Asempresase o Estado:
liberdadedasempresasnaeconomia
de mercadoe relaçãoEstado-Mercadojavier Wences/ao
noprocessode globalizaçãoIbáfiez jiménez ·
1.Tutelae limitaçãoestataldaliberdadedasempresas
408 409
perfectiva da liberdade empresarial. Em ordem a essa perfei- Nenhuma actividade estatal está ao serviço duma enti-
ção, o legislador deve ter presente dois níveis de elementos dade abstracta, mas servirá à promoção dos indiví-
conexos: duos. Primeiro, o empresário, e depois as suas pes-
soas vinculadas laboral ou profissionalmente.
a) Técnico-económicos. Fazendo previamente, numa situa- 3. As intromissões não devem limitar outros direitos fun-
ção dilemática, as correspondentes análises económi-
damentais em conflito. O que significa que as inter-
cas e técnicas, o Estado decide com razões objectivas venções que implicam adscrições não voluntárias a
se deverá intervir ad casum, segundo os resultados
organismos públicos ou associações privadas serão
tidos depois do pertinente exame dos custos e pro- inconstitucionais.
veitos gerados pela análise económica. Incluindo,
devidamente, todos os custos sociais e políticos que
3. Característicasda liberdadeda empresano seu exercício
correspondem aos meios servidos pelos mecanismos
face ao Estado
concretos da intervenção.
b) Político-sociais.São mutáveis segundo o governo domi- Sintética e abreviada mente, podem-se reconduzir a estas:
nante. E prevalecentes, faltando a análise técnico-
-económica de custos e benefícios. Ou em ausência a) Princípio de legalidade. Dito de outro modo, quer
de dados empíricos. Um interessante debate sobre os dizer que as competências legais, as próprias leis ou
conceitos de proporcionalidade e razoabilidade das os regulamentos devem-se impor a todos os sujeitos.
intromissões públicas levou à doutrina administrati- Significa também indeslegalizabilidade do exercício da
vista dos graus (Stufentheorie) para dar as soluções liberdade empresarial, efeito da sua hierarquia consti-
óptimas nos casos de colisão de direitos consti- tucional.
tucionais.
b) Favor libertatis. Todo o empresário deve poder fazer
o que quiser legitimamente. Ainda, devem-se retirar as
Nos últimos debates internacionais sobre essa questão, restrições regulamentares supérfluas à liberdade
principalmente, surgem três pontos onde convivem vários empresarial e ao acesso ao exercício desta liberdade.
tópicos geralmente condensados:
c) Erga rem publicam. Se o Estado não proporciona a
tutela devida ao empresário ou as ajudas que tornem
1. A liberdade das empresas não é limitável para as
possível este exercício, serão oponíveis acções judi-
pequenas e médias sociedades, nem para as empresas :11'
ciais pelo incumprimento do seu papel mandatário
de trabalho, nem para as dedicadas a uma actividade
constitucional de protecção dos empresários.
socialmente bem reputada (sendo lícita, como limite
único).
, A razão última destes princípios reside num axioma geral
2. As intervenções devem fundar-se nos princípios de nem colectivista nem capitalista, respeitador da dimensão pes-
respaldo à propriedade privada e de subsidiariedade. soal e social do empresário. Diante da problemática descrita
410 411
acima, a questão central é determinar como se estabelecem as ficando todas as intervenções com o interesse geral, segundo
relações Estado-Mercado, nos planos político-constitucional e os princípios de necessidade, proporcionalidade e adequação,
político-social. E, a partir desse conhecimento profundo do sis- sem impor regulações mais custosas que ao empresário pri-
tema de relações, legais e fácticas, autodeterminar as possibi- vado, ou limites menos exigentes em caso duma posição
lidades dos empresários em ordem a planificar estratégias dominante nos mercados de bens e serviços (d. arts. 82 e 86
redutoras das injunções externas do Governo e das Adminis- TCEE, no âmbito europeu comunitário). Quando se exercem
trações públicas. poderes legais exagerados, inseridos na esfera exorbitante do
imperium administrativo, devem-se desligar estes da activi-
dade ordinária da empresa.
4. Iniciativapública na actividade económica:
Finalmente (but not least), os Estados procurarão evitar o
o Estado-empresário competidor
fornecimento (contrato de arrendamento de serviço periódico
ou regular de quantidades iguais de mercadorias consumíveis
Para as empresas, o comércio não é um simples facto; se a
e fun,gíveis - commodities; e.g., gasolina, gás natural, óleo
vida comercial não se apresenta como essência da actividade combustível) externo, proveniente das outras empresas (out-
empresarial, essa actividade fica sem sentido, e a empresa dei- sourcing stricto sensu) ou dos entes estatais (inside outsour-
xaria de ter razão para viver. As empresas são criadas para cing). É mais eficiente o fornecimento interno procurado nos
comerciar, para o lucro dos sócios, inclusive. departamentos e serviços internos das administrações, ceteris
As iniciativas públicas nas actividades económicas devem paribus. O que encerra um princípio de subsidiariedade da
"
fundar-se sobre uma outra razão acumulada: o bem comum, heterocontratação em favor da autonomia e independência
que justifica a participação das empresas públicas no mercado. das administrações como demandantes. Uma outra questão é
Assim, o Estado, por meio das suas empresas, torna-se Estado o debate sobre a eficiência das empresas de capital público,
competidor. que competem em igualdade com as empresas não estatais.
Precisamente pela natureza da função estatal originária,
algumas formas de participação do Estado não são possíveis:
umas, em atenção ao respeito formal pelos princípios de 11. As relações Estado-Mercadono processo "
ordem constitucional, em igualdade com outros agentes de globalização
económicos (e.g., actividades insalubres ou proibidas pelo
1. A globalização, resultado das mutações estruturais no pro-
ordenamento legal); outras, pela sua condição eminentemente
cesso de internacionalização . ;:".,
estatal (defesa, ordem pública); e outras, pela dificuldade .I)'t H1Jb
de declarar publicamente a sua utilidade (é tópico o debate A globalização é o resultado das mutações estrunirais~verificá-
sobre a falta de tutela do interesse geral ou do conteúdo das no movimento histórico da internacionalizaç~à; Ror isso
educativo nas televisões estatais ou regionais financiadas pelo é uma forma nova da evolução capitalista e não'jsó;.;uma'fase
sector público). mais do processo de integração internacioniJ'.~;."Y'<)'-'
Uma outra questão neste prontuário sobre a participação O impulso competitivo entre grup0s'n1ultmad0nais e o
estatal como competidor: devem-se estabelecer, no contexto patrocínio universal das grandes potênciáse? as empresas
constitucional, limitações precisas ao monopólio estatal, justi- transnacionais na difusão das 'políticás clesregulamentadoras
412 413
ZAd ex., Communica- são os principais motivos do enfraquecimento dos Estados secundários, id est, não originários ou primários das empresas referindo-se ao progresso
lion from lhe Commls- dos movimentos das bol-
sion lO lhe Council, lhe nacionais, que se tornam simples correias de transmissão da - todos com excepção dos sócios: trabalhadores, credores, for- sas como protagonistas
da economia financeira
European Parliament
and lhe European Cen- economia mundial para a economia nacional. necedores, empresas competidoras e o próprio Estado-, abstr'd.cta, em detrimento
tral Bank application lo da riqueza real. Mas a
financial services of arti- Sobre os mercados privatizados e desregulamentados, os incluída toda a comunidade social). Economia financeira en-
c/e 3(4) to (6) of the Elec- sina que essa irmcionali.
tronic Commerce Direc- Estados possuem cada vez menos controlo. Neste sentido O facto de o capitalismo ter sido sempre mundial não dade depende sobretudo
live (26.05.2003). das aplicações do benefí-
pode-se falar de desnacionalização. Os movimentos interna- quer dizer que a globalização seja um processo antigo. É, pelo cio obtido em I30lsae do
.\ Na terminologia do Fó- destino final dos inves-
rum Social Mundial. as cionais de capital são facilitados, ainda mais, pelas ciberco- contrário, um novo fenómeno de mudanças qualitativas 5. timentos. que depende
preocupações sociais de- por sua vez dos juizos de
terminadas pelo pro- municações e pelos novos sistemas legais de contratação tele- Trata-se de um particular modo de mundialização do capital valor, no sentido propug-
cesso de globalização
económica são definidas mática de serviços financeiros 2. Esta facilidade significa, no definido como um quadro político e institucional no qual se nado por Isabel Renaud,
.A noção de dever na
como .Áreas e subáreas plano económico, desnacionalização dos mercados de valores ética contemporânea-, in
temáticas., onde se p0- foi constituindo um sistema especial de funcionamento do Temas Fundamentais de
dem encontrar temas de e instrumentos financeiros. capitalismo desde o início dos anos 80, em decorrência com f,'lica. Actas do Colóquio
trabalho de conteúdo de Homenagem ao Prol
predominantemente eco- A transferência das decisões nos sectores de primeira as políticas de liberalização e desregulamentação das trocas, P. Roque Cabral, SJ..
nómico. e também ou- Draga. Publicações da
tros predominantemente necessidade (p.e., agro-alimentar, construção, comunicações 3) do tr~bàlho e das finanças 6. Faculdade de Filosofia.
sociais ou culturais. Estas Universidade Católica
são as áreas de referen- em favor das multinacionais está a obrigar à reformulação dos Em definitivo: diante do descrito acima, se a globalização Portuguesa. 2001, p. 32.
cia. destacando pela sua
especificidade e carácter projectos nacionais.As multinacionaisinvocama competitivi- não é um processo antigo, a mundialização da liberdade 'Conforme, João Fur-
económico uma entre tado, MU1Idialização,
todas as áreas temáticas dade no contexto da liberdade empresarial para procederem a empresarial além ou fora do controlo dos Estados parece ser reestruturação e compeU-
citadas pelo Fórum (.se- operações corporativas (fusões, aquisições, reconfigurações e lividClde: a emergência
guranç-d ecológica e eco- a característica definitória da própria globalização, que na pior de um novo regimeeco-
nómica.. inf 3): restruturações de empresas, concentrações de partes de socie- das hipóteses poderia utilizar-se como sinónimo de neolibera- nómico e as barreiras às
,.t. Militarismo, guerra e ecullomias periféricas.
paz dades) nos mercados de capital transfronteiriços. lização económica despersonalizante, considerando-se as <hup:l /siles. uol.com.hrl
2. Media. informação. globa lization/mundiali.b!
conhecimento e cultUrd Esta evidente transnacionalização económica não só reo- notas qualitativas adversas do processo. m>.acessoem Agostode
3. Democracia. segu n- 2003, .a principal modifí-
ça ecológic-d e econó- rienta, como limita, o poder de decisão individual do governo cação que se produziu
miC'd. no funcionamento do sis-
i. Dívida. finanças e nacional, que cada vez possui menor capacidade decisória 2. Papeldastransnacionais
e organismos
internacionais tema económicointerna.
comércio; ii. Terra. água dona I é uma verdadeira
e soberaniade alimentos; para impor injunções necessárias para a satisfação das neces- no processo ruptura em relação à
iiL T balho e mundo do
trabalho em produção e
sidades sociais e se opor aos processos e actores que não evolução precedente..
reprodução social; Iv.Sec- revertem no crescimento da riqueza real (educação, saúde, As novas tecnologias não só transformam o trabalho e as rela- "Cf. François Chesnais,
tores sociais - alimema- -Um programa de ruptura
ção, saúde, educação - e segurança, bem-estar social). ções sociais e políticas, mas também o lazer, a educação e o com o neoliberalismo., i1l
estabilidade social; Agnes Heller el ai.. A
4. Exclusões, discrimina- A globalizaçãoé o ápice actual do desenvolvimentocapi- próprio homem. O novo tecnocapita/ismo, em termos da eco- crise dos paradigmas em
Ciências Sociais e os
ção, dignidade, direitos e
igualdade; v. Nação. Esta- talista 4, num contexto humano onde as relações sociais de nomia política, caracteriza-se pelo incremento do poder das desafios para o século
do. cidadania, lei e jus- XXI. Rio de Janeiro. Con-
tiça; vi. Classe social. raça ordem nacional e internacional se tornam cada vez mais pro- transnacionais e organismos internacionais, e pelo declínio do trapomo. 1999. pp. 77-
e outras formas de exclu- -108.
são baseadas na descen- blemáticas. Esse desenvolvimento é inteligívelsobretudo a Estado.
dência e trabalho; vii. Re- 7 As possibilidades de
partir da lógica mesma da liberdade de empresa e das con- A hegemonia das organizações multilaterais e transnacio- exercício da hegemonia
ligião. cultura e identida-
são hoje influenciadas
des; viii. Patriarcado. sexo
e sexualidade.
centrações de capitaltransfronteiriço,cuja causa ,não é outra nais funda-se em elas deterem poderes políticos decisivos, -decisivamentepelasexi.
senão a consolidação do benefício nos mercados eficientes. capazes de se sobreporem à soberania dos Estados e à socie- gências da globaIi7.3çào.
4 -Irracional. segundo Re- expressa na actuaçào das
naud. porque .projecta Mas .essa concentração não considera relevante o papel organizaçÔes multilate-
dade civil, sobretudo no que se refere às políticas financeiras 7. rais e das corporaçàes
um descolamento cres-
cente dos valores mer-
cantis face aos funda-
dos conflitos sociais e económicos cujo nascimento tem lugar I Nada se pode fazer contra o processo descrito acima. tídnsnacionais-. O. lanni,
.A política mudou de
mentos económicos-, no seio dos grupos de outside stakebd/ders (interessados t lugar.. Dowbor,O.
É inevitável sucumbir à pobreza num contexto em que o i1l L.
414 415
.
I
1
lanni e P. E. A. Resende
(orgs.), Desafios da Glo- comércio mundial não pode ser controlado pelo Estado- Esta reacção social causada pela exclusão e pela frag-
balização, Rio de Janei- -Nação, e em que o capital não tem pátria 8, porque os con-
ro, Vozes, 1997, p. 19. mentação social procura a emergência de novos estilos de vida
8 Segundo Décio Freitas,
glomerados empresariais transnacionais são os agentes activos comunitária que buscam na influência sobre o Estado resgatar
.A anunciada morte da que dominam a produção, a tecnologia e a actividade finan-
política-, Zero Hora, a cidadania e a dignidade social dos grupos de interesse.
Porto Alegre, 04.11.2001, ceira, mais intensamente por meio de alianças estratégicas As ONGs promovem acções de co-gestão com o Estado,
p. 17, o Estado contem-
porâneo constitui um intercorporativas.
.apêndice decordtivo do e o desenvolvimento de uma reconfiguração geo-histórica, isto
merC'ddo, privando-o de Nesse novo cenário, as empresas transnacionais são estru-
seus atributos clássicos é, simultaneamente social, económica, política e filosófica das
de determinar a econo- turas mundiais de poder cujo efeito económico mais adverso
mia e as finanças, defen-
relações humanas. Significa isto a evidente emergência de uma
der os interesses da é a volatilidade e a instabilidade dos preços nos mercados
incipiente sociedade civil global.
nação e dos cidadãos.. financeiros 9. A ampliação das possibilidades de escolha no
Historicamente, a tensão entre os espaços da desigual-
? Cf. J. W. Ibáõez e R. contexto de eficiência tem minado a confiança dos operado-
Ruiz Martínez, -EI inver~ dade criada naturalmente pelos mercados, e da igualdade pro-
sor como victima de la res e leva-os' a contar com terceiros, como as agências
publicidad financierd', tn
de classificação financeira e societária ou rating, somente movida, pelas constituições políticas nas democracias constitu-
J. W. Ibái'lez e J. L. Fer-
nández (dirs.), Ética y cionais, era resolvida pelo Estado como árbitro e moderador
mercado de valores, operativas no plano mundial (Standard & Poor's, Moody's),
Madrid, Marcial Pons, supra político ou como delegatário da soberania originária
2002, passim. perdendo-se nesse sentido a relação pessoal e directa dos par-
ticulares com as empresas, apesar do empenho das multina- popular reintrodutor dos espaços necessários de gestão dos
cionais pelo estabelecimento dos sistemas modernos de rela- interesses comuns e da racionalidade superadO'ra das deficiên-
ções com investidores. cias do sistema capitalista.
Assim, o movimento globalizador impulsionado pelas mul- Mas o cenário de globalização dos mercados alterou, nos
tinacionais apresenta duas faces contraditórias: por um lado, anos 80, a óptica da relação entre Estados e empresas trans-
aporta liberação nos movimentos eficientes de capital; mas nacionais, entronizando o neoliberalismo presidido pela ideia
por outro significa desprotecção, especialmente daqueles de um só capital 10.Então, a sociedade giobal precisa de alter- 10 A. Sposati, .Globaliza-
çáo: um novo e velho
agentes económicos que possuem menores disponibilidades nativas que assegurem direitos morais e sociais, e, no plano processo" tn Dowbor,
lanni e Resende (orgs.),
informativas. económico, empregos e bem-estar para uma parcela enorme op. cit., p. 45, fala de
transmutaçào da .utopia
da população excluída facticamente dos benefícios globais. de cristianizaç'do, neste
sentido.
3. Intervençãoda sociedadecivil na solução dos problemas Os processos de concentração, contudo, não devem
na nova ordem económicaglobalizada implicar a perda dos projectos para os países, já que determi-
nadas questões e respostas não são alcançáveis pela acção
As Organizações não Governamentais (ONGs) têm trabalhado local das organizações civis.
por erradicar desigualdades e discriminações de múltiplos As acções locais da nova sociedade civil (ONGs, movi-
tipos. Muitas actuaram para prover a formação de identidades mentos civis mundiais, fóruns sociais, fundações, associações
de grupo ou de classe, para defender os correspondentes inte- voluntárias, cooperativas, instituições religiosas), incluindo
resses particulares. Assim tem sido constituído um assistencia- as acções livres intra-empresariais (em matéria da responsabi-
lismo solidário respondendo basicamente por necessidades lidade societária corporativa, de criaçãg e desenvolvimento
imediatas, e criando um espaço público não estatal ou político '0
dos códigos civis e societários do bo.JI.1~9verno empresarial,
de actividade social.
de implantação dos sistemas de copt1~tp, entre outros) não
416
417
devem tratar de alterar o Estado exc1udente, mas a sociedade A Ética como Instrumento de Gestão
excludente. SEMINÁRIOLuso-EsPANHOL DE ÉTICA EMPRESARIAL
Braga, Faculdade de Filosofia da UCP, 28.01.2004
Em cidadania civil tem-se a esperança que os que pouco
se podem manifestar em tempos normais, aqueles a quem os
governos pedem adaptação, consigam integrar-se na socie- ,
dade global. A força e forma autónoma do mercado mundial
deixam pouca margem de manobra aos Estados para reformas
Etica empresarial
úteis socialmente, das quais o capital pode fugir graças à sua y globalización Josep Miralles sp
mobilidade.
É preciso admitir, assim, que o poder colectivo das pes-
soas devidamente organizadas é imprescindível para decidir
uma mobilização do poder para tornar a vida democrática 1 . iDe qué astamos hablando?
mais solidária e participativa à margem do mercado, sem pres-
11 Pam lanni, op.cit.,p.20. cindir do mercado. O engajamento dos agentes da sociedade EItítulo de este artículo sugiere que a partir de un concepto
reivindicara primaziada
civil tem por consequência programas e projectos mais realis- claro de empresa y de ética surge la pregunta acerca de ,como
sOciedade civil exige a
arliculação de valores tas e produtivos. Mas ainda é possível trabalhar com o Estado, incide la globalización (también entendida de manera uní-
humanos universais que
vão além das forças do que deve permanecer no centro da política socioeconómica voca) en estas realidades previamente conocidas. De este
Eslado e do mercado.
,t:ntrelanlo, .ainda que se nacional e internacional, enquanto existir a justaposição das modo, reflexionar sobre la ética empresarial (EE) en la globa-
continuea pensare agir
em lermos de soberania nações soberanas que define o Direito Internacional. A conju- lización significaría repasar algunos de los nuevos dilemas
e hegemonia, ou demo-
cracia e cidadania, [anto gação das acções promovidas a partir das Organizações não éticos a los que se ve enfrentada la empresa ai operar en un
quanto o nacionalismo e contexto global: por ejemplo, la diversidad de legislaciones y
Escado-Nação, modifica- Governamentais e outras manifestações da ciâadania civil, e
mm-se radicalmente as los vacíos legislativos que se dan con frecuencia, los proble-
condições 'clássicAS'des- também a partir dos Estados nacionais parece a fórmula opti-
sas categorias.. A globa- mizadora das soluções para os problemas que, embora cresça mas que plantea operar en entornos donde la corrupción .es
lização não apaga nem
as desigualdades nem as a globalização, a actual conjuntura mundial apresenta. Sempre, mucho más fuerte y habitual que en la DE, la diversidad
contmdiçôes que consli-
tuem uma pane impor- considerando ter conseguida uma determinada articulação cultural y social y por lo tanto la problemática dei trabajÇ)de
tante da vida social, na-
cional e mundial. Ao con- interpessoal dos valores morais universais 11. mujeres y ninos en contextos donde ambos no tienen. reGono-
trário, desenvolve outms.
recriando--seem outros cidos sus derechos ni en la teoria ni en la práctica.ll[;I
níveis,comnovos"ingre- Todos estos problemas son importantes pero"en la~reali-
dientes' (ibidem, p. 125).
Por isso L. Vieira, Cida- dad reciben soluciones muy distintas según sean.los. 'presu-
dania e globalização.
Rio de Janeiro, Record, puestos a los que se ha aludido anteriormente-, (es!;\!lecir;"los
1997, p. 32, disse que
.nasce hoje o conceito de conceptos de ética, empresa y globalización).' Por. ello .es
cidadão do mundo, de
cidadania planetária, que importante comenzar aclarando que se entiende'poprempresa
vem sendo paulatina-
mente construída pela y por EE. '. .}i
sociedade civil de todos
os países.em contrdposi.
ção ao poder político do
Estado e ao poder eco-
nómico do mercado-o . ESADE, Barcelona.
Bien plus que des documents.
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