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DITADURA MILITAR – CAPÍTULO 3

RESISTINDO AO REGIME NA FORÇA E NA ESTRATÉGIA

Para além do movimento do movimento cultural, outros grupos resistiram ao


regime da ditadura. A historiografia se acostumou a chamar esse sistema de resistência
de “guerrilha”. Exisitam diversos grupos de guerrilhas, que encontravam na luta armada
a única solução para o problema da ditadura.
É o caso da Guerrilha do Araguaia, que reuniu membros do extindo Partido
Comunista do Brasil (PCdoB), que vivia na ilegalidade. Nesta guerrilha, os militantes do
partido foram mandados para a região do Rio Araguaia, a fim de desenvolver um “foco
de guerrilha”, agitando a população do interior do país a lutar contra o regime. Eles tinham
como inspiração o que ocorreu na China, aonde a população camponesa se juntou ao
partido comunista e ao operariado e formaram um exército popular contra o regime
imperial chinês que oprimia o povo. Essa guerrilha foi, essencialmente rural, já que se
estabeleceu nos espaços de campo do interior do país.
Outros grupos optaram pela guerrilha urbana. É o caso da Vanguarda Popular
Revolucionária (VPR), Movimento 8 de Outubro (MR-8) e Vanguarda Armada
Revolucionária – Palmares (VAR – Palmares). De uma forma ou outra, esses e outros
movimentos revolucionários armados participaram de algumas ações específicas que
tentavam enfraquecer, ou até mesmo derrubar, o regime civil-militar. Utilizavam,
principallmente de “trocas” entre seus companheiros que foram presos pela ditadura e
políticos importantes. Assim, os embaixadores da Suíça, Alemanha e Estados Unidos
foram sequestrados em três diferentes momentos da ditadura, por alguns desses grupos, e
trocandos por militantes presos, que eram soltos ou exilados no México.
Para além disso, os militantes desses movimentos acreditavam que a única
forma de garantir sua vitória era enfraquecer aos poucos o regime, tirando dele próprio
os mantimentos para a guerrilha. Por isso organizavam ações de “expropriação”, ou seja,
invadiam bancos públicos e diziam estar “tomando de volta o dinheiro que a ditadura
tomou”. Entratanto, para o grande público, a ditadura divulgava o rosto desses militantes
como “terroristas”, procurados por “crimes”. Isso fazia com que as pessoas tivessem um
imagem incompleta desses movimentos, e essa visão se perpetua ainda nos dias atuais.

A LUTA POLÍTICA CONTINUA!


Lembra que falei anteriormente que, em um regime didatorial, a principal
sustentação está na ilusão democrática? Pois bem, na ditadura civili-militar brasileira isso
aconteceu com o bipartidarismo. Ou seja, a partir de 1964 os militares disseram que os
partidos tradicionais existentes no Brasil (UDN, PDT, PCdoB, PCB, etc...) não deveriam
mais existir; o multipartidarismo traria muitas contrariedades para uma ditadura, e os
militares queriam se livrar disso. Dessa forma, com o bipartidarismo, apenas dois partidos
poderiam existir durante essa ditadura.
De um lado, representando o partido dos que apoiavam a ditadura, estava a
Arena – Aliança Renovadora Nacional. De outro lado, representando os partidos, de
centro-esquerda e esquerda, partidos que representavam a resistência à ditadura, estava o
MDB – Movimento Democrático Brasileiro. Esta aparência democrática ajudou a
ditadura a se manter por um tempo. Entretanto, não era tão democrático assim, na prática.
Os membros do MD, por serem membros de outros partidos antes da Ditadura, eram
perseguidos e, por vezes, presos e torturados. A política para quem não apoiava a ditadura
era cruel.
Entretanto, nenhum regime consegue ser invisível por muito tempo. A ditadura
começou a perder força no campo político a partir da segunda metade dos anos de 1970.
Por isso é que se diz que foi a partir do governo de Geisel (1974-1979) que se iniciou uma
abertura política, ou seja, um proceso lento e gradual que devolvia a política brasileira à
democracia. Mas não se engane, não foi tão fácil. Todas as medidas foram lentas.
Em 1976 a Lei Falcão inaugurou uma igualdade política no regime. Essa lei
foi responsável por igualar a propaganda política na televisão entre Arena e MDB – antes,
obviamente, a Arena tinha muito mais visibilidade.
Mas o fato de existir uma lenta e gradual abertura política não significa que a
repressão tenha acabado. Tanto é que, em 1975, um dos principais jornalistas brasileiros
foi assassinado pelos militares, Vladimir Herzog foi encontrado enforcado em uma janela
de menos de um metro de altura. Na época, os militares afirmavam ser suicídio, mas
ficou-se sabendo, pouco depois, que foi assassinato.
O clima nos anos 1970 era de extrema instabilidade política e social. As
repressões a manifestações de rua na década anterior não tiveram o efeito desejado – que
era o de desencorajar os jovens. A resistência aumentou, e o MDB, Movimento
Democrático Brasileiro, também cresceu. Ao final da década o partido era tão grande que
conseguiu pressionar politicamente os líderes militares e conseguiu uma anistia.
A anistia do final de 1979 perdoou muitos políticos, jornalistas, músicos,
intelectuais e militantes de movimentos sociais e de guerrilha urbana que tinham lutado
contra a ditadura. Mas também perdoou militares torturadores e que cometeram crimes
contra humanidade. Isso significava então, que tudo tinha acabado e que a ditadura iria
terminar? Não. Mas já era um indício de que algumas coisas poderiam mudar e de que a
disputa pela legalidade estava mais próxima.
O bipartidarismo foi vencido, e em 1979, muitos partidos conseguiram voltar
à legalidade. Foi o caso dos partidos mais antigos, como o PTB (Partido Trabalhista
Brasileiro) e o PDT, surgido no seio do PTB. Mas também novos partidos surgiram, como
é o caso do PMDB, PT e PP, este último representante da ARENA, partido da ditadura.
É claro que os partidos mais à esquerda, como os comunistas, ainda não puderam voltar
à legalidade nesse momento, mas seus membros buscavam disputar a política dentro do
PMDB.

ATIVIDADES:
Com base nessa e nas aulas anteriores, e de acordo com o que acharem necessário
pesquisar, responda com as próprias palavras (sem o uso do Brainly):
1. Quais estratégias a ditadura utilizou para manter uma aparência falsa de
democracia?
2. Quais eram os grupos mais perseguidos pela ditadura e por que eram?
3. A “ameaça comunista” realmente era iminente e justificava uma tomada de por
meio de golpe?
4. De que maneira os militares violaram os direitos humanos e quais direitos foram
violados principalmente?
5. Quais foram os principais grupos que se movimentaram contra a ditadura? Como
eles atuaram?
6. O que aconteceu com a Arena e os seus partidários ao final da ditadura? Eles
continuram atuando políticamente, foram integrados pelo sistema democrático?