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INQUÉRITO POLICIAL 1ª Parte (Razões de Existência no nosso Sistema)

OBS. Este material é apenas um roteiro de aula. Não encerra o conteúdo da matéria
que é seu objeto (em geral abordada e discutida em sala de aula), devendo-se buscar
com a leitura da bibliografia recomendada e nas referências consignadas ao longo
deste material, que na maioria das vezes encontram-se destacadas com realce em cor
amarela. Em especial, para o assunto em tela (Fase pré-processual da investigação PERSECUTIO CRIMINIS
NOTITIA CRIMINIS (DELATIO CRIMINIS)
criminal ou investigação preliminar) recomendamos a leitura das abordagens de
INFORMATIO DELICTI
Eugênio Pacelli de Oliveira (Curso de Processo Penal) e Aury Lopes Júnior (Direito OPINIO DELICTI
Processual e sua conformidade constitucional), disponibilizadas na xerox (como se POLÍCIA CRIMINAL (JUDICIÁRIA)
costuma dizer).

PRÁTICA DO DELITO DEVER DO ESTADO DE IMPOR A SANÇÃO PERSECUTIO CRIMINIS

•ALTERAÇÃO DA ORDEM ESTABELECIDA. • O que se dá através da atividade estatal •Em sentido amplo, consiste na atividade estatal de proteção penal.
•NO PLANO SUBJETIVO DAS PESSOAS, denominada Persecutio Criminis, cuja • Meio de demonstrar ao Estado Juiz a justeza da pretensão punitiva (direito concreto de punir),
DIMINUIÇÃO DA GARANTIA DA PRÓPRIA em face do acontecimento do crime.
necessidade vem em razão do caráter
SEGURANÇA.
indireto da coação penal . • A pretensão punitiva é deduzida em Juízo através da ação, onde consta uma proposta
•NECESSIDADE DE REPRESSÃO (aplicação da
condenatória. Para acusar, o Estado investiga o delito e sua autoria. Daí porque a persecutio
pena), NOS TERMOS DA LEI, o que não
criminis ter dois momentos: a) preparar a acusação e b) invocar a tutela jjurisdicional do Estado
acontece de forma imediata, mas através do
–Juiz para julgar a acusação.
processo (forma de coação indireta) .
• O primeiro momento, também chamado de “Informatio Delicti” (atividade investigatória da
persecução penal) se concretiza pelo Inquérito Policial, a cabo da Polícia Judiciária, e se inicia
com a noticia do crime (notitia criminis)

Assim, temos o seguinte:

Diante do fato do crime (ação ou omissão típica) se instaura a persecução penal no seu primeiro momento, que é de investigação (através do Inquérito Policial), ao que se
denomina de INFORMATIO DELICTI. Esta se inicia com a NOTICIA DO CRIME (Notitia Criminis).

Obs. Para que se proceda a fase investigatória da persecução, não é necessário que se verifique a existência de crime, mas apenas a notícia de um fato típico, que poderá ou
não ser antijurídico, e, assim, ilícito penal. Dessa circunstância é que se cristaliza o princípio de que não pode haver atuação persecutória do Estado sem tipicidade.

Mas no que vai dar a “informatio delicti” ? Vai levar, se for o caso, à suspeita (porque certeza não se tem nesse momento) da existência do crime ou “opinio delicti” a ser
formada ou verificada por outro órgão do Estado, também responsável pela persecução penal (mas num outro momento), que é o Ministério Público, a quem, ordinariamente,
incumbe a missão de deduzir a pretensão acusatória (como titular do “dominus litis”). Assim, nas palavras de Frederico Marques, temos que:

“para a existência de investigação (que é uma informatio delicti, torna-se imprescindível a notitia criminis, isto é, comunicação
ou o conhecimento de conduta configurada como fato típico. A suspeita de crime, ou opinio delicti base e fundamento da

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acusação, consiste sobretudo na possibilidade de existência de crime decorrente da prática presumível de fato típico. Há o
corpus delicti, qua é a adequação típica comprovada, que funciona como condictio sine qua non da prisão em flagrante delito...
Do nominativo notitia para opinio e desse para corpus há uma gradação ascendente do elemento determinado em relação ao
complemento determinativo do genitivo criminis ou delicti. Essas variações de grau traduzem o escalonamento ascendente da
forma de cognição (notícia, suspeita e prova) da existência do fato típico.

Os autores costumam conceituar e classificar a NOTITIA CRIMINIS assim:

DE COGNIÇÃO IMEDIATA, também dita espontânea ou comunicação não formal. Ocorre


quando a autoridade toma conhecimento do fato delituoso por meio de suas atividades
normais, ou seja, de forma direta, sem a delação (revelação, mostra, denúncia) de quem
quer que seja. Ex. Informações da imprensa, comunicação telefônica de algum
acontecimento delituoso

DE COGNIÇÃO MEDIATA ou provocada. Ocorre sob a forma de ato jurídico, pois alguém dá
NOTITIA CRIMINIS conhecimento a um dos órgãos da persecução ou à autoridade com funções investigatórias,
da prática de fato delituoso. Ex. Delação da vítima, denúncia de qualquer do povo, levada
diretamente à polícia, representação, requisição judicial ou do Ministério Público feita à
CONCEITO: Conhecimento espontâneo Autoridade Policial.
ou provocado que tem a autoridade pública
da prática de um fato delituoso

COERCITIVA: A que se dá como a prisão em flagrante.

Obs 01. Verifica-se que a noticia do crime pode ser dirigida tanto à Autoridade Policial (Delegado de Polícia) - art.5º inc.II parágrafos 3º e 5º do CPP -, como ao
Ministério Publico - arts.27, 39 e 40 – e, excepcionalmente, à Autoridade Judiciária. Quando dirigida à autoridade Policial, tem por fim provocar a instauração da fase
investigatória da persecução penal, quando dirigida ao Ministério Público tem por fim a propositura da ação penal.

Obs 02. Quando o Juiz recebe uma notitia criminis, não está exercendo função jurisdicional, e sim anômala atividade judiciária de persecução penal, o que, num sistema de
perfil garantista é inadmissível, de modo que, não obstante o disposto no inc. II art. 5º do CPP, que faculta ao juiz requisitar a instauração de inquérito policial. (ver Aury Lopes,
p. 265 e Eugênio Pacelli, p. 54)
SIMPLES: Dá-se aviso do crime, sem nada se
Obs 03. A notícia do crime ainda pode ser apresentada ao Poder Legislativo, a depender da situação. requerer

Obs 04. Quando a notitia criminis é apresentada pela vítima ou de qualquer do povo, (identificado) tem o nome de delatio criminis.
Existe entendimento no sentido da vedação constitucional da notitia criminis apócrifa, ou seja, sem autor declarado, por conta do que se denomina de clausula
constitucional de vedação do anonimato, inserta no inc. IV do art. 5º da Constituição Federal de 1988, que tem a seguinte redação: é livre a manifestação do
pensamento, sendo vedado o anonimato. Esse entendimento é defendido, por exemplo, por Eugênio Pacelli (p. 52v). O STJ, entretanto, decidiu no sentido
diverso, acolhendo, pois, a notitia (delação) anônima como veículo legítimo de instauração da atividade persecutória. É pedida a instauração da persecução penal.

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INQUÉRITO POLICIAL 2ª Parte

CONCEITO: LATO: Conjunto de atos e diligências com que se visa a apurar alguma coisa; sindicância.

RESTRITO: “Trabalhos investigatórios procedidos pela POLÍCIA JUDIDIÁRIA (Civil no âmbito da Justiça Estadual e Federal no âmbito da Justiça
Federal) para se apurar as circunstâncias do crime e localizar o criminoso. A palavra deriva do nomem juris inquisitio, que significa investigação.

Obs. Investigação (atos de) não se confunde com instrução (atos de prova). Aury Lopes, apud Ortels Ramos, explica bem a distinção:

"Uma mesma fonte e meio pode gerar atos com naturezas jurídicas distintas e, no que se refere à valoração jurídica, podem ser
divididos em dois grupos: atos de prova e atos de investigação.

Sobre os atos de prova pode-se afirma que:

a) estão dirigidos a convencer o juiz da verdade de uma afirmação;


b) estão a serviço do processo e integram o processo penal;
c) dirigem-se a formar um juízo de certeza – tutela de segurança;
d) exigem estrita obediência à publicidade, contradição e imediação;
e) são praticados ante o juiz que julgará o processo.

Sobre os atos de investigação (instrução preliminar) temos o seguinte:

a) não se referem a uma afirmação, mas a uma hipótese;


b) estão a serviço da investigação preliminar, isto é, da fase pré-processual da investigação;
c) servem para formar um juízo de probabilidade, e não de certeza;
d) não exigem estrita obediência da publicidade, contradição e imediação, pois podem ser restringidas;
e) servem para a formação da opinio delicti do acusador;
f) não estão destinados à sentença, mas a demonstrar a probabilidade do fumus comissi delicti para
justificar o processo (recebimento da ação penal) ou o não-processo (arquivamento);
g) também servem de fundamento para decisões interlocutórias de imputação (indiciamento) e adoção
de medidas cautelares pessoais, reais ou outras restrições de caráter provisional;
h) podem ser praticados pelo Ministério Público ou pela Polícia Judiciária.

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CONCEITO DE POLÍCIA : É função essencial do Estado, dela se servindo a Administração para limitar coercitivamente o exercício de atividades individuais, a
fim de garantir o bem geral e o interesse público. Consiste no “conjunto de serviços organizados pela Administração Publica para assegurar
a ordem pública e garantir a integridade física e moral das pessoas, mediante limitações impostas à atividade pessoal. ” (Rafael
Bielsa);

O vocábulo polícia vem do grego – polis (cidade ) –, que significou, a princípio, o ordenamento jurídico do Estado, governo da cidade e, até
mesmo, a arte de governar. Em Roma, o termo politia adquiriu um sentido todo especial, significando a ação do governo no sentido "de
manter a ordem pública, a tranqüilidade e paz interna"; posteriormente, passou a indicar "o próprio órgão estatal incumbido de zelar sobre
a segurança dos cidadãos", sendo esse o seu sentido atual. (Tourinho Filho, Manual de Processo Penal, 13ª ed. 2010, p. 107).

POLÍCIA CRIMINAL / CONCEITO/ CLASSIFICAÇÃO (ler o art. 144 da CF) , que cuida da Segurança Pública e das Polícias.

CONCEITO: Conjunto de atividades levada a efeito pelo poder público, objetivando assegurar a ordem pública e que os bens jurídicos tutelados pela norma
penal sejam vulnerados ou, um vez transgredido o preceito penal sancionatório, seja regularmente apurada a infração típica e sua autoria.

Pode-se classificar as Polícias assim:


TERRESTRE,
AÉREA e
QUANTO AO LUGAR: MARÍTIMA

QUANTO A EXTERIORIZAÇÃO: OSTENSIVA e


SECRETA

QUANTO A ORGANIZAÇÃO: LEIGA


DE CARREIRA

ADUANEIRA
ADMINISTRATIVA
RODOVIÁRIA
QUANTO AO SEU OBJETO:
DE SEGURANÇA (PREVENTIVA) = Objeto: Medidas preventivas visando a não alteração da
ordem jurídica.

Sua atuação independe de qualquer autorização judicial;

Age discricionariamente, mas dentro da lei.

JUDICIÁRIA (REPRESSIVA) = Atua quando a Polícia de Segurança falha.


Investiga as infrações penais e apura sobre o seu autor;
Desenvolve o primeiro momento da atividade repressiva do Estado.

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VOLTANDO AO INQUÉRITO POLICIAL:

CARACTERÍSTICAS:

• Peça escrita, preparatória da ação penal.

• Atividade Administrativa onde não se aplica os princípios da atividade jurisdicional.

• Permite-se o sigilo. Sobre essa questão, ver e estudar a Súmula Vinculante nº 14 (STF).

NATUREZA: Inquisitiva, necessariamente escrito (art. 9 167) e sigiloso, em face da finalidade investigatória.

FINALIDADE: • Investigação a respeito da existência do fato criminoso e da autoria.

• Não é condição ou pré-requisito da ação (art. 4º e 2º)

• Função da Polícia Judiciária (art. 4º “apuração das infrações penais e sua autoria”)

SURGIMENTO : Com essa denominação, a partir da Lei 2.033, de 20.09, 1871.

DISPENSABILIDADE: Como peça meramente informativa é dispensável, embora seja essencial em certas hipóteses. (art.
12)

PRESIDÊNCIA : Autoridade Policial – Polícia Judiciária (Estadual ou Federal)

POLÍCIA FEDERAL: Exerce, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União (art. 144 § 1º C.F)
POLÍCIAS CIVIS – Mesmo artigo, § 4 º
EXCLUSÃO DOS DENOMINADOS DELEGADOS “CALÇA CURTA” – Art. 144§ 4º

OBS. Exceto o caso da Polícia Federal, o princípio que rege a atividade policial é o da não –exclusividade, ou seja,
admite-se que mais de um órgão apure infrações penais, o que , ademais, é interesse público.

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OBS. 02: A lei pode atribuir funções investigatórias a outros organismos, como acontece coma LOMAN E LOMP, que
instituíram sistemas especiais de apuração de infrações penais por Magistrados e Membros do Min. Público.

INQUÉRITOS EXTRA POLICIAIS (Previsão legal: art. 4º do CPP)

A regra é que a fase persecutória de investigação seja feita pela Polícia Judiciária, através do Inquérito Policial. Entretanto, permite-se a existência dos denominados
Inquéritos Extra Policiais, que são inquéritos elaborados com a mesma finalidade dos policiais (investigatória), mas por autoridades outras que não a policial civil.

EX. INQUÉRITO JUDICIAL FALIMENTAR – Previsto pela lei 7.661/45, para crimes falimentares.

“É sui Generes”, pois além de atividade estranha à Autoridade Judiciária, admite defesa.

INQUERITO CIVIL : Lei 7.347/85

Instauração e Presidência do Ministério Público


Vai para o Conselho Superior do Ministério Público se se pede arquivamento
Fornece elementos para a AÇÃO CIVIL PÚBLICA
Apura responsabilidade por danos causados: AO MEIO AMBIENTE
AO COSUMIDOR
A BENS E DIREITOS DE USO ARTÍSTICO, ESTÉTICO, CULTURAL E PAISAGÍSTICO.

INQUERITO TRABALHISTA: art. 494 da CLT, onde o empregador tem poder de determinar a instauração de inquérito, quando o empregado é acusado de falta grave

INQUERITO PARLAMENTAR: Feito pelas Comissões Parlamentares de Inquérito, criadas pela Lei 1.579/52

INQUERITO ADMINISTRATIVO: A cargo da administração pública, contra seus funcionários;

INQUÉRITO POLICIAL MILITAR: Fixado pelo art. 9 167 do CPPM.

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DILIGÊNCIAS REALIZADAS NO INQUÉRITO POLICIAL :