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SOMOS TODOS AUTORES-EDITORES

Paulo Tedesco

O fato de escrevermos um simples e-mail ou uma nota no blog significa que podemos, no
alvorecer do século XXI da era cristã, compartir, numa fração de segundos e pelo planeta
inteiro, nossas frases e idéias ao toque de um dedo. Não só escrevemos, mas editamos aquilo
que escrevemos, definimos o tipo da fonte, seu tamanho, suas interfaces automáticas
(hiperlinks) com outros textos, adicionamos imagens, sons, revisamos com recursos do próprio
sistema e ainda dividimos com amigos antes da publicação.
Se acrescentarmos a disseminação do uso da tecnologia digital por milhões e milhões de novos
autores, ao fato de que muitos aspiram que seu texto ganhe reconhecimento, o que surge é um
estranho mosaico de novas obras e iniciativas muitas vezes perdidas no universo digital e
impresso. Muitas dessas autopublicações carecem de qualidade literária (seja na área que for)
e editorial, quando não estão ausentes de qualquer proteção autoral, caindo em uso público
sem qualquer remuneração nem reconhecimento do autor. Para isso, o melhor remédio é
aprender o que é ser escritor e como se faz um livro, sua história milenar e sua importância. Há
uma tradição que precisa ser compreendida.
Portanto, todo o autor, de agora em diante, também é um editor. Talvez sempre o tenha sido,
mas o importante é que nunca antes na história essas duas funções estiveram tão próximas. Os
meios tecnológicos e a evolução mercadológica e política aproximaram nações e línguas das
mais distintas, bem como colocou em xeque a primazia de uma única e cara tecnologia que
partia da geração da celulose e terminava numa prateleira nalgum ponto empoeirado do
planeta, e que dominava quase que exclusivamente a reprodução dos textos.
Fatos como o aumento do número de títulos nas livrarias (as livrarias não comportam mais
tantos títulos), o crescimento nos EUA de 300 mil títulos no ano de 2008 para perto de 1 milhão
em 2009 de selfpublishers (autores que se autopublicam) e o surgimento de novos websites
promovendo a autopublicação, tanto no Brasil como em outros países e línguas, apontam ao
que precisa ser visto e entendido: o consumo do livro cresceu e se diversificou, quem dele quer
fazer parte, deve passar a acompanhá-lo e entendê-lo.
Foi para fazer frente a esse quadro e trazer ao autor a necessidade de também ser seu próprio
editor, que surgiu a Oficina do Livro e na sua versão digital e a distância: a Instrução para
Produção de Livros. Nas aulas que serão ministradas teremos todas as etapas que envolvem a
produção do livro, sempre de forma objetiva e pontual, para que o leigo ou mesmo o autor já
experimentado, possa estar melhor preparado nas questões que permeiam o mundo do livro.