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Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia de São Paulo

São Paulo, Agosto/2010.

Estampagem

Nome: Brenda Amanda Silva nº04

Médio Integrado Ao Técnico em Mecânica.


Índice
1. Introdução à Estampagem;
2. Estampagem por corte;
2.1. Peças obtidas por corte;
3. Dobramento e encurvamento;
3.1. Peças obtidas por dobramento e encurvamento;
4. Estampagem profunda;
4.1. Peças obtidas por repuxo (estampagem profunda);
5. Cunhagem;
6. Estampos;
7. Bibliografia.
1. Introdução à Estampagem;
Entende-se que estampagem é o processo de fabricação de peças, através do corte ou
deformação de chapas em operação de prensagem geralmente a frio. Emprega-se a estampagem
de chapas para se fabricar peças com paredes finas feitas de chapa ou fita de diversos metais e
ligas.
As operações de estampagem podem ser resumidas em três básicas:
• Corte
• Dobramento e encurvamento
• Estampagem profunda ou repuxo.
Enquanto as estampagens em corte e dobramento são realizadas a frio, a profunda pode
eventualmente ser a quente, dependendo da necessidade.
A estampagem da chapa pode ser simples, quando se executa uma só operação, ou
combinada. Com a ajuda da estampagem de chapas, fabricam-se peças de aço baixo carbono,
aços inoxidáveis, alumínio, cobre e de diferentes ligas não ferrosas. Devido às suas
características este processo de fabricação é apropriado, preferencialmente, para as grandes
séries de peças, obtendo-se grandes vantagens, tais como: produção em série, custo baixo das
peças, bom acabamento sem necessidade de posterior processo de usinagem, peças com grande
resistência e o custo baixo do controle de qualidade devido à uniformidade da produção e a
facilidade para a detecção de desvios.
Como principal desvantagem deste processo, podemos destacar o alto custo do
ferramental, que só pode ser amortizado se a quantidade de peças a produzir for elevada.

2. Estampagem por Corte;


O processo de estampagem por corte é usado na obtenção de formas geométricas em
chapas por meio de uma ferramenta de corte, ou punção de corte, por intermédio de uma prensa
exercendo pressão na chapa apoiada numa matriz.

Figura 1: Repres
Na figura 1 (acima), vemos como funciona o sistema de estampagem por corte. No
momento em que o punção penetra na matriz converte o esforço de compressão em esforço de
cisalhamento ocasionando o corte de diâmetro do punção e s de espessura da chapa. Em chapas
de aço temperado a relação s/d tem como valor máximo 1,2 o que significa que a espessura da
chapa tem que ser menor ou igual ao diâmetro do punção.
As figuras geométricas obtidas pelo corte podem ser usadas posteriormente na
estampagem profunda.

Figura 2: Representação dos componentes principais de uma matriz. O


punção deve ter a secção conforme o contorno da peça desejada, do
mesmo modo, a cavidade da matriz.

É de extrema importância identificar o valor da folga entre o punção e a matriz, a qual


depende da espessura da chapa a ser submetida e do tipo de material, duro ou mole. Quanto
menor a espessura da chapa e o diâmetro do punção, menor a folga; e vice-e-versa.

2.1 Peças obtidas por corte;


Dentre as várias peças que podemos produzir na estampagem por corte, destacamos:
peças de computador, componentes de celular, gabinetes de CPU, componentes de televisões,
componentes de cd player, dobradiças, modelos de aviões, réguas milimetradas, componentes
internos de vídeo-game e painel de fotos.
3. Dobramento e encurvamento;

Nas operações simples de dobramento, o material é dobrado até que se obtenha a forma
esperada. Cada “dobra” é chamada de fase; em operações simples, elas dificilmente passam
de seis. Observe melhor na figura abaixo.
:

Figura 3: Representação das fases de operações simples de


dobramento.

Nessas operações simples usam-se, para obtenção de elementos relativamente curtos,


são usadas matrizes montadas em prensas de estampagem.

Figura 4: Representação dos principais elementos de uma matriz.


No dobramento os raios de curvatura e a elasticidade do material são os fatores mais
importantes. Então se deve sempre evitar cantos vivos e fixar os raios de curvatura em 1 a 2
vezes a espessura em chapas moles, e de 3 a 4 vezes em chapas duras.
É comum depois do dobramento, devido à elasticidade do material, que as chapas
tendem a voltar a sua forma primitiva, sendo recomendado construir as matrizes com os ângulos
mais acentuados e realizar a operação várias vezes em uma ou mais matrizes.
O encurvamento segue os mesmos princípios e conceitos do dobramento, porém
podendo haver várias fases como na figura abaixo.

Figura 5: Representação das fases do encurvamento (neste caso).

3.1. Peças obtidas por dobramento/encurvamento;


Gabinetes de CPU, estojos, painel de fotos, gabinete de máquinas de café, etc.

4. Estampagem profunda;
A Estampagem profunda é a estampagem de objetos ocos derivados de chapas planas,
geralmente, sem deformar a espessura em uma ou mais fases.
Na estampagem profunda os elementos estarão recebendo forças radiais de tração e forças
tangenciais de compressão.

Figura 6: Representação do esquema de matriz para estampagem


profunda.
Conforme mostrado na figura acima, o disco de embutir foi introduzido sobre peça de
retenção ou fixação G; o punção A é fixado no porta-punção B e o conjunto é fixado na parte
móvel ou cabeçote superior da prensa.
Durante a deformação, o punção A, ao penetrar na matriz C, molda o objeto. Durante a
penetração o mancal D é comprimido e comprime ao mesmo tempo a mola E. O mancal D
impede a deformação irregular da chapa e o disco de retenção G garante um embutimento sem
rugosidade. No fim, o punção A retrocede e o mancal D, sobe a ação da mola E, sobe e expulsa
o objeto conformado.
As prensas de estampagem podem ser mecânicas ou hidráulicas.
Nas prensas mecânicas, a fonte de energia é um volante, sendo a energia aplicada por
meios de manivelas, engrenagens e excêntricos durante a aplicação do esforço.
Nas hidráulicas, a energia para o esforço é aplicada por meio de pressão hidrostática,
fornecida por um pistão ou mais.

Figura 7: Prensa de Estampagem.

4.1. Peças obtidas por repuxo (estampagem profunda):


Copos, panelas de pressão, frigideiras, lixeiras, caixas de relógio, instrumentos
musicais, tanques de radiadores, cartuchos, forma para bolo e componentes de carburador.
5. Cunhagem
Cunhagem é um processo de prensagem geralmente realizada a frio em que as
superfícies das peças são limitadas pelas matrizes de modo que o perfil e a impressão sejam
reproduzidos perfeitamente.
Na cunhagem a primeira etapa é a operação preliminar de forjamento e extrusão, visto
que apenas uma pequena redistribuição do metal pode ser obtida. Em seguida é realizada a
cunhagem, em prensas ou martelos de forja, submetendo o metal a uma deformação entre as
duas partes da matriz fazendo ultrapassar o limite de escoamento sob compressão do metal.
Geralmente aumentando a carga a cima do limite, de 3 a 5 vezes, para conseguir a deformação
desejada. E, por fim, o corte das rebarbas restantes do processo.
Os metais usados na cunhagem incluem aços-carbono, aços-liga com 0,30% de carbono,
levando-se em conta que a capacidade de cunhagem decresce à medida que o teor de carbono e
de elementos liga aumentam.
O processo de cunhagem aplica-se em objetos decorativos como medalhas, moedas e
outros, ou quando se deseja grande precisão dimensional como na indústria automobilística.

6. Estampos
Os estampos compõem-se de um conjunto de peças ou placas que, associado a prensas
ou balancins, executa operações de corte e de dobra para produção de peças em série.

Figura 8: Estampo de Corte.


Durante o processo, o material é cortado de acordo com as medidas das peças a serem
estampadas, a que se dá o nome de tira. Quando cortamos numa tira de material as formas de
que necessitamos, a parte útil obtida recebe o nome de peça. O restante de material que sobra
chama-se retalho, como na figura a baixo.

Figura 9: Tira, retalho e peça.

O estampo de dobra é também conhecido como dobrador. É formado de punção e


matriz e, geralmente, guiado pelo cabeçote da prensa ou placa-guia.

O punção é uma peça de aço, temperada e revenida, cuja parte inferior tem um perfil
que corresponde à superfície interna da peça. Pode ser fixado diretamente no cabeçote da prensa
ou por meio da espiga. A matriz é de aço e sua parte superior tem a forma da parte exterior da
peça. Pode ser fixada diretamente sobre a mesa da prensa. Geralmente, é sobre a matriz que se
fixam as guias do material da peça, que são elementos adaptados ao estampo para dar uma
posição adequada de trabalho.

Figura 10: Punção.


Existem estampos mistos cujas estruturas são o resultado da união dos estampos de
corte e de dobra. Os estampos mistos realizam as duas operações, tanto de corte como de dobra.

Figura 11: Estampo misto

7. Bibliografia.
• Apostila: Tecnologia de Estampagem; Autor: Elpidio Gilson Caversan e Eng. Msc.
ivar Benazzi Jr. (Fatec Sorocaba);
• http://www.ebah.com.br/busca.buscar.logic?
q=estampagem&tipo=arquivos