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Aluno: Richard Matos de Souza Matrícula: 06120286

Exercício sobre o texto: “O conceito de tecnologia como mercadoria”.

1. Quais as principais idéias que a autora apresenta e defende sobre a questão


tecnológica?

Resp. Que a tecnologia, que antes era uma mera forma de inventar técnicas afim de
melhorar a vida das pessoas, é agora um produto na sociedade industrial na medida
que são produzidas em série. Em termos de tecnologia agropecuária, a tecnologia
consiste apenas “em qualquer procedimento, objeto ou conduta que permitem
aumentar a produtividade”. Com a intensificação na produção dessas tecnologias,
tem se observado que existem limites econômicos, sociais e ambientais, vindo, com
isso, a necessidade do repensar sobre essa forma de construção de conhecimento
oriundo da revolução verde.
O comportamento vigente na época em que foi instaurada essa metodologia de
construção de conhecimento agrícola é tomado pelo encantamento. De modo geral,
essas tecnologias visavam a adequação do comportamento do agricultor e não que
fossem adequadas ao agricultor, de forma a abranger sua realidade e necessidades.
Estas eram embasadas apenas no aumento de produção e produtividade para
satisfazer, de maneira geral, as necessidades da agroindústria e do mercado externo.
Por isso, segundo a autora do texto, pode-se dizer que a tecnologia é a ciência e a
técnica transformadas em mercadoria, em valor de troca, sendo socializadas através
da difusão persuasiva ou do encantamento, e não pela horizontalização do
conhecimento da relação entre técnicos e agricultores.
Vale ressaltar que essa tecnologia, para ser útil, deve fazer com que aumente a
competitividade do produto no mercado o que, de modo geral, exige uma redução de
custos. Se exige um elevado investimento de capital inicial, ou se todas as condições
necessárias para garantir uma boa produção e produtividade são altas face ao retorno
obtido se nota que não são estudadas tão a fundo, sendo essa, umas das principais
críticas ao modelo. Percebe-se, também, que essa tecnologia não vislumbra todas as
diferenças ambientais, culturais e sociais das regiões. Sendo assim, nota-se que essa
metodologia de difusão de tecnologia, imposta pela atual conjuntura, não consegue
satisfazer o pequeno agricultor e contribuir para o desenvolvimento rural, através do
aumento de sua renda porque as condições impostas para a adequação são muito
custosas.
Vendo essa necessidade, de um novo modelo de pesquisa tecnológica para a
melhoria de vida dos pequenos agricultores, a autora propõe o modelo participativo-
educativo visando a emancipação humana, sendo tanto o técnico como o agricultor
construtores desse conhecimento: “Essa proposta de uma ciência partilhada
modifica os problemas de pesquisa e os métodos de geração de saber, pois parte do
princípio de que o outro (o camponês ou o agricultor) é um ser capaz de
conhecimento”.

2. Apresente as conclusões.

Resp. A autora demonstra no texto que a nova metodologia de assistência técnica e


extensão rural não deve ser embasada apenas na difusão de tecnologia e
condicionamento de comportamento. Isso tendo em vista que esse método causou
diversos problemas de ordem ambiental, econômica e sócio-política fazendo com
que os pequenos agricultores perdessem suas características, consideradas
retrógradas pelo modelo imposto. Vê-se a necessidade de uma mudança na visão do
profissional perante o que seja tecnologia, adequando esta para a realidade do
agricultor.
Para isso, o profissional deverá ter uma visão e formação mais holística, incentivar a
metodologia dialógica e horizontal entre este e o agricultor e ter consciência plena
de que não é necessário somente “produzir e conservar” e sim, devido as
conseqüências, principalmente ambientais, do modelo de tecnologia propagado pela
revolução verde , “produzir e recuperar” afim de garantir um desenvolvimento
sustentável no meio em que vive, seja ele um assentamento, ou cooperativa de
pequenos agricultores. Essa “nova” tecnologia deverá ser embasada em uma análise
social, ambiental e econômica para contemplar as necessidades impostas pela
realidade do agricultor e assim garantir uma renda para a melhoria de vida deste.