5. Rétroaction : généralisations pour la rétroaction de tension ...............................13
3. M ONTAGES A AMPLI OP ............................................................................................14
3.1. Amplificateurs et circuits associés ....................................................................14
3.2. Circuits « opérationnels » ................................................................................14
3.3. Comparateurs .................................................................................................14
4. A MPLI OP REEL ...................................................................................................... 15
4.1. Imperfections à l’entrée : imperfections statiques..............................................15
4.2. Imperfections à la sortie : comportement fréquentiel .........................................16

CHAPITRE 5. L E S D I OD ES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 7

1. I NTRODUCTION ...................................................................................................... 17
2. LA DIODE A JONCTION PN IDEALE ................................................................................17

3. R ESOUDRE UN CIRCUIT A DIODES .................................................................................18

4. P OLARISATION D ’ UNE DIODE ......................................................................................18

5. P RINCIPAUX CIRCUITS A DIODES ..................................................................................18

6. LA DIODE A JONCTION PN REELLE ................................................................................20

CHAPITRE 6. L E S T R A N S IS T O R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 1

1. G ENERALITES ........................................................................................................21
2. T RANSISTOR MOS UTILISE EN AMPLIFICATION .................................................................21
2.1. Propriétés de base...........................................................................................21
2.2. Etage amplificateur à transistor MOS ................................................................21

CHAPITRE 7. I N T R O D U C TI O N À L ’ ÉL E C T R O N I QU E N U MÉR I Q U E . . . . . . . . . . . . . . . 2 3

1. I NTRODUCTION ...................................................................................................... 23
2. B ITS ET OCTETS .....................................................................................................23
3. P RINCIPES DE L ’ ELECTRONIQUE NUMERIQUE ....................................................................23
3.1. Représenter l’information sous forme de bits ....................................................24
3.2. Représenter un bit sous forme de signal électrique............................................24

CHAPITRE 8. L O G I QU E C O M BI N A TO I R E AS Y N C H R O N E . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 5

1. L ES PORTES LOGIQUES ..............................................................................................25

2. P ORTES LOGIQUES ET TRANSISTORS ..............................................................................26

3. P ROPRIETE DES CIRCUITS LOGIQUES REELS ......................................................................26


4. P RINCIPALES FONCTIONS LOGIQUES COMBINATOIRES ..........................................................27

4.1. Addition binaire ..............................................................................................27


4.2. Décoder, encoder et convertir ..........................................................................27

Thermodynamique | Table des matières


CHAPITRE 9. M É M O I R ES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 8

1. I NTRODUCTION ...................................................................................................... 28
2. B ISTABLES ............................................................................................................28
2.1. Types de bistables idéaux ................................................................................28
2.2. Bistables réels .................................................................................................30
3. R EGISTRES ............................................................................................................30
4. M EMOIRES A SEMI - CONDUCTEURS (SC).........................................................................31
4.1. Principes.........................................................................................................31
4.2. Types de mémoires .........................................................................................31

CHAPITRE 10. L O G I QU E S Y N C H R O NE E T L O G I QU E S É QU EN T I E L LE . . . . . . . . . 3 2

1. L OGIQUE SYNCHRONE ..............................................................................................32


2. L OGIQUE SEQUENTIELLE ............................................................................................33

2.1. Séquentiel vs Combinatoire ..............................................................................33


2.2. Principales fonctions logiques séquentielles ......................................................33

CHAPITRE 11. S Y S TÈ M ES À MI C R O PR O C E S S EU R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 4

1. I NTRODUCTION ...................................................................................................... 34
2. P ROGRAMME , INSTRUCTIONS ET LANGAGES .....................................................................34

3. S TRUCTURE INTERNE D ’ UN • P ....................................................................................35


4. G ESTION DE L ’ ESPACE MEMOIRE EXTERNE .......................................................................35

5. E XEMPLE : CARTE A • C 80C552 ................................................................................36


6. • P S , • C S ET DSP S ..................................................................................................36

CHAPITRE 12. C O N V E R S I O N A/ N E T N / A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 7

1. I NTRODUCTION ...................................................................................................... 37
2. C ONVERTISSEURS A/N (A NALOGIC TO D IGITAL C ONVERSION ) .............................................37
3. C ONVERTISSEURS N/A (D IGITAL TO A NALOGIC C ONVERSION ) .............................................37

Thermodynamique | Table des matières


CHAPITRE 1. Introduction

Dans la suite du cours, les noms soulignés en pointillés sont des définitions à connaître. Au moins une
question de l’examen théorique porte sur des définitions pures.

1. Introduction générale

L’électronique, c’est le matériel et les techniques qui permettent d’utiliser


l’électricité comme support d’information. Tous les composants électroniques
utiles se retrouvent, par exemple, sur un circuit imprimé (plaque isolante verte).
Les composants réalisent le traitement du signal électrique, ce qui est la branche
de l’électronique (électronique de signal) qui nous intéresse dans ce cours.

2. Les 7 péchés capitaux

Le prof et les assistants se permettront de ne pas corriger une de vos réponses si elle contient une de
ces erreurs...

1. Utiliser les mauvaises unités


2. Utiliser des ordres de grandeur non réalistes
3. Ne pas définir (sens des flèches, nom, ...) les grandeurs utilisées dans les équations
4. Appliquer des théorèmes linéaires sur des systèmes non-linéaires (comme une diode)
5. Mal utiliser les axes dans un plan de Bode
6. Utiliser les phaseurs pour calculer une réponse indicielle
7. Proposer pour une capacité ou une inductance un comportement non réaliste (contredisant les lois
temporelles ou l’impédance)

3. Ordres de grandeurs

En référence au deuxième péché capital ci-dessus, voici les ordres de grandeurs typiques du cours :

• Courant : 10•A à 100mA


• Tension : 100•V à 100V
• Puissance : 10•W à 10W
• Résistance : 10 Ω à 10 MΩ
• Capacité (non polarisée) : 10pF à 1mF
• Capacité (polarisée) : 1•F à 1mF
• Inductance : 10nH à 100mH
• Gain : 1 à 100000
• Fréquence : 0 Hz à plusieurs GHz

Electronique Appliquée | Chapitre 1 : Introduction 1


CHAPITRE 2. Vade-mecum d’électricité

1. Notions fondamentales

1.1. Vocabulaire

• Un schéma se lit de gauche à droite (sens de propagation de l’information). L’élément qui termine
le schéma est appelé la charge (s’il n’y en a pas, on dit que le circuit fonctionne à vide), et
l’élément qui se trouve au début est la source.
• Un dipôle est un composant ou un montage électronique à deux
bornes. Il peut contenir un circuit ou une partie de circuit. On
rencontre aussi très souvent des quadripôles (biportes).
• Un circuit est une combinaison de dipôles et de quadripôles au moyen de connexions
équipotentielles appelées nœuds.

1.2. Courant, tension et notions associées

• Courant : c’est le débit de charge électrique à travers la section du conducteur.


Les flèches désignent le sens conventionnel du courant, c’est-à-dire le sens de
déplacement de charges supposées positives. Le courant réel va donc dans l’autre
sens. Si l’intensité est négative, il suffit de changer le sens de la flèche...
• Tension : ce qui provoque le courant est la différence de potentiel, responsable d’un champ
électrique qui fait déplacer les électrons selon une seule direction. Par convention,
la différence de potentiel est définie comme étant v = v A − vB . Le potentiel est une
valeur scalaire définie à une constante près, dont on choisi en général l’origine
sur une masse (potentiel arbitrairement nul). Attention : ne pas confondre masse
et terre (qui ne sera certainement pas utilisé dans ce cours). La terre est un
nœud mis au potentiel du sol pour des raisons de sécurité. Si jamais un
appareil est défectueux et présente un court-circuit, la mise à terre
permettra au pauvre utilisateur lambda ci-contre de ne pas subir un
passage de courant important : tout « passe dans le sol ».
• Puissance et énergie : la propagation d’un signal électrique s’accompagne
d’un transfert d’énergie entre composants. On définit la puissance comme étant l’énergie fournie
(ou reçue) par unité de temps, c’est-à-dire p = v i
o Convention récepteur : une charge reçoit de la puissance. Pour le schéma ci-contre,
comme la borne A est + et la borne B est -, les électrons vont aller de la borne B
vers la borne A, d’où un sens de courant opposé (par convention). Les flèches de
courant et de tension sont donc opposées.
o Convention générateur : la source fournit de la puissance. Comme la tension est
la même sur la source et sur la charge, et que le courant circule en boucle, on
doit donc avoir les flèches de courant et de tension dans le même sens.
• Dipôle actif et passif : un dipôle est passif lorsqu’il consomme de la puissance
(puissance positive en convention récepteur) et est actif lorsqu’il produit de la puissance
(puissance positive en convention générateur).

Electronique Appliquée | Chapitre 2 : Vade-


Vade-mecum d’électricité 2
1.3. Etat électrique, loi et caractéristique d’un dipôle

• Etat électrique : c’est le couple de valeurs I,V qui s’applique à un dipôle à un moment
donné. Il peut se représenter dans le plan (I,V). Il peut évoluer dans le temps, mais ne
se rapporte toujours qu’aux bornes du dipôle (pas à ce qui se passe à l’intérieur).
• Loi caractéristique : lien entre I et V qui caractérise chaque dipôle (comme la loi d’Ohm).
L’état électrique étant défini par I et V (deux degrés de libertés), la loi caractéristique ne
laisse plus au dipôle qu’un seul degré de liberté, qui est lui-même brisé par le restant
du circuit (donnant le point de fonctionnement).
• Caractéristique : c’est le graphe représentant la loi fondamentale du dipôle dans le
plan (I,V). C’est donc l’ensemble des états électriques possibles. La caractéristique
décrit le comportement électrique (la relation entre I et V) du dipôle vis-à-vis du
restant du circuit. Cela n’a donc pas de sens de parler de la caractéristique d’un dipôle qui n’est
pas connecté à un circuit.

1.4. Principaux dipôles idéaux

Nom Loi Symbole Caractéristique

Générateur de
tension
V =E

Dipôles actifs

Générateur de
I= J
courant

Résistance V = RI

dV
Dipôles passifs Capacité I=C
dt

dI
Inductance V =L
dt

Court-circuit V=0

Dipôles
particuliers

Circuit ouvert I=0

• Résistance, capacité et inductance sont des dipôles passifs malgré le fait que la capacité et
l’inductance ne dissipent pas de puissance alors que la résistance dissipe par effet Joule. La
capacité et l’inductance peuvent stocker de l’énergie pour ensuite la restituer, l’un sous forme
électrique et l’autre sous forme magnétique : WC = CV2 /2 et WL = LI2 /2
• Un dipôle est linéaire si sa caractéristique est une droite ou si le facteur de proportionnalité
intervenant dans sa loi fondamentale (R,L,C) est une constante. C’est bien le cas des capacités
( Q = CV ) et des inductances ( Φ = LI)

Electronique Appliquée | Chapitre 2 : Vade-


Vade-mecum d’électricité 3
2. Equivalent de Thévenin et adaptation d’impédance

2.1. Equivalent de Thévenin d’une charge (résistance d’entrée)

Un premier intérêt pratique de l’équivalent de Thévenin serait de déterminer la


résistance d’entrée d’une charge (dipôle) inconnue, comme dans le cas ci-contre.
E
Pour ce faire, on fait des mesures de I et de V afin de trouver, par la loi d’Ohm Rin = ,
Iin
cette résistance (ici, 500 Ω ). Mais il existe de nombreux autres schémas qui seraient
tout autant valables (voir ci-contre) : ils sont dit équivalents au sens de
Thévenin.
La résistance d’entrée Rin n’est cependant pas la résistance qui se trouve à
l’entrée, il s’agit de la résistance réelle par laquelle on pourrait remplacer
le dipôle inconnu sans que son comportement électrique soit modifié. Ainsi, la résistance d’entrée
nous permet d’ignorer tout le fonctionnement interne de la « boite mystère ».

2.2. Equivalent de Thévenin d’une source

En réalité, une source de tension est un montage complexe qui est équivalent à une source de
tension idéale. On sait que la caractéristique d’une source de tension idéale est une droite verticale,
mais la réalité nous apprend que la tension diminue légèrement lorsque le
courant augmente. Il y a donc une chute de potentiel, qui ne peut être due
qu’à la présence d’une certaine résistance, appelée résistance de sortie :
V = E − R outI . Le circuit ci-contre modélise donc les imperfections d’une
source de tension qui n’est pas si idéale que ça en réalité. On appelle E la fem (force électromotrice)
à vide. Voyons comment trouver Rout et E :

• Pour trouver E, la fem à vide : on ouvre le circuit (d’où le terme « à vide ») et on


mesure la tension : E = V I=0

• Pour trouver Rout , la résistance de sortie : la formule ci-dessus nous indique que
V
R out = − , mais annuler la fem à vide n’est pas vraiment très praticable. Au
I E =0
lieu de ça, on place une résistance connue Rtest à la sortie de la source et on
 V = E − R outI E−V
mesure V :  ⇒ R out = R test (si Rtest est un potentiomètre, on
 I = V/R test V
peut le régler tel que V vaille E/2, et donc que R out = R test )

2.3. Généralisations

• Théorème de Thévenin : tout dipôle linéaire peut se modéliser sous la forme


d’une fem E placée en série avec une résistance R. En effet, une charge sera
E = 0 E ≠ 0
le cas particulier  et une source sera le cas particulier 
 R = R in  R = R out
• Théorème de Norton : tout dipôle linéaire peut se modéliser sous la forme
d’une source de courant placée en parallèle avec une résistance.

 R Th = RN
Il est possible de passer d’un équivalent à l’autre par les formules 
 E Th = RN JN
Ceci peut se généraliser pour les inductances et les capacités, où on parle alors d’impédance
d’entrée et de sortie. Il est également possible de réaliser des équivalents pour les dipôles non
linéaires, mais à priori ça ne nous intéresse pas plus que ça.

Electronique Appliquée | Chapitre 2 : Vade-


Vade-mecum d’électricité 4
2.4. Equivalent de Thévenin d’un quadripôle

A l’entrée du quadripôle, on définit une résistance d’entrée et à la


sortie, une fem à vide Eout et une résistance de sortie Rout. Prenons le
cas fréquent d’un ampli. Son but est que la tension de sortie soit A
fois plus grande que la tension d’entrée, A étant le gain. La fem à vide
joue alors le rôle de ce que l’on appelle une source commandée. Il
existe d’autres types de sources commandées, ayant chacune leur
type de gain :

• Source de tension commandée en tension : gain en tension (pas d’unité)


• Source de tension commandée en courant : transimpédance (en Ohm)
• Source de courant commandée en courant : gain en courant (pas d’unité)
• Source de courant commandée en tension : transadmittance (en Siemens)

Il s’agit ici d’une source de tension commandée en tension, et on voit que la résistance fait défaut à
l’ampli puisque ce dernier ne délivre pas exactement une tension de sortie A Vin

• Pour trouver l’impédance d’entrée : on ouvre le circuit de sortie et on mesure.


• Pour trouver la fem à vide : en fait on s’en fout, on calcule plutôt le gain. On
Vout
ouvre le circuit de sortie et on a que Eout = Vout I =0
= A Vin I =0
⇒ A=
out out
Vin Iout = 0

• Pour trouver la résistance de sortie : on fait comme pour


le dipôle source, en laissant V in constante. On a à la
sortie :
 Vout = E out − R outIout E out − Vout AVin − Vout
 ⇒ R out = R test = R test
 Iout = Vout /R test Vout Vout

2.5. Adaptation d’impédance : cas général

On ne peut pas connecter des composants sans effectuer certaines vérifications : il faut vérifier que
les tension, courant et puissance sont compatibles, de même que les impédances.

• Adaptation d’impédance en tension

Soit un appareil amont délivrant une tension à


un appareil en aval (chaque appareil étant décrit
ci-contre par son équivalent de Thévenin). C’est le montage typique d’un diviseur résistif :
 E = (Rin + R out ) I (maille globale) Rin
 ⇒ V= E<E
 V = R inI ( maille de droite ) R in +

R out
 
R

On voit donc que la tension arrive atténuée (c’est-à-dire dégradée) d’un facteur R, mais cette
atténuation est d’autant plus faible que Rin est grand et/ou Rout est faible. Ainsi, lorsqu’on
transmet un signal de tension entre deux appareils, il faut une impédance d’entrée élevée et
une impédance de sortie faible.
• Adaptation d’impédance en courant

Soit un appareil amont délivrant un courant à un


appareil en aval (chaque appareil étant décrit ci-contre
par son équivalent de Norton). On a :
 V = RinI (maille 3) R out
 ⇒ I= J
 V = R out ( J − I) (maille 2) Rin + R out

R

Electronique Appliquée | Chapitre 2 : Vade-


Vade-mecum d’électricité 5
On voit donc que le courant arrive atténuée (c’est-à-dire dégradée) d’un facteur R, et c’est le
contraire de l’adaptation en tension : lorsqu’on transmet un signal de tension entre deux
appareils, il faut une impédance d’entrée faible et une impédance de sortie élevée.
• Adaptation d’impédance en puissance

Soit un appareil amont délivrant une puissance à un


appareil en aval. Cette puissance est :
Rin
P = RinI2 = e2 , et est maximale pour Rin = R out . Ainsi, on obtient un maximum de
(Rin + R out )
2

puissance transmise lorsque l’impédance d’entrée et l’impédance de sortie sont égales. La


moitié de cette puissance va à l’aval, tandis que l’autre est dissipée sous forme de chaleur.

2.6. Adaptation d’impédance : application aux instruments de mesure

• Voltmètre

Un voltmètre mesure une tension et se place en parallèle. On


l’assimile à une résistance d’entrée. Considérons une portion
quelconque d’un circuit remplacé par son équivalent de Thévenin.
Lorsqu’on les connecte, on doit donc appliquer le critère d’adaptation d’impédance en tension : le
voltmètre doit avoir une impédance d’entrée beaucoup plus élevée que l’impédance entre les
nœuds utilisés pour faire la mesure.
• Ampèremètre

Un ampèremètre mesure un courant et se place en série. On


l’assimile à une résistance d’entrée. Considérons un circuit dont
l’ensemble du montage (sauf la connexion dans laquelle on désire
mesurer le courant) est remplacé par son équivalent de Norton.
Lorsqu’on les connecte, on doit donc appliquer le critère d’adaptation
d’impédance en courant : l’ampèremètre doit avoir une impédance
d’entrée beaucoup plus faible que l’impédance entre les nœuds
utilisés pour faire la mesure.

3. Résoudre un circuit

3.1. Procédure de base

Pour résoudre un circuit, il faut d’abord définir les courants


et les tensions, puis écrire les équations liant les tensions (loi
des mailles) et les équations liant les courants (loi des
nœuds). On résout alors le système. Il faut cependant bien
faire attention aux mailles cachées (exemple ci-contre).

3.2. Théorème de superposition

Si le circuit est linéaire, alors on peut sommer les contributions individuelles de chaque source
(tension est courant). Pour ignorer la contribution des autres sources, on remplace les sources de
tension par des courts-circuits, et les sources de courant par des circuits ouverts.

Electronique Appliquée | Chapitre 2 : Vade-


Vade-mecum d’électricité 6
4. Composants réactifs

4.1. Analyse tempoelle

• Comportement temporel de la capacité

Pour une capacité, on parle de charge (augmentation de V ) et de


décharge (diminution de V ). En temps normal, le circuit ci-contre se
résoudrait avec une petite équation différentielle toute gentille, mais les
équadiff, c’est pour les candis et ça pue. Trois lois aident une résolution
temporelle plus rapide des circuits présentant des capacités :

o C’est la tension qui régit la charge et la décharge du condensateur


o Loi HF : la tension du condensateur ne présente aucune discontinuité
o Loi BF : pour t → ∞ , le courant traversant le condensateur est nul (mais pas forcément la ddp)

Résolvons donc le circuit ci-dessus avec ces lois et quelques intuitions, sachant que e(t) est un
échelon E commençant en t=0

o Avant t=0 : le courant est nul, ainsi que les tensions dans C et R
(puisque e est nul)
o En t=0 : la loi HF nous oblige à garder une tension au condensateur
nulle. La loi des mailles nous apprend que vR = e ( t ) = E , et comme
E
vR = R i ( t ) , on a i =
R
o Par la suite : i est non nul donc vC croît et vR décroît exponentiellement
o En t → ∞ : i devient nul par la loi BF, vR devient nul et, par la loi des
mailles, v C = E

Quelques notions à retenir :

o Constante de temps (temps caractéristique de la charge/décharge de la capacité) : τ = RC


o v C est un filtre passe-bas de e, et vR est un filtre passe-haut de e
1 1
o Fréquence et pulsation de coupure : f0 = et ω0 =
2πτ τ
o En t → ∞ : i devient nul par la loi BF, vR devient nul et, par la loi des mailles, vC = E

• Comportement temporel de l’inductance

Pour une inductance, on parle de magnétisation (augmentation de I ) et de démagnétisation


(diminution de I ). Deux lois aident une résolution temporelle plus rapide des circuits
présentant des inductances :

o Loi HF : le courant passant dans l’inductance ne présente aucune


discontinuité
o Loi BF : pour t → ∞ , la tension de l’inductance est nulle (mais pas
forcément le courant)

La résolution est similaire au point précédent, on obtient les graphes


ci-contre. Quelques notions à retenir :

o Constante de temps : τ = L/R


o v L est un filtre passe-haut de e, et vR est un filtre passe-bas de e
1 1
o Fréquence et pulsation de coupure : f0 = et ω0 =
2πτ τ

Electronique Appliquée | Chapitre 2 : Vade-


Vade-mecum d’électricité 7
4.2. Analyse fréquentielle : impédances

Cette analyse s’applique aux circuits linéaires en régime sinusoïdal. Comme ils sont
linéaires, ils ne modifient pas leur fréquence. Tous les signaux sont de la forme
X ( t ) = A 2 cos ( ωt + ϕ ) , où A est la valeur efficace de X, ou aussi « root main

1 T 2 
X
square » : A = X eff = Xrms = ∫ X ( t ) dt . Pour les sinusoïdes, on a toujours : Xeff =
T 0 2
On parlera par défaut des valeurs efficaces.
Il est possible de noter les signaux sous une forme plus compacte appelée phaseur :
X = A e jϕ ⇒ X ( t ) = 2Re  Xe jωt 

• Pour une inductance : V = 


jωL I
Z

1
• Pour une capacité : V = I
ωC
j
Z

• Pour une résistance : V = 


RI
Z

4.3. Analyse fréquentielle : fonctions de transfert

La fonction de transfert, ou trans


 mittance isochrone
 directe
 , est le
entrée/sortie une seule fréquence de gauche à droite

rapport entre le phaseur du signal de sortie et celui du signal d’entrée :


X
H ( jω) = sortie , et c’est donc un nombre complexe variable en fonction de la
X entrée
fréquence : H ( jω) = A ( ω) e
j ϕ ( ω)

(elle représente bien un quadripôle et non un signal)


Pour la représenter graphiquement, on utilise le plan de Bode, divisé en :

• Graphe (bilogarithmique) du gain : log A ( ω) en fonction de log ω


• Graphe (semi-logarithmique) de la phase : ϕ en fonction de log ω

On utilise les logarithmes pour une notation plus « normale » de nombres


très grands, et aussi pour pouvoir additioner les gains d’appareils combinés,
et non les multiplier. Il n’y aura donc jamais de 0 comme origine des axes !
Et les grands carrés se trouvent en bas à gauche. L’unité adimensionnelle
pour exprimer les logarithmes de rapports sont les décibels :
 X en dB ↔ 20logX ( V et I)

 X en dB ↔ 10log X (P )
Les courbes de Bode sont en général facilement tracées asymptotiquement : on
regarde pour ça les comportements en haute et basse fréquences, et on simplifie.
Par exemple, pour le circuit ci-contre déjà vu précédemment, on a pour R :
 jωRC  ϕ = arctan ( ∞ ) = 90°
 BF : = jωRC → 
jωRC jωRC  1+ jωRC  A = ω RC ⇒ pente = 1
1

VR = E ⇒ HR = →
1+ jωRC 1+ jωRC  jωRC  ϕ = arctan ( 0 ) = 0
 HF : = 1→ 
 1 + jωRC  A = 1 = ω ⇒ pente = 0
0

On trace les courbes du condensateur de la même manière, et on obtient, pour


le gain, la même chose inversée symétriquement autour de ω0 , et pour la
phase, la même chose inversée symétriquement autour de 0°.

Electronique Appliquée | Chapitre 2 : Vade-


Vade-mecum d’électricité 8
CHAPITRE 3. Les composants en pratique

1. Signaux analogiques

Les signaux analogiques sont perturbés par plusieurs choses : le bruit (variation aléatoire du signal
autour de sa moyenne), les offsets (décalages du signal), les pics, les oscillations, les réflexions, ...
Ces perturbations proviennent des imperfections des composants : les sources de bruit, les dipôles
parasites et les couplages parasites.

1.1. Les sources de bruit

On caractérise les perturbations par bruit par une fonction de transfert particulière, le Signal-to-
(signal utile+perturbations)eff
Noise Ratio (rapport signal/bruit) : SNR = 20log [dB]
(perturbations)eff
Le bruit peut être par exemple le bruit thermique (bout de fil et sa résistance).

1.2. Dipôles parasites

Ce sont des phénomènes physiques non désirés et inévitables, qui se modélisent en « rajoutant »
des éléments au circuit. Par exemple, L et C ne sont jamais sans résistance interne : on aura donc
un R qui se rajoute. Aussi R a des comportement d’une inductance en haute fréquence : on aura un
L qui se rajoute. Du coup, la vitesse est limitée, il peut y avoir des oscillations parasites (circuit LC),
et des chutes de tension (RI ou L di/dt). Pour diminuer ces inconvénients, on réduit le format du
circuit, ou on compense par d’autres éléments.

2. Résistances

Une résistance, en pratique, n’a pas R comme seule propriété. On a aussi ses limites d’utilisation (à ne
pas dépasser pour ne pas avoir d’imprécision, d’altération, ou même détruire la résistance), les écarts
par rapport à la loi idéale, sa forme, ses dimensions, sa durée de vie, son prix, ...
Il existe également d’autres types de résistances : des résistances de puissance, des résistances
variables : potentiomètre R = f (position) , thermistance R = f ( T ° ) , photorésistance R = f ( éclairage)

3. Condensateurs

Il existe deux types de condensateurs en pratique : les condensateurs non polarisés et


polarisés. Les premiers n’ont pas de sens électrique et ont une faible valeur. Les
condensateurs polarisés possèdent un sens électrique (cf. ci-contre), ont une valeur élevée, et sont
utilisé en continu (ils peuvent exploser s’ils sont montés à l’envers !).
On utilise les condensateurs comme condensateurs de liaison (en courant continu, l’impédance du
condensateur est infinie, et ne laisse donc passer que l’alternatif), condensateurs de découplage (court-
circuite un élément de polarisation en haute fréquence), filtres, réserves d’énergie, conversion charge
en courant, ...

Electronique Appliquée | Chapitre 3 : Les composants en pratique 9


CHAPITRE 4. L’amplificateur opérationnel

1. Propriétés de base

1.1. Définitions

Un amplificateur opérationnel, ou « ampli op », sert à amplifier les signaux pour trois raisons : soit
les signaux sont très faibles, soit il faut régler le niveau du signal, soit il faut amplifier en amont
d’un CAN (convertisseur analogique/numérique).
L’ampli op est représenté par le schéma ci-contre, il possède deux bornes d’entrées
(entrée non inverseuse V+ et entrée inverseuse V− ) et une borne de sortie Vout .
L’ampli amplifie de la manière suivante : Vout = A ( V+ − V− ) = A Vd , où A est le gain

(très élevé : de 30000 à 100000) et V d est la tension d’entrée différentielle (très


faible : de l’ordre du mV). V d et Vout peuvent très bien être négatives.
Pour pouvoir amplifier, l’ampli op a besoin d’être alimenté par une tension Val (source
d’énergie, typiquement 12 ou 15V), dont on omet souvent les bornes dans le schéma.
L’ampli op est donc un quadripôle actif, car la puissance de sortie est plus grande que
la puissance d’entrée. Attention : la tension de sortie ne peut pas dépasser la tension
d’alimentation, ce serait créer de l’énergie à partir de rien : − Val ≤ Vout ≤ Val

En pratique, l’ampli op est un circuit intégré (car il contient une puce) à 8 pattes (cf. schéma ci-
contre qui ne doit pas être connu). Il contient moult transistors,
mais tout le fonctionnement interne peut être analysé plus
simplement par le théorème de Thévenin ou par les caractéristiques.

1.2. Impédances d’entrée et de sortie

Les moult transistors que contient l’ampli op peuvent être remplacés par
les équivalents de Thévenin ci-contre. Il a pour propriété d’avoir une
impédance d’entrée Zin très élevée (typiquement > 10MΩ , donc courant
d’entrée très faible), et une impédance de sortie très faible (typiquement
1Ω ). Or, ce sont les propriétés d’une adaptation d’impédance en tension.

1.3. Caractéristique de transfert

La caractéristique de l’ampli op qui nous intéresse ici est la caractéristique


de transfert (de tension). Elle est régie par la loi d’amplification Vout = A Vd ,
et a donc une forte pente (A). Cependant, V out ne pouvant pas dépasser Val,
la caractéristique présente une zone de saturation où l’ampli op n’amplifie
plus rien. On a donc aussi une contrainte sur la tension d’entrée, pour
V
qu’elle ne fasse pas saturer l’ampli op : Vd ≤ al . Cela explique pourquoi V d
A
est typiquement de l’ordre du mV.

Electronique Appliquée | Chapitre 4 : L’amplificateur opérationnel 10


1.4. Principe du zéro virtuel

Ce principe stipule que tant qu’un ampli op ne sature pas, sa tension différentielle d’entrée est
virtuellement nulle. En gros, dans la zone linéaire, Vd = 0 ⇒ V+ = V− . Ceci se justifie par une valeur
très élevée de A. Ceci dit, amplifier une tension nulle est difficile ( Vout = AVd = 0 ) , donc où est le
problème ? En fait, il ne faut pas oublier qu’on a aussi imposé un gain infini : Vout = AVd = ∞.0 ≠ 0
Remarquons qu’un ampli op ne pourra jamais être utilisé seul en pratique : il est trop fort probable
qu’il sature (Vd doit être très petit) étant donné les perturbations (offsets, ...).

2. Deux montages amplificateurs

2.1. L’ampli non-inverseur (calcul classique)

L’ampli non-inverseur est un ampli op auquel on a ajouté deux résistances R1


(placée entre l’entrée inverseuse et la masse) et R2 (placée en rétroaction entre la
sortie de l’ampli op et son entrée inverseuse). L’ensemble du montage à une
tension d’entrée Vin et une tension de sortie Vout et possède, tout comme l’ampli
op, des propriétés de gain et d’impédances d’entrée/sortie.

• Pour trouver le gain Anon_inv (appelé gain à vide en supposant qu’aucune charge n’est connectée

à l’ampli), on va supposer que : le gain de l’ampli op est élevé mais pas infini, son impédance

d’entrée Zd est infinie, son impédance de sortie est nulle. On sait déjà que 
 Vout = A V + − V −
.
( )
 V + = Vin
Pour trouver V-, on doit remarquer qu’aucun courant passe par
l’ampli op, et le montage fait donc office de diviseur résistif,
représenté par le second schéma ci-contre. On a donc :
 Vout − V − = R2 I I = V − /R1
R1 + R2 −
 − ⇒ Vout − R1 I = R2 I ⇒ Vout = (R1 + R2 ) I = V
 V = R1 I R1
R1
⇒ V− = Vout
R1 + R 2
Ce qui donne finalement :
   AR1  R1 + R2 + AR1
( )
Vout = A V + − V − = A  Vin −
R1
R1 + R 2
Vout  = AVin − A
R1
R1 + R2
Vout ⇒ AVin = 1+  Vout = Vout
   R1 + R 2  R1 + R2
V A (R1 + R2 ) A ≫ A (R1 + R2 ) R
⇒ A non_inv = out = = = 1+ 2
Vin R1 + R2 + AR1 AR1 R1
Ce gain est positif, d’où l’appellation « non-inverseur ». Il ne dépend plus du gain
de l’ampli op mais uniquement des résistances. Pour pouvoir régler ce gain, on
utilise un potentiomètre (résistance variable) à la place d’une des deux
résistances. La valeur minimale du gain est 1 (lorsque R2 =0).
• Pour la résistance d’entrée de l’ampli, il suffit de se souvenir que l’impédance
d’entrée de l’ampli op est infinie, donc le courant d’entrée I in de l’ampli est nul, et
V V
Zin = in = in = ∞
Iin I =0 0
out

2.2. L’ampli inverseur (calcul classique)

Le montage de l’ampli inverseur est identique à celui du non-inverseur sauf qu’on a


permuté le rôle de la masse et de l’entrée V in.

Electronique Appliquée | Chapitre 4 : L’amplificateur opérationnel 11


Calculons le gain et l’impédance d’entrée, comme pour l’ampli non-inverseur :

• On sait déjà que 


(
 Vout = A V + − V − ) . Pour trouver V-, on doit remarquer qu’aucun
+
 V = 0
courant passe par l’ampli op, et le montage est donc celui représenté par le
schéma ci-contre. On a donc :
 − Vin − V −
 Vin = V + R1 I ⇒ I = Vin − V − R R
 R1 ⇒ V − = Vout + R 2 = Vout + 2 Vin − 2 V −
 − R1 R1 R1
 V = Vout + R 2I
R2
Vout + Vin
 R  R R1 R V + R 2Vin
⇒ V − 1+ 2  = Vout + 2 Vin ⇒ V− = = 1 out
 R1 R1 1+
R2 R1 + R 2
R1
Ce qui donne finalement :
 R V + R2Vin   AR1 
( )
Vout = A V + − V − = A  0 − 1 out
+
=−
AR1Vout AR2Vin

R1 + R 2 R1 + R2
⇒ Vout 1+
+
=−
AR2
Vin
 R 1 R 2   R1 R 2  R1 + R2

AR2

Vout R1 + R 2 −AR2 A≫ R
⇒ A non_inv = = = =− 2
Vin 1+
AR1 R1 + R 2 + AR1 R1
R1 + R 2
Ce gain est négatif, d’où l’appellation « inverseur ». Il ne dépend plus du gain de l’ampli op
mais uniquement des résistances. Pour pouvoir régler ce gain, on utilise un potentiomètre
(résistance variable) à la place d’une des deux résistances. La valeur minimale du gain est 0
(lorsque R2=0).
• Pour la résistance d’entrée de l’ampli, on considère le même schéma que ci-
dessus, et on utilise la loi des mailles sur la maille globale :
V − Vout R
Vin = (R1 + R2 ) Iin + Vout ⇒ Iin = in . On sait aussi que Vout = A inv Vin = − 2 Vin ,
R1 + R2 R1
R2
Vin + Vin * RR1
V − Vout
donc : Iin = in =
R1 1 V

= in 1
(R + R2 ) = Vin ⇒ Zin =
Vin
=
Vin
= R1
R1 + R 2 R1 + R 2 R1 (R1 + R2 ) R1 Iin Iout = 0
Vin /R1

Ce qui est une résistance dans la gamme des valeurs existantes, et donc une petite résistance
d’entrée (contrairement à ce à quoi on pourrait s’attendre). C’est un inconvénient du montage.

2.3. Calcul rapide : appliquer le principe du zéro virtuel

On suppose maintenant qu’on a un zéro virtuel, et que donc A est infini et Vd nulle. On a toujours,
 V + = Vin

pour l’ampli non-inverseur :  − R1 , mais maintenant
 V = R + R Vout
 1 2

+ − R1 R + R2 R
V =V ⇒ Vin = Vout ⇒ A non_inv = 1 = 1+ 2
R1 + R 2 R1 R1
On peut aussi aller encore plus vite en raisonnant directement sur le
V + = Vin
schéma : V + = V − ⇒ V − = Vin . On voit sur le schéma de droite qu’il
s’agit d’un diviseur résistif, donc :
R1 V R + R2 R
Vin = Vout ⇒ Anon_inv = out = 1 = 1+ 2
R1 + R 2 Vin R1 R1
V+ = 0
De même, pour l’ampli inverseur, on aurait : V + = V − ⇒ V − = 0 , et donc : Vin = 0 + R1 I et
Vout + R2 I = 0 ⇒ Vout = −R2 I = −R2 Vin /R1 ⇒ Ainv = −R2 /R1

Electronique Appliquée | Chapitre 4 : L’amplificateur opérationnel 12


2.4. Analyse de la rétroaction

Partons d’un ampli non-inverseur qui est, avant l’instant t=0, sans aucune tension
(voir schéma ci-contre). En t=0, on va enclencher un échelon de 10mV à la borne
+ (la tension de la borne – étant celle aux bornes de la résistance de 1kΩ ). Cet échelon n’aura, dans
un premier temps, aucun effet sur V-, mais affectera directement Vd, ce qui va provoquer une
variation de la tension à la sortie de l’ampli op. Théoriquement, cette variation doit provoquer une
tension 30000x10mV à la sortie, mais en pratique il ne peut y avoir de discontinuité de cette
tension. Elle va donc s’établir petit à petit. Admettons qu’elle vaille donc
100mV au bout d’un certain moment. Cette tension va provoquer un
courant passant par les deux résistances :
Vout 100mV
Vout = (R1 + R 2 ) I ⇒ I = = = 1µA . Ainsi, aux bornes de R1 , la
R1 + R 2 100kΩ
tension vaudra : V − = R1 I = 1kΩ.1µA = 1mV (c’est-à-dire 100x plus faible que V out ).
Cette augmentation de V- va faire diminuer
Vd = V + − V − = 10mV − 1mV = 9mV , et la tension de sortie ne devra valoir
plus que 270V. Elle ne va cependant continuer à augmenter que petit à
petit, par exemple vers 200mV. Cette modification va affecter V-, donc Vd,
et cela va continuer en boucle... La tension apparente en sortie va continuer à augmenter tandis que
celle qu’elle devra en théorie atteindre diminuera progressivement. Cette
boucle s’arrêtera donc quand ces deux valeurs auront convergé, c’est-à-
dire dans ce cas-ci à 996,66 mV, qui correspond au gain réel de l’ampli
(celui où on ne néglige pas A). Au final, R2 sert donc à fixer le gain entre
V- et Vout , et l’ampli op sert à ce que V out augmente lorsque Vd augmente
(donc on s’en fout de son gain propre puisqu’il essaye d’amplifier par
30000 sans jamais y arriver). Cette rétroaction est dite négative car elle contrecarre toute variation
de Vd (et aussi car la rétroaction entre sur l’entrée inverseuse de l’ampli op). Autrement, on aurait
une rétroaction positive. (Remarque : toutes ces explications ne devront pas être restituées : il faut
juste comprendre comment ça fonctionne)

2.5. Rétroaction : généralisations pour la rétroaction de tension

Soit un montage A de gain (ou plus généralement de fonction de transfert) A 0,


possédant son équivalent de Thévenin. On dit que A0 est le gain en boucle
ouverte. Si maintenant, on veut appliquer une rétroaction B, on prélève la
tension de sortie, on la modifie d’un facteur B et on la réinjecte à l’entrée de A0 .
Le nouveau montage obtenu possède ainsi un gain A R, appelé alors gain en
boucle fermée. On a Vout = A 0V1 à la sortie et V1 = E + BVout à l’entrée, donc :
Vout = A 0V1 = A 0 (E + BVout ) = A 0E + A 0BVout ⇒ Vout (1− A 0B ) = A 0E
V A0
⇒ A R = out =
E 1− A 0B
Z0,out
On peut aussi montrer que ZR,in = (1− A 0B ) Z0,in et ZR,out =
1− A 0B
On distingue ainsi les rétroactions positives (B>0) et négatives (B<0). Dans ces dernières, on a une
diminution néfaste de gain B < 0 ⇒ (1− A 0B ) > 0 ⇒ A R < A 0 , qui est compensée par une variation
avantageuse des impédances : ZR,in augmente et ZR,in diminue.
Lorsque A 0 B est très grand, la rétroaction est dite fortement négative. On a alors 1− A 0B ≈ A 0 B , et
A0
donc AR = ≈ 1/ B
1− A 0B
L’ampli non-inverseur est par exemple un cas particulier de rétroaction fortement négative.

Electronique Appliquée | Chapitre 4 : L’amplificateur opérationnel 13


3. Montages à ampli op

3.1. Amplificateurs et circuits associés

• Source de courant commandée en tension : il s’agit tout


simplement de l’ampli non-inverseur, dans lequel on
v
considère que la sortie est l’entrée inverseuse : i1 = 1 . Cela
R1
peut aussi être l’ampli inverseur dans lequel on considère le courant qui passe dans Z2.
 Z2 = 0

• Suiveur de tension : c’est l’ampli non-inverseur où  R1 = ∞ , qui permet de
A =1

transmettre la même tension en sortie qu’en entrée, tout en respectant les critères
d’adaptation en tension.
• Source de tension commandée en courant : on utilise l’ampli inverseur en remplaçant
R1 par un générateur de courant i 1. On a un zéro virtuel (0V) au nœud à côté de la
borne -, donc v2 est donné par : v2 = 0 − R2 i1 = −R 2 i1

chute de potentiel

Remarquons que le courant i 1 n’a que seul choix de rentrer par la sortie de l’ampli op, pour
rejoindre ensuite la masse, créant ainsi bien une boucle fermée.

3.2. Circuits « opérationnels »

 i1 = v1 /R1
 v1 v 2 v 3
• Sommateur : pour le circuit ci-contre, on a :  i2 = v 2 /R2 ⇒ iR = i1 + i2 + i3 = + + , comme le
 i = v /R R1 R 2 R3
3 3 3

nœud à côté de la borne – de l’ampli op est virtuellement à 0V, on a :


v v v  R R R 
v2 = 0 − iRRR = −RR  1 + 2 + 3  = −  R v1 + R v2 + R v3 
 R1 R2 R3  R1 R2 R3 

sommation pondérée des tensions v1,2,3

• Convertisseur numérique/analogique (DAC) : on reprend le sommateur

auquel on donne des valeurs aux résistances telles que les pondérations
dans la somme soient des puissances de 2. Ainsi, v1,2,3 peut valoir 0V
(bit 0) ou 5V (bit 1), et le tout se somme pour donner 8 valeurs

différentes de vout .
• Intégrateur et dérivateur : L’intégrateur est l’ampli inverseur
dans lequel on remplace Z2 par une capacité C 2. Le dérivateur
est l’ampli inverseur dans lequel on remplace Z1 par une
capacité C1.
i1 = v1 /Z1
 1 1
 v2,int égrateur = 0 − C ∫ i1dt = − R C ∫ v1dt
 2 1 2
On a bien :  i1 =− v2 /R2
v 1 1 dv1
 1,dérivateur C1 ∫ 1 R 2C1 ∫
= i dt = − v 2dt ⇒ v2,dérivateur = −R2C1
dt

3.3. Comparateurs

• Comparateur : on va ici se servir de la zone de saturation de l’ampli op pour déterminer si


une tension est supérieure à une certaine tension (la tension d’alimentation de l’ampli op)
ou non. Un comparateur sert aussi à convertir un signal sinusoïdal en un signal carré.

Electronique Appliquée | Chapitre 4 : L’amplificateur opérationnel 14


On peut aussi placer le seuil de la comparaison à une tension
différente, en rajoutant une tension Vth à l’entrée inverseur, ce qui
va modifier v d.
• Convertisseur analogique/numérique (ADC Flash) : La mise en parallèle de
comparateurs, dont les tensions d’entrées sont contrôlées par un diviseur résistif,
permet de convertir un signal analogique v1 en un signal numérique (via un
condeur binaire). Ce type de ADC (nommé flash) est le plus rapide, mais pas le plus
efficace (il faut beaucoup d’ampli op pour de grands codages). (Remarque : il ne
faut pas être capable de refaire ce schéma)
• Trigger de Schmitt : si le signal d’entrée du comparateur comporte du bruit, alors il
pourrait y avoir des endroits où le signal passe le seuil « involontairement ». Pour
résoudre ce problème, on utilise le Trigger de Schmitt ci-contre, qui est une
 v2 = v T + i (R1 + R2 ) R2
rétroaction positive telle que  + ⇒ v+ = vT + ( v2 − v T )
 v = v T + iR2 R1 + R 2
R2
+
o Pour v 1 très petit, v 2 va saturer vers Val, et donc v = v T + ( Val − v T )
R1 + R2
R2
o Pour v 1 très grand, v2 va saturer vers -Val, et donc v = v T +
+
( −Val − v T )
R1 + R2
R2 R1 R2
⇒ v+ = vT + ( ± Val − v T ) = vT ± Val
R1 + R 2 R1 + R2 R1 + R 2

tension centrale

Le seuil déterminé par v + va donc osciller autour d’une tension centrale, ce qui va
provoquer une hystérèse. La rétroaction positive a donc un effet bénéfique dans ce
cas-ci. (Remarque : il ne faut pas être capable de refaire les schémas)

4. Ampli op réel

4.1. Imperfections à l’entrée : imperfections statiques

• L’offset
De manière générale, l’offset désigne une tension continue qui vient se superposer au
signal utile. Pour l’ampli op, cet offset est un décalage e0 de la caractéristique de
transfert. Cet offset doit bien sûr être la plus petite possible, sinon l’ampl op pourrait
saturer sans même avoir de tension d’entrée (exemple ci-contre).
On peut compenser cet offset en rajoutant, à l’entrée non-inverseuse, une
tension –e0. Ceci dit, la tension d’offset varie beaucoup, et c’est donc peu
pratique.
• Les courants d’entrée
Le fait que l’ampli op contienne des transistors implique que ceux-ci vont
consommer un certain courant (faible). Ce courant va donc circuler aux entrées de
l’ampli op, comme représenté ci-contre (i+ et i - ne sont pas forcément opposés). On
 i+ + i−
 courant de polarisation : ibias =
trouve dans les notices les informations :  2
 courant de décalage : i = i+
− i−
 offset

Pour modéliser ces imperfections, on rajoute des éléments qui les représentent
dans le circuit idéal : deux générateurs de courant et un générateur de tension.
Afin de voir en quoi ces nouveaux éléments contribuent à la tension de sortie,
on va utiliser le principe de superposition. Ce dernier ne s’appliquant qu’aux

Electronique Appliquée | Chapitre 4 : L’amplificateur opérationnel 15


éléments linéaires, on va supposer dans un premier temps que l’on se
situe dans la partie linéaire de l’ampli op, et on vérifiera cette
hypothèse à la fin.
Il faut également remarquer que lorsque l’on supprime Vin, le montage
devient inverseur OU non inverseur, au choix.

• L’offset (on court-circuite V in et on ouvre i+ et i- )


Par la loi linéaire de l’ampli op : Vout,e0 = A (non_)inv e0
• Les courants d’entrée (on court-circuite V in et e0 )
Pour mieux se représenter où est le problème, on remplace la source
d’entrée par son équivalent de Thévenin (source de tension et résistances).
En appliquant la loi des mailles sur la maille de gauche :
−−
Vin + R i
 = Vd + R +i+ ⇒ Vd = Vin + R −i− − R +i+ ≠ Vin (il y a donc une chute de

tensions "dans le tensions "dans le
sens antihorloge" sens horloge"

tension non voulue qui joue le rôle d’un second offset).


La tension de sortie correspondant à V d est donc Vout,ipol = R2i− − R sA (non_)invi+

• La tension d’entrée (on court-circuite e0 et on ouvre i + et i - )


 A non_inv Vin
Par la loi linéaire de l’ampli op : Vout,Vin = 
 A inv e0 Vin

Au final, on a donc comme tension de sortie réelle :


 A non_inv Vin
Vout = Vout,Vin + Vout,e0 + Vout,ipol =  + A (non_)inv e0 + R2i− − R sA (non_)invi+
 A inv e0Vin

4.2. Imperfections à la sortie : comportement fréquentiel

L’ampli op contient une résistance de sortie faible mais non nulle,


qui s’accompagne inévitablement de capacités parasites. Or, ces
deux éléments représentés ci-contre sont typiquement l’assemblage
d’un filtre passe-bas, dont la tension d’entrée serait d’abord
amplifiée d’un facteur A 0.
Que se passe-t-il lorsqu’on applique une rétroaction ? L’ampli op et
ses impédances de sortie peuvent être représentés par un seul ampli op dont la
1 A0
fonction de transfert serait : A ( jw ) = A = . D’autre part, la rétroaction
0
fonction de transfert
1 + jω RC
 1 + jωRC
de l'ampli op de base fonction de transfert
du filtre passe-bas

R1
jouerait le rôle d’un diviseur résistif dont la fonction de transfert serait : B = −
R1 + R2
A ( jω)
Or, on a vu que pour une rétroaction, la fonction de transfert globale valait AR =
1− A ( jω) B ( jω)
Ainsi, le gain de l’ampli op est divisé approximativement par 1− A 0B , tandis qu’on
peut montrer que la pulsation de coupure (et donc la bande passante) est multipliée
par 1− A 0B
On peut ainsi dire que le produit (gain).(bande passante)
A0
A′0ω′0 = ω0 (1− A 0B ) = A 0ω0 reste constant, et est donc une propriété
1− A 0B
fondamentale d’un ampli op. Cette constance signifie que l’on ne peut obtenir un gain
grand et une bande passante large en même temps.

Electronique Appliquée | Chapitre 4 : L’amplificateur opérationnel 16


CHAPITRE 5. Les diodes

1. Introduction

Dans la série des semi-conducteurs, la diode possède la structure interne la plus


simple, mais un comportement externe pas forcément très facile... Les diodes
sont utiles pour :

• Redresser une tension (ou un courant), c’est-à-dire convertir une tension (ou courant) alternative
en une tension (ou courant) exclusivement positive.
• Limiter une tension (écrêtage, voir plus loin) afin de protéger les autres
composants.
• Eclairer ou servir de témoin lumineux : en général on utilise
pour ça les diodes LEDs (Light Emitting Diode) qui émettent de
la lumière lorsqu’elles sont traversées par un courant.

2. La diode à jonction PN idéale

La diode à jonction PN est la diode la plus courante.

• Elle est composée de deux bornes (d’où son nom) : l’anode et la cathode (voir
schéma).
• Le courant ne peut que passer de l’anode vers la cathode. Comme la diode est un
composant passif, on utilise la convention récepteur ci-contre.
• La diode peut être dans deux états différents : passante (laisse passer le courant
dans le sens A-K) ou bloquante (ne laisse passer aucun courant). Sa caractéristique
est donc en « angle droit », c’est-à-dire la jonction de deux demi droites
représentant ses deux états. D’après cette caractéristique, la diode est donc non
linéaire. VTH est la tension de seuil, et représente la tension à laquelle la diode
change d’état.

Que se passe-t-il dans les différents états de la diode ?

 VAK = 0,6V
• Lorsque la diode est passante, on a  , c’est-à-dire la droite verticale
 IA > 0
sur la caractéristique. Cette droite fait penser à celle d’une source de tension
idéale, sauf que le courant ne peut plus être négatif. On pourra donc remplacer
une diode passante par une source de tension 0,6V. De plus, si cette tension est
négligeable par rapport aux autres tensions du circuit, il est même possible de
remplacer la diode par un court-circuit.
 VAK < 0,6V
• Lorsque la diode est bloquante, on a  , c’est-à-dire la droite horizontale sur la
 IA = 0
caractéristique. Cette droite fait penser à celle d’une source de courant idéale, en omettant
la contrainte sur la tension. On pourra donc remplacer une diode passante par un circuit-
ouvert.

Electronique Appliquée | Chapitre 5 : Les diodes 17


3. Résoudre un circuit à diodes

 E = VAK + VR
A priori, résoudre le circuit ci-contre n’est pas évident. On a  , mais au
 VR = IA R
niveau de la diode, on peut avoir IA = 0 (bloquante) tout comme on pourrait avoir
VAK = 0,6V (passante). En fait, on va considérer les deux cas séparément, puis ensuite
vérifier en fin de résolution si les hypothèses sont correctes, c’est-à-dire que VAK < 0,6V
pour le cas bloquant et que IA > 0 pour le cas passant.
Appliquons donc ce principe par l’absurde au circuit ci-dessus (où E n’est pas fixé) :

VR E − VTH
• La diode est passante : on a I = = , et donc l’hypothèse n’est correcte que si
R R

E − VTH
I= >0 ⇒ E − VTH > 0 ⇒ E > VTH
R
• La diode est bloquante : aucun courant ne passe dans la résistance et V K vaut donc 0.
Ainsi, E = VAK , ce qui donne la condition : E < VAK

Une résolution graphique est également possible. Ayant la loi des mailles
E − VAK
VAK = E − RIA ⇒ IA = , ce qui donne une droite qu’on insère dans le graphe de la
R
caractéristique, et l’intersection donne l’état électrique. Ce type de résolution n’est
cependant fait que pour les schémas simples.
On peut également utiliser le principe de superposition et... se faire défenestrer par monsieur Robert.

4. Polarisation d’une diode

Polariser une diode est la mettre de manière contrôlée à l’état passant ou à


l’état bloquant. Une diode peut être en polarisation inverse (VAK < 0) ou
directe (VAK > 0).

• Pour rendre une diode bloquante, deux possibilités :


o Ne la connecter à rien : aucun courant ne la traversera
o Lui appliquer une tension inférieure à 0,6V
• Pour rendre une diode passante, trois possibilités :
o Lui appliquer une fem et se faire à nouveau défenestrer par monsieur
Robert, voire pire. En effet, si on applique une fem VTH, le courant est
indéterminé, tandis que si on lui applique une fem supérieure à VTH, les
caractéristiques se croisent en l’infini, ce qui est un courant un peu trop
important, voire dangereux selon certaines rumeurs.
o Lui appliquer une fem en série avec une résistance. La caractéristique va
alors pencher et l’intersection sera inférieure à l’infini, ce qui est quand
même plus acceptable au sens de Riemann.
o Lui appliquer une source de courant dans le bon sens.

5. Principaux circuits à diodes


• Redresseur simple alternance : pour le circuit ci-contre, on a une diode
passante si E > VTH et une diode bloquante si E < VTH (ce qui donne un
courant et donc un Vout nul).

Electronique Appliquée | Chapitre 5 : Les diodes 18


• Sélecteur de maximum/minimum : soit le circuit ci-contre où E1 = 10V > E2 = 6V .

Considérons les 4 différents cas :


o D1 est passante ( VK = E1 − 0,6) & D2 est passante : VK = E2 − 0,6 , or il est impossible

d’avoir des potentiels différents au même nœud.


o D1 est passante ( VK = E1 − 0,6) & D2 est bloquante : D2 est une circuit ouvert, donc
le courant dans D1 est positif, et VD2 = VA2 − VK = 6 − (10 − 0,6) ≈ −4 , ce qui est bien inférieur à 0,6.
o D1 est bloquante (ID1 = 0) & D2 est passante : D 1 est une circuit ouvert, donc le courant dans D 2 est
positif, et VD1 = VA1 − VK = 10 − ( 6 − 0,6) ≈ +4 , ce qui est supérieur à 0,6 : situation impossible.
o D1 est bloquante (ID1 = 0) & D2 est bloquante : les deux diodes ont chacune le potentiel des sources

(10V et 6V) à leurs bornes, ce qui est impossible si elles sont bloquantes.

La seule situation possible est donc une situation où D1 est passante et D2 bloquante, donc où VK est
la tension E1 , c’est-à-dire la plus grande des deux sources : ce circuit est un sélecteur de maximum.

• Redresseur double alternance : il s’agit d’un sélecteur de


maximum avec deux tensions opposées E et –E. A tout moment,
une des deux sources est plus élevée que l’autre, et ce toujours
dans les tensions positives. On a donc au final une tension
exclusivement positive.

• Redresseur double alternance (pont à 4 diodes) : on pourrait aussi faire ce


redresseur à l’aide d’un pont à 4 diodes. Ce qu’il faut retenir, c’est que
ces 4 diodes lient alternativement les bornes AB aux bornes CD de façon
différente.
• Limiteur de tension (écrêteur) : l’écrêtage, une des fonctions
fondamentales de la diode, se fait via le circuit ci-dessous, où on distingue :
E − VTH VTH R R + RL ERL
o Diode passante : ID = IR1 − IRL = − > 0 ⇒ E − VTH > 1 VTH ⇒ E > 1 VTH ⇒ > VTH
R1 RL RL RL R1 + RL
E − Vout Vout ERL ERL
o Diode bloquante : ID = 0 ⇒ − =0 ⇒ Vout = ⇒ Vout = < VTH
R1 RL R1 + RL R1 + RL
Ainsi, la tension Vout ne dépasse jamais VTH.
Il y a moyen également de polariser l’écrêteur, en ajoutant une
source de tension continue EP en série avec la diode. Ainsi, la
valeur d’écrêtage est alors VTH + E P.
• Détecteur de crêtes : on utilise ici une capacité dans une charge RC, dont la
constante de temps τ est beaucoup plus grande que la
période du signal d’entrée. Partons du schéma ci-contre où la
capa est initialement déchargée. On applique une tension E
qui va progressivement charger la capa (phase a), et donc
faire croître Vout. Ensuite, la tension E va redescendre mais
beaucoup plus rapidement que la tension de la capa, puisque
celle-ci a pour propriété de ne pas se décharger instantanément. Ainsi, dans la phase
b ci-contre, Vout sera toujours plus grand que E, et donc V D sera négatif. Du coup, la
diode se comporte comme un circuit ouvert et la capacité ne peut se décharger qu’à travers la
résistance, d’où une baisse (lente) de Vout jusqu’à la prochaine montée de E (phase c). C’est le
principe de la détection de crêtes. Elle sert pour :
o Mesurer la vapeur de crête d’un signal sans savoir quand se produit le maximum
o Détecter des impulsions très courtes : elles vont être déformées et plus « visibles ».
o Démoduler une porteuse modulée en amplitude (radio AM) : la fréquence étant élevée, la
détection de crête permettra de n’obtenir que l’enveloppe du signal (voir ci-contre).

Electronique Appliquée | Chapitre 5 : Les diodes 19


6. La diode à jonction PN réelle

Il existe trois imperfections à la diode réelle :

• Il ne s’agit pas d’un angle droit : mais d’une exponentielle


croissante au-delà de VTH = 0,6V. On considère donc la tension
de seuil à partir du moment où le courant commence à devenir
significatif, c’est-à-dire entre 0,6 et 1,1V. Au-delà de ça, le
courant devient trop important et la diode meurt dans d’atroces
souffrances, un peu comme le personnage ci-contre qui tombe
misérablement d’une falaise.
• Il existe un courant de fuite inverse : qui circule de la cathode vers l’anode, mais qui n’est que de
l’ordre du •A, voire du nA, et qui est donc en général négligeable. Cette valeur de courant varie aussi
fortement avec la température.
• Avalanche : à force de progresser dans les tensions négatives, le courant de fuite inverse finit, au
point VBR (breakdown voltage), par décroître fortement, ce qui bousille instantanément la diode. Dans
les calculs des circuits avec diode bloquante, il faudra donc ne plus seulement considérer VAK < 0,6V
mais VBR < VAK < 0,6V

Electronique Appliquée | Chapitre 5 : Les diodes 20


CHAPITRE 6. Les transistors

1. Généralités

Le transistor est un composant à trois bornes (Gate, Drain & Source) représenté
ci-contre. Il sert à amplifier en électronique analogique, et à commuter en
électronique numérique (utilisation dans les portes logiques).
Il existe deux familles différentes : les transistors bipolaires et les transistors MOS (à effet de champ).
Ces MOS sont très nombreux, mais on analysera ici seulement les NMOS.

2. Transistor MOS utilisé en amplification

2.1. Propriétés de base

La borne de Source est en général connectée à la masse. La structure interne du


transistor fait que des électrons vont passer de S à D, ce qui implique donc un
courant I D de D vers S. Aussi, on considère les tensions V GS (entrée) et VDS
(sortie). Deux choses peuvent ainsi caractériser ce transistor :

• Caractéristique de transfert
Il s’agit du graphique de I D en fonction de VGS, qui a une allure
exponentielle (et donc forcément non linéaire). Le transistor est donc un
composant non linéaire. La caractéristique ci-contre est typiquement une
question d’examen... Sa pente est la transconductance, gm .

• Caractéristique de sortie
Il s’agit du graphique de I D en fonction VDS, qui comporte deux zones : la
zone ohmique (car elle ressemble un peu à une résistance mais non linéaire
à cause de la courbe sur la fin) et la zone de pincement (assimilable à une
source de courant). Comme il existe des valeurs différentes de I D en
fonction de VGS, la caractéristique de sortie est en fait une famille de courbes
dont la hauteur dépend de V GS.

2.2. Etage amplificateur à transistor MOS

On a vu au point précédent, qu’en gros, le transistor se comportait comme une source de


courant (I D) commandée en tension (VGS) (pour autant que VDS soit assez grand). Mais en
amplification, on aimerait plutôt avoir un rapport de tensions, et donc créer une source
de tension commandée en tension. Pour cela, on ajoute un étage composé d’une
résistance R et d’une source de tension V CC. Ce montage se nomme étage amplificateur à
source commune : il s’agit d’un dipôle actif, puisque la tension VCC aide à augmenter la
puissance initiale (de la même manière que dans les amplis op).

Electronique Appliquée | Chapitre 6 : Les transistors


transistors 21
On peut analyser analytiquement le fonctionnement de ce montage, mais on
en a tout de suite moins envie quand on se rend compte que le transistor
n’est pas linéaire. Une résolution graphique s’impose donc. Pour ça, on
superpose la caractéristique de sortie du transistor avec la caractéristique due
à la résistance ( VDS = VCC − RDID ) . On obtient donc un point de fonctionnement à
l’intersection des deux : il donne le couple (V DS,I D) courant.
Si on décide d’augmenter VGS : I D augmente, donc la caractéristique de sortie
monte, et l’intersection se trouve plus haut (donc à VDS plus bas). Ainsi, le gain
est négatif. Nous avons donc au final trois problèmes :

• Le gain en tension est négatif : en soi c’est pas gênant, au pire on rajoute
un étage amplificateur supplémentaire pour réinverser le signal.
• L’amplification est non linéaire : on va résoudre ce problème en travaillant avec des signaux
très faibles (d’où une utilisation en électronique numérique de petites tensions comme 0 et 5V,
voir chapitres suivants). On assimilera donc la courbe à sa tangente.
• Il n’y a pas d’amplification si V GS est négatif (dû à la
structure interne du transistor). Comment faire alors
pour les signaux sinusoïdaux ? On les décale pour que
toutes les valeurs soient positives. On aura donc une
composante continue VGSQ et une composante
alternative ∆VGS. De la même manière, il existera pour
les autres signaux du circuit (I D et VDS) une composante continue de
référence et une composante alternative.

Electronique Appliquée | Chapitre 6 : Les transistors


transistors 22
CHAPITRE 7. Introduction à l’électronique
numérique

1. Introduction

L’électronique numérique se distingue de l’électronique analogique (infinité de valeurs possibles du


courant ou de la tension) par la représentation de l’information sous forme de bits (deux valeurs
possibles du courant ou de la tension). L’électronique numérique comporte trois avantages :

• L’information ne se dégrade pas et peut donc être dupliquée ou propagée plus facilement et de
façon quasi illimitée.
• Le traitement de l’information peut être très complexe, en raison du premier avantage
• On peut programmer des circuits, comme ce que l’on fait pour les microprocesseurs

Il existe trois types de grandeurs :

• Grandeur analogique : grandeur variant de manière continue,


prenant une infinité de valeurs.
• Grandeur numérique : grandeur variant de manière discrète,
prenant un nombre fini de valeurs (appelés états).
• Grandeur logique : grandeur variant de manière discrète,
prenant 2 valeurs.

2. Bits et octets

Un bit, ou « binary digit », est un chiffre binaire qui peut prendre 2 valeurs (0 ou 1) mais aussi une
grandeur logique (vrai ou faux, on ou off, etc). Ainsi, un nombre de N bits peut représenter 2N états.
Les « mots » de bits courants sont des mots de 8 bits (un octet, 256 états), que l’on combine pour
obtenir des Kilooctets (Ko, 1024 octets), des Mégaoctets (Mo, 10242 octets), des Gigaoctets (Go, 10243
octets), etc.
Dans un nombre binaire, on dit que le bit tout à droite est le bit de poids faible (Least Significant Bit
LSB), et celui tout à gauche est le bit de poids fort (Most Significant Bit MSB).
Un chronogramme est un graphe de la valeur d’un bit en fonction du temps.
On peut aussi combiner sur le même graphe les valeurs d’un nombre binaire.
Pour ça, on indique la valeur et lorsqu’elle change, on trace un croisement
(cf. ci-contre).

3. Principes de l’électronique numérique

En électronique analogique, c’est très facile de représenter l’information : les grandeurs sont de même
nature (analogique). Par contre, pour l’électronique numérique, c’est plus compliqué : il faut
d’abord représenter l’information sous forme de bits (via un code convenu) et ensuite
représenter chaque bit sous forme d’un signal électrique (selon une convention bien précise).

Electronique Appliquée | Chapitre 7 : Introduction à l’électronique numérique 23


3.1. Représenter l’information sous forme de bits

• Représenter une information logique : on a besoin pour cela d’un seul bit qui défini les deux états
de l’information. Le codage de cette information est très important, c’est ce qui lie les états aux
valeurs du bit en question.
• Représenter une information numérique : même principe mais on doit ici prendre un nombre N de
bits si il y a un nombre d’états X compris dans 1+ 2N−1 ≤ X ≤ 2N
• Représenter une information analogique : une variable analogique n’est jamais connue, en
pratique, avec une précision illimitée et de toute façon c’est impossible et inutile. On va donc
prendre autant de bits que nécessaire selon la résolution choisie pour l’information analogique.

3.2. Représenter un bit sous forme de signal électrique

Pour cela, on associe à chaque état du bit une valeur précise d’un signal
électrique. Il y a donc de nouveau une notion de codage importante dans cette
représentation. Ainsi, le signal électrique est interprété comme une valeur
logique, d’où la non dégradation de l’information.
Une information de N bits est donc représentée par N
signaux électriques « logiques », qui peuvent être assemblés
en parallèle (plus rapide mais demande plus de fils) ou en
série (plus lente mais ne demande que 2 fils).
Un exemple très simple de transmission numérique en
parallèle est le port parallèle d’une carte mère, qui contient
également des ports série (USB, Firewire).

Electronique Appliquée | Chapitre 7 : Introduction à l’électronique numérique 24


CHAPITRE 8. Logique combinatoire
asynchrone

1. Les portes logiques

En algèbre classique (en base 10), on utilise les opérations +,-,*,/, mais en algèbre booléenne (valeurs
logiques), on n’utilise que les opérations ET, OU et NOT. Celles-ci se font par l’intermédiaire de portes
logiques. Il en existe 7 (X est la sortie et A,B sont les entrées) :

Nom NOT AND OR XOR NAND NOR XNOR

Schéma

Formule X = !A X = A.B X = A+B X = A ⊕B X = !(A.B) X = !(A+B) X = !(A ⊕ B)

Inverser OU OU
Rôle
Rôle ET NOT(AND) NOT(OR) NOT(XOR)
un bit inclusif exclusif

Table de
Vérité

Dans le chronogramme, on distingue les états (haut et bas) des flancs (montant
ou descendant). On dit qu’un signal est actif lorsque le dispositif est à l’état
actif. Selon que le dispositif est à l’état actif lorsqu’il est à l’état haut ou à l’état
bas, on parle de signal actif à l’état haut ou de signal actif à l’état bas. On
distingue aussi les signaux actifs sur
le flanc montant ou sur le flanc
descendant. On représente ces types
d’activité par les conventions ci-
dessous.

Electronique Appliquée | Chapitre 8 : Logique combinatoire asynchrone 25


Les portes logiques sont des opérations combinatoires (le résultat à un instant donné ne dépend que
des valeurs d’entrée à cet instant) et asynchrones (le circuit réagit « immédiatement », ou presque...).
Elles sont donc à opposer aux systèmes séquentiels et synchrones que l’on verra par la suite.
Les portes logiques que l’on a vues ont deux propriétés intéressantes :

• La porte NOT réalise la même chose que la porte NAND à laquelle


on applique 2 fois la même entrée.
• Les portes AND et NAND peuvent être utiles pour inhiber (masquer) un signal. Prenons
l’exemple du AND auquel on applique une entrée E (enable, qui sera le signal de

commande permettant d’inhiber ou non l’autre signal) et une entrée B qui sera le signal
à masquer (ou non). Ainsi, on a les deux cas ci-contre, et on peut masque ou rendre
visible la valeur de B en agissant simplement sur E.

2. Portes logiques et transistors

Le chapitre 6 nous a appris l’utilisation en amplification du


transistor (électronique analogique). Voyons maintenant son
rôle dans l’électronique numérique : la commutation (utilisée
dans les portes logiques).
Par exemple, pour la conception d’une porte NOT, nous avons
besoin du montage « étage amplificateur » vu précédemment.
La seule différence c’est qu’ici, la tension d’entrée VGS sera

soit 0, soit 5V. Si elle vaut 0V (bit d’entrée « 0 »), alors le transistor est
coupé et ne fait circuler aucun courant : V DS=VCC =5V (bit de sortie
« 1 »). Si VGS vaut 5V (bit d’entrée « 1 »), le courant circulant dans le
transistor sera maximal et créera une chute de potentiel dans la
résistance telle que VDS sera fort proche de 0V (bit de sortie « 0 »). On a
donc bien réalisé une porte inverseuse. Ces comportements sont aussi
visibles sur les caractéristiques ci-contre.
En pratique, les portes NOT,
NOR, NAND ne sont pas
réalisées avec ce montage.
On utilise plutôt la
combinaison des transistors
NMOS (celui qu’on a vu ci-
dessus) et PMOS (qui réalise
exactement l’inverse du
NMOS pour une même tension d’entrée, ce que l’on distingue par la flèche dans l’autre sens). Ci-dessus
se trouvent les réalisations des portes NOT, NAND et NOR en pratique avec des PMOS et des NMOS

3. Propriété des circuits logiques réels

Dans la pratique, une porte logique ne réagit pas instantanément comme le voudrait
le mode de fonctionnement asynchrone. Quand on amène deux entrées à une porte,
il y a un certain temps de réaction δ (de l’ordre de la nanoseconde) qui vient du
délai nécessaire aux transistors pour commuter. Les transistors n’étant pas tous les
mêmes, le temps δ peut varier d’une porte à l’autre, si bien que les transitions de
deux portes différentes n’auront pas lieu exactement au même moment : c’est pour cela qu’on parle de
logique asynchrone.

Electronique Appliquée | Chapitre 8 : Logique combinatoire asynchrone 26


Analysons maintenant une porte logique qui reçoit 2 entrées P,Q
venant d’autres portes logiques (n’arrivant donc pas au même
moment). Deux cas sont possibles : P est en retard sur Q
(gauche) ou Q est en retard sur P (droite). Dans le cas de
gauche, aucun souci, mais à droite, il existe un instant tQ-tP où
la sortie vaut faussement 1 : c’est une impulsion parasite (glitch). Ainsi, ce parasite pourrait fausser le
fonctionnement d’autres portes plus loin dans le circuit, ce qui propagerait l’erreur. En tout cas, dans la
plupart des cas, ce type de fonctionnement asynchrone reste satisfaisant malgré tout.

4. Principales fonctions logiques combinatoires

Une fonction logique combinatoire fait correspondre une série d’entrée vers une sortie, en combinant
différentes portes logiques. La synthèse de ces fonctions est vue au cours de Circuits Logiques, donc
nous ne verrons ici que quelques fonctions principales.
Il ne faut pas être capable de refaire les schémas mais de pouvoir les expliquer.

4.1. Addition binaire

• Half-adder : pour additionner deux bits, on a


besoin de deux sorties C et Z car on pourrait avoir 1+1=10. Or, on
remarque que les résultats C et Z sont les valeurs d’un
AND et d’un XOR.

• Full-adder : pour additionner dans le cas général, il


faut se rendre compte que pour additionner deux bits,
il faut manipuler 3 entrées : A, B et un bit de report
Cin. Ainsi, on aurait le système plus complet ci-contre.
• Parallel binary adder : finalement, pour additionner plus de 2 bits, on
va mettre en cascade les circuits full-adder (en donnant comme Cin au
suivant le Cout du précédent).

4.2. Décoder, encoder et convertir

• Un décodeur binaire est un circuit à M entrées (représentant


un nombre) et 2M sorties numérotées. Ce circuit va rendre
actif le signal de la sortie qui correspond à la combinaison
d’entrées. Ci-contre, on a le décodeur 3-vers-8. Ceci peut par
exemple être utilisé pour décodeur BCD (Binary Coded
Decimal : 4 bits par chiffre) vers un afficheur 7 segments. A ce
moment là, il correspondrait 4 entrées pour représenter les
chiffres de 0 à 9, et 7 sorties correspondant à l’affichage de chacun
des 7 segments (voir ci-contre).
• Un encodeur fait la méthode inverse du décodeur.
• Un convertisseur traduit un code en un autre (il y a donc en général
autant de sorties que d’entrées). Ci-dessous se trouve la table de
conversion pour traduire le codage des nombres de 0 à 7 en code Gray.

Electronique Appliquée | Chapitre 8 : Logique combinatoire asynchrone 27


CHAPITRE 9. Mémoires

1. Introduction

Pour réaliser une mémoire, il faut :

• Des entrées et des sorties


• La mémorisation : produire une information invariable dans le temps même si elle a disparu
• Des commandes : écriture, lecture et mémorisation

Les mémoires sont classées selon leur capacité, la volatilité de la mémoire (besoin ou non
d’alimentation pour conserver l’information), la manière d’accéder à l’information (séquentiel ou
aléatoire), le coût, etc.

2. Bistables

Un bistable est une mémoire d’un bit possédant deux états stables
(mémorisation d’un 1 ou d’un 0). Il doit posséder au moins deux entrées
binaires et possède en général 2 sorties (opposées l’une à l’autre).

2.1. Types de bistables idéaux

On distingue les bistables latches et flips-flops selon leur entrée de


commande E (activée respectivement par un niveau ou par un flanc).

2.1.1 Bistable latch RS

Le bistable RS possède deux entrées R (RESET, mise à l’état 0)


et S (SET, mise à l’état 1). Sa table de vérité est représentée
ci-contre. On remarque que l’état S=R=1 est interdit, car il
implique une incohérence. La plupart du temps, le bistable est
en mode mémorisation. Son schéma interne est donné sur le troisième
schéma ci-contre : on a besoin de 2 portes NOR (ce serait aussi possible
avec des NAND) dont une des entrées est la sortie de l’autre porte (double
rétroaction permettant la mémorisation). Voyons ce qui se passe sur base
de la table de vérité du NOR ci-contre.

• S=1 et R=0 : le fait que S soit égal à 1 implique que, quoi que vaille l’autre entrée, la
sortie du NOR supérieur sera égale à 0, et la sortie du NOR inférieur sera donc 1. On a
bien Q=1.
• S=0 et R=1 : le même raisonnement nous montre que Q=0.
• S=0 et R=0 : le fait que S soit égal à 0 n’est pas une information suffisante pour
déterminer la sortie du NOR supérieur, donc il faut faire des hypothèses. Si Q=0, !Q=1 et
le NOR inférieur a pour sortie Q=0, ce qui est bien ce que nous avons supposé.
L’hypothèse inverse mènerait au résultat inverse. L’état n’évolue pas : il est stable.
• S=1 et R=1 : on trouve Q=!Q=0, ce qui est pas vraiment cohérent.

Electronique Appliquée | Chapitre 9 : Mémoires 28


2.1.2 Bistable latch RS avec entrée d’activation

L’état interdit S=R=1 n’est pas seulement


incohérent, il peut fausser totalement le circuit à
cause des conditions de course (dues au temps de
réaction des portes). Si on quitte l’état R=S=1 et
qu’on se met en mode mémorisation R=S=0, le
bistable mémorise un état indéterminé : si la porte
supérieure est plus rapide, on mémorise un 0, sinon
on mémorise un 1. Mais on ne sait pas déterminer
lequel des deux est effectif !
Etant donné que le problème est dû aux conditions de course, on
va y remédier en utilisant une entrée d’activation E (ENABLE). Cette
entrée permet de masquer ou non les signaux R/S à la manière
que l’on a déjà vue précédemment. Ainsi, lorsque E=1, le bistable
fonctionne normalement, mais lorsque E=0, R et S sont à 0 de manière forcée,
et il y a donc mémorisation.
Pour que cette solution soit efficace, on va utiliser E comme
un signal périodique qui ne passe à 1 que lorsqu’on est sûr
que les valeurs R/S sont stabilisées (car sinon il existe des
impulsions parasites dues aux conditions de course). E est
donc un signal d’horloge, idée
fondatrice de la logique synchrone
que l’on verra plus tard.
Le schéma interne est représenté
ci-contre.

2.1.3 Bistable latch D

Le bistable D possède un entrée d’activation E


(ayant le même but que précédemment) et une
entrée D (DATA) contenant la donnée à
mémoriser. L’avantage de ce bistable est qu’il n’y a pas
d’état interdit, étant donné que D se décompose en S=D et
R=!D (voir schéma interne ci-contre qui ne doit pas être
connu). Ici, lorsque E=0, le bistable mémorise et lorsque
E=1, le bistable copie D à sa sortie.

2.1.4 Bistable flip-flip D

Dans le cas du latch D, l’entrée d’activation nous permettait


d’éliminer le problème des conditions de course, mais aucune
impulsion parasite ne pouvait apparaître lorsque E=1 (ce qui est le
cas 50% du temps).
L’entrée d’activation CK (CLOCK) du flip-flop D est ici activée sur le
flanc (montant), c’est-à-dire sur une durée beaucoup moins longue
que dans le cas latch D : il y a donc beaucoup moins de chances d’y
trouver des impulsions parasites.

2.1.5 Bistable flip-flop T

Le bistable T (TOGGLE) ne possède qu’une entrée d’activation et


change d’état à chaque flanc montant du signal CK. La fréquence est donc divisée par 2.

Electronique Appliquée | Chapitre 9 : Mémoires 29


2.1.6 Bistable flip-flop JK

Le bistable JK est un bistable RS où la combinaison


J=K=1 active le mode Toggle (comme le bistable T).

2.2. Bistables réels

• Il peut être utile d’imposer la sortie d’un bistable


indépendamment de ses entrées (pour l’initialiser ou l’arrêter
momentanément par exemple). On utilise pour cela deux entrées
supplémentaires : PRE (PREset) mettant Q=1 et CLR (CLeaR)
mettant Q=0.
• Pour manier un bistable réel, il faut respecter diverses contraintes temporelles :
o L’impulsion de l’horloge E a une durée minimum spécifiée par le constructeur
o R/S ou D doivent être constants pendant que E est actif mais doivent avoir été
établis un certain temps (setup time) avant le flanc montant de E, et doivent
rester constants un certain temps (hold time) après le flanc descendant de E.
o Le signal de sortie ne pourra être correct qu’après un délai dépendant des
portes

3. Registres

Un registre est une mémoire de N bits (où N ne dépasse pas quelques


dizaines). C’est tout simplement N bistables (D-latch ou D-flip-flop)
connectés entre eux selon le type d’entrée/sortie du registre (série ou
parallèle). Par exemple, tout microprocesseur doit être capable de
stocker de manière interne un certain nombre de mots et contient donc
un certain nombre de registres.
L’entrée/sortie pouvant avoir lieu en série ou en parallèle, on peut
imaginer différents types de registres :

• Entrée parallèle Sortie parallèle


• Entrée série Sortie série
• Entrée parallèle Sortie série
• Entrée série Sortie parallèle

Les deux derniers servent à changer le mode de transmission


(série vers parallèle ou inversement). On les appelle registres à
décalage : l’écriture ou la lecture se fait en plusieurs coups
d’horloge (où les bits sont à chaque fois décalés d’un bistable
au sein du registre, voir
ci-dessous).

Electronique Appliquée | Chapitre 9 : Mémoires 30


4. Mémoires à semi-conducteurs (SC)

4.1. Principes

• Les mémoires à SC sont organisées en mots de D bits


(généralement d’un octet : D=8) et chacun de ces mots est
désigné par une adresse de A bits. La capacité totale de la
mémoire est donc 2A .D bits.
• Les adresses et les données de ces mots sont souvent notées en
hexadécimal, plus concis que la base 2 et permettant de passer
très facilement vers la base 2 (contrairement à la base 10). En
effet, pour passer du binaire à l’hexadécimal, il suffit de grouper les bits par 4 (en partant
de la droite) et de remplacer chaque groupe de 4 bits par son équivalent hexadécimal.
Pour passer d’hexadécimal à binaire, c’est l’inverse.
• Pour écrire dans une mémoire à SC, il faut lui envoyer une adresse (A bits) et une donnée
(D bits). Pour lire dans une mémoire à SC, il faut juste lui envoyer une adresse (et elle
renverra les données après un certain temps d’accès). Ces transferts de A bits (adresses)
et de D bits (données) se font par l’intermédiaire de bus, qui sont un ensemble de fils
véhiculant ensemble un mot binaire. Ainsi, une mémoire possède 3 bus : le bus
d’adresses (unidirectionnel car la mémoire reçoit toujours l’adresse), le bus de données
(bidirectionnel) et le bus de contrôle (permettant de
donner, par exemple, des ordres de lecture et
d’écriture à la mémoire).
• De « l’autre côté » de ses bus se trouve
généralement un microprocesseur (•P). Ce •P doit
lui-même posséder des registres internes pour
stocker les données lues sur la mémoire (il ne peut
les traiter directement sur la mémoire). Il envoie
également les signaux WR (WRite) et RD (ReaD) à la
mémoire, et le tout est synchronisé par la même
horloge CK.
• On distingue deux types de mémoires SC : les mémoires volatiles ou vives (RAM, les données
stockées sont perdues lorsque l’alimentation est coupée) et les mémoires non-volatiles ou mortes
(ROM, les données stockées sont mémorisées même sans alimentation).

4.2. Types de mémoires

Il existe des mémoires RAM et ROM, comme nous l’avons vu


ci-dessus. Voici ci-contre un classement des différents
types de ROM.

• Mask ROM : fabrication massive de mémoire


programmée une fois pour toute.
• PROM & OTP : mémoires non effaçables
• EPROM : mémoires effaçables
o UV EPROM : effacement intégral par UV qui prend du temps et qui est donc inefficace au
possible
o EEPROM (Electrically Erasable Programmable ROM) : signal électrique qui efface la mémoire
par mots
o FLASH : EEPROM moins chères dont la mémoire s’efface par blocs (appareils photos).

Electronique Appliquée | Chapitre 9 : Mémoires 31


CHAPITRE 10. Logique synchrone et logique
séquentielle

En combinant la logique combinatoire asynchrone (traitement) et les bistables (mémoire), on peut créer la
logique synchrone et la logique séquentielle.

1. Logique synchrone

Dans la logique asynchrone, prenons l’exemple ci-contre, on se


rend compte que le laps de temps pendant lequel le signal de
sortie est valide diminue au fur et à mesure qu’on ajoute des
blocs C. En fait, la période T du signal d’entrée X doit être
supérieure à la somme des délais des différents circuits
combinatoires C. Ainsi, plus le circuit est complexe, plus le
traitement est lent car chaque porte additionne son délai aux délais précédents.
Ce problème se résout dans la logique synchrone, où le principe
est d’ajouter entre chaque bloc combinatoire des bistables D
synchronisés par une même horloge CK (voir ci-contre). Chaque
bloc reste sensible aux conditions de course, mais le bistable
qui le suit supprime toutes les impulsions parasites vis-à-vis du bloc suivant. Il existe donc un horloge
globale qui synchronise tous les circuits, et ce sur un niveau de CK, ou le plus souvent sur un flanc.
Chaque passage du signal d’horloge à l’état actif est appelé coup d’horloge.
Pourquoi ne pas utiliser des portes AND à la place des bistables ? Parce que
lorsque le signal d’activation E=0, la sortie Q n’est pas mémorisée dans un
AND, mais vaut 0.
Voyons maintenant ce qui se passe au cours du temps lorsque l’on
synchronise tous les circuits par une horloge principale (voir schéma ci-
dessous). Les blocs combinatoires reçoivent à chaque coup d’horloge une
nouvelle donnée et offrent une sortie après un certain délai. Les bistables,
eux, regardent et mémorisent ces sorties à intervalle régulier (alors que le
reste du temps ils ne font que mémoriser et ignorer les entrées, d’où les
murs de briques). Ainsi, les bistables fournissent aux blocs suivant
un signal « propre ». Pour que ce système fonctionne, il faut
cependant que la période d’horloge soit plus grande que le
maximum des délais δ des blocs combinatoires. Ainsi, la logique
synchrone sera plus rapide en régime. La première information
mettra du temps à arriver mais toutes les informations arriveront
avec un débit plus important qu’en logique asynchrone. De plus, on
évite le problème des conditions de course.
On utilise souvent le pipelining, technique permettant d’accélérer le
fonction d’un circuit en utilisant plus de blocs combinatoires plus petits, donc plus rapides, permettant
d’augmenter la cadence d’horloge globale du système. Une fois de plus, tout l’intérêt se trouve dans un
fonctionnement en régime.

Electronique Appliquée | Chapitre 10 : Logique synchrone et logique séquentielle 32


2. Logique séquentielle

2.1. Séquentiel vs Combinatoire

En logique combinatoire, il n’y a aucune notion de temps : les sorties dépendent directement des
entrées. En logique séquentielle, les sorties dépendent, à un instant t, des entrées mais aussi des
instants précédant t. Pour faire de la logique séquentielle (synchrone, la plus utilisée), il faut une
mémoire et une rétroaction.
L’exemple ci-contre le montre très bien : il s’agit d‘un compteur composé d’un bloc combinatoire,
d’un bistable D piloté par une horloge, et d’une rétroaction de la sortie à l’entrée.

• Juste avant l’instant t i, l’entrée du bloc combinatoire vaut


5 et la sortie vaut 6 (le bistable est en mode bloquant et
ne fait que mémoriser)
• Au coup d’horloge t i, le bistable se met en mode suiveur
et recopie le 6 à la sortie du circuit, c’est-à-dire aussi à
l’entrée (rétroaction). Ainsi, le bloc combinatoire effectue
6+1 et sort 7, mais ce bien après que le bistable se soit
remis en mode bloquant.
• Et ainsi de suite...

2.2. Principales fonctions logiques séquentielles

• Mémoires pures, comme les registres et registres à décalage


• Compteur asynchrone binaire : ce compteur est composé ici de
trois bistables T (déclenchés sur flanc descendant) qui s’activent
tous en même temps via un signal CLR. Une fois activé, le premier
bistable fournit une sortie montante lorsque le signal IN est sur un
flanc descendant. Ensuite, les flancs descendants de Q0 activent
Q1 , etc. On divise donc à chaque fois la fréquence par 2, et on
remarque que le nombre binaire Q2 Q1 Q0 est égal au nombre de
flancs actifs du signal d’entrée depuis la désactivation du CLR (il
ne compte bien sur que de 0 à 7 étant donné qu’il n’y a que 3
bits). En pratique, les conditions de courses font apparaître des
états parasites temporaires, limitant la fréquence maximale du
signal d’horloge. Ces signaux ne sont pas gênants pour des
appareils comme un réveil (un humain n’aurait pas le temps de voir l’erreur), mais peut poser
problème dans d’autres systèmes. On a déjà vu que la période d’horloge ne pouvait être plus
1
petite que la somme des temps de course de chaque porte : T ≥ ∑ tp = n.tp ⇒ f ≤
n.tp
• Compteur synchrone binaire : ceci résout le problème des parasites
de l’exemple précédent. On rajoute pour cela une entrée
d’activation E aux bistables T. Si on examine la séquence binaire de
3 bits : 000, 001, 010, 011, 100, 101, 110, 111, on constate que le
bit de poids le plus faible change d’état à chaque étape (bistable T
normal), et qu’un bit de poids le plus fort change lorsque tous les bits de poids le plus faible sont
à 1 (d’où la porte AND présente dans le schéma ci-contre pour le bit de poids le plus fort). La
fréquence maximum du compteur ne dépend plus du nombre d’étages, la contrainte étant que :
T > Tbistable T + Tporte AND + Tsetup time

• Machine d’état : porte de garage, distributeur de boisson, GSM, saisie d’une code, ...

Electronique Appliquée | Chapitre 10 : Logique synchrone et logique séquentielle 33


CHAPITRE 11. Systèmes à Microprocesseur

1. Introduction

Le grand intérêt des microprocesseurs, notés •P, est leur capacité à être programmés : le traitement
qu’il réalise n’est pas défini lors de sa fabrication, c’est l’utilisateur final qui le décide. On distingue
donc trois nouveaux types de logiques :

• Logique câblée : fonction définie à la fabrication


• Logique programmable : fonction définie par l’utilisateur
mais qui ne change plus
• Logique programmée : fonction définie à tout le moment par
l’utilisateur, ou plutôt par un programme qu’il aura exécuté.

Pour que ce programme interagisse avec le processeur, il faut


qu’il soit écrit quelque part à disposition du •P, c’est-à-dire
dans la mémoire programme.
Un système à microprocesseur est donc le •P et tout ce
qui peut lui être utile pour fonctionner :

• Une ou plusieurs mémoires de données


• Une mémoire programme
• Des périphériques
• Des bus
• Un décodeur d’adresse
• Au moins une horloge
• Un dispositif d’alimentation électrique

2. Programme, instructions et langages

Chaque type de •P possède un jeu d’instructions, c’est-à-dire une liste d’opérations élémentaires qu’il
peut effectuer, regroupés en quatre types :

• Instructions de traitement (logiques, arithmétiques, ...)


• Instructions qui permettent de déplacer des valeurs entre les registres internes du •P
• Instructions qui permettent d’échanger des valeurs avec les mémoires externes au •P
• Instructions permettant de modifier l’ordre d’exécution d’un programme

Bien sûr, un •P travaille avec des 0 et des 1, donc des programmes écrits en C++
(ou autre langage de haut niveau) ne sont pas fort compréhensibles pour lui. Il y a
donc deux étapes à suivre avant de pouvoir envoyer des ordres au •P :

• La compilation : traduction du langage de haut niveau en langage assembleur,


c’est-à-dire un mnémonique (code de quelques lettres).
• Convertir le code assembleur en op-codes (mots binaires représentant les
mnémoniques) qui sont finalement stockés en mémoire programme.

Electronique Appliquée | Chapitre 11 : Systèmes à Microprocesseur 34


Les points qui vont suivre ne font pas partie de la ma
matière
tière de l’examen théorique. Cependant, ils aident
à comprendre le labo d’électronique numérique.

3. Structure interne d’un •P

Typiquement, un •P effectue en boucle la séquence


suivante : extraction d’un op-code de la mémoire
programme (op-code fetch), décodage de l’instruction par
un décodeur d’instructions, exécution de l’instruction. Un
•P (ou plutôt ici, un microcontrôleur •C) contient :

• Des registres généraux (stockage de données)


• Des registres à usages spécifiques
o PC (Program Counter) : contient l’adresse du prochain op-code
o SP (Stack Pointer) : contient l’adresse du début de la pile
o Registre d’instructions (Instruction Register) : contient l’op-code en cours
• Une unité arithmétique et logique (ALU), circuit combinatoire traitant les bits
• Des bus internes
• Une unité de contrôle (Control Unit) : décode les op-code et génère les signaux de commande vers
le •P et les mémoires externes

4. Gestion de l’espace mémoire externe

Pour le •P, le monde extérieur n’est rien d’autre qu’une énorme mémoire, appelée espace adressable.
Cet espace adressable contient la mémoire de données, la mémoire de programmes, et des
périphériques (petites mémoires), et le •P ne fait donc à priori pas la distinction entre ces différents
types. Pourtant, il ne faut pas mélanger les adresses des différents types de mémoires : c’est le
problème du mapping. Aussi, il faut connecter tous ces circuits sur les mêmes bus sans qu’il n’y ait de
conflits électriques : c’est le problème du partage des bus.

• Mapping
Prenons l’exemple où on a un •P envoyant des ordres
sur des adresses de 12 bits (espace adressable de 212
octets = 4Ko), d’une mémoire de données de 1Ko
(adresses sur 10 bits), d’une mémoire programme de
1Ko (adresses sur 10 bits), et un périphérique de 16
octets (adresses sur 4 bits). On remarque que le •P
possède plus de bits d’adresses que les mémoires : il
y a à chaque fois 2 bits de trop (les bits de poids fort), qui seront utilisés
pour sélectionner une mémoire bien précise. Le problème est donc résolu,
et il suffira donc d’envoyer les 2 bits excédentaires vers un décodeur
d’adresse, qui va retourner des signaux appelés Chip Select, responsables
d’inhiber les mémoires auxquelles on n’est pas en train de s’adresser.

• Partage des bus


Les bus étant bidirectionnels, à la fois le •P et les mémoires peuvent écrire dessus. Il y a donc un
problème, et il faut s’assurer que :

o Les deux composants ne veulent pas écrire en même temps sur la mémoire.
o Les composants peuvent se déconnecter du bus s’ils n’ont rien à y écrire. En effet, dans le cas
où ils n’ont rien à écrire mais où ils sont connectés au bus, ils sont bien obligés d’avoir un

Electronique Appliquée | Chapitre 11 : Systèmes à Microprocesseur 35


potentiel 0 ou 5V. On utilise pour ça des pattes à trois états : 0, 1 et déconnecté (dans ce
troisième cas, ce n’est plus le composant ne décide plus du potentiel mais le bus).

5. Exemple : carte à •C 80C552

La carte ci-contre est celle utilisée lors du dernier labo.


Le chronogramme ci-dessous représente les différents états des
éléments responsables du décodage d’une instructions en mémoire
programme (op-code fetch).
Le cycle machine correspond à 12 périodes de l’horloge XTAL2 :
voyons ce qu’il contient.

• Les ports P0 et P2 sont responsables de véhiculer


ce qui se trouve dans le registre Program Counter
(PC), c’est-à-dire l’adresse du prochain op-code à
exécuter par le •P. P0 lit le PCL (Program Counter
Low) et P2 lit le PCH (Program Counter High), et on
voit que ceci est réalisé deux fois sur le cycle
machine ci-contre (phases 2 et 5). Le signal ALE
indique par un flanc descendant lorsque le
copiage de l’adresse sur les ports est correct.
• Lorsque ALE montre un flanc descendant, la
mémoire de données comprend qu’elle doit mettre
la donnée de l’adresse PC sur le port P0 (il sert aussi de port de données pour épargner des pattes).
Ces données sont les blocs rouges « INSTR IN ».
• Lorsque le PSEN, commandé par le •P, est actif (à l’état bas), il lit ce que le bus lui donne. Ce bus
comprend alors qu’il doit lui fournir la donnée INSTR IN que la mémoire contient. Une fois cette
donnée lue et placée dans le registre IR (Instruction Register) du •P, PSEN revient à l’état haut
(inactif).

6. •Ps, •Cs et DSPs

On distingue les ordinateurs (usage général comme les PC) et


les systèmes embarqués. Ces deux familles d’applications
doivent respecter un cahier de charges totalement différent,
tel qu’on peut le voir sur le tableau ci-contre. On pourrait se
demander pourquoi utiliser un •P dans un système embarqué,
étant donné que par définition, la fonction de ce système est
fixe. Ceci s’explique car :

• Le •P est responsable de « l’intelligence » du système


• Ne fabriquer qu’un seul type de •P pour des systèmes embarqués différents réduit le coût par
pièce.
• Pour une question de flexibilité

On distingue trois variantes de •P : les •P classiques (celui que l’on a décrit précédemment : un •P qui
a besoin de mémoires pour communiquer et traiter des données), les microcontrôleurs •C (système
tout en un avec processeur, mémoires, bus et périphériques intégrés sur la même puce) et les DSP
(processeurs dont le jeu d’instructions et l’architecture interne ont été optimisés, comme pour les
cartes son et graphique qui ont besoin d’instructions particulières fréquemment utilisées).

Electronique Appliquée | Chapitre 11 : Systèmes à Microprocesseur 36


CHAPITRE 12. Conversion A/N et N/A

1. Introduction

Si on veut contrôler un processus physique, on


utilise souvent un organe de traitement numérique
(•C, DSP, ...) qui nécessite donc qu’on convertisse
les grandeurs analogiques physiques en grandeurs
numériques. Inversement, lorsque le traitement est
fait, l’information numérique doit être retraduite en
analogique pour interagir avec le processus
physique.

2. Convertisseurs A/N (Analogic to Digital Conversion)

Pour convertir de l’analogique en numérique, on a besoin de faire deux


choses :

• Echantillonner : c’est faire intervenir la notion de temps présente dans les


circuits séquentiels. La fréquence d’échantillonnage est liée au nombre
d’échantillons que l’on prend par unité de temps. Cette fréquence doit
être telle que l’on prenne au moins 2 échantillons par période, c’est-à-

dire que la fréquence d’échantillonnage est au moins 2 fois plus grande


que la fréquence du signal (critère de Nyquist). En pratique, on en prend
une 7 à 10 fois plus grande... Dans le cas contraire, on aura un repliement
spectral comme ci-contre. Lors de l’interprétation des échantillons,
l’organe de traitement va mal interpoler les points et va modifier la
fréquence initiale. On a donc besoin d’un filtre passe-bas « anti-
repliement » avant l’ADC.
• Quantifier : on utilise N bits pour représenter 2 N états, pour ainsi discrétiser l’amplitude
analogique.

3. Convertisseurs N/A (Digital to Analogic Conversion)

Les erreurs au niveau de l’échantillonnage sont les mêmes que pour


les convertisseurs A/N. Une fois des points obtenus, on a le choix
dans l’interpolation : on peut faire des paliers (ordre 0), ou une
interpolation linéaire (ordre 1), ...

Electronique Appliquée | Chapitre 12 : Conversion A/N et N/A 37

Vous aimerez peut-être aussi