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Lesleçonsduprocès deI'Erika

Bientôt
lesOGM à notretable?
Norme GOz: Iesconstructeur
autogagnent dutemps
.,,., ')'l rilr.

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Plongez
dans

clela consommation
vue sousI'angle
consurnêriste
MaÎtriseu Eingrand
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Achetezau nneilleur à ï'aidedc RrËræ
rapportqualitê/prixgrâceaux

cornparatifs
Suivezle

p C I ufra i r e v a l 0 i rv 0 s : ' 3 : s
p r C I t ê g evro t r e s a ^ : ë
N4agazrne éd té par l'lnstitut
national de lâ consommation
8 0 , f u eL e c o u r b e
7 5 7 3 2P a r i sC e d e xT5
Té:0145662020
Té écopieur 01 45 67 05 93
www conso nel

Directeur de la publication
E r cB r a t
Directrice
LE DEFIMAJEUR
Directrice de la rédaction-
rédactrice en chef
N/larie-Jeanfe
Husset
DE EHABITATDURABLE
Rédacteur en chef adioint
PatnckPlro,avec CarineVlayo Pour lutter cohtre le réchauffementclimatique,la Frances'est
Directrice artistique
VéronqueTouraie Sfe r e n g a g é ee n 2 0 0 5 à d i v i s e r p a r q u a t r e s e s é m i s s i o n sd e g a z
Rédaction
à e f f e t d e s e r r eà I ' h o r i z o n2 0 5 0 .A t t e i n d r ec e t o b j e c t i fa m b i -
A c t u a l i t édse I ' e n v i r o n n e m e: n t
Anne Lefèvre-Bal eyd er, t i e u x e t , p l u s g l o b a l e m e n t ,r é p o n d r ea u x d é f i s d e l a c r i s e
Carne Mayo, PatrickPifo
L eg u i d ed e l a m a i s o én c o l o g i q u e ; é c o l o g i q u ei m p o s ed ' e n g a g e rl e s 3 1 m i l l i o n sd e l o g e m e n t s
Jean-PauB ugeon,ClaudeBossard,
G i e s C l é m e n tD , omlnique Gauzin- d a n s u n e p r o f o n d e r é v o l u t i o nv e r t e . C ' e s t I ' u n d e s g r a n d s
l V l uel r , B r u n oH e r z o gP , h ii p p e
Pe an, PatrickP ro,ThierySalomon, c h a n t i e r sd u G r e n e l l ed e l ' e n v i r o n n e m e n t e, t l ' o n a t t e n d l e s
Jean-Louis Toumit,NolwennWe ler
Secrétariat de rédaction
l o i s f i x a n t d e s m e s u r e sp r é c i s e sA . u - d e l à ,c ' e s t u n c h a n g e -
Joceyne Vandellos,avecGlles
G c d a r de t l s a b el e G r a n der u x
m e n t t o t a l d e s m e n t a l i t é sq u i d o i t s ' o p é r e r ,a v e cà l a c l é u n e
Maquettiste f o r m i d a b l ei m p u l s i o np o u r l ' i n n o v a t i o nt e c h n i q u el,a c r é a t i -
Va ér e Lefeuvre
Responsable photo vité architecturale t l'urbanisme.
l\tlchèe Héline
Photo de couverture
P o u r l e n e u f ,i l s ' a g i t b i e n s û r d ' i n v e n t e rd é n o u v e l l e sf a ç o n s
B Ross/r60r d e c o n s t r u i r e .P e u o u p r o u , l e s b â t i s s e u r sd ' a u j o u r d ' h u is ' y
Assistantes de rédaction
BrlgitteGlass(assstante m e t t e n t .M a i s l a b a t a i l l el a p l u s r u d e c o n c e r n eI ' a n c i e n .L e s
de la d rectrice)
KadidiaTraoré(geston) b â t i m e n t se x i s t a n t sr e p r é s e n t e n9t 9 % d e l a c o n s o m m a t i o n
Diffusion
Wll lamïétre (responsab e)
d ' é n e r g i ed e s a n n é e sà v e n i r .l l f a u d r as u r m o n t e rd e n o m -
G l l e s T aI a n de r ( a d j o i n t ) b r e u x o b s t a c l e s: t r o u v e r l e st e c h n i q u e s- s i m p l e se t p a s t r o p
Responsable Internet
C a t h e r i nB
e uschin coûteuses-, les matériaux,les compétenceset... l'argent.Car
webmaster@ n c 6 0f r
Relations presse les investissements
à consentirsont considérables.
[État devra
Anne-Juiette ReissierAlgrain
Tél 01 45 66 20 35 aider les ménages,en pafticulierles plus modestes,dans cette
Directeur financier g i g a n t e s q u ee n t r e p r i s ed e r é n o v a t i o n .L h a b i t a t d u r a b l e n e
Jean FranqoisAndréoietti
Contact dépositaires, peut être un luxe réservéaux plus riches; il doit, au contraire,
diffuseurs et réassorts
E u r o p T e s spef o m o to f , ê t r e a b o r d a b l ee t a c c e s s i b l ea u p l u s g r a n d n o m b r e .
té:0142960055
Serviceabonnements
B i e n s û r , l e s r e t o m b é e sà a t t e n d r es o n t l a r g e m e n tp o s i t i v e s ,
2 2 , r u e F e n éB o ua n g e r ,
75010Pars Té : 01 55 56 70 40
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a n n u e l s : l ' l n u m é r o sm e n s u e l+s
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5 5 , 5 0€ ; T 1n u m é r o m s e n s u e s+
S p é c a m p ô t s+ 7 h o r ss é r e : 7 8 € ; V i v r e d a n s d e s m a i s o n sp l u s s a i n e s ,p l u s s o b r e s ,e n n a r m o -
étfangerT00€
Dépôt légal : avri 2008 n i e a v e c l e c l i m a t e t l ' e n v i r o n n e m e n t . l. l. s ' a g i t d é s o r m a i s
Commission paritaire
N ' A 9 A 7E 1 1 1 1 2 p o u r c h a c u n d ' e n t r e n o u s d e p a s s e rd u r ê v e à l a r é a l i t é .
Photogravure : KeyGraphic C o n s t r u i r eo u r é n o v e r ,b i e n c h o i s i r l e s é n e r g i e s ,a m é n a g e r
lmpression: Brodard G r a p hq r e
(Groupe\.4aury) l e j a r d i n : c e n o u v e a uh o r s - s é r i e" e n v i r o n n e m e n t "p e u t n o u s
Distribution : TransportsPresse
ISSN:1270-s225 y a i d e r .C ' e s tu n v é r i t a b l eg u i d e d e l a m a i s o n é c o l o g i q u e .
O esl nterd I de reprodlife ntéqralement
o ! p a f l e L e m e f t e s a f t r ce s c o n t e n u s
d a n s a p f é s e n l e r e v u e s â n s â û i o r i s a to n MARIE-JEANNE
HUSSET
de NC Les nformêtons pub ées re
pelvent la re oblel d aucune exp o lat of
c o m m e f c a l e o u p L b r c 1 ar e

6 0M i l l i o nd sec 0 n s 0 m m a tHeourrS
ssÉ r iNe' l J 6 m a i / i u2i nû [ B
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60Mitl,ions
de consommateurs
e** te magazine
de tlndihrt nationaI
de [a consommationllNCl

de consommateurs
) 60 MiLLions
est un magazinede servicePubtic
Éatisé par desjournalistes
professionnelsqui travaitlent
en étroitecottaborationavec
les expertsde t'lNC.C'est
un magazinesansPubticité
commerciale,ce qui garantit
son indépendance vis-à-vis
des fabricantset des distributeurs.

) LINCréal.isedes étudesjuridiques
et économiques,des essais
comparatifsde produitset
de services.Ses ressources
proviennent majoritairement
de [a venteen kiosqueet Par
abonnementde ses publications. Husset 3
Édito warie-Leanne
) Lecentred'essaisdeIlNCachète,
commen'importe quel ffiY
consommateut-, defaconanonyme, 6
Le climat,enfin en tête des priorités
touslesproduitstestés. 10
Lesessaiseffectués réPondentà Les OGM bientôt dans notre assiette?
desnormesprécises et à Auto : batailleautourdes normesCO2 14
descahiersdescharges comPlets, Les leçonsdu procèsde l'Erika 18
définispartesingénieurs.
Lesrésultatssontdonc
d'unegrande fiabitité.

) LINCremptitainsisonrô[e: Uhabitatfait sa révolutionvefte 26


assureruneinformation et
objective
contribuer
exhaustive, à $11;-"rr: ": l
fiflslr$$-;"ftg",dËb
de taquatité
Iamélioration 30
Versun habitatécoresponsable
desproduitset services. 32
Le terrain: faireallianceavecle climatlocal
) LINC,c'estaussi: La construction: des labelspour l'habitat 34
. lessiteslnternet: 36
Uorientation: savoirjouer avecle soleil
www.conso.net 38
www.60mittions-ma g.com Le bilancarbone: traquerles émissionscachées
www.ctaconso.fr Le chantier: réduireles nuisances 39
. Ihebdomadaire INC
spéciaLisé L'isolationthermique: une nécessitéabsolue 40
Hebdo Les murs : des matériauxsains,locauxet naturels 42
. Lesémissions tétévisées
Les isolants: osezla laine,le lin, le chanvre... 44
Consomag.
La ventilation: de l'airneufen quantitésuffisante 47
deconsommateurs
60Mil.tions Le puitscanadien:
estte magazine 48
la climatisationqui vient du sol
detouslesconsommateurs.

4
La véranda: une serrebien maîtrisée 50 Lesaidesfinancières: le créditd'impôt 89
Lesfenêtres: bannissezle simplevitrage 52 Le tour de Francedes aidessolairespar régions 9O
La toiturevégétalisée: un rempartthermique 54
Lesfinitions:
l ' a l c h i m i sea i n ed e s n o u v e l l e sp e i n t u r e s 56
AruTÉruAGËR
!-E
JARAIru
D'abordprotégerles insectes! 1OO
La récupération de l'eau :
: " i , . 1 i ., , j E t ru _ * lU
a f f f : f ifi $ f o - Ë la pluie pour économiserl'eaupotable 1O2
Demain.la fin du chauffage! 60 Lestoilettessèches: le renouveaudu p'tit coin 1O4
La consommation: les postesénergivores 62 La conception: en harmonieavecle climat 1Oo
Lesénergiesveftes: bonnesà presquetout 64 Lesplantations:
La chaudière: la courseà la perlormance 66 l e se s p è c e sl o c a l e sa, m i e sd u j a r d i n i e r 108
Le chauffagesolaire: La pelouse: halteau gazonmaudit ! 110
p o u rc o u v r i rj u s q u ' à5 0 % d e s b e s o i n sa n n u e l s 68 lJarrosage : réduitau strictminimum 112
Le chauffageau bois : de la bûcheaux granulés 70 Le compost : recyclerles déchetsvefts 114
La pompe à chaleur: afientionau rendementI 72 [entretien: traiterle moins oossible 116
La régulation: I'indispensable thermostat 74
Les livresutiles 118
Le chauffe-eau solaire:
u n é q u i p e m e ndt e b a s e 76
[électricité: devenirproducteur 78 RetrouvezIe Guide de Ia maison écologique
Le photovoltaique : des aidestrès favorables 80 sur FranceInter
Uéolien: limité par le site et par lesformalités 82 dansl'émission de DenisCheissoux
l l h y d r a u l i q u:el a n o u v e l l ev i e d e s m o u l i n s 83 C0rmon amour
[électricitéverte : décrypterles offres 84 le magazinede natureet d'environnement
Lesondesélectromagnétiques : le samedià 14heures
réduireson exoosition 86

60Millions
deconsommateurs N' 136- mai/iuin
Hors-Série 20ûB
LE CLIMAT ENFIN EN
Laluttecontreledérèglementclimatique est
devenue unepriorité
desordres dujournatio-
nauxet internattonaux.On le doitnotam-
mentautravail desscientifiquesdu Groupe
intergouvernementa
d'experts I sur l'évolution
du climat(Giec),quidoitpourtant affronter
descritiquessursaréactivité insuffisante.

1" 1erluilletprochain, la France pren-


drala présidence tournante de l'Union
européenne, et on luiprêtel'intention
dejouertoutesacrédibilité surl'adop-
tiondéfinitive du "paqueténergie-cli-
m a t " p r é p a r ép a r B r u x e l l e sC e t
ensemble de mesures doitfixerlapoli-
t i q u ec l i m a t i q ueet é n e r g é t i q udee s
V i n g t - S e ppto u rl e s a n n é e sà v e n i r .
Parmicelles-ci, un engagement à re-
d u i r ed ' a um o i n s2 0 % s e sé m i s s i o n s E
de gazcarbonique (CO2) d'icià 2020. ts
l

Avantjuillet, et pourrenforcer sonpoids Nations unies,à l'initiative du clubdes U


E

lorsde laprésidence de I'Union, legou- septpaysles plus (GZ


riches devenu 2
vernement français comptebienavoir entre-temps GB),avecla missionde o I

faitvoterparle Parlement uneloi-cadre dégager unconsensus screntifique des


E

ambitieuse traduisant lesdécisions du m i l l i e rds e p u b l i c a t r osnusr l e c l i mat t

Grenelle de l'environnement d'octobre p a r a i s s a cnht a q u e a n n é eP . arce ue E


q
2002dontle fer de lanceest la lutte sonfiésurnéà l'intention desdécideurs I

contrele dérèglement climatique. estle résultat d'unevéritable négocia-


:
t i o ne n t r es c i e n t i f i q u e st d é l é g u é s É
UNE PRIORIÉ POURLES gouvernementaux sur lestermes,les c

INSTANCESINTERNATIO NALES constats et lespréconisattons, sesrap- zo


ll n'existe désormais plusuneréunion oortssuccessifs (1990, 1995,2001et J

É
internationale de hautniveau (G8,insti- 2 0 0 7 )s e s o n ti m P o s é cs o m m ed e s
t u t i o n sf i n a n c i è r eisn t e r n a t i o n a l e sdocuments
, indiscutables aucours des i,ù
sHurunNlrÉ Nations u n i e s . . q
. ) u i n e p l a c e c e t t e a n n é e sA p r è sd e s d é b u t se n t r a v é s
EN SURCHAUFFE
bataille en têtede sesPriorités p a rI ' i n d i f f é r e n cveo,i r el ' h o s t i l i tdée
Exploitation effrénée
des ressourcesfossiles, Onle doittrès largement aux travaux du groupes de Pression, l'undesgrands
comme le pétrole
Groupe d'experts intergouvernemental mérites du Giec est d'être Parvenu à
ou le gaz (1), explosion
des transports (2), sur l'évolution du climat (Giec) Cette r e n d r v
e i s i b l e t l n t e l l i g i b p
l eo, u rl e s
surconsommation(3)...
communauté de travail, qui a comPté décideurs, mais aussi pour le public, la
Le dérèglement
climatiquetraduit lusqu'à 3 0 0 0c h e r c h e udr e s P r è sd e p r o g r e s s i oc no n s t a n tdee l a s c i e n c e
la pression excessive
200 pays, a été mise en Placeà la fin verslacertitude d'undérèglement de la
des activités humaines '1980,
sur la planète. d e sa n n é e s sous l ' é g i d d
e e s machine climatique.

Hors-Série
dec0nsommateurs
60Millions 2Û08
N' 136-mai/juin
6
,\ t

II TETE DES PRIORITES

LES GIACIERS,
ts
l MAROUEURS
É LES FOURCHETTES ment,les moyensde luttercontreet CLIMATIOUES
û D'INCERT[UDESE RESSERRENT le Résuméà l'intentiondesdécideurs). Leglacierde la baie
z
ro L a t e n d a n cleo u r d eé t a i to e r c e o t i b l e ll fautdirequele contenu du Diable,sur llle
a de cet opus deVega,au largede
,.ù dès 1990,maislesimperfections des c l ô tl e sd e u xp r i n c i p a udxé b a t sO. u i , la péninsule antarctique,
d
modèlesinformatisés de prédiction a connuunefonte
à le dérèglement est bienen cours,et accélérée au cours
'F
longtermelaissaient planerdesincer- l e s a c t i v i t é h s u m a i n eesn s o n t r e s - {e l'annéeécoulée.
r ù
titudesquantà l'ampleur de la dérive, p o n s a b l e(sl av a r i a b i l i n Etudiédepuisplus
L
t éa t u r e l ldeu de vingt anspar
dontl'accroissement destempératures climatne permetpasde l'expliquer) : le glaciologue argentin
moyennes. Aufil desrapports, PedroSkvarca,
t 6 lesfour- c Lessentielde l'augmentation obser- il constitueun repère
chettes d'incertitude sesontresserrées, vée des températuresmoyennes, pourévaluerl'impact
-z nelaissant plusguèrede placeaudoute. depuisle milieudu xxesiècle,est frès du réchauffement
o
de la planète.
f-i
Uannée 2001auramarqué uneconsé- probablement dtt à l'accroissement
)U cration pourle Giec,colauréat du prix observéde la concentration en gaz
iË Nobelde la paixavecAl Gore,auteur à effetde serreengendrépar les acti-
.+ du film Unevéritéqui dérange,visan| vitéshumaines.n
I
à r é v e i l l el e
r s c o n s c i e n c eq su a n ta u De fait,les climatologues ont bouclé
r i s q u ce l i m a t i q u e . lechapitre le plusardude leurmission.
j Lequatrième rapport du Gieca faitI'ob- Parmileursgrandes conclusions : à la
) j e t d ' u n em i s ee n s c è n em é d i a t i q u e finduxxtesiècle, la moyenne destem-
: inéditetout au longde 2007,avecla p é r a t u r epsl a n é t a i r epso u r r a iat v o i r
remise, de févrierà novembre, de ses g a g n éd e 1, 8 à 4 o Cp a rr a p p o rat u x
quatregrands (la
volets science clima- années1990,et le niveaudesocéans
tique,les conséquences du dérègle- a v o i m r o n t éd e 0 , 1 8à 0 , 5 9m .

00Millions
dec0nsommateurs
Hors-Série
N"136-mai/juin
Z00B
P O L É M I O U ES U R L A H A U S S E
DU NIVEAU DES OCÉANS
f'/as, à peinel'encredu rapportavait-elle
s é c ^ é q u e c e t t e d e r n i è r ef o u r c h e t t e
s e : : . ' o u v é ec o n t e s t é e. p a r c eq u ' e l l e
era: cejalarge'nentobsolete! En effet,
e n ; - i n 2 0 0 7 ,l e C l i m a t eI n s t r t u t ed e
S y o " e ya o u b l i éu n e e t u d ea l a r m a n t e
T o n i ' a r I q u e ,d e p u i s2 0 0 0 ,l e sg l a c i e r s
o u G r o e r l a n do u d e l A n t a r c t i q u e q ,u i
r é a g i s s e nàtt r è sc o u r tt e r m ea u xv a r l a -
t i o n s d e t e m p é r a t u r ef,o n d a i e n d t eux
f o i s p l u s r a p i d e m e nqt u e l o r s d e I a
décenrieprécedente. Aussiest-cepeut-
ê t r e u n e h a u s s ed e 1 , 4 0m d u n i v e a u
Au sommet de Bali.
CHAOUEANNEECOMPTE
d e s o c é a n sq u ' i lf a u d r aa f fr o n t e rd ' i c ià en décembre2007,
POURPRENDREDESDÉC|SIONS
r af i n d u s i e c l eI E l l ea f f e c t e r adi ti r e c t e - les 187 pays particiPants
ont adopté une "feuille
proposent doncquele
Desscientifiques
m e n t d e s c e n t a l n e ds e m i l l i o n sd e p e r - de route'i qui devrait
Giec,dontlesrapports embrassent les
s o n n e sv i v a n ts u r l e s c o t e s ,l e s z o n e s m e n e r à u n n o u v e l
études accord sur le climat
descinqousixannées précédant
l e sp l u sp e u p l é eas u m o n d e d'ici à 2009 pour
leurparution, devienne plusréactif, afin
C ' e s tu n e d o n n é en o u v e l l e: l e r Y t h m e succéderau Protocole
de Kyoto de 1997.
phase avec les avancées
d'evolution d e c e r t a i n sp a r a m e t r e s d'ètreen
c l i m a t i q u esse m b l es ' a c c é l é r ear ,l o r srécentes.-Cette polémique a eu pour
conséquence
q u e l ' o na p p r o c h e r adiet s l i m i t e sd ' a b - l'abandon de toute réfé-
rencechiffrée concernant la hausse du
s 6 r p t i o np a r l a b i o s p h è r e- o c é a n se t
niveau desmersdansle Bésumé à l'in-
f o r ê t ss u r t o u t- d ' u n e P a r t r ed u C O 2
é m i s p a r l e s a c t i v i t é sh u m a i n e s tentiondesdécideursdu rapport duGiec,
( e n v i r o nl a m o i t i éa c t u e l l e m e n te) t, adoptéen novembre 2007. Cequin'est
q u e c e s é m i s s i o n ss o n t e n c o r el o l n pasanodin, quandon saitquece docu-
d e r a l e n t i rL a n n é e2 0 0 6a a i n s ib a t t u ment constituela référencedans
lesnegociations internationales, et que
t o u s l e s r e c o r d sp o u rl e s t o n n a g e sd e
C O 2r e l â c h é s cl"aque annéecomptepourprendre les
décisions quis'imPosent.
Cetincident deparcours n'affecte cepen-
d a n tg u e r el a p r i n c i p acl o dn
en c l u s i o u
MESURÉ
ItlNA DÉJÀ
CEOUE raooort ; 2007restera I'année oùlabataille
>>>Les gaz à efÏel quin'ajamais éTé >>)0nze des douze a quitté le terrain scienttfique pourInves-
deserrealteignent.atternteauc0urs annéesles 0lus tir pleinement les poliiiques du monde
chaudesdepuis entier de leur responsabilité. Ladernière
enc0nrentrati0n des650000dernières
conférence annuelle des Nations untes
atmosphérique.années etd0ntla sesituent
lB50
sur la lutte contrele déreglement clima-
425 par
parties vitesse 1gg5
enrre
decroissance, et2006.
tique,à Bali,en décembre 2002s'est
(ppm).
million soit déiàinédile depuis }})Unemolétule tenaillée par
donctenuesousinfluence,
5û%de plus 20 00fl
ans. estsans de[0, résideen un leitmotiv ancien, maisptuspertinent
qu'en1750.avant Équivalent depuisla moyenne 150 ans quejamais : pasdedroità l'échec.
industrielle dernière
l'ère dÉcennie. dansl'atmosphÈre.
>>>Le premier ))) [a temper8ture[equidonne une LIMITERÀ Z'C SAUGMENTATION
eux.
d'entre let0z. a augmentÉ. depuis idée
de I'inertie DESTEMPÉRATURES
ppm. unsiècle. 't considérabledudérè On a pourtant frôléla catastrophe Un
approche380 de0.74
glement accord a nininaa finalement eté anaché
uneconcentratlonenmoyenne mondiale. climatique
in extremis:les 187paysreprésentés

N"136- mai/juin
Hors-Série
dec0ns0mmateurs.
60Milli0ns 2008
B
sesontdonné jusqu'à lafinde2009pour
définirunnouveau protocole international
de réduction desgazà effetde serre.
Compte tenudesdélais de ratification, il
pourraitprendreeffetdès 2012,dale
d'échéance du Protocole de Kvoto.
Ce dernier, signéen 1992maisentré
envigueur en2005seulement, n'oblige
les36 paysconcernés (lesplusgros
émetteurs) qu'à une très modeste
r é d u c t i ognl o b a l d ee 5,2% de leurs
émissions degazà effetdeserre(lessix
principaux) d'icià 20'10 en moyenne, par
rapport à leurniveau de 1990.Sonsuc-
c e s s e u dr e v r ai m o é r a t i v e m eênttr e
cohérent avecl'objectif de la commu-
nautéscientifique : limiter à 2 "C l'aug-
mentation moyenne destempératures
planétaires. Au-delà, la machine clima-
tique p o u r r a i t
s u b i rd e ss o u b r e s a u t s
imprévisibles, avecdesconséquences
de grandeampleur: pertesmassives
de biodiversité, désertification accrue,
exodede centaines de millions de per-
sonnes, etc.[un deséoouvantails estla
fonted'unepartiede la calotteantarc-
tique,qui provoquerait unehausse de
6 à 7 mètresdu niveaudes mersau
coursdu siècleprochain.
Pour tenirce "minimum planétaire auto-
"
risé de2'C, le Giecdécritunefeuille de
route: l'inertie dusystème (nouspayons
a c t u e l l e m el en st é m i s s i o ndsu s i è c l e
dernier) lmposed'avoir dlvisépardeux
lesémissions de gazà effetde serre
d'icià2050.Cequiimpose entre-temps,
pourquel'objectif soitréaliste, qu'elles
aientculminéavant.2020. Compte tenu
delafortecroissance desémissions des
paysémergents (Chine,Inde,Brésil,
AfriqueduSud...), quirevendiquent leur
"droitaudéveloppementi lespaysindus-
trialisés, responsables de la situation
actuelle, devraient lesavoirréduites de
25 à 40 % parrapport à leurniveaude
1990, puisde75,voirede80 7oen2050.
Siplusieurs pays,commelesEtats-Unis,
ontfaitobstruction à Balipourqu'aucun
objectif chiffré nesoitcouché surlepapieç
cettefeuillederouten'estotficiellement
contestée parpersonne I

EûMillions
deconsommateurs. |\]"136-
H0rs-SÉrie
,|\

LES OGM BIENTOTDA|


Alorsqueplusieurs montrent
Sondages neSontpasfavo-
quelesFrançais
modifiés(OGM),l'examende la
génétiquement
rablesauxorganismes
transgéniques
loisurlescultures surfondde polémique.
se poursuit,

l l n ' y a u r ap a s d e m a i st r a n s g é n t q u e naced'uneamende de38 millions d'eu-


cetteannée,ni ros,assortie d'uneastreinte journalière
dansleschampsfrançais
d ' a u t r e c u l t u r e O G M c o m m e r c l a l e , de360000€. Mais,lorsdesondiscours
p u i s q u ec ' é t a i tl a s e u l ep l a n t eg é n é t i - de clôture du Grenelle de l'environne-
q u e m e nm t o d i f i é ea u t o r i s éàe l a c u l t u r e ment,Ie président Sarkozy s'estsolen-
d a n s l ' H e x a g o n eT e l l ee s t l a c o n s e - nellement engagé à transposer ladirec-
q u e n c ed e I ' a r r ê t éd ' i n t e r d i c t i odne l a tiveOGM.Laloirelative auxorganismes
variété M O N 8 1 0 ,s i g n é e n f é v r r e d
r e r - génétiquement modifiés devraitêtre
nier p a r le m i n i s t r e d e l A g r i c u l t u r e , adoptée au printemps. sauf rebondis-
M i c h eB l arnier M a i s q u ' e n s e r a - t -di a
l n s sement de dernière minute
l e sa n n é e sà v e n i r? l l e s t d l f fi c i l ed e l e
d i r et a n t q u e l a l o i s u r l e s O G M n ' e s t UN SUJETEXPLOSIF
p a sv o t é e U n e l o i s a n sc e s s er e p o u s - Si la Francftardetantà se prononcer,
s é e ,c e q u i a v a l u u n e c o n d a m n a t l o n c ' e s tq u ' i ls ' a g i d t ' u nd o s s i eur l t r a -
de la France la Courpar de justice euro- s e n s r b l l
e l f a u td i r eq u e ,d e p u i sp l u -
p é e n n ep, a r c e q u ' e l l en'avait p a s t r a n s - s i e u r sa n n é e s l e
, sc o n s o m m a t e u r s
p o s él a d l r e c t i v ef i x a n tl e s r è g l e sd e l a rejettent les OGM Au pointque,selon
c u l t u r ed ' O G M .C e t t ec o n d a m n a t l o n a un sondage lfop pour le ministère de
é t é s u i v i ed ' u n r a p P eàl l ' o r d r e d e l a l ' É c o l o g ireé a l i s a
é u d é b u d
t e 2 0 08'
l a m e - 7J o/od'enrre eux ont approuvé la déci-
Commission e u r o p é e n n ea,v e c
s i o nd u g o u v e r n e m ednets u s P e n d r e
la culturedu MON8'10Dansle PaYs
d e l a g a s t r o n o m il e' i ,d é ed e m a n g e r
ATCUSE
OUI
TENOUETE d e sa l i m e n tgsé n é t i q u e m emnot d i fé s
>>) Jturnaliste. quimontre lapuis- p a s s em a l , a u s s ib i e na u P r è sd e s
Marie Monique Hobin sancede "l'emPire" consommateurs quede certains agri-
estl'auteurd'unB Monsanlo, qui a c u l t e u r sC ' e s c
t e q u ' a m o n t r êu n e
àIntroduire
réussi les c o n s u l t a t i oi n t e r n r
e é a l i s é p
e a rl a
enquêtetrÈs fouillée.
ûGM surI'ensemble coopérative Terrena, première coopé-
ruLeMonde selon
)),sortie de planète.
la r a t i v ea g r i c o l fer a n ç a i s ee,n j a n v i e r
Monsanto
d e r n l e rA. i n s i ,s u r u n P e uP I u sd e
simultanément sous >>>rrLeMonde
3 0 0 0a g r i c u l t e u qr su i o n t r é P o n d u ,
laforme d'un film selonMonsanto r,
62 o/ose sont déclarés en faveurdu
documentaire (diffusé deMarie-Moniquemaintien d'unmoratolre r le tempsque
surlachaîne Arte nistration Hobin.
américaine éd.La lesrecherches avancent t, eI42 o/oonl
le11mars 2008) pour les
imposer 0érouverte. 2008. dit refuserparprincipe lesOGMdans
etd'un livre.Elley 0GM.quitte p .
370 €. . 2 0 leurexploitation. Face à ce résultat, la
lafaçon dontàcachercertains }})UVI]:Arte coopérative a décidé de ne Pas com-
dénonce
min. m e r c i a l i s de er s e m e n c egsé n é t i q u e -
l'entrepriseafait scienti-
résultats France.2û00.1û9
mentmodrfrées en 2008et en 2009,
pression surl'admi- fiques.Uneenquête15€ environ.
m ê m es i l a l o i l ' Ya u t o r i s eU n ed é c i -

N"136- mai/iuin
Hors-Série
deconsommateurs-
60Milli0ns 2008
10
\NS NOTREASSIETTE?

EINTERDICTION
DU MAIS MON 81O
sionde prudence, alorsquele sortdes à lafoisauxpro-OGlV, partisans du libre A ÉTÉ CoNFIRMÉE
o r g a n i s m egsé n é t i q u e m emnot d i f i é s marché,et auxanti-OGM, touten ren- Le 19 mars demien
e s tl o i nd ' ê t r er é g l é . le Conseild'État a reieté
voyant
la balledansle campdesEtats le recoursdéposé
membres chargés de mettreen place par les semencierset
UNE MISSIONIMPOSSIBLE les producteursde maTs
? uneréglementation, Ainsi,la directive contre I'interdiction
Organiser lacoexistence entrecultures 2001118CE leurconflelesoinde r prendre du maïs OGM MON 810.
OGMet nonOGN/, ll n'y aura pas de semis
telleest la difficile lesmesuresnécessaires pour éviter cette année,mais, pour
mission assignée à laloiquiestendébat Ia présenced'OGMdansd'autrespro- 2009,rien n'est ceftain,
auParlement Difficile, voireimpossible, duitsr C'estpourquoi car un autre recouts
unepartiedes a été déposé.
selonlesécologistes, carle pollenest débatsseconcentre surladistance entre
transporté parlevent,lesabeilles et les lescultures génétiquement modifiées
oiseaux, cequirendinéluctable laconta- et lescultures conventionnelles, et surle
mination desvégétaux parlesplantes seuilde contamination acceptaole Les
OGN/CetteambiguiTé estdea correnue cultivateurs d'OG|\/l préconisent unedis-
dansla législation européenne, qli est tancede25à 50 mètrespourresterau-
favorable à la libertéde produire des d e s s o u ds u s e u i ld e 0 , 9% , à p a r t i r
OGN/tout en cherchant à protéger la duquel, selonla réglementation eufo-
santédesconsommateurs et l'environ- péenne, un produitdortêtreetiqueté
nement. Cetteposition donnedesgages OGM.Unargument rejeté avecvigueur
'l36
6ûMillions
dec0ns0mmateurs I'l' - mai/iuin
Hors,Série 2000 11
quifontremarquer des ( interrogations quantaux conse-
parlesécologistes,
environnementales, sanitaires et
oue du pollende mais OGM a été quences
des économiques possiblesde la culture et
retrouvéà plusieurs kilomètres
et de Iacommercialisation du MON 810 n'
champs danslesquels il étaitcultivé,
quineveulent Mars, lorsque Présidentle de ce
quelesconsommateurs
pas d'OGM dans leur assiettene comité,le sénateur UMPJean-François
enconte- LeGrand, a résumécesPropos en Par-
peuvent accepter desproduits
sérieux ), une bonne
nantjusqu'à0,9 %. Cettepositionest lantde < doutes
nationale oartiedes scientifiques se sont déso-
aussicellede la Fédération
de l'avis,estimant que leurs
d ' a g r i c u l t ubr ieo l o g i q u(eF n a b )n. L e lidarisés
"zérocontamination" doitêtrela règle' conclusions avaient été déformées'
IJnepollutiondes cultures convenilon- < Ces Personnes en ont fait un débat
nelleset biodoitresterexceptionnelle 4 de sémantique, alorsqu'il s'agitd'un
affirme Vincent Perrot, délégué général' débatde société.C'estnormalqu'un
politiqueinterprèteun avisscientifique,
c'estsonrôlel, estimeChristian Vélot,
UNE BATAILLED'EXPERTS
loi doitaussidéfinircom- c h e r c h e uern g é n é t i q u e m o l é culaire
La nouvelle
sciences
mentserontnomméslesexpertschar- et membrede la Fondation
liésaux OGM, citoyennes.Conséquence de cet épisode
gésd'évaluer lesrisques
Là encore, mouvementé, lorsde la discussion surle
ainsiqueleursattributions.
ont
le sujetestdélicat. On l'avu,enjanvier projetde loi OGM,les sénateurs
sur les décidéque la Présidence du Haut
dernier,avecla controverse
préfiguration Conseil remplaçant la Haute Autorité
conclusions du Comitéde
surlesOGM,qui serartconfiéeà un scientifique, et non
d'uneHauteAutorité
de laculture plusà unpolitique. Unedécision visant
ontconduità l'interdiction
le sénateur Le Grand, t cet empêcheur
du maïsMON810.Lesmembresde
cetteinstance ont reconnu qu'ily avait de transgéner en rond), commele sur-
nommel'association FranceNature
Environnement, quiavaitvouluse faire
l'échodespréoccupations exprlmées
lorsdesdiscussions sur les OGMdu
Grenellede l'environnement, qu'ilavait
orésidées. Du couP,ce derniers'est
retirédu débat,devenant la première
victimede cetteguerredesOGM'

uÉVALUATION NÉCESSAIRE
DESRISOUES
continuent
Deleurcôté,lesécologistes
de pour
plaider quelesmembresdela
sociétécivilesoientréellement associés
à la communauté scientifique et quele
futur HautConseil ait un véritable rôle
d'exoertise.< Actuellement,l'évaluatron
des risquesliésaux plantestransgé-

en outrequeI'on
nement.ll souligne
N"136- mai/iuin
Hors-Série
deconsommateurs'
EllMillions
20tl8
12
m
r,é
r gn uô vnrni l2 i r+o r L lr aç cù n Àn l'i^
unv rnrcùéçn\ r_r1aungnI nu oç ù uE | il t-

desplantes
troduction transgéniques
sur
es micro-orgaf
ismesdu solet queles UNLANCEUR
D'ALERTE
MISAUPLACARD
OGN/l quiproduisent
unetoxineinsecti- ))thristianVélot sammenlinquié- dedevoir dÉménager
cide,commelemalsMONB10,ontdes e$tchercheur
en tantes
û0urquel'nn deI'universilé
Paris-
effetstoxiques
surdesinsectes autres uénétique.
Pourlui, a[0lique
letrincipe Sud.['estoourquûi
queceuxquiétaientvisésinitialement. précaution
les0GM sontdes de r. il milite.
auxc0tésde
outils
auservite explique-t-il d8ns laFondation scienres
DESCONSÉOUENCES
MAL CONNUESSUR LA SANTÉ delarechercfie.
mais $esronlérencesaux rito\/ennes.pour
la
Pource représentant r,si les
associaTif, pasune linensoi, rit0yens.
Une prise créationd'uncadre
manipuIationsgénétiques en laboratoire etriennejustilie dep0sition p0ur depratectirndes
ont un intéretscientifique,on a brùlé leur cultureenolein lAquelle
il s'estime lanceursd'alerte,
tesetapesen cul'tivant
des OGMpestr- champ. ( lesétudes auiûurd'hui pénalise.
Pour ensavoirnlus:
cidesà grandeéchelle".Ainsi,certaines laitessurles0EM Earil Bst privé http://sriences
plantes OGMsontconÇues pourrésis- s0nlsuffi- decrédilsetmenaréritoyennes.0rg
IBstifides
t e ra u n h e r b i c i dt oet a lc, e q u is i g n i f i e
qu'elles ontlacapacité deconcentrer cet
e herbicide Ouelseffetscelapeut-il avoir projetdeloi,ilsseraient
sanctionnésd'une
surunepersonne qurconsomme de la peinedetroisansd'emprisonnement et
''i
viande ou des aitages issusd'animaux d'uneamende de '150000€ !
,L ayant éténounis aveccesplanres ? C'est
cequ'ilfaudrait élucider, en menant des DESCITOYENS BIENINFORMÉS?
1 etudes épidem ologiques surdespopu- Le projetde loi mentionne à la foisIa
.T iations consommant desproduits OGM, volonté d'informer le publicet le désir
parexemple auxÉtats-Unis, Maisc'est de protéger desinformations confiden-
imnnccihlo cÀr ên l'eheanno ri'é
v
tin' ra-
vLr Yuv
+;^ll^- l,,^^,,'^i,
Lrçilçù, JUJ9U UU
;,^
ild
l^ +"^^^^^,^^^^
td LtdtrJpdruILU
)
I

t a g es u rl e sO G M ,o n n e p e u td i s r i n g u e r lemplacement desoarcelles OGMsera-


c e u xq u i e n c o n s o m m e ndt e c e u x q u i t-ilconnu? Mais,plusquelaculture des
n'enconsommentpas Ô G N / n ' a c t l ' é t i n r r o t a n o n r r i ri n
vv Yur l tÂracca

Lafutureloidoitaussideterminer quiest l e sc o n s o m m a t e uO r sr ,.i l s e m b l e r a i t


' e s p o n s a b leen c a s d e c o n t a m i n a t i o n q u e l a l o i n e p r e n n ep a s
en compte
d ' u n e c u l t u r ep a f u n e p t a n t el r a n s - lesdemandes desécologistes quantà
g é n i q u ee, t q u id o i tp a y e rp o u rl e p r é j u - I ' c t i n r r o t : n a dv vou c nv , rvnu r l gj 1 s a n i m a u x
d i c es u b l C e s u j e tc o n c e r n e s u r t o u lte s (viande, æufs...), sibienqu'ilseraimpos-
p r o d u c t i o nbsé n é f i c i a n d t' u n ea p p e l l a - siblede savoir si cesderniers provien-
t i o n d ' o r i g i n ec o n t r ô l é e( A O C )o u d ' u n nentd'animaux nourris avecdesOGIV.
a b e l .L e s p r o d u c t e u rbsi o f o n t v a l o i r
i'rt q u ' u n ec o n t a m i n a t i odne l e u r sc u l t u r e s AU-DELÀDE LA LOI
la entraînerait la pertede leurlabel,et ilsne Maisla futureloi ne règlera pastout.
3S s o u h a i t e npta sr é a l i s eàr l e u r sf r a i sd e s lu- . )u' eùhwnt r eult ôv oâ rr . vô ç ôv ur r r rur tn ôr ç np no rt t iLnt E uÀç^ ù- .ul çÂu^ti-
analyses prouvant que leursproductions q i n n q c o n r a n d à l '  n h a l n n o r r r n n  o n I v v ' v v v v , , .

- L g Jc ^Vnr Ir L sê ^v ê
umr r ô tr êv cL ç J u
d ' Ôv Êu N
t v/ t . L Ainsi,
F ln {i il ni l t , l a o r . . ^
tuJ oJJU- peuttrèsbienautoriser
I'Europe la
3n ciations de protection de l'environnement misesurlemarché d'unenouvelle plante
JV- s o u h a i t e r a i eqnut e s o i t p r i se n c o n p t e transgénique ou,à l'occasiondelarééva-
1,, 1 ep r é j u d r céec o l o g i q u ec ,o m m ed a n s luation duMON810,aucoursde2008,le
l ' a f f a i r ed e l ' E r i k a ,o ù l a v a l e u r d e s d é c l a r esra n sr i s o u e o s o u rl ' e n v i r o n -
es e s p e c e sv i v a n t e sa é t é r e c o n n u eD . u nementEnsuite,parce quelespro-OGIV
'tâ n
v vÀ rr ça d
uoç cJ n
p rr nv - ÔvÊulrt v/ lr , n
v |n cD' i inl +
, 1Àç. t^g. ^ù^) g
^' '.
Jut- et lesanti-OGM peuvent toujours atta-
Jt- toutau préjudice par
subi lescu'rvateurs querunedécision enjusticeLabataille
on lorsde fauchages volontarres, Selonle desOGMn'estoasorèsdefinir. r

l[08 60Millions
dec0ns0mmateurs. N"136- mai/iuin
Hors-Série 2008 13
AUTO: BAIIAILLEAU I prioritédu Grenelle
Alorsquela luttecontrel'effetde serreétaitune
réglementation
il seprofileunenouvelle européenne
de l'environnement,
automobiles'
quirisquede freinerleseffortsdesconstructeurs
publicités faisantrimerécologte
s n a r eos u fait,les
C e f u t l ' u n ed e sm e s u r e P
: le bonus- er économies ontfleuri,et lesassocia-
Grenelle de l'environnement
d'unevotture tionsde protection de l'environnement
malusappliqué à l'achat
bénéfique de
neuve.Soit une réduction de 200 à ont reconnule caractère
même si elles la jugeaient
1 000€ Pourdesvéhicules émettant cete mesure,
(voire de trop modérée.
DIFFICILE SOBRIETE
molnsde 130g de CO2/km
5 000€ pourunevoiture électrique !)'
Avec ses 122 grammes
de CO, par kilomètre, et uneaugmentation de 200à 2 500 € UN PETITPASENAVANT
ta Renâult Modus 1,5 I de < Le dispositif auraitété plus incitatif
Diesel se Placedans pour les voituresémettantPlus
niveaudu malus'
la catégorie,Gde. 160g de CO2/km. Si I'onajouteà cela si l'on avaitrelevéle
si l'on avaitabaisséde 130à
uneprimeà lacassede 300€ Pourles ou bien
l'étiquette energle.
La moyenne des voitures du bonus'
neuves est à ce iour de véhicules deplusdequinze ans,ily avatt 120g de CO2/kmle seuil
140 g/km, ce qui risque StéphenKerckhove, porte-
de mettre hors d'atteinte làde quoidonneruncoupdepouceaux explique pour l'en-
Agir
l'obiectif 2012 (120 g/km ventesd'automobiles toutenadressant parolede l'association
en moYenne),estiment
un signal fortauxconsommateurs De v i r o n n e m e nEt t n o u sa u r i o n s u s s t
a
les associations.

É
!
ô
É
o

N' 136- mai/juin


H0rs-Série
dec0nsommateuts'
60Milli0ns
20ÛB
14
R DES NORMESCOz
souhaité l'instaurationd'une taxe
annuellesur les émissionsde gazà
effet de serredes véhicules,calquée
sur le modèlede Ia vignette,pour inci-
ter les gens à faireplus attentionau
choixde leurmodèle.>
Mais,maintenant. lesassociations se
focalisent sur la futureréglementation
européenne, d'autant quelesannonces
concernant le secteurautomobile sont
moinsambitieuses queprévu.
En 1998,la Commission européenne
avaitconcluun accordvolontaire avec Êù
lesconstructeurs automobiles. Cesder- )oÉ
nierss'étaient engagés à ce que les o
émissions moyennes dedioxyde de car- !,N "BONUS-MALUS"
ECOLOGIOUE
bone de leurs voituresatteignent lJundes dispositifs voirdessystèmesmoinsénergivores,
140g/kmen2008,et 120g/kmen2012. annoncésparle ministre auxgouverngments de promouvoir
un
Maisl'objectif estloind'êtreatteint. Les de l'écologie
Jean-Louis
Borloolorsdu Grenelle moinsagressive
stylede conduite et
émissions moyennes de CO2desvoi- de l'environnement d'empêcherlesembouteillages.
la miseen place
t u r e sv e n d u e sa u j o u r d ' h us io n t d e est
d'un bonusen faveur
149g/kmen France, et de 160g/kmau de I'acquisition des UN OBJECTIFEN RECUL
véhiculesneufslesplus
niveau eurooéen ! sobresen carbone. Et ilsontsu sefaireentendre, car,sous
t<ll est tempsde changerde méthode l e u r p r e s s i o nl a
, C o m m i s s i oenu r o -
et d'appliquerune réglementation péennea présenté un projetde régle-
contraignante r, jugeMichelDubromel, mentation assouplissant I'objectif initial.
chargéde ce dossierà la fédération De 120g de CO2lkmà I'horizon2012,
France natureenvironnement. on est passéà 130g de CO2lkm, avec
Pourlesassociations, c'estclair: il faut unedérogation pourlesvéhicules lourds,
que la réglementation fixe les rejets quiauraient le droitd'émettre plus.
de dioxydede carbone à 120g/kmen Lesassociations de protection de l'en-
2012et à B0g/kmen 2020,et que les vironnement et mêmele ministère de
sanctrons en cas de déoassement l'Écologie en France s'ensontémus.
soientdissuasives. Cettecondition est t Modulerla norme en fonctiondu
indispensable pouratteindre l'objectif poids,c'estrécompenser lesvéhicules
européen de 20 o/ode réduction des lourdset polluantsparrapportauxpetits
émissions de gazà effetde serreà véhiculespeupolluants.C'estcontraire
l'horizon 2020. au principedu pollueurpayeuret à
l'équitésociale,puisquece sontles
UN PASENARRIÈRE acheteurs depetitsvéhicules, qui sont
Mais les constructeurs automobiles en générallesplusmodestes,qui vont
européens ne l'entendentpasde cette êtrepénalisés r, a déclaréJean-Louis
llsneveulent
oreille. pasêtretenuspour Borlooen décembre 2007.
seulsresponsables desémissions de Ouantauxsanctions, ellesne seraient
CO2desvoitures et plaidentpourune applrcables, dansle projeteuropéen,
répartition
de l'effort: auxfabricants qu'àpartirde 2015.u Lesconstructeurs
deoneusoudeclimatisations deconce- automobilescherchentà gagnerdu

60Millions
deconsommateurs. N' 136- mai/iuin
Hors-Série 2008 15
versions
surcertaines
t e m p s r , c o n s i d e r e A n n e V a l e t t e , est installé de la
chargée desquestions climatiques à l'as- SmaftoudelaC3, permettentdenotables
s o c i a t i oG
n reenpeace. avancées, c'est-à-
le down-sizing,
Bientôt,
direla conceptionde moteursréduits
PASDACCORD nécessitant iraaussi
moinsdecarburant,
SURLECALENDRIER danscesensD'oul'impatiencedesasso-
Ducôtédesconstructeurs, onconfirme.ciations deprotection
del'environnement
r Ladatede2012esttropproche,carles Eneffet,mêmesi le secteur automobile
deuxtiersdes voituresqui serontsurle a accompli desprogrès réelscesder-
marchédansquatreans sont déiàen nières années (lamoyenne européenne
phasede productionou d'industria- d e s é m i s s i o ndse C O 2a b a r s s éd e
lisation), explique François Roudier, 25 glkmendixans),il nefautpasperdre
directeur delacommunication duComité devuequel'onsesituedansuncontexte
desconstructeurs d'automo- d'explosion
f rançais du marchéde lavoiture par-
biles(CCFA) Autrement dit, les ingé- ticullère, avecl'arrivéede nouveaux
nior rrc arrrnnéonq lêc ônt aôn{ittes
rileurr vurvvvvrrr consommateurs
vvrrYvvv,,i euroPéens ou asla-
sanstenircomptede I'accord volontaire tiques.ll fautdoncredoubler d'efforts
quiportaitdéjàle niveau moyend'émis- si l'onveutréduire lesémissionsdegaz
sionsde COzà 120 g/km pour 2012 | u à effetde serre.
/ pc qr./cfêmcc, nôtt\/eâtJr, sont chers à
plaideFrançois
produire, et nous
Roudier, LE GOUVERNEMENT
ne pouvonspas imposerune hausse FRANçA|9AGIRA-T-IL?
desprixauxconsommateurs, déiàpre- Lanouvelle réglementation devrait être
occupésparleurpouvoird'achatt votéeau secondsemestre2008,Pen-
p^r rr+ân+ noc errcrÀmac
I vur Lur rLr uwr ryuLvr
n ê ucvôi lnLt nâq a
Hvv v vl l l dantlaprésidence f rançaise de l'Union
domainede la science-fictton, ilsexlstent européenne. Lesregards se tournent
d é j à .A i n s i ,l e s v e n t e sd e T o y o t aP r i u s , d o n cv e r sl e g o u v e r n e m ef nr at n Ç a i s ,
modèlehybride(essence-électricité), ne d'autant queNicolas Sarkozy a réclamé,
cessentde croître,et le président de la danssondiscours declôture duGrenelle
q u r
s o c i é t éV a l e o , é q u i p e l e s v o i t u r e s, de l'environnement, la t normela plus
e s t i m eq u ' i le s t p o s s i b l e
aujourd'hui d e exigeante pourtousr. Mais,depuis, les
d i v i s e rp a r d e u x l a c o n s o m m a t i odne s associations ont reproché à la France
v é h i c u l e sc,e q u i e n t r a î n e r aui nt edimi- d'avoirété muette,en décembre 2002
nutionimpoftante desémissions de CO2. lorsdesnégociations surlesémissions
D e sd i s p o s i t i fcso m m el e S t o pa n dG o , dusecteur automobile,
qui arrétele moteurau feu rougeet qui Pourtant, l'industrie automobile française
affiche de bonsrésultats en matière de
lutte contre le CO2 et tient la première
AUX
ATTENTII)NAUTRES !
ÉM$SI()NS placeeuropéenne avecle groupePSA
Peugeot-Citroën, de Fiat,puisde
suivi
)tr} Réduireles 0r.ilsémettent deviendra
rant. ubligatoire
R e n a u lMt a i sl e sc o n s t r u c t e uarlsl e -
émissionsde[0r. desparticules fines. qu'Bn
septembre
mands, produisent
qui desvoitures de
r'estbien.maiscela quiseraiBnt àl'origine [elapourrait
20û9. luxelourdes et émettrices de C02, ont
nesuffitpas.Eneffet. decrises d'asthme d'ailleurs setraduire faitpression surla Commission euro-
celaprofite
surtout etdecancers du pou- paruneaugmentation pour
péenne obtenir un assouplissement
pour lemoment aux m0n. seulement un desémissionsde[02 de la réglementation < LesAllemands
modèles (74% quart
I]iesel d'entre ûiesel.
euxsont desvéhicules partentde très /oin,estime Hélène
desventes enFranteéquipés auiourd'huicarI'ajout d'unTiltre Pelosse, conseillère diplomatique aucabt-
qui parti- netdeJean-Louis Borloo. llsont des com-
en2t107). consom-d'un filtreà lerendement
rÉduil
portements écologiques dans bien des
mentmoins decarbu- rulBs. Êtoelui-cine desmoteurs.
domaines,mais pas Pour la voiture

Hors
deconsommateurs
EûMillions N"136- mai/juin
Série 20ÛB
16
de[02laibhs LES
ÉMISSII}NS
DEGAZ
CARBI)NIOUE
DESVÉHEULES
PARTICULIERS
VENDUS
ENFRANCE

lmhsions
de
[QÉlevées
Uneétiquetteindiquant
lesémissions de CO2
estapposéedepuis
2006surtout véhicule
particulierneufen
vente.Commepour
l'électroménager,
ellecomporte7 classes
de couleurs, deA
(émissions faibles)à G
(émissions élevées),
ainsique Ia consom-
mationde carburant.

JUSOU',À2 600 €
Commeils n'ont pas de limitationde Dubromel, de France nrtrr. .nuironi"- DE MATUS !
vitessesur autoroute,cela lespousseà ment,le "pare-buffles" quiéquipe l'avant Nousavonscomparé
six modèles
acheterdesautomobiles puissantes.))
des4 x 4 <donnepeutêtreuneillusionde de voituresneuves
ll n'estpassûrquelesministres del'Envi-
sécuritéau conducteur, maisil se révèle enfonctionde leurs
émissions de CO2,
ronnement européens aientlederniermot
trèsdangereux pour lescyclistesou les relevées dansl'édition
faceauxintérêts économiques en jeu.
piétonsr Autreexemple, symbolede 20O7du palmarès
établipar lAdeme.
Maisla conseillère diplomatique reste
confort,la climatisation: t Onpeuttrès Lesmeilleures sont
confiante : t ll fautqueI'onparvienne biens'enpasserdansunpaVS
à un commele la Smart Fortwo
(Diesel) et laToyota
accordsur les transportssi l'on veut nôtre,allirmeMichelDubromel, d'autant Prius(essence);
atteindre l'objectifeuropéen deréduction
quecelacontribue fortementauxémis- la meilleurefrançaise
est la CitroënC1.
de20 % desémissions degazà effetde
sionsde gazà effetde serre.r Pourles Toutesbénéficient
serre,et laréglementation sur lesvoitures
écologistes, il faudrait, pouraiderà la de 700€ de bonus.
Ni bonusni malus
en est un voletincontournable. prisedeconscience
Mêmesi desconsommateurs, pourunemoyenne
elleest imparfaite, au moinselleauraIe
inciter
à l'affichage desrejetsdeCO2sur cylindréefrançaise
commela Peugeot 307
mérited'existeret de faireévoluerles lestableaux de borddesvoitures et le Diesel2.0HDi.
constructeurs automobiles. t rendreobligatoire danslespublicités. Ouantà la Suzuki
GrandVitara,un4x4
Cependant, aveclahausse ducoursdu iaponais,et surtout
CHANGERLA MENTALIÉ pétrole,l'évolution descomportements la Mercedes CLS500,
grossecylindrée
DESCONSOMMATEURS pourraitêtreplusrapidequeprévu.n // allemande, ellessont
Maisrienneserapossible sansuneévo- y a un marchéà prendrer, martèle respectivement
pénalisées à I'achat
lutiondu comportemenï oesconsom- MichelDubromel. Et,déjà,I'onnoteque parun malusde750€
mateurs.Tant qu'ilv auradesacheteurs lesFrançais setournent deplusenplus et de 2 600€.
de voitures Iourdes et polluantes,les verslesvoitures économes. I
constructeurs continueront à en fabri-
quer.Aussilesassociationsdeprotection
;r*-www.ademe.f r/co2vehicule
de l'environnement s'attachent-elles
à Pourconnaîtrelesémissions
de CO,de
combattre les tdéesreÇues, comme votrevoiture.
celleselonlaquelleonestplusensécu- la,;www.g uide-topten.com
ritédansunegrosse voiture.
PourMichel Lesvoitureslesplusécologiques du marché.

60Millions
deconsommateurs. N' 116- mai/iuin
Hors.Série 20ûg
17
LES LEçONS DU PR
legroupeTotal
Autermede huitansdeprocédure, de
et I'armateur
armateur
ontétéreconnus de pollution
coupables Cejugement
maritime. devrait
écologique'
à prendreen comptelaresponsabilité
obligerlesentreprises

Paris,16janvier2008.Huitansaprèsla paraître dérisoires : 192millions d'eu-


maréenoire,au termed'unmarathon r o s , c o n t r e1 2 , 5m i l l i a r d ds ' e u r o sd e
quiauraconnumoultbagarres bénéfices
judlciaire pourTotal en 2006 et au molns
techniques,lesavocats de la centaine autanten 2007Maiscejugement n'en
du procèsde l'Erika est pas moins historique : il donne en
de partiescrvrles
ontle sourireauxlèvres. de effetauxassociations
Letribunal et aux collectivités
grande instance vientde recon- locales
de Paris quigèrent desespaces naturels
naître
coupablesdepollution maritimele le droitde u demander réparatton non
groupepétrolierTotalet l'armateurdu seulement du préiudice matérid et du
navire,Giuseppe Savarese. Certes,les préjudice morall...l, mais ausside l'at-
quelesinculpés teinte portée à l'environnement D'
dommages et intérêts
drt,pour la première fois en
doiventaux partiescivilespeuvent Autrement
Hors-Série
detonsommateurs
60Millions 2008
N' 136-mai/iuin
18
\,

GES DE UERIKA
auprès du parquet de Paris, dès2002,il
a demandé réoaration nonseulement
d'unpréjudice moral,en référence au
statutdelaLPO,d'unpréjudice matériel,
é t a n td o n n él e s f r a i se n g a g é p sour
secourirles oiseauxmazoutés, mais
a u s s i d ' u n p r é j u d i c eé c o l o g i q u e .
< D'autresont préféréI'intégreraupré-
judicemoral,fait remarquer l'avocatde
la LPO,pasnous r Pourquoi ?
Le14décembre 1999, deuxjoursaprès
le naufrage de l'Erika et le déversement
de 20000tonnesd'unfioulhautement
toxique, unpremier oiseaumazouté est
trouvéà la pointesuddu Finistère et
recueillipar la stationLPO de l'île
Grande, dansles Côtes-dArmor. Très
France, dansungrandprocès, estenfin vite, la LPO prend conscience de
reconnu le principe de t préjudice éco- l'hécatombe à venir.Le 17décembre,
logiquer,.Unepremière queleséluset ellemet doncen place,avecd'autres
lesorganisations nongouvernementales associations de protection de lanature,
(ONG) applaudissent. Dort-on partager 20 000ToNNEs un plannational de sauvetage, quiest
D'HYDROCARBURES
Ieurootimisme ? aussitôt acceoté oar le ministère
Le 12 décembre 1999,
au sud de la pointe de lAménagement du territoire et de
LA JURISPRUDENCE de Penmarc'h,le pétrolier l'Environnement.
Erika, allÉté pat la
N'EST PASENCOREÉTABLIE sociétéTotâl-Fina-Elfet
< Nousavonsgagnéunebataille, maisje battant pavillon maltais, 4OOKILOMÈTRES
se brise en deux. libérant
me garderai biende direqu'ilya désor- des milliers de tonnes DE LITTORALSOUILLÉS
maisunejurisprudence établie), sou- d'hydrocarbures lourds (21.
Les côtes sont souillées
Unevingtaine decentres detransitsont
ligneFrançois-Xavier Kelidjian, l'avocat sur 400 kilomètres, alorsmisen placesur le littoral atlan-
de la Liguepour la protection ici, sur le.s
des comme
rochersde Belle-lle-en-
tique, avec pourfonctionde regrouper
oiseaux (LPO). ll fautdirequelesquatre Mer (1).En ianvier 2008, lesoiseaux. ouisde lestransférer vers
prévenusinculpés(Total,Giuseppe le groupeTotal et le centre de l'île Grande, et prèsde
l'armateur de I Ertka ont
Savarese, le gestionnaire du navire et la été reconnuscoupables I 000bénévoles viennent prêtermain-
pollution maritime que
sociétéde classification Rina)ontinter- de par le tribunal
forteauxassociations. ll n'emoêche
j e t él e j u g e m e net n a p p e le, t q u ' u n e correctionnel de Paris. lesoiseaux par
arrivent dizaines, cen- par
t-
soixantaine de partiesciviles, notam- taines,puisparmilliers (7 800pourla
e
m e n tl a L P O o, n tf a i td e m ê m e . .O . r, seule journée 25
du décembre), lefioul
c
commel'explique MeKelidjian, u IaCour ayantfaitdesravages sur 400 kilomètres
n
a lapossibilité de toutremettreen cause, de littoral, depuis le Finistère jusqu'à la
n
tant sur le plan de la condamnation C h a r e n t e - M a r i t i mLee.s.é. o u i o edse
t^
pénalequesurlesdommages et intérêts secours sontsubmergées !
t)
de la partiecivile>. ll veut pourtanty Au final,quandMeKelidjian dépose sa
tn
croireCar,depuislestoutdébutsde la plainte, ce sont74000oiseaux quiont
lu judiciaire,
procédure il s'estbattupour été récupérés, dontseulement 20 000
tL-
fairevaloirlesdroitsdu t<vivantnoncom- sontarrivésvivantsdansles centres
!n
mercial) : en portantolaintecontreX de soins.Malgrétouslesefforts, peu

60Millions
dec0ns0mmateurs
Hors-Série
N"136-mai/iuin
2008 1g
OB
d'oiseaux
solt sauvés n ,i s e e n p l a c ep a r l e s
.2 139préclsé- m u t u a l i s a t i o m
mênt l ' h À n e i n m h, uav , n r r i it n
Yur
r r e hr ve n r i' rnr nv l i -
vvvr Y '
g r o u p e sp é t r o l i e r se,s t i m ee n e f f e tq u ' i l
p a l e m e nlte g u r l l e m odt eT r o r le, s t d o n c veu q
L t ,i ,m
| , vn
v unus
, vc i h ld
e e d o n n e rU n ev a l e u r
rr Âç^çl lr^ç , ^^+i"..^-+ ^"^
ç D L r . r o r r ru uç Oe nOmOfeUX monétaire et ellese refuse
à la nature,
oiseaux ontdù mourir en pleine mer,la doncà indemniser lesdommages cau-
L P Oé v a l u el e n o m b r ed e v i c t i m e às sésà I'environnement non marchand.
150000oiseaux yl -çt a {l aq il +l , o ll ll aç
g In laç lr ça lm lhl nu rvrur cl oo 9 nrro
vuv rl ov eJ

coÛtsde nettoyageet de restauration


LA PLUSGRANDECATASTROPHE d e s s i t e sr : o n l a m i n éDs a ru n e m a r é e
^^"+^;^ ^i^
ORNITHOLOGIOUE n
I rnvirrt9
o, o
ç Lt ê
v rn rnunvr rêv , ji ur rr cv nu r r u' à U
" ^l l U Ë l L o l lI P l o -

Deplus,ce massacre s'accompagne de f o n d P o u r t a n ct ,o m m el e s o u l i g n e


ladisparition
surnoscôtesd'uneespèce MeKelidjian, ( unchasseur quitueune
protégée; l'eider
à duvet.PourEricDenis a
o co nPÀÇnvoç ynrr nvî LÂw
aga vo w t t5t) 5
nar
t vat t t v y a t
n^^;d^n+
Qvç|uÇt t Ll

Ferré,l'autreavocatde la LPO,c'est encourt9 000 € d'amendeet six mois


incontestablement la ( plus grande d e p r i s o nl I l l n ' e s td o n c p a s a d m i s -
catastrophe aumondeD,
ornithologique s i b l eq u e l e n a u rf a g ed ' u n n a v i r eq u i
of il imnnrto nlo nlamanrlor nnrrr .Êc
,Pv, r v vv t u e d e s d i z a i n e ds e m i l l i e r sd ' o i s e a u x
mons( nonpasunevengeance, marsau n e s o i tp u n id ' a u c u n ea m e n d e [. a v o c a t
moinsde la consideration et unerépa- e n t e n db i e n m e t t r ee n a v a n tl e l o u r d
rationr. Unetelleréparation ne peut b i l a nd e I ' E r i k af,a i r e r e c o n n a î t r eq u e
n:c ôtro dom:ndép :rr fgpjg intefna-
Yeu vLl l a n a t u r ea u n e v a l e u re t d e m a n d e r
t i o n adl ' i n d e m n i s a t p
i oonu rl e sd o m - r é p a r a t i odnu p r é j u d i céec o l o g i q u e
magesdusà la pollution parleshydro- l l n e s e r a - n alse s e u l: a u c o u r sd u p r o -
. e t t e c a i s s ed e cès,quiva s'étalerde févriera juin2002
c a r b u r e s( F i p o l ) C

UNSIGNAL
F()Fit I-ES
ENVERS POLLUEURS
présidente
Avocate,ancienneministrede l'Environnement, du Modem
du mouvementCap21 et cofondatrice
' Entantqu'avocate de rBsp0nsabilitéenvir0nne- règlesderes[0nsabilité ['estdéjàlecasaux
pénales permet- depuis
Érats-Unis. très
., pàr,lies
civiles,vous avez mentale.N0s01000siti0ns 0uriviles
pafiicipÉ c0mp0rtent donc unique- tentauxviclimes de porter longtemps.Pourlamarée
auprorès de
l'Erika.
Les propositiûns ment desévocations liÉes plainte.Ensuite. lemontanl noire
occasionnée par
devotre rappûrt s'en à l'Erika
sur leproblème des indemnisations accor- l'Exxon
Valdez.lessommes
sont-ellesinstirÉes ? de la responsabilité. dées constitue un signal en
allouées rÉparation
Pasréellement. Lamission1uelssont. sel'nv'us" lortenvers les0ollueurs. deceprÉjudice Écologique
quim'aétéconfiée par lespointsmalquants de Mais il devraitaussi P0us- Ontétécolossales:
leministre del'Environne rB0r0cès I serles cOllectivités
à mieux re dernier
a étéévalué
ment.Jean-louis Borloo. t'abord. Évaluer larichesse deleur à2.5milliards dedollars.
lareconnaissance
r0ncernait l'information delaresponsabilitÉ pÉnale Patrim0ine écnlogique' tene indemnisation
dupublic surlesqueslions desdifférents acteurs de tesdommages etintérêts sert plusisurs
d'ailleurs
d'environnement etde lachaîne quia c0nduit à ontnotamrnent etéacs0r- obiectifs non
: elle[ermBt
santé,l'expertise etla lacatastrophe. Ie tribunal dÉsautitredsl'atteinte à seulement decompenser
responsabilité. tlleanti- a ainsim0ntré queledr0it I'enuironnement t'est uneperte,mals aussl
cipe.enfait.surladirec- cOmmun peutt0uj0urs tr0u- unennuveautÉ enFrancE, depunir etdeprévenir,,,
tivecommunautaire de verà s'appliquer,etqueIes maisailleurs ? futur.
lerisque

2r N"136- mai/juin
Hors-Série
deconsommateurs
60Millions 2008
plusieurs avocats desparties civiles vont
,:
luiemboîter lepas.Mais,pourdemander
réparation d'untelpréjudice, ilsvontse
rt c o nrf o n t e à r p l u s i e u rdsi f ifc u l t é sL. a
ti- première concerne ladéfinition du pré-
U j u d i c eé c o l o g i q uJeu. r i d i q u e m eunnt ,
'J préjudice correspond au résultat d'un E
E
)n dommage quiaffecte unepersonne phy-
)e siqueoumoraleOrlesressources natu-
a- rellessontunpatrimoine collectif et ne
le sontlapropriété d'aucune personne en
'c particulier ! Ouipeutdoncdemander
1i, r é p a r a t i odne s d o m m a g e s u b r s?
)is Témoinpourlestrolsrégionsparties
S- civiles dansle procès(Bretagne, Pays
UI de la Loireet Poitou-Charentes), Jean-r
Pierre Beurieç professeur dedroitpublicz
U
d L à l'université de Nantes, expliquera à la ô
SEPTANNEES
rd barrequel'Etatet lescollectivités Vsont D'INSTRUCTION
rie habilitées, en vertude l'article L 110-1 d'uneméthode validée parlestribunaux Le procès de l'En'ka s'est
er du codede l'environnement, relatif au auxÉtats-Unis : il s'agitde I'impôtque ouvert en fév'ier 20O7
devant le tribunal
r patrimoinecommunde la nationn. l o c r é c i . l o n t c c n n i n r  i , â' p a y e rp o u r correctionnelde Paris.
",-.s Le jugement, rendu
l-o- Ouantauxassociations deprotection de e m o ê c h e ru n e c a t a s t r o o hsei m i l â i r eà
le 16 ianvier 2008, a
07, la nature, ellespeuvent s'appuyer sur cellede l'Frika. condamné le groupe
l'article L142-2du mêmecode,et se Total, le gestionnaireet
l'armateur,ainsi que la
constituer partiecivilepourdes < faifs UN PRÉJUDICE ÉCOLOGIOUE société de classification,
portant un préjudicedirectou indirect DIFFICILE À ÉVNIUEN à verser 192 millions de
dommages et intérêts.
auxintérêtscollectifsqu'ellesontpour L e d é p a r t e m e ndt u M o r b i h a nd, e s o n
objetdedéfendre r. Maiscommentéva- côté,a estiméle montantde l'indemnité
luerle coûtdu préjudice enquestion ? d e m a n d é e n p a r t a ndt e l a t a x ed é p a r -
Pourl'établir, lAssociation interrégionalet e m e n t a l es u r l e s e s p a c e ss e n s i b l e s .
Ouestlittoral solidaire (AIOLS), quiréunit Ouantà la LPO,ellepartdes arrêtésde
notamment desrégions, desdéparte- l ' O f f i c en a t i o n adl e l a c h a s s ee t d e l a
m e n t se t d e sc o m m u n esse o o r t a n t faunesauvage(ONCFS). tTousles deux
p a r t i ec i v i l e a, d e m a n d é à F r a n ç o i s ans, cet office donne la valeur des
B o n n i e u xd,i r e c t e udr e r e c h e r c hàe oiseauxen fonctionde leur coût de rem-
l'lnstitut national de la recherche agro- placement, lequel dépend de différents
nomique (lnra), defairelescalculs. critères,comme la rareté de I'espèce >,
expliqueMe Kelidjian.< Pourévitertoute
ESTIMERLE DÉSAGRÉTVIEruT contestation, nous avons choisi de
POURLES USAGERS multiplier le nombre d'oiseaux morts
D'unepart,sonévaluation s'appuie sur dans les centres de soins par Ia valeur
les ( perfesd'agrements des usagers la plus basse, c'est-à-direles 30 € du
du littoral) : les résidentsqui ont ptgeonramter.))
l ' h a b i t u d ed ' a l l e r r a m a s s e rd e s A u f i n a l ,l e s m é t h o d e se t l e s m o n t a n t s
coquillage s r l a p l a g ed o i v e n tp, a r r é c l a m é so a r l e s u n s e t l e s a u t r e sa u
su
exemple, prendre leurvoiture pouraller titredu préjudiceécologique varienténor-
pêcher ailleurs pendant plusieurs mois, m é m e n t M a i s ,c o m m e i e f a i t r e m a r -
ce qui entraîne un coût D'autrepart, quer François-G uy Trébulle,professeur
elleprenden comptela < perteenvi- d e d r o r tp r i v éà l ' u n i v e r s i tdée C a e n ,
ronnementale pure r, en s'inspirant r c'est Ie rôle du tribunalque d'apprécier

20ûB 6ûMillions
deconsommateurs. l\/"136- mai/iuin
Hors-Série 2008 21
S(A(\oJ\ÂEa1( b7 t')A\, S
l'étendued'un Préiudice r. En l'oc-
currence, de
letribunal grande instance
de Parisn'apasfaitdroitauxméthodes
de la LPOet de lAlOLS. Et il n'afinale-
mentindemnisé autitrede I'tt attetnte
portéeà l'environnement ) quela LPO
et le départementdu Morbihan'

UNE ATTEINTEAUX ESPACES


NATURELSSENSIBLES
Eneffet,pource qui concerne lescol-
lectrvitéslocales regroupées auseinde
lAlOLS, le tribunal, se référant aucode
de l'urbanisme, a jugéquelesrégions et TEU
I
lescommunes n'ontPasde responsa- É
bilitésparticulières < danslaprotectton, o
LA POLLUTION
la gestionet la conservation d'espaces DE UÉTANG
Ê ,r.Ouantauxdépar- DE BAGES-SIGEAN question, le premierpourun montant
I naturelssensibles à hau-
de 1 million d'euros, la seconde
tements et aux associations de protec- Le4 octobre2007'
le tribunalde grande
teurde 300000€.
tionde lanature, quicettefoisontcette instancede Narbonne
I Defait,rienn'estencoretranché,
a condamnél'entrePrise
caril
I compétence, il a estimé que u la répa'
responsable du déverse-
faudra maintenant attendre leverdictdu
rationestsubordonnée à la démonstra- ment accidenteld'insec-
dansl'étangprocèsef appel,qui devraitintervenir
tiond'uneatteinteeffectivedesespaces ticides de Bages.Sigean au titre Mais,commel'a
>. Et c'està ce titre avant lafinde l'année.
naturelssensibles du < préiudiceenvironne'
subiPar rappelé Jean-Yves Le Drian,président
quele Morbihan et la LPOont obtenu mental < la
le patimoine naturel>
du conseilrégional de Bretagne'
du tribunal réparation du préjudice en
décisiondu tribunalrepresente uneavan-
cée considérable, car il s'agitd'une
condamnation au Pénal; c'est une
quipointela respon'
ENCHIFFRES
IERKA grandenouveauté,
sabititéde l'ensemble de Ia filièreman-
Lamarée noire de inslancedeParis (du inléretùdont 154mil-
time, mais quia également reconnu le
l'Erikadu12dÉ- 12févrierau13iuin lions pourl'État.
préjudicemoralet te préiudiceécolo-
cembre 19gg est 21107).101parties 1million d'euros giquer. Uneopinionaujourd'hui parta-
l'unedesPlus lS
impor- civiles. prévenus, pour Morbihan.
Ne géeparunemajorité d'élus, dejuristes
tantes del'histoire. une cinquanlaine3û000û € Pour la et de responsables d'ONGCar,si dans
}}Fllésâts:20ÛÛ0 t de témoins etex- liguepour laProtec- l'absolu il ne peut y avoirjurisprudence
000 perts.
5Baudienres tiondesoiseaux au tant que l'appel n'aura pasétéprononce'
defioul.150
dans titredel'( atteinte ce jugement a une valeur symbollque
oiseauxtués. 400km cûnsignées
portéeàl'environne- et constitue une étape importante dans
souilles. 156
delittoral volumes !
: ment r.TotaleIRina laréflexion luridique.
200800t dBdéchets.))) [ondamnations
}}lProcès:sept lesquatreIrévenus s0nt s0ndamnés à
LE PRÉJUDrcEÉCOLOGIOUE
années (Total.
d'instructi0n. leProPriétaire 375000€ d'amende
ESTENFINRECONNU
60ûÛû0 € decoûts etlegestiûnnaire pour<fauted'impru- tt Désormais, il seraitsuicidaire pourqn
(constructiond'une de la
I'Erika.sociétÉ dencer; leproprié- pollueurde nier l'existence d'un préiu-
icationFina) et
taire le gestion- ,, commente François-
sallepoilrlaPresse. declassif diceécotogique
quatredoivent
traduttions...). solidairement naire à
del'Erika GuyTrébulle. Du reste,le jugement du
d'euros 7500û € chacun d
Pour t r i b u n a l e g r a n d i
e n s t a n cdee P a ris
moisdedébats au 192millions
rufaute rt. va dans
caractérisÉe le sens de deux directives
degrande dedommages
Iribunal et
européennes, mêmesi les pollutions

N' 136- maiijuin


Hors-Série
deconsommateurs.
E0Millions
2008
22
LEPREMIER
PRÉJUI]IE
ÉC(]L()GIOUE
RECI)NNU
PAR
LAJUSTICE
))[e 10dÉcemhre Aussilôt
après.
les entendue Iarle desdommages duparc r. Sofl
sera
2004. société poissons
Soft, del'étang tribunal degrande rausés parlaSarl ainsi condamné à
conditionnant
des etdelalagune sonl instance de Softaupatrimoine verserl0 00û€ de
produits
phyto- contaminés
et Narbonne. Iansson nalurel dans dommages
ct)mpris elintérêts
sanitaires. àlapeche. jugement,
déverse interdits enortobre sonpérimètre. autitredeseprÉju-
ement Leparcnaturel
accidentell régio- 2007. que iustifie
il déclare doncd'un dice.Une première.
desinsecticides
dansnaldelaNarbonnaise parc
rrle naturel intÉrêt directà obte- mais d'une ampleur
unruisseau
silué porte plainte résional
alors dela nirréparation
du sans cl]mmune
enam0nt rrprÉjudice Narbonnaise.
del'étang Four compte préjudice
Bnvironne-mesute avec
deBages-Sigean, l,
non environnemental tenudesamission mental subipar lejugement de
IoindeNarbonne. unedemande légale.enl'état lepatrimoine
naturel I'trika...

causées pardesnaufrages sontexclues ou encored'instaurer desdommages


deleurchampd'application : ladirective et intérêts punitifs incitant lespollueurs
C e r e s p o n s a b i l ei tnév i r o n n e m e n t a l-e o u i t r o u v e not l u s r e n t a b l ed ' ê t r e
t2004l35lCEl adoptée parlaCommissioncondamnés - à respecter la réglemen-
européenne enavril2004,dontlatrans- tation. Commese plaisait à souligner
oosition tardive dansledroitfrançais est MeKelldjian danssaplaidoirie, en repré-
attendue pourceprintemps ; et le projet nantdesmotsde VictorHugo,< rien
de directive sur la protection de l'en- n'arrêteune idée dont le temps est
vironnement parledroitpénal, proposé venur Gageons quelajustice et la loi
enfév'rier dernier luidonneront raison. r

UNE RESPONSABILFÉ À
..::twww.cedre,fr
UÉGARDDETENVIRONNEMENT
Lesitedu Centrede documentation, de
Cejugement est aussien phaseavec recherche et d'expérimentations sur les
: e r a p p o rqt u el ' a n c i e n nmei n i s t rdee pollutionsaccidentelles deseaux(Cedre).
:'Environnement Corinne Lepage (voir :i{iM/\/w.proces-eri
ka.org
encadré page20)aremisaugouverne- Lesite des collectivitésqui se sont portées
mênt /. I a trihrtnnl n nric an .^mnfa partiescivilesdansle procèsde l'Erika.
ie dommageenvironnemental sans i:lrhttp://fr.iopcfund.orglintro.htm
Pours'informersur le Fondsinternational
s'enfermerdansdes définitionstrop d'indemnisation pour lesdommagesdus à
étroites, commente François-Guyla pollutionpar leshydrocarbures (Fipol).
Trébulle q ,u i a p a r t i c i pàé l a m i s s i o n *9 http://europa.eu/rapid/pressReleasesActio
r-epaSeLe rapport,lui, consacreun n.do?reference=M EMO/04,78&format=HTM L
principegénéralde responsabilité civile &aged=1 &language=FR&guiLanguage=en
oourdommageà l'environnement, en Lesitede la Commissioneurooéenne.
Ouestions-réoonses concernant la directive
ieprenantun articleemblématique du sur la resoonsabilité environnementale.
codecivilen matièrede responsabilité r::rhttp://europa.eu/rapid/pressReleasesActio
et en remplaçant lapersonne, désignée n.do?reference=ME M0/07/50&fo rmat=HTM L
par le terme "autrui',' par "l'environ- &aged=1 &language=FR&guiLanguage=en
nement'.'r Lesproposltions de Corinne Sur le mêmesite,questions-réponses
Lepage v o n td ' a i l l e u rasu - d e l dà e l a concernantla directivede Drotectionde
l'environnement.
directive européenne, avecnotamment r:lrwww.legrenelle-environnement.fr
) f i d é ed ' é l a r g il ra r e s p o n s a b i ldi teés Voirla rubriqueLesMissionspourtéléchar-
) sociétés mèresvis-à-vis de leursfiliales, ger le rapportde la missionCorinneLepage.

B 60Millions
deconsommateurs. N'136- mai/iuin
Hors-SÉrie 20ûB 23
I

Encoretimide il y a Pêu,l'aspirationà vivredans


un habitatrespectueux de l'environnement gagne
OueI'on fasse
les Français.
il est possiblede limiter considérablement
tous lesimpactsenvironnementaux'
Chauffage,eauchaude,électricité:
i! faut
Et
en respectantles conditions
en eau'
localeset les ressources
à
Z
d

ô
5
Ê
I

É
1
U
E
l

z
çÈ
É
I

6
z

?
a
r
EHABITATFAIT SA R il nefautpas
serenouvelle
aveclaquelle
À lalenteur le parcdelogements'
pourlimiterlacriseécologique: il fautagirfort'pas
setromperd'échelle
uniquement dansle domainede et surtoutdansl'ancien'

JEVEUXPRODUIRE
l l s ' a p p e l l"eS - H o u s ea'vl e c" S " P o u r SOLAIRE"'
MONÉLECTRICITE
Stroh,pailleen allemand, Iamatière de
en bois del'époque Iatechnolo-
Penchant pour
ses murs autour d'une structure de
gie,unemaison écolo,dansl'esprit
Ce prototype de bâtimentde bureaux, s u r t o u"t à é n e r g tes
(Autriche), parvient b e a u c o u spe, r a l t
érigé près deVienne Viser en premier lieu le
l ' e n s e m b ldee ' s e s renouvelables'l
à I ' e x c e l l e n s
c u
e r d'énergte est
verdissement dessources
impacts environnementaux, démontrant
pourtant unefaussePiste'
queI'habitat peutrépondre auxdéfisde estcen-
(vciir pages 6 à 9)' Certes, laquestion énergétique
la criseécologique Avec 31 milltons
s e s b esotns traledansle bâtiment
T o u td ' a b o r d e n l i m i t a n t (17 en rndividuel'
S-House est sl bien delogements millions
énergétiques : la et 800millions de
slx 14mrllions encollectrf)
conçue et isolée qu'elle consomme ce secteur
mètret'carrés de bureaux,
f o i sm o i n s d ' é n e r g iqeu ' u nb â t i m ent
estle premier consommateur d'énergie
neufstandard et se passe de systeme de la
du pavs,avec43 % du total
dechauffage. Elleutilise l'énergie solaire' unt-
consommationenviron(et 33 % dus
Sa construction elle-même, par l'uti- du
quement auxménages). Et il s'agit
lisation privilégiée de matériaux locaux
ou très Peutransformés, est d une
grande sobriété énergétique. "À
ÀLAMAlsoN
THERMltluË'
Lagestion del'eau,deséclairages, des DELA'PASSoIRE
rayonnements électromagnétiques et
Électricitédomestlque
desdéchets esttout aussi performante,
ffi rau chaudesanitalre
sansriensacrifier, bienaucontralre, au
E--El Ventilation
confortintérieur (luminostté, chaleur, atr Toit
sain,etc). Enfin, la S-House possède ffiMurs
un manuelde déconstructlon poursa Baies

fin devie: l'essentiel des "gravatsi bio- ffi Eauchaude solaire


sanitaire

et épandu Photovoltaique
dégradables, pounaêtre broyé 6 ffil

surlaParcelle ..
SilaS-House n'estpasencore, loins'en Ê 200
faut,la maisonPourtous, la demande =
dupubllc pourunhabitat plusécologtque o
toutôommel'intérêt du secteur de ta
construction sontdésormars atfichés' o

Cettesensibilité est pourtant trèsnou- 3


velle,et desmalentendus - parfois entre-É
O

t e n u s r è g n e net n c o r eP a s s a geen o
- l

revuede quelques idéesréductrices à


dépasser, aflnd'engager, de la cave au à
grenier, I'authentique révolution verteà =u

laquelle sontconviés noslogements'


N' 138- mai/juin
Hors-Série
dec0nsommateurs-
E0Millions
2008
2E
OLUTIONVERTE
. e g a za e - e : o e
d e u x i e m eé m e t t e u d 72 o/ode l'énergieabsorbéeet des
sefre,avecenviron21 o/odt tota (14% émissionsdedioxyde decarbone (COz).
n vn ur rr r rl au Jc ça ur r u
p n rhr: ur +
u+ ^ ^ .
i l âu nVaU u E J l U l d g U > / . Bienisolerletoitet lesmurs,choisirdes
e n c r o i s s a n cdee 2 2 o / od e o u i s1 9 9 0 vitragesà faiblesperteset unechau-
S ' i le s t p r i o r i t a ; rdee r e d u i r ec e s e r i s - dièreperformante, c'estla perspective
s i o n sp o u rl ' ' n i t e rl e d e r e ge n e r r c ' - d'uneréduction decetteconsommation
m
r r er o
t i Ln rr g
r ou u r iI , nrou fr eo| ui L ô t ^ ^^ r.^-^
vuù ùE LlUl'lpul uç
-. l^
de chauffage allantjusqu'à 50 %, voire
levier.En France (commeen Europe, plusen casdeconstruction ou de réno-
rO- ^ ^ L ^vÀu ^r ^u "r ^ol r\ r , l ' ; ^ + Â ^ . ^ l i + Â ^ l ^ ^ ^ ^ i ^ ^ ^ L ^ + ^
ur | il,tvvroiltv uuJ 9dil ) uuLU- vationtrèsoerformante, visantlesstan-
le n u s e n s u b s t i t u a nl te s r e n o u v e l a b l e s dardsde lamaison "passive"(voirenca-
IUè i s o l a i r eb, o i s ,e o le n . , . 16 u y s 1 - ô regs drécLcontre), commepourlaS-House .
+^^-il^- /^Àr.^l^ ^-- ^l-1a6[65\ act nÀ
lu)ùllEù lpgLr urç, gaLt vt ta ww r/ çrr g ç n ér_u

YùL
,^l^-^^+ ^^^, ,l^^
totvr rçr rLorilrurçE
^^.
por
l^ ^.^;^^^^^^
ro ururùùorruE
^l^
vrv- MA MAISON ESTBIENISOLÉE...
b a l ed e s c o n s o m m a t i o nds' é n e r g i e! Maison calfeutrée, chauffage à l'énergie
en- E n r é s u né , s ' i le s t p l u sq u es o u h a i t a b l e solaire ou aubois,équipements à faible
lns d e r e m o l a c esra v i e i l l ec h a u d i e raef i o u l consommation... Ceplan"sobriété éner-
^l
p a r u n m o d è l es o l a i r eo u à b o i s ,s ' e n gétique" ne faitcependant pasle tour.
;0e t e n i r à c e t e f f o r t c o n s t l t u eu n c o u p de l'imoact de lamaison surle climat. ll
eur .t,^^^^
u çpsE
,l^^- t,^^,,
uorrJ | Ëou fautaussiprendre en comptel'éffergie
Le gra'rddefierergetique de l'habitat "cachée" consommée lorsdelaconstruc-
,t^
e s t d ' a b o r d e r é d u i r es e s c o n s o m - tionoudelarénovation : lesmatériaux en
-nl- Tat,ons, et prigr'lu,rarent surle poste sont-ils gourmands pourleurfabrication ?
.du o; chauffage compteen elet pour
. il 0nt-ils été transportés sur une longue
dlstance ? Etqu'adviendra-t-il desdéchets
enfindeviedulogement ? Cesconsom-
"À PÛSITruT mations
ment"oeuvent
"horspériode
reorésenter
de fonctionne-
environ 10%
que ))}Avant1975 etlaûremière régls- d u C O 2é m i s p e n d a nlta d u r é ed e
re (FT).
thermique I'isolallon
menÏali0n vie d'unemaison(dequatre-vingts à
pas0bligat0ire.
n'est lesdéperditions centansen moyenne)
(murs. LeCentreénergétique et procédés (CEP)
thermiques t0iLbaies etventila-
de l'École des mines de Paris s'est pen-
par
ti0n lesinterstices)
sûnt démesu-
c h és u r I ' i n f l u e n c
d ee s m a t é r i a udxe
rÉes(450kWh/mz laranenmoyenne). construction choisisSaconclusion : alors
)))Pourlamaison neuvesoumise ouele béton.l'acierou le PVCsonttrès
àlaFT2ûû5 artuelle,
lesbesoinssont é n e r g i v o r el se,s m a t é r i a udx' o r i g i n e
réduits
à 115kWh/mz paranenviron, .v.u:g^u: L+d^rru^, dÀ ^ r , , ^ rr ^u r- L+U^ "I a i s o ns , i l s s o n t
PruJ
voiremoins
avec unrhauffage perfor- origlnaires de la région, changent radi-
mant.basselempÉratureetrÉsulé. calement ladonne, notamment le
si bois
)})[horizon 2050visedespertes constitue la structureSéquestrant du
quasinullBS.
desbesoinseneau chaude carbone lorsde lacroissance de l'arbre'
et.grâce il oeutfaireoasser l'habitation dustatut
etenélertririté
maîtrisés. à
"d'émetteur de CO2"à celuide "stoc-
descapteurs etàdespanneaux
solaires
keurde CO2"enphasedeconstruction.
photovoltaïques.
unemaison quiproduit
A c o n d i t i o nb ,i e ns û r ,q u el e st r o n c s
plus qu'elle
d'énergie n'en cûns0mmB. ^r^:^^+ À +.^.,^
n a t e r l Lu i l s e u a L r i l v e r s e ur n o c e a n ,
commeoourle red cedarde l'Ouest

60Millions
deconsommateurs
Hors-SÉrie 20ûB
N' 136'mai/juin
^^^^,Ji^^
,,
+.À^
r, vu
, , , , * ,- e n c o n s Ï r u c Ï l o n
^^^"4^;^
uvv, vvrv MON BILANCARBONE
é c o l o g i q upea r c eq u ' i ls e p a s s ed e t r a i - ESTSATISFAISANT...
t e m e n t sc h i m i q u eas n t i - l n s e c t e s . Émissions de C02(àlaconstruction, à
l J n es t r r r c T r r"rheo i s " n r é s e n t eu n a u t r e l'usage, en matièrede déchets) limi-
i m p a c tp o s i t i f: I ' e n g a g e m e n d ta n su n e tées.transoorts envoitureréduits... La
filièrede construction "sèche'iParoopo- q u e s t i o né n e r g é t i q u e s t t r a i t é e .
s i t i o na u xf i l i e r e s" h u m i d e s b i asées ur C e p e n d a nbtr,e nq u ' e l l es o i tc e n t r a l e
le béton(enassociation a l'acier), quiest (et parfoisperÇue commeexclusive),
convoyéavecde grandesquantitésd'eau e l l en e r e c o u v rpea sl ' i n t é g r a l idt é
es
( t r a n s p op r tl u sé n e r g i v o r e ,m p l o d i 'en- impactsenvironnementaux de l'habi-
g i n s l o u r d s ) , l e s f i l i e r e ss è c h e su t i l i - tat.Accroît-il le mitagegalopant du pay-
s e n t d e s m a t é r i a u xp l u s l é g e r se t d e s sage? Ou'enest-ildes nuisances du
oiècessouventoréassemblées en usine chantier ? Lebâtiment récupère-t-il l'eau
( p a n n e a um x ,o n t a n t se, t c . )c, e q u il i m i t e d e p l u i e? L e j a r d i nr e s p e c t e - t l-ai l
l a p r o d u c t i odne d é c h e t s u r l e c h a n t i e r diversité de l'écosystème local? Un
E n f i n ,l e c h o i xd u s i t e e n t r a î n eu n e habitat écologrque se doitde gérerau
c o n s o m m a t i ocna c h é es, o u v e n itm p o r m i e u xl e s r e s s o u r c ensa t u r e l l e-s
ienta indr rira nar lêc trânenôrtc nêaêq- l'6nornio
| 9rr9rvrgr
meic :rrcci II ' vouqy n
u vavn
, c rl veec

saires pourreloindre leslieuxdetravail, e s p è c evsi v a n t eIs' e , au...


d e c o m m e r c ed, e l o i s i r s e, t c . P a r Iabsolutisme énergétique peutaussl
exemple, dansunemaison de 100m2 conduire à des impasses : qui souhai-
chauffée augazet correctement isolée, teraitvivredansun logement dont on
si deuxdesquatreoccupants parcou- auraitsacrififune partie des ouvertures
rentchacunen voiture24 kilomètres à l'isolation thermlque ? [habitatéco-
aller-retour (la
pourleurtravail moyenne logique dépasse donc défide lages-
le
en France), leCEPévalue lesémissions tiondesressources, il viseavecautant
deCO2audouble decelles dupostedu d ' a m b i t i ol ne c o n f o ret t l ' h a b i t a b i l i t é
chauffage, et à la moitiédu totalfami- d e n o t r e " t r o i s i è m eP e a u ' la P r è s
I
liâl FT si la moitié des besoins en chauf- l'épiderme et lesvêtements.
f a n p o f o n p e r r n h a r r c l eS a n i t a i r ee s t C O U - A c e t i t r e ,l a q u a l i t é
d e l ' a i ri n t é r i e u r
r,^r+^
vvr (v
^^ r
vqr
!^^
uvu
^^^+^,
vuvLvul
,.^ ^ ^l^i.^^
e s t d e v e n u eu n o b j e c t i pf r i o r i t a i r e .
l^

bénéfice pourle climatestannihilé par E m i s s i o nt os x i q u eds e sc o l l e sp, e i n -


lesallers-retours envoiture t u r e se t v e r n i sm, a i sa u s s hi u m i d i t é ,
moisissures dansdeslogements bien
isolésmaisconfinés... Lamontéedes
pollutions chimiques et biologiques de
UNPLAN P[]UR
MARSI{ALL IANCIEN nos intérieurs, avecleursaffections
)) l-es réglementa-il estinfÉrieur à devrait notamment (asthme, allergies, voirecancers, etc.)
tions (HT).
thermiques 0.2%dlparc par an ! aider les particuliers motive l'intérêt grandissant pour des
pas pour matériaux laissant "respirer" les murs
durcies touslescinq [apremiÈre bataille àlranchir le
p o u rd e s
ans. l,isent
àconduireesld0nc larénova- desopérations impor- ( p a i l l et e, r r e ,c h a n v r e . .e.t)
finitions sanscomposants quidiffusent
leneuf àlasobriététiOn thermique tantes d'is0lati0n
leurpoisonpendant desmois.Ceséco-
énergétiqu8 maxi- del'ancien : E5%des dans l'ancien. matériaux (peuénergivores, sains,recy-
male en2û50.Mais logements actuels dont I'association c l a b l e s . . .n)e r e p r é s e n t e netn c o r e
il nes'agitquede ontétébâtis al/anl d'experts indépen- q u ' u n ei n f i m ef r a c t i o nd e s v e n t e s
1%deslogements ! lapremière RT(1975). dants NégaWan des magasins spécialisés (2 o/ochez
0uant aurythme [egouvernement pré- évalue leGoût àenvi- PointP).Maisunsignenetrompepas:
dedestruction 0are un prouramme ron 20Û € par mètre l a d e m a n d e s t e n c r o i s s a n cter è s
deI'habitatvétuste,(pour 2008juin qui
?). tarré habilable. forte,et elletraverse désormais tous
lescorpsde métier. I

N' 136- mai/juin


Hors'Série
dec0nsommateurs.
E0Millions 2ÛÛ8
28
Lesimpactsde Ia matson
surI'environnement
PouRrsrtvrR ÉtnrÉcnnltrÉ
oesTMpACTS
ENVTRoNNEMENTAUX
o'uNaÂtt{vrrNT,
oN coMprABrLrsE,
PENDANTsn punÉrDEVTE.LESRESSoURCES
ou'tLMoBtLtsE. ETsESpoLLUTtoNS.
srs ÉvtsstoNs
Énergie, gazà effetde serre,pol-
luants,matériaux, déchets, eau...
[habitatproduit,desaconstruction
jusqu'àsondémantèlement, unen-
semblede nuisances environne-
mentales. Le graphique ci-contre
en présente un bilansurB0ans,
pourune maisonde 100mz en
régionparisienne chaufféeau gaz
où vivent quatre personnes, dont
deuxeffectuent 24 kilomètres pour
allerau travail(l'uneen voiture,
l'autre
entrain) et dontlesdéchets
sontincinérés. ll livre,en pourcen-
tage, l'importance relativedes
sources pourchaque impact,cequi
permetdevisualiser prio-
lesactions
ritaires
à engager pourlesréduire.
D) Gazà effetde serre.Lechauf-
fagesurtout(parlesénergies fos-
^it^^\
s i l e s / , *i l^ ri ^i l r si^l, u, ^s^ s: l rt ^e +t -r^a, n s p o r ïe ï
les déchetssontles princrpales
sources d'émissions.
D) Énergieprimaire, ll s'agitde
l'énergieponctionnée dansl'envi-
ronnement, avanttransformation
enélectricité,
fioul,etc.À cause ou
mauvais rendement descentrales
de production (moinsde 30 %),
pèselourdement
l'électricrté surce
poste,avantle chauffage D) Eutrophisation. C'estl'asphy- D) Autresdéchets. Lasource prin-
D) Acidification.Les oxydes xiedescoursd'eauparledévelop- cipaleen est les matériaux de
d'azote
et desoufrecontribuent à la pementdémesuré de végétaux construction, qui,aprèsdestruction
formationdepluies acides. Lespots d o p é sp a rl a p o l l u t i odne se a u x d c l a m a i q o n n r n c c i q S e nl et S
) d'échappement et lescheminées (résidus de lessive, etc.). 343 millionsde tonnesde déchets
) ensontlespremiers D) Eau,Lesdéchets
d'lncinérateurs ménagers produitschaqueannéepar Ie sec-
z pourvoyeurs domestiques. (toilettes,etc.)comptentpourun teur du bâtiment.
D) Smog.ll s'agitdescomposés quartde saconsommation Autreenseignement : le mode de
q
organiques volatiles(COV), cancé- D) Déchets radioactifs. lls sont vie des habitantscomptepresque
S rigènes,dontlesmoteurs sontde massivement issusde l'électricité,autantque les choixde construc-
I grosémetteurs nucléaire à prèsde80 % tion sur la plupartdes impacts.

60Millions
dec0ns0mmateurs
H0rs-Série
tl' 136-mai/iuin
2008 29
triplesvitrages
o
à faibleémissivité infrarouge et haute locauxsontvalorisés Bienouele boissoitle seul
transmission lumineuse régulent lesapports dusoleil. matériau de structure renouvelable, l'importer de
Lessurchauffes sontlimitéesparuneventilation naru- Russie pourconstruire unchaleten France n'estpas
relletraversante et despergolas ou voletsà claire- écoresponsable, à plusf6iteraison s'ilprovient d'une
voieenfaçades sudet ouest,quiarrêtent lesravons forêtquin'estpasgéréedurablement I
solaires indésirables. Danslesmursà ossature légère, La réalrsation de bâtiments écoresponsables est
desélémentsapportent une inertiefavorable au nécessaire, maisinsuffisante. Eneffet,si toutesles
confortd'été: ladalleen bétonet desmursmassifs maisons construites aujourd'hui étaient"écologi-
autour despièces d'eauoudel'escalier suffisent sou- quement correctesi le résultat global resterait désas-
vent.Unpuitscanadien préchauffe l'airen hiveret le treuxsi ellesétaient disséminées à desdizaines de
refraîchit en été.Unestratégie énergétique efficace kilomètres des lieuxde travail.Pourêtreefficace,
associe cesmesures passives à l'utilisation optimisée l'aporoche environnementale doitconsidérer enamont
desénergies renouvelables : capteurs solaires pour la maîtrise desdéplacements, la gestiondesres-
l'eauchaudesanitaire et le chauffage, poêleà bois, sourcesnaturelles et du patrimoine (sols,biodiver-
pompes à chaleur... sité,culture localê), maisaussil'équilibre social.
Lesallergies croissent defaçoninquiétante, et laqua- Mêmesi 75 o/odes Français rêventd'unemaison
litéduclimatintérieur (air,humidité) y estpourbeau- individuelle surunegrandeparcelle, ii fautabsolu-
coup.ll fautdoncêtretrèsattentifauxmatériaux mentluttercontrel'étalement urbainet le mitage
(structure, équipements, parements muraux,revê. du paysage. Lespaysà fortedensité(Pays-Bas,
tements de sol...), sansoublier ]esfinitions dessur- Allemagne) ontdéveloppé d'autres solutions, impo-
faceset leurentretien. séesparle prixdufoncier : maisons jumelées ouen
Maisil ne suffitpasqu'unmatériau soitsainou na- bandes, petitscollectifs à taillehumaine, restructu-
turelpourqu'ilsoitécologique I ll est,entreautres, rationou agrandissement de maisons existantes
n é c e s s a i dr ee p r e n d r e n c o m p t el ' é n e r g iqeu ' i l avecoptimisation énergétique. l-avenir passeaussi
consomme lorsde soncyclede vie(exploitation de parune"broderie urbaine" qui refaitla villesur la
lamatièrepremière, transformation, transport, mtse ville,densifiant lescentres desbourgs, remplissant
en ceuvre, déconstruction et recyclage). La traça- les"dentscreuses'j valorisant lesfrichesurbaines
bilitédes matériaux et la généralisation d'unéti- et restructurant lesquartiers endésuétude. Unhabi-
quetagedécrivant touslescomposants d'unpro- tat écoresponsable, densifié maisà échelle humaine,
duitfaciliteront sansdoutelesdécisions. préserve l'intimité desusagers et renforce lessoli-
ll fautaussis'appuyer surlessavoir-faire régionaux : d a r i t é ss o c i a l e tso u t e n r é d u i s a nl t' e m o r e i n t e
lestransports sontlimités, I'emploi et Iesressources environnementale. I

6ûMillions
dec0nsommateurs. ltl'136- mai/iuin
Hors-Série 2008 31
fl,i$- $i-#*HÏffi.Fr"
lensoleillement, le régimedesvents,lesprécipitations
lestempératures,
dansle choixd'unterrain.
et le reliefsontdescritèresessentiels
L e m a r c h éd e st e r r a i n à s b â t , rn ' e s tp a s
p l é t h o r i q u seu, r t o uet n z o n eu r b a i n eo,ù vents,
oleil,
la concurrenceest très forte. Le choix
d ' u nl o p i np o u rf a i r ec o n s t r u i rees t d o n c
s o u v e n ti m p o s ép a r l ' o f fr e . D e P l u s , [ e n s o l e i l l e m e nlte, s t e m p é r a t u r e sl e, s
d ' a b o r dc o n s i d é r éc o m m e u n s l m p l e p r é c i p i t a t i o nl es s, v e n t s C e sd o n n é e s
suppora t la construction l e, t e r r a i ne s t d é t e r m i n e nnto ns e u l e m e nl ta c o n s o m -
r a r e ' n e npt e r ç uà s a j u s t e i m p o r i a n c e . m a t i o né n e r g é t i q udee l a m a i s o nm , ais
P o u r t a n ts,i l ' o n v e u t b à t i ru n e f f i â r S o r l a u s s il e s é n e r g i e sr e n o u v e l a b l eq su e
é c o l o g i q u eo u r é n o v e ru n b â t i m e n t I ' o np o u r r ae x p l o i t eE r l l e sj o u e n tu n r ô l e
a n c i e n c, e p a r a r r e t r ee s t a c o n s i d é r e r c a p r t a l d a n s l a m a n i è r e d o n t o n
avecla plusgrandeattention: il affecte c o n s t r u i ruan b â t i m e n tp, o u rq u ' i ls o i tl e
l'habitation p e n d a n tt o u t e s a d u f é e m i e u xa d a p ' i é a u xc o n d i t i o nlso c a l e s
d e v l e ( d eq u a t r e - v i n gat sn sà u n s i è c l e L a F r a n c ee s t d i v i s é ee n t r o i sg r a n d e s
e n m o y e n n e )O. u e lp a r t ti i r e rd e l ' e n s o - a i r e sc l i m a t i q u e:sl e sz o n e st e m p e r e e ,
l e i l l e m e ndt u l i e u? D ' o ùv i e n n e n lte s c o n t i n e n t a e l et m é d i t e r r a n é e n naeu,x
v e n t s d o m i n a n t s? L e n v i r o n n e m e n t
i m m é d i a te s t - i lu n a t o u t ? A u t a n td e
q u e s t i o n sq u i d o i v e n t a l i m e n t e rl a s o l e i l l e m e ndt ', i n t e n s i t d é e s v e n t se t
r é f l e x i o na v a n tI ' a c h a o t u l e p r e m i e r d e s p r é p i t a t i o n sN. ' o u b l r ePz a sd e
Iarchttecte considé r l'altitude d u l i e u: l a t e m p é -
vr v- unv r r nvdvc c r a v o n d e

r a t u r eb a i s s ee n m o y e n n ed e 1 " C à
c h a q u ef o i s q u e l ' o n s ' é l è v e d e
'l
6 5 m è t r e s( t o u sa u t r e sp a r a m è t r e s
I é g a u xp a ra i l l e u r s )
duclimat. )) Les
Au-delà inonda lation ouunaéro0ort
pour
invesliguez etc. à
instahlitÉs.
ti0ns. proximité
?
les"vices ll existe
débusquer des Pourvousrenseigner influence.l
pour
duterrain. limitations la surtesnursances
cachés"
)) le radonCegaz construction. industrielles. risques
u mtcr0climaï
estnaturel-)) Les
radioactif pollutions. etartivilés Latendancelourdede lazoneclimatique
naturels
pettte
lementÉmisdans les []esdéchetsenfouisdiverses.consultez n é c e s s i t de ' ê t r ee n r i c h i ed ' u n e
é t u d es u r l e s c o n d i t i o nps a r t i c u l i è r e s
zonesgranitiques
ou dans lesol? Une enmairie lesdocu-
dulieu
ll faut usine
volcaniques. enamont du ments d'urbanisme,iri.EiLe rayonnementsolaire.C'estune
sonaccumula-ruisseau
éviter ? Une ligne etledoIumenld'in- donnéeprimordiale, caril est la principale
tionenrespectantdes àhautetension com-
dans formation s o u r c ed ' é n e r g i e" g r a t u i t e d
" o n tb é n é -
règlesdeconstruclion ?
levoisinage munalesurles f i c i e u n b â t i m e n t( p o u rl e c h a u f f e ra,l i -
étanche. ))) le bruit.
(enveloppe Une ilsques maleurs m e n t e rd e s p a n n e a u xs o l a i r e so u d e s
ventilation). à grande
voie circu- (ticrim). capteurp s h o t o v o l t a i q u e )s l l e s t b i e n
s û rt r i b u t a i rdee l at r a n s p a r e n cdee l ' a i r '

N"136- mai/juin
Hors-Série
deconsommateurs
60Millions 20ÛB
32
A nébulosité égale,cetteénergiece,,-
vréedéoendra de la position du soeir
-
dansle ciel sahauteur et l'angle qu'li FAIBE
CI}MMENT AUFRI)ID
BARRIERE
fait parrapport au sud (l'azimut) Elle ))) [a stratégie ]
varieen fonctionde I'heurede la jour- bioclimatiquepour -
U
née,maisaussiselonde lasaison et de se protéger des
ts
z

la latitude où l'onsetrouve. influences {roides E


Cesinformations sontregroupées en (fluxdenord. c
vents U
surdes"diagrammes
F
courbes solaires'j
On oeutse lesorocurer surle sitede d'esl.etc.)consisteoz
lesmassesô
F

I ' e x p e rO r i d l e r( s i d l e r . c lfur lb
t l i v i eS àdévier
ui
DiagSolaire.html), quipropose desdia- d'airdesmurs oour -o
grammes solaires pourchaquedegré limiler des
l'évasion
de latitude, de 42"N(Ajaccio) à 51'N calories.accruepar O
o
(Dunkerque) 0ehaut o
lacirculation.
:=1Fh La temoérature. Elleest liéeau
enbas: deshautes ft
L

ravonnement solaire, maisbiend'autres a


tiges.unehaie.une o()
p a r a m è t r el s' i n f l u e n c e éngt alement
(nuages, vents, altitude...). Lesmoyennes butte ou J
artificielle
annuelles de température au soldéter- untoitsurbaissé.rlo
minentlesbesoins de climatisation de
l'habitation - chauffage (voirencadré dansunevalléeouverte à l'ouest,les
page32)et rafraîchissement -, donc ventsdominants s'yengouffreront avec
l'inertre desmursainsiouel'épaisseurplusde vigueur, etc.
desisolants SFFLa végétation.La proximité d'une
.:FÈF Le vent. Iintensité annuelle forêta poureffetuneévaporation locale
moyenne duventestunedonnée insuf- plusimportante, ce qui a poureffet
fisante pourapprécier soninfluence. Ses d'abaisser latempérature.
directions et la fréquence de chacune SFFLe sol. Les rochesou la terre
decelles-ci sontimportantes, pours'en stockent la chaleur et la redistribuent
protéger ou pourentirerproflt(grâce à rapidement aprèslatombéedujour.
uneéolienne ou oourle rafraîchisse- b$F[eau.Unlac(età plusforteraison la
ment). L e d i a g r a m mc eo m p i l a nc t
e s mer), quiemmagasine la chaleur et ne la
informations sur une oériode donnée relâche que lentement, est un amortis-
s'appelle unerosedesvents(voirPIus seurdevariations thermioues.
d'infoci-dessous). pÈ$Enville.Enmilieuurbain, lapierre,
lebéton,legoudron desrues,laréflexion
dusoleilsurlesvitres, etc.,peuvent aug-
envir0nnement menter notablement la température
locale.Ladisposition desbâtiments peut
rmm taï favoriser la
ou bloquer circulation des
llfautégalement prendre enconsidéra- vents dominants.
tiondesdonnées trèslocales, quipeu-
ventimposer un microclimat dominant
parfois lesconditions régionales. i:îlwww.meteofrance.fr/FR/cli maVcatalogue
;+FF Le relief,Le terrainest-ilà l'ubac _produits.jsp
(facenord)d'unecolline? La tempé- Lesite de MétéoFranceoermetd'accéder
r a t u r em o y e n n e p o u r r aê t r ed e p l u - à desséries(mensuelles, annuelles..,)de
donnéesmétéorologiques (températures,
s i e u r s d e g r é sa u - d e s s o ud s e l a rosedesvents,précipitations...) issues
moyennelocale,et l'humidité nette- de la stationmétéola plus prochede chez
m e n to l u si m o o r t a n t eS.' i le s t s l t u é vous.ll en coûtede 30 à 50€.

60Millions
deconsommateurs. N"136- mai/iuin
Hors-Série 20BB 33
Ë

Ou'est-ce "écologique"
qu'unemaison ? Poursortirduflouet desauto-
plusieurs
déclarations, labelssontdésormais qualifiant
disponibles, de la
performance
énergétique globalde l'habitation.
à I'impactenvironnemental
Lesprofessionnels du bâtimentpropo- groupésneufs(Habitat et Environne-
sentdeouis oeudeslabels et descerti- m e n t )e t d e p l u sd e d i x a n sr é n o v é s
fications, vérifiés pardesorganismes (Patrimoine Habitat et Environnement)
indépendants et agrées parl'Etat Inspirées delaHOE,ellessontdélivrées
auxmaîtres d'ouvrage et auxpromo-
f c r r r ss i l c r r rn r n i e fd e c o n s tUf c t i o n
ourlesmaisons d é m o n t ruen ev o l o n t é d e r e s p e cdt e
l ' e n v i r o n n e m eanvta, net t p e n d a nl ta
NCUVCS phasede chantier, ainsiquepourtoute
L a m a r q u eN F l V a i s o ni n d i v i d u e l l ela duréede viedu logement, dansles
démarche HOE,crééeil y a deuxans, septcatégoiies suivantes :
additionne à la marque NFMaison indi- âcgestiondu projet(caractéristiques du
viduelle existante uncahier descharges site,attentes desparties...) ;
Hautequalité environnementale (HOE) Èchantier propre (nuisances faibles..);
Elleest accessible à desconstructeursb énergie et effetdesene(isolation ther-
proposant desmarsons ( enrapport avec mlque, énergies renouvelables. );
les attenteset capacités financières t h filièrede construction et matériaux ;
du maîtred'ouvrage et dépassant lesexi- Feau(récupération, consommation.,.) ;
gences réglementaires pourtoutoupar- b confortet santé(acoustique, climati-
tiedesquatorze "crbles"HAE(voirBon sation, ventilation, tri desdéchets...) ;
à savoir), dont quatre sont incontour-
nables : larelation dubâtiment avecson
environnement immédiat, lesnuisances
du chantier, l'eauet l'énergie. Lesper-
formances de cettedernière doivent
dépasser de plusde 10 % lesniveaux
delaréglementation thermique RT2005
en vigueur pourla construction neuve
(voirBonà savoir)ou de plusde 5 7osi la
maison utilise uneénergie renouvelable.

etlecollectif
F&FLes certificationsHabitatet Envi-
r o n n e m e n t .D e p u i s2 0 0 3 ,c e s c e r t i f i -
cationssont accessibles aux logements
e n i m m e u b l e sc o l l e c t i f o
s u individuels

34 der0ns0mmaleurs.
fi0Millions N' 136- mai/iuin
Hors-Série 2Û08
&gestesverts(bonnes pratiques à res-
pecterparlesoccupants)
[opération doitsatisfaire desexigences
m i n i m a l epso u r a u m o i n ss i x d e s
thèmesen construction neuve,et au Laconsommation d'énergie estun cri-
moinsquatredesthèmesen rénova- tèreécologique prioritaire Aussi, comme
t i o n .P o u rd u n e u f ,l e s t r o i st h è m e s certains paysvoisins, ia France a-t-elle
suivants doiventobligatoirement être définien mai2007troislabelsplusvolon-
respectés : gestiondu projet,énergie taristes quela RT2005.
e t g e s t e sv e r r sa, u x q u e lss' a j o u t lee &$hHPE2005(Haute performance éner-
thèmechantier propre, pourun projet gétique), pouruneconsommation éner-
de rénovation. gétique aumoinsinférieure de 10% à la
Lacertification Habitat et Environnement valeur de référence (Cepmax)de la RT
Performance estattribuée dansle neuf 2005.Le suffixe"EnR"est accordé si
quandlesper'ormances sonisatisfai- le bâtiment estchauffé à 50 % ou plus
santespourlesseptthèmes, atteignant parlabiomasse ouparunréseau decha-
notamment I'undeslabelsHauteper- leurallmenté à 60 % auxrenouvelables
formance énergétique (voirci-après) Au FbBTHPE2005(Tèshauteperformance
débutde 2008,la certification Habitat énergétique), pouruneconsommatron
et Environnement avaitété attribuée à inférieure d'aumoins20 o/o auCepmax
prèsde 13000logements. ETTHPE 2005EnRdès30 % degainet
F b FL a c e r t i f i c a t i o nNF Logement pourunrecours important renouvelables
démarchH e OES . u rl e m o d è l ed e l a (voirlbrrêt€du8-05-07JORFdu 15-05).
démarche adoptée pourlamaison indi- FFPBBC2005(Bâtiment basseconsom-
viduelle, lespromoteurs de logements mation), dansle neufconsommant entre
collectifs certifiés NF Logement peu- 30 et 50 kWmz paran d'énergie pri-
ventaussiaccéder, depuisle molsde m a i r e( s e l o nl a z o n ec l i m a t i q ueet
décembre 2007,au niveaude qualité I ' a l t i t u d es)o, i td l x f o i sm o i n sq u e l a
" d é m a r c hHeO E si i a um o i n sl am o i t i é moyenne deslogements français, ainsi
d e s q u a t o r z ec i b l e s H O E r e ç o i t quepourlesbâtiments tertiaires et col-
l ' a p p r é c i a t i"opne r f o r m a not "u " t r è s lectifsdontlesbesoins ne dépassent
performant'l pas50 % du Cepmax.Le niveau BBC
estnotamment atteint pourl'habitat por-
tantla marqueEffinergie (l'association
de professionnels quil'amisau point),
q u i c o m p o r t eu n e v e r s i o n" b a s s e
c o n s o m m a t i o pn o" u r l e s b â t i m e n t s
anciens qui,aprèsrénovation, limitent
leurconsommation à 80 kWm2paran.
:ffii I
.TËiil :J

ci:arwww.constructeu rs-nf.fr
Lesitede Cequami, avec400contacts(mars
2008)de constructeurs disposant du label
N FM a i s o ni n d i v i d u e l dl eé m a r c hHeOE.
h**www.cerqual.fr
ljarchitecte Emmanuel Lesitede Cerqual, organismede
Coste a conçu la "Bonne
certification du logement.
Maison'i un projet du
groupe Geoxia (Maison @www.assonqe.org
Phenix)qui s'inscrit dans Lesitede lAssociation pour la hautequalité
une logique industrielle (HOE).
environnementale
visant à produire en grande
série un habitat à basse tçiFwww.effi nergie.org
consommation d'énergie. Lesitede l'association Effinergie.

60Millions
deconsommateurs. il' 136- mai/iuin
Hors-Série 20lB
35
Auxlatitudes
tempérées,
la stratégie privilégie
bioclimatique l'artet la
manièrede profiterau mieuxdesapportsgratuits
du soleilpourle chauf-
fagehivernal.
Lafaçade
sudde l'habitation
réclame
donctoutel'attention.
Profiterau mieuxdesapportssolaires F&&la constructionde mursépais,qui
gratuitscomporteun impératif : il faut remplissentlafonction
de captage et de
particulièrement soignerl'exposition sud réserved'énergiethermique. llscaptent
de sonhabitation. Pourun bâtiment en l'énergie
solaireen hiverpourla resti-
construction,cetteexigence va influer tuersousformede chaleur à l'intérieur.
surle lieud'implantation et l'orientation Enété,cetaccumulateur retarde lapéné-
duterrain,ainsiquesurl'organisation des de lachaleur
tration dansla maison.
pièces. Et,pourun bâtiment ancien, sur
sacapacité à atteindreunbonniveau de
performance énergétique aprèsrénova-
tion.Ensuite, tirerpartidesres-
il faudra
sources de sonterrain et encorriger les
éventuels "défauts'j Avantage l'hiveç
l'expositionausudpeut
devenir un inconvénient l'été,quandon
cherche à se protéger de lachaleur.Pour
les
éviter surchauffes, on prévoiradesélé-
mentsarchitecturaux qui apportent de
l'ombrecôtésud: auvents. toitsdébor-
Enconstruction bioclimatique, onassigne dants...maisaussiespaces tampons,
à lafaçadesudlafonctionde captage et commeune pergola en façade. Sacou-
destockage de l'énergie solaire pendant vertureoeutêtrecomoosée de lames
la saisonfroide.Pourcela,deuxgrands dontl'orientationautorise le passage du
principes ontfaitleurspreuves : soleilen hiver,maisen intercepte laplus
FFFl'implantation d'unevéranda, quijoue grande partieauxheures chaudes del'été.
le rôled'uneserre(voiraussipage50). Cettefonction saisonnière oeutaussiêtre
Frappée parlesrayons du soleil,elleen remplie parunetonnelle végétalisée : les
confine l'énergie à l'intérieur.
Afind'être feuilles
abritentdusoleilà Iabellesaison,
plusefficace, lavéranda gagnera à être pourdisparaîtreà I'automne, pas-
laissant
implantée danslevolume del'habitation, serle rayonnement jusqu'àlafaçade
et nonpasensaillie externe : lachaleur
emmagasinée profitera mieuxà l'habitat
et lesdéperditrons thermiques seront
limitées à uneseulefaçadevitrée.La
véranda peutcouvrir jusqu'au tiersdes
besoins de chauffage d'unehabitation. Enmétropole, ilfautseprotégerenhiver
Cetencastrement auraégalement une desinfluences géné-
du nord,exposition
importance prlmordiale en été : la ralementlaplusfroide.Outrele recours
à
véranda peutêtreprotégée du soleil desmursépaiset à unebonneisolation
diect (voirBonà savoirci contre); thermique,il est trèsefficace,
surcette

36 60Millions Hors-Série
decons0mmateurs. 2008
N' 136-mai/iuin
f a ç a d eo ù l ' o nl i m i t e r a u s s e s c , , : 1
t u r e sd , ' a d o s s el a
r m a i s o na L - - : _ : :
(existante ou artiftcielle), voired'enie..:- a nÉnusrn
UNRELEVÉ
nrunsÛUES
AUSIJD
facenordd'unrez-de-chaussée On oe'^e- )) [exnosition sud ll suffit
desemunir rapporteur. 0bjectif:
i e l a g r a n d ei n e r t r teh e r r ro u e
f i c i ea i n s d
d'unehabitationétant d'undiaUramme privilÉgier
l'implanta-
du sol,quilimitelesécar1s de tempéralu.e
déterminante.
il est solaire.validepour tiondu
e t l e sd é p e r d i t i o ndse c h a l e uer n h v e r
trèsutile
deconnaître lalatitude
oùI'onse bâtiment quiminimise
laoosition
dusoleilen tr0uve.etd'yreporter l'importance
de
n l r i r " i Hnni " Iri t s i t s A f i t
WI L4Li! \rl I Ejl,!! fonction
desobstacleslahauteur surl'hori- tesmasques ausu0-
i" quilemasquent une zon decesobstarles. Pourplus
dedétails
:
[,i]v rfiïtûil partie
dBlaiournée : Cerepéraqe nécessite www.hespul.org/
t i m p l a n t a t i ojnu d i c i e u sde e v é g é t a u x montagnes àl'horizon.aussi
une boussole.Vous-devenez-ou-etes
a u t o u rd e l a m a i s o np e u ta p p o r t eur n arbres... unniveau
Urands àbulleetun deja.html
vraisupplément de confortet limjterses
b e s o i n se n é n e r g i e
' l D e s a r b r e sà f e u i l l e s
c a d u q u ed sis- U n e h a i ep l a c é es u r l ' a z i m udt ' o ù
p o s é se n f a ç a d ej o u e r o n u t n r ô l ei d e n - p r o v r e n n e nl et s v e n t s d o m i n a n t se n
t i q u eà c e l u id ' u n et o n n e l i ev é g é t a l i s é e l i m i t el ' i r f l u e n c(es ic e l ae s ts o u h a . T a b ' e ) .
LacouvertL,re d'unmur pardesvégé-
tauxreprésente un excellent moyende le
t e m p é r e rN o n s e u l e m e net l l ep r o t è g e
o u r a y o n n e m e ndtt r e c te t p r o c u r eu n e
l s o l a t i o nt h e r m i q u ea p p o r t é ep a r l a
couched'air"emprisonnéel' maisl'évapo- Unerègled'orpourlimiterlesbesoinsen
transpiration estivale de la plantepermet Pour capter le soleil é n e r g ' ed e c l i m a r i s a t i o
: rr' e n v e l o p pdee
a u s s id ' a b a i s s eore o u s t e u r so e g r é sa à la saison froide. l ' h a b i t a t i o (nm u r se t t o i t s )d o i t ê t r e l a
on barde la façadesud
temperature sur la paroi Le benefce est d'ouvertures(au moins p l u s c o n p a c t ep o s s i b l eC . a rc h a q u e
identique p o u ru n e t o i t u r ev é g é t a l i s é e , 50 % des fenêtresde Ia e x t e n so n a u g m e n t el a s u o e r i c i ee x p o -
maison). Le toit déborde
qur,de slrcroit,stockeunepatie de l'ea-r en casquettepour s é e à l ' e x t é r i e u dr ,o n c a r : xé c h a n g e s
d e p l u i e ,r e n f o r ç a nl 'ti n e r t i et h e r m i q u e les protéger du soleil t h e r m i q u e sq,u e 1 ' o ns o u h a i t e c o n t r ôe r
estival.Au nord,
d e c e t t ep a r t i ed e l ' e n v e l o p pdee i a m a i - protégé par le relief,des a u m i e u x .[ o r g a n i s a t i oinn t é r i e u r de e s
s o n q u i o c c a s i o n n cel a s s i q u e m e nl et s fenestronséclairentles nier^cq cJnitén:romont À t r o l ' vn uh li w
o tL e
u l 'ur rr nuo
pièces peu fréquentées
d é p e r d i t i o nl es sp l u si m p o r t a n t e s (toilettes.par exemple). attention particulière
, L e s p i è c e sà v i v r e ( c u i s i n es, a l o n ,
s a l e à m a n g e r )q, u i o n t b e s o i nd ' u n e
t e m p é r a t u ra e g r é a b l e( ' 1 9" C ) e t d ' u n e
b o n n e. u ' n i n o s i tpee n d a ntto u t eI aj o u -
n é e ,d e v r o n êt t r ep l a c é e sa u s u d ,
L e sp i e c e so i l ' o ns e r e r d é p i s o d i -
q u e m e n t( s a n i t a i r essa, l l ed e b a i n s o )u
c e r e sq ; i g a g n e nat n e p a se t r ec l ^ a l f -
f é e s( c e l l i ebr ,u a n d e r i e) a u r o n ti n t é r ê t
à o t r p d o n n r t éL Uê Uq J \V/ Uê TOc lI â +^^.^^
O ICUOUç
^I^U"I ^U

L e sc h a m b r e sd,o r t l e s b e s o i n sd e
c l i m a t i s a t i os no n tl i m i t e sa q J e r q J e s
h e u r e sp a r j o u r ,p e u v e n t r o u v e rl e u r
p l a c eà l ' e s te t à l ' o u e s t .
Des ouverturesur des façades
o p p o s e e sf a c i l i t e npt a ra i l l e u r sl a v e n t , -
l a t i o nd e l ' h a b i t a t

5 [ l M l l l i odnesc o n s c m m a tHe ou r s - Se él ]r' i 3 6 m a i / i u2i nû û B


37
4$
Ê!
ËË

Bâtirunemaison
écologique,
c'estaussiréduire degazà effet
lesémissions
de serreengendrées (énergie
parlesmatériaux de fabrication,
transport...).
EnFrance, 21 o/odesémissions de gaz développement durable (label FSC). En
à effetde serreviennent du secteurdu effet,pendantla duréede vie de la
bâtiment(logements, bureaux,com- maison, il stockedanssesfibres,sous
merces, équipements publicsouprivés), formede carbone, le CO2fixépendant
dont 20 7o sont émiseslors de la lacroissance de l'arbre. Deolus.lamise
construction.
Selonlesmatériaux choisis en æuvredu bois, léger, n'exige pasde
(boisou bétonpour l'ossature, par g r o so u t i l sE n f i n d e v i e ,m o n t a n t s ,
exemple), lesémissions de gazcarbo- poutres, laineet panneaux de bois,etc.,
nioueoasseront de 1 à 9. peuventservirde combustibles (s'ils
pas
n'ont ététraités).
Lesmatériaux végétaux (chanvre, lin)
neressource
locale présentent également unbonbilancar-
: b o n e , p u i s Q - u ' ial sb s o r b e n lt e C O 2a u
j m o m e n t d e l e u r c r o i s s a n c ec,o n s o m -
ll faut,pourcômmencer, privilégier les m e n tt r è s p e u d ' é n e r g i leo r sd e I a
ressources locales: le borsprèsdes construction et sedégradent facilement
zonesforestières, lafibrevégétale dans enfindevie.
lesrégions agricoles, lecalcaire dansles Excellent isolant et simpleà recycler, la
c a u s s eosu l e sv a l l é e ks a r s t i q u else, terrecuite(sousla formede briques
roseau danslesmarais. Ceschoixévi- simples ou Monomur) exigeenrevanche
terontlesémissions de dioxyde de car- i d e g r o s s e sq u a n t i t éds' é n e r g iaeu
b o n e( C 0 2 l)i é e sa u t r a n s p o dr te c e s momentde la cuisson. Sonbilancar-
matériaux (souvent parcamion) et garan- boneestdoncmoinsbon.
tira,en plus,unebonneintégratron du
bâtiment dansle paysage.
Leboisprésente unexcellent bilandece
pointdevue,à condition qu'ilprovienne
de forêtsqéréesselonlescritères du
le tonetleciment
Cesdeuxmatériaux, dontlesconstruc-
teursfrançais usentet abusent, exigent
EVALUEZ
VI)TRE
BILAN
CARBI}NE
PERSONNEL beaucoup d'énergie pourleurfabrica-
gourmands
}})Pourréduire ses compte lesémissionsIeurconsommation tion.llssonttrès en eauet
denses. Leur mise en ceuvre nécessite
Émissionsdegaz à liéesaulogement. d'énergie, autrans-
puissants, grosconsomma-
desengins
elfetdesene.il faut auxdéplaremBnts et portdesemployés teursde oétrole.
d'abordlesconnaître. à laviequotidienne.etdesproduits- Deplus,cesmatériaux ne sontpasre-
Auiourd'hui.
chacun Lesentreprises Pour ensavoir plus: cyclables, si ce n'esten remblais pour
peut son"bilan peuvent
faire aussifaire www.ademe.fr lesroutesLesgravats sontsouvent incl-
carbone"surInternet. leleur. ll comprend www.bilancarbone nérés,quandils n'envahissent pasles
prend
Celui-ci en lesémissions liées à personnel.org décharges, entraînant d'importantes
émissions de CO,

38 deconsommateurs.
60Milli0ns N"136- mai/juin
Hors-Série 2Û08
Eer
Lf;Sgæ
Lapréservation
du paysage,
le respectdu voisinage
et le recyclage
des
résidusdu chantiei'font
partieintégrante
d'unprojetd'écoconstruction.
D'abord, nepasnuireI Ouand onarrive defaçonà épargner lesommeil duvoisi-
surunterrain à bâtir,il fauts'efforcer de nage.Ouant auxquantitésde matériaux,
préserver lavégétation et dechoisir l'im- ellessontà mesurer avecsoinenamont.
plantation de samaison enfonction de Plusellesseront justes,
moinsily aurade
cequiexiste.Mieuxvautdéplacer celle- A priori,les
releTs. écoprofessionnels
sont
ci dequelques mètresqueraserunbel attentifsà cettequestion, noblesse et
arbre.Dès l'été, ce dernieroffrira prixdesditsmatériaux obltgent.
lVlais
rien
d'ailleursuneombregénéreuse. n'empêche surce point.
d'insister
Onpeutalorspasser à l'organisation du
chantier,en installant au préalable des
toilettessèches. Viendra ensuitel'amé-
nagement, enduçd'unevoieunique de Cescalculs nesuppriment pascependant
quipermettra
circulation, d'éviter quele touteprodu'ftion de chures,matsteur
passage des engins(camions, pelle- quasi{otalité pourra êtrerecyclée surle
ieuses,etc) nedéfonce latotalitéduter- lieuduchantier Lebois,lalaine deboiset
rain.Labétonnière seraplacée à l'abridu le liègepeuvent servirdecombustible, à
vent,pour que lespoussières nesedépo- condition de necontenir ni colle,ni latex
sentsurlesalondejardindesvoisins. lls (pourla lainede bois).Leliègepeutêtre
vousen saurontgré.Si cettemême broyéet réduiten granulés ; il resservira
bétonnière peutêtreplacée à proximité alorspourl'isolation. Lesbriques detene
desendroits où doiventêtreappliqués cuite,réduites en poudre, serontutile-
béton,enduits et mortiers, ceseraparfait. mentaioutées auxenduits definition
Enfin,lesenginsbruyants nedoivent, il va Ouantauxmorceaux decarreaux deterre
desoi,niêtremisenrouteavantI heures cuite,ilsserviront éventuellement à paver
le matin,ni êtreutilisés troptardle soir, unealléedejardin. Laterreexcavée pour
lesfondations peut,desoncôté,êtreuti-
liséepourmonterdesmursenterrecrue
Ellepeutaussiêtrerecyclée pourlepota-
LETRUC
P[)UR
ÉCOruOMISER
IEAU
! geroupouréleverdepetitstalusquipro-
It tégeront lamaison côténordet desvents
>) Pour rÉduire encombre lesol.
au bÉtonniÈre.fairede
laconsommationprofil d'une grosse nettttyage
seraamé- dominants Ouant auxgroscailloux que
queI'onrem-nagée I'on peut trouveren creusant, ils seront
aupied
' L
d'unchanlier, bassine
d'eau dece
e aussitôt réutilisés pourlesfondations.
lemieuxestd'aban' plit
audébut dela pointdestockage:
1-
journée. Restent lesemballages enplastique, car-
donner
le sera ony lavera
Elle bottes. tonplastifié et polystyrène,quisont,pour
luyau posée
lradiTionnel dansun seauxetautresoutils lemoment, desdéchets inévitables. llsne
donton endroit
d'anosage, stratégique,
à labrosse.
Une doiventpasêtrejetésà tout-va,encore
]F parfois
oublie de etony puiserade technique
bienmoins moinsbrûlés! Normalement, cesontles
)S lernbinet. l'eau
fermer avecunseau gourrnandeeneau professionnels qui sont chargés de les
)S quipeut
fuiretqui pour alimenter
la queleiet! évacuer. S'ilsne le fontpas, il faut les
transoorter vous-même à ladéchetterie
'l36-mai/iuin
OB 60Millions
deconsommateurs.
Hon-Série
lI' 2008
39
ourénovation
Touteconstruction passeparuninvestissement
écologique
prioritaire premièresourced'économies
dansI'isolation, d'énergie.
I i s o l a t i otnh e r m i q u ec ,' e s tI ' a r te t l a I
manière d'empêcher passivement lacha-
leurde sortirde l'habitation en hiver,
maisaussid'yentreren été.
Pourcela,ilfautseconcentrer surtoutes C ' e s tp a r l e t o i t q u e l a p l u sg r a n d ep a r -
lespartiesde la maisonoù il existeun t i e d e l a c h a l e u sr ' é c h a p p eC. e q u i e s t
contactentrel'airintérieur et l'airexté- l o g i q u ep, u i s q u el ' a i rc h a u dm o n t e .L e
rieur, c'est-à-dire letoit,lesmurs,leplan- simplefaitd'isolerun toit permetde réa-
cheret lesouvertures. l i s e rj u s q u ' à5 0 7 o d ' é c o n o m i e s u r l a
l l f a u t é g a l e m e n ft a i r el a g u e r r ea u x f a c t u r ed e c h a u f f a g e! S i l e s c o m b l e s
p o n t st h e r m i q u e sq, u i s o n te n g e n d r é s s o n t a m é n a g é si,l f a u d r ad é r o u l e d r es
p a r d e m a u v a i sr a c c o r d sd ' t s o l a t i o n p a n n e a uixs o l a n t e s n t r el e s p o u t r e sd e
d a n s l e s a n g l e sd e s m u r s , e n t r e l e s la charpenfeSi le grenier n'est pas uti-
parols,au niveaudes appuisde fenêtre, lisé,la poseau sol de matériauxen vrac
d
uo c innntinne ê ntrê lo^ * -^ ^"r^^ (chanvre, billesde liège)fera l'affaire
so lurru(rvrrourrrru ruJ lllUlJ uL luJ
(Voirl'encadré
planchers.. Avisd'expert,
ci-dessous.)

Lesmurssontlesgarantsd'unebonne
P(]UROU[)I
ISI)LER
PARTEXTÉNUUN
inertie
thermique, delacapa-
c'est-à-dire
citéà stockeret à déstocker la chaleur
(fournie parle chauffage, leshabitants
Iisolalion
rt;l,, BXIérieureestr0ntinue,l'isolation
extérieurepeut être et les rayonsdu soleilau traversdes
lesponts
elleÉvite thermiques envisagée surlttuslessupporls f e n ê t r e sI)i .n e r t i et h e r m i q uJeo u eu n
piene.pisé...). rôle trèsimportant dansle confort, été
crÉés inlérieure, (bÉlon.
parI'isolation brique.
commehiver. Pluslesmurssontépais
souventinterrompue auniveau Très développÉedans lespat's pluselleestimportante
et auto-isolants,
dusol.aurez-de-chaussÉe età elleanive
nordiques. timidemenl l-idéal estdoncle murde pierrerecou-
l'étase.
Plusefficaceauniveau enFrance. Cheznous.il y aunetra- vertd'unenduit deterre,unmurenpaille
à I'air.
del'étanchéité elle permet dition [arI'intérieur.
d'is0lati0n et et terre,ouunmurdebrique Monomur.
deprofiter
pleinement del'inertie Iesgens aiment bienfaire les Lesmurspeuvent également êtreisolés
dumur.Enréhabilitation. c'est choseseux-mÊmet alors qu'il del'intérieur oudel'extérieur, laseconde
unesolutionidéalepuisqu'elle s'agil làd'un quiexiue
travail I'in- solution étantplusperformante. Ihabil-
l a g ei n t é r i e udre s m u r sj o u ea u s sui n
épargnedestravaux à I'intérieur tervention
d'un0rofessionnel.ll
Le boiset la terre
del'habitat.
Constltuee depan- fauteneffets'assurerdelabonne rôletrès imoortant.
sontparticulièrement conseillés pour
neauxdefibresdebois. deroseauxaccroche del'isolationsurlesup- (capacité à changer
leurfaibleeffusivité
oudeliège recûuverts d'unenduit.p0rldebase. Sinon.t0uts'éô,ioufe: rapidement detempérature enprésence
d'unesource dechaleur) llssontà pré-

Hors-Série
deconsommateurs. 2008
N"136-mai/iuin
40 60Milli0ns
f o n c t i o nd e s p i e c e se t d u b u d g e t .0 n
oublietrèssouventun isolanttraditionnel
et trèsefficace; lesvolets,doublésà l'in-
térieurde solidesdoublesrideaux.
l l f a u ta u s s si o n g e ar u xp o r t e sE
. l l e sd o i -
ventêtrehermétiques dès leurconstruc-
t i o n ,l ' a j o udt e m o u s s e( n o né c o l o g i q u e )
n'étantefficacequ'untemps.

Pasquestion de couriracheter lainede


verre,lainede rocheou polystyrène,.,
Abondamment utilisésdanslaconstruc-
tion,ilsne sontpasbiodégradables et
ontunefaible durabilitéLesisolants natu-
rels,commele chanvre, lesdifférentes
En matière d'isolation. laines, lelinoulaouatedecellulose, per-
{;.^.À t^ ^Â,^*i^,,^ À r^{^,^^^^ ^, ; ^ la maison passive
a E r v r o r o u E r o i l r r r l u u ,d r d t d t u j t L U u u d t d
représentele nec plus
mettenta la maisonde respirer, donc
]S
pienedure,matériaux
quimetTentbeau- u/fra. lsolée avec a s s u r e nut n e b o n n er é g u l a t i odne
de 40 à 45 centimètres garante
:S coupde tempsà se réchauffer de matériaux,
l'humidité ambiante, d'uneiso-
J V
elle n'a pas besoin de lationperformante
,-t-
chaudière,On en trouve /
dans des pays aussi
iC frisquets que la Suède, ...'..-,.
Le sol du rez-de-chaussée la Norvège ou lAutriche.
répefcùtesou- tlrllwww.c13e.com/som m ai re.htm
v e n tl e f r o i dd a n sl e sp i è c e ss, u r t o u st ' i l P o u rt r o u v e r d e s a d r e s s e sd e p r o f e s s i o n n e l s .
est habilléde matériauà forteconducti- l{ri.www.terrevivante.org
v i t ét h e r m i q u ec,o m m el at e r r ec u i t e ,l e Le site deTerrevivante.
c a r r e l a go e u l e s d a l l e sd e p i e r r e .P o u r r* chclem,free.frlisolation
Desparticuliers ayantrecouruà I'isolation
coupercet effetdésagréable, il faut pro- font partagerleurexpérience.
par l'extérieur
j e t e ru n i s o l a net n v r a c( o u a t ed e c e l l u -
IG
:*.www.effinergie,org
JO' 1 o s ec,h a n v r eb,i l l e sd e l i è g eo) u f a i r eu n Lesitede l'association pour
Effinergie,
=ul
T a t e l a sd ' a i re n t r el e s o le t l a c h a p e( e n en savoirplussur lesmaisonspassives.
LJ a j o u t a n tu n e c o u c h ed e F e r m a c e ldl ,e
JU)
p a n n e a udxe b o i s. , ) .[ i s o l a t i odne sp l a n -
'Jn c h e r sd e l ' é t a g en ' e s tp a sa n é g l i g enr o n LES
PEH|IES
THERMIOUES
POSTE
PARP(}SÏE
: L g
p l u s .E l l eé v i t e r aà l a c h a l e udr e s p i è c e s
- d l )
du rez-de-chaussée de s'envoler dansles ))le toitetlesmurs sontla
Lç.
c h a m b r ees t s e r v i r ad ' i s o l a npt h o n i q u e principalB depertes
source (55%).
[eurisolationestdonc0ri0ritaire.
y jusqu'à
il laut appliquer 30cm
.3ille
^rur gs0uvertures d'isnlantpoururrésultatsatisfai-
r,
rlés erT0rma
nïes sa[t.depréférence parI'extérieur
I lde (etcouper lesp0irts
thermiques).
30ll- L e sé c h a n g ed s e c h a l e u qr u i s e f o n t à
)) Undouble vitrage
divise
:UN traversune simpleparoivitréesont très
pardeux les[ertes
scGasionnÉes complepour
20%despertes. -
impoftants. Entreun simpleet un double .U
, n d i v i s ep r e s q u ep a r d e u x l a
v i t r a g eo parunsimple vitragB. Ilansune
maison isolée.
bien unem
:ouf
ru"çl é
p nç or ur dr iLt ri nv nr I d
u ' éçnr ar çr nr ivar ç Ii l^ ^^^+^ i^^ ))) Laventilation"naturelle" ventilati0n
mÉcanique
àrécupéra-
ilger LU vUJLU uuJ

:nce fenêtresest doncà étudieravecattention. (cheminées.interstires.


etc.) tiondechaleur
s'im0ose.
i cré- Lesdoublesvitragesdoiventêtrechoisisen

I 2008 6ûMillions
deconsommateurs.
Hors-Série
|\]"136-mai/iuin
2ûûB 41
peu gourmandes
perspirantes,
Des paroisisolantes, en énergie,
avecdu bois,de laterre,de la pailleI
? C'estpossible,
esthétiques
Unmurécologique doitrépondre à plu- oourbénéficier d'uneisolation dequalité
sieurscritères.Fabriqué à partirde et d'unconfortoptimal. Enfin,un mur
matière première renouvelable, il doit écolo est esthétique côté pileet côté
êtreirréorochablequestion isolationther- face : doux à regarder,il dans
s'intègre
mique ll ne doit pas rejeterde sub- le paysage et offreun intérieurchaleu-
DES PAROISEN
PAILLEDE CHANVRE stances toxioues, êtreentièrement bio- reux Lesmatériaux décritsci-dessous
Lesparticularités
de la dégradable et n'avoirbesoin, à Ia répondent à toutes ces exlgences' avec
chènevotteont permis petits
le développement d'un que
fabrication, d'unminimum d'énergie. des petits plus et des moins.
matériaucomposite, ll respecte de lapersptration
le principe :
la paillede chanvre.
Celui-cidonnedes passer
il larsse lavapeur d'eau,mais pas
paroisqui améliorent l'eauelle-même. Cettegestionparfaite
nettementle confort
estprimordiale
thermiqueet phonique. de l'humidité ambiante
e ence
sOn
À colombages, en rondins ouà basede
oanneaux, l e m u r e n b o i sé c o l on e
contient q u e d e s e s s e n c e lso c a l e s
(mélèze, pinDouglas, châtaigniet etc.).
Le choixd'essences tropicales - teck,
-
ipé encourage la déforestation des
milieux tropicaux. De plus, ces bois par-
courent des milliers de kilomètres avant
d'arriver à bonport,affichant ainsiun
trèsmauvais bilan écologique. Enfin,il
s'agitsouventde bois traltés, et donc
trèstoxiquePourlasanté.
Vêtusd'essences locales, lesmursen
boissontoleinsdevertus. semontent
lls
avecdesoutilslégerset permettent de
construire unemaison rapidement. lls
fixentde grandes quantités de gaz car-
bonique, présenten excèsdansnotre
atmosphère, et ont unebonneperfor-
mancethermique. llssont12foisplus
isolants quele béton,350foisplusque
l'acielet 1 500foisplusquel'aluminium
Deuxbémols: le boisest trèssonore
et il a unemauvaise inertiethermique. ll
est aussisensibleaux attaques des
champignons et desacariensll néces-
sited'êtretraité,maisavecdesproduits
et orocédés nonpolluants, bienentendu

Hors-Série
deconsommaleurs
60Millions 2008
N' 136-mai/juin
42
ces murs sont facilesà monteret, sur-
aterre
crue
: laRoll's tout,trèséconomiques I Pourquele bilan
é c o l o g i q u es o i t p a r f a i t ,i l c o n v i e n td e
s'assurer quelapailleest issuede céréales
Faitsdeterre,desableet degraviers. ,es q u i o n t p o u s s és a n se n g r a i sc h i m i q u e s
mursen terrecrueprésentent un oiian de synthèseet sansoesticides.
écologique imbattable.Disponible oar-
tout,la matière première garantitune
parfaite
isolation
thermique et phonique
fambiance,douceet feutrée,sera
fraîche
en étéet chaude en hiverFaciles unevaleur
s re
à monter,lesmursde terrecfueassu- Solideet durable (àcondition de prove-
rentun intérieurtrèssain,quedétes_ n i rd e l a r é g i o n l)a, p i e r r ed o n n ed e s
tentlesacariens. De plus,lesmursde mursquioffrentuneexcellente inertie
terrecrueontunetrèsgrande longévité thermique. Recouverts de mortiers végé-
t a u xi s o l a n t (sc h a u ex t c h a n v r ep,a r
exemple), lesmursde pierregarantiront
atique, un conforttrèsagréable et aurontun
bonbilanécologique.

Lesbriquescreuses de construction,
a p p e l é ebsi o b r i q u ecsl ,i m a b r i q uoeus
briques Monomur (selonlesfabricants),
sontpercées de multiples alvéoles qui
permettent de profiter au maximum du Onpeutaussimonter desmursenotocs
pouvoir isolant del'air.Lesplusépaisses debétoncellulaire (mélange
silico-calcaire
( 5 0c m ) o n t u n e h a u t ep e r f o r m a n c e
de sable, silice,
chaux, calcaire,
eauet
a c o u s t i q ueet t h e r m i q u eE l l e ss o n t cimentcuitsà bassetempérature sous
idéales pourunefaçade sud.Trèssolides, hautepression) C'estun matériau très
lesmursenbriques creuses deconstruc- solide,quifaitun excellent isolant
ther-
tionsontfaciles à monter. Lambiance mrqueet acoustique. ll connaîtun franc
sonore qu'ilsonttendance à créersera succès enAllemagne prèsdequa-
depuis
apaisée parun maigreenduitintérieur ranteans,maisarriveen France surla
enterre.Unseulinconvénient : cematé- poinÏedespiedsll estencoredifficile à
riauexigeunegrosse consommation de trouver.ll en va de mêmedesblocsde
gazoudeboispourlacuisson. pourles prerreponce,quiontdesqualités iden-
façades nordou exposées auxvents, tiquesà cellesdublocbéton, avecunbilan
lesmursen briques classiques (20cm) écologique plusperformant, puisque le
doublées d'unisolant extérieur sontplus matériau estprélevételqueldanslanature
performants et moinschers. et nenécessite aucune transformation.

w*fhsfi- frYffi
ir**.www.com pai ||ons.fr
Réseaufrançaisde la construction en
paille,aidesaux autoconstrucreurs.
Construits
à basedebottes depaille,
que r4r www.fcba,fr
l'onassembletellesdesbriquesgéantes, Sitede l'instituttechnologique Forêt,
lesmursen paillesonttrèsrésistants
et cellulose, bois-construction, ameublement.
procurent
uneparfaite Etudeset conseilssur la gestion
isolation
thermique d u r a b l ed u b o i s .
et acoustique.
Recouverts d'enduits
de i!i$F
www.bois.org
terreoudechaux,dedans commedehors, M a g a z i n essu r l e sm a i s o n se n b o i s .

60Milli0ns
der0nsommateurs
Hors-Série
N. 136-mai/iuin
2û08
43
Constituésde fibresvégétalesou animales, pourleurs
ils séduisent
qualités et leurfaibleimpact
thermique
d'isolation surl'environnement.
Maisattention eià leurtenueaufeu.
à leurdurabilité
L e s" n o u v e a u xi s" o l a n t sé,g a l e m e n t et deleurrésistancethermiques. llsdor
appelés isolants naturels, écologiques vent aussi être compatibles avec les
ou "bio-sourcés'j ne sont pas si nou- autres matériaux de construction, suffi-
veauxouecela Maiscesmatériaux à samment durables, à mettreen
faciles
basede fibresvégétales ou animales æuvre, économiquement compétttifs
bénéficient d'unattraitcroissant pour et conformes auxnormes et règlesen
répondre auxpréoccupations environ- vigueur (drrective européenne surles
n e m e n t a l eds' é c o n o m i eds' é n e r g i e , produitsde construction, réglementa-
de réduction despollutions, de déve- tionsthermique, et sanitaire).
incendie
l o p p e m e ndt u r a b l ee, t , a u b e s o i n , ll est à noter que certainsprésentent
d'amélioration du confortdes loge- unebonne qÛalité acoustique.
d'isolation
ments,en hivercommeen été. PouréviterIes contre-performances

Pourêtrede bonsisolants,
lesmatériaux nedoivent pas
seulement êtreperformants
e n m a t i è r ed ' r s o l a t r oenn,
fonction de leurconductivité
Lesisolantsnaturels
remplacentavantageu-
sementlesproduits
classiques.lls sontaussi
meilleurspourl'environ-
nementet la santé,
et ils demandentmoins
d'énergiepourleur
fabrication.

'
44 60Millions Hors'Série
deconsommateurs Z00B
N' 136-mai/luin nûE
souventdésastreuses, il est donc sous-couche (7 mm)de revêtement de
conseilléde privilégier les isolants sol ou en sous-couverture (fibresbitu-
bénéficiant d'un avis techniquedu mêesou caoutchoutées), commepare-
Centrescientifique et tecfrnique du bâti- pluie.Pointfort: fibresissuesde forêts
ment(CSTB) et, depuispeu,d'unecer- géréesdurablement. Pointfaible: doit
tification attribuée parlAssociation pour êtreignifugé auxselsd'ammonium.
la certification des matériaux isolants D) Fibresde coco.Assezbonisolant
(Acermi), portantsur leurrésistance thermique (autour de 0,044Wm."C)et
thermique et surleuraptitude à l'emploi résistant à l'humidité, quidoitêtretraité
en fonctionde leurusage. auselde borepourêtreclassédifficile-
ll est également recommandé de véri- mentinflammable (82).Pointsforts:
fiersi lesfabricants ont rédigépourcha- bonisolantphonique pourlesparoiset
c u n d ' e u xu n e f i c h ed e d é c l a r a t i o nplanchers, matériau recyclable. Point
environnementale et sanitaire (FDES). faible: le transport depuisles lieuxde
Pointscommunsrecherchés pourtous oroduction.
cesisolants en dehorsde leurplusou )Dl Lainede coton.Cematériau, fabri-
m o i n sg r a n d eq u a l i t éd ' i s o l a t i o; ni l s quéle plussouvent à partirde coton
doiventconsommer peud'énergie et recyclé, est un bonisolant thermique
ES engendrer peude pollution lorsde leur ( a u t o udr e 0 , 0 4W / m . " Cg) r â c eà s a
ta- fabrication, leurtransport et leurmise capacité de stockage d'air.Pointfort :
e) enæuvre,êtreconstitués de matériaux durabilité. Pointfaible: doitêtretraitéau
rnf r e n o u v e l a b l eêst r, e r é u t i l i s a b l eo su sel de borecontreles insecteset les
recyclables en fin de vie. moisissur6, et pourmieuxrésister au
ies feu(A2ou B).
)D Lainede mouton,Lavées ausavon
et à la soude,lesfibresdoiventsubir
un traitement antimites au Mitin(non
toxique).Produit enpanneaux ouen rou-
ill Chanvre.Enpanneaux, il est com- leaux,cet isolantest léger(20kglrnzy
poséde 85 % de fibresnaturelles et et peutabsorber 30 % de sonpoidsen
de 15% defibrespolyester, pourassu- eau Pointsforts: bonneconductivité
rersonmaintien, Dimensions : 1 x2 m, thermique (0,035 Wm "C)dufaitde sa
0,60x 1,20m, en20à 160mm d'éoais- facultéà stockerl'air,difficilement
seur.Conductivité thermique : de0,039à inflammable (classement 82)si lalaine
0,045wattspar mètreet par degré esttraitéeau selde bore.Pointfaible:
Celsius (Wm.'C).Pointfort: perméable n'estrecyclable quesi l'onn'incorpore
à la vapeur. Pointfaible: nécessite un pasde fibressynthétiques de soutien,
trartement ignifugeau carbonate de ce quiest possible grâceà unefabrica-
soudeou au sel de bore.Existeaussi tionparaiguilletage.
engranulats minéralisés et en blocsoré- I t l L i è g e ,S o u sf o r m ed e p a n n e a u x
fabriqués chanvre + chauxde 30 x 30 x agglomérés expansés ou envrac,c'est
60 cm. untrèsbonisolant thermique (de0,034
)!l Fibresde bois.Trèsbonsisolants à 0,040Wm.'C), caril est"rempli" d'air.
thermiques (0,039 Wm."C)et acous- Lége1ralentisseur de feu(classement
trquescontrelesbruitsaériens, lesoan- B2),il estaussiefficace contrelesvibra-
neaux(de40 à 120mm d'épaisseur)tions.Pointsforts : imputrescible, il
peuventêtresouples(avecdesfibres supporte l'humidité sansdéformation ;
polyesterou de l'amidonde maïs c ' e s ta u s s iu n b o n i s o l a npt h o n i q u e
commeliant)ou rigides(fibres et paraf- (affaiblissement moyen des bruits
fine),pouruneisolation encaissons ou aériensdd 30 dB en 30 mm d'éoais-
entrechevrons. lls s'utilisent aussien seur,parexemple). Pointsfaibles: pro-
ûûMillions
deconsommateurs. l{. 136- mai/juin
Hors-Série 2008
45
v i e n t d r , c h ê n e - l i e g eu,n e e s s e n c eà p o u r c o n s e r v e ur n e b o n n ei s o l a t i o n .
c r o i s s a n clee n t e; s o n c o Û t s, u p é r i e uàr À v o r ré g a l e m e n:tl a t e n u ea u f e u ,l ' a b -
c e l u id e s a u t r e si s o l a n t s . s e n c ed ' i n s e c t e e st de rongeurs.
L i n .C a r d ee n c o u c h e s u P e r p o s e e s , l È ,P+l u m e sd e c a n a r d .E n p a n n e a u x
d e f i b r e sc o u r t e si m p r o p r e sa u x t e x - o u e n r o u l e a u xl,' l s o l a n et s t c o n s t i t u é
o/o
t i l e s ,i l p o s s e d ee, n p a n n e a u xe, n r o u - d e 7 0 d e p l u m e s( l a v é e e s t séchées
p o u v o i r
i s o - à 1 5 0 " C ) , d e 2 0 o / od e f i b r e st e x t i l e s
l e a u xo u e n v r a c ,u n b o n
l a n t d e 0 , 0 3 8W / m . " C .P o i n t sf o r t s : s y n t h é t i q u eest d e 1 0 % d e l a i n ed e
e x c e l l e n ht y g r o r é g u l a t e u r , b o n i s o l a n t moutonhygiénisée, pourassurersa sta-
a c o u s t i q u ea u x b r u i t sa é r i e n s P o i n t b i l i t é e t s a r é s i l i e n c eU. n t r a i t e m e n t
f a i b l e: n é c e s s i t e
u n t r a i t e m e n a
t u s e l c o n t r e l e s m i t e s e t l e s a c a r i e n se s t
d e b o r ec o n t r e l e s i n s e c t e e
s t l e s m o t - n é c e s s a i r P
e o i n f
t o r t : a b s o r b ej u s q u ' à
s i s s r r r ecsf n o r r e
v L v v v r
r T r ec l a s s eB 2 a u f e u , 70 o/ode son poidsd'eauen conservant
,'ir;ÈrOuatede cellulose. Produit du recy- s o n p o u v o i r i s o l a n t ( d e 0 , 0 3 3 à
clagedesvieuxpapiers journaux, elle 0 , 0 4 3W m . " C ) . P o i n t sf a i b l e s: a s s e z
(de
se poseen panneaux 30 à 160mm inflammable (classéC au feu),recyclage
d'épaisseur) ou s'applique par flocage difficile compte tenude ses constituants
et possède uneconductivité thermique s y n t h é t i q u e sr i,s q u ed ' a l l e r g i e s
correcte (0,04wm."c)Pointfort: c'est
aussiunbonisolant acoustique Points
faibles : elledoitétretraitéecontreles trouver
i n s e c t eest l e sc h a m p t g n o e n tsp, o u r
a m é l i o r esra p e r f o r m a n caeu f e u ; I
naturels
Iesisolants
nécessite unéquipement d'insufflation r rri Enconsultant lesavistechnlques 0u
pourle f locage CSTBet les certifications Acermi, vous
Ët+i! Paille.Lesbottessontutllisées en trouverez lesadresses de leurstitulaires,
remplissage de mursà ossature bois. f a b r i c a n tosu d i s t r i b u t e u r s
Ellesdorvent êtreprotégées parunpare- ;i:.r,OuelquessitesInternetgénéralistes
vapeur à l'intérieur et parunpare-pluie à (commewww,idmaisoncom ou encore
r ,c o u v edr t' u ne n d u iàt l a w w w , e c o l o g icso m )o u s p é c i a l i s épsa r
l ' e x t é r i e ur e
chaux ou d'unbardage Pointfaible; sa t y p e sd e m a t é r i a u dx o n n e n at u s s id e s
durabilité encasd'humidité Lapaille ne i n d i c a t i o nssu r l e sf a b r i c a n t s
sedécompose pascommelefoin,mais ,1iii'i Les grandessurfacesde bricolage
i l f a u ta b s o l u m eénvt a c u el 'rh u m i d i t é c o m m e n c e n ét g a l e m e n àt P r o P o s e r
c e r t a i n s m a t é r i a u xd a n s c e r t a i n e s
épaisseurs
trFirAvantde se décider,il est fortement
C(}NDUCTIVIÉ THERMIOUES
ETNÉSSTNruCE c o n s e i l l éd e v é r i f i e rl e s p e r f o r m a n c e s
)))Le pouvolr mÈtres
d'épaisseul
iso- I mètre carrÉspar d e c o n d u c t i v i t eé t d e r é s i s t a n c teh e r -
lantd'unmatÉriaupour 1deUré degré Kelvinpar miques du matériau (voir encadré
parsa
sedétinit entre
d'écart les waft (m2.K/W)d'un c i - c o n t r ee) n l i s a n ta t t e n t i v e m e nlte s
ests0n
dumaté- matériau étiquettes.
ther- deux
conductil/ité faces
mique(1").
enwatts riau.Plus
À est à ralentir
aptitude i! il': t-,' ::
;ti ;i:t.:i'':lr:.,r
par plus
parmètre degré {aible. le laprogression ,:r:;www.cstb.fr
qui Pourconnaître sousavistech-
lesisolants
(W/m."C). pouvoir
Celsius isolant delachaleur n i q u ed uC S T B .
quimesurelaquan- estimportant. letraverse. r,'r;,
http://ace rmi.cstb.f r
qui )))A l'inverse. )))[épaisseur
titédechaleur Pours'informersur lesisolantscertifiés
Acermi.
ent heure larésistance minimale
Iraverse del'isolanl. www.legifrance.gouv.fr
1 m2deparoide (H).
thermique en (e)estÉgaleà: î"x B. Pouren savoirplussur la réglementation
thermique(RT2005).

2 i0nÛ B
E 0M i l l i o nd sec o n s o m m a lHe ou r s - S éNr'i1e3 6 - m a i / j u
46
:3-

H
$r
Plusonisoleunbâtiment,
moinsilestventilé.
Or laventilation
estnéces-
sairepourlasantédesoccupants...
et pourle bonétatdu logement
I
Parle passé, laventilation desmaisons c i a l i s t e ds e l a p o l l u t i o ns ' a c c o r d e nàt
e n h t v e ré t a r tl a i s s é àe l a c i r c u l a t i o nd i r e q u ' u r l o c a lo r , rl ' a i re s t v i c i ép a r c e
n a t u r e ldl ee l ' a i rd u ea ud é f a udt ' é t a n - q u ' i ln ' e s tp a sr e n o u v e leés t p l L Sp o l l u é
chéitédu bâti(fenêtres, portes,maÇon- e t n o c i fq u e l ' a i re x t é r i e u dr a n s u n e
n e r i e sm a lj o i n t é e sà)t r a v e r ls' e n v e - a g g l o m e r a t i oanu x h e u r e sd e p o i n t e
l o p p ed u b â t i m e n tP. o u ra m é l i o r e r A u s s if a i t - o na p p e l ,d a n sl e s c o n s t r u c -
l'aération, on recourait aubesoin à des t i o n sn e u v e sà, l av e n t i l a t i omn é c a n i q u e
ventilateurs d'extraction ou à l'ouver- c o n t r ô l é e( V N / C )q, u i a s s u r eu n r e n o u -
turedesfenêtres. v e l l e m e ndt e l ' a i l a v e cd e sd e b i t sg é n é -
I o b l i g a t i odne r e n d r el e sm a i s o ndse r a l e m e nbt i e ns u p é r i e u ràs c e u xq u i n e
p l u se n p l u sé t a n c h eass u s c i t q é u e l - s o n td u s q u ' a u xd é f a u t sd ' é t a n c h é i t é .
quesinquiétudes quant à laquantité des /
f uitesd'airet à la ventilation naturelle
SdU
requrses pourla santéet le bien-être
JUJ
desoccupants. Ceproblème, ajouté au À traversleséléments de construction
faitreconnu quede nouveaux poluants quinesontpassuffisamment étanches
sontintroduits dansleslocaux parles à i ' a i r ,l ' a i r c h a u de t h u m i d ep e u t
: IUJ
matériaux deconstruction, lesmeubles trouverun passage, de l'intérieur vers
,U] E

par et lesactivités desoccupants, renforce l'extérieur en hiver,eI viceversaen été


!^^ lebesoin d'uneventilation réglabie dans I h u m i d i t és e c o n d e n s a e t o r s0 a n s
JCù
l e sm a i s o nest d e m e s u r essp é c i a l e s l ' i s o l a ndt ,o n tl a q u a l r ttéh e r m i q usee
pourl'élimination decertains polluants, t r o u v ed i m r n u é cee, q u ia u g m e n tlea
Laventilation estaujourd'hui obligatoiresensation defroiddanslamaison et les
] J ç I

pourdes raisons d'hygièneLesspé- besoins de chauffage. C'estpourquoi


îes il
fautluttercontrel'humidité,
^1ônt ffi O n d i s p o s ep o u rc e l ad e d i f f é r e n t s
^
CES FAITES
VÉFMEB
rÉrNruCUÉrÉ moyens, notamment
d e s m u r sà o s s a t u r e
pourlaprotection
lvl- b o i so u p o u r
)) llinfiltrométriePour Bffectuer cette quée parl'aspiration lestoitures.
7U1ç
consiste à dÉtecter mesure. leslocaux duventilateur simule ,r,;r, Lefrein-vapeur ou pare-vapeur.
-t^Â
!u) Il
età mesurer lesflux sont misendépres unvent deJlkm/h s ' a g i td u m ê m e p r o d u i t q , ue l'on
d'airquis'infiltrent sron 0uensurpres- circulant autour a p p l i q udee l ' r n t é r i epuor u rr é g u l el ra
dans l'enveloppe sion àI'aide d'une dubâtiment. pénétration de l'humidité dansle mur
d'unbâtiment. pOrte àventilateurLesentreprises e t l u r p e r m e t t r e
d e s ' é v a c u evre r s
réali-
Legaspillage d'éner-{blower door). l'extérieur en hiver sans condenseç et
etI'on sant cetests0nt
giepeutreprésenterdétecte inversement l'été.
lesendroits0eunombreuses.
: ; ; L ef i l m p a r e - p l u i lel a . p o u rf o n c -
d e 1 0 à 2 5 % d e l a 0ùl'aircircule Taper "infiltrométrie"
tionde protéger lesparoisextérieures
factureannuelle de (portes. fenêtres...). surlnternet. Iecoût : desstructures en bois(muret toitures)
chauffage. [adépression 0rovo-entre 400et800€. deséventuelles pénétrations d'eauet
de renforcer l'étanchéité à l'air
1 2008
6 ûM i l l i o nd ser 0 n s 0 m m a tH
euo r s .- S éNr.il eJ 6 _ m a i / i uZi0n0 B
47
p
fi

I1
F
F
!

e
(
C

on peutdiminuer
Grâceà ce système, laconsommation l'hi-
de chauffage
de 5 à B "C latempérature
verou réduire lesjoursde canicule.
intérieure
Unpuitscanadien
estunéchangeur ther- lanature laqualité
et d'améiiorer del'air
miqueconstitué
decanalisationsenter- dansla maison,surtoutsi l'ony asso-
avant cieunsystème
l'airtransite
rées,danslesquelles deventilation
danslamaison,
d'arriver Aucoursdece
r,^;. ^^ ^,, ^^ ,^+.^î
p d 5 5 d g u , I d l l 5 u l" u^ ^u hl l^d, ,u+l Il ^u u u J U l d l l d l -

chit,enfonctionde lasaison.Eneffet,la
températuredel'airextérieurpeutvarier Grâceà un ventilateur, l'airneufexté-
en France de - 20 "C à + 35 "C,alors rieurcircule dansdescanalisations enter-
quela température du sol resterelati- rées,avant-d'être insufflé dansle bâti-
vementconstante, Écologique parexcel- m e n t .E n h i v e rl,' a i rs e r é c h a u f faeu
lence,lepuitscanadien permet dedimi- contact du solpouratteindre unetem-
nuerla quantitéde CO2dégagée dans pérature hors-gel Enété,I'airextérieur

nrfi-ilTr
PUITS
D'UN
F()NCTII)NNEMENT CANAD VMC
ENFtD'UNE
))) tommenl associer une été.[étanchéite des près
lescondensats.l'installation.
récolter dela
VM[àunpuits canadien ? conduits estprimordiale.Leur gestion estassurée maison oudelabouchede
quelques
Voici conseils et pourem[êcher lapénÉtra- oarle puitscanadienlui- prise
d'air.
unsuhÉma explicatif. tiond'eau ouderadon. Les même. envoyé@ UneVMI
eTl'airainsi Ilux
double
@ Laprise d'airextérieure tuyauxdoivent pouvoir
être dans lamaison auntaux avec desouf-
sltnréseau
selrouve plus
à de1.40 m immergés dans lana0pe d'hygrométrieidéal(de40 fiage
et dansla
d'extraction
dusol.pour éviterd'aspirer phréatique defaçon perma- à60%).llestimportant de maison.GrâceàunÉchan-
lespoussiÈres. Unliltreet nente (lP6B). Uneattention nepasperrer plus
lelondpour geuràhautrendement,
unegrillefinepermettent de partiouliÈre seraportée permettre l'écoulement de90%descalories de
garder
lesconduits propres. àlaqualité delafouille. descondensats.
@ Viennent ensuiteun ou pouréviter l'affaissement carlerisque
deuxconduirs enmatériaudesconduits. La pose d'infiltration
nonrecyclé d'aumoins setaità uneprofondeur d'eau parasile
30mdelongueur etde160 de1.50 à2.50 m. viendrait
com-
à250mmdediamÈtre intÉ- @ Unreuard devisite promeltrela
rieur.
UnDuits [rovental à{ond profond oermetune qualité del'air.
nécessite au moins deux visite
annuelle etlenet- le regardest
conduitspour que lerafrai- toyage à grande eaudes placé auooint le
chissement soitsu{fisanten conduits.ll permet de plusbasde
aussi

'l36-mai/juin
N'
Hors-Série
deconsommateurs
60lvlillions 2008
48
profitede la fraîcheur du sol pou: ieurdechaleur à rendement supérieurà
refroidir et arriver danslebâtiment à :_ 90 % permetd'économiseç danslenord
température située(dansle nordde de ia France,environ 7 500kWhparan
France) entre15ef 22'C. pourunemaison de 120m2 Ouantau
Pendant l'intersaison, unby-pass (clapet puitscanadien, il autoriseunsupplément
m o t o r i s és)e m e t a u t o m a t i q u e m e t d'économies
i de 1 600kWhparan.
en marcheet vient court-circuiterLaVMCdouble fluxestunsystème cen-
le puitslorsqueles températures cje traliséde ventilation parinsufflation et
confortsontatteintes extractionmécanique. [air neuf,captéà
passeà travers
l'extérieuç l'échangeur de
hi- chaleur de laVMCavantd'êtreinsufflé
assOciation
avecune danslespièces principales. [airviciéest
extraitdespiècesde service(cursine,
'atl
sallede bains..),puisrefoulé dansle
)5U- Laconsommation d'énergie en France carsson comprenant l'échangeur, avant
a t t e i n t a c t u e l l e m e netn m o y e n n e d'êtrerejetéà l'extérreur. [échangeur a
190kWh/m2paran, soiT22800 kwh pourbut de récupérer unepartiede la
p o u ru n em a i s o n d e 1 2 0m 2 .L e n j e u , chaleur(de70à 90 %)avantdeIarejeter.
I pourlesannées à venir, serade réduire Avantde pénétrer danslaVMCdouble
l e s b e s o i n se n é n e r g i ed e 3 0 à flux,l'airtransite danslepuitscanadien,
Itvr- 50 kWh/mzparan.Laventilation méca- où il est préchauffé en hiver.Enété,le
^ Â+;
UO LI- niquecontrôlée (VMC) double fluxet le puitscanadien varafraîchir l'air.Dangce
puitscanadien peuventdevenirdes cas,l'échangeur de laVMCdouble flux
-ulll-
piècesmaîtresses du projet En effet, devra êtresupprimé, sansquoil'airchaud
uneVMCdouble f luxavecunrécupéra- extraitde la maisonle réchaufferait.

I'airvicié
sontrérupérées. @ Les bouches
Unjeudefiltresprotège les d'extracllon
soflt
égale-
moteurs àfaibleconsom-ment plasées enhauteur
mation etassureunequa- dans lespièces humides
litÉoptimale del'air. (cuisine,
W-[.sallede
tx @ le réseau desoufflagebains, buanderie).
llf etd'extractiondoitpouvoirG! Lepiège à sonréduit
t n sl a êtreaccessible etnet- lesbruilsduventilateur.
I An- toyable. Lesconduits @ Labouche d'air
vicié
. tlus rigides ousemi-rigidessontreiene I'airporteur
le àprivilégier.Lavitessede d'humidité etdespolluants
I'airnedoitpasdépasserissus desmatériaux
3 m/s.pour éviter
lebruit. etdeI'aotivitéhumaine
@ Les bouchesdesouf- delamaison.
flage sontplacéesenhau- @ Lebypass automatique
teurdans lespièces devie. permetdesÉlectionner
en
Iesbouches d'entréed'air 0ermanence latempérature
ser0nt àaum0insd'airlaplus
installées favorable.
I m.voire 2 msipossible.toutenmaintenant
deszones deséjour (sièges.unfluxd'airdanslepuits È1
postes dBtravail.
lits...). canadien toutel'année. H

60Millions
deconsnmmareurs. l!" i36- mai/iuin
Hors-Série 2008
49
lii
l;.1
,jil
il.!+'
H;E
ffif ibï;ËHn
choixdesmatériaux,
Orientation, Unevéranda
ventilation.., vertenes'lm-
lesoleil
pas.Pourcapter
provise touteI'année.
etvivreplusprèsdelanature
Extension du séjour, jardind'hlverou inférieure à20mz;permis deconstrulre
au centre des impÔts pour
s i m p l es a s d ' e n t r é eP, r é v u ed è s l a et déclaration
conception de lamaison ougretfée par unesurface suPérieure à 20 m2)
lasuite,lavéranda estunepièceà part,
dontla construction demande un soin
particulier Pouréviterqu'elle nesoitun
fouren étéet uneglaclère en hiver,il Larecherche duconfort d'étévaorlenter
fautrespecter ouelques regles de base leschoix pour lesouvertures, lespro-
tobjectifest d'enfaireun lieuconfor- tections solaireset la présence d'une
t a b l eq , u is ' i n s c r h i ta r m o n i e u s e m e ncouverture
t opaqueLa climatisationest
dansl'environnement. si laprotection
inutile solaire et laventt-
lationsorylefficacesMaisle chauffage
- autonome ou reliéà celuide la mat-
surface
rientation, -
son peutaméliorer le confort d'hlver
de
[ o r i e n t a t i o nd e l a v é r a n d av i s - à - v lds u Toutdépendsi on accePte non ou
de sa véranda pendant
soleie l t d e s v e n t sd o m i n a n t se s t c a p i - ne pasprofiter
tale E l l ee s t p r é f é r a b l e
a u s u d , m a i s quelques matins et soirsd'hiver
u n e o r i e n t a t i o snu d - e s p t e u tê t r ei n t é -
ressante en région chaude, ou sud-ouest ,'t

si l'on v e u t b é n é f i c i e d
r u s o l e i lt o u t enillall0n
I ' a p r e s - m i dLi .a s u r f a c ee n v i s a g è e s t E n r e v a n c h el a, v e n t i l a t i oens t i n d i s p e n -
é g a l e m e nitm p o r t a n t eE l l ed é p e n dd e s a b l ed a n st o u s l e s c a s ,p o u ré v i t e rl a
l ' e x i s t a n(t s o l ,t e r r a s s ep, o r t e s ,b a i e s ) c o n d e n s a t i orné,g u l elrat e m p é r a t u reet
e t d é t e r m i n el a d é m a r c h ea d m i n i s t r a - aérerle local Unesolutionefficace: des
t i v e ( d é c l a r a t i odne t r a v a u xs i e l l e e s t b o u c h e sd ' a i rh a u t e se t b a s s e sf a v o r i -
sent le tirage,quiva rafraîchir lavéranda
l e s n u i t sd ' é t ée t l a r é c h a u f f el er sj o u r s
t i e u xq u e l ' a i re s t t i r é
d ' h i v e rd, ' a u t a n m
P(}UR LAMAIS()N
ETVENTILER
CHAUFFEB p a r l a v e n t i l a t i om
n écanique contrôlée
( V M C )d e l a m a i s o n
}))[onçuePour diffusé versl'inté- onlaisse circuler
des
0rofiter rayons rieurpardesouver- I'air lamaison
entre
dusoleil.laserre tures danslemur de etla quiaide
serre,
du
àlaventilation
tructure
solaireestune lamaison. Ce n'estpasParceque 80 % desvéran-
véranda quiiouele tnétÉ. on bâtiment.
laiournée. Souvent d a so n t u n eo s s a t u r e n a l u m i n i u m que
rôled'espace lampon seprotègedusoleil aioutée àlamaison. l ' o n n e p e u tp a sl e s c o n s t r u t reen b o l s
entre et
l'intérieur avec desstoreset laseneestentore [ a l u m i n i u me s t e s t h é t i q u es,o l i d ei,l n e
Enhiver. I'onfermeles com- plus si
efficace se corrodepas,et les profiléssonttous
I'extérieur.
elleest
intégrée à r u p t u r ed e P o n tt h e r m i q u e M a i s s a
I'airestréchauflé munications avec
p r o d u c t i oenn g e n d r d e u g a zc a r b o n i q u e
dans cetes0ace el Etlanuit. àlaconstruction.
I'habitation. ( p r è sd e 3 k i l o sp a r k i l od ' a l up r o d u i t ) .

Hors-Série
deconsommateurs
E0l\llilli0ns 2!ÛB
N"136-mai/juin
5t)
TRO|SVÉRANDASBIOCLIMATIOUES
ljne senede 25 mz,intégréeà la façadesud,
foumit 50 % du chauffagede cettehabitation
de Charente-Maritime (1).Dansl,Oise,cette
vérandaà ossaturealu assure20 % du chauf-
fagede la maison(2).Danscettevérandaà
ossatureboissituéedanslaVienne,t'airsoufflé
sousdes capteursexposésau soleilréchauffe
un lit de galetssituésousla maison(3).

Aussila vérandaà structure en bois


a u g m e n t e - t - esl lae p a r t d e m a r c h é
(20Vù,carIa production du matériau
bois permet de stocker- et non
d'émettre - du COr.D'autantque le
bois est chaleureux,résistantet
i s o l a n tC. e b i l a ng l o b a l e m e p
not sitif
9r
appelle cependant desréserves selon
0-
lesessences : le chênesefendille sous
te
l'actiondesintempéries ; lesboisexo-
)L
tlquessont matériaux non gratas'ils
Lt-
ne sontpasexploités dansun cadre

d e d é v e l o p p e m ednut r a b l e; . l e p i n
ll-
nécessite un traitement de protection
lT,
quinecontient pasde produit toxique,
le
de mêmeque le bois reconstitué
nt (lamellé ou contrecollé), dontlesélé-
mentsdoivent de plusêtreassemblés
avecdescollesnonpolluantes.


to
^+
Leurimportance favorisel'accèsvisuel
ç L
à lanature, (double
et leurconfiguration
ES
vitrageau moins)est une barrière
)t-t-
rsolantecontrele vent,la pluie,le froid
rda
ou le soleil,grâceà destraitements de
JTS
'ité surface adaptés.
lee

Ouelquesoitletypedevéranda retenu,
uncertarn nombrededispositions cons-
tructivesdoiventêtre respectées : la
an- penteminimale (5')de latoiture(atten-
tionà l'action
duventoude ianeige, se-
)rs
lonlesrégions),lasection minimale des
ne
éléments d'évacuationdeseauxplu-
lus viales,le raccordement de la structure
isa
1t lê
auxmurset la liaisonavecle sol(résis-
tance,étanchéité),enfin,lesdilatations
"tr). (feuillures
adaptées).
2û08
51
Unemaisonécologique sepasser
peutdifficilement dedouble En
vitrage.
ellepeutêtretrèsperformante
revanche, Explications.
sanstriplevitrage.
Enmatièrede rendement énergétique
desfenêtres, la recherche et latechno- esintercalaires
logreont beaucoup
dernières a n n é e sC
progressé
. e l a
a a b o
cesdix
u tài u n
a
performant par rapport à un Lesintercalaires closent I'espace entre
objettrès
la fenêtre à haut ren- l e s d e u xv i t r e s .P o u rê t r e à f aible
système classique,
que l'on reconnaît conductrbilité, ils doivent être constt-
dement énergétique,
tuésd'unmatériau composite (fibres
auxdétails suivants.
de verreet feurlle métallique). lls peu-
ventaccroître de 5 à 10 % le rendement
énergétique d'unefenêtreà faibleémis-
sivitéremP!P à l'argon.
a
Composé d'oxydemétallique, il recouvre,
en finecoucheinvisible, vttreinté-
la
aux Lecadre, quipeutrepresenter JUSqUau
rieurede la fenêtrell est opaque
infrarouges longs(rayons chauffants) totalede la fenêtre,
tiersde la surface
En hiver,celaréduitles pertesther- constitueunpointfaibledu pointdevue
versl'extérieur
de l'intérieur et, du rendement énergétique Lesmaté-
miques
en été,celaempêche la pénétration de riauxtrèssolides,commeI'aluminium,
lachaleur versl'intérieur
extérieure Autre
avantage du revêtement à faibleémis-
sivité: il coupeunebonnepartiedes
rayons quidécolorent
ultraviolets, tapis, VITRAGE
TRIPLE NÉUUT
: UNGAIN
tissuset tableaux

-,:r'AVecunsimple nasénorme. dusoleil-


ÛePlus,l'énergie
auxazinertes , ûiltage.ona un
Ud'iso bloque
vitrage
untri0le
toutes
[nfin.
les ttitrages
triples
les
s0ntissus
coefficient
lntroduits entrelesdeuxvitresà laplace pertes d'unefabrication
(argon de3 ou3.5.
lation deI'intérieur
de l'air,cesgazinertes ou krypton)
considérablement l'isolation Avecles meilleurs vers I'extÉrieur. que0eudeProfes-
améliorent
desfenêtres. Nontoxiques doublesvitraUes. mais les
aussi maÎtrisent'
sionnels
thermlque
et l'argon onobtientuncoefÏi- apportss0laires et jusqu'à
entraÎnent
et ininflammables, le krypton
t ée r m i q ubei e n
o n t u n ec o n d u c t r v rt h ouisqu'il 50%desurcoÛt
cientdel.l et"avec oassifs.
m o i n d rqeu ec e l l ed e l ' a i r( i l sl a i s s e n t on estis0lant
untriplevitrage. dans les ParrapPûrtàune
moinspasserle chaudet le froid).La 0asse à û.5ou0.6. deux 0n
sens. ne fenêtredouble:.1
.,
plupart desfabrlcants utilisent l'argon, plus
Legainn'estdonc proTite de vitrage
PerfûImafie-
caron maîtrise mieuxsamiseenæuvre
et il est moinscher.
N' 136- mai/juin
Hon'Série
dec0nsommateuts.
60Millions 2008
52
législatives et réglementaires qui feront
s u i t ea u G r e n e l l e
de l'environnement
d é b o u c h e r o nstu r d e s a i d e sp u b l i q u e s
p l u sa v a n t a g e u s e s

unvratcasse-t
te
Lesfenêtres ontdroità touteunesérie
de labels quigarantissent labonnequa_
litédesdiverscomposants et (ou)du
produit final.
ilÈ&# Lacertification CSTBat (Centre scien-
tifiqueet technique dubâtiment) assure
u n eq u a l i t éd e f a b r i c a t i oent d i x a n s
Les fenêtres ci-dessus de garantie
avecrupturethermique rntégrée, ou la sont certifiées par le label
-lore0e verre, Minergie,qui garantit ##FLelabelPEFC (programme de recon_
permettent de fabriquer leur excellentevaleur naissance descertifrcatrons forestières)
Cescadres et deschâssis plusétroits, et et d'isolation thermique
leur bonne étanchéité garantrt, pourlesfenêtres en bois,que
Concd'accroître lesgainsde chaleur à l'air. Le coefficient de la matière première est issuede forêts
solarre en augmentant lasurface vitrée transmission thermique
(valeur U) de ces venbs géréesde façondurable
Cesfenêtres. Celadit,ces matériaux est de 1Wm2.K.
fS&Le labelCekal(organisme certifrca-
cerformants ontunpiètreécobilanLes
t e u re n m a t i è r ed e v i t r a g e sg)a r a n t i t
cadres en essences indigènes (chêne, la qualitéet l'étanchéité desdoubles
cinsylvestre, mélèze) sontà privrlégier. vrtrages, pourlesfenêtres enbois,aluou
Et,si vouschoisissez desfenêtresen
pVC,assurez-vous PVC.ll est indispensable pourbénéfi_
queles stabtlisants
cierducréditd'impôt.
Itilisés nesontpasfabriqués à basede ÊSFLaclassification AEV(air,eau,vent)
c l o m bo u d e c a d m i u mq,u rp e u v e n t
garantit laperméabilité à l'airdesmenui_
:ontaminer l'environnemenl aumoment seriesextérieures, l'étanchéité à l,eau
Cela production ou de l,élimination ll et la résistance aux vents plus les
estaujourd'hui possible de trouverdes indices (quivontde 1 à 5)sontélevés,
stabilisants issusducalcrum-zrnc.
pluslafenêtreest performante.
FÊ#Lamention Acotherm garantit l,iso_
l a t i o nt h e r m i q u e t a c o u s t i q udee s
fenêtresen PVC
FFFLanormeNFréunittoutescesexi_
iés seraéligible aucréditd,impôtdes_ genceset garantit doncà laforslaqua_
:jné à favoriserle développement
litédescomposants, la fabrication et
Jurable et leséconomies d,énergie, que
'égrtla loide finances uneétanchéité performante. Celareste
de 2005.Égalà unemarque
25o/odu montant volontaire, essentiellement
desdépenses, cecre_ utilisée parlesindustrjels quipeuvent
ditd'impôr estplafonné à 8 000€ pour financer desdémarches decertification
J n ep e r s o n nsee u l e( 1 60 0 0€ p o u ru n
Un artisan menuisier peutdoncfabri_
couplemariéou pacsé). ll est calculé querd'excellentes fenêtres quin,auront
surle prixd'achat TTCdesmatériaux pasnecessatrement lamarque NE
l-ecoûtde la main-d'æuvre n est donc Bienentendu, toutescesqualités seront
c a sp l s e n c o m p t ea, l o r sq u ' i ls , a g i t
inutiles si l'installation est malfaite.ll
souvent d'ungrospostede dépense.
faudra doncassortir cesgaranties d,une
Maison peutespérer quelesmesures posermpeccable I
6ûMillions
deconsommateurs. N. 116_mai/juln
Hors_Série Z00B
53
danslesannées1990,Iestoitures
en France
Arrivées présen-
végétales
tent de nombreuxatouts.MaisellesdoiventêtreconçuesavecSoln.
Lavégétalrsation destoitsn'estpasun
concept récent. Ihabitat populaire l'a
miseenæuvre pendant des siècles dans
drvers pointsdu globe.EnScandinavie,
parexemple, pourse protéger deshivers
rigoureux, ouenAsiemineure, pourpré-
venirdesétéstropchauds. Ce qui est
nouveau, en revanche, ce sontà lafois
lesprogrès delatechnique et I'apparition
de matériaux facilitant la miseen place
detortsvégétaux. Arrivées timidement
en France au débutdesannées1990,
plu- (
lestoitures vertesontdéjàconquis
(
s i e u r sm i l l i o n d
s e m è t r e sc a r r é se n
(
A l l e m a g ne n , S u i s s e t e nA u t r i c h e
I
notamment. A l'estdu Rhin,nonseule-
mentleurmrseen æuvreest encoura- C

géeparde substantielles aidesfinan- t


cières, maisenplus,ontaxelestoitures c
traditionnelles ! Lavégétalisation I
d'unetoitureexige système apprécié desoiseaux, insectes I
unecharpente solide,
unemembraneétanche et autresanimaux. Agrémenté d'une tr

pour éviterla pénétration petiteterrasse, voire d'un minipotager, tl Ii


des racines,et un choix
C'estqu'unjardinsuspendu présente de plantesrases constituera, en outre,un esPace de a
toutessortesd'avantages. ll se com- adaptéesauxconditions t n milieu
d é t e n t es a l u t a i r es ,u r t o u e 7
climatiques de la région.
portecommeun petitterrainnaturel, il urbain. En milieurural, assurera il une I

absorbe l e s e a u xp l u v i a l eest r é d u i t trèsbonneintégration dans le paysage.


l e s r u i s s e l l e m e nEt sn.p r o d u i s a d
net
l'oxygène et enfixantle gazcarbonique S
(CO2), lespoussières et lessubstances minime
Unentretien I
toxiques, lesplantesdestoitssontun ldéalquandil est réussi, un toitvégé- :C

outilefficace contrelesémissions de tal,lorsqu'il estraté,coÛteaffreusement l(

CO2.Ellespermettent aussid'éviter l'ef- cheret engendre desdifficultés sans = L

fet "îlotde chaleur" quisévitenvilleen f i n U n et e c h n i q upee r f o r m a n tuen, e a


raisonde laréflexion desrayons du soleil conception minutieuse et uneinstalla- :h

sur les toiturestraditronnelles. Autre tionappropriée sontdoncessentielles. l0

atoutécologique : untoitvégétal créeun Laréalisation d'untoitvégétal exigeune li'l

rempartthermique très efficace, qui charpente trèssolide,unemembrane ]U

garantituneréduction desdépenses absolument étanche, doublée d'unepro-


énergétiques duesauchauffage ou à la tectiondutoitcontrelapénétration des SA
-3
climatisation. ll offreenfinun oetitéco- racines, d'unebonneisolation, d'unbon

N' 136- mai/iuin


Hors-Série
deconsommaleurs.
60Millions 2008 û01
54
drainage et,enfin, d'unchoixoec :-::s
et de substrats adaptés auxcol3: :-s
climaiiques de votrerégion. S; -- l: UNE
VÉGÉTATISATII]N
PLUTOT
EXTEIV
cesélémentm s a n q u eo u n ' e s :: " s
adapté, letoitvégétal estvouéà , é; e,
quece soità caused'unefuiteia^s 3
toitou de lamortalité desplantes, o_sa Iroistypes detoiturest0itures, laréglemen- trilles
toitures.
Iesub-
uneeaustagnante, âu rnânQU€ c €â; vÉgétales coBxistent tali0n
exige dessup- strat m0insÉpais
ou à unsubstrat inadéquat ll faut,o,e" entrance ports
: lestoi- enbÉton armé (deI àl5 cm)auto-
e n t e n d up,r i v i l é g ileersp l a n t etsa ps -
Iures envéuétalisa-ainsi quedesdisposi-riseunestructure
santes compactes, persistantes, quisont
peuextgeantes tion intensive (ou de0rotection porteuse
tions pluslÉgÈre
et résistent bienaux
a l é a sc l i m a t i q u e L s .e s s u c c u l e n t e s terrasses-iardins). cûntreleschutes. enbois. arier0u
commelesSedum, quioffrentde très semi-intensive 0u puisqu'elles
sont béton.mais restreint
belles performances en matière de résis- efiensive. En véUétali- accessiblesaupublir.lechoixde plantes.
tanceà lasécheresse, sontidéales, de sation intensive. ûn Cemarché esten [objectif
estderréer
mêmequecertaines espèces de haute auneépaisse coucherecul, grignotépar unécosystème qui
montagne oudeborddemer,rompues ttÉgÉtale, d'une tren- reluidest0itures en demandera lemoins
auxclimats rigoureux. taine decentimÈtres. végétalisati0nexten-d'entretienp0ssibl
Ientretren d'unetoiturevégétale est etdesplantes stan- sitle. quisedével00-[essolutions sont
minime. ll se résume à quelques inter-
dards, quisont les pentdepuis uneving- applisables
àdes
ventions annuelles, tellesquel'apport
d'engrais et la vérification mêmes que celles que tained'ann€es. ll ioitures
existantes,
dessorties
d ' e a u xp l u v i a l e sD. u r a n tl a p é r i o d e I'onpeut trouver au s'est rÉaliséen20û6 (terrasses enbÉton
d ' i n s t a l l a t i ionni t i a l eu,n d é s h e r b a g e sol.Pour retype de environ 300000mzde parriculièrement).
manuel auprintemps, et éventuellement
à l'automne, peutêtrenécessaire : il
permettra de retirerlesjeunespousses Sideserreurs sontcommises auniveau
d'arbre, dontlesgraines ontétéappor- dutoit,toutelamaison enpâtira.
Onpeut
téesparleventet lesoiseaux, ainsique évidemment faireappelà un profes-
lesherbesenvahissantes, quipeuvent sionnelLesitede lAssociation destoi-
une étoufferlesautresplantes. UnefoisIe turesvégétales (Adivet,voirPlusd'info
-or il tapisvégétalinstallé aveclesespèces cr-dessous) en recense quelques-uns.
ede appropriées, la concurrence jouede Ouellequesoitl'optionretenue, vous
:i l i e u moinsen moinsen faveurdesplantes devezrecueillir le maximum d'informa-
i une nonsouhaitées. tionset suivreles travauxavecatten-
>ogç. tion.Desvisitesde toitsvégétaux déjà
montésaffineront votreconnaissance
e lancer et vousdonneront du cæurà l'ouvraoe.
ll estpossible de réaliser soi-même une
. u9v- toiturevégétaleen se référantaux
)11ent conseils donnéspardesprofessionnelsi:.t,www.cstb.fr
LeWebmagazine du Centrescientifique
SANS et auxrecommandations éditées parla et techniquedu bâtiment (CSTB) contient
i Une Chambre syndicale française de l'étan- plusieursarticlestrèsintéressanrs.
) Ldilo-
chéité(CSFE). On trouvedesoroduits ,** www.greenroof.se
.llêq conÇus et adaptés (membranes d'étan- Surce sitede lAssociation scandinavedes
le une chéité, substrats...), ainsiquequelques toituresvégétales, plusieurspagesrédigées
'3rane ouvrages trèsbienfaits.Simplement, en françaiset trèsbienfaites.
-e pro- avantde se lancer, il fautsavoirqu'il .fè. Wwwadivet.net
Lesite de lAssociationdestoituresvégé-
:r des s'agitd'untrèsgrostravail, en volume tales(Adivet).Informations techniqueset
-'r bon norarre et en pression psychologique... adresses de fournisseu rs,

iuin2008 60Millions
decons0mmateurs N"il6 - mai/iuin
Hors-Série 2008
55
Pourla décoration,commentconserver d'unbâtisainet
le bénéfice
perspirant despigments
? Enutilisant et desenduits biensûrI
naturels,
Home,sweethome Aménagés selon particulière ; cesontlaplupart dutemps
lesgoûtset la personnalité de chacun, de simples outils de commercialisation
lesmaisons et appartements sontassi- LelabelNFEnvironnement et l'Ecolabel
milésà deconfortables petitsnids,dans européen sont plus sérieux. llscertifient
lesquels onaimes'abriter. llsrenferment que les produits ont un impact réduit
pouftant dedrôles d'individus, auxnoms surl'environnement (moindre consom- l

barbares et auxcomportements dange- m a t i o ne n é n e r g i e t e n e a u ,t e n e u r


reux: le formaldéhyde, Ie styrene, le r é d u i t ee n s u b s t a n c epso l l u a n t e s ) . I

chlorure de vinyleou encorelescom- Cependant, ilsnegarantissent nullement s


posésorganlques volatils(COV)Très l'absence deproduits toxiques. Lemieux (
toxiques, classés cancérigènes pourcer- est doncde se fierauxétiquettes des I
tains,on lestrouvedanslesmatériaux peintures et enduits quel'ontrouvedans
do crrr{ano imônrêftêq
\, |,vYvvrrvr'
nointttroc lesmagasinfbio, surlesquelles figure1a f
tanic \ lac nrndrritqrl'entfetien, leS
Lsv,u ./r compositlon intégrale des produits. Cette tr
apprêts pourtextiles (tissus infroissablest e c h n i q ugea r a n t i ruan eu t i l i s a t i odne 0
ou facilesà repasser, rideaux.) et les produits totalement exempts dechtmie fr
produrts de finition(peintures, vernis, de synthèse et "respirants" - ilslatsse- c
revêtements pourlessolset lesmurs). r o n tp a s s elra v a p e udr ' e a u- , c e q u i
I o r r r qé m i s s i n n ns e r v e n td u r e rd e estunequalité indispensable pourparer T
quelques heures à plusieurs moiset pro- a la condensation, auxmoisissures et L
voquerdes symptômes commedes auxchampignons cl
mauxdetête,desnausées, de latoux, p
deséternuements, desirritations des q
yeux,du nez,de lagorgeet de laPeau. d
Lesenfants de moinsde7 anssontles P r i n c i p a ui nxg r é d i e ndt se sp e t n t u r e s qr
plussensibles à la mauvaise quallté de naturelles, on peutlesacheter séparé-
l'airinduite parcesproduits, carleursys- mentpourfairesapeinture soi-même, lls de
tèmerespiratoire n'estpasencore tota- sontmajoritairement issusdesocreset
lementdéveloppé, et ilssontplusprès terrescolorantes, quisontdesargiles
d u s o l ,o ù l e sc o n c e n t r a t i odnesp o l - plusou moinschargées enoxydedefer tl
luants sontplusélevées. et en manganèse. Lestonsdesocres O
vontdu rougeaubrun,en passant parle 0n
violacéSi on ajoutelesoxydesmétal- OU
liques(vertde chrome, bleude cobalt po
Pourquevotreintérieur soitvéritable- o u l s s ud e l a l i m a i l ldee c u i v r e . . .o)n, OU
mentdouillet, il vadoncfallotr I'enduire obtient unecentaine de couleurs ! co
et le recouvriravecdes matériaux Trèsrésistants autemps,cespigments OU
sains, inoffensifs pourvouset pourI'en- sontà mélanger à deIachaux, del'hutle src
vironnement Les appellations "natureli o u d e l a c i r ep o u ro b t e n idr e l a p e i n - ^+
ç L

"protège l'environnementi "l00 % saini t u r e O n p e u ta u s sai s s o c i eurn l i a n t


etc.ne répondent à aucune exigence ( c i r ed ' a b e i l l el a, i t ,j a u n ed ' æ u f a, m i - 10

N' 136- mai/juin


Hors-Série
det0ns0mmateurs
60Millions 2008 60
56
don...),quiassurera unmélange n0-3- posées ausol.Notezqu'ellea tendance
g e n ee t u n e b o n n ea d h é r e n cae a
à rehausser lacouleur naturelle. [huilede
surface peinte. lin diluéeavecun tiersd'essence de
t é r é b e n t h i nper o t é g e real l ea u s s il e
boisdurablement.
Toutesles boiseries apprécieront la
lls sontfabriqués à partirde terre,de cired'abeille pour
t et la cirevégétale.
chauxou deplâtrenaturel (obtenu à oar_ l e sp l a n sd e c u i s i n e n b o i s o, npeut
I tir dugypsecuit).Plusépaisquelapein_ choisir I'huile d'olrve.
ture,l'enduit donneauxmursformeet
matière.ll autorise unegrandevariété
de surfaces et d'apparences puisqu,il
^l
=t peutsuivrel'irrégularité despierresou
^ï P o u rl e s m u r so u l e s s o l s ,i l e x i s t e
des bottesde paille,ou êtreparfaite_ d'autres revêtements naturels, comme
,t mentlisseDeplus,il estpossible dele lespanneaux deroseau tressé, lestissus
ternteravecdesocresou de luidonner en fibresde coco,en joncde meç en
.ir ungrarn, en augmentant laquantité de juteou en sisal.Pourréaliser deseffets
3) sable,parexemple. Lapalette despos_ de matière, il existedesenduitsà base
rlI sibilitésestinfinie, caril y a autantd,en_ detextrles. Leliège,
Si voussouhaitez enfin,estunebonne
JX duitsquede poseurs d'enduit .. vouslancerdans solution pourhabiller lessolset lesmurs,
CS Attention cependant à bienmaîtriser la construction
le d'une y compris
cloison danslasallede bains.
J sujetavantde vouslancer. Si vousne en lambris,appliquer On trouvejgalement le vrailinoiéum
iia faitespasappelà un professionnel, un badigeonà la chaux
il vous (quin'arienà voiraveclesrevêtements
pennettrade la
est fortement recommandé de tester patineret de l'assainir. PVC, souvent appelés, à tort,"lino"),qui
le différents dosages et compositions en
'le fonctiondessupportsà enduireet du
se- climatdu moment(laquantité d,eauà
lul introduire et le séchage varient enfonc-
C I tiondutempsqu'ilfaitl)
UL On trouveaussidesenduitsen terre
cruetout faits.Biensouvent, lescom-
posants vtennent de toutel'Europe, ce
quinuità l'écobilan. Sivouschoisissez
fn
L) d'enacheter, lisezattentivement leséti_
ÛJ quettes; certains enduitsprêtsà l,emploi
i) v- conttennent dessiccatifs au plombet
lls desrésines acryliques ouvinvliques.
SEI
ies
Iar
; tçl

. Uù Ouele boissoitausolou surlesmurs,


t lç on peutchoisir, pourle protéger, la cire
-+^l
t tol- ou l'huile,ou lesdeux.ll est en effet
salt p o s s i b lde' e n d u i ruen p a r q u edt, h u i l e
on dureavantde le cirer(ontrouvedansle
commerce desmélanges d'huije de lin
:I ILJ ou de bois,de résinesnaturelles et de
-rtle
siccatifs sansplomb). Celadurcira le bois
tSln- et le rendra plusélastique. l_huile dure
ant peutaussiêtreutilisée pourlaterrecuite
arnl- n o né m a i l l éo e u l e s d a l l e sd e l i è g e

| 2008 60Millions
deronsommateurs.
Hors-Série
N. 136
est composéde résinenaturelle, b,Fs Outrele dosage,
de toile rlfautêtreattentif
à l ' o r d r ed
d e j u t e ,d e p o u d r ed e l i e g ee t d e b o i s , e m é l a n g de e sm a t é r i a u x ,
ainsi qu'aux
d ' h u i l ed e l i n ( d ' o ùs o n n o m ) ,d e c r a i egestes lors de l'application.
et de prgments, Commencez Par mélanger Ia chauxet
l ' e a u( u nv o l u m ed e c h a u xe n P o u d r e
A u c u nd e c e s m a t é r l a u xn a t u r e l sn a s -
pourdeuxà troisvolumes d'eau), puis
s u r e r al e r e n o u v e l l e m e ndte v o t r e a i r o/o
ajoutez les pigments
i n t é r i e u rL. e u r u t i l i s a t i o n e v o u s d t s -
(pas plus de 25
d u v o l u m et o t a l P o u rl e s o c r e se t
p e n s e r ad o n c p a s d e r e c o u r i rq u o t t -
pasplusde 15okduvolume
d i e n n e m e nàt l a b o n n ev i e i l l em é t h o d e totalpour
lesoxydes
d e l ' a é r a t i o nN ' o u b l i e zP a s ,c h a q u e m é t a l l i q u e sC ) ' e s tà c e
moment-là
m a t i n , d ' o u v r i re n g r a n dt o u t e s l e s que vous incorporerez éven-
tuellement
f e n ê t r e sd e l a m a i s o nP e n d a n t5 à l'adjuvant
10minutes,mêmeen hiver aprèsavoir Soyeztrèsattentifà la dilution despig-
m e n t s: i l n e
é t e i n tl e s r a d i a t e u r sé ,v i d e m m e n!t f a u t Pas q u ' i l
r e s t ed e s
poussières de pigment non diluées, à
moinsquevousnesouhaitiez avoir des
effets"taches decouleur'i Unmalaxeur
branché surune perceuse seraidéal
portéede tous,la recetteest simplell ÈliiÈ,' Ensuite, il faut préparer votremur,
suffitd'y mélanger de I'eauet despig- enpassant unebrosse à chiendent, puis
mentsdanslesbonnes proportlons. unebalayette humidifiée Vous pouvez
maintenant attraper votrepinceau (en
soie,s'il/ous plaît,carla chaux ronge
cequiestmétallique !),letremper géné-
reusement dansvotre peinture maison
DELACHAUX
LARENAISSANCE et habiller votremur
: la chauxen pâteest de
i?É+i Variante
trèsbonnequalitéElleassure unepre-
paration raprde et impeccable desbadi-
..' l.labandondelachaux s'est t'est
habitat... un matériau quireste g e o n s .
P o u rl a d i l u t i o nc , o m p t e zu n
car
etres0irant, la chaux v o l u m d
e e c h a u xP o u t
r r o i s à quatre
,.,,,,,
am0rcé aum0me[t delarÉvolu- souple
0nmeftait alors estmicroporeuse. [llepermet des volumes d'eau
ti0nindustrielle.
Attention : il estfortement conseillé de
enal/ant lespeintures à l'amianteéchanges gazeuxentre I'intérieur
fairedesessaisOn noteen effetdes
eTauPlomb. Ia chaux étaitasso- etl'extérieur.Lemurabsorbe
différencesde teinteentrepeintures
ciéeà unemanière denavailler I'humidité etlarestitue.ll n'\/a : lacouleur
sèches et peintures mouillées
ancienne. donc primitive. [et oasdBstagnationd'humidité. qui jusqu'à 80 % de son
peutainsiperdre
abandon s'eslaccéléré aPrès provoquemoisissuresetPourris- intensité entrele momentoù elleest
laguerre.avec ledéveloPPement sement. plaÎt
Lachaux également appliquée et le résultat finalPournepas
rapidedutiment. 0naPPréciait Ioursûnaspeot détt}ratiÏ. avoirdemauvaises surprises, il estjudi-
d'exécution. ainsi que Elle donne unasoett mat cieuxde toujours utiliser despigments
sarapidité
trèsc0nft]rtable. purs, dans des proportions faciles à re-
lapossibilité
deleTaire travailleretrraveux
qua- t'estaussi trÈséto- doser, et de même origine.
parunemain-d'muvre moins unmatériau
À partir
lifiée. desannées 1980. nomique. ûn peuleneffetréaliser
a:ti i.j :,: t..ïi ...i.:r'i |lj--::i:
ona commencé à seréintéresser sBspeinTuressrti-même.
:iti. WWW.OKnfa.COm
à lachaux.0ns'estnotamment [t.même silachaux demande Lesitede l'association Ôkhra.Atelierdu
qu"elle étaitindis un peuplusdetemps demise en Conservatoire des ocres et plgments
rÊndutompte
appliqués. Stagesd'initiation et comptoir
pensablepourlarÉnovation du place,
à longterme. cematériau
de ventepour lesmatériauxintrouvables,
"petitpatrimoine": lavoirs.fours. serévèletrèsBfficace. librairie spécialisée. Ôkhra,84220Roussillon-
té|.: 04 90 05 66 69.
en-Provence,

N"136- mai/iuin
Hors-Série
dec0ns0mmaleurs-
60Millions 20[B
58
consq
t)

r)
,l

SurFrance2
à 13 h 45 : [undl,mardl,
mercredl,jeudl, vendredI
%wwWw.æffireffiffi
ffi
jeudl,dimanche
à zOh zO: [und[,

i, samedl
jeudi
à 19 h So: mardi,

réseau Retrouvezlesémissions
'.
1
du [undiau vendr edi
lon- après[ejournaldeFrance
z.

- 2008
ffi'.ffi
HenriSalvador chantait au creuxdes
trèsjolimentr J'aipu me chauffer
îles>...Sil'onn'estpaspoète, comment choisir lefioul,
entrelélectricité,
le propane, le gaznaturel renouvelables
et,biensÛr,lesénergies ?

Tropsouvent, lecoûtd'investissement restelepremier (plaquettes, granulés et bÛches). Lacheminée, levieil


critèrepourle choix,souvent irréversible, d'unsys- insertet l'antique poêleontfaitplaceà deséquipe-
tème d e c h a u f f a g O
e .r ,l e r e n d e m e nl e
t , p r i xd e ments de trois à cinq foisplusperformants, avecrégu-
, c o n f o r t h e r m i q u e t I ' i m p a cst u r lationet alimentation
l ' é n e r g i el e automatiques Le coÛtdu kilo-
l'environnement sontaussiessentiels. wattheure (kWh)est nettement inférieur à celuides
ll existeuneréponse gagnante : la réduction de la autresénergies, et il serademain peusensible aux
consommation ! Lameilleure énergie, nonpolluante,fluctuations desprixdesénergies fossiles. Deplus,le
insensible auxcours,est cellequel'onéconomise boisabsorbe autantdeCO2lorsdesacroissance qu'il
parunemeilleure rsolation, unerégulatlon perfor- enémetlorsdesacombustion, dontl'impact globalsur
mante, une conception permettant une forte récu- l'effetde serre est nul si l'on assure la régénération
pération de l'énergie solaire ou de la chaleur déga- du boiscoupé.Cependant, le boispeutémettredes
géeparlesoccupants Un exemple de "gisement" quantités importantes deparlicules et d'hydrocarbures
facileà exploiter : dansunemaison bienisolée, une avecdeséquipements trèspeuefficaces (cheminée
réduction de latempérature intérieure de 1 "C dimi- ouverte, poêledeconception ancienne).
nuelaconsommation de 12 à 15 o/o. Le gaz naturel est la plus proprede toutesles
Ensulte seulement il convient d'examiner les éner- énergies fossiles : sa combustion produit trespeu
giesà I'aune descoûts futurs et l'impact écologique. de dioxyde de soufre (SO2), peu d'oxydes d'azote
Lesolaire, toutd'abord, estbien sÛr l'énergie la (NOx) et nettement moins de dioxyde de carbone
pluspropre, tantà l'utilisation qu'àla distribution : (COz) quelesautres énergies C'est,parsasouplesse
disponible sur place, il n'induit aucune pollution liée au d'usage, le meilleur choix parml lesfossiles
transport. Deuximpératifs cependant pour envisager Le fioul et le propane (qui est ungazdepétrole
ce typede chauffage : avoirde forts besoins et une liquéfié) cumulent les inconvénients : descoÛtsen
ressource solaireimportante, c'est-à-dire être dans hausse durable et un niveau important d'émisstons.
unezonefroideet bienensoleillée l'hiver, f é l e c t r i c i t ée ,n f i n ,s e m b l eà p r emière vue
Le boisénergie, ensuite, a faitde formidables l'énergie idéale : elle est peu onéreuse à l'investisse-
progrès enquelques années, soustoutessesformes ment,sa régulation estsouple et précise, et,surle

N"136- mai/iuin
Hors-Série
deconsommateurs
60Millions 2008
60
bs lieud'utilisation,
unradiateur électrique n'émetpasde produisant pourla "base"desconsommations érec-
gazà effetdeserre.Maisqu'enest-ilvraiment dece triques, maismanquant de souplesse pourcouvrtr
rul, tableau idyllique vantéparplusieurs décennies de despicsde demande.
campagnes de pub? Alors,pourfaireface;Jn irport" au prixfortdu èou-
À propos desoncoût,on peutprédire que,dèsqu,EDF rahtde nosvoisins, et on construit de nouvelles cen-
neseraplusassujettie à desprixréglementés pourles tralesélectriques au gazcapables de réagirpromp-
vieil particuliers,l'électricité
subiraunehausse notable- tementauxusages saisonniers. Plusd'untiersoe
ilpê: Parailleurs, le chauffage électrique ne polluepasà l'électricité nécessaire au chauffage électrique est
egu- l'utilisation,
maisil n'enestpasdutoutde mêrnelors ainsiproduitpardescentrales thermiques, donrle
kilo- de sa production et de sa distribution. En France, rendement n'estquede 30 à 35 %,'alors quecelui
des l'électricité
d'origine nucléaire (82% de laproduction)d ' u n eb o n n ec h a u d i è ri ne d i v i d u e a
l l tet e i ngt 0 %
I AUX engendre desdéchets radioactifs, quelestechniquês Finalernent, il aurafailubrûlerplusde gazdansune
tS,!e actuelles ne permettent pasde rendreinactifs : leur centralepourchauffer unehabitation vladesconvec-
rqu'il entreposage et leursurveillance nousincomberontteursélectriques (sanscompterle coûtde la part
alsur doncpourun bonmillierde générations. De plus, nucléaire) qu'iln'enauraitété nécessaire avecune
atlon contratrement à uneidéereçue,lessystèmes oe chaudière à gazperformante à domicile I Etle recours
) oes chauffage électrique à résistances (convecteur,à u n e p o m p eà c h a l e usru r l ' a i ra m é l i o r pe e u l e
DUTES radiant, plafond rayonnant, chaudière électrique..) tableau: pargrandfroid,sonrendement s'écroure.
ninée émettent du CO2,et mêmeen quantité I Ilemploide l'élcctricité pourle chauffage ne devrait
Eneffet,depuis1975,la France s'estlancée dansun êtreréservé qu'àdesbâtiments à trèsbasseconsom-
)s les vasteprogramme électronucléaire, dontl,uneoes mationd'énergie et auxsystèmes de pornpes à cha-
5 peu conséquences a étéle développement sansfreinou leurperformants surI'eauou lesol,avecuncoefficient
azote chauffage électrique:70 % desconstructions neuves de performance (COP) annuel supérieur à 3,5.
ùone en sontéquipées, do'nt60 7oen chauffage à résis_ Alors,puisque le choixest difficile, pourquoi ne pas
ilesse tanceélectrique. Du coup,en hiver,convecteurs,choisir... de ne passe chauffer 7 En effet,ce qui
radiants et pompesà chaleur tirentd,autantplussur paraissait absurde il y a quelques annéesdevient
étrole le réseau électrique qu'ilfaitfroid: 1 300millions de progressivement une réalitéavec les maisons
its en wattsenpluspourunseuldegréenmoinsenFrance r passives,si bien conÇueset isoléesque les
srons. Or,l'électriciténe se stockepas.ll fautdoncquele apports gratuits (lesoleil,parlesvitrages, la chaleur
e vue gestionnaire du réseauélectrique fournisse leskrto- dégagée parlesoccupants et parlesappareillages)
strsse- wattheures manquants, souspeinede coupures. Et suffisentpratiquement à se chauffer. Iavenirou
S U TI E cela,noscentrales nucléaires savent trèsmallefarre, chauffage ? Ne pluschauffer ! r
rin 2008 60Millions
deconsommareurs. N.l16- mai/iuin
Hors-Série 2008
61
d

dubâtiment
Lesecteur 43 o/odel'énergie
absorbe consommée en France'
? Ouelssontlesposteslesplus
Où passenttousces kilowattheures
? Commentévaluer
importants Iaconsommation de sonlogement?
le choixd'unechaudière performante, à
Laconsommation moyenne d'énergie
énergie renouvelable si possible, d'un
d'un logement, en France, est de l'ordre
par svstème de régulation automatique, etc'
de400 kilowattheures mètre carréet
lls auront aussi un impact sur les émis-
paran (kWh/mzlan\, toususagescom-
oris.C'estconsidérable, quandon sait sionsde gazà effetde serre: lesêner-
giesfossilesreprésentent encorepres
queleshabitations lesplussobres,en
de 60 % du combustible de chauffage du
construction neuve(maisons passives
se contentent parcde logement français, avecentête
ou basse consommation),
de dixfoismoins. le gaz(33%),suividu fioul .20Voir'
&F$l-eauchaude sanitaire représente
ll existecependant des différences ./
o/o
11 de laéonsommation d'énergie du
imoortantes selon situations
les :
fover. Elle est fréquemment produite par
b les logemenis construits avant 1975,
quin'étaient soumis à aucune obltgation la chaudière. Ce posteest cependant
d'isolation, sontdevéritables passoires moinsaffectéparle choixde cetteder-
rénovation ther- nière, carlaconsommation d'eauchaude
s'ilsn'ontconnuaucune
logement sanitaire dépend de son usage : lesbains
mique.A surface égale, un
nécessitent de trois à quatre foisplus
ancienconsomme environ 2,5foisplus
qu'une respectant la d'eauquelesdouches, Par exemPle'
d'énergie habitation
(voir 998l-électricrté spécifique (consommée
réglementation thermique Rf 2005
pardestypesd'appareils sansautre
schémapage26), pour
égale,est que
option cette énergie) compte
F l'habitat collectif,à surface
11% environ de laconsommation totale
unmoindre consommateur. qu'elle
Parce
qu'un d'énergie. Ce postea augmenté rapi-
est plus exposéeà l'extérieur
dementcesdernières années. Produire c
appartement, unemaisonindividuelle
de l'électncité renouvelable (avecdes
o e u tc o n s o m m ed re 1 , 5à 2 f o i sP l u s petite
oanneaux photovoltaÏques ou une ;
d'énergie de chauffage
éolienne) revientà réduire la quantité
d'électricité achetée à sonfournisseur, (
t
quiest,en France, d'origine nucléaire à
environ 80 % et d'origine fossile pour i
m o i n sd e 1 0 % . O u a n à t la quantité n
b$bLechauffage estle postecrucialde P a sd e
c o n s o m m é e ,l l en e d é P e n d ti
choixstructurels dansla maison, mats C
laconsommation d'énergiedomestique
de son équipement (avez-vous besotn li
tempérées
sousleslatitudes A luiseul'
d'unsèche-linge ou d'unclimatlseur ?), r(
72 o/odu total,voireplus
il ponctionne
de laqualité desappareils (surtout pour ô
des troisquartsdansles logements
le froid: les réfrigérateurs et congéla- n
anciens mal isolés. Les efforts
prioritaires
devront teurs,quicomptent pourletiersdutotal, I'
d'investissement
doncportersurl'isolationde l'habitat, doiventêtrede classeA ou plus),ainsi I'r

N' 136- mai/juin


Hors-Série
deconsommateurs.
60Millions 2008 6
E2
q u e d e s h a b i t u d e(sl a i s s e z _ - _s: . 'e' s utilisant d'autres énergies), mais
l u m i è r ae l l u m édea n su n ep i e : : . l ; ::-s le poste"chauffage'J
oul'électronique enveillepermerÊ^:: r ' 'r Lacuisson, enfin,intervient pour6 %
ll està noterquedeséquipemer:s s:-_:- : a n s l a c o n s o m m a t i do 'né n e r g i e
C.e
turelscommele chauffage électrc_s a Dosieestsurtout influencé pardeschoix
convecteurs ou pompeà chaleur) r-,eSc^: c'appareils (augazou à l'électricité, en
pascomptésdansle poste"électr,c:e général) et d'usage (couvrez-vous lacas-
spécifique" (puisqu'ilexistedesacce- serole d'eauquibout?).

Ou'ils'agisse de la cession d'unloge-


ment(maison ouappartement) oudesa
location, toutetransaction immobilière IETIOUETTT
ÉrurNEr
DE[A MAIS()N
doits'accompagner de lafourniture, par
le cédant,d'un diagnostic de perfor-
mance énergétique (DPE) del'habitation.
Cedocument, quicoûtemoinsde300€.
établitdeuxclassements : la consom- 151 à 23()
mationénergétique, en kilowattheures
d'équivalent pétroleparmètrecarréet
paran(kWhEPlmzlan), et lesémissions
degazà effetdeserre,en kilogrammes togement Énergiuore
l d'équivalent CO2parmètrecarréet par )) LeI]PE donne lieuà l'établissementdedeux
classements
:
S an (kgéqCOzlmzlanl (voirBonà savoir lepremier traduitlaconsommati0n énergétique
dulogement;
S page62 et schémaci-contre)lls sont lesecond. sesémissi0ns degaz à effet (GtS).
deserre
visualisés pardeséchelles colorées rao-
e pelantI'étiquette énergie, qui nousest
e familière depuis desannées. quelques curiosités. Destiné à comparer
IT Le DPEfournitaussiun étatdes lieux deshabitations, il netientcompteni du
E delamaison (isolation,qualité duvitrage, nombre d'occupants nide leurduréede
t- énergie dechauffage...), uneévaluationséjour. Vérifiez notamment, à I'aidede
e de la consommation énergétique et de vosfactures, laconsommation annuelle
S sonbudgetannuel, ainsiquedespré- annoncée. Ensuite, pouréviterlespro-
e conisations pourlesaméliorer. fessionnels incompétents, il fautimpé-
ç rativement choisirundiagnostiqueur pos-
lr, sédantunecertification
t'l f agréée, ce qui
d U II ÏAUÏSAVÛIr estobligatoire depuisnovembre 2007.
JT +FFLeDPEa pourvocation d'informer le
,ç nouver occupant et nepeutpasêtreuti_
le lisé contrele précédent (en cas de Cliquez"certifiés"ou "diagnostiqueurs" sur
lessitesde cesorganismescertificateurs :
IS contestatton, parexemple)
kçpwww.ceftificated.fr
in âFFll convient de le vérifier, voirede le Ë*.www.qualixpert.com
t), relativiser, pour deux raisons.Tout !æ:is www. sqi-onIine.com
UT d'abord,il estétabligrâceà uneméthode urwr,v.afaq.org
a- normalisée, préconisée "r*
parlAgence de :iâi!certification.bureauveritas.f
r
^l
olt l'environnement et de la maîtrise de www.lescertificateursassocies.fr
rsl l'énergie(Ademe), quiengendre parfois ,.t www.ecacert.fr.

r0B 60Millions
deconsommareurs. t. I 36- mai/iuin
Hors-Série 2008
63
C'estdésormais acquis,notamment publics: les
par les pouvoirs
énergiesrenouvelables
doivent uneplaceimportante
prendre dansla
fourniture Ouepeut-on
domestique.
d'énergie ?
en attendre
S o l e i lb Écologique
, o i s ,v e n t ,s o l ,a i r ,c o u r sd ' e a u , pardéfinition,
leurexploita-
déchets . Lessourceset les réservoirs quedefaibles
tionn'occasionne impacts
d ' é n e r g i e" v e r t e "s o n tm u l t i p l e se t d i s -
environnementaux(construction
dessys-
poniblee tèmes,nuisances
s n d e t r è sn o m b r e u xe n d r o i t s paysagères,etc.).
Lestechnologies
P r e s q u teo u t e si s s u e sd u r a y o n n e m e n t sontau pointdepuis
plusieurs
s o l a i r ed, e m a n i è r ed i r e c t eo u d é r t v é e années,lespouvoirs publics
lvénétatinn événcmcpl météofolo-
\ v vyv Lu L,vl ont misen placedessystèmes finan-
gique..)- sauflagéothermie profonde cierspouraiderlesfilières à décoller,et
(alimentée parle noyauterrestre) et la lesréseaux (fabricants,
deprofessionnels
forcedes marées(dérivée principale-distributeurs, sesontstruc-
installateurs)
mentdumouvement dela Lune) -, elles turés,notamrment pourgaranTlrlaqualité
sontdoncenthéorie "lnépuisables" et desprodurts et desservices.
abondantes. C'estpourquoi on lesqua-
lifiede "renouvelables'j paropposition r
à c e sé n e r g i eds' e x t r a c t i oq nu es o n t ffisTilË"t*s
,;{'!
lr au rc rv i, n ornioc fnceilac - lo nétrnla rl a
v n :z

naturel,
,wrv,w\jMv

le charbon (pour
ou l'uranium
PvLrvrvr YqL
t:i ii*S eelrIflSSfiS
il fauttenircomptedes
l e n r r c l é a i r e-) t i r é e s d e r é s e r v e s e n
Concrètement,
nnr rrc d'énr ricomant
v v v ' v v ' ' caractéristiques
' v ' t ! ,
propres auxénergies
renouvelables
.,:,,Ellessontintermittentes: Contrai-
rementauxgisements fossiles - char-
pétrole, gaz -, le rayonnement
PAS
PI]UROU(IILEBI()GAZ
P(]UR ?
LACUISINE bon,
solaire,
)
le vent,la pluie,etc, sontdes I

)) Lapralique du chauffeàcause dela abondants(déjec- s é p u i s a b l ems a, i se l l e s


r e s s o u r c ei n
compostagedes ? ll est tions
déforestation d'animauxde sontdisponibles de manière peuprévi- (
déchetsménagers pos-
à théoriquemenl ferme, végétaux...). sible à court terme I
serépand.sible
domicile d'installer
un Mais. quela
outre ..: Ellessontdifficilement stockables. I

Pourquoi
alorsnepas petit
mÉthaniseurdiffusion detels On p e u t e m m a g a s i n eed r l'énergie (
solaire dansune grande réserve d'eauou s
legazde
utiliser dansson En équipements
iardin. est
desbatteries, ou utiliser des éoliennes r
(biosaz.
fermentation zone lapro- confidentielle
urbaine, en
pourhisser de l'eauderrière unbarrage c
oumélhane).pour necouvrirail france.
la duction laréglEmen- et utilisersonénergieplustard,mais I
parexemole.
cuisine. 20%des tationneprévoit
qu'environ rien c'estpeupratique et limitéLavégéta- a
comme celasefait besoins decuisson.0our I'encadrer. ttondestinée à l'énergte se stockesur é
dans pays
certains In milieu
rural.
les notamment8nre pied,maiselleestenconcurrence avec ti
duSud,suietsau déchetsfermen- qui le
concerne lescultures alimentaires, etc
manque deboisde tescibles sontplus slockage dubiogaz. - ,r' Ellessontpeutransportables. Ni
réseau dedistribution duvent ni canali- {

deconsommateurs
60Millions N"136- mai/juin
Hors-Sétie 2Û08 6
64
Miseen serviceentre 1999et
sationspourle soleil! MêmeI'eaude 2001,et retenuedansle cadre
du programmeEOLE2005,
retenue desbarrages s'utilisesurplace. la centraledeWidehem, dans
P)l Ellessonténergétiquement moins Pourunusagedomestique desénergies.
le Pas-de-Calais,
constituéede
6 éoliennes d'unequarantaine
"denses"quelesénergies fossiles/vorl renouvelables, deuxgrandesfilières de mètreset d'une puissance
Bonà savoirci-contre). À encombrement d'équipements totalede 4,5mégawatts(MW|,
sontdisponibles. est un témoin des premières
égal(etcommeil n'estpassouhaitable )fl Lechauffage de l'habitation. C'est annéesde développement
de lesfairegrossir démesurément), les lavoieroyale, à lafoisparcequelessys- de l'éolienen France.
systèmes fournissent moinsd'énergie. tèmessontnombreux et performants,et
Enconséquence, utiliserles renouve- queceposteestdeloinleplusimportant
lablesobligeà repenser les usagesde dansla consommation desfoyers/yoft
l'énergie : moinsfaciles d'accès (ilne page62).La plupartdeséquipements
suffitpasdetourner uninterrupteur ouun destinés à l'habitation entièrepeuvent
robinet)et en quantitépluslimitéefla fournirégalement de l'eauchaude sani-
cuveestpleine...), cesénergies sontpar taire.llssontdoncà privilégier. ll existe
essence adaptégs à uneutilisation mod+ trois grandesoptions: le chauffage
réeet locale(unmaisonou un groupe solaire, le chauffage au bois(etautres
d'habitations, voireun quartier). biomasses)et lespompesà chaleur (cer-
Avantl'installation d'unechaudière à bois tainsmodèlesréversibles pouvant pro-
ou de panneaux photovoltaïques, et si duiredu rafraîchissement en été).
l'onveutresterdansdes budgetsrai- D) Laproductiond'électricité. Elleest
sonnables, il fautd'abord faireletourdes accessible auxparticuliers parla tech-
consommations de lamaison pourenvi- nologique photovoltaïque (rayonnement
sagerde lesiéduire(isolation, équipe- solaire) et, dansunemoindremesure,
ments...). Etantdonnéle niveau,qu'elles parde petiteséoliennes. Certaines ora-
ontatteint,il est peufréquentde parve- tiquessontbeaucoup plusmarginales
nirà lessatisfaire intégralement grâce (enFrance en toutcas): la petitehydro-
auxrenouvelables. Leséquipements (remise
à électricité en routed'unancien
énergies vêrtesnécessitent doncunsys- moulinà eau,parexemple, ou exploita-
tèmed'appoint (généralement intégré) tiond'uni.uisseau de montagne), voire
utilisantuneénergie conventionnelle, laproductiond'électricité parun moteur
voireuneautreénergierenouvelableà biogazissude la fermentation de
(solaireet bois,parexemple). déchetsorganiques de laferme.
60Milli0ns
dec0ns0mmateurs. I{. lJ6 - mai/iuin
Hors-Série Z00B
65
rejetspolluants,
Rendement, pilotage... ontfaitde
modernes
Leschaudières
telsprogrèsqu'ilest devenuprioritarre de sonancienmo-
de se débarrasser
dèle,surlouts'ilbrûledu fioul.Placeauxchaudières !
à énergierenouvelable

Avec une chaudière solaireou une


pompeà chaleur, pasde soucisde ren-
dementdecombustion, d'émissions de
gaz à effet de serreou de fumées
polluantes
! Nidecoursducombustible :
le rayonnement solaire, directou indirect
(calories
stockées dansle solou l'air),
estgraturt
Ouantà lachâudière à bois,quifonctionne
parcombustion, elleestaujourd'hui très
compétitivefaceauxmodèles augazou
aufioul(voirci-dessous).
(Lesavantages et /e-cinconvénients des
modèlesà énergierenouvelable sont
développés pages68 à 73.)

ou peus'en
ll y a vingtans,il n'existait,
faut,quedeschaudières à combustion
É - à bois,à gaz,à fioulet mêmeà charbon
È
E
o (quiont disparu désormais). Le rende-
à mentd'unebonnechaudière étaitde
É l'ordre de70 %.Aujourd'hui, notamment
Les chaudières
à granulés ou mixtes Votrechaudière datedesannées1990, grâceau contrôle électronique (régula-
(à granulés et à bûches)
ont gagné en efficacité
voire1980? Rassurez-vous, vousn'êtes tion,allumage, asservissement...), il est
par rapport au chauffage pasle seul: il exrsteen effet3,5 mil- courant detrouver desmodèles présen-
au bois classique.
Cette peÉormance
lionsde chaudières en France dansce tantun rendement de l'ordrede 90 7o,
leur permet de rivaliser cas,soit30 7odu parc pour
! Maisil faut volreatteignant, la technologie à
avec les chaudières
sérieusement penser à vousen sépa- condensation, près de 110o/o(caton récu-
fonctionnant au gaz
ou au fioul. rer.Pourdesraisons écologiques et éco- pèrelachaleur dite"latente" en plusde
nomiques, c'estune priorité, d'autant l'énergie de combustion). Ce quisignifle,
qu'ilexistedesaides publiques qui faci- à besoins de chauffage égaux, une éco-
litentcet lnvestissement, à plus forte nomiethéorique approchant 40 % sur les t
raisonsi lanouvellechaudière fonctionne quantités brûlées dansvotrechaudière !
avecdeI'énergie renouvelable.Voicicinq Celareorésentera autantd'économies e
bonnes raisons defranchir le pas. d'émissions deCOr. S

66 6ûMillions
deconsommateurs. N' 136- mai/iuin
Hors-Série 2008
la saisonde chauffe.C'estpourles
a p p a r e i làs f i o u lq u e l e s g a i n ss o n t
FAUT-IL
AUSSI
CHAiIGE
|.ff RADIATEURS
? l e sp l u sm a r q u é:ss e l o nl A g e n c d ee
D) Laplupartdes ilssontmoirsdatr de50'I voire avec l'environnement et de la maîtrise de
chaudières
modernes tésauxdtatdiùm unplancher chaul l'énergie (Ademe), en deuxdécennies,
peuttent
sebrancherbasse tempémtwe fant.quisBcllnlente l e u r sé m i s s i o nosn t é t é d i v i s é epsa r
surunréseaude ouàcondensation. cinqpourlesoxydesd'azote(NOx),et
d'unetrentaine
de
radiateurs pardeuxpourle dioxyde desoufre(SO2).
àeauclas-[elles-ci
sontplus degrés.mais
donton
Leschaudières à gazsontmoinspol-
siques. commeperformantes
Mais. avec nep0urra envtsager l u a n t e sL. e sc h a u d i è r eàsb o i ss o n t
ilssont
engénéral desÉmefieurs l'installation
dans a u s s rd e v e n u etsr è s p e u p o l l u a n t e s
prévus
pourfonction-"basse
température", qu'en
I'ancien cas (voirpage70).
nerà65'I environ.fonctionnant
àmoins derénovation
lourde.

SÊF Lachaudière à condensation. Elle


est appelée à devenirla référence. eu Iintérêtd'opterpourunechaudière per-
égardà sesperformances. Lafonction f o r m a n t se e l i t a u s s di a n sl a c o u r b e
"condensation" est un bonusde per- ascendante du prixdescombustibles.
formance, quin'estpertinent quesi la Avecunbarilde pétrole quititillelafron-
chaudière sesituedéjàdanslacatégorie tièrede 100doliars, tousles produits
supérieure entermesde rendement La dérivés d'hydrocarbures sonttirésvers
condensation consiste à fairecirculer l e h a u t .A i p s i ,p o u rl a f o u r n i t u rdee
lesfuméesde combustion, quisortent 100kilowattheures (kWh)de chaleur, le
à hautetempérature de la chambre de prixTTC dugaznaturel estpassé, depuis
combustion (jusqu'à 200"C),dansun le débutde 2000,de 3,30à b,40€
échangeur qui récupère unepartiede ( + 6 4 % \ , e t c e l u id u f i o u la b o n d i
l e u r c h a l e u rO u a n dl a t e m p é r a t u r e d e 4 , 1 0à 6 , 9 0€ ( + 6 8 % ) .M ê m et e
tombeentre60et 50'C,lavapeur d'eau bors,que ce contextesoumetà une
contenue danslesfuméespassealors 'demande accrue, n'estpasen reste:
de l'étatgazeux à I'étatliquide. Cette sonprixa augmenté de 77 o/oen huit
condensation s'accompagne d'unelibé- a n s .M a i s ,c o m m ei l n ' e nc o û t eq u e
rationsupplémentaire de chaleur, dis- 3,20€ TTCpourobteniri00 kilowart-
ponible pourlechauffage de l'habitation. heuresde chaleur, le boisrestedeux
flB$Lachaudière "bassetempérature'J foismoinscherquele fioul.
Elleestconçue pourdélivrer de I'eauà
environ 50 "C,c'est-à-dire à unetem-
p é r a t u rpel u sb a s s eq u e c e l l ed ' u n e
chaudière standard, ce quia poureffet Pourdespuissances adaptées auchauf-
d ' a m é l i o r seor nr e n d e m e nqt u, ip e u t faged'unlogement d'environ 100m2,
dépasser 90 70. u n ec h a u d i è ràec o n d e n s a t i coonû t e
i$h# La chaudière "standard'i C'estle environ 3 200€. Ellebénéficie d'uncré-
modèle d'entrée degammeen matière dit d'impôtde 25 o/o(etmêmejusqu'à
de performances actuelles. Sonrende- 40 o/o,voirpage Bgl. Une chaudière
mentplafonne à 80 %. bassetempérature vautenviron 2 500€,
maissoncréditd'impôt tombeà i5 o/o.
Unechaudière standard, quipeutsetrou-
t-
*s rejem
fï]rntrn*s verauxalentours de 1 000€, ne béné-
S Unechaudière anciennepeutrejeter
I
ficied'aucune aide.
d'importantesquantités
de polluants, Leséquipements à énergie renouvelable
S autantquele potd'échappement
deplu- (bois,solaire,pompes à chaleur) ontdroit
sieursvoitures
en permanence
pendant en revanche à 50 7ode créditd'impôt.
6ûMillions
deconsommaleurs.
Hors-Série
N. l16-mai/iuin
2008
67
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Entouterégion,pourune maisonneuveou en rénovation,


le chauffage
saplace.ll restecher,maisdescrédits
trouvedésormais
solaire d'impôt
ou dessubventions
en rendent
I'installation
olusaccessible.
Le chauffage solaireest en voiede se v e r td ' u n ev i t r eq u i a g i tc o m m eu n e
banaliser en France. Lesindustriels se serre.Leau,quipeutêtreportéejusqu'à
multiplient,Iesmatériels progressent, 80 "C,esttransportée, en circuitfermé,
leur qualité par
est identifiée un label, dansl'habitation. Deuxootions :
les installateursse soumettent à des soitellechauffeune réserved'eau
chartesde services, et le marché esten (dansun grosballon), quicircule dans
croissance régulière. ll se vendactuel- un réseau{e radiateurs, de préférence
lement5 000systèmes paran. "basse température" pourde meilleures
performances. Cettesolutionpermet
d'équiper unlogement ancien (leballon
Intégrésà l'habitation,
estinstallé danslacave,parexemple) ;
ces22 mètrescarrés On emmagasine l'énergie du rayonne- soitl'eauissueducapteur cèdedirec-
de capteursthermiques mentsolaire direct,maisaussidiffus, tementsachaleur viaunplancher (tem-
permettentd'alimenter
unecuvede 4 000litres dansuncapteur. ll s'agitd'unserpentin pérature réguléeà 40 "C),massequi
fournissant unepartie oùcircule de l'eau,enfermé dansunboi sertd'accumulateur. Cettetechnique est
desbesoinsen eau
chaudeet en chauffage tierplat,rectangulaire,étanche et recou- réservée à la construction neuveou à
de la maison. desrénovations lourdes
Leauretourne ensuite se réchauffer dans
4 lecapteur,dontlaqualité et lalocalisation
(souvent suruntoit,voirpage76]rdéIer-
minentl'efficacité du système.

Unechaudière solaire peutcouvrir de


20à 50 % desbesoins de chauffage de
l'habitation En effet,le rayonnement
solaireest intermittent (absent la nuit,
parfoisfaiblelejour),limitélorsde lasai-
sonfroide(lesoleilplusbassurl'hori-
zon,jourpluscourt), quandle chauffage
estle plusnécessaire. ll n'estpasimpos-
sibledecouvrir l'intégralitédesbesoins,
maisil faudrait uneinstallation déme-
surée, donctrèschère. Lesdimensions
deséquipements du commerce repré-

68 decons0mmateurs.
60Milli0ns N' 138- mai/iuin
Hon-Série 2008
sententuncompromis accepîê: 3 :-:-=
Iescontraintes de placeet de c,tJ=:
$SFLa superficiedu capteur.: : -e solaire dispose dedeuxlabels dequa-
depasse rarement 20 m2.De p rs =s ié. pourle matériel et pourl'installation.
aidesfinancières sontprévues poL.lss t l l Q s 6 1 2 ; r ep, o u r l e s m a t é r i e l s .
d i m e n s i o nr a s isonnable s
O n c ' e u c: Début2000,on ne comptait en France
entre1 et 1,20mzdecapteur pou.1û-. cr,"lnseulconstructeur de chauffage
de pièceà chauffer ; solaire agrééparlespouvoirs publics!
. * i ,L e v o l u m ed e l a r é s e r v eE. g a , e _ C'est
désormais Enerplan, la principale
mentpourdesraisons de placeet oe association deprofessionnels del'énergie
budget,lesballons accumulateurs re solaire, quigarantit parle labelÔ solaire
dépassent guère2 000litres, cequiper- laqualité deséquipements solaires ther-
metdepallier l'absence desoleil lanuit miquesdomestiques (chauffage et eau
Enconséquence, leschaudières solaires chaude sanitaire), sélectionnés vra.un
drsposent toutesd'unsystème dechauf- organisme indépendant Enjanvier 2008,
faged'appoint, quiprendle relais encas 31 industriels en étaientdépositaires
d'ensoleillement insuffisant ll peuts'agir pourplusieurs dizaines de modèles.
d'unerésistance électrique, quichauffe Le labelgarantitdes performances
I'eauen complément jusqu'à latempé- dépassant iesseuilsrequispouraccé-
r a t u r er e q u i s eo, u b i e nd ' u n b r û l e u r deraucréditd'impôt, et rlestgénérale-
annexe, fonctionnant généralement au mentexigéparlescollectivités locales
gazou au bois ll estainsipossible de pourl'attribution d'aides auxoarticuliers;
c o u p l eur n e c h a u d l è rseo l a i r e à u n e Surtout, ll qualifie un système complet
ancrenne c h a u d i è ràe ç o m b u s t i o n ,(capteurs, ballon, régulateur. ), enga-
utilisée enauxiliaire geantl'industriel quile commercialise.
Auparavant, seulslescapteurs dispo-
s a i e ndt ' u nm a r q u a gdee q u a l i t :él e s
certifications CSTBat, SolarKeymark ou
Un chauffage solairecoûte,tout com- équivalentes, qu'exige toujours ô solaire,
p r i s ( é m e t t e u r si n, s t a l l a t i o.n) , d e toutcommela conformité auxnormes
10000à 25000€. Unerèglegrossière : européennes EN12976ou ENv12977.
comptez 150€ parmètrecarrédepièce S # F O u a l i s o lp, o u r l e s i n s t a l l a t e u r s .
à chauffer. Plusieurs typesd'aidessont Lesprofessionnels ontélaboré unecharte
accessibles pourl'habitation principale,d e q u a l i t éà, l a q u e l l e si n s t a l l a t e u r s
rendant le solaire concurrentiel faceaux sontinvités à adhérerEndixpoints, elle
équrpements conventionnels : spécifie notamment qu'ilssontcompé-
T un créditd'impôt(507odu coûtdu tentsen équipements solaires et qu'ils
matériel, voirpage89).Lesmodèles acceptent desoumettre leursinstallations
Ô solaire(voirPtusd'infoci-dessous)yà desaudits dequalité. Audébutdemars
ouvrent drott; 2008,12610entreprises avaient adhéré
+ untauxdeTVAréduit(b,byo)si lapose à Iacharte Oualisol danstoutelaFrance.
esteffectuée parunprofessionnel dans
unerésidence de plusde deuxans; tq*.www.o-so laire.fr
:,dessubventions octroyées pardescol- Lesitedu labelÔ solaire,presentant toutes
lectivités locales dansde nombreuses lesmarquesqui en disposenr.
régions(voirpages90 à 97); æâwww.qualisol.org
,.:unesubvention de lAgence nattonale Lesinstallateurs adhérents à la charte
de l'habitat (Anah), selonlesressources Oualisol(té1.: 0 826 621621,0,15€/min).
e t p o u r l e s l o g e m e n tds e p l u s d e a*,www.ademe.fr
Lesitede lAgencede l'environnement et de
quinze ans.Té1. : 0 82680 39 39,sire: la maîtrisede l'énergie(Ademe),
rubrique
www anah.fr. Espaceparticuliers.

60Millions
dectnsommateurs. N. ll6 - mai/iuin
Hors-Série 2û09
69
T
t
I
g

des
repartà la conquête
Le bonvieuxfoyerà bois,déjàtrèsrépandu,
Avecdeuxargumentschocs: desrendements
Français. hautde gamme,
qui révolutionnent
des granulés,
et l'avènement bois.
le chauffage

Chauffer toute l'habitationau bois?


Iannée2006aura connu un doublement
des ventes de chaudières à bois
(35000): ellessontdevenues trèsper-
formantes, et le boisest bon marché
par
Utilisé 6 millions defoyersfrançais,
il estla première desénergies renouve-
lablesdomestiques en importance.

Lesfoyersmodernes ontfaltdesprogrès
avecdestauxde com-
soectaculaires,
deprèsde90 %, quandunâtreà
bustion
que 10% de l'éner-
n'extrait
l'ancienne
gie du bois. Les rejetsPolluants -
monoxvde decarbone (CO),poussières...
- sontréduitsd'autant.La combustion de
Lesappareils
laplusperformante,
"inverséei forceles chauffage au bois H2,ilfautstocker lebois,parfois plusieurs
gazsousla grilledu foyerprincipal
vers ont vu leurrendement mois.Un boisvertfaitfortement chuter
augmenterde façon
uneseconde chambre oùilsachèventleur spectaculaire le rendement de lachaudtère ;
combustion Unechaudtère à boispeut cesdemièresannées. B la longueur desbÛches et la quantité
Deplus,ils s'intègrent
alimenterun réseaude radiateurs clas- à tous les styles. livréeoarstère.
siques, danstoutela maison.
répartis FSFLes plaquettes(boisdéchiqueté),
venduesau volume,sèchentplusvite
quelesbûches.
*FFLesgranulés (oupellets), delataille
b$ÈLesbûches. distribuées
abondantes, de gélules, sontfabrtqués parcompres-
partout,c'estle combustibleboismajo- sionde sciure,sansadditif. Avecmoins
ritaire.Leurqualitéest très variable. de 10 % d ' h u m i d i t i
é l s
, ' a g idt u c o m -
les lotsportantla normeNF bustible bois le plus énergétique, per-
Préférer
mettant les meilleurs rendements grâce
Bois de chauffage (voir le site
www,nfboisdechauffage.org pourlesdif- a u fr a c t i o n n e m ed ne t la matière.
fuseurd.Ellespécifie : Lorganisme professionnel ltebea mis
dg groupe1, le pluséner-
) la densité, au point une charte de qualité pouraider
gétique (chêne, charme...)augroupe3, lesutilisateurs à rdentifier laqualité des
(peuplier,bouleau ..); granulés. lls doivent notamment être
b letauxd'humidité, H1Iegaran-
laclasse i s s u sd e s c i u r e1 0 0% n a t u r e l lpeo u r
tissantinférieurà20% (bonà brûler).
En porter le logo ltebe (voir le site

N' 136- mai/iuin


Hors-Série
deconsommateurs.
6ûMillions 20t10
70
www.itebe.org) Le nombrel:'::-- vir oourl'eauchaudesanitaire yiaun
cantset de drffuseurs s'accrc':-.: li ballond'accumulation. Eneffet,contrai-
ment:débutmars2008,ilsérae-::-:= rementaugazouaufioul,le boisa une
de soixante, dansquinze régiors. combustion maladaptée à lafourniture
Le chauffage au boisexigeun e- f,3 instantanée de chaleur.
stockage P.o u rd e s b û c h e su, - 3 _ a Unechaudière à boisdoitfonctionner le
abritéet ventilé (pourle séchage' c:-- p to s s i b l "eà p l e i n
p l u sf r é q u e m m e n
aumoinsunande réserve. Pourtesg.a- régime'/ mêmesi c'estparintermittence,
nulés,unsilodetextilede 1 à 2 rr" fa: pourfournir le meilleurrendement (donc
l'affaire,
d'oùil serontconvoyés vei-se moinsde pollution et d'encrassement).
chaudière pargravité ou parsouffrer e. Alors,résistez à latentation de prendre
unemargedesécurité importante : votre
chaudière fonctionnerait souventà bas
régime(voirencadréci-dessous).
Lecombustible détermine deuxfamrlles
de chaudière : à chargement manuelsi
l'onbrûledesbûches ou desplaquettes
(boisdéchiqueté), et à chargementautG Leprixdeschaudières variede 5 000à
matique pourlesgranulés, dontle petit 15000€, desplussimples (àbûches)
calibrepermet d'approvisionner
lebrûleur a u xp l u ss o p h i s t i q u é(eàsg r a n u l é s ) .
parunevis sansfin régulée électroni- Diverses aidespermettent d'amortir
quement. Alorsquel'autonomie despre- l'investissepent plusrapidement :
mières n'estquedequelques heures,elle !-tuncréditd'impôtde 50 % si le rende-
est indéterminée pourles chaudières mentdépasse 65 % et s'ilrespecte les
à granulés,dontlefonctionnement s'ap- normes française et européennes ;
parente à celuid'unmodèleà fioul: on ,t untauxdeTVAréduit(5,5%, pourle
faltlepleindecombustible pourquelques matériel et l'installation) si la poseest
moiset l'onne s'occupe plusde rien,à effectuée parun professionnel ;
partuneextraction descendres toutes F unesubventron de lAgence natiohale
lessemaines Cetypede chaudière, qui de l'habitat (Anah), sousconditions (vé-
dispose d'uneimportante souplesse de tusté,ressources).Té1. :0 826B039 39,
régime, estenpleine expansion. site: www.anah.fr;
Sdessubventions régionales parendroit.

ll estpossible
nonseulement dechauf-
aubois(voirenca-
fertoutel'habitation $FsLeschaudières à boispeuvent béné-
dréci-dessousl,
maisausside s'enser- ficier du label Flammeverle (voir
www.flammeverte.org) si leurrende-
mentatteintaumoins70 o/oeLsi letaux
de monoxyde de carbone desfumées
PUISSANCE
C()NSEILÉT
POUNLACHAUDÈRE estinférieur
à 0,67oenvolume.
(hauteu = plafond2,50m)
sous
de chaudièresà boispeuvent afficherla
marqueOualibois s'ilsrespectent une
chartede qualité
garantissantqu'ilspos-
sèdentunecomoétence enlamatièreet
))) tesindications 0ntparailleurs
desfabricants lemérite
de ou'ilsacceotentdesoumettre leursins-
démontrer
l'énorme
impactd'une
isolation
correcte
surlafacture tallations
à desaudits.Débutmars2008,
dechauffase
: une
divisi0n
0ar0lusdedeux! on comptaitprèsde 800 adhérents
Oualibois(voirwww.qualibois.org).

60Millions
deconsommateurs.
Hors-SÉrie
N"lJ6-mai/iuin
2008 71
ffi

#
ffi
W

Confortd'utilisation,
facilité
d'installation
desmodèles "surair"...Lespubli-
citéssurlespompesà chaleur Méfiez-vous
déterlent. desargumentaires
commerciaux et passez
clinquants, cesmachines à laloupe.
électriques
Lespompesà chaleursonttrès à la latempérature estsupérieure de I "Cà
modeLemarché a explosé, quadruplantcellede l'airambiant en hiver
sesventesen troisans: 120000 en $h&tair est la sourcela plusvariable.
2007dont50000modèles fonctionnant Unetempérature inférieure à - 10'Cest
sur l'air et souventcontroversés.inexploitable parunepompe.
Attentlon : il fautêtretrèsvigilant quant
aux performances de ce mode de
chauffage électrique
FÉFLespompessursol ou eau
ll fautunca,gleur pourpuiserl'énergie.
s Solen profondeur (captage vertical).
Le rendement, ou coefficient de per- C ' e s tu n c i r c u i ft e r m ép a r c o u rpua r
f o r m a n c e( C O P )d, ' u n ep o m p ee s t unfluidefrigorigène Lapuissance d'ab-
d é t e r m i n a nCt .' e s tI e r a p p o ret n t r e sorption estd'environ 50 watts(W)par
h e r m i q udeé l i v r éeet l ' é n e r - mètre,Onpeutdoncchauffer
l ' é n e r g ti e unehabi-
gie électrique absorbée(voirschéma tationavecdeuxforagesverticaux de
page73).Avec'l kilowattheure (kWh) moinsde 100mètres(unesimpledécla-
d ' é l e c t r i c i tuén, eb o n n ep o m p ed o i t rationen préfecture suffit).
livrerplusde 3,3kWhde chaleur /vor s Solen surface(captage horizontal).
Bon à savoirci-contre), soit un COP Lecircuitferméest enterré(à 1 mètre
s u p é r i e uàr 3 , 3 .A t t e n t i o nl e , sf a b r i - de profondeur) surunesuperficie d'en-
c a n t si n d i q u e u nnt C O P" m a c h i n ed"e viron1,5fois la surfaceà chauffer. ll
laboratoire. Le COPréeldépenddes fautdoncunterrainadhocet respecter
températures extérieure et intérieure, unedistance d'aumoins40 centimètres
desémetteurs de chaleur. etc.Defait. e n t r el e s b o u c l e sq u i s e r p e n t e nAt
suruneannée,il atteintrarement 3. ÀÂ+^' '+ I^ ^^l ^'-
uulduL,
nno la
l E J U I l l d p o J l E tLoçmr nr rqv r duo
u co ow

réchauffer d'uneannéesur l'autreet


finitpargeler.
FEau.Dansunenappe alluviale (àfaible
O n p e u tp u i s e lr' é n e r g idea n sl e s o l , profondeur), on peutpuiser l'eaupuisla
l'eauou l'arr.Pluslatempérature y est rejeter danslarivière aprèspassage par
stable et proche decellede l'habitationla pompeà chaleurUnenappephréa-
à chauffer, meilleur serale COP tique,aurenouvellement beaucoup plus
F#&Lesolà environ100mètresde pro- l e n t ,e x i g ed ' y r é i n j e c t el ' re a up a ru n
fondere r rTl c s n a n n eds ' e a uS o n tl e s secono purïs.
plusintéressants, carlatempérature est bffi# Lespompessur air
nnmnrica onfra 1fl ai 1tr oÇ tOUte l'année Ellesn'ontpasbesoln decircuit decap-
c

FFFLe sol à faibleprofondeur(i mètre) tage,ce quiconstitue leurattraitprinci-


a d e s v a r i a t i o npsl u si m p o r t a n t e sm, a i s pal.Mais,commel'aircontient peude

72 60Millions
deconsommaleurs. N' 136- mai/juin
Hors-Série 2008
c a l o r i e si l,f a u te n a s p i r e:i: l - ; - l s "réversiblesi
offrantainsile rafraîchis-
v o l u m e sa,v e cu n v e n t i l a t e :_:-- . = sementen été (de4 à 5 'C). Certains
bruitpeutgênerle voisinage l: s_-- vendeursen profitentpourglisser sur
tout,le COPsedégrade notabe-:^: = lesgrosses
faiblessesdecesmédiocres
l'approche de0'C. Deplus,leg.v-as -= appareils
de chauffage.
tallesurI'appareil (comme dans_^ -:.--
g é r a t e u rn) ,é c e s s i t a n
u tn d é g, - = ; e
(automatique) consommateur o'é.s-oe
Cespompesutilisent alorsuncha--ege Lafonction "réversible"estaccessibleà
d'appoint (souvent, unerésistance é ec- certains modèles.
trique).ll convient doncde lesréseri,,er FS#Lesmodèlesà caoteurverticalou
auxclimats doux. sureauoffrentIe meilleurservice.Ce
D'oùvientalorsl'engouement polirces sontaussiles pluschers: parmètre
modèles? D'abord, de leursimplicité carréchauffé, jusqu'à 130€ pourl'eau,
d'installation. Onpeutlesposerdansun et 185€ pour le sol,posecomprise.
appartement, mêmedansl'ancien, les ËF& Lesmodèlesà capteurhorizontal
éléments extérieurs étantsemblables à impilquent descontraintes de terrain.
ceuxd'unclimatiseur (quifonctionne à Maisilscoûtententre70 et 100€/mz.
l'identique, maisà l'envers). #FFLesmodèles suraircoûtentmoins
de 100€1m2.ll faut ajouterenviron
3 €lmzparan d'électricité.
#$FUncreditd'imoôtde50 % estacces-
FFÈLachaleurpeutêtredélivrée: siblesi le coefficient de performance
Fparunplancher chauffant,
oudesémet- (COP) "machine" à3,3(voir
estsupérieur
teursbassetempérature bienadaptés; page89),et avecd'autrescontraintes
Ë,parairsoufflé.
C'estinconfortable,
mais pour les pompes" air-air"(au moins
celaconstituepourtantunargumentde 5 kWde chaleur fournieà 7 "C.etc.).
ventepourcertaines pompessurair, $$hUntauxdeTVAà 5,5 o/osi venteet
posesontréalisées paruneentreprise.

FAIHE
DUCHAUD
AVEC
DUFR()ID
))) []ans unepompe à
"frigori- Fb&LamarqueNFPACgarantitlaconfor-
chaleur.unfluide
m i t éa u xn o r m e se n v i g u e uer t à u n
gène" absorbe descalo- cahierdescharges (performances...).
riesdans l'environnement. Enfévrier2008,300pompesà chaleur
\ même "froid".icidans (dans 50 gammes et pour17marques)
f
lesolavec unforage endisposaienL (voirle sitedel'organisme
(1).
vertiral enpassant certificateur, Certita : www.certita.org).
àl'étatgazeux (2). &FFLa marqueOualipac, pourles ins-
IeIluideestensuite tallateurs quiadhèrent à unechartede
a qualité deservices. Débutmars2008,on
comprimé (3).
cequiélÈve
i

(à40'I comptait plus160installateurs oualipac


satempérature
t-
(voir le site des professionnelsdes
S environ).
[ettechaleur po"mpes à chaleur: www.afpac.org).
n esldélivrée dans les
émetteurs (4).
oùil se
c0nd8nse Btrepasse à a&.La Maison écologique
Voirdans Ie no43 de février-mars2008
l'état
liquide.attantdétenre (5,80€) le dossiercompletsur res
J

H etretourdans lesol. pompesà chaleur.


e Site: www.la-maison-ecologique.com

60Millions
decons0mmareurs l,l"jl6 - mai/iuin
Hors-Série 2008
73
Lameilleure
deschaudières ne serapleinement quesi elleest
efficace
auplusjuste,pardessystèmes
pilotée pourfournirlaquan-
électroniques,
titédechaleur
nécessaire,pièceparpièceet à touteheurede lajournée.
lsolerl'habitation, s'équiper d'unechau- $ la nuit,y compris pourleschambres,
dière performante... Cesefforts seraient 15"C,vorre14"C.
bienincomplets si l'onn'installait pas Larégulation thermique estl'artdemain-
également unsystème de régulation du tenirà tout momentunetempérature
système de chauffage, afinde disposer agréable et sainedanstouteslespièces
à chaque instantde latempérature sou- du logement. Elleviseunecertaine sta-
haitéeet de limitertoutgaspillage. Les bilité, pas
mais au prixd'à-coups dufonc-
économies d'énergie envalentlecoup. tionnement de lachaudière, quidoitêtre
Laréduction de laconsommation et des pilotée enfinesse. Lecorpsesteneffet
émissions de dioxyde decarbone (CO2) sensible auyvariations thermiques, qu'il
peutatteindre o/o
25 I Unrepère permet s'agisse desdifférences detempérature
d e f i x e rl ' e n j e u: e n c l i m a t e m p é r é , dansunemêmepièceou de change-
abaisser latempér.ature d'unehabitation mentsrapides
de20à 19"Centraîne unediminution de
7 % environ de laconsommation d'éner-
gie.Autreindrcation, psychologique : en
l'espace de vingt-cinq ans,la tempéra-
turehivernale moyenne, danslesloge-
mentsfrançals, a augmenté de 2 'C, Le thermostat d'ambiance est un boÈ
sansnécessité climatique particulièretierqueI'onplacedansunepièceà vivre.
(leshiverssontmêmesdevenus plus Celle-ci vaservirdepointde repère pour
doux).ll est doncsouhaitable et pos- le pilotage de la chaudière (générale-
sibled'inverser cettetendance. ment,le salon). [appareil y mesurela
température, ainsique l'écartavecla
valeursouhaitée ("consigne"), quel'on
a affichée sur le boîtier.Si la tempéra-
Unetempérature tropélevéepeutêtre tureestinférieure, lethermostat envoie
n é f a s t eà l a s a n t é( d ' a u t a nqtu ' e l l e un ordrede miseen routedu brûleur
favorise le déveloooement des micro- de lachaudière.
organismes), lecorpsn'apaslesmêmes Certains systèmes permettent d'agirsur
besoins lanuitet leiour,etc.Voicidonc la température de l'eaude circulation
quelques préconisations de tempéra- des radiateursLe thermostat enverra
tures (dont certainessont issues un ordred'arrêtlorsque latempérature
d'étudessanitaires et reprises parle mesurée seraidentique à laconsigne.
codede la construction) Laliaison entrelethermostat et lachau-
F pourunepièceoccupée danslajour- dièrepeuts'effectuer parfil ou parondes
n é e 1, 9" C ; (radio,infrarouge). Dansce dernier cas,
F pourunepièceinoccupée danslajour- un boîtierde réception est placéà côté
née,17oC,voiremoins, de lachaudière.

74 E0Millions
der0ns0mmaleurs N"136- mai/iuin
Hors-Série 2008
Attention à nejamaismasquer ffi' -â:.
vertance l'émetteur surlethermos:a: e: fi"tesilrËr
le récepteur, côtéchaudière, ooJ' re
pasgênerla transmission desordnes.
Le radiateur de la pièceoù setrowe !e Plusl'habitation estvolumineuse, plus
thermostat peutconstituer uneauire soninertiethermique est importante.
sourcede dysfonctionnement : Danslesmaisons à plusieurs étages,
F il ne doitpasêtrecoupé.À défaut,Ie i l e s t g é n é r a l e m epnl tu se f f i c a c de e
thermostat sollicitera en purepertela prendre encomptelesvariations detem-
chaudière pouratteindre satempérature pérature à l'extérieur, grâceà unesonde
de consigne. Enrevanche, la tempéra- quel'onplacera de préférence au nord
turemonterade manièreinconsidérée et sousabrl,pouréviterles perturba-
danslesautrespièces; . tionsparasites. Cettemesurepermetà
Bil doitêtrecorrectement dimensionné, unecentrale de régulation (unpeuplus
sinonon atteindra tropviteou troplen- complexe qu'unthermostat) d'anticiper
tementlaconsigne, et lesautrespièces lesévolutions de la météo,avantque
d e l a m a i s o np o u r r o netn p â t i r( e l l e s sonimpact nese manifeste à l'intérieur
serontsurchauffées ou en déficit). Cet (voiraussiI'encadré page33).Unerégu-
inconvénient peutêtreatténué grâceà lation decetypeestrecommandée pour
desrobinets thermostatiqu es fuoirBon un chauffage parle plancher, dontle
à savoirpage74). tempsde réaction est plusimportant
l l f a u t é g a l e m e nbti e nc h o i s i lr' e m - queceluid un réseau de radiateurs.
placement du thermostat Le thermostat
: pourluiévi- d'ambiance
mesure,
ter desordresintempestifs, il ne doit pour chaque pièce,l'écart
êtreexposé niausoleildirectniauxcou- entre la température
et la valeur souhaitée.
rantsd'air,et il doitsetrouver à distance C'est lui qui régule le
d'unesource dechaleur (cuisinière, radia- chauffage de l'habitation
en transmettant un ordre
essentielle
alemenT
teur...). On l'installera doncen général au brûleurde la chaudière Cettefonction souvent indisoensable de
surunmurintérieur, à hauteur devisage ou en agissant sur
la température de I'eau la régulation peutoccasionner un bon
(1,50m environ) de circulation. pourcentage d'économies d'énergie :
ellepermetde définir finement, surle
thermostat ou lacentrale de régulation,
latempérature deconsigne enfonction
de laplagehoraire, ensachant quenous
passons environ untiersde notretemps
à dormir, unautreen dehors de la mai-
sonpendant la journée, et ul dernier
tiers à être actifsà l'intérieur. Par
exemple, pourunejournéede travail:
1 9" C à p a r t idr e 7 h e u r e s1, 7 ' C d e
t heures à 17h 30,19"Cjusqu'à 22h30
e t 1 5 ' Cj u s q u '7à h e u r e s
Selonle degrédesophistication du pro-
grammateur, on peutdéfinir le profil
de
chaque jourde Ia semaine, prévoir les
absences prolongées, etc.Dansceder-
niercas,il existeuneposition hors-gel,
É quipermetde maintenir unetempéra-
ô
É
turepositive dansl'habitation, mêmeen
I casd'absence, et d'éviter l'éclatement
descanalisations pargrandfroid.

75
Lechauffe-eau
solaire,
économique, mêmedansl'ancien,
simpleà installer,
pourrait
bientôtéquiperenversion
standard touteslesmaisons
neuves.
Lechauffe-eausolaire sembleavoirdura- d'unepompede circulation (quiéquipe
blementdécollé: il s'enestvenduprès "à
lesmodèles circulation forcée").[eau
de 37 000 en Franceen 2007,pour dansle capteur,
chauff"ée moinsdense
165000m2de capteurs ('10% de plus quel'eaufroide,vas'élever naturellement
qu'en2006),C'estunappareil à envisa- versleballon : c'estl'effetthermosiphon.
gersi l'onremplace unvieuxmodèle. DanslesDom,on rencontre fréquem-
mentle "monobloc thermosiphoni' direc-
Tement placésurle toit(leballon accolé
à lapartiesupérieure du capteur).
C'estceluidu chauffagesolaie (voir
page68):lecircuitducapteur chauffe un
v o l u m ed ' e a us a n i t a i rset o c k é d
ea n s
unballon alimentant lesrobinets de l'ha- ll estclassicuementoossiblede couvrir
bitation. ll existeplusieurs modèles. de 50 à 70 % desbesoins annuels en
FFffiAuxlatrtudes tempérées, ou le gel eauchaude avecunchauffe-eau
sanitaire
peutsévir,il faut un chauffe-eau solaire solairecorrectementdimensionné.
à élémentsséparés(voirschémaci- Commepourunechaudière solaire,il
contre). ll comporte deuxcircuits distincts n'estpaspertinent de "gonfler"une
et étanches. Lecircuitprimaire, tuyaute- moinsoourdesraisons
rnstallation, d'en-
riereliantle capteur au ballonen circuit combrement et de budget(moindres)
fermé,transporte de l'eauadditionnée oueoouréviterdessurchauffes estivales
d'antigel pouréviterlacassedanslecap- dommageables. Parailleurs,
lesbesoins
teur quandla temoérature nocturne eneauchaude étantmieuxrépar-
sanitaire
devientnégativeCefluidedélivre sacha- quelesbesoins
tis surl'année enchauf-
leurà l'eausanitaire duballon à travers les fage(inutilependant plusieursmois),le
paroisde latuvauterie, sanscontact. Le chauffe-eau solaire
en oermetunecou-
circuitsecondaire transporte l'eausani-
taireduréseau public versleballon, puis
auxrobinets du logement.
pluschaudes,
CHAUFFE.EAU
St)LAME
ÀÉÉNNTruTS
SÉPNNÉS
F$FDansleslatitudes on
p e u ts e c o n t e n t edr' u n m o d è l ep l u s >>> [emodèle
simoledit "monobloc'l [eau sanitaire classique com0orte
(qu'iln'estpasnécessaire d'additionner deuxcircuits
d'antigel) clrculedirectement dansle distincts
: dans
l'un. =
capteur pourse chauffer, avantd'être I'eauchaufféeparle ô
stockée dansle ballon(lescircuits pri- capteurrÈde sacha- U
o
E
l
maireet secondaire nefontqu'un). leurauballon,conte- o

$FFle thermosiphon est unevariante, nantl'eau sanitaire


applicable auxmodèles précédents. S'il duréseau public
estpossible d'installer leballon plushaut (secondcircuit). I

quelescapteurs, onpeutfairel'économie

70 60Millions N"138- mai/iuin


Hors-Série
deconsommaleurs. 20tl8
plusrmportante,
verture t-s:, . _. f[ï-Tl
e | Ae+L^ e ^u,^ e ^q' ,ui rlr^er" ^e^ .n] o+I T
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e st : : . :
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u n em a l s o n d e v a c a n c eps e, ' - , = ' ' - : DE50%DESt)LAINE


PLUS P()UB
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L e S U l l i J Ul l e - e t l u S o l i l l C S 0 C , : . ::
iâràrtition
m o i n se t r e é q u i p é sd ' ; r s . ! : - : . :
i::-c'rie dueausotaire
chauffage q ,u if e r al ' a p p o i . r : ! - = : ' : -
I ::"3.Tmationd'appoint
r a l e m e nl nt t é g r éu: n s e r p e r T:'__ - : : : '
d a n sl e b a l l o ne t a l i m e n t é p a -l = : . _
chauffée p a ru n b r û l e uàr b o s . : . - - ,
ti
à f i o u l( c e l udi e l ' a n c i e cn h a u f f e - = . :-: -
e x e m p l es, ' i lf o n c t i o n ne n c o r e: - - - :
rôcictenno À l o n t r i n, rr - r-o i,n,,t c. u Q [ € . A
è- :a .' l,i:l

Bjlan énergétique
(kwh)
!, - Ccnsommation totate ,
.; . , l . - - r 1 f r t i :! 't
L-r j: i 1 !-r i," 2 500à Z 600 ,it,.. ,,-LÆ.-r.,,,, t
l l e s t c o m p o s éd ' u n o u d e p l : Se u ' S o
x
m o d u l e sa s s e m b l é sC, e s o n t d e s b o î - 2300à2400:
.fL -r É
tiêrc nlâtc rêalânôrrleiroc ronn rror+c l
à 7 300.,: w..
2 7oO ô
d ' u n ev i t r e l l e s t r e c o m m a r o e
de les tr L
posersurunetoiture,où ilsserontmieux . .k',
tt
cvnnsés et nrôtênéc ôr'aL SO
=
[exposition
ducapteur
esrdeterrrinanre I

nôrT
vvur Jc ôv nr r ç a
r rf fr iun oa n
u it tLé ç . Àu
il ll ça cù tL u n nt nt u tntÂvnuaçoù - -
sairede l'orienter
entrele sud-est et le ))ljétude desper- majoritaire.te qui etdespréconisations
sud-ouest,avecuneinclinaison surl'ho- lormances d'unmêmetlalide du pourlasuperficie
l'utilisati0n des
rizonentre30"et 60"(c'estle casde la chauffe-eausolaire solaireàtoutes les (quatre
rapteurs per-
plupart
destoitures
enFrance). Uneexpo- dans Lesquatre sonnes.
touslesdépar- latitudes. ballon 200l).
sitionau sudet uneinclinaison de 45' tementsmontre ztlnes
ctllorées []ucrèmeàl'orange :
sontoptrmaies quelafraDti0ndes définissentdeslour- d e 2 à 3 . 5 m 2 ; d e 2 à
Onnéglige parfois
detenircomptedes besoinscouvertspar chettes deconsom- 4rnz, dB2.5à 4.5n2:
ombresportées auxdifféfentessaisons partout pour
lesoleil
esl mation l'appoint,d e 3 à 5 . 5 m 2 .
I:rhroq :rr forrill:no donqo |m| rnv n
r tr e
L unt n
, r or w
cJ

à l ' h o r i z o n ) , n o t a m m e n te n h i v e r ,
quandellessontplusimportantes et pre- pose,soit unefourchette de 4 000 à
cocesdanslajournéeLa realisatron d'ur 6 000€ TTC,selonla situation
géogra-
relevéde masques(vorrpage 37) sera phique,
pourunéquipement couvrant
de
t r è s u t i l ep o u ré v i t e rl e sd é c o r v e n u e s . 50à 70 % desbesoinsclassiquesd'une
La plupartdesfabricants proposedescap- famille
deouatreoersonnes
teurs intégrables à la toiture,remplaÇant Lemécanisne desaides financieres
est
destuilesDiscrets, ilssontrecommandés Jci il mr iil lr e
o i il r ço à
o
n o ] r r i n n r r r lt E^ ù.
uçrur l.JUut
^u lhl ^o u' u' lÀE il vÀù r ^ ô

en construction neuveLeurposen'exige solaires(votrpage89l. ll permerde ren-


q u ' u n es i m p l ed é c l a r a t i o
e n m a i r i em
, ais t a b i l i s el r' i n v e s t i s s e m eennt m o i n sd e
ttn roft tq nêl tf \/ôrtc êv rt r ê
v ^
v vnvnv ^
ucv ô o n nrc
vrr vuu d i x a n s .s a c h a not u e l e s é l é m e n t so n t
d e r è g l e m e npt a r t i c u l i edr' u r i : a n i s m e , u n ed u r é ed e v i e d e l ' o r d r ed e v r n g ta n s
c o m m ed a n sl e sc e n t r e sh i s t o r i q u e s n
v v1 n lrrc I oq nharrf{a-oa"
Vruo. LUr vr uu, ru udU JUIdIIUJ UU_
^^l^i"^^ 1,.^

n é f i c i e ndte g a r a n t i ei sd e n t i q u eàsc e l l e s
oeschaudieres solai"es : le labelO solaire
p o u rl a q u a l i t éd e s m a t e r i e l (s5 5i n d u s -
Unchauffe-eau solaire pourlatitudes tem- t r ' e l s e n d i s p o s e n t )e, t l a r é f é r e n c e
péréescoûteenviron650€ parmètre O u a l i s oot o u rl a c o m o é r e n cdee s i n s t a l -
carréde capteur, pl.ls2 000€ pourla lateurs(voirpage 69)

6 0M i l l i o nd sec 0 n s 0 m m a lH
eou rS
s É r il e
l' 136-mal/i2
u0i n0 8 77
ffiffiffiffiw
Laproduction parlesparticuliers
et lavented'électricité ont longtemps
. v e cl e v i r a g ep r i se n f a v e u r
é t é e n t r a v é e sp a r l e s p o u v o i r sp u b l i c sA t
I

des énergiesrenouvelables, la dohnea changé.Pourquoi et comment t


produire ?
vertà domicile
du courant c
Ë
c
Contrairement à uneidéereçue,la pro- dansdescasrestreints,
notamment pour ù
n'estréservée
ductiond'électricité ni à d'anciensmoulinsdontil est possible &
EDFniauxgrosindustriels.ll estpossible le "droitd'eau'j
de réactiver
à unparticulier
deproduire
del'électricité, F*FLe biogaz.lssude la fermentation F
et de la vendre,avecunepetiteturbine de déchetsorganiques et brûlédans
installée surun coursd'eau,quelques unmoteur"à cogénération" (production
panneaux solaires
suruntoit,uneéolienne combinée de chaleur il
et d'électricité), E

dansun champ, un moteurà biogaz... estadaptéauxexploltationsagricoles.


Cesénergies renouvelables sontbien n
adaptées à uneproductiondomestique. F
tr
Laplupart desfoyerssontraccordés au 5

réseau, ce quin'estpasrédhibitoire, et c
On produit généralement de l'électricité présente mêmeun avantage quandon It
verteparchoixécologique : commedans veutproduire de l'électricité verte ll t(
denombreux pays,laproduction française existeplusieurs options.
esttrèslargement issued'énergies non SFF Vousvoulezvendrela totalitéde U
renouvelables - nucléaire à 80 % environ votre production.Le débouché est
et fossiles à 5 ok,pour15 % d'hydro- garanti,car votre distributeur local +
l (

électricité (grands banages). Ouatre f ilières d électricité (voirBonà savoirci-contre)


sontà la disposition des particuliqrs. a I'obligation d'acheter laproduction de
F&sLe photovoltaïque. ll exploitela qui souhaite la vendre, et à destarifs
capacité de certains matériaux à produire oréférentiels, variables selonlatechno-
un courant quand ils sontexposés à la logie.llssontparticulièrement intéres-
lumière. ll n'engendre aucune nuisance santsdansle casde panneaux photo-
environnementale en fonctionnement, voltai'ques (voirpage80) El, pourvotre
et,avecsontariftrèspréférentiel d'achat consommation, vousachetez de l'élec-
de l'électricité produite, c'estla filière tricitéà votredistributeur localau tarif
royale pourlesparticuliers. habituel, quiestinférieur autarifauquel
&FF [ é o l i e n d e p e t i t ep u i s s a n c eA. vouslui vendezvotreélectricité. Ce
réserver au milieururalou oériurbain. mécanisme incitatif permet de rentabi-
maisleschicanes administratives limi- liserI'investissement devotrecentrale et
tentsondécollage. L éolienest parfois de I'amortir ( e n t r e
h u i te t q u i n z e
a ns
contesté poursonbruit,I'impact surles pourle photovoltaique)
oiseaux ou le paysage. f u FVFo u s v e n d e z l e s u r p l u s q u i
&SL &a m i c r o - h y d r a u l i q u oeu pico- dépassevotreconsommation. Vous
hydraulique. Êllen'estaccessible que n'achetez alorsde l'électricité au distri-

78 deconsommateurs-
60Millions N' 136- mai/juin
Hors-Série 2008
buteurquelorsque votrecentrale enp(} d environ 60€ autitredutarifd'utilisation
duitinsuffisamment. du réseaupublic(Turp). Dansle casde
ÈDD Vousne désirezpasvendre.\btre rænledu seulsurplus, le raccordement,
production couvrevotreconsommation plussimple, nedépasse pas350€, et la
et voussouhaitez éviterlesfraisliésau redevanceTurp coûteenviron 30 €.
contratsexigéspourlavente.Vouspotl\æz l)f Le contratd'achat(parI'acheteur,
alorsdemander à ne plusêtreraccordé. c'est-àdire "devente"pourvous).ll est
signépouruneduréevariable enfonction
de lafilière(vingtanspourle photovol-
taTque),'avecdestarifsréévalués chaque
Devenir producteur imposequelques annéeselonI inflation, oourun nombre
obligationsadministratives : de kilowattheures plafonné selonles
t présenterunedemande de permisde filières(production de 1 500heuresà
construire ou unesimpledéclaration,pleinepuissance pourle photovoltaique
selonlafilièretechnologique ; en métropole).
hobtenirunedéclaration qui
d'exploiter,
vousétablitcommeproducteur ;
! souscrireuneassurance.
Sivoussouhaitez vendrevotrecourant Le raccordement au réseaude votre
verten partieou en totalité,il faudra maison esttropcoûteux (enraisondeson
ensuiteétablirdeuxcontratsdistincts. isolement, du relieletc.)?Vouspouvez
Votredistributeur vous indiquera la bénéficier, aunomdu"droità l'électricitél'
marche à suivre. d'uneaideduFonds d'amortissement dfs
Ë!FLe contratde raccordement. Pour charges (Facé)
d électrification pourins-
injecterdu courant surle réseau (qu'il tallerunepetitecentrale autonome (sou-
soitou nonvendu), il fauts'assurer de la ventphotovoltai'que ou éolienne),repré-
compatibilitétechnique de votreinstal- sentant jusquà 95 7ode soncoût.Le
lation.Si vousavezdécidéde vendre systèmecomprenddes batteries, en
toutevotreproduction, le distributeur prévision de l'intermittencede I'enso-
créeraunraccordement spécifique avec leillement ou du vent.Vousn'êtespas
un compteur ad hoc Cestravaux peu- propriétaire du système, lamaintenance
ventapprocher 1 000€ TTC,auxquels il ne vousincombe doncpas.Maisil fau-
faut ajouterune redevance annueile drapayeruneredevance pourI'utiliser.

Sur cesmaisonsmitoyennes
conçuespar I'architecteRolf
Disch,dansle quartierVauban
de Freiburg(Allemagne),
la couverture d'un pande
la toitureest assuréepardes
panneauxphotovoltaïques
intégréset conçus
pourremplacer lestuiles.
Le propriétairereçoit0,50€
par kilowattheureproduit
par ce "toit solaire"raccordé
au réseau.Cetarif est très
incitatif,puisquele kilowatt-
heurequ'il achèteau réseau
poursa consommation
ne lui coûteque0,17€.

7g
TrfA(\\oil\AF4 T b7 t'}ru,iS

Produire de l'électricité grâceà la lumièresolaire, latechnique est de plus


e n p l u sa c c e s s i b laeu x p a r t i c u l i e rest, e n c o L r r a g é
pea rI ' a c h adt e v o t r e
courantà destarifsparticulièrement incitatifs !
E n f o n c t i o nd e s a c o n s o m m a t i oent d e
s o nb u d g e tu, n ef a m i l l es ' é q u i p e rda' u n e
microcentrale photovoltaique d'unepuis- I e s n a n n e a r sr x' i n Î à n r e nOt em l e u xe n
s a n c ed e 1 à 5 k i l o w a t t s( k W ) ,r e p r é - mieuxauxbâtiments, remplaçant d'autres
sentand t e 8 à 4 0 m 2 d e c a p t e u r sB. i e n é l é m e n t s ( c o u v e r t u r eé t a n c h e ,t u i l e ,
d i m e n s i o n n ée l,l e" e f f a c e r al"af a c t u r e a r d o i s ev, e r r i è r et r a n s l u c i d e a ,u v e n t . , . ) ,
d ' é l e c t r i c i t :él e t a r i f d ' a c h a td e t ' é l e c -
avecunefonctionsupplémentaire de pro-
t r i c i t és o l a i r ea f o r t e m e n ta u g m e n t éi l ductlond'électricité et une forte contri-
y a d e u xa n s ,r e j o i g n a ncte l u id e s p a y s b u t i o ne n v i r o n n e m e n t aAl eu.- d e l àd e
e u r o p e e nes n p o r n t e l'aspecL esthetique, cetteintégration pef-
m e t d e b â l é f i c i e rd u t a r i f d ' a c h a td e
é p l u sa v a n t a g e u P
l ' e l e c t r i c i tl e x o u re n
mnllr:u
ûtiû1tf*rn*ti
I héneficicrlcs cenlerrssgl6ipgg doivent
L e s p a n n e a u xp h o t o v o l t a i q u esso n t a s s u r eur n ef o n c t i o nt e c h n i q uoer a r c h i -
c o n s t i t u e sd e s i l i c i u m o . ui convertit tecturale ( t e n u em e c a n i q u ep,r o t e c t i o n
l e r a y o n n e m e nl ut m i n e u xe n c o u r a n t ou régulation thermique,protectionphy-
continu: cinrra aiec hionc nrr rioc norcnnnec vvv vvl

stockédansune batterie(sitesisolés. recherche d'esthétisme architectural) et


camping-cars, bateauxde plaisance) ; venlr en substitution d'équipements archr-
, t r a n s f o r m ée n c o u r a n t a l t e r n a t i f tecturaux. Encasd'impossibilité technique
2 3 0 v o l t s o a r u n o n d u l e u rp, o u r è t r e (ombrages) ouréglementaire (siteclassé),
" i n i e c t é "d a n sl e r é s e a ud e d i s t r i b u t i o n l o e n e n t o r r r q n a r r \ / ô n i À l r a n n c a c c r r r r r n
vL v yvvvu uu' vr'

d ' é l e c t r i c i t éT.r è sf i a b l e s ,l e s c a p t e u r s bâtiment annexe, commeun garage ou


s o n t g a r a n t rds e 2 0 a 2 5 a n s ,a v e cu n e unabri, ouencore ausol,surunchâssis.
p e n e d e r e n d e m e nitn f é r i e u r à e 20 o/o
s u rl e u rd u r é ed e v i e ,

. Le prixmoyend'unemicrocentrale
UNMARATHI)N
ADMINISTRATIF va de 6 000à 8 000€ HTparkilowatt,
plu- ) Engager
))) Ilemander les nouvelle. poseincluse
s0nstructiÛn et avantlesaides.
Chaque
nouvelle installation prix,
faitbaisse'les
sieurs
devis adminis-intégrer
auprès démarches lescapteurs
qui est intéressant
d'installateurs tratives permis ce
(souvent audossier de
nonseulement
nnrrr lo m:rnhé f r:nn:ic maic :rrqci
agréés. longues)pour
lerac- deconstruire. pourl'équipement despaysdu Sud,où
qui
)Aveccelui cordement une
auréseau.)tournir assu- x ' o n tp a sa c c è s
2 m i l l i a ' ddse r u r a u n
estrelenu.
remplir )0époser unedécla-rance
res00nsabilitéà l'électricité |
lesdemandes
de ratign
detravaux (enSénéral
en civile ll ^,,i^+^ !^^ +"^;^ ^"
r çAroLç uçù ,orù orlflêXeS ; O Une

subvention. une sans


tt,p0ur
mairie. surprime). part, leschargesd'accèsau réseausont
f,i ir ^é vo vc o n:r lr 'LF Lt :Ut L {\ rr ou lrour rvée. J , lnar+ian Ànc
Vur IUUOLIUIIUUù

80 6 0M i l l i o nd sec 0 n s 0 m m ô tHeourrss- S É
Nr"1
i e3 6 - m a i / i 2
u0i n0 8
foumie par
L',électriclteloumre
ljélestricité pal les
panneaux photovoltaÏques,
intéqrés ici
intégrés
Integres à II'auvent
rcra auvenl de
cette maison du Jura, Peut
êtrevendueau réseau
électrique.On lesconfond
" parfoisavec(en
les capteurs
J thermiques bassur
Ia photo) qui alimentent
le chauffageet le ballon
d'eauchaudesanitaire.

compteurs) et facturéesparla compa- F la ventetotale.Laconsommation est


gnieélectrique lde22 à 47 € paran); comptabilisée parle compteur existant,
d'autrepart,laventede l'électricité
est et un nouveau compteur enregistre les
soumise à l'imoôtsurle revenu. kilowattheures envoyés dansle réseau.
Cetteoptionest financièrement plus
avantageuse, carvouspayezautourde
10centimes d'eurochaque kilowattheure"-
ll estpossible
debénéficier de plusieurs consommé, alorsqueceuxquevousven-
aides(vonégalement pages89 à 97): dezvoussontachetés beaucoup pluscher.
&créditd'impôtde50 % surle matériel ; ËFSLestarifsd'adratde l'électricitépho-
$ TVAà 5,5 7osi le bâtiment a plusde tovoltaïque. llssontgarantissurvingtans
deuxans(jusqu'à 3 000W) ; et revuschaque année. Audébutde2008,
Bsubventions régionales, départemen- le prixdu kilowattheure étaitde :
talesou municipales. Maisattention : F 31,193 centimes d'euro,tarifde base
certaines aidesnesontattribuées oues'il pourtouternstallation(lesprofessionnels
est fait âppelà des installateurs ayant le jugentencoreun peufaiblepourêtre
l'agrément OualiPV (PVpourphotovol- efficace et demandent aumoins0,40€) ;
taïque)et s'engageant à respecterles tu57,181 centimes pourlesinstallations
dixpointsde lacharteOualiPV quiporte à panneaux intégrées aubâti;
sur la compétence professionnelle,le ffi41centimes + 15centimes oourl'inté-
choixdu matériel et le respectdesobli- gration (Corse, Mayotte,Dom).
gations légales; FFR Letempsde retourfinancier. En
ft prêtsspécifiques "énergies renouve- général, l'équipement s'amortit en 7 à
lablesiproposés parplusieurs banques, 10ans,période quipeutêtreramenée à
5 ansenfonction desaidesdontondis-
ooseet du tarifd'achat de l'électricité.

#&FDeuxoptions. Pourvendre sonélec- ffiffi# {l._rygY$


w*g,Espaces Info Énergie
tricitésolaire, il existedeuxsolutions : Adressessur le site : www.ademe.fr,
F l a v e n t ed u s u r p l u sL. a p r o d u c t i oin té|.: 0 810060050.
solaire est prioritairement consommée !:ç*'wvvw.qualit-enr.org/quali pv
parla maison, avantde passerparle Lesitede l'appellation OualiPV.
comoteur de vente.Seulest vendule *6vrrww.hespul.org Hesoul.
Le site de I'association
surplus de production parrapport à la @www. guide-topten.com
consommation instantanée ; Leguidede l'électroménager sobre,

60Millions
deconsommateurs. li' 138- mai/iuin
Hors-Série 20û8 81
Lespetites
éoliennes
domes-
sonthélas
tiques malsoute-
nuesparlespouvoirs
publics.
U a v a n t a gaev, e cl e v e n t ,c ' e s tq u ' i l
soufflesurtouten hiver,lorsquel'ona
leplusbesoin d'électricité. Enété,mreux
vaututiliser en complément despan-
neauxphotovoltaiques.

z
o
o
l
o
P o u rn e p a s ê t r e g ê n é ep a r l e s t u r b u -
l e n c e s ,l ' é o l i e n n ed o i t ê t r e i n s t a l l é eà Avec son mât de 11,50m,
a u m o i n s 2 0 m è t r e sd e h a u t e u rU , n l'éolienne de cette tion,maisil'fautplacer
sonéolienne à
maison bioclimatique
m o d è l ed e 3 m è t r e sd e d i a m è t r ep r o - construite à Saint-Pierre- 500mètres deshabitations
! Et.horsZDE,
duit 2 400 kilowattheures (kWh)par an dAmilly, en Charente- EDFn'estpasobligé d'acheterlecourant.
Maritime, région
avecun ventmoyen,soitde quoicouvrir bien ventée, produit Deouoilimiterlesoetiteséoliennes aux
l e s h e s o i n sd e l r o i s n e r s o n n e sh o r s chaque année environ
6 000 kilowattheures.
morduset à ceuxquiviventensitersolél
chauffageet eau chaude
M a i s r i e n n ' e s tf a i t p o u rd é v e l o p p el re
p e t i t é o l i e n ,n i s u r l e p l a nf i n a n c i e rn, i
s u r l e p l a nd e l a r é g l e m e n t a t i o n f a, i t e Uneétudedesventsestindispensable.
pourlesgrandesmachines. Ainsi,quand Puisil fauttrouverunemachine silen-
on résidedansune zonede développe- cieuse et performante,
avecunmâtbas-
m e n t d e l ' é o l i e n( Z D E )d é f i n i ep a r l a culant, pluspratique et choi-
à installer,
c o m m u n e ,o n p e u t v e n d r es a p r o d u c - qualifié
sir un installateur qui propose
uncontrat de marntenance

AM()HTIE
ENPRES
DEVINGT
ANS
)))Prixd'une petite(50% surlematériel)6centimes(tarif Pouruneéolienne à moinsde 12mètres
éolienne seule : etIVAà 5.5% (pour delacoopérative de hauteur, unedéclaration de travaux
de2000à20000 €. unlogement de Enercoop)
et en mairiesuffitAu-dessus de 12mètres,
les démarches sont plus lourdes (permis
selon lapuissanreplusdedeux ans). 4.42 (EIF].
centimes
de construire, noticed'impact, autorisa-
( s 0 i r d e 2 à 4 € e n)})Tarifs
vi- d'achat D)Amortissement : tiondeseraccorder auréseau et contrat
ron0arwatt) ; le dukilowattheure
: dequinze
àvingtans- d'achat aveclacompagnie électrique).
double pour uneins- enzone dedévelop- HorsZ0E.
lestarifs
tallation complète.pement nelepermet-
del'éolien actuels
rrç.www.planete-eolien ne.fr
)DAidesfinan- (LnD,8,2 pas
centimes tent surladurée LeSitede la Fédérationdesénergiesdu vent.
cières :créditd'impôt d'euro
; horsZ[]E. deviedel'éolienne. ll{}'vwvw.enercoop.fr
Lesitedu fournisseur
d'électricité
Enercoop.

'l36
82 60Millions N' - mai/iuin
Hors-Série
deconsommateurs. 2008
ulique
w
atvELtE
Lespetitescentrales sonten généralréservées
hydroélectriques aux
sitesquidisposaient d'undroitd'eau: lesmoulins.
autrefois
Depuis dessiècles, on utiliselaforcede Ledispositif seraéventuellement com-
l'eau.Contrairement auxgrandes cen- plétéparunepasseà canoës.
traleshydraullques, lespetitescentrales lénergiehydraulique estl'unedeséner-
ne comoortent oasde réservoir Leur g i e sr e n o u v e l a b l e s p l u sd i f f l c i l e s
fonctionnement se fait"aufil de l'eau'l à mettreenæuvre,maiselleresteinté-
Onfaitunepetiteretenue pourcréerun r e s s a n t leo r s q u el e s r i v i è r e os n t u n
d é n i v e l ép,u i so n p l a c ee n b a sd e l a débitimportant.
chuted'eauuneturbine, qui entraîne
unegénératrice decourant. Plusledébit
et lahauteur dechutesontgrands, plus
laouissance estimoortante À moinsde hF*Pourl'étude,il faut compterde
20 kilowatts(kW),on parlede pico- 3 000à 20 000€ (unfinancement est
hydraulique, de micro-hydraulique de possibleparlescollectivités
ou lesorga-
20à 500kWet depetitehydraulique de nismes publics).
500à 10000kw. S$FLesturbinescoûtentde300à 600€
Engénéral, cesdispositifs couvrent lar- parkilowatt.
g e m e nlte sb e s o i nds ' u n ef a m i l l ee, t $$bLeprixglobaldépenddu géniecivil
s o u v e nat u s sdi e q u o ia l i m e n t eurn e (édification
dubanage), de lapuissance
petiteentreprise, voiretoutunvillageI des équipements électriques et des
coÛtsde raccordement au réseau.
Suivantlescas,desaidespeuvent être
ûmmenï
Tarre
,f

accordées.
Lesdémarches sontlongues, et il est Linvestissementestsouvent important,
indisoensable de bienmontersondos- m a i s l e I e m n s d e r e t o u f e S t d ' u n e
par
sier.Réalisé un bureaud'études, dizaine d'années. Ensuite, laproduction
celui-ci doit prendre en compte: peut
d'électricité devenir unesourcede
Fle potentiel du site; revenus intéressante !
Ble droitd'utrlisation de l'eau.Denom-
breuxcoursd'eausontclassés, et l'on w.H
ne peutinstaller un nouvelaménage- @www.f rance-hvdro-electricite.f r
mentn'importe où.Lavoie "royale" : Le site du syndicatFrance hydroélectricité,
né de la fusiondu Groupement desproduc-
réactiver un moulinouioossédait autre-
teursautonomesd'énergiehydroélectrique
forsun"droitd'eauicequ'ilfaudra prou- (GPAE)et d'Ecowatt.66, rue La Boétie,
vergrâceà desdocuments historiques ; 75008Paris,té|. : 01 56 5991 24.
S les contraintes environnementalesrs#www.federation-eaf.org
PourqueI'installation s'insère biendans Lesited'Électricité autonomefrançaise
(EAF), fédération des producteurs indépen-
l e m i l i e u i,l f a u t m a i n t e n iurn d é b i t
dantsd'électricité.
réservé, afinde ne pasperturber lavie
@wwwademe.frlmidi-pyrenees
aquatique. ll fautaussicréerunepasse Lesitede la délégationrégionaleMidi-
à poissons, pourqueceux-ci puissent Pyrénéesde lAgencede l'environnement
effectuer leurmigration et de la maîtrisede l'énergie(Ademe).

60Millions
deconsommateurs. t' 136- mai/iuin
Hors-SÉrie 20ûB 83
Laplupart
desfournisseurs quiontaccèsaumarché
d'électricité despar-
ticuliersdepuisjuillet2007ont saisilatendanceécologiste
pourproposer
des offresd'électricitéproduiteà-partird'énergiesrenouvelables.
Depuis prèsd'unan,lesparticuliers peu-
vents'approvisionner
enénergie, auchoix,
chezunedizaine de fournisseurs. Parmi Onpeutaussis'intéresser auxchoixdu
lesnouveautés figurent de nombreuses fournisseur. Prooose-t-ilsurtoutde
"verte'jmaisméfiez-
offresd'électricité vendredes kilowattheures ? Offre-t-il
vousdestermesronflants, et faitesletri desservices pouréconomiser l'énergie,
auseindel'avalanche d'informationset de suivresaconsommation, etc.? Surquels
déclarations délivrées parce marché, critèreschoisit-ilses producteurs
encore trèsnouveau. Voiciquelques pré- d'électricité
? Aidet-ilréellement au
cisionsutilespourvousv retrouver. développement desénergies renouve-
lables? Est-#attentif
à sesoroores émis-
sionsde CO,? Etc.

"d'origine
ll s'agitd'électricité renouve- Lescertificats vertsfonttoutefoisl'obiet
lable"(éolien, solaire,biomasse, mais de plusieurs critiques.
aussi"petitehydraulique"), avecdescen- $ lls ne constituent pasuneincitation à
tralesdemoinsde 10mégawatts (MW)de produire de l'électricitéverte,certifiant
puissance, dontlesnuisances écologiques seulement qu'unecertaine quantitéena
sontbienmoindres quecellesdesgrands étéinjectée surleréseau. Unfournisseur
barrages. Commelesproducteurs injec- qui en acquiert pourle comptede ses
tent leur courantsur le réseau(voir clients n'estpasacheteur de l'électricité
page78),il n'ya pasde " livraison"directe verte(c'estle distrrbuteur local).
d'électricitéverteau consommateur. ll BCertains fournisseurs n'expliquent pas
existedesmoyens d'engarantir laprove- ce mécanisme, ce qui laisseentendre
nance: pourchaquemégawattheure auconsommateur qu'ilssontacheteurs
(1MWh= 1 000kWh)qu'un producteur ou producteurs d'énergie verte.
injecte surle réseau,unorganisme indé- b 76 o/odes certificatssont issusde
pendant, Observ'ER, luidélivreun"certi- I'hydraulique, l'énergie la plusrentable
ficatvert" et contrôle sesdéclarations. desrenouvelables et l'unedontl'imoact
Ceproducteur peutalorsvendrececerti- surl'environnement est le olusfort.
ficatà unfournisseur quipro-
d'électricité, $ llssontparfois utilisésoarlefournisseur
poseraensuiteuneoffre"verte"à ses pourjustifierun surcoûtauprèsde son
clients.Ainsi,un habitant de Cherbourg client,au prétextequel'électricité verte
a la garantie que,pourtout mégawatt- coûte plus cherà produire. Or,la plupart
heurequ'ilconsomme, un producteur, desproducteurs d'électricitérenouvelable
quelque parten France, a injecté1 MWh sontdéjàsoutenus parl'obligationquiest
de courant vertsurle réseau. faiteaudistributeur local (EDF dans95 %

84 60Millions
deconsommateurs. N' 136- mai/iuin
Hors-Série 2008
verts,achetant directement à despetits
producteurs d'électricité, auxtarifsavan-
tageux dontilsbénéficieraient s'ilsven-
dalentau distributeur local.Ceteffort
explique quelesoffresd'Enercoop soient
environ 30 % plusélevées quecelles
de la concurrence. Ensuite, Enercoop,
constituée en coopérative, investitses
bénéfices dansla construction de cen-
tralesà renouvelables. LelabelEveest
en coursd'obtention parEnercoop, qui
dispose déjàdu labelClair'Énergie, lancé
à la fin du moisde marsdernier oarla
Fédération nationale descoliectivités
concédantes et régies (FNCCR), afinde
distinguer les ttpratiques commerciales
et contractuelles vertueuses )).
Lesoffresd'origine
renouvelable, proposées i+$FDirectÉnergiedéclareinvestir 2€
descas)d'acheterleurcourant
à destarifs par la dizaine parmégawattheure consommé dans
cedontilssonteux-mêmes de
préférentiels, fournisseursqui se
partagentaujourd'huile la création de centrales à énergies re-
dédommagés parunepetiteparticipationmarchéde l'énergie,sont n o u v e l a b l epsr o
, m e ulte sé c o n o m i e s
payéepartouslesclientsde Francevia issuespourl'essentiel d'énergre parsestarifset lacompensa-
de I'hydroélectricité.
leursfactures.
Lesurcoûtdeproduction
de Ellessont parfoisutilisées +'^^
tlvll
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F l I
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Yllllù
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Pdl
l'ênirênriqê
I vr rrruprrru lL- rn I

verteestdoncdéjàpayé,par par
l'électricité le fournisseur
pourjustifierun surcoût. outre,DirectEnergie fournitdesexpli-
vousI Poury voirplusclair,
le Comitéde cations assezdétaillées.
liaisondesénergiesrenouvelables(Cler) FFFPoweose lancedansla production
et le Fondsmondial
pourlanature(VVWF) d'énergie et s'engage à ceque25 % de
ont crééle labelEve(Electricité
verte) s a c a p a c i t"ém a i s o ns" o i tà b a s ed e
pour garantirla qualitédes offres renouvelables. Poweo fournitégalement
r r o r f .o - . l-' i,m, r, , J a c t
el'élon+rini+é
envtTonne- desexplications assezdétaillées.
mentaldescentrales doitnotammentêtre &FF Planète Ul,peuprolixe surl'origine
limitéet l'offredoit favoriser l'essordes de l'électricité, annonce réinvestir 20 %
r e n o u v e l a b l ep s ,a r l a c o n s t r u c t i o n ou des bénéfices en faveurdes renouve-
l'amélioratron d'unitésde oroduction. ce lables et oromeut leséconomies d'éner-
quiimpliquequele fournisseur investisse ^;^ ^^. ^^^ +^";+^
vrE por ùuù toilrJ
d a n sc e d o m a i n e . F#fl$GEG 0rooose de l'électricité issue
d e s e s c e n t r a l e s h y d r a u l i q u e se t p r o -
m e u t l e s é c o n o m i e sd ' é n e r g i e .
& B FE l e c t r a b e le s t u n p e u p l u s c h e r q u e
l a c o n c u r r e n c e .l l s ' a g i t d ' h y d r a u l i q u e ,
l
c e r t i fi é e p a r l ' o r g a n i s m ea l l e m a n dT ù v

:*& www.electricite-verte.info
Lesitedu labelEve.
*;ri1www. g reenpeace.org/france
't
LeguideEcoloWatttait un tour complet
# Enercoop
propose
t'offreécolosi :ffJflf:;;:iTiiîj*' des offresvertes(enseptembre2007).
1 q ment la plus attrayante. ca. elle quatitéeivironnementale*$* www.energie-info.fr
-elou- desoffresd'électricité Ce site officielprésentel'ouverturedes
vise à favoriserla croissanceoe.-c proposéesenFrance > marchés, lesfournisseurs d'énergie,
etc,
;I verables, par deux rs* www.energies-renouvelables.org
0 s les cc-:j cats
E n e r c o o pn ' u t i l i s ep a"r,;;;;;;.;" Le site d'Observ'ER.

60Millions
deconsommareurs. ll' 136- mai/iuin
Hors-SÉrie 2008 85
Ladensitédes rayonnements électromagnétiques
de notreenvironne-
ments'estconsidérablementaccruedeouisunedizaine
d'années.ll est
possible
d'enlimiterlessources
domestiquespourprotégersasanté.
Ungroupe a publié
devingtscientifiques $ Leschamps électromagnétiques de
en 2007 le rapportBiolnitiative,dans hautefréquence sontémisparlestélé-
lequelont été analysées 2 000 études phones portables,
lesantennesrelais,
les
concernant leseffetsdesravonnements sansfil Dect(surtout
téléphones lesvieux
électromagnétiques surlasanté.Cerap- modèles,dontlabaseémetcontinuelle-
port nous met en gardecontreles ment),leWi-Fi,
leWi-Max, lesboxADSL
risquesdeschamps électromagnétiques (surtout
quandleWi-Fiestactivé).
(CEM), aussibiende bassefréquence
quede hautefréquence. Leseffetsle
plussouventcitéssontl'augmentation
desrisques de cancer,I'insomnie,les F$FDèsla oonception de la maison.
mauxdetête,lestress.Lesconclusions Utilisez desgaines et desfilsblindés pour
du rapportsont claires: les normes le câblage électrique, surtoutavecdes
actuellesnesontpasdutoutadaptées à mursà ossature boisouenPlacoplâtre, car
la réalité
desrisoues ilsn'entravent pasladiffusion desrayon-
nements. Sivosfilsnesontpasblindés,
évitezde lesoasserorèsdestêtesde lit.
Souvent, on intègreunboîtier dansle pla-
$&FLeschamps électromagnétiques se fond,danslequel passent lescircuits. Là
décomposent en : encore,pré|érez les fils bllndésou à
# un champélectrique (en voltspar défaut, encastrez le boîtier dansunmur.
mètre,V/m),qui est proportionnel à la Fb$Dansun logement existant
tension(envolts); b Pourlesbasses fréouences
Set unchamp magnétique (enmilligauss, - Lesappareils électriques quiontune
mG,ou en microteslas, uT),émispar structuremétallique (lampes,radia-
uneligneet proportionnel à l'intensité t e u r s . . .d) o i v e nêt t r ec o n n e c t éàs l a
ducourant (enampères) t e r r e .U n o r d i n a t e u b r a n c hséu ru n e
$#&Ces champsélectromagnétiques orisenonconnectée à laterreémetun
sontde deuxsortes. champélectrique deI'ordre de 100V/m;
F Leschamps électromagnétiques de sinon, ce champestinférieur à 10V/m.
basse fréquence sontliésaucourantélec- - [éloignement desappareils émetteurs
trique.llssontémisparlesréseaux defils de CEMconstitue un bonmoyende di-
électriques aériensou souterrains,par minuerlesexoositions. ll fautsurtout
lescircuitsapparents ou encastrés,et éloignerdu lit les radioréveils et les
parlesappareils branchés surcescir- lampes(à50 ou 60 cm au moins). Pour
cuits.Parmicesderniers, on notepadois les lampesfluocompactes, un éloigne-
detrèsfortschamps électromagnétiques mentde70cm environ estrecommandé.
liésauxtablesà induction, plan-
à certains - Mieuxvautbrancher sesappareils sur
cherschauffants, litsélectriques... desblocsmultiprises et, quandon ne

86 00Millions
dec0nsommateurs. N' 13û- mai/iuin
Hors-Série 2008
s'ensertpas,couper l'alirre^:=: -- :,=-
l'interrupteur. Celui-ci doite:-== =: =-.
( r ld o i tc o u p eàr l a f o i sl a : - = : = = - =LES
N()RMES DTRISOUE
SEUILS
ETLES
n e u t r el)l.e s tr e c o m m a n o € : - : s: - - > > > P o u r l e s b a sI m s eGs . s o i t u n s e unOrmes
il stlntde41ou
leslamoesde chevet. fréquences, enFrante. 500ouI 000 foisau- 5BV/mselnn leslré-
- tutilisation de fils,câbles:- := -=: dessous delalimite. quences. [alimite de
lesnormes officielles
blindés supprime leschamps :3::- l,::
s0ni de5000 volts ['estPourquoi la 0.6V/m est souttenl
émisparlescircuits encastres r:-: ::
0ar mètre(V/m) pour Plupart des écrans citéeparlesassocia-
murs,lescloisons ou lesplar:c-=-=
- Oncommence à trouver des -:=---:- lechamp electriqued'ordinateur sont tionsdedéfense
teursautomatiques dechamps. :3 :, etde1û00milligauss c0nformes àlanormecomme obiectifpour
s e o l a c e nstu rl e t a b l e aéul e c : - : - :: : (mG) pourlechamp suÉdoise Tt003. qui lesantennes ll
relais.
permettent decouper latensiorre^s-- magnétique. 0r. estde2mGPour que
apparaÎtceseuil
circuit quandil n'ya pasde corsc--a- champ magnétique estenc0re netfement
d'après desétudes le
tion.llssontbienadaptés auxcre-c'es.
éoidémiologiques. etde10V/mPour tropforteldevrait
carlasensibilité auxCEMestplus":co-
des risquessérieux lechamp élestrique. êtreabaissé à
tantependant le sommeil; ei. cuard
t o u t e s t é t e i n t i, l n ' y a p l u se : c u r e 0euvent a0paraÎtre à )))Pourleshautes0.1 V/m.en parliculier
consommation, saufsiona desappareils partir de2 mG, voire fréquences, les dans leschambres.
enveilleou un radioréveil sursecieur
F Pourleshautes fréquences
- ll fautéviterle olusoossible le sans-fil. ' ' :,:'""':'"1','
"t1;
'
Surles boxADSL,désactiver le Wi-Fi Afsset
relais, Agencefrançaisede sécurité sanitaire
Encequiconcerne lesantennes
de l'environnement et du travail,
lameilleure protection estl'éloignement,té1.: 01 56 29 1930,site : www.afsset.fr
quivarieenfonction de lapuissance, de lneris
l'orientation, delahauteur del'antenne, lnstitutnationalde I'environnement
de laprésence d'obstacles et desmaté- industrielet des risoues,té1.: 03 44 55 6677,
riauxdeconstruction, quiatténuent plus site:www.ineris.fr
r:,WWW.next-Up.Org
ou moinslesondes..
Lesitede Next-uporganisation.
- Pourse protéger des rayonnements ,,.:.
Criirem
quiviennent del'extérieur delamaison Centrede recherche et d'information
oude l'appartement, on peututiliser des indépendantes sur lesrayonnements
écranssoéciaux qui les atténuent de électromagnétiques, té|.:02 43 21 18 69,
p l u sd e9 9 % . site :www criirem.org

Le cheminement de fils
- électriquesau contact du
e
a
bois favorise la diffusion des
o rayonnements électromagné-
o tiques. On s'en protégera
o
'q en recourant à des gaines
à
o ou des câbles blindés, une
I pfise de teffe coffectement
è dimensionnéeet des inter-
rupteurs automatiques
à
É de champs. On évitera aussi
-o de faire passer les câbles
E
z
aux endroits où I'on
séiourne longuement,
comme les têtes de lit.

87
LCs ORGANI5ATIONS
POUR VOU5 DCFCNDRE
I ADtIC(Association dedéfense, d'éducation et I FNAUT(Fédération nationa e I CTRCCentre
d'information du consommateur) desassociations d'usage.s destransporls) 4, rueBourseul, BP61026,
3, rueLa-Rochefoucauld, 750@Paris 32, rueRaymond-Losserand, 75014Paris 41010BloisCedexTéi , 02 54 43 98 60
Tél : 01 44 53 7393 Fax:01Mæ7394 T é l | 0 1 4 3 3 5 0 2 8 3 F a x: 0 14 3 3 5 1 4 0 6 Courriel : ctrccentre@wanadoo ff
Courriel : adercnat@adeic assofr Courriel : fnaut@wanadoo fr
TCTRCCorse (UROC)
internet: wlw.adeicasso,fr lnterneti persowanadoo frlfnaut
15,rueFesch,20000Ajacclo
I AFOC(Association Forceouvrlère I INDECOSA-CGT (Association pourl'information Iêl : U 95 22 24 39 Fax: M 95 22 60 94
consommateurs) etladéfense desçonsommateurs salariés-CGl) Courriel : ctrccorse@wanadoo fr
141,avenue du lMaine, 75014Paris 263,ruede Paris,
Tél :01 40 52 85 85 Fax:0140 52 85 86 ICTRC Franche Comté
93516Montreuil Cedex
Courriel : afoc@aToc net Tél | 0148 788426 Fax:0I4878U82 37, rueBattant,25000Besançon
Internet:www.afoc net Tét :03 81 æ 46 85
Couniel: indecosa@cgt fr
(Associatron Internet: \.,!iÀw cgtfrlindecosa I CTRCHaute-Normandie (CSF)
I ALLDC Léo-Lagrange pour
la défense desconsommateurs) I ORGECO (0rganisation générae 55,quaidu Havre, 76000Rouen
153,avenue Jean-Lolive, Iél:0235892523
desconsommateurs)
93695PantinCedex 64, avenuePierre-Grenier, I CTRC Îleie-France
rél : oI 574294 19 Fax: 01 48 106571 92100Boulogne-Billancourt 6, ruede Chantlly,75009Paris
Courriel : leolagrange consom@wanadoo fr T é : 0 14 6 0 8 6 0 æ F a x: 0 14 6 0 8 0 0 4 4 T é l : 0 14 2 8 0 9 6 9 7 F a x : 0 7 4 2 æ 9 6 9 6
Internet: wwwleolagrange consoorg Internet: w&wOrgeCO net . Courriel : ctrc-df@wanadoo fr
r ASSECO-CFDT (Union lnternet: wrywv.ctrc-idf assofr
I UFC-Que Choisir fédérale
(Association étudeset consommation) desconsommateurs-Que Choisir) I CTRCLanguedoc-Roussillon
4, boulevard de laVillette, 75019Paris 233.bouievaro Voluire, 75011Paris 31,alléeLéon-Foucault, résidence Galilée,
Tél :01 42 03 82 53 Fax:0153 72 85 56 T é i : 0 1 4 3 4 8 5 5 4 8 F a x: 0 14 3 Æ 4 4 3 5 34000Montpellier. Tél tM67 65C459
Courriel : asseco@cfdt fr Internet: \,!$1/.quechoisir.org internetI conso-languedocroussillon org
Internet: wwl^/cfdtfrAiteasseco/default htm I UFCS(Union féminine I CTRCLlmousin (UROC)
civique et sociale)
I CGL(Confédéraiion générale du logement) 6, rueBéranger, 75003Paris 22 bç rueGustave-Nadaud,87000 Limoges
I34. ruede Saussure, 75017 Paris T é l: 0 14 4 M 5 0 5 4 F a x t O I 4 4 5 4 5 ù 6 6 r c l . 0 5 5 5 7 77 5 5 6 F a x : 0 5 5 5 7 9 7 7 3
Tél : 01 40 546080 Fax: 07 47 66 17 I8 Courriel I ufcsnational@wanadoo fr Courriel : CTRC-UROC-LIlVlOUSlN@wanadoo fr
Courriei : CGLNat@wanadoo fr Interneti \r1,r1,v.ufcs org Internet: iffii,trctrc-uroc-limousin assofr
Internet: wwwlacglfr I UNAF(Unionnationale desassociations I CTRCLorraine
r CLCV familiales) "LeKennedy", 13-15, avenue Foch,
(Consommation, logement etcadredevie) 28,p aceSainl-Geo"ges, 75009Pa.is M000 Nancy
17,rueMonsieur, T5æ7 Paris T é l : 0 1 4 9 9 5 3 6 0 OF a x t 0 I 4 0 1 " 6 1 2 7 6 T é l : 0 3 æ 2 8 0 2 6 8 F a x: 0 3 æ 4 0 0 2 0 1
T é l : 0 1 5 6 5 43 2 1 0 F a xr 0 14 3 2 0 1 2 0 2 Internet:wwwunaf fr Courrie: ctrclonarne@wanadoo fr
Cournel: clcv@clcvorg I CTRCMidi-Pyrénées
Internet: u,l\.^i.clcvorg 1,avenue IVlaurice-Haur ou,
I CNAFAL (Conseil national desassociations résidence Pod-Garaud, 31000Toulouse
familiales lalques) I é t : 0 5 6 1 6 2 3 74 I
108,avenue Ledru-Rollin, 75011Paris Courriel : ctrcmp@wanadoo fr
Iél : OL47 Cû02 40 Fax: 01 47 0001 86 I Chambre deconsommation d'Alsace (CTRC) Internet: wr^N.ctrc-midi pyrenees org
Courrlel : cnafal@wanadoo fr 7, ruede la BrigadeAlsace-Lorraine, I UROCNord-Pas-de-Calais
lnternetI www.cnafal com BP6, 67064Strasbourg Cedex 6 b/s,rueDormagen, 59350St-Andrélez Lille
I CNAFC(Confédération nationale TA 103e8I54242 Iêl:û244226ffi
desassociations familiales catholiques) Courriel : contact@cca assofr Cou(relI droc-5962@wanadoo lr
28, placeSanfGeorges, 75009Paris Internet: \ \^,wccaaSSo fr I CTRCPoitouCharentes
T é l r 0 1 4 8 7 8 8 16 1 F a x: 0 14 8 7 8 0 7 3 5 I CTRC Aquita ne 23,avenue Roberl-Schumann,
Courriel I cnafcconso@afc franceorg 38, rueFerrère, 33000Bordeaux 86000Poitiers
Internet : consoafc-france org Ié 105571.42630 Courriel I ctrcpoitoucharentes@wanadoo fr
I CNL(Confédération nationale du logernent) Courriel : ctrc-aquita ne@wanadoo fr I CTRCProvence-Alpes Côted'Azur
8, ruelVlériel, BP119,931Mlvlontreuil Cedex I CTRC Auvergne (UROC) 23,ruedeCoq,13001Marseille
T é l : O 1 4 8 5 70 4 æ F a x t O I 4 8 5 12 8 1 6 17,rueRichepin, Tél:0491502794
Courriel I cnl@lacnl com 63000Clermont-Ferra nd
Courriel I ctrcpaca@wanadoo fr
Internet: wwwlacnl com Téi : 04 73 90 58 00 Internetr www.ctrc-paca fr
I CSF(Confédération syndicale desfamilles)/ Courriel : u r.oc@wanadoo fr I CTRCRhône-Alpes
CNAPFS (Comité national desassociatons 20, ruede Condé,BP2008,
I CTRCBasse-Normandie
populaires famrlia essyndicales) 69227LyonCedex02 Tél : M 78 42 29 76
89, rued'Hastings, résidence Hastings Courriel : ctrcRA@aol
53,rueRiquet, 75019Paris com
Dunois, escalier 1, i4000Caen Internet: wu^,{/
Tél : 01 44 89 86 80 Fax: 01,40 35 29 52 ctrc-rhone-alpes org
Tél et fax: 02 31 23 10 10
Courriel : csf@csfriquet org Courriel : ctrc@consonormandie net
Internet: w$l,ry csfriquet org InternetI Www.consonormandie net
I Familles de France ICTRC Bourgogne
28, placeSainfGeorges, 75009Paris 39,avenue du 14-Juillet, parcdesGrands- Guadeloupe
Tél :01 44 53 45 90 Fax| 01 45 96 07 8g Crus,bâtiment MN1,21300Chenove I UDAF
Courriel : conso@fami les-de-france org Iél eIlax:0380742624 2 nreI ardeanv 9710OBrsse-Terre
Internet: \a\ewfamilles-de-france org Courriel : ctrcbourgogne@wanadoo fr Tél : 05 90 8i 1280
I Familles rurales I Maisonde laconsommation Martinique
7, ciiéd'Antin,75009Paris et de I'environnement (MCE)Bretagne r FRAC-CTRC IValtinique
fêl : 07 44918888 Fax: 01 44 91 88 89 48, boujevard Magenta, 35000Rennes Lotissement LesTerrasses Basse-Gondeau,
Courriel : famillesrurales@wanadoo fr T é l : 0 2 9 9 3 0 3 55 0 F a x: 0 2 9 9 3 51 0 6 7 bât F,local7,97232LamenIin
Internet: www.famillesrurales org lnternetI ww$/mce-info org Tét : 05 96 50 26 62

88 60Millions
dec0ns0mmateurs
Hors-Série
N' 136-mai/iuin
2008
LESAIDESFINANCIERE
liinvestissement
dars-- :r-lDementéconomisant ou produi-
l'énergie
reno-,:3ce ceutbénéficier
santuneénergie importants.
de soutiens

Lecrédit
d'impôt Attention: il ne
Uncrédit d'impôt a étéinstau'e :- -- = :-:':l: sefournissant unefac- selonleurnombre.
2 0 0 5p o u rf a v o r i s el ' ra c q u i s , : : ^ .-': r.î: , fautjoindre unecoPie à s'agitpasd'unplafondparopération
d'équipements à énergies ren:-- s' :::'ara.|ion de revenus. Si une entreprise,maispourl'ensemble
velables oupermettant desécor:- ' := c'-clquesuPPlémentaire vous desinvestissements cumu-
éligibles
miesd'énergie, pourdesdéperses :s: octroyée, ilfautlaretrancher du lésdanslapériode ."un,Ou1erian-
cffcr^tr
récs ênfrê le 1e,ienvier20Cc
v , , ! , v , v '
-c-ianr desdépenses avantd'aP- vrer2005au31décembre 2009.
l u l

et le31décembre 2009.ll soutieî: c iolerle pourcentage.


sensiblement la progression des Pourunmêmecontribuable et une f:.:.;:11 ::rrll
...liirll'l!', l.l'i''': r lr.::::
mciÂrialc Élinihloc mêmehabitatron, le montant des lr:: lmpôts service

droitau crédit :0 820324252(0,12€/min).


Té1.
Letauxde ce crédrt d'impôtporte dépenses ouvrant
gouv.fr/energie
www.industrie.
surle prixtoutestaxescomorises d'impôt estlimitéà I 000€ pour m pot
/developpêcono/textes/credit-i
fl-TC)des équipements et des matê une personne seuleouà 16000€ -2005.htm
riaux, horsmaind'æuvre, à condition pouruncouple, et il estmajoré de Pourmieuxcomprendre la listedes
quel'installation soitréalisée par 400à 600€ parpersonne à charge, équipementsbénéficiantde cetteaide.

TlTltfl{l
DffiPOT
DUCRÉDI
M()NTANT LES
SEL(]T\IÉOUIPEMENTS
Éourprurruts pounLES
coNcERNÉs pAHTtcuLtERS DIMPOT
IIUCRÉDff
MONTANT
d'isolation
Matériaux
Rpour
lhermique
deleurrÉsistance
[nlonction lesplanchers
bas.
murs. 4û%(2)
25%(l,voire
volets
toitures, isolants, detransmissi0n
oudeleurcoelticient
calorifugeage,
UgouUwpnur
surfacique vitrées
les0arois
Chaudièresbasse 15%
Chaudièresà condensation 40%(2)
voire
Appareils (enindividuel
de chauffage
de régulation et collectif)
par d'ambiance
centrale thelmostat
flésulation ousonde avec
exlérieure. 25"/,l1l. 40%(2)
voire
pr0grammati0n,
robinets sl/Stèmes
therm0statiques, duchauffage
delimiTation
enfonction
Électrique extérieure
delatempérature
ts à énergies
renouvelahles(habitat
principal.
neufou
[hauffagesetrhauffe-eau auboisouautres
solaires, cuisinières5n%
biomasses.
pour
utilisées etlaproduction
lechauffage d'eau
chaude chaudières
sanitaire,
(autresqu'àcondensation
oubasse Supérieur
d'unrendement
température)
ouégal à7û%(voire 75%);svstème deproduction s0laire.
d'électritité
ouà biomasse
hydraulique
éolienne.
Pompes à chaleurpourle chauffage
Ilontlasource estles0l.l'eau
d'énergie d'un[0P> 3,3
ouI'air. 58%
dans
réalisées
1.Installati0ns principales
deshabilations depuis
achevées plusdedeux
ans.
réalisées
2.lnslallati0ns lafindeIa2eannée
avanr suivant d'un achevé
l'acqui$iÏi0nlogement lelerjanvier
avant 1977.

der0nsommateurs
0t)Millions Hors.Série 2008
N"136-mai/iuin 8g
LETOUR
DEFRANCE
DESAI
Communes, communautés decommunes, départements ou régions...
Lescollectivités
territoriales
sontnombreuses à proposer uncoupde pouce
à ceuxquiinvestissent
financier dansleséquipements solaires.
[associationEnerplan,quiregroupedesprofessionnels de l'énergie
solaire,
lesrecense sursonsiteInternet.Voicila liste,miseà jourau 17mars2008,
desprincipalesaidesdontpeuvent bénéficier lesparticuiiers.
Vouspourrez
en suivrelesmisesà jourrégulièressurwww.enerplan.asso.fr ; vousy
trouverezégalement lalistedesaidesaccordées auxéquipements collectifs.

Système solaire combiné Atlantiques: 400€ (surmain-


RI'RCC Ré9ion: d'ceurrre)
Chauffe-eausolaire individuel Aideforfaitaire
de 450€ surlamain- ) Communauté de communes
Région: 0 ceuvre de Soule-Xiberoa : 300€
Aideforfaitaire de450€ (2à1 m'l ) Villede Libourne: 300€ (2à 7 m'zl.
surlamain-d'æuvre ou prêtà 0 7o. PhotovoltaTQue
Colleclivilér: Pourler porliculier : Système solaire combiné
) Beblenheim, Communauté de Aucuneaide Région:
communes de l'Uffried : 100€ Golleclivitér : Prêtbonifié (réduction de 2 Vodes
) Entzheirn, Eschau, Scherwiller : ) Scherwiller: 150€ intérêts
d'emprunts, surrésidence
1 5 0€ ) Kaysersberg : 10% (maxi1 000€). principale
seulement ; maxi.
) Plobsheim . 170€. ) Mulhouse : 15% (dansl'existant) 1 500€).
) Communauté de communes du Oollectivitér:
paysdeWissembourg, Gestion des dossiers ) Conseilgénéral Pyrénées-
Niederbronn-les-Bains, Rixheim, et contacts Atlantiques : 1 000€ (surmain-
Zillisheim : 200€, ) Région, serviceEnvironnement
: d'ceuvre).
2 2 5 € ( 5 0% a i d e
) R i e d i s h e i: m 0 3 8 8 1 56 9 1 7
Alsace). ) AdemeAlsace: 03 88 1546 46 Photovoltaïque
) Schiltigheim, lllkirch,Haguenau, ) SiteInternetwww.energivie fr Pourler poiliculielr :
Communauté urbaine de Prêtbonifié(réduction de 2 o/odes
Strasbourg : 300€. intérêts
d'emprunts, surrésidence
) Communauté
0e Lotmar: 4bu€.
d'agglomération
ROUrlnrnC principale
2 500€).
seulement ; maxi.

) Kaysersberg : tO Yo(maxi450€). Chauffe-eausolaire individuel


) Mulhouse : 15 7o(dansI'existant). Ré9ion: Gestion des dossiers
lowniilewr d'énergie: Prêtbonifié(réduction
de 2 % et contacts
) Gazde Strasbourg :20 €lm'?+ desintérêtsd'emprunts ; ) Région,serviceEnvironnement
:
10€/m'. maxi.500€) 0551 57 8404.
) Électricité de Strasbourg : 400€ Oolleclivitér : ) AdemeAquitaine :
) Vialis: 200€. général
) Conseil Pyrénées- 05 56 33 80 00.

90 60Millions
deconsûmmateurs. N"136- mai/iuin
Hors-Série 2û08
PARREGIONS
ESSOLAIRES
Collectivitér: ) Communauté urbaine de Brest:
RUVCRGNC ) l:^seil général :
Saône-et-Loire 60 €/m' (maxi.420€).
Ghauffe-eausolaire individuel 3:l € ) Paysde Lorient: 60 €/m'.
Région: ) t-re-e : 100€/m, (maxi.500€) ) Villede Lorient: 60 €/m'.
ChèqueRégion 460€ ; l^. er-sur.Saône : 100€/m' ) Locquirec : 300€.
Gollectivitér: ) Fc-:ain+lès-Dijon :
) Conseil général
Cantalet HauiÈ - 2 à 3 m ' : 4 5 0€ ; Système solaire combiné
Loire: 460€. -3à5m'?:600€; Région(critèrcde non.imporilion):
) Conseil général
Allieret Puyd+ - 5 à l m ' .z1 4 0 € . Aidede 1 150à 2 670€.
Dôme: : 400€
) Sant-Apollinaire Gollectivitér:
-2à3m'?:345€; ) Conseil général Côtes-dArmor:
-3à5m':460€; Système solaire combiné 1 000€.
-5à7m'?:575€. Région: ) Paysde Lorient: 60 €/m'
2 000€ (capteursplans> 10m' , ) Villede Lorient: 600€.
Système solaire combiné sousvide>6m'). ) Finistère: 60€/m'z(maxi.420€)
Ré9ion: Oolleclivitér: ) Locquirec : 300€
ChèqueRégion 950€. ) ConseilgénéralSaône-et-Loire
:
Collectivitér : 5 0 0€ . Photwoltaique
) Conseilgénéral AllieçCantal, ) Auxerre: 100€/m'?(maxi1 500€) Pourler poiliculier :
Haute-Loire,Puy-de-Dôme : 950€ ) Chalon-sur-Saône: 100€/m'. Aucuneaide
: 740€.
) Fontaine-lès-Dijon Gollectivilér:
Photovoltaïque : 500€
) SaintApollinaire ) ConsellgénéralCôtes-dArmor
.
Poul ler pofticulier : 20 o/odu montant.
1 500€ (intégré au bâti) Photovoltaique
Golleotivitér: Pourler poiliculier : Gestion des dossiers
) Conseilgénéral Allier: 20 % 1 €A/Vc(< 3 kWc). et contacts
(plafond2 €A/Vc). Oollectivitér: ) LesEspaces InfoEnergie
) Auxene: 100€/m'?(maxi.1 000 €) (adressessurle sitelnternet
Gestion des dossiers www2.ademe.f r) transmettent
et contacts Gestion des dossiers lesdossiersdesparticuliers
) LesEspaces Info et contacts à la Région
Énergie(adressessur le site ) Région,serviceEnvironnement : ) Région,serviceEnvironnement :
lnternetwww2.ademef r) 03 80 44 33 00. 0299 27 1010.
n À r ov n, t I L , e c c a m h l o n t
vv, ) AdemeBourgogne : 0380 7689 76 ) AdemeBretagne : 02 99 85 87 00.
lesdossierset
lestransmettentà la Région.
) Région,serviceEnvironnement
04 73 31 85 85
: BRCTRGNC CCNTRC
) AdemeAuvergne : 04 73 31 52 80 Chauffe-eausolaire individuel Chauffe-eausolaire individuel
Ré9ion(cdtèrc de non-imporition): Ré9ion:
-2à3m':305€; Prêtà0%(maxi.6000€;.
-3à5m'z:460€;
ROURGOGNC -5à7m':610€.
Gollectivitér:
) Conseil général Cher:
solaireindividuel
Chauffe-eau Oollectivitér: -2à3m':400€;
Ré9ion: général
) Conseil :
Côtes-dArmor -3à5m':450€;
1200€Qà1m'\. 500€. - 5 à 7 m ' ?5: 0 0€

60Millions
deconsommateurs.
Hors-Série 2008
N' 136 mai/iuin 91
I Villede Bourges (18): 3-Cantons
; 60 €/m'zdansle cadre ) Foussemagne:150€.
-2à3m'z:690€; d'uneopérationprogrammée ) Villiers-sur-Port
: 1 000€
-3à5m'?:920€; pourl'amélioration
de l'habitat.
- 5 à 7 m ' z : 11 5 0 € . Système solaire combiné
Photovoltaique Région:
Système solaire combiné Aucuneaide. C h è q uR
e é g i o1
n200€
Région: Colleelivilér:
Prêtà 0 % (maxi.10000€). Gestiondesdossiers ) Conseilgénéral Territoire-de-
Oollectivitér: et contacts 'l
Belfort: 000€
) Conseilgénéral
Cher: 150€/m,. ) Réglon,directionde lAménage- ) Foussemagne:300€.
mentdu tenitoire: 03 26 70 31 31 ) Villiers-sur-Port
: 1 000€.
photovoltairque
) AdemeChampagne-Ardenne :
Pourler poiliculier : 03 26 69 20 96. Photovoltaique
Aucuneaide. Pourler poiliculier :
ChèqueRégion 2 500€
Gestion des dossiers
et contacts
COR'C Gollectivitér:
) Foussemagne : 300€.
) Pourleschauffe-eau solaires Chaufb-eau solaire individuel
la préinstruction
individuels, llgence de développement Gestion des dossiers
est géréeparles Espaces économiquede lo Gore (fldec) et contacts
InfoÉnergie(adresses sur le site + C D f .G D f : ) Région, serviceEnvironnement
:
Internetwww2 ademe.fr) -moinsde4m':600€' 0 38 1 6 16 16 1
) Région,direction
de l'Environ- *4m'?etplus:1000€; ) AdeateFranche-Comté :
nement:0238703441. - nlr rc 16ô ê ,.i separes
ci ÂlÂmant< 03 81 25 50 00.
) AdemeCentre: 02 38 24 00 00. et intégrés.

Systèmesolairecombiné
CilRMPRGNC. Aucuneaide
IIC.DE.fRRNCC
Chauffe-eau solaire individuel
RRDCNNC PhotovoltaiQue Ré9ion:
Chauffe-eau solaire individuel Pourler poiliculier : 50 % surle montantHTde lamain-
Ré9ion: 2€Mc (maxi.2kWc). d'æuvre,plafonnée à 900€.
600€. Collectivilér:
Collectivitér: Gestiondesdossiers ) Parcnaturel régional duVexin:
) Communauté de communes des et contacts -1à2m'?:650€;
Crêtes-Préardennaises : 60 €/m, ) Adec: 04 95 50 91 00. -3à5m'z:920€;
dansle cadred'uneopération pro- ) AdemeCorse: 04 95 1058 58. - 6 m'?et plus: 1 150€.
grammée d'amélioration thermique ) Communauté d'agglomération
et énergétique
desbâtiments Arc-de-Seine (92): 50 7osurle
) Payssedanais : 60 €/m' montantHTde la main-d'æuvre,
(maxi.450€). maxi.900€.
) Communauté de communes Attention: les montantsci-dessous
des3-Cantons : 60 €/m,. sont ceuxdes aides2007 Système solaire combiné
Prochainesdélibérations: avril2008.
Ré9ion:
Système solaire combiné Chauffe-eausolaire individuel 50 % surle montantHTde lamain-
Région: Ré9ion: d'ceuvre, plafonnéeà 1 500€ (taux
1 200€ ChèqueRégion 800€. de couverture > 25 % desbesoins
Collectivitér: Oollectivitér: de chauffage).
) Payssedanais : 60 €/m'? ) Conseilgénéral Territoire-de- Golleotivitér:
(maxi.1 000€). Belfort: 500€. ) Parcnaturelrégional duVexin:
) Communauté de communesdes ) Besançon : 300€. 1 1 5 0€ .

92 60Milli0ns
deconsommateurs. N' 136- mai/iuin
Hors-Série 20tl8
) Communauté -::-:-
d'agglomérat;o^ Gestiondesdossiers ) Maxéville, :
Villers-lès-Nancy
(92): 50o/osu"remon:a^:
Seine -- et contacts 1 5 0€
delamaind'æuvre, maxi1 50û€ | :-g cn,direction de l'Environ-
- : - e n t . 0 4 6 72 2 8 0 0 0
Système solaire combiné
Photovoltaique ) -l:-e Languedoc-Roussillon R é 9 i o n :
-'Â700eq7q
Poutler poiliculien (Ré9ion): de 1 300€
Aideforfaitaire
50 7osurle montantHTde la Collectivitér:
main-d'æuvre, plafonnée à 1 500€ ) Communauté urbainede Grand-
Oollectivitér:
) Communauté d'agglomeration
umoufln Nancy: 100€/m'
: 150€
) Villers-lès-NancY
Arc-de-Seine(92): 50 % surie Chauffe-eau solaireindividuel ) Communauté de communes
montantHTde la maln-d'ceuvre, Ré9ion: : 1 000€
de laVallée-de-la-Fave
maxi.1 500€ i oeforfaitaire
de700€ ) Communauté de communes
des Deux-Rivières: 500€
Gestion des dossiers Sys-tèmesolairecombiné
et contacts Région: PhotovoltaÏque
serviceEnvironnement
) Région, : 30 % o'uneassiette
Plafonnée 0our ler poiliculier I
0153 85 56 26. à10000€ 1,80€ArVcposé(maxi.5 000€)
) AdemeÎle-de-France : 0149014547. surlamain-d'æuvre
) Communauté d'agglomération PhotovoltaÏque
Arc-de-Seine(92): 0 800101021 Poutler particulielr: Gestion des dossiers
30% d'uneassiette Plafonnée et contacts
à 1 00 0 0 € ) Demarrdes, dossierstypesPour
mnGucDoc- Gestiondes dossiers
lesparticuliers
Energie
: EsPaces
(adresses
Info
surle site
ROUtfltlon et contacts Internetwww2.ademe.f r)
Ghauffe-eausolaire individuel service
) Région, :
Environnement ) Région,serviceEnvironnement :
Région: 055545 17 58. 03 87 33 60 00.
Aideforfaitairede 400€ ) Ademe Limousin: 0555793934 ) AdemeLorraine: 03 87 20 02 90
Collectivilér:
général
) Conseil Pyrénées-
Orientales: 200€, TORRRINC MIDI.PYRCNCC'
) Communauté d'agglomération
Narbonne : 650€. Chauffe-eausolaire individuel Ghauffe-eausolaire individuel
) Prades(66): 250€ Ré9ion: Ré9ion:
) Pignan: 200€. -2à5m':800€; 600€
- 5 m'?et plus: 900€. Oollectivitér:
Système solaire combiné Collectivitér: ) Communauté de communesdu
Région: ) Communauté urbaine : 200€
Bassin-Decazeville-Aubin
de 400€
Aidefodaitaire de Grand-Nancy : 100€/m'. : 300€
) Alvignac
Collectivitér: ) Communauté de communes ) Pamiers: 60 €/m'.
) Communauté d'agglomération de laVallée-de-la-Fave : 500€
Narbonne:650€ ) Communauté de communes Système solaire combiné
desDeux-Rivières : Ré9ion:
Photovoltaïque -2à5m':300€; 1 500€.
Pourler poiliculielr : -5à7m':350€ Oolleclivitér:
1 €A/Vc(maxi.3 kWcet 70 % ) G u é n a n g e1 :5 0 € / m ' ) Pamlers: 60 €/m'.
du coût) (maxi750m'Z).
Collectivitér; ) Laneuveville-Devant-Nancy : PhotovoltaÏque
) Communauté d'agglomération 40 €lm, Pourler porticulietr :
Narbonne : 650€. ) Thionville : 100€/m'?. Aucuneaide

60Millions Hors-Série
deconsommateurs 2008
N"136-mai/juin 93
Gestiondes dossiers ) Faches-Thumesnrl
et contacts 75 à 105€/m'z. NORMRNDIC
) Région,
service
Energie
: ) Harnes : 300€ (BnttG-)
0561335050 ) Liévin : 50€/m,(maxi.15m,)
) AdemeMidi-Pyrénées
: ) Lille,Lomme, Hellemmes
: solaireindividuel
Chauffe-eau
0562 243536 100€/m'(maxi10000€) Ré9ion:
) Loos-en-Gohelle
; 100€/m' 40 o/ode la partde l'insîallation
non
(maxi.15m'). au créditd'impôt
éligible plafonné
NORD. ) Marcq-en-Barceul
: 300€ à 700€
) orchies:5oo€ Collectivilér:
PRt'DC'CRmlft t ) F i e u l a:y3 0 0€ . ) Caen: 300€ surmain-d'ceuvre.
Chauffe-eau solaire individuel ) Roubaix : 100€/m,.
Région: ) Verquin: 50€/m' Système solaire combiné
Aideforfaitaire de 700€. ) Villeneuve-dAscq : 500€. Région:
Collectivitér: 40 o/ode la partde l'installation non
) Communauté d'agglomération PhotovoltaÏque é l i g i b laeu c r é d idt ' i m p ôpt l a f o n n é
Artois-Comm. : 100€/m' Pourler porticulier : à 1000€.
) Communauté d'agglomération 2€Mc (maxi.5 kWc)
Porte-du-Hainaut : 300€. Golleclivitér : PhotovoltaiQue
) Communauté urbaine Dunkerque
: ) Communauté d'agglomération Pourler podiculierr:
400€. Artois-Comm : 1.50€A/Vc 40o/odela nartdel'installation
non
) Douai: 400€ (maxi2 kWc) au créditd'impôtplafonné
éligible
I Estrun: 300€. '1
) Estrun: €A/Vc à 700€.
) Faches-Thumesnil : (maxi.2 kWc)
75 à 105€|m'z. ) Faches-Thumesnil : Gestion des dossiers
) Harnes : 300€. 1-1,35€/VVc. et contacts
) Lesquin : 75 €/m'?(maxi.
6 m'). ) Harnes : 300€ ) Région, :
missionEnvironnement
I Liévin: 50€/m'? )Lesquin:1€Âtuc 02 31 06 98 98.
) Lille,Lomme,Hellemmes : (maxi.2 000€). ) AdemeBasse-Normandie :
100€/m' ) Liévin:'1,50€AtVc 02 31 46 81 00.
) Loos-en-Gohelle
: 100€/m'?. (maxi2 000 €)
) Marcq-en-Barceul
: 300€. ) Lille,Lomme,Hellemmes
:
) Orchies
: 200€ 1,20
€Mc(maxi
3ooo€) nORmRnDlC
) Phalempin:150€ )Loos_en_Goheile:1,20€Mc
(maxi (HRUTC.)
) Rieulay
: 300€. 2 400€).
) Ronchin:200à 300€(+500€ ) Marcq-en-Barceul:
1€A/Vc solaireindividuel
Chauffe-eau
si intégration). (maxi2 000€). Région:
) Roubaix : 100€/m' ) Mons-en-Baræul: 100€/m'z Aideforfaitaire
de 1 400€
) Verquin: 50€/m'? (maxi.
3 000€) Collectivitér:
) Villeneuve-dAscq : 350€. ) Rieulay
: 300€ ) Conseilgénéral Seine-Maritime
)Roubaix:1€lWc 1300€
Système solairecombiné ) Villeneuve-dAscq
: 1,20€Mc ) Communauté d'agglomération
Région: (maxi2 kWc). des Portes-de-l'Eure
: 700€
Aideforfaitaire
de 2 000€ ) Petit-Couronne: 300€.
+ 500€ si intégration
aubâti Gestiondes dossiers
Gollectivitér: et contacts Système solaire combiné
) Communauté d'agglomération ) Région, direction générale Ré9ion:
Artois-Comm. : 100€/m'z Aménagement durable Aideforfaitaire
de 2 300€.
) Communauté urbaineDunkerque
: & solidarité: 03 28 82 82 82. :
Oollectivilér
400€. ) AdemeNord-Pas-de-Calais : ) Conseil
oénéral Seine-Maritime
) Estrun: 1 000€ 03 27 95 89 70. 18 0 0 €

94 E0Millions
dec0ns0mmateurs. N' 136- mai/iuin
Hors-Série 2008
) Communautéd'agglomération PhotovoltaÏque Photovoltaique
desPortes-de-l'Eure
: 1 150€, Pourler poiliculier : Pourler poiliculietr(< t kUlc):
: 300€
) Petit-Couronne de groupements
Opération d'achats - maîtrisede l'énergiestandard:
(www.pavsdelalolre.Irl?id=5432]r. 0,10€/kwh an sur5 ans;
PhotovoltaïQue - maîtrise
de l'énergie
exemplaire :
Oourler poiliculier : Gestiondesdossiers 0,20€/kWh.ansur5 ans
1 €A/Vc(maxi.5 kWc). et contacts
Oollectivilér : ) Région,service Environnement
: Gestiondes dossiers
) Communauté d'agglomération 02 28 20 54 80. et contacts
Portesde-l'Eure : 0,50€A/Vc ) AdemePaysde la Loire: :
) Région,serviceEnvironnement
(maxi.
5 kWc). 0240 35 68 00 05 49 55 77 00
) AdemePoitou-Charentes:
Gestiondesdossiers 0 5 4 9 5 0 1 21 2 .
et contacts
) Région,serviceEnvironnement
PICRRDIC
02 35 52 56 00. solaireindividuelPROVCflCC-RtPCt-
Chauffe-eau
) AdemeHaute-Normandie : Ré9ion:
0235622442 ) l n s t a l l a t idoen2 à 7 m ' ?
OOTC.D'RZUR
decapteursplans: 230€/m'. solaireindividuel
Chauffe-eau
) lnstallad
t i eo Z
nà4m' Région:
PRY! DC [R [OIRC ChèqueRésion700€.
decapteurssousvide:380€/m'.
Collectivitér:
Ghauffe-eausolaire individuel Système solaire combiné ) ConseïgénéralAlpes-de-Haute-
Région: Ré9ion:2 300€ Provence : 350€.
Opération de groupements d'achats général
) Conseil Hautes-Alpes:
(www.paysdelaloire.frl?id=5432) PhotovoltaÏque 300€
Colleclivitér: Poul ler poiliculielr : général
) Conseil Alpes-Maritimes:
) Communauté de communesdes 2 €AtVc(entre1 et 3 kWc). 50 % du matériel
0 ( m a x i2 0 0€ )
H e r b l e r s : 5% généralVaucluse
) Conseil : 350€.
) Aizenav, Communauté Gestion des dossiers ) Communauté du Pays-dAubagne :
de communesdu Pavs-Yonnais : et contacts 400€.
100€/m'z(maxi.300€) ) Région,serviceEnvironnement : ) Communauté de Pays-dAix
) Angers-Loire métropole: 600€ 03 22 97 38 89. 350€.
) Andouillé : 300€ ) AdemePicardie : 03 22 45 1890. ) Gémenos : 107oHTplafonné
) C a r q u e f o: 3u0 0 € à 500€.
) Châteaubriant : 400€. ) Orange: 350€.
) Foussais-Payré:150€. POITOU'
Systèmesolairecombiné
solaire
système combiné CIIRREnTCt Ré9ion:
Ré9ion: Chauffe-eau solaireindividuel Région
Chèque 700€.
Opérationde groupementsd'ac-a:s Ré9ion: Gollectivitér:
(www paysdelaloire.frl?id=M32r - :e =orfaitaire
de 500€ sur ) ConseilgénéralAlpes-de-Haute-
Oollectivitér: - -^ ^ ir-, ^,r^
Provence;1 500€
) Communauté de communes Collectivitér: I ConseilgénéralHautes-Alpes
:
des Herbiers
: 50 % ) l:"seil général
Deux-Sèvres
: 500€. 1 200€.
(maxl400 €). ) le:a Sèvres Argent: 300€. ) Conseilgénéral
Alpes-Maritimes
) Communauté de communes 50 % du matériel.
Vie-et-Boulogne
: 1 000€. Systèmesolairecombiné ) Communauté :
duPays-dAubagne
) Angers-Loire
métropole: Ré9ion: I tcu€.
600€. : :e forfaitaire
de 1 500€ sur de Pays-dAix
) Communauté :
) Andouillé
: 300€ -
i
-^;^
:dil
i,,.h,.,,^
t-u wuvtv. 500€
';i:-r,iailiuin
60Milli0ns
dec0ns0mmateurs
Hors-Sar:
t' 2008 95
: 10% HTplafonné
) Gémenos LesMollettes, Montmélian, Saint- Jacob-Bellecombette, Laissaud,
à500€ Etienne-de-Cuines, Sainte-Hélène- Lanslebourg, La Motte-Servolex,
du-Lac: 300€. La Ravoire, LesMollettes,Oueige,
Photovoltaïque ) Bassens, Champagny-en-Vanoise,Saint-Alban-Leysse, Sainte-Hélène-
Pourler poiliculier : LaRavoire, Meylan, Modane, du-Lac, Termignon, Yenne: 300€.
ChèqueRégion: Moutiers, Oueige, Saint-Alban- ) Barberaz : 30 7o(maxi.200€).
- 1 k W c< P < 2 k W c :' l 5 0 0 € ; Leysse,Sainte-Marie-de-Cuines, ) Chambéry : 60 €/m'z.
-P>2kWc:3000€ Venthon, Yenne,Saint-Paul-Trois- ) Champagny-en-Vanoise, Sainte-
Oollectivitér: Châteaux, Chaussan, Grézieu-la- Marie-de-Cuines, Venthon : 200€
général
) Conseil Hautes-Alpes
: Varenne, Messimy: 200€. ) Chanaz : 330€.
300€ ) Barberaz : 30 o/o(maxi200€) ) Cognin: 20 % (maxi150€)
général
) Conseil Alpes-Maritimes
: ) Barby, Cruet,Gilly-sur-lsère, Monta- ) Communauté de communes
50 % du matériel. gnole,Mouxy,Randens, Rognaix, Cceur.de-Maurien ne,Commu-
) Gémenos: 10% HT(maxi.500€) Saint-Alban-des-Vi llards, Termignon, nautéde communes IVlaurienne-
Verel-Pragondran : 150€ Galibier, Communauté de com-
Gestion des dossiers ) Mognard,Saint-François-de-Sales : munesLa Rochette-Val-Gelon,
^ +,
et contacts 1 0 0€ Saint-Etienne-de-Cuines : 600€,
) Région,serviceEnvironnement: ) Chambéry : 60 €/m'z ) Cruet,Montagnole, Randens,
04 91 57 50 57 ) C h a n a.z2 2 5 € Rognaix, Verel-Pragondran : 150€.
) AdemeProvence-Alpes- ) C o g n i nM, o n t a i l l e u2r0: % ) Communauté de communes
CôtedAzur'.04 91 32 84 44. (maxi150€). du Pays-de-Gex : 80 €/m'
) Communauté de communes ( m a x i . 9 6€0)
du Pays-de-Gex : 80 €/m'? ) Grésf-sur-Aix : 30 €/mz
RHONC.RIPC' (maxi400 €) (maxi150€)
) Grésy-sur-Aix, Le Bourget-du-Lac : ) Le Bourget-du-Lac : 30 €/m'
Chauffe-eausolaire individuel 30€/m'z(maxi 150€). (maxi.300€).
Ré9ion: ) Montvalezan : 30 €/m'. ) Meylan, Modane, Mouxy: 500€
500€ (soumis
au plafondde res- ) Saint-Martin-de-Belleville ) Mognard,Saint-François-de-Sales :
côr rraêq dr r fmror) 300à 500€. 1 0 0€ .
Gollectivitér: ) Saint-Rémy-de-Maurienne : 75€ ) Montailleur :20 % (maxi250€\.
) Conseil général Drôme: 500€. ) Ugine: 30 % (maxi350€). ) Montmélian : 460€
) Conseil général Loire: 200€ ) Montvalezan : 30 €/m'z
) Conseil général Rhône: 100€ Système solaire combiné ) Moutiers,Saint-Alban-des-Villards
) Conseil général Savoie : 500€ Ré9ion: 400€.
) Aime: 30 % (maxi150€). 1 200€ (soumisau plafondde res- ) Saint-Martin-de-Belleville
) A i g u e b l a n c:h1e5 0€ . qôr rraêa drr fnrrorl
6 0 0à 1 0 0 0 € .
) Aix-les-Bains : l0 €lm' Colleclivitér: ) Saint-Rémy-de-lVaurienne : 75€.
(maxi. 350€). ) Conseil général Drôme: 500€ ) Ugine: 30 % (maxi500€).
) Albens, Chignin, Saint-Badolph, ) Conseil général Loire: 500€
Saint-Piene-dAlbigny : 30 % ) Conseil général Rhône: 100€. Photovoltaïque
(maxi. '150€
300€) ) Conseil général Savoie :1 Pourler poiliculielr (Région):
) Albertville : 60 €/m'z ) Aime: 30 % (maxl 150€) (Soumis au plafond de ressources
) Apremont, Châteauneuf, Commu- ) Aigueblanche €. '.250 du foyer.)
nautéde communes Chautagne, ) Aix-les-Bains '.70€lm' - pourlespanneaux nonintégrés
Communauté de communes Cceur- (maxi560€). au bâti,bonification à la production
de-Maurienne, Communauté de ) Albens, Chignin, Saint-Badolph, de 0,20€/kWh sur6 ans,soit
communes Maurienne-Galibieç Saint-Pierre-dAlbigny : 30 % 1 , 2 0€ M c ( m a x i2 4 0 0€ ) ;
Communauté de communes (maxi300€) - pourlespanneaux intégrés
La Rochette-Val-Gelon, Jacob- ) Albertville : 60 €/m'. au bâti,bonification à la production
Bellecombette, Laissaud. ) Apremont,Barby,Bassens, d e 0 , 1 2€ / k w h s u r6 a n s ,s o i t
Lanslebourg, La Motte-Servolex, Châteauneuf, Gilly-sur-l sère, 0 , 1 2€ M c ( m a x i1. 4 0 0€ ) .

g6 60Millions
deconsommateurs N' 136- mai/juin
Hors-Série 2008
Gestiondesdossiers
et contacts
) AdemeGuyane:
05 94 31 73 60.

MRRflNIOUC
solaireindividuel
Chauffe-eau
CDf :
200€ parunité(référence
200l).

Système solaire combiné


Aucuneaide.
Gollectivitér: Gestiondesdossiers
) Conseil général Rhône: et contacts PhotovoltaÏque
0,50€/kwh la première a.^e: ) ?égion, directionde l'Environnement) Électrification rurale(siteisolé):
) Aime: 30 7o (maxi,150€) et de l'Energie:047259 4000. Ademe + Feder, 4€lwc;ou Face
) Aix-les-Bains : 520€. ) Ademe Rhône-AlPes : + Ademe à 95 7o.
) Albens: 30 % (maxi300€, 1412834600. ) Production d'électricité raccordée
) Albertville, Apremont, au réseau : pas d'aide aux Projets
Châteauneuf, Dardilly,
Jacoc- prvés
Bellecombette, Lanslebourg.
La Motte-Servolex, Oueige,
GURDCIOUPC Gestion des dossiers
Pasd'informations. et contacts
Sainte-Hélène-du-Lac : 300 €
) Barberaz : 30 % (maxi 200€i Gestion des dossiers ) AdemeMartinique :
) Chanaz : 350€. et contacts 05 96 63 51 42.
) Cognin: 20 % (maxi.150€t ) AdemeGuadeloupe : ) EspaceInfoEnergie:
) Communauté de communes 05 90 26 78 05. 05 96 59 1960.
Cceur-de-Maurienne,
Communauté de communes
Maurienne-Galibier,
Communauté de communes
GUYRNC m RÉunlon
La Rochette-Val-Gelon, Chauffe-eausolaire individuel Chauffe-eausolaire individuel
^ É.. CDf :
Saint-Etienne-de-Cuines : 600€ €Df et Ré9ion:
) La Ravoire, Moutiers, Maxi,375€/m'. 200€ parunité(référence 200l).
Saint-Alban-des-Villards : 400€
) Modane,Saint-Alban-Leysse, Système solaire combiné Système solaire combiné
Sainte-Marie-de-Cuines, Venthon, Aucuneaide Aucuneaide.
Chaussan, Messimy: 200€
) Mognard,Saint-François-d+-Sales, Photovoltaïque Photovoltaïque
Saint-Vérand : 100€. ) Électrificationrurale(siteisolé): ) Électrification rurale(siteisolé):
) Cruet,Montagnole, Rognaix, - assiette éliglbleRégion-Fedeç pas d'informations.
Termignon, Verel-Pragondran : 5,33€Mc; ) Production d'électricité
'15
1 5 0€ -Ademe,1 €/Wc (proletexem raccordée au réseau: % maxi
) Meylan,Mouxy: 500€. plaireoudedémonstration) ; (plafond 0,80€/l/Vc)
) Saint-Jean-de-Belleville : 10€/m' - Réglon-Fedeç 0,80€AlVcdansle
(maxi.100€) cadred'appel à projets. Gestiôn des dossiers
) Saint-Martin-de-Belleville : ) Production d'électricité et contacts
400 à 600€. raccordée au réseau:30 % ) A d e m eR é u n i o n :
) Saint-Rémy-de-Maurienne : 75 € aucasparcasselonTRl, 0 2 6 2 1 11 1 3 0 .

dec0ns0mmateurs
60Millions Hon-Série 2008
ll' 136-mai/juin 97
ta"â,75 l ) B a n q u e s: 1 0 p a c k a g e s f\"
{mars08) o F o u r n i s s e u r sd ' a c c è sà I n t e r n e t N"
M é t h o d e s d ' a n g l a i sm u l t i m é d i a s N'
S i t e sd e r e n c o n t r e s N"
S i t e s d e t é l é c h a r g e m e n dt e m u s i q u e N"
S i t e s I n t e r n e t: a g e n c e sd e v o y a g e s N"
I llimmobilieren 2008 N"

tâ llste
nohF
ClésUSB N"
lmprimantesphoto et labos en ligne N'
L e c t e u r sD V D H D e t d i s q u e s B l u - R a y Àtc

L e c t e u r sm u l t i m é d i a s
T é l é p h o n e sh y b r i d e s N.
T é l é p h o n e ss a n s f i l N"
T é l é v i s e u r sé c r a n sp l a t s N"
V i d é o - c l u bà d o m i c i l e N"
:,08) A l a r m e s s a n sf i l N' 417 ( j u i n0 7 ) Extensionsde garantieautomobile N'409 (oct 06)
::i 07) Aspi rateurs N" 413 (fév.07) GPSauto N' 418 ( j u i -l a o û0t 7 )
!:ct 07) B r u i t d u v o i s i n a g e: q u e f a i r e ? N' 4'15 ( a v r i l0 7 ) Motobineuses N" 415 ( a v r i0l 7 )
" 3i 07) Cafetièresespresso N' 416 ( m a io 7 )
,n07) C a r a f e sf i l t r a n t e s N" 407 ( j u i l- a o û t0 6 )
, | -août 07) C e n t r a l e sv a p e u r N'414 {mars.O7)
:lvier 08) Cuisinistes : comment éviterlesmalfaçons N'420 (oct,07)
Bois de chauffage N" 409 (oct oo)
a Détecteurs de fumée N" 410 (nov 06)
(sept.07)
E l e c t r i c i t év e r t e N" 419
F o u r sà m i c r o - o n d e s N" 403 (mars 06)
(ma0 i 7)
I n s t a l l e ru n c h a u f f a g es o l a i r e N" 416
F o u r se n c a s t r a b l e s N" 412 (janv07)
Jean et environnement N" 422 { d é c0 7 )
Friteuses N'424 {fév 08)
T a x e ss u r l e s d é c h e t sm é n a g e r s N'420 ( o c t0 7 )
Lave-linge N' 423 (janv.08)

:rv 07) M a c h i n e sà g l a c e N" 418 ( j u i l . - a o û0t 7 )

i:lt 07) Réfrigérateurs-congélateurs N'415 ( a v r i 0l 7 )

::c 07)
Sèche-linge N'420 {ôct 07)
A n t a l g i q u e ss a n s o r d o n n a n c e N" 423 ( j a n v0 8 )
- ars 08)
Anticalcaires N" 413 ( T é v0 7 )
: 08) a A u t o b r o n z a n t se t U V a r t i f i c i e l s N " 4 0 5 ( m a0 i 6)
ô B e u r r e se t m a r g a r i n e s N" 415 (avril 07)
o Boissons sucrées allégées, zérocalorie No 418 ( j u i l- a o û t0 7 ) C a n n a b i s- N" 404 ( a v r i0l 6 )
a C e n t r e sd e t h a l a s s o t h é r a p h i e N ' 4 0 6 ( j u i n0 6 )
t Céréales N" 419 (sept.07)
Cosmétiques: datesde péremption N'420 (oct 07)
C h a m p a g n e se t c r é m a n t s N' 422 (déc.07)
t C r è m e sa m i n c i s s a n t e s N' 416 (mao i 7)
O E a u : l a q u e l l eb o i r e ? N" 407 {juil -août 06)
F o i e sg r a s N'411 (déc.06) t C r è m e sa n t i r i d e s / N'408 ( s e p t0 6 )
a H a r d d i s c o u n tc o n t r e m a r o u e s N" 413 (fév 07) É p i l a t e u r se t r a s o i r sé l e c t r i q u e s N " 4 0 7 ( j u i-la o û0t 6 )
H u i l e sd ' o l i v ee t h u i l e sc o m b i n é e s N'425 (mars 08) Lessives N" 410 ( n o v0 6 )
t P r i x d e s p r o d u i t sa l i m e n t a i r e s N" 425 ( m a r s0 8 ) P r o d u i t sp o u r l e n t i l l e sd e c o n t a c t N o 4 1 2 ( j a n v0 7 )
S t e a k sh a c h é s N'424 {fév 08) Tensiomètres N'406 i i u i n0 6 )

A retourneravecvolrerèglement,à 60millionsde consommateurs,22, Paris.


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l "lN'405i_iN"406n N'407tr N'408-r N.40cL l N " 4 1 0l N ' 4 1 r N"412


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i - lN ' 4 1 3i l N ' 4 1 4l , l N ' 4 1 5- N "4 1 6;. N"417i I N ' 4 1 8t , I N ' 4 1 9i l N ' 4 2 0 o
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J e s o u h a i t e é g a l e m e n t c o m m a n d e r|: | I r e l i u r e ( s )t t tcoffret(s)
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C0nformémentà la loi "lnfofmatiqueet libertés' du 6!l t8. vous disposezd'un droit d'accès et de
cryptogramme
figurant auversode
visuel se
iectificationdes donnéesvous concefnant Ces doniées tsaui e,nail) oourr0ntêtre cédées à des votrecafte
organismesexlérieurs Si vous ne le souhaitezpas, neic. de cocher celfe case ! bancaireI l Ë
D'abord protéger
Souventà leurinsu,lesjardiniers
amateurs desdégâtsimpor-
commettent
tantsparl'usage immodéré de produits et pardesarrosages
chimiques
quiengendrent
inconsidérés, desdéséquilibres profonds.-
écologiques

Dèsqu'ilsse mettentà cultiver un petitboutde jar- quel'onvise,maisbiend'autres aussi.C'estledébut


din,lesgenss'imaginent qu'ilssontsurle chemin dudéséquilibre du petitécosystème quereprésente
du respect de l'environnement. Pourtant, labeauté et lejardin,C'estaussiparfois tuerlejardinier : il s'agit
l'harmonie peuvent dissimulerdescatastrophes éco- d'unsujettabou,maisilfautsavoir quec'estdansle
logiques. Ouoideplusdévastateur quecesgolfssou- mondeagricole et horticolequel'onrencontre le plus
misà la monoculture du gazon,entretenu à coups f réquemment certainscancers...
depesticides, dontonvajusqu'à éradiquer lesversde Respecter lesinsectes,c'estcomprendre, parlaforce
terre,indispensables à laviedu.sol,pourassurer une deschoses, quetout- le sol,lesplantes, Iesani-
planéité impeccable auxgreens? maux- estlié,communique. Ouandonadoptecette
Lesparticuliers ne se rendentpascompteà quel logique, on perçoitl'équilibre.global du milieu.Par
pointilssontinfluencés pardesmodèles decetype exemple, il n'ya pasà craindre de véritables "inva-
et parles montagnes de produitschimiques qu'on sions"de pucerons, parceque'lescoccinelles s'en
leurprésente danslesmagasins de jardinage,pour nourrissent. C'eslpourquoi il faut se montrertrès
leur"faciliter
lavie'lDansunpremier temps,lesrésul- préoccupé parladisparition desabeilles, maisaussi
tatssont.spectaculaires en matièrede désherbage, desguêpes, desfrelons...DansrnaCreuse, celafait
floraisons, etc. Maisc'estle débutd'un esclavage plusde deuxansqueje n'enai pasvu I
chaquefoisplusprononcé, Lesplantesdeviennent Lesinsectes ménagent aussid'indispensables sujets
dépendantes destraitements et finissentparnesur- d'étonnement, pourlesenfantsen particulier : un
vivrequ'auprixd'interventions constantes. C'estdu papillon, un scarabée, unefourmisontdessources
tempsperdu,et un désastre pourla diversité. Tout d'éducation à protéger. La phobiedes insectes est
est fait p'ourque lesgensne sachent pasquel'on avanttoutculturelle et occidentale, et entretenue par
peutobtenirde trèsbeauxfruits,légumes ou fleurs lesmarchands dechimie.
sansavoirrecours à touscesproduits. il fautopterpourdesvariétés
Ensuite, adaptées aucli-
Leconseil principalqueje donneauxjardiniers ama- matet au solde la région.ll en existebeaucoup, et
teurs,c'estde porteruneattention particulière...
aux mêmeissuesd'autres paysauxconditions clima-
insectes. Appliquer uninsecticide détruitlesespèces tiquessimilaires. À ce titre,le gazonest unecala-

100 60Millions
deconsommateurs. N'136- mai/juin
Hors-Série 2008
les insectes !
mité planétaire I Transposition d'uneesthétique changer, en particulier dansdesvillesoù lesservices
br.itannique, la pelouse triomphesoustoutesles municipaux gèrentdésormais lesespaces vertsautre-
latitudes avecles golfs.Or, en France, passéla ment,commeà Nantes, Paris,Rennes ou Lyon
Normandie, le gazondemande uneassistance per- LaVillede Grenoble, parexémple, a engagédepuis
manente (engrais; désherbants, arrosages...).Sil'on troisansùnemutation très intéressante, quej'ai
veutun sol sur lequelmarcher, desvariétés cou- accompagnée à partirde 2006. Les jardiniers
vrantessansentretien (onpeutlaisserpousserles n'interviennent presque plussuroertaines parcelles,
mousses...), desbroyats ou du sablefontl'affaire. se contentant de rarestontes.couvrant le oieddes
[eau,enfin! ll fautabandonner lesarrosages. [apport arbreset desmassifspardesbroyats pourconserver
d'eaun'estindispensable qu'àlaplantation. Lereste l'humidité et éviterla pousse de plantes indésirables.
du temps,unebonnecouverture du solsuffità limi- Surunsecteur, ontaillemêmeà nouveau à lacisaille
ter l'évaporation.Pourlesarbreset lesarbustes ins- et au sécateur I C'està lafoisbeaucoup plusjoliet
tallésà l'automne, on compensera éventuellemenrsélectif, maiscelareprésente aussi...un gainde
le déficithydrique pendant deuxou troisétés,le temps,carlesjardiniers n'ontplusà ramasser les
tempsqu'ilsdéveloppent unsystème racinairâ
adapté déchets de coupe, qu'ils collectent à mesure qu'ils
auxressources en eaudu milieu.Si l'onarrosetout taillent.Et lesaspersions de produits ont été aban-
le temps,la plantese contentede racines superfi- données. Ainsi,dansleJardin olympique, nousavons
cielleset meurtsi lesarrosages viennent à cesser. laissé sedévelopper lesolpins, quijaillissent surles
Lamêmedéfiance estde miseenverslessystèmes d a l l e s" f l o t t a n t e se" t l e u r sj o i n t s .C e s o n t d e s
d'arrosage automatique, y compris lesgoutte.à-goutte : espèces trèsfrugales en terre,sansentretien, au
délivrerde I'eauà dosescalibrées et heuresrégu- pointque nousavonstransformé le lieuen un jar-
lières,c'estpratiquer unesélection parélimination.Car d i n d ' o r p i n sp,l a s t i q u e m et nr èt si n t é r e s s a nAtu.
on arrose aussidesplantes quin'enontpasbesoin. départ,le publica étésurpris. Maislesjardiniers ont
Ouand ona installél'arrosageautomatique dans. le jar- expliqué ce nouveau modede gestion, beaucoup
dinbotanique de Montpellier, il y a vingt-einq
ans,un plusrespectueux de l'environnement, quia étécom-
tiersdesvariétés végétales ontdisparu! Cettebonne priset rapidement accepté.
gestion de l'eauestparticulièrement impoftante dans Pourdiffusertoutesces idées,il faut passerpar
le sudde la France, plussujetauxsécheresses. l'éducaiion. J'aipréconisé à laVillede Grenoble de
Onvoitbienpointer undébutdeprisedeconscience,créerunepetiteécolede.reconnaissance desespèces
maisencoretrèslimité: à peine10% de la popula- locales. ll estgravissime de constater quela plupart
tionrevendique un jardinage bio.Maisie constate desgensnesaventpasnommertroisespèces végé-
quelesmodèlesprésentés au publicpeuvent aussl talesde leurenvironnement ! r

60Millions
dec0ns0mmateurs. N'136- rnai/iuin
Hors-Série Z0ûB 101
u

Arroserle jardin,laverlavoitufe,êt mêmealimenter leschaSSeS d'eau:


profitezde la pluieI
l'eaupotabledes r:obinets,
au lieud'utiliser
Inquiets du coÛtde l'eauet de lacrise
écologique, de nombreux particuliers
se mettent à récupérer I'eau de pluie.
Évincé e n O c c i d e npt a r l a m i s eê n
p l a c e ,à p a r t i rd u x r x es i è c l e ,d e s
réseauxpublicsd'eaupotable, cette
habitude vieillecomme le monde resur-
git,avecdestechntques adaptées aux
besoins modernes, celava de soi.Car
il ne s'agitpasnonplus,pourlescan-
didatsà la collecte d'eauxcélestes, de
perdreen:confort.
ll exrste aujourd'hui deskitsperformants
adaptés à divers usages : dusimple arro-
sagedu jardinà l'alimentatron destoi-
lettes,de la machine à laver, de la salle
de bainset (mêmel) de lacuisine.

depluie
Del'eau Ceréservoirde
a tamarsOn
\l
1 600litres,qui peut être
iumelé,se placeà plémentaires, qui peuventcoÛterde
Lasurface de récolte(engénéral, latoi- l'extérieur ou à l'intérieur. 80 à 450€. ll faudraaussicompterdes
ll peut aussiêtre entené.
ture),la cuvede stockage (enterrée ou Aucuneliaisonne devant travauxde plomberie, soit,au totalde
non),le postede pompage et les sys- exister entre le réseaude 8 000 à I 000€. Les professionnels
distdbutionet celuid'eau
t è m e sd e f i l t r a t r oent d e d i s t r i b u t i o nde pluie,celle-cidoit être s'accordent p o u r d i r e que l'amor-
constituent leséléments principaux - et acheminée au moyqn tissement de telles installations se fait
d'un réseauspécifique,
incontournables - d'unernstallation de corlectementidentifié. en une quinzaine d'années
récupération de l'eaude pluie.Lesprix
varient énormément selonl'utilisation
requise et lesmatériaux et options chol- onsurbaines
Récupérati
sis.Le kitle plusdemandé, quipermet Plusfacileà mettreen placèà la cam-
d'alimenter l'arrosage dujardin, lestoi- pagneen raison de la placedisponible,
letteset la machine à laver, coûtede notamment pourenterrer lescuves,la
5 000à 6 000€, posecompriseCeux récupération de l'eaude pluie est pos-
q u is o u h a i t e a
n lti m e n t eern p l u sl e u r srble également enville,mêmeenhabi-
sallede bainset leurcuisinedevront tat collectif< Enville,le ratiotoit/habitant
acquérir dessystèmes defiltration com- est moinsfavordblequ'à la campagne,

Hors-Série
deconsommaleurs
E0Millions 2008
N"136-mai/iuin
102
a v e r t i ct e p e n d a nBt e r n a r d e G : , , = :
c h e r c h e uàr l ' E c o l en a t i o n a l0e€ s . 3 - : s Avantages
dusystème
et chaussées (ENPC). ll ne fau: ces-:g - R é c u p é r el ' re a ud e p l u i ep e r m e d
te
ger cette donnéeau moment du ca c- réduire l e sp o n c t i o nssu rl e s n a p p e s
des volumesrécupérables-otetec:ive- phréatiques (quipeinent à se renouveler
ment utilisables.> et sontde plusen pluspolluées), mais
L e s t o c k a g ep e u t ê t r e f a i t d a r s i e s aussi l'usage de détergents. Cetteeau
garages,cavesou sous-sols uD'autanl est en effettrèsdouce,dépourvue de
qu'il existeaujourd'huide petiies cttves calcaire, quientartre tuyauterie, évieret
'l
mnrlttleirec ria m3 n ! t i rev ^t tnL t ttn nât l
a t , P v u vaisselle Lessystèmes de récupération
commedesLego,explique Bernard de oeuvent aussifaireofficede bassins de
GouvelloOn peut lesclipperlesunes rétention et oarticioer à la luttecontre
auxautres,en fonctiondu volumenéces- lesinondations. C'estd'ailleurs ce der-
saireet de la placedisponibleEt, sur- nierpointquipousse certaines collecti-
tout,leurpetitetailleleurpermetdepas- vitésà imposer dessystèmes de récu-
ser par I'ouverture d'uneporte (cequt pération danslesconstructions neuves.
pour
estindispensable uneinstallatron en
sous-so/ dansun bâtimentexistant))
D a n st o u sl e s c a s ,i l f a u tp r é v o iur n Attention
à latoiture
!
momentpourentretenir le système: Sil'eaude récuoération estutilisée
dans
feuilles mortes,pollenet fientesd'oi- la maison, notamment dansla sallede
seauxpeuvent encombrer lesgouttières bainset la cuis.1ne,
il fauts'assurerque
et risquer de surcharger lesfiltresLe la toiturene contientpasde matériaux
plusslmple estdeprendre l'habitude de nocifscommeI'amiante (quiremplace
lesnettoyer deuxfoisparan,à l'automne parfois le Fibrociment,
lesardoises), l'as-
et au printemps. Pourle nettoyage de phalteou le bacacier.Lestuileset les
laciterne, lesrecommandations varient ; ardoises ne présentent aucunecontre-
d'uneou deuxfoisparan à beaucoup indication.
Aveclestoitures enbardeaux,
m o r ns o u v e n t . . . il fautattendrede cinqà dixanspour
Le suivide cesdétailspost-installation avoiruneeaulimoide
peutse négocier avecle professionnel
choisiau momentde la budgétisation :iW*t].i::X:t'1,4î'ii
du projet. rril www.amisdelaterre. be
SitedesAmis de laTerre(Belgique) ; té|.:
00 32 81 40 147B.Voir en particulier ie
Cahierno5, publiéen 2000,sur la récupéra-
B(}IRE
IEAU
DEPLUIE
? tion de l'eaude pluie(2 € + fraisde port).
lra.www,eautarcie.com
)) Alors queles lations estactuelle-boissonassurent Sitede JosephOrzsâgh, docteuren chimie,
autoritÉs
sanitairesment endiscussion).qu'elle
estbeaucoup précurseurde la récupération intégralede
françaises
sedeman-certains lamefient moins pollueequene l'eau de oluie.
Auteur de Pluvalor etTraiselect.
La gestion écologiquede I'eau dans la maï
dents'ilestrais0n- danslacarafe fami lesontleseauxtellu- son,éd.Univ.de Mons-Hainaut, Belgique.
nabledemettre de liale.a0rès (notamment ::.:::.
l'avoir riques www.ec-eau-logis,info
depluie
l'eau soigneusementàcause desrejets Sitede Pienel'écoleau, un particulier qui a
mis en placedessystèmes trèspointusde
danslesIOileftBS filtrée.0ans le deI'agriculture
inten- récupération d'eaude pluie.
(unarrêtéstipulant Morbihan.unboulan-sive).
etqu'elle
est ic* www.areneidf.org
lesconditions
à grrfaitmeme son dénuée dechlore. llAgencerégionale de I'environnement et
pour (Arene)Île-de-
réunir obtenir pain àI'eaudepluie
! élémentchimique desnouvellestechnologies
Franceproposesur son siteun document
uncréditd'imp0t LesdÉfenseurs de quidéstructurerait à télécharger'.Récupérationet utilisation
p0urcBtype depluie
d'install'eau en lesmoléculesd'eau- de I'eau de pluie dans lesopérations
de construction (avril200264 p.).

60Millions
dec0ns0mmateurs fJ'136- mai/iuin
Hors-Série 2008 1U3
it r

Devenues confortables, sanseausontuneétapeimportante


lestoilettes
de la gestionécologique En outre,l'installation
de cetteressource.
permetde récupérerla matièresèchesouslaformede compost
Le saviez-vous ? Chacund'entrenous
produit550 litresd'urineet 55 kilo- lelieuidéal
Trouver
grammes de matières fécalesparan. Alors,convaincus ? Vousallezpouvoir
Le tout évacuépar15 000 litresd'eau vouslancer.Commencez parchoisir
potable, qu'ilfautensuite(chèrement) avecsoinl'emolacement idéa1... Ilfaut
traiter.Nostoilettesà chassed'eau, quel'endroit soittranquille, un peuen
généralisées après1945avecle raccor- retrait. Nonpourle cacher, maispour
dementautout-àJ'égout ou auxfosses avoirun peud'intimité. N'hésitez pas
septiques, nesontdoncpasseulement à installer vostoilettes sèches prèsd'un
unsvmbole deconfortet de modernité. arbre,les-oiseaux qui viendronts'y
Ellessontaussi,tout simplement, une poseragrémenteront de leurschants
aberration. Le recoursaux toilettes votrelieud'aisance. Poséesà proxi-
sèches, aveccompostage, peutêtreun mité,desplantes odorantes commele
moyenefficace de gestion(plus)intelli- daphné, le jasminou le chèvrefeuille
genteet écologique de l'eau.D'autant rendront votrepetitcoinencoreplus
quelesexcréta correctement compostés agréable. Pensez aussià vosvoisins,
représentent un énorme potentiel et tâchezde tenircomptedesventset
d'éléments 100o/obio !
fertilisants courants d'airdominants, afinqu'ilsne
se retrouvent pas avecd'éventuels
effluves de toilettes(rares, cependant,
Plus
defuites !
d'eau quandellessontsèches) sur leurter-
Écologiques et économiques, lestoi- rasse, en pleinété.
lettessèches,à condition d'êtresoi- Unefois le cabanon construit, reste
gneusement utilisées et entretenues, à i n s t a l l el re c a i s s o né, q u i p éd ' u n e
sontaussisansodeur.Rienà voiravec lunette, au fondduquelon poseraun
le lugubre cabanon malodorant d'avant- seaude 15à 18litres, quirecevra urine
guerre.Lestempsontchangé, et c'est et matières fécales. Le seauen acier
tantmieux! Ontrouveaujourd'hui des inoxydable est à privilégier. Pluscher
aménagements detoilettes sèches tout (compter de 60 à 100€), il est aussi
à faitconfortables, quivalentlargement plussolideet plusfacileà nettoyer ; en
lesW-C, petitepiècenégligée delamai- outre,il ne s'imprègne pasd'odeurs,
son,souvent tristeet sansfenêtre.De contrairement auseauen plastique.
plus,lestoilettessèchesne peuvent ni
seboucher niavoirdefuitesd'eau.Sans
compter que,pourdétruire leséléments Mode
d'emploi
pathogènes (bactéries, virus,verset Avantde mettrele seaudanssoncais-
autresmerveilles) contenus dansles son,il fautdéposer aufondunecouche
matières fécales, lesmilieuxsecs sont de quelques centimètres de litière(voir
plusefficaces quelesmilieuxhumides. page105). Aprèschaqueutilisation, on

104 6ûMillions
deconsommateurs. N' 136- mai/iuin
Hors-Série 2008
c o u v r el e ss e l l e se t I e D e a: - : : : - :
(sans parfumni couleur, ce :-:':-:-::
â \ / Ê rrin n e r rd e l i t i e r c C : : : : : : - : t :
m a t i è r ec a r b o n é es è c h e: = ' - = : : =
n e u t r a l i s elre s o d e u r se : : - : - : : - -
d é b u td e c o m p o s t a g e .
I l n c f o i s n r r el c s e a r ê S t' e - : :: -s
l e s d i xj o u r sp o u ru n ef a m i e l : r - a - - :
p e r s o n n e s )o,n l e v i d e s u r e : : - - . : : : - -
e t o n r e c o u v r el e t o u t d e l ; : : : - -
n e p a sa t t i r e lre s a n i m a u xr, - - : : = :
e t p o u r f a i r em o n t e rl a t e - : : ' = : - - :
d ' â r T r cn a r l . | | ' e a r rn r l i S e ' : , - - : : '
l e s e a us e r av i d é es u rl e c o l . i i s : : : - '
é v i t e rl a d i s s é m i n a t i odn' o ' c a - . - : s
pathogènes.
C e sm a n i p u l a t i o nqsu, is o n :à ' 3 ' = . , ? .
d e s g a n t s ,n e d e m a n d e nct a s : * s : s
q u r n z em r n u t e sp a r s e m e , - 3ê : s c . t .
a u d i r e d e s p r o t a g o n i s t e sa. ' g e - e n t
m o i n sp é n i b l e q s u ' u nl a v a g eo e 3 - / e t t e
t r a d i t i o n n eal b, s e n c ed ' o d e , ' s: c g e Un petit endroit -
L e st o i l e t t e sd o i v e n tê t r e s i t u é es d a n s tranquilleet accueillant, l ' a f f i c h a gde' u np e t i tm o d ed ' e m P l o i
où l'on se sentà I'aise,
u n e n d r o i ta c c u e i l l a not ,ù i ' o r s e s e n t et une hygiène permettra auxutilisateurs occasionnels
à l'aise.Soyezdonc attentifa"x oétarls impeccable :c'est la clé - ^+ +i*iÀ^^
tiL l.llllluuJ
- À^
uu
nn
llv nâc
Poù
eE
ù ê qênttr
ùçrrLrl
de la réussitepour
d e d é c o r a t i o nU. n j o l i r é c i p i s r lp . r r . cestoilettessanseau, d é m u n i sA. u t a n td e p e t i t sr i e n sq u i
m ê t t r ê l e c n i r r r o r r n n q 1 j 1 D O U C u g id e qui refontaujourd'hui p e r m e t t r o ndt ' é t e n d r el e n o m b r e
leurapparition,
fleurset, surtout, unehygiène impec- aprèssoixanteans d'adeptes destoilettes sèches version
c a b l e .C e t t ed e r n i è r es e r a c i l i t é e
f a de raccordement xxre siècle...
autout-à-l'égout
parle cholxde matériaux lisseset par ou à unefosseseptique.
) unaménagement sansrecoinsNotez I t"'\

q u ' u n eI u m i è r er a s a n t eé v i t e r ad e lalrlrere
lr0uver
v o i rl ' i n t é r i e udru r é c e p t a c leet q u e copeaux,
Sciure, car-
végétaux,
broyats
ton dénhinrrelé | e choix de la litière
e s e f e r a s e l o n v o s p o s s i b i l i t édse
e
n
ouPnETES
ÀcorusrnuffiE t
Àrruptor stockage ainsiquevospossibilités
p r o v i s i o n n e m eS
d'ap-
n it v. o u sa v e zu n e
e })) Vous desnlans ))) [euxquin'aiment
lrouverez pasbrico- s c i e r i eu, n ej a r d i n e r ioeu u n ee n t r e -
)l pourlac0nstruction
deroilettes ler peuvent acheter desmodÈles prisede recyclage de papierà proxi-
sèchessurwww.eco-bio.infoou orêls à l'emploi auprès despro- m i t éd e c h e zv o u s ,l a q u e s t i o sn e r a
)l www.eautarcie.c0m. Iessionnels suivants : Label
Verle. f a c i l i t é eP. o u ru n ef a m i l l ed e q u a t r e
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contacteràAnoers (49).tel.:n82822ffi11 :
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l'associationIcotaupi.
situee Philippe Redois,à Bourges (1t),
dansledépartement dela t é | . : 04282 0B 52 5o u
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du monde.
tionsàlaconceptiondBtoileilesVerhegqen, àSaintJulien-sur- Sitede l'associationToilettes
aç+www.eauvivante.net
S- sèches.SitB :www.ecotaupi.org
, Garonne (31). : 056l t73B94; Sitede l'association
ré1. Eauvivante.
"e courriel
: ecotaupi@tisrali.fr
; Gildas Bernard.àMerlevenez (56). lsîFWww.toi
letteacom post.org
)tr tÉ|.
:0233506996. tél:06t30û4794. Siteconsacréà la promotiondes
ln toilettesà compost.

r08 E0Millions
deconsommateurs
Hors-Série 2008
ll"'136-mai/juin 105
I
I!

Avantdevouslancer d'unjardin,
dansI'aménagement quelque
observez-le
temps,afrnde tenircomptedes conditions Les plantess'y
naturelles.
davantage,
épanouiront et votrejardinseraplusagréable
à vivre.

Unjardin bioclimatique estaménagé de l)D Lesventsdominants.Lesvents


façonà diversifier les produits récoltés légerspeuvent êtreappréciés, carils
et à étalerdansle tempsleurmaturité, apportent un certain confort lors des
à augmenter labiodiversité et à procurer forteschaleurs et chassent les nappes
le maximum de confort thermique aux d ' a i rf r o i d .N é a n m o i n sl e, v e n t e s t
résidents, enapportant plusdechaleur s o u v e nit' e n n e mdi e s p l a n t e sc,a r i l
en hiveret de fraîcheur en été e n a u g m e n tle' é v a p o t r a n s p i r aet tl o n
provoque a i n s i u n e d e m a n d eP l u s
importante en eau.
Lessixpoints
clés |t)' llensolgillement. Repérez leszones
d'ensoleillemà e nt ot u t eh e u r ed e l a
Dans ce jardin tourné
d'unbonam nagement journée, pourchoisir l'emplacement de
vers le sud et exposé l ' ro r i e n - vosf utursaménagements.
au vent. les murets
l ) F U o r i e n t a t i oDn .é t e r m i n e
de pierre et les galets tationdu terrain est l'élément cléoour lll Lavégétation déjàprésente. ll est
accumulent la chaleur
lors de la ioumée.
la réalisation d'untardinbioclimatique.i m p o r t a ndte p r e n d r e n c o m P t el e s
lJespace proche Enutilisant uneboussole. vousoourrez végétaux existant surlesite Enété,cer-
de la maison devient
facilement repérer lesquatre directions tainsarbres peuvent, parleurfeuillage,
alors beaucoup
plus accuèillant. cardinales. apporter uneombreappréciable. Sous
certaines espèces, I'espace ombrage
pourra êtreaménagé en massifsEvitez
ceoendant de planter souslesrésineux,
carilssécrètent dessubstances qutpeu-
ventinhiber lacroissance desvégétaux
Choisissez plutôtdesarbresà feuilles
caduques, commele chêne, carilsont
u n e n r a c i n e m epnr o t f o n de,t l ' h u m u s
produit parleursfeuilles endécomposi-
t i o nf o r m eu n s u b s t r ai dt é a pl o u rd e
nombreuses plantesEnrèglegénérale,
il estimoortant debienconnaître lesexi-
gencesdesplantes avantde lesutiliser.
Faites-vous conseiller parle pépiniériste
quivouslesfournira
l)l De la fraîcheuren été. Pourajou-
ter de lafraîcheur, vouspouvez tnstaller
unefontaine, quidégagera de I'humi-
dité.Cetendroitdevraaussiêtreamé- z

nagéde tellesortequela briselégère


estivale ouisse v circuler. c

Hors-Série
deconsommateurs
60Millions 2008
N"136-mai/iuin
106
^:^" ,]^ t^ ^h^t^, ,. l^,- - - -
U l e l U e l d U ll d l u u l l U : -: - -
r^iil;^^,,^^^^..i^t ^-- DEMONTABLE
LASERRE
loin crrd à l'rh.: -:: à 0esouverlures sur
néo n
vvv y,v,l >>>Pour Édifier êtreaccolée
Vouspouvez c .=-::: -
utiliser choisis-
serre.
!'0tre t0utela longueur leloit
doivent Être
^v v^u }r, v r ô ô - \v/vôl n + o n f n n n r i r - - - -
sezunmurausud. delala0ade. Pour aménagées pour
nÂo lln rront lénar n n '-: :- "
yv, -
Lidéalestdela lastructure.optez faciliter lacirculation
g r â c eà u n et r i p l eh a i ec
"-:,-' placeraumilieude pourl'aluminium 0u etl'Évacuation
tantsà portcompact, dlsc:s::
nornla of on nr rinnnnno i -= : sipossible
lafaçade. lebois del'airlorsqu'il
imputrescible. est
s u f f i s a nvt ,o u sp o u v e za . . - . : ' devanluneporte- lespanneaux lrans- tropchaud. Grâce
j quela parents recouurantaupetit
s a d ee n 0 b0o r ss o l r O me:ef-f ., : : :
d eem pour
fenêtre. iardin d'inté-
des ooteaux.Pourstocke'',: : chaleuraccumulée à intéuralement la que
neur v0us y
chaleur, vouspouvez ui s:- :- I'intérieur
[uisse se serre doiventassureraurezcréé. [etten0u-
riauxsombres endécora: : - -., demaniÈreuneétanchéité
rÉpartir par- vellec0nstructi0n
gravier depouzzolane Pc-':, - ==-,, homogène dans l'ha- faitelorsqu'ilssont deviendra l'endroit
calorles accumulées ausc --: :: : pour jardiner
Pour
bitation. unbon enplace. Pensez idéal
n é e p, l a n t edze sa r b r e s : : - : : - : - plus,
bio- à leurmanutention
fonctionnement en hiver.0e
n o r dL. ar a m u rtea i l l é :e' : . - = . :
climatique, lorsdudémontaqevous p0urrez y
mettra d'emprisonner lac'z =-- = '
et préparer vossemis
de laconserver jusqu'au e- r:... - elledoitmesurer dePrintemps,
4 mètresdelargeur ada0tez poids-
leur etvosIlants
environet.sivous etleurs dimensions destinésà garnir
ilelarbul"aTion ellepeut enconséquence.lepotager
ledésirez. extérieur.
ciuplandetaillé
Maintenan q tu ev o u sc o . - : s : : - : ^ . - sifiersescultures. choi-
Toutd'abord,
ronnement de votrejardn '. -.=:-- : a' sissez le lieulemoins
exposéauvent.
a f i nd ' i n d i q u el r' e m p l a c e=- - : : ' ' ' ' Tracezl'emplacement desbuttes,sa-
d e s d i v e r sa m é n a g e m e - . s. : : - ^ e chantqu'elles mesurer
devront 1,20m
l i s t e ,n o n e x h a u s t i v o ee , :::-: 3r delargeur et 0,60m dehauteur,et qu'il
t r o u v ed a n su n j a r d i nb i o c ^ ^ " . : , : fautde laplacepourcirculer
entreelles.
i l u n b â t i m e ndt ' h a b i t a t i oenl , : : I - ^ e Ensuite,avecunemotobineuse, labou-
s t r u c t u r eb i o c l i m a t i q u er i,- as^ ' : ' ^ ' e o l e rezlescheminsentrelesbuttes,puis,
l'hivee r n serree , t l ' é t ée n c Ê ' ; : â . avecunepelle, déposezlaterresurl'em-
d e s a r b r e sd ' o m b r a g e n l e n a mI o n t r{a nac dorniÀroc nnttr
P'svv,
t r rno heia ô^r rnô-\/ônf atteindre ladimension adéquate.
i,lun murde prerre ; Sivous habitezsous un climatsec,pré-
: u n b a s s idn' a g r é m eanrtn ^e: r = : a - ' voyezla miseen placed'unsystème
labaignade ; d'arrosage avecdestubesmicroporeux
" desbuttesde cultures espacés d'environ0,40m, quevousdis-
Hunefontaine ; ooserez sur lesbuttes. Recouvrezinté-
unsystème de brumisation, gralement lesbutteset lescheminsavec
unmulchd'écorces, en laissant
décou-
les
verts tubes d'arrosage.
l-aterhnrque Ensuite,vouspourrez vosplants
repiquer
'e longdestubesd'arrosage.
I I t, | , Lavitesse
te ificulïure
sur0uues dedéveloppement desvégétaux dépend
Chaqueversantde la butteposseoeoes d e l e u re m p l a c e m esnut r l a b u t t ee, t
caractéristiques propres,utilesoci' eia- vousbénéficierez de récoltes étalées
l e r l e s r é c o l t e sd a n sl e t e m p se r o i v e r - dansle temos.

60Millions
deconsommateurs
Hors-Série 20ûB
tl' 13Ê-mai/iuin 1n7
I

varierd'unjardinà l'autred'unemême
Lesolet leclimatpeuventbeaucoup
importants
Deséléments
région. sesplantes.
avantdechoisir
à connaître
Lorsqu'uneplanteestà la placequilui d o n cp a sà d e sp l a n t e g sourmandes
elleesten meilleure
convient, santé,et en éléments nutritifs. Prenez un peu
l'onn'apasbesoind'avoir
recoursà des de terredans votre main, et faites-en
phvtosanitaires.
traitements Demême, unemone:
sousun climatsec,on faitdesécono- ! si laterres'agglomère facilement, elle
miesd'arrosage avecdes plantespeu contient certalnement des limons ;
gourmandes en eau.Pluson choisit
des Dsi ellecolleà votremainet nesecasse
espèces adaptées à l'environnement, p a se n t o m b a nat u s o l ,e l l ee s t r i c h e
moinslejardindemande d'entretienI en argrle , .-
* si vousn'arrivez pasà fairede motte
L parce que la terreest tropfriable,elle
Etatdeslreux renferme en majorité du sable
Avantdefalrevotrechoix,n'hésitezpas Contrairement auxidéesreçues, lapré-
vosvoisinspourconnaître
à solliciter sencede cailloux estplutôtbénéfique,
lesplantationsquiontbienréussi chez carils permettent de conserver I eau
eux.Chezlespépiniéristes locauxqui dansle solen coupant lesremontées
vousfourniront les plantes,
voustrou- capillaires De plus,lls partlclpent sou-
verezausside précieux conseils,que ventà la structure du sol.Commele
vouspourrez également compléterpar disentlespaysans provençaux, ce sont
la lecture
d'ouvrages. Maisle pluseffi- les"osde laterre'j
caceest de commencer oararpenter Laprésence de certaines plantes sau-
votrejardinet de notervos observa- vagespeutaussivousrenseigner surla
tions.Ellesvousaideront à déterminer naturede votresol:
l o c c a r a e t é r i s t i n r r e sd e s d i f fé f e n t s
v v ( v | | v L I Y v v v \ F I'ortleindiquequevotresolest riche
m i l i e u xo u i l e c o m p o s e n t . en azote;
N le rumexet le plantain sontle signe
quevotresolesttasséet certalnement
Nature
dusol argrleux ;
Fvr:cnté nnrrr les sites Se trouvant à ! laprèleannonce unsolhumide ;
proximité de minesde charbon, un sol ù l e sf o u g è r essi g n a l e nl at p r é s e n c e
plutôtsombre estsignede richesse en d ' h u m uesns u r f a c e . . .
humus.Cetélément estprimordial pour Parailleurs, si vousobservez la pré-
la vie desmicro-organismes ainsique sencede versde térre,votresol est
pourla formation du complexe argilo- certainemed nét pourvd ue produits
h u m i q u eq, u i j o u el e r ô l ed e g a r d e - nocifs. Enrèglegénérale, unsollivréà
m a n g e rp o u r v o s p l a n t e sD . a n sl e l u i - m ê m ee s t r a p i d e m e ncto l o n i s é
c a si n v e r s es,i l e s o l e s t c l a i r i,l e s t p a rl a v é g é t a t i o nS.r c e n ' e s tP a sl e
pauvreen humus,et il ne conviendra c a s ,i l s e p e u tq u ec e r t a i nps r o d u i t s

N' 136- mai/iuin


Hors-Série
deconsommaleuts.
60Millions 2008
108
chimioues v aientété déversés. [art
d e d é t e r m i n el ar n a t u r ed ' u ns o l p a rTerre
acideoubasique
?
les plantestendà disparaître, maisil Pourchoisir lesplantes le mieuxadap-
restequelques paysans ayantconservé téesà votresol,il estégalement impor-
ce orécreux savorr. tant de connaître son oH (caractère
acideou basique). Enterrainacidese
plaisentla fougère aigle,lesbruyères,
Taux
d'humidité lerhododendron, lechâtaignier... Tandis
Vouspouvez également déterminer le quel'alisier, l'orpin, laplupart desorchis,
tauxd'humidité présent dansle solen l e c o r n o u i l l emr â l ee t l e c e r i s i edr e
observant la végétation sauvage déjà Sainte-Lucie sontdesplantes sauvages
présente surle site Laprèle,le saule, ouiooussent enterrain calcaire.
le jonc,le phragmite (communément
appeléroseau), laconsoude et le peu-
Vents
domrnants
t, r I

p l i e rs o n td e s p l a n t e s a u v a g eqsu i
aimentpousser en terrainhumideSi P l a n t e zp l u t ô tà l ' a b r id u v e n l . L a p l u -
v o u sc o n s t a t elze u ro r é s e n cseu r l e n â r t d ê c o c n À n a c n, ,' e- i, m e n ïp a s r e s
s i t e ,i l f a u d r aé v i t e rd e p l a n t e dr e s courants d'air,saufcertaines, comme
v é g é t a uqxu i n ' a i m e npta sl ' h u m i d i t é le laurier-rose ou l'olivier, quise prému-
a u n i v e a ud e s r a c i n e sc, o m m el e s nissent du gel grâceau vent,quiéva-
p l a n t e so r i g i n a i r eds e p a y s s e c s cuelesmasses d'airfroidstaqnant.
( l a v a n dreo,m a r i .n. ) .
A l'inverse, si vousconstatez surle site
la présence de plantessauvages Ensoleillement
qui
Dans ce jardin
aimentpousseren terrainsec (ciste, Vouspromener dansvotrejardinà toute provençal,la lavande
thym,sarriette, romarin, chêne-kermès,heurede lajournée vouspermettra de et la sauge (au premier
plan) s'épanouissent
a s p h o d è lsee, d u m . . .i)l f, a u d r ar e n o n - définir
lesemplacements ensoleillés et au soleil,tandis que
cerauxvégétaux quiaimentl'humidité ceuxqui sontà l'ombreDesplantes les mauves et les cistes
(à droite de la maison)
et quipoussent généralement au bord commelalavande, ou lesrosiers dansle apprécient le terrain sec.
desrivières ou dansdeszonesmaré- nordde la France, se plaisent ausoleil, La présenced'un
cageuses, telsquele bambou, le saule tandisquelespervenches châtaignier(à gauche)
ou le lierre indique que le sol
ou le rudbeckia. préfèrentl'ombre. est également acide.

L
c
i

ffi
&
!s
ffi

et
À la placed'untapisvertbiennet,obtenuà grandrenfortd'arrosage
du milieu.
osezla pelousevariéeet respectueuse
de produitschimiques,
Vousavezpeut-être le souvenir de ran- environnementaldugazon. oùr
À l'heure
données danslesalpages desPyrénées la préservationde la est
biodiversité
oudesAlpes,aveccettesensation d'es- devenueprioritaire, il est tempsde
pace,cevertapaisant, le plaisir
de mar- reconsidérer notreaffection pources
surle désertsverts,afinde les remplacerpar
cherpiedsnusou de s'allonger
tapisconfortablede cespelouses natu- des prairies
vivantes.
Fleuries,
relles... parfuméeset bienton-
duesà la saisonchaudeparlesbrebis.
Ne recherche-t-on pasce typede sen- Lescontraintes
sations
la
lorsque
pelousede
l'on
son
décidede réaliser
jardinet ?
à respecter
naturelles
Le premie-r gesteconsisteà abandon-
nerlamonoculture dugazon. Ouesemer
Ungazon
vert.. " et survotre pelouse
biensûrdesconditions
variée ? Cela
naturelles
dépend
locales
figé365joursparan! (voirpage706l.Renseignez-vous auprès
Pourquoi s'obstiner à planterun gazon d'unpépiniériste, d'unsemencier local,
uniforme ? Leconserver bienverttoute v o i r ed ' u n ej a r d i n e r i.ei l e x i s t ed e s
l ' a n n é es i g n i f i ec o n s o m m ej ur s q u ' à mélanges prêtsà semer,à basede
500litresd'eauparmètrecarréet par fétuoues en climatméditerranéen, de
jout et utiliser régulièrement desproduits ray-grass dansle Nord,etc.Onaurainté-
chrmiques. Or, nous savons maintenant, rêtà associer desgraminées et deslégu-
que
grâceauxmicrobiologistes,l'utilisation mineuses (quifixentpourellesl'azote
régulière d'engrais chimiques diminue la atmosphérique) commelestrèflesou
viedusolet peut provoquer une pollution les minettes(quel'on peuttrouveren
de lanappephréatique. [rfiilï|ffi
Biensouvent,
sélectif
l'usagede désherbant
est conseillé pourobtenirune
P[}UR
CI)I\ISEII.S LATt)NTE
uniformisation variétale et chasser les ))) lestondeusesI'humidité dans lesol- pouvez
l'aéreren
mauvaises herbesrndésirables. Pourtant, manuelles hélicoi: Lemulch estlalesh- marchant avec
dessus
la plupartde cesherbesarrêtent leur dales sontidéales nique plus
la simple dessemellessPécia-
développement lorsdetontesrégulières. pour couperavec soin Pour donner aux étudiées
lement
Enoutre,pourobtenirle fameuxgazon etprecisi0n, etelles Plantes et au sol (onles
trouveen
vertuniforme 365joursparan,il faut ontlemérite d'être leséléments dontils agricole).
coopérative
passerrégulièrement la tondeuse, nui-
silencieuses ontbes0in,
! Laisser telsque Àl'automne. vous
sancesonorenotoiredesdimanches pounezépandre1cm
coupÉe sur I'humus.[Je temPs en
matins. Etqu'advient-il de latonterécol- I'herbe
entas,à fer- place formeàla tem0s, siv0us senlezdecompost Pour
tée ? Ellefinitbiensouvent
menter,oroduisant ainsidu rhéthane, longue unmulch pro- que lesol perd de stimuler des
l'activité
quiparticipe à I'effetde serre.Desnui- qui
tecteur,t0nssrve sa sou0lesse, vous micro-organismes.
sancesoui ne fontqu'alourdir le bilan
N' 136- mai/iuin
Hors-Série
deconsommateurs
60Millions 2008
110
tre--: = l: î:tlts
agricole'.
coopérative
bulbescommelesc'c.c-s :,:-- :sthê-
-:-:
tL i' Vnu rv ,r o n
v uq
v ae z l
r ve
u s n issp^ -S l-
H'vev
Jne
e x c e l l e n tsea l a d ed e c ' - : : - : :
Ensuite,vousdevezè:-e:-à: = =::93ler
que votre pelouse^ 3 : :E: = ::-:: ^s
'-=:î:-- :'1-
m o m e n t sd e l ' a n n e as a
t a n r è r eC . a r ,p o u : s' e - - : = : : : = : l ù
-
s o l o u i l ' a c c u e i l l ee, 3 : : Ê s : : : s e
r e p o s e rD . a n sl e s r e g : - s l - : - l = s e i
ensoleillées, celase :-a:--- :c- -- l-3s-
sèchementde la pa':= aÈ-Ê--: :e1-
-3:::--- :3'
dant que les racines
-^*Ê'-
vivantes; danslesrégc.: - 13--
r e u x ,o n c o n s t a t e r ac - : : : : : : - = ^ û -
rc -i l3S
mène en périodefroioe 1-r
--:-
économiesd'eauet fac :-:-:::-
9
les espacesengazonnés :*:-*:-. ::':
-: :s E
a v a n t a g e u s e m ernétd ; : s = E :
de c -:r- e-- : - 0
clairières et chemins z
D a n sl e s r é g i o n st r è s e r - , = - : --= I
-:-l É
férez un pied de mur exi,:jË :- )T
Ne réalisez p a s v o t r e o € : - - = : - : ' -
-âl-Ês :r::I,':- É
i mité d'arbres,car leurs
i
quentbiensouventun sræs'r,r]-il-E 3i
Unepelousevariée,
n u t r i t i;fd e p l u s ,v o u ss e - : : : : : ; - : : seméed'un mélange
ramasser lesfeuillesmores::l-rr: 3- :-; de la relative douceurpourdévelopper de graminées,
légumineuses rases
de l'automnepourprésener :si::Efif,,Ë sonsystème racinaire. Celaluipermet- de et - pourquoiPas? -
S
d e v o t r e p e l o u s e .E t é v : : : l = : = - : - rrad'affronter plusfacilement laséche- de quelquespetits
tr remplacera
sous des pins, qui sécrè:=-: :-: :-:- 'esse estivale Dans les régions humides bulbes,
avantageusement
e
s t a n c e si n h i b i t r i c edse c ' : : . s = - : : : - a h i v e rp l u sv i g o u r e u xu ,n s e m i sd e le très contraignant
grâce aux et bienpeuécologique
F outre,si malgré tout vous c3l'l:: : :-- :rintemps est conseillé, car, gazonuniforme.
-lsJ-Ês :E la pelouse se déve-
roser,vous augmenteflezÊ-s : uiesabondantes,
maladieschezces arbres. lcoerasuffisamment vite pourêtre
- :a'ée pour l'été.
)n En régionsèche,il est imocra-: : :,:
un sol caillouteux et souoe :.:,---?.':-- -r'squevousaurez tracél'emplacement
ser un enracinement profo.': Èi :r:.*e1 r: votre future pelouse viendra letemps
ver les plants du dessèche-e-: :sll'4ûa :- rabour. Pour cela, l'usage d'une
que -achine, la motobineuse, est excep-
C'est sous les cailloux ff 3::rl3r:
t r o u v e r o n tl ' h u m i d i t éd o ' : = Ë r s: - : ::-rellementconseillé : ellepermet d'as-
besoin pour survivre. =:-clir et d'affiner idéalement le solpour
--: réussite opttmale du semis,de la
:e-::ination et de l'enracinement.
Lesconseils S- ,.'ez
-=:essaires
bienlesdosages de semences
ausemis, carsi lesgraines
pour sapei[*s:
semer : : - : t r o Ps e r r é e se,l l e se n t r e r o netn
Danslesrégions à hiverdc-i. tr:r-Ë ::^lurrence. Ensuite, prenez soind'en-
vouspourrezSe.-ff ûr:Îl= ' : , " Iégèrement l e s g r a i n e sg r â c e
en Provence,
pelouse entreledébutdurrcrs:'mr: : -1 crocou à un balai à gazon. Elles
bs
et lafin du moisde novembn= f e :o:re- :: :'cuveront ainsi dans la disposition
': ' 3e OOUr germer.
ficieraainsidespluiesaL::--Æt+ :-

r 2008 60Millions rn ÏI
Hors-SâE
dec0ns0mmateurs. rE! 'urnÏ[t 111
Choisirdes plantesadaptées localesen tirantparti
aux conditions
dessolspermetd'économiser
de l'humidité Elleestsi précieuse
I'eau. !

ARROSAGE PAR
eourre-À-eourre
ET MULCHING Depuisleurapparition, lesplantes ont dontcetteracinea été coupée.Elles
Lescarottessont su évoluer et s'adapter en fonction de mettentplusde tempsà rejoindre ces
arroséespardestuyaux et sontdoncplussen-
microporeux (1), l'eaudontellespouvaient disposer dans zoneshumides
tândisque lesbranches leurenvironnement Aussiest-ilimpor- sibles aumanque d'eau.
broyéesgardent tantde choisir desespèces adaptées à
t'humiditéau sol (2).
I'environnement hygrométrique devotre
jardin,balconou intérieur (voirpage106), et
[environnement
quisauront secontenter despluies, de
la roséeou de l'eauprésente dansle
eneau
ladisponibilité
sol pourse développer, commeleurs Lorsque lesconditions climatiques sont
congénères sauvages extrêmes, le choixde plantes adaptées
Toutefois, lesvégétaux quenousutili- devientobligatoire, pourfairedeséco-
sonsont rarement conservé lescarac- nomies d'eau,maisaussipourqueles
tèresgénétiques quileurpermettaientplantessoienten bonnesanté.Le fort
de s'adapter auxconditions hygromé- ensoleillement et lesventsviolents ne
triquesnaturelles. Leursfeuilles, leurs fontqu'accroître lademande eneau.De
fleurset leursfruitssontgénéralementn l r r c a n r 6 a i n n c À n h o l o f r n i d n e r t
vrur, vr I rvvrv' rv rrvre lJvu L

plusgrands qu'àI'origine, et lademande e m p ê c h e lr' a s s i m i l a t i odne l ' e a ue n l a


e n e a ue s t p l u si m p o r t a n t D
e .e p l u s , g e l a n dt a n sl e s o l .
danslanature, lesplantes sauvages ont La naturedu sola aussison importance.
ajusté leurmodedereproduction pourse Enterrainsableux,l'eaus'évacuera rapi-
mettreà l'abridescarences en eau.En d e m e n t e n p r o f o n d e u vr e r s l a n a p p e
germant, ellesdéveloppent toutd'abord p h r é a t i q u eS i l e s o l e s t t r è s a r g i l e u xi ,l
uneracinepivotante, quileurpermettra pourrala retenirtrop fortementen été
de chercher avecvigueurles zones e t l a r e n d r ei n d i s p o n i b l el l .i d é a el s t d e
humides enprofondeur. Cen'estpasle cultiversur une terre franche(voirBon
casdesplantes cultivées en pépinière, à savoir ci-contre),dont le complexe

112 60Milli0ns N' 136- mai/juin


Hors-Série
deconsommateurs. 2008
argilo-humiqueest efficace,et qui résultats.Lapremière année,il fautêtre
contientun peude cailloux,sousles- patient fréquemment
et surveiller ledéve-
quelsl'eaupeutse stocker. loppement desplantes. C'estpourcette
quel'onutilise
raison desplants cultivés
en pépinière,
quidevront êtrearrosés.
Lebinage
etlemulching
Lebinage permetde couperlesremon-
0uelle ?
eauutiliser
t é e s c a p i l l a i r epsa r l e s q u e l l el s' e a u
s'évapore versl'extérieur. l-eaunepeut )D Évitez d'arroser avecde l'eautraitée
pastraverser cettecouchemeubleet auchlore, carcelui-cirestedanslesolet
ellese trouvebloquée au niveaudes en diminue l'activitébiologique, ce qui
racines, pourlaplusgrandesatisfaction seranéfaste, à la longue, pour la santé
desplantes. Maisle binage estunepra- de vosplantes. l-eaudistribuée auprès
tiquefastidieuse, qui,à lalongue, dévi- desagriculteurs estengénéral contrôlée
talisele sol oar l'entréeexcessive et d'assez bonnequalité.
d'oxygène et la destruction desmicro- )l) [eaudeforageet de puitspeutêtre
organismes parle soleil.De plus,une detrèsbonnequalité, maiselledoitfaire
croûtede battance (diminuant lavitesse l'objetd'analyses régulières,surtoutsi
d'infiltration de l'eau)se formesouvent vousl'utilisez pourarroser le potager,
suruneterretropémiettée. carellepeutcontenir desproduits chi-
Couvrir le solavecdesbranches brovées miqueset desgermes.
(voirpage 706lpermetde conserver l)) [eau de bassind'agrément consti-
eniore plusd'eau.Cettetechnique, tue un véritable engrais.Ellepeutêtrf
appeléemulching, présente de nom- verséeavecun arrosoir au piedde vos
breuxavantages pourl'écosystème, plantesles plusgourmandes en élé-
mentsnutritifs.
))l Si vouspossédez une phytoépura-
enplace
Lesemis tion,c'estun bonmoyende recycler vos
Cettepratique estutilisée pouriap,upart eauxgrisesen arrosant votrejardin.
desplantes potagères et annuellæ. Ag:ès t)) Installer unsystème de récupération
le semis,lesgrainessontreco*'e-:es de l'eaude pluiereprésente unesolu-
d'unpeude terreet arrosées. Leiere tion intéressante, carelleest souvent
estmaintenue humide jusqu'àia ge-,r- detrèsbonnequalité... et gratuite !
nation.Lorsque lesfeuilles se dé'"Ê cÈ
pent,si le semisesttropsené. 'a-:
enlever desplants,pourpermerrêa-x Ladistribution
del'eau
autresd'atteindre leurtaillemaxi-,ae ))) Si vousavezun petitjardinet du
Engénéral, lesplantsarradrés sefcr:- s temps,unsimplearrosoir suffira.Enarro-
en cultureailleurs, et vouscoras:e:e.ezsantchacune devosplantes, vouspour-
qu'ilsaurontbesoinde plusd'ea-oo,r. rezsuivreleurétatde santé.
leurdéveloppement queceuxc- s,c^: ))) Pourun grand,jardin, vouspouvez
restésenplace.Copierlamanière g- ;- envisager lamiseenplaced'unarrosage
lisentlesplantes pourse reprod"re ^ê-- automatique, pratique lorsque vouspar-
rellement, en l'occurrence le se'..s :e- tezen vacances. Préférez lesgoutte-à-
metde moinsarroser. Silesplar.ies s:n: Eoutte, pluséconomes en eauqueles
seméesà lasaisondespluiese: û:-*=-- systèmes paraspersion.
environnement qui leurconvie^:e :-. ))l Mieuxvautarroser le soir,pourévi-
n'ontpasbesoind'arrosage du :c,-: ter unetropgrandeévaporation.
Lorsqu'on créeun jardin,il esi J= I : l)l Choisissez unprogrammateur équi-
d'utiliser uniquement la tech".c-: :- péd'unesonded'humidité, quiarrêtera
semis,mêmesi elledonneles-e e--s 'arrosage en casde pluie.

60Millions
deconsommaleurs. 1' tffi - rmr Erflr2008
Hors-SÉic 113
A l'heure
oùlerecyclage
desdéchets desplusimpor-
estunepréoccupation
tantes,lle pratique
prailquerurale
e compostage, ruratecourante,commenceâ s'tmposer
en milieuurbaingrâceà destechniques simples.
et à deséquipements
Pendant lesmilliersd'années d'évolution observé dansleslitières forestières natu-
de laviesurTerre, DameNature a suéla- par
relles l'épandage surle solde maté-
borerdescyclespourassurer sasurvie riauxorganiques sélectionnés. Cettetech-
C'estsurceluideladécomposition aéro- niqueprésente denombreux avantages :
bie,accomplie dansla litièreforestière, l e l l ee s t p l u sf a c i l eà r é a l i s eqru el e
ouenousoorterons notreattention.Cette compostage en taset demande moins
couche superficielle
surlaquellenousmar- de compétence et de surveillance ;
chons. lorsde nosbalades en forêtest ! en s'incorporant au sol,lesmatières
constituée de plusieurs stratessucces- organiques favorisentl'activitébio-
sives.Lasurface estcomposée dedébris, Iogique, donclavitalité descultures ;
commelesfeurlles et lesbranches mortes, I la couch6suoerficielle. constitùée de
lesfruitspourris, et parfoismêmedes matières nondécomposées, procure au
cadavres et desexcréments d'animaux sol une protection contreles rayons
sauvages. Souscesdéchets apparaîtune solaires et le vent,permettant ainside
couchede fragments noircisquicom- conserver plusd'humidité, et doncde
mencentà se désagréger. lls sonten motnsarroser ;
coursde décomposition grâceà l'action Dlastructure desmatériaux assureune
desbactéries et deschampignons. En bonneprotection contrel'érosion et évite
grattantencore,on découvre unetror- auxfortesoluiesde lessiver le sol et
sièmecouche, noireet fine,que l'on de créerunecroûtede battance, qui
appelle l'humus stableet quiexhale une empêche l'infiltration de l'eau;
odeuragréable. C'estenreproduisant ce I l'isolation queprocure cettelitièreper-
processus naturel
dedécomposition, grâce metà certains végétaux de résister plus
à latechnique du compostage, quel'on facllement aufroid;
parvlent à recycler
lesdéchets organiques. ? les herbessauvages se développent
moinsfacilement quesurunsolnu ;
I enfin,lorsqu'il est recouvert de cette
Recycler
lesmatières couche, le solpeutapporter unélément
aujardin
organiques esthétioue au iardin.

Lecompostage de surfaceest unetech-


nrqueutilisée pourrecycler lesfeuilles étapes
Lesdifférentes
mortes,lesbranches
depelouse. Lepremier
broyées et lestontes
instigateurdecette
à respecter
méthode fut le microbiologiste japonais Commencez oarépandre 1 centimètre
Mazanobu Fukuoka. Cettetechnioue est de comoostmûrsurl'ensemble de vos
pratiquée depuisplusde quarante ans espaces afind'apporter
de culture, suffi-
parlesjardiniers partisans
dunon-labour. samment et d'azote
demicro-organismes
Ellereproduit le cyclede décomposition pourladécompositiondesmatières que

114 N"136- mai/iuin


Hors-Série
der0ns0mmateurs.
60Millions 2008
vrontà tourde rôlelesmatières à com-
poster. Vousaménagerez uneportesur
l'undescôtés,enfixantdescharnières
surl'unedespalettes, pourévacuer le
c o m p o slto r s q u 'si le r am û r ,E n s u i t e ,
construisez untroisième silo,demêmes
dimensions, pourstocker desfeuilles
mortes,et équipez-le d'uncouvercle
oourlesconserver ausec.
Dansle premier silo,déposez 10centi-
mètresdefeuilles mortes, surlesquelles
vousréoandrez desdéchets de cuisine,
comme les épluchures, les restesde
salade, les fruits pourris. Lorsque les
déchets recouvriront intégralement la
surface, saupoudrez-les avec du com-
postmùr,quevousaurez conservé dans
une poubelle à proximité. Cela permet-
Lorsqueles déchetsverts tra d'aiderle démarrage de la décom-
sontbiendécomposé+
Ensuite,
vousV déposerez. si vo-s ::3s e'l le compostest mûr position. Ensuite, répandez denouveau
rt é
q ng itnvnt t cJ À
çnu hr or ç , m
r r êr lç- 1t a179 4 a
çnr
^ i^^
pcu=
^
c-
- ^A
u;u
et formeun humus desfeuilles mortes, surlesquelles une
qui permettrade fertiliser
desplantesdestubesde gorrii+aç:. *e, Iatere du iardin. nouvelle couchede déchets viendra se
Q u ia s s u r e r o nl t' a r r o s a g eF,: r s s e zc a r placer, et ainside suitejusqu'àrasbord,
unecouchede 5 centimètres d'eca'sserr enfinissant parunecouche defeuilles.
de branchesbroyéesrécoltéesrcrsde Laissez reposer sixmoisau minimum,
l'entretien du jardinGrâceà I'ac:c" des en arrosant avecde I'eaunonchlorée
micro-organismes, ellese trans;o'-eraâ ( d ep l u i e p
, a re x e m p l eu)n ef o i sP a r
sontouren humusCependant, , fa-t etre semaine en période chaude et sèche,
vigilant: laforteconcentration en cerbone afinde maintenir l'humidité nécessaire
de ces matièrespendantleurdéconrpo- auprocessus dedécomposition. Pendanl
s i t i o np e u t e n g e n d r eur n e c a r e n c ee n ce temps,vousremplirez l'autresilo
azoteoourcertaines 0lantes.ll serafacile
d'y remédrer en faisantun apportpréventif
de purrnd'ortieet en y épandant de remps
ên fêmne dêe t^ntêe alâ nêlôr rqê qane
v | | L v | | ' v v y v | v v u v , v u | | v

dépasser2 centimètresd'épaisseur,
Vous Attentionànepas Lesrestesde lesplutôt pournourrir
pouniezaussiy répandrelesdéchetso'ga-dÉposer dans votre plats :trop
cuisinés animaux.
les
niquesménagers commelesépluchures, r0mp0st lesdéchelshumides.ilsengen- : lespeaux
ce quifonctionnerait
maisne seraitpas suivants. desfermenta-d'agrumes
drent etd'av0-
trèsesthétique,d'oùl'intérêt
de fairele Lescendres qui
de ti0ns allèrent les tat:elless0nldiffici-
compost dansunsilo bois: elles prosessus
diminuent dedÉcom-lement dÉcompo'
desmicro- position
l'activité desautres sables sous nos
organismes plus.
Ûe les climats
etserontmatières. tempérÉs.
Aménager
uneaire plusutilesépandues bactéries , Lesexcréments
aérobies ..,'..,
decompostage auiardin (àraison ainsiqueleschampi-(litièresdetoilenes
Pour éviter le dessèchement des pot
d'un de yaourt unonsn'apprÉcient àcompost) :ilsdoi-
matières,choisissez
unendroità l'ombre 0armèlre et
carré guèrecetypede vent êtrecomposlés
duvent.Fabriquez
et abrité deuxsilosà paran), carelles
sont pauvres
substanres dans dessilosréser-
l'aide
desolidesoalettes
de 1 mètre de riches enpotasse. Gardez- vésàceteffet.
enoxygène.
côtésur 1 mètrede hauteur.
oui rece-

deconsommaleurs.
6ûMillions Hors-Série 2008
N"136-mai/iuin 115
II
I

Mieuxvautprévenir
qu'épandre naturelles
lesdéfenses
! Enrenforçant
sonjardinaccueillant
et en rendant
desvégétaux pourlesanimauxquiferont
lachasseauxravageurs, bio,évidemment!
on limiteralestraitements...
30 kilosdechenilles dansl'année I Vous
trouverez facilement dansle commerce
desnichoirs adaptés, quevousdispo-
serezdansunlieutranquille dujardin
]l) La chauve-souris. Pendantses
c h a s s e se,l l e p e u tc o n s o m m eurn e
grande quantrté d'insectes (carpocapses,
noctuelles et phalènes).
Dll Lehérisson. Cemammifère estutile
p o u r e n d i g u elra m u l t i p l i c a t i d
oens
limaces, petitsescargots et chenjlles.
lll Lacoccinelle. Lalarvedecefameux
i n s e c t e s t c o n n u ep o u rs o na p p é t i t
v o r a c eE. l l ep e u tc o n s o m m e j urs q u ' à
200pucerons avantd'atteindre sonstade
d'insecte. On peuts'enprocurer dans
le commerce assez aisément.
})l Lecarabe. Cetinsecte se nourrit de
Pour éliminer les
puceronssur lesrosiers, n y m p h e sd e c h e n i l l e t d e p e t i t e s
on peutdéposer Pendant sesmillions d'années d'évolution,limaces. ll trouvera refuge souslemulch.
délicatement pour lll Le syrphe. ll est trèsutile pourrégu-
au pinceaudeslarves la naturea su trouverun équilibre
de coccinelle sur les développer desécosystèmes favorisant la lerles populations de pucerons, puisque,
feuilles: lespucerons quel'onconnaît il peut avaler entre 150
constituent biodiversité aujourd'hur.austadelarvaire,
leurmenuprincipal! Delamêmemanière, c'estencréantun et 900individus avantdesetransformer
milieude vieéquilibré dansvotrejardin en nymphe. Vouspouvezgardercet
quevouspourrez assurer unesantéopti- insecte dansvotrejardinenlaissant fleu-
-^l^
il tdtu
À .,^^
d vuJ
^l^^+^^
utdiltuJ, rirdesombellifères
i l ) L e c r a p a u d[,e s p è c ec o m m u n e
consomme principalement deslimaces.
dujardin
Lesauxiliaires llÛ La grenouille rousse.Enajoutant
En réalisant certains aménagements,à sonrégimealimentaire unequantité
vouspourrez accueillirlesprécieux "auxi- d'insectes et de larves, elleparticipe à
liairesdujardin'iOn appelle ainsitous les leurrégu,lation
êtresvivants quiparticipent à l'équlllbre lli Le lézard.Ce reptrlese nourrites-
de l'écosystème en limitant Iaproliféra- sentiellement de limaces, d'insectes et
ù
tiondesnuisibles quiattaquent lesvégé- dechenilles.
)
taux Envoiciuneliste,nonexhaustive l l ù L e c a n a r d .L a r a c eC o u r e u irn d i e n f
o
l b FL a m é s a n g ec h a r b o n n i è r eU.n esttrèsefficacepouréllminerleslimaces ù
coupleet sespetitsmangent jusqu'à et lesescargots, dontelleest friande z

60Millions N"136- mai/ilin


Hors-Série
deconsommateurs. 2008
116
pourleurtendreun piège)Pourlimiter
Les
zones
à aménager leurpullulation,
arrosezplutôtle matin.
Conservez unezonesauvage dansvotre b$$Maladies. Lorsque voustaillezune
jardin
pourpermettre aux"auxiliaires"de plante malade,
désinfectezensuiteIalame
trouverlemilieuidéalpoursereproduire,avecde l'eaude JavelLesmaladies se
et réservezuneolaceDourun bassln développent surdesplantesnonadap-
d'agrément, où ils s'abreuveront Les téesà l'environnement devotrejardin(sol
troncsd'arbrescreuxer les tas de tropriche, tropd'humidité dansl'air,pas
branches mortesservirontd'habitat assez d'ensoleillement...).
Certaines
sélec-
pourde nombreux mammifères, sontfaitespouraugmen-
et les tionsvariétales
muretsdepierres sèches hébergeront les ter la production (plusde fruitsou de
lézards.Vouspourrez attirerlesoiseaux fleurs,desfruitspiusgros,desfleursplus
aujardrn
utiles enplantant desarbustes à grandes),audétriment de larusttcité.
baies,dontrlsraffolent,ainsiqu'endis-
oosant lesnichoirs
ouileurconviennent. t l
Lesamendements
3FâLecompost. Valeur sûrepournounir
Respecter
l'écosystème la plupartdesplantes du jardin,le com-
Lesvégétaux setrouvant dansun envi- postpeutêtreépandu sousle mulch,
ronnement quiIeurapporte touslesélé- pouroptimiser sonassimilation. Lorsque
mentsdontils ont besoinne nécessi- vosplantes sontexrgeantes en potasse,
tentaucuntraitement ohvtosanitaire En vousoouvez éoandre de la cendrede
revancne, uneplantequrne se trouve bors,à ladosede 100g/mzparan. //
pasà laplacequiluiconvient sedévita- b*FLespurinsde plantes. Arroser ou
liseet contracte plusfacilement des oulvériser duourind'ortie stimule lacrois-
maladies. Deplus,lesinsectes sontatti- sancedesplantes en apportant l'azote
résparcetypedevégétaux et viennent dont ellesont besoin.Le purinde
j o u e rl e u rr ô l ed e r e c y c l e u resn l e s consoude est surtoutemployé pourles
éliminant de l'écosystème. plantes à fruitset à fleurs,caril contient
de la potasse(voirencadréci-dessous.)

Lessoins
conseillés fiTflilil[l
hFbProblème de pourriture.
d'eaupeutengendrer
Un excès
despourritures au
nÉcocnatu$
FrJUS
tlrsrcûua$
niveaudesracines et du collet.Mettez Vosplantessubissent Faites
tremper les diluÉvinst
fois
en placeunesonded'humidité, quianê- lesattaquesrépétées prèles
pendant vingt sera enpulvéri-
utile
teralesystème d'arrosage pleut.
lorsqu'il indésirables.
d'hôtes quatre et
hBures, sationcontre
Lesplantes multiplrées pargreffage sont malgrévostoutes mettez-les à bouillir lespucerons. 0uant
plussensibles auxexcèsd'eauCelles précautions
?Voici pendantvingtmi aupurindefeuilles
provenant de multiplication parsemis quelquestraitements nutes. etslOc- debégonia,
filtrez
serontplusrésistantes Évitezlesapports quidevraientvous kezdans desbidons employé pur. il sera
defumierfraisdanslaculture desolantes permettred'envenir à l'abri
delachaleur ef{icace contre
sensiblesauxmaladies desracines.
àbout. etdelalumière. leslimaces.
&!bAttaques de pucerons. Limitez l'ar-
rosageet l'apportd'engrais azoté.Vos Les décoctions
: Aioutez cinqparts Lesextraits
plantespousseront pluslentement et ren- ladÉcoction
de prèle d'eaude pluie.
et pul- deplantes: leius
forceront
ainsileurstissus, cequilesren- pour
estutile renfor- vérisez
touslesmois defeuilles detomate
à dramoinsattrayantes pourlespucerons. cerlesplantes lesplantessensibles. estefficaceenpulvé-
bDFEscargots et limaces, Evitezdelais- contre
lesmaladies Lespurins : risation
contre lapié-
serdestas d'herbes, carilsattirentde cryptogamiques- lepurind'ortie rideduchou.
trèsloincesgastéropodes (saufsi c'est

60IVlilli0ns
decons0mmateurs. N' 136- mai/iuin
Hors-Série 2008 117
LESLIVRESUTILES
Parmi lesouvrages consacrés
à lamaison voiciunesélection
écologique,
de livresécritsou conseillés dece numéro.
desarticles
oarlesauteurs

Généralités ÉiiiiUne maisonplus


25Maisons saineM , arle-Pierre
,,:'
écologiques uuDorsreïroTTE0,
Dominique Massin,2006,14,70€
n^ l^ -A-^ ^,,+^' 'r^
Gauzin-Mriller uç to tttçtttç ouLçutçr

c h e zl e m ê m eé d i t e u:r
la Nouvelle Vie
destoits,2001,14,70€.
iri*"iLe Guide
d e l ' h a b i t ast a i n ,
S u z a n neet P i e r r e Déoux
Le tourcomplet cipes
auxconseils
de collectedes rlac nrrociinne
vve Y vvvUvl
do canTé pratiques, avecdenom-
m e i l l e u r er sé a l i s a t i o n s l i é e sà I ' h a b i t a t . breux schémas
f rançaises en architecture Éd,lvledieco, 2004,38 € É ,-
t r o .l e r r ev r v a n t e ,
b i o c l i m a t i q udeo,n tl e s 25 Maisonsen bois, 2 0 0 63, 5 € .
I'ir:,,
U nT l o r i l è gde' e x e m p l e s principes sontexposés D o m i n i q uGea u z i n - M ù l l e r .
d ' h a b i t a tésc o l o g i q u e s d e m a n i è r a e c c e s s i b:l e É d o b s e r v ' E R / LeGuide
soustoutesleslatitudes 1 ' 1 e 0 x e m p l e sa,u x q u a t r e Le Moniteur, 2003,45 € de la maison solaire
de la planète, montrant ^^;^^ !, , ^^,,^ !^6+
u u i l r ù u u P o y ) , u u r rL iri,ij[Architectureécolo- Edward Mazria
l ' é t e n d udee sr e s s o u r c e s Iescaractéristiques sont g i q u e .2 9 e x e m p l e s
natr rrolloq lnnalac nnrrr brièvemen co t m m e n t é e s e u r o p é e n sD, o m i n i q u e
développer unearchitec- et accompagnees G a u z i n -ùl V
ller
tr rro richa ot innéniar rqa deschémas. Éd Observ'ER/
à moindre impact Ed.Observ'ER/ Le lVoniteur, 2001, 59 €.
s u rl ' e n v i r o n n e m e n t , Le Moniteur,2007,45 €.
m ê m ee n v i l l e Pratique
Ed.AMC/LeMoniteui. LaGonception
2005,45€. iitr; Maisonsécolo- bioclimatique
g i q u e sd ' a u j o u r d ' h u i , Samuel Courgey
LeGrandLivre Claude Aubert,Antolne et Jean-PierreOliva
deI'habitat
solaire Bosse-Platière et Jean- U n ea p p r o c hgel o b a l e
Alain Liébard, PierreOliva.32 exemples trèsconstruite,
Jean-PierreMénard accompagnés de un excellenÏ ouvrage, Un ouvrageincontour-
et Patrick Piro d o q e r i n T i f qt r À q r r t i l o c c l a i re t b i e né c r i t , nablede cet architecte
E
f-af nrrrrrana mot À IA,,-A^ ^^ -r^l:^^+l^^
R e c o m m a n dpéo u r é t a s u n i eqnu if u t l ' u n o

l ad i s p o s i t i odnu g r a n d
p u b l i cd e u xd é c e n n i e s
coûts ) Éd.Terre
vivante,2002,32€.
aborderla construction
b i o c l i m a t i q udee,sp r i n -
d e sp i o n n i e rhsi s t o r i q u e s
d e l ac o n s t r u c t i o n
t
I

118 tû Milli0ns Hors-Série


deconsommateurs 2008
N' 136-mai/juin
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[1lFl.-'ï
Guidede l'élec- la construction écolo-
t r i c i t éb i o c o m p a t i b l e , g i q u ev, o i c li ' u nd e ss e u l s
Claude Bossard ouvrages prattques ne
Un panorama trèscom- trartantpasde maisons
pletde toutes à bâtir,mais,dela rénova- Parun spécialiste,
lessourcesd'ondes t i o n! D e q u o ir e d o n n e r t o u tc e q u ' i lf a u ts a v o i r
électromagnétiques I'espod i re v i v r ed a n s Toutsimplement un pas- s u ru n é q u i p e m e n t
et des moyens un habitatplusécolo- s i o n n a nmt o d ed ' e m p l o i , quidevraitêtre
de s'enprotéger g i q u eà l ' i m m e n s e p a sà p a s ,i l l u s t r é , imposéà touteconstruc-
tro.ues uesstnset des majoritéd'entrenous, détaillé, sousla forme tionneuve.
M o t s ,2 0 0 6 ,1 7€ . q u iv i v o n sd a n sl ' a n c i e n . d ' u nj o u r n ael ,x p l i c i t a n t É d .E y r o l l e s2,0 0 8 9, € .
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Hors-Série 2008
119
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deconstruction S b FC o n s t r u i reen p a i l l e Approche-Paille,2006,
écologique a u j o u r d ' h uA i,strid 1 6€ .
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v e n d r e diil,s r é p o n d e netn d i r e c tà t 0 u t e sl e s q u e s t i o nqsu ev o u sv o u s p o s e z
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t h è m e sd e l ' e n v i r o n n e m e n t ,
d e l a s a n t éd, e l ' a l i m e n t a t i o n
d e sn o u v e l l et es c h n o l o g i e s
et dela gestion deson
patrimoine.
ôuç5trE_,E

Faceauxdangers quimenacent laplanète


et seshabitants,
I'habitat
doit
êtreénergétiquementefficace,
économe en ressources
naturelles
et res-
pectueuxde l'environnement,
touten étantconfortabfe
et fonctionnel.

Fixerdescapteurs thermiques sursontoit ne suffit poubelles adapté ou de l'eau(limi-


au tri sélectif...)
pasà rendre sonlogement écologique. lhabitat"éco- tationde laconsommation, récupération de l'eaude
responsable" naîtd'unedémarche globaleet inter- pluie, traitement deseauxgrises parlagunage...).
disciplinaire,
symbiose entreuneapproche intuitive, Envillecommeen milieurural,la conception d'un
inspirée despratiques traditionnelles, et l'emploi ral- bâtiment
écologique commence parl'étude duterrain
sonnédestechnologies innovantes. Cettesvnthese et de sonenvironnement immédiat : topographie,
créatrice, fondéesur deséchanges entrecllenrs, accès,vues,masques, plantations, ensoleillement
concepteurs et arttsans,exigeuneparticipation active et ventsdominants. Onanalyse ensuite lesressources
desusagers. Lesfamilles auxrevenus moyens, voire du territoire: végétation, matériaux à proximité et
modestes, ne sontpasexclues de cettedémarche, savoir-faire régionaux. Le projetdoit minimiser les
loindes"écovillas" high-tech dequelques privilégiés.terrassements, préserver l'écosystème et lesarbres
Un habitatécoresponsable répondauxsouhaits et remarquables. Oncréeradesabrispourlapetitefaune
besoins actuelsdesusagers, et anticipe l'avenir en enaménageant lesabords avecdesessences locales
autorisant desévolutions. Avecuneconception judi- et desmuretsen briques ou en pierres de la région.
cieuse, on transformera facilement la maisond'un Lesprincipes bioclimatiques assurent unebaisse de
coupleavecdeuxenfantsen deuxlogements plus 20 à 30 o/odelaconsommation d'énergie et le confort
petits: un deuxpiècesau rez-de-chaussée pourune de manière passive, grâceà un choixjudicieux de
personne à mobilitéréduiteet unecolocation pour I'implantation, de I'orientation et de laformedu bâti,
troisétudiants à l'étage.Lesautrescritères varient des matériaux et de la végétation proche.Un bâti
selonle milieu(urbain ou naturel), le contextegéo- compact, avecau sudlespiècesprincipales et au
graphique et sociologique, et le budget desclients. La nordlesespaces deservice, minimise lesdéperditions
plupart des'professionnels s'accordent cependant thermiques. Uneenveloppe très isoléeréduitles
surtroisgrandes nécessités : l'intégration au terri- besoinsde chauffage. Dessurfaces vitréesbien
toire,le choixraisonné desmatériaux et, surtout,ta dimensionnées et orientées (environ 50 7oau sud,
maîtrise de l'énergie. Puisviennent la gestion des 20 Voà l'estet à l'ouest, et 10% aunord)assurent le
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