Resumo: Este trabalho apresenta os resultados de pesquisa realizada junto aos jornalistas dos
três principais jornais paraibanos: Jornal O Norte, Jornal da Paraíba e Correio da Paraíba, acerca
do uso de redes sociais como fontes jornalísticas nas redações dos jornais impressos da Paraíba.
O objetivo principal é identificar o uso de redes sociais no dia a dia das redações, além de anali-
sar de que forma as informações das redes sociais são usadas nas matérias jornalísticas. Os re-
sultados obtidos pela pesquisa mostram o panorama atual do processo de produção jornalística
das redações paraibanas no que se refere ao uso de redes sociais. A pesquisa traz ainda dados do
uso de redes sociais por jornalistas ao redor do mundo e no Brasil.
1. INTRODUÇÃO
O jornalismo foi bastante reformulado após a introdução do computador nas re-
dações. A chegada da internet às empresas jornalísticas também provocou mudanças na
feitura das notícias e na maneira como elas são divulgadas (BALDESSAR, 2003). Essas
mudanças são objeto de estudo da academia e uma discussão importante é o debate a
respeito de como as redes sociais podem contribuir e atuar junto aos veículos jornalísti-
cos.
Através das redes sociais na Internet, o jornalista tem acesso a um número infini-
to de fontes especializadas e críveis, além de acesso a diversas informações que podem
gerar matérias. Essa característica pode auxiliar na busca por um especialista mais apro-
priado para comentar uma matéria ou mesmo receber informação em primeira mão de
alguém que está presente ou próximo a um acontecimento. Os sites de redes sociais po-
1
Pesquisa realizada para obtenção do título de Especialista em Redação Jornalística pela Universidade
Potiguar
2
Mestranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB), linha de pesquisa Culturas Midiáticas Audiovisuais, bolsista Capes.
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dem também auxiliar a refinar uma informação, encontrar novas impressões e completar
uma cobertura.
Diante destas premissas, o objetivo principal da pesquisa aplicada é identificar o
uso das redes sociais como fonte de informação jornalística. Para isso aplicamos questi-
onário para pesquisar a rotina de trabalho dos jornalistas que atuam nos três principais
jornais impressos do Estado: Jornal O Norte, Correio da Paraíba e Jornal da Paraíba. A
mostra pesquisada é composta de 24 jornalistas e as questões principais que buscamos
responder no presente trabalho são: Os jornalistas paraibanos participam das redes soci-
ais? Eles utilizam as redes sociais como fonte jornalística? Como as informações das
redes sociais auxiliam o trabalho dos jornalistas paraibanos?
A pesquisa investiga o uso das redes sociais Orkut, Twitter, Facebook, MySpace
e Flickr, escolhidas por serem as redes de maior representatividade no Brasil. O artigo
apresenta dados que caracterizam as formas de uso das redes sociais como fonte para
jornalistas no mundo e no Brasil. Por fim, trazemos a pesquisa aplicada aos jornalistas
paraibanos e fazemos uma análise das respostas fornecidas por eles.
1 – Jornalismo e tecnologias
Historicamente, a evolução do jornalismo está diretamente ligada ao desenvol-
vimento tecnológico desde os primórdios da atividade. A partir do século XV, com a
invenção da prensa de tipos móveis por Gutenberg, as invenções tecnológicas que se
seguiram a partir daí só fortaleceram a difusão da informação. A tabela abaixo apresenta
as principais invenções tecnológicas relacionadas com a difusão de informação e, con-
sequentemente, com o jornalismo.
Para Baldessar (2003), a nova racionalidade, regida por critérios como desempe-
nho, produtividade e rentabilidade, consolida a empresa jornalística como indústria. Se
a produção jornalística foi bastante reformulada após a introdução do computador nas
redações, o mesmo aconteceu com a chegada da Internet às empresas jornalísticas, que
provocou mudanças também na maneira como as notícias são divulgadas. Também fo-
ram nas décadas de 1980 e 1990 que apareceram os primeiros computadores conectados
à internet nas principais empresas jornalísticas do mundo. O público, em geral, também
começou a conhecer e a ter acesso à rede neste período.
Uma rede social é definida como um conjunto de dois elementos: atores (pes-
soas, instituições ou grupos; os nós da rede) e suas conexões (interações ou
laços sociais). Uma rede, assim, é uma metáfora para observar os padrões de
conexão de um grupo social, a partir de conexões estabelecidas entre diversos
atores. A abordagem de rede tem, assim, seu foco na estrutura social, onde
não é possível isolar os atores sociais e suas conexões. (RECUERO, 2009,
p.24)
Segundo Machado (2002), as redes são uma espécie de ferramenta para nutrir os
jornalistas das organizações convencionais com conteúdos complementares aos coleta-
dos pelos métodos tradicionais e o ciberespaço pode ser usado como fonte pelos jorna-
listas. Mas é notório que a estrutura descentralizada do ciberespaço complica o encontro
de fontes e páginas confiáveis. Todavia, a multiplicação das informações nas páginas
individuais, nos bancos de dados públicos e nas redes de circulação de notícias aumenta
a chance de ocorrer um deslocamento do lugar das fontes da esfera oficial ou oficiosa
para o domínio público, estimulando a diversificação.
Informação de qualidade, fiável e credível coexiste com grandes quantidades
de informação falsa ou pouco rigorosa. A informação online é uma mistura e
deve ser tratada da mesma forma que os jornalistas tratam outra informação
que encontram no decorrer da reportagem. A boa e a fiável edição e filtragem
da informação tornam-se ainda mais importante na Web, onde qualquer usuá-
rio pode publicar qualquer coisa fazendo-a parecer substancial. (BASTOS
apud LIMA JUNIOR, 2007, p.13)
Através das redes sociais, o jornalista tem acesso a um número infinito de fontes,
mais especializadas e a um número infinito de informações que podem gerar matérias.
Essa característica pode auxiliar a encontrar um especialista mais apropriado para co-
mentar uma matéria ou mesmo receber uma informação em primeira mão de alguém
que está presente ou próximo do ocorrido. Os sites de redes sociais podem também au-
xiliar a refinar uma informação, encontrar novas impressões e completar uma cobertura.
3. A fonte jornalística
As organizações jornalísticas constroem e mantêm uma rede noticiosa para res-
ponder ao desafio constante de dar conta da avalanche de acontecimentos, sobretudo os
inesperados. Para Traquina (2005) a relevância da distribuição da rede noticiosa é uma
questão central no processo de produção da notícia. A distribuição dessa rede articula-se
com as questões de noticiabilidade. “Assim, as fontes são quem são porque estão dire-
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Segundo Traquina (2005), a lógica por trás da colocação da rede noticiosa pres-
supõe uma compreensão 1) da seriedade que existe na relação entre jornalistas e fontes;
2) do investimento feito no cultivo das fontes; e 3) dos critérios de avaliação que os
membros da tribo jornalística utilizam na interação com os diversos agentes sociais. O
teórico afirma ainda que para os jornalistas, qualquer pessoa pode ser uma fonte de in-
formação, como uma conhecedora ou testemunha de determinado acontecimento ou
assunto.
Um dos aspectos fundamentais do trabalho jornalístico é cultivar as fontes. O
desenvolvimento dessa relação é um processo habilmente orientado com paciência e
capacidade de conversação sobre interesses comuns, até formar um clima de confiança.
Às vezes, o jornalista pode cultivar a fonte invertendo o processo normal, isto é, dando
informação à fonte.
3
http://www.osnumerosdainternet.com.br/redes-sociais-foram-acessadas-por-86-dos-internautas-ativos-
em-fevereiro/
4
http://us.cision.com/journalist_survey_2009/GW-Cision_Media_Report.pdf acesso em fevereiro de
2010.
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que por sua vez consultam mais fontes digitais do que os profissionais de revistas sema-
nais ou especializadas.
A pesquisa mostra ainda que as redes sociais foram citadas por 60% dos entre-
vistados como o veículo mais usado para publicar e distribuir material produzido por
jornalistas profissionais. O Twitter aparece com 57% de preferência na divulgação de
informações pelos jornalistas e ainda como uma tendência de alta. O estudo mostrou
ainda que, no caso do Twitter, 43% dos profissionais medem a repercussão do seu tra-
balho pela quantidade de seguidores.
No Brasil, pesquisa realizada entre os meses de julho e setembro de 2009, pela
S2 Comunicação Integrada5, e divulgada em novembro do ano passado, mostra que os
profissionais de jornalismo usam o Orkut (83,46%) e o Twitter (48,77%) como suas
redes sociais favoritas. O Facebook vem em terceiro lugar, com 33,11% da preferência.
As demais redes sociais apresentam a seguinte situação em relação ao seu uso por jorna-
listas: Myspace (20,09%), Flickr (18,94%) e Linkedin (15,81%). O estudo teve por fina-
lidade diagnosticar os hábitos dos jornalistas brasileiros dentro das redes sociais e da
Web 2.0. Setenta e dois por cento dos jornalistas usam as redes sociais com finalidade
profissional e pessoal, segundo a pesquisa.
O estudo demonstra, assim, que o surgimento das redes sociais deflagrou uma
mudança significativa na forma de trabalhar dos profissionais de jornalismo o que, por
sua vez, acarretou numa mudança de postura das empresas. Hoje, a prática do jornalis-
mo é feita com a ajuda das redes sociais, que servem de fonte de pesquisa e informação.
O Orkut, por exemplo, foi mencionado por 40% dos entrevistados como uma grande
fonte de informação, chegando a quase 60% no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O
Twitter, apesar de mais recente, está no mesmo patamar.
Outros números revelados pela pesquisa mostram que o local mais usado pelos
jornalistas para acesso às redes sociais é a casa deles. Cerca de 75% dos profissionais
pesquisados em São Paulo e na região Sul preferem acessar de casa e 68% nas regiões
Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O uso das redes acontece em menor grau no
5
http://www.s2.com.br/s2arquivos/530/Multimidia/PesquisaRedesSociais-S2-Outubro09.pdf acesso em fevereiro de
2010.
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trabalho, cerca de 50% em todas as regiões. A maioria dos jornalistas afirmou que usa
as redes sociais tanto para propósitos pessoais como profissionais.
de 2 a 3 22,3%
4 vezes ou mais 27,7%
Este item mostra que metade dos jornalistas que responderam à pesquisa atualiza
seus perfis nas redes sociais uma vez por semana. A outra metade está dividida entre os
que atualizam até três vezes seus perfis e mais de quatro vezes. O item mostra que os
jornalistas são bastante ativos quanto à atualização de seus perfis. Nesse item não con-
tabilizamos o número de acessos ao Twitter, visto que a dinâmica dessa rede social dife-
re das demais, pois as atualizações no Twitter não estão ligadas aos perfis, mas a respos-
ta fornecida à ferramenta a partir do login de usuário.
Este dado revela que a grande maioria dos jornalistas paraibanos acessam às
redes em suas residências. Embora em alguns casos haja acesso nos locais de trabalho
esse acesso é monitorado, visto que os três jornais pesquisados restringem o acesso a
redes sociais. Apenas os computadores da chefia podem acessar as redes, as máquinas
dispostas nas redações possuem filtros de acesso. A medida é justificada como forma de
manter a produção do jornal, já que as chefias alegam que as redes sociais, principal-
mente o Orkut e Facebook, “causam dispersão e atrapalha a produção diária do jornal”,
a justificativa foi dada pela Secretária de Redação do Jornal da Paraíba e acompanhada
pelo Editor do Caderno Cidades do Correio da Paraíba e pelo Editor Geral do Jornal O
Norte. O acesso é permitido no local de trabalho quando as informações contidas nas
redes sociais são essenciais para checar uma informação. Desde o início de 2010 o uso
do Twitter se intensificou nas redações em virtude do ano eleitoral, pois vários políticos
paraibanos possuem contas no Twitter, eles são monitorados pelas redações dos jornais
impressos, essa tarefa fica a cargo dos editores de política dos três jornais.
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Uma hora por semana é o tempo dedicado a navegação nas redes sociais pela
maioria dos jornalistas pesquisados. Parcela importante da amostra pesquisada passa de
uma hora até três horas navegando nas redes sociais. É importante destacar que algumas
redes, como o Twitter e Orkut, possuem mecanismos adicionais para consulta, sem que
seja necessário acessar o site. O Orkut oferece a opção de envio de recados para o email
dos usuários. Já o Twitter possui ferramentas próprias que mostram as atualizações dos
usuários na tela dos navegadores Windows Explorer e Firefox. Com isso, mesmo que
não acesse os sites do Orkut e Twitter, os usuários podem obter informações quando
conectados à internet.
Redes Sociais
TWITTER 94,5%
ORKUT 55,5%
MYSPACE 16,7%
FACEBOOK 5,6%
FLICKR 5,6%
LINKEDIN 0%
O Twitter aparece como a rede social mais utilizada pelos jornalistas paraibanos
como fonte de informação. A preferência por esta rede social pode ser explicada, em
parte, pelo ano eleitoral que levou vários políticos paraibanos a usar a ferramenta. O
crescimento do número de usuários também é fator importante que leva aos acessos ao
Twitter, já que a ferramenta se tornou popular no Brasil desde o início do ano de 2009.
Em segundo na preferência dos jornalistas paraibanos está o Orkut, a ferramenta fun-
ciona basicamente através de perfis e comunidades. Os perfis são criados pelas pessoas
ao se cadastrar, que indicam também quem são seus amigos (onde aparece a rede social
conectado ao usuário). As comunidades são criadas pelos indivíduos e podem agregar
grupos. Nesse item a soma excede os 100% já que podia ser indicada mais de uma rede
social.
A grande maioria dos jornalistas afirma obter informações de redes sociais para
elaborar pautas ou matérias. O percentual é um indicativo de que, a partir das informa-
ções disponibilizadas nas redes sociais, os jornalistas podem elaborar pautas sem, ne-
cessariamente, utilizar essas informações de forma direta como demonstra o item se-
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guinte. Quando perguntados se utilizam as redes sociais como fonte jornalística, o per-
centual dos que usam caí para 54,2%, isso se deve a dinâmica da produção jornalística,
já que através das redes sociais os jornalistas podem obter informação para uma pauta,
mas o desenrolar da matéria pode não incluir consultas as redes sociais. Por outro lado,
uma matéria pode ter como personagem principal um usuário de rede social. Desse mo-
do, a utilização das redes sociais está diretamente ligada ao processo de construção da
matéria.
Tabela 9 – Percentual dos que usam redes sociais como fontes jornalísticas
Usa rede social como fonte jornalística
SIM 54,2%
NÃO 45,8%
Total Geral 100%
6. CONCLUSÃO
As fontes de informação são um capital imprescindível do jornalismo e dos jor-
nalistas e elas são organizadas a partir de exigências dos procedimentos produtivos. O
aumento da participação de usuários nas redes sociais da internet e a dinâmica própria
de cada rede social está fazendo dessas redes importante fontes de informação, justa-
mente pro agregarem diversas pessoas, cada uma delas detentora de conhecimento.
Que as redes estão alterando a rotina de produção jornalística é fato atestado pe-
las pesquisas sobre o tema, não só no Brasil, mas em vários países, principalmente Es-
tados Unidos, de onde herdamos grande parte do “fazer jornalístico”, visto que o mode-
lo americano foi implementado há décadas pelas empresas jornalísticas brasileiras.
Tais pesquisas mostram que as redes sociais estão sendo usadas por jornalistas
como fonte, embora elas também revelem cautela dos profissionais sobre as informa-
ções contidas nas redes sociais. Os estudos, tanto no Brasil quanto em outros países,
demonstram que o surgimento das redes sociais deflagrou uma mudança significativa na
forma de trabalhar dos profissionais de jornalismo o que, por sua vez, acarretou numa
mudança de postura das empresas. Hoje, a prática do jornalismo é feita com a ajuda das
redes sociais, que servem de fonte de pesquisa e informação.
As redações paraibanas, tema central do presente estudo, também aderiram às
redes sociais. Os jornalistas pesquisados afirmaram estar inseridos em redes sociais e
fazerem uso das informações contidas nelas em pautas e matérias. O estudo também
revelou que a prática ainda não é uma constante, pois as fontes oficiais são as primeiras
a serem buscadas na obtenção de material jornalístico. Por outro lado, a pluralidade de
tipos humanos e assuntos encontrados nas redes sociais estão fazendo com que elas ga-
nhem espaço nas redações. Principalmente para a busca de assuntos que podem se tor-
nar pauta para matéria.
Os jornalistas que disseram utilizar informações das redes sociais como fonte
jornalística ainda não as usam por completo, mas partem de uma informação publicada
e seguem apurando os dados até a obtenção do material desejado. A checagem de in-
formações é prática obrigatória para a elaboração de matéria e a diversificação das in-
formações nas redes sociais podem não permitir a completa checagem do que é publica-
do na internet.
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TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo: porque as notícias são como são. Vol 1. Flori-
anópolis: Insular, 2005.
Bien plus que des documents.
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