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Coletivo APEOESP na escola e na luta

boletim estadual - março de 2011

Governo Alckmin: mais do mesmo

E
stamos no começo do quinto go- os seus efeitos mais nocivos e mostra- e nem o porquê. Nas audiências que
verno consecutivo do PSDB em do para a sociedade a real situação da o secretário está realizando em D.E.s o
SP, o que significa que as pers- educação pública. O governo precisa filtro para participar é grande e há uma
pectivas para a educação pública, assim fazer alguma concessão para diminuir orientação para impedir que professo-
como para todas as políticas públicas, a insatisfação e o seu desgaste. res mais atuantes na APEOESP tenham
continuam sendo as mesmas: sucate- Por essas razões o governo, via seu voz.
amento, arrocho salarial, precarização, secretário de educação, afirma estar Mais grave, no entanto, não é o
meritocracia, privatização etc. Contu- aberto ao diálogo e que pretende ajus- aspecto pouco democrático desse de-
do, o atual governo tem anunciado que tar o que não está dando certo. Por isso, bate, mas sim, a política que provavel-
pretende fazer alguns ajustes na políti- as escolas estão sendo orientadas a de- mente resultará dele. O que o governo
ca, mudando um pouco os meios sem, bater sobre o plano de carreira e o esta- pretende alterar no plano e no estatuto
no entanto, mudar os fins. Esses ajustes tuto do magistério os quais o governo é a incorporação definitiva da merito-
estão relacionados a alguns fatores: pretende alterar. cracia na carreira.
Alckmin quer suplantar Serra como Se o debate fosse democrático as O coletivo APEOESP na Escola e na
liderança tucana, daí a necessidade de escolas teriam dias com dispensa de Luta entende que a pauta de reivindi-
um estilo menos truculento, tão carac- ponto para realizarem reuniões es- cação dos professores tem de ser apre-
terístico de Serra. Alckmin quer apare- pecíficas sobre os temas e haveria sentada em todos os espaços possíveis.
cer como o bom patrão. A pressão social uma agenda permanente de negocia- Se o governo quer fazer um processo
advinda da precariedade das políticas ções entre o governo e o sindicato. O que tenha apenas um verniz democrá-
públicas, sobretudo a educacional, é que está ocorrendo de fato é um faz tico cabe a APEOESP e ao professorado
um constante elemento de desgaste de conta democrático. Não há docu- pautar o debate nas escolas e alargar a
do governo. A luta que os professores mentos ou propostas do governo que repercussão das nossas reivindicações.
têm realizado, apesar de não impedir a orientem o debate e a maior parte das O governo e a sociedade precisam
política governamental, tem diminuído escolas não sabe ao certo o que fazer ouvir em alto e bom som que exigimos
mudanças que vão no sentido oposto giar o pagamento de juros da dívida. dívida pública foi contraída em termos
do que vem sendo implementado e A CONAE de 2010 aprovou que o in- contrários à lei e outra grande parte já
sem as quais a educação continuará vestimento de educação deve chegar a foi paga. Uma auditoria da dívida ser-
precária. 10% até 2014. O PNE do atual governo viria para tornar público o que de fato
Defendemos, entre outros pontos: afirma que a meta é de 7%, mas que ela é legal e abriria o debate sobre legiti-
reajuste salarial; fim da meritocracia; pode ser alterada a depender da reali- midade de manter um modelo que
plano de carreira aberta; jornada ime- dade orçamentária. Ou seja, não existe privilegia os lucros banqueiros ao invés
diata de 40 horas com 27 em sala (rumo meta de fato. de investimentos em saúde, educação,
a de 40 com 20 em sala); redução de É preciso pressionar o governo para moradia e outros direitos sociais.
alunos por sala; melhor infraestrutura que as reivindicações do movimento
nas escolas; concurso público classifica- educacional sejam incorporadas ao Congresso da CNTE: governismo
tório; contratação de funcionários por PNE, sobretudo a meta de 10%. Trami- e autoritarismo
concurso; fim das cartilhas e do ensino ta no Congresso uma proposta de re- O Congresso da Confederação Nacio-
voltado para metas estatísticas; coorde- alização de um plebiscito oficial para nal do Trabalhadores em Educação foi
nação eleita pela comunidade escolar e consultar a população sobre esse tema. marcado pelo governismo e pelo au-
não pela direção e supervisão. Essa luta em defesa da educação, no toritarismo liderados pela Articulação.
entanto, só terá sucesso se houver uma A Articulação é a corrente que dirige a
O PNE do governo e a necessidade mudança substancial dos rumos ge- APEOESP e a CNTE.
de 10% do PIB em educação rais do governo e das suas prioridades O evento deveria organizar os sindi-
A realização da CONAE em 2010 gerou orçamentárias. cados e o movimento educacional a fim
em setores do movimento educacional de que no novo PNE estivessem inseri-
uma expectativa de que o novo PNE in- A dívida pública: auditoria já! das as suas reivindicações. No entanto,
corporasse as suas reivindicações. Pou- Você sabia que em 2010 44,93% do o que se viu foi um congresso chapa-
cos meses depois o PNE apresentado orçamento público brasileiro foi des- branca, cujo objetivo foi o de mostrar
pelo governo desconsiderou em gran- tinado ao pagamento de juros, amor- para o governo que a entidade não lhe
de medida o que foi estabelecido na tizações e refinanciamento da dívida causará problemas.
CONAE e está distante do que o movi- pública? É o Bolsa-banqueiro, o maior A fim de aprofundar o governismo
mento tem historicamente defendido. programa de transferência de renda na CNTE a Articulação fez aprovar um
A questão crucial continua a ser a existente no mundo. A Saúde recebeu regimento eleitoral para excluir os se-
do financiamento. O PNE da sociedade 3,91% e a Educação 2,89%. A Cultura tores de oposição da direção propor-
civil da década de 90 estabelecia 10% ficou com 0,06% e o Saneamento com cional. O corte de 10% para ser eleito
do PIB ao fim de 10 anos. O PNE apro- 0,04%. Os números explicitam a priori- que a CUT estabelece foi modificado
vado pelo Congresso estabeleceu 7% dade do governo. para 20%. Como a chapa da oposição
e FHC vetou esse e outros pontos do A manutenção de uma política eco- teve 16% ela foi excluída da direção,
plano. O governo Lula não derrubou os nômica que determina um orçamento facilitando assim o aprofundamento da
vetos, porque manteve a política eco- tão distorcido, além de socialmente in- linha governista e acrítica na entidade.
nômica herdada dos tucanos de privile- justa, é também ilegal. Grande parte da

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