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01 JURO SIMPLES

1.2.1 Fórmula para o cálculo do JURO SIMPLES


Para calcular o juro simples utilizamos a seguinte fórmula:

J = C ⊗i ⊗n
Onde:
J = juro simples
C = capital
i = taxa unitária de juros
n = prazo
Observe que, na aplicação desta fórmula, o período da taxa deve coincidir com a unidade do
prazo da aplicação:
i = taxa anual → n = prazo anual
i = taxa trimestral → n = prazo trimestral

1.2.2 Fórmula para o cálculo do MONTANTE


Montante é a soma entre o valor aplicado (capital) e os rendimentos produzidos (juros). A
fórmula usada para calculá-lo é:
M =C+J
Substituindo “J” pela equação apresentada anteriormente, para o cálculo do juro simples,
teremos:
M = C + J ⊗i ⊗n
Que resulta na fórmula:

M = C ⊗ (1 + i ⊗ n)

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02 DESCONTO SIMPLES
2.1 DEFINIÇÕES PRELIMINARES

D=N–A

- Valor Nominal (N): é a importância que está indicada no título, isto é, a quantia a ser paga
(ou resgatada) em seu vencimento.
- Valor Atual (A): é o valor líquido recebido (ou pago) pelo título ao se efetuar uma
antecipação no seu vencimento.
- Períodos:
- Data de Emissão do Título (0): é a data em que a dívida foi contraída;
- Data de Pagamento do Título (p): é a data em que a dívida foi efetivamente paga;
- Data de Vencimento do Título (v): é a data prevista para o vencimento da dívida.
- Prazo (n): é o período de tempo decorrido entre a data do pagamento (p) e a data do
vencimento (v).
- Taxa de Juros (i): é a taxa percentual que se obtém pela divisão entre o valor do desconto
recebido (Dr) e o valor pago (Ar) pela dívida, sua unidade será dada no prazo de antecipação
da dívida.
- Taxa de Desconto (d): é a taxa percentual que se obtém pela divisão entre o valor do
desconto recebido (Dc), e o valor devido (N) na data prevista para seu vencimento, sua
unidade será data no prazo de antecipação da dívida.

2.1 DESCONTO SIMPLES RACIONAL


O desconto simples racional, também chamado de por dentro ou matemático, é calculado
aplicando-se a taxa de JUROS sobre o valor atual da dívida, considerando como prazo o número de
períodos antecipados.

2.1.1 Forma de obtenção do DESCONTO RACIONAL

Diz-se que, o desconto racional (Dr) corresponde ao juro produzido pelo valor líquido atual
(Ar) da dívida, considerando-se como prazo o número de períodos antecipados, e ao se aplicar uma
determinada taxa de juros (i), ou seja:

Se: Dr = Ar ⊗ i ⊗ n

Então: Dr = N − Ar

Ar = N − Dr

Que, quando substituído na primeira equação acima, resulta em:

N ⊗i ⊗n
Dr =
1+ i ⊗ n
Com isso é possível calcular o desconto racional, partindo-se do valor nominal da dívida.

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2.1.2 Forma de obtenção do VALOR ATUAL no desconto racional

O valor atual no desconto racional é a diferença entre o valor da dívida e o valor pago pela
mesma, após se ter efetuado uma antecipação em seu vencimento.
O valor atual no desconto racional é dado por: Ar = N − Dr
N ⊗i ⊗n
Como: Dr =
1+ i ⊗ n

N ⊗i ⊗n
Então: Ar = N −
1+ i ⊗ n

N
Ar =
O que resulta em: 1+ i ⊗ n

2.2 DESCONTO SIMPLES COMERCIAL


O desconto simples comercial é calculado aplicando-se a taxa de DESCONTOS sobre o valor
nominal da dívida, considerando como prazo o número de períodos antecipados.

2.2.1 Forma de obtenção do DESCONTO COMERCIAL

Diz-se que, o desconto comercial (Dc) corresponde ao juro produzido pelo valor nominal
(N) da dívida, considerando-se como prazo o número de períodos antecipados, e ao se aplicar uma
determinada taxa de descontos (d), ou seja:

Dc = N ⊗ d ⊗ n
2.2.2 Forma de obtenção do VALOR ATUAL no desconto comercial
O valor atual no desconto comercial é a diferença entre o valor da dívida e o valor pago pela
mesma, após se ter efetuado uma antecipação em seu vencimento.
Para calcular o valor atual no desconto comercial a fórmula é: AC = N − DC
Como: DC = N ⊗ d ⊗ n

Então: AC = N − N ⊗ d ⊗ n

O que resulta em:


AC = N ⊗ (1 − d ⊗ n)
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3 TAXAS E DESCONTOS PROPORCIONAIS E EQUIVALÊNCIA
DE CAPITAIS
Proporcionalidade é verificada entre as taxas e entre os descontos
Equivalência é verificada entre diferentes capitais.

3.1 TAXAS PROPORCIONAIS

Ar = Ac

N
Como: Ar = e AC = N ⊗ (1 − d ⊗ n)
1+ i ⊗ n

N
Teremos: = N ⊗ (1 − d ⊗ n) Simplificando-se N, teremos:
1+ i ⊗ n
1
= (1 − d ⊗ n)
1+ i ⊗ n
De onde se conclui que:

d i
i= d=
1− d ⊗ n 1+ i ⊗ n
3.2 DESCONTOS PROPORCIONAIS

N ⊗i ⊗n
Dr = e que DC = N ⊗ d ⊗ n
1+ i ⊗ n
E, conforme estabelecido antes:
N ⊗ i⊗ n = N ⊗ d ⊗ n
Então podemos afirmar que:

Dc
Dr =
1+ i ⊗ n ou que:

DC = Dr ⊗ (1 + d ⊗ n)
3.3 EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS
Dizemos que dois ou mais capitais com vencimento futuro são equivalentes em determinada
data, se nesta data seus valores atuais forem iguais.
Para que se possa operacionalizar esta idéia, devemos escolher uma data, que é chamada de
data focal e, então, encontrar os valores atuais de cada uma das parcelas envolvidas na operação,
formando-se a denominada equação de equivalência de capitais, onde a soma do valor devido deve ser
igual à soma do valor que se passará a dever.
Devido = Nova Dívida
AC = AC

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4 CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA
A unidade do prazo de aplicação (n) possua o mesmo padrão da unidade de
capitalização da taxa dos juros (i), isto é:
- Se a taxa (i) for capitalizada anualmente, o prazo de aplicação (n) necessariamente terá que ser
medido em anos.
Neste caso chamamos de capitalização anual.
- Se a taxa (i) for capitalizada mensalmente, o prazo de aplicação (n) necessariamente terá que ser
medido em meses.
- Se a taxa (i) for capitalizada trimestralmente, o prazo de aplicação (n) necessariamente terá que
ser medido em trimestres.
Nestes dois últimos exemplos a capitalização é chamada de subanual.
No entanto é importante lembrar que:
- Quando a unidade da taxa for igual à unidade da capitalização, chamamos de taxa efetiva.
- Quando a unidade da taxa não coincidir com a unidade da capitalização, chamamos de taxa
nominal.
Exemplificando:
- 80% ao ano, com capitalização anual (% aa/a) → taxa efetiva
- 42% ao ano, com capitalização mensal (% aa/m) → taxa nominal
- 3,5% ao mês, com capitalização mensal (% am/m) → taxa efetiva

4.1 JUROS COMPOSTOS

4.1.1.1 Cálculo do MONTANTE


Pelo desenvolvimento apresentado anteriormente, deduzimos que:

FVn = FVn −1 ⊗ (1 + i )

O que de forma simplificada pode ser escrito por:

FV = PV ⊗ (1 + i ) n

Isto é, o montante (FV), num período (n) qualquer, é igual ao capital (PV), devidamente
capitalizado pela taxa efetiva de juros ao longo do prazo de aplicação.

A expressão (1 + i) n é denominada como fator de capitalização:

4.1.1.2 Cálculo do CAPITAL


Partindo-se da fórmula do montante: FV = PV ⊗ (1 + i ) n

FV
PV =
E isolando o capital, teremos: (1 + i ) n
Ou, de outra forma:

−n
PV = FV ⊗ (1 + i )
Sendo que a expressão (1 + i) − n é denominada de fator de descapitalização:

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4.1.1.3 Cálculo do PRAZO
Tomando-se a fórmula do montante: FV = PV ⊗ (1 + i ) n
E aplicando-se nossos conhecimentos matemáticos para solucionar equações exponenciais de
bases distintas, concluímos que:

log( FV / PV )
n=
log(1 + i )
4.1.1.4 Cálculo da TAXA
Partindo-se da fórmula do montante, e isolando-se a taxa (i), teremos:
FV = PV ⊗ (1 + i ) n

FV
= (1 + i ) n
PV

FV
n = 1+ i
PV

FV
i= −1 →
n
PV
a taxa assim obtida é unitária

4.1.2 Convenção linear


Na convenção linear utilizamos juros compostos somente no período inteiro e juros simples no
período fracionário. Considere uma aplicação com capitalização anual, durante um prazo de 3 anos e 5
meses.
PV
|------------------|-----------------|-----------------|-----------------|
0 1a 2a 3a 5m

Juros Compostos Juros Simples


FV’
Combinando-se juro composto e juro simples teremos:

FV ' = PV ⊗ (1 + i ) n ⊗ (1 + i ⊗ p / q)
Onde: n: parte inteira do período
p/q: parte fracionária do período

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5 ESTUDO DAS TAXAS NO JURO COMPOSTO
As taxas de juros estão intrinsecamente ligadas aos juros, sejam eles simples ou compostos,
muito embora se possa definir qualquer destas espécies de juros sem que se utilize especificamente o
termo taxa de juros em sua definição.
No juro composto o entendimento das taxa e suas transformações são de fundamental
importância para a compreensão do processo de capitalização que ocorre a cada período.
A seguir apresentamos uma abordagem explorando os tipos de taxas utilizadas no juro
composto bem como suas transformações e aplicações.

5.1 TIPOS DE TAXAS


Podemos utilizar dois tipos de taxas, as efetivas e as nominais. As taxas efetivas são aquelas
em que a unidade do percentual é igual a unidade da capitalização. Considerando-se o tipo de unidades
de prazo que utilizamos existem sete tipos de taxas efetivas, a saber: % aa/a; % as/s; % aq/q; % at/t; %
ab/b; % am/m; % ad/d. Já as taxas nominais são aquelas em que a unidade do percentual é diferente
da unidade de capitalização. Considerando-se o tipo de unidades de prazo que utilizamos existem 42 tipos
de taxas nominais, entre elas exemplificamos as seguintes: % aa/m; % at/a; % ab/s; % aq/d.

5.2 TRANSFORMAÇÃO DE TAXAS


Podemos transformar taxas nominais em taxas efetivas, bem como taxas efetivas em taxas
efetivas equivalentes, conforme veremos nos próximos tópicos.

5.2.1 Transformação de taxas nominais em taxas efetivas de mesma capitalização

Para se transformar taxas nominais em taxas efetivas de mesma capitalização, basta


transformar o percentual para a unidade de capitalização, multiplicando ou dividindo pelo fator de
conversão.
Vamos ver alguns exemplos em que a taxa nominal é transformada na taxa efetiva indicada:
- 7,2% at/a  % aa/a
Como cada ano possui 4 trimestres, basta multiplicar 7,2 por 4, resultando em 28,8% aa/a

- 33% aa/m  % am/m


Como cada ano possui 12 meses, basta dividir 33 por 12, resultando em 2,75% am/m.

- 63% as/b  % ab/b


Como cada semestre possui 3 bimestres, basta dividir 63 por 3, resultando 21% ab/b.

- 6,4% am/q  % aq/q


Como cada quadrimestre possui 4 meses, basta multiplicar 6,4 por 4 resultando 25,6% aq/q

5.2.2 Transformação de taxas efetivas em taxas efetivas


A transformação de uma taxa efetiva em outra taxa efetiva equivalente é feita através de
uma das igualdades abaixo. Assim, a partir de uma determinada taxa efetiva, poderemos calcular outra
taxa efetiva.

1 2 3 4 6 12 360
(1 + ia ) = (1 + is ) = (1 + iq ) = (1 + it ) = (1 + ib ) = (1 + im ) = (1 + id )

Taxas efetivas, capitalizadas em períodos diferentes, são equivalentes quando, aplicadas sobre
um mesmo capital, vierem a produzir um montante igual durante o mesmo período de aplicação.

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6 RENDAS OU SÉRIES DE PAGAMENTOS (PARTE I)

6.2 RENDA CERTA, TEMPORÁRIA, IMEDIATA E POSTECIPADA

6.2.1 Cálculo do montante (FV) na renda postecipada

O valor capitalizado de cada um dos termos de uma renda (série de pagamentos) forma uma
progressão geométrica (PG), cuja soma resulta na seguinte expressão:
 (1 + i ) n − 1 
FV = PMT . 
 i 
 (1 + i ) − 1 
n
Onde a parcela   é denominada como fator de capitalização postecipado o
 i
 
qual é representado por:

 (1 + i ) n − 1 
f (i %; n) =  
 i 
Desta forma poderemos representar resumidamente o montante de uma renda postecipada
pela seguinte expressão:

FV = PMT . f (i %; n)
6.2.2 Cálculo do valor atual (PV) na renda postecipada
O valor atual de uma série de pagamentos é obtido fazendo-se a descapitalização de cada um
dos termos da série sendo ao final cada uma destas parcelas somadas, conforme apresentamos a
seguir:
PV = PMT .(1 + i ) −1 + PMT .(1 + i ) −2 + PMT .(1 + i ) −3 + .... + PMT .(1 + i ) − n
O valor descapitalizado de cada um dos termos de uma renda (série de pagamentos) forma uma
progressão geométrica (PG) cuja soma resulta na seguinte expressão:
 (1 + i ) n − 1 
PV = PMT . 
n 
 i.(1 + i )  Onde  (1 + i )n − 1 
a parcela:   é denominada como fator de
 i.(1 + i )n 
 
descapitalização postecipado, o qual é representado por:

 (1 + i ) n − 1 
p(i%; n) =  n 

 i.(1 + i)  Desta forma, poderemos representar
resumidamente o valor atual de uma renda postecipada pela seguinte expressão:

PV = PMT . p (i %; n)
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7 RENDAS OU SÉRIES DE PAGAMENTOS (PARTE II)

7.1 RENDA CERTA, TEMPORÁRIA, IMEDIATA E ANTECIPADA

7.1.1 Cálculo do montante (FV’) na renda antecipada

 (1 + i ) n − 1 
FV ' = PMT . .(1 + I )
 i 
 (1 + i ) − 1 
n
Onde a parcela 
 .(1 + i ) é denominada como fator de capitalização antecipado, o qual
 i 
é representado por:

 (1 + i) n − 1 
f ' (i%; n) =  .(1 + i )
 i 
Desta forma, poderemos representar resumidamente o montante de uma renda antecipada pela
seguinte expressão:

FV ' = PMT . f ' (i %; n)


7.1.2 Cálculo do valor atual (PV’) na renda antecipada

O valor descapitalizado de cada um dos termos de uma renda (série de pagamentos) forma uma
progressão geométrica (PG) cuja soma resulta na seguinte expressão:
 (1 + i ) n − 1 
PV ' = PMT . 
n −1 
 i.(1 + i ) 
 (1 + i ) n − 1 
parcela 
Onde a
 i.(1 + i ) n −1  é denominada como fator de descapitalização antecipado, sendo
 
representado por:

 (1 + i ) n − 1 
p' (i %; n) =  
n −1 
 i.(1 + i ) 
Desta forma poderemos representar resumidamente o valor atual de uma renda antecipada
pela seguinte expressão:

PV ' = PMT . p ' (i %; n)


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8 RENDAS OU SÉRIES DE PAGAMENTOS (PARTE III)

8.1 RENDAS CERTAS TEMPORÁRIAS COM DIFERIMENTO

Consideramos que uma série de pagamentos possui diferimento quando ocorrer, no início
ou no final, um prazo de no mínimo dois períodos (m ≥ 2), onde não ocorrem pagamentos pertencentes
à série, ou seja, à parte parcelada do empréstimo não é amortizada (paga) neste período. Destaque-se
que podem existir outros pagamentos no período de diferimento de uma série, mas estes pagamentos não
podem amortizar à série.
Vejamos alguns exemplos:
a) Diferimento Inicial:
- Compra de equipamentos com financiamento do BRDE ou Badesul;
- Crédito educativo observado pelo lado do aluno;
- Financiamento de imóvel adquirido na fase de construção do prédio.
b) Diferimento Final
- Contrato de seguro de veículos pago em “n” parcelas;
- Crédito educativo observado pelo lado do agente financiador;
- Série de depósitos em poupança ou em títulos de capitalização, com resgate alguns
períodos após a ocorrência do último depósito.

8.1.1 Diferimento final


Consideramos que uma série de pagamentos possui diferimento final, quando após o último
pagamento da série é estabelecido um prazo de dois ou mais períodos (m ≥ 2), onde não ocorrem
pagamentos pertencentes à série.

8.1.1.1 Cálculo do MONTANTE postecipado

... Aplicando a capitalização sobre o montante da série obteremos:


 (1 + i ) n − 1 
FV ( FV1 ) = PMT . .(1 + i ) m
 i 
Que na forma resumida pode ser representada por:

FV ( FV1 ) = PMT . f m (i %; n; m)
Onde:
- “n” é o número de prestações da série de pagamentos
- “m” é o números de período do diferimento
- “fm” é o fator de capitalização postecipado com diferimento

8.1.1.2 Cálculo do MONTANTE antecipado

... Aplicando a capitalização sobre o montante da série obteremos:


 (1 + i ) n − 1 
FV ( FV '1 ) = PMT . .(1 + i ) m+1
 i 
Que na forma resumida pode ser representada por:

FV ( FV '1 ) = PMT . f ' m (i %; n; m)


Onde:
- “n” é o número de prestações da série de pagamentos
- “m” é o números de período do diferimento
- “f’m” é o fator de capitalização antecipado com diferimento

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8.1.2 Diferimento Inicial

8.1.2.1 Cálculo do VALOR ATUAL postecipado

... Aplicando a descapitalização sobre o valor presente da série obteremos:


 (1 + i ) n − 1 
PV ( PV1 ) = PMT . 
n +m 
 i.(1 + i ) 
Que na forma resumida pode ser representada por:

PV ( PV1 ) = PMT . p m (i %; n; m)
Onde:
- “n” é o número de prestações da série de pagamentos
- “m” é o números de período do diferimento
- “pm” é o fator de descapitalização postecipado com diferimento

8.1.2.2 Cálculo do VALOR ATUAL antecipado

... Aplicando a descapitalização sobre o valor presente da série obteremos:


 (1 + i ) n − 1 
PV ( PV '1 ) = PMT . 
n + m −1 
 i.(1 + i ) 
Que na forma resumida pode ser representada por:

PV ( PV '1 ) = PMT . p ' m (i %; n; m)


Onde:
- “n” é o número de prestações da série de pagamentos
- “m” é o números de período do diferimento
- “p’m” é o fator de descapitalização antecipado com diferimento

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10 AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS (PARTE II)
10.1 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO FRANCÊS

Apresentamos a seguir as equações que dão origem a cada uma das parcelas que nos
interessa ter conhecimento na análise ou detalhamento do que ocorre com um empréstimo:

10.1.1 Cálculo das PRESTAÇÕES

No sistema de amortização francês, lembrando que iremos fazer somente a análise


das rendas postecipadas, as prestações são calculadas pela seguinte equação:

PV = PMT ⊗ p (i %; n) ⇒ PMT = ?
Onde:
- PV: é o valor do empréstimo
- i: é a taxa efetiva de juros utilizada no empréstimo
- n: é o número de prestações do empréstimo
- PMT: é a prestação que se deseja calcular
Ou, ainda:

 (1 + i ) n − 1 
PV = PMT ⊗  n 
 ⇒ PMT = ?
 i.(1 + i ) 
Note-se que se desejássemos obter o valor da prestação em uma renda antecipada,
apenas se alteraria a equação que deveríamos aplicar, passaríamos então a utilizar a equação
da renda antecipada a nosso empréstimo, ou seja:

PV = PMT ⊗ p (i %; n)
' '

De modo semelhante se procederia se a renda possuísse algum diferimento.

10.1.2 Cálculo DOS JUROS em um período

Os juros no sistema de amortização francês, como informado no item 9.1.4, é


obtido sobre o saldo devedor do período anterior, podendo-se representá-lo pela seguinte
equação:

J P = PVP −1 ⊗ i
Onde:
- PV: é o juro pago na prestação “p” sendo: 1 ≤ p ≤ n
- i: é a taxa efetiva de juros utilizada no empréstimo
- PVP-1: é o saldo devedor do período anterior

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10.1.3 Cálculo da AMORTIZAÇÃO em um período
No sistema de amortização francês, a amortização em um período é obtida pela
subtração entre a prestação e os juros de cada período, o que é representado pela seguinte
equação:

AP = PMT − J P
Onde:
- Ap: é a parcela de amortização do empréstimo no período “p”
- PMT: é a prestação que está sendo paga em todo empréstimo
- Jp: é o Juro pago na Prestação “p” sendo: 1 ≤ p ≤ n

10.1.4 Cálculo do SALDO DEVEDOR em um período

O saldo devedor no sistema de amortização francês é obtido calculando-se o


valor atual das prestações que ainda não foram pagas no empréstimo, podendo-se representá-
lo pela seguinte equação:

PVP = PMT ⊗ p(i%; n − p)


Onde:
- PMT: é a prestação que está sendo paga em todo empréstimo
- i: é a taxa efetiva de juros utilizada no empréstimo
- n - p: é o número de prestações ainda não pagas no empréstimo, ou seja, é a
diferença entre o total de prestações do empréstimo e o número de prestações
pagas no empréstimo
- PVp: é o valor que resta a ser pago no empréstimo, após terem sido pagas “p”
prestações
Ou ainda:

 (1 + i ) n − p − 1 
PVP = PMT ⊗  n− p 
 ⇒ PVP = ?
 i.(1 + i ) 
10.1.5 Cálculo do TOTAL PAGO em um período
O total pago no sistema de amortização francês é obtido calculando-se a
diferença entre o saldo devedor inicial (valor tomado em empréstimo) e o saldo devedor
no período observado, podendo-se representá-lo pela seguinte equação:

FVP = PV0 − PVP


Onde:
- PV0: é Saldo Devedor Inicial do empréstimo

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- PVp: é o valor que resta a ser pago no empréstimo, após terem sido pagas “p”
prestações
- FVp: é o total Pago no empréstimo, após terem sido pagas “p” prestações

10.1.6 Planilha de amortização


A planilha de amortização é um quadro demonstrativo do que ocorre a cada período
com o empréstimo, ou seja, é um extrato do que ocorre com o empréstimo durante todo seu
prazo de vigência.
Uma boa planilha de amortização deve possuir pelo menos uma coluna para os
juros, uma para a amortização, uma para o total pago e uma para o saldo devedor. O
mutuário ou o agente financeiro também pode criar outras colunas, como o total
desembolsado corrigido, os juros de mora, o total acumulado dos juros etc.

10.2 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC)

Apresentamos a seguir as equações que dão origem a cada uma das parcelas que nos
interessa ter conhecimento na análise ou detalhamento do que ocorre com um empréstimo
segundo esse sistema.

10.2.1 Cálculo da AMORTIZAÇÃO de todos os períodos


A amortização neste empréstimo será a mesma em todos os períodos, pois o sistema
de amortização constante.
O valor a ser amortizado em cada prestação é representado pela razão entre o valor do
empréstimo e o número de prestações, conforme a seguinte equação:

PV
Ac =
n
Onde:
- Ac: é a amortização a ser realizada em cada parcela do empréstimo;
- n: é o número de prestações do empréstimo;
- PV: é o valor que foi tomado emprestado pelo mutuário no início do empréstimo.

10.2.2 Cálculo dos JUROS em um período


Os juros no sistema de amortização constante, tal como no Sistema Francês e
conforme informado no item 9.1.5, é calculado sobre o saldo devedor do período anterior,
sendo representado pela seguinte equação:

J P = PVP −1 ⊗ i
Onde:
- JP: é o Juro pago na Prestação “p” sendo: 1 ≤ p ≤ n
- i: é a taxa efetiva de juros utilizada no empréstimo
- PVP-1: é o saldo devedor do período anterior

10.2.3 Cálculo das PRESTAÇÕES


As prestações no sistema de amortização constante são obtidas calculando-se a
soma entre a amortização e os juros, podendo ser representada pela seguinte equação:

PMTP = Ac ⊕ J P
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Onde:
- PMTP: é o valor da prestação no período “p” sendo: 1 ≤ p ≤ n;
- Ac: é a Amortização Constante ocorrida a cada período do empréstimo;
- JP: é o Juro a ser pago no período “p”.

10.2.4 Cálculo do SALDO DEVEDOR em um período


O saldo devedor no sistema de amortização constante é obtido calculando-se a
diferença entre o valor inicial do empréstimo e o resultado do produto entre a amortização (que
é constante) e a quantidade de prestações que já foram pagas no empréstimo, podendo ser
representado pela seguinte equação:

PVP = PV0 − Ac ⊗ p
Onde:
- PV0: é o valor inicial do empréstimo;
- Ac: é a amortização de cada parcela do empréstimo;
- p: é o número de prestações que já foram pagas no empréstimo,
- PVp: é o valor que resta a ser pago no empréstimo, após terem sido pagas “p”
prestações.

10.2.5 Cálculo do TOTAL PAGO em um período


O total pago no sistema de amortização constante é o resultado do produto entre
a quantidade de parcelas que já foram quitadas e a amortização de cada parcela (que é
constante). Pode ser representado pela seguinte equação:

FVP = Ac ⊗ p
Onde:
- Ac: é a amortização de cada parcela do empréstimo;
- p: é o número de prestações que já foram pagas no empréstimo,
- FVp: é o valor que já foi pago no empréstimo, após terem sido quitadas “p”
prestações.

10.2.6 Planilha de amortização


Da mesma forma que o sistema francês, a planilha de amortização demonstra o que
ocorre a cada período com o empréstimo, ou seja, é um extrato do que ocorre com o
empréstimo durante todo seu prazo de vigência.
Essa planilha deve possuir pelo menos as seguintes colunas: juros; amortização;
prestação; total pago; e saldo devedor. O mutuário ou o agente financeiro também pode criar
outras colunas, como o total desembolsado corrigido, os juros de mora, o total
acumulado dos juros etc.

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