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1.

0 - CONCEITOS ECONÔMICOS BÁSICOS


1.1 - ECONOMIA

As pessoas precisam alimentar-se, vestir-se, receber educação e obter outros


tipos de benefícios para que possam desfrutar de uma boa qualidade de vida.
Para isso existem os recursos, mas a renda sempre será insuficiente na hora de
conseguir todos os bens e serviços desejados para a plena satisfação de suas
necessidades.

A sociedade tem também necessidades coletivas tais como estradas, usinas


hidrelétricas, segurança, justiça, etc. O mesmo ocorre com as pessoas
individualmente, que também têm mais necessidades do que meios para
satisfazê-las.

A satisfação das necessidades psicofisiológicas como alimentos, vestuário,


habitação; e, as de caráter coletivo de uma sociedade obriga seus membros a
se ocuparem de determinadas atividades produtivas, através das quais geram
os bens e serviços necessários à consecução de seus objetivos; e que,
posteriormente, se distribuem para seu consumo entre os membros dessa
mesma sociedade.

Na produção, por exemplo, a empresa tem de decidir que bens vai processar e
que meios utilizará para atingir tais fins. No caso de uma empresa que produza
automóveis, por exemplo, sua direção tem que decidir o modelo a ser lançado
no mercado e se irá produzi-lo com tecnologia robotizada ou com uma em que
se utilize mais mão de obra.

Em relação ao consumo as famílias têm que decidir como vão gastar a renda
familiar entre os diferentes bens e serviços ofertados para satisfazer suas
necessidades. Assim, na hora de decidir entre um televisor e uma máquina de
lavar, por exemplo, levará em conta suas necessidades, os preços de ambos os
bens e suas próprias preferências, de forma que o resultado da escolha seja o
mais apropriado.

A Economia estuda a forma pela qual os indivíduos e a sociedade fazem suas


escolhas e tomam decisões para que os recursos disponíveis, sempre escassos,
possam contribuir da melhor maneira para satisfazer as necessidades
individuais e coletivas da sociedade.

A partir de tais premissas pode-se dizer que...

A Economia é a ciência que estuda a maneira como se administram os


escassos recursos, com o objetivo de produzir bens e serviços e distribuí-los
para seu consumo entre os membros da sociedade.
De forma intuitiva, pode-se dizer que a Economia se preocupa com a maneira
como os indivíduos "economizam" seus recursos, isto é, como empregam sua
renda de forma cuidadosa e sábia, de modo a obter o maior aproveitamento
possível.

Do ponto de vista da sociedade, em seu conjunto, a Economia trata de como


os indivíduos alcançam o nível de bem-estar material mais alto possível, a
partir dos recursos disponíveis.

1.1 - TRIBUTOS - Trata-se de recursos financeiros arrecadados pelo Poder


Público (Município, Estado e União), no exercício de seu poder de soberania,
para fazer face às suas despesas governamentais e com o objetivo de melhor
prover a distribuição de riquezas.

O Código Tributário Nacional (Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966)


estabelece em seu art. terceiro que...

Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela


se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e
cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

O mesmo CTN estabelece que, no Brasil, podem ser cobrados três tributos, a
saber:

1.2.1 - IMPOSTOS - Diz o art. 16 do CTN que Imposto é o Tributo cuja


obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer
atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.

1.2.2 - TAXAS - Segundo o prescrito no art.77 do CTN, as Taxas cobradas


pela União, pelos Estados, pelo Distrito federal ou pelos Municípios, no
âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício
regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço
público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua
disposição.

1.2.3 - CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA - Segundo o art. 81 do CTN, a


Contribuição de Melhoria é instituída para fazer face ao custo de obras
públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a
despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra
resultar para cada imóvel beneficiado.

COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA

O Código Tributário Nacional estabelece parâmetros para a cobrança de


tributos no Brasil definindo, inclusive, quais são aqueles que podem ser
instituídos e cobrados pelos Municípios, pelos Estados e pela União.
Assim, são de competência exclusiva dos Municípios a cobrança de IPTU,
ISSQN e ITBI; somente aos Estados compete cobrar ICMS e IPVA
ressalvando-se que, do primeiro são repassados 25% aos Municípios; e, do
segundo 50%. Cabe privativamente à União instituir e arrecadar IR, IPI, ITR,
II, IE, e IOF.

Vale ressaltar que cada Estado elabora seu próprio Código Tributário, assim
como cada Município define suas regras tributárias específicas, sempre em
consonância com o Código Tributário Nacional.

As alíquotas de iguais tributos podem diferir de Estado para estado e, de


Município para Município, em função das especificidades de cada um e
devidamente aprovadas pelos respectivos parlamentos.

BENS : CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO

BEM é tudo aquilo que é suscetível de satisfazer a uma necessidade humana,


seja ela primária, secundária e/ou de caráter coletivo.

Podemos classificar os Bens segundo três diferentes aspectos:

a) quanto a aspecto RARIDADE os bens podem ser Livres ou Econômicos.

Bens Livres são aqueles que existem de maneira indiscricionária na natureza.


Embora tenham caráter de UTILIDADE esses não são objeto de estudos por
parte da ciência econômica tendo em vista que, para sua obtenção, o homem
não necessita desenvolver nenhuma atividade econômica. Exemplos: ar
atmosférico, águas dos rios, dos mares,etc.

Bens Econômicos, diferentemente dos Livres, são aqueles que, para sua
obtenção, o homem precisa, necessariamente, desenvolver uma atividade
econômica. Exemplos: ouro, prata, roupas, calçados, etc.

b) quanto ao aspecto NATUREZA os bens podem ser admitidos como


palpáveis, aqueles dotados de matéria; aqueles que têm existência física como
mesa, cadeira, relógio,etc; ou Abstratos, aqueles desprovidos de matéria como
Educação, Direitos Autorais, marcas, patentes, etc.

c) quanto à DESTINAÇÃO os Bens podem ser classificados como de


Consumo e de Capital.

São considerados de Consumo aqueles que, como o próprio nome diz, se


consomem, se deterioram, se destroem, se depreciam, com a própria
utilização, como roupas, alimentos, etc.
Tais Bens se subdividem em de Consumo Imediato (aqueles que se destroem
muito rapidamente) e de Consumo Durável ( que também se destroem com a
própria utilização, porém o fazem lentamente).

Preliminarmente à explicitação das diferenças entre os Bens de Capital,


necessário se faz que conceituemos a expressão CAPITAL, que a Economia
define como sendo "toda riqueza acumulada e utilizada na obtenção de novas
riquezas".

Os Bens de Capital podem ser classificados em de Capital Físico e de Capital


Financeiro.

Bem de Capital Físico é toda máquina ou equipamento capaz de gerar


determinada produção que propicie retorno econômico-financeiro ao seu
proprietário. Exemplos: Torno de Comendo Numérico, caminhão,
Liquidificador, etc.

Bem de Capital Financeiro é toda e qual quer moeda corrente, Título de


Crédito, Traveller's Checks, etc.

Quanto ao aspecto destinação é imperioso não perder de vista, também, as


circunstâncias que envolvem a questão.

BALANÇA DE PAGAMENTOS INTERNACIONAIS


CONCEITO E GENERALIDADES

As transações econômicas de determinado país com o exterior, agrupadas


segundo suas categorias (reais e financeiras) e segundo seus fatos geradores
(comercio de mercadorias, prestação de serviços, transferências e movimentos
de capital, nas formas de financiamentos e de investimentos diretos), resultam
em saldos líquidos parciais, que produzem diferentes impactos sobre as
condições internas de equilíbrio e de crescimento.

Essas transações são totalizadas em um levantamento de natureza contábil,


que registra todos os recebimentos de agentes econômicos do país (Unidades
Familiares, Empresas e Governo) por fornecimento de produtos e fatores de
produção a agentes econômicos de outros países. Em contrapartida, registra os
pagamentos por suprimentos originários do exterior.

A denominação usual desse levantamento é Balanço de Pagamentos


Internacionais.
A classificação das contas, a metodologia de levantamento e o registro das
transações agrupadas no Balanço de Pagamentos Internacionais seguem
padrões recomendados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A
padronização atende a propósitos técnicos e de política externa, dado que as
diferentes composições estruturais das contas e seus mecanismos de ajuste,
em casos de desequilíbrios conjunturais ou crônicos, têm implicações
internacionais, que podem ir além de interesses restritos de determinado país.

Segundo a padronização, as transações econômicas internacionais,


consideradas para o levantamento do Balanço de Pagamentos Internacionais
abrangem quatro categorias:

01 - Os fluxos comerciais de mercadorias e os de prestação de serviços, com


as correspondentes contrapartidas financeiras;

02 - Os movimentos meramente financeiros, resultantes de empréstimos


internacionais, de curto, médio e longo prazos e de fluxos de entradas e de
saídas de capitais, para investimentos de risco;

03 - As transferências unilaterais, a título de ajuda externa (auxílios e


donativos) ou de remessas pessoais, realizadas independentemente de
qualquer contraprestação;

04 - As alterações nos estoques de ativos e de passivos internacionais do país,


que se originaram das transações consideradas.

O registro das transações econômicas internacionais e de seus resultados


acumulados fundamentam-se nos conceitos de agentes econômicos residentes
e não residentes.

São residentes todos os agentes econômicos domiciliados ou residentes no


país; os não residentes são os fixados em outros países.

As empresas estrangeiras estabelecidas no país, muito embora seu patrimônio


líquido seja de propriedade de agentes econômicos não residentes, são tratadas
como residentes.Desta forma, as transações econômicas inter e intra-empresas
estabelecidas em países distintos são tratadas como transações internacionais,
contabilizando-se os fluxos nos Balanços de Pagamentos dos paises
envolvidos.

As exceções a esta regra são as representações diplomáticas no exterior: suas


transações com os residentes no país em que se encontram sediadas são
consideradas como internacionais.

Tais exceções justificam-se pelo conceito de território econômico, o mesmo


adotado para o cálculo dos agregados econômicos nacionais: o território
econômico de um país inclui os enclaves de suas representações no exterior e
exclui os ocupados pelas representações estrangeiras no país.

Dados esses critérios, o Balanço de Pagamentos Internacionais é definido


como o levantamento, por critérios contábeis, de todas as transações
econômicas, reais e financeiras, que se realizaram durante determinado
período de tempo, entre os agentes econômicos residentes no país e os não-
residentes, domiciliados ou estabelecidos em outros países.

ESTRUTURA DO BALANÇO DE PAGAMENTOS INTERNACIONAIS


A estrutura do Balanço de Pagamentos Internacionais é definida a partir da
natureza das transações, que se agrupam em duas grandes categorias de contas
- as transações correntes e os movimentos de capital.

As transações correntes englobam os fluxos reais de comercio e serviços e


transferências interagentes.

Os movimentos de capital englobam as entradas e saídas financeiras , na


forma de empréstimos e financiamentos e de movimentos autônomos de
capital, para investimentos no setor produtivo e aplicações no setor financeiro;
englobam ainda os pagamentos de exigibilidades , na forma de amortizações.

A estrutura convencional é dada, assim, pelas seguintes categorias de


transações:

a) Transações Correntes

01 - Balança Comercial

- Exportações de Mercadorias

- Importações de Mercadorias

02 - Balança de Serviços

- Viagens Internacionais

- Transportes

- Seguros

- Rendas de Capitais

- Serviços Governamentais

- Serviços Diversos
03 - Transferências Unilaterais

b) Movimentos de Capital
01 - Investimentos Estrangeiros

02 - Investimentos Brasileiros

03 - Empréstimos a Curto Prazo

04 - Empréstimos a Médio e Longo Prazos

05 - Amortizações

c) Erros e Omissões

d) Déficit (-) ou Superávit (+)


Os aspectos principais de cada uma dessas contas são os seguintes:

BALANÇA COMERCIAL, que consiste no resultado líquido das transações


com exportações e importações de mercadorias. É a única categoria do
Balanço de Pagamentos que implica em movimentações visíveis entre
fronteiras nacionais, na forma de produtos primários, semiprocessados ou de
utilização final, destinados ao consumo e à formação de capital fixo.

BALANÇA DE SERVIÇOS que compreende as receitas e as despesas


cambiais com seis categorias de transações com ênfase especial para aquela
considerada de maior peso - Rendas de Capitais - onde são contabilizados
todos os saldos líquidos das remessas de juros e de lucros; os juros
decorrentes de exigibilidades externas, na forma de empréstimos e
financiamentos, acrescidos de todas as demais taxas incidentes sobre essas
operações; os lucros decorrem de remessas feitas por empresas multinacionais
que operam no país, assumindo a forma de dividendos pagos a acionistas não
residentes.

Vale registrar, ainda, a conta Serviços Diversos que registra os saldos líquidos
de um heterogêneo conjunto de transações, que vão desde Royalties por
transferências de tecnologia a direitos autorais, aluguéis de filmes e etc.

TRANSFERÊNCIAS UNILATERAIS, também conhecidas como


transferências não retribuídas. Significam o resultado líquido de doações de
fontes privadas, de governos ou de instituições multilaterais, sem
contrapartidas prévias ou futuras.

Acrescente-se aí, as operações de ONGs, cujo número tem crescido


assustadoramente em todos os países e que são, geralmente, financiadas por
transferências unilaterais, a maior parte originária de países de alta renda.
MOVIMENTOS DE CAPITAL são representados por entradas e saídas de
ativos financeiros, de três categorias básicas: os movimentos autônomos de
risco, atraídos pelas oportunidades de investimento e de reinvestimento nos
setores produtivo e especulativo do país receptor; os financiamentos
concedidos por Bancos e fornecedores estrangeiros para transações correntes,
preponderantemente exportações e importações; e os empréstimos de curto,
médio e longo prazos tomados junto a organismos internacionais, agências
governamentais e instituições financeiras privadas de outros países.

Outra categoria de fluxo financeiro expressa as amortizações de dívidas


externas contraídas.

ERROS E OMISSÕES. Registram-se nesta conta todas as discrepâncias entre


fluxos de entradas e saídas de recursos e as variações nos estoques de reservas
cambiais do país.

A velocidade com que se realizam as transações externas, notadamente os


movimentos de capitais de curto prazo, aplicados no mercado financeiro, a
dificuldade em se determinar exatamente a destinação de todos os recursos
que entram e saem do país, bem como os saldos retidos de operações
cambiais, são as causas principais das divergências entre os saldos efetivos e
os resultantes de operações contabilizadas.

DÉFICIT (-) ou SUPERAVIT (+) O resultado final do Balanço de


Pagamentos Internacionais revela a posição do país em suas transações
externas como um todo.

As situações de déficit indicam saídas de reservas cambiais superiores às


entradas, implicando geralmente em queda das reservas cambiais do país;
superávits, contrariamente, indicam ingressos líquidos de recursos, com
aumento dos estoques de ativos externos do país.

Os superávits implicam em acumulação de haveres financeiros externos; de


um lado, eles podem exercer efeitos internos perversos, geralmente de
conteúdo inflacionário, desde que a acumulação de reservas cambiais se
transforme em fator de expansão da Base Monetária; de outro lado, os
superávits, quando resultantes de saldos positivos em Transações Correntes,
implicam em desacumulação externa líquida.
INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A BALANÇA DE
PAGAMENTOS INTERNACIONAIS
01 - A Balança de Pagamentos Internacionais retrata, apenas e tão somente,
entradas e saídas de divisas, proveniente de transações internacionais;

02 - Toda aquisição (compra) ou venda de Mercadorias deve ser lançada na


Balança Comercial;

03 - Transportes e Seguros têm vinculação direta com a Balança Comercial


sabendo-se que, quem exporta, aufere Receitas; e, quem importa, assume o
ônus das Despesas;

04 - Todos os Juros, rigorosamente todos, serão, sempre, lançados em Rendas


de Capitais, bem como Dividendos, Bonificações e Remessas de Lucros de
Multinacionais;

05 - Transferências de Tecnologias devem ser lançadas na conta Serviços


Diversos;

06 - Os Lucros das Multinacionais terão, sempre, uma dupla destinação:


quando se tratar de estrangeiras sediadas no Brasil, 70% desse lucro será,
obrigatoriamente reinvestido no país, na conta 6.1 - Investimentos
Estrangeiros; e, os 30% restantes serão remetidos à matriz da Multinacional,
no exterior, contabilizando-se-os na conta 2.4 - Rendas de Capitais, a crédito;

07 - Em caso de Multinacionais brasileiras, instaladas no exterior, será


declinado qual o porcentual de reaplicação, ou de remessas permitido,
devendo os lançamentos serem efetuados nas contas 6.2 - Investimentos
Brasileiros, no caso de reinvestimentos; e, 2.4 - Rendas de Capitais, a débito,
quando se tratar de remessas de lucros para o Brasil;

08 - Pagamentos ou recebimentos de empréstimos lança-se na conta


Amortizações. Quando se tratar de pagamentos ou recebimentos de Juros da
Dívida, ou de Serviços da Dívida, o lançamento será na conta Rendas de
Capitais;

09 - A conta Transferências Unilaterais, como o próprio nome sugere, refere-


se a transferências efetuadas sem a respectiva contrapartida. É mais comum
ocorrer em caso de catástrofes nas quais, o país atingido pelas mesmas, recebe
auxílios e doações de outros.
2.0 - ESTRUTURA DOS SISTEMAS ECONÔMICOS
A ciência econômica tem recomendado, ao longo da história, a presente
estruturação para que as Nações alcancem altos patamares de
desenvolvimento econômico proporcionando, às suas populações, altos
padrões de qualidade de vida.

Vale ressaltar que as Nações que a aplicaram, e aplicam, estão nitidamente à


frente daquelas que enveredaram por outros caminhos político-econômicos e
não têm conseguido ostentar os mesmos padrões de desenvolvimento.

A PRODUÇÃO é fator preponderante para que a economia de uma Nação


atinja os objetivos propostos pela sua sociedade, governantes; e, para que a
mesma seja viabilizada, torna-se necessária a utilização de fatores de
produção (elementos necessários à consecução dos objetivos produtivos).

Primitivamente foram admitidos três fatores de produção: Natureza (N),


Capital (K) e Trabalho (T).

O fator de produção NATUREZA compreende, em síntese, os fatores naturais


de onde se abstrai grande parte das matérias primas necessárias à geração de
produção como, por exemplo, petróleo, estanho, ouro, ferro, manganês,
madeira, aço, madeira, bauxita e tantos outros mais existentes no solo, no sub-
solo, no fundo dos mares e até mesmo no cabalístico espaço sideral.

O fator de produção Natureza, inerte como é, num primeiro momento, não


teria razão de ser não fosse o esforço físico e mental desenvolvido pelo ser
humano (TRABALHO) para prospectá-lo. O Trabalho se constitui, pois, no
segundo fator de produção.

O trabalho humano, utilizado para viabilizar os fatores naturais serve-se de


máquinas e equipamentos (bens de capital físico) bem como de recursos
financeiros (CAPITAL) que, juntos, possibilitarão a implementação da
produção.

Mais recentemente, com o vertiginoso avanço científico, tecnológico e


também da ciência econômica, outros fatores de produção são admitidos. São
eles:

a) CAPACIDADE EMPRESARIAL - Não basta que a empresa tenha


disponíveis os fatores de produção anteriormente citados se não houver a
necessária capacitação para gerenciá-los adequadamente dando-lhes
racionalidade e eficácia e harmonizando-os convenientemente para o tão
almejado aumento de produtividade;
b) KNOW-HOW - No globalizado e, por isso, competitivo mundo de hoje é
fundamental que a produção gerada pelas empresas, nas diferentes Nações,
seja implementada com tecnologia de ponta pois não se permite perdas,
atrasos, ineficiência e/ou incompetências de quaisquer espécies. O aspecto
"como produzir" é condição básica para o sucesso;

c) POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA - Todos os países, quer de


primeiro ou terceiro mundo estão, de há muito, vivamente interessados em
melhor qualificar sua mão de obra possibilitando-lhe melhores condições de
enfrentar as nefastas alterações produzidas pela irreversível globalização;

d) QUALIDADE TOTAL - Não basta produzir; é necessário que se produza


bens e serviços que efetivamente atendam às necessidades da, cada vez mais
exigente, classe consumidora. Os procedimentos têm que ser reciclados de tal
forma que as margens de erro sejam "zeradas", os clientes internos da empresa
conheçam os objetivos da mesma, como alcançá-los, qual o perfil do cliente
externo enfim, todas as atitudes comportamentais que levem a empresa como
um todo ao alugar almejado;

e) INFORMÁTICA - Hoje, para que se alcance a plenitude da eficiência, não


há como descartar a utilização desse importante segmento do conhecimento
humano que acelera fantasticamente, e com perfeição, os procedimentos
administrativos e/ou produtivos;

f) TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - A T.I. vem, nos últimos tempos,


produzindo radicais mudanças comportamentais nas empresas, em todo o
Universo mercê, basicamente, da Globalização, na medida em que apresenta
novas oportunidades estratégicas para organizações que estabelecem suas
missões e operações.

Esses fatores de produção, primitivos e modernos, são introjetados nas


Unidades Produtoras (EMPRESAS) que têm a responsabilidade de gerar a
produção de bens e/ou serviços necessários ao consumo.

Como a ciência econômica tem por objetivo primeiro, satisfazer necessidades


humanas, assim como a função precípua do Governo é zelar pela qualidade de
vida da população, a política econômica imposta determina que toda produção
gerada pelas empresas seja destinada, prioritariamente, para consumo das
UNIDADES FAMILIARES.

Atendidas as necessidades de consumo das Unidades Familiares, se houver


excedente de produção, e somente se, o GOVERNO, mediante critérios e
condições pré-estabelecidos irá ao mercado para adquirir parte ou o todo da
produção excedente formando os conhecidos Estoques Reguladores de Preços.
Esses critérios são, basicamente, os seguintes:

1) Será procedida criteriosa análise quanto à natureza do produto. Se ele for


considerado vital à sobrevivência humana (produto de primeira necessidade)
será passível de estocagem;

2) Deve-se estocar produtos apenas na dimensão do estritamente necessário;

3) Produtos perecíveis só têm sua estocagem justificada até o limite de tempo


permissível determinado pela sua vida útil;

O Governo, responsável pela administração do país não pode permitir falta de


oferta ou desabastecimento de produtos no mercado, mormente aqueles
considerados vitais à sobrevivência humana, pois tal fato ensejará, fatalmente,
aceleração dos índices gerais de preços e, conseqüentemente, da inflação. Não
pode permitir também, que a população fique à mercê de produtores
especuladores que, em determinados momentos, retêm seus produtos,
indisponibilizando-os para o consumo visando majoração de seus preços no
mercado.

Uma alteração climática, como seca ou geada, previamente anunciada, poderá


dizimar toda uma plantação e, conseqüentemente a colheita de uma safra
comprometendo inexoravelmente a oferta.

Os produtos que passam pelo fenômeno da entressafra, como o boi gordo e


determinados produtos de época, por exemplo, apresentam, tradicionalmente,
alta de preços em períodos sazonais.

Por tudo isso se justifica a formação dos Estoques Reguladores de Preços que,
administrados corretamente, e disponibilizados na forma e momento
oportunos manterão a oferta e procura equilibradas e os preços estáveis que se
constituem, vale dizer, nos pilares básicos de uma economia saudável.

A correta distribuição desses estoques pode ser efetuada, circunstancialmente,


de três diferentes formas:

a) Distribuição Gratuita - Acontece quando a população a ser assistida


encontra-se abaixo da chamada "linha de pobreza" e, por isso, seu poder
aquisitivo é nenhum. Nestas circunstâncias os produtos são literalmente
doados. É o Governo cumprindo sua missão social;

b) Distribuição Subsidiada ou Subvencionada - Ocorre quando a população


que vai ser aquinhoada com os estoques ostenta parcial capacidade de compra
e; aí, o Governo disponibiliza o produto segundo o poder aquisitivo dos
beneficiários subsidiando o diferencial de preço;
c) Distribuição Normal - É procedida quando constata-se a necessidade de
distribuir o produto numa região em que o poder aquisitivo da população é
perfeitamente compatível com a realidade de mercado e, nessas condições, o
produto é distribuído a preços normais de mercado.

Vale ressaltar que a absorção de parte ou do todo do excedente de produção


gerado pelas empresas se constitui numa das formas de Poupança
Governamental sendo a segunda delas a captação de arrecadação tributária
oriunda das Unidades Familiares.

Seqüencialmente, tendo sido atendidas as necessidades de consumo das


Unidades Familiares; tendo sido estocado o eventual excedente de produção;
em sendo constatado um segundo excedente, este deverá ser destinado aos
países com os quais mantemos relações comerciais, via exportação ao RESTO
DO MUNDO.

Como se observa claramente, os agentes econômicos Empresas, Unidades


Familiares, Governo e Resto do Mundo se interagem na Estrutura dos
Sistemas Econômicos na medida em que as Empresas quando geram produção
destinam-na totalmente ao consumo das Unidades Familiares que, por sua vez,
recolhem Tributos aos cofres governamentais.

O Governo recolhe os Tributos decorrentes das transações econômicas através


das Empresas, forma Estoques Reguladores de Preços que, posteriormente
serão repassados às Unidades Familiares e define política econômica que
permite aos nossos parceiros comerciais do Resto do Mundo a importação e
exportação de produtos.

Os produtos comercializados internacionalmente possibilitam o ingresso de


divisas internacionais no país (dólares), notabilizam nossos produtos no
exterior, acrescentam novos empregos de interesse das Unidades Familiares,
além de permitir novos investimentos governamentais na permanente geração
de fatores de produção que redundarão na, não menos importante, retomada
do ciclo econômico.

Essa análise macroeconômica nos permite visualizar a ciência econômica de


forma globalizada e entendê-la num contexto mais amplo.