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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PARÁ

ÁREA DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS, BIOLÓGICAS E DA SAÚDE


CURSO DE FISIOTERAPIA

MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS

Denise da Silva Pinto


Tereza Cristina dos Reis Ferreira

Colaborador : Profº. José Augusto Carvalho de Araújo


2ªedição. Revisado

BELÉM
2009
EXPEDIENTE
MANUAL PARA ELABORAÇÃO DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PARÁ
ÁREA DE CIENCIAS AMBIENTAIS, BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE FISIOTERAPIA

REITORIA:
Dr.João Paulo do Vale Mendes

VICE-REITORIA:
MSc. Sergio Fiuza de Mello Mendes

PRÓ-REITORIA ACADÊMICA:
Dr.João Paulo Mendes Filho

COORDENADORIA DE GRADUAÇÃO
MSc Sílvia Mendes Pessoa

COORDENADORIA DE PESQUISA
Dr. Adolfo Henrique Muller

COORDENADORIA DE EXTENSÃO
MSc Sílvia Mendes Pessoa

COORDENAÇÃO DA ÁREA DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS, BIOLÓGICAS E DA SAÚDE


Drª. Carmem Maria Leitão Barroso

COORDENAÇÃO DO CURSO DE BACHARELADO EM FISIOTERAPIA


MSc Leny Silene de Freitas Castro

COORDENAÇÃO DE TRABALHO DE CURSO


MSc Tereza Cristina dos Reis Ferreira

DISCIPLINA DE METODOLOGIA CIENTÍFICA E DA PESQUISA III e IV


MSc Denise da Silva Pinto

http://www.cesupa.br
APRESENTAÇÃO

Na elaboração de um trabalho acadêmico, muitos são os obstáculos enfrentados, além


dos estruturais e metodológicos. Os acadêmicos, exauridos de seus esforços intelectuais, ainda
têm que enfrentar, muitas vezes sob pressão de limites de prazos de apresentação, normas
documentais, geralmente dispersas, desatualizadas e difíceis de localizar. Sentem-se perdidos
diante de tantas normas e práticas diferenciadas. Por outro lado, as próprias bibliotecas nem
sempre possuem, nos seus acervos, um conjunto completo e atualizado das normas da ABNT
– Associação Brasileira de Normas Técnicas.
A produção científica é ponto fundamental para o reconhecimento e crescimento de
uma instituição de ensino. Muitos trabalhos são realizados e muitas vezes, poucos são reco-
nhecidos através de sua publicação. Tal fato pode ser explicado pela falta de experiência na
utilização da linguagem científica, o desconhecimento da metodologia científica, tão pouco
exercitada durante o curso de formação acadêmica, e dos caminhos que culminam com a pu-
blicação dos trabalhos por revistas de renome.

Deste modo, o objetivo deste manual é tentar fornecer normas, diretrizes básicas de
raciocínio e metodologia científica que possibilitem a realização e publicação dos trabalhos
científicos elaborados neste Centro Universitário, sendo este um instrumento facilitador para a
realização de tais trabalhos. Mas é importante mencionar que este manual não é definitivo
podendo passar por revisões e alterações de acordo com as normas vigentes de Trabalhos Ci-
entíficos. Poderá também haver inclusão de normas, quando houver demanda do curso , que
não foram aqui contempladas.

Denise da Silva Pinto


Tereza Cristina dos Reis Ferreira
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO............................................................................................................... 6
2 APRESENTAÇÃO GRÁFICA ..................................................................................... 7
2.1 FORMATO DO PAPEL................................................................................................ 7
2.2 TAMANHO DA FONTE............................................................................................... 7
2.3 ESPAÇAMENTO.......................................................................................................... 7
2.4 MARGEM...................................................................................................................... 8
2.5 PAGINAÇÃO................................................................................................................ 8
2.6 NUMERAÇÃO PROGRESSIVA.................................................................................. 8
3 ESTRUTURA DE PROJETO DE PESQUISA............................................................ 10
3.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS................................................................................... 10
3.1.1 Capa............................................................................................................................ 10
3.1.2 Folha de rosto............................................................................................................ 11
3.1.3 Sumário...................................................................................................................... 12
3.2 ELEMENTOS TEXTUAIS........................................................................................... 13
3.2.1 Introdução.................................................................................................................. 13
3.2.2 Objetivos.................................................................................................................... 14
3.2.3 Metodologia............................................................................................................... 14
3.2.4 Orçamento................................................................................................................. 15
3.2.5 Cronograma............................................................................................................... 16
3.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS................................................................................... 17
3.3.1 Referências................................................................................................................. 17
3.3.2 Apêndices................................................................................................................... 17
3.3.3 Anexos........................................................................................................................ 17
4 ESTRUTURA DOS TRABALHOS DE CURSO......................................................... 18
4.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS................................................................................... 19
4.1.1 Capa............................................................................................................................ 19
4.1.2 Folha de Rosto e Ficha Catalográfica......................................................................... 19
4.1.3 Errata........................................................................................................................... 20
4.1.4 Dedicatória ................................................................................................................ 21
4.1.5 Agradecimento............................................................................................................ 21
4.1.6 Epígrafe....................................................................................................................... 21
4.1.7 Resumo em português ................................................................................................ 22
4.1.8 Resumo em Inglês (Abstract)...................................................................................... 22
4.1.9 Listas de Ilustrações.................................................................................................... 23
4.1.10 Lista de tabelas.......................................................................................................... 23
4.1.11 Lista de abreviaturas e siglas.................................................................................... 23
4.1.12 Lista de símbolos...................................................................................................... 23
4.1.13 Sumário..................................................................................................................... 25
4.2 ELEMENTOS TEXTUAIS........................................................................................... 26
4.2.1 Introdução.................................................................................................................. 26
4.2.2 Objetivos.................................................................................................................... 26
4.2.3 Referencial Teórico................................................................................................... 26
4.2.4 Metodologia............................................................................................................... 26
4.2.5 Resultados e Discussão.............................................................................................. 40
4.2.6 Conclusões.................................................................................................................. 41
4.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS................................................................................... 41
4.3.1 Referências................................................................................................................. 41
4.3.2 Apêndices................................................................................................................... 41
4.3.3 Anexos........................................................................................................................ 41
5 REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA E METANÁLISE......................... 42
5.1 ROTEIRO PARA A ELABORAÇÃO.......................................................................... 43
6 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA..................................................................................... 46
6.1 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO....................................................................... 46
7 CITAÇÕES EM DOCUMENTOS................................................................................ 56
7.1 CITAÇÃO DIRETA...................................................................................................... 56
7.1.1 Citação até três linhas............................................................................................... 56
7.1.2 Citação com mais de três linhas............................................................................... 56
7.2 CITAÇÃO INDIRETA.................................................................................................. 57
7.2.1 Ao final do parágrafo................................................................................................ 57
7.2.1 Incluído no texto........................................................................................................ 57
7.2.2 Citação de citação...................................................................................................... 58
8 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS.......................................................................... 59
8.1) LIVROS E/OU FOLHETOS IMPRESSOS................................................................. 59
8.2) ARTIGOS DE PERIÓDICOS IMPRESSOS............................................................... 60
8.3) MONOGRAFIAS, DISSERTAÇÕES E TESES IMPRESSAS................................... 61
8.4) TRABALHOS APRESENTADO EM EVENTOS CIENTÍFICOS IMPRESSOS...... 62
8.5) HOMEPAGE (online).................................................................................................. 63
8.6) DOCUMENTOS JURÍDICOS..................................................................................... 63
9 FORMATAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES, QUADROS E TABELAS............................ 64
9.1 FIGURAS....................................................................................................................... 64
9.2 QUADROS.................................................................................................................... 65
9.3 TABELAS...................................................................................................................... 66
10. COMO ELABORAR UM ARTIGO.......................................................................... 68
10.1 CONCEITO................................................................................................................. 68
10.2 TIPOS DE ARTIGOS.................................................................................................. 68
10.3 QUAL A ESTRUTURA RECOMENDADA PARA OS ARTIGOS?........................ 68
REFERÊNCIAS................................................................................................................. 70
APÊNDICES....................................................................................................................... 72
ANEXOS............................................................................................................................. 77
1 INTRODUÇÃO

O curso de Fisioterapia do CESUPA coloca a disposição de todos os acadêmicos de


Fisioterapia Manual para Elaboração de Trabalhos de Curso, segundo as normas da Associa-
ção Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

Aqui estão reunidas todas as instruções e normas referentes à organização e confecção


dos Trabalhos de Curso, sendo elaboradas e organizadas por um grupo de professores do cur-
so.

O objetivo deste manual é ajudar os acadêmicos a formatar e organizar seus trabalhos


dentro dos padrões da ABNT, que é uma referência nacional de normalização, além de forne-
cer informações a cerca dos trâmites para entrega e apresentação dos projetos de pesquisa dos
trabalhos de curso e defesa final da Monografia.

As normas consultadas para a elaboração deste manual foram: a NBR 15287/2005 que
especifica os princípios gerais para a elaboração do projeto de pesquisa; a NBR 14724/2005
que especifica os princípios gerais para a elaboração de trabalhos acadêmicos; NBR
6023/2002 que especifica os elementos a serem incluídos em referências de material utilizado
para a produção de documentos e para inclusão no capítulo de Referências; a NBR
10520/2002 especifica as características exigíveis para apresentação de citações em documen-
tos; NBR 6024/2003 que estabelece a numeração progressiva das seções de documentos escri-
tos; NBR 6027/2003 que estabelece os requisitos para a apresentação de sumário de documen-
tos; NBR 6028/2003 que estabelece os requisitos para a redação e apresentação de resumos; a
NBR 6022/2003 que estabelece um sistema para a apresentação dos elementos que constituem
o artigo em publicação periódica científica impressa; e finalmente a NBR15437/2006 que
estabelece um sistema para a apresentação de Pôsteres técnicos e científicos.
2 APRESENTAÇÃO GRÁFICA (NBR 14724/2005)

Neste tópico serão dadas instruções de como configurar o editor de texto “Word”. Se-
gundo norma NBR 14724 – dez. 2005.

2.1 FORMATO DO PAPEL

Os textos devem ser apresentados em papel branco, com formato A4 (21cm x


29,7cm), digitados no anverso das folhas, com exceção da folha de rosto cujo verso deve con-
ter a ficha catalográfica. A cor da impressão deve ser preta, podendo utilizar cores somente
em ilustrações.

2.2 TAMANHO DA FONTE

Recomenda-se na capa ou folha de rosto tamanho 14 e usar no texto tamanho 12. Já o


tamanho 10 usa-se nas citações de mais de três linhas, assim como nas notas de rodapé, pagi-
nação e legendas das ilustrações e tabelas. O tipo de letra adequado para se usar em trabalhos
é Time New Roman.

2.3 ESPAÇAMENTO

Todo texto deve ser digitado em espaço de 1,5.


As citações longas (mais de três linhas), as notas de rodapé, legendas das ilustrações
e/ou tabelas, ficha catalográfica e natureza do trabalho devem ser digitadas em espaço sim-
ples.
As referências devem ser digitadas em espaço simples e separadas entre si por dois es-
paços simples.
Os títulos das seções (capítulos) devem ser separados do texto que o sucede por dois
espaços de 1,5.
Os títulos das subseções (divisões do capítulo) devem ser separados do texto que o
precede ou que o sucede por dois espaços de 1,5.
2.4 MARGEM

O texto deve ser configurado com margem superior e esquerda 3 cm, e inferior e direi-
ta 2 cm. O parágrafo recomendado por este manual deve estar endentado a 1,25 cm a partir da
margem esquerda e justificado.

2.5 PAGINAÇÃO

As páginas são contadas a partir da folha de rosto, mas não são numeradas. As nume-
rações começam a partir do inicio do texto, ou seja, da Introdução Os números da paginação
ficam no canto superior do lado direito da folha em algarismos arábicos, a parir da Introdução.
As referências, glossário, apêndices e anexos devem ser incluídos na numeração seqüencial
das páginas do texto principal.

2.6 NUMERAÇÃO PROGRESSIVA (NBR 6024/2003)

A numeração progressiva permite, através de uma seqüência lógica, o inter-


relacionamento das seções e subseções no texto, e ainda, permite a sua localização.

2.6.1 Seções:
São as partes em que se divide o texto de um documento. O indicativo numérico de
uma seção deve ser separado de um espaço de caractere de seu título. As seções são classifi-
cadas como:
2.6.1.1. Seções primárias:
São as principais divisões de um texto (denominadas “capítulos”) e são formatadas em
caixa alta (maiúsculo). Negritadas. Por serem as principais divisões de um texto, devem ini-
ciar em páginas diferentes.
As seções primárias podem ser divididas em seções secundárias; as secundárias, em
terciárias; as terciárias, em quaternária, etc.

2.6.1.2. Seções secundárias:


É a divisão do texto de uma seção primária. São formatadas em caixa alta sem negrito.

2.6.1.3. Seções terciárias:


É a divisão do texto de uma seção secundária. São formatadas em caixa baixa com
negrito.

2.6.1.4. Seções quaternárias:


É a divisão do texto de uma seção terciária. São formatadas em caixa baixa sem negri-
to.

2.6.1.5. Seções quinárias:


É a divisão do texto de uma seção quaternária. São formatadas em caixa baixa com
negrito
EXEMPLO

1 SEÇÃO PRIMÁRIA

1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA

1.1.1 Seção Terciária

1.1.1.1 Seção Quaternária

1.1.1.1.1 Seção Quinária


3 ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA (NBR 15287/2005)

Neste tópico serão dadas instruções de como estruturar um projeto de pesquisa cientí-
fica de acordo com a norma NBR 15287/2005, detalhando cada um dos elementos, quanto aos
seus itens indispensáveis e sua forma de apresentação.
Seqüência dos Elementos do Projeto de Pesquisa :

I – ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS:
1. Capa
2. Folha de rosto
3. Sumário (ABNT NBR 6027:2003)
II – ELEMENTOS TEXTUAIS:
1. Introdução
2. Objetivos
2.1 Geral
2.2 Específicos
3. Metodologia
4. Orçamento
5. Cronograma
II – ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS:
1. Referências (ABNT NBR 6023:2002)
2. Apêndices (quando couber)
3. Anexos (quando couber)
3.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
3.1.1 Capa
É um elemento obrigatório e suas informações devem ser transcritas na seguinte or-
dem:
- nome da instituição (obrigatório)
- nome do autor (obrigatório);
- título (obrigatório) deve ser claro e preciso, ou seja, deve identificar o conteúdo do trabalho;
- subtítulo, se houver (obrigatório), deve ser claro e evidenciar sua subordinação ao título
principal;
- local (cidade onde se localiza a instituição que o trabalho será apresentado);
- ano da apresentação do trabalho (obrigatório).

MODELO DE CAPA:

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PARÁ


ÁREA DAS CIÊNCIAS AMBIENTAIS, BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE FISIOTERAPIA Margens: superior e
esquerda 3 cm,
inferior e direita 2 cm.
João José da Silva
Fonte: Arial ou Times
New Roman, em negrito,
FATORES RELACIONADOS À INICIAÇÃO DO TABAGISMO
tamanho 14.
ENTRE ADOLESCENTES
Texto: centralizado, o
(Título centralizado e no meio da página)
titulo deve iniciar do
meio da página para
baixo.

BELÉM
2007
(cidade e ano centralizados)

3.1.2 Folha de rosto


É um elemento obrigatório e suas informações devem ser transcritas na seguinte or-
dem:
- nome(s) do(s) autor(es);
- título;
- subtítulo (se houver, deve ser evidenciada a sua subordinação ao título, precedido de dois-
pontos (:), ou distinguido tipograficamente);
- tipo de projeto de pesquisa e nome da entidade a que deve ser submetido;
- local (cidade) da entidade onde deve ser apresentado;
-ano de depósito (entrega).
MODELO DE FOLHA DE ROSTO

João José da Silva Margens: superior e esquerda 3


(nome do autor centralizado)
cm, inferior e direita 2 cm.
Fonte: Arial ou Times New Ro-
man, em negrito, tamanho 14.
FATORES RELACIONADOS À INICIAÇÃO DO TA-
BAGISMO ENTRE ADOLESCENTES Texto: centralizado, o titulo deve
(Título centralizado e no meio da página)
iniciar do meio da página para
Projeto de Trabalho de Curso
apresentado ao Centro Univer- baixo.
sitário do Pará como pré-
requisito para a obtenção do O tipo de projeto de pesquisa e o
grau de Bacharel em Fisiotera-
pia, sob orientação do Profº nome da entidade a que é subme-
Esp/Msc/Dr (nome do orienta-
dor) e co-orientação do (quan-
tido devem ser alinhados do meio
do couber). da mancha para a margem direita.

BELÉM
2007
(cidade e ano centralizados)

3.1.3 Sumário
Elemento obrigatório. Elaborado conforme a ABNT NBR 6027. As regras de apresen-
tação do sumário são:
- a palavra sumário deve ser centralizada, em negrito e todas as letras em maiúsculo;
- os itens do sumário devem ser destacados pela mesma apresentação utilizada no texto;
- os elementos pré-textuais não devem constar no sumário;
- os indicativos das seções devem ser alinhados a esquerda.
MODELO DE SUMÁRIO (PROJETO DE TC)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO..........................................................3
2 OBJETIVOS.............................................................12
2.1 OBJETIVO GERAL...............................................12
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................12
3. METODOLOGIA...................................................13
4. ORÇAMENTO .......................................................20
5. CRONOGRAMA....................................................21
REFERÊNCIAS..........................................................22
APÊNDICES................................................................25
ANEXOS......................................................................28
3.2 ELEMENTOS TEXTUAIS
Seus capítulos devem iniciar sempre em uma nova página, com os títulos em maiúscu-
lo e negrito.

3.2.1 Introdução
É a apresentação do projeto, na qual devem ser expostos o tema do projeto, o proble-
ma a ser abordado/pergunta do estudo, a revisão da literatura e a justificativa do estudo.
No que tange ao tema do estudo:
• Deve ser escolhido o mais precocemente possível e partir das dúvidas do próprio alu-
no, dentre assuntos de seu interesse;
• Procure um assunto de seu interesse, na área da fisioterapia que mais lhe agrada;
• Direcione nas linhas de pesquisa:
• Experimental:Validação de métodos e técnicas em Fisioterapia
• Observacional: Pesquisa em Saúde Pública e Comunidade
• Busque na biblioteca livros texto e trabalhos sobre este assunto: revisão bibliográfica
inicial;
• Identifique nestes textos, quais as dúvidas e curiosidades que lhe ocorrem sobre o te-
ma;
• Escolha dentre as dúvidas, qual você quer responder;
• Monte seu trabalho de forma a responder somente esta dúvida. É natural durante o tra-
balho outras e outras dúvidas surgirem. NÃO SE DESVIE DE SUA META que é res-
ponder somente a dúvida inicial;
• Procure sempre simplificar ao máximo sua dúvida, de modo que ela apresente o menor
número de variáveis possível;
• Identifique o melhor tipo de trabalho para responder sua dúvida ou esclarecer sua cu-
riosidade.
Em relação ao problema/pergunta do estudo:
• A “pergunta” é na realidade a dúvida a qual se quer responder. Dela decorre direta-
mente o objetivo do trabalho;
• Deve sempre ser elaborada, para que na mente do pesquisador possa ficar bem claro
qual objetivo pretende atingir;
• De acordo com a dúvida, várias perguntas podem ser elaboradas segundo o objetivo a
ser alcançado;
• Cada uma das perguntas elaboradas é uma dúvida a ser respondida. Cada uma delas
gera um trabalho.
Considerando a revisão da literatura:
• Procure Trabalhos Científicos, Artigos, “sites” de pesquisa na Internet e mesmo livros
sobre o assunto a ser estudado;
• Iniciar o texto com uma “frase de impacto”;
• Aprenda sobre o assunto, situe-se no atual estado das pesquisas internacionais, nacio-
nais e regionais;
• Justifica o estudo;
• Geral → Particular → Direciona para o Objetivo.
A justificativa do estudo deve estar implícita nos parágrafos finais da Introdução, e
deve levar em consideração os seguintes aspectos:
• Qual a importância do estudo?
• O que levou a fazer este estudo?
• Quais os benefícios que irá trazer para a sociedade?

3.2.2 Objetivos

Mostra clara e objetivamente ao leitor, o que se pretende verificar com o presente traba-
lho, devendo ser desmembrados em geral e específico.

3.2.3 Metodologia:
Mostra e caracteriza onde, em quem, quando, como e com o que será realizado no
trabalho (colocar os tempos verbais no futuro). Deve conter os seguintes elementos:

 Aspectos éticos (CEP, Autorizações, TCLE)


 Tipo de estudo (delineamento)
 População alvo/amostra (quem? Nº? grupos?)
 Critérios de inclusão e exclusão
 Local/Tempo do estudo (Onde? Quando?)
 Procedimentos/Coleta de dados (Como?/Com o quê? grupo intervenção e controle?)
 Análise Estatística e/ou Qualitativa dos dados
 Avaliação de Riscos e Benefícios
3.2.4 Orçamento (modelo):
VALOR
PROCEDIMENTO / MATERIAL VALOR TOTAL
QUANTIDADE UNITÁRIO
DE CONSUMO EM R$
EM R$
Aquisição de Artigos 60 R$ 6,00 R$ 360,00
Tinta preta p/ Epson Stylus C43SX 2 R$ 60,00 R$120 ,00
Tinta colorida p/ / Epson Stylus C43SX 2 R$ 60,00 R$ 120,00
Resma de papel A4 3 R$ 12,00 R$ 36,00
Caneta esferográfica azul 2 R$ 0,60 R$ 1,20
Caneta esferográfica preta 2 R$ 0,60 R$ 1,20
Caneta esferográfica vermelha 2 R$ 0,60 R$ 1,20
Lapiseira 0,5 2 R$ 3,00 R$ 6,00
Refil para lapiseira 0,5 2 R$ 1,50 R$ 3,00
Borracha branca 2 R$ 0,70 R$ 1,40
Grampeador 1 R$ 3,50 R$ 3,50
Caixa de grampos 1 R$ 3,00 R$ 3,00
Pasta sanfonada p/ arquivar fichas 2 R$ 6,80 R$ 13,60
CD 700 MB 48x 10 R$ 2,00 R$ 20,00
Caixa de liga elástica Mamuth® 4 R$ 0,50 R$ 2,00
Dinamômetro Hidráulico de Mão Ja- 1 R$ 1250,00 R$1250,00
mar®
Halter de Ferro ½ Kg 2 R$1,90 R$2,80
Halter de Ferro 1 Kg 2 R$ 3,50 R$ 7,00
Xerox das fichas de avaliação 20 R$ 0,08 R$ 1,60
Xerox da TCLE 20 R$ 0,08 R$ 1,60
Encadernação do projeto 6 R$ 2,50 R$ 15,00
Transporte pesquisadoras (ônibus) 100 R$ 1,35 R$135,00
Análise Estatística 1 R$ 200,00 R$ 200,00
Correção Ortográfica 1 R$ 150,00 R$ 150,00
Encadernação do trabalho 6 R$ 5,00 R$ 30,00
___ ___
TOTAL GERAL R$ 2.485,10
3.2.5 Cronograma (modelo):
3.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

3.3.1 Referências (ABNT NBR 6023:2002): Ver capítulo 8: Elaboração de Referências.


Elemento obrigatório. Constitui uma lista ordenada dos documentos efetivamente ci-
tados no texto. Não devem ser referenciadas fontes bibliográficas que não foram citadas no
texto. Caso haja conveniência de referenciar material bibliográfico que foi utilizado na norma-
tização do trabalho de curso, deve-se fazer uma lista própria após a lista de referencias, sob o
título Normas Adotadas.

3.3.2 Apêndices
Elemento opcional. Texto ou documento elaborado pelo autor a fim de complementar
o texto principal. Os dados mais freqüentemente encontrados neste capítulo são as fichas de
avaliação e protocolos utilizados no trabalho.

3.3.3 Anexos
Elemento opcional. Texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de fun-
damentação, comprovação ou ilustração.

Nota 1 - A aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa é obrigatório no trabalho final

Nota 2 : Os apêndices e os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas, tra-
vessão e respectivos títulos.
Exemplos: APÊNDICE A - Título do apêndice
APÊNDICE B - Título do apêndice
ANEXO A - Título do anexo
ANEXO B - Título do anexo

OBS: A referência aos apêndices e anexos no corpo do texto deve ser feita entre parênteses e
em caixa alta (maiúsculo).
Ex: ...Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (APÊNDICE A)
...Escala de esforço de Borg (ANEXO A).
4 ESTRUTURA DOS TRABALHOS DE CURSO (NBR 14724/2005)

Neste tópico serão dadas instruções de como estruturar o trabalho de curso de acordo
com a norma NBR 14724/2005, detalhando cada um dos elementos, quanto aos seus itens
indispensáveis e sua forma de apresentação. Seqüência dos Elementos do Trabalho de Curso:

I - ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
1 - Capa
2 – Folha de rosto
2.1 – Ficha catalográfica
3 – Errata (opcional)
4 – Dedicatória (opcional)
5 – Agradecimentos (opcional)
6 – Epígrafe (opcional)
7 – Resumo em português
8 – Resumo em inglês
9 – Lista de ilustrações
10 – Lista de tabelas
11 – Lista de abreviaturas e siglas
12 – Lista de símbolos
13 – Sumário (ABNT NBR 6027:2003)
II – ELEMENTOS TEXTUAIS
1- Introdução
2 – Objetivos
2.1 – Geral
2.2 – Específicos
3 – Referencial Teórico ou subdivisões em capítulos
4 – Metodologia
5 – Resultados e Discussão
6 – Conclusão
III – ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
1 – Referências (ABNT NBR 6023:2002) Ver capítulo 8: Elaboração de Referências.
2 – Apêndices (quando couber)
3 – Anexos (quando couber)

4.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS


4.1.1 Capa (seguir modelo na página 10)
4.1.2 Folha de rosto (ver modelo na página 11)
Na folha de rosto do trabalho de curso, o texto para identificação da natureza do traba-
lho deverá ser escrito da seguinte maneira:
Trabalho de Curso apresentado ao Centro Universitário do
Pará como pré-requisito para a obtenção do grau de Bacha-
rel em Fisioterapia, sob orientação do Profº Esp/Msc/Dr
(nome do orientador) e co-orientação do (quando couber).

4.1.2.1 Ficha Catalográfica:


Esta dá subsídios às Bibliotecas para localizar, catalogar e arquivar os trabalhos ou li-
vros, devendo ser colocada no verso da folha de rosto, seguindo este modelo:
Caixa de texto de 12 cm de largura por 7 cm de altura, centralizada e colocada na me-
tade inferior da página.

SILVA, João José


Variáveis relacionadas à iniciação do tabagismo entre adolescentes. João
José da Silva. – Belém, 2007.
60 f.

Trabalho de Curso (Bacharelado em Fisioterapia) – Centro Universitário do


Pará.

1. Variáveis. 2. Tabagismo. 3. Adolescentes. 4. Epidemiologia


4.1.3 Errata (opcional)
Consiste em uma lista das folhas e linhas em que ocorrem erros, seguida das devidas
correções. Apresenta-se quase sempre em papel avulso ou encartado, acrescido ao trabalho
depois de impresso. A errata, se houver, deve ser inserida logo após a folha de rosto. O texto
da errata deve estar disposto da seguinte maneira:
MODELO DE ERRATA
ERRATA

Folha Linha Onde se lê Leia-se

32 3 publiação publicação

Na página 15, 3º parágrafo.

Onde se lê:
“A Incontinência Urinária de Urgência (IUU), acompanhada ou não de urge-incontinência, o-
corre na presença da contração vesical durante a fase de enchimento, desencadeada espontane-
amente ou em resposta a estímulos a Incontinência Urinária de Urgência (IUU), acompanhada
ou não de urge-incontinência.”

Leia-se:
“A Incontinência Urinária de Urgência (IUU), acompanhada ou não de urge-incontinência, o-
corre na presença da contração vesical durante a fase de enchimento, desencadeada espontane-
amente ou em resposta a estímulos.”
4.1.4 Dedicatória
Elemento opcional, onde o autor presta homenagem ou dedica seu trabalho.

4.1.5 Agradecimento
Elemento opcional, dirigido àqueles que contribuíram de maneira relevante à elabora-
ção do trabalho.

4.1.6 Epígrafe
Elemento opcional, onde o autor apresenta uma citação, seguida de indicação de autoria.
MODELO DE DEDICATÓRIA MODELO DE AGRADECIMENTOS
AGRADECIMENTOS

A Deus pelo dom da vida e a certeza de meu


crescimento profissional.

À minha família, que não pouparam esforços


para eu concluir esse objetivo.

Ao professor....

Aos amigos...

E a todos aqueles que direta ou indiretamente


contribuíram para este trabalho.

Aos meus pais com muito


amor e carinho.

MODELO DE EPÍGRAFE

“...cada um de nós com-


põe a sua história e cada
ser em si carrega o dom
de ser capaz e de ser fe-
liz...”
Almir Sater
4.1.7 Resumo em português
É a apresentação concisa do conteúdo do trabalho, não devendo ultrapassar 500 pala-
vras, seguido das palavras-chave e ou descritores, conforme NBR-6028/2003.
MODELO DE RESUMO

RESUMO
(dois espaços 1,5 entre a palavra e o texto)
(resumo escrito em fonte 12, espaço simples, parágrafo centralizado sem recuo)
Este trabalho irá analisar as variáveis relacionadas à iniciação do tabagismo entre adolescentes estudantes de nível
médio de uma escola particular e outra pública, na cidade de Belém-PA, em 2005. Para a coleta de dados foi utili-
zado um questionário, não identificado, de auto-preenchimento, com 27 questões fechadas, perguntando sobre
experimentação de cigarro, fumo habitual, acesso à compra de cigarros, por qual motivo começou a fumar, percep-
ção dos estudantes sobre o seu rendimento escolar, diálogo sobre tabagismo no ambiente familiar e nível sócio-
econômico. Participaram do estudo 1520 estudantes, sendo 724 (47,6%) da rede particular e 796 (52,4%) da rede
pública. A média de idade dos estudantes foi de 16,5 anos. Dos estudantes, referiram ter experimentado cigarro
44,0% e fazer uso habitual de cigarros 11,0%. A proporção de experimentadores na escola pública foi de 51,2% e
na particular foi de 36,7% (p=0,000) e de fumantes habituais foi 14,6% na escola pública e 7,0% na particular
(p=0,000). As associações encontradas para iniciação e uso atual de cigarro que em ambas as escolas foram: a
curiosidade, presença de pessoas fumantes no convívio social do adolescente, não ter sido elogiado por não fumar,
e se considerar um aluno regular ou ruim. Não houve associação entre experimentação e fumo atual com classes
sociais nas duas escolas, exceto para experimentadores das classes A e B. A variável mais importante para fumo
nos estudantes foi a curiosidade, e a experimentação e uso habitual de cigarro foram mais freqüentes na escola
pública que na particular.

Palavras-chave: Tabagismo, Variáveis relacionadas, Iniciação, Adolescentes, Estudantes.

4.1.8 Resumo em inglês (Abstract)


É a tradução do resumo, seguido das palavras-chave e/ ou descritores.
MODELO DE ABSTRACT

ABSTRACT
(dois espaços 1,5 entre a palavra e o texto)
(abstract escrito em fonte 12, espaço simples, parágrafo centralizado sem recuo)
This work will study the variables related to smoking initiation among teenagers students from high school at two schools, one
public and other private, in the city of Belém, Pará State, Brazil, 2005. An anonymous, self-administered questionnaire with 27
closed questions, asking about contact with tobacco and tobacco smoking, facilities to buy cigarettes, variables related to smoking
initiation, school performance, talks about tobacco smoking in the familiar group and social economic level. An intentional
sample of 1520 students participated, 724 (47.6%) from public school and 796 (52.4%) from private school. The mean age of the
students was 16.5 years-old. The proportion of smoking initiation was 44.0% and current smoking 11.0%. The proportion of
smoking initiation in the public school was 51.2% and in the private 36.7% (p=0.000) and of current smokers was 14.6% in the
public school and 7.0% in the private (p=0.000). The variables significantly related to smoking initiation and current smoking
between the adolescents were: curiosity, contact with smokers in their social life, had never been complimented about being a
non-smoker and had had a regular or bad self reported school performance. There was no association between smoking initiation
and current smoking with socioeconomic levels in the two schools, except for those who had just experimented cigarettes from
levels A and B of the private school. The most important variable to tobacco smoking in the students was curiosity and the smok-
ing initiation and current smoking were more frequent in public than in private school.

Key Words: Smoking. Variables related. Initiation. Teenagers. Students.


4.1.9 Lista de ilustrações
Elemento obrigatório a partir de dez ocorrências no trabalho. Elaborada de acordo com
a ordem apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico, acompa-
nhado do respectivo número da página. Quando necessário, recomenda-se a elaboração de
lista própria para cada tipo de ilustração (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráfi-
cos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros).

4.1.10 Lista de tabelas


Elemento obrigatório a partir de dez ocorrências no trabalho. Elaborada de acordo com
a ordem apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico, acompa-
nhado do respectivo número da página.

4.1.11 Lista de abreviaturas e siglas


Elemento obrigatório a partir de dez ocorrências no trabalho. Consiste na relação alfa-
bética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto, seguidas das palavras ou expressões cor-
respondentes grafadas por extenso. Recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo.

4.1.12 Lista de símbolos


Elemento opcional. Elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto, com o
devido significado.
MODELO DE LISTAS

LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE TABELAS


(2 espaços de 1,5) (2 espaços de 1,5)

ILUSTRAÇÃO 1 – Título...............................01 TABELA 1 – Título.........................................01


ILUSTRAÇÃO 2 – Título...............................02 TABELA 2 – Título.........................................12
ILUSTRAÇÃO 3 – Título...............................03 TABELA 3 – Título.........................................72
ILUSTRAÇÃO 4 – Título...............................04 TABELA 4 – Título.........................................66
ILUSTRAÇÃO 5 – Título...............................05 TABELA 5 – Título.........................................58
ILUSTRAÇÃO 6 – Título...............................06 TABELA 6 – Título........................................52
ILUSTRAÇÃO 7 – Título...............................07 TABELA 7 – Título.........................................34

LISTA DE ABREVIATURAS E SÍGLAS LISTA DE SÍMBOLOS


(2 espaços de 1,5) (2 espaços de 1,5)

ABNT – Associação Brasileira de Normas α Alfa


Técnicas.
β Beta
DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
© Copyright
PImax – Pressão Inspiratória Máxima
PEmax – Pressão Expiratória Máxima ® Marca registrada
VC – Volume Corrente Ω Omega
π Pi
4.1.13 Sumário (ABNT NBR 6027/2003)

MODELOS DE SUMÁRIO

SUMÁRIO SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.................................................3 1 INTRODUÇÃO.................................................3
2 OBJETIVOS......................................................5 2 OBJETIVOS......................................................5
2.1 OBJETIVO GERAL........................................5 2.1 OBJETIVO GERAL........................................5
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ..........................5 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS...........................5
3. REFERENCIAL TEÓRICO...........................6 3 TABAGISMO....................................................6
4. METODOLOGIA..........................................20 4 ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS.............10
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO....................25 5. METODOLOGIA..........................................20
6. CONCLUSÃO................................................31 6 RESULTADOS E DISCUSSÃO....................25
REFERÊNCIAS.................................................32 7. CONCLUSÃO................................................31
APÊNDICES.......................................................35 REFERÊNCIAS.................................................32
ANEXOS.............................................................40 APÊNDICES.......................................................35
ANEXOS.............................................................40

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO..........................................................3
2 OBJETIVOS...............................................................5
2.1 OBJETIVO GERAL.................................................5
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS....................................5
3 REFERENCIAL TEÓRICO.....................................6
3.1 TABAGISMO...........................................................6
3.2 ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS.......................10
5. METODOLOGIA...................................................20
6 RESULTADOS E DISCUSSÃO.............................25
7 CONCLUSÃO..........................................................31
REFERÊNCIAS..........................................................32
APÊNDICES................................................................35
ANEXOS......................................................................40
4.2 ELEMENTOS TEXTUAIS
Seus capítulos devem iniciar sempre em uma nova página, com os títulos em maiúscu-
lo e negrito, precedidos da numeração progressiva.

4.2.1 Introdução
É a apresentação da monografia, na qual devem ser expostos os seguintes elementos:

ESTRUTURA
Frase de impacto.
Conceituação e classificação se necessária.
Importância mundial, nacional e regional.
Desenvolvimento do tema 1.
Desenvolvimento do tema 2.
Interligação dos temas 1 e 2. (como se fosse um resumo de tudo)
Justificativa do trabalho.

4.2.2 Objetivos:

Mostra clara e objetivamente ao leitor, o que se pretende verificar com o presente traba-
lho, devendo ser desmembrados em geral e específico.

4.2.3 Referencial Teórico ou Subdivisões em Capítulos:


Tópico OBRIGATÓRIO, que localiza historicamente o tema, ressaltando os autores
importantes, e os marcos históricos e teóricos na descoberta e evolução do assunto.
Deve seguir a ordem cronológica dos acontecimentos, sendo citados os autores de a-
cordo com as normas da ABNT (ver capítulo 7: Citações em documentos).
Caso o autor opte pela estrutura de REFERENCIAL TEÓRICO, este deverá ser escri-
to em texto único, abordando todos os temas implícitos no trabalho. Caso opte pelas SUBDI-
VISÕES EM CAPÍTULOS, os temas serão abordados em capítulos separados, com seus títu-
los em maiúsculo e negrito, precedidos da numeração progressiva de acordo com o Sumário.

4.2.4 Metodologia:
Mostra e caracteriza onde, em quem, quando, como e com o que foi realizado no tra-
balho (colocar os tempos verbais no passado). Deve conter os seguintes elementos:
 Aspectos éticos (CEP, Autorizações, TCLE)
 Tipo de estudo (delineamento)
 População alvo/amostra (quem? Nº? grupos?)
 Critérios de inclusão e exclusão
 Local/Tempo do estudo (Onde? Quando?)
 Procedimentos/Coleta de dados (Como?/Com o quê? grupo intervenção e controle?)
 Análise Estatística e/ou Qualitativa dos dados

I - DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DA METODOLOGIA:

ASPECTOS ÉTICOS DO TRABALHO

A) EM PESQUISA COM SERES HUMANOS

Todos os indivíduos/sujeitos da presente pesquisa foram estudados segundo os precei-


tos da Declaração de Helsinque e do Código de Nuremberg, respeitadas as Normas de Pesqui-
sa Envolvendo Seres Humanos (Res. CNS 196/96) do Conselho Nacional de Saúde após a
submissão e aprovação do projeto pelo Comitê de Ética do Centro Universitário do Pará (A-
PÊNDICE A), autorizado pela Instituição X (diretores ou gestores de clínicas, hospitais, URE,
escolas, e outros) (APÊNDICE B) e pelos indivíduos/sujeitos ou seus responsáveis legais, por
meio da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido (APÊNDICE C).

B) EM PESQUISA ANIMAL

Todos os animais da presente pesquisa foram cuidados segundo as normas do Colégio


Brasileiro de Experimentação Animal (COBEA) e legislação nacional para vivissecção ani-
mal em vigor (Lei federal 6.638 de 08 de maio de 1979), tendo sido o projeto da pesquisa
aprovado pelo Comitê de Ética na pesquisa animal, do Instituto Evandro Chagas (APÊNDICE
A), autorizado pelo local de realização do experimento (diretores ou gestores do laboratório
de cirurgia experimental da instituição X) (APÊNDICE B).

TIPO DE ESTUDO
Informar se foi realizado um estudo do tipo observacional ou experimental/de inter-
venção. Se foi observacional: descritivo e/ou analítico; retrospectivo (longitudinal), transver-
sal ou prospectivo (longitudinal); coorte retrospectiva/histórica, caso-controle, ecológico,
transversal/seccional, coorte prospectiva. Se experimental/de intervenção: ensaio clínico;
randomizado/aleatorizado, não-randomizado/aleatorizado ou pareado; cego, duplo-cego ou
aberto. Se qualitativo ou quali-quantitativo, ver metodologia e classificações apropriadas.

POPULAÇÃO ALVO/ AMOSTRA:

Grupos e subgrupos:
“Os 1356 prontuários que constituíram a amostra do estudo foram distribuídos segun-
do ao ano de admissão, em 03 grupos de estudo e cada grupo dividido em dois subgrupos de
acordo com o semestre da admissão do paciente no hospital, primeiro ou segundo.

Como se chegou ao número de casos estudados:


“No banco de informações do centro de processamento de dados (CPD) do Serviço de
Arquivo Médico e Estatística (SAME) do Hospital Santa Madalena, foi pesquisado quais os
pacientes atendidos no período de janeiro 1997 a dezembro 2001, eram portadores de tubercu-
lose ativa, sendo identificado o número de 2.567 prontuários, por intermédio de seu Código
Internacional de Doenças.
Dentre os prontuários catalogados, somente 1.843 foram localizados no arquivo morto
do Hospital, sendo revisados e analisados quanto ao correto preenchimento dos dados de iden-
tificação, das fichas de protocolo do Serviço, exames complementares e esquema de tratamen-
to utilizado.
Destes, foram excluídos 487, por não preencherem os requisitos da pesquisa, restando
1356 prontuários que constituíram a presente amostra”.

Critérios de inclusão e exclusão:


Exemplo: “Como critérios de exclusão, foi padronizada a inclusão de pacientes de ambos os
sexos, na faixa etária compreendida entre 20 e 45 anos, com sintomas característicos de
pneumopatia específica e ou imunodeficiência, sem tratamento específico e ou antirretrovial
prévio, e que necessitaram internação no período compreendido entre 1997 a 2001. Foram
excluídos pacientes cardiopatas, diabéticos e/ou portadores de neoplasias”.
PROCEDIMENTOS

O que foi analisado no material estudado:


Dados referentes à idade, sexo, raça, faixa etária, peso, procedência, tempo de sinto-
matologia, presença de contactantes, sintomas e sinais sugestivos de imunodeficiência, exa-
mes de laboratório e imagens, tratamentos prévios e ministrados durante a internação, foram
coletados em protocolo próprio (APÊNDICE 01), e cruzados entre si.

Como foi feito (técnicas utilizadas):


Descrição de métodos de laboratório e aparelhagem utilizada em detalhes, especifi-
cando o modelo da aparelhagem, referência dos kits de reagentes, tipo de filmes, calibre de
agulhas etc.
Estudo histológico: descrever modo de fixação, espessura dos cortes, tipos de colora-
ção, especificação do microscópico em que foram lidas as lâminas, quantos examinadores
leram as lâminas, como foi feita a identificação das lâminas a fim de ocultar dos examinado-
res, seu grupo de origem, etc.
ANÁLISE DOS DADOS

A) ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS DADOS (QUANTITATIVA):

A análise estatística se inicia desde a definição do tamanho da amostra (tamanho do n)


e só termina com a interpretação estatística final dos dados coletados. Ela está presente em
todas as etapas da pesquisa

Para a análise estatística final dos dados encontrados, é necessário que seja feita uma
apuração das informações com a montagem de um banco de dados, de modo a facilitar a or-
ganização dos dados para aplicação de possíveis testes estatísticos e apresentação dos resulta-
dos encontrados em tabelas e gráficos. Esta apuração deve ser feita com a ajuda de “pacotes
estatísticos” (programas de computador) que já contêm as diversas ferramentas estatísticas
necessárias.

A análise estatística dos dados pode ser feita através da ESTATÍSTICA DESCRITI-
VA, ou através da ESTATÍSTICA INFERENCIAL, ou ainda com a união das duas.

A.1) ESTATÍSTICA DESCRITIVA:


Esta tem o objetivo de organizar e classificar os dados numéricos através de percentu-
ais brutos, gráficos e/ou tabelas e calcular determinadas Medidas de Tendência Central como
a média, a mediana, a moda, e/ou de Dispersão com a variância e o desvio padrão.

Procura somente descrever e analisar um grupo (amostra), sem tirar quaisquer conclu-
sões sobre um grupo maior de onde veio a amostra (universo).

Ex.: Perfil epidemiológico das mulheres atendidas no PCCU da UMS Fátima.

O resultado da análise descritiva irá SOMENTE INFORMAR a idade, estado civil,


renda, escolaridade, número de gestações, número de paridade e abortos, uso de contracepti-
vos, número de parceiros sexuais, doenças na gravidez, e DST’s.
A.2) ESTATÍSTICA INFERENCIAL:

Compreende a obtenção de medidas amostrais estatísticas pela análise de parte de uma


população, generalizando-as em seguida através de testes especiais, para o todo (população),
permitindo predições e/ou tomadas de decisões, quer através de estimações por INTERVA-
LOS DE CONFIANÇA (IC a 95% ou 99% de confiança), quer por meio de TESTES ESTA-
TÍSTICOS.

Ex: Variáveis relacionadas à iniciação do tabagismo entre estudantes do ensino médio na ci-
dade de Belém-PA.

Verificar as possíveis associações existentes entre a iniciação do tabagismo destes


adolescentes e a influência de pais, irmãos e amigos tabagistas, ou outras influências do meio
social destes adolescentes, dentre elas o rendimento escolar, a facilidade na aquisição de ci-
garros pelos adolescentes, o diálogo sobre tabagismo no ambiente familiar e o nível sócio-
econômico dos mesmos, com os resultados obtidos nesta amostra, decidir políticas de preven-
ção e controle do tabagismo voltadas para os jovens.

A.2.1) Aplicação de Testes Estatísticos:

Três características importantes do seu estudo devem ser observadas na escolha do tes-
te estatístico a ser aplicado, para que este atenda ao objetivo do trabalho:

1ª - Número de Amostras (grupos de estudo):


--Uma amostra
--Duas amostras Independentes
--Duas amostras Relacionadas (Pareadas)
--K (3 ou +) amostras independentes
--K (3 ou +) amostras relacionadas (Pareadas)

2ª – Número de Variáveis:

--Uma variável: análise univariada


--Duas variáveis: análise bivariada
--K (3 ou +) variáveis: análise multivariada
3ª - Classificação da Variável (Tipo):

-- Quantitativa: Dados numéricos

- Discretos: contados em números inteiros (contagem);


Ex: N° de filhos; N° de cigarros consumidos por dia; N° de acidentes.

- Contínuos: qualquer valor dentro de um intervalo, casas decimais; números depois


da vírgula (mensuração);
EX: Peso: 60,5 kg, Altura: 1,70 m, glicemia.
-- Qualitativa: Dados categóricos

- Nominal: não se ordena, apenas pode ser demonstrado em percentagem;


Ex: diagnóstico clínico; sexo (feminino, masculino).
- Ordinal: pressupõe uma ordem ou gradação;
Ex: classificação da PA; grau de força muscular.

A 2.2) A Escolha do Teste Estatístico (Sugestões – BioEstat 4.0):

A 2.2.1 – Para uma amostra

1.1 – Uma variável:


A) Dados categóricos:

-- Binomial

-- Qui-quadrado (aderência proporções esperadas iguais ou desiguais)

-- Kolmogorov Smirnov

B) Dados numéricos:

-- Teste t (Student)

-- Teste Z

1.2 – Duas variáveis:


A) Dados categóricos:

-- Coeficiente de Contingência C

-- Correlação de Kendall

-- Correlação de Spearman
B) Dados numéricos:

-- Correlação Linear de Pearson

-- Regressão Linear

1.3 – K Variáveis:
A) Dados Numéricos e Categóricos:

-- Componente Principal

-- Correlação Parcial

-- Regressão Múltipla

A 2.2.2 - Para duas amostras independentes


1.4 – Uma variável:
A) Dados categóricos:

-- Teste Exato de Fischer

-- Qui-quadrado

-- Kolmogorov Smirnov

-- Mann-Whitney

B) Dados numéricos:

-- ANOVA (um critério)

-- Teste Z

-- Teste t (Student)

A 2.2.3 – Para duas amostras relacionadas


1.5 – Uma variável:
A) Dados categóricos:

-- Kappa

-- McNemar

-- Teste dos sinais

-- Wilcoxon
B) Dados numéricos:

-- ANOVA

-- Teste t (Student)

A 2.2.4 Para K amostras independentes:


1.6 – Uma variável:
A) Dados categóricos:

-- Kruskall-Wallis

-- Qui-Quadrado (Mantel-Haenszel)

B) Dados numéricos:

- ANOVA (um critério)

1.7 - K variáveis:

A) Dados categóricos:

-- Concordância de Kendall

B) Dados numéricos:

-- ANOVA (dois critérios)

-- Distância Euclidiana

-- Teste de Barllett

A.2.2.5 - Para K amostras relacionadas:

1.8 – Uma variável ou K variáveis


A) Dados categóricos:

-- Teste de Cochram

-- Teste de Friedman
B) ANÁLISE QUALITATIVA DOS DADOS:

Profº. MSc. José Augusto Carvalho de Araújo

1 - PESQUISA QUALITATIVA: Pressupõe-se um ambiente natural como uma forma de co-


letar os dados diretamente da fonte. A Pesquisa Qualitativa supõe o contato direto e prolonga-
do do pesquisador com o ambiente e com a situação em que está sendo investigada.

1.1 ÁREA DA SAÚDE: Qualquer profissional desta área poderá desenvolver uma pesquisa
qualitativa, basta que utilize como pressupostos básicos o estreitamento com o seu paci-
ente ou cliente, de forma a garantir a fidelidade das informações a serem consideradas a
partir dos depoimentos dos pacientes, ou seja, de quem está sendo investigado, também
chamado de “objeto de estudo”
1.2 QUAIS AS TÉCNICAS QUE PODERÃO SER UTILIZADAS: Se tratando de Pesquisa
Qualitativa, deve-se sempre utilizar a entrevista como um instrumento de coleta de dados
que possibilita uma abertura às respostas de quem está sendo investigado. O Pesquisador
Poderá também utilizar a OBSERVAÇÃO DIRETA; trata-se de uma técnica onde o pes-
quisador faz descrições minuciosas do espaço físico, das condições do hospital, da rotina
do hospital, da relação médico e paciente, analisam os relatórios expedidos pelos médi-
cos, enfermeiros, fisioterapeutas, psiquiatras, etc. Essas observações poderão ser anotadas
em uma CADERNETA DE CAMPO. Neste sentido, o SIGNIFICADO que os entrevis-
tados dão sentidos, através das definições ou conceitos por eles mesmos elaborados tem
muito valor científico para o pesquisador. Ao considerar os diferentes pontos de vistas
dos participantes, os estudos qualitativos permitem esclarecer aspectos até então inacessí-
veis ao observador externo e ao próprio pesquisador.
1.3 COMO SE TORNA CIENTÍFICO AS FALAS DOS ENTREVISTADOS: Basta o pes-
quisador reproduzir essas falas em textos, ou seja, citações e depois relacionar essas idéi-
as empíricas com as teorias que abordam sobre o mesmo assunto. Ou seja, relacione ou
compare a fala dos entrevistados (conhecimento empírico), com as teorias dos autores e-
xistentes que falam sobre o mesmo assunto (teorias científicas).
1.4 O QUE É UMA PESQUISA QUALITATIVA: Trata-se de um processo INDUTIVO (ci-
entífico). A indução pressupõe experiências. O exemplo, as experiências laboratoriais,
assim como as experiências subjetivas dos entrevistados, o que pensam e o que sabem
sobre o assunto a partir de práticas cotidianas no hospital que acabam se revelando como
científicas, visto acontecerem da mesma forma na maior parte das vezes. Uma doença
experimentada através de sintomas que quase sempre se repetem identifica um diagnósti-
co quase que da mesma forma quando experimentado outras vezes pelo paciente. Esta
comprovação se torna científica, portanto INDUTIVA. Foi induzida, experimentada pelo
pesquisador, pelo fisioterapeuta na prática da sua profissão como sendo verdadeira aque-
las experiências.
1.5 ANÁLISE DOS DADOS: Tenta seguir um processo INDUTIVO. Pesquisadores (Fisio-
terapeutas) não se preocupam em buscar evidências que comprovem uma hipótese ante-
cipadamente, antes do início dos estudos, mas no decorrer da pesquisa, a partir do contato
direto do pesquisador com o objeto que está sendo investigado, em um processo de baixo
para cima, ou seja do EMPÍRICO (entrevistados) para o CIENTÍFICO (autores, através
dos seus escritos).
1.6 O QUE ENVOLVE A PESQUISA QUALITATIVA: A sensibilidade do pesquisador em
considerar a fala do outro, a descrição minuciosa detalhada pelo pesquisador sobre o ob-
jeto que está investigando, a fidelidade nas informações obtidas em campo, um maior
tempo possível com o local estudado (hospital) ou (paciente), o pesquisador deve dar ên-
fase mais ao PROCESSO, ou seja, o durante a pesquisa o que conseguiu observar, captar,
do que ao produto, ou seja, os resultados finais da pesquisa de forma positivista, exata.

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS GERAIS SOBRE A PESQUISA QUALITATIVA E


QUANTITATIVA:

PESQUISA QUALITATIVA PESQUISA QUANTITATIVA


Fontes obtidas diretamente no campo em Fontes obtidas diretamente no campo de forma cir-
contato prolongado cunstancial
Utiliza a Entrevista Direta e Indireta com Utiliza o questionário e o Formulário com questões
questões abertas fechadas
Descrição de Dados através dos depoi- Descrição de Dados através de Gráficos e Tabelas.
mentos
Trabalha mais com a subjetividade da Trabalha mais com a objetividade da Informação
Informação
Utiliza a observação Direta Não utiliza a observação Direta
Considera a fala do entrevistado para Não considera a fala do entrevistado para construir
construir conceitos. conceitos.
O pesquisador constrói a pesquisa com o O pesquisador centraliza a pesquisa como sendo o
pesquisado. maior detentor do conhecimento.
Há uma relação entre depoimentos e teo- Há uma relação entre os Dados coletados e as teori-
rias as.
O Entrevistado participa da construção da O Entrevistado não participa da construção da pes-
pesquisa quisa

1) Pesquisa Etnográfica:

É a definição de um sistema de significados culturais de um determinado grupo. O uso da


etnografia na saúde deve envolver uma preocupação em pensar a saúde e a doença dentro de
um contexto cultural amplo. Da mesma maneira as pesquisas sobre as doenças não devem se
restringir apenas ao que se passa dentro do hospital, mas também fora do hospital consideran-
do a família, a cultura, o social, os aspectos genéticos deste paciente, etc.
Na etnografia você pode combinar vários métodos de coleta de dados: entrevistas com
questões abertas, observação direta (in locu), levantamentos (prontuários), história de vida
(vida cotidiana), história oral ( história contada), análise de documentos (fonte primária e se-
cundária), testes psicológicos (questionários), fotografias (imagem).
Nas ciências menos exatas, tais como a biologia e a geologia, a exatidão dos dados não é
tão fácil, mas deve-se não medir esforços no sentido de fornecer ao leitor todos os dados e
condições em que se processou o experimento e se fizeram às observações.
O valor científico no estudo etnográfico só acontece quando nos permite distinguir clara-
mente, de um lado, os resultados da observação direta, declarações e interpretações, e de ou-
tro, as inferências do autor, baseados em seu próprio bom-senso e intuição psicológica.
Deve-se privilegiar um levantamento exaustivo sobre o objeto a ser pesquisado, através de
exemplos detalhados, através de um quadro sinótico, chamado método de documentação esta-
tística por evidência concreta.

2) A história de vida:

Não se trata de uma autobiografia convencional, ainda que possamos considerar na sua
forma narrativa.
A autobiografia de um profissional da saúde que acumula experiência por ter vivenciado e
experimentado a loucura, por exemplo, em um setor psiquiátrico de um hospital, o entrevis-
tado acaba que se comprometendo em contar uma parte da história de sua vida, que selecio-
nou com o objetivo de apresentá-la como um retrato de si, que prefere que conheçamos, mas
poderá esconder a outra parte de grande interesse para o pesquisador.
Portanto, é importante que a interpretação do sujeito seja apresentada honestamente, e o
pesquisador perceba também se está sendo contada desta forma.
O pesquisar, portanto, deve se antecipar e levantar os registros oficiais e os materiais for-
necidos por outras pessoas familiarizadas com os indivíduos que fazem parte da “história de
vida”, para que desta forma possa questioná-lo sobre os acontecimentos, na tentativa de fazer
com que a história contada sobre a loucura experimentada pelo entrevistado no hospital a-
companhe os assuntos dos registros oficiais.
Esse tipo de estudo surge no Departamento de Sociologia da Universidade de Chicago
durante a década de 20, baseado na Teoria da Psicologia de Mead. Desenvolveu-se a partir de
estudos sobre as cidades, sobre a vida urbana em Chicago. Por volta de 1916 (guetos, gangs),
também sobre estudos ecológicos, grupos étnicos, distribuição da delinqüência juvenil, doen-
ça mental e outras formas de patologias.
O autor considera a imagem de um mosaico, com o objetivo de compreender-mos melhor
um empreendimento científico. Cada peça apresentada em um mosaico contribui um pouco
para nossa compreensão do quadro como um todo.
Ou seja, estudos individuais (a partir de quem está contando a história de vida), podem ser
como peças de um mosaico.
A finalidade é fazer um estudo do local (hospital psiquiátrico por exemplo), através da
etnografia local, do acumulo de conhecimento sobre um único local, suas partes e conexões.
Ajuda a compreendermos como era o estudo e as práticas utilizadas pela psiquiatria na década
de 80 e após 25 anos, como ele se apresenta para nós. Partiremos do confinamento do louco
(década de 80) ao espaço social compartilhado (nos tempos atuais). Este seria o mosaico de
grande complexidade e detalhes que o pesquisador deve montar, testando uma grande varie-
dade de teorias, através de métodos, como a “história da vida” contada por alguém com gran-
de vivência experimentada sobre o assunto.
Esse tipo de estudo está mais presente em comunidades de bairros. A história de vida
parte de um fragmento para compreender um todo. Seria como entender a origem das teorias
sobre o comportamento psicológico do delinqüente. O mesmo estudo poderia se aplicar à Es-
quizofrenia.
Uma história de vida propicia uma base sobre a qual estas pressuposições podem ser feitas
de modo realista, como uma aproximação na direção da verdade.
Embora as próprias tórias se interessem mais pela ação das instituições do que pela
experiência individual, se presume ser importante o uso da “historia de vida” como método
investigativo, com o objetivo de conhecer como as pessoas experimentam esses processos no
interior das instituições. A historia de vida é rica em detalhes e importante em áreas que se
tornaram estagnada.

3) Estudo de Caso:

É considerado um estudo de caso, seja ele simples e especifico, seja de um paciente,


como de um hospital inteiro, ou uma ala do hospital. O caso deve ser bem delimitado. O caso
se destaca por se constituir em uma unidade dentro de um sistema mais amplo. Alguns autores
acreditam que todo estudo de caso é qualitativo. O estudo qualitativo, é o que se desenvolve
em uma situação natural, é rico em dados descritivos, tem um plano aberto e flexível e focali-
za a realidade de forma complexa e contextualizada. Nem todos os estudos de caso são, por-
tanto, qualitativos, a exemplo os casos clínicos, os casos médicos e as biografias, que não são
necessariamente qualitativas. Em educação, muitos estudos se caso são qualitativos e outros
não são.
Os estudos de caso visam às novas descobertas, mesmo que já existam alguns pressu-
postos teóricos iniciais.
Os estudos de casos enfatizam em que contexto, seja histórico, social, cultural, etc o
objeto estudado se apresenta. Portanto, para se compreender melhor as manifestações gerais
se um problema ou de uma doença é necessário compreender as ações, as percepções, os
comportamentos e as interações das pessoas no local onde ocorre o problema ou problemáti-
ca. É muito provável que alguém reincidentemente apresente ameba ou giárdia em virtude de
morar em uma área alagada, sem saneamento básico ou água tratada. Ou um paciente com
síndrome de down que apresente um comportamento isolado dos demais estudantes, portanto
diferente na escola, exatamente pelo fato daquela escola formal não ter uma proposta inclusi-
va de educação especial.
Os estudos de caso buscam retratar a realidade de forma completa e profunda.
No exemplo do paciente com síndrome de down, pode ser enfocado pelo pesquisador:
o comportamento social do paciente, como se dá o seu processo de interação na escola e com
a família, as suas características fisiológicas e de comportamento social, os aspectos psico-
motor, as experiências vivenciadas no cotidiano do paciente, etc.
Os estudos de caso usam uma variedade de fontes de informação, o pesquisador recor-
re a uma variedade de dados, coletados, em diferentes momentos, em situações variadas e
com uma variedade de tipos de informantes. Assim, se o estudo é realizado em uma unidade
hospitalar, o pesquisador procurará fazer observações na relação medico e paciente, observar
a relação do paciente com a família, observa a relação do paciente e o seu processo de intera-
ção de um modo geral, deve coletar informações no inicio, no meio e no final da pesquisa.
Deve ouvir a equipe médica, os pais, o psicólogo, o terapeuta, o fisioterapeuta, os professores,
etc. Com essa variedade de informações oriundas de fontes variadas, ele poderá cruzar infor-
mações, confirmar ou rejeitar hipóteses, descobrir novos dados, afastar suposições ou levantar
hipóteses alternativas.
No estudo de caso se levanta várias conclusões de diferentes posicionamentos, para
que o publico possa avaliar qual a melhor se adequa na atualidade.
Os estudos de caso podem ser apresentados pelo pesquisador através de dramatiza-
ções, desenhos, fotografias, colagens, slides, discussões, mesas-redondas, etc. Os relatos es-
critos apresentam, geralmente, um estilo informal, narrativo, ilustrado por figuras, citações,
exemplos e descrições. O caso é construído durante o processo de estudo, e só se constrói
como um estudo de caso quando no momento do relatório final, onde fica evidente se real-
mente se trata de um estudo de caso.
No estudo de caso o objeto estudado é tratado como único, uma representação singular
da realidade historicamente situada.

4.2.5 Resultados e Discussão:

Os resultados mostram os valores encontrados (em tabelas e ou quadros), sua análise


estatística e gráficos (quando necessários). A discussão é o principal capítulo do trabalho.
Nele o autor justifica e discute seus procedimentos e achados exposto nos “resulta-
dos”.
Vale frisar que no capítulo de “introdução” o autor expõe o assunto de seu trabalho,
citando sempre informações e opiniões de outras fontes, e não as suas próprias.
Na “metodologia”, não pode haver comentários nem justificativas para os procedimen-
tos e achados descritos. Nestes os dados são simplesmente expostos sem nenhuma opinião
sobre os mesmos.
Já na discussão, o autor tem total liberdade para, de forma concisa, explicar, justificar,
e até mesmo sugerir condutas e ou novas pesquisas na área estudada.
Obviamente, a responsabilidade sobre as opiniões emitidas recairá unicamente sobre o
autor. Se bem colocadas e embasadas, trarão crédito, porém se não fundamentadas ou equivo-
cadas, demérito ao autor.

4.2.6 Conclusão:

É o capítulo que fecha o trabalho e responde diretamente aos objetivos, sendo restrita
aos principais resultados encontrados. Uma conclusão bem elaborada demonstra a capacidade
de coerência do autor.

4.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS


4.3.1 Referências (ABNT NBR 6023:2002) Ver capítulo 8: Elaboração de Referências
4.3 2 – Apêndices (ver página 17)
4.3.3 – Anexos (ver página 17)
5. REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA E METANÁLISE
A Revisão Sistemática da Literatura (RSL) é um tipo de estudo que tem por objeti-
vo reunir estudos originais semelhantes, publicados ou não, avaliando-os criticamente em sua
metodologia, não sendo necessária sua submissão prévia a um Comitê de Ética em Pesquisa
(CEP). Estes podem ser reunidos em uma análise estatística, a Metanálise, quando isto é pos-
sível. Por sintetizar estudos semelhantes e de boa qualidade, é considerada um recurso impor-
tante para tomadas de decisões relacionadas às condutas em saúde (prática baseada em evi-
dências).

A RSL é conduzida por diretrizes metodológicas de pesquisa nas bases de dados bi-
bliográficas. Recupera trabalhos selecionados e estudos originais importantes, avaliados criti-
camente, e os resultados respondem à questões específicas, anteriormente levantada por ou-
tros trabalhos da literatura. O revisor, neste caso, mostra como empreenderá a pesquisa (mé-
todo de trabalho) e apresenta sistematicamente todos os resultados de todos os trabalhos en-
contrados.

Para se evitar erros de análise na RSL, os métodos de seleção dos estudos e análise
dos dados são estabelecidos antes da revisão ser conduzida, num processo rigoroso e bem
definido. Inicia-se com a elaboração da questão principal do estudo, ou seja, a dúvida princi-
pal do pesquisador, o que vai dar origem ao projeto de pesquisa da revisão. A seguir é realiza-
da uma ampla busca da literatura com o objetivo de se identificar o maior número possível de
estudos relacionados à questão.

Uma vez selecionados os estudos para a revisão, aplicam-se critérios para avaliação da
qualidade metodológica conforme o delineamento do estudo original. Quando os estudos fo-
rem semelhantes, os resultados podem ser finalmente sintetizados numa Metanálise, caso esta
se torne necessária para responder os objetivos do estudo.

A Metanálise é a avaliação quantitativa (estatística) de uma RSL, em que os resulta-


dos de todas as pesquisas recuperadas sobre um determinado tema são compilados, estatisti-
camente quantificados e combinados, constituindo um resumo estatístico dos estudos encon-
trados. A Metanálise permite encontrar significância estatística para o efeito de determinadas
intervenções ou eventos em saúde que antes não foi alcançada muitas vezes pela amostra re-
duzida dos estudos originais. Esse tipo de análise é tido como o menos sujeito a erros metodo-
lógicos de interpretação dos resultados, pois estes são dados quantitativos testados por méto-
dos estatísticos especiais.

5.1 ROTEIRO PARA A ELABORAÇÃO

O preparo de uma RSL deve ser iniciado com o desenvolvimento do projeto de pes-
quisa. No projeto deve conter uma descrição detalhada e clara dos sete passos:

a. Formulação da pergunta do estudo - questões mal formuladas levam decisões obs-


curas sobre o que deve ou não ser incluído na revisão. Assim uma pergunta bem
formulada, onde são definidos os pacientes/doença e a intervenção que se quer
pesquisar é o passo inicial na realização da revisão sistemática;
b. Localização e seleção dos estudos - não existe um única fonte de busca de estudos.
Para identificar todos os estudos relevantes ao assunto a ser estudado, deve-se uti-
lizar em primeiro plano as bases de dados eletrônicas (Medline, Lilacs, Scielo, Co-
chrane e outras), verificar as referências bibliográficas dos estudos encontrados,
solicitar estudos “irmãos” e “primos”, e pesquisar manualmente, em segundo pla-
no, algumas revistas não-indexadas e anais de congressos. Para cada uma das fon-
tes utilizadas deve ser detalhado o método que foi utilizado, sendo fundamental a
determinação de critérios de busca: tipos de estudos que serão aceitos, palavras-
chaves, descritores de assunto, entre outros definidos pelo pesquisador de acordo
com o objetivo do seu estudo;
c. Avaliação crítica dos estudos - são critérios para determinar a validade dos estudos
selecionados e qual a probabilidade de suas conclusões estarem baseadas em dados
“viciados”. Com a avaliação crítica determinamos quais serão os estudos válidos
que irão ser utilizados na revisão; e os que não preenchem os critérios de seleção
são citados e explicado o porquê;
d. Coleta de dados - todas as variáveis estudadas devem ser observadas nos estudos e
resumidas, além das características do método, dos participantes e dos desfechos
dos estudos originais, que permitirão determinar a possibilidade de comparar ou
não os estudos selecionados. Algumas vezes será necessário entrar em contato com
o autor do estudos para pedir-lhe informações mais detalhadas;
e. Análise e apresentação dos dados - baseado na semelhança entre os estudos eles
serão agrupados para a Metanálise. Cada um desses agrupamentos deverão ser
preestabelecidos no projeto, assim como a forma de apresentação gráfica e numé-
rica, para facilitar o entendimento do leitor. Os testes estatísticos utilizados em
uma Metanálise devem preencher minimamente às seguintes recomendações:
• As amostras de cada estudo encontrado na RSL devem ser aleatórias, representati-
vas da população em estudo;
• Quando se tratar de estudos experimentais, estes devem ser preferencialmente,
controlados e aleatorizados;
• Os critérios de intervenção devem ser semelhantes entre os estudos selecionados
na RSL, para que possam compor a Metanálise;
• Rigor na escolha dos trabalhos publicados, podendo-se incluir aqueles ainda não
publicados, desde que atendam aos critérios antes referidos.

e.1. Testes estatísticos utilizados na Metanálise (BioEstat 4.0):

• Efeito aleatório: DerSimonian-Laird: para k tabelas 2x2


• Efeito fixo: Dados contínuos
• Efeito fixo: Mantel-Haenszel e Oddds Ratio: para k tabelas 2x2
• P-valor (pw, combinado)
• Qui-quadrado de aderência: para k amostras
• Qui-quadrado da independência: para k tabelas 2x2
• Regressão (w): para k amostras
• Risco Relativo (w): para k tabelas 2x2
• Teste G de aderência: para k amostras
• Várias Correlações (rw combinado)
• Várias Proporções (pw combinado)

f. Interpretação dos dados – discussão dos resultados, a aplicabilidade dos resultados, in-
formações sobre custo e a prática corrente que sejam relevantes e determinar clara-
mente os limites entre os benefícios e os riscos, conclusão, conforme quadro abaixo:
Estrutura da Discussão de uma RSL e Metanálise
1 Enunciado dos principais achados da revisão
2 Forças e fraquezas da revisão
2.1 Apreciação da qualidade da revisão
2.2 Relação com outras revisões, particularmente, qualquer diferença na qualidade e
nos resultados.
3 Significado dos achados da revisão
3.1 Forças e fraquezas dos estudos incluídos
3.2 Direção e magnitude dos efeitos observados na metanálise
3.3 Aplicabilidade dos achados da revisão
4 Recomendações
4.1 Implicações práticas para clínicos e administradores de saúde
4.2 Perguntas não respondidas e implicações para pesquisas futuras

g. Melhora e atualização da revisão sistemática da literatura - uma vez publicada a revi-


são sofrerá críticas e sugestões que devem ser incorporadas as edições subseqüentes,
caracterizando uma publicação viva, e ainda ser atualizada cada vez que surja novos
estudos sobre o tema.

O pesquisador que deseja realizar este tipo de estudo deve ter claro em sua mente que
a Metanálise é o método estatístico; RSL é o processo planejado que compreende: formula-
ção de uma pergunta, identificação, seleção e avaliação crítica dos estudos, coleta de dados,
avaliação e apresentação dos dados, e interpretação dos resultados.
6 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

A pesquisa bibliográfica é o passo inicial na construção efetiva de um protocolo de in-


vestigação, quer dizer, após a escolha de um assunto é necessário fazer uma revisão bibliográ-
fica do tema apontado. Essa pesquisa auxilia na escolha de um método mais apropriado, assim
como num conhecimento das variáveis e na autenticidade da pesquisa.

Características da pesquisa

6.1. LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO

Fontes primárias mais utilizadas:

Documento ou documentação é toda base de conhecimento fixada materialmente e


suscetível de ser utilizado para consulta, estudo ou prova. Por vezes, denomina-se também
referência, em sentido genérico.

Bibliografia é a relação de documentos. É o conjunto de impressos bibliográficos reu-


nidos com a finalidade de servirem de fonte de informação.

Apontamento é qualquer anotação colhida em documentos. Ex.: citações, resumos, es-


boços, sinopses.

Referência bibliográfica, stricto sensu, é o conjunto de indicações precisas e minucio-


sas que permitem a identificação de publicações, no todo ou em partes. Consta, entre outros,
do nome do autor, título da obra, notas tipográficas e bibliográficas.

I. Conhecimento do acervo bibliográfico

Para realizar o levantamento bibliográfico é necessário inicialmente conhecer os mate-


riais de que a biblioteca dispõe, isto é, a documentação.

Os impressos bibliográficos podem ser compostos de tratados completos, de ensaios e


estudos, em forma de artigos escritos ou de conferências pronunciadas, e de monografias, em
forma de dissertação ou teses.

Se o estudioso necessita de um tratado completo, procura um livro; se necessita de um


estudo atualizado ou recente, procura um artigo em revista; se necessita de conhecimentos
gerais e básicos, vai aos dicionários ou enciclopédias; se precisa de notícias, crônicas ou co-
mentários breves de fatos ou acontecimentos diários, procura a seção de jornais.

Os documentos podem referir-se a fatos, pessoas ou coisas, apresentando dados, isto é,


informações ou afirmações. As informações dão a conhecer a realidade sem emitir qualquer
julgamento. As afirmações ou proposições explicam a realidade, emitindo juízos ou opiniões.

Quanto ao estilo, a redação dos documentos pode ser literária ou científica. Esta preo-
cupa-se com a objetividade e a exatidão para comunicar racionalmente informações e julga-
mentos; aquela preocupa-se com a subjetividade e a elegância.

Quanto à sua natureza, os documentos podem ser primários ou de primeira mão e se-
cundários ou de segunda mão e secundários ou de segunda mão. Em se tratando de pesquisa
bibliográfica, entende-se por documento primário a própria fonte original. Chama-se sim-
plesmente fonte, isto é, todo e qualquer documento ligado diretamente ao objeto estudado. Os
documentos secundários são os que trazem informações que eles mesmos colheram em fontes.
Chamam-se trabalhos, ou seja, todo e qualquer estudo científico elaborado a partir das fontes.

Sempre que possível, deve-se lançar mão dos documentos primários. A documentação
secundária só pode ser usada quando não se dispõe de fontes ou elas nos são inacessíveis. Um
estudo feito sobre trabalhos em nada contribui para o progresso das ciências, porquanto limi-
ta-se a repetir os resultados alcançados. São meros estudos recapitulativos.

Livros

Para fins de catalogação, um livro é qualquer publicação independente, tratado e cata-


logado como uma unidade autônoma. Com referência ao conteúdo, um livro distingue-se por
duas características: "A extensão do livro permite-lhe abordar o tema de maneira a esgotar o
assunto e, em segundo lugar, o enfoque é geralmente mais conservador, mais meditado e com
uma persepectiva mais clara das matérias importantes que se relacionam entre si".

Um livro é, pois, uma publicação independente que trata em profundidade e em exten-


são de um tema bem meditado e de todos os aspectos que a ele se relacionam. O livro distin-
gue-se do folheto. Mas a distinção consiste apenas no número de páginas. Nas bibliotecas
brasileiras folheto é a publicação que contém até cem páginas, mas a Unesco propôs o limite
de 48 páginas de conteúdo propriamente dito.
Há livros da mais variadas categorias. Tendo em vista o modo de usar, dividem-se em
livros de leitura corrente e livros de consulta, ou de referência.

A. Livros de leitura corrente

Os livros de leitura corrente compreendem, além das obras literárias, designadas pelos
seus gêneros (romance, poesia, teatro, etc...), as obras de divulgação, isto é, as que objetivam
fazer chegar ao conhecimento do público informações científicas e técnicas.

As obras de divulgação, por sua vez dividem-se em obras científicas ou técnicas e em


obras de vulgarização. Um livro é uma obra propriamente científica ou técnica quando quan-
do a intenção do autor é comunicar aos especialistas, na forma metodológica apropriada à
matéria, o objeto e o resultado de pesquisas de natureza científica ou técnica. Tal como a ci-
ência, o livro científico é um publicação sistemática e metódica dos princípios e leis, causas e
efeitos de um determinado campo do saber. Empregam a linguagem própria da ciência, enten-
dida somente pelos iniciados. Expõem os resultados de pesquisas, seguindo rigorosamente as
normas estabelecidas para divulgação científica.

As obras de vulgarização destinam-se a um público não especializado na matéria que


apresenta. Visam a linguagem acessível e comum. A maioria dos livros que propõem a ciên-
cia e a técnica ao alcance do grande público, com bibliotecas públicas, enquadram-se entre as
obras de vulgarização. Estas obras dividem-se ainda em didáticas e populares.

As obras didáticas dirigem-se ao público escolar e obedecem aos programas oficiais de


estudo e ao nível dos cursos a que querem servir. Os principais livros didáticos são os manu-
ais.

As obras de vulgarização populares destinam-se ao público em geral, já que apresen-


tam o conhecimento num conjunto sistemático, visando a dar uma visão completa de uma
ciência ou de um assunto, em linguagem menos técnica do que a das obras científicas e mais
livre e informal do que a dos manuais na forma de tratados.

B.Livros de referência

Os livros de referência ou de consulta são os livros que nos mantém atualizados sobre
as obras que se escrevem e se publicam. Os livros de consulta podem ser classificados em
dois tipos principais: os de referência informativa, que contêm a informação que se busca, e
os de referência remissiva, que remetem a outras fontes. Os principais livros de referência
infomativa são dicionários, enciclopédias, anuários e almanaques. A principal referência re-
missiva é o catálogo. As mais importantes espécies de catálogo são: sistemático ou metódico,
no qual os livros estão dispostos segundo as relações científicas e lógicas de seu conteúdo;
alfabético por autores; alfabético por assunto e dicionário, que é uma combinação de todos os
catálogos alfabéticos.

Periódicos

Publicações periódicas que são editadas em fascículos, a intervalos regulares ou irre-


gulares, por tempo ilimitado que tratam de assuntos diversos, mas dentro dos limites de um
programa definido.

A. Jornal

Publicação periódica destinada às notícias de interesse público. Os jornais são docu-


mentação essencial, já que muitos fatos só nos são acessíveis pela imprensa jornalística. Eles
são divididos em seções e narram o desenrolar dos fatos. Os jornais distinguem-se em gerais e
especializados. Na imprensa geral estão os jornais, diários ou não que visam ao conjunto do
público, pode ser divida em três categorias principais imprensa nacional e imprensa local;
imprensa de opinião e imprensa de informação e imprensa diária, semanal, mensal. A impren-
sa especializada pode ser de público especializado ou de objetivo especializado.

B. Revistas

As revistas constituem um meio de informação constante e regular para tudo o que se


relaciona com o campo científico. É uma publicação periódica mais recente que o jornal e seu
surgimento resultou de uma diferenciação nas exigências do público que pedia uma imprensa
menos sujeita às contigências da rapidez e mais adequadas para refletir os diferentes aspectos
da vida cultural e atender a certos interesses científicos. Atualmente as revistas se diversifica-
ram para atender aos diversos interesses e leitores.
Nas revistas predominam os artigos, mas também são incluídos estudos críticos, re-
censões, boletins, crônicas, reportagens, e às vezes, uma relação de bibliografia corrente.

O artigo, estudo menos extenso que um livro, é o meio mais indicado na descrição de
investigações em curso e apresentação de seus resultados, para propor uma teoria, provocar
uma troca de impressões, etc.

A recensão anuncia uma obra recentemente aparecida, com indicação de seu conteúdo
e importância, acompanhada de uma motivada apreciação. Às vezes toma a forma de estudos
críticos nos quais se analisa o conteúdo da obra apresentada.

O boletim passa os principais trabalhos realizados em determinado ramo da ciência


durante os últimos meses.

A crônica assinala os acontecimentos da vida científica corrente.

II. Organização das bibliotecas

Ao entrar numa biblioteca o livro é tombado, ou seja, são registradas todas as informa-
ções a ele referentes. O livro recebe o número de tombo, que corresponde ao número de or-
dem de chegada, e o número de chamada, conjunto constituído do número de classificação e
da identificação. Em seguida o livro é classificado, individualizado e catalogado.

III. Elaboração de uma bibliografia

A bibliografia pode ser distingüida em dois tipos: seletiva e exaustiva. A primeira é a


bibliografia básica e sua seleção depende diretamente dos propósitos que se têm de vista. Já a
bibliografia exaustiva tem a finalidade de oferecer uma lista completa de todas as referências
que possuam alguma relação com o assunto focalizado incluindo livros e publicações periódi-
cas, de idioma nacional ou estrangeiro, clássicas e recentes.

1. Levantamento das soluções


O estudo da documentação selecionada é feito através da leitura dos impressos biblio-
gráficos e da tomada de apontamentos.

2. Processos de leitura de impressos bibliográficos :

Para que a leitura da documentação não se torne um passatempo dispersivo ou uma


leitura distrativa é condição indispensável ter bem presente na mente uma pergunta a respon-
der, uma questão para resolver ou uma informação a obter. Essa leitura, chamada informativa
científica, tem três objetivos principais:

• constatar as informações dadas pelo autor,


• relacionar essas informações com os problemas para os quais se procura solução e
• analisar os fundamentos de verdade nas afirmações oferecidas.

Para atingir seus objetivos a leitura informativa científica deve ser realizada em fases
complementares:

• leitura de reconhecimento
• leitura exploratória
• leitura seletiva
• leitura reflexiva
• leitura interpretativa

A leitura de reconhecimento é rápida e visa a certificar-se da existência ou não das in-


formações de que se está à procura.

A leitura exploratória serve para que, depois da certificação da existência das informa-
ções procuradas, saiba-se onde elas estão e se correspondem ao que prometem. A leitura sele-
tiva é feita para que, dentre o material coletado, seja escolhido o melhor, de acordo com o
propósito do trabalho e os critérios do pesquisador.

A leitura reflexiva é o estudo crítico da documentação selecionada e sua finalidade é a


elaboração de uma síntese que integre todos os dados e informações do autor do texto analisa-
do.
A leitura interpretativa é a última etapa da leitura informativa e dever ser feita de acor-
do com os fins pesquisador.

3. Tomada de apontamentos

Ordem de procedimentos:

• partir da colocação de um problema;


• tomar notas somente de ler criticamente todo o texto;
• escrever as anotações em fixas;
• classificar e catalogar as anotações.

Características de um bom apontamento:

• não deixar dúvida sobre seu significado;


• possuir todos os dados necessários para voltar à sua fonte original;
• ter um encabeçamento bem definido;
• ser feito com o pensamento de que o material será incorporado no trabalho.

4. Técnica de confecção de fichas

Distingui-se dois tipos de fichas: a ficha bibliográfica ou recensão, para anotar as refe-
rências bibliográficas, e ficha de documentação ou de apontamentos, para recolher a exposi-
ção de idéias, hipóteses, doutrinas, cópias de textos, etc.

Os tamanhos universais de fichas são:

Tipo grande 12,5 cm × 20 cm


Tipo médio 10 cm × 15 cm
Tipo pequeno 7,5 cm × 12,5 cm

B. Composição das fichas

Cabeçalho ou titulação
Compreende o título genérico próximo, o título específico e o número de classificação
da ficha. Estes elementos são escritos na parte superior da ficha em três quadros: no quadro à
esquerda coloca-se o título genérico; no quadro do centro, o título específico; e no da direita,
o número de classificação.

Referências bibliográficas
É a transcrição da ficha matriz encontrada nas bibliotecas.

Corpo das fichas


Nas fichas bibliográficas o texto é constituído pelos comentários; nas fichas de apon-
tamento o corpo é constituído pelas citações, resumos e observações pessoais.

Comentários nas fichas bibliográficas

• O comentário pode referir-se a todos ou a alguns dos seguintes aspectos:


• o campo do saber que é abordado;
• problemas significativos trabalhados;
• contribuições especiais em relação a outras obras ou em relação ao assunto do traba-
lho;
• conclusões alcançadas;
• fonte dos dados contidos no escrito que podem ser: literatura existente; estatísticas;
observação pessoal do autor; entrevistas questionários; documentos públicos, etc...
• métodos empregados pelo autor, como: estatístico, comparativo, descritivo, filosófico,
experimental, analítico, histórico, jurídico-legal;
• modalidade empregada pelo autor, como: geral, intensiva, técnica, específica, extensi-
va, não-técnica.

O texto das fichas de apontamentos

Um apontamento pode ser uma citação formal, um resumo ou anotação pessoal.

- A citação formal é uma transcrição do pensamento do autor com todas as palavras e erros
gramaticais, se houver, e deve vir sempre entre aspas.
- O resumo é uma expressão abreviada do pensamento do autor e pode assumir a forma de
esboço (esquema) e de sumário (sinopse). Um esboço é um resumo que acompanha a mesma
estrutura de exposição seguido pelo autor. Um sumário é um resumo de um texto sem obede-
cer à sua estrutura original, é a ordenação sucinta das idéias principais esparsas pelo texto.

- Anotações pessoais são idéias e comentários próprios sugeridos por uma leitura ou resulta-
dos de uma reflexão pessoal. Essas anotações aparecem sempre entre parênteses.

Indicação de páginas

Os apontamentos precisam vir acompanhados das páginas de onde foram retirados.


Traça-se uma linha vertical na margem esquerda de cada ficha, deixando espaço conveniente.
Escreve-se o número de cada página na primeira linha de anotações daquela página, não ha-
vendo necessidade de utilizar a abreviação p. Deste modo se saberá exatamente de onde os
apontamentos foram tirados.

Características das fichas de apontamento

- Cada ficha de apontamento deve constituir-se numa unidade intelectual e física autônoma
que seja manejável dentro do conjunto do material. Em cada ficha anotam-se as informações
sobre um único assunto completo, de um único autor, encontradas em um único livro. Um
assunto não deve ocupar várias fichas e uma ficha não deve comportar vários assuntos.

- A ficha de apontamentos deve ser íntegra, contendo o texto e o contexto de um dado com-
pleto, com todos os elementos necessários para a conservação de seu autêntico sentido.

- A ficha de apontamentos deve ser exata, a transcrição de documentos deve ser fiel.

- A ficha de apontamentos deve ser precisa na indicação bibliográfica, indicando a fonte de


que procede o dado ou o texto de tal maneira que seja facilmente identificável.

C. Classificação das fichas


Classificar fichas consiste em colocá-las umas após outras, constituindo grupos naturais onde
as questões semelhantes estejam próximas quanto possível.

Sistemas de classificação

0.Sistema alfabético puro

Em cada ficha destaca-se a palavra principal que determina a natureza da matéria e de


acordo com a palavra coloca-se a ficha na letra correspondente do alfabeto.

1. Sistema alfabético reduzido

Limita-se o número de seções básicas e as distribui em subsecções subordinadas. As-


sim seriam selecionadas palavras-chaves ou cabeçalhos da especialidade ou do trabalho sob as
quais seriam colocados todos os assuntos direta ou indiretamente a elas relacionados. As pa-
lavras-chaves seriam colocadas em ordem alfabética, mas não as palavras subordinadas.

2.Sistema decimal universal

Utiliza-se o sistema decima universal empregado nas bibliotecas para a classificação


de impressos bibliográficos.

3.Sistema decimal reduzido

Distribuem-se os capítulos em número de 10, correspondendo o primeiro a todas as


generalidades sob o algarismo 0. Os capítulos muito extensos e densos de matéria são subdi-
vidido, os capítulos mais breves e pouco densos são agrupados sob um título mais geral, de
forma que ao todo se façam nove capítulos, mais as generalidades. Em seguida os capítulos
fundamentais são subdivididos em número de nove mais as generalidades, formando as deze-
nas e, depois, as centenas, e assim sucessivamente. Inicialmente são suficiente duas ou três
seções decimais. As especificações iniciam-se quando se procede a estudos específicos de
cada uma das partes do trabalho ou da especialidade.
7 CITAÇÕES EM DOCUMENTOS (NBR 10520/2002)

Segundo a ABNT (NBR: 10520, agosto de 2002, p. 1) citação é a “menção de uma in-
formação extraída de outra fonte”. Encontram-se três tipos de citação: direta, indireta e cita-
ção de citação. O tamanho da citação determina a forma de apresentação e a localização no
texto. Destaca-se que a inclusão de números de páginas é obrigatória apenas nas citações dire-
tas e nas indiretas é opcional.
Dentre as opções apresentadas pela ABNT para indicação da fonte de citação, este
manual recomenda o sistema autor-data,, conforme exemplos de citações a seguir.

7.1 CITAÇÃO DIRETA


É a “transcrição textual da parte da obra do autor consultado”. Essas devem ser feitas
dos seguintes modos:

7.1.1 Citação até três linhas


Deve ser incoporada ao parágrafo, entre aspas dupla.
Salomon (1996, p.299) destaca que a elaboração de uma monografia “exige uma pre-
paração: saber trabalhar intelectualmente, com hábitos de estudo, leitura e documentação pes-
soal”.
ou
“A incursão na atividade denominada monografia exige uma preparação: saber traba-
lhar intelectualmente, com hábitos de estudo, leitura e documentação pessoal” (SALOMON,
1996, p.299).

7.1.2 Citação com mais de três linhas


Deve ser destacada com recuo de 4cm da margem esquerda, com fonte menor que a
usada no texto (no caso fonte 10) e sem aspas.

Geralmente, os trabalhos de pesquisa que se realizam em educação colocam Ques-


tões de Pesquisa ou perguntas Norteadoras. Algumas pesquisas levantam também
hipóteses. Não é raro que um trabalho de investigação reúna, ao mesmo tempo,
questões de pesquisa e hipóteses. Realmente, muitas vezes, as questões pesquisa
envolvem subentendidamente a colocação de alguma hipótese (TRIVINOS, 1987,
p.106).
7.2 CITAÇÃO INDIRETA
É quando ocorre uma transcrição livre do que foi lido, o que significa dizer que é ela-
borado “um texto baseado na obra do autor consultado”. Abaixo seguem os exemplos.

7.2.1 Ao final do parágrafo


Se for um único autor, o sobrenome deste deve ser citado em maiúsculo seguido do
ano. Ex: No empreendimento de se elaborar uma monografia, hábitos básicos são necessários
(SALOMON, 1999).
Se forem dois autores de uma única obra, os dois sobrenomes devem ser citados e se-
parados por ponto e vírgula. Ex: (LIMA; SOARES, 2003).
Se forem três autores de uma única obra, os três sobrenomes devem ser citados e sepa-
rados por ponto e vírgula. Ex: (LIMA; SOARES; TAVARES, 2003)
Se forem mais de três autores de uma única obra, o sobrenome do primeiro autor deve
ser citado seguido da expressão “et al”. Ex: (CORDI et al, 2000).
Se forem citadas diversas obras de um mesmo autor, o sobrenome do autor deve ser
citado seguido dos diferentes anos em ordem cronológica crescente. Ex: (RICHARDT, 1998,
1999, 2000)
Se forem citadas diversas obras de vários autores diferentes, mencionados simultane-
amente, estes devem ser separadas por ponto-e-vírgula, em ordem alfabética. Ex:
Ela polariza e encaminha, sob a forma de “demanda coletiva”, as necessidades de to-
dos (FONSECA, 1997; PAIVA, 1997; SILVA, 1997).
Diversos autores salientam a importância do “acontecimento desencadeador” no início
de um processo de aprendizagem (CROSS, 1984; KNOX, 1986; MEZIROW, 1991).

7.2.1 Incluído no texto


a) Se for um único autor.
Ex: Segundo Salomon (1996) ao se fazer uma monografia são necessários alguns hábi-
tos essenciais.
b) Se forem dois autores, os sobrenomes devem ser ligados pela conjunção “e”.
Ex: De acordo com Lima e Soares (2003)...
c) Se forem três autores, os sobrenomes dos dois primeiros autores devem ser separa-
dos por vírgula, e o último ligado pela conjunção “e”.
Ex: No estudo de Lima, Soares e Tavares (2003)...
d) Se forem mais de três autores, o sobrenome do primeiro autor deve ser citado se-
guido da expressão “et al”.
Ex: Segundo Cordi et al (1994)...
e) Várias obras do mesmo autor.
Ex: Considerando os diferentes estudos de Richardt (1998, 1999, 2000)...

7.2.2 Citação de citação


Faz-se referência aos conceitos de um autor lidos em outro autor, por não se ter tido
acesso à obra original e pode ser direta ou indireta. Ex:
Segundo Silva (1983 apud PESSOA, 1999) ou (SILVA, 1983 apud PESSOA, 1999) –
isso significa que Silva foi lido na obra de Pessoa, portanto Pessoa deverá fazer parte das refe-
rências.
Novamente, a página é obrigatória apenas nas citações diretas.
8 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS (NBR 6023/2002)
O capítulo das Referências apresenta os documentos efetivamente citados no trabalho.
Fixa a ordem dos elementos das referências e estabelece convenções para transcrição e apre-
sentação da informação originada do documento e de outras fontes de informação. Abaixo
seguem os diferentes modelos para a sua elaboração de acordo com a NBR 6023/2002.

8.1) LIVROS E/OU FOLHETOS IMPRESSOS (manual, guia, catálogo, dicionários, enciclopédias,
normas, etc):

a) Um autor:
SHEPHERD, R. B. Fisioterapia em pediatria. 3. ed. São Paulo: Santos, 2006. 421 p.

b) Dois autores:
GREVE, J. M. D.; AMATUZZI, M. M. Medicina de reabilitação aplicada à ortopedia e
traumatologia. São Paulo: Roca, 1999. 444 p.

c) Três autores:
SCANLAN, C. L.; WILKINS, R. L.; STOLLER, J. K. Fundamentos da terapia respirató-
ria de Egan. 7. ed. São Paulo: Manole, 2000. 1284 p.

d) Mais de três autores:


GÉNOT, C. et al. Cinesioterapia, 1, princípios: avaliações, técnicas passivas e ativas do
aparelho locomotor. Rio de Janeiro: Panamericana, 1989. 1 v.

e) Autor entidade coletiva (Instituições, Associações, Empresas):


UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. Núcleo de Altos Estudos Amazônicos. A Amazô-
nia no processo de integração nacional. Belém, 1974. 96 p.

f) Autor órgãos governamentais (Ministérios, Secretarias e outros):


BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Assistência pré-natal: ma-
nual técnico. Brasília: Ministério da Saúde, 2000. 65 p.

g) Autor com responsabilidade de organizador, compilador, editor, coordenador:


CARVALHO, J. A. (Org). Amputações de membros inferiores: em busca da plena reabili-
tação. 2. ed. São Paulo: Manole, 2003. 365 p.
LUJAN, R. P. (Comp.). Um presente especial. Tradução Sonia da Silva. 3. ed. São Paulo:
Aquariana, 1993. 167 p.

IRWIN, S.; TECKLIN, J. S. (Ed.). Fisioterapia cardiopulmonar. 3. ed. São Paulo: Manole,
2003. 620 p.

MARCONDES, E.; LIMA, I. N. de (Coord.). Dietas em pediatria clínica. 4. ed. São Paulo:
Sarvier, 1993. 500 p.

g) Capítulo de livro:
MODERNO, L. F.; MODERNO, E. V. Repercussões clínicas das valvopatias e sua interfe-
rência no atendimento fisioterápico. In: REGENGA, M. M. Fisioterapia em cardiologia: da
U.T.I à reabilitação. São Paulo: Roca, 2000. p. 199-216.

8.1.1) LIVROS E/OU FOLHETOS EM MEIO ELETRÔNICO (manual, guia, catálogo, di-
cionários, enciclopédias, normas, etc):

a) Internet (online):
BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde. O
SUS de A a Z. Brasília: Ministério da Saúde/CONASEMS, 2005. Disponível em:
<http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/genero/sus.htm>. Acesso em: 10 mar.
2007.

b) CD-ROM:
VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. São Paulo: Manole, 2003. 2 CD-ROM.

8.2) ARTIGOS DE PERIÓDICOS IMPRESSOS:

a) Um autor:
GOSSELINK, R. Fisioterapia em adultos com distúrbios respiratórios: onde estamos? Revista
Brasileira de Fisioterapia, São Paulo, v. 10, n. 4, p. 361-372, out./dez. 2006

b) Dois autores:
BARELE, A. M. F.; ALMEIDA, G. L. Controle de movimentos voluntários no membro supe-
rior não plégico de portadores de paralisia cerebral hemiplégica espástica. Revista Brasileira
de Fisioterapia, São Carlos, v. 10, n. 3, p.325-332, jul./set. 2006.
c) Três autores:
FARIA, C. D. C. M.; LIMA, F. F. P.; TEIXEIRA-SALMELA, L. F. Estudo da relação entre o
comprimento da banda iliotibial e o desalinhamento pélvico. Revista Brasileira de Fisiote-
rapia, São Carlos, v. 10, n. 4, p.373-379, out./dez. 2006.

d) Mais de três autores:


NEVES, VFC. et al. Análise dos índices espectrais da variabilidade da freqüência cardíaca em
homens de meia idade e mulheres na pós-menopausa. Revista Brasileira de Fisioterapia,
São Carlos, v. 10, n. 4, p. 401-406, out./dez. 2006.

e) Citação com apud:


WINTER, D. A. Biomechanics and motor control of human movement. 2. ed. New York:
John Wiley & Sons, 1990 apud NEVES, VFC. et al. Análise dos índices espectrais da varia-
bilidade da freqüência cardíaca em homens de meia idade e mulheres na pós-menopausa. Re-
vista Brasileira de Fisioterapia, São Carlos, v. 10, n. 4, p. 401-406, out./dez. 2006.

8.2.1) ARTIGOS DE PERIÓDICOS EM MEIO ELETRÔNICO:

a) Internet (online):
GUIMARAES, C. Q. et al. Fatores associados à adesão ao uso de palmilhas biomecânicas.
Revista Brasileira de Fisioterapia, São Carlos, v. 10, n. 3, jul./set. 2006. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141335552006000300004&lng=pt
&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 30 fev. 2007.

b) CD-ROM:
VIEIRA, C. L.; LOPES, M. A queda do cometa. Neo Interativa, Rio de Janeiro, n. 2, jun.
1994. 1 CD-ROM.

8.3) MONOGRAFIAS, DISSERTAÇÕES E TESES IMPRESSAS:

PINTO, D. S. Assistência fisioterapêutica respiratória a recém-nascidos prematuros ano-


xiados sob ventilação mecânica não invasiva do tipo CPAP nasal artesanal. 2002. 70f.
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) – Universidade do Estado do
Pará, Belém, 2002.

FONSECA, C. N. P. Eficácia do US terapêutico na cicatrização de queimaduras. 2006.


80f. Dissertação (Mestrado em Dermatologia) – Departamento de Dermatologia, Universida-
de Federal de São Paulo, São Paulo, 2006.

CABRAL, A. S. A acupuntura na reabilitação de mulheres após tratamento cirúrgico do


câncer de mama. 2005. 101f. Tese (Doutorado em Tocoginecologia) – Faculdade de Ciên-
cias Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.
8.3.1) MONOGRAFIAS, DISSERTAÇÕES E TESES EM MEIO ELETRÔNICO:

a) Internet (online):
BEZERRA, W. S. Caracterização da ativação de músculos selecionados do membro infe-
rior em exercícios de extensão do quadril. 2006. 90f. Dissertação (Mestrado em Biodinâmi-
ca do Movimento Humano) – Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Pau-
lo, São Paulo, 2006. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/> Acessado em: 20 mar. 2007.

b) CD-ROM:
ABDALLAH, A. J. Validação de testes de flexibilidade da coluna lombar. 2006. 150f.
Tese (Doutorado em Biodinâmica do Movimento Humano) – Escola de Educação Física e
Esporte, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. 2 CD-ROM.

8.4) TRABALHOS APRESENTADO EM EVENTOS CIENTÍFICOS IMPRESSOS (congres-


sos, conferências, simpósios e outros):

LOURENÇO, J. M. Q; SATURNINO, E. S.; FREIRE, C. K. B. Perfil das crianças desnutri-


das atendidas na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. In: FÓRUM DE PESQUISA,
ENSINO, EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO
PARÁ, 3., 2006, Belém, Anais...Belém: Editora da Universidade do Estado do Pará, 2006. p.
220-221.

JARDIM, M. S. A influência do captor podal na postura de adolescentes. In: JORNADA


ACADÊMICA DE FISIOTERAPIA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PARÁ, 2., 2007,
Belém, Resumos...Belém: Editora do Centro Universitário do Pará, 2007. p. 10.

8.4.1) TRABALHOS APRESENTADO EM EVENTOS CIENTÍFICOS EM MEIO ELE-


TRÔNICO (congressos, conferências, simpósios e outros):

a) Internet (online):
FELÍCIO, D.C.; VIEIRA, R. S.; D’AGOSTO, T. C. Epidemiologia das entorses do tornozelo
em individuos não atletas. In: CONGRESSO DE FISIOTERAPIA DA UNIFENAS, 4.,2005,
Alfenas. Anais eletrônicos...Alfenas: UNIFENAS, 2005. Painel. Disponível em: <
http://www.unifenas.br/internafisioterapiaal.php>. Acesso em: 13 jul. 2006.

b) CD-ROM:
PINTO, D. S. Variáveis relacionadas à iniciação do tabagismo entre estudantes do ensino mé-
dio de escola pública e particular na cidade de Belém – PA. In: Simpósio Brasileiro de Vigi-
lância Sanitária, 3., 2006, Florianópolis, Anais...São Paulo: Editora da Faculdade de Saúde
Pública da USP, 2006. 1 CD-ROM.
8.5) HOMEPAGE (online):
REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO. Paralisia Cerebral. Disponível em:
< http://www.sarah.br/>. Acesso em: 10 mar. 2007.

OLIVEIRA FILHO, E. A. Síndrome de Down: trissomia do cromossomo 21. Disponível em:


< http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?393>. Acesso em: 10 mar. 2007.

8.6) DOCUMENTOS JURÍDICOS:


a) Constituições:
BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº 9, de 9 de novembro de 1995. Lex:
legislação federal e marginália, São Paulo, v. 59, p. 1966, out./dez. 1995.

b) Leis e medidas provisórias:


BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educa-
ção nacional. LEX: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 60, p. 3719-3739,
dez. 1996.

BRASIL. Decreto-lei no 5.452, de 1 de maio de 1943. Lex: coletânea de legislação: edição


federal, São Paulo, v. 7, 1943. Suplemento.

BRASIL. Medida provisória no 1.569-9, de 11 de dezembro de 1997. Diário Oficial [da]


República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 14 dez. 1997. Seção 1, p.
29514.

c) Resoluções:
CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL. Dispõe sobre o
exercício ilegal de atividade regulamentada por portadores de certificados de técnico em rea-
bilitação e/ou fisioterapia e dá outras providências. Resolução n. 241, de 23 de maio de 2002.
Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 05 dez.
2002. Seção 1, p. 156.
9 FORMATAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES, QUADROS E TABELAS

Entende-se por figuras, quaisquer ilustrações do texto. Dentre elas temos as fotografi-
as, desenhos, gráficos, quadros, esquemas, diagramas, etc.
Logo, quando presentes no texto, todos estes elementos são considerados como FI-
GURAS, devendo receber uma única numeração.

9.1 FIGURAS

a) São centralizadas na página;


b) Seu título e fonte são colocados no rodapé;
c) O rodapé é escrito com fonte 10 (menor que o resto do texto);
d) O rodapé não pode ultrapassar os limites laterais da figura, e deve ser digitado com espa-
çamento 1,5 entrelinhas;
e) Devem ser numeradas com algarismos arábicos em seqüência;
f) As palavras “Figura 1 -” e “Fonte:”no rodapé, serão escritas em negrito, com a 1ª letra
em maiúsculo e as demais minúsculas;
g) O texto do rodapé após “Figura 1 -” e “Fonte:” será escrito somente com a primeira letra
maiúscula e sem negrito;
h) Devem ser apresentadas em uma moldura (com bordas);
i) Deve sempre ser citada a fonte de onde foi retirada a figura, caso seja de outro autor;
j) O espaçamento entre o rodapé da figura e o próximo parágrafo é de um espaço de 1,5.

Exemplos

Figura 1 – Estrutura do Tecido tegumentar.


Fonte: Guirro, E.C.O.; Guirro, R.R.J., 2004, p. 101.
Figura 2 – Distribuição dos estudantes (N=1520) de acordo com a ocorrência da ex-
perimentação de cigarros por tipo de escola. Belém – PA, 2005.
Fonte: Pesquisa de Campo, 2005. ou Protocolo de Pesquisa, 2005.

9.2 QUADROS

Os quadros possuem linhas verticais fechando as células de informação, enquanto as


tabelas não possuem linhas verticais. A diferença entre eles é que os quadros são constituídos
fundamentalmente por palavras, podendo conter números, e as tabelas são constituídas em seu
corpo, somente por números. Os quadros possuem linhas verticais fechando as células de in-
formação, enquanto as tabelas não possuem linhas verticais.

Exemplo

Órgão Alteração Incidência


Cérebro Processo inflamatório 2 / 10
Células de corpo estranho 4 / 10
Pulmão Infiltrado linfocitário 1 / 10
Edema intersticial 3 / 10
Secreção mucosa 4 / 10
Rins Infiltrado linfocitário 3 / 10
Edema intersticial 4 / 10
Fígado Infiltrado neutrofílico 5 / 10
Edema intersticial 4 / 10
Figura 3 – Achados histológicos nos órgãos estudados.
Fonte: Pesquisa de Campo, 2007.
9.3 TABELAS

As tabelas apresentam informações estatísticas, e devem ser apresentadas de acordo


com as Normas de Apresentação Tabular do IBGE (1993):
a) Devem ser auto-explicativas, dispensando consulta ao texto ou outras tabelas;
b) Devem ser numeradas sequencialmente, em algarismos arábicos;
c) Devem conter título na parte superior, sem ponto final. Este deve ser digitado com
fonte 12 (igual ao texto), espaço simples, alinhado pelo limite esquerdo da tabela, após
a indicação do número da tabela;
d) O cabeçalho e uma totalização devem ser escritos com fonte 11, em maiúsculas e mi-
núsculas, negrito e centralizado;
e) O título e o cabeçalho devem ser separados dos demais elementos da tabela por linhas
horizontais;
f) No corpo só contem NÚMEROS, e estes devem ser escrito com fonte 10.
g) Na parte inferior da tabela, no mesmo alinhamento do título, deve vir o rodapé, no
qual geralmente é citada a fonte dos dados e/ou indicação dos sinais convencionais
detalhes do estudo estatístico (tipo de teste, nível de significância). O rodapé é escrito
com fonte 10;
h) O texto “Tabela 1 -” será escrito em minúsculo e em negrito;
i) O texto do título após “Tabela 1 -” será escrito somente com a primeira letra maiús-
cula e sem negrito;
j) Não existem linhas verticais em tabelas, sendo que o traçado é simples na linha supe-
rior, inferior e na que divide o cabeçalho do conteúdo.
k) Sinais Convencionais: quando tiver que se fazer a substituição de um dado numérico
na tabela, esta deve ser feita por meio de um dos sinais abaixo, conforme o caso, sendo
sua descrição feita no rodapé da tabela:
• - : Dado numérico igual a zero não resultante de arredondamento
• .. : Não se aplica dado numérico
• ... : Dado numérico não disponível
• X. : Dado numérico omitido a fim de evitar a individualização da informação
• 0 : Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de um dado nu-
mérico originalmente positivo
• -0 : Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de um dado nu-
mérico originalmente negativo

Exemplo

Tabela 1 – Distribuição dos estudantes (N=1520) quanto à ocorrência do fumo atual e a mé-
dia de idade dos fumantes por tipo de escola – Belém do Pará - 2005
Características Pública Particular P-valor

Fuma Atualmente
Não 680 (85,4%) 673 (93,0%)
0,000*
Sim 116 (14,6%) 51 (7,0%)

Média de Idade 17,42 ± 1,18 anos 16,45 ± 0,96 anos 0,000**

Fonte: Pesquisa de Campo, 2005.


* Associação estatisticamente significante (Teste do Qui-quadrado, p<0,05).
** Teste t de Student para amostras independentes.
10. COMO ELABORAR UM ARTIGO

10.1 CONCEITO
Artigo, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (1994, p.1), é um “texto com
autoria declarada, que apresenta e discute idéias, métodos, processos, técnicas e resultados nas
diversas áreas do conhecimento”.

10.2 TIPOS DE ARTIGOS


A ABNT reconhece dois tipos de artigos:
Artigo original: quando apresenta temas ou abordagens próprias. Geralmente relata resulta-
dos de pesquisa e é chamado em alguns periódicos de artigo científico.
Artigo de revisão: quando resume, analisa e discute informações já publicadas. Geralmente é
resultado de pesquisa bibliográfica.

10.3 QUAL A ESTRUTURA RECOMENDADA PARA OS ARTIGOS?


A) Elementos pré-textuais
Título: o artigo dever ter um título que expresse seu conteúdo.
Autoria: o artigo deve indicar o(s) nome(s) do(s) autor(es) acompanhado de suas qualifica-
ções na área de conhecimento do artigo.
Resumo: parágrafo que sintetiza os objetivos do autor ao escrever o texto, a metodologia e as
conclusões alcançadas. Para elaborar o resumo, veja a NBR 6028(NB88) da ABNT.
Palavras-chave: termos escolhidos para indicar o conteúdo do artigo. Pode ser usado vocabu-
lário livre ou controlado.

B) Elementos textuais
Texto: composto basicamente de três partes: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Se
for divido em Seções, deverá seguir o Sistema de Numeração Progressiva (NBR 6024(NB69)
da ABNT).
A Introdução expõe o objetivo do autor, a finalidade do artigo e a metodologia usada na sua
elaboração.
O Desenvolvimento mostra os tópicos abordados para atingir o objetivo proposto. Nos arti-
gos originais, quando relatam resultados de pesquisa, o desenvolvimento mostra a análise e a
discussão dos resultados.
A Conclusão sintetiza os resultados obtidos e destaca a reflexão conclusiva do autor. São
considerados elementos de apoio ao texto notas, citações, quadros, fórmulas e ilustrações. As
citações devem ser apresentadas de acordo com a NBR10520:2001 da ABNT.
Referências: lista de documentos citados nos artigos de acordo com a NBR 6023:2000 da
ABNT.

C) Elementos pós-textuais
Apêndice: documento que complementa o artigo.
Anexo: documento que serve de ilustração, comprovação ou fundamentação.
Tradução do Resumo: apresentação do resumo, precedido do título, em língua diferente da-
quela na qual foi escrito o artigo.
Nota Editorial: currículo do autor, endereço para contato, agradecimentos e data de entrega
dos originais.
REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e docu-


mentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro:
ABNT, 2003. 5 p.

______. NBR 6023: informação e documentação: referências: apresentação. Rio de Janeiro:


ABNT, 2002. 24 p.

______. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um


documento escrito: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2003. 3 p.

______. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. Rio de Janeiro:


ABNT, 2003. 2 p.

______. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro:


ABNT, 2003. 2 p.

______. NBR 6034: informação e documentação: índice: apresentação. Rio de Janeiro:


ABNT, 2004. 4 p.

______. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação.


Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 7 p.

______. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio


de Janeiro: ABNT, 2002. 6 p.

______. NBR 14724 Emenda 1: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresen-


tação. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. 1 p.

AYRES, M. et al. BioEstat 4.0 : aplicações estatísticas nas áreas das ciências bio-
médicas. 4. ed. Belém: Sociedade Civil Mamirauá/MCT/Imprensa Oficial do Estado do
Pará; 2005.

ATALLAH, AN; CASTRO, AA. Revisão Sistemática e Metanálises: evidências para melhores deci-
sões clínicas. São Paulo: Lemos Editorial; 1998. Disponível em
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Centro de Documentação e
Disseminação de Informações. Normas de apresentação tabular. 3. ed. Rio de Janeiro: IB-
GE, 1993. 62 p.

GIL, A C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed., São Paulo, Atlas, 2007.

NÚCLEO DE PESQUISA E EXTENSÃO DE MEDICINA. Centro de Ciências Biológicas e


da Saúde. Universidade do Estado do Pará. Manual de Trabalhos Científicos. 6. ed. Belém:
NUPEM/UEPA, 2006. Disponível em: <http www.uepa.br/nupem/manual>. Acesso em: 10
mar. 2007.

SILVA,E. L.; MENEZES,M.M. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação – 3. ed.


rev. atual.– Florianópolis: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC,2001.
APÊNDICES

APÊNDICE A - ACEITE DO ORIENTADOR

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PARÁ


ÁREA DAS CIÊNCIAS AMBIENTAIS, BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE FISIOTERAPIA
COORDENAÇÃO DO TRABALHO DE CURSO

DECLARAÇÃO :

Eu, Nome do orientador, aceito orientar o trabalho intitulado


“xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx”, de autoria do(s) aluno(s) xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx e
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, declarando ter total conhecimento das normas de realização de
Trabalhos Científicos vigentes, segundo o Manual para Elaboração de Trabalhos Científicos,
adotado pelo curso de Fisioterapia do CESUPA, estando inclusive ciente da necessidade de
minha participação na elaboração do projeto de pesquisa, bem como na banca examinadora
por ocasião da defesa do trabalho.

Belém - Pará, de XXXXXXXXXX de 20

___________________________ __________________
Assinatura e carimbo Telefone

Nome do orientador
APÊNDICE B - - DECLARAÇÃO DE ACEITE DA INSTITUIÇÃO.

PAPEL TIMBRADO DA INSTITUIÇÃO

DECLARAÇÃO :

Declaro em nome da INSTITUIÇÂO X ter conhecimento do Projeto de Pesquisa


do trabalho intitulado “xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx”, de autoria do(s) alu-
no(s) xxxxxxxxxxxxx e xxxxxxxxxxxxx, de Graduação do Curso de Fisioterapia do Cen-
tro Universitário do Pará sob orientação do NOME DO ORIENTADOR, dando-lhe con-
sentimento para realizar o trabalho nesta Instituição, durante o período, dias e horários
preestabelecido pelo cronograma.
Estamos também cientes e concordamos com a publicação dos resultados encon-
trados, sendo obrigatoriamente citados na publicação a INSTITUIÇÃO X, como local de
realização do trabalho.

Belém - Pará,xx de xxxxx de 20.

Assinatura e carimbo TELEFONES:

______________________
Nome do responsável pela Instituição.
Cargo que o responsável ocupa na Instituição
APÊNDICE C – ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO TERMO DE CONSENTI-
MENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Termo de Consentimento livre e Esclarecido

1 – Título do projeto;
2 – Desenho do estudo e objetivo(s) “essas informações estão sendo fornecidas para sua parti-
cipação voluntária neste estudo, que visa.......”; ou “o objetivo deste estudo é.....”;
3 – Descrição dos procedimentos que serão realizados, com seus propósitos e identificação
dos que forem experimentais e não rotineiros;
4 – Relação dos procedimentos rotineiros e como são realizados – coleta de dados , exames
radiológicos;
5 – Descrição dos desconfortos e riscos esperados nos procedimentos dos itens 3 e 4;
6 – Benefícios para o participante (Por exemplo: Não há benefício direto para o participante...
Trata-se de estudo experimental testando a hipótese de que....... Somente no final do estudo
poderemos concluir a presença de algum benefício...;
7 – Relação de procedimentos alternativos que possam ser vantajosos, pelos quais o paciente
pode optar;
8 – Garantia de acesso: em qualquer etapa do estudo, você terá acesso aos profissionais res-
ponsáveis pela pesquisa para esclarecimento de eventuais dúvidas. O principal investigador é
o Dr (preencher o nome do pesquisador principal). que pode ser encontrado no endereço
(institucional) Telefone(s) .............

9 – É garantida a liberdade da retirada de consentimento a qualquer momento e deixar de par-


ticipar do estudo, sem qualquer prejuízo à continuidade de seu tratamento na Instituição;
10 – Direito de confidencialidade – As informações obtidas serão analisadas em conjunto
com outros pacientes, não sendo divulgado a identificação de nenhum paciente;
11 – Direito de ser mantido atualizado sobre os resultados parciais das pesquisas, quando em
estudos abertos, ou de resultados que sejam do conhecimento dos pesquisadores;
12 – Despesas e compensações: não há despesas pessoais para o participante em qualquer fase
do estudo, incluindo exames e consultas. Também não há compensação financeira relacionada
à sua participação. Se existir qualquer despesa adicional, ela será absorvida pelo orçamento da
pesquisa.
13 – Em caso de dano pessoal, diretamente causado pelos procedimentos ou tratamentos pro-
postos neste estudo (nexo causal comprovado), o participante tem direito a tratamento médico
na Instituição, bem como às indenizações legalmente estabelecidas.

14 - Compromisso do pesquisador de utilizar os dados e o material coletado somente para esta


pesquisa.
Acredito ter sido suficientemente informado a respeito das informações que li ou que foram
lidas para mim, descrevendo o estudo”.........................”
Eu discuti com o Dr. (preencher o nome do pesquisador principal). sobre a minha decisão
em participar nesse estudo. Ficaram claros para mim quais são os propósitos do estudo, os
procedimentos a serem realizados, seus desconfortos e riscos, as garantias de confidencialida-
de e de esclarecimentos permanentes. Ficou claro também que minha participação é isenta de
despesas e que tenho garantia do acesso a tratamento hospitalar quando necessário. Concordo
voluntariamente em participar deste estudo e poderei retirar o meu consentimento a qualquer
momento, antes ou durante o mesmo, sem penalidades ou prejuízo ou perda de qualquer bene-
fício que eu possa ter adquirido, ou no meu atendimento neste Serviço.

-------------------------------------------------

Assinatura do paciente/representante legal Data / /

-------------------------------------------------------------------------

Assinatura da testemunha Data / /

para casos de pacientes menores de 18 anos, analfabetos, semi-analfabetos ou portadores de


deficiência auditiva ou visual.

Declaro que obtive de forma apropriada e voluntária o Consentimento Livre e Esclarecido


deste paciente ou representante legal para a participação neste estudo.

-------------------------------------------------------------------------

Assinatura do responsável pelo estudo Data / /


APÊNDICE D - MODELO DE CARTA DE ENCAMINHO DO PROJETO AO CÔMI-
TE DE ÉTICA EM PESQUISA.

Belém, .......de ......................de 200...

Ao
Comitê de Ética em Pesquisa
Centro Universitário do Para
Belém – PA.

Senhor Coordenador,

Encaminho em anexo, 3 vias dos Currículos e 3 vias impressas e um via em CD do


Projeto intitulado “.............................................................” de autoria de
.............................................................................., aluno(a) do Curso de ...................................
, sob minha orientação, para o parecer ético desse Comitê.

Atenciosamente,

____________________________
Pesquisador Responsável
ANEXOS

ANEXO A - FOLHA DE ROSTO DO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA (CEP)

MINISTÉRIO DA SAÚDE - Conselho Nacional de Saúde - Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP
FOLHA DE ROSTO PARA PESQUISA ENVOLVENDO SERES HUMANOS

1. Projeto de Pesquisa:

2. Área do Conhecimento (Ver relação no verso) 3. Código: 4. Nível: ( Só áreas do conhecimento


4)
5. Área(s) Temática(s) Especial (s) (Ver fluxograma no 6. Código(s): 7. Fase: (Só área temática 3) I( )
verso) II ( )
III ( )
IV ( )
8. Unitermos: ( 3 opções )

SUJEITOS DA PESQUISA
9. Número de sujeitos 10. Grupos Especiais : <18 anos ( ) Portador de Deficiência Mental ( ) Embrião /Feto ( ) Relação
No Centro : de Dependência (Estudantes , Militares, Presidiários, etc ) ( ) Outros ( ) Não se aplica (
Total: )

PESQUISADOR RESPONSÁVEL
11. Nome:

12. Identidade: 13. CPF.: 19.Endereço (Rua, n.º ):

14. Nacionalidade: 15. Profissão: 20. CEP: 21. Cidade: 22. U.F.

16. Maior Titulação: 17. Cargo 23. Fone: 24. Fax

18. Instituição a que pertence: 25. Email:

Termo de Compromisso: Declaro que conheço e cumprirei os requisitos da Res. CNS 196/96 e suas complementares. Comprome-
to-me a utilizar os materiais e dados coletados exclusivamente para os fins previstos no protocolo e a publicar os resultados sejam
eles favoráveis ou não. Aceito as responsabilidades pela condução científica do projeto acima.
Data: _______/_______/_______
______________________________________
Assinatura

INSTITUIÇÃO ONDE SERÁ REALIZADO


26. Nome: 29. Endereço (Rua, nº):

27. Unidade/Órgão: 30. CEP: 31. Cidade: 32. U.F.

28. Participação Estrangeira: Sim ( ) Não ( ) 33. Fone: 34. Fax.:


35. Projeto Multicêntrico: Sim ( ) Não ( ) Nacional ( ) Internacional ( ) ( Anexar a lista de todos os
Centros Participantes no Brasil )
Termo de Compromisso ( do responsável pela instituição ) :Declaro que conheço e cumprirei os requisitos da Res. CNS 196/96
e suas Complementares e como esta instituição tem condições para o desenvolvimento deste projeto, autorizo sua execução
Nome:_______________________________________________________ Cargo________________________
Data: _______/_______/_______
___________________________________
Assinatura
PATROCINADOR Não se aplica ( )
36. Nome: 39. Endereço

37. Responsável: 40. CEP: 41. Cidade: 42. UF


38. Cargo/Função: 43. Fone: 44. Fax:

COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA – CEP


45. Data de Entrada: 46. Registro no CEP: 47. Conclusão: Aprovado ( 48. Não Aprovado ( )
_____/_____/_____ ) Data: _____/_____/_____
Data: ____/_____/_____
49. Relatório(s) do Pesquisador responsável previsto(s) para:
Data: _____/_____/____ Data: _____/_____/_____
Encaminho a CONEP: 53. Coordenador/Nome
50. Os dados acima para registro ( ) 51. O projeto para Anexar o parecer con-
apreciação ( ) ________________________________ substanciado
52. Data: _____/_____/_____ Assinatura

COMISSÃO NACIONAL DE ÉTICA EM PESQUISA – CONEP


54. Nº Expediente : 56.Data Recebimento : 57. Registro na CONEP:

55. Processo :
58. Observações:
ANEXO B - RESOLUÇÃO 196/96 DO CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE

RESOLUÇÃO Nº 196, de 10 de outubro de 1996

O Plenário do Conselho Nacional de Saúde em sua Quinquagésima Nona Reunião Ordi-


nária, realizada nos dias 09 e 10 de outubro de 1996, no uso de suas competências regimentais e
atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e pela Lei nº 8.142, de 28 de
dezembro de 1990, RESOLVE:

Aprovar as seguintes diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo se-


res humanos:
I - PREÂMBULO
A presente Resolução fundamenta-se nos principais documentos internacionais que ema-
naram declarações e diretrizes sobre pesquisas que envolvem seres humanos: o Código de Nu-
remberg (1947), a Declaração dos Direitos do Homem (1948), a Declaração de Helsinque (1964 e
suas versões posteriores de 1975, 1983 e 1989), o Acordo Internacional sobre Direitos Civis e
Políticos (ONU, 1966, aprovado pelo Congresso Nacional Brasileiro em 1992), as Propostas de
Diretrizes Éticas Internacionais para Pesquisas Biomédicas Envolvendo Seres Humanos (CI-
OMS/OMS 1982 e 1993) e as Diretrizes Internacionais para Revisão Ética de Estudos Epidemio-
lógicos (CIOMS, 1991). Cumpre as disposições da Constituição da República Federativa do Bra-
sil de 1988 e da legislação brasileira correlata: Código de Direitos do Consumidor, Código Civil e
Código Penal, Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Orgânica da Saúde 8.080, de 19/09/90
(dispõe sobre as condições de atenção à saúde, a organização e o funcionamento dos serviços cor-
respondentes), Lei 8.142, de 28/12/90 (participação da comunidade na gestão do Sistema Único
de Saúde), Decreto 99.438, de 07/08/90 (organização e atribuições do Conselho Nacional de Saú-
de), Decreto 98.830, de 15/01/90 (coleta por estrangeiros de dados e materiais científicos no Bra-
sil), Lei 8.489, de 18/11/92, e Decreto 879, de 22/07/93 (dispõem sobre retirada de tecidos, ór-
gãos e outras partes do corpo humano com fins humanitários e científicos), Lei 8.501, de 30/11/92
(utilização de cadáver), Lei 8.974, de 05/01/95 (uso das técnicas de engenharia genética e libera-
ção no meio ambiente de organismos geneticamente modificados), Lei 9.279, de 14/05/96 (regula
direitos e obrigações relativos à propriedade industrial), e outras.
Esta Resolução incorpora, sob a ótica do indivíduo e das coletividades, os quatro refe-
renciais básicos da bioética: autonomia, não maleficência, beneficência e justiça, entre outros, e
visa assegurar os direitos e deveres que dizem respeito à comunidade científica, aos sujeitos da
pesquisa e ao Estado.
O caráter contextual das considerações aqui desenvolvidas implica em revisões periódi-
cas desta Resolução, conforme necessidades nas áreas tecnocientífica e ética.
Ressalta-se, ainda, que cada área temática de investigação e cada modalidade de pesqui-
sa, além de respeitar os princípios emanados deste texto, deve cumprir com as exigências setoriais
e regulamentações específicas.
II - TERMOS E DEFINIÇÕES
A presente Resolução, adota no seu âmbito as seguintes definições:
II.1 - Pesquisa - classe de atividades cujo objetivo é desenvolver ou contribuir para o
conhecimento generalizável. O conhecimento generalizável consiste em teorias, relações ou prin-
cípios ou no acúmulo de informações sobre as quais estão baseados, que possam ser corroborados
por métodos científicos aceitos de observação e inferência.
II.2 - Pesquisa envolvendo seres humanos - pesquisa que, individual ou coletivamente,
envolva o ser humano, de forma direta ou indireta, em sua totalidade ou partes dele, incluindo o
manejo de informações ou materiais.
II.3 - Protocolo de Pesquisa - Documento contemplando a descrição da pesquisa em
seus aspectos fundamentais, informações relativas ao sujeito da pesquisa, à qualificação dos pes-
quisadores e à todas as instâncias responsáveis.
II.4 - Pesquisador responsável - pessoa responsável pela coordenação e realização da
pesquisa e pela integridade e bem-estar dos sujeitos da pesquisa.

II.5 - Instituição de pesquisa - organização, pública ou privada, legitimamente constitu-


ída e habilitada na qual são realizadas investigações científicas.
II.6 - Promotor - indivíduo ou instituição, responsável pela promoção da pesquisa.
II.7 - Patrocinador - pessoa física ou jurídica que apoia financeiramente a pesquisa.
II.8 - Risco da pesquisa - possibilidade de danos à dimensão física, psíquica, moral, in-
telectual, social, cultural ou espiritual do ser humano, em qualquer fase de uma pesquisa e dela
decorrente.
II.9 - Dano associado ou decorrente da pesquisa - agravo imediato ou tardio, ao indi-
víduo ou à coletividade, com nexo causal comprovado, direto ou indireto, decorrente do estudo
científico.
II.10 - Sujeito da pesquisa - é o(a) participante pesquisado(a), individual ou coletiva-
mente, de caráter voluntário, vedada qualquer forma de remuneração.
II.11 - Consentimento livre e esclarecido - anuência do sujeito da pesquisa e/ou de seu
representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou
intimidação, após explicação completa e pormenorizada sobre a natureza da pesquisa, seus objeti-
vos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa acarretar, for-
mulada em um termo de consentimento, autorizando sua participação voluntária na pesquisa.
II.12 - Indenização - cobertura material, em reparação a dano imediato ou tardio, causa-
do pela pesquisa ao ser humano a ela submetida.
II.13 - Ressarcimento - cobertura, em compensação, exclusiva de despesas decorrentes
da participação do sujeito na pesquisa.
II.14 - Comitês de Ética em Pesquisa-CEP - colegiados interdisciplinares e indepen-
dentes, com “munus público”, de caráter consultivo, deliberativo e educativo, criados para de-
fender os interesses dos sujeitos da pesquisa em sua integridade e dignidade e para contribuir no
desenvolvimento da pesquisa dentro de padrões éticos.
II.15 - Vulnerabilidade - refere-se a estado de pessoas ou grupos que, por quaisquer ra-
zões ou motivos, tenham a sua capacidade de autodeterminação reduzida, sobretudo no que se
refere ao consentimento livre e esclarecido.
II.16 - Incapacidade - Refere-se ao possível sujeito da pesquisa que não tenha capaci-
dade civil para dar o seu consentimento livre e esclarecido, devendo ser assistido ou representado,
de acordo com a legislação brasileira vigente.
III - ASPECTOS ÉTICOS DA PESQUISA ENVOLVENDO SERES HUMANOS
As pesquisas envolvendo seres humanos devem atender às exigências éticas e científicas
fundamentais.
III.1 - A eticidade da pesquisa implica em:
a) consentimento livre e esclarecido dos indivíduos-alvo e a proteção a grupos vulnerá-
veis e aos legalmente incapazes (autonomia). Neste sentido, a pesquisa envolvendo seres huma-
nos deverá sempre tratá-los em sua dignidade, respeitá-los em sua autonomia e defendê-los em
sua vulnerabilidade;
b) ponderação entre riscos e benefícios, tanto atuais como potenciais, individuais ou co-
letivos (beneficência), comprometendo-se com o máximo de benefícios e o mínimo de danos e
riscos;
c) garantia de que danos previsíveis serão evitados (não maleficência);
d) relevância social da pesquisa com vantagens significativas para os sujeitos da pesqui-
sa e minimização do ônus para os sujeitos vulneráveis, o que garante a igual consideração dos
interesses envolvidos, não perdendo o sentido de sua destinação sócio-humanitária (justiça e e-
qüidade).
III.2- Todo procedimento de qualquer natureza envolvendo o ser humano, cuja aceitação
não esteja ainda consagrada na literatura científica, será considerado como pesquisa e, portanto,
deverá obedecer às diretrizes da presente Resolução. Os procedimentos referidos incluem entre
outros, os de natureza instrumental, ambiental, nutricional, educacional, sociológica, econômica,
física, psíquica ou biológica, sejam eles farmacológicos, clínicos ou cirúrgicos e de finalidade
preventiva, diagnóstica ou terapêutica.
III.3 - A pesquisa em qualquer área do conhecimento, envolvendo seres humanos deverá
observar as seguintes exigências:
a) ser adequada aos princípios científicos que a justifiquem e com possibilidades concre-
tas de responder a incertezas;
b) estar fundamentada na experimentação prévia realizada em laboratórios, animais ou
em outros fatos científicos;
c) ser realizada somente quando o conhecimento que se pretende obter não possa ser ob-
tido por outro meio;
d) prevalecer sempre as probabilidades dos benefícios esperados sobre os riscos previsí-
veis;
e) obedecer a metodologia adequada. Se houver necessidade de distribuição aleatória dos
sujeitos da pesquisa em grupos experimentais e de controle, assegurar que, a priori, não seja pos-
sível estabelecer as vantagens de um procedimento sobre outro através de revisão de literatura,
métodos observacionais ou métodos que não envolvam seres humanos;

f) ter plenamente justificada, quando for o caso, a utilização de placebo, em termos de


não maleficência e de necessidade metodológica;
g) contar com o consentimento livre e esclarecido do sujeito da pesquisa e/ou seu repre-
sentante legal;
h) contar com os recursos humanos e materiais necessários que garantam o bem-estar do
sujeito da pesquisa, devendo ainda haver adequação entre a competência do pesquisador e o pro-
jeto proposto;
i) prever procedimentos que assegurem a confidencialidade e a privacidade, a proteção
da imagem e a não estigmatização, garantindo a não utilização das informações em prejuízo das
pessoas e/ou das comunidades, inclusive em termos de auto-estima, de prestígio e/ou econômico -
financeiro;
j) ser desenvolvida preferencialmente em indivíduos com autonomia plena. Indivíduos
ou grupos vulneráveis não devem ser sujeitos de pesquisa quando a informação desejada possa ser
obtida através de sujeitos com plena autonomia, a menos que a investigação possa trazer benefí-
cios diretos aos vulneráveis. Nestes casos, o direito dos indivíduos ou grupos que queiram partici-
par da pesquisa deve ser assegurado, desde que seja garantida a proteção à sua vulnerabilidade e
incapacidade legalmente definida;
l) respeitar sempre os valores culturais, sociais, morais, religiosos e éticos, bem como os
hábitos e costumes quando as pesquisas envolverem comunidades;
m) garantir que as pesquisas em comunidades, sempre que possível, traduzir-se-ão em
benefícios cujos efeitos continuem a se fazer sentir após sua conclusão. O projeto deve analisar as
necessidades de cada um dos membros da comunidade e analisar as diferenças presentes entre
eles, explicitando como será assegurado o respeito às mesmas;
n) garantir o retorno dos benefícios obtidos através das pesquisas para as pessoas e as
comunidades onde as mesmas forem realizadas. Quando, no interesse da comunidade, houver
benefício real em incentivar ou estimular mudanças de costumes ou comportamentos, o protocolo
de pesquisa deve incluir, sempre que possível, disposições para comunicar tal benefício às pesso-
as e/ou comunidades;
o) comunicar às autoridades sanitárias os resultados da pesquisa, sempre que os mesmos
puderem contribuir para a melhoria das condições de saúde da coletividade, preservando, porém,
a imagem e assegurando que os sujeitos da pesquisa não sejam estigmatizados ou percam a auto-
estima;
p) assegurar aos sujeitos da pesquisa os benefícios resultantes do projeto, seja em termos
de retorno social, acesso aos procedimentos, produtos ou agentes da pesquisa;
q)assegurar aos sujeitos da pesquisa as condições de acompanhamento, tratamento ou de
orientação, conforme o caso, nas pesquisas de rastreamento; demonstrar a preponderância de be-
nefícios sobre riscos e custos;
r) assegurar a inexistência de conflito de interesses entre o pesquisador e os sujeitos da
pesquisa ou patrocinador do projeto;
s) comprovar, nas pesquisas conduzidas do exterior ou com cooperação estrangeira, os
compromissos e as vantagens, para os sujeitos das pesquisas e para o Brasil, decorrentes de sua
realização. Nestes casos deve ser identificado o pesquisador e a instituição nacionais co-
responsáveis pela pesquisa. O protocolo deverá observar as exigências da Declaração de Helsin-
que e incluir documento de aprovação, no país de origem, entre os apresentados para avaliação do
Comitê de Ética em Pesquisa da instituição brasileira, que exigirá o cumprimento de seus próprios
referenciais éticos. Os estudos patrocinados do exterior também devem responder às necessidades
de treinamento de pessoal no Brasil, para que o país possa desenvolver projetos similares de for-
ma independente;
t) utilizar o material biológico e os dados obtidos na pesquisa exclusivamente para a fi-
nalidade prevista no seu protocolo;
u) levar em conta, nas pesquisas realizadas em mulheres em idade fértil ou em mulheres
grávidas, a avaliação de riscos e benefícios e as eventuais interferências sobre a fertilidade, a gra-
videz, o embrião ou o feto, o trabalho de parto, o puerpério, a lactação e o recém-nascido;
v) considerar que as pesquisas em mulheres grávidas devem, ser precedidas de pesquisas
em mulheres fora do período gestacional, exceto quando a gravidez for o objetivo fundamental da
pesquisa;
x) propiciar, nos estudos multicêntricos, a participação dos pesquisadores que desenvol-
verão a pesquisa na elaboração do delineamento geral do projeto; e
z) descontinuar o estudo somente após análise das razões da descontinuidade pelo CEP
que a aprovou.
IV - CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
O respeito devido à dignidade humana exige que toda pesquisa se processe após consen-
timento livre e esclarecido dos sujeitos, indivíduos ou grupos que por si e/ou por seus represen-
tantes legais manifestem a sua anuência à participação na pesquisa.
IV.1 - Exige-se que o esclarecimento dos sujeitos se faça em linguagem acessível e que
inclua necessariamente os seguintes aspectos:
a) a justificativa, os objetivos e os procedimentos que serão utilizados na pesquisa;
b) os desconfortos e riscos possíveis e os benefícios esperados;
c) os métodos alternativos existentes;
d) a forma de acompanhamento e assistência, assim como seus responsáveis;
e) a garantia de esclarecimentos, antes e durante o curso da pesquisa, sobre a metodolo-
gia, informando a possibilidade de inclusão em grupo controle ou placebo;
f) a liberdade do sujeito se recusar a participar ou retirar seu consentimento, em qualquer
fase da pesquisa, sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado;
g) a garantia do sigilo que assegure a privacidade dos sujeitos quanto aos dados confi-
denciais envolvidos na pesquisa;
h) as formas de ressarcimento das despesas decorrentes da participação na pesquisa; e
i) as formas de indenização diante de eventuais danos decorrentes da pesquisa.
IV.2 - O termo de consentimento livre e esclarecido obedecerá aos seguintes requisitos:
a) ser elaborado pelo pesquisador responsável, expressando o cumprimento de cada uma
das exigências acima;
b) ser aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa que referenda a investigação;
c) ser assinado ou identificado por impressão dactiloscópica, por todos e cada um dos su-
jeitos da pesquisa ou por seus representantes legais; e
d) ser elaborado em duas vias, sendo uma retida pelo sujeito da pesquisa ou por seu re-
presentante legal e uma arquivada pelo pesquisador.
IV.3 - Nos casos em que haja qualquer restrição à liberdade ou ao esclarecimento neces-
sários para o adequado consentimento, deve-se ainda observar:
a) em pesquisas envolvendo crianças e adolescentes, portadores de perturbação ou doen-
ça mental e sujeitos em situação de substancial diminuição em suas capacidades de consentimen-
to, deverá haver justificação clara da escolha dos sujeitos da pesquisa, especificada no protocolo,
aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, e cumprir as exigências do consentimento livre e
esclarecido, através dos representantes legais dos referidos sujeitos, sem suspensão do direito de
informação do indivíduo, no limite de sua capacidade;
b) a liberdade do consentimento deverá ser particularmente garantida para aqueles sujei-
tos que, embora adultos e capazes, estejam expostos a condicionamentos específicos ou à influên-
cia de autoridade, especialmente estudantes, militares, empregados, presidiários, internos em cen-
tros de readaptação, casas-abrigo, asilos, associações religiosas e semelhantes, assegurando-lhes
a inteira liberdade de participar ou não da pesquisa, sem quaisquer represálias;
c) nos casos em que seja impossível registrar o consentimento livre e esclarecido, tal fato
deve ser devidamente documentado, com explicação das causas da impossibilidade, e parecer do
Comitê de Ética em Pesquisa;
d) as pesquisas em pessoas com o diagnóstico de morte encefálica só podem ser realiza-
das desde que estejam preenchidas as seguintes condições:
- documento comprobatório da morte encefálica (atestado de óbito);
- consentimento explícito dos familiares e/ou do responsável legal, ou manifestação pré-
via da vontade da pessoa;
- respeito total à dignidade do ser humano sem mutilação ou violação do corpo;
- sem ônus econômico financeiro adicional à família;
- sem prejuízo para outros pacientes aguardando internação ou tratamento;
- possibilidade de obter conhecimento científico relevante, novo e que não possa ser ob-
tido de outra maneira;
e) em comunidades culturalmente diferenciadas, inclusive indígenas, deve-se contar com
a anuência antecipada da comunidade através dos seus próprios líderes, não se dispensando, po-
rém, esforços no sentido de obtenção do consentimento individual;
f) quando o mérito da pesquisa depender de alguma restrição de informações aos sujei-
tos, tal fato deve ser devidamente explicitado e justificado pelo pesquisador e submetido ao Co-
mitê de Ética em Pesquisa. Os dados obtidos a partir dos sujeitos da pesquisa não poderão ser
usados para outros fins que os não previstos no protocolo e/ou no consentimento.
V - RISCOS E BENEFÍCIOS
Considera-se que toda pesquisa envolvendo seres humanos envolve risco. O dano even-
tual poderá ser imediato ou tardio, comprometendo o indivíduo ou a coletividade.
V.1 - Não obstante os riscos potenciais, as pesquisas envolvendo seres humanos serão
admissíveis quando:
a) oferecerem elevada possibilidade de gerar conhecimento para entender, prevenir ou a-
liviar um problema que afete o bem-estar dos sujeitos da pesquisa e de outros indivíduos;
b) o risco se justifique pela importância do benefício esperado;
c) o benefício seja maior, ou no mínimo igual, a outras alternativas já estabelecidas para
a prevenção, o diagnóstico e o tratamento.
V.2 - As pesquisas sem benefício direto ao indivíduo, devem prever condições de serem
bem suportadas pelos sujeitos da pesquisa, considerando sua situação física, psicológica, social e
educacional.

V.3 - O pesquisador responsável é obrigado a suspender a pesquisa imediatamente ao


perceber algum risco ou dano à saúde do sujeito participante da pesquisa, conseqüente à mesma,
não previsto no termo de consentimento. Do mesmo modo, tão logo constatada a superioridade de
um método em estudo sobre outro, o projeto deverá ser suspenso, oferecendo-se a todos os sujei-
tos os benefícios do melhor regime.
V.4 - O Comitê de Ética em Pesquisa da instituição deverá ser informado de todos os e-
feitos adversos ou fatos relevantes que alterem o curso normal do estudo.
V.5 - O pesquisador, o patrocinador e a instituição devem assumir a responsabilidade de
dar assistência integral às complicações e danos decorrentes dos riscos previstos.
V.6 - Os sujeitos da pesquisa que vierem a sofrer qualquer tipo de dano previsto ou não
no termo de consentimento e resultante de sua participação, além do direito à assistência integral,
têm direito à indenização.
V.7 - Jamais poderá ser exigido do sujeito da pesquisa, sob qualquer argumento, renún-
cia ao direito à indenização por dano. O formulário do consentimento livre e esclarecido não deve
conter nenhuma ressalva que afaste essa responsabilidade ou que implique ao sujeito da pesquisa
abrir mão de seus direitos legais, incluindo o direito de procurar obter indenização por danos e-
ventuais.
VI - PROTOCOLO DE PESQUISA
O protocolo a ser submetido à revisão ética somente poderá ser apreciado se estiver ins-
truído com os seguintes documentos, em português:
VI.1 - folha de rosto: título do projeto, nome, número da carteira de identidade, CPF,
telefone e endereço para correspondência do pesquisador responsável e do patrocinador, nome e
assinaturas dos dirigentes da instituição e/ou organização;
VI.2 - descrição da pesquisa, compreendendo os seguintes itens:
a) descrição dos propósitos e das hipóteses a serem testadas;
b) antecedentes científicos e dados que justifiquem a pesquisa. Se o propósito for testar
um novo produto ou dispositivo para a saúde, de procedência estrangeira ou não, deverá ser indi-
cada a situação atual de registro junto a agências regulatórias do país de origem;
c) descrição detalhada e ordenada do projeto de pesquisa (material e métodos, casuística,
resultados esperados e bibliografia);
d) análise crítica de riscos e benefícios;
e) duração total da pesquisa, a partir da aprovação;
f) explicitação das responsabilidades do pesquisador, da instituição, do promotor e do pa-
trocinador;
g) explicitação de critérios para suspender ou encerrar a pesquisa;
h) local da pesquisa: detalhar as instalações dos serviços, centros, comunidades e institu-
ições nas quais se processarão as várias etapas da pesquisa;
i) demonstrativo da existência de infra-estrutura necessária ao desenvolvimento da pes-
quisa e para atender eventuais problemas dela resultantes, com a concordância documentada da
instituição;
j) orçamento financeiro detalhado da pesquisa: recursos, fontes e destinação, bem como
a forma e o valor da remuneração do pesquisador;
l) explicitação de acordo preexistente quanto à propriedade das informações geradas,
demonstrando a inexistência de qualquer cláusula restritiva quanto à divulgação pública dos resul-
tados, a menos que se trate de caso de obtenção de patenteamento; neste caso, os resultados de-
vem se tornar públicos, tão logo se encerre a etapa de patenteamento;
m) declaração de que os resultados da pesquisa serão tornados públicos, sejam eles favo-
ráveis ou não; e
n) declaração sobre o uso e destinação do material e/ou dados coletados.
VI.3 - informações relativas ao sujeito da pesquisa:
a) descrever as características da população a estudar: tamanho, faixa etária, sexo, cor
(classificação do IBGE), estado geral de saúde, classes e grupos sociais, etc. Expor as razões para
a utilização de grupos vulneráveis;
b) descrever os métodos que afetem diretamente os sujeitos da pesquisa;
c) identificar as fontes de material de pesquisa, tais como espécimens, registros e dados a
serem obtidos de seres humanos. Indicar se esse material será obtido especificamente para os pro-
pósitos da pesquisa ou se será usado para outros fins;
d) descrever os planos para o recrutamento de indivíduos e os procedimentos a serem se-
guidos. Fornecer critérios de inclusão e exclusão;
e) apresentar o formulário ou termo de consentimento, específico para a pesquisa, para a
apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa, incluindo informações sobre as circunstâncias sob as
quais o consentimento será obtido, quem irá tratar de obtê-lo e a natureza da informação a ser
fornecida aos sujeitos da pesquisa;
f) descrever qualquer risco, avaliando sua possibilidade e gravidade;
g) descrever as medidas para proteção ou minimização de qualquer risco eventual.
Quando apropriado, descrever as medidas para assegurar os necessários cuidados à saúde, no
caso de danos aos

indivíduos. Descrever também os procedimentos para monitoramento da coleta de dados para


prover a segurança dos indivíduos, incluindo as medidas de proteção à confidencialidade; e
h) apresentar previsão de ressarcimento de gastos aos sujeitos da pesquisa. A importân-
cia referente não poderá ser de tal monta que possa interferir na autonomia da decisão do indiví-
duo ou responsável de participar ou não da pesquisa.
VI.4 - qualificação dos pesquisadores: “Curriculum vitae” do pesquisador responsável e
dos demais participantes.
VI.5 - termo de compromisso do pesquisador responsável e da instituição de cumprir os
termos desta Resolução.
VII - COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA-CEP
Toda pesquisa envolvendo seres humanos deverá ser submetida à apreciação de um Co-
mitê de Ética em Pesquisa.
VII.1 - As instituições nas quais se realizem pesquisas envolvendo seres humanos deve-
rão constituir um ou mais de um Comitê de Ética em Pesquisa- CEP, conforme suas necessidades.
VII.2 - Na impossibilidade de se constituir CEP, a instituição ou o pesquisador respon-
sável deverá submeter o projeto à apreciação do CEP de outra instituição, preferencialmente den-
tre os indicados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP/MS).
VII.3 - Organização - A organização e criação do CEP será da competência da institui-
ção, respeitadas as normas desta Resolução, assim como o provimento de condições adequadas
para o seu funcionamento.
VII.4 - Composição - O CEP deverá ser constituído por colegiado com número não in-
ferior a 7 (sete) membros. Sua constituição deverá incluir a participação de profissionais da área
de saúde, das ciências exatas, sociais e humanas, incluindo, por exemplo, juristas, teólogos, soci-
ólogos, filósofos, bioeticistas e, pelo menos, um membro da sociedade representando os usuários
da instituição. Poderá variar na sua composição, dependendo das especificidades da instituição e
das linhas de pesquisa a serem analisadas.
VII.5 - Terá sempre caráter multi e transdisciplinar, não devendo haver mais que metade
de seus membros pertencentes à mesma categoria profissional, participando pessoas dos dois se-
xos. Poderá ainda contar com consultores “ad hoc”, pessoas pertencentes ou não à instituição,
com a finalidade de fornecer subsídios técnicos.
VII.6 - No caso de pesquisas em grupos vulneráveis, comunidades e coletividades, deve-
rá ser convidado um representante, como membro “ad hoc” do CEP, para participar da análise do
projeto específico.
VII.7 - Nas pesquisas em população indígena deverá participar um consultor familiari-
zado com os costumes e tradições da comunidade.
VII.8 - Os membros do CEP deverão se isentar de tomada de decisão, quando diretamen-
te envolvidos na pesquisa em análise.
VII.9 - Mandato e escolha dos membros - A composição de cada CEP deverá ser defi-
nida a critério da instituição, sendo pelo menos metade dos membros com experiência em pesqui-
sa, eleitos pelos seus pares. A escolha da coordenação de cada Comitê deverá ser feita pelos
membros que compõem o colegiado, durante a primeira reunião de trabalho. Será de três anos a
duração do mandato, sendo permitida recondução.
VII.10 - Remuneração - Os membros do CEP não poderão ser remunerados no desem-
penho desta tarefa, sendo recomendável, porém, que sejam dispensados nos horários de trabalho
do Comitê das outras obrigações nas instituições às quais prestam serviço, podendo receber res-
sarcimento de despesas efetuadas com transporte, hospedagem e alimentação.
VII.11 - Arquivo - O CEP deverá manter em arquivo o projeto, o protocolo e os relató-
rios correspondentes, por 5 (cinco) anos após o encerramento do estudo.
VII.12 - Liberdade de trabalho - Os membros dos CEPs deverão ter total independên-
cia na tomada das decisões no exercício das suas funções, mantendo sob caráter confidencial as
informações recebidas. Deste modo, não podem sofrer qualquer tipo de pressão por parte de supe-
riores hierárquicos ou pelos interessados em determinada pesquisa, devem isentar-se de envolvi-
mento financeiro e não devem estar submetidos a conflito de interesse.
VII.13 - Atribuições do CEP:
a) revisar todos os protocolos de pesquisa envolvendo seres humanos, inclusive os mul-
ticêntricos, cabendo-lhe a responsabilidade primária pelas decisões sobre a ética da pes-
quisa a ser desenvolvida na instituição, de modo a garantir e resguardar a integridade e os direi-
tos dos voluntários participantes nas referidas pesquisas;
b) emitir parecer consubstanciado por escrito, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, iden-
tificando com clareza o ensaio, documentos estudados e data de revisão. A revisão de cada proto-
colo culminará com seu enquadramento em uma das seguintes categorias:
• aprovado;
• com pendência: quando o Comitê considera o protocolo como aceitável, porém identi-
fica determinados problemas no protocolo, no formulário do consentimento ou em ambos, e
recomenda uma

revisão específica ou solicita uma modificação ou informação relevante, que deverá ser atendida
em 60 (sessenta) dias pelos pesquisadores;

• retirado: quando, transcorrido o prazo, o protocolo permanece pendente;


• não aprovado; e
• aprovado e encaminhado, com o devido parecer, para apreciação pela Comissão Na-
cional de Ética em Pesquisa -CONEP/MS, nos casos previstos no capítulo VIII, item 4.c.
c) manter a guarda confidencial de todos os dados obtidos na execução de sua tarefa e
arquivamento do protocolo completo, que ficará à disposição das autoridades sanitárias;
d) acompanhar o desenvolvimento dos projetos através de relatórios anuais dos pesqui-
sadores;
e) desempenhar papel consultivo e educativo, fomentando a reflexão em torno da ética
na ciência;
f) receber dos sujeitos da pesquisa ou de qualquer outra parte denúncias de abusos ou no-
tificação sobre fatos adversos que possam alterar o curso normal do estudo, decidindo pela conti-
nuidade, modificação ou suspensão da pesquisa, devendo, se necessário, adequar o termo de con-
sentimento. Considera-se como anti-ética a pesquisa descontinuada sem justificativa aceita pelo
CEP que a aprovou;
g) requerer instauração de sindicância à direção da instituição em caso de denúncias de
irregularidades de natureza ética nas pesquisas e, em havendo comprovação, comunicar à Comis-
são Nacional de Ética em Pesquisa-CONEP/MS e, no que couber, a outras instâncias; e
h) manter comunicação regular e permanente com a CONEP/MS.
VII.14 - Atuação do CEP:
a) A revisão ética de toda e qualquer proposta de pesquisa envolvendo seres humanos
não poderá ser dissociada da sua análise científica. Pesquisa que não se faça acompanhar do res-
pectivo protocolo não deve ser analisada pelo Comitê.
b) Cada CEP deverá elaborar suas normas de funcionamento, contendo metodologia de
trabalho, a exemplo de: elaboração das atas; planejamento anual de suas atividades; periodicidade
de reuniões; número mínimo de presentes para início das reuniões; prazos para emissão de pare-
ceres; critérios para solicitação de consultas de experts na área em que se desejam informações
técnicas; modelo de tomada de decisão, etc.
VIII - COMISSÃO NACIONAL DE ÉTICA EM PESQUISA (CONEP/MS)
A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP/MS é uma instância colegiada, de
natureza consultiva, deliberativa, normativa, educativa, independente, vinculada ao Conselho Na-
cional de Saúde.
O Ministério da Saúde adotará as medidas necessárias para o funcionamento pleno da
Comissão e de sua Secretaria Executiva.
VIII.1 - Composição: A CONEP terá composição multi e transdiciplinar, com pessoas
de ambos os sexos e deverá ser composta por 13 (treze) membros titulares e seus respectivos
suplentes, sendo 05 (cinco) deles personalidades destacadas no campo da ética na pesquisa e na
saúde e 08 (oito) personalidades com destacada atuação nos campos teológico, jurídico e outros,
assegurando-se que pelo menos um seja da área de gestão da saúde. Os membros serão seleciona-
dos, a partir de listas indicativas elaboradas pelas instituições que possuem CEP registrados na
CONEP, sendo que 07 (sete) serão escolhidos pelo Conselho Nacional de Saúde e 06 (seis) serão
definidos por sorteio. Poderá contar também com consultores e membros “ad hoc”, assegurada a
representação dos usuários.
VIII.2 - Cada CEP poderá indicar duas personalidades.
VIII.3 - O mandato dos membros da CONEP será de quatro anos com renovação alter-
nada a cada dois anos, de sete ou seis de seus membros.
VIII.4 - Atribuições da CONEP - Compete à CONEP o exame dos aspectos éticos da
pesquisa envolvendo seres humanos, bem como a adequação e atualização das normas atinentes.
A CONEP consultará a sociedade sempre que julgar necessário, cabendo-lhe, entre outras, as se-
guintes atribuições:
a) estimular a criação de CEPs institucionais e de outras instâncias;
b) registrar os CEPs institucionais e de outras instâncias;
c) aprovar, no prazo de 60 dias, e acompanhar os protocolos de pesquisa em áreas temá-
ticas especiais tais como:
1- genética humana;
2- reprodução humana;
3- farmácos, medicamentos, vacinas e testes diagnósticos novos (fases I, II e III) ou não
registrados no país (ainda que fase IV), ou quando a pesquisa for referente a seu uso com modali-
dades, indicações, doses ou vias de administração diferentes daquelas estabelecidas, incluindo seu
emprego em combinações;
4- equipamentos, insumos e dispositivos para a saúde novos, ou não registrados no país;
5- novos procedimentos ainda não consagrados na literatura;
6- populações indígenas;
7- projetos que envolvam aspectos de biossegurança;
8- pesquisas coordenadas do exterior ou com participação estrangeira e pesquisas que
envolvam remessa de material biológico para o exterior; e

9- projetos que, a critério do CEP, devidamente justificado, sejam julgados merecedores


de análise pela CONEP;

d) prover normas específicas no campo da ética em pesquisa, inclusive nas áreas temáti-
cas especiais, bem como recomendações para aplicação das mesmas;
e) funcionar como instância final de recursos, a partir de informações fornecidas sistema-
ticamente, em caráter ex-ofício ou a partir de denúncias ou de solicitação de partes interessadas,
devendo manifestar-se em um prazo não superior a 60 (sessenta) dias;
f) rever responsabilidades, proibir ou interromper pesquisas, definitiva ou temporaria-
mente, podendo requisitar protocolos para revisão ética inclusive, os já aprovados pelo CEP;
g) constituir um sistema de informação e acompanhamento dos aspectos éticos das pes-
quisas envolvendo seres humanos em todo o território nacional, mantendo atualizados os bancos
de dados;
h) informar e assessorar o MS, o CNS e outras instâncias do SUS, bem como do governo
e da sociedade, sobre questões éticas relativas à pesquisa em seres humanos;
i) divulgar esta e outras normas relativas à ética em pesquisa envolvendo seres humanos;
j) a CONEP juntamente com outros setores do Ministério da Saúde, estabelecerá normas
e critérios para o credenciamento de Centros de Pesquisa. Este credenciamento deverá ser propos-
to pelos setores do Ministério da Saúde, de acordo com suas necessidades, e aprovado pelo Con-
selho Nacional de Saúde; e
l) estabelecer suas próprias normas de funcionamento.
VIII.5 - A CONEP submeterá ao CNS para sua deliberação:
a) propostas de normas gerais a serem aplicadas às pesquisas envolvendo seres humanos,
inclusive modificações desta norma;
b) plano de trabalho anual;
c) relatório anual de suas atividades, incluindo sumário dos CEP estabelecidos e dos pro-
jetos analisados.
IX - OPERACIONALIZAÇÃO
IX.1 - Todo e qualquer projeto de pesquisa envolvendo seres humanos deverá obedecer
às recomendações desta Resolução e dos documentos endossados em seu preâmbulo. A responsa-
bilidade do pesquisador é indelegável, indeclinável e compreende os aspectos éticos e leagis.
IX.2 - Ao pesquisador cabe:
a) apresentar o protocolo, devidamente instruido ao CEP, aguardando o pronunciamento
deste, antes de iniciar a pesquisa;
b) desenvolver o projeto conforme delineado;
c) elaborar e apresentar os relatórios parciais e final;
d) apresentar dados solicitados pelo CEP, a qualquer momento;
e) manter em arquivo, sob sua guarda, por 5 anos, os dados da pesquisa, contendo fichas
individuais e todos os demais documentos recomendados pelo CEP;
f) encaminhar os resultados para publicação, com os devidos créditos aos pesquisadores
associados e ao pessoal técnico participante do projeto;
g) justificar, perante o CEP, interrupção do projeto ou a não publicação dos resultados.
IX.3 - O Comitê de Ética em Pesquisa institucional deverá estar registrado junto à CO-
NEP/MS.
IX.4 - Uma vez aprovado o projeto, o CEP passa a ser co-responsável no que se refere
aos aspectos éticos da pesquisa.
IX.5 - Consideram-se autorizados para execução, os projetos aprovados pelo CEP, exce-
to os que se enquadrarem nas áreas temáticas especiais, os quais, após aprovação pelo CEP insti-
tucional deverão ser enviados à CONEP/MS, que dará o devido encaminhamento.
IX.6 - Pesquisas com novos medicamentos, vacinas, testes diagnósticos, equipamentos e
dispositivos para a saúde deverão ser encaminhados do CEP à CONEP/MS e desta, após parecer,
à Secretaria de Vigilância Sanitária.
IX.7 - As agências de fomento à pesquisa e o corpo editorial das revistas científicas de-
verão exigir documentação comprobatória de aprovação do projeto pelo CEP e/ou CONEP, quan-
do for o caso.
IX.8 - Os CEP institucionais deverão encaminhar trimestralmente à CONEP/MS a rela-
ção dos projetos de pesquisa analisados, aprovados e concluídos, bem como dos projetos em an-
damento e, imediatamente, aqueles suspensos.
X. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
X.1 - O Grupo Executivo de Trabalho-GET, constituido através da Resolução CNS
170/95, assumirá as atribuições da CONEP até a sua constituição, responsabilizando-se por:
a) tomar as medidas necessárias ao processo de criação da CONEP/MS;
b) estabelecer normas para registro dos CEP institucionais;
X.2 - O GET terá 180 dias para finalizar as suas tarefas.
X.3 - Os CEP das instituições devem proceder, no prazo de 90 (noventa) dias, ao levan-
tamento e análise, se for o caso, dos projetos de pesquisa em seres humanos já em andamento,
devendo encaminhar à CONEP/MS, a relação dos mesmos.
X4 - Fica revogada a Resolução 01/88.

ADIB D. JATENE
Presidente do Conselho Nacional de Saúde
Homologo a Resolução CNS nº 196, de 10 de outubro de 1996, nos termos do Decreto
de Delegação de Competência de 12 de novembro de 1991.

ADIB D. JATENE
Ministro de Estado da Saúde