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2.5.

ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS:

1. Conceitos fundamentais de economia.

A Teoria Econômica foca principalmente na análise e estudo da Escassez e de como a


sociedade trata este problema fundamental.

Do conflito entre Necessidades Ilimitadas X Recursos Escassos resulta quadros de


exclusões sociais (carência de bens materiais e não participação em decisões da sociedade),
quase sempre agravados pela vida em sociedade, que possui como características as
desigualdades sociais e a luta pela sobrevivência.

As necessidades (ilimitadas) são supridas pela utilização ou transformação dos recursos


(fatores de produção) materiais, técnicos, humanos e/ou financeiros. A má utilização
destes recursos também contribui para o agravamento da percepção da Escassez.

Apesar de termos enumerado os recursos como materiais, técnicos, humanos e financeiros a


doutrina costuma classificar os fatores de produção em 3 tipos fundamentais:
• Terra – Recursos naturais (inclui vegetação, subsolo, etc.) suscetíveis de serem
incorporados às atividades econômicas.
• Trabalho – Não limitado apenas à “mão de obra” (População Economicamente
Ativa). Envolve também todo o trabalho, técnico, administrativo e intelectual.
• Capital – Recursos utilizados no processo de trabalho (máquinas, ferramentas,
instalações físicas, etc.)

Ao analisar a escassez e a forma como as necessidades têm sido transformadas ao longo da


vida humana percebe-se claramente que o trabalho (centro da produção) é o motor da
vida social que tem sido utilizado para superar a escassez de recursos. Ou seja, sempre que
se detecta uma necessidade a solução tem sido a produção de algo (produto econômico) que
supra essa necessidade.

Diz-se que um produto é econômico, quando supõe a ocorrência de algum esforço


Humano para obtê-lo.

Diz-se que um produto é livre quando não é necessário esforço humano uma vez que há
uma quantidade ilimitada disponível na Natureza.

Como estamos estudando Economia, focaremos nos produtos do tipo econômico. Estes
produtos podem ser essencialmente de dois tipos: Bens e Serviços.

A produção de Bens e Serviços é, portanto, uma resposta direta ao problema da


Escassez.
Bens relacionam-se a produtos materiais (físicos ou palpáveis) enquanto Serviços
relacionam-se a produtos abstratos que envolvem a oferta de ações específicas,
geralmente, por pessoas especializadas (que dominam a técnica para realização).

Uma diferença importante entre Bens e Serviços está relacionada ao momento de produção
e consumo. Os bens são produzidos e consumidos em momentos bens distintos, enquanto
os serviços são consumidos no exato momento em que são produzidos. A pergunta que se
deve fazer, a grosso modo, é: É possível armazenar ou estocar essa produção ? Se a
resposta for positiva este produto é um bem, caso contrário trata-se de um serviço.

Subdivisão dos Bens em grupos:

• Bens de consumo (satisfazem a necessidade, individual, humana ):


o Não Duráveis –Tem por característica a necessidade de renovação freqüente
em virtude do seu desgaste/consumo rápido.
o Duráveis – Diferentemente dos não duráveis não precisam ser renovados
com freqüência.

• Bens de Capital – Enquanto os bens de consumo atendem às necessidades das


famílias os bens de capital atendem às necessidades das empresas. São bens
utilizados para a produção de outros bens. Pode-se dizer que são bens que
aumentam a eficiência do trabalho humano. (ex. Edifícios, Instalações, Máquinas e
Equipamentos).
• Bens Intermediários – Bens que passaram por alguma(s) etapa(s) de produção
mais ainda não estão acabados. Precisam ser transformados para atingir a um fim
específico.
• Bens Finais – Bens que passaram por todas as etapas de produção e que já estão
acabados e prontos para o consumo, seja familiar ou empresarial.
• Bens Públicos – Fornecidos pelo setor público, são não exclusivos e não
disputáveis.
• Bens Privados – Fornecidos pelo setor privado, são exclusivos e disputáveis. São,
portanto, negociáveis.

Diante destas noções iniciais pode-se expor agora a definição de Economia na


concepção de Viceconte (2007): “Ciência social que estuda a produção, a circulação e
o consumo dos bens e serviços que são utilizados para satisfazer as necessidades
humanas”.

Foi dado um destaque às palavras Produção, circulação e Consumo uma vez que se tratam
de processos da cadeia de produção onde muitas decisões são tomadas: “Como combinar os
fatores de produção ?” (Produtores), “Quanto de cada bem ou serviço irão comprar ?”
(Consumidores) e por aí vai.

É importante ter em mente que devido à escassez dos fatores de produção e de restrições
orçamentárias a decisão por usar mais de um fator implica conseqüentemente em usar
menos de outro fator. A doutrina por vezes chega a definir a Economia como sendo a
“Ciência das escolhas”.

Cada vez que se faz uma escolha, aquilo que se deixa de produzir ou consumir é chamado
pela doutrina de Custo de Oportunidade. Visando minimizar o impacto dos custos de
oportunidades as organizações sociais costumam se fazer 3 questionamentos básicos:

- O que produzir? Ou seja, quais bens e serviços serão priorizados, dado que a escassez de
recursos impossibilita produzir tudo o que a sociedade deseja;
- Como produzir? Isto é, quais técnicas serão utilizadas, que proporção de cada fator de
produção será adotada na produção de cada bem e serviço;
- Para quem produzir? Quer dizer, ao final de tudo, quem irá adquirir e consumir os bens
e serviços produzidos – esta questão relaciona-se com a distribuição de renda na sociedade.

Cada resposta (ou melhor, cada conjunto de respostas) implica num determinado Sistema
Econômico: um conjunto de leis, instituições, regras e atitudes sociais que envolvem toda a
atividade produtiva (produção, circulação, distribuição e consumo de bens e serviços).

Pode-se dizer que há uma certa bipolaridade quanto aos sistemas econômicos existentes:
Sistema Capitalista (Economia de Mercado) X Sistema Socialista

A Economia de Mercado é o sistema econômico predominante hoje em dia, até por conta
do enfraquecimento dos regimes socialistas. Neste tipo de economia as decisões são
descentralizadas, empresas (unidade produtiva) e famílias (unidade consumidora) tomam
decisões de forma individual de acordo com as suas necessidades e interesses.

As decisões das empresas, neste sistema econômico, costumam ser pautadas em indicações
do mercado: Preço X Fatores de produção. Preços em alta indicam interesse de
consumidores e quando conciliado com os baixos salários pagos aos trabalhadores (fator de
produção: Trabalho) tende a potencializar o Lucro.

As Famílias (Consumidores) costumam pautar suas decisões de acordo com suas rendas*
(remuneração recebida pelas famílias em troca do fornecimento dos fatores de produção
para as empresas) e com os preços praticados no mercado.

É justamente o equilíbrio destas duas forças (Famílias X Empresas) no mercado que


determina “o quê”, e “para quem” produzir.

A resposta ao questionamento de “Como Produzir” é dado pela concorrência entre os


produtores que optam por adotar a combinação dos fatores de produção que proporcionem
o menor custo de produção (conseqüentemente maior Lucro).

* Classificação das Rendas ( gravar mnemônico “SALJ”):


• Salários – Remuneração do fator de produção Trabalho.
• Juros e Lucros – Remuneração do fator de produção Capital.
• Aluguéis – Remuneração do fator de produção Terra (Recursos Naturais e bens de
capitais arrendados a terceiros)

Neste tipo de sistema o governo tende a ser o mais liberal possível, limitando-se a manter
as regras gerais e evitando abusos, interferindo pouco nas decisões das empresas e das
famílias.

Assim como em outras ciências, a Economia utiliza-se de modelos (abstratos, pois são
formulados a partir de hipóteses) para melhor compreensão do funcionamento do mundo.

Há na Economia dois modelos básicos bastante importantes: o fluxo circular da renda e a curva
das possibilidades de produção.

Fluxo Circular da Renda

Este diagrama representa, de forma bastante simplificada, as atividades econômicas existentes


no mundo. Parte-se do pressuposto que não há influência do Estado nem no Comercio
Internacional nesta economia e que portanto as decisões mais importantes são tomadas apenas
por dois agentes econômicos: Família e Empresa. Essas decisões são pautadas, também de
forma simplificada, em apenas dois grandes mercados: de Bens e Serviços e de Fatores de
Produção. As Famílias e as Empresas podem portanto operar em um ou em outro mercado
como Ofertante ou como Demandante.
No circuito interno do diagrama, as empresas usam os fatores para produzir bens e serviços
que, por sua vez, são vendidos às famílias nos mercados de bens e serviços. Portanto, os
fatores de produção fluem das famílias para as empresas, e os bens e serviços fluem das
empresas para as famílias.

O circuito esterno do diagrama mostra o fluxo de dinheiro. As famílias gastam dinheiro


para comprar bens e serviços oferecidos pelas empresas. As empresas usam parte da receita
de suas vendas para pagar os fatores de produção, como, por exemplo, salários aos
funcionários. O que sobra é lucro dos donos das empresas, que por sua vez são membros
das famílias. Portanto, a despesa com bens e serviços flui das famílias para as empresas e a
renda, em forma de salários, de aluguéis e de lucros, flui das empresas para as famílias.

Curva das Possibilidades de Produção

Este modelo parte-se do pressuposto, para fins de simplificação, que apenas dois bens são
produzidos, e que em decorrência dos recursos (fatores de produção) serem escassos, faz-se
necessário definir quanto de cada bem (“O que”) deve ser produzido. Como os recursos são
escassos deve-se ter em mente que a utilização de recursos para a produção de um dos bens
implica necessariamente na não disponibilidade destes recursos para a produção do outro bem
(é o chamado custo de oportunidade já visto anteriormente).

Se quantificarmos hipoteticamente os fatores de produção existentes e utilizarmos todos eles na


produção de um dos bens (vamos chamar de bem X) chegaremos a um número n de bens
produzidos. Nesta situação inicial temos como fruto de nossa produção n bens X e nenhum
(zero) bens Y (o outro bem passível de produção). De acordo com os interesses da sociedade
pode-se ter a necessidade de produzir alguns bens Y em detrimento de outros tantos bens X
(não esquecer nunca do custo de oportunidade).

Os doutrinadores que criaram este modelo identificaram, a partir de dados estatísticos


históricos, que quando fatores de produção são deslocados da produção de um bem, na qual
aquela sociedade em específico é especialista, para a produção de um outro bem, na qual não há
o domínio perfeito da técnica, há sempre uma utilização não otimizada dos fatores de produção,
de modo que à medida que a produção deste novo bem cresce a produtividade em sua produção
decresce. A conseqüência desta constatação é que ao confrontar o número de bens produzidos
para cada um dos bens (X e Y) chega-se sempre a uma curva de formato côncavo.
É justamente essa concavidade voltada para a origem que indica que o custo de oportunidade é
crescente. A curva cheia indica portanto o limite que é possível produzir dos bens X e Y a
partir dos fatores de produção disponíveis. Neste modelo assume-se como pressuposto que não
há inovação tecnológica na produção dos bens de modo que não há como reduzir o custo de
oportunidade ao deslocar os fatores de produção de um bem para outro.

Um ponto fora da curva de produção só pode ser obtido se ocorrer um fato econômico
conhecido como Acumulação, que é quando ocorre um processo de expansão provocado pela
melhoria qualitativa dos fatores de produção preexistentes ou quando ocorre uma inovação
tecnológica que permite uma produção maior de bens a partir do mesmo quantitativo de fatores
de produção.

Um ponto dentro da curva, por seu turno, indica que os fatores de produção não estão sendo
utilizados em sua capacidade plena.

A Economia é subdividida, para efeito de estudo, em dois campos: Macro e Microeconomia.

A Microeconomia estuda as unidades de produção (empresas) e as unidades de consumo


(famílias), individualmente ou em grupos.

Já a Macroeconomia estuda os grandes números da economia, sem decompô-los. Questões tais


como a taxa de crescimento do produto e da renda nacional, o nível de emprego e o
desemprego, a inflação, as taxas de juros, a receita e a despesa do governo ou o comércio
exterior são algumas das principais abordadas pelos macroeconomistas. Como eles não são
decompostos, mas vistos de forma total (ou agregada), costuma-se falar de “agregados
macroeconômicos”.

Obviamente, os dois métodos se completam: pode-se iniciar por um ou outro. Não são
excludentes, mas complementares.

Teoria de equilíbrio do mercado. Fatores que influenciam a oferta


e a procura por bens e serviços. Efeitos

de deslocamentos das curvas de procura e oferta. Elasticidades -


preço da procura e da oferta.

Elasticidade - renda da procura.


2. Teoria da produção. Custos de produção. Curva de oferta. 3.

Equilíbrio da firma nas estruturas de mercado, no curto prazo, em


concorrência perfeita, concorrência

monopolística, oligopólio e monopólio. 4. Função de custo: curto


e longo prazo, custo fixo

e variável. Custo marginal e custo médio. Incidência do imposto


sobre vendas no mercado de

concorrência perfeita. 5. Teoria do consumidor. Preferências.


Curvas de indiferença. Limitação

orçamentária. Equilíbrio do consumidor. Classificação de bens:


normais, inferiores, bens de giffen,

substitutos e complementares. Excedente do consumidor. 6.


Fatores de produção. Função de

produção e suas propriedades. Isoquantas. Elasticidade de


substituição. Rendimentos de fator,

rendimentos de escala. Curvas de isocusto. 7. Conceitos básicos


de contabilidade nacional. Deflacionamento

do produto. Contas nacionais do Brasil. 8. Teoria de


determinação da renda. Renda

nacional de equilíbrio. 9. Noções sobre as teorias de inflação.


Inflação de demanda. Inflação de

custos. Inflação inercial. Inflação monetária. 10. Economia do


setor público. Políticas fiscal,

monetária e cambial e as funções do Estado. Efeitos da atuação


do Estado na economia. 11.

Sistema tributário como instrumento de distribuição de renda.


Princípios de tributação. Impostos

regressivos e progressivos. Impostos sobre consumo em cascata


e sobre valor adicionado. Impacto
da carga tributária na atividade econômica e na distribuição de
renda. 12. Conceito de déficit

público: a dívida pública no Brasil. Política fiscal: equilíbrio


orçamentário; estabilização da moeda.

13. Federalismo fiscal: políticas e critérios de distribuição de


receitas e encargos entre as

esferas do governo. Pacto federativo e as políticas públicas. 14.


Tópicos da Lei de Responsabilidade

Fiscal: princípios, objetivos, efeitos no planejamento e no


processo orçamentário; limites

para a despesa de pessoal; limites para dívida; “regra de ouro”


(Constituição da República, art.

167, III); mecanismos de transparência fiscal. Renúncia de receita.


Geração de despesas. Transferências

voluntárias: conceito, requisitos. Destinação de recursos para o


setor privado: requisitos,

vedações. Relatórios de gestão fiscal e resumido da execução


orçamentária. Transparência e

fiscalização da gestão fiscal. 15. Fundo Constitucional do Distrito


Federal.