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ERREURS

DE

VOLTAIRE,
PAR M . L'ABBÉ NONNOTTE.

NOUVELLE ÉDITION,
,/CGMBZfTÉE D'UN TROISIÈME VOLUME, llfTJTULr ;
L'ESPRIT DE VOLTAIRE DANS S E S ÉCRITS,

TOME PREMIER.

BESANÇON,
GAUTHIER FRÈRES, LIBRAIRES
GRANDE-RUE, N.° 87.

31. DCCC. XVIII.


Biblio!èque Saint Libère

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LES E R R E U R S

DE

VOLTAIRE.
DISCOURS
PRÉLIMINAIRE ,

O i Von explique l'ordre et le dessein de


cet Ouvrage.

Ïl sera peut - être difficile de trouver


jamais e n aucun siècle, un homme qui
réunisse autant de t a l e n t s , et une aussi
grande variété de connoissances , qu'en
r é u n i t M . de V o l t a i r e . O n p e u t le regar-
der comme un homme 5 en q u e l q u e ma-
nière , unique. Il n'est presque aucun Diy^rue
genre de littérature , où il ne se soit lents rte
r

e x e r c e*. TI u
11 ne 1 a p r e s q u e
• •
jamais
r •«
lait s a n s]\I.
y ^ tlt*
.^^
succès ; et s'il i r a pas toujours atteint la
perfection , dans c h a c u n de ces différents
genres , il a toujours m o n t r é a u moins,
par cette variété et cette multitude de
connoissances , u n e supériorité dont bien
peu d'autres écrivains o n t a p p r o c h é .
I l étoit e n c o r e dans l'âge où les autres
h o m m e s sont obligés de s'instruire et d'é-
c o u t e r des m a î t r e s , l o r s q u e s e s p r e m i è r e s
poésies p a r u r e n t , et firent l'admira lion de
a.
VI DISCOURS

toute l a - F r a n c e . L e s pièces qu'il -donna


alors sur le t h é â t r e , firent penser qu'on
irauroit pas à r e g r e t t e r sous Louis XV,
l e s C o r n e i l l e et les R a c i n e , qui avoient
i l l u s t r é le siècle de Louis X I V . U n t r o u v a
d a n s t o n t e s ces p i è c e s , de ces b r i l l a n t e s
s a i l l i e s , d e ces traits de feu , de ces ca-
ractères de force ou d e g r â c e s , qui ne
peuvent jamais être le fruit du travail
et de l ' a p p l i c a t i o n , parce qu'ils ne peu-
v e n t naître q u e du v é r i t a b l e génie. L es-
prit se fortifiant ensuite avec l'Age , il
est e n t r é h a r d i m e n t dans les routes de la
philosophie"; il y a m a r c h é , c o m m e s'il
n'eût plus voulu être que philosophe ,
t-l il a c o n t i n u é à s ' e x e r c e r à la p o é s i e ,
c o m m e s'il n ' e û t été q u e p o è t e . Tendant
c e temps-là m ê m e , l'histoire , la critique ,
les observations et les r e c h e r c h e s curieuses
s u r les m œ u r s et les usages des p e u p l e s ,
] o c c u p o i e n t encore. I l a v o u l u essayer do
t o u t : son génie a su se p l i e r à t o u t ; et,
malgré bien des erreurs et des défauts,
o n a e n c o r e r e t r o u v é p a r - t o u t le génie d e
Voltaire.

U n e a r d e u r infatigable , u n e l e c t u r e t r è s -
variée ? mais t r o p p e u r é f l é c h i e , u n e j u &
PRELIMINAIRE VII

Hioîre p r o d i g i e u s e , T o u t e n h a r d i , et lui o n t
donné la confiance décrire sur presque d stjîcr
u

toute sorte de sujets. Une imagination t r è s - y ^ ^ J "


.Jfive , plus propre cependant à peindre
q u ' à cx*éer, lui d o n n e toujours u n e force
e t u n e fermeté de f-tyîe , q u i suppléent
bien à ce qui lui m a n q u e quelquefois de
grâces. I / é n e r g i e de l ' e x p r e s s i o n , la l i b e r t é
h a r d i e des r é i l e x i o n s , des j u g e m e n t s , des
décisions ; les contrastes f r a p p a n t s , la v a *
riété des objets qu'il p r é s e n t e , qu'il com-
p a r e , q u ' i l r a p p r o c h e , q u ' i l r e l è v e les uns
p a r les autres : tout cela s u r p r e n d , a t t a c h e
et entraîne les lecteurs , lors m ê m e qu'ils
seroient t e u t é s de s e défier de ce qu'ils
lisent. Voilà c e q u ' o n p e u t d o n n e r c o m m e
l a manière d'écrire p r o p r e et p a r t i c u l i è r e
de M . de V o l t a i r e . T a n t de t a l e n t s r é u n i s ,
l'ont fait r e g a r d e r comme le prodige de soi*
siècle. I l en auroit p u é g a l e m e n t être comme
1 i d o l e ; mais les fréquents abus qu'il a faits
d e ces talents , les écarts où il a d o n n é , le*
t o n de supériorité et l'air d ' e m p i r e qu'il a
toujours aiîecté de p r e n d r e sur tous ceux
q u i c u l t i v e n t les sciences et les b e l l e s - l e t -
tres , lui o;it fait p r e s q u e autant d'ennemis^
d e censeurs e t de j a l o u x , que d'admirateurs*
vin DISCOURS
I/esprit h u m a i n a des forces avec les-
De ses quelles il p e u t s'élever jusq.u aux plus su-
er n s
; * Ç « h l i m e s connoissances. Mais il a aussi des
gênerai.
r è g l e s q u ' i l doit suivre , e t des b o r n e s
qu'il doit respecter. Il est des esprits
h a r d i s , e t qui sont en m ê m e temps t r è s -
heureux. I l en est aussi qui n e sont que
téméraires. Le mal de M . de V o l t a i r e est
d'avoir v o u l u s'élever au-dessus de tout,
e t d'avoir t r o p souvent m é c o n n u ces r è g l e s
sages e t ces b o r n e s r e s p e c t a b l e s . Aussi un
l e c t e u r judicieux s'apperçoit b i e n t ô t q u e cet
a u t e u r est p r e s q u e toujours sans priucipes
fixes, sans logique sûre , sans érudition
véritable, et toujours sans discrétion et
sans r e s p e c t p o u r ce q u i m é r i t e le plus
d'être respecté. Il comprend bientôt que
tous ces vifs éclairs d ' i m a g i n a t i o n , ces r é -
flexions h a r d i e s , ce coloris brillant qui
est r é p a n d u sur tous ses o u v r a g e s , p e u v e n t
éblouir et surprendre les esprits légers,
superficiels, p e u capables d e réfléchir ; e t
qu'ils n e doivent faire, et n e feront nulle
impression sur l'homme q u i est e n état
d'examiner et de juger.
C'est e n ce qui c o n c e r n e la Religion , q u e
JVI. de Voltaire a donné dans les plus
PRÉLIMINAIRE

grands écarts ; et c'est à ce grand objet


q u e n o u s nous a t t a c h e r o n s p r i n c i p a l e m e n t .
jLa Religion n'est autre chose que l'al-
liance et la société q u ' i l y a e n t r e D i e u et
l ' h o m m e ; alliance et société qui r e n f e r m e n t
p o u r n o u s les p l u s grands a v a n t a g e s , les
p l u s grandes obligations et le plus grand
intérêt. L ' h o m m e v r a i m e n t raisonnable n e
connoît rien de plus s a c r é , il n e voit
rien qui soit plus digne d e sa vénération
e t de son respect. Les erreurs en cette
m a t i è r e , les faux p r i n c i p e s , les maximes
t r o p h a r d i e s , sont t o u j o u r s infiniment dan-
gereuses. E l l e s le d e v i e n n e n t p l u s e n c o r e ,
l o r s q u ' e l l e s sont p r é s e n t é e s d'une manière
qui ilatte p l u s la hardiesse de l'esprit h u -
m a i n , et qui semble naître de la raison
même, de la sagesse et d e la vérité. If
est d o n c infiniment intéressant de r e c o n n o î -
t r e le faux de ces p r i n c i p e s malheureux,
d e faire r e m a r q u e r les c o n s é q u e n c e s quel-
quefois affreuses, et toujours ridicules , q u i
suivent naturellement de ces principes ;
enfin d'apprendre à distinguer, dans des
m a t i è r e s si i m p o r t a n t e s et si g r a v e s , la v é -
rité , d'avec ce qui n'en a que l'appa-
rence.
X DISCOURS

I l n'est presque aucun ouvrage de M.


de Voltaire, où il n e soit parlé de la
Religion ; et il n ' e n est aucun , où elle
soit traitée avec le respect q u i lui est d û .
I l en a parlé en poète , en historien, en
p h i l o s o p h e , e t jamais en c h r é t i e n . Plusieurs
de ses pièces de poésie, ne présentent
q u ' u n impie libertinage ; son Histoire g é -
n é r a l e n'est q u ' u n e satvre, où le fiel et
la calomnie sont p r e s q u e toujours à la
p l a c e de la vérité ; et dans ses M é l a n g e s
p h i l o s o p h i q u e s , p l u s sceptique que Bavle ,
il c o m b a t toujours tous les p r i n c i p e s , et
plaide p o u r toutes les e r r e u r s .
A la v é r i t é ' , il n ' e n t r e p r e n d jamais de
combattre ouvertement le christianisme ;
^ , mais il fait j o u e r tous les ressorts de son
Des m e - *
lanjrcs i m a g i n a t i o n , p o u r soutenir et p o u r d é f e n -
losophicdre les e r r e u r s que le christianisme corn-
et de h t - ] ^ j | vous p r é s e n t e u n matérialiste ,
j a

1
terature, '
c o m m e u n p h i l o s o p h e d é p o u i l l é de p r é -
jugés , et qui ne veut se conduire q u e
p a r la l u m i è r e n a t u r e l l e . I l r a p p o r t e ses
a r g u m e n t s ; il examine et pèse ses r a i s o n s ;
il en admire la solidité et la force : il les
p r é s e n t e presque c o m m e des convictions
et des démonstrations 5 il fuit u n e g r a n d e
PRELIMINAIRE. XJ
liste des p h i l o s o p h e s fameux qui ont été
matérialistes : il l e u r associe m ê m e q u e l -
ques-uns des P è r e s d e l'Eglise , et il laisse
là son l e c t e u r .
L'homme d'une raison droite mettra
toujours au rang des r ê v e r i e s p h i l o s o p h i -
ques l ' o p i n i o n de la fatalité. Un destin
aveugle q u i e n t r a î n e tous les événements
humains, qui ne laisse rien à la sagesse
e t à la p r u d e n c e de l ' h o m m e , avec l e q u e l
l e s êtres créés n e sont q u e des i n s t r u m e n t s
s e m b l a b l e s aux ressorts dune grande ma-
c h i n e ; ce destin n'est q u ' u n e a b s u r d i t é m é -
p r i s a b l e , et aussi c o n d a m n a b l e au t r i b u n a l
d e la raison q u ' à celui d e la Religion.
ï l n'est pas possible q u e M. de V o l -
taire croie et adopte u n e absurdité p a r e i l l e .
Elle ne peut guère e n t r e r q u e dans P e s -
p r i t d ' u n H o t t e n t o t stupide , ou d ' u n aveu-
gle Musulman. C'est c e p e n d a n t la matière
d e plusieurs pièces allégoriques q u ' o n t r o u v e
dans ses mélanges, et de plusieurs ré-
flexions p h i l o s o p h i q u e s q u i r e v i e n n e n t assez
souvent dans son Histoire g é n é r a l e . L ' h o m -
m e raisonnable les m é p r i s e , l ' h o m m e foible
s'y laisse p r e n d r e , e t le l i b e r t i n s e n au-
torise dans ses égarements.
XII DISCOURS

Mais la manière dont il p a r l e de la


plupart des exercices d e la Religion, de
•ses usages , d e son g o u v e r n e m e n t , de ses
minisires , est b e a u c o u p plus séduisante e t
b e a u c o u p plus dangereuse.
I l emploie lour-à-tour la plaisanterie e t
la satyre , les r a i s o n n e m e n t s graves e t les
d é c l a m a t i o n s v é h é m e n t e s , p o u r en inspi-
rer de l'aversion ou du m é p r i s . T o u t ce
que les libertins , t o u t ce q u e ces écri-
vains modernes , qui se d é c o r e n t d u b e a u
nom de philosophes, ont écrit , dit ou
imaginé contre la Religion c h r é t i e n n e ou
c a t h o l i q u e : il le rapporte, il l'exagère,
il y r é p a n d un fiel encore plus piquant ,
ou un ridicule encore plus outrageant.
Tout ce qui est dévoué et engagé au
service de la Religion , n e lui paroîfc q u ' u n
amas d'hommes inutiles , m é p r i s a b l e s ou
vicieux. Ce qu'il y a p a r m i eux de m é r i t e ,
d e talents , de v e r t u s ; ce qu'ils o n t r e n d u ,
et ce q u ' i l s rendent encore de services
a u x p e u p l e s , on le d é r o b e , ou le cache
dans les divers tableaux q u on offre aux
y e u x des lecteurs. Les passions, les v i c e s ,
les d é r è g l e m e n t s p a r lesquels quelques-uns
se sont d é s h o n o r é s ? sont les seules choses
PRELIMINAIRE. Xîlt

q u ' o n ait soin de r e p r é s e n t e r , et les seules


s u r lesquelles on se d é c i d e p o u r t o u s .
Presque tout ce q u i se pratique dans
| a R e l i g i o n , est superstition aux yeux de
M. de V o l t a i r e . I l n e r e s p e c t e r i e n , il n e
ménage rien. T a n t ô t il s'amuse à r e p r é s e n -
t e r les mortifications ridicules d'un faquir
pu d'un dervis. Mais l ' a l l é g o r i e est assez
claire. O n voit d ' a b o r d q u ' i l 11V a q u e le
n o m à c h a n g e r , e t q u e c'est des observan-
ces respectables des religieux chrétiens,
1
qu'il veut railler. T a n t ô t , dans une a u t r e
a l l é g o r i e fort intelligible , il p r é t e n d faire
voir q u e c'est une superstition fort sotte
d e faire à D i e u des offrandes , des vœux
et des p r i è r e s , p o u r obtenir de lui ce
q u ' o n désire. P a r c e q u e l'Eglise n e dresse
pas des autels aux filles de l ' o p é r a , et à
ces vei-tueuses héroïnes qui montent sur
le t h é â t r e , e t q u i se p r ê t e n t s o u v e n t de
plus d'une manière aux amusements du
public ; M . de Voltaire traite toute la
nation de sotte, de foible , d e supersti-
tieuse. Enfin , il n e conçoit rien de p l u s
mal imaginé q u e les conciles de l'Eglise,

-* 8 ocra te.
1. h
xiv DIS c o r us
et rien de p l u s d é r a i s o n n a b l e que l'obli-
gation de se s o u m e t t r e à ce q u i y est une
lois d é c i d é . I l t r o u v e q u e les payf-ns é t o i e u t
bien plus sages , en laissant à c h a c u n la
l i b e r t é de p e n s e r , c o m m e il v o u d r o i t , sur les
matières de Religion.
Cependant on peut dire q u e dans ses
^'•^'^Mélanges de l i t t é r a t u r e et d e p h i l o s o p h i e ,
neiiilc. i\ n * a f it
a encore q u e s'essayer c o n t r e la
Religion. C'est dans son H i s t o i r e g é n é r a l e
qu'il l'attaque d'une manière p l u s vive 7

plus réfléchie et p l u s odieuse. Là , ce


n'est que par quelques saillies de liber-
tinage , ou p a r la vaine ostentation d'un
c e r t a i n g o û t p h i l o s o p h i q u e , q u ' i l lance ses
traits contre elle. I c i , c'est u n e n c h a î n e -
m e n t continuel de calomnies, d'imputations
f a u s s e s , d'exagérations o u t r é e s , de dégui-
sements artificieux, employés pour l'ou-
trager. Les auteurs les plus méprisables
et les plus suspects, dès qu'ils sont en-
nemis de la Religion , d e v i e n n e n t des ora-r
d e s pour M. de V o l t a i r e . Les Payens et
les M u s u l m a n s sont t o u j o u r s sûrs de faire
foi contre les Chrétiens, de même que
les P r o t e s t a n t s c o n t r e les C a t h o l i q u e s . T o u t
ce q u e l'idolâtrie, 1 hérésie, l'imposture
PRÉLIMINAIRE. XV

ont autrefois imaginé et d é b i t é c o n t r e les


a d o r a t e u r s de J é s u s - C h r i s t \ t o u t ce q u ' e l l e s
o n t i n v e n t é p o u r la défense des e n n e m i s ,
^ e s persécuteurs et des t y r a n s d u Chris-
tianisme 3 V o l t a i r e le r e c h e r c h e , le r e s s u s -
c i t e , le r a p p o r t e , e t il le d o n n e c o m m e
autant de points incontestables. Riais ce
qu'on t r o u v e à l'avantage des Chrétiens
dans les a u t e u r s les p l u s surs et les p l u s
éclairés \ ou il le s u p p r i m e , o u , s'il le
r a p p o r t e , c'est p o u r y r é p a n d r e des nuages
p a r la critique la plus artificieuse et la
p l u s capable de s u r p r e n d r e q u i c o n q u e n ' e s t
pas p a r f a i t e m e n t instruit et é c l a i r é .
E n t r a î n é p a r cette malignité anti-chré-
tienne , il vous p r é s e n t e u n e longue suite
de tableaux h i s t o r i q u e s ; et ces tableaux
s o n t t o u j o u r s infidèles. T o u t ce q u ' o n peut
concevoir de d é s o r d r e s plus horribles et
plus odieux, est a t t r i b u é aux Chrétiens;
l e u r s v e r t u s sont travesties e n vices , l e u r s
p r a t i q u e s de Religion en i m b é c i l l i t é , et leurs
p l u s légers d é f a u t s , o u t r é s et exagérés à
l'excès.
M a i s ce n'est pas ainsi que l'on traite ;
ce n ' e s t pas a \ e c de s e m b l a b l e s couleurs
que l'on peint les Muhométans et les
XVI DISCOURS

Payens. S il y a jamais eu d e v é r i t a b l e s
vertus parmi les h o m m e s ; s'il y a eu d e
la s a g e s s e , de la r a i s o n , d e l ' é q u i t é , ce
i l ' e s t q u e chez des I d o l â t r e s et des I n f i -
d è l e s , q u e M . de V o l t a i r e en reconnoit.
Ce n'est que parmi eux qu'il trouve de
grands hommes , de grands génies , de
vrais héros. Si les P r o t e s t a n t s o n t q u e l -
quefois p a r t à ses é l o g e s , ce n'est que
q u a n d il les m e t e n o p p o s i t i o n avec les
Catholiques. E t s'il est forcé de r e n d r e
q u e l q u e s témoignages avantageux aux g r a n d s
hommes qui ont été parmi nous, il y
joint aussi-tôt l'ombre d e s défauts qu'ils
o n t e u s , et q u ' i l exagère e n c o r e , afin d'af-
foiblir l i d é e d u b i e n q u ' i l e n aura d i t .
L o r s q u ' o n e n t r e p r e n d de faire connoître
les h o m m e s , la loi de 1 histoire v e u t q u ' o n
les peigne t o u t entiers ; q u ' o n les m o n t r e
par leurs bonnes qualités et par leurs
défauts , p a r leurs vices e t p a r leurs v e r t u s .
N e les m o n t r e v q u e p a r l ' u n d e ces d e u x
e n d r o i t s , c'est être h i s t o r i e n infidèle. M.
de Voltaire tombe presque toujoivrs dans
c e t t e infidélité. I l ne m o n t r e les C h r é t i e n s
que p a r leurs défauts et l e u r s vices ; e t
les P a y e n s , les M ah o m e t an s e t les I t é r é -
PRÉLIMINAIRE. XVII

tiques par leurs bonnes qualités et par


leurs talents.
I l faut avouer c e p e n d a n t , q u e cette a p -
plication infatigable de M . de Voltaire à
déchirer la Religion c a t h o l i q u e , et à r a - ^ j
baisser ceux q u i la respectent et q u i lat^Ieiaii-
ce.
professent, ne prouve point qu'il fasse
p l u s d e cas d'aucune a u t r e religion. Son
goût d é c i d é est p o u r l'indifférence et la
tolérance universelle. Vanter beaucoup
l ' h o n n ê t e h o m m e , avoir toujours à la b o u -
c h e de grandes maximes cle p r o b i t é , d ' h o n -
n e u r et d ' é q u i t é ; du reste , s'élever au-
dessus de t o u t ce qu'on appelle dogmes,
opinions, articles de c r é a n c e ; croire ce
que l'on veut , ou ne rien croire ; c'est
là la vraie p h i l o s o p h i e selon lui.
Aussi , il n'est point d ' h o m m e s d o n t il
n o u s fasse un p o r t r a i t si a v a n t a g e u x , que
des p h i l o s o p h e s t o l é r a n t s . I l n ' e n est p o i n t
q u ' i l nous p r é s e n t e sous u n c a r a c t è r e aussi
aimable et aussi respectable. I l nous les
peint toujours comme des h o m m e s pleins
de d o u c e u r , et qui ne respirent que la
p a i x ; c o m m e des h o m m e s qui n e b l â m e n t ,
n e c o n d a m n e n t , ne d é s a p p r o u v e n t p e r s o n -
ne 5 c o m m e des h o m m e s qui laissent "\olon-
XVTII DISCOURS

tiers à c h a c u n la l i b e r t é de p e n s e r comme
il v o u d r a , et qui s o u b a i t e r o i e n t s e u l e m e n t
q u ' o n eut p o u r eux cette i n d u l g e n c e rai-
sonnable , qu'ils o n t eux-mêmes pour les
autres. Ces Messieurs n e demandent pour
eux q u e la l i b e r t é de p e n s e r ; c'est-à-dire,
ils n e d e m a n d e n t q u e la l i b e l l é d'outrager
impunément la société et la Religion ; d e
d é b i t e r tous les b l a s p h è m e s les plus scan-
d a l e u x e t les p l u s injurieux à la créance
chrétienne ; de proposer hardiment toutes
les extravagances les p l u s absurdes en m a -
t i è r e d e dogmes et d e m œ u r s . E t M . de
V o l t a i r e t r o u v e toutes ces d e m a n d e s t r è s -
justes et t r è s - r a i s o n n a b l e s ; c'est ce qu'il
.s'efforce de p r o u v e r en m i l l e e n d r o i t s de
ses O u v r a g e s , et sur-tout dans son P o e r a e
bur la L o i n a t u r e l l e , dans son Discours
sur l ' â m e , et dans son s u b l i m e Panégyri-
que de Locke.
X)e Tau Cette hardiesse qui ne respecte rien
torite dans la Religion , n e m é n a g e pas p l u s la
«ies sou- , ,, • / i u • t
•verains. puissance et l'autorité des Itois, i>e g r a n d
Philosophe n'instruit pas mieux l'homme
des devoirs de Sujet , q u e des devoirs de
Chrétien. D a n s ses O u v r a g e s , il est p a r l é
PRÉLIMINAIRE. XIX

ie peu de rébellions qu'il n'approuve,


eu qu'il n'excuse.
Ces maximes si é q u i v o q u e s et si dangereu-
ses de l'égalité e n t r e tous les h o m m e s , n e d e -
v r o i c n t jamais être p r o p o s é e s q u e par des
sages , qui en tissent c o n n o î t r e l'étendue
et les b o r n e s , l'usage et l ' a b u s . E l l e s s o n t
quelquefois le laugage de la n a t u r e et d e
la raison , et quelquefois des cris <\e s é d i -
tion et de fureur. M. de Voltaire en
p a r l e sans p r é c a u t i o n et sans m é n a g e m e n t .
I l y a b i e n p l u s d'affectation et de s é d u c -
t i o n , que de vérité et de sagesse, dans ce
q u ' i l r e p r é s e n t e si s o u v e n t des t e r r e u r s du
despotisme, et des avantages d e la l i b e r t é .
S i c e u x q u i c o m m a n d e n t aux p e u p l e s m a n -
q u o i e n t quelquefois à la justice et à l ' h u -
manité ; ceux qui les soulèvent et qui
r é p a n d e n t des maximes s é d i t i e u s e s , n e s e r -
vent qu'à les r e n d r e e n c o r e p l u s m a l h e u -
reux. L a Religion nous donne sur cela
des leçons beaucoup plus sages que la
philosophie moderne. Elle s'accorde bien
m i e u x avec la raison.
Lorsqu'on prend un ton aussi hardi
que le prend ï. de V o l i a i r e ; et que
n'écoutant que ses p r o p r e s pensées, on.
XX DISCOURS

e n t r e p r e n d de r é f o r m e r les idées d e tout


le genre h u m a i n , de c o m b a t t r e les prin-
cipes les plus clairs, les n o t i o n s les p l u s
a u t o r i s é e s , les faits les p l u s avérés et les
mieux constates : quand on ose s'ériger
e n juge souverain de tous les g é n i e s , de
t o u s les t a l e n t s , de tous les ouvrages, de
tous les différents genres de sciences ,
d ' a r t s et de l i t t é r a t u r e ; alors il est b i e n
difficile de n e pas t o m b e r dans des con-
t r a d i c t i o n s f r é q u e n t e s , et dans les e r r e u r s
les p l u s sensibles. U n e e n t r e p r i s e si h a r -
die est tonte remplie d'écueils. M. de
Voltaire n'a pas su les t o u s éviter.
Contra- Il est véritablement étonnant, qu'avec
( l i r t i o n s i > >, i i , - . ,
(Uns l e s * étendue de son génie et sa mémoire
cm\rages prodigieuse, il ait donné dans des con-
Volt, traductions si visibles. Dans son Histoire
1
g é n é r a l e , il nous dit q u e ce ne fut ja-
mais l'esprit du sénat Romain, ni des
empereurs, de persécuter personne pour
cause de religion ; q u e l'Eglise chrétienne
fut assez libre dès les commencements,
qu'elle eut la facilité de s'étendre, et
q u ' e l l e fut p r o t é g é e o u v e r t e m e n t par plu-
sieurs empereurs.
9
H i s t o i r e cûuvraUi c h . 5.
P R É LI M I N A Î R ET. XXÏ
-, E t dans son siècle de Louis X I V , il
d i t q u e cette m ê m e E g l i s e , dès les com-
mencements, bravoil l'autorité des empe*-
Rieurs; t e n a n t , malgré les défenses, des
assemblées secrettes dans des grottes et
dans des caves souterraines, jusqu'à ce
que Constantin la tira d e dessous t e r r e ,
1
p o u r la mettre à coté du trône.
Il dit dans u n e n d r o i t , q u e la nature
2
Immaine , dont le fond est par-tout le
m ê m e , a établi les m ê m e s ressemblance»
e n t r e tous les h o m m e s . E t il dit dans un
w i t r e , q u il y a des p e u p l e s , des h o m m e s
d'une espèce p a r t i c u l i è r e , et qui n e pa-
3
m i s s e n t rien t e n i r d e leurs v o i s i n s ; qu'il
est p r o b a b l e q u ' i l y a des espèces d h o m -
mes différentes les unes des a u t r e s , c o m m e
il y a différentes espèces d'animaux.
Il assure que Michel Servet, qui fut
b r û l é vif à G e n è v e p a r o r d r e de Calvin,
ftioit la divinité é t e r n e l l e de Jésus-Christ ;
e t dans la page s u i v a n t e , il assure aussi
que Servet ne nioit point ce dogme4.

Cromwel, selon M. de Voltaire, se


baigna dans le s a n g , depuis q u ' i l eut u s u r p é
3
" Concile du Calvinisme. — I l i s t . générale t o m , 3 *
3
p . icj-j. — I t i d , p . <j. — ** ILid. t o m . 3 .
XXII DISCOURS
l'autorité royale; il passa sa vie dans
1
l e t r o u b l e ; il n e couclioit pas d e u x n u i t s
de suite dans u n e m ê m e c h a m b r e , parce
q u ' i l craignoit toujours d ' ê t r e assassiné : il
mourut, avant le temps, d'une fièvre
causée p a r ses inquiétudes.
Et le même Cromwel, selon M. de
Voltaire e n c o r e , r e s p e c t a les l o i s , m é n a g e a
l e p e u p l e e t m o u r u t avec la fermeté d'âme
q u ' i l avoit m o n t r é e t o u t e sa vie : il laissa
la réputation d'un grand Roi, qui couvroit
les crimes d'un usurpateur.
O n p o u r r o i t faire u n v o l u m e e n t i e r des
contradictions où t o m b e M . de Voltaire,
en prononçant sur-tout d'un t o n si f e r m e
e t si assuré.
On n e doit pas p l u s se fier aux juge-
ments qu'il porte sur p l u s i e u r s écrivains,
q u ' a u x récits c o n t r a d i c t o i r e s qu'il fait assez
souvent. Les plus heureux talents ne r e n -
dent pas u n homme i n f a i l l i b l e ; mais un
esprit de jalousie et une affectation or-
gueilleuse à se d o n n e r p o u r l ' u n i q u e ora-
cle q u ' i l faut é c o u t e r , p e u v e n t faire p o r t e r
des décisions fausses , m a l g r é les plus heu-

2
* Mélange tome 1. — SiOcle de Louis XIV. ch. 5.
PRÉLIMINAIRE. XXIII

«ùx talents: l'autorité d ' u n seul c r i t i q u e ,


Uonime de V o l t a i r e , ne r é g l e r a pas les
|ugements du public et de la p o s t é r i t é .
On peut encore observer q u ' i l n e fait m ^ ^ ^
'guère p l u s de cas d e la n a t i o n , q u e d e de p e n -
scr sur
la Religion. O n t r o u v e dans ses écrits uiiej e s n a u ,
o l s
âffectation c o n t i n u e l l e à rabaisser les F r a u - - '
Çois, et à les m e t t r e au-dessous des é t r a n -
gers ; il n e n o u s r e p r é s e n t e la p l u p a r t de n o s
j>lus grands h o m m e s et de nos plus b e a u x
génies, que c o m m e il n o u s a représenté
les héros chrétiens e t les P è r e s d e l'é-
glise. E s t - c e p a r u n m é p r i s v é r i t a b l e qu'il
a pour sa nation ? E s t - c e p o u r se m e t t r e
lui seul dans u n r a n g p a r t i c u l i e r , et au-
dessus d e tous les autres a u t e u r s F r a n ç o i s ?
- Quel q u ' a i t été le b u t d e M . de Vol-
t a i r e , l ' h o m m e é q u i t a b l e sera toujours of-
fensé de la manière dont sont ordinai-
r e m e n t traités les F r a n ç o i s : il verra avec
peine, qu'ils ne sont p r e s q u e jamais que
dans le fond des t a b l e a u x , et comme des
Ombres q u i ne servent q u ' à relever les
tfatts b r i l l a n t s , sous lesquels il fait pa-
rottre les é t r a n g e r s : il se fera u n deMjir
de rendre justice au génie de Newton ;
biais il n e traitera pas de P h i l o s o p h e ro>
XXIV DISCOURS

mancîer Descartes, l'homme à qui, mal-


g r é ses e r r e u r s , la P h i l o s o p h i e raisonnable
a le p l u s d ' o b l i g a t i o n , et q u i a mis t o u s
ceux qui sont venus après lui, dans la
route des v é r i t a b l e s connoissances et des
découvertes les plus intéressantes : i l es-
t i m e r a L o c k e , sans m é p r i s e r M a l l e b r a n o h e ;
il n e comparera pas P r i o r à la F o n t a i n e ;
il admirera les t a l e n t s militaires d e Mar-
leborough, sans affecter d'obscurcir ceux
du grand T u r e n n e ; il se croira obligé
d'être, pour le m o i n s , aussi é q u i t a b l e en-
vers sa nation, que le f o n t les Anglois
eux-mêmes, malgré leur rivalité.
Ou «Un- P a r m i les p e r s o n n e s q u i lisent les O u -
yei" tju'il , i TT i * i
y aàhrevrages de M . d e v o l t a i r e , les unes n o n t
ses ou- assez de l u m i è r e s et d e c o n n o i s s a n c e s ,
Viager, t *
pour sentir le défaut des raisonnements
q u e fait si souvent cet E c r i v a i n , le d a n g e r
des principes qu'il établit, la fausseté
d e la p l u p a r t des faits q u ' i l d o n n e comme
incontestables, et d'où il tire les consé-
q u e n c e s les plus p e r n i c i e u s e s ; les autres
sont t r o p inappliquées p o u r se d o n n e r la
peine d examiner, de méditer, de réflé-
chir. O n se laisse s é d u i r e p a r le p l a i s i r ,
-on p r e n d du gout p o u r ces m a x i m e s e t
PRELIMINAIRE xi V
«es p r i n c i p e s , qui s'impriment facilement
«lans l'Ame. O n se fait p e u - à - p e u u n e ma-
nière de p e n s e r toute semblable à celle
-de l ' a u t e u r . Ou cite, on rapporte avec
complaisance ses pensées, ses maximes ,
ses décisions. O n n'envisage p l u s les c h o -
ies q u e du m ê m e œil d o n t il les e n v i -
sage l u i - m ê m e ; et ses jugements et se»
pensées, deviennent bientôt la r è g l e des
j u g e m e n t s e t des pensées d u l e c t e u r s é d u i t .
C'est l à ce q u i m'a engagé à faire c e t
e x a m e n critique des O u v r a g e s de V o l t a i r e ;
mais n o u s n e p a r l e r o n s q u e d e ceux q u ' i l
a v o u e l u i - m ê m e p u b l i q u e m e n t . C'est pour
cela , q u e nous n o u s servirons de la c o l -
lection complette qu'il en a donnée à
Genève en 1 7 0 6 . Il est bien d'autres
Ouvrages e n c o r e , dont on sait q u il est
véritablement l'auteur, quoiqu'il n'en c o n -
vienne pas devant tout le monde. Ce
sont des fruits malheureux d'un esprit
libertin, assez hardi pour attaquer ce
qu'il y a de p l u s saint e t d e p l u s sacré :
et ensuite trop timide, ou p o u r mieux
dire e n c o r e , assez p r u d e n t , pour ne pas
soutenir ouvertement ce qui a été en-
fanté dans un délire impie. Ils portent
XXVI DISCOURS
1
avec eux leur honte et leur condamna*
tion. L e désaveu p u b l i c qu'on est forcé
d'en faire, apprend assez comment on
doit les regarder.
Nous éviterons aussi toute accusation
personnelle à l'égard d'un auteur dont
n o u s d é p l o r o n s les é g a r e m e n t s , en même
temps que n o u s en a d m i r o n s les talents.
N o u s éviterons toute accusation person-
nelle , parce que ce n'est pas ici une
>atyre ; ce n'est qu'une défense de la
Religion.
La satyre est presque toujours l'ou-
vrage de la passion. C'est un outrage à
l ' h u m a n i t é ; c'est une preuve infaillible
d'un caractère méchant : elle rend en-
core plus haïssable auprès des honnêtes
g e n s , celui qui ose la r é p a n d r e , qu'elle
n e r e n d m é p r i s a b l e celui q u ' e l l e déchire.
Enfin, la raison et la Religion la con-
d a m n e n t également. N o u s nous efforcerons
d ' e n éviter le t o n dans un Ouvrage, où
nous ne nous p r o p o s o n s que de venger
la R e l i g i o n , et d ' a r r ê t e r la séduction. S'il
se t r o u v e quelquefois des expressions u n
p e u fortes , q u ' o n fasse a t t e n t i o n aux cir-
constances qui les o n t fait n a î t r e , et l'on
PRÉLIMINAIRE. XXVU
n'y verra plus q u e le ton de l'équité,
de la r a i s o n e t de la vérité. Quand on
•voit les O r a c l e s sacrés d e l'Evangile , p r o -
fanés*, les p l u s grands h o m m e s d u C h r i s -
tianisme , outragés ; les p l u s saines maxi-
mes de la M o r a l e , d e v e n u e s des matières
d e railleries e t d e dérision ; p e u t - o n être
insensible ? L e s expressions ne suivent-
« î l e s pas alors les s e n t i m e n t s ? E t e n mé-
n a g e a n t , autant q u ' i l est p o s s i b l e , la p e r -
s o n n e de l ' a u t e u r , p e u t - o n s'empêcher de
« ' e x p r i m e r u u p e u f o r t e m e n t sur ses écrits?
J'espère q u e je n ' a u r a i p o i n t de r e p r o -
ches à me faire, ni à essuver sur cet
article. J'aurois plutôt à craindre qu'on
lie me reprochât d'avoir porté trop loin
les égards et les m é n a g e m e n t s . Si c'est
lin d é f a u t , je le r e g a r d e comme un dé-
faut que la Re 1 i g i o n et la rai s on au 1. o -
r i s e n t , e t je n e suis pas disposé à l ' é v i t e r .
M . de Voltaire a écrit en P h i l o s o p h e I> i
e t e n H i s t o r i e n , Ses E c r i t s p h i l o s o p h i q u e s , a i e
L Î t e
€t les Histoires qu'il nous a données , ~
1
Mutât
(îont é g a l e m e n t r e m p l i s d ' e r r e u r s : la R e l i -
gion est é g a l e m e n t a t t a q u é e dans l e s u n s
et dans les a u t r e s . Pour repousser ces
deux sortes d ' a t t a q u e s , je divise cet Ou-
xxvin ni sco uns
Yrage e n deux P a r t i e s . L a p r e m i è r e , sera
]a réfutation des E r r e u r s h i s t o r i q u e s , c'est-
à-dire des E r r e u r s dans les faits qui sont
entassés dans l'Histoire G é n é r a l e avec b e a u -
c o u p de m a l i g n i t é , sans c r i t i q u e et sans au-
c u n r e s p e c t p o u r la d é c e n c e e t la v é r i t é ,
L a s e c o n d e , sera la réfutation des E r r e u r s
D o g m a t i q u e s , c'est-à-dire des E r r e u r s d a n s
la manière de p e n s e r et d e raisonner sur
les principes, les dogmes , les u s a g e s , les
exercices e t le c u l t e de la Religion.
Prenne- L a première Partie nous présente le
x
ie jiai'tie s

de ciitetableau le plus grand 5 le plus intéres-


1 s a n t u s
lioii. ? 1° P ^ varié : la suite de la Re-
ligion pendant dix-sept siècles , ses révo-
l u t i o n s , son g o u v e r n e m e n t , ses c o n q u ê t e s ,
ses p e r t e s , les h o m m e s fameux qui Pont
protégée ou c o m b a t t u e , qui en ont été
la gloire ou l'opprobre , l'appui ou le
iléau : voilà ce q u e , d e v i e n t la m a t i è r e d e
nos observations h i s t o r i q u e s . N o u s suivrons;
l'ordre des temps , comme M. de Vol-
taire ; mais nous n e r e l è v e r o n s pas t o u t e s
ses e r r e u r s : il faudroît pour cela, pres-
qu'autant de volumes qu'il en a donnés
lui-même. Nous nous arrêterons aux p r i n -
cipales. N o u s ferons v o i r , avec la der-
P R É L I IVFl N À I R E . XXIX
n i è r e é v i d e n c e , la fausseté de la plupart
des choses qu'il affirme avec le p l u s d ' a s -
surance.
- Pour peu qu'on soit a t t e n t i f en lisant
les ouvrages d e M . d e V o l t a i r e , o n s ' a p -
perçoit bientôt qu'il n e t é m o i g n e ordinai-
rement que du mépris p o u r les a u t e u r s
Chrétiens et C a t h o l i q u e s , et qn'il écoute
les payens et les e n n e m i s de la c a t h o l i -
cité c o m m e des oracles. P o u r l e c o m b a t t r e
plus efficacement , n o u s n ' e m p l o i e r o n s le
plus souvent q u e le témoignage de ceux-
m ê m e s d o n t il s'appuie. C e q u ' i l dit c o n t r e
les C h r é t i e n s des p r e m i e r s siècles, nous
le réfuterons, autant q u ' i l sera possible
p a r le témoignage des payens mêmes. E t
quand n o u s en serons à l'histoire des d e r -
niers siècles, nous aurons recours aux
protestants eux-mêmes , p o u r réfuter les
calomnies d o n t il c h a r g e les C a t h o l i q u e s .
D a n s t o u t e s ces différentes occasions, nous
emploierons les témoignages des auteurs
c o n t e m p o r a i n s , l'autorité des p i è c e s les p l u s
a u t h e n t i q u e s , et les secours d ' u n e c r i t i q u e
Jsage et éclairée.
E n raisonnant sur les d o g m e s et c o n t r e Seconda
a r t
Jejs dogmes les pins essentiels du cbris-^ c t ^
c.
AXX DISCOURS
tianisme , M . de V o l t a i r e prend quelque-
fois le ton le plus respeclueux \ mais
cette affectation de respect ne rend que
p l u s d a n g e r e u x le t o n s é d u c t e u r : il aver-
tit qu'il faut toujours distinguer ce qui
est d u ressort de la p h i l o s o p h i e , et ce
q u i est du ressort de la foi, mais en-
suite il trouve que tout est du ressort
de la p h i l o s o p h i e , e t ainsi Pobjet d e l a
foi est anéanti et disparoît e n t i è r e m e n t :
il dit que nos mystères ont beau être
contraires à nos démonstrations, qu'ils
n'en sont pas moins respectés par les
philosophes, mais ce qui est c o n t r a i r e à
une démonstration, est faux et absurde.
On voit la conséquence q u ' i l faut tirer
d'une pareille proposition.
N o u s n e p r é t e n d o n s pas suivre M . de
Voltaire pas à p a s , et donner une réfu-
t a t i o n l é g è r e et superficielle de toutes les
erreurs répandues dans ses divers Ouvra-
ges. N o u s nous f o r m e r o n s un plan , dans
l e q u e l n o u s faisons e n t r e r les p r i n c i p a u x dog-
m e s de la r e l i g i o n , ce q u i y a r a p p o r t , ce
q u i en d é p e n d , et ce q u i y est néces-»
s a i r ë m e u t lié. Ce q u e noufc t r o u v e r o n s dans
les Ouvrages de M. de Voltaire qui y
PRELIMINAIRE. XX\tf

CS£ opposé , nous le rapporterons et n o u s


le c o m b a t t r o n s . N o u s t r a v a i l l e r o n s en m ê m e
temps â établir la vérité et à détruire
l'erreur. Nous donnerons des principes
p o u r é c l a i r e r , diriger et affermir l'homme
qui veut étudier la religion, et pour
prévenir l'impression que les écrits im-
pies de tant do philosophes modernes
pourroient faire. Ainsi cette partie dog-
matique servira, non-seulement à la ré-
futation des écrits de M. de Voltaire,
niais e n c o r e à la réfutation de tant d'ou-
vrages dangereux que l'impiété enfante
/tous les j o u r s .
Nous commencerons par l'examen des
P e n s é e s sur l'administration p u b l i q u e , afin
qu'on soit d'abord au fait de la ma-
nière dont M. de Voltaire pense, rai-
sonne, et envisage les choses. N o u s fini-
rons par l'examen du Poème sur la loi
n a t u r e l l e , qui sera c o m m e u n tableau e n r a o
courci d e tous ses p r i n c i p e s .
Il s'est fait beaucoup d'écrits satyri-
gues contre M. de Voltaire. Je puis
dire que je n'en ai point lu } ou que
je n'en ai p r e s q u e rien lu. Ces sortes
/écrits n e sont nullement de m o n goût.
XXXII DISCOURS

On m'a pressé d'ajouter une troisième


partie à cet Ouvrage, et de joindre les
égarements de sa vie aux erreurs dç
ses écrits. O n ma fourni des mémoires
pour cela. On a voulu me persuader
qu'un recueil d'anecdotes choisies sur la
vie d e M . de V o l t a i r e , en p i q u a n t la c u -
riosité d u p u b l i c , d o n n e r o i t p l u s de cours
à mon livre. Mais j'ai trop d'horreur
pour le caractère de médisant.
Ce q u e j^ai toujours d é s i r é , e t toujours
r e g a r d é c o m m e nécessaire d a n s n o t r e s i è c l e ,
c ' e s t u n e sage réfutation desErreurs répandues
dans les Πu v r e s de Voltaire. Il ne s'en
est point fait encore , q u i soit venue à
mu connoissance , q u e celle qui a pour
titre : l'Oracle des nouveaux Philosophes,
Mais cet O u v r a g e , qui a é t é si bien r e ç u
et si j u s t e m e n t estimé, n'a point encore
paru suffisant à b i e n des personnes tou-
jours avides d e s'instruire , e t vivement
zélées p o u r les droits de la Religion et
d e la raison. P l u s i e u r s , e n v o y a n t dans VEs-
sai sur l'Histoire générale, cette affreuse
collection de mensonges horribles 5 ou ,
pour mieux d i r e , cette sanglante et p e r -
pétuelle satyre c o n t r e les C h r é t i e n s j plu-
PRELIMINAIRE. XXXUI

j^eurs auroient voulu des r é p o n s e s plus


d é t a i l l é e s , des réponses claires, précises,
çonvaincanlcs , capables de p o r t e r la lu-
mière dans P â m e , et de c o n f o n d r e la ca-
lomnie et le c a l o m n i a t e u r . D ' a u t r e s , v o v a n t
combien M . de V o l t a i r e a varié et m u l -
tiplié les attaques c o n t r e t o u t oe qu'il y a
*Je p l u s respectable et de p l u s saint , et
tpe plusieurs de ces attaques n ' o n t point
été repoussées par l'auteur de VOrarle ,
s o u b a i t o i e n t d e voir a c h e v e r cette défense de
fe Religion. O r , tous les p o i n t s q u i n ' o n t
pas é t é e x a m i n é s , r e t r o u v e n t ici l e u r place 5
ils font u n e p a r t i e essentielle d e cet Ou-
\rage. Ainsi l'on pourra se flatter main-
tenant, d'avoir sur les (Œuvres de Vol-
taire tous les éclaircissements q u e p o u v o i e n t
désirer les amateurs de la Religion et de
la vérité.
a r
C ' e s t le m ê m e e n n e m i , qui est a t t a q u é .Ç P **
1 1
' distinct,
dans l'ouvrage de l'Oracle et dans c e l u i - d e s d e u x
u v
ci. Mais les attaques sont toujours diiTé-^ '
rentes , et dirigées vers des objets tout
différents. D a n s l ' O r a c l e , ou voit d ' e x c e l -
l e n t e s dissertations sur les p r i n c i p a u x p o i n t s
de la Religion chrétienue ; dissertations
vives , lumineuses, triomphantes 3 et qui
XXXIV DISCOURS

attaquent avec succès t o u t le corps des


Erreurs de Voltaire : ici, on prend les
.erreurs e n détail. A c h a c u n des traits ca-
l o m n i e u x ou satyriques , des r a i s o n n e m e n t s
faux , des m e n son ge s avancés coutre 1a
Religion , on trouve la r é p o n s e ; e t la
r é p o n s e est p r é s e n t é e avec précision , dans
sa p l u s grande clarté , saus a u c u n d é t o u r ,
J
et p o r t e toujours la c o n v i c t i o n . D a n s 1 0-
racîe , on prouve efficacement les v é r i t é s
q u e M . de "Voltaire c o m b a t : ici , on m o n -
t r e avec la plus g r a n d e clarté les e r r e u r s
où ïl tombe. L'un le force par le rai-
s o n n e m e n t 5 l'autre fait apercevoir toutes
ses contradictions , ses bévues, sa mau-
vaise foi. L'"un , c o m m e nous veuons de
le dire , attaque presque t o u j o u r s le corps
des erreurs ; l'autre n'en laisse presque
aucune , qu'il ne détruise en détail. En
u n m o t , rien n'est p l u s différent q u e ces
deux Ouvrages le sont e n t r ' e u x \ et l'on
ose b i e n assurer qu'il n e se t r o u v e r a pas
dans celui-ci u n seul fait q u i ait été déjà
discuté dans l'autre ; ni une réflexion ,
une remarque , un raisonnement qui en
paroissent e m p r u n t é s ou imités. La chose
ne seruit guère possible , p u i s q u e cet O u -
PRELIMINAIRE. XXXV

trage a été fini avant q u e l'autre fût im-


primé.
On reproche à l'auteur de l ' O r a c l e , de
s'être t r o p appesanti sur "V oltaire ; de lui
avoir i m p u t é u n e n o i r c e u r et u n e impiété
de sentiments qui r é v o l t e n t : d'avoir m a l i -
cieusement rassemblé , r a p p r o c h é des t r a i t s
épars , et qui n ' é t o i e n t p o i n t faits les n u s
p o u r les autres , afin de c h a r g e r le t a b l e a u
de plus d ' h o r r e u r s ; enfin d ' e n avoir fait
"Un p o ri rai t p l u s affreux , q u e la vé rite
et la bienséance d'usage e n t r e les p e r s o n -
nes de lettres el de goût ne le p e r m e t t e n t .
Mais 1 a u t e u r de l ' O r a c l e , vous r é p o n d
qu'il a fidèlement cité les endroits d'où
il a e m p r u n t é tous ses traits*, que t o u t e s
les h o r r e u r s q u ' i l a mises dans la h o u c h e
de V o l t a i r e , avoient auparavant coulé d e
sa p l u m e ; et qu il n'a fait q u e montrer
Un p e u p l u s à d é c o u v e r t , ou r e n d r e p l u s
Sensible ce q u e l'autre n'avoit osé q u ' i n -
d i q u e r , et q u ' i l avoit artificieusement e n -
v e l o p p é . Q u a n t au p o r t r a i t , t o u t le m o n d e
convient, que dans l'art infernal de faire
3
des p o r t r a i t s affreux, p e r s o n n e na jamais
égalé M . de V o l t a i r e ; q u e jamais on n ' e m -
ploya des couleurs pl us noires que celles
XXXVÏ DISCOURS

dont il p e i n t ceux q u i o n t excité sa ja-


lousie , ou animé sa b i l e . Q u ' o n en juge
p a r la m a n i è r e d o n t il t r a i t e l e plus par*
fait de n o s p o è t e s , le c é l è b r e Rousseau ,
l ' a b b é Desfontaines , et t a n t d ' a u t r e s Ecri-
vains que je pourvois nommer.
Pour m o i , je n e puis ni n e dois b l â m e r
la m a n i è r e d o n t s'y est p r i s l'auteur de
l ' O r a c l e ; et je n'ai p o i n t jugé à propos
de l'imiter. I l est différentes façons d'at-
taquer un e n n e m i . T o u t e s les t r o u p e s ne
c o m b a t t e n t pas de m ê m e ; et avec leurs
différentes manières de combattre , elles
peuvent toujours r e m p o r t e r des victoires.
J e r e n d s sans peine justice aux talents.de
M . de V o l t a i r e . Mais je dois dire en m ê m e
t e m p s , q u e l'abus des t a l e n t s a été dans lui
aussi g r a n d que les talents mêmes. Ses
Œ u v r e s attestent é g a l e m e n t l ' u n et l ' a u t r e .
Si j ' e n entreprends l'examen critique , c e
n'est point pour me déclarer son rival.
Ce n'est q u e le respect p o u r la R e l i g i o n ,
et le zèle p o u r des h o m m e s chrétiens ,
qui me détermine. Ce n'est que sur la
bonté de la c a u s e , et sur la force d e la
r a i s o n , q u e je m ' a p p u i e . David , enfant e t
sans armes , terrassa le r e d o u t a b l e G o l i a t h
PRELIMINAIRE. XXXVIt

armé d e t o u t e s pièces. Tu viens à moi,


1
lui dit D a v i d 5 avec T é p é e , la lance et
le bouclier ; et m o i je ne veux point
d'autres a r m e s , q u e m a confiance au nom
du Seigneur.
C est avec les m ê m e s s e n t i m e n t s , q u e j'ai
tenté cet ouvrage. E t ce n ' e s t q u e d u Sei-*
jgneur , q u e j ' e n a t t e n d s le succès.

* 5*. L i v r e Jos roi-, eît. 17,


1. «1
^!ViVi\VV**VVVI,\l^VVV*vi\VVVV\VV\\.\A*\Vt\V\<iVlV\\vV\\\t\i*V\Vt

AVERTISSEMENT
DES ÉDITEURS,

SUR C E T T E N O U V E L L E ÉDITION.

A.UH d e u x v o l u m e s des E r r e u r s d e Vol*


taire , n o u s e n ajoutons u n troisième q u i f

n o u s l ' e s p é r o n s , n e sera pas reçu d e nos


S o u s c r i p t e u r s , avec m o i n s d'empressement
q u e les p r e m i e r s . Ce livre est aussi d e M .
l'abbé N o n n o t t e ; et quoique peut-être
moins répandu q u e ses a u t r e s ouvrages,
i l n e l e u r c è d e p o i n t en i n t é r ê t .
L e t i t r e en annonce assez l ' o b j e t . C'est
u n coup d'oeil général sur t o u s les écrits
de Voltaire. L a u t e u r s'y est p r o p o s é d e
m e t t r e , en quelque sorte, l'âme du sophiste
à d é c o u v e r t ; il d é m a s q u e ses projets a n t i -
r e l i g i e u x ' il suit sa m a r c h e
y hostile et t é *
n é b r e u s e ; il réfute ses p a r a d o x e s , mais
avec l ' é n e r g i e , la solidité de r a i s o n n e m e n t
qu'on lui connoît.
Ce petit ouvrage est loin d'être une
apologie c o m p l è t e du Christianisme5 mais,
XI, AVERTISSEMENT

o u t r e les aperçus n o u v e a u x q u ' i l renferme,


c'est u n résumé d e t o u t ce q u e son p l u s
dangereux e n n e m i , et un redoutable anta-
goniste d e c e l u i - c i , o n t dit d e p l u s saillant
e t de p l u s fort en faveur d e l e u r cause.
Les principales objections du p r e m i e r , y
s o n t p r é s e n t é e s et b r i è v e m e n t résolues ; et
l'Auteur renvoie à ses a u t r e s écrits, pour
le développement des p r e u v e s e t unfe p l u s
ample réfutation.
À ces titres suffisants p o u r mériter à cet
o p u s c u l e l'accueil du p u b l i c , s'en j o i n t u n
autre. Les difficultés qu'en éprouva la
p u b l i c a t i o n , le r e c o m m a n d e n t et en garan-
tissent le mérite. Achevé près d'un an
avant la mort du p h i l o s o p h e de Ferney,
il n e put paroître q u ' a p r è s ; et l'Auteur
rebuté des o b s t a c l e s q u ' i l r e n c o n t r o i t , eut
besoin, p o u r en poursuivre l'impression ,
d'être ranimé par des amis sincères et
éclairés de la Religion. I l s p e n s è r e n t q u e
ce livre scroit u t i l e , et nous avons cru
a l l e r a u - d e v a n t des v œ u x d u p u b l i c , en l e
reproduisant à la suite d ' u n autre o u v r a g e
d o n t il est n a t u r e l l e m e n t le complément.
Toutefois nous le vendrons séparément ,
pour satisfaire ceux qui, ayant déjà le*
DES ÉDITEURS. XLt
Erreurs de Voltaire, ne voudroîent plus
a c h e t e r q u e son Esprit ; o u q u i , des ouvrages
d e M . l ' a b b é N o n u o t t e , n e desireroient se
p r o c u r e r q u e ce d e r n i e r .
TABLE.

LES ERREURS HISTORIQUES.

DlSCOUKS PlïÉMMïNArRE. page t


AVERTISSEMENT des Éditeurs sur cette nouvelle
* Édition. XXXIX
C H A P I T R E I. — Des commencements de l'Église
chrétienne. x
C H A P . IL — De Dioele'tien, 12
CHAP. III. — De la persécution de l'Eglise chré-
tienne sous Dioctétien. i£
C l l A P . IV. — De Constantin le Grand-, 26-
C H A P . V. — De l'apparition de la Croix à Cons-
tantin, 38
1
C H A P . VI. De la fin des Persécuteurs. 4
C H A P . VII. — De l'Empereur Julien. 43
C H A P . VIII. — De l'Apostasie et de Julien. 49
C H A P . IX. — De Mahomet.. 5S
C H A P . X. — De Charlemagne. 6<*
CHAP. X L — De la Religion du temps de Char-
lema gne. 73
C H A P . XII. — De l'Origine et de ta Puissance
des Papes. 85
C H A P . XIII. — De Photius et du Schisme des
Grecs. 01
C H A P . XIV. — De l'Espagne au huitième siècle. 99,
C H A P . XV. — De qTieîqucs faits remarquables
rapporte's par Voltaire sous le neuvième siècle. 108"
CHAP. XVI. — D e la Papauté audixième siècle. n5-
CHAP. XVIL — De la Religion et de la supers-
tition aux dixième et onzième siècles. Xi5
XLTV TABLE*
CHAP. XVHI. — Des Croisades. îaS
CHAP, XIX. — Des Croisades du Nord. 107
CHAP, XX. — De la Croisade contre les Albigeois. i_jo
C H A P . XXL — Du Concile de Constance. 148
CHAP. XXII. — D e Jeanne d'Arc , dite laPucelle
ri'Orlea.is. i58
CHAP. XXIII. — Des Héros Turcs. i65
C H A P . XXIV. — De l'Eglise, sous le pontificat de
Léon X . 17 S
C H A P . XXV. — De Luther et du Luthéranisme. 197
CiJAP. XXVI. De Calvin et du Calvinisme. 197
C H A P . XXVII. — D'Henri VIII, et de la révolu-
tion de la religion en Angleterre. 202
C H A P . XXVTIL — D'Anne de Boulen. 5
2 o

CHAP. XXIX. — De Marie, Reine d'Angleterre. 209


C H A P . XXX. — De Cranmer, archevêque de
Cantorbéry. 212
CHAP. XXXI. — De la Reine Elizaheth. 214
C H A P . XXXII. — De Marie Stuart. 220
C H A P . XXXIII. — De la religion sous François I. 226
C H A P . XXXtV. — De l'Inquisition. 206
C H A P . XXXV. — De Philippe I I , Roi d'Espagne. 2,1
CHAP. XXXVI. — De la fondation de la républi-
que de Hollande. 2(7
C H A P . XXXVII. — De la Conspiration d'Am-
boise. 267
CHAP. XXXVIII. — Des mœurs des protestants
sous les derniers Valois. 262
C H A P . XXXIX. — De la France sous Charles IX
et sous Henri III. 266
CHAP. X L . — De la Conversion de Henri IV. 273
CHAP. XLI. — Du règne de Henri IV. 280
C H A P . XLIL — De Jacques I , Roi d'Angleterre. 284
CHAP. XLHL — Révolution de la Religion Chré-
tienne au Japon. 289
TABLE.
CHAP. X L Ï Y . — De la Suède au seizième siècle.
C H A P . XLV. — De la Hollande au dix-septième
siècle.
C H A P . XLVÏ. — Remarques sur l'introduction
à l'histoire du siècle de Louis XIV.
CHAP. XLVIL — Minorité et rèj;nc de Louis
X t V , jusqu'à Ja mort dif Cardinal Maza.-in.
C H A P . XLVIIÎ. — Du Cardinal Mazarin.
C H A P . XLIX. — De Cromvel.
C H A P . L . — Du grand Condé.
C H A P . L L — Du vicomte de Turenne,
C H A P . LU. — De Jacques I I Roi d'Angleterre.
}

C H A P . LUI. — Parallèle de Louis XIV avec le


Prince d'Orauge.
C H A P . L Î V . — De la Philosophie et des beaux
arts sous Louis XIV.
C H A P . LV. — Des Finances,
C H 4 P . LVI. — De la Cour de Rome et des af-
faires ecclésiastiques.
C H A P . LVH. — Du Calvinisme.
C H A P . LVHI. — De la révocation de l'édit de
Nantes.
C H A P . LIX. D U Jansénisme,
CHAP, LX, — Du Quietisme,
LES ERREURS

HISTORIQUES.

Erit enim tempus , cûm sanam dcctrinam non


swstinubuut, sed ad sua desideiia coaccrvabunt sibi
ïnagistros , pruricntes auiibus, et à veritale quidem
auditum avcrtcnl, ad fabulas autcm couverleutur.
2. ad TlMOTll. c. ^,

CHAPITRE PREMIER.
t

Des commencements de l'Eglise chrétienne,

r
I j e d é b u t de M . de V o l t a i r e , dans sou
Histoire G é n é r a l e , est b i e n digne d'un C h r é -
tien q u i respecte sa religion , et d'un h i s t o -
rien p h i l o s o p h e qui ne c h e r c h e que la v é r i t é .
La p r e m i è r e chose qu'il se p r o p o s e , c'est d e
ï é f ô n n e r les idées t r o p avantageuses q u e les
C h r é t i e n s se sont faites de la manière d o n t
l e u r religion s'établit sur la t e r r e ^ il y a d i x -
sept siècles. Ensuite il veut d é t r u i r e les p r J -
i. i
LES ERREUllS
jugés oà nous s o m m e s , q u e p e n d a n t trois sié-
ries e n t i e r s , cette Religion lut toujours c o m -
b a t t u e et persécutée , et toujours \ i c t 0 r i e u 5 e
et t r i o m p h a n t e . E n f i n , il e n t r e p r e n d de y e n -
cor les anciens maîtres d u m o n d e , du r e -
p r o c h e de ces cruautés b a r b a r e s , que 1 igno-
rance c h r é t i e n n e , d i t - i l , l e u r a t t r i b u e , et
<b'iit elle regarde les règnes c o m m e une Saint-
1
llarthelcmi continuelle .
£•> Ce q u i est certain , d i t - i l g r a v e m e n t ,
• c'est q u e le génie du S é n a t iu' fut jamais
5? de p e r s é c u t e r p e r s o n n e p o u r sa c r é a n c e ,
v ,\ufuii des Césars n ' i n q u i é t a les C h r é t i e n s ,
s> jusqu'à Domilien. w
Ce q u i est certain , c'est q u e V o l t a i r e af-
firme , avec la plus grande hardiesse , ce d o n t
il n e p o u r r o i t pas f o r m e r la m o i n d r e a p p a -
r e n c e de prouve. L e t o n D É C I S I F qu'il p r e n d ,
p e u t en i m p o s e r à ceux qui ne son! pas i n s -
truits ; maïs il fa»t pïlié à ceux qui sont un
p e u é c l a i r é s ; et il est très-aisé de d é m o n t r e r
q u e r i e n n'est p l u s faux , Q U E ce qu IL n o u s
d o n n e p o u r certain. Les a u t e u r s payens a t -
testent qu'il v eut des C h r é t i e n s c o n d a m n é s
à la m o r t sous ftéron. Les P è r e s de J'Enlise
g r e c q u e et ceux de 1 Eglise latine r e c o n n a i s -
sent de c o n c e r t , dès les p r e m i e r s siècles, q u e
les fanieuxap''Ires Saint P i e r r e et Saint Paul ,
f u r e n t martyrisés À H o m e sous l ' e m p i r e D E
N é r o n . L e grand C o n s t a n t i n , le p r e m i e r des
A
E m p e r e u r s uni renonça à 1 idoh irie p o u r
embrasser le Clnistianisme , r e n d le m è m ç

* ÏJistoire générale, cïioj>. V.


PE VOLTAIRE. O
telnioign^ge. M a l g r é c e l a , V o l t a i r e nous assure
qu'aucun d e s Césars n inquiéta Jcs C h r é t i e n s ,
jusqu'à D o m i t i e u . F a u t - i l se r e n d r e à sou
Autorité ?
r
' Voici maintenant c o m m e n t il raisonne ,
|>our p r o u v e r ee q u ' i l a ayencé. <• L e s J u i f i ,
» d i t - i l , accusèrent les C h r é t i e n s de l ' i o -
p cendie q u i consuma alors une p a i i i e de.
v R o m e . 1 1 étoit aussi injuste d ' i m p u t e r e t
» accident aux C h r é t i e n s q u ' à 1 E m p e r e u r .
M a i s il falloît appaîser le p e u p l e n (jui .se
v soulevoit coutre des étrangers également
>7 liais des Juifs et des Romains. O n D a n -
d o n n a q u e l q u e s infortunés à la vengeance
» p u b l i q u e . I l semble qu'on n'auroit pas du
» c o m p t e r p a r m i les p e r s é c u t i o n s faîtes à l e u r
r foi, cette violence passagère. E l l e n'eut rien
# de c o m m u n avec l e u r religion q u ' o n n e
i> connoissoit p a s , et q u e les Romains c o u -
» fondoient avec le J u d a ï s m e , p r o t é g é p a r les
» lois.
E x a m i n o n s un m o m e n t la force et la j u s -
Jesse de ce l a i s o n n e m e n t de V o l t a i r e . i . ° I l
d î t que les Juifs a c c u s è r e n t les C h r é t i e n s , et
il suppose que les Romains c o n f o n d i r e n t les
C h r é t i e n s avec les Juifs. Mais dans cette sup-
p o s i t i o n , est-il cro\ahle que les Juifs eussent-
J o r m é une accusation dans laquelle ils a u -
Toient été e u x - m ê m e s infailliblement c o m p r i s
et nécessairement e n v e l o p p e s ? Mais p o u r r o i t -
il citer q u e l q u e a u t e u r de ce t e m p s - l à , q u i
ait p a r l é d^ cette accusation des Juifs c o n t r e
les Chrétiens.'' niai gré t o u t e s->n é r u d i t i o n ,
j ose lui d o n n e r le défi d ' e n citer a u a i u . I l
4 LES ERREURS
m e t clone ce q u ' i l imagine, à la place des faits
historiques.
2 . ° I l dit q u e p o u r a p p a î s e r l e p e u p l e , on
a b a n d o n n a quelques infortunes à la vengeance
p u b l i q u e , mais q u e ce ue fut q u ' u n e violence
passagère.
L e s détails q u e fait T a c i t e des t o u r m e n s
h o r r i b l e » q u ' o n fit souffrir aux C h r é t i e n s ,
-s'accordent parfaitement avec ce que nous d i -
s e n t les fastes du C h r i s t i a n i s m e ; mais ils n e
£ "accordent n u l l e m e n t avec ce q u e nous dit
M . de V o l t a i r e .
3.° I l r e m a r q u e q u ' i l étoit aussi injuste
d ' i m p u t e r cet accident aux C h r é l i e u s , qu'à.
l'Empereur.
E t m o i , je remarque; q u e M . de V o l t a i r e
est le p r e m i e r et le seul défeuseur qu'ait e n -
core t r o u v é N é r o n p a r m i les écrivains. L e
c l i e n t est bien digne d ' u n pareil d é f e n s e u r ,
e t la cause d ' u n pareil avocat. L e s payens n e
j u g è r e n t pas si favorablement de N é r o n .
S u é t o n e dit expressément, q u e ce fut cet em-
1
p e r e u r qui fit m e t t r e le feu à la ville de R o m e ,
T a c i t e , san's l'assurer p o s i t i v e m e n t , dit q u ' i l
est très-vraisemblable qu'il fut l'auteur de l'in-
cendie , et qu'il n e p e r s é c u t a les C h r é t i e n s ,
q u e p o u r faire r e t o m b e r sur eux tout l'odieux
d e cet affreux d é s a s t r e , d o n t o n Eaccusoit
3
d'être» l ' a u t e u r .
Voilà c o m m e n t M . de V o l t a i r e justifie
N é r o n ; voici m a i n t e n a n t c o m m e n t il s'y p r e n d
p o u r justifier encore D o m i t i e n .

* Suet. Nero. —* Tacit., an. i, i 5 .


PE VOLTAIRE. &
«• Dion-Cassius dit qu'il y r u t sous cet c m -
p e r e u r q u e l q u e s perso unes c o n d a m n é e s
c o m m e a t h é e s , et c o m m e imitant les m œ u r s
9> des Juifs. I l paroît que cette vexation ne fut
»' ni l o n g u e , ni g é n é r a l e . O n n e sait précisé-
j> m e n t ni pourquoi il v eut q u e l q u e s C h r é -
» tiens b a n n i s , ni p o u r q u o i ils furent r a p -
p pelés. «
• I l y a deux r e m a r q u e s intéressantes à faire-
sur ces p a r o l e s citées, mais falsifiées p a r V o l -
g
taire. i . C e q u e Dion-Cassius dit eu cet e n -
d r o i t , est t o u t différent de ce q u e V o l t a i r e l u i
fait dire : 2.° N o u s t r o u v o n s dans ce mente
historien la p r e u v e la p l u s convaincante d e
la p e r s é c u t i o n qu'excita D o m i t i e n .
C e t e m p e r e u r , dit-il, fit m o u r i r le c o n s u l
C l é m e n s , q u ' o n accusa d i m p i é t é . O n c o n -
d a m n a aussi un grand n o m b r e de p e r s o n n e s
q u i avaient embrassé la religion des Juifs,
L e s u n s furent mis à m o r t , les autres p e r d i -
r e n t leurs b i e n s , et D o m i t i l l a fut r e l é g u é e
l
dans u n e isle . I l faut r e m a r q u e r que c e t t e
D o m i t i l l a éloit c h r é t i e n n e , e t fut ensuite con-
d a m n é e à m o r t p o u r sa religion , aussi b i e n
ue N é r é e et Àcbillée q u i étoient des of-
2 ciers de sa maison. T b é o d o r a e t E u p h r o s i n e ,
*pii servoient cette p r i n c e s s e , e u r e n t aussi le
m ê m e sort. T o u t e s les annales c h r é t i e n n e s
et les m a r t y r o l o g e s en font m e n t i o n . L e con-
sul Flavius C l é m e n s est aussi r e c o n n u p o u r
c h r é t i e n et p o u r m a r l \ r , p a r le plus g r a n d
n o m b r e des écrivains ecclésiastiques. "Voilà

1
Dion, Cïiisiup. Domiiion.
6 LESERREUns
d o n c les auteurs c h r é t i e n s et payens d ' a c -
c o r d e n t r e u x ; et M . de V o l t a i r e n'est d ' a c -
c o r d ni avec les u n s , ni avec les autres , ni
avec la v é r i t é .
L e m ê m e Dion-Cassius, en p a r l a n t de N e r -
va qui avoit succédé à D o m i t i e n , s'exprime
e n c o r e ainsi : au r e s t e , N e r v a lit d é l i v r e r i o n s
c e u x qui avoient été accusés d'impiété e n v e r s
l e s D i e u x . I l les fit a b s o u d r e . I l rappela les
exilés. 11 défendit d'accuser dans la suite per-
l
s o n n e d'impiété et de judaïsme .
P o u r b i e n sentir la force des paroles q u e
T i o u s v e n o n s de r a p p o r t e r , il faut r e m a r q u e r ;
i ° . Q u e le crime d'impiété envers les D i e u x
étoit le c r i m e d o n t on accusoil les C h r é t i e n s 5

p a r c e qu'ils n a d o r o i e n t p o i n t les idoles. 2 ° .


N e r v a les fit absoudre et d é l i v r e r . I l v avoit
clone e n c o r e des C h r é t i e n s dans les p r i s o n s ,
e t accusés , lorsque ce P r i n c e m o n t a sur le
Irone. 5 ' \ I l rappela les exilés. Gela s'accorde
avec ce q u e nous dit l'Histoire ecclésiastique
«lu m a r t v r e et de l'exil de Saint Jean et d e
p l u s i e u r s autres C h r é t i e n s . 4°*D défendit d'ac-
c u s e r dans la suite p e r s o n n e d i m p i é l é ou de
j u d a ï s m e . Ces accusations avoient donc lieu
a u p a r a v a n t . I l y avoit d o n c auparavant u n e
p e r s é c u t i o n contre l e s C h r é t i e n s . C a r , c o m m e
o n les confondent avec les J u i f s , e é l o i e n t eux.
q u e ces accusations et ces persécutions regar-
doient-
Sî M . de Voltaire n e se p i q u e pas a u t r e -
m e n t d ' ê t r e b o n C h r é t i e n , i l se p i q u e au m o i n s

* D i o n Cassius , JN'erya,
DE VOLTAIRE. f
â ' ê t r o b o n critique. M a i s , dans cette occasion T

il n'a l'avantage n i d ' u n côté ni de l'autre. H


ne réussît pas mieux dans u n e a u t r e , l o r s q u e ,
r a p p o r t a n t u n lait cité p a r T e r t u l l i e n , E g e -
sippe et E u s è h e , et n e t r o u v a n t pas ce fait à
son g r é , il s'écrie : voilà m a l h e u r e u s e m e n t
comme l'histoire a été écrite par t a n t d h o m m e s
plus pieux qu'éclairés. Mais n*a-t-il pas à c r a i n -
d r e qu''on n e dise de l'Essai sur l'Histoire g é n é -
r a l e : voilà m a l h e u r e u s e m e n t c o m m e l'histoire
a été écrite p a r u n h o m m e qui n'étoit ni p i e u x ,
ni éclairé ?
' A p r è s avoir fait ses efforts p o u r r a y e r d u
Catalogue des M a r t y r s , les C h r é t i e n s q u i
souffrirent p o u r l e u r religion dans le p r e m i e r
siècle , il veut encore en ô t e r ceux qui souf-
frirent dans le second ; et voici comme il s'y
p r e n d p o u r cela.
^ j \ e r v a , d i t - i l , T r a j a n , A d r i e n , les A n -
}> touins n e furent point p e r s é c u t e u r s ; M a r c -
)> A u r è l e o r d o n n a q u ' o n n e poursuivit p o i n t
5> les C h r é t i e n s p o u r cause de religion. C a -
» racalla, Iîeliogahale, Alexandre, Philippe ?

« G a l l i e n les p r o t é g è r e n t o u v e r t e m e n t . I l s
» eurent d o n c tout le t e m p s d ' é t e n d r e et d e
» fortifier leur Eglise naissante. Us j o u i r e n t
d'une si grande l i b e r t é , qu'ils avoient p u -
» h l i q u e m e n t , dans plusieurs p r o v i n c e s , d e s
» églises élevées sur les d é b r i s des t e m p l e s
» abattus, v
I l v a quelques l u e u r s de v é r i t é et b e a u -
Coup d ' a l t é r a t i o n , d'exagération et de faus-
seté dans ce qu'avance là M . de V o l t a i r e . II est
bien vrai que, N e r v a , qui r é g n a si p e u , ix%
fi LES EîlREVÎtS
fui point persécuteur. Mais n o t r e hiMorîeu
p h i l o s o p h e est bien en d é f a u t , q u a n d il r s -
Mire q u e Trajan ne le fui p o i n t . P o u r le c o n -
vaincre de sa m é p r i s e , je ne citerai pas les
actes du fameux m a r t y r Saint I g n a c e , é v o q u e
d ' A n t i o r h e , ni q u a n t i t é d autres pièces s e m -
b l a b l e s d o n t l ' a u t h e n t i c i t é est évidente. J e
n e citerai que des auteurs p a y o n s , p o u r l e s -
quels il a beaucoup plus d égard et de r e s -
p e c t q u e p o u r les C h r é t i e n s .
P l i n e , étant g o u v e r n e u r de B i t h m î e , c o n -
sulte T r a j a n sur la m a n i è r e d o n t on doit en
user envers les C h r é t i e n s , et il lui r e n d
1
c o m p t e en m ê m e - t e m p s de ce qu'il a déjà f a i t .
A p r è s avoir d o n n é les p l u s grands éloges à
leurs v e r t u s , il fait r e m a r q u e r l e u r m u l t i t u d e
immense qui remplissoit les villes et les c a m -
pagnes. I l dit qu'il a fait é p r o u v e r les plus
vi\ es t o r t u r e s à leurs d o m e s t i q u e s , et qu'il n'a
p u d é c o u v r i r aucun crime dans eux. 11 ajoute
q u ' a y a n t fait venir à son t r i b u n a l les C h r é -
tiens q u ' o n lui avoit d é f é r é s , il avoit r e n v o y é
absous ceux qui avoienl r e n o n c é au Christia-
n i s m e , et c o n d a m n é à la m o r t ceux qui avalent
Voulu v persister.
L ' e m p e r e u r lui r é p o n d en approuvant sa
c o n d u i t e . I l lui dit qu'il n e faut point faire
de r e c h e r c h e des C h r é t i e n s , mais qu'il faut
c e p e n d a n t les p u n i r , lorsqu ils sont d é n o n c é s ,
à moins qu'ils ne r e n o n c e n t à l e u r religion
3
e n sacrifiant aux D i e u x .

3
' Plii.e . livre J0j c'pitre i c 2 , —• Flùîc . Ime i v ,
f pitre 10 j t
DE VOITURE. <}
V o i l à l ' e m p e r e u r de qui on assure hardi*
jnent , qu'il n'a jamais é t é p e r s é c u t e u r fies.
C h r é t i e n s . D e - I à on p e u t c o n c l u r e trois cho-
ses : i . ° Q u e quoiqu'il n ' y ait pas toujours e u
des édits généraux p o u r p e r s é c u t e r les C h r é -
tiens dans toutes les provinces de l o i n p i r e ,
la persécution n ' e n avoit pas moins lieu , e t
n'en étoit pas moins autorisée p a r le p r i n c e ;
2 . ° Q u e si P l i n e , un p h i l o s o p h e des plus ai-
m a b l e s et des p l u s humains de l'antiquité 5

faisoit c e p e n d a n t couler le sang des C h r é t i e n s ;


q u e d o i t - o n p e n s e r de ceux d o n t les moeurs
ïîéétoient pas si d o u c e s , et d o n t la m a n i è r e
de p e n s e r n étoit pas si raisonnable? 3.° Q u e
ce qui s'est passé sous T r a j a n a bien p u avoir
lieu sous d'autres e m p e r e u r s ; et nous avons
plusieurs actes a u t h e n t i q u e s qui d é m o n t r e n t
que cela est en effet arrivé. E n f i n , la lettt^e
q u ' é c r i v i t A d r i e n en faveur des C h r é t i e n s , fait
t i e n voir q u ' o n n e laissoit pas de les persécu-
t e r , quoiqu'il n ' y eut. p o i n t de nouvel édit
c o n t r e eux. C e t t e lettre se t r o u v e dans l ' h i s -
toire d E u s è h e de Césarée.
V e n o n s maintenant à M a r c - A u r è l e . I l est
vrai q u e cet e m p e r e u r o r d o n n a q u ' o n ne pour-
suivît p o i n t les C h r é t i e n s p o u r cause de r e -
ligion. Mais il faut r e m a r q u e r aussi, que cette
o r d o n n a n c e ne se fit q u ' a p r è s la victoire r e m -
p o r t é e sur les M a r e o m a n s , la treizième a n -
n é e de son e m p i r e . Il faut r e m a r q u e r e n c o r e ,
q u e cet e m p e r e u r qui fut s u r n o m m é le p h i -
l o s o p h e , étoît , malgré sa p h i l o s o p h i e , e x t r ê -
m e m e n t attaché au culte des idoles. I l é t o i t
toujours e n v i r o n n e de victimes e t d ' é g o r g e u r s .
ÏO TES ERRE VRS
ainsi q u e s'expriment les historiens. C'e^t ce
qui d o n n a lieu à la fiction hadhie d'une res,-
>eelueuse r e m o n t r a n c e des h ê t e s à c o r n e s à
e m p e r e u r , lorsqu'il p a r t î t de R o m e p o u r a l -
l e r c o m m a n d e r ses armées. L a conclusion de
cette r e m o n t r a n c e , étoit la triste d o l é a n c e d e
ces pauvres h ê t e s , qui s écriolent :
lYinrc, c'est f;ùl de nous, si vous ttes
vuinjueur,
j4n su njkcsl's vume/s apaJômcta*

E n f i n , ce que tous les historiens nous d i -


sent d u caractère de ce p r i n c e , doit n o u s
faire juger qu'il était assez superstitieux p o u r
p e r s é c u t e r les C h r é t i e n s , et assez é q u i t a b l e
p o u r suspendre quelquefois la persécution
Aussi l'Asie, les Gaules et l'Italie furent-elles
i n o n d é e s du sang des fidèles sous son e m -
p i r e . L a seule ville de L y o n en fournit alors
u n grand n o m b r e , d o n t l u i s è b e nous a c o n -
servé ILS acles, écrits p a r ceux m ê m e s q u i
avoîent été les témoins de leurs c o m b a t s .
jMarc-Aurèle , auquel 5 1 . de "Voltaire a t a n t
de d é v o t i o n , doit d o n c t i r e mis aussi au n o m -
b r e des p e r s é c u t e u r s de 1 église.
J ' a v o u e bien que les C h r é t i e n s furent e n
paix sous les e m p e r e u r s Caracalla, A l e x a n d r e ,
I l e l i o g a b a l e , P h i l i p p e , G a l J i e n , et q u e q u e l -
q ues-uns de ces princes les p r o t é g è r e n t ;
mais il faut dire qu'ils furent e n p a i x , r e l a t i -
v e m e n t à l'état où ils avaient été sous les a u -
tres p r i n c e s : c a r , cela n ' e m p ê c h a pas q u ' i l
n ' v ( ù t encore a n b o n n o m b r e de m a r t y r s
sous leurs règnes.
DE VOï.TAint:. 3 1
M . de V o l t a i r e vient eniin aux p e r s é c u t i o n s
sanglantes de Décius et de M a x i m i n . I l n e
peut pas s e m p ê c h e r de les a v o u e r , mais il n e
veut pas que la Religion en ait été la cause ,
ni p a r c o n s é q u e n t q u ' e l l e s aient d o n n é de vé-
ritables m a r t y r s . Si D é c i u s et Maximin d i t - ?

9} i l , p e r s é c u t è r e n t les C h r é t i e n s , ce fut p o u r
m des raisons d E t a t : D é c i u s , parce qu'ils s o u -
$ t e n o i e n t le parti de la maison de P h i l i p p e ;
t» M a x i m i n , p a r e e q u ilssoutenaîent G o r d i e n . •-
Maïs, quelle preuve pourroit-il douuer de
ce q u il avance avec t a n t de hardiesse? do
q u e l a u t e u r p o u r r o i t - i l s ' a p p u y e r ' Q u e l fait
p o u r r o i t - i l citer? Q u e l l e l i g u e , q u e l l e conju-
ration p o u i T o i t - i l n o m m e r , où les C h r é t i e n s
aient eu p a r t ? T e r t u l l i e n défioit les R o m a i n s
de son t e m p s de citer n u e seule c o n j u r a t i o n
où I c j C h r é t i e n s fussent e n t r é s . N o u s d o n -
nons le m ê m e déii à V o l t a i r e .
Les D è c e et les M a x i m i n firent m o u r i r dans
les t o u r m e n s u n gv;md n o m b r e de C h r é t i e n s .
L'Eglise les regarda c o m m e des victimes i m -
m o l é e s à l e u r foi ; elle recueillit et conserva
avec soin leurs précieux restes : elle respecta
l e u r m é m o i r e . Si ces m a r t y r s n'él oient q u e
des factieux et des r é v o l t é s , l'Eglise n ' é t o i t
d o u e aussi q u ' u n e assemblée de f a n a t i q u e s ,
de b r o u i l l o n s et de superstitieux. M a i s q u i
Oseroît le p'mserr E t ne faudra-t-il pas u n e
Autorité plus r< speotable q u e les satyres et
ïe lie! de \ o l t a l r e , p o u r nous le persuader ?
LES ERREURS

CHAPITRE IL

De Dioctétien*

C>'ÉTOIT 1 usage chez les Romains de faire


d e t e m p s e n t e m p s des p a n é g y r i q u e s à la
gloire de leurs e m p e r e u r s . I l arrivoit s o u v e n t ,
q u e dans ces sortes de discours o n louoit sans
p u d e u r les princes les p l u s m é c h a n t s , et q u ' o n
r e p r é s e n t o i t comme des h o m m e s admirables
c e u x qui méi'itoient le p l u s d ' ê t r e d é t e s t é s .
C'est p r i n c i p a l e m e n t de ces sortes de dis-
cours q u e M . de V o l t a i r e e m p r u n t e les traits
p a r l e s q u e l s il nous p e i n t u n des plus fameux
l
e n n e m i s d u Christianisme . I l nous r e p r é -
sente D i o c l é t i e u c o m m e u n des plus grands
p r i n c e s qui ait jamais é t é , qui lit la guerre
e n h é r o s , qui gouverna en s a g e , et m o u r u t
2
en philosophe .
a I I p a r c o u r u t plusieurs fois , dit-il , les
•> p r o v i u c e s de l ' e m p i r e , p o u r v p o r t e r Pa-
n h o n d a n c e et la joie ; il e m b e l l i t les v i l l e s ,
fit fleurir les arts , e t devint l'objet d u
?? respect et de l ' a m o u r de l'orient et d e
r> l ' o c c i d e n t . I l fut m ê m e u n p r o t e c t e u r
Î? c o n t i n u e l des C h r é t i e n s j u s q u ' a u x d e r n i è -
:> res années de son e m p i r e , q u ' i l fut forcé
r,- d ' e n p u n i r q u e l q u e s - u n s , q u i étoient des
w h o m m e s b r o u i l l o n s , e m p o r t é s et factieux

c 1
Histoire gcncralc ch. V. —
? 3Icknecs, cli, LXt*
DE VOLTAIRE. iZ
C'est ainsi q u e V o l t a i r e n o u s a p p r e n d à
j u g e r d e D i o c l é t i e n et des m a r t y r s . J e crois
b i e n q u ' i l ne seroit pas p a n é g y r i s t e si e n -
thousiaste , si ce p r i n c e n ' e u t pas été i d o l â t r e
u e n
ê t p e r s é c u t e u r . Mais , <J °i q u ' i l soit t

e x a m i n o n s , avec le secours des auteurs payens ,


si Ton p e u t r e t r o u v e r d a n s D i o c l é t i e n c e t
liéroïsme b r i l l a n t , c e t t e h a u t e sagesse et c e t t e
t u r c p h i l o s o p h i e , d o n t M . de V o l t a i r e lui
fait h o n n e u r .
O n t r o u v e d ' a b o r d q u e , p o u r les lalens m i -
litaires , D i o c l é t i e n ressembloit assez à A u -
guste , q u i faisoit b i e n p l u s h e u r e u s e m e n t
1
l a g u e r r e p a r ses g é n é r a u x q u e p a r l u i - m ê m e .
I l étoit p l u t ô t a d r o i t e t h e u r e u x p o l i t i q u e ,
a
feue g r a n d capitaine . D è s q u ' i l eut été d é -
claré e m p e r e u r , il m a r c h a c o n t r e Carîn qui.
t e n o i t e n c o r e t o u t l ' o c c i d e n t , et lui l i v r a
3
Lataille ; mais il fut e n t i è r e m e n t d é f a i t . C e -
p e n d a n t son b o i d i e u r r é p a r a la h o n t e de s*
défaite. Les soldats de C a r i n , m é c o n t e n t s d e
lui a p r è s sa victoire, le t u è r e n t , et vinrent s&
r e n d r e à D i o c l é t i e n q u i fuyait. L a g u e r r e
d ' E g y p t e fut p l u t ô t u n e e x é c u t i o n m i l i t a i r e
c o n t r e cette p r o v i n c e , q u ' u n e guerre v é r i t a -
b l e . L e s guerres des G a u l e s , d e P e r s e et d ' A n -
g l e t e r r e n e furent conduites et terminées q u e
par Maximien H e r c u l e , Maximîen Galère e t
Constance Chlore , père du grand Constantin.
D i o c l é t i e n n ' y eut a u c u n e p a r t . O n c h e r c h e
e n c o r e où était ce b r i l l a n t h é r o ï s m e .

3
» Eutrope. — * AUJTÊHUS Victor. —* Entiope,

1.
l4 t,ES ERREURS
Q u e l q u e s lois q u ' o n a de cet e m p e r e u r , et
q u ' o n t r o u v e e n c o r e dans le C o d e T h é o d o s i e n ,
p r o u v e n t bien qu'il avoitquelquefois de b o n n e s
vues. Mais les c h a n g e m e n t s q u il fit dans le
g o u v e r n e m e n t de l ' e m p i r e , p r o u v e n t é g a l e -
m e n t q u il m a n q u o i t s o u v e n t d e p r u d e n c e ,
d e sagesse et de génie. L e s payens o n t é t é
les p r e m i e r s à b l â m e r ce g r a n d n o m b r e
d ' e m p e r e u r s q u ' i l fit, et qui , ayant c h a c u n
u n e c o u r somptueuse , épuisoipnt l ' e m p i r e
p a r sa d é p e n s e . L a m u l t i t u d e des officiers
q u ' i l c r é a accahloit les p e u p l e s . I l c h a r g e a
%

d ' i m p ô t s l ' I t a l i e , qui e n avoit é t é p r e s q u ' e n -


t i è r e m e n t e x e m p t e j u s q u ' a l o r s . I l se fit m é -
p r i s e r des Romains p a r son avarice* T o u t cela
jie p r o u v e guère cette h a u t e sagesse q u e V o l -
taire lui a t t r i b u e .
E n f i n , il nous d o n u e D i o c l é t i e n c o m m e
u n p h i l o s o p h e s u p é r i e u r aux autres h o m m e s ;
et les payens nous le r e p r é s e n t e n t c o m m e le
p l u s fastueux et le p l u s foible des p r i n c e s *.
À u i ' é l i u s V i c t o r et E u t r o p e disent qu'il fut le
p r e m i e r q u i renouvela l'extravagance des Ca-
ligula et des D o m i t i e n , en se faisant r e n d r e
les h o n n e u r s divins; et q u e , b i e n loin d ' i m i t e r
]a modestie des autres p r i n c e s , q u i n a v o i e n t
l i e u d e p a r t i c u l i e r dans l e u r h a b i l l e m e n t q u e
Je m a n t e a u de p o u r p r e , D i o c l é t i e n étoit tou-
j o u r s c o u v e r t de p e r l e s et de p i e r r e r i e s , c o m m e
2
u n e reine de P e r s e . I l s n o u s le r e p r é s e n t e n t
c o m m e u u p r i n c e n a t u r e l l e m e n t p o r t é à la sé-
vérité e t à la cruauté , mais q u i c h e r c h o i t à
c
» Aurclius Victor,. 2 , partie, —• * Eutrope livre 9.*
DE VOLTAIRE. 10
<tn r e j e t t e r tout l'odieux s u r ses collègues e t
àur ses ministres. Enfin , ils ne nous le m o n -
t r e n t dans ses d e r n i è r e s a n n é e s , que c o m m e
ton h o m m e toujours t r e m b l a n t , i n q u i e t , i r r é -
s o l u , t e r m i n a n t sa vie p a r le p o i s o n , c o m m e
l ' o n t écrit q u e l q u e s - u n s , ou selon d'autres ,
d'une m a n i è r e q u i n e ne fait pas plus d ' h o n -
n e u r à cette philosophie que Voltaire admire
l
t a n t dans lui .
* C e t t e idée q u e nous d o n n o n s de D i o c l é t i e n
est t o u t e a p p u y é e sur les témoignages des au-
teurs payens. J e n'ai p o i n t \ o u l u e m p r u n t e r
ceux des auteurs c h r é t i e n s , q u e V o l t a i r e a c -
cuse d'avoir écrit p a r u n z è l e q u i est t r è s -
l o u a b l e , mais q u i n'est pas adroit. I l p a r o î t q u e
3
l e s p a y e n s m é r i t e n t é g a l e m e n t sa censure .

CHAPITRE III.

De la persécution de l'Église chrétienne j


sous Dioclétien.

« LI'GNORANCE c h r é t i e n n e , dit M . d e V o l -
w t a i r e , se r e p r é s e n t e d'ordinaire D i o c l é -
» tien c o m m e u n e n n e m i a r m é sans cesse
» c o n t r e les fidèles , et son r è g n e c o m m e
3
» u n e Saint-Barthelemi c o n t i n u e l l e . C'est ce
w q u i est e n t i è r e m e n t c o n t r a i r e à la v é r i t é . »
T o u t e 1 idée qu'il v e u t q u e nous n o u s fas-
sions de la p e r s é c u t i o n de D i o c l é t i e n , c'est

* Eutr.,1.9. — 3
M6l ch. LXI.
t
3
Hist. gén. ch. V*
î6 1 E S ERREURS
q u e , si les C h r é t i e n s f u r e n t maltraités sous
son e m p i r e , ce ne fut q u e m a l g r é l u i , et p a r
l e u r faute : c'est que cette p e r s é c u t i o n n e d u r a
q u ' u n p e t i t n o m b r e d ' a n n é e s , et ne d o n n a
q u ' u n t r è s - p e t i t n o m b r e de m a r t y r s : c'est
q u ' o n n ' y exerça p o i n t ces cruautés, inouïes
d o n t p a r l e n t les auteurs c h r é t i e n s : c'est q u e
l a p l u p a r t de nos actes des m a r t y r s n e s o n t
pas à l ' é p r e u v e d'une critique éclairée. D o n -
n o n s q u e l q u e s m o m e n t s à e x a m i n e r si la cri-
t i q u e d e M . de V o l t a i r e l u i - m ê m e est aussi
éclairée q u ' e l l e est h a r d i e .
I l assure d ' a b o r d q u e les C h r é t i e n s j o u i r e n t
d e la p l u s grande l i b e r t é p e n d a n t vingt a n -
1
n é e s sous ce p r i n c e . C e p e n d a n t n o u s avons u n
t r è s - g r a n d n o m b r e de m o n u m e n t s a u t h e n -
tiques , q u i contredisent ce q u e V o l t a i r e d o n n e
jci p o u r t r è s - c e r t a i n . L e s actes p r o c o n s u l a i r e s
des m a r t y r s en m o n t r e n t u n e t r è s - g r a n d e
m u l t i t u d e , qui ont été mis à m o r t dès les
3
p r e m i è r e s années du r è g n e de D i o c l é t i e n . O n
en voit dans la P a l e s t i n e , e n E g v p t e , à R o m e ,
d a n s les G a u l e s , en Asie et dans p l u s i e u r s
autres p r o v i n c e s de l ' e m p i r e , avec le n o m des
3
consuls qui étoient alors . L a légion t h é b a i n e
fut massacrée dans les Gaules eu 2 8 6 . Saint S é -
b a s t i e n , qui étoit officier dans les gardes p r é t o -
r i e n n e s , fut martyrisé sous les yeux et p a r les
o r d r e s d e D i o c l é t i e n l u i - m ê m e , l'an 2 0 * 7 . L e s
actes des saints T a r a q u e , A n d r o n i q u e e t P r o b e
f o n t voir q u e la p e r s é c u t i o n étoit t r è s - a l l u m é e

1 a
Histoire générale > chap. V. — Euselmis cfcrono*
5
Voyez, les actes dans Baron et D . Ruinart,
;
DE VOLTAIRE. 1 7
ç n 2 Q O . C o m m e n t M . de V o l t a i r e ose-t-il assu-

rer q u e l e s C i i r é t i e n s j o u i r e n t de la p l u s g r a n d e
l i b e r t é p e n d a n t vingt années d u r è g n e de D i o -
c l é t i e n ? I l c o n t i n u e selon la m ê m e idée , e t
il d i t :
« O n afficha u n édit p a r l e q u e l les C h r é -
yy tiens seroient privés de t o u t h o n n e u r e t d e
» t o u t e dignité , leurs t e m p l e s cl leurs livres
v b r û l é s . U n C h r é t i e n a r r a c h a et mit en pièces
» p u b l i q u e m e n t l'édit i m p é r i a l . C e n ' é t o i t
n pas là u n acte de r e l i g i o n , c'étoit u n c m -
» p o r t e m e n t de r é v o l t e . I l est d o n c très^
» vraisemblable q u ' u n zèle i n d i s c r e t , et q u i
v n ' é t o i t pas selon la s c i e n c e , attira cette p e r -
79 séeution funeste. Mais il n ' y e u t p o i n t d e
v peine d e m o r t d é c e r n é e c o n t r e les fidèles. t>
N e d i r o i t - o n pas , à e n t e n d r e M . de V o l -
t a i r e , q u e les C h r é t i e n s , après avoir i r r i t é les
empereurs,par leursemportementsde révolte,
auroîent eu encore à se l o u e r d e l e u r d o u c e u r
e t d e l e u r m o d é r a t i o n ? M a i s il faut b i e n se
g a r d e r de se fier à ses r é c i t s , si l'on veut savoir
la v é r i t é . I l est vrai q u ' i l p a r u t en 5 o 2 u n
é d i t , p a r l e q u e l il étoit o r d o n n é de b r û l e r
les t e m p l e s et les livres des C h r é t i e n s , do
p r i v e r leurs p e r s o n n e s des dignités d o n t ils
•ëtoient r e v ê t u s , et de v e n d r e c o m m e des
esclaves ceux qui n auroient aucune d i g n i -
l
t é . Mais b i e n t ô t après il en p a r u t u n a u t r e ,
p a r l e q u e l ils é t o i e n t c o n d a i n a é s aux supplices,
s'ils refusoient de saci'ifier aux D i e u x . C'est
E u s è b e , auteur c o n t e m p o r a i n , q u i l'apporte

* Eusèbe, Iiist. livre


2.
l8 LES ERREURS
c e second « d i t , et q u i n o u s a p p r e n d q u ' u n
C h r é t i e n de N i c o m é d i e , e t q u i étoit d e la
p l u s h a u t e qualité , l'ayant l u , e n fut i n d i g n é ,
et 1 a r r a c h a p u b l i q u e m e n t . I l est certain q u e
l ' a c t i o n de ce C h r é t i e n fut r é p r é h e n s i b l e d a n s
n u C h r é t i e n , p a r c e q u ' i l n ' e s t jamais p e r m i s
a u x sujets de m a n q u e r de r e s p e c t aux p u i s -
sances , q u a n d m ê m e les puissances m a n q u e -
r o i e n t à ce qu'elles d o i v e n t aux sujets.
Mais je d e m a n d e ici à M . d e V o l t a i r e : 1°.
S i u n s e m b l a b l e édit n ' é t o i t pas é v i d e m m e n t
i n j u s t e , et s'il n e violoit pas les droits les p l u s
s a c r é s ? 2 ° . Si c'étoit-là u n e raison suffisante
p o u r i n o n d e r t o u t l ' e m p i r e de sang c h r é t i e n ?
J
3 . S il y avoit d e q u o i échauffer si v i v e m e n t
aa bile c o n t r e u n C h r é t i e n , i m p r u d e n t à la
v é r i t é , mais après t o u t , g é n é r e u x et zélé p o u r
sa religion ? I l semble q u e D i e u d é s a p p r o u v a
m o i n s q u e M . d e V o l t a i r e l'action de ce C h r é -
t i e n , puisqu'il lui p r o c u r a l ' h o n n e u r d u m a r -
t y r e . A p r è s diverses t o r t u r e s , il fut c o n d a m n é
à ê t r e b r û l é à p e t i t f e u , dit E u s è b e ; et il
soutint ces t o u r m e n t s avec u n courage et u n e
joie q u i é t o n n a les payens m ê m e .
N o s m a r t y r s les p l u s g é n é r e u x n e sont j a -
mais aux yeux d e V o l t a i r e q u e des fanatiques
e t des r é b e l l e s . I l a l t è r e sans p u d e u r la v é -
r i t é , p o u r obscurcir e t flétrir l e u r v e r t u .
Q u ' o n e n juge p a r ce q u ' i l dit du m a r t y r
saint M a r c e l , qui étoit capitaine dans la l é -
gion T r a j a n e , Voici c o m m e n t il s'exprime :
» U n centurion , n o m m é M a r c e l , assistant
à u n e fête q u ' o n d o n u o i t p o u r la victoire
;> de G a l o r e , jela p a r t e r r e sa ceinture et ses
DE VOLTAIRE, 1<J
» a r m e s , disant t o u t h a u t q u ' i l étoit C h r é -
» t i e n , et qu'il n e v o u l o i t p l u s servir d e s
n patyens. L e zèle de M a r c e l étoit p i e u x ,
s* mais il n ' é t o i t pas r a i s o n n a b l e . Si dans la
$ f ê t e q u ' o n d o n n o i t , o n m a n g e o i t des vian-
n des offertes aux d i e u x , la loi n ' o r d o n n o i t
n point à Marcel d'en manger. Le christia-
» nisme n e lui o r d o n n a i t p o i n t de d o n n e r
n l ' e x e m p l e de la s é d i t i o n , et il n'est p o i n t
* d e p a y s au m o n d e o ù l ' o n n e p u n î t u n e ac-
» tion si t é m é r a i r e . »
I l n e faut q u ' u n m o t de r é p o n s e , p o u r
faire c o n n o î t r e la sagesse d e cet officier c h r é -
tien , et l'odieuse iniquité des j u g e m e n t s et
des d é c l a m a t i o n s de V o l t a i r e . M a r c e l n e r e -
n o n ç a aux a r m e s , q u e p a r c e q u ' o n v o u l o i t
l e faire r e n o n c e r au christianisme. L e s actes
d e son p r o c è s q u ' o n a e n c o r e , e n s o n t u n e
preuve démonstrative.
G o m m e il vit q u ' o n le vouloit faire sacrifier
aux d i e u x e t aux e m p e r e u r s , il jeta p a r t e r r e
1
sa b a g u e t t e et son c e i n t u r o n , et d i t : Si la
c o n d i t i o n des militaires est t e l l e , qu'ils soient
obligés de sacrifier aux dieux et aux e m p e ^
r e u r s , je jette m a b a g u e t t e et m o n c e i n t u r o n ,
j e q u i t t e mes d r a p e a u x , et je r e n o n c e aux ar-
m e s . C e n'est q u e sur cela q u il fut jugé e t
c o n d a m n é . Q u ' y a-t-il d o n c dans ces p a r o l e s
ui m o n t r e u n zèle d é r a i s o n n a b l e , u n e s p r i t
Ï e s é d i t i o n , u n e t é m é r i t é punissable? T e l l e s
sont c e p e n d a n t l e s qualifications q u e M . de V o l -
taire d o n n e à la conduite du s a i n t m a r t y r M a r c e l .

* Acta MarcelU , apud D . Ruiaart,


20 LES Ë TVHE VJI\ S
V o i c i m a i n t e n a n t la m a n i è r e d o n t il s'y
r e n d p o u r faire évanouir l'idée des t o u r m e n t s
E orribles que nos m a r t y r s o n t soufferts. <«• I l
» est c e r t a i n , d i t - i l , q u ' i l y eut b e a u c o u p de
97 c h r é t i e n s t o u r m e n t é s dans l ' e m p i r e . M a i s
?? il est difficile de concilier avec les lois r o -
v maines tous ces t o u r m e n t s r e c h e r c h é s , ces
99 m u t i l a t i o n s , ces langues a r r a c h é e s , ces
99 m e m b r e s coupés et grillés , ces attentats à
v la p u d e u r faits p u b l i q u e m e n t c o n t r e l ' h o n -
« nêteté publique.
Cela n'est p o i n t difficile à concilier, q u a n d
o n est u n p e u versé dans l h i s t o i r e , et q u ' o n
c o n n o î t q u e l fut le c a r a c t è r e et le génie d u
p e u p l e romain. N e sait-on pas q u e jamais peu»
p i e n e fut plus i n h u m a i n dans les supplices
q u ' i l o r d o n n o i t , et q u e les e m p e r e u r s se con-
f o r m è r e n t à ce génie féroce et sanguinaire ?
N e sait-on pas q u e les c h e v a l e t s , les peignes
d e fer d o n t o n d é c h i r o i t les c ô t é s des s u p -
pliciés , et d o n t il est si souvent p a r l é dans
les actes des m a r t y r s , étoient les tortures usi-
tées chez les Romains? N e sait-on pas q u e les
c o n d a m n a t i o n s à être b r û l é , ou à être dévo-
r é p a r les b ê t e s f é r o c e s , é t o i e n t t r è s - c o m -
munes parmi eux? T a c i t e , Suétone, Jules
C a p i t o l i n ne nous font-ils pas des détails af-
freux d e ces différents genres de supplices ?
C e q u e disent L a c t a u c e , E u s è b e et les autres
a u t e u r s c h r é t i e n s , n'est d o n c p o i n t c o n t r e la
vraisemblance ; et c'est d o n c à p u r e p e r t e q u e
M . de V o l t a i r e les veut faire passer p o u r
des exagéra}eurs et poux des critiques p e u
éclairés.
DE VOLTAIRE. 21
I l sent Lien que c'est i n u t i l e m e n t q u ' i l
j'efforce (Voter à 1 Eglise la gloire de ses mar-
tyrs. Les m o n u m e n t s les plus a u t h e n t i q u e s
p a r l e n t t r o p h a u t c o n t r e lui. G est p o u r cela
q u ' i l se r e t r a n c h e ensuite à diminuer a u t a n t
qu'il p e u t le n o m b r e de ceux q u i ont d o n n e
l e u r sang p o u r attester la vérité de la r e l i -
gion. <* I l est fait m e n t i o n , d i t - i l , d e n v i r o n
v deux cents m a r t y r s , vers ces derniers t e m p s
» de D i o c l é t i e n , dans t o u t e l ' é t e n d u e de l'em-
» p i r e romain, w
• R e m a r q u e z q u e c'est a p r è s q u a t o r z e cents
a n s , m a l g r é l'autorité des auteurs les p l u s
r e s p e c t a b l e s , et sans e n a p p o r t e r a u c u n e
p r e u v e , q u e V o l t a i r e l'assure. L e livre d e s
pontifes romains , dans l e q u e l o n tenoit u n
c o m p t e exact de tous ceux qui avoient sacri-
fié l e u r vie à l e u r f o i , e n c o m p t e plusieurs
milliers i m m o l é s en u n mois dans la p e r s é -
1
cution de D i o c l é t i e n Baronius r a p p o r t e q u e
M a x i m i n fit m e t t r e le feu à u n e église t o u t e
r e m p l i e de C h r é t i e n s , et les y laissa tous con-
sumer. P l u s i e u r s actes des m a r t y r s n o u s en
p r é s e n t e n t quelquefois des c i n q u a n t e et soi-
x a n t e massacrés en m ê m e t e m p s . E u s è b e
é c r i t q u ' u n e ville d e P h r y g i e é t a n t t o u t e c h r é -
t i e n n e , on en fit m o u r i r tous les h a b i t a n s j u s -
2
q u ' a u d e r n i e r . E t V o l t a i r e n o u s assure, q u ' i l
n ' y a pas eu p l u s de d e u x cents m a r t y r s d a n s
t o u t e l ' é t e n d u e de l ' e m p i r e r o m a i n vers ces-
d e r n i e r s t e m p s de D i o c l é t i e n .

1
Voyez Baron , sous Dioclctien, — » Eusèbe , hist»
c e
livre 8 . , cUapitie 9«
22 LES ERREURS
Voîcï enfin le d e r n i e r c o u p qu'il s'efforce
d e p o r t e r à la gloire de nos m a r t y r s . I l p r é -
t e n d q u e ces pièces , q u i sont connues sous
l e n o m des actes des m a r t y r s , n e sont q u e
des pièces m é p r i s a b l e s , sans c r i t i q u e , sans
autorité , sans vraisemblance. I l dit q u e le
zèle de L a c t a n c e c o n t r e les e m p e r e u r s payens
est t r è s - l o u a b l e , mais q u ' i l n'est pas adroit.
O n est b i e n sûr que son z è l e c o n t r e les
m a r t y r s n'est pas aussi l o u a b l e . Mais e s t - i l
p l u s adroit ?
P o u r n o u s faire voir combien p e u on doit
se fier aux actes des m a r t y r s , il choisit ceux d e
1
saint R o m a i n , p o u r e x e r c e r sa c r i t i q u e . I l
croit y t r o u v e r des impossibilités et des a b -
s u r d i t é s ; il trouve é t r a n g e q u e F l e u r y ait
r a p p o r t é de semblables faits, b i e n p l u s p r o -
p r e s , d i t - i l , au scandale q u ' a l'édification.
Voici c o m m e n t il p a r l e s u r ce m a r t y r .
5? L e s actes sincères n o u s r a p p o r t e n t q u e
» l ' e m p e r e u r é t a n t dans A n t i o c h e , le p r é t e u r
9? c o n d a m n a u n p e t i t enfant à ê t r e b r û l é .
99 U n e grande pluie éteignit le b û c h e r , et le
99 petit garçon en sortit sain et sauf, en d e m a n -
99 d a n t : o ù est d o n c le feu? Les actes a j o u t e n t
s? q u e l ' e m p e r e u r le fit d é l i v r e r , mais q u e le
9 juge o r d o n n a q u ' o n lui c o u p â t la l a n g u e .
9

99 I I n'est guère possible de croire q u ' u n juge


99 ait fait c o u p e r la langue à u n p e t i t g a r ç o n
79 à q u i l ' e m p e r e u r avait p a r d o n n é . "
M . de V o l t a i r e r a c o n t e ensuite c o m m e n t
c e t e n f a n t , après avoir eu la langue c o u p é e }

* Mélanges, chapitre 5.*


DE VOLTAIRE. 2 Î
'parla avec u n e volubilité p l u s grande q u ' a u -
p a r a v a n t , e t il plaisante s u r ce p r é t e n d u m i -
r a c l e . A p r è s cela , il ajoute : « V o u s renia r -
p q u e r e z q u e dans cette a n n é e 3 o 3 , o ù l ' o n
p p r é t e n d q u e D i o c l é t i e n étoit p r é s e n t à
ft t o u t e cette b e l l e a v e n t u r e dans A n t i o c h e ,
v i l étoit à R o m e , et q u ' i l passa t o u t e l ' a n n é e
p en I t a l i e . »
Mais vous r e m a r q u e r e z aussi q u e M . d e
V o l t a i r e , en v o u l a n t c o n t r e d i r e les actes des
m a r t y r s , se c o n t r e d i t l u i - m ê m e . I l affirme i c i
q u e D i o c l é t i e n passa t o u t e cette année 3 o 3
en I t a l i e ; et deux pages p l u s h a u t i l d i t , q u e
C e t t e m ê m e a n n é e 3 o 3 D i o c l é t i e n étoit à N i -
c o m é d i e , o ù i l fit p u b l i e r son é d i t c o n t r e les
c h r é t i e n s , M . de V o l t a i r e ne m a n q u e n i d e
j n é m o i r e , n i de d i s c e r n e m e n t . D ' o ù p e u t d o n c
venir la c o n t r a d i c t i o n ? E l l e vient a p p a r e m -
m e n t d u m ê m e p r i n c i p e q u e les f r é q u e n t e s
falsifications. J^es actes d e S. R o m a i n ne s o n t
•oint tels qu'il les p r é s e n t e . I l s p o r t e n t q u e
{ e m a r t y r e de ce jeune c h r é t i e n arriva la dix*
n e u v i è m e année de l ' e m p i r e de D i o c l é t i e n , e t
ue ce S a i n t , après avoir été c o n d a m n é au
! eu et avoir eu la langue c o u p é e , fut i-emis
e n p r i s o n , o ù i l d e m e u r a e n c o r e fort l o n g -
t e m p s . E n f i n , c o m m e la s o l e m n i t é des fêtes
q u ' o n c é l é b r o i t dans t o u t l ' e m p i r e , p o u r la
v i n g t i è m e année d u r è g n e de 1 e m p e r e u r , ap-
p r o c h o i t , et q u ' o n avoit c o u t u m e de d é l i v r e r
a l o r s les p r i s o n n i e r s , le saint m a r t y r fut étran-
glé dans sa prison trois j o u r s avant le c o m -
m e n c e m e n t des réjouissances. Les actes n o u s
a p p r e n n e n t q u e D i o c l é t i e n étoit en Asie au
S/f t-E S ERREURS
c o m m e n c e m e n t de la p e r s é c u t i o n , e t L a c -
t a n c e flit qu'il arriva à R o m e vers la m i - n o -
v e m b r e . F a r - l à les faits se d é v e l o p p e n t , la
v é r i t é p a r o i t , les e r r e u r s e t les calomnies d e
V o l t a i r e sont d é m o n t r é e s . S a critique sur le
m a r t y r e de Saint M a u r i c e e t d e t o u t e sa l é -
g i o n , n'est pas p l u s h e u r e u s e q u e celle q u ' i l
fait sur les actes de Saint R o m a i n . I l n e p r é -
s e n t e le m a r t y r e de ces g é n é r e u x s o l d a t s , q u e
c o m m e u n e fable mal c o n ç u e et mal imaginée,
« C e t t e h i s t o i r e , d i t - i l , n e fut écrite q u e
p r è s d e deux cents ans a p r è s p a r l ' a b b é
r> E u c h e r , qui la r a p p o r t e s u r des ouï-dire.
;? Mais c o m m e n t M a x i m i e n H e r c u l e auroit-il
v a p p e l é d'orient cette l é g i o n , p o u r a l l e r ap-
»? paiser u n e sédition dans les G a u l e s ? F o u r -
v quoi se seroit-il défait de six m i l l e six c e n t s
n b o n s s o l d a t s ? C o m m e n t tous étoient-ils c h r é -
-> tiens sans e x c e p t i o n ? Q u i les auroit massa-
?? crés? Si ce fait i n c r o y a b l e p o u v o i t ê t r e
v r a i , c o m m e n t E u s è b e l'eût-il passé sous si-
l e n c e ? etc. 99
V o i l à b i e n des p o u r q u o i e t des c o m m e n t ,
q u i n e signifient pas g r a n d c h o s e ; et ce n ' é -
toit pas la peine d ' e m p l o y e r t a n t d e p a r o l e s ,
p o u r n e d o n n e r q u e de si foihles raisons.
L^auteur de l'histoire d e ces m a r t y r s est
S a i n t E u c h e r , q u i étoit u n r i c h e s é n a t e u r , e t
q u i fut ensuite a r c h e v ê q u e de L y o n . I l r e -
cueillit les m o u u m e n t s q u ' o n avoit conservés
à Agaune , du m a r t y r e de ces soldats. I l e n
a p p r i t plusieurs circonstances p a r I s a a c , é v ê -
q u e de G e n è v e , q u i les avait apprises d u vieux,
é v ê q u e T h é o d o r e , l e q u e l vivoit e n c o r e en,
DE VOLTAIRE. 25
3 8 i - Ainsi cette histoire est bien p l u s a n c i e n n e
e t bien p l u s a u t h e n t i q u e , q u e n e le p r é t e n d
J L d e Voltaire.
L a m a r c h e d e plusieurs légions dans les
• G a u l e s , s u r la fin d u t r o i s i è m e s i è c l e , s'ac-
c o r d e avec tous les m o n u m e n t s d e l'histoire.
L e s Bagaudes s'étant r é v o l t é s , D i o c l é t i e n e n -
voya c o n t r ' e u x M a x i m i e n H e r c u l e , q u i l e s
fit e n t r e r dans le d e v o i r . C'est à cette o c c a -
sion q u e la légion t h é b a i n e passa d e 1'"Orient
d a n s les G a u l e s . A u r e s t e , il n'est p o i n t é t o n -
n a n t q u e M a x i m i e n e u t fait massacrer tous les
soldats d ' u n e légion. Cela n'est p o i n t c o n t r a i r e
aux m œ u r s des Romains. S y l l a fit égorger d e
sang froid, e t p r e s q u e sous ses y e u x , sept m i l l e
1
h o m m e s d o n t il n ' é t o i t pas assez c o n t e n t .
Caîigula é t a n t s u r le R h i n , se divertisssoit à
e n v o y e r des légions massacrer d'autres 1 égions.
D o n Cassius écrit q u e G a l b a fit t u e r i n h u m a i -
n e m e n t sept m i l l e soldats p r é t o r i e n s . M a x i -
m i e n , p o u r l ' h u m e u r c r u e l l e et s a n g u i n a i r e ,
n ' e n devoit guère aux S y l l a , aux C a l i g u l a , aux
G a l b a . E u t r o p e et A u r e l i u s V i c t o r e n c o n -
v i e n n e n t . Les p o u r q u o i et les c o m m e n t de M .
d e V o l t a i r e sont d o n c b i e n mal fondés. O n
n e p e u t rien c o n c l u r e d u silence d E u s è b e .
C e t historien q u i é t o i t d ' A s i e , n e p a r l e q u e
<le la p e r s é c u t i o n qui fut e n o r i e n t , et q u il
* v o i t v u e l u i - m ê m e * il n e t o u c h e a u c u n e m e n t
« n cette occasion les affaires d'occident. Jugex
<le la c r é a n c e q u e m é r i t e n t les a u t r e s choses

* Dion Cassius.

3
26 LES ERREURS
q u ' a v a n c e M . de V o l t a i r e s u r les p e r s é c u -
tions de l'Eglise c h r é t i e n n e .
C o m m e t o u t ce q u i a été dit dans ce c h a -
p i t r e a v i o l e m m e n t soulevé la bile de V o l t a i r e ;
o n p e u t voir dans la r é p o n s e aux éclaircisse-
m e n t s , c o m m e n t il se d é b a t p o u r r é p o n d r e ,
e t avec q u e l succès il le fait.

CHAPITRE IV.

De Constantin le Grand.

OJV n e sera pas é t o n n é q u e celui qui a d o n -


n é de si magnifiques louanges à D i o c l é t i e n ,
p e i g n e le grand C o n s t a n t i n avec des c o u l e u r s
si noires. T o u t ce q u i se pourvoit dire d e p l u s
affreux des T i b è r e et des N é r o n , on l ' e m -
p l o i e p o u r faire le c a r a c t è r e d u p r e m i e r
des e m p e r e u r s c h r é t i e n s . O n r é p a n d u n fiel
a m e r sur toutes ses actions et sur t o u t e sa
c o n d u i t e ; o n s'efforce de faire n a î t r e dans t o u -
tes les ames des sentiments d ' h o r r e u r au seul
n o m de C o n s t a n t i n . O n n o u s le r e p r é s e n t e
c o m m e u n injuste? u s u r p a t e u r de l ' e m p i r e ,
u n despote fastueux et capricieux dans les
c o n c i l e s , u n perfide e t sanguinaire rival de ses
collègues , un m o n s t r e dans sa famille. Dissi-
p o n s les nuages de la calomnie et de la s a t y r e ,
et m e t t o n s à l e u r place l ' é q u i t é et la v é r i t é .
« Constance C h l o r e étoit au fond de l ' A n -
5? gît-terre , o ù il avoit pris p o u r q u e l q u e s
Ï)K V O L T A l P i K . 27
1
$ moU le litre d ' e m p e r e u r . C o n s t a n t i n étoit
r

y à N i c o m é d i e auprès de l ' e m p e r e u r G a l è r e .
p I l lui d e m a n d a la permission d a l l e r t r o u *
j» \ e r son p è r e . G a l è r e n ' e n fit aucune diïli*
# c u l t e . C o n s t a n t i n p a r t i t . I l t r o u v a son p è r e
p m o u r a n t , et se lit r e c o n n o i t r e e m p e r e u r
» p a r le petit n o m b r e d e t r o u p e s r o m a i n e s
p qui étoient alors en A n g l e t e r r e . ??
i. U n e élection d ' u n e m p e r e u r romain faite
» à Y o r k p a r c i n q ou six mille h o m m e s , n e
p de voit guère p a r o î t r e légitime à R o m e . I l
» y m a n q u o i t au moins la formule du Scna-
'p tu.s Populusque romarins. Le sénat, le
P p e u p l e et les gardes p r é t o r i e n n e s é l u r e n t j
p d'un consentement unanime , Maxence ,
*' > frère d e cette Fausta q u e C o n s t a n t i n avoit
V é p o u s é e . Ce M a x e n c e est a p p e l é t y r a n e t
# u s u r p a t e u r p a r nos historiens , qui sont ton*
p j o u r s p o u r les gens h e u r e u x . P a y e n e t
» v a i n c u , il falloit bien qu il fut a b o m i n a b l e , v
M . de V o l t a i r e fournit ici matière à t r o i s
r e m a r q u e s intéressantes : l u n e , sur son p e u
d ' é q u i t é dans la m a n i è r e d o n t il p a r l e de l ' é -
l e c t i o n de Constantin à l'empire : l ' a u t r e , sur
la sagesse et la g r a n d e u r d a m e de ce m i n c e :
et la d e r n i è r e , sur l'idée q u ' i l nous d o n n e
de la p e r s o n n e et du r è g n e de M a x e n c e .
A e n t e n d r e M . de V o l t a i r e , C o n s t a n c e
C h l o r e , p è r e de C o n s t a n t i n , avoit pris , o n
n e sait c o m m e n t , p o u r q u e l q u e s mois , le titre
d ' e m p e r e u r au fond de l ' A n g l e t e r r e . Q u a n d
il faut d i m i n u e r le n o m b r e des m a r t y r s , M .

* Mvlaiiges , chapitre LXI.


^ft tES ERREURS
de V o l t a i r e p r é t e n d qu'il n ' y en eut p o i n t p e n -
d a n t long-temps dans l ' E s p a g n e , les G a u l e s ,
l ' A n g l e t e r r e et u n e p a r t i e de l ' A l l e m a g n e ,
q u i obéîssoient à C o n s t a n c e C h l o r e , p r o t e c -
t e u r des C h r é t i e n s . E t alors il en fait le t r o i -
sième des q u a t r e p r i n c e s q u i g o n v e r n o i e n t
l ' u n i v e r s . E t q u a n d il s'agit de le r e p r é s e n t e r
c o m m e le p è r e du g r a n d C o n s t a n t i n , il n ' e n
p a r l e q u e c o m m e d ' u n h o m m e r e l é g u é avec
cinq ou six mille h o m m e s au fond de l ' A n -
g l e t e r r e . C e p e n d a n t l'histoire r o m a i n e n o u s
a p p r e n d qu'il avoit été c r é é C é s a r depuis treize
ans , et qu'il y avoit p r è s d ' u n an et d e m i
q u ' i l avoit été d é c l a r é E m p e r e u r et Auguste
p a r D i o c l é t i e n et M a x i m i e n . 11 est d o n c faux
q u ' i l eût pris le titre d ' e m p e r e u r p o u r q u e l -
q u e s mois. J u g e z des l u m i è r e s , de l a d r o i t u r e
t t de la fidélité du c r i t i q u e .
C o n s t a n t i n se fit r e c o n n o î t r e e m p e r e u r ,
c o n t i n u e V o l t a i r e , p a r le petit n o m b r e d e
t r o u p e s q u i é t o i e n t alors eu A n g l e t e r r e . C e t t e
élection n e devoit g u è r e p a r o î t r e légitime à
R o m e . O n se t r o m p e r o i t b e a u c o u p , si Von
s'en fioit aux affirmations hardies de V o l t a i r e .
C o n s t a n t i n fut salué A u g u s t e p a r les t r o u p e s l e
m ê m e j o u r de la m o r t d e son pèi'e. C e p e n -
d a n t il n e v o u l u t pas p r e n d r e la p o u r p r e sans
l ' a g r é m e n t de M a x i m i e n G a l è r e , à qui il l ' e n -
voya d e m a n d e r . M a x i m i e n n e v o u l u t lui d o n -
n e r q u e l e titre de C é s a r , et C o n s t a n t i n s'en
c o n t e n t a . O n n ' a v o i t p a s e n c o r e vu u n e x e m p l e
d u n e pareille m o d é r a t i o n . E l l e ne fut p a s
imitée c i n q u a n t e ans après p a r J u l i e n , le h é r o s
d e V o l t a i r e . C o n s t a n t i n , d è s l'année suivante-
DE VOLTAIRE* 20,
3ô7,~fur d é c l a r e Auguste p a r M a x î m i e n H e r -
cule , q u i lui d o n n a sa fille F a u s t a e n mariage.
O n n ' a t t e n d o i t guère alors le c o n s e n t e m e n t d u
"iénat et d u p e u p l e , p o u r p r e u d r e le gouver-
1
n e m e n t d e l ' e m p i r e . L e défaut de la f o r m u l e
d u Sénatus Popufust/ue romanus, n'est d o n c
q u ' u n e misérable chicane faite m a l - à - p r o p o s
' à Constantin.
; L e c o n s e n t e m e n t d u sénat , d u p e u p l e e t
des p r é t o r i e n s p o u r l ' é l e c t i o n de M a x e n c e ,
n'est q u ' u n e fable mal c o n ç u e p a r V o l t a i r e ,
e t d é t r u i t e p a r tous les historiens payens. A u -
rélius V i c t o r n o u s a p p r e n d q u e M a x e n c e fut
élu e m p e r e u r p a r la p l u s vile p o p u l a c e , e t
p a r q u e l q u e s soldats p r é t o r i e n s , malgré les
oppositions de M a x i m i e n H e r c u l e , son p r o p r e
p è r e * . E t E u t r o p e n ' a t t r i b u e cette é l e c t i o n
qu'à un t u m u l t e séditieux des p r é t o r i e n s .
, I l est vrai q u e les historiens c h r é t i e n s n e
p a r l e n t pas d ' u n e m a n i è r e fort avantageuse
d e M a x e n c e . Mais les payens enchérissent en-
core b e a u c o u p sur les c h r é t i e n s . Voici l e
p o r t r a i t q u ' e n fait Aurélius V i c t o r . M a x e n c e
étoit u n p r i n c e féroce et i n h u m a i n , et q u e
la fureur d e la d é b a u c h e r e n d oit encore p l u s
r e d o u t a b l e . T o u j o u r s lâche , t r e m b l a n t t t pa-
r e s s e u x , il n e p a r o i s s o i t t o u c h é de rien. L T t a -
lie étoit e n f e u , ses a r m é e s fuvoient d e v a n t
C o n s t a n t i n , il étoit b a t t u de t o u t e p a r t , sans
p o u v o i r sortir d e son stupide assoupissement.
Enfin , étant sorti de R o m e malgré l u i , il fut
"vaincu et p é r i t dans le T i b r e . C'est u n e chose iii-

* Etitro]». i. 9 , J N . » Aurel. Yict. , page 2.


3.
So LES ERREURS
c r o y a b l e , q u e les t r a n s p o r t s d'alégressequecanv
sa sa m o r t au sénat et au p e u p l e roniaiu , q u ' i l
avoit accablé et écrasé p a r sa t y r a n n i e , A u r é -
lîus V i c t o r , avant de f a i l l e ce c a r a c t è r e , avoit
déjà r e p r é s e n t é les désastres affreux d o n t M a -
x e n c e avoit désolé Pxvfrique. E u t r o p e y ajoute
l e s c r u a u t é s d o n t il avoit usé envers la noblesse
r o m a i n e ; et les histoi'icns c h r é t i e n s , la b r u t a -
l i t é de ses d é b a u c h e s . T e l étoit l e m o n s t r e
d o n t V o l t a i r e p r e n d la d é f e n s e , p o u r r a b a i s -
ser C o n s t a n t i n . *< L ' a r g e n t des C h r é t i e n s et
leurs armes , c o n t i n u e - t - i l , c o n t r i b u è r e n t
1
à m e t t r e Constantin sur le t r ô n e . C'est ce
•37 qui le r e n d i t odieux au s é n a t , au p e u p l e
y} r o m a i n aux p r é t o r i e n s , q u i tous a v o i e n t
5

ïj pris le p a r t i de M a x e n c e . D e v e n u e m p e -
7> r e u r m a l g r é e u x , il n e p o u v o i t ê t r e aimé
v d'eux, •»
J e voudrois bien savoir en q u e l e n d r o i t M .
d e V o l t a i r e a d é t e r r é cette a n e c d o t e , d o n t
a u c u n a u t e u r n W o i t e n c o r e fait m e n t i o n . A u -
•run n'avoit encore p a r l é n i des sommes f o u r -
n i e s , ni des légions levées p a r les C h r é t i e n s .
O n sait b i e n q u e le sénat n'avoit eu a u c u n e
p a r t à l'élection de M a x e n c e . O n sait q u e l e
p e u p l e assemblé au cirque avoît d o n n é le t i t r e
d ' i n v i n c i b l e à C o n s t a n t i n , en p r é s e n c e de M a -
1
x e n c e l u i - m ê m e . O n sait q u e C o n s t a n t i n ,
<[ui s é t o i t fait estimer p a r les trois batailles
gagnées dans la m ê m e a n n é e à T u r i n , à B r e s c e ,
à V é r o m i e , e t p a r u n e q u a t r i è m e , sous les m u r s
d p R o m e , se lit aimer aussi p a r la c l é m e n c e

3
* Histoire gtaérale. c. V, — Lact*
DE VOLTAIRE. 3t
«t la b o n t é qu'il m o n t r a après la victoire. O n
«ait q u ' i l tira de prison plusieurs sénateurs ,
1
e t e n r a p p e l a d'autres q u i étoient e x i l é s ;
înais o n ne savoit pas q u ' i l se fût r e n d u u n i -
v e r s e l l e m e n t odieux au sénat , au p e u p l e et
aux p r é t o r i e n s . M . de V o l t a i r e a deviné t o u t
cela.
O n fait ensuite u n crime à C o n s t a n t i n d e
l a m a n i è r e d o n t il p a r u t au concile d e N i c é c .
>f O n le v i t , d i t - o n , c o n v o q u e r e t ouvrir le
99 c o n c i l e , e n t r e r au milieu des P è r e s tout cou-
99 v e r t de p i e r r e r i e s , le d i a d è m e sur la t ê t e ,
99 p r e n d r e la p r e m i è r e p l a c e , exiler indiifé-
99 r e m m e n t t a n t ô t A r h i s , t a n t ô t Saint A t b a -
» nase. I l se m e t t o i t à la t è t e d u christ ïa-
99 n i s m e , sans ê t r e C h r é t i e n l u i - m ê m e ; c a r
» c'étoit n e pas l ' ê t r e dans ce t e m p s - l à , q u e
99 de n ' ê t r e pas b a p t i s é .
O n n e voit pas en v é r i t é p o u r q u o i M . d e
V o l t a i r e t r o u v e mauvais q u e C o n s t a n t i n ait
p a r u au concile de N i c é e avec toute la majesté
d ' u n m a î t r e d u m o n d e . N ' e s t - c e pas l'usage
des p r i n c e s de p a r o î t r e avec le p l u s g r a n d
éclat dans les assemblées les p l u s augustes?
E t y e n avoit-il u n e p l u s auguste q u e celle où
se t r o u v o i e n t plus de trois cents é v ê q u e s , d o n t
plusieurs p o r t o i e n t les m a r q u e s des supplices
qu'ils avoient e n d u r é s en confessant J é s u s -
C h r i s t d u r a n t la p e r s é c u t i o n ? Mais il avoit
d e s pierreries sur ses h a b i t s . E t Dioclétien en
avoit bien jusques sur ses souliers, et V o l t a i r e
n e lui en fait pas u n crime. O n ajoute q u ' i l

1
Pam-g* CoïiîI,
32 LES ERREURS
ouvrit le c o n c i l e , et qu'il se mit à la t ê t e du
christianisme , sans ê t r e C h r é t i e n . Mais E u -
sèbe et T h é o d o r e l , q u i sont u n p e u p l u s
dignes de foi q u e n o t r e historien , nous disent
q u e C o n s t a n t i n p a r u t au concile avec u n p r o -
fond r e s p e c t p o u r les P è r e s , et q u ' i l n e p a r l a
ue p o u r leur t é m o i g n e r la joie qu'il avoit
e voir les chefs de t a n t d'églises r a s s e m b l é s ,
e t d ' ê t r e à m ê m e de les p r o t é g e r . Q u a n t au
b a n n i s s e m e n t d A r i u s , ce fut la suite de l"a-
n a t h è m e p r o n o n c é c o n t r e lui p a r les P è r e s .
L ' e x i l de Saint Athanase fut l'elfe t des i n -
trigues d ' E u s è h e de N i c o m é d i e qui étoit u n
3

Arien c a c h é .
V o i c i m a i n t e n a n t la r é u n i o n de toutes les
n o i r c e u r s d o n t V o l t a i r e charge C o n s t a n t i n ,
et voici c o m m e n t il s'exprime : « V o u s v o u -
;,•> driez savoir q u e l étoit le caractère de Cons-
99 tantin. D e m a n d e z - l e à J u l i e n et Zozime ,
99 et il s vous diront q u il agit d a b o r d en grand
r? p r i n c e , ensuite en v o l e u r p u b l i c , et q u e
97 la d e r n i è r e partie de sa vie fut d ' u n p r o -
;9 digue , d ' u n efféminé , d"un v o l u p t u e u x . U s
99 le p e i n d r o n t toujours ambitieux , cruel et
:9 sanguinaire. D e m a n d e z - l e à E u s è b e , à G r é -
v goîre de Nazianze , à L a c t a n c e ; ils vous
99 d i r o n t q u e c'étoit u n h o m m e parfait. E n t r e
99 ces d e u x e x t r ê m e s , il n ' y a q u e les faits
99 avérés qui puissent vous faire t r o u v e r la v é -
99 r i t e . I l avoit u n b e a u - p è r e , il l'obligea d e
99 se p e n d r e ; il avoit u n b e a u - f r è r e , il le lit
v é t r a n g l e r \ il avoit u n n e v e u de douze à
» treize a n s il le fit égorger j il avoit u n fils
}
D E VOLTAIRE. 33
» aîné, îl lui fit c o u p e r la t ê t e ; il avoit u n e
JP femme , il la fit étouffer dans u n bain,
Voilà le plus h o r r i b l e t a b l e a u q u ' o n ait j a -
mais p r é s e n t é . E x a m i n o n s - e n tous les t r a i t s ,
et nous v e r r o n s de q u o i sont capables la
plus n o i r e m é c h a n c e t é et la p l u s odieuse i n -
fidélité.
Il avoit u n b e a u - p è r e , il l'obligea de se
p e n d r e . C e b e a u - p è r e étoit M a x i m i e n H e r -
c u l e . T o u s les historiens payens c o n v i e n n e n t
J
[u on n'avoit pas encore vu u n h o m m e p l u s
Î éroce et plus ambitieux. A p r è s avoir a b d i q u é
l'empire malgré l u i , avec D i o c l é t i e n , il l e
sollicita v i v e m e n t de r e m o n t e r avec lui s u r l e
t r ô n e . 11 tâcha de s o u l e v e r les soldats c o n t r e
son p r o p r e fils M a x e n c e , q u i avoit été d é -
claré A u g u s t e , et v o u l u t lui a r r a c h e r de force
la p o u r p r e , dans u n e assemblée p u b l i q u e .
N'ayant p u y réussir, et craignant p o u r sa v i e ,
il se sauva dans les G a u l e s a u p r è s de Cons-
tantin , son g e n d r e . I l c h e r c h a plusieurs o c -
casions de le p o i g n a r d e r . I l v o u l u t engager
8 a fille Fausta à favoriser cet assassinat, e n
l ' i n t r o d u i s a n t p e n d a n t la n u i t dans l ' a p p a r t e -
m e n t d e C o n s t a n t i n . Fausta en avertit son
é p o u x , q u i fit c o u c h e r u n esclave dans son
p r o p r e l i t , et se mit en é t a t de t o u t o b s e r v e r
sans danger. M a x i m i e n fut saisi avec le poi-
gnard e n c o r e fumant d u sang de l'esclave cou-
ché dans Je lit de C o n s t a n t i n . C e p r i n c e , q u i
avoit déjà p a r d o n n é d ' a u t r e s a t t e n t a t s à son
b e a u - p è r e , lui laissa en cette occasion le c h o i x
de sa m o r t , et M a x i m i e n se p e n d i t . J a m a i *
ô4 LES ERREURS
1
supplice ne fut mieux m é r i t é , dit E u t r o p e ,
M a x i m i e n étoit u n p r i n c e p e r f i d e , b r u t a l ,
i n s u p p o r t a b l e , e x t r ê m e m e n t enclin à la bar-
barie et à la c r u a u t é . L a juste punition de ce
m o n s t r e est le p r e m i e r crime* d o n t Voltaire
charge Constantin.
I l avoit un b e a u - f r è r e , il le fit é t r a n g l e r ;
il a \ o i t u n n e v e u , il le fit égorger. Ce beau-
frère est L i c i n i u s , et ce n e v e u est Licinien.
L e j e u n e V i c t o r nous fait u n p o r t r a i t de L i -
c i n i u s , encore plus affreux q u e celui qu "Eu-
t r o p e n o u s a laissé de M a x i m i e n . Ce Licinius
ayant d é c l a r é la guerre à C o n s t a n t i n , fut
v a i n c u , d e m a n d a la p a i x , et il l ' o b t i n t . P e u
de mois après il relit u n e n o u v e l l e armée de
p l u s de cent mille h o m m e s , et fut vaincu de
rechef. Q u e l q u e s historiens p r é t e n d e n t q u ' i l
fut d é c l a r é p a r le sénat , e n n e m i de la r é p u -
2
b l i q u e ; d autres p r é t e n d e n t q u e les soldats
d e m a n d è r e n t sa m o r t , p a r c e qu'ils craignoient
q u il ne r e p r i t e n c o r e la p o u r p r e , c o m m e
l'avoit fait M a x i m i e n H e r c u l e . Q u o i qu'il e n
soit, C o n s t a n t i n consentit à sa m o r t : on ne
sait pas c o m m e n t m o u r u t son fils Licinius le
j e u n e . L a m o r t d'un c o l l è g u e perfide , e t per-
t u r b a t e u r de l'empire , est le second crime
d o n t \ oltaire charge C o n s t a n t i n .

I l avoit u n fils, il lui fit c o u p e r la t ê t e ; il


avoit u n e f e m m e , il la fit étouffer dans u n
b a i n . O n ne p e u t pas e n t i è r e m e n t justifier
C o n s t a n t i n sur l'article de ces désastres d o -
m e s t i q u e s ; mais si on les examine aUeiilive-
2
* Eutrop. 1, 10. — Zozime»
OE VOLTAIRE. 35
ment, o n trouvera qu il fut bien plus à plain-
dre e n c o r e qu'"à b l â m e r . C r i s p u s , iils aîné d e
C o n s t a n t i n , et de sa p r e m i è r e femme M i n e r -
vine, faisoit l ' a m o u r et les délices des gens
de g u e r r e , l'espérance et l'admiration de tous
l e s p e u p l e s de l ' e m p i r e . I l s Y-toit déjà fait
connoitre p a r ses t a l e n t s militaires, et p a r
q u a n t i t é de victoires q u ' i l avoit r e m p o r t é e s
sur t e r r e et sur m e r , Fausta n e r e g a r d o i t
qu'avec jalousie le m é r i t e b r i l l a n t de C r i s p u s ,
q u i sûrpassoit de b e a u c o u p celui de ses p r o -
p r e s enfanta. Digne fille de M a x i m i e n H e r c u l e ,
elle accusa Crispus d u m ê m e crime d o n t
P h è d r e avoît accusé H i p p o l y l e , Constantin
nouveau T h é s é e , r e c o n n u t sa p r é c i p i t a t i o n
dans la c o n d a m n a t i o n de son (ils, en c o n -
d a m n a n t à la m o r t l ' i m p u d i q u e calomniatrice.
O n auroit é g a l e m e n t t o r t de r e g a r d e r
C o n s t a n t i n c o m m e u n h o m m e parfait , e t
d e le r e g a r d e r c o m m e u n h o m m e qui n ' e u t
d ' a u t r e règle q u e l ' a m h i t i o n , d autre senti-
m e n t q u e la c r u a u t é , d ' a u t r e vue q u e le d e s -
potisme. C est-là c e p e n d a n t l ' i d é e q u e s'ef-
force d ' e n d o n n e r M . de V oltaire. Q u ' o n lise
avec a t t e n t i o n e t sans p r é j u g é l'histoire d e
M>n empire ; m a l g r é tous ses défauts , on le
r e c o n n o î t r a toujours p o u r un des plus grands
h o m m e s qui ait jamais g o u v e r n é l'univers,
' Sa jeunesse a n n o n ç a d ' a b o r d u n h é r o s ; tou-
tes ses guerres m o n t r è r e n t u n e activité in-
c o n c e v a b l e , et assuroit toujours les succès ;
sa m a n i è r e de g o u v e r n e r , u n e sagesse q u i
p r o u v o i t u n g r a n d g é n i e , mais qui d e m a n -
doit u n aussi g r a n d génie q u e l e s i e n , p o u r
36 LES ERREUR»
suivre h e u r e u s e m e n t ses vues ; ses sentiments
p o u r la religion , u n p r i n c e i n t i m e m e n t per-
suadé et c o n v a i n c u , mais q u i avoit e n c o r e les
vices e t les foihlesses d e l ' h u m a n i t é ; sa vie
p r i v é e , u n h o m m e d ' u n c o m m e r r e aisé , que
la d r o i t u r e n a t u r e l l e r e n d o î t facile à surpren-
d r e , mais qni punissoit ensuite celui q u i l'a-
voit surpris. T o u j o u r s g r a n d , toujours m a -
gnifique dans ses l i b é r a l i t é s , ses d o n s , ses édi-
fices, ses p a l a i s , et t o u t ce q u i c o n e e r n o i t
l ' o r d r e d e la maison i m p é r i a l e ; assidu à e n -
t r e r dans le détail des r e p r é s e n t a t i o n s et des
r e m o n t r a n c e s q u i lui étoient adressées p a r les
Ailles ; a m a t e u r d e la p a i x , m a l g r é le b o n h e u r
q u i l'avoit accompagné dans ses g u e r r e s ; ama-
t e u r des lettres et des a r t s , éclairé lui-même ,
instruit e t cultivé : t e l fut le véritable C o n s -
t a n t i n . L e s payens e u x - m ê m e s nous fournis-
sent les p r i n c i p a u x traits de ce c a r a c t è r e . L e
C o n s t a n t i n d e V o l t a i r e n'est q u e l e fruit d ' u n e
imagination r e m p l i e de fiel et d ' h o r r e u r s .
C'est p o u r mieux c o n v a i n c r e le l e c t e u r de
l'injustice d u j u g e m e n t q u ' o n e n p o r t e dans
l'histoire g é n é r a l e , q u e nous allons m o n t r e r
le p o r t r a i t que fait u n payeii de ce d e s t r u c t e u r
de 1 i d o l â t r i e . I l ne c a c h e aucun de ses d é -
fauts , mais il a aussi le courage de r e n d r e
justice à ses grandes qualités.
1
C o n s t a n t i n , dit E u t r o p e , r é u n i t t o u t ce
q u ' o n p e u t c o n u o î t r e de p l u s b r i l l a n t e s q u a -
lités du corps et de l'esprit. J a l o u x de la gloire
m i l i t a i r e , toutes les guerres q u ' i l e n t r e p r i t

* £utrop. 1. i c .
DE V O L T A I R E . 3j
f u r e n t accompagnées d ' u n b o n h e u r i n c o n c e -
vable ; mais on peut dire q u e son h a b i l e t é
fut plus grande encore q u e son b o n h e u r . A p r è s
l e s guerres civiles, il d o m p t a les nations b a r -
b a r e s q u i e n v i r o n n o i e n t l ' e m p i r e , et m é r i t a
l e u r a t t a c h e m e n t et leur a m o u r p a r la paix q u ' i l
l e u r accorda après les avoir d o m p t é e s : o u
t r o u v a dans lui u n p r i n c e attentif à p r o c u r e r
l e s douceurs de la t r a n q u i l l i t é à l ' e m p i r e
amateur des lettres , zélé p o u r la justice , em-
p r e s s é à se faire aimer p a r sa facilité et sa g é -
- s é r o s i t é . P a r m i ceux q u i l a p p r o c h o i e n t , il y
e n e u t quelques-uns p o u r qui son amitié fut
p l u s d o u l e u s e ;mais il n oublia rien p o u r éJever
e t e n r i c h i r les autres : il fit plusieurs lois ,
p a r m i lesquelles on en t r o u v e qui sont t r è s -
utiles et très-justes, et quelques-unes qui s o n t
t i e n s é v è r e s , el d'autres q u ' o n p e u t r e g a r d e r
c o m m e superflues ; il mérita d ' ê t r e m i s , a p r è s
sa m o r t , au rang dos dieux.
Aurélius V i c t o r dit q u e le p e u p l e r o m a i n
fut e x t r ê m e m e n t f i c h é q u e le corps de ce
grand p r i n c e fut resté à C o n s t a n t i n o p l e , p a r c e
qu'il le regardoit c o m m e le restaurateur d<*
* l ' e m p i r e , par le succès de ses a r m e s , la sa-
gesse de ses lois , la d o u c e u r de son g o u v e r -
n e m e n t . I l n'y a que le furieux Zozime et l'a-
postat J u l i e n , qui aient osé se d é c h a î n e r c o n t r e
C o n s t a n t i n : on p e u t m a i n t e n a n t leur j o i n d r e
encore Voltaire.

4
33 IE8 ERREURS

C H A P I T R E V.

•Dâ l'apparition de la Croix à Constantin.

M . j e V o l t a i r e met la fameuse apparition


d e la C r o i x à C o n s t a n t i n au r a n g de ces fables,
q u e de savans «antiquaires o n t réfutées que
la p h i l o s o p h i e d é s a p p r o u v e , et q u e la critique
1
d é t r u i t ; il la compare à ces contes q u e fai-
soient autrefois les payens d ' u n b o u c l i e r t o m b é
d u Ciel , et du p a l l a d i u m d e T r o y e .
a Q u e l q u e s - u n s , d i t - i l , p r é t e n d e n t q u e ce
« signe a p p a r u t à C o n s t a n t i n à Besançon ,
» d'autres disent à C o l o g n e , q u e l q u e s - u n s à
?> T r ê v e s , d'autres à T r o y e \ 11 est étrange
s? q u e le Ciel se soit e x p l i q u é en grec dans
9> tous ces pays-là ; il eut p a r u plus n a t u r e l
» aux foibles lumières des h o m m e s , q u e ce
» signe eût paru en I t a l i e le j o u r de la ba-
» taille ; mais alors il e u t fallu q u e l'inscrip-
99 tion eut été en latin. U n savant a n t i q u a i r e ,
99 n o m m é Loisel , a réfuté cette antiquité y
y> mais on l a traité de scélérat. 99
11 faut avouer q u ' o n n e r e t r o u v e p o i n t l ' e s -
p r i t de M . de V o l t a i r e dans u n e critique aussi
foible q u e celle-ci : il o s e , après plus de qua-
torze cents a n s , traiter de falde ce qui est rap-
p o r t é p a r trois ou q u a t r e auteurs c o n t e m p o -
rains ; ce que Constantin l u i - m ê m e a attesté

1 2
Histoire gt'n. c. V. — Mélange, ch, Ci'..
DE VOLTAIRE. 3û)
avec s e r m e n t ; ce qui est constaté pav des m é -
dailles frappées p a r son o r d r e ; ce q u ' o n r e -
trouve dans celles de son fils l ' e m p e r e u r Gons-
tantius , e t qui existent encore m a i n t e n a n t :
tSn y voit la Victoire p r é s e n t a n t à C o n s t a n t i n
fc l a b a r u m où est le n o m de J é s u s - C h r i s t >
avec cette légende : Hoc signo victor eris. O n
Ja trouve dans B a n d u r i et dans le livre inti-
t u l é : Numismata imperatorum romanorum.
Jl p a r o î t q u e l e critique M. de V o l t a i r e igno-
r o i t t o u t cela ; mais if est étrange , d i t - i l , q u e
le Ciel se soit e x p l i q u é en grec dans les G a u l e s .
Mais o ù a-t-il appris q u e le Ciel se soit e x -
p l i q u é en grec ? Les médailles de Constantius
s o n t l a t i n e s , q u o i q u e le siège de l'empire fut
à C o n s t a n t i u o p l e . P o u r E u s è b e , qui a é c r i t
$et é v é n e m e n t ; comme il étoit grec , il é c r i -
•Voit dans sa langue n a t u r e l l e ; il seroit é t r a n g e
qu'il se l u t e x p r i m é a u t r e m e n t . L e s différentes
opinions sur le lieu ou la ville où cette appa-
r i t i o n a eu lieu , n'infirment point la c e r t i t u d e
d u fait : E u s è b e dit q u ' e l l e arriva dans les
G a u l e s } e t les c o m m e n t a t e u r s o n t fait des
conjectures sur la ville p r è s de l a q u e l l e i l s
p e n s e n t que cela a p u arriver.
I l eût é t é p l u s n a t u r e l ajoute-t-on , q u e
5

ce signe eût p a r u en I t a l i e le j o u r de la b a -
taille ; mais M. d e V o l t a i r e n e dit pas p o u r -
quoi cela eût été p l u s n a t u r e l : et quel mal y
auroit-il q u e D i e u eût d o n n é long-temps au-
paravant à Constantin des assurances de sa
protection ?
O n dit enfin q u ' u n savant antiepuaire, n o m -
m é L o i s e l , a réfuté cette a n t i q u i t é , mais q u ' o n
4t> E S ERREURS
l'a trailé" de scélérat. Si Loisel a ignoré les
p r e u v e s que n o u s avons de ce prodige , il ne
d o i t pas être mis au rang des savants ; s'il ne
les a pas i g n o r é e s , et q u e néanmoins il ait
oombattu ce p o i n t , il p e u t être traité de scé-
l é r a t ; mais je ne r é p o n d r a i à Loisel et à M ,
de V o l t a i r e , que p a r les paroles d'un S f ^ a n t
b i e n p l u s c é l è b r e ; c'est M . Baluze. ^ oici
c o m m e n t il p a r l e dans ses r e m a r q u e s sur L a c -
t a n c e . C'est une audace i n s u p p o r t a b l e de met-
t r e au rang des pieuses e r r e u r s de l'antiquité
l ' a p p a r i t i o n de la Croix à C o n s t a n t i n . A quoi
p o n r r a - t - o n s'en tenir désormais , si u n fait
constaté p a r les médailles d e C o n s t a n t i n
m ê m e , r a p p o r t é par L a c t a n c e , p a r O p t a t i e n ,
p a r E u s è b e , doit être mis au r a n g des pieuses
e r r e u r s de l'antiquité r Ce n'est pas s e u l e m e n t
u n e t é m é r i t é , c'est u n e impiété de p e n s e r
ainsi. M . Baluze n e c o n c l u t de la sorte , q u ' a -
p r è s avoir fourni ses p r e u v e s . M . de V o l t a i r e
d o n n e le n o m de savant à L o i s e l , qui a t e n t é
v a i n e m e n t de r é p a n d r e des nuages sur cette
v é r i t é ; mais un c é l è b r e anglois e n a p o r t é les
p r e u v e s jusqu'à la d é m o n s t r a t i o n , dans u n
ouvrage q u i a été traduit en françois , et i m -
p r i m é à P a r i s , il y a six ou sept ans. C o m -
m e n t M . de V o l t a i r e n'est-il pas du sentiment
d e cet anglois ? E s t - c e p a r c e q u ' i l est a v a n -
tageux à la Religion c h r é t i e n n e i
r>E VOLTAIRE. £ l

C H A P I T R E VI.

De la f i n des Persécuteurs»

* OE q u ' i l y a de d é p l o r a b l e , dit M . d e
g V o l t a i r e eu gémissant t e n d r e m e n t , c'est
(

£ q u ' à peine la Religion c h r é t i e n n e fut s u r


-If.le t r ô n e , q u e la sainteté en fut p r o f a n é e
3», p a r des C h r é t i e n s indigues de ce n o m ,
» q u i se l i v r è r e n t à la soif d e la vengeance ,
« lors m ê m e q u e l e u r t r i o m p h e de voit l e u r
» inspirer l'esprit de paix : ils massacrè-
y r e n t dans la Syrie et dans la P a l e s t i n e
* tous les magistrats q u i avoient sévi c o n t r e
» e u x ; ils n o y è r e n t la femme et la fille d e
* M a x i m i e n ; ils firent p é r i r dans les t o u r -
* m e n t s ses fils et ses p a r e n t s ; les q u e r e l l e s ,
9
a u sujet de la consuhstantialité du V e r b e ,
99
t r o u b l è r e n t le m o n d e et l ' e n s a n g l a n t è r e n t :
* enfin A m m î e n M a r c e l l i n dit q u e les C h r é -
P tiens , de son t e m p s , se d é c h i r o i e n t e n t r e
v
e u x c o m m e des b ê t e s féroces. .?>
V o i l à des sentiments b i e n t e n d r e s , et u n
fiel bien a m e r , des calomnies bien n o i r e s , et
Des expressions d'une charité b i e n t o u c h a n t e .
V o l t a i r e auroit poussé moins de gémissements,
il auroit dit moins d'injures aux C h r é t i e n s ,
e t il seroit t o m b é dans moins d'erreurs d e
faits , s'il eût eu encore q u e l q u e respect p o u r
l a vérité. E x a m i n o n s ces faits, q u ' i l r a p p o r t e
c o m m e des h o r r e u r s qui d é s h o n o r è r e n t alors
l é nom chrétien. 4-
'42 LES E R R E U R S
I l est vrai q u e Candidien , neveu de Maxi-
m i n , et S é v é r i e n , fils de S é v è r e , furent mas-
sacrés : il est vrai que les impératrices P r i s q u e
et V a l é r i e , l'une épouse , et l'autre tille de
D i o c l é t i e n , furent précipitées dans la m e r à
Tliessalonique ; mais t o u t cela se lit p a r les
1
o r d r e s de L i c i n i u s ; o r , l ' e m p e r e u r Licinius
n ' é t o i t pas c h r é t i e n .
I l est vrai q u e plusieurs officiers des p r o -
vinces d ' A s i e , et qui avoient été des plus vio-
l e n t s p e r s é c u t e u r s , furent c o n d a m n é s à p é r i r ;
mais toutes ces provinces obéissoient à Lici-
nius : C o n s t a n t i n n'y avoit aucune a u t o r i t é .
P o u r q u o i donc M . de V o l t a i r e fait-il u n crime
J e ces exécutions aux C h r é t i e n s , qui n ' y eu-
r e n t point de p a r t ? O ù est la p r o b i t é de
l ' h o m m e ? O ù est la fidélité de l ' h i s t o r i e n ?
C e q u ' i l dit encore d ' A m m i e n M a r r e l l i n est
u n e n o u v e l l e p r e u v e ou d'ignorance ou d e
m a l i g n i t é . C e t historien , tout paven qu'il étoit,
11 "a jamais autant maltraité les C h r é t i e n s , q u e
3e finit aujourd'hui nos écrivains p h i l o s o p h e s .
A m m i e n M a r c e l lin n ' a p o i n t dit ce que V o l -
t a i r e lui fait dire. Cet écrivain judicieux et
é q u i t a b l e , après avoir l'apporté avec q u e l l e
adresse J u l i e n avoit caché son inclination p o u r
l ' i d o l â t r i e , et le zèle avec l e q u e l il la r é t a b l i t ,
1
.ajoute ces paroles* : P o u r réussir plus h e u -
r e u s e m e n t dans son dessein, il faîsoit venir
dans son palais les é v o q u e s q u i avoient des
oninions différentes sur la r e l i g i o n ; il les a-\or-
tissoit les uns et les autres de vivre en p a i x ,

1 3
Auieîius Lact. — Ammien Jlarccllîn, livre 22,-
DE VOLTAIRE.
mais d ' ê t r e fermes et i n t r é p i d e s , chacun dans
fcurs sentiments : il n'agissoit ainsi q u e p o u r
augmenter leurs d m s i o u s par la licence , ayant
éprouvé , disoit-il , q u e les b ê t e s féroces n e
sont pas plus r e d o u t a b l e s aux h o m m e s , q u e
les C h r é t i e n s le sont les uns aux autres, q u a n d
ils sont divisés de créance et de sentiments.
Ammien Marcellin n o u s a p p r e n d p a r là quelles
étoient les vues et la malice de J u l i e n : il r a p -
p o r t e ce q u e pensoit et disoit cet e m p e r e u r ;
mais n u l l e p a r t il ne d i t q u ^ l ail vu lui-même
lés C h r é t i e n s se d é c h i r e r e n t r ' e u x c o m m e des
bêtes féroces. Voltaire calomnie d o n c e n m ê i n e
temps Aminien M a r c e l l i n et les C h r é t i e n s .

C H A P I T R E VII.

De l'Empereur Julien.

.ÀivnnË.v M a r c e l l i n , payen zélé , et officiel'


d é m a r q u e dans les armées r o m a i n e s , fait u n
•héros de J u l i e n ; mais il n'ose pas dissimuler
tous ses défauts. M . de V o l t a i r e est plus hardi ;
,ll en fait u n h o m m e p r e s q u e divin, <• Q i i ' o u
» examine eu l u i , dit-il, l ' h o m m e , le p h i l o -
» s o p h e , l ' e m p e r e u r , et q u ' o n c h e r c h e le
» p r i n c e q u ' o n osera lui p r é f é r e r . :* T e l est
comme le p l a n et le fond d u discours q u ' i l
Consacre ;t la gloire de ce laineux apostat.
Il e^t certain q u e l ' e m p e r e u r J u l i e n a\ oit
plusieurs de ces qualités qui font les h é r o s
•Ct les grands p r i n c e s , la science militaire ra y
E
44 Ï' S ERREURS
v a l e u r , l ' é l o q u e n c e , la s o b r i é t é , la t e m p é -
r a n c e , les talents p o u r le gouvernement ;
mais il est également certain q u e les grandes
qualités o n t été égalées dans lui p a r les vices ;
il seroit également injuste de n e le juger q u e
p a r les u n e s , ou de n e le j u g e r que p a r les
autres : c'est p o u r cela q u ' e n d é m a s q u a n t le
faux J u l i e n q u e nous p r é s e n t e V o l t a i r e , n o u s
ferons mieux c o n n o î t r e le v é r i t a b l e . Q u ' o n ne
craigne p o i n t ici la p r é v e n t i o n des c h r é t i e n s
c o n t r e ce prince ; ce s o n t les témoignages
des payens m ê m e q u e n o u s allons e m p l o y e r .
« C e t h o m m e , dit M . de V o l t a i r e , q u ' o n
:> a p e i n t c o m m e a b o m i n a b l e , est p e u t - ê t r e
v le p r e m i e r des h o m m e s , ou du moins le
î? second. T o u j o u r s s o b r e , toujours t e m p é -
?? r a n t , n ' a y a n t jamais eu de m a î t r e s s e , don-
>? n a n t à regret peu d ' h e u r e s au s o m m e i l ,
;? partageant son t e m p s e n t r e l ' é t u d e et les af-
?> î a i r e s , g é n é r e u x , capable d ' a m i t i é , e n n e m i
v du faste ; on l'eût admiré , s'il n ' e û t été q u e
v particulier. »
E x a m i n o n s le fond d e cet éloge. V o l t a i r e
se plaint q u ' o n ait p e i n t J u l i e n c o m m e a b o -
m i n a b l e , q u o i q u ' i l soit p e u t - ê t r e le p r e m i e r ,
ou du moins le second des h o m m e s 5 mais
u n p r i n c e qui étoit n é dans le christianisme,
et qui 1 "avoit a b j u r é , q u i d o n n o i t dans u n e
foibîesse de superstition que les auteurs payens
o n t e u x - m ê m e s b l â m é e , qui étoit toujours
e n v i r o n n é de d e v i n s , de magiciens, de fem-
mes de p e u de v e r t u , a bien p u être regardé
c o m m e abominable. O n n e voit guère c o m m e
V o l t a i r e e n ose faire le p r e m i e r de& h o m m e s ,
T) E VOLT UHF» /{5
ï l V a Lion (pielque chose à r a h a t t r e des
. bonnes qualités qu'il attribue à J u l i e n . i.° I l
est bien difficile de concevoir q u e ce p r i n c r
B"*ait jamais eu de maîtresse : on sait q u ' i l
£*eut point d'enfants de sa femme H é l è n e ;
«t l'on a c e p e n d a n t u n e l e t t r e q u ' i l écrivît en
3 6 3 , c'est-à-dire , 1 année de sa m o r t , à celui
qui avoit soin de ses enfants. 2 . ° La g é n é r o -
sité d o n t on lui fait ici h o n n e u r , ne s'accorde
guère avec la duplicité d o n t il usa envers son
oncle C o n s t a n c e , et avec l'ambition q u ' i l
m o n t r a , en r e t e n a n t le titre d'Auguste , q u e
Constance ne vouloit pas lui confirmer. Cons-
tantin , q u e M . de Voltaire a tant m a l t r a i t é ,
eut b i e n p l u s de m o d é r a t i o n ; son armée vic-
torieuse lui avoit déféré le t i t r e d'Auguste :
l ' e m p e r e u r Maximien G a l è r e ne lui v o u l u t
laisser q u e celui de C é s a r ; Constantin aima
mieux s'en c o n t e n t e r , q u e d'exciter une g u e r r e
civile ; mais le g é n é r e u x J u l i e n aima mieux
faire la guerre à son oncle q u e de se d é -
sister.
M . de V o l t a i r e ne cesse de nous représen-
t e r J u l i e n c o m m e un p h i l o s o p h e , c o m m e u n
Vrai sage ; et c'est ce p h i l o s o p h e de qui A m -
1
mien M a r c e l l i n l u i - m ê m e assure qu'il étoit
t i e n plus superstitieux q u e religieux ; q u ' à
tout p r o p o s il immolo^t des victimes sans
n o m b r e , et q u ' o n disoit p u b l i q u e m e n t q u e
s'il revenoit victorieux de la g u e r r e des Perses ,
il n ' y auroit pas assez de bétail dans t o u t
l ' e m p i r e p o u r c o n t e n t e r sa superstition. C'est

* Ammiea Marcellin, livre a 5 ,


46 LES ERREURS
c e m ê m e e m p e r e u r p h i l o s o p h e qui faisoit des
processions p a r les r u e s , e n v i r o n n é de fem-
m e l e t t e s , p o r t a n t d é v o t e m e n t les petites ido-
1
les et les instruments des sacrifices : c'est ce
m ê m e p h i l o s o p h e q u i , au r a p p o r t de T h é o -
d o r e t , sacrifia une femme dans le t e m p l e de
la l u n e à C a r r é s .
M a i s , dit M . de V o l t a i r e avec i n d i g n a t i o n ,
T h é o d o r e t est le seul qui l'apporte ce conte
infâme : c'est q u e T h é o d o r e t étant p l u s p r é s
d e C a r r é s , fut plus à p o r t é e d'en ê t r e ins-
t r u i t . M a r c e l l i n n ' e n dit rien , il est vrai ;
J
c est q u ' i l s u p p r i m a i t certains faits t r o p d é s -
h o n o r a n t s p o u r son h é r o s , c o m m e il l'avoue
l u i - m ê m e : ainsi crut-il d e v o i r s u p p r i m e r la
l e t t r e m e n a ç a n t e q u e J u l i e n écrivit à C o n s -
t a n c e au c o m m e n c e m e n t d e la guerre*. T o u t
ce q u ' o n t r o u v e dans M a r c e l l i n p a r r a p p o r t
au fait q u e nous examinons , c'est q u e J u l i e n
fit l u i - m ê m e u n sacrifice fort secret à C a r r é s ,
et q u ' i l n^eut p o i n t d ' a u t r e t é m o i n que P r o -
c o p e son p a v e n t , à q u i il o r d o n u a de p r e n -
d r e la p o u r p r e s'il a p p r e n o i t sa m o r t : il n ' y
a pas b e a u c o u p à ajouter au r é c i t de M a r -
cellin , p o u r confirmer celui de T h é o d o r e t .
« Si o n le considère c o m m e e m p e r e u r ,
» c o n t i n u e le p a n é g y r i s t e , o n le voit refuser
v le titre de D o m i n u s qu'affectoit C o n s t a n t i n ,
soulager le p e u p l e , d i m i n u e r les i m p ô t s ,
99 c o n t e n i r ses officiers et ses m i n i s t r e s , p r é -
99 venir toute c o r r u p t i o n , v

1 2
Ammien Marcellin , livre 33. —• Ammien Marc. ^
livre 20.
T) E VOLTAIRE. <$7
1
A m m i e n M a r c e l l i n nous a p p r e n d q u e
J o l i e n étoit dans la joie de son c œ u r , q u a n d
il se voyoit applaudi p a r le p e t i t p e u p l e ; q u e
p o u r se faire la r é p u t a t i o n de p r i n c e p o p u -
laire , il affectoit de p a r l e r familièrement a r e c
l e s gens les moins dignes d e c o n s i d é r a t i o n ;
et voilà p o u r q u o i il n e p r e n o i t pas ordinaire-
m e n t le titre de D o m i n u s , q u e les e m p e r e u r s
avoient pris depuis l o n g - t e m p s . R e p r é s e n t e r
Constantin c o m m e u n p r i n c e q u i affectoit ce
t i t r e , c'est u n trait de malignité et n o n pas
u n e v é r i t é . L a louange q u ' o n d o n n e à J u l i e n
sur les soins à c o n t e n i r ses officiers et ses m i -
n i s t r e s , n'est fondée q u e sur le culte i d o l â t r e
que V o l t a i r e lui r e n d et v o u d r o i t lui faire
r e n d r e ; car L i b a n m s , E u t r o p e et A m m i e n
M a r c e l l i n le b l â m e n t d e sa négligence en ce
p o i n t ; c e p e n d a n t , ces trois auteurs é t o i e n t
payens et admirateurs d e J u l i e n .
« C'est u n conte r i d i c u l e , dit-on e n c o r e ,
» q u e q u a n d J u l i e n v o u l u t faire rebâtir le
M t e m p l e d e J é r u s a l e m , il sortit de t e r r e des
V globes d e feu q u i c o n s u m è r e n t les ouvrages
w et les ouvriers. •>
I l est sûr q u e tous les historiens c h r é t i e n s
e t payens s'accordent s u r ce p o i n t ; c e p e n d a n t
M . de V o l t a i r e n'en croit ni aux uns n i aux
autres. Q u a t o r z e cents ans après l ' é v é n e m e n t ,
il d é c l a r e q u e tous se sont t r o m p é s , qu'il sait
mieux les choses que les auteurs c o n t e m p o -
rains , et q u i étoient sur les l i e u x , et q u e c e
n'est là q u ' u n conte r i d i c u l e .

1
Ammien Marcellin , lrvre a5»
4$ LES ERREURS
M a l g r é sa d é c i s i o n , nous n e laisserons p.ts
d e r a p p o r t e r le témoignage des auteurs c o n -
t e m p o r a i n s : on sait q u e J é s u s - C h r i s t et les
p r o p h è t e s avaient p r é d i t la ruine é t e r n e l l e d u
t e m p l e de J é r u s a l e m . J u l i e n s imagina p o u -
voir venir à b o u t de r e m i r e fausse cette p r é -
d i c t i o n , et d'aflbîblir par-là l'idée de la v é -
rité et de l'infaillibilité des livres divins ; il
rassembla les J u i f s , il les flatta, il fournit
des sommes immenses p o u r l ' e n t r e p r i s e , et
voici q u e l en fut le s u c c è s ; c'est A m m i e n
M a r c e l l i n qui le raconte, Alipius pressoit les
ouvrages &\ec une e x t r ê m e diligence : il étoit
e n c o r e secondé p a r le g o u v e r n e u r de la p r o -
v i n c e ; mais toute la diligence et les soins fu-
r e n t inutiles : des globes é p o u v a n t a b l e s de
feu s o r t i r e n t t o u t - à - c o u p d ' a u p r è s des fonde-
m e n t s , c o n s u m è r e n t plusieurs o u v r i e r s , r e n -
d i r e n t les approches de ces lieux impossibles ;
et ce r e d o u t a b l e é l é m e n t éloignant toujours
t o u t ce q u i s V \ a n c o i t , on fut forcé de r e n o n -
cer à l ' e n t r e p r i s e . C'est u n p a y e n qui p a r l e
ainsi, et c e p e n d a n t M . de V o l t a i r e ne veut
pas le c r o i r e ; il conclut ensuite son panégy-
r i q u e de J u l i e n , p a r cette observation.
*•* Les chrétiens et les payens déhîto.Vnt
r; également des f a b l e s ; mais les fables des
^ c h r é t i e n s , ses e n n e m i s , étoient toutes ca-
?> lomnieuses.
Mais n"a-t-il pas à c r a i n d r e q u ' o n ne dise
l a m ê m e chose de son h i s t o i r e , et q u e son
Essai n'est q u ' u n tissu de calomnie» c o n t r e
l'Eglise c h r é t i e n n e ?
DE VOLTAIRE.

C H A P I T R E VIII.

De F apostasie de Julien.

A^Oin u n plaidoyer des p i n s singuliers q u i


mit jamais été fait; il faut avoir toute l h a b i -
leté et t o u t e la hardiesse de M . de V o l t a i r e
Jpour e n t r e p r e n d r e et p o u r soutenir u n e p a -
reille cause. I l p r é t e n d e x c u s e r , et e n q u e l -
q u e m a n i è r e justifier 1 e m p e r e u r J u l i e n d avoir
apostasie d u christianisme, et d'avoir r e n o n c é
À l'évangile p o u r embrasser le c u l t e des i d o -
les. Celui qui excuse N é r o n , q u i fait u n si
beau p a n é g y r i q u e de D i o c l é t i e n , qui d é c h i r e
si c r u e l l e m e n t C o n s t a n t i n , p e u t bien e n c o r e
ê t r e l'avocat de l'apostat J u l i e n .
« P e u t - ê t r e , d i t - i l , e n suivant le cours d e
m sa v i e , et en observant son c a r a c t è r e , o n
v verra ce qui lui inspira tant d'aversion p o u r
» le Christianisme, r» Ces causes d "aversion
q u e l'avocat r a p p o r t e , sont les crimes du p r e -
mier empereur chrétien Constantin, grand-
o n c l e de J u l i e n , la confusion et les carnages
d o n t la religion c h r é t i e n n e remplissoït l'em-
p i r e ; l'orgueil et les intrigues des é v ê q u e s ;
u n e éducation p h i l o s o p h i q u e ; enfin, l ' e s p r i t
pacifique de la religion p a y e n n e . I l c o n c l u t ,
en disant que les politiques n e furent pas p l u s
surpris de voir J u l i e n q u i t t e r le christianisme

* jUf'Unge. ch. C 2 .
1. 5
50 LES ERREURS
p o u r les faux d i e u x , q u e de voir Constantin *
q u i t t e r les faux dieux p o u r le christianisme f

e t q u ' i l est fort vraisemblable q u e tous d^ux


c h a n g è r e n t p a r des raisons d ' E t a t . V o y o n s
b r i è v e m e n t la valeur et la force de ces raisons.
L a p r e m i è r e que d o n n e M . d e V o l t a i r e ,
c'est l ' h o r r e u r q u e J u l i e n devoît avoir des
crimes de Constantin , qui avoit mis cette nou-
velle religion sur le t r ô n e : cette p r e m i è r e rai-
son n'est point c o n c l u a n t e ; car J u l i e n devoit
avoir e n c o r e bien plus d ' h o r r e u r de la religion
p a y e n n e , qui avoit fourni tant d ' e m p e r e u r s
q u ' o n devoit moins r e g a r d e r c o m m e des h o m -
m e s , q u e c o m m e des m o n s t r e s dignes de
l ' e x é c r a t i o n de t o u t l'univers. C o n s t a n t i n a
eu des défauts ; il v a eu des taches dans sa
•*ic, il est vrai. Mais q u e l l e comparaison de
ces défauts et d e ces t a c h e s , avec les c r u a u -
tés d'Auguste d u r a n t le t r m m \ i r a t , avec la
férocité des C a l î g u l a , des D o m i t i e n , des Ma-
x i m i n , de3 D é c i u s , avec les honteuses débau-
c h e s des N é r o n , des H e l i o g a b a l e , des C a -
r a c a l l a , e t c . Ces payens dévoient d o n c ê t r e
p l u s détestables aux veux de J u l i e n , q u e le
c h r é t i e n Constantin. Ce n ' é t o i t donc pas là
u n motif suffisant p o u r passer d u christia-
nisme à l'idolâtrie.
L a seconde r a i s o n , c'est la confusion et
l e s carnages d o n t la religion c h r é t i e n n e rem-

emp]
jamais joui d u n e si longue et si h e u r e u s e t r a n -
q u i l l i t é , crue sous le g r a n d C o n s t a n t i n . I l y
DE VOLTAIRE. 5j
fgfet sous son r è g n e , et sous celui de son f i l s ,
q u e l q u e s é v ê q u c s exilés p o u r les affaires d e
jr«nanisme ; il y eut des c o n c i l e s , des dis-
p u t e s , des intrigues d e v e n u e s ; mais cela n'al-
t é r a . p o i n t la paix civile des provinces. P o u r
ces carnages qui r e m p l i s s o i e n t t o u t P c m p i r c , ils
a ' o n t jamais existé q u e dans l'imagination de;
JM. de V o l t a i r e . A u c u n auteur n ' e n a p a r l é .
J l y e u t des carnages é p o u v a n t a b l e s dans l ' e m -
ire sous les D i o c l é t i e n , les M a x î m i e n , les
Ï ï a x i m i n , les D è c c . Les c h r é t i e n s en é t o i e n t
l e s victimes. Voilà t o u t ce que les m o n u m e n t s
h i s t o r i q u e s nous a p p r e n n e n t , et l'on n'y voit
•rien e n c o r e qui puisse excuser ou justifier
4'apostasie de J u l i e n .
O n d o n n e p o u r troisième cause de c e t t e
apostasie, l'orgueil et le faste des é v o q u e s : et.
l'on cite e n p r e u v e , le trait suivant, a U n
» n o m m é L e o n t î u s , é v o q u e de T r i p o l i , lit
" v dire à l ' I m p é r a t r i c e , q u ' i l n'iroît point la
v o i r , à moins q u ' e l l e n e le r e ç û t d ' u n e m a -
» n i è r e conforme à son c a r a c t è r e é p i s e o p a l ,
i> q u ' e l l e n e v î n t a u - d e v a n t de lui jusqu'à la
y> p o r t e , q u e l l e ne r e ç u t sa b é n é d i c t i o n e n
» se c o u r b a n t , et q u e l l e n e se t i n t d e b o u t
3
w jusqu'à ce q u il lui p e r m î t de s'asseoir. L* ^
'» Pontifes payens n ' e n usoïent p o i n t ainsi
v avec les impératrices. C e t orgueil d u t faire
5? d e p r o f o n d e s impressions dans l'esprit d e
» J u l i e n , qui e n fut t é m o i n . ?»
Si ce trait eut été r a p p o r t é fidellement,
il eut p r o u v é t o u t le c o n t r a i r e de ce q u e p r é -
t e n d M . de V o l t a i r e . Car il v a d e u x défauts
d a n s ce récit qu'il tait ; défaut de fidélité , et
02 LES ERREURS
défaut d'éepiité. I l défigure t o t a l e m e n t l e fait,
p o u r r e n d r e odieux les ministres de la r e l i -
g i o n , et p o u r en tirer des conséquences désa-
Tantageuses. SuSdas le r a p p o r t e Lien diffé-
r e m m e n t . I l dit q u ' u n g r a n d n o m b r e d é v ê -
cmes, é t a n t assemblés p o u r u n c o n c i l e , al-
l è r e n t t o u s , les uns après les a u t r e s , r e n d r e
l e u r s devoirs à 1 impératrice E u s é b i e , qui les
r e ç u t avec beaucoup de h a u t e u r e t d e fierté.
Xiéontius, é v ê q n e A r i e n , d u n e assez mauvaise
r é p u t a t i o n , étant informé de l'accueil q u ' o n
avoit fait aux autres évoques , n e v o u l u t p o i n t
y p a r o î t r e à son t o u r . E u s é b i e s'en tint offen-
s é e , et fit d e m a n d e r à l ' é v ê q u e p o u r q u o i il
j j e venoit pas c o m m e les autres la saluer.
3Leontius fit alors une partie de cette r é p o n s e
«juc V o l t a i r e a si bien amplifiée. Eusébie s'en
plaignit à l ' e m p e r e u r , qui lui r é p o n d i t , q u ' e l l e
jferoit bien mieux de se t e n i r dans son palais
à filer avec ses filles. Voilà le récit de l ' a u -
t e u r g r e c , qui est bien différent du r é c i t d e
l ' a u t e u r franco!s.
I l faut c o n c l u r e de-là - i . ° Q u e ce faste
n ' é t o i t p o i n t r é p a n d u dans t o u t le corps é p i s -
c o p a l , puisqu'il n'y eut q u ' u n seul é v ê q n e q u i
fit cette f a u t e , si m a l i g n e m e n t r e m a r q u é e .
2 . ° Q u e la déférence des autres évèques d e -
voit faire dans l'esprit de J u l i e n une i m p r e s -
.s'on plus profonde q u e la faute d ' u n seul ,
c i lui devoit mieux faire c o n n o î t r c l'esprit d e
l a religion c h r é t i e n n e .
L a q u a t r i è m e raison q u ' o n d o n n e de l'apos-
tasie de J u l i e n , c'est qu'il avoit été élevé p a r
des p h i l o s o p h e s , qui fortifièrent dans s o a
»E VOLTAIRE. 53
jteeur l'aversion m a l h e u r e u s e q u e les anus d e
Jja religion c h r é t i e n n e l a i i n s p i r è r e n t p o u r
«lie.
Cela p r o u v e c o m b i e n l ' é d u c a t i o n p h i l o s o -
p h i q u e est funeste. Je crois q u ' e l l e l'est e n c o r e
•autant a u j o u r d ' h u i q u ' e l l e 1 étoit alors. O n
a p p r e n d bien aux j e u n e s gens a r e m a r q u e r
les abus réels ou p r é t e n d u s d e la r e l i g i o n ; o n
ne l e u r a p p r e n d pas à e n r e m a r q u e r la sain-
t e t é , la f o r c e , les avantages et les suites. C e -
p e n d a n t il est faux q u e J u l i e n n'ait été élevé*
«me p a r des p h i l o s o p h e s . E u s è b e , é v ê q u e d e
•Nicomédie et son p a r e n t , fut u n de ses p r e -
m i e r s é d u c a t e u r s j et il avoue l u i - m ê m e q u ' i l
« été c h r é t i e n jusqu'à l'âge d e vingt ans. S i l
e û t été u n vrai p h i l o s o p h e , il auroit bien su
distinguer la sainteté de la religion d'avec les
abus q u ' o n en fatsoit; il auroit senti toute?
l ' a b s u r d i t é et l'extravagance de l'idolâtrie q u ' i l
embrassa.
Enfin la d e r n i è r e raison qu^apporte l'avo-
c a t de J u l i e n , c'est l'esprit pacifique de la
religion p a y e n n e , q u i n avoit n i d o g m e s , n i
sacrifices c o m m a n d é s , et qui p a r c o n s é q u e n t
devoit ê t r e bien plus d u goût d ' u n p h i l o s o p h e .
Il p a r o i t p a r cette d e r n i è r e r a i s o n , q u e les
payens étoient c o m m e nos philosophes m o -
d e r n e s , et nos p h i l o s o p h e s m o d e nies c o m m o
les payens. La religion qu'ils v o n d r o î e n t , c'est
u n e religion sans dogme d e créance et sans
exercice de c u l t e ; c ' e s t - à - d i r e , qu'ils c o n s e r -
v e n t e n c o r e p a r nécessité le n o m de r e l i g i o n ,
e t q u ils t r o m p e n t p a r - l à le m o n d e , puisqu'au
fond ils n ' e n ont point.
54 t E S ERREURS
Après avoir si Lien réussi à excuser l ' a p o s -
tasie de J u l i e n , M . d e V o l t a i r e le justifie en-
t i è r e m e n t sur les persécutions que nous
c r o y o n s qu'il a faites aux c h r é t i e n s . Il n e
99 lit jamais m o u r i r aucun c h r é t i e n , d i t - i l ,
79 il n e les persécutoit p o i n t . 11 les laissoit
?» jouir de leurs biens c o m m e e m p e r e u r j u s t e ,
79 et il écrîvoit contre eux c o m m e p h i l o -
79 SOphc. 99
1
E u t r o p e avoue que J u l i e n persécutoit t r o p
v i v e m e n t la religion c h r é t i e n n e ; A m m i e n
M a r c e l l i n b l â m e 1 injustice de ses loix c o n t r e
les c h r é t i e n s , et ses artifices p o u r fomenter
2
la, division e n t r e e u x . Les actes p u b l i c s
n o u s font connoïtre u n g r a n d n o m b r e de
m a r t y r s qui souffrirent p a r l ' o r d r e de ses gou-
v e r n e u r s . E t M . de V o l t a i r e assure q u e J u l i e n
n e persécuta jamais les c h r é t i e n s . 11 ne p e u t
ensuite s ' e m p ê c h e r de t é m o i g n e r son indigna-
t i o n , sur ce q u ' o n désigne ce grand h o m m e
p a r le s u r n o m injurieux d'Apostat ; mais il
faut qu'il s'en console. L e m o n d e parlera ton*-
jours de m ê m e . O n dira toujours Louis l e
liègue , C h a r l e s le Chauve et J u l i e n l'Apostat.

i 2
Eutiopc. 1. 1 0 . — Àmm. Mai cet. I. 2.5
DE VOLTAIRE. 5 3

C H A P I T R E IX.

De Mahomet*

LES C h r é t i e n s n'avoient regardé jusqu'à p r é -


sent le fameux M a h o m e t q u e c o m m e un h e u -
Veux b r i g a n d , u n i m p o s t e u r h a b i l e , un légis-
l a t e u r p r e s q u e toujours extravagant. Q u e l -
ques savants de ce s i è c l e , sur la foi des
l a p s o d i e s arabesques, o n t e n t r e p r i s de le ven-
g e r de l'injustice que lui font nos écrivains,
J l s nous le d o n n e n t c o m m e u n génie sublime ,
« t c o m m e un h o m m e des p l u s a d m i r a b l e s ,
p a r la g r a n d e u r de ses e n t r e p r i s e s , de ses vues
e t de ses succès.
M . de V o l t a i r e nous assure qu'il avoit
n n e é l o q u e n c e vive et forte , des veux p e r -
çants , u n e physionomie h e u r e u s e , l ' i n t r é p i -
d i t é d ' A l e x a n d r e , la libéralité et la sobriété
d o n t Alexandre auroit eu besoin p o u r être u n
1
g r a n d h o m m e en t o u t . A la b e a u t é de ce p o r -
t r a i t , n e p r e n d r o i t - o n pas V o l t a i r e p o u r u n
etit M a i m b o u r g ? I l nous r e p r é s e n t e M a -
omet c o m m e u n h o m m e qui a eu la gloire
d e t i r e r p r e s q u e toute l'Asie des t é n è b r e s d e
l'idolâtrie. I l extrait q u e l q u e s paroles de d i -
vers e n d r o i t s de l ' A l c o r a n , d o n t il admire le
sublime. I l t r o u v e que sa loi est e x t r ê m e m e n t
Sfige, q u e ses loix civiles sont b o n n e s , et q u e

* Histoire gëa, ch. V.


56 LES ERREURS
son dogme est admirable e n ce qu'il a de con-
forme avec le n o t r e . Enfin p o u r p r é m u n i r les
l e c t e u r s c o n t r e t o u t ce q u e les c h r é t i e n s ont
dit m é c h a m m e n t de M a h o m e t , il avertit que
ce ne sont guère q u e des sottises débitées par
des moines ignorants et insensés. Faisons quel-
q u e s r e m a r q u e s sur ce sublime p a n é g y r i q u e .
E t d ' a b o r d la comparaison d e M a h o m e t
avec A l e x a n d r e est h e u r e u s e m e n t t r o u v é e . L e
v a l e t d ' u n m a r c h a n d de c h a m e a u x c o m p a r e
au fils d ' u n grand roi ; u n chef de voleurs et
d e b r i g a n d s , au vainqueur de la G r è c e et de
l'Asie; le législateur le p l u s extravagant et
l ' h o m m e le p l u s ignorant , avec le mieux
i n s t r u i t et le p l u s éclairé de tous les princes.
O n d o n n e à M a h o m e t l ' i n t r é p i d i t é et la libé-
ralité d ' A l e x a n d r e ; mais on n e lui d o n n e pas
sa c o n t i n e n c e . A l e x a n d r e traita avec le p l u s
g r a n d respect toutes les princesses de la mai-
son d e Darius q u i étoient devenues ses p r i -
s o n n i è r e s . E t M a h o m e t disoit q u ' i l avoit per-
mission d u Ciel de p r e n d r e en m ê m e - t e m p s
autant de femmes q u ' i l v o u d r o i t . L ' a u t e m
arabe qui a écrit sa v i e , dit qu'il en eut d i x -
h u i t . E x a m i n o n s m a i n t e n a n t les prodiges q u il
lui a t t r i b u e .
D i r e , c o m m e M . de V o l t a i r e , que M a h o -
m e t retira presque toute l'Asie de l'idolâtrie ,
c'est faire t r o p d ' h o n n e u r à cet i m p o s t e u r .
C'est se d é s h o n o r e r s o i - m ê m e e n avançant
u n e chose d o n t tout h o m m e m é d i o c r e m e n t
instruit p e u t d é m o n t r e r la fausseté. C a r
y
i . cette b e l l e partie de l'Asie qui s'étend de-
p u i s le d é t r o i t de C o n s t a n t i n o p l e jusqu'à l ' E u -
» E VOLTAIRE. 5j
pjwate, et m ê m e jusqu'au T i b r e , étoit c h r é -
tienne avant M a h o m e t . 2*° Les régions i m -
p e n s e s d e la T a r t a n e et t o u t le n o r d de l'Asie
fQnt e n c o r e p r e s q u e t o u t e s idolâtres. 3.° L e s
I n d e s o n t i n c o m p a r a b l e m e n t encore plus d e
payens q u e de m a h o m é t a n s , c o m m e M . de
]ybl taire en c o n f i e n t l u i - m ê m e . 4«° La C h i n e
Bt*a p r e s q u e jamais e n t e n d u p a r l e r de M a h o -
m e t . 5.° L a Syrie et u n e g r a n d e partie d e
^'Arabie étoit c h r é t i e n n e avant que cet i m -
p o s t e u r p a r û t au m o n d e . C o m m e n t a-t-il d o n c
jljùré p r e s q u e t o u t e TAsie des t é n è b r e s de l'ido-
l â t r i e ? C e t t e p r e m i è r e partie de son éloge
jÇst d o n c déjà sujette à caution.
^ « I l étoit bien difficile , d i t - o n , q u ' u n e r e -
p ligion si simple et si sage, enseignée p a r
:p,nn h o m m e toujours v i c t o r i e u x , n e s u b j u -
1
p guàt pas u n e partie de la t e r r e . •?
I l est vrai q u e la religion de M a h o m e t est
t i e n simple. C a r , excepté le d o g m e de î"unité
,jde D i e u , q u ' i l p r i t des Juifs o n d e s C h r é t i e n s ,
il n e changea rien aux usages des Arabes. I l
; l e u r laissa leurs brigandages , et les y autorisa
e n c o r e p a r son e x e m p l e . I l l e u r r e c o m m a n d a
d e se I a \ e r souvent les mains , les pieds et la
t ê t e , parce qu'ils étoient n a t u r e l l e m e n t fort
m a l - p r o p r e s , c o m m e le sont encore les T u r c s .
I l l e u r laissa la circoncision, parce qu elle étoit
e n usage p a r m i eux depuis bien des siècles ,
et qu'ils croyoient la tenir d ' A b r a h a m . I l l e u r
d o n n a u n petit rituel de p r i è r e s , q u ' o n p e u t
faire daxis un instant. I l est vrai qu'il n'y a

Mélanges , chapitre
56* LES ERREURS
pas là de cpioî r e b u t e r ; mais y a-t-lî b e a u -
c o u p à l o u e r et à admirer ^
Q u a n t à la sagesse de cet te religion , le trait
le p l u s sage q u ' o n y t r o u v e , c'est la défense
de l ' e x a m i n e r et d'en raisonner. L a p r é c a u ï i o u
étoit nécessaire. I l n'y avoit q u ' u n e ignorance
grosssière qui p û t m e t t r e en sûreté toutes les
sottises d o n t l'aieoran est r e m p l i .
V e n o n s m a i n t e n a n t à ces sublimes pensées
que M . de Voltaire admire dans Falcorau;
n o u s t r o u v e r o n s q u ' e l l e s n e sont guère que
des imitations ou des extraits de nos divines
é c r i t u r e s . M a h o m e t n ' y e n t e n d o i t pas grand'-
chose ; mas il se s e r v o i t , d i t - o n , d ' u n moine
apostat , n o m m é Sergius , qui étoit en état
d'en f o u r n i r divers e n d r o i t s , q u e M a h o m e t
travestissoît ensuite dans son a l e o r a n . U n trait
q u e n o u s allons r a p p o r t e r , suffira p o u r con-
vaincre de ces imitations et de ces travestis-
sements.
« Sa définition de Dieu est d'un genre vé-
5? r i t a b l e m e n t sublime , dit M . de V o l t a i r e .
r> O n lui d e m a n d o i t q u i étoit cet Alla q u ' i l
5? a n n o n ç o î t . C'est c e l u i , r é p o n d i t - i l , qui tient
?' l ' ê t r e de s o i - m ê m e , et de q u i les autres le
99 t i e n n e n t ; qui n ' e n g e n d r e p o i n t et q u i n'est
99 p o i n t e n g e n d r é , et à qui rien n'est sem-
99 h l a b l e dans toute l ' é t e n d u e des êtres.
J e suis celui qui e s t , dit le S e i g n e u r dans
l ' e x o d e . L e ciel et la t e r r e vous a p p a r t i e n n e n t ,
dit à D i e u le p r o p h è t e royal , c'est vous qui
e n avez posé les f o n d e m e n t s , v o t r e r è g n e est
un r è g n e qui d u r e dans tous les siècles. Q u e
trouYera-t-oii de s e m b l a b l e à v o u s , S e i g n e u r ,
DE VOLTAIRE. 59
Dieu des vertus? Q u e l'on c o m p a r e ces t e x t e s
mfèh ce q u ' o n cite de M a h o m e t , on trouvera

r e ce qu'il dit de grand est tiré de l ' E c r i t u r e ,


crue ce qu'il ajoute est u n dogme qui sent
1$ b a b e l l i c n , l'Arien ou le J u i f , et qui p e u t
encore ê t r e admis p a r les Sociniens.
' Mais q u i le c r o i r o i t , q u e le m ê m e V o l t a i r e
q p i , dans son histoire g é n é r a l e , fait de M a -
Jiomet u n génie suhlime , u n législateur s a g e ,
an A l e x a n d r e , et q u e l q u e chose de p l u s e n -
§p>re q u ' A l e x a n d r e , en fasse dans ses m é l a n -
ges de p h i l o s o p h i e et d e l i t t é r a t u r e , le p l u s
jnéprisable et le plus d é t e s t a b l e de tous les
hjOinmes?Il t o m b e dans les contradictions les
J>lus g r o s s i è r e s , et il a toujours le ton égale-
m e n t h a r d i et assuré. J u g e z de la créance q u e
Ifaérite ce fameux écrivain,
i I I p a r l e sur le m ê m e t o n dans son é p î t r e
# U roi de P r u s s e , sur la tragédie de M a h o m e t ,
I l v avoue q u e ce g r a n d p r o p h è t e n'étoit
^ q u ' u n m a r c h a n d de c h a m e a u x , q u i , associé à
« q u e l q u e s b r i g a n d s , l e u r persuada qu'il s'en-
» t r e t e n o i t avec l'ange G a b r i e l , qu'il se vanta
» d'avoir été ravi au c i e l , et d'y avoir reçu
v u n e partie de ce livre i n i n t e l l i g i b l e , qui fait
» frémir le sens c o m m u n à c h a q u e p a g e ; q u e
9f p o u r faire r e s p e c t e r ce l i v r e , il porta dans
p sa patrie le fer et la f l a m m e , qu'il égorgea
99 les p è r e s , q u ' i l ravit les filles , qu'il d o n n a
» aux vaincus le choix de sa religion ou d e
99 la m o r t , qu'il enlevoit les femmes de ses
99 disciples.
V o i l à le c o m m e n t a i r e le p l u s sur q u e n o u s
puissions d o n n e r au p a n é g y r i q u e de M a h o m e t .
. C ' e s t V o l t a i r e qui explique le. sens de Voltaire»
6o LES ERREURS

CHAPITRE X.

De Charlemagne*

V CHARLEMAGNE, qui é t e n d i t les b o r n e s de l'em-


p i r e françois depuis P E b r e en Espagne jusqu'en
H o n g r i e , e t depuis les p o r t e s d e R o m e j u s -
q u ' a u n o r d de la G e r m a n i e , qui fut c o m m e
l e nouveau fondateur de l ' e m p i r e d o c c i d e n t ,
q u i subjugua cette fière A l l e m a g n e qui avoit
résisté à toute la puissance r o m a i n e , qui é t e n -
d i t la religion aussi loin q u e ses c o n q u ê t e s ,
e t q u e q u e l q u e s églises h o n o r e n t c o m m e u n
Saint ; C h a r l e m a g n e , si nous en c r o y o n s V o l -
taire , n ' é t o i t q u ' u n h e u r e u x b r i g a n d , u n con-
q u é r a n t i n h u m a i n , et p e u t - ê t r e m ê m e u n p è r e
incestueux.
Celui q u i maltraite ainsi ce grand p r i n c e ,
c'est celui qui vient de n o u s r e p r é s e n t e r r impos-
t e u r M a h o m e t c o m m e u n h o m m e d'un génie
extraordinaire , p r e s q u ' e n t o u t é g a l , et p a r
[uelques endroits supérieur à A l e x a n d r e m ê m e ,
? j'est ainsi q u ' i l distribue et partage les louan-
ges et les satyres.
C'est p o u r mieux d é g r a d e r C h a r l e m a g n e ,
q u ' i l fait d ' a b o r d u n e p e i n t u r e t o u c h a n t e de
l ' i n n o c e n c e et des m a l h e u r s des nations sa-
x o n n e s , et des cruautés q u e ce prince exerça
c o n t r e l l e s . u Les m œ u r s des Saxons et leurs
)} lois, d i t - i l , étoient les m ê m e s q u e du t e m p s
» des Romains. C h a q u e c a n t o n se gouvcrnoit
DE VOLTAIRE. 6l
09 e n r é p u b l i q u e 5 mais ils élisoient u n c h e f
y ' p o u r la guerre. L e u r s lois étoient simples
p c o m m e leurs m œ u r s , l e u r religion grossière ;
0 mais d'ailleurs ils cultivoient la j u s t i c e ; ils
ff m e t t o i e n t l e u r gloire et l e u r b o n h e u r d a n s
p la l i b e r t é .
w C h a r l e m a g n e fit la g u e r r e aux Saxons
» t r e n t e a n n é e s avant de les assujettir p l e i -
tf n e m e n t . L e u r pays n'avoit p o i n t e n c o r e ce
p qui t e n t e aujourd'hui la cupidité des c o n q u é -
& rants. I l ne s'agissoit q u e d'avoir p o u r escla-
ves des millions d ' h o m m e s qui nourrissoient
y l e u r s t r o u p e a u x , et qui n e vouloient p o i n t
,99 de maîtres. L e général de la p l u p a r t de ces
» p e u p l e s étoit le fameux V i t i k i n d , h o m m e
p t e l q u ' À r m t n i u s , mais qui e u t enfin p l u s
f> de foiblesse. » N o u s v e r r o n s b i e n t ô t q u e l l e
est la foiblesse que M . d e V o l t a i r e r e p r o c h e
à ce g é n é r a l . Voilà en abrégé le portrait q u ' i l
fait des Saxons. Voici c o m m e il p e i n t les cruau-
t é s de C h a r l e m a g n e .
?? C h a r l e s p r e n d d ' a b o r d la fameuse b o u r -
» gade d ' E r e s b o u r g . I l fait égorger les h a b i -
1 > a s e e
v t a n t s , il pi l l e il
5 I principal t e m p l e
99 d u pays. O n massacre les p r ê t r e s sur les
v d é b r i s de l'idole r e n v e r s é e . O n p é n è t r e jus-
9) o u au V é s e r . T o u s ces cantons se soumirent.
99 II voulut les lier à son joug par le Chris-
9> tiauisme. I l leur laisse des missionnaires
99 p o u r les p e r s u a d e r , et des soldats p o u r
99 les forcer. F r e s q u e tous ceux qui h a h i t o i e n t
99 vers le V é s e r , se t r o u v è r e n t en un an d i r e -
•99 tiens , mais esclaves.
v V i t i k i n d retiré chez les Danois . revient
}

i. 6
62 LES ERREURS
;> au b o u t de q u e l q u e s années. I l ranime ses
5? compatriotes , il les rassemble , il d é t r u i t
99 le christianisme q u ' o n n'avoit embrassé que
99 p a r la force. I l vient jusqu'au R h i n , suivi
» d'une m u l t i t u d e de G e r m a i n s , il b a t les
v lieutenans de C h a r l e m a g n e . C e p r i n c e ac-
•» c o u r t . I l défait à son t o u r V i t i k i n d , mais il
?* traite de révolte cet effort courageux de
?? l i b e r t é . I l demande aux Saxons t r e m b l a n t s
99 q u ' o n lui livre leur g é n é r a l , é t s u r l a n o u -
79 velle qu'ils l ' o n t laissé r e t o u r n e r en D a n e -
99 m a r c k , il fait massacrer q u a t r e mille cinq
V cents prisonniers. T r a i t e r ainsi des h o m m e s
99 qui c o m b a t t o i e n t p o u r l e u r l i b e r t é , c'est
9> l'action d'un brigand.
99 II fallut e n c o r e trois victoires avant
w d ' a c c a b l e r ces p e u p l e s sous le joug. E n -
99 tin , le sang cimenta le christianisme et
99 la servitude, V i t i k i n d l u i - m ê m e , lassé de
•? ses m a l h e u r s , fut obligé de recevoir le bap-
r t ê m e . L e roi, p o u r mieux s'assurer du pays ,
•» t r a n s p o r t a des colonies saxonnes j u s q u ' e n
99 I t a l i e , et établit des colonies de francs
99 dans les t e r r e s des vaincus. Mais il joignit
99 à cette politique sage , la c r u a u t é de faire
99 p o i g n a r d e r p a r des espions les Saxons q u i
99 vouloient r e t o u r n e r à l e u r c u l t e . S o u v e n t
99 les c o n q u é r a n t s ne sont cruels que dans
99 la guerre : la paix a m è n e des mœurs et des
99 lois p l u s douces. C h a r l e m a g n e au contraire
99 fit des lois qui t e n o i e n t de l ' i n h u m a n i t é de
99 ses c o n q u ê t e s , w
1 1 faut avouer que M . de V o l t a i r e fait là de
C h a r l e m a g n e un prince b i e n détestable. O n
DE VOLT AIRE. 63
fe'anroitpas d'aussi h o r r i b l e s idées des S y l l a ,
d e s M a r i n s , des Attila. Mais ne nous e n
tenons pas à la parole d'un écrivain toujours
furieux c o n t r e les princes q u i a u r o n t r e n d u
4 e grands services à la Religion. Dissipons les
Aiensonges, et à l e u r place m e t t o n s la v é r i t é .
L e s mceurs des Saxons étoient d u temps d e
C h a r l e m a g n e , les m ê m e s q u e du temps des
Romains , c'est-à-dire , e x t r ê m e m e n t féroces
1
èt b a r b a r e s . I l s cullivoient la justice , mais
t'étoit e n t r ' e u x seulement. E t ils étoient t o u -
jours p r ê t s à faire des i r r u p t i o n s chez leurs
voisins; pillant , b r û l a n t , ravageant dès q u ils
^toient les p l u s f o r t s , et n e s'en r e t o u r n a n t
jamais dans leurs forêts , q u ' a p r è s la d é v a s -
t a t i o n des pays qu'ils avoient p a r c o u r u s . L e s
e m p e r e u r s romains , depuis Auguste j u s q u ' à
Honorais , furent toujours obligés d ' e n t r e t e n i r
de n o m b r e u s e s armées sur ces frontières ; les
succès furent toujours b a l a n c é s , ces p e u p l e s
n e furent jamais v é r i t a b l e m e n t soumis.
D u t e m p s de C h a r l e m a g n e ils fai soient des
Courses et des ravages c o n t i n u e l s sur les (erres
2
des F r a n ç o i s . Ils p o r t o i e n t p a r - t o u t le fer
et le feu. T o u t ce qu'ils p o u v o i e n t e n l e v e r
d ' h o m m e s , de femmes et d'enfants , ils les
e m m e n o i e n t e n esclavage, ( m a r i e s m a r c h a
ç o n t r eux , les délit , prit l e u r m e i l l e u r e
place q u i étoit E r e s h o u r g , eu lit passer la
garnison au fil de l ' é p é e , p a r d o n n a au reste
d e la nation , et partit p o u r l'Italie. A peine
l e v a i n q u e u r fut-il é l o i g n é , q u e les Saxons

* Yoyea Tacite, — » Egiuharti


64 LES ERREURS
r e p r i r e n t les armes et r e c o m m e n c è r e n t les
ravages. C h a r l e s fut obligé de r e t o u r n e r à e u x ;
il les battit et il l e u r p a r d o n n a encore. Ce n e
fut q u ' a p r è s la cinquième perfidie et la c i n -
q u i è m e e x p é d i t i o n , q u e C h a r l e m a g n e résolut
de sévir c o n t r e ces brigands. P o u r les p u n i r
des massacres qu'ils avoient faits en t a n t d e
villes , et p o u r les é p o u v a n t e r p a r la t e r r e u r
du c h â t i m e n t , il fit c o u p e r la t ê t e a q u a t r e
mille cinq cents de ceux q u i , malgré l e u r
s e r m e n t , avoient encore pris les armes. C e
c h â t i m e n t étoit bien r i g o u r e u x , il est vrai ;
mais C h a r l e s le crut nécessaire p o u r c o n t e n i r
ces b r i g a n d s , et p o u r assurer le salut de ses
peuples.
C e p e n d a n t voyant ensuite q u e tant de sévé-
r i t é étoit i n u t i l e , il t é m o i g n a aux Saxons q u e
ce n ' é t o i t qu'à regret q u ' i l r é p a n d o i t l e u r
sang , qu'il ne vouloït pas d é t r u i r e l e u r n a -
t i o n ; q u ' i l l e u r accorderoit volontiers la paix ,
si leurs chefs qui s'étoient retirés v o u l o i e n t
v e n i r t r a i t e r avec lui. 11 l e u r d o n n a des otages
p o u r la sûreté de leurs p e r s o n n e s , il les r e -
çut avec b o n t é , il les gagna au C h r i s t i a n i s m e ,
il eut la m e i l l e u r e p a r t à la conversion d u
fameux V i t i k i n d ; ( et c'est-là a p p a r e m m e n t
la foiblesse que V o l t a i r e r e p r o c h e à ce g é n é -
r a l . ) I l établît onze é v o q u e s dans le pays des
1
S a x o n s , il y fit fleurir la R e l i g i o n , il les laissa
vivre selon leurs l o i s , et l e u r fit goûter les
d o u c e u r s de la paix. Voilà ce q u e les h i s t o -
riens c o n t e m p o r a i n s de C h a r l e m a g n e n o u s

• Eginhart
DE VOLTAIRE. 63
Upprenneut J e ses expéditions et de l'établisse-
jnent de sa religion e n Saxe. Ils étoient m i e u x
instruits que V o l t a i r e . I l s sont plus dignes d e
foi q u e lui. Ce christianisme p r ê c h é le sabre
4 la m a i n , cimenté p a r le sang, suivi de la
servitude , et ces autres expressions odieuses
si souvent employées dans l'histoire g é n é r a l e ,
sont aussi contraires à la vérité , qu'elles s o n t
i n d é c e n t e s dans la b o u c h e d ' u n h o m m e q u i
ce dit e n c o r e c h r é t i e n .
; O n n e trouve dans aucun de ces historiens
Contemporains cet h o r r i b l e trait q u e V o l t a i r e
r a c o n t e , savoir : q u ' e n t r a n s p o r t a n t des colo-
nies de Saxons en Italie , C h a r l e m a g n e faisoit
égorger p a r des espions ceux qui v o u l a i e n t
r e t o u r n e r à l e u r ancien culte. U n peu d e c e t t e
critique q u ' o n emploie avec t a n t de zèle q u a n d
il s'agit de la défense des h é r é t i q u e s , eut é t é
ici mieux placée ; mais C h a r l e m a g n e étoit ca-
tholique.
La plus grande rigueur q u e ce prince ait
j n o n t r é e contre les i d o l â t r e s , p a r u t dans u n e
1
loi q u i se trouve dans ses c a p i t u l a i r e s . E l l e
p o r t e q u e si un Saxon veut d e m e u r e r en S a x e ,
et q u ' i l dissimule et cache sa z^eligion , ou r e -
fuse de se faire c h r é t i e n , il sera mis à m o r t .
C e t t e loi etoit donc une espèce d ' a r r ê t de
bannissement contre les Saxons , s ils refu-
soient de se faire c h r é t i e n s ; ou un cas de m o r t ,
si n e voulant pas se faire c h r é t i e n s , ils v o n -
loîcnt néanmoins d e m e u r e r dans l'empire. O n

1
Capitu), Reg, CaroW magnus de prresentiLus Saxon,
Cap. S.
66 LES ERREURS
n e voit pas que cette loi ait occasionné a u c u n e
e x é c u t i o n . Les reines J e a n n e d e N a v a r r e e t
E l i s a b e t h d ' A n g l e t e r r e o n t p o r t é des lois bien
a u t r e m e n t rigoureuses c o n t r e les catholiques
q u i refuseroient d'abjurer l e u r religion. L e s
p r i s o n s r e m p l i e s de m a l h e u r e u x et les é c h a -
fauds i n o n d é s de sang , furent d'aiïroux t é -
moignages de l'esprit sanguinaire qui dicta
ces lois , et de la cruauté des exécutions qui les
suivirent. N o u s verrons V o l t a i r e t a i r e , p a l l i e r ,
•justifier ces lois faites p o u r la destruction de
l a Religion c a t h o l i q u e . Ici il emploie la sa-
t y r e , le fiel, le mensonge , la calomnie , p o u r
faire envisager avec h o r r e u r ce q u ' a fait C h a r -
l e m a g n e p o u r la destruction de l'idolâtrie.
A p r è s avoir r e p r é s e n t é d ' u n e m a n i è r e si
odieuse toutes ces expéditions de C h a r l e m a g n e ,
M glorieuses à ce prince et si avantageuses p o u r
l a Religion , V o l t a i r e v e u t e n c o r e r é p a n d r e
les soupçons les plus injurieux sur ses m œ u r s .
•« O n a é c r i t , d i t - i l , q u ' i l avoit poussé l ' a m o u r
» des femmes jusqu'à jouir d e ses p r o p r e s
v filles. ?>
Mais q u a n d on a écrit q u e l q u e chose d e
désavantageux sur les M a h o m e t , les J u l i e n ,
les D i o c l é t i e n , sa critique i n q u i è t e , sévère
e t o u t r é e défie h a r d i m e n t et souvent i m p r u -
d e m m e n t de d o n n e r des p r e u v e s d e ce q u ' o n
avance. O n lui fait ici le m ê m e défi. Qu'il cite
u n historien c o n t e m p o r a i n qui ait r a p p o r t é
ces faits h o n t e u x ; qu'il dise où les autres
les ont puisés; qu'il en a p p o r t e les p r e m e s ,
e t q u ' i l les justifie. I l y réussira apparem-
m e n t c o m m e il a réussi en citant dans ce même
DE VOLTAIRE.
fckfcpître G r é g o i r e de T o u r s , sur l e q u e l s û r e -
nient il n a pas jeté les yeux.
a C h a r l e s , d î t - i l , avoit épousé la fille d u
pi toi des L o m b a r d s , dans le t e m p s qu'il avoit
p déjà u n e autre femme : il n ' é t o i t pas r a r e
*>f d'en avoir plusieurs à la fois. G r é g o i r e d e
P T o u r s r a p p o r t e que les rois C o n t r a n , Ca-
3 > ' r i b e r t , S i g e h e r t , C h i l p é r i c , avoient p l u s
p d u n e épouse ?•
. Si VoUaircavcéi lu G r é g o i r e de T o u r s , il au-
1
roit p a r l é toin diîiï'renmiont ; il auroit appris
que S i g e h e r t , roi d ' A i e ' l ^ a s i e , !" prince plus
n
Accompli de >so siècle . fut indigné de la c o n -
duite scandaleuse de ses f r V e s , et ou "il d e -
Xaanda en mariage et obtint îa fille du r o i
d'Espagne R r u n e h a u t . la p l u s belle princesse
<pii fût alors en E u r o p e , et q u e ses m œ u r s
furent toujours dignes d ' u n p r i n c e t r è s - c h r é -
t i e n : il y auroit appris q u e C o n t r a n eut bien
Une maîtresse p e n d a n t q u e l q u e t e m p s , mais
que ce d é s o r d r e ne fut pas long : il y auroit
appris q u e Saint G e r m a i n , é v ê q u e de P a r i s ,
e x c o m m u n i a le roi C a r i b c r t à cause de son
c o m m e r c e avec une seconde maîtresse qu'il
Vouloit encore épouser. Cela p r o u v e bien que ,
s'il y avoit des d é s o r d r e s , ils n ' é t o i e n t ni a p -
p r o u v é s , ni t o l é r é s , ni m ê m e si c o m m u n s
que M . de Voltaire veut le d o n n e r à
e n t e n d r e . P o u r ce qui est du roi C h i l p é r i c ,
l e pieux roi C o n t r a n en p l e u r a la m o r t avec
l e s larmes les p l u s amères , à cause des d é s o r -
dres d o n t sa vie avoit été r e m p l i e .

J c 2
V. Givgcire de Tours, 1. 4 > > t - s5. 2 6 . 2 7 , 3 8 ,
68 LES ERREURS
Si M . de V o l t a i r e est convaincu de f a u x ,
lors m ê m e qu'il veut s'autoriser p a r des cita-
tions , q u e l l e créance m é r i t e - t - i l lorsqu'il
d é b i t e les choses sans p o u v o i r les a p p u y e r d'au-
c u n e autorité? 11 ne p e u t p a r d o n n e r à C h a r -
lemagne le zèle qu'a eu ce p r i n c e p o u r la con-
version des b a r b a r e s , et les soins qu'il p r e n o i t
d e les faire instruire de la Religion : il s e m b l e ,
à l ' e n t e n d r e , q u e le p l u s g r a n d m a l h e u r qui
p û t arriver à ces peuples , étoit qu'ils d e -
vinssent c h r é t i e n s . I l plaint les pauvres Saxons
d'avoir été éclairés des l u m i è r e s et instruits des
vérités de l ' E v a n g i l e ; il regarde c o m m e bien
p l u s h e u r e u x les P o l o n o i s et les Russes , qvii
r e s t è r e n t dans l e u r barbarie et l e u r ignorance.
« Ces p e u p l e s vivoient en paix dans l e u r
» ignorance , dît-il; heureux d'être inconnus
v à C h a r l e m a g n e , qui v e n d o i t si c h e r la
» connoissance d u Christianisme, » Q u e cette
e x c l a m a t i o n est digue d ' u n p h i l o s o p h e c h r é -
tien ! Q u ' e l l e doit être bien reçue dans u n e
assemblée de libertins et de d é b a u c h é s ! Aussi
ce p h i l o s o p h e ne représente-t-il C h a r l e m a g n e
q u e c o m m e u n prîuce sanguinaire , et q u i n e
fai soit p r ê c h e r l'Evangile q u e l'épée à la
main, m L e sang cimenta le Christianisme et
v la servitude chez les S a x o n s , dit-il ; on l e u r
v laissoit des missionnaires p o u r les p e r s u a d e r ,
v et des soldats p o u r les forcer. » Si M . de
V o l t a i r e eut eu u n peu de p u d e u r et de b o n n e
f o i . il auroit avoué q u e , q u a n d C h a r l e m a g n e
p r i t les armes contre les S a x o n s , il ne le fit
q u ' a l'occasion de leurs r é v o l t e s , de leurs
DE VOLTAIRE. 6<J
Courses et de leurs brigandages sur les t e r r e s
1
d© l ' e m p i r e .
:
: Ce g r a n d p r i n c e étoit p e r s u a d é q u e n'en
fie serviroit plus à adoucir la férocité de l e u r s
flotteurs q u e la loi c h r é t i e n n e . A p r è s ses v i c -
toires, il laissoit des missionnaires parmi e u x ;
jl vouloit q u ' o n les traitât avec b o n t é , dou-
ceur et h u m a n i t é ; car ce p r i n c e étoit du ca-
r a c t è r e le plus h u m a i n et le p l u s doux ; il l e
fit voir en bien des occasions , e n t r autres y

q u a n d il p a r d o n n a , ou du moins qu'il n e
punit q u e bien l é g è r e m e n t u n e conspiration
laite c o n t r e sa p e r s o n n e m ê m e .
Mais q u a n d il seroit vrai q u e C h a r l e m a g n e
éht quelquefois m ê l é u n p e u t r o p de sévérité
à son zèle p o u r la conversion des barbares ,
V o l t a i r e auroit bien p u le m é n a g e r , c o m m e
il a m é n a g é les p e r s é c u t e u r s d u Christianis-
m e . I l fait j o u e r tous les ressorts de son ima-
gination et de son esprit , p o u r excuser e t
our justifier les Décius , les Maximin , les
£ dioclétien , q u i o n t fait ruisseler de t o u t e
part le sang des C h r é t i e n s , et qui n ' o n t r i e n
oublié p o u r d é t r u i r e le Christianisme ; i l
auroit b i e n p u justifier u n p r i n c e qui a si
h e u r e u s e m e n t travaillé à l ' é t e n d r e ; il auroit
p a r l é alors en juge p l u s é q u i t a b l e ; il auroit
été historien plus fidèle, et auroit paru u n
peu plus chrétien.
Enfin , p o u r e m p ê c h e r q u ' o n n e se fasse
u n e t r o p grande idée de C h a r l e m a g n e , il d i t ,
« q u ' i l m o u r u t avec la r é p u t a t i o n d ' u n e m -

* Egiuhart.
70 LES ERREURS
M p e r e u r aussi h e u r e u x q u ' A u g u s t e , aussi
v guerrier q u ' A d r i e n , m a i s - n o n tel (pie les
v T r a j a n et les A n t o n i n , auxquels nul sou-
» verain n a été c o m p a r a b l e ; qu'entin le cé~
» l è b r e calife Aaron Piasebild l'égaloit en
gloire et en p u i s s a n c e , et le surpassa hoau-
w coup en justice, en science et en h u m a n i t é .
O n ne peut pas disconvenir que C h a r l e -
magne n'ait été u n des plus ?,aads h o m m e s
q u i soit jamais m o n t é sur le t r o u e . -qu'il n"ait
eu les hriilaules qualités qui font les h é r o s ,
la sagesse qui lait les grands législateurs, les
q u a l i t é s aimables et estimables qui m o n t r e n t
l ' h o m m e n é p o u r le b o n h e u r des h o m m e s ;
c e p e n d a n t V o l t a i r e ne dit rien , ou presque
rien de t o u t cela.
D a n s la comparaison qu'il fait ici de C h a r -
lemagne avec A u g u s t e , A d r i e n , T r a j a n , n o u s
p o u v o n s observer qu'Auguste fut v é r i t a b l e -
m e n t h e u r e u x , parce q u ' i l se servit de l ' é l o -
q u e n c e de C i c é r o n , des "victoires de ?»îarc-
A n t o i n e , du génie d'Agrippa , p o u r p a r v e n i r
à. l ' e m p i r e , sans presque avoir été à la t ê t e
des armées que p o u r se faire b a t t r e à P h i lippe.
C h a r l e m a g n e c o n q u i t l u i - m ê m e une grande
partie des pays qui f o r m è r e n t le nouvel e m -
pire d'occident. Les expéditions et les c o n -
q u ê t e s d ' A d r i e n ne furent ni si glorieuses, n i
si étendues que les siennes : les Trajan et les
A n t o n i n furent de grands p r i n c e s , mais q u i ,
p a r bien des e n d r o i t s , furent surpassés p a r
ce g r a n d e m p e r e u r . Q u a n t à ce m u s u l m a n
q u e V o l t a i r e oppose à C h a r l e m a g n e , et q u i
le surpassa b e a u c o u p , d i t - i l , en s c i e n c e , eu
DE VOL T A m E. ?1
justice et en h u m a n i t é ; V o l t a i r e est e n c o r e
lus h y p e r b o l i q u e que les panégyristes arabes ;
S s n en ont jamais t a n t dit d ' A a r o u Raschild
que nous en savons sûrement de C h a r l e m a g n e ,
p o u r ce qui regarde ]a c u l t u r e de l'esprit; et
p o u r la justice et l ' h u m a n i t é , on e n p e u t ju-
ger p a r ces d e u x traits :
C h a r l e m a g n e , c o m m e nous Tarons vu ,
p a r d o n n a des conjurations faites contre sa
1
p e r s o n n e . A a r o n Raschild sachant q u ' u n
seigneur étoit d'uue famille q u i avoit q u e l q u e
espérance de p a r v e n i r un j o u r au califat , e n -
voya d e m a n d e r sa t è t e : elle lui fut b i e n t ô t
a p p o r t é e . A a r o n ne fut pas p l u t ô t assuré de ce
p r e m i e r assassinat , qu'il en c o m m a n d e u n
s e c o n d , et iît m o u r i r sur le c h a m p celui q u i
avoit exécuté l ' o r d r e q u ' i l avoit d o n n é l u i -
m ê m e . V o l t a i r e trouve plus de justice et d hu-
manité dans un prince qui se jouoit ainsi de la
r i e des h o m m e s , que dans celui qui savoit par-
d o n n e r les attentats c o n t r e sa p r o p r e p e r s o n n e .
P o u r achever de rectifier l'idée qu il d o n n e
de ce g r a n d p r i n c e , uous opposerons ici Je
3
j u g e m e n t q u ' e n a fait u n écrivain anglois
e t p r o t e s t a n t . Ce sout-là deux titres respecta-
Lies p o u r M . de V o l t a i r e .
Ce prince , dit cet écrivain , digne d ' u n
m e i l l e u r siècle et d'une p l u s longue vie , fut
encore p l u s grand p a r son génie que p a r son
n o m . I l seroit difficile de d é n d e r lequel doit
ê t r e le plus admiré et le plus respecté dans
l u i , ou la gloire de son e m p i r e , ou l'éclat de

x 2
Herbelot, Biblioth, orient. Cave > Bibliot. ecclé.
72 L'ES ERREURS
sa piété : il étoit u n des p l u s savants h o m m e s ,
e t u n des p l u s beaux esprits et d e s p l u s cultivés
d e son t e m p s ; i l savoit fort bien les langues
g r e c q u e et latine ; il étoit n a t u r e l l e m e n t si élo-
q u e n t , q u ' o n l'auroit pris p o u r u n des p r e -
miers maîtres dans F a r t oratoire ; il avoit beau-
c o u p de goût p o u r les "beaux arts , et il répan-
doit avec profusion les grâces e t les faveurs
s u r ceux q u i les cultivoient avec succès : tout
ce qu'il pouvoït d é r o b e r de son temps aux
affaires de l'empire et de l ' é t a t , il le donnoit
-aux b e l l e s - l e t t r e s ; le t e m p s m ê m e d u repas
étoit r e m p l i p a r des l e c t u r e s , des disputes ,
des dissertations savantes. L'histoire et les
traits r e m a r q u a b l e s des anciens princes étoit
ce qu'" 1 écoutoit alors le plus volontiers ;
mais il n ' y avoit guère de l e c t u r e à l a q u e l l e
il prit p l u s de plaisir q u ' à celle d u savant ou-
vrage de Saint Augustin s u r la cité de Dieu.
V o i l à le p o r t r a i t q u e n o u s fait de C h a r l e -
magne cet é c r i v a i n : c'est ainsi q u ' i l en p a r l e ,
a p r è s avoir r a p p o r t é t o u t ce q u e ce p r i n c e
avoit fait p o u r Je bien de ses p e u p l e s , l'avan-
c e m e n t des lettres et la gloire de la Religion.
L e C h a r l e m a g n e de V o l t a i r e est bien diffé-
rent.
DE VOLTAIRE. ?J

CHAPITRE XL

De la religion (la temps de Charlemagne»

I J S c h a p i t r e qui traite d e la Religion du t e m p s


d e Charlema'gne , est aussi curieux que celui
qui traite des guerres , des c o n q u ê t e s et des
m œ u r s de ce p r i n c e . O u il é c h a p p e des e r r e u r s
à 5 1 . d e V o l t a i r e q u a n d il p a r l e de la R e l i -
gion , cela n"est pas s u p r e n a n t ; il ne l'a pas
pas assez bien étudiée , il n e la connoît pas
assez : ce q u ' i l y a de s u r p r e n a n t , c'est q u ' i l
les d é b i t e avec t a n t d ' a s s u r a n c e ! N o u s e n al-
lons observer q u e l q u e s - u n e s des plus r e m a r -
quables.
1
* L a messe , nous d i t - i l , étoit différente
» de ce q u e l l e est a u j o u r d ' h u i , et plus e n c o r e
v de ce q u ' e l l e étoit dans les p r e m i e r s temps :
9i elle fut d ' a b o r d une c è n e : la majesté d u
» c u l t e augmentant avec le n o m b r e des f i d è -
» les , elle fut à - p e u - p r è s ce q u ' e s t la g r a n d -
w messe aujourd'hui. »
P u i s q u ' i l vouloit p e r l e r de religion, de d o g -
mes , d'usages ecclésiastiques , il devoit con-
sulter l ' a n t i q u i t é ; et s'il P e u t c o n s u l t é e , i l
n ' a u r o i t pas fait tant de b é v u e s , il ne se seroit
pas si fort écarté de la v é r i t é .
I l auroit appris q u e le canon d e la messe ,
t e l q u e nous l a v o n s a u j o u r d ' h u i , étoit uhso^

* Histoire gi'céialc. ch. i l .


1. 7-
74 I^S ERREURS
l u m e n t l e m ê m e avant C h a r l e m a g n e , puisque
A l c u i n , son p r é c e p t e u r , qui l a c o m m e n t é ,
n o u s le r a p p o r t e tel q u e nous l'avons m a i n -
1
t e n a n t ; il auroit appris q u e l'usage de lire à
la messe les épîtres et les évangiles , est de la
p l u s h a u t e antiquité , puisque le p h i l o s o p h e et
m a r t y r S. Justin, qui vivoit dans le deuxième
3
siècle , en r e n d déjà t é m o i g n a g e ; il auroit
appris q u e les autres p r i è r e s qui sont avant ou
a p r è s le c a n o n , si Pou en excepte q u e l q u e s pa^
r ô l e s d o n t Fusage n ' é t o i t pas universel, faisoient
d è s les p r e m i e r s siècles, c o m m e aujourd'hui y

u n e partie d u rit q u ' o n observoit en disant la


m e s s e ; il auroit appris q u e dès le p r e m i e r siècle
d e la paix de l ' E g l i s e , la messe é t o i t . à q u e l -
q u e s p r i è r e s p r è s , telle q u ' e l l e est encore a u -
j o u r d ' h u i . V e n o n s m a i n t e n a n t à u n autre p o i n t .
« L a c o m m u n i o n sous les deux espèces é t o i t
;> u n usage universel sous C h a r l e m a g n e : il se
conserva toujours chez les C r é e s , et d u r a
» chez les Latins jusqu'au d o u z i è m e siècle, »
A p r è s avoir p a r l é en faveur des Calvinistes
d a n s l'article p r é c é d e n t , il p a r l e dans celui-ci
p o u r les Hussites , et il p a r l e toujours avec
l a m ê m e certitude e t la m ê m e connoissancQ
d e la vérité L'usage de la c o m m u n i o n sous
les d e u x espèces n ' é t o i t pas si universel q u l l
l e d i t , p u i s q u ' A l c u î n témoigne q u e dans l ' E -
glise romaine , la m è r e et le m o d è l e des au-
t r e s E g l i s e s , o n n e c o m m u n i oit q u e sous u n e
aeule espèce^ ; dans les églises des G a u l e s

3 3
» Alcuin , de Oflic Ecclcs. Justin, apol. a. Alcuin^
4& ojiïuiç cclcbr, miss»
DE VOLTAIRE. 7$
©n n e consarroit q u ' u n calice , comme o n fait
a u j o u r d ' h u i ; mais on versoit q u e l q u e s gouttes
d e ce vin c o n s a c r é , dans u n calice p l u s
g r a n d et r e m p l i de vin o r d i n a i r e , q u ' o n p r é -
s e n t a i t à ceux qui avoient c o m m u n i é : cet
1
usage m ê m e ne subsista pas l o n g - t e m p s . C o n t i -
n u o n s à suivre les d é c i s i o n s , ou p l u t ô t les
e r r e u r s de n o t r e historien dogmatique.
« L a confession auriculaire s étoit i n t r o -
v duite , dit-il , dès le sixième siècle : les
v é v ê q u e s exigèrent d ' a b o r d que les chanoines
v se confessassent à eux d e u x fois l ' a n n é e . p a r
v les canons du concile d'Attigny en 7 Ê 3 ; e t
v c'est la p r e m i è r e fois qu ""elle fut c o m m a n d é e
•99 e x p r e s s é m e n t ; les abbés soumirent leurs
•99 moines à ce j o u g , et les séculiers peu à p e u
99 Je p o r t è r e n t ; îl étoit p e r m i s de se confesser
•99 à u n laïque , et m ê m e à u n e f e m m e : cette
v permission dura t r è s - l o n g - t e m p s , »
voilà q u e M . de V o l t a i r e n o u s a p p r e n d
«pie la confession est u n e invention ou insti-
t u t i o n p u r e m e n t h u m a i n e : p o u r le p r o u v e r ,
i l n o u s cite les canons d u concile d'Attigny.
O r , il faut remarquer q u e ces canons n'exis-
t e n t p o i n t ; il n e nous reste de ce concile
q u e le n o m des évêques q u i y assistèrent, e t
u n r è g l e m e n t p o u r q u e l q u e s messes q u ' o n d e -
2
voit dire en de certaines o c c a s i o n s . C'est l à ,
d i t - i l , q u e les évêques exigèrent d'abord q u e
les chanoines se confessassent à e u x ; les a b b é s
e x i g è r e n t la m ê m e chose de leurs m o i n e s , et
ensuite on imposa aux laïques le m ê m e j o u g \

• V. Bellarniia. — » V. Collect. Concih


76 LES ERREURS
e t t o u t c e l a , il nous le d o n n e sur la foi des
canons d'Attiffiiy.
I l assure q u ' i l y a eu u n t e m p s où Ton
p o u v o i t se confesser aux laïques , et m ê m e
aux femmes ; c est bien d o m m a g e qu'il n ' a i t
pas m a r q u é plus p r é c i s é m e n t le temps où 1 o n
croyoit le sexe p r o p r e à ce r e s p e c t a b l e , mais
ci*itique ministère , et q u ' i l n'ait pas cité les
conciles qui lui confèrent le p o u v o i r d ' e n t e n -
d r e les confessions, et ceux q u i l e lui o n t ô t é .
L ' a n e c d o t e étoit assez curieuse et assez intéres-
s a n t e p o u r ê t r e bien d é v e l o p p é e et bien p r o u -
v é e . Mais laissons ces assertions p i t o y a b l e s , e t
p r o u v o n s la v é r i t é .
L e dogme de la confession est aussi ancien
q u e la R e l i g i o n ; il est assez, clairement é t a b l i
1
p a r ces paroles de J é s u s - C h r i s t aux A p ô t r e s :
C e u x à qui vous aurez remis les p é c h é s , ils
i e u r s e r o n t remis ; et ceux à q u i vous les aurez
r e t e n u s , c'est-à-dire , q u e vous n'aurez p a s
absous , ils l e u r seront r e t e n u s . Si ce n ' e s t
u'au j u g e m e n t des A p ô t r e s e t des ministres
3 e la religion q u e les p é c h é s p e u v e n t ê t r e r e -
mis ou r e t e n u s , il faut d o n c q u ' i l s les commis-
s e n t ; mais ils n e p e u v e n t les c o n n o i t r e q u e
p a r la déclaration q u ' o n l e u r en fait. C e t t e
d é c l a r a t i o n , c'est ce q u ' o n a p p e l l e dan si Eglise
l a confession. C o m m e il a é t é établi q u ' e l l e
se feroit s e c r e t t e m e n t et à l'oreille , o n l ' a p -
p e l l e la confession auriculaire.
11 est p a r - l à évident q u ' e l l e est d'institution
divine ; q u e J é s u s - C h r i s t l u i - m ê m e eu est l'au-

* S. Jean. ch. 2 0 .
DE VOLTAIRE. 77
leur, et q u ' e l l e est aussi ancienne que la Reli-
gion. Si M . de V o l t a i r e eut été un p e u p l u s
p r u d e n t , il n ' e û t pas p r o n o n c é si liardinient
suv des choses qu'il ignoroît ; s il eut été c a -
juoniste et t h é o l o g i e n , il eut trouvé des p r e u -
ves démonstratives de la confession, dans les
conciles tenus dès le q u a t r i è m e siècle.
. L e secoud canon d u concile de Laodiçéc
t e n u en 372 , p o r t e ; q u ' i l faut imposer u n e
.pénitence p r o p o r t i o n n é e à la qualité du p é c h é ,
-a ceux qui p r i e n t , se confessent , et d o n n e n t
-des preuves d'un véritable a m e n d e m e n t .
L e canon t r e n t e - u n i è m e d u troisième con-
c i l e de Carthage , t e n u en 397 , o r d o n n e d'im-
p o s e r différentes pénitences selon la dilfércnce
-des p é c h é s ; enfin , le canon cent d e u x i è m e
d u sixième concile g é n é r a l , t e n u en 6 3 i ,
•commence p a r ces paroles : I l faut q u e ceux
q u i o n t r e ç u de Dieu le p o u v o i r de lier et d e
d é l i e r , c o n s i d è r e n t b i e n la grièveté du p é c h é ^
la disposition d u p é c h e u r à la conversion, et l u i
d o n n e n t u n r e m è d e c o n v e n a b l e à sa maladie.
T o u t ce q u e nous citons est a u t h e n t i q u e ;
c h a c u n p e u t aisément le vérifier: on voit l'an-
c i e n n e t é et la pratique de la confession ; cela
•vaut bien les p r é t e n d u s canons d u concile
d ' A t t i g n y , Q u a n t i t é d'autres conciles très-an-
ciens en o n t parlé de m ê m e . Les Saints P è r e s ,
d è s le second siècle , t r a i t e n t souvent de ce
d o g m e dans leurs o u v r a g e s ; on p e u t en v o i r
les preuves très-détaillées dans les savantes
controverses d u cardinal Bellarmin,
« L e s Eglises chrétiennes , continue M .
v de V o l t a i r e , s'élpient gouYtTttOes en r e p u -
73 1ES ERREURS
?? blïqucs : ceux qui présidoient à ces assem-
99 Idées avoient pris insensiblement le titre
5? d ' é v ê q u e s , d ' u n m o t grec , d o n t les G r e c s
99 appelloient les g o u v e r n e u r s d e leurs colo-
99 nies. L e s anciens de ces assemblées se n o m -
99 m o i e n t p r ê t r e s , qui signifie en grec vieil-
99 l a r d s . 99
V o i l à e n c o r e l'érudition de M . de V o l t a i r e
e n défaut , ou u n e n o u v e l l e p r e u v e de m a u -
vaise foi. I l est faux q u e ceux q u i présidoient
aux assemblées c h r é t i e n n e s aient pris insensi-
1
b l e m e n t le titre d ' é v ê q u e s : ce titre est aussi an-
cien q u e l'église , puisqu'il est e x p r e s s é m e n t
m a r q u é en plusieurs e n d r o i t s du nouveau testa-
m e n t . I l est é gai e m e n t faux que le n o m de p r é t re
n e servit q u ' à désigner les anciens de l'assem-
b l é e , puisqu'il y avoit des p r ê t r e s qui étoient
e n c o r e jeunes. C'est a p p a r e m m e n t le séjour
d e Berlin , ou le voisinage de G e n è v e , qui
lOnt fait faire ces observations curieuses à M .
*le V o l t a i r e . Ce qu'il dit ensuite de l ' h é r é s i e
Àes I c o n o c l a s t e s , fait également h o n n e u r à
sa critique et à son é r u d i t i o n .
" I r è n e , dit-il, étoit attachée au culte des
images , p a r c e que son mari les avoit en h o r -
?> r e u r : on avoit persuadé à cette princesse (\uc
z9 p o u r g o u v e r n e r son m a r i , il falloit m e t t r e
99 sous b> chevet de son lit les images de
r? certaines saintes, v
M . de V o l t a i r e est persuadé q u ' o n d é c r é -
ditera p l u s aisément ceux q u ' o n attaque , en
r é p a n d a n t du ridicule s u r eux > q u ' e n disant

3
V. Les tpHres de St. Paul.
DE VOLTAIRE. 7g
3» b o n n e s raisons , et e n fournissant de b o n n e s

/venir au b u t q u 11 paroit se p r o p o s e r . 11 vep]


fiente ici l'impératrice I r è n e comme une fem-
me d ' u n esprit petit et t o u t r e m p l i de supersti-
tions p o u r ses images ; mais i l seroit bien e n
peine de p r o d u i r e aucune p r e u v e de ce q u ' i l
a v a n c e : aucun des écrivains n e l a accusée d e
cette dissimulation ; il s'en est fié s u r cela à
Calvin , q u i écrivoit h u i t cents ans après ,
•OU h q u e l q u e s calvinistes, Donne-t-il b e a u c o u p
d e p o i d s à ses sentiments avec de s e m b l a b l e s
garants ?
« C e t t e I m p é r a t r i c e fit élire p o u r p a t r i a r -
99 clie u n laïque , secrétaire d'état , n o m m é
99 Taraise, E t le pape A d r i e n n'anathématise
99 pas ce secrétaire d ' é t a t qui se fait patriar-
v cbe.
E t q u ' y a-t-il de s u r p r e n a n t q u ' u n s e c r é -
taire d'état soit fait é v ê q u e ? N ' a - t - o n pas vu
•Un des p l u s grands p r é l a t s de F r a n c e , Je
•célèbre M . de M a r c a , d e v e n i r a r c h e v ê q u e
•de T o u l o u s e , après avoir été p r e m i e r prési-
d e n t au p a r l e m e n t de T a u ? Ce qu'il y a de
bien p l u s s u r p r e n a n t , c'est q u e M . de V o l -
taire , qui déclame si vivement contre l ' é l e c -
t i o n de Taraise , ne dit pas u n m o t c o n t r e
celle de P h o t i u s , qui fut aussi précipitée y

-et qui avoit des irrégularités bien a u t r e m e n t


c o n d a m n a b l e s ; mais l'un étoit le d e s t r u c t e u r ,
l'autre fauteur de 1 hérésie.
L'élection de Taraise fut c o m m e celle
d'Ambroise , é v ê q u e de M i l a n * et l ' u n et3
fV> I, E S E R R E U R S
l'autre ont été mis au n o m b r e des Saints.
P o u r q u o i le pape Adrien auroit-il excommu-
nié ee p a t r i a r c h e r II avoit été élu p a r le
P r i n c e et p a r le P e u p l e . Si sa consécration
p a r u t précipitée , c'est la nécessité qui lit
user de cette précipitation : la dispense ét-ét
la p l u s légitime , et le succès en fut des plus
heureux.
^ C'est une chose avouée de tous les sages
» critiques , q u e les P è r e s d u second concile
v de N i c é e ( ou l'on r é t a b l î t le culte des ima-
55 gesjy r a p p o r t è r e n t b e a u c o u p de pièces é \ i -
v d e m m e n t fausses , b e a u c o u p de miracles
v d o n t le récit scandaliseroit de nos jours ;
5? mais ces pièces fausses ne firent point de
?? t o r t aux M'aies, sur lesquelles on décida.'»
C'est une chose n o n - s e u i e m e u t avouée ,
mais d é m o n t r é e par les sages critiques , q u e
la fau?«-'té évidente de ces pièces ne consiste
p o i n t en ce que V o l t a i r e veut insinuer ; e l l e
n e consiste q u ' e n ce q u ' o n les attribuoit à u n
1
a u t e u r p l u t ô t qu'à u n a u t r e : ainsi, Je livre
où est r a p p o r t é le miracle de cette image de
J e s u s - C h r i s t qui fut p e r c é e à coups de c o u -
teau p a r les juîit , et qui r é p a n d i t du sang ; ce
livre étoit alors attribué à Saint Athanase ,
q u o i q u ' i l fût d'un autre écrivain du m ê m e
siècle : ainsi, le livre du p r é spirituel est at-
t r i b u é à S o p h r o n e , é v ê q u e de J é r u s a l e m ,
q u o i q u ' i l fût de J e a n M o s c h u s , 11 v eut e n c o r e
auelcrues autres erreurs semblables. P o u r les

1
Du Pin. BibîiotUcçue ecclvs. Histoire du Concile
y i l l tciae 7.
;
DE VOLTAIRE. 8l
g d r a c l e s scandaleux d o n t p a r l e V o l t a i r e , i l
n'y e n eut p o i n t de r a p p o r t é s dans ce c o n c i l e ,
jt moins qu'il ne p r e n n e p o u r u n miracle la
p r o m e s s e q u e fit le diable à u n moine de n e
Jp plus t e n t e r , s'il r e u o n ç o i t au culte des
images. U n é v ê q u e cita ce trait aux P è r e s d u
poncile, qui n ' y curent point d ' é g a r d ; ainsi,
|1 n e m a n q u e à l'exposé de V o l t a i r e q u e la
Vérité.
& M a i s , a j o u t e - t - i l , q u a n d il fallut faire
9 recevoir ce concile p a r les Eglises de F r a n c e ,
p quel fut l'embarras du p a p e ! C h a r l e m a g n e
j * s'étoit d é c l a r é h a u t e m e n t c o n t r e les images;
p il venoit de faire écrire les livres q u ' o n
f n o m m e C a r o l i n s , dans lesquels ce culte est
«1 anathématisé : il assembla u n concile à
V F r a n c f o r t auquel il p r é s i d a , selon l'usage d e
# tous les e m p e r e u r s . »
< A m e s u r e q u e les faussetés sont p l u s g r o s -
sières , le t o n de V o l t a i r e devient plus hardi»
Voilà les e r r e u r s , voici la v é r i t é . L e g r a n d
Constantin assista au p r e m i e r concile de Fiicée,
p o u r h o n o r e r cette a s s e m b l é e , lui m a r q u e r
• o n r e s p e c t , lui assurer sa p r o t e c t i o n ; mais il
assista point c o m m e juge. C h a r l e m a g n e n e
fit q u ' i m i t e r C o n s t a n t i n . M . de V o l t a i r e est l e

S remier qui ait fait des e m p e r e u r s p r é s i d e n t s


es conciles. I l loue ensuite la p r u d e n c e d u

S ape A d r i e n , q u i , partagé e n t r e le concile


e ÎVicée q u ' i l a d o p t o i t , et l ' e m p e r e u r q u i
* étoît d é c l a r é contre le culte des i m a g e s ,
>rit, d i t - i l , u n t e m p é r a m e n t p o l i t i q u e , p a r
Ï Qquelil laissa au temps à confirmer ou à aho*-
u n culte encore d o u t e u x .
82 LESERftErRS
Il n'y a rien de ydus artificieux et de pî llg

infidèle que cet exposé delà conduite du pape


1
et de celle de l'empereur . Les évêques furetrt
trompés par des exemplaires falsifiés du con-
cile de ]\icée; ils y trouvèrent des décidons
contraires à la foi; ils anathémalisèrenl ce
concile. Le payie Adrien leur fit fournir «1rs
exemplaires plus surs, les fit changer de sen-
timents, et la bonne harmonie fut rétaldie.
Ce même pontife répondit fort au long aux
livres Caroiins, par un ouvrage qu'on troine
à la suite du second concile de Nicée , et
2
l'empereur fut satisfait . Ce même ouvrage
démontre qu il est très-faux qu'Adrien ait
regardé ce culte comme douteux, et qu'il ait
laissé au temps à l'abolir ou à le eonfirnn r.
Cette manière de penser de M. de "Voltaire,
pourroît bien être adoptée à Genève; maïs
elle sera toujours rejetée par les critiques
éclairés, et par les vrais catholiques.
Il y a encore dans ce même chapitre nhi-
sieurs autres poinls qui regardent !a religion.
IN'ous n'en |»arlerons pis maintenant, pour ne
pas lasser les lecteur* par tant de discussions
sur les mêmes matières. On peut piger, p »r
les points que nous at ou s examinés, de la
créance que méritent les autres.

1
Voyez \o di-'tail dans Maimliourç:, avre les prruvs,
Eistoiri; dea IcoiioctasLt's. — •» Jb^ûsL Auriani ad Caruï.
DE VOLTAIRE. 83

C H A P I T R E XII.

Origine de la puissance des Papes»

C'EST vers le siècle de C h a r l e m a g n e q u ' a


Commencé la puissance t e m p o r e l l e des P a p e s ;
t'est p o u r q u o i nous traiterons maintenant ce
point de 1 histoire ecclésiastique. M . de V o l -
tah*e, dans le chapitre sixième et dans le ving-
tième, parle fort au long de 1 origine de cette
puissance; et t o u t ce qu il nous eu apprend ,
c'est que celte puissance n a p o i n t eu d autre
origine q u e la politique adroite des p o n t é e s
r o m a i n s , et une usurpation qui n est colorée
4'aucun titre.
Q u ' i l traite la donation de Constantin d e
4ouation imaginaire, il ne fait que suisre eu
cela tous les critiques m o d e r n e s ; mais q u il
he fasse pas plus de cas de celle (pie P e p m et
'Charlemagne dirent à l'Eglise r o m a i n e , c'est
line autre chose ; il nous p e r m e t t r a d ' ê t r e d un
autre avis q u e l u i , et de d é m o n t r e r la faus-
seté de son sentiment.
a Est-ii p r o b a b l e , d i t - i l , q u e P é p i n ait
» passé d e u x fois les m o n t s , u n i q u e m e n t p o u r
ff d o n n e r des villes au p a p e ? L e b i b l i o t h é -
99 caire AnaMase, qui vivoit ceul qaarevate
» ans après l'expédition de Pépin , est le p r e -
» mier qui p a r h de cette d*.nation, et (es
v meilleurs pul>îj"*is!es d'Allemagne ta i 'fu-
** tent aujotud"Lui* O n a o i b dit que le loui-
8.Ç LESEMIEVR»
yy Lard Astolplie , intimidé p a r la seule pré,
v sence du franc , céda aussitôt au pap e

v t o u t l'exarchat de R a v e u n e ; mais si les


» papes avoient eu l ' e x a r c h a t , ils auroient
5? été souverains de R a v e u n e et de Rome ;
w c e p e n d a n t dans le t e s t a m e n t de Charlcma-
v gne , qu Eginhart nous a conservé , ce mo-
'? n a r q u e n o m m e à la t ê t e des villes qui lui
a p p a r t i e n n e n t , R o m e et Ravenne , aux-
» q u e l l e s il fait des p r é s e n t s . P o u r B é n é -
w v e n t , le saint Siège n e l'eut q u e longtemps
y> a p r è s , p a r la d o n a t i o n d e l'empereur
» I î e n r i le N o i r , vers l'an 1047. v
T o u s ces faits, si graves et si i m p o r t a n t s ,
il les confirme p a r le détail des preuves qu'il
r a p p o r t e , de la d é p e n d a n c e où étoient encore
les p a p e s , long-temps a p r è s P é p i n et C h a r -
l e m a g n e . Voici c o m m e n t il p a r l e au c h a p i t r e
vingtième ;
« Les P a p e s avoient p l u t ô t à R o m e un
T? grand crédit q u ' u n e puissance législative ;
3? ils avoient à m é n a g e r à la fois le sénat r o -
m a i n , le p e u p l e et P e m p e r e u r . L o t h a i r e ,
r? en passe les A l p e s , fait c o u r o n n e r
son fils L o u i s , qui v i e n t j u g e r dans R o m e
-? le p a p e Sergîus I I . L e pontife p a r o î t , r é -
J
ÎJ p o n d j u r i d i q u e m e n t aux accusations d u n
r? é v ê q u e de M e t z , se justifie, e t p r ê t e e n -
suite s e r m e n t de fidélité à ce m ê m e L o t h a i r e
?? déposé p a r les é v ê q u e s . L o t h a i r e m ê m e lit
» cette c é l è h r e et inutile o r d o n n a n c e , que le
1? p a p e ne sera plus élu p a r le p e u p l e ; que
« I o n avertira l ' e m p e r e u r de la vacance d u
saint Siège. » C ' e t t ainsi que M . de V o l -
DE V O L T A I R E . 85
faire d é m o n t r e la fausseté d e ce crue tous les
historiens r a p p o r t e n t des d o n a t i o n s faites p a r
nos rois à l'Eglise de R o m e . E x a m i n o n s m a i n -
t e n a n t la force de cette d é m o n s t r a t i o n .
O n n e peut pas n i e r q u e la p o l i t i q u e
lies pontifes romains n'ait toujours été e x t r ê -
m e m e n t é c l a i r é e , et q u ' e l l e n'ait b e a u c o u p
c o n t r i b u é à établir et à affermir l'autorité s o u -
veraine d o n t ils jouissent a u j o u r d ' h u i ; mais il
faut ê t r e bien p e u i n s t r u i t , p o u r la r e g a r d e r
c o m m e u n e u s u r p a t i o n ; ou il faut ê t r e b i e n
i n f i d è l e , p o u r dissimuler les p r e u v e s q u ' o n a
d e s d o n a t i o n s faites à l'église romaine p a r les
c o n q u é r a n t s français, et d u h a u t degré d ' a u -
t o r i t é , de puissance et de souveraineté où ils
rélevèrent.
E s t - i l possible , d î t - o n , q u e F c p i n ait passé
d e u x fois les m o n t s , u n i q u e m e n t p o u r d o n -
n e r des villes au P a p e ? N o n - s e u l e m e n t c e l a
est p o s s i b l e ; mais il est t r è s - p r o b a b l e q u ' u n
p r i n c e ambitieux et g é n é r e u x c o m m e P é p i n ,
q u i aspiroit à la r o y a u t é , et qui se servit si
Lien de l'autorité pontificale p o u r m o n t e r
s u r le t r ô n e ; il est t r è s p r o b a b l e qu'il aura
v o u l u user de r e t o u r . I l faisoit de t r è s - b e a u x
d o n s au p a p e , il est v r a i ; mais , après tout ,
î l n e d o n n o i t que des villes qui ne lui a p -
p a r t e n o i e n t p o i n t , et qui ne lui c o û t o i e n t
«pie la peine d a l l e r se faire c r a i n d r e et r e s -
p e c t e r . D ' a i l l e u r s ce nouveau r o i , q u i s e n -
toit combien les François de ce t e m p s - l à r c s -
p e c t o i e n t le S. S i è g e , suivoit en cela les vues
d ' u n e p o l i t i q u e très-juste. I l lui i m p o r t o i t
b e a u c o u p de & attacher le P a p e en cas de r é -
i. 8
86 LES ERREURS
v o l u t i o u , et il se P a t t a c h o i t efficacement p a t
des dons magnifiques qui n e lui coûtoient r i e n .
Mais , poursuit M . de V o l t a i r e , Anastase ,
ui écrivoit cent q u a r a n t e ans après F e x p é -
ition de P é p i n , est l e p r e m i e r qui en p a r l e .
Si M . de V o l t a i r e avoit puisé dans les sour-
ces de la vérité , il n ' a u r o i t pas fait tous ces
r a i s o n n e m e n s si f o i b l e s , et t o u t e s ces p i t o y a -
1
b l e s réflexions ; il auroit su q u ' E g i n h a r t ,
h i s t o r i o g r a p h e , secrétaire et g e n d r e de l'em-
p e r e u r C h a r l e m a g n e , p a r l e de cette d o n a t i o n
d a n s ses annales de la maison i m p é r i a l e . P é -
p i n , dit-il , fit r e m e t t r e R a v e n u e , la P e n t a -
p o l e e t t o u t l'exarchat q u i d é p e n d o i t de Ra-
a
v e u n e , e t en fît u n d o n à saint P i e r r e : i l
auroit su q u e les annales de F u l d e a n n o n c e n t
l a m ê m e chose sous Pan 7 5 6 * ; il auroit su
q u e P a u l Diacre , secrétaire d e D i d i e r , d e r -
n i e r Roi des L o m b a r d s , r e n d aussi à-peu-près
l e m ê m e témoignage , e t suppose les m ê m e s
5
d o n a t i o n s . V o l t a i r e est d o n c dans F e r r e u r ,
e t il i n d u i t en e r r e u r les a u t r e s , q u a n d il
affirme q u e le p r e m i e r écrivain q u i ait p a r l é
d e ces d o n a t i o n s , vivoit c e n t q u a r a n t e ans
a p r è s q u ' e l l e s furent faites. V o i l à des h i s t o -
riens françois et c o n t e m p o r a i n s de C h a r l e m a -
gne q u i en ont p a r l é l o n g t e m p s avant Anastase.

1 3
E g i n . , ann. ad annnm 756. — Ann, Fuîd. —
5
Ann. franc.
* I > s annales de Fulde vont jusqu'à l'an 900 ; mai*
elles sont de différents auteurs , rjui
ouï écrit cliacu*
ce qui
j't'toit passe 4e leur temps.
DE VOLTAIRE. OJ
C e qu'il dit ensuite du t e s t a m e n t de C h a r -
leniague n e p r o u v e a b s o l u m e n t rien. Ce p r i n -
c e , faisant p a r son t e s t a m e n t des libéralités h
toutes les m é t r o p o l e s de l ' e m p i r e , ne v o u l o i t
pas e n e x c l u r e les deux q u i étoieni e n t r e les
mains des papes , p o u r lesquels il avoit t a n t
d ' a t t a c h e m e n t , de respect et de r c c o n n o î s -
éance : d ' a i l l e u r s , il s'y étoit réservé les d r o i t s
de seigneur suzerain ; ainsi , ces legs pieux n e
p r o u v e n t n u l l e m e n t q u e R o m e et R a v e u n e
n ' a i e n t pas été d o n n é e s à l'Eglise r o m a i n e .
O n n e p r o u v e rien n o n plus p a r l e s m é n a -
g e m e n t s q u e les papes é t o i e n t obligés d'avoir
p o u r les e m p e r e u r s . L o r s q u e ces princes pa-
roissoient p r è s de R o m e avec de grandes a r -
m é e s , les papes faisoient alors ce. q u e f o n t
e n c o r e aujourd'hui les p e t i t s p r i n c e s d'Italie*
Q u a n d de grosses armées de François o u
d ' A l l e m a n d s paroissent dans l e u r s p r o v i n c e s ,
l e p l u s foible ménage celui q u i est le p l u s
fort.
E n f i n , M . d e V o l t a i r e n ' e s t pas p l u s h e u -
r e u x p o u r les faits q u ' i l a v a n c e , que p o u r
les r a i s o n n e m e n t s q u ' i l fait : il se t r o m p e e n
disant q u e Bénévent n e fut aux papes que p a r
J 1
la d o n a t i o n d H e n r i le N o i r . Ce ne fut pas u n e
d o n a t i o n , mais un é c h a n g e . L ' e m p e r e u r c é d a
au p a p e tous ses droits sur le d u c h é d e B è -
n è v e n t , et le p a p e céda à l ' e m p e r e u r les t e r -
res q u e l'Eglise romaine possédoît en A l l e -
m a g n e , et son droit sur F u l d e et sur B a m -
h e r g . I l se t r o m p e en disant q u e le p a p e fut

• Hûtoire d'Allemagne ; Henri le Noir


88 LES ERREURS
obligé de r é p o n d r e j u r i d i q u e m e n t à n n é v ê -
q u e de M e t z . C e t é v ê q u e , fils d e C h a r l e -
m a g n e , et oncle d e l ' e m p e r e u r r é g n a n t , c r u t
p o u v o i r p a r l e r en maître à la c o u r de R o m e ;
mais ses tentatives furent sans effet : le p a p e
dédaigna les accusations de l ' é v ê q u e ; il refusa
d e faire p r ê t e r , p a r les R o m a i n s , le s e r m e n t
d e fidélité q u e l ' é v ê q u e vouloit exiger p o u r
le roi L o u i s ; il d é c l a r a q u e les Romains n e le
dévoient q u ' à l ' e m p e r e u r ; cette fermeté a r -
r ê t a l ' é v ê q u e , et le p a p e c o u r o n n a ensuite le
j e u n e L o u i s , roi d'Italie. Q u a n t à cette o r -
d o n n a n c e que V o l t a i r e a p p e l l e l ' o r d o n n a n c e
c é l è b r e , q u e le p a p e n e seroit plus élu p a r le
p e u p l e , et q u ' o n a \ e r t ï r o î t l ' e m p e r e u r d e la
vacance du saint Siège ; ce fut u n e d e m a n d e
d e révêque faite de la p a r t de L o t h a i r e , et
l ' o n n ' y e u t p o i n t d'égard. Q u ' o n juge d e - l à
si Ton p e u t se lier à ce q u e M . de V o l t a i r e
affirme le p l u s positivement.
A p r è s avoir fait voir tous ces écarts e n trai-
t a n t de l'origine de la puissance p o n t i i i c a l e ,
n o u s a l l o n s m a i n t e n a n t en d o n n e r u n e idée
h i s t o r i q u e , sure , et capable de c o n t e n t e r ceux
q u i c h e r c h e n t , dans u n e x p o s é , les caractères
de la v é r i t é .
C e fut le grand C o n s t a n t i n qui jeta les p r e -
miers f o n d e m e n t s de celte puissance ; ce fu-
r e n t les e m p e r e u r s françoîs qui l ' é l e v è r e n t au
p o i n t où elle parvint e n s u i t e ; et c'est le t e m p s
q u i lui a d o n n é cette consistance q u e n o u s lui
voyons aujourd'hui. M . de Voltaire lui-même
avoue qu'- Constantin d o n u a à l'Eglise r o -
maine m le marcs d ' o r , t r e n t e n u l l e m a r c s
DE VOLTAIRE. 8^
d ' a r g e n t , et quatorze mille fols de r e n t e
1
et des t e r r e s dans la C a l a b r e . T o u t cela fait
e n v i r o n deux millions q u a t r e ou cinq c e n t s
mille l i v r e s , selon la v a l e u r d e l'argent d'au-
j o u r d ' h u i : c h a q u e e m p e r e u r augmenta ce
p a t r i m o i n e . L ' I t a l i e ayant été ensuite s o u v e n t
envahie p a r les b a r b a r e s , l'Eglise r o m a i n e
terdit plusieurs des villes et des terres q u i
Î ui a p p a r t e n o i e n t ; mais jamais elle ne fut e n
p l u s grand danger que sous A s t o l p h e , u n d e s
d e r n i e r s rois L o m b a r d s . C e p r i n c e en v o u l o i t
à R o m e m ê m e r les papes e n v o y è r e n t aussi-
tôt à C o n s t a n t i n o p l e p o u r en o b t e n i r q u e l -
q u e s e c o u r s ; mais l'empire d ' O r i e n t étoit t r o p
affaibli et t r o p mal g o u v e r n é , p o u r p o u v o i r
sauver l'Italie : on d o n n a de belles p a r o l e s
aux d é p u t é s , et rien de p l u s . R o m e a b a n -
d o n n é e p a r ses souverains, ne le fut pas p a r
ses pontifes ; ils s'adressèrent aux p r i n c e s
francois. P é p i n , que les papes avoient si b i e n
servi p o u r le faire m o n t e r sur le t r ô n e , les
servit à son t o u r ; il passa en I t a l i e à la t è t e
d ' u n e a r m é e , battît les L o m b a r d s , et obligea
A s t o l p h e à céder à l'Eglise romaine l ' e x a r -
c h a t de Ravenne et q u e l q u e s autres p r o v i n c e s .
L e roi L o m b a r d p r o m i t t o u t ce q u ' o n voulut ;
mais ensuite ne p o u v a n t se r é s o u d r e à faire
d e si grandes cessions aux p a p e s , il r e p r i t les
armes dès q u e les F r a n c o i s e u r e n t repassé
]es m o n t s . L'activité de P é p i n le fit b i e n t ô t
r e p e n t i r de son infidélité à t e n i r sa p a r o l e .
L e s L o m b a r d s ayant encore été battus de t o u t e

* Chapitre V. Histoire gcu&ale.


8.
\]0 LES ERREURS
p a r t , et chassés de leurs m e i l l e u r s places
Astolphe fut forcé à e x é c u l e r fidèlement le?
conditions que le roi francois lui avoit i m p o -
sées.
C e p e n d a n t , les G r e c s v o y a n t les L o m h a r d s
chassés de l ' e x a r c h a t , c r u r e n t q u e l'occasion
étoit favorable p o u r y r e n t r e r : ils e n v o y è r e n t
u n e s o l e m n e l l e ambassade à P é p i n , p o u r l e
r e d e m a n d e r c o m m e u n e p r o v i n c e de l e u r e m -
p i r e . P é p i n ayant e n t e n d u leurs longues h a r a n -
gues , l e u r r é p o n d i t s o m m a i r e m e n t qu'il ir avoit
rien pris p o u r les G r e c s ; qu'il n'avoit fait d e
c o n q u ê t e s que sur les L o m b a r d s , et q u ' é t a n t
e n droit d ' e n disposer , il les avoit d o n n é e s
c o m m e il les d o n n o i t e n c o r e à Saint P i e r r e .
Ce fut avec cette r é p o n s e q u e les Grecs furent
obligés de se r e t i r e r ; et P é p i n avant fait mettre?
à e x é c u t i o n tous les articles de la p a i x , r e p r i t
le c h e m i n de son r o y a u m e .
A p r è s la m o r t de P é p i n , D i d i e r , d e r n i e r
roi des L o m b a r d s , fit d e nouveaux efforts
p o u r se r e m e t t r e en possession de ce q u e ses
prédécesseurs avoient été forcés de c é d e r :
mais il fut e n c o r e p l u s m a l h e u r e u x ; il t r o u v a
dans C h a r l e m a g n e u n h é r o s encore plus r e -
d o u t a b l e q u ' A s t o l p h e ne Favoit trouvé d a n s
P é p i n . A p r è s u n e guerre qui fut de peu de
d u r é e , mais qui fut t r è s - v i v e , Didier fut d é -
pouillé de tous ses é t a t s , et il fut envoyé e n
F r a n c e , dans u n e abbaye où il finit ses jours»
( m a r i e s s'empara de son r o y a u m e , prit le titre
de Roi des Francois et des L o m b a r d s , et laissa
jouir paisiblement les papes de ce q u e son p è r e
leur avoit cédé*
0 E VOLTAIRE, J)J
Q u e l q u e s années a p r è s , c'est-à-dire, c n 8 o i ,
le p a p e L é o n I I I le fit p r o c l a m e r e m p e r e u r

J>ar les R o m a i n s , et le c o u r o n n a en cette qua-


ité. L e p e u p l e p r ê t a s e r m e n t de fidélité au
n o u v e l e m p e r e u r , qui se c o n t e n t a des droits
d e seigneur suzerain. Les choses r e s t è r e n t dans
c e t état jusqu'à C h a r l e s le C h a u v e . pe(it-*i!s
d e C h a r l e m a g n e : celui-ci céda tous les droits»
'des e m p e r e u r s dans R o m e au P a p e J e a n V I I I ,
c o m m e le m a r q u e n t les historiens c o n t e m p o -
rains. V o i l à ce que les m o n u m e n t s les p l u s
incontestables et les plus surs nous a p p r e n n e n t
sur l'origine de la puissance des papes.

C H A P I T R E XIII.

*De Photius et du Schisme des Grecs,

V o l t a i r e se p r o p o s e , dans son cha-


p i t r e A ingi-unîeme , de nous instruire des va-
riations des chrétiens dans leurs dogmes , et
de la supériorité de l'Eglise de C o n s t a n t i n o p l e
sur celle de R o m e . M . Bossuet avoit bien d é -
m o n t r é aux protestants qu'ils avoient b e a u -
c o u p varié dans leurs professions de foi , il
q u e ces variations étoient u n e preuve q u ' i l s
n "avoient pas la vérité p o u r eux. M . de Vol-
taire e n t r e p r e n d d e les consoler , en leur fai-
sant voir qu'il v a eu des variations dans l'Eglise
c a t h o l i q u e , aussi bien q u e dans les Eglises
p r o t e s t a n t e s . T o u t e la différence qu'il y a e n t r e
c e s deux a u t e u r s , c'est q u e P a n d é m o n t r e ht
92 LES ERREURS
vérité de ce qu'il r e p r é s e n t e aux p r o t e s t a n t s ,
e t q u e l ' a u t r e semble n e pas s'appercevoir de
la fausseté des pièces q u ' i l emploie contre les
C a t h o l i q u e s . Avant d ' e n t r e r en matière , n o u s
allons faire quelques observations sur l'éloge
q u il fait de P h o t i u s , p r e m i e r auteur du fu-
neste schisme des G r e c s .
« P h o t i u s , dit-il . étoit u n h o m m e d u n e
v grande qualité , d ' u n vaste génie et d u n e
99 science universelle. Q u i c o n q u e est juste
» avouera qu'il étoit n o n - s e u l e m e n t le p l u s
99 savant h o m m e de l'Eglise , mais un g r a n d
99 é v ê q u e . I l se conduisit c o m m e Saiut Am~
99 b r o i s e , q u a n d Basile, assassin de l'empereur*
99 M i c h e l , se présenta dans l'église de Sainte
99 S o p h i e : vous êtes indigue d ' a p p r o c h e r des
99 saints mystères , lui dit-il à h a u t e v o i x , vous
99 qui avez les mains encore souillées du sang
99 de votre bienfaiteur. P h o t i u s n e trouva pas
'9 u n T h é o d o s e dans Basile. Ce tvran fit u n e
99 chose juste p a r vengeance ; il rétablit I g n a c e
99 dans le siège p a t r i a r c h a l , et chassa P h o t i u s .
99 Ce p a t r i a r c h e , qui eut dans sa vie p l u s de
r e \ e r s q u e de g l o i r e , fut dépose p a r des
v intrigues de C o u r , et m o u r u t m a l h e u r e u x , v
I l n e s t personne qui n'avoue q u e le fameux
P h o t i u s a été un des p l u s savants h o m m e s ,
des plus beaux esprits et des p l u s excellents
écrivains q u e nous commissions ; ses ouvrages
en sont une preuve incontestable : mais l'his-
toire nous a p p r e n d aussi que ce fut un des
p l u s m é c h a n t s h o m m e s qui ait jamais été. O n
n e vit jamais ni u n fourbe p l u s h a r d i , ni u n
i m p o s t e u r plus habile et plus artificieux. L e s
DE VOLTAIRE. f)5
t r î m e s de faussaire et les calomnies les p l u s
atroces ne lui coûtoicnt rien : il ne p a r u t avoir
d e la religion q u e p o u r faire réussir ses p r o -
jets a m b i t i e u x ; et quoîqu'au d e h o r s il affectât
de la r e s p e c t e r , il s en jouoit dans le fond d e
l ' â m e : aussi l ' e m p e r e u r M i c h e l I I I ayant u n
j o u r à sa table P h o t i u s et le scélérat B a r d a s ,
qui étoit César , jeta les veux sur u n bouffon,
n o m m é T h é o p h i l e , q u i étoit p r é s e n t , et dit
en riant : T h é o p h i l e est m o n p a t r i a r c h e , P h o -
tius est le p a t r i a r c h e de B a r d a s , et I g n a c e
Pest des C h r é t i e n s . G est aiusi que M i c h e l
1
pensoit de P h o t i u s .
• M . de V o l t a i r e v e u t n o u s faire r e g a r d e r
P h o t i u s , n o n - s e u l e m e n t c o m m e le p l u s sa-
v a n t h o m m e de P é g l i s e , mais e n c o r e c o m m e
u n grand é v ê q u e . I l le c o m p a r e à saint A m -
broise ; mais le trait q u ' i l r a p p o r t e p o u r au-
toriser sa comparaison , on p e u t , sans t é m é -
rité , le r e g a r d e r c o m m e faux. P r e m i è r e m e n t ,
p a r c e q u ' a u c u n des écrivains contemporain*
n ' e n p a r l e . 2°. P a r c e q u e Zonare est le seul
q u i le r a p p o r t e ; et ce Z o n a r e , qui vivoit qua-
tre cents ans a p r è s , étoit un des sehismntiques
3
les plus e m p o r t é s . 3 ' \ P a r c e q u e P h o t i u s a
toujours été un des courtisans qui flatta l e
p l u s l ' e m p e r e u r Basile : il composa m ê m e
u n e fausse généalogie de ce p r i n c e , p o u r l e
3
faire descendre des anciens Arsacides . 4°»
P a r c e qu'il avoit toujours t o l é r é et en q u e l -
q u e m a n i è r e autorisé les crimes et les d é b a u -

1 1
Histoire bizan. — Nicctas YU de S. Ignace» —«
5
Kicctas, ihid.
1)4 LES ERREURS
ches J e F e m p e r e u r M i c h e l , prédécesseur de
Basile.
Nous remarquerons encore que Voltaire
e n nous r e p r é s e n t a n t P h o t i u s a r r ê t a n t Basile
à la p o r t e de l'église , il lui m e t à la L o u c h e
des expressions fortes et énergiques , et il les
m e t en i t a l i q u e , c o m m e s'il les avoit copiées
d ' a p r è s u n historien a u t h e n t i q u e . Ces p a r o -
1
les sont de V o l t a i r e l u i - m ê m e . Zonare ne
dit q u e ces mots , que P h o t i u s e m p ê c h a B a -
sile d ' e n t r e r dans Saiute S o p h i e , en lui disant
qu'il étoit coupable d ' h o m i c i d e . Mais M . de
V o l t a i r e e m b e l l i t toujours les traits q u a n d ils
sont en faveur des schismaliques , des p a y e n s ,
des protestants ; il n e t o m b e jamais dans ce
défaut p o u r les catholiques.
I l iinit ce qui regarde P h o t i u s , en disant
q u ' i l fut déposé p a r des intrigues de c o u r ,
et qu'il m o u r u t m a l h e u r e u x . L'histoire n o u s
2
apprend que l ' e m p e r e u r L é o n , s u r n o m m é
l e p h i l o s o p h e , n e fut pas p l u t ô t p a r v e n u à
l ' e m p i r e , qu'il voulut é t e i n d r e le schisme q u i
c o m m e n c o i t à séparer l'Eglise grecque d e
l'Eglise r o m a i n e . I l regarda P h o t i u s c o m m e
u n des plus grands obstacles à la r é u n i o n des
d e u x Eglises ; il étoit instruit de la p l u p a r t
d e ses crimes : peu s'en étoit fallu qu'il n ' e n
fut l u i - m ê m e la victime. I l écrivit au p a p e ,
il régla avec lui t o u t ce qui c o n c e r n o î t F E -
glise grecque ; il rélégua P h o t i u s dans u n
m o n a s t è r e où il finit ses j o u r s : voilà p o u r -
q u o i I o n dit q u ' i l m o u r u t m a l h e u r e u x . L a

» Zouar. an. 1. XVI. —> - Curopalata C . , p» a.


DE VOLTAIRE. f)5
Jjcine étoit Lien légère après de si grands c r i -
mes. V o y o n s m a i n t e n a n t cruelles ont été les
variations q u ' o n r e p r o c h e à l'Eglise en ce qui
Concerne le dogme.
V o l t a i r e , après avoir cité u n e p r é t e n d u e
lettre d u p a p e Jeau V I I I au p a t r i a r c h e P h o -
tîns , où ce p a p e d Vide cjue le S. E s p r i t n e
p r o c è d e pas du P è r e et du Fils . s e x p r i m e
ainsi : a I l est d o n c clair crue l'Eglise r o -
t> maine et la grecque p e n s o i e n t alors dnTé-
it r e m m e n t de ce q u ' o n pense a u j o u r d ' h u i ,
» I l arriva depuis q u e Rome adopta la p r o -
9> cession du P è r e et du Fils. Les G r e c s , au
99 second concile de L y o n , c h a n t è r e n t avec
n l e concile , en latin : Qui ex Pâtre Filio-
99 que procedit ; mais l'Eglise grecque r e -
99 t o u r n a e n c o r e à son opinion , et s e m b l a
99 e n c o r e la q u i t t e r dans sa r é u n i o n passager©
* sous E u g è n e I V . V o i l à d o n c des variations
» s u r u n point f o n d a m e n t a l !
V o i l à une grande exclamation , mais q u i
£st b i e n à p u r e p e r t e , p u i s q u e tous les c r i -
tiques d é m o n t r e n t q u e cette l e t t r e d o n t s'ap-
puie M . de V o l t a i r e , est u n e l e t t r e s u p p o -
sée *. Voici les raisons p a r lesquelles ils l e
d é m o n t r e n t . 1°. L a procession d u S. E s p r i t
par le P è r e et p a r le Fils , étoit la c r é a n c e
d e t o u t l ' O c c i d e n t . D a n s toutes les églises.
d ' E s p a g n e , des Gaules et de G e r m a n i e , o u
c h a n t o i t à la messe ces p a r o l e s : Qui ex Pâtre
Filioque procedil : toutes ces Eglises é t o i e n t
e n c o m m u n i o n avec FEglise romaine 5 F E -

* Collcctt Concib nota; ad Epist. Joan. VIIL


f)b LES ERREURS
rdisc romaine les regardoit c o m m e C a t h o -
liqucs. I l est d o n c faux q u e le chef de celte
Eglise ail alors é c r i t : N o u s regardons c o m m e
u n b l a s p h è m e de dire q u e le S. E s p r i t p r o -
c è d e du P è r e et d u F i l s ; e t ceux qui t i e n n e n t
c e d o g m e , nous les r e g a r d o n s c o m m e h é r é -
tiques ; car c'est-là le sens de ce q u ' o n fait
dire à Jean V I I I .
2.° J e a n , diaci-e de R o m e , fit en ce t e m p s -
là m ê m e u n e collection des œuvres de Saint
G r é g o i r e le g r a n d , où ce dogme est t r è s -
1
c l a i r e m e n t enseigné et e x p l i q u é : il la p r é -
senta au pape J e a n V I I I ; il l'avertit d e la
mauvaise foi des G r e c s , q u i , e n traduisant
e n l e u r langue les ouvrages de ce S a i n t , y
avoient s u p p r i m é tout ce qui regarde le dogme
d e la procession du Saint E s p r i t . Cet a u t e u r
l e u r en auroit-il fait un c r i m e , si F o n eut
c r u à R o m e q u e le S a i n t - E s p r i t n e p r o c é d o i t
pas d u P è r e et d u Fils ?
3.° P h o t i u s fut convaincu d'avoir falsifié
p l u s i e u r s lettres de ce p a p e , soit en r e t r a n -
c h a n t , soit en ajoutant certaines choses. I l
fut convaincu d'avoir supposé de fausses l e t -
t r e s d u p a t r i a r c h e Saint I g n a c e au p a p e N i -
2
colas I , et de ce pape à l ' e m p e r e u r M i c h e l .
I l avoit avec lui u n fameux s c é l é r a t , n o m m é
T h é o d o r e S a n t a b a r e u u s , q u ' i l fit ensuite a r -
c h e v ê q u e d ' E u c h a i t e , q u i le servoit fidèle-
m e n t dans toutes ses f o u r b e r i e s , et q u i fut
ensuite déposé c o m m e lui. D e s h o m m e s at-

c
Notœ ad Epist. Joaa. VTIî. ~ * Vie de saint Ignace
pir JNicet,
DE VOLTAIRE, QJ

teints de t a n t de crimes de faux, n ' a u r o i e n t -


ils pas bien p u falsifier ou supposer la l e t t r e
d o n t il s'agit ?
" V o i l à ce que des critiques judicieux obser-
v e n t sur cette p r é t e n d u e l e t t r e ; voilà l e
ïnoyen de n e pas s'exposer à d é c i d e r t é m é r a i -
r e m e n t , et de t r o u v e r la v é r i t é , M . de V o l -
taire auroit été bien p l u s p r u d e n t , s'il en e u t
u s é de m ê m e ; alors il n ' e û t p o i n t vu ces p r é -
t e n d u e s variations q u ' i l r e p r o c h e à l'Eglise
catholique.
L ' E g l i s e grecque , dit-il ensuite , m é p r i -
$oit l'Eglise romaine : a les sciences fleuris-
v soient à C o n s t a n t i n o p l e , mais à R o m e t o u t
99 t o n i b o i t . Les G r e c s se vengeoîent bien de
99 la supériorité q u e les Romains avoient eue
w sur e u x ; ils n ' a p p e l l o i e n t Saint G r é g o i r e
79 le g r a n d q u e G r é g o i r e le dialogue , p a r c e
79 q u ' e n effet ses dialogues sont d ' u n h o m m e
v t r o p simple : ils p r é t e n d o î e n t que l'Eglise
99 r o m a i n e devoit tout à la G r e c q u e ; ils r c -
99 g a r d o i e n t les latins c o m m e des disciples
99 i g n o r a n t s r é v o l t é s c o n t r e leurs m a î t r e s . ?>
Jamais les G r e c s , avec t o u t e l e u r é l o q u e n c e ,
n ' o n t a u t a n t m a l t r a i t é l'Eglise romaine q u e
le fait M . de V o l t a i r e . Distinguons deux états
d e l'Eglise g r e c q u e . C e t t e E g l i s e , du t e m p s
des C h r y s o s t ô m e s , et l o r s q u e t o u t l ' o r i e n t
étoit soumis à l ' e m p i r e , n e méprisoit p o i n t
celle d e R o m e ; on le voit p a r le respect q u e
les patriarches et les e m p e r e u r s avoient p o u r
e l l e , p a r la qualité île p r é s i d e n t s q u ' o n t t o u -
jours eu les légats r o m a i n s dans les conciles
g é n é r a u x tenus dans l ' o r i e n t m ê m e , p a r le
*• 9
C|3 LES ERREURS
r e c o u r s q u e les orientaux avoient au p o n t i f e
d e R o m e dans les affaires' les p l u s i m p o r t a n t e s ,
L ' E g l i s e g r e c q u e , dans sa d é c a d e n c e m ê m e ,
n e méprisa jamais l'Eglise romaine ; mais e l l e
devint alors jalouse de cette autorité q u e t o u t
le m o n d e c h r é t i e n r e s p e c t o i t , et e u n e m i e im-
p l a c a b l e de cette fermeté avec l a q u e l l e l'Eglise
r o m a i n e c o n d a m n o i t toutes les e r r e u r s des
Grecs.
D a n s ce neuvième siècle où V o l t a i r e d i t
q u ' à R o m e t o u t t o m b o i t , l ' I t a l i e avoit des
universités florissantes, R o m e avoit des papes
q u i p o u v o i e n t passer p o u r les m e i l l e u r s g é -
nies d e ce siècle : un L é o n I V , un Nicolas I ,
u n A d r i e n I L L é o n , p a r son h a b i l e t é , sauva
R o m e et u n e partie de l ' I t a l i e de l'invasion
1
des M u s u l m a n s . Nicolas, s u r n o m m é le G r a n d ,
chassa l ' i n t r u s P h o t i u s , du t r o u e p a t r i a r c b a l ,
V r é t a b l i t Saint I g n a c e , fit r e s p e c t e r les lois
d e l'Eglise p a r les p r i n c e s et p a r les é v ê q u e s
les p l u s puissants. S o u s A d r i e n I I , son s u c -
c e s s e u r , o n n e s a p p e r c e v o i t pas qu^on e û t
c h a n g é de pontife. T e l s é t o i e n t alors les chefs
d e l'Eglise romaine.
Q u a n t à ce q u ' o n dit de Saint G r é g o i r e ;
si q u e l q u e s G r é e s schismatiques en o n t fait
p e u de c a s , t o u t l ' e m p i r e , dans le t e m p s q u ' i l
é t o i t le p l u s florissant, le regardoit avec v é -
n é r a t i o n et admiration. L e j u g e m e n t de ces
G r e c s , maîtres de t o u t l ' o r i e n t , est u n p e u
p l u s r e s p e c t a b l e que celui d e ces G r e c s déjà
d e v e n u s à moitié barbares sous les Sarrasius.

1
Histoire des papes, par Duçliêne.
DE VOLTAIRE. 99

CHAPITRE XIV.
De l'Espagne au huitième siècle.

LE h u i t i è m e siècle est p e u t - ê t r e celui q u i a


été le p l u s funeste à l ' E s p a g n e , p a r l'invasion
des S a r r a s i n s , qui la s u b j u g u è r e n t dans l ' e s -
p a c e de trois a n n é e s ; mais il fut aussi le p l u s
g l o r i e u x , p a r les h e u r e u x efforts q u ' e l l e (it
p o u r se relever. M . d e V o l t a i r e semble nu
p a r l e r de cette fameuse r é v o l u t i o n q u e p o u r
p r o d i g u e r les p l u s grands éloges à ses h é r o s
m a h o m é t a n s , et p o u r faire les satyres les p l u s
m o r d a n t e s c o n t r e les c h r é t i e n s ; il est vrai
q u ' i l est obligé p o u r cela de c o n t r e d i r e les
historiens les p l u s « û r s , les mieux instruits e t
les plus estimes. P o u r n o u s , nous allons d ' a b o r d
p r é s e n t e r u n tableau en raccourci de cette
r é v o l u t i o n , et nous o b s e r v e r o n s après c o m -
m e n t M . de V o l t a i r e la défigure.
L e c o m t e J u l i e n , g o u v e r n e u r de l'Afrl-
ue espagnole , outré de PaiTront fait À s.i
2 l i e d é s h o n o r é e p a r l e roi R o d r i g u e , v o u l u t
en t i r e r u n e vengeance é c l a t a n t e , i l cuti é p r i t
de faix*e passer les Arabes en Espagne et d î
r e n v e r s e r d u t r ô n e ce p r i n c e b r u t a l et impu-
d i q u e . 11 n ' y réussit q u e t r o p b i e n . R o d r i g u e
p e r d i t b i e n t ô t la c o u r o n n e et la v:e ; l'Espa-
gne , sa liberté ; et le c o m t e J u l i e n p é r î t en-
suite l u i - m ê m e m i s é r a b l e m e n t avec t o u t e sa
famjllc.
300 LES ERREURS
C e p e n d a n t q u e l q u e s Seigneurs espagnols ,
é c h a p p é s au fer des M u s u l m a n s , se r e t i r è r e n t
sous la conduite de P e l a g e , p a r e n t du d e r n i e r
roi , dans les m o n t a g u e s des Asturies. I l s s'y
r e t r a n c h è r e n t avec s o i n , et d e v i n r e n t ensuite
l ' e s p é r a n c e et la ressource de la nation. P e -
lage , à la t ê t e des Asturiens et de ses b r a v e s
r é f u g i é s , a r r ê t a l o n g t e m p s les Arabes , q u i
n e p u r e n t jamais le forcer dans ses m o n t a -
gues. I l en sortit m ê m e assez souvent , les
b a t t i t , s'en fit r e d o u t e r , et jeta les f o n -
d e m e n t s d e la n o u v e l l e m o u a r c h i e e s p a g n o l e .
P l u s i e u r s de ses successeurs i m i t è r e n t sa b r a -
v o u r e , et e u r e n t e n c o r e de p l u s grands succès.
D a n s l'espace d'un siècle , la Biscaye , la
G a l i c e , la vieille Castille , u n e p a r t i e d u
P o r t u g a l furent ajoutées aux Asturies. L a
3iouvelle m o n a r c h i e d e v i n t t o u j o u r s p l u s re-
d o u t a b l e et plus puissaute ; enfin elle vint à
b o u t p e u - à - p e u de d é t r u i r e e n t i è r e m e n t la
puissance m a h o m é t a n e dans t o u t e l ' E s p a g n e .
V o i l à c e q u i est r a p p o r t é u n a n i m e m e n t p a r
t o u s les historiens e s p a g n o l s , et qui est hor-
r i b l e m e n t travesti dans les récits de M* d e
Voltaire.
I l veut d'abord qu'on regarde comme une
fiction d e r o m a n le d é p i t d u c o m t e J u l i e n ,
q u i p o u r venger l ' h o n n e u r de sa fille F l o r i n d e ,
i n t r o d u i t les Arabes en E s p a g n e . L e p r é t e n d u
affront de l'infortunée F l o r i n d e , il v e u t l e
faire passer p o u r une a v e n t u r e aussi i n c e r -
taine q u e celle d e la L u c r è c e romaine. « I l
v p a r o î t , d i t - i l , q u e p o u r a p p e l e r les Afiï-
V cains , on n'avoit pas besoin d u prétexte
DE VOLTAIRE. I C I
i> d ' u n v i o l , q u i est d'ordinah'e aussi difficile
99 à p r o u v e r q u ' à faire. O p a s , a r c h e v ê q u e do
v Sévîlle , qui fut le p r i n c i p a l i n s t r u m e n t d e
99 la g r a n d e r é v o l u t i o n , avoit des i n t é r ê t s
9> p l u s c h e r s à s o u t e n i r q u e c e u x de la p u -
99 d e u r d ' u n e fille. L e c o m t e J u l i e n , g e n d r e
.79 de Vitiza , q u i avoit é t é d é t r ô n é et assns-
v siné p a r R o d r i g u e , t r o u v a dans celte seide
y> alliance assez de raisons p o u r se soulever
v c o n t r e le t y r a n . •>
I l faut ê t r e aussi h a r d i q u e M . de V o l t a i r e
p o u r oser d o n n e r ainsi le d é m e n t i à tous les
anciens h i s t o r i e n s , e t p o u r oser traiter de fa*-
Lie u n fait qu'ils r a p p o r t e n t tous é g a l e m e n t .
F e r r e r a s l u i - m ê m e , ce foihle rival de M a r i a -
1
n a , le r a p p o r t e c o m m e tous les a u t r e s . Bien,
p l u s , il fait voir qu'il est é g a l e m e n t a t t e s t é
p a r les auteurs arabes , c o m m e p a r les c h r é -
tiens. M . de Voltaire lui-même , d e u x pages
p l u s b a s , suppose la vérité d u m ê m e fait q u ' i l
t â c h e m a i n t e n a n t de d é t r u i r e .
C est en vain q u ' i l s efforce de p r o u v e r q u ' i l
devoit y avoir des p r é t e x t e s p l u s forts p o u r
faire passer les M u s u l m a n s e n Espagne , q u e
celui de v e n g e r l ' h o n n e u r d ' u n e fille. Car com-
b i e n n ' y a-t-il pas eu d e r é v o l u t i o n s aussi
g r a n d e s q u e c e l l e - c i , et qui o n t eu des causes
p l u s légères encore? L e fameux Narsez n ' a b a n -
d o n n a - t - i l pas l'Italie aux b a r b a r e s p o u r se
venger d ' u n m o t p i q u a n t q u e lui avoit é c r i t
l ' i m p é r a t r i c e ? L e comte Boniface n ' a p p e l l a -
t-il pas les V a n d a l e s en Afrique à cause d e

* Ferreras, Histoire d'Espagne, IV. part. p. 4»3*


102 LES ERREURS
q u e l q u e s mauvais offices q u ' o n lui avoit rendus'
a u p r è s de Placidie , fille d'IIonorius ? Les
petits-fils de C l o v i s n e p o r t è r e n t - i l s pas le fer
et le feu en Espagne p o u r venger l e u r s œ u r
C l o t î l d e de q u e l q u e s mauvais t r a i t e m e n t s
q u ' e l l e avoit essuyés de la p a r t du roi son
é p o u x ? U n p è r e n'auroit-il pas p u se p o r t e r à
d e pareils excès p o u r v e n g e r l ' h o n n e u r d ' u n e
fille u n i q u e , t e n d r e m e n t aimée et b r u t a l e m e n t
déshonorée ? Quant à l'archevêque Opas ,
a u c u n des anciens écrivains espagnols ne l'a
fait a u t e u r de cette r é v o l u t i o n . Mais V o l t a i r e
e t les nouveaux p h i l o s o p h e s croient q u ' o n n e
sauroit t r o p s'appliquer à r e n d r e les ministres
r
d e l'Eglise , odieux.
Il traite ensuite également de fable la
p r é t e n d u e royauté de Pelage. « Je n e sais ,
?? dit - i l , c o m m e n t on a p u d o n n e r le n o m
3? de roi à ce G o t h , d o n t t o u t e la royauté se
v b o r n a à n ' ê t r e p o i n t cantif. C o m m e n t ces
tj M a h o m é t a n s , qui e n 7^4 subjuguèrent la
v moitié de la F r a n c e , a u r o i e n t - i l s laissé
y> subsister d e r r i è r e les P î r é n é e s ce r o y a u m e
1
s? des Asturies: C o m m e n t C h a r l e s n'eut-il pas
ç> p r o t é g é ce r o y a u m e p a r ses armes , p l u t ô t
v q u e de se j o i n d r e à oies M a h o m é t a n s ? »
M . de V o l t a i r e veut q u ' o n s'en fie p l u t ô t
à sa p a r o l e q u ' a u témoignage des anciens
historiens. Sa p r é t e n t i o n est t r o p forte , et
les raisons d o n t il s'appuie t r o p foibles, p o u r
c é d e r à son autorité. Les Asturiens h a b i t o i e n t
u n pays fermé p a r des chaînes de m o n t a g n e s
très-faciles à descendre , et très-difficiles à
forcer. C'est l e n i c m e pays q u ' h a b i t o i ç u t c e *
DE VOLTAIRE. lo3
a n c i e n s C a n t a h r e s , qui ne p u r e n t être e n t i è -
r e m e n t subjugués p a r les Romains q u ' e n v i r o n
d e u x cents ans après q u e le reste de l'Espa-
gne fut soumis. E s t - i l d o n c s u r p r e n a n t q u e
les M a h o m é t a n s aient c o u r u à la c o n q u ê t e
facile d e la G a u l e g o t h i q u e , et q u ' i l s aient
laissé les r o c h e r s et les m o n t a g n e s des A s -
turies ? E s t - i l s u r p r e n a n t qu'ils n'aient pas
c o n t i n u é des efforts toujours très-sanglants
e t t r è s - i n u t i l e s , p o u r s o u m e t t r e un pays d o n t
la c o n q u ê t e n e les auroit pas dédommag-'s d e
ce q u ' i l l e u r en auroit coûté p o u r la faire.
L e r a i s o n n e m e n t q u ' o n fait e n c o r e sur la
c o n d u i t e de C h a r l e m a g n e , n e vaut pas m i e u x
q u e le p r é c é d e n t . U n g o u v e r n e u r sarrasin se
r é v o l t e c o n t r e son p r i n c e et veut se faire
vassal du roi de F r a n c e . C h a r l e m a g n e accepte
c e t h o m m a g e . " S il y avoit eu alors u n
v r o y a u m e c h r é t i e n en E s p a g n e , d e m a n d e
?> V o l t a i r e , C h a r l e s n ' e û t - i l pas p r o t é g é ce
» r o y a u m e p a r ses armes , p l u t ô t que d e se
9> j o i n d r e a u x M a h o m e t ans ? s?
Mais C h a r l e s ne s e r v o i t - i l pas bien les
C h r é t i e n s en affoiblissant et en divisant l e s
M a h o m é t a n s ? E t les C h r é t i e n s ne surent-ils
pas bien en p r o f i t e r , puisqu'ils firent e n c o r e
alors de n o u v e l l e s c o n q u ê t e s ? A quoi a b o u t î t
d o n c le r a i s o n n e m e n t de V o l t a i r e ?
U n e chose m é r i t e d ' ê t r e observée ici. I l
dit que dès le t e m p s de C h a r l e s M a r t e l , les
C h r é t i e n s c o m m e n c è r e n t à t e n i r t ê t e à leurs
V a i n q u e u r s . V i n g t l i g n e s a p r è s , il p r é t e n d q u ' i l
n ' y a v o i t point d ' E t a t c h r é t i e n en E s p a g n e
sous C h a r l e m a g n e petit-fils de Charles M a r t e l .
}
1C>4 LES ERREURS
V o i l à une espèce de contradiction : mais il
n e faut pas eu être surpris ; la contradiction
est u n ccueil p r e s q u e inévitable à ceux qui
n ' o n t pas la vérité p o u r eux.
T o u t le soin de M . de V o l t a i r e est ensuite
d ' o b s c u r c i r la gloire des p r e m i e r s successeurs
d e P e l a g e . P a r m i ces p r e m i e r s successeurs o u
t r o u v e un A l p h o n s e I I , s u r n o m m é le Chaste.
O n lui d o n n a ce n o m , parce q u ' i l vécut dans
la c o n t i n e n c e , et qu il affranchit les C h r é -
tiens de l'infâme t r i b u t de c e n t filles choisies,
qu'ils étoient obligés d e f o u r n i r c h a q u e a n n é e
p o u r le serrai 1 de C o r d o u e . C é t o i t le b â t a r d
M a u r e gat , qui S'Y t a n t a p p u y é d u secours des
Arabes , p o u r enxahir le t r ô n e des A s t u r i e s ,
avoit s o u m i s les C h r é t i e n s à ce t r i b u t . T o u t
ce q u e V o l t a i r e dit de cet A l p h o n s e , c'est q u e
cYtoit u n p r i n c e artificieux et cruel. I l est
vrai q u ' i l ne d o n n e aucune p r e u v e de ce q u ' i l
avance. Les anciens historiens espagnols n e lui
en ont p o i n t fourni.
P a r m i les successeurs de Pelage , on t r o u v e
aussi u n A l p h o n s e I I I , s u r n o m m é le G r a n d .
C e prince p e n d a n t p r è s de q u a r a n t e ans e u t
1
p r e s q u e toujours les armes à la m a i n . I l n e
d o n n a aucune bataille qu'il ne gagnât. I l éten-
dit son royaume depuis la partie des P y r é n é e s ,
qui est sur l ' o c é a n , j u s q u ' e n P o r t u g a l . I l bâ-
tit ou releva les m u r s d'un très-grand n o m -
b r e de villes. I l fit construire plusieurs m a -
gnifiques églises. I l s'attira le r e s p e c t , Pestîme
et l'admiration de ses ennemis m ê m e . Q u e l l e s

* Ferrera?, V part, sidtle IX»


DE VOLTAIRE. lo5
louanges M . de V o l t a i r e n'eût-il pas d o n n é e s
i c e p r i n c e , s'il eût été m u s u l m a n !
Les frères d ' A l p h o n s e se r é v o l t è r e n t c o n -
t r e lui dès le c o m m e n c e m e n t de son r è g n e ,
e t a t t e n t è r e n t à sa vie ; dans sa AÎeillesse, son
fils impatient d e r é g n e r , p r i t les armes p o u r
l u i e n l e v e r la c o u r o n n e . A l p h o n s e vainquit
s e s frères : il l e u r laissa la \ i e , mais il l e u r
fit crever les yeux. I l b a t t i t toujours les trou-
p e s de son fils. Mais é t a n t déjà âgé de q u a t r e -
vingts a n s , il aima mieux c é d e r sa c o u r o n n e
q u e de la conserver e n r é p a n d a n t le sang d e
s e s sujets ; et il m o u r u t p e u de temps a p r è s
avec les p l u s b e a u x sentiments de piété e t d e
religion.
V o i c i c o m m e n t V o l t a i r e p a r l e de ce p r i n c e .
« J e n e cesse d ' ê t r e é t o n n é , q u a n d je vois
» q u e l s titres les h i s t o r i e n s p r o d i g u e n t aux
s> rois. C e t A l p h o n s e qu'ils a p p e l l e n t le
» G r a n d , fit crever les y e u x à ses q u a t r e frè-
» res ; sa vie n'est q u ' u n tissu de cruautés et d e
« perfidies. Ce roi finit p a r faire r é v o l t e r ses
s> sujets c o n t r e l u i , et fut obligé de c é d e r son
» petit r o y a u m e à son fils vers l'an 9 1 0 . #
V o u s r e m a r q u e r e z q u e les états d ' A l p h o n s e
I I I , c o m p r e n o i e n t les Astuxies , la Biscaye ,
l a G a l i c e , la vieille Castille , u n e partie d u
P o r t u g a l . V o l t a i r e , p a r m é p r i s , appelle cela u n
tetit r o y a u m e . I l est é t o n n é q u ' o n ait d o n n é
f e n o m de G r a n d à A l p h o n s e ; mais n e doit-
.on pas ê t r e e n c o r e p l u s é t o n n é q u ' i l le lui
refuse , tandis q u ' i l p r o d i g u e ce m ê m e t i t r e
à un certain n o m b r e de b a r b a r e s qui n e s o n t
connus q u e parce qu'ils o n t dévasté une g r a n d e
ÎOÔ LES ERREURS
partie J e l'univers , ou fait b e a u c o u p J e mal
aux C h r é t i e n s , c o m m e u n C o s r o e s , u n M a -
homet II ?
La qualité J e p e r s é c u t e u r J u Christianisme
ou J e payen , d o n u c - t - e l i e J r o i t à ce titre ?
ou la q u a l i t é de C h r é t i e n suffit-elle p o u r eu
e x c l u r e ? A p r è s avoir ainsi t r a i t é et outragé
les C h r é t i e n s , il finit son c h a p i t r e p a r h s
plus grands éloges d e s M a h o m é t a n s . I l est vrai
q u ' o n y trouve presque a u t a n t d ' e r r e u r s que
de p a r o l e s .
ii Si j'envisage l e u r Religion , dît-il , je J.i
?? -vois embrassée par t o u t e s les I n d e s et par
» les cotes orientales de l'Afrique. Si je regar-
v de leurs c o m p l è t e s , d ' a b o r d le Calife Aaron
Raschild impose u n t r i b u t J e soixante <t
?? dix mille écus d'or p a r an à l ' I m p é r a t r i c e
*> I r è n e . J e vois au n e u v i è m e siècle les M u -
;? sulmans redoutables à la fois à R o m e , à
*? C o n s t a n t î n o p l e , maîtres de la P e r s e , de la
'? Syrie , de P A r a b i e , J e t o u t e s les cotes
*?, d'Afrique e t des trois q u a r t s de l'Espagne,
?? Mais ces c o n q u é r a n t s ne forment pas u n e
'» n a t i o n , c o m m e les R o m a i n s , qui é t e n d u s
v p r e s q u ' a u t a n t q u ' e u x , n'avoient fait q u ' u n
» seul p e u p l e .
J ' a i dit qu'il y avoit dans ce tableau de la
g r a n d e u r musulmane p r e s q u e autant d ' e r r e u r s
q u e de paroles. Ainsi r e m a r q u e z q u e c'est u n e
e r r e u r de dire q u e le m a h o m é t i s m e fut e m -
brassé p a r toutes les I n d e s . T o u t e s les c o m -
pagnies de c o m m e r ç a n t s e u r o p é e n s aux I n d e s ,
t o u t e s les relations des voyageurs et des mis-
sionnaires disent le c o n t r a i r e . V o l t a i r e l u i -
T) E VOLTAIRE. 107
jpénie «lit le contraire dans le chapitre c e n t
•çngliéme de cette m ê m e histoire. 11 avoit a p -
p a r e m m e n t oublié alors q u ' i l en avoit fait ici
un trait de l'éloge du m a h o m é l i s m c .
•C'est u n e e r r e u r de dire q u ' A a r o n R a s c h i l d
imposa u n t r i h u t de soixante et dix m i l l e
é.çus d ' o r à I r è n e . Ce t r i b u t ne fut imposé
aux G r e c s q u ' e n 804 , et I r è n e étoit m o r t e
en 802. I l a voulu a p p a r e m m e n t m e t t r e ce
trait d é s h o n o r a n t sur le c o m p t e de cette im-
p é r a t r i c e , parce q u ' e l l e avoit éteint l ' h é r é -
1
sie des i c o n o c l a s t e s .
C'est uue e r r e u r de dire q u e les Romains
«voient été presqu"aussi é t e n d u s q u e les M u -
sulmans le furent au n e u v i è m e siècle. Jamais
les c o n q u ê t e s musulmanes n ' é g a l è r e n t l'éten-
due de celles des Romains. I l est vrai q u e
les M u s u l m a n s e u r e n t la P e r s e , une t r é s -
etite partie de l ' I n d e , et q u e l q u e s cotes à
F orient de l ' A f r i q u e , q u e les Romains n'a-
voient pas possédées. Maïs les Romains avoient
eu t o u t e la G r è c e , l ' I t a l i e , les G a u l e s , le
n o r d de l'Espagne , l ' A n g l e t e r r e , une partie
de la G e r m a n i e et la P a n n o n i e , où les M u -
sulmans n ' e u r e n t rien au n e u v i è m e siècle. M .
de V o l t a i r e n "avoit pas examiné les cartes
g é o g r a p h i q u e s , en faisant son admirable p o r -
trait de la g r a n d e u r des M a h o m é t a n s .
2
C'est une e r r e u r de dire q u ' A a r o n R a s c h i l d ,
c o n t e m p o r a i n de C h a r l e m a g n e , sut se faire
o b é i r jusqu'en Espagne et aux I n d e s . A a r o n
R a s c h i l d n e m o n t a sur le t r ô n e q u ' e n y34 >

* Théoj>Uancs Clironographia, — * C» 4»
lo8 LES ERREURS
e t l'Espagne avoit des califes i n d é p e n d a n s
uis 7 5 8 . Voltaire en convient dans le cha-
p i t r e d i x - h u i t i è m e ; mais p a r - l à m ê m e il se
c o n t r e d i t : c'est ce qui lui arrive souvent.
C'est u n e e r r e u r de dire q u e « la donii-
>j n a t i o n des califes d u r a 6 5 5 ans; qu'ils étoient
79 despotiques dans la religion c o m m e dans
if le g o u v « r n e m e n t ; q u ' i l s avoient le droit
99 d u t r ô n e et de l ' a u t e l , d u glaive et de Fen-
y* thousiasme. w L a puissance des califes ne
c o m m e n ç a q u e vers le milieu d u septième
siècle , e t elle fut c o m m e anéantie p a r les
T u r c s , e n v i r o n d e u x c e n t c i n q u a n t e au s
a p r è s , selon M . de V o l t a i r e l u i - m ê m e . Dès-
l o r s le calife n e fut pas p l u s puissant que
n'est a u j o u r d ' h u i le M o u p h t i à C o n s t a n t i -
nopîe.

C H A P I T R E XV.

J)e quelques Faits remarquables rapportés


sous le neuvième siècle*

OU s n e suivrons pas M . de V o l t a i r e dans


t o u t ce qu'il r a c o n t e de la d é c a d e n c e de 1*
M a i s o n impériale de F r a n c e , des t r o u b l e s
d e la G e r m a n i e , des d é p r é d a t i o n s des N o r -
m a n d s sur les côtes d ' A n g l e t e r r e , de F r a n c e
et d'Espagne. L a m a n i è r e d o n t il p r é s e n t e ces
o b j e t s est semblable à l ' é c l a i r , q u i s u r p r e n d ,

1
* Chap. 4. — C , 43.
DE V O I T U R E . 10£)
'qui é b l o u i t , et qui n e laisse ensuite q u ' h o r -
r e u r , t é n è b r e s et confusion. O n ne p e u t p a s
se flatter de savoir les choses , si on ne les
c o n n o î t q u e p a r les t a b l e a u x q u ' e n p r é s e n t e
lM. de V o l t a i r e . E n v a i n , nous dit-il , p a r l a
1
1>ouche de son I m p r i m e u r , q u ' i l traite l ' h i s -
toire en p h i l o s o p h e , et q u ' i l l ' e m b e l l i t e n
p e i n t r e . L e pinceau d u p e i n t r e m o n t r e b e a u -
c o u p de h a r d i e s s e , mais p e u de vérité ; et l ' o n
est toujours à c h e r c h e r où. sont les l u m i è r e s
e t la sagesse d u p h i l o s o p h e . Ainsi nous n o u s
c o n t e n t e r o n s de faire q u e l q u e s observations
sur q u e l q u e s faits où le p h i l o s o p h e et le p e i n -
t r e n o u s paroissent ê t r e le p l u s e n défaut.
T h é o d o s e a toujours été r e g a r d é c o m m e u u
des p l u s grands p r i n c e s qui ait gouverné l'em-
p i r e , c o m m e le p r i n c e d o n t les v e r t u s , l e
z è l e , les h é r o ï q u e s qualités o n t fait le p l u s
d ' h o n n e u r à la r e l i g i o n , et l ' o n t servie p l u s
u t i l e m e n t et p l u s efficacement. C e p r i n c e c o m -
m i t u n e h o r r i b l e faute e n p e r m e t t a n t le mas-
sacre de T h e s s a l o n i q u e . I l la r é p a r a ensuite
d ' u n e m a n i è r e si édifiant e , q u ' o n p e u t r e g a r -
d e r cette r é p a r a t i o n c o m m e u n des plus b e a u x
traits de sa vie. N o u s allons r a p p o r t e r succin-
t e i n e n t le fait, afin q u ' o n juge ensuite des a l -
t é r a t i o n s q u ' y fait M . de V o l t a i r e p o u r r e n -
d r e o d i e u x le n o m de T h é o d o s e .
U n des p l u s fameux c o n d u c t e u r s de c h a r s
dans les jeux p u b l i c s s'étant r e n d u c o u p a b l e
d ' u n c r i m e é n o r m e , le c o m m a n d a n t des t r o u -
pes de la M a c é d o i n e le fit m e t t r e e n p r i s o n .

* Avis des Edit,


l. 10
110 LES ERREURS
Q u e l q u e s joui*s après il devoit y avoir des
1
c o u r s e s , selon l'usage des G r e c s . L e p e u p l e
d e Tliessalonique d e m a n d a avec instance le
p r i s o n n i e r , p a r c e q u ' i l passoit p o u r le p l u s
h a b i l e dans la conduite des c h a r s , et dans les
courses de c h e v a u x ; le g o u v e r n e u r refusa ab-
s o l u m e n t de r e l â c h e r l e c r i m i n e l . L e p e u p l e
s ' a m e u t a , c o u r u t aux armes ; q u a n t i t é de s o l -
dais f u r e n t massacrés , e t le g o u v e r n e u r , q u i
avoit voulu a r r ê t e r le d é s o r d r e , fut t u é l u i -
m ê m e sur la place. T h é o d o s e n e fut pas p l u -
t ô t instruit de cette s é d i t i o n , q u ' i l r é s o l u t d e
p u n i r les s é d i t i e u x ; mais les é v ê q u e s qiû
é t o i e n t à la c o u r , lui firent des r e m o n t r a n c e s
l o u c h a n t e s , q u il l e u r p r o m i t d ' a c c o r d e r
le p a r d o n aux c o u p a b l e s . T h é o d o s e étoit d ' u n
c a r a c t è r e vif et b o u i l l a n t ; mais après q u e les
p r e m i e r s m o m e n t s é t o i e n t passés, la v n a c i t é
e t le feu de ce c a r a c t è r e c é d o i t b i e n t ô t à l a
b o n t é n a t u r e l l e de s o n c t e u r . I l avoit p a r d o n n é
g é n é r e u s e m e n t aux A r i e n s , q u i , dans u n e
é m e u t e , avoient b r û l é le palais épiscopal d e
C o n s î a u t i n o p l e ; il avoit p a r d o n n é aux c h r é -
t i e n s , qui avoient pillé u n e synagogue de j u i f s ;
jl avoit p a r d o n n é aux h a b i t a n t s d ' A n t i o c h e >

q u i avoient eu l'audace de r e n v e r s e r et d e b r i -
ser ses s t a t u e s , et celles de l ' I m p é r a t r i c e .
C e p e n d a n t à l'occasion de la sédition d e
T l i e s s a l o n i q u e , les ministres lui r e p r é s e n t è r e n t
q u e s a c l é m e n c e ne servoit q u ' à e n h a r d i r a u
c r i m e , et ils lui firent sentir les c o n s é q u e n c e s
de sa facilité à p a r d o n n e r . T h é o d o s e , sur l e u r s

1
So7/jm. lr rc
f f>
DE VOLTAIRE. ï 1ï
jfeprésentations , consentit à la p u n i t i o n des
T h e s s a l o n i e i e n s . Les ministres alors e n v o y è -
r e n t des t r o u p e s q u i investirent le p e u p l e d e
T h essai oui q u e , e t m a s s a c r è r e n t e n v i r o n s e p t
taille p e r s o n n e s e n moins d e trois h e u r e s .
D è s (pie Saint A m h r o i s e e u t appris ce mas-
sacre , il écrivit à 1 e m p e r e u r p o u r lui r e p r é -
s e n t e r l é n o r m i t é de son c r i m e . I l lui d é c l a r a
q u ' i l n e pouvoit plus l ' a d m e t t r e à la partici-
p a t i o n des m y s t è r e s , q u ' i l n ' e û t fait u n e p é -
n i t e n c e p u b l i q u e de sa faute. I l l ' a r r ê t a p u -
b l i q u e m e n t à la p o r t e d e l ' é g l i s e , et lui en'
interdît l'entrée. L'empereur ne répondit q u e
p a r son h u m i l i t é et p a r ses larmes , et il se
soumit à tout ce q u e Saint A m h r o i s e c r u t de-
v o i r lui p r e s c r i r e et lui imposer. C'est ainsi
rue Saint P a u l i n et T h é o d o r e t r a c o n t e n t ce
Î àmeux trait de la vie de T h é o d o s e . Voici ce
q u ' e n dit M . de V o l t a i r e .
<t T h é o d o s e avoit fait massacrer q u i n z e
v m i l l e citoyens à T h e s s a l o n i q u e , n o n r>as
99 dans u n m o u v e m e n t de c o l è r e , mais a p r è s
99 u n e longue d é l i b é r a t i o n . C e crime réfléchi
99 p o u v o i t attirer sur lui la vengeance des
v p e u p l e s , qui n e l'avoient pas élu p o u r en
v ê t r e égorgés, S. A m b r o i s e fit u n e t r è s - b e l l e
99 action en lui refusant l ' e n t r é e de PEglise ,
99 et T h é o d o s e en fit u n e très-sage d'appaiser
99 u n p e u la haine de l ' e m p i r e , en s'abstenant
99 d ' e n t r e r dans PEglise p e n d a n t h u i t mois ;
99 foible et misérable satisfaction p o u r le p l u s
99 h o r r i b l e forfait d o n t jamais u n souverain
99 6c soit souillé.
L'édifiante p é n i t e n c e de T h é o d o s e , V o b
112 LES ERREURS
taire l'attribue à une espèce de p o l i t i q u e . 11
n ' y voit p o i n t d e sentiment de religion. L e
n o m b r e des personnes qui p é r i r e n t , il l ' e x a -
g è r e , en en m e t t a n t quinze m i l l e , au lieu de
s e p t ; il r e p r é s e n t e ce c r i m e c o m m e le p l u s
h o r r i b l e forfait d o n t jamais u n souverain se
soit s o u i l l é ; ceux des N é r o n , des T i b è r e , des
D o m i t i e n , incomparablement plus horribles
e t p l u s o d i e u x , il les excuse. Maïs T h é o d o s e
étoit c h r é t i e n .
M . d e V o l t a i r e , dans le d i x - s e p t i è m e c h a -
p i t r e , fait u n grand éloge d u roi A l f r e d , q u i
r è g n o i t e n A n g l e t e r r e s u r la fin d u n e u v i è m e
siècle ; et cet éloge est bien juste et b i e n m é -
rité. Alfred a é t é en effet u n des plus grands
p r i n c e s qui ait r é g n é e n A n g l e t e r r e ; mais
voici u n e anecdote q u e M. d e V o l t a i r e fait
e n t r e r dans son éloge. « C'est q u e ce P r i n c e
s? n e b â t i t aucun m o n a s t è r e . I l pensoit sans
w d o u t e q u ' i l e u t mal servi sa p a t r i e en fa-
a vorisant t r o p ces familles immenses sans
?» p è r e s et sans enfants q u i se p e r p é t u e n t aux
J> d é p e n s de la nation. Aussi n e fut-il pas au
v n o m b r e des Saints.
C e q u i est c e r t a i n , c'est q u e l e g r a n d A l -
fred n ' a pas aussi bien p e n s é q u e le dit M . d e
V o l t a i r e ; car A s s e r , é v ê q u e de S a l i s b u r y , q u i
v h o i t à la c o u r de ce p r i n c e , et qui a é c r i t
son h i s t o i r e , n o u s p a r l e de d e u x magnifiques
m o n a s t è r e s que ce p r i n c e fit b â t i r et qu'il e n -
r i c h î t e x t r ê m e m e n t : il p a r l e également d u
zèle qu'avoit ce prince p o u r q u e la discipline
monastisque fût bien observée dans ces sortes
de maisons. Aiûsi ce n'est pas faute d avoir
DE VOLTAIRE, llS
î a t ï des m o n a s t è r e s , qu'il n'a pas été m i s au
n o m b r e des Saints. V o l t a i r e a bien p a r l é
fcomme il p e n s o i t , mais il n'a pas p a r l é selon
a vente.

C H A P I T R E XVI.

De la Papauté au dixième siècle.

T A N D I S Q U E les descendants de C h a r l e m a g n e
c o n s e r v o i e n t à peine e n c o r e q u e l q u e s villes
en F r a n c e ; qu il n e restoit p l u s e n A l l e m a g n e
ru'une o m b r e d e l ' e m p i r e q u e ce p r i n c e avoit
Î b n d é ) q u e la p l u p a r t des villes d ' I t a l i e , ja-
louses de la liberté , t â c h o i e n t de s'ériger e n
r é p u b l i q u e s ; q u e l'Espagne étoit p a r t a g é e e u
p l u s i e u r s petits états e n t r e les C h r é t i e n s et les
M u s u l m a n s ; R o m e se sentoit aussi des m a l -
h e u r s d u siècle.
D e u x femmes puissantes p a r l e u r naissance
fet p a r leurs richesses , et r e d o u t a b l e s p a r l e u r
esprit et p a r leurs intrigues , y e u r e n t succes-
sivement toute l ' a u t o r i t é . Ces femmes é t o i e n t
T h é o d o r e , e t M a r o z i e , m a r q u i s e de T o s c a n e ,
elles faisoient et defaisoïent les Papes à l e u r
v o l o n t é ; p l a ç o i e n t sur le t r ô n e de S a i n t P i e r r e
l e u r s e n f a n t s , leurs p a r e n t s , leurs a m i s , q u e l -
quefois m ê m e leurs a m a n t s , et firent ce g r a n d
n o m b r e de Papes se a n d a l e u x q u ' o n vit dans
ce dixième siècle j u s q u ' a u r è g n e des O t -
bons.
C e m o r c e a u d'histoire est b i e n du goût de
10.
Il4 L E S ERREURS
M . de V o l t a i r e , I l ne m a n q u e pas de r a p p e l -
1er t o n s ces papes. E t p o u r r e n d r e le tableau
lus f r a p p a n t e n c o r e , o u il n e dit m o t des
£ ons P a p e s qui p a r u r e n t p a r intervalles , ou il
m a l t r a i t e également ceux qui m é r i t o i e n t d ' ê t r e
respectés.
Ainsi il ne dit m o t de B e n o î t I V , q u i fil les
d é l i c e s et Péditleation de R o m e au c o m m e n -
c e m e n t de ce dixième siècle ni d'Agapet I I ,
y

q u i se fit également r e s p e c t e r p a r sa sainteté


1
e t sa sagesse . C e fut cet Agapet q u i força
l ' o p i n i â t r e t é des seigneurs francois q u i n e
T o u l o i e n t p a s r e c o n n o t t r e L o u i s I V . dit d ' O u -
t r e m e r , p o u r l e u r souverain, G r é g o i r e V I .
«pli travailla si g é n é r e u s e m e n t et si efficace-
m e n t à la paix de P E g l i s e , est traité de s i m o -
iliaque. U n a u t r e écrivain q u e V o l t a i r e ,
a u r o i t l o u é son courage e t sa m o d é r a t i o n .
,Léon I X , qui a été mis au n o m b r e des S a i n t s ,
est t r a i t é d ' h o m m e sanguinaire. Les N o r -
m a n d s faisoient des courses e t des ravages sur
l e s t e r r e s de PEglise. L é o n d e m a n d a d u s e -
c o u r s à l ' e m p e r e u r p o u r les a r r ê t e r . V o l t a i r e
d e m a n d e s il a fait p é n i t e n c e d'avoir fait ré*
p a n d r e t a n t de sang. I l y avoit déjà assez d e
m a l à dire de q u e l q u e s papes d u d i x i è m e
siècle : il ne falloit pas r é p a n d r e le fiel j u s -
crues sur ceux q u i sont h o n o r é s c o m m e des
Saints*

* Duchcne, vie des papes.


Il5
DE VOLTAIRE.
CHAPITRE XVII.

J)e la Religion et de la superstition aux


dixième et onzième siècles.

(QUELQUES h é r é t i q u e s q u i p a r u r e n t alors e n
F r a n c e , et q u i furent p u n i s ; B é r a n g e r , a r -
chidiacre de T o u r s , qui enseigna ses e r r e u r s
«ur l ' E u c h a r i s t i e , et qui fut c o n d a m n é p a r p l u -
sieurs conciles ; u n E m p e r e u r allemand qui fit,
l î i t - o n , h r û l e r t o u t e vive sa f e m m e , qni n ' é t o i t
pas aussi sage q u e doit P ê t r e u n e I m p é r a t r i c e :
voilà p r e s q u e t o u t ce qui fait le sujet , et c e
q u i r e m p l i t le c h a p i t r e i n t i t u l é : de la R e l i -
gion et de la superstition aux dixième et o n -
zième siècles. T o u t ce q u ' o n en doit c o n c l u r e ,
selon M . de V o l t a i r e , c'est qu'il y avoit alors
des é v ê q u e s cruels et sanguinaires, des c h r é -
tiens i m h c c i l l e s , des h o m m e s éclairés et i n -
n o c e n t s , q u ' o n traitoit d ' h é r é t i q u e s ; et q u ' o n
n e savoit p r e s q u e q u e croire sur l'eucharistie.
« D u t e m p s du roi R o b e r t , d i t - i l , il y eut
e n F r a n c e q u e l q u e s p r ê t r e s accusés d ' h é r é -
w sic. O n ne les appelîa m a n i c h é e n s q u e p o u r
55 l e u r d o n n e r u n n o m plus odieux. O n l e u r
» i m p u t a des crimes h o r r i b l e s et des senti-
» m e n t s d é n a t u r é s , d o n t on charge t o u j o u r s
» ceux d o n t on n e connoîi pas les dogmes, w
I l r a p p o r t e ensuite les accusations faites c o n -
t r e ces h é r é t i q u e s , et il ajoute : ^ L a seule
» chose qui soit c e r t a i n e , c'est q u e le r o i R o -
Il6 LES ERREURS
ït h e r t et sa femme C o n s t a n c e se t r a n s p o r t é -
» r e n t à O r l é a n s , où se t e n o i e n t q u e l q u e s as-
îj semblées «le ceux q u ' o n a p p e l l o i t m a n i -
r« c b é e n s . Les é v ê q u e s tirent b r û l e r treize de
.*,* ces m a l h e u r e u x . •?
V o l t a i r e t r o u v e mauvais q u ' o n ait d o n n é à
ces h é r é t i q u e s le n o m de m a n i c h é e n s , et il
dit q u e ce ne fut q u e p o u r les r e n d r e plus
o d i e u x ; mais il n"est pas p l u s autorisé à les
e x c u s e r , qu'il l'est à c o n d a m n e r les catholi-
q u e s . Ces fanatiques furent convaincus de d o n -
n e r dans les m ê m e s d é b a u c h e s q u e les anciens
m a n i c h é e n s , et d'avoir les m ê m e s principes sur
plusieurs p o i n t s de l e u r c r é a n c e ; faut-il ê t r e
surpris q u ' o n l e u r ait d o n n é le m ê m e n o m ?
Q u e l ' o n c o n s u l t e G l a b e r R o d o l p h e , historien
c o n t e m p o r a i n , on y t r o u v e r a le détail de tous
ces dogmes et l e u r réfutation»
T o u r faire r e t o m b e r s u r le Clergé l'odieux
d e la p u n i t i o n de ces h é r é t i q u e s , V o l t a i r e
dit h a r d i m e n t q u e les é v ê q u e s firent b r û l e r
treize de ces m a l h e u r e u x . C'est bien d o m -
mage q u e l'historien c o n t e m p o r a i n , qui étoit
l u i - m ê m e sur les l i e u x , dise t o u t le c o n -
1
t r a i r e . L e R o i , d i t - i l , fit t o u t ce qu'il p u t
p o u r faire ouvrir les y e u x à ces misérables ,
e t p o u r les r a m e n e r p a r la d o u c e u r : il fit
a l l u m e r un grand f e u , p o u r les i n t i m i d e r p a r
c e t t e v u e ; il les fit e n c o r e presser de se d é -
r o b e r au supplice ; enfin n e p o u v a n t vaincre
l e u r opiniâtreté , il fit e x é c u t e r treize des

i GlaLer. lit. 3. c. 8.
DE VOLTAIRE. 117
pins obstinés. O n voit q u e G l a b e r n e fait
ici a u c u n e m e n t i o n «les é v ê q u e s .
- L ' a r t i c l e de B é r e n g e r est t r è s curieux : il
paroîl p a r cet article , q u e de V o l t a i r e
ye sait p o i n t le catéchisme des C a t h o l i q u e s ,
ïpais q u il est bien instruit de ce qu'enseigne
-celui des Calvinistes. <*. I l s ' é l e v o i t , dit-il ,
99 alors q u e l q u e s nuages sur l'Eucharistie. L a
j» question si du pain et du vin sont c h a n -
99 gés en la seconde P e r s o n n e de la T r i n i t é ,
9? et p a r c o n s é q u e n t en D i e u : si on m a n g e
9f et si on b o i t cette s e c o n d e P e r s o n n e p a r
99 la foi seulement : C e t t e question avoit
99 é c h a p p é à l'imagination a r d e n t e des C h r é -
99 tiens grecs : aussi se contenta-t-on de faire
99 la C è n e le soir dans les p r e m i e r s âges d u
99 C h r i s t i a n i s m e , et d e c o m m u n i e r sous les
99 deux espèces au t e m p s d o n t je p a r l e , sans
99 avoir une idée f i x e et d é t e r m i n é e sur ce
99 m y s t è r e . Enfin B é r a n g e r , archidiacre d e
9> T o u r s , enseigna , vers i o 5 o , p a r écrit e t
9? dans la chaire , q u e l e véritable C o r p s d e
99 J é s u s - C h r i s t n'est et n e p e u t ê t r e sous l e s
99 a p p a r e n c e s d u pain et du vin. m
M . de V o l t a i r e n e r e p r é s e n t e ici les Ca-
t h o l i q u e s q u e c o m m e des imbéciîles , q u i
croient q u e le pain et le vin dans P E u c n a -
ristie sont changés en la seconde P e r s o n n e
de la T r i n i t é . U n e telle i m p u t a t i o n est t r o p
grossière p o u r faire t o r t aux C a t h o l i q u e s , e l l e
n'en fait q u ' à son a u t e u r . L e s C a t h o l i q u e s
n ' o n t jamais dit q u e le pain et le vin fussent
changés en la seconde P e r s o n n e de la T r i -
nité 5 ils n ' o n t jamais dit q u e le pain et l e
Îl8 LES ERREURS
vin devinssent D i e u . Voici q u e l l e est leur
créance :
U s croient q u e le nain et le vin sont
c h a n g é s au C o r p s et au Sang de Jésns-Christ.
C e C o r p s et ce Sang sont les m ê m e s qu'ils
é t o i e n t , l o r s q u e J é s u s - C h r i s t étoit sur la
t e r r e . Ce C o r p s et ce S a n g é t o i e n t alors u m s
à l ' A m e d e J é s u s - C h r i s t et à sa D i v i n i t é . Ils
y sont d o n c e n c o r e unis dans l'Eurharistif ;
le c h a n g e m e n t n e regarde d o n c q u e le C o r p s
d e J é s u s - C h r i s t , et n o n pas l ' A m e et la P e r -
s o n n e divine de J é s u s - C h r i s t . V o i l à l a c r é a m e
des C a t h o l i q u e s . T o u t cet exposé de V o l t a i r e
f e r o i t d i r e à q u e l q u ' u n q u ' i l ignore q u e l l e c«-t
c e t t e créance ; c e p e n d a n t , il est sur qu'il a
su le catéchisme c a t h o l i q u e , et qu'il ne m a n -
q u e pas de m é m o i r e .
11 ne p a r o i l pas p l u s instruit sur les frits
q u e sur les dogmes , l o r s q u ' i l dit q u ' o n r-e
c o n t e n t a de faire la C è n e le soir dans b-s
p r e m i e r s pges d u C h r i s t i a n i s m e , et de c o m -
m u n i e r sous les deux espèces jusqu'au onzième
1
siècle. I l auroit pu a p p r e n d r e de T e r t u l i e i i
q u e la c o m m u n i o n se fai soit à j^'un , et p a r
c o n s é q u e n t q u ' e l l e se faïsoit le m a t i n , à moins
q u ' i l n "v eut q u e l q u e raison d ' u n e nécessité
e x t r a o r d i n a i r e . Q u a n t à ] a c o n i m u m o u sous
les d e u x espèces, l'usage n ' e n a jamais été uni-
versel dans l ' E g l i s e ; et il a toujours été beau-
c o u p plus l'are q u e l'usage d e la c o m m u n i o n
2
s o u s u n e espèce s e u l e m e n t .

1 3
Tortul. d e orat. — Voyez. M. de Mcaux avertis- }

freinent aux protestants.


D E V O L T A I R E . îl^
C'est c a l o m n i e r de gaîté de c œ u r t o u t e
H ï a l i s e , d'avancer q u e , jusqu'au o n z i è m e
Siècle , on n'a^oit p o i n t u n e idée fixe et
d é t e r m i n é e sur ce m y s t è r e . U n e telle h a r -
diesse n e m é r i t e que le d é d a i n et le m é p r i s .
Ï J R d o c t r i n e des P è r e s est si claire sur ce
ioint, q u e les S a c r a m e n t a i r e s n e p o u v a n t
f 'accorder avec l e u r s d o g m e s , se d é t e r m i n è -
r e n t à la rejeter a b s o l u m e n t . C e t t e r e n o n -
ciation des Sacramentaires est la plus forte
p r e u v e q u e la d o c t r i n e des P è r e s l e u r est
contraire , et p a r c o n s é q u e n t qu'il est t r è s -
faux q u ' o n n'eût aucune idée iixe et d é t e r -
m i n é e sur ce m y s t è r e jusqu'au onzième siè-
cle. « L e sentiment le p l u s c o m m u n , ajoute
9t V o l t a i r e , étoit sans d o u t e q u ' o n m a n -
» geoit le véritable C o r p s de J é s u s - C h r i s t .
» U n disputoit m ê m e p o u r savoir si o n le
9> d i g é r o i t et si on le r e n d o i t . *?
M . d e V o l t a i r e auroit b i e n p u se d i s p e n -
p e n s e r d e m ê l e r des idées i n d é c e n t e s à des
choses si r e s p e c t a b l e s et si saintes. L e C a t h o -
l i q u e n'a n u l l e peine sur ce p o i n t . I l sait q u e
l e C o r p s de J é s u s - C h r i s t est sous les espèces
d u pain ; q u e ces espèces sont sujettes à se
d i s s o u d r e , c o m m e la n o u r r i t u r e se d i s s o u t ,
et q u e , d è s q u ' e l l e s sont dissoutes , le Coi-ps
d e J é s u s - C h r i s t cesse d'y ê t r e . S i , dans des
siècles grossiers et b a r b a r e s , q u e l q u e s T h é o -
logiens dignes de ces siècles o n t agité cette
q u e s t i o n , l e u r e x e m p l e ne doit pas servir d e
r è g l e à un h o m m e de goût.
I l y a dans l'exposé que l'on fait ensuite
de L-t d o c t r i n e des S a c r a m e n t a i r e s , u n a r -
120 LES ERRLVRS
tiiice et un aie d ' é r u d i t i o n , q u i sont des
p r e u v e s convaincantes d ignorance e t de
mauvaise foi.
" Il paroit , dit-on , que dans beaucoup
77 d'Églises , et sur-tout e n A n g l e t e r r e , on
77 croyoit q u ' o n ne mangeoit et q u ' o n ne
77 b u v o t t Jésus-Christ q u e s p i r i t u e l l e m e n t •>
O n p r é t e n d p r o u v e r , p a r q u e l q u e s extraits
d e diiférens auteurs q u i écrîvoient alors ,
ne ee qui se dit d u C o r p s de J é s u s - C b r i s t
3 ans 1 E u c h a r i s t i e , doit s ' e n t e n d r e spirituel-
l e m e n t . L e passage le p l u s r e m a r q u a b l e est
celui q u ' o n r a p p o r t e d e R a t r a u , moine de
C o r b i e . C ' e s t le C o r p s d e J é s u s - C b r i s t , dit
c e t écrivain , q u i est reçu et m a n g é , n o n
p a r les sens c o r p o r e l s , mais p a r les y e u x
d e l'esprit fidèle.
Mais M . de V o l t a i r e n e p r o u v e r i e n par-
u
là c o n t r e les C a t h o l i q u e s , p a r c e q u e i . c e t
a u t e u r n e dit r i e n e n cela q u e t o u t C a t h o -
l i q u e ne puisse avouei e n c o r e aujourd h u i . Les
impressions qui se font s u r les sens c o r p o -
r e l s , e n v o y a n t et eu m a n g e a n t l ' E u c h a r i s t i e ,
n e se font q u e p a r les e s p è c e s , e t n o n p o i n t
»ar le C o r p s m ê m e de J é s u s - C h r i s t ; et c'est
f a foi qui y voit et q u i y r e c o n n o i t ce q u e
les sens n ' y voieut et n'y recoimoissent pas.
2.° Ce m ê m e R a t r a u e x p l i q u e dans cet o u -
vrage m ê m e , la transsubstantiation ; ce q u i
p r o u v e q u e la c r é a n c e de l ' a u t e u r étoit la
m ê m e q u e la créance de l'Eglise d "aujourd h u i .
I l n ' y a q u ' à c o n s u l t e r l'extrait de cet o u -
vrage d a n s l'histoire ecclésiastique de F l e u r y .
O u p e u t e x p l i q u e r d e m ê m e les autres e x -
VOLTAIRE. 121
traits que V o l t a i r e a cités. Ainsi la d é p e n s e
d ' é r u d i t i o n q u ' i l lait ici est Lien à p u r e p e r t e .
ï l se m o n t r e ensuite t e n d r e m e n t affligé de
l ' i n f o r t u n e de l ' i m p é r a t r i c e M a r i e d ' A r a g o n ,
<jue l ' e m p e r e u r son é p o u x c o n d a m n a à ê t r e
B r û l é e vive. C e t t e princesse avoit fait à u n
j e u n e seigneur italien les m ê m e s propositions
[ue l'épouse de l'égyptien P u t i p l i a r avoit
Î àites autrefois au chaste J o s e p h : elle trouva
la m ê m e résistance et la m ê m e vertu : elle en
t i r a la m ê m e vengeance. L ' i m p u d i q u e accusa
d ' u n a t t e n t a t é n o r m e celui à la p u d e u r d u -
q u e l elle avoit e l l e - m ê m e a t t e n t é . L ' e m p e r e u r
en fut t r a n s p o r t é d e c o l è r e ; e t sur 1 accusa-
t i o n , les plaintes et les l a r m e s d e son é p o u s e ,
il c o n d a m n a aussitôt le c o m t e à avoir la t ê t e
t r a n c h é e , L a veuve é p l o r é e vint d e m a n d e r
justice à l ' e m p e r e u r , p r o u v a l ' i n n o c e n c e de
son é p o u x , et le crime de l ' i m p é r a t r i c e . O t h o n ,
p o u r v e n g e r l'affront q u ' i l avoit r e ç u , et r é -
p a r e r l'injustice qu'il avoit commise , c o n -
d a m n a aux flammes l ' i m p u d i q u e c a l o m n i a -
trice.
C e t acte r i g o u r e u x de justice m e t V o l t a i r e
d e mauvaise h u m e u r c o n t r e ce p r i n c e ; mais
a p r è s t o u t , dit-il , il n e faut pas être surpris
d e cela , p a r c e q u ' O t h o n I I I étoit u n p r i n c e
d é v o t , c r u e l , et e n c o r e p l u s d é b a u c h é q u e
sa femme.
I l est b o n c e p e n d a n t q u ' o n a p p r e n n e q u e
1
cet O t h o n étoit u n p r i n c e e x t r ê m e m e n t
aimé et respecté de t o u t l ' e m p i r e , e t q u ' o n le

1
Disemar, livre 4-
1. 11
122 LES ERREURS
comparent p r e s q u ' e n t o u t à son aïeul O t h o n
Je G r a n d . V o l t a i r e l'accuse de cruauté et de
d é h a u c h e ; et les historiens c o n t e m p o r a i n s
l u i d o n n e n t d e grands éloges à cause d e sa
p i é t é , de sa d o u c e u r e t de son h u m a n i t é . A
qui faut-il en croire ?
1
G é o f r o y de V i t e r b e , q u i vivoit p e u d e
t e m p s a p r è s le r é g n e d ' O t h o n , e t plusieurs
a u t r e s auteurs r a p p o r t e n t q u e la D a m e ita-
l i e n n e p r o u v a l'innocence de son é p o u x p a r
l ' é p r e u v e d u feu , c'est-à-dire , eu p o r t a n t
e n t r e les mains u n e lame de fer a r d e n t sans
se b r û l e r . M d e V o l t a i r e se m o q u e de c e u x
q u i r a p p o r t e n t u n e p a r e i l l e a v e n t u r e , et de
ceux qui la croient. C e q u e je r e m a r q u e r a i
2
l à - d e s u s , c'est que G r é g o i r e d e T o u r s , le
p r e m i e r et le p l u s ancien d e n o s historiens ,
r a p p o r t e plusieurs é v é n e m e n t s où D i e u a
v o u l u faire d é c o u v r i r les c r i m e s , ou p r o t é g e r
l ' i n n o c e n c e p a r des voies e x t r a o r d i n a i r e s ; il
e n cite m ê m e u n qui est arrivé d e son t e m p s
e t sous ses yeux : il pouvoit y avoir b e a u c o u p
d'abus dans ces sortes d ' é p r e u v e s . A g o b a r t ,
a r c h e v ê q u e de L y o n ^ d a n s le n e u v i è m e s i è c l e ,
écrivit fort é m e u t p o u r engager les princes fit
les évoques à les i n t e r d i r e . Cela p r o u v e é v i -
d e m m e n t qu'elles étoient en usage ; ainsi, T o n
teut c r o i r e , lorsque les p l u s graves historiens
Î ' a t t e s ^ n t , qu'elles servirent quelquefois à
sauver des innocents. 11 y a de l'imbécillité à
t o u t c r o i r e , et de la t é m é r i t é à t o u t rejeter.

2
' Gotifred in chron. — Grégor Tur. Hist. Franc.
3
\. 8. c. iG. — Agobard, epera, t. i. j>. l o i .
DE VOLTAIRE. 123

M . de V o l t a i r e semble v o u l o i r ensuite égayer


le l e c t e u r p a r le tableau qu'il lui p r é s e n t e de
certains usages qu'il a t t r i b u e aux Eglises d ' o c -
t i d e n t . « T o u t y étoit défiguré , d i t - i l , p a r l e s
%> c o u t u m e s les plus ridicules. L a fête des fous
m e t celle des Anes é t o i e n t établies dans l a
99 p l u p a r t des Eglises. O n c r é o i t , «aux j o u r s
» s o l e m n e l s , U n é v ê q u e de fous ; o n faisoit
99 e n t r e r dans l a nef u n âne e n e b a p p e et e n
» b o n n e t q u a r r é : les farces obscènes é t o i e n t
99 les c é r é m o n i e s de ces f ê t e s , d o n t l'usage
* extravagant d u r a e n v i r o n sept siècles d a n s
99 plusieurs diocèses, s;
Si u n h a b i t a n t d'Aix e n P r o v e n c e , t r a n s p o r -
té dès sa jeunesse aux I n d e s , racontoit t o u t e s
les folies q u il a vu faire à la procession l e
j o u r de l a F ê t e - D i e u , et soutenoit q u e c'est
ainsi q u e tous les C h r é t i e n s d ' E u r o p e c é l è -
H
b r e n t c e t t e fête , m é r i t e roi L—il d ' ê t r e cru. I I
e n est ici d e m ê m e . I l est bien vrai qu il V a
eu q u e l q u e s - n n s de ces abus dans q u e l q u e s
Eglises et p e n d a n t q u e l q u e t e m p s ; mais 1°. il
est é g a l e m e n t vrai q u e l'Eglise travailla t o u -
u r s à les d é r a c i n e r ; o n p e u t e n juger p a r les
C t t r e s d u T a p e I n n o c e n t I I I , e t p a r les o r -
d o n n a n c e s de P i e r r e d e C a p o u e , légat e n
F r a n c e sur la fin du d e r n i e r siècle. 2°. I l est
faux qu'ils aient d u r é sept siècles , p u i s q u e
"Vers le milieu d u q u i n z i è m e siècle ils f u r e n t
e n t i è r e m e n t abolis , e t qu'ils n'avoient p a s
c o m m e n c é en o c c i d e n t avant l'onzième o u
l
d o u z i é n e siècle .

1
Yoyei Gbsse. de Du Gange,
L E S
124 ERREURS
Q u a n t à l'âne c h a p p é et coëffé en d o c t e u r ,
et qui entroit g r a v e m e n t dans la n e f avec cet
a c c o u t r e m e n t , c'est u n e p r o d u c t i o n de la
b e l l e imagination de M . de V o l t a i r e . O n sait
q u ' i l n e fait pas g r a n d cas ni des d o c t e u r s , ni
des b o n n e t s q u a r r é s . I l est vrai qu'il y a
e u ^ a u t r e f o i s u n e fête des ânes p a r m i nos
b o n s vieux G a u l o i s , à l'occasion de la fuite
d e l à sainte F a m i l l e en E g y p t e , ou du r e t o u r
d ' E g y p t e . U n e fille t e n a n t u n enfant e n t r e
ses b r a s et assise sur u n âne , e n t r o i t d a n s
l'église c o m m e p o u r r e p r é s e n t e r grossièrement
à des h o m m e s grossiers ce m y s t è r e d e la vie
de N o t r e - S e i g n e u r .
A u t u n et Beauvais s o n t les d e u x villes q u i
se d i s t i n g u è r e n t le plus p a r ces ridicules c é -
r é m o n i e s . A A u t u n , F a n e étoit couvert d ' u n e
housse de d r a p d'or. Q u a t r e chanoines des
plus a p p a r e n t s ( c'étoit a p p a r e m m e n t les d i -
gnités du c h a p i t r e ) t e n o i c n t les q u a t r e coins
d e la h o u s s e , et a c c o m p a g n o i e n t g r a v e m e n t
1 âne jusqu'à la place qui lui étoit destinée. A
B e a u v a i s , on choisissoilune des p l u s jolies d e -
moiselles d e la ville : on la p a r o î t s u p e r b e -
m e n t , e t o n lui m e t t o i t e n t r e les bras u n e n -
fant qui étoit aussi m a g n i f i q u e m e n t habillé*
D è s q u e l'âne e n t r o i t dans l'église, les c h o -
ristes e n t o n n o i e n t u n e h y m u e latine à son
h o n n e u r , et a p r è s c h a q u e s t r o p h e , le p e u »
p i e r é p o n d o i t p a r ce c o u p l e t e n francois ;

Hez sire asne chantez ,


Belles bouches rechingnez ,

1
Du Cange Gloss.
DE VOLTAIRE 120

Vous aurez du foin assez


E t de l'avoine à plantez.

M a i s ces extravagances n e furent pas d e


l o n g u e d u r é e ; elles n e f u r e n t pas r é p a n d u e s
dans p r e s q u e t o u t l ' o c c i d e n t , c o m m e l'affirme
M . de V o l t a i r e ; mais on sait q u ' i l n e fut j a -
mais l'ami de la d é c e n c e ni de la v é r i t é .
N o u s n e p a r l e r o n s pas des fameux différends
e n t r e le S a c e r d o c e et l ' E m p i r e , q u i furent l e
fruit de l'ignorance e t d e l ' a m b i t i o n , q u i s é -
duisirent quelquefois les p e r s o n n a g e s les p l u s
' r e s p e c t a b l e s p a r l e u r génie et p a r l e u r v e r t u
y

et q u i c o û t è r e n t t a n t de sang à l ' A l l e m a g n e e t
à l ' I t a l i e . C e t t e fureur est é t e i n t e , l'aveugle*
nient g u é r i , les p e u p l e s éclairés et tranquilles]!
L e s deux puissances se r e s p e c t e n t et se t i e n -
n e n t dans de sages b o r n e s : il n e n o u s reste
q u e le souvenir de ces divisions funestes.
Q u a n t i t é d'auteurs e n o n t écrit avec t a n t d e
sagesse et de p r u d e n c e , q n ' i l n'est pas n é c e s -
saire q u e nous p r é v e n i o n s le l e c t e u r c o n t r e ce
que Voltaire en a représenté.

i j .
1^6 LES ERREURS

C H A P I T R E X V I I I .

Des Croisades*

DANS l ' o n z i è m e et d o u z i è m e siècles, on vit


de n o u v e l l e s e x p é d i t i o n s , aussi singulières p a r
la m a n i è r e d o n t elles f u r e n t entreprises e t
d o n t elles furent c o n d u i t e s , q u e p a r les s u c c è s
et les suites qu'elles e u r e n t . Ce sont les C r o i -
sades.
U n p è l e r i n d e r e t o u r de la T e r r e Sainte y

fit en Italie , et ensuite en F r a n c e , u n e pein»


t u r c t o u c h a n t e de P é t a t où é t o i e n t les C h r é -
tiens de la Palestine : il r e p r é s e n t a v i v e m e n t
l ' o p p r o b r e qu'il y avoit p o u r les C h r é t i e n s ,
q u e des lieux qui avoient été c o m m e le b e r c e a u
de l e u r r e l i g i o n , et qui avoient été consacrés
p a r la p r é s e n c e de J é s u s - C h r i s t , fussent au
p o u v o i r des infidèles. O n tint un grand concile
à C l e r m o n t , le p è l e r i n s'y r e n d i t , et p a r l a
avec p l u s de v é h é m e n c e et de force q u e jamais.
T o u s les assistants furent t o u c h é s j u s q u ' a u x
l a r m e s , et saisis de zèle p o u r l ' h o n n e u r des
saints lieux. L a p l u p a r t des princes , des
s e i g n e u r s , et u n grand n o m b r e de gens d u
p e u p l e , s'engagèrent p a r s e r m e n t à p r e n d r e
les armes p o u r la délivrance de la T e r r e
Sainte.
L a p r e m i è r e e x p é d i t i o n n e fut pas sans
succès ; on conquit J é r u s a l e m , u n e g r a n d e
p a r t i e des villes m a r i t i m e s , la p r i n c i p a u t é
I»E VOLTAIRE. 12?
d ' A n t i o c h e et celle d'Edesse ; après q u o i une-
jjartie des Croisés r e t o u r n è r e n t dans l e u r
patrie. L e s infidèles p r o f i t è r e n t de l e u r absen-
ce , p o u r presser p e u - à - p e u les C h r é t i e n s
n o u v e l l e m e n t établis en O r i e n t . D e n o u v e a u x
dangers p o u r la Palestine o c c a s i o n n è r e n t d e
n o u v e l l e s croisades ; mais le défaut d ' o r d r e
et de c o n d u i t e les r e n d i t toujours moins h e u -
reuses q u e la p r e m i è r e : e n f i n , e n moins de
deux s i è c l e s , t o u t fut p e r d u sans ressource ,
et l e goût des voyages d ' o u t r e - m e r passa
entièrement.
La distance des l i e u x , l ' i n d é p e n d a n c e d e
ces caravanes d e soldats voyageurs , les p é r i l s
des v o y a g e s , et sur-tout le p e u de connois-
sance q u ' o n avoit alors de la m a n i è r e d e
p o u r v o i r à la conservation d ' u n e c o n q u ê t e
é l o i g u é e , furent les causes du p e u de succès
des croisades. Mais si elles p r o c u r è r e n t p e u
d'avantage à F o r i e n t , elles furent au m o i n s
très-utiles à l ' o c c i d e n t ; elles d é l i v r è r e n t les
r o y a u m e s d'une grande q u a n t i t é de n o b l e s s e
i n q u i è t e , qui avoit toujours les armes à la
m a i n , et qui étoit souvent l'occasion de b e a u -
coup d e m o u v e m e n t s , de t r o u b l e s et de p e -
tites guerres qui ruînoient les p e u p l e s et l'état :
elles firent n a î t r e les établissements des corn-»
m u n e s des villes, ce qui r e n d oit l'état du p e u -
ple p l u s c o m m o d e et p l u s utile au bien g é n é -
ral ; elles fournirent aux rois le m o y e n d e
r e p r e n d r e u n e partie de l e u r autorité , q u i
avoit é t é e x t r ê m e m e n t aifoiblie p a r la m u l t i -
tude et la variété des fiefs et p a r la puissance
des vassaux; enfin, elles a p p r i r e n t aux occi-
128 LES ERREURS
d e n t a u x a comioître m i e u x la m e r , et l e u r fit
p r e n d r e le goût d u c o m m e r c e .
C e q u e M . de V o l t a i r e fait le plus remar-
q u e r dans ces guerres , c'est l'injustice de
l ' e n t r e p r i s e des Croisés ; leurs fréquentes p e r -
fidies , q u ' i l s'efforce d e r e n d r e e n c o r e p l u s
sensibles , eu faisant à t o u t p r o p o s l'éloge
des Scbismatiques grecs et des Infidèles m a -
b o m é t a n s ; enfin , les dommages immenses
q u e ces m ê m e s guerres c a u s è r e n t à la C h r é -
tienté d'occident.
O n sait assez qu'au j u g e m e n t de M . de
V o l t a i r e , les C a t h o l i q u e s doivent toujours
avoir t o r t vis-à-vis des h é r é t i q u e s et les C h r é -
tiens vis-à-vis des infidèles. V o y o n s donc la
sagesse et l ' é q u i t é des j u g e m e n t s qu'il p o r t e
sur les C h r é t i e n s en cette occasion.
<* D e q u e l droit , demaude-t-il d ' a b o r d ,
7? de q u e l d r o i t ces p r i n c e s d ' o c c i d e n t ve-
» noient-ils p r e n d r e p o u r e u x - d e s p r o v i n c e s
99 q u e les T u r c s avoient a r r a c h é e s aux E m -
5? p e r e u r s grecs ?
Mais M . de V o l t a i r e y pense-t-i 1 de faire
u n e pareille question ? F u t - c e jamais moins
le lieu de faire p a r i e r la justice n a t u r e l l e ?
O n n e fai soit la guerre q u ' à des brigands ,
q u i étoient en m ê m e t e m p s les u s u r p a t e u r s
les p l u s injustes. 11 y avoit q u a t r e cents ans
q u e ces belles provinces avoieut été e n l e v é e s
aux G r e c s p a r les Arabes. Les p r e m i e r s Califes
O m m i a d e s , c'est-à-dire , les p r e m i e r s usurpa-
t e u r s , furent d é p o u i l l é s p a r d'autres u s u r p a -
teurs , qui furent les Califes Abassides. S o u s
les Abassides , presque tous les g o u v e r n e u r s
DE VOLTAIRE»
fie r é v o l t è r e n t et s'érigèrent e n souverains.
Les T u r c s , nouveaux b r i g a n d s et n o u v e a u x
Usurpateurs, chassèrent p r e s q u e tous ces n o u -
veaux r o i s , et il n ' y avoit pas l o n g - t e m p s qu'Us
ifétoient e m p a r é s de la P a l e s t i n e et de J é r u -
s a l e m , l o r s q u e les croisés y p a r u r e n t ; ainsi ,
On ne voit q u ' u n e succession de brigands e t
d e v o l e u r s parmi c e u x p o u r qui l ' é q u i t a b l e
V o l t a i r e s'intéresse si v i v e m e n t . Les p r i n c e s
d ' o c c i d e n t , q u i n e faisoient pas t a n t de r a i -
sonnements q u e l u i , n e croyoient pas ces
droits aussi r e s p e c t a b l e s qu'il veut n o u s les
représenter.
I l est b o n d ' o b s e r v e r q u e celui qui p r é t e n d
faire voir l'injustice qu'il y avoit dans l ' e n t r e -
prise des croisés, p a r d o n n e t o u t et a p p r o u v e
t o u t dans les G r e c s et dans les infidèles. I I
fait les p l u s b e a u x éloges d'Alexis C o m n é n e
qui avoit u s u r p é l ' e m p i r e a p r è s avoir p i l l é e t
désolé C o n s t a n l i n o p l e , et chassé son bienfai-
1
t e u r d u t r ô n e i m p é r i a l . 11 c o m b l e de louanges
S a l a d i n , q u i , d e petit officier dans les t r o u p e s
a r a b e s , se r é v o l t a c o n t r e son p r i n c e , et se
r e n d i t m a î t r e d e p r e s q u e t o u t l ' o r i e n t ; mais
Alexis C o m n è n e étoit schisniatîque ; S a l a d i n ,
étoit m u s u l m a n , les princes d'occident é t o i e n t
des c h r é t i e n s c a t h o l i q u e s : voilà d'où vient la
différence des j u g e m e n t s .
A p r è s c e l a , o n n e doit pas ê t r e surpris d e
la m a n i è r e d o n t il p a r l e de l ' e n t r e p r i s e d e
Saint L o u i s . « Si la f u r e u r des croisades, dit-
s? i l , eut p e r m i s à la v e r t u de L o u i s d ' é c o u t e r

1
Cedren.
l3o LES ERREURS
» la raison , il eût vu l'injustice e x t r ê m e de"
» cet a r m e m e n t qui lui paroissoit si juste. O n
?? m a r e h o i t c o n t r e le vieux etsage M e l e c Sa^a,
5> soudan d ' E g v p t e , qui c e r t a i n e m e n t n'avait
» rien a d é m ê l e r avec le roi de F r a n c e ,
C e sage M e l e c Sala étoit petit-fils de l'usur-
p a t e u r Saladin : il n'avoit pas d'autres dro'ts
q u e ceux de son a ï e u l , c'est-à-dire, les d i o i t s
J
d u n h e u r e u x b r i g a n d , q u i avoit d'ailleurs de
b o n n e s qualités.
I l n e cesse ensuite de p a r l e r de la mauvaise
foi des croisés, et de leurs perfidies; et eVst
la foi des grecs qu'il l o u e , foi qui a été sus-
p e c t e dans tous les siècles : Grtrca fides. « D e
» tous ces p r i n c e s , dit-il, q u i avoient p r o m i s
;> de faire h o m m a g e de l e u r s acquisitions à
v l ' e m p e r e u r grec , aucun n e t i n t sa promesse.
L ' é q u i t é d e m a n d o i t q u ' o n avouât q u ' a u c u n
n ' é t o i t obligé de la t e n i r : les engagemens
f u r e n t r é c i p r o q u e s e n t r e l ' e m p e r e u r et les
croisés. L ' e m p e r e u r m a n q u a aux siens ; les
croisés n e furent plus t e n u s aux leurs : ils
avoient d é c l a r é à ce prince qu'ils ne s e n g a -
geoient à rien , s'il n'accomplissoit pas l u i -
m ê m e fidellement ses promesses. N o n - s e u l e -
m e n t il n ' a l l a pas joindre les croisés c o m m e
il e n étoit convenu avec eux ; mais il s'allia
m ê m e avec les M a h o m é t a n s p o u r faire p é r i r
les occidentaux. O n en fut é v i d e m m e n t c o n -
vaincu p a r ses p r o p r e s l e t t r e s , q u ' o n t r o u v a
d a n s la cassette du soudan de Babyloiie a p r è s
la bataille d'Ascalpn.

c
Guillaume de Tyr,
D E VOLTAIRE, l3l
Il accuse également R e n a u d de C h a t i l l o n
.«['avoir été un perfide , et d'avoir violé sou-
vent sa p a r o l e ; et c'est p o u r c e l a , dit - i l , q u e
Saladin abattit d ' u n c o u p de fahre la t ê t e d e
1
ce perfide p r i s o n n i e r . L'histoire nous a p p r e n d
de ce seigneur q u e c'étoit u n d e ceux qui avoit
le .plus c o n t r i b u é par sa v a l e u r à a r r ê t e r l e s
c o n q u ê t e s de Saladin. D a n s l'histoire ecclésias-
tique de F l e u r y > R e n a u l d d e C h a t i l l o n est
-regardé c o m m e u n m a r t y r ; et dans celle d e
M. de V o l t a i r e , c o m m e u n perfide j u s t e m e n t
;

>puni.
J l calcule ensuite en p h i l o s o p h e p r o f o n d
les p e r t e s immenses d h o m m e s et d'argent q u e
c a u s è r e n t les Croisades à l'occident. A p r è s
tous ces calculs mille fois r é p é t é s , il t r o u v e
q u e la p e r t e des h o m m e s alla à p r è s de d e u x
millions : il est vrai q u e c'est là à p e u p r è s
le n o m b r e des personnes qui firent le voyage
de la P a l e s t i n e ; mais il faut o b s e r v e r ,
l ° . Que M . de V o l t a i r e ne dit m o t de ceux
q u i r e v i n r e n t , et qu'il suppose m a l - à - p r o p o s
q u e tous y p é r i r e n t . I l ne faut d o n c pas esti-
m e r la p e r t e des h o m m s s p a r le n o m b r e d e
ceux q u i firent le voyage.
a
2 . C e t t e p e r l e q u i p a r o t t si f r a p p a n t e ,
cessera de l'être , si l ' o n fait attention au
t e m p s q u e d u r è r e n t les croisades, et à la
inaltitude des nations q u i p r i r e n t p a r t à ces
expéditions. L a m o d e des croisades d u r a p r è s
d e d e u x cents ans. T o u t l ' O c c i d e n t y con-
t r i b u o i t , l ' I t a l i e , la F r a n c e , l ' A l l e m a g n e ,

* Maunbang. livre 4*
*32 LES ERREURS
l ' A n g l e t e r r e , la H o n g r i e . L a p e r t e d ' h o m -
m e s , p o u r cette é t e n d u e de pays , n a l l o i t
pas à dix mille p a r an 3 ce q u i p e u t être
c o m p t é p o u r rien.
3.° D a u s la guerre q u i se fit au c o m m e n c e -
m e n t de ce siècle p o u r la successiond 'Espagne
et qui ne d u r a q u e douze a n s , il p é r i t bien au-
t a n t de m o n d e , e t n é a n m o i n s on n e s'en ap-
p e r c e v o i t pas vingt ans a p r è s . O n devoit donc
s'apercevoir encore bien moins des p e r t e s que
causoient les croisades. Les e x a g é r a t i o n s , ]es
l a m e n t a t i o n s , les réllexions de M . de Voltaire
s o n t d o n c bien mal fondées.
I l ajoute q u e plusieurs pays e n furent dé-
p e u p l é s e t appauvris , et q u e le sire de
J o i n v i l l e dit e x p r e s s é m e n t q u ' i l n'avoit pas
v o u l u a c c o m p a g u e r Saint Louis à la seconde
c r o i s a d e , parce q u e la p r e m i è r e avoit ruiné
toute sa seigneurie. L e sire de J o i n v i l l e ne
dit p o i n t cela ; il n e p a r l e p o i n t de la croisade,
mais des malversations des officiers royaux
dans ses t e r r e s . L e Roi le pressant . p o u r la
1
seconde croisade . il lui r é p o n d i t q u e tandis
qu'il avoit été outre m e r , les gens et officiers
d u roi avoient t r o p grevé et foulé ses sujets ,
t a n t q u ' i l s en étoient appauvris , et q u ' u n
second voyage se roi t la totale d e s t r u c t i o n de
ses p a u v r e s sujets ; voilà les p a r o l e s de J o i n -
ville, C e n e sont pas celles q u e lui fait dire
Voltaire.
M . de V o l t a i r e est si o c c u p é à e x h a l e r sa
bile c o n t r e les Croisés, et à les r e n d r e odieux ,

1
Histoire de Saiut Louis.
DE VOLTAfRÎ, 1 5?>
tpi'll n e s'appercoit pas s e u l e m e n t des e r r e u r s
-grossières où il t o m b e . E n p a r l a n t île la prise?
(3e C o n s t a n t i n o p l e p a r les L a t i n s , il lait c e t t e
observation c r i t i q u e , et dit s e n t e n t i e u s c m e n t :
• « Ce fut la p r e m i è r e fois q u e C o n s t a n t i n o p l e
$% fut prise et saccagée ; et elle le fut p a r des
v C h r é t i e n s qui avoient fait v œ u de ne corn-
1
p b a t t r e q u e les i n f i d è l e s . •<>
I l n ' a pas fait a t t e n t i o n q u e ce m ê m e Alexis
C o m n é n e , q u ' i l loue si fort e n p a r l a n t de la
p r e m i è r e c r o i s a d e , 1 "avoit p r i s e et s a c c a d é e
2
il n'v avoit pas p l u s d ' u n s i è c l e , et q u e Cons-
t a n t i n C o p r o i i h i e , trois siècles a u p a r a v a n t ,
1 avoit déjà assiégée et p r i s e , et y avoit t o u t
mis à feu et à sang. C o m m e M . de V o l t a i r e
profite des avertissements q u ' o n lui d o n n e
s u r ses e r r e u r s , i l faut croire q u ' i l se c o r r i g e r a
dans une n o u v e l l e édition.
L e sire de J o i n v i l l e et les a u t r e s h i s t o r i e n s
n o u s r a p p o r t e n t d e u x traits q u i font b e a u c o u p
d h o n n e u r aux C h r é t i e u s , mais q u e V o l t a i r e
c o m b a t de t o u t e sa force. I l s n o u s r a c o n t e n t
d ' u n e p a r t que les Sarrasins firent m o u r i r beau-
c o u p de C h r é t i e n s , q u i n e v o u l o i e n t pas r e -
n o n c e r J é s u s - C b r i s t ; et de l ' a u t r e , q u ' u n vieil
E m i r d e m a n d a à q u e l q u e s chevaliers , s "ils
croyojent e n J é s u s - C h r i s t m o r t et ressuscité.
L e s p r i s o n n i e r s avant, r é p o n d u q u ' o u i , le sar-
rasin l e u r dit qu'ils p o u v o i e n t se c o n s o l e r ,
q n e J é s u s - C h r i s t les d é l i v r e r o i t b i e n t ô t . L a
m a n i è r e d o n t J o i u v i l i e r a c o n t e cela est si
n a ï v e , q u ' e l l e fera p l u s d impression q u e

1
Zouatas ana. livre XVIII. — * Ceércn.
1. 12
J 34 LES ERREURS
t o u t ce q u e le négatif V o l t a i r e p o u r r o i t y
opposer.
" Ainsi q u e nous étions tous ensemble
•» espérans en l'aide de D i e u ; nous n e d e -
- m e u r a s m e s g u è r e s , q u e un g g r a n d r i c h o m m e
5? sarrassin n o u s m e n a I o n s p l u s avant ; et faî-

*i sions cîiière piteuse. M o u l t d'autres c h e v a -


1
i- liers étoient aussi p r i s o n n i e r s , eucloux
» en u n grant c o u r q u i étoit d o u z e de m u -
- railles d e t e r r e . E t c e u l x - l à fai soient t i r e r
v h o r s les prisonniers l ' u n après l ' a u t r e et
a
l e u r d e m a n d o i e n t si se v o u l o i e n t r e g n o ï e r .
«» E t c e u l x q u i disoient o y , et q u i se regnoi-
r o y e n t , é t o i e n t mis à p a r t ; ceux-là q u i n e
v le v o u l o i e n t faire, t o u t i n c o n t i n e n t on l e u r
v c o u p o i t la teste. ;>
L e m ê m e S e i g n e u r r a c o n t e ainsi l ' a v e n t u r e
de 1 E m i r . « ^ V e c r c i à p r e s v e n î r à n o u s u n
» g r a n d viel Sarrasin de grant a p p a r e n c e , le-
•« que] avoit avec lui de j e u n e s gens sarrasins,
-* q u i tous avoient c h a c u n u n e é p é e ceinte au
« cousté , d o n t fumes tous eftroyez. E t n o u s
>• fit d e m a n d e r celui ancien sarrasin p a r u n g
v T r u e h e m a n , s il étoii vrai q u e nous c r u s -
•>» sîons e n ung seul D i e u q u i avoit été n é ,
v crucifié et m o r t p o u r n o u s , et au tiers j o u r
?' après sa m o r t ressuscité p o u r nous. E t n o u s
» rt'pondismes q u e oy v r a i m e n t . E t lors n o u s
** r e s p o n d i t q u e puisque ainsi é t o i t , n o u s n e
" devions nous desconforter... et que s il avoit
" eu p o u v o i r de se ressusciter, q u e r e r t a i -
*• n e m e n l il nous d é l i v r e r o i t debrief. E t adonc

3 3
* Eu&rmcs. Renier, Voici
HE V O L T A I R E . l35
J
>> s en alla ce Sarrasin sans a u t r e chose n o u s
v faire. D o n c je fus m o u l t j o y e u x et haitié ;
1
v car m e n t e n c i o n estoit q u ' i l s nous fussent
» venus c o u p e r les testes à t o u s . Voltaire
n e v e u t pas que ces récits soient vrais. I l n e
p e u t les concilier. I l y t r o u v e de la c o u -
?> t r a d i c t i o n et de l ' i m p r o b a b i l i t é . C'est an
l e c t e u r sensé à juger l e q u e l des deux m é -
r i t e p i n s d e c r é a n c e , d\in g r a n d S e i g n e u r
dein d ' h o n n e u r et de p r o b i t é , t é m o i n o c u -
f aire et a c t e u r dans ces tristes scènes , ou d e
Voltaire.
L e m ê m e seigneur r a p p o r t e q u e les Marn-
m e l u c s , milice a l t i é r e , et qui n e connoissoit
d ' a u t r e d r o i t q u e celui d u sabre et de l ' é p é e ;
.il r a p p o r t e que les M a m m e l u c s , a p r è s avoir
assassiné l e u r m a î t r e , d é l i b é r è r e n t d ' é l e v e r
^ S a i n t L o u i s sur l'i t r ô n e d ' E g v p t e . I l n e d o n n e
pas la chose p o u r s u r e ; mais c o m m e le b r u i t
e n étoit fort g r a n d dans l ' a r m é e , il dit q u il
-en p a r l a l u i - m ê m e à S a i n t L o u i s . I l lui d e -
m a n d a s'il auroit accepté cette c o u r o n n e , au
cas q u e les M a m m e l u c s la lui eussent offerte.
Saint Louis lui r é p o n d i t q u ' i l n ' a u r o i t pas h é -
sité de l ' a c c e p t e r , dans l ' e s p é r a n c e de les faire
chrétiens.
V o l t a i r e se m o q u e de ce r é c i t de J o i n v i l l e .
I l n ' y t r o u v e pas le m o i n d r e air de vraisem-
b l a n c e . *- Ces M u s u l m a n s , dit-il , ne d é v o i e n t
M r e g a r d e r Saint Louis q u e c o m m e u n c h e f
de brigands étrangers , et c o m m e un en-
9f n e m i q u i détestoit l e u r r e l i g i o n , et qui n e

* Ma pensée,
l36 LFS ERREURS
3? connoissoit n i l e u r langue ni leurs m œ u r s . *
M a i s le judicieux V o l t a i r e n ' a pas fait atten-
t i o n à la considération e x t r a o r d i n a i r e q u e les
S a r r a s i n s avoient p o u r S a i n t L o u i s . L e S o u -
d a n avoit t ' m o i g u é l u i - m ê m e c o m b i e n il fai-
soit d e cas de la f r a n c h i s e , d e la générosité e t
d e la d r o i t u r e de ce p r i n c e . C'est p o u r cela
j n ê m e q u ' i l avoit d i m i n u é d ' u n c i n q u i è m e la
r a n ç o n q u e Saint Louis avoit p r o m i s d e p a y e r
p o u r son a r m é e . I l n e le r e g a r d o i t d o n c pas
c o m m e u n chef d e b r i g a n d s . L e s capitaines du
S o u d a n a v o u è r e n t plusieurs fois q u e L o u i s
é t o i t l e p l u s fier C h r é t i e n q u ' i l s eussent ja-
mais v u . (Quoique v i c t o r i e u x , ils f u r e n t o b l i -
g é s de lui c é d e r , et d e se c o n t e n t e r des ser-
m e n t s q u ' i l choisit l u i - m ê m e d e f a i r e , p o u r
l'assurance de sa p a r o l e .
Est-il d o n c h o r s de v r a i s e m b l a n c e , q u ' a y a n t
u n e si h a u t e i d é e de ce p r i n c e , ils aient eu
l a p e n s é e de lui d é f é r e r la c o u r o n n e ? L e s
g r a n d s r a i s o n n e m e n t s de V o l t a i r e n e d o i v e n t -
ils pas faire u n e forte i m p r e s s i o n s u r le$
esprits éclairés?
DE VOLTAIRE. i3 7

CHAPITRE XIX.

Croisades du Nord.

À l'occasion des croisades d ' o u t r e m e r , V o l -


taire p a r l e aussi de celles q u i se firent au
n o r d de l ' E u r o p e , et q u i y p r o c u r è r e n t l ' é t a -
.jblissement de la Religion c h r é t i e n n e , e t il
;en p a r l e e n c o r e e n V o l t a i r e .
« L a fureur d ' a n n o n c e r la Religion les
99 armes à la main s'étoit r é p a n d u e dans l e
p> fond d u n o r d . N o u s avons vu C h a r l e m a -
99 gne c o n v e r t i r l ' A l l e m a g n e s e p t e n t r i o n a l e
-» avec le fer e t le feu. N o u s avons v u les
v Danois i d o l â t r e s faire t r e m b l e r l ' E u r o p e ,
79 sans t e n t e r jamais de faire recevoir l ' i -
99 d o l â t r i e chez les vaincus. Mais à p e i n e l e
-99 Christianisme fut affermi dans le D a n n e -
99 m a r c k , dans la Saxe et dans la S c a n d i n a -
P v i e , q u ' o n y p r ê c h a u n e croisade c o n t r e
99 les p a y e n s d u n o r d . L e s C h r é t i e n s s a r m è -
99 r e n t c o n t r e eux depuis B r è m e jusqu'au f o n d
99 de la Scandinavie. F i n s d e cent m i l l e
99 Croisés p o r t è r e n t la d e s t r u c t i o n c h e z ces
» i d o l â t r e s . O n tua b e a u c o u p de m o n d e , o n
p9 n e c o n v e r t i t p e r s o n n e . O n p e u t ajouter
99 cette p e r t e à celle q u e le fanatisme d e ce
99 t e m p s - l à coûtoit à l ' E u r o p e .
L a force et l'énergie de l'expression n e
m a n q u e n t jamais à V o l t a i r e q u a n d il s'agit
d e m a l t r a i t e r les C h r é t i e n s , ou de l o u e r les
l38 LES ERREURS
i d o l â t r e s et les infidèles ; mais il faut a v o u e r
aussi q u e la v é r i t é lui m a n q u e b i e n s o u v e n t ,
e t m ê m e p r e s q u e toujours. I l r e p r o c h e d ' a b o r d
l e s expéditions sanguinaires de C h a r l e m a g n e
p o u r l'établissement d e l à Religion c h r é t i e n n e
c h e z les S a x o n s .
O n a v u , dans le c h a p i t r e où il est p a r l é d e
c e h é r o s , la fausseté des faits r a p p o r t é s , e t
d e s r a i s o n n e m e n t s e m p l o y é s p a r cet aigre e t
p e r p é t u e l censeur. I l sera p l u s facile e n c o r e
<le venger ici l e C h r i s t i a n i s m e . Les e r r e u r s
s o n t e n c o r e plus fortes et p l u s h a r d i e s ; et e l l e s
s o n t c o m b a t t u e s p a r des faits et p a r des m o -
n u m e n t s encore plus authentiques.
1
C e fut e n l'an 1 1 8 7 . q u e S a i n t M e y n h a r t ,
c h a n o i n e ou m o i n e a l l e m a n d , alla p r ê c h e r
2
l ' E v a n g i l e aux p e u p l e s d u n o r d . I l conver-
t i t u n g r a n d n o m b r e de p a y e n s , et fonda le
siège épiscopal d e Riga en L i v o n i e . La C o u r -
l a n d e embrassa b i e n t ô t le Christianisme. I l se
r
a'épandoit p e u - à - p e u dans les p r o v i n c e s A oi-
sines , l o r s q u e les p a y e n s d e P r u s s e p o r t è -
5
r e n t h* ravage d a n s cette n o u v e l l e C h r é t i e n t é .
I l s b r û l è r e n t un grand n o m b r e de villages
d e s C h r é t i e n s , en firent passer p l u s de vingt
m i l l e au fil de E é p é e , et e n e m m e n è r e n t u n
j ; r a n d n o m b r e en esclavage.
L e s L i t h u a n i e n s se joignirent souvent aux
Prussiens idolâtres. Conrad, duc de Mazovie ,
d e m a n d a d u secours c o n t r e ces b a r b a r e s : ce
«ru il eu o b t i n t fut b i e n p e u d e chose. Ce n e

1
Krantî-. — Annold. Lnï>, — 3 Epitre d'Innocent
1

J I I , voyez Fleury. — 4 Flcury.


DE V O L T A I R E . l3tj
'"fut q u e p l u s d e soixante ans après la p r é d i -
cation de l ' E v a n g i l e , q u ' o n fit m a r c h e r u n e
• a r m é e de Croisés à la défense des C h r é t i e n s .
.'Cette a r m é e étoit c o m m a n d é e p a r O t t o c a r ,
roi d e B o h è m e , et p a r O t h o n , m a r q u i s d e
' B r a n d e b o u r g . L e s Prussiens f u r e n t poussés e t
•battus par-tout. Les d e u x chefs de ces b a r b a r e s
•fie r e n f e r m è r e n t dans u n e ville q u i fut b i e n t ô t
investie p a r les v a i n q u e u r s . A l o r s ces d e u x
chefs se r e n d i r e n t , et p r o m i r e n t de se faire
C h r é t i e n s . I l s furent baptisés. L e Roi d e
B o h è m e et le marquis de B r a n d e b o u r g l e u r
servirent de parrains , et l e u r firent de m a -
fnifiques p r é s e n t s . L e reste de la Prusse suivit
Î e u r e x e m p l e . L e Roi d e B o h è m e fit b â t i r la
ville de Konigsberg ou M o n t r o y a l ; H e n r i d e
B r u n n , é v ê q u e d ' O l m u t z et ensuite de S a m -
b i e , b â t i t la ville de B r u n s b e r g ; on fonda
plusieurs églises dans ces p r o v i n c e s , et l e
Christianisme y fut parfaitement établi vers l e
ïnilieu d u treizième siècle.
V o i l à ce q u e V o l t a i r e a p p e l l e le fanatisme
d e l ' E u r o p e , la fureur d ' a n n o n c e r la Religion
les armes à la main. P a r c e q u e des C h r é t i e n s
o n t é t é obligés de p r e n d r e les armes p o u r se
m e t t r e à c o u v e r t des p l u s h o r r i b l e s v e x a t i o n s ,
il n e les traite q u e de fanatiques sanguinaires.
I l l e u r oppose la m o d é r a t i o n de ces b a r b a r e s ,
q u i é t a n t sortis d u D a n e m a r c k c o n q u i r e n t la
N o r m a n d i e , et q u i n ' e n t r e p r i r e n t p o i n t d e
faire r e c e v o i r l'idolâtrie chez les vaincus. L e
c o n t r a s t e est t o u t - à - f a i t h e u r e u x , et il fait
b e a u c o u p d ' h o n n e u r au d i s c e r n e m e n t et à l a
r e l i g i o n de V o l t a i r e .
l4© LES ERREURS
I l finit on disant « q u e c e n t mille rroi^ég
v p o r t è r e n t la d e s t r u c t i o n chez ces i d o l â t r e s ,
?? q u ' o n tua b e a u c o u p de m o n d e , et q u on ne
97 c o n v e r t i t p e r s o n n e ; v M . de V o l t a i r e dit
q u ' o n ne c o n v e r t i t p e r s o n n e , e t M . F i e u r y
d a n s son histoire r a p p o r t e u n n o m b r e p r o d i -
gieux de conversions. 11 t é m o i g n e m ê m e sa
surprise sur la facilité avec l a q u e l l e on admet-
toit ces barbares à la grâce d u b a p t ê m e .
F i e u r y , e n p a r l a n t de ces c o n v e r s i o n s , cite
les auteurs c o n t e m p o r a i n s , du témoignage des-
q u e l s il s'appuie. M . de V o l t a i r e est à l u i -
m ê m e t o u t e son a u t o r i t é .
' ' *• • ' 7—7F — •- - . • - - . „• . _ A

CHAPITRE XX.

De la Croisade contre les albigeois*

"V O 1 c 1 e n c o r e u n e croisade d u n e troi-


sième e s p è c e , q u e nous joignons aux deux
p r e m i è r e s . Ce n e sont plus des C h r é t i e n s c o n -
t r e les infidèles de l ' o r i e n t , ou c o n t r e les
b a r b a r e s du n o r d e n c o r e p a y e n ; mais des
F r a n ç o i s c o n t r e des F r a n c o i s , et des frères
c o n t r e des frères. T o u t ce q u e M . de "Vol-
taire fait r e m a r q u e r dans le c h a p i t r e où il
p a r l e d e cette croisade , c'est l ' i n n o c e n c e et
l a p u r e t é de la d o c t r i n e des Albigeois , les
c r u a u t é s des C a t h o l i q u e s , et l ' a m b i t i o n avide
des chefs ecclésiastiques et laïques de la
croisade.
« V e r s la fin d u d o u z i è m e s i è c l e , dit-il ?
DE VOLTAIRE. 1^1
'p il se trouva des h o m m e s q u i n e v o u l u r e n t
» de loi que l'Evangile , et q u i p r ê c h è r e n t
99 à - p e u - p r è s les m ê m e s dogmes que t i e n n e n t
v a u j o u r d ' h u i les p r o t e s t a n t s . O n les n o m -
» m o i t V a u d o i s , parce q ' i i l v en avoit heau-
j> c o u p dans les vallées d e P i é m o n t ; A l b i -
9> geois , à cause de la ville d'Alhi ; B o n s -
v h o m m e s , p a r la r é g u l a r i t é d o n t ils se p i -
99 q u o i e n t ; enfin M a n i c h é e n s , d u nom q u ' o n
» d o n n o i t alors en g é n é r a l aux h é r é t i q u e s .
99 O n fut é t o n n é q u e le L a n g u e d o c eu p a r û t
99 tout rempli.
« L a secte étoit en g r a n d e partie c o m p o -
99 sée d ' u u e bourgeoisie r é d u i t e à 1 i n d i g e n c e .
99 L ' a b b é de Cïteaux ( légat d u pape ) p a -
99 roissoit avec l'équipage d ' u n p r i n c e . I l vou-
99 l u t en vain p a r i e r en a p ô t r e . L e jjeuple l u i
99 crioit : Quittez le luxe ou le sermon* U n
99 e s p a g n o l , é v ê q u e d ' O s m a , t r è s - h o m m e d e
99 b i e n , conseilla aux inquisiteurs de r e n o n -
99 c e r à leurs équipages s o m p t u e u x , de vivre
•99 a u s t é r e m e n t , et d ' i m i t e r les Albigeois ,
99 p o u r les c o n v e r t i r . 99
M . de V o l t a i r e assure q u e les p r o t e s t a n t s
a u j o u r d ' h u i t i e n n e n t à - p e u - p r è s les m ê m e s
d o g m e s q u e p r ê c h o i e n t les Albigeois. J e n e
sais pas s ils seront b i e n contents de se voir
mis côte-à-côre de ces anciens h é r é t i q u e s . I l s
o n t bien quelques-uns de leurs dogmes ; mais
ils n ' o n t jamais admis ceux qui caractérisent
ces seconds m a n i c h é e n s . L e s Albigeois r e j e -
taient l'ancien t e s t a m e n t , ils c o n d a m n o i e n t
a
le m a r i a g e , ils n e reoonnoissoient pas l validité
du b a p t ê m e d e l ' E g l i s e , ils a d m e t t a i e n t les
1^2 LES ERREURS
d e u x p r i n c i p e s , ils nioient q u e J é s u s - C h r i s !
fût v é r i t a b l e m e n t h o m m e c o m m e n o u s , ils
n e se défend oient pas bien sur le r e p r o c h e
1
des d é b a u c h e s qui o u t r a g e n t la n a t u r e . Les
p r o t e s t a n t s n ' o n t jamais admis aucun de ces
dogmes m o n s t r u e u x . P o u r q u o i , dit-il d o n c ,
q u ' i l s t i e n n e n t à-peu-près les m ê m e s dogn.es
q u e les Albigeoise T e l s étoienl les h o m m e s
d o n t V o l t a i r e r e p r é s e n t e l'édifiante r é g u l a r i t é ,
et qui ne vouloient p o i n t d'autre loi que
l'évangile.
I l se m / p r e n d b e a u c o u p en c o n f o n d a n t les
V a u d o i s a \ e c les Albigeois. Ces deux sectes
Xi avoient p r e s q u e rien de c o m m u n . Les V a u -
dois p r i r e n t l e u r n o m de P i e r r e V a l d o , ou du
V a u , et n o n pas des vallées de P i é m o n t , 11
se t r o m p e é g a l e m e n t l o r s q u ' i l r é p è t e e n p l u -
sieurs e n d r o i l s de son hisioîre, q u e le n o m de
m a n i c h é e n s éloit evlui q u ' o n d o n n o i t en g é -
n é r a l aux h é r é t i q u e s . O n n e l'a d o n n é q u ' à
c e u x qui o n t ir^i'é les impiét-'s de ces anciens
sectaires. V o y e z le c h a p i t r e X X X I I I de l a ' r e -
b'gion sous Francois p r e m i e r , où l'on expli-
q u e le c a r a c t è r e et la différence de toutes ces
hérésies.
V o l t a i r e a b i e n p l u s de t a l e n t p o u r faire
u n e satvre m o r d a n t e , q u e p o u r écrire fidè-
l e m e n t u n e histoire. I l p r é f è r e toujours les
b o n s m o t s et le p i q u a n t , à la v é r i t é . N u l h i s -
t o r i e n c o n t e m p o r a i n n'a d i t q u e l ' a b b é de
C î t e a u x , qui étoit le p r e m i e r l é g a t , et qui fut

1
Voyez histoire des Àllùaeois, de l'Abhé de Vaucemai
Fieury, histoire ccctcaiiijti^ue. i3 ùitcle.
DE V O L T A I R E . l4"

"bientôt a p r r s a r c h e v ê q u e <le N a r h o n n e , pa-


r û t avec l'équipage d ' u n p r i n c e . IVuf n'a d i t ,
q u e tandis qu'il prèchoit , on lui ait lait la r é -
ponse m o r d a n t e que V o l t a i r e r a p p o r t e . N u l
n'a dit q u e l ' é v è q n c d ' O s m a ait conseillé au
légat d'imiter les Albigeois p o u r les c o n v e r t i r .
T o u t cela est c e p e n d a n t aïlirmé aussi hardi-
m e n t q u e si c étoit des vérités.
I l est b i e n vrai que l ' é v ê q n e d ' O s m a p a s -
sant p a r le L a n g u e d o c , le légat et les m i s -
sionnaires lui t é m o i g n è r e n t c o m b i e n ils soûl-
f r o i e u t , e n v o y a n t le p e u de fruit de l e u r
mission. L é v è q u e voyant q u e les p r é d i c a n t s
séduisoient les simples p a r un e x t é r i e u r d'aus-
t é r i t é , dit aux légats qu'il seroit impossible d e
r a m e n e r les Albigeois p a r les seules p a r o l e s y

et qu'il falloit c o m b a t t r e l e u r v e r t u a p p a r e n t e
p a r u n e v é r i t a b l e p i é t é . L e s légats suivirent
ce conseil et s'en t r o u v è r e n t b i e n . T r e n t e r e -
ligieux d** Citcaux vinrent ensuite grossir la
t r o u p e dos missionnaires. Ils alloient à p i e d ,
n e subsistaient que de ce q u ils r e r e v o i e n t
des fidèles par a u m è n e , partageoient t o u t l e u r
t e m p s e n t r e la prédication et la p r i è r e . C'est
ce qui d o n n a occasion à u n Albigeois de d i r e
un j o u r aux missionnaires, q u ' i l vaudroil m i e u x
a b a n d o n n e r la p r é d i c a t i o n p o u r travailler a.
la r é f o r m a t i o n des ecclésiastiques. Voilà ce
q u e les m o n u m e n t ? historiques nous a p p r e n -
n e n t . O n "on juge pir-là c o m b i e n M . de V o l -
taire défigure la v é r i t é .
A l ' e n t e n d r e , ce n e fut q u e la fureur et
l e fanatisme qui r m o g e a eelte g u e r r e ; et il
étoic fort inutile de r e c o u r i r aux armes ;
L E S
"ERREURS
p u i s q u e la secte nétoit en grande partie
composée que d'une bourgeoisie indigente^
V o i l à c e qu'il affirme ici ; et d e u x pages
a p r è s il d i t , q u e dans tous les sièges, dans
t o u s les c o m b a t s , il y avoit b e a u c o u p de n o -
blesse et q u a n t i t é de c h e v a l i e r s Albigeois. I l
o u b l i e q u e les comtes d e F o i x , de C o m -
minges , d e Béxiers, de I h ' a r n , et p r e s q u e
tous les seigneurs qui h a b i t a i e n t vers les P y -
r é n é e s étoient de la m ê m e secte , ou q u e d u
moins ils la fa\orisoient et la p r o t é g e o i e n t
o u v e r t e m e n t ; q u e le c o m t e de T o u l o u s e , sans
s'être d é c l a r é m a n i c h é e n , avoit p o u r la
secte et p o u r les p r é d i c a n l s u n respect qui
teno'it de la folie et de l'extravagance , et
q u e tous les m a l h e u r s de c e p r i n c e ne v i n -
r e n t q u e de l ' a t t a c h e m e n t insensé q u ' i l avoit
p o u r eux.
O n ne p e u t pas lire sans h o r r e u r la sévé-
r i t é ou p l u t ô t la cruauté d o n t on usa e n v e r s
les Albigeois. Cette sévérité n ' é t o i t p o i n t
i n s p i r é e p a r l'esprit de J é s u s - C b r i s t . P l u -
sieurs missionnaires s'y o p p o s è r e n t q u e l q u e -
fois ; c e p e n d a n t on p e u t dire q u ' e l l e é t o i t
b i e n m é r i t é e . V o l t a i r e la r e p r é s e n t e avec les
expressions les p l u s é n e r g i q u e s . L e massacre
d e Béziers , le pillage de Carcassonne , la
prise de L a v a u r font h o r r e u r ; mais cette
h o r r e u r s e m b l e d i m i n u e r q u a n d on pense
aux ravages affreux et aux massacres d o n t
les Albigeois s étoient r e n d u s e u \ - m è m e s
1
c o u p a b l e s . L e vicomte d e T i u c a r v e l égorgé

1
Histoire des Albi^ooiî, de Vaaeercai.
DE VOLTAIRE. l45
*nx pieds des autels ; B a u d o u i n , frère d u
c o m t e de T o u l o u s e , p e n d u à u n a r b r e , l o r s -
J
il d e m a n d o i t avec instance le t e m p s p o u r
confesser e t p o u r c o m m u n i e r : la p l u p a r t
des églises du L a n g u e d o c b r û l é e s et renver-r
sées ; les C a t h o l i q u e s égorgés r voilà des faits
que tous les historiens c o n t e m p o r a i n s r a p r
p o r t e n t , e t d o n t M . de V o l t a i r e n e dit pas
l e m o t . O n en devine d ' a b o r d la raison.
L e c o m t e de T o u l o u s e fait d a n s toute c e t t e
r é v o l u t i o n le p e r s o n n a g e le p l u s inconceva-
b l e . I l p r o t e s t e de sa foi , et il p r o t è g e
o p i n i â t r e m e n t les h é r é t i q u e s . I l fait des p r o -
messes , il n e p e u t se d é t e r m i n e r à les r e m -
dïr. L e p a p e I n n o c e n t I I I s'intéresse p o u r
} ui , et a r r ê t e p e n d a n t q u e l q u e t e m p s les
p r o c é d u r e s des légats ; il n e sait pas p r o f i t e r
d e ces dispositions. S a n s sagesse, sans p r u -
d e n c e , sans fermeté , il n e p u t ni v a i n c r e
l ' i n c l i n a t i o n secrette q u ' i l avoit p o u r l ' h é r é -
s i e , ni p r é v o i r q u ' e l l e alloit c o m m e n c e r les
m a l h e u r s de sa maison, et q u e l'ambition des
puissances voisines y m e t t r o i t b i e n t ô t l e
comble.
J e n e dois pas finir ce c h a p i t r e , sans dh*e u n
m o t de la fameuse bataille de M u r e t . V o l t a i r e
r e g a r d e le récit q u ' o n e n fait, c o m m e u n e a b -
s u r d i t é . « U n e foule d ' é c r i v a i n s , dit-il, r é -
w p è t e q u e S i m o n de M o n t f o r t , avec h u i t
» cents h o m m e s seulement et m i l l e fantassins,
3j attaqua l'armée d u roi d ' A r r a g o n e t du
t> c o m t e d e T o u l o u s e , q u i étoit d e cent m i l l e
» h o m m e s , et que jamais il n ' y eut u n e d é -
» r o u t e p l u s c o m p l e t t e . C'est u n m i r a c l e di,-
}

i. i3
1^6 LES ERREURS
5j sent q u e l q u e s é c i i v a i n s ; mais les gens de
79 g u e r r e qui lisent de t e l l e s aventures les
v a p p e l l e n t des absurdités, 99
E x a m i n o n s u n p e u e n c r i t i q u e ce q u e M .
d e "Voltaire a p p e l l e u n e a b s u r d i t é J e p o u r -
rois dire d ' a b o r d que le c o m b a t des T b e r -
î n o p i l e s , où L é o n i d a s à la t ê t e de trois cents
L a e é d é m o n i e n s soutint^ les efforts des p r i n -
cipales forces de X e r x è s ; q u e la victoire
q u ' A l e x a n d r e r e m p o r t a à A r b e l l e s sur D a r i u s ,
e t celle d e M a r i u s sur les C i m b r e s et les T e u -
t o n s , n ' o n t rien de moins s u r p r e n a n t q u e la
bataille et la victoire de M u r e t . C e p e n d a n t
de V o l t a i r e se garde b i e n d ' a p p e l e r ces
f a i t s , des absurdités.
M a i s supposons q u ' i l y e û t e n effet q u e l -
q u e chose de m i r a c u l e u x dans cette victoire ;
alors je dis q u e les Croisés n'avoient rien ou-
blié p o u r mériter une protection particulière
d u S e i g n e u r . C a r t o u t e cette a r m é e , g é n é r a u x ,
c h e v a l i e r s , s o l d a t s , tous s'étoient p r é p a r é s au
c o m b a t p a r la confession e t la c o m m u n i o n ,
o u p a r les actes d e religion les p l u s édifiants.
E t sur c e l a , je fais ces deux questions au c r i -
tique Voltaire :
P r e m i è r e m e n t . L e m i r a c l e , est-il p o s s i b l e ?
D i e u auroit-il p u faire u n e fois e n faveur de
S i m o n de M o n t f o r t , ce q u e les livres sacrés
n o u s a p p r e n n e n t q u ' i l fit si s o u v e n t p o u r J u d a s
M a c h a b é e , l e q u e l avec u n e p o i g n é e de g e n s ,
e t sans p e r d r e u n seul h o m m e , battit t a n t
d e fois les armées S y r i e n n e s ?
S e c o n d e m e n t . L e m i r a c l e é t a n t possible ,
est-ril v é r i t a b l e m e n t a r r i v é ? E n a-t-on des
DE VOLTAIRE. 1^7
reuves capables de convaincre u n critique ?
Î e t r o u v e dans les m o n u m e n t s les p l u s a u -
1
t h e n t i q u e s , q u e les é v ê q u e s de T o u l o u s e ,
de N î m e s , d ' U s e r , de L o d è v e , de Béziers ,
d ' A g d e , d e C o m m i n g e s , et q u a n t i t é de p e r -
sonnages respectables q u i étoient dans le c a m p
de M o n t f o r l , et qui é t o i e n t témoins o c u -
l a i r e s , certifient le fait. I l s l'écrivent e u x -
m ê m e s à tous les fidèles. T o u s les h i s t o r i e n s
c o n t e m p o r a i n s disent la m ê m e chose. P a s u n
n ' a osé avancer le c o n t r a i r e . E n est-ce assez
p o u r rassurer et p o u r c o n t e n t e r u n sage o p -
tique ?
C e p e n d a n t , cinq cents ans a p r è s , il p a r o i t
u n h o m m e à q u i il p l a î t , sans p o u v o i r en a p -
p o r t e r a u c u n e r a i s o n , de t r a i t e r ce récit d'ab-
s u r d i t é ! C o m m e n t d o i t - o n regarder- sa d é -
cision?
L e fameux différend d e P h i l i p p e - l e - B e l
avec Boniface V I I I , l'établissement de la
c h a i r e pontificale eu F r a n c e , l'extinction d e
l ' o r d r e des T e m p l i e r s , enfin le grand schisme
d ' o c c i d e n t , s o n t les p r i n c i p a u x é v é n e m e n t s
q u i r e m p l i s s e n t le siècle q u a t o r z i è m e , q u i
suivit celui des Croisades. Q u i c o n q u e a lu
l ' h i s t o i r e de F r a n c e , n e p e u t n i ignorer ces
é v é n e m e n t s , ni m a n q u e r d ' a p e r c e v o i r les
e r r e u r s d e V o l t a i r e e n se les r e p r é s e n t a n t .
Ainsi n o u s allons passer d ' a b o r d au f a m e u x
C o n c i l e qui signala le c o m m e n c e m e n t d u
q u i n z i è m e siècle.

* Mattt, Paris, an. l a i .


1^3 LES ERREURS

C H A P I T R E XXI.

Du Concile de Constance.

T '
\ À ASSEMBLÉE la plus s o l e m n e l l e du m o n d e
p a r le n o m b r e des p r i n c e s et des p r é l a t s q u i
y a s s i s t è r e n t ; u n e assemblée q u i devoit réfor-
m e r u n e m u l t i t u d e d'abus et de vices d o n t
PEglise étoit i n o n d é e , et q u i n ' a b o u t i t c e p e n -
d a n t q u ' à p r i v e r de q u e l q u e s h o n n e u r s u n
p a p e accusé de tous les c r i m e s , et à c o n d a m -
n e r aux flammes des p r ê t r e s d u n e vie p u r e e t
d ' u n courage a d m i r a b l e , mais accusés d'avoir
fait de mauvais a r g u m e n t s ; u n e assemblée o ù
l ' o n n e disputoit q u e de magnificence et d e
l u x e , et p e n d a n t l a q u e l l e on toléroit t o u s
les d é s o r d r e s de P i n c o n t i n e n c e : voilà l'idée
q u e M . de V o l t a i r e n o u s d o n n e du c é l è b r e
c o n c i l e de C o n s t a n c e .
1
L e m i n i s t r e réfugié q u i e n a fait l ' h i s -
toire à I l e r l i n , n ' e n d o n n e pas u n e idée si
odieuse e t si m é p r i s a b l e . L e s ennemis nés d e
l'Eglise r o m a i n e o n t d o n c quelquefois m o i n s
d e malignité , p l u s de sagesse et de m o d é r a -
t i o n q u e certains C a t h o l i q u e s . E n p a r l a n t d e
c e concile , on cite souvent e t toujours avec
é l o g e , le Poggio. T o u r faire c o n n o î t r e c e t
écrivain si c h e r à V o l t a i r e , n o u s allons r a p -
p e l e r l e j u g e m e n t q u ' E r a s m e en a p o r t é . L e
1
M. l'Enfant,
r>E V O L T A I R E . ifo
1
îPogge , dit-il , est u n écrivain sî p e u i n s -
t r u i t , q u e q u a n d m ê m e il n e seroit pas t o u t
r e m p l i d ' o b s c é n i t é s , il n e m é r i t e r o i t p a s
«qru'on se d o n n â t la p e i n e de le lire. Mais i l
«st e n m ê m e t e m p s si o b s c è n e , q u e q u a n d
m ê m e i l s c r o i t le p l u s savant des h o m m e s , les»
gens d e b i e n d e v r o i e n t t o u j o u r s le r e g a r d e r
avec horreur.
; I l n e faut pas être surpris si V o l t a i r e l o u e
t a n t l e P o g g e ; il n e fait e n cela q u e l o u e r s o n
s e m b l a b l e . Si cet a u t e u r , c o m m e le F o g g e y

avoit écrit en faveur d u C o n c i l e , avec q u e l l e


sagacité n e feroit-on pas r e m a r q u e r l ' i m p i é t é
d e ses s e n t i m e n t s , la l i c e n c e d e ses c o n t e s , l a
malignité de ses s a t y r e s , et p a r c o n s é q u e n t l e
p e u d e cas q u ' o n doit faire de son témoignage?
M a i s le Pogge a dit d u b i e n d u n h é r é t i q u e ,
et b e a u c o u p d e mal des papes et d u clergé ;
d e s d o r s son témoignage doit ê t r e r e g a r d é
comme incontestable.
A e n t e n d r e M . de V o l t a i r e , t o u t ee q u i se
passa au concile se r é d u i t à la c o n d a m n a t i o n
injuste et c r u e l l e de J e a n I I u s et de J é r ô m e
d e F r a g u e , à la déposition de J e a n X X I I I ,
à q u e l q u e s l é g l c m e n t s inutiles ; et G e r s o n e u t
b i e n de la peine à o b t e n i r la c o n d a m n a t i o n d e
c e t t e p r o p o s i t i o n : I l y a des cas où l'assassinat;
<?st u n e action vertueuse. N o u s p a r l e r o n s d e
ces deux h é r é t i q u e s , après q u e nous a u r o n s
fait q u e l q u e s r e m a r q u e s sur les autres objets
proposés.

L e s historiens nous o n t toujours r e p r é s e n t é

* Erasme ; Epi*t. livre 4- E]>. 7*


i3.
lOO LES ERREURS
B a l t h a s a r C o z z a , pape sous le n o m de J e a n
X X I I I . c o m m e un h o m m e h a r d i , a v i d e , am-
b i t i e u x , et qui d é s h o n o r a le siège pontifical
p a r sa c o n d u i t e et p a r ses m œ u r s . V o l t a i r e
ajoute e n c o r e à l e u r r é c i t , et il ne r e s p e c t e
Tii la d é c e n c e ni la fidélité historique* « L a
* v e n t e desbénéfices et des r e l i q u e s , les empoi-
T? s o n n e m e n t s , les massacres, la d é b a u c h e la
77 p l u s o u t r é e , l ' i m p i é t é la p l u s licencieuse, la
•t s o d o m i e , le b l a s p h è m e , lui furent i m p u t é s .
i> M a i s o n supprima c i n q u a n t e articles d u
» p r o c è s - v e r b a l , t r o p injurieux au pontificat.»
M a i s je d e m a n d e à M . de V o l t a i r e : C o m -
m e n t s u p p r i m a - t - o n c i n q u a n t e articles d u
p r o c è s - v e r b a l , p u i s q u e ce p r o c è s n ' e u c o n t e -
n o i t q u e c i n q u a n t e - q u a t r e , e t q u e ces c i n -
q u a n t e - q u a t r e furent lus dans le concile , e t
notifiés à J e a n X X I I I , p o u r q u ' i l eût à y
r é p o n d r e ? I l y eut à la v é r i t é q u a t o r z e au-
t r e s articles s u p p r i m é s , et n o n pas c i n q u a n t e ,
c o m m e l'assure M . de V o l t a i r e . Mais
i ° . Ces q u a t o r z e articles sont des accusa-
t i o n s d o n t les p r e u v e s n e sont pas é u o n c é e s .
2 ° . Ces articles ne se t r o u v e n t p o i n t dans
l a p l u p a r t des anciens m a n u s c r i t s . 3 ° . C'est
p r i n c i p a l e m e n t dans ces q u a t o r z e articles q u e
se lisent la p l u p a r t des h o r r e u r s qu'il r a p -
p o r t e avec t a n t de soin , et qui , p a r c o n -
s é q u e n t , sont t o u t au moins fort incertaines.
L a sagacité et la critique d e M . de V o l t a i r e
n ' e û t pas daigné les r e c u e i l l i r , il les e û t
"sûrement s u p p r i m é s , si elles ne fussent pas
t o m b é e s sur u n Pontife r o m a i n , q u i , sans
%tre. coxipable de toutes ces horreurs > ne
DE VOLTAIRE. 101
laissa pas d ' ê t r e d é p o s é p a r le concile sur
l e s autres accusations.
G e r s o n , dit-il , e u t b e a u c o u p de peine à
o b t e n i r la c o n d a m n a t i o n des p r o p o s i t i o n s
q u i autorisent les m e u r t r e s e t les assassinats.
9> L e concile éluda long-temps la r e q u ê t e d e
1
# G e r s o n . Enfin il fallut c o n d a m n e r c e t t e
99 d o c t r i n e d u m e u r t r e . »
C'est p a r u n e i m p u t a t i o n fausse et u n e mi-
sérable chicane que V o l t a i r e dit q u e le con-
cile éluda long-temps la r e q u ê t e p a r l a q u e l l e
on d e m a n d o i t la c o n d a m n a t i o n de la d o c t r i n e
q u i autorise les assassinats. C e t t e d o c t r i n e fut
c o n d a m n é e peu de t e m p s a p r è s q u ' e l l e fut d é -
n o n c é e . Mais ce concile n e v o u l u t p o i n t se
m ê l e r de faire aucune application de c e t t e
c o n d a m n a t i o n , p o u r j u g e r l'affaire du d u c d e
B o u r g o g n e , sur l a q u e l l e on le pressoit d e
p r o n o n c e r . I l se c o n t e n t a de d é c i d e r sur la
d o c t r i n e . I l laissa aux p r i n c e s respectifs à ju-
ger les p r o c è s .
A p r è s la, déposition de J e a n X X I I I et la
c o n d a m n a t i o n de la d o c t r i n e qui favorise les
assassinats, l'affaire la p l u s i m p o r t a n t e qui se
passa au concile fut la c o n d a m n a t i o n de J e a n
H u s et de J é r ô m e de P r a g u e . V o l t a i r e n e
c o n n o i t r i e n de plus r e s p e c t a b l e que l e u r p e r -
sonne , de p l u s sage q u e l e u r d o c t r i n e , d e
p l u s injuste et de plus illégal q u e l e u r c o n -
damnation.
11 est vrai que l ' a m o u r des femmes est u n e
foiblesse de l a q u e l l e o n n ' a pas accusé J e a n

* Concile dç Constance»
l5'2 L E S ERR ER R S
LIAS e t J é r ô m e d e P r a g u e . C e t t e foinlessC est
toujours c o n d a m n a b l e . Mais quelquefois elle
n e fait t o r t q u ' à celui q u i y d o n n e , sans en
faire b e a u c o u p à la société. Aussi V o l t a i r e
est-il assez b o n p o u r l ' e x c u s e r dans tous ces
p r ê t r e s e t moines d é f r o q u é s q u i furent les
p r i n c i p a u x auteurs et les p r e m i e r s ministres
de la r é f o r m e . Mais l'esprit de sédition et de
r é b e l l i o n doit toujours ê t r e a b h o r r é e t d é -
t e s t é . O r t e l fut l'esprit de J e a n U n s et d e
s o n disciple , d o n t V o l t a i r e t r o u v e la d o c t r i n e
si sage. V i n g t ans de d é v a s t a t i o n s , de massa-
cres , e t de carnage e n B o h è m e , furent les
tristes fruits de cette d o c t r i n e ,
a Q u e l d o c t e u r , d i t - i l , q u e l écrivain est
v e u sûreté d e sa M e , si o n c o n d a m n e au
1
v bûcher quiconque d i t : Qu'il n'y a qu'une
99 seule Eglise c a t h o l i q u e qui r e n f e i ' m e dans
99 son sein tous les p r é d e s t i n é s : Q u ' u n r é -
99 p r o u v é n'est pas d e cette Eglise : Q u e
v les seigueurs doivent obliger les p r ê t r e s à
99 o b s e r v e r la l o i : Q u ' u n mauvais p a p e n'est
99 p a s l e vicaire de Jésus-Christ ? Voilà q u e l l e s
99 étoient l e s propositions d e J e a n IIus. 11 l e s
e x p l i q u a toutes , d'une m a n i è r e qui pouv oit
s; o b t e n i r sa grâce. •*
Faut-il accuser ici M . de V o l t a i r e de n'avoir
pas eu l'esprit assez s u b t i l , et d e n'avoir pas vu
les c o n s é q u e n c e s de ces propsitions ? C e p e n -
d a n t elles sont assez n a t u r e l l e s e t assez sensi-
b l e s . E l l e s ne t e n d e n t q u ' à r e n v e r s e r t o u t
l ' o r d r e ecclésiastique et civil. C a r si u n niau-

* Couc.it Confiance,
DE VOLTAIRE. 153
Vats p a p e , p a r e x e m p l e , n ' e s t pas le vicaire d e
J é s u s - C h r i s t , dès-lors les é v ê q u e s qu'il a u r o i t
o r d o n n é s ne seroient pas de véritables é v ê -
q u e s , les p r ê t r e s faits p a r ces évêques n e
«eroient pas de véritables p r ê t r e s . I l n'y auroit
d o n c p l u s d'administration de S a c r e m e n t s ,
ni de l é g i t i m e g o u v e r n e m e n t ecclésiastique.
D è s q u ' o n croiroit q u ' u n p a p e est u n mauvais
Jjape, on n e seroit p l u s t e n u ni de l ' é c o u t e r ,
m de lui o b é i r , ni d ' é c o u t e r ceux qui t u n -
n e n t de lui l e u r a u t o r i t é . C o m m e n t p o u r r o i t
alors se soutenir le g o u v e r n e m e n t d e l a r e î i g i o n ?
L e s autres propositions q u e n o u s avons r a p -
p o r t é e s , sont aussi aisées à d é t r u i r e que c e l l e
« l a q u e l l e nous nous sommes a r r ê t é s . E t c o m m e
.elles o n t été souvent discutées dans ce d e r -
n i e r s i è c l e , nous ne n o u s y a r r ê t e r o n s p o i n t .
Mais ces propositions q u e V o l t a i r e r a p p o r t e
n e sont pas les seules qui furent c o n d a m n é e s
<lans l ' h é r é t i q u e J e a n U n s . I l falloit avoir
l ' é q u i t é de r a p p o r t e r tous les chefs de la con-
d a m n a t i o n , ou n e pas les b l â m e r . I l falloit
y ajouter e n c o r e celles-ci, qui n e sentent q u e
le f a n a t i s m e , et qui m o n t r e n t la plus g r a n d e
1
e x t r a v a g a n c e . P a r e x e m p l e , q u e la dignité pa-
3
pale doit son origine aux E m p e r e u r s r o m a i n s .
Q u ' u n p r ê t r e qui a envie de p r ê c h e r , doit le
faire m a l g r é les p a p e s , les é v ê q u e s , les puis-
s a n c e s , p o u r v u qu'il e n t e n d e l ' E c r i t u r e , e t
qu'il vive selon l'Evangile °. Q u e l'obéissance
ecclésisatique a été i n v e n t é e p a r les p r ê t r e s ,
mais q u ' e l l e n'est p o i n t c o m m a n d é e par i'Ecri-

1 3
Prop, 12. — * JEp. a3. — a&i
104 LES ERREURS
l
t u r e . Q u ' i l n ' y a aucune étincelle d ' a p p a r e n c e
q u e l'Eglise ait besoin d ' u n chef qui la gou-
v e r n e , et q u e Jésus-Christ gouverneroît mieux
son Eglise p a r ses vrais d i s c i p l e s , que p a r de
t e l l e s t ê t e s monstrueuses.
11 n ' y a p e r s o n n e q u i n^apercoive l'esprit
d e r é b e l l i o n et de fanatisme q u i est inspiré
p a r ces propositions de J e a n H u s . C e p e n d a n t
M , de V o l t a i r e n ' y t r o u v e r i e n de répvéhen-
sible.
O n n ' o u b l i a rien p o u r l ' e n g a g e r à recon-
n o î t r e ses e r r e u r s . O n lui dressa et on lui p r é -
senta des formules de r é t r a c t a t i o n les p l u s mo-
d é r é e s e t les p l u s p r o p r e s à m é n n g e r son h o n -
n e u r . I l fut i n é b r a n l a b l e . I l soutint constam-
m e n t q u ' i l n'avoit enseigné q u e la v é r i t é .
A l o r s le Concile le fit d é g r a d e r , le livra au
b r a s s é c u l i e r , qui le c o n d a m n a à ê t r e b r û l é .
J é r ô m e d e P r a g u e p e u de t e m p s après e u t le
.même sort.
M . d e V o l t a i r e fait ensuite l'éloge f u n è b r e
d e ces d e u x illustres m o r t s , q u ' i l a p p e l l e des
h o m m e s d une vie p u r e , d ' u n courage admi-
r a b l e , e t qui ne furent c o n d a m n é s q u e p o u r
s ' ê t r e attiré l'inimitié des sophistes et des
p r ê t r e s . Q u e l l e différence e n t r e la m a n i è r e
d o n t il p a r l e de ces h é r é t i q u e s j u s t e m e n t
c o n d a m n é s , et celle d o n t il p a r l e au c o m m e n -
c e m e n t de cette histoire des m a r t y r s de
l'Eglise^
« N i l ' E m p e r e u r , ni les P è r e s d u con-
» cile , continue-t-il , n'avoient p r é v u les

1
Prop. où. Zj %
DE VOLTAIRE. l55
# suites du supplice de J e a n H u s et d H i é -
roninie. 11 sortit de l e u r s c e n d r e s u n e
g u e r r e civile. L e u r s v e n g e u r s étoient au
p n o m b r e de q u a r a n t e m i l l e . C étoient des
p animaux sauvages, (pie la sévérité d u c o n -
« cile avoit effarouchés e t d é c h a î n é s . ?>
-, V o i l à p r e s q u e la seule v é r i t é qu'il y ait
d a n s ce c h a p i t r e s q i x a n t e - u n i è m e de l ' h i s -
toire g é n é r a l e . Jamais r é b e l l i o n n e fut ac-
c o m p a g n é e d o t a n t de fureur et de cruautés 1 .
J
M . l ' E n f a n t u e u p e u t p a r l e r qu'avec h o r -
r e u r , et e n c o r e supprime-t-il b e a u c o u p de
détails. J e ne cite p o i n t les historiens c a t h o -
liques ; ils seroient suspects à M . de V o l -
taire. Mais il ne p e u t pas r e j e l t e r le t é m o i -
gnage des p r o t e s t a n t s . V o i l à l'esprit q u inspi-
r è r e n t ces h o m m e s q u ' i l n o u s r e p r é s e n t e
c o m m e des h o m m e s a d m i r a b l e s , c o m m e des
Jiéros d u christianisme.
J ' a v o u e q u ' i l est assez difficile de justifier
la c o n d u i t e q u ' o n tint à C o n s t a n c e e n v e r s
J e a n H u s . I l s'y étoit r e n d u sur u n sauf-
c o n d u i t de l ' e m p e r e u r . Mais le concile n e
dui e n avoit p o i n t d o n n é , et le concile n e
•se c r u t pas obligé d'avoir é g a r d à celui d e
T e p r i n c e . Si o n v e u t r e g a r d e r c o m m e u n e
foiblesse dans Sigismond d e n'avoir pas fait
r e s p e c t e r u n sauf-conduit i m p é r i a l dans u n e
'ville de l ' e m p i r e , au m o i n s o n ne p o u r r a
jamais r e p r o c h e r aux P è r e s de C o n s t a n c e
d'avoir m a n q u é à la foi d o n n é e . L e C o n c i l e
examina la d o c t r i n e de J e a n H u s ; il la con-

1
Histoire du Concile de Basle ; liy. 3. zj. et suiv.
l56 LES E R R E U R S
d a m n a ; il le dégrada selon le d r o i t , et l'a-
b a n d o n n a ensuite à la justice séculière. C'est
t o u t ce q u ' i l y a à r é p o n d r e aux déclama-
t i o n s , plaintes e t satyres d e V o l t a i r e .
I l linit son histoire travestie d u concile
p a r u n e réflexion s i n g u l i è r e . I l b l â m e le
p a p e M a r t i n V , qui étoit d e la maison des
p r i n c e s de C o l o g n e , d'avoir c h a n g é son beau
n o m p o u r celui de M a r t i n . P o u r lui , il a
é t é b i e n p l u s a d r o i t , en c h a n g e a n t son nom
b o u r g e o i s d ' A r o u e t , p o u r P e n n o b l i r à l'aide
d ' u n a n a g r a m m e , et de l ' a d d i t i o n de deux
l e t t r e s , et en faire le n o m de foliaire.
L e C o n c i l e de B a s l e , q u i s'ouvrit dix ans
a p r è s celui de C o n s t a n c e , n ' e n étoit e n q u e l -
q u e m a n i è r e q u ' u n e suite. L e c o m m e n c e m e n t
e n étoit assez légitime ; mais il ne fui plus
b i e n t ô t q u ' u n e assemblée sans autorité et
sans d r o i t . I l n e fut p l u s g u è r e composé q u e
d e p e r s o n n a g e s du s e c o n d o r d r e du Clergé ,
q u i faisoient de b e a u x r è g l e m e n t s , qu'ils
n ' a v o i e n t pas le p o u v o i r de faire observer.
L e s p l u s sages d ' e n t r e c e u x qui é t o i e n t
r e s t é s à Basle , s'en r e t i r è r e n t les p r e m i e r s .
L e s autres f u r e n t aussi obligés de se s é p a r e r ,
p a r c e q u ' o n n e songeoit p l u s à e u x . J e n ' e -
x a m i n e pas les vagues r a i s o n n e m e n t s q u e
V o l t a i r e fait sur ce C o n c i l e . J e veux faire
r e m a r q u e r seulement ce q u ' i l dit d ' A m é d é e
d e Savoie , q u e ces r e s p e c t a b l e s P è r e s é l e -
v è r e n t à la p a p a u t é , a p r è s qu'ils e u r e n t
déposé Eugène I V .
L e Concile de Basle ayant déposé u n
P a p e très-sage , lui opposa u n f a n t ô m e ,
DE VOLT AIRE. 1^>J
,35 u n d u c d e S a v o i e , qui s'étoit fait h e r m i t e
yt à Ripaille , p a r une dévotion q u e le P o g g i o
97 est b i e n loin de croire r é e l l e . Sa d é v o -
j? t i o n n e t i n t pas c o n t r e l'ambition d ' ê t r e
» P a p e . Mais cet h e r m i t e , d u c et p a p e , se
v c o n t e n t a ensuite d ' ê t r e cai'dinal.-"
C e d u c d o n t p a r l e ici V o l t a i r e , est Ame-*
dée V I I , qui fut appelé le S a l o m o n de son
sicèle. A p r è s avoir gouverné ses états p e n d a n t
; quai*ante ans avec b e a u c o u p de sagesse , i l
les laissa à ses enfans. I l se retira à Ripaille ,
petite ville sur le lac de G e n è v e , où il parta-
geoitson temps entre les amusements i n n o c e n t e
de la campagne et les exercices de p i é t é . U n
p a r e i l goût p r o u v e que l'idée q u ' o n avoit e u e
de sa sagesse étoit bien f o n d é e . I l résista long-
t e m p s aux sollicitations des p è r e s du C o n c i l e
de B a s l e , qui lui déféroient la p a p a u t é . E n f i n
1
i l l ' a c c e p t a ; mais il l ' a b d i q u a b i e n t ô t p o u r
r e n d r e la paix à l ' E g l i s e , et m o u r u t e n o d e u r
d e sainteté à G e n è v e . Sa m é m o i r e est toujours
e n v é n é r a t i o n dans les E t a t s d u roi de S a r -
daigne.
L e Poggio est le seul q u i e n ait osé dire d u
m a l . Mais on sait q u e le Poggio a toujours
mal p a r l é des gens de b i e n . M . l'Enfant q u i
écrivoit à B e r l i n , a mieux su r e s p e c t e r la p i é t é
e t la v é r i t é .

* AEneas. Syly,
1.
i58 LES ERREURS

C H A P I T R E XXII.

De Jeanne d'Arc, dite la Pucelle d'Orléans,

PERSONNE n ' i g n o r e les e x t r é m i t é s où se


trouva r é d u i t le Roi C h a r l e s V I I , au c o m -
m e n c e m e n t de son r è g n e . D é s h é r i t é p a r u n
p è r e imbécillc et par une mère dénaturée ;
a b a n d o n n é de la p l u p a r t de ses sujets; a t t a q u é
p a r t o u t e s les forces de son beau-frère le roi
d ' A n g l e t e r r e , et de son g r a n d oncle le d u c
d e Iîoui'gogne, souverain des d e u x Bourgognes
e t de p r e s q u e tous les P a y s - b a s , il ne lui res-
t o i t p l u s q u e q u e l q u e s p r o v i n c e s vers le cen-
t r e e t vers le midi d e la F r a n c e . On n e P a p -
p e l l o i t m ê m e p l u s , et p a r m é p r i s , q u e le r o i
d e B o u r g e s ; les Anglois assiégeoient et p r e s -
s e n t O r l é a n s p o u r avoir u n passage sur la
L o i r e , et p o u r a c h e v e r la c o n q u ê t e du r o y a u -
m e , l o r s q u e la fameuse P u c e l l e p a r u t .
C e t t e fille e x t r a o r d i n a i r e , étoit u n e j e u n e
b e r g è r e de m œ u r s t r è s - i n n o c e n t e s . E l l e s'ap-
p e l o i t J e a n n e d'Arc , et étoit n é e p r è s d e
V a u c o u l e u r s sur les frontières de la C h a m -
pagne et de la L o r r a i n e . E l l e n'avoit q u e dix-
sept ans lorsqu'il lui vint u n e forte p e n s é e
d ' a l l e r se p r é s e n t e r au roi.» et de lui a n n o n c e r
q u ' e l l e étoit envoyée d e D i e u p o u r d é l i v r e r
O r l é a n s . E l l e s'adressa p o u r cela à R o b e r t
de Baudricourt, gouverneur de Vaucouleurs,
qui 1? renvoya plusieurs fois c o m m e u n e vi-»
DE VOLTAIRE. l5g
-éionnaire. Mais ensuite é t o n n é de son assu-
jrance et de ses pressantes sollicitations, il c r u t
d e v o i r s'y r e n d r e , et il 1 Vnvova à C h a r l e s V I I ,
a c c o m p a g n é e de deux G e n t i l s h o m m e s , e t d e
d e u x frères de celte m ê m e fille.
D è s q u ' e l l e fut d e v a n t le r o i , elle lui d é -
c l a r a q u e l l e étoit envoyée de D i e u p o u r faire
l e v e r le siège d ' O r l é a n s , et p o u r le c o n d u i r e
e n s u i t e l u i - m ê m e à R h e i m s , p o u r y être sacré.
L e roi n e c r u t pas devoir se fier aux p a r o l e s
d e cette j e u n e B e r g è r e . C e p e n d a n t il la fit
e x a m i n e r p a r des p r é l a t s , des d o c t e u r s , des
magistrats. O n fit les p e r q u i s i t i o n s les p l u s
exactes sur toute sa v i e , et P o n fut toujours
'surpris d e la sagesse de ses r é p o n s e s , d e l ' i n -
n o c e n c e de ses moeurs, de l ' i n t r é p i d i t é de son
c o u r a g e , et des l u m i è r e s extraordinaires q u i
paroissoient dans ioutes ses vues et dans tous
ses conseils.
C e p e n d a n t o n n e savoit e n c o r e à quoi se
d é t e r m i n e r . O n envoya u n g r a n d secours à
O r l é a n s ; o n p e r m i t à la P u c e l l e de l'accom-
p a g n e r ; et ce fut avec ce secours q u ' e l l e se
j e t a d a n s la ville. E l l e força b i e n t ô t les A n -
glois à en l e v e r l e siège. P e u d e t e m p s a p r è s
e l l e les battit à P a t a y . E l l e l e u r p r i t q u a n t i t é
d e villes f o r t e s ; et c o n t r e t o u t e s les a p p a r e n c e s
e l l e conduisit l e roi à R h e i m s , c o m m e e l l e
1 "avoit p r o m i s .
E l l e avoit toujours dit q u ' e l l e étoit e n v o y é e
d e D i e u p o u r sauver O r l é a n s , e t p o u r con-
d u i r e le roi à son sacre à R h e i m s . Aiusî e l l e
lui d e m a n d a après son s a c r e , la permission de
r e t o u r n e r daus son village. Mais les F r a n ç o i s
l6o r. F S ERREURS
Se r r o y o i e n t invincibles avec e l l e ; ils n ' o u -
b l i è r e n t vien p o u r la r e t e n i r à l ' a r m é e . E l l e
se laissa persuader. E l l e se jeta dans C o r n -
p i è g n e , qui étoit assiégée; elle fut prise dans
u n e s o r t i e , eî conduite à R o u e n , où on lui lit
s o n p r o c è s . Ce n e fut q u ' u n e p o l i t i q u e gros-
sière et u n e vengeance indigne , q u i r é g l è r e n t
t o u t e s les p r o c é d u r e s . E t c o m m e on ne p u t
jamais la convaincre d'aucun c r i m e , ni d au-
c u n e faute, o n se d é t e r m i n a à la faire b r û l e r
t o u t e vive c o m m e sorcière et magicienne.
V o i l à ce que l'histoire la p l u s sure n o u s
a p p r e n d , et ce q u e la c r i t i q u e la plus sévère
n e p e u t pas nous e m p ê c h e r de croire de cette
fille e x t r a o r d i n a i r e . L a p r o f o n d e critique de
M . d e V o l t a i r e n o n - s e u l e m e n t n ' y voit rien
d e m e r v e i l l e u x , mais elle n'y aperçoit q u ' u n
h e u r e u x artifice, et u n e x p é d i e n t t e n t é p a r
l e s F r a n ç o i s p o u r tirer C h a r l e s V I I de l'état
d é p l o r a b l e où il étoit r é d u i t . Voici c o m m e il
S e x p r i m e sur cela ;
« U n g e n t i l h o m m e des frontières d e L o r -
9> raine, n o m m é B a u d r i c o u r t ,crut t r o u v e r dans
99 u n e j e u n e servante d ' u n c a b a r e t de V a u -
99 c o u l e u r s u n personnage p r o p r e à j o u e r l e
99 r ô l e de g u e r r i è r e et d'inspirée. C e t t e J e a n n e
99 d ' A r c , q u e le vulgaire croit u n e b e r g è r e , ,
99 étoit en effet une jeune servante d ' h ô t e l l e r i e ,
99 r o b u s t e , m o n t a n t cheveaux à p o i l , c o m m e
99 dit M o n s t r e l e t , et faisant autres appertises
99 q u e jeunes filles n ont p o i n t a c c o u t u m é de
v faire. O n la fit passer p o u r u n e b e r g è r e de
99 d i x - h u i t ans ; il est certain p a r sa p r o p r e
r>F. VOLTAIRE. l6t
confession, q u ' e l l e avoit alors v i n g t - s e p t
» années. »
: M . de V o l t a i r e c h e r c h e des m o y e n s de faire
é v a n o u i r le m e r v e i l l e u x d e 1 histoire de la
Pucelle. Le meilleur qu'il trouve pour cela,
est de supposer q u e B a u d r i c o u r t a été asses
h a r d i p o u r en i m p o s e r au r o i , et p o u r lui
e n v o y e r u n e .servante d e c a b a r e t c o m m e u n e
fille inspirée d u C i e l , e t qui doit o p é r e r les
choses les p l u s s u r p r e n a n t e s . C'est à u n
h o m m e sage à j u g e r si ce m o y e n est h e u r e u x ,
e t si la supposition a q u e l q u e air de p r o b a b i -
l i t é . Mais cette supposition est e n t i è r e m e n t
1
d é t r u i t e p a r l e s actes d u p r o c è s de la P u c e l l e ,
où P o n voit q u e q u a t r e g e n t i l s h o m m e s d é -
p o s e n t q u e B a u d r i c o u r t avoit refusé p l u s i e u r s
fois d ' é c o u t e r cette fille , e t n e t e n o i t a u c u n
c o m p t e d e t o u t ce q u ' e l l e p r o p o s o i t .
C e t t e J e a n n e d'Arc q u e le vulgaire c r o i t
?

u n e b e r g è r e , étoit en effet u n e j e u n e s e r v a n t e
d ' h ô t e l l e r i e , dit M . d e V o l t a i r e . Mais le v u l -
gaire , sur le témoignage de tous les historiens
2
c o n t e m p o r a i n s , et sur les actes a u t h e n t i q u e s
d u p r o c è s , croira t o u j o u r s , malgré les l u -
m i è r e s de M . d e V o l t a i r e , q u e J e a n n e d ' A r c
a v a n t de p r e n d r e les armes , n'avoit jamais
J
c o n n u q u e sa h o u l e t t e et son t r o u p e a u . C e s t
ce q u e l l e témoigna e n c o r e e l l e - m ê m e a p r è s
J
le sacre d u r o i . J ' a i a c c o m p l i ce q u e D i e u
m'a commandé , dit-elle à l'archevêque de
R h e i m s , et au comte de D u n o i s qui étoit d e

1 3
Prorès manuscrit, V. Daniel H. de F. — Art. 8
3
de l ' i u t e r r o ï J . Béni Heiaul. de Charles VU.
lG'2 LES ERREURS
l e v e r le siège; d ' O r l é a n s , et faire sacrer le
g e n t i l roi. J e voudrois l>ien q u ' i l m e fît r a -
m e n e r auprès de mes p è r e et mèz*e et g a r d e r
l e u r s b r e b i s et b é t a i l , et faire ce que je voit-
lois faire. Q u a n t à son Age, il est certain q u e
3V1. R a p i n de T h o i r a s , q u e M . d e V o l t a i r e
c o p i e , a fait u n e b é v u e e n m e t t a n t 27 p o u r
17. J e n ' e x a m i n e pas si l ' e r r e u r est v o l o n t a i r e ;
j e dis s e u l e m e n t que les actes a u t h e n t i q u e s d u
p r o c è s d é m o n t r e n t cette e r r e u r .
« B e t f o r t c r u t nécessaire de flétrir la F u -
3; c e l l e , p o u r r a n i m e r ses Anglois. E l l e avoit
?? feint u n m i r a c l e , il feignit d e la croire
?; s o r c i è r e , v
L a c o n j e c t u r e de M . de V o l t a i r e sur les
s e n t i m e n t s du duc de Betfort est assez v r a i -
s e m b l a b l e . Sa décision s u r la p r é t e n d u e i m -
p o s t u r e de la P u c e l l e n"a pas l ' o m b r e de raisom
C e t t e fille est d ' u n e i n n o c e n c e de m œ u r s a d -
m i r a b l e , elle p a r l e de g u e r r e à Page de dix-
h u i t ans c o m m e les p l u s h a b i l e s capitaines.
E l l e a si p e u d'ambition , q u ' a p r è s le sacre d u
i
3 oi elle veut r e t o u r n e r à la garde de ses t r o u -
1
p e a u x . Q u ' e s t - c e qui auroit p u l'engager à
f e i n d r e des miracles? Q u ' e s t - c e q u i p e u t a u -
t o r i s e r M . de V o l t a i r e à lui i m p u t e r cette in-
tention ?
I l n ' y a guère que trois historiens qui aient
c h e r c h é àaffoiblir le m e r v e i l l e u x de l'histoire
d e la P u c e l l e : E n g u e r r a n d d e M o n s t r e l e t ,
d u l l a î l l a n , et Rapin de T h o i r a s . M o n s t r e l e t ,
sujet de ce duc de B o u r g o g n e qui avoit i n -

* Recueil de Godtfroi
DE VOLTAIRE. IC3
t r o d u i t 1rs Anglois e n F r a n c e , ne p o u v o i t
savoir de la P u c e l l e q u e ce q u ' e n d i s o i e n t les
B o u r g u i g n o n s et les Anglois , q u ' e l l e a \ o ï t si
souvent b a t t u s . Ils étoient intéressés h la r a -
baisser, et à faire é v a n o u i r le p r o d i g e . L a
source n ' é t a n t pas s u r e , p e u t - o n p r u d e m m e n t
s'en r a p p o r t e r à son témoignage ?
G i r a r d du H a i l l a n , qui vivoit cent soixante
:»ns a p r è s le r è g n e de C h a r l e s V I I . dit q u ' i l
a été d é c o u v e r t p a r l e t e m p s , qui d é c o u v r e
les choses , q u e t o u t le miracle de la Puce lie
avoit été composé et aposté p a r q u e l q u e s sei-
gneurs , q u i l'instruisirent. 11 n e cite a u c u n
auteur. I l n ' y a que le t e m p s qui lui a d é c o u -
vert ces b e l l e s anecdotes. C'est a p p a r e m m e n t
le t e m p s q u i lui a d é c o u v e r t q u e Baudricourt
se t r o u v o i t à C h i n o n l o r s q u e la P u c e l l e y
arriva , et qu'il la p r é s e n t a l u i - m ê m e au roi.
C e p e n d a n t les m o n u m e n t s les plus a u t h e n -
tiques nous a p p r e n n e n t q u ' i l resta à V a n cou-
l e u r s , lorsque la P u c e l l e parfît p o u r C h i n o n
avec les g e n t i l s h o m m e s q u ' i l lui avoit d o n n é s ,
e t les l e t t r e s d o n t il Pavoït c h a r g é e . C'est
e n c o r e le t e m p s qui lui a d é c o u v e r t que l e
c o m t e d e P u n o i s se trouva à la p r e m i è r e e n -
t r e v u e de la P u c e l l e avec C h a r l e s V I I . Ce-
p e n d a n t les lettres de ce c o m t e attestent q u ' i l
n e s'y t r o u v a p o i n t , p a r c e qu'il étoit alors d u
c ô t é de Poitiers. J e n e sais pas c o m m e n t Bayle
n ' a pas fait ces observations sur du H a i l l a n .
M . R a p i n de T h o i r a s , F r a n c o i s réfugié e n
A n g l e t e r r e , s'épuise en r a i s o n n e m e n t s p o u r
r e n d r e suspect le p r o d i g e . II écrivoit dans u n
pays p r o t e s t a n t . I l avoit sous les yeux le p r o ~
lG4 LES ERREURS
ces informe que les Anglois , toujours battu?
p a r la p u c e l l e , lui firent à R o u e n . Il n Y* toit
ni do son g o û t , ni sur p o u r lui de se déclarer
p o u r elle.
T o u t ce q u ' o n p e u t dire de l'histoire de la
P u c e l l e , c'est q u e ceux q u i y reconnoissent
d e l'inspiration et du m i r a c u l e u x , o n t les pro-
babilités et les raisons les p l u s f o r t e s , et que
c e u x qui n ' y en connoissent p o i n t n ' o n t que
d e s r a i s o n n e m e n t s v a g u e s , et bien aisés à
d é t r u i r e . C e u x qui l ' o n t r é v o q u é e en d o u t e
f o n t des raisonnements q u i o n t p a r u plus d'un
siècle après la m o r t de cette fille e x t r a o r -
dinaire. Ceux qui r e g a r d e n t ces doutes c o m -
m e t é m é r a i r e s et i m p r o b a b l e s sont soutenus
p a r le témoignage d ' u n t r è s - g r a n d n o m b r e
d ' a u t e u r s c o n t e m p o r a i n s , de t o u t état , d e
t o u t e qualité , de t o u t e nation. O n t r o u v e
des seigneurs , des magistrats , des docteurs ,
des gens de guerre , des religieux. O n p e u t
voir tous ces témoignages dans le discours
sur la P u c e l l e , à la fin du seizième tome
d e l'Histoire de l'Eglise G a l l i c a n e .
C H A P I T R E X X I I I .

Des Héros Turcs.

ÏJA révolution qui acheva de s o u m e t t r e


Fempire des G r e c s au joug des O t t o m a n s ,
*st le d e r n i e r tahleau p a r lequel V o l t a i r e
-nous r e p r é s e n t e les m a l h e u r s de l ' E u r o p e dans
.'le q u a t o r z i è m e et au c o m m e n c e m e n t d u
Quinzième siècle. Ce tahleau d e \ i e n t i n t é r e s -
s a n t p a r les h é r o s qui le remplissent. L ' u n
-*st s u r n o m m é le F o u d r e , P a u t r e le P h i l o -
l;
SOphe , et un troisième le G r a n d . L e s C h r é -
tiens n ' y paroissent que c o m m e 1 "ombre , qui
'Sert à r e n d r e e n c o r e plus b r i l l a n t ce tableau.
'Ces h é r o s de M . de V o l t a i r e sont Bajazeth I ,
*Âmurath I I , M a h o m e t I I .
*• T o u s les historiens n o u s r e p r é s e n t e n t B a -
j a z e t h c o m m e un p r i u c e q u i avoit d e g r a n d s
t a l e n t s p o u r la g u e r r e , mais qui la faisoit
d'une m a n i è r e b a r b a r e . C ' é t o i t le plus v i o l e n t
et le p l u s fier de tous les h o m m e s ; cette fierté
fut la p r e m i è r e cause des désastres qu'il é p r o u -
v a , et qui furent les p l u s humiliants et les
plus cruels q u e jamais p r i n c e ait éprouvés. I l
fut vaincu et fait p r i s o n n i e r à la bataille d e
Pruse par T a m e r l a n , dont l'Empereur de
1
C o n s t a n t i n o p l e avoit i m p l o r é le s e c o u r s . Ce
Vainqueur voyant Bajazeth à ses p i e d s , lui

* Annales Turques , trad, par Le^uclavius.


lG6 LES ERREURS
d e m a n d a c o m m c u t il 1 auroit traité s'il l'avoit
vaincu et pris. L e lier O t t o m a n lui répondit
q u ' i l n e le regarderont q u e c o m m e uumisérahle
b r i g a n d , et que s'il l'avoit vaiuen et p r i s , il
l'auroit fait enfermer dans u n e cage de f e r , et
1 auroit toujours fait c o n d u i r e avec lui , pour
le m o n t r e r à tous les p e u p l e s de l'univers. Eli
L i e n ! lui r é p o n d i t T a m e r i a n , c'est ainsi que
t u seras traité t o i - m ê m e .
O n dit q u e ce m a l h e u r e u x S u l t a n se r ^ s a
la t è t e de rase e
c o n t r e les b a r r e a u x de la ca^ie

où il étoit enfermé. L e s A n n a l e s t u r q u e s ne
d i s e n t ni de quel genre d~ m o r t , ni en quel
t e m p s il m o u r u t . Voltaire , s u r la foi de
q u e l q u e s Arabes , p r o t e s t e q u e ce qn'cui a
d é b i t é d e la cage de Bajazeth , n'est q u ' u n e
fable m é p r i s a b l e .
C'est ce Bajazeth q u i gagna en l 3 o G la
fameuse bataille de îvieopoiis sur les C h r é -
tiens. A y ^ ' v S la vit-toirc , îl Ç*\ massacrer à
ses A C U X tous les m i s c n n i e r s , et s u r - t o u t les
F r a n ç o i s qui étoient allés au secours de
l ' e m p e r e u r Sigîsmond. 11 n ' é p a r g n a q u e vingt-
c i n q chevaliers , p a r m i lesquels étoit le comte
de IVcvers , q u i fut ensuite d u c de B o u r g o -
g n e . C'est ce D u c , qui lit assassiner le D u c
d ' O r l é a n s , frère de C h a r l e s V I , et qui fut
a p r è s l u i - m ê m e assassiné p a r l ' o r d r e d e C h a r -
3
les V I I . e i i r o r c d a u p h i n . V o l t a i r e dit que
Bajazeth en recevant la r a n ç o n d e ce p r i n c e ,
lui dit : J e pourrois t'obiiger p a r serment de
n e p l u s l ' a r m e r c o n t r e m o i ; mais je méprise
tes s e r m e n s et tes armes. C e m o t insultant ,
q u e V o l t a i r e r a p p o r t e a>ec affectation, n cs>t
*)E VOLTAIRE. 367
jli vrai ni vraisemblable. C e c o r p s de q u i n z e
mille François , c o m m a n d é p a r le comte d e
Ifevers , avoit fait p é r i r dans le combat p l u s
dè vingt mille T u r c s . Q u e l q u e s historiens
1
ftmt m o n t e r ce n o m b r e b e a u c o u p plus h a u t .
Bajazeth n e p e u t en venir à b o u t q u ' e n les
accablant p a r u n e m u l t i t u d e i n n o m b r a b l e d e
troupes nouvelles q u ' i l envoyoit c o n t i n u e l -
lement. Est-il p r o b a b l e q u il méprisa les ar-
mes de semblables guerriers ?
A m u r a l h I I . est r e p r é s e n t é c o m m e un p h i -
l o s o p h e q u i n'a voit d'autre b u t q u e la r e t r a i t e .
C e p e n d a n t ce n ' é t o i t q u ' u n p h i l o s o p h e à l a
T u r q u e ! I l c o m m e n ç a son r è g n e p a r faire
é t r a n g l e r son frère ; il fit e m p o i s o n n e r les
2
enfans du roi d ' A l b a n i e , qu'il avoit en otage ;
il envahît t o u t ce qu'il p u t de provinces e n
E u r o p e et en Asie. V o l t a i r e dit que c e toit
Une chose bien rare q u ' u n p h i l o s o p h e T u r c ,
q u i a b d i q u a d e u x fois la c o u r o n n e ! C'est
Un b o n h e u r p o u r l ' m m e r s , que les p h i l o -
sophes c o m m e A m u r a t h I I . soient bien r a r e s !
Q u a n t à ces abdications de l ' e m p i r e que*
J
V o l t a i r e p r o p o s e à n o t r e admiration , C a l -
c o n d v l e nous a p p r e n d ce qu'il en est. I l
nous dit qu'il p r i t u n j o u r fantaisie à Arau-
r a t h de r e n o n c e r au m o n d e . Il se retira dans
Un couvent, de Dervis ; mais il ne tarda g u è r e
à s ' e n n u y e r parmi e u x . I l lit bientôt; v e n i r

* Le Tjahoiirour f Hi>toin' à" C h a r l e s VI. l i v r e iG t

a
P o n t u s h c n i v r j s , fie r*'}ms jj".rjiïiut. — CaïcoiJ'ls l e * ,
5
l i v r e à. (i, — C i l c y i i d v l r , ï i v i v 7.
T63 t r s ERREURS
q u e l q u e s - u n s (le ses anciens officiers , et prît
de c o n c e r t avec eux des m o y e n s p o u r re-
m o n t e r sur le t r ô n e . O n n ' e n trouva point
de m e i l l e u r q u e de faire u n e grande partie
de eliasse, à laquelle le jeune Mahomet
devoit se t r o u v e r . P e n d a n t q u e le jeune
p r i n c e couroit le c e r f , .A murât h assembla le
D i v a n , ou grand c o n s e i l , d o n n a différents
o r d r e s , p a r t i t p o u r a l l e r se r e m e t t r e à la
t ê t e de l ' a r m é e , et h t r e c o n d u i r e son fils à
P r o s e par les officiers qui avoient soin de sa
p e r s o n n e et de son é d u c a t i o n . Ainsi 1 abdica-
tion fut s u h i e de si p r è s p a r le rétablisse-
m e n t , q u ' o n u'avoit pas eu le temps d'en
ê t r e i n f o r m é dans l ' e m p i r e . Ce q u e V o l t a i r e
n o u s v a n t e c o m m e un acte h é r o ï q u e , n'est
d o n c q u ' u n e d o u b l e foiblesse dans le p h i -
losophe Amurath.
11 veut que nous a d m i r i o n s également ce
fait singulier et u n i q u e : q u e M a h o m e t n ' é -
c o u t a n t q u e le d e \ o i r d e fils , remit aussitôt
l ' e m p i r e 3 son p è r e . Mais o n n e sera pas si
t e n t é de l'admirer.. si l ' o n fait a t t e n t i o n q u e
M a h o m e t n "avoit alors q u e q u a t o r z e ans ,
e t qu'il n ' é t o i t soutenu p a r aucun officier
d e n o m . O n en sera m ê m e fort éloigné si
l ' o n fait attention q u e ce m ê m e M a h o m e t
é t a n t p a r v e n u h u i t ans après à l ' e m p i r e , fit
é t r a n g l e r aussit -t celui q u i avoit eu le p l u s
de part au rétablissement d ' A m u r a t h . I l se-
roil bien dangereux de s'en lier à M . de
V o l t a i r e p o u r les panégyriques qu'il fait des
h é r o s de T u r q u i e .
J e dirai encore u n m o t de la fameuse b a -
DE VOLTAIRE. l6;)
{aille d e V a r n e , qui fut si funeste aux Chi'é-
tiens. L e cardinal J u l i e n Césarini , légat d u
cape E u g è n e I V . avoit formé u n e l i g u e ,
ar l a q u e l l e il réunissoit les Hongrois , les
? olonois , l ' e m p e r e u r d e C o n s t a n t i n o p l e , les
V é n i t i e n s , et le p r i n c e d e Caramanie c o n t r e
A m u r a t h . L e P a p e étoit le chef de cette li-
u e , e t e n t r e t e n o i t u n e grosse armée n a v a l e ,
f .e S u l t a n fut effrayé , et p r o p o s a une t r ê v e
de dix ans à L a d i s l a s , r o i d e H o n g r i e , avec
l e s c o n d i t i o n s les p l u s avantageuses aux C h r é -
t i e n s . Ladislas accepta la t r ê v e , et A m u r a t h
t o u r n a t o u t e s ses forces c o n t r e le p r i n c e
de Caramanie.
D è s q u e le légat fut informé des engage-
m e n t s q u e Ladislas avoit pris , il en fut e x -
t r ê m e m e n t affligé. M a i s il n e désespéra p a s
d e la regagner. I l lui r e m o n t r a qu'il n ' a v o i t
p a s p u p r e n d r e des engagemens p a r t i c u l i e r s
avec les T u r c s , sstns le c o n s e n t e m e n t des
a u t r e s puissances liguées ; q u ' A m u r a t h n e
c h e r c h o i t q u ' à les d é s u n i r , p o u r les a t t a q u e r
ensuite c h a c u n s é p a r é m e n t ; et q u e s'il étoit
r e t e n u p a r le s e r i n e n t q u ' i l avoit fait , i l
é t o i t e n droit , lui l é g a t , d e lui en d o n n e r
l a dispense , c o m m e il la lui d o n n o i t e n
effet. L e j e u n e Roi se laissa p e r s u a d e r ; mais
au lieu d ' a t t e n d r e la r é u n i o n de toutes les
f o r c e s , il alla i m p r u d e m m e n t , à la t ê t e d e
vingt m i l l e h o m m e s , a t t a q u e r A m u r a t h q u i
e n avoit p l u s de soixante mille. I l f i t , p e n -
d a n t t o u t e la bataille , des prodiges incroya-
b l e s de valeur ; mais enfin accablé par le n o m -
b r e il fut p e r c é de c o u p s , et sa m o r t acheva
1. 15
1^0 LES E R R E U R »
l a d é r o u t e de sou a r m é e . Voici c o m m e n t V o l -
taire s'exprime sur c e t t e b a t a i l l e .
« A peine la paix est j u r é e , q u e Je cardinal
j) J u l i e n Césarini veut q u ' o n la r o m p e . O n
v a déjà v u q u e la m a x i m e s'étoit i n t r o d u i t e
v d e n e pas g a r d e r la foi aux h é r é t i q u e s . O n
w c o n c l u o i t q u ' i l ne falloit pas la g a r d e r aux
M a h o m é t a n s . Ladislas séduit p a r de faus-
99 ses e s p é r a n c e s , e n t r a s u r les terres du S u l -
99 t a n . L a bataille se d o n n a p r è s de la ville
99 de V a r n e . A m u r a t h , dans u n t e m p s où ses
99 t r o u p e s p l i o i e n t , pria D i e u , q u i p u n i t les
99 p a r j u r e s , de v e n g e r cet outrage fait aux
99 lois des nations. L e p a r j u r e r e ç u t cette fois
99 le c h â t i m e n t qu'il m é r i t o i t . L e s c h r é t i e n s
99 f u r e n t vaincus après u n e l o n g u e résistance.
99 L e cardinal J u l i e n , q u i avoit assisté à la
99 b a t a i l l e , voulant dans sa fuite passer u n e
99 r i v i è r e , y fut, d i t - o n , a b y m é p a r le poids
99 d e l ' o r qu'il p o r t o i t . »
I l est sûr que L a d i s l a s , dans tout le cours
d e cette g u e r r e , m o n t r a p l u s de valeur q u e d e
sagesse, et le cardinal J u l i e n p l u s de zèle q u e
d e r e s p e c t p o u r la loi du s e r m e n t . T r o i s siè-
cles p l u s t a r d o n n ' a u r o i t pas m a n q u é d e
t r o u v e r les p l u s fortes raisons p o u r r o m p r e
l a t r ê v e . O n auroit d é m o n t r é p a r un b e a u
manifeste q u ' o n y étoit a u t o r i s é , et m ê m e
o b l i g é . J e r e m a r q u e ensuite q u ' A u b e r y , dans
son Histoire des C a r d i n a u x , n o u s r e p r é s e n t e
J u l i e n Césarini c o m m e u n des plus grands
h o m m e s de ce siècle , et s u r - t o u t c o m m e u n
h o m m e d ' u n e piété , d ' u n désintéressement
DE VOLTAIRE. 17*
léï d ' u n e c h a r i t é admirables : il cite les a u t e u r s
d o n t il tire ce c a r a c t è r e .
1
M . d e M e a u x ne craint pas de dire q u e c e
r a r d i n a l étoit le p l u s g r a n d h o m m e d e s o n
siècle. I l faut b i e n q u e le cardinal J u l i e n f u t
e n effet u n g r a n d h o m m e , p u i s q u e V o l t a i r e
e n dit t a n t de m a l .
M a h o m e t I I est le troisième h é r o s q u i fait
l ' o b j e t de l'admiration e t d u zèle de M . d e
V o l t a i r e . I l est surpris q u ' o n le connoisse si
p e u , ou q u ' o n le connoisse si m a l . C'est p o u r
cela q u ' i l r e c h e r c h e avec p l u s de soin t o u t
ce q u ' i l y a de p l u s g r a n d , de p l u s sublime e t
d e p l u s h é r o ï q u e , dans ses s e n t i m e n t s , ses
d e s s e i n s , ses e n t r e p r i s e s , ses succès.
I l faut l ' a v o u e r , q u e si d'heureuses q u a -
l i t é s , u n e a m b i t i o n vaste , des succès b r i l l a n t s
f o n t le grand p r i n c e ; et q u e si u n e c r u a u t é
i n h u m a i n e , une perfidie a d r o i t e , un m é p r i s
c o n s t a n t de toutes les lois les p l u s r e s p e c t a -
b l e s , font le m é c h a n t h o m m e ; il faut a v o u e r
q u e M a h o m e t I I a été l ' u n et l ' a u t r e : c'est
2
le j u g e m e n t que Bayle e n a p o r t é . M a h o m e t
I I , dit ce c r i t i q u e , a é t é u n des p l u s g r a n d s
h o m m e s d o n t l'histoire fasse m e n t i o n , si l ' o n
se c o n t e n t e des qualités nécessaires aux c o n -
q u é r a n t s ; car p o u r celles de l ' h o m m e de bien ,
il n e faut pas les c h e r c h e r dans sa vie.
a L e s m o i n e s , nous dit V o l t a i r e , o n t p e i n t
if ce M a h o m e t c o m m e u n b a r b a r e i n s e n s é .
99 Mais toutes les annales T u r q u e s nous a p -

2
* Histoire des Var. livre i . — Dictionnaire de Bayle
art. Mahomet.
3
17 LES ERREURS
79 p r e n n e n t qu'il étoit le p r i n c e le mieux élevé
77 de son t e m p s . I l laissa aux C h r é t i e n s vain-
79 eus la l i b e r t é d'élire u n p a t r i a r c h e . I l l'ins-
79 talla l u i - m ê m e avec la solemnité o r d i n a i r e .
77 C e q u i m o n t r e é v i d e m m e n t q u ' i l étoit p l u s
97 sage et p l u s p o l i q u ' o n n e c r o i t .
M a i s tous les historiens c o n t e m p o r a i n s n o u s
1
a p p r e n n e n t q u e ce p r i n c e si bien é l e v é , si
p o l i e t si sage, fit d ' a b o r d étouffer son f r è r e ,
et m o u r i r celui q u i avoit été l ' e x é c u t e u r d e
cet o r d r e , afin de c a c h e r son c r i m e ; q u ' i l fit
massacrer D a v i d C o m n è n e et ses trois e n -
1
f a n t s , a p r è s la prise de T r é b i z o n d e , et mal-
gré la foi d o n n é e ; qu'il e n usa d e m ê m e en-
vers les p r i n c e s d e Bosnie et e n v e r s ceux d e
JVfetelin $ qu'il d o n n a l u i - m ê m e la b a s t o n -
n a d e à son a m i r a l , q u i n ' a v o i t pas p u e m -
p ê c h e r q u e l q u e s vaisseaux de secours d ' e n t r e r
d a n s le p o r t de C o n s t a n t i n o p l e , d u r a n t l e
siège d e cette v i l l e ; q u ' i l fit p é r i r t o u t e la
iamil le d e N o t a r a s , p a r c e q u e c e s e i g n e u r
avoit refusé d ' a c c o r d e r u n d e ses fils à la
3
b r u t a l e v o l u p t é d e ce s u l t a n . I l y a u n e infi-
nité de semblables traits d e ce p r i n c e si s a g e ,
si p o l i , si b i e n élevé. J e n e p a r l e pas ici d u
courage b a r b a r e qu'il m o n t r a , en abattant lui-
m ê m e d ' u n coup de sabre la t ê t e à sa m a î -
tresse I r è n e , p o u r faire cesser les m u r m u r e s
d e ses soldats. V o l t a i r e r e g a r d e cela c o m m e
u n e chose faussement i m p u t é e à son h é r o s .
Mais ne pouvant donner aucune preuve d a

3
• Calcondyle. livre 8. Calcondyle. livre 8.
3
Constantin Ducas»
D Ë VOLTAIRE. 17a
'.fausseté, il se c o n t e n t e de dire en g é m i s s a n t ;
A q u o i b o n m u l t i p l i e r les h o r r e u r s ?
A p r è s avoir p a r l é d e la politesse et d e la
b o n n e é d u c a t i o n de M a h o m e t , voici c o m m e n t
il n o u s p a r l e de son génie. « I l étoit âgé d e
» v i n g t - d e u x ans q u a n d il m o n t a sur le t r o u e
1
M des s u l t a n s . E t il se p r é p a r a dès-lors à se
v p l a c e r sur celui de C o n s t a n t i n o p l e . D è s les
}f p r e m i e r s jours d'avril i 4 5 3 , la c a m p a g n e
p fut c o u v e r t e de s o l d a t s , q u e Fexagération
p fait m o n t e r à trois c e n t m i l l e , et le d é t r o i t
» de la F r o p o n t i d e d ' e n v i r o n trois cents ga-
}? 1ères e t de c e n t p e t i t s vaisseaux. U n d e s
v faits les plus é t r a n g e s e t les plus attestés %

v c'est l'usage q u e M a h o m e t fit d'une p a r t i e


v d e ces navires. Ils ne p o u v o i e n t e n t r e r d a n s
» le p o r t de la ville , fermé p a r les p l u s for-
» tes chaînes. I l fait en u n e n u i t couvrir d e u x
» lieues de c h e m i n sur t e r r e , de p l a n c h e s d e
sapin enduites de suif et de graisse, d i s p o -
vi sées c o m m e la c r è c h e d ' u n vaisseau : i l
}> fait t i r e r à force de m a c h i n e s et de b r a s
v q u a t r e - v i n g t galères et soixante et dix a l -
» l è g e s , et les fait c o u l e r sur ces p l a n c h e s .
» T o u t ce grand travail s'exécute en u n e
» seule n u i t , et les assiégés sont surpris l e
w l e n d e m a i n de voir u n e flotte e n t i è r e d e s -
;> c e n d r e de la t e r r e dans l e u r p o r t . »
M . de V o l t a i r e t r o u v e q u ' i l y a de l'exa-
g é r a t i o n à faire m o n t e r l'armée de M a h o m e t
à trois c e n t mille h o m m e s . Mais q u e l l e p r e u -
ve n o u s d o n n e - t - i l q u ' e l l e n ' a l l o i t pas là ?

i5.
174 L n S ERREURS
L e n o m b r e prodigieux de soldats q u ' i l sacrî-
{ioit dans les assauts, où i l p e r d o i t quelquefois
des dix et douze mille h o m m e s , n e prouve-t-il
pas q u ' i l devoit e n t r a î n e r a p r è s lui u n e m u l -
1
titude innombrable ? Il en perdit quarante
à c i n q u a n t e m i l l e dans les assauts inutiles
qu'il donna à Belgrade, défendue par le
b r a v e H u n i a d e . I l en p e r d i t e n c o r e d a v a n -
tage à R h o d e s , d é f e n d u e p a r le fameux d ' A u -
busson , sans p o u v o i r s'en r e n d r e maître*
C e t t e milice T u r q u e , si v a n t é e p a r V o l t a i r e ,
a été vaincue t r è s - s o u v e n t p a r les C h r é t i e n s
e n m o i n d r e n o m b r e , et e l l e n'a jamais é t é
victorieuse q u e l o r s q u ' e l l e a en u n e s u p é -
r i o r i t é excessive. Faut-il ê t r e surpris q u e
M a h o m e t ait rassemblé j u s q u ' à trois c e n t
m i l l e h o m m e s , p o u r se r e n d r e m a î t r e d ' u n e
ville aussi forte , aussi g r a n d e et aussi p e u -
plée que Constantinople?
I l r e p r o c h e l ' e x a g é r a t i o n aux C h r é t i e n s
y

q u i font m o n t e r à trois c e n t m i l l e h o m m e s
j a r m é e de M a h o m e t . Mais s i j y eut jamais
•d'exagération risible , c'est celle q u ' i l fait
l u i - m ê m e , en disant q u e l'ouvrage i m m e n s e
d u t r a n s p o r t des cent c i n q u a n t e vaisseaux fut
e n t r e p r i s , c o m m e n c é et fini en u n e seule
n u i t . U n faiseur de c o n t e s p e u t d é b i t e r des
choses pareilles. U n h o m m e sage se gardera
b i e n d e les croire. I l est p r o b a b l e q u ' o n
p r i t d u t e m p s p o u r p r é p a r e r le p l a n c h e r e n
c r è c h e s u r l e q u e l on devoit faire passer les
î a i s s e a u x , et q u ' o n e m p l o y a ensuite u n e nuU

* Calcofltfyte livre 94
DE VOLTAIRE. tj5
f e u l e m e n t à ce t r a n s p o r t ; mais il n e Test
n u l l e m e n t que la c o n s t r u c t i o n et le t r a n s p o r t
.aient eu lieu dans une seule et m ê m e n u i t .
- P o u r nous faire c o n n o î t r e la t o u c h a n t e h u -
tnanité de M a h o m e t , M . d e V o l t a i r e fait u n
autre c o n t e , d o n t l ' h o m m e le moins a c c o u -
t u m é à discuter les faits, sent d ' a b o r d la faus-
seté.
• « C o n s t a n t i n o p l e fut prise , d i t - i l , mais
» d ' u n e m a n i è r e e n t i è r e m e n t différente d e
99 c e l l e d o n t t o u s n o s a u t e u r s le r a c o n t e n t .
99 L ' e m p e r e u r C o n s t a n t i n fut obligé d e capi-
99 t u l e r . I l envoya plusieurs G r e c s r e c e v o i r
99 la loi d u v a i n q u e u r . O n convint de pltf-
99 sieurs articles. Mais dans le temps q u e les
99 e n v o y é s grecs r e t o u r n o i e n t à la v i l l e , M a -
99 h o i n e t q u i v o u l u t l e u r p a r l e r e n c o r e , fait
99 c o u r i r après eux. L e s assiégés qui v o i e n t
99 u n gros de T u r c s c o u r a n t après les l e u r s ,
99 t i r e n t i m p r u d e m m e n t sur l e s T u r s . C e u x -
9> ci sont b i e n t ô t Joints p a r u n g r a n d n o m b r e ,
99 L e s envovés grecs r e n t r e n t p a r u n e p o t e i v
» n e . L e s T u r c s e n t r e n t avec e u x , et se r e n -
99 d e n t maîtres de la h a u t e ville séparée d e
99 la basse. M a h o m e t , m a î t r e d ' u n e p a r t i e d e
9> la v i l l e , eut 1 h u m a n i t é d'offrir A l ' a u t r e
9> p a r t i e la m ê m e capitulation q u ' i l avoit
99 v o u l u a c c o r d e r à la ville e n t i è r e , et il l a
9> garda religieusement. 9>
V o l t a i r e ne veut point admettre la m a n i è r e
d o n t t o u s les auteurs c h r é t i e n s r a p p o r t e n t la
prise de C o n s t a n t i n o p l e . I l p r é t e n d qu'il y
eut u n e capitulation , ensuite Tin mal-entendu >

q u i fut cause q u ' u n e partie d e la ville n e p u t


176 LES ERREURS
p a s profiter de ce bénéfice d e la capitulation.
Mais on p e u t o b s e r v e r l à - d e s s u s q u e :
1°. C'est de D é m é i r i u s C a n l e m i r qu'il tire
sa n o u v e l l e relation de la prise d e C o n s t a n -
t i n o p l e ; et dans la page q u i suit celle où il
r a p p o r t e cette r e l a t i o n , il avoue que D é m é -
trius C a n t e m i r est u n g r a n d d é b i t e u r de
fables.
2 ° . Les A n n a l e s t u r q u e s a p p o r t é e s de C o n s -
t a n t i n o p l e p a r le b a r o n de L e o p o l d s t o r f f ,
et traduites p a r L e w n c l a v i u s , m a r q u e n t q u e
la ville fut e m p o r t é e de f o r c e , et ne p a r l e n t
d ' a u c u n e capitulation.
3°. C a n t a c u z è n e , q u i étoit sur les l i e u x ,
et qui a p r è s la prise de la v i l l e , eut p l u s i e u r s
occasions de c o n f é r e r avec les visirs, q u i
r e c o n n u t toutes les différentes a t t a q u e s , r a p -
p o r t e avec u n g r a n d détail c o m m e n t c h a c u n
des p o s t e s fut assailli et e m p o r t é . D e - l à l'on
doit c o n c l u r e q u e la capitulation q u e V o l -
taire i m a g i n e , est aussi c h i m é r i q u e q u e l ' h u -
m a n i t é d u h é r o s qu'il a d m i r e .
1
Ce q u e les h i s t o r i e n s les p l u s a u t h e n t i q u e s
nous a p p r e n n e n t , c'est q u ' à la prise de Cons-
t a n t i n o p l e il y eut e n v i r o n q u a r a n t e m i l l e
p e r s o n n e s é g o r g é e s , soixante m i l l e faites e s -
claves , et que le n o m b r e des dispersés fut si
prodigieux , que le sultan fut obligé de faire
v e n i r d u m o n d e des différentes provinces d e
son e m p i r e p o u r r e p e u p l e r cette m a l h e u r e u s e
ville : q u ' o n juge par-là de l ' h u m a n i t é d e
Mahomet !

1
Cantacuî.
HE VOLTAIRE. 177
P o u r se faire une idée juste d u c a r a c t è r e
je ce p r i n c e , il faut a v o u e r qu'il avoit d e
très-grandes q u a l i t é s , mais qu'il avoit aussi
des vices e n c o r e p l u s grands ; qu'il avoit t o u t e
Kambition q u ' o n r e g a r d e c o m m e le c a r a c t è r e
des grandes â m e s , mais q u ' i l en avoit r a r e -
ment les sentiments et les v e r t u s ; q i i i l é t o i t
n a t u r e l l e m e n t violent et i n h u m a i n , mais q u e
la p o l i t i q u e a r r é t o i t quelquefois l ' i m p é t u o s i t é
de son n a t u r e l : et c'est cette politique qui l u i
fit quelquefois m é n a g e r les C h r é t i e n s , q u i
l'engagea à installer u n P a t r i a r c h e à C o n s t a n -
t i n o p l e , à laisser aux C h r é t i e n s q u e l q u e s
Eglises , de p e u r qu'ils n ' a b a n d o n n a s s e n t
tout le pays. M . de V o l t a i r e , q u i ne m a n q u e
jamais d ' e x a g é r e r les défauts et les vices des
princes c h r é t i e n s , n e r e p r é s e n t e M a h o m e t
que p a r les endroits les p l u s b e a u x 5 il n ' o u -
blie rien p o u r le justifier, le défendre , l e
faire a d m i r e r . 11 p a r o i t q u e M a h o m e t a é t é
h e u r e u x de n ' ê t r e pas c h r é t i e n !
M . de V o l t a i r e nous d o n n e ensuite u n e
idée d u g o u v e r n e m e n t des T u r c s . I l nous l e
représente comme un gouvernement doux ,
m o d é r é ^ é q u i t a b l e , sous l e q u e l le p e u p l e est
t r a n q u i l l e et en a s s u r a n c e , où il n ' v a de d a n -
ger q u e p o u r q u e l q u e s grandes t ê t e s ; enfin
c o m m e u n g o u v e r n e m e n t t o u t contraire à
l'idée q u e nous nous e n faisons en E u r o p e .
J e n e m ' a r r ê t e r a i pas à r é f o r m e r toutes les
fausses idées qu il veut n o u s e n d o n n e r . L a
foiblesse de F E m p î r e O t t o m a n , la m i s è r e ,
l'ignorance et la grossièreté d u p e u p l e qui l e
r e m p l i t , d é m o n t r e n t c o m b i e n ce q u ' i l v e u t
I78 r ^ S ERREURS
n o u s faire c r o i r e , est c o n t r a i r e à la vérité.
Q u ' o n lise l'ouvrage curieux q u e M . Q u e r a
d o n n é , il y a q u e l q u e s a i m é e s , sur les m œ u r s
et usages des T u r c s ; o n n e t r o u v e r a rien de
si différent q u e les T u r c s , tels q u e M . Q u e r
nous p r o u v e qu'ils sont a u j o u r d ' h u i , et ces
m ê m e s T u r c s , tels q u e V o l t a i r e n o u s les
peint.

CHAPITRE XXIV.

De l'Eglise , sous le Pontificat Je Léon A .

AVANT de p a r l e r de la grande r é v o l u -
t i o n q u i se fit dans la R e l i g i o n au c o m -
m e n c e m e n t d u seizième siècle , voyons
d ' a b o r d l'idée q u e M . de V o l t a i r e veut nous
d o n n e r de l'état où se t r o u v o i t alors l ' E -
glise. S e l o n lui , la C o u r de R o m e n e respî-
r o i t alors que les délices et le goût des
plaisirs ; les E v ê q u e s n e vîvoient p r e s q u e
p a r - t o u t q u ' e n princes v o l u p t u e u x ; la disso-
lution des m œ u r s étoit g é n é r a l e p a r m i les
p r é l a t s , les curés et les m o i n e s . O n trouvoit
p a r - t o u t des b u r e a u x ou c o m p t o i r s établis ,
o ù l ' o n v e n d o î t p u b l i q u e m e n t des i n d u l g e n -
ces , des absolutions et des dispenses à tout
p r i x . Enfin l'on vivoit dans l'ignorance la
p l u s h o n t e u s e dans p r e s q u e toutes les parties
d u m o n d e C h r é t i e n . T e l s sont les traits du
tableau q u e nous fait V o l t a i r e , de l'Eglioo
DE VOLTAIRE.
au c o m m e n c e m e n t d u seizième siècle. N o u s
17c)
examinerons c h a c u n de ces traits s é p a r é m e n t .
J e r e m a r q u e q u ' i l ne p a r l e jamais d o M a i m -
b o u r g , q u ' e n l ' a p p e l a n t p a r m é p r i s le D é -
ç l a m a t c u r ; ef lui , toutes les fois qu'il p a r l e
de l'Eglise romaine , est le copiste fidèle d e
•Ces d é c l a m a t e u r s p r o t e s t a n t s , q u i se s o n t
efforcés d'en faire des p o r t r a i t s ou si affreux
Ou si ridicules. J ' a v o u e q u ' i l n e dit pas c o m m e
;

«ux , q u e R o m e est la B a b y l o n e , le P a p e
.Pantechrist , le culte c a t h o l i q u e une i d o l â -
trie. I l m o n t r e p l u s d e g o û t , e t il n'a pas
m o i n s de malignité.
I l est vrai q u e la C o u r r o m a i n e n e fut j a -
mais si b r i l l a n t e que sous le Pontificat d e
L é o n X . T o u s les historiens c o n v i e n n e n t q u e
ce P o n t i f e m o n t r a toujours les inclinations e t
les sentiments d ' u n g r a n d p r i n c e ; mais n u l
ne lui r e p r o c h e cette i n d é c e n c e de v o l u p t é
ue M . de V o l t a i r e laisse e n t r e v o i r . P a u l e
Î 1
ove , q u i c o n d a m n e c o m m e les autres é c r i -
vains les dépenses excessives et les profusions
de ce P o n t i f e , r e n d le p l u s b e a u t é m o i g n a g e
•à la p u r e t é de ses m œ u r s . A la v e n t é il y e u t
q u e l q u e s comédies jouées d e v a n t sa C o u r ;
mais elles n e furent jouées q u e p a r des j e u n e s
gentilshommes r o m a i n s , et elles ne respiroient
pas l ' i m p i é t é , c o m m e certaines pièces de q u e l -
q u e s auteurs de nos j o u r s . D ' a i l l e u r s ce g o û t
p o u r les fêtes magnifiques n e l ' e m p ê c h a pas
r
de d o n n e r les soins nécessaires au g o u v e r n e -
2
m e n t de l'Eglise. T o u s les h i s t o r i e n s nous ra-

x 3
Hist. des yar. Hist. de Lut. — P . Joye, Vit. Léou X .
loV> LES ERREURS
c o n t e n t ce qu'il fit p o u r a r r ê t e r les écarts de
L u t h e r , les habiles gens q u ' i l e m p l o y a p o u r
c e l a , les d é m a r c h e s qu'il fit auprès de l'Em-
p e r e u r p o u r étouffer les hérésies dès l e u r nais-
sance. Ainsi le goût de la magnificence ne lui
fit p o i n t négliger la religion.
L e s cardinaux q u e L é o n créa après la m o r t
d e ceux q u i avoient conspiré c o n t r e l u i , Vol-
t a i r e n e nous les r e p r é s e n t e q u e c o m m e des
h o m m e s d e plaisir. C e p e n d a n t p a r m i ces
c a r d i n a u x , on t r o u v e u n L a u r e n t C a m p a g g e ,
V u n des p l u s s a v a n t s , des p l u s habiles e t des
p l u s saints p r é l a t s d e son t e m p s ; le fameux
C a j e t a n , qui fut ensuite e m p l o y é c o n t r e L u -
t h e r ; le cardinal T r i v u l c e , q u ' o n a p p e l l o i t le
m o d è l e de la vertu et d e la p r o b i t é ; le car-
d i n a l d ' U t r e c h t , qui fut ensuite pape sous le
n o m d ' A d r i e n V I ; le r e s p e c t a b l e Gilles de
V i t e r b e , généi*al des Augustins. Jugez par-là
d u d i s c e r n e m e n t du c r i t i q u e , et de la fidélité
d e l'historien.
A p r è s avoir p a r l é d u chef de l'Eglise ,
V o l t a i r e e n vient aux é v ê q u e s . E x c e p t é dans
l ' E s p a g n e , d i t - i l , par-tout ailleurs les p r é l a t s
vivoient en princes v o l u p t u e u x . I l y en avoit
q u i p o s s é d o i e n t j u s q u ' à h u i t ou n e u f é v ê -
chés.
I l p a r o î t que M . de V o l t a i r e n e sait g u è r e
l'histoire de son siècle. I l est vrai qu'il y e u t
alors u n a r c h e v ê q u e d e C o l o g n e , G e b h a r d
T r u s c h e s , q u i épousa u n e religieuse, et qui
fut chassé de son siège p a r les c h a n o i n e s , q u i
e n é l u r e n t un autre à sa p l a c e . U n cardinal ,
é v ê q u e de Beauvait», se maria d e m ê a i e p e u
DE VOLTAIRE. l8l
de t e m p s a p r è s , et fut é g a l e m e n t chassé. U n
. é v ê q u e de N e y e r s , J a c q u e s S p i s a m , se m a r i a
a u s s i , e t alla m o u r i r ensuite m i s é r a b l e m e n t à
G e n è v e . Maïs t o u t cela n e regarde p o i n t
^l'Eglise c a t h o l i q u e . C e furent les p r e m i e r s
fruits et les plus beaux t r o p h é e s de la r é f o r m e .
C e s p r é l a t s furent les p r e m i è r e s c o n q u ê t e s
q u e tirent les r é f o r m a t e u r s .
D a n s le m ê m e t e m p s où l'on voyoit ces
s c a n d a l e s , ou Ait aussi le plus g r a n d n o m b r e
d e s p r é l a t s , e n A l l e m a g n e et en F r a n c e ,
édifier 1 Eglise p a r la r é g u l a r i t é de l e u r con-
d u i t e , ou 1 éclairer p a r l e u r science. O n vit
e n A l l e m a g n e le cardinal de B r a n d e b o u r g ,
a r c h e v ê q u e de M a y e n c e , ê t r e le m o d è l e des
p r é l a t s les plus z é l é s . O n vit en F r a n c e d e s
d e S e l v e , D a n e z , de B c a u c a i r e , de Saintes ,
des P i e r r e B e r l a n d , d ' A l b e r t , S a d o l e t , t o u s
dignes d ' ê t r e mis au r a n g des p r é l a t s des p r e -
miers siècles. P o u r q u o i M . de V o l t a i r e , e n
r e c h e r c h a n t c u r i e u s e m e n t ce q u il y eut alors
de scandaleux, garde-t-il un profond silence
•sur ce q u ' i l y avoit d'édifiant? E s t - c e faire
c o n u o î t r e les véritables m œ u r s d u siècle?
O u a n t à la pluralité des bénéfices, c'est u n
a b u s q u i fut alors t r è s - g r a n d , o n l ' a v o u e .
A l e x a n d r e V I , d o n t V o l t a i r e loue autant l e
pontificat cpie les C a t h o l i q u e s le d é s a p p r o u -
v e n t ; A l e x a n d r e V I . l'autorisa b e a u c o u p ,

r ar u n e politique t o u t e opposée aux règles d e


Eglise et aux canons ; mais ce scandale fut
b i e n t ô t a r r ê t é p a r le C o n c i l e de T r e n t e .
A p r è s le p o r t r a i t q u ' o n vient de voir des
p a s t e u r s , on ne doit pas s ' a t t e n d r e à e n avoir
i. îG
10*2 LES ERREURS
u n ]>lus avantageux d u t r o u p e a u , v T o u s les
» écrivains catholiques et p r o t e s t a n t s sv r é -
99 crient c o n t r e la dissolution des m œ u r s de ce
99 t e m p s - l à . I l s disent q u e rien n ' é t o i t p l u s
99 c o m m u n que des p r ê t r e s qui élevoient p u -
99 h l i q u e m e i i t l e u r s enfants , à l'exemple-
99 d A l e x a n d r e V I . L e s p r o t e s t a n t s n ' o n t pas
99 m a n q u é de r e c u e i l l i r les p r e u v e s , q u e dans
" p l u s i e u r s Etats d ' A l l e m a g n e , les p e u p l e s
r ohligeoient toujours leurs curés d'avoir des
v c o n c u b i n e s , afin q u e les femmes mariées
v fussent en s û r e t é . »
Ces déclamations calomnieuses c o n t r e les
m œ u r s des c a t h o l i q u e s o n t été mille fois r é -
p é t é e s , et mille fois réfutées ; et malgré l e u r
r é f u t a t i o n , il se t r o u v e e n c o r e des h o m m e s
1
qui osent les r a p p e l e r , L e L a b o u r e u r , é c r i -
vain t r è s - e x a c t , dit q u ' i l a vu plus de q u a -
r a n t e v o l u m e s entiers «le médisances faites p a r
les n o u v e a u x évangélistes. C'est a p p a r e m m e n t
là q u e M . de V o l t a i r e a puisé. L e L a b o u r e u r
a j o u t e , q u ' i l ne faudroit p o i n t d'autres pièces
p o u r juger le différend de la r e l i g i o n , et p o u r
é l u d e r le b e a u p r é t e x t e de r é f o r m a t i o n d e
2
ces p r e m i e r s n o v a t e u r s . L e Cardinal de la
B o u r d a i s i è r e , ministre d u roi à R o m e , e n d i t
incomparablement plus encore.
L e s p r o t e s t a n t s avoient i n t é r ê t de d é c r i e r
les m œ u r s des c a t h o l i q u e s . O n c o m p r e n d a s -
sez p o u r q u o i L u t h e r après avoir été religieux
p e n d a n t p l u s de quinze a n s , et e n v i r o n dix
ans après avoir r e ç u l ' o r d r e de p r ê t r i s e , L u -

« Add. aux mém. de Casteln. — * Add. aux. mém,


DE VOLTAIRE. l83
t n e r d é c l a r a dans un de ses s e r m o n s , q u ' i l l u i
é t o i t aussi impossible de vivre sans femme ,
1
q u e de vivre sans m a n g e r . E t t o u t de suite i l
se maria avec u n e religieuse qu'il avoit t i r é e
de son m o n a s t è r e depuis deux ans. Q u e l q u e s -
u n s o n t écrit q u elle a c c o u c h a peu de j o u r s
2
après ses n o c e s .
L e c o r d e l i e r q u i c o n t r i b u a t a n t à l'établis-
s e m e n t de l'hérésie dans G e n è v e , pensa c o m m e
5
l e m o i n e défroqué de Saint A u g u s t i n . A p r è s
avoir fait soutenir des t h è s e s c o n t r e les doS-
m e s de l ' E g l i s e , il finit cet acte c o m m e finit
la c o m é d i e . I l se maria dans la salle m ê m e
avec la fille d ' u n i m p r i m e u r ,
Calvin ne cessa de p r ê c h e r l'impossibilité d e
g a r d e r la c o n t i n e n c e . T o u s ces n o u v e a u x A p ô -
t r e s et leurs disciples o n t séduit q u a n t i t é d e
p r ê t r e s , de religieux et de religieuses , et ils
n ' o n t pas m a n q u é de c a l o m n i e r ceux q u ' i l s
n ' o n t pu séduire.
U n peu plus d e critique et d ' é q u i t é eût e m -
T
p ê c h é M . de » oltaire d ' ê t r e ici l e u r é c h o .
N o u s savons b i e n q u ' i l y a eu des p r ê t r e s e t
des religieux q u i o n t m a n q u é à leurs e n g a g e -
m e n t s e t à leurs v œ u x ; mais il y e u a t o u j o u r s
eu u n n o m b r e i n c o m p a r a b l e m e n t p l u s g r a n d
q u i y o n t été c o n s t a m m e n t fidèles.
J ' a j o u t e m a i n t e n a n t q u il n ' y a guère de siè-
cles où les p r i n c e s , rois et princesses , aient
fait p l u s d ' h o n n e u r à la Religion. Louis X I I ,
l a duchesse de B o u r b o n , J e a n n e de F r a n c e sa

1 1
Luther, sermon du mariage. — Erasme Ed, —»
? Hist. du Calv. de Maimb. livre i.
l84 L E S ERREURS
s œ n r , qui a été c a n o n i s é e , M a r i e d'Anjou
é p o u s e de C h a r l e s V I I , la reine épouse de
F r a n ç o i s I , se d i s t i n g u è r e n t , et firent le plus
grand, h o n n e u r à la religion p a r leur p i é t é .
O u t r e c e l a , c'est alors q u e s ' é t a b l i r e n t p l u -
sieurs réformes édifiantes dans un grnnd n o m -
b r e d ' a b b a y e s et de m o n a s t è r e s . M . de V o l -
t a i r e , p o u r faire j u g e r d e s m œ u r s d e ce siècle
n ' e m p l o i e q u e les traits de la satyre. N o u s ,
n o u s n ' e m p r u n t o n s q u e le témoignage de la
vérité.
L e d e r n i e r trait du t a b l e a u , c'est l ' é t a b l i s -
sement du b u r e a u p u b l i c d ' i n d u l g e n c e s , d'ab-
solutions ci de dj£.pc:is*'s à tout p r i x . Ce q u i
99 r é v o l t o i t le p l u s , d i t - i l , e'etoit u n e v e n t e
« p u b l i q u e d'iiiuiiifences, d'absolutions et d e
v dispenses à i c u t prix. U n m e u r t r i e r s o u s -
?> diacre é t o i t absous p o u r vingt t'eus. Un
37 é v ê q u e , u n a b b é p o u v o i e n t assassiner p o u r
v trois c e u l s livres. T o u t e : ; les i m p u d i c i t é s
99 les p l u s m o n s t r u e u s e s avoient leurs p r i x
99 faitS. 99
Q u a n d on a des choses aussi e x t r a o r d i n a i r e s
à a v a n c e r , il faudroit ou e n d o n n e r d e b o n -
n e s p r e u v e s , ou n e pas t r o u v e r mauvais
q u ' o n se récrie sur l ' i gno ra n c e ou l'infidélité.
V o l t a i r e n'est ici q u e le copiste de l ' i m p u -
d e n t décl a m a t e u r et c a l o m n i a t e u r H e n r i
E t i e n n e , et de q u e l q u e s autres écrivains sem-
blables.
1
Q u ' o n lise la P r a g m a t i q u e - S a n c t i o n faite
au concile de B a s l e , et r e ç u e e n F r a n c e sous

1
Pragmatique, titre ig.
DE VOLTAIRE. l35
C h a r l e s V I I , on verra q u e l l e étoït îa s é v é r i t é
de l'Eglise c o n t r e les p r ê t r e s c o n c u h i n a î r c s ,
c o n t r e leurs c o n c u b i n e s , et c o n t r e leurs e n -
f a n t s . P e u t - ê t r e la trouveroit-on a u j o u r d ' h u i
excessive. L e c o n c o r d a t sous L é o n X ne dî-
m i u u a rien de cette s é v é r i t é . L e s conciles e t
les synodes tenus en F r a n c e , avant le concile
de T r e n t e , o n t e n c o r e ajouté à ces r i g u e u r s .
>Ç)ù est d o n c cette licence d é s h o n o r a n t e e t
cette taxe h o n t e u s e , ces p r i x faits d o n t p a r l e
V o l t a i r e , et q u i , à ce q u ' i l ose d i r e , avoient
passé en c o u t u m e , en droit et en loi.
a O n o h t e n o i t m ê m e des d i s p e n s e s , ajou-
99 t e - t - i l , n o n - s e u l e m e n t p o u r des p é c h é s
99 p a s s é s , mais p o u r ceux q u ' o n avoit envie
99 de faire. O n a t r o u v é dans les archives d e
v J o i n v i l l e une i n d u l g e n c e expectative p o u r
v le C a r d i n a l de L o r r a i n e , et douze p e r s o n -
v nés de sa s u i t e , l a q u e l l e r e m e t t o i t à c h a -
?> c u n d'eux , p a r avance , trois p é c h é s à l e u r
v c h o i x . L a duchesse de B o u r b o n , sœur d e
» C h a r l e s V I I I , eut le droit de se faire a b -
« soudre toute sa vie de tous p é c h é s , elle et
99 dix p e r s o n n e s de sa suite , à q u a r a n t e - s e p t
?? fêtes de l ' a n n é e , sans c o m p t e r les d i m a n -
5? c h e s . Les p r é d i c a t e u r s p r ê c h o i e n t h a u t e -
99 m e n t , q u e q u a n d on auroit commis les cri-
99 mes les plus a b o m i n a b l e s , o n s e r o i t absous
99 e n a c h e t a n t des i n d u l g e n c e s 99
S u r ce p r e m i e r fait, r a p p o r t é p a r V o l t a i r e
j avoue que je n'ai jamais pu d é c o u v r i r la p r é -
t e n d u e i n d u l g e n c e t r o u v é e dans les archives

* Concile d'Ayi^non, Concile de Soissons en i45;.


16.
ïRG LES ERREURS
d e J o i n v i l l e ; et t r è s - p r o b a b l e m e n t , il n e l'a
p a s p l u s vue q u e m o i .
S u r Je s e c o n d , M . de V o l t a i r e fait voir
u'il n'est pas fort instruit de la science du
J roit c a n o n i q u e . L a duchesse de B o u r b o n , r é -
g e n t e d u r o y a u m e p e n d a n t la m i n o r i t é de son
f r è r e C h a r l e s V I I I , fut u n e princesse é g a l e -
m e n t a d m i r a b l e p a r son génie et ses t a l e n t s ,
e t r e s p e c t a b l e p a r sa p i é t é et p a r sa v e r t u .
E l l e o b t i n t d u p a p e la permission d e se choisir
u n confesseur p o u r e l l e , e t p o u r u n e p a r t i e
d e sa m a i s o n , en q u e l q u e e n d r o i t q u ' e l l e fut.
Q u ' y a-t-il dans c e t t e i n d u i t accordé à u n e
g r a n d e p r i n c e s s e , q u i doive r é v o l t e r les e s -
p r i t s , c o m m e le p r é t e n d Voltaire?
L e troisième fait est u n e i m p u t a t i o n gros-
sière. E l l e est bien digne d ' u n h o m m e formé
à l ' é c o l e de L u t h e r , l e q u e l d o n n o i t dans les
grossièretés les p l u s basses et les plus d é g o û -
t a n t e s . C e sont les t e r m e s d e V o l t a i r e . Mais
i l est s u r p r e n a n t q u ' a v e c sa politesse et son
g o û t , il d é s h o n o r e l u i - m ê m e son ouvrage.
I l est vrai qu'il y a eu t r o p de facilité dans
l a c o n c e s s i o n , et des abus criants dans la p u -
b l i c a t i o n des i n d u l g e n c e s et des dispenses.
T o u s les c a t h o l i q u e s en c o n v i e n n e n t . Mais
cela n'autorise pas p l u s a u j o u r d ' h u i les décla-
m a t i o n s d e certains é c r i v a i n s , qu'il autorisoit
alors les e x t r a v a g a n c e s , les é c a r t s , et les e r -
r e u r s de L u t h e r .
DE VOLTAIRE, 187
• • — » • • »' '—— • — .—

CIIA F I T R E XXV.

De Luther, et du Luthéranisme.

ON n e p e u t pas r e g a r d e r d ' u n eeîl p l u s p h i -


l o s o p h i q u e que le fait M . de V o l t a i r e , la
g r a n d e r é v o l u t i o n qui arriva dans le C h r i s *
tianisme p a r F h é r é s i e de L u t h e r . A la m a -
n i è r e d o n t il e n p a r l e , o n n e p o u r r o i t p a s
s e u l e m e n t deviner s'il est C h r é t i e n l u i - m ê m e .
I l examine les avantages et les inconvénients y

le b i e n et le mal q u e cette r é v o l u t i o n a p r o -
d u i t s . I l n e se d é c l a r e pas d ' u n e m a n i è r e
b i e n c l a i r e , mais il n e déguise pas t r o p n o n
p l u s ses s e n t i m e n t s . I l s'exprime de la m a -
n i è r e la plus forte s u r les d é s o r d r e s de l ' E g l i s e
r o m a i n e , sur la d u r e t é d u joug d o n t elle ac-
cabloit les puissances d u n o r d , l ' A n g l e t e r r e ,
l ' A l l e m a g n e , e t c . ; sur les vexations des L é -
gats , N o n c e s et autres Emissaires de la C o u r
de R o m e ; sur le b o n e m p l o i q u ' o n fit des re-
v e n u s qui furent ôtés à l ' E g l i s e , et sur l e
b i e n q u ' a p r o d u i t la suppression des m o n a s -
tères.
O n fait r e m a r q u e r ensuite combien les
H é r é s i a r q u e s se sont r e n d u s r e c o m m a n d a -
b l e s : ou l'on n e dit rien d e leurs défauts ,
ou l ' o n n e les t o u c h e q u e l é g è r e m e n t : o n
les excuse m ê m e t a n t q u ' o n p e u t , t a n d i s
q u ' o n exagère h o r r i b l e m e n t ceux des m i n i s -
t r e s d e l'Eglise r o m a i n e . A p r è s cela o n laisse
l88 t E S ERREURS
au l e c t e u r à d é c i d e r . Afin q u ' o n soit mieux
e n état de juger de t o u t ce q u e dit V o l t a i r e
sur cette r é v o l u t i o n , n o u s allons d ' a b o r d
faire c o n n o i t r c le c a r a c t è r e de celui qui en
fut l ' a u t e u r .
L u t h e r étoit u n de ces h o m m e s a r d e n t s
e t i m p é t u e u x , qui lorsqu'ils sont v h e u i e n t
saisis p a r u n objet , s'y livrent t o u t entiers ,
n ' e x a m i n e n t p l u s rien , et d e v i e n n e n t e n
q u e l q u e m a n i è r e i n c a p a b l e s d ' é c o u t e r la sa-
gesse et la raison. U n e imagination forte ,
s e c o n d é e p a r l ' e s p r i t , et n o u r r i e p a r l ' é t u d e ,
l e r e n d a i t n a t u r e l l e m e n t é l o q u e n t , et l u i
assuroit touj ours les applaudi ssement s d e
c e u x qui l ' e n t e n d o i e n t t o n n e r et d é c l a m e r . I l
sentoit b i e n sa supériorité et ses avantages ;
e t ses succès e n flattant son o r g u e i l , le r e n -
d o i e n t toujours p l u s h a r d i et plus e n t r e p r e -
n a n t . L o r s q u ' i l d o n n o i t dans q u e l q u e é c a r t ,
les r e m o n t r a n c e s , les o b j e c t i o n s , les c o n -
d a m n a t i o n s n ' é t o i e n t pas capables de le faire
r e n t r e r en l u i - m ê m e ; elles n e servoient q u ' à
l'irriter. I l ne r é p o n d o i t à ses adversaires
q u ' a v e c u n e aigreur m é p r i s a n t e ; aux p u i s -
sances q u e p a r l e s injures les plus grosssières ;
à ses amis m ê m e , q u e p a r des h a u t e u r s et u n e
i n d o m p t a b l e o p i n i â t r e t é . F i e r de la p r o t e c -
t i o n de q u e l q u e s princes A l l e m a n d s , et e x -
t r ê m e m e n t r e m p l i de l u i - m ê m e , il n e c r a i -
gnoit pas d e se faire des e n n e m i s , et il a t t a -
q u o i t indifféremment q u i c o n q u e étoit assez
h a r d i p o u r ne pas p l i e r à ses sentiments. C e -
p e n d a n t c o m m e il n'avoit ni d o u c e u r dans le
c a r a c t è r e ^ ni g o û t dans la m a n i è r e de p e n s e r
DE VOLTAIRE, l8(J
et d'écrire , il d o n n o i t souvent dans les gros-
s i è r e t é s les plus i m p u d e n t e s , ou dans les
bouffonneries les plus extravagantes et les
p l u s b a s s e s ; et l'on ne conçoit pas c o m m e n t
I l y avoit des h o m m e s q u i pussent l ' é c o u t e r
et le s u p p o r t e r , et e n c o r e moins c o m m e n t il
p u t o p é i e r une aussi é t o n n a n t e r é v o l u t i o n .
T e l fut le grand r é f o r m a t e u r de l ' A l l e m a g n e .
O n voit dans ce caractère le fond de t o u t ce
q u e l'histoire n o u s a p p r e n d de sa p e r s o n n e
et de sa r é f o r m a t i o n . N o u s n e suivrons pas
M . de V o l t a i r e dans t o u t ce q u ' i l dit d e l ' u n
et de l ' a u t r e . N o u s nous c o n t e n t e r o n s de q u e l -
ques observations sur certaines choses q u ' i l
a v a n c e , et qui n o u s ont p a r u p l u s dignes d ' ê t r e
r e m a r q u é e s . Ce n e sera q u ' u n c o m m e n t a i r e
c r i t i q u e , fort c o u r t p o u r n e pas e n n u y e r .
« L u t h e r , dit M . de V o l t a i r e , après avoir
99 d é c r i é les indulgences , examina le p o u v o i r
v d e celui qui les d o n n o i t . U n coin du voile
99 fut l e v é . L e s p e u p l e s animés v o u l u r e n t
99 juger ce qu'ils avoient a d o r é . 99
V o l t a i r e emploie des p a r o l e s mystérieuses
p o u r des choses bien simples. L e dogme des
i n d u l g e n c e s n'est p o i n t caché sous un voile %

puisque J é s u s - C h r i s t a dit à Saint P i e r r e :


J e vous d o n n e r a i la clef d u r o y a u m e des
cieux. Ce q u e vous aurez d é l i é sur la t e r r e
sera délié au ciel. Les r é f o r m a t e u r s disoient :
N ' e n croyez p o i n t à 1'"église de R o m e , q u i
vous dit q u ' u n e partie de la peine des pé-
c h é s vous snra remise à cause d e vos p r i è r e s
et de vos a u m ô n e s . I l faut s'en fier à n o u s ,
q u i vous disons q u e n i l ' u n n i l'autre ne-
ltjO LES ERREURS
sont nécessaires. C r o y e z f e r m e m e n t q u e vos
p é c h é s vous sont remis , et ils vous seront
r e m i s en effet.
I l faut avouer q u e cette autorité est hien
forte , et cette p r e u v e hien convaincante !
*i Qu"importoit-il à S t o U i o l m , à L o n d r e s et
v à D r e s d e qu on eût du plaisir à R o m e ?
v: Mais il importent q u ' o n n e payât p o i n t de
«» taxes exorbitantes ; q u e l ' a r c h e v ê q u e cl'Up-
v sal ne fût pas le m a î t r e d ' u n r o y a u m e ,
v Les revenus de l ' a r c h e v ê c h é de M a g d e -
77 b o u r g , ceux de t a n t de r i c h e s abbayes
v t e n t o i e n t les p r i n c e s séculiers. .'•>
E t q u ' i m p o r t e aux p e u p l e s d e M a g d e -
b o u r g q u ils soient m a i n t e n a n t sujets du roi
d e P r u s s e , ou qu'ils soient encore sujets d'uti
p r i n c e a r c h e v ê q u e ? Q u ' i m p o r t e aux h a b i t a n s
d e W u r t z b o u r g , de F u l d e ou de Cologne ,
q u e leurs P r i n c e s soient ecclésiastiques ou
séculiers r Cela n e fait rien au m o n d e ;
p o u r q u o i le t r o u v e r mauvais ? Q u i oseroit
dire q u e l ' A n g l e t e r r e , la S u è d e sont p l u s
h e u r e u s e s , parce q u ' e l l e s sont devenues p r o -
testantes .'La F r a n c e qui est toujours d e m e u -
r é e c a t h o l i q u e , a plus a u g m e n t é en puissance
et en gloire , q u e n ' o n t fait ces états p r o -
testants.
a L u t h e r , caché dans u n e forteresse de
77 Saxe , brava l ' e m p e r e u r , irrita la moitié
v de l ' A l l e m a g n e c o n t r e le P a p e , r é p o n d i t
?? au roi d ' A n g l e t e r r e c o m m e à son égal.
C o m m e M . de V o l t a i r e ne dit q u ' u n m o t
de cette magnanimité de L u t h e r , nous y
s u p p l é e r o n s p a r des traits tirés des l e t t r e s
E> E VOLTAIRE. 1J)1
même de ce g r a n d r é f o r m a t e u r , afin q u ' o n
connoisse mieux ses s e n t i m e n t s , sa d o u -
c e u r , sa sainteté , ses vertus v r a i m e n t apos-
t o l i q u e s : Si j étois le m a î t r e de l ' E m p i r e ,
dit-il , je ferois u n m ê m e p a q u e t du p a p e
et des cardinaux , p o u r les j e t t e r tous e n -
semble dans la m e r . C e bain les g u é r i r o h ,
j ' e n d o n n e ma p a r o l e . J ' e n d o n n e J é s u s -
C h r i s t p o u r caution. Q u e cela est d é c e n t !
E t q u e le n o m de J é s u s - C h r i s t est b i e n
p l a c é là !
V o i c i c o m m e il p a r l e ensuite du roi d ' A n -
1
g l e t e r r e : J e n e sais si la folie e l l e - m ê m e
p e u t ê t r e aussi insensée q u e la t ê t e d u p a u v r e
H e u r ' ( )h ! q u e je v o u d r o i s bien c o u v r i r
j
c e t t e M a sté Anglaise de b o u e et d ' o r d u r e !
J ' e n ai bien le droit. C'est sur cette l e t t r e ,
.que V o l t a i r e juge que L u t h e r r é p o n d i t au
R o i d ' A n g l e t e r r e c o m m e à son égal.
A p r è s l ' A p o t r e fougueux L u t h e r , p a r o i t
l ' A p ô t r e guerrier Z u i n g l e . Ce Zuinglc étoit
Un j e u n e chanoine de C o n s t a n c e , l e q u e l ,
s'étant marié à l'imitation de L u t h e r , v o u l u t
e n c o r e à son imitation r é f o r m e r le C h r i s t i a -
n i s m e . Mais il alla e n c o r e plus loin. N o n
c o n t e n t d ' a d m e t t r e p r e s q u e toujours les e r -
2
r e u r s de L u t h e r , il rejetta encore l ' E u -
charistie , cassa t o u t e la h i é r a r c h i e e c c l é -
siastique , et dit enfin q u e p o u r être sauvé il
suffisoit d ' ê t r e h o n n ê t e h o m m e ; q u e l e s
h o m m e s , tels q u e les C a t o n , les S é n è q u e y

les A n t o n i n , a u r o i e n t aussi b i e n l e u r p a r t

1 a
Luth, contra Regem Angl. — Hist. des yas, \. z ,
lt)2 LES ERREURS
d u P a r a d i s q u e ceux q u i a u r o i e n t c r u eu
J é s u s - C h r i s t et qui avoient é t é baptisés. C'est
à Z u r i c h q u i l c o m m e n ç a d e p r ê c h e r cette
b e l l e r é f o r m e . Voici c o m m e n t e n p a r l e M ,
de Voltaire :
A Z u i n g l e , d i t - i l , s'attira des invectives
s; d u c l e r g é . L'affaire fut p o r t é e aux Magis-
v t r a t s . L e sénat d e Z u r i c h examina le p r o c è s .
» L a p l u r a l i t é fut p o u r la r é f o r m a t i o n . L e p e u -
v p l e a t t e n d o i t e n f o u i e la s e n t e n c e du s é n a t ,
?J l o r s q u e le greffier v i n t a n n o n c e r q u e Zuin-
?> gle avoit gagné sa cause. T o u t le p e u p l e fut
T? d a n s le m o m e n t , d e la religion du sénat.
5? U n e b o u r g a d e suisse jugea R o m e . H e u r e u x
p e u p l e a p r è s t o u t , q u i dans sa simplicité
v s'en r e m e t t o i t à ses magistrats sur ce q u i
37 r e g a r d o i t la Religion. »
O n n e p e u t pas voir u n style plus b o u r -
souflé et p l u s vuide d e sens q u e celui-là. M .
d e V o l t a i r e dit q u e Z u r i c h n'est q u ' u n e
b o u r g a d e , e t il a p p e l l e d u n o m p o m p e u x
d e S é n a t Passemblée de q u e l q u e s bourgeois
e t d e leurs b o u r g m e s t r e s . Q u e l sénat q u ' u n
sénat de village! Et quelle humiliation pour
R o m e , d ' ê t r e citée , jugée et c o n d a m n é e p a r
c e sénat ! H e u r e u x p e u p l e , ajoute-t-il , q u i
d a n s sa simplicité s'en r e m e t t o i t à ses magis-
t r a t s sur ce q u i regarde la r e l i g i o n ! Q u e
c e t t e e x c l a m a t i o n s'accorde bien avec les
b e a u x sentiments de sa l e t t r e h son i m p r i -
m e u r d e G e n è v e ! C e q u e j'aî à vous dire ,
M o n s i e u r , c'est q u e je suis n é François et
C a t h o l i q u e ; et c'est p r i n c i p a l e m e n t dans u n
pays p r o t e s t a n t , q u e je dois vous m a r q u e r
DE VOLTAIRE. K)3
fcnon zèle p o u r ma patrie , et m o n p r o f o n d
r e s p e c t p o u r la religion dans l a q u e l l e je suis
né. O n n'est pas e m b a r r a s s é à G e n è v e d e
savoir à q u o i il faut s'en t e n i r p a r r a p p o r t
à cette p r o t e s t a t i o n de M . de V o l t a i r e . N o u s
n e d e v o n s pas l ' ê t r e davantage.
« Q u e l q u e t e m p s a p r è s , l e S é n a t de B e r n e
yy jugea p l u s s o l e n n e l l e m e n t e n c o r e le m ê m e
99 p r o c è s . A p r è s avoir e n t e n d u p e n d a n t d e u x
99 mois les d e u x parties , il c o n d a m n a la r e -
99 ligion R o m a i n e . O n érigea u n e c o l o n n e ,
T sur l a q u e l l e on grava en l e t t r e s d ' o r ce
99 j u g e m e n t s o l e m n e l . ??
V o i l à ce qu'affirme V o l t a i r e , e t voici ce
q u e n o u s a p p r e n n e n t les m o n u m e n t s h i s t o -
l
r i q u e s les plus i n c o n t e s t a b l e s . Les M i n i s -
tres d u n o u v e l évangile e n g a g è r e n t les B e r -
nois à i n d i q u e r u n e dispute p u b l i q u e s u r la
Religion. L e s a u t r e s c a n t o n s q u i é t o i e n t e n -
c o r e C a t h o l i q u e s s'y o p p o s è r e n t v i v e m e n t ,
p a r c e q u ' o n étoit c o n v e n u à l'assemblée g é -
n é r a l e de Bade , q u ' o n n e p e r m e t t r o n t p l u s
ces sortes de disputes. C e p e n d a n t les m i n i s -
t r e s pré valurent. Les Bernois indiquèrent
l ' a s s e m b l é e . L E v ê q u e refusa d'v e n v o y e r
d e s T h é o l o g i e n s . P e r s o n n e n ' y p a r u t de la
p a r t des C a t h o l i q u e s . I l s'y t r o u v a s e u l e m e n t
p a r h a s a r d , et p e n d a n t p e u de jours , u n
religieux Augustin q u i n e fut p o i n t é c o u t é ,
mais qui fut fort m a l t r a i t é . C'est S l e i d a n ,
h i s t o r i e n p r o t e s t a n t , q u i r a p p o r t e cette suite
d e faits. V o i l à c o m m e n t le sénat de B e r n e ,

• Sleidan. 1. 16-
1. »7
L E S
194 ERREURS
après avoir entendu pendant deux mois les
parties , condamna la Religion romaine , et
porta son jugement solemnel.
«• Cinq cantons des plus petits et des plus
v pauvres étant demeurés attachés à la Coin-
v munion romaine commencèrent la guerre
s

v civile. »
Il falloit bien que Voltaire chargeât les ca-
tholiques de Fodieux des guerres civiles. Mais
il faut bien se garder de prendre ce qu'il dit
pour des vérités. Ce n'est que sur les Bernois
Ct sur les Zuriquois qu'il faut rejetter la cause
1
de la première guerre. Ce furent eux qui y
donnèrent occasion, en interdisant le com-
merce des catholiques, malgré les lois de
Funion et de la confédération, et en travail-
lant à séduire et à débaucher leurs sujets. Les
cantons Catholiques firent leurs représenta-
tions, et demandèrent des satisfactions. On
les leur refusa avec hauteur et mépris. Ils fu-
rent forcés à se les faire eux-mêmes. C'est en-
core Sleidan, auteur protestant, qui rapporte
lui-même en cette manière les causes de cette
guerre.
Il arrive souvent â M . de Voltaire de re-
lever les erreurs de ceux qui ont écrit avant
lui. Nous allons lui rendre le même service
à l u i , et à ceux qui liront son ouvrage.
2
C'est une erreur de dire que Luther fut
chargé par ses supérieurs de prêcher contre
la marchandise qu'ils n'avôient pu vendre.
Jean Stupitz, vicaire général des Augustins t

l Sïeld. livre lo. *~ 5 ifotoire du Luth. Iiyre t.


DE VOLTAIRE. X$5
fie le chargea de prêcher que contre les dé-
sordres des quêteurs et prédicateurs d'indul-
gences. C'est de lui-même que Luther alla
plus loin.
» C'est une erreur de dire que l'archevêque
d'Upsal T r o l l e , une bulle du pape à la main,
fit massacrer tout le sénat et quatre-vingt
1
uatorze seigneurs de Suède. Le luthérien
Ï ufendorff, historiographe de Suède, n'en ac-
cuse que le tyran Christien I L L'historien
des archevêques d'Upsal, qui étoit contem-
porain, n'en dit pas le mot. Mais Voltaire a
cru qu'un archevêque , q u i , une bulle à la
main, ordonne et fait exécuter sous ses yeux
de si horribles massacres, feroit un bel effet
dans le tableau.
C'est une erreur de dire que Valentinien I
eut deux femmes à la fois, Sévéra et Justine.
3
Ammien Marcellin historien payen, et qui
vivoit du temps de cet Empereur, le loue en
particulier sur sa chasteté. Auroit-il fait un
éloge pareil d'un Empereur chrétien, qui au-
roit violé ouvertement une loi des plus res-
pectées dans l'empire?
3
Zozime qui vivoit peu de temps après, et
qui est toujours furieux contre les princes
chrétiens, ne dit pas un mot de ce crime de
polygamie. Il n'y a que Socrates, qui vivoit
un siècle après Valentinien, qui en ait parlé.
Mais son témoignage est évidemment faux ,
car il dit que Justine étoit une jeune fille

• Histoire de Suéde, livre m,Pufendorff — * Amm.


3
lyiarcelliu. livre 3o. — Zozixne. livre 4*
iqG 1 E S ERREURS
v i e r g e , et d ' u n e c h a r m a n t e b e a u t é 5 tandis
q u ' i l est sûr q u e c e t t e J u s t i n e , épouse de
V a l e n t i n i e n après S é v é r a , étoit veuve de M a -
1
g u e n c e . I l est sui'prenant q u ' u n ci-itique aussi
h o n q u e V o l t a i r e , n'ait pas r e m a r q u é cette
b é \ u e , e t q u il en fasse u n e p l u s grossière e n -
core.
C'est u n e e r r e u r de dire q u e plusieurs rois
de F r a n c e o n t eu d e u x ou trois femmes à la
fois. P l u s i e u r s o n t eu des maîtresses. A u c u n
n ' a eu p l u s i e u r s femmes à la fois , r e c o n n u e s
2
pour épouses .
Il est h o n de dire ici la raison p o u r l a q u e l l e
V o l t a i r e cite ces p r é t e n d u s e x e m p l e s d e p o -
3
l y g a m i e . P h i l i p p e , L a n d g r a v e de l i e s s e ,
t r o u v o i t q u e ce n ' é t o i t pas a,ssez d ' u n e f e m m e
tour u n h o m m e r o b u s t e e t v i g o u r e u x c o m m e
Î ui. Mais c o m m e il étoit d é v o t , e t q u ' i l
craignoit d offenser D i e u , il s'adressa avec
confiance à son d i r e c t e u r , qui étoit L u t h e r .
Celui-ci t o u c h é d e sa p e i n e , c o n s u l t a le
S e i g n e u r ; e t a p r è s b i e n des p r i è r e s e t des
m é d i t a t i o n s , il c o n n u t q u e la loi é v a n g é l i q u e
n ' o r d o n n o i t pas la m o n o g a m i e . M o y e n n a n t
c e l a , il m i t au large la conscience du L a n d -
grave , et lui p e r m i t , de la p a r t d e D i e u m ê m e ,
la p l u r a l i t é des f e m m e s .
C'est sur cette décision r e m a r q u a b l e , q u e
V o l t a i r e s'écrie : H é l a s ! si les n o u v e a u t é s
n ' a v o i e n t a p p o r t é q u e ces scandales p a i s i b l e s ,
le inonde eut été trop heureux !

1 3
Baron, en rôyo. —* Voyez le ch. de Charlemapne.
3
— \ o y t z l e s jùcces origin. Histoire des variât. li\re 6,
DE VOLTAIRE. 1
197
» • 'i i • ••• - • • • ••• • s

CHAPITRE XXVI.

De Calvin , et du Calvinisme,

« AUTANT que les anabaptistes méritaient


99 qu'on sonnât le tocsin sur eux, autant les
» protestants devinrent respectables aux yeux;
99 des peuples par la rrfanière dont leur ré-
9f forme s'établit. Les magistrats de Genève?
99 firent soutenir des thèses durant tout le
99 mois de juin. On invita tous les Catholiques
v et les Protestants de tous pays à y venir dis-
99 puter. Quatre secrétaires rédigèrent par
99 écrit tout ce qui se dit d'essentiel pour et
p contre. Ensuite le grand conseil de la ville
» examina pendant deux mois le résultat des
97 disputes : après quoi il proscrivit la Reli-
99 gion Romaine.»
Qui pourvoit s'imaginer que ce grave début
que fait M . Voltaire de la naissance du Cal-
vinisme à Genève, n'a pas Pombre même de
1
la vérité ? La Ville étoit déjà presque toute
protestante lorsqu'on fit cette ridicule dé-
marche de l'indication des thèses. Le duc de
Savoie et les évêques voisins avoient défendu
à leurs sujets de s'y trouver. Il n'y eut que
deux hommes qui combattirent les thèses : un
jacobin , qui réduisit plusieurs fois au silence
le moine défroque qui y présidoit 3 et un

* S. de'Jussie, commencement de l'here'sic.


17-
198 L E S E H H K
1
t RS
proJ estant d é g u i s é , qui ne les c o m b a t t î t q u e
p o u r faire t r i o m p h e r l ' h é r é s i e . J ' a p p e l l e m o i n e
1
uV-froqué h» p r é s i d e n t des t h è s e s , parce q u e
b i e n q u ' i l fût p r ê t r e , religieux et s u p é r i e u r
d ' u n c o u v e n t , il t e r m i n a la séance c o m m e on
finit la c o m é d i e , c ' e s t - à - d i r e p a r u n m a r i a g e .
I l épousa alors m ê m e , et en p r é s e n c e de t o u t
le m o n d e , u n e fille à qui il faisoit l ' a m o u r
depuis l o n g - t e m s , et à qui il p o r t a p o u r
douaire t o u t ce c u'il p u t v o l e r dans le c o u v e n t .
Sied-il d o n c b i e n après cela à M . de V o l -
t a i r e , d e dire q u e les p r o t e s t a n t s d e v i n r e n t r e -
c o m m a n d a b l e s aux p e u p l e s p a r la m a n i è r e
d o n t la r é f o r m e s'établît ; et q u e les G e n e v o i s
p r o c é d è r e n t t r è s - j u r i d i q u e m e n t et avec beau-
c o u p de m a t u r i t é à la p r o s c r i p t i o n de la R e l i -
gion R o m a i n e ?
I l c o n t i n u e et d i t : ^ L e s c a t h o l i q u e s p e u
r i n s t r u i t s , qui savent q u e L u t h e r , Z u i n g l e ,
•? Calvin se m a r i è r e n t , p e n s e n t q u e ces fon-
•? d a t e u r s s'insinuèrent p a r des séductions flat-
t e u s e s , et qu'ils ô t e r e n t aux h o m m e s u n
joug t r è s - p e s a n t , p o u r l e u r en d o n n e r u n
" t r è s - l é g e r . Mais c'est tout le c o n t r a i r e . S ils
v c o n d a m n è r e n t le célibat des p r ê t r e s , s'ils
o u v r i r e n t les p o r t e s des couvents c'étoit
p o u r c h a n g e r en c o u v e n t la société b u -
?' m a i n e . L e jeu , les spectacles furent d é -
**• fendus chez les r é t o r m é s . G e n è v e , p e n -
" d a u t p l u s de d e u x cents ans , n a pas souffert
chez elle un i n s t r u m e n t de m u s i q u e . Ils p r o s -
.v crivirent la confession a u r i c u l a i r e , mais i l *

:
Jacques Bernard; Gardien des Cordelicvs,
DE VOLTAIRE. 199
p ]a v o u l u r e n t p u b l i q u e . D a n s la Suisse , d a n s
tf l ' E c o s s e et à G e n è v e , elle l a été ainsi q u e
5

w la p é n i t e n c e , ;>
M . de V o l t a i r e c o m p t e b i e n sur l ' i g n o -
r a n c e d e ses l e c t e u r s , q u a n d il s'exprime
c o m m e il fait. L e s c a t h o l i q u e s les m o i n s
instruits savent bien q u e les r é f o r m a t e u r s p r o s -
c r i v i r e n t les jeûnes , les a b s t i n e n c e s , la c o n -
fession auriculaire , les œ u v r e s de m o r t i -
fication et de p é n i t e n c e ; mais o n n e sait pas
; ce q u ' i l s ont é t a b l i p o u r r e m p l a c e r o u p o u r
' s u r p a s s e r c e s œuvres p é n i b l e s . E t d e v o i t - i l
en c o û t e r b e a u c o u p aux G e n e v o i s de s e i n -
a r e r des biens d e l é v c c h é et du c h a p i t r e
S e G e n è v e ; aux princes e t seigneurs a l l e -
m a n d s , de d é p o u i l l e r les é g l i s e s ; à tous l e s
irotestants en g é n é r a l , de dire p u b l i q u e m e n t
Î e u r Confiteor,de m a n g e r gras t o u t e l ' a n n é e ,
de se dispenser du c a r ê m e , des vigiles et d e s
q u a t r e - t e m p s ? car c'est à cela q u ' a b o u t i t t o u t e
la r é f o r m e .
G e n è v e , ajoute-t-il , p e n d a n t p l u s d e d e u x
cents ans n ' a pas souffert chez elle u n instru-
m e n t de m u s i q u e . C'est q u ' a p p a r e m m e n t les
G e n e v o i s n ' o n t p o i n t d e g o û t p o u r la m u -
sique. I l s sont n a t u r e l l e m e n t sombres et s é -
r i e u x . A peine rient-Us u n e fois e n u n a n .
C e l a n e vient q u e de l e u r c a r a c t è r e , e t n o n
pas de la r é f o r m e . E l l e n'"empêche pas q u ' o n
n e se divertisse a u t a n t à L o n d r e s et à B e r l i n ,
q u ' o n le fait à P a r i s .
I l n e parle ensuite qu'avec admiration et
avec e x t a s e , des succès q u ' e u r e n t par-tout ces
r é f o r m a t e u r s . S'ils o u v r i r e n t les p o r t e s de$
200 LES ERREURS
c o u v e n t s , dit-il, c'étoit p o u r c h a n g e r en cou-
v e n t t o u t e la société h u m a i n e . Mais il faut
a v o u e r q u e ces r é f o r m a t e u r s , t o u t habiles
qu'ils é t o i e n t , n ' y o n t guères réussi ; car l e u r s
c o u v e n t s s o n t e n c o r e moins édifiants q u e nos
villes n o n r é f o r m é e s . Les discours c h r é t i e n s
d e l ' é l o q u e n t S a u r i n , p a s t e u r à la H a y e , nous
e n fournissent des témoignages q u i n e sont
1
pas s u s p e c t s .
« L a loi de l'histoire oblige d e r e n d r e j u s -
r? tice à la p l u p a r t des m o i n e s q u i a b a n d o n -
î? n è r e n t leurs c l o î t r e s p o u r se m a r i e r . I l s
r e p r i r e n t , il est v r a i , la l i b e r t é d o n t ils
» avoient fait l e sacrifice. M a i s ils n e f u r e n t
99 p o i n t l i b e r t i n s , e t o n n e p e u t pas l e u r
v r e p r o c h e r des m œ u r s scandaleuses. 19
I l est fort n a t u r e l d e croire q u e ces g e n s -
là firent c o m m e les a u t r e s , et qu'ils g a r d è -
r e n t la fidélité conjugale c o m m e ils p u r e n t .
O n n e t i e n t pas registre d e t o u t e s les infidé-
lités q u e les maris font à l e u r s femmes. O n
n ' e n a pas t e n u d e celles q u e p e u v e n t avoir
fait aux l e u r s ces p r ê t r e s et ces moines m a r i é s .
V o l t a i r e seroit b i e n embarrassé de p r o u v e r
q u e ceux qui n ' o n t pas voulu g a r d e r le V O P U
de c o n t i n e n c e , o n t b i e n gardé la foi c o n -
jugale.
D ' a i l l e u r s les a p ô t r e s d u d é f r o q u e m e n t
3
n ' o n t pas été f o r t d é l i c a t s . L a b e l l e r e l i -
gieuse q u e L u t h e r c o n v o i t o i t , et q u i sauta les
m u r s d u c o u v e n t p o u r passer d e u x ans p a r m i

1
Voyez le discours sur les larmes de la Pceheressc.
3
çr- Coclhacus Act. Luth,
DE V O L T A I R E . 201
l e s Légistes de V i t t e m b e r g , avant son mariage
avec cet a p ô t r e , est u n e p r e u v e qu'ils n ' y
jregardoient pas de si p r è s .
E r a s m e * , en p a r l a n t des mariages des r é -
f o r m a t e u r s , observoit q u e les a p ô t r e s de l a
R e l i g i o n avoient t o u t q u i t t é , et leurs femmes
m ê m e , p o u r s ' a t t a c h e r à J é s u s - C b r i s t ; et q u e
ïes n o u v e a u x a p ô t r e s de l ' A l l e m a g n e r e n o n -
çoient aux engagements qu'ils avoient pris
devant D i e u , p o u r avoir des femmes. C e l t e
r e m a r q u e auroit é t é p l u s à sa p l a c e q u e les
réflexions de V o l t a i r e .
« O n a r e m a r q u é , dit-il e n c o r e , dans tous
9> les pays où l ' o n cessa d ' e x o r c i s e r , qu'il n ' y
w e u t p l u s de possessions, n i de sortilèges ;
99 tandis q u e le n o m b r e des sorciers et des
» possédées a été p r o d i g i e u x dans l'Eglise r o -
» maine j u s q u ' à nos d e r n i e r s t e m p s . •»
L e s choses o n t toujours é t é sur le m ê m e
ted c h e z les c a t h o l i q u e s e t les p r o t e s t a n t s ,
E u t h e r lui-même p e u de t e m p s avant sa m o i t
.exorcisa e n c o r e u n e fille. D e p u i s lors on est
, d e v e n u p l u s éclairé sur ces m a t i è r e s . O n a
r e c o n n u la fourberie ou l'imbécillité q u i d o n -
n o i e n t souvent lieu à ces sortes d opinions ;
et l ' o n a cessé p r e s q u ' e n m ê m e t e m p s p a r - t o u t
d ' ê t r e aussi c r é d u l e .
I l y a eu des possessions et des sortilèges.
L e s L i v r e s divins e n font foi. I l y en a eu
a p r è s la p r é d i c a t i o n de J é s u s - C h r i s t , p u i s q u ' i l
2
a d é c l a r é que c e u x qui c r o i r o i e n t en lui chas-
seroient les d é m o n s . I l p e u t d o n c y en avoir

3
• Erasme Epist. — Marc. 1. 1 6 .
202 LES ERREURS
e n c o r e m a i n t e n a n t . C'est ê t r e t r o p h a r d i et
t r o p i n c o n s i d é r é , q u e d'affirmer q u e Dieu per-
m e t t o i t autrefois des choses qu'il ne p e r m e t
dus a u j o u r d ' h u i . 11 y a u n e g r a n d e i m h é c i l -
Î ité à t o u t c r o i r e , et u n e g r a n d e t é m é r i t é à
t o u t n i e r . La sagesse est e n t r e ces d e u x e x c è s .
L e sage élevé au-dessus d u p e u p l e e x a m i n e ,
et ensuite il juge.

CHAPITRE XXVII.

De Henri FUI, et de la Révolution de la


Religion en Angleterre.

S ' i L f a u t e n croire M . de V o l t a i r e , les a m o u r s


fougueux de H e n r i V I I I o n t p r o c u r é à l ' A n -
g l e t e r r e le plus g r a n d b o n h e u r , en r e n v e r s a n t
la Religion c a t h o l i q u e . D a n s l a f a me u se A n n e
d e B o u l e n , q u i passa de l ' é t a t de simple
d e m o i s e l l e sur l e t r ô n e , et d u t r ô n e à l ' é c h a -
f a u d , il n e fait voir q u ' u n e sainte 5 dans la
r e i n e M a r i e , q u i v o u l u t r é t a b l i r la religion
c a t h o l i q u e , q u ' u n e fanatique sombre et s a n -
guinaire; d a n s ! i m p u d i q u e et impie a r c h e v ê q u e
C r a n m e r , q u ' u n m a r t y r p l u s h é r o s q u e les
p l u s illustres M a r t y r s de PEglise ; dans la
r e i n e E l i z a b e l h , q u ' u n e princesse t o u j o u r s
juste , et toujours e n n e m i e de la p e r s é c u t i o n .
E n s u i t e il r a p p o r t e q u e l q u e s traits des p l u s
ridicules et des p l u s o d i e u x , q u e les p r o t e s -
t a n t s o n t imaginés p o u r d é c r é d i t e r la Religion
r o m a i n e , e t p o u r faire valoir la r é f o r m é e .
DE V O L T A I R E , 20 3
C'est p a r - l à q u ' i l v e u t n o u s a p p r e n d r e à j u g e r
d e l a r é v o l u t i o n q u i a r r i v a , Jl y a deux s i è -
c l e s , e n A n g l e t e r r e , en m a t i è r e d e Religion.
I l y avoit cinq cents a n s , selon n o t r e c r i t i -
que , q u e les papes v e x o i e n t et r a n ç o n n o i e n t
l e s A n g l o i s , p a r des vexations toujours com-
b a t t u e s p a r les p a r l e m e n t s et p a r les m u r m u -
res des p e u p l e s . L e p o u v o i r des papes é t o i t
u n colosse v é n é r a b l e , d o n t la t ê t e étoit d ' o r
e t les pieds d'argile. I l é t o i t depuis l o n g -
t e m p s é b r a n l é p a r la h a i n e p u b l i q u e . U n
a m o u r passager le r e n v e r s a . O n abolit les
a n n a t e s , le d e n i e r de Saint P i e r r e , les p r o -
visions de bénéfices. L e s p e u p l e s p r ê t è r e n t
avec alégresse le s e r m e n t p a r l e q u e l ils r e -
connoissoient H e n r i p o u r le p a p e des Anglois.
, N e c r o i r o i t - o n pas , a p r è s ce q u e vient d e
dire M . de V o l t a i r e , q u e les Anglois d e v i n -
r e n t alors les p l u s h e u r e u x des p e u p l e s , e n
c o m p a r a i s o n de ce q u ' i l s é t o i e n t auparavant ?
C e p e n d a n t l'histoire n o u s a p p r e n d q u e ce
p e u p l e n e fut jamais aussi m a l h e u r e u x e t
aussi vexé p a r les i m p ô t s , q u ' i l l e fut alors.
M a l g r é t a n t d'églises p i l l é e s e t d e biens e c -
clésiastiques envahis , les Anglois ne f u r e n t
jamais p l u s m i s é r a b l e s , e t le Roi fut obligé
d e r e c o u r i r aux p l u s h o n t e u x e x p c d i e n s p o u r
t i r e r de l'argent de ses p e u p l e s .
L ' a l t é r a t i o n des m o n n o i e s fut u n des p r e -
m i e r s q u ' i l e m p l o y a . I l affoiblit d ' u n q u a r t
l ' a l o i des espèces. I l r e t i r a t o u t e s les a n -
ciennes au p r i x o r d i n a i r e , e t les r e m p l a ç a
ar les n o u v e l l e s ; e t p a r ce c h a n g e m e n t i l
t r e v e n i r à profit p r è s d ' u n q u a r t de t o u t
3(>4 LES ERREURS
l ' a r g e n t m o n n o v é d ' A n g l e t e r r e . E n s u i t e il
é t a b l i t l ' i m p ô t de b i e n v e i l l a n c e , p a r lequel
il exigeoit des dons gratuits p r o p o r t i o n n é s
aux facultés d'un c h a c u n . E n f i n il força îcs
1
aisés à lui f a i r e des p r ê t s , d o n t le r e m -
b o u r s e m e n t n ' é t o i t pas m ê m e incertain. M .
R a p i n d e T h o i r a s , F r a n ç o i s réfugié qui a
fait l'histoire d A n g l e t e r r e , r a c o n t e encore
d ' a u t r e s expédions d o n t s e servoit H e n r i Y l ï ï
3
p o u r t i r e r de l'argent de ses p e u p l e s .
V o i l à q u e l fut le b o n h e u r des Anglois
ap r è s la r é v ol u t i o n d e 1 a re lig i < m dan s ce
r o y a u m e . Aussi disoient-ils q u e les exactions
du p a p e de L o n d r e s é t o i e n t i n c o m p a r a b l e -
m e n t p l u s onéreuses q u e celles du p a p e de
R o m e , et q u ' o n avoit e n c o r e bien p e r d u au
c h a n g e . L e r o y a u m e fut épuisé sous ce r è g n e
d u r et c r u e l de H e n r i ; il fut t r o u b l é p a r les
r é b e l l i o n s et les séditions sous celui de son
successeur. L a misère et le besoin m i r e n t de
t o u t e p a r t les armes* à la m a i n des p e u p l e s ;
et le conseil c o n v i n t q u ' i l falloit moins s o n -
g e r à les c o m b a t t r e q u ' à les soulager.
Los p e u p l e s , dit n o t r e c r i t i q u e , p r ê t è r e n t
avec alégresse le s e r m e n t de s u p r é m a t i e ; et
dans la page suïvaute il dit q u ' H e n r i fai soit
b r û l e r dans la m ê m e p l a c e ceux qui ne v o u -
loient pas le r e e o n n o î t r e p o u r p o n t i f e , et
c e u x qui soutenoient les dogmes L u t h é r i e n s .
E Ï I effet, le c é l è b r e M o r u s , grand chancelier
d A n g l e t e r r e , le saint E v ê q u e de R o e h e s t c r ,

1
B u C h c s n o H i s t . d ' A n ? l e t . SanûVr Iiist. du s c l i i s m p ,
2
Raj.. tic "f îioir. 1. XV. C a m d , — R a . de T h o i r . 1, Q.
r t
DE VOLTAIRE. 2<X>
F i s h e r , la m è r e d u cardinal P o l u s , q u i é t o i t
d u sang r o y a l et p r o c h e p a r e n t e de H e n r i y

f u r e n t les p r e m i è r e s t ê t e s i m m o l é e s à ce n o u -
v e a u c h e f s u p r ê m e de l'Eglise. C o m m e n t a c -
c o r d e r cette alégresse avec les h û c h e r s et les
sanguinaires exécutions?
J e n e veux pas r é p o n d r e à ce q u ' i l dit en-
suite d e la h a i n e des p e u p l e s c o n t r e la p u i s -
sance de R o m e , de ces miracles feints, d e ces
r e l i q u e s s u p p o s é e s , d o n t on se servoit p o u r
a t t i r e r les offrandes. C e sont-là de ces d é c l a -
m a t i o n s vagues et saits p r e u v e s q u i ne m é r i -
t e n t q u e d u m é p r i s . H est p r o b a b l e q u ' i l y
a eu de ces abus en A n g l e t e r r e c o m m e il y e n
a eu e n F r a n c e . L e s c a t h o l i q u e s les a v o u e n t
e t les c o r r i g e n t . Les p r o t e s t a n t s les m u l t i -
p l i e n t e t les e x a g è r e n t à l ' e x c è s .

C H A P I T R E X X V I I L

D'Arme de Bouleiu

é v é n e m e n t des p l u s singuliers d a n s
l ' h i s t o i r e de H e n r i V I I I , est le soin q u ' i l e u t
d e faire a n n o n c e r p a r un a r r ê t du p a r l e m e n t ,
à t o u t e l ' A n g l e t e r r e , l ' h o n n e u r q u e lui avoit
fait la Reine sa f e m m e , e n poussant au d e r -
n i e r p o i n t les complaisances p o u r ses am^uts.
E t u n e chose aussi s i n g u l i è r e , c'est I eflort
q u e fait V o l t a i r e p o u r n o u s fair<? r e g a r d e r
c o m m e u n e s a i n t e , cette femme infidelle au
r o i son é p o u x . I l est vrai q u ' u n e canonisa/-
i. 18
aoG LES ERREURS
t i o n faite p a r l'autorité de M . de V o l t a i r e à
B e r l i n , n'est pas tout-à-fait aussi respectable
•que celles qui se font à R o m e p a r l'autorité
tics Souverains P o n t i f e s . E t si A n n e d e B o n l e n
e s t u n e S a i n t e , elle n e l'est g u è r e q u e c o m m e
l ' é t o i e n t autrefois les Lais et les C o r i n n e s .
Si l ' o n en ci*oït M . de V o l t a i r e , A n n e B o -
l e y n , ou de B o u l e n , c o m m e nous le p r o n o n -
ç o n s en F r a n ç o i s , n ' é t o i t g u è r e c o u p a b l e q u e
d e q u e l q u e s l é g è r e t é s , q u e son e n j o u e m e n t na-
t u r e l r e n d o i t assez excusables. « C e n e fut ,
3» d i t - i l , q u e jalousie de la p a r t de H e n r i ;
v les accusations furent sans p r e u v e s : il n ' y
e u t q u e des indices si l é g e r s , q u ' u n citoyen
?? q u i se b r o u i l l e r o i t avec sa f e m m e , p o u r si
p e u d e c h o s e , passeroit p o u r u n h o m m e
7? injuste, »
1
M . B a y l e est b i e n éloigné de p e n s e r si
a v a n t a g e u s e m e n t de c e t t e r e i n e . I l avoue
f r a n c h e m e n t la d e t t e , et dit q u ' o n p o u voit
assez e n m é d i r e , sans passer les b o r n e s d ' u n
l i d è l e historien. P a r m i les historiens p r o t e s -
t a n t s q u i étoient intéressés à la d é f e n d r e , par-
ce q u ' e l l e étoit p r o t e s t a n t e e l l e - m ê m e , les
u n s la d o n n e n t c o m m e v é r i t a b l e m e n t coupa-
2
b l e , les autres a v o u e n t q u il est b i e n difficile
d e la justifier. P l u s i e u r s assurent q u e son
p è r e fut d u n o m b r e des juges q u i la c o n d a m -
n è r e n t . S o n apologiste M . B r u n e t , é v ê q u e de
S a \ ; b e r y , dit q u e cela est f a u x , et il cite e n
s

p r e u v e u n registre d u p r o c è s , q u e p e r s o n n e

1
Dict, Anne Boîeyn. — * Sleid, 1. i o .
DE VOLTAIRE. S07
1
ii'a jamais v u . O n fit passer p a r la m a i n des
bourreaux quatre seigneurs, entre lesquels
étoit R o c h e f o r t , frère de la r e i n e , accusés
d'avoir eu p a r t à ses a d u l t è r e s e t à ses i n c e s t e s .
S o n c h e r musicien S m e t o n , m o i n s respecta-
b l e , et p e u t - ê t r e p l u s c r i m i n e l , eut aussi l e
2
m ê m e s o r t . A p r è s cela il est assez s u r p r e n a n t
^que M . de V o l t a i r e eu veuille faire une s a i n t e .
A n n e de B o u l e n étoit e n c o r e fort j e u n e
u a n d elle fut a m e n é e e n F r a n c e p a r la sceur
2 e H e n r i V I I I f e m m e de L o u i s X I I . ° L o r s -
q u e c e t t e reine r e t o u r n a en A n g l e t e r r e , A n n e
S ' a r r ê t a au service de C l a u d e , femme d e
F r a n ç o i s I . E l l e e n t r a ensuite c h e z la duchesse-
d A l e n ç o n . O n fcroit u n e l o n g u e liste des
a m a n t s q u ' e l l e e u t , e t des s u r n o m s h o n n ê t e s
d o n t elle fut d é c o r é e p e n d a n t son séjour e n
F r a n c e . D e r e t o u r en A n g l e t e r r e , elle fut
p l a c é e c h e z la reine C a t h e r i n e e n q u a l i t é d e
fille d ' h o n n e u r .
C"est-là q u ' H e n r i V I I I la v i t , et il n e l ' e u t
pas p l u t ô t vue q u ' i l en fut éperduement
a m o u r e u x . A n n e étoit t r o p c o q u e t t e p o u r n e
p a s p r e n d r e tous les m o y e n s d i r r i t e r la p a s -
sion d u roi , et t r o p ambitieuse p o u r se c o n -
t e n t e r d u titre de m a î t r e s s e . E l l e n e r é p o n d i t
aux e m p r e s s e m e n t s de H e n r i q u e p a r des p r o -
testations de devoir et de \ e r l u . E l l e 1 e n -
flamma davantage. C'est rdors q u e ce prince;
c o m m e n ç a à c h e r c h e r en l u i - m ê m e c o m m e n t
i l p o u r r o i t faire p o u r faire casser son mariage

1 a
— Rapin de Thoiras, livre 16. Sandcr, Bayict
* .Candcai appar.
2o8 LES ERREURS
avec C a t h e r i n e d ' E s p a g n e , et p o u r é p o u s e r l a
B o u l e n . Afin de ]a faire r e s p e c t e r à la C o u r ,
il lui d o n n a u n r a n g distingué ; et p e u de t e m p s
a p r è s il envoya des ambassadeurs à R o m e p o u r
d e m a n d e r la cassation de son p r e m i e r mariage.
C e p e n d a n t le p a p e , qui voit é v i d e m m e n t 1 ''in-
justice et l'impossibilité de cette cassation ,
t e m p o r i s e , p o u r laisser le t e m p s à la passion
du roi de se r a l e n t i r . L e roi de son côté i m -
p a t i e n t de ces d é l a i s , qui d u r è r e n t p r è s d e
sept a n s , eut r e c o u r s à d'autres n i o v e n s . I l
c o n v i n t avec C r a n m e r , L u t h é r i e n c a c h é , d e
l e n o m m e r a r c h e v ê q u e de C a n t o r b é r y , e t
p r i m a t d ' A n g l e t e r r e , à c o n d i t i o n qu'il p o r t e -
1
roi t la sentence de c a s s a t i o n .
C r a n m e r trouva le parti trop bon p o u r
r i e n refuser. I l p r o m i t t o u t , il fut fait a r c h e -
v ê q u e d e C a n t o r b é r y , il cassa le mariage d u
r o i 5 et H e n r i , m a l g r é t o u t e s les r e p r é s e n -
t a t i o n s de son conseil é p o u s e A n n e
T 5qui
a c c o u c h a q u a t r e mois a p r è s d ' u n e princesse ,
2
q u i fut la c é l è b r e Reine E l î z a b e t h , C'est
ainsi q u ' u n e petite D e m o i s e l l e chassa du lit
et d u tronc d u r o i , u n e P r i n c e s s e d ' u n e
v e r t u a d m i r a b l e , et q u i étoit fille des rois
d ' E s p a g n e , et t a n t e de l ' e m p e r e u r C h a r l e s
V . C e p e n d a n t la n o u v e l l e R e i n e d e v e n u e
m o i n s r é s e r v é e , et p o r t a n t le d é s o r d r e t o u -
j o u r s p l u s loin , passa au b o u t d e trois ans
3
d u t r o u e à P é c h a f a u d , avec les c o m p l i c e s
de ses a d u l t è r e s et de ses incestes. V o i l à
q u e l l e étoit la Sainte d e M . de V o l t a i r e !
9 3
* Rap. de Thoir. — Bayl. Ann. de Boul» — 51. h io«
DE VOLTAIRE, 509

C H A P I T R E XXIX.

De Marie , Reine d'Angleterre.

M ARÏE d ' A n g l e t e r r e m o n t a s u r le t r ô n e
a p r è s la m o r t de son frère E d o u a r d V I : e t
p e n d a n t son r è g n e elle lit t o n s ses efforts
l
p o u r r é t a b l i r la religion C a t h o l i q u e . E l l a
m o n t r a q u e l l e étoit sa f e r m e t é , en faisant
toujours c é l é b r e r le Service divin à la C a -
t h o l i q u e dans son c h â t e a u de F r a m i n g h a m y

•durant les sept ans q u e r é g n a son frère e t y

e n se faisant toujours r e s p e c t e r c o m m e l a
s œ u r d u r o i , et l ' h é r i t i è r e p r é s o m p t i v e d e
l a c o u r o n n e . E l l e fit p a r o î t r e son courage ,
e n se faisant h a r d i m e n t p r o c l a m e r R e i n e
d ' A n g l e t e r r e , dès q u ' e l l e eut appris la m o r t
d ' E d o u a r d . P a r son acti\ ité , elle p r é v i n t
les D u c s de N o r t h u m b e r l a n d et d e S u f f o l o ,
q u i v o u l o i e n t lui ravir la c o u r o n n e , et q u i
avoient déjà fait p r o c l a m e r Reine d Angle-
t e r r e , J e a n n e G r a y , fille d u d u c de Suffolc,
e t belle-fille d u d u c de N o r t h u m b e r l a n d .
E l l e m a r c h a à la t ê t e de t r e n t e mille h o m -
m e s . E l l e dissipa l ' a r m é e des conjurés 5 et
sa victoire fut sans effusion de sang.
T o u s les conspirateurs étoient criminels
d e lèze-majesté au p r e m i e r chef. Les prin-
c i p a u x furent c o n d a m n é s à la m o r t . V o l t a i r e
n e dit rien de ces conspirations. I l se c o n t e n t e

• Ducacne, livre 22. Itapin de Thoirac.


18.
ÛIO LES "ERREURS
d e faire d e t e n d r e s l a m e n t a t i o n s sur la m o i t
d e c e t t e j e u n e R e i n e , e t s u r celle d e son
p è r e , de son b e a u - p è r e et de son é p o u x . I I
est vrai q u e J e a n n e G r a y p a r u t p l u s m a l *
h e u r e u s e q u e c o u p a b l e ; mais e l l e p o u v o i t
ê t r e e n c o r e u n e occasion de conspiration ;
l a sévérité p a r u t nécessaire. C e sont ces
e x é c u t i o n s de r i g u e u r qui a l l u m e n t la b i l e
d e V o l t a i r e c o n t r e M a r i e . « E l l e é t o i t , dit il ,
y> aussi c r u e l l e q u ' H e n r i V I I I . S o m b r e e t
t r a n q u i l l e daus ses b a r b a r i e s , a u t a n t q u e
5? H e n r i son p è r e étoit e m p o r t é , e l l e e u t
un autre genre de tyrannie.
C e critique faisoit a u p a r a v a n t u n e S a i n t e
d e la n o u v e l l e M e s s a l i n e , A n n e d e B o u l e n .
M a i n t e n a n t il fait u n e sanguinaire fanatique
d e M a r i e , u n e des p l u s respectables P r i n -
cesses q u e 1 A n g l e t e r r e ait e u e s .
M a i s sa bile s'allume b i e n davantage e n -
c o r e , l o r s q u ' i l p a r l e de ceux q u i f u r e n t
c o n d a m n é s à m o r t sous ce r è g n e p o u r cause
d e religion , et cet échauffement lui fait
p e r d r e d e vue la v é r i t é , v O n c o m p t e ,
v d i t - i l , environ huit cents personnes
v l i v r é e s aux flammes sous M a r i e , »
I l faut r e m a r q u e r là-dessus p r e m i è r e m e n t
q u T I o u e e d , a u t e u r Anglais , n ' e n c o m p t e
1
q u e d e u x c e n t soixante et d i x - s e p t y et l e
réfugié M . R a p i n de T h o i r a s , dans sa g r a n d e
histoire d'Angleterre , n'en compte que
d e u x c e n t q u a t r e - v i n g t - q u a t r e . I l ajoute e n -
suite , q u e ceux q u i en o n t c o m p t é h u i t

* Histoire d'Aïuj. l i m *6. Extrait de Byxner.


DE VOLTArRE. 211
t e n t s , T o u t fait sans p r e u v e s . M a i s ces
écrivains n e s o n t pas assez ennemis des C a -
t h o l i q u e s , p o u r ê t r e suivis p a r V o l t a i r e . S e -
c o n d e m e n t , en e x a g é r a n t ces cruautés d e
la r e i n e M a r i e , il ne dit rien de celles d ' E l i -
z a b e t h , qui fit p é r i r u n n o m b r e i n c o m p a r a -
b l e m e n t p l u s g r a n d de c a t h o l i q u e s , c o m m e
n o u s le v e r r o n s après,
M . de V o l t a i r e d o n n e à son ouvrage l e t i t r e
d'Essai s u r l'histoire génézale , et sur les
m œ u r s et l'esprit des n a t i o n s . I l faut a v o u e r
q u e son ouvrage n'est e n effet q u ' u n essai, e t
m ê m e b i e n h a s a r d é . I l y auroit bien à y c h a n -
g e r e n c o r e , p o u r e n faire u n ouvrage parfait.
I l finit e n disant q u e a M a r i e m o u r u t p a i -
v sible , mais m é p r i s é e de ses sujets , qui lut
v reprochent e n c o r e la p e r t e de Calais, laissant
» enfin u n e m é m o i r e odieuse dans l'esprit d e
» q u i c o n q u e n'a pas l ' â m e d e p e r s é c u t e u r . 5?
U n c r i t i q u e sage et é q u i t a b l e auroit d i t
q u e le g r a n d d u c d e Guise profita en h a b i l e
h o m m e des circonstances p o u r r e p r e n d r e C a -
lais. L ' A n g l e t e r r e étoit alors épuisée p a r l e s
r a p i n e s et les vexations d e H e n r i V I I I . et p a r
les factions et les séditions q u i avoient r e m -
p l i le r è g n e de son successeur. M a r i e en m o n -
t a n t sur le t r ô n e alla au p l u s p r e s s é , q u i
étoit de r é t a b l i r la paix dans ses états. E l l e
pensa b i e n à la conservation d e Calais ; mais
e l l e fut m a l servie p a r ses g é n é r a u x et p a r ses
a m i r a u x . D ' a i l l e u r s , s'ils n "avoient pas eu à
faire ce r e p r o c h e à M a r i e , ils auroient eu sû-
r e m e n t lieu de le faire à q u e l q u ' u n de ses
successeurs.
212 LES ERREURS
Q u a n t à la m é m o i r e odieuse q u ' e l l e a lais-
sée , on sait Lieu q u ' e l l e a été fort haie et
d é t e s t é e des p r o t e s t a n t s ; et M . de V o l t a i r e
est t o u j o u r s de l e u r s e n t i m e n t .

C H A P I T R E XXX.

De Cranmer, archevêque de Cantorbéry,

" V O I C I le grand objet de l'admiration e t


des p l u s sublimes louanges de M . de V o l t a i r e ,
C r a n m e r dans les flammes.
« Ce P r i m a t , dit-il , q u i avoit eu la f o i -
r blesse d ' a b j u r e r , r e p r i t son courage sur l e
r b û c h e r . I l d é c l a r a qu'il m o u r o i t p r o t e s t a n t ,
v et lit r é e l l e m e n t ce q u ' o n a é c r i t , et p r o b a -
?? b l e m e n t ee q u ' o n a feint d e M u t i u s S c é -
*? vola. I l p l o n g e a d ' a b o r d dans les flammes
t) la m a i n qui avoit signé l ' a b j u r a t i o n , et
v n ' é l a n ç a son corps dans l e b û c h e r q u e
v q u a n d sa main fut t o m b é e . Action p l u s
» l o u a b l e et aussi i n t r é p i d e q u e celle q u ' o n
?> a t t r i b u e à M u t i u s . L "Anglois se punissoit
y d'avoir s u c c o m b é à ce qui lui paroissoit u n e
>? foiblesse, et le R o m a i n d'avoir m a n q u é u n
77 assassinat. *>
V o l t a i r e n'a jamais fait t a n t d ' h o n n e u r aux
p l u s illustres M a r t v r s de l'Eglise. I l n e les
traite le p l u s souvent q u e d e r é b e l l e s et d e
factieux. Mais p o u r C r a n m e r , c'est l ' e x e m p l e
d e la magnanimité la p l u s h é r o ï q u e . C e p e n -
d a n t l'histoire de sa vie ne s'accorde guère
DE VOLTAIRE. 2l3
avec le magnifique p o r t r a i t q u ' o n fait ici def
lui.
• C e g r a n d h o m m e n ' e u t pas h o n t e d ' e n l e v e r ,
1
t o u t a r c h e v ê q u e q u ' i l é t o i t , u n e fille e n
A l l e m a g n e , de l ' e m m e n e r en A n g l e t e r r e , e t
d ' e n faire sa c o n c u b i n e . I l n'osa pas 1 é p o u s e r
p u b l i q u e m e n t d u vivant d e H e n r i V I I I , q u i
n e vouloit p o i n t de s e m b l a b l e s éclats dans
les chefs d u c l e r g é . I l se c o n t e n t a alors d e la
c o n d u i r e avec lui dans u n e l i t i è r e f e r m é e ,
q u a n d il alloit dans q u e l q u ' u n e de ses maisons
de plaisance. Les noces p u b l i q u e s de l ' a r c h e -
v ê q u e n ' e u r e n t lieu n u e sous le r è g n e d ' E -
douard.
C e t h o m m e si ferme avoua dan s son
i n t e r r o g a t o i r e , <ju"il r+voil c h a n g é très-souvent
d e c r é a n c e j u r différents articles ia r e l i g i o n .
Q u e l q u e s - u n s p r é t e n d e n t q u ' i l en c h a n g e a
d i x - s e p t fois. C e qui est s u r , c'est q u ' i l fut
d ' a b o r d c a t h o l i q u e sous H e n r i V I I I , ensuite
schismatique avec ce p r i n c e ; L u t h é r i e n , e t
a p r è s A n g l i c a n sous E d o u a r d ; enfin il r e d e -
vint c a t h o l i q u e sous M a r i e . O n n e p e u t g u è r e
savoir ce qu'il étoit q u a n d il fut c o n d a m n é
au feu. C e t h o m m e a d m i r a b l e d e v a n t faire
s e r m e n t de conserver les d r o i t s d e l'Eglise
d ' A n g l e t e r r e , p o u r ê t r e p o u r v u de l ' a r c h e -
v ê c h é de C a n t o r b é r y , n e fut p o i n t d u t o u t
embarrassé, II fit en m ê m e t e m p s et le s e r m e n t
r e q u i s , et u n e p r o t e s t a t i o n p a r - d e v a n t n o t a i r e ,
qu'il n e g a r d e r o i t jamais son s e r m e n t .
M . de V o l t a i r e , p o u r r e n d r e sa n a r r a t i o n

* Histoire du Schisme. Sander,


2l4 LES ERREURS
p l u s a d m i r a b l e , dit q u e C r a n m e r é t e n d î t sa
m a i n sur l e s flammes, e t la laissa b r û l e r j u s -
q u ' à ce q u e l l e t o m b â t , avant q u e de s'élancer
dans le b û c h e r . C e t t e p u n i t i o n de sa m a i n
auroit é t é bien s o u v e n t r é i t é r é e , si elle avoit
eu lieu toutes les fois qu'il avoH signé et q u ' i l
s'étoit p a r j u r é . Mais le m e r v c " l<\ix de ce
,l

b e a u trait n e paroi t l'a q u e ridicule à celui q u i


fait l'histoire. C r a n m e r fut e n c h a î n é au b û -
c h e r avant q u ' o ù n ' y m î t le feu. C o m m e n t
d o n c p u t - i l a t t e n d r e q u e sa m a i n fût c o n s u -
m é e , p o u r s'y élancer?

C H A P I T R E XXXI.

De la reine Elizabeth*

ELIZÀBETH, cette P r i n c e s s e qui fut si h a -


b i l e dans l'art d e r é g n e r . q u i mit les forces
d e P A n g l e t e r r e sur u n p i e d si respectable ,
q u i fut le p l u s ferme soutien d e la r é b e l -
l i o n H o l l a n d o i s e , et q u ' o n p e u t r e g a r d e r
c o m m e la fondatrice de la religion A n g l i -
cane ; E l i s a b e t h est e n c o r e u n des plus grands
objets d e l ' a d m i r a t i o n de M . d e V o l t a i r e . I l la
l o u e c o m m e tous les autres é c r i v a i n s , q u a n d i l
p a r l e d e ses talens ; e t b e a u c o u p plus q u e
n e le fout les p r o t e s t a n t s m ê m e s , q u a n d il
p a r l e d e ce q u e l l e fit p o u r la Religion ,
ou p o u r mieux d i r e , c o n t r e la Religion.
P e n d a n t q u a r a n t e - q u a t r e ans de r è g n e >

elle laissa toujours la l i b e r t é à toutes le*


DE V O L T A I R E . 215
sectes de s'établir en A n g l e t e r r e , et e l l e
n ' o u b l i a rien p o u r en p r o s c r i r e la R e l i g i o n
c a t h o l i q u e . I l est é v i d e n t q u e ce ne fut q u e
la p o l i t i q u e qui l"y engagea. L a s e n t e n c e
p o u r le divorce de son p è r e avec C a t h e r i n e
d'Arragon, n'ayant été prononcée que par
le l u t h é r i e n et toujours variable C r a n m e r ,
sa m è r e A n n e de B o u l e n ne pouvoit ê t r e rc-
ée q u e c o m m e u n e c o n c u b i n e , et elle
ne devoit e l l e - m ê m e ê t r e r e g a r d é e que c o m m e
fille n a t u r e l l e de H e n r i V I I I . Alors la c o u -
ronne d Angleterre appartenoit à Marie
S t u a r t nièce de ce p r i n c e ^ et après elle aux
e n i a n s de la duchesse de Suifolc , qui e n
étoit la nièce é g a l e m e n t . Aussi H e n r i I I ,
b e a u - p è r e de M a r i e S t u a r t , . fit p r e n d r e à
5a b e l l e - l i l l e le titre de Reine d ' A n g l e t e r r e ,
d ' a b o r d après la m o r t de la reine M a r i e .
I l falloit d o n c q u ' E l i z a b e t h proscrivît u n e
R e l i g i o n , selon l a q u e l l e e l l e étoit i n c a p a b l e
d e s u c c é d e r . V o i l à la v é r i t a b l e source de la
h a i n e d ' E l i s a b e t h c o n t r e la Religion r o m a i n e
et c o n t r e la Reine d'Ecosse. M . de V o l t a i r e
auroit mis plus de vérité dans son h i s t o i r e ,
s'il avoit fait cette a t t e n t i o n . Mais la v é r i t é
n e fut jamais son b u t e n é c r i v a n t .
I l ne p e u t se lasser de p e i n d r e avec les cou-
l e u r s les p l u s noires la sévérité de la r e i n e
M a r i e c o n t r e les p r o t e s t a n t s , et il r e l è v e p a r
les plus grands éloges la sagesse et la m o d é -
r a t i o n d E l i z a h e t h envers les c a t h o l i q u e s .
•t* P e r s o n n e , d i t - i l , n e fut p e r s é c u t é p o u r
v ê t r e c a t h o l i q u e . Mais ceux q u i v o u l u r e n t
v t r o u b l e r l ' E t a t p a r p r i n c i p e de conscience
2\6 LES ERREURS
v furent s é v è r e m e n t punis. I l est sûr q u ' E l i -
?? z a b e t h n e fut p o i n t sanguinaire avec les
» C a t h o l i q u e s de son r o y a u m e , c o m m e l'avoit
v é t é M a r i e avec les p r o t e s t a n t s . »
I l est b i « n vrai e n effet, q u ' E l i z a b e t h n e fut
pas sanguinaiz'e c o m m e M a r i e , mais elle le fut
avec b i e n p l u s d e finesse, e t b i e n plus d'effi-
1
c a c e . E l l e p e r s é c u t a les C a t h o l i q u e s , c o m m e
J u l i e n l'apostat p e r s é c u t a autrefois les C h r é -
tiens ; c ' e s t - à - d i r e , e n p r e n a n t des m o y e n s
q u i p u s s e n t les d é t r u i r e s û r e m e n t , sans lui at-
t i r e r le n o m odieux de p e r s é c u t r i c e d é c l a r é e .
E l l e fit u n g r a n d n o m b r e d e lois , p o u r
i n t e r d i r e l'exercice d e la religion c a t h o l i -
q u e , et p o u r o b l i g e r t o u t l e m o n d e à se
t r o u v e r à ceux d e la religion Anglicane, L e s
p r e m i è r e s c o n t r a v e n t i o n s à ces lois é t o i e n t
p u n i e s p a r de grosses a m e n d e s . E n s u i t e o n
v e n o i t à la confiscation d e tous les biens ,
e t enfin à u n e prison p e r p é t u e l l e , où I o n
laissoit p é r i r les C a t h o l i q u e s de misère. D è s
l e c o m m e n c e m e n t d e s o n r é g n e , les é v ê q u e s
q u i n e v o u l u r e n t pas la r e c o n n o î t r e p o u r
C h e f de l ' é g l i s e , f u r e n t t o u s d é p o u i l l é s d e
l e u r s d i g n i t é s ; ils furent la p l u p a r t confinés
e n différentes p r i s o n s , et q u e l q u e s - u n s y
p é r i r e n t . E l l e fit d é c l a r e r c r i m i n e l s d e lèze-
majesté tous les p r ê t r e s Anglois c a t h o l i q u e s
qui reviendroient en Angleterre. Un grand
n o m b r e furent pris e t p e n d u s a p r è s les p l u s
affreuses t o r t u r e s . O n t r o u v e la p l u p a r t d e
ces lois dans C a m d e n , h i s t o r i e n Anglois e t

1
Camden , an i58a. Spond. Sander.
DE VOLTAIRE. 217
-protestant. O n les t r o u v e en p l u s grand d é -
tail e n c o r e dans S a n d e r . E l l e s sont e n c o r e
j a p p e l é e s par M . H u m e , dans son e x c e l l e n t e
liistoire de la maison S t u a r t sur le t r ô n e
d'Angleterre,
C'est de cette reine q u e V o l t a i r e dit h a r -
d i m e n t , q u e p e r s o n n e n e fut p e r s é c u t é , ni
m ê m e r e c h e r c h é p o u r sa c r é a n c e sous son
r è g n e , mais q u ' o n poursuivoit s é v è r e m e n t
s e l o n sa l o i , ceux q u i violoient la loi. Q u i
p o u r r o i t n e pas a d h é r e r au j u g e m e n t d u sage
et v é r i d î q u e V o l t a i r e ?
L e s p r o t e s t a n t s , c o m m e les c a t h o l i q u e s , se
m o q u è r e n t du titre que prit E l i s a b e t h , de
c h e f de PEglise anglicane , c'est-à-dire , d e
Papesse des anglois. M . de V o l t a i r e trouve q u e
l e hadinage est très-mal p l a c é .
v- O n pouvoit c o n s i d é r e r , d i t - i l , q u e c e t t e
v femme r è g u o i t , q u ' e l l e avoit les droits at
t a c h é s au^.trône p a r la loi d u p a y s ; q u ' a u -
» trefois les souveraine de t o u t e s les n a t i o n s
v c o n n u e s avoient l ' i n t e n d a n c e des choses d e
w la Religion ; q u e les E m p e r e u r s r o m a i n s
v furent Souverains P o n t i f e s , et qu'enfin u n e
v Reine d ' A n g l e t e r r e q u i n o m m e u n a r c h e -
r> v ê q u e de C a n t o r b é r y , et q u i lui p r e s c r i t
v des l o i s , n'est pas plus r i d i c u l e q u ' u n e a b -
?> besse de F o n t c v r a u l t qui n o m m e des p r i e u r s
» et des curés ; q u ' e n u n m o t c h a q u e pays a
» ses usages. ?.*
I l est é t o n n a n t q u e V o l t a i r e , avec tout son
e s p r i t n e se soit pas aperçu combien de p a -
reils r a i s o n n e m e n t s lui faisoient peu d ' h o n -
n e u r à l u i , et q u e l l e pitié ils dévoient faiie
i. 19
2l8 LES ERREURS
à des gens éclaires. Mais dans la mauvaise
h u m e u r , o n dit hien des choses q u ' o n n e
v o u d r o i t pas ensuite avoir dites. I l faut l'a-
v o u e r , q u ' u n e comparaison des absurdités
p a v e n n e s avec la Religion d u Fils de D i e u ,
et d'un Souverain F o n t i f e établi p a r J é s u s -
Christ , avec u n e femme intruse p a r le fa-
n a t i s m e , est t o u t - à - f a i t h e u r e u s e . P a r l o n s
s é r i e u s e m e n t : n ' e s t - c e pas là u n e insulte égale-
m e n t impie et g r o s s i è r e , faite à t o u t le C h r i s -
tianisme ? Les religions p a y e n n e s n ' é t o i e n t
q u e des établissements h u m a i n s , où l ' h o m m e
p o u v o i t c h a n g e r ou ajouter ce q u ' i l lui p l a i -
solt. L a religion c h r é t i e n n e a é t é établie p a r
J é s u s - C h r i s t , qui en a confié le g o u v e r n e -
m e n t au p r e m i e r d e ses a p ô t r e s Saint P i e r r e ,
e t à tous ses successeurs.
Si les p r o t e s t a n t s o n t t a n t b a d i n é sur la p r é -
t e n d u e papesse J e a n n e , les catholiques n "ont-
ils pas b i e n plus de raison d e le faire sur la
v é r i t a b l e papesse E l i z a b e t h ?
Mais cette femme r è g n o f t , dit M . de V o l -
taire. Mais il n'est dit n u l l e p a r t dans le livre
divin d e la religion des C h r é t i e n s , q u ' u n e
f e m m e r é g n a n t e eût rien à c o m m a n d e r ou à
p r e s c r i r e en ce qui c o n c e r n e le g o u v e r n e m e n t
«le l e u r église. C étoient des droits a t t a c h é s
au t r ô n e p a r la loi d u pays. C e fut u n e loi
d e v i o l e n c e de H e n r i V I I I , c i m e n t é e d u
sang de p l u s d'un millier de C a t h o l i q u e s , e t
q u i avoit été abolie sous le r è g n e de sa fille
M a r i e . Ainsi o n n e p o u v o i t pas la r e g a r d e r
c o m m e u n e loi du pays.
L a comparaison qu'où fait d'une reine
DE VOLTAIRE. 2lf)
«l'Angleterre q u i n o m m e u n a r c h e v ê q u e d e
C a n t o r b é r y , avec une a b b e s s e d e F o n t e v r a u l t ,
ui n o m m e des p r i e u r s et des c u r é s , renferme
eux choses qui n e se ressemblent g u è r e .
I / a b b e s s e de F o n t e v r a u l t n'a p o i n t d a u l o n t o
spirituelle p a r e l l e - m ê m e . E l l e n"a que c e l l e
q u e 1 Eglise lui a communiquée, qui est e x -
t r ê m e m e n t b o r n é e , et q u i p e u t être r é v o -
q u é e et s u p p r i m é e . Mais la papesse angloise
étoit le p r i n c i p e et le c e n t r e d e t o u t e l ' a u -
t o r i t é , m ê m e s p i r i t u e l l e , q u e l ' o n ne p o u v o i t
r e c e v o i r q u e d ' e l l e seule.
Jamais les papes n ' o n t p a r l é d ' u n e m a n i è r e
dus forte , q u ' o n le fait dans l'article V d e
I ' o r d o n n a n c e de i55o,. I l est t r o p c u r i e u x
p o u r n e le pas r a p p o r t e r . « L a r e i n e seule aura
99 l e p o u v o i r de c r é e r les é v ê q u e s . T o u t e au-
j
» t r e élection ou n o m i n a t i o n sera n u l l e ; l e s
99 q u e l s é v ê q u e s ne p o u r r o n t e x e r c e r a u c u n
» d r o i t ni jurisdtction é p î s c o p a l e , q u e sous
v le b o n p l a i s i r , et e n v e r t u d u p o u v o i r
y? é m a n é de Sa Majesté, v V o i l à ce q u i fait
é g a l e m e n t rire les C a t h o l i q u e s et les p r o t e s -
t a n t s : et M . d e "Voltaire t r o u v e mauvais
q u ' o n en rie !
L e s politiques r e g a r d e r o n t toujours la r e i n e
E l i z a b e t h c o m m e m i e des p l u s habiles p r i n -
c e s s e s qui ait p a r u ; les p r o t e s t a n t s , c o m m e
u n e des p l u s zélées p r o t e c t r i c e s de leur s e c t e ;
les c a t h o l i q u e s , c o m m e u n e des plus d a n g e -
reuses e n n e m i e s de la c a t h o l i c i t é . Sa m é m o i r e
sera toujours c h è r e aux A n g l o i s , p a r c e q u e
c'est p a r ses soins et son h a b i l e t é q u e l e u r
puissance est devenue p l u s r e s p e c t a b l e , l e u r
MO LES ERREURS
c o m m e r c e plus é t e n d u , e t l e u r l i b e r t é p l u s
douce.
L e s écrivains c a t h o l i q u e s n ' o n t rien o u b l i é
p o u r Taire r e g a r d e r avec h o r r e u r la p e r s é c u -
t i o n d ' E l i s a b e t h c o n t r e la religion r o m a i n e .
L e s p r o t e s t a n t s o n t fait tous leurs efforts p o u r
la justifier e t la d é f e n d r e . R a y l e p l u s s i n c è r e
avoue q u ' e l l e fit e x é c u t e r de sévères édits c o n -
t r e les C a t h o l i q u e s r o m a i n s . I l n e la t r o u v e
e x c u s a b l e , q u ' e n disant q u e l l e y fut c o n t r a i n t e
p a r des raisons d ' E t a t . Maïs M . d e V o l t a i r e
l ' e m p o r t e e n c o r e sur ce p r o t e s t a n t , p a r l e
zèle p o u r la gloire d e cette r e i n e .

C H A P I T R E X X X I I .

De Marie Stuart»

LE cinique h i s t o r i e n et p o è t e B u c h a n a n y

q u i a p r è s avoir abjuré la religion c a t h o l i q u e


finit p a r n e p l u s rien c r o i r e , est le guide
q u ' a choisi M . d e V o l t a i r e p o u r faire c o n -
n o î t r e la reine d'Ecosse M a r i e S t u a r t . C e
m i s é r a b l e a p o s t a t , après avoir c o u r u le m o n d e
e t séjourné q u e l q u e t e m p s dans les p r i s o n s
d u P o r t u g a l , r e v i n t en Ecosse. Il s'attacha
au c o m t e d e M u r r a y , calviniste z é l é , f r è r e
n a t u r e l et e n n e m i d é c l a r é d e la Reine. T o u s
les historiens c a t h o l i q u e s et p r o t e s t a n t s c o n -
v i e n n e n t q u e ce c o m t e étoit u n des p l u s m é -
c h a n t s h o m m e s de son siècle. Ce fut a u -
p r è s de lui q u e B u c h a n a n c o m p o s a son b i s r
DE VOLTAIRE. 221
toîrp «l'Ecosse, L a partie de cette histoire q u i
t r a i t e du r è g n e de M a r i e S l u a r l , a toujours
été r e g a r d é e c o m m e la ]>lus i m p u d e n t e satyre
q u i soit sortie de la p l u m e d ' u n écrivain *.
M a r i e S t u a r t s'étoit vue p e n d a n t q u e l q u e s
a n n é e s dans le p l u s h a u t p o i n t de gloire e t
d e b o n h e u r . E l l e étoit la p l u s b e l l e p e r s o n n e
d e son s i è c l e , et elle fut ensuite la plus m a l -
h e u r e u s e . Reine de F r a n c e p a r son mariage
avec F r a n ç o i s I I ; reine d'Ecosse p a r sa n a i s -
sance *, h é r i t i è r e v é r i t a b l e de la c o u r o n n e d ' A n •
g l c t e r r e , e n q u a l i t é de fille de la s œ u r aî-
n é e de H e n r i V I I I , elle passa près de la
moitié de sa vie dans les c h a î n e s , et m o u r u t
s u r u n échafaud p a r la main du b o u r r e a u .
S o n a t t a c h e m e n t à la religion C a t h o l i q u e
et ses droits sur l ' A n g l e t e r r e , firent tous se/
crimes ; et les efforts des Seigneurs c a t h o *
l i q u e s Anglois et de q u e l q u e s p r i n c e s , p o u r
la sauver des mains d ' E l î z a b e t h , h â t è r e n t
ses m a l h e u r s . L a p l u p a r t des accusations i n -
t e n t é e s c o n t r e elle n e furent q u e des calom-
nies inspirées p a r la h a i n e des p r o t e s t a n t s
contre une héritière Catholique.
L e p r e m i e r trait p a r l e q u e l ils se d é c l a -
r è r e n t c o n t r e elle , fut l'assassinat de son
secrétaire Rizzio. C e Rizzio étoit fils d ' u n
musicien de T u r i n , et C a t h o l i q u e t r è s - z é l é .
C ' é t o i t u n petit h o m m e mal fait , mais d e
b e a u c o u p d e s p r i t , et qui r e n d o i t de g r a n d s
services à la Reine p a r ses conseils. V o l t a i r e
d i t , après l ' i m p u d e n t B u c h a n a n , qu'il é t o i t

* Voyez Caunîeii.
*9-
LES EURE r u s
t r o p avant dans les b o n n e s grâces d e relfe
princesse. Les seigneurs Ecossois- p r o t e s t a n t s
c o n ç u r e n t de la jalousie d u c r é d i t de Rizzio ,
et ils n e furent p o i n t c o n t e n t s qu'ils ne s'en
fussent défaits. L e mari de la reine S t u a r t
D a r l e y , qui avoit aussi peu de sagesse q u e
d e reeounoissance p o u r sa bienfaitrice , e n t r a
à la t ê t e des assassins, dans l ' a p p a r t e m e n t
d e son é p o u s e , et fit massacrer Rizzio aux
y e u x de cette princesse.
Ce seroit u n e e r r e u r d e croire que Rizzio
3
é t o i t alors seul avec elle . M . de V o l t a i r e
l e dit , mais les historiens c o n t e m p o r a i n s
disent le c o n t r a i r e . Ils assurent qu'il y avoit
u n e n o m b r e u s e assemblée chez e l l e . D a r l e y
fut l u i - m ê m e assassiné q u e l q u e t e m p s a p r è s .
O n accusa la reine d'avoir eu p a r t à cet
assassinat, et l'on n e p u t jamais t r o u v e r Ja
m o i n d r e preuve c o n t r e e l l e . M u r r a y et les
calvinistes n ' o u b l i è r e n t rien p o u r b r o u i l l e r
les affaires. C a m d e n ^ r a c o n t e q u e ce fut ce
b â t a r d c o m t e qui engagea ensuite la reine à
é p o u s e r le c o m t e d e B o l h w e l qui étoit accusé
d'avoir fait t u e r D a r l e y ; et q u e p a r - l à il vou-
loit les r e n d r e odieux P u n et l ' a u t r e , afin d e
se faire d é c l a r e r r é g e n t . C e fut là le c o m m e n -
c e m e n t d e s t r o u b l e s et des r é b e l l i o n s , q u i
f o r c è r e n t enfin M a r i e à a l l e r c h e r c h e r u n
asyle en A n g l e t e r r e . Mais au lieu d'un a s v ] c r

elle n ' y t r o u v a q u ' u n e p r i s o n , et enfin la


m o r t a p r è s d i x - h u i t ans de misères et de c a p -
tivité.

1 1 3
Le Labour. — Canxdenns. <— CamJen. an ijGg*
DE V O L T A I R F . 22%
M . d e V o l t a i r e n o u s assure q u e B o t h w c t
fit signer aux p r i u c i p a u x seigneurs , un é c r i t
qui p o r t oit e x p r e s s é m e n t q u e la reine ne pou-
voit se dispenser d e 1 "épouser, puisqu'il avoit
c o u c h é avec elle. I l p r é t e n d q u e cela est
avéré p a r les l e t t r e s de M a r i e e l l e - m ê m e .
I l faut r e m a r q u e r q u e dans l e p r o c è s
1
q u ' E I i z a b e t h fit faire à cette r e i n e , on n'osa
jamais lui r e p r é s e n t e r ni ses p r o p r e s l e t t r e s y

ni cet écrit p r é t e n d u . Ces l e t t r e s et cet é c r i t


n ' o n t d o n c été fabriqués q u ' a p r è s , p o u r n o i r -
cir la r é p u t a t i o n de M a r i e et p o u r disculper
E l i z a b e t h . I l est s u r p r e n a n t q u e M . de V o l -
taire ose les citer.
II c o n c l u t ce c h a p i t r e d e Marie S t u a r t ,
d ' u n e m a n i è r e bien c o n f o r m e à l'esprit d e
B u c h a n a n . I l insinue l é g è r e m e n t que la m o r t
d e cette reine i n l o r t u n é e fut u n e t a c h e q u i
d é s h o n o r a le beau r è g n e d ' E l i z a b e t h . Mais il
laisse t o u t e la n o i r c e u r d e s crimes les p l u s
é n o r m e s sur M a r i e . I l lance m ê m e e n c o r e
des traits p i q u a n t s sur ceux q u i auroient d u
r e s p e c t p o u r cette p r i n c e s s e , ou q u i s e r o i e n t
t o u c h é s de son sort. <• Si cette a c t i o n , d i t - i l ,
79 flétrit la m é m o i r e d"Eli?abeth , il v a u n e i m -
97 bécillité fanatique à canoniser Marie S t u a r t ,
97 c o m m e u n e m a r t y r e de la religion. E l l e
99 n e le fut q u e de son a d u l t è r e , d u m e u r t r e
99 de son m a r i , et de son i m p r u d e n c e . •»
J ' o b s e r v e q u e , de l'aven de M . de V o l t a i r e
l u i - m ê m e , ce fut E l i z a b e t h q u i fomenta les
divisions, et anima les factions des Ecossais

1
Mémoire de Çaâteki&Uf
224 LES ERREURS
c o n t r e l e u r r e i n e , et q u e ce n ' é t o i t jrirp.a's
q u e des caUinistes q u ' e l l e employuit p o u r
ceia. M a r i e ayant é t é forcée p a r l'es rél/clles
d e se r e t i r e r dans les états de sa cousine ;
c e l l e - c i , sous p r é t e x t e d ' a s y l e , la traîna pen-
d a n t p r è s de d i x - n e u f a n s , de prison, en pri-
son. E n f i n , p o u r se d é l h r e r des crainios
q u ' e l l e avoit toujoui's de cette r i \ a l e , qui
avoit des droits si évidents sur la cou-
r o n n e d ' A n g l e t e r r e , elle n o m m a des c o m -
missaires p o u r instruire son p r o c è s . O n ae-
cusoït M a r i e d'avoir v o u l u faire r é v o l t e r
l ' A n g l e t e r r e en sa f a v e u r , d'avoir a t t e n t é
à la vie d ' E l i z a b e t h , et d'avoir voulu sou-
l e v e r c o n t r e elle les p r i n c e s c a t h o l i q u e s
de l ' E u r o p e . Jamais il ne fut p a r l é des h o r -
r e u r s d o n t M . de V o l t a i r e la n o i r c i t , et j a -
mais on n e p u t rien p r o u v e r des accusations
q u ' o n faisoit c o n t r e e l l e . Ciependant elle
n en fut pas moins c o n d a m n é e à la m o r t .
A l o r s elle d e m a n d a son confesseur ; ou e u t
1
la cruauté de le lui refuser ; et o n lui e n -
voya en place u n h é r é t i q u e q u ' e l l e ne v o u l u t
pas é c o u t e r . A p r è s avoir c o m m u n i é avec u n e
hostie q u e lui avoit e n v o y é e le pape , e l l e
sortit p o u r aller à IVchafaud , u n Crucifix
d'ivoire e n t r e les mains. U n seigneur p r o t e s -
t a n t lui dit a l o r s , q u ' i l suffisent de l'avoir d a n s
le c œ u r . E l l e lui r é p o n d i t d ' u n air d o u x
et t r a n q u i l l e , q u ' e l l e l a u r o i t Lien plus aisé-
m e n t dans le cœur., q u a n d e l l e l'auroit e n -
core e n t r e les m a i n s , et sous les veux. D è s

* Cbiudeûiis, au i58s. Rapin.


DE VOLTAIRE. 22*>
qu'elle fut s u r i "échafaud, elle déclara q u ' e l l e
étoit i n n o c e n t e de t o u t ce q u ' o n lui avoit
supposé de desseins c o n t r e la reine d ' A n g l e -
terre , et q u elle m o u r o i t dans la Religion ca-
t h o l i q u e . A p r è s quoi elle se fitoler ses h a h i t s
p a r ses tilles , récita u n p s e a u m e , r e c o m m a n d a
son âme à D i e u , et tendit le cou au b o u r r e a u .
V o i l à des faits avérés. C a m d e n , l'historien
d ' E l i z a b e t h , en convient. "Voici la m a n i è r e
d o n t cet écrivain p a r l e de cette princesse ,
après avoir fait le r é c i t de sa m o r t . T e l l e fut
la fin de M a r i e S t u a r t *, princesse d u n e cons-
t a n c e i n é b r a n l a b l e dans la religion , d ' u n e
piété a d m i r a b l e envers D i e u , d ' u n e g r a n d e u r
d ' â m e et d ' u n e p r u d e n c e au-dessus de son
s e x e , d ' u n e b e a u t é e x t r a o r d i n a i r e , et q u ' o n
d o i t m e t t r e au r a n g des p r i n c e s q u i o n t passé
d u p l u s h a u t degré des h o n n e u r s au c o m b l e
des calamités. A p r è s c e l a , il faut avouer q u e
la conclusion p a r où finit V o l t a i r e , on p o u r -
r o i t à p e i n e la p a r d o n n e r à l ' i m p u d e n t B u -
chanan.

1
Camdeu. en i53a.
226 LES ERREURS

CHAPITRE XXXIII.

De la Religion sous François Premier, ete<

o N n e t r o u v e dans V o l t a i r e , sur cet a r t i c l e ,


q u u n e n c h a î n e m e n t d ' i m p u t a t i o n s fausses, de
r a i s o n n e m e n t s f o i b l e s , d infidélités et d'at-
t e r a t i o n s , que nous a lions p r é s e n t e r et réfuter
dans le m - m e o r d r e qu'il les p r é s e n t e et
q u il expose l u i - m ê m e . Voici c o m m e il c o m -
mence :
*' Les François, depuis C h a r l e s V I I , é t o i e n t
v regardés à R o m e c o m m e des schismaliques,
v à cause de la p r a g m a t i q u e - s a n c t i o n faite à
» Bourges c o n f o r m é m e n t aux décrets du eon-
îî cile d e Bàle , ennemi de la p a p a u t é . »
1
I l i a u t r e m a r q u e r q u e sous C h a r l e s V I I ,
il n ' y eut p o i n t de différend e n t r e la C o u r de
F r a n c e et celle de R o m e ; q u e Louis X I , e n
m o n t a n t sur le t r ô n e , d é c l a r a qu'il ne v o u -
loit p o i n t s'en t e n i r à la p r a g m a t i q u e , et il
sut hîen iaîre tout p l i e r à ses sentiments ;
q u e C h a r l e s "\ I I I fut t r è s - b i e n avec les papes
de son t e m p s ; et que les différends de Louis
X I I avec J u l e s I I , ne r e g a r d o i e n t n u l l e m e n t
la p r a g m a t i q u e . I) ailleurs la F r a n c e n avoit
p r e s q u e jamais eu tant de c a r d i n a u x , q u e l l e
en eut seras ces r è g n e s . C o m m e n t V o l t a i r e
ose-l-il dire oue les F r a n ç o i s étoient r e g a r d é s

* Histoire de l'Egliac Gallicane.


RE VOLTAIRE. 22j
fcomme des schismatiques p a r la C o u r d e
Rome?
- « La religion n'embarrassoit guère F r a n ç o i s
p I . Aussi ce p r i n c e laissa-t-il p l u t ô t p e r s é -
if c u t e r les h é r é t i q u e s , qu'il n e les poursui-
s vit. Les évoques , les p a r l e m e n t s a l l u -
yy n i è r e n t des b û c h e r s ; il n e les éteignit
p pas.
• Q u ' o n lise ces deux t r a i t s , et q u ' o n juge si
F r a n ç o i s I avoit aussi p e u de religion q u e
l ' a n n o n c e V o l t a i r e . Ce p r i n c e ayant appris
q u ' u n e statue de la Sainte Vierge avoit été
profané»; et outragée p a r les h é r é t i q u e s , e n
témoigna d ' a b o r d la d o u l e u r la p l u s vive. I l
p r o m i t une grande r é c o m p e n s e à celui q u i
découvriroit les auteurs de cet attentat. Mais
our l'.ure une a m p l e r é p a r a t i o n à la M è r e
J 1
e D i e u , il fit faire u n e statue d'argent d e
la g r a n d e u r de celle qui avoit été p r o f a n é e ;
il i n d i q u a une procession s o l e m u e l l e p o u r
m e t t r e la n o u v e l l e statue à la place tic 1 a n -
cienne , et v o u l u t l u i - m ê m e , à la vue de t o u t
son p e u p l e , faire cette n o u v e l l e d é d i c a c e ,
- p e n d a n t l a q u e l l e on le vît r é p a n d r e des l a r -
mes de d é v o t i o n et de p i é t é .
2
L e m ê m e p r i n c e a p p r e n a n t q u on avoit
affiché p a r t o u t Paris des p l a c a r d s remplis d e
b l a s p h è m e s c o n t r e l ' E u c h a r i s t i e , fit, un flam-
b e a u à la main, à la t ê t e de tous l e s p r i n c e s et
princesses de sa maison . et à la vue de tout le
. p e u p l e , une s o l e m u e l l e a m e n d e h o n o r a b l e ,
e u r é p a r a t i o n de ces outrages et de ces b l a s -

a
* D u C o u l a i , >— F l o r i m o n de R a y m o n d .
2'*8 LE S r R REVR 8
t h è m e s . I l finit p a r u n discours qui marquoit
jien sa vive foi, et sa t e n d r e p i e t é . Et quant
à m o i q u i suis votre r o i , dit-il les larmes aux
y e u x , si je savois un de mes m e m b r e s maculé
ou infecté de cette d é t e s t a b l e e r r e u r , n o n -
s e u l e m e n t je vous le baiîlerois à c o u p e r , mais
d a v a n t a g e ; si j'apereevois aucun d e mes en-
fants e n t a c h é , je le v o u d r o i s moi-même sa-
crifier. C e t t e a m e n d e h o n o r a b l e fut suivie du
supplice de six h é r é t i q u e s c o n d a m n é s aux
flammes. Q u o i q u e ses mesurs n ' a i e n t pas tou-
j o u r s été bien réglées , il n ' y eut jamais la
m o i n d r e altération de sa foi ; et il m o u r u t ,
a p r è s avoir reçu les d e r n i e r s sacrements avec
l a p l u s édiiiante p i é t é .
T e l étoit le P r i n c e , a la religion d u q u e l
M . de V o l t a i r e ose d o n n e r atteinte. I l d i t ,
e n p a r l a n t de J u l i e n l ' a p o s t a t , q u e les c h r é -
tiens d é b i t o i e n t b e a u c o u p d e fables sur ce
p r i n c e , et qu*» ces fables étoient toutes ca-
lomnieuses. C o m m e n t d o i t - o n regarder c e l b s
q u ' i l a la hardiesse de d é b i t e r sur François 1^
• « N o u s avons v u les juges d'Angleterre,
?? sous H e n r i V I I I et sous M a r i e , exercer
;> des cruautés qui font h o r r e u r . Les F r a n -
•>? c o i s , q u i passent p o u r u n p e u p l e plus
7? d o u x , surpassèrent b e a u c o u p ces barbaries
v faîtes au n o m de la religion et de la jus-
r tice. •* Les h é r é t i q u e s sont toujours chers
à la religion odieuse à V o l t a i r e . Les hugu<-
nots c o m m e n c è r e n t p a r r e n o n c e r à l'ancienne
religion , m é p r i s è r e n t les r e m o n t r a n c e s des
s u p é r i e u r s ecclésiastiques , refusèrent d"o-
iïéir au roi , p r i r e n t les armes , saccagèrent
DE VOLTAIRE. 22g
« t p i l l è r e n t plus do h u i t cents villes , p o r -
t è r e n t le fer et le feu aux q u a t r e coins d u
r o y a u m e , y introduisirent les é t r a n g e r s , fi-
rent p é r i r une m u l t i t u d e i m m e n s e de sujets
fidèles au r o i ' . Ce q u e l'on fit p o u r p u n i r les
auteurs de tant de d é s a s t r e s , c'est ce q u e
V o l t a i r e appelle des é n o r m e s barbaries faîtes
an n o m de la religion et de la justice. D ' A u -
bigné , tout protestant qu'il e s t , n e p e u t pas
les excuser ; et V o l t a i r e c o n d a m n e ceux q u i
Ont fait légitimement p u n i r u n petit n o m b r e
de ces criminels.
" I l faut savoir q u ' a u douzième siècle ,
97 P i e r r e \ aldo , d o n t la p i é t é et les e r r e u r s
99 d o n n è r e n t , d i t - o n , naissance à la secte
f> des V a u d o i s , s "étant r e t i r é avec plusieurs
99 p a u v r e s q u ' i l n o u r r i s s o i t , dans des v a l l é e s
99 incultes , e n t r e la P r o v e n c e et le D a u p h i -
99 n é , il l e u r servit de pontife c o m m e d e
99 p è r e . I l les instruisit d a n s sa secte , q u i
99 ressembloit à celle des A l b i g e o i s , de W i -
99 clef , de J e a n H u s , de L u t h e r et d e
99 Z u i n g l e , sur plusieurs p o i n t s p r i n c i p a u x ,
99 Les Vaudois jouîssoient d u c a l m e , q u a n d l e s
99 r é f o r m a t e u r s d ' A l l e m a g n e et de G e n è v e
97 a p p r i r e n t qu ils avoient des frères. Aussi-
99 t ô t ils l e u r e n v o y è r e n t des ministres.
99 Alors ces Vaudois f u r e n t t r o p c o n n u s . L e s
99 édits nouveaux c o n t r e les h é r é t i q u e s les
99 c o u d a m n o i e n t au feu. "
Voici u n e p r e u v e des p l u s convaincantes
de la hardiesse de M . d e \ oltaire à p a r l e r

1
Histoire des Vaiiat. mémoire de Castelnau,
1. 20
23o LES ERRE r u s
sur tics choses q u ' i l ignore e n t i è r e m e n t . I l
dit q u e ces différentes sectes d o n t il \ i e n t
de rassembler les n o m s , se rcssembl oient
sur plusieurs p o i n t s p r i n c i p a u x . Q u ' o n en
juge p a r les caractères distinctifs que nous
allons d o n n e r des u n e s et des autres !
L e s e r r e u r s des Vaudois étoient de c r o i r e
q u e les ministres de la Religion dévoient
imiter la p a u v r e t é de J é s u s - C h r i s t et des
A p ô t r e s , et que les mauvais p r ê t r e s n e
pouvoient pas e x e r c e r les fonctions d u mi-
n i s t è r e ; q u e t o u t le m o n d e , les laïques ,
h o m m e s et femmes avoient d r o i t de p r ê c h e r ,
d e confesser , d ' a b s o u d r e , et de consacrer le
C o r p s de Jésus-Christ.
Les Albigeois r e j e t t o i e n t l'ancien t e s t a -
1
m e n t , c o n d a m n o î e u t le mariage et la p l u p a r t
des S a c r e m e n t s ; ils n e p a r l o i e n t de la T r i n i t é
q u e d ' u n e m a n i è r e t r è s - é q u i v o q u e , ce q u i
l e u r fit d o n n e r aussi le n o m d ' A r i e n s .
L e s Wicléfistes disoient q u e D i e u n ' é t o i t
pas l i b r e , q u il étoit l ' a u t e u r de tous les c r i -
m e s , et q u ' i l les a p p r o u v o i t ; q u ' u n e f e m m e
v e r t u e u s e p o u v o i t ê t r e P a p e ; q u ' u n roi c e s -
soit d ' ê t r e roi dès q u ' i l étoit en p é c h é m o r -
t e l . J e a n U n s n ' é t o i t pas t a n t a u t e u r de s e c t e ,
q u e disciple de V i c l e f sur plusieurs articles.
L u t h e r enseignoit q u e l ' h o m m e n'étoit pas
l i b r e s q u e tous les p é c h é s des justes sont des
1
p é c h é s m o r t e l s ; q u e le corps d e J é s u s - C h r i s t
est dans l'Eucharistie avec la substance d u
p a i n ; q u e le vicaire d e J é s u s - C h r i s t n'a n u l l e

* Voyez histoire des Yariat. livre n .


t>E VOLTAIRE. 2J1
a u t o r i t é dans I Eglise ; q u e la justification,
c'est-à-dire la justice ou sainteté c h r é t i e n n e
5 5

Consistoit à croire f e r m e m e n t q u e tons n o s


échés nous étoient remis p a r les mérites d u
S , a u v e u r ; il rejolîoit aussi plusieurs S a c r e -
m e n t s , la nécessité des b o n n e s œ u v r e s , i i n -
voeatîen des S a i n t s , les vœux m o n a s t i q u e s . e t c .
L e s Calvinistes n ' a d m e t t o i e n t «rue deux sa-
c r e m e n t s ; le B a p t ê m e et la C è n e ; e n c o r e
nioient-ils la nécessité du b a p t ê m e p o u r tes
enfants. I l s nioient la p r é s e n c e r é e l l e . Je l i b r e
a r î n t r e , couda muoie ut toutes les c é j v m o n i e s
d e FEglLse, et m e t t o î e n t parmi leurs articles
d e foi , q u e le P a p e étoit F A n t e - C h r i s t .
T e l l e s étoient les différentes sectes qui ,
selon M . de V o l t a i r e , se ressembloient sur
plusieurs points p r i n c i p a u x , q u i , selon le ju-
g e m e n t qu'il en p o r t e e n c o r e e n u n a u t r e
e n d r o i t , avoient à - p e u - p r è s les m ê m e s d o g -
m e s q u e tiennent a u j o u r d ' h u i les p r o t e s t a n t s .
S'il avoit l u l ' e x c e l l e n t ouvrage de M , d e
M c a u x sur les Variations, il auroit évité les
e r r e u r s grossières où il t o m b e . C o n t i n u o n s à
le s u i v r e , p o u r r e c o n u o i t r e ses écarts.
L e conseil de F r a n c e croyoit q u e t o u t e
»? n o u v e a u t é en religion, t r a h i e après elle des
99 nouveautés dans l'état. L e conseil avoit rai-
91 s o n , en considérant les t r o u b l e s d ' A l î e m a -
v gue. P e u t - ê t r e avoil-il t o r t , s il sougeoit à
99 la facilité avec l a q u e l l e les rois de S u é d e
99 et de D a n e m a r c k éfablissoient alors îe l u -
99 t h é m n î s m e . La v é r i t a b l e Religion s'étoit
99 par-tout introduite sans les guerres civiles 5
99 dans l ' E m p i r e romain, sur u n édit de C o n s -
2?>2 LES ERREURS
t a n t i n ; en F r a n c e , p a r la v o l o n t é de Clovïs;
s? e n A n g l e t e r r e , p a r l ' e x e m p l e d ' u n p e t i t roi
r de K e n t n o m m é E t h e l h e r t . s>
I l est aisé de faire voir q u e t o u t cet article
n'est r e m p l i q u e de misérables sophismes et
d e faussetés.
L e conseil de F r a n c e pensoit c e r t a i n e m e n t
m i e u x q u e V o l t a i r e . I l voyoit alors le sang
ruisseler dans toutes les p r o \ i n c e s des P a y s -
Jhis, les gibets dressés et les b û c h e r s a l l u m é s
e n A n g l e t e r r e depuis H e n r i V I I I et p e n d a n t
t o u t le l o n g r è g n e d ' E l i z a b e t h ; la moitié de
l ' A l l e m a g n e armée c o n t r e l ' a u t r e , à cause des
n o u v e l l e s religions. Ce m ê m e conseil voyoit
J E s p a g n e , l ' I t a l i e , la L o r r a i n e paisibles et
t r a n q u i l l e s , parce q u ' o n aAoit e m p ê c h é les
n o u v e l l e s religions d ' y p é n é t r e r ; Soliman I I
l u i - m ê m e , c o m m e le m a r q u e M . d e Castelnau
d a n s ses m é m o i r e s , d é f e n d a n t sous de grièves
p e i n e s d e recevoir des p r é d i c a n t s l u t h é r i e n s
d a n s ses états. F a u t - i l d o n c ê t r e surpris q u e
l e conseil craignît q u e la n o u v e a u t é e n r e l i -
gion n e traînât après elle des n o u v e a u t é s
dans PEtat.
L e m a r é c h a l de Strozzi pensoit encore de
1
l a m ê m e m a n i è r e . L ' A m i r a l de Coligni lui
disant u n j o u r q u e la F r a n c e étoit p a r v e n u e
à un p o i n t de force et de puissance que rien
ne p o u r r o i t é b r a n l e r ; il n e faudroit q u ' u n
c h a n g e m e n t de r e l i g i o n , r é p o n d i t le m a r é -
c h a l , p o u r la m e t t r e à d e u x doigts de sa

1
Mémoire de Castelnau.
DE VOLTAIRE, 2.J.»
r u i n e . M o i n s de vingt ans a p r è s , on vît r o m -
b i e n la pensée de ce seigneur étoit juste.
LVvemp'.c q u e cite M . de V o l t a i r e de la
S u è d e , n e p r o u v e guère ce q u il ose alîirmer.
T o u t le r è g n e de G u s t a v e Vasa ne fut q u ' u n
e n c h a î n e m e n t de g u e r r e s , de proscriptions e t
d'usurpations. M . de Pufendorff en c o n v i e n t .
M , d e V o l t a i r e n'y pense p a s , q u a n d il dit
q u e la religion s é t o i t i n t r o d u i t e dans t o u t
1
l ' e m p i r e romain sur u n édit de C o n s t a n t i n .
L édit de o i 5 n'ohligeoit p o i n t à embrasser
2
la religion C h r é t i e n n e . I l laïssoit s e u l e m e n t
1?. l i b e r t é a u \ C h r é t i e n s de faire une p r o f e s -
sion p u b l i q u e du C h r i s t i a n i s m e , et îî laïs-
soit aussi aux idolâtres la l i b e r t é de f r é q u e n t e r
leurs t e m p l e s et de faire leurs sacrifices c o m m e
a u p a r a v a n t . D ' a i l l e u r s , il oublie ce qu'il a dit
au c o m m e n c e m e n t de son h i s t o i r e , que c e t oit
les C h r é t i e n s qui avoient le p l u s c o n t r i b u é à
m e t t r e C o n s t a n t i n sur le t r ô n e .
11 se t r o m p e en disant q u e la religion s é t o i t
i n t r o d u i t e en F r a n c e p a r la v o l o n t é de C l o -
vis. Les fi au les étoient déjà toutes c h r é t i e n n e s ,
l o r s q u e CIovîs y vint é t a b l i r la m o n a r c h i e .
D e m ê m e l ' A n g l e t e r r e l'étoit déjà p r e s q u e
t o u t e , lorsuue les Saxons idolâtres s'en e m -
p a r è r e n t . Saint Athanase, au q u a t r i è m e s i è c l e ,
n o u s p a r l e des é v ê q u e s de cette Isle. P e l a g e
y fut moine dans le siècle suivant. Si l'on a
a p p e l é ensuite le roi E t h e l b e r t et le Saint
m o î n e Augustin, apôtres des A n g l o i s , c'est
p a r c e qu'ils c o n v e r t i r e n t les A n g l o - S a x o u s .

1 a
Histoire de Sutde, I. i — Hist. des Emp. Const,
20,
LES ERREÏ7RS
<- I l n e vos toit q u ' a u parti à p r e n d r e : c V l o ï t
r* d'imiter C h a r l e s - Q u i n t , qui finit, après
?' hien des g u e r r e s , p a r laisser la liberté de
r c o n s c i e n c e ; et la reine E l i z a b e t h , q u i , e n
99 p r o t é g e a n t la religion d o m i n a n t e , laissoit
?? c h a c u n a d o r e r Dieu suivant ses principes ,
99 p o u r v u q u ' o n fût soumis aux lois de 1 Etat.-?
L a reine E l i z a b e t h étoit v r a i m e n t un bel
e x e m p l e à p r o p o s e r à u n roi de F r a n c e , q u i
a le titre de roi t r è s - c h r é t i e n , et de Fils aîné
d e l'Eglise. Cette p r i n c e s s e , dit V o l t a i r e , en
p r o t é g e a n t la religion d o m i n a n t e , laîssoit cha-
c u n a d o r e r Dieu selon ses principes. E t ce-
1
p e n d a n t il assure a i l l e u r s q u ' e l l e songea , dès
q u ' e l l e fut sur le t r ô n e , à r e n d r e t o u t le
ï o y a u m e p r o t e s t a n t . V o l t a i r e souhaiteroit-il
q u e les rois de F r a n c e eussent pris le m ê m e
p a r t i , et q u ' a l ' e x e m p l e d ' E l i z a h e t h , ils eus-
s e n t fait passer en loi d e l ' E t a t de n e faire
profession q u e de la seule religion p r o t e s -
t a n t e , et qu'ils eussent fait s é v è r e m e n t p u n i r
q u i c o n q u e ne se seroit pas conformé à cette
l o i de l ' E t a t ? C'est-bi c e p e n d a n t ce qu'ils
e u s s e n t é t é obligés de faire, s'ils eussent suivi
l e beau m o d è l e q u e l e u r p r é s e n t e V o l t a i r e
clans la reine E l i z a b e t h .
O n cite fort mal-à-propos l ' e x e m p l e de
C h a r l e s - Q u i n t . C e p r i n c e n ' a c c o r d a jamais
la l i b e r t é d e conscience dans les pavs où il
étoit v r a i m e n t souverain c o m m e les rois d e
F r a n c e le sont dans leurs états. I l n e 1 "ac-
c o r d a jamais , ni dans les Pays-Bas ni d a n s

J
Histoire GvneVal. chapitre 1^9.
DE VOLTAIRE.
-1e C o m t é d e Bourgogne , ni en Espagne , ni
en I t a l i e . Si après v i n g t - c i n q ans de guer-
res , il céda eniln p o u r la l i b e r t é de cons-
cience dans 1 e m p i r e , ce n e fut que p o u r ces
Etats où il n avoit q u e F a u t o r i t é de chef do
l ' e m p i r e , sans y ê t r e m a î t r e a b s o l u , et sans
p o u v o i r y r é g l e r les choses à son g r é . L a
m a n i è r e de penser de V o l t a i r e n'est donc p a s
dus juste p o u r la p o l i t i q u e , que p o u r la r e -
Ï igion.
« O n p e n d i t et on b r û l a dans la G r è v e y

99 A n n e d u B o u r g , ce p r i n c e magistrat, esprit
99 t r o p inflexible , mais juge i n t è g r e , et d"une
99 v e r t u r e c o n n u e . L e s m a r t y r s font des p r o -
v sélites. L e supplice d ' u n h o m m e fit plus d e
99 r é f o r m é s en F r a n c e , q u e les livres d e
99 Calvin. L a sixième p a r t i e d u royaume é t o i t
99 calviniste sous F r a n ç o i s H v
C'est a p p a r e m m e n t d u m a r t y r o l o g e c a l \ i -
ïiiste q u ' e s t tiré cet éloge d ' A n n e du B o u r g .
C e m a g i s t r a t , neveu d ' u n c h a n c e l i e r , étoit
Un des p l u s furieux d é c l a m a t e u r s c o n t r e
PEglise romaine , et des p l u s a r d e n s défen-
seurs des p r o t e s t a n t s . I l le fit bien voir p a r
son discours f a n a t i q u e , fait en plein parle-
m e n t , en p r é s e n c e m ê m e et c o n t r e la v o -
lonté du roi. C e t t e v e r t u si r e c o n n u e est
c e p e n d a n t fort suspecte. I l dit au p r é s i d e n t
1
M i n a r d , que s'il ne se désistoit pas de sa
p o u r s u i t e c o n t r e les r é f o r m é s , on t r o u v e -
3
Toit le m o y e n de l ' e m p ê c h e r de c o n t i n u e r .
L e p r é s i d e n t fut assassiné peu de t e m p s

a
* Ké noire «e CosUlflau. — Le Laboureur. Add*
206 LES ERREURS
a p r è s . O n n a jamais cru q u e cet h o m m e
v e r t u e u x lut l'auteur de l'assassinai. Mais
q u a n d il lit cette m e n a c e , pouvoit-il ignorer
q u ' i l se p r é p a r o i t ?

CHAPITRE XXXIV.

De l'Inquisition.

5> IL faut être h i e n mal adroit p o u r calomnier


v l ' I n q u i s i t i o n , et p o u r c h e r c h e r dans l r
» m e n s o n g e de quoi la r e n d r e o d i e u s e , •> dit
M . de V o l t a i r e . E t il a raison. Mais pourroit-
on se p e r s u a d e r q u ' a p r è s avoir p r o n o n c é cette
h e l l c s e n t e n c e , il t o m b e aussitôt l u i - m ê m e
dans le défaut q u ' i l r e p r e n d ? O n ne doit pas
c e p e n d a n t ê t r e surpris q u ' i l se d é c h a î n e si
fort c o n t r e ce t r i b u n a l . I l a ses raisons p o u r
l e h a i r , et encore p l u s p o u r le c r a i n d r e .
I l faut convenir q u e le t r i b u n a l de I T n q u i -
sîtion est u n t r i b u n a l r e d o u t a b l e . Mais il n'est
pas aussi d é t e s t a b l e q u e le font les misérables
auteurs q u e V o l t a i r e copie. Voici connue en
p a r l e le judicieux a b b é de V a v r a c , dans son
ouvrage de Fétat p r é s e n t de l ' E s p a g n e .
« J ' a v o u e q u e si ceux qui se d é c h a î n e n t
v c o n t r e le tribunal de l ' I n q u i s i t i o n , avoient
7? égard à la qualité de ceux qui le c o m p o s e n t ,
77 Us en penseroient t o u t a u t r e m e n t . Ils ^ c r -
77 roîent à sa t ê t e , u n c a r d i n a l , ou , p o u r te
v m o i n s , un p r é l a t du p r e m i e r o r d r e Ils t rou-
ir veroient dans ses m e m b r e s t o u t ce q u e
PE VOLTAIRE, 2$^
9 l'Espagne a de plus distingué dans l ' é t a t
jj ecclésiasticpie et r e l i g i e u x , et dans la n i a -
99 gistrature. E t p e u t - ê t r e n e seroicnt-ils pas
99 assez hardis p o u r p e i n d r e de semblables
» sujets c o m m e des juges b a r b a r e s et i m p l a -
v c a b l e s , p l u s disposés à p u n i r des i n n o c e n t s ,
99 o u à faire grâce à des c o u p a b l e s ; plus avides
99 d u bien de ceux q u i o n t le m a l h e u r de
99 t o m b e r e n t r e leurs m a i n s , q u e zélés p o u r
97 le s a l u t ; plus p r o p r e s à e n t r e t e n i r u n e d é -
99 v o t i o n fantastique , q u ' à faire r é g n e r u n e
99 solide p i é t é . M a i s , p a r u n e fatalité q u e j e
j> n e puis c o m p r e n d r e , il est sur qu'ils f o n t
-99 du Saint Office u n lieu où l'innocence n i
97 la f o r t u n e des h o m m e s n e sont jamais en
99 s û r e t é , p a r les injustices criantes qui s'y
i9 c o m m e t t e n t . E t ce q u ' i l y a de plus d é p l o -
99 r a b l e , c'est q u e la p r é v e n t i o n a t e l l e m e n t
99 p r é v a l u , q u e je désespère en q u e l q u e ma-
99 n i è r e de p o u v o i r faire c o n v e n i r mes corn-
99 p a t r i o t e s , q u e la c i r c o n s p e c t i o n , la sagesse ,
19 la j u s t i c e , l'intégrité sont les vertus qui
19 caractérisent les I n q u i s i t e u r s . J ' e n t r e p r e n -
19 drai p o u r t a n t de le faire. 99
A p r è s cela M . l ' a b b é de V a y r a c e x p l i q u e la
m a n i è r e d o n t se font les p r o c é d u r e s . E l l e est
b i e n différente de celle q u e V o l t a i r e a copiée
d ' a p r è s les libelles, « L a forme des p r o c é d u -
19 res , dit V o l t a i r e , devient u n m o v e n infail-
99 lible de p e r d r e qui l ' o n veut. O u n e c o n -
99 fronte p o i n t les accusés aux d é l a t e u r s , et il
19 n ' y a p o i n t de d é l a t e u r qui n e soit é c o u t é .
99 U n criminel p u b l i c et flétri p a r la justice ,
99 u n e n f a n t , une courtisanne sont des accu-
s5M LES EftfcETJPvS
?? sateurs graves. Enfin 1 accusé est obligé'
î? d ' ê t r e l u i - m ê m e son d é l a t e u r ; de deviner
5? et d'avouer le délit q u ' o n lui suppose , et
97 q u e souvent il ignore . •?
C e sera l'abbé de Y a y r a c qui r é p o n d r a à
ces impostures. « i.° T o u s les officiers de i'in-
?» quisition, dît cet abbé . sont obligés de frire
v des preuves a u t h e n t i q u e s de b o n n e s n n e u r s
v et de capacité. a.° L e Saint Office ne frit
?? jamais a r r ê t e r p e r s o n n e , sans a v o i r luen
v examiné la qualité du d é n o n c i a t e u r , f.ar s (
1
y? avoir pris de grandes p r é c a u t i o n s p o u r bien
a a p p r o f o n d i r si c'e-t p a r haine ou par v n -
v geance qu'il fait sa d é n o n c i a t i o n . D ailleurs ,
r il faut r e m a r q u e r qu'il v a la peine d u t a -
v lion c o n t r e le d é n o n c i a t e u r . 3''. Ceux qui
v disent q u e ceux qui sont a r r ê t é s dans b\s
il prisons de 1 inquisition, sont obligés de d( -
i7 v l n e r le c r i n e d o n t ils sont accusés , en
ii i m p o s e n t à ce t r i b u n a l . I l <M certain q . i c
9i des qu ils sont a r r ê t é s , on l e u r d o n n e u n
19 p r o c u r e u r et u n a v o c a t , p o u r d é f e n d r e l e u r
97 cause. 4 ' \ A u c u n t r i b u n a l inférieur n e petit
;? c é l - ' b r e r d'acte de foi , sans nue p e r u n s -
17 siou expros**e du Cunseil s u p r ê m e , l e q u e l y
il envoie ordinairement u n C o n s e i l l e r . •? Com-
parez l'autorité de ces auteurs sans aveu
d ' a p r è s lesquels p a r l e M . de Voîtaij'C, avec
r e l i e de l'auteur que nous citons. C o m p a r e z
e t jugez !
11 semble que ces faits odieux que r a p p o r t e
V o l t a i r e p o u r faire e n c o r e p l u s d é l e s t e r l'in-
q u i s i t i o n , sont assez réfutés p a r ce que nous
DE VOLTAIRE* 20$
avons dit apr-\s l ' a b b é de V a y r a c , C e p e n d a n t
feous en discuterons e n c o r e q u e l q u e s - u n s .
. a A p r \ s la 'prise de G r e n a d e , dit V o l t a i r e ,
ff le cardinal X b n e m ' s v o u l u t que tous les
99 M a u r e s fussent c h r é t i e n s . C étoit une e n t r e -
p pj-ise d i r e c t e m e n t c o n t r e le tvaité p a r l e -
y q u e l les M a u r e s s étoient soumis. O n les
99 pressa , on les persécuta , on les s o u m i t , e t
99 o n les força de recevoir le b a p t ê m e . •*
M . de V o l t a i r e est toujours t r è s - d é c i d é à
accuser les c h r é t i e n s de mauvaise foi, et à jus-
tifier et à p l a i n d r e les infidèles. Les deux grands
h i s t o r i e n s d Espagne d é m o n t r e n t que ce fu-
r e n t Jes M a u r e s qui m a n q u è r e n t les p r e m i e r s
aux articles de la capitulation de G r e n a d e , l i s
invitoient les M a h o m é t a n s d'Afrique à v e n i r
faire des descentes en E s p a g n e ; ils les favori-
s o i e u t , et partageoient le b u t i n avec e u x .
F e r d i n a n d jugea que t o u t le mal venoit d e
la diii'érence de re-igion. I l o r d o n n a q u e les
M a u r e s s? fissent c h r é t i e n s ou qui! tassent 1 Es-
p a g n e dans quatre mois. C e t t e o r d o n n a n c e
étoit p o u r le bien de l ' E t a t , mais elle é t o i t
aussi en fav our de la r e l i g i o n : voilà p o u r q u o i
V o l t a i r e la d é s a p p r o u v e .
" L e graud I n q u i s i t e u r T o r q u é m a d a fit en
w q u a t o r z e ans le p r o c è s à plus de q u a t r e -
i9 vingt m i l l e h o m m e s , et en fit b r û l e r six
99 mille avec l ' a p p a r e i l et la p o m p e des p l u s
99 augustes fêtes. T o u t ce q u ' o n nous r a c o n -
11 t e des p e u p l e s qui o n t sacrifié des h o m -
9i mes à la D i v i n i t é , n ' a p p r o c h e pas de ces
v exécutions. O u r e p r o e h o i t à M o n t é z u m a
2$0 EES ERREURS
# d ' i m m o l e r ses captifs à ses dieux. Q u ' a u -
5? roit-il d i t , s'il avoit vu u n À u t o - d a - F é !
Avec l'appareil et la p o m p e des plus grands
m o t s , V o l t a i r e n e d é b i t e ici q u e de grandes
faussetés. S il avoit c o n s u l t é des auteurs sûrs et
1
i n s t r u i t s , c o m m e Mariana et F e r r e r a s , il auroit
v u q u ' i l falloit r e t r a n c h e r les d e u x tiers de
ces exécutions q u ' i l fait faire au r e d o u t a b l e
T o r q u é m a d a ; il auroit ajouté q u e p r e s q u e
tous ceux qui sont c o n d a m n é s au f e u , sont
étranglés auparavant ; et q u a n t au personnage
de M o n t é z u m a q u ' o n m e t ici e n c o n t r a s t e ,
l ' h o m m e sensé voit ce q u e ce p r i n c e auroit p u
dire : C'est q u e les E s p a g n o l s faisoient m o u r i r
des c r i m i n e l s , et lui des i n n o c e n t s ,
« A p r è s la m o r t de C h a r l e s - Q u i n t , l'inqui-
i9 sition osa faire le p r o c è s au confesseur de
y* c e t e m p e r e u r , C o n s t a n t i n P o n c e . ' ?
C'est e n c o r e u n e fausseté , q u e C o n s t a n t i n
9
P o n c e ait été confesseur de C h a r l e s - Q u i n t ' .
C e t h o m m e fut mis à l'inquisition du vivant
d e l ' e m p e r e u r q u i le c o n n o i s s o i t , et q u i dit
alors q u e si C o n s t a n t i n étoit h é r é t i q u e , c'étoit
certainement un grand hérétique.
A v a n t d e finir , nous r e m a r q u e r o n s u n
p e t i t défaut de calcul p a r l e q u e l M . de V o l -
taire t o m b e en c o n t r a d i c t i o n . I l c o m m e n c e
le c h a p i t r e où il p a r l e d e l ' I n q u i s i t i o n , en
disant qu'il v avoit cinq c e n t n u l l e religieux
c o m b a t t a n t sous l ' é t e n d a r t d e R o m e . E t dans
le c h a p i t r e p r é c é d e n t , où il p a r l e des o r d r e s
religieux , il fait u n c a l c u l p a r où il p a r o î t

1
Ferreras XII. P. Mariana. 1. 29, -~ * Voyez Bayle
DE VOLTAlIUî. 0A\
1
nu !! n e p e u t pas y en avoir deux cent m i l l e .
I l est s u r p r e n a n t qu'il oublie sitôt dans un.
e n d r o i t ce qu'il vient de dire dans u n a u t r e .

C H A P I T R E XXXV.

De Philippe II\ Roi d'Espagne.

successeur de C h a r l e s - Q u i n t avoit p o u r -
suivi t r o p v i v e m e n t les h é r é s i e s , p o u r n ' ê t r e
|>as m a l t r a i t é p a r les écrivains p r o t e s t a n t s ; e t
il avoit été t r o p a t t a c h é à la Religion , p o u r
ê t r e h i e n traité p a r V o l t a i r e . I l m e t P h i l i p p e
I I au-dessus de T i b è r e p o u r la m é c h a n c e t é ,
e t au-dessous p o u r les t a l e n t s . A i n s i , selon
V o l t a i r e , l'île de C a p r é e o ù T i b è r e é t o i t
t o u j o u r s e n v i r o n n é d e b o u r r e a u x , de c o u r t i -
san nés et d e g l a d i a t e u r s ; les e m p o i s o n n e m e n t s
de p r e s q u e tous les p r i n c e s d u sang d ' A u g u s t e :
R o m e , toujours dans la t e r r e u r et l'effroi p a r
les d é l a t i o n s e t p a r les e x é c u t i o n s sanglantes
q u i suivoient les d é l a t i o n s ; t o u t cela est
m o i n s h o r r i b l e q u e les scènes d e M a d r i d e t
d e l'Escurial sous P h i l i p p e I I .
P r é s e n t e r ce p r i n c e sous ces h o r r i b l e s
traits , c'est sacriiier sans p u d e u r la vérité à
la passion. P h i l i p p e fut r e d o u t a b l e à l'hérésie ,
p a r l'aversion q u ' i l avoit p o u r elle ; à la
F r a n c e , p a r sa puissance et p a r ses f o r c e s ; à
p l u s i e u r s états de l ' E u r o p e , p a r u n e p o l i t i q u e
t a c i t u r n e , et d o n t c h a c u n avoit à se délier.
C e t t e politique échoua s o u v e n t , parce q u ' e l l e
I. 21
1>,^3 LES ERREURS
s ' é t e n d o i t à t r o p d'objets à la fois. I l fit quel-
quefois la guerre p r e s q u eu m ê m e temps en
A f r i q u e , dans le nouveau m o n d e , eu I t a l i e
e n A l l e m a g n e , en F l a n d r e s , en A n g l e t e r r e .
I l fut toujours r e d o u t a b l e , mais jamais t v r a n
t e l q u e le p e i n t V o l t a i r e .
P h i l i p p e proscrivit G u i l l a u m e de N a s s a u ,
p r i n c e d ' O r a n g e , c o m m e l ' a u t e u r dos t r o u -
1
b l e s des Pavs-Bas , c o m m e sujet r é b e l l e ,
t r a î t r e , parjure et ingrat. L e p r i n c e r é p o n d i t
par u n m a n i f e s t e , où il accusoit P h i l i p p e des
plus grands c r i m e s , mais sans en d o n n e r au-
c u n e p r e u v e . V o l t a i r e fait un g r a n d fond sur
c e t t e a c c u s a t i o n , q u i fut m é p r i s é e p a r P h i -
lippe.
«•* E t o i t - c e l ' o r g u e i l , d i t - i l , é t o i t - c e la
•» force de la vérité q u i e m p ê c h o i t P h i l i p p e
*? do r é p o n d r e ? P o u v o i t - i l m é p r i s e r ce terri-
-? b l e m a n i f e s t e , c o m m e o n méprise tant d e
•f libelles obscurs , composés p a r d ' o b s c u r s
Tt v a g a b o n d s , a u x q u e l s les p a r t i c u l i e r s m ê m e
;> ne r é p o n d e n t pas p l u s q u e Louis X I V n ' y
» a r é p o n d u ? Q u ' o n joigne à ces accusations
?» t r o p a u t h e n t i q u e s , les a m o u r s de P h i l i p p e
v avec la femme de Ruîgomez , l'assassinat
;* d ' E s c o v é d o , la p e r s é c u t i o n d ' A n t o n i o P e -
r è z e , qui avoit assassiné E s c o v é d o p a r son
v o r d r e ; q u ' o n se souvienne q u e c'est là ce
v m ê m e h o m m e q u i n e p a r l o i t q u e de son
-i zèle p o u r la r e l i g i o n , e t c . Alors on p o u r r a
v se f o r m e r u n p o r t r a i t de P h i l i p p e . ??
V o i l a uzie d é c l a m a t i o n b i e n forte. O n p e u t
DE VOLTAIRE,
«lire q u e M a i m h o u r g , c o n t r e l e q u e l V o l t a i r e
«e récrie t a n t , n'a jamais d é c l a m é si f o r t e -
m e n t , ni si vainement.
1
II est vrai que le p r i n c e d ' O r a n g e , p r o s -
crit p a r P h i l i p p e , lui r é p o n d i t p a r un m a n i -
feste très-vif. I l envova ce manifeste dans
p r e s q u e toutes les C o u r s , et pas une n'y e u t
1
é g a r d . L e s E t a t s m ê m e de H o l l a n d e , 0:1
G u i l l a u m e étoit t o u t - p u i s s s a n t , refusèrent d'y
souscrire. C est JVîeteren , a u t e u r F l a m a n d ,
p r o t e s t a n t et c o n t e m p o r a i n , qui l e d i t e>pi fa-
scinent dans sa g r a n d e histoire des P a v s - E e s .
O n n e p e u t pas d o u t e r de la véiité df S T : )
t é m o ï ^ n a ^ e . ?daîs é t o û - c e 1 oi'^ueii ou la force
de la vérité , qui e m p ê c h o i t P h i l i p p e de r é -
ïondre , d e m a n d e V o l t a i r e f Mais seroît-il de
Ï a dignité d'un souverain de r é p o n d r e aux
accusations d'un sujet r é b e l l e ? et d'un vassal
c o u p a b l e d e félonie? L e f a i r e , ce seroit ti*aî-
t e r d égal avec l u i , et par-là m ê m e se dé^ri-der.
L e fier A n t o u i o P e r e z , d o n t M . de V o l t a i r e
daint le sort p o u r r e n d r e P h i l i p p e o d i e u x ;
Ï e fier A n t o n i o Peiez-% secrétaire d ' E t a t , fut
accusé d e p é c u l a t , d e trahison et de malver-
sations les plus odieuses p a r les autres minis-
tres. 11 l u t privé de ses emplois. I l voulut te
saliver, il fut a r r ê t é ; il s'échappa de la p r i -
son , et alla exciter u n e r é v o l t e en A r r a g e n ;
do-là il passa en F r a n c e , où il lit i m p r i m e r
q u e l q u e s ouvrages. D o i t - o n se fier à son t é -
moignage , à ses r e l a t i o n s , et à t o u t ce qu'il
a écrit c o n t r e son p r i n c e ?

2
* JVK'terea, livre 1 2 . — Ferreras, p. XV.
L E S
ERREURS
Q u a n t aux amours de P h i l i p p e , ce sont là
d e ces choses d o n t les petits auteurs des ro-
m a n s auroient p u e m b e l l i r l e u r s frivoles ou-
vrages. I l est b i e n s u r p r e n a n t q u e l e grave
V o l t a i r e les a d o p t e dans son histoire. N o u s
n e ferons plus q u ' i n d i q u e r certains points
q u ' i l affirme aussi h a r d i m e n t q u e s'ils étoient
i n c o n t e s t a b l e s , et q u ' i l n e fût pas bien aisé
d ' e n d é m o n t i e r la fausseté. Ces faits sont
p r i n c i p a l e m e n t le refus d e secours de la p a r t
«le P h i l i p p e à son n e v e u le roi de P o r t u g a l ,
p o u r la m a l h e u r e u s e e x p é d i t i o n d ' A f r i q u e ,
les exécutions b a r b a r e s de l ' i n q u i s i t i o n , et le
c o m m e n c e m e n t de la défaite de la fameuse
ilotte l ' i n v i n c i b l e .
Mais il est faux q u e P h i l i p p e n e d o n n a
oint de secours au roi D o m Sébastien p o u r
f 1
e x p é d i t i o n d ' A f r i q u e . P h i l i p p e fit ce q u ' i l
p u t p o u r d é t o u r n e r ce j e u n e p r i n c e de cette
e n t r e p r i s e dangereuse : mais q u a n d il vit q u ' i l
n e p o u v o i t pas vaincre son o b s t i n a t i o n , ii lui
d o n n a d e u x m i l l e h o m m e s d e ses m e i l l e u r e s
t r o u p e s , avec d ' e x c e l l e n t s officiers.
I l est faux q u ' i l ait fait b r û l e r à petit feu
à V a l l a d o l i d tous ceux qui étoient s o u p ç o n n é s
d h é r é s i e , et que de son palais il c o n t e m p l o i t
l e u r s supplices et e n t e n d o i t leurs cris. F e r -
2
r e r a s , h i s t o r i e n p l u s exact q u ' é l é g a n t , d i t
q u ' i l n ' y e u t q u ' u n seul c r i m i n e l b r û l é vif,
e t q u e les autres furent é t r a n g l é s a u p a r a v a n t .
I l est faux q u e la fameuse flotte E s p a -
g n o l e , a p p e l é e l ' i n v i n c i b l e , ait d ' a b o r d été

1
* Fcnéras. Ferréia*, ibid.
]~î E VOLTAIRE.
•attaquée et b a t t u e p a r les A n g l o i s , et q u e ce
n e fut q u ' a p r è s le c o m b a t q u e la t e m p ê t e
a c h e v a de la r u i n e r . L e s Anglois se v a n t e n t
1
m o i n s q u e V o l t a i r e n e les v a n t e . L e u r s h i s -
t o r i e n s c o n v i e n n e n t avec les Espagnols , q u e
l a t e m p ê t e qu'essuya cette flotte p r é c é d a son
e n t r é e dans la M a n c h e , où les combats se
donnèrent.
M . de V o l t a i r e a fait u n examen juste et
i n g é n i e u x sur q u e l q u e s mensonges i m p r i m é s .
I l est é t o n n a n t q u ' a p r è s avoir si bien pensé ,
il ait fait lui-même r é i m p r i m e r t a n t de m e n -
songes dans son histoire g é n é r a l e . P a r m i ces
m e n s o n g e s r é i m p r i m é s , on p e u t m e t t r e la
m o r t de D o m Carlos et l ' e m p o i s o n n e m e n t
d ' I s a b e l l e de F r a n c e , troisième épouse d e
Philippe I I .
L e s Espagnols sont toujours s u r p r i s , q u a n d
ils e n t e n d e n t les François raconter la m o r t
de D o m C a r l o s ; ils sont surpris q u ' o n en ait
fait u n e aventure de i*oman, d o n t les intrigues
d u p r i n c e avec la r e i n e , sa b e l l e - m è r e , o r t
é t é le n œ u d , et d o n t la s o m b r e jalousie d e
2
P h i l i p p e a fait la c a t a s t r o p h e . L e p r e m i e r
a u t e u r francois qui en ait parlé , est u n p o é î e
gascon qui fit u n millier de vers sur ce s u j e t ,
et qui les adressa à H e n r i I I I , p o u r l ' e n g a ^ L-
à venger la mort de la reine sa s e u r , m; il
snpposoit av oir été e m p o i s o n n é e après \j. m o r t
1
d e D o m Charles *. Son imagination a été le
flambeau à la l u e u r d u q u e l o n t m a r c h é nos

1 9
Histoire navale à"An£leterrç, — Mémoiro ilt C^s~
z
lelizau, «— Le LaLourcur. '*
1*46 f.ES ERREURS
faiseurs d e n o u v e l l e s , e t ensuite nos h i s -
toriens.
L o u i s d e Foix , ce fameux architecte q u i
1
b â t i t l ' E s c u r i a l , r a c o n t a à M . de T h o u t o u t
ce q u ' i l avoit r e m a r q u é dans D o m Carlos ;
les t r a n s p o r t s de fureur où il e n t r o i t fréquem-
m e n t ; les efforts q u ' i l fit plusieurs fois p o u r
se d o n n e r la m o r t ; ses tentatives p o u r se s a u -
v e r e n F l a n d r e s , se m e t t r e à la t ê t e des
é t a t s , e t j o u e r l e m ê m e r ô l e q u a v o i t joué
L o u i s X I , e n c o r e d a u p h i n . Mais il ne dit pas
l e m o t ni d e la m o r t tragique du p r i n c e , ni
d e l ' e m p o i s o n n e m e n t de la reine. L e p o è t e
est le guide q u e les historiens o n t suivi c o m m e
des m o u t o n s , e t V o l t a i r e a été m o u t o n c o m m e
les autres.
M . de T h o u e t les autres historiens d é m o n -
t r e n t la fausseté d e cet e m p o i s o n n e m e n t .
V o l t a i r e croit en voir la v é r i t é . L a parole d u
p r i n c e d ' O r a n g e est son garant. Mais q u e l -
ques pages a p r è s , il assure q u e ce garant é t o i t
a u h o m m e sans religion.

» Histoire d* M. de Thou.
DE VOLTAIRE. 247
C H A P I T R E X X X V I .

Delà fondation de la République de Hollande.

. UN p e t i t coin d e t e r r e p r e s q u e noyé dans


l e s eaux , h a b i t é p a r u n p e u p l e laborieux et
paisible , q u i n'avoit g u è r e d'autres richesses
q u e le p r o d u i t de ses prairies e t . d e la p ê c h e ,
e t q u i , dans l'espace de t r e n t e a n n é e s , devient
u n e des p l u s r e d o u t a b l e s puissances de l ' E u -
r o p e , lève de grandes a r m é e s , couvre la m e r
d e ses flottes, fait la c o n q u ê t e d ' u n e g r a n d e
p a r t i e des I n d e s o r i e n t a l e s , se fait r e c o n n o î t r c
p o u r E t a t s o u v e r a i n , et d e v i e n t enfin l ' a p p u i
d e ses anciens maîtres , d o n t il avoit secoué l e
' o u g : voilà ce q u ' a vu l e seizième siècle p a r
i 'établissement d e la r é p u b l i q u e de H o l l a n d e .
L e s t r o u b l e s q u e causent o r d i n a i r e m e n t
les c h a n g e m e n t s d e religion , la dissimula-
tion p r o f o n d e d ' u n S e i g n e u r , qui étoit l u -
t h é r i e n d e naissance , q u i fut ensuite c a t h o -
l i q u e p a r p o l i t i q u e , e t enfin calviniste p o u r
faire réussir les projets d e son ambition ; la
jalousie des p r i n c i p a l e s puissances de l ' E u -
r o p e , q u i , p o u r t r a v e r s e r les desseins des
E s p a g n o l s , s o u t e n o i e n t les r é b e l l e s de H o l -
l a n d e \ la fermeté i n c r o y a b l e et la v a l e u r d e
ce p e u p l e , auparavant p e u c o n n u et r e d o u t é *
T e l s o n t été les m o y e n s q u i o n t c o n c o u r e
t o u s e n s e m b l e à l'établissement des E t a t s g é -
n é r a u x des P r o v i n c e s - U n i e s .
2^r» LES ERREURS
L e s nouvelles hérésies s'étoient secrcU*"-
nient glissées dans q u e l q u e s cantons des P a \ s
Bas , m a l g r é toutes les p r é c a u t i o n s et les
soins de l ' e m p e r e u r C h a r l e s - Q u i n t ; et ce
p r i n c e avoit fait les édits les plus s é \ t r e s
p o u r les proscrire. I l avoit résolu d e faire
ériger d e n o u v e a u x évécliés e n F l a n d r e s ,
p o u r y mieux assurer la religion. Philippe. ,
d u c d e B o u r g o g n e , C h a r l e s - l e - f l a r d i , et en-
suite M a x i m î l i e n , ayeul d e Charles-Quinl
avoient déjà eu le m ê m e dessein ; mais les
guerres continuelles d o n t ces princes avoient
été o c c u p é s , les avoient e m p ê c h é s d e les
e x é c u t e r . C h a r l e s - Q u i n t , e n a b d i q u a n t tous
ses états , c o m m u n i q u a ses vues et ses desseins
à P h i l i p p e I I , son successeur et son /ils, e t lui
en r e c o m m a n d a l ' e x é c u t i o n . P h i l i p p e e n t r a
dans toutes les vues de l ' e m p e r e u r son
p è r e , et p r i t d u t e m p s p o u r le faire réussir.
E n p a r t a n t p o u r l ' E s p a g n e , il laissa l e
g o u v e r n e m e n t général des Pavs-Bas à la d u -
chesse d e P a r m e sa soeur , et lui d o i m r [tour
son principal conseil l e cardinal de G r a n -
v e l l e . C e cardinal étoit u n des plus grands
h o m m e s d'état d e son s i è c l e , h o m m e d ' u n e s -
p r i t infiniment p é n é t r a n t , incapable de se
laisser jamais s u r p r e n d -e, capable de t o u t
p r é v o i r , d e tout p é n é t r e r , et d ' a r r ê t e r t o u -
jours les desseins des a u t r e s ; enfin le seul
h o m m e q u ' o n conuoisse dans 1 h i s t o i r e , q u i
ait possédé p e n d a n t q u a r a n t e ans d e s u i t e , e t
sans aucune a l t é r a t i o n , la confiance et les
b o n n e s grâces d e ses m a î t r e s , et d e m a î t r e s
tels q u e C h a r l e s V e t P h i l i p p e I L
T) E VOLTAIRE. 2$<)
T o u s les grands seigneurs des Pavs-Bas q u i
«voient aspiré à la charge de g o u v e r n e u r gé-
n é r a l , le p r i n c e d ' O r a n g e s u r - t o u t , et le c o m t e
d ' E g m o u t furent m é c o n t e n t s au d é p a r t du r o i .
Mais c o m m e il l e u r laissoit p o u r g o u v e r n a n t e
la duchesse sa s œ u r , ils n ' o s è r e n t pas faire
paroître d'abord leur mécontentement.
L a p r o p o s i t i o n q u e fit c e t t e princesse d e
la p a r t du r o i , p o u r l ' é r e c t i o n des n o u v e a u x
é v ê c h é s , fournit aux m é c o n t e n t s la p r e m i è r e
occasion et le p r e m i e r p r é t e x t e p o u r s'oppo-
ser aux vues et aux desseins de l e u r s o u v e -
rain. C e p r é t e x t e n ' é t o i t pas c e p e n d a n t fort
p l a u s i b l e , p u i s q u ' o n n e m e t t o i t aucun i m p ô t
sur les P r o v i n c e s p o u r cela. O n ne faisoit,
ainsi q u ' o n l'a souvent p r a t i q u é en F r a n c e ,
qu'assigner q u e l q u e bénéfice p o u r les r e v e n u s
de l ' é v è q u e . Mais les seigneurs craignirent
q u e ce g r a n d n o m b r e d ' é v è q u e s n'a'Foibïit
l e u r autorité , et les h é r é t i q u e s ou leurs fau-
t e u r s craignirent q u ' i l n ' e m p ê c h â t les p r o -
grès de l ' h é r é s i e . Ce fut là la p r e m i è r e source
des oppositions q u e la g o u v e r n a n t e trouva d a n s
les seigneurs aux o r d r e s d u roî.
L e p r i n c e d ' O r a n g e étoit celui qui p a r o i s -
soit le moins dans ces o p p o s i t i o n s , et cjui agis-
soit le p l u s . La p r e m i è r e chose qu'il fit d e -
m a n d e r p a r les états à la g o u v e r n a n t e , fut
l ' é l o i g n e m e n t des t r o u p e s espagnoles q u i
é t o i e n t dans les P a y s - B a s . S o n i n t e n t i o n étoit
q u e p a r cet é l o i g n e m e n t la gouvernante fut
moins en état de faire r e s p e c t e r et e x é c u t e r
ses o r d r e s . L a princesse consulta le roi son
frère sur u n p o i n t si délicat. P h i l i p p e , d e
25o LES ERREURS
p e u r d'aigrir les F l a m a n d s , consentît au d é -
p a r t des t r o u p e s , m a l g r é l'avis d ' u n e parl^p
d u conseil , et m a l g r é les r e p r é s e n t a t i o n s du
c a r d i n a l , qui en p r é v o y o î l les suites. Li s
t r o u p e s espagnoles é t a n t parties , le p r i n c e
d (Jrange proposa en plein conseil qu on d o n -
n â t un g o u v e r n e u r p a r t i c u l i e r à la p r o v i n c e
d e B r a h a n t , qui n ' e n avoit -Jamais eu d autre
(pie le g o u v e r n e u r g é n é r a l des dix-sept p r o -
viuces. I l avoit agi sous main p o u r se faire
n o m m e r l u i - m ê m e g o u v e r n e u r de ce du'dié .
e t p o u r r é u n i r ce g o u v e r n e m e n t à ceux d e
H o l l a n d e , de Z é l a n d e , de F r i t e , d ' U l r e c l i t
et du c o m t é de B o u r g o g n e , qu'il avoit dojr».
1
G r a n v e l l e p é n é t r a tes v u e s , et il lui dit q u ' i l
n "avoit plus q u ' à d e m a n d e r à s'asseoir sur le
t r o u e , et à côté de la p e r s o n n e m ê m e d u r o i ,
p r i n c e d ' O r a n g e c o m p r i t Lien qu'il n y
avoit p e r s o n n e qui p é n é t r â t mieux s*"s desseins
secrets , et qui fut plus en état de les t r a -
verser q u e G r a n v e l l e . I l s a p p l i q u a d o n c à
c h e r c h e r toute sorte de moyens p o u r l ' é l o i -
gner des Pays-Bas. 11 le r e p r é s e n t a à la h a u t e
nohlesse c o m m e u n n o u v e a u p a r v e n u et u n
é t r a n g e r , q u i , sous le n o m de la g o u v e r -
n a n t e , c o m m a u d o ï t dans t o u t le p a j s . H n e
p a r l a aux peuples , aux h o u r g - i u e s t r e s et aux
c o m m u n a u t é s des v i l l e s , q u e de la sévérité
et de la h a u t e u r de cet i m p é r i e u x m i n i s t r e .
11 écrivit au roi d E . s p ^ u e , q u e tous les t r o u -
Ides ne veuoient q u e d e l'aversion q u ' o n avoit
p o u r G r « u i \ e l l e $ eulin U fit e n t e n d r e à la
DE VOLTAIRE. 2^1
g o u v e r n a n t e , q u e les p e u p l e s étoient t e l l e s
m e n t animés c o n t r e le c a r d i n a l , cpie sa v i e
•n'étoit pas en s û r e t é , et qu'il n ' y avoit q u e
P é l o i g u e m e n t de ce ministre qui p û t c a l m e r
les esprits et r a m e n e r la paix.
- L a g o u v e r n a n t e cllrayée e n écrivit au r o t
P h i l i p p e , qui se détioit de ces demandes si
e m p r e s s é e s , et q u i connoissoit la fidélité et la
capacité de G r a n v e l l e , eut hien de la p e i n e
a a c c o r d e r ce q u ' o n lui d e m a n d a i t . C e p e n -
dant il se d é t e r m i n a à t o u t sacrifier au désir
u il avoit d ' e n t r e t e n i r la paix dans les P a y s -
S las. L e cardinal se retira à Besançon p o u r
assister à la m o r t de m a d a m e la c h a n c e l i è r e
de G r a n v e l l e sa m è r e . I l passa b i e n t ô t a p r è s
e n Espagne p a r o r d r e d u r o i , p o u r être m i -
nistre d ' E t a t p o u r les affaires d ' I t a l i e , et e n -
suite vice-roi de ÎYaples.
L e s t r o u p e s espagnoles et le cardinal n e
furent pas p l u t ô t h o r s des P a y s - B a s , q u e les
h é r é t i q u e s se r é p a n d i r e n t dans toutes les p r o -
v i n c e s , et t i n r e n t des assemblées de t o u t e
p a r t . L a hardiesse croissant ensuite avec l e
n o m b r e , ils e n t r è r e n t dans les villes, p i l l è -
r e n t les églises, p r o f a n è r e n t les t a b e r n a c l e s ,
b r i s è r e n t les statues des S a i n t s , r e n v e r s è r e n t ,
b r û l è r e n t t o u t ce qui s'offrit à leur fureur ,
c h a s s è r e n t les religieuses de leurs m o u a s t é r e s ,
m a s s a c r è r e n t q u a n t i t é de c a t h o l i q u e s , de p r ê -
t r e s , de r e l i g i e u x , et c o m m i r e n t tous ces af-
1
freux désordres q u e les historiens p r o t e s t a n t s

1
Histoire des pa^s-Bas. Seb. U
Kram. fU; IVMerpn.
Clerc Histoire àc* P/uviacea-Unics.
;
\52 LES E R R E U R »
e u x - m ê m e s n ' o n t osé ni dissimuler, ni ex-
cuser.
L a princesse de P a r m e fut p é n é t r é e de la
d o u l e u r la plus v i v e , e n a p p r e n a n t ces é p o u -
v a n t a b l e s d é s o r d r e s . E l l e assembla le conseil
des é t a t s , et l'avis d u p r i n c e d ' O r a n g e fut
q u e l ' o n a c c o r d â t la l i b e r t é de conscience.
L a g o u v e r n a n t e n e p u t y consentir. E l l e se
d é t e r m i n a , au c o n t r a i r e , à faire p u b l i e r de
n o u v e a u les édits de C h a r l e s - Q u i n t son p è r e
c o n t r e les h é r é t i q u e s . C e t t e p u b l i c a t i o n , au
lieu d e guérir le m a l , n e servit qu'à l'aigrir.
A l o r s elle écrivit au roi , q u e les Pays-Bas
"avoient plus besoin de la d o u c e u r d ' u n e
trincesse p o u r appaiser les e s p r i t s , mais de
f a vigueur d un g é n é r a l à la t ê t e d ' u n e a r m é e
p o u r p u n i r les r e b e l l e s . E l l e d e m a n d a fa
démission d u g o u v e r n e m e n t ; et P h i l i p p e lui
d o n n a p o u r successeur le d u c d ' A l b e , qui se
r e n d i t en F l a n d r e s à la t ê t e de douze à quinze
mille h o m m e s .
C e fameux g u e r r i e r , n a t u r e l l e m e n t d u r et
s é v è r e , n e fut pas p l u t ô t à B r u x e l l e s , q u ' i l
fit a r r ê t e r plusieurs des p r i n c i p a u x seigneurs
des Pays-Bas. Q u a n d on a n n o n ç a cet e m p r i -
s o n n e m e n t au cardinal de G r a n v e l l e , il de-
m a n d a si l'on avoit aussi a r r ê t é le T a c i t u r n e .
C'est ainsi qu'il n o m m o i t le p r i n c e d ' O r a n g e .
C o m m e on lui e u t r é p o n d u q u e n o n : I ï é
b i e n ! r é p o n d i t - i l a u s s i t ô t , le duc d ' A l b e n a
r i e n fait.
L e d u c fit instruire le p r o c è s des p r i s o n -
n i e r s . I l y eut p l u s d e justice p e u t - ê t r e q u e
de p r u d e n c e dans les a r r ê t s q u i furent p i o -
BE V O L T A I R E , 2 53

n o n c e s . L e comte d " E g m o n t , le comte d e


H o m e s , et q u e l q u e s g e n t i l s h o m m e s , e u r e n t
la t ê t e t r a n c h é e ; et le p r i n c e d ' O r a n g e c o n -
d a m n é p a r c o n t u m a c e , se s a u \ a en A l l e m a g n e
p o u r y l e v e r une a r m é e .
I l r e n t r e h i e u t o t dans les Pavs-Bas à l a
t ê t e d e p r è s de t r e n t e mille h o m m e s , e:i p a r -
tie soudoyés par les p r i n c e s p r o t e s t a n t s d ' A l -
j
l e m a g n e , fait e n t r e r dans sa rébellion b s
>rovinces de son g o u v e r n e m e n t , en b a n n i t
Î a religion c a t h o l i q u e , se fait d ' c l a r e r s t a t -
ï i o u d e r de ces provinces , et d e q u e l q u e s
autres e n c o r e . Les h u g u e n o t s de F r a n c e v o n t
servir sous ses é t e n d a r l s avec le m ê m e e m -
p r e s s e m e n t que les p r o t e s t a n t s d ' A l l e m a g n e .
T o u s les ennemis de P h i l i p p e I I ou de la r e -
ligion c a t h o l i q u e , le favorisent s e c r e U e m o n t
o u le s o u t i e n n e n t t o u t o u v e r t e m e n t . Il fit la
g u e r r e avec divers s u c c è s , j u s q u ' à ce q u ' i l fût
assassiné p a r Balthasar G é r a r d .
S o n successeur fut plus h e u r e u x q u e l u i
à la g u e r r e , et il fut mieux s o u t e n u . Henri I V
— *

et la reine E l i z a b e t h l ' a i d è r e n t souvent d e


t r o u p e s et d'argent : enfin l ' E s p a g n e , lassée
d u n e guerre r u i n e u s e , fit avec ces r e b e l l a s
u n e t r ê v e qui fut b i e n t ô t convertie en t r a i t e
d e p a i x ; et c'est alors q u e la r é p u b l i q u e de
H o l l a n d e fut r e c o n n u e p o u r état libre et sou-
verain p a r l'Espagne m ê m e , c o m m e elle avoit
déjà été reconnue de p r e s q u e toute l ' E u r o p e .
C e t t e id*'e q u e nous avons d o n n é e de l'ori-
gine et de l'établissement de la r é p u b l i q u e des
P r o v i n c e s - U n i e s , est a p p u y é e sur les faits les
p u i s a u t h e n t i q u e s , et q u i ne p e u v e n t pas ê t r e
i. r>2
2o{ LES ERREURS
désavoues p a r les p r o t e s t a n t s . Cela p o u r r o ï t
suffire p o u r d é t r u i r e l'idée q u e M . de V o l -
taire veut d o n n e r d e cette fameuse r é v o l u t i o n .
C e p e n d a n t nous e x a m i n e r o n s e n c o r e q u e l q u e s
a r t i c l e s , qui f e r o n t voir c o m b i e n ses graves
sentences et ses récits sont faux et hasardés.
<* O n n e p e u t pas n i e r , d i t - i l , que ce n e
v soit P h i l i p p e I I l u i - m ê m e qui força les
v I l o l l a n d o i s à j o u e r u n si grand" r ô l e . S o n
v despotisme sanguinaire fut la cause de l e u r
:? g r a n d e u r ; il v o u l u t a b r o g e r toutes les l o i s ,
•>? i m p o s e r des taxes a r b i t r a i r e s , c r é e r de nou-
w veaux é v ê c h é s , é t a b l i r l'inquisition, w
V o l t a i r e en impose ici au l e c t e u r . Les exécu-
tions sanguinaires, et L'imposition des taxes
n ' e u r e n t lieu q u e sous le g o u v e r n e m e n t d u
d u c d ' A l b e , q u i succéda à M a r g u e r i t e de
P a r m e ; et ce fut l o n g - t e m p s a u p a r a v a n t , et
sous le g o u v e r n e m e n t de celte p r i n c e s s e , q u e
se forma la fameuse confédération qui d o n n a
naissance aux t r o u b l e s et à la r é b e l l i o n . Ja-
mais P h i l i p p e I I n e p o r t a aucun édit p o u r
l ' a b r o g a t i o n d'aucune loi ni d'aucun p r h i l è g e :
1
o n p e u t e n voir les p r e u v e s dans S l r a d a .
Q u a n t à l'érection des é v ê c h é s , P h i l i p p e n e
faisoît q u e suivre le p r o j e t qu'avoit déjà eu
l ' E m p e r e u r son p è r e , e t q u e les guerres
2
1 "avoient e m p ê c h é d ' e x é c u t e r .
<• L e roi d'Espagne dans son édit de pvos-
v c r i p t i o n (contre le p r i n c e d ' O r a n g e ) , avoue
M q u ' i l a violé le s e r m e n t q u ' i l avoit lait aux

* Strada t livre ^. 3. — 3
S t r a d a . livre 3,
DE V O L T A I R E . 2a5
V F l a m a n d s , et il dit q u e le p a p e l'a d i s p e n s é
» de ce serment, v
C'est là une insigne calomnie c o n t r e le p a p e
e t c o n t r e P h i l i p p e I I . I l n'est pas dit u n m o t
d e la violation ni de la dispense du s e r m e n t
d a n s l ' é d i t . On peut c o n s u l t e r l a p i è e e e n t i è r e ,
d a n s les c h r o n i q u e s de H o l l a n d e par J e a n l e
1
Petit .
« G u i l l a u m e de Nassau étoit comte d a n s
» l ' e m p i r e , c o m m e P h i l i p p e I I étoit courte
v de H o l l a n d e ; mais il étoit sujet de F h i -
# lippe , en qualité de son s t a d t h o l d e r .
U faut avouer q u e la comparaison est h e u -
reuse. Q u i oseroit dire q u ' u n seigneur frrre-
çois qui auroit q u e l q u e s fiefs en A l l e m a g n e .
scroit dans l ' e m p i r e c o m m e le roi de F r a n c e
d a n s son royaume t C'est c e p e n d a n t le car. où
se trouvoit G u i l l a u m e de IXassau vis-à-vis d e
Philippe II.
« L e s E s p a g n o l s , au siège de H a r l e m , a y a n t
9? j e t é dans la ville la t ê t e d ' u n de leurs pri-
99 sonniers , les h a b i t a n t s l e u r j e t è r e n t o n z e
79 t ê t e d Es'.>a>mo!s .TTEC cette inscription :
r Dix. t ê t e s p o u r le dixième d e n i e r , et 1 '"on-
77 z r m e p o u r l ' i n t é r ê t . H a r l e m s "étant r e n d u e
il à discrétion , les v a i n q u e u r s firent p e n d r e
i9 tous les m a g i s t r a t s , tous les p a s t e u r s , et
19 p l u s de quinze cents citoyens, *i
L ' e n v i e de r e n d r e les c a t h o l i q u e s odieux
fait m u l t i p l i e r les faussetés. L e p r o t e s t a n t
M e t c r c n ^ dit e x p r e s s é m e n t q u e la t ê t e j e t é e
dans H a r l e m p a r les E s p r g u o l s , n ' é t o i t p o i n t

3
* Cùro«iquc. de Holï. tout. II. — Me ter , Hist. 1. {*
Ûo6 LES ERREURS
]a t ê t e d ' u n p r i s o n n i e r , mais celle d ' u n oiTT-
eier H o l l a n d o i s qui avoit é t é tué au c o m b a t
d'( ) u \ o t e r q u e , en t e n t a n t le secours de la \ il le.
Mais ce m^rao historien avoue bien la b a r -
b a r e représaille des assiégés, qui assassinèrent
t m z e prisonniers E s p a g n o l s p o u r e n v o y e r leurs
têtes aux assiégeants. L ' i g n o r a n c e p e u t taire
m é p r i s e r un h i s t o r i e n , les e r r e u r s p e u v e n t le
d é c r é d i t e r ; la calomnie de sang froid, et avec
c o n n o i s s a n c e , doit l e faire d é t e s t e r .
P o u r <e qui est du n o m b r e de ceux q u ' o n
1
£ t m o u i i r après la prise de H a r l e m , S t r a d a ,
le p l u s exact et le p l u s sûr des historiens ,
• a \ o a e b i e n q u ' o n fil m o u r i r les m i n i s t r e s , et
ct-ux des magistrats et des bourgeois qui avoient
ioir.eirté avec plus d ' a r d e u r la r é b e l l i o n ; mais
il n e n fait m o n t e r le n o m b r e q u ' à q u a t r e
3
c e n t s en t o u t . M e l e r e n , q u i a d é c r i t j u s -
q u ' a u x m o i n d r e s p a r t i c u l a r i t é s de ce siège , dit
la m ê m e c h o s e à - p e u - p r è s. O n regarde r a
cette sévérité c o m m e b a r b a r e . C e p e n d a n t on
sera t e n t é de l ' e x c u s e r , si i o n fait a t t e n t i o n
aux c r u a u t é s , aux profanations,, aux dérisions
impies de la Religion c a t h o l i q u e , q u e firent ,
d u r a n t t o u t le s i è g e , les assiégés sur leurs
r e m p a r t s , p o u r i u s u l t e r les E s p a g n o l s . O n e n
peut, voir le détail dans S t r a d a .

1
Strada , livre 7. a
Metcren. livre 4»
DE V O I T A I R E . 25y

«r.'n • • • • . . . . , ...

CHAPITRE XXXVII.

De la Conspiration d'A/nboise.

ÏJA conspiration d ' A m b o î s c a été r e g a r d é e


c o m m e un a t t e n t a t des p l u s h o r r i b l e s e t des
p l u s h a r d i s q u e les h u g u e n o t s aient jamais
r é s o l u . I l s agissoit de se r e n d r e m a î t r e d e
1
l a p e r s o n n e d u roi , e t de massacrer les
rinces de Guise , q u i avoient en main t o u t e
F a u t o r i t é royale , et q u i é t o i e n t en m ê m e
t e m p s les p l u s zélés défenseurs et les p l u s
fermes soutiens de la religion. P r è s d e deux,
m i l l e h o m m e s , p a r m i l e s q u e l s on c o m p t o i t
• p l u s de c i n q cents g e n t i l s h o m m e s , d é v o i e n t
se r e n d r e p a r différentes r o u t e s dans les
• e n v i r o n s d'Amboisc , p o u r e x é c u t e r cette
i m p o r t a n t e e n t r e p r i s e . L e s Guises massacrés ,
le roi captif e n t r e les mains des h u g u e n o t s ,
l e p r i n c e de C o n d é , chef secret de la c o n s -
p i r a t i o n , se d é c l a r a n t alors o u v e r t e m e n t , il
devoit s'ensuivre nécessairement une r é v o -
l u t i o n et u n b o u l e v e r s e m e n t entier dans l a
religion e t dans l ' é t a t .
C e t t e h o r r i b l e conspiration , HT. de V o l -
taire dit q u ' e l l e pouvoit p a r o î t r e excusable
à certains égards. D ' a i l l e u r s , il t r o m e q u e
jamais entreprise n e fut p l u s h a r d i e , m i e u x
.conçue , et a c c o m p a g n é e d ' u n secret p l u s

* François L
22.
^58 LES ERREURS
p r o d i g i e u x . Sans t é m o i g n e r <j u "il l ' a p p r o u v e ,
il n ' o u b l i e rien p o u r la justifier.
I l y e u t , d i t - i l , dans cette conspiration y

v u n e audace q u i tenoit de celle de Ctfli-


?» lina , u n m a n è g e u n e p r o f o n d e u r , uu
5

99 secret qui la r e n d o i t s e m b l a b l e aux V è -


9> ]>res Siciliennes, L e p r i n c e Louis de Coiulé
T9 en fut l'Ame invisible , et conduisit cette
99 e n t r e p r i s e avec t a n t de d e x t é r i t é , q u e
99 q u a n d toute la F r a n c e sut q u ' i l e n étoit
v le c h e f , p e r s o n n e n e p u t l'en convaincre.
99 L e secret fut gardé p a r tous les c o n j u r é s
99 p e n d a n t p r è s de six mois. L ' i n d i s c r é t i o n
99 d u c h e f , n o m m é la R e n a u d i e , qui s'ouvrit
il dans Paris à u n a v o c a t , fit d é c o u v r i r la
ri c o n j u r a t i o n . •?
V o i l à l ' o u v e r t u r e frappante q u e n o u s fait
M . de V o l t a i r e de cette fameuse conspira-
tion. I l veut q u e n o u s en admirions le ma-
n è g e et la p r o f o n d e u r ; et u n g r a n d h o m m e
d ' é t a t , q u i se t r o u v o i t p o u r - ] o r s à Amboisc ,
1
dit qvie ce fut u n e e n t r e p r i s e tout-à-fait
m a l c o n d u i t e et e n c o r e p i r e m e n t e x é c u t é e .
2
L e L a b o u r e u r ajoute q u ' e l l e fut si mal a r -
r a n g é e , q u ' o n en étoit instruit en I t a l i e ,
en Suisse et dans les P a y s - B a s , et q u ' i l e n
v i n t des a\is de t o u t e p a r t au. duc et au
cardinal de Guise. V o i l à d o n c t o u t l e m e i -
veilleux de M . de V o l t a i r e , évanoui. D ail-
l e u r s , il est faux q u e le secret ait été gardé
p e n d a n t six mois. I l n e pouvoit y en avoir
q u e d e u x , puisque la conspiration se t r a m a

1
M. de Castelnau. —* Voyez addit. de le Laboureur.
DE VOLTAIRE. 20$
,en janvier , et q u e le j o u r de l'exécution
fut fixé au Î O du mois de mars suivant.
O n sera bien aise de savoir qui étoit ce
la R e n a u d i e , c h e f d e la conjuration. L a
R e n a n d i e étoit u n g e n t i l h o m m e Limosin ,
bien p r o p r e à ê t r e à la t ê t e d u n e t r o u p e de
l
séditieux et de b a n d i t s . I l avoit déjà é t é
c o n d a m n é à Dijon à ê t r e p e n d u , p o u r avoir
falsiiié des pièces q u ' i l devoit p r o d u i r e dans
u n p r o c è s . Le d u c de G u i s e , t o u c h é de com-
passion p o u r l u i , le h t évader de prison. P e u
de t e m p s après avoir é c h a p p é au g i b e t , il se
mit p a r r e c o n n o i s s a n c e , à la t ê t e de la c o n -
juration q u i avoit désigné p o u r u n e des p r e -
m i è r e s victimes ce m ê m e duc auquel il devoit
la vie. C o m m e cette a n e c d o t e h o n o r a b l e r e -
gard oit un a n t i - c a t h o l i q u e , M . d e "Voltaire a
c r u devoir la s u p p r i m e r . Voici c o m m e n t il
t a c h e ensuite de p a l l i e r l ' h o r r e u r de c e t t e
noire entreprise :
« L a conjuration p o u v o i t p a r o i t r e e x c u -
79 s a b l e , en ce qu il sagissoit d o t e r le g o u -
99 v e r n e m e n t à F r a n ç o i s duc de Guise , et au
79 cardinal de L o r r a i n e son f r è r e , tous d e u x
99 étrangers , qui t e n o i e n t le roi en t u t e l l e , la
99 nation en esclavage, et les princes d u sang
i7 éloignés. E l l e étoit très-criminelle , en ce
99 q u ' e l l e attaquoit les droits d'un roi m a j e u r ,
99 m a î t r e , p a r les lois, de choisir les d é p o s î -
99 taires de son a u t o r i t é . Il n'a jamais été
99 p r o u v é (pie dans ce c o m p l o t o n eut résolu
97 de t u e r les Guises, r?

' Le L«bourc«r»
û6o LES ERREURS
V o l l a i r e m o n t r e là des sentiments bien
dignes d ' u n c i t o y e n ! D e s attentats aussi hor-
r i b l e s , et d o n t la suite devoit ê t r e au^si
funeste à la religion et à l ' é t a t , pouvoient i

à son avis , ê t r e excusables ! I l dit q u e les


p r i n c e s de Guise étoient étrangers ; mais ils
étoient établis en F r a n c e depuis deux ou trois
g é n é r a t i o n s , ils y possédoient de très-grands
b i e n s , ils étoient alliés à la maison r o y a l e , et
o n c l e s de la reine r é g n a n t e ; ils avoient r e n d u
d e p l u s grands services à l'état q u ' a u c u n autre
seigneur d u royaume qui fut a l o r s : ils étoient
e n état d'en r e n d r e de plus grands e n -
c o r e . Q u e l l e excuse de dire qu'ils étoient
étrangers !
I l s tenoient le roi en t u t e l l e , ajoute V o l -
taire ; mais cette t u t e l l e auroit-elle été mie^v
e n t r e les mains d u p r i n c e de Coudé' et d<s
C o l i g n i r et d ailleurs les Colîgni n ' é l o i e n t pas
1
moins étrangers que les G u i s e s , Q u a n t a
l'esclavage de la nation sous ces p r i n c e s
L o r r a i n s ; ce q u e l'histoire nous a p p r e n d ,
c'est que F r a n c o i s , d u c de G u i s e , le plus
g r a n d h o m m e , et le plus g é n é r e u x p r i n c e de
son s i è c l e , faisoit l ' a m o u r et les délices de-
c a t h o l i q u e s , l'admiration et la t e r r e u r des
huguenots.
C e n'est pas assez de dire q u e la conspi-
ration étoit c r i m i n e l l e , en ce q u ' e l l e attaquent
les droits d ' u n roi majeur : elle ne l'étoit pas
0
moins en ce q u ' e l l e altaquoit la R e l i g i o n .
O n vouloit forcer le roi à p e r m e t t r e la l i b e r t é

1 s
Brantôme, — Histoire des Variât»
DE VOLTAIRE. 2.6l
1
£e conscience et à autoriser le c a l v i n i s m e .
Bèze avoue ce point dans le troisième livre
fie son Histoire ecclésiastique : elle 1 étoit
encore e u ce q u ' o n &c propusuil de massacrer
les Guises. Q u e l droit les h u g u e n o t s av oient-
ils sur la A ie de ces p r i n c e s :
, M . de \ oltaire a beau dire qu'il n'a jamais
été p r o u v é q u ' o n eut résolu de les t u e r . M .
de Castelnau*', t é m o i n o c u l a i r e , dit e x n r e s -
sèment q u e plusieurs des conjurés a v o u è r e n t ,
avant de m o u r i r , q u e le dessein étoit d e x -
t e r m i n e r t o u t e la maison de Guise ; et Bran-
tome r a p p o r t e toute la conversation qu eut
le due Gui^e avec le capitaine M a z è r e s ,
qui s '''toit chargé de t u e r ce p r i n c e , et q u i
J e lui avoua à l u i - m ê m e . Ces écrivains étoient
•sur les l i e u x ; ils savoient les choses p a r eux-
m ê m e s ; ils les vovoient se passer sous l e u r s
y e u x . V o i l a d o n c V o l t a i r e encore atteint et
c o ï n a i n c n île m e n s o n g e et d infidélité.
11 h u i t p a r u n magnifique éloge du c h a n -
celier d e l'hôpital ; mais on ne sera pas s u r -
pris de cet é l o g e , q u a n d on saura q u e l e
c h a n c e l i e r étoit l u i - m ê m e de la conjuration.
C'est l'historien d ' A u h i g n é , q u i nous a p p r e n d
cette a n e c d o t e .

1 1
Le Laboureur. — Mémoire de Castelnatt»
20*2
LES ERREURS

C H A P I T R E X X X V I i I.

Des mœurs des Protestants sous les derniers


J a lois.

JE cloute fort sî les p r o t e s t a n t s e n x - m n r , ( s


p o u r r o n t se r e e o n n o i t r e clans le beau p o r U . é t
q u e fait d'eux M . de V o l t a i r e . Voici connue
il en p a r l e :
L e s h u g u e n o t s , sous les r è g n e s de
7? F r a n ç o i s I et de H e n r i I I , n'aboient su
Ï? q u e p r i e r et souffrir. O n pouvoit les K>~
71 l é r e r , comme E l i z a h e t h , en A n g l e t e r r e ,
i? t o l é r o i t les c a t h o l i q u e s . O u pouvoit c o n -
n sei'ver de b o n s sujets e n l e u r laissant la li-
17 b e r l é de conscience. I l e â t i m p o i t é peu.
?» à 1 état qu'ils eussent charité à l e u r m a -
v n i è r e , p o u r v u qu'ils eussent été soumis vais.
v lois de l'état. O n les p e r s é c u t a et on en lit
il des r e b e l l e s . I l s n e d e m a n d o i e n t q u e la
;> sûreté de l e u r religion j il eut été aisé de
57 les contenir. •*
»• Les p r a t i q u e s de d é v o t i o n des c a i b o l î -
i7 ques se niêloienl à la d é b a u c h e eifrénée.
5* L e s p r o t e s t a n t s , au c o n t r a i r e , qui se p i -
i7 q u o i e u t de r é f o r m e ^ o p p o s o i e n t des muuirs
i7 austères à celles do la C o u r ; ils punissoient
v de m o i t l ' a d u l t è r e : les spectacles, les j e u x ^
77 étoient aussi en h o r r e u r q u e les c é r é m o n i e s
7i de l'Eglise r o m a i n e .
11 est bien vr^i q u e sous les règnes v i -
Ï>E VOLTAIRE, 263
goureux de F r a n ç o i s I et do H e n r i Ï I , les
1
h u g u e n o t s n'osoient e j i c o r e guère r e m u e r :
mais ils savoient c e p e n d a n t q u e l q u e chose d e
p l u s , q u e souffrir et p i v r ; t é m o i n C l é m e n t
M a r o t , qui d é b a u c h a à G e n è v e , la femme d e
5
«on bote'- ; J a c q u e s S p i f a m e , q u i quitta son
é v ê c h é p o u r é p o u s e r u n e b e l l e huguenote** ;
T h é o d o r e de l l è z e , <pii s enfuit de Paris p a r
Ja crainte d ' ê t r e é c h a u d é en place de G r è v e
p o u r ses d é b a u c h e s , e t qui , e n se sauvant ,
e m m e n a avec lui à G e n è v e la femme d ' a u
b o u r g e o i s de P a r i s ; P i e r r e M a r t i r , q u i , las
d ' ê t r e c h a n o i n e r é g u l i e r , d é b a u c h a u n e reli-
g i e u s e , et mérita de d e v e n i r ministre du nou-
v e l évangile. Mais si les d o c t e u r s et législa-
t e u r s de la réforme avoientd.es m œ u r s si p u r e s ,
q u e d o i t - o n p e n s e r des m œ u r s des p e u p l e s
qui les é c o u t o ï e n t ?
L e cardinal de la Iîourdaïsiére , ministre
d u roi H e n r i I I à la c o u r d e F t o m e , q u i
Connoissoit bien les h u g u e n o t s , n ' e n fai soit
pas de si grands éloges. Voici c o m m e n t il
en p a r l e dans u n e de ses l e t t r e s ' : J e ne
v e u x p a r l e r de ceux q u e je n e connois p o i n t .
Mais en tons ceux d o n t j'ai eu q u e l q u e c o n -
ï i o i b s a n c e , soit h o m m e s , soit f e m m e s , je n ' y
ai vu q u e toute i m p u r e t é , a h o m i n a l i o n e t
é n o r m î t é de vices. Si , ai-je vécu par le
e a u t a n t cru u n autre. t< est a i n s i
q u ' u n ministre d'ét;:t d é p e i n t ces h o m m e s ,

1
F!oi IMOIXIL ''f Haym-iî J. ï. ^ — Spond. — ^ £poî:u\
!

+
a». ÎJJ-J. — À<Uit, du:. UII'".u.'ù; lie <Ja*-tthuia,
j
264 LES ERREURS.
rie q u i M . fie V o l t a i r e assure qu'ils n e sa-
v o i e n t q u e p r i e r et souffrir !
<• O n p o u r r o i t les t o l é r e r , eontinue-f-il
w c o m m e E l i z a b e t h , en A n g l e t e r r e , t o h
v roit les c a t h o l i q u e s , "> O h ! c e r t a i n c m e u t
les h u g u e n o t s n a u r o i c n t pas é t é c o n t e n t s
d e ce p a r t i . L a c o n d i t i o n des catholiques
l
étoit t r o p d u r e en A n g l e t e r r e . O u a n t à
c e t t e fidélité qu'il loue dans les h u g u e n o t s ,
r e m a r q u e z combien celte louange est a p -
p u y é e sur des faîts. I l s l i v r è r e n t le H a \ r c
aux A n g l o i s , ils i n o n d è r e n t le r o y a u m e de
t r o u p e s étrangères p o u r se soutenir dans l e u r
3
r é b e l l i o n : ils furent cause de la porte de plus
«l'un million d ' h o m m e s , p e n d a n t les quinze

1 >remières années des guerres c n i l e s , c o m m e


assure M . de GaslelnaTi : ils enlevoient les
r e v e n u s du roi p o u r lui faire la guerre , et les
c l o c h e s p o u r fondre do l ' a r t i l l e r i e , etc. T e l s
é t o i e n t ceux d o n t M . de V o l t a i r e l o u e la
fidélité.
O n dit ensuite h a r d i m e n t , qu'ils ne furent
r e b e l l e s q u e p a r c e q u ' o n les p e r s é c u t a . La
différence qu'il v a e n t r e les p r e m i e r s c h r é -
tiens et les h u g u e n o t s , c'est q u e ceux-là étoient
p e r s é c u t é s et soumis. Les h u g u e n o t s p o r t o î e u t
j
p a r - t o u t le fer et le feu, et v o u l o i e n t , b s ar-
m e s à la m a i n , d o n n e r la loi à leurs m a î t r e s .
Q u a n t à 1 austérité de m œ u r s des calvi-
n i s t e s , et cette sévérité qui punissoït de m o r t
l ' a d u l t è r e , cela étoit b o n dans le code des

1 9
V03C7, cliap. n \. d'FdkaWh. — Mémoire de Cash
Hi&tohe d u C u h . y-ir S^ulirr . Ir>re i .
DE VOLTAIRE. 2<35
l o i s ; mais on se g a r d o i t h i e n de le m e t t r e e n
p r a t i q u e . U n e pareille sévérité e u t é t é p l u s
efficace q u e t o u t e la puissance des r o i s , p o u r
1
d é t r u i r e b i e n t ô t le c a l v i n i s m e . Bayle l u i -
m ê m e e n c o n v i e n t . Les a m o u r s d u p r i n c e de
C o n d é avec m a d e m o i s e l l e de L i m e u i l é t o i e n t
p u b l iques. C o m b i e n d'autres traits ne p o u r -
rions-nous pas r a p p o r t e r p o u r p r o u v e r l'aver-
1
sion des h u g u e n o t s p o u r la c o n t i n e n c e ! C o n -
sultez les c h r o n i q u e s d e la R o c h e l l e , d ' A g e n
e t d ' A n g o u l ê m e . G e n è v e n e r e ç u t pas m o i n s
v o l o n t i e r s Bèze , q u o i q u ' i l fût c o u p a b l e d e
r a p t , d ' a d u l t è r e et de c o n c u b i n a g e . L e g r a n d
n o m b r e des m i n i s t r e s , q u i é t o i e n t des m o i n e s
fugitifs, et q u i avoient j e t é l e u r s frocs p o u r
p r e n d r e des f e m m e s , n e d é v o i e n t pas ê t r e e n
f o r t b o n n e o d e u r sur l ' a r t i c l e . Ainsi il est f o r t
p r o b a b l e q u e M , de V o l t a i r e n e p r é t e n d pas
q u ' o n c r o i e t o u t ce q u il dit des n n e u r s s é v è r e s
q u e les p r o t e s t a n t s o p p o s o i e n t à celles des
c a t h o l i q u e s . O n n e d o i t r e g a r d e r cela q u e
c o m m e u n r o m a n q u ' i l a imaginé p o u r flatter
l e s u n s et i n s u l t e r les autres.
5
D ' A u b ï g n é , q u i étoit u n p r o t e s t a n t d é v o t ,
n ' e s t pas si extasié q u e V o l t a i r e , d e la r é g u -
l a r i t é des m œ u r s des h u g u e n o t s : il a v o u e , e u
gémissant des d é b o r d e m e n t s qui étoient p a r m i
e u x , q u e d e r é f o r m é s ils s'étoient r e n d u s
b i e n difformes.

a
* Pensée de Bayl. Voy. S. Cire. — Bayl, Henri IV.
z
D'Aubigmi, livre 3. chapitre 8.

1. 23
266 L E S E R R E U R S

C H A P I T R E X X X I X .

De la France sous- Charles IX et sous


Henri III.

TTR E N T E années d e guerres civiles, de


ravages et d'assassinats ; les F r a n ç o i s dans
t o n t e s les villes et toutes les provinces > s'égor-
géant en furieux les u n s les autres ; les étran-
gers attirés p a r les différentes factions, et q u i
les aident à d é c h i r e r et à épuiser l ' E t a t ; Eau-
t o r i t é souveraine é g a l e m e n t m é c o n n u e et mé-
p r i s é e p a r tous les partis ; les p o i g n a r d s e n -
foncés dans le sein des p r i n c e s et des r o i s ,
les t e m p l e s d é p o u i l l é s , b r û l é s ou r e n v e r s é s ;
t o u t ce q u e la religion a d e p l u s s a i n t , p r o -
f a n é . Voilà l ' h o r r i b l e tableau de l'état d e la-
F r a n c e sous les r è g n e s de C h a r l e s I X et d e
Henri III.
L infidèle V o l t a i r e p e i n t , avec les c o u l e u r s
les p l u s fortes, ce q u ' i l y eut de criminel dans
l e p a r t i c a t h o l i q u e . L e s anecdotes les p l u s
odieuses ou les p l u s m é p r i s a b l e s , il les r a p -
p o r t e g r a v e m e n t ; et à p e i n e p o u r r o i t - o n
s o u p ç o n n e r , p a r son r é c i t , q u e les h u g u e n o t s
eussent jamais été r é b e l l e s ou s é d i t i e u x ; les
excès affreux qu'ils c o m m i r e n t , sont e n t i è r e -
m e n t s u p p r i m é s . E n p a r l a n t des causes des
guerres civiles, il n ' y fait e n t r e r la religion
p o u r rien ; il ne laisse voir q u e la jalousie des
seigneurs c a t h o l i q u e s , q u i excita celle des
DE V OLTAI Ï\E. 2G7
p r i n c e s et seigneurs p r o t e s t a n t s . N o u s e x p o -
s e r o n s d ' a b o r d les v é r i t a b l e s causes des guer-
res civiles ; n o u s ferons ensuite q u e l q u e s
r e m a r q u e s sur les anecdotes q u il m e t sous
ces d e u x r è g n e s .
C e ne fut q u e sous les foibles successeurs
d e H e n r i I I , q u e les h u g u e n o t s osèrent sortir
des caves et des souterrains obscurs où ils
t c n o i e n t leurs secret tes assemblées. L e u r s
p r e m i è r e s sorties f u r e n t m a r q u é e s p a r l ' a u -
d a c e , et suivies de massacres. E n z5G} ils
e n t r è r e n t , les armes à la m a i n , dans l'église
de S a i n t M é d a r d , la p i l l è r e n t et m a s s a c r è r e n t
q u e l q u e s - u n s d e ceux q u i s'opposèrent à l e u r
fureur. La m ê m e aimée la Religion c a l h o l i a u e
fut b a n n i e de M i ï h a u en R o u e r g u e , de b a i n t e -
F o i en A g è n o i s , et ceux q u i refusèrent d a l l e r
au p r ê c h e furent égorgés : q u e l q u e t e m p s
a p r è s , le clergé de N î m e s fut p r é c i p i t é dans
u n puits que l ' o n m o n t r e e n e o i e aujourd'hui :
u n e partie des c a t h o l i q u e s fut jetée dans u n
a u t r e q u ' o n appel h» e n c o r e lou Poutz do
Malemort. L ' h u g u e n o t i s m c s'établit en l u t i n e
t e m p s p a r les m ê m e s m o y e n s d a n s p l u s i e u r s
autres e n d r o i t s . C e f u r e n t là les étincelles qui.
a l l u m è r e n t le feu des g u e r r e s civiles. Voici
c o m m e il s ' é t e n d i t , et e m b r a s a t o u t le
rovaume.
L e s h u g u e n o t s avant m a n q u é l e u r c o u p à
1
A m b o i s e , c r u r e n t avoir t r o u v é u n e spécieuse
raison île p r e n d r e les a r m e s , dans l ' é m e u t e
d e V a s s i , où ils étoient les p l u s c o u p a b l e s .

' 1562.
268 LES ERREURS
D è s ce m o m e n t , toute la F r a n c e fut en com-
1
b u s t i o n ; ils s e m p a r è r e n t et saccagèrent la
moitié des meilleures A'illes du royaume : t o u t e
l ' a r g e n t e r i e des églises et les vases sacrés
furent enlevés et c o n v e r t i s e n m o n n o i e p o u r
faire la guerre au roi et à la Religion, Les
seules églises d e la p e t i t e ville de S a u m u r
l e u r f o u r n i r e n t cinq cents marcs d ' a r g e n t et
p l u s i e u r s marcs d ' o r , et ils n e q u i t t è r e n t les
a r m e s q u ' a p r è s avoir forcé C h a r l e s I X à
l e u r p e r m e t t r e le l i b r e exercice de l e u r
3
religion .
Q u a t r e ans a p r è s ils t e n t è r e n t d ' e n l e v e r
le roi à M e a u x : la R o c h e l l e devint l e u r
g r a n d b o u l e v a r d . L e roi n ' y fut p l u s le m a î t r e ;
les c a t h o l i q u e s e n furent chassés ou e x t e r m i -
n é s ; ils offrirent de m e t t r e bas les armes ,
p o u r v u q u e le roi les m î t bas le p r e m i e r .
C e t t e i n s o l e n t e p r o p o s i t i o n fut r e j e t t é e . L a
g u e r r e c o n t i n u a ; et m a l g r é les victoires d e
M o n c o n t o u r et de J a m a c , elle fut t e r m i n é e
p a r u n e p a i x q u i fit d e n o u v e a u x avantages
aux h u g u e n o t s , et qui p r é p a r a à la F r a n c e
de nouveaux malheurs.
C h a r l e s I X , / p r i n c e vindicatif et v i o l e n t ,
d o n n a occasion â u n e n o u v e l l e g u e r r e p a r le
massacre de la S a i n t - B a r t h e l e m i , et m o u r u t
3
p e u d e t e m p s a p r è s . Ce fut p e n d a n t cette
g u e r r e q u e les h u g u e n o t s f o r m è r e n t le p r o j e t
d ' é t a b l i r u n e r é p u b l i q u e en F r a n c e , à l'Imi-
t a t i o n de la r é p u b l i q u e des P r o v i n c e s - U n i e s .

1 1
Soulier, histoire du Catvin. 1. m . —* i56j,
3
— Histoire du Calvinisme par Soulier.
I)Ë VOLTAIRE. âG<).
I l s t r a v a i l l è r e n t t o u t de suite à en j e t e r les
f o n d e m e n t s , p a r la fameuse confédération.
d ' A n d u z e en i 5 7 4 ; ils d é c l a r e n t , p a r c e t
I
a c t e , qu'ils sont r é s o l u s , . ° d ' e m p l o y e r t o u t
les m o y e n s que D i e u l e u r a d o n n é s p o u r con-
server l e u r u n i o n et confédération,
2 . ° D e p o u r s u i v r e , c o m m e schismatiques
e t a p o s t a t s , les r é f o r m é s m ê m e qui ne seroient
pas fidèles aux e n g a g e m e n t s de l'union.
3,° D e disposer des deniers royaux p o u r
s u b v e n i r aux d é p e n s e s de leurs a r m e m e n t s ,
artillerie, garnisons, etc.
4-° D e c o u r r e sus aux c a t h o l i q u e s qui v o u -
d r a i e n t s ' o p p o s e r a leurs e n t r e p r i s e s . L assem-
b l é e de M i l h a u avoit déjà spécifié les autres
d r o i t s r o y a u x , d o n t celle d A n d u z e ne p a r l e
1
pas e x p r e s s é m e n t ; enfin celle de M o n t a u b a n
p r o p o s a p l u s c l a i r e m e n t l'établissement d ' u n
é t a t p o p u l a i r e c o m m e les Pays-Bas , c'est-à-
2
dire , la H o l l a n d e . M . de S u l l y témoigne
q u ' H e n r i I V eut b e a u c o u p de p e i n e à e m p ê -
c h e r ce c o u p .
L e roi H e n r i I I I m i t le d e r n i e r sceau aux
m a l h e u r s de la F r a n c e , p a r c e qu'il ne sut n i
c o n t e n i r les h u g u e n o t s , ni rassurer les c a -
t h o l i q u e s ; c'est ce qui fit n a î t r e la fameuse?
ligue qui faillit à e m p ê c h e r H e n r i I V d e
p a r v e n i r au t r ô n e . P e u d'historiens ont r e -
m a r q u é q u e la ligue n e fut q u ' u n e imitation
des confédérations h u g u e n o t e s , gui ne se
p r o p o s a d ' a b o r d autre chose q u e de faire,
p o u r conserver l ' a n c i e n n e r e l i g i o n , ce q u e

3
* Son!, iiist. du O î y . i5j3 , 1 . 4- — rném. Sully»
23.
•27° ERREURS
les h u g u e n o t s faisoient p o u r la d é t r u i r e :
ainsi , les a t t e n t a t s d o n t eette ligue se r e n d i t
e n s u i t e c o u p a b l e , e t les d é s o r d r e s q u e l l e
causa d a n s l ' é t a t , c'est e n c o r e a u x h u g u e n o t s
q u ' o n doit les a t t r i b u e r . V o i l à la plus juste
i d é e des causes , des p r o g r é s et de l ' e n c h a î -
n e m e n t des guerres d e religion qui d é s o l è r e n t
l a F r a n c e p e n d a n t p l u s de t r e n t e ans. N o u s
.avons c r u devoir la d o n n e r , p a r c e q u ' o n n e
l a t r o u v e pas dans V o l t a i r e . I l ne nous reste
q u ' à faire q u e l q u e s observations sur d e u x ou
t r o i s a n e c d o t e s de ces t e m p s m a l h e u r e u x ,
e t l'apportées p a r n o t r e fidèle historien.
E n p a r l a n t d e l'assassinat du fameux d u c
F r a n ç o i s d e Guise p a r P o l t r o t , il dit q u e ce
fut l e p r e m i e r m e u r t r e q u e le fanatisme h t
c o m m e t t r e . C'est a p p a r e m m e n t p o u r affoiblir
1 h o r r e u r des a t t e n t a t s commis p a r les h u g u e -
n o t s , q u ' i l p a r l e ainsi; mais n e sait-on p a s
q u e l e p r é s i d e n t M i n a r d et J u l i e n F r è m e
avoient déjà été assassinés p a r le m ê m e esprit
d e fanatisme? N e sait-on pas q u ' A n n e d u
B o u r g , en m e n a ç a n t ce p r é s i d e n t , avoit déjà
b i e n fait c o n n o î t r e de q u e l esprit les h u g u e -
n o t s é t o i e n t animés? N e sait-on pas les m e u r -
t r e s qu'ils avoient déjà commis à M i l h a u , à
S a i n t e - F o i , et en t a n t d'autres l i e u x ?
C o l i g n i , dit-il ensuite avec e m p h a s e , s o u -
t i e n t seul l e p o i d s d e la g u e r r e ; m a n q u a n t
d ' a r g e n t , et c e p e n d a n t ayant des t r o u p e s ;
t r o u v a n t F a r t d ' o b t e n i r des secours a l l e m a n d s ,
sans avoir d é quoi les p a y e r . Coligni étoit u n
g r a n d h o m m e , t o u t le m o n d e en c o n v i e n t ;
ajjais à cet éloge magnifique q u ' e u fait ici
DE VOLTAIRE. 27I
V o l t a i r e , il ne m a n q u e q u e la v é r i t é . L e *
l i u g u e u o t s e n l e v o i e n t les t r é s o r s des é g l i s e s ,
p i l l o i c n t les p r o v i n c e s , s'emparoient des r e -
v e n u s et des deniers r o y a u x . C'est donc mal-
à - p r o p o s q u ' o n loue l ' h a b i l e t é de l'amiral ,
c o m m e fournissant à t o u t , sans avoir aucune
r e s s o u r c e . C'est la v i o l e n c e , l'injustice et la
r i g u e u r de ses e x t o r s i o n s , q u i faisoient son
habileté.
« L'aifreuse j o u r n é e d e la S a i n t - B a r t h ê l e m i
» fut p r é p a r é e et m é d i t é e p e n d a n t deux a n -
99 n é e s : et l'on égorgea e n v i r o n soixante m i l l e
9? h u g u e n o t s en p l e i n e paix. » C est V o l t a i r e
q u i p a r l e ainsi ; et la P o p c l i n î è r e , historien
p r o t e s t a n t , p a r l e d u n e m a n i è r e toute diffé-
r e n t e : il nous assure q u e les h u g u e n o t s v o u -
l u r e n t b i e n r é p a n d r e ce b r u i t , mais qu'ils n e
p u r e n t pas d o n n e r la m o i n d r e p r e u v e de ce
q u ' i l s avauçoient : ce fut un accès de f u r e u r
dans C h a r l e s I X , qui fut cause de ce massacre ,
et n o n pas u n dessein réfléchi et m é d i t é ;
q u a n t au n o m b r e de ceux qui furent é g o r g é s ,
1
HJézerai n eu m e t q u e vingt c i n q mille. V o l -
taire auroit moins d é s h o n o r é sa n a t i o n , s'il
s'en fut tenu à la v é r i t é .
C e t t e é t u d e qu'il se fait , p o u r d é c o u v r i r
des anecdotes r e m a r q u a b l e s , et p o u r les r a p -
p o r t e r , lui fait a d m e t t r e indifféremment t o u t
ce q u ' i l t r o u v e d e p i q u a n t e t d ' i n t é r e s s a n t ,
q u o i q u e cela soit destitué de p r e u v e et m ê m e
de vraisemblance, 11 dit q u ' H e n r i I I I , v o u -
l a n t e n t r e r dans u n e p e t i t e ville n o m m é e

Mènerai, Charlçg IX.


LES ERREURS
L i v r o n , (ce n est q u ' u n village ou petit l)0iir^
du D a u p h i u é ) , il s'aperçut qu'il n'avoit pas
pris le b o n p a r t i , et q u ' o n lui cria du h a u t
des m u r s : A p p r o c h e z , m a s s a c r e u r s , vous ne
n o u s trouverez pas e n d o r m i s c o m m e l'amiral.
J'ai c h e r c h é à vérifier cette a n e c d o t e , et
•je ne l'ai t r o u v é e n u l l e p;irt ; mais j ' e n ai
t r o u v é u n e autre bien plus i n t é r e s s a n t e : c'est
la r é p o n s e que lit M o n ! b r u n , lorsqu'il fut
1
s o m m é de r e n d r e cette petite p l a c e . D e u x
choses r e n d e n t les h o m m e s é g a u x , r é p o n d i t -
il i n s o l e m m e n t au roï l u i - m ê m e , le jeu et
les armes. C'est le t o n q u e les h u g u e n o t s , si
fort loués par V o l t a i r e , p r e n o i e n t avec leurs
souverains.
J e n e dirai plus q u e d e u x m o t s p o u r ce q u i
r e g a r d e le r è g n e de H e n r i I I I ; l ' u n , sur la
commission que ce p r i n c e d o n n a à Sanci d e
l e v e r des soldats chez les Suisses ; l ' a u t r e , sur
la défense q u e ce m ê m e p r i n c e fit au d u c d e
Guise d ' e n t r e r dans Taris. M . de V o l t a i r e ,
qui est si h e u r e u x en a n e c d o t e s , n "auroit pas
d û m a n q u e r celle qui regarde M . de S a n c i .
C e magistrat r e ç u t o r d r e du roi de se r e n d r e
en Suisse p o u r v négocier q u e l q u e s levées de
soldats. Sanci obéit avec z è l e ; il se r e n d i t
en S u i s s e ; il y négocia h e u r e u s e m e n t , p a r c e
qu'il sacrifia g é n é r e u s e m e n t ses biens p o u r l e
service de son p r i n c e . L o r s q u ' i l fut arrivé e n
B o u r g o g n e , avec les soldats qu'il avoit l e v é s ,
M . de la G u i c h e , q u i devoit les c o m m a n -
d e r , vint se p r é s e n t e r avec sa commission à

• Soulier, histoire du Caly l. 4«v


DE V O L T A I R E .
M - de S a n c i ; mais celui-ci, sans se m e t t r e e n
•eine de la c o m m i s s i o n , ni de l ' o r d r e du roi $
{ ui r é p o n d i t b r u s q u e m e n t ; M o n s i e u r , gardez
v o t r e p a p i e r , je garderai m e s h o m m e s . L e s
réflexions à faire sur cette r é p o n s e , se p r é -
s e n t e n t d ' e l l e s - m ê m e s : q u a n t à la défense
q u T I e n r i I I I fit au d u c de G u i s e , de venir
à P a r i s , V o l t a i r e dit q u e le roi fut obligé d e
lui écrire p a r la p o s t e , p a r c e qu'il n ' a v o i t
p o i n t d'argent p o u r p a y e r un c o u r r i e r . C e t t e
a n e c d o t e sent bien le petit bourgeois et
l ' h o m m e mal instruit. M . de T h o u dit q u e le
roi envoya deux fois M . de F o m p o n e , e t
ensuite u n autre seigneur de la c o u r , au d u c
d e G u i s e , p o u r le d é t o u r n e r d u voyage de
P a r i s . Ce grand historien auroit eu h o n t e de
r e c u e i l l i r les discours d u bas p e u p l e , et d ' e n
d é s h o n o r e r son histoire. M . d e V o l t a i r e auroit
dû imiter la sagesse de M . de T h o u , e t m o n -
t r e r le m ê m e d i s c e r n e m e n t .

CHAPITRE XL.

De la Conversion de Henri Iï\

I L s e m b l e que la conversion de l l e n r i I V
devoit ê t r e un morceau difficile à t r a i t e r p a r
M . de V o l t a i r e ; mais rien n e l'embarrasse ,
il se décide h a r d i m e n t . I l assure q u e c e t t e
c o n v e r s i o n n ' e u t p o i n t d'autre cause q u e
l ' i n t é r ê t et la foiblesse; q u e la religion n ' y
e n t r a p o u r rien , et q u e ce fut u n e t a c h e
L E S
^74 ERREURS
v é r i t a b l e à la gloire de ce p r i n c e . Voilà ce
q u ' i l a n n o n c e à t o u t 1 u n i v e r s , aux c a t h o -
liques et aux p r o t e s t a n t s , du grand H e n r i .
I l avance d ' a b o r d c o m m e u n e maxime i n -
c o n t e s t a b l e , q u ' i l en coûte toujours à u n
b r a v e h o m m e de c h a n g e r de religion.
O n voit bien d ' a b o r d q u e cette m a x i m e
est u n e vraie i m p i é t é ; mais on doit ê t r e
surpris de la hardiesse avec l a q u e l l e il l'a-
vance. Qu'est-ce donc qu'un brave h o m m e
dans les idées de M . de V o l t a i r e ? Ce q u ' o n
a p p e l l e o r d i n a i r e m e n t un brave h o m m e , u n
h o m m e d ' h o n n e u r , pourra-t-ii penser comme
lui ? R e g a r d c r a - t - i l c o m m e u n e h o n t e de
c h e r c h e r à s'instruire , ou de q u i t t e r une
e r r e u r ou il seroit e r Tvigé , p o u r embrasser
la vérité q u ' o n lui feroit c o n n o î t r e r* N e s'en
fcroit-il pas au contraire u n e g l o i r e : E t n ' y
auroit-il pas u n e extravagance m é p i i s a b l e ,
o u on d é t e s t a b l e orgueil à p e n s e r a u t r e m e n t ?
H é q u o i ! faudroit-il d o n c , sur la décision
d e M . de V o l t a i r e , r a v e r du n o m b r e des
b r a v e s h o m m e s et des h o m m e s d ' h o n n e u r ,
le g r a n d T u r e n n e , le feu E l e c t e u r p a l a t i n ,
et a u j o u r d ' h u i le P r i n c e h é r é d i t a i r e de l i e s s e :
p a r c e q u ' é t a n t nés dans le protestantisme ,
ils o n t embrassé la Religion c a t h o l i q u e ?
F a u d r o i t - i l r e g a r d e r c o m m e u n e t a c h e à la
gloire des Constantins et des C l o v i s , d'avoir
q u i t t é le paganisme p o u r se faire C h r é t i e n s ?
C e t t e maxime est-elle Je fruit de la b e l l e
p h i l o s o p h i e de V o l t a i r e ?
J ' o b s e r v e une chose : c'est q u e ce n o u v e l
DE VOLTAIRE. 275
1
hiérophante n e b l â m e pas le c h a n g e m e n t
d e r e l i g i o n , p r é c i s é m e n t en lui-même ; il n e
le hlànie (pie q u a n d on q u i t t e la religion
fausse p o u r la vraie , et la p r o t e s t a n t e p o u r
la c a t h o l i q u e . I l n e p e u t pas a p p r o u v e r la
c o n v e r s i o n d ' H e n r i I V 5 mais il p r o d i g u e les
p l u s grands éloges aux F r é d é r i c de S a x e ,
aux G u s t a v e , aux N a s s a u , q u i de c a t h o l i -
q u e s se tirent p r o t e s t a n t s . C'est ainsi q u e
p e n s e le c a t h o l i q u e V o l t a i r e .
P r e n a n t ensuite son t o n p h i l o s o p h i q u e , il
dit : L e s lois de l ' h o n n e u r , qui n e c h a n g e n t
jamais chez les p e u p l e s policés , a t t a c h e n t
q u e l q u e h o n t e à ces c h a n g e m e n t s , q u a n d
l ' i n t é r ê t les dicte. L ' a p p l i c a t i o n qu'il v e u t
q u ' o n fasse de cette m a x i m e , est injuste e t
odieuse ; et la m a n i è r e d o n t il l ' e n v e l o p p e ,
en fait u n m i s é r a b l e s o p h i s m e .
I l est b i e n vrai q u ' u n c h a n g e m e n t de
religion , qui n a u r o i t d ' a u t r e motif q u e l ' i n -
t é r ê t , auroit q u e l q u e c h o s e d e h o n t e u x ;
mais aussi l ' i n t é r ê t p e u t o b l i g e r u n e p e r s o n n e
à e x a m i n e r avec p l u s de soin ce q u ' o n lui
p r o p o s e . Si , a p r è s P a v o i r e x a m i n é , o n d é -
c o u v r e la vérité , et q u ' o n e n d e m e u r e p a r -
faitement c o n v a i n c u , alors l ' i n t é r ê t est b i e n
l'occasion d u c h a n g e m e n t ; mais c'est la c o n -
noissance de la v é r i t é qui en est la v é r i t a b l e
cause. L a conversion p e u t ê t r e sincère ,
q u o i q u e les motifs qui o n t occasionné l'exa-
m e n ne soient pas b i e n p u r s . V o i l à ce q u e

1
Interprète des mystères et des choses secrettes.
276 LES ERREURS
M . d e V o l t a i r e n ' a pas assez Lien distingué
et analysé.
L ' a p p l i c a t i o n d e cette m a x i m e à la conver-
sion de H e n r i I V , est aussi injuste qu'odieuse.
C e p r i n c e étoit la d r o i t u r e m ê m e ; il e u t t o u -
j o u r s u n e e x t r ê m e h o r r e u r p o u r la duplicité
e t la dissimulation : c'est l ' o u t r a g e r q u e de
d i r e , c o m m e V o l t a i r e , q u ' i l n e se fit catho-
l i q u e q u e p a r des vues d ' i n t é r ê t , e t sans être
c o n v a i n c u ni p e r s u a d é . L e s c a t h o l i q u e s r e -
g a r d è r e n t la convei*sion d u roi c o m m e t r è s -
s i n c è r e , e t ils e n l o u o i e n t D i e u ; les h u g u e -
n o t s la r e g a r d è r e n t d e m ê m e , e t ils en gémis-
soient : il n ' y a q u e les e n n e m i s d e l a R e l i -
g i o n , q u i , p o u r lui ô t e r ce b e a u t r i o m p h e ,
puissent p e n s e r a u t r e m e n t .
I l n e p a r u t jamais r i e n , ni d a n s la c o n d u i t e ,
n i dans les discours d e ce p r i n c e , q u i p û t
f a i r e d o u t e r de la sincérité d e sa conversion.
Q u ' o n e n juge p a r ce discours qu'il fit au
p a r l e m e n t , p o u r vérifier P é d i t d e N a n t e s ;
discours v r a i m e n t digne de l ' i m m o r t a l i t é , vrai-
m e n t digne d ' u n fils aîné d e PEglise ; 011 le
t r o u v e t o u t e n t i e r dans D a n i e l . H e n r i d i t à
t o u s ces magistrats r a s s e m b l é s ; i l l e u r d i t :
q u ' i l est roi b e r g e r , q u i n e v e u t pas r é p a n d r e
l e sang d e ses b r e b i s , mais les r a s s e m b l e r
Avec d o u c e u r ; qvi'il v e u t faire u n mariage d e
la paix avec la F r a n c e , e t q u e ce mariage n e
p e u t ê t r e , q u e son é d i t n e soit vérifié ; q u ' a u
reste il n e v e u t pas q u ' i l y ait p e r s o n n e e n son
r o y a u m e de p l u s c a t h o l i q u e q u e lui 5 e t q u e
n ' ê t r e c a t h o l i q u e q u e p a r i n t é r ê t , c'est n e
valoir r i e n .
nE VOLTAIRE. 277
C o m p a r e z ces paroles du plus sincère e t
d u p l u s franc de tous les princes , avec les
b e l l e s r é i l e x i o n s d e M . de V o l t a i r e , et j u g e z .
. M a i s ce n e r t pas encore assez p o u r l u i .
A p r è s avoir t a c h é de persuader que la conver-
sion d e H e n r i fut u n e démarche dictée p a r
l ' i n t é r ê t , il veut e n c o r e la rendre m é p r i s a b l e ,
c o m m e si c'eût été u n e démarche de foiblesse.
" E n ce q u i r e g a r d e la Religion, la p o p u -
?> l a c e , dit-il , fait la loi aux grands e t aux
i> sages ; elle c o m p o s e le plus grand n o m b r e ;
99 e l l e est c o n d u i t e a v e u g l é m e n t : elle est fa-
» n a t i q u e , et H e n r i I V n'étoit pas e n é t a t
» d ' i m i t e r H e n r i V I I I et la reine E l i z a b e t h . »
I l n ' y a pas là u n m o t qui ne soit u n o u -
t r a g e à la R e l i g i o n , et qui ne rende bien sus-
p e c t e c e l l e de M . d e V o l t a i r e . N e serait-il
pas b i e n à souhaiter qu'il fût du n o m b r e des
g r a n d s o u des sages ?
I l v e u t n o u s p e r s u a d e r q u e si H e n r i I V se
fit c a t h o l i q u e , ce n e fut q u e par f o i b l e s s e ,
u e ft U
e t q u e cela n'arriva q u e parce 4 l P°P ~
lace fait la loi aux grands et aux sages 5 mais
d a n s le c h a p i t r e de la Religionsous François I ,
11 n o u s fait voir q u ' i l n'y a rien de si aisé q u e
c e s c h a n g e m e n s d e religion; que l ' e m p i r e r o -
m a i n e n changea s u r u n simple édit de C o n s -
t a n t i n ; les G a u l e s sur la seule v o l o n t é de
C l o v i s ; la S u è d e et l ' A n g l e t e r r e aux p r e m i e r s
o r d r e s d e leurs souverains. C o m m e n t r e p r é -
s e n t e - t - i l ici la m ê m e c h o s e , c o m m e p r e s q u e
impossible aux efforts des g r a n d s ? Q u e l l e s
p i t o y a b l e s variations dans sa m a u î è r e de
penser !
1. 2j
270 LES ERREURS
P o u r ce qui est des sages ; s'ils avoient les
l u m i è r e s et la f e r m e t é q u i doit les c a r a c t é -
riser , recevroient-ils la loi d e cette p o p u l a c e
q u i est toujours aveugle et fanatique ? N ' e m -
p l o i e r o i e n t - i l s p a s , au c o n t r a i r e , l e u r sagesse
à la d é t r o m p e r , à P é c l a i r e r , à la r a m e n e r
à la raison et à l ' é q u i t é ? C e t t e sagesse q u e
v a n t e ici M . d e V o l t a i r e , n'est-ce pas c e l l e
d o n t Saint P a u l d i t , q u e la sagesse de ce
mionde est e n n e m i e d e celle d e Dieu ?
J ' o h s e r v e e n c o r e ici u n e chose : c'est q u e
les C a t h o l i q u e s sont p r e s q u e les seuls q u ' i l
a p p e l l e des fanatiques a v e u g l e s ; ou du moins
ils sont ceux q u ' i l d é c o r e le p l u s souvent d e
ce heau nom.
M a i s q u e p r é t e n d - i l e n c o r e , en disant q u e
H e n r i I V n ' é t o i t pas e n état d ' i m i t e r H e n r i
V I I I e t E l i z a b e t h ? V e u t - i l dire q u ' H e n r i I V
11 'avoit pas assez d ' a u t o r i t é , ou de r é s o l u t i o n ,
o u d e sagesse p o u r cela? M a i s ce seroil le d é -
g r a d e r , e t t r a h i r la v é r i t é , q u e d e le m e t t r e
au-dessous d e ces souverains d ' A n g l e t e r r e . I l
l e u r étoit b i e n s u p é r i e u r à. tous é g a r d s ; il avoit
p l u s d'autorité q u ' e u x , mais il s'en servoit
avec p l u s d e sagesse e t d e m é n a g e m e n t . T o u s
ses desseins é t o i e n t p l u s é q u i t a b l e s , p a r c e
q u e ses l u m i è r e s é t o i e n t p l u s é t e n d u e s , e t son
c œ u r p l u s r o y a l , p l u s t e u d r e , p l u s zélé p o u r
l e b o n h e u r de ses s u j e t s , e t p o u r le b i e n d e
l ' é t a t et d e la Religion.
Henri V I I I et Elizabeth dépouilloient de
leurs b i e n s , faisoient e m p r i s o n n e r , p e n d r e ,
t o r t u r e r c e u x q u i s'opposoient à l e u r v o l o n t é .
]\ï, de V o l t a i r e e u c o n v i e n t p o u r H e n r i V I I I .
DE VOLTAIRE. 279
N o u s avons p r o u v é cm'Elizabeth en usoït d e
m ê m e : il est t r è s - s u r q u ' H e n r i I V n ' é t o i t
pas e n état de les i m i t e r e n cela.
J e ferai e n c o r e c e t t e observation sur ce q u e
d î t V o l t a i r e de la conversion d ' H e n r i I V : i l
•assure h a r d i m e n t q u e H e n r i n e se fit i n s t r u i r e
q u e p o u r la f o r m e , p a r c e q u ' i l étoit e n effet
p l u s instruit q u e les é v ê q u e s m ê m e avec les-
q u e l s il conféra. C e t t e réflexion n'est ni h o n o -
r a b l e p o u r H e n r i I V , ni d é s h o n o r a n t e p o u r
l e clergé , p a r c e q u ' o n voit q u ' e l l e n'est p o i n t
f o n d é e sur la v é r i t é . C e u x q u i e u r e n t le p l u s
de p a r t à sa c o n v e r s i o n , f u r e n t l ' a r c h e v ê q u e
d e Bourges , u n des p l u s h a b i l e s p r é l a t s d e
son s i è c l e , et le cardinal d u P e r r o n , le p l u s
g r a n d t h é o l o g i e n q u e la F r a n c e e û t a l o r s , e t
q u i de p r o t e s t a n t s é t o i t fait c a t h o l i q u e a p r è s
b e a u c o u p de l e c t u r e et d ' e x a m e n . H e n r i é t o i t
un p r i n c e q u i , depuis 1 âge de seize a n s , n e
s'étoit o c c u p é q u ' à m a n i e r les armes : et c'est
ce p r i n c e q u i , selon V o l t a i r e , e n savoit p l u s
q u e les é v ê q u e s avec q u i il conféra. C'est ainsi
q u e la passion fait avancer des choses q u i
blessent autant le b o n sens e t la vraisem-
b l a n c e , q u e la v é r i t é .

L
LES ERREURS

C H A P I T R E XL L

Du règne de Henri IV,

D.\NS la m u l t i t u d e des souveraius q u e l ' h i s -


toire n o u s fait c o n n o î t r e , on en t r o u v e q u i
o n t été ou de sages l é g i s l a t e u r s , ou de g r a n d s
c a p i t a i n e s , ou des p r o t e c t e u r s zélés des a r t s ,
des sciences et d u c o m m e r c e ; ou qui o n t é t é
h o n o r é s d e ce n o m si b e a u , et si r a r e m e n t
m é r i t é , de p è r e des p e u p l e s . H e n r i le G r a n d ,
ce p r i n c e d o n t le n o m sera é t e r n e l l e m e n t
c h e r à la F r a n c e , a été t o u t c e l a , et p l u s q u e
t o u t c e l a : il u n i t , c o m m e dit M . le p r é s i d e n t
H é n a u t , à u n e e x t r ê m e franchise la p l u s
a d r o i t e p o l i t i q u e ; aux sentimens les p l u s
é l e v é s , u n e simplicité de m œ u r s c h a r m a n t e ;
et à un ccurage de s o l d a t , u n fond i n é p u i -
sable d ' h u m a n i t é .
N u l historien n e l a e n c o r e h i e n fait c o n -
n o l î r e . M é z e r a i et D a n i e l o n t fait l h i s t o i r e
d e F r a n c e sous son r è g n e ; mais ils n e n o u s
o n t pas d o n n é l'histoire du roi. M . de P è r e -
fixe nous en a laissé un essai ; je n e puis
d o n n e r q u e ce n o m à son histoire de H e n r i
ïc G r a n d , à cause de la m u l t i t u d e de choses
i m p o r t a n t e s doiit il n ' y est p o i n t p a r l é . L ' h i s -
toire de H e n r i le G r a n d , faite p a r un h a b i l e
écrivain , seroit u n ouvrage qui feroît h o n -
n e u r ^ l ' h u m a n i t é , à la n a t i o n , et seroit lo
p l u s beau livre q u ' o n p û t met Ire e n t r e les
mains des généraux , des ministres d ' é t a t ,
DE VOLTAIRE. 281
«les p r i n c e s et des rois. N o u s n e nous a r r ê -
t e r o n s ici qu'à r e m a r q u e r , selon n o t r e d e s -
s e i n , quelques-unes des e r r e u r s où est t o m b é
V o l t a i r e , en p a r l a n t de ce g r a n d p r i n c e .
D ' a b o r d il rabaisse b e a u c o u p l'histoire d e
D a n i e l ; il n'est pas difficile d ' e n deviner l a
raison. D a n i e l et V o l t a i r e o n t des m a n i è r e s
d e p e n s e r toutes opposées. D a n i e l s a c h a n t
q u ' H e n r i I V disoit souvent qu'il n e falloit
pas diviser l ' é t a t , d e la R e l i g i o n , r a p p o r t e
avec soin tout ce q u e ce p r i n c e fit p o u r la
Religion p e n d a n t les quinze d e r n i è r e s a n n é e s
de son r è g n e . V o l t a i r e n ' e n dit pas u n m o t :
c'est q u ' a p p a r e m m e n t il n e croit pas q u e la
Religion mérite t a n t d'égards e t de soins.
« E n lisant l'histoire de H e n r i I V d a n s
99 D a n i e l , on est t o u t é t o n n é , d i t - i l , de n e
99 le pas t r o u v e r u n g r a n d h o m m e . O n y voit
99 à peine son c a r a c t è r e , rien d e ce discours
99 digue de l ' i m m o r t a l i t é , q u ' i l t i n t à Fasse m-
99 blée des n o t a b l e s à R o u e n ; aucun d é t a i l
99 de t o u t le bien q u ' i l fit à la p a t r i e , s?
Si M . de V o l t a i r e a lu D a n i e l , il faut q u ' i l
ait oublié que cet écrivaiu e m p l o i e cinq ou
six pages entières à p e i n d r e l'àme , le c a r a c -
t è r e , les sentimens de H e n r i le G r a n d , e t
q u ' i l e n t r e dans u n détail assez m a r q u é de ce
q u e ce p r i n c e fit p o u r l e b i e n de la F r a n c e ;
mais il ne m ê l e pas le faux avec l e vrai ,
c o m m e le fait si souvent M . d e V o l t a i r e .
H e n r i I V est assez g r a n d , p o u r q u e la simple
vérité en fasse le plus magnifique éloge.
Ainsi , dans ce q u e V o l t a i r e dit d e ce
p r i n c e , on p e u t r e m a r q u e r q u ' i l est faux
r
M)^ L E S ERREUR. S
l
qu'il ait fait lrilir le F o n t - n e u f . Cette e u ï t r •
prise fut île H e n r i 111 en î a y B . La guerre
civile ayant e m p ê c h é q u ' o n n e l'achevât , il
fut fini les p r e m i è r e s années a p r è s la paix. Jl
est faux (pic H e n r i I V soit le f o n d a t e u r «le la
b i b l i o t h è q u e r o y a l e . C'est F r a n ç o i s I qui en
est le f o n d a t e u r v é r i t a b l e : H e n r i ne tit que
la t r a n s p o r t e r de F o n t a i n e b l e a u au L o u v r e . 11
est faux q u il ait fait c r e u s e r le canal d e
B r i a r e . C e fut bien lui q u i e u t 1 h o n n e u r d e
ce p r o j e t en 1607. S o n successeur eut celui
d e l ' e x é c u t i o n en i 6 3 3 .
D a n i e l parle e n c o r e d ' u n service i m p o r -
t a n t q u e r e n d i t H e n r i I V à la r é p u b l i q u e
d e "Venise , eu l'avertissant des intrigues
q u ' e m p l o y o i e n t les p r o t e s t a n t s p o u r s'établir
a
dans les t e r r e s de sa seigneurie . L e j u -
g e m e n t de V o l t a i r e sur ce point est remar-
q u a b l e . U n pareil service , dit-il . n "auroit
é t é q u ' u n e bassesse et l'action d ' u n b r o u i l l o n .
D ' a i l l e u r s Daniel est le seul q u i en p a r l e ,
ajoute-t-il. Ces petitesses m o n t r e n t p l u s d e
partialité que d ' é q u i t é .
M a i s , peut-on d e m a n d e r à M . d e V o l t a i r e ,
q u e l l e bassesse y a-t-il d o n c dans u n p r i n c e
c a t h o l i q u e , d'avertir de fidèles alliés des in-
trigues q u ' o n e m p l o i e p o u r é t a b l i r l ' h é r é s i e
v
«diez eux ? Henri I V en eonnoissoil mie x
les c o n s é q u e n c e s q u e V o l t a h e , parce q u ' i l
avoit des lumières p l u s p u r e s . 11 les crai-
gnoit davantage p a r c e qu'il aimoit plus la
Religion. C e service, q u ' o n a p p e l l e action

a
* Histoire de Paris. — Daniel, Henri IV.
DE VOLTAIRE. 283
d ' u n b r o u i l l o n , étoit bien digne d ' u n allié
"fidèle, et d ' u n roi t r è s - e b r é i i e n .
I l est vrai q u e Daniel est le seul q u i
r a p p o r t e ce fait ; c'est q u ' i l est le seul q u i
ait eu e n t r e les mains les pièces qui e n
f o n t la p r e u v e ; et il i n d i q u e les b i b l i o -
t h è q u e s d'où il les a tirées. V o l t a i r e charge
son siècle de Louis X I V , d ' a n e c d o t e s , d o n t
il n e d o n n e d'autres p r e u v e s q u o le t o n
h a r d i avec lequel il a n n o n c e q u ' i l a appris
cela d ' u n tel seigneur , d'un t e l duc , etc. ;
e t il n e cite jamais q u e des m o r t s p o u r
autoriser ses a n e c d o t e s p r é t e n d u e s . D a n i e l
est plus sage ; il cite ses autorités : il sait
q u ' u n l e c t e u r a droit d e se m o q u e r de ce t o n
affirmatif, lorsqu'il est destitué de preuves.
I l est bien ditlicile d e p a r l e r de H e n r i
I V , sans dire cjuelque chose de ses a m o u r s .
M . de V o l t a i r e t o u c h e ce p o i n t avec au-
t a n t d i n d u l g e n c e , q u ' i l a eu de s é v é r i t é ,
en t r a i t a n t de sa conversion. I l b l â m e son
c h a n g e m e n t de r e l i g i o n ; mais il excuse ses
amours : il p r é t e n d p r o u v e r q u ils n ' e u r e n t
p o i n t de p a r t «à ses grands desseins , e t
q u ' o n e n t r o u v e la p r e u v e dans les m é -
moires de M . de S u l l y . Mais ce q u e M .
de S u l l y p r o u v e , c'est q u e l ' a m o u r auroit
fait faire bien des folies à ce p r i n c e , si
l'on n e l'eût pas r e t e n u ; et il en cite un
e x e m p l e auquel il n ' y a rien à r é p o n d r e .
Henri I V avoit fait u n e promesse de m a -
riage p a r écrit à mademoiselle d ' K n t r a g u e s ,
et il m o n t r a cet écrit à M . de S u l l v . C e -
lui-ci ne J'eat pas p l u t ô t e n t r e les mains 7
384 *>ES ERREURS
q u i] le d é c h i r a devant le roi. C o m m e n t ,
lui dit alors ce p r i n c e , je crois que vous
iêtes fou : o u i , sire , je le suis , r é p o n d i t
ce g é n é r e u x et digne confident de son r o i ;
et je voudrois 1 ê t r e si f o r t , q u e je le fusse
t o u t seul en F r a n c e . Q u ' o n juge si M . de
S u l l y étoit aussi p o r t é à excuser les amours
de H e n r i I V , que l e s t M . de V o l t a i r e .

C H A P I T R E X L 11.

De Jacques / , Roi d'Angleterre,

M • d e V o l t a i r e nous r e p r é s e n t e J a c q u e s I
c o m m e u n p r i n c e d o n t l'ambition ne c h e r -
choit q u ' à alfoiblir la l i b e r t é angloise. I l
suppose q u e ce fut alors q u ' o n examina et
q u ' o n r e c o n n u t les limites de l'autorité r o y a l e .
I l p r é t e n d que les entreprises de ce p r i n c e
a v e r t i r e n t la nation q u e l l e se p r é p a r â t à
se d é f e n d r e ; et q u e la nation le lit a-\ec
t a n t de succès, q u ' e l l e vint enfin à b o u t d ' é t a -
b l i r s o l i d e m e n t sa l i b e r t é .
« J a c q u e s I , d i t - i l , ne cessoit de dire à
v son p a r l e m e n t q u e tous leurs p r i \ i l è g e s
« n ' é t o i e n t que des concessions de la b o n t é
v des rois. F a r - l à il excitoît les p a r l e m e n t s
« à examiner les b o r n e s de l'autorité r o y a l e ,
» et l ' é t e n d u e des droits de la nation. O n
w c h e r c h a dès-lors à p o s e r des limites q u ' o n
y ne connoissoit pas bien e n c o r e . H e n r i
» V I I I avoit r e n v e r s é toutes ces b a r r i è r e s ;
DE VOLTAIRE. 280
E l i z a b e t h en trouva q u e l q u e s - u n e s n o u -
& \ e l l e m e n t p o s é e s , q u e l l e abaissa ou q u e l l e
jf releva avec d e x t é r i t é . J a c q u e s I disputa ;
y> e t la nation avertie , se p r é p a r a à les
a> d é f e n d r e . -?
D a n s tout c e c h a p i t r e , M . de V o l t a i r e
expose avec u n e hardiesse s u r p r e n a n t e les
principes des p r e s b y t é r i e n s , ennemis d é -
clarés des rois. I l est vrai qu'il n e p a r l e
q u e de l ' A n g l e t e r r e ; mais l'application est
aisée. Si l ' i m p r u d e n c e n'est pas criminelle ,
elle est au moins bien dangereuse. I l suffit
d'une l é g è r e connoissanee de 1 histoire d ' A n -
g l e t e r r e , p o u r r e c o n n o î t r e bien des infidé-
lités dans la m a n i è r e d o n t il expose les droits
de la n a t i o n , d o n t il e n v e l o p p e les r é b e l -
l i o n s , et dont il p r é p a r e le r é c i t des m a l h e u r s
de la maison S t u a r t .
L e g o u v e r n e m e n t anslois étoit d ' a b o r d
c o m m e celui de la p l u p a r t des autres n a -
tions. Les droits des p a r l e m e n s n e sont venus
ue p e u - à - p e u , et n ' o n t é t é , quoi q u ' e n
3 ise M . de V o l t a i r e „ q u e des concessions
des rois. Les u n s o n t été accordés p a r b o n t é ,
les autres par foiblesse. L o r s q u e G u i l l a u m e
le b â t a r d c o n q u i t l ' A n g l e t e r r e , il v i n t r o -
duisit q u a n t i t é de lois et de coutumes n o r -
1
m a n d e s . I l la gouverna à-peu-près c o m m e
il gouvernoit ses pavs d'eu deçà la m e r .
Il se fit un conseil de ceux qu'il jugeoii
à p r o p o s d ' a d m e t t r e dans sa c o n f i a n c e . L e
fier Anglois plia sous les v o l o n t é s de ce

1
Rapin de Thoiras
û86 LES ERREURS
p r i n c e , c o m m e les l â c h e s Asiatiques F O U S
celles des e m p e r e u r s G r e c s e t des O t t o m a n s .
H e n r i I l ' u s u r p a t e u r , flatta ses sujets
p o u r les engager à favoriser son usurpation
sur R o b e r t , son frère a î n é . I l fît beaucoup
d e promesses à la n a t i o n , et il n ' e n tint
aucune,
J e a n S a n s - T e r r e , p r i n c e d o n t tout le monde
sait l'histoire , s'attira tout-à-la-fois sur les
b r a s la F r a n c e , son clergé et sa noblesse ;
il n e se sauva q u ' e n se r e n d a n t vassal du
p a p e , et en s i g n a n t , malgré l u i , une charte
de privilèges q u ' o n lui e x t o r q u a , et qu'il
n ' é t o i t pas dans la v o l o n t é de confirmer.
L e roi H e n r i I I I , esclave de ses favoris,
n e vouloit rien t e n i r de ce qu'a voit promis
J e a n , son p è r e . Poussé à o u t r a n c e p a r sa no-
b l e s s e , il vint p l a i d e r sa cause devant Saint
L'juis. Mais cette noblesse aima mieux p r o -
fiter de la foiblesse de son roi , q u e d ' é -
c o u t e r la sagesse du roi d e F r a n c e , q u ' e l l e
avoit choisi p o u r juge. C'est sous ce p r i n c e ,
q u ' o n p r é t e n d q u e q u e l q u e s d é p u t é s des
c o m m u n e s c o m m e n c è r e n t d ' e n t r e r au p a r -
l e m e n t . E d o u a r d I I I fut p r e s q u aussi absolu
q u e G u i l l a u m e le C o n q u é r a n t !
H e n r i "V' I I I n e se servit de son p a r l e -
m e n t , q u e c o m m e les Caligula et les N é r o n
se servoient de leurs affranchis.
E l i z a b e t h amusa souvent son p a r l e m e n t ,
elle le consulta r a r e m e n t , et le méprisa
toujours.
Ce p a r l e m e n t n e devint h a r d i et e n t r e -
p r e n a n t , q u e q u a n d le calvinisme fut établi
»E VOLTAIRE. 287
A n g l e t e r r e . I l s'attaqua aux foibles S t u a r t s .
1 fut h o n t e u s e m e n t traité , et ensuite d i s -
sipé p a r Ci'omwel. C h a r l e s I I n e p o u v a n t
jnieux faire dans les circonstances critiques
!0U il se trouvoit , le laissa sur le pied où
avoit été d u r a n t les règnes d e son p è r e
Ct de son ayoul.
V o i l à le précis h i s t o r i q u e de ce p a r l e m e n t
qui trouvoit mauvais : i , ° q u e Ton dit q u e
ses privilèges étoient des concessions de la
b o n t é des rois. 2.° Q u i e n t r e p r i t d'examiner
les b o r n e s de l'autorité royale. 5.° Qui c h e r -
cha à d o n n e r à cette autorité des limitée
q u ' o n n e connoissoit pas b i e n e n c o r e .
Avec des principes s e m b l a b l e s à ceux q u ' a
suivis le p a r l e m e n t d ' A n g l e t e r r e , il n'est
p o i n t d'autorité si légitime q u i ne puisse
ê t r e b i e n t ô t r e n v e r s é e ; il n'est p o i n t d'at-
t e n t a t contre les s o u v e r a i n s , q u ' o n ne puisse
autoriser.
L a conjuration des p o u d r e s fut u n é v é -
n e m e n t f a m e u x , sous le r è g n e d e J a c q u e s I .
V o l t a i r e t o u c h e ce m o r c e a u avec c o m p l a i -
sance , et avec la malignité qui lui est ordi-
naire , q u a n d les C a t h o l i q u e s y sont i n t é -
ressés. Voici le fait. Q u e l q u e s seigneurs ca-
t h o l i q u e s , d'une mélancolie à l'angloisc, c'est-
à-dire , s o m b r e et désespérée , t o n n è r e n t le
p l u s h o r r i b l e p r o j e t d o n t o n ait jamais oui
p a r l e r . P o u r se d é l i v r e r de la p e w ' c u t i o n
p r o t e s t a n t e , ils e n t r e p r i r e n t d ' e x t e r m i n e r
t o u t - à - l a - f o i s , le r o i , la famille royale
et les pairs du r o y a u m e . I l s firent m e t t r e
t r e n t e - s i x barils de p o u d r e dans u n e cave
ft88 LÏ8 E R R Ï I J R S .
q u i étoit sous la salle où le roi devoit
h a r a n g u e r le p a r l e m e n t , et r é s o l u r e n t d'y
m e t t r e le feu , d è s q u e le p a r l e m e n t seroit
as se m h 1 é. U n de s e o n spi r a t e u r s é cri v i t u n
m o t à u n pair de ses amis , p o u r l'em-
p ê c h e r d ' a l l e r au p a r l e m e n t ce j o u r - l à . La
l e t t r e fut remise au roi. O n fit des réflexions.,
o n examina t o u t , on d é c o u v r i t cet amas
d e p o u d r e . H u i t des conjurés furent pris
et e x é c u t é s , et les autres p é r i r e n t les armes
h la main , l o r s q u ' o n e n t r e p r i t de les saisir.
P o u r r e n d r e les catholiques plus odieux ,
V o l t a i r e affirme q u e les conjurés s'étoient
confessés , et q u e les confesseurs avoient
é c a r t é les r e m o r d s .
Les l e t t r e s des confesseurs, écrites à R o m e ,
disent qu'ils a^ oient lait tout le c o n t r a i r e ,
v t qu'ils n "avoient rien oublié p o u r les e m -
p ê c h e r d ' e u venir à l ' e x é c u t i o n : mais qu ils
n"a\ oient jamais rien p u gagner sur ces sombres
atrabilaires.
« L e s deux jésuites O l d c o r n e et C a r n e t
r? furent punis du m ê m e supplice que b s
r? conjurés d o n t ils a \ o i e n t e n t e n d u les
r> confessions. L e roi soutint p u b l i q u e m e n t
?> q u ils avoient été l é g i t i m e m e n t c o n d a m n é ; .
L e u r o r d r e les soutint innocents , et en fit
•> des m a r t y r s .
1
Les lettres des ministres é t r a n g e r s a.
l e u r s cours rei-pecïives , a n n o n c e n t q u ' o n ne
p u t pas convaincre les confesseurs d a^ uir
e u aucune p a î t à l a conjuration. Celles de

1
Fmlnomeu, JOAÏI,
DE V O L T A I R E . 2cV)
î e e r s o n disent q u ' o n avoit d é f e n d u aux c a -
t h o l i q u e s anglois d e rien a t t e n t e r s u r la
p e r s o n n e d u r o i , n i de r i e n e n t r e p r e n d r e
c o n t r e le g o u v e r n e m e n t , M . R a p i n de T h o i -
ras n ' a p u t r o u v e r a u c u n e p r e u v e d e la
1
c o n v i c t i o n de ces d e u x J é s u i t e s . J a c q u e s
d é c l a r a q u e les c a t h o l i q u e s r o m a i n s d ' A n g l e -
t e r r e n avoient p o i n t eu de p a r t à la d é t e s -
t a b l e e n t r e p r i s e de q u e l q u e s furieux d ' e n t r e
e u x . V o l t a i r e n e dit pas le m o t de t o u t e s
c e s p r e u v e s justificatives des c a t h o l i q u e s . I l
faut d o n c q u ' i l les haïssse e n c o r e plus q u e
ne fai soit J a c q u e s I .

CHAPITRE XL1IL

île solution de la Religion chrétienne au


Japon.

CELUI q u i a d é c h i r é avec f u r e u r les C o n s -


t a n t i n , les C h a r l e m a g n e , e t t o u s ceux qui
o n t été z é l é s p o u r la R e l i g i o n , e m p l o i e ici
t o u t e son é l o q u e n c e p o u r justifier les J a p o -
nois q u i l ' o n t e x t e r m i n é e chez eux. I l f a i t ,
p o u r cela , de graves r a i s o n n e m e n t s , et cite
des faits i m p o r t a n t s . N o u s ferons voir c o m -
b i e n ses r a i s o n u e m e n t s s o n t f o i b l e s , et c o m -
b i e n les faits q u ' i l avance sont faux.
^ I l est é A i d e n t , d i t - i l , q u e la raison
v d ' é t a t fut la seule cause des p e r s é c u t i o n s ,

* R a ^ i n d e Thoiras , livre i 3 .
1. 25
290 LES ERREURS
99 e t q u ' o n n e se d é c l a r a c o n t r e la Religion
v c h r é t i e n n e , q u e p a r la c r a i n t e de la voir
99 servir d ' i n s t r u m e n t aux entreprises des
w E s p a g n o l s . J a m a i s o n n e p e r s é c u t a la r e -
99 gion de Confucius au J a p o n , q u o i q u a p -
99 p o r t é e p a r u n p e u p l e d o n t les J a p o n o î s
i9 étoient jaloux. »
I l est é v i d e n t q u e ce q u e V o l t a i r e dit l à
est faux. I l y avoit déjà p r è s d ' u n siècle q u e
l a Religion c h r é t i e n n e fleurissoit au J a p o n ,
l o r s q u ' e l l e e n fut p r o s c r i t e . P e n d a n t t o u t ce
t e m p s - l à , ceux q u i g o u v e r n o i e n t le J a p o n ,
n e p r i r e n t jamais cette c r a i n t e ; jamais il n ' y
e u t p a r m i les C h r é t i e n s le m o i n d r e r e m u e -
m e n t e n faveur des E s p a g n o l s . C o m m e n t
l a raison d ' é t a t fut-elle la seule cause d e
l a p e r s é c u t i o n ? O ù est cette é v i d e n c e d o n t
iarle M . d e V o l t a i r e ? S'il avoit suivi les
Î aits h i s t o r i q u e s :
i , ° I l auroit appris q u e les p r e m i è r e s
laintes f u r e n t p o r t é e s au t r ô n e p a r les
Ê onzes, q u i voyoient l e u r s filouteries d é c o u -
v e r t e s , l e u r s superstitions c o n f o n d u e s , e t
1
s u r - t o u t leurs r e n t e s d i m i n u é e s .
2.° H auroit c o n n u q u e la jalousie des
H o l l a a d o ï s , d o n t le c o m m e r c e au J a p o n
é t o i t fort inférieur à celui des P o r t u g a i s ,
l e u r fit faire b i e n des d é m a r c h e s funestes
à la Religion , c o m m e l'avoue K o e m p f e r
l u i - m ê m e , t o u t p r o t e s t a n t q u ' i l est.
3.° I l auroit é t é forcé d ' a v o u e r q u e c e
fut p o u r la Religion seule q u ' o n p e r s é c u t a

1
CharlcvQix , histoire du Japon, livre i8»
DE V O L T A I R E . 29a
les C h r é t i e n s , p u i s q u ' o n laissoît la \ i e à
c e u x q u i l ' a b j u r o i e n t ; et q u e les H o l l a n *
vdoîs , pour pouvoir continuer leur com-
m e r c e , fui*ent obliges d ' e n faire u n e a b j u -
J
r a t i o n appai*ente, e n j u r a n t q u ' i l s n é t o i e n t
1
pas d e la religion des P o r t u g a i s . O ù est
d o n c , e n c o r e u n e f o i s , c e t t e évidence d o n t
p a r l e M . de V o l t a i r e ? C e q u ' i l y a d e
r e m a r q u a b l e , c'est q u ' i l r a p p o r t e lui-même
la p l u p a r t d e ces faits. J u g e z d o n c de la so-
lidité de ses r a i s o n n e m e n t s .
11 I l p a r o î t , d i t - i l ensuite , q u e si l e s
99 P o r t u g a i s et les E s p a g n o l s s'étoient c o n -
99 t e n t é s de la l i b e r t é de conscience , ils
99 a u r o i e n t été aussi paisibles d a n s le J a p o n
91 q u e les a u t r e s religions, «>
Sa p r o b a b i l i t é est c o n t r e d i t e p a r les faits
les p l u s n o t o i r e s . U n an a p r è s la p r o s c r i p -
t i o n , les P o r t u g a i s d e M a c a o e n v o y è r e n t
u n e ambassade à l ' e m p e r e u r , p o u r t â c h e r
d ' o b t e n i r la permission d e c o n t i n u e r l e u r
c o m m e r c e au J a p o n . I / e m p e r e u r leur p r o -
posa d ' a b j u r e r l e c h r i s t i a n i s m e . Ces C h r é -
tiens , p l u s g é n é r e u x q u e les H o l l a n d o i s
l e u r s rivaux , e u r e n t h o r r e u r d e cette p r o -
>osition. U s sacrifièrent l e u r vie à l e u r r e -
f igion. I l s furent t o u s mis à m o r t , e x c e p t é
quelques-uns qui dévoient reconduire à M a -
cao ces saints m a r t y r s , et a n n o n c e r la cause
d e l e u r m o r t . O n les r e ç u t à M a c a o avec
l e s h o n n e u r s q u ' o n d o i t aux c o r p s des M a r -
t y r s . L e j o u r de l e u r a r r i v é e fut u n j o u r
292 LES ERREURS
d e fête s o l e m n e l 5 et les femmes et les
enfans d e ces g é n é r e u x C h r é t i e n s n e son-
g è r e n t q u ' à r e m e r c i e r D i e u d e la grâce q u ' i l
avoit faite à leurs p è r e s et à leurs é p o u x .
V o i c i m a i n t e n a n t c o m m e n t M . de V o l -
taire a r r a n g e le c o n t e de la conspiration
des C h r é t i e n s d u J a p o n . « L e s H o l l a n d o i s
•» p r i r e n t e n 1 6 3 7 , vers le C a p d e B o n n e -
99 E s p é r a n c e , u n vaisseau espagnol q u i fai-
»? soit voile d u J a p o n à L i s b o n n e . I l s y
?' t r o u v è r e n t des l e t t r e s d ' u n officier p o r -
» tugais , n o m m é M o r o , espèce de c o n s u l
99 de la n a t i o n . Ces l e t t r e s r e n f e r m o i e n t
99 t o u t le p l a n d ' u n e c o n s p i r a t i o n des C h r é -
19 tiens d u J a p o n c o n t r e l ' e m p e r e u r . O n s p é -
99 cifioit le n o m b r e des vaisseaux et des
19 soldats q u ' o n a t t e n d o i t d ' E u r o p e et des
91 établissemens d'Asie. L e s l e t t r e s f u r e n t
19 e n v o y é e s à la c o u r d u J a p o n . M o r o r e -
17 c o n n u t son é c r i t u r e , et fut b r û l é p u b l i -
99 q u e m e n t . Alors le g o u v e r n e u r aima m i e u x
99 r e n o n c e r à t o u t c o m m e r c e avec les é t r a n -
99 gers , q u e d e se v o i r exposé à de t e l l e s
« e n t r e p r i s e s ; et l ' e m p e r e u r p o r t a le fameux
99 édit de p r o s c r i p t i o n . 19
C e q u ' i l faut o b s e r v e r dans cette grave
n a r r a t i o n , c'est 1.° q u ' i l n ' y eut jamais
au J a p o n d e consul P o r t u g a i s a p p e l é M o r o .
I l v avoit bien u n J a p o n o i s d e ce n o m ,
q u i faisoit b e a u c o u p d'affaires p o u r les E s p a -
gnols et les P o r t u g a i s ; mais il n ' é t o i t p a s
sujet d ' E s p a g n e .
2.° I l est b i e n s u r p r e n a n t q u ' o n n e s a c h e
le n o m n i du vaisseau n i d u capitaine es-
DE VOLTAIRE. 20,3
p a g n o l q u i fut pris ni d e celui q u i fit
9

cette prise , et q u i e n v o y a les p r é t e n d u e s


l e t t r e s i n t e r c e p t é e s à la c o u r d u J a p o n .
M a i s c'est q u ' o n sauve bien m i e u x l ' i m p o s -
t u r e , l o r s q u ' o n n ' a r t i c u l e pas des c i r c o n s -
t a n c e s q u i p o u r r o ï e n t servir à p r o u v e r l a
s u p p o s i t i o n du fait.
3.° C e fut u n an a p r è s l'édit de p r o s -
c r i p t i o n , q u e les P o r t u g a i s e n v o y è r e n t à
l ' e m p e r e u r l'ambassade d o n t nous a v o n s
1
p a r l é . E s t - i l p r o b a b l e q u ' i l s eussent e u
cette h a r d i e s s e , s'ils avoient été les a u t e u r s
d ' u n e conspiration p a r e i l l e ; si leurs l e t t r e *
avoient été i n t e r c e p t é e s , e t l e u r c o n s u l
b r û l é p u b l i q u e m e n t , c o m m e l e dit V o l -
taire ? O n n'a p e u t - ê t r e jamais fait e n é c r i -
v a n t , u n e b é v u e p l u s forte q u e c e l l e - c i .
4.° A u c u n des missionnaires , d e q u e l q u e
o r d r e ou d e q u e l q u e n a t i o n q u e ce soit , n ' a
r i e n écrit qui d o n n e la m o i n d r e i d é e d e
c e t t e c o n s p i r a t i o n . C e p e n d a n t ces m i s s i o n -
naires avoient la c o u t u m e d ' é c r i r e p r e s q u e
t o u t e s les années e n E u r o p e ce q u i s e
passoit dans leurs missions. U s é t o i e n t q u e l -
quefois j a l o u x les u n s des a u t r e s ; c o m m e n t
est-il possible q u ' i l s n ' a i e n t r i e n fait c o n -
n o î t r e de la cause d e cette é t r a n g e r é v o l u t i o n ?
5.° L a r e l a t i o n d ' o ù V o l t a i r e a t i r é c e
q u ' i l d i t , est d ' u n a u t e u r q u i n ' a été d a n s
l ' o r i e n t q u e p l u s de q u a r a n t e ans a p r è s l a
r é v o l u t i o n : e l l e est r e m p l i e d ' a n a c h r o n i s m e s ,

* Histoire du Japon» livre 1 8 .

25.
T E S
ag4 ' ERREURS
c o m m e îl a été d é m o n t r é , q u e l l e Créance
peut-elle donc mériter ?
« Mais ce qui r e n d la p r e u v e c o m p l e t t e ,
» p o u r s u i t V o l t a i r e , c'est q u e les C h r é -
ï? tiens d u p a y s , avec q u e l q u e s P o r t u g a i s
» à l e u r t ê t e , s ' a s s e m b l è r e n t au n o m b r e
« de p l u s de t r e n t e m i l l e h o m m e s . M a i s
» ils f u r e n t b a t t u s , e t se r e t i r è r e n t d a n s
w u n e forteresse s u r les b o r d s d e la m e r . »
M a i s il est u n p e u f â c h e u x p o u r M . d e
V o l t a i r e , qu'il y ait p r e s q u ' a u t a n t d ' e r r e u r s
q u e d e m o t s d a n s la p r e u v e c o m p l e t t e q u ' i l
d o n n e d e la conspiration d u J a p o n . U
affirme q u e les C h r é t i e n s d u p a y s s'assem-
b l è r e n t en armes. O n d o i t n a t u r e l l e m e n t
c r o i r e p a r - l à , que tous les C h r é t i e n s d u J a -
p o n se r é v o l t è r e n t . Mais p o i n t d u t o u t . U n ' y
e u t q u e ceux d u p e t i t c a n t o n d ' A r i m a , d o n t
l e g o u v e r n e u r , ou , c o m m e o n l e dit dans l e
p a y s , le r o i , p l u s sanguinaire q u e le sangui-
n a i r e e m p e r e u r qui r è g n o i t p o u r - l o r s , t r a i t o i t
les C h r é t i e n s avec la d e r n i è r e c r u a u t é . Ces
i n f o r t u n é s , désespérés et aveuglés , p r i r e n t
l e s armes'. U s p e n s è r e n t c o m m e les H o l l a n -
d o i s s o u s P h i l i p p e I L U s firent les m ê m e s d é -
m a r c h e s , mais ils n ' e u r e n t pas les m ê m e s
s u c c è s . C'est u n fait a b s o l u m e n t f a u x , q u ' i l s
eussent alors des P o r t u g a i s à l e u r t ê t e , c o m m e
l e dit V o l t a i r e . U s avoient à l e u r t ê t e u n
seigneur d u pays , c o m m e les H o l l a n d o i s
avoient des Nassau et des M a r n i x ,
t . L e g o u v e r n e m e n t somma u n vaisseau
v h o l l a n d o i s de t i r e r son c a n o n c o n t r e la
a forteresse. L e capitaine K o c k b e c k e r r e n -
DE V O L T A î f t E . ' 2J)5
» dit ce funeste service. L e s C h r é t i e n s furent
» b i e n t ô t f o r c é s , e t p é r i r e n t dans d'affreux
17 supplices, 99
I I falloit ajouter q u e les H o l l a n d o i s s e r -
v o i e n t dans l'armée japonoise qui assiégea
la f o r t e r e s s e , d e r n i e r asvle des C h r é t i e n s .
U s f o u r n i r e n t u n t r a i n d'artillerie p o u r
ce s i è g e , et laissèrent e n c o r e au camp p r e s -
q u e t o u t e celle d u vaisseau d e K o c k b e c k e r
qui p a r t o i t p o u r les I n d e s . Ainsi ces m ê m e s
H o l l a n d o i s , r é b e l l e s en E u r o p e c o n t r e l e u r s
m a î t r e s légitimes , faisoient u n p e r s o n n a g e
e n t i è r e m e n t opposé e n A s i e , où ils servoient
dans l ' a r m é e d u m a î t r e l é g i t i m e c o n t r e des
1
r é b e l l e s . Au r e s t e , cette c o n d u i t e si o p p o -
sée des H o l l a n d o i s en E u r o p e et en Asie ,
n e doit p o i n t ê t r e r e g a r d é e c o m m e u n e
c o n t r a d i c t i o n dans l ' h o m m e . C ' é t o i t l ' i n t é r ê t
qui faisoit soutenir la r é b e l l i o n aux H o l -
landois en E u r o p e , et q u i les faisoit servir
c o n t r e des r é b e l l e s en Asie.
I l est vrai qu'ils n ' e n e u r e n t pas t o u t e la
r é c o m p e n s e qu'ils en a t t e n d o î e n t , q u ' i l s
f u r e n t obligés de r e n o n c e r à t o u t e s les m a r -
ques extérieures d u c h r i s t i a n i s m e , e t d e
se laisser traiter c o m m e d'indignes esclaves,
p o u r conserver une petite partie de leur
commerce.
C est ce qui fait dire au p r o t e s t a n t K o e m p -
fer , avec une espèce d'enthousiasme et u n e
v é r i t a b l e indignation : « I n f â m e avarice .
17 à q u e l p o i n t n avilis-tu pas le c œ u r d e

* Histoire du Japon, livre îS.


296 t. E S ERREURS
« l'homme ! Des Chrétiens consentent à
» n e faire a u c u n exercice d e religion ; à sup-
9? p r i m e r le service d i v i n , les d i m a n c h e s ;
w à n e pas p r o n o n c e r s e u l e m e n t le n o m
v d e J é s u s - C h r i s t ; à f o u l e r le crucifix aux
» pieds ; à n ' o s e r faire le signe d e la c r o i x ,
v de p e u r q u ' o n n e l e u r interdise le c o m -
v m e r c e dans u n p e t i t c a n t o n d e la t e r r e ! »
1
T e l l e est la réflexion d e K o e m p f e r . V o l -
taire l ' a p p e l l e u n écrivain judicieux : j e n e
sais pas si c'est p o u r avoir pensé et p a r l é
ainsi de la c o n d u i t e des H o l l a n d o i s .

C 11 A T I T R E XLIV.

De la Suède y au seizième siècle,

LA Suède étant devenue presque toute


l u t h é r i e n n e sous le r è g n e d e G u s t a v e - V a s a ,
son fils J e a n I I I tenta de r é t a b l i r la R e l i g i o n
c a t h o l i q u e . Mais il fut toujours si t r a v e r s é
p a r son frère C h a r l e s , d u c de S u d e r m a n i e ,
q u ' i l n e p u t y réussir. Sigismond , fils e t
successeur de J e a n , roi d e S u è d e , et q u i
fut en m ê m e t e m p s roi d e P o l o g n e , n e
p u t pas s e u l e m e n t o b t e n i r la l i b e r t é de cons-
cience p o u r ce q u i restoit d e C a t h o l i q u e s
en S u è d e , L ' a m b i t i e u x C h a r l e s fit t a n t p a r
ses intrigues , ses v i o l e n c e s , et enfin p a r
u n e r é v o l t e o u v e r t e , q u ' i l e n l e v a la c o u -

* Histoire du Japon, livre *S.


DE V O L T A I R E . 2g7
tonne à son n e v e u , et proscrivit e n t i è r e -
m e n t la Religion c a t h o l i q u e . U prit le n o m
de C h a r l e s I X , et fut le p è r e du fameux
G ustave-Adolphe,
V o l t a i r e , en p a r l a n t d e cette r é v o l u t i o n ,
suppose q u ' o n ignore a b s o l u m e n t l ' h i s t o i r e
de S u è d e . I l a l t è r e , il déguise les faits 5
il excuse , il pallie les crimes les p l u s
o d i e u x , dans ceux q u i o n t i n t r o d u i t le
l u t h é r a n i s m e dans ce r o v a u m e : enfin des
a t t e n t a i s e t des r é v o l t e s aussi c r i m i n e l l e s ,
q u e le furent ceux d e la ligue , il les
r e p r é s e n t e c o m m e des d é m a r c h e s t r è s - l é -
gitimes. C'est la m a n i è r e de p e n s e r d e
Voltaire,
" Les rois d e S u è d e , dit-il , n ' é t o i e n t
11 pas p l u s despotiques q u ' e n D a n e m a r c k .
19 Q u a t r e états , c o m p o s é s de m i l l e gentils-
99 h o m m e s , de cent e c c l é s i a s t i q u e s , de c e n t
99 c i n q u a n t e b o u r g e o i s et d'environ deirx
19 c e n t c i n q u a n t e p a v s a n s , faisoient les lois
19 d u r o v a u m e , E r i c , fils et successeur d e
99 Gustave-Vasa , étoit b i e n loin de r é g n e r
19 avec un p o u v o i r absolu : il laissa au m o n d e
19 u n n o u v e l e x e m p l e des m a l h e u r s , q u i
11 p e u v e n t suivre le désir d ' ê t r e d e s p o t i q u e ,
11 et l'incapacité de l ' ê t r e . L e fils d u r o s -
11 t a u r a t e u r de la S u è d e fut accusé de p l u -
79 sieurs crimes d e v a n t les états a s s e m b l é s ,
i9 et d é p o s é p a r u n e s e n t e n c e u n a n i m e . O n
19 le c o n d a m n a à u n e prison p e r p é t u e l l e , e t
19 on d o u n a la c o u r o n n e à J e a n , son f r è r e .
***• U faut savoir q u e ce roi J e a n , q u i
99 étoit c a t h o l i q u e , c r a i g n a n t q u e les p a r -
290 LES ERREURS
19 tisans de son frère ne l e remissent sur
11 le t r o u e , lui envoya p u b l i q u e m e n t du
97 poison , c o m m e le sultan c m oie u n cor-
i> deau. L e jésuite Possevin , n o n c e du p a p e ,
99 imposa au roi J e a n , p o u r p é n i t e n c e de cet
19 e m p o i s o n n e m e n t , de ne faire q u ' u n r e p a s ,
5) p é n i t e n c e t o u r n é e en r i d i c u l e . Les crimes
11 d ' E r i c furent b i e n p l u s r i g o u r e u s e m e n t
99 p u n i s . N i ce p r i n c e , ni le n o n c e P o s s e \ i n
19 ne p u r e n t réussir à faire d o n n e r la iXe-
99 ligion c a t h o l i q u e eu S u è d e .
11 Sigismond , lils d u roi J e a n , fut élu
1
99 roi de P o l o g n e , h u i t ans avant la m o r t
19 de son p è r e . L a S u è d e p o u v o i t «alors de-
19 v e n i r t r è s - p u i s s a n t e . Sigismond p o u v o i t
99 c o n q u é r i r t o u t e la M o s c o v i e . M a i s ce
19 p r i n c e é t a n t c a t h o l i q u e , et la S u è d e lu-
19 t h é r i e n n e , il n e c o n q u i t r i e n , et p e r d i t
19 la c o u r o n n e de S u è d e . Les m ê m e s états
19 q u i avoient d é p o s é son o n c l e E r i c , le
91 d é p o s è r e n t aussi , et d é c l a r è r e n t r o i u n
19 autre de ses o n c l e s , q u i fut C h a r l e s I X ,
19 p è r e d u g r a n d G u s t a v e - A d o l p h e . C h a r l e s
99 I X n ' é t o i t regardé q u e c o m m e u n usur-
19 p a t e u r p a r les p r i n c e s alliés de Sigismond 5
79 mais en S u è d e , il étoit r o i légitime, v
V o i l à 1 infidèle récit q u e fait V o l t a i r e
d e la d e r n i è r e r é v o l u t i o n de la Religion
e n S u è d e . N o u s allons en o p p o s e r u n v é r i -
t a b l e . N o u s suivrons p r i n c i p a l e m e n t P u f e n -
dorff. C e t écrivain étoit h i s t o r i o g r a p h e d e

» Voltaire se trompe de trois ans. Sigismond fut él*


en 097, et sou père mgurut eu i5oa.
DE VOLTAIRE, 2Q $
S u è d e : il ètoit l u t h é r i e n . O n doit le re^
g a r d e r c o m m e u n h o m m e i n s t r u i t , et c o m m e
n ' é t a n t pas p r é v e n u p o u r les C a t h o l i q u e s .
E r i c , selon F u f e n d o r f f , a é t é p e u t - ê t r e
l e p l u s e x t r a v a g a n t de tous les princes , le
1
p l u s i m b é c i l l e , l e p l u s c r u e l . D a b o r d il
v o u l u t é p o u s e r toutes les princesses de l ' E u -
r o p e d o n t il e n t e n d o i t p a r l e r . I l fit des
d e m a n d e s , et envova des a m b a s s a d e u r s , tan-
t ô t à la reine E l i z a b e t h , t a u t ô t à la r e i n e
d'Ecosse , t a n t ô t à la c o u r de Hesse-Cassel ,
t a n t ô t à celle L o r r a i n e . Q u e l q u e f o i s il trai-
t o i t de mariage en p l u s i e u r s cours en m ê m e
t e m p s ; enfin ce r e c h e r c h e u r infatigable d e
p r i n c e s s e s , finit p a r é p o u s e r u n e simple pay-
sanne de S u è d e .
Sa c o n d u i t e , dans le g o u v e r n e m e n t d e
son r o y a u m e , r é p o n d o i t p a r f a i t e m e n t à celle
q u ' i l t e n o i t dans ses a m o u r s ; il p r i t p o u r
p r e m i e r ministre , et d o n n a t o u t e sa c o n -
fiance à J o r a m P e c r s o n , u n des plus g r a n d s
scélérats q u i fût e n S u è d e , et q u ' o n fit
m o u r i r ensuite dans les t o u r m e n t s . S o n
f r è r e J e a n , duc de F i n l a n d e , ayant épousé
C a t h e r i n e J a g e l l o n , fille d u r o i d e P o l o g n e ,
E r i c se saisit de sa p e r s o n n e , les confina
dans u n e é t r o i t e prison , lui et la duchesse
Sa f e m m e , alla plusieurs fois dans la p r i s o n
p o u r l ' é g o r g e r de sa p r o p r e m a i n , fit t o u s
ses efforts p o u r lui e n l e v e r sa f e m m e , e t
la faire é p o u s e r au duc de Moscovie q u i
1
l a d e m a i i d o i t ; il p o i g n a r d a l u i - m ê m e quel-

c
Histoire de Suède. — • Nils. Sture, Helsiug.
ZOO LES ERREURS
<jues seigneurs d o n t il étoit m é c o n t e n t , et
lit m o u r i r ceux q u i lui r e p r é s e n t o i e u t q u e
d e pareilles actions é t o i e n t indignes d un
r o i ; enfin n ' a y a n t p u réussir à d é p o u i l l e r
ses frères de leurs a p p a n a g e s , il r é s o l u t de
les faire assassiner dans u n festin. L e s p r i n -
ces q u i ayoîent été a v e r t i s , se g a r d è r e n t
b i e n de s'y t r o u v e r ; ils p r i r e n t les a r m e s ,
o u s s è r e n t Eric j u s q u ' à S t o c k o l m , où ils
F assiégèrent et le firent p r i s o n n i e r . V o l t a i r e
n e dit rien de la c o n d u i t e d u roi E r i c ;
c'est q u e ce roi étoit l u t h é r i e n .
D è s q u e le roi J e a n fut m o n t é sur le
t r ô n e , C h a r l e s , son frère , fâché de n e pas
p a r t a g e r avec lui l ' a u t o r i t é s o u v e r a i n e , com-
m e n ç a à r e m u e r ; il s'opposa c o n t i n u e l l e -
m e n t à t o u t e s les vues e t à tous les desseins
d u r o i ; ce fut là la p r e m i è r e origine des
t r o u b l e s ; ils a u g m e n t è r e n t p e n d a n t la g u e r r e
q u ' i l fallut soutenir c o n t r e le D a n e m a r c k ,
e t p a r les intrigues d u d u c d e Moscovie ,
q u i soutenait toujours E r i c . J e a n , p o u r se
d é l i v r e r d e ses i n q u i é t u d e s , d o n n a o r d r e
à. ceux q u i avoient la garde d u i*oi d é t r ô n é ,
d e le faire m o u r i r , s'il t e n t o i t de s'évader ;
e t c o m m e les intrigues c o n t i n u o î e n t , il lui
fit d o n n e r la c o m m u n i o n , et deux jours après
il le c o n d a m n a au m ê m e g e n r e de m o r t
q u e les A t h é n i e n s o r d o n n è r e n t p o u r Su-
cra t e . L ' a r r ê t étoit d o u x p o u r t a n t de crimes ;
inais il étoit o d i e u x , é t a n t é m a n é d ' u n frère.
* L e n o n c e Pbssevin imposa p o u r p é n i t e n c e
ail roi J e a n de j e û n e r p e n d a n t toute sa vie le
m e r c r e d i , q u i é t o i t le j o u r a u q u e l il avoit fait
RE VOLTAIRE, 3oi
mourir le roi sou frère. L e l u t h é r i e n P u f e n -
dorffdit q u e J e a n accomplit e x a c t e m e n t cette
p é n i t e n c e j u s q u ' à la fin d e ses j o u r s , et fit
d e p l u s , d e g r a n d e s aumônes. L e c a t h o l i q u e
V o l t a i r e t o u r n e e n ridicule c e t t e p é n i t e n c e .
N e diroit-on pas q u e c'est Pufendorff q u i
est c a t h o l i q u e , et q u e c'est V o l t a i r e qui est
luthérien ?
D è s l'instant d e la m o r t d u roi J e a n ,
C h a r l e s , son f r è r e , songea à se m e t t r e la cou-
r o n n e de S u è d e s u r la t ê t e ; il profita de l'al>
sence de son n e v e u Sigismond, qui étoit alors
en P o l o g n e , p o u r gagner les t r o u p e s , c h a n -
ger les c o m m a n d a n t s des p l a c e s , en b a n n i r
ceux q u i é t o i e n t c a t h o l i q u e s ; il chassa d u
r o y a u m e , ou força d e s'en r e t i r e r , tous les
s é n a t e u r s qui é t o i e n t attachés au r o i ; s'empara
des vaisseaux de g u e r r e , des p o r t s , des arse-
n a u x , e t poussa l a guerre jusqu'à ce q u ' e n -
fin il se fit d é c l a r e r roi. V o l t a i r e méprise e t
b l â m e le r o i Sigismond d e n'avoir pas c o n -
q u i s la M o s c o v i e , et il loue le rébelle C h a r -
l e s , son o n c l e , q u i , p a r ses révoltes c o n t i -
n u e l l e s e t ses i n t r i g u e s , l ' e n avoit toujours
empêché.
C h a r l e s , a p r è s avoir dévasté la Suède p a r
. d o u z e ans d e g u e r r e s c i v i l e s ; après en avoir
chassé ou fait p é r i r , p a r la main des b o u r -
r e a u x les gentilshommes fidèles au roi : après
s ' ê t r e r e n d u maître de t o u t e s les forces du
r o y a u m e , C h a r l e s assembla les états, c o m m e
C r o m w e l assembloit le p a r l e m e n t d ' A n g l e -
t e r r e , e t se fît d é c l a r e r r ^ i .
C ' e s t s u r les suffrages d ' u n e telle assemblée
26
3o2 LES ERREURS
q u e V o l t a i r e ose p r o n o n c e r q u e C h a r l e s étoit
en S u è d e roi légitime. L e s u s u r p a t e u r s et les
r é b e l l e s , qui sont en m ê m e t e m p s ennemis
des C a t h o l i q u e s , s o n t t o u j o u r s sûrs d e t r o u -
v e r grâce d e v a n t l u i .

CHAPITRE XLV.

De la Hollande au dix-septième siècle.

]N[ous n e suivrons pas M . d e V o l t a i r e dans


t o u t ce q u il r é p è t e ici sur la fondation d e la
r é p u b l i q u e de H o l l a n d e , sur l ' h é r o ï s m e d e
ces h o m m e s qui o s è r e n t les p r e m i e r s secouer
l e joug d e la Religion et d e leurs souve-
r a i n s l é g i t i m e s , s u r l'injustice e t les c r u a u t é s
d e P h i l i p p e I I , qui les força à d e v e n i r u n
p e u p l e l i b r e . N o u s en avons déjà assez p a r l é
d a n s le c h a p i t r e v i n g t - n e u v i è m e d e cet o u -
vrage ; n o u s ferons s e u l e m e n t de c o u r t e s
o b s e r v a t i o n s sur q u e l q u e s e r r e u r s et contra-
dictions où t o m b e M . d e V o l t a i r e dans le
c h a p i t r e c e n t cinquante-sixième d e son his-
t o i r e 5 s u r les éloges outrageants p o u r la
F r a n c e , q u ' i l fait des états-généraux , et s u r
q u e l q u e s réflexions p a r lesquelles il s e m b l e
v o u l o i r insulter la •*Religion.
« L a H o l l a n d e , dît-il , n e pouvoit a d -
99 m e t t r e ceux q u i s'engagent p a r s e r m e n t
99 à laisser p é r i r , a u t a n t q u ' i l est en e u x ,
99 l'espèce h u m a i n e ; o n avoit l ' e x e m p l e d e
v l ' A n g l e t e r r e , qui étoit p l u s p e u p l é e d'un.
DE V O L T A I R E . 3o3
v tiers depuis q u e les ministres des a u t e l s
w jouissoient de la d o u c e u r d u mariage ,
»? e t q u e les espérances des familles n "étoient
pas ensevelies dans le célibat d u c l o î t r e .
M . de V o l t a i r e n o u s assure ici que l ' A n -
g l e t e r r e , depuis la r é v o l u t i o n de la R e l i -
g i o n , c ' e s t - à - d i r e , depuis u n e c i n q u a n t a i n e
d ' a n n é e s , étoit p l u s p e u p l é e d ' u n tiers ; e t
d è s le c o m m e n c e m e n t de son h i s t o i r e , d a n s
l e p r e m i e r c h a p i t r e , il dit q u ' i l faut q u e les
circonstances soient b i e n favorables p o u r
q u ' u n e nation a u g m e n t e d ' u n vingtième p a r
siècle. C o m m e n t a c c o r d e r ces d e u x p r o p o s i -
tions? C o m m e n t a c c o r d e r cette p o p u l a t i o n
subite e t prodigieuse d e la n a t i o n angloise ,
avec les observations des calculateurs de l a
propagation humaine, qui ne mettent q u ' u n
v i n g t i è m e d ' a u g m e n t a t i o n p a r s i è c l e , dans les
circonstances les p l u s favorables? Ces deux;
p r o p o s i t i o n s se c o n t r e d i s e n t é v i d e m m e n t ; e t
c e p e n d a n t M . de V o l t a i r e les soutient égale-
m e n t l ' u n e et l ' a u t r e .
D ' a i l l e u r s , le n o m b r e des ministres des au <
t e l s , e t des p e r s o n n e s r é l é g u é e s dans le c é -
libat d u c l o î t r e , n ' a l l o i t p a s à u n c e n t i è m e d e
la n a t i o n . C o m m e n t ce c e n t i è m e P a - t - i l m u l -
tipliée d ' u n tiers en si p e u de temps? I l pr»-
roît q u e M . de V o l t a i r e n e se souvient p a s
dans u n e n d r o i t , de ce qu'il a dit dans l ' a u t r e .
I l ne s'en souvient pas m i e u x l o r s q u ' i l d i t
q u e le c o m m e r c e du J a p o n fut interdit aux
ai e s 1
H o l l a n d o i s j u s q u ' e n 1G09 P * * P o r t u g a i s ;

* Histoire générale, chapitre i56.


3o4 LES ERREURS
et q u e six lignes p l u s Las il élit, q u ' e n cefie
m ê m e année 1609, des ambassadeurs du Ja-
p o n furent à la H a y e p o u r c o n c l u r e un traité
d e c o m m e r c e avec la H o l l a n d e , Voilà u n
vovage q u i se fit b i e n vite : il faut toujours
p l u s d'un a n , et quelquefois p r è s de d e u x ,
p o u r v e n i r d u J a p o n en H o l l a n d e , C o m m e n t ,
dans u n e m ê m e a n n é e , ces H o l l a n d o i s fu-
i e n t - i l s i n t r o d u i t s au J a p o n , firent-ils assez
de c o n n o i s s a n c e s , e t o b t i n r e n t - i l s assez de
c o n s i d é r a t i o n à la C o u r , p o u r faire e n v o y e r à
la H a y e u n e ambassade q u i y arrivât avant q u e
celte m ê m e a n n é e fût finie? C'est une chose
difficile à c o m p r e n d r e .
M . de V o l î a i r e n o u s r e p r é s e n t e ensuite la
H o l l a n d e c o m m e la p r e m i è r e , la p l u s res-
p e c t é e et la p l u s r e d o u t é e de t o u t e s les p u i s -
sances de l ' E u r o p e . E l l e d e v i e n t l'arbitre des
c o u r o n n e s en i b 6 8 , d i t - i l . L o u i s X I V est
o b l i g é , p a r e l l e , à faire sa paix avec l ' E s -
p a g n e . M . d e V o l t a i r e s'est d é c i d é a p p a r e m -
m e n t p a r la h è r e inscription d ' u n e m é d a i l l e
q u e les H o l l a n d o i s firent alors f r a p p e r ; mais
il a eu g r a n d t o r t : il doit b i e n savoir q u e les
i n s c r i p t i o n s , les légendes des m é d a i l l e s , les
p a n é g v r i q u e s et autres pièces de ce g e n r e - l à ,
n e sont pas des m é m o i r e s b i e n sûrs p o u r
l'histoire.
Il est vrai q u e les H o l l a n d o i s , effrayés d e
la rapidité des c o n q u ê t e s d e Louis X I V ,
firent . en i GG3 , la t r i p l e alliance , d o n t l e
b u t étoit d ' e m p ê c h e r ou la c o n t i n u a t i o n d e
la guerre , ou les p r o g r è s d e la F r a n c e . L*\s
E s p a g n o l s a c c e p t è r e n t la paix , et les H o l -
DE VOLTAIRE, 3o5
landors firent f r a p p e r cette orgueilleuse m é -
daille , p a r l a q u e l l e ils se v a n t o i e n t d'avoir
affermi les l o i s , é p u r é la r e l i g i o n , s e c o u r u ,
d é f e n d u et r é u n i les rois , assuré la l i b e r t é
des m e r s , pacifié l ' E u r o p e . Assertis Legi-
bus , emcnâatis Sacris , adjutis^ defensis y

conciliâtes regibus, vindicatd marium liber-


tafe , stabilité orbis Europœ quiete.
Mais trois ans a p r è s , ces fiers arbitres de»
c o u r o n n e s furent o b l i g é s , p a r Louis X I V ,
à faire les soumissions les p l u s h u m b l e s : ils
offrirent toutes les satisfactions q u ' o n v o u -
d r o i t exiger : t o u t cela n ' e m p ê c h a pas q u ' i l s
n e vissent p r e s q u e t o u t l e u r pays subjugué ,
e t l e u r r é p u b l i q u e à d e u x doigts de sa r u i n e
e n t i è r e . Ainsi il y eut b i e n p e u d ' i n t e r v a l l e
e n t r e ce s u p r ê m e h o n n e u r où V o l t a i r e p r é -
t e n d q u e cette r é p u b l i q u e s é t o i t é l e v é e , e t
l e p i t o y a b l e état où elle fut r é d u i t e , et s u r
l e q u e l il se tait également.
N o u s ferons e n c o r e u n e r e m a r q u e s u r csf
q u ' i l dit d u socinianisme. Voici c o m m e n t il
en parle : « Le déclamateur Maimbourg
y} p r é t e n d q u e les unitaires se réfugient en-
77 H o l l a n d e , où il n ' y a , d i t - i l , q u e les
v catholiques q u ' o n n e t o l è r e pas. L e décla -
19 m a t e u r M a i m b o u r g se t r o m p e sur cet a r -
» ticle c o m m e sur b i e n d ' a u t r e s . L e s c a t h o -
11 liques sont si t o l é r é s dans les P r o v i n c e s -
19 U n i e s , qu'ils y c o m p o s e n t pins d'un tiers
if de la n a t i o n ; et jamais les u n i t a i r e s , o u
ii les sociniens, n ' y o n t a u c u n lieu d'assem-
99 I d é e p u b l i q u e . O n p e u t c o m p t e r parmi les
99 r é v o l u t i o n s d e l'esprit h u m a i n , que cette
OOO LES E K R E tJ R 3
%> religion q u i a d o m i n é dans l'Eglise p n ? -
if d a n t trois c e n t c i n q u a n t e années depuis
i9 C o n s l a u t i n , se soit r e p r o d u i t e dans l ' E u r o p e
» depuis deux siècles, e t soit r é p a n d u e dans
i> t a n t d e p r o v i n c e s , sans avoir aujourd'hui d e
v t e m p l e e n a u c u n e n d r o i t d u m o n d e . I I sem-
i9 h l e q u ' o n ait c r a i n t d ' a d m e t t r e , p a r m i l e s
r c o m m u n i o n s d u C h r i s t i a n i s m e , u n e secîe
n q u i avoit autrefois si l o n g - t e m p s t r i o m p h é
7i d e t o u t e s les autres c o m m u n i o n s . «
M . d e V o l t a i r e est hien ici dans le cas q u ' i l
r e p r o c h e à M a i m b o u r g ; il se t r o m p e dans l'ar-
ticle q u e nous venons de r a p p o r t e r , comme
d a n s b i e n d'autres.
I l se t r o m p e e n disant q u e l e s sorinfens
o u unitaires n ' o n t jamais e u u n lieu d'assem-
1
b l é e p u b l i q u e e n H o l l a n d e 5 ils e n o n t u n
à A m s t e r d a m vis-à-vis l a c o m é d i e , c o m m e
les Q u a k e r s , qui n e valent g u è r e mieux, en o n t
u n s u r l e canal i m p é r i a l . C'est la M a r t i n i è r c ,
t é m o i n oculaire , q u i nous l ' a p p r e n d .
I I se t r o m p e e n disant q u e la religion
A r i e n n e a d o m i n é dans l'Eglise p e n d a n t t r o i s
c e n t c i n q u a n t e années depuis C o n s t a n t i n .
E l l e n e c o m m e n ç a à ê t r e puissante d a n s
l'Eglise q u e vers l ' a n 3 4 o , à la m o r t de C o n s -
t a n t i n , e t fut p r e s q u ' e n t i è r e m e n t abattue e n
090 sous l ' e m p i r e d e T h é o d o s e . Q u a r a n t e a n s
«près elle se releva., sous l e s G o l h s e t l e s
V a n d a l e s , e t fut enfin e n t i è r e m e n t é t e i n t e
sous le r è g n e d e R e c a r è d e s u r la fin d u s i -
x i è m e siècle ; ainsi, cette religion n ' a d u r é

1
La Martieiètc. Voyez AMSTCTDAIIK
DE V O L T A I R E . ZoJ
g u è r e p l u s de d e u x cents ans , et n o n p a s
t r o i s cent c i n q u a n t e , c o m m e l'assure M . d e
Voltaire.
L a réflexion p a r l a q u e l l e il conclut c e t
a r t i c l e , est r e m a r q u a b l e . Il semble, dit-il,
?? q u ' o n ait craint d ' a d m e t i r e p a r m i les c o m -
« m u n i o n s du Christianisme , celle qui a \ o i t
3» autrefois si l o n g - t e m p s t r i o m p h é de t o u t e s
tf les autres. »
C e t t e réflexion, insultante p o u r les c a t h o -
l i q u e s , est très-fausse. L ' a r î a n i s m e , s o u t e n u
ar les e m p e r e u r s , les rois G o t h s et les r o i s
r
a n d a l e s , a \ i v e m e n t p e r s é c u t é l'Eglise c a -
t h o l i q u e , il est v r a i ; mais il n e l'a pas v a i n -
c u e , il n ' e n a pas t r i o m p h é . L e s promesses d e
J é s u s - C h r i s t à son Eglise o n t toujours été v é -
rifiées p a r les é v é n e m e n t s ; il lui a p r é d i t d e s
persécutions et des victoires; il l'a a s s u r é e
q u e les puissances d e l'enfer l'assailliroient,
mais qu'elles ne p r é v a u d r o i e n t jamais c o n t r e
e l l e . L a prédiction seroit fausse, si l a r i a n i s m e
avoit jamais t r i o m p h é .
M a i n t e n a n t , si l'on n e p a r a î t pas a d m e t t r e
les unitaires p a r m i les C h r é t i e n s , ce n ' e s t
>as sans raison. Les unitaires n e croyant p o i n t
Î a T r i n i t é , ne b a p t i s e r o n t pas au n o m d e s
t r o i s P e r s o n n e s d i v i n e s , s'ils suivent l e u r s
principes. S i l s n e baptisent pas au n o m d e s
trois P e r s o n n e s , ils n e d o n n e n t point le c a -
r a c t è r e de C h r é t i e n . Ils n e doivent d o n c ê t r e
r e g a r d é s q u e c o m m e des h o m m e s qui ^ ' a p -
p a r t i e n n e n t pas p l u s à PEglise c h r é t i e n n e ,
q u e lui appartiennent les disciples de COÛ-
focius ou d e M a h o m e t .
3o8 LES ERREURS
1
II _ - | ,

C H A P I T R E X L V L

Remarques sur l'introduction à l'histoire du


siècle de Louis XIV.

I j e siècle de L o u i s X I V sera toujours r e g a r -


d é c o m m e u n des p l u s b e a u x siècles. L a
r é v o l u t i o n q u i se fit alors d a n s l'esprit b u -
m a i n , p a r la c r é a t i o n ou le r e n o u v e l l e m e n t
d e t a n t d ' a r t s utiles ou gracieux ; les décou-
vertes de la p h i l o s o p h i e , les p r o g r è s é t o n -
n a n t s q u ' o n fit rlaus p r e s q u e t o u t e s les sciences ;
la politesse et les a g r é m e n t s i n t r o d u i t s dans
la société ; la police é t a b l i e dans les villes et
dans les provinces ; la puissance et la gloire
où s'éleva alors la F r a n c e : t o u t cela r e n d r a
ce siècle à jamais m é m o r a b l e .
L ' i d é e q u ' e n d o n n e M . de V o l t a i r e est à
la v é r i t é , des p l u s b r i l l a n t e s ; mais souvent
on y r e t r o u v e b i e n plus le p o è t e qui i m a g i n e ,
q u e l'historien qui r a c o n t e . T o u r r e l e v e r
l'éclat d u siècle q u ' i l p e i n t , il charge les
autres d ' o m b r e s t r o p fortes ; il paroît p l u s
a m a t e u r de contrastes f r a p p a n t s , q u e de la
v é r i t é ; il oublie quelquefois , dans c e t t e
h i s t o i r e , ce qu'il a attesté dans l'histoire gé-
n é r a l e , e t aifirme avec assurauce les d e u x
contradictoires : enfin , la m a n i è r e d o n t il
p a r l e des affaires qui c o n c e r n e n t l'Eglise e t
la R e l i g i o n , se sent bien plus d e l ' h o m m e n é
à Londres et p r o t e s t a n t , que de l'hoinme
5
DE VOLTAIRE. Ôog
lié à P a r i s , et élevé dans la Religion
catholique.
11 a n n o n c e d ' a b o r d q u e p e n d a n t neuf cents
ans avant Louis X I V , la F r a n c e n'a eu q u ' u n
g o u v e r n e m e n t g o t h i q u e , sans lois ni c o u t u m e s
fixes, les n o b l e s vivant dans l ' o i s i v e t é , les
ecclésiastiques dans le d é s o r d r e et dans l'igno-
r a n c e , et les p e u p l e s dans la misère.
Mais en faisant cet affreux p o r t r a i t de l ' é t a t
où fut la nation d u r a n t n e u f s i è c l e s , il m a n -
q u e é g a l e m e n t à la d é c e n c e et à la mérité :
il s e m b l e qu'il ignore q u e l l e fut la gloire d u
r è g n e de C h a r l e m a g n e , les admirables r è g l e -
1
m e n t s et les établissements de Saint L o u i s ,
la sagesse de C h a r l e s c i n q u i è m e , la t e n d r e s s e
p a t e r n e l l e de Louis X I I p o u r ses p e u p l e s , la
renaissance des l e t t r e s et des arts sous F r a n -
çois I , les sages o r d o n n a n c e s faites sous les
d e r n i e r s V a l o i s , et qui sont e n c o r e u n e d e s
p l u s b e l l e s parties de n o t r e j u r i s p r u d e n c e . I l
est d o n c b i e n faux q u e le g o u v e r n e m e n t d e
F r a n c e ait é t é , p e n d a n t n e u f cents a n s , t o u t
g o t h i q u e , sans c o u t u m e s fixes et sans lois.
Q u a n t à l'iguorauce et au d é s o r d r e des e c -
clésiastiques , on n e s'attend pas à d ' a u t r e
j u g e m e n t de la p a r t de V o l t a i r e .
P o u r ce qui regarde l'état et la misère du
p e u p l e , elle a toujours été à-peu-près la
m ê m e dans tous les t e m p s , à moins q u ' e l l e
2
n a î t e n c o r e a u g m e n t é , c o m m e le p r é t e n d

1 3
Choisi, histoire de Saint Louis. — Dans les mé-
moires sous le nom de Boulaiayilliers.
3lO LES ERREURS
M . de F o u g o r o l l c s clans son m é m o i r e sur les
finances , fait e n 1 7 1 1 .
C e t h o m m e , qui aime mieux amuser p a r
fies contrastes f r a p p a n t s , q u ' i n s t r u i r e en p r é -
s e n t a n t la v é r i t é , nous dit q u ' à l ' a v è n e m e n t
:
de Louis X J I I à la c o u r o n n e , Paris n"éto t
pas d é c o r é de q u a t r e h e a u x édifices. Maïs il
n e fait d o n c pas a t t e n t i o n q u ' u n e partie de
ceux q u ' o n admire e n c o r e le p l u s aujourd h u i
dans cette h e l l e A i l l e , n ' o n t é t é faits ni p a r
L o u i s X I I I , ni p a r Louis X I V . Les T u i l e r i e s
sont de C a t h e r i n e de M é d i c i s . L a moitié d e
ce beau L o u v r e , d o n t on désire tant l ' a c h è -
v e m e n t , et auquel le roi fait travailler m a i n -
t e n a n t , est de H e n r i I I et de ses successeurs
j u s q u ' à H e n r i IV ; le L u x e m b o u r g est de
M a r i e de M é d i c i s -, le fameux p o r t a i l de Saint
Gervais est du m ê m e t e m p s .
L a s u p e r b e c o l o n n a d e d u L o u v r e et la p o r t e
de S a i n t - D e n i s , bâties sous Louis X I V , sont
p e u t - ê t r e les seuls édifices q u i p u i s s e u t l e dis-
p u t e r p o u r le g o u t , les grâces, l'air majes-
t u e u x , avec ceux dont n o u s avons p a r i é .
-L'église des luvalides n'est q u ' u n e église d e
c i t a d e l l e ; le d i a m è t r e du d o m e est t r o p p e t i t
p o u r son é l é \ a t i o n : le s u p e r b e château de
"Versailles p r é s e n t e des b e a u t é s frappantes et
des défauts c h o q u a n t s ; la l o u r d e masse d e
l'église de Saint Sulpice offense les yeux d ' u n
h o m m e qui a du goût.
V o l t a i r e a beau nous dire q u e F r a n c o i s I
encouragea les savants, mais q u ' i l n ' e u t ni des
M i c h e l - A n g e , ni des P a l l a d i o ; c e p e n d a n t il
est sûr q u e ni l e s M i c h e l - A n g e , ni les P a l -
DE VOLTAIRE. 011
l a d i o , n ' a u r o i e n t pas rougi q u ' o n eût mis à
l e u r s côtés les J e a n B u l l a u , les P h i l i b e r t d e
l ' O r m e , les L e s c o t , q u i n e t a r d è r e n t pas à
e n r i c h i r la F r a n c e des p l u s b e a u x édifices
q u ' o n y voit e n c o r e aujourd h u i . Si l'on e n
e x c e p t e la c o l o n n a d e du L o u v r e , les a r c h i -
t e c t e s du siècle de Louis X I V n ' o n t p r e s q u e
r i e n fait d'aussi b e a u q u e les architectes d u
siècle p r é c é d e n t .
L e goût p o u r les b e a u x arts et p o u r les
sciences , a été p l u s u n i v e r s e l et p l u s r é -
u dans la nation sous Louis X I V , q u e
sous aucun autre p r i n c e . O n en voit d ' a b o r d
la raison. Sa sagesse et ses libéralités encou-
r a g è r e n t les t a l e n s ; il e u t do grands m i n i s -
tres qui le s e c o n d è r e n t ; la d u r é e d e son
r è g n e affermit ses b e a u x établissements. O n
e u t des génies dans t o u s les genres , t o u t
cela est vrai mais il n e faut pas dire p o u r
cela q u e n o t r e nation ait été u n e n a t i o n
t o u t e g o t h i q u e j u s q u ' a u siècle d e Louis X I V .
M . de V o l t a i r e nous a s s u r e , dans ce c h a -
p i t r e , q u e l'argent des F r a n ç o i s fut u n e des
raisons qui attira G u s t a v e A d o l p h e du fond
de la S u è d e en A l l e m a g n e ; e t , dans son
histoire g é n é r a l e , il n o u s assure q u e cela est
l
faux. C o m p a r e z ces deux t e x t e s . •< L i n t é -
» r ê t , la vengeance et la fierté a p p e l l o i e n t
» G u s t a v e A d o l p h e en A l l e m a g n e ; il étoit
3} v a i n q u e u r eu F o m é r a u i e , q u a u d la I r a n c e
» fit son traité avec l u i . N e u f cent m î i l e
» francs u n e fois p a y é s , et douze cent m i l l e

* Histoire générale, chapitre IV. page ija.


3v2 LES ERREURS
•» francs q u ' o n lui d o n n a , n ' é t o î e n t ni u n
w g r a n d effort de p o l i t i q u e , ni u n secours
v suffisant : G u s t a v e A d o l p h e fit t o u t p a r
?» l u i - m ê m e , v E t dans le siècle d e Louis X I V
1
il d i t * » L ' a r g e n t des F r a n ç o i s et les cris
M de tous les p r o t e s t a n t s , a p p e l l è r e n t enfin
r? d u fond de la S u è d e G u s t a v e A d o l p h e ,
-> le seul roi d e ce t e m p s - l à qui p û t p r é -
?? t e n d r e au n o m de h é r o s ! » C o m p a r e z ces
t e x t e s , et jugez c o m b i e n V o l t a i r e m é r i t e
d ê l r e cru.
I l est ensuite fort i n d i g n é q u e le cardinal
d e R i c h e l i e u ait e u la foiblesse d e croire aux
diables de L o u d u n , ou d e faire p é r i r un
i n n o c e n t dans les ilammes. J e n ' e x a m i n e pas
si le fameux c u r é de L o u d u n , G r a n d i e r ,
é t o i t magicien ou n o n ; mais Voltaire seroit
f o r t embarrassé de p r o u v e r q u e ce p r ê t r e
a
fût i n n o c e n t . 11 avoit déjà é t é c o n d a m n é ,
p a r s e n t e n c e de l ' é v ê q u e , à j e û n e r tous les
v e n d r e d i s au pain e t à l ' e a u , à cause de sa
vie scandaleuse. 11 fut , p a r u n e autre sen-
t e n c e , i n t e r d i t des fonctions sacerdotales
4
p o u r c i n q ans dans l e diocèse de Poîtiei s ,
eX p o u r t o u j o u r s dans la ville de L o u d u n ,
m a l g r é sa q u a l i t é de c u r é . I l fut convaincu
d ' e n t r e t e n i r , depuis plusieurs a n n é e s , u n e
fille d e joie qui étoit sa paroissienne. V o i l à
l ' h o m m e d o n t M . d e V o l t a i r e d é p l o r e le
m a l h e u r , et garantît l ' i n n o c e n c e .
I l observe aussi q u ' U r b a i u V I I I s fâché
c o n t r e la F r a n c e , fit d i r e au cardinal de

* Siècle de Louis XIV. ch. L — *Mvm. chron. d'Ahi.


DE VOLTAIRE. 3l3
la V a l e t t e , q u ' i l le dépouilleront d u c a r d i -
n a l a t s'il n e quittent les a r m e s ; mais q u e
r é u n i avec la F r a n c e , il le c o m b l e d e b é -
nédictions.
E t n o u s , nous pouvons observer que le
p a p e U r b a i n V I I I n e p o u v o i t souffrir q u e
d e s c a r d i n a u x e t des p r ê t r e s , q u i n e d o i -
v e n t ê t r e q u e les m i n i s t r e s d u D i e u de l a
paix , endossassent la c u i r a s s e , e t se t r o u -
vassent au milieu d u c a r n a g e des batailles.
I l avoit s o u v e n t fait des r e m o n t r a n c e s sur
c e l a au c a r d i n a l d e l à V a l e t t e ; il Favoit m ê m e
m e n a c é . E n s u i t e a p p r e n a n t q u e ce c a r d i n a l
é t o i t m o r t à la t ê t e d ' u n e a r m é e , il n e vou-
l u t p o i n t q u ' o n fit p o u r lui à R o m e les
p r i è r e s q u ' o n a c o u t u m e d e faire p o u r l e s
c a r d i n a u x d é c é d é s . T e l l e s s o n t les b é n é d i c -
t i o n s d o n t U r b a i n V I I I c o m b l a le c a r d i n a l
1
d e la V a l e t t e .

C H A P I T R E X L V I L

Minorité et Règne de Louis XIF, jusqu'à


la mort de Mazarin.

LH
' OMME d ' i m a g i n a t i o n sera frappé des
b e l l e s images et des g r a n d s contrastes q u e
p r é s e n t e ce c o m m e n c e m e n t d u r è g n e de
L o u i s X I V . L ' h o m m e q u i réfléchit et q u i
e s t i n s t r u i t , y t r o u v e r a b i e n des faits a l t é r é s ,

* Mémoire chronol.
1.
5l4 LES ERREURS
d e s c o n t r a d i c t i o n s , et quelquefois de m é p r i -
sables a n e c d o t e s , qui n e p e u v e n t v e n i r q u e
d e s sources les p l u s m i s é r a b l e s . L ' o n y voit
aussi p a r o i t r e les p l u s fameux p e r s o n n a g e s ,
les C o u d é , les T u r e n n e , les C r o m w e l , les
c a r d i n a u x d e M a z a r i n et d e R e t z . Mais les p o r -
traits q u ' i l n o u s e n fait sont si infidèles , q u e
ces p e r s o n n a g e s n e sont p l u s reconnoissables.
N o u s e n p a r l e r o n s en détail dans les c h a p i -
t r e s suivans.
« O n n e s'attachera dans c e t t e histoire
J
•? d i t M . d e V o l t a i r e , q u à ce qui m é r i t e
v l ' a t t e n t i o n d e tous les t e m p s , à ce q u i
i} p e u t p e i n d r e le génie et les m œ u r s d e s
5? h o m m e s , à ce q u i p e u t servir d ' i n s t r u c -
99 t i o n , et conseiller l ' a m o u r d e la v e r t u ,
v des a r t s , et de la p a t r i e , v
Q u i croiroit q u e cet h i s t o r i e n p h i l o s o p h e ,
a p r è s ces graves p r o m e s s e s , n o u s r a p p o r t e
d e ces basses pasquinades q u i n e p o u v o i e n t
avoir c o u r s q u e sur le P o n t - N e u f , e t q u i
n ' é t o i e n t p r o p r e s à ê t r e q u e d a n s la b o u c h e
d e la vile p o p u l a c e q u ' o n y t r o u v e ? L a r e i n e
régente, Anne d'Autriche, n'étoit, dit-il ,
%
a p p e l l é e q u e d a m e A n n e . « L e px ince d e
T? C o n d é , é c r i v a n t au c a r d i n a l M a z a r i n , l u i
?> m e t t o i t c e t t e adresse : AIV illustrissime*
jy signor Faquino* L a t ê t e d u cardinal M a -
99 zarin avant été mise à p r i x p a r le p a r l e -
99 m e n t , o n fit i m p r i m e r u n e r é p a r t i t i o n d e
5? la s o m m e , t a n t p o u r q u i lui c o u p e r o i t le
99 nez , t a n t p o u r u n e o r e i l l e , t a n t p o u r u n
;? œ i l , t a n t p o u r q u i le feroit e u n u q u e , »
O n passeroit ces misérables a n e c d o t e s à c e r -
DE VOLTAIRE. 3l5
tains faiseurs d'historiettes e t de m é m o i r e s ,
ouvrages o r d i n a i r e m e n t aussi méprisables q u e
l e u r s a u t e u r s : mais auroit-on du les a t t e n d r e
d e celui q u i n e v e u t s ' a t t a c h e r q u ' à ce q u i
m é r i t e l ' a t t e n t i o n de tous les t e m p s , et con-
seiller l ' a m o u r de la v e r t u , des arts et d e
la p a t r i e ?
A p r è s avoir r a p p o r t é ces méprisables anec-
dotes , il a l t è r e e n s u i t e , avec h a r d i e s s e , les
faits les p l u s constants. « L e d u c d ' E n g u i e n ,
99 d i t - i l , a p r è s la b a t a i l l e de F r i b o u r g , r e -
11 t o u r n e à P a r i s , laisse son a r m é e au m a r é -
3? c h a i de T u r e n n e ; mais ce g é n é r a l , t o u t
« h a b i l e q u il est d é j à , est b a t t u à M a r i e n d a l :
99 le p r i n c e r e v o l e à l ' a r m é e , e t joint à la
99 gloire de c o m m a i u l e r e n c o r e T u r e n n e ,
99 celle de r é p a r e r sa défaite, »
A la m a n i è r e d o n t p a r l e V o l t a i r e , on d i r o i t
q u e c e t t e a r m é e , b a t t u e sous T u r e n n e , étoit
la m ê m e q u i avoit é t é , p e u de t e n p s aupara-
v a n t , victorieuse sous C o n d é , e t q u e le
r e t o u r s u b i t , et la p r é s e n c e d u p r i n c e , r é t a -
b l i r e n t seuls les affaires; mais l'histoire p a r l e
t o u t différemment q u e n e le fait M . de V o l -
taire. E l l e nous a p p r e n d : i . ° Q u ' i l y avoit
p r è s d ' u n an d i n t e r v a l l e e n t r e l ' u n e et l ' a u t r e
actions, puisque l'une étoit du 5 août, et
1
l ' a u t r e du 5 mai de l ' a n n é e s u i v a n t e . 2 . °
Q u e M . d e T u r e n n e n ' a v o i t q u ' u n e partie d e
l ' a r m é e qu'avoit c o m m a n d é M . le p r i n c e , q u i
n e lui avoit guère laissé q u e q u e l q u e s r é g i -
m e n t s n o u v e l l e m e n t l e v é s . 3.° Q u e M . l e

* Histoire de Turenne. livre 5.


3l6 LES ERREURS
p r i n c e m e n a avec lui les secours q u e M . d e
T u r e n n e avoit i n u t i l e m e n t d e m a n d é s , et q u i
faisoient u n c o r p s d e h u i t m i l l e h o m m e s .
4-° Q u e M . de T u r e n n e , m a l g r é sa d é f a i t e ,
lit e n c o r e r e s p e c t e r les a r m e s d u r o i , le r e s t e
d e la c a m p a g n e , p a r l a p l u p a r t des p r i n c e s
allemands.
L a gloire du g r a n d C o n d é est assez h i e n
é t a b l i e p o u r n'avoir pas besoin d ' ê t r e r e l e v é e
par l'obscurcissement de celle de T u r e n n e .
C e p r i n c e auroit m é p r i s é celui qui a u r o i t
p r i s ce t o u r p o u r le l o u e r .

C H A P I T R E X L V I I L

Du Cardinal Mazarin»

X-iE c a r d i n a l M a z a r i n étoit u n d e ces h o m m e s


q u i s e m b l e n t ê t r e n é s p o u r régir et g o u v e r n e r
des é t a t s . Ses desseins é t o i e n t toujours justes
et r é g u l i e r s , et t o u j o u r s i n t é r e s s a n t s p o u r l e
roi et p o u r la n a t i o n . S'il r e n c o n t r o i t d e s
o b s t a c l e s , il n e se p î q u o i t pas d e les s u r m o n -
t e r p a r la force. I l s'en d é t o u r n o i t avec h a b i -
l e t é , et parvenoit toujours heureusement à
s o n b u t . Jamais o n n e lui fit p r e n d r e l e
c h a n g e , e t il n e m a n q u a p r e s q u e jamais d e
l e faire p r e n d r e aux a u t r e s , i l fut s o u v e n t
o u t r a g é , e t il dédaigna les outrages. I l s'en
c r u t sssez d é d o m m a g é p a r la p l é n i t u d e d'auto-
r i t é q u ' i l conserva toujours d a n s l ' é t a t , m a l -
gré l'animosité jalouse des g r a n d s , et la puis-
DE V O L T A I R E . ZlJ
sance des factions e n n e m i e s . L e s traités d e
W e s t p h a l i e et des P y r é n é e s _ sont les p l u s
avantageux q u e la F r a n c e e û t faits d e p u i s
p l u s d e q u a t r e cents ans. M a z a r i n eut b e a u -
c o u p de p a r t au p r e m i e r , et fit seul le s e c o n d .
L a r é u n i o n de l ' A l s a c e , d u c o m t é de B o u r -
gogne et d ' u n e p a r t i e des Pays-Bas à la cou-
r o n n e , e t ensuite la succession à la m o n a r c h i e
e s p a g n o l e , en o n t été les fruits. Voilà c e
q u ' a é t é et ce q u ' a fait u n h o m m e q u e V o l t a i r e
méprise.
I l r e p r o c h e a u cardinal M a z a r i n son avidité
insatiable. C'est le r e p r o c h e q u e tous les
a u t r e s écrivains lui o n t f a i t , et ce r e p r o c h e
est j u s t e . 11 s "étoit e n r i c h i autant q u e l e
cardinal d e Richelieu*, maïs il d é p e n s a m o i n s .
C'est ce q u i fit q u ' o n lui t r o u v a des richesses
e x o r b i t a n t e s à sa m o r t . I l n e s'étoit pas fait
b â t i r des palais i m m e n s e s , c o m m e son p r é -
d é c e s s e u r ; il n'avoit pas fait é l e v e r de s u p e r -
b e s t e m p l e s ; il n'avoit pas fait construire d e s
villes de son n o m . C'est la différence q u ' i l y a
de lui au cardinal de R i c h e l i e u .
L e s r a i s o n n e m e n t s q u e fait M . d e V o l t a i r e
en p a r l a n t d u cardinal M a z a r i n sont r e m a r -
q u a b l e s . C'est u n e e r r e u r , d i t - i l , de s u p p o -
ser u n e é t e n d u e d'esprit prodigieuse dans c e u x
qui o n t g o u v e r n é des e m p i r e s avec q u e l q u e
s u c c è s . C e n'est p o i n t u n e p é n é t r a t i o n s u p é -
r i e u r e q u i fait les h o m m e s d ' é t a t , c'est l e u r
c a r a c t è r e . N o s entreprises d é p e n d e n t u n i q u e -
m e n t d e la t r e m p e de n o s â m e s , et nos suc-
cès d é p e n d e n t de la f o r t u n e .
I l seroit b i e n difficile d e d e v i n e r ce q u e
27.
"518 LES ERREURS
signifient tons ces grands mots de M. de V o l -
taire. Les passions de l'homme, voilà ce qui
forme le caractère de l'homme , et ce qu'on
peut appeler la trempe de l'âme. La pénétra-
t i o n , la sagesse, la fécondité et la variété des
vues , la connoissance des ressources et des
moyens, c'est ce qui fait le génie. Est-il donc
bien vrai que ce n'est que de la trempe de
l'âme que dépendent nos entreprises, et que
ce n'est que le caractère qui fait les grands
hommes d'état ? Le génie n'y entre-t-il pour
nen :*
« Les h o m m e s , ajoute-t-il, pour peu
vr qu'ils aient de bon sens , voient tous à-
>f peu - près leurs intérêts. Un bourgeois
» d'Amsterdam ou de Berne, en fait sur ce
99 point autant que Séjan, X i m e n è s , Bou-
39 kingham, Richelieu ou Mazarin. »
C'est comme si l'on disoit qu'un sergent
qui conduit une escouade, en fait autant pour
la guerre qu'un Condé , un Turenne, un
Gonzalve ; ou bien qu'il ne faut pas plus de
génie, de lumières , de pénétration, de force
tl'esprit pour faire mouvoir avec justesse et
avec succès tous les ressorts d'un grand état,
que pour gouverner avec économie une fa-
mille bourgeoise : c'est ainsi que raisonne
Vol taire.
C'est par l'effort d'une semblable logique,
fpi'il vent pex*snader que le traité des Pyré-
nées n'a été ni aussi glorieux à Mazarin, ni
aussi avantageux â la France qu'on le croit.
Depuis quatorze ans le cardinal avoit en vue
ce traité , et sur-tout le principal article du
HE VOLTAIRE.
traité , qui étoit le mariage de l'infante avec
le r o i , et il pré voyoit toutes les suites de
cette alliance. On a encore la lettre où elles
sont toutes développées. « Si le roi Très-
99 Chrétien, disoit-îl dans cette lettre, pour-
99 roit avoir les Pays-Bas et la Franche-Comté
99 en d o t , en épousant l'infante, alors nous
99 aurions tout le solide, car nous pourrions
u aspirera la succession de FEspagne, quel-
99 que renonciation qu'on fit faire à l'infante.
99 Et ce ne seroit pas une attente fort éloi-
99 gnée, puisqu'il n'y a que la vie du prince
19 son frère, qui pût l'en exclure. »
Voici maintenant comment raisonne M. de
Voltaire. « Le cardinal, dit-il, se trompoit
99 évidemmeut en pensant qu'on pourroit don-
99 ner les Pays-Bas et la Franche-Comté e n
99 mariage 4 l'infante. On ne stipula pas une
97 seule ville pour sa dot. v
Mais n'est-ce pas M. de Voltaire qui se
trompe évidemment lui-même , faute de p é -
nétrer dans la politique du cardinal? Mazarin
se mettoît peu en peine de stipuler des villes
pour la dot de l'infante. Il vouloit acquérir
des droits sûrs à Louis X I V , hien résolu de
les faire valoir à la première occasion. Ce fut
en conséquence de ces droits, que Louis
X I V , quelques années après, conquit et se
fit céder en effet le Comté de Bourgogne et
une partie des Pays-Bas. Lorsqu'on traitoïtdu
mariage, la stipulation de quelque pays pour
l'infante eut été dangereuse. L'acquisition
des droits étoit intéressante : Mazarin étoit
trop habile pour prendre le change. Ainsi j l e
320 LES ERREURS
r a i s o n n e m e n t d e M . de V o l t a i r e est aussi foi-
b l e , q u e le génie d u cardinal étoit p é n é t r a n t .
a L o i n q u e ce mariage , c o n t i n u e - t - i l , a p -
» p o r t â t a u c u n avantage p r é s e n t et réel , l i n -
?• fante r e n o n ç a à tous les d r o i t s q u ' e l l e p o u r -
19 roit jamais avoir s u r a u c u n e s des t e r r e s d e
if son p è r e ; et Louis X I V ratifia cette r e n o n -
i9 d a t i o n , de la m a n i è r e la p l u s s o l e m n e l l e . 19
C e q u e P h i l i p p e I V a p p e l l o i t en r i a n t une
clause d e h i h u s , ce q u e les d e u x p l é n i p o t e n -
tiaires r e g a r d o i e n t c o m m e u n e formalité foii;
i n u t i l e , V o l t a i r e le r a p p o r t e s é r i e u s e m e n t et
g r a v e m e n t , c o m m e u n e p r e u v e q u e le t r a i t é
n e fut n u l l e m e n t avantageux à la F r a n c e .
V o i l à c o m m e n t il r e n d son histoire instructive,

CHAPITRE XLIX.

De CromweL

M. de V o l t a i r e laisse l e cardinal M a z a r i n
d a n s la foule des h o m m e s o r d i n a i r e s , e t i l
n e voit r i e n de p l u s g r a n d q u e C r o m w e l , l e
p l u s o d i e u x de tous les t y r a n s , et le p l u s
f a n a t i q u e d e tous les i m p o s t e u r s . I l fait l e
d é t a i l le p l u s p o m p e u x d e ses qualités et d e
ses t a l e n t s , e t i l n e d i t pas u n m o t de ses
vices.
« C r o m w e l , d i t - i l , cet u s u r p a t e u r digne
99 de r é g n e r , affermit son p o u v o i r e n s a c h a n t

* Histoire cle Louis XIV. livre Lï.


DE VOLTAIRE. 321
w le réprimer à propos. Il n'entreprit point
11 sur les privilèges d o n t l e p e u p l e é t o i t
v j a l o u x ; il n e m i t a u c u n i m p ô t d o n t o n
1
99 p û t m u r m u r e r , il n'offensa p o i n t les y e u x
• 99 p a r t r o p de faste, il n e se p e r m i t a u c u n
99 p l a i s i r , il n ' a c c u m u l a p o i n t d e t r é s o r s , il
99 eut soin q u e la justice fût o b s e r v é e avec
i9 cette impartialité i m p i t o y a b l e q u i n e d i s -
ii t i n g u e p o i n t les g r a n d s d e s petits.»
« L e f r è r e de l ' a m b a s s a d e u r d e P o r t u g a l fit
i? assassiner u n citoyen d e L o n d r e s , et f u t
i9 c o n d a m n é à ê t r e p e n d u . C r o m v e l q u i p o u -
ii voit lui faire grâce , l e laissa e x é c u t e r , e t
99 signa le l e n d e m a i n u n t r a i t é avec l ' a m b a s -
v sadeur. »
4t J a m a i s le c o m m e r c e n e fut ni si l i b r e ,
19 ni si florissant. Jamais l ' A n g l e t e r r e n ' a v o i t
99 é t é si r i c h e : ses flottes victorieuses faisoient
i9 r e s p e c t e r son n o m d a n s t o u t e s les m e r s ,
e T o u t e s les n a t i o n s cle l ' E u r o p e q u i a v o i e n t
i9 négligé l'alliance d e l ' A n g l e t e r r e sous J a c -
99 q u e s l e t sous C h a r l e s , la b r i g u è r e n t sous l e
99 P r o t e c t e u r . I l m o u r u t avec la fermeté d ' â m e
ii q u ' i l avoit m o n t r é e t o u t e sa vie. II fut e n -
i9 t e r r é en m o n a r q u e l é g i t i m e , e t laissa la r é -
9i p u t a t i o n d ' u n g r a n d r o i , q u i c o u v r o i t les
99 crimes d ' u n u s u r p a t e u r . »
O u t r e c e l a , M . do V o l t a i r e n o u s fait voir
toute l'Europe tremblante devant C r o m w e l ,
la H o l l a n d e humiliée , l ' E s p a g n e vaincue , le
P o r t u g a l o b é i s s a n t , la F r a n c e forcée a b r i -
g u e r son a p p u i . T e l s s o n t les magnifiques traits
p a r lesquels o n n o u s p e i n t C r o m w e l . V o y o n s
322 LES E R R E U R S
s'ils s ' a c c o r d e n t avec la v é r i t é , et si M , de
V o l t a i r e s'accorde avec l u i - m ê m e ,
C r o m w e l , d i t - i l , affermit son p o u v o i r en
s a c h a n t le r é p r i m e r ; il n ' e n t r e p r i t point s u r
les privilèges d o n t l e p e u p l e étoit j a l o u x . E t
1
il n o u s d i t , dans son histoire g é n é r a l e , q u e
ce m ê m e C r o m w e l traita le p a r l e m e n t , c'est-
à - d i r e , les états g é n é r a u x de la n a t i o n , avec
l a d e r n i è r e i n d i g n i t é . L ' u s u r p a t e u r , dit-il en-
c o r e , se r e n d i t au p a r l e m e n t , suivi d'officiers
e t d e soldats choisis , q u i s ' e m p a r è r e n t de la
p o r t e . D è s qu'il eut pris sa p l a c e : je crois
dit-il , q u e ce p a r l e m e n t est assez m û r p o u r
ê t r e dissous. Q u e l q u e s m e m b r e s lui ayant
r e p r o c h é sou i n g r a t i t u d e , il les chargea d ' i n -
j u r e s . I l d i t à l ' u n q u ' i l est u n i v r o g n e , à
l ' a u t r e q u ' i l m è n e u n e vi° scandaleuse ; . . . .
ses officiers et ses soldats e n t r e n t dans la c h a m -
b r e . Q u ' o n e m p o r t e la niasse d u p a r l e m e n t ,
dit-il ; q u ' o n nous défasse d e cette m a r o t t e . 11
fait ensuite sortir t o u s les m e m b r e s du p a r l e -
m e n t l'un après l'autre , ferme la p o r t e , e t
e m p o r t e les clefs dans sa p o c h e .
I l n o u s dit ici q u e C r o m w e l n e mit a u c u n
2
i m p ô t d o n t on p û t murraurPr, E t dans l'his-
t o i r e g é n é r a l e , il dit q u e ce m ê m e C r o m w e l
m è n e son a r m é e à L o n d r e s , saisit toutes les
p o r t e s , fait p a y e r à l ' a r m é e q u a r a n t e m i l l e
livres s t e r l i n g , c'est-à-dire , p r è s d u n m i l l i o n .
I l m o u r u t , dit e n c o r e ici V o l t a i r e , avec la
f e r m e t é d ' â m e q u ' i l avoit m o n t r é e t o u t e sa
3
v i e . E t ailleurs il dit q u ' i l m o u r u t d u n e fiè-

8 5
* Cr i5o. — C. 1 4 7 . — C. i49' Histoire Gêner.
DE V O L T A I R E . 323
Vre occasionne p r o b a b l e m e n t p a r l ' i n q u i é t u d e
'causée p a r l a t y r a n n i e . C a r dans les d e r n i e r s
t e m p s , il craignoit toujours d ' ê t r e assassiné,
e t il n e couclioit jamais d e u x nuits de suite
dans la m ê m e c h a m b r e . C r o i r o i t - o n q u e ces
t e x t e s , q u i se c o n t r e d i s e n t a i n s i , soient d u
m ê m e a u t e u r ? A p r è s c e l a , avec u n e hardiesse
d o n t il est lui seul c a p a b l e , il vous entasse
faussetés sur faussetés, p o u r e m b e l l i r le b r i l -
l a n t p a n é g y r i q u e d e son h é r o s .
I l est f a u x , p a r e x e m p l e , q u e C r o m w e l si-
gna u n t r a i t é avec l'ambassadeur de P o r t u g a l ,
le l e n d e m a i n du j o u r qu'il avoit fait e x é c u t e r
1
à m o r t le frère d e cet a m b a s s a d e u r . I l y e u t
d e u x ans d ' i n t e r v a l l e e n t r e l'exécution et l e
traité.
I t est faux q u ' i l n ' e n t r e p r i t p o i n t sur les
privilèges d u p e u p l e , p u i s q u ' i l n ' o u b l i a r i e n
p o u r se faire d é c l a r e r r o i , ainsi q u ' o n p e u t l e
voir dans l'histoire d e la maison S t u a r t sur l e
t r ô n e d ' A n g l e t e r r e , p a r M . H u m e , et dans
3
celle de M . Rapin de T h o i r a s .
I l est faux q u e le c o m m e r c e n'ait jamais é t é
3
si florissant q u e sous C r o m w e l , puisque ce fut
la reine E l i z a b e t h q u i fit les p l u s grands éta-
b l i s s e m e n t s en A m é r i q u e , et q u i d o n n a nais-
sance à la p l u p a r t des m a n u f a c t u r e s d ' A n g l e -
terre-*. V o l t a i r e en c o n v i e n t l u i - m ê m e d a n s
son histoire g é n é r a l e , en p a r l a n t d "Elizabeth.
U est faux q u e C r o m w e l força la F r a n c e
à b r i g u e r son a p p u i . L e s E s p a g n o l s , avec

2 5
" LaBeaumelte. — 1. 10. — H i s t . d'Anglet. 1. 22.
mm 4 Le même, livre. 17.
324 LES ERREURS
qui nous étions en guerre , traitoient d'une
alliance avec le Protecteur contre la France.
L'habile Mazarin profita si bien des circons-
tances, qu'il fit déclarer pour nous celui
que les Espagnols pressoient de se déclarer
contre nous. Voilà ce que Voltaire repré-
sente comme une humiliation pour la France,
et comme une preuve de la supériorité de
l'Angleterre.
Il est vrai que les Hollandois furent obli-
gés de baisser le pavillon devant les Anglois
dans les mers Britanniques. Mais ce ne fut
que le rétablissement de Fancîen usage, que
quelques Hollandois n'avoient pas voulu o b -
server. La guerre se fit avec des succès assez
balancés. La victoire demeura souvent indé-
cise entre l'amiral Anglois et l'amiral de Hol-
lande. Enfin ce différend se termina par une
paix plus étroite que jamais entre l'Angle-
terre et les Etats-généraux. Qu'on juge si
l'on peut compter sur ce qu'assure M. de
Voltaire.
Au portrait infidèle que M. de Voltaire
nous a fait de C r o m w e l , nous en allons
substituer, en peu de mots , nn qui sera plus
ressemblant.
Cromwel étoit un de ces hommes extraor-
dinaires , dont le génie étoit aussi grand que
l'ambition , et que nul crime ne pouvoit ef-
frayer. Hypocrite profond, soldat intrépide,
capitaine aussi juste et aussi vif dans ses vues,
que prompt et actif dans l'exécution ; po-
litique impénétrable dans ses desseins , et
qui pénétroit toujours les desseins des au-
DE VOLTAIRE, 3a5
t r è s, îl conçut les projets les plus hardis ,
et il les exécuta. Il renversa un trône ; il
fit périr son roi sur un échafaud ; il s'attri-
bua l'autorité souveraine , sans prendre ce-
pendant le titre de roi , pour tromper ses
nouveaux sujets , et pour ménager et ne pas
soulever contre lui toutes les puissances de
l'Europe. Il n'est aucune sorte de perfidies
[u'"il n'employât pour réussir, et ses succès
? urent aussi grands que ses crimes.
M. de Voltaire n'a pas osé lui donner le
surnom de Grand. Il s'est contenté de le
représenter sous des traits qui annoncent le
grand homme et le grand roi. C'est une égale
infidélité dans l'histoire , ou de ne représen-
ter un heureux scélérat que par ses qualités
brillantes , ou de donner pour vraies des
choses absolument fausses. Si Voltaire a
voulu faire sa cour aux Anglois, il n'y a
pas trop bien réussi ; car les Anglois détes-
tent autant Cromwel qu'ils l'admirent. S'il
n'a voulu écrire que pour notre nation, ri
n'aura pas le suffrage de ceux qui pensent,
qui ont des mœurs , et qui sont citoyens.

28
3^6 LES ERREURS

CHAPITRE L.

Du Grand Condé.

SOIXANTE ans après la mort du grand Condé,


]\1. de Voltaire nous apprend de ce prince ,
des anecdotes dont les auteurs n'avoient point
encore parlé. Il nous dit que ce feu dévo-
;sant, qui en avoit fait dans sa jeunesse un
héros impétueux et plein de passions, ayant
consumé les forces de son corps, il éprouva
la caducité avant le temps. Son esprit, dit-il
encore , s'affoiblissant avec son corps , il ne
xesta rien du grand Condé les deux derniè-
res années de sa vie. Il ne nous dit pas de
qui il tient cette belle anecdote ; mais il
seroit bien à souhaiter pour M. de Voltaire ,
qu'il eût un peu de ce prétendu affoiblisse-
ment. Voici tout le mystère ;
Le génie du grand Condé pour les scien-
ces , pour les beaux arts , et pour tout ce
qui peut être l'objet des connoissances de
l'homme , ne le cédoit point dans lui à ce
génie presqu'unique pour conduire et com-
mander les armées. Ce feu et cette vivacité
qui faisoient son caractère, le portèrent à
examiner toutes les différentes religions. Il
lut avec avidité les plus fameux livres de tous
les sectaires, des athées, déistes, impies et
libertins. Il avoit souvent conféré avec les
j)lus habiles docteurs et les plus grands phi-
DE VOLTAIRE. 327
losophes qu'il avoit pu rencontrer. Enfin,
après des lectures immenses et des discussions
infinies, il conclut qu'il n'y avoit point d e
1
véritable religion que la Religion catholique,
et que toutes les autres n'étoient que des
inventions d'hommes frippons, visionnaires et
imposteurs : c'est le témoignage qu'on lui
entendit rendre mille fois.
La vie de ce prince n'avoit guère été
conforme à ga créance ; mais dans la douce
tranquillité de sa retraite de Chantilly, il
songea, sérieusement à mettre ordre aux affai-
res de sa conscience. Il parut alors aussi
grand par sa fidélité à tous les devoirs de la
3
R e l i g i o n , qu'il l'avoit été à la tête des ar-
mées. L'on ne vit jamais une conduite plus
édifiante et plus chrétienne* que celle qu'il
mena les deux dernières années de sa vie.
Ce sont ces deux années que M. de Voltaire
appelle des années d'affoiblissement d'esprit.
Une pareille réflexion est un outrage à la
mémoire du grand Condé et à la Religion.

a
f Mémoire chvonol. tom. 3. — Mém. chron. icUtn,
328 LES ERREURS

CHAPITRE LL

Du Vicomte de Turenne*

3 ) ANS le siècle le plus fécond en habile^


^énéuaux, M. de Turenne a été regardé
comme un des plus grands hommes de guerre
qui eût jamais paru. Jamais homme n'entre-
prit et ne fit de si grandes choses avec si peu
île secours et de moyens, ne tira plus de res-
source de son génie, ne ménagea mieux ses
soldats, ne montra une science plus profonde
de la guerre, et ne la fit avec plus d'huma-
nité : enfin Turenne est le seul des généraux
;
qui ait eu deux fois la gloire d être, en
bataille rangée, le vainqueur du grand
Condé.
Montécuculi, le plus grand général qu'eut
alors l'empire , apprenant que M. de Turen-
ne venoit d'être tué , s'écria : Il vient de
mourir un homme qui faisoit honneur à
l'homme. Il ne voulut plus commander,
parce qu'après la mort de Turenne, il ne
trouvoit plus de rival digne de lui. Louis
X I V , qui l'avoit regardé comme un des plus
fermes appuis de sa couronne , voulut qu'il
eut son tombeau parmi ceux même qui l'a-
voient portée/ Tel fut M. de Turenne.
Peut-on pardonner à un François la ma-
nière dont M. de Voltaire parle d'un si grand
homme? U auroit boute d'en dire du m a l ;
DE V OLTAVftK*
fct il ne peut presque se déterminer h en dire
du Lien, Ce qu'il est forcé d'en avouer, est
toujours artificieusement mêlé de réflexions
sur ses fautes et sur ses défauts, qu 'il exagère
excessivement et presque toujours contre la
vérité.
Il dit que Turenne fut Battu à Mariendal,
à Réthel et à Cambrai. Pour faire bien con-
nottre ce que fut M. de Turenne en ces trois
1
occasions , il falloit ajouter qu'à Mariendal
il commandoit des troupes dont il n'étoit pas» '
entièrement le maître. Il y avoit dans cette
petite armée beaucoup d'étrangers, de S u é -
dois et d'Allemands, qui s'étoient mis a i r
service de la France après la mort de leur»
généraux, et qui aimoient mieux le brigan-,
dage qu'une guerre réglée.
A Réthel, il fut trompé par le comman-
dant de cette place, lequel se rendit deux:
jours avant le temps marqué pour le secours.
A Cambrai, il ne fut point battu, comme
le dit Voltaire ; mais ayant su que cette place
étoit dégarnie, il s'en approcha avec un petit
corps de troupes, et en tenta le siège. Alors
C o n d é , effrayé du danger ou étoit Cambrai,
se jeta dedans avec dix-huit cents h o m m e s ,
ce qui détermina Turenne à lever le siège.
En ajoutant ces circonstances que nous mar-
quons, il auroit fait juger plus avantageuse-
ment de M. de Turenne et d e l'historien.
Les vertus civiles étoient en un degré aussi
haut dans M. de Turenne, que les talents

* Histoire de Turenne. livre 5.


28.
OOO LES E R R E U R S
militaires. I l y joignit depuis sa conversion
u n e p i é t é très-édifianto. M . de Voltaire t â c h e
d e r e n d r e suspecte la p u r e t é des motifs d e
.sa c o n v e r s i o n : ces s o u p ç o n s injurieux n e font
p o i n t t o r t à M . de T u r e n n e ; son d é s i n t é r e s -
s e m e n t et sa modestie sont assez r e c o n n u s ;
ils n e m o n t r e n t q u e la passion de l'écrivain.
O n demandoit un jour à q u e l q u ' u n , p o u r -
q u o i V o l t a i r e , qui est si p r o d i g u e des p l u s
magnifiques éloges p o u r le d u e d e M a l b o r o u g ,
e n est si avare p o u r M , d e T u r e n n e , C ' e s t ,
r é p o n d i t - o n , q u e l ' u n étoit Anglois et l ' a u t r e
F r a n ç o i s , F u n p r o t e s t a n t et F a u t r e c a t h o l i q u e .

C H A P I T R E L U .

De Jacques II, Roi d'Angleterre*

Ï L p a r o î t que les c a t h o l i q u e s e t les p r o t e s -


t a n t s o n t d o n n é dans u n excès é g a l , en p a r l a n t
d e J a c q u e s I I : les u n s , p a r les éloges q u ' i l s
o n t faits de ce p r i n c e ; les a u t r e s , p a r l e d é c h a î -
n e m e n t où ils se sont laissés aller c o n t r e l u i .
Jacques I I étoit naturellement b r a v e , b o n
p a r c a r a c t è r e , p l e i n d e p r o b i t é et de d r o i t u r e ;
mais il m a n q u o i t de p r u d e n c e et de p o l i t i q u e .
I l n e sut ni m é n a g e r avec adresse les p r é j u -
gés d e ses sujets, n i se défier d e l ' a m b i t i o n
de son g e n d r e , l e p r i n c e d ' O r a n g e , ni p r o f i t e r
à t e m p s des offres de Louis X I V .
C e n e furent p o i n t ses fautes qui firent ses
m a l h e u r s , mais la h a i n e des Anglois p o u r la
DE VOLTAIRE, 33ï
t e l ï g î o n qu'il p r o f e s s o i t , e t la perfidie d e
son g e n d r e et des seigneurs q u ' i l avoit le p l u s
aimés. L e zèle d e la Religion anglicane n ' e n
fut q u e le p r é t e x t e . L ' a m b i t i o n et 1 a m o u r d e
l ' i n d é p e n d a n c e en f u r e n t la v é r i t a b l e cause.
M . de V o l t a i r e l u i - m ê m e e n c o n v i e n t , e n
disant q u e ce fut là l ' é p o q u e d e la vraie l i -
b e r t é de l ' A n g l e t e r r e . L a n a t i o n , r e p r é s e n t é e
>ar son p a r l e m e n t , fixa alors les b o r n e s , si
) o n g - t e m p s c o n t e s t é e s , des droits du roi e t
d e ceux du p e u p l e . O n p o u r r o i t d e m a n d e r
où étoit ce droit de la n a t i o n de r é g l e r et d e
fixer ces b o r n e s , et de c h a n g e r l ' a n c i e n n e
c o n s t i t u t i o n de l ' é t a t . Ces funestes m a x i m e s ,
si s o u v e n t insinuées dans les ouvrages d e
V o l t a i r e , font voir q u ' i l n'est pas m e i l l e u r
citoyen q u ' h i s t o r i e n .
P o u r ce qui est de la r e l i g i o n , M . de V o l -
taire c o n v i e n t é g a l e m e n t q u ' e l l e n e fut q u e
le p r é t e x t e de la r é v o l u t i o n . Si J a c q u e s I I ,
dit-il , oùt été M a h o m é t a n , ou de la religion
de Confueius , les Anglois n ' e u s s e n t jamais
t r o u b l é son r è g n e ; mais le catholicisme é t o i t
r e g a r d é avec h o r r e u r c o m m e la religion d e
l'esclavage. M . de V o l t a i r e dit là d e u x c h o s e s ,
d o n t la p r e m i è r e n e fait g u è r e d ' h o n n e u r aux
A n g l o i s , et la seconde est un outrage fait
sens f o n d e m e n t à la Religion c a t h o l i q u e . L e s
P o l o n o î s c a t h o l i q u e s sont p l u s libres q u e les
Anglois p r o t e s t a n t s ; et les p r o t e s t a n t s des
étnfs de S a x e , de P r u s s e et de B r u n s v i c k ,
sont p o u r le moins aussi esclaves q u e les su-
jets d ' a u c u n état c a t h o l i q u e . Les réflexions
de V o U a . r e te s e n t e n t souvent bien p l u s d e
332 LES ERREURS
l'anticatholicisme que de la vérité. On y voit
presque toujours le républicain séditieux, et
presque jamais le fidèle sujet.
Il nous assure que Jacques II s'y prit si
malheureusement pour rétablir la Religion
catholique, qu'il ne fit que révolter tous les
esprits. Il est cependant très-faux que ce
prince ait entrepris de rétablir la Religion
catholique en Angleterre. Il avoit promis à
1
son avènement à la c o u r o n n e , de conserver
l'état et les privilèges de l'Eglise anglicane,
et il ne manqua jamais à sa promesse. Il de-
manda que les catholiques fussent tolérés,
comme on toléroit tant de sectes dont l'An-
gleterre est remplie, et il fut refusé ; sa mo-
dération ne servit qu'à enhardir les factieux,
qu'un peu plus de vigueur auroit arrêtés.
Si ce prince fit quelques fautes par impru-
dence et par foiblesse, il soutint au moins
ses malheurs avec une fermeté digne des plus
grandes âmes et digne de sa Religion. L'ar-
chevêque de Rheims, à ce que rapporte en-
core Voltaire, dit tout haut, dans l'anti-
chambre de ce prince à Saint-Germain : Voilà
un bon homme qui a quitté trois royaumes
pour une messe. Ce n'est-là qu'une impiété
qui ne fait guère d'honneur à cet archevêque ;
il passoit pour être extrêmement vif; on ne
l'avoit pas encore fait passer pour impie : mais
on peut se dispenser de croire cette anecdote;
le garant n'est pas trop sûr.
Q u a n t a ce qu'il ajoute, que Louis X I V

* Révolution- d'Angleterre, livre 11.


t)£ VOLTAIRE. 336
^nconrageoit Jacque^ I I à devenir absolu, et
les Jésuites à rétablir leur religion et leu*
crédit; qu'on se moqùoit de ce prince à Paris,
et qu'on faisoit des pasquinades contre lui à
Rome : ce sont-Iàde ces méprisables discours
ui pouvoient bien amuser la vile populace
3 e Londres, mais qui ne méritent pas d'être
relevés, et qui ne méritoient pas d'être
rapportés.

CHAPITRE LUI.

Parallèle de Louis XIV avec le Prince


d'Orange*

IL faut avoir toute l'autorité et la plénitude


de génie qu'a M. de Voltaire, pour oser pro-
poser un parallèle entre Louis X I V et le
prince d'Orange. Voltaire ne sait lequel de
ces deux princes a mieux mérité le surnom
de Grand. Il examine, il doute 5 enfin il laisse
la chose indécise. Voici, eu peu de mots , ce
qu'ont fait et ce qu'ont été ces deux
princes.
Le prince d'Orange, sans avoir aucun droit
à la couronne d'Angleterre , fomenta les ré-
bellions et les perfidies pour l'enlever à son
beau-père. Louis X I V se sacrifia pour placer
son petit-fils sur le trône d'Espagne , où les
droits de la naissance, le testament de
Charles I I , et les vœux des Espagnols Pap-
jpeloient*
334 LES ERREURS
Le prince d'Orange perdît pïesqu'autant
de batailles qu'il en donna, et l'on ne connoît
point de général qui ait été si souvent battu-
Louis X I V n'a jamais attaqué de villes qu'il
n'ait prises ; il a créé une marine qui est de-
venue la terreur de ceux qui se disoient les
maîtres de la mer ; il a soutenu , avec les plus
brillants succès , les efforts de l'Europe li-
guée contre lui.
Le prince d'Orange n'a fait aucun établis-
sement qui ait augmenté la puissance, la force
et la gloire de l'Angleterre. Louis X I V , en
établissant toute sorte de manufactures dans
toute l'étendue de ses états , en protégeant
les sciences et les arts, en encourageant les
talents , a vu tout parvenir à la perfection
sous son règne: il a fait de la France le cen-
tre du bon goût, de l'industrie et des richesses.
Le prince d'Orange avoit une politique
sombre , qui n'étoit fondée que sur une dis-
simulation profonde qui sacriûoit quelque-
5

fois les droits les plus sacrés pour parvenir à


ses fins , qui ne fut mêlée d'aucune de ces
qualités qui peuvent faire respecter et aimer
un prince. Louis X I V eut une politique qui
respecta toujours le droit des gens, qui se fit
souvent admirer de ceux même de qui il
triomphoit, qui ne prit jamais d'autres moyens
que ceux qu'un grand prince peut avouer
sans honte.
C'est entre ces deux princes que Voltaire
paroîi incertain , et il n^ose pas décider le-
uel des deux a mieux mérité le surnom de
^ rrand. Les écrits de quelques réfugiés fran-
DE V O L T A I R E , 53$
. ç o i s , qui ont fait de si grands éloges du
prince d'Orange, et des plaintes si amères
?
de Louis X I V , U ont pas fait changer de
sentiment à l'Europe. Celui qui n'est ici qua
l'écho de ces écrivains chagrins n'en fera
?

pas changer non plus. En outrageant la mé-


moire de Louis X I V , il se déshonore lui-
même.

CHAPITRE LIV.

De la Philosophie et des beaux Arts sous


Louis XIV*

I\JEN ne pouvoit nous donner une idée


plus frappante des progrès des sciences ef
des arts sous Louis X I V , que la manière
dont Voltaire présente ce beau sujet. On y
trouve des images vives, des réflexions jus-
tes , des remarques intéressantes et glorieuses
à la nation. Ce morceau auroit été parfait,
si l'auteur n'y eût pas parlé de la religion ,
s'il avoit eu le courage de rendre justice à
tout le m o n d e , et s'il n'eût aimé, que la
vérité.
S'il en faut croire cet écrivain, ce ne fut
que dans le siècle de Louis X I V qu'on com-
mença , avec le secours de la philosophie, « à
v dessiller les yeux du peuple sur les supers-
v titions qu'il mêle toujours à la religion,
v Les saints supposés , les faux miracles, les
t> fausses reliques commencèrent à être d e -
836 t t s ERKEUK^
» criées; la saine raison, qui éclairoft les pti-<
» losophes, pénétroit par-tout; quelques au-
» 1res superstitions, attachées à des usages
respectables, ont subsisté.
N e diroît-on pas que la Religion, telle
qu'on l'avoit pratiquée jusques alors, étoit
toute obscurcie et défigurée par la supers-
tition, et que c'est la philosophie qui a eu
la gloire de lui rendre sa pureté ? Je ne crois
pas qu'on puisse mieux repondre à cette in-
décente prétention, qu'en empruntant les pa-
roles du sage et judicieux auteur de l'abrégé
1
chronologique de l'histoire de France. La
philosophie, dit-il, par l'abus qu'on en a fait est
coupable de bien des maux ; mais dés qu'elle
est soumise à la Religion, la Religion en est
plus pure et plus éclairée. On la soupçonne,
cette philosophie, on la soupçonne quelque-
fois, et avec raison, quand elle entre dans
des têtes mal disposées, de n'être point fa-
vorable à la Religion. Voilà ce qu'on ne re-
tonnoît que trop dans la plupart des écrits
philosophiques de ce siècle.
Il est bien vrai crue dans les siècles d'îgno-»
rance, il s'étoit introduit des abus dans la
religion ; mais il n'est pas également vrai
qu'on ait attendu la philosophie du siècle
de Louis X I V pour les corriger; on y avoit
déjà travaillé heureusement depuis les sages
ordonnances du concile de Trente. Notre
siècle, à la vérité, a fourni beaucoup de
critiques; les meilleurs ne sont pas ceux qui

* Héattnt, Histoire cbronolog. Louis XIV.


DE VOLTAIRE, 337
sont allés le plus l o i n , comme les Dupin,
les Baillet, etc. dans lesquels on a trouvé
tant d'erreurs et tant de points dignes de cen-
sure. Dupin fut obligé de se rétracter, et
Baillet fut condamné sur certains points, par
quelques évêques.
Je n'entrepi'ends pas de réfuter tout ce
qu'il dit des erreurs dont le monde étoit
aveuglé : sorcelleries, amulettes, anneaux
constellés, secrets magiques, horoscopes; il
représente tout cela comme étant très-com-
mun; il charge le tableau au point qu'on
croiroit qu'il n'y avoit presque personne qui
ne donnât dans ces extravagances ; et il con-
clut que presque tout étoit illusion, et q u e ,
jusqu'à ce temps-là, on n'avoit guère adopté
que des erreurs en tout genre.
N'en déplaise à M. de Voltaire, ce monde
resque tout ensorcelé , n'a jamais existé que
S ans certaines imaginations hardies et sans
règle ; frappées d'un objet, elles le multiplient
sans examen et sans réflexion, et quelquefois
même sans vraisemblance. Les soupçons , les
craintes, les imputations de sorcelleries étoient
autrefois beaucoup plus fréquentes qu'aujour-
d'hui ; on en parloit p l u s , et l'on n'en voyoit
peut-être pas davantage.
Il est difficile de trouver une proposition
plus extravagante et plus insensée que celle
qui dit que l'on n'avoit guère adopté que des
erreurs de l'antiquité ; on avoit adopté , de
l'antiquité, des lois, des règles de mœurs f

la connoissance d« la religion. Doit-on met-


tre cela parmi les erreurs? L c i r e u r la plus
338 LES ERREURS
méprisable est celle de ces orgueilleux phi-
losophes , qui, regardant en pitié le reste du
genre humain, se croient au-dessus de toutes
les erreurs.
Parmi les jugements que porte M. de V o l -
taire sur la plupart de nos grands écrivains,
il y en a cjui sont justes, il y en a dont on
doit se délier; les uns montrent un goût sûr,
les autres une basse jalousie. Que penseront
les hommes éclairés, en voyant Rousseau mis
dans la foule des écrivains médiocres, en
parallèle avec la Mothe-Houdard, et même
au-dessous de lui?
« Rousseau, d i t - i l , avec moins d'esprit,
« moins de finesse et de facilité, eut beau-
99 coup plus de talent pour l'art des vers. »
Voilà tout le bien qu'il en a pu dire : il
fait assez peu de cas de ses épitres ; il ne dit
mot de ses inimitables cantates, genre de
poésie dont Rousseau est comme le créateur :
il auroit corrompu la langue Françoise, ajoute
Voltaire, si le style marotique, qu'il employa
quelquefois, avoit été imité.
On peut demander ici où est le goût et
l'équité ; le style marotique plaît infiniment
dans le naïf et le familier ; personne, dans le
sublime et le gracieux, ne s'exprime avec
plus de noblesse et de légèreté que Rousseau ;
mais Rousseau a été contemporain de V o l -
taire ; ses ouvrages ont toujours été lus et
admirés de tout le monde. M. de Voltaire
auroit-il pu gagner sur lui de le louer? Rous-
seau sera toujours regardé comme le premier
des poètes lyçiques, et comme un des poètes
DE VOLTAIRE. 35g
les plus parfaits que la France ait donnés;
Ce que Voltaire ose en dire, le fera regar-
der comme le plus jaloux des critiques et le
j
dus inique des juges. II dit encore qu il
Î aut imputer à Rousseau les fameux couplets,
ou flétrir deux tribunaux qui prononcèrent
tontre lui.
'• 11 est surprenant que Voltaire n'ait pas
aperçu le faux d'un raisonnement pareil : la
Calomnie peut être conduite avec tant d'arti-
fice, qu'elle ne puisse pas être découverte. Les
juges sont obligés de prononcer selon les
preuves alléguées et les dépositions faites; ils
peuvent donc prononcer des sentences légi-
times pour la forme, injustes pour le f o n d ,
mais dont tout l'odieux doit retomber sur
les calomniateurs et les faux témoins. Rousseau
n'auroit pas été le premier innocent qui eût
succombé à la calomnie.
Le duc régent lui permit, en 1 7 1 9 , de
revenir dans sa patrie ; il eut assez de courage
>our refuser cette grâce, à moins qu'on ne fît
f a révision de son procès; il protesta de son
mnocence jusqu'à la mort : avant de recevoir
le viatique, il déclara, en prenant Dieu à té-
moin , que Fimputation des couplets étoit une
noire calomnie. Tout cela fera plus d'impres-
sion sur unbomme sensé que les déclamations
de Voltaire ; on regardera toujours comme
une indigne bassesse de persécuter, jusques
dans le tombeau, un homme si cher à la r é -
publique des lettres, et de répandre le fiel
pasques sur ses cendres.
Le même critfque qui a mis Rousseau p a r m i
34o LES. ERREURS
les génies médiocres, inetQuiuault au même
rang que les Corneille, les Racine, les Mo-
lière et les Boileau. Qu'on juge par-là de
l'équité et de la sagacité de ses jugements ! Il
y a de la douceur et des grâces dans les vers
de Quinault, mais il n'y a ni feu ni imagina-
tion : presque toutes ses pièces sont jetées
dans le même moule; peu de personnes en
peuvent soutenir la lecture ; elles avoient be-
soin, comme le dit M. Boileau, que Lulli les
réchauffât des sons de sa musique ; elles ne
passent qu'avec ce secours: aussi l'opéra n'est-
Il supportable que par le spectacle, la mu-
sique et les danses ; tout le monde éprouve
que le reste y ennuie.
« On sait par cœur des scènes entières de
» Quinault, dit encore Voltaire ; c'est un
v avantage qu'aucun opéra d'Italie ne pour-
99 roit obtenir. 19
Si on le sait, cela marque la beauté de la
musique ; les Aria de Metastasio sont plus
chantés en Italie que les scènes de Quinault
ne le sont en France : l'éloge de Quinault
et le mépris de l'Italie, sont également
outrés; l'équité et le goût y manquent.
En parlant des beaux ouvrages en prose
qui ont distingué le siècle de Louis X I V ,
Voltaire s'écrie : Qui croiroit que tous ces
beaux ouvrages n'auroient probablement
jamais existé, s'ils n'avoient été précédés
»ar la poésie? C'est pourtant la destinée de
Ï 'esprit humain chez toutes les nations.
On peut répondre à M. de Voltaire que
personne ne le croiroit : les plus grands*
I>E VOLTAIRE. 3£l
écrivains en prose, chez les Romains, ont
été avant les grands poètes. Hortensius,
Cîceron, César, ont précédé les Virgile, les
Horace, les Tihulle. Parmi les François,
les Bossuet et les Bourdalone ont été contem-
brains des Corneille et des Racine. Jean
e Lingendes, évêque de Mâcon, dont M .
de Voltaire vante tant l'éloquence, les avoit
précédés. Les vives images de la poésie, les
grands traits de Féloquence, la justesse et la
précision de la philosophie, peuvent s'aider
mutuellement ; mais Fune ne donne pas
naissance à l'autre.

CHAPITRE LV.

Des Finances*

ON dit que M. de Voltaire avoit eu grande


envie d'être fait ministre d'état ; je ne sais
pas s'il eût bien réussi dans la partie des
finances. Il dit qtie dans les dernières an-
nées de Louis X I v , on avoit poussé jusqu'à
" uarante livrés la valeur numéraire dîi m a r c
3 'argent qui n'étoit auparavant qu'à vingt-
;

huit. Ressource fatale, s'écrie-t-il, par ï a -


uelle le roi étoit soulagé un moment, pour
Ï tre ruiné ensuite ! Cependant les person-
nes qui pensent, jugeront que dans les b e -
soins pressants, le roi ' preneit un moyen
très-efficace pour subvenir aux nécessités de
l'état> parce que i.° si le roi perdoît trois
2<b
$42 LES ERREURS
dixièmes de ce qu'il tiroit de ses peuples \
il pouvoit réparer cette perte par quelque
impôt qui auroit remplacé ces trois dixièmes ;
et cet impôt alors n'eût pas réellement plus
chargé les peuples cru'ils ne l'étoient aupa-
ravant. Mais if se libéroit en même temps
de trois dixièmes de toutes les charges de
l'état, appointements, pensions et autres
choses semblables ; ce qui faisoit un avan-
tage évident.
0
2 . Le roi fit cette augmentation de la
1
valeur numéraire du marc d'argent , dans
un temps où les charges excédoient de beau-
coup ses revenus. Il gagna donc beaucoup
plus par cette diminution réelle des charges,
qu'il ne perdoit par la diminution réelle de
la recette.
3°. Désapprouver l'augmentation de la
valeur du marc d'argent, c'est ce qu'on ne

funeste , il est vrai ; mais elle a été très-


utile an roi. La réflexion de M. de Voltaire
est donc fausse , et l'exclamation vaine.
I l traite souvent et hardiment d'absurdités
certaines choses qui sont racontées par d'au-
tres auteurs; mais comment faudra-t-il trai-
ter cette anecdote qui se trouve au chapitre
des Finances?
« Le r o i , dit-il, se priva de toutes ces
» tables d'argent, de ces grands guéridons,

.* Mémoire du comte de Boulaiayillicra,


DE VOLTAIRE.
99 de ces consoles, de ces grands canapés
19 d'argent massif, et de tous ces autres meu-
11 Lies qui étoient des chefs-d'œuvre de cise*-
ii lure de la main de Bal in. Ils avoient coûté
ii dix millions , on en retira trois. »
Il falloit donc qu'il y eût dans ces ou-
vrages pour plus de sept millions de f&con,
tandis qu'il n'y avoit pas pour trois millions
de valeur de matière. C'étoit hien là le cas
de dire avec Ovide : materiam superabat
opus. Voltaire ne dit pas quel est le duc
ou le prince de qui il tient cette belle anec-
dote !

CHAPITRE LVI.

De la Cour de Rome, et des affaires ecclé-


siastiques.

LORSQU'UN homme comme M. de Voltaire


traite des affaires ecclésiastiques , le clergé
et la cour de Rome ne doivent pas s'attendre
à être fort ménagés , ni les lecteurs à être
sûrement instruits. U n mélange de beaucoup
de traits piquants , et de quelques ménage-
ments artificieux pour la cour de Rome ; un
aveu de la décence du clergé de ce s i è c l e ,
pour rendre méprisable le clergé des siècles
précédents ; des imputations incertaines et
mal prouvées ; des décisions où il y a plus
de hardiesse que de sagesse et de raison, :
voilà ce qui se trouve répandu parmi quel-
L Ê S
344 ERREURS
q u e s vérités dans les c h a p i t r e s où M . d e
V o l t a i r e traite des affaires ecclésiastiques.
N o u s n o u s b o r n e r o n s à q u e l q u e s observations
fort c o u r t e s .
L e s h o m m e s sages , F r a n ç o i s ou étrangers,
n ' a p p r o u v e r o n t jamais t o u t ce q u e les p a p e s
o n t fait ; les papes e u x - m ê m e s o n t souvent
d é s a p p r o u v é et r é p a r é ce q u ' a v o i e n t fait leurs
p r é d é c e s s e u r s . L e s fautes d ' u n roi n ' a u t o r i -
sent pas u n écrivain à d é c l a m e r c o n t r e la
puissance royale , q u ' o n d o i t toujours r e s -
p e c t e r : les fautes d e q u e l q u e s papes n e
l ' a u t o r i s e r o n t pas n o n p l u s à d é c l a m e r con-
t r e la puissance pontificale , q u e l ' o n d o i t
r e s p e c t e r également , d è s q u e les droits des
c o u r o n n e s n'y sont p o i n t intéressés.
C'est u n e injustice q u ' o n fait à la c o u r
R o m a i n e , de la r e p r é s e n t e r c o m m e u n b u -
r e a u où t o u t se d é l i v r e à p r i x d'argent ,
où toutes les grâces sont t a x é e s , et o ù l ' o n
a c h è t e des dispenses à t o u t p r i x .
V o l t a i r e ne sait pas a p p a r e m m e n t q u ' i l y
a u n e infinité d e grâces q u i n e s'accordent
q u ' a v e c cette c l a u s e , q u ' o n n ' a u r a r i e n
d o n n é e t q u ' o n n e d o n n e r a rien p o u r
l ' o b t e n i r , sans q u o i elles s o n t d é c l a r é e s
n u l l e s et de n u l effet. P o u r ce qui est des
dispenses dans les m a t i è r e s graves , u n des
1
p l u s h a b i l e s canonistes François, regarde
les renvois à R o m e c o m m e u n des m o y e n s
les p l u s p r o p r e s à assurer la l i b e r t é é p i s -

.* Gabalsut Tbeoria 3 et praxis Jur-Caou


DE V O L T A I R E . 34$
c o p a l e , et à e m p ê c h e r q u e l ' a u t o r i t é n e
soit jamais c o m p r o m i s e .
« L ' a u t o r i t é spirituelle d u p a p e , dit-il e n
5? u n a u t r e e n d r o i t , est a b h o r r é e dans la
i? moitié d e la c h r é t i e n t é ; e t la maxime d e
v la F r a n c e est de le r e g a r d e r c o m m e u n e
» p e r s o n n e sacrée e t e n t r e p r e n a n t e , à l a -
v q u e l l e il faut baiser les p i e d s , et l i e r
v q u e l q u e f o i s les mains.
O n n ' i g n o r e pas q u e l'autorité spirituelle
d u p a p e est a b h o r r é e p a r m i les p r o t e s t a n t s 5
mais les F r a n ç o i s c a t h o l i q u e s et instruits n e
r e c o n n o î t r o n t pas leurs s e n t i m e n t s dans c e t t e
m a x i m e ; q u ' i l faut baiser les pieds au p a p e
et lui lier les m a i n s .
S'il n e s'agit q u e de choses spirituelles ,
la C o u r , q u i est aussi i n t é r e s s é e , et m ê m e
q u i y est p l u s intéressée q u e les p e u p l e s ,
a toujours d o n n é l ' e x e m p l e de l ' o b é i s s a n c e
au Vicaire de J é s u s - C h r i s t . S'il s'agit d e la
puissance t e m p o r e l l e , o n n e regarde e n
F r a n c e le p a p e q u e c o m m e u n p r i n c e é t r a n -
ger. Si le spirituel e t l e t e m p o r e l sont m ê l é s ,
la C o u r , le c l e r g é , les cours souveraines ,
n e m a n q u a n t pas d ' a n n o n c e r aux p e u p l e s
ce q u ' i l s doivent , les p e u p l e s obéissent
avec docilité et avec plaisir,
« Les r e l i g i e u x , ajoute V o l t a i r e , d o n t les
v chefs r é s i d e n t à R o m e , s o n t e n c o r e a u t a n t
v de sujets i m m é d i a t s d u p a p e , r é p a n d u s
5? dans tous les E t a t s . F r é t e r s e r m e n t à u n
;? autre q u ' à son s o u v e r a i n , est u n c r i m e
11 d e lêse-majesté dans u n l a ï q u e : c'est un
s> acte d e r e l i g i o n dans le c l o î t r e .
LES ERREURS
Voilà un galimathias où il n'y a pas l'om-
bre de bon sens. Jamais religieux n'a regardé
l e pape -comme son souverain ; jamais reli-
gieux ne lui a prêté serment de fidélité. Un
religieux fait vœu d'obéissance à son supé-
rieur selon sa règle et son institut. Ce qui re-
garde la puissance pontificale n'entre pour
rien dans ce serment ; l'exercice de l'obéis-
sance n'a point de rapport à la puissance ci-
vile ; elle ne s'étend pas au-delà des obser-
vances monastiques. Voilà à quoi aboutît le
vœu d'obéissance. Etoit-ce la peine d'enfiler
ces grandes paroles : Qu'on fait dans le cloître
u n acte de religion de ce qui devïendroit un
crime de lèse-majesté dans un laïque. Disons
maintenant un mot des affaires ecclésiastiques
de France.
M. de Voltaire fait, sans le vouloir, le
plus bel éloge de la sagesse et de la religion
de Louis X I V ; il assure que si ce prince l'a-
voit voulu, il n'avoit qu'à dire un mot; qu'on
auroit créé un patriarche, rompu avec R o m e ,
établi en France une église catholique, apos-
tolique, et qui n'auroit pas été Romaine.
C'est-à-dire, que' si Louis X I V l'avoit
voulu, on auroit établi une église Gallicane
sur le modèle de l'église Anglicane.
Cette idée de la création d'un patriarche
en France , est une idée qui n'a point été
approfondie, et qui ne peut point soutenir un
sage examen. Cette idée peut surprendre dans
la spéculation, mais elle auroit trouvé de
très-grandes difficultés dans l'exécution : car,
premièi'ement, peut-on supposer que les
DE VOLTAIRE. 347
évoques de France eussent jamais consenti
à reconnoître un de leurs pairs pour leur su-
périeur? Et quand même ils y auroient con-
senti, auroient-ilspu s'accorder sur le choix?
I/archevêque de Vienne, qui prend le titre
de primat des primats; et celui de L y o n , qui
se porte pour primat des Gaules, auroient-ils
voulu le céder aux autres?
L'archevêque de Bourges, qui se dit primat
d'Aquitaine, et celui de Rouen, qui prend
ce même titre pour la Neustrie, n'auroient-
ils pas fait valoir leurs prétentions et sou-
tenu leurs droits ? Qui est-ce qui auroit eu
l'autorité pour décider? Qui est ce qui se se-
roit cru obligé de se soumettre?
Secondement, ce patriarche auroit été dé-
pendant du pontife romain, ou il en auroit
été indépendant: s'il eût été dépendant du
pontife romain, on ne gagneroit rien à Fé-
rection du patriarchat; s'il en eût été indé-
pendant, on rompoit l'unité qui est essen-
tielle à l'Eglise de Jésus-Christ; on n'étoit
plus de l'Eglise de Jésus-Christ. La distinc-
tion de la discipline et du dogme ne fait rien
ici, puisque la France ne se croit pas obligée
de recevoir rien de çe que Rome ordonne
pour la discipline, qu'avec certaines précau-
tions , et après beaucoup d'examens et de for-
malités, et qu'elle ne pourroit pas rejetter le
dogme sans tomber dans l'hérésie: ainsi on
voit bien le mal que l'érection d'un patriar-
chat en France auroit pu faire, mais ou n'en
voit pas le bien.
Quelque mécontent que fût Louis X I V du.
348 LES ERREURS
pape Innocent X I , il eut cependant toujours
en horreur ce qu'on lui laissa entrevoir d'un
projet de séparation d'avec l'Eglise de Rome;
on assure même qu'il s'en exprima d'une ma-
nière à ôter à qui que ce fût la hardiesse de
lui parler sur ce sujet.
Ce grand prince, vraiment digne du titre
de Fils ainé de l'Eglise, savoit que la religion
chrétienne est une ; que le successeur de Saint
Pierre, vicaire de Jésus-Christ, en est le chef
nécessaire ; que l'Eglise de Rome est la mère
et la maîtresse de toutes les Eglises parti-
culières, et le centre de l'unité, et qu'il
étoit à craindre qu'une séparation n'entraînât
bientôt une altération dans la foi. Il pensoit
en cela plus chrétiennement et plus judicieu-
sement que M. de Voltaire.
Le premier dépit de Henri V I I I n'occa-
sionna d'abord qu'une séparation en Angle-
terre ; mais la séparation entraîna bientôt le
bouleversement entier de la religion. Per-
sonne n'ignore que les guerres civiles, le mé-
lange monstrueux de toute sorte de sectes,
l'impiété, l'irréligion, ont été depuis lors le
artage de l'Angleterre. Le bonheur de la
? rance voulut que Louis X I V fût plus maître
de ses ressentiments, que Henri V I I I ne
l'avoit été des siens.
M. de Voltaire le blâme de n'en avoir pas
fait assez, et de n'avoir pas voulu consentir à
une démarche qui étoit plus aisée qu'elle ne
iaroissoit hardie, et qui étoit le vœu de toute
Ï a nation. Mais il fait voir par-là, ou que
l a pureté de la religion ne l'intéresse guère ,
DE VOLTAIRE.
5
i n qu'il n a pas vu les suites dangereuses
d'une démarche qui lui paroît si aisée. C'est
donc manquer de pénétration ou de religion.
Il nous parle ensuite beaucoup de tout ce
qui se passa aux derniers états-généraux tenus
en 1614. Mais ce qu'il nous en dit, l'homme
ennemi de la Religion et du clergé le lira
avec plaisir; l'homme ignorant, avec surprise;
et l'homme éclairé, avec indignation. Rien
de plus aisé que de démontrer la fausseté de
ce qu'il avance sur cette matière.
Il dit : « i.° Que la chambre ecclésiasti-
» q u e , en avouant que la personne de nos
» rois étoit sacrée, persista à soutenir que
» la couronne étoit dépendante. 2,° Que le
» cardinal du Perron s'emporta jusqu'à dire
» que la puissance du pape étoit pleine ,
» plénissime, directe au spirituel, indirecte
9» au temporel, et qu'il avoit charge de dire
» qu'onexcommunieroit ceux qui avanceroient
» que le pape ne peut pas déposer les rois.
if 3.° Que l'esprit du clergé étoit alors le
» même que celui qui avoit autrefois déposé
n Louis le Débonnaire. »
On donne hardiment le défi à M. de V o l -
taire de citer un seul endroit du procès-verbal
de l'assemblée ecclésiastique, où il soit parlé
de ce qu'il ose imputer au corps respectable
du clergé. Tout ce qui s'y passa y est rapporté.
X*a source est sûre et infaillible.
On sait bien que le clergé refusa de rece-
1
v o i r la loi que proposoit le tiers-état , parce

* Procès-verbal des Etats de 1614*


1. 3o
35o rfis E R R E U R S
que le tiers-état la proposoit comme conforme
à la parole de Dieu. Le clergé soutînt que
ce n'étoit point au peuple, mais au clergé
seul à décider si une chose étoit conforme à
la parole de D i e u , et par conséquent de foi.
Mais il n'y eut jamais un mot contre l'indé-
pendance des rois.
L e cardinal du Perron, l'un des plus grands
théologiens et des plus savants hommes de
son siècle , l'homme de confiance du roi Henri
le Grand, et le plus redoutable fléau des
b^rétiques, eut beaucoup de part à ce qui se
passa aux états de i6i4- Dans le discours
qu'il fit à l'occasion de la loi proposée par
le tiers-rétat, il établit d'abord les droits
sacrés de la personne de nos rois, et leur
souveraineté indépendante. Ensuite il fait
voir les inconvénients du serment qu'exi-
geoit la loi proposée ; mais il n'y a pas la
moindre chose de ce que Voltaire lui fait
dire avec tant d'emportement. Il est vrai
qu'on fit courir le bruit quelque temps après,
que le cardinal avoit osé tenir ces propos;
mais ces bruits étoient sans vraisemblance,
comme sans preuves. Il n'y avoit que de
misérables écrivains, mal intentionnés contre
le cardinal et contre le clergé, qui pussent
les répandre et les recueillir.
Le troisième article qu'avance encore M .
de Voltaire, n'est qu'une insulte grossière
faite de gaieté de cœur au corps épiscopal,
et qui est bien détruite par les déclarations
que fit plusieurs fois le clergé durant la t e -
nue des états. Elles se trouvent dans le pro-
r>E VOLTAIRE. 35l
cès-verbal de la chambre ecclésiastique aux
états de 1614*

CHAPITRE LVII.

Du Calvinisme»

J j A nouvelle découverte qu'a fait le philo-


sophe Voltaire de l'origine des hérésies, est
bien digne de remarque. Jamais les plus fu-
rieux ennemis de la catholicité n'ont fait
couler de leur plume un fiel si amer, que
celui qui coule de la sienne; et jamais ils ne
sont tombés dans des contradictions plus évi-
dentes.
« Il est affreux sans doute, dit-jl, que
19 l'Eglise chrétienne ait toujours été déchirée
11 par ses querelles, et que le sang ait coulé
99 pendant tant de siècles par des mains qui
99 portoient le Dieu de la paix. J'ai recherché
99 long-temps comment et pourquoi cet es-
» prit dogmatique, qui divisa les écoles de
99 l'antiquité payenne sans causer le moin-
i9 dre trouble, e n a produit parmi nous de
99 si horribles. N e pourroit-on pas trouver
19 l'origine de cette nouvelle peste qui a ra-
99 vagé la terre, dans l'esprit républicain qui
99 anima les premières Eglises? Les assem-
99 blées secrettes, qui bravoient d'abord dans
99 des caves et dans des grottes l'autorité des
11 empereurs romains, formèx*ent peu-à-peu;
99 un état dans l'état. C'étoit une république
3o2 LES ERREURS
» cachée au milieu de l'empire. Constantin;
» la tira de dessous terre, pour la mettre à
9> côté du trône. »
Voyons si cette déclamation s'accorde avec
îa raison , avec les faits, et si le déclamateur
s'accorde avec lui-même.
Sur quoi M. de Voltaire ose-t-il affirmer
q u e les premières Eglises chrétiennes étoient
animées d'un esprit républicain ? Est-il une
religion qui impose des préceptes plus forts
et plus pressants d'obéir aux souverains, de
respecter leur puissance , de se conformer à
t o u s leurs Ordres , quelque fâcheux et in-
commodes qu'ils puissent être , sauf le seul
c a s où ces ordres seroient contraires à la
loi divine ?
L'esprit républicain s'est bien retrouvé chez
l e s presbytériens et puritains d'Angleterre ,
chez les révoltés de H o l l a n d e , chez les
huguenots de france. Les C r o m w e l , les
Nassau surent bien en profiter. Les Roche-
lois les soutinrent pendant près de quatre-
vingts ans. C'est là l'esprit de la réforme.
]Vlais attribuer cet esprit à l'Eglise vraiment
chrétienne, qui est l'Eglise catholique, c'est
la calomnier. Elle leur apprend à obéir ,
quoi qu'il en coûte , et à être plutôt les vic-
times que les vengeurs de l'iniquité.
Cette chimère de l'esprit républicain des
premières Eglises chrétiennes, n'est-elle pas
encore détruite par les faits les plus cons-
tants ? Tertullien , qui vivoit dans le deu-
xième siècle, ne défie-t-il pas le sénat r o -
main de citer un seul c a s où l'on ait trouv é
DE V O L T A I R E . 353
ï e s Chrétieus rébelles et réfractaires aux
ordres des empereurs ? Voltaire lui-même ,
en parlant de la Religion catholiqne, qui
est vraiment la Religion chrétienne, ne dit-
il pas qu'elle n'est regardée par la plupart
des protestants, que comme une religion d'es-
clavage ? Comment donc accuse-t-il main-
tenant cette même religion et cette même
église, d'être animées d'un esprit républicain?
Parce que les Chrétiens se cachoient au-
trefois dans des grottes, pour exercer le
culte divin durant les persécutions , Voltaire
les accuse d'avoir bravé l'autorité des empe-
reurs. Croit-il donc qu'ils auroient mieux
fait de renoncer entièrement à leur religion,
et d'obéir ? Mais oublie-t-il qu'il est chré-
tien lui-même ? Et pourquoi leur fait-il un
crime de ce que Dieu exïgeoit comme un
devoir , et qu'il recompensoit comme une
héroïque vertu ?
Il nous représente ici la Religion chré-
tienne comme une Religion qui ne put exer-
cer son culte que dans des assembléessecrettes
et tenues à la dérobée dans des grottes et
dans des caves, et que Constantin tira enfin
de dessous terre, pour la mettre à côté du
trône. Et dans le premier volume de l'his-
toire générale, il nous représente cette même
religion comme ayant été assez libre sous les
empereurs, protégée par le plus grand nom»»
b r e , et qui ne fut persécutée par quelques-

* Histoire générale, ch. 5.

3o.
L E S
354 ERREUJH
uns que pour des raison d état, et parce qae
les chrétiens étoient des factieux.
D'où vient cette différence de sentiments
dans le même homme ? C'est que dans l'his-
toire générale il veut ôter à la religion le
merveilleux de son établissement, malgré
tant de persécutions sanglantes. Ici il veut la
rendre responsable de tous les maux de l'u-
nivers. Les sentiments changent comme les
vues qu'on se propose. On ne trouvera pas
un écrivain qui en change aussi aisément
que Voltaire,
Dans la manière dont il présente l'origine,
les progrès et la décadence du calvinisme, il
enchaîne admirablement bien les faits; c'est
un talent qu'on ne peut trop louer dans lui.
Il se fait l'écho de tous les cris et des lamen-
tations des réfugiés, sur les persécutions
de Louis X I V . C'est une chose qui
est toujours de son goût. I l donne souvent
dans le faux, et tombe dans des contradictions
sensibles. C'est un inconvénient inévitable
à celui qui se laisse plus entraîner par l e
plaisir de maltraiter les puissances ennemies
de l'hérésie, que par l'amour de la vérité.
I l plaint la France des pertes qu'elle a faites
par l'imprudente révocation de l'édit de
antes ; et il fait voir qu'il n'est ni bon poli-
tique, ni bon philosophe, ni bon François.
1
Il nous dit à la fin d'une page , que si
Henri I V avoit voulu dissiper la faction des
huguenots, il ne l'auroit pas pu. Et il assure

* Histoire générale, tome 7. p. 53+


DE VOLTAIRE. 355
dans la page suivante, qu'il ne leur laissa leurs
privilèges que par bonne volonté. Il affirme
ue les huguenots faîsoient tout au plus la
ouzième partie de la nation, c'est-à-dire ,
quinze à seize cents mille ames ; et tout de
suite il ajoute que dans le seul Daaphiné ils
avoient quatorze villes de sûreté , c'est-à-dire ,
quatorze villes toutes calvinistes, et où ils
étoient les maîtres ; que Louis X I I I soumit
plus de cinquante de leurs villes en 1621.
Or, il ne parcourut cette aunée que la Sain-
tonge , la Guienne et le Languedoc, qui
étoient des provinces presque toutes calvinis-
tes, et qui ne faîsoient qu'une cinquième partie
du royaume. La Normandie, l'Isle-de-France,
la Bourgogne et presque tous les pays que
parcourt la Loire, étoient encore pleins d'hu-
guenots. Comment ne faisoient-ils qu'un dou-
zième de la nation ? Mais a-t-il oublié ce
qu'il assure dans l'histoire générale , que
sous François I I , les calvinistes faîsoient déjà
la sixième partie de la nation ?
Il affirme hardiment qu'on forçoit les hu-
guenots de communier. U fait voir par-là
qu'il a la foiblesse de débiter les contes que
lui ont faîts les réfugiés de Londres et de
Berlin, et qu'il îgnore là manière dont on
en use en France envers eux. Il y a certains
exercices de catholicité qu'on exige des pro-
testants. On n'exige point qu'ils communient;
il suffit d'avoir fait quelque séjour dans le
Languedoc , pour en être convaincu. Ou si
quelques ecclésiastiques ou officiers indiscrets
356 LES ERREURS
l'ont exigé , ils ont alors agi contre l'or-
donnance.
Les tristes lamentations , Ou les furieuses
déclamations des Larrey , des Bayle , des
Saui'in , contre Louis X I V , sont des oracles
pour Voltaire. C'est d'eux qu'il emprunte
ses plus énergiques expressions. Ces malheu-
r e u x , dit-il en un endroit, étoient livrés aux
soldats qui eurent toute licence , et plusieurs
en furent si maltraités qu'ils en moururent.
C'étoit, dit-il en un autre, un contraste
étrange, que du sein d'une cour volup-
tueuse , il partît des ordres si durs et si im-
itoyables. Les dragonades les roues, les
Ï t

ûchers sont rappelés ; mais on ne rappelle


ias les crimes qui méritent ces supplices. On
Ï aisse tout cela sur le zèle inhumain de la
Religion.
L'édit de Nantes donnoit aux huguenots
des privilèges et des droits d'abord extor-
qués par les armes, et ensuite accordés à la né-
cessité. Cette tolérance étoit déshonorante
pour la religion et pour la majesté royale;
mais elle étoit nécessaire dans les circons-
tances. Ainsi on ne peut pas blâmer Henri
I V de l'avoir accordée , ni Louis X I V de
l'avoir révoquée. On usa, dans la révocation
de l'édit , de la modération qu'on devoit
attendre d'un prince sage et équitable. O n
ne suivit pas toujours l'esprit et les vues de
Louis X I V . Mais les vexations furent bien
moindres que ne les annoncèrent les cris des
yéfugiés.
DE VOLTAIRE. 357

CHAPITRE LVIII.

De la Révocation de VEdit de Nantes*

I j a révocation de l'édit de Nantes a été la


matière de Lien des raisonnements et de t i e n
des dissertations. Des hommes intéressés et
passionnés ont poussé des cris ; des politiques
à vue courte ont hardiment donné leurs dé-
cisions. On a crié à la dureté et à l'injus-
tîce ; on a exagéré les pertes que cette ré-
vocation a causées à la France. Cependant,
quand on l'examine avec soin , on trouve
qu'il y a bien plus de prévention que de
raison et de vérité, dans ces déclamations,
ces plaintes et ces cris. On a fait quelques
pertes, il est vrai; mais ces pertes sont bien
moindres qu'on ne le veut faire entendre ;
elles ont été compensées par des avantages
bien considérables, qu'on n'aperçoit pas
ou dont on ne dit mot : elles ont été bien-
tôt réparées. Enfin les étrangers n'en ont
pas tiré de si grands secours qu'on ose l'an-<
noncer.
Quand Louis X I V n'auroit pas eu en vue
Hionneur de la religion en révoquant l'édit
de Nantes , il auroit dû cependant le faire
>our assurer l'autorité royale et la tranquil-
ité de Fétat. Tendant cinq régnes de suite ?

les huguenots avoient presque toujours eu


)es armes à la main : ils avoient arraché
558 LES ERREURS
successivement aux rois une infinité de pri-
vilèges qui ne les laissoient plus sujets qu'à
demi. Ils avoient établi une espèce de répu-
blique dans le sein même de la monarchie.
D è s le commencement des guerres civiles ,
ils inondèrent la France de troupes étran-
gères 5 ils donnèrent plus de combats et de
batailles, saccagèrent plus de v i l l e s , rava-
gèrent plus de provinces que n'ont jamais pu
faire les ennemis de la France pendant ses
plus grands malheurs.
Ils se révoltèrent contre Louis X I I I , et
ne furent arrêtés que par les coups que leur
porta le cardinal de Richelieu. Ils n'osèrent
rien entreprendre sous le gouvernement
ferme et vigoureux de Louis X I V . Mais que
n'avoit-on pas à craindre dans une minorité,
sous un gouvernement foible, ou avec des
ministres qui n'auroient- pas eu la vigueur
des Richelieu, ou-l'habileté des Mazarin ?
Le passé devoit toujours faire craindre pour
l'avenir. Ainsi, indépendamment de l'avan-
tage de la religion , Louis X I V , en révo-
uant l'édit de N a n t e s , faisoit encore celui
S e l'état. Il en assuroit la tranquillité , en
arrachant les racines de ces dangereuses fac-
tions. Il affermissoit l'autorité royale , en
supprimant une secte qui lui avoit donné
de si terribles atteintes.
Il étoit donc de la bonne politique de
donner le dernier coup au calvinisme par la5

révocation du fameux édit.


Il est vrai que la France fit par-là quel-
que perte5 mais cette perte avoit été prévue
»E VOLTAIRE. 35g
au moins en partie , et Ton crut avoir de
bonnes raisons de faire ce sacrifice. Que Ton
compte, si Von v e u t , quatre à cincj cent
mille ames , hommes , femmes et eniants ,
qui sortirent du royaume. C'est le nombre
que met Voltaire lui-même. Cette perte, à
la bien évaluer, n'est pas si grande que celle
que Ton fait quelquefois dans une seule
guerre. On y perd quelquefois des deux ou
trois cents mille hommes, qui sont tous dans
la fleur de la jeunesse, ou dans la force de
1 "âge. Si la guerre -est de longue durée, la
perte va encore plus loin. Iîlâmera-t-on Louis
X I V d'avoir fait, pour l'honneur de la reli-
gion et pour assurer la tranquillité de l'état,
des sacrifices pareils à ceux que font si sou-
vent les princes par ambition ou par caprice ?
Quant à ce détail que fait Voltaire des ma-
nufactures d'étoffes, de galons, de chapeaux,
de bas, qui furent transportées chez les étran-
gers, ce n'est-là qu'une déclamation d'un
avocat, qui soutient une mauvaise cause. Les
Anglois avoient les métiers de bas avant nous ;
et ils ne se sont jamais guère fournis de nos
étoiles. L'Allemagne et tout le nord conti-
nuèrent à tirer les leurs de France. Quelques
étrangers y ont un peu gagné ; mais notre
commerce en a si peu souffert, qu.il s'est
trouvé encore plus étendu sous Louis X V ,
qu'il n'avoit jamais été sous Louis, X I V .
Pour cet or de France , qu'on trouve
encore très-communément en Allemagne ,
à ce que dit Voltaire , et que les réfugiés
y répandirent il y a soixante et dix ans, on.
S6o LES ERREURS
>eut dire hardiment qu il n'existe que dans
Ï 'imagination de Voltaire. L'homme raison-
nable comprend hien qu'on doit trouver en
Allemagne beaucoup d argent de France, à
cause des armées qu'on y a de temps en
t e m p s , et des subsides qu'on paie assez
souvent à divers princes de l'empire. Mais
il ne s'avisera pas de dire , que c'est l'ar-
gent que les réfugiés y ont porté il y a
déjà si long-temps.
L'autorité de Voltaire ne sera pas assez
forte pour nous persuader une autre chose
qu'il nous assure encore à l'occasion de
l'édit de révocation : C'est que presque tout
le nord de l'Allemagne n'étoit alors qu'un
pays agreste , sans industrie 5 et qu'il reçut
une face nouvelle de ces multitudes trans-
plantées qui y peuplèrent des villes entières.
Les Allemands seront bien éloignés d'en
convenir. Ils nous fourniront des détails con-
vaincans de la richesse de ces pays que
Voltaire appelle agrestes, et qui , selon lui,
n'ont commencé d'être quelque chose que
depuis les transmigrations des huguenots.
B r è m e , Hambourg, Lubeck , et plusieurs
autres villes du nord de l'Allemagne, étoient
déjà des villes très-puissantes et très-riches
long-temps avant ces transmigrations.
Bien plus, Voltaire lui-même nous en
fournit des preuves dans son histoire géné-
rale , en nous parlant des richesses immenses
de l'Eglise dans ces pays-là du temps de
Luther. Mais dans l'histoire générale il fal-
l o i t exciter la jalousie contre l'Eglise. I c i il
DTE VOLTAIRE. 36t
falloit c o n d a m n e r l e z è l e d e L o u i s X I V . I I
se c o n t r e d i t , il est v r a i ; mais il se c o n t e n t e .
E n f i n , ce q u e la F r a n c e a fait d e p e r t e
ar la r é v o c a t i o n d e F é d i t d e N a n t e s a é t é
E i e n t ô t r é p a r é , e t les é t r a n g e r s n ' e n o n t p a s
t i r é ces profits i m m e n s e s , q u ' o n fait s o n n e r
si h a u t . L e c o m m e r c e est a u j o u r d ' h u i p l u s
florissant q u ' i l n ' a jamais é t é ; les villes c o m -
m e r ç a n t e s sont p l u s p e u p l é e s e t p l u s r i c h e s ;
e t l ' o n n e p e u t citer a u c u n e b r a n c h e d e n o t r e
c o m m e r c e , q u e la t r a n s m i g r a t i o n des h u g u e -
n o t s ait fait m a n q u e r .
P o u r l ' A n g l e t e r r e e t la H o l l a n d e , e l l e s
n ' e n s o n t pas d e v e n u e s p l u s puissantes q u ' e l l e s
n'étoient auparavant. L a Hollande sur-tout
l'est b i e n moins q u ' e l l e n e P é t o i t d u t e m p s
d e L o u i s X I V . L a P r u s s e est p r e s q u e l e seul
é t a t où les réfugiés aient e u u n p e u p l u s d e
c o n s i s t a n c e . L e s a u t r e s établissements n e
f u r e n t ni si c o n s i d é r a b l e s , n i si b i e n s o u t e n u s .
U n g r a n d n o m b r e d e ces fugitifs p é r i r e n t
d e m i s è r e , ou ils f u r e n t forcés d e s ' e n r ô l e r .
J e passe sur b e a u c o u p d ' a u t r e s choses q u i
mériteroient encore d'être relevées. J e me con-
t e n t e r a i d e faire e n c o r e d e u x p e t i t e s observa-
tions. V o l t a i r e , e n p a r l a n t d u m i n i s t r e C l a u d e
B r o u s s o n , q u i avoit c o n s p i r é c o n t r e l ' é t a t
e t q u i fut pris e t c o n d a m n é à la r o u e p a r
M . d e Bâville , d i t q u e ce m i n i s t r e m o u r u t
c o m m e m o u r o i e n t les p r e m i e r s martyrs» T o u s
les é t r a n g e r s , a j o u t e - t - i i , l o i n d e l e r e g a r d e r
comme un criminel d'état, ne voyoient en
l u i q u ' u n saint q u i a scellé sa foi d e son sang.
I l faut a v o u e r q u e l'expression e s t b i e n d é -
i> 3i
362 LES ERREURS
cénte et t i e n digne de Voltaire. Le parallèle
d'un conspirateur avec les Saints Apôtres,
avec les Etienne, les Polycarpe, les Irénée,
est Lien juste ! Ces étrangers qui ne voyoient
qu'un Saint dans le ministre révolté, n'étoient
certainement pas les Espagnols, ni les A l l e -
mands ou Flamands catholiques. Les Anglois
et les Hollandois, en se servant de ce ré-
b e l l e , n'alloient pas, comme Voltaire, jus-
qu'à le canoniser,
Il dit encore que Louis X I V voulut à la
fois humilier le pape d'une main et écraser
le calvinisme de l'autre. Ces belles expres-
sions auroient été bonnes dans ces vers bour-
souflés , où Fon ne cherche ni la raison ni la
vérité. Ici elles ne signifient rien. Louis X I V
malgré ses différends avec. Innocent X I , avoit
pour lui une estime et un respect qu'il seroit
ù souhaiter que tous les catholiques prissent
pour modèle ; et Innocent, malgré ses mécon-
tentements, avoit la plus haute estime ppur
la personne de Louis X I V . Jamais pape n'a
donné à un roi des éloges plus flatteurs et
plus glorieux, que ceux que donna Innocent
à Louis, dans le bref qu'il lui adressa après
la réyocatipn de l'Edit de Nantes.
DE VOLTAIRE. 363

CHAPITRE LIX.

Du Jansénisme*

I j e chapitre que nous donne M. de V o l -


taire sur le jansénisme , pourroit être regardé
comme un petit chef-d'œuvre, si l'auteur
eut été aussi entendu dans les matières qu'il
traite , et aussi véridique dans les faits qu'il
rapporte, qu'il est heureux dans l'expression,
le style et les liaisons. En lui rendant la
justice qu'il mérite nous allons faire quel-
5

ques remarques sur l'altération et la suppo-


sition de certains faits, qu'il avance aussi
hardiment que s'il disoit la vérité avec cer-
titude et avec sincérité.
En parlant de la huile de Pie V , qui c o n -
damna les écrits de Baïus, il dit que le
grand-vicaire du cardinal de Granvelle, ar-
chevêque de Malines, déclara qu'il falloit
recevoir la bulle du pape, quand même il
y auroit des erreurs. C'est là une de ces
anecdotes secrettes, qu'on ne peut croire que
sur la parole de Voltaire. Car il n'y en a
pas la moindre preuve, ni dans les mémoi-
res , ni dans la longue histoire du baïanîsme ,
où l'on a ramassé tout ce qui s'est dit pour
et contre dans l'affaire de Baïus.
Il n'est personne qui n'ait oui parler du
fameux M. Arnaud, qui fut pendant soixante
ans le chef des jansénistes. Il avoit été exclu
36£ LES ERREURS
<îe la S o r b o n n e , à l'occasion d ' u n écrit in-*
t i t i l l é : Lettre à un duc et pair , etc. daus*
l e q u e l il y avoit u n e p r o p o s i t i o n q u i fut
c o n d a m n é e . V o l t a i r e r a p p o r t e cette p r o p o -
sition , e t i l dit q u ' i l est vrai q u e saint Au-
gustin et saint J e a n C b r i s o s t ô m e avoient dit
l a m ê m e chose q u e M . A r n a u d ; mais q u e
les c o n j o n c t u r e s q u i c h a n g e n t t o u t r e n d i r e n t
Arnaud coupable.
I l est t r è s - p r o b a b l e q u e M . d e V o l t a i r e
n ' a jamais lu les Saints P è r e s , et qu'ainsi il
d é c i d e sans c o n n o i s s a n c e . S a i n t A u g u s t i n e t
saint J e a n C h r i s o s t ô m e n ' o n t - j a m a i s dit ce
q u ' i l l e u r fait dire ; et cela est si vrai , q u e
M . A r n a u d , m a l g r é t o u t e son é r u d i t i o n , n e
p u t jamais justifier sa p r o p o s i t i o n p a r a u c u n
t é m o i g n a g e de ces saints d o c t e u r s .
- M . d e V o l t a i r e n e laisse pas d e d i r e q u e
l a c o n d a m n a t i o n de M . A r n a u d fut u n effet
d u despotisme , p a r c e q u e l e c h a n c e l i e r y
fut p r é s e n t , e t q u ' o n a d m i t à l ' a s s e m b l é e
beaucoup de moines q u i étoient docteurs. I l
r a p p o r t e à cette occasion l e b o n m o t d e
P a s c a l d a n s ses p r o v i n c i a l e s : q u ' i l étoit p l u s
aisé de t r o u v e r des m o i n e s q u e des raisons.
M a i s il falloit d o n c q u e la cause de M . A r -
n a u d fût b i e n mauvaise , p u i s q u ' o n n e p u t p a s
l a d é f e n d r e , e t q u ' o n n e t r o u v a pas assez
d e raisons p o u r c o n f o n d r e ces moines , e t
p o u r c o n v a i n c r e le p l u s g r a n d n o m b r e d e s
a u t r e s d o c t e u r s q u i p o r t o i e n t des c o l l e t s au
lieu de capuchons.
I l n e p a r o i t pas p l u s au fait d e ce q u ' o n
a p p e l l a la paix d e C l é m e n t I X , q u a n d il d i t
DE VOLTAIRE. 565
que Vaccortise italienne calma la vivacité
jrancoise.W auroit parlé plus juste, eu disant
que l'habileté janséniste dupa le rafineraent
italien. Clément I X fut trompé, parce qu'il
regarda comme sincères et prises dans un
sens naturel , les expressions artificieuses et
enveloppées des quatre évêques. N i les Ita-
liens ni les François ne firent en cela leur
vrai personnage.
« Je sais, dit M. de Voltaire, que Fabbé
» Renaudot allant un jour chez le pape Clé*
» ment X I , le trouva lisant le livre de
99 Quesnel. Voilà, lui dit le pape, un livre
99 excellent. Nous n'avons personne à Rome,
il qui soit capable d'écrire ainsi. Je voudrois
99 attirer l'auteur auprès de moi. 19
Le pape Clément X I étoit un des plus
grands génies et des meilleurs théologiens de
son siècle. Il étoit très-instruit sur les ma-
tières dont on disputoit dans ce temps-là.
Est-il vraisemblable qu'il ait lu le livre de
Quesnel, sans s'apercevoir de ce qu'il y avoit
de répréhensible dans cet ouvrage? L'abbé
Renaudot ne reviendra pas de l'autre monde
pour garantir les contes que fait M. de V o l -
taire.
Il nous assure ensuite q u e , lorsque les pré-
lats acceptèrent la bulle dans leur assemblée
de 1714 3 l'acceptation pure et simple fut en-
voyée au pape, et les modifications furent
pour les peuples.
Les cardinaux, archevêques, évêques, qui
composoient l'assemblée de 1714 3 déclai^ent
dans leur lettre au pape, qu'ils ont reçu sa
3i.
566 LES ERREURS
bulle avec la plus grande vénération ; et
qu'ils ont arrêté un modèle uniforme d'ins-
truction pastorale, pour ôter aux esprits re-
muants toute occasion de dispute: et le pape
leur en marqua son contentement. Où est
donc cette duplicité que leur prête ici V o l -
taire ? Croira-t-on sur sa parole, que tant de
prélats respectables aient été capables de
cette bassesse et de cette lâcheté ?
Le r o i , dit-il encore, accabla les deux
partis du poids de son autorité suprême.
1
Mais un ministre protestant nous assure que
les évêques furent aussi libres à Paris en 1 7 1 4 ,
qu'ils avoient été libres autrefois à Nicée sous
Constantin; Cet écrivain ne parle que comme
le procès-verbal de cette fameuse assemblée.
Voltaire a puisé apparemment dans d'autres
sources.
On peut remarquer en général dans tout
ce chapitre du jansénisme, que Voltaire a
plutôt pris le style satyrique, pour divertir
son lecteur, que celui de la vérité pour ins-
truire; qu'il parle hardiment des systèmes
théologiques, sans en donner une idée vraie ;
qu'il traite quelquefois avec indécence les
personnes les plus respectables; qu'il paroît
avoir puisé plutôt dans les gazettes amusan-
t e s , pour composer ce chapitre, que dans les
pièces authentiques. I l a cru apparemment
cette manière plus propre à divertir le p u -
blic , et il s'y est tenu.

* M» Basnage
DE VOLTAIRE.

CHAPITRE LX.

Du Quiétisme,

(QUELQUES méprises qu'il y ait dans le cha-


pitre du Quiétisme, je n'en aurois pas parlé"
si Ton n'eut pas affecté de flétrir la mémoire
du grand archevêque de Cambrai, M. de
Fénélon. On avoue bien que M. de Cambrai
tira de sa défaite un plus beau triomphe que
M. de Meaux de sa victoire; qu'il vécut tou-
jours depuis dans son diocèse en digne ar-
chevêque , et que la douceur de ses mœurs
lui fit de tendres amis de tous ceux qui l e
virent.
Mais, n'est-ce pas manquer au respect et
à la justice qu'on doit à ce grand h o m m e , de
dire, comme Voltaire, que M. de Fénélon
avoit je ne sais quoi de romanesque dans l e
caractère ; que l'ambition régnant toujours
dans son cœur, il n'avoit pas pu se défaire
de son goût pour la cour, et de l'espérance
d'y reparoître et d'y tenir un rang distingué;
que Louis X I V lui-même ne le regardoit
que comme un esprit chimérique, et comme
nn homme aussi romanesque en fait de reli-
gion qu'en politique ; et qu'enfin il ne se dé-
clara contre le cardinal de Noailles dans les
querelles du jansénisme, que parce que c e
cardinal s'étoît déclaré contre lui dans l e s
affaires du livre des maximes des saints. Oser
368 LES ERREURS
flétrir une vertu aussi pure et aussi aimable
que celle de M. de F é n é l o n , c'est se décla-
rer ennemi de la vertu elle-même.
Le livre des maximes des saints , composé
par ce grand archevêque, fut condamné , il
est vrai ; mais cette condamnation, sans
faire tort à son esprit , donna un nouvel
éclat à sa vertu. La postérité n'ignorera pas
que le roi fut prévenu , le pape forcé mal-
gré ses répugnances, à prononcer; Funivers
chrétien dans l'admiration de la docilité et
de la soumission du prélat condamné. Et
l'on dira toujours ce qu'on disoit dans le
temps d& cette fameuse querelle entre ces
deux grands rivaux, que Fun pécha par un
excès, et l'autre par un défaut de charité.
L'archevêque de Cambrai , dit Voltaire ,
parodia ainsi sur la fin de sa vie un air de
Lulli :

Jeune , j'étois trop sage


Et vouJois trop savoir :
Je ne yeux en partage
Que badinage ,
Et touche au dernier âge «
Sans rien prévoir.

Comme ces vers sentent un peu le liber-


tinage philosophique, on est bien aise de
répandre ce petit nuage sur la vertu de M.
de Cambrai. Ce grand homme a-t-il fait ces
vers ? et s'il les a faits , a-t-il voulu y ex-
primer les sentimens de certaines personnes,
telles qu'on e n trouve quelquefois : c'est ce
r>t t o l t a i h ' ï .

tfti'oti ignore. Ce qui est sûr, c'est que ctf


tie furent jamais là les sentimens de M . de
Cambrai. Les ouvrages et les lettres qu'on a
de l u i , des dernières années et même des
derniers jours de sa vie , font voir que sa
vertu devint toujours plus pure. Il n'y a
u'une malignité odieuse qui ose entrepren-
3 re de la flétrir.
CependantM. de Voltaire, qui est toujours
riche en anecdotes, et qui emprunte toujours
le témoignage des morts pour appuyer ce
qu'il avance de singulier, nous garantit la certi-
tude de celle-ci. 11 la tient, dit-il, du neveu
même de cet archevêque, le marquis de F é -
n é l o n , t u é , il y a une vingtaine d'années, à
la bataille de Raucoux. On demande si la
garantie est suffisante.
Avant de finir ce chapitre, je remarque
que Voltaire affirme qu'il y eut trente - sept
propositions condamnées dans le livre des
maximes des Saints. Il n'y en eut que vingt-
l i u i L II dit que M . de F é n e l o n , sur la fin de
sa vie, méprisa toutes les disputes; et Ton a
cependant plusieurs ouvrages sur le jansénis-
me , faits peu de temps avant sa mort. Il traite
de conte absurde, ce que dit Reboulet dans
son histoire de Louis X I V , que l'abbé de Fé-
nelon s'opposa au dessein qu'avoit le roi de
faire déclarer reine madame de Maintenon.
I^eboulet n'est pas le seul auteur qui l'ait
écrit. II y a un grand nombre d'écrivains qui
ont dit la même chose.
Quand on contredit la voix publique, dit
M, de Voltaire lui-même, il faut avoir été
S7Q LES ERREURS
• témoin, et témoin éclairé, ou prouver et
qu'on avance. Nous croirons ce qu'il avance
i c i , lorsqu'il aura fourni pour lui-même les
preuves qu'il exige pour les autres.

ttH DU PREMIER VOLUME.