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11/02/2008 – 2ª feira/2ª aula

DIREITO ADMINISTRATIVO II – ISABELLE BATISTA


Isabelle.uvv@gmail.com

CALENDÁRIO – 1º BIMESTRE – 1ª PROVA 04 DE ABRIL


NO LUGAR DA SEGUNDA PROVA – TRABALHO PARA DIA 28/04 –
ATÉ QUARTA FEIRA NO BLOG. Quem tirou 3 o exercício vale 3,
quem tirou 4 o exercício vale 2...)

2º BIMESTRE – 2ª PROVA 20 DE JUNHO


11, 15, 18, 25 e 29/02 – Unidade I (Licitações)
03, 10, 14 e 17/03 – Unidade II (Contrato Social)
24/03 – 1ª Prova Bimestre (valor: 10 pontos)
04, 07, 14 e 18/04 – Unidade III (Agentes Públicos)
28/04 – 2ª Prova 1º Bimestre (valor: 10 pontos)
Livros:
Celso Antônio Bandeira de Mello
José Santos Carvalho Filho
Maria Sylvia Zanella DiPietro
Marshall Justen Filho
Diógenes Gasparini *

UNIDADE I – LICITAÇÃO (Lei. 8.666/93, leitura obrigatória, e em


mãos)

É o meio em que a administração pública compra, contrata, adquire...


é uma procedimento (fase a fase) diferente da do particular. Para
haver um contrato administrativo tem que haver uma licitação prévia.
É o antecedente lógico do contrato administrativo, e o contrato
administrativo é o conseqüente lógico da licitação.

I) CONCEITO:
José dos Santos Carvalho Filho, diz que: ”Licitação é o
procedimento administrativo vinculado (não há margem de
interpretação), por meio do qual os entes da administração
pública e aqueles por ela controlados, selecionam a melhor
proposta entre as oferecidas pelos vários interessados com 2
objetivos: a celebração do contrato e a obtenção do melhor
trabalho, técnico, artístico ou científico.”

II) OBJETOS:
Art. 2º da Lei 8.666/93:
o obras,
o serviços (inclusive publicidade),
o compras,
o alienações,
o concessões,
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o permissões, e
o locações.

Ressalvadas as hipóteses da Lei.

15/02/2008 – 6ª-feira/1ªaula

1) Conceito
2) Objeto
3) Finalidades
A finalidade maior é fazer realizar a melhor contratação, pois
assim, o que está sendo protegido é o bem público. Atingir as
metas de probidade, fazer concorrência...
4) Normatização
- Art. 22, XXVII, CF
Somente a União pode legislar sobre as normas gerais.
- Art. 37, XXI, CF
Pregão estabelece uma modalidade nova de licitação. Incide
sobre todo território nacional.
- Normas Específicas: qualquer ente pode legislar.
Principio da obrigatoriedade de licitação.
- Normas Gerais, para todos os Estados, Distrito Federal,
Municípios... : Lei 8.666/93, alterada pelas Leis 8883/94,
9648/98, 11107/05, 11196/05, 11445/07, 11481/07, 11484/07
e:
LEI 10520/02 - Lei do
5) Natureza Jurídica
Procedimento administrativo, é um procedimento porque é uma
sucessão de fases, e é administrativo por que ocorre dentro do
meio administrativo.
6) Sujeitos à Licitação (Art. 1º, §único da Lei 8.666/93)
Quem tem que licitar?
- Administração direta
- Administração “indireta” (Empresas Públicas, Autarquias,
Sociedade de Economia mista, Fundações publicas. Ressalva
art. 173, § 1º, III CF)
- Fundos Especiais (fundo é uma conta bancária, isso é uma
impropriedade do legislador, pois, como uma conta pode
licitar?)
- Entidades controladas ao Poder Público (se trata das OS,
OSCIPS e Senac, Senai... em relação as OS (organizações
sociais) e OSCIPS, o que se exige licitação é o contrato
principal, eles são privados, possuem autonomia da vontade, o
máximo que eles fazem é uma licitação para escolher o
particular, a empresa a ser contratada, mas para comprar o
bens não há necessidade. É um processo de licitação bem mais
simples.

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7) Princípios (MUITO IMPORTANTE – PROVA)
- Princípios Gerais:
a) Legalidade (art. 4º, Lei 8.666) – Na licitação a legalidade diz
que é assegurado o direito subjetivo aos licitantes, às partes
que participam da licitação, que os agentes públicos, os
gestores, o presidente, não criarão procedimentos que não
aqueles previstos em Lei. Qualquer cidadão pode participar de
uma sessão.
b) Impessoalidade – é assegurado aos licitantes que se evitará
o favoritismo, benefícios, tendenciamentos, perseguições...
c) Moralidade e Probidade Administrativa – aquele que esta
conduzindo a licitação deve se basear na ética, moral...
d) Igualdade entre licitantes (art. 37, XXI, CF; art. 3º e 90; Lei
8.666/93) – é assegurado aos licitantes, que todos os licitantes
estão entrando no procedimento em igualdade de condições. É
basicamente o Princípio da Isonomia positivado na Lei 8.666/93.
Veda-se qualquer tipo de exigência que a Lei não fala.
e) Publicidade dos atos (art. 3º, 73º e art. 4º) – pressupõe-se
que usar vários atos da licitação pública tem que ser públicos,
tem que se dar o devido conhecimento a sociedade de quem
esta sendo contratado... A licitação não é sigilosa, os atos são
públicos. Qualquer cidadão pode participar das sessões (sem
perturbar). O resumo do edital, e da licitação tem que ser
publicado, quem esta sendo contratado, qual serviço será feito,
quando se dará a sessão para contratação, onde está o edital, e
a autoridade competente, obrigatoriamente, quem venceu, o
CNPJ, o valor do contrato, o objeto, o que comprou, o valor do
contrato, e a autoridade competente. As empresas têm que ser
intimadas quando da designação de nova data, novos
recursos...

15/02/08
↓ Princípios Específicos:
a) Vinculação ao instrumento convocatório (art. 3º, 41,
“caput”) – Tanto a administração pública, quanto os
licitantes, precisam se submeter ao que determina o
edital que é a Lei interna (lá possuem todos os
requisitos, termos necessários para a contratação),
tanto para um quanto para o outro. Em relação ao
convite o nome do instrumento convocatório é a carta
convite (mesma coisa que edital). Se houver alguma
mudança relevante no edital, a administração deve
corrigir seus próprios erros através de uma errata,
modificando os prazos para entrega das propostas,
mas se não for algo relevante, deve haver a errata,
mas os prazos continuam os mesmos.
b) Julgamento objetivo (art. 44 e 45) – as proposta
encaminhadas pelos licitantes devem ser julgadas pela

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administração, pelos servidores responsáveis pela
licitação de forma objetiva, clara, cristalina.
c) Procedimento Formal (art. 38 e 43) – a administração
pública tem que obrigatoriamente licitar, para isso tem
que observar a Lei, e quem impõe essas formalidades
é a própria Lei. Tem que seguir uma seqüência
ordenada de fases, a administração não pode criar
fases nem invertê-las, tem que cumprir o que a Lei
determina.
d) Sigilo das propostas (art. 3º, §3º) – as propostas são
sigilosas até o momento da abertura das propostas, os
licitantes têm o direito subjetivo de suas propostas
serem sigilosas até o momento da abertura. Que é
para evitar a formação de conluio para a formação da
administração. Sanções para aqueles servidores que
não respeitam este princípio (os sigilos das propostas).
Art. 93 e 94 da Lei 8.666/93. O sigilo é muito
importante e gera responsabilidade civil e penal (art.
10, Lei 8.427/92).

8) Dispensa e Inexigibilidade de licitação – a lei 8.666/93 traz


as ressalvas da obrigação de licitar. Na prática, sempre que se
falar de dispensa de licitação significa o art. 24. Mas, nós vamos
nos aprofundar, por isso diferenciamos uns dos outros.
a) Licitação dispensável – art. 24. Há situações em que não é
necessário licitar, mas se quiser, pode licitar, há uma
margem de escolha. 28 situações em que é permitido ao
administrador público não licitar. O rol é taxativo, são
aqueles 28 dos incisos e ponto final. Casos mais comuns,
incisos: I) Obras, que sejam no máximo 10% do valor do
convite (R$ 15.000,00); II) Compras/serviços, que sejam no
máximo 10% do valor do convite (R$ 8.000,00); III) Nos
casos de guerras ou grave perturbação da obra; IV)
Emergência/calamidade pública (pois o poder público tem
que agir imediatamente, não importa o valor, independente
do quanto for gastar, não precisa licitar); V) trata da licitação
deserta que é aquela em que houve uma licitação anterior e
ninguém foi licitar, (não houve licitantes) se não houver
licitantes da licitação anterior, não precisa licitar, mas de
qualquer forma tem que se submeter ao edital anterior, e
tem que ser o preço justo, nem mais, nem menos (preço de
mercado); VII) trata da licitação fracassada, significa que os
licitantes participam, mas as propostas deles estão MUITO
acima do preço do mercado, a Lei veda esse tipo de
contratação. Art. 24, §único, se a contratação for para a
sociedade de economia mista, empresas públicas e
consórcios públicos, os percentuais serão 20% do valor do
convite (obras - R$30.000,00), (compras/serviços –

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R$16.000,00). É NECESSÁRIO LER TODOS OS INCISOS
DESTE ARTIGO.

29/02/08 - sexta-feira
b) Licitação dispensada – art. 17. O administrador não licita
NUNCA.
“caput” I – Bens Imóveis – se o poder público for alienar o
bem imóvel vai precisar haver uma justificativa de interesse
público, uma avaliação prévia (quem irá dizer qual o valor do
mercado do imóvel), precisa de uma autorização legislativa
permitindo a venda, licitação da modalidade. Vedada nas
seguintes situações que são enumeradas de “A a G”, nestes
casos citados nas alíneas a Administração pública vai
vender, alienar... Sem licitar NUNCA. a) Se o poder público
for devedor e for quitar a sua dívida com o credor, pagando
com um bem imóvel, nesta transação não há a possibilidade
de licitação (não pode licitar/não há margem de escolha). b)
Com o ADIM 927-3 o STF suspendeu esta alínea após a
vírgula da doação (não chegou ao sinal do processo), e o
entendimento atual é de que qualquer doação de bens
públicos imóveis o poder público não licita nunca. c) Com o
ADIM 927-3 o STF suspendeu esta alínea após a vírgula, e o
entendimento atual é de que nenhuma permuta de bens
públicos imóveis pode licitar. d) investidura.
II – Bens Móveis – obras de arte, computadores... “caput”,
inciso II – quando o poder público vai alienar bens móveis
seus, precisa de justificativa, avaliação prévia (para avaliar o
valor do mercado) e licitação. Alíneas “A a F” dizem os casos
em que não licita nunca. a) Doação. B) permuta, tudo que
esta depois da vírgula está suspensa pela ADIM 972-3,
qualquer permuta é permitida e não licita nunca. c) venda de
ações. D) venda de títulos. Etc.

c) Licitação inexigível – art. 25. A licitação necessita de


pressupostos:
• Fático – o mercado/empresários tem que ter interesse de
participarem das licitações.
• Jurídico – a licitação tem que ser um mecanismo de
alcançar a melhor proposta.
• Lógico – pluralidade. Quanto mais
participantes/concorrência maior a chance da administração
obter a melhor proposta.
No caso da licitação inexigível não existe/é impossível a
concorrência, que é a base da licitação, por isso, não
necessita a licitação. Não há a possibilidade de competição,
é inviável. Assim, não se pode exigir a licitação.
O rol do art. 25 é exemplificativo, diferentemente do art. 24
que é taxativo. Incisos:

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I – Fornecedor/produtor exclusivos de um bem singular (só
uma indústria fornece). Se só esse produtor fornece para que
licitar? O contrato será feito com este mesmo. Preferência de
marca quer dizer corrupção, e é ilegal, é como fraudar a
licitação.
II – notória especialização. Ex.: contratar Celso Antonio
Bandeira de Mello como advogado em caso de algum
problema (grave/de difícil resolução) administrativo, não há
a necessidade de licitar, sendo que é notório que ele é o
melhor nesta especialidade. Mas em casos simples, não há a
necessidade de contratar Celso Antonio, deve ser analisado
o caso concreto.
III – Artistas. Não há como haver competição. Ex.: comparar
um show da Ivete Sangalo com o da Daniela Mércuri. Mas,
deve haver uma razoabilidade, uma lógica no cachê.

03/03/2008
9) Modalidades de Licitação
a) Concorrência – art. 22, §1º - qualquer interessado que
preencha os requisitos do edital participa da licitação.
• Características:
o Formalidade – é a modalidade mais formal de
todas as 6, por que ela se pauta em valores
altos. Vai fazer concorrência qualquer obra de
engenharia que custe mais do que 1.500,000
(um milhão e meio) (art. 23, I, “c”). Bem
como, vai fazer concorrência quaisquer outros
bens e serviços que custem até 650 mil reais
(art. 23, II, “c”). A Lei possui várias exigências
e requisitos para dizer quem é o vencedor.
o Publicidade – a Lei exige uma ampla
publicidade. Quanto mais publicidade maior
concorrência. A lei exige a publicação do
resumo do edital, no mínino uma vez na
imprensa oficial (cada órgão escolhe qual a
sua imprensa oficial) e no jornal de grande
circulação (não pode ser aquele que circula
somente naquela na Cidade, principalmente
se for Cidade pequena).
o Universalidade – Todos podem participar
(Maria Silvia Di Pietro), a Lei não cria
dificuldades.
*É obrigatória: sempre, independentemente de valor.
-Alienação Bens Imóveis (art. 17, I) – licitação dispensada.
Modalidade de Concorrência.
Obs.: Art. 19 – Exceções: dação em pagamento ou Decisão
Judicial, nestes casos é possível escolher entre leilão e
concorrência, a Prefeitura vai fazer o que achar mais
conveniente, pois é discricionário.
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-Concessões de direito real de uso – Decreto-Lei271/67 – Espaço
aéreo ou terrenos.
-Licitações Internacionais – Ex.: o Brasil precisa comprar algo
em outro País, há necessidade de licitação na modalidade
concorrência.
Exceções:
1 - Se o valor da compra for do valor da tomada de preços + se
a empresa estiver inscrita no Cadastro Internacional de
fornecedores = pode ser feita na modalidade Tomada.
2 – se o valor da compra for do Valor convite + Não houver
fornecedor deste produto no Brasil = pode ser feita na
modalidade Convite (menos tempo, em média 1 mês).
-Contratos empreitada integral (art. 21, §2º, I, “b”) – vai fazer
concorrência sempre, independentemente do valor. Ou o Poder
Público compra parcela das obras (um faz a fiação elétrica,
outro o telhado, outro as paredes...) ou compra a obra inteira.
Se for a obra inteira, será SEMPRE concorrência, mesmo que
seja de valor menor que um milhão e meio (que é o mínimo
exigido).
-Concessões de obras e serviços públicos (a transferências para
os particulares do serviço público) e Concessões Especiais
(parcerias públicas e privadas, PPP’s). Quando for escolher
estes particulares, será feita a licitação na modalidade
concorrência.
*Prazo intervalo mínimo – prazo entre a publicação do edital até
o dia fixado no edital para entrega das propostas. Favorece um
prazo para os licitantes e também trás um critério de moral e
ética, para que ele não publique em um dia o edital e no outro
seja a licitação.
o Prazo mínimo de 45 dias se:
− A licitação for para fazer Contrato de Empreitada
Integral
− A proposta leva critérios de julgamento para se
escolher um vencedor, que são: Melhor técnica,
técnica e preço e menor preço. Melhor técnica
aquela que oferece a melhor argamassa, melhor
piso, melhor tinta...
− Técnica + preço: aquela que leva em conta qual a
melhor argamassa, melhor piso, e etc., e o melhor
preço.
o Prazo mínimo de 30 dias – se o critério para escolha for o
Menor Preço.

b) Tomada de Preços – art. 22, §2º - só participam aqueles


interessados que estejam cadastrados, ou que preencham
requisitos do cadastro até 3º dia anterior ao recebimento das
propostas. Assim, é mais rápida do que a concorrência, pois
“pula” uma fase, aqui os interessados já estão cadastrados.
Critérios de valores médios. Para obras é 150.000, até
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1.500,000 (art. 23, I, “b”), e Para outros bens e serviços de
80.000 até 650.000 (art. 23, II, “b”).
o Prazo de intervalos mínimos
− 30 dias se critério de julgamento for melhor
técnica, ou melhor técnica + menor preço.
− 15 dias se o critério de julgamento for menor
preço.

c) Convite – art. 22, §3º – leva em consideração valores


baixo.
Critérios de valores pequenos. Para obras é até 150.000 (art.
23, I, “a”) mas, até 15 mil não precisa licitar, e Para outros bens
e serviços até 80.000 (art. 23, II, “a”) mas, se for menos de 8
mil não precisa licitar.
O Poder Público convida, os outros procedimentos são por
edital, e este é por Carta Convite, ela tem que ser entregue
para no mínimo 3 licitantes. Os outros que não forem
convidados, e estiverem no registro cadastral podem informar
sua vontade de participar em até 24 horas antes do dia de
entrega das propostas.
o Prazo de intervalos mínimos
− 5 dias úteis.
A modalidade mais simples pode ser substituída pela mais
rigorosa.
§único art. 24 (30 mil) ??????????????????????????
16 mil ???????????????????????????

10/03/08 - segunda-feira
d) Concurso – art. 22, §4º
Não é concurso para contratação de servidores. Qualquer
interessado. Para contratar trabalhos: *técnicos, *científicos ou
*artísticos. O pagamento pode ser um prêmio ou remuneração.
Isso também serve para fomentar a produção técnica, científica
e artística.
• Prazo intervalo Mínimo (prazo entre a publicação do
edita e a entrega das propostas) – 45 dias
• Comissão Especial – é formada uma comissão especial,
comissão formada por pessoas que possuem gabarito
para julgar, independentemente se for servidor público
ou não.

e) Leilão – art. 22, §5º


É mesmo Leilão da iniciativa privada, mesmo esquema. O poder
público está vendendo, alienando bens seus, nas outras
modalidades ele está adquirindo.
Bens Imóveis (art. 19) – A lei permite que o
administrador escolha a modalidade que deseja,
SOMENTE NESSES DOIS CASOS, nos outros deve ser
concorrência, pode ser leilão (que normalmente é uma
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tarde) ou concorrência (que dura no mínimo 1 ano). O
poder público poderá vender os seus bens que foram
adquiridos por meio de:
o Dação em Pagamento
o Decisão Judicial
• Bens Móveis – desde que eles sejam (independente
do valor):
o Inservíveis – não serve mais. Não é somente
bens caindo aos pedaços, pode ser bens que
estejam em ótimo estado. É aquele que não
serve para as atividades da administração. Ex.:
carros que “bebem” muita gasolina. Ex.²:
Computadores sem alta tecnologia...
o Apreendidos – Ex.: um carro muito carro que
estava sem pagar impostos, e não teria utilidade
para administração, pois não há necessidade de
um carro deste tipo na administração.
o **Penhorados** - é muito criticado, pois, o
legislador errou. Pois o correto é BENS
EMPENHADOS (Ex.: Joana vai até a Caixa
econômica para retirar 1.000 reais e deixa jóias
EMPENHADAS como garantia. Mas há muitos
casos em que a pessoa não volta para pegar a
jóia e entregar o dinheiro, é aí que ocorre o
Leilão).
→ Bens Móveis – valor módico (até 650 mil) – art.
17, §6º
É possível fazer um leilão, acima disso deve
ser feita a concorrência. Estão fora das regras
acima (Inservíveis/ Apreendidos/ Penhorados),
são bens comuns.
→ O que importa é o maior lance o valor mais
alto.
→ P. I. M. (prazo de intervalo mínimo) – 15 dias
(pois, só basta fazer um consulta na conta
corrente, é muito tranqüilo).
→ Leiloeiro – é contratado um leiloeiro oficial no
mercado, e normalmente ele exige uma
comissão em cima das vendas.
→ A administração Pública pode fixar
discriminação no edital. O edital é soberano
para fixar o procedimento, pode escolher, pois
a Lei 8.666 não traz.

14/03/2008 - sexta-feira

f) Pregão – surgiu com a Lei da Anatel (Lei do Pregão


10.520/02 – leitura obrigatória; e a Consulta nunca foi
utilizada e nem há previsão para que seja utilizada, pois não
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há Lei que a administre). Como uma forma de aperfeiçoar o
procedimento de licitação, reduzir despesas, celeridade, não
há burocracia neste procedimento. Para contratação de
serviços comuns (ex.: contratação de serviço de segurança
patrimonial, de serviços de limpeza, mobiliário padronizado,
material de escritório...) em que o critério de julgamento
será sempre o menor preço.
A lei autoriza dois tipos de pregão: Presencial e Eletrônico.
o P.I.M. – 8 dias úteis.
Os outros procedimentos, primeiro habilitam os candidatos,
por isso o pregão é conhecido como Procedimento Invertido,
primeiro as propostas são julgadas, para depois haver a
habilitação, somente do que vencer.
o É vedado comprar no Pregão:
o Obras e serviços de engenharia.
o Locações imobiliárias.
o Alienações em geral.
o Produtos de informática (a Lei 8.666 diz que só
pode ser no critério de técnica + preço, mas há
um decreto que permite, então na prática é feito
normalmente)
 Procedimento do Pregão eletrônico:
A Fase interna é basicamente igual, as diferenças são:
Ocorre pela internet, por uma sala de bate-papo.
Necessita da nomeação de um pregoeiro, e se quiser
pode ser auxiliado por uma equipe de apoio, e também é
necessário o credenciamento prévio dos licitantes (as
empresas levam seus documentos e recebem da
prefeitura uma chave/senha para entrar na sala de bate-
papo). E o prazo de intervalo mínimo será de 8 dias úteis,
entre a publicação e a abertura. Assim que o edital for
publicado a os licitantes já entram com a sua senha e
enviam as propostas, após os 8 dias o sistema fecha
(ninguém mais manda proposta alguma). Não há a fase
de credenciamento, mas há a declaração. O sistema
ordena as propostas e as classifica. E todos terão acesso
um à informação do outro. Seleção dos licitantes. Com os
selecionados, o pregoeiro autoriza lances virtuais. Após o
pregoeiro negocia. O licitante já está habilitado, por isso a
fase de habilitação é muito rápida, então irá para
homologação e adjudicação. Caso o licitante veja
necessidade de recurso, tem que ser na hora.
 Procedimento do Pregão presencial:
É basicamente tudo igual, mas há uma diferença, na fase
interna há a nomeação de um pregoeiro, em uma sala,
não há comissão de licitação, ele ficará responsável por
toda a modalidade de licitação, ele se quiser encaminha
todo o procedimento sozinho, mas se quiser pode ser
auxiliado por uma equipe de apoio (art. 109, §6º).
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O resto é tudo igual. A autoridade tem que autorizar, para
o início da fase externa. A fase externa inicia-se com a:
 Fase da Publicação - Tem que haver
publicação na imprensa, no jornal, no site
da prefeitura.
 Fase de abertura da sessão pública – nesta
sessão que tudo acontecerá, ela é pública,
qualquer um pode participar. E o prazo de
intervalo mínimo será de 8 dias úteis, entre
a publicação e a abertura.
 Credenciamento – os licitantes assinarão
um credenciamento, e uma declaração de
que ele atende todos os requisitos do
edital, o poder público está tomando o
termo do licitante de que ele preenche
todos os requisitos.
 Julgamento e classificação – tudo na
mesma sessão. O pregoeiro vai receber os
envelopes e vai escolher a proposta e será
feita a classificação, o único critério de
classificação é o menor preço.
 Seleciona - O pode público só irá aceitar as
propostas que forem no máximo até 10% a
mais do que o menor preço (o primeiro
lugar).
 Lances verbais – entre os que ficaram na
seleção, para abaixar ainda mais o preço.
Para fomentar a concorrência.
 Negociação – o pregoeiro pode tentar
negociar ainda mais com o primeiro lugar.
 Habilitação – verifica a documentação
pessoal somente de quem venceu.
 Homologação
 Adjudicação

10) Procedimento da Concorrência (1 ano)


Possui duas fases:
a) Interna (art. 38 e ss.) – ocorre dentro dos âmbitos da
administração pública, vai se decidir o que contratar, por que
vai ter a compra, por que contratar, qual o interesse público
que justifica a publicação, entre outros. É composta uma
comissão de publicação que será destinada a elaborar o
edital, e todo processo é submetido a uma análise jurídica do
setor jurídico do edital, que dará o seu parecer (se está de
acordo com a Lei), então vai para autoridade competente
(autoridade responsável pelo dinheiro, normalmente é o
Prefeito municipal), para autorizar o certame (procedimento)
licitatório, e aí se inicia a fase externa.

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b) Externa – Publicação do resumo do edital (no jornal de
grande circulação e imprensa oficial).
 Publicação do Edital (Resumo) art. 21.
o Impugnação – “epa, tem erro no edital”, trata dos
erros constantes no edital. Não é recurso não possui
os efeitos devolutivos e suspensivos.
o Cidadão - 5 dias – para protocolar antes da
data para recebimento das propostas.
o Licitantes - 2 dias - para protocolar antes da
data para recebimento das propostas
Se o critério for melhor técnica ou menor preço, deve possuir no
mínimo 2 envelopes, lacrados.
Se o critério for técnica + preço, deve possuir no mínimo 3
envelopes, lacrados.
E deve constar em ata todos os atos, e todos os envelopes
devem ser rubricados, para que não corra o risco de alguém
colocar outro envelope no meio.
Caso haja um erro grave, deve ser corrigido e, após, ser
reaberto o P.I.M., mas se não for algo grave, deve ser publicada
a errata e o prazo continua o mesmo, DEVENDO SEMPRE
RESPEITAR O PRAZO DE INTERVALO MÍNIMO.
 Recebimento das propostas – não é admitido atraso.
 Fase de habilitação – todos os envelopes serão
apreciados, se a documentação corresponde a que o
edital exige, será analisado se ela paga tudo
corretamente, INSS, tributos e etc. Estando tudo correto a
comissão habilita o licitante, se não estiver de acordo, a
comissão inabilita (ou não habilita), desta última decisão
cabe recurso:
o Recurso – 5 dias - §único, 109, I, “a” - possui os
efeitos devolutivos e suspensivos.
 Julgamento e Classificação das propostas – serão
analisadas as propostas, será feito de acordo com o
critério de julgamento (menor preço... ) estabelecido no
edital. Deve se pautar da maior objetividade possível.
Abertura do envelopes, analisando os critérios e
classificação das propostas (1º, 2º, 3º... lugar). Após,
classifica ou desclassifica, e desta decisão cabe recurso.
Quem julga é a comissão. Os classificados passam para a
próxima fase (homologação).
o Recurso – 5 dias, §único, 109, I, “b” - possui os
efeitos devolutivos e suspensivos.
 Homologação – significa o poder público ter que certificar
a legalidade de todos os atos. Se estiver tudo certo a
autoridade competente que autorizou homologa todo o
procedimento e a classificação. E se houver uma
ilegalidade o poder público anula seus próprios atos
(princípio da auto-tutela), ou revogar os atos inoportunos
ou inconvenientes (Súmulas 346/473 STF). O licitante que
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possui gastos para proposta, em regra, é mero direito
subjetivo, não há o que se falar em indenização quando o
poder público anula tudo, mas, é possível que o poder
judiciário entenda diferente.
o Recurso – 5 dias, §único, 109, I, “c” - possui os
efeitos devolutivos e suspensivos.
 Adjudicação – atribuir o título de vencedor ao vencedor.
o Efeitos:
 Possui o direito subjetivo de não ser preterido
(passado para trás) na hora de assinar o
contrato administrativo.
 Possui um prazo de até 60 dias para assinar o
contrato administrativo. (art. 64, §3º).
• E se ele for chamado e não for assinar?
Chama o segundo colocado, mas com a
proposta do primeiro. E para o primeiro
colocado que não foi, possuem sanções
para que este tipo de coisa não
aconteça (art. 87).
• E se segundo não quiser assinar o
contrato? Não há penalidade para ele. E
chama-se o segundo.
• E se ninguém quiser assinar o contrato
com a proposta do primeiro? Será feita
uma nova licitação, começando do zero.

PROCEDIMENTO DA TOMADA DE PREÇOS (6 meses)


É basicamente o mesmo procedimento da concorrência, mas é como
se pulasse a fase de habilitação, pois os participantes já são
cadastrados.
Só quem participa são os cadastrados (basicamente é dizer que a
empresa está corretamente cadastrada, com os tributos em dia...) -
art. 22, §2º.
E o prazo de intervalo mínimo é bem menor (30 dias se critério for
melhor técnica, ou melhor técnica + menor preço, e 15 dias se o
critério de julgamento for menor preço).

PROCEDIMENTO DO CONVITE (1 mês)


O p.i.m. de 5 dias úteis.
Os prazos para recurso são 2 dias úteis (109, §6º).

17/03/08 - segunda-feira
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS – Marçal Justen Filho e J. Luiz
Jacoby – 8.666/93 e 10.520/02
A) Conceito – conseqüente lógico da licitação. É um vinculo
jurídico que os sujeitos ativo (poder público) e passivo (licitante
que venceu), comprometem-se a uma prestação e uma
contraprestação (sujeito ativo paga, e o sujeito passivo presta o
serviço) visando criar direitos e obrigações perseguindo o
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interesse público que se submete, principalmente, as regras do
direito público (lei 8.666/93) e subsidiariamente as regras do
direito privado (quando a lei 8.666 não trata do assunto).
B) Características
o Contrato de adesão – São contratos da relação de
consumo. As empresas ditam as regras e nós aderimos.
PIS a empresa que ganhou a licitação vai aderir o contrato
do poder público, sem poder contestar nada.
o Contrato comutativo – ele estabelece uma prestação e
uma contraprestação, isso que deixa o contrato
equilibrado.
o É formal. Art. 60 a 62 – tem que respeitar as
formalidades contidas na Lei 8.666.
C) Formalidades
o Licitação prévia, em regra – há situações em que ela
não é exigida, ou é dispensável, ou dispensada.
o Instrumento de contrato. Art. 62 – é obrigatório para
todas as modalidades, somente o convite que aceita
outras formalidades, além do contrato (ordem bancária,
ordem de serviço, carta contrato...).
o Publicação. Art. 61, §único – garante eficácia ao
contrato administrativo. Para dizer/dar ciência a
sociedade quem venceu a licitação, por qual valor, qual
prazo de duração do contrato.

24/03/2008 - segunda-feira
D) Tipos de cláusulas
D.1) Cláusulas necessárias – condições necessárias,
imprescindíveis para o contrato (nome das partes, objeto,
prazos, valor, regime de execução, crédito de onde vai
sair o dinheiro para pagar, as garantias, ... art. 55, Lei
8.666)
o Garantia – é dever da administração Pública,
exigir uma garantia, que quem escolhe é o
contratado (56).
o Duração – regra geral -> tem que durar até
12 meses. (57, caput).
o Exceções:
 PPA (166, SS, CF) (plano plurianual - é
uma lei que vai fixar todo o plano do
governo que vai conter no contrato)
pode durar até 4 anos, ex.: paisagismo.
 Prestações contínuas – pode durar até
60 meses, mais 1 prorrogação de 12
meses, ex.: entrega de merenda
escolar.
 Aluguel de equipamentos ou programas
de informática – até 48 meses.

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 Concessão ou permissão de serviço
público – nestes contratos vale o prazo
do contrato. Não há regra geral.
D.2) Clausulas exorbitantes – 58 – pois eles exorbitam
os comuns dos contratos, superam o comum dos
contratos. Só o poder público, administração pública,
detém estas prerrogativas, particular nenhum tem.
a) Alterar/modificar – 65, I (UNILATERALMENTE) –
com respaldo no princípio da supremacia do interesse
público sobre o privado, e a Lei 8.666. A sociedade
inteira deve saber que o contrato foi alterado, por meio
do aditamento e publicação.
b) Rescindir – 77 e ss (UNILATERALMENTE) – finalizar
o contrato antecipadamente. Mas, deve ser motivado,
em primeiro lugar por interesse público, ou
descumprimento de cláusula por meio do contratado.
c) Fiscalização – 67 – dever de fiscalizar
d) Ocupação provisória dos bens – a administração
Pública pode se apossar provisoriamente dos bens do
particular, no qual ele rescindiu o contrato, até
contratar um novo particular, pois a obra não pode
parar.
e) Penalidades – 87
 Advertência – primeira penalidade cabível. Se
não resolver, aplica-se:
 Multa – maioria de 5%. Se não resolver, aplica-
se:
 Suspensão – por até dois anos este contratado
não poderá celebrar outro contrato
administrativo com o mesmo ente (ex.:
prefeitura de vitória). Se não resolver, aplica-se:
 Declaração inidoneidade (pessoa que não cumpri
com suas obrigações) – o poder público vai
declará-lo como inidôneo. O efeito é: ele não
poderá ser contrato por nenhum ente por 2 anos.
Ele só poderá voltar a licitar se passados os 2
anos, e se pagar todos os prejuízos causados à
administração.
E) Alteração do contrato administrativo
o Alteração unilateral – 65, I (clausula exorbitante)
 Qualitativa – possível que a administração altere o
contrato. Ex.: para entregar mantimentos
mensalmente, e a administração quer que os
mantimentos sejam entregues semanalmente.
 Quantitativa – art. 65, §1º
− Mais ou menos 25% (acréscimos ou
supressões)
− Em até 50% a mais (reformas de edifício ou
equipamento)
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o Alteração Bilateral – 65, II (clausula necessária)
 Substituição da garantia
 Modificação do regime de execução da obra ou
serviço
 Modificação da forma de pagamento* -> a regra é
que primeiro fornece o serviço, após recebe.
 Manutenção do equilíbrio econômico e financeiro do
contrato Teoria da Imprevisão (“Rebus sic
stantibus”) -> pode se dar pelo:
− Fato do príncipe – próprio estado em razão do
seu poder influencia na alteração do contrato.
− Fato da administração – fato operacional da
própria administração enseja um motivo para
a alteração.
F) Extinção do contrato administrativo – art. 78
o Termo contratual – conclusão do contrato.
o Rescisão contratual
 Rescisão administrativa – unilateral; cláusula
exorbitante.
 Rescisão consensual – por acordo das partes. Ex.: a
obra acabou antes.
 Rescisão Judicial
o Extinção de pelo direito – por falecimento da parte, por
perecimento do objeto, por extinção ou falência da
empresa.
o Anulação – se houver ilegalidade.

Art. 78, XV – traz uma regra: se a administração é inadimplente (não


paga), o contratado tem que continuar prestando o serviço por até 90
dias, mesmo que isso cause prejuízo e até a falência da empresa, pois
o serviço não pode parar. Mas o contratado terá como garantia a
“exceptio non adimpli contractus” (ele poderá entrar na justiça para
ser ressarcido).

____________________________2º BIMESTRE____________________________

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07/04/2008 - segunda-feira

UNIDADE III – AGENTES PÚBLICOS


a) Conceito (função pública) – Todas as pessoas que ocupam
funções públicas, temporária ou permanente, remunerado ou
gratuito, o que diferencia, caracteriza é a natureza, se é público ou
não.
b)Classificação
• Agentes políticos – todos aqueles que ocupam o topo dos
poderes (Executivo: Presidente, Governador, Prefeito;
Legislativo: Senadores, Deputados, Vereadores; Judiciário:
Juízes, Desembargadores, Ministros do STF e STJ, Promotores,
Procuradores; 1ª escala do Poder Executivo: Ministros de
Estado, municipal, e Secretários Estaduais e municipais).
Regime estatutário, é o regime que trata do estatuto dos
servidores públicos: federais – Lei 8.112; estaduais – Lei
complementar 43/94.
• Agentes temporários (art. 37, IX, CF; Lei 8.745/93) – o
contrato deve, obrigatoriamente, trazer o prazo. Não é
necessário concurso público para escolher, e não há regra. Só
pode ocorrer se for:
− Excepcional necessidade
− Temporário
− Regime celetista (CLT) – o mesmo regime que o particular
possui.
• Servidores Estatais – ADI 2310 – é gênero, sendo espécies:
III.1) Servidores Públicos: após a emenda 19, acabou com o
regime jurídico único. É criado por uma Lei, e tem que trazer a
quantidade, as atribuições da pessoa que irá exercer o cargo e
o regime jurídico.
− Servidores estatutários -> ocupantes de
cargo público. São regidos pela Lei. Confere a
estabilidade, independência. Para funções típicas
do órgão, Ex.: fiscal do IBAMA.
− Servidores celetistas -> ocupantes de
emprego público. São regidos pela CLT. Para
funções mais subalternas, Ex.: telefonistas,
faxineiro do IBAMA.
III.2) Servidores de entes governamentais de direito
privado (Sociedade de Economia Mista e Empresas Públicas)
− Servidores celetistas (todos) -> emprego
público. Regidos pela CLT.
• Particulares em colaboração – são particulares, que exercem
funções públicas.
− Particular compulsório – Ex.: mesário de eleições;
jurados do tribunal do júri.
− Agentes voluntários – Ex.: amigos da escola; Ong’s;
agentes do riso.

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− Trabalhar nas concessionárias e permissionárias –
Ex.: Motorista de ônibus; trocador.
− Oficiais de cartório – funções de Cartório.
− Exercem atos oficiais – Ex.: Reitor da UVV que concede
a titulação do grau; diretores de hospitais particulares.

28/04/08 - segunda-feira (reposição de aula 20 de junho – dia da


prova do 2º Bi)
c) Cargo, emprego e Função
• Cargo:
o Lei
o Regime Estatutário (também chamado de regime Legal
– 8112/90; para o ES é Lei complementar 46/94)
Cargo = atributo (o que a pessoa vai fazer no cargo, Ex.:
médico pediatra, suas atribuições são atender crianças de
0 a 12 anos, e adolescentes até 16 anos, e etc.) +
responsabilidade (chegar no horário, sair no horário,
cumprir as determinações, cumprir com suas funções,
não faltar, tratar as pessoas com cordialidade) + posto (é
o local físico onde a pessoa vai trabalhar, conde vai
exercitar suas funções; também é chamado de lotação,
onde a pessoa está lotada).
• Emprego: pessoa que tem vínculo jurídico regido pela CLT.
Segue a mesma lógica do cargo, pois tem que ter Lei para
reger.
o Lei
o Regime Celetista
• Função: pode ser exercida por quem já possui cargo público
ou por alguém escolhido aleatoriamente na sociedade.
o Atribuição + responsabilidade
o Art. 37, V:
 Chefia
 Assessoria
 Direção
o Função de confiança (tem que ser alguém de
confiança; já é servidor público, que também vai
prestar esses serviços) – esta pessoa receberá o FG
(função gratificada), o seu salário normal, mais um
aumento que será regulado pela Lei (15%, 20%...) =
cargo de confiança (cargo comissionado, de
provimento em comissão, de parente; ele não é
servidor público) terá o salário normal, previsto em Lei.

d) Classificação do cargo público


• Quanto à posição estatal
o Cargo em carreira – permite a promoção dentro do
mesmo cargo. Ex.: concurso de Juiz, ele irá como juiz

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substituto, após ele irá para 3ª entrância, e depois 2ª
entrância, até ir para entrância especial. Isto é, ele está
sendo promovido no cargo. Carreira de analista judiciário
é quando o salário vem previsto assim: “salário inicial”,
isto que dizer que ele pode ser promovido.
o Cargo isolado – você só muda de salário se você passar
em outro concurso, aquele que você passou, é aquele
para sempre, não irá aumentar, com o tempo de serviço e
etc.
• Quanto à permanência:
o Cargo em comissão – caracteriza-se pela livre nomeação,
e livre exoneração (nomeia a hora que quiser, e manda
embora na hora que quiser, tem um nome específico,
exoneração ad nutum).
o Cargo efetivo - só se torna efetivo quando a pessoa é
aprovada em concurso público, nomeado em concurso,
entra em exercício/trabalha durante 3 anos, e 2 para
magistrados e promotores, e ser bem avaliado neste
estágio probatório (é um ato complexo). A partir da
habilitação, ele se torna efetivo, se ele não faz jus ao seu
trabalho, e for inabilitado no estágio probatório, será
exonerado. Três formas de deixar de ser servidor público:
1º - se você pedir a exoneração;
• A demissão, que é uma sanção; e para isso tem 2
situações:
2º - Processo administrativo
3º - Decisão judicial transitada em julgado.
o Cargo vitalício
• A demissão é uma sanção; e para que ela ocorra
tem 1 situação:
 Processo judicial transitado em julgado.

e) Provimento – é o ato que confere a uma pessoa um cargo público.


• Originário (toda vez que a pessoa entrar pela primeira vez no
cargo, será um provimento originário). 1º a pessoa passa no
concurso, em seguida tem uma publicação no diário oficial que
nomeia as pessoas:
o Nomeação (30 dias) – conta a partir da publicação na
imprensa oficial. Ela possui até 30 dias para assinar o seu
termo de posse, está dizendo que este cargo é da pessoa.
 Posse – Nesta mesma data ela terá que levar todos
os documentos necessários, para pessoas que
plagiem a monografia na faculdade é obrigada a
informar o plágio, e a pessoa fica como plagiador, e
está pessoa não conseguirá assumir, pois vai
constar no sistema.
• Investidura (15 dias) – você está investido no
seu trabalho, começa a contar o prazo para
receber o salário.
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o Execução
• Derivado (por alguma situação entra novamente no quadro da
administração pública)
o Vertical (promoção; está no mesmo cargo, mas crescendo
na carreira)
o Horizontal (foi proibido pela CF/88, mas o art. 24, da Lei
8.112, traz a exceção que é o caso da readaptação, a
pessoa sofreu um dano à sua capacidade física ou mental,
assim ela irá para outro cargo equivalente em que ele
pode exercer de acordo com sua situação).
o Reingresso (a pessoa saiu e está voltando)
 Reintegração – art. 28 (a pessoa foi demitida do
cargo, pois achavam que ele estava fazendo algo
errado, mas, após ele foi absolvido no processo, e
está sendo reintegrada ao seu cargo; caso o cargo
dele tenha sido extinto, ele ficará a disponível para
a administração, recebendo em casa, sem
trabalhar, com todas as garantias e prerrogativas).
 Recondução – art. 29
 Aproveitamento – art. 30 (a pessoa que está em
disponibilidade, é chamada para ocupar o cargo,
igual ao dele, ou semelhante)
 Reversão – art. 25 (aposentado que é chamado a
voltar a trabalhar:
I – aposentado por invalidez, mas a pessoa se
curou.
II – quando for aposentadoria voluntária a
interesse da administração e pedido do aposentado.
São os requisitos mais importantes, mas possuem
outros.

09/05/08 - sexta-feira

Capítulo II – AGENTES PÚBLICOS


DESINVESTIDURA
a) Demissão
É pena, sanção por falta grave - Art. 132, Lei 8112/90
- cargo em comissão ou função de confiança – DESTITUIÇÃO
- aposentadoria ou disponibilidade - CASSAÇÃO
b) Exoneração
Não é pena, nem sanção.
B.1) Exoneração a Pedido
B.2) Exoneração motivada ou de ofício/ex officio
• quando ocupa cargo em comissão
• quando o servidor tomou posse mas não entrou em exercício
• quando inabilitado no estágio probatório
• quando mal avaliado na Avaliação Periódica – art. 41, CF

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• art. 169, CF/88 – quando o limite com gastos com pessoal
exceder o limite de despesas (LC 101/00):
• 1º) reduzir 20% cargos comissionados
• 2º) exoneração de não-estáveis
• 3º) exoneração de servidores estáveis

REGRAS CONSTITUCIONAIS PARA SERVIDORES PÚBLICOS


A) Sistema Remuneratório
1) Remuneração ou Vencimentos - é composta por 2 parcelas: fixa +
variável
2) Subsídio (EC 19/98) - parcela única.
→ Algumas possibilidades de receber além da parcela única:
- garantias do art. 39, § 3º, CF e verbas indenizatórias;
→ Fixação da remuneração - Regra: definido em lei, com exceções:
1ª) Congresso Nacional – a fixação de remuneração é por decreto
legislativo
- Presidente da República + vice
- auxiliares imediatos do P.Executivo
- senadores e deputados federais
2ª) Câmara Municipal – por decreto legislativo e só para vereadores.
(a legislatura atual fixa a remuneração para a seguinte)
Obs.: governador, prefeitos e deputados estaduais tem que ser por
lei.
Obs.: aumento de salário - por lei e a iniciativa de apresentação do
projeto é do próprio Poder.
→ TETO REMUNERATÓRIO (EC 19/98 e 41/04)
Teto Geral – STF – projeto de lei de iniciativa STF – L. 11.143 salário
de R$ 24.500,00.
Obs: CNJ, Resoluções 13 e 14, é possível ganhar mais que o Ministro
do STF quando se tratar de (1) verbas indenizatórias; (2) quando
acumular com o magistério; (3) benefícios previdenciários; (4) por
atividade na justiça eleitoral.
No âmbito da União = Ministro do STF (teto único para todos os
Poderes).
No âmbito estadual: há três subtetos:
Para o p.executivo – Governador
Para o p.legislativo – deputado estadual
Para o p.judiciário – desembargador (até 90,25% Min. STF, então máx.
R$ 22.100,00).
Obs.: Ministério Público (procuradores e promotores) e defensores
públicos.
No âmbito municipal – só há o teto do prefeito.

B) Regras de acessibilidade
Regra: concurso público. – Art. 37, II, CF
• Hipóteses em que não há concurso público:
o cargo em comissão
o hipóteses constitucionais: min. STF, STJ, TCU, Consel.
TC’s, quinto constitucional, 101, §Ú, CF
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o contratação temporária – seleção é por processo seletivo
simplificado, 37, IX, CF
o hipótese doutrinária: SEM e EP se prejudicar finalidade
específica
o EC 51/06: agentes comunitários de saúde e agentes de
controle de endemias
• Súm. 683STF – limite de idade só de acordo com a
COMPLEXIDADE do CARGO e em respeito ao art. 7º, XXX, CF
• Súm. 684STF – não é possível indeferimento de inscrição em
concurso sem motivação.
• Súm. 686STF – só é possível exame psicotécnico para a carreira
que houver previsão legal.
• Súm. 266STJ – momento de exigir o diploma é na POSSE
• Validade: até 2 anos, admitida uma única prorrogação e por
igual período.
• Portador de deficiência – art. 37, VIII,CF
• Teoria do Funcionário de Fato

C) Greve para servidor público


art. 37, VII, CF – o servidor público tem direito de greve, na forma da
lei.
ver: MI 689-0 PB – Lei federal nº 7783-89

D) Acumulação de cargo, emprego ou função


- Regra: NÃO ACUMULAÇÃO, salvo nas hipóteses constitucionais.
- Não importa se possui atividade privada.
- Mesmas regras para a Administração Direta e Indireta

 HIPÓTESES QUE CABEM A ACUMULAÇÃO – Art. 37, XVI e XVII, CF:


(1ª) ATIVIDADE + ATIVIDADE
1º) horário compatível
2º) soma das 2 remunerações não pode ultrapassar o teto
remuneratório
3º) quando se tratar das hipóteses constitucionais:
- 2 cargos de professor
- 1 professor + 1 técnico-científico
- 2 cargos na área de saúde com profissões regulamentadas em lei
(2ª) APOSENTADORIA + APOSENTADORIA
(proventos) (proventos)
Só é permitida para as hipóteses permitidas para a atividade
(3ª) APOSENTADORIA (proventos) + ATIVIDADE (remuneração)
1º) nas hipóteses permitidas para a atividade
2º) o 2º cargo for cargo em comissão
3º) mandato eletivo (qq um) – p. ex. prof. aposentado + presidente
república
4º) anteriores a EC 20/98, pois antes podia acumular.
(4ª) ATIVIDADE + ATIVIDADE – Art. 38, CF - MANDATO ELETIVO
1ª) para mandato FEDERAL, ESTADUAL ou DISTRITAL

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(presidente, senador, deputado federal, estadual e distrital e
governador)
NÃO se admite a acumulação, tem que se afastar do cargo de origem
e assume outro cargo e vai receber o novo salário.
2ª) para mandato de PREFEITO – NÃO pode acumular, mas se admite
a escolha da remuneração.
3ª) para mandato de VEREADOR – se o horário for compatível, é
possível exercer os 2 cargos e ganha pelos 2. Se o horário for
incompatível, vale a regra do Prefeito.
e) Estabilidade no serviço público
→ o art. 41, CF sofreu alteração pela EC 19/98, pela introdução do
princ. eficiência.
1º) aprovação em concurso público;
2º) nomeado em cargo efetivo;
3º) 3 anos de exercício;
4º) aprovação na Avaliação de Desempenho (§ 4º)
- por processo administrativo com contraditório e ampla defesa;
- processo judicial com trânsito em julgado;
- por avaliação periódica;
- art. 169, CF: para enxugar a máquina administrativa:
20% cargos comissionados;
servidores não estáveis;
servidores estáveis.
Obs.: Súmula 390 TST - estabilidade para os empregados públicos.

F) Aposentadoria (somente as principais regras)


Regime Geral da Previdência Social (RGPS) – INSS
Regime Próprio da Previdência Social (RPPS)
→ Modalidades de aposentadoria
• Invalidez: proventos proporcionais ao tempo de contribuição,
salvo nos casos de doença grave, contagiosa ou incurável,
acidente em serviço, moléstia profissional, em que receberá
proventos integrais.
• Compulsória: aos 70 anos com proventos proporcionais ao
tempo de contribuição.
• Voluntária: com proventos integrais: homem: 60 anos e 35
anos de contribuição; mulher: 55 anos e 30 anos de
contribuição;
Com proventos proporcionais: homem: 65 anos e mulher: 60
anos (10 anos de serviço público com 5 anos no cargo da
aposentadoria voluntária)
• Especial: professor: ensino infantil, médio e fundamental e
com exclusividade no magistério.
Com proventos integrais: homem 55 anos e 30 anos de
contribuição e mulher: 50 anos e 25 anos de contribuição.

12/05/08 - segunda-feira

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Tirar Xerox do texto de: Hugo Nigro Mazele sobre a tutela do
patrimônio público através das ações que tutelam os direitos
difusos e coletivos – ler principalmente a respeito do
TOMBAMENTO.

INÍCIO DA MATÉRIA QUE IRÁ CAIR NA PROVA

Intervenção na propriedade privada (art. 5º, XXII


propriedade; XXIII função social)
A regra, no Brasil é a da NÃO INTERVENÇÃO na propriedade, em
razão da CF/88 garantir o direito de propriedade. Excepcionalmente, a
intervenção é possível, mas nas hipóteses legais. Assim para
satisfazer o interesse público, o Estado pode intervir na propriedade
privada.
O direito de propriedade é o direito de gozar, usar, usufruir, dispor e
reaver o bem com quer que o bem esteja.
As características do direito de propriedade são:
• Caráter perpétuo: pode usar enquanto existir a propriedade.
• Caráter absoluto: pode usar com liberdade. Você faz da sua
propriedade o que quiser. Ex.: colocar uma casa de 3 ou 4
quartos, ou fazer um comércio.
• Caráter exclusivo: quem tem a propriedade, tem o direito de
usar com exclusividade.
Assim, a intervenção na propriedade afetará alguns desses
caracteres, exceto a desapropriação (pior conduta estatal) que afasta
todas as características.

O fundamento jurídico:
1º) princípio da supremacia do interesse público.
2º) excepcionalmente é possível a intervenção pela prática de
ilegalidade, como no caso da desapropriação confiscatória
(expropriatória) – art. 243 CF, ex.: usa a sua propriedade para plantar
maconha.

Modalidades de intervenção
• Limitação administrativa
• Servidão administrativa
• Requisição
• Ocupação temporária
• Tombamento
• Desapropriação

1) Limitação administrativa
É a restrição ao direito de propriedade do particular em busca do
bem-estar social. Segundo Diógenes Gasparini, a limitação
administrativa é “toda a imposição do Estado, de caráter geral, que
condiciona direitos dominiais de proprietário, independentemente de
qualquer indenização”.

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É limitação geral e abstrata (a limitação é sempre de natureza
normativa, é uma norma, lei, portaria, decreto, e não incide somente
sobre uma pessoa, e sim, sobre uma coletividade, que é o PDU, que
estabelece limites de ocupação, habitação, comércio, forma de
construção, se pode ter prédio ou não) e atinge o caráter absoluto da
propriedade, por restringir a liberdade. Decorre do exercício do poder
de polícia. Em regra, não gera direito de indenização, pois o Estado
atua em nome do interesse público. Pode dar-se através de 3
modalidades: positiva (o PDU de um município permite edifícios de
até 20 andares), negativa (o PDU diz que não pode haver comércio
naquele local) e permissiva (você tem que dar a permissão dos
agente de saúde entrarem na sua propriedade; vistoria em
elevadores; bombeiros; pára raios).

2) Servidão administrativa
Segundo Diógenes Gasparini, servidão administrativa é “o ônus real
de uso imposto pelo estado, à propriedade particular ou pública,
mediante indenização dos efetivos prejuízos causados, para
assegurar o oferecimento de utilidades e comodidades públicas aos
administrados”.
O dono do imóvel continua sendo dono, a administração só usa uma
parte.

A servidão serve para a execução de serviço público.


Decorre dos arts. 5º, XXIII e 170, III, CF (função social da
propriedade).
Atinge-se o caráter exclusivo da propriedade.
Instituída por decreto (com publicação na imprensa oficial e etc.),
embora nas mais simples não haja formalidade solene.
Pode gerar indenização se houver prejuízo ou dano efetivo.

Forma de constituição da servidão administrativa:


1) A servidão administrativa decorrer diretamente da Lei.
2) Servidão pode decorrer de ACORDO (mais comum).
3) Pode decorrer de DECISÃO JUDICIAL.
 A servidão administrativa tem que constar no Registro de Imóveis
(por que é direito real e acompanha o bem, e se for vendido, o novo
dono tem o direito de saber que possui a servidão).

3) Requisição
Em caso de eminente perigo, urgência e de forma temporária, a
Administração pode requerer o bem do particular, conforme garante o
Art. 5º, XXV, CF.
Nesse caso, a Administração Pública pode se valer de medidas auto-
executórias, já que pelos procedimentos comuns, normalmente
demorados, prejudicaria a eficiência administrativa.
Dessa forma, o que fundamenta a requisição é o estado de
necessidade pública.
É temporária e sua duração vai depender do perigo.

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A indenização é ulterior e se houver dano. Se não houver dano não
cabe a indenização.

4) Ocupação temporária
Segundo Diógenes Gasparini, a ocupação temporária é a “utilização
provisória que o Estado, ou quem lhe faça às vezes, faz, mediante
indenização posterior, de bem improdutivo próximo à obra que
executa ou a serviço e atividade que presta, para instalar canteiro de
obra, serviço ou atividade pública, sem alteração ou consumação de
sua substância”.
É uma intervenção na propriedade de forma provisória, transitória e
atinge o caráter exclusivo.
• Modalidades:
o Patrimônio não edificado para execução de obra pública
para guardar os materiais da obra.
o Para pesquisa p.ex. de minério ou arqueológica.
o Para Mª Sylvia – ocupação provisória que ocorre quando
estiver em andamento o processo de extinção da
concessão.

26/05/08 - segunda-feira

5) Tombamento (restrição acrescida ao bem, inventariar...)


• Decreto-Lei 25/1937 (Lei geral do tombamento – LEITURA
OBRIGATÓRIA); Art. 216, § 1º; Art. 215, § 3º - Plano Nacional
de Cultura (EC 48/05);
• Para a CONSERVAÇÃO do patrimônio artístico, histórico e
cultural
• Incide sobre bens MÓVEIS e IMÓVEIS, e sobre bens PÚBLICOS
(jamais pode ser alienado) e PRIVADOS (podem ser alienados,
mas o tombamento acompanha o bem, por isto o tombamento
é perpétuo)
• Caráter perpétuo
• Atinge o caráter absoluto
• Trata de restrição parcial à propriedade, daí não gerar o direito
à indenização (em regra).
• Tombo significa inscrever, registrar, inventariar
• É procedimento totalmente vinculado ao DL 25/37 (O decreto-lei
vai trazer as regras – LEITURA OBRIGATÓRIA), logo não há
margem para a discricionariedade.

→ OBRIGAÇÕES INERENTES AO TOMBAMENTO


1) Quem possui um bem tombado tem que arcar com a
CONSERVAÇÃO, com prévia autorização do poder público. E
qualquer reforma e/ou modificação, necessita de autorização.
Se o particular não possuir condições de conservar o bem deve
informar a administração, e ela decidirá o que fazer.
2) Serve para não destruir, de não danificar o patrimônio, sob
pena de responder criminalmente, art. 165, Código Penal.
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3) O poder público possui direito de preferência em caso de
alienação do bem particular. Art. 22, Dec.25/37, sob pena de
nulidade da transação (do contrato de compra e venda).
4) É possível que o patrimônio tombado possa sair do país, desde
que seja por curto prazo e por razões de interesse público (por
exemplo, em um evento fora do país).
5) Não pode ser exportado (não pode sair do país, salvo no caso
acima, pois é aqui que ele representa a identidade do país).
6) Tem que suportar a fiscalização (tem que se submeter à
fiscalização). Mas, infelizmente quase não há fiscalização.
7) A restrição atinge também o vizinho: NÃO podendo construir ou
instaurar placas ou cartazes que impeçam a visibilidade do
patrimônio tombado.

→ COMPETÊNCIA para fazer e legislar sobre o tombamento (se


o ente responsável para tombar não tombar, outro ente pode
fazê-lo):
• Legislativa = competência Concorrente (todos os entes
legislam)
União (normas gerais)
Estados e DF (comp. Suplementar – art. 24, VII, CF)
Município (legisla se o interesse for local – art. 30, CF)
• Material (quem pode fazer o tombamento) = comp. comum
(todos os entes tombam os bens) – art. 23, III, CF, mas cada
ente tomba de acordo com os interesses:
União: interesse nacional
Estados: interesse regional
Municípios: interesse local

→ MODALIDADES:
A) tombamento de ofício:
VOLUNTÁRIO
1) a pedido do proprietário e
2) aquele que é iniciado pelo poder público e o proprietário faz
a anuência por escrito.
COMPULSÓRIO
Se não houver anuência do proprietário, aí o poder público faz o
tombamento compulsório.

B) tombamento de ofício
PROVISÓRIO
Acontece enquanto estiver em andamento o processo de
tombamento, com todos os efeitos, salvo a transcrição.
DEFINITIVO
Com a transcrição, que ocorre em livro próprio “Livro do
Tombo”, que são 4 livros: histórico, artístico, paisagístico e
cultural.

C) tombamento de ofício
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GERAL
É aquele atinge a cidade toda, o bairro todo, a rua inteira, entre
outros. Por exemplo: Olinda, Ouro Preto.
INDIVIDUAL
Determina o imóvel que recairá o tombamento.

6) Desapropriação ou Expropriação (Extrema importância


para a prova da OAB)
Desapropriante ou expropriante; desapropriado ou expropriado.
“Pior sacrifício de direito”
• Procedimento de direito público,
• Administração pública transfere para si a propriedade de
terceiro, em razão de utilidade pública ou interesse social.
• Normalmente, mediante indenização;
• Decreto-lei 3365/41 (LEITURA OBRIGATÓRIA)
• Decorre do principio da supremacia do interesse público sobre o
privado.

 Competência:
Legislativa: art. 22, II, CF (só a União legisla).
Material: DL 3365/41, arts. 2º e 3º (todos os entes desapropriam).

 Base Legal:
Art. 5º, XXIV, CF (desapropriação comum ou ordinária)
Decreto-Lei 3365/41 (Lei geral das Desapropriações)

Lei 4132/62 (desapropriação por interesse social)

Art. 182, §4º, III, CF – competência municipal – desapropriação


urbanística sancionatória.
Lei 10257/01 – Estatutos das Cidades – art. 8º.

Art. 184, CF – Reforma Agrária (desapropriação rural)


Leis regulamentadoras: 8629/93, 10279/01, LC 76/93, LC 88/96.

Art. 243, CF (desapropriação confiscatória)


Lei regulamentadora: 8257/91.

• Objeto: bens móveis e imóveis; corpóreos e incorpóreos;


público ou particular; semoventes – art. 2º, DL 3365/41 e
Súmula 476 STF.
• Bem público pode ser objeto de desapropriação, mas com
respeito à hierárquica: União  Estados/DF/Municípios; Estados
 seus Municípios – art. 2º, §2º, DL 3365/41.
• Vedações: direitos ligados à personalidade, com o direito à vida,
à imagem, direitos autorais, direitos a alimentos, títulos
honoríficos. Também não se desapropria a moeda corrente do
País.

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• São inexpropriáveis as empresas, sociedades, fundações,
concessionárias e permissionárias; mas são expropriáveis seus
bens e direitos.
• Não devem ser desapropriados bens que podem ser obtidos
facilmente no mercado.

20/06 – Reposição de aula (talvez prova)

19/05/08 – repetição da aula anterior (tendo em vista a greve


de ônibus)

26/05/2008 - segunda-feira e 30/05/2008 sexta-feira

6 – Desapropriação (ou expropriação)


Desapropriante ou expropriante
Desapropriado ou expropriado
- Procedimento de direito público
- Administração Pública transfere para si a propriedade de
terceiro, em razão de utilidade pública ou interesse social
- Normalmente, mediante indenização
- Decreto-lei 3365/41
- Decorre do princípio da supremacia do interesse público sobre o
privado

Competência:
Legislativa: art. 22, II, CF
Material: DL 3365/41, arts. 2º e 3º

Base legal:
Art. 5º, XXIV, CF (d. comum ou ordinária)
Decreto-lei 3365/41 (Lei Geral das Desapropriações)
Lei 4132/62 (d. por interesse social)
Art. 182, § 4º, III, CF – comp. Municipal – d.urbanística
sancionatória
Lei 10257/01 – Estatuto das Cidades – art. 8º
Art. 184, CF – Reforma Agrária – (d. rural)
Leis regulamentadoras: 8629/93, 10279/01, LC 76/93, LC 88/96
Art. 243, CF (d. confiscatória)
Lei regulamentadora: 8257/91

 Objeto: bens móveis e imóveis; corpóreos e incorpóreos;


semoventes - Art. 2º, DL 3365/41 e Súmula 476 STF
 Bem público pode ser objeto de desapropriação, mas com
respeito à hierárquica: União → Estados/DF/Municípios; Estados
→ seus municípios – art. 2º, § 2º, DL 3365/41

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 Vedações: direitos ligados à personalidade, como o direito à
vida, à imagem, direitos autorais, direitos a alimentos, títulos
honoríficos. Tb não se desapropria a moeda corrente de um país
 São inexpropriáveis as empresas, sociedades, fundações,
concessionárias e permissionárias; mas são expropriáveis seus
bens e direitos.
 Não devem ser desapropriados bens que podem ser obtidos
facilmente no mercado

Modalidades:
A) Desapropriação ordinária ou comum
 Não tem natureza de sanção/pena - art. 5º, XXIV, CF
 Ocorre por necessidade, utilidade ou interesse social

A.1) Desapropriação comum por NECESSIDADE ou UTILIDADE


PÚBLICA
DL 3365/41, art. 5º
Todos os entes podem desapropriar com este fundamento.
A indenização é prévia, justa e em dinheiro.

A.2) Desapropriação comum por INTERESSE SOCIAL


Lei 4132/62, art. 2º
Para situações que melhoram a vida em sociedade
Todos os entes podem desapropriar com este fundamento.
A indenização é prévia, justa e em dinheiro.

Tipos especiais:
- Desapropriação por zona ou extensiva
Art. 4º, DL 3365/41
- área contígua necessária ao desenvolvimento da obra a que se
destina
- e as zonas que se valorizarem extraordinariamente, em
conseqüência da realização do serviço.
- Desapropriação para urbanização ou reurbanização
Art. 5º, ‘i’, DL 3365/41
- Para implantação de novos núcleos urbanos, com novos
loteamentos urbanos, e recompor os bairros envelhecidos e obsoletos
- Para construção ou ampliação de distritos industriais

B) Desapropriação Sancionatória (ou extraordinária)


Tem natureza de sanção/pena
Pode se dar em respeito à: função social (plano diretor ou reforma
agrária) ou por confisco:

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PLANO DIRETOR REFORMA AGRÁRIA CONFISCO
- Art. 182, §4º,CF, - Arts. 184 CF e LC - Art. 243, CF
10257/01 76/93 - não indeniza, pois a
- só sobre imóveis a) propriedade propr. é utilizada p/
urbanos improdutiva plantação de
- só o Município e o DF b) desobedece psicotrópicos proib.
- indenização é em TDPr.ambientais - será destinada para:
1) assentamento
- resgatável em até 10 c) desrespeita colonos;
anos r.trabalhistas
2) cultivo de alimentos
- para ocorrer: - só a UNIÃO ou
1º) Adm.Pública - só imóveis rurais 3) cultivo plantas
estabelece construção - indenização é em TDA medicam.
no imóvel ou - resgatável em até 20 - bens móveis ou imóveis
parcelamento anos de valor econômico
compulsórios; usados pelo tráfico (§ú)
- Essa indenização é
2º) com o não - Destinação será para:
para terra “nua”. As
cumprimento A Adm. benfeit. são pagas em 1) implementação da
impõe IPTU com fiscal.
dinheiro.
alíquota progressiva, 2) instituições
no máx. 5 anos e até - Art.185, CF, não recuperação de viciados.
15%; desap.:
em peq. e média propr.;
3º) a Adm. está única do proprietário;
autorizada a se for produtiva.
desapropriar

C) Desapropriação Indireta
 O Estado se apropria de bem particular, sem observância dos
requisitos da desapropriação e sem a indenização prévia.
Criação doutrinária e jurisprudencial.
 Art. 35, DL 3365/41
 Resolve-se na via judicial. O juiz não dá reintegração de posse -
a Adm. já incorporou o patrimônio do particular e não tem como
devolver.
 Cabe somente a discussão da justa indenização.
 Foro de ação: regra do direito real: local do imóvel
 Prescrição: 15 anos, art. 1238, CC/02 (art. 550 CC/16 – 20 anos)
 Ação indenizatória ou ação de desapropriação indireta

Procedimento Expropriatório
 Adm. Direta – fase declaratória + fase executiva
 Adm. Indireta e Concessionárias e Permissionárias – fase
executiva (fase declaratória feita pela Adm. Direta que depende
do P.Executivo para declarar - o decreto expropriatório é
competência exclusiva do chefe do Executivo).

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A) Fase declaratória
 Se for formalizada pelo Poder Executivo → Decreto
Expropriatório pelo chefe do poder executivo
 Se for formalizada pelo Poder Legislativo → Lei de efeito
concreto. Trata-se de uma lei, mas o conteúdo é de ato
administrativo.
 OBS: O poder público é quem decide a destinação do bem (mas
pode haver a modificação do destino, se autorizado pelo
ordenamento jurídico – tredestinação – é possível mudar um
interesse público por outro).
Pode ser lícita (quando há interesse público) ou ilícita.
Prazo para discussão judicial da tredestinação ilícita: 5 anos e
resolve com perdas e danos – art. 35, DL 3365/41.
 As benfeitorias construídas após o decreto expropriatório – só
serão indenizadas as benefeitorias necessárias.
As benf. úteis para serem indenizadas precisam de prévia
autorização.
As benf. voluptuárias não são indenizadas.
 Efeitos:
1 – permissão às autoridades competentes no sentido de
penetrar no prédio objeto da declaração, sendo possível
recurso à força policial no caso de resistência – art. 7º, DL
3365/41
2 – início da contagem do prazo para ocorrência da
caducidade do ato
3 – indicação do estado em que se encontra o bem objeto
da declaração para efeito de fixar a futura indenização.
Natureza jurídica: ato administrativo na fase declaratória

02/06/08 – segunda-feira

B) Fase executória
- Transferência do bem para o expropriante e ensejar ao
proprietário à indenização, com pagamento e posse do bem
 Prazo de caducidade entre as fases declaratória e executiva (d.
necessidade ou utilidade pública) - 5 anos.
(Se nesse prazo a Administração não pagar, a desap. fica sem
efeito e espera mais 1 ano para nova desapr.)
 D. por interesse social - prazo de caducidade é de 2 anos, não
se admitindo nova decretação de desapropriação. (Pode-se
decretar o mesmo imóvel, mas com outra fundamentação).
Via administrativa: desapropriação amigável – com acordo com o
proprietário
Via judicial – 99% das desapropriações, art. 9º do DL 3365/41 (não se
discute o mérito administrativo), e o procedimento é especial com
algumas particularidades:
- Procedimento especial:
 Antecipação da prova pericial
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 Ação de desapropriação só pode discutir vício e valor da
indenização, na contestação – art. 20, DL 3365/41 (não é
possível reconvenção)
 A ação de desapropriação pode ter um incidente que é a
imissão provisória na posse – art. 15, DL 3365/41, com os
seguintes requisitos cumulativos:
1) Situação de urgência: prazo decadencial de 120 dias,
passados esses dias, perde a imissão na posse e não tem
como reiterar o pedido com fundamento na urgência;
2) depósito do valor – é o valor que a Administração entende
que é o justo.
 Demora processual, juros compensatórios 6%a.a.
 Havendo concordância com o preço, o juiz homologará por
sentença. Se não, o juiz fixará o valor motivando seu
conhecimento.
Desistência:
a) seja ela definida pelo expropriante, antes de ultimada a
desapropriação
Momento: até o instante do pagamento ou do depósito da justa
indenização. (mas há entendimento jurisprudencial que aponta a
possibilidade de desistência até o momento do registro imobiliário da
sentença)
b) ressarcimento pelo expropriante de todos os danos que causou ao
expropriado
c) ressarcimento das perdas processuais
d) devolução do mesmo bem
e) a revogação deve ocorrer da mesma forma que ocorreu o decreto
expropriatório, seja por decreto, portaria ou lei.

Retrocessão
Expropriado pode exigir de volta o seu imóvel que o Poder Público
não deu a finalidade que justificou a desapropriação.
Entendimentos:
1) Permite a retomada do bem pelo expropriado;
2) Autoriza um pedido de perdas e danos e
3) Faculta a retomada do bem ou pedido de perdas de danos.
Prevalece a 2ª posição, resolve em perdas e danos (art. 519
CC/02 e art. 35 do DL 3365/41)
Então, o expropriado tem apenas DIREITO DE PREFERÊNCIA, pelo
prazo de 5 anos contados do momento em que o expropriante deixa
de utilizá-lo numa finalidade pública ou demonstra essa intenção
Prazo para o expropriado: 3 dias, se bem móvel - 60 dias, se imóvel,
para aceitar ou recusar o oferecimento.
Pela reaquisição, pagará o valor atual da coisa (valor de mercado).

02/06/08 – segunda-feira

BENS PÚBLICOS
1) Conceito
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Art. 98, CC/02 - São PÚBLICOS os bens do domínio nacional
pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; [todos os
outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem].
 domínio nacional → móvel, imóvel, semovente, corpóreos,
incorpóreos (direitos e ações)
 Admin. Direta, autarquias e fundações públicas de direito
público
 S.E.M. e E.P. → aplicação analógica art. 28, Lei 8987/95
(posicionamento doutrinário)
2) Classificação
1º) Quanto à titularidade
União → federais
Estados → estaduais
Municípios → municipais
DF → distritais
→ Bens federais: art. 20, CF e Decr.-lei 9760/46
Art. 20, CF. São bens da União:
I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser
atribuídos;
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das
fortificações e construções militares, das vias federais de
comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei;
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu
domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com
outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele
provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais;
IV - as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros
países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras,
excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto
aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental
federal, e as referidas no art. 26, II;(EC 46/05)
V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona
econômica exclusiva;
VI - o mar territorial;
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;
VIII - os potenciais de energia hidráulica;
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-
históricos;
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
§ 2º - Faixa de fronteira terrestre - até 150 Km – União só regula a
ocupação, não é bem

2º) Quanto à sua destinação


a) bens de uso comum do povo (ou bem de domínio público)
O bem que está a disposição da coletividade, usado de forma
indistinta, sem discriminação e para seu uso normal não precisa de
autorização.

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Em regra, a utilização é gratuita. Pode ter sua disposição
regulamentada pelo poder público.
b) bens especiais ou bens de patrimônio administrativo
São bens para a prestação de serviços públicos. Para a doutrina, os
bens de uso comum e especial gozam de finalidade específica e
pública.
c) bens dominicais
São aqueles que não possuem finalidade/destinação pública
específica. É o bem por exclusão. Bens dominicais e bens dominiais.
3) Afetação e Desafetação
A AFETAÇÃO - utilização do bem público. A AFETAÇÃO - protege o
bem, por transformar o bem em inalienável. Pode ocorrer por: lei, por
ato administrativo ou por simples destinação (por uso ou simples
mudança).
A DESAFETAÇÃO (bem uso comum para dominical) - retira a proteção
da inalienabilidade e retira do uso da coletividade. Precisa de lei, mas
a doutrina aceita, no máximo, um ato administrativo autorizado
expressamente por lei. A DESAFETAÇÃO (bem de uso especial para
dominical) - precisa de lei ou de ato administrativo que não precisa
estar autorizado por lei. Tb por sinistro, quando por situações
materiais, fenômenos da natureza que impede o uso do bem.

(*MEU*)
Diógenes Gasparini – Bens públicos

Conceito
Para Diógenes Gasparini: “são todas as coisas, corpóreas ou
incorpóreas, imóveis, móveis e semoventes, créditos, direitos e
ações, que pertençam, a qualquer título, às entidades estatais,
autárquicas, fundacionais e empresas governamentais”. São pessoas
jurídicas de Direito Público, a União, cada um dos Estados-Membros, o
Distrito Federal, cada um dos Municípios, as autarquias e as
fundações públicas. Deste modo, não são, salvo em sentido
amplíssimo, bens públicos os que integram o patrimônio das
empresas governamentais (sociedades de economia mista, empresa
pública, subsidiárias) exploradoras de atividade econômica, porque
pessoas privadas (CF, art. 173, §1º, II). Ao afirmar que bens públicos
são os do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de
direito público interno, acabou por considerar particulares todos os
demais bens, sejam quais forem seus proprietários, inclusive,
portanto, os pertencentes a essas entidades (art. 98, CC).

Classificação
a) Segundo a natureza:
a. Bens móveis (banco de jardim, viaturas policiais...)
b. Bens imóveis (praia...)
b) Segundo o proprietário:
a. Bens federais (estrada federal...)
b. Bens estaduais (museu da polícia militar...)

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c. Bens distritais (rua distrital...)
d. Bens municipais (paço municipal, palácio...)
e. Bens autárquicos (prédios da autarquia...)
f. Bens fundacionais públicos (imóvel da fundação
pública...)

Bens de uso comum do povo


São as coisas móveis ou imóveis pertencentes ao Poder Público, por
exemplo, rios, estradas, praças e etc., estes bens são usados por
qualquer pessoa sem nenhuma distinção, desde que sejam usados
para a sua destinação (mas a cobrança para utilização é permitida,
art. 103, CC). Os bens de uso comum do povo, enquanto guardarem
essa consagração, são inalienáveis, mas se for perdida a destinação
por um fato (destruição de um presídio causada por terremoto) ou por
um ato administrativo, o Lei, torna-se possível a alienação (art. 100,
CC).

Bens de uso especial


São as coisas móveis e imóveis utilizáveis na prestação dos serviços
públicos, usáveis somente pelo Poder Público, seu proprietário, como
por exemplo, cadeias, museus, mercados, escolas, hospitais,
repartições públicas, computadores e viaturas policiais e os terrenos
também consagrados à prestação dos serviços públicos. São
inalienáveis, isto é, não passíveis de venda, permuta, doação e a
dação em pagamento, mas caso percam, por ato ou fato, essa
consagração, podem ser alienados ou ter seu uso transferido a quem
por eles se interessar, todavia, isso só pode ocorrer se forem
observados certos requisitos estabelecidos em Lei (art. 100 do CC).

Bens dominicais
São aqueles destituídos de qualquer destinação, prontos para ser
utilizados ou alienados. Pertencem à União, aos Estados-Membros,
aos Municípios, ao Distrito Federal, às autarquias e fundações
públicas, e tais entidades exercem sobre esses bens poderes de
dono, de proprietário. Podendo, essa alienação e o trespasse, exigir o
cumprimento, previamente, de certos requisitos, como avaliação,
concorrência e licitação.

09/06/08 - segunda-feira
V) Regime Jurídico
a) Inalienabilidade (não pode ser transferido, vendido a terceiros)
Relativa
Art. 100, 101, CC/02
• Bem uso comum (Inalienável relativamente, pois basta tirar a
destinação à coletividade que ele vira um bem dominical, que é
alienável)

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• Bem de uso especial (Inalienável relativamente, pois basta tirar
a finalidade pública que ele vira um bem dominical, que é
alienável)
• Bem dominical -> alienação + regra: Art. 17, Lei 8.666/93
o Requisitos para alienar
 I – Desafetação
• Para Imóvel:
o Autorização legislativa
o Declaração (de interesse público, os
motivos públicos para a venda dos
bens)
o Avaliação prévia (laudo feito por um
perito especializado que irá dizer o
preço de mercado do bem)
o Licitação (na modalidade concorrência,
salvo o art. 19 da lei 8.666)
• Para móvel (menos formalidade do que o
imóvel):
o Declaração
o Avaliação prévia
o Licitação (se o bem móvel custar até
650 mil reais a modalidade será o
Leilão, se for mais é na modalidade
concorrência. Art. 23, da Lei 8.666)
→ Inalienabilidade absoluta (art. 225, §5º, CF, terrenos que
sirvam para a proteção de ecossistemas naturais, e DL
25/37, os bens públicos tombados – Não podem ser
vendidos nunca)
b) Impenhorabilidade
Não pode ser objeto de penhora (vai existir quando já houver um
processo judicial e o réu que deve começa a se desfazer dos bens
para evitar o pagamento, então como forma de proteger a
integralidade dos bens na execução o juiz pode determinar a penhora
dos bens do devedor), arresto (medidas cautelares, existem antes de
uma ação do judiciário, uma liminar, se vale para bens
indeterminados. Ex.: o que for encontrado no nome da pessoa) ou
seqüestro (protege bens determinados. Ex.: o carro X, a moto Y, e
etc.). Se contra o estado for levantado algum processo, sentença (ele
não paga com seus bens, esse pagamento será feito na forma do
precatório – art. 100, CF).

c) Impossibilidade de Oneração (não-onerabilidade)


Onerar é conferir uma garantia de direito real, em relação aos bens
públicos não é possível entregá-los como garantias, pois são não-
oneráveis.
Não pode ser objeto de direito real de garantia:
 Penhor
 Hipoteca

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d) Imprescritibilidade
Art. 183, §3º e 191, §único, CF. Os bens públicos não poderão ser
usucapidos.
Art. 102, CC/02

VI) Utilização
a) Utilização pela administração

b) Utilização pelo povo


Vai utilizar como utiliza os bens de uso comum do povo, os de
uso especial (ex.: quando entra na escola pública, no
hospital...), e também os dominicais.

c) Utilização privativa
Pelos particulares. Uma pessoa possui autorização para utilizar
aquele bem público (só ele utiliza, de forma privativa). Desde
que peça uma autorização, concessão ou permissão.

VII) Formas de utilização Privativa
a) Autorização de uso
 Ato administrativo unilateral (o próprio poder público
autoriza e coloca seus critérios para autorização),
discricionário (concede o bem público para os atos se
quiser) e precário (o poder público pode retomar a
qualquer momento. Ex.: feira, eventos, exposições,
vital...).
 Interesse particular (levado em consideração somente o
interesse do particular, utilização temporária e de prazo
muito curto)

b) Permissão de uso
 Ato administrativo unilateral, precário e discricionário.
 Interesse público + interesse particular (o particular
requer a utilização, para atingir interesse particular e
público, pois se repete, se prolonga no tempo. Ex.:
colocar um carrinho de cachorro-quente, barraquinha de
venda de artesanatos...).

c) Concessão de uso
 Para situações + solenes (mais complexas, que os outros
casos. Ex.: cantinas de escolas públicas, quiosques dos
terminais, cantinas em órgãos públicos). O ideal seria que
os quiosques de praias, fossem por concessão, mas na
prática, é por permissão.
 Contrato administrativo (todas as cláusulas de um
contrato normal)
o Bilateral
o Prazo
o Licitação
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13/06 – fim da matéria (bens públicos)
Não é foco da prova. Os focos são: Concessão, permissão e
autorização.

• Outras formas de utilização de bens públicos


o Termo de cessão – existe entre os poderes públicos, entre
entes, a união utiliza de forma temporária ou permanente
o bem de outro ente. Poder publico com poder público.
o Concessão de direito real de uso (ou para o particular ou
para o próprio poder publico)
 Terrenos; e
 Espaços aéreos
o Locação e comodato – o poder público pode alugar seus
bens e para isso fará um contrato de locação. Mas o
comodato não é recomendado por que é gratuito, o poder
publico empresta o bem para o particular. Nenhum dos
dois é recomendado.
o Enfiteuse ou aforamento – taxas de marinha. Bens da
união que se particulares estiverem utilizando pagasse ao
poder publico a enfiteuse que é a taxa da marinha.

6) Aquisição de bens públicos


a) Compra – comprando e agregando ao patrimônio.
b) Doação simples – doação de um particular para a
administração.
c) Permuta – troca. Trocasse um bem por outro. E essa troca não
precisa ter igualdade de valor. O poder público pode necessitar
de um terreno em boa vista e acorda com um proprietário de
trocarem. Normalmente de poder publico para poder público.
d) Dação em pagamento - o pagamento feito de forma diversa do
dinheiro. Existe principalmente nas dívidas tributarias.
e) Desapropriação – transferência de propriedade.
f) Usucapião – ninguém pode usucapir bens públicos, mas o
contrario é possível.
g) Por direito hereditário
 Testamentos (ou deixar expresso no testamento)
 Herança jacente (se ninguém for reclamar o direito à
herança, vira do poder público – 10 anos)
h) Confisco (tomar para si)
 Objeto do crime (apreendidos pelo poder público)
 Lei improbidade administrativa (ação em que se discute a
improbidade, é possível perder os bens, cargos... os bens
que a administração confisca fica para ela)
 Desapropriação confiscatória (243, CF). Ex.: plantação de
maconha.
i) Arrematação e adjudicação (ocorre com bens penhorados que
não são vendidos)

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j) Parcelamento de solo urbano (situações em que há loteamento,
todos os locais que são ruas, avenidas... são transformados
automaticamente em bem público)
k) Acessão natural (tudo que acresce no imóvel)
 AC. Pela formação de ilha (caso surja uma ilha em mares
da união ela será da união, se for em mar do município,
ela será do município. Quando surgir ilha ela será
automaticamente do poder público)
 Por aluvião (se um rio for secando a margem vai
aumentando, esse acréscimo se torna da união caso o
terreno em volta seja da união)
 Por avulsão (terras que estão de um lado da margem e
grudam com o outro lado da margem será
automaticamente do poder público, quando o curso dos
rios muda)
 AC. Do álveo pelo abandono das águas (os rios secam)

16/06 – estudo dirigido


20/06 – PROVA

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