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les CROCqués

• CROC n u m é r o 15-16
CROGodKoriol
N.D.L.K Notre dernier numéro portait, on s'en souviendra, sur le catholicisme. Il a
REDACTION
suscité de vives réactions. L'une d'entre elles, et non la moindre, a été celle de sa
DIRECTEUR GENERAL : Jacques Hurtubise
sainteté elle-même Jean-Paul II. Il (elle ?) nous a téléphoné (a frais virés ; ce qui en dit
REDACTEUR EN CHEF: Pierre Huet
DIRECTEUR ARTISTIQUE : long a la fois sur le triste état des finances de l'Église et sur notre très grande
DIRECTRICE DE PRODUCTION : Hélène ouverture d'esprit, puisque nous avons accepté les dits frais...) pour exiger que nous
Fleury publions en guise d'éditorial son homélie du temps des Fêtes. Mous avons accepté.
GRAPHISTE : Ariel Borremans Sans plus tarder, la voici., une bonne main d'applaudissements pour Jean-Paul II et
COMITÉ DE REDACTION : Patrick Beaudin, son Message de Noël aujc pauvres. A toi Jean-Paul !
Sylvie Desrosiers, Pierre Huet, Jacques
Hurtubise, Roger Lapalme, Serge '.angevin, M e r c i m e s très c h e r s f r è r e s et s o e u r s des pays en v o i e de d é c o u r a g e m e n t C'est
Jean-Pierre Plante
tête nue q u e je m ' a d r e s s e à vous. H a b i t u e l l e m e n t , j ' a i m e b i e n a r b o r e r le c o u v r e - c h e f
COLLABORATEURS-TEXTES : Joanne Ar-
f a v o r i des i n d i g è n e s qui m e r e ç o i v e n t mais j'ai a p p r i s a v e c tristesse q u e v o u s a v i e z
seneau, Roch Cote, Georges Hébert-
Germain, Serge Grenier, Jacques Guay, m a n g é tous v o s c h a p e a u x lors d e s d e r n i è r e s f a m i n e s q u e v o s p a y s a v a i e n t
Serge l'Heureux, Michel Lessard, Michel c o n t r a c t é e s . T a n t pis.
Rivard, Sylvain Trudel, Sylvie Desrosiers, Je v i e n s a u j o u r d ' h u i v o u s p a r l e r de t o l é r a n c e . Je v i e n s v o u s p a r l e r d e c o m p a s s i o n .
DESSINS : Aislin, Bado, Beaupré, Berthio, P o u r p a r l e r f r a n c h e m e n t , je v i e n s v o u s d i r e : « A r r ê t e z d ' a c h e v e r les n é g r o s !• N o n
Brochard, Cousineau, Chapleau, Gaboury m a i s c'est vrai : v o u s a v e z v o s p r o b l è m e s , ils ont les leurs. À v o s yeux, v o t r e c a u s e est
Serge, Gaboury Robert, Garnotte, Gite, la b o n n e cause, m a i s m e t t e z - v o u s à leur p l a c e . Un jour, c'est C e n t r a i d e q u i les
Godbout, Moerell, \ o r m a n d i n , Ricar, Ros- r e l a n c e . L e l e n d e m a i n , c'est T e r r y Fox. O u bien les r e i n s ; o u a l o r s les m a l a d i e s
sini, ZYX.
mentales, la s c l é r o s e en plaques, les p r i s o n n i e r s p o l i t i q u e s au Chili, les p r i s o n n i e r s
PHOTO: François Desaulniers, (Claire
p o l i t i q u e s en U. RS.S., le p r o b l è m e d e s g e n s t r o p m a i g r e s au C a m b o d g e , le p r o b l è m e
Beaugrand-Champagne
COULEURS : Françoise Barrette des g e n s t r o p g r o s au Canada, e t c . , e t c . . Ils n e s a v e n t plus o ù d o n n e r ! Et je n e v o u s
L'ÉCHO PROVINCIAL: rédacteur en chef: p a r l e m ê m e pas d e c e r t a i n s de l e u r p r o b l è m e s q u e v o u s ne p o u r r i e z m ê m e pas
Serge Langevin c o m p r e n d r e , c o m m e l'installation d e s p a r c o m è t r e s au c e n t r e - v i l l e de M o n t r é a l et
SCRIPT: Hélène Fleury les tarifs sans c e s s e a u g m e n t é s dans les c l u b s d e squash ! N o n , en v é r i t é , en v é r i t é je
MONTAGE-PHOTO : François Bouvier v o u s le dis, p r e n e z v o s e n n u i s a v e c un g r a i n de sel (un g r a i n d e sable f e r a l'affaire), et
COUVERTURE : Garnotte' r a p p e l e z - v o u s c e s m o t s de l ' E v a n g i l e : «Bénis soient les p a u v r e s qui se font u n e
raison c a r ils s e r o n t r é c o m p e n s é s s'ils ont de la m o n n a i e p o u r un cinq.- A m e n .
ADMINISTRATION :

ADMINISTRATEUR: Jacques Hurtubise Jean-Paul


ADJOINTE: Hélène Fleury
P.S. Ceci s'adresse à la d i r e c t i o n de CROC : C o m m e n t a p p e l l e - t - o n un p a p e qui est n é
ÉMINENCE GRISE : la main de Dieu
à V a r s o v i e ? » . . . «Un Jean-Paulonais ! • Si je g a g n e un T-shirt, ça m e p r e n d un « l a r g e - q u i
P U B L I C I T É : Chantai Berthiaume, 844-3911 ne r é t r é c i t pas q u a n d on le lave dans l'eau bénite.
CROC est publié par Ludcom inc., 464 rue La r é d a c t i o n
St-Jean, Montréal H2Y 2S1.

Sommaire •15-16-
Les a b o n n e : (Mit* a u Q u é b e c c l a u C a n a d a : S I H p a r a i t .
i n s t i t u t i o n s $19. A l ' é t r a n g e r : S22 et p a r a v i o n : S30.
S e r v i c e des a b o n n e m e n t s : tel. 8 4 4 - 3 9 1 1
Copyright 1980 p a r L u d c o m Inc.
Toute r e s s e m b l a n c e a v e c u n e p e r s o n n e v i v a n t e o u
d é c é d é e , e x c e p t i o n faite des s a t i r e s d e p e r s o n n a g e s
p u b l i c s , est p u r e m e n t f o r t u i t e .
Le c o n t e n u d u m a g a z i n e n e p e u t ê t r e r e p r o d u i t sans
autorisation écrite.
Courrier • 4 R o c h M o i s a n : MoerelL
Les m a n u s c r i t s e l dessins n o n - s o i l i c i t é s d e v r o n t ê t r e
a c c o m p a g n é s d ' u n e e n v e l o p p e a d r e s s é e et a f f r a n c h i e
p o u r assurer leur r e t o u r ; allouer u n délai de huit P h o t o - T h é â t r e : invités: Meunier • 77
semaines p o u r obtenir u n e réponse.
Les é d i t e u r s n e se t i e n n e n t p a s r e s p o n s a b l e s d e la p e r t e
des m a n u s c r i l s , des p h o t o s o u des i l l u s t r a t i o n s . P o u r B e z o m et P i e r r e t t e • 5 E d g a r k l a v i e r : Rossini • 79
recevoir votre exemplaire régulièrement, veuillez nous
p r é v e n i r a u m o i n s six s e m a i n e s à l ' a v a n c e d e t o u t
c h a n g e m e n t , e n n o u s e n v o y a n t à la fois v o t r e n o u v e l l e
Spécial O n a i m e ça d ' m ê m e • < S o m b r e Vilain : ZYX • 82
a d r e s s e et l ' é t i q u e t t e a p p o s é e s u r la c o u v e r t u r e d e v o t r e
magazine
M i c h e l R i s q u e : Godbout,
L'Echo provincial • 41 Fournier • 83
Dépôt légal: Bibliothèque nationale du Québec, 4 e
t r i m e s t r e 1979. B i b l i o t h è q u e n a t i o n a l e d u C a n a d a no.
ISSN 0 2 2 6 - 6 0 8 3 . C o u r r i e r de d e u x i è m e classe, e n r e g i s - La p a t i n o i r e e n f o l i e :
t r e m e n t 4887. l ' o n de r e t o u r g a r a n t i La p a g e à G i t e • 87

T Y P O G R A P H I E E T M O N T A G E : Concept Mediatexte Huet • 59


Inc. S o m b r e Vilain : ZYX • 89

I M I ' I t I M I I It : L ' I m p r i m e r i e C a n a d i a n n e G a z e t t e L t e e CROCniques • 61


Gaboury • 90
L'Editeur assure l'entière responsabilité d u c o n t e n u de
c e t t e r e v u e , et ce a l ' e x o n é r a t i o n c o m p l è t e d e l ' i m p r i - Dessinateur à gages :
Garnotte • 91
meur.
Jenkins • 68
DISTRIBUTION P o r t e - F o l i o : invites: S c h i z o ï d e : Ricar % 93
LES DISTRIBUTEURS ASSOCIES, 3600, R i c h a r d Beaulieu et • 74
boul. du Tricentenaire, Pointe-aux-Trem- Daniel De C e l l e s
bles, M o n t r é a l : 643-8754, e x t 1-800-361- Gabourv • 76
4550.

• C R O C n u m é r o 15-16 •
courrier
Si les c r i t i q u e s c o n t i n u e n t de Dear Canada,
m ' é c o e u r e r , je vais faire un s h o w W o u l d y o u like to be the first o n e to
tout seuL get b l o w n - u p ?
Le b a r b u d e P a u l et P a u l Ronald Reagan

M a l g r é ce q u ' e n disent les critiques, A i m e r i e z - v o u s ça q u e je vous t o m b e


j'ai b e a u c o u p a i m é le s h o w de Paul dessus en paquet de 200 k i l o s ? Une
et PauL autre r e m a r q u e déplaisante et vous
G i l l e s et G i l l e s allez l'avoir en pleine face.
La n e i g e
P o u r q u o i le j o u r n a l La Presse m'en-
Cinq pieds deux, les yeux bleus. Y'as-
voie-1-il un c h è q u e à toutes les deux
tu quelqu'un qui a vu ma b l o n d e ?
semaines ?
Un g a r s d e la g a n g
Pierre Foglia
Depuis q u e Ginette R e n o est partie,
P.S.: Est-ce que je suis un petit por- je m e sens vide !
t e u r ? En tout cas, p o u r $924.39, ça La P l a c e d e s A r t s
doit ê t r e une maudite run !
J'ai t r o u v é m o n mari au lit avec un
R e m e r c i e m e n t s à Pet p o u r p r é t e x t e Je c o m m e n c e à a v o i r des doutes au pied de c é l e r i Que faire ?
obtenu. sujet de la science ; c o m m e n t se fait- U n e lectrice d e la r u e
René Lévesque il q u ' o n n'a pas e n c o r e d é c o u v e r t un P r o v i d e n c e à Ste-Foy
r e m è d e c o n t r e les l e n d e m a i n s de
Dans m o n p r o c h a i n c o m m e r c i a l , je brosse ? Si les malades se f e r m e n t pas la
chante et je patine en m ê m e temps. Fernand Seguin gueule, je d o n n e l ' o r d r e q u ' o n dou-
C'est-tu assez e x t r a o r d i n a i r e ? ble les doses de laxatif. Une b o n n e
M a r i o «le b l e u e t b i o n i q u e » M e r c i à R e n é L é v e s q u e d ' a v o i r re- p u r g e va r é g l e r leur cas.
Tremblay tardé la tenue des é l e c t i o n s généra- Norbert Rodrigue
les ; il m e reste d o n c six m o i s p o u r
600 chasseurs sachant chasser sans vider la cave à vin de la D é l é g a t i o n Cette année, ne m a n q u e z pas n o t r e
leurs chiens... V o u s v o y e z ben q u e je g é n é r a l e du Q u é b e c à Paris. c é l è b r e Bâille Baille !
suis c a p a b l e ! Vves M i c h a u d Les r e l a t i o n s p u b l i q u e s d e
Camil C h a m s o n Radio-Canada
C'est avec é m o t i o n q u e j ' a c c u e i l l e
J'aurais v o u l u être un artiste. v o t r e candidature à la c h e f f e r i e de Les bottes d'hiver de Paul P i c h é sont
Luc P l a m o n d o n l'Union Nationale. une gracieuseté de Y e l l o w Shoe
Un m e s s a g e e n r e g i s t r é Store d ' O u t r e m o n t
Nous aussi Le g é r a n t d e s v e n t e s d e
R o g e r G i g u è r e , D i a n e Juster, A v e c c e qui nous p e n d au bout du la s u c c u r s a l e
R o m é o Pérusse, Réal Giguère nez, j ' o s e pas o u v r i r la bouche.
et J a c q u e s D e s r o s i e r s . Un é l e c t e u r P o u v e z - v o u s m ' a i d e r ? On m'a dit
que je ne pouvais pas v o t e r aux
Q u e l q u ' u n pourrait-il nous m o n t r e r Moi, ça m e scandalise ! C'est rendu partielles p a r c e que j'avais juste un
c o m m e n t on dit : «Excusez-nous, on qu'en se p r o m e n a n t dans le centre- traitement de canaL Est-ce v r a i ?
r e c o m m e n c e r a plus», en irakien ? ville de M o n t r é a l on en voit partout Un l e c t e u r s u r les d e n t s
Merci. L'ayatollah K h o m e i n y et plus p a r t i c u l i è r e m e n t aux alen-
tours de la rue Saint-Laurent. Quand N o u s v e n o n s de t e r m i n e r la lecture
Si un c o m é d i e n peut d e v e n i r prési- je les vois sur le trottoir, i m m o b i l e s , de v o t r e n u m é r o 13 et nous tenons à
dent des États-Unis, p o u r q u o i m o i je à tous les vingt pieds, attendant v o u s signaler que nous n'avons
ne d e v i e n d r a i s pas le m a i r e de q u ' o n s'en a p p r o c h e , c'est bien sim- jamais v o l é aussi bas.
M o n t r é a l ou m ê m e m i n i s t r e ? ple, j ' e n fais une maladie. J'espère Air C a n a d a
Emile Genest q u e m o n s i e u r le m a i r e Drapeau va
i n t e r v e n i r et chasser c e s h o r r e u r s
P o u r passer une s o i r é e amusante, qui offrent leur fente p o u r une poi- Un a p p e l a u x l e c t e u r s
m e t t e z v o t r e b o u l e de b o w l i n g dans g n é e de petite m o n n a i e . Je l'affir- Vous vous pensez drôles, peut-être?
votre four à micro-ondes. m e : les p a r c o m è t r e s d o i v e n t dispa- Essayez d o n c d'en faire du p a r e i l !
Le l o c a t a i r e d e raître ! T o u t e p e r s o n n e dont nous publie-
l'appartement no 9 Un l e c t e u r e n c o l è r e rons une lettre ou un photo-ballon
r e c e v r a un s u p e r b e chandail CP.OC.

• C R O C n u m é r o 15-16 •
Photo-Théâtre : invités : B e z o m et Pierrette dans «Noël chez les pauvres»

• C R O C n u m é r o 15-16 •
P h o t o s : Claire Beaugrand-Champagne c o m é d i e n s : Suzanne Rouilly, Arnaud Fleurv. Hélène Fleurv, Gilles Payer el le

• C R O C n u m é r o 15-1B •
(prologue) l'étanchèité familiale. Jean-Paul aimait aussi son travail de
C'était la veille de Noël, vers cinq heures et quart Assis seul dans balayeur, et il l'accomplissait avec un enthousiasme et une
le seul fauteuil de son salon, Jean-Paul, les yeux rivés au minutie que certains neurologues bien connus du public lui
téléviseur éteint, savourait un rare et délicieux moment de auraient sûrement enviés. Depuis vingt ans, il balayait sans
solitude. Yolande et le petit, les principaux membres de sa famille, relâche, sans augmentation de salaire, sans vacances et sans
reviendraient bientôt de la patinoire du quartier, lieu de pèlerinage remords ; chaque jeudi, il ramenait à la maison une paye qui aurai
quotidien, où la pauvre mère menait chaque jour son fils pour fait rire la plupart des sans-coeurs qui lisent cette histoire, mai
aller regarder s'amuser les autres, ceux qui avalent des patins... qui le rendait heureux, lui, Jean-Paul. Il menait avec sa famill
• une vie simple, sans repas élaborés, sans meubles inutiles, san
(où Von voit que Jean-Paul est un honnête homme) sorties coûteuses et fatigantes. Le téléviseur usage qui trônait dan
Jean-Paul était un honnête homme. Sa femme, malgré sa maladie le salon avait été acheté péniblement à un beau-frère ignoble,
incurable, était toujours restée à ses yeux la tendre midinette du après quatre ans d'économies et de privations sérieuses dans li
temps de leurs premières fréquentations. Son petit garçon de sept domaine de la pâte dentifrice. Jean-Paul se disait souvent, en
ans, blond comme ses cheveux et frisé comme les blés, était la regardant l'appareil fermé : «Dans deux ans, si tout va bien,
grande réussite de sa vie, une image vivante de l'amour légal et de j'achèterai les lampes qui vont dedans !» Le deux-pièces qu'il
habitait avec sa famille était toujours impeccablement entretenu
et la pièce qui servait de cuisine, de chambre à coucher, de salk
de bain et de sous-sol sentait toujours bon la soupe aux choux, les
draps bien propres et le parfum aérosol...

(où Von retrouve Jean-Paul dans le salon)


Toujours assis dans le salon, Jean-Paul méditait En regardant
l'écran vide, il revoyait sa journée de la veille : elle avait
commencé tôt comme d'habitude, et s'était terminée à peu près â
la même heure que les autres, mais entre-temps... entre-temps, il
avait ramassé en balayant un journal dont l'entête l'avait frappé en
plein coeur : P L U S Q U E D E U X J O U R S AVANT N O Ë L !
Toute la matinée, l'idée avait germé dans sa tète de balayeur et
vers onze heures trente-cinq, elle avait pris la forme d'une phrase :
«Y faudrait ben que je fasse un cadeau au p'tit!» Quelle étrange
idée ! Ils ne s'étaient jamais fait de cadeaux, ni à Noël, ni à
leurs anniversaires, et ne s'en étaient jamais portés plus mal.
Cependant depuis quelques temps, le petit avait l'air triste
lorsqu'il revenait de la patinoire. Plus d'une fois, une grosse larme
avait coulé le long de sa joue pour aller s'écraser avec un plouf
sonore dans le bol de gruau qu'il mangeait tous les soirs. Se
souvenant de son petit «Saint-Jean Baptiste», Jean-Paul avait
échappé son balai, ce qui ne lui était jamais arrivé, et s'était
écrié : «Une paire de patins pour le petit ! Yolande comprendra !! ».
(en fait il n'aurait même pas besoin de lui expliquer, car la
maladie de Yolande lui avait enlevé tout intérêt pour les détails du
quotidien...)

(où il est question de patin)


Son travail repris et terminé, Jean-Paul était revenu en courant
à la maison, bravant les embouteillages et les foules de l'avant-
veille de Noël. Profitant de l'absence de Yolande, il avait sorti de
leur cachette les sept dollars et quelques sous qu'il avait réussi à
mettre de côté pour acheter les lampes de la télévision. L'argent
bien en sécurité dans sa mitaine, il était reparti dans le trafic
et avait couru jusqu'à son ignoble beau-frère, qui tenait aussi un
magasin de sport Après plusieurs minutes de négociations avec le
sinistre individu, rendu encore plus haïssable par la cohue du
temps des fêtes, Jean-Paul avait déposé son butin sur le comptoir
et était ressorti, souriant comme le boeuf et l'âne, serrant
sous son bras, bien au chaud dans sa boîte de carton et avec juste
un petit défaut dans la cuir de la bottine... un beau gros patin !

(où, pour la troisième fois, on retrouve Jean-Paul


dans le salon)
Donc Jean-Paul était toujours assis dans le salon et s'imaginait
déjà entendre les cris de joie du petit et ceux d'indifférence
de Yolande, qui pourrait même en profiter pour faire un pain de
viande pour changer du gruau, et qu'après tout, c'était Noël dans
$ photos: François Desaulniers comédiens: Jocelya Jacques Hurtubise, Guillaume Pinson

CROC n u m é r o 15-16
quelques heures, pis... d'ia marde, on pourrait même ouvrir la
bouteille de cidre qu'on gardait pour la Fête-Dieu... La rêverie
de Jean-Paul fut brutalement interrompue par une apparition
étrange sur l'écran du téléviseur.

(où une apparition étrange fait son apparition)


— Comme ça c'est toè, ça. Good ! J'me suis pas trompé d'place !
Jean-Paul ne comprenait pas, et par le fait même, n'osait pas dire
Jean-Paul ne répondit pas tout de suite. Premièrement, il n'y avait
pas de lampes dans l'appareil. Deuxièmement, l'appareil
n'était même pas branché. Troisièmement, la question était mal
formulée...
— Vas-tu répondre, j ' a i pas toute la nuit!
— Euh... oui monsieur, c'est moi.
Sur l'écran du téléviseur, il y avait un homme de quarante
ans, vêtu d'un complet gris, et qui tenait à la main une malette
de type «attachè-case». L'homme regardait fixement Jean-Paul...
— Comme ça c'est toè ça. Good ! J'me suis pas trompé d'place !
Jean-Paul ne comprenait pas, et par le fait même, n'osait pas dire
un mot L'homme, qui en avait vu d'autres, ouvrit sa malette
et en ressortit une feuille de papier qu'il entreprit de lire d'une
voix monotone :
— Bonsoir tout le monde. Comme vous l'avez deviné, je ne suis
pas un programme ordinaire. Mon nom est Pierre Noël, et je suis
un pur esprit engagé par votre Chambre de Commerce pour
venir vous parler du temps des Fêtes. Je m'excuse d'être apparu
pendant votre programme préféré, mais c'est pas tous les jours
la veille de Noël. Si vous le permettez, pour faciliter ma
démonstration, j'apparaîtrai maintenant en dehors de la
télévision. Et l'homme fut dans le salon. Jean-Paul, qui était un
honnête homme, voulut le toucher, mais l'homme recula. Puis,
reprenant sa feuille de papier, il dit..
— Faisons maintenant, grâce à l'audio-visuel moderne, un
voyage féerique, sans quitter le confort de votre foyer.
L'homme claqua des doigts.
Les murs du salon s'illuminèrent en un fantastique diaporama
où défilèrent pendant de longues minutes les plus belles images
de centres d'achats, de grands magasins, de sapins métalliques, et
de jouets en plastique qu'il eut été donné de voir. Personnellement,
Jean-Paul n'avait jamais rien vu de si beau. L'homme continuait
nonchalamment son discours :
— Chaque année, grâce à nos facilités de crédit, des centaines
de milliers de personnes défient leur compte de banque et
resserrent les liens fragiles de la famille moderne en n'ayant
pas peur de s'offrir des beaux gros cadeaux. Noël est à tout le
monde, et c'est maintenant possible ! Tout ce que vous voyez peut
vous appartenir, si vous agissez vite !
L'homme remit la feuille dans sa valise, en sortit une petite
carte de plastique tricolore où l'on pouvait lire un numéro et
le nom de Jean-Paul, en relief doré. Puis, regardant sa montre,
(épilogue)
il remit cette carte à Jean-Paul en déclarant :
— Dépêchez-vous, les magasins ferment à neuf heures. l y m
Jean-Paul prit timidement la carte ; l'homme, le diaporama d équipement n o n - r é ^ e m e m a i ^ ° P ^ Pour cause
q U a n d m

et la valise disparurent aussitôt Premier rôle dans un commercial Ll"^ ème u n


b e r e e t d e c i d
consacrer tout cet argent à I » ™ ' ' a de
(où Yolande et le petit reviennent à la maison)
Quand Yolante et le petit revinrent à la maison, Jean-Paul n'y était
plus. Yolande se dit qu'il devait faire du temps supplémentaire.
jusqu'en Suisse n o n r »
-vêla <™?:n?£™:™zz
p r i s o n de sa mère n i'<
émiaiint
s^sr
mère
Le petit, qui voulait prendre un bain, déplaça le frigidaire et
trouva la boîte qui contenait le patin. Il était fou de joie.
r n
je rp uro '
a
,ade
«^^^asTif
Sa mère, que les effusions n'impressionnaient pas tellement
à cause de son mal incurable, décida tout de même de mettre le
(morale)
pain de viande au feu, car après tout, c'était Noël.

• CROC numéro 15-16 I


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Boucher, cessez de dépiter ! Le temps des vaches maigres frappe à nos pots-au-feu
c'est vrai ! Et nombreux sont ceux d'entre nousquL habitués à l'opulente abondance
du passé, se retrouvent fort dépités lorsqu'ils se voient débiter les habituelles
mauvaises pièces de viande de bétail moderne, mal élevé, à la hâte
La variété croissante de la viande nous fait accepter dans nos choppes, à regret
certes, mais à prix fort, des carcasses décharnées qui rognent les profits.
Nous de Canada Pacher, nous comprenons peut-être mieux que quiconque ces
problèmes C'est ce qui nous a amené à développer tout notre assortiment de
•viande- sans viande, destiné à la maximisation des profits.
Les décennies précédentes nous avaient encouragés à remédier à la situation
désastreuse de la charcuterie par la technologie de pointe. Une recherche constante,
orientée vers la conversion des résidus de pétrole ainsi que vers le recyclage des
matériaux de démolition avait rapidement placé notre corporation en tête des
industries alimentaires.
Récemment la situation au Moyen-Orient ainsi que la crise du logement nous
ont forcés à débusquer d'autres ressources insoupçonnées : les articles de cuir non
réclamés chez les nettoyeurs et les cordonniers
Évidemment il convient de bien présenter le fruit de notre patiente quête. C'est
alors qu'intervient la science de Canada Pacher. Toute notre viande est désinfectée,
pré-colorée, assaisonnée, en un mot préparée de façon à la rendre, sinon appétis-
sante, du moins méconnaissable.
Puisque la -viande' Canada Pacher ne compte pas une once de viande, elle dure,
dure encore sans jamais durcir. Elle peut demeurer une éternité en montre à
l'étalage.
Les -viandes- préparées Canada Pacher, un petit investissement qui rapporte Canada Pacher
gros
Les cons vivent pauvres
Les Risk-Tout

NOUS NOUS <?OMtA£5 RENCONTRES


PAR HASARP À L'AÉROPORT E T
APRÈS AVOIR ÉVOQUÉ NOS
SOUVENIRS, NOUS AVONS DÉCIDÉ
PE TE RENDRE ViSITE...
OA FAIT PLAISIR P E Vb^S VOIR ENSEMBLE
NE S'EST PAS REVUS pEPU/S LA REMISE
P E S PIPLOMES E T V o y S Ê T E S P E V E N u S
AMBASSADEURS PANS p £ S CAMPS,
P i S o N S . . . CONCURRENTS
I

N'EXAGÉRONS RIEN! T t t l T T E U T T o u - MAI5 TU AS PU NON, C'EST MON MARJ


LES GENERAUX. T(0/4R6> SARRANGER MONDE! ON NE î QUI ALLAIT OOMMEN- 7
POURQUOI P A S CA POURRAIT
EONT LA 6/4 ERRE, AVEC UN PEU PE VA PA5 T E j CER UNE PARTÏE PB ÊTRE AMUSANT .
NCu£ LA PAIK gONNE VOLONTÉ ! \ DÉRANGER' l
H 'RJSK" AVEO DES
hrjfA JIL i i j ] AMÎS VOULEZ-VOUS
L
ON VA AVOIR LE TEMPS
/j I* n y V O U S ©INDRE À P E BAVAPPER l
- NOUS ?

comédiens: Chrlstiane Lacroix, cilles Levasseur, Gerry Leduc Patrick Beaudin, clairette Levasseur, Michel St-Dents

• CROC n u m é r o 1 5 - 1 6
LE PRINCIPE DU J E U EST SIMPLE,
AVEC LES ARMÉES ET LES PÉS 04EZ. LES RUSSES
À VOTRE PiSPOSfTl'oHoNSE PARFAIT' <SEST WêRêPiTAiRE Te CONNAIS PES AMIS'
LANCE À LA CONQUÊTE PU MONPE' J'ATTAQUE M o i , CE SERA L'IRAN ONT PiVORCE APRES
A VOUS PE JOUER, i iJAPOHANiSTAN ! UNE PARTIE P £ " R I S K " I
W
OA pEVRAiT ETRE
INCLUS PANS LES COURS]
D E PPEPARATiCM
A U MARIAGE

r
FAfe SEMBLANT P E TÂLLl'ER TE S U S E N VEINE!
AVEC L E e<a-OHÉViQue, 3ACCEPTE VOTRE REPPITÎON F A I S S E M B L A N T DE TALLIER
NOUS ALLONS LE P o s S É p E R SANS CONDITION AVEC U E yANREe !
A U PROCHAIN TOUR. N O U S L U I RÊ6LERONSSON
C O M P T E Si EN T Ô T /

• C R O C n u m é r o 15-16 •
PHOTOS : Claire Beaugrand-Champagne

1
Tq MA5 PAS LE PROIT, TRICHEUR 51 TU PENSES QUE ÏÏE VAIS LAISSER LE MONDE
1
Noué AVONS FAit COMMENT CA À UN iMPERjAL-lSTE QUI PiPE ,£S PÉS !
m PACTE.I UN PACTE!? C'EST
AVE6 MOf QUE TU"
A? UN PACTE i

Te. NE RESTERAI PAS UNE MINUTE PE PLUS PANS


Toi, CHOISIS oaiis ou\ NE SONT PAS POUR
1
CE TROU À RATS CAPITALISTE/
NOUS- SONT CONTRE NOUS!
TU VEUX PIRE CE NIP P'ES-piONS COMMUNISTES
TU AS- Urt& CHANCE PE RACHETER CXll CHERCHENT A ME COMPROMETTRE-!
TA TRAHISON.'

SASP'"
EST-CE <2UE S'E5T
TRÈS OUER UN APRJ
ALORS CETTE PARTE, ANTl-ATOMiQLie^
COMMENT ÇA S'gJT
TERMINÉ ?

• C R O C n u m é r o 15-16 •
Z m- 3 S ~
par Patrick Beaudin

— Ce que vous m e dites, c'est que je suis à bord d'une soucoupe volante. Ce n'est
pas un camion qui fonçait vers mon char, mais bien votre vaisseau !
— Oui; Terrien. V o u s avez bien compris.
— Maudite marde ! ! ! Savez-vous que c'est contre la loi trente-six fois p o u r le \0\ lors du r é f é r e n d u m ?
de foncer vers une auto dans le sens inverse du trafic?? — Qui vous a mis au courant??? Lucien ou Gilles?
J'ai quasiment fait un arrêt cardiaque. Vous auriez pu J'aurais pas dû me fier à eux. Je l'ai fait à cause du
démolir ma Camaro. cinquante piastres.
— T e r r i e n , q u e l l e est l'arme q u e vous dissimulez — Terrien, p u i s q u e vous parlez d'argent, p o u r q u o i
s o u s votre gilet et a u t o u r de votre ceinture ? l'Homme ne cherche-t-il pas à contrôler l'inflation ?
— Quelle a r m e ? J'ai pas d'arme, c'est rien que ma — Là-dessus, vous pourrez pas me blâmer. Je fais tout
bedaine ! mon possible pour battre l'inflation. Je c o n s o m m e
— Est-elle d a n g e r e u s e ? c o m m e un maudit fou. Je me suis m ê m e endetté jusqu'au
— Non, je pense pas, mais des fois... cou pour relancer l'industrie par le biais de mes achats.
— SILENCE, T E R R I E N ! L e s m e m b r e s de la Ma photo est affichée dans tous les bureaux de finances.
Commission d'enquête Inter-Galactique s u r la — Terrien, q u e pensez-vous du T i e r s - M o n d e ?
M i s è r e dans l'Univers vont maintenant vous — C'est-tu de mon toton de beau-frère que vous voulez
interroger. parler?
— Qui p a r l e ? Je ne vois rien d'autre qu'une grosse — Terrien, les Commissaires veulent savoir ce q u e
lumière blanche. Lumière, est-ce toi qui me parle? vous pensez de la pauvreté dans les pays du Tiers-
— T e r r i e n , les commissaires veulent savoir p o u r q u o i Monde.
les terriens ne mettent pas fin à la prolifération — V a rien là ! -Le monde, là-bas, ils ont rien, ils font
des armes nucléaires ? pas mal dur. L'année passée, j'ai donné de l'argent à
— La prolifé - q u o i ? OXFAM pour qu' il puisse envoyer Yvon Deschamps là-bas
— T e r r i e n , n o u s sommes à huit années-lumière pour les faire rire. Un show d'Yvon, ça te remonte le
de ta planète et si tu ne veux pas r e n t r e r à pied chez moral !
toi, n o u s te conseillons de r é p o n d r e à nos questions. — Terrien, les membres de la Commission d'enquête
P o u r q u o i les armes atomiques ? Inter-Galactique s u r la M i s è r e dans l'Univers
— E, E, parce que c'est le progrès et qu'elles peuvent n'ont plus de questions à vous poser.
être mauditement utiles pour fourrer une volée aux — Vous êtes ben sûr qu'il n'y en a pas d'autres, là?
Russes. J'ai pas fait beaucoup d'études, mais j'ai des opinions sur
— (long silence) T e r r i e n , les commissaires sont à peu près tous les sujets.
convaincus q u e tu es un raciste. As-tu q u e l q u e chose — T e r r i e n , les Commissaires ont développé un g r o s
à dire p o u r ta défense ? mal de tête en vous écoutant et ils ne souhaitent plus
— Vous vous trompez de gars ! Je ne suis pas raciste. vous entendre. V o u s allez être reconduit s u r votre
La preuve, je mange de tout : de la pizza italienne, planète.
des souvlakis grecs, des egg-rolls chinois... J'ai m ê m e — Avant de partir, j'aimerais vous poser une question
écouté H o l o c a u s t e et R a c i n e s deux fois à la T.V., en mon nom et en celui de l'humanité.
au câble et au 10 ! — T e r r i e n , nous t'accordons une seule question p o u r
— T e r r i e n , p o u r q u o i existe-t-il chez vous tant de l'ensemble de l'humanité. Q u e l l e est-elle?
p r o b l è m e s entre les hommes et les femmes ? — Franchement, là, dest-tu normal que vos valves
— C'est de la faute aux f e m m e s ! Elles ne veulent claquent de m ê m e ?
plus nous obéir. Prenez la mienne, par exemple...
— T e r r i e n , vos p r o b l è m e s p e r s o n n e l s ne nous
intéressent pas. Dites-nous p o u r q u o i vous n'êtes pas
u n b o n citoyen ?
— C o m m e n t ça, pas un bon c i t o y e n ? Vous saurez que
je suis m e m b r e en règle d'un club de CB et que j'ai
déjà aidé une équipe de vidangeurs à déprendre leur
camion dans une ruelle durant une grosse tempête de
neige. C'est la preuve que je suis un bon modèle pour la
jeunesse et la société.
— T e r r i e n , si tel est le cas, p o u r q u o i avez-vous voté

C R O C n u m é r o 15-16
O n a i m e ça d'même, o n est r i e n là

QU'EST-CE QUE
Ç A Ç A NOUS
D O N N E R A I T QUE
LE QUÉBEC
SÉPARE

ILS V E U L E N T NOUS
E M P Ê C H E R DE
TAATT GUE: A/AT/OAS "

«Su

ON N E V E U T P A S S E S É P A R E R / ON E S T BIEN COMME C A '


ON S ' E N FICHE DE DISPARAÎTRE E N T A N T Q U E N A T I O N '

• C R O C n u m é r o 15-16 •
DERNIER LIMBO
A LAVAL
Lorsque j'ai été convoqué au bureau de l'O.P.F. (Organisation des pays
francophones), je ne me doutais pas que je m'apprêtais à mettre le pied
dans une des expériences les plus bizarres de ma vie...
Mais n'anticipons pas. par François-Xavier N ^ u d u

Permettez-moi d'abord de me présenter. Je m'appelle François-


Xavier N'Gudu et je détiens la chaire de philosophie à
l'Université de Brazzaville, ma ville natale. <Jai 35 ans, j'ai
complété mes études à Oxford et à la Sorbonne, et j'envisage
une carrière diplomatique. C'est dans cette perspective que je
milite à l'O.P.F.. Certains d'entre vous ne connaissent peut-
être pas cet organisme. Brièvement disons que c'est un
mécanisme de collaboration entre les différents éléments de
la francophonie, collaboration qui implique régulièrement
des échanges commerciaux, des stages pour étudiants, etc..
Depuis la création de l'O.P.F. de statuettes en plâtre représentant
certains usages ont vu le jour et se des individus de race n o i r e habillés en
perpétuent encore Celui qui nous in- jockey et tenant une canne à p ê c h e A u
téresse particulièrement aujourd'hui même m o m e n t la porte s'est ouverte
a lieu à l'époque de NoéL Dans chacun et je me suis retrouvé avec M m e Rajot-
des États francophones, on choisit 4 te. C'est une dame d'environ 45 ans,
ou 5 personnes qui vont faire un bref petite et r o n d e vêtue d'une robe chips, des pinottes? Regardez, ça c'est
séjour dans un autre État pour, orange et de cheveux de la même cou- ce qu'on appelle des pinottes en é c a l e
comme le dit si bien la brochure de leur. En m'apercevant elle s'est écriée : Vous les ouvrez c o m m e ç a pis dedans
l'O.P.F., -créer des liens fraternels entre •Monsieur Gougou ! C'est bien vous, M. 1
y a deux pinottes Vous prendrez bien
gens de pays, de moeurs ou de couleurs Gougou ? Entrez d o n c vous refroidis- un apéritif? J e a n n i n e apporte donc
différents, et ce à l'époque de l'année sez le vestibule ! Ah, vous regardiez nos un apéritif à notre invité!-
où la chaleur humaine apparaît sous deux petits nègres en plâtre : c'est Mme Rajotte m'a servi sur un pla-
son plus beau jour-. Les participants à Louis-Georges, mon mari, qui a pensé à teau de l'Expo 67 un breuvage d'allure
ce séjour sont choisis au hasard. les sortir du garage ; normalement on i n n o c e n t e J'en ai pris une gorgée et
C'est pour cette raison que j e me les installe seulement l'été avec les faillit m'évanouir sur p l a c e Louis-
suis retrouvé par un beau 24 décembre flamands roses pis les petits canards, Georges (il insistait pour que j e le
vers 19 heures, à un arrêt d'autobus mais Louis-Georges a pensé qu'avec ça tutoie) m'expliqua que c'était une
de la charmante municipalité québé- vous seriez moins dépaysé. Donnez- recette à lut un mélange de -Dubleuet-
coise surnommée Laval. Il neigeait un moi donc votre manteau.- Sur c e elle et de gros gin.
peu et je découvris très rapidement est partie en tenant mon imperméable •Comme ç a monsieur Gougou-, de
que mon imperméable en toile cirée à bout de bras Soudain, une grande dire M m e Rajotte -c'est votre première
n'était pas à la hauteur des préten- tape dans le dos manque de me proje- visite au Q u é b e c ? Votre première
tions de sa garantie Enfin, peu impor- ter dans le garde-robe Je venais de aussi à Laval ? Mon Dieu que ça doit
t e Je me suis mis en marche vers la faire connaissance avec Louis-Georges être e x c i t a n t Vous êtes pas mal loin de
résidence de la famille Rajotte qui Rajotte. -Bienvenue chez nous, cher votre pays, hein ? Vous devez avoir un
allait m'ouvrir son coeur et sa porte en monsieur Goglu! Je me présente beau pays: c o m m e dit souvent m o n
cette belle nuit Louis-Georges Rajotte et passez donc mart si c'était pas de l'hygiène j'aime-
au salon ! • rais bien voir ç a Vous auriez dû appor-
Bonsoir M. Gougou ! M. Rajotte était lui aussi petit et ter des diapositives. Si vous voulez,
Après m'être perdu pendant 45 rond, et portait un habit 3 pièces fabri- plus tard, on vous montrera les nôtres
minutes dans les dédales concentri- qué dans un matériau entre le tissu et d'Atlantic City.-
ques de LavaL j'ai fini par arriver enfin le carton. À son cou pendait un mé- Les Rajotte avaient une manie
devant le charmant bungalow où j'al- médaillon qui me rappelait un peu bizarre Quand ils utilisaient un mot
lais passer la soirée Tout en appuyant ceux de nos sorciers d'an tan. de plus de 6 lettres, ils le disaient plus
sur la sonnette lumineuse de la p o r t e •Assoyez-vous, M. Goglu, faites l e n t e m e n t en bougeant exagérément
j'ai aperçu sur la pelouse deux espèces comme chez vous. Voulez-vous des les lèvres, c o m m e si j'étais sourd. A u

17

• C H O C n u m é r o 15-16 •
m o m e n t où j'allais leur parler de mon Mme Rajotte a insisté pour que j e la disme a frappés de plein fouet. Quand
pays et de mes fonctions, une troisiè- tutoie) dans tous ses états. il est parvenu à orienter ses deux yeux
me personne est entrée dans le salon. •Ah, ah, euh vous savez, hein, dans ma direction, il s'est mis à trem-
On me l'a présentée c o m m e monsieur Gougou, les petites filles bler et à faire de grands signes de croix
étant Manon, 11 ans et fille unique des chez nous, c'est pas comme chez vous.!, dans les airs. Il s'est précipité sur mot
Rajotte. Elle s'est assise sur le m ê m e eh., eh., à cet âge-là. c'est pas encore m'a agrippé d'une main de fer et s'est
sofa que mot chose qui a semblé mettre des femmes, hein... bon, ben, si on mis à hurler:
Jeannine (à son deuxième apéritif. passait à table ?• •Toi li bon nèg' ! Toi H bon nèg'
vini avec missié blanc. Missié blanc ya
bon toi li païen, moi y e n a convertir!
Ya b o n ! '
Là-dessus, il s'est mis à m'en-
traîner dans le corridor qui menait
vers l'arrière de la maison. Jeannine
m'a dit : -Faites-lui plaisir, dans le fond
c'est un grand enfant allez donc avec
lut...
Nous voilà partis, le moine fou et
moi. Nous nous retrouvons dans le
petit terrain derrière la maison des
Rajotte. Là, l'ex-missionnaire a saisi
une pelle et s'est mis à remuer la terre
pourtant durcie par le froid avec une
telle ferveur qu'il en bavait. Soudain, il
m'a lâché, s'est jeté à genoux et a
arraché rageusement un petit arbuste.
Il s'est relevé triomphal et me l'a offert
en disant: - Ç a y e n a b o n ! Toi manger!
Quand toi li mourir de faim à cause
sécheresse toi y en a pouvoir manger li
racine!-
J e n avais assez vu. Je me suis
précipité dans la maison, avec l'inten-
tion de ramasser mon imper et de
repartir au plus vite. Mais je n'étais pas
au bout de mes peines. Les Rajotte
m'attendaient de pied ferme -Astheure
on va faire des jeux ! Vous allez voir
Un invité surprise question à vous demander. Entre vous qu'on s'ennuie pas au Québec !•
Le repas était excellent Les por- pis m o t là, comment vous faites, vous Ils m'ont entraîné dans le sous-
tions étaient peut-être un peu grosses, autres les nègres, pour vous différen- sol. Là, on a joué aux charades, à la
et Jeannine (je n'ai rien contre le tu- cier entre vous ? M o t quand je prends bouteille à la chaise musicale et fina-
t o i e m e n t mais j'avais beau leur dire uri taxt y m'semble que je tombe tou- lement ils ont insisté pour qu'on fasse
que j e m'appelais François-Xavier, ils jours sur le même gars!' un concours de limbo. L e b u t d u j e u e s t
restaient accrochés aux Gougou et Dieu merct j e n'ai pas eu à ré- de passer sous une tige horizontale
Goglu) insistait pour que je mange pondre à cette question : quelqu'un qu'on descend de plus en plus. Là, je
t o u t II y avait peut-être une faiblesse avait sonné à la porte Pendant que n'en pouvais plus Je venais de passer
du côté breuvage: c'était encore du Jeannine allait répondre, Louis- sous la barre quand Jeannine m'a
•Dubleuet-, mais cette fois-ci servi à la Georges m'a donné quelques explica- hurlé : -Plus bas ! plus bas ! je suis sûre
température de la p i è c e On en était au tions que vous pouvez descendre plus bas,
digestif (Cinzano sur glace) quand •Là, monsieur Goulu, vous allez Gougou !• J a i répondu :
Jeannine m'a parlé de -son- Cambod- être c o n t e n t Voyez-vous, on a invité le •Non, m a d a m e je ne peux pas
gien. frère de ma femme.. Tenez-vous ben, descendre plus bas que ça ! Bonsoir!-
•L'année dernière, notre invité c'est un Père Blanc ! Un vrat un qui a Et je suis parti J a i laissé les
était un petit Cambodgien. Mon Dieu été missionnaire en Afrique Y est un Rajotte groupés sur le balcon ; ils me
qu'il a eu du plaisir cet enfant-là ! Il est peu vieux, pis pendant qu'il était là- chantaient: -Mon cherGOULOU, c'est
venu ict mais après on l'a sortt On lui a bas, il a attrapé une sorte de maladie à ton tour...- Je n'ai pas entendu la
acheté des jeans disco, une belle che- de fièvre ça fait qu'il a pas toute sa tête suite... Rendu au coin de la rue, je me
mise pis une chaîne avec son signe à lut Mais y est pas dangereux Bon- suis retourné une dernière fois Le
astrologique après On voulait faire un soir mon père !• salon des Rajotte était illuminé, et à
effort spécial parce que le lendemain Le Père en question venait d'en- travers la grande fenêtre panorami-
le ministère de l'Immigration l'expul- trer dans la salle à dîner. Pour être q u e j e pouvais les voir en train de
sait. authentique, il était authentique. Il nettoyer vigoureusement les meubles
Louis-Georges, qui en était à son avait la soutane il avait le casque 11 et les objets que j'avais pu toucher. J a i
quatrième digestif, a enchaîné : avait la barbe et surtout il avait ce manqué le dernier autobus et j e suis
«Monsieur Glouglou, j ' a i une regard dément de ceux que le palu- rentré à pied.

18

• C R O C n u m é r o 15-16 •
Division des pays sous-développés
Section du boniment international

Le Courrier du sous-développé
UNISELF «Tout ce qui est à vous est à nous et tout ce qui est à nous est tabou»
Cher courrier, Chère Antille découragée,
Amsterdam Je suis sous-développée depuis que le Ce n'est pas avec une attitude comme
Bonn monde est monde et je ne vois pas le jour où j'en celle-là que vous allez vous en sortir. Un peu
Genève sortirai. Que faire ? d'initiative, que diable!
Londres Une région anonyme Au lieu de vous plaindre de l'aridité de
Ottawa votre désert, vous pourriez penser à vous partir
Cher courrier, une plage! Les cratères? Mettez des cabanes
Paris dessus avec un gardien par cabane et vous
Rome Avez-vous déjà pensé que le sous-
développement, c'est d'abord une question créerez un réseau de toilettes payantes que vous
Tokyo enviera toute l'Afrique ! Vos ruines ? C'est payant
d'attitude ? Non, c'est vrai ça, et puis / e s t temps
Vienne que quelqu'un vous le dise. Moi je commence à les ruines: prenez par exemple les Grecs et les
Washington penser qu'il y a des pays sous-développés qui le Italiens qui font des fortunes à montrer les leurs
sont parce qu'ils aiment ça, au fond... aux Américains ! Les cyclones? Mais voilà de
La preuve? Il y a des tas de pays qui l'énergie à bon compte si vous avez l'initiative de
étaient sous-développés, pauvres et qui s'en vous construire une éolienne. Sinon, vous pouvez
sont sortis. Prenez la Grèce, par exemple: / a toujours organiser un festival international de
pas grand-chose, en Grèce: des ruines, des cerf-volant
chèvres pis des Grecs (pis même là, il y en a de Quant à votre dictateur mégalomane, là
moins en moins en Grèce, pis de plus en plus vous chialez vraiment pour rien! Tenez, un mot
sur la rue Bleury! Ha! H a ! H a ! ) . Bon, ben en de vous et la population de Montréal vous le
Grèce, il n'y a pas trente ans, il n'y avait pas prend en échange de Jean Drapeau.
d'industrie. Vous allez me dire qu'il n'y en a pas
plus maintenant. O.K., mais rien n'empêche que Cher courrier,
la Grèce est considérée comme un pays indus- Je suis une jeune nation en voie de
trialisé. Pourquoi? Parce qu'ils se sont servis développement. Voici mon problème. Depuis
de ce qu'ils avaient ! quelques années, je suis courtisée par un pays
Vous ne me croyez pas ? Ben j'vais vous industrialisé. Il n'est plus très jeune mais il est
dire que n'importe qui qui est déjà allé en Grèce très riche et il me propose une union libre.
vous dira que la seule affaire qu'ils ont qui Il dit que si j'abolissais mes barrières
marche comme du monde c'est la police, O K ? tarifaires, il pourrait placer son capital dans mes
Ben ils s'en servent! Ils l'ont mise en charge de ressources naturelles et que de cette façon,
la pollution. Tous les jours que le Bon Dieu nous pourrions avoir de beaux petits profits. Ça
amène, la police patrouille les rues de tous les fait un bout de temps qu'il me fait cette proposi-
villages grecs avec des voitures et des moto- tion et je ne sais plus quoi lui répondre car j'ai
cyclettes équipées de silencieux et de tuyaux peur que sa proposition ne soit pas honnête.
d'échappement spéciaux. Et qu'est-ce qui ar- En plus, je ne voudrais pas perdre une
rive? Il arrive qu'à cause de ça, laGrèce jouit d'un indépendance durement acquise. Que faire?
niveau de pollution chimique et acoustique qui Une nation indécise
se compare avantageusement à celui de n'im-
porte quel pays industrialisé pour vrai ! Chère nation indécise,
Et voilà comment, en un quart de siècle, Franchement je trouve que vous exagé-
ce petit pays s'est taillé une place de choix parmi rez Vous savez, on ne peut pas avoir en même
les pays sérieux. temps l'indépendance et la sécurité. Prenez
Grouillez-vous un peu ! exemple sur le peuple québécois : voilà un petit
peuple qui n'a pas eu peur de choisir quand
Bonjour, l'occasion s'est présentée, entre l'indépendance
Je suis un petit pays de taille moyenne et et la sécurité; il n'a pas eu peur d'afficher sa
voici mon problème. Je voudrais bien me déve- trouille à la face du monde et il a tout de suite
lopper mais la majeure partie de mon territoire choisi la sécurité. Pourquoi ? Parce que c'est plus
est un désert de sable aride et sec. L'autre partie payant voilà pourquoi. Allons, nation indécise,
est pleine de cratères et de ruines laissées par la revenez sur terre et reprenez le sens des réalités
guerre et je suis périodiquement ravagé par des Qu'est-ce que ça peut bien faire de se faire
cyclones et des tornades. fourrer si c'est payant ?
En plus de tout ça, je suis gouverné par
un dictateur mégalomane qui passe son temps à
avec Jean-Marc Chaput,
gaspiller les fonds publics en projets de fous. Jean-Guy Leboeuf et André Moreau
Aidez-moi, je n'en peux plus.
Antille découragée coordination : Serge Langevin

Publicité payée par l'UNISELF et destinée à l'édition ouest-africaine de CROC.

• CROC n u m é r o 1 5 - 1 6 •
Division des pays sous-développés
Secteur Exploitation Internationale

Formulaire de demande d'aide


IIKIIÇCI C AVERTISSEMENT: Avant de remplir ce questionnaire, assurez-vous que quelqu'un parmi vous sait
vJINJIDELl lire et écrire. Toi comprendre ? Va chercher maître et lui t'aider.

1 Quel est le nom de ce dépotoir que vous appelez un pays?


|A part les vaches et les chameaux, y a-t-il d'autres habitants dans votre pays? Oui • Non •
• Si oui, veuillez indiquer le nombre exact de vaches et de chameaux. Pour les autres, un estimé suffira.
Vaches Chameaux Les autres

i De quelle couleur est votre population ? A Comment qualifiez-vous vos habitants?


» Cochez la case appropriée. n' Mal élevés • Nonos, épais et caves •
Blanc étincelant • Gris mort • Bons chrétiens • Illettrés •
Jaune moutarde • Noir sale •
La famine est pour vous :
' Est-ce que vos habitants mangent à leur faim ? C Une bonne façon de se tenir en forme •
' Une fois par mois • Un passe-temps national •
Une fois par année • Une bonne blague pour les obèses •
Une fois à tous les quatre ans • Une nécessité économique •
> Votre population pratique-t-elle le cannibalisme? Oui • Non
Si oui, a-t-elle une préférence pour la viande blanche? Oui • Non •

8 SiCombien d'écoles et d'hôpitaux y a-t-il dans votre pays?


plus de 2, vous n'avez pas besoin de notre aide.
OD 1• 2 • 3 •

g Que désirez-vous le plus avoir? Af\ Qu'est-ce qui vous sert d'argent ?
Un porte-clé • Une voiture • Î\J Des roches • Des devises étrangères •
Un miroir • Un bon repas • Des bananes • Des jeunes nymphes nubiles •
Un45 tours • Une amie • Des chèvres • Vos ressources naturelles •
Êtes-vous prêts à céder tous vos plus beaux terrains et sites pour la construction d'hôtels et de clubs de vacances ?
11Oui • Non • Si oui, veuillez joindre les titres de ces propriétés à ce formulaire.

12 De quel type de régime politique bénéficiez-vous ?


Régime Scarsdale •
Régime dictatorial •
Le plus gros est chef •
Saine démocratie •
13 Comment la paix sociale est-elle maintenue chez-
vous? Cochez les cases appropriées.
À l'aide de la torture • Avec un gros bâton •
Sans problèmes, tout le monde meurt de faim •
Le produit national brut est:
14 La résultante des efforts d'une société
Le nombre de voyous dans votre pays
• 15 Ys'attaquer
a-t-il des créatures ou des bibittes qui pourraient
à nos délégués?
Ce qu'il vous reste après que l'on • Serpents • Scorpions •
ait pris notre part • Araignées • Révolutionnaires •

De quoi votre population a-t-elle besoin? - j ^ Q u e l prix ê prêt à payer pour avoir le
16 TV
poulet frit
couleurs •
• fours à micro-ondes
corsets


progrès chez vous?
Cochez une seule case.
frisbee • livres de recettes • Gros prix • Prix élevé •
Prix exorbitant •
Si nous vous aidons, qu'êtes-vous prêts à accepter?
18 Cochez une seule case.
Que l'on pille votre pays •
*1QActuellement, à qui appartient votre pays?
1*7 cochez une seule case.
Que l'on mette tout sans dessus dessous • À une bande de gorilles sauvages •
Que l'on vous crie des noms • À une compagnie de finances •
Qu'on envoie des touristes chez vous • À une ou plusieurs multinationales •

20 Que représente pour vous le progrès? Cochez les cases appropriées,


une occasion de vous graisser la patte •
un concept abstrait et matérialiste •
une recrudescence des maladies vénériennes et de la pollution •
une occasion de vous débarrasser de cette saloperie que vous appelez un pays •
par Patrick Beaudin

• CROC numéro 15-16 •


Mal de T e r r e

MON DIEU MADAME


L A T E P R E , QUE V O U S OH, COMME
AVEZ. L'AIR DEPRIMEE/ D'HABITUDE J L S
1
V O S HABITANTS VOUS ONT GASPILLÉ
ONT-ILS SI M A L MES RESSOURCES
T R A I T É E E N 1980 P NATURELLES...

-~1

... ILS ONT


MASSACRÉ: MON
ÉQUILIBRE
É C O L O G I Q U E ...

O U A I S BAH/ M E S SOUFFRANCES
TOUCHENT A LEUR FIN DEPUIS QUE LES
AMÉRICAINS ONT E L U

JE N E V A I S
PAS TARDER
L A EXPLOSER
L POUR DE BON/

• CROC numéro 15-16 •


- Jgfgfia .

Solidarité m e s frères!
C'est bien c o n n u que les
l e c t e u r s et l e c t r i c e s d e
C r o c sont des êtres humains
p r o f o n d é m e n t humains. Les
s o u f f r a n c e s et les p r i v a t i o n s 1|
du T i e r s - M o n d e leur c o u p e n t 1
s o u v e n t le s o m m e i l . C'est d a n s
cet esprit q u e n o u s v o u s o f f r o n s
aujourd'hui ce magnifique masque
d é j e u n e tiers-mondiste affamé. Dé-
coupez-le soigneusement et portez-le,
ca vous d o n n e r a l'impression d'être
v o u s - m ê m e en voie d'extinction et vous
saisirez mieux Fhorreur de leur s o r t Pour
parfaire la ressemblance, prenez le reste de la page,
faites-vous en u n e boulette et mangez-la. E n effet, selon n o s calculs, la dite boulette contient à peu
près la valeur nutritive de 3 repas tiers-mondistes. A m u s e z - v o u s bien, et bravo e n c o r e pour votre
c o n s c i e n c e sociale !

• C R O C n u m é r o 15-16 •
COMMENT
SURVIVRE
AU RÉVEILLON
par Pierre Huet pour l'équipe

Il y a des calamités naturelles c o m m e les Attention ! Je veux p a r l e r d u VRAI réveil-


tremblements de terre, les typhons et la peste lon. Celui qu'on fête en famille... si vous fêtez
b u b o n i q u e . Il y a aussi des calamités provo- l'arrivée de la nouvelle a n n é e entour e( e) d'in-
quées p a r l'homme c o m m e la b o m b e atomi- dividus nus, gelé(e)s jusqu'aux gencives, allez
que, la pollution et le temps des Fêtes. vous p l a i n d r e ailleurs et laissez-nous votre
À l'origine, le temps des Fêtes se voulait adresse. Non, ce petit m a n u e l d'auto-défense
une é p o q u e de réjouissances, de paix et d'har- est utilisable seulement d a n s le c a d r e des
monie. Mais quelque part en c h e m i n ( g e n r e réjouissances familiales. V o u s verrez que le
deux ans a p r è s la naissance du Christ) les m o d e d'emploi dudit m a n u e l est assez simple.
choses se sont gâtées et depuis lors, la seule Il est divisé en deux parties.
mention de cette é p o q u e d a m n é e p r o v o q u e La p r e m i è r e partie devrait p o u v o i r vous
chez la plupart des individus n o r m a u x des permettre de traverser un réveillon complet,
cris de désespoir, des tremblements convul- depuis le m o m e n t où vous arrivez chez votre
sifs et un renouvellement massif des pres- tante j u s q u ' a u m o m e n t où vous en ressortez
criptions de valium. d'un pas incertain. P o u r vous en faciliter
Nous de CROC, n'avons pas la prétention l'usage, cette partie est divisée en sections
de p o u v o i r vous aider à f r a n c h i r sans diffi- faciles à lire. La deuxième partie n'est pas à
cultés ce long tunnel o b s c u r et b r u y a n t qu'est mettre entre toutes les mains. Ça, c'est le
ce quinze jours de festivités. Mais quand même, m a n u e l en b a s de la ceinture p o u r les réveil-
l'équipe entière s'est réunie et a c o n j u g u é ses l o n n e u x qui c h e r c h e n t le trouble. C'est la
efforts p o u r é l a b o r e r un manuel d'instruc- méthode dite de la culpabilité . Avec elle, n o n
tions qui puisse vous permettre de m e n e r une seulement vous vous d é f e n d r e z c o n t r e les
guérilla p e r s o n n e l l e contre l'ennemi n u m é r o vagues d'ennui et de crétinisme d u réveillon
1, la pointe de l'iceberg qui coulera le Titanic maudit, mais en plus vous casserez le fun de
de votre b o n n e humeur, j'ai n o m m é le RÉ- ceux qui arrivaient à en avoir.
VEILLON.

BONNES FÊTES 23

• CROC numéro 15-16 •


v e z e n g r o s s e s l e t t r e s le
n u m é r o de t é l é p h o n e de
T É L É - M E D I C et a c c r o c h e z -
le d a n s le sapin.
D Quelques phrases
P.
utiles en diverses cir-
constances...
A Vous vous présentez 1 S o u l e v e z la n a p p e , re-
à la porte, v o u s s o n - g a r d e z s o u s la table et dites :
Tiens, mon oncle Roger est
ou c o m m e n t couper
nez, v o t r e t a n t e ouvre...
1 E n p o i n t a n t la c o u r o n n e pas venu ? l'appétit du m o n d e
de N o ë l d a n s la porte, d i t e s : 2 Q u a n d votre c o u s i n dro- en les culpabilisant.
Q u i est-ce qui est mort ? g u e v o u s d e m a n d e si v o u s En effet nous avons con-
2 Quelques phrases de v o u l e z d u p a k i s t a n a i s , ré- centré nos efforts p o u r
circonstances : pondez : c e t t e s e c t i o n s u r le r e p a s
Cest pauvre chez vous, mais J'pensais qu'on mangeait traditionnel d u réveil-
c'est propre. de la dinde! l o n . S i a p r è s ç a ils v o u s
Cest drôle hein, c'est tou- 3 Q u a n d votre vieille tante invitent e n c o r e l'année
jours le plus pauvre de la A l i n e v o u s dit q u e v o u s a v e z p r o c h a i n e , ils m é r i t e n t
famille qui fait le party. g r a n d i , dites : leur s o r t
Vous vous êtes fait teindre Mais non, dest vous qui ra-
les cheveu^ en gris ? petissez ! 1 Q u a n d votre tante vous
La même robe que l'année 4 Q u a n d o n v o u s dit de offre d u B A B Y D U C K , dites :
passée ! Vous, vous usez pas d a n s e r a v e c v o t r e gros(se) Non merci, f ai arrêté de
votre linge ! cousin( e) dites : boire
O.K., mais sortez les meu- Ce s u r q u o i elle v o u s de-
A V o u s v o i l à d a n s le
bles avant ! mandera :
vestibule. V o u s e n l e v e z
5 Q u a n d v o u s êtes pris(e) quand...
vos claques, votre
pour danser avec quelqu' un // y a deux minutes !
manteau...
d e m a l a d r o i t , dites : 2 E n regardant l'aspic qui
1 V o u s a p e r c e v e z d a n s le
Q u i fas appris à danser, t r e m b l e tout s e u l :
salon, votre o n c l e A r m a n d ,
Terry Fox ? Cest-tu terrible les trem-
le m a l h o n n ê t e . V o u s d i t e s :
6 Q u a n d votre tante vous blements de terre en Algé-
Vous avez invité Armand ?
sert u n v e r r e de gin, forte- rie !
Ah ben une minute, je vais
m e n t c o u p é d'eau, d i t e s : 3 Q u a n d o n se m e t à dé-
aller embarrer mes claques,
Qui mixe les drinks ? Ginette c o u p e r la d i n d e :
mon manteau pis mon porte-
Ravel? A v e z - v o u s vu le rapport
feuille dans mon auto.
7 D e v a n t le bar t r o p g a r n i : d'Amnistie sur la torture au
2 V o u s dites : Non, j'aime
Attendez-vous Jean Mar- Chili ?
mieux garder mes claques,
chand ? 4 E n r e g a r d a n t la b û c h e
mon oncle Jérôme va en-
8 À votre tante qui porte de N o ë l :
core être malade partout...
un chapeau épouvantable : L e s bibittes dedans, c'est-
Voulez- vous arrêter de jouer tu des tordeuses d'épinet-
B V o u s e n t r e z d a n s le
avec le centre de table! tes ?
s a l o n o ù tout le m o n d e
9 Et à c e l l e q u i est t r è s 5 S i o n v o u s offre d u St-
est r é u n i . Quelques
maquillée : Honoré :
p h r a s e s à dire.
C est quoi votre maquillage ? ' S a v e z - v o u s que St-Honoré
1 Tiens, ma tante Ida... pas
Du Claude Néon ? est mort martyr, écartelé
morte-encore ?
10 À v o t r e g r a n d - p è r e ga- par quatre boeufs ?
2 Allo mon oncle Gérard,
ga: 6 D e v a n t la s o u p e a u x
votre femme était encore
Pépère ! Les Japonais vien- pois... :
trop paquetée pour venir ?
nent d'attaquer Pearl Har- Cest-tu effrayant ce que les
3 Ah, c'est là qu'on met les
bour! Il J'aut vous rappor- pluies acides font à nos lacs,
manteaux ? Ah, excuse Ro-
ter a l'armée demain ! hein ?
lande, je t'avais pas recon-
7 Q u a n d v o t r e petit ne-
nue.
E Deux belles phrases veu s'amuse à c a c h e r ses
4 (pour votre c o u s i n en
p o u r ce m o m e n t pire petits p o i s s o u s s e s p a t a t e s
I c h a i s e r o u l a n t e ) As-tu eu
e n t r e t o u s , la b é n é d i c - pilées :
besoin de tes TRACTION-
tion paternelle. Qu'est-ce que tu fais, une
AID pour venir ?
1 A u m o m e n t d e s'age- imitation de Relmoral ?
G V o u s p a s s e z à la c u i - nouiller, retournez-vous 8 Et c o m m e c l o u d e la
sine p o u r voir ce qui v e r s v o t r e frère et dites : soirée, p r o p o s e z q u ' o n fasse
mijote. V o u s dites: Toi le bâtard, reste debout ! des imitations. Allez vous
1 Connaissez-vous une 2 O u alors : placer sous une guirlande,
place qui livre de la bonne Dites-moi pas qu'il faut que s o r t e z v o t r e b r i q u e t et di-
pizza ? j'aille m'agenouiller devant tes :
2 Je vais aller vomir tout le laitier ! Mon premier est un félin,
de suite, ça sera toujours ça mon deuxième appartient
de fait T o u t c e c i devrait v o u s fai- surtout aux hommes de
24 O u tout simplement, écri- re u n b e a u p a r t y . bonne volonté...

• C R O C n u m é r o 15-16 •
par Jean-Pierre Plante

À c h a q u e party de Noël, c'est la m ê m e chose. Q u e l -


qu'un se sent o b l i g é d e d é t e r r e r le f o l k l o r e et les
cantiques p o u r d o n n e r un s e n s à la fête. Tôt ou tard,
on vous d e m a n d e d ' e n t o n n e r un des plus b e a u x airs
de c i r c o n s t a n c e s et ça vous écoeure. Cette a n n é e ,
poussez-en une dont ils se souviendront longtemps !
Pétez le party en l e u r g a r r o c h a n t en p l e i n e face les
m a l a d i e s industrielles, la pollution, le t i e r s - m o n d e ,
les boat-people ! Si vous êtes le m o i n d r e m e n t doué(e),
les tourtières et la d i n d e vont sortir plus vite qu'elles
sont entrées.

Ô nuit de paix ! Sainte nuit !


Dans le ciel, Pastre luit
Dans les champs, tout repose en paix
Mais soudain dans l'air pur et frais
C o m m e n c e une pluie acide
Et les bergers ont des plaies.

3 Ô nuit d'amour! Sainte nuit!


B Dans Fétable, aucun bruit
•M Sur la paille agonise l'enfant
C Infecté par les défoliants
R5
Il repose en ses langes
Merci au g o u v e r n e m e n t

Sur la route de Berthier (bis)


Il y avait un ouvrier (bis)
Et qui crachait (bis)
Des tas d'caillots (bis)
Et qui crachait des tas d'caillots
a Car ses p o u m o n s étaient pleins d'eau eau
ce Ah ! que la route est belle, belle
a Que la route est belle, belle à Berthier.
•a
Un ministr" vint à passer (bis)
s Dans son beau char neuf d'l'année (bis)
o Et qui lui dit : (bis)
Pauvr" ouvrier (bis)
Et qui lui dit : Pauvr" ouvrier
Faut se tenir en santé té té té té !
u Ah ! que la route est belle, belle
3 Que la route est belle, belle à Berthier.

Par un dimanche au soir


M'en allant p r o m e n e r
J'ai vu des petits K m e r s
Qui arrêtaient pas d'ramer
Ils étaient si tassés-és !
Qu'ils se sont tous noyés
Je vais vous raconter
U Comment c'est arrivé.
'.m Youppe, youppe sur la rizière
|3 Vous les entendez guère
"S Youppe, youppe sur la rizière
Vous les entendez pas.
J5
u
Y avaient tell'ment souffert
3 Et tell'ment pas mangé
« Qu'les enfants et leurs mères
Ont pas pù s'agripper
a Mèm' que les mercenai-res !
a
3 Pouvaient pas les tirer
0 Au fin fond de la m e r
>> Ils étaient tous noyés.
a Youppe, youppe sur la rizière
a Vous les entendez guère
3 Youppe, youppe sur la rizière
o Vous les entendez pas.

illustration : Ariel Borremans


Notre Raid sur rArabie
Maudit qu'on a eu du fun ! Ça c'est une fin de semaine c o m m e
je les aime. Mais c'est peut-être mieux que je c o m m e n c e p a r
le commencement...
O n était à la brasserie, c o m m e tous les vendredis soirs.
Y'avait moi, Tît-Dré Despatie, le g r o s M é n a r d pis son frère
Ti-Cul. À un m o m e n t donné, on c o m m e n ç a i t à être pas mal
ronds. O n parlait e n c o r e de nos chars, pis des maudits
é c o e u r a n t s d'arabes qui n o u s forçaient à payer c h e r notre
gaz. Là, je me souviens pu qui a eu cette idée-là mais on a
décidé de sauter d a n s le Plymouth '57 de Tit-Dré pis d'aller
casser la gueule à tous les
A r a b e s . O n était vraiment
paquetés.

Cest icitte qu'on a conçu notre expédition.

Là, on est sur le pont. On avait pas encore vu


d'indications pour l'Arabie, mais c'est pas
grave.

Avec toute la bière qu'on avait calée, ça a pas été long que
Ménard, Ti-Cul pis moi on s'est endormi dans le char. Quand
on a ouvert les yeux au matin, c'est ça qu'on a vu. Tit-Dré, lui,
ronflait au volant. On en croyait pas nos yeux. On a réveillé
Tit-Dré, mais il nous a dit qu'il était tellement saoul qu'il ne se
souvenait pas du chemin qu'il avait pris.

Comme on connaissait pas tellement la région, on s'est mis à


chercher un garage. On a fini par en trouver un. On a acheté
une carte routière. Pis on s'est fait fourrer. Tout ce qu'il y
avait sur la carte, c'est du sable. Pas de routes, pas de noms de
ville. Juste du sable, (.'a nous a pas ben ben aidés.

• C R O C n u m é r o 15-16 •
À un moment donné, le char est resté pogné dans le sable. Là, On a fini par être chanceux. On est tombé sur un petit village
on était mal pris. Cest à ce moment-là que le gros Ménard a où il y avait l'équivalent arabe de nos brasseries. On rentre la-
aperçu a l'horizon une caravane de chameau*. 'J'vas aller dedans, on s'asseoit à une table et Ti-Culfait signe au waiter
1
leur demander s'ils ont des Traction-Aid», qu'il a dit. C qu'on en lui montrant 8 doigts. Tout buveur qui se respecte sait que
savait pas, c'est que c'était des bandits. Y'ont tiré sur Ménard. ceci veut dire «8 draj\ Ben, pas en Arabie. Le gars nous a
Heureusement qu'il n'était pas dans sa casquette. On l'a vu apporté 8 onces de the a la menthe. Cest la que Tit-Dré s'est
revenir en courant. 2 minutes plus tard, on partait à belle rappelé qu'il a vait une caisse de 24 dans la valise. Vest allé la
allure; demandez-moi pas comment on a fait pour se chercher. Mais là, les Arabes ont pas aimé ça. On pouvait pas
déprendre... le savoir, nous-autres, que ces peuplades-là, ça a pas le droit
de boire d'alcooL Ça fait qu'on a encore été obligé de se
sauver en vitesse.

On a finalement trouvé une raffinerie : /était temps, parce


qu'il restait quasiment plus de gaz dans le char. Le cave à
Despatie s'est mis à dire que c'était juste un mirage. Vavait
l'air tellement sur de lui... on commençait doucement à le
croire, jusqu'à temps qu'il se fasse mordre par un des
bergers allemands qui surveillaient la place. Là, ons'estmisà
chercher une station-service. Comme disait Ménard, «on va
commencer par faire remplir la tank, pis a p r è s on leur
cassera tous la gueule»...

On est enfin tombé sur quelque chose qui ressemblait aux


garages de chez nous. On a fait le plein ; c'est à ce moment-là
que les troubles ont commencé. L'affaire c'est qu'on avait pas
pensé à se munir d'argent arabe. Le gars du garage voulait
rien savoir. Il avait l'air de dire que notre argent canadien ne Après ça, on est repartis. On a forcé Tit-Dré
valait rien. Le ton de la conversation montait et à un moment à se paqueter en lui disant que lui seul
donné, on devait bien être 40 à s'ostiner. Là, la police est connaissait le chemin pour revenir. Dix
arrivée, pis nous a embarqués. Finalement, le lendemain, ils
nous ont laissés partir, après avoir saisi ce qui restait de la minutes plus tard, Ti-Cul, Ménard et moi-
caisse de 24, le pneu de rechange et un catalogue du Castor même, on dormait. Quand on s'est réveillé,
Bricoleur. on était sur le pont Jacques- Cartier...

• C R O C n u m é r o 15-16 •
mystères de la lune qui monte, de la
lune qui descend, v o u s percevrez
l'énigme des m a r é e s de 7 h l 5 et des
c o m p t e m e n s u e l s qui arrivent tou-
jours avant leur temps. Bien sûr, au
début, il pourra vous arriver quel-
ques m é s a v e n t u r e s dues à votre

•sônnalisé
inexpérience ou à des erreurs de
collage, c o m m e m a n g e r des hui-
tres pendant un m o i s en «VIER», o ù
fêter Noël le jour des Morts, ou
arriver en retard pendant 2 semai-
nes au travail puis 2 autres semaines
à l'assurance-chômage. Mais u n e
étude m é t h o d i q u e des j o u r n a u x et
une écoute p e r m a n e n t e de la radio
devraient corriger ces petites im-
perfections.
Mode d'assemblage
A) Avant d'aller p l u s loin, allez
vite acheter 11 autres exemplaires
de ce n u m é r o de C R O C . C o m m e
vous le découvrirez bientôt, l'an-
née se divise en 12 mois. L'investis-
sement peut s e m b l e r à priori im-
portant, mais dites-vous bien ceci :
un calendrier d o n n é par votre
garagiste vous c o û t e $123.92 en
inspection générale ; un calendrier
scout v o u s revient à $9.00 en barres
de chocolat et $21.00 en C l e a r a s i L .
alors au total, v o u s v o u s en tirez
mieux avec nous.
B) Disposez les chiffres 2 sur la
grille 1 au meilleur de vos connais-
sances. Certains v o u s feront re-
m a r q u e r que les chiffres 32 à 42 ne
sont peut-être pas nécessaires.
C'est vrai. À date! V o u s savez, de
nos jours, tout c h a n g e si rapide-
ment.. À u n e époque où le pétrole
c o û t e p l u s c h e r que le Moët et
C h a n d o n et que Claude Ryan se
prépare à n o u s faire m a r c h e r au
pas de l'oie, plus rien n'est sûr...
C) U n e fois l'étape B complétée,
choisissez en 3 les jours q u e v o u s
désirez voir apparaître au-dessus
de vos dates. Les paresseux trouve-
ront c e r t a i n e m e n t des avantages
aux s e m a i n e s à multiples samedis,
tandis que les pauvres voudront
s û r e m e n t profiter des s e m a i n e s
des 4 jeudis, 4 jours de paye... 4 fois
Q u i d'entre vous, cher(e)s lecteurs offrons aujourd'hui c e superbe ca- p l u s de Lotos... Enfin, les poètes
et lectrices, n'a pas déjà rêvé en lendrier C R O C à faire soi-même. pourraient p r o l o n g e r les saisons
secret de posséder un m a g n i f i q u e G r â c e à c e petit chef-d'oeuvre de de leur choix en leur a c c o r d a n t
calendrier dont il ou elle pourrait à design et d'ingéniosité, v o u s pour- autant de m o i s 4 qu'ils le désirent...
son gré et à l'avance, c h o i s i r tous rez apprendre, par la pratique, la D) Il v o u s sera facile ensuite de
les é l é m e n t s : illustration, disposi- logique implacable qui régit la répartir les fêtes des Saints que v o u s
tion, dates, lunes, j o u r s f é r i é s - s u c c e s s i o n inéluctable des j o u r s et désirez h o n o r e r 5 . N o u s avons aussi
P e r s o n n e ? P e r s o n n e n'avait p e n s é des m o i s dans le cycle interminable cru bon d'inclure les a n n o t a t i o n s
à ça ? A h b o n ! Peu importe. Votre des saisons. Q u e l l e perspective les plus c o u r a n t e s afin de v o u s
rêve est enfin e x a u c é ! E n exclusivi- réjouissante, n'est-ce p a s ? faciliter la vie. Placez-les aux e n -
té et p o u r la dernière fois n o u s v o u s V o u s c o m p r e n d r e z enfin tous les droits pertinents 6.

• C R O C n u m é r o 15-16 •
E) L o r s q u e toutes les é t a p e s pré-
c é d e n t e s a u r o n t été réalisées, v o u s
p o u r r e z a c h e v e r la d é c o r a t i o n de 1 • Blanc
v o t r e c a l e n d r i e r p e r s o n n e l en l'or- 2 • Noir
1 2 3 4 5 6 7 nant de l'un des 3 c h e f s - d ' o e u v r e
d'art naïf c o n t e m p o r a i n q u e n o u s
3 . Rouge
4•Jaune

8 9 10 11 12 13 14 a v o n s c h o i s i s p o u r vous. P o u r l e u r
restituer leur fraîcheur virginale,
5 • Bleu
6 . Vert
r e m p l i s s e z les e s p a c e s blancs nu- 7 • Orange
15 16 17 18 19 20 21 m é r o t é s d e la c o u l e u r s p é c i f i é e par
le c o d e à cet e f f e t
8 . Violet
9 . Brun
22 23 24 25 26 27 28
23 30 31 32 33 34 35
36 37 38 39 40 41 42

lundi jeudi mardi samedi mercredi dimanche vendredi

mardi samedi mercredi jeudi dimanche samedi vendredi

jeudi jeudi samedi vendredi mercredi samedi dimanche

BOY SCOUT MEXICAIN a bicyclette poursuivant un porc


janvier février mars
avril mai juin CD f
juillet
octobre
août
décembre
septembre
mai
/® (y
juin juillet août /
mai juin juillet
août décembre décembre (l

© (è
S
St-Bernard St-Becil Ste-Chibagne
Ourson escaladant une girafe a travers une fenêtre
St-Gravois Ste-Nenane St-Baal
Ste-Sloche St- Honore St-Dieu
Ste-Digene St-Dicat St-Chuton
Ste-Clabor Ste-Lichée St-Testin
St-Calembour St-Jérôme Ste-Adele

6
-r?" Q I A , ^ ?oM^ SaéÂA^ ^VeJtMo

LOTO

Etude en rouge

• CROC numéro 15-16 •


Lannée 80 Nous connaissons tous, certes, l'indénia-
ble influence qu'exercent sur notre quoti-
dien les grands événements sociaux et

en gros politiques. Mais soupçonnions-nous vrai-


ment l'importance que notre quotidien
pouvait avoir dans l'élaboration de la
Destinée humaine ? Notre reporter Roger

et en petit
Lapalme résume ici les faits saillants
d'une enquête rigoureuse menée aux quatre
coins de la planète pendant près d'une
année.

par Roger Lapalme (Plusieurs personnes penseront la même chose, tandis que
d'autres, non.)
Le ministre de la Défense du Canada
AVRIL s'envoie en l'air en choisissant le très

NOTE Nous avons recensé ici tous les événements


importants des douze derniers mois.
Comme ce texte a été écrit à la fin d'octobre, il nous a fallu
erotique F-18 pour revamper notre aviation de combat ; l'Onta-
rio songe à interdire cet appareil. Fidel Castro laisse partir
paresseux, drogués et homosexuels : 10,000 personnes quittent
deviner les événements de fin d'année. Cuba.
JLJf A ¥ C'est d'abord Tito qui a donné le ton en se déci-
Tout a commencé le 4 janvier. La
JANVIER fille du président n'ayant pas
trouvé de Croque Nature pour le déjeuner, le président Carter
l e l i i J. dant à mourir. Trudeau, ne voulant pas être en
reste, met sa tête sur le billot lors de la campagne référendaire.
En Ouganda, Idi Amin Dada est renversé et au Québec, Réal
a décidé de couper les envois de céréales à l'Union soviétique Giguère est en brouille avec Dominique Michel. Toutes ces
qui, décidément, en bouffe beaucoup trop. Aux Indes, madame catastrophes exaspèrent la population et le 20 mai, à la question
Ghandi, une alliée des Russes, riposte en gagnant ses élections. «Etes-vous d'accord avec l'éruption du Mont St. Helens' ?», les
Claude Ryan réplique immédiatement avec son livre beige. Québécois répondent NON à 59% (41% aiment encore jouer
L'escalade est engagée : Moscou ampute Tito d'une jambe ! Le avec les pétards).
Canada expulse alors trois espions soviétiques et aide six
diplomates américains à fuir l'Iran. Troublée, Germaine Glout- Y F T¥^kT Le constructeur automobile américain Chrys-
nez rate complètement sa tarte au sucre. Cj \J l L T | 1er connaît des difficultés : on a encore trouvé
des coquerelles dans le coffre à gants de certains modèles de
luxe. Jean-Paul II, de retour d'Afrique, séjourne en France où il
Condamnation de la compagnie
FEVRIER Hoffman-Laroche, fabricant des
Valiums, pour avoir illégalement stimulé la vente de son produit
bouffe cassoulets et confits. Les Islanders de New York gagnent
la Coupe Stanley. Pour se consoler, Trudeau proclame l'Eau
Canada boisson nationale.
au Canada. Dopés, les Canadiens réélisent Pierre Trudeau ! La
presse internationale compare celui-ci à la gare St-Lazare, à Jean-Paul, qui entreprend un
cause de ses entrées et sorties. Madame Odile Bisaillon, née
Dessurault, décède à Loretteville (madame Bisaillon était
JUILLET voyage au Groenland, se trompe
d'avion et se retrouve au Brésil. Le sympathique chah d'Iran
célèbre pour son marcottage aérien et ses pois de senteur). Au meurt aux Olympiques de Moscou en participant au marathon
Zimbabwe, l'élection de Robert Mugabé oblige l'évêque Muzo- de l'espoir.
rewa à se trouver une autre job payante.

Jimmy Carter a donné le ton en faisant Israël décide de faire de Jérusalem sa


MARS d'abord approuver au^Conseil de sécurité
une résolution concernant Israël, puis en désavouant la dite
AOUT capitale, suite à une suggestion de Joe
Clark. Monsieur Bigras a été obligé de tout reprendre son
résolution. «On peut faire ça ?», se sont dit les Chinois, qui lavage, parce qu'il avait oublié de mettre son détersif dans la
aussitôt réhabilitèrent la mémoire du vilain Liu Shao-Shi. La laveuse.
Banque du Canada suit le mouvement et annonce que son taux
d'escompte sera flottant Ça ne fait pas précisément l'affaire des Au congrès du Parti
professeurs qui négocient une hypothèque pour leur maison : la
CEQ déclenche la grève ! Pendant ce temps, Alcide Ouellet
SEPTEMBRE communiste chinois.
Zhao boute Hua mais Hua reste et Deng rit. La grève des
comparaît devant un comité conjoint delà Chambre et du Sénat comédiens du cinéma et de la télévision aux Etats-Unis ne
pour expliquer pourquoi on n'a pas eu d'hiver. Ailleurs dans le touche malheureusement pas Ronald Reagan. Suite à leur
monde, le chah d'Iran, qui craint qu'on le jette dans le canal, défaite contre les Phillies, les Expos songent à jouer au hockey
quitte P a n a m a pour l'Egypte (la fuite en Egypte). «Le vlimeux !», l'an prochain. L'ex-dictateur Somoza est incommodé par un
s'écrit alors Amulette Poitras de la rue Visitation à Montréal. bazooka au Paraguay.

• CROC n u m é r o 15-16 •
Trudeau annonce son plan cette fois contre le refus de la direction de payer les frais
OCTOBRE de rapatriement de la Cons-
titution en 4 points : 1. J e rapatrie ; 2. J e sais ce que je fais ; 3. Tu
d'inhumation ou de crémation après 5 0 ans d'enseignement. La
mini-jupe revient à la m o d e ; chez les hommes, le pantalon
me laisses passer e t 4 . Tu prends ton trou. Les arbres du boisé de demeure très populaire.
St-Sulpice connaissent un automne radical avec l'émission d'un
permis d'excavation. Un triste événement a

NOVEMBRE L'élection de John


Anderson à la prési-
DECEMBRE marqué la fin de l'an-
née : la mort de la reine Elizabeth II dans un accident d'autobus
dence des États-Unis, par 6-2, 6-4, 5-6 et 6-2, a mis fin, Le sénateur Edward Kennedy qui conduisait le véhicule au
temporairement aux espoirs de Robert B o u r a s s a de décrocher moment où il plongea dans la Tamise, tenta veinement de
le rôle. Le bureau du chef de l'Opposition annonce que J o e secourir la souveraine. Le Prince Charles (ne pas confondre avec
Clark a enfin réussi à faire les mots croisés du J o u r n a l de la Princesse Anne) a été intronisé Roi par la suite et pour de bon.
Montréal, mais en anglais. J e a n - P a u l a été aperçu à Rome, un Le premier ministre Trudeau a profité de cette cérémonie pour
E
samedi. 3 7 grève des professeurs de PUQAM pour protester rapporter de Londres un vieux grimoire qui l'intéresse.

L'ALMANACH N'ayant que l'intérêt de ses lecteurs et lectrices en tète, l'équipe de


CROC s'est tapé la lecture de tous les almanachs 1981. Apres avoir
écarté les trivialités et les phrases creuses, toute
essentielle a été résumée en ces quelques lignes par notre
l'information
expert

DIGEST CROC
L'année en bref -
Recherche :
Serge Langevin
L'année commencera le 1er
Drogue - C'est ben l'fun, mais c'est illégal!
Femmes - ç a aussi c'est ben l'fun.
janvier et se terminera le 3 1 décembre, si tout se passe comme
d'habitude.
Hommes — (Voir femmes et vice versa, mais là ça
dépend des goûts.)
L, •
Religion — (Voir Claude Ryan).
année en VraC — Janvier, février, lundi, automne,
mercredi, juin, septembre, jeudi, hiver, dimanche, août avril,
samedi, été, octobre, printemps... etc. Chambre des Communes — Heures de
Soleil- C'est la grosse boule noire qu'on voit quand il fait visites : 1 4 - 2 2 hres, tous les jours. Prière de ne rien garrocher
clair. Le soleil se lève le jour et se couche le soir. La lune, c'est le dans l'enceinte parlementaire (ça c'est la place où se tiennent les
contraire. députés, pis c'est pas l'temps d'faire des farces plattes sur
Monique Bégin... !)
Prévisions atmosphériques pour Pays du monde — Il y en a un maudit paquet Entre
1» année
*
— Beau temps, pluie, neige, grêle, brume, chaleur,
autres, la France, l'Angleterre, l'Allemagne, le Burundi, le
Kampuch... kamput.. l'Italie... mais il y en a d'autres...
humide, tiède, sec, bourrasques, averses, ondées, perturbations,
hautes et basses pressions, intempéries, ciel variable, orages
occasionnels, éclaircies... etc.
Records mondiaux - 2 2 5 k m / h r e . 3 4 5 miiies.
5 6 8 9 livres, 9 8 ans, 3 8 5 brasses, 3 fois, 2 min., 5 6 secondes,
Orientation générale — Le nord est de l'autre Ginette Reno, une heure.
côté du sud et vice-versa. Pour l'est et l'ouest c'est pareil excepté Système métriq Ue — Voici quelques exemples
que c'est le contraire. de mesures métriques : 2 3 kilomètres, 3 litres, 5 6 centimètres, 1
gramme, 9 centilitres, 2 3 4 Celsius.
Abréviations usuelles - AVQ, APAPQ,
Quelques citoyens du Québec -
Edmond Laporte, Sylvio Barbeau, Alain Sicard, Rémi C h a b o t
APAP, APCQ, AQQDE, pis c'est comme ça jusqu'à YMCA
Le Canada est un pays divisé en 1 0 provinces. Paul Lapierre... et bien d'autres.

Canada Populations du monde - 23,005,987,


167,908, 345,876, 2,876, 2,876,098, 23, 987,984. 58,
Québec — (voir Canada). 345,987,908, 234,987,456, 23.987, 3,983,354. 245
Gouvernement — Il y a au Canada trois paliers de 453,897,345...
gouvernement : le gouvernement fédéral le gouvernement S a n t é - c est ben important surtout quand on est malade.
provincial et J e a n Drapeau. Leurs numéros de téléphone sont
dans l'annuaire. Si ça répond pas, appelez l'opératrice ou Eclip Se — Non, c'est pas quelque chose qu'on se rentre
l'ambassade américaine. dans le doigt ! C'est quand le soleil est pas là ou la lune. (Dans ce
temps-là, ça s'appelle une éclipse de lune.)
Statistiques - 65%, $2, 0 4 5 , 8 9 6 , 456.78,
Horoscope — Cette année, les astres seront avec vous
3 4 8 k m / h r e , 4 5 6 / p o , 6 7 1 / 2 , . 0 0 0 0 0 3 , $0.76/gallon et 6 5 4 ,
893, 987, 273.08. si vous faites attention pis que vous faites pas trop de folies.
Evitez les catastrophes, les accidents mortels et les maladies
terminales. Côté argent vous vous mettrez riches si vous
Education - C'est pas l'fun, mais c'est commode si on
travaillez assez et si vous êtes très chanceux. Autrement
veut faire autre chose que de la politique libérale. (Voir Camil
attendez...
Samson.)
Chance — Mois où il ne faut j a m a i s jouer aux courses :
Justice — Il y en a pour dire qu'il n'y en a plus, mais tant janvier, février, mars, avril, mai, juin, juillet a o û t septembre,
qu'on a Jules Deschesne on est correct! octobre, novembre, décembre.
31
• CROC n u m é r o 1 5 - 1 6 •
Une vague rétrospective NDLR : L'année 80 a été pénible en péripéties. Certai-
de l'année qui vient de s'éteindre. nes agréables, d'autres pas. C'est à ces dernières que
nous nous sommes intéressés. Nous avons demandé à
Janvier fut sans contredit le premier mois d'une année qui en un expert de nous tracer un bilan des activités crimi-
aurait une onzaine d'autres. Une année qui, sur plusieurs nelles qui ont secoué notre pays cette année. Sans plus
plans, ressemblerait aux précédentes, mais qui serait, tarder, nous vous présentons M. Amable Conte.
d'après l'avis des experts, combien plus actuelle, combien
plus présente dans notre quotidien. Déjà en janvier, la Merci monsieur C R O C . J'aimerais d'abord me pré-
situation internationale était omniprésente : tous les pays senter : je m'appelle Amable Conte, j ' a i 89 ans et je suis
voulaient en faire partie ; on parlait de peuples, de chefs à l'emploi de l'agence de sécurité Félix depuis bientôt
d'Etat, de frontières... Un début qui annonçait bien la suite... 81 ans. De par mes fonctions, je suis chargé de
La suite s'appela d'abord février. Sur le plan local, ce fut le patrouiller les corridors de la polyvalente St-Cuthbert
mois qu'on attendait : un mois sans surprise, un mois de de Brome. Je suis facilement reconnaissable : j'ai un
transition. Des noms bien de chez nous occupaient la uniforme vert de la tête aux pieds, j'ai une gourde
première page des journaux, côtoyant sans gêne ceux des électrique, et dans ma poche gauche de pantalons, un
grands de ce monde, des noms qu'on écrivait en toutes lettres trousseau de clés pesant 29 livres. Mais assez parlé de
et qu'on lisait de la même façon. Lentement une certitude moi, passons au crime.
s'installait chez les gens : que ce soit ici, chez nous, ou là-bas, L'année 80 a débuté brutalement en ce qui concerne
ailleurs dans le monde, quelque chose changerait. En d'au- les hors-la-loi. En effet, nous étions à peine le 6 janvier,
tres mots, ça ne pouvait pas durer ! que deux malandrins d'environ 13 ans passaient leur
On ne se trompait pas : février se termina plus tôt que journée à venir appuyer sur la sonnette de la porte
prévu et ce fut mars. A m è r e déception ! d'entrée. C o m m e c'était pendant les vacances de Noël,
Quand finalement, après une trentaine de jours, arriva le j'étais seul avec mon ami le thermos. C'est donc moi qui
mois d'avril, les premiers surpris furent les sportifs. Les venais répondre. A chaque fois, les petits torrieux se
résultats, aussi réguliers que prévisibles, allaient de la poussaient en riant.
victoire à la défaite en passant par l'égalité. Des points, des Après ça, le calme est un peu revenu. Mais ce n'était
statistiques, des noms de joueurs et des noms d'équipes que temporaire. Le criminel ne reste jamais longtemps
occupaient les discussions. Etait-ce la suite de quelque inactif. Quand les p'tits maudits jeunes de la polyva-
c h o s e ? Les espoirs étaient-ils encore permis? lente sont revenus de vacances, j'ai eu affaire à une
Peut-être, mais sûrement pas pour le mois de mai. On véritable vague criminelle. Par exemple, le 2 février,
nous avait promis des événements, nous n'eûmes droit qu'à vers 10h45 (mes informations sont très précises car
des circonstances et à des situations. Certains pays vivaient nous, limiers, notons tout dans un cartable à anneaux),
des jours insoutenables, alors que d'autres allaient très bien. je suis arrivé face à face avec un gros cendrier renversé.
Fallait-il parler de printemps ou faire la sourde oreille ? Imperturbable, j'ai entrepris sur place d'essayer de
Etait-il trop tard pour revenir en arrière? découvrir des empreintes digitales sur la victime.
La réponse fut longue à venir. Juin... juillet... août ! Malheureusement, il n'y avait que les miennes. C o m m e
C o m m e n t parler de vacances d'été alors que plusieurs j'avais un solide alibi pour l'heure où le méfait avait été
personnes, partout dans le monde, continuaient de travailler commis, j'en suis venu à la conclusion que le malandrin
malgré la chaleur. Chose sûre, les enfants vieillissaient.. avait abattu le cendrier à coups de pieds.
Plusieurs se dirigeaient rapidement vers leurs anniversaires. Puis, vers la fin mars, il y a eu la célèbre affaire des
On s'en faisait pour rien. Septembre ne se fit pas attendre toilettes. Voici ce qui s'est passé : en allant un jour
et fit taire les mauvaises langues. Tout un mois que notre innocemment voir à mes besoins personnels dans un
mois de septembre, et que de rebondissements dans tous les cabinet de toilettes sis au numéro 3060 (troisième
pays du monde ! Etait-il trop tôt pour parler de retour à étage), je suis tombé (au figuré) sur des graffitis, ou si
l'école, ou de début d'automne? « N O N » , criaient les auda- vous aimez mieux que j'emploie des termes du métier,
cieux. Et l'on s'enligna d'ores et déjà vers la fin de l'année. des barbouillages. 11 y en avait plusieurs. Il y en avait
Octobre était déjà vieux de deux semaines lorsque... Coup même qui représentaient des corps de femmes, du
de théâtre ! ! ! Le 15 octobre ! ! ! moins si j'en crois un professeur de dessin à qui je les ai
On s'en remit très mal. N o v e m b r e vit la moitié de la montrés. N'écoutant que mon courage, j ' a i passé 2
population mondiale dans un statu quo violent. Qu'on jours et 2 nuits embusqué entre 2 urinoirs pour sur-
appelle féminisme, féminité ou tout simplement «la f e m m e » prendre le coupable. Peine perdue : il avait dû lâcher
ce phénomène universel, on ne pouvait nier le fait que l'école.
quelque part, à un moment précis, quelqu'un avait remarqué Je pourrais continuer longtemps c o m m e ça, vous
quelque chose... parler par exemple du kidnapping de madame Claude
« D é c e m b r e nous a laissés sur notre appétit», diront Valade pendant le carnaval, mais le secret profession-
quelques-uns. D'autres prôneront la philosophie du « o n nel me l'interdit, vu que certaines personnes impliquées
oublie tout et on en c o m m e n c e une autre». Je suis de ceux-là. sont encore vivantes. Je vais donc vous quitter là-
Le monde est rempli de pays et de nations. La nature dessus, parce qu'il est l'heure que j'aille vérifier si le
recouvre la planète. Les hommes, les femmes et les enfants gymnase est bien barré. En terminant, je voudrais dire
forment déjà une bonne partie de l'humanité. Tout porte à ceci aux malfaiteurs en puissance : le crime ne paie pas.
croire que nous essaierons de faire mieux la prochaine fois. Si vous voulez une preuve, venez me voir : je vous
montrerai mon chèque de paye.
par F. LaFève
La VICTOIRE du OUI
revient aux CORRINES
s'emparait des campus à la seule apparition « Nous, on pensait que c' était une assemblée
L'année 80 aura été décisive dans de Jean Chrétien. politique, même s'il n'y avait que des
l'Histoire du Québec mais au moment où La gaffe de Michel le femmes» devait confier par la suite l'un des
débute la décennie de la Souveraineté avec Et puis il y eut l'entrevue de la grande conseillers de Claude Morin.
ou sans Association il convient de rendre à dame de la télévision des années trente,
Agrippine ce qui revient à Agrippine. Michelle Tisseyre, dans Le Lundi. Inter- Une invention de journalistes
L'appui massif donné au oui lors du viewée par Mme Hughette Proulx, la subtile Les journalistes qui de toute manière
référendum et la confortable majorité re- animatrice de Radio-Sexe, Mme Tisseyre avaient cessé depuis longtemps d'écouter
cueillie par le Parti québécois lors des affirma : «Toute femme qui se respecte les discours constatèrent que la Place des
élections partielles d'automne ne doivent doit dire non». Arts était remplie et que d'autres soirées
pas faire oublier le rôle qu'a joué la grande Le mouvement Pro-Vie, Mgr Grégoire semblables s'organisaient en province ; ils
réunion à la Place des Arts des Corrines et la Commission des écoles catholiques de s'empressèrent de parler des «Corinnes
pour le oui. Montréal s'empressèrent d'applaudir ces pour le oui».
propos qualifiés de «courageux en cette Complètement désemparé, M. Claude
L'humour de Ryan époque de relâchement et de laxisme» ; le Ryan laissa échapper ce commentaire :
Tout avait bien commencé pour le non. maire de Montréal félicita publiquement «Ce que femme veut, Dieu le veut!» Le
Fortement documenté, passionné, plein Mme Tisseyre pour cet appui à ses efforts lendemain Le Journal de Montréal titrait :
d'humour — cet humour qui lui sied si bien d'épuration de Montréal ; mais ce dont «La main de Dieu préfère Corinne à
— l'ex-chef libéral, Claude Ryan, avait allait heurter violemment les mouvements Claude».
réussi, dans un discours mémorable, à féministes qui y virent une atteinte au droit
gagner la première manche à l'Assemblée à l'avortement. Que fera la Reine ?
nationale. La suite est connue. Après sa défaite
Les premiers sondages, rappelons-le, Un heureux quiproquo aux élections d'octobre, M. Ryan a rejoint
accordaient une nette avance aux troupes C'est en vain que Mme Tisseyre tenta M. Trudeau en exil aux Iles Vierges et le
du non et la majorité des personnes inter- d'expliquer qu'elle ignorait que Le Lundi gouvernement québécois a décidé de rapa-
viewées affirmaient : «C'est Ryan le meil- l'avait interviewée sur ses convictions se- trier unilatéralement la Constitution en y
leur !» «Le Canada est entre bonnes mains, xuelles. «Je croyais qu'on parlait de politi- enchâssant le concept de Souveraineté-
pourquoi m'en mêlerais-je» avait déclaré que, pas de ces affaires-là. Ces affaires-là, Association.
M. Trudeau en prenant l'avion pour les Iles ça ne m'intéresse pas». Le gouvernement fédéral et l'Ontario
Vierges. Elle avait dit non, elles dirent oui. À vont en appeler aux tribunaux et le premier
Dans les cégeps et universités il n'y en l'annonce d'une grande soirée du oui à la ministre de cette province, M. Davis se dit
avait que pour les «Bien-non» (Bandes Place des Arts, les stratèges du Parti confiant que la Reine n'osera pas aller
d'étudiants inaptes et nonos pour le non). québécois s'empressèrent d'obtenir de contre le voeu du peuple ontarien. Quant à
On se souviendra longtemps du délire qui Mme Corrine Lèvesque qu'elle la préside. Mme Tisseyre elle a renoncé à la politique.

Une analyse de Normand J. Rare

33

• CROC n u m é r o 1 5 - l t t •
biorythmes
les de l'année 80
par C. S o u s - E n t e n d u

V o u s est-il déjà arrivé de ne pas c o m - p o u r q u o i votre ami(e) qui v o u s aimait


p r e n d r e le d i s c o u r s d'un politicien, de tant et qui était prêt(e) à faire l'immen-
battre votre voisin s a n s r a i s o n valable et tionnable avec vous d a n s un aréna durant
de mettre le feu à sa m a i s o n , de vous les heures d'ouverture vous a quitté(e)
réveiller a u t o m a t i q u e m e n t s a n s l'aide après vous avoir d é c l a r é que vous étiez
d'un b é b é n a i s s a n t ou d'un c a d r a n digi- l'être le plus i g n o b l e que la Terre ait
tal ? C e s é v é n e m e n t s ont tous à voir avec j a m a i s porté ? N'ayez crainte, ce n'est pas
v o s b i o r y t h m e s . La b i o r y t h m i e n'est pas de votre faute, votre ami(e) était simple-
un n o u v e a u g e n r e m u s i c a l sud-améri- m e n t en renverse émotionnelle. Les bio-
cain, m a i s b i e n u n e nouvelle s c i e n c e qui r y t h m e s sont très instables. Bien qu'il
est à la portée de toute c r é a t u r e à s a n g existe des c y c l e s n o r m a u x , il est impos-
c h a u d ayant quelques d o l l a r s de trop et sible de savoir exactement ce qui se passe
rien de m i e u x à faire. C h a c u n a des e x a c t e m e n t d a n s la tête et le c o r p s de n o s
biorythmes. V o u s êtes-vous déjà d e m a n d é semblables.

Les c y c l e s h u m a i n s À titre indicatif, voici les cycles biorythmiques d'un politi-


(moyennes normales) cien bien connu :

Claude Ryan

Cycle physique : 23 jours


Cycle émotif: 28 jours
Cycle intellectuel : 33 jours Cycle physique: ne fonctionne plus depuis quinze
Cycle conscience sociale : 38 jours ans.
Cycle débile : 42 jours cycle émotif: 6 mois — s'énerve uniquement durant
Cycle bête et méchant: 51 jours les périodes électorales et à la mention des mots
«beige» et «Yvette».
Cycle intellectuel : 4 jours — change d'idée comme il
change les candidats de l'équipe libérale.
Bien que tout le monde ait des biorythmes, il est évident Cycle conscience morale : 39 jours — le temps qu'il
que l'on ne fonctionne pas tous de la même manière. Nous faut pour que le Pape réponde à ses lettres.
ne sommes pas tous sur la même longueur d'ondes. Cycle débile: indéterminé — se réfère à Camil
Chaque personne a sa propre rythmique. Il ne faut donc Samson.
pas s'étonner que les chosses aillent si mal dans le Monde,
surtout quand on pense aux fuseaux horaires qui viennent
mêler les cartes encore plus. Des études récentes ont
démontré que les gens actifs en politique ont un cycle de Quotidiennement, des gens m'assaillent de questions
conscience morale qui dure à peine une journée, ce qui concernant les biorythmes et les événements qui font
expliquerait pourquoi certains députés cherchent à se l'actualité. Bien que je déteste Bernard Derome pour ce
faire réélire. Ils n'ont pas le temps de prendre conscience qu'il a fait à ma soeur et que je suis convaincu que les
de ce qu'ils font au grand public. Couplé à un cycle Nouveaux Tannants sont les journalistes de TVA, il existe
intellectuel faible et un cycle débile irrégulier, cela donne certainement une relation entre les biorythmes des
une combinaison dangereuse pour l'entourage d'un tel individus, des peuples et des faits divers baptisés événe-
individu. Quand on rassemble deux cents de ces person- ments par les média Comment expliquer autrement que
nages dans une m ê m e salle, on peut s'attendre au pire. par la biorythmie la défaite des Canadiens, les résultats du

• C R O C n u m é r o 15-16 •
référendum, la faillite du Roi des Bas Prix et la popularité M i c h e l l e Tisseyre, Rita B i b e a u
sans cesse croissante de Daniel Hétu ? Pour vous démon-
et les Yvettes
trer que la biorythmie n'est pas de la petite bière, voici
Dans le milieu de la biorythmie, Mesdames Bibeau et
une rétrospective biorythmique des événements de 1980 :
Tisseyre sont surnommées les Soeurs du Désespoir. En
fait, elles possèdent un couplage abominable de cycles.
La défaite des C a n a d i e n s Elles ont un cycle débile imprévisible qui les amène à agir
Quand on connaît la moyenne de certains cycles des c o m m e de vraies folles. Dans le cas des Yvettes, elles ont
joueurs, il est facile de comprendre le pourquoi de la un cycle de conscience morale qui s'apparente à celui de
défaite de cette équipe : Monsieur Net, il dure 30 secondes tout c o m m e son
commercial.
Cycle physique : 1 minute — avec une si faible
capacité d'endurance, il est normal que les joueurs
donnent une meilleure performance dans les com-
merciaux que sur la patinoire.
cycle intellectuel : 14 jours — une fois à toutes les
deux semaines, les joueurs sont capables défaire la
différence entre une claque et la rondelle. Cest pour
cette raison que l'équipe a marqué si peu de points.
Conscience morale : ZI jours — Ce cycle d'une durée
de trois semaines se concrétise pour le temps d'une
montée (45 secondes). Après, le joueur a l'impres-
sion de mériter la fortune qu'il appelle un salaire,
surtout s'il a tiré la rondelle dans lefdet et non une
claque.

Les p r o b l è m e s de la CSN
La CSN a toujours connu des problèmes à cause du cycle
La cage aux folles
émotif de deux minutes de Michel Chartrand. Le cycle
Après avoir connu un cycle intellectuel particulièrement
intellectuel des permanents est particulièrement impres-
fort durant ses derniers mois au canal 10, Réal Giguère
sionnant il a atteint son plus haut niveau lors de leur
traverse actuellement un cycle émotif très fragile qui
grève. Le cycle de conscience morale est quasiment
pourrait l'amener à prendre goût à son nouveau person-
inexistant, c'est pour cette raison que Norbert Rodrigue
nage. Il est supporté par un cycle débile commun à une
s'est attaqué à l'Association des Malades Chroniques.
bonne partie de la population. Ce qui explique le succès
remporté par la pièce. Le tableau donne un estimé de
l'état d'esprit de M. Giguère.
Le R a s s e m b l e m e n t p o u r le O u i et
P i e r r e Elliot T r u d e a u
Au cours de la campagne référendaire, M. Trudeau a
déclaré qu'un NON était un OUI. Comment expliquer une
telle déclaration ? Compte tenu du contexte, elle a certai-
nement contribué à augmenter ou p r o v o q u e r le déclen-
chement d'un cycle émotif ou débile chez certaines gens.
Voici son profil biorythmique de l'année 1980 :

La c o u r s e au l e a d e r s h i p
à l'Union N a t i o n a l e
Notre code d'éthique ne nous permet pas de reproduire
les résultats de l'analyse du cycle intellectuel des mem-
bres de l'Union Nationale, car ils causeraient un tort
énorme et irréparable à l'image de ce parti On comprend
pourquoi ils recherchent un nouveau chef, celui-ci aura
du travail à faire. Voici le potentiel des candidats men-
Cycle émotif: 24 heures — s'enerve spécialement
tionnés au cours de l'année :
lorsque le nom de sa femme est mentionne ou celui
de René Levesque.
Jean D r a p e a u
Cycle intellectuel : 4 ans — Le cycle est exceptionnelle- Cycle intellectuel : 7 jours — atteint son apogée lors
ment long, mais il permet de mijoter des coups mémora- de rencontres avec Jean Chrétien pour discuter de
bles (cf Dossier olympique). Quoique rapide, le cycle l'unité canadienne.
devrait être accepté par l'UN. Cycle conscience morale : n'en a plus — sa carrière
politique a entièrement ronge cet aspect de sa
Michel Le M o i g n a n personnalité.
Cycle intellectuel : n'a pu être établi, M. Le Moignan Cycle bète et méchant : à déterminer— voir Plan de
n'étant pas disponible. Il était occupé à donner des cours rapatriement de la Constitution.
de danse sociale.

• C R O C n u m é r o 15-16 •
GRANDE ANNEE
POUR LES
TABLETTES JE
p a r F. LaFève
Le cinéma, ou Fart d'aller aux vues, a paragraphes, de dialogues, de virgules et Lewis Furey, une tapette berlinoise des
souvent été assimilé à la poterie, du de points d'exclamation, entièrement années 30 qui passait par là.
moins chez nous au Québec. En effet, les tapé à la machine par Marcel Marin, Le scénario de Carie rappelle avec
deux ont la particularité de produire des avec un minimum de fautes d'orthogra- bonheur les plus beaux moments des
choses lourdes, sans intérêt, et qui res- phe ; une chanson-thème envoûtante et comiques qu'on trouvait encore il y a
tent la plupart du temps sur une tablette. qui serait revenue trente fois dans le quelques années dans les paquets de
La poterie, cependant, possède un gros film, chantée par la femme du réalisa- gomme Bazooka L'implication sociale
avantage : les potiers, contrairement teur, accompagnée par André Gagnon et politique est si pertinente que l'on se
aux cinéastes et à leurs vedettes, n'ont qui, pour la circonstance, se serait servi demande s'il n'a pas changé de restau-
aucune prétention et obtiennent rare- de ses deux mains. Et enfin, une quin- rant trois ou quatre fois durant l'année.
ment une photo en couleur sur le «front zaine d'enfants extraordinaires, qui sau- Le film regorge de qualités techniques
page» du cahier Arts et Lettres. raient chanter, danser, parler comme indéniables: la caméra semble avoir
Il m'est donc apparu évident qu'un des adultes et qui auraient même réussi fonctionné tout le long du tournage,
esprit ouvert comme le mien devait à faire pleurer leurs parents, si ces l'image ne dépasse jamais l'écran et le
enfin se pencher sur le problème prin- derniers n'avaient pas déjà été morts de décor enchanteur de la Baie James qui,
cipal du cinéma québécois : le cinéma rire en touchant le salaire de leurs petits pour les besoins de la coproduction, fut
québécois. Je pourrais facilement ex- singes savants. Une scène particulière- entièrement recréé dans un studio de
pliquer à la critique cinématographique ment réussie où Lise Thouin, dans le Bruxelles, est criant de vérité dans tous
les trois principes de base qui ont ete le rôle de la marâtre à claquettes, donne- ses détails, au point qu'on aurait envie
moteur de mes recherches en critique rait son numéro devant un groupe de de se jeter en bas des toiles de fond. Les
littéraire: l'intégrité intellectuelle, le bourreaux d'enfants venus en autobus comédiens ont encore une fois mis leur
gros «cash» et les filles de dix-huit ans. visiter Télé-Métropole. Jean-Claude talent au service de leur compte de
Voici donc un premier essai critique. Lord aurait ainsi réussi a nous faire banque, et il serait grave de ne pas
Il portera sur deux films québécois faits regretter l'époque la plus importan- souligner les progrès énormes de Carole
en 1980. Ces films n'ont jamais été vus te de sa carrière : celle ou il était cri- Laure, qui possède maintenant trois
par le public et ne le seront probable- tique. Comme le film n'a pas ete ter- profils et quatre façons différentes de
ment jamais, étant passés directement mine, il est encore temps de lui dire : rouler les R. Un seul défaut dans tout le
de l'imagination des cinéastes aux ta- «Jean-Claude, pense à ta famille, il n'est film : durant la scène finale, lorsque
blettes de la cinémathèque. Ces chefs- jamais trop tard pour revenir en ar- Carole Laure, toute nue, sauf pour une
d'oeuvre inconnus ont ainsi donné la rière ! paire de bottines et un casque protec-
chance aux cinéastes en question de teur, chante un dernier tango accompa-
continuer leur carrière de saints mar- gnée par 150 ouvriers et un malaxeur à
Les d e m o i s e l l e s de LG-2
tyrs canadiens et au public l'incalcula- ciment, on voit pendant quelques se-
Dans cette somptueuse coproduction
ble chance d'investir quatre beaux dol- condes la main d'un machiniste et sa
canado-belge, Gilles Carie réussit encore
lars dans la culture des navets de type montre digitale. C'est une erreur regret-
une fois à se dépasser lui-même sur
Rocky 4, Réparez vos mouchoirs ou table.
l'autoroute. Ce film, que l'on peut situer
le suave Benji contre Goldorak. entre «Les jeunes filles de LG-l» et «Les
grandes dames de LG-3» raconte le com-
Panique au chocolat bat écologique sans merci que livre une Voilà les jeunes, ce rapide tour de
S'il avait trouvé les trente-sept dollars troupe de ballet-jazz en tournée dans le tablettes. J'espère qu'il vous a paru per-
et cinquante sous qu'il lui manquait Grand Nord. Le propos serait facilement tinent et que vous continuerez à m'en-
pour terminer son films, Jean-Claude devenu simpliste s'il n'avait été doublé voyer des photos de vos soeurs qui
Lord aurait réussi un tour de force: la d'une histoire d'amour aussi fraîche que suivent des cours d'expression corpo-
première vraie comédie musicale surprenante : un sapin, joué par Serge relle au cégep.
québécoise sur le thème du viol, de Reggiani, sans aucun artifice de costu- Quant à l'année qui vient, que nous
Favortement et de la prostitution enfan- me ou de maquillage, est sous la menace réserve-1-elle sur le plan des petites
tine. d'être abattu par un nouveau philoso- vues? Le film le plus attendu par les
Toutes les chances étaient de son phe, rôle émouvant de vérité qui permet cinéphiles de la tablette, La pire contre-
côté: le retour à l'écran de Jean Coutu à Claude Blanchard de réaliser un vieux attaque, une gigantesque fresque de
dans le rôle du policier ventriloque nous rêve. Un contremaître gauchiste, la plus science-fiction où l'on verra les Nordi-
aurait révélé un talent qu'on croyait belle création de Carole Laure, sauvera ques de Québec, grâce à des trucages
noyé dans la graisse de bacon Maple le sapin en détournant le barrage de très dispendieux, jouer une bonne par-
Leaf; un scénario plein de pages, de quelques pieds au grand désarroi de tie de hockey.
Les fidèles l e c t e u r s et l e c t r i c e s de CROC se Que d e v i e n d r o n t
s o u v i e n d r o n t s a n s d o u t e d'une c h r o n i q u e nos célébrités?
que j ' a n i m a i s d a n s les p a g e s de c e m a g a - Claude Valade
Notre c h a n t e u s e r e l i g i e u s e
zine et qui s'appelait Que sont-ils devenus ? préféré, insatisfaite de ses
M a l h e u r e u s e m e n t , j'avais dû i n t e r r o m p r e v e n t e s d e disques, sortira un
le c o u r s p o u r r a i s o n s de santé. Mais la microsillon qui s'appellera
«MOI, J E NE S U I S Q U ' U N CAN-
d i r e c t i o n de CROC m'a t é l é p h o n é r é c e m - TIQUE», s i m u l t a n é m e n t , e l l e
m e n t p o u r m e p r i e r d ' a n i m e r de n o u v e a u se m e t t r a à m a n g e r c o m m e
ma c h r o n i q u e à l ' o c c a s i o n de c e n u m é r o une goinfre pour engraisser.
r é t r o s p e c t i v e de l'année. J ' a i modifié un M a l h e u r e u s e m e n t p o u r elle,
Anita Malepart sa c a r r i è r e c h u t e r a b r u t a l e -
peu la f o r m u l e , et voici c e que ç a d o n n e : m e n t a u m o m e n t o ù e l l e at-
Mlle Malepart, excellente
t e i n d r a 4 0 0 livres. L o r s d'un

que sonHls
cuisinière, voudrait elle aussi
m e t t r e s u r le m a r c h é u n l i v r e s p e c t a c l e à R a w d o n , elle pas-
de recettes. Mais elle consta- sera bord en bord d'une s c è n e
t e r a q u e le m a r c h é e s t à s o n trop fragile.
point de saturation. Livres

deviendront?
p o u r b l e n d e r , p o u r gros, p o u r Roger Lemelin
végétariens, e t c . . Elle publie- Le célèbre auteur des
ra d o n c u n v o l u m e q u i f e r a P L O U F F E et d e LA C U L O T T E
absolument fureur: RECET- EN OR, ravi d e v o i r q u e le
T E S P O U R C E U X Q U I N'ONT p u b l i c était prêt à lire n'im-
PAS FAIM. p o r t e q u o i v e n a n t d e s a plu-

ou,
d a n s un p r e m i e r temps, j e v o u s p a r l e r a i
me, p u b l i e r a l a u x é d i t i o n s LA
PRESSE évidemment)
sur c o u p MES SOUVENIRS DE
V A C A N C E S , M A FIN D E S E -
MAINE, C E Q U E J ' A I F A I T
CET APRÈS-MIDI
B E A U C O U P VECU, un v o l u m e
de 514 pages regroupant ses
coup

et J ' A I

d e s g e n s qui d e v i e n d r o n t c é l è b r e s e n meilleurs c o m p t e s de télé-


1981 ; ensuite, j e vous r é v é l e r a i en e x c l u - p h o n e , l i s t e s d ' é p i c e r i e , fac-
sivité où en s e r o n t r e n d u e s les c é l é b r i t é s tures de nettoyeurs, buande-
ries, et u n c h a p i t r e d e 8 9 p a g e s
d'aujourd'hui. p a r Hugues Houle a u s u j e t d e sa p e r r u q u e .

Fabien Roy
Kabdul Hassim Le célèbre politicien aux
La p a l m e d e la c é l é b r i t é s e r a idées c h a n g e a n t e s finira c e t t e
sûrement remportée par ce a n n é e p a r trouver sa voie.
b r a v e h o m m e . E n effet, c ' e s t à Après s'être essayé succes-
lui q u ' o n d e v r a la t r o i s i è m e s i v e m e n t à ê t r e laitier, b o x e u r ,
guerre mondiale. Kabdul vendeur de brosse, bouncer
Hassim sera un e m p l o y é de et s c a p h a n d r i e r , il f i n i r a c o m -
l ' O r g a n i s a t i o n p o u r la L i b é r a - m e danseur à gogo dans une
t i o n d e la P a l e s t i n e . G r â c e à s a brasserie à Beauharnois.
r u s e et à s a d é b r o u i l l a r d i s e , il
p a r v i e n d r a à m e t t r e la m a i n Norbert Rodrigue
Raymond Simard. Norbert Lamoureux sur tous les p r e m i e r s films de L ' a n n é e 81 sera difficile p o u r
Raymond Simard charmera En m a r s 8 1 , M. L a m o u r e u x R o n a l d R e a g a n , y c o m p r i s la le s y n d i c a l i s t e b i e n c o n n u . E n
la p r o v i n c e e n t i è r e p a r s a v o i x deviendra célèbre presque seule copie existante de A effet, l o r s d ' u n e m a n i f e s t a t i o n
d e r o s s i g n o l . V o u s a u r e z de- m a l g r é lui. E n effet, p a r t i BOY AND HIS DOG, o u l'on à l'Oratoire St-Joseph, lors de
viné qu'il s'agira d'un a u t r e p o u r u n e r a n d o n n é e auto- p e u t v o i r le n o u v e a u p r é s i - la c é l è b r e a f f a i r e d e la s y n d i -
b a m b i n d e la c é l è b r e f a m i l l e m o b i l e d a n s la r é g i o n d e d e n t d e s USA e n t r a i n d ' a v o i r calisation des enfants de
S i m a r d d e l'île d ' O r l é a n s . L o t b i n i è r e , il s e t r o m p e r a d e des relations orales-génitales c h o e u r , il m a n q u e r a u n e m a r -
M a i s le j e u n e R a y m o n d stu- c h e m i n et f e r a u n e c r e v a i s o n avec Rin-Tin-Tin. Muni de c e s c h e et d é b o u l e r a l e s 3 8 1 au-
p é f i e r a tout le m o n d e e n d a n s u n e p e t i t e r o u t e e n gra- a r m e s r e d o u t a b l e s , l'O.L.P. tres. Suite à c e t t e m a l e n c o n -
commençant à chanter dans velle. Après avoir m a r c h é e x i g e r a le r e t r a i t d e s t r o u p e s t r e u s e c h u t e , il a u r a l e s d e u x
le v e n t r e d e s a m è r e . M a d a m e p e n d a n t 2 o u 3 m i l l e s , il arri- israéliennes du territoire j a m b e s c a s s é e s à 60 e n d r o i t s
S i m a r d a c c o u c h e r a du b a m b i n vera à une maison de cam- p a l e s t i n i e n . A c e c i , la M a i s o n - et l a c o l o n n e v e r t é b r a l e tor-
à la t é l é v i s i o n , et d e f a ç o n fort p a g n e o ù il c o g n e r a p o u r de- Blanche répondra qu'elle due c o m m e un cure-pipe.
p a r t i c u l i è r e : le p e t i t f e r a s o n m a n d e r d e l a i d e . Il t o m b e r a possède des photos inédites Hospitalisé d'urgence, il
a p p a r i t i o n e n t o x e d o , et e n t r e e n p l e i n c o n g r è s à la c h e f f e r i e m o n t r a n t Y a s s e r Arafat e n tombera en pleine grève des
deux rangées de danseuses... d e l ' U n i o n N a t i o n a l e . Et il t r a i n d e m a n g e r d u p o r c frais. e m p l o y é s d ' h ô p i t a u x . Il e n
sera élu. Sa p r e m i è r e déclara- A p a r t i r d e là, la s i t u a t i o n s e v i e n d r a a u x c o u p s a v e c Mi-
tion s e r a : «Va d e s j o u r n é e s d é t é r i o r e r a et t o u t ç a f i n i r a c h e l C h a r t r a n d s u r la l i g n e d e
c o m m e ç a !» p a r un conflit m o n d i a l . piquetage !

• CROC n u m é r o 1 5 - 1 6 •
Une révélation bouleversante

Jésus éiiiit
trèsrichel
«Joseph se leva, prit de nuit l'en-
p a r E x G. J e t t e fant et sa mère, et se retira en
Egypte.»
Après une minutieuse enquête,
CROC, le petit magazine qui cherche Un g o s s e de r i c h e
en grand, est en mesure de révéler un Grâce à ses placements de bon
scandale qui n'a pas fini d'ébranler le père de famille, Joseph assura à son
monde : Jésus était riche. fils unique une éducation privilégiée.
Il était même très riche. Il fréquentait d'ailleurs une école
La crèche, l'âne, le boeuf, ces deux privée très renommée appelée Le
Jésuites (c'est ainsi qu'on nomme la Temple.
compagnie de Jésus), la paille, c'est Le vieux texte le souligne :
vrai. Tout indique qu'il est né pauvre «... Ils le trouvèrent dans Le Tem-
et nu. ple, assis au milieu des docteurs, les
Mais cette triste situation ne de- écoutant et les interrogeant ; et tous
vait pas durer longtemps. CROC a en ceux qui l'entendaient étaient stupé-
effet retrouvé un vieux texte où il est faits de son intelligence et de ses
Ô Miracle ! La seule colonne du tem- écrit, et nous citons : réponses.»
ple qui soit restée debout au cours «Entrant alors dans le logis, ils C'était, on le voit, un élève modèle,
des siècles est celle derrière laquelle virent l'enfant avec Marie, sa mère, un premier de classe, le chouchou de
le Christ aimait se cacher pour atta- et, tombant à genoux, se prosternè- ses maîtres.
quer par surprise les vendeurs im- rent devant lui ; puis, ouvrant leurs Mais comme cela arrive souvent
pies. cassettes, ils lui offrirent en présent avec les petits génies précoces, il se
de l'or, de l'encens et de la myrrhe...» reposa sur ses lauriers et mena une
vie errante et facile. La seule entre-
L e c o m p t e en S u i s s e prise dont il s'occupa vraiment en fut
une de pêcheries, la J é s u s F i s h e r i e
L'encens et la myrrhe valait à Ltd., qui opérait sur le lac Tibériade.
cette époque leur pesant d'or, un peu Il était, par ailleurs, bien plus le
comme le pétrole aujourd'hui. Mais compagnon de ses pêcheurs que leur
qui étaient ces mystérieux individus véritable patron.
et qu'achetaient-ils à ce prix?
Vous avez reconnu bien sûr les
célèbres rois-mages. En fait, et là Une vie i n s o u c i a n t e
encore CROC s'est surpassé, ces rois- En fait, la compagnie avait tout
mages étaient des hommes d'affaires d'une commune et Jésus passait plus
arabes qui, tout simplement, avaient de temps à se promener avec ses
décidé d'acheter les lieux saints. hommes qu'à pêcher, et n'eut été de
Joseph qui, contrairement aux sa fortune, la Jésus Fisherie aurait fait
apparences, n'était pas si fou que ça, faillite.
accepta le marché et s'empressa Il attirait des foules de profiteurs et
De longues et minutieuses recher- d'aller cacher la fortune à l'étranger. le maigre produit de leur pêche —
ches appuyées de solides expertises Comme c'était alors l'habitude, il quand ils se décidaient enfin à tendre
scientifiques permettent maintenant plaça le tout dans une banque égyp- leurs filets — suffisait à peine à les
d'établir hors de tout doute que tienne, l'Egypte étant la Suisse de nourrir. C'était à ce point que Jésus
Jésus-Christ n'a jamais mis les pieds l'époque. devait recourir aux bons offices de
à cet endroit. Le vieux texte dit en effet : traiteurs genre Ben Smoke Meat qu'il
38

• CROC n u m é r o 1 5 - 1 6 •
Théologie

appelait en riant — car il avait le sens n'est pas possible, il fait des mira- bon placement !». Car, en vérité, il ne
de l'humour — ses anges gardiens. cles!» À Cana, il saoula tellement la touchait même pas au capital.
Et les badauds qui n'en reve- noce qu'à la fin tout le monde prenait Qu'advint-il de cette fabuleuse ri-
naient pas de le voir ainsi dépenser de l'eau pour du vin. chesse après sa m o r t ? CROC pour-
ne cessaient de répéter : «Mais ce «L'or, pensait-il, vraiment, quel suit son enquête. A suivre...

Une contre-révélation non moins bouleversante

«Joseph éttiif un Voient»


— Le professeur Krakpott
L'étonnante découverte de notre
collaborateur Ex. G. Jette qui dé-
montrait, textes à l'appui, que Jésus
était riche et qu'il avait vécu toute sa
vie sur l'or donné par les rois mages,
nous a valu une énergique mise au
point de la part du professeur Van
Krakpott de l'Université de Berlin-
sur-le-mur.
Le Dr Krakpott ne nie pas le fait
que la Sainte Famille ait reçu une
imposante fortune de ces étrangers
et il est entièrement d'accord avec
Ex. G. Jette sur ce point : «Ce sont des
Arabes qui ont acheté ainsi les lieux
saints. D'où d'ailleurs toutes ces
guerres entre Juifs et Arabes.

Un fin r e n a r d
Mais selon lui, la fuite en Egypte, Une preuve accablante : des poussières d'or, d'encens et de myrrhe ont été
c'était une ruse de Joseph qui, avec retrouvées simultanément dans cette boutique de Luxor en Egypte où
l'âne, Marie sur l'âne et Jésus dans Joseph s'était présumément réfugie!
les mains de Marie, passait pour un
pauvre chômeur allant chercher Et ce n'est pas parce qu'il était où le nom de Joseph était associé au
fortune en Egypte, à l'époque terre riche mais plutôt parce qu'il était mot voleur et dès lors se mit à
d'accueil pour la main d'oeuvre d'une famille monoparentale que répéter : «Mon père viendra c o m m e
étrangère. Jésus put fréquenter l'école du un voleur.» En cela imitant Marie qui
En fait, c'est une fortune que Temple. disait alors : «Si jamais il revient, ce
passait Joseph en riant sous sa voleur de Joseph...
barbe. Au Caire, il laissa Marie et
l'Enfant dans une auberge sous pré- Le père aux cieux
texte d'aller chercher un loyer bon Jésus s'informait souvent de son Un e n f a n t m a r q u é
marché ; il ne revint pas. Il s'était père qu'il n'avait pas connu et Marie Jésus fut marqué toute sa vie par
envolé avec l'or, l'encens et la n'osait lui dire la vérité. «Ton papa, son enfance et jusqu'à sa mort il
myrrhe. lui expliquait-elle, il est aux cieux. chercha ce père dont il ne cessait de
Avec les anges.» Et comme elle parler à tout venant.
n'avait pas digéré le coup de l'or, de Il parlait donc tout le temps du
Une famille l'encens et de la myrrhe, elle ajou- royaume des cieux et de son père
monoparentale tait, pour elle-même : «Il est dans qui l'attendait et Marie, usée par les
Marie, abandonnée, retourna en son royaume et il est bienheureux !» épreuves, en vint elle-même à croire
Israël avec Jésus, un blondinet bien Et Jésus prit ainsi l'habitude, car à sa pieuse invention.
éveillé qui fit sa joie et qu'elle éleva il s'ennuyait parmi toutes ces bon- Il est toujours dangereux de
avec l'aide des Saintes femmes : nes femmes, de parler à son père mentir aux enfants, conclut le pro-
Salomé, Marie, femme de Clopas et qui était aux cieux. Comme il avait fesseur Krakpott.
Marie de Magdala. (Voir là-dessus parfois le sommeil léger, il surprit Jésus était-il riche ? Joseph était-
Saint Jean verset 25). un jour des bribes de conversation il un voleur? Le débat est ouvert

• CROC n u m é r o 1 5 - 1 6 •
Vous ne pourrez pas dire qu'on
ne vous gâte pas ! En prime,
c o m p l è t e m e n t gratuites, ab-
solument données, voici les
cartes de souhaits CROC ! 8
magnifiques reproductions de
certaines des plus belles pages
couleur parues dans les nu-
m é r o s de cette année. Et ce
sont de vraies cartes ! Il n'y
m a n q u e que vos messages et
un timbre ! Et vous p o u r r e z
constater qu'elles sont utilisa-
bles en de multiples o c c a s i o n s
Cette année, l'Inde s'est rajoutée aux La preuve qu'on aura tout vu cette et selon v o s sentiments. À tout
nations qui explorent l'espace. On année: Claude Ryan a fait subir à hasard, nous vous suggérons
voit ici deux techniciens de l'Agence chacun des postulants au Parti Libé- quand m ê m e quelques utilisa-
spatiale des Indes, attendant l'arri- rai un rituel d'initiation. On le voit tions possibles.
vée d'un satellite lancé par leur >ci avec Camil Samson. V la carte de Chapleau : pour votre
pays. A politicien préféré ou pour passer
un télégraphe.
la carte «Amour Épais» de Massi-
cotte : pour la St-Valentin ou un
amant infidèle.
la carte de ZYX : pour un athée ou
un croyant
la carte de Massicotte «les Québé-
cois» pour un indépendantiste ou
un fédéraliste.
la couverture EZO : pour vos
amis qui croient en n'importe
quoi
la carte de GITÉ : p o u r un psy-
chopathe ou un psychiatre de vos
connaissances.
la carte «Dieu s'abonne à CROC»:
pour donner à vos amis sans hu-
mour en leur disant «Achète donc
CROC, si c'est bon pour Dieu, ça
doit être bon pour toi.»
la carte de Berthio : pour l'Hallo-
ween.

40

• CROC n u m é r o 15-16 •
Une carte postale CROC Une carte postale CROC
C o m é d i e n : Guy Radeau Dessin : Michel A n g e
P h o t o : Jacques Hurtubise P h o t o : François Desaulniers

Une carte postale CROC Une carte postale CROC


Dessin : Alain Massicotte Dessin : Alain Massicotte
Météo Climat politique Rédaction
Neigeux entrecoupé de chutes de neige intermit- De calmement plat à platement calme. Stupidité Rédacteur en chef: Serge Langevin
tentes. Grêle, bourrasques. variable. Insipidité intermittente. Maximum : Journalistes : Jean Bèriault, Roch Côté, Serge
2 numéro 3, pas d'egg rolls. Pierre Elliot Trudeau. Minimum : Claude Ryan. Grenier, Jacques Guay, Michel Lessard, Sylvain
Peu de changements prévus. TrudeL Caricaturiste : Gaboury.

LêGho BMlBCia
Le mensuel de l'agitation paisible Pour un statu quo progressif
manifestation de soutien aux
Sondage exclusif CROC-IPOTCQ au Cambodge. forces démocratiques canadien-
nes. Car la population cambod-
Une majorité de Cambodgiens gienne est pleinement conscien-
te de l'importance de l'enjeu et
définitivement mobilisée. L'É-
cho Provincial a d'ailleurs ap-
contre le rapatriement unilatéral pris que cette large mobilisation
populaire est le résultat direct
de la récente tournée d'infor-
de la constitution canadienne. mation du ministre Couture
dans ce coin du monde.
Comme nous l'a expliqué no-
(JB) Il n'y a pas qu'au Cana- — Favorables au rapatriement dans son village tous les mem- tre reporter: «Dans ce métier,
da qu'on trouve une opinion de la constitution mais avec la bres de son corps et de sa famille j'en ai vu de toutes les couleurs
publique passionnée par la formule d'amendement Siha- et qui se demande par ailleurs si et au cours des années, j'ai
question du rapatriement unila- nouk-Lon Nol-Pol Pot-Heng son cas ne pourrait pas figurer appris à m'endurcir. Mais la
téral de la constitution cana- Samrin : 5% dans le Livre Guinness des Re- générosité du peuple cambodgien
dienne. C'est le monde entier — Favorables au rapatriement cords mondiaux. qui, dans sa générosité, s'est
qui a maintenant les yeux tour- de la constitution mais à la À Phnom Penh, près du Mo- déclaré prêt à accueillir tous les
nés vers nous. Dans la presse condition que l'article 133 ne nument dédié au bébé-phoque «boat people» en provenance
internationale, l'acuité de cette s'applique pas seulement au canadien inconnu, notre repor- du Canada m'a littéralement
question cruciale pour l'avenir Québec et au Manitoba mais ter sur place a été témoin d'une tiré les larmes des yeux.»
de l'humanité a même eu pour aussi à l'Ontario et au Nouveau-
effet de faire passer au second Brunswick: 19%
plan de l'actualité mondiale — Favorables au rapatriement
d'autres problèmes tels le con- de la constitution mais à la
flit irano-irakien et l'invasion condition qu'on assure la parti-
soviétique de l'Afghanistan. cipation des provinces au pro-
En collaboration avec cessus d'autorisation du réfé-
l'IPOTCQ (International Poils rendum : 20%
On The Canadian Question), — Sans opinion : 0%
l'Écho Provincial a réalisé un Ces chiffres parlent d'eux-
sondage exclusif au Cambodge, mêmes, mais il est intéressant
sondage dont nous vous livrons d'écouter les témoignages hu-
ici les résultats : mains des Cambodgiens inter-
— Contre le rapatriement uni- viewés pour les fins de ce son-
latéral de la Constitution cana- dage scientifique.
dienne (Acte de l'Amérique du «Coup de force inqualifia-
Nord britannique) : 51 % ble» nous a déclaré un paysan
— Favorables au rapatriement qui a perdu son râteau et ses
de la constitution mais avec la deux bras au cours des troubles
formule d'amendement Fulton- des dernières années dans son
Favreau : 5% pays.
«On trouve toujours plus
Sommaire malheureux que soi» nous a
confié pour sa part une femme
Abrégé p. 7 d'une trentaine d'années qui a
Résumé p. 10 connu au cours de sa jeune vie
Schéma p. 11 deux guerres, trois famines et
Bref p. 14 cinq^ épidémies.
En gros p. 21 «A côté de P.E.T., POL
V a rien là p. 34 POT est unjoyeux plaisantin» a
Claude Ryan p. 159 estimé une autre femme qui a
perdu au cours d'un même raid

L'ÉCHO PROVINCIAL
Éditorial CONSTITUTION :
PAS D'UNANIMITÉ
Il s'en est passé des choses cette année ! LES £>£T/T&S
Des faits qui se sont présentés que les circonstances ont mis en A QUÉBEC...
valeur et qui ont donné lieu à des incidents dont les péripéties
ooccrmes
épisodiques se sont transformées en situations dont l'addition a
créé des conjonctures momentanées ou prolongées, particuliè-
res ou générales.
Des bruits ont couru, échos parfois confus de rumeurs
ambiguës et dont la relation équivoque ou précise a souvent
donné Lieu à la publication de nouvelles qui, en s'additionnant
aux multiples renseignements qui sont à la base de l'information
que publie régulièrement la presse, ont contribué à tenir
informée une population affamée d'exactitude, aussi imprécise
soit-elle. Parmi tous ces faits, événements ou circonstances,
certains étaient bons, d'autres mauvais. L'Écho Provincial tient
à profiter de la fin de l'année qui s'achève pour affirmer bien haut
que s'il est heureux de s'associer aux bonnes nouvelles, il tient,
par la même occasion, à se dissocier des mauvaises, et qu'il
continuera très longtemps à lutter de toutes ses forces contre
leurs auteurs, et ce, jusqu'au jour glorieux où une population
satisfaite pourra enfin, en ouvrant les pages d'un journal vierge,
se dire, reprenant le vieux dicton : «Pas de nouvelles ? Bonnes
nouvelles !»
Et aussi Paix sur la terre aux hommes de bonne volonté, et s'il
n'en reste qu'un, je serai celui-là!
Serge Langevin

9
Jean Drapeau s accorde une entrevue exclusive
(ST) N . D . L R Après avoir fait êtes terriblement occupé... Jean Drapeau: Je serai bref, mettre au point le feu d'artifice
enquête, le maire de Montréal a Jean Drapeau : Mon électeur, mon maire. qui reliera le màt de mon stade à
compris que le seul journaliste si vous saviez tous les tracas que Jean Drapeau : Et vous ap- l'élévateur à grain numéro 54 où
en qui il pouvait faire confiance me causent mon dévouement à prouverez tout ce que je dis ! auront emménagé les Nations-
était lui-même. Il nous a donc ma ville ! Si vous saviez les Jean Drapeau: Mon maire, Unies...
fait parvenir le texte d'une en- années de labeur qu'il m'a fallu quand votre livre sur le bandit Jean Drapeau : Accepterez-
trevue qu'il s'est accordée. pour trouver un coin vide sur la Malouf sera-t-il publié ? vous aussi de -diriger l'Union
Jean Drapeau : Mon maire, je mappe du monde, afin d'y pla- Jean Drapeau : Le livre est nationale ?
serai bref car je sais que vous cer Montréal ! écrit et imprimé depuis long-
temps. Il sera publié dès que Jean Drapeau : Là aussi, il y a
j'aurai fini de mettre au point quelques petits détails à régler.
La S.P.A. et la Constitution tous les détails du lancement : le Si le P.Q. et le Parti libéral se
livre sera lancé à bord du Vais- joignent à l'Union nationale,
(ML) Selon une source digne de foi, la S.P.A. s'apprêterait à seau d'or (l'ancien paquebot j'embarque. Même si le RCM
demander au gouvernement fédéral qu'une charte des droits des France transformé en casino) devient un parti provincial, j'ai-
animaux soit intégrée à la nouvelle Constitution. Cette charte, à amarré à un des quais de ma me bien avoir une saine opposi-
laquelle travaille actuellement la Société, prévoierait, notam- Cité du cinéma. Il reste aussi à tion !
ment, le droit des chiens d'uriner sur les bornes-fontaines et de
déféquer librement dans le parterre du voisin de même que le
droit des chattes de mettre bas sur le sofa du salon.
Dans le même ordre d'idée, Monseigneur Carter, évêque de
Toronto, a fait savoir que le Congrès des évèques du Canada
allait revendiquer l'intégration du droit canonique à la nouvelle
Ht
Constitution.
Ces deux demandes viennent s'ajouter à la liste déjà longue
des revendications de nombreux groupes de pression. Ainsi,'si le
gouvernement cède aux exigences de ces groupes, la nouvelle
Constitution comprendra, outre une charte des droits et libertés,
une charte des droits de la femme, une charte des droits
d'aînesse, une charte des droits de cuissage, la recette du boeuf
braisé (une revendication des producteurs de boeufs de l'Ouest),
le numéro de téléphone de LA PRESSE (une revendication
de Roger Lemelin) ainsi que les règles du Monopoly.
Comme on le voit, le débat constitutionnel ne fait que débuter et
il semble douteux que le délai du 9 décembre puisse être
respecté. Les pilotes du F-18 en pratique : ce qu'on ne savait pas avant de
tester le F-18, c'est que le gouvernement teste ses pilotes.

L'ÉCHO PROVINCIAL
Miami à Outremont De plus, Ronald Reagan en-
Le prochain président améri- tend changer tous les dollars
cain a aussi décidé de s'atta- américains en dollars cana-

Reagan ! C'est parti ! quer au problème de l'inflation.


«Mon premier geste, a-t-il dé-
claré, sera de supprimer l'assu-
diens : «Comme ils valent
moins cher, nous en auront
beaucoup plus, ce qui combattra
l'inflation De plus, comme ils
rance-chômage pour les Noirs.
Je n'ai rien contre les nègres. sont de couleurs différentes, je
( ST) Depuis son élection à la l'URSS : «C'est très simple, a Mais si on continue à les faire ne serai plus obligé de deman-
présidence des États-Unis, expliqué Billy. Chaque fois que vivre à ne rien faire, où trouve- der à mes conseillers de m'ex-
monsieur Ronald Reagan n'a les Russes voudront mettre la rons-nous nos boxeurs et nos pliquer les chiffres sur nos bil-
pas cessé de travailler. Ainsi, il main sur un pays, nous ferons soldats ?» lets de banque.»
a mis une semaine, avec son sauter ce pays à la bombe ato-
épouse, pour dresser la liste des mique. Il est évident que les
ambassadeurs et premiers mi-
nistres de tous les pays qui
seront invités à leur première
Russes vont finir par se tan-
ner ! »
Envers ses voisins canadiens,
le prochain président ne prévoit
L'encyclique
réception à la Maison Blanche,
pour un gigantesque party Tup-
perware.
Mais le travail du prochain
pas de nouvelles politiques.
Sauf, peut-être, le déménage-
ment de l'ambassade américai-
«Pénis et coetera»
(ML) Dans sa première en- faction, la zoophilie, la télévi-
président américain a surtout ne d'Ottawa à Jérusalem. Un cyclique urbi et orbi émise en sion, le Goulag, l'èjaculation
porté sur une révision de la po- geste qui, selon les observateurs conclusion du récent Synode précoce, les disques de Nathalie
litique internationale de son politiques, vise à plaire aux des Évêques, le pape J.P. II Simard, la nécrophilie, le bridge
pays. Dans un geste d'apaise- électeurs juifs de monsieur Rea- dénonce les moyens de contra- et la mort «Pénis et coetera»
ment envers son opposant dé- gan. Dans un autre geste, qui ception artificiels et l'avorte- rappelle également aux minis-
fait, Jimmy Carter, Reagan a devrait plaire à ses électeurs ment, et invite les catholiques à tres du culte de faire preuve de
décidé de choisir pour principal juifs de Floride, M. Reagan a n'avoir recours qu'aux moyens tolérance au confessionnal afin
conseiller aux Affaires étrangè- décidé de déménager tous les naturels prévus par la Divine de ne pas décourager les fidèles
res, le frère de F ex-président, Cubains de Miami à Cuba. Et, Providence parmi lesquels Sa et de faire parvenir les bandes
monsieur Billy Carter. Ensem- pour plaire à ses électeurs d'ori- Sainteté cite l'abstinence, le magnétiques des confessions au
ble, Ronald et Billy ont mis au gine québécoise en Floride, le coïtus interruptus, la fellation, Vatican, au plus tard le premier
point un plan pour stopper les président a aussi décidé de le général Pinochet, l'autosatis- vendredi du mois.
tendances impérialistes de déménager tous les Juifs de

De passage en Chine, M. Jacques Chirac, maire de Paris, admire les plus récents progrès de la contraception chinoise.

L'ÉCHO PROVINCIAL
Miss Laval se mutile Croc accuse la
(ML) Résolue plus que jamais à n'être appréciée que pour sa
personnalité, Miss Laval, Annette Labrecque, qui estaussi Miss
Canada, s'est aspergée de vitriol, au lendemain même du
presse québécoise de
Concours international qui l'a couronnée Miss Personnalité
1980. Peu après son geste, dont on doit admettre qu'il témoigne
d'une forte personnalité, Annette Labrecque a convoqué une
concurrence déloyale
conférence de presse pour «montrer aux journalistes qu'ils (S.L.) C'est avec une stupeur modérée que le monde journalisti-
avaient tort de me prendre pour une gourde et pour inciter toutes que québécois accueillait récemment la nouvelle à l'effet que la
les femme.s qui en ont assez d'être considérées comme un objet a, revue CROC serait sur le point de poursuivre l'ensemble de la
imiter mon geste», et enfin pour annoncer son intention d'être presse québécoise pour plagiat et concurrence déloyale.
candidate libérale dans le comté de Fabre lors des prochaines Selon le témoignage du directeur de CROC, il y a déjà plusieurs
élections provinciales, «aux côtés de mes semblables et sous la mois que divers journaux tentent de se défendre contre la mainmise
gouverne de mon illustre précédesseur». de plus en plus solide que cette publication est en train de s'assurer
On se souviendra que M. Ryan avait posé un geste identique sur le marché de la bêtise éditoriale et du mauvais goût journalis-
au début des années 40, avant d'entreprendre lui aussi une tique.
carrière fondée uniquement sur sa personnalité. C'est devant une foule de trois reporters modérément surchauf-
Le maire de Laval, Lucien Paiement, qui, plus prosaïque- fés que le directeur de Croc apporta les précisions qui suivent :
ment, misait plutôt sur le physique d'Annette pour promouvoir «Quand j'ai lancé Croc, je croyais entrer sur un marché journalisti-
sa ville, s'est dit très déçu par le geste de «Mademoiselle quement vierge et j'assumais que je pourrais rapidement me bâtir un
Labrecque». M. Paiement, qui ne manque pas de personnalité monopole sur la stupidité. Ah, il y avait bien la télévision et les
lui non plus, a ajouté avoir proposé un échange de Miss aux politiciens qui faisaient rire le monde avec des conneries, mais eux
autorités vietnamiennes puisque, «dans son état, elle évoque autres au moins ils le font pas exprès : ils sont comme ça. Mais les
davantage un pays bombardé au napalm pendant dix ans qu'une journaux, c'est une autre affaire : c'est du monde sérieux, les
ville en pleine expansion comme Laval». journaux. Pis v^nez pas me dire qu'ils le font pas exprès», ajouta le
directeur de Croc en brandissant quelques titres glanés dans la
presse québécoise des derniers mois. Le directeur de Croc ajouta qu'il
comptait sur la collaboration du public québécois pour démasquer
Grand gala de lutte la bêtise et le mauvais goût volontaire qu'étalent les journaux
québécois depuis la parution de Croc. «On est tellement sérieux
qu'on est prêt à offrir un «T-shirt» Croc à tout lecteur qui nous fera
(S.L.H.) Le promoteur Roger Robert Tremblay, qui en sera à parvenir un titre de journal du genre de celui que j'ai en main.»
Patenaude présentera un autre son premier combat chez ' les La direction de l'Écho Provincial a accepté de publier sous le titre
super gala de lutte profession- professionnels après avoir suivi «La presse en délire» tout exemple d'imbécillité journalistique que
nelle, lundi soir prochain, au un entraînement complet de les lecteurs de Croc lui feront parvenir.
Centre Paul-Sauvé. Pour ajou- trois jours à l'École de lutte de D'ici là, nous publions, sans autre commentaire, les titres fournis
ter une note de classe à ce gala, Johnny Rougeau. par la direction de Croc.
tous les lutteurs porteront un De l'action en perspective !
maillot de bain satiné, et cer-
tains d'entre eux ont même
promis de se laver.
L'attraction principale sera
certainement le combat oppo-
sant l'arrière-petit-fils de Johnny
Rougeau au brutal Rusty Ropo-
C'EST CONNU!
poff, la Terreur des Steppes. Nous sommes les spécialistes FISHER
Lors de leurs dernier affronte-
ment devant une foule de crétins
du ski de fond, du camping SPLITKEIN
en délire, la Terreur avait rem- léger d'hiver et d'été!
porté une victoire contestée,
alors qu'il avait frappé le jeune Ensembles de skis, saes
Rougeau avec un objet conton-
dant semblable à un vibrateur. à dos, tentes, sacs à
Cette fois-ci, le populaire Rou-
geau entend bien venger cet couchage, bottes, et
échec, avec sa fameuse Prise du tous les accessoires...
Nombril. Ropopoff ne s'en dit
pas effrayé, et ajoute même qu'il LOCATION DE SKIS
n'est pas chatouilleux.
Dans les autres combats, un
match par équipe opposera le
duo masqué, les Carraberos,
aux sympathiques frères Mari-
no. Le promoteur Patenaude a
La Boutique
promis une récompense de
$100 à celui qui fera semblant
de démasquer un des Carraberos
Le Randonneur
avec le plus de convictioa
1324A Sherbrooke Ouest 385 rue St-Paul
La soirée sera complétée par
un combat préliminaire oppo- Montréal, H3G 1H9 Québec G1K3X3
842-0286, 842-2851 692-3708
sant Andy «Le Poilu» Stewart à

L'ÉCHO PROVINCIAL
A u Salon national de l'habitation

le Journal fait tirer


une maison
oui «Il est beaucoup

sefaited«s «m»
quand on dit
oui»
\
Bi P°9e0 ;
«» **TL, O U * l » * C O l B P ° " " « ° ^ J
, Fort»»»" * '

Amnistie
pour des
détenus
qui 9 r è v s
deviennent
policiers
* à fi! £ °
B B t 3 T ^ e K » r a - 4 ^ ^ m o i aussi

Un prof se fait La presse en délire


mordre l'oreille Rappel aux lecteurs de Croc : un T-shirt Croc
pour tout titre publié. Cependant, tout titre
devra, pour être publié, porter la preuve de sa
pour avoir fait provenance et de sa date de parution. Envoyez
vos trouvailles à :

de T écoute... eni partaient iuitout »ur l'écoute


L'Écho Provincial
A/S Revue Croc
464 rue St-Jean
Montréal
H2Y2S1

L'ÉCHO PROVINCIAL
Entre-temps, les hôpitaux ar- gouvernement s'inquiètent beau-
Radio-Canada : rivent à peine à fournir à la coup, et pensent même interve-
Non seulement les journalistes demande des travailleurs de
l'information de Radio-Canada
nir dans cette situation confuse.
Ainsi, monsieur Jean Chrétien a
sont-ils en grève, mais en plus qui, c'est bien connu, souffrent
de maux de tête, de stress, de
déclaré hier : «Qui-c'est qui va
couvrir nos press-conférences ?
ils ne veulent pas travailler ! démangeaisons locales et par-
fois même de calvitie. De son
Qui-c'est qui va diffuser nos
communiqués ? Oussé qu'on va
côté, Bernard Derome expéri- trouver du monde pour répéter
( ST) La grève du service des vous que nous sachions ce qui se menterait un nouveau traitement toutes les informations qu'on
nouvelles de Radio-Canada ne passe, s'il n'y a plus de télé- contre la constipation... veut faire passer? Si Radio-
cesse de susciter de nombreuses joumal ?» Quoi qu'il en soit, grève ou Canada n'est plus le haut-parleur
controverses. D'abord, s'agit-il Qu'il s'agisse d'une grève ou difficultés techniques prolon- des gouvernements, à quoi y
vraiment d'une grève ? Une ru- de difficultés techniques pro- gées, les différents paliers de peut ben servir, gosh!»
meur persistante veut que ce longées, le silence du service
que le public croit être une grè- des nouvelles de Radio-Canada
ve, puisqu'il n'y a plus de bulle-
tins de nouvelles depuis long-
a eu de nombreuses répercus-
sions. Ainsi, Télé-Métropole a
La paix mondiale : un espoir ?
temps, ne soit qu'une difficulté reculé de 30 minutes la diffu- (ML) «Quand tous les hom- des progrès réalisés dans l'an-
technique un petit peu plus pro- sion de son bulletin de nouvelles mes seront handicapés, ce sera née».
longée que d'habitude... du soir, puisque les journalistes la paix sur la terre. » Telle est du Si la progression se maintient,
Interrogée à ce sujet par les de la boite de la rue de Sève moins la conclusion du bilan de a-t-il ajouté, «notre objectif sera
journalistes de la presse écrite, doivent maintenant traduire les l'année internationale des han- atteint avant la fin du siècle. » Le
la direction de Radio-Canada nouvelles de CTV au lieu de dicapés que dressait récemment programme de l'O.N.U. prévoit
n'a pu établir clairement s'il y répéter celles de Radio-Canada. M. Kurt Waldheim, secrétaire également la destruction systé-
avait une grève ou pas. «Nous A Radio-Québec, la direction général de l'O.N.U. matique de toutes les chaises
prenons toutes nos informations se réjouit, puisqu'à l'heure des roulantes et de toutes les autres
en écoutant le téléjournal, a informations de Radio-Canada, Rappelant que l'organisme prothèses, à l'exception des
répondu un porte-parole de la la cote d'écoute de cette station qu'il dirige s'était donné comme dentiers, de manière à ce que
direction. Or, comment voulez- a passé de 32 à 36 auditeurs. objectif, au début de 1980, de plus personne ne soit en mesure
doubler le nombre d'handicapés de se déplacer à partir du 1 er
de façon à ce que la terre ne soit janvier 2001. Il a terminé sa
peuplée que d'handicapés au conférence de presse en affir-
Référendum sur P indépendance de Y Alberta tournant du siècle, M. Wald- mant : «Le XXIème siècle sera
heim s'et déclaré «extrêmement un monde de paix ou ne sera
Une délégation québécoise satisfait des résultats obtenus et pas, ou vice versa.»

vient prêter main-forte


aux forces anti-séparatistes
(JB) Une dizaine de mem- réunions publiques où ils ont
bres influents de l'ex-Comité évoqué les thèmes qui ont déjà
québécois pour le Non au réfé- fait leurs preuves au Québec.
rendum se sont rendus en Alber- Répondant aux objections des
ta pour combattre une nouvelle forces séparatistes qui tirent ar-
fois le «mal séparatiste» qui, gument de la richesse pétrolière
cette fois, sévit dans cette pro- de leur province, les Québécois
vince de l'ouest pour le Non ont déclaré que le
Fidèles à leur mission salva- pétrole ne durerait pas toujours
trice de l'unité et forts de leur et qu'alors, il ne faudrait pas
expérience récente, les Nonistes compter sur le Québec pour
ont tenu à prodiguer leurs judi- vendre de l'électricité à bon
cieux conseils au Comité alber- marché.
tain qui s'oppose à l'indépen- L'argument «On ne veut pas
dance de la province. Ils ont perdre les Rocheuses», qui a
ainsi proposé aux Albertains les si bien servi le Québec, étant
slogans suivants : «On ne vaut difficilement utilisable dans le
pas un clou sans le reste du pays des Rocheuses, la déléga-
pays», «On est pas capables de tion québécoise a tenté de flan-
rien faire tous seuls», et «Si on quer la frousse aux Albertains
se sépare, on va perdre nos pen- en leur disant qu'en se séparant,
sions de vieillesse», ainsi que ils perdraient les Laurentides,
d'autres slogans du même genre Jean Chrétien et Monique Bé-
faisant tous appel au sens de la gin. La menace a apparemment
fierté et de la dignité des Alber- porté ses fruits, puisqu'à quel-
tains. ques jours de l'intervention qué-
Au cours de leur tournée, les bécoise naissait l'Association
membres de la délégation qué- pour le rattachement de l'Alber-
bécoise ont été invités à prendre ta à l'Afrique du Sud.
la parole lors de nombreuses

L'ÉCHO PROVINCIAL
Sciences : brève revue de Tannée
(SG) L'année qui se termine POULET POUR MASSEY-FERGUSON seule et longue dent, parfaite-
aura été fertile en inventions et VÉGÉTARIENS R I D E S AGAIN ment lisse. Le dentier à une dent
en découvertes de toutes sortes. Une firme québécoise a mis La multinationale ontarienne comporte de nombreux avanta-
Il est vrai que tous les efforts sur le marché un nouveau poulet Massey-Ferguson a mis sur le ges, dont celui, non négligea-
n'auront pas été couronnés du sans viande, communément ap- marché cette année une nou- ble, de mieux réfléchir la lu-
même succès : ainsi, le renfloue- pelé poulet végétarien. L'idée velle machine qui pourrait lui mière.
ment de la ville de Venise n' aura est en soi fort simple : la firme permettre d'en finir avec ses CHAISE ROULANTE
été qu'une demi-réussite. La en question collecte les os usés déboires financiers. S'inspirant TOUS AZIMUTS
cité des doges est sauvée, certes, de la chaîne des rôtisseries St- de sa célèbre moissonneuse- Une société japonaise lançait
mais si on veut lui redonner son Hubert, les débarrasse de toute batteuse-lieuse qui a tant fait cette année une toute nouvelle
cachet d'an tan, on devra main- particule de chair qui pourrait pour le Manitoba et la Saskat- chaise roulante, entièrement
tenant s'attaquer à la dure tâche encore s'y trouver, en extrait la chewan, M-F a lancé sa pelle- transistorisée. En plus de pou-
de renflouer les canaux. moelle, les nettoie à sec, et les teuse-gratteuse-fondeuse, qui voir gravir le Fujiyama, elle
enrobe d'un composé de soja et fera la joie de tous ceux — et ils permet a son occupant de mon-
NOUVEAU DÉTERGENT de pois chiches (plus de soya sont légion — qui possèdent une ter et descendre les escaliers, de
Pour les gens qui vivent à que de pois chiches pour le brun, entrée de garage en pente qui prendre le métro, de s'élever à la
proximité d'une centrale nuclé- le contraire pour le blanc). Du descend jusqu'en dessous de hauteur des guichets, de se jouer
aire, un laboratoire américain céleri est ajouté au composé leur salon des portes battantes et même de
vient de mettre au point un pour lui donner la consistance traverser cordons de police ou
nouveau détergent pour la les- fibreuse de la vraie viande. Le DENTIERS NEW WAVE ? lignes de piquetage. Sur simple
sive. On sait que l'eau lourde tout est retenu en place par une Deux denturologues finlan- pression du doigt, elle se trans-
abîme les tissus les moins déli- mince pellucule de celluloïd, dais ont dessiné un nouveau forme en pédalo pour franchir
cats. Or, ce nouveau détergent pellicule qui possède la parti- modèle de prothèse dentaire les cours d'eau. Et moyennant
«allège» en quelque sorte l'eau cularité de devenir dorée et économique et facile d'entre- un léger supplément, la chaise
lourde de la lessive et celle-ci croustillante à la cuisson. Un tien. Au lieu de tenter d'imiter, roulante est équipée d'un ballon,
devient rayonnante de blan- détail qui a son importance par sans grand succès d'ailleurs, les d'une bonbonne d'hélium et
cheur. Pas une couleur n'y résis- ces temps d'inflation: les os dents naturelles, la prothèse fin- d'un réchaud ; elle sert alors de
te. sont retoumables. landaise ne comporte qu'une nacelle.

Joueurs de hockey :
tchèquez-vous...
(ML) «Les hommes d'affai- représaille à «l'enlèvement» des
res du Québec sauront ce qu'il frères Statsny par les Nordi-
en coûte de ridiculiser la police ques, et que le double assassinat
tchèque devant l'opinion mon- sera l'oeuvre d'un groupe para-
diale, et dans l'avenir, ils hésite- militaire tchécoslovaque formé
ront à venir corrompre l'élite d'anciens staliniens qui ne ba-
sportive de notre pays.» C'est dinent pas avec le sport et l'hon-
en ces termes non équivoques neur du communisme.
que se termineront les deux Les frères Statsny se diront
communiqués qui seront décou- surpris de la réaction de certains
verts par les policiers près des de leurs compatriotes et ajoute-
cadavres de Gilles Villeneuve et ront qu'ils dédieront leur pro-
de Jacques Lemaire, abattus le chain truc du chapeau aux fa-
même jour à Monaco et à Sier- milles des victimes. Ils dénon-
ra (Suisse). ceront par ailleurs les tracasse-
Les policiers croiront d'abord ries policières dont ils sont vic-
à un stratagème visant à brouiller times.
les pistes ; ils penseront même
qu'il s'agit d'une affaire d'es- «Chaque fois que nous som-
pionnage et de contre-espionna- mes en possession de la ron-
ge. On sait que les Statsny sont delle», affirme Peter Statsny,
soupçonnés d'appartenir à un «un agent de la GRC armé d'un
réseau d'agents soviétiques et hockey vient nous l'arracher
qu'ils étaient l'objet d'une sur- sous prétexte de la vérifier et
veillance continue de la part de nous sommes constamment
la GRC, ce qui expliquerait leur fouillés le long des bandes ;
piètre rendement depuis le dé- comment voulez-vous marquer
Lorsque l e s C a n a d i e n s ont perdu la Coupe Stanley, but de la saison. Mais il semble des buts dans ces conditions ?»
les p a r t i s a n s n'ont pas h é s i t é à g a r r o c h e r leurs c l a q u e s bien que Villeneuve et Lemaire Une affaire à surveiller, si elle
sur la patinoire pour e x p r i m e r leur m é c o n t e n t e m e n t auront été abattus à titre de se produit..

L'ÉCHO PROVINCIAL
1981 : Tannée
internationale de
l'otage ?
(ML) L'Association inter- nombreux membres ayant sou-
nationale des ex-otages tenait ligné que le manque de prépara-
son colloque -annuel récemment tion était la faiblesse majeure de
au Palais des congrès de Téhé- toute personne susceptible d'être
ran «pour permettre aux invités prise en otage. Les divers ate-
d'honneur de participer à nos liers ont étudié des aspects pré-
discussions sans compromettre cis de la condition d'otage et ont
leurs chances d'établir un nou- tenté d'apporter certaines solu-
veau record mondial de déten- tions. Les plus intéressants au-
tion», précisait le communiqué ront sans doute été l'atelier sur
remis aux gens de la presse. la «Survie en appartement non
Bien entendu, les 52 otages meublé», l'atelier sur «Le
américains ont été accueillis en Scrabble en solitaire» et surtout
grandes pompes (le banquet de l'atelier sur la «Réinsertion so-
clôture précédant le Bal des ciale, en cas de survie».
petites menottes leur était dé- En plénière, les participants
dié), et l'un d'eux y a prononcé ont décidé de publier les comptes
une intéressante mais courte rendus des différents ateliers et
causerie sur le thème de la de les mettre à la disposition des
sexualité de l'otage. diplomates, des directeurs de
Cette année, le colloque amis banque et de toute personne D u r a n t la g u e r r e Iran-Irak, les troupes i r a n i e n n e s
l'accent sur la prévention, de susceptible de servir d'otage. ont d û pallier a u m a n q u e d'équipement en utilisant
leurs c h a m e a u x c o m m e télescopes.

4M

À l'INSTITUT CANADIEN à compter d


Billets en vente maintenant
Présenté par BUATJBEC en collaboration avec le majj
manger sa claque», pendant

Londres fait échec au projet de qu'à Edmonton, M. Peter


Lougheed s'engageait à alimen-
ter gratuitement de pétrole al-

Trudeau / les provinces jubilent bertain la flotte de limousines


royales.
Par ailleurs, un certain nom-
(SG) Le projet de rapatrie- mé qu'il songeait maintenant à rampe d'escalier, en pleine con- bre de télégrammes provenant de
ment du premier ministre Tru- faire voter par le Parlement férence du Commonwealth. chefs d'États étrangers appuyant
deau a subi une sérieuse rebuf- d'Ottawa une déclaration unila- Elle avait même ajouté : «J'aime la position fédérale, sont par-
fade hier, lorsque les Commu- térale d'indépendance ainsi mes provinces et je ne laissera venus au bureau de M. Tru-
nes britanniques ont refusé, qu'une Constitution authenti- pas ce monsieur empiéter sur les deau. La reine Beatrix des
après un débat acrimonieux quement canadienne («truly droits de ma chère Alberta et de Pays-Bas a télégraphié au pre-
ponctué d'attaques personnel- Canadian») et à proclamer la ma chère Terre-Neuve.» mier ministre le message sui-
les, d'injures et même de coups, République. M. Trudeau a vivement con- vant: «Tout ce que vous vou-
de voter la Loi du Canada (Bill «S'ils veulent la guerre, ils seillé à la famille britannique de drez, en autant que vous ne
of Canada). l'auront J'imposerai la liberté «se mêler de ses oignons» et a touchez pas à Shell.»
Au cours d'une conférence de par la force», s'est écrié M. notamment accusé la reine- Le général Pinochet, du Chili,
presse improvisée, donnée ce Trudeau, à la grande joie de ses mère de «parler à travers ses a lui aussi appuyé les autorités
matin, le premier ministre Tru- trois fils qui l'applaudissaient à chapeaux». Est-il besoin de d'Ottawa: «Je suis comme
deau, entouré de ses enfants, le tout rompre, en criant «Give rappeler que la reine-mère a vous : j'aime la manière forte.
ton grave, visiblement contrarié, them hell, Daddy». déclaré il y a quelques jours, lors Vous avez mon appui. N'ou-
a déclaré que la Grande-Breta- Le premier ministre en a éga- d'une inauguration de chrysan- bliez pas mes Candu.»
gne venait de s'ingérer «de façon lement profité pour dénoncer thèmes dans le Worcestershire : Et pour sa part, le président à
inadmissible et intolérable» avec fermeté les propos tenus «Trudeau is a jerk.» vie d'Haïti, M. Jean-Claude
dans les affaires intérieures ca- hier par la reine Elizabeth, en lui De leur côté, les premiers mi- Duvalier, a télégraphié ce qui
nadiennes et que la seule manière conseillant de s'occuper de sa nistres des provinces, sauf celui suit à M. Trudeau : «Monsieur
de répondre à cette provocation collection de timbres. La sou- de l'Ontario, ont accueilli avec Pierrel, en ma qualité de perle
était la rupture immédiate des veraine avait affirmé hier que enthousiasme la nouvelle du re- des Antilles, je déclare que je
relations diplomatiques entre M. Trudeau ne lui disait rien de fus de Londres. À Québec, M. vous remercie pour le blé et que
les deux pays. bon, surtout depuis qu'elle l'a- René Lévesque s'est déclaré je vous appuie, car j'ai moi-
De plus, M. Trudeau a affir- vait vu glisser le long d'une ravi de «voir enfin Trudeau même une forte constitutioa »

Après le mal du légionnaire, le mal du Jockey a fait son


apparition et cause des ravages dans le monde de la course.

Pologne : la tension diminue ! ! !


( ST) La tension semble avoir droit d'allumer l'ampoule...»
beaucoup diminué entre les
syndicats et le gouvernement en Cette nouvelle confiance au
Pologne. Il faut dire que les gouvernement a eu des réper-
ouvriers polonais ont gagné de cussions sur les cotes de la
nombreux points dans leur né- bourse de Varsovie : le cours
gociation. Ainsi, ils ont obtenu des photos de Jean-Paul II a
le droit de se mettre à 9 plutôt franchi le plancher des 800
qu' à 5 pour changer une ampoule zlotys.
au plafond. «C'est une grande A Gdansk, 200 ouvriers ont
victoire du peuple polonais ! célébré leur victoire syndicale
Personne n'osera plus nous ap- en mangeant une gigantesque
peler les Newfies de l'Europe de soupe à la betterave. Mais, dans
l'est», a déclaré le leader syn- un geste qualifié de gaspillage
dical Wladimirzt Borborigmt- par les journalistes locaux, ils se
wtzwz. «A la prochaine grève, sont ensuite partagé la bette-
a-t-il ajouté, nous exigerons le rave...
Selon un rapport secret de la C.I.A.
L'émission «Les tannants»
n'est pas une manifestation
d'un vaste complot du
communisme international
(JB) Réagissant aux rumeurs type que celle qu'on voit dans
persistantes qui voyaient la des émissions purement améri-
main de Moscou derrière l'émis- caines, au-dessus de tout soup-
sion de télévision «Les Tan- çon, telles «The Gong Show»,
nants», la C.I.A. a effectué au «Lefs Make A Deal» et «The
cours des derniers mois une Price Is Right».»
enquête sur cette affaire. L'Écho Décidément, «Les Tannants»
Provincial a obtenu une copie n'ont pas fini de faire couler
des conclusions de l'étude et est beaucoup d'encre. On se rap-
aujourd'hui en mesure de pré- pellera en effet qu'il y a quel-
senter à ses lecteurs des extraits ques semaines, l'organisation
du rapport non encore publié. Amnistie Internationale publiait
La C.LA. est formelle: «Il également un rapport sur les
traitements infligés aux parti-
n'y a pas eu complot, machina-
cipants à l'émission. L'origine
tion ou conspiration pour abrutir de cette étude, on s'en souvient,
la population nord-américaine découla de la perception erronée
en commençant par le Québec Une des raisons des insuccès du Canadien : l'indifférence de
des auteurs de l'enquête qui Michel Larocque.
qui représente le flanc le plus avaient cru comprendre que les
exposé aux influences culturelles participants étaient èligibles à
de l'étranger.» une «lobotomie frontale».
Pour l'agence américaine de
renseignements, une écoute at-
À Télé-Métropole, on déclare Guy Lafleur
tout ignorer de l'existence du
tentive de l'émission permet d'y
retrouver le bon goût et la fines-
prix de distinction «Amnistie n'est pas une femme !
Internationale». On envisage
se qui caractérisent la culture cependant de présenter à ce (SL) Contrairement à une rumeur qui circulait récemment
nord-américaine. concours, l'an prochain, l'émis- dans certains cercles généralement mal informés du monde
Les auteurs de l'enquête l'af- sion «Les Brillant» qui, selon le sportif de Ste-Étret de l'Épouvante, le «Démon Blond»" serait
firment: «La franche gaieté Canal 10, aurait de bonnes bien un homme.
qu'on retrouve dans l'émission chances de remporter une telle Cette rumeur aurait eu comme point de départ quelques
«Les Tannants» est du même distinction internationale. observations des coéquipiers du grand Guy à l'effet que ce
dernier mettait toujours plus de temps que les autres à s'habiller
et qu' il passait beaucoup trop de temps dans les toilettes, que son
passage laissait imprégnées d'une odeur que le sympathique
Serge Savard nous décrivait comme «une espèce de mélange de
parfum, de désodorisant et de senteur de char neuf».
Quoi qu'il en soit, la rumeur est bel et bien démentie au grand
plaisir des nombreux admirateurs (...et admiratrices...) de Guy.
Une seule retombée négative pour le beau Guy : les compagnies
WONDERBRA et SECOND DEBUT viennent de retirer
l'offre de commandite qu'elles lui avaient faite lors, du lance-
ment de cette rumeur.

Voici la liste des gagnants des disques annoncés par Diskade


en novembre :
Richard Gadoury, St-Louis de Terrebonne. Robert Paré, Mont-
réal est Ronald Delcourt, Outremont Noël Suiret, Montréal
Nord. Lorraine Hamelin, L'Assomptioa Stéphanie Mondor,
Brassard. Normand Vallée, Montréal. Jean G. Parent, Mont-
réal. Normand Cloutier, Ste-Rose. Yves Girard, Bois des
Filions. M. Therien-Fournelle, Montréal. Lise Boyer, Mont-
réal. Lucie Milot, Jonquière. André Martel, Montréal. François
Dorion, Montréal. Serge Paquin, Montréal Nord. Marie-Hélène
Darche, Duvernay. Alain Tanguay, Waterloo. Sylvie Fex, Ste-
Julie. René Allen, Lorraine. Christianne Cadieux, Montréal.
Claude Lussier, Montréal. Michèle Vincent, Montréal. Michel
Gisselin, Montréal. Marcelle Harel, Montréal.

L'ÉCHO PROVINCIAL
Les Canadiens déportés ?
(S.L.H.) Des rumeurs de plus ont pas la guts nécessaire pour sait pas patiner. au lieu des confettis tradition-
en plus persistantes circulent au gagner des games», précisait Les partisans francophones nels. Peut-être Roger Doucet
ras de la glace du Forum, selon récemment M. Grundman, en du Canadien risquent de ne pas sera-t-il remplacé par Gino
lesquelles tous les joueurs fran- citant les victoires remportées apprécier ces changements. Vanelli ? La Glorieuse Flanelle
cophones du Canadien seraient par les joueurs anglophones des Lors du prochain défilé de la deviendra-t-elle The Old Dirty
bientôt déportés dans l'Ouest Expos et des Alouettes pour Coupe Stanley, en 1991, ils Rag?
On connaît déjà les échanges et confirmer sa théorie. lanceront peut-être du pop corn
autres transactions nébuleuses Pourquoi, alors, garder Guy et des grill cheese aux joueurs, (A suivre... de loin.)
qui ont envoyé Normand Du- Lafleur? «Ben, faut pas perdre
pont et Danny Geoffrion à Win- la loyauté des fans français
nipeg. CROC a appris que Pierre d'icitte. En plus, ça prend un
Mondou, Michel Larocque et French pea soup sur le team
Guy Lapointe vont bientôt les
suivre, en échange de «considé-
pour que les joueurs anglais des
autres équipes, qui étaient trop
Le sport en 1980 :
rations futures». Éventuelle-
ment, seul Guy Lafleur demeu-
bons pour jouer sur notre club,
aient quelqu'un pour tapocher une année
rerait à Montréal. dessus.»
Suite aux défaites encaissées
au début de la saison, les diri-
Mais M. Grundman n'entend
pas arrêter là ses projets de
merveilleuse
geants de l'équipe, Irving Grund- remaniement : «Pour qu'on res- (S.LH.) Tu parles d'une d'espoirs déçus, de rêves fra-
man en tête, auraient décidé de semble vraiment aux Expos pis bone année ! Les Canadiens ont cassés, de jambes dans le plâtre
transformer le club pour le rendre aux Alouettes, y nous faudrait perdu, les Expos ont été élimi- et de hot-dogs refroidis. Grâce à
à l'image des Expos et des une couple de Nègres sur l'é- nés, les Alouettes se sont faits des défaites encaissées en fin de
Alouettes. On sait que ces deux quipe. Ça sait-tu patiner, des plumer, Cleveland Denny est saison, le Champagne de la vic-
formations ne comptent prati- Nègres ?» Quelqu'un a aussitôt mort, Roger Doucet a été mala- toire a été remplacé par le Pepsi
quement pas de joueurs franco- fait remarquer à M. Grundman de, Gilles Villeneuve a eu plu- de la défaite.
phones. «Les French pea soups que Rick Chartraw non plus ne sieurs accidents sérieux et les Le domaine de la boxe a
Jeux de Moscou ont été un cependant trouvé une place spé-
fiasco. Ah, le merveilleux mon- ciale dans le coeur des sportifs,
de du sport ! en particulier grâce à Gaétan
Il aura fallu l'intervention de Hart L'idée d'envoyer Ralph
Dieu lui-même, sous les traits Racine dans le coma pour quel-
de Bernard Geoffrion, pour ques semaines, sous les yeux
mettre fin à la dégoûtante série même de sa famille, était déjà
de victoires des Canadiens. L'i- passablement géniale. Mais
dée de les faire perdre aux mains quand Hart a expédié Cleveland
d'une équipe minable comme Denny au Royaume des Nè-
les North Stars relevait du gé- gres, ce fut l'extase. Du sang à la
nie : à la déception, on ajoutait une, du vrai sport !
l'humiliation! Finalement, les
querelles internes entre Ruel et Il faut cependant déplorer, au
Lafleur, les problèmes person- bilan de 1980, la baisse de la
nels de Guy Lapointe et la sim- violence au hockey junior, la
ple présence de Rick Chartraw création d'une Régie de sécurité
ont permis aux Glorieux de dans "les sports (horreur!) et la
connaître leur meilleure saison disparition de Pierre Proulx de
depuis plusieurs années. l'antenne de TVA.
Pour les Expos et les Alouet- Comme quoi toute bonne
tes, l'année 1980 en fut une chose a une fin !

DISQUES, LIVRES
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de l'équipement protecteur p o u r l e s boxeurs.

L'ÉCHO PROVINCIAL
MTAIR
Eh bien oui, les amis, voilà le moment tant attendu où la
revue Croc et le journal L'Écho Provincial présenteront les
Crocs d'or, d'argent et de cuivre aux personnes et institutions
qui ont, par leurs actes, leur pensées et leur paroles contribué
à faire rire les Québécois cette année.
Avant de procéder à la remise de ces distinctions, il sied
que nous apportions quelques éclaircissements qui, du moins
nous l'espérons, contribueront à rassurer ceux de nos réci-
piendaires dont l'humilité naturelle porterait à refuser les
prix qui leur seront bientôt décernés. Qu'ils se rassurent tout
d'abord : ces prix sont mérités ! Ils ont été décernés par un
jury formé de personnes de l'équipe de Croc et de l'Echo
Provincial dont la compétence et l'impartialité ne font aucun
doute, puisque leur métier est de faire rire les gens et que,
exerçant ce métier qui est de faire exprès pour faire rire, ils
sont d'autant plus qualifiés pour décerner des prix à ceux qui
font rire sans le faire exprès. C'est dans cet esprit que nous
disons maintenant à nos heureux récipiendaires : acceptez
vos prix, vous les avez bien mérités. Si parfois l'honneur qui
vous échoit faisait naître un doute dans votre esprit quant à la
qualité et à l'orientation de votre vie politique, rassurez-
vous : vous n'avez pas raté une vocation d'humoriste.
Mais cette angoisse momentanée ne durera pas. Nous
savons qu'elle s'évanouira immédiatement à la lecture de la
devise de Croc, qui résume bien l'esprit dans lequel les
prix vous ont été décernés : C E S T PAS PARCE QU'ON
RIT QUE C E S T D R Ô L E ! L'Équipe de Croc

fi CATÉGORE

I FA (1
Meilleur show de l'année : Running gag de l'année :
— Les Yvette s au Forum — Le traité Sait
. — Les Cubains à l'ambassade péruvienne, à — Le prix de l'or
Cuba. — Les otages iraniens
— Claude Léveillée au Terminus Voyageur. — Rodrigue Biron

Prix spécial «On s'en càlice-tu... ! ! ! » pour la nouvelle


Fuck-up de l'année : la moins intéressante de l'année :
— Le raid américain en Iran — Le «bust» de Paul McCartney
— Billy Carter — Le boycott des J.O.
— La mort des dauphins
—«Rodrigue Tremblay hésite sur son option».
Numéro de disparition de Tannée :
, — Fabien Roy
«La main est plus vite que l'oeil» :
— Le trou de $500,000 du ministère de
Come-back de l'année : l'Éducation
— Indhira Gandhi
— Pierre Elliot Trudeau
— Robert Bourassa L'éruption de l'année :
— La grève de la CTCUM — Le mont St Helen's
— La crise d'octobre — Claude Ryan

L'ÉCHO PROVINCIAL
Le trophée «Pierre Laporte» pour la prise d'otage «Ça aurait pu être pire...» :
la plus réussie de Tannée : — Jen Roger aurait pu revenir de Floride
— L'Iran — Ginette Ravel aurait pu se remettre à boire
— La Jamaïque — Jean Marchand aurait pu se remettre à conduire
— La Belmoral
« C'tait-y Pan dernier ? Maudit que Ptemps passe vite... ! »
«La course au kayak ne sera plus jamais la même»...! — La prise d'otages américains en Iran
— Le boycott des JO de Moscou par — L'entrée de l'armée russe en Afghanistan
le Canada — La crise du pétrole

CATÉGORE

Meilleur cinéaste d'horreur de l'année :


i Ri
«Ah, dis-moi donc comme t'as un beau casque» :
— Gilles Carie pour «Fantastica» — Jean-Paul II
— Radio-Canada pour les nouvelles — Elton John
— Radio-Québec pour l'ensemble — Diane Dufresne
de son oeuvre — Francine Grimaldi

.„ , , _ «Ce que j'ai fait, aucun animal n'aurait pu le faire» :


Meilleure imitation de Ginette Reno : §hah d'Iran
- Ginette Reno _ L a P o u n e
Michèle Tisseyre
La pointe de tarte de l'année :
— Suzanne Lapointe
«La preuve qu'il y a une vie après la mort» :
j . . ., — Félix Leclerc — Raymond Lévesque,
Livre d e I a n n é e : . . ; , . . — Claude Léveillée — Paul-Émile Léger,
- Je vis grâce a mon homosexualité (Michel _ M i c h è l e _
T i s s e y r e T h è f è s e

Lrirouaraj _ R j ^ , , ^ _ Canada.
6
— Je vis grâce a mon cancer
(Yvan Ducharme)
Je vis grâce a mon alcoolisme «Merci d'avoir été discret» (la patrie reconnaissante) :
(Ginette Ravel) _ p i e r r e C a l v é

Je vis grassement (Juliette Huot) _ charlebois


R o b e r t

— Germaine Dugas
Livre d'humour de l'année : — Raoul Duguay
— Victor-Lévy Beaulieu
— Le livre beige (pour la période s'étendant
— Le livre de Jean Drapeau (par anticipation) du 12 au 15 novembre)

Slogan de l'année : «On s'ennuie pas, là, mais va falloir qu'on y aille...» :
— «Non, merci !» — Jacques Michel
— «Mon non est québécois» — Michel Comte
— «On aime ça d'mëme !» — Le Devoir

CATÉGORE

« C e s t mon tit-gars, y peut pas avoir fait ça 1» Le pire Rodrigue de l'année :


— La mère de Paul Rose — Norbert Rodrigue
— La mère de Jean Drapeau — Rodrigue Biron
— La mère de Pinochet — Rodrigue Tremblay

L'ÉCHO PROVINCIAL
Commercial de l'année : Prix spécial «Le silence est d'or mais la parole est d'argent».,
— Guy Lafleur — Edouard Rémy
— Jean Lapointe — Jacques Matti
— Carole Deveault
Meilleur rôle de composition de l'année :
— Camil Samson, pour son interprétation «Coïtus interruptus» de l'année :
d'un député libéral. — Joe Clark
— Boum Boum Geoffrion
La Nathalie de l'année :
— Nathalie Simard Chauffard de l'année :
— Nathalie Pétrowski — Gilles Villeneuve
— Nathalie Comaneci — Gilles Lamontagne
— Nathalie Tisseyre — Jean Marchand (honoris causa)
— Nathalie Samson
— Nathalie Hamel... etc.. etc..
Personne dont on se rappelle le moins :
Le «Nègue» de l'année : — Ça nous échappe sur le coup mais
— Jean Alfred ça va nous revenir...

L'agace-pissette de l'année : «Tsavais même pas qu'y était malade... !»


— René Lèvesque, pour son choix — Tito, Sartre, Dassin, McQueen,
du moment des élections. le Shah, Hitchcock.
— Jean Drapeau, pour sa réponse au rapport '
Malouf.
Céline Lomez, pour l'ensemble «ç a va faire, toé ! » :
de son oeuvre. _ Rodrigue Biron
— Robert Bourassa
Prix spécial « V a toujours moyen d'moyenner» : — Raymond Lèvesque
— Claude Morin — Mia Riddez

CATÉGORIE

)I INSflTOflOM
I©ÛI m
Prix Tricofil de la Petite et Médiocre Entreprise : Drogue de Tannée : Prix spécial «L'opium du peuple» :
— L'Union Nationale — Marriage Encounters
— Massey-Ferguson — Les charismatiques
— Chrysler — Le rapatriement de la Constitution
— Starmania
«On veut votre bien, on va l'avoir»... :
Prix spécial «Cest pas parce qu'on rit que c'est drôle» — Ministère du Revenu
en concurrence déloyale avec le magazine Croc : — HFC
— Michel Jasmin — Télé-Métropole
— Monique Bégin — Les Arabes
— Claude Ryan — Loto-Québec
— Jean Lapointe
Meilleur produit d'exportation canadien :
— Margaret Trudeau Meilleure grève sur «l'état» :
— Les fonctionnaires provinciaux
«Vient de manquer une belle chance de fermer sa gueule...» :
— Lise Payette (pour les Yvettes)
«Cachez ce sein... etc.» :
— Jules Deschesne (pour l'affaire Coffin)
—r La Commission McDonald
— Jean Chrétien (pour l'ensemble de ses
déclarations).
«Mentez, mentez, il en restera toujours quelque chose...»:
«Ah, ferme donc ta gueule, pis trouve-toi donc une job — Pierre Elliot Trudeau
comme tout le monde I » :
— Laberge, de Bané, Chartrand, Joyal,
Auf der Maur, Springate, Denis (Joël), «On aime ça d'mème II!» :
de Montigny (Robert). — Le «peuple» québécois

L'ÉCHO PROVINCIAL
UN G R A N D RISQUE suggère qu'on lui remette une
Timex en Or, couleur Grand-
Je ne sais pas, cependant, ce Express.
qui serait arrivé si quelqu'un
avait élevé la voix alors que À ARMES EGALES
nous étions sur la transcana- En lisant Le Devoir, un jour-
dienne. Il n'y avait pas de poli- nal que aime bien pour ses faits
cier à bord. C'est imprudent et divers et son sport, j'ai eu comme
c'est même un scandale. M. une révélation. Il y avait deux
Desmarais (c'est à lui les auto- articles l'un au-dessous de l'au-
bus et La Presse) devrait proté- tre où il était fait mention de
ger mieux ses chauffeurs. Ils ne policiers qui, menacés par des
sont même pas armés. On de- baguettes de billard, avaient dû
vrait mettre un grillage autour tirer pour se défendre.
d'eux et attacher les passagers à Dans le second cas, l'agent de
leurs sièges. Ou tout au moins la paix devrait retourner à l'Ins-
les menotter. titut de police de Nicolet, il n'a
Il parait d'ailleurs que durant pas réussi à tuer son assaillant
le carnaval de Québec, Voya- Mais ce que j'ai le moins aimé
geur, qui ne craint pas d'innover, c'est que les deux représentants
va remplacer ses vieux véhicules de l'ordre aient dû s'expliquer,
par des paniers à salade tout l'un devant les tribunaux, l'au-
neufs. tre (le mauvais tireur) devant la
N.D.L.R. Chaque mois, l'as tu un gars qui me cherche ?» Là- Commission de police.
des as, le plus grand, l'inimi- dessus, un jeune échevelé, les ENCORE LES Ce n'est pas juste. Ce n'est
table, l'incomparable, l'unique bras encombrés de valises et de CONTRIBUABLES pas de leur faute. Tout ce qu'on
Claude Prunier commente ici- sacs, s'engouffre dans le sombre
même l'actualité policière et véhicule en s'exclamant :
judiciaire pour les fidèles lec- «Vous auriez pu m'attendre !»,
teurs de CROC. ou quelque chose du genre.
UN BRAVE UNE QUESTION
CHAUFFEUR... D'HEURE...
Ce mois-ci, BOBO-POLICE
veut rendre hommage à un brave «Pf avais dit de faire vite.
chauffeur de la compagnie V é une heure», rétorque le
Voyageur, chauffeur dont il n'a chauffeur.
malheureusement pas le nom Le jeune s'énerve : «Vé une
mais qui se reconnaîtra sûre- heure moins dix.»
ment à la lecture de l'acte de Suit un dialogue des plus pal-
courage dont il fut l'auteur la pitants :
nuit du 23 au 24 octobre dernier. «Non, yë une heure. JY avais
Il ne cherchait pas la publici- dit de faire ça vite.»
té, il a accompli modestement «Baptême (ou Christ ou
son devoir et il ignorait que Ryan), / é pas une heure.»
Claude Prunier, moi-même, Le jeune dépose son bagage,
était assis dans son autobus et le chauffeur, lui, appelle la poli- Cest avec d'infinies précautions et sous bonne garde que les
qu'il avait tout vu, tout entendu. ce : « V é pas content, y prendra parents du bèbé-èprouvette ont fait une première sortie à leur
Amis lecteurs, vous savez que je l'autobus demain matin, sortez- poupon.
n'invente jamais et cette fois je le.» Un policier prend les har-
vous l'affirme: C'EST AU- des du jeune, les dépose sur le Ce qui n'est pas juste c'est leur donne pour se protéger c' est
THENTIQUE (d'ailleurs, vous trottoir et, le prenant par le bras, que le jeune fou qui ne savait pas des revolvers. Comment voulez-
allez voir, ça ne s'invente pas !) il tire. L'autre, un vrai mal poli, l'heure a passé la nuit au poste vous qu'ils se battent à armes
s'accroche après son siège. Il et qu'une fois de plus ce sont les égales ?
DE LA COMPAGNIE tire, ça ne vient pas. contribuables qui ont payé. On Tous les policiers devraient
VOYAGEUR devrait obliger les voyageurs qui être équipés de baguettes de
... ET DE PUDEUR.
Il était 0 heure 45 minutes, ce ne sont pas à l'heure à verser billard Comme ça ils ne per-
vendredi 24 octobre, au termi- Le policier a alors un réflexe pour leur nuit en cellule l'équi- dront pas la boule.
nus angle Berri et Maisonneuve, intelligent Au lieu de sortir son valent d'un passage aller.
dans la métropole (?) du Qué- revolver, il appelle deux collè- Et on devrait mettre le nom CONTRE LE
bec, Montréal. Le chauffeur, un gues en criant: «T'es en état des chauffeurs bien en évidence SEXISME
monsieur d'allure sympathique d'arrestation, sors.» A trois, ils dans les autobus, comme on le L'autre mois j'avais écrit:
sous sa casquette, met le moteur réussissent à l'extirper et le fait dans les taxis, afin qu'on «Cordélia et Coffin ont été pen-
en marche. Il recule de quelques chauffeur peut enfin mettre le puisse leur rendre l'hommage du(e)». Quelqu'un a ajouté un
pieds, avance, recule à nouveau, cap sur Québec. qu'ils méritent Dans ce cas, «s». Ça n'en prend pas, puisque
jette un regard circulaire et à 1 Durant tout le temps qu'a tout ce que je sais c'est que mon justement le but de cette cons-
heure (ou vers, comme on dit au duré le voyage, il n'y a pas un chauffeur portait des lunettes, truction est d'éviter un pluriel
Palais de Justice), il se décide à passager qui a osé tousser ou qu'il grisonnait et qu'il était lé- sexiste... Il n'y a pluriel que
quitter le quai. murmurer. La paix, la grande gèrement bedonnant C'est peu, lorsqu'il s'agit de plusieurs
Il tourne sur Berri, s'arrête paix. Je crois bien que même le j'en conviens, mais la compa- masculins ou de plusieurs fémi-
devant l'entrée du terminus, ou- chauffeur a pu dormir. Et comme gnie sait, sûrement, qui a mené nins. Exemples : Cordélia,
vre la portière et demande à un la nuit il n'y a pas un chat sur la une demi-douzaine de passagers Claire et Coffin ont été pen-
des policiers qui montait la gar- route, le temps perdu avec le entre Montréal et Québec la du(es). Cordélia, Coffin et Pier-
de dans la gare déserte : «Vas- jeune effronté a été vite rattrapé. nuit du 23 au 24 octobre. Je re ont été pendus(e).

L'ÉCHO PROVINCIAL
Loir du temps film que j'ai vu sur Khadafi au téléjournal,
j'ai bien remarqué, le type se promène en
Peugeot 604. C'est tout ce que j'en ai retenu.
Je ne me rappelle pas ce que racontait
Khadafi, de toute façon c'était en arabe
libyen, tandis que la Peugeot, ça, c'est plus
facile à reconnaître.
En Algérie, le dernier bout de film qu'on
nous a passé était remarquable : c'était des
Citroën Maserati. C'est mieux qu'en Libye.
Il y avait tout un cortège et c'était rien que de
ces Citroën, des vrais bijoux. Si on aime les
bagnoles, vaut mieux être révolutionnaire en
Algérie. Ça me rappelle que du temps de
Bokassa, on avait vu le jour du couronnement
de l'empereur, un cortège impressionnant de
Peugeot toutes neuves. Ce Bokassa ne faisait-
il pas partie de là filière Idi Amin-Khadafi ?
Tout s'éclaire ! Au fait, ça n'éclaire pas
grand-chose ! Alors, si vous préférez encore
l'offensive irakienne à Susangerd, retournez
lire Le Devoir du 17 novembre, page 4. C'est
juste au dessous de l'annonce de la Renault
18.

Chronique de météo transcendantale LE D I L E M M E CUBAIN


«1 Comme rien de ce qui est grave à l'échelle
mondiale ne nous est étranger, il nous faut
maintenant aborder la crise vestimentaire à

Le jambon polonais
Cuba et en URSS. Le drame, c'est le jeans.
Peut-on porter le jeans en pays révolution-
naire sans passer pour un suppôt de l'Occi-
dent capitaliste ?
Moi, j'aimerais bien savoir de quoi a l'air

bientôt inabordable un sous-vêtement révolutionnaire. Avez-


vous déjà vu des shorts russ<. " ''.st-ce que
c'est rouge avec une étoile ? Ils la ...~ttent où,
l'étoile ?
Mais revenons au jeans ! Les autorités
L'heure n'est pas à la rigolade ! L'hiver populaire (gageons que c'est plutôt 79,675) révolutionnaires voient d'un mauvais oeil
s'annonce long et dur et on ne sait pas à quel et l'assassinat de 1,169 d'entre eux. Il y a que leur jeunesse soit prête à sacrifier un
sommet les revendications syndicales vont encore la «mort par persécution» de 16,222 mois de salaire pour se payer un Levi's ou un
faire grimper le prix du jambon polonais. personnes... en Mongolie intérieure. Lee.
Tout se paye. «Qui va à la chasse, en vaut Ils ont fait ça à quatre. Tout un boulot ! On Ils ont raison. Le jeans est un vêtement
deux», dit le proverbe. Voilà qui éclaire tout pourra pas accuser la Bande des quatre bourgeois. Les ouvriers et les ouvrières
Un examen minutieux de la situation inter- d'avoir chômé. Pour ma part, je m'attends à d'Occident ne travaillent pas en jeans. Géné-
nationale s'impose donc au seuil d'un hiver un verdict partagé. Comme il s'agit de la ralement, ils ont des costumes de travail, ou
incertain. Nous serons ainsi avertis de ce qui persécution d'environ 500,000 personnes, en tout cas des salopettes qui ne sont pas des
se prépare. Comme le dit la sagesse populai- les Quatre pourraient recevoir un verdict du jeans. Le jeans est porté dans les universités,
re : un homme averti boira. genre : acquittés sous 182,657 chefs d'accu- les cégeps, à Outremont, chez les perma-
sations, coupables pour les 317,343 autres nents syndicaux et dans les milieux «cools».
(j'ai fait le calcul). Ils sont bons pour 20 ans. Le jeans coûte cher. Plus cher qu'un pan-
talon straight II faut pouvoir se le payer,
LA M O N G O L I E INTÉRIEURE surtout celui de grande marque.
«La bande des quatre répondra de la mort LE CAS LIBYEN Prolétariennes, les boutiques de jeans?
de 35,000 personnes», titre Le Devoir en À part ça, tout est calme sur le front Mon oeil ! Le peuple s'habille au Roi de
page une. Dans l'article, on dit 34,372. Un international. En page 4, on dit qu'au Zim- l'Habit, avec des vendeurs à cravates qui ont
de plus, un de moins, on s'en fout ! On est babwe, Nkomo menace de démissionner, pas l'air trop drogués.
vraiment peu de choses. C'est le tribunal qu'en Namibie, Botha pense avoir éclairé Et quand le peuple est invité à la télévision,
chinois qui va avoir tout un boulot s'il se met l'Europe, que Bonn respectera ses engage- il se met une cravate, ou une robe. Il n'ira
dans la tête d'avoir tous les noms de ces ments à l'Otan et que les forces irakiennes jamais en jeans.
Chinois qui ont péri à la suite du déclenche- ont lancé une vigoureuse offensive à Susan- Alors, Fidel a raison d'avoir ses jeunes à
ment de la révolution culturelle. Mais le gerd. Toutes ces informations étaient essen- l'oeil. Ils vont commencer par mettre des
tribunal n'est pas au bout de ses peines. La tielles à notre survie, comme la suite des jeans et puis ils vont se mettre à vouloir faire
Bande des quatre est aussi accusée d'avoir événements nous l'a démontré. En bas de la révolution. Fidel sait que c'est pas comme
maltraité 346,000 cadres en Mongolie inté- page, on annonce la nouvelle Renault 18. Ça ça qu'on met de la viande dans les boutiques.
rieure. Pas n'importe où ! En Mongolie inté- vaut entre huit et neuf milles douilles, cet Alors, la manufacture d'habits Dorion va
rieure ! Et exactement 346,000 ! Le tribunal engin-là. On peut bien acheter ça, mais c'est bientôt ouvrir à La Havane. Plus tard, beau-
va examiner chaque cas. Passons par-dessus pas ce qu'il y a de plus courant dans l'infor- coup plus tard, Fidel va laisser ouvrir une
certaines broutilles : la persécution de mation internationale. En Libye, ils font la boutique de jeans., et un Van Houtte. Le
80,000 membres de l'Armée de libération révolution en Peugeot Le dernier bout de jeans, ça se mérite !

L'ÉCHO PROVINCIAL
Une carte postale CROC
Dessin : Serge Chapleau

Une carte postale CROC Une carte postale CROC


Desin : Gité Dessin : Berthio

i
Au cours d'un garden-party organise
pour célébrer la victoire libérale,
Moni11• i<- Bégin a fait sa célèbre imi-
tation du Rocher Percé. >

Enrichie par l'argent de son Prix


Nobel, mère Thérésa a ouvert un
ciné-parc pour aveugles à Calcutta.

A la fin de 1980, une sonde explora-


trice de la NASA nous a retransmis
des photos d'un des anneaux de Sa-
turne. Les scientifiques ont alors
découvert que le tout était soutenu
par des poteaux et entoure par des
balles de golf. I ne seule question
d e m e u r e : ces anneaux sont-ils ha-
bités? M

En Angleterre, les responsables des


archives publiques font des fouilles
pour retrouver la Constitution.

• C H O C n u m é r o 15-16 •
Vous n'en êtes pas sûr(e), hein? Tout d'un coup que
vous auriez oublié un(e) ami(e) cher(ère) ? Vous auriez l'air
fin(e), là ! Mais ne vous inquiétez plus, nous avons pensé à tout
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• C R O C n u m é r o 15-16 •
CROCniqucs
S e r g e L a n g e v i n n e s u p p o r t e p a s les e n f a n t s J o a n n e A r s e n e a u et I s a b e l l e D o r é , s u r n o m -
qui ne s u p p o r t e p a s le V O Y A G E . m é e s les s o e u r s B I C , se f o n t s u b l i m i n e r d a n s
TV : S e r g e L a n g e v i n ( l e m ê m e ) a r e g a r d é le g a l a cette d u r e p é r i o d e d e C O N S O M M A T I O N qu'est
du 10, m a i s d u b o u t d e s y e u x s e u l e m e n t NoëL
J o s D u v a l é v o q u e a v e c é m o t i o n sa p r e m i è r e C l a u d e N ' C o u n t e r s est d i s p a r u . C o m m e c'est
flamme AUTOMOBILE. É T R A N G E . Eva P a r t o u t v o u s e n p a r l e .
C o n s t e r n a t i o n : G U D U L E et J e a n - P a u l II ne Eva P a r t o u t , elle, v o y a g e e n t r e R é g i n e et u n
s ' e n t e n d e n t p a s s u r le sexe. c h a l e t d ' h i v e r p o u r m e u b l e r c e l u i - c i et sa VIE
SOCIALE.

vie
sociale

Eva P a r t o u t

Avez-vous vu le gala de l'ADISQ


à la télévision en octobre? M'avez-vous
vue? J'étais la belle rousse (pour
ceux qui ont la TV couleur), avec la
blouse blanche à jabot (pour les
autres), assise 4 bancs à la droite de
Daniel Lavoie, dans la rangée en arrière dans le coin inférieur droit c'était La maison est bien belle, et eux autres
de la sienne. Ben, quand il a gagné, ça marqué : CRAVATE NOIRE. En tout cas... ils occupent les 3 grandes chambres.
a l'air que la caméra a spotté un peu sur Le show, j'en parle pas, vous l'avez Moi, parce que j'étais la dernière
moi; en tout cas, c'est ce que ma mère vu et probablement oublié tout de suite. arrivée, enfin j'pense, j'ai la petite
m'a dit, appuyée dans cette affirmation Le repas d'après, j'peux pas en dire chambre près de la cuisine avec juste
par ma tante de llnll qui regardait elle grand-chose non plus car lorsque un lit simple. Bon, y" a pas de garde-
aussi la télévision, juste pour me je suis arrivée, il ne restait plus rien. Ça robe : c'est un peu embêtant mais
voir, étant donné qu'elle est sourde. c'est à cause des 2 gros gars à la j'utilise les crochets à l'entrée; ça fait
Ceci dit j'étais là, fidèle aux porte qui prenaient les empreintes pareil. Sauf que des fois i/a de la neige
événements de grande importance et de digitales de tous ceux qui n'avaient pas dans mes pantoufles, mais dans ce
grande envergure ; du moins c'est ce qui gagné ou voté, pour être sûr que les temps-là tout le monde rit moi aussi et
était marqué sur la carte d'invitation artistes ne se feraient pas achaler par ça met du pep au chalet
que Raymonde a reçue (c'est moi qui des groupies, enfin des groupies qui ne Avez-vous déjà loué un chalet en
suis allée à sa place parce que travaillaient pas déjà dans ce groupe pour l'hiver?
c'était trop cher pour elle). D'ailleurs, monde-là. Ça a donc pris pas mal Si oui, avez-vous eu le courage d'en
1
c était une belle carte, avec ses lettres de temps avant d'entrer. Mais quand louer un deuxième?
minuscules en or — les majuscules même... Sur place, j'ai pu jaser un peu Si non, il vous manque quelque chose
doivent être trop dispendieuses — son avec 3 gars que j'avais vus auparavant sur le plan humain. Par contre, votre
papier parchemin avec des coins en parler avec le beau Daniel (Lavoie), et compte en banque restera intact Mais
moins, comme si c'était du vrai retirer quelque chose de positif de cette pour moi, vivre des affaires intenses
vieux papier ; même que j'ai des doutes ; soirée, c'est-à-dire le chalet qu'on en groupe, ça n'a pas de prix (et c'est
c'était probablement de vieilles cartes a loué tous les 4, Gaston, Bertrand, mieux pas, j'crois).
utilisées et recyclées, parce que Dédé et moL Un chalet ça permet de vraiment

61
• C R O C n u m é r o 15-16 •
CROCniqucs
légumes les plus pauvres en calories
apprendre à vivre en communauté. et les plus chers sur les comptoirs,
La fin de semaine, ça commence par la qui aime les marshmallows sur le feu
décoration où chacun peut exprimer et qui amène ses 2 bergers allemands.
son goût et son imagination en Mais à date, pour moi, l'étape
essayant de serrer un peu partout tout la plus difficile a été de faire un horaire
objet qui peut être laid ou serrable. pour les vacances des Fêtes, parce que
Ça a l'air de rien, mais ça peut tout le monde veut se reposer, ce qui
occasionner des chicanes, comme entre serait impossible si on était tous là.
Dédé et moi, lorsqu'il a voulu cacher Je vais donc y aller le 24 pour le party,
les petites négresses en paille et la lampe aider à le préparer et à ramasser
en bâtons de popsicle que moi je après, pis le 26, je pars pour Cuba.
trouvais très à leur place au chalet Mais tout ça c'est pas bien grave
Il peut y avoir des tensions aussi pour quand je pense aux joies d'être
le choix des chambres, et plusieurs plusieurs ; comme faire la vaisselle de Le pape a tort de faire le jeu des
groupes optent alors pour la rotation, 12 personnes à 3 pis s'ostiner en féministes. Certes, je reconnais que
surtout quand 15 personnes ensemble riant pour savoir qui va laver; ou bien cette affirmation est brutale et sied
ont loué une place avec juste 2 pelleter un espace assez grand pour 8 mal à un fils soumis à son père spirituel
chambres; il est bien normal que autos en se lançant des blocs de neige et je ne voudrais pas donner aux jeunes
chacun ait droit à son 2 heures de plein la face pis après rentrer se qui me lisent le terrible exemple de
sommeil, 3 oreillers sur la tête, pendant réchauffer en écoutant les B-52. l'insubordination.
que les autres jouent au Monopoly à Enfin bref, 6 mois de fun. Ben j'pense, Mais avec les années, j'ai acquis
l'argent jusqu'à 8 heures du matin. en tout cas. Car c'est possible que je n'y une foi adulte qui me permet de dégager
Un autre beau moment de groupe retourne pas très souvent après Cuba. l'accessoire de l'essentiel, de distinguer
dont chacun se souviendra, c'est la N'allez pas croire que c'est parce que dans le successeur de Saint-Pierre Sa
première commande d'épicerie je suis un être asocial; je suis Sainteté infaillible dans les dogmes,
et les calculs trigonométriques qui plutôt du genre contraire. C'est et l'homme qui, comme tout autre, peut
s'ensuivent selon qui mange quoi, juste que j'ai vaguement l'impression se tromper.
une petite ou une grosse portion, qui que ï homme de ma vie ne sortira pas du
rapportera quoi dimanche soir, qui est bois, ni de la pente de ski d'à côté de Comme au tennis
au régime et mange justement les la maison... Mes jeunes amis, avez-vous moins
Bye!
confiance dans Notre Bon Pasteur
Jean-Paul II parce qu'il perd parfois au
tennis ? C'est la m ê m e c h o s e dans le cas
présent. Et je veux aborder une
question un peu délicate dans le cadre
d'une revue «pour tous» qui ne peut
se p e r m e t t r e certains propos réservés
aux «adultes avec réserves». Mais
je c r o i s que la société québécoise
AKAI
a connu depuis des a n n é e s une certaine
évolution — qui, tout en ayant du
bon, n'en a pas moins des côtés
condamnables — et que je peux me
permettre, prudemment, de traiter
de ce sujet : la c o n c u p i s c e n c e .
Sa Sainteté a donc affirmé qu'un
h o m m e marié qui jette un regard
c o n c u p i s c e n t sur son épouse c o m m e t
un adultère de désir puisqu'il ouvre
ainsi sur la femme un oeil lascif et
sensuel et qu'il cède aux plaisirs des
sens.
P r o c r é e r d a n s la j o i e
2050 BOUL ST-LAURENT
MONTRÉAL
J e souligne, en passant, que m ê m e
en matière de faute le m o d e r n i s m e a
fait des ravages. Quand j'étais plus
jeune, mon directeur spirituel — un
h o m m e averti d'une grande e x p é r i e n c e Une p é n i b l e e x p é r i e n c e des époux et r e p e n s e r au célibat des
— parlait tout simplement, de C'est bien sûr, une r e m a r q u e bête prêtres.
mauvaises pensées et non pas et méchante. Jean-Paul II a proba-
d'adultères de désir. blement passé l'âge, tout s i m p l e m e n t Gudule
J e savais, par ailleurs, qu'on pouvait Ou bien il dépense ailleurs une sainte
p é c h e r m ê m e à l'intérieur du énergie. Il voyage beaucoup, il s'est
mariage si on avait r e c o u r s à des fait c r e u s e r une piscine, il prend des
moyens artificiels pour e m p ê c h e r la leçons de tennis. Hélas ! Tous les
famille et là-dessus, je crois, la doctrine catholiques n'ont pas les m ê m e s
n'a h e u r e u s e m e n t pas change : r e s s o u r c e s financières.
quand on pèche, on va à la confesse. Et je me p e r m e t s ici de vous r a c o n t e r
Mais j'ai toujours c r u qu'un h o m m e ma triste e x p é r i e n c e personnelle
pouvait c o u c h e r avec sa femme légitime avec une de celles que m e s savants
et que si la femme le faisait par devoir, professeurs — les pères, c o m m e on les
l'homme, lui, avait droit au plaisir. appelait — avaient s u r n o m m é e s «les
Autrement, à quoi sert-il à l'homme p e r s o n n e s du sexe». J e fus marié
de p r o c r é e r puisqu'il n'a m ê m e pas la et tant que j'ai désiré ma femme, il n'y
joie de porter Fenfant? a pas eu de problèmes, si on excepte le
petit dernier qui fut un accident, une Ceci est une histoire d'amour.
Objet et s e x e L'histoire d'amour d'un automobiliste
pilule oubliée un soir de party.
L'homme tire son plaisir de l'acte, néophyte.
la femme de ses c o n s é q u e n c e s , dans la Le g e n t i l v i c a i r e La p r e m i è r e voiture, c o m m e la
plénitude de la maternité. Mais je J e la désirais et m'en confessais p r e m i è r e f e m m e (je m'excuse,
m'éloigne et risque de m'engager dans parfois au vicaire lorsque j'avais mesdemoiselles, mais ceci se targue
un terrain glissant où plus d'un l'impression que cela nuisait à mon d'être une c r o e n i q u e chauviniste mâle),
théologien a perdu son latin et oublié travail «A votre âge, me répétait-il, laisse de tendres souvenirs. Dans les
son âme. vous devriez être plus sérieux, songez deux cas, les h e u r e s passées à en
Pour le pape, la femme ne saurait être davantage à vos devoirs sociaux.» frotter a m o u r e u s e m e n t la c a r r o s s e r i e
l'objet du désir. Et plus d'une Lorsque j'ai fini par moins désirer ma ne sont que le prélude à une aventure
féministe y a vu la condamnation claire femme — cela coïncidait avec pleine de vibrations.
et nette de la «femme-objet». Un de m e s l'embauche d'une nouvelle s e c r é t a i r e — ( C o m m e n t a i r e social en passant :
amis — m a l h e u r e u s e m e n t athée — a eu j'ai c r u déceler chez elle une c e r t a i n e pensez-vous qu'un h o m m e
ce mot que je ne répète que pour froideur. Et quand j'ai c e s s é tout m o y e n n e m e n t actif puisse e s s a y e r
m o n t r e r jusqu'où cette déclaration simplement de la désirer, elle est plus de modèles de voitures ou de
du pape peut nuire à l'Église: «Que partie... avec le vicaire qui venait de f e m m e s au c o u r s de sa vie ? Ne ratez pas
pouvions-nous attendre d'autre de la défroquer. les résultats de n o t r e grand sondage
part d'un h o m m e qui porte une r o b e ? » J e crois donc que le T r è s Saint Père sur la question, dans le n u m é r o 488 de
devrait sortir des c h a m b r e s à c o u c h e r CROC. J u s t e le t e m p s d ' a m a s s e r des

63

• CROC n u m é r o 1 5 - 1 6 •
CROCniqucs m a s o c h i s m e latent de tout propriétaire La 2-CV allait donc servir à
statistiques pertinentes, quoi) de voiture française, groupe auquel le perfectionner ma «technique», autant
Pour un j e u n e h o m m e de 17 ans, sort m'avait assimilé. sur la route que sur le siège a r r i è r e
l'acquisition d'une voiture, par Le fonctionnement des clignotants de avec- Diane.
p e r s o n n e interposée (père, o n c l e direction et des phares, par exemple, Le Péril J a u n e affichait malheureu-
compréhensif, individu louche était intermittent : ils arrêtaient sement une certaine propension au
r e n c o n t r é dans les toilettes de la Gare en hiver et repartaient au printemps. capotage lorsque j'appliquais ma
Centrale), entraine une amélioration Pour les phares, un coup de poing à technique de conduite de course, et une
sensible de son statut sociaL De jolies fendrait stratégique réglait tempo- propension certaine à la rouille
j e u n e s filles, qui le toisaient d'un rairement le problème, mais la en tout temps. Le Bon Dieu aidant, s'il
regard hautain pas plus tard qu'hier manoeuvre, pour efficace qu'elle fût, existe, j'ai quand m ê m e réussi à
se répandent maintenant en sourires n'impressionnait pas exactement les éviter de m'étamper de façon perma-
p o u r se voir offrir de venir faire un passagères et agents de la loi à nente dans le décor, en dépit des
tour» ( ! ). l'affût de jeunes c o n d u c t e u r s craintes exprimées dans ce sens à
Ma p r e m i è r e voiture était une Citroën anti-sociaux plusieurs reprises par ma m è r e de
2 chevaux, affectueusement s u r n o m m é e Toujours en hiver, l'accélérateur avait l'époque et par le gérant de la
Le Péril J a u n e . J ' a i m e r a i s pouvoir la c h a r m a n t e habitude de rester collé compagnie de finance.
En vieillissant, ce qui n'a pas tardé
à ce rythme, ma Citroën adopta
l'attitude du caméléon et se méta-
morphosa en beurrier rouillé ambulant,
afin de s'intégrer h a r m o n i e u s e m e n t
au paysage automobile québécois.
Les ailes arrières en sont ainsi
venues à se séparer partiellement
de la carrosserie, et ballottaient
joyeusement dans la brise à chaque
c h a n g e m e n t de direction un peu brutaL
Heureusement que je ne pouvais les
voir en conduisant, puisque le rétro-
viseur gauche était t o m b é à un
m o m e n t donné au milieu de la c h a u s s é e
sur l'autoroute des Laurentides.
J e devins vite aussi un expert en
crevaisons. A intervalles plus ou moins
réguliers, la voiture adoptait une
trajectoire e n c o r e plus louvoyante
que d'habitude, signe certain d'une
autre crevaison. Cela se produisait
généralement à l'heure de pointe,
ou après que j ' e u s recueilli une
plantureuse j e u n e demoiselle en auto-
stop, dans le but avoué de
l'impressionner par mon savoir-faire
de conducteur.
Ma 2-CV connut une fin paisible.
dire que c'était un achat judicieux mais, au p l a n c h e r aux m o m e n t s les plus Après avoir pourri pendant plusieurs
en vérité, je me suis fait fourrer. inopportuns. Heureusement que les mois près de la demeure paternelle,
Mes p r e m i è r e s impressions de sièges étaient bruns. où elle contribua à faire baisser
conduite, enregistrées sur ruban p o u r Le retour de la belle saison n'apportait sensiblement la valeur du voisinage,
l'occasion, trahissent d'ailleurs le qu'une autre série d'incidents. tout en servant de refuge aux c h a t s
s o u p ç o n d'un doute dans mon esprit En cas de pluie, par exemple, le (la) et autres bestioles, un passant offrit
pourtant aventureux. passager)ère) avant(e) en était de nous en débarrasser pour la
«Tabarnak ! Quelle sorte de c h r i s s de quitte pour un bain de pieds invo- rondelette s o m m e de $35.00.
c h a r que c'est ça ! !», ai-je pensé. Mais, à lontaire, puisque l'eau s'infiltrait par la Le barbare, insensible aux transports
voiture donnée on ne regarde pas chaufferette p o u r former une petite du passionné automobile, ne pourra
F a n t e n n e de radio. J e me suis donc lancé flaque sur le tapis de c a o u t c h o u c c o m p r e n d r e le sentiment qui m'habitait
vaillamment à l'assaut de la route, véritable, après avoir inondé le en voyant ma fidèle 2-CV r e m o r q u é e
en me disant que les c h o s e s ne c o n t e n u de la boite à gants au passage. vers une q u e l c o n q u e c o u r de -scrap»,
pouvaient que s'améliorer. J'étais Mais j'étais jeune. Prêt à n'importe où le p r e m i e r ignare venu en a
bien naïf. quoi pour ajouter mon grain d'incom- probablement a c h e t é les sièges en cuir
L'hiver a m e n a la mise en oeuvre d'une p é t e n c e à la cafetière de la route. À pour m e u b l e r le salon de son chalet
série de m e s u r e s sadiques de la part cette époque, je me considérais aussi d'été.
de ma 2 CV, qui se trouvait alors c o m m e le meilleur c o u r e u r automobile Parce qu'on garde toujours un tendre
parfaitement s y n c h r o n i s é e au en puissance depuis J e a n Marchand. souvenir de la première.

• CROC n u m é r o 1 5 - 1 6 •
Consom-
mation

ggggg
Joanne Arseneau

La m y s t i q u e du t e m p s des fêtes, o u
c o m m e n t a c h e t e r des cadeaux, est
m a i n t e n a n t d e v e n u e un d r a m e t r a g i q u e
et épuisant p o u r le c o n s o m m a t e u r
n o r d - a m é r i c a i n . Durant c e t t e p é r i o d e ,
la m a j o r i t é d e la p o p u l a t i o n c i r c u l e
e n t r e les r u e s p r i n c i p a l e s et trans-
versales, r e c h e r c h a n t l'objet original,
celui qui fera plaisir. Cette m a s s e
a n o n y m e et a n g o i s s é e s'affaire à la
d e r n i è r e m i n u t e et r e v i e n t à la m a i s o n
a v e c un restant d e «I'm d r e a m i n g o f a
vvhite Xmas» au f o n d de la tête et refusent d ' a d m e t t r e q u e la p u b l i c i t é p h o t o - é l e c t r i q u e s o n t été p r o g r a m m é e s
l ' é t e r n e l l e c r a v a t e au f o n d du sac. est souhaitable. En c r o y a n t b i e n faire, p a r les p l u s g r a n d s m é d i u m s d e la
Afin de c a m o u f l e r leur m a u v a i s goût, et dans un but t o t a l e m e n t h u m a n i t a i r e , p r o v i n c e et d e v i n e n t e n un r i e n d e
les c o n s o m m a t e u r s les plus a v e r t i s o n t le «BETTER BUSINESS BUREAU- et temps ce dont vous avez besoin.
r e c o u r s à d i v e r s e s tactiques p o u r l'.ORDRE DES P S Y C H I A T R E S DU L ' i n f o r m a t i o n est a l o r s t r a n s m i s e
m i n i m i s e r leurs achats. La p l u p a r t QUEBEC» ont p o p u l a r i s é la p u b l i c i t é aux e s c a l i e r s m o b i l e s et aux a s c e n s e u r s
pigent un n o m au hasard. D'autres s u b l i m i n a l e a u p r è s des g r a n d s et v o u s ê t e s c o n d u i t s aux r a y o n s v o u l u s .
d é c l a r e n t qu'ils f e r o n t leurs cadeaux magasins. De c e t t e façon, le c l i e n t a Pendant c e t e m p s , les. tout p e t i t s se
e u x - m ê m e jusqu'à c e q u ' o n leur dise v r a i m e n t l ' i m p r e s s i o n qu'il c h o i s i t laissent c o n s e i l l e r p a r le P è r e N o ë l :
de laisser faire. L e s plus l â c h e s se l u i - m ê m e . L e j o u r o ù c e t t e p u b l i c i t é est •Tu diras à ta m è r e qu'a t ' a c h è t e le
poussent à Fort L a u d e r d a l e . V o u s s o r t i e de la clandestinité, q u e l q u e s z é l é s d i s q u e d e G o l d o r a k . - Et le t o u r est j o u é .
êtes-vous déjà d e m a n d é ce q u e les socialistes l'avaient o u t r a g e u s e m e n t T o u s ces efforts visent à a m o i n d r i r
p h r a s e s : «c'était pas nécessaire», ou d é n o n c é e . A u j o u r d ' h u i , son le taux de d é p r e s s i o n p o s t - C h r i s t m u m .
t'aurais pas dû», v o u l a i e n t v r a i m e n t efficacité passe i n a p e r ç u e . Le d o c t e u r J e a n - Y v e s B r o u i l l a r d ,
d i r e ? A Noël, v o u s p e r d e z v o t r e Au début, c e t t e p u b l i c i t é s u b l i m i n a l e p s y c h i a t r e c h e z Eaton, a t o u j o u r s
originalité. P o u r q u o i ? . . . était utilisée p o u r s i m p l i f i e r l'achat r e m a r q u é l ' i n f l u e n c e d e la p é r i o d e
D ' a p r è s l ' a g e n c e -ASK A Q U E S T I O N des o b j e t s les plus c o u r u s c o m m e la des F ê t e s s u r l ' é m o t i v i t é . Ceux q u i
WE A N S W E R IT», de C h i c a g o , la p e r t e cravate. A p r e m i è r e vue, c e s c r a v a t e s n ' a c h è t e n t pas de c a d e a u x sont
de l ' o r i g i n a l i t é v e r s le m o i s de s e m b l a i e n t ê t r e a c c r o c h é e s à un rarement déprimés. Les pauvres sont
d é c e m b r e r e m o n t e à la petite e n f a n c e . v u l g a i r e c o l l e t Mais, d a n s c h a q u e c o l l e t d ' a i l l e u r s les seuls à v i \ T e N o ë l d a n s la
Bébé, nous n ' a v o n s j a m a i s a p p r i s à se cachait un h o m m e intelligent et joie.
faire des cadeaux. Ce n e sont pas les spirituel, tout c e c i d a n s le but d e v o u s L'enquête effectuée par deux
petites c o m p o s i t i o n s niaiseuses q u ' o n faire c r o i r e q u e v o t r e m a r i c e s s e r a i t r e p o r t e r s de C r o c d é m o n t r e sans
récitait la v e i l l e du j o u r de l'An, « M e r c i d'être le d é b i l e platte q u e v o u s l ' o m b r e d'un d o u t e q u e le m a g a s i n a g e
papa, m e r c i m a m a n , d e m ' a v o i r d o n n é la c o n n a i s s e z . L e s « c a r t o o n s » de c i g a r e t t e s du t e m p s des f ê t e s se fait d a n s la
vie...», qui ont é d u q u é n o t r e c r é a t i v i t é . étaient aussi p u b l i c i s é s de c e t t e sérénité cette année. Cette enquête
La situation s'est e n c o r e a g g r a v é e à façon, m a i s n o u s p r é f é r o n s ne pas en a é t é faite aux p o r t e s d e s p l u s g r a n d s
l'adolescence lorsque notre m è r e parler. Cette année, la p u b l i c i t é m a g a s i n s de la m é t r o p o l e , a u p r è s des
achetait les cadeaux à n o t r e place. s u b l i m i n a l e est e n c o r e p l u s p e r f e c - acheteurs, à leur sortie :
N o u s n ' a v o n s plus le choix, p o u r ê t r e t i o n n é e . Il y a de f o r t e s c h a n c e s q u e
original, il faut se fier à la p u b l i c i t é . C'est v o u s r e v e n i e z c h e z - v o u s a v e c des L ' U N E : Pardon monsieur, nous faisons
elle qui c o m b l e le v i d e q u e n o u s a v o n s cadeaux q u i ont du b o n sens. G r â c e à un u n e e n q u ê t e sur...
e n t r e les deux o r e i l l e s . Elle p e n s e p o u r dispositif é l e c t r o m a g n é t i q u e placé L ' A U T R E : T a s pas b e s o i n d'y e x p l i q u e r
nous, elle h a b i l l e les m a n n e q u i n s , aux p o r t e s t o u r n a n t e s des g r a n d s tout ç a p o s e s - y la p r e m i è r e q u e s t i o n ,
nous fait v o i r c o m m e n t des o b j e t s magasins, tout i n d i v i d u p o r t e u r de petit q u ' o n e n finisse. J'ai hâte d ' a l l e r
a b s o l u m e n t sans intérêt d o u b l e n t c h a n g e sera p r o p u l s é à l ' i n t é r i e u r a c h e t e r m e s cadeaux...
de v a l e u r s'ils sont b i e n e n v e l o p p é s . du magasin. L'AUTRE : Laisse-moi donc poser m e s
Mais n o u s a v o n s n o t r e o r g u e u i l , On a installé un o e i l m a g i q u e q u e s t i o n s c o m m e j ' v e u x , je l'avais a v a n t
certains d ' e n t r e n o u s s'offusquent et d e r r i è r e c h a q u e m i r o i r . Ces c e l l u l e s toi c'job-là, j'sais c o m m e n t faire...

• CROC numéro 15-16 •


CROCniqucs L e s résultats de l ' e n q u ê t e p a r l e n t f a m i l i e r p a r c e qu'il s'agit de m o n
é p o u s e ) si je ne p a r l e pas du t r i a n g l e
p a r e u x - m ê m e s . Fini l'angoisse o u i
N o u s f a i s o n s u n e e n q u ê t e sur la des B e r m u d e s , c'est p a r c e q u e je
a c c o m p a g n a i t le début de l'hiver.
m y s t i q u e du t e m p s des... travaille p o u r un m a g a z i n e t r o p c h i c h e
M a g a s i n e z en paix et Joyeux NoëL
L ' A U T R E : Si ça c o n t i n u e de m ê m e , on p o u r m e r e m b o u r s e r les frais
d î n e r a jamais... q u ' o c c a s i o n n e r a i t u n e e n q u ê t e sur le
L ' U N E : Vas-y d i n e r si t'as si f a i m q u e ça, terrain...»
j ' v a s c o n t i n u e r toute seule... «Il faut q u e je v o u s e x p l i q u e q u e l q u e
L ' A U T R E : C'est ça... c'est ça, tu v e u x
te d é b a r r a s s e r d e m o i ?
L ' U N E : J'étais tu ben q u a n d j'faisais la
réfrange c h o s e . Ginette est u n e e x c e l l e n t e
épouse, mais elle a son c a r a c t è r e . L e
triangle des B e r m u d e s elle s'en f i c h e
c r o c n i q u e toute seule... c o m p l è t e m e n t Entre nous, qu'est-ce
L ' A U T R E : O.K. Ben si c'est c o m m e ça, q u e v o u s v o u l e z q u e ça lui fasse q u ' u n
remets-moi m o n manteau. c a r g o c h a r g é de m o u l é e p o u r l a m a s
L ' U N E : C'est le t e m p s d e m e d e m a n d e r s o m b r e c o r p s et bien en p l e i n e m e r ?
ça, o n g è l e d e h o r s . J'voulais f a c h e t e r Non, si e l l e m ' a g a c e a v e c c e t t e histoire,
un c a d e a u p o u r N o ë l m a i s là, j ' p e n s e c'est p o u r se v e n g e r . V o y e z - v o u s ,
q u e j ' v a s laisser faire.
L ' A U T R E : M ê m e si tu v e u x pas m ' e n
Eva P a r t o u t elle n e m'a jamais p a r d o n n é n o t r e
e x p é d i t i o n au Vukon, sur la piste
acheter, tu vas m ' e n a c h e t e r un p a r e i l . . N o n n o n ! Ce n'est pas u n e e r r e u r du Sasquatch, où elle fut o b l i g é e
L ' U N E : Je le sais ben... si c e n'est pas C l a u d e N. C o u n t e r s qui d ' a b a n d o n n e r d e r r i è r e e l l e les trois
signe. D'ailleurs, p l u s i e u r s p e r s o n n e s petits o r t e i l s g e l é s de son p i e d d r o i t ;
ont r e m a r q u é q u e ça fait l o n g t e m p s qu'il c'est p o u r t a n t elle qui a tenu à s o r t i r

lût JWX
n'a pas fait d e c h r o n i q u e . A l o r s , p o u r toute n u e dans la c o u r du sauna d e
ceux-là m ê m e qui o n t a p p e l é et qui F r o z e n Paradise, à —20°C ! Enfin bref,
s'inquiètent de s o n sort, c'est-à-dire c e c i dit, j'ai t r o u v é c e m a t i n u n e c a r t e
M. S o u c i s de C h a r g e x et M l l e Guay de Visa sur la r u e au n o m de G. Gagné.
Cuba T o u r s Soleil, ainsi q u e p o u r tous Je c r o i s v r a i m e n t qu'il s'agit là d'un
les a d e p t e s du m y s t è r e et les signe du cieL Je c r o i s aussi q u e M .
e n q u ê t e u r s de la p o l i c e d e M o n t r é a l , G a g n é ne r e g r e t t e r a pas son investis-
j'ai p r i s la d é c i s i o n de v o u s d é v o i l e r c e s e m e n t quand je r e v i e n d r a i , le m y s t è r e
qui est a r r i v é à Claude. En e f f e t j ' a i été la du t r i a n g l e des B e r m u d e s sera enfin
d e r n i è r e p e r s o n n e à l ' a v o i r vu v i v a n t éclaircL»
-pu C'était le soir o ù lui et m o i , en essayant Des mots, des mots, s e u l e m e n t des
d e r e m o n t e r dans n o s vies p r é c é d e n t e s , m o t s : c'est c e q u e je m e suis dit m o i
nous avions découvert que nous avions aussi, ne v o u l a n t pas c r o i r e q u e
été A d a m et Eve. A f o r c e d'auto- Claude avait e n t r e p r i s cette a v e n t u r e
s u g g e s t i o n et de c o n c e n t r a t i o n , o n a p é r i l l e u s e sans moi, et sans son
réussi à r e c r é e r c h e z m o i le p e n t a c l e u n i v e r s e l o u b l i é lui aussi au
Jardin d'Eden et o n a r e m p l a c é la J a r d i n ; ou p e u t - ê t r e dans la salle de
p o m m e p a r d e la p i z z a p o u r ê t r e sûr q u e bain... p e u i m p o r t e .
tout c e q u ' o n ferait ne serait pas p é c h é . J'ai d o n c fait ma petite e n q u ê t e
A d a m , e u h Claude, est parti a p r è s u n e p e r s o n n e l l e a u p r è s de Ginette. Je
l o n g u e et f r u c t u e u s e r e c o n s t i t u t i o n d e v r a i s d i r e p l u t ô t à v u e d e Ginette, les
d ' é p o q u e et il a o u b l i é ses trois Etch-a- v i b r a t i o n s et la c h i m i e e n t r e n o u s
sketch où il n o t e d ' h a b i t u d e les g r a n d e s n'étant pas très p o s i t i v e s : a l l e z d o n c
l i g n e s de ses articles. L ' é c r i t u r e était s a v o i r p o u r q u o i ; un a u t r e m y s t è r e à
assez confuse, vu q u e Claude a e n c o r e éclaircir, m a i s ça, c'est la s p é c i a l i t é
un peu de difficulté a v e c les l e t t r e s de Claude. J'ai d o n c passé les deux
qui ont u n e c o u r b e dans l e u r f o r m e ; d e r n i è r e s s e m a i n e s à o b s e r v e r la
m a i s v o i c i à p e u p r è s c e qu'il avait n o t é m a i s o n : rien, pas de Ginette ! En collant
et qui pourrait, à m o n avis, e x p l i q u e r m o n n e z c o n t r e la f e n ê t r e «frostée»
sa m y s t é r i e u s e disparition. d e la p o r t e d'entrée, j'ai pu v o i r q u e
«Bonsoir amateurs de choses le c o u r r i e r n'avait pas été r a m a s s é :
mélangeantes. Depuis que j'écris cette a l o r s Ginette est d i s p a r u e e l l e aussi !
chronique, on m e pose plusieurs Ça m'a fait un c h o c . Est-elle a v e c lui
q u e s t i o n s a u x q u e l l e s j e m ' e f f o r c e de là-bas? A-t-elle p é r i ? R e v i e n d r a - t - i l ?
r é p o n d r e au m e i l l e u r de m e s connais- Si o u i m e le fera-t-il s a v o i r ? Sera-t-il
sances, et au p i r e de l ' i g n o r a n c e d e t r a n s f o r m é au p o i n t q u e M. G a g n é
m e s l e c t e u r s et l e c t r i c e s . V o i c i un n e p o u r r a pas le r e c o n n a i t r e ? Enfin,
e x e m p l e c h o i s i au hasard : u n e fidèle s e r o n s - n o u s e n c o r e dans le m ê m e
lectrice m e demande régulièrement continuum spatio-temporel?
p o u r q u o i je n e p a r l e pas du t r i a n g l e des Je d o i s a v o u e r q u e j'ai p e u r des
B e r m u d e s . Jusqu'à r é c e m m e n t , j e lui r é v é l a t i o n s qu'il p o u r r a faire, s'il
répondais toujours en ces termes : r e v i e n t un jour, b i e n sûr. Peut-être à c e
« É c o u t e Ginette (je m e p e r m e t s d ' ê t r e m o m e n t - l à sera-t-il a v e c m o l et qui sait,

• C R O C n u m é r o 15-16 •
a v e c v o u s aussi, distant c o m m e un scène, d e s i n v i t é s pis tout c^qu'y faut p a r l e u r d e m a n d e r c o m m e n t ça se fait
e x t r a - t e r r e s t r e peut l'être... ou restera-t- p o u r m o n t r e r q u ' i l s sont u n e g r o s s e q u ' a v e c un p r o f i t n e t ( ou b r u t ? ) d e 35
il au c o n t r a i r e n o t r e h é r o s d e l ' é t r a n g e station ! Y v o n t m ê m e jusqu'à i n v i t e r m i l l i o n s , ils sont m ê m e pas c a p a b l e s
et l ' e x p e r t du m é l a n g e q u e n o u s a i m i o n s Y v o n D e s c h a m p s , tout en p r e n a n t b i e n de se p a y e r un o r c h e s t r e d é c e n t Et
tant soin, bien sûr, d e l ' a v o i r au tarif p u i s y c o n t i n u e d a n s la m ê m e v e i n e
J'attends c o m m e v o u s i m p a t i e m m e n t m i n i m u m ( e n essayant d e se s e r v i r p e n d a n t un b o n c i n q m i n u t e s . C a m é r a
son r e t o u r et j ' e s p è r e qu'il aura eu du fait q u e sa f e m m e Judy « T o u l o u s e - sur les b o s s d e la station q u i f o n t
un beau séjour, p a r c e que, q u a n d il sera R i c h a r d s va ê t r e là) : T u diras a s e m b l a n t d e t r o u v e r ça d r ô l e . . . je n e l'ai
ici, j'ai bien l ' i m p r e s s i o n qu'il va lui Y v o n q u ' y faut q u ' y v i e n n e lui aussi, pas vu, m a i s j'ai d e s a m i s q u i m ' o n t
en a r r i v e r , des c a t a s t r o p h e s ! hein ?» c o n t é ça et si un l e c t e u r avait c e s c i n q
Bon, O.K., c'est pas m a l c h e a p , m a i s minutes-là sur v i d é o et q u ' i l m ' i n v i t e
on en a déjà vu d'autres à - v o t r e canal à les voir, je f o u r n i s la b o i s s o n et t o u t
10» (c'est fait p o u r tout l ' m o n d e . . . p a r c e q u ' i l v o u d r a p o u r la s o i r é e . . .
n ' i m p o r t e qui, n ' i m p o r t e c o m m e n t . . ) Pauvre Télé-Métropole, leur

\ télévision/ M a i s là Y v o n est pas c o n t e n t , s u r t o u t


q u ' e n a r r i v a n t au studio, il a p p r e n d qu'il
quétainerie devient tellement évidente
q u e m ê m e les c r i t i q u e s c o m m e n c e n t à
1 ! OiV la r e m a r q u e r ! D'ici à c e q u e les
p e u t m ê m e pas faire un m o n o l o g u e
et q u ' o n lui d e m a n d e s e u l e m e n t d e s p e c t a t e u r s s'en a p e r ç o i v e n t c'est juste
c h a n t e r une tite t o u n e pis d e s'en u n e q u e s t i o n d'années...
aller... Chanter, c'est pas c e q u ' Y v o n fait L'affaire, c'est q u e c'est e n train
de mieux, et pis y" a t o u j o u r s un b o u t de d e v e n i r un p e u facile d e r i r e d e T é l é -
p o u r se faire t r a i t e r c o m m e ça q u a n d M é t r o p o l e : c'est c o m m e r i r e d e s
o n est le m o n o l o g u i s t e no. 1 du Q u é b e c c r é d i t i s t e s ou d e s a r r i é r é s m e n t a u x . Ça
S e r g e Langevin J et la c o n s c i e n c e s o c i a l e du t e r r i t o i r e . fait un b o u t d e t e m p s , m a i s à la l o n g u e ,
Fa q u e là Y v o n se c h o q u e ! Y attend le m o n d e se tanne...
d ' ê t r e d e v a n t la c a m é r a , pis c o m m e le Radio-Canada, c'est a u t r e c h o s e : u n e
Pauvre Télé-Métropole ! Septembre, « s h o w » est «live», il a r r ê t e tout p o u r d i r e boite cultivée, Radio-Canada!
c'était v r a i m e n t pas l e u r m o i s ! aux p a u v r e s c o n s d e T é l é - M é t r o p o l e On a juste à r e g a r d e r u n e c o u p l e
I m a g i n e z - v o u s qu'ils o r g a n i s e n t un c e qu'il p e n s e d'eux. Ah, pis il y va pas d ' é m i s s i o n s p o u r s'en c o n v a i n c r e :
gala, a v e c un a n i m a t e u r , d e s d é c o r s , u n e a v e c le d o s d e la c u i l l è r e : il c o m m e n c e Midi-plus par exemple, avec Suzanne

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• C R O C n u m é r o 15-16 •
le dessinateur
à gages

Tony Jenkins est nê à Toronto en


1951 et dessine aujourd'hui pour le
Globe and Mail de cette ville. Il a fait ses
débuts de pigiste dans différents jour-
naux de Toronto, comme le Toronto
Star. C'est avec l'encouragement d'Ed
Franklin (notre dessinateur à gages du
no 6 ) qu'il fit son entrée au Globe and
Mail.

t ROUPIES?

U N B>\TQH POÏNTU?

68

• CROC numéro 15-16 •


• CROC n u m é r o 15-16 •
CROCniqucs creux de l'estomac. Il y a un T-shirt qui voyage et à côté de ce genre d'émotion,
se vend dans je ne sais plus quelle ile les heures d'anxiété passées à chercher
Lévesque et Claude Mailhot : ça c'est du Pacifique, dont le slogan résume un pot de beurre de peanuts «Planters»
de la culture et du sérieux. V a aussi assez bien le genre de sentiment qui (celui avec un ours dessus) à Srydthos
Lautrec 81 — «Promotion du disque assaille le touriste vers la troisième ou à Tripoli brillent d'un bien
canadien et de ses vedettes (sic)». semaine de vacances : «Another fucking pâle éclat
«L'animateur Donald Lautrec nous sunset in paradise!» Mais, me direz-vous, partir en famille,
présente six invités par émission L'idéal, quand on part en vacances, ce n'est pas donné à tout le monde,
et le choix des chansons sera fait à ce serait de pouvoir emmener ses pour la bonne raison que ce n'est pas
partir de la production des maisons troubles avec soL Partir en famille? tout le monde qui en a une. Trè juste,
de disque sans égard aux choix C'est une solution que plusieurs mais il y a quand même moyen de
suggérés par les palmarès déjà adoptent et que je sais être assez s'arranger. Vous pouvez, par exemple,
existants (resic)». efficace pour l'avoir essayée plusieurs emprunter pour un mois ou deux les
Ça c'est de la culture. Allez donc vous fois. C'est donc avec la certitude que enfants d'un parent ou ami : ils vous
demander, après ça, pourquoi Radio- confère l'expérience que je puis en garderont une reconnaissance
Canada arrive pas à avoir des cotes aujourd'hui affirmer qu'il n'y a rien éternelle (les parents, pas les enfants), et
d'écoute vénérables? Ben voyons, comme deux petits garçons de 9 et 12 c'est avec des larmes de crocodile dans
ça se demande pas, des questions ans qui demandent péremptoirement : la voix qu' ils protesteront un peu pour la
comme ça : la culture, ça rejoint pas «qu'ossé qu'on fait à c^fheure?», après forme: «Tes sûr que ça ne te dérange
les masses ! Mais Radio-Canada lâchera une première heure de séjour sur une pas?»
pas, je les connais. Ils ont décidé plage des tropiques, pour dissiper la «Mais», me direz-vous, «les enfants,
d'éduquer les masses pis y vont y arriver sensation d'angoisse qui saisit le ça finit par se coucher, à un moment
même s'il faut qu'ils les abrutissent touriste moyen à la pensée qu'il donné, et comme dans mon cas c'est
pour le faire ! n'y a rien, mais absolument rien à faire le soir que se produisent les plus rudes
pour les trois prochaines semaines. attaques d'angoisse...» Erreur! Tout
C'est d'ailleurs avec une émotion d'abord, des enfants normalement
toujours renouvelée que je me constitués ne se couchent que si on les y

Voyage remémore la rapidité avec laquelle se


dissipa Fangoisse existentielle que
fît naître en moi la splendeur des
oblige en les malmenant physiquement
C'est plein d'endurance, des enfants,
et pour peu que vous leur en laissiez la
grandes pyramides au soleil couchant chance, ils resteront éveillés durant
quand ma progéniture, après l'entière durée du voyage, vous
3 s'être informée de l'heure exacte, me fit
acerbement remarquer qu'on allait
procurant ainsi des distractions
suffisantes pour vous dissiper
?JSS3SSS3S3S>n encore manquer le «Muppet Show». Ces
moments-là vous meublent un
adéquatement toute velléité de
farniente et, par conséquent, d'ennuL
Et puis ça dépend où vous allez: la
S e r g e Langevin chose est plutôt mal vue dans certains
pays occidentaux, mais la plupart des
pays d'orient affichent une compré-
Ah, janvier, le moment où tout le hension basée sur une culture souvent
monde se dit que ça ferait du bien millénaire face au trafiquants d'enfants.
de partir au soleil une couple de Leur raisonnement semble être le
semaines. Mais c'est aussi le moment suivant : les enfants veulent rester
où on hésite encora C'est bien beau debout toute la nuit? Autant leur faire
trois semaines de soleil, mais c'est faire quelque chose. Voilà comment
court, et il va falloir revenir. Or, on sait de vraies civilisations utilisent à des fins
ce qui nous attend au retour : un «down» lucratives ce penchant naturel et
dont la durée et l'intensité sont universel des enfants pour l'insomnie
directement proportionnelles au degré chronique, et voilà surtout qui vous
de bien-être que l'on a ressenti durant permettra de dissiper l'ennui tout en
le séjour dans le sud. vous créant un petit commerce qui
Parce que c'est court, 15 jours (ou contribuera à éviter une inactivité
trois semaines), on a juste le temps de génératrice d'angoisses en vous
s'habituer à être bien- Est-ce que permettant de prendre contact avec
ça vaut vraiment la peine de risquer un certaines des pittoresques coutumes de
«down» de deux ou trois mois pour deux nos frères arabes ou thaïlandais.
ou trois semaines de fugace bien-être? Sans compter que les petits sortiront
Et puis, soyons franc, on a peur de mûris de l'expérience. Les parents?
s'ennuyer. Deux ou trois semaines sans Ils vous sauront gré de leur ramener des
problèmes, c'est dur à prendre enfants dociles, calmes, et au fait de
quand on est habitué à s'engueuler et à coutumes aussi rustiques que pitto-
se faire du sang de punaise du matin resques.
jusqu'au soir. Au bout d'un certain Le mois prochain : comment vendre
temps, on ressent comme un vide au sa belle-mère.

• CROC numéro 15-16 •


Un moment de vie partagée..."

RICHARD
SÉGUIN
TRACE
ET CONTRASTE

Le nouvel album de Richard Séguin sur disques B E A U B E C

LE PR96HAIN S P E C I A L - 5

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• CROC numéro 15-16 •
Les bandes dessinées que vous trouverez sur ces 2 pages sont de Richard Beaulieu et Daniel De Celles
Daniel de Celles s'est mérité le grand prix du concours de bande dessinée au Salon du Livre de Montréal. Richard Beaulieu,
pour sa part, s'est mérité le premier prix dans la catégorie 15-20 ans. Nous les publions avec grand plaisir et souhaitons vous
présenter éventuellement d'autres exemples de leur excellent travail

P t m i O l l * 5X0
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: : 115 US Plaça G 12500
I 113* 1 ) * H - Placer 35742
I III PlyuMO 100
» 17* 7 * 7 * Pomlnai 7000
I 135 t » 120 Pondar U 7 210 210
115 130 115 Pop Shopi 4750 150 115
imKotlallIOO I?»- 7 * h PopShopjr43249 9 * iVi
kpiTran 12(00 125 m m PowrCOfp 10110 i i l ' i 11*
iipflte 1711 I l A * 144k 1 4 * PradoEvp 1000 104 104
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)tiMa SOft» 11* 1 M *+ * Première 173 Vj 2 3 *
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»r'a 350 150
: « * 2 7 * 271

• C R O C n u m é r o 15-16 •
• CROC numéro 15-16 •
U n esprit s a i n d a n s un p o r c i n

DONC. SELON M E S CALCULS L ' H O M M E


DE L ' A N 3 . 0 0 0 DEVRAIT AVOIR
UN C E R V E A U TRES
DEVELOPPE E T UN
CORPS A T R O P H I É .'

• CROC numéro 15-16 •


QDMID (A « t o t a l tuf PRiS SON RYTHME bE LA flÇûk) DONT W£ K i T ,501 COORAtE DAWS M B DEUX
CONVERStfïON, EUE ME MiT A NOE Totff 51» DE- MAiNS H t EOUCEWCRSA E T Jfc Lui PROM6 DE T C U T
TRESSE 5iM SOT CtWOOC.,. DEWiS MMltTENWt FA)RE POUR DtCoOVEiRLES RAiSOK4S DE LA VJéRiTÉ,,.
W WC, UN MOiS ET DEUX JOURS ENViRON, SON
MWi JEROME, ETEU£ N E S'ETAIENT PLUS
RAPPROCHA OE LEUR LiB'iDO \NTiME. E U E
SENTAIT TOUTE SA fÉMiMÏTÊ DE FEMME
SE FOETRSR COMME UN PffiiSOH OAUS
CEAU,,

T t X T l : FRERE MEUNltR DESSiN: FRERE MOEREU. TECHNiQUE: F R E R E G U i M O N D


CECA ME f AiSAïï 90E ÛUiUZE M.NUTES UN QUMfl D'HWfc TOUT AU PLUS, QUE J E C O N N U S M "
cm® ET POURTANT SE N E F W A < S OETACHERMES SENS DE SA PLASTIQUE ATÎIUTCS ÉPREUVES.
ELLE. SEMWAiT DEO'CATEVIENJ VûSEE SUR l'iWESRNJTE DE SOHfAUTEOiC ET SES FORMES M'WÇ
RjYAiENT PAR WcFfEtS TOWES PLUS E N M K E S CES UNES ÇUE CES AUTRES. j'WM> BEAU ME RE-
MONTER LA HÉMOitë SfcHS TOUS 1£S iW> j L NE POWftiS ME RAPPELER PERSONNE. D'<\oS>i CMARHMfl

LA SECRtfAiR£ A W V E£ D'IABLC C£ E(l£ T D ô T A ïfc N£ PAS ME R£>ûMDR£ MfoS X, ME OJi f i N M E M E N T QUAND ELLE, fiN\T PAR
REGARD E T CE CORPS Wttft S E S V Ê T E M E N T S
E T X seNTAiS SES M£ORS M O R A L E S S£
LAiSSAi Pift c£ TEMP5 î ) t CRAQOER. E U E ME R t V t i A S W RETENiFL.
SOM H A l t i N E , QUE SON PATRON E T O T
lAfôCR. A btSiRER.,.. AU RESTAURANT * MAH 5ù' '. CE Q J i N E ME
C E N T R E PRiS £N ÙOOCÊOR. P O O K . SORPRiT P A S . P O u R ^ D i N E R . C E
LA S U R P R E N D R E . . . qO\ M E CAvSSA P E R P L E X E , . .

• C R O C n u m é r o 15-16 •
SORPKiJ>L Ï O T TOTALE
Ç O û ^ E ; £ M'AÏÏENDWS I
(SOUQUE- peu f\ ce QOE
DECOUDS...

TOUT M U CORK SE NOUA AUTOUR. DE H E S 1A»tt>i$ QUE i-'AM» Ot JEROME TEMTfcTDE M E


je «e G u a * A UNL-TABŒ. D « » È R £ stRone &.N6RA » i W S M t « « £ « - , , \NTESîiNS OUi CRitREtfT L E U R D E S A R R » .
1 3 E M R G itiSiS>iEDSE.MENT, itRûME., Uli,1EMTAiT
MASQUER P i ?Û>R QO'il M E . RECONNUT POiSQOSL Ht M'MAff .àAHAiS MU) JSi AU MO'iNS iLS AAlAiEKT E T E , MKiS SAtiS 5Utt£S Î>C ÇiSSiMULER M M W t *
T W T E N PARLANT tf. D'iSCCflAÏT WIEC O U AMA, E X J EKTRÇTCNAtLNY' U\ (£ DOUTE. N'ÊTAVT PLUS PERMiS.' I L S DEVANT 50N \JiSAfc£. CETTE SOPEKCHERt
D ' O I S E A U X Û O PEur-erec oe W f i E O H S . e N - B ^ g J Î ^ ^ CfAiENT ^ a ^ ^ t t ^ i W i f t - t t r N E M'tNTiMiDA P A S . . .

JE, fOS âXAiR, EX N E T . LA COttDOîTE tfc LEURS CORPS JEROME T t W A & ME FRACASSER (J ÉPAULE 3E ( i QOiÏÏAiS. L E S S E M E E S Q O i
E N ETAT LASOT ET £NUCÉ ME- HERÛSAïï LE SYSTEME À COUPS) ût MACHOiRCS MAiS ELLE V E N A I E N T , S E R A I E N T PEUT-ÊTRE, U N PEU
OC PO'tLS P-.lEOX , MhiS PAR EéAR&S POUR LA Si RESTA LA fttô f O K T Ê . . . W R E S P O U R L U i MhiS CE N'ETAiT R \ E N
CHARMANTE MADAME &iN6RAS, ù'CTAtS PRET C N COMPARAISON DES MOiS QUi SUiVRAiENT
À L E O R PASSER. L ' C P û H û C , b'\ \ I S M E
PROMETTAIENT C>£ N £ , JAMAIS S E REVOiR E T
D'ESSAYER oe Sî. R E H A W L i T E R C N S C M b L e ,
C H A C U N ) oe L E U R CÔTÉ. VOUS 5AVE2. QUE
S i N O N <S6 REVELAIS T O O T . . . \J0Ub ÊTES VRAIMENT
OUTRES 6EAO OUBUE2-jfl
BONHOMME/ MONNiEU*..

' D i T E i P A S OC
ytomsis'. A VOTRE, AÛ
M > ) S t i i PO0RRiE2 MEME
PU6 WOiR O'EAFAtflS...
C ' é T A i î f i N W W M E SEMBlAiT ANOtR CE MORAL AO PUIS &AS,MAiS APRES
0' HftEwŒS PlAiSANTEftES OE MA PART SOH MURAL ETAÏT A1A MEME POKE.,

• G R O G n u m é r o 15-16 •
ATTENDANT SON R0CVR DU MAGASINAGE* AUQUEL S'ADONNE.
KLAMER EN CETTE PERiODE D E FESTiViléS, ALEXEf GAGARiAE
DiT LE CfW-DiSSiDENT/fAiT i-ES CENT fftS DANS LA C U / S i N E .

M i S QU'EST-CE 0

QUEfouT KLAVi'ER.
i L S E f A i T TARD...
E T LE CHAT
«-va* N ' A PLUS RJEK/
'A BOUFFER.

*fDELAF/lMiLLE DES F E l i DES, PROBABLEMENT D'ORiQNE SLAVE.)

i °i I° 1
• h !_ L_
MON PORTE-MONNAiE ViDE, LES BRAS REMPLÎS DE PRE'SFNTSJ / .
iMBKiL£,JE ME RETROUVE, EN PLEiNE TEMPÊTE Au CENTRE- '
ViLLE . J E SOMBRE LENTEMENT DANS C E T T E FOLiECARACTERiSTi-
QUE DU TEMPS DES FETES ."jiNSLE BELl! NGo BiLL? X
^^y-^y in

o O o

7 —r \ o
o

PLUSIEURS HEURES DÉJÀ S E SONT ECOULEES ET


PERSONNE NE VIENT M E SECOURIR / iL N E ME
RESTE Q U E i.'£5PoiR D'UN PRINTEMPS HAÏ/F..

• C R O C n u m é r o 15-16 •
• CROC n u m é r o 1 5 - 1 6 •
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• C R O C n u m é r o 15-16 •
TT.
Les habitants des hautes ...particulièrement dans la ...Ya pas de jeunes aSjénji-
uallees du Caucase^ Géorgie,
sont réputés pour leur lon-
région de Sjénjilissi Au
inllase,la moyenne daee
lissi -ils partent tous pour la
tnlle... Ça a toujours été
VA
eéuité exceptionnelle... est de 108ans... comme ça et on a toujours
été tranquille par ici.. •

Us /Wtures de Michel "Risque S ^ ^ * g * g i q _ 3 f e g * f i f l Scénario. Glutz ALucten • Dessin-Real Godboot


TTT
.jusqu'au jouroiiilsnous ont
H envoyé deuxétransers de
Moscou. On sait pas ce qu'Us
•font dans le coin...

L'air de la montagne
Nton,mais quel pays ! J'en F 7 va vous Caire du bien*
ai jusque là, moi \\ \ qu'ils m'ont dit ...
Ouais \

En ce moment,le psy-
chopatne en question
a les bleus...

OuWié,rlicftel?ft«t-être
pas tout a Sait.. |
83

• CROC numéro 15-16 •


Car au même moment à Outremont.chez.
Reuaude et Ludger Risque... fia décision est prise-. \ Mats... nous allons passer lesfêtes en

s C'est mqualtfiablelDeux mois que je


leur écris cour qu'ils me retournent le
nous partons en Russie 1
régler l'aftaire sur place» I
pa«js communiste', ça ne se-frit pas...

corps de ttithe\ ! Deux mots et tou-


jours pas de réponse\\ J ( Qmà^ 1
û& JToutde \

Entretonps^ Genève, oh ». Constant '.Tu as beau ne pas répondre 'a mesl


(ex-femme de Constant lettres, je yice que je te retrouverai 1 J
Sorbet ignore toujours
que ce dernier est mort
place...
Et au même instant Qu'est devenue la Baronne Zi-
a Moscou, Anton Bâtonw; ^line? EtRita, la guenon qui
le télépathe aKu^leet m'aimait? rfense-t-elle tou-
sourd-muet,tente,du jours 9 moi ?
lit où il est cloué,de
reprendre lecontact o
avec-\e cerveau de
M'ichelRisque... Ef|ect»vemetTt,Rita est toujours
à la recherche de Miche) • • •
Hélas,!'ti.R..s.s. est un pavjs immense. icoR \\ Espèce de tortue senile'. Il arriiie
t cette année, mon thé, oui ou non ?'. ?
' Tout de suite, madame..

O \ 3e sens que je liais devenir


s ' o &lle,rno\ 1 Allons.allons.un peu décourage !
Celui qui nese laisse pas abattre
verra bientôt s'épanouir...
...des lendemains ~7<^â
radieui.ouioui, t5
je connais! ri!
r>
?arlons-en!)e vbiyms Irina.neuous laissez pas
Suis probablement aller ! faut s'occuper un peu - .
condamnée'à Ténei,on pourrait organiser un
finir mes iours réveillon de Noël pour les
dans le coin y inllayois...Sonne idée.non'î

Et de iateçon dont les choses


se passent pat ici, ça risque
d'être TRfelon^'.JJT^
Et les jours passent Vous seriez pas parent avec un dé-
nommé Michelftlsgue.parhasard?
| Hélas.paavre Michel

J'étais ai>ec lui a Moscou, il riais quand Val appris qu'on annonçai t sa Est-ce qu'on peut faire
ci a deux mois. U s était mis mort,)e savais bien que c'était feux et puis quelque chose,Moéï\sle?
dans un drôle de pétrin, je me suis dit : " Mon vrieu*8ill. ^ a quelque
votre neveu: \\ 5e gisait pas- chose de louche là-dedans" Alors j e me
ser pour un autre, un certain suis arrangé pour tue faire é v a s e r par Laissex-mol ça entre
Constant Sorbet, champion une agence de presse internationale qui les mains et continuel
d'echecs... Moi, j'ai été Myé de m'enuo'te a Moscou. Je vrais en profiter pour wtrewHjdqe tranquil-
partir quand mon bisa a expiré-... essaimer de tirer cette affaire au clair. lement.-S'il <aa du
nouveaujeirousle
&is savoir.

Quelques jours plus tard/a Moscou..


\...latoixTSpassKaïa...
W \ Devanttous,le Mausolée de Lénine - \ Ja\ puapprendre que Michel était gardé en
résidence surveillée qudquejart en Géorgie

uotre enquête.ca avance ?


Oiut'.fèssi ...la tour Senatskaïa.
^(ort/tab.- "*gfoB a j M naja.
[EnGéorgie?Mous devrons justement passer
) avec le groupe la semaine prochaine
Z~Z1J/ i M i p P a ^ t . devais me
V<r >X\I Wfâ* au groupe
24 décembre Et lesoir/a l'auberge du village...
Voussawa. lnna,auÇon.û,
les centenaires 5ont de Ho». Ho'.Ho'.HO'.Elle
Cette mascarade <3rands enfants \ a été bien «sage
est tout a Çait Lâcha?
ridicule!
'6P^> (5 Ûe ne devrais pas
i. .———^3/

3^
Undroit est peuplé de personnes â^ées
M Impossible de1 continuer. nous sommes Alors, même si nous sommes la wlle
£9 1 1 . ' . . . ' . 1 - i l . _ /'.Il de No&\, )e dois uous recommander le
Wus grand calme...

86

• CROC n u m é r o 1 5 - 1 6 •
O u f ! Je m ' e m p r e s s e d e j o i n d r e les r a n g s d e s h e u r e u x p o s s e s s e u r s d e l'intégrale d e CROC.

Voici mon chèque ou mandat poste au montant de au nom de Ludcom inc.


Utiliser l'enveloppe de retour à l'intérieur du magazine.
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posiez atiffpe^ MAI4 lAi^ONS L'È-^HriBL, C'EST


Que POU* LAtkfiNS
h~ec-M\(?oe QUE\ s o g ^ o/^fes vecôre' A V£PoNVP€ vire AUX
?ti>r rendiez . A P E S copfë ppe Amis VEPÊTtexe!

• CROC n u m é r o 1 5 - 1 6 •
Les bons maux

• GROG n u m é r o 15-16 •
Lû Rj&li^-iTË A&fr'kNN£.
A V I ^ £4N/)£. M/£<^ UM M E S S I E
i £ S T P£ LA MAiM P E

£.M W 8 3 ,
ÎL 4VA/Tp£jÀ
UM£ Vi'Si'ONi
' P'UAJE iM\/£NTibM £T MoP.' ^ ' £ S T P É J ^ /VALAIS BÂMAL
a Pu&ucïïé
i

O N A CALCULÉ. 5^î£AjTTi'tfU£M£N»T L/A/£ A£.T<TUP£ &?Ti"V\LE ?OÙK <JM£ UcTuRÇ. EffizLA^B. i11

i /
O -

$AuF OO^VLA AJATURE. P U FfaPutT &<?uî£ÉT


OU G ? U £ L£ PugLic-^igL.£
MOTTES.'/.,.

££ MuAé£ £ïT L€ PRiUciPAL 'iti<-oH\l^\e^r L'AUTRE. IM^NI/EAJI'EMT, <^'£ST ^4


FouK lA Vu&LidTÉ 4£RI£NM£~.
<^OMCURR£M<:£:

91

• C R O C n u m é r o 15-16 •
IL F4^ T
&»£AJ ^HûfiS S^M M/rrépiEL

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UM UiUcofÏERC,
i f O N vëcZpCHE
UN ÏÛÛTZÂT Au JAf2>NJ

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5uE>UM i\JA>L£!
1 II' III'
n• « 1 n* 111>
ii •< /' '

• C R O C n u m é r o 15-16 •
^3£SUS-CHK\ST PAR EX£«IPIE ET TOUS LES PROPHB-N f^MF'iH « « F « EÏtiWMr À FOND !
.-û<»»MAi* cfl4£<i EST vtièetir miouÉ- ,
« S ,"A COMMENCER P A R MOÏSE, ETAiBllr PCS irfi-^ a
feXre....NïMPome <?<"' ^ r
w'M°mA
• r i e s <a«i O N T r?£ç«s Uetiu'mtnzHr VOHNÉ P A R . ex ineiQJe* s'mAites les Fonces Ure+J
D E S Ê T R E S E X T 3 A - T « R e S T « s Vcwas D ' W Ê . d W i i S A - •r^S <j>«i Swiretl Lui.
, n
EUE TiffT CoUPTÉ « 5 PUS « K M * * » ° ? *

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^ i s i Aloi P A « exanrte, <5«fV:e A oes E*«- /^erfii > ^ se courra M A R -
--iCEê tr A iA Foi DAMS tes Po^olm Psi,... CHER i c s e a u * , nitcrimea
S(/R

j«p pe«x DÉJÀ ToRDReie» cuiLiem,pLieR PAI'N& e T O U V R I R A i n s i « r e rftrissetie-


4 5
jti F o u R e U e r f e S , . . * * * * coureAUK er coU- 8ù«L(MGe*ie HmneLie su* LA mej^
p&H L E S CHEVEUX E H <?IW\TK£ AV£« iA re-CtsTHeRine
y seau F O R C É D E Mow espar, '

• C R O C n u m é r o 15-16 •
\ c'est PLUS
He'cesi/Me."

Vf I U M E N * ots
CÛTiS ET CE
tifHAUssintiir
P I S FOUDÏ
PlftftiKS
BiiiirSr « i

NoV.' »o

• CROC n u m é r o 15-16 •
cela n e fait pas de doute, CROC est b e l et b i e n
evue de l'année. Oubliez les rétrospectives de Radi
nada, le Lundi; Elle et Lui; les spectacles de d a n s e u
a nus... La perle rare, la fine pointe de l'art, l'Everest
l'humour, vous le tenez entre vos mains,
l'aube de cette nouvelle année, n o u s vous c o n s e i l l o n s
e vous a b o n n e r à CROC ou mieux, d'offrir un a b o n n e m e n t
CROC à votre m e i l l e u r e ) ami(e) ; cela vous évitera à tous
et chacun d'avoir à vous batailler avec la c o h u e qui attaqu
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