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Departamento de Formação

Tricalc

Manual de Iniciação Rápida


Programa Arktec Tricalc
Arktec Portugal, Lda Página 2
Conteúdo

1. Âmbito de Aplicação ....................................................................................................... 5


2. Preparação da Área de Trabalho ..................................................................................... 6
3. Explicação dos Menus do programa ................................................................................. 7
4. Visualização do modelo estrutural.................................................................................... 8
5. Eixos Gerais, Principais e Locais .................................................................................... 11
6. Definição de um pórtico 2D ........................................................................................... 14
7. Cálculo, Dimensionamento, Análise e Pormenorização do Pórtico .................................... 24
8. Introdução de lajes, paredes e muros ............................................................................ 27
9. Funções ‘Copiar’, ‘Colar’, ‘Reverter’, ‘Repetir’ e ‘Conjuntos’ .............................................. 30
10. Métodos de Definição de Estruturas Tridimensionais ....................................................... 32
a) Os ficheiros DXF\DWG ............................................................................................ 32
Importar DXF 2D e 3D como estrutura....................................................................... 32
Importar DXF\DWG como vegetais\layers de arquitectura ........................................... 33
b) Os Modelos BIM e o formato IFC ............................................................................. 38
c) Funções automáticas do programa Tricalc ................................................................ 41
A partir do assistente ‘Nave’ do programa Tricalc ....................................................... 41
A partir do assistente ‘Rede’ do programa Tricalc ....................................................... 42
11. Acções ......................................................................................................................... 43
a) Opções de Combinação de Acções ........................................................................... 43
b) Definição e Introdução de Acções ............................................................................ 43
c) Acção do Sismo ...................................................................................................... 44
12. Pré-dimensionamento do modelo Estrutural ................................................................... 46
a) Materiais ................................................................................................................ 46
b) Pré-dimensionamento realizado pelo Projectista ....................................................... 46
c) Pré-dimensionamento realizado pelo Programa ........................................................ 49
13. Verificação de Geometria .............................................................................................. 51
14. Cálculo de Esforços ...................................................................................................... 53
Opções de Cálculo de Esforços ................................................................................ 53
15. Dimensionamento e Comprovação de Elementos Estruturais ........................................... 55
Opções de Dimensionamento e Comprovação ............................................................ 55
Lajes Unidireccionais: Vigotas, Chapa Perfilada, Alveolares, In-situ, etc ....................... 60
Cálculo ao Fogo........................................................................................................ 68
16. Resultados e Gráficos ................................................................................................... 69
Listagens .................................................................................................................... 69

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Gráficos ...................................................................................................................... 70
17. Armaduras de Elementos e Desenhos de Planos ............................................................. 72
18. Composição de Folhas .................................................................................................. 74
19. Peritagem e Edição de Armaduras ................................................................................. 77
20. Exercício Final: Modelação de uma Estrutura 3D............................................................. 80

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Tricalc - Cálculo Tridimensional de Estruturas

1. Âmbito de Aplicação

Tricalc realiza um cálculo tridimensional de estruturas de betão armado, aço, madeira e de


qualquer outro material, desde que se especifiquem as suas características. O cálculo
tridimensional efectuado pelo Tricalc realiza-se com base numa única matriz de rigidez para
toda a estrutura, com as vantagens inerentes em termos de minimização de possíveis erros
de modelação e na ausência de simplificações inerentes a cálculos realizados em separado.
Tricalc permite a inclusão no modelo estrutural de pilares, vigas, diagonais, sapatas simples,
sapatas conjuntas, vigas de equilíbrio, lajes de fundação, vigas flutuantes, paredes de
contenção periférica, maciços de encabeçamento, estacas, placas de ancoragem, lajes de
vigotas pré-esforçadas, metálicas, in-situ, lajes alveolares, lajes de cofragem perfilada, lajes
maciças vigadas, lajes maciças fungiformes, lajes fungiformes aligeiradas, alvenarias de
termoargila e blocos de betão, muros de cave e em consola, escadas e rampas. O cálculo de
todos os elementos realiza-se de forma integrada. Tricalc permite ainda o dimensionamento
e pormenorização de todos os elementos de betão armado, bem como a comprovação dos
elementos de aço, alumínio e madeira.
Como facilmente se pode depreender da extensa lista acima apresentada, Tricalc permite o
cálculo, dimensionamento e pormenorização de estruturas com tipologias bastante diversas.

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2. Preparação da Área de Trabalho

O objectivo deste ponto é organizar as barras de ícones e as caixas de selecção de planos e


pórticos de forma a optimizar o trabalho com o programa. Com o botão direito do rato clica-
se num dos bordos do programa e activam-se, dimensionam-se e encastram-se as barras de
ícones representadas na imagem seguinte (indicam-se os respectivos nomes). Para
desencastrar qualquer barra de ícones ou janela de resultados basta clicar 2x com o botão
esquerdo do rato no seu friso lateral. Para visualizar uma janela que fique parcialmente fora
da área de trabalho sem a encastrar pressionar a tecla ‘Ctrl’ enquanto se move e solta a
janela.

Ver vídeo explicativo em:


http://www.youtube.com/watch?v=1IDO2fJcon8

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3. Explicação dos Menus do programa

A organização de menus no programa Tricalc é bastante lógica e directa:

 Ficheiro
Semelhante aos restantes programas Windows este menu permite abrir e criar
projectos, definir opções de trabalho, importar ficheiros externos, etc.
 Edição
Igualmente semelhante aos restantes programas Windows, permite copiar e colar
estruturas ou parte de estruturas dentro do mesmo projecto ou para projectos
diferentes.
 Geometria
Introduzir ou modificar elementos no modelo estrutural. Definir a geometria do
modelo estrutural.
 Acções
Definir ou modificar as acções sobre o modelo estrutural. Definir as opções de
combinação de acções e a análise sísmica a realizar.
 Secções e Dados
Pré-dimensionar automaticamente ou manualmente as secções das barras. Criação
de novas secções não existentes na base de dados.
 Cálculo
Opções de cálculo de esforços e de dimensionamento de elementos.
Dimensionamento de elementos do modelo estrutural.
 Resultados
Listagens e gráficos com os resultados da análise (esforços, deslocamentos, tensões,
etc.). Pormenorização de armaduras. Preparação das folhas finais. Peritagens de
armaduras.
 Ajudas
Funções que ajudam a trabalhar com o programa.

Se analisarmos a sequência é directa: modelamos a estrutura no menu ‘Geometria’,


carregamos a estrutura no menu ‘Acções’, pré-dimensionamos (automaticamente ou
manualmente) no menu ‘Secções’, calculamos no menu ‘Cálculo’ e obtemos as listagens,
gráficos e desenhos no menu ‘Resultados’.

Ver vídeo explicativo em:


http://www.youtube.com/watch?v=eAH6_gY5RGs

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4. Visualização do modelo estrutural

Existem várias formas de visualizar o modelo estrutural: modo


‘Arame’ (analítico), modo ‘Sólido’ (renderização da estrutura) ou
modo misto ‘Sólido e Arame’.
Para visualizar a estrutura em modo ‘Sólido’ ou ‘Sólido e Arame’
deve activar a visualização da janela em modo ‘Render’.

Só é possível editar o modelo estrutural se estivermos em modo ‘Arame’ ou ‘Sólido e Arame’.

Também é possível controlar a parte da estrutura que se visualiza de um modo bastante


simples, com a barra de ícones ‘G.Plano’ e ‘Pré-definir Plano’

Ver vídeo explicativo em:


http://www.youtube.com/watch?v=TrvoT_uZmx4

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Tabelas de Consulta Rápida

Teclas Aceleradoras
F1 Activa\Desactiva representação da numeração das barras
F2 Activa\Desactiva representação da numeração dos nós
Shift+F2 Activa a função ‘Geometria\Nó\Translação…’
F5 Activa\Desactiva representação das acções
Shift+F5 Acções\Definir
F6 Activa\Desactiva representação do nome das secções
Shift+F6 Activa\Desactiva representação do corte das secções
F8 Centra a imagem no ecrã optimizando o zoom
F9 Redesenhar (actualizar informação do ecrã)
Shift+F9 Rebater plano de trabalho (vista em planta)
F10 Subir para a cota imediatamente acima
Shift+F10 Descer para a cota imediatamente abaixo
Alt+F10 Ir para a cota que se indique
F12 Activa visualização do plano de pórtico
BackSpace Retoma função anterior

Utilização do Rato
Botão Esquerdo Captura elementos existentes (nós, barras, lajes, etc)
Botão Direito Captura qualquer ponto do plano
Botão Direito + Arrastar Abrir janela de selecção
Roda + Shift Roda estrutura cima-baixo
Roda + Ctrl Roda estrutura esquerda-direita
Roda Zoom dinâmico
Roda + Pressionar\Empurrar Pan dinâmico

Ver vídeo explicativo em:


http://www.youtube.com/watch?v=Y3mIe4jA_4o

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5. Eixos Gerais, Principais e Locais

No Tricalc existem três tipos de eixos:

o Gerais – servem essencialmente para localizar os elementos no espaço


o Principais – servem essencialmente para a análise de esforços
o Locais – servem essencialmente para saber se a secção está rodada

Ver vídeo explicativo em:


http://www.youtube.com/watch?v=yZi-cZWJuI0

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Fx – Esforço axial
Esforço ao longo do eixo longitudinal X, com
origem no nó de menor numeração e
terminus no nó de maior numeração,
podendo ser de tracção ou compressão.

Fy – Esforço transverso (Vy)


Esforço de corte no plano Yp.

Fz – Esforço transverso (Vz)


Esforço de corte no plano Zp.

Mx – Momento Torsor
Momento em torno do eixo X.

My – Momento Flector Y (lateral em vigas)


Momento em torno do eixo Y.

Mz – Momento Flector Z (principal em vigas)


Momento em torno do eixo Z.

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Tabelas de Consulta Rápida

Esforços e Eixos em Tricalc


Esforço Axial Fx Forças segundo o eixo longitudinal (eixo X)
Momento Torsor Mx Rotação em torno do eixo longitudinal (eixo X)
Transverso em Y Fy Forças segundo o eixo Y
Momento Flector em Y My Rotação em torno do eixo Y (flexão lateral em vigas)
Transverso em Y Fz Forças segundo o eixo Z
Momento Flector em Y Mz Rotação em torno do eixo Z (flexão principal em
vigas)

Eixos Gerais Eixos Principais


(definição de geometria) (análise de esforços)

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6. Definição de um pórtico 2D

Vamos começar por introduzir, calcular e analisar um pórtico 2D.

 Em ‘Geometria\Rede’ inserir a seguinte informação

 Seguidamente seleccionar a função ‘Geometria\Sapata\Introduzir isolada’ e abrir uma


janela com o botão direito do rato envolvendo a totalidade da estrutura (ou clicar
com o botão esquerdo do rato nos nós dos apoios)

 Introduzir os lintéis de fundação (vigas de equilíbrio) seleccionando a função


‘Geometria\Lintéis de fundação\Por N Nós’ clicando com o botão esquerdo do rato
nos nós dos apoios ou no primeiro e último nó (o Tricalc coloca os nós intermédios).

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 Fazer consolas e um piso superior em parte do pórtico. Para tal vamos utilizar a
função ‘Geometria\Nó\Translação…’ que permite modificar a estrutura com
coordenadas relativas.
i. Seleccionar a função ‘Geometria\Nó\Translação…’ e preencher de acordo com a
imagem seguinte.

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ii. Seleccionar os nós 10 e 15 com uma janela de selecção

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iii. Realizar uma translação vertical dos nós 11, 12 e 13 conforme imagem
seleccionando os nós 11, 12 e 13 com uma janela de selecção (poderá rodar a
estrutura com os comandos da barra de ícones ‘Perspectivas’ por forma a
procurar uma vista que facilite a selecção simultânea dos três nós).

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iv. Criar um lado inclinado através do deslocamento vertical do nó 18 (150cm em
Ygeral)

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 Realizar a introdução, através da função ‘Acções\Definir’ das seguintes acções em
barras e nós:

1. Acção contínua de 15 kN/m em todas as vigas


(após definir a acção clicar em ‘Introduzir >>’ e clicar com o botão esquerdo do
rato em todas as vigas. Caso não apareçam representadas as acções carregar
na tecla F5).

2. Acção descontínua de 50 kN/m na viga 4 com a direcção (0,+1,0)


(após definir a acção clicar em ‘Introduzir >>’ e clicar com o botão esquerdo do
rato na viga 4. Caso não apareça representada a acção carregar na tecla F5).

3. Acção pontual a meia altura do pilar 9 de 15 kN e direcção (+1,0,0)


(após definir a acção clicar em ‘Introduzir >>’ e clicar com o botão esquerdo no
pilar 9. Caso não apareça representada a acção carregar na tecla F5).

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4. Acção pontual de 300 kN no nó 7.
(após definir a acção clicar em ‘Introduzir >>’ e clicar com o botão esquerdo no
nó 7. Caso não apareça representada a acção carregar na tecla F5).

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Aspecto final da estrutura após introdução das acções

 Realizar o pré-dimensionamento automático, através da função ‘Secções e


Dados\Pré-dimensionar: Automático’

 Realizar o pré-dimensionamento manual do pilar 9, 10 e 25 com um HEB 300,


através da função ‘Secções e Dados\Definir…’.

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 Definir as opções de dimensionamento para as barras de betão, de
comprovação para os pilares metálicos e de fundações para as sapatas e lintéis
através das funções (mais adiante no Manual explicam-se as opções de
dimensionamento e comprovação):
 Cálculo\Armaduras de barras\Opções\Gerais
 Cálculo\Perfis metálicos\Opções\Gerais
 Cálculo\Fundações\Opções\Gerais

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 Realizar a definição de pórticos de forma automática (para armar a viga como
contínua) através da função ‘Geometria\Pórtico\Automáticos’

Ver vídeo explicativo em:


http://www.youtube.com/watch?v=zVwNc_QeQro

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7. Cálculo, Dimensionamento, Análise e Pormenorização do Pórtico

Tricalc permite realizar o cálculo automático da estrutura através da função ‘Cálculo\Cálculo


automático’

Análise de esforços e Pormenorização de armaduras


Finalmente realizar a análise de esforços da estrutura e a visualização de armaduras com as
funções:

i. Resultados\Gráficos\M. flectores Z (ou qualquer outro esforço)


ii. Resultados\Gráficos\Deslocamentos
iii. Resultados\Listagens\Esforços\Esforços em nós 1
iv. Resultados\Listagens\Armaduras+Esforços Pilares
v. Resultados\Armaduras\Pórticos\Desenhar pórtico
vi. Resultados\Desenhos\Ver plano/desenho\Cota 0

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Após realizar a modelação, carregamento, cálculo, análise e pormenorização de armaduras
deste pórtico o utilizador deverá ser capaz de realizar outros pórticos semelhantes sem
dificuldade de maior. Refira-se que muitas estruturas tridimensionais geram-se a partir da
repetição de um pórtico tipo (armazéns, fábricas, etc.) pelo que o utilizador pode desde já,
experimentar a gerar estruturas 3D a partir de pórticos, utilizando a função
‘Geometria\Nó\Translação’ com n cópias do pórtico espaçadas de x cm no eixo geral Zg,
como na imagem seguinte, em que partindo do pórtico que criámos se gera uma estrutura
tridimensional.

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Ver vídeo explicativo em:
http://www.youtube.com/watch?v=VBHVlu8ZqdM

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8. Introdução de lajes, paredes e muros

Todas as funções utilizadas no caso bidimensional (pórtico) podem servir


para definir, calcular, analisar e pormenorizar também uma estrutura
tridimensional.
No nosso exemplo anterior realizámos, no final, uma translação do pórtico
em Zgeral obtendo uma estrutura tridimensional.

Podemos igualmente definir uma nova rede geométrica, conforme imagem


(com a função ‘Geometria\Rede’) e seguidamente, com a função
‘Geometria\Nó\Translação’, realizar qualquer modificação que se pretenda
no modelo definido.

As funções de cálculo, análise e obtenção de desenhos são similares às realizadas para o


pórtico.

Apenas existem alguns elementos novos que se podem introduzir e que vamos analisar de
seguida.

 Introdução de lajes
Utiliza-se a função ‘Geometria\Lajes aligeiradas-cofragem perfilada\Introduzir’ ou a
função ‘Geometria\Lajes fung. ali.- maciças – fundação\Introduzir’

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Seguidamente clica-se com o botão esquerdo do rato nos nós que definem o
contorno da laje e após voltar a clicar no primeiro nó (perímetro fechado) carregar
na tecla ‘Esc’ e clicar em dois nós que definam a direcção das vigotas ou a direcção
Xg para a armadura das lajes de grelha.

Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

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 Introdução de paredes resistentes

Utiliza-se a função ‘Geometria\Paredes resistentes\Introduzir’ e clica-se em dois nós


que definam a largura da parede. Seguidamente preenchem-se os dados da parede
conforme imagens.

 Introdução de muros de cave


Utiliza-se a função ‘Geometria\Muros de cave\Introduzir’ e clica-se em dois nós que
definam a largura do muro e num terceiro nó que defina a sua altura. Seguidamente
preenchem-se os dados do muro conforme imagens.

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9. Funções ‘Copiar’, ‘Colar’, ‘Reverter’, ‘Repetir’ e ‘Conjuntos’

Neste capítulo vamos analisar um conjunto de 5 funções que, pela sua grande utilidade,
merecem um destaque especial. Estas 5 funções podem agrupar-se em 3 tipos distintos de
acordo com a sua funcionalidade.

As funções de ‘Copiar’ e ‘Colar’ foram desenvolvidas com o intuito de permitir ao utilizador


copiar determinados elementos ou partes da estrutura e colocá-los em outras zonas da
mesma estrutura ou inclusive em outras estruturas. Pelas suas características estas duas
funções estão vocacionadas para copiar elementos individualmente (pilares, vigas, lajes,
escadas, etc.) ou partes da estrutura que sejam modulares e se repitam (por exemplo na
repetição de pórticos ou no desenvolvimento em altura de torres metálicas).

As funções de ´Repetir’ e ‘Reverter’ (muitas vezes conhecidas como função ‘undo’ e ‘redo’)
permitem ao utilizador reverter uma ou mais operações (que tenha efectuado e que não
deseje manter) e repetir uma ou mais operações que tenha efectuado.
As operações só são reversíveis se entretanto não tiverem sido efectuadas operações de
armazenamento ou cálculo da estrutura.

A função de ‘Conjuntos’ permite criar conjuntos de barras e vigas de laje, que poderão ser
explorados pelo utilizador para modificar ou atribuir propriedades de forma célere (atribuir ou
modificar a característica do conjunto em vez de atribuir ou modificar a característica para
cada um dos elementos individualmente).

 ‘Copiar’ e ‘Colar + Girar’


Esta função permite copiar uma parte da estrutura e colá-la na mesma estrutura ou
numa estrutura diferente. Vamos utilizar o pórtico que definimos anteriormente
Seleccionamos a função
‘Edição\Copiar, abrimos
uma janela de selecção
para a totalidade do
pórtico, carregamos na
tecla ‘Esc’ (para indicar
que terminámos a
selecção dos elementos a
copiar) e seleccionamos o
ponto de inserção (nó da
sapata do pilar metálico)
para quando formos ‘Colar’
a estrutura ou parte da
estrutura. Seguidamente
seleccionamos a função
‘Edição\Colar+Girar’ e vamos ter a oportunidade de ‘colar’ o pórtico girado de -90º.

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 Conjuntos
Sobre o mesmo pórtico vamos criar os seguintes conjuntos:
o Vigas Vão Grande
o Vigas Vão Pequeno
o Pilares Betão
o Pilares Aço

Para o efeito utilizamos a função ‘Geometria\Conjunto\Definir…’ e com o ícone


‘Novo Conjunto’ (primeiro à esquerda), criamos os conjuntos acima referidos.

Seguidamente seleccionamos cada um dos conjuntos criados e com o ícone ‘Agregar


Barras’ vamos seleccionar as barras pretendidas uma a uma ou com
uma janela de selecção (ver imagem).

Após a criação de conjuntos a manipulação da estrutura torna-se muito mais ágil.

Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

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10. Métodos de Definição de Estruturas Tridimensionais

Existem várias formas de definir estruturas no programa Tricalc, podendo o utilizador optar
pela que mais lhe convém em qualquer momento.

Método de Introdução Tipo de Informação Importada


ASCII Ficheiro de texto com geometria da estrutura
DXF 3D Importação de estrutura com conversão da linhas em barras e
pontos em nós
DXF\DWG Importação da arquitectura como vegetais com os eixos dos
pilares marcados para ajudar a definir a estrutura.
BIM\IFC Importação do modelo 3D em formato IFC com estrutura e
parte da arquitectura.
NAVE Função interna do Tricalc que permite gerar naves industriais
tipo com opções parametrizáveis
REDE Definição de rede geométrica tridimensional através da
introdução dos afastamentos entre pórticos em X e Z e em
altura Y. Extremamente útil para a geração de pórticos ou
plantas regulares que se modificam com a translação de nós,
barras paralelas e perpendiculares.

Ao longo deste capítulo apresentam-se alguns dos métodos mais utilizados no Tricalc,
ficando no entanto alguns outros métodos por abordar como por exemplo a introdução de
estruturas por ficheiro de dados, por coordenadas, através de sub-estruturas, etc.

a) Os ficheiros DXF\DWG
No Tricalc existem duas formas de lidar com os ficheiros DXF\DWG: ou se importam
como estrutura e convertem-se automaticamente as linhas em barras e os pontos em
nós do nosso modelo estrutural ou importam-se como vegetais de arquitectura com os
quais podemos interagir de forma a facilitar a introdução do nosso modelo estrutural.

Importar DXF 2D e 3D como estrutura


Para quem domine bem o Autocad este pode ser um processo rápido para definir a
maior parte do modelo estrutural, poupando assim o tempo de aprendizagem das
funções de definição do modelo estrutural com o Tricalc.
Para o efeito utiliza-se a função ‘Ficheiro\Importar DXF3D’ e selecciona-se o ficheiro
pretendido. O Tricalc importará e converterá cada linha do DXF como barra e cada
ponto como nó. Após concluir a importação o Tricalc solicitará a realização de uma
verificação de geometria, de forma a verificar a coerência do modelo importado. Este
passo deve ser cancelado caso existam nós da estrutura que não estejam ligados a
barras e assim os queiramos manter (a verificação de geometria elimina de forma
automática os nós que existam sem estarem ligados a qualquer elemento barra).

Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

Arktec Portugal, Lda Página 32


Importar DXF\DWG como vegetais\layers de arquitectura
É um dos sistemas mais utilizados na altura de definir o modelo estrutural, embora
comece a perder terreno para as ligações de importação\exportação de modelos
tridimensionais realizados através do formato IFC.
As funções para a importação, associação e gestão dos ficheiros DXF\DWG
encontram-se todas em ‘Ajudas\Desenho-raster’.

A primeira função a utilizar será a função ‘Ajudas\Desenho-raster\Desenho…’ que


permitirá criar as cotas (pisos) aos quais queremos associar os ficheiros DXF\DWG
com as arquitecturas e os pontos dos eixos dos pilares.

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Seguidamente seleccionamos cada uma das cotas na parte inferior da caixa de
diálogo e clicamos no primeiro ícone para associar um DXF\DWG à cota
seleccionada.

Ao importar o desenho DXF\DWG o Tricalc questiona o utilizador sobre a unidade


utilizada na concepção da arquitectura. Na caixa que apresentamos o arquitecto
tinha utilizado 1 unidade = 1 mm no Autocad. As restantes opções podem manter-se
tal e qual como apresentadas na caixa.

Após este passo clicamos no botão ‘Sim’ e surge-nos uma mensagem alertando para
o facto de não termos ainda definido nenhum plano de trabalho (ainda não existem
nós na estrutura).

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O programa solicita-nos ainda para seleccionarmos um plano de trabalho através da
função ‘Geometria\Plano\À cota’ onde devemos de escrever a cota onde queremos
começar a trabalhar.

Nas imagens seguintes ilustra-se esse processo bem como a introdução de


elementos estruturais.

1. Introduzem-se os nós dos pilares (‘Geometria\Nó\Introduzir’) sobre o DWG.


2. Seguidamente realiza-se uma translação desses mesmos nós
(‘Geometria\Nó\Translação’) em Yg equivalente à altura total do pilar (face
superior de laje a face superior de laje).
3. Após ter um pilar definido também posso utilizar a função
‘Geometria\Barra\Paralela por ponto’ para introduzir pilares onde pretenda ou a
função de ‘Copiar’ e ‘Colar’ para copiar o pilar logo com a secção definida.
4. As vigas introduzem-se entre os nós dos pilares com a função
‘Geometria\Barra\Por dois nós’ ou ‘Geometria\Barra por n nós’.
5. Em ‘Secções\Definir’ podemos escolher a secção que pretendermos e atribui-la
a qualquer barra.

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Na informação fornecida encontra-se uma pasta com o nome ‘Arquitectura
DWG\Edificio 01’ onde se encontram as plantas de um edifício em formato DWG
geradas num programa de CAD com a unidade em ‘dm’.

Sugere-se a realização de um exercício em que se realiza a introdução da estrutura


sobre estes DWG.

Ver vídeos explicativos em:


http://www.youtube.com/watch?v=qvkIKhqyDuY
http://www.youtube.com/watch?v=_W16cx4nLFA

b) Os Modelos BIM e o formato IFC


O Modelo Integrado de Ciclo da Estrutura em IFC
Informação (BIM) para a Modelo em Archicad exportado para Tricalc
Cálculo e dimensionamento em Tricalc
construção assenta na ideia de Exportação e Integração no modelo BIM em Archicad
integrar toda a informação
relacionada com um edifício
ou projecto num único
modelo digital. Essa
informação pode ser prévia é
execução do edifício ou ser
associada durante a
construção do mesmo e
durante a sua vida útil. A
informação pode ser
geométrica (modelo 3D) ou
de qualquer outro tipo
(medições, desenhos,
cadernos de encargos,
manutenção, etc.) sempre
associado ao modelo 3D (a maquete electrónica).
No que diz respeito ao cálculo de
estabilidade, a informação que é
necessário transferir do modelo BIM
para o Tricalc, refere-se unicamente
ao denominado modelo ‘core’ ou
núcleo, que mais não é que o modelo
sólido do edifício em 3D. Tricalc
importa todo o edifício em 3D, gera a
estrutura equivalente, calcula os
esforços, dimensiona e devolve a
estrutura novamente em 3D. Tricalc
possui funções que permitem filtrar a
informação a importar, a transformar
em estrutura, corrigir
automaticamente erros de modelação
(prolongar pilares até à face das lajes
e vigas até ao nó dos pilares, por
exemplo) e analisar diferenças entre
Arktec Portugal, Lda Página 38
modelos de arquitectura antigos e novos, de forma a analisar e exportar só os
elementos alterados em vez de toda a estrutura.

Após a importação do modelo BIM o Tricalc realiza os ajustes necessários para


transformar o modelo recebido em modelo estrutural de uma forma simples e rápida,
através da função ‘Geometria\Modelo BIM\Ajuste automático…’

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Nas opções de criação do modelo estrutural, Tricalc permite logo definir as lajes e suas
acções bem como atribuir novas secções aos elementos a transformar.

Após o dimensionamento é possível exportar o modelo tridimensional de volta para o


programa de arquitectura através da função ‘Geometria\Modelo BIM\Criar modelo BIM’.

Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

Arktec Portugal, Lda Página 40


c) Funções automáticas do programa Tricalc

A partir do assistente ‘Nave’ do programa Tricalc

Para gerar armazéns e naves industriais genéricas pode-se recorrer à função


‘Geometria\Nave’ do programa Tricalc. Esta função possui uma série de parâmetros
que permitem adaptar a nave industrial às dimensões pretendidas. Após a geração
da nave industrial é possível, com as funções do programa Tricalc, deslocar, copiar
ou eliminar elementos. Esta estrutura pode ser adicionada a estruturas já existentes.

Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

Arktec Portugal, Lda Página 41


A partir do assistente ‘Rede’ do programa Tricalc

O gerador de malhas estruturais do Tricalc permite realizar de forma rápida e


expedita, barras que simulam pisos ou pórticos e com a função
‘Geometria\Nó\Translação’ modificar, copiar e repetir elementos e pisos ou pórticos,
tal como fizemos no exercício do pórtico 2D.

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11. Acções

a) Opções de Combinação de Acções

O Tricalc possui já pré-programadas as combinações de acções previstas no RSA,


podendo o utilizador utilizá-las de forma imediata, necessitando apenas de conferir so
os valores reduzidos dos coeficientes de combinação se adequam ao seu caso (edifício
de escritórios, habitação, etc.). É igualmente possível definir e utilizar combinações de
acções definidas explicitamente pelo projectista através da função
‘Acções\Opções\Explicitas’ que não será abordada neste curso (para mais informação
consultar manual de instruções).

Para utilizar as combinações automáticas vamos a ‘Acções\Opções’ e seguimos o


procedimento indicado na figura seguinte.

b) Definição e Introdução de Acções

Para realizar a definição e introdução de acções no Tricalc basta ir a ‘Acções\Definir…’


e aí escolher o tipo e características das acções a introduzir.

Designação Descrição
a(cm) Distância ao nó de menor numeração
l(cm) Comprimento da acção
Q1 Valor da acção no nó de menor numeração
Q2 Valor da acção no nó de maior numeração
Vector Define a direcção da acção a introduzir
Eixo Principal sobre o qual roda o momento ou varia a
temperatura, por exemplo

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c) Acção do Sismo

Tricalc permite realizar uma análise sísmica estática ou dinâmica do modelo estrutural.
No caso da análise dinâmica podemos realizar uma análise denominada ‘RSA Dinâmico’
ou uma análise denominada ‘Genérico’, com as características indicadas.

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Tipos de Análise Dinâmica
RSA Dinâmico Análise dinâmica por sobreposição modal
espectral com combinação quadrática
completa (CQC) dos vários modos de
vibração. Utilização e estudo dos dois tipos
de espectros de resposta indicados no
RSA.
Genérico Análise dinâmica por sobreposição modal
espectral. Possibilidade de escolha do
método de combinação a utilizar.
Possibilidade de utilização e estudo com 4
espectros de resposta introduzidos ou
seleccionados pelo projectista

No nosso exemplo vamos realizar uma análise dinâmica segundo o RSA.

Após definirmos as opções realizamos o cálculo e introdução das acções sísmicas no


nosso modelo estrutural, através da função ‘Acções\Introd. Acções Sísmicas’.

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12. Pré-dimensionamento do modelo Estrutural

O pré-dimensionamento, no Tricalc, pode ser realizado directamente pelo projectista ou pode


ser gerado pelo próprio programa de acordo com opções geométricas pré-definidas e
baseando-se nas áreas de influência dos elementos.

No entanto, em zonas sísmicas A e B, o pré-dimensionamento automático realizado pelo


programa poderá ser insuficiente pois as acções sísmicas só foram simuladas através de um
factor (as acções sísmicas só podem ser introduzidas com o pré-dimensionamento realizado,
o que não é o caso).

a) Materiais

A escolha dos materiais é extremamente simples de se efectuar no Tricalc, pois toda a


selecção dos materiais é efectuada numa única função, nomeadamente em
‘Cálculo\Materiais…’

Como se pode constatar pela imagem anterior, a escolha dos materiais de cada família
de elementos estruturais é extremamente simples de realizar, bem como a definição
dos coeficientes de segurança a adoptar.

b) Pré-dimensionamento realizado pelo Projectista

O projectista pode seleccionar a secção pretendida em ‘Secções e dados\Definir…’


Aí poderá aceder, por exemplo à pasta ‘BET’ e escolher uma secção de betão

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Seguidamente clicar (ou abrir uma janela) para seleccionar o(s) elemento(s) a pré-
dimensionar com a secção seleccionada (só os elementos totalmente abrangidos pela
janela de selecção terão a secção atribuída). De notar que durante a fase de pré-
dimensionamento é importante saber manipular a perspectiva em que se está a
trabalhar (perspectiva, planta, pórtico, estrutura vista de cima, estrutura vista de lado,
etc.) bem como os elementos que estão visíveis (‘Geometria\Barra\Desenhar\Desenhar
Pilares…’ e ‘Geometria\Plano\Modo Múltiplos Planos’). Com estas funções conseguimos
colocar no ecrã só a informação que pretendemos facilitando a operação de pré-
dimensionamento realizada pelo utilizador.

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Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

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c) Pré-dimensionamento realizado pelo Programa

Baseando-se no método das áreas de influência o Tricalc pode realizar um pré-


dimensionamento automático da estrutura. Para que o pré-dimensionamento
automático do Tricalc siga alguns critérios por nós impostos podemos utilizar a opção
‘Secções e dados\Pré-dimensionamento: automático…’

Tricalc permite ao utilizador a fácil criação de novas secções. Para tal deve-se aceder à
função ‘Secções e dados\Perfis de membros\Secções/Perfis…’, seleccionar a série
pretendida, clicar no botão ‘Novo Perfil’, introduzir o nome e os dados geométricos da
nova secção, utilizar o assistente para calcular as características mecânicas (ou
introduzi-las directamente) e guardar a secção.

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Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

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13. Verificação de Geometria

Uma das muitas vantagens que o programa Tricalc apresenta na fase de concepção do
modelo estrutural, é a possibilidade de se poder visualizar e manipular o modelo estrutural a
partir de qualquer perspectiva ou conjunto de planos horizontais, verticais e inclinados. Esta
facilidade de visualização e manipulação permitem ao utilizador conferir com maior clareza
todo o modelo que está a definir e diminuir drasticamente a possibilidade de cometer algum
erro de modelação.

A segurança transmitida ao projectista pelo Tricalc, através das funções descritas no


parágrafo anterior, pode ser ainda reforçada pelo excelente processador de verificação de
geometria incluído no Tricalc. A ‘Verificação de Geometria’ é uma função que analisa
automaticamente o modelo introduzido analisando o modelo definido e procurando erros
impeditivos da construção da matriz de rigidez (por exemplo uma barra por pré-dimensionar)
e lançando alertas para um grande conjunto de situações que considera poderem ser objecto
de problemas na análise a realizar, mas que podem ser calculadas tal como estão definidas
(por exemplo a utilização de encastramentos e apoios elásticos na fundação para diferentes
sapatas permitem assentamentos nas sapatas que têm apoio elástico e impedem esse
mesmo assentamento para sapatas com encastramento, situação que não será a real).

A função ‘Verificação de Geometria’ encontra-se em ‘Geometria\Verificar’ e apresenta as


funcionalidades abaixo apresentadas.

As opções de verificação de geometria mais comuns são as apresentadas na imagem,


embora no caso de não existirem na estrutura tirantes que se cruzem se possa activar a
opção ‘Dividir as barras que se cruzam’ (para corrigir, por exemplo, um pilar que intercepte
uma viga sem que o projectista tenha unido os dois elementos através de um nó).

A opção ‘Adaptar as vigas de laje interiores à discretização da laje’ NÃO deve ser utilizada na
quase totalidade dos casos. Deverá portanto ter esta opção desactivada.

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Após a verificação da geometria o programa apresenta uma janela com os resultados da
verificação efectuada. Na parte superior dessa janela encontram-se funções extremamente
úteis para a agilização do processo de localização e correcção do erro ou advertência.

Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

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14. Cálculo de Esforços

Nesta parte da manual vamos analisar um conjunto de opções que permitem ao projectista
ter um controlo bastante significativo sobre a forma como o programa calcula os esforços da
estrutura e sobre as opções, gerais ou particulares, de dimensionamento ou comprovação
dos vários elementos que constituem a estrutura modelada.
Esta parte do manual é importante, pois vai ter consequência directa no melhor ou pior
critério seleccionado para a análise, dimensionamento e comprovação dos elementos da
estrutura. É com estas opções que o projectista define um critério lógico e económico de
dimensionamento e comprovação da estrutura. É a correcta definição e utilização destas
opções que evitam o sobredimensionamento das estruturas.

Alguns exemplos da importância das opções de cálculo, dimensionamento ou comprovação:


 Optar por uma análise de segunda ordem em estruturas metálicas de nós móveis,
reduz substancialmente as toneladas de aço necessárias, quando comparada com uma
análise de primeira ordem.
 A escolha de opções de dimensionamento de pilares de betão armado com as quatros
faces com a mesma armadura e sem possibilidade de combinar varões de diâmetros
diferentes vai implicar a utilização de uma maior quantidade de aço na estrutura.
 A opção de permitir que o diâmetro dos varões da armadura de montagem dos pilares
seja substancialmente diferente dos reforços a colocar irá permitir armaduras de canto
de 12mm com reforços de 25mm por exemplo.
Por estes três exemplos se pode ver que a correcta interpretação e definição das opções de
análise, dimensionamento e comprovação dos elementos da estrutura é fundamental para
um bom projecto e para um bom projectista.
Neste manual apenas se apresentam as opções mais comuns para cada cálculo e uma
pequena explicação para as mais importantes remetendo-se para o ‘Manual de Instruções’ ou
para o ‘Curso Básico de Tricalc’ as explicações detalhadas.

Opções de Cálculo de Esforços

Após termos concluído o modelo estrutural e a introdução de acções, passamos à fase


de cálculo de esforços e deslocamentos da estrutura.
As opções de cálculo de esforços encontram-se em ‘Cálculo\Esforços\Opções’ e
podemos observar abaixo os valores mais comuns bem como algumas explicações
importantes.

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O Tricalc permite realizar um cálculo real de 2ª ordem, importante para estruturas com
elementos classificados como sendo de ‘nós móveis’. A análise real de 2ª ordem vai
simular mais correctamente o comportamento da estrutura e permitir analisar todos os
elementos como se fossem de nós fixos. A análise real de 2ª ordem parte das
deformadas para cada combinação de acção da análise de 1ª ordem e, carrega
novamente a estrutura, calculando a sua nova deformada. Este processo iterativo
continua até se obter um deslocamento entre dois cálculos de 2ª ordem inferiores ao
critério de paragem definido pelo utilizador.

No final do cálculo de esforços é possível obter uma listagem com os totais ao nível da
fundação (por exemplo para saber o cortante basal ou o total de cada tipo de acções).
A listagem obtém-se em ‘Cálculo\Esforços\Equilibrio…’.

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15. Dimensionamento e Comprovação de Elementos Estruturais

Como já se reparou o programa Tricalc é um único programa que realiza um cálculo


integrado de toda a estrutura, pelo que quando falamos de módulos do Tricalc, estaremos a
falar de uma forma de comercializar o programa com preços mais adequados às
necessidades de cada projectista. Assim no menu de ‘Cálculo’ é onde se nota de forma mais
evidente a divisão do programa em módulos, pois cada linha desse menu representa
normalmente um módulo do programa.

O módulo 1 já foi utilizado no cálculo integrado dos esforços da estrutura, pelo que os
restantes módulos estão relacionados com o dimensionamento ou comprovação de distintos
elementos da estrutura (armaduras de sapatas, lajes, vigas, etc… tensões e verificações do
EC3 para aço, etc…).

Para cada módulo existem opções gerais (ou particulares) de dimensionamento ou


comprovação.

Opções de Dimensionamento e Comprovação

Barras de Betão
As opções de dimensionamento das barras de betão (vigas, pilares e diagonais)
afectam o algoritmo de cálculo e definição das armaduras das barras. É portanto
importante adoptar um correcto procedimento de dimensionamento assente em opções
gerais e particulares bem definidas. Nas imagens abaixo representadas, identificam-se
algumas das opções de dimensionamento existentes e representam-se as opções
iniciais mais comuns.
De salientar que um correcto dimensionamento assenta em ter opções particulares
distintas para vigas de pequeno vão e pequenas cargas e para vigas de grande vão e
cargas elevadas. A armadura de montagem e de reforço para os dois casos referidos
deverá ser obrigatoriamente diferente.
Um bom método passa por definir opções gerais com armaduras mais reduzidas
(montagem de 12mm e reforços de 10mm a 12mm para vigas por exemplo). Realiza-se
um primeiro cálculo de armaduras e, para as vigas que não se consigam armar com
estas opções devem-se definir opções particulares (uma a uma, por pórticos, por cotas
ou por conjuntos) com armadura ligeiramente superior (montagem de 16mm e reforços
de 12mm a 16mm por exemplo). Caso persistam vigas por armar dever-se-á aumentar
as opções de armadura (montagem de 20mm e reforços de 16mm a 20mm por
exemplo) e assim sucessivamente.

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O aumento de armadura poderá não ser suficiente, passando a resolução do problema
por aumento da secção por exemplo.
De notar que esta metodologia é utilizada para problemas de resistência da armadura
longitudinal, pois para problemas de transverso, torção, torção associada a transverso,
armadura de suspensão as opções a tomar poderão passar pela armadura de estribos
(diâmetro e espaçamentos).
No ‘Manual de Instruções’ encontra-se toda a informação teórica relevante para a
percepção do significado de cada um dos parâmetros utilizados nas opções de
dimensionamento ou comprovação dos elementos.

Perfis de Aço
Apresentam-se as principais caixas de diálogo com opções de comprovação de perfis
metálicos (aço). A comprovação da esbelteza, muitas vezes não é exigida pelas
regulamentações, sendo uma função opcional que o Tricalc coloca à disposição do
projectista. O cálculo de 2ª ordem possibilita a realização de uma análise à encurvadura
de estruturas de nós móveis como se fossem de nós fixos, com o consequente ganho
económico inerente. Esta permissão advém do cálculo de 2ª ordem ser um cálculo que
permite estudar com muito maior fiabilidade e segurança o comportamento da
estrutura.

Arktec Portugal, Lda Página 56


No ‘Manual de Instruções’ encontra-se toda a informação teórica relevante para a
percepção do significado de cada um dos parâmetros utilizados nas opções de
dimensionamento ou comprovação dos elementos.

Perfis de Madeira
Apresentam-se as principais caixas de diálogo com opções de comprovação de perfis de
madeira (maciças serradas, laminadas e microlaminadas). A comprovação da esbelteza,
muitas vezes não é exigida pelas regulamentações, sendo uma função opcional que o
Tricalc coloca à disposição do projectista. O cálculo de 2ª ordem possibilita a realização
de uma análise à encurvadura de estruturas de nós móveis como se fossem de nós
fixos, com o consequente ganho económico inerente. Esta permissão advém do cálculo
de 2ª ordem ser um cálculo que permite estudar com muito maior fiabilidade e
segurança o comportamento da estrutura.
No ‘Manual de Instruções’ encontra-se toda a informação teórica relevante para a
percepção do significado de cada um dos parâmetros utilizados nas opções de
dimensionamento ou comprovação dos elementos.

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Fundações: Sapatas e Vigas de Equilíbrio
Apresentam-se as principais caixas de diálogo com opções de dimensionamento e
comprovação das fundações constituídas por sapatas simples, conjuntas e vigas de
equilíbrio. O primeiro parâmetro a definir é o coeficiente de segurança que
pretendemos utilizar para o cálculo das sapatas (valores comuns serão 1,5 e 1,6).
Seguidamente definem-se os diâmetros mínimos e máximos dos varões a colocar nas
armaduras das sapatas (aconselha-se um mínimo de 12mm devido a possíveis
problemas de corrosão que podem existir, mesmo com recobrimentos de 50mm e betão
de regularização de 100mm). Define-se igualmente o módulo pelo qual se guiará os
espaçamentos entre varões (com módulo de 5cm teremos espaçamentos possíveis de
5cm, 10cm, 15cm, 20cm, etc. – com módulo de 2cm teremos espaçamentos possíveis
de 5cm, 7cm, 9cm, 11cm, 13cm, 15cm, etc.).
Tricalc permite realizar comprovações adicionais para as sapatas. As comprovações de
deslizamento e derrubamento das sapatas poderão ser activadas e definidos valores de
majoração dos efeitos desfavoráveis sobre as sapatas e minoração dos efeitos
favoráveis. Para sapatas devidamente travadas com vigas de equilíbrio nas principais
direcções não será, em princípio, necessário proceder a estas comprovações adicionais.
A tensão admissível do terreno é um dado da maior importância, pois vai influir de
forma directa nas dimensões das sapatas.

A definição da altura da sapata pode ser realizada através de um valor fixo. Caso não
se imponha um valor fixo para a altura da sapata, esta será calculada de acordo com o
módulo definido (módulos pequenos implicam menor uniformização das dimensões das
sapatas, neste caso da altura). A forma das sapatas pode ser definida como quadrada
(normalmente sapatas centradas), com relações de lados fixa (por exemplo 3:2) ou
proporcionalmente aos momentos actuantes. A largura mínima e máxima das sapatas
pode igualmente ser definida pelo projectista. Mais uma vez se recorda que a utilização
de módulo pequeno implica uma menor uniformização dos tamanhos das sapatas.
A comprovação de esperas do pilar é uma opção fundamental e que deve estar sempre
activada. A activação desta opção vai obrigar o programa a ter em consideração, na
definição da altura das sapatas, a altura necessária para amarrar as armaduras de
esperas para os pilares (armaduras que saem da sapata e vão ser emendadas com as

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armaduras dos pilares fabricados em estaleiro – ver pormenor construtivo na pasta DXF
fornecida com o programa).
No ‘Manual de Instruções’ encontra-se toda a informação teórica relevante para a
percepção do significado de cada um dos parâmetros utilizados nas opções de
dimensionamento ou comprovação dos elementos.

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Lajes Unidireccionais: Vigotas, Chapa Perfilada, Alveolares, In-situ, etc.
As opções de dimensionamento e comprovação de lajes aligeiradas englobam as opções
de lajes do tipo aligeirado com vigota pré-esforçada + abobadilha, vigota in-situ +
abobadilha, pré-laje da Maxit, lajes de cofragem perfilada, lajes de painéis alveolares,
lajes de vigota de aço + abobadilhas, etc.
Nas caixas seguintes podemos visualizar as opções mais importantes e as opções mais
comuns seleccionadas. De salientar a possibilidade de considerar as lajes de cofragem
perfilada com a chapa como elemento resistente ou não e de se poderem uniformizar
os panos de laje de um piso (plano) completo. O cálculo de esforços e flechas pode ser
realizado pelo método isostático (vigotas simplesmente apoiadas, similar ao cálculo
manual) ou com diferentes graus de encastramento (elástico, plástico e plástico com
redistribuição limitada).

Existem ainda opções para definição de


materiais, verificação de flecha e
preferência de selecção da chapa de
cofragem perfilada para uma espessura
superior de forma a diminuir o número de
prumos em obra.
A laje aligeirada aparecerá com os eixos
das vigotas, nervuras, etc. representadas a
traço contínuo nos desenhos 2D sempre
que comprovem e a tracejado sempre que
não comprovem.
No ‘Manual de Instruções’ encontra-se
toda a informação teórica relevante para a
percepção do significado de cada um dos
parâmetros utilizados nas opções de
dimensionamento ou comprovação dos elementos.

Lajes Fungiformes Aligeiradas


As armaduras das lajes têm muitos aspectos em comum, como a existência de opções
semelhantes para as armaduras de base, de reforço, de ábaco e de punçoamento além

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das opções ‘Vários’ e ‘Ampliação’ (a caixa de diálogo ‘Ampliação’ perdeu importância
com a implementação do cálculo de 2ª ordem pelo que não será de considerar).

As armaduras de base assentam na definição de uma armadura fixa para cada uma das
direcções e para cada uma das faces da laje. Essa armadura poderá ser definida
através de uma percentagem do momento máximo existente na laje (de difícil
avaliação) ou através da definição de um diâmetro de varão e de um espaçamento (por
exemplo varão de 12mm afastados de 15cm em cada uma das direcções e em cada
uma das faces).
No caso das lajes fungiformes aligeiradas existe a particularidade de a armadura
inferior se centrar nas nervuras, pelo que se terá de definir directamente a armadura a
colocar (número e diâmetro).
A armadura de reforço será colocada nas nervuras da grelha que modela a laje, nos
locais estritamente necessários, podendo posteriormente ser uniformizada (distribuída)
com as funções do programa (distribuir por zona e pela concentração máxima ou média
de armadura existente em cada nervura).
No cálculo da armadura de punçoamento deverá sempre ter activada a opção de
consideração da excentricidade do punçoamento devido aos momentos no nó do pilar.
De salientar que o perímetro crítico com a opção do REBAP como regulamento de
dimensionamento implica o cálculo do perímetro crítico a 0,5xd do pilar e com a opção
do EC2 implica o cálculo do perímetro crítico a 2,0xd do pilar, situações muito distintas.
No ‘Manual de Instruções’ encontra-se toda a informação teórica relevante para a
percepção do significado de cada um dos parâmetros utilizados nas opções de
dimensionamento ou comprovação dos elementos.

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Lajes Maciças
As armaduras de base assentam na definição de uma armadura fixa para cada uma das
direcções e para cada uma das faces da laje. Essa armadura poderá ser definida
através de uma percentagem do momento máximo existente na laje (de difícil
avaliação) ou através da definição de um diâmetro de varão e de um espaçamento (por
exemplo varão de 12mm afastados de 15cm em cada uma das direcções e em cada
uma das faces).
A armadura de reforço será colocada nas nervuras da grelha que modela a laje, nos
locais estritamente necessários, podendo posteriormente ser uniformizada (distribuída)
com as funções do programa (distribuir por zona e pela concentração máxima ou média
de armadura existente em cada nervura).
No cálculo da armadura de punçoamento deverá sempre ter activada a opção de
consideração da excentricidade do punçoamento devido aos momentos no nó do pilar.
De salientar que o perímetro crítico com a opção do REBAP como regulamento de
dimensionamento implica o cálculo do perímetro crítico a 0,5xd do pilar e com a opção
do EC2 implica o cálculo do perímetro crítico a 2,0xd do pilar, situações muito distintas.
No ‘Manual de Instruções’ encontra-se toda a informação teórica relevante para a
percepção do significado de cada um dos parâmetros utilizados nas opções de
dimensionamento ou comprovação dos elementos.

Arktec Portugal, Lda Página 62


Lajes de Fundação
As armaduras de base assentam na definição de uma armadura fixa para cada uma das
direcções e para cada uma das faces da laje. Essa armadura poderá ser definida
através de uma percentagem do momento máximo existente na laje (de difícil
avaliação) ou através da definição de um diâmetro de varão e de um espaçamento (por
exemplo varão de 12mm afastados de 15cm em cada uma das direcções e em cada
uma das faces).
A armadura de reforço será colocada nas nervuras da grelha que modela a laje, nos
locais estritamente necessários, podendo posteriormente ser uniformizada (distribuída)
com as funções do programa (distribuir por zona e pela concentração máxima ou média
de armadura existente em cada nervura).
No cálculo da armadura de punçoamento deverá sempre ter activada a opção de
consideração da excentricidade do punçoamento devido aos momentos no nó do pilar.
De salientar que o perímetro crítico com a opção do REBAP como regulamento de
dimensionamento implica o cálculo do perímetro crítico a 0,5xd do pilar e com a opção
do EC2 implica o cálculo do perímetro crítico a 2,0xd do pilar, situações muito distintas.
De salientar que no cálculo das armaduras das lajes de fundação se tem em
consideração, na verificação ao punçoamento, a existência de aberturas ou contornos
exteriores de lajes a uma distância de 5xd, o que para lajes com espessuras elevadas
poderá ser demasiado exigente.

No ‘Manual de Instruções’ encontra-se toda a


informação teórica relevante para a percepção
do significado de cada um dos parâmetros
utilizados nas opções de dimensionamento ou
comprovação dos elementos.

Arktec Portugal, Lda Página 63


Escadas e Rampas

As opções de dimensionamento das escadas


têm muitos aspectos similares às opções de
lajes já vistas anteriormente, pelo que
aproveitamos para, além de apresentar as
imagens com as opções mais comuns, referir
que a maior dificuldade no dimensionamento da
estrutura advém das acções horizontais dos
pisos e patamares (elementos de elevada
massa) sobre a escada. Uma escada que
facilmente verifica quando calculada de forma
isolada poderá ter muitas dificuldades em
comprovar quando incorporada em estruturas com acções horizontais significativas.
Muitas vezes a solução passa por criar elementos de grande rigidez perto da zona de
escadas, que absorverão uma grande parte das acções horizontais e que poderão
estabilizar essa zona no que diz respeito aos efeitos de torção.

No ‘Manual de Instruções’ encontra-se toda a informação teórica relevante para a


percepção do significado de cada um dos parâmetros utilizados nas opções de
dimensionamento ou comprovação dos elementos.

Arktec Portugal, Lda Página 64


Muros de Cave e Contenção

Sempre que possível, é preferível recorrer à modelação dos muros com elementos
finitos através do elemento ‘parede resistente’ do Tricalc. Esta preferência deriva do
facto da discretização por elementos finitos permitir ao projectista ter mais versatilidade
na definição da geometria do muro, na aplicação de acções e na análise de resultados.
Por exemplo a introdução de aberturas, lados inclinados, a aplicação de acções em
qualquer parte do muro e a possibilidade de visualizar o andamento dos deslocamentos
e tensões ao longo de toda a parede são alguns dos motivos que levam a sugerir,
sempre que possível, a utilização das paredes resistentes em vez dos muros de cave.
Ao nível do dimensionamento o muro de cave é modelado através da rigidez das barras
que existem no seu plano, sendo no mínimo exigíveis barras no lado esquerdo, direito e
superior. Para as barras verticais que estejam no plano do muro o programa aumenta a
sua secção a 30º desde o topo do muro até à base do muro, conferindo-lhe assim uma
rigidez ligeiramente maior.
Como se depreende do processo de modelação do muro de cave, é importante que as
barras existentes no plano do muro tenham uma rigidez similar a da totalidade do muro
pelo que é comum recorrer-se a barras verticais espaçadas de 3m a 4m, com secções
alongadas (25x50 por exemplo) e viga de grande altura (100cm por exemplo).
Nas opções de dimensionamento importa chamar a atenção para os campos
‘Sobrecarga’, ‘Cota da Rasante’ e ‘Ângulo do terreno’.
O campo ‘Sobrecarga’ permite definir uma acção em kN/m2 devido à existência de uma
carga especial (por exemplo uma estrada poderia introduzir-se como uma acção vertical
de 10kN/m2), o campo ‘Cota da Rasante’ permite definir até que cota existe terreno e o
campo ‘Ângulo do Terreno’ permite definir o ângulo do terreno com a horizontal à cota
da rasante.
No ‘Manual de Instruções’ encontra-se toda a informação teórica relevante para a
percepção do significado de cada um dos parâmetros utilizados nas opções de
dimensionamento ou comprovação dos elementos.

Arktec Portugal, Lda Página 65


Paredes Resistentes

As opções de dimensionamento das paredes resistentes têm algumas similaridades com


as opções de dimensionamento de lajes por+em existem alguns aspectos que são
totalmente diferentes e que passamos a explicar.
A análise das paredes resistentes é realizada em tensão plana e flexão de placa com
elementos finitos de 4 nodos. A armadura é calculada como sendo duas malhas de
armadura de base (uma em cada face da parede) não sendo colocada armadura de
reforço. Existe a possibilidade de colocar estribos consoante seja necessário, sempre ou
nunca.

Nas opções de comprovação da parede existe a possibilidade de indicar que área da


parede pretendemos comprovar sendo habitual indicar valores entre 85% a 95%. Este
opção está relacionada com o facto de na ligação entre elementos lineares e os
elementos laminares (parede de elementos finitos), surgirem normalmente ‘picos’ de
tensões muito superiores às tensões existentes na quase totalidade da área da parede.
Ao indicarmos que pretendemos calcular armadura suficiente para validar 90% da área
da parede, estaremos a desprezar os 10% de área da parede que têm tensões mais
altas (normalmente os tais ‘picos de tensões nas ligações dos elementos laminares com
os elementos lineares). A zona excluída (que pode ser localizada através do gráfico de
erros da parede) deve ser objecto de armadura de reforço.

Arktec Portugal, Lda Página 66


Ter em atenção que, devido ao tipo de elemento finito utilizado, o projectista deve ter
sempre o cuidado de na ligação de barras a paredes resistentes segundo o plano
destas, dever-se prolongar a barra ao longo da parede (mais explicações no Manual de
Instruções no capítulo referente às paredes resistentes e ao tipo de elemento finito
utilizado).
No ‘Manual de Instruções’ encontra-se toda a informação teórica relevante para a
percepção do significado de cada um dos parâmetros utilizados nas opções de
dimensionamento ou comprovação dos elementos.

Paredes de Contenção (moldadas, berlim, estaca-prancha)

Apresentam-se aqui as opções mais comuns para


o dimensionamento\comprovação das paredes de
contenção. De salientar que neste módulo é
importante definir correctamente as diferentes
etapas de escavação e construção das paredes
de contenção pois os gráficos de deslocamentos
e esforços serão calculados em função da ordem
de execução de cada um dos passos de
escavação, ancoragem, travamento e construção
Arktec Portugal, Lda Página 67
da parede de contenção.

No ‘Manual de Instruções’ encontra-se toda a informação teórica relevante para a


percepção do significado de cada um dos parâmetros utilizados nas opções de
dimensionamento ou comprovação dos elementos.

Cálculo ao Fogo
A configuração das opções e recintos de comprovação ao fogo e de dimensionamento
do isolamento ao fogo para os vários elementos da estrutura realiza-se em
‘Calculo\Opções de fogo’. Aqui existe a possibilidade, através da função ‘Gerais…’, de
definir as opções de comprovação ao fogo e de dimensionamento do isolamento
pretendido. Existe ainda a possibilidade, através da função ‘Recintos’ de definir zonas
na estrutura para a atribuição de condições particulares de comprovação ao fogo (por
exemplo pode-se definir um recinto para as garagens de um edifício terem opções de
comprovação ao fogo diferentes do restante edifício).
Abaixo apresentam-se imagens comentadas com a forma de configurar correctamente
as opções de comprovação ao fogo.

Para estruturas de aço existe igualmente a possibilidade de


definir opções particulares por tipo de elemento, como por
exemplo para as vigas de aço, conforme exemplificado na
imagem adjunta.
A introdução da base de dados dos isolamentos a utilizar
realiza-se através da função ‘Secções e Dados\Isolantes contra
fogo…’ onde se tem acesso a uma tabela onde podemos indicar
um texto identificativo do isolante, as suas características
isolantes, forma de aplicação, espessuras permitidas e
elementos aos quais se aplica.

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16. Resultados e Gráficos

A obtenção de informação relativa à estrutura modelada é realizada no menu ‘Resultados’. A


informação pode ser meramente descritiva das opções e método de cálculo, numérica com
os resultados da análise e gráfica com informação de gráficos de esforços, deformadas e
isovalores:

 as listagens encontram-se agrupadas nas funções ‘Resultados\Listagens’, e


‘Resultados\Relatórios’.
 os gráficos obtêm-se em ‘Resultados\Gráficos’
 a pormenorização de armaduras dos elementos em ‘Resultados\Armaduras’
 os desenhos das plantas dos pisos em ‘Resultados\Desenhos’.

Existe ainda uma função que possibilita a preparação de folhas finais de


projecto, com margens, marcas de dobragem, esquadria, margem de
encadernação, legendas e todas as pormenorizações de armaduras,
desenhos, vistas renderizadas da estrutura e pormenores construtivos.
Estas folhas podem ser impressas directamente desde o Tricalc ou
exportadas em formato DXF\DWG para serem retocadas em programas de
CAD. A referida função encontra-se em ‘Resultados\Composição de Folhas\Automática’.

Listagens
A sua principal função é a apresentação de resultados detalhados relativos ao cálculo
efectuado pelo programa. É possível obter as listagens no formato resumido ou completo
(normalmente o formato resumido só
apresenta valores para a envolvente e o
formato completo apresenta valores por
tipo de acção e para a envolvente). As
listagens podem ser configuradas para
listar a informação no número de
secções por barra ou nervura que se
pretenda.
Numa primeira análise a informação
gráfica permite-nos uma excelente pré-
visualização do comportamento da
estrutura, sendo as listagens mais
utilizadas para detalhar em pormenor
valores para cálculos efectuados.

Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

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Principais Listagens
Resumo Descrição Localização
Dados de Apresenta todas as opções definidas pelo utilizador ‘Resultados\Listagens\Da
Cálculo para o cálculo realizado bem como as acções dos de Cálculo’
introduzidas.
Memória Explicação teórica de todo o cálculo efectuado pelo ‘Resultados\Listagens\Me
Descritiva Tricalc (para todos os módulos). É uma memória de mória de Cálculo’
cálculo generalista pelo que se aconselha a
utilização dos textos referentes só aos módulos
utilizados.
Deslocamentos A possibilidade de obter os valores dos ‘Resultados\Listagens\Esf
deslocamentos nos nós por tipo de acção e para a orços\Deslocamentos’
envolvente.
Esforços em Nós A possibilidade de obter os valores dos esforços ‘Resultados\Listagens\Esf
nos nós e secções das barras por tipo de acção e orços\Esforços em Nós 1’
para a envolvente. Existem dois formatos de ou ‘Esforços em Nós 2’
apresentação diferentes. ou ‘Esforços por Secções’
Reacções As reacções nos apoios, sem majoração e com a ‘Resultados\Listagens\Esf
informação listada em função dos eixos gerais. orços\Reacções’
Armaduras + São listagens mais adequadas à apresentação de ‘Resultados\Listagens\Ar
Esforços Pilares dados em Câmaras. Incluem informação para cada madura de
pilar dos esforços em flexão composta desviada barras\Armaduras +
para cada troço, comprimentos de encurvadura, Esforços Pilares’
excentricidades consideradas e a armadura
resultante.
Armaduras + São listagens mais adequadas à apresentação de ‘Resultados\Listagens\Ar
Esforços Vigas dados em Câmaras. Incluem informação para cada madura de
viga dos esforços em flexão para cada troço e a barras\Armaduras +
armadura resultante. Esforços Vigas’
Medições São listagens que permitem obter uma estimativa ‘Resultados\Medições’
de custo da estrutura pois englobam as medições
dos elementos modelados associadas aos
respectivos preços.

Gráficos
É a forma mais intuitiva, abrangente e completa de análise
dos resultados da estrutura. Os gráficos de deslocamentos,
com a deformada da estrutura representada por hipótese
de acção, com cores identificativos do valor do
deslocamento, com identificação automática dos limites
superiores e inferiores dos deslocamentos existentes em
qualquer parte da estrutura, numa vista em planta,
perspectiva ou pórtico, de toda ou parte da estrutura, é
uma ferramenta fundamental para analisar facilmente e
com rigor o comportamento da estrutura.
Da mesma forma, os gráficos de esforços com numeração
associada, visualizados em pórtico ou perspectiva, para a
totalidade ou parte da estrutura, são uma ferramenta
fundamental para o projectista.
Arktec Portugal, Lda Página 70
Finalmente, os gráficos de isovalores, apresentam-se como a ferramenta ideal para visualizar
os deslocamentos, esforços e tensões em elementos laminares (lajes de grelha, paredes
resistentes e placas de ancoragem). Também aqui é possível pedir os gráficos por tipo de
acção ou para a envolvente, de parte ou da totalidade da estrutura.

Principais Gráficos
Resumo Descrição Localização
Centros de Massa Representa de forma gráfica e numérica o ‘Resultados\Gráficos\Cent
e Rigidez Centro de Massa e o Centro de Rigidez de cada ros de Massa e Rigidez’
piso. É uma informação vital para permitir ao
projectista aproximar o mais possível o centro
de massa do centro de rigidez através da
manipulação da rigidez dos pilares e paredes
de cada piso.
Animação Sísmica Permite visualizar um vídeo com os cinco ‘Resultados\Gráficos\Sis
primeiros modos de vibração calculados para o mo\Criar Animação’
sismo.
Deslocamentos É um gráfico fundamental pois permite-nos ter ‘Resultados\Gráficos\Desl
uma ideia muito boa do comportamento da ocamentos’
estrutura. Pode ser pedido por hipótese de
acção, para a envolvente, para parte da
estrutura ou para a sua totalidade. É
representado com um código de cores que
permite ter uma ideia muito aproximada da
grandeza dos deslocamentos representados.
Esforços Os gráficos de MZp e FXp em vistas de pórtico ‘Resultados\Gráficos\M.Fl
são extremamente úteis para verificar o ectores’ e
correcto comportamento da estrutura ‘Resultados\Gráficos\E.
modelada. Todos os gráficos têm associada Axiais’
informação numérica e podem ser obtidos por
hipótese de acção ou envolvente, para parte ou
totalidade da estrutura. Os gráficos de esforços
axiais são apresentados com cor vermelha para
compressão e azuis para tracção.
Tensões Aço e Para as barras de aço é possível solicitar a ‘Resultados\Gráficos\Ten
Madeira representação de um gráfico de cores sões Aço’ e
ilustrativo do grau de aproveitamento ao longo ‘Resultados\Gráficos\Ten
da barra. sões Madeira’
Isovalores São a representação gráfica por excelência ‘Resultados\Gráficos\Isov
para a visualização de gráficos de alores…’
deslocamentos, esforços e tensões em
superfícies laminares. Os gráficos de isovalores
podem ser obtidos por hipótese de acção ou
envolvente, para parte ou totalidade da
estrutura. Uma das visualizações obrigatórias é
o gráfico de isovalores para os deslocamentos
em Y para o valor mínimo nos ELU nas lajes de
cada piso (saber imediatamente qual o
deslocamento máximo em cada laje e a
deformada do piso).
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17. Armaduras de Elementos e Desenhos de Planos

A apresentação da pormenorização das armaduras


calculadas pelo programa distribui-se por dois grandes
grupos de funções: as armaduras de elementos
estruturais (pórticos, muros, sapatas, lintéis, etc.) e os
desenhos de planos (plantas de pisos, de fundação,
planos de coberturas, escadas, etc.)

O acesso à pormenorização das armaduras dos


elementos da estrutura obtém-se através da função
‘Resultados\Armaduras’ e o acesso aos desenhos dos
planos de lajes e paredes obtém-se através da função
‘Resultados\Desenhos’.

Todas as pormenorizações de armaduras ou desenhos


podem ser impressos directamente a partir do Tricalc
para qualquer impressora ou plotter instalada no
Windows ou podem ser exportados para o formato DXF ou DWG para posterior edição em
programas de CAD. É ainda possível, como veremos mais adiante, compor todos os desenhos
em folhas finais com legendas,
marcas de dobragem, margens
de encadernação e esquadria. A
selecção do periférico de saída é
realizada em
‘Resultados\Armaduras\Opções’ e
em
‘Resultados\Desenhos\Opções’.

Um dos importantes factores para


a correcta visualização dos
desenhos é a correcta definição
da altura e aspectos dos textos. A
altura é definida em escala real e
em cm (ou seja um texto com 30cm de altura num pórtico com vigas de 25cm sairá fora do
contorno da mesma) e o aspecto é a relação entre a altura e a largura dos caracteres (por
exemplo a escolha de um texto com aspecto 0,30 é mais estreito que um texto com aspecto
0,6). Valores de altura entre 5cm e 15cm com aspecto entre 0,3 e 0,4 são comuns.

A visualização de qualquer pormenorização de armaduras ou desenho pode ser configurada


através do botão direito do rato, quando se está a visualizar a armadura ou desenho. Pode-
se ainda recorrer a funções para distribuição de armadura de reforço (calculada por nervura
da laje) por zonas. Na imagem seguinte apresenta-se um esquema onde se mostra como
distribuir as armaduras.

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Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

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18. Composição de Folhas

A função ‘Resultados\Composição folhas\Automática’


permite distribuir de forma automática e célere toda a
informação de armaduras em folhas de papel com as
dimensões pretendidas e com legendas programáveis,
esquadrias, marcas de dobragem e margens de
encadernação.

Quando se solicita a função ‘Resultados\Composição


folhas\Automática’ surge-nos no ecrã informação sobre
todas as armaduras e desenhos passíveis de serem incluídos
na composição bem como as opções de configuração das
armaduras, desenhos e folha de composição.

O primeiro passo passa por


seleccionar no botão ‘Opções
de
Desenho\Composição\Papel’ o
tamanho das folhas que
queremos gerar, sendo
possível optar pelos formatos
standard (A0, A1, A2, etc.) ou
por folhas com dimensões
indicadas pelo projectista.
Ainda no botão ‘Opções de
Desenho’ é possível definir
todos os parâmetros
relacionados com a
composição que pretendemos
realizar.

Seguidamente apresentamos
uma pequena tabela com os
passos fundamentais para a
realização de uma composição
de folhas.

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Composição Automática de Desenhos
Passo Função Descrição
Função ‘Resultados\Composição Entrar na função de composição de desenhos em folhas
01
Folhas\Automática’
Botão ‘Opções de Permite escolher o tipo de folha sobre a qual vamos
02
desenhos\Composição\Papel’ realizar a composição dos desenhos.
Botão ‘Opções de Permite escolher um tipo de legenda para as folhas de
03 desenhos\Composição\Legendas e composição. Normalmente opta-se por uma legenda da
Esquadrias’ norma portuguesa (nome começa por PT).
Botão ‘Opções de Definir as preferências de representação pretendidas
04 desenhos\Composição\Armaduras’ para as armaduras, incluindo a escala das mesmas (não
poderá estar em ‘Autocentrado’).
Botão ‘Opções de Definir as preferências de representação pretendidas
desenhos\Composição\Desenhos’ para os desenhos dos planos (lajes, paredes, planta de
05
fundações, etc.), incluindo a escala das mesmas (não
poderá estar em ‘Autocentrado’).
Restantes botões da caixa Definir todas as opções de visualização e representação
‘Resultados\Composição pretendidas. Estas opções ficarão guardadas em
06
Folhas\Automática\Opções de desenhos’ memória para as composições futuras, no mesmo ou
noutro projecto.
Caixa ‘Resultados\Composição Definir as armaduras e desenhos (planos) a incluir nas
Folhas\Automática’ folhas que se vão gerar, bem como o seu método de
07 agrupamento e colocação (por pórticos, por cotas,
armaduras de direcções diferentes em folhas diferentes,
cotas diferentes em folhas independentes, etc.).
Botão ‘Resultados\Composição Realiza a operação de composição das folhas.
08
Folhas\Automática\Compor’
Função ‘Resultados\Composição Folhas\Ver Permite visualizar as folhas criadas, seleccionando-se o
Composição…’ nome da folha e clicando no botão ‘Folhas’. Se o
09
periférico escolhido previamente for DXF\DWG realizar-
se-á a exportação para esse mesmo formato.

Após conclusão das folhas com as composições pretendidas é possível visualizá-las no ecrã e,
com o botão direito do rato, seleccionar funções de movimentação de desenhos dentro da
própria folha ou entre folhas diferentes, alteração da escala dos desenhos, alteração do
conteúdo da legenda da folha, alteração das opções de representação de cada desenho de
forma individual e até importação de desenhos externos em formato DXF\DWG\JPEG entre
outros (por exemplo importar os DXF de pormenores construtivos fornecidos com o
programa, imagens de renderização de parte ou da totalidade da estrutura ou qualquer outro
desenho).

Na imagem seguinte apresentam-se 4 folhas em simultâneo no ecrã com visualização das


operações passíveis de serem realizadas e com um exemplo da caixa de programação dos
campos da legenda automática.

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Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

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19. Peritagem e Edição de Armaduras

A transparência de cálculo é um aspecto fundamental num programa de cálculo de


estruturas sendo importante para o projectista aceder a gráficos e listagens que lhe
permitam compreender com simplicidade e rapidez o comportamento do modelo estrutural
calculado.

Vimos, num capítulo anterior, como Tricalc permite uma inegulável combinação de um
conjunto de gráficos, listagens e perspectivas do modelo estrutural que permitem ao
projectista uma capacidade de análise e interpretação dos resultados ímpar.

No entanto, para o dimensionamento e comprovação dos restantes elementos da estrutura é


também importante perceber a forma como o programa trabalhou para assim podermos ser
criteriosos na análise que realizamos.

Tricalc dispõe de um conjunto de listagens de peritagem de resultados que poderão ser


consultados no Manual de Instruções do programa. Neste Manual de Iniciação abordaremos
apenas as funções de peritagem de armaduras de vigas, pilares e diagonais de betão
armado, as funções de comprovação de perfis de aço e a possibilidade de edição das
armaduras de pórticos e lajes de betão armado, que são as situações mais comuns.

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Ver vídeo explicativo em: www.youtube.com

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20. Exercício Final: Modelação de uma Estrutura 3D

Estrutura tridimensional a modelar

Malha Tridimensional:

X (cm): 500 500 500 500 500 (5 vãos)


Z (cm): 500 500 500 500 (4 vãos)

Cotas dos pisos:


Piso -01: -300cm Sapatas isoladas, maciços e estacas, laje fundação e muros de
cave
Piso +00: 000cm Laje maciça vigada
Piso +01: +300cm Laje maciça fungiforme
Piso +02: +600cm Laje fungiforme aligeirada
Piso +03: +900cm Laje aligeirada de vigotas
Piso +04: +1200cm Laje aligeirada de vigotas
Topo Caixa Elevador +1350cm Laje maciça

Outros:
Varandas 120cm de vão
Abertura semi-circular 250cm de raio
Abertura caixa elevador 500cm x 250cm
Pilares de madeira e metálicos com 200cm de altura

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Sequência de Trabalho

Geometria
a. Malha da Planta
b. Apoios, Sapatas, Vigas de Equilibrio, Maciços, Estacas e Muros de Cave
c. Paredes Resistentes
d. Laje de Fundação
e. Laje Maciça Vigada – Piso 0
f. Laje Fungiforme Maciça – Piso 1
g. Laje Fungiforme Aligeirada – Piso 2
h. Lajes Aligeiradas de Vigotas Pré-esforçadas – Piso 3, Piso 4 e Cobertura
i. Estrutura Metálica e Estrutura de Madeira
j. Definição de Conjuntos
k. Verificação de Geometria
l. Correcções de Erros

Secções
a. Pré-dimensionamento Automático
b. Pré-dimensionamento Manual

Acções
a. Opções de Combinações de Acções
b. Introdução de Acções Sísmicas
c. Introdução da Acção do Vento

Cálculo
a. Materiais
b. Opções de Cálculo de Esforços (inclui impulsos)
c. Cálculo de Esforços (simples ou recursivo)
d. Opções gerais e opções particulares de Dimensionamento
e. Opções mais comuns no Dimensionamento
f. Erros de Dimensionamento

Resultados
a. Resultados Analíticos e Gráficos
b. Pormenorização Armaduras de Elementos e Planos
c. Composição final das Folhas
d. Relatório Dados de Cálculo e Memória Descritiva
e. Relatório de Medição
f. Ligação com o programa Gest

Ver vídeos explicativo em: www.youtube.com

FIM

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