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Santana, Marco Aurélio e Antunes Ricardo.

O PCB, os Trabalhadores e o sindicalismo na


História Recente do Brasil. In RIDENTI, Marcelo e REIS, Daniel Aarão. História do
Marxismo no Brasil. V.6. Editora da Unicamp, Campinas-SP, 2007.

O golpe militar de 1964 foi um duro baque em toda a estrutura organizacional


comunista. A prisão de nomes importantes e a desestruturação do trabalho nos sindicatos e nas
fábricas desbarataram atividades que levariam bastante tempo para se recompor. No interior do
movimento operário, o que pode se presenciar, como tradicionalmente ocorre em situações
similares, foi o trabalho pequeno e silencioso no chão de fábrica. (p. 376-377)
Com a derrota da esquerda, iniciou um grande debate para buscar o responsável pela
derrota dos chamados “setores progressistas”. Devido a sua posição preeminente no período
pré-golpe, a culpa recaiu sobre o PCB. Nesse contexto em 1967, o partido realizou seu VI
Congresso.
O assunto principal do evento era a luta antiditatorial, em que ficou decidido a
formação de um frente de forças democráticas contra a ditadura, em que, conjunturalmente com
o campesinato e a pequena burguesia urbana.
O PCB acreditava que a classe operária seria a principal força motriz.
[...] a classe operária é a principal força motriz [...] A atividade primordial
dos comunistas deve dirigir-se no sentido de organizar e desenvolver a
unidade de ação da classe operária em defesa de seus interesses econômicos e
políticos imediatos e pela derrota da ditadura (Frederico, 1987, p.66)

No congresso, o PCB afirmava sua luta contra o regime:

Outros setores se incorporaram a luta antidemocrática, como é o caso de setores progressistas da


Igreja Católica, e a MBD, apesar de suas vacilações, transforma-se em um polo importante na
mobilização popular contra a ditadura.

No que diz respeito ao campo sindical, as resoluções assinalam que este seria o meio principal
para ativação do movimento operário. Os comunistas deveriam concentrar suas atividades dentro das
empresas. Com esse propósito, poderiam utilizar todas as possibilidades de organizações legais, como as
delegacias sindicais, as Comissões Internas de Prevenção de acidentes (Cipas) e outras organizações que
reunissem trabalhadores. Para estender o movimento sindical a toda classe operária, seria também
indispensável o fortalecimento dos sindicatos, com elevação do número de sindicalizados. (379)

Dessa forma vemos a orientação do partido, na mesma conformidade com a trajetória de


antes do golpe, lutar dentro da estrutura sindical vigente, embora não se restringindo a eles.
Outra forma de atuação foram ações que englobava o chão de fábrica, que reduziram
drasticamente depois da repressão. (379)

Nas fábricas, os operários enfrentavam como podiam, a política de arrocho salarial e controle
sindical da ditadura militar, que combinava de modo virulento a política de superexploração da
força de trabalho com intensa repressão dentro das fábricas e dos organismos sindicais, os
quais sofreram forte intervenção e repressão a partir do golpe.

Além de intervir diretamente nas direções sindicais vinculadas a esquerda, que sofreram com
o processo de cassações de mandatos, a ditadura também atacava a estrutura de organizações
nos locais de trabalho, impedindo que ela servisse de pilar para a recomposição do movimento
sindical combativo.

Criação do Movimento Antiarrocho (MIA)

O PCB seguindo sua linha de confrontação, criou a “frente democrática” contra a ditadura,
entretanto, alguns setores mais à esquerda, optaram pelas ações armadas. Algumas, mesmo
que não tivessem laços com o movimento operário, muito menos com sindicalismo oficial, que
ainda não tinham se envolvido integralmente na luta armada, ou o fariam em escala crescente
posteriormente, desenvolveram um trabalho que, a partir do interior das empresas e das
oposições sindicais, alcançou diretorias de sindicatos e promoveu movimentos grevistas de
impacto no período

Tem muita coisa ainda para resumir