Vous êtes sur la page 1sur 6

Disponibilizado por: URECE Esporte e Cultura para Cegos

Visite:
www.urece.org.br
RELAÇÃO DO ATLETISMO COM O DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇÃO
MOTORA GERAL DE PESSOAS DEFICIENTES VISUAIS.

Autores : Diogo Cardoso da Silva


Fábio Dias de Oliveira

RESUMO
Este trabalho retrata quais são os benefícios que o atletismo traz para a coordenação motora geral
do deficiente visual. Tendo como base bibliografias que abordam o desenvolvimento motor do
deficiente visual, a coordenação motora do deficiente visual e o atletismo adaptado, os autores
fazem uma pesquisa do tipo descritiva de natureza de campo. Com seus dados trabalhados
através de estatística descritiva inferencial, usando cálculos percentuais.

PALAVRAS CHAVES: Deficiência visual; Desenvolvimento motor do deficiente visual;;


Coordenação motora do deficiente visual; Atletismo adaptado para deficiente visual; Deficiente
no esporte.

INTRODUÇÃO

A partir de observações realizadas em pessoas deficientes visuais praticantes de atletismo


constatou-se um maior domínio da coordenação motora geral comparada com outros deficientes
praticantes de alguma outra modalidade desportiva ou sedentários. Tendo em mente que o
atletismo é composto basicamente por movimentos naturais, tais como correr, saltar, arremessar
e lançar. Podemos realizar um trabalho visando massificar esses movimentos dos deficientes
visuais. Assim melhorando a realização dos mesmos no cotidiano do aluno, que não possui em
sua aprendizagem o estimulo visual que facilitaria o aprendizado desses movimentos. Com esse
trabalho estudamos essa melhora da coordenação motora geral nos deficientes praticante de
atletismo, e criamos uma fonte de estudo para profissionais que trabalham com deficientes
visuais.

DEFICIENTE VISUAL

Designa um comportamento de visão, incluindo a cegueira, que, mesmo quando corrigido,


prejudica o desempenho educacional do individuo. A definição do grupamento de deficientes
visuais, cegos e portadores de visão subnormal, se da por duas escalas oftomologicas acuidade
visual (o que se enxerga a determinada distancia) e o campo visual (a amplitude da área
alcançada pela visão).(Nogueira, 2006)

DESENVOLVIMENTO MOTOR DO DEFICIENTE VISUAL

É notório que a criança cega ou de visão subnormal possui nenhum ou reduzido estímulo visual.
Essa é a causa de seu atraso no desenvolvimento motor, pois o sentido da visão é considerado
intermediário entre a estimulação do meio ambiente e o que possa ser transmitido através do
sistema nervoso, num percentual de 80%. A criança deficiente visual necessita da estimulação e
treinamento. O tato e a audição são estímulos primordiais para criança deficiente visual. O atraso
no desenvolvimento motor desencadeia também atrasos cognitivos e afetivos, porque esses
domínios estão intimamente interligados. (CABRAL 2003 p,9)

A caracterização do estagio de desenvolvimento motor da criança cega apresentam-se com


freqüência as seguintes desvantagens: equilíbrio falho, mobilidade prejudicada, esquema
corporal e sinestésico não interligados, locomoção dependente, postura defeituosa, expressão
corporal e facial muito raras, coordenação motora bastante prejudicada, lateralidade e
direcionamento não estabelecido inibição voluntária não controlada, falta de resistência física,
tônus muscular inadequado e falta de auto-iniciativa para ação motora. (MENESCAL,
1999,p.45)

COORDENAÇÃO MOTORA GERAL DO DEFICIENTE VISUAL.

A criança cega apresenta dificuldade na realização de movimentos coordenados com o corpo


inteiro e, também, nas atividades em que há emprego especifico.
O trabalho corporal desenvolvido desde o primeiro ano de vida permite à criança cega a
execução de movimentos simples que tem como finalidade superar essas dificuldades de realizar
movimentos coordenados com o corpo inteiro e, também, nas atividades em que há emprego
especifico. Essa intervenção poderá propiciar um processo de desenvolvimento motor de melhor
qualidade.(CARVALHO, 2000 p.88)

DEFICIENTE VISUAL NO ESPORTE

A classificação dos atletas é dividida em três classes funcionais, visando que os atletas possam
competir em nível de condições iguais:
B1 nenhuma percepção de luz em qualquer dos olhos, até a percepção de luz, porem, sem
reconhecer a forma de uma mão a qualquer distancia e em qualquer direção.
B2 da capacidade de reconhecer a forma de uma mão, ate acuidade visual de 2/60 e/ou
campo visual inferior a 5º.
B3 da acuidade visual acima de 2/60 até acuidade visual de 6/60 e/ou campo visual de
mais de 5º e inferior a 20º.
A letra (B) se origina da palavra inglesa Blind, cego em português.
Todas as classes considerando o melhor olho, com a melhor correção (ou seja, todos os
atletas que utilizem lentes de contato ou lentes corretivas deverão usá-las para enquadramento
nas classes, que pretendam competir usando-as ou não)
A atividade física para o Deficiente Visual, é de suma importância para seu desenvolvimento
corporal e forte componente para sua integração social. Sua prática atua em diversos campos
sendo os principais, o motor, afetivo, e social. A ativação do campo motor destina-se ao
aprimoramento da locomoção, equilíbrio, agilidade, amplitude de movimentos, etc. a parte
afetiva, é ativada pela prática do exercício, trazendo realização pessoal, melhora de auto-estima,
auto-confiança, etc. Por fim, no campo social o deficiente visual é beneficiado na prática d a
atividade física , devido a oportunidade que esta traz, de convívio com pessoas num meio lúdico
e agradável. (MONTEIRO 2005, p.8)

ATLETISMO ADAPTADO PARA DEFICIENTES VISUAIS


As provas do atletismo adaptado podem ser disputadas por atletas com qualquer grau de
deficiência visual, pois os mesmo serão distribuídos em classificações b1, b2, b3, tanto na
categoria feminina quanto na categoria masculina, competindo entre si nas provas de pista, de
campo e na maratona.
No atletismo adaptado para atletas deficientes visuais os atletas B1 e B2 possuem por direito de
correr em duas raias, unidos por uma guia de 5 a 50 cm, ao atleta-guia. O atleta-guia poderá
passar instruções de colocação e posição nas raias para o atleta e estará impedido de dar
orientações técnicas e de pronunciar palavras de motivação aos atletas. Nas provas de campo os
atletas b1 e b2, também poderão fazer uso do atleta-guia sendo que o mesmo passara
instruções de localização de para onde e quando os atletas deverão arremessar ou saltar. Os
atletas b3 não possuem o direito de usar o atleta-guia nem em provas de campo nem nas de pista,
e o mesmo só poderão correr em uma raia, deferente dos atletas b1 e b2 que poderão correr em
duas raias.(CAVALHEIRO 1998 p.4)

METODOLOGIA

A pesquisa é do tipo descritiva, com natureza de campo e delineamento com levantamento de


opinião.
Realizamos entrevista com 30 profissionais de instituições que realizam atletismo adaptado para
cegos.
O instrumento foi composto de 9 questões , do tipo fechado, sobre a relação da prática do
atletismo com a melhora da coordenação motora geral do deficiente visual., foi aplicado no dia
27 de maio, de 2006, em São Caetano do Sul.
O instrumento possui perguntas sobre atraso do desenvolvimento motor do deficiente visual,
insuficiência motora do deficiente visual, orientação espaço corporal e idade que devemos iniciar
trabalho de atletismo para melhorar a coordenação motora geral do deficiente visual.

RESULTADOS

A pesquisa comprova que em sua maioria os motivos do atraso motor no deficiente são
limitações de experiência e a dificuldade para realizar movimentos rápidos, que podem ser
trabalhados através de orientação por um atleta guia ou por comando de voz do professor dando
orientação e consertando possíveis erros.
A idade em que devemos começar o trabalho para o deficiente deve ser de 5 à 8 anos no caso de
um cego congênito, e a partir da liberação o medico para um cego adquirido. Para a melhora da
coordenação motora geral do deficiente visual existe uma preferência à utilização do educativo
Skipping, que realiza um elevação do joelho e movimento pendular dos braços, uma forma muito
utilizada pelo atletismo para desenvolvimento da coordenação motora do deficiente visual e que
em seus educativos o corpo é trabalhado de forma fragmentada e de forma completa, assim
possibilita ao deficiente uma maior percepção do esquema corporal.

CONCLUSÃO

Quando apresentado ao atletismo, o deficiente visual apresenta uma dificuldade acentuada na


realização de movimentos em seqüência, nota-se um bloqueio causado pelo fato do deficiente
não estar adaptado a realizar movimentos amplos, velozes e/ou soltos, já que o deficiente para
locomoção utiliza-se o uso da órtese, e até mesmo na prática de outra modalidade, adota uma
postura defensiva para qualquer impacto ou atrito.
Através dessa pesquisa fica constatado que o deficiente visual praticante de atletismo possui uma
maior autonomia, segurança, potencialidade em seus movimentos, sendo os mesmos mais
eficazes e próximos dos movimentos realizados por pessoas que não possuem qualquer
deficiência visual ou motora.

REFERÊNCIAS

ABDC. Modalidades. Available from World Wide Web:


URL:http://www.abdcnet.com.br/modalidaes acesso 12 de abril de 2006.

AMORIM, M. Coordenação Motora de Deficientes.Rio de janeiro:Bertrand, 2001. 258 pag.

CASTRO, E.F. Uma investigação sobre a estrutura cognitiva e a aprendizagem no portador de


deficiência visual: sub normal. Campinas: Dissertação- Faculdade de Educação Física
UNICAMP, 1999.

COMITÉ OLIMPICO ESPAÑOL Desporte para minusvalidos físicos, psíquicos y sensoriles [s.]
Caráter, S.A, 1999, 250 pag.

COBO, A.D., RODRÍGUES.M.G., E BUENO, S.T. Desenvolvimento Cognitivo e deficiência


visual In: MARTIN M.B. E BUENO, ST. Deficiência Visual: aspectos Psicoevolutivos e
educativos. São Paulo: Santos Livraria e Editora, 2003. 345 pag.

CRAFT, D.H., Sensory Impairment. In: WINNICK, J.P Adapted Physical Education and Sports.
Illinois human kinetics Books. 1997. 398 pag.

DIAS, R.R. Aprendizagem motora, conceitos e aplicações. Editora edgard Blucher: São Paulo,
2002. 189 pag.

GALLAHUE, D.L & OZMUN, J.C. Compreendendo o desenvolvimento motor de bebês,


crianças, adolescentes e adultos. Phorte Editora: São Paulo, 2000. 307 pag.

IBSA. Classification B-1, B-2 and B-3. Available form World Wide Web:
<URL:http://www.ibisa.es/rules/rules.html > acesso em 12 de abril de 2006.

MONTEIRO, L.M.F.S. Considerações Sobre os Aspectos Psicomotores da Criança Deficiente


Visual. Artigo, 2005. pág 22.

NOGUEIRA, C.D. Educação Física Adaptada Apostila, 2005. 80 pag.

OMS, CIDDMM 2: Classification Internaccional de Fundacionamento, la Discapacidad y la


Salud . <www.who.ch/icidh> consultado em 01 de abril de 2006.
MENESCAL, A.A. A criança portadora de deficiência visual usando seu corpo e descobrindo o
mundo IN BRASIL. Lazer e atividadefisica e desportiva para portadores de deficiência visual.
Brasil: SESI-DN. Ministério dos Esportes e turismo, 2001. 497 pag.

SHERRIL, C. Adapted Physical Education and Recreation: A Multidisciplynary Approach.


Dubuque, iowa, Brow Company Publishers, 1998. 356 pag.

SHERRIL, C. Adapted Physical Education and Recreation and Sports – Crossdisciplinary and
lifespan. I.L.: Human Kinetics, 1996. 337 pag.

WARREN, D.H. Bildness and children: an individual diffrences approach. Cambridege:


Cambridede University Press, 1997. 278 pag.

WEINECK, J. Treinamento Ideal. São Paulo: Manole, 1999. 254 pag.