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MINISTÉRIO DA DEFESA

EXÉRCITO BRASILEIRO
DEP DEPA
COLÉGIO MILITAR DO RECIFE

PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA

6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

09 DE NOVEMBRO DE 2008

NOME:______________________________________________

INSCRIÇÃO:_________________________________________
CONCURSO DE ADMISSÃO AO Página 2 / 11
COLÉGIO MILITAR DO RECIFE – 08/09
PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

1ª PARTE
TEXTO 1

LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER AOS ITENS DE 01 A 08.

O VELHO E SEU NETO

1 Era uma vez um velho muito velho, quase cego e surdo, com os joelhos
tremendo. Quando se sentava à mesa para comer, mal conseguia segurar o talher.
Derramava sopa na toalha e, quando, afinal, acertava a boca, deixava sempre cair um
bocado pelos cantos.
5 O filho e a nora dele achavam que era uma porcaria e ficavam com nojo.
Finalmente, acabaram fazendo o velho se sentar num canto atrás do fogão. Levavam a
comida para ele numa tigela de barro e – o que era pior – nem lhe davam o bastante.
O velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios de
lágrimas.
10 Um dia, suas mãos tremeram tanto que ele deixou a tigela cair no chão e ela se
quebrou. A mulher ralhou com ele, que não disse nada, só suspirou.
Depois ela comprou uma gamela de madeira bem baratinha e era aí que ele
tinha que comer.
Um dia, quando estavam todos sentados na cozinha, o neto do velho, que era
15 um menino de quatro anos, estava brincando com uns pedaços de pau.
– O que é que você está fazendo? – perguntou o pai.
O menino respondeu:
– Estou fazendo um cocho, para papai e mamãe poderem comer quando eu
crescer.
20 O marido e a mulher se olharam durante algum tempo e caíram no choro.
20 Depois disso, trouxeram o avô de volta para a mesa. Desde então passaram a comer
juntos e, mesmo quando o velho derramava alguma coisa, ninguém dizia nada.

(Irmãos Grimm. O velho e seu neto. Tradução de Ana Maria Machado. Apud
BENNETT, William J. O livro das virtudes. Seleção e adaptação da ed. Americana por
Luiz Raul Machado. Rio de janeiro: Nova Fronteira: 1995, p. 102.)
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ITEM 01. As informações contidas no texto permitem inferir que o espaço em que se passa a
ação é um:

A. ( ) ambiente doméstico.
B. ( ) lugar deserto.
C. ( ) cenário urbano.
D. ( ) castelo medieval.
E. ( ) bairro de periferia.

ITEM 02. Considerando a narrativa como um todo, a única alternativa que apresenta
associação INCORRETA entre personagem(ns) e qualidade atribuída a ela(s) é:

A. ( ) neto – inocência.
B. ( ) marido – paternidade.
C. ( ) filho e nora – senilidade.
D. ( ) avô – vulnerabilidade.
E. ( ) marido e mulher – capacidade de aprendizagem.

ITEM 03. Assinale a única alternativa que contém uma expressão cujo significado NÃO tem
vínculo com a “moral da história”.

A. ( ) “Aqui se faz, aqui se paga.”


B. ( ) “Não faças aos outros o que não queres que te façam.”
C. ( ) “Colherás aquilo que plantares.”
D. ( ) “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”
E. ( ) “Quem com o ferro fere, com o ferro será ferido.”
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ITEM 04. “Estou fazendo um cocho, para papai e mamãe poderem comer quando eu crescer”
(linhas 18 e 19).

A fala da criança indica que ela:

A. ( ) interpretou a situação vista de forma arrogante.

B. ( ) tomava os pais como modelo para o seu comportamento futuro.

C. ( ) planejava friamente cometer um crime.

D. ( ) fez uma ameaça direta aos pais.

E. ( ) tinha sérias dificuldades de relacionamento.

ITEM 05. Sobre o tempo da narrativa, é CORRETO afirmar que:

A. ( ) se concentra em dois dias, como demonstra o uso da expressão “Um dia” por duas
vezes.

B. ( ) se passa em algumas semanas, uma vez que os verbos como “sentava” e “levavam”
demonstram ação repetitiva.

C. ( ) se estende por muitos anos, quiçá várias décadas, pois abrange todo o período de
vida do velho.

D. ( ) se desenrola num presente eterno, por representar situação que acontece na maioria
das famílias, em todos os tempos e sociedades.

E. ( ) se desenvolve num passado indefinido e sem duração exata, como mostram as


expressões “Era uma vez” e “Um dia”.
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ITEM 06. O trecho “o velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios
de lágrimas”, no contexto da narrativa, indica que a personagem em questão
vivencia, naquele momento, uma situação de:

A. ( ) angústia e entusiasmo.
B. ( ) cobiça e resignação.
C. ( ) esperteza e desamparo.
D. ( ) concentração e regozijo.
E. ( ) carência e tristeza.

ITEM 07. Quanto à classificação morfológica, no trecho “Era uma vez um velho muito velho”,
as palavras sublinhadas são, respectivamente:

A. ( ) numeral – substantivo – pronome – substantivo.


B. ( ) artigo – adjetivo – advérbio – substantivo.
C. ( ) artigo – substantivo – advérbio – adjetivo.
D. ( ) pronome – substantivo – adjetivo – adjetivo.
E. ( ) numeral – adjetivo – pronome – adjetivo.

ITEM 08. Na expressão “um velho muito velho”, as palavras variáveis estão no masculino
singular.

Se o termo sublinhado estivesse no feminino plural, a forma CORRETA da expressão


inteira seria:

A. ( ) uma velha muito velha.


B. ( ) uns velhos muitos velhos.
C. ( ) umas velhas muitas velhas.
D. ( ) umas velhas muito velhas.
E. ( ) uns velhos muito velhos.
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TEXTO 2

LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER AO ITEM 09.

CONTINHO

Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de


Pernambuco. Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho,
imaginando bobagem, quando passou um gordo vigário a cavalo:
– Você aí, menino, para onde vai essa estrada?
– Ela não vai não: nós é que vamos nela.
– Engraçadinho duma figa! Como você se chama?
– Eu não me chamo não, os outros é que me chamam Zé.

CAMPOS, Paulo Mendes. Crônicas. 22 ed. São Paulo, Ática, 1997. (Para Gostar de Ler – Vol. 1)

ITEM 09. Leia as proposições abaixo sobre o emprego dos sinais de pontuação.

I– Em “– Você aí, menino, para onde vai essa estrada?”, as vírgulas foram
empregadas para separar o chamamento.
II – Em “Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho...”,
a vírgula foi empregada, nesse contexto, para separar uma locução adverbial
deslocada.
III – O travessão em “– Eu não me chamo não...” foi usado para enfatizar a resposta do
menino.
IV – O ponto de exclamação na frase “– Engraçadinho duma figa!” expressa uma ordem.

Estão CORRETAS apenas as proposições:

A. ( ) I, II e IV
B. ( ) I e II
C. ( ) II e IV
D. ( ) I, III e IV
E. ( ) III e IV
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TEXTO 3

LEIA O POEMA A SEGUIR PARA RESPONDER DO ITEM 10 AO 14.

QUEM É VOCÊ? (Rosana Rios)

– Alguém me perguntou.
E na hora de responder, eu engasguei.
É claro que sei meu nome...
Mas será que dizer o nome basta?
Fiquei pensando.
Se disser nome, sobrenome e apelido,
A cidade, a rua, a casa em que eu moro,
As pessoas podem até achar que me conhecem.
Só que não vão saber das coisas que eu penso,
Das comidas de que eu gosto,
Dos sonhos que eu tenho,
Dos segredos que eu não conto.
Não vão saber o principal...
Meu nome, meu apelido, meu endereço não dizem,
De verdade, quem sou eu.

ITEM 10. Classifique as palavras sublinhadas no texto 3 de acordo com sua classe gramatical,
na ordem em que aparecem.

A. ( ) verbo – artigo – conjunção – adjetivo – verbo.


B. ( ) pronome – artigo – preposição – verbo – adjetivo.
C. ( ) advérbio – verbo – substantivo – conjunção – adjetivo.
D. ( ) pronome – verbo – preposição – substantivo – advérbio.
E. ( ) substantivo – advérbio – adjetivo – preposição – artigo.

ITEM 11. Do apresentado no poema, só NÃO se pode deduzir que a pessoa que fala
apresente, em algum dos versos, uma atitude de:

A. ( ) introspecção.
B. ( ) questionamento.
C. ( ) vaidade.
D. ( ) indagação.
E. ( ) sensibilidade.
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ITEM 12. Sobre o Texto 3, indique se as afirmações são verdadeiras ( V ) ou falsas ( F ).


Depois, marque a seqüência CORRETA:

( ) A pessoa que fala no poema, ao ser questionada sobre sua identidade, respondeu
imediatamente, sem hesitar.
( ) O título do poema revela a temática central desenvolvida no texto.
( ) A pessoa que fala no texto entende que dizer nome, apelido e endereço não é
suficiente para dar a conhecer quem ela é.
( ) Para a pessoa que fala no texto, o conhecimento de sua verdadeira identidade é
algo acessível a qualquer um que saiba o seu nome, apelido e endereço.
( ) O texto reflete sobre a questão da identidade pessoal.

A. ( ) V - V - F - V - F.
B. ( ) V - F - V - F - V.
C. ( ) F - V - F - V - V.
D. ( ) V - F - F - V - F.
E. ( ) F - V - V - F - V.
.
ITEM 13. Marque a alternativa que retira do texto, respectivamente, um dígrafo nasal, um
dígrafo separável, um dígrafo inseparável e um encontro consonantal:

A. ( ) “perguntou”, “disser”, “alguém”, “claro”.


B. ( ) “não”, “pessoas”, “principal”, “sobrenome”.
C. ( ) “quem”, “engasguei”, “penso”, “principal”.
D. ( ) “vão”, “sonhos”, “segredos”, “gosto”.
E. ( ) “nome”, “pessoas”, “fiquei”, “sonhos”.

ITEM 14. No fragmento “Meu nome, meu apelido, meu endereço não dizem, de verdade, quem
sou eu.”, as palavras sublinhadas são, na ordem em que aparecem:

A. ( ) advérbio, pronome, substantivo.


B. ( ) interjeição, verbo, pronome.
C. ( ) substantivo, verbo, verbo.
D. ( ) substantivo, verbo, advérbio.
E. ( ) substantivo, verbo, pronome.
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TEXTO 4
LEIA O TEXTO QUE SEGUE PARA RESPONDER DO ITEM 15 AO 20

Huguinho, Zezinho e Luisinho

01 Huey, Dewey e Louie. Estes foram os nomes que os travessos


sobrinhos do Donald receberam ao serem criados em 1938 por Al Taliaferro, sob
supervisão de Walt Disney. Vindos da necessidade de ampliar os horizontes do
então irascível e irrequieto Donald, Huguinho, Zezinho e Luisinho, como foram
05 batizados no Brasil, eram mais aprontões que o próprio tio. Por dois longos anos
infernizaram a vida do Donald e de seus amigos até que, em 1940, surgiram a
Margarida e a Vovó Donalda, que, com sua psicologia feminina e suas tortas de
maçã, respectivamente, pouco a pouco domaram os travessos patinhos. Hoje,
perfeitamente integrados na vida familiar do clã dos patos, são três simpáticos
10 meninos que sabem fazer o bem, vestindo ou não o uniforme dos escoteiros-
mirins, mas que também sabem aprontar das suas.

(As melhores piadas de Huguinho, Zezinho e Luisinho. São Paulo, Ed. Abril, julho de 1977.)

ITEM 15. De acordo com o texto, o que quer dizer “foram batizados no Brasil”?:

A. ( ) Nasceram e foram criados no Brasil.


B. ( ) Foram batizados numa igreja no Rio de Janeiro.
C. ( ) Seus padrinhos eram brasileiros.
D. ( ) Foram chamados por tais nomes no Brasil.
E. ( ) Seu criador, Walt Disney, era brasileiro.
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ITEM 16. Quanto à finalidade da criação dos sobrinhos do Pato Donald, pode-se dizer que eles
foram criados para:

A. ( ) aprontar muitas travessuras.


B. ( ) ampliar os horizontes do então irascível e irrequieto Donald.
C. ( ) comer as tortas de maçã da Vovó Donalda.
D. ( ) dar trabalho ao seu tio Donald.
E. ( ) ganhar os mimos de Margarida.

ITEM 17. Numere a coluna da direita, relacionando as palavras do texto com seus significados.
Depois marque a alternativa que mostra a seqüência numérica CORRETA:

( 1 ) travessos (linha 01) ( ) traquinas, endiabrados


( 2 ) clã (linha 09) ( ) adaptados, entrosados
( 3 ) irascível (linha 03) ( ) irado, zangado
( 4 ) integrados (linha 08) ( ) aglomeração de famílias com parentesco

A. ( ) 2 - 4 - 1 - 3.
B. ( ) 4 - 1 - 3 - 2.
C. ( ) 1 - 4 - 3 - 2.
D. ( ) 2 - 3 - 4 - 1.
E. ( ) 1 - 4 - 2 - 3.

ITEM 18. A palavra aprontar possui um significado próprio na linguagem popular. O que esta
palavra significa no contexto da frase “eram mais aprontões que o próprio tio”
(linha 5)? Marque a alternativa CORRETA:

A. ( ) travessos.
B. ( ) organizados.
C. ( ) dispersos.
D. ( ) curiosos.
E. ( ) comportados.
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ITEM 19. Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada pertença a uma classe gramatical
invariável:

A. ( ) “... Estes foram os nomes que os travessos sobrinhos ...”


B. ( ) “... Vindos da necessidade de ampliar os horizontes ...”
C. ( ) “... perfeitamente integrados na vida familiar ...”
D. ( ) “... eram mais aprontões que o próprio tio.”
E. ( ) “... são três simpáticos meninos que sabem fazer ...”

ITEM 20. Em qual das alternativas abaixo há um adjetivo sublinhado?

A. ( ) “... sob supervisão de Walt Disney ...”.


B. ( ) “... os horizontes do então irascível e irrequieto Donald ...”.
C. ( ) “... por dois longos anos infernizaram ...”.
D. ( ) “... pouco a pouco domaram os travessos ...”.
E. ( ) “... que sabem fazer o bem ...”.
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2ª PARTE

REDAÇÃO

Escreva uma história em que apareçam no mínimo duas

personagens e que tenha a seguinte temática:

“O respeito aos mais velhos”

– A narrativa pode ser escrita em 1ª ou 3ª pessoa;

– O texto deve ter, no mínimo, 20 (vinte) e, no máximo, 30 (trinta) linhas;

– Crie um título coerente;

– A letra deve ser legível e as margens, respeitadas;

– A FOLHA DE RASCUNHO deverá ser entregue ao fiscal ao término da prova;

– Utilize a FOLHA DE REDAÇÃO distribuída junto com a prova para escrever a


sua redação definitiva.
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BOA PROVA