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Capítulo 17 do Livro de Metodologia Científica do AMATO

Pesquisa na Internet

http://www.asclepios.com.br/medico/content/pesquisa-cient%C3%ADfica-na-
internet-atualiza%C3%A7%C3%A3o-constante

Como fazer uma monografia


Os passos para se elaborar uma monografia são apresentados neste texto, de
forma sintética, buscando orientar estudantes que têm a missão de redigir um
trabalho monográfico.

Critérios para delimitação do tema


Não raro o assunto de pesquisa é confundido com o tema. O primeiro é mais abrangente,
comportando diversas possibilidades de recorte, enquanto que o segundo consiste naquilo que
o pesquisador pretende abordar com parâmetros precisos em sua pesquisa.
Diversos estudantes ou pesquisadores podem abordar um mesmo assunto, o que não significa
que todos tratarão do mesmo tema. Podemos dizer que o tema é o assunto delimitado.
Depois de escolhido o assunto de pesquisa é preciso ainda afunilá-lo, circunscrevê-lo. Para
ajudar nesta etapa, podemos estabelecer alguns critérios para a delimitação do tema.
Um primeiro critério é o espacial (GIL, 2004, p. 162). Por ser a pesquisa social
eminentemente empírica, é preciso delimitar o locus da observação, ou seja o local onde o
fenômeno em estudo ocorre. Um estudo que trate da violência urbana, por exemplo, pode
comportar diversos recortes espaciais (um município, uma área metropolitana, uma região,
etc). Certo é que o parâmetro espacial escolhido implicará no resultado dos dados obtidos e
nas conclusões do estudo.
Outro critério de delimitação é o temporal (GIL, 2004, p. 162), isto é, o período em que o
fenômeno a ser estudado será circunscrito. Podemos definir a realização da pesquisa situando
nosso objeto no tempo presente, ou recuar no tempo, procurando evidenciar a série histórica
de um determinado fenômeno. Uma investigação sobre microempresas, por exemplo, pode
situar-se no momento corrente, durante um período abrangido por um determinado plano
econômico (Real ou Cruzado, p.ex.) ou ainda nos últimos 10 ou 15 anos. Tudo depende, é
claro, do objetivo do pesquisador em elaborar o dado recorte.
A delimitação deve se ater, para usar a terminologia da Victor Franz Rudio, à definição do
"campo de observação" (RUDIO, 1985, p. 72-75). Este comporta, além do local (recorte
espacial) e circunstâncias (recorte temporal), a população a ser estudada.
A população consiste na definição de quem será objeto da pesquisa. Este quem pode se
referir a um conjunto de empresas, ou aos pacientes sob determinado procedimento clínico
ou ainda a sujeitos que serão indagados acerca de seus comportamentos ou visão de mundo
(exemplo, os praticantes de uma determinada religião). A população do estudo dependerá,
obviamente, da área de conhecimento na qual ele se insere e no propósito de cada pesquisa.
Diante desses critérios, tratemos então de definir o nosso campo de observação, visando
elaborar um projeto assentado sobre tema consistente e preciso.

Postado por José Artur Teixeira Gonçalves http://metodologiadapesquisa.blogspot.com/2008/10/delimitao-do-


tema.html

Ajudar no quê?

Formulação do problema
A problematização - etapa do planejamento científico que mais costuma tirar a noite de sono
dos pesquisadores, sobretudo dos iniciantes - nada mais é do que a proposição de uma
questão que se buscará responder por meio de pesquisa. Em outras palavras, problema é a
pergunta que a pesquisa pretende resolver.
Pelo que tenho visto, a dificuldade maior da problematização pelos estudantes decorre mais
pela falta de maturidade ou de conhecimento do tema, do que pela dificuldade própria de
construção do problema. Um tema bem delimitado e uma revisão sistemática da bibliografia
já anunciam para o pleno êxito na formulação de um problema de pesquisa.
Não adianta, entretanto, querer pular etapa e ir direto ao problema, já que este resulta de
um processo de amadurecimento e reflexão sobre um assunto, que depois se tornará um
tema, até se chegar à problemática.
Do ponto de vista metodológico, um problema de pesquisa deve atender a alguns requisitos.
Como sugere Gil (2002), um problema deve ser:
a) claro e preciso (todos os conceitos e termos usados em sua enunciação não podem causar
ambiguidades ou dúvidas);
b) empírico, isto é, observável na realidade, que pode ser captado pela observação do
cientista social através de técnicas e métodos apropriados;
c) delimitado;
d) passível de solução (é necessário que haja maneira de produzir uma solução para o
problema dentro de critérios metodológicos e de cientificidade).
As quatro dimensões citadas acima devem ser usadas como um crivo para o pesquisador
examinar a consistência do seu problema. Antes de formulá-lo no papel, seria oportuno
questionar-se: o problema, nos termos que o coloco, é claro? Trata-se de questão passível de
solução? é delimitado? é empírico?
Para formular o problema, devemos transformar o tema em uma pergunta. Por isso, o melhor
caminho para a redação da problemática no corpo do texto do projeto é utilizar uma de frase
interrogativa.
Em geral, os pesquisadores em ciências sociais e nas ciências naturais têm em mente
perguntas de relação causal ou aquelas que visam conceituar e descrever a ocorrência de um
determinado fenômeno.
O que é e como ocorre o fenômeno? Por que ele se manifesta? Quais são seus efeitos e
impactos? Estas são algumas das formulações lógicas que podem orientar uma
problematização, dependendo, é claro, do objetivo do pesquisador. Uma pesquisa que
investigue a relação causal, por exemplo, terá que questionar acerca da causa do fenômeno e
não sobre como o mesmo se dá. Este último enfoque resultaria em uma pesquisa descritiva e
não explicativa.
A experiência tem mostrado que a utilização dos critérios mencionados acima gera resultados
satisfatórios. No entanto, é necessário que se repita: o problema resulta de um trabalho
arduamente desenvolvido pelo pesquisador e não surge do vácuo.

http://metodologiadapesquisa.blogspot.com/2008/11/formulao-do-
problema.html

Objetivos gerais e específicos


Os objetivos constituem a finalidade de um trabalho científico, ou seja, a meta que se
pretende atingir com a elaboração da pesquisa.
São eles que indicam o que um pesquisador realmente deseja fazer. Sua definição clara ajuda
em muito na tomada de decisões quanto aos aspectos metodológicos da pesquisa, afinal,
temos que saber o que queremos fazer, para depois resolvermos como proceder para chegar
aos resultados pretendidos.
Podemos distinguir dois tipos de objetivos em um trabalho científico: os objetivos gerais e os
objetivos específicos.
Como o próprio nome diz, os objetivos gerais são aqueles mais amplos. São as metas de longo
alcance, as contribuições que se desejam oferecer com a execução da pesquisa. Em geral, o
primeiro e maior objetivo do pesquisador é o de obter uma resposta satisfatória ao seu
problema de pesquisa.
No entanto, para se cumprir os objetivos gerais é preciso delimitar metas mais específicas
dentro do trabalho. São elas que, somadas, conduzirão ao desfecho do objetivo geral.
Por exemplo, se o objetivo geral de um projeto é o de contribuir para o estudo de uma dada
realidade social, os objetivos específicos deverão estar orientados para esta meta: descrever
a realidade; compará-la com outras situações similares; sistematizar os pontos determinantes
para sua ocorrência. Cumpridos estes objetivos parciais, certamente o pesquisador conseguirá
atingir seu objetivo mais amplo.
Observe-se que a formulação dos objetivos - seja dos gerais, seja dos específicos - se faz
mediante o emprego de verbos no infinitivo: contribuir, analisar, descrever, investigar,
comparar...
Cumpre ainda dizer que os objetivos têm função norteadora no momento da leitura e
avaliação do TCC ou da tese. Isto porque, um trabalho acadêmico é julgado, em grande
parte, pela capacidade de cumprir os objetivos que se propõem em suas páginas iniciais.
Então, o alerta é: cuidado na hora de estabelecer os objetivos. Além de claros, estes têm que
ser exequíveis.

http://metodologiadapesquisa.blogspot.com/2008/11/objetivos-gerais-e-
especficos.html

O que é pesquisa? Para que?


Como vimos em nosso encontro passado, a pesquisa constitui-se em um conjunto de
procedimentos que visam produzir um novo conhecimento e não reproduzir, simplesmente, o
que já se sabe sobre um dado objeto em um determinado campo científico.
Sob este enfoque, podemos trazer aqui a definição de Pedro Demo, para quem "pesquisa é a
atividade científica pela qual descobrimos a realidade" (DEMO, 1987, p. 23). Deve-se observar
que a realidade a que se refere Demo é a realidade social, alvo de investigação das ciências
humanas e sociais, entre as quais as ciências sociais aplicadas, na qual se situam a
Administração e as Ciências Contábeis.

Quanto às operações intelectuais envolvidas no processo de investigação, evocamos a


definição de Delcio Salomon, que traduz muito bem o que é uma pesquisa e o que nela está
envolvido: "Trabalho empreendido metodologicamente, quando surge um problema, para o
qual se procura a solução adequada de natureza científica" (SALOMON, 2001, p. 152).
Pesquisa é, portanto, a investigação de um problema (teórico ou empírico) realizada a partir
de uma metodologia (que envolve tanto formas de abordagem do problema quanto os
procedimentos de coleta de dados), cujos resultados devem ser válidos, embora a
provisoriedade seja uma característica do conhecimento científico.
Uma vez definida a pesquisa, precisamos indagar sobre quais as razões de sua realização.

Seguindo Richardson, os cientistas sociais pesquisam para: a) resolver problemas sociais;


b)formular novas teorias e criar novos conhecimentos; c) testar teorias existentes em um
campo científico (RICHARDSON, 1989, p. 16-17).
As razões apontadas valem para quase todas as ciências humanas e sociais, mas ainda
devemos elencar quais seriam as exigências de se pesquisar em Administração e
Contabilidade. Como bem formula Matias-Pereira, pesquisa-se nestas áreas, entre outros
motivos, para "gerar conhecimento sobre o processo de planejamento, organização,
acompanhamento e controle que ocorrem em organizações", bem como para "aumentar a
eficiência e eficácia" nestas instituições (MATIAS-PEREIRA, 2007, p. 29).
O pesquisador das duas áreas não pode perder o foco, ainda, naquilo que deve motivar toda
pesquisa: a melhoria das condições de vida do homem ou, como escreve Matias-Pereira, o
"desenvolvimento social".

http://metodologiadapesquisa.blogspot.com/

A elaboração do cronograma
Item geralmente obrigatório nos projetos de pesquisa, o cronograma é o planejamento
temporal das atividades de pesquisa. Elemento visualmente simples, o cronograma deve
informar "quando" cada etapa da pesquisa será desenvolvida.

O cronograma é importante não só para demonstrar a exequibilidade do projeto apresentado


a uma instituição de ensino ou mesmo agência financiadora de pesquisa, mas também para
planejamento do próprio pesquisador. Permite que ele planeje quanto tempo será gasto nas
atividades de obtenção dos dados e escrita do texto, evitando atrasos ou imprevistos.

Considerando que o projeto consiste no planejamento de algo que ainda será realizado, o
cronograma deverá registar as atividades que serão feitas futuramente e não as que foram
desenvolvidas durante a elaboração do projeto.