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SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE

DEPARTAMENTO DE AÇÕES EM SAÚDE


SEÇÃO DE SAÚDE BUCAL

Política de Saúde Bucal na Área Rural

Porto Alegre, outubro de 2006


INTRODUÇÃO

A atenção integral à saúde está prevista na Constituição Federal e na Lei 8.080/90,


que instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem entre os seus vários princípios a
universalidade, eqüidade, integralidade e descentralização.
Universalizar significa estender serviços básicos a toda a população, o que implica
na definição de um elenco de atividades que deve ser igualmente acessível a todas as
pessoas sem restrições de caráter econômico, social, racial, religioso, político-religioso,
geográfico ou de qualquer outra ordem, e na alocação dos recursos financeiros
necessários a que este conceito se concretize na prática diária (PINTO, 2000).
O princípio da eqüidade expressa que a rede de serviços de saúde deve estar
atenta para as desigualdades existentes, com o objetivo de ajustar as suas ações às
necessidades de cada parcela da população a ser coberta.
A descentralização permite que o município assuma a programação, a tomada de
decisões e a execução dos serviços o mais próximo possível da população,
transformando-o no núcleo principal do sistema. A premissa de que quanto mais
centralizado estiver um sistema de saúde menor será a sua eficácia, é plenamente
aplicável à política de cobertura populacional em odontologia.
Tendo em vista os resultados do levantamento epidemiológico do Estado do Rio
Grande do Sul (SB-RS, 2003), observa-se a exclusão da população da zona rural do
acesso aos serviços e à água fluoretada. Apesar da mesma fazer parte da atenção
básica, acaba ficando à margem dos planejamentos e dos serviços. Neste sentido, a
Seção de Saúde Bucal do Departamento de Ações em Saúde da Secretaria Estadual de
Saúde, atendendo aos princípios do SUS e lançando mão do conhecimento científico
atual, busca desenvolver uma política de atenção às comunidades rurais, através de
parcerias, numa ação inovadora, respeitando as especificidades culturais e variedades de
costumes.
O modelo assistencial em saúde bucal desenvolvido no país, centrado ainda em
procedimentos curativos, não tem sido capaz de reduzir as necessidades sanitárias
acumuladas da população, porque se caracteriza como prática de atenção individual de
alto custo e baixo impacto. E, por isso, as doenças cárie, periodontal e câncer bucal
continuam sendo as que mais afetam a saúde bucal da população, em especial os grupos
socialmente desprotegidos, que são mais vulneráveis por estarem expostos a uma maior
quantidade de fatores de risco.
Entretanto, o conhecimento científico tem avançado na compreensão dos muitos
eventos correlacionados com a dinâmica do binômio saúde-doença, permitindo que seja
possível o controle deste processo através de ações de promoção de saúde e prevenção
de agravos.
A mudança de enfoque no modelo de atenção permite o controle das doenças com
ampla cobertura. Com isso, torna-se viável a atenção a grupos e comunidades que não
têm acesso, ampliando ações que capacitem e estimulem as mesmas ao autocuidado e
aumentem o controle dos determinantes biológicos, políticos, sociais, econômicos e
culturais da saúde.
Sendo assim, é necessário que os gestores concentrem esforços na
implementação de estratégia que vise a reorientação do modelo de atenção odontológico
e o desenvolvimento de ações intersetoriais que contribuam para elevar, de forma
significativa, o nível de saúde bucal dos brasileiros, principalmente daqueles identificados
como excluídos do sistema de saúde existente.
O presente projeto está embasado nos resultados do já citado estudo
epidemiológico SB Brasil e SB-RS, que evidenciam as discrepâncias entre os índices
CPOD (Cariado, Perdido, Obturado-Dente) das áreas urbana e rural nas variadas faixas
etárias (gráfico 1). A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como meta para a idade
de 12 anos um CPOD médio menor ou igual a 3, o que já foi atingido pelo Estado na zona
urbana (2,72), porém na zona rural o índice é 4,07. Isso se deve, provavelmente, à falta
de fluoretação da água para consumo humano e uso de pasta de dentes fluoretada,
pouco acesso à informação, hábitos alimentares inadequados, etc.

Gráfico 1 – SBRS - 2003


CPOD da Zona Rural e Urbana

CPOD Urbano Rural


30
26,78 26,89

25
22,15
20,39
20

15

8,41
10
6,53
5,07
5 3,22 4,07
2,72
1,06 1,82

0
18 a 36 meses 5 anos 12 anos 15 a 19 anos 35 a 44 anos 65 a 74 anos

Gráfico 2 – SBRS – 2003


Com Flúor
9 8,25
Sem flúor
8
7
6 5,76
5 4,7
3,97
4
3 2,49
2,06
2
1
0
5 anos 12 anos 15-19 anos

O gráfico 2, relativo ao SB Brasil (2003), mostra a significativa diferença na


experiência de cárie (índice CPOD), aos 12 anos, entre a área com flúor (2,06) e a área
sem flúor (3,97).
Com relação ao câncer bucal, as estimativas do Instituto Nacional do Câncer
(INCA) apontam para uma incidência crescente de casos novos na população em geral.
Sabendo-se que a população rural é mais propensa à exposição à radiação solar, que é
um dos fatores de risco ao câncer de lábio, faz-se necessário a adoção de métodos de
educação e proteção específica, também, a esta doença.
A parceria com a EMATER, se justifica pelo fato dos extensionistas possuírem
um vínculo estreito com a população rural e por sua importância como agentes capazes
de promover a saúde.
A parceria com a Secretaria de Educação é imprescindível uma vez que a escola
se constitui como espaço de interação professor-aluno, assumindo importante papel de
formador de cidadãos. É um espaço fundamental para os escolares adquirirem bons
hábitos e vivências que irão acompanha-los durante a vida.
OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL:

ü desenvolver ações de promoção de saúde e prevenção das doenças


bucais na população da zona rural do Estado do Rio Grande do Sul,
através de parceria inter-institucional entre a Secretaria Estadual de
Saúde (SES), Secretaria Estadual de Educação(SEE), Secretarias
Municipais de Saúde e Educação e Associação Riograndense de
Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER).

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

ü Capacitar os extensionistas da EMATER, Agentes Comunitários de


Saúde, Professores e equipe de saúde do município.
ü Promover atividades que integrem o trabalho dos extensionistas da
EMATER e professores e comunidades ao da equipe de saúde dos
municípios.
ü Disponibilizar material educativo às parcerias envolvidas no projeto.
ü Incentivar a promoção de saúde por meio de métodos educativos e
preventivos(escovação dentária,uso do fio dental, aplicação tópica de
flúor, bons hábitos alimentares e de higiene).
ü Estimular o município para a fluoretação da água de consumo humano e
implantação de PSF com Equipe de Saúde Bucal.
OPERACIONALIZAÇÃO

1) Estabelecer parceria com o grupo intergestor de promoção de saúde como


estratégia para sensibilizar os gestores municipais na adesão do projeto.

2) Iniciar o trabalho através do desenvolvimento de um projeto piloto, na


região carbonífera do estado, pois caracteriza-se por ser uma área onde os
índices sócio-econômico e de saúde, encontram-se entre os mais baixos do
Estado do Rio Grande do Sul.
Os municípios envolvidos são os seguintes:
- Arroio dos Ratos
- Arambaré
- Barra do Ribeiro
- Butiá
- Barão do Triunfo
- Camaquã
- Charqueadas
- Cerro Grande do Sul
- Chuvisca
- Dom Feliciano
- Eldorado do Sul
- General Câmara
- Minas do Leão
- São Jerônimo
- Sentinela do Sul
- Sertão Santana
- Tapes

3) Elaboração de plano de ação municipal intersetorial (CRS,DE, EMATER,


SMS, SME e outros) que contemple ações de promoção, prevenção e
tratamento dos indivíduos da área rural.
4) Capacitação das equipes envolvidas no projeto pelos técnicos da SES

5) Implementação do plano pelas equipes dos municípios

6) Avaliação conjunta do projeto

7) Implementação do projeto às demais regiões do Estado.

Competências:

ü EMATER
ü Secretaria Estadual da Saúde
ü Secretaria Estadual de Educação
ü Secretaria Municipal de Saúde
ü Secretaria Municipal de Educação

METAS

ü adesão de 100% dos municípios que tenham extensionistas:


- 30% no primeiro ano
- 30% no segundo ano
- 20% no terceiro ano
- 20% no quarto ano
ü redução do índice de cárie em 50%, no prazo de 5 anos, nas faixas
etárias de:
- 18 a 36 meses
- 5 anos
- 12 anos
ü redução do índice de cárie em 20%, no prazo de 5 anos, na faixa
etária de 15 a 19 anos.
ü Redução da incidência de câncer bucal.
ANEXOS

ANEXO I

ESCOLAS RURAIS ESTADUAIS QUE PERTENCEM A REGIÃO


DA 2ª CRS

ARAMBARÉ – Esc. Est. Ens. Fund. Lauro Silva Araújo


Rua João Luis Pereira da Silva
(51) 6769008

BARÃO DO TRIUNFO - Esc. Est. Ens. Fund. Alberto Torres


Linha Nova

BARRA DO RIBEIRO - Esc. Est. Indígena Ens. Fund Tekoa


Porá
Aldeia Coxilha da Cruz

BUTIÁ - Esc. Est. Ens. Fund. Nossa Senhora de Fátima


Vila Ri – (51) 652.45.82

CAMAQUÃ - Esc. Est. Ens. Fund. Edson Nunes de Campos


Rua Neusa Goulart Brizola 10º Distrito
(51) 693.20.78
- Esc. Est. Ens. Fund. Miguel Lopes de Almeida
Banhado do Colégio nº 1
- Esc. Est. Ens. Fund. Alba Kolbach Meirelles
Capela Velha
- Esc. Est. Ens. Fund. Drº Ceciliano Teixeira
Espera da estrada Camaquã Arambaré
- Esc. Est. Ens. Fund. Mário Centeno Crespo
Vila Denise Pacheco
- Instituto Estadual XV de Novembro
Santa Anta

CERRO GRANDE DO SUL


- Esc. Est. Ens. Fund. Flor do Ipê
S/inf. Raia do Ipê
- Esc. Est. Ens. Fund. Francisco José Pereira
Av. Três Castro
- Esc. Est. Ens. Fund. Manoela Alves Pacheco
Estrada Pessegueiros
- Esc. Est. Ens. Fund. De São José
São José
- Esc. Est. Ens. Fund. Mª de Jesus Schumacher
S/ inf Brasino

CHARQUEADAS – Esc. Est. Ens. Fund. Horto Florestal


Rua 2 Horto Granja Carola

CHUVISCA - Esc. Est. Ens. Fund. Hilário Mariano Uszacki


RS 350 Km 15 Capela Velha
(51) 611.70.07
- Esc. Est. Ens. Fund. José Antônio Pires
S/ inf Guaraxaim da Serra
(51) 611.72.82

DOM FELICIANO - Esc. Est. Ens. Fund. Santo Antônio


Barra do Arroio Tigre s/nº

ELDORADO DO SUL - Esc. Est. Ens. Fund. Sergipe


Estrada Bom Retiro 14.500
- Esc. Est. Ens. Fund. Padre Josino
BR 290 km 116 s/ nº assentamento
Padre Josino.
- Esc. Est. Ens. Fund. Roseli Correia da
Silva
Rua da Açude – Fazenda S. Pedro I
nº 2000 (51) 611.61.49
- Esc. Est. Ens. Fund. Sepé Tiaraju
Estrada Eldorado. Assentamento
fase II – Fazenda S. Pedro

GENERAL CÂMARA - Esc. Est. Ens. Fund. Anita Moreira


Boqueirão s/ nº (51) 614.10.84
- Esc. Est. Ens. Fund. Mª Luiza da
Rocha Pires
Volta do Freitas s/ nº
- Esc. Est. Ens. Fund. Rio Grande do Sul
Rua Ernesto Alves 136
(51) 6143.012

SENTINELA DO SUL - Esc. Est. Ens. Fund. Mª Socal


S/ inf. Pirapó
- Esc. Est. Ens. Fund. Gustavo Wurdel
Potreiro Grande (51) 6721.703
ANEXO II

MUNICÍPIOS DA 2ª CRS QUE FARÃO PARTE DO PROJETO PILOTO

Municípios com PSF e Equipe de Saúde Bucal:


- Arroio dos Ratos
- Charqueadas

Municípios com PSF sem Equipe de Saúde Bucal:


- Arambaré
- Barra do Ribeiro
- Butiá
- Camaquã
- Dom Feliciano
- General Câmara
- Tapes

Municípios que não tem PSF:


- Barão do Triunfo
- Cerro Grande do Sul
- Chuvisca
- Eldorado do Sul
- Minas do Leão
- São Jerônimo
- Sentinela do Sul
- Sertão Santana
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bellini H. T. Ensaio sobre programas de saúde bucal Fascículo ABOPREV, 3 maio de


1991.

RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul. Divisão de
Atenção à Saúde. Seção de Saúde Bucal. SB-RS Condições de saúde da população
do Rio Grande do Sul. Relatório Final. Porto Alegre, 2003.

PINTO, V.G. Saúde Bucal Coletiva.

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