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DIREITO AMBIENTAL – Thaís Andrade

12/03/2010 - sexta-feira

Livros:
Paulo de Bessa Nunes – na parte teórica/conceitual. Na parte de direito estão todos
ultrapassados/defasados.

Reposição de aula:
25 (quinta-feira – 2º horário) e 27 (sábado – 08:00 ao 12:00) de março;
Se precisar pode assistir as aulas em outro horário:
Aula de manhã 9:15h sexta-feira;
Aula de tarde 15:00h quarta-feira;

MEIO AMBIENTE
É aquele onde se insere o homem.
• Artificial – meio ambiente do trabalho, cultural, urbano
• Natural – não foi produzido pelo homem, pode ser transformado, mas não foi criado
pelo homem. Esta disciplina só trata deste meio ambiente.
Qual a diferença do meio ambiente natural e da natureza?
A natureza não tem ligação com o homem, é o conjunto de todos os seres que compõem o
universo. Ex.: fauna, flora, animais, bactérias, homem...
Alguns chamam de ecologia, mas também é diferente, pois é uma ciência que estuda o meio
ambiente natural.
Sujeito do direito ambiental
O homem é o sujeito principal do direito ambiental. O meio ambiente é um sujeito secundário.
Objeto do direito ambiental
Manter um meio ambiente ecologicamente equilibrado (para as presentes e futuras
gerações).
Art. 225, CF. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
Dano ambiental
É uma transformação no meio ambiente que pode ser:
• Potencial; ou
• Sem gravidade (não potencial)
Características do direito ambiental o do meio ambiente:
1) Bem público
a. Uso comum do povo –
Obs.1: “uso comum” – não significa gratuidade;
Obs.2: “...do povo” – não significa livre acesso. Pode ter limites: acadêmicos,
horário, restrito a autoridade competente...
b. Especial – é utilizado pelo poder público na prestação do serviço público. Ex.:
prédio, repartição, os móveis dentro da repartição
c. Dominical – bem sem utilidade para o poder público. O bem público dominical é
alienável, ou seja, pode ser leiloado (licitação). Pode ser um bem:
i. Próprio da administração;
ii. Por doação;
iii. Por dação em pagamento
2) Direito fundamental
3) Direito humano
Direito Humano Direito Fundamental
Direito inerente ao ser humano, nasce São direitos inseridos numa Constituição.
com o homem. É um direito anterior à Direitos humanos e outros que são normas
noção de Estado. Ex.: vida, dignidade, constitucionais.

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posse, meio ambiente saudável... Posterior à noção de Estado, pois agora estamos
Jusnaturalismo (direito natural – surge no Juspositivismo (direito positivo).
pela essência humana). Vão do art. 5º ao 17º da CF, mas o meio
ambiente está no art. 225, o que faz dele um
direito fundamental? O art. 5º fala de moradia
(digna), dignidade humana, e isso inclui o meio
ambiente.
Obs.: o meio ambiente é o caminho principal na
aquisição de direitos fundamentais. Logo ele é
inerente à qualidade de fundamental.
Gerações (dimensões) dos direitos fundamentais
1ª – Séc. XVIII. Com as revoluções sociais. Ex.: revolução Francesa. O que importava eram os
direitos individuais (luta por liberdade individual). Ex.: regulamentação do direito de
propriedade;
2ª – Séc. XIX. Principal revolução a revolução industrial que surgiu jornada fixada,
regulamentação do trabalho. Cuidou de direitos coletivos (direito de igualdade). Função social
do direito de propriedade surgiu na 2ª geração;
3ª – Séc. XX em diante. Não houve uma revolução que caracteriza-se uma disputa por
direitos, mas surgem direitos difusos (transindividuais. Universais). O direito difuso não
identifica os destinatários (isso que o diferencia dos direitos coletivos). O meio ambiente é um
direito de 3ª geração.
4) Art. 225-CF
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
(manter o equilíbrio ambiental  dever  Estado e coletividade (educação ambiental).
Meio ambiente – bem de uso comum do povo.
Direito ambiental – visa manter equilíbrio ecológico para as presentes e as futuras gerações.

19/03/2010 - sexta-feira

Características do Direito Ambiental (continuação)


Art. 225-CF:
§ 1º - Para assegurar a efetividade (é diferente de eficácia. Eficácia é quando tem uma norma
que entrou em vigor e por isso está apta a produzir efeitos. Efetividade/eficácia social trata de
como funciona no mundo real. Está no plano concreto/efeitos da norma) desse direito,
incumbe ao Poder Público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das
espécies e ecossistemas;
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as
entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a
serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente
através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que
justifiquem sua proteção;
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de
significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se
dará publicidade;
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias
que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública
para a preservação do meio ambiente;
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco
sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a
crueldade.
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§ 3º (É IMPORTANTÍSSIMO PARA O DIREITO AMBIENTAL – trata da responsabilidade


civil, penal e administrativa – é muito criticado pelos doutrinadores que a lei trata igualmente
a pessoa física e jurídica, todavia, como pode prender uma pessoa jurídica? Os doutrinadores
compreendem isso como uma aberração. Vai ser falado melhor depois) - As condutas e
atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou
jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os
danos causados.
§ 6º (Cai muito em OAB e concursos – diz que usinas com reator nuclear terão sua localização
definida por Lei Federal, ordinária comum – não é a mesma coisa do que dizer “autorizado
pelo congresso nacional”) - As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua
localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas.
PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL
• Princípio democrático – tem 2 direitos envolvidos:
o Direito de informação – tem, por exemplo, as audiências públicas; processos de
licenciamento ambiental; (autoridade pode declarar “segredo”);
o Direito de participação – existem várias formas de participar. Ex.: entrar no
poder judiciário (art. 5º, CF – ação popular em defesa do meio ambiente,
patrimônio público, moralidade administrativa. Qualquer cidadão pode entrar
como uma ação popular, tem que ser eleitor em dia. A câmara dos vereadores
não pode entrar com uma ação popular, os vereadores podem entrar, pois a
câmara não é um cidadão; é da mesma forma com associações...
 Na esfera do poder legislativo – art. 14, CF – Iniciativa popular – Projeto de
Lei – CN – basta juntar a assinatura de 1% do eleitorado nacional divido
em pelo menos 5 estado brasileiros;
 Na esfera do poder executivo
• Princípio do equilíbrio – as medidas ambientais devem vir acompanhadas das
medidas sociais referente à comunidade que dependa da respectiva atividade danosa
ao meio ambiente;
• Princípio dos limites – inexiste a possibilidade de eliminação de dano ambiental. O
que o direito ambiental prevê são limites máximos de poluição permitidos. Conselho
nacional de meio ambiente (CONAMA) que fiscaliza isso, é responsável pelas resoluções
na área ambiental.
• Princípio do poluidor pagador – as atividades que utilizem produtos prejudiciais ao
meio ambiente deveriam elevar os preços e investir o excedente em reabilitação
ambiental (daria certo se não houvesse tanta ganância). Se fala da empresa é o
poluidor pagador.
• Princípio do usuário pagador – a sociedade fomenta o dano ambiental e, assim,
deveria pagar por isso. Se for a sociedade é o usuário pagador.
• Princípio do desenvolvimento – preocupa-se com o desenvolvimento igualitário do
ser humano. Ex.: condições de moradia, distribuição de renda... Quando se fala do
desenvolvimento sustentável trata-se do lado econômico. Produção, lucro e
comercialização, sem, entretanto, causar danos irreparáveis ao meio ambiente, ainda
que a atividade seja potencialmente prejudicial. É o dano econômico + dano ambiental.

26/03/2010

• Princípio da Prevenção / precaução


o Prevenção: Medidas reparadoras de danos potenciais ao meio ambiente. Danos
esses, já conhecidos. (Vou propor uma atividade, como já sei o dano que vou
causar, também proponho uma medida reparadora. Ex. Para conseguir uma
licença ambiental, também se deve apresentar um projeto de medidas
reparadoras do meio ambiente).

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o Precaução: Danos desconhecidos. (Deve-se elaborar uma pesquisa de impacto


ambiental). O fato do desconhecimento do dano, não significa aprovação da
licença.
OBS: A doutrina diverge quanto a estes dois princípios. A corrente que defende a
irrelevância da distinção, baseia-se no pressuposto de que não há como se definir
danos específicos a um meio ambiente; Sempre haverá um dano desconhecido.
• Princípio da responsabilidade – Existem três formas de responsabilidade: Penal,
Civil e Administrativa. A penal e a civil são acumuláveis.
o A responsabilidade civil pode ser:
- Objetiva: Não importa dolo e culpa para o pagamento da indenização. Dano +
Agente + Nexo de causalidade.
- Subjetiva: Será verificado o dolo e a culpa do agente causador do dano, no
processo indenizatório. Dano + Agente + Nexo de causalidade + Dolo e a Culpa.

27/03/2010 (Aula de sábado)

Art. 37 – CF/88: Administrador Público – Objetiva. Dano – Agente – Vitima = Pago pelo poder
público (com direito de regresso contra o Agente. Nesta hora a responsabilidade é subjetiva).
*Art. 37 – CF/88. A administração pública direta e indireta de qualquer
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
*Resguardado o direito de regresso.
• Ação regressiva:
1) Verificar se houve a atuação do agente.
2) Verificar se houve a participação do agente: Dolo ou culpa.
- Dano – vitima e agente – Responsabilidade concorrente (compensação).
- Culpa exclusiva da vitima – Excludente de responsabilidade da outra parte.
- Responsabilidade – Dano é um ato ilícito?
A responsabilidade pode advir de um ato lícito ou um ato ilícito, vai depender da natureza da
ação (tem que ser analisado caso a caso).
Responsabilidade Ambiental
É uma responsabilidade objetiva.
No caso de compra de um imóvel rural, com área já desmatada. O adquirente deve pagar a
multa em caso de fiscalização, com direito de regresso contra o antigo proprietário, ou
mesmo desfazimento do negócio jurídico.
Lei dos crimes ambientais (Lei 9.605/98)
A responsabilidade é subjetiva, pois o agente será processado na medida de sua
culpabilidade.
É responsável pelo dano ambiental a pessoa física e a pessoa jurídica.
• Civil
• Administrativa
• Penal
A responsabilidade aplicada à pessoa jurídica, não excluía responsabilidade da pessoa física.
Despersonalização da pessoa jurídica.
Há possibilidade de se chegar aos bens particulares dos sócios, quando a personalidade for
um obstáculo à responsabilidade.
Juiz deve levar em conta, num processo ambiental:
1) Situação econômica do infrator (medidas ambientais acompanhadas de medidas
sociais);
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2) Reincidência (em infração ambiental);


3) Os fatos e o grau de participação do agente;
Crime:
• Pena privativa de liberdade;
• Multa;
• Pena restritiva de Direito.
O art. 7º fala quando uma pena privativa de liberdade poderá ser substituída por uma
restritiva de direito.
1) Quando for crime culposo;
2) Quando a pena aplicada não ultrapassar 4 anos;
3) Quando o juiz assim entender.
Art. 8º - Crime / Pessoa física
Penas restritivas de direito:
• Recolhimento domiciliar;
o O condenado tem que permanecer em casa, nos dias de feriado e de folga,
dedicando-se a questão ambiental (projetos; estudos).
o Sem vigilância;
o Autoresponsabilidade.
• Interdição temporária;
o De direitos;
o Proibição de contratar com o Poder Público (Se agiu com culpa: por 3 anos; Se
agiu com dolo: por 5 anos);
• Suspensão das atividades;
o Parcial:
o Total:
OBS: O juiz pode condicionar o retorno ao cumprimento das outras medidas ou a outras
hipóteses.
• Prestação pecuniária;
Espécie de multa, que varia de 01 a 360 salários mínimos.
• Prestação de serviços à comunidade.
Art. 21 – Crime / Pessoa jurídica
1) Multa (Não é restritiva de direito igual ocorre com a pessoa física, que no caso a
prestação pecuniária).
O valor está descrito no Código Penal (Pode ser aumentado pelo juiz se achar
necessário).
2) Restritiva de direitos;
o Interdição temporária; É a interdição do estabelecimento.
o Suspensão das atividades; Pode ser parcial ou total.
o Proibição de contratar com o Poder Público.
3) Prestação de serviço à comunidade (É pena autônoma, já para pessoa física é
restritiva de direito (interdição temporária)).
o O prazo é de até 10 anos.
o É uma penalidade autônoma (para pessoa física é uma restritiva de direito).

09/04/2010 - sexta-feira

Revisão para prova 1º Bimestre

Verdadeiro ou Falso
1) No caso de dano ambiental, o estado de necessidade decorrente de situação de perigo
causada por terceiro, por se tratar de ato lícito, a pessoa lesada não pode reclamar
indenização do prejuízo.

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R.: Falsa. O estado de necessidade é uma excludente da responsabilidade penal, e não civil.
O estado de necessidade é uma categoria de que excludente? É uma excludente de ilicitude.
Se está excluindo a ilicitude, significa que o ato é lícito. O fato de excluir a responsabilidade
penal, não exclui, necessariamente, a responsabilidade civil. Aqui está o erro da questão. Pois
ela afirma que se excluir a responsabilidade penal, está excluindo também a responsabilidade
civil.

2) Em decorrência do princípio da prevenção o empreendedor deve apresentar ao poder


público estudo prévio de impacto ambiental referente a qualquer atividade que implique a
utilização ou transformação de recursos naturais.
R.: Falsa. Não se trata de qualquer atividade que implique a utilização ou transformação
(“qualquer dano”), deve ser uma atividade que gere algum dano potencial.

3) De acordo com o princípio da precaução, diante de ameaça de danos sérios e irreversíveis,


a falta de certeza científica não pode ser invocada como motivo para se adiarem medidas de
prevenção à degradação ambiental.
R.: Verdadeira. Pois fala de “Danos sérios e irreversíveis”, não é “qualquer dano”. E ainda, a
“falta de certeza científica”, que trata da precaução.

4) A responsabilidade civil em matéria ambiental é de caráter objetivo, prescindindo-se para


sua caracterização do elemento culpa e do nexo de causalidade.
R.: Falsa. Prescinde (não precisa/dispensa) a culpa, mas o nexo de causalidade é
imprescindível (precisa/não dispensa).

5) A possibilidade de indenização de dano moral ambiental que a Constituição eleva à


categoria de direito fundamental, assiste apenas às pessoas naturais.
R.: Falsa. Dano moral se estende à pessoa física e à pessoa jurídica.

6) Para melhor controle e fiscalização das usinas que operam com reator nuclear terão sua
localização definida através de Lei editada pelo Estado membro, em cujo local decidir instalar-
se.
R.: Falsa. A Lei tem que ser Lei Federal (isso não é sinônimo de editada pelo Congresso
Nacional). Art. 225, §6º, CF.

7) Não influi no julgamento acerca da responsabilidade civil da administração o fato de a


vítima ter concorrido para o evento danoso.
R.: Falsa. Influi sim. De uma responsabilidade que seria da administração se a vítima
concorreu para o evento danoso essa responsabilidade passa a ser concorrente em que tem
compensação do dano.

8) As pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos e seus


agentes, em qualquer circunstância, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso
contra o responsável, que sempre ocorrerá no evento danoso.
R.: Falsa. 2 erros:
a) Não é em “qualquer circunstância”, no art. 37, §6º diz que tem que estar “... nessa
qualidade”, ou seja, na qualidade de agente.
b) Para ter a ação regressiva deve ter a participação do agente e sua culpa ou dolo. Ou seja,
não é “sempre ocorrerá”.

23/04/2010

LEI 9.605/98
 Dos crimes ambientais.
• Art. 2º Responsabilidade penal

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Art. 2º. Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos
nesta Lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida da sua culpabilidade,
bem como o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão
técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que,
sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática,
quando podia agir para evitá-la.
Dolo e culpa são analisados na responsabilidade penal. Que sempre será subjetiva, na medida
da culpabilidade.
• Art. 3º Responsabilidade em geral
Art. 3º. As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e
penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração seja
cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu
órgão colegiado, no interesse ou benefício de sua entidade.
Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das
pessoas físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato.
Refere-se à responsabilidade Civil, Penal e Administrativa, tanto da pessoa física quanto da
pessoa jurídica.
Responsabilidade penal da pessoa jurídica: Esta não pode ir presa, então quem responde é o
responsável pela empresa (sócio, direitos, gerente), naquele ato. Responde quando: Sabe da
conduta criminosa; Quando ele pode agir, mas não o faz;
OBS: A responsabilidade da pessoa jurídica não exclui a da pessoa física que participou do
dano de qualquer forma.
• Art. 4º Desconsideração da pessoa jurídica (despersonalização).
Art. 4º. Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua
personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à
qualidade do meio ambiente.
Quando personalidade jurídica for obstáculo para o cumprimento a obrigação ambiental
poderá ser requerida a desconsideração/despersonalização da pessoa jurídica.
• Art. 6º Observância para imposição de pena
Art. 6º. Para imposição e gradação da penalidade, a autoridade competente
observará:
I - a gravidade do fato, tendo em vista os motivos da infração e suas
conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente;
II - os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação de
interesse ambiental;
III - a situação econômica do infrator, no caso de multa.
A) A reincidência em CRIME AMBIENTAL;
B) As condições ou gravidade do fato ocorrido;
C) Condições econômicas do infrator, em razão do Princípio do equilíbrio, (Melhor entrar em
acordo com a empresa do que ela ir à falência);
São as três situações que o juiz deve analisar na aplicação da pena.
OBS: Uma empresa não sofrerá processo falimentar especificamente por dano ambiental.
Este pode até estar previsto no processo de falência, mas não é a causa do mesmo.
• Art. 7º
Art. 7º. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as
privativas de liberdade quando:
I - tratar-se de crime culposo ou for aplicada a pena privativa de liberdade
inferior a quatro anos;
II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do
condenado, bem como os motivos e as circunstâncias do crime indicarem que
a substituição seja suficiente para efeitos de reprovação e prevenção do crime.
Parágrafo único. As penas restritivas de direitos a que se refere este artigo
terão a mesma duração da pena privativa de liberdade substituída.
Te quem saber a jurisdição, por isso é muito fácil de errar.

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Pena restritiva de direito: Perde o direito a algum direito (poder ir a bares, prestação de
serviço a comunidade).
Pena privativa de liberdade: Priva a pessoa de sua liberdade (vai preso).
I) Crime culposo ou pena inferior a 4 anos;
II) Por decisão do juiz (independe do item anterior);
São três: Qualquer crime culposo; Pena inferior a 4 anos; Decisão do juiz.
HIPÓTESES:
Crime culposo;
Pena inferior a 4 anos (aqui o crime pode ser doloso)
Vontade do juiz.

30/04/2010

Lei de crimes ambientais (L. 9.605/98) – continuação


Art. 8º - trata das penas restritivas de direito para a pessoa física.
Art. 8º As penas restritivas de direito são:
I - prestação de serviços à comunidade;
II - interdição temporária de direitos;
III - suspensão parcial ou total de atividades;
IV - prestação pecuniária;
V - recolhimento domiciliar.
a) Interdição temporária de direitos – fica proibido de contratar com o poder público. Ex.:
Licitação. Se o crime for doloso o prazo é de 5 anos (não é até 5 anos, é 5 anos,
sempre). Se o crime for culposo a pena é de 3 anos (não é até 3 anos, é 3 anos,
sempre).
b) Prestação pecuniária – indenização que tem que pagar ao invés da pena propriamente
dita (tem natureza jurídica diferente da multa – não é multa – a multa não é restritiva
de direito é autônoma). Pode ter o valor de 1 a 360 salários mínimos, o juiz é quem
decide. O juiz utiliza os critérios do art. 6º.
c) Prestação de serviços à comunidade – hipótese muito comum, principalmente em
crimes de trânsito (pequenos delitos).
d) Recolhimento domiciliar – um condenado deverá permanecer, nos dias de folgas e
feriados, recolhido e praticando questões que envolvam o meio ambiente, sem
vigilância.
Art. 13. O recolhimento domiciliar baseia-se na autodisciplina e senso de
responsabilidade do condenado, que deverá, sem vigilância, trabalhar, freqüentar
curso ou exercer atividade autorizada, permanecendo recolhido nos dias e horários de
folga em residência ou em qualquer local destinado a sua moradia habitual, conforme
estabelecido na sentença condenatória.
e) Suspensão das atividades – se trata de uma pessoa física que tem autorização para
revender algum produto.
a. Parcial – só suspende a atividade que está com problema (ela deve fazer outras
atividades).
b. Total – suspende a única atividade que está com problema.
Art. 21º - trata das penas restritivas de direito para a pessoa jurídica.
Art. 21. As penas aplicáveis isolada, cumulativa ou alternativamente às pessoas jurídicas, de
acordo com o disposto no art. 3º, são:
I – multa (é uma pena autônoma) – está prevista na legislação penal, mas como o código
penal é muito antigo e ultrapassado, a lei de crimes ambientais fala que o juiz pode aumentar
em até 3 vezes o valor da multa, se considerar necessário para a questão ambiental;
II - restritivas de direitos; existem 3 penalidades restritivas de direito para a pessoa jurídica:
o Interdição temporária – não significa proibição de contratar com o poder público como
na pessoa física. É a interdição temporária do estabelecimento (ex.: exercício do poder
de polícia)

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o Suspensão das atividades – nem sempre a suspensão da atividade será a suspensão do


estabelecimento.
o Parcial – o estabelecimento presta 2 serviços, 1 dele é interditado e o outro não.
Ex.: um mesmo local, que serve caranguejo e churrasco, e são cozinhas
diferentes, e somente a parte do caranguejo é suspensa. A suspensão de uma
atividade não importa necessariamente na interdição do estabelecimento e vice-
versa. Obs.: a suspensão total ou parcial vai depender do tipo de atividade em
questão. Em um concurso público a questão deverá identificar se se trata de
uma atividade específica ou generalizada (filiais).
o Total
o Proibição de contratar com o poder público – é uma pena restritiva de direito, o que
muda é a pena, que é até 10 anos.
III - prestação de serviços à comunidade (para a pessoa jurídica é uma pena autônoma –
muda a natureza jurídica que pra pessoa física é restritiva de direito).

28/05/2010 - sexta-feira (turma da manhã)

Art. 14. São circunstâncias que atenuam a pena (Atenuantes):


- baixo grau de instrução ou escolaridade do agente;
II - arrependimento do infrator, manifestado pela espontânea reparação do dano, ou limitação
significativa da degradação ambiental causada;
III - comunicação prévia pelo agente do perigo iminente de degradação ambiental;
IV - colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do controle ambiental.
Art. 15. São circunstâncias que agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o
crime (Agravantes e crimes em espécie):
I - reincidência nos crimes de natureza ambiental;
II - ter o agente cometido a infração:
a) para obter vantagem pecuniária;
b) coagindo outrem para a execução material da infração;
c) afetando ou expondo a perigo, de maneira grave, a saúde pública ou o meio ambiente;
d) concorrendo para danos à propriedade alheia;
e) atingindo áreas de unidades de conservação ou áreas sujeitas, por ato do Poder Público, a
regime especial de uso;
f) atingindo áreas urbanas ou quaisquer assentamentos humanos;
g) em período de defeso à fauna;
h) em domingos ou feriados;
i) à noite;
j) em épocas de seca ou inundações;
l) no interior do espaço territorial especialmente protegido;
m) com o emprego de métodos cruéis para abate ou captura de animais;
n) mediante fraude ou abuso de confiança;
o) mediante abuso do direito de licença, permissão ou autorização ambiental;
p) no interesse de pessoa jurídica mantida, total ou parcialmente, por verbas públicas ou
beneficiada por incentivos fiscais;
q) atingindo espécies ameaçadas, listadas em relatórios oficiais das autoridades
competentes;
r) facilitada por funcionário público no exercício de suas funções.
Art. 16. Nos crimes previstos nesta Lei, a suspensão condicional da pena pode ser aplicada
nos casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos.
(Suspensão condicional da pena – condenação quando for até 3 anos – 3 anos não
entra)
Art. 19. A perícia de constatação do dano ambiental, sempre que possível, fixará o montante
do prejuízo causado para efeitos de prestação de fiança e cálculo de multa.
Parágrafo único. A perícia produzida no inquérito civil ou no juízo cível poderá ser aproveitada
no processo penal, instaurando-se o contraditório.
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Perícia:
• Fixação do valor – quando possível deve fixar o valor do dano (não é “deverá” fixar o
valor, é “quando der” vai fixar o valor); desta forma é mais fácil para o juiz fixar:
o Multa
o Fiança
• Aproveitamento – a mesma perícia pode ser aproveitada na esfera cível e penal, por
causa da celeridade. Tem direito a novo contraditório e ampla defesa (pois, é outro
processo);
Art. 20. A sentença penal condenatória, sempre que possível, fixará o valor mínimo para
reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido
ou pelo meio ambiente.
Parágrafo único. Transitada em julgado a sentença condenatória, a execução poderá efetuar-
se pelo valor fixado nos termos do caput, sem prejuízo da liquidação para apuração do dano
efetivamente sofrido.
Sentença:
• Fixação do valor reparatório/indenizatório (“sempre que possível”);
• Execução – quando tem o valor fixado pode executar como título cível
• Liquidação – quer além do valor fixado (acha que ainda tem alguma coisa para
receber), então entra com uma liquidação (§ú).
Obs.: Art. 26. Nas infrações penais previstas nesta Lei, a ação penal é pública
incondicionada.
Procedimento Administrativo (art. 70)
→ Infração administrativa – Autoridades Competentes – SISNAMA (Lei 6.981/81 – Política
Nacional do Meio Ambiente + Resolução 237/97 – Licenciamento Ambiental –
CONAMA);
• Órgão Superior = Conselho de Governo – Assessoria do Presidente da República;
• Órgão Deliberativo = CONAMA – faz portarias internas, resoluções, normas internas.
Órgão que delibera e faz uma norma de direito ambiental;
• Órgão Central = Ministério do M.A. – fiscaliza o cumprimento das disposições
ambientais; propõe medidas ambientais, participa de projetos na área ambiental;
• Órgão Executor = IBAMA;
• Órgão Seccional = Órgãos Estatais – secretaria Estadual de M.A. – criou o IEMA;
• Órgão Local = Órgãos Municipais – secretaria Municipal de M.A.;
Art. 70. Considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as
regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente.
§ 1º São autoridades competentes para lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo
administrativo os funcionários de órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional de Meio
Ambiente - SISNAMA, designados para as atividades de fiscalização, bem como os agentes
das Capitanias dos Portos, do Ministério da Marinha.
§ 2º Qualquer pessoa, constatando infração ambiental, poderá dirigir representação às
autoridades relacionadas no parágrafo anterior, para efeito do exercício do seu poder de
polícia.
§ 3º A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração ambiental é obrigada a
promover a sua apuração imediata, mediante processo administrativo próprio, sob pena de
co-responsabilidade.
§ 4º As infrações ambientais são apuradas em processo administrativo próprio, assegurado o
direito de ampla defesa e o contraditório, observadas as disposições desta Lei.
Resolução 237/97:
1) Dano – Se for em área pertencente à União (área Federal) ou que envolva mais de um
Estado, é o IBAMA que é responsável. Obs.: o IBAMA pode delegar aos Estados
envolvidos o processo de licenciamento.
2) Dano – se for em área Estadual ou que envolva mais de um Municípios a competente é
a Secretaria Estadual do M.A. (aqui no ES seria o IEMA. E se o IEMA quisesse poderia
delegar às secretarias municipais se fosse do seu interesse);

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3) Dano – se for em área municipal e envolva apenas 1 município é de competência da


Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Quando tem essa área municipal, mas o bem
pertence à União?

29/05/2010 – sábado (aula de reposição)

Lei de Crimes Ambientais


Do procedimento Administrativo
Art. 70 – Autoridades Competentes
• Órgãos – Lei de Política Nacional do M.A.
• Especificações – Resolução 237/97 (licenciamento)
• Competência (está na CF):
o Administrativa/material
 Exclusiva (indelegável) – Ex.: União instituir moeda nacional;
 Comum (art. 23) – todos os entes;
o Legislativa
 Privativa (art. 22) – é da União, no entanto é delegável aos Estados ou DF.
Ex.: Desapropriação;
 Concorrente (art. 24) – União + Estado + DF (cada ente pode legislar).
Ex.: Proteção Ambiental;
• Residual – se a União ainda não legislou, pode o Estado fazê-lo.
Caso a União legisle posteriormente, revogam-se os dispositivos em
contrário.
PODER DE POLÍCIA AMBIENTAL
Conceito – poder da administração pública de limitar a atuação privada em função de bem-
estar público. Tem 2 funções:
1) Atividade fiscalizatória – esta cabe ao também a cidadão (e ao Estado). E se a
autoridade competente sabe e não toma partido de um dano ambiental? A autoridade é
tida como “co-autora” do fato, co-responsável (não é crime de omissão).
Art. 70, § 3º A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração ambiental é
obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante processo administrativo próprio, sob
pena de co-responsabilidade.
2) Atividade punitiva – somente pelo Estado.
Processo administrativo
(Todos esses são prazos máximos) Auto de infração  tem 20 dias para apresentar defesa 
a autoridade vai ter 30 dias para julgar (contado do auto de infração apresentada ou não a
defesa. Na prática esse prazo não é cumprido)  da ciência da decisão tem 20 dias para
recorrer. Obs.: se tiver dentre as penalidades, a pena de multa, esta deve ser paga em 5 dias
da notificação (esses 5 dias estão dentro dos 20 dias para recorrer – se for um valor muito
absurdo pode impetrar mandado de segurança, se não concordar).
Art. 71. O processo administrativo para apuração de infração ambiental deve observar os
seguintes prazos máximos:
I - vinte dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação contra o auto de infração,
contados da data da ciência da autuação;
II - trinta dias para a autoridade competente julgar o auto de infração, contados da data da
sua lavratura, apresentada ou não a defesa ou impugnação;
III - vinte dias para o infrator recorrer da decisão condenatória à instância superior do Sistema
Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, ou à Diretoria de Portos e Costas, do Ministério da
Marinha, de acordo com o tipo de autuação;
IV – cinco dias para o pagamento de multa, contados da data do recebimento da notificação.
Penalidades administrativas
Art. 72. As infrações administrativas são punidas com as seguintes sanções, observado o
disposto no art. 6º:
I – advertência – pode ser aplicada isolada ou não;
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II - multa simples – aplicada na não observância dos dispositivos legais. Pode ser convertida
em prestação de serviços (TAC- Termo de ajustamento de conduta). O valor é de 50 a 50
milhões;
Art. 75. O valor da multa de que trata este Capítulo será fixado no regulamento desta
Lei e corrigido periodicamente, com base nos índices estabelecidos na legislação
pertinente, sendo o mínimo de R$ 50,00 (cinqüenta reais) e o máximo de R$
50.000.000,00 (cinqüenta milhões de reais).
III - multa diária – descumprimento da multa simples;
IV - apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e flora, instrumentos,
petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração;
Art. 25. Verificada a infração, serão apreendidos seus produtos e instrumentos,
lavrando-se os respectivos autos.
§ 1º Os animais serão libertados em seu habitat ou entregues a jardins zoológicos,
fundações ou entidades assemelhadas, desde que fiquem sob a responsabilidade de
técnicos habilitados. (tem 2 destinos: voltar ao habitat natural, ou ir para um local
especializado).
§ 2º Tratando-se de produtos perecíveis ou madeiras, serão estes avaliados e doados a
instituições científicas, hospitalares, penais e outras com fins beneficentes. (produtos
perecíveis ou madeira são doados a uma instituição devidamente reconhecida).
§ 3° Os produtos e subprodutos da fauna não perecíveis serão destruídos ou doados a
instituições científicas, culturais ou educacionais. (produtos não perecíveis serão
destruídos ou doados).
§ 4º Os instrumentos utilizados na prática da infração serão vendidos, garantida a sua
descaracterização por meio da reciclagem. (vão ser leiloados – licitação).
V - destruição ou inutilização do produto;
VI - suspensão de venda e fabricação do produto;
VII - embargo de obra ou atividade;
VIII - demolição de obra;
IX - suspensão parcial ou total de atividades;
X – (VETADO)
XI - restritiva de direitos.
• Cancelamento ou suspensão do registro das licenças que a pessoa tenha, de benefícios
fiscais, financiamentos;
• Proibição de contratar com Poder Público – o prazo é de até 3 anos (independente se é
pessoa física ou jurídica e independente de dolo ou culpa).
§ 1º Se o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-ão aplicadas,
cumulativamente, as sanções a elas cominadas.
§ 2º A advertência será aplicada pela inobservância das disposições desta Lei e da legislação
em vigor, ou de preceitos regulamentares, sem prejuízo das demais sanções previstas neste
artigo.
§ 3º A multa simples será aplicada sempre que o agente, por negligência ou dolo:
I - advertido por irregularidades que tenham sido praticadas, deixar de saná-las, no prazo
assinalado por órgão competente do SISNAMA ou pela Capitania dos Portos, do Ministério da
Marinha;
II - opuser embaraço à fiscalização dos órgãos do SISNAMA ou da Capitania dos Portos, do
Ministério da Marinha.
§ 4° A multa simples pode ser convertida em serviços de preservação, melhoria e
recuperação da qualidade do meio ambiente.
§ 5º A multa diária será aplicada sempre que o cometimento da infração se prolongar no
tempo.
§ 6º A apreensão e destruição referidas nos incisos IV e V do caput obedecerão ao disposto no
art. 25 desta Lei.
§ 7º As sanções indicadas nos incisos VI a IX do caput serão aplicadas quando o produto, a
obra, a atividade ou o estabelecimento não estiverem obedecendo às prescrições legais ou
regulamentares.
§ 8º As sanções restritivas de direito são:
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I - suspensão de registro, licença ou autorização;


II - cancelamento de registro, licença ou autorização;
III - perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais;
IV - perda ou suspensão da participação em linhas de financiamento em estabelecimentos
oficiais de crédito;
V - proibição de contratar com a Administração Pública, pelo período de até três anos.

11/06/2010 - sexta-feira (turma da manhã)

Termo de compromisso (Lei de crimes ambientais)


A pessoa física ou jurídica assina esse termo com a autoridade ambiental.
A lei estipula um prazo para isso acontecer: a partir do requerimento do termo tem 90 dias
para firmar um compromisso.
Obs.: a penalidade de multa que anteceda ao termo poderá ser executada mesmo com a
assinatura daquele. É um título executivo extrajudicial.
Obs.: lembrando que a penalidade de multa pode ser convertida em prestação de serviços.
Então, no termo, pode extinguir a multa e assumir outro compromisso.
Obs.: a parte que descumprir o acordo estará sujeita à sanções previstas neste. Vai depender
do acordo que fez.
Obs.: diferente do TC (termo de compromisso) o TAC (termo de ajustamento de conduta) é
firmado entre o infrator necessário e a autoridade ambiental; suspendendo-se os efeitos da
penalidade em função do compromisso assumido. No TC não necessariamente existem
penalidades aplicadas ao infrator. Ex.: Impressa que queira assumir uma responsabilidade
social.
Art. 79-A. Para o cumprimento do disposto nesta Lei, os órgãos ambientais integrantes do
SISNAMA, responsáveis pela execução de programas e projetos e pelo controle e fiscalização
dos estabelecimentos e das atividades suscetíveis de degradarem a qualidade ambiental,
ficam autorizados a celebrar, com força de título executivo extrajudicial, termo de
compromisso com pessoas físicas ou jurídicas responsáveis pela construção, instalação,
ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos
ambientais, considerados efetiva ou potencialmente poluidores.
§ 1º O termo de compromisso a que se refere este artigo destinar-se-á, exclusivamente, a
permitir que as pessoas físicas e jurídicas mencionadas no caput possam promover as
necessárias correções de suas atividades, para o atendimento das exigências impostas pelas
autoridades ambientais competentes, sendo obrigatório que o respectivo instrumento
disponha sobre:
I - o nome, a qualificação e o endereço das partes compromissadas e dos respectivos
representantes legais;
II - o prazo de vigência do compromisso, que, em função da complexidade das obrigações
nele fixadas, poderá variar entre o mínimo de noventa dias e o máximo de três anos, com
possibilidade de prorrogação por igual período;
III - a descrição detalhada de seu objeto, o valor do investimento previsto e o cronograma
físico de execução e de implantação das obras e serviços exigidos, com metas trimestrais a
serem atingidas;
IV - as multas que podem ser aplicadas à pessoa física ou jurídica compromissada e os casos
de rescisão, em decorrência do não-cumprimento das obrigações nele pactuadas;
V - o valor da multa de que trata o inciso IV não poderá ser superior ao valor do investimento
previsto;
VI - o foro competente para dirimir litígios entre as partes.
§ 2º No tocante aos empreendimentos em curso até o dia 30 de março de 1998, envolvendo
construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades
utilizadores de recursos ambientais, considerados efetiva ou potencialmente poluidores, a
assinatura do termo de compromisso deverá ser requerida pelas pessoas físicas e jurídicas
interessadas, até o dia 31 de dezembro de 1998, mediante requerimento escrito
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protocolizado junto aos órgãos competentes do SISNAMA, devendo ser firmado pelo dirigente
máximo do estabelecimento.
§ 3º Da data da protocolização do requerimento previsto no § 2o e enquanto perdurar a
vigência do correspondente termo de compromisso, ficarão suspensas, em relação aos fatos
que deram causa à celebração do instrumento, a aplicação de sanções administrativas contra
a pessoa física ou jurídica que o houver firmado.
§ 4º A celebração do termo de compromisso de que trata este artigo não impede a execução
de eventuais multas aplicadas antes da protocolização do requerimento.
§ 5º Considera-se rescindido de pleno direito o termo de compromisso, quando descumprida
qualquer de suas cláusulas, ressalvado o caso fortuito ou de força maior.
§6º O termo de compromisso deverá ser firmado em até noventa dias, contados da
protocolização do requerimento.
§ 7º O requerimento de celebração do termo de compromisso deverá conter as informações
necessárias à verificação da sua viabilidade técnica e jurídica, sob pena de indeferimento do
plano.
§8º Sob pena de ineficácia, os termos de compromisso deverão ser publicados no órgão
oficial competente, mediante extrato.
Licenciamento ambiental
Licença Ambiental – é ato vinculado da administração, à lei, onde cumpridos todos os
requisitos a mesma não poderá ser negada (concessão obrigatória).
Autorização Ambiental – é ato precário (são atos em que sua essência legal é apenas um
critério do administrador onde o mesmo pode dispor da sua vontade no tocante à execução,
não aspira potencialidade) e discricionário (é de acordo com a vontade, desde que vigore o
princípio da legalidade, ou seja, deve esta dentro da lei. É a lei + conveniência e
oportunidade) do administrador público.
Licenciamento – é o processo administrativo para atividades que causem danos potenciais ao
MA (meio ambiente), a fim de aquisição de uma licença perante a autoridade competente
visando o deferimento da sua atividade.
Procedimento 01 – deferimento ou não para iniciar as licenças;
• Requerimento pedindo licença ambiental/o exercício de atividade poluidora;
• Autoridade:
o Verificar o requerimento/atividade;
o Se há necessidade:
 Outras documentações;
 EIA (estudo de impacto ambiental);
 RIMA (relatório de impacto ambiental);
 Audiência pública;
o Tudo isso deve acontecer no prazo:
 Se precisar de EIA, RIMA ou Audiência pública – o prazo será de até 12
meses (para dar a decisão de deferimento ou não e passar para a segunda
fase);
 Se não precisar – o prazo será de 6 meses;
Art. 10 - O procedimento de licenciamento ambiental obedecerá às seguintes etapas:
I - Definição pelo órgão ambiental competente, com a participação do empreendedor, dos
documentos, projetos e estudos ambientais, necessários ao início do processo de
licenciamento correspondente à licença a ser requerida;
II - Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor, acompanhado dos documentos,
projetos e estudos ambientais pertinentes, dando-se a devida publicidade;
III - Análise pelo órgão ambiental competente, integrante do SISNAMA, dos documentos,
projetos e estudos ambientais apresentados e a realização de vistorias técnicas, quando
necessárias;
IV - Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente,
integrante do SISNAMA, uma única vez, em decorrência da análise dos documentos, projetos
e estudos ambientais apresentados, quando couber, podendo haver a reiteração da mesma
solicitação caso os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios;
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V - Audiência pública, quando couber, de acordo com a regulamentação pertinente;


VI - Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente,
decorrentes de audiências públicas, quando couber, podendo haver reiteração da solicitação
quando os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios;
VII - Emissão de parecer técnico conclusivo e, quando couber, parecer jurídico;
VIII - Deferimento ou indeferimento do pedido de licença, dando-se a devida publicidade.
§ 1º - No procedimento de licenciamento ambiental deverá constar, obrigatoriamente, a
certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o local e o tipo de empreendimento
ou atividade estão em conformidade com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo e,
quando for o caso, a autorização para supressão de vegetação e a outorga para o uso da
água, emitidas pelos órgãos competentes.
§ 2º - No caso de empreendimentos e atividades sujeitos ao estudo de impacto ambiental
- EIA, se verificada a necessidade de nova complementação em decorrência de
esclarecimentos já prestados, conforme incisos IV e VI, o órgão ambiental competente,
mediante decisão motivada e com a participação do empreendedor, poderá formular novo
pedido de complementação.
Art. 14 - O órgão ambiental competente poderá estabelecer prazos de análise diferenciados
para cada modalidade de licença (LP, LI e LO), em função das peculiaridades da atividade ou
empreendimento, bem como para a formulação de exigências complementares, desde que
observado o prazo máximo de 6 (seis) meses a contar do ato de protocolar o requerimento
até seu deferimento ou indeferimento, ressalvados os casos em que houver EIA/RIMA e/ou
audiência pública, quando o prazo será de até 12 (doze) meses.
§ 1º - A contagem do prazo previsto no caput deste artigo será suspensa durante a
elaboração dos estudos ambientais complementares ou preparação de esclarecimentos pelo
empreendedor.
§ 2º- Os prazos estipulados no caput poderão ser alterados, desde que justificados e com a
concordância do empreendedor e do órgão ambiental competente.

Procedimento 02 – Só vai ocorrer quando a licença for deferida;


A autoridade deferiu o pedido de aquisição das licenças. Entretanto, para a real aquisição tem
outro procedimento (outras etapas).
São 3 etapas:
1) Licença prévia (LP) – terão novas exigências, é para iniciar os preparativos da atividade
(terreno, treinamento de funcionários...). Pode durar até 5 anos. Prorrogação do prazo
é permitida desde que não ultrapasse o prazo máximo. Ex.: tenho 3 anos mas pode ser
prorrogado até 5 anos;
2) Licença de instalação (LI) – vai ter novas exigências, mas agora se trata do maquinário.
Prazo máximo de até 6 anos. Podendo ser prorrogado até o prazo máximo (ou seja, não
pode passar de 6 anos).
3) Licença de operação (LO) – aqui inicia a execução das atividades (abriu as portas). Essa
licença vai de 4 à 10 anos. Prorrogação – vencida a LO a autoridade poderá renová-la
dentro do limite estabelecido, a seu critério; assim como, fazer novas exigências.
Art. 8º - O Poder Público, no exercício de sua competência de controle, expedirá as seguintes
licenças:
I - Licença Prévia (LP) - concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou
atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e
estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases
de sua implementação;
II - Licença de Instalação (LI) - autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de
acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados,
incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem
motivo determinante;
III - Licença de Operação (LO) - autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a
verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de
controle ambiental e condicionantes determinados para a operação.

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Parágrafo único - As licenças ambientais poderão ser expedidas isolada ou sucessivamente,


de acordo com a natureza, características e fase do empreendimento ou atividade.
Art. 18 - O órgão ambiental competente estabelecerá os prazos de validade de cada tipo de
licença, especificando-os no respectivo documento, levando em consideração os seguintes
aspectos:
I - O prazo de validade da Licença Prévia (LP) deverá ser, no mínimo, o estabelecido pelo
cronograma de elaboração dos planos, programas e projetos relativos ao empreendimento ou
atividade, não podendo ser superior a 5 (cinco) anos.
II - O prazo de validade da Licença de Instalação (LI) deverá ser, no mínimo, o estabelecido
pelo cronograma de instalação do empreendimento ou atividade, não podendo ser superior a
6 (seis) anos.
III - O prazo de validade da Licença de Operação (LO) deverá considerar os planos de controle
ambiental e será de, no mínimo, 4 (quatro) anos e, no máximo, 10 (dez) anos.
§ 1º - A Licença Prévia (LP) e a Licença de Instalação (LI) poderão ter os prazos de validade
prorrogados, desde que não ultrapassem os prazos máximos estabelecidos nos incisos I e II
§ 2º - O órgão ambiental competente poderá estabelecer prazos de validade específicos para
a Licença de Operação (LO) de empreendimentos ou atividades que, por sua natureza e
peculiaridades, estejam sujeitos a encerramento ou modificação em prazos inferiores.
§ 3º - Na renovação da Licença de Operação (LO) de uma atividade ou empreendimento, o
órgão ambiental competente poderá, mediante decisão motivada, aumentar ou diminuir o seu
prazo de validade, após avaliação do desempenho ambiental da atividade
ou empreendimento no período de vigência anterior, respeitados os limites estabelecidos no
inciso III.
§ 4º - A renovação da Licença de Operação (LO) de uma atividade ou empreendimento
deverá ser requerida com antecedência mínima de 120 (cento e vinte) dias da expiração de
seu prazo de validade, fixado na respectiva licença, ficando este automaticamente
prorrogado até a manifestação definitiva do órgão ambiental competente.

Processo Simplificado – existem atividades de pequeno porte, e por isso, o processo pode
ser mais simples, inclusive com a acumulação das licenças.
Obs.: O processo de licenciamento simples ou não pode ser arquivado, o que não impede um
novo requerimento.
Art. 12, § 1º - Poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e
empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental, que deverão ser aprovados
pelos respectivos Conselhos de Meio Ambiente.

Modificação, suspensão, cancelamento de uma licença ambiental


A lei não especifica quando será caso de modificação, suspensão ou cancelamento.
Suspensão e cancelamento é o poder de polícia já visto.
Art. 19 – O órgão ambiental competente, mediante decisão motivada, poderá modificar os
condicionantes e as medidas de controle e adequação, suspender ou cancelar uma licença
expedida, quando ocorrer:
I - Violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas legais.
II - Omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a expedição da
licença.
III - superveniência de graves riscos ambientais e de saúde.

PROVA NO 1º HORÁRIO NA TURMA DA MANHÃ DIA 16.


PROVA NO 1º HORÁRIO NA TURMA DA TARDE (15H) DIA 23.

Somente matéria do 2º Bi que vai cair na prova.


PARA A PROVA (Legislação seca, sem anotação, marca texto, nem uma palavra se quer, se
tiver algo anotado é pra imprimir da Lei):
• LEI 9.605/98;
• LEI 6.938/81;
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• RESOLUÇÃO 237/97.
• CF: Direitos fundamentais, competência (art. 21 – 24 + 30) e art. 225;
• LEI DE CRIMES AMBIENTAIS;
• Art. 79-A – Termo de compromisso;

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