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Prefeito de João Pessoa e Juiz que concedeu

liminar para a Prefeitura de posse do


Aeroclube poderão responder Ação de Dano
ao Patrimônio da União.
Extraído de: PB Agora - A Paraíba o tempo todo - 28 de Fevereiro de 2011

O prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, e o juiz João Batista Vasconcelos, da 7.ª Vara da Fazenda
Pública, que emitiu a liminar autorizando a desapropriação do Aeroclube-JP podem ser
responsabilizados judicialmente pela destruição da pista do local e enfrentar uma Ação de Dano ao
Patrimônio da União. A informação foi publicada na coluna do jornalista Carlos Magno neste final
de semana.

Embasado em argumentos, o colunista explica que o Código Brasileiro de Aeronáutica, Lei n.º
7.565, de 19 de dezembro de 1986, sancionada pelo então presidente José Sarney em substituição ao
antigo Código Brasileiro do Ar diz em seu Artigo 38 que os aeroportos constituem universalidades,
equiparadas a bens públicos federais, enquanto mantida a sua destinação específica, embora não
tenha a União a propriedade de todos os imóveis em que se situam.

Já segundo o Artigo 26 do mesmo código, aeródromo é toda área destinada a pouso, decolagem e
movimentação de aeronaves, classificados em civis e militares. Os civis podem ser públicos ou
privados. Ou seja: O Aeroclube de João Pessoa é protegido pelo Código Brasileiro de Aeronáutica e
propriedade, mesmo que indireta, da União.
Isso quer dizer que a competência para qualquer decisão que cause alterações no Aeroclube tem que
vir da esfera federal. Isso mesmo. Só a União poderia interferir. Nem Governo do Estado, nem
Prefeitura de João Pessoa.

O assunto foi levantado pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim, que tomou conhecimento do caso
pela repercussão na imprensa nacional e pela audiência que teve com membros da bancada da
Paraíba para tentar uma solução para o problema. Para confirmar a competência federal do
Aeroclube, Jobim disse que a área, inclusive, é usada pela União, a partir do momento em que
aeronaves da Funasa pousam e decolam (ou pousavam e decolavam) no local.

Jobim afirmou que o Aeroclube de João Pessoa é área federal, também, ao partir do princípio de que
ele deve ser usado pela União, em caráter prioritário, caso haja um pouso de emergência ou algum
impedimento de uso do Aeroporto Castro Pinto, em Bayeux, o mais próximo do Aeroclube.

E, para completar, o próprio Jobim disse aos presentes que não apenas o Prefeito de João Pessoa,
Luciano Agra, mas também o próprio Juiz que deferiu a liminar em favor da Prefeitura da capital,
João Batista Vasconcelos, da 7.ª Vara da Fazenda Pública, podem ser responsabilizados. Ele afirmou
que o Ministério Público Federal deve tomar alguma posição, para salvaguardar o direito da União.

Além disso, segundo Jobim, ambos poderão ter que enfrentar uma Ação de Dano ao Patrimônio da
União, considerando o Artigo 38 do Código (só para lembrar: os aeroportos constituem
universalidades, equiparadas a bens públicos federais (...) embora não tenha a União a propriedade
de todos os imóveis em que se situam).

Diante do exposto, pode ter havido um ato arbitrário do Prefeito de João Pessoa, ocasionado por
uma decisão ilegal ou sem competência da Justiça, segundo relatou o próprio Ministro Nelson
Jobim na audiência com os parlamentares.

Redação com Blog do Carlos Magno