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Art.

193 ao 232 dos direitos sociais:

1. Posso considerar que a estrutura normativa e ordem social são normas de


eficácia limitada ou contida, explique e fundamente.
São diversos os direitos sociais previstos na Constituição Federal que exigem
complementação pela legislação infraconstitucional para adquirirem eficácia plena. São
direitos sociais contemplados em normas constitucionais de eficácia limitada, que exigem a
atuação integrada do legislador ordinário.

2. Sobre a saúde prevista nos art. 196 a 200 CF, podemos afirmar ser uma garantia
ou um direito constitucional. Explique e Fundamente.
R: A saúde é um direito garantido, pois é dever do Estado promovê-la segundo artigo 196 da
Constituição Federal/88. Sendo regida pelos princípios da universalidade e da igualdade de
acesso a serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
A Constituição atribui ao Poder público o controle das ações e serviços de saúde, significa que
ele tem total poder de dominação sobre essas ações e serviços, no sentido de ter o controle,
e também de fiscalizar, conforme artigo 197 da CF/88.
De acordo com o artigo 198, o sistema único de saúde implica ações e serviços federais,
estaduais, distritais (DF) e municipais, guiado pelos princípios da descentralização, com
atenção as atividades preventivas, e da comunidade.

3.Sobre a assistência social prevista no art. 203 e 204 da CF podemos afirmar que
exista protecionismo do estado em relação as pessoas hora beneficiadas. Explique
e fundamente.
R: A Assistência Social é política pública de Seguridade Social, garantida na Constituição
Federal de 1988 e regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS - Lei Federal
9742/93, porém, não tem natureza de seguro social , porque não depende de contribuição.
Não há um total protecionismo , justo que as pessoas que necessitam de assistência
realmente precisam desse apoio, o Estado fornece a ajuda necessária pra a sobrevivência
desses indivíduos.

4. O que vem a ser o beneficio LOAS. Explique e fundamente.


R: Se trata do Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social – BPC, que
provem da Lei de Organização de Assistência Social – LOAS.
Esse benefício é para cidadãos pessoa portadora de deficiência e ao idoso com 70 (setenta)
anos ou mais que não tem como prover sua subsistência ou tê-la provida por familiares,
diferentemente do INSS, pensão, etc, pois para esses o beneficiário de alguma forma o
cidadão paga ou pagou sua contribuição para referido órgão.
Ouve-se muito de familiares de pessoas com algum tipo de deficiência que ele se
“aposentou”, porém o que acontece é o recebimento do benefício, às vezes o cidadão
consegue trabalhar ou fazer algo para obter o sustento, mas os familiares não o permitem
fazer, pois quando isso acontece, perdem tal benefício. De acordo com a Lei 8.742/93 em seu
Artigo 20, § 2º. “Para efeito de concessão deste benefício, a pessoa portadora de deficiência é
aquela incapacitada para a vida independente e para o trabalho”.
Entendem-se por serviços assistenciais as atividades continuadas que visem à
melhoria de vida da população e cujas ações, voltadas para as necessidades básicas.

5. Explique e fundamente a responsabilidade do estado, do estado membro,


municípios ao que se refere a educação.
R: Por constar dentre os direitos sociais, a educação é um direito fundamental. Seguindo
a linha de pensamento que os direitos fundamentais são os "direitos do ser humano
reconhecido e positivado na esfera do direito Constitucional positivo de determinado Estado"
(SARLET, 1998, p. 44), podemos dizer que o Estado passa a ter o dever de prestar serviços no
que envolve o direito de efetivar, garantir e aplicar a Educação à população.
Na condição de direito público subjetivo, a educação possui acesso gratuito aos níveis de
ensino, conforme o art. 208, § 1º da CF/88.
De acordo com o art. 211, da CF/88, “A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino”, pode-se
entender que, cada um será responsável pelas suas normas, instituições, seguindo assim os
parágrafos: § 1º - A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios,
financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional,
função redistributiva e supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades
educacionais e padrão mínimo de qualidade de ensino mediante assistência técnica e
financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. § 2º - Os Municípios atuarão
prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. § 3º - Os Estados e o Distrito
Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio.
Conclui-se que os Estados possuem autonomia em relação aos seus Sistemas de
Ensino, desde que não conflitem com os planos gerais traçados pela Lei de Diretrizes e Bases
da Educação.

6. Sobre a família, qual é a visão moderna da doutrina constitucional sobre o


conceito de família, explique e fundamente.
R: Nos termos do art. 226, a família é a base da sociedade e terá especial proteção do
Estado.
O conceito de família foi ampliado na Constituição de 1988, visto que, para efeito de proteção
pelo Estado, foi reconhecida como entidade familiar também a união estável entre homem e
mulher, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
Anteriormente só se reconhecia a sociedade biparental, evoluindo para o reconhecimento da
família monoparental onde se assegura a proteção especial para as mães solteiras, os pais
solteiros, a comunidade de pais e mães separados ou divorciados e eventuais filhos. Neste
sentido, nos termos do art. 226, §4, entende-se também como entidade familiar a formada
por qualquer dos pais e seus descendentes.
7. É dever do estado enquanto ente protetivo da criança e do adolescente
resguardar os direitos indisponíveis explique e fundamente.
R: A proteção às crianças e aos adolescentes é reforçada pela Convenção sobre os Direitos
da Criança e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente(Lei n. 8.069/90). No art. 227, caput, é
dever da família, da sociedade e do Estado, colocando-os salvo de toda forma de negligencia,
discriminação, exploração, assegurando à criança e ao adolescente, com prioridade , o direito
à vida, saúde, educação , alimentação, etc.
O art. 227, §3º, assegura à criança e ao adolescente o direito à proteção especial, que
abrange as seguintes garantias: proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a
menores de 18 anos; a idade mínima para admissão ao trabalho; garantia de direitos
previdenciários; garantias de acesso do trabalhador adolescente à escola; entre outras.
Com desdobramento dessa proteção especial por parte do Estado, o art. 227, § 4, estabelece
que a lei punirá severamente abuso, a violência, e a exploração sexual da criança e do
adolescente.

8. Podemos afirmar que os menores de 18 anos são inimputáveis penalmente


falando, explique e fundamente.
R: Nos termos do art. 228 da CF/88, são penalmente inimputáveis os menores de 18 anos,
sujeitos às normas da legislação especial.
É que há a presunção absoluta (juris et jure) da inimputabilidade para os menores de 18 anos.
Ainda que o menor pratique um fato típico e ilícito, jamais poderá ser responsabilizado na
esfera penal, pois lhe falta a imputabilidade (que é pressuposto da culpabilidade). O que
difere a maioridade penal da inimputabilidade penal é única e exclusivamente a consequência
jurídica do descumprimento da norma ou de um dever típico: se o agente for maior de 18
anos, ser-lhe-á imposta uma pena, se menor, uma medida sócio-educativa, que estão prevista
no E.C.A.

9. Sobre as terras disponibilizadas para os silvícolas eles detém a posse, o domínio


ou a propriedade explique e fundamente.
R: Declara-se primeiramente que essas terras são bens da União, tendo o seu domínio
justamente para preservá-las, havendo um vinculo embutido na norma, onde diz que as
terras são tradicionalmente ocupadas pelos indígenas, formando aí uma propriedade
vinculada ou reservada, garantindo assim o direito dos índios sobre ela.
Os indígenas têm sobre as terras a posse permanente e os direitos ao usufruto, logo são
terras inalienáveis e indisponíveis, presente no artigo 231, § 2º.
No que tange as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios podemos dizer que se
fundamentam em algumas condições, todas necessárias e não suficientes sozinhas, a
primeira: serem por eles habitadas em caráter permanente; segunda: ser utilizadas para suas
atividades produtivas; terceira: serem imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais
necessários a seu bem estar e quarta condição serem necessárias as sua reprodução física e
cultural, conforme o artigo 231, §1º.