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Universidade Federal de Uberlândia

Faculdade de Ciências Integradas do Pontal


Curso: Biologia

Química Geral Experimental


Experimento 0 – Nome e função dos principais utensílios de um laboratório químico
Nome: _______________________________________________

1. Objetivo

Familiarizar o estudante com os principais utensílios empregados em um laboratório químico.

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Química Geral Experimental

Experimento 01 – Medidas de massa, volume e temperatura

1. Objetivo
Familiarizar o estudante com alguns instrumentos e procedimentos por meio de medidas de
massa, volume e temperatura. Empregar o conceito de densidade para avaliar a exatidão e precisão
de algumas vidrarias de laboratório.

2. Reagentes, vidrarias e equipamentos


Pisseta com água destilada 01 Pipeta graduada de 10 mL
01 Béquer de 10 mL 01 Pipeta volumétrica de 10 mL
01 Béquer de 50 mL 01 pró-pipeta do tipo pêra
01 Béquer de 100 mL 01 Balão volumétrico de 25 mL
01 Proveta de 25 mL 01 Pipeta conta-gotas

3. Introdução

3.1. Densidade
A razão entre a massa (m) de um material homogêneo (substância pura ou solução) e o
volume (V) ocupado por este material é uma importante propriedade física denominada densidade.
É comum, na literatura química, representar esta propriedade pela letra grega “Rô” (ρ). Assim,
algebricamente, a densidade é definida conforme a equação 1:
ρ = m/V (1)
É evidente que as unidades da densidade serão unidades de massa por unidades de volume,
sendo as unidades mais comuns: g mL-1 ou g cm-3. A densidade é uma propriedade intensiva, isto é,
não depende da quantidade de substância. Por outro lado, a massa e o volume são propriedades que
dependem da quantidade de substância, sendo denominadas propriedades extensivas. Substâncias
puras apresentam densidades que lhe são características e que, portanto, podem servir para a
identificação das mesmas. Algo muito importante e que não está explícito na equação 1 é a
dependência da densidade com a temperatura. O volume das substâncias se altera com a variação da
temperatura, pois as substâncias se expandem quando aquecidas, porém, a massa não sofre qualquer
variação com a temperatura, o que resulta obrigatoriamente na variação da densidade com a
variação da temperatura (a densidade aumenta ou diminui com o aumento da temperatura?). Desta
maneira, quando valores de densidade são medidos ou fornecidos, deve-se sempre informar a
temperatura na qual os valores foram determinados. A Tabela 1 apresenta valores de densidade da
água em diferentes temperaturas, o que lhe dará uma idéia da magnitude da influência da
temperatura sobre a densidade.

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Tabela 1 – Densidade da água em diferentes temperaturas
T/oC ρ/g cm-3 T/oC ρ/g cm-3
0 0,99984 26 0,99678
4 0,99997 28 0,99623
8 0,99985 30 0,99565
12 0,99950 32 0,99503
16 0,99894 36 0,99369
20 0,99820 40 0,99222
24 0,99730 44 0,99063

3.2. Limpeza e secagem de vidrarias volumétricas


A limpeza da vidraria, nos casos mais simples, pode ser feita lavando com detergente,
enxaguando com bastante água de torneira e, finalmente, enxaguando com água destilada. Esta
última operação é essencial porque a água de torneira contém apreciável quantidade de materiais
dissolvidos e em suspensão, que não serão removidos se você não passar água destilada. Colocando
na estufa um béquer enxaguado apenas com água de torneira, quando ele secar você vai poder ver
pequenas manchas (geralmente brancas) de substâncias que estavam dissolvidas e cristalizaram.
Existem procedimentos e soluções especiais para limpeza mais rigorosa do material volumétrico,
tais procedimentos não serão abordados nesta disciplina, você terá oportunidade de aprender mais
sobre isto em disciplinas futuras ou consultando bibliografia específica.
Uma questão: “É importante secar o material volumétrico?” A resposta correta a esta
questão é: depende! Depende do seguinte: 1) Qual é o líquido que está molhando o material? 2) O
quê, exatamente, vai ser medido com o material? 3) Qual material está sendo considerado? (Bureta,
balão volumétrico, etc.). Se você estiver em dúvida sobre qualquer caso específico, então seque,
pois o material seco sempre dará resultados corretos, mas o material molhado só funcionará
corretamente em alguns casos. Suponha, por exemplo, que você quer medir o volume de acetona em
um balão volumétrico que está molhado com água: se você colocar a acetona no balão molhado, o
líquido resultante não será mais acetona (pois conterá água) e você não poderá mais saber qual o
volume de acetona que ele contém. Porém, se o balão estivesse molhado com acetona, não haveria
problema em usá-lo molhado para medir o volume de acetona. Suponha agora que você queira
preparar uma solução de NaCl em água em um balão volumétrico, nesta situação é claro que não
haveria problemas se o balão volumétrico estivesse molhado com água, porém haveria erro se
estivesse molhado com acetona. Assim, use sempre o bom senso em relação à secagem do material
volumétrico e, na dúvida, seque sempre!
Existe ainda uma questão em relação à vidraria molhada que merece ser discutida aqui. Até
este ponto, foram mencionados apenas os problemas que o material molhado pode causar para a sua
própria medida. Há um problema mais grave: material molhado pode estragar as medidas dos
outros. Se você mergulhar, por exemplo, uma pipeta molhada dentro do frasco de solução de NaOH
0,09873 mol L-1 cuidadosamente preparada e titulada pelo técnico, estará diluindo essa solução e
introduzindo erros nas medidas de seus colegas que utilizarão essa solução depois. Mesmo que essa
solução fosse só sua, você a estragaria, prejudicando suas próprias medidas futuras. Portanto, tome
como regra básica: NUNCA MERGULHAR MATERIAL DE VIDRO POSSIVELMENTE
MOLHADO OU CONTAMINADO NO FRASCO ORIGINAL PARA RETIRAR
SOLUÇÕES; transfira uma pequena quantidade para um béquer ou erlenmeyer, e pipete a partir
desse outro recipiente. Naturalmente, o excesso não deve ser devolvido ao frasco original, para
evitar contaminações.

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Nos casos em que a secagem da vidraria for necessária, lembre-se que o material
volumétrico não deve ser fortemente aquecido, pois perderia sua aferição. Admite-se, porém, um
aquecimento suave, como em estufa a no máximo 50 °C, ou com um secador de cabelos. É
preferível, porém, secar o material volumétrico à temperatura ambiente, mas para isso é necessário
tempo (geralmente de um dia para o outro). Caso você tenha que secar um material volumétrico em
pouco tempo enxágüe-o com etanol ou acetona, escorra-o bem e promova um aquecimento brando
em estufa ou com um secador de cabelos. Este procedimento garantirá uma secagem satisfatória em
aproximadamente 30 minutos e deverá ser adotado apenas em casos de extrema urgência.

3.3. Medidas de volume


De modo geral, para medidas aproximadas de volume de líquidos, usam-se cilindros
graduados ou provetas, enquanto que, para medidas precisas, usam-se pipetas, buretas e balões
volumétricos, que constituem o chamado material volumétrico. Aparelhos volumétricos são
calibrados pelo fabricante e a temperatura padrão de calibração é de 20 ou 25 °C. A Figura 1
apresenta as principais vidrarias empregadas em um laboratório químico para efetuar medidas de
volume.

Proveta Balão volumétrico Bureta


Pipetas volumétrica e graduada

Figura 1 – Principais vidrarias empregadas para medidas de volume.

A medida do volume é feita comparando-se o nível do líquido com os traços marcados na


parede do recipiente. Quando uma vidraria volumétrica como pipetas, buretas ou balões é
preenchida com um líquido, forma-se uma concavidade denominada menisco. Se esse menisco
estiver formando uma concavidade para cima, a leitura é feita no ponto de mínimo dessa curva. Por
outro lado, se ele estiver formando uma parábola para baixo, então a leitura é feita no ponto de
máximo. Os olhos do analista devem sempre permanecer no mesmo nível do menisco para evitar o
chamado erro de paralaxe. A Figura 2 ilustra a forma correta de se realizar a leitura de volume em
diferentes situações.

Figura 2 – Representação esquemática das formas corretas de medidas de volumes.

3.4. Medidas de massa


As medidas de massa são efetuadas em balanças, as quais geralmente são os instrumentos de
maior precisão e exatidão disponíveis em um laboratório químico. Atualmente, as balanças mais

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comuns são do tipo eletrônica digital, podendo estas ser semi-analítica (precisão de 0,01 g) ou
analítica (precisão de 0,0001 g). Balanças eletrônicas são, em geral, muito fáceis de operar. Você
praticamente só tem que se lembrar de coisas bem básicas, como ligar a balança e verificar o zero
(ou zerar) antes de colocar o objeto a ser pesado no prato. É possível, também, fazer a operação de
tarar um recipiente: compostos químicos não podem ser colocados diretamente no prato da
balança, mas devem ser pesados sobre um pedaço de papel manteiga (sólidos, apenas!) ou no
interior de um frasco de vidro, como um pesa-filtros ou um béquer, etc. Supondo que você usará um
pedaço de papel: é claro que seria necessário, antes, pesar o papel, para depois subtrair essa massa
do total e obter a massa do produto químico que foi colocado sobre o papel. Nas balanças
eletrônicas, você pode colocar o papel sobre o prato e zerar a balança com o papel em cima,
operação chamada de “tarar”; fazendo isso, a massa do que estiver sobre o prato será
“automaticamente descontada”. Após tarar a balança com o papel no prato, pode-se colocar o
produto químico sobre o papel e o mostrador digital já dará a massa do produto químico, não sendo
mais necessário subtrair a massa do papel.
Apesar da simplicidade das medidas de massa, alguns cuidados devem ser tomados: 1)
Antes de iniciar uma pesagem verifique sempre se o prato da balança está limpo. Caso existam
resíduos sólidos no prato da balança, limpe-o com um pincel. Caso existam líquidos, desligue a
balança remova o prato e seque-o com papel absorvente. 2) Jamais coloque reagentes químicos
diretamente sobe o prato da balança. 3) Verifique se a balança está nivelada antes de iniciar a
pesagem. Estando nivelada não a remova do lugar nem mesmo arraste “um pouquinho que seja”. 4)
Jamais pese objetos que estejam molhados pelo lado de fora. 5) Os objetos a serem pesados deverão
estar SEMPRE à temperatura ambiente.
Balanças analíticas, aquelas cuja precisão é de 0,1 mg, são especialmente sensíveis e exigem
outros tantos cuidados: seu prato fica encerrado dentro de uma caixa com portas de vidro, para
evitar correntes de ar. Não é possível realizar uma medida de massa em uma balança analítica com
as portas abertas, pois as correntes de ar fazem com que o prato da balança oscile impedindo, assim,
que se obtenha uma leitura estável. Os objetos a serem pesados em uma balança analítica não
podem ser manuseados diretamente com a mão, pois a gordura deixada pelos dedos altera o
resultado das últimas casas. Desta forma, objetos a serem pesados em balanças analíticas devem ser
manuseados com pinças ou com um pedaço de papel.
Naturalmente não são apenas esses cuidados que irão garantir uma boa pesagem. Você tem
que usar o bom senso em tudo que faz para obter resultados de qualidade. No caso específico
deste experimento, por exemplo, é claro que quando você for pesar seu balão volumétrico vazio ele
tem que estar bem seco; você não pode se esquecer de incluir a tampa do balão na pesagem; você
não pode trocar a tampa do balão quando for pesá-lo cheio de líquido; depois de pesar o balão
vazio, você não pode mais pegá-lo com a mão até pesá-lo cheio, se estiver usando balança analítica.
Você não pode colocar o balão num lugar sujo de sua bancada, porque a sujeira pode aderir ao
balão e alterar a massa e assim por diante.

3.5. Medidas de temperatura


As medidas de temperatura são efetuadas por leitura direta de um termômetro apropriado.
Há muitos tipos de termômetro em uso nos laboratórios, mas a grande maioria é de mercúrio e varia
apenas na faixa e na precisão da escala. Os principais cuidados a serem tomados ao efetuar uma
medida de temperatura são: 1) Assegurar-se de que todo o bulbo do termômetro esteja mergulhado
no meio cuja temperatura se quer medir. 2) Esperar até que tenha ocorrido equilíbrio térmico entre o
meio e o bulbo do termômetro antes de efetuar a leitura; melhor ainda é fazer várias leituras a
intervalos regulares (de 30 segundos, por exemplo) até que a leitura permaneça constante; este valor
constante final é a temperatura correta.

4. Procedimento experimental

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Atenção! Toda vidraria que você recebeu já está devidamente limpa e seca, não a molhe!
Haverá um termômetro no laboratório monitorando a temperatura ambiente. Anote a
temperatura antes de iniciar seu experimento. Verifique a temperatura em intervalos de meia hora.
Você deverá pesar um béquer de 50 mL, uma proveta de 25 mL e um balão volumétrico de
25 mL (com a tampa). Após pesá-los, use um papel para manuseá-los (Por quê?). Anote a massa de
cada um.
Adicione 10 mL de água destilada ao béquer de 50 mL. Use a escala do próprio béquer e
tome muito cuidado para não molhá-lo por fora, caso isto aconteça, seque-o com papel absorvente.
Pese o conjunto béquer + água e anote a massa. Descarte a água contida no béquer. Repita este
procedimento por mais duas vezes.
Adicione 10 mL de água à proveta de 25 mL, tomando cuidado para não molhá-la por fora,
caso isto aconteça, seque-a com papel absorvente. Pese o conjunto proveta + água e anote a massa.
Despeje a água contida na proveta. Repita este procedimento por mais duas vezes.
Complete o balão volumétrico até a marca com água. Para acertar rigorosamente o menisco,
utilize uma pipeta conta gotas. Atenção! Não introduza a pipeta conta gotas diretamente na pisseta!
Transfira um pouco de água para um béquer de 10 mL e utilize desta água para acertar o menisco!
Pese o balão volumétrico cheio e anote a massa. Coloque um béquer de 100 mL na balança e tare-a.
Transfira a água do balão volumétrico para este béquer sem retirá-lo da balança. Atenção! Esta
operação será realizada dentro da balança. Muito cuidado para que não espirre água para
fora do béquer! Isto estragaria sua medida e a balança! Repita este procedimento por mais duas
vezes.
Coloque o béquer de 50 mL na balança e tare-a. Pegue 10 mL de água com uma pipeta
graduada. Transfira os 10 mL para o béquer dentro da balança. Atenção! Esta operação será
realizada dentro da balança. Muito cuidado para que não espirre água para fora do béquer!
Isto estragaria sua medida e a balança! Anote a massa da água transferida para o béquer. Tare a
balança novamente e repita este procedimento por mais duas vezes. Repita todo este procedimento
usando agora uma pipeta volumétrica.

5. O relatório deve conter os seguintes itens na seção “Resultados e Discussão”

1) Construa e preencha a tabela abaixo:

Vidraria m vazio/g m com água/g m de água/g m de água média/g Sd


m1 m2 m3 m1 m2 m3
Béquer 50 mL
Proveta 25 mL
Balão volumétrico 25 mL
Pipeta graduada 10 mL ------ ------ ------ ------
Pipeta volumétrica 10 mL ------ ------ ------ ------

2) Construa e preencha a tabela abaixo

m de água m de água m de água


m média de água m média de água
transferida para o transferida para o transferida para o Sd
contida no balão transferida para o
béquer de 100 mL béquer de 100 mL béquer de 100 mL
volumétrico/ g béquer de 100 mL / g
/g /g /g

3) Empregue a tabela da questão 1 para comparar as diferentes vidrarias em termos de exatidão e


precisão. (Você precisará dos valores de densidade apresentados na Tabela 1 e da temperatura
ambiente para responder adequadamente esta questão)

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4) As vidrarias volumétricas costumam ser dividas em vidrarias de transferência, aquelas capazes de
transferir volumes com grande exatidão e precisão e vidrarias “para conter” aquelas que conseguem
armazenar volumes com grande exatidão e precisão, mas não conseguem transferi-lo com exatidão.
Com base em seus resultados apresentados na tabela da questão 2, o balão volumétrico seria uma
vidraria de transferência ou “para conter”? Justifique.
5) Qual a importância de se conhecer a temperatura ambiente neste experimento?
6) Neste experimento poderia ser utilizada água da torneira ao invés de água destilada? Justifique.
7) Explique o que aconteceria com a densidade de uma solução ao se aumentar a quantidade de
soluto, considerando que a adição de soluto não altere o volume da solução. Justifique.
8) Qual seria a razão entre os volumes de dois objetos A e B, que apresentam a mesma massa,
sabendo-se que a densidade de A é três vezes a de B.
9) Um béquer contendo 4,00 × 102 cm3 de um líquido com uma densidade de 1,85 g cm-3
apresentou uma massa igual a 884 g. Qual é a massa do béquer vazio?
10) Um colecionador adquiriu uma estatueta supostamente de ouro. Desconfiado, ele solicitou a um
químico que realizasse alguma análise para confirmar se o artefato era realmente de ouro puro.
Obviamente, a análise não poderia causar nenhum dano à valiosa estatueta. O químico realizou,
então, o seguinte procedimento: pesou a estatueta, obtendo uma massa de 57,90 g. Preencheu uma
proveta de 100 mL com 50 mL de água e imergiu a estatueta nesta proveta. Após a completa
imersão da estatueta, o químico verificou que o nível da água encontrava-se em 53 mL. Sabendo
que a densidade do ouro é de 19,3 g cm-3, diga se você daria uma boa ou má notícia ao
colecionador. Justifique, considerando que o colecionador não possui nenhum conhecimento
técnico.

6. Bibliografia
- M.G. CONSTANTINO, G.V.J. DA SILVA, P.M. DONATE. Fundamentos de Química
Experimental. São Paulo: Edusp, 2004.
- J.W. ZUBRIK, Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica. Rio de Janeiro:
LTC, 2005.
- P. ATKINS, L. JONES. Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o Meio
Ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2001.
- T.L. BROWN, H.E. LeMAY, B.E. BURSTEN, J.R. BURDGE Química a Ciência Central, 9ª
Edição, São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
- J. B. RUSSEL, Química Geral. 2ª edição. São Paulo: Makron Books, 1994. Vol. 1 e 2.

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Química Geral Experimental

EXPERIMENTO 02 - Uso do Bico de Bunsen e teste de chama

1. OBJETIVOS
a) manusear corretamente o bico de Bunsen; estudar o comportamento de da água quando
submetida a aquecimento. b) identificação de alguns metais alcalinos e alcalinos terrosos pela cor
emitida na chama de um bico de gás.

2. MATERIAIS E REAGENTES

Materiais Reagentes
Bico de Bunsen suporte universal Água
béquer de 250 mL Fósforo Soluções aquosas de: LiF, NaCl, KCl,
termômetro (-10 a 110 Cronômetro CaCl2, SrCl2, BaCl2 e CuSO4
o
C) Fio de Níquel – Cromo
Tripé HCl Concentrado
tela de amianto

3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:

1a PARTE: USO DO BICO DE BUNSEN


a. Acendendo o Bico de Bunsen
1. Feche a válvula de controle do gás do bico de Bunsen.
2. Conecte o tubo de gás no orifício do queimador.
3. Conecte o tubo no distribuidor de gás.
4. Abra o distribuidor de gás (neste momento nenhum gás deve estar na sala).
Como a válvula de controle no bico de Bunsen é lentamente aberta acenda um palito de
fósforo ou isqueiro próximo ao tubo de saída do queimador. Ocasionalmente o gás apagará o
fósforo. Se o palito for apagado feche a válvula de controle enquanto um novo palito é
aceso.

b. Ajustando o Bico de Bunsen


1. Ajuste a altura da chama abrindo ou fechando a válvula de controle de gás. A chama
apropriada será a menor chama necessária para executar a tarefa. Uma chama que tem em
torno de 5 a 8 cm de altura é suficiente para a maioria das tarefas no laboratório.
2. Ajuste o controle de ar até que a chama do bico esteja azul e contenha dois ou mais cones
distintos. Chamas amarelas são resultados de pouco oxigênio na mistura gasosa. O fluxo de
oxigênio pode ser incrementado (ou reduzido) na mistura do gás ajustando o controlador da

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entrada de ar. Nota: quando ajustar a entrada de ar, tome cuidado para não extinguir a chama
ou desrosquear completamente o tubo do bico.
3. Gire o anel inferior para um lado e para o outro. Observe a chama com o anel. Com o anel
fechado a chama se assemelha com uma lamparina, já com o anel aberto se parece com a
chama de um fogão a gás.
Responda as questões abaixo:
Qual a função do anel? Em que situação o combustível é queimado totalmente?
c. Apagando a Chama
Apague a chama na ordem inversa na qual ela foi acesa.
1. Feche a válvula de controle do bico de Bunsen.
2. Feche a válvula do distribuidor. Desligue o gás no distribuidor.
Certifique-se de fechar completamente o fornecedor de gás para prevenir o acúmulo de metano
no laboratório - uma faísca e há uma explosão perigosa.
d. Aquecimento da água
1. Monte o sistema conforme as instruções.
2. Coloque a tela de amianto sobre o tripé. Sobre a tela de amianto coloque o béquer de 250
mL contendo 150 mL de água.
3. Você vai agora aquecer a água contida no béquer e fazer observações a cerca de como
variará a temperatura da água com o tempo.
4. Adaptar uma garra à base de ferro e fixar o termômetro. Mergulhe o termômetro na água
mantendo uma distância entre o bulbo do termômetro e o fundo do béquer de
aproximadamente 1 cm.
5. Acenda o bico de Bunsen e ajuste de forma a obter a chama azul.
6. Use um cronômetro para medir o tempo. A primeira leitura da temperatura será registrada
como tempo zero.
7. De 2 em 2 minutos, leia as temperaturas indicadas no termômetro.
8. Determine a temperatura na qual a água entrará em ebulição.
9. Construa uma tabela, como a descrita abaixo:

Tempo / min Temperatura / oC


00
02
04
06
08
10
12
14
16
18
20

Exercício: com os dados da tabela obtida, construa um gráfico colocando a temperatura na


ordenada e o tempo na abscissa. Utilize um programa gráfico (p.ex. ORIGIN) para realizar esta
tarefa. Discuta qual seria o efeito que um aumento da quantidade de água teria sobre a forma da
curva obtida?

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2a PARTE: TESTE DE CHAMA

a) Mergulhe o fio de níquel-cromo no ácido clorídrico concentrado e a seguir leve-o a zona redutora
da chama, que pode ser observada na Figura 1. Repita esta operação até que o fio, perfeitamente
limpo, não mais transmita coloração à chama.

Figura 1. Partes de um bico de gás e regiões da chama.

b) Mergulhe o fio de níquel-cromo em uma das soluções saturadas, e leve-o à zona oxidante da
chama. Observe a cor da chama e anote no quadro de resultados. Repita o procedimento anterior até
que você tenha utilizado todas as soluções propostas neste experimento.

Tabela 1. Espectro contínuo das radiações eletromagnéticas na região do visível.

Intervalo de comprimento de
Cor observada
onda / nm
400 – 465 Violeta
465 – 482 Azul
482 – 487 Azul – esverdeado
487 – 493 Turqueza
493 – 498 Verde – azulado
498 – 530 Verde
530 – 559 Verde – amarelado
559 – 571 Amarelo – verde
571 – 576 Amarelo – esverdeado
576 – 580 Amarelo
580 – 587 Laranja – amarelado
587 – 597 Alaranjado
597 – 617 Laranja – Avermelhado
617 – 780 Vermelho
-9 -7
Lembrete: 1 nm = 10 m = 10 cm = 10 Å

c) Análise dos resultados

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Soluções Átomo que se Cor da chama λ Estimado do fóton ∆E aproximado da
excita (nm) transição

4. O relatório deve conter os seguintes itens na seção “Resultados e Discussão”


a) Descreva os fenômenos responsáveis pelo aparecimento de cor característica quando os sais
estudados são levados à chama.
b) Qual a explicação que se dá para as diferenças de cores características dos vários sais
estudados?
c) O teste de chama podem ser usado para identificação de qualquer cátion? Por que?
d) Como o modelo atômico de Bohr pode ser usado para explicar esses resultados?

BIBLIOGRAFIA

SILVA, R. R.; BOCCHI, N.; ROCHA FILHO, R. C., Introdução à Química Experimental. São
Paulo, McGraw-Hill, 1990.
VOGEL, A. I., Química Qualitativa. Trad. De Antonio Gimeno. 5 ed, São Paulo, Mestre Jou, 1981.

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Experimento 03 – Separação dos componentes de uma mistura.

1. Objetivo
Separar os componentes de uma mistura, empregando métodos físicos de separação.

2. Reagentes, vidrarias e equipamentos


Mistura contendo areia, NaCl e naftaleno. 1 Pipeta conta-gotas
Cubos de gelo. 1 Espátula
2 Béqueres de 100 mL. 1 Suporte universal
1 Vidro de relógio φ = 8 cm. 1 Argola com mufa
1 Vidro de relógio φ = 10 cm. 1 Tripé
1 Bastão de vidro. 1 Tela de amianto
1 Placa de Petri (ou cadinho grande). 1 Bico de bunsen
1 Proveta de 25 mL Papel de filtro qualitativo
1 Funil Balança analítica (0,001 g)
1 Pisseta com água destilada Estufa

3. Introdução
Misturas são muito comuns, sendo usadas e consumidas pela sociedade em geral. Exemplos
de misturas comuns ao cotidiano incluem o café, leite ou suco ingerido nas refeições matinais, o
combustível empregado nos veículos automotores, os perfumes, cremes dentais e até mesmo o chão
que você pisa. Na verdade, pouquíssimos materiais empregados no dia a dia são substâncias puras.
Qualquer material contendo duas ou mais substâncias que não estejam combinadas
quimicamente é uma mistura. Os químicos desenvolveram uma série de técnicas para separar os
componentes de misturas, tais técnicas são baseadas nas diferenças das propriedades físicas
apresentadas pelos diversos componentes de uma mistura. Alguns exemplos de técnicas físicas de
separação são apresentados a seguir:
Sublimação: processo pelo qual um sólido é convertido diretamente ao estado gasoso. Exemplos de
sólidos que sublimam incluem iodo, cafeína, naftalina, etc. Este processo pode ser empregado para
separar sólidos que sublimam de sólidos que não sofrem sublimação.
Evaporação: neste processo a mistura é aquecida de modo que o componente mais volátil é
separado na forma de vapor. Este processo é bastante apropriado para separar sólidos de líquidos.
Extração: nesta técnica um solvente que seletivamente dissolve um componente é empregado para
separá-lo dos demais componentes da mistura. Esta técnica pode ser empregada, por exemplo, para
separar sólidos solúveis em água de sólidos insolúveis neste solvente.
Filtração: nesta técnica um sólido é separado de um líquido pelo uso de um material poroso como
filtro. Os materiais mais comuns utilizados como filtros em laboratórios químicos incluem papel e
carvão ativado. O filtro deve permitir que o líquido passe pelos seus poros e que nenhum sólido o
faça. Quanto mais eficientemente o filtro for capaz de fazer isto melhor será a eficiência da
separação.
A mistura que será separa neste experimento possui três componentes: naftaleno (C10H8), sal
de cozinha (NaCl) e areia (SiO2). A separação será realizada de acordo com o esquema apresentado
na Figura 1.

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Mistura: Areia + Naftaleno + NaCl

Aquecimento
a 250 oC
Sublimação do naftaleno

NaCl + Areia Naftaleno

Adição de
H2O
Dissolução do NaCl

Filtração
Solução Areia
de NaCl úmida
Aquecimento

Aquecimento
Evaporação Evaporação
da água da água

NaCl Areia

Figura 1 – Representação esquemática do procedimento de separação adotado neste experimento.

4. Procedimento experimental
1) Pese um béquer de 100 mL limpo e seco com precisão de 0,001g e anote a massa (béquer 1).
Sem retirar o béquer da balança, transfira com o auxílio de uma espátula aproximadamente 1,5 g da
mistura fornecida (anote ambas as massas com precisão de 0,001 g). Determine a massa exata da
mistura por subtração.
2) Aqueça a mistura contida no béquer 1 empregando a montagem experimental apresentada na
Figura 2. Deve-se tomar cuidado para que a água proveniente do derretimento do gelo não caia no
interior do béquer. (Cuidado! Ao final das etapas envolvendo aquecimento no bico de bunsen, o
béquer estará muito quente! Espere que o mesmo se resfrie antes de manuseá-lo!)

Gelo

Mistura

Figura 2 – Montagem experimental empregada na etapa de sublimação do naftaleno.

3) Aqueça a mistura até que seja observada a formação de vapores no interior do béquer. Um sólido
deve ser formado na parte inferior da cápsula de porcelana colocada sobre o béquer. A mistura deve
permanecer sob aquecimento por cerca de 10 minutos após a observação do início da formação de
dos vapores. Pese um vidro de relógio (φφ= 8 cm) com precisão de 0,001 g e anote a massa. Após os
10 minutos de aquecimento, desligue o bico de bunsen, retire a cápsula de porcelana tomando
cuidado para não perder o sólido aderido. Raspe com uma espátula o sólido aderido transferindo-o
para o vidro de relógio previamente pesado. Determine a massa de naftaleno. Com o auxílio de um
bastão de vidro revolva exaustivamente a mistura contida no béquer 1. Monte novamente o sistema
apresentado na Figura 2 e ligue o bico de bunsen. Aqueça por mais 5 minutos. Caso continue a
ocorrer formação de sólido na cápsula de porcelana continue aquecendo por mais 10 minutos e

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repita o procedimento anterior. (Atenção! Descartar o naftaleno no recipiente indicado pelo
técnico do laboratório. Não descartar na pia!)
4) Após ter se certificado que todo o naftaleno foi removido por sublimação, espere até que o
béquer 1 retorne à temperatura ambiente e pese-o. Determine a massa de naftaleno sublimado por
subtração.
5) Adicione cerca de 10 mL de água destilada ao béquer 1. Agite vigorosamente o conteúdo do
béquer com auxílio de um bastão de vidro por cerca de 5 minutos.
6) Pese um segundo béquer de 100 mL e um papel de filtro, ambos com precisão de 0,001g. (Não se
esqueça de anotar as massas!)
7) Monte o sistema de filtração conforme apresentado na Figura 3A. Dobre o papel de filtro
conforme ilustrado na Figura 3B.

A B

Dobra

Dobra

Resíduo
sólido Cortar
(opcional)

Filtrado

Figura 3 – A) Ilustração de um sistema de filtração por gravidade. B) Etapas para a dobra do papel
de filtro.

8) Filtre a mistura contida no béquer 1. Caso seja necessário, utilize um bastão de vidro para
transferir o sólido restante. Após a remoção da máxima quantidade possível de sólido do béquer 1,
adicione a este 5 mL de água destilada para lavá-lo. Transfira também esta água para o funil de
filtração. Repita este procedimento com mais 5 mL de água destilada. (Atenção para não perder
parte do resíduo sólido no bastão de vidro).
9) Após a filtração, coloque o papel de filtro “aberto” sobre um vidro de relógio e o leve à estufa a
cerca de 120 oC, deixando-o lá por cerca de 20 minutos. Após isto, verifique se o resíduo sólido está
completamente seco. Caso não esteja, deixe-o na estufa por mais 10 minutos. Após a secagem
completa do resíduo sólido, retire-o da estufa, espere até que retorne à temperatura ambiente e pese
novamente. Determine a massa de areia por subtração.
10) Evapore a água do béquer 2 empregando a montagem experimental apresentada na Figura 4.
Aqueça cuidadosamente para evitar que a solução “espirre” para fora do béquer. Quando quase toda
a água tiver sido evaporada diminua a intensidade da chama para evitar que o sólido “espirre” para
fora do béquer. Após a evaporação de toda a água, mantenha o aquecimento em chama branda por
mais 5 minutos. Caso o resíduo sólido obtido ainda esteja úmido, continue o aquecimento em
chama branda por mais 5 minutos ou o leve a estufa a cerca de 120 oC por mais 15 minutos. Após a
secagem completa do resíduo sólido, espere até que o béquer 2 retorne a temperatura ambiente.
Pese-o e determine a massa de NaCl por subtração.

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Solução de
NaCl

Figura 4 – Montagem experimental empregada para a evaporação da água da solução de NaCl.

5. O relatório deve conter os seguintes itens na seção “Resultados e Discussão”


1. Calcule o rendimento percentual do procedimento de separação.
2. Determine a porcentagem em massa de cada um dos componentes da amostra.
3. Algum dentre os métodos de separação descritos neste roteiro poderia ser empregado para
separar os elementos de um composto químico? Explique.
4. Quando se prepara um chá mergulhando um saquinho de papel em água quente qual
procedimento de separação é empregado?
5. Um grupo de estudantes iniciou este experimento com 1,543 g da mistura. Ao final do
experimento a massa de sólido recuperada foi de 1,734 g. Assumindo que não houve erro nas etapas
de pesagem nem nos cálculos, apresente uma explicação experimental para este resultado.
6. Você determinou a massa de naftaleno por duas maneiras: por subtração e por pesagem direta do
naftaleno recolhido sob a cápsula de porcelana. Houve diferença entre os dois valores? A que pode
ser atribuída esta diferença? Em sua opinião, qual é o procedimento mais confiável?
7. 11,562 g de uma mistura contendo areia, NaCl e naftaleno foi submetida ao procedimento
descrito neste roteiro. As seguintes massas foram encontradas: 3,642 g de NaCl, 1,564 g de
naftaleno e 5,921 g de areia. Determine o rendimento percentual da separação e a porcentagem em
massa de cada componente da mistura.
8. Apresente pelo menos dois erros experimentais que justificariam um rendimento percentual
menor do que 100 %. Apresente pelo menos dois erros experimentais que justificariam um
rendimento percentual maior do que 100 %.
9. Compare as porcentagens encontradas por seu grupo com as nominais. Faça uma comparação
crítica.

6. Bibliografia
- M.G. CONSTANTINO, G.V.J. DA SILVA, P.M. DONATE. Fundamentos de Química
Experimental. São Paulo: Edusp, 2004.
- J.W. ZUBRIK, Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica. Rio de Janeiro:
LTC, 2005.
- C.C. ANDREI, D.T. FERREIRA, M. FACCIONE, T.J. FARIA, Da Química Medicinal a Química
Combinatória e Modelagem Molecular. Barueri: Manole.
- P. ATKINS, L. JONES. Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o Meio
Ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2001.
- T.L. BROWN, H.E. LeMAY, B.E. BURSTEN, J.R. BURDGE Química a Ciência Central, 9ª
Edição, São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
- J. B. RUSSEL, Química Geral. 2ª edição. São Paulo: Makron Books, 1994. Vol. 1 e 2.

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Química Geral Experimental


Experimento 04 – Destilação simples

1. Objetivo
Usar a técnica de destilação para separar os componentes de uma mistura binária.

2. Reagentes, vidrarias e equipamentos


Solução de CuSO4. Garras com mufa.
Graxa de silicone. Cacos de porcelana ou barra magnética.
1 Balão de fundo redondo de 50 mL. 1 Proveta de 25 mL.
1 Cabeça de destilação. 2 Béqueres de 100 mL
1 Adaptador para termômetro. 2 Pipetas conta-gotas.
1 Termômetro. 1 Manta aquecedora com agitação.
1 Condensador de 10 ou 20 cm.

3. Introdução
A destilação é um dos métodos mais comuns para a purificação de líquidos. De modo geral,
trata-se de uma técnica bastante simples: um líquido é aquecido até ser convertido ao estado gasoso,
o gás entra em contato com uma superfície fria e se condensa, retornando ao estado líquido, o
líquido recém condensado é, então, coletado em outro recipiente. A água destilada usada nos
laboratórios é obtida por destilação da água de torneira, processo que separa a água dos vários sais,
óxidos, etc. dissolvidos ou suspensos na água de torneira. Neste exemplo, a destilação foi
empregada para separar um líquido de substâncias não voláteis. Outra aplicação muito importante
da destilação é para separação de dois líquidos. É claro que para que esta separação seja possível
deve existir uma diferença considerável entre os pontos de ebulição dos dois líquidos. Quanto maior
for esta diferença, mais eficiente será a separação. Para separar líquidos com grande diferença entre
os pontos de ebulição, ou quando não é necessária uma separação muito eficiente pode-se empregar
a destilação simples. Entretanto, quando os pontos de ebulição dos líquidos a serem separados
forem próximos ou quando uma separação muito eficiente é necessária, emprega-se outro tipo de
destilação, chamada destilação fracionada. Neste último tipo de destilação, o líquido é vaporizado
e condensado sucessivas vezes antes de ser coletado. No experimento que você realizará, será
utilizada uma destilação simples, pois o objetivo será separar água de CuSO4, um sólido não volátil.
Você ainda ouvirá falar muito e realizará mais experimentos envolvendo destilações simples e
fracionadas durante seu curso de graduação. Por enquanto, é importante que alguns termos e
conceitos fundamentais sejam apresentados.
Quando um líquido é aquecido, a energia cinética das moléculas aumenta, algumas
moléculas adquirem energia cinética suficiente para escaparem da fase líquida e passarem para a
fase vapor. O vapor acima do líquido exerce uma determinada pressão, a qual sempre aumenta com
o aumento da temperatura. Esta pressão é conhecida como pressão de vapor. Quando um líquido é
aquecido, sua pressão de vapor aumenta continuamente, no momento em que a pressão de vapor do
líquido igualar a pressão exercida sobre ele (geralmente a pressão atmosférica) o líquido entra em
ebulição. A temperatura na qual isto ocorre é chamada ponto de ebulição. Se o líquido for uma
substância pura, a temperatura não se altera durante a ebulição. Neste caso, quando o fornecimento
de calor é aumentado ocorre uma ebulição mais forte, isto é, forma-se mais vapor por unidade de
tempo, mas a temperatura permanece constante. Isto ocorre porque, durante a ebulição de uma
substância pura, a energia fornecida ao sistema na forma de calor é integralmente utilizada para
vencer as forças atrativas que mantém as moléculas na fase líquida (caso queira saber mais sobre
isto, pesquise por calor/entalpia de vaporização). É muito importante que você tenha em mente,
neste momento, que a pressão de vapor de um líquido nunca será igual a zero. Assim, quando uma

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mistura de dois líquidos, A mais volátil e B menos volátil, é destilada o vapor será mais rico em A
do que em B, porém, alguma quantidade de B estará presente. Quando se realiza uma destilação
fracionada, o vapor ficará cada vez mais rico no componente mais volátil à medida que o vapor
sobe pela coluna sendo condensado e vaporizado sucessivas vezes.
Conforme escrito anteriormente, a pressão de vapor de um líquido sempre aumenta com a
temperatura. A Figura 1 apresenta a variação da pressão de vapor da anilina (C6H5NH2), um líquido
orgânico empregado para produzir corantes sintéticos, em função da temperatura. Observe que a
anilina é destilada a 184 ºC em uma pressão de 760 mmHg, no entanto, este composto pode ser
destilado a 68 ºC em uma pressão de 10 mm Hg. Observe atentamente a Figura 1 e tenha certeza
que você visualiza estas informações.
Pressão de vapor / mm Hg

Temperatura / ºC
Figura 1 – Curva pressão de vapor vs. temperatura para anilina.

Neste experimento, uma mistura água + CuSO4 será destilada para a purificação da água. O
sistema de destilação simples que será empregado é ilustrado na Figura 2.

Adaptador para termômetro

Cabeça de
destilação

Con
de ns a
do r Adaptador para
vácuo

Balão contendo
a mistura
Aberto para
atmosfera

Balão coletor
H2O

Figura 2 – Ilustração do sistema de destilação simples

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Neste sistema, a mistura contida no balão é aquecida até a ebulição. O vapor atinge a
extremidade superior do tubo de vidro. O vapor, então, atravessa um tubo de vidro resfriado com
água corrente (condensador), o vapor volta ao estado líquido e é coletado em um novo recipiente.
Compostos não voláteis como sais não são vaporizados e permanecem no primeiro balão. O líquido
puro é, então, coletado no balão coletor. Para garantir maior eficiência no processo de destilação é
importante que a ebulição ocorra suavemente. Freqüentemente, a ebulição de um líquido
(principalmente quando impuro) ocorre de maneira muito tumultuosa com a formação repentina de
grandes bolhas de vapor seguida de intensa ebulição alternada com momentos nos quais o líquido
permanece sem ebulir. É impossível fazer uma boa destilação nessas condições. A principal causa
de ebulição tumultuosa é um aquecimento irregular no qual partes do balão ficam muito mais
quentes do que outras e ocorrem transferências súbitas de calor, provocando o tumulto. A melhor
maneira de reduzir esse problema é utilizar uma agitação eficiente. Quando a agitação não é
possível, pode-se também obter bons resultados juntando cacos de porcelana ao líquido: os cacos
liberam pequenas bolhas de ar que, além de agitar, facilitam a formação de vapor e evitam o
superaquecimento; os próprios cacos ajudam também a agitar. (Atenção! Nunca adicione cacos de
porcelana a um líquido quente: isto poderia provocar uma forte ebulição com conseqüências
desastrosas.)

4. Procedimento experimental
1) Transfira aproximadamente 25 mL de sua mistura para um balão de fundo redondo. Adicione
uma barra magnética ou cacos de porcelana.
2) Monte o sistema de destilação apresentado na Figura 2, não se esqueça de usar graxa de silicone
nas juntas esmerilhadas. (Atenção! Você provavelmente precisará de auxílio para montagem.
Solicite ajuda caso necessário. Manuseie tudo com muito cuidado! São muitas peças de vidro
que, caso se quebrem, poderão causar ferimentos.). Certifique-se que o sistema esteja aberto
para a atmosfera. Não use um fluxo muito alto de água no condensador, isto poderia
desconectar a mangueira, espalhando água pela bancada.
3) Adapte a manta de aquecimento sob o balão contendo a mistura e ligue o aquecimento.
4) Observe o sistema até que a primeira gota de líquido destilado seja coletada. Despreze o primeiro
1 mL de destilado. Tão logo 1 mL tenha sido descartado, anote a temperatura. Continue a destilação
até obter aproximadamente 10 mL de destilado.
5) Desligue o aquecimento e espere até que o sistema esfrie.
(Atenção! Não descarte soluções contendo bário diretamente na pia!).

5. O relatório deve conter os seguintes itens na seção “Resultados e Discussão”


1 Em sua opinião, qual líquido possui maior pressão de vapor: água ou acetona? Justifique.
2 Em qual região a água entra em ebulição em uma menor temperatura: ao nível do mar ou no pico
do monte Everest? Justifique sua resposta.
3. Quais as vantagens em se fazer vácuo no sistema de destilação apresentado na Figura 2?
4. Explique porque o sistema de destilação deve sempre estar aberto para a atmosfera.
5. Qual foi a temperatura anotada na etapa 4 do procedimento experimental? Qual temperatura você
esperaria obter? Explique o porquê das diferenças.

6. Bibliografia
- M.G. CONSTANTINO, G.V.J. DA SILVA, P.M. DONATE. Fundamentos de Química
Experimental. São Paulo: Edusp, 2004.
- J.W. ZUBRIK, Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica. Rio de Janeiro:
LTC, 2005.
- C.C. ANDREI, D.T. FERREIRA, M. FACCIONE, T.J. FARIA, Da Química Medicinal a Química
Combinatória e Modelagem Molecular. Barueri: Manole.

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- P. ATKINS, L. JONES. Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o Meio
Ambiente, 3ª Edição. Porto Alegre: Bookman, 2001.
- T.L. BROWN, H.E. LeMAY, B.E. BURSTEN, J.R. BURDGE Química a Ciência Central, 9ª
Edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
- J. B. RUSSEL, Química Geral. 2ª edição. São Paulo: Makron Books, 1994. Vol. 1 e 2.
- A.I. VOGEL, Química Analítica Qualitativa, 5ª Edição. São Paulo: Mestre Jou, 1981.

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Experimento 05 – Preparo de Soluções

1. Objetivo
Desenvolver aspectos práticos relacionados ao preparo de soluções a partir de solutos
sólidos e de soluções mais concentradas.
2. Reagentes, vidrarias e equipamentos
Hidróxido de sódio (NaOH) 01 Pipeta graduada de 5 mL
Acetato de sódio (CH3COONa.3H2O) 01 Pró-pipeta
Ácido acético (CH3COOH) 01 Balão volumétrico de 100 mL
Ácido clorídrico (HCl) 01 Balão volumétrico de 50 mL
02 Béqueres de 50 mL 01 Pisseta com água destilada
01 Bastão de vidro

3. Introdução

3.1. Soluções
Soluções são misturas homogêneas de duas ou mais substâncias. Pode-se ter soluções de
sólidos em líquidos, de líquidos em líquidos, de gases em líquidos, etc. As soluções mais
importantes para o químico são as de sólidos em líquidos e de líquidos em líquidos. Em uma
solução com dois componentes, um sólido e outro líquido, o líquido é chamado solvente e o sólido
soluto. Quando os dois componentes são líquidos, o que está presente em maior quantidade é
chamado de solvente. O solvente mais comum e, portanto, o mais empregado é a água, sendo as
soluções preparadas com este solvente denominadas soluções aquosas.
A descrição quantitativa da composição de uma solução é feita especificando-se sua
concentração, que nada mais é do que uma medida das quantidades relativas dos componentes de
uma solução. A concentração pode ser definida como a razão entre quantidade de soluto e
quantidade de solvente (definição 1) ou entre quantidade de soluto e quantidade de solução
(definição 2). Por exemplo, ao se dissolver 10,0 g de cloreto de sódio (NaCl) em 100 g de água, a
concentração desta solução poderá ser expressa segundo a definição 1 ou segundo a definição 2:

10,0 g de NaCl
concentração 1 = = 0,1 g/g = 10 %
100 g de H 2 O
10,0 g de NaCl
concentração 2 = = 0,0909 g/g = 9,09 %
110 g de solução

As quantidades de soluto e solvente podem ser expressas em termos de massa, volume,


número de mol, etc. Isto origina uma grande variedade de unidades de concentração. A seguir são
apresentadas algumas das unidades de concentração mais usadas pelos químicos:

Unidades de concentração segundo a definição 2 mais comuns:


- Porcentagem em massa: Ex.: (g(soluto)/g(solução)) x 100
- Porcentagem em volume: Ex.: (mL(soluto)/mL(solução)) x 100
- Massa de soluto por volume de solução: Ex.: g(soluto)/L(solução)
- Número de mol de soluto por volume de solução: Ex.: mol(soluto)/L(solução)

Unidades de concentração segundo a definição 1 mais comuns:


- Número de mol de soluto por 1000 g de solvente (concentração molal): mol(soluto)/ 1000g(solvente)

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- Massa de soluto por 100 g de solvente: g(soluto)/100 g(solvente) (útil para expressar solubilidades)

Neste momento você deve estar se perguntando: “como isto funciona?”, “Como saber qual
unidade de concentração usar?”. A boa notícia é que a escolha entre as unidades é feita
exclusivamente de acordo com a conveniência, ou seja, você usará a unidade que lhe traga
vantagens, tais como: aquela que lhe facilitar os cálculos, aquela que for independente da
temperatura, etc. Com a prática você perceberá que, dependendo da situação experimental,
determinada unidade de concentração será mais vantajosa que outra. Neste momento, o que você
deve manter em mente é que concentração é uma medida relativa entre as quantidades dos
componentes de uma solução. Assim, pode-se por exemplo, saber a massa de soluto em certo
volume de solução conhecendo a concentração da solução em g L-1 (ou mesmo em mol L-1). As
unidades de concentração podem ser interconvertidas por meio de cálculos relativamente simples,
em alguns casos serão necessárias informações adicionais, tais como: densidade, porcentagem em
massa, massa molar, etc. Para saber mais sobre conversão de unidades de concentração (e você
precisará muito disto!) consulte as páginas 51 a 53 do livro Fundamentos de Química
Experimental (primeira referência indicada na bibliografia deste roteiro).

3.2. Técnicas experimentais para o preparo de soluções


Ao se preparar uma solução a partir de um soluto sólido, este deve ser inicialmente pesado
preferencialmente em um béquer, o qual deverá estar bem limpo e seco. Em seguida, adiciona-se o
volume mínimo de solvente capaz de dissolver o soluto contido no béquer. Posteriormente, essa
solução deve ser transferida quantitativamente, com o auxílio de um bastão de vidro, para um balão
volumétrico de volume igual ao que se deseja preparar de solução. Caso haja desprendimento de
calor durante a dissolução do soluto no béquer, deve-se esperar até que a solução retorne à
temperatura ambiente para, só então, transferi-la para o balão volumétrico. Deve-se ter o cuidado de
lavar o béquer e o bastão de vidro com pequenas quantidades de solvente, transferindo os volumes
utilizados para o balão. Finalmente, adiciona-se solvente até completar o volume do balão.
Preparada a solução, a mesma deve ser homogeneizada invertendo-se o balão volumétrico (bem
tampado) diversas vezes. Caso a massa de soluto seja muito pequena, esta deverá ser pesada em um
papel e não em um béquer. Neste caso, transfere-se quantitativamente o sólido recém pesado
diretamente para o balão volumétrico. Em seguida, cerca de ¾ do volume do balão deve ser
preenchido com o solvente. O conteúdo do balão volumétrico deve ser agitado vigorosamente para
promover a completa dissolução do soluto. Após a dissolução, o balão é completado até a marca
com o solvente.
Ao se preparar uma solução partindo-se de outra mais concentrada ou de um soluto líquido
adota-se o seguinte procedimento: 1) A solução mais concentrada ou soluto líquido deve ser
pipetado usando preferencialmente uma pipeta volumétrica. 2) O volume pipetado deve ser então
transferido para um balão volumétrico adequado. 3) O balão volumétrico deve ser completado até a
marca com o solvente. 4) Finalmente, deve-se homogeneizar a solução.
Cuidados especiais devem ser tomados durante a preparação de soluções aquosas de ácidos a
partir dos ácidos concentrados. Nestes casos, deve-se SEMPRE ADICIONAR O ÁCIDO
CONCENTRADO À ÁGUA E NUNCA O CONTRÁRIO! No preparo destas soluções, o balão
volumétrico deve ser semi preenchido com água sobre a qual se adiciona o volume pipetado do
ácido concentrado. Após homogeneização, deve-se esperar que a solução retorne à temperatura
ambiente para, só então, completar o balão até a marca com água. Caso a água seja adicionada ao
ácido concentrado, a solução poderá “espirrar” (algo semelhante ao que acontece após a adição de
água ao óleo quente de uma frigideira) e isto poderá causar SÉRIOS DANOS POIS UMA
SOLUÇÃO FORTEMENTE ÁCIDA ESPIRRARÁ SOBRE VOCÊ!
Outro ponto importante é que o solvente empregado para o preparo de soluções deve ser o
mais puro disponível. Assim, no preparo de soluções aquosas emprega-se água destilada ou ainda
mais pura. É evidente que se fosse utilizada água de torneira para se preparar uma solução, esta

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conteria além do soluto e do solvente todas as impurezas da água, as quais poderiam eventualmente
reagir com o soluto. Esta seria, portanto, uma solução de composição desconhecida e de pouca
serventia para os químicos.
Neste experimento, você preparará uma série de soluções que serão utilizadas em
experimentos posteriores, portanto, não descarte nenhuma das soluções preparadas.

4. Procedimento experimental

4.1. Preparo de soluções a partir de solutos sólidos


Solução 0,1 mol L-1 de NaOH: A partir dos dados do rótulo do frasco de NaOH, calcule a
massa desta base necessária para preparar 100 mL de uma solução 0,1 mol L-1. Mostre o resultado
de seu cálculo ao docente, técnico ou monitor antes de preparar esta solução. Após apresentar seus
cálculos, pese a massa de NaOH em um béquer de 50 mL. Adicione pequena quantidade de água
destilada e transfira a solução resultante para um balão volumétrico de 100 mL. Complete o balão
até a marca com água destilada e, após fechá-lo bem, vire-o de cabeça para baixo várias vezes para
homogeneizar a solução.
CUIDADOS ESPECIAIS NESTA OPERAÇÃO: NaOH é um sólido muito higroscópico
e corrosivo, portanto, pese-o o mais rapidamente possível, tomando cuidado para que este reagente
não entre em contato direto com sua mão. Evite também que este reagente caia no prato da balança,
caso isto aconteça, limpe-a imediatamente (solicite ajuda caso necessário).
Solução 0,5 mol L-1 de CH3COONa.3H2O: A partir dos dados do rótulo do frasco de
acetato de sódio, calcule a massa de CH3COONa.3H2O necessária para preparar 50 mL de uma
solução 0,5 mol L-1 deste sal. OBSERVAÇÃO: a massa molar do sal deve incluir todas as
moléculas de água de hidratação. Mostre o resultado de seu cálculo ao docente, técnico ou
monitor antes de preparar esta solução. Após apresentar seus cálculos, pese a massa de
CH3COONa.3H2O em um béquer de 50 mL. Adicione pequena quantidade de água destilada e
transfira a solução resultante para um balão volumétrico de 50 mL. Complete o volume do balão
com água destilada e, após fechá-lo bem, vire-o de cabeça para baixo várias vezes para
homogeneizar a solução.

4.2. Preparo de soluções ácidas a partir de ácidos concentrados


Solução 0,5 mol L-1 de CH3COOH: Olhe atentamente para o rótulo do frasco de ácido
acético glacial. Procure as seguintes informações: massa molar e densidade. A partir destes dados,
calcule o volume necessário de ácido acético puro para preparar 50 mL de uma solução 0,5 mol L-1
deste ácido. Antes de prosseguir, mostre o seu cálculo ao docente, técnico ou monitor. Adicione um
pouco de água destilada ao balão volumétrico de 50 mL, pipete o volume de ácido previamente
calculado e o transfira para o balão. Finalmente, complete o balão até a marca com água destilada e
homogeneíze a solução. Atenção! Ácido acético concentrado desprende vapores muito
irritantes, manuseie-o na capela!
Solução 0,5 mol L-1 de HCl: Olhe atentamente para o rótulo do frasco de ácido clorídrico
concentrado. Procure as seguintes informações: massa molar, densidade e porcentagem em massa.
A partir destes dados, calcule o volume necessário de ácido clorídrico concentrado para preparar
50 mL de uma solução 0,50 mol L-1 deste ácido. Antes de prosseguir, mostre o seu cálculo ao
docente, técnico ou monitor. Adicione um pouco de água destilada ao balão volumétrico de
50 mL, pipete o volume de ácido previamente calculado e o transfira para o balão contendo água
destilada. Finalmente, complete o balão até a marca com água destilada e homogeneíze a solução.
Atenção! Ácido clorídrico concentrado desprende vapores muito irritantes, manuseie-o na
capela!

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5. O relatório deve conter os seguintes itens na seção “Resultados e Discussão”
1) Apresente detalhada e organizadamente todos os cálculos efetuados neste experimento.
2) Qual a concentração, em g/L, da solução de CH3COONa.3H2O?
3) Qual a porcentagem em volume da solução de ácido acético?
4) Qual volume da solução de NaOH conteria 0,05 mol de NaOH. Qual volume conteria 4,0 g de
NaOH?
5) Ácido clorídrico (HCl) concentrado é uma solução aquosa de HCl cuja densidade é 1,18 g mL-1.
Esta solução apresenta porcentagem em massa de 37,2 % e a massa molar do HCl é 36,46 g mol-1.
Utilize estes dados para determinar o volume de HCl concentrado necessário para preparar 250 mL
de uma solução 0,1 mol L-1 de HCl.
6) Utilizando os dados da questão anterior, calcule a concentração em mol L-1 do ácido clorídrico
concentrado.
7) Um estudante pretendia preparar 50 mL de uma solução 0,2 mol L-1 de ácido nítrico (HNO3).
Para isto ele pipetou 6,5 mL do ácido concentrado, transferiu para um balão volumétrico e
completou o volume com água destilada. Sabendo que a densidade do HNO3 concentrado é
1,46 g mL-1, que a porcentagem em massa é 69,3 % e que a massa molar do HNO3 é 63,02 g mol-1,
responda se o estudante preparou a solução corretamente. Caso o volume não esteja correto, qual
seria o volume correto?

6. Bibliografia
- M.G. CONSTANTINO, G.V.J. DA SILVA, P.M. DONATE. Fundamentos de Química
Experimental. São Paulo: Edusp, 2004.
- J.W. ZUBRIK, Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica. Rio de Janeiro:
LTC, 2005.
- C.C. ANDREI, D.T. FERREIRA, M. FACCIONE, T.J. FARIA, Da Química Medicinal a Química
Combinatória e Modelagem Molecular. Barueri: Manole.
- P. ATKINS, L. JONES. Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o Meio
Ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2001.
- T.L. BROWN, H.E. LeMAY, B.E. BURSTEN, J.R. BURDGE Química a Ciência Central, 9ª
Edição, São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
- J. B. RUSSEL, Química Geral. 2ª edição. São Paulo: Makron Books, 1994. Vol. 1 e 2.

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Experimento 06 – Síntese e caracterização da aspirina.

1. Objetivo
Sintetizar e realizar a caracterização físico-química de um composto orgânico: o ácido
acetilsalicílico (a Aspirina).

2. Reagentes, vidrarias e equipamentos


Ácido salicílico 01 Bastão de vidro
Anidrido acético 06 Tubos de ensaio
Ácido fosfórico 01 Estante para tubos de ensaio
Acetato de etila 01 Espátula
Acetona 01 Conta-gotas
Álcool etílico 01 Suporte universal
Água destilada 01 Garra com mufa
Solução de NaOH 2 mol L-1 02 sistemas para filtração a vácuo
Gelo 02 Banho-maria
01 Papel de filtro Balança
01 Erlenmeyer 50 mL Estufa
01 Vidro de relógio (8 cm)

3. Procedimento experimental
Pesar 2,0 g de ácido salicílico em um erlenmeyer de 50 mL. Adicionar ao frasco 5 mL de
anidrido acético e cinco gotas de ácido fosfórico a 85 % (catalisador). (CUIDADO: ANIDRIDO
ACÉTICO E ÁCIDO FOSFÓRICO CAUSAM QUEIMADURAS GRAVES!)
Aquecer o erlenmeyer por 5 (cinco) minutos em um banho-maria (~75 °C). Conectar uma
garra com mufa a um suporte para manter o erlenmeyer fixo no banho durante o período de
aquecimento, agitando a mistura reagente com o auxílio de um bastão de vidro. Remover o
erlenmeyer do banho e adicionar 20 mL de água destilada mantendo a mistura sob agitação. Deixar
o frasco em repouso por alguns minutos ao ar para que ocorra o resfriamento da mistura de reação e
a conseqüente formação dos cristais de aspirina. Caso o processo de cristalização esteja lento, atritar
as paredes internas do erlenmeyer com o bastão de vidro.
Resfriar em banho de gelo para acelerar a cristalização e aumentar o rendimento do produto.
Filtrar, sob sucção, utilizando um funil de Büchner e papel de filtro. Lavar duas vezes os cristais
com de aspirina com água fria. Conduzir esta operação COM CUIDADO, caso contrário o produto
conterá muito ácido acético, e a secagem será muito demorada. Transferir o material sólido para um
vidro de relógio e secá-lo em estufa a 80 °C. Descartar a água mãe contida no frasco kitasato.
Retirar o material seco da estufa, esperar o seu resfriamento e pesar o produto obtido.

3.2. Caracterização físico-química da Aspirina


3.2.1. Teste de solubilidade
Preparar cinco tubos de ensaio e colocar em cada um uma ponta de espátula do produto
sintetizado. Enumerar os tubos. Adicionar a cada tubo, gota a gota alguns mililitros dos seguintes
solventes (verificar a quantidade de solvente necessária para dissolver completamente a aspirina
adicionada ao tubo):

Tubo 1 Acetato de etila

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Tubo 2 Acetona
Tubo 3 Álcool etílico
Tubo 4 Água
Tubo 5 Solução 0,2 mol L-1 de NaOH

4. O relatório deve conter os seguintes itens na seção “Resultados e Discussão”


1. Descrever a(s) evidência(s) de ocorrência da reação de síntese da Aspirina.
2. Apresentar a equação química balanceada que representa a síntese da Aspirina.
3. Determinar o rendimento porcentual da síntese da Aspirina, levando em consideração a
estequiometria da reação.
4. Explicar o porquê da solubilidade e da insolubilidade da aspirina nos tubos de ensaio, baseando
sua resposta na polaridade dos solventes adicionados aos tubos.
5. Apresentar a equação química da reação entre a aspirina e o hidróxido de sódio.
6. Determinar a quantidade de substância (em mols) de ácido salicílico necessária para que ocorra
uma reação estequiométrica com 12 mL de anidrido acético. Dados: densidade do anidrido acético
= 1,08 g/cm3; pureza = 95 %.

5. Bibliografia
- M.G. CONSTANTINO, G.V.J. DA SILVA, P.M. DONATE. Fundamentos de Química
Experimental. São Paulo: Edusp, 2004.
- J.W. ZUBRIK, Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica. Rio de Janeiro:
LTC, 2005.
- C.C. ANDREI, D.T. FERREIRA, M. FACCIONE, T.J. FARIA, Da Química Medicinal a Química
Combinatória e Modelagem Molecular. Barueri: Manole.

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Química Experimental

Experimento 07 – Síntese de um sal inorgânico

1. Objetivo
Sintetizar e caracterizar um sal simples: o sulfato de cobre pentahidratado (CuSO4.5H2O).
2. Reagentes, vidrarias e equipamentos
Óxido de cobre(II) CuO Espátula
Álcool etílico absoluto Bastão de vidro
Água destilada Proveta de 10 mL
Ácido sulfúrico 6 mol L-1 Béquer de 100 mL
NaOH 0,1 mol L-1 Erlenmeyer de 100 mL
BaCl2 0,1 mol L-1 Vidro de relógio
Balança Estante com 04 tubos de ensaio
Banho de gelo Papel de filtro qualitativo
Bico de bunsen

3. Procedimento experimental

3.1. Síntese do Sulfato de Cobre pentahidratado


Pese exatamente cerca de 2 g de óxido de cobre II e coloque em um béquer (não se esqueça
de anotar a massa exata de óxido, para cálculo do rendimento percentual).
Adicione 5 mL de água destilada e 10 mL de ácido sulfúrico 6 mol L-1. Esta adição deve ser
lenta e realizada sob constante agitação promovida por um bastão de vidro. Em seguida, aqueça a
mistura resultante, com um bico de bunsen, até completa dissolução do CuO. A dissolução é
acompanhada por mudança de coloração da solução, de preta para azul escura. Deixe a solução em
repouso até que ela volte à temperatura ambiente. A seguir, coloque o béquer num banho de gelo.
Filtre a mistura, pesando previamente o papel de filtro a ser utilizado. Lave os cristais com álcool
etílico absoluto até eliminar todo o excesso de ácido sulfúrico. Espere alguns minutos para que os
cristais fiquem secos. Finalmente, pese os cristais juntamente com o papel de filtro, deixe secar ao
ar por mais 10 minutos e repese-os. Se a massa obtida for igual à anterior, calcule o rendimento
percentual da síntese. Caso contrário, repita a secagem (ao ar) dos cristais até obter massa constante.

3.2. Caracterização do produto obtido


Transfira uma ponta de espátula do produto obtido para um tubo de ensaio e dissolva em
água. Adicione gota a gota uma solução de NaOH 0,1 mol L-1. Anote suas observações. A este
mesmo tubo de ensaio adicione algumas gotas de NH4OH 4 mol L-1. Anote suas observações.
Transfira uma ponta de espátula do produto obtido para um tubo de ensaio e dissolva em
água. Adicione gota a gota uma solução de BaCl2 0,1 mol L-1. Anote suas observações. Atenção! O
íon Ba2+ é extremamente tóxico! Não descarte esta solução na pia! Haverá um recipiente
próprio para o descarte desta solução, informe-se junto ao docente, técnico ou monitor!

5. O relatório deve conter os seguintes itens na seção “Resultados e Discussão”


1) Descreva todas as evidências da ocorrência de reações químicas observadas.
2) Apresente a equação química balanceada que representa a síntese realizada.
3) Determine o rendimento percentual da síntese com os respectivos cálculos.
4) Apresente as equações químicas iônicas balanceadas relativas aos testes para cobre e sulfato.

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5) Determine a massa de KOH necessária para reagir estequiometricamente com 0,1 g do produto
de sua síntese.
6) Suponha que 0,1 g do produto de sua síntese seja dissolvido em 40 mL de água. Qual a
concentração molar de Cu2+ em solução? Qual a massa de KOH necessária para reagir
estequiometricamente com o cobre?
7) Mistura-se 0,2 g de CuO com 0,3 g de H2SO4. Qual a massa de CuSO45H2O deve ser obtida
considerando 100 % de rendimento?
8) Por que o cálculo de rendimento neste experimento é realizado considerando apenas o CuO e não
o H2SO4?
9) Por que o produto desta síntese foi lavado com etanol e não com água?

6. Bibliografia
- M.G. CONSTANTINO, G.V.J. DA SILVA, P.M. DONATE. Fundamentos de Química
Experimental. São Paulo: Edusp, 2004.
- J.W. ZUBRIK, Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica. Rio de Janeiro:
LTC, 2005.
- P. ATKINS, L. JONES. Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o Meio
Ambiente, 3ª Edição. Porto Alegre: Bookman, 2001.
- T.L. BROWN, H.E. LeMAY, B.E. BURSTEN, J.R. BURDGE Química a Ciência Central, 9ª
Edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
- J. B. RUSSEL, Química Geral. 2ª edição. São Paulo: Makron Books, 1994. Vol. 1 e 2.
- A.I. VOGEL, Química Analítica Qualitativa, 5ª Edição. São Paulo: Mestre Jou, 1981.

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Química Geral Experimental

Experimento 08 – Água de hidratação

1. Objetivo
Obtenção de substância anidra e determinação da % de água; obtenção da fórmula molecular
de uma substância hidratada.

2. Reagentes, vidrarias e equipamentos

Espátula Bastão de vidro


Cápsula de porcelana Tripé
Tela de amianto Tesoura metálica
Bico de Bunsen Dessecador
Sulfato de cobre pentahidratado Balança semi-analítica

3. Procedimento Experimental
Pese exatamente uma massa de CuSO4.5H20 entre 0,85 g – 1,20 g em uma cápsula de
porcelana, cuja massa deve ser previamente conhecida. Monte um sistema para aquecimento,
coloque a cápsula com o sal sobre a tela de amianto, segure-a com uma tesoura metálica, e aqueça
até o sal adquirir uma coloração branco-gelo, evitando que ela se queime (utiliza o bastão de vidro
para agitar o material durante o aquecimento). Feito isto, leve a cápsula ao dessecador até esfriar.
Leve finalmente a balança e determina a massa do sal anidro.

4. O relatório deve conter os seguintes itens na seção “Resultados e Discussão”

1. Equacione a reação ocorrida e forneça a massa teórica do sal anidro.


2. Com base no rendimento obtido, discuta se esse é o melhor processo para obtenção de um sal
anidro.
3. Forneça, com os dados obtidos, a % de água de hidratação da substância analisada.
4. Apresente um estudo sobre hidratos (obtenção, utilização).

5. Bibliografia
- M.G. CONSTANTINO, G.V.J. da SILVA, P.M. DONATE. Fundamentos de Química
Experimental. São Paulo: Edusp, 2004.
- P. ATKINS, L. Jones. Princípios de Química: Questionando a vida moderna e o meio ambiente.
Porto Alegre: ed. Bookman, 2001.
- J.P. BIRK, L. MCGRATH, S.K. GUNTER. A General Chemistry Experiment for Determination
of the Oxygen Content of Air. J. Chem. Ed. 58(10): 804-805, 1981.
- T.L. BROWN, H.E. LeMAY, B.E. BURSTEN, J.R. BURDGE Química a Ciência Central, 9ª
Edição, São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
- J. B. RUSSEL, Química Geral. 2ª edição. São Paulo: Makron Books, 1994. Vol. 1 e 2.

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Química Geral Experimental

Experimento 09 – Titulação ácido-base


1. Objetivo
Preparar uma solução de hidróxido de sódio a partir deste reagente sólido. Padronizar esta
solução utilizando ftalato ácido de potássio. Utilizar a técnica de titulação para determinar o teor de
ácido acético em uma amostra de vinagre.

2. Reagentes, vidrarias e equipamentos


Solução 0,1 mol.L-1 NaOH padronizada 02 Erlenmeyer de 125 mL
Solução de Fenolftaleína 02 Balões volumétricos de 50 mL
Amostra de vinagre 01 Pipeta volumétrica de 10 mL
Água destilada 01 Bastão de vidro
01 Bureta de 10 mL 01 Espátula
02 Béqueres de 50 mL 01 pipeta conta-gotas
01 Garra para bureta 01 pró-pipeta (Pêra)
01 Suporte universal Balança

3. Procedimento experimental

3.1. Determinação do teor de ácido acético em uma amostra comercial de vinagre


Utilize uma pipeta volumétrica para transferir 5,0 mL de vinagre para um balão volumétrico
de 50 mL. Complete o volume do balão com água destilada e homogeneíze a solução. Com o
auxílio de uma pipeta volumétrica, transfira 10 mL de sua amostra de vinagre diluída para um
erlenmeyer de 125 mL. (Certifique-se de que você sabe usar uma pipeta volumétrica e a pró-
pipeta (pêra), caso tenha dificuldades solicite ajuda.) Adicione cerca de 20 mL de água e uma
gota de fenolftaleína ao erlenmeyer contendo a amostra. Comece a titular esta solução com uma
solução 0,1 mol.L-1 de hidróxido de sódio (previamente padronizada) até observar o aparecimento
de uma coloração levemente rósea e persistente. Anote o volume de base gasto. Repita este
procedimento por mais duas vezes. Calcule a concentração média de ácido acético no vinagre.

4. O relatório deve conter os seguintes itens na seção “Resultados e Discussão”


1. Por que é necessário padronizar uma solução?
2. O que é e para que serve um padrão primário?
3. Quais as características desejáveis de um padrão primário?
4. Determine o teor de ácido acético em sua amostra de vinagre. Mostre explicita e
organizadamente todos os cálculos realizados. Expresse seus resultados em mol L-1 e gramas de
ácido acético por mL de solução.
5. Sabendo que o teor nominal de ácido acético no vinagre é 4,0 % (m:v), compare este resultado
com o resultado que você obteve. Discuta as prováveis fontes de erro.
6. Como funciona um indicador ácido-base?
7. Se além de ácido acético, sua amostra contivesse outro ácido, seria possível determinar a
concentração de cada ácido usando o procedimento adotado neste experimento? Por quê?

5. Bibliografia
- M.G. CONSTANTINO, G.V.J. DA SILVA, P.M. DONATE. Fundamentos de Química
Experimental. São Paulo: Edusp, 2004.

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- P. ATKINS, L. JONES. Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o Meio
Ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2001.
- T.L. BROWN, H.E. LeMAY, B.E. BURSTEN, J.R. BURDGE Química a Ciência Central, 9ª
Edição, São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
- J. B. RUSSEL, Química Geral. 2ª edição. São Paulo: Makron Books, 1994. Vol. 1 e 2.

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Experimento 10 – Reações Químicas

1. Objetivos:
Observando reações químicas em soluções aquosas entre compostos inorgânicos

2. Introdução

REAÇÕES QUÍMICAS

As reações químicas são transformações de substâncias em outras, através de uma


redisposição dos átomos. As reações químicas são representadas por igualdades chamadas de
EQUAÇÕES QUÍMICAS, que são formas abreviadas de descrever as transformações químicas e as
condições em que ocorrem. A equação química possui dois membros: no primeiro membro da
equação são colocadas as fórmulas das substâncias ou elementos (reagentes) e no segundo membro
da equação as fórmulas das substâncias ou elementos produzidos pela reação entre os reagentes
(produtos). Uma seta, colocada entre os dois membros da equação, índica que a reação é
irreversível ( → ) e duas setas opostas indica que a reação é reversível ( ↔ ); essa seta dupla indica,
também, que o sistema encontra-se em um estado de equilíbrio, ou seja, as concentrações de
reagentes e produtos permanecem constantes sob determinada condição de temperatura e/ou
pressão. As equações químicas representam as reações químicas da maneira mais próxima possível
da realidade e, desse modo, devem conter muitas informações tais como: variações de energia, meio
em que se realizam, catalisadores etc.

TIPOS DE REAÇÕES QUÍMICAS EM SOLUÇÕES AQUOSAS

Muitas reações que você vai encontrar no Laboratório de Química se passam em solução
aquosa. Os químicos estão interessados nessas reações, não apenas por serem o caminho de chegada
a produtos úteis, mas também porque são as reações que ocorrem nos vegetais e animais da Terra.
Vamos examinar alguns padrões comuns das reações para ver quais podem ser as respectivas
"forças motrizes"; em outras palavras, como se pode saber que, ao se misturarem duas substâncias
químicas, haverá reação entre elas e a formação de um ou mais compostos novos?

A- Classificação das reações químicas quanto as forças motrizes

Quatro tipos importantes de processos provocam a ocorrência de reações, quando os


reagentes se misturam em solução aquosa.

1°. TIPO: REAÇÕES DE PRECIPITAÇÃO

As reações de precipitação são aquelas em que os íons se combinam em solução para


formar um produto de reação insolúvel. Exemplo:

Equação geral:
Pb(NO3)2 (aq) +2 KI (aq) → PbI2 (s) + 2 KNO3 (aq)

Equação Iônica Líquida:


Pb2+(aq) + 2 I- (aq) → PbI2 (s) (sólido amarelo)

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2°. TIPO: REAÇÕES ÁCIDO – BASE

As reações ácido-base, são aquelas em que os íons H+ e OH- combinam-se para formar
água. Exemplo:

Equação geral:
HNO3 (aq) + KOH (aq) → KNO3 (aq) + HOH (l)

Equação iônica líquida:


H+ (aq) + OH- (aq) → H2O
(Esta é a equação iônica líquida de todas as reações entre ácidos fortes e bases)

3 o TIPO: REAÇÕES COM DESPRENDIMENTO DE GÁS

As reações com desprendimento de gás são aquelas em que os reagentes se combinam em


solução para formar um produto de reação que se desprende na forma de gás. Como exemplos mais
comuns tem-se as reações envolvendo, principalmente, carbonatos de metais e ácidos, com
formação do ácido carbônico, H2CO3, como produto o qual, na maioria das vezes, se decompõe em
H2O e CO2. O dióxido de carbono é o gás que se vê borbulhar durante a reação. Exemplo:

Equação geral:
NiCO3 (s) + 2 HNO3 (aq) → Ni(NO3)2 (aq) + H2CO3 (aq)
H2CO3 (aq) → CO2 (g) + H2O

Equação iônica líquida:


NiCO3 (s) + 2 H+ (aq) → Ni2+ (aq) + CO2 (g) + H2O (l)

4° TIPO: REAÇÕES DE OXIDAÇÃO–REDUÇÃO (OXI–REDUÇÃO)

As reações de oxidação–redução são aquelas em que o processo importante é a transferência


de elétrons de uma substância para outra. Exemplo:

Equação geral:
Cu (s) + AgNO3 (aq) → CuNO3 (aq) + 2 Ag (s)

Equação iônica líquida:


Cu (s) + 2 Ag+ (aq) → Cu2+ (aq) + 2 Ag (s)

“ Forças Motrizes” Responsáveis pelas Reações em Soluções Aquosa


Tipo de Reação Força Motriz

Precipitação: Formação de composto insolúvel


Ácido – base :Neutralização com formação de um sal e Água
Desprendimento de gás: Evolução de gás, insolúvel em água, como o CO2
Oxidação – redução (redox): Transferência de elétrons
Estes tipos de reações são, em geral, fáceis de serem reconhecidos; uma reação pode ter mais de
uma força motriz.

B- Classificação das reações químicas quanto aos seguintes itens:

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I ) LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR

As reações podem ser classificadas quanto `a absorção ou liberação de calor em:


ENDOTÉRMICAS, quando ocorrem com a absorção de calor do meio ambiente, e
EXOTÉRMICAS, quando liberam calor para o meio ambiente.

II) QUANTO À VELOCIDADE

As reações podem ser classificadas em RÁPIDAS ou INSTANTÂNEAS e LENTAS quando levam


horas, meses ou anos para ocorrer.

III) QUANTO À REVERSIBILIDADE

As reações podem ser REVERSIVEIS, quando não se completam e podem ocorrer no


sentido inverso pela variação da concentração de reagentes e produtos, temperatura, etc. e
IRREVERSIVEIS, quando ocorrem completamente.

3. Materiais e Reagentes

Materiais e Reagentes Quantidade

Uso Geral

Solução de HCl (0,1 mol/L) 100 mL


Solução de AgNO3 (0,1 mol/L) 100 mL
Solução de CuSO4 (0,1 mol/L) 100 mL
Solução de NaOH (0,1 mol/L) 100 mL
Solução de Pb(NO3)2 (0,1 mol/L) 100 mL
Solução de Na2(SO4) (0,1 mol/L) 100 mL
Solução de KI (0,1 mol/L) 100 mL
HCl concentrado 100 mL
Raspas de Magnésio
Bicarbonato de sódio 50 g
Solução de Iodato de potássio (0,1 mol/L) 100 mL

Por Equipe
Tubos de ensaio 5
Espátula 1
Papel de filtro 1
Bico de Bunsen 1
Fio de cobre
Suporte universal 1
Funil 1
Suporte de funil de vidro (argola) 1

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4. Procedimento Experimental

Todas as reações devem ser feitas em tubos de ensaio. Quando houver a necessidade de
aquecimento utilize tubos de ensaio pirex. Observe todas as soluções dos reagentes desse
experimento, contidas em frascos conta-gotas colocadas sobre a bancada do laboratório. Leia com
atenção o rótulo de cada solução, antes de misturar os reagentes. Procure seguir as instruções abaixo
anotando as mudanças detalhadamente em seu caderno de laboratório. Para cada reação use 10
gotas de solução, exceto quando houver outra especificação. Observe o que ocorre nas reações:
precipitação, desprendimento de gás, mudança de coloração, aquecimento ou resfriamento do tubo,
etc.

1. Coloque em um tubo de ensaio, ácido clorídrico diluído (0,1 mol/L) + solução de nitrato de prata
(0,1 mol/L). Observe.

2. Filtre a mistura obtida no item 1 pela utilização de um pequeno funil de vidro contendo papel de
filtro dobrado, sobre o tubo de ensaio Nº 2; após a filtração deixe o sistema montado no mesmo
local, de modo que o resíduo obtido no papel de filtro (Cloreto de Prata) fique exposto à luz; depois
de algum tempo observe a mudança de sua coloração.

3. Coloque em um tubo de ensaio, solução de sulfato de cobre + solução de hidróxido de sódio.


Observe.

4. Coloque em um tubo de ensaio, solução de nitrato de chumbo + solução de sulfato de sódio.


Observe.

5. Coloque em um tubo de ensaio, solução de nitrato de chumbo + solução de iodeto de potássio. Se


nada for observado à frio, aqueça com cuidado e observe.

6. Coloque em um tubo de ensaio, solução de nitrato de chumbo + solução de ácido clorídrico


diluído. Se nada for observado, acrescente 2 gotas de H Cl concentrado, que está na CAPELA.

7. Coloque em um tubo de ensaio, 2 mL (40 gotas) de ácido clorídrico 4 M + 2 mL (40 gotas) de


hidróxido de sódio 4 M. Observe.

8. Coloque em um tubo de ensaio, aproximadamente 1 grama (uma ponta de espátula) de óxido de


cálcio (cal viva) e adicione água. Agite e espere decantar. Transfira o líquido sobrenadante para
outro tubo de ensaio. Adicione duas gotas de fenolftaleína.

9. Com o auxilio de uma pinça metálica, queime um pedaço de magnésio metálico – CUIDADO:
AO QUEIMAR O Mg VOCÊ DEVE EVITAR OLHAR DIRETAMENTE PARA A CHAMA
BRILHANTE. Coloque o metal + o pó branco formado num tubo de ensaio e adicione algumas
gotas de água e, em seguida, duas gotas de fenolftaleína. Observe

10. Coloque em um tubo de ensaio, um pedaço de zinco metálico e adicione aproximadamente 10


gotas de acido clorídrico diluído (0,1 mol/L). Se nada for observado, acrescente 2 gotas de H Cl
concentrado, que está na CAPELA

11. Coloque em um tubo de ensaio aproximadamente 40 gotas de solução de nitrato de prata e


mergulhe um fio de cobre bem fino enrolado ou em espiral. Observe.

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12. Coloque em um tubo de ensaio, um pouco de bicarbonato de sódio (ponta da espátula) sólido e
adicione gotas de acido clorídrico diluído. Observe.

13. Coloque em um tubo de ensaio, aproximadamente 10 gotas de solução de iodato de potássio +


10 gotas de solução de iodeto de potássio e uma gota de acido clorídrico diluído. Observe.

4. O relatório deve conter os seguintes itens na seção “Resultados e Discussão”

1 - Escreva a equação química balanceada correspondente a cada reação e classifique-a


2 - Escreva a equação iônica quando for caso.

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