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Administração Financeira e Orçamentária I (Prof Ronaldo LP Amaral) .

Esta é uma obra simples, dirigida principalmente a estudantes de economia,


administração de empresas e ciências contábeis, que objetiva dar um roteiro para o estudo
da administração financeira.
Sua elaboração foi calcada nas obras de diversos autores, cujo conteúdo serve de
base e estímulo para estudantes do mundo inteiro.
Na medida em que se teve que adaptá-las à realidade brasileira, assim o fez-se,
incluindo alguns assuntos e excluindo outros, sempre acreditando estar selecionando o
necessário para a carga horária de graduação na matéria dentro dos padrões de ensino da
educação universitária brasileira.
Desculpamos-nos antecipadamente por qualquer erro que esta obra possa conter,
solicitando dos leitores que ao perceberem algum, nos informem através do e-mail
marcos_serpa@yahoo.com.br, pelo que desde já agradecemos.

O autor

Apostila 1 – AFO I (autoria do Prof. Marcos Antonio Serpa Coelho) Página 2 de 129
Administração Financeira e Orçamentária I (Prof Ronaldo LP Amaral) .

1. INTRODUÇÃO

1.1. CONCEITOS E PAPEL DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 06


1.2. O ADMINISTRADOR FINANCEIRO 07
1.3. MERCADOS 09
1.4. SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 10
1.5. ORDENAMENTO JURÍDICO DAS EMPRESAS 15
1.6. TIPOS DE SOCIEDADES MAIS CONSTITUÍDAS NO BRASIL 16
1.6.1. Sociedades Anônimas 16
1.6.2. Sociedades por Cotas de Participação Limitada 22
1.6.3. Firmas Individuais 22
1.7. CONSIDERAÇÕES SOBRE RENTABILIDADE X LIQUIDEZ 23
1.8. AMBIENTE FISCAL DAS EMPRESAS 24
1.9. DIAGRAMA DOS FLUXOS FINANCEIROS 26
1.10. CICLOS FINANCEIROS 27

2. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO

2.1. ADMINISTRAÇÃO DO CIRCULANTE 29


2.2. CAPITAL DE GIRO 31
2.3. ESTRATÉGIAS DE INVESTIMENTO EM CAPITAL DE GIRO 34
2.4. ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DO CAPITAL DE GIRO 37
2.5. O PROCESSO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO 39

3. ORÇAMENTOS

3.1. INTRODUÇÃO 43
3.2. ORÇAMENTO EMPRESARIAL 45
3.3. ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO EMPRESARIAL 48
3.4. ORÇAMENTO DE VENDAS 49
3.5. ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO 50
3.6. ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS PRIMAS 50
3.7. ORÇAMENTO DE COMPRAS 51
3.8. OAMENTO DE MÃO-DE-OBRA DIRETA 52
3.9. ORÇAMENTO DE CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO 53
3.10. ORÇAMENTO DOS ESTOQUES FINAIS 54
3.11. ORÇAMENTO DAS DESPESAS OPERACIONAIS 55
3.12. ORÇAMENTO DAS DESPESAS DE CAPITAL 55
3.13. ORÇAMENTO DOS CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS 56
3.14. ORÇAMENTO DE CAIXA 56
3.15. CONTROLE ORÇAMENTÁRIO 57

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4. PROJEÇÕES FINANCEIRAS

4.1.PROJEÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 58


4.2.PROJEÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL 58

5. ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA

5.1.INTRODUÇÃO 58
5.2.ESTRATÉGIAS DE CAIXA 60
5.3.SALDO MÍNIMO DE CAIXA 62
5.4.MONTAGEM DO FLUXO DE CAIXA... 62
5.5.COMPARATIVO ENTRE O RESULTADO... 64
5.6.MODELO FINANCEIRO DE PROJEÇÃO DAS NECESSIDADES... 65
5.7.FONTES DE CAIXA 67
5.7.1. Operações com Desconto de Duplicatas 68
5.7.2. Taxas do Mercado Aberto 70
5.7.3. Operações “Hot Money” 71
5.7.4. “Floating” Bancário 72
5.7.5. Crédito Rotativo 73
5.7.6. Leasing 73

6. ADMINISTRAÇÃO DO CONTAS A RECEBER

6.1.CONCESSÃO DE CRÉDITO 75
6.2.SELEÇÃO DE CRÉDITO 77
6.3.EFEITO DAS POLÍTICAS DE CRÉDITO 78
6.4.ESTUDOS SOBRE A FLEXIBILIZAÇÃO DO CRÉDITO 79

7. ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES

7.1.INTRODUÇÃO 82
7.2.DIFERENTES ENFOQUES SOBRE ESTOQUES 83
7.3.ESTOQUE COMO INVESTIMENTO 83
7.4.CUSTO DE ESTOQUES 84
7.5.RELAÇÃO ESTOQUES X DUPLICATAS A RECEBER 85
7.6.SISTEMAS DE ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES 85
7.7.SELEÇÃO DE COMPRAS 90
7.8.CÁLCULO DA TAXA DE EQUILÍBRIO PARA COMERCIALIZAÇÃO 92

8. PONTO DE EQUILÍBRIO E ALAVANCAGEM

8.1.PONTO DE EQUILÍBRIO – CONCEITUAÇÃO E CÁLCULO 95


8.2.ALAVANCAGEM 98
8.2.1. ALAVANCAGEM OPERACIONAL 99
8.2.2. GRAU DE ALAVANCAGEM OPERACIONAL 100
8.2.3. ALAVANCAGEM FINANCEIRA 101

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8.2.4. GRAU DE ALAVANCAGEM FINANCEIRA 102


8.2.5. ALAVANCAGEM TOTAL 102
8.2.6. GRAU DE ALAVANCAGEM TOTAL 103

9. BIBLIOGRAFIA 105

10. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 107

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1.1 CONCEITOS E PAPEL DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Quando se pretende administrar financeiramente uma empresa, tem-se que ter em


mente todo um conjunto de decisões que norteará seu rumo. Estas decisões são calcadas no
estudo da movimentação de fundos, e pressupõem-se duas rotas básicas: as decisões de
financiamento e as de investimento. As primeiras estão correlacionadas com as atividades
de captação de recursos e as segundas com as atividades de aplicação de recursos. Ambas
as atividades podem ser estudadas no curto e no longo prazo, dependendo de suas
características. Os recursos captados, por sua vez, podem ser próprios ou de terceiros, o que
implica num estudo mais aprofundado para determinar qual o mais viável.

Assim sendo, podemos definir FINANÇAS, como a arte e a ciência de administrar


fundos, ou a ciência que estuda a movimentação financeira entre os agentes econômicos.
Estes agentes podem ser instituições, mercados ou instrumentos envolvidos na transferência
de fundos entre pessoas, empresas e governos.

A ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA, por sua vez, é a ciência cuja finalidade é


maximizar a riqueza dos proprietários, gerindo com competência seus recursos. A empresa
deverá proporcionar aos seus donos o maior retorno possível sobre seus investimentos. 1

A administração financeira, assim como a maioria das ciências, é fruto do


aprofundamento natural dos estudos no processo de desenvolvimento da humanidade.
Nasceu com as teorias econômicas para após, com as teorias de Taylor, Fayol e Ford,
caminhar para sua independência, com forte ascensão após a grande depressão americana
dos anos 1929/30. Estudos de fluxos de caixa, investimentos e retornos, foram
transformando a teoria da administração financeira em uma ciência independente. A
dissociação total está ligada aos estudos de Modigliani e Miller aos quais se convencionou
chamar de Moderna Teoria de Finanças. Por fim, os estudos de risco que se desenvolveram
a partir da Teoria do Portfólio, patrocinada principalmente por Markowitz e Sharpe, e
permitiram fechar o esboço no qual trafega a moderna administração financeira.Esta ciência
atua em colaboração estreita com outras ciências tais como2:

• Contabilidade – Ciência que subsidia as decisões financeiras com os dados de seus


demonstrativos e relatórios.
• Matemática Financeira – Ciência que situa os números das finanças no tempo e
facilita seu entendimento.
• Estatística – Ciência que colabora com seus dados e previsões às decisões de cunho
administrativo/financeiro.

1
Ver mais em Assaf Neto, 2002 pp 46 -47.
2
Ver mais em Silva, 2001 pp 30-31.

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• Economia – Ciência que ensina como a empresa deve se colocar dentro das
variáveis econômicas e das leis que a regem.
• Direito – Ciência que orienta o disciplinamento legal dos procedimentos
administrativo/financeiros.
• Informática – Ciência recente, mas de grande utilidade para o administrador
financeiro pela rapidez e confiança no ordenamento de dados e elaboração de
relatórios.

1.2 O ADMINISTRADOR FINANCEIRO

A administração financeira pressupõe pessoas qualificadas que administrem as


decisões necessárias ao seu funcionamento. Estas decisões, via de regra, estão ligadas a
atividades que envolvem recursos financeiros direta ou indiretamente. Podemos catalogá-
las em três atribuições principais:
• Planejamento, análise e controle.
• Decisões de investimento.
• Decisões de financiamento.

As atribuições de PLANEJAMENTO, ANÁLISE E CONTROLE consistem em


visualizar no futuro as conseqüências financeiras dos atos presentes, analisar os resultados
apresentados e fazer com que o planejamento seja aplicado de maneira adequada,
monitorando sua aplicação. A consulta aos demonstrativos contábeis, permite estudar os
dados registrados e suas projeções. O orçamento empresarial, uma ferramenta de grande
importância, ajuda também ao administrador financeiro orientar financeiramente a empresa.
A análise dos relatórios contábeis e gerenciais denuncia possíveis desvios de roteiro do
planejamento, que devem ser corrigidos nas proporções e tempo requeridos.

A atribuição de selecionar INVESTIMENTO existe em decorrência das decisões


político-administrativas da empresa, e delimitam o montante de recursos a serem aplicados
em decorrência daquelas decisões. Esta atribuição administra os ativos tangíveis e
intangíveis que são uma constante preocupação na administração financeira. A aquisição, a
depreciação, o risco, o retorno, todos estes itens devem ser questionados, como forma de
manter a melhor produtividade e os menores custos.

A atribuição de buscar FINANCIAMENTO executa a seleção do menor custo para


viabilização da função anterior. Os financiamentos a longo e a curto prazo devem ser
pesquisados para se evitar custos desnecessários em épocas desnecessárias. O equilíbrio do
Balanço Patrimonial deve ser sempre perseguido como forma de se ter uma interação entre
fontes e aplicação de recursos.

O administrador financeiro utiliza basicamente duas funções financeiras: As funções


de tesouraria e as funções de controladoria. Dentre as principais funções de
TESOURARIA destacam-se:

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• Orçamento de caixa
• Cadastro
• Câmbio
• Financiamento
• Investimento
• Crédito e Cobrança
• Relacionamento com instituições financeiras

Dentre as principais funções de CONTROLADORIA (O termo vem do inglês


controller), destacam-se:
• Administração de custos e preços
• Auditoria interna
• Contabilidade
• Orçamento Geral
• Controle Patrimonial
• Planejamento tributário
• Relatórios gerenciais

Estas funções variam em função do porte da empresa. Em empresas pequenas, os sócios


se incumbem de muitas destas funções, e a contabilidade geralmente é terceirizada. Nas
grandes empresas, as funções se subdividem, na maioria das vezes, conforme organograma
a seguir:

Conselho de Administração

Diretor Diretor de
Diretor de Vendas Administrativo- Produção
Financeiro

Tesoureiro Controller

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1.3 MERCADOS3

A Administração Financeira está inclusa em complexos mecanismos de


funcionamento que se denominam mercados. Os mercados financeiros podem ser
distribuídos da seguinte maneira:
• MERCADO MONETÁRIO – É o mercado de curto e curtíssimo prazo. Caracteriza-
se pelas políticas de controle da oferta da moeda e das taxas de juros que garantem
sua liquidez. Quem executa e controla estas políticas é o Banco Central através dos
seguintes instrumentos:
o Depósito compulsório
o Redesconto ou empréstimo de liquidez
o Mercado Aberto (Open Market)
o Controle e seleção de crédito
O depósito compulsório regula o multiplicador bancário através de reserva
obrigatória de recolhimento de depósitos e recursos de terceiros determinado pelo
CMN através de percentuais.
O redesconto ou empréstimo de liquidez é o socorro que o Banco Central fornece
à rede bancária para atender às necessidades de caixa.
As operações de mercado aberto é um ágil instrumento de política monetária pelo
qual o BC pode regular o fluxo de recursos de mercado através de operações
overnight.
O controle e a seleção de crédito se dá através do controle de volume e destino do
crédito, controle das taxas de juros, fixação de limites e condições de crédito.

• MERCADO DE CRÉDITO – É o mercado que tem como objetivo suprir as


necessidades de recursos da economia através dos agentes econômicos que
interligam poupadores e tomadores. Neste mercado se destacam os bancos
comerciais e múltiplos.

• MERCADO DE CAPITAIS – É um mercado predominantemente de longo prazo.


Seu principal ambiente é a Bolsa de Valores. Divide-se em primário, quando as
operações são realizadas ali pela primeira vez e secundário, quando são realizadas
nas demais oportunidades. As operações também podem ser realizadas por
instituições financeiras e seus recursos podem ser destinados para giro ou para o
permanente das empresas.

• MERCADO CAMBIAL – É o mercado que envolve a contrapartida do mercado


internacional. Inclui agentes econômicos variados como importadores e
exportadores, investidores e instituições financeiras.

3
Ver mais em Gitman, 1997 pp 4 – 24; Cherubim et al, 2002 pp 4 – 26; Fortuna, 2002 pp 45-60.

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1.4 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL4

Até 1964 o Sistema Financeiro Nacional carecia de uma estruturação racional para
administrar suas necessidades. A partir de então foi montado um organograma funcional
para disciplinar e entender as entidades participantes que é distribuído da maneira a seguir:

A. SISTEMA NORMATIVO
• Conselho Monetário Nacional* - CMN
• Banco Central do Brasil - BACEN
• Comissão de Valores Mobiliários - CVM
• Superintendência de Seguros Privados - SUSEP
• Banco do Brasil - BB
• Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
• Caixa Econômica Federal - CEF

Apenas como adendo, informa-se que O CMN é órgão de natureza política e


altamente mutável em virtude dos governos eleitos, e teve nos últimos anos a seguinte
formação:

Presidente Número de membros


Castelo Branco 6
Costa e Silva 4
Garrastazu Médici 10
Ernesto Geisel 8
Figueiredo 8
José Sarney 15
Fernando Collor 11
Itamar Franco 13
Fernando Henrique Cardoso 3
Luís Inácio Lula da Silva 3

Os atuais membros são:


• Presidente: Ministro da Fazenda
• Membro: Ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão
• Membro: Presidente do Banco Central

4
Ler mais em Hoji, 2001, pp 34-41 e Fortuna, 2002, pp 11-43.

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B. SISTEMA DE INTERMEDIAÇÃO

• BANCOS
o Comerciais
o Múltiplos
o Caixas Econômicas
o De Desenvolvimento
o De Investimento

• INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NÃO BANCÁRIAS


o Sociedades de Crédito Financeiro e Investimentos
o Sociedades de Arrendamento Mercantil (Leasing)
o Cooperativas de Crédito

• POUPANÇA E EMPRÉSTIMO
o Sociedade de Crédito Imobiliário
o Associação de Poupança e Empréstimo

• MERCADO DE CAPITAIS
o Bolsa de Valores
o Bolsa de Mercadorias e de Futuros
o Sociedade Corretora
o Sociedade Distribuidora
o Agentes Autônomos de Investimento

• INSTITUIÇÕES NÃO FINANCEIRAS


o Sociedade de Fomento Comercial (Factoring)
o Seguradoras
o Sociedades de Capitalização
o Agências de fomento ou desenvolvimento
o Fundos mútuos de investimento
o Entidades abertas ou fechadas de previdência complementar
o Administradora de Cartão
o Consórcios

O Conselho Monetário Nacional – CMN é o órgão máximo do Sistema Financeiro


Nacional. Sua missão é definir as diretrizes de funcionamento do Sistema Financeiro
Nacional e formular toda a política da moeda e crédito da economia, visando atender a seus
interesses econômicos e sociais.

O Banco Central é o principal órgão executivo do CMN funcionando como sua


secretaria executiva. É órgão fiscalizador do mercado financeiro e executor da política
monetária do governo.

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A Comissão de Valores Mobiliários – CVM controla e fomenta o mercado de


valores mobiliários, atingindo as instituições financeiras, as companhias de capital aberto e
os investidores.

A Superintendência de Seguros Privados – SUSEP é o órgão responsável pelo


controle e fiscalização do mercado de seguros, previdência privada aberta e capitalização.

O Banco do Brasil até janeiro de 1986 assemelhava-se a uma autoridade monetária


mediante ajustamentos da conta movimento do BACEN e do Tesouro Nacional. Hoje, é um
banco comercial comum, embora responsável pela Câmara de Compensação.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES é


responsável pela política de investimentos de longo prazo do Governo e também pela
gestão do processo de privatização. É a principal instituição financeira de fomento do Brasil
por impulsionar o desenvolvimento econômico, atenuar desequilíbrios regionais, promover
o crescimento das exportações, dentre outras funções.

A Caixa Econômica Federal - CEF caracteriza-se por estar voltada ao


financiamento habitacional e ao saneamento básico, além de controlar as loterias. É um
instrumento governamental de financiamento social.

Os bancos comerciais e múltiplos são intermediários financeiros que transferem


recursos dos agentes superavitários para os deficitários, mecanismo esse que acaba por criar
moeda através do efeito multiplicador. Eles podem descontar títulos, realizar operações de
abertura de crédito simples ou em conta corrente, realizar operações especiais de crédito
rural, de câmbio e comércio internacional, captar depósitos à vista e a prazo fixo, obter
recursos junto às instituições oficiais para repasse aos clientes, etc.

As Caixas Econômicas Estaduais têm, em círculo mais restrito, as atribuições da


Caixa Econômica Federal. São agentes econômicos que estão desaparecendo do mercado.

Os Bancos de Desenvolvimento, cujo principal agente é o já citado BNDES, são os


principais agentes de financiamento do governo federal. Destacam-se os bancos regionais
de desenvolvimento como, por exemplo, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Banco da
Amazônia (BASA), e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDES).

Os Bancos de Investimento captam recursos através de emissão de CDB e RDB.


Esses recursos são direcionados a empréstimos e financiamentos específicos à aquisição de
bens de capital pelas empresas ou subscrição de ações e debêntures. Os Bancos de
Investimento não podem destinar recursos a empreendimentos mobiliários e têm limites
para investimentos no setor estatal.

As Sociedades de Crédito Financeiro e Investimentos, as “financeiras” captam


recursos através de letras de câmbio e sua função é financiar bens de consumo duráveis aos
consumidores finais (crediário). Tratando-se de uma atividade de alto risco, seu passivo é
limitado a 12 vezes seu capital mais reservas.

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As Sociedades de Arrendamento Mercantil trabalham com operações de


“leasing”, que se trata de locação de bens de forma que, no final do contrato, o locatário
pode renová-lo, adquirir o bem por um valor residencial ou devolver o bem locado à
sociedade. Atualmente, tem sido comum operação de leasing em que o valor residual é
pago de forma diluída ao longo do período contratual ou de forma antecipada, no início do
período. As Sociedades de Arrendamento Mercantil captam recursos através da emissão de
debêntures, com características de longo prazo.

As Cooperativas de Crédito equiparam-se às instituições financeiras. As


cooperativas normalmente atuam em setores primários da economia ou são formadas entre
os funcionários das empresas. No setor primário, permitem uma melhor comercialização
dos produtos rurais e criam facilidades para o escoamento das safras agrícolas para os
consumidores. No interior das empresas em geral, as cooperativas oferecem possibilidades
de crédito aos funcionários, os quais contribuem mensalmente para a sobrevivência e
crescimento da mesma. Todas as operações facultadas às cooperativas são exclusivas aos
cooperados.

As Sociedades de Crédito Imobiliário, ao contrário das Caixas Econômicas, essas


sociedades são voltadas ao público de maior renda. A captação ocorre através de Letras
Imobiliárias, depósitos de poupança e repasses de CEF. Esses recursos são destinados,
principalmente, ao financiamento imobiliário direto ou indireto.

As Associações de Poupança e Empréstimo são sociedades civis onde os


associados têm direito à participação nos resultados. A captação de recursos ocorre através
de caderneta de poupança e seu objetivo é principalmente financiamento imobiliário.

As Bolsas de Valores são entidades físicas, constituídas sob a forma de associações


civis sem fins lucrativos, com responsabilidades e funções de interesse público. As bolsas
operam em três tipos preferenciais de mercado:

• Mercado à vista – Onde a entrega dos títulos do vendedor ao comprador é


efetuada no segundo dia útil após o fechamento do negócio na Bolsa. O
pagamento da ação pelo comprador deve ocorrer no 3º dia útil após a
negociação.
• Mercado a termo – Onde a liquidação das operações ocorre em prazos
diferidos, em geral 30, 60 ou 90 dias. Para operar neste mercado é exigido,
tanto do comprador quanto do vendedor, um depósito de valores como
margem de garantia da operação.
• Mercado de opções – Onde se negocia os direitos de compra ou venda futura
de ações a um preço pré-estabelecido. O comprador de uma opção de
compra de ações, por exemplo, adquire até a data limite de vencimento da
operação o direito de comprar o lote objeto de ações. O comprador de uma
opção de venda, por outro lado, poderá exercer o seu direito de vender os
papéis objetos na data de vencimento da opção. A principal contribuição
deste mercado é a proteção contra o risco (hedge).

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A Bolsa de Mercadorias e de Futuros é a bolsa cujo objetivo é organizar


operacionalizar e desenvolver um mercado de futuros (commodities, taxas de juros, taxas
de câmbio, metais, índice de ações e de conjuntura) livre e transparente. Mantém as
seguintes modalidades de operação: Futuro, opções sobre o disponível, opções sobre futuro,
termo e disponível ou à vista (spot).

As Sociedades Corretoras são instituições membros das Bolsas de Valores


habilitadas para operar em seus pregões por conta própria e determinadas por seus clientes,
por meio de negociações com títulos e valores mobiliários.

As Sociedades Distribuidoras têm uma faixa operacional mais restrita do que as


corretoras e não têm acesso às Bolsas de Valores e de Mercadorias.

Os Agentes Autônomos de Investimento são pessoas físicas, credenciadas por


Bancos de Investimentos, Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento,
Sociedades de Crédito Imobiliário, Sociedades Corretoras e Distribuidoras que exercem
atividades por conta e ordem de quem os credenciou.

As Sociedades de Fomento Comercial são conhecidas como “factoring”, e operam


na venda de um direito de crédito, feita diretamente pelo detentor deste crédito (o sacador)
a uma instituição compradora (o factor). Esta fornece os recursos ao sacador, mediante um
deságio sobre o valor de face deste direito de crédito, que pode ser, por exemplo, uma
duplicata ou cheque.

As Seguradoras operam o sistema de seguros do país e são regidas pelo Decreto-


Lei nº. 73 de 21/11/66 e suas alterações posteriores. Não estão sujeitas à falência nem
podem impetrar concordata além de não poderem explorar qualquer outro ramo de
comércio ou indústria.

As Sociedades de Capitalização são sociedades mercantis cujo objetivo é fornecer


ao público, de acordo com planos aprovados pelo Governo Federal, a constituição de um
capital mínimo perfeitamente determinado em cada plano. Este capital é pago em moeda
corrente num prazo máximo indicado no mesmo plano, à pessoa que possuir um título,
segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas nos próprios títulos. DL 261, de
28.2.1967.

As Agências de Fomento ou Desenvolvimento são constituídas e funcionam sob as


regras da Resolução nº. 2.828 de 30/03/2001. Realizam operações de financiamento de
capital fixo e de giro associados a projetos na unidade da federação onde tenha sede.
Prestam garantias e serviço de consultoria e ainda administram fundos de desenvolvimento,
observando o disposto no Art. 35 da LC 101 de 04/05/2000.

As Administradoras de Cartão não são empresas financeiras, e sim empresas


prestadoras de serviços, que fazem a intermediação entre os portadores de cartões, os
estabelecimentos afiliados, as bandeiras (Visa, Mastercard, etc.) e as instituições
financeiras.

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Os Consórcios. A atividade de consórcio é uma invenção brasileira, hoje difundida


no mundo inteiro. Diversos são os instrumentos legais de regulamentação da atividade. A
Circular nº. 3.070 e seus regulamentos estabelecem as regras e condições para a concessão
de autorização para administrar grupos de consórcios e outros aspectos societários
relacionados ao assunto.

Os Fundos Mútuos de Investimentos são constituídos sob a forma de condomínio


aberto ou fechado e representam a reunião de recursos de poupança, destinados à aplicação
em carteira diversificada de títulos e/ou valores mobiliários, com o objetivo de propiciar
aos seus condôminos a valorização de cotas, a um custo global mais baixo, ao mesmo
tempo em que tais recursos se constituem em fonte de recursos para investimento em
capital permanente das empresas.

As Empresas Abertas ou Fechadas de Previdência Complementar são


instituições restritas a determinado grupo contribuintes ou não, com o objetivo de
valorização de seu patrimônio, para garantir a complementação da aposentadoria e, por esta
razão, orientadas a aplicar parte de suas reservas técnicas no mercado financeiro e de
capitais.

1.5 ORDENAMENTO JURÍDICO DAS EMPRESAS

De acordo com o novo Código Civil, as empresas, denominadas pessoas jurídicas,


estão divididas em Pessoas Jurídicas de Direito Privado e de Direito Público Interno ou
Externo. Pertence ao Direito Público Interno: a União, Estados, Distrito Federal,
Territórios, Municípios, Autarquias e demais entidades públicas criadas por lei. São pessoas
de direito público externo os estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo
direito internacional público. As Pessoas Jurídicas de Direito Privado dividem-se em
associações, sociedades e fundações. As sociedades, por sua vez, subdividem-se em
personificadas e não personificadas. Ao segundo grupo pertence a Sociedade em Conta de
Participação. Ao primeiro grupo pertencem as Sociedades Simples, Em Nome Coletivo,
Comandita Simples, Limitada, Anônima, Comandita por Ações e Cooperativas.

Segundo o Novo Código Civil (Lei nº. 10.406/02) Sociedade Simples é a sociedade
constituída por pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens e serviços,
para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados, não tendo por
objeto o exercício de atividade própria de empresário (Art. 981 e 982).

Sociedade Empresária (Art.983) tem por objeto o exercício de atividade própria de


empresário sujeita a registro, inclusive a sociedade por ações, independentemente de seu
objeto, devendo inscrever-se na Junta Comercial do respectivo Estado. Isto é, Sociedade
Empresária é aquela que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a
produção ou circulação de bens ou de serviços, constituindo elemento de empresa. Divide-
se em: Comandita Simples, Em Comandita por Ações, De Capital e Indústria, em Nome

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Coletivo, Limitada, Anônima e Cooperativa. O presente estudo será desenvolvido no


ambiente das Sociedades Anônimas. 5

União
De Direito Interno Estados
Público Municípios
Autarquias e demais entidades criadas por lei
Externo – Estados estrangeiros e pessoas regidas pelo dir. pub. internacional
Pessoas Associações
Jurídicas Fundações
Simples
Em Nome Coletivo
Em Comandita Simples
De Direito Personificadas Limitada
Privado Sociedades Anônima
Em Comandita por Ações
Cooperativas
De Capital e Indústria
Não
Personificadas Sociedades em Conta de Participação

1.6 TIPOS DE SOCIEDADES MAIS CONSTITUÍDAS NO BRASIL

1.6.1 Sociedades Anônimas

Estas sociedades têm seu capital dividido em ações. Ações são títulos negociáveis e
corresponde à menor fração em que se divide o capital da companhia. Tem natureza
jurídica de título de crédito, ou seja, é o título que dá direito de propriedade sobre parte de
uma companhia.
As ações são representadas fisicamente pelo Certificado de Ação, que só pode ser
emitido após a companhia adquirir personalidade jurídica. Para que os acionistas
confirmem a propriedade de suas ações, elas devem estar inscritas no Livro de Ações
Nominativas.
O estatuto da companhia fixará o número de ações em que se divide o capital social
e será estabelecido se esses títulos terão valor nominal. Se tiver, corresponderá à quantidade
expressa em dinheiro que o subscritor pagará pela ação. Se o estatuto fixar o valor nominal,
este servirá para todas as ações da companhia. Em se tratando de companhias abertas, o
valor nominal das ações não poderá ser inferior ao mínimo fixado pela Comissão de
Valores Mobiliários.
As ações sem valor nominal são aquelas que não expressam em dinheiro o valor que
representam.

5
Ver mais no Novo Código Civil, Lei nº 10.406/02, Art 996 a 1.195.

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As ações sempre serão nominativas e podem ser classificadas conforme sua


natureza em:
• Ordinárias – São as que concedem a seus detentores o poder de voto nas
assembléias deliberativas da companhia.
• Preferenciais – São aquelas que oferecem aos seus detentores a preferência na
distribuição de resultados da empresa, assim como no reembolso do capital em caso
de liquidação da companhia, mas não concede direito a voto. As ações preferenciais
não poderão ultrapassar 50% do total das ações.
• Fruição – São as que podem ser distribuídas aos acionistas em substituição à ação
que foi amortizada pela companhia. Este tipo de ação, mesmo não sendo negociável
assegurará aos seus detentores o direito de receber a parte do patrimônio da
sociedade que ainda lhe couber em caso de liquidação.
Conforme sua forma em:
• Nominativas registradas – Quando há um registro de controle de propriedade feito
pela empresa ou por terceiros, podendo ou não haver emissão de certificado.
• Escriturais nominativas – Quando há a designação de uma instituição financeira
credenciada pela CVM, que atua como fiel depositária dos títulos, administrando-os
via conta corrente de ações.
As ações podem ser classificadas em diferentes classes, como A, B ou C, por
exemplo, conforme a importância estabelecida no Estatuto Social. Quanto a liquidez, as
ações podem ser classificadas em:
• “Blue Chips” ou de 1ª linha – Ações de empresas de grande porte, com elevado
conceito de liquidez e de tradição.
• De 2ª linha – Ações de boa liquidez, porem com maior risco.
• De 3ª linha – Ações de empresas de médio e pequeno porte, com pequena liquidez.
• De privatização – São ações de companhias colocadas no mercado através de
leilões do Programa Nacional de Desestatização – PND.
As ações rendem dividendos, que são a parcela de lucro líquido distribuída aos
acionistas, na proporção da quantidade de ações detidas, ao fim de cada exercício social. A
companhia deve distribuir, no mínimo, 25% do seu lucro líquido ajustado.
A distribuição de novas ações para os atuais acionistas chama-se bonificação, e
acontece pela incorporação de reservas ao capital social em deliberação na Assembléia
Geral dos acionistas. Excepcionalmente pode acontecer distribuição de bonificação em
dinheiro.
Subscrição é o ato de adquirir novas ações emitidas em decorrência de aumento de
capital da companhia. Os direitos de subscrição conferem aos seus detentores a
possibilidade de exercer o direito de compra de novas ações e podem ser negociados no
mercado, isoladamente das ações.

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As ações são negociadas no mercado de bolsa ou no mercado de balcão. O mercado de


balcão é um mercado de títulos sem lugar físico determinado, onde são negociadas ações e
outros valores mobiliários, em geral, de empresas não registradas em Bolsa de Valores.
Ações podem ser resgatadas com redução ou não do capital social. Resgate é o
pagamento de ações para retirá-las de circulação. Já a amortização consiste na distribuição
aos acionistas a título de antecipação e sem redução do capital social, de quantias que lhes
poderiam tocar em caso de liquidação da companhia. O estatuto da empresa disciplina a
matéria.
Por fim, reembolso é a operação pela qual a companhia paga aos acionistas dissidentes
de deliberação da assembléia geral o valor de suas ações, nos casos previstos na legislação
societária. Normalmente o reembolso é feito com base no valor patrimonial da ação.
Para constituição de uma sociedade anônima, exige a lei um mínimo de duas
pessoas, que subscrevam todas as ações que constituem o capital social, muito embora o
Art. 251 da Lei das Sociedades Anônimas admita excepcionalmente a figura da companhia
com um só acionista. É a chamada subsidiária integral, que é a companhia constituída
mediante escritura pública, tendo como único acionista uma sociedade brasileira. As
sociedades anônimas são regulamentadas pela Lei nº. 6.404 de 15/12/76 e suas alterações
posteriores.
A responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das
ações subscritas ou adquiridas.
A sociedade anônima será designada por denominação acompanhada das expressões
companhia ou sociedade anônima, por extenso ou abreviadamente, mas vedada a utilização
da expressão companhia no final. O nome do fundador, acionista, ou pessoa que, por
qualquer outro modo, tenha concorrido para o êxito da empresa, poderá figurar na
denominação.
Dando proteção ao nome comercial estabelece a lei que se a denominação da
sociedade for idêntica a de companhia já existente, assistirá à prejudicada o direito de
requerer a modificação, por via administrativa, ou em juízo, e demandar as perdas e danos
resultantes. Exemplos de denominação de Sociedades Anônimas:
• Cia Nordestina de Alimentos
• Tecidos Paulista S.A.
• S. A. Araraquara de Ferragens
A sociedade anônima, qualquer que seja seu objeto, será sempre empresária e se
regerá pelas leis e usos do comércio. Isto significa dizer que seus atos constitutivos e
estatutos serão arquivados no Registro do Comércio, o que não ocorrerá com uma
sociedade simples, cujos atos constitutivos e contrato social devem ser arquivados em
Cartório. Têm competência legal para emitir outros valores mobiliários como partes
beneficiárias, debêntures e bônus de subscrição.
Partes Beneficiárias são títulos de renda variável, sem valor nominal e estranhos ao
capital social da empresa emitente, os quais conferirão aos seus possuidores direito de
crédito eventual contra a sociedade. Este direito consiste na participação nos lucros líquidos
anuais da companhia. Só poderão ser emitidos por Sociedades Anônimas de capital
fechado.

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As partes beneficiárias emitidas ou atribuídas aos fundadores e acionistas serão


criadas no momento da constituição da empresa como forma de pagamento dos serviços
prestados, em vez de honorários. Quando criadas gratuitamente para fundadores e
acionistas não existe registro contábil dessas partes beneficiárias, mas sim a menção em
nota explicativa de sua quantidade, direitos e valor de resgate, se houver. A companhia
fechada poderá alienar as partes beneficiárias emitidas ou atribuí-las a fundadores,
acionistas ou terceiros, como remuneração de serviços prestados à empresa.
Depois de constituída a sociedade a criação de novas partes beneficiárias só poderão
ser criadas em favor de acionistas ou terceiros. A criação desses novos valores mobiliários,
em geral, será para atender:
• Obtenção de recursos financeiros com terceiros,
• Aquisição de bens de acionistas que interessam à companhia, quando houver
falta de recursos para adquiri-los no mercado,
• Para sanar obrigações com terceiros. Etc.
Devem constar na criação das partes beneficiárias:
• A remuneração dos serviços,
• A cessão de direitos,
• O número em que estão divididas,
• Os percentuais sobre o lucro líquido anual, o qual não poderá ultrapassar
10%.
• A conversibilidade ou não em ações.
O prazo de duração das partes beneficiárias atribuídas gratuitamente não poderá
ultrapassar 10 anos, com exceção das destinadas a sociedades ou fundações beneficentes
dos empregados da companhia onde não há restrições legais, quanto ao prazo de duração,
conforme disposição do art. 48 § 1º da Lei das S/A. Sempre que estipular o prazo para
resgate, deverá criar reserva especial para esse fim.
O artigo 190 da Lei das S/A preconiza que serão conferidos aos titulares direito de
crédito por conta de lucros anuais, obedecendo a ordem de preferência de participantes nos
lucros em que as participações estatutárias de empregados, administradores e partes
beneficiárias serão determinados, sucessivamente e nessa ordem com base nos lucros, já
deduzidos os prejuízos acumulados e a provisão para Imposto de Renda, que vão
remanescendo a cada dedução de participação anteriormente calculada.
Fixado o preço de emissão das partes beneficiárias, seu pagamento, pode ser feito
das seguintes maneiras:
• Em dinheiro,
• Trocas ou compensação de direitos
• Dação em pagamento, etc.
Debêntures São valores mobiliários emitidos por Sociedades Anônimas com prazo
e remuneração previamente definida, podendo ser pública ou particular, que conferem a

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seus titulares diretos de créditos contra a empresa emitente, nas condições constantes dos
certificados ou escrituras de emissão dos títulos.
Sua finalidade é captar recursos financeiros de médio e longo prazo, para suprir as
necessidades de novos investimentos ou falta de capital de giro, sem que haja a necessidade
da organização recorrer a empréstimos em instituições financeiras com altas taxas de juros.
As debêntures possuem as seguintes vantagens:
• Os juros pagos são deduzidos como despesas financeiras,
• Capitalizam a empresa sem a necessidade de alteração do quadro acionário,
a menos que haja cláusula de conversão em ações,
• Flexibilidade nos prazos, garantias e condições de pagamento,
• A emissão pode ser dividida em séries a serem integralizadas nos períodos
desejados pela empresa emissora.
• Apresenta custos menores (títulos de longo prazo).
Uma empresa pode efetuar várias emissões de debêntures, de acordo com suas
necessidades. Cada emissão pode ainda ser dividida em séries, de forma a adequar o
montante de recursos às necessidades da empresa ou à demanda do mercado. De acordo
com a lei, a emissão de debêntures não poderá ultrapassar o capital social da companhia. As
debêntures deverão ter um valor nominal, o qual poderá ser diferente da sua emissão, e
quando isso acontece os títulos poderão ser colocados com ágio ou deságio.
As debêntures poderão ser conversíveis ou não em ações. Podem ter garantias reais,
quando garantidas por bens integrantes do ativo da emissora, bens que ficam indisponíveis
para negociação, e não poderá ultrapassar 80% dos bens gravados da empresa. As garantias
flutuantes asseguram privilégios sobre o ativo da emissora, não impedindo, entretanto, a
negociação dos bens que compõem o ativo. Estas garantias são limitadas a 70% do valor
contábil do ativo da emissora, líquido das dívidas garantidas por direitos reais, quando o
valor da emissão ultrapassar o do capital social.
As debêntures podem ser:
• Nominativas – Quando são representadas por certificados emitidos em
nome do titular e registrados em livro próprio mantido pela emissora,
• Escriturais – Quando não possuem certificados representativos, sendo
mantidas em nome do titular em conta de depósito em instituição financeira
depositária designada pela emissora.
As debêntures poderão ser amortizadas pelo pagamento parcelado, periódico e
progressivo, e resgatadas quando retiradas de circulação de forma parcial ou total,
independente da vontade do investidor, desde que previsto na escritura de emissão.
Bônus de subscrição são títulos negociáveis emitidos dentro do limite de aumento
do capital autorizado no estatuto. As sociedades anônimas podem ser abertas ou fechadas,
conforme os valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação em
bolsa ou mercado de balcão.

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A sociedade anônima possui quatro órgãos sociais, a saber: A Assembléia Geral, o


Conselho de Administração, a Diretoria e o Conselho Fiscal.
O Conselho de Administração é órgão facultativo, obrigatório apenas nos casos
estabelecidos pela Lei.
As Assembléias Gerais, convocadas e instaladas de acordo com a Lei e o estatuto,
tem poderes para decidir todos os negócios relativos ao objeto da companhia e tomar as
resoluções que julgar convenientes à sua defesa e desenvolvimento.
A administração da companhia compete ao Conselho de Administração. As
companhias abertas, as de capital autorizado e as sociedades de economia mista terão
obrigatoriamente Conselho de Administração. Este conselho é quem nomeia a Diretoria.
O Conselho Fiscal verifica a gestão patrimonial da sociedade, podendo não ter
funcionamento permanente, hipótese em que será instalado pela assembléia geral, a pedido
de seus acionistas, que representem no mínimo 10% das ações com direito a voto, ou 5%
das ações sem direito a voto.
As Assembléias poderão ser ordinárias ou extraordinárias. Nas ordinárias, que se
realizam uma vez por ano, com primeira convocação com 25% dos acionistas com direito a
voto e em segunda convocação com qualquer quorum, se debaterão as contas da diretoria.
Nas extraordinárias, que se realizarão quando necessário, a primeira convocação exigirá 2/3
dos acionistas com direito a voto, e a segunda convocação qualquer quorum. Nelas, os
demais assuntos que mereçam a convocação dos acionistas serão tratados. 6
Vantagens das Sociedades Anônimas

• Responsabilidade limitada: cada acionista é um sócio com responsabilidade


limitada, não podendo perder além do que investiu no negocio.
• Dimensão do negócio: o capital pode ser obtido a partir de muitos investidores, pela
facilidade com que as ações podem ser negociadas. A sociedade pode ser
pulverizada entre uma infinidade de acionistas, pequenos, médios ou grandes.
• Transferência de propriedade: a propriedade é comprovada pelos certificados de
ações, que podem ser facilmente transferidos a outras pessoas. As bolsas de valores
facilitam enormemente a venda e compra de ações.
• Vida ilimitada: a S/A não se dissolve com a morte ou retirada de um proprietário e
pode perdurar indefinidamente no tempo.
• Crescimento: A S/A pode expandir-se através de aumento de capital devido ao
rápido acesso aos mercados de capitais.
• Administração profissional: a direção da empresa passa para administradores
profissionais contratados e que podem ser promovidos ou substituídos.

6
Ver mais em Iudícibus et al, Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações, 1995, no Novo Código
Civil e na Lei das S.A. e suas alterações posteriores.

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Desvantagens:

• Regulamentação governamental: como a S/A é uma entidade legalmente


estabelecida, ela está submetida a regulamentações federais, estaduais e municipais,
tornando necessários alguns órgãos para prestar serviços burocráticos e atender a
todas essas regulamentações.
• Falta de sigilo: como os acionistas devem conhecer o desempenho e a situação
financeira da S/A através das demonstrações financeiras, a empresa torna-se muito
transparente. O Novo Código Civil (2002) estabelece algumas normas visando uma
maior transparência das sociedades anônimas.

1.6.2 Sociedade em Cota de Participação Limitada (ltda.)

São sociedades de pessoas, constituídas de dois ou mais proprietários que se


associam no mesmo negócio, com o objetivo de obter lucro. Embora quase sempre maiores
do que as firmas individuais, geralmente não chegam a assumir grandes proporções. A
sociedade limitada é constituída através de um contrato social firmado entre os sócios e
registrado na Junta Comercial. A responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas
quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. Nas
sociedades limitadas, os bens pessoais dos sócios respondem pelas dívidas assumidas no
negócio.

Principais vantagens:

• Economias fiscais: é semelhante à firma individual quanto aos custos


organizacionais e certos tributos.
• Capital social: Geralmente maior que as firmas individuais, pois são sociedades com
participação de mais de uma pessoa.
• Facilidade de crédito: Os bens pessoais dos sócios garantem os valores
emprestados.
• Administração: cooperação e habilidades administrativas de vários sócios
envolvidos no negócio são somadas.

Principais desvantagens:

• Responsabilidade solidária dos sócios: os sócios respondem conjunta e


solidariamente pelo negócio. No caso de liquidação do negócio os bens pessoais de
um dos sócios podem ser levados a garantir o prejuízo, caso os demais sócios não o
possa fazê-lo.
• Vida limitada: do ponto de vista técnico, quando um dos sócios se afasta ou morre,
a sociedade é dissolvida.

1.6.2 Firma Individual

A firma individual é constituída por um único empresário ou proprietário que


responde pelos seus negócios. É a empresa cujo proprietário é uma pessoa que opera em

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seu próprio benefício. A firma individual é geralmente uma pequena empresa, registrada
em Junta Comercial, onde o proprietário toma todas as decisões e opera a propriedade
juntamente com alguns poucos empregados. O capital da firma individual advém de
recursos próprios ou de empréstimos a curto prazo. É grande a quantidade de firmas
individuais, porém sua participação é pequena no volume de faturamento de todas as
empresas.

Principais vantagens:

• O proprietário é o seu próprio patrão.


• O proprietário assume todo o lucro e todo o resto do negócio.
• Baixos custos operacionais.
• Economias fiscais.

Principais desvantagens:

• Responsabilidade ilimitada em relação aos credores. A riqueza total do proprietário


– e não o capital investido – responde pelas dívidas do negócio.
• Limitação de capital: a capacidade financeira do proprietário é limitada e pode
restringir operações maiores.
• O proprietário deve jogar em todas as posições do negócio, isto é, deve conhecer e
dominar todos os aspectos técnicos, comerciais e financeiros da sua empresa.

1.7 CONSIDERAÇÕES SOBRE RENTABILIDADE E LIQUIDEZ

Como já se viu, o principal objetivo do administrador financeiro é o aumento da


riqueza dos proprietários. Para isso ele pondera as alternativas de investimento e
financiamento, planeja e administra, além de analisar demonstrativos e propor soluções.
Para alcançar seu objetivo, é necessário atentar para dois fatores importantes que afetam as
finanças: a rentabilidade e a liquidez.
Ao contrário do que se pensa, nem sempre uma empresa rentável está livre de um
processo falimentar. Para ilustrar o que estamos afirmando, transcrevemos o exemplo a
seguir:
Exemplo:
A empresa ALFA S.A. vendia por R$ 10,00 com prazo de 30dd o artigo que produzia a R$
7,50 e pagava seus insumos à vista. Como era nova, não tinha crédito na praça para levantar
empréstimos, ou fundos de qualquer espécie.

Em dezembro de determinado ano, tinha os seguintes saldos no circulante:


Caixa 7.500,00
Estoques 11.250,00
Contas a receber 15.000,00

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Animada pela margem de contribuição (10,00 – 7,50), em janeiro vendeu 2.000


unidades e produziu 2.500. Em fevereiro vendeu 2.500 unidades e produziu 3.000. Em
março vendeu 3.000 unidades e produziu 3.500. De repente se viu em dificuldades
financeiras.

Caixa Estoques Contas a Receber


7.500 18.750 11.250 15.000 15.000 15.000
15.000 18.750 20.000
3.750 22.500 15.000 18.750 20.000 20.000
20.000 22.500 25.000
1.250 26.250 18.750 22.500 25.000 25.000
25.000 26.250 30.000
0 22.500 30.000
insolvência

Vendas Custo das vendas Resultado


20.000 15.000 5.000
25.000 18.750 6.250
30.000 22.500 7.500

Muito embora a empresa fosse lucrativa, teve que encerrar suas atividades por
insolvência, pois não tinha mais dinheiro em caixa para comprar insumos de produção. 7

1.8 AMBIENTE FISCAL DAS EMPRESAS

Com a alta carga tributária atual do Brasil é imprescindível que tenhamos um canal
de discussão permanente nas empresas sobre economia de tributos.

A globalização, o mercado competitivo e o pesado ônus tributário que sufoca as


empresas brasileiras requer do administrador e do contador práticas de gerenciamento
eficazes para preservar a continuidade do empreendimento. Frente à realidade tributária
brasileira, a principal preocupação dos contribuintes é a redução da carga tributária.
Portanto, o contribuinte pode e deve estudar opções de economia de tributos, ou seja,
praticar quaisquer condutas objetivando eliminar, reduzir ou retardar o pagamento de
tributos, desde que se mantendo no campo jurídico da licitude.

Procurar alternativas de formas lícitas para reduzir a carga tributária das empresas e
estar atento às mudanças da legislação, bem como controle e emissão de relatórios

7
Exemplo extraído de Gitman, Administração Financeira, 1978 p 6.

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contábeis confiáveis, torna-se imprescindível para maximização dos lucros das empresas
para manutenção dos negócios e contribuição para combater o nível de desemprego.

No Brasil, compete à União tributar sobre:

• Importação de produtos estrangeiros


• Exportação de produtos nacionais ou nacionalizados
• Rendas e proventos de qualquer natureza
• Produtos industrializados
• Operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários
• Propriedade territorial rural
• Grandes fortunas, nos termos de lei complementar

A União poderá instituir mediante lei complementar, impostos não previstos nesta
relação, desde que não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios
dos já discriminados. Na iminência ou no caso de guerra externa, poderá instituir impostos
extraordinários, compreendidos ou não na sua competência tributária, os quais serão
suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.

Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituírem impostos sobre:

• Transmissão causa mortis ou doação, de quaisquer bens ou direitos


• Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações
e as prestações se iniciem no exterior
• Propriedade de veículos automotores

Compete aos Municípios instituirem impostos sobre:

• Propriedade predial e territorial urbana


• Transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por
natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, excetos os de garantia,
bem como cessão de direitos a sua aquisição
• Serviços de qualquer natureza, definidos em lei complementar

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1.9 DIAGRAMA DOS FLUXOS FINANCEIROS

Compra venda
Mão-de-Obra pgto Imobilizado

pgto. Compra venda


Matéria-Prima Investimentos

pgto.
Despesa Indireta
depreciação

Produtos em processo

Disponibilidades
pagamento
Produtos Acabados
restituição

Recebimento
Despesas Operacionais venda de ações

Recebimento quitação

Imposto de Renda Empréstimos


Financiamentos
Pagamento de dividendos

Vendas Patrimônio Líquido

Recompra de ações

Fluxo Operacional

Fluxo de Investimentos

Fluxo de Financiamentos

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1.10 CICLOS FINANCEIROS

Pelo que pudemos observar, os recursos financeiros movimentam-se sempre dentro


de uma determinada seqüência e repetidas vezes, constituindo-se em ciclos
Graficamente, os ciclos financeiros de uma empresa podem ser assim representados:

Ciclo Operacional

Ciclo de caixa

compra Pgto da compra venda Recbto da venda

PMP PMR

PME

Suponhamos que uma empresa disponha dos seguintes dados de Balanço, em Reais:

Ano x Ano x+1


Estoques = 100 600
Duplicatas a receber = 200 300
Compras a prazo = 1.500
Duplicatas a pagar = 100 150
Vendas a prazo = 2.000

Calcular:
• Ciclo Operacional
• Ciclo de caixa
• Prazo Médio de Recebimento
• Prazo Médio de Pagamento
• Prazo Médio de Estoques

CO = PME + PMR

Ei + Ef DRi + DRf
CO = 2 × 360 + 2 × 360
CPV vendas

Prazo Médio de Prazo Médio de


Estoque Recebimento

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100 + 600 200 + 300


2 2 350 250
CO = × 360 + × 360 = × 360 + × 360 = 171dias
Ei + C − Ef 2.000 100 + 1.500 − 600 2.000

CC = CO − PMP

DPi + DPf 100 + 150


CC = 171 − 2 × 360 = 171 − 2 × 360 = 141dias
compras 1.500

Prazo Médio de
Pagamento

LEGENDA

CO = Ciclo Operacional
CC = Ciclo de Caixa
PMP = Período Médio de Pagamento
PME = Período Médio de Estoque
PMR = Período Médio de Recebimento
Ei = Estoques Iniciais Ef = Estoques Finais
DRi = Duplicatas a Receber Inicial
DRf = Duplicatas a Receber Final
DPi = Duplicatas a Pagar Inicial
DPf = Duplicatas a Pagar Final
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
C = Compras

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FLUXO
OPERACIONAL

DISPONIBILIDADES

FLUXO DE
INVESTIMENTOS FLUXO DE
FINANCIAMENTOS

2.1 ADMINISTRAÇÃO DO CIRCULANTE

O objetivo da administração financeira de curto prazo é gerir cada um dos ativos


circulantes tais como caixa, duplicatas a receber, estoques, etc., e dos passivos circulantes
tais como duplicatas a pagar, contas a pagar, impostos a recolher, etc. a fim de encontrar
um equilíbrio entre lucratividade e risco que contribua positivamente para o valor da
empresa. Um investimento alto demais em ativos circulantes reduz a lucratividade,
enquanto um investimento baixo demais aumenta o risco de a empresa não poder honrar
suas obrigações nos prazos estipulados. Ambas as situações levam à redução do valor da
empresa.

Os ativos circulantes, normalmente chamados de capital de giro ou capital


circulante representam a parcela do investimento que circula transitando de conta, durante a
condução normal dos negócios. Essa idéia compreende a transição periódica de caixa para
estoques e destes para duplicatas a receber e de volta para caixa que compõe o ciclo
operacional da empresa. Na condição de substitutos de caixa, as aplicações financeiras são
consideradas como parte do capital de giro. Da mesma forma, as despesas pagas
antecipadamente estão incluídas no capital de giro porque representam serviços devidos à

8
Ver mais em Gitman, 1997, pp 588-590; Braga, 1989, pp 227-246; Melo, pp 140-142

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empresa e que são usados na realização de suas atividades, eliminando a necessidade de


desembolsos posteriores.

Os passivos circulantes representam os financiamentos a curto prazo das empresas


pois incluem todas as dívidas que terão vencimento em um ano ou menos. Tais dívidas
incluem normalmente os valores a pagar a fornecedores, bancos, empregados e governo,
dentre outros.

O Capital Circulante Líquido é usualmente definido como a diferença entre os


ativos circulantes e os passivos circulantes da empresa. Quando os ativos circulantes
superam os passivos circulantes a empresa tem capital circulante líquido positivo. Nessa
situação mais comum, o capital circulante líquido é a parcela dos ativos circulantes da
empresa financiada com recursos de longo prazo, os quais excedem as necessidades de
financiamentos dos ativos permanentes. Visto que os passivos circulantes representam
fontes de recursos a curto prazo, quando os ativos circulantes superam os passivos
circulantes, a diferença precisa ser financiada com fundos a longo prazo.

Quando os ativos circulantes são menores que os passivos circulantes, a empresa


tem capital circulante líquido negativo. Nesta situação menos usual, o capital circulante
líquido é a parcela dos ativos permanentes da empresa que está sendo financiada com
passivos circulantes. De uma forma geral, quanto maior a margem pela qual os ativos
circulantes de uma empresa cobrem suas obrigações a curto prazo, tanto mais apta ela
estará para pagar suas contas nos vencimentos.

O investimento total de uma empresa engloba os ativos circulantes e os ativos


permanentes, sendo que sua lucratividade e risco são afetados pela relação entre essas duas
categorias. O nível de ativos permanentes de uma empresa é determinado pela escala de
produção e pela intensidade de uso do fator capital. Por sua vez, o nível de ativos
circulantes guarda estreita reação com o nível de produção, acompanhando de forma direta
os aumento e reduções desta.

A lucratividade, neste contexto, é a relação entre receitas e custos gerados pelo uso
dos ativos da empresa nas suas atividades produtivas. O lucro de uma empresa pode ser
aumentado de três maneiras:

1. Aumentando as receitas

2. Reduzindo-se custos

3. Pela combinação dos itens 1 e 2.

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2.2 CAPITAL DE GIRO

CAPITAL DE GIRO: São os recursos necessários para subsidiar o fluxo operacional.


Através dele são elaboradas as políticas de estoques, compras de materiais, produção,
vendas e política de crédito, etc.

CAPITAL DE GIRO = CAPITAL CIRCULANTE

CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO – É a diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo


Circulante. Pode também ser entendido como a diferença da soma entre Exigível a Longo
Prazo e Patrimônio Líquido e Realizável a Longo Prazo e Permanente.

CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO = CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO

CAPITAL DE GIRO PRÓPRIO – É a diferença entre o Patrimônio Líquido e o


Permanente.

Toda empresa, durante sua gestão corre riscos. O risco operacional é o risco de não
se poder cobrir os custos operacionais. Já o risco financeiro refere-se à impossibilidade de
efetuar os pagamentos fixos programados decorrentes de empréstimos, leasing e dividendos
preferenciais. Uma empresa que não consegue saldar suas dívidas nos vencimentos é
considerada tecnicamente insolvente. Um aumento nos ativos circulantes eleva o CCL e,
portanto, reduz o risco de insolvência técnica. Ademais, as contas dos ativos são
apresentadas no balanço em ordem crescente de risco. Assim, os investimentos em caixa e
aplicações financeiras são menos arriscados que as duplicatas a receber, os estoques e os
ativos permanentes. O investimento em duplicatas a receber apresenta o menor risco do que
em estoques e ativos permanentes. Finalmente o investimento em estoque representa risco
menor que o investimento em ativos permanentes. Em outros termos, quanto mais um ativo
se aproxima da conta caixa no balanço, tanto menos arriscado ele será. Geralmente é mais
fácil transformar duplicatas a receber em caixa do que fazê-lo com estoques. Como
exemplo adicional, os investimentos em ativos permanentes têm maturação a longo prazo e
o surgimento de maquinários e instalações novos e mais eficientes pode tornar os ativos
permanentes de uma empresa relativamente ineficientes ou obsoletos.

Uma das decisões mais importantes que precisa ser tomada com respeito aos itens
circulantes da empresa é como usar os passivos circulantes para financiar os ativos
circulantes. Os credores concedem empréstimos a curto prazo para permitir que a empresa
financie aumentos sazonais de estoque ou duplicatas a receber. Esses recursos não devem
servir para aplicações a longo prazo.

As necessidades de financiamento da empresa podem ser subdivididas em


permanentes e sazonais. A necessidade permanente, que consiste dos ativos permanente
mais a parcela permanente dos ativos circulantes da empresa permanece inalterada ao longo
do ano. Já a necessidade sazonal, que se pode atribuir à existência de certos ativos
circulantes temporários, varia ao longo do ano conforme podemos ver no diagrama abaixo:

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:
INVESTIMENTO EM CAPITAL DE GIRO

Abordagem
Média
Necessidade sazonal

Abordagem
Abordagem Conserva-
Agressiva Necessidade permanente
dora

ABORDAGEM AGRESSIVA - Mais lucro, mais risco.

ABORDAGEM CONSERVADORA – Menos lucro, menos risco.

A administração de capital de giro envolve um processo contínuo de tomada de


decisões voltadas principalmente para a preservação da liquidez da empresa, mas que
também afetam a sua rentabilidade. As concordatas e falências geralmente constituem o
desfecho natural para as soluções inadequadas dos problemas de gestão do capital de giro.
Muitas vezes ouvimos dizer que determinada empresa tornou-se insolvente devido ao
excesso de imobilizações. Em geral isto significa que foram desviados para outra finalidade
recursos que deveriam estar financiando o capital de giro ou, então que os planos de
expansão não levaram na devida conta as necessidades adicionais de recursos para financiar
o giro das operações.

Enquanto os ativos fixos geram produtos, cujas vendas propiciam a recuperação dos
custos e despesas e o suprimento dos lucros, os ativos circulantes constituem aplicações de
recursos de baixa rentabilidade, mas necessárias à sustentação das atividades operacionais
da empresa. Alguns dizem que os ativos fixos criam riqueza e que os ativos circulantes
são um mal necessário.

Dependendo do tipo de negócio e da qualidade da sua gestão, cada ciclo do capital


de giro será repetido mais ou menos vezes em determinado período. Assim, é de se supor
que quanto mais os ciclos se completarem em cada período, mais eficientemente estarão
sendo geridos os recursos aplicados no ativo circulante, ocasionando maior rentabilidade.

Apostila 1 – AFO I (autoria do Prof. Marcos Antonio Serpa Coelho) Página 32 de 129
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A necessidade permanente de fundos é a parcela de recursos necessária para


financiar necessidades constantes da empresa. Esse valor é calculado, tomando-se por base
o valor anual necessário para manter o imobilizado da empresa no nível de produção
pretendida adicionado a alguns itens do ativo circulante, que, sob a ótica financeira, têm
características de permanente, como os estoques mínimos e o fluxo de caixa mínimo, por
exemplo.

A necessidade complementar de fundos é a parcela que é acrescida à necessidade


mínima citada acima. Esta necessidade é calculada, tomando-se por base as operações da
empresa que são representadas no ativo circulante em função da flutuação do mercado ou
sazonalidade dos insumos, conhecidas como as necessidades eventuais ou sazonais.

A necessidade mínima permanente de fundos é o valor encontrado na menor


soma mensal das necessidades permanente com a complementar.

Para um melhor entendimento, vejamos o seguinte exemplo9:

Necessidade
Ativo Ativo Ativo Mínima Necessidade
Mês Circulante Permanente Total Permanente Complementar
Janeiro 4.000 13.000 17.000 13.800 3.200
Fevereiro 3.000 13.000 16.000 13.800 2.200
Março 2.000 13.000 15.000 13.800 1.200
Abril 1.000 13.000 14.000 13.800 200
Maio 800 13.000 13.800 13.800 0
Junho 1.500 13.000 14.500 13.800 700
Julho 3.000 13.000 16.000 13.800 2.200
Agosto 3.700 13.000 16.700 13.800 2.900
Setembro 4.000 13.000 17.000 13.800 3.200
Outubro 5.000 13.000 18.000 13.800 4.200
Novembro 3.000 13.000 16.000 13.800 2.200
Dezembro 2.000 13.000 15.000 13.800 1.200
Média Mensal 13.800 1.950

Esta tabela subsidia o gráfico a seguir:

9
Tabela extraída de Gitman, opus cit p 623

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Necessidade
17.000 sazonal
Necessidade
13.800 Mínima do Circulante
13.000 Necessidade
Permanente
Necessidade total

0 j f m a m j j a s o n d

As empresas podem enfrentar estas necessidades de três modos:

• Caso sejam conservadoras, podem manter em caixa um volume de dinheiro


suficiente para cobrir todas as necessidades por todo o ano. Em outras palavras,
manter em caixa, no mínimo, R$ 18.000,00 (valor de outubro). Isto dá tranqüilidade
ao administrador, porém onera a empresa, posto que os juros de longo prazo são
maiores que os de curto prazo.
• Caso sejam agressivas, manterão o nível mínimo de R$ 13.800,00. Isto minimizará
os custos, porém qualquer imprevisto poderá causar sérios transtornos financeiros.
• Se ficarem na média, R$ 15.750,00, onerarão menos que a conservadora e ficarão
com menos riscos de sobressaltos que a agressiva.

1.2.3 ESTRATÉGIAS DE INVESTIMENTO EM CAPITAL DE GIRO

Vamos supor que uma empresa tenha as opções de financiamento de seu Ativo
Circulante conforme quadro abaixo:

BALANÇO PATRIMONIAL

AGRESSIVO MÉDIO CONSERVADOR

Ativo Circulante 800 1.100 1.400


Ativo Permanente 1.200 1.200 1.200

Total 2.000 2.300 2.600 Custos

Passivo Circulante (20%) 400 460 520 15% aa


Exigível a Longo Prazo (30%) 600 690 780 20% aa
Patrimônio Líquido (50%) 1.000 1.150 1.300

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Esta suposição fará que a Demonstração de Resultado das três opções, partindo de um
mesmo Lucro Operacional, sejam as representadas a seguir:

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

Lucro Operacional 1.000 1.000 1.000


Despesas financeiras 180 207 234
Circulante (0,15x400) 60 69 78
Exigível LP(0,20x600) 120 138 156
Lucro antes do IR 820 793 766
Imposto de Renda (40%) 328 317,20 306,40
Lucro Líquido 492 475,80 459,60
Retorno sobre o PL 49,2% 41,4% 35,4%

Vê-se então que a abordagem agressiva é a que traz maior retorno sobre o
Patrimônio Líquido, embora também seja a que tem maior risco.

A seguir, vê-se como se pode analisar a necessidade de investimento em capital de


giro, partindo-se das demonstrações financeiras publicadas.

Como se estuda a seguir, é necessário um maior aprofundamento para diagnosticar


as necessidades de financiamento, pois a simples análise dos índices de liquidez não
demonstra necessariamente a situação financeira da empresa.

Suponha-se uma empresa que apresente a seguinte demonstração financeira:

ATIVO CIRCULANTE 20 PASSIVO CIRCULANTE 10


Caixa 2 EXIGÍVEL A LP 20
Valores a Receber 10 PAATRIMÔNIO LÍQUIDO 20
Estoques 8
ATIVO PERMANENTE 30
TOTAL 50 50

CCL = AC – PC
CCL = 20 – 10 = 10

Isto significa que R$ 10,00 do PL + ELP estão financiando as atividades do AC.


Num primeiro instante, isto pareceria uma posição confortável, pois alie-se a isto um
índice de liquidez corrente igual a 2.

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Entretanto, se esta demonstração pertencesse à empresa que tem as seguintes


informações:

• Volume de vendas = R$ 40,00 por mês


• Vendas a vista = 75%
• Vendas a prazo = 25%
• Prazo médio de recebimento = 18 dias
• Prazo médio de estoque = 15 dias
• Custo / Receitas = 40%
• Caixa mínimo = 10 dias de desembolso, correspondente a R$ 1,50.

Poder-se-ia então redimensionar as necessidades.

1. Se o caixa apresentado no Balanço é R$ 2,00 e a necessidade mínima é R$ 1,50, então


R$ 0,50 é a necessidade sazonal.
2. Os valores a receber são iguais às vendas a prazo multiplicado pelo período de
crédito, ou seja:

18
10 × = 6 ou DRm/V x 30 = 18 DRm/10x30=18 DRm = R$ 6,00
30

Dessa forma, R$ 6,00 é a necessidade constante. Como o Balanço apresenta saldo de


R$ 10,00 então R$ 4,00 é a necessidade sazonal.

3. Os estoques representam 40% das receitas por 15 dias, ou seja:

15
0,4 × 40 × = 8 ou Em/CMV x 30 = 15 (Em/0,4 x 40)30=15 Em=R$ 8,00
30

Como o valor é igual ao do Balanço, não há necessidade sazonal.

Assim, poder-se-ia compor o seguinte quadro:

ATIVO CIRCULANTE

Necessidade Constante Sazonal Total


Caixa 1,50 0,50 2,00
Valores a Receber 6,00 4,00 10,00
Estoques 8,00 0,00 8,00
TOTAL 15,50 4,50 20,00

Agora se tem um quadro mais real. Os R$ 10,00 do ELP + PL estão financiando


necessidades constantes do Circulante (que têm as mesmas características do Permanente),
no valor de R$ 15,50. Se o ELP + PL financiasse os R$ 15,50 ou fosse superior a este valor,

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o risco de inadimplência seria diminuído. Na verdade, R$ 5,50 do PC estão financiando


atividades similares ao do Permanente.

Por outro lado, o PC também tem fontes constantes e fontes sazonais. A conta
Salários a Pagar, por exemplo, pode ser considerada uma fonte constante. A conta
Fornecedores seria sazonal.

Desta forma, a Necessidade de Investimento em Giro (NIG) pode ser apresentada da


seguinte forma:

NIG = Necessidades constantes do AC – Fontes Constantes do PC.

Se as fontes constantes do PC forem R$ 5,00, por exemplo, então:

NIG = R$ 15,50 – R$ 5,00 = R$ 10,50

2.4 ANÁLISE DE EVOLUÇÃO DE CAPITAL DE GIRO

Suponhamos que determinada empresa apresente os números abaixo10:

ESTRUTURA DO ATIVO CIRCULANTE E DAS SUAS FONTES DE FINANCIAMENTO

APLICAÇÕES X0 X1 X2
Caixa e Bancos 200 250 380
Duplicatas a receber 3.120 4.200 5.850
Devedores duvidosos -93 -126 -175
Estoques 2.400 3.600 5.200
Diversos 373 1.076 995
FONTES
Fornecedores 1.580 2.400 3.540
Empréstimos 2.300 2.300 5.100
Diversos 1.120 1.850 1.910
ATIVO CIRCULANTE 6.000 9.000 12.250
PASSIVO CIRCULANTE 5.000 6.550 10.550
CAP. CIRC. LÍQUIDO 1.000 2.450 1.700

Comparando a posição de X2 com X0, verificamos através da análise vertical que:

• Na composição do Ativo Circulante, percentualmente aumentou a proporção dos


estoques e declinou a das duplicatas a receber. Isto prejudica a liquidez, pois os
valores a receber ficam mais longe de se concretizar.

10
Exemplo extraído de apostilha do prof. George Washinton A Melo

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• Na composição do Passivo Circulante, percentualmente, os fornecedores


apresentam pequena elevação e o significativo aumento na participação sos
empréstimos revela a crescente dependência por essa fonte onerosa de recursos.
• Na composição de financiamentos do ativo circulante ocorreu aumento na
participação do passivo circulante e redução na do capital circulante líquido.

O que mais se destaca nessa análise é que a liquidez, após ter apresentado sensível
melhora em X1, acusou evolução bastante desfavorável no último exercício. Isto fica
evidenciado com a queda de 31% verificada no CCL (de R$ 2.450,00 para R$ 1.700,00).

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS

X1 X2
ORIGENS 1.850 3.500
Lucro Líquido 1.350 1.000
Depreciação 500 700
RECURSOS GERADOS PELAS
OPERAÇÕES 1.850 1.700
Aumento do Exigível a Longo Prazo 1.800
APLICAÇÕES 400 4.250
Aumento no Imobilizado 0 4.000
Dividendos Propostos 400 250
VARIAÇÃO NO CAP. CIRC. LÍQUIDO 1.450 -750
INICIAL FINAL VARIAÇÕES
X1
Ativo Circulante 6.000 9.000 3.000
Passivo Circulante 5.000 6.550 1.550
CCL 1.000 2.450 1.450
X2
Ativo Circulante 9.000 12.250 3.250
Passivo Circulante 6.550 10.550 4.000
CCL 2.450 1.700 -750

Através da DOAR, podemos identificar os elementos responsáveis pelo decréscimo


verificado no CCL. Em X1 o CCL havia aumentado em R$ 1.450,00, enquanto em X2
ocorreu uma redução de R$ 750,00. Esta situação decorreu da queda dos recursos gerados
pelas operações e do aumento no imobilizado que foi parcialmente financiado com a
contratação de empréstimo de longo prazo. Enquanto que em X1 foram destinados ao
reforço do capital de giro de 78,4% dos recursos gerados pelas operações, no último ano as
aplicações de CCL superaram as origens em 21,4%. Constatamos então que as novas
imobilizações absorveram parte dos recursos que antes estavam financiando o capital de
giro.

Devemos considerar que os fornecedores e as instituições financeiras irão indicar a


queda ocorrida na folga financeira e isto prejudicará de alguma forma as facilidades de
crédito que a empresa vinha desfrutando.

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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO


X1 X2
RECEITA OPERACIONAL BRUTA 21960 24120
ICMS (17%) 3730 4110
Devoluções 230 220
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 18000 19800
Custo das Mercadorias Vendidas 12000 13200
LUCRO BRUTO 6000 6600
Despesas com vendas 900 990
Despesas com devedores duvidosos 33 49
Despesas
administrativas 1935 1961
Despesas com depreciações 500 700
LUCRO OPERACIONAL 2632 2900
Despesas financeiras 552 1350
LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE
RENDA 2080 1550
Provisão (35%) 730 550
LUCRO LÍQUIDO 1350 1000
Lucro por ação 0,338 0,2

Nas demonstrações de resultados, observamos que a receita operacional líquida e o


lucro operacional (antes das despesas financeiras) acusaram integralmente acréscimos de
10% no último exercício. Isto evidencia que foram mantidas as margens de lucro na
comercialização e que houve bom controle sobre as despesas operacionais. Entretanto, todo
este esforço foi comprometido pelo significativo aumento nas despesas financeiras
(+145%). Com isso, o lucro líquido apresentou uma queda de 26% em X2 (de R$ 1.350,00
para R$ 1.000,00).

Supondo que as novas imobilizações estivessem orientadas para a expansão dos


negócios verificamos que ocorreu uma frustração nos planos da empresa. As receitas de
vendas deveriam ter aumentado muito mais para justificar esse investimento, com o
agravante de que foram utilizadas fontes de financiamento inadequadas. Esses elementos
foram responsáveis pela evolução desfavorável observada tanto na liquidez, quanto na
rentabilidade .

2.5 O PROCESSO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Segundo Hogarty11, os dez erros mais comuns na fase inicial das pequenas empresas são:

11
HOGAARTY, donna Brow. Briting the adds: avoid these mistakes at all. Managements Review, feb 1993,
p. 16-21 apud Sobansky.

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1. Desprover-se de dinheiro, por não ter estimado adequadamente as saídas de caixa da


organização. Não determinar previamente e com relativa precisão onde o dinheiro
deve ser gasto e onde não deve.
2. Não dispor de um plano para a empresa.
3. Não fazer uma prévia pesquisa de mercado sobre as potencialidades do produto, dos
competidores e dos distribuidores.
4. Não ter encontrado um nicho no mercado. É importante que o produto ou serviço a
oferecer seja diferenciado.
5. Não obter auxílio, não reconhecer suas próprias fraquezas e desprezar a assistência
de administradores competentes, rigorosamente selecionados.
6. Rapidez em admitir, lentidão em demitir. Mesmo um única pessoa fraca na equipe
inicial pode comprometer todo o projeto.
7. Não conhecer os verdadeiros níveis das despesas. Não dedicar tempo para sentar-se
e responder “Quanto obteremos de receitas nos próximos seis meses, um ano e dois
anos? Quais são os níveis reais de despesas?”.
8. Não manter os investidores (sócios, bancos) informados sobre o progresso ou falta
de sucesso; isto requer que o próprio empresário saiba a quantas anda a empresa.
9. Não manter altos padrões, inclusive, os de qualidade. Se a empresa promete que
entrega algo, deve entregar o que promete.
10. Não conseguir fazer rapidamente uma clientela. Achar que o produto se venderá por
si próprio.

Como se disse no início, o administrador financeiro deve estar preocupado nas


formas de investimento e captação de recursos mensurando a rentabilidade e a liquidez da
empresa no curto e longo prazo.

Para se movimentar os valores o administrador financeiro deve ter em mente que


seu papel na empresa deve estar voltado para:

• Manter a empresa em permanente situação de liquidez


• Maximizar o retorno sobre o investimento realizado
• Administrar o capital de giro da empresa
• Avaliar os investimentos realizados em itens do ativo permanente
• Estimar o provável custo dos recursos de terceiros a serem captados
• Informar sobre as condições atuais e futuras da empresa
• Interpretar as demonstrações financeiras
• Manter-se atualizado no mercado financeiro

Para tanto sua atividade deve ser planejada. Este processo se inicia com os planos
financeiros de longo prazo (estratégicos) e continua com a formulação de planos e
orçamentos de médio prazo (táticos) e termina com os planos de curto prazo (operacionais).

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Planos Financeiros de Longo Prazo - São as ações planejadas para períodos superiores a
um ano, chegando muitas vezes a alcançar mais de 10 anos, acompanhadas da previsão de
seus reflexos financeiros.

Planos Financeiros de Médio e Curto Prazo - São ações planejadas, normalmente até um
ano, acompanhadas da previsão de seus reflexos financeiros.

Agregando os planos financeiros de longo e curto prazo em demonstrativos


contábeis, como Balanços Patrimoniais, Demonstrativos de Resultado do Exercício,
Orçamento de Caixa, etc., e partindo-se da previsão de vendas, pode-se montar um
fluxograma de planejamento, conforme demonstramos a seguir:

DIAGRAMA DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Previsão de
vendas

Balanço Patrimonial Planos de Plano de Financiamento


Atual produção a Longo Prazo

Demonstração de Orçamento de
Resultados Caixa
projetada

Balanço Patrimonial Orçamento de


projetado Capital

Como podemos notar, por um lado começamos com o Balanço Patrimonial atual,
que servirá de base para o balanço patrimonial projetado. Com base nas vendas, que
propiciará um plano de produção, e, por via de conseqüência, a Demonstração de
Resultados. Seu fruto, o Lucro ou Prejuízo previsto será acrescido ao Balanço Patrimonial
atual, e seus pagamentos à curto prazo, lançados no orçamento de caixa. Por outro lado, os
planejamentos de longo prazo, financiamentos de longo prazo e planejamento de
investimentos, ensejarão as mudanças no Patrimônio Líquido, Exigível à Longo Prazo,

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Permanente e Realizável à Longo Prazo, sendo suas parcelas a curto prazo lançadas no
planejamento de caixa. Por fim, este planejamento alimentará o ativo e o passivo circulante.
Todo este processo constitui no que se denominou de Planejamento
orçamentário, ou simplesmente, orçamento.

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12

3.1 INTRODUÇÃO
Segundo Sanvicente (1983), “Planejar é estabelecer com antecedência as ações a
serem executadas, estimar os recursos a serem empregados e definir as correspondentes
atribuições de responsabilidades em relação a um período futuro determinado, para que
sejam alcançados satisfatoriamente os objetivos porventura fixados para uma empresa e
suas diversas unidades”.
Os níveis de planejamento podem ser:
• Estratégico – Onde as decisões são de natureza político-administrativas e estão
geralmente voltadas para o ambiente externo da empresa.
• Administrativo - Onde o foco é na administração interna da empresa, seus
procedimentos e distribuição de recursos humanos.
• Operacional – São os procedimentos de curto prazo, buscando a máxima eficiência
no que foi programado.
O planejamento busca a finalidade de antecipar os fatos através de planos e
orçamentos.
Segundo Welsch13, “orçamento é um meio de coordenar os esforços individuais
num plano de ação que se baseia em dados de desempenhos anteriores e guiado por
julgamentos racionais dos fatores que influenciarão o rumo dos negócios no futuro”. Assim,
orçar é processar o sistema de informações contábeis atual, introduzir as alterações
pretendidas e organizar os dados de acordo com as demonstrações regulamentares.
A origem da palavra orçamento deve-se aos antigos romanos que usavam uma bolsa
de tecido chamada fiscus para coletar impostos. No início da idade média esta bolsa já era
conhecida da Inglaterra sob o nome de fisc. Posteriormente, na França, esta bolsa tomou o
nome de bouge ou bougette, cujo termo procede do latim bouga. A Inglaterra adaptou o
termo para budget.
Em 1860 a França adotou um sistema de contabilidade uniforme que foi aplicado a
todos os departamentos. Era o rudimento dos sistemas orçamentários atuais. Nos Estados
Unidos, já no século XX, foram desenvolvidos conceitos e uma série de práticas para
planejamento e administração financeira que se tornariam, em 1907, o primeiro orçamento
público da cidade de Nova York. Em 1921 estes procedimentos foram universalizados pelo
Congresso norte-americano.
A iniciativa privada começou a adaptá-lo em 1929 através da empresa Du Pont de
Memours.

12
Ler mais em PADOVESE, 2004 pp 498-560, LEONE, 1991 pp 318-403, LUNKES, 2003, SANVICENTE,
1983, MOREIRA, 2002, SOBANSKY, 1994
13
WELSH, 1978, pp 171-265.

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O orçamento tem como principais objetivos:

• Estabelecer e coordenar metas


• Planejar o futuro
• Facilitar o entendimento dos propósitos da política da empresa
• Gerar dados para tomada de decisões
• Servir de guia para avaliação dos programas

Para consecução destes objetivos se torna necessário uma orientação para objetivos
reais, envolvimento dos participantes com bons índices motivacionais e flexibilidade no
processo de implantação e acompanhamento.

Diversos foram os tipos de orçamento estudados e implantados. Entre eles podemos


citar:

• Orçamento empresarial – Onde é feita a projeção dos recursos baseada nos


objetivos e no controle por meio de acompanhamento de dados contábeis.
• Orçamento contínuo – Onde é feita a renovação do orçamento com acréscimo para
o futuro.
• Orçamento flexível – Onde a projeção de recursos é realizada com a opção de
análise de várias perspectivas.
• Orçamento por atividade – Onde a ênfase da projeção de recursos é dada por tipo
de atividade desempenhada.
• Orçamento padrão – Tipo de orçamento projetado como ideal para as atividades
da empresa.

Na preparação dos orçamentos deve-se se seguir a seguinte ordem de procedimentos:

• Estabelecer os objetivos
o Participação No mercado
o Lucro líquido sobre vendas
o Retribuição do investimento
o Possibilidade de ampliação das instalações
o Novos produtos
• Determinar o volume e condições de vendas
• Elaborar os demais orçamentos em função do orçamento de vendas
• Revisar os procedimentos
• Acompanhar os resultados, analisando-os.

Os orçamentos devem seguir um roteiro, onde primeiro se elaboram as premissas,


para em seguida serem feitas as projeções.

O primeiro orçamento a se elaborar é o operacional. Nele estão contidos as vendas,


custos e despesas operacionais. Suas principais peças são os orçamentos de:

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• Vendas
• Produção
• Compras de materiais e estoques
• Despesas indiretas, incluindo mão-de-obra e materiais indiretos.

Em seguida devem ser elaborados os orçamentos de investimentos, financiamentos


e despesas financeiras.

Depois de elaborados todos os orçamentos, são feitas as projeções financeiras, que


podem ser subdivididas conforme abaixo:

• Receitas e despesas não-operacionais


• Receitas e despesas financeiras
• Demonstração dos resultados projetada
• Balanço Patrimonial projetado
• Fluxo de caixa ou Demonstração de Origens e Recursos Projetada.

Depois dessas providências é hora do acompanhamento e análise dos dados.

3.2 ORÇAMENTO EMPRESARIAL14

No orçamento empresarial, o importante é se ter uma imagem futura da empresa


com o planejamento inserido no contexto. Desta forma se uma empresa quiser saber quanto
gastará com compras para compor o seu produto no próximo período, poderá orçar
conforme a seguir:

Dados:

Produto: A
Venda anual: 10.000 unidades
Preço unitário de vendas: R$ 20,00
Estoque Inicial: 1.600 unidades
Estoque Final: 600 unidades
Matérias-primas: X e Y

Consumo de unidades de matéria-prima por produto:

• X = 3 unidades por produto A


• Y = 2 unidades por produto A

14
O exemplo foi retirado do capítulo 6 de FIGUEIREDO e CAGGIANO.

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Estoque inicial de X = 1.500 unidades


Estoque inicial de Y = 1.500 unidades
Estoque final de X = 2.000 unidades
Estoque final de Y = 1.000 unidades
Preço unitário de X = 5,00
Preço unitário de Y = 6,00

ORÇAMENTO DE VENDAS

10.000 unidades x R$ 20,00 = R$ 200.000,00

ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO (ud)

Estoque final = 600 ud


(=)Vendas = 10.000 ud
(-) Estoque Inicial = 1.600 ud
(=) Quantidade Produzida 9.000 ud

ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS

Matéria-prima Consumo unitário Produção Total de Matéria-Prima


X 3 9.000 27.000 unidades
Y 2 9.000 18.000 unidades

ORÇAMENTO DE COMPRA

Matéria-Prima X Y Total (R$)


Estoque Final 2.000 1.000
(+) Consumo 27.000 18.000
(-) Estoque Inicial 1.500 1.500
(=) Compras (ud) 27.500 17.500
(x) Preço unitário 5,00 6,00
(=) Compras (R$) 137.500,00 + 105.000,00 = 242.500,00

Se, no entanto produzir dois produtos e consumir quatro matérias-primas, seu


orçamento de compras será:

Dados:

Produtos Quantidade anual vendida Preço Unitário


A 10.000 20,00
B 15.000 15,00

Estoques A B
Final 1.000 1.500
Inicial 2.000 2.500

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Matérias-Primas Estoque inicial Estoque Final Preço Unitário


X 500 1.000 3,00
Y 1.000 1.500 4,00
Z 1.000 500 1,00
W 2.500 2.000 2,00

Consumo Unitário

Matéria-Prima X Y Z W
Produto A 3 2 1 2
Produto B 1 0 3 2

ORÇAMENTO DE VENDAS

A - 10.000 X 20 = 200.000
B – 15.000 X 15 = 225.000
Total R$ 425.000,00

ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO (ud)

Produto A B
Estoque Final 1.000 1.500
(=) Vendas 10.000 15.000
(-) Estoque Inicial 2.000 2.500
(=) Produção 9.000 14.000

ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS

Matéria-Prima Produto A Produto B Total


X 3 x 9.000 = 27.000 1 x 14.000 = 14.000 41.000
Y 2 x 9.000 = 18.000 0 x 14.000 = 0 18.000
Z 1 x 9.000 = 9.000 3 x 14.000 = 42.000 51.000
W 2 x 9.000 = 18.000 2 x 14.000 = 28.000 46.000

ORÇAMENTO DE COMPRAS

Matéria-Prima X Y Z W Total
Estoque Final 1.000 1.500 500 2.000
(+) Consumo 41.000 18.000 51.000 46.000
(-) Estoque Inicial 500 1.000 1.000 2.500
(=) Compra (ud) 41.500 18.500 50.500 45.500
(x) Preço Unitário 3,00 4,00 1,00 2,00
(=) Compra (R$) 124.500,00 + 74.000,00 + 50.500,00 + 91.000,00 = 340.000,00

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No entanto, um orçamento empresarial é muito mais complexo. Ele segue uma


seqüência de orçamentos, que culminam com a projeção do Demonstrativo de Resultados e
do Balanço Patrimonial.

São eles:

• Orçamento de Vendas
• Orçamento de Produção
• Orçamento de Consumo de Matérias-primas
• Orçamento de Compras
• Orçamento de Mão-de-obra Direta
• Orçamento de Custos Indiretos de Fabricação
• Orçamento de Estoques Finais
• Orçamento de Despesas Operacionais
• Orçamento de Despesas de Capital
• Orçamento de Custo das Mercadorias Vendidas
• Orçamento de Caixa

3.3 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO EMPRESARIAL


Vamos supor que uma empresa queira elaborar seu orçamento empresarial anual.
Seus demonstrativos financeiros publicados são o Demonstrativo de Resultados do
Exercício e o Balanço Patrimonial, que transcrevemos a seguir:

Demonstração de Resultados do Exercício Inicial

Vendas 135.000
(-) Custo dos Prod. Vendidos 80.000
(=) Resultado Bruto 55.000
(-) Desp. Operacionais 25.000
(=) Lucro Operacional (LAIR) 30.000
(-) Imposto de Renda (40%) 12.000
(=) Lucro Líquido 18.000

Balanço Patrimonial Inicial

Ativo 253.000 Passivo 253.000


Circulante 33.000 Circulante 17.000
Disponibilidades 5.325 Fornecedores 5.000
Contas a Receber 20.000 Impostos a pagar 12.000
Estoques 7.675 Patrimônio Líquido 236.000
Matérias-Primas 1.650 Capital 150.000
Produtos Acabados 6.025 Reservas 60.000
Permanente 220.000 Lucros Acumulados 26.000
Imobilizado 250.000
(-)Depreciação Acumulada 30.000

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3.4. ORÇAMENTO DE VENDAS


Este orçamento é elaborado com base no estudo das duas forças que o compõe: O
mercado do produto oferecido e a capacidade instalada da empresa. Em outras palavras não
se pode projetar o que não se consegue produzir nem o que o mercado não tem condições
de absorver. Constam desse orçamento as seguintes previsões e providências:
• Quantidades do produto.
• Preços esperados
• Política de concessão de créditos
• Política de descontos
• Impacto tributário sobre vendas
• Inadimplência
• Variação dos clientes
• Pesquisa de mercado

Essa empresa vende os produtos A e B e tem levantamentos trimestrais. As vendas


seriam realizadas dentro da área geográfica do Recife, não havendo diferenciação de
preços. Os valores são calculados com base no histórico de vendas da empresa e nas
projeções de seu departamento de vendas. Devem-se levar em consideração também as
projeções da economia, evolução dos concorrentes e o comportamento dos atuais clientes.
As projeções de crédito também devem ser analisadas, assim como a capacidade de
produção, armazenamento, tempo de atendimento, disponibilidade de matérias-primas etc.
O levantamento de vendas foi orçado em unidades, conforme quadro 1 abaixo. Os preços
unitários de venda de A e B são respectivamente R$ 11,00 e R$ 14,00.

Quadro 1

ORÇAMENTO DE VENDAS
(unidades)

Vendas em unidades
3º 4º
Produto 1º trimestre 2º Trimestre Trimestre Trimestre Total $ Unitário
A 1.500 1.000 1.000 1.500 5.000 11,00
B 2.000 2.000 2.000 2.000 8.000 14,00

Após elaborar o orçamento de vendas em unidades devemos elaborar o orçamento


de vendas em valores, onde é necessário apenas multiplicar as unidades vendidas pelo seu
preço unitário de vendas. Desta forma teremos:

Quadro 2

Vendas em R$
Produto 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
A 16.500,00 11.000,00 11.000,00 16.500,00 55.000,00
B 28.000,00 28.000,00 28.000,00 28.000,00 112.000,00
Total 44.500,00 39.000,00 39.000,00 44.500,00 167.000,00

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De posse do que se vai vender, é necessário agora apurar o que se vai produzir. Para
tanto é necessário ter também as informações sobre os estoques. Assim a empresa
determinou que os estoques finais de cada trimestre devessem ser iguais à metade das
vendas do trimestre seguinte. Para o último trimestre, determinou que fosse igual ao
trimestre anterior.

O estoque inicial do produto A é de 750 unidades e do produto B é de 1.000


unidades.

Desta forma podemos orçar a produção em unidades.

3.5 - ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO

Quadro 3
Unidades
Produto A 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
Estoque Final 500 500 750 750 750
(+)vendas 1.500 1.000 1.000 1.500 5.000
(-)Estoque Inicial 750 500 500 750 750
(=)Produção 1.250 1.000 1.250 1.500 5.000

Unidades
Produto B 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
Estoque Final 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000
(+)vendas 2.000 2.000 2.000 2.000 8.000
(-)Estoque Inicial 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000
(=)Produção 2.000 2.000 2.000 2.000 8.000

Com o orçamento acima, já se sabe o quanto produzir por trimestre e por ano de
cada produto. O problema agora é saber o quanto se gasta de matérias-primas na produção.
As matérias-primas são os produtos que são agregados ao produto final. Assim, tem-se que
saber o quanto cada produto usa de matéria-prima na sua confecção. Descobrimos que para
fabricar A se gasta duas unidades da matéria-prima X e para fabricar B se gasta 3 unidades
da matéria-prima Y. Agora se pode orçar o consumo de matéria-prima multiplicando a
produção pelas quantidades componentes. Sabe-se também que o custo unitário de X é R$
0,50 e de Y é R$ 0,30. Assim ter-se-ia:

3.6 ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS

Quadro 4
ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS

Consumo por
unidade Custo
Matéria-prima A B Unitário
X 2 0 0,50
Y 0 3 0,30

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Unidades consumidas
Matéria-prima 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
X 2.500 2.000 2.500 3.000 10.000
Y 6.000 6.000 6.000 6.000 24.000

De posse da informação do consumo de matérias-primas, é necessário saber seu


preço (já informado) e a situação de seus estoques. Sabendo-se que os estoques finais
correspondem à metade do consumo do trimestre seguinte e que o último trimestre é igual
ao anterior, e ainda que o estoque inicial de X é de 1.500 unidades e de Y é de 3.000
unidades, pode-se começar a orçar as compras. Desta forma ter-se-ia:

3.7 – ORÇAMENTO DE COMPRAS


Quadro 5
Unidades
Matéria-prima X 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
Estoque Final 1.000 1.250 1.500 1.500 1.500
(+) consumo 2.500 2.000 2.500 3.000 10.000
(-) Estoque Inicial 1.500 1.000 1.250 1.500 1.500
(=) compras em Ud 2.000 2.250 2.750 3.000 10.000
Custo unitário 0,50 0,50 0,50 0,50 0,50
Compras em R$ 1.000 1.125 1.375 1.500 5.000

Unidades
Matéria-prima Y 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
Estoque Final 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000
(+) consumo 6.000 6.000 6.000 6.000 24.000
(-) Estoque Inicial 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000
(=) compras em Ud 6.000 6.000 6.000 6.000 24.000
Custo unitário 0,30 0,30 0,30 0,30 0,30
Compras em R$ 1.800 1.800 1.800 1.800 7.200

total de compras 2.800 2.925 3.175 3.300 12.200

Uma vez terminado o orçamento de matérias-primas, passa-se a elaboração do


segundo componente dos custos dos produtos vendidos que é a mão-de-obra direta.

Para orçá-la é necessário calcular a quantidade de hora/homens alocada diretamente


na produção para confeccionar a quantidade de produtos projetados, ou seja, é necessário
diagnosticar o tempo necessário para produzir cada peça.

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Na linha de produção da empresa existem dois departamentos: Corte e Montagem.


Tem-se que determinar quanto se gasta de horas-homens (H/H) em cada departamento, para
depois levantar o custo. Inicialmente levantou-se que para produzir A no Departamento de
Corte levar-se-ia 12 minutos (0,20 da hora) e para produzir B levar-se-ia 30 minutos (0,5 da
hora). No departamento de montagem se gastaria 30 minutos para produzir cada produto.
Apurado o custo do salário/hora chegou-se a R$ 2,00 para cada produto em cada
departamento. Agora se pode montar o seguinte quadro:

3.8 ORÇAMENTO DE MÃO-DE-OBRA DIRETA

Quadro 6
MOD - Tempo Salário/H MOD R$
Departamento A B R$ A B
Corte 0,20 0,50 2,00 0,40 1,00
Montagem 0,50 0,50 2,00 1,00 1,00
Total 1,40 2,00

Em seqüência pode-se montar o orçamento de mão-de-obra direta, primeiro


elaborando o quadro de consumo de horas trabalhadas e após o custo destas horas.

O primeiro quadro se obtém multiplicando o consumo de tempo pelas unidades


produzidas e então se tem:

Consumo de Horas/Homem

Quadro 7
Depto de Corte Tempo H/H
Produto 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
A 250 200 250 300 1.000
B 1.000 1.000 1.000 1.000 4.000
Total 1.250 1.200 1.250 1.300 5.000

Depto de
Montagem
Produto 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
A 625 500 625 750 2.500
B 1.000 1.000 1.000 1.000 4.000
Total 1.625 1.500 1.625 1.750 6.500

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Custo da Mão-de-obra Direta

Quadro 8
CUSTO DA MÃO-DE-OBRA DIRETA

Custo - R$
2º 3º 4º
Depto de Corte 1º trimestre Trimestre Trimestre Trimestre Total
Horas trabalhadas 1.250 1.200 1.250 1.300 5.000
Custo unitário 2,00 2,00 2,00 2,00 2,00
total 2.500 2.400 2.500 2.600 10.000
Depto de Montagem
Horas trabalhadas 1.625 1.500 1.625 1.750 6.500
Custo unitário 2,00 2,00 2,00 2,00 2,00
total 3.250 3.000 3.250 3.500 13.000

Total da Mão-de-Obra 5.750 5.400 5.750 6.100 23.000

Parte-se então para o terceiro componente dos custos de produção, os custos


indiretos de fabricação. Estes custos são divididos em duas partes: Os custos fixos e os
custos variáveis. Portanto, para confeccionar este orçamento tem-se que saber o custo
variável unitário, para multiplicá-lo pelas unidades produzidas e obter-se a parte variável.
Sabe-se que este custo foi rateado pelos dois produtos, resultando R$ 0,50 para A e R$ 1,00
para B. A parte fixa é considerada constante, de sorte que a previsão anual será dividida
pelo número de trimestres. Desta forma teremos:

3.9 – ORÇAMENTO DO CUSTO INDIRETO DE FABRICAÇÃO.

Quadro 9
2º 3º 4º
Custo Variável 1º trimestre Trimestre Trimestre Trimestre Total
A 625 500 625 750 2.500
B 2.000 2.000 2.000 2.000 8.000
Total 2.625 2.500 2.625 2.750 10.500
2º 3º 4º
Custo Fixo 1º trimestre Trimestre Trimestre Trimestre Total
Depreciação 2.500 2.500 2.500 2.500 10.000
Taxas e seguros 1.000 1.000 1.000 1.000 4.000
Salário de supervisores 1.500 1.500 1.500 1.500 6.000
total 5.000 5.000 5.000 5.000 20.000

Custo Ind de
Fabricação 7.625 7.500 7.625 7.750 30.500

Está claro que o total dos custos fixos foi informado. O trabalho foi dividir por
quatro trimestres. Em seguida monta-se o orçamento de estoques finais, com as
informações já existentes.

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3.10 ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL

Quadro 10
ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL
MATÉRIA-PRIMA
Matéria-Prima X Y Total Obs.
Estoque Final -ud 1.500 3.000 (Quadro 5)
Custo unitário - R$ 0,50 0,30 (Quadro 4)
Estoque final - R$ 750 900 1.650

PRODUTOS ACABADOS

Produto A B Total Obs.


Estoque Final - ud 750 1.000 (Quadro 3)
Custo Unitário - R$ 2,90 3,90 (Quadro 11)
Estoque Final - R$ 2.175 3.900 6.075

Quadro 11
Produtos Obs:
A B
Matéria-Prima 1,00 0,90 A = 0,50 x 2 e B = 0,30 x 3
Mão-de-obra Direta 1,40 2,00 Quadro 6
Custos Variáveis Indiretos 0,50 1,00 Informação após quadro 8
Custo Variável Unitário 2,90 3,90 Soma

O orçamento de despesas operacionais é montado de acordo com as informações


coletadas. As despesas administrativas podem representar salários do pessoal de
administração, encargos sociais, viagens, publicações, comunicação via telefone, fax,
Internet, etc., material de escritório, computação, assessorias e depreciação, entre outras. As
despesas comerciais ou de vendas, podem representar gastos com salários, encargos sociais,
comissões, viagens, publicidade, material de escritório, comunicação, fretes, combustível e
lubrificantes, seguros e depreciação, só para enumerar algumas. No nosso caso
enumeraram-se muito poucas despesas. Inexistem despesas financeiras líquidas, por
exemplo, fruto de relacionamento bancário e suas implicações financeiras tais como: juros
de empréstimos, financiamentos, descontos, taxas de serviços, reciprocidade, seguros,
cadastros, cauções, etc. Ainda há despesas junto aos fornecedores, como juros por atraso,
multas, etc.

De posse das informações monta-se o quadro orçamentário, conforme se segue:

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3.11 ORÇAMENTO DE DESPESAS OPERACIONAIS

Quadro 12
ORÇAMENTO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS E DE VENDAS

Desp. Administrativas 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total


Salários da Administração 4.500 4.500 4.500 4.500 18.000
Despesas fixas 250 250 250 250 1.000
Outras despesas 250 250 250 250 1.000
Total 5.000 5.000 5.000 5.000 20.000
Desp. com vendas 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
Salários 3.750 3.750 3.750 3.750 15.000
Propaganda 1.250 1.250 1.250 1.250 5.000
Total 5.000 5.000 5.000 5.000 20.000

Total das despesas 10.000 10.000 10.000 10.000 40.000

Após este orçamento, orça-se os valores destinados ao Ativo Permanente, que são
os investimentos de capital. Os valores fornecidos referem-se aos valores a pagar pelos
investimentos a realizar. Foram levantados pela empresa e fornecidos.

3.12 ORÇAMENTO DE DESPESAS DE CAPITAL

Quadro 13
ORÇAMENTO DAS DESPESAS DE CAPITAL

3º 4º
1º trimestre 2º Trimestre Trimestre Trimestre Total
Despesas de capital 10.000 15.000 8.000 20.000 53.000

O orçamento de investimentos é estratégico para a empresa. Investimentos de curto


prazo são atividades operacionais para a empresa, como investimentos em manutenção,
reformas internas, pequenas obras, trocas de equipamentos de máquinas, etc. Quando há
previsão de vendas de parte do parque industrial, pode-se prever um orçamento de
desinvestimento.

O orçamento de financiamento é estreitamente correlacionado com o orçamento de


investimento. É nele onde são alocados os recursos que subsidiarão os investimentos. Entre
suas informações deverão constar:
Dentre as fontes selecionadas, é necessário ter em mãos as seguintes informações:
• Tipo de financiamento e respectivas garantias
• Indexadores
• Taxas de juros e demais despesas financeiras
• Impostos (IOF, IOC, IRRF, CPMF, etc.)

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Prazos de carência e plano de amortizações.


No caso não houve financiamentos.
Agora já se dispõe de dados para elaborar o orçamento dos custos dos produtos
vendidos. É o que se fará a seguir com os dados que dispomos em quadro auto explicativo.

3.13 ORÇAMENTO DE CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS

Quadro 14
ORÇAMENTO DOS CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS
Obs.
Estoque Inicial de MP 1.650 (Balanço Patrimonial)
(+) Compras 12.200 (Quadro 5)
(=) MP disponível 13.850
(-) Ef de MP 1.650 (Quadro 10)
(=) MP consumida na Prod. 12.200
(+) Custo da MOD 23.000 (Quadro 8)
(+) CIF 30.500 (Quadro 9)
(=) Custo de Produção Orçado 65.700
(+) Ei de produtos acabados 6.025 (Balanço Patrimonial)
(-) Ef de produtos acabados 6.075 (Quadro 10)
(=) Custo dos produtos vendidos 65.650

3.14 ORÇAMENTO DE CAIXA

Para elaborar o orçamento de caixa é necessário se ter em mãos algumas


informações fundamentais. No nosso caso, têm-se as seguintes informações:

• As vendas são recebidas 50% no trimestre e 50% no trimestre seguinte.


• Os custos de matéria-prima, mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação são
pagos no mês da ocorrência.
• Os custos fixos indiretos são pagos trimestralmente em parcelas iguais.
• As taxas não pagas, no montante de R$ 12.000,00 serão pagas trimestralmente em
parcelas iguais durante o ano.
• O saldo de fornecedores constante do Balanço não será quitado.
• As despesas de capital serão quitadas no trimestre da ocorrência.

De posse das informações acima se monta o quadro a seguir:

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Quadro 15
ORÇAMENTO DE CAIXA

2º 3º 4º
Entradas 1º trimestre Trimestre Trimestre Trimestre Ano Obs.
Saldo Inicial 5.325 10.900 11.325 15.275 5.325 Balanço
Clientes 20.000 0 0 0 20.000 Balanço
Vendas a vista (50%) 22.250 19.500 19.500 22.250 83.500
Vendas com 30dd (50%) 0 22.250 19.500 19.500 61.250
total de entradas 42.250 41.750 39.000 41.750 164.750
Caixa disponível 47.575 52.650 50.325 57.025 170.075
Saídas
Compras 2.800 2.925 3.175 3.300 12.200 Q. 5
Mão-de-Obra direta 5.750 5.400 5.750 6.100 23.000 Q. 8
Custos Indiretos de
Fabricação 7.625 7.500 7.625 7.750 30.500 Q. 9
(-) Depreciação 2.500 2.500 2.500 2.500 10.000 Q. 9
Desp. Adm e de Vendas 10.000 10.000 10.000 10.000 40.000 Q. 12
Saídas de capital 10.000 15.000 8.000 20.000 53.000 Q. 13
Taxas e Impostos 3.000 3.000 3.000 3.000 12.000 Balanço
Total de saídas 36.675 41.325 35.050 47.650 160.700

Saldo final de caixa 10.900 11.325 15.275 9.375 9.375

3.15 CONTROLE ORÇAMENTÁRIO

De nada adiantaria todo este trabalho, se ele não fosse acompanhado. Cada empresa
verifica qual a melhor maneira de fazê-lo. Algumas optam por periodicidade mensal, outras
por bimestral, etc. Algumas dão ênfase aos custos de produção, outras aos fatores de
comercialização, e assim por diante. Demonstramos a seguir, como se poderia fazer um dos
acompanhamentos:

Quadro 16

ACOMPANHAMENTO
ORÇAMENTÁRIO
Mensal Acumulado
Realizado Orçado Dif. % Realizado Orçado Dif. %
Receitas
Despesas

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15

Como conclusão do processo orçamentário, são feitas projeções, dentro dos


modelos regulamentares, para apreciação e análise dos números elaborados. Entre estas
projeções destacam-se:

• Balanço Patrimonial
• Demonstrativo de Resultados

Para início deste trabalho é necessário ter-se em mãos o balanço patrimonial


existente, já informado no início do item anterior, que servirá de base para a projeção dos
números apurados.

4.1 PROJEÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO


Quadro 17
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO PROJETADA
Obs.
Vendas 167.000 (Quadro 2)
(-) Custo dos Prod. Vendidos 65.650 (Quadro 14)
(=) Resultado Bruto 101.350
(-) Desp. Operacionais 40.000 (Quadro 12)
(=) Lucro Operacional (LAIR) 61.350
(-) Imposto de Renda (40%) 24.540
(=) Lucro Líquido 36.810

4.2 PROJEÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL


Quadro 18
BALANÇO PATRIMONIAL PROJETADO

Ativo 302.350 Passivo 302.350


Circulante 39.350 Circulante 29.540
Disponibilidades (Q. 15) 9.375 Fornecedores (Bal) 5.000
Contas a Receber (Q. 15) 22.250 Impostos a pagar (Q. 17) 24.540
Estoques 7.725 Patrimônio Líquido 272.810
Matérias-Primas (Q. 10) 1.650 Capital (Bal) 150.000
Produtos Acabados (Q. 10) 6.075 Reservas (Bal) 60.000
Permanente 263.000 Lucros Acumulados(Bal + Q.17) 62.810
Imobilizado (Bal. + Q.13) 303.000
(-) Depreciação Acumulada 40.000
(Bal. + Q. 9)

15
Ver mais em Gitman, 1997 pp 605-606.

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16

5.1 INTRODUÇÃO

O caixa representa os ativos que têm a característica principal de possuir liquidez


imediata, ou seja, a sua utilização independe de ações de terceiros ou de outras ações que
não a de seu uso.

São valores em moeda, mantidos na tesouraria da empresa, ou depositados em


contas-correntes bancárias de liquidez imediata e, em sua maior parte, livres para serem
usados a qualquer momento. Todos os bens do Ativo serão convertidos em caixa em algum
momento da vida da empresa.

Junto aos valores que formam o caixa são somados os recursos, eventuais e
momentaneamente ociosos, que estão aplicados no mercado financeiro sob a denominação
de Títulos Negociáveis, que são considerados quase caixa, pelas suas características de
grande liquidez e risco minimizado.

A gestão de caixa é a atividade da administração financeira que objetiva a


otimização dos recursos financeiros, integrados às demais atividades da empresa. É a
atividade de tesouraria da empresa, que acompanha os reflexos das políticas de
investimentos, vendas, crédito, compras e de estoques. O gestor do caixa participa das
definições dessas políticas orientando-as para que não ofereçam problemas de liquidez para
a empresa.

Segundo Keynes17, as empresas mantêm dinheiro na empresa por três motivos:

• Negócios ou transação – Recursos reservados para efetuar pagamentos decorrentes


da atividade operacional da empresa.
• Precaução – Recursos reservados para atender pagamentos de obrigações
inesperadas.
• Especulação – Recursos reservados para utilização oportuna em operações
vantajosas para a empresa.

De uma maneira geral, as empresas evitam manter grandes somas no caixa (aqui se
entende como caixa, caixa e bancos-conta movimento), porque o objetivo da empresa não é
lucrar com a disponibilidade financeira e sim com o resultado de suas operações. Não se
deve admitir como princípio que as taxas de atratividade de mercado (aplicações
financeiras) obtenham remuneração maior que o lucro normal da empresa, muito embora,
em contextos de alta inflação, muitas empresas naveguem nesta direção.

16
Ver mais em Gitman, 1997 pp 673-683; Cherubim e outros, 2002, pp 411-434; Sanvicente, 1981, pp 123-
131; Hoji, 2001, pp 113-121; Ross e outros, 1998, pp 358-365; Machado, 2002, 81-94.
17
KEYNES, John Maynard. A teoria geral do emprego, dos juros e da moeda. São Paulo: Atlas, 1982. Cap.
15.

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5.2 ESTRATÉGIAS DE CAIXA

As empresas, no intuito de administrar eficientemente o caixa, seguem algumas


táticas, entre as quais podemos destacar:

Aproveitar os descontos favoráveis - Descontos favoráveis oferecidos pelos credores,


além de constituírem redução na pressão por recursos no caixa, contribuem para a redução
do ciclo de caixa, de vez que seu aproveitamento diminui o tempo dos valores pagos aos
credores.

Incentivar a aceleração do giro dos estoques de matérias-primas e produtos acabados


- Programas de produção bem elaborados e coordenados com as previsões confiáveis de
vendas contribuem para a utilização racional de matérias-primas. Fornecedores idôneos e
pontuais ajudam nesta direção. Quanto mais confiável o programa, mais aceitável o fluxo
de pedidos e redução da permanência em estoque. Se este tempo for reduzido, o fluxo de
caixa também se reduzirá.

Incentivar a diminuição do ciclo de produção - A introdução de novas máquinas, novos


layouts de produção, racionamento de procedimentos, produtos mais simples, etc.
favorecem a redução do tempo em que o produto leva na linha de produção, encurtando a
distância entre pagamento de insumos e recebimento do produto vendido. Isto é bom para o
fluxo de caixa de uma empresa.

Acelerar o recebimento de valores. - A concessão de crédito é ferramenta propulsora das


vendas. A venda a crédito, entretanto, exige recursos financeiros para financiá-la. Portanto,
a redução do prazo médio de recebimento necessita de uma ação combinada com o
departamento de vendas da empresa.

Retardar os pagamentos - A melhor forma de retardar pagamentos está na negociação dos


prazos no momento da compra. Fora disso, simplesmente pagando fora dos prazos
pactuados, a empresa corre o risco de ficar mal conceituada na praça, e os custos poderão
ser elevados.

Antecipar os recebimentos - O quanto antes os recursos entrarem na empresa, mais ela


terá folga financeira para funcionar. Uma observação rigorosa nos prazos de recebimento,
com providências saneadoras imediatas favorecem esta antecipação. Uma política de
descontos bem administrada (que será estudada mais adiante) também favorece esta meta.

Aproveitamento do “float” - Esta técnica se baseia no aproveitamento da compensação


dos cheques emitidos. O float é o intervalo de tempo que vai desde a emissão do cheque até
sua efetiva liquidação financeira pelo banco. Com a chegada do Sistema Brasileiro de
Pagamentos, tende a ter menos importância.

Redução dos prazos de processos administrativos - Sistemas on-line devem ser


implantados para redução dos tempos de transmissão de informação tanto nos

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procedimentos internos quanto nos procedimentos externos. Tudo que atrasar o


recebimento de valores deve ser analisado e, se possível, cancelado.

Utilizar as melhores formas de cobrança - Existem diversas formas de cobrança, como:


duplicatas, cheque pré-datado, fichas de compensação (boleto bancário), carnês de
cobrança, cobrança em carteira, cobrança bancária, cobrança por cobrador ou por
tesouraria, débito automático, ordem de pagamento, transferências eletrônicas, cartões de
crédito, etc. Analisar qual a melhor se encaixa à empresa.

Ter um forte relacionamento bancário - Estabelecer e manter estreitas relações com os


bancos é um dos elementos mais importantes para uma efetiva administração de caixa. Os
bancos têm-se interessado muito pela rentabilidade das contas das empresas e
desenvolveram, em anos recentes, vários tipos de ser viços e pacotes inovadores para atrair
novos negócios. Os bancos já não são mais apenas um lugar para se abrir contas correntes e
obter empréstimos; de fato, eles se tornaram a fonte de uma ampla gama de serviços de
administração de caixa. Por exemplo, estão vendendo programas sofisticados de
informática aos clientes comerciais, desde os mais simples, relacionados à contabilidade
básica e orçamentos, até complexos sistemas de desembolsos internacionais e controle
centralizado de caixa. Todos estes sistemas destinam-se a auxiliar os administradores
financeiros a maximizar a disponibilidade diária de caixa e facilitar aplicações a curto
prazo.
Atualmente, a maioria dos serviços bancários é cobrada numa base direta, mas
algumas funções ainda são compensadas com saldos médios. Os bancos preferem essa
última alternativa – dar crédito de acordo com saldos médios, em vez de cobrar por serviços
– pois isso possibilita a expansão dos depósitos e fornece uma base para a geração de lucros
futuros. Obviamente, os serviços bancários devem ser utilizados apenas quando os
benefícios obtidos superam seus custos.

Aplicações financeiras - Os títulos negociáveis são instrumentos financeiros de curto


prazo, classificados como parte dos ativos líquidos da empresa; rendem juros e podem ser
facilmente convertidos em dinheiro. Os títulos mais comuns nas carteiras de títulos
negociáveis das empresas são divididos em dois grupos: emissões governamentais e
emissões privadas.
As obrigações a curto prazo emitidas pelo governo federal e disponíveis para
investimentos na forma de títulos negociáveis são: Letras do Tesouro, Obrigações do
Tesouro e emissões de entidades federais. Esses títulos rendem juros relativamente baixos,
por apresentar baixo risco e por serem isentos de impostos estaduais e municipais, embora
tributável ao nível federal.
Vários outros títulos negociáveis são emitidos por empresas ou bancos. Essas
emissões privadas oferecem geralmente taxas de retorno um pouco maiores do que as
emissões governamentais, devido aos riscos que apresentam e pelo fato de seus
rendimentos serem tributados em todas as esferas de governo. Os principais títulos
negociáveis dessa categoria são: Certificados de depósito Bancário – CDB, Commercial
Papers, Aceites Bancários e quotas de fundos mútuos.

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5.3 SALDO MÍNIMO DE CAIXA

As empresas mantêm um determinado volume de dinheiro em caixa para atender às


necessidades diárias de pagamento. Algumas utilizam o suprimento fixo, outras o
suprimento rotativo. No primeiro caso, uma quantia que é remetida ao caixa para efetuar os
pagamentos. Ele a utilizará até extingui-la, mesmo que isto leve dias, quando então prestará
contas e solicitará reposição. Já o suprimento rotativo, consiste também em determinada
quantia remetida ao caixa, mas ele a utilizará para os pagamentos diários, ao fim dos quais,
prestará contas no fim do dia e requisitará sua reposição para o dia seguinte.

A determinação desta quantia mínima é que é de difícil mensuração. Mesmo com o


advento dos computadores, e previsão de pagamentos diários informatizados, os processos
decisórios da empresa incluem e excluem pagamentos cotidianamente. Numa tentativa
generalista, poderíamos dizer que esta quantia é igual aos desembolsos periódicos dividido
pelo giro de caixa no mesmo período.

Assim, se for previsível o desembolso mensal de $ 100.000 e o giro de caixa no


mesmo período for de 5, por exemplo, o saldo mínimo seria de $ 20.000. (100.000/5).

Alguns modelos de caixa como os de Baumol e de Miller e Orr18 , são bastante


complexos e pouco usuais nas pequenas e médias empresas, por isso optou-se por não se
aprofundar neste assunto.

5.4 MONTAGEM DE FLUXO DE CAIXA A PARTIR DE DEMONSTRAÇÕES


CONTÁBEIS

Um fluxo de caixa pode ser montado a partir dos procedimentos financeiros do


orçamento, conforme já se viu em projeções financeiras, quanto pode ser montado a partir
de demonstrativos financeiros. Neste bloco utilizam-se as informações contábeis como base
de dados para a montagem de um fluxo de caixa. Para isso usaremos informações prestadas
a seguir:

BALANÇO PATRIMONIAL

ATIVO X0 X1 PASSIVO X0 X1
Disponível 100 150 Fornecedores 200 60
Dupl. a Receber 140 205 Salários a pagar 50 90
Estoques 150 100 Impostos a recolher 245 245
Tít. a Rec. a LP 110 110 INSS a recolher 80 150
Terrenos 280 180 Financ. a LP 60 60
Máq. e equip. 270 430 Capital Social 300 300
Deprec. Acum. (50) (110) Lucros Retidos 65 160

18
Apud Assaf Neto, opus cit. pp 484-490.

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DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS

Receita 2000
(-) CMV 1550
(=) Lucro Bruto 450
(-) Despesas Operacionais 300
Salários 150
INSS 90
Depreciação 60
(=) Lucro Antes do IR 150
(-) Provisão p/ IR (55)
(=) Lucro Líquido 95

Procedimentos
A) Saldo Inicial de Caixa 100
B) Recebimento de Vendas
Vendas 2000
(-) Aumento no saldo de duplicatas a receber 65
1935
C) Determinação de compras
Estoque inicial (150)
Estoque Final 100
Custo das Mercadorias vendidas 1550
1500
D) Pagamento de Fornecedores
Saldo Inicial de fornecedores 200
Pagamento de Compras 1500
Saldo final de fornecedores (60)
1640

E) Recebimento pela venda de terreno


Saldo inicial de terrenos 280
Saldo final de terrenos (180)
100

F) Pagamento de Salários
Saldo inicial de salários a pagar 50
Despesas de salários 150
Saldo final de salários a pagar 90
110

G) Recolhimento de INSS
Saldo inicial de INSS a recolher 80
Despesas com INSS 90
Saldo final de INSS a recolher 150
20

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H) IR a recolher (supor pagamento no exercício) 55

I) Pagamento de aquisição de Máquinas e Equipamentos


Saldo final de máquinas e equipamentos 430
Saldo inicial de máquinas e equipamentos (270)
160
OBS. Não se leva em conta a depreciação, pois ela não transita pelo caixa.

RESUMO DA MOVIMENTAÇÃO DO CAIXA


Saldo inicial de caixa 100
(+) Entradas 2035
Recebimento de vendas 1935
Recebimento não operacional (terreno) 100
(-) Saídas 1985
Fornecedores 1640
Salários 110
INSS 20
Imposto de Renda 55
Máquinas e Equipamentos 160
(=) Saldo final de caixa 150

5.5 COMPARATIVO ENTRE O RESULTADO CONTÁBIL E O RESULTADO


FINANCEIRO

CONTAS ECONÔMICO FINANCEIRO

Vendas ou receitas operacionais 2000 1935


(-) Custo das mercadorias vendidas 1550 1640
(=) Lucro Operacional Bruto 450 295
(-) Despesas operacionais 300 130
Salários 150 110
INSS 90 20
Depreciação 60 0
(=) Lucro antes do Imposto de Renda 150 165
(-) Imposto de Renda 55 55
(=) Resultado Líquido (contábil) 95 110
(+) Venda de terrenos 100
(-) Compra de máquinas e equipamentos 160
(=) Resultado financeiro 50

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5.6 MODELO FINANCEIRO DE PROJEÇÃO DE NECESSIDADES DE CAIXA

Suponha-se agora que uma empresa tenha as seguintes previsões e condições:


Mês Vendas Compras Outras Entradas Outras Saídas
Outubro 150.000 200.000 100.000
Novembro 200.000 150.000
Dezembro 250.000 50.000
Janeiro 100.000 50.000
Fevereiro 100.000 50.000 50.000 150.000
Março 150.000 100.000
Abril 150.000 100.000 50.000
Maio 200.000 150.000 100.000
Junho 200.000 100.000 50.000

Condições de Recebimento Condições de Pagamento


De vendas Outras Entradas De Compras Outras Saídas
À vista 40% 100% 25% 100%
30dd 30% 50%
60dd 30% 25%

Despesas fixas mensais: 50.000


Saldo Inicial 50.000
Saldo mínimo exigido 50.000
Custo médio de empréstimo 5% am
Rendimento médio de aplicações 1% am

Com os dados acima fazer previsão semestral de caixa.

Solução:

1º) Elaboraremos o mapa de recebimentos e pagamentos, através do quadro abaixo:

outubro novembro dezembro janeiro fevereiro março abril maio junho


60.000 80.000 100.000 40.000 40.000 60.000 60.000 80.000 80.000
45.000 60.000 75.000 30.000 30.000 45.000 45.000 60.000
45.000 60.000 75.000 30.000 30.000 45.000 45.000
Rec.
Venda 175.000 145.000 120.000 135.000 170.000 185.000
Out rec 50000 100000
Entradas 175.000 195.000 120.000 135.000 270.000 185.000
50.000 37.500 12.500 12.500 12.500 25.000 25.000 37.500 25.000
100.000 75.000 25.000 25.000 25.000 50.000 50.000 75.000
50.000 37.500 12.500 12.500 12.500 25.000 25.000
pgto comp 75.000 50.000 62.500 87.500 112.500 125.000
Desp fixas 50.000 50.000 50.000 50.000 50.000 50.000
Out. pgtos 150.000 50.000 50.000
Saídas 125.000 250.000 112.500 187.500 162.500 225.000

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2º) Em seguida elaboraremos a projeção do caixa


Jan Fev Mar Abr Mai Jun
S Inicial 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00
Entradas 175.000,00 195.000,00 120.000,00 135.000,00 270.000,00 185.000,00
Saídas 125.000,00 250.000,00 112.500,00 187.500,00 162.500,00 225.000,00
Saldo m. 100.000,00 -5.000,00 57.500,00 -2.500,00 157.500,00 10.000,00
S
mínimo 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00
Emprést. 0,00 55.000,00 0,00 52.500,00 0,00 40.000,00
Custo 0,00 0,00 225,00 0,00 2.484,86 0,00
Aplicação 50.000,00 0,00 7.500,00 0,00 107.500,00 0,00
Rendim. 0,00 500,00 0,00 27,75 0,00 553,18
S.I. Emp 0,00 0,00 4.500,00 0,00 49.697,25 0,00
Entradas 0,00 55.000,00 225,00 52.500,00 2.484,86 40.000,00
Saídas 0,00 50.500,00 4.725,00 2.802,75 52.182,11 40.000,00
S.F.
Emp. 0,00 4.500,00 0,00 49.697,25 0,00 0,00
S. I. Apl. 0,00 50.000,00 0,00 2.775,00 0,00 55.317,89
Entradas 50.000,00 500,00 7.500,00 27,75 107.500,00 553,18
Saídas 0,00 50.500,00 4.725,00 2.802,75 52.182,11 40.000,00
S.F. Apl. 50.000,00 0,00 2.775,00 0,00 55.317,89 15.871,07

O quadro acima foi elaborado da seguinte forma:

S Inicial = Saldo inicial de caixa


Entradas = Transferidas do quadro de recebimentos
Saídas = transferidas do quadro de pagamentos
Saldo m. = Saldo mensal (diferença entre saldo inicial + entradas – saídas)
S mínimo = Saldo mínimo, parcela determinada pela empresa para permanecer disponível.
Emprést. = Empréstimos. Quando o saldo mensal é negativo ou insuficiente para cobrir o
saldo mínimo.
Custo = Custo dos empréstimos. Calculado pela taxa de captação vezes o saldo final de
empréstimos.
Aplicação = Quando existir sobra financeira após constituição do saldo mínimo.
Rendim. = Rendimento de aplicação. Calculado pela taxa de aplicação vezes o saldo final
de aplicações.
SI Emp = Saldo inicial de empréstimos. Saldo existente no início da projeção do caixa.
Entradas = Empréstimos contraídos + custo mensal dos empréstimos anteriores.
Saídas = Amortizações de empréstimos.
SF Emp = Saldo final de empréstimos. Resultado da movimentação mensal de
empréstimos.
SI Apl = Saldo inicial de aplicação. Saldo existente no início da projeção do caixa.
Entradas = Aplicações realizadas + rendimento mensal de aplicações anteriores.
Saídas = Utilização das aplicações para pagamentos.
SF Apl = Saldo final de aplicações. Resultado da movimentação mensal de aplicações.

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A projeção do fluxo de caixa nos permite:


• Facilitar a análise e o cálculo para seleção das linhas de crédito a serem obtidas
junto às instituições financeiras nos momentos determinados pela projeção.
• Programar os ingressos e os desembolsos de caixa de forma criteriosa, permitindo
determinar o período em que deverá ocorrer carência de recursos e o montante,
havendo tempo suficiente para as medidas necessárias.
• Permitir o planejamento dos desembolsos de acordo com as disponibilidades de
caixa, evitando-se o acúmulo de compromissos vultosos em época de pouco
encaixe.
• Determinar o quanto de recursos próprios a empresa dispõe em dado período, e
aplicá-los de forma mais rentável possível, bem como analisar os recursos de
terceiros que satisfaçam as necessidades da empresa.
• Proporcionar o intercâmbio dos diversos departamentos da empresa com a área
financeira.
• Desenvolver o uso racional e eficiente do disponível
• Financiar as necessidades sazonais ou permanentes da empresa
• Providenciar os recursos para atender aos projetos de implantação, expansão,
modernização ou re-localização industrial e comercial.
• Fixar o nível de caixa, em termos de capital de giro.
• Auxiliar na análise dos valores a receber e estoques, para que se possa julgar a
conveniência em aplicar nesses itens ou não.
• Verificar a possibilidade de aplicar possíveis excedentes de caixa
• Estudar um programa saudável de empréstimos e financiamentos
• Projetar um plano efetivo de pagamento de débitos
• Analisar a viabilidade de serem comprometidos os recursos pela empresa
• Participar e integrar todas as atividades da empresa, facilitando assim os controles
financeiros.

5.7 FONTES DE CAIXA

Pelo caixa e bancos transitam todos os pagamentos e recebimentos em espécie. Os


recebimentos podem oriundos de:
• Capitais próprios
o Lucros da atividade
o Integralização de capital
• Capitais de terceiros
o Crédito comercial
 De fornecedores
 De impostos e obrigações sociais
 Outros (salários, antecipações, etc.)
o Crédito bancário
 Descontos de títulos
 Empréstimos e financiamentos
 Créditos rotativos
 Operações vendor

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As operações vendor ou compror são aquisições ou vendas com interveniência


bancária. As operações de vendor se realizam da seguinte maneira:

venda

Fornecedor Comprador

Transfere o
paga crédito paga
financia
Assume o risco
da inadimplência
Banco

Nesta operação o vendedor não financia a mercadoria, portanto não embute no


preço os custos financeiros da operação, barateando a venda. Em conseqüência, como o
preço da operação é menor, os impostos incidentes também acompanham.
A seguir, far-se-á o estudos dos custos das fontes de financiamento a curto prazo
mais utilizadas.

5.7.1 Operações de desconto de duplicatas

A) Operações de desconto simples

Desconto simples, por dentro


C
DS = C −
1 + in
DS = Desconto Simples
C = capital
i = taxa
n = número de períodos

Exemplo:
Qual o desconto de uma duplicata de R$ 40.000,00 vencível em 132 dias para ser paga hoje
a uma taxa de 4% am?
40.000
DS = 40.000 −
0,04 × 132
1+
30
DS = 40.000,00 – 34.013,60 = 5.986,40
Taxa efetiva da operação em 132 dias

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5.986,40
= 0,176
34.013,60

Ou seja, 17,6% no período

Taxa efetiva mensal


(1 + 0,176)132
30

= 3,75% am

Desconto simples, por fora


D = Cin
Considerando o mesmo exemplo acima:
0,04
D = 40.000 × × 132
30
D = 7.040,00
Taxa efetiva em 132 dias
7.040
= 0,2136 ou 21,36%
32.960
Taxa efetiva mensal

(1+0,2136)30/132 = 4,50% am

Inclusão do IOF
Dando seqüência ao exemplo acima (Desconto simples por fora):
IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) = 0,0041% ad
IOF = 0,000041 x 132 x 40.000 = 216,48
Juros do desconto = 7.040,00
Total das despesas 7.256,48

Taxa efetiva do período


7.256,48
= 0,2216 ou 22,16%
40.000 − 7.256,48
Taxa efetiva mensal

(1+0,2216)30/132 = 4,65% am

Inclusão da reciprocidade bancária

Continuando o exemplo:

Reciprocidade: 10% do valor do valor da duplicata.


Reciprocidade = 0,1 x 40.000 = 4.000
Custo da operação no período
Despesas financeiras = 7.256,48
Valor líquido disponível = 40.000 – 4.000 – 7.256,48 = 28.743,52

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7.256,48
= 0,2525 ou 25,25%
28.743,52
Custo mensal

(1+0,2525)30/132 = 5,25% am
(Obs. O cálculo da reciprocidade pode ser acrescido ao não aos encargos financeiros)

Borderô de duplicatas

Duplicatas valor vencimento


A 30.000 2 meses
B 25.000 2 meses
C 45.000 3 meses
D 10.000 4 meses
E 20.000 4 meses
F 20.000 5 meses

Recebimento líquido do desconto: 115.000

115.000

55.000 45.000 30.000 20.000

Custo da operação pela HP 12C


115.000 chs g cfo 0 g cfj 55.000 g cfj 45.000 g cfj 30.000 g cfj 20.000 g cfj
Custo = 9,09% am

Sem a HP-12C

i VPL Interpolando TIR = 9+0,09


9%am 292 1→3.119 TIR = 9,09% am
10% am 2.827 x→ 292

5.7.2 Taxas do Mercado Aberto

Transformar taxa de 2,7% am do over night em taxa efetiva mensal em 20 dias úteis
0,027/30 = 0,0009 (1+0,0009)20 = 1,0182 ou 1,82% am

Transformar taxa efetiva de 1,82% am em taxa de overnight em 20 dias úteis.


[(1+ 0,0182)1/20-1]= 0,0009 0,0009 x 30 = 0,027 ou 2,7% am

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5.7.3 Operações “hot money”

Empréstimo: R$ 150.000,00
Prazo: 5 dias (3 dias úteis)
Juros simples: 3,6% am
Spread (juros compostos): 1,6% am
IOF: 0,0041% ad
Dias úteis do mês: 21

Transformar as taxas mensais em diárias e calcular o encargo diário


Juros = 0,036/30 = 0,0012 x 150.000,00 = 180,00
IOF = 0,000041 x 150.000,00 = 6,15
1/21
Spread =[ (1+0,016) -1] 0,00076 x 150.000,00 = 113,40
Total 0,002001 299,55

Calcular a taxa diária


____299,55____ = 0,002001
150.000-299,55

Calcular os encargos da operação


[(1+0,002001)3-1] = 0,0060
150.000 x 0,0060 = 900,00

Calcular a taxa efetiva mensal


[(1+0,002001)21-1] = 0,0429 ou 4,29% am

Se as taxas mensais do over night fossem nos três dias: 3,6%, 3,9% e 3,7% e o
spread e os dias úteis fossem os mesmos, pode-se calcular da seguinte forma:

1º Dia 2º dia 3ºdia


Juros 0,001200 0,001300 0,001233
IOF 0,000041 0,000041 0,000041
Spread 0,00076 0,00076 0,00076
Total 0,002001 0,002101 0,002034

[(1+0,2001)(1+0,2101)(1+0,2034)] = 0,007476 ou 0,7476% de juros nos três dias úteis.

Os encargos seriam de:


0,007476 x 150.000 = 1.121,40

A taxa efetiva mensal seria:


[(1+0,007476)7-1] = 0,0535 ou 5,35% am

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5.7.4 Floating bancário

Floating é o período que vai da apresentação do título de crédito até a respectiva


compensação. Se se tem uma carteira de duplicatas de R$ 200.000,00 e o crédito em conta
se faz dois dias após os recebimentos, considerando uma taxa de 0,1% ad, qual o custo do
floating?

Taxa do floating
(1+0,001)2 = 1,002001 -1 = 0,002001
Encargos do floating
200.000 x 0,002001 = 400,20

Outro exemplo de cálculo de floating bancário:


Valor do título: 14.000
Vencimento: 40 dias
Juros simples: 5,8% am
IOF: 0,0041% ad
Floating: 3 dias

Custos no período:
0,058
Juros = × 40 × 14.000 = 1.082,67
30
IOF = 0,000041 x40x14.000 = 22,96
Encargos 1.105,63

1.105,63
= 0,08574 ou 8,57%
14.000 − 1.105,63

Taxa do floating

(1+0,08574)3/40 = 1,006189 ou 0,6189%

Custo do floating

0,006189 x 14.000 = 86,64

Custo da operação

1.105,63 + 86,64
= 0,09309
14.000 − 1.105,63 − 86,64

Custo mensal da operação

(1+0,09309)30/40 = 1,0690 ou 6,90% am

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5.7.5 Crédito Rotativo (Método hamburguês)

Juros simples: 3,9% am


Limite contratado: R$ 500.000,00
Comissão de abertura: 2%
Data da abertura: 15 de março

Movimentações
Dia 15/03: Saque de 250.000
Dia 20/03: Saque de 100.000
Dia 01/04: Saque de 50.000
Dia 10/04: Depósito de 40.000
Dia 18/04: Saque de 35.000
Dia 22/04: Saque de 50.000

a b c d e f e xf
data histórico valor d/c saldo nº dias
15/03 Comissão (1) 10.000 d 10.000 0 10.000
15/03 Saque 250.000 d 260.000 5 1.300.000
20/03 Saque 100.000 d 360.000 11 3.960.000
31/03 Juros (2) 6838 d 366.838 0 5.260.000
01/04 Saque 50.000 d 416.838 9 3.751.542
10/04 Depósito 40.000 c 376.838 8 3.014.704
18/04 Saque 35.000 d 411.838 4 1.647.352
22/04 Saque 50.000 d 461,838 8 3.694.704
30/04 juros(3) 15.740,79 d 477.578,79 0 12.108.302

(1) 0,02 x
500.000,00
= 10.000
(2) 5.260.000 x 0,039/30 = 6.838,00

(3) 12.108.302 x 0,039/30 = 15.740,79

5.7.6 Leasing

Leasing é uma operação realizada mediante contrato, no qual o dono do bem


(arrendador) concede a outrem (arrendatário) a utilização do mesmo, por prazo
determinado. O contrato pode incluir a renovação ou compra do bem pelo arrendatário
(opção de compra) pelo valor residual ao final do prazo de vigência.

As principais vantagens do leasing são:

• Liberação de recursos que seriam para aquisição, para capital de giro;


• Possibilidade de atualização dos equipamentos arrendados durante a vigência dos
contratos;
• Prazo de amortização compatível com a amortização econômica do bem;

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• Flexibilidade nos prazos de vencimento;


• Economia de Imposto de Renda pela dedução dos aluguéis;
• Simplificação contábil;
• Garantia por alienação fiduciária.

As principais desvantagens são:

• Não pode usar as despesas de depreciação, que reduzem o pagamento de Imposto de


Renda;
• Se não houver opção de compra, ao fim do contrato, o arrendatário tem que
devolver o equipamento;
• Melhorias no equipamento têm que ter aprovação do arrendador;

Os leasings podem ser:

Operacional – Quando praticado diretamente entre arrendador e arrendatário.

Financeiro – É uma operação de financiamento sob a forma de locação particular, de


médio a longo prazo, com base em um contrato de bens móveis ou imóveis, onde intervêm
uma empresa de leasing (arrendador), a empresa produtora do bem objeto do contrato
(fornecedor) e a empresa que necessita utilizá-lo (arrendatário).

Sale and lease back – É a operação pela qual uma pessoa jurídica vende bens do seu
imobilizado a uma empresa de leasing e a arrenda de volta com opção de compra.

Sobre as operações de leasing são cobradas geralmente três taxas: A de abertura


(entrada), a de compromisso (mensal) e a de arrendamento (mensal).

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19

6.1 CONCESSÃO DE CRÉDITO

Como era de se esperar, o valor recebido não corre mais risco, entretanto o valor a
receber sim. Este é o principal componente da análise de crédito. Para isso, as empresas
tomam todas as precauções possíveis na concessão de crédito aos seus clientes. Isto se dá
tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.

O objetivo da concessão do crédito é o aumento de vendas. Espera-se que com


maiores prazos ou menores valores de prestações o cliente se anime em comprar, e com
isso as vendas aumentem.

O crédito pode ser definido como “todo ato de vontade ou disposição de alguém de
destacar ou ceder, temporariamente, parte de seu patrimônio a um terceiro, com a
expectativa que esta parcela volte à sua posse integralmente, depois de decorrido o tempo
estipulado” MATIAS (apud LONGELUPE, 1977 p. 6).

Esse é o primeiro passo no sentido de se administrar contas a receber. Poderíamos


dividir a concessão de crédito para grandes compras e para pequenas compras.

Pequenas compras Grandes compras

Histórico do cliente sim sim


Informações bancárias sim sim
Informações de outros fornecedores sim sim
Informações de empresas especializadas não sim
Análise das demonstrações financeiras não sim

Histórico do cliente – Neste item verifica-se os dados cadastrais, sócios, gestores,


produção e vendas, etc; se o cliente já comprou os artigos da empresa, e se pagou em dia.
Verifica-se também desde quando é cliente, qual o volume histórico de seus negócios com
a empresa.

Informações bancárias – Neste item verificam-se informações junto aos órgãos de


informações bancárias (SERASA), sobre a idoneidade do cliente. Se já tem títulos
protestados ou não.

Informações junto a outros fornecedores – Através de cartas vai-e-vem as empresas de


mesmo segmento se defendem dos maus pagadores, dando e recebendo informações sobre
seu relacionamento com o investigado.

19
Ver mais em Gitman, 1997, pp 696-712; Machado, 2002, pp 97-106; Ross, 1998, pp 367-373; Droms,
2002, pp 166-168; Sanvicente, 1981, pp 134-148; Braga, 1989, pp 113-120

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Informações junto a empresas especializadas – Existem no mercado empresas


especializadas em dar informações cadastrais. A Dun & Bradstreet, por exemplo, é uma
delas. Esta empresa publica um anuário que é distribuído para seus clientes, onde constam
as principais informações de um grande número de empresas de todos os ramos.

Informações do governo – Estas informações podem ser adquiridas junto ao CADIN –


Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público, a SRF – Secretaria da
Receita Federal e à Central de Riscos do BACEN.

Garantias – As garantias podem ser pessoais e reais.

As garantias pessoais são:

• Aval – Estabelece a obrigação do avalista pelo valor do documento avalizado. O


avalista responde com todos os seus bens, exceto os denominados bens de família. É
concedido sobre títulos de crédito. É possível a figura do avalista do avalista.
• Fiança – Estabelece as obrigações do fiador sobre o objeto afiançado. Goza do
benefício de ordem. É concedida sobre contratos.

As garantias reais são:

• Alienação fiduciária – Arquivada no Registro de Títulos e Documentos. O devedor


tem a posse, mas não a propriedade do bem.
• Hipoteca – Bens oferecidos em garantia, exceto os bens de família.
• Penhor – Bens suficientes para garantir uma dívida. Os bens penhorados devem
ficar sob a guarda do devedor, que será seu fiel depositário.

Análise das demonstrações financeiras – Uma vez concedido o crédito, é necessário


acompanhar o pagamento pelo cliente. Se atrasar, telefonar, e se continuar o atraso, mandar
rapidamente uma cartinha lembrando-o. Em continuando o atraso, fazer correspondência de
advertência e dar prazo para que cumpra com sua obrigação. Se puder, mandar cobrador.
Permanecendo em aberto, remeter o instrumento de cobrança para Cartório de Protesto de
Títulos. Ainda em aberto, remeter o título para cobrança judicial. Tomadas estas
providências, é necessário à empresa reavaliar sua política de crédito, para verificar se ela é
eficaz e coerente com as aspirações do departamento de vendas.

Informações restritivas de crédito – Algumas informações colhidas das diversas maneiras


já citadas neste capítulo, podem conter dados que dificultam a concessão de crédito, à
saber:

• Títulos protestados em cartório


• Cheques emitidos sem suprimento necessário em conta corrente
• Certidões positivas de órgãos públicos
• Ações executivas impetradas por credores
• Participação de sócios ou gestores em ações fraudulentas.

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6.2 – SELEÇÃO DE CRÉDITO

Vários são os critérios utilizados para selecionar os clientes. Além dos já citados no
item anterior, pode-se citar:

a) Escore – Neste tipo de seleção a empresa distribui pesos e notas e, através de critérios
estudados e pré-determinados avalia os clientes, conforme exemplo abaixo:

Cliente:
peso nota total
Informações cadastrais 0,15 8 1,20
Últimas Compras 0,2 7 1,40
Informações Comerciais 0,25 10 2,50
Informações Bancárias 0,1 8 0,80
Garantias apresentadas 0,3 6 1,80
7,70

Critérios adotados:

• De 0 a 4 – Evitar vendas
• De 4 a 8 – vender com mais garantias
• Acima de 8 – Facilitar a venda

b) Método dos 5 C’s - Brigham e Weston20, por exemplo, citam a análise de risco através
do método dos cinco C’s, a saber:
• Caráter – O histórico do solicitante quanto ao cumprimento de suas obrigações
financeiras, contratuais e morais. Os dados históricos de pagamentos e quaisquer
causas judiciais pendentes ou concluídas contra o cliente seriam utilizadas na
avaliação do seu caráter.
• Capacidade – O potencial do cliente para quitar o crédito solicitado. Análises dos
demonstrativos financeiros, com ênfase especial nos índices de liquidez e
endividamento são geralmente utilizados para avaliar a capacidade do solicitante de
crédito.
• Capital – A solidez financeira do solicitante, conforme indicada pelo patrimônio
líquido da empresa. O total de exigíveis (a curto e congo prazo) em relação ao
patrimônio líquido, bem como os índices de lucratividade são freqüentemente
usados para avaliar o capital demandante de crédito.
• Garantia (Collateral) – O montante de ativos colocados à disposição pelo
solicitante para garantir o crédito. Naturalmente, quanto maior esse montante, maior
será a probabilidade de se recuperar o valor creditado, no caso de inadimplência. O
exame do balanço patrimonial e a avaliação de ativos em conjunto com o
levantamento de pendências judiciais podem ser usados para estimular os colaterais.
• Condição – As condições econômicas e empresariais vigentes, bem como
circunstâncias particulares que possam afetar qualquer das partes envolvidas na

20
BRIGHAM, Eugene F. e WESTON, J. Fred. Fundamentos da administração financeira. 10ª ed São Paulo:
Makron Books, 2000, p 441.

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negociação. Por exemplo, caso a empresa tenha estoques excessivos de um item que
o solicitante deseje comprar a crédito, a empresa poderá propor vendas em
condições mais favoráveis ou vender para clientes com menos condições de obter
crédito.

Além destes 5 C’s, alguns autores acrescentaram um sexto: Conglomerado. Este


seria a participação da empresa dentro de um grupo. Ela por si mesma poderia não reunir
condições de crédito, mas com o aval do grupo este problema seria sanado.

c) Termômetro de insolvência – Esta é uma contribuição de Stephen Kanitz para


determinar o grau de liquidez das empresas, e por conseqüente, sua capacidade de saldar
débitos. Kanitz determinou pesos sobre valores contábeis conforme abaixo:
Peso Item
0,05 LL/PL
1,65 [(AC + RLP)/(PC+ELP)]
3,55 (AC – E)/PC
1,06 AC/PC
0,33 PT/PL

Com o resultado destas operações obtiveram-se os resultados abaixo:

Parâmetro Denominação Riscos


1–7 Área de solvência Aceitáveis
0 - -3 Área de penumbra Cuidados especiais
-4 - -7 Área de insolvência Grandes. Perigo de quebra

6.3 EFEITO DAS POLÍTICAS DE CRÉDITO

Algumas conseqüências podem advir da determinação dos créditos. Podemos


sintetizá-las da forma do quadro abaixo:

Regra Efeito Positivo Efeito Negativo


Concessão de Diminuição do risco Clientes insatisfeitos
Prazos menores

Aumento nos Diminuição do risco Diminuição das margens de lucro


Descontos financeiros

Cobrança mais rígida Diminuição das perdas Clientes insatisfeitos

Padrões de crédito Uniformização de proce- Possível insatisfação de parte


Adequados dimentos dos clientes

Diminuição das Menor insolvência Menor volume de vendas


Vendas a crédito

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Em consonância com a política de crédito, estão as determinações para ação junto


aos clientes. A falta destas providências poderá agravar o quadro de liquidez da empresa.
Desta forma informa-se abaixo causas e efeitos do crédito a clientela.

Tipo de pagamento Cobrança


Pagamento antecipado -
Pagamento no vencimento -
Pagamento com atraso suportável (em média, 30 dias) Amigável.
Pagamento acima do prazo anterior Protesto e notificação judicial
Não pagamento Execução judicial

6.4 ESTUDOS SOBRE FLEXIBILIZAÇÃO DO CRÉDITO21

As empresas podem ter uma noção sobre que política de crédito adotar, desde que
reúna dados para uma análise preliminar. Assim dispomos a seguir alguns exemplos que
podem esclarecer quais os procedimentos de cálculo que as empresas podem adotar para
determinar se a política de crédito em análise é viável.

Exemplo 1 - Analisar o comportamento da empresa ao conceder crédito frente a alterações


no lucro, investimento marginal, prazo médio de recebimento e devedores duvidosos.

Uma empresa tem os seguintes dados:

• Preço unitário de vendas = R$ 10,00


• Vendas a crédito = 60.000 unidades
• Custo Unitário Variável = R$ 6,00
• Custos Fixos = R$ 120.000,00

Após reunião com o departamento de vendas e de produção, chegou-se a conclusão


que, caso flexibilizassem o crédito, isto aumentaria as vendas em 5%. Porém o PMC
passaria de 30 para 45 dias e os devedores duvidosos cresceriam de 1% para 2%. O custo
de capital é de 15% aa, no mínimo (taxa de retorno).

1o. Calcula-se o quanto esta atitude contribui para aumento do lucro operacional.
• Aumento das vendas = 0,05 x 60.000 = 3.000 unidades
• Margem de contribuição unitária = 10 – 6 = R$ 4,00
• Contribuição adicional = 3.000 x 4 = R$ 12.000,00
o
2 . Calcula-se o custo do investimento marginal em duplicatas a receber.
Plano atual Plano proposto
600.000 630.000
× 30 = 50.000 × 45 = 78.750
360 360

Acréscimo = 78.750 – 50.000 = 28.750

21
Exemplos retirados de GITMAN, opus cit.

Apostila 1 – AFO I (autoria do Prof. Marcos Antonio Serpa Coelho) Página 79 de 129
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3 o. Calcula-se o retorno exigido (custo de capital)


28.750 x 0,15 = 4.312,5 (custo do recebimento do dinheiro, que está sendo postecipado).

4 o. Calcula-se o custo marginal dos devedores duvidosos


Plano atual Plano proposto
• Custo atual 0,01 x 600.000 = 6.000 0,02 x 630.000 = 12.600
• Aumento dos custos = 12.600 – 6.000 = R$ 6.600,00

5 o. Tomada de decisão
• Valores favoráveis à empresa
o Contribuição adicional ao lucro R$ 12.000,00
• Valores desfavoráveis à empresa
o Custo do Investimento marginal R$ 4.312,50
o Custo marginal de devedores duvidosos R$ 6.600,00
• Resultado = 12.000 – 10.912,50 = R$ 1.087,50

Como o resultado deu positivo, a empresa pode flexibilizar o crédito nestas


circunstâncias.

Exemplo 2 – Inclui o custo dos descontos financeiros.

Uma empresa tem PMC de 30 dias. Seu giro anual de duplicatas a receber é de 12
(360/30). Suas vendas à crédito somam 60.000 unidades, que são vendidas, cada uma, por
R$ 10,00 e o custo unitário variável é de R$ 6,00. Após análise de sua diretoria, a empresa
deseja tomar as seguintes decisões com as seguintes justificativas:

• Introduzir desconto financeiro de 2% para pagamento até o 10º dia.


• Com isso, espera que 60% das vendas sejam utilizadas com o desconto.
• Também espera que as vendas aumentem 5%
• O prazo médio de cobrança deve cair para 15 dias.
• O giro de duplicatas à receber, conseqüentemente, subirá para 24 (360/15)
• A participação dos devedores duvidosos cairá de 1% para 0,5%
• O custo de capital é de 15% aa.

1 o. Contribuição adicional ao lucro


• Aumento de vendas = 0,05 x 60.000 = 3.000 unidades
• Margem unitária de contribuição = 10 – 6 = 4
• Contribuição adicional ao lucro = 3.000 x 4 = R$ 12.000,00

2 o. Custo do investimento marginal


Plano Atual Plano Proposto
600 . 000 630.000
× 30 = 50 . 000 × 15 = 26.250
360 360

Apostila 1 – AFO I (autoria do Prof. Marcos Antonio Serpa Coelho) Página 80 de 129
Administração Financeira e Orçamentária I (Prof Ronaldo LP Amaral) .

Redução = 50.000 – 26.250 = 23.750

3 o. Custo do retorno exigido


0,15 x 23.750 = R$ 3.562,50

4 o. Custo marginal dos devedores duvidosos


Plano atual Plano proposto
0,01 x 600.000 = 6.000 0,005 x 630.000 = 3.150

Redução do custo de devedores duvidosos = 6.000-3.150 = R$ 2.850,00

5 o. Custo do desconto financeiro


0,02 x 0,60 x 630.000 = R$ 7.560,00

6 o. Tomada de decisão
• Valores favoráveis à empresa
o Aumento da margem de contribuição 12.000,00
o Redução do custo de devedores duvidosos 2.850,00
o Redução no custo do investimento marginal 3.562,50
o Total 18.412,50
• Valores desfavoráveis à empresa
o Custo do desconto financeiro 7.560,00
o Total 7.560,00

• Resultado = 18.412,50 – 7.560 = R$ 10.852,50

Como o resultado foi positivo, a empresa pode conceder o desconto financeiro, nestas
condições.

Apostila 1 – AFO I (autoria do Prof. Marcos Antonio Serpa Coelho) Página 81 de 129
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22

7.1 INTRODUÇÃO

Estoques são itens adquiridos que ficam parados na empresa até serem utilizados.
Quando são vendidos, ou quando o produto a que serão incorporados for vendido, geram
recursos financeiros para serem readquiridos. Portanto, seu controle é muito importante em
todas as empresas que os têm. Enquanto as contas a receber ocorrem após a venda, os
estoques existem antes das vendas.Diversos são os motivos para se manter estoques.
Dentre eles podemos salientar:

• Características particulares do setor onde a empresa atua.


• Sazonalidade de seus produtos
• Expectativa de aumento nos preços das matérias-primas e produtos finais
• Proteção conta perdas inflacionárias
• Política de vendas do fornecedor (descontos para compras maiores)
• Especulação

Vários são os erros cometidos no dimensionamento dos estoques. Desde o mau


dimensionamento dos estoques de segurança, passando pela inconsistência do programa de
vendas, até os erros de projeção com base em estudos passados.

Para auxílio dos administradores, a tecnologia de informação tem contribuído de


maneira decisiva, facilitando a obtenção de dados em tempo real; a automação dos pontos
de venda, permitindo coleta de informação de produtos vendidos mediante utilização de
códigos de barra; a utilização da tecnologia EDI – Eletronic Data Interchange , que permite
a informação em tempo real das vendas de cada produto do varejista para o fabricante.
Tudo isto se constituindo num dos fundamentos do movimento de resposta eficiente do
consumidor (ECR – Efficient Consumer Response).

Os principais tipos de estoque são:

• Matérias-primas – O estoque de matérias-primas, ou matérias-primas e


embalagens consiste no principal componente do produto final a ser vendido e nos
produtos de acondicionamento.
• Produtos em elaboração – Referem-se aos custos inseridos no produto (materiais
diretos, mão-de-obra e gastos indiretos) após o início de sua produção até a
chegada no estoque de produtos acabados ou elaborados.
• Produtos acabados - São os produtos prontos para serem comercializados.
• Material de consumo e de almoxarifado – Inclui os materiais não ligados
diretamente ao processo produtivo como componente do produto final.
22
Ver mais em Braga, 1989, pp 101-111; Cherubim et al, 2002, pp 465-476; Hoji, 2001 pp 123-128; Gitman,
1997 pp 713-721; Corrêa e Gianesi, 1996, 56-183.

Apostila 1 – AFO I (autoria do Prof. Marcos Antonio Serpa Coelho) Página 82 de 129
Administração Financeira e Orçamentária I (Prof Ronaldo LP Amaral) .

7.2 DIFERENTES ENFOQUES SOBRE ESTOQUES

Enfoque Financeiro – O Departamento Financeiro acha que os estoques devem ser


mantidos em níveis mínimos, pois só assim minimizará as perdas financeiras, com
imobilização de recursos em estocagem.

Marketing – O Departamento de Marketing acha que os estoques devem ser mantidos em


níveis altos, para que as vendas não sofram solução de continuidade. Com a entrega
imediata dos pedidos, os clientes estarão sempre satisfeitos.

Produção – O Departamento de Produção acha que os estoques devem ser mantidos em


níveis altos, pois qualquer parada do processo produtivo, quer seja por defeitos mecânicos,
ou por greves, ainda poderão atender à demanda por algum tempo. Na retomada dos
trabalhos, sempre terão produtos em estoque para atender a produção.

Compras – O Departamento de Compras acha que os estoques devem variar de acordo


com as condições de compra, sendo altos no momento em que se aproveitam as condições
favoráveis, e baixo quando acontecer o contrário.

7.3 ESTOQUES COMO INVESTIMENTO

O administrador financeiro deve estar preparado para analisar os investimentos


ligados ao estoque. Para melhor entendermos este tópico, exemplifica-se a seguir uma
operação que uma empresa siderúrgica tinha a realizar com as seguintes metas:

• Aumentar os lotes de produção, para evitar os altos custos de preparação.


• Redução estimada destes custos: R$ 20.000,00
• Aumento médio dos estoques: R$ 100.000,00
• Custo de capital: 25% aa

O investimento marginal em estoques é de R$ 100.000,00, portanto seu custo


marginal é de 0,25 x 100.000 = R$ 25.000,00. (A empresa deixará de ganhar R$ 25.000,00
para aumentar os estoques)

Item favorável à empresa


• Redução estimada de custos R$ 20.000,00
Item desfavorável à empresa
• Custo de capital (dinheiro empatado no
investimento em estoques, que poderia
estar aplicado no mercado financeiro R$ 25.000,00

Resultado desfavorável para a empresa R$ 5.000,00

Logo, a empresa não deverá executar este investimento.

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7.4 CUSTOS DOS ESTOQUES

As políticas de administração de estoques devem estar focadas na determinação do


nível ideal de estoques de cada produto, ou grupo de produtos. O nível ideal é estabelecido
em relação à flexibilidade operacional proporcionada pela manutenção de estoques.

Quanto maior for o volume de estoque, maior será a flexibilidade da empresa. As vantagens
dessa flexibilidade devem ser comparadas com os custos de manutenção de estoques.

Os custos vinculados aos estoques estão classificados em duas categorias: Custos de


manutenção e de administração.

Custos de Manutenção – Para manter estoques, as empresas consideram os custos que


estão diretamente ligados à sua manutenção, tais como:

• Investimento aplicado
• Armazenagem
• Transferência
• Impostos
• Seguros
• Perdas
• Controle e desuso

Custos de Administração (De pedir) – Para comprar ou repor estoques, devem ser
considerados custos vinculados à compra ou reposição dos produtos em estoque. Esses
custos são importantes, pois muitos deles ocorrem sempre que houver nova compra ou
reposição, e este fato deve influenciar a definição dos níveis de estoques. São estes os
principais custos de administração:

• Pesquisa de preços
• Comunicação (correio, telefone, faz, internet)
• Negociação com fornecedores de bens e serviços
• Emissão de ordens de compra
• Recepção e conferência dos produtos comprados
• Devoluções ocasionais

Custos de Ausência – Além dos dois principais grupos já citados existe um terceiro que é
ocasional. A falta de estoques pode trazer conseqüências negativas sérias para a empresa,
muitas delas imponderáveis, como a perda de venda atual e da futura, pois o cliente
fidelizado pode ir para o concorrente e não voltar mais. Também pode haver
conseqüências negativas para a imagem da empresa e maiores custos de compra, através da
utilização de processos não rotineiros de compras, ficando a empresa com pouco poder de
barganha junto aos fornecedores, dada a urgência da entrega.

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1.7.5 RELAÇÃO ESTOQUES X DUPLICATAS A RECEBER

Os custos dos estoques e o custo das duplicatas a receber interagem, e muitas vezes
necessita-se saber qual o melhor resultado desta interação. Para melhor entendimento deste
tópico, exemplificaremos a seguir, como se comporta esta relação, através do seguinte
exemplo:

Exemplo

Para manter R$ 1,00 em estoque, uma empresa gasta por ano R$ 0,25.
Para manter R$ 1,00 em duplicatas a receber, gasta por ano R$ 0,15.
Esta empresa tem estoque médio de R$ 300.000,00 e, investimento médio em duplicatas a
receber de R$ 200.000,00.

As metas desta empresa são:

• Alterar as condições de crédito, e com isso, espera que os clientes comprem mais.
• Com o aumento de vendas, o estoque médio seria reduzido para R$ 150.000,00.
• Em contrapartida, o investimento em duplicatas a receber aumentaria para R$
350.000,00.

Com estes dados, deveria a empresa alterar as condições de crédito?

Atual Proposto
Custo/retorno Investimento Custo Investimento Custo
Médio Médio
Investimento em Estoque Médio 25% 300.000,00 75.000,00 150.000,00 37.500,00
Investimento em Duplicatas a receber 15% 200.000,00 30.000,00 350.000,00 52.500,00
Total 105.000,00 90.000,00

Como se pode verificar, os custos totais cairiam de R$ 105.000,00 para R$ 90.000,00,


logo, a empresa deve alterar as condições de crédito.

7.6 SISTEMAS DE ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES

Muitos são os sistemas utilizados para administração de estoques. Relacionam-se abaixo os


mais conhecidos:

• Método da faixa vermelha


• Método das duas caixas ou gavetas
• Sistema ABC
• Método do Lote Econômico
• Método do Ponto de Re-encomenda
• Sistema MRP – Material Requirement Planning
• Sistema MRP II – Manufacturing Resources Planning II

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• Sistema JIT – Just in Time


• Sistema OPT – Optimized Production Technology

a) Faixa vermelha - Os dois primeiros sistemas, da faixa vermelha ou das duas


caixas ou gavetas são voltados para pequenas empresas. O primeiro tem lugar em feiras
livres, onde os grãos são colocados no chão entre duas táboas, e é traçada uma linha
vermelha por baixo deles. Quando esta linha aparecer está na hora de pedir mais
mercadorias.

b) Duas caixas ou gavetas - O segundo segue a mesma lógica e aplica-se a


armarinhos e lojas de miudezas. Enchem-se duas gavetas ou caixas e começa-se a vender o
conteúdo delas. Quando uma esvaziar está na hora de fazer novo pedido.

c) Sistema ABC – Este sistema divide os itens de estoque em três categorias de


materiais, de acordo com o valor dos itens e da quantidade, segundo modelo a seguir:

Categoria Quantidade de itens Valor dos itens


A 20% 80%
B 30% 15%
C 50% 5%

Graficamente teríamos:

100
95
80

% acumulado
do faturamento

0 20 50 100

% acumulado por tipo de item

Neste sistema, são traçadas normas de procedimento para administrar cada categoria
de produtos. O exemplo acima pode ser discriminado da seguinte forma:

Suponha que uma distribuidora de parafusos tenha a seguinte movimentação por


tipo de produto:

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Produto Faturamento % % acumulado Classificação %do grupo


A 20% 25.000 50 50 A 80%
B 15.000 30 80 _________
C 30% 3.500 7 87 B 15%
D 2.000 4 91
E 2.000 4 95 _________
F 50% 1.000 2 97 C 5%
G 500 1 98
H 500 1 99
I 250 0,5 99,5
J 250 0,5 100 _________

Os itens devem ser administrados de acordo com suas características específicas,


atentando para os seguintes aspectos:

• Consumo médio por período


• Prazo de entrega dos fornecedores ou prazo de produção
• Valor dos estoques mantidos

Os itens C são formados por bens de pequeno valor unitário e geralmente de fácil
obtenção. Podem ser tratados com menor rigor e controlados de forma mecânica. Os itens B
são bens de valor unitário médio e devem ter maior rigor no controle. Os itens A devem ser
controlados com a máxima segurança e previsibilidade.

d)Lote Econômico – Este método determina a quantidade ótima de compra que


minimiza os custos totais de estocagem.

O LEC é um sistema que busca auxiliar o administrador na gestão de estoques. Foi


constituído com a premissa básica de que os custos de manutenção elevam-se com o
aumento dos estoques, enquanto que os de administração declinam. No entanto ele tem
algumas suposições restritivas que são:

• As vendas são distribuídas igualmente durante todo o ano,


• As vendas são previsíveis e imutáveis
• Não há atraso nas encomendas

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Lote econômico

Custo Total
Custo de Manutenção
Custos R$

Custo de emissão

Quantidade por Pedido

Para determinar a fórmula algébrica para cálculo do lote econômico teríamos:


S = Procura de unidades por período
O = Custo de emissão
C = Custo de manutenção
Q = Lote econômico
S/Q = Número de pedidos
Q/2 = Estoque médio
S/Q x O = Q/2 x C
S/Q / Q/2 = C/O
2S/Q2 = C/O 2OS
Q2 = 2S/ C/O Q=
C
Q2 = 2SO/C

Q 100 200 400 800 1.600


S/Q 16 8 4 2 1
Q/2 50 100 200 400 800
O x S/Q 800 400 200 100 50
C x Q/2 50 100 200 400 800
Total 850 500 400 500 850

1.000 Custo total

Custo de manutenção
Valor $

400

Custo de emissão
0 100 200 400 800 1.600
Lote econômico

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Exemplo
Qual seria o lote ideal de compra de uma empresa que utiliza 1.600 unidades de
determinado item de estoque por ano se, para emitir um novo pedido, ela calcula que
gastará R$ 50,00 e para manter este item, em estoque, gastará por ano R$ 1,00?

2 × 1.600 × 50
Q= = 400
1

Ponto de re-encomenda – É o ponto em que se deve emitir o pedido de reposição de


estoque.
PR = Ponto de Re-encomenda PR = T x D
T = Tempo de reposição (em dias)
D = Procura diária do item de estoque

Exemplo:

Uma empresa sabe que são necessários 10 dias para que chegue a mercadoria que
ela pediu hoje. Sabe também que usa 5 unidades deste item por dia. Quando deverá emitir
novo pedido?

PR = 5 x 10 = 50

Ou seja, quando o estoque estiver próximo de 50 unidades, deve ser emitido novo
pedido.

Estoque mínimo – Também denominado estoque de proteção, representa a quantifade


mínima necessária para garantir as atividades da empresa num fluxo contínuo, sem
qualquer interrupção por falta de material. Sua fórmula poderia ser:

EM = C x F
EM = Estoque mínimo
C = Consumo médio mensal
F = Número de dias exigido pela empresa como fator de segurança.

e) Sistema Just in Time – Este é um sistema que procura minimizar o tempo do


item em estoque, tornando-o nulo, se possível. Nas montadoras de automóveis, por
exemplo, a maioria das peças não vai para estoques, e sim para a linha de produção.

Este sistema nasceu no Japão na década de 70, tendo sua primeira aplicação na
Toyota Motor Company, e tomou inicialmente o nome de sistema Kanban. Hoje existem na
Fiat 11 fornecedores em JIT entregando cerca de 5.900 itens à produção, sendo 98% deles
em JIT seqüenciado. Os benefícios com esta entrega foram:

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• Redução dos níveis de estoques de 5 dias para 0,7 dias.


• Eliminação de 18.000 m2 de área utilizada para estoques
• Redução do montante de capital circulante
• Flexibilidade no processo produtivo

f) Sistema MRP e MRP II – MRP (Material requirements planning), ou Cálculo


das Necessidades de Materiais e MRP II (Manufactoring Resourses Planning), ou
Planejamento dos Recursos de Manufatura, são os Sistemas de Administração da Produção
(SAP) de grande porte que têm sido implantados pelas empresas, ao redor do mundo, desde
os anos 70.

O Sistema MRP II é um sistema integrado de planejamento e programação de


produção baseada no uso de pacotes de computador. Estes pacotes são estruturados de
forma modular. Os fornecedores de software oferecem, em seus produtos, diversos módulos
que podem variar em especialização e número. Entretanto, há alguns módulos que se
encontram presentes na maioria dos pacotes. Os principais são:

Módulo de Planejamento-Mestre de Produção (MPS)


Módulo de Cálculo das Necessidades de Materiais (MRP)
Módulo de Cálculo de Necessidades de Capacidade (CRP)
Módulo de Controle de Produção (SFC)

g) Sistema OPT – É uma técnica computadorizada que auxilia a programação de


sistemas produtivos de acordo com o ritmo dos recursos mais fortemente carregados, que
são os chamados gargalos. Se a atividade em qualquer parte do sistema produtivo exceder o
ritmo do gargalo, alguns itens estarão sendo produzidos sem que possam sr utilizados e,
então, os estoques desnecessários serão formados. Se a taxa de atividade estiver abaixo do
ritmo do gargalo todo o sistema estará sendo subutilizado.

Esta técnica aproveita a Teoria da Restrição de Goldratt, onde são necessários cinco
passos:

• Identificar a restrição do sistema, que é justamente o elo mais fraco.


• Explorar a restrição, ou seja, eliminar as perdas e aumentar o ganho.
• Subordinar tudo à decisão anterior
• Ultrapassar a restrição
• Voltar ao primeiro passo e identificar a nova restrição

7.7 SELELÇÃO DE COMPRAS

Quando um fornecedor está disposto a trocar bens ou serviços por determinada


soma de dinheiro, tem-se o processo de compra. Neste relacionamento, a ênfase está em

Apostila 1 – AFO I (autoria do Prof. Marcos Antonio Serpa Coelho) Página 90 de 129
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construir um resultado satisfatório conjunto. Os dois lados, comprador e vendedor devem


ter o propósito de identificar interesses comuns e de adicionar valor.

Na empresa área de compra tem os seguintes objetivos:

• Adquirir materiais e serviços de maneira eficaz, obtendo, de maneira ética, a


melhor relação custo/benefício.
• Suprir a organização com um fluxo seguro de materiais e serviços
• Assegurar a continuidade de suprimento para manter relacionamentos efetivos com
fornecedores existentes e buscar outras fontes de suprimento para estender as
necessidades planejadas ou emergenciais
• Manter relacionamentos cooperativos com outros departamentos da empresa,
fornecendo e recebendo informações e aconselhamento necessário para a operação
eficaz de toda organização.

Apresenta-se abaixo um modelo de seleção de fornecedores, com dados fornecidos.

Dados fornecedores
A B C
Preços unitários sem IPI 120 110 120
Prazo de pagamento 28 dias 21 dias 35 dias
Alíquota de ICMS 18% 12% 18%
Encargo financeiro 5%am 5%am 5%am
Frete por unidade 0 3 1
Preços unitários sem IPI 120 110 120
(+) frete 0 3 1
(=) 120 113 121
(-) ICMS(1) 21,6 13,56 21,78
(=) 98,4 99,4 99,22
(-) Encargos financeiros (2) 4,58 3,45 5,81
(=) 93,82 95,95 93,41

(1) 120 x 0,18 =


21,6

28/30
(2) [(1+0,05) -1]x 98,40 = 4,58

Como se pode notar, a melhor opção é a do fornecedor C.

Uma das maiores dificuldades no controle de estoques é saber comprar. Não só


saber comprar o item certo na época certa, mas comprá-lo também com vantagem
financeira, quando isto for possível. Analisar políticas de compra em relação a política de
vendas é sempre um caminho a trilhar quando se quer verificar rentabilidade nas compras.
Então esta demonstração será feita em quatro exemplos, observando as seguintes
condições: A- As mercadorias foram adquiridas para uma empresa comercial; B- A
economia não tem inflação; C- Não há implicações tributárias e D- O lucro apurado é o
bruto.

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7.8 CÁLCULO DA TAXA DE EQUILÍBRIO PARA COMERCIALIZAÇÃO

A) COMPRA À VISTA E VENDA À VISTA

PME

C PC V = RV

C = Compras
PC = Pagamento das compras
V = Vendas
RV = Recebimento das vendas
PME = Prazo médio de estocagem

Condição de equilíbrio
RV = PC (1+i)PME

Considerar-se-á para este exemplo e para os outros três a seguir, que o preço de
aquisição da mercadoria foi $ 4.000, o preço de venda $ 6.000 e o prazo médio de
estocagem foi de 3 meses.

Condição de equilíbrio financeiro


RV = PC (1+i)PME
6.000 = 4.000 (1+i)3
i = 14,43% am
Demonstrativo de resultados
Venda 6.000
Custo da venda 4.000
Resultado Bruto 2.000
Custo econômico-financeiro
(1+0,1447)3 2.000
Resultado final 0

Isto significa que qualquer taxa de juros inferior a 14,47% am será vantajosa para a
empresa, e quanto mais afastada for deste valor, mais vantajosa será.

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B) COMPRA A PRAZO E VENDA À VISTA

C PC V = RV

PMP

PME

Onde:

PMP = Período médio de pagamento = 1 mês


Condição de equilíbrio financeiro
V = C (1+i)PME-PMP
6.000 = 4.000 (1 + i)3-1
i = 22,47% am

Isto significa que qualquer taxa de juros inferior a 22,47% am será vantajosa para a
empresa, e quanto mais afastada for deste valor, mais vantajosa será.

C) COMPRA À VISTA E VENDA A PRAZO

C=PC V RV

PME PMR
Onde:

PMR = Prazo médio de recebimento = 1 mês.


Condição de equilíbrio financeiro
RV = PC (1 + i)PME + PMR
6.000 = 4.000 (1 + i)3+1
i = 10,67% am

Isto significa que qualquer taxa de juros inferior a 10,67% am será vantajosa para a
empresa, e quanto mais afastada for deste valor, mais vantajosa será.

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D) COMPRA A PRAZO E VENDA A PRAZO

C PC V RV

PMP PMR

PME

Onde:

PMR = Período médio de recebimento (ou de cobrança) = 1 mês.

Condição de equilíbrio financeiro

RV = PC (1+i)PMR+PME-PMP
6.000 = 4.000 (1+i)1+3-1
i = 14,47%

Isto significa que qualquer taxa de juros inferior a 14,47% am será vantajosa para a
empresa, e quanto mais afastada for deste valor, mais vantajosa será.

Apostila 1 – AFO I (autoria do Prof. Marcos Antonio Serpa Coelho) Página 94 de 129
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8.1 PONTO DE EQUILÍBRIO - CONCEITUAÇÃO E CÁLCULOS

PONTO DE EQUILÍBRIO23

Também chamado de análise custo-volume-lucro, é usado para determinar o nível


de operações necessárias para cobrir todos os custos operacionais e para avaliar a
lucratividade associada a vários níveis de renda.

PONTO DE EQUILÍBRIO OPERACIONAL

Representa o nível de vendas necessário para cobrir todos os custos operacionais, ou,
mais especificamente, quando LAJIR = 0.

CUSTOS FIXOS

São os custos que independem do volume produzido.

CUSTOS VARIÁVEIS

São os custos que variam de acordo com o volume produzido.

Para que uma empresa esteja em equilíbrio, é necessário que suas receitas totais sejam
iguais a seus custos totais. Ou seja,

RT = Receitas totais
CT = Custos totais RT = CT

As receitas totais, por sua vez, são iguais ao seu preço unitário de venda vezes a
quantidade produzida.

RT = vQ

v= preço unitário de vendas


Q = quantidade produzida/vendida

Os custos variáveis serão iguais ao custo variável unitário vezes a quantidade produzida.

23
Ver mais em Hoji, 2001, pp 312-316; Droms, 2002, pp 135-138.

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CV = cQ

CV = Custo variável
c= Custo variável unitário

Os custos fixos são iguais a eles mesmos. Desta forma a fórmula original é igual a:

vQ = cQ + CF

Ora, para nossa análise serão necessárias algumas condições, à saber:

• Não haverá formação de estoques.


• As quantidades produzidas serão iguais às quantidades vendidas.
• O comportamento da evolução das receitas e custos será retilíneo.
• Haverá só um produto.

Dentro destes parâmetros, é possível determinar a quantidade de equilíbrio, determinando


Q na equação acima.

Qv = Qc + CF

Qv – Qc = CF

Q(v-c) = CF

CF
Q=
v−c

Exemplo:

Calcular a quantidade de equilíbrio de uma empresa que tenha CF = R$ 2.500,00, v = R$


10,00 e c = R$ 5,00.

Q = 2.500,00 = 500

10 – 5

Visualizando graficamente teríamos:

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Área de Receitas Totais


Lucro

Custos totais
Custos Variáveis

Área de
R$ 5.000,00 Prejuízo Ponto de equilíbrio

Custos Fixos

0 500
Quantidades
O que aconteceria com o ponto de equilíbrio, se:
1. O custo fixo aumentasse para R$ 3.000,00?

Q = 3.000/ 10-5 = 600 Resposta: A quantidade de equilíbrio aumentaria e o ponto de


equilíbrio se deslocaria para a direita e para cima.
2. O preço unitário de venda aumentasse para R$ 12,50?

Q = 2.500/12,5-5 = 333 Resposta: A quantidade de equilíbrio diminuiria e o ponto de


equilíbrio se deslocaria para a esquerda e para baixo.
3. O custo unitário variável aumentasse para R$ 7,50?

Q = 2.500/10-7,5 = 1.000 Resposta: A quantidade de equilíbrio aumentaria e o


ponto de equilíbrio se deslocaria para a direita e para cima.
4. As três variáveis aumentassem nas proporções dadas, ao mesmo tempo?

Q = 3.000/12,5-7,5 = 600 Resposta: A quantidade de equilíbrio aumentaria e o


ponto de equilíbrio se deslocaria para cima e para a direita.

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8.3 ALAVANCAGEM24

É o uso de ativos ou recursos, com custo fixo, a fim de aumentar os retornos dos
proprietários da empresa. Quanto maior a alavancagem, segundo a reação do investidor de
aversão ao risco, maior o risco, maior o retorno. A aplicação da alavancagem operacional e
financeira na avaliação de uma empresa permite que se conheça sua viabilidade econômica,
identificando-se claramente as causas que determinaram eventuais variações nos resultados.

ALAVANCAGEM OPERACIONAL

É determinada pela relação entre as receitas de vendas da empresa e seu LAJIR


(Lucro antes dos juros e do Imposto de Renda). Em outras palavras, é o uso potencial de
custos operacionais fixos para aumentar os efeitos das mudanças nas vendas sobre os lucros
das empresas, antes dos juros e dos impostos. Quanto maior for o uso dos custos fixos em
relação aos custos variáveis unitários, maior será o grau de alavancagem operacional.

ALAVANCAGEM FINANCEIRA

Refere-se à relação entre o LAJIR e o LPA (Lucro por Ação). É a capacidade da empresa
para usar encargos financeiros fixos, a fim de maximizar os efeitos da variação do LAJIR
sobre o LPA da empresa. Quanto maior for o uso destes encargos financeiros fixos, maior
será o grau de alavancagem financeira.

ALAVANCAGEM TOTAL

É o uso potencial de custos fixos, tanto operacionais como financeiros, para aumentar o
efeito de variações nas vendas/LPA.

Dentro da Demonstração de Resultado do Exercício, teríamos:

Receitas de Vendas - V
(-) Custo dos Produtos Vendidos – VPV
(=) Lucro Bruto – LB Alavancagem
(-) Despesas Operacionais – DO Operacional
(=) Lucro antes dos juros e do IR – LAJIR
Alavancagem
(+/-) Resultado financeiro (juros) – J Total
(=) Lucro Antes do Imposto de Renda – LAIR
(-) Provisão para o IR – PIR
(=) Lucro Antes das Participações e Contribuições Alavancagem
(-) Participações e Contribuições Financeira
(=) Lucro Líquido do Exercício - LL

24
Ver mais em Sanvicente, 1981, pp 244-246; Cherubim e outros, 2002, pp 80-83; Machado, 2002 pp 173-
181.

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8.3.1 Alavancagem Operacional

Podemos demonstrar o mesmo esquema acima, como repartição de custos fixos e


variáveis. Então teríamos como alavancagem operacional:
Receitas Totais
(-) Custos Variáveis
(-) Custos Fixos
(=) Lucros Antes dos Juros e do Imposto de Renda (LAJIR).

Exemplo:
Uma empresa tem v = R$ 10,00, c = R$ 5,00 e CF = R$ 2.500,00. Calcule o seu LAJIR
para as quantidades de 500, 1.000 e 1.500 unidades produzidas.
- 50% + 50%

Quantidades – Q 500 1.000 1.500

Receitas Totais – RT 5.000 10.000 15.000


(-) Custos Variáveis – CV 2.500 5.000 7.500
(=) 2.500 5.000 7.500
(-) Custos Fixos – CF 2.500 2.500 2.500
(=) LAJIR 0 2.500 5.000

- 100% + 100%

Como podemos notar, a uma variação de 50% nas vendas, houve uma variação de
100% no Lucro Antes do Imposto de Renda.
A seguir demonstraremos o que acontece com duas empresas. Uma apenas com
capital próprio e outra com capital de terceiros e despesas financeiras anuais de R$
400.000,00.
Empresa sem capital de terceiros Empresa com capital de terceiros
Ativo Patrimônio Líquido Ativo Passivo Patrimônio Líquido
8.000.000 8.000.000 8.000.000 4.000.000 4.000.000
Nº de ações: 400.000 Nº de ações: 200.000
Valor da ação: R$ 20,00 Valor da ação: R$ 20,00

Lucro Operacional 400.000 Lucro Operacional 400.000


Desp. Financeiras 0 Desp. Financeiras 400.000
LAIR 400.000 LAIR 0
LPA = R$ 1,00 LPA = R$ 0,00
Ret. s/ Pat. Líq. 5% Ret. s/ Pat. Líq. 0%

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Lucro Operacional 800.000 Lucro Operacional 800.000


Desp. Financeiras 0 Desp. Financeiras 400.000
LAIR 800.000 LAIR 400.000
LPA = R$ 2,00 LPA = R$ 2,00
Ret. s/ Pat. Líq. 10% Ret. s/ Pat. Líq. 10%

Lucro Operacional 1.200.000 Lucro Operacional 1.200.000


Desp. Financeiras 0 Desp. Financeiras 400.000
LAIR 1.200.000 LAIR 800.000
LPA = R$ 3,00 LPA = R$ 4,00
Ret. s/ Pat. Líq. 15% Ret. s/ Pat. Líq. 20%

LPA com capital de terceiros LPA sem capital de terceiros

LPA 2

400.000 800.000

LAJIR

Desvantagem no uso de capital Vantagem no uso de capital de terceiros


de terceiros

8.3.2 Grau de alavancagem operacional

É a medida numérica da alavancagem operacional da empresa. É representada pela


fórmula:

GAO = ___Q(v-c)__
Q(v-c) - CF

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Exemplo:
Qual o grau de alavancagem financeira do exemplo inicial, ao nível de produção de 1.000
unidades?
1.000(10 − 5)
1.000(10 − 5) − 2.000
GAO = =2

O GAO é igual a 2, ou seja, cada vez que eu vario as receitas, o lucro operacional
varia em dobro.

8.3.3 Alavancagem financeira

Quanto à alavancagem financeira, podemos dispor do seguinte esquema:

Lucro Antes dos Juros e do Imposto de Renda – LAJIR


(-) Juros – J
(=) Lucro Antes do Imposto de Renda – LAIR
(-) Imposto de Renda (40%) – IR
(=) Lucro Líquido do exercício- LLE
(-) Distribuição de dividendos – DD
(=) Lucro Depois da distribuição de dividendos - LDDD

Exemplo:

Uma empresa tinha juros de empréstimos anuais de R$ 20.000,00 a juros de 10% ao


ano, a alíquota de Imposto de Renda era de 40% e distribuiu dividendos no valor de R$
2.400,00. Sabendo que possui 1.000 ações ordinárias, qual a variação do LPA para níveis
de LAJIR de R$ 6.000,00, R$ 10.000,00 e R$ 14.000,00?
40% + 40%

LAJIR 6.000 10.000 14.000


(-) Juros 2.000 2.000 2.000
(=) LAIR 4.000 8.000 12.000
(-) IR (40%) 1.600 3.200 4.800
(=) LLE 2.400 4.800 7.200
(-) DD 2.400 2.400 2.400
(=) LDDD 0 2.400 4.800
LL/1.000 0 2,40 4,80

100% + 100%

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Assim podemos visualizar a alavancagem financeira. Quando o LAJIR varia 40%, o


LPA varia 100%, ou seja, quando há uma variação no LAJIR, o LPA varia 2,5 vezes mais.

8.3.4 Grau de alavancagem financeira

É a medida numérica do grau de alavancagem financeira da empresa. Podemos


representá-la pela fórmula:

LAJIR
GAF =
DD
LAJIR − J −
1 − IR

Segundo o exemplo anterior, calcular o GAF para um nível de LAJIR = R$ 10.000,00.

10.000
GAF = = 2,5
2.400
10.000 − 2.000 −
1 − 0,4

8.3.5 Alavancagem total

Agora poderemos ver o efeito combinado das duas alavancagens, pelo exemplo a
seguir:
Dados
v = R$ 5,00 J = R$ 20.000,00 Nº de ações = 5.000
c = R$ 2,00 PC = R$ 12.000,00 Q1 = 20.000
CF = R$ 10.000,00 IR = 40% Q2 = 30.000
50%

R= 100.000 150.000
(-)CV = 40.000 60.000 GAO = ___20.000(5-2)___ = 1,2
(-)CF = 10.000 10.000 20.000(5-2) – 10.000
(=)LAJIR = 50.000 80.000

LAJIR = 50.000 80.000 GAT = 1,2 X 5,0 = 6


(-) J = 20.000 20.000
(=) LAIR = 30.000 60.000
(-) IR = 12.000 24.000 GAF =_____50.000_______ = 5
(=) LLE = 18.000 36.000 50.000-20.000-12.000
(-) DD = 12.000 12.000 1 – 0,4
(=) LL = 6.000 24.000

300%

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GAT = 300% ÷ 50% = 6


LPA = 6.000 ÷ 5.000 = 1,2
e 24.000 ÷ 5.000 = 4,8

Outra fórmula pela qual pode-se achar o GAT é a seguinte:

8.3.6 Grau de alavancagem total

Q(v − c )
GAT =
DD
Q (v − c ) − CF − J −
1 − IR

Substituindo pelos valores acima, teremos:

20.000(5 − 2 )
GAT = =6
20.000(5 − 2 ) − 10.000 − 20.000 −
12.000
1 − 0,4
Para finalizar o estudo de alavancagem, façamos a comparação entre duas empresas,
com composições diferentes de demonstrativo de resultado:
Empresas A % B %
Vendas 100 100
Custos e despesas variáveis 30 30 70 70
Margem de contribuição 70 30
Custos fixos 60 60 20 20
Lucro operacional 10 10 10 10

Como dissemos no início deste tópico, embora pareça, à primeira vista, ilógico,
quanto maior os custos fixos, maior a alavancagem operacional. Para comprovar isto,
vamos supor um aumento de 20% nas vendas de ambas as empresas, e vamos ver como se
comporta o lucro operacional.
Empresas A % B %
Vendas 120 120
Custos e despesas variáveis 36 30 84 70
Margem de contribuição 84 36
Custos fixos 60 50 20 16,7
Lucro operacional 24 20 16 13,3

Como podemos observar, embora os custos fixos da empresa A sejam maiores do


que o da empresa B, eles proporcionam maior lucratividade, pois com o aumento das

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vendas o lucro de A passou de 10% para 20% das vendas, enquanto que o lucro de B
passou de 10% para 13,3%.
Calculando a alavancagem operacional de A teremos:
∆LO = = 140%
24
10
∆V = = 20%
120
100
∆LO 140
AO = = =7
∆V 20

Calculando a alavancagem operacional de B teremos:

∆LO = = 60%
16
10
∆V = = 20%
120
100
∆LO 60
AO = = =3
∆V 20

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CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO

1. Administração financeira é:
a. Ciência
b. Arte
c. A e b
d. Estudo
2. A administração financeira se relaciona mais estreitamente com:
a. Matemática financeira, direito e contabilidade.
b. Economia, direito e sociologia.
c. Informática, contabilidade e marketing.
d. Estatística, matemática financeira e recursos humanos
3. As atribuições do administrador financeiro são:
a. Controladoria e tesouraria.
b. Planejamento e controle.
c. Análise, investimento e financiamento
d. B e c
4. São funções de tesouraria:
a. Cadastro, câmbio e planejamento tributário.
b. Financiamento, orçamento de caixa e orçamento geral.
c. Crédito, cobrança e investimento.
d. Relacionamento com instituições bancárias e controle patrimonial
5. Informe a afirmação falsa:
a. O mercado de capitais se subdivide em primário e secundário
b. As bolsas de valores estão subordinadas à CVM
c. O mercado monetário utiliza o depósito compulsório
d. O mercado de crédito é supervisionado pelo Banco do Brasil
6. Informe a afirmação falsa:
a. O mercado monetário utiliza o mercado aberto
b. O mercado de crédito administra as bolsas de valores
c. O mercado de capitais subdivide-se em primário e secundário
d. O mercado de câmbio utiliza a paridade das moedas
7. São órgãos do sistema normativo do SFN:
a. Conselho Monetário Nacional, Comissão de Valores Mobiliários e Caixa
Econômica Federal.
b. Bolsa de Valores, Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários.
c. Superintendência de Seguros Privados, Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social e Bancos Múltiplos.
d. Caixa Econômica Federal, Seguradoras e Banco do Brasil.
8. São instituições não financeiras:
a. Sociedades distribuidoras
b. Seguradoras
c. Cooperativas de crédito
d. Sociedades de arrendamento mercantil

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9. Os bancos múltiplos não:


a. São intermediários financeiros
b. Realizam operações de crédito
c. Financiam o saneamento básico
d. Descontam títulos
10. Qual a afirmativa errada?
a. Autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno
b. Autarquias são pessoas jurídicas de direito público externo
c. Autarquias são pessoas jurídicas de direito privado
d. Autarquias são sociedades não personificadas
11. Qual das empresas abaixo não é uma S. A:
a. Indústria de Tecidos Guararapes S.A.
b. Cia Guararapes de Tecidos
c. Guararapes Tecidos e Cia
d. S.A. Guararapes Tecidos
12. As sociedades de fomento comercial
a. São conhecidas como empresas de leasing
b. Operam na Bolsa de Valores
c. São conhecidas como empresas de factoring
d. São conhecidas como financeiras
13. A companhia constituída mediante escritura pública, tendo como principal acionista
uma sociedade brasileira é:
a. Sociedade anônima aberta
b. Sociedade limitada
c. Subsidiária integral
d. Sociedade anônima fechada
14. Títulos negociáveis, sem valor nominal e estranhos ao capital social, mas que
conferem participação nos lucros são:
a. Partes beneficiárias
b. Bônus de subscrição
c. Debêntures
d. Ações
15. Informe a afirmação verdadeira:
a. As assembléias podem ser ordinárias, extraordinárias e estatutárias.
b. As sociedades anônimas são obrigadas a registrarem-se nas Juntas
Comerciais
c. As ações ordinárias não poderão ultrapassar 50% do total das ações.
d. As sociedades limitadas são constituídas por estatuto social.
16. Qual das afirmativas abaixo é falsa:
a. O conselho de administração é órgão facultativo
b. O conselho fiscal é órgão facultativo
c. As assembléias gerais são convocadas em consonância com o estatuto social
d. A diretoria executiva é eleita pela assembléia geral

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17. Os órgãos sociais de uma S.A. são:


a. Assembléia geral ordinária, conselho de administração, conselho fiscal e
diretoria.
b. Diretoria, assembléia geral extraordinária, conselho fiscal e conselho de
administração.
c. Conselho de administração, assembléia geral, conselho fiscal e diretoria
d. Conselho consultivo, conselho fiscal, diretoria e assembléia geral
18. Não é vantagem de uma S. A:
a. Vida ilimitada
b. Crescimento via mercado de capitais
c. Administração profissional
d. Capital dividido em cotas
19. São impostos federais:
a. IPI, IR e ICMS
b. ISS, IPI e IR
c. IR, ITR e IPI
d. IPI, IR e IPVA
20. Com as informações abaixo, determine PMR, PME, PMP, CO e CC. Demonstre
graficamente.
Ano 1 Ano 2
Duplicatas a Receber 600 500
Estoques 2.000 2.500
Compras a Prazo 2.000
Duplicatas a Pagar 800 1.000
Vendas a Prazo 3.000
Custo das Mercadorias Vendidas 1.500

21. Qual o PMP, PME, PMR, CC e CO da empresa abaixo?


Ano 1 Ano 2
Duplicatas a Pagar 250 300
Duplicatas a Receber 200 250
Estoques 1.200 1.600
Custo dos Produtos Vendidos 2.500
Compras a Prazo ?
Vendas a Prazo 5.000

CAPÍTULO II – ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO

22. Capital circulante líquido é:


a. A soma do ativo e passivo circulante
b. O ativo circulante
c. A diferença entre a soma do patrimônio líquido e o Exigível a longo prazo e
a soma do realizável a longo prazo e o ativo permanente.
d. A diferença entre o Patrimônio Líquido e o Ativo Permanente.

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23. Com os dados a seguir calcule a diferença percentual entre os retornos sobre o
Patrimônio Liquido conservador e agressivo.
Agressivo Conservador
Ativo Circulante 1.000 1.500
Ativo Permanente 1.000 1.000
Total 2.000 2.500
Passivo Circulante 400 500
Exigível a Longo Prazo 600 750
Patrimônio Líquido 1.000 1.250
Lucro Operacional 1.000 1.000
Despesas Financeiras a Curto Prazo (20%aa)
Despesas Financeira a Longo Prazo (30%aa)
Lucro Antes do Imposto de Renda
Imposto de Renda (30%)
Lucro Líquido
Retorno sobre o Patrimônio Líquido

24. Sabendo que o balanço patrimonial de uma empresa se apresenta na forma abaixo,
Ativo Circulante 1.000 Passivo Circulante 500
Caixa 25 Fornecedores 500
Duplicatas a rec. 300 Exigível a longo prazo 500
Estoques 675 Patrimônio Líquido 3.000
Ativo Permanente 3.000

Receitas anuais: R$ 9.000,00. Receitas a vista: 50%


PMR: 15 dias, PMP: 30 dias e PME: 45 dias
Compras a prazo: 50% das vendas a prazo
Custo/receita = 60%
Caixa mínimo: R$ 25,00
Determinar a NIG (necessidade de capital de giro)

25. Qual a Necessidade de Investimento em Giro da empresa abaixo?


Ativo Circulante 50 Passivo Circulante 30
Caixa 5 Salários 10
Duplicatas a Receber 15 Duplicatas a Pagar 20
Estoques 30 Exigível a Longo Prazo 30
Permanente 100 Patrimônio Líquido 90
Ativo 150 Passivo 150

Vendas Mensais: R$ 100,00


Vendas a vista: 50%
Prazo Médio de Recebimento: 6 dias
Prazo Médio de Pagamento: 15 dias
Compras Mensais: R$ 30,00
Prazo Médio de Estoque: 10 dias
Custo/Receita: 60%
Caixa Mínimo: 4,00

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26. Desenhe o diagrama do planejamento financeiro.

CAPÍTULO III - ORÇAMENTO

27. Quais orçamentos abaixo fazem parte do orçamento empresarial?


a. Vendas, consumo de matéria-prima caixa e permanente.
b. Estoque final, produção, empréstimos e custo dos produtos vendidos.
c. Custos indiretos de fabricação, custo da mão-de-obra direta, despesas
operacionais e caixa.
d. Consumo de matérias-primas, fornecedores, caixa e estoque final.
28. Os níveis de orçamento são:
a. Empresarial, contínuo e flexível.
b. Por atividade e padrão
c. Estratégico, administrativo e operacional.
d. Alternativas a e b
29. Orçamento padrão é um orçamento
a. Que representa o ideal da empresa
b. Elaborado com números índices
c. Que pode ser alterado, gerando diversos panoramas
d. Que é executado pela diretoria
30. Calcule os valores em aberto
Estoque inicial de produtos acabados 1.000
Estoque final de matérias-primas 500
Custo de mão-de-obra direta 40.000
Estoque final de produtos acabados 2.000
Custos indiretos de fabricação 30.000
Estoque inicial de matérias-primas 1.000
Compras de matérias-primas 50.000
Consumo de matérias-primas ?
Custos de produção ?
Custo dos produtos vendidos ?
31. Qual o orçamento anual de vendas brutas da empresa a seguir?
Produto Vendas (ud) Preço Unitário de Vendas
A 2.000 35,00
B 1.500 50,00
Sabendo que devoluções, abatimentos e impostos incidentes sobre vendas constituem 20%
das vendas brutas, qual o total de vendas líquidas?
32. De posse das informações abaixo, calcule o orçamento de consumo de matérias-
primas e o orçamento de compras.
Matérias-Primas Vendas (unidades)
Produtos X Y Z
A 2 1 0 10.000
B 3 0 3 15.000
Estoque X Y Z A B
Inicial 1.000 2.000 1.500 1.000 1.500
Final 1.500 1.500 1.500 1.000 1.500
Preço Unitário R$ 5,00 2,00 1,00 30,00 20,00

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33. Elaborar os orçamentos de vendas, produção, consumo de matérias-primas e


compras com os dados abaixo:
Produto: Vara de pescar
Vendas anuais: 250 unidades
Preço unitário de vendas: R$ 150,00

Consumo
Matéria Prima unitário Preço Unitário
Haste 1 ud R$ 50/ud
Linha 200 m R$ 0,10/m
Anzol 5 ud R$ 250/cento

Itens Estoque Inicial Estoque Final


Vara de
pescar 30 ud 20 ud
Haste 15 ud 15 ud
Linha 6.000 m 10.000 m
Anzol 600 ud 200 ud

34. Elaborar os orçamentos de vendas, produção, consumo de matérias-primas e


compras com os dados abaixo:

Produto: Lâmpada incandescente


Vendas anuais: 10.000 unidades
Preço unitário de venda: R$ 50,00
Consumo
Matéria Prima unitário Preço Unitário
Vidro 100 gr R$ 100/kg
Filamento 5 gr R$ 200/kg
Bocal 1 ud R$ 0,10/ud

Itens Estoque Inicial Estoque Final


Lâmpada 10.000 ud 15.000 ud
Vidro 10 kg 20 kg
Filamento 20 kg 10 kg
Bocal 2.000 ud 3.000 ud

35. Qual o orçamento de compras de matérias-primas da empresa cujos dados extraímos


abaixo:

Produtos Estoque Estoque Preço Vendas


Inicial Final Unitário Anuais (ud)
A 1.000 2.000 500,00 1.000
B 1.500 2.500 400,00 1.200

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Matérias-primas Consumo unitário Estoque Estoque Preço


A B Inicial Final Unitário
X 1 2 1.000 1.500 5,00
Y 3 4 1.000 1.000 10,00
Z 2 5 1.500 1.000 8,00
W 6 0 1.500 1.500 2,00

36. Elaborar o orçamento empresarial e projetar a Demonstração de Resultados do


Exercício e o Balanço Patrimonial da empresa cujas informações detalhamos
abaixo:

• Demonstração de Resultados Atual

Vendas 405.000
Custo dos Produtos Vendidos 240.000
Lucro Bruto 165.000
Despesas Operacionais 75.000
Lucro Operacional 90.000
Imposto de Renda 27.000
Lucro Líquido 63.000

• Balanço Patrimonial Atual

ATIVO 750.000 PASSIVO 750.000


Circulante 98.000 Circulante 42.000
Disponível 15.000 Fornecedores 15.000
C. a Receber 60.000 Imp. A Pagar 27.000
Estoques 23.000 Patrimônio Líquido 708.000
Mat Prima 4.950 Capital 450.000
Prod. Acab. 18.050 Reservas 180.000
Permanente 652.000 Lucros Acum. 78.000
Imobilizado 750.000
Deprec. Acum. (98.000)

• Projeção de vendas
Produtos S N
Preço Unitário (R$) 35,00 50,00
Vendas (ud)
1º Trimestre 3.750 4.500
2º Trimestre 3.000 7.500
3º Trimestre 4.500 5.250
4º Trimestre 3.750 6.750
Total 15.000 24.000

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• Custos Diretos
Item Horas/produto $/Hora Custo MOD/ud
Produto S N S N
Departamento de Corte 1,5 1,0 2,00 3,00 2,00
Departamento de Montagem 2,0 1,5 2,00 4,00 3,00
Departamento de Acabamento 0,5 0,5 3,00 1,50 1,50
Total 8,50 6,50

• Consumo unitário de matéria-prima


Consumo de Matéria-Prima por unidade produzida
Produto A B
S 1 0
N 0 2
• Custo unitário de matéria-prima
Matéria-Prima Custo (R$/ud)
A 2,50
B 3,00
• Custos Indiretos
Custos Fixos Anuais
Depreciação R$ 30.000,00
Taxas e seguros R$ 10.000,00
Salários de supervisores R$ 15.000,00

Custos Variáveis Unitários Produtos


S N
Mão-de-Obra Direta 0,50 0,75
Material Indireto 0,75 0,75
Reparos e Manutenção 0,25 0,50
Energia Elétrica 0,25 0,25
Total 1,75 2,25
• Projeção de estoques
Produtos Acabados Estoque Inicial (ud) Estoque Final (ud)
S 423 1/5 das vendas do próximo trimestre
N 675 1/5 das vendas do próximo trimestre
OBS: O estoque final do último trimestre é igual ao dobro do estoque do terceiro trimestre

Matérias-primas Estoque Inicial (ud) Estoque Final (ud)


A 1.000 ½ do consumo do trimestre seguinte
B 1.500 ½ do consumo do trimestre seguinte
OBS: O estoque final do último trimestre é igual à metade do estoque do terceiro trimestre
• Custo variável unitário
Produto S N
Matérias-Primas 2,50 6,00
Mão-de-Obra Direta 8,50 6,50
Custos Variáveis Indiretos 1,75 2,25
Custo Variável Unitário 12,75 14,75

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• Despesas Operacionais
Despesas Administrativas
Salários e administração R$ 54.000,00
Despesas fixas R$ 3.000,00
Outras despesas R$ 3.000,00
Total R$ 60.000,00
Despesas com Vendas
Salários R$ 45.000,00
Propaganda R$ 15.000,00
Total R$ 60.000,00
Despesas Operacionais R$ 120.000,00

• Informações para o fluxo de caixa


Entradas
• 60% das vendas são recebidas no trimestre.
• 40% das vendas são recebidas no trimestre seguinte.

Saídas
• Mão-de-Obra Direta, Matérias-Primas e Custos Indiretos de Fabricação são
desembolsados no mês da ocorrência.
• Custos fixos indiretos são pagos trimestralmente em parcelas iguais.
• Outros custos: Taxas no montante de R$ 27.000,00 serão pagas trimestralmente em
parcelas iguais.
• Credores diversos: Saldo de R$ 15.000,00 não serão pagos.
• Despesas de capital

1º Trimestre R$ 15.000,00
2º Trimestre R$ 22.500,00
3º Trimestre R$ 12.000,00
4º Trimestre R$ 30.000,00

• Quadros para elaboração do orçamento empresarial e projeções.

1. ORÇAMENTO DE VENDAS
Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
Unidades
S
N
Valor R$
S
N
Total

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2. ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO (UD)


Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
S
Estoque Final
(+) Vendas
Total
(_) Estoque Inicial
Produção
N
Estoque Final
(+) Vendas
Total
(_) Estoque Inicial
Produção

3. ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS


Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
A 1 ud/S
B 2 ud/N

4. ORÇAMENTO DE COMPRAS
Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
A
Estoque final
(+) consumo
total
(-) Estoque Inicial
Compras (ud)
(x) $ unitário
(=) Compras (R$)
B
Estoque final
(+) consumo
total
(-) Estoque Inicial
Compras (ud)
(x) $ unitário
(=) Compras (R$)
Total (A+B) R$

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5. ORÇAMENTO DE MÃO-DE-OBRA DIRETA


Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
Produção (transferir)
S
N
Horas de MOD
Depto de Corte
S (1,5)
N (1,0)
total
Depto de Montagem
S (2,0)
N (1,5)
total
Depto de Acabamento
S (0,5)
N (0,5)
total

%. (continuação) CUSTO DA MÃO-DE-OBRA


Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
Depto de Corte
Horas trabalhadas
$ hora
Total R$
Depto de Montagem
Horas trabalhadas
$ hora
Total R$
Depto de Acabamento
Horas trabalhadas
$ hora
Total R$
Total R$

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6. ORÇAMENTO DE CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO


Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
Produção (transf.)
S
N
Custo Variável
S (R$ 1,75/ud)
N (R$ 2,25/ud)
Total R$
Custo Fixo
Depreciação
Taxas e seguros
Salário de supervisor
Total R$
Total do custo Indireto

7. ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL


Matéria-prima A B Total
Estoque final (ud)
Custo Unitário (R$) A+B
Estoque final (R$)
Produto S N Total
Estoque final (ud)
Custo Unitário (R$) S+N
Estoque final (R$) Total

8. ORÇAMENTO DE DESPESAS OPERACIONAIS


Despesas Administrativas
Salários da administração
Despesas fixas
Outras despesas
Total
Despesas com Vendas
Salários
Propaganda
Total
Despesas Operacionais

9. ORÇAMENTO DE DESPESAS DE CAPITAL


1º Trimestre
2º Trimestre
3º Trimestre
4º Trimestre

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10. ORÇAMENTO DOS CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS


Estoque inicial de matéria-prima
(+) compras
(=) Matéria-prima disponível
(-) Estoque final de matéria-prima
(=) Matéria-prima consumida
(+) Custo da mão-de-obra direta
(+) Custo indireto de fabricação
(=) Custo da produção
(+) Estoque inicial de produtos acabados
(-) Estoque final de produtos acabados
(=) Custo dos produtos vendidos

11. ORÇAMENTO DE CAIXA


Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
Saldo Inicial
Entradas
Cliente (saldo do Balanço)
60% das vendas
40% das vendas
Total das entradas
Caixa disponível
Saídas
Compras
Mão-de-Obra Direta
Custos Indiretos
Despesas Operacionais
Despesas de capital
Taxas e impostos (saldo do Balanço)
Total das saídas
Saldo final

12. DRE Projeção


Vendas
Custo dos Produtos Vendidos
Lucro Bruto
Despesas Operacionais
Lucro Operacional (LAIR)
Imposto de Renda (40%)
Lucro Líquido

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13. PROJEÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL

ATIVO
Circulante
Disponibilidades
Contas a Receber
Estoques
Matérias-Primas
Produtos Acabados
Permanente
Imobilizado
Depreciação Acumulada
PASSIVO
Circulante
Fornecedores
Impostos a Pagar
Patrimônio Líquido
Capital
Reservas
Lucros Acumulados

37. Sabendo que um automóvel gasta em média numa oficina:


Departamento Tempo Salário/hora atendimento
Funilaria 30 min 5,00 Janeiro 1.000
Pintura 15 min 6,00 Fevereiro 800
Acabamento 15 min 8,00 Março 1.200
Qual o orçamento trimestral por departamento?
Qual o orçamento mensal de mão-de-obra?
Qual o orçamento de Mão-de-Obra para o 1º trimestre?

CAPÍTULO IV - PROJEÇÃO FINANCEIRA

38. Sabendo que 1.500 unidades anuais do produto A é vendido por R$ 12,00 e 2.000
unidades de B é vendida por R$ 15,00; que o custo dos produtos vendidos é de 60%
das vendas; que as despesas operacionais somam R$ 10.000,00 e ainda, que a
alíquota do IR é de 25%, projetar o lucro líquido da empresa.

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CAPÍTULO V – ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA

39. Montar o fluxo de caixa a partir das demonstrações financeiras abaixo e comparar
com o resultado contábil.

ano 1 ano 2
ATIVO 1.000 1.200
Circulante 400 500
Caixa e Bancos 20 40
Contas a Receber 180 200
Estoques 200 260
Realizável a Longo Prazo 100 100
Permanente 500 600
Imobilizado 600 750
Depreciações Acumul. (100) (150)

Ano 1 Ano 2
PASSIVO 1.000 1.200
Circulante 400 460
Fornecedores 150 260
Salários 150 200
Empréstimos 100 0
Exigível a Longo Prazo 0 0
Patrimônio Líquido 600 740
Capital 400 400
Reservas 200 200
Lucros Acumulados 0 140

DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS
Vendas 2.000
Custo das mercadorias vendidas 1.500
Lucro Bruto
Despesas operacionais
Salários 250
Depreciações 50
Lucro Operacional
Imposto de Renda (30%)
Lucro Líquido

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A. Saldo Inicial
B. Receitas
(+) Contas a Receber Inicial
(-) Contas a Receber Final
C. Pagamento a Fornecedores
CMV = EI + C – EF
Compras
(+) fornecedores inicial
(-) fornecedores final
D. Pagamento de salários
Despesas de salários
(+) salários inicial
(-) Salários final
E. Pagamento de empréstimos de curto prazo
Empréstimos inicial
(-) Empréstimos final
F. Aquisição de imobilizado
Saldo final de imobilizado
(-) Saldo Inicial de imobilizado
G. Pagamento do Imposto de Renda
Apuração de IR na DRE
(-) Saldo de IR a pagar no PC
H. Saldo Final

40. Projetar o caixa para o 1º trimestre e informar qual o saldo em caixa e qual o saldo
em aplicações ou empréstimos no fim do trimestre.

Mês Vendas Compras Outras Outras Despesas


Entradas Saídas Fixas
Outubro 100.000 200.000 0 0 50.000
Novembro 200.000 200.000 0 0 50.000
Dezembro 300.000 100.000 0 200.000 50.000
Janeiro 100.000 50.000 100.000 0 50.000
Fevereiro 150.000 50.000 0 200.000 50.000
Março 200.000 100.000 0 0 50.000

Condições de vendas Condições de compras Outras Entradas Outras Saídas


A vista 50% 50% 100% 50%
30dd 20% 50% 50%
60dd 20%
90dd 10%
Saldo Inicial 10.000 Inadimplência: 10%
Saldo Mínimo 20.000 Recuperação no mês seguinte: 50%
Custo de Empréstimos 5% am Recuperação no 2º mês: 30%
Custo de Aplicações 3% am Recuperação no 3º mês: 10%
Total de recebimentos: Outubro: 180.000, Nov: 200.000, Dez: 250.000.

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41. Fazer o planejamento diário de caixa pelos dias úteis de uma semana, com os dados
a seguir e informar se na sexta feira terá condições de pagar R$ 2.000,00.
Dias Recebimentos Pagamentos Saldo Inicial: R$ 1.000,00
Segunda-feira R$ 2.000,00 R$ 6.000,00 Saldo mínimo: R$ 1.000,00
Terça-feira R$ 5.000,00 R$ 4.000,00 Custo de Empréstimo: 5%am
Quarta-feira R$ 8.000,00 R$ 3.000,00 Rend. Aplicações: 15%at
Quinta-feira: R$ 6.000,00 R$ 5.000,00
Sexta-feira R$ 4.000,00 R$ 5.000,00

42. De posse das informações abaixo, projetar o caixa para o primeiro trimestre do ano
seguinte. (desprezar os centavos, arredondando os resultado e usar 4 casas decimais
para o cálculo das taxas)
Mês Vendas Compras
Nov 200 120
Dez 300 150
Jan 100 50
Fev 100 50
Mar 200 100
Condições
A vista 25% 30%
30dd 25% 30%
60dd 50% 40%
Saldo inicial R$ 0,00
Saldo Mínimo R$ 10,00
Custo de empréstimo 70% as
Rendimento de aplicações 0,05% à quinzena
Total de recebimentos de dezembro do ano anterior: R$ 200,00
Recebimento pela venda do imobilizado: R$ 50,00 em janeiro
Pagamento de empréstimos: R$ 200,00 em fevereiro
Pagamento de impostos: 10% das vendas pagos no mês seguinte
Pagamento de salários: 10% das compras no mês da ocorrência
Inadimplência sobre recebimento de vendas: 10%
Recuperação da inadimplência: 90% no mês seguinte

43. As empresas mantêm dinheiro em caixa por:


a. Precaução
b. Transação e especulação
c. Precaução e transação
d. Precaução, transação e especulação.
44. Não são boas estratégias de caixa:
a. Retardar pagamentos
b. Aplicar o excedente de caixa e bancos conta movimento
c. Aumentar o ciclo de produção
d. Antecipar recebimentos
45. Qual o desconto simples, comercial e bancário, e o custo efetivo mensal de uma
duplicata de R$ 120.000,00 vencível em 60 dias, a uma taxa de 5% am?

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46. Com referência ao problema anterior, qual seria o custo efetivo mensal do desconto
bancário após o IOF e após reciprocidade de 5%?
47. Qual o custo efetivo mensal de um desconto simples bancário concedido sobre uma
duplicata de R$ 72.000,00, vencível em 54 dias a uma taxa de 3,25%am com IOF
de 0,0041%ad e reciprocidade de 7%?
48. Qual o custo efetivo mensal de um desconto simples bancário concedido sobre uma
duplicata de R$ 135.000,00 vencível em 68 dias, a uma taxa de 6%ab e IOF de
0,0041%ad, com reciprocidade de 8%?
49. Qual o custo efetivo mensal do borderô de descontos a seguir, sabendo que o Banco
creditou em conta R$ 120.000,00 referente à operação? (taxa de partida = 11%am)
Título R$ Vencimento (dias)
A 10.000 30
B 20.000 30
C 30.000 60
D 40.000 60
E 50.000 90
50. Transformar a taxa de 3%am do over night em taxa efetiva num mês de 21 dias
úteis.
51. Transformar uma taxa efetiva mensal de 5% num mês de 22 dias úteis em taxa
mensal do over night.
52. Qual o encargo e a taxa efetiva mensal de uma operação “hot money” de
empréstimo de R$ 100.000,00, pelo prazo de 5 dias (3 úteis) a juros de 6% am,
spread de 2% am e IOF de 0,123% am, sabendo que o mês tem 21 dias úteis?
53. Qual o custo efetivo mensal de uma operação “hot money” de R$ 200.000,00, pelo
prazo de 4 dias úteis, a juros de 3%am, spread de 2%am e IOF de 0,0041%ad num
mês de 21 dias úteis?
54. Qual o encargo e a taxa efetiva mensal de uma operação “hot money” de
empréstimo de R$ 50.000,00, pelo prazo de 3 dias (3 dias úteis) a juros de 5%, 6%
e 7%am no período, sucessivamente, spread de 2% am, IOF de 0,0041% ad,
sabendo-se que o mês tem 22 dias úteis?
55. Qual o custo efetivo mensal de uma operação de empréstimo de R$ 370.000,00 com
vencimento em 36 dias, juros de 5%am, IOF de 0,0041%ad e floating de 2 dias?

CAPÍTULO VI – ADMINISTRAÇÃO DO CONTAS A RECEBER

56. São informações restritivas ao crédito:


a. Títulos protestados
b. Certidões negativas
c. Ações nominativas
d. Todas as acima
57. Qual o efeito de reduzir vendas a crédito?
a. Menor insolvência
b. Maior lucro
c. Mais vendas
d. Nenhuma das acima

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58. As garantias dividem-se em:


a. Aval e fiança
b. Alienação fiduciária e hipoteca
c. Pessoais e reais
d. Penhor e anticrese
59. Os cinco “C”s são:
a. Capital, caráter, capacidade, coligada e colateral.
b. Capital, caráter, capacidade, condição e colateral.
c. Capital, caráter, colateral,, condição e conglomerado.
d. Capital, colateral, capacidade, civilidade e condição.
60. Uma empresa que utilize o escore como seleção de crédito da maneira abaixo, como
deveria proceder com um cliente que tirasse as notas 4, 5, 4, 3 e 8, respectivamente?
Peso
Cadastro 0,1
Últimas compras 0,2
Inf. Comerciais 0,2
Inf. Bancárias 0,3
Garantias 0,2
Critérios
0 < 4 – não vende
4 < 7 – vende com garantias
>7 - facilita a venda
61. A empresa CALIL S/A resolveu conceder desconto de 10% para recebimentos
antecipados como forma de aumentar suas vendas atuais de 30.000 unidades anuais
de determinado produto em 50%. O preço unitário de venda é R$ 2,00 e seu custo
unitário variável R$ 1,50. Seu atual prazo médio de recebimento é de 60 dias e cairá
pela metade, com cerca de 80% da clientela se beneficiando da antecipação de
pagamento. Espera-se que o percentual de devedores duvidosos passe de 1,5% para
1,0%. Sabendo que o custo de captação do dinheiro é de 20%aa, deve a empresa
flexibilizar seu crédito?

62. Para aumentar suas vendas em 10% uma empresa afrouxou seus padrões de crédito.
Seu preço unitário de venda era R$ 50,00, seu custo unitário variável de R$ 30,00 e
suas vendas anuais 10.000 unidades. Em decorrência disto, seu prazo médio de
recebimento subiu de 30 para 45 dias e seus devedores duvidosos cresceram de 2%
para 4%. Sabendo-se que o custo do dinheiro é de 30%aa, a empresa deve tomar
esta atitude?

CAPÍTULO VII – ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES

63. São motivos para se manter estoque:


a. Sazonalidade do produto
b. Expectativa de aumento de preços
c. Aproveitamento de descontos
d. Todas as acima

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64. Os principais tipos de estoques são:


a. Matérias-primas, produtos em elaboração e almoxarifado.
b. Matérias-primas, produtos acabados e ferramentaria.
c. Matérias-primas, produtos em elaboração e produtos acabados.
d. Matérias-primas, ferramentaria e almoxarifado.
65. Qual o profissional que deseja estoques baixos?
a. Gerente de produção
b. Gerente financeiro
c. Gerente de compras
d. Gerente de vendas
66. São custos de manutenção:
a. Armazenagem, impostos e seguros.
b. Armazenagem, impostos e comunicação.
c. Armazenagem, seguros e comunicação.
d. Impostos, seguros e comunicação.
67. No sistema ABC:
a. Controlam-se todos os itens por letras
b. Controlam-se os itens pela sua importância
c. Não importa a quantidade de itens
d. Não importa o valor dos itens
68. Foram apresentadas três propostas de compra de determinado produto:
Produto A B C
Preço unitário sem IPI 1.000,00 1.100,00 950,00
Alíquota de ICMS 17% 18% 12%
Frete por unidade 5,00 4,00 10,00
Encargos financeiros 5%am 5%am 5%am
Prazo de pagamento 20 dias 60 dias 5 dias
Considerando que os produtos tem a mesma qualidade, qual das três propostas você
escolheria?

69. Sabendo que o consumo anual de um item de estoque e de 50.000 peças, que seu
custo administrativo (de pedir) é de R$ 30/pedido, e ainda, que seu custo de
manutenção é de R$ 3,00/ud/ano, pede-se calcular:
a) O Lote Econômico
b) Quantidade de lotes anuais, considerando nulo o estoque mínimo
c) Intervalo de dias entre os lotes
d) Sabendo que o tempo de espera é de 30 dias, qual o ponto de re-
encomenda?
70. No caso de compra a vista e venda a prazo, qual a taxa mensal de equilíbrio de uma
mercadoria comprada por R$ 200,00 e vendida 60 dias após por R$ 250,00
recebidos 30 dias depois da venda?

CAPÍTULO VIII – PONTO DE EQUILÍBRIO E ALAVANCAGEM

71. Qual o Ponto de Equilíbrio de uma mercadoria que tem preço de venda de R$ 80,00,
custo unitário variável de R$ 50,00 e custos fixos de R$ 9.000,00? Trace o gráfico.

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72. Uma empresa que vende 10.000 unidades anuais de determinado produto e tem a
DRE especificada a seguir, tem que graus de alavancagem operacional, financeira e
total?
Receitas 100.000
Custo dos Produtos vendidos 60.000
Lucro Bruto 40.000
Despesas operacionais 20.000
Lucro operacional (LAJIR) 20.000
Despesas financeiras 10.000
Lucro antes do IR (LAIR) 10.000
Imposto de Renda e CS (30%) 3.000
Lucro antes da distr. de dividendos 7.000
Distribuição de dividendos 3.500
Lucro Líq. após distr. Div. 3.500

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1. a
2. a
3. d
4. c
5. d
6. b
7. a
8. b
9. c
10. a
11. c
12. c
13. c
14. a
15. b
16. d
17. c
18. d
19. c
20. PMR = 66dias
PME = 540 dias
PMP = 162 dias
CO = 606 dias
CC = 444 dias
21. PMP = 34,1 dias
PME = 201,6 dias
PMR = 16,2 dias
CO = 217,8 dias
CC = 183,7 dias
22. c
23. 14%
24. R$ 700,00
25. R$ 9,00
26. Diagrama
27. c
28. c
29. a
30. R$ 50.500,00, R$ 120.500,00 e R$ R$ 119.500,00.
31. R$ 145.000,00 e R$ 116.000,00
32. X = 60.000, Y 10.000 e Z = 45.000.Orçamento de compras = R$ 391.500,00
33. R$ 19.200,00
34. R$ 165.600,00
35. R$ 322.500,00

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36. Preencher os quadros


37. Funilaria=R$ 7.500,00, Pintura=R$4.500,00 e Acabamento = R$ 6.000,00
Janeiro= R$ 6.000,00, fevereiro= R$4.800,00 e março = R$ 7.200,00
Mão-de-obra no trimestre = R$ 18.000,00
38. R$ 6.900,00
39. Lucro contábil = R$ 140,00 e Superávit financeiro = R$ 20,00
40. Saldo em caixa: R$ 20.000,00 e Saldo em empréstimos: R$ 41.615,63
41. Saldo em caixa: R$ 1.000,00 e saldo em aplicações R$ 1.996,76
42. Saldo em caixa: R$ 10,00 e saldo final, Aplicações: R$ 32,50
43. d
44. c
45. 4,88%am
46. 5,87%am
47. 3,82%am
48. 3,6%am
49. 11,18%am
50. 2,12%am
51. 6,6%am
52. Encargos: R$ 900,69 e taxa = 6,49%am
53. 4,29%am.
54. Encargos: R$ 496,60 e taxa = 7,49%am
55. 5,74%am
56. a
57. a
58. d
59. b
60. Vende com garantias
61. superavit de R$ 800,00. Deve conceder desconto
62. Déficit de R$ 125,00. Não deve flexibilizar o crédito.
63. d
64. c
65. b
66. a
67. b
68. Opção A. R$ 806,57
69. 1.000 peças, 50 lotes, 7,3 dias e 822 peças
70. 7,72%am.
71. 300ud
72. GAO = 2
GAF = 4
GAT = 8

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