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Nietzsche, filósofo alemão, afirma “ouse conquistar a si mesmo”.

Contudo, na contemporaneidade,
as pessoas passaram a tomar decisões baseadas, majoritariamente, em opiniões externas, e a mídia
contribui expressamente para tais ações. Desse modo, é fundamental analisar a influência midiática no
campo estético, sendo detentora de um poder que persuade os indivíduos a duvidarem de sua própria
beleza. Portanto, é notável sua autoridade na padronização da estética do brasileiro, a qual leva os
cidadãos a praticarem ações visando a aprovação alheia. Ademais, essa busca desmedida pode causar
danos psicológicos à pessoa, como distúrbios e outras doenças.
 
Em primeiro lugar, vale salientar a frase da nutricionista comportamental Isabel Moreno “A ditadura
da beleza nos cerca e nos cega”, expressando a tamanha persuasão do discurso midiático e da imposição
de um padrão de beleza a ser atingido. Tal afirmativa, somada ao dado da Sociedade Internacional de
Cirurgia Plástica Estética, o qual indica a realização de mais de 1 milhão de cirurgias plásticas, no Brasil,
em 2018, reflete a efetividade da mídia em manipular os cidadãos para que se sintam inferiores
esteticamente e, portanto, necessitem de seu auxílio para que, então, se tornem belos e sejam aceitos
socialmente. Desse modo, torna-se evidente o papel midiático na formação de uma população que busca,
cegamente, atingir um padrão a que lhe foi atribuída, mas que, para ser alcançado, coloca em jogo as
particularidades de cada indivíduo.

Em segundo lugar, é necessário ressaltar as consequências da busca desenfreada pelo padrão


estético instituído pela mídia. A exposição constante a imagens que reforçam uma beleza ideal causa, nos
indivíduos, uma comparação excessiva e doentia, a qual pode gerar o estresse, e, então, desencadear
sintomas de enfermidades como ansiedade e depressão, além de transtornos alimentares – tais como
anorexia e bulimia. Portanto, é fulcral atentar-se às exibições midiáticas desse padrão, visto que ele pode
não ser bem aceito socialmente, causando, assim, doenças que poderiam ser evitadas por meio do
controle da divulgação e valorização exacerbada do chamado “padrão ideal” de beleza.

Depreende-se, portanto, a necessidade de investigar a influência da mídia sobre a estética dos


brasileiros. Para tanto, cabe ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) regular,
efetivamente, a exibição de publicidades que incitem a adoção de padrões estéticos, promovendo, pois, a
diversidade de aparências. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação institua palestras
educativas, com o objetivo de alertar às crianças e aos jovens sobre a busca demasiada pelo ideal
imposto pela mídia, gerando, assim, adultos mais saudáveis e felizes com sua a aparência. Desse modo,
será possível garantir a individualidade e autoestima dos sujeitos.