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Direito Tributário II – Cristine Mendonça

02/08/2010 - segunda-feira

Oficina

03/08/2010 - terça-feira

Hermenêutica é a ciência que vai estudar as técnicas e métodos da interpretação. O


intérprete não precisa ser um hermeneuta.
Hermenêutica: palavra de origem grega. Hermes. Hermeneuta: filhos de Hermes. Significa
levar a mensagem. Hoje em dia, é ciência que estuda as técnicas de interpretação.
Interpretação: é aquilo que vai ser estudado pela hermenêutica.
Aplicação: O aplicador é o hermeneuta e o intérprete.
O hermeneuta não precisa ser interprete. O Interprete também não precisa ser o hermeneuta,
nem tão pouco o aplicador.
O intérprete quando interpreta a norma ao caso concreto, e a utiliza, o mesmo se torna o
aplicador. Ex.: do juiz

Os métodos são (Savigny sistematizou todos eles):


1) Método Gramatical: é a que diz respeito a língua, por exemplo. Interpreta-se de acordo
com o que se lê. Pode-se haver dificuldade em detrimento de se ler uma coisa em uma língua
diferente.
É literalmente o estudo da gramática, sintática e semântica. Estudar o significado da palavra
sozinha e no conjunto da frase.
Ressalta-se que a interpretação gramatical não satisfaz, não é suficiente. Mas, mesmo assim,
sempre deve-se começar a interpretação por ela, usando da literalidade.
2) Método Histórico: criar normas em face de acontecimentos históricos. Famoso:
historicamente falando. Essa interpretação contribui para se entender qual a circunstancia em
que a norma foi criada e qual a sua razão de tal.
3) Método da Lógico-Sistemático: é dissipar da legislação as antagonias jurídicas, é não criar
paradoxos jurídicos. É usar a lógica pura e simplesmente para a aplicação do caso concreto.
4) Método Sistemático: Nesta interpretação, não há preocupação com o caso concreto.
Confronta-se a norma com todo o ordenamento jurídico e vê-se se com ele ela está
adequada.
1 ; 2; 3 e 4: Sistematizados por Savingny.
5) Método Teleológico (Utilizado por Ihering): é ver o objetivo pelo qual a lei existe, ainda que
o tal objetivo tenha sido dado pela doutrina. Dita o fim, a vontade do legislador. É ligada, às
vezes, a interpretação histórica, mas nem sempre assim o é, vez que nem sempre precisa
adequar a norma em uma circunstancia para se auferir seu fim.
Interpretação quanto ao Resultado:
Declarativa: O legislador, com a lei, diz exatamente a sua vontade, nem mais e nem menos. É
declarar o que o legislador quer dizer. Nas palavras ambíguas, há um certo espaço, pois você
declara o que o legislador quis dizer com a lei, nem estendendo e nem restringindo, mas sim
dando novo significado a palavra.
Extensiva: Proibido entrar cachorro. Você sabe que é o cachorro, mas você precisa estender
para todos os animais (Ex.) O legislador fala menos do que deveria. Ex. Legislador fala filhos,
mas querendo dizer descendentes.
Restritiva: É o inverso da extensiva, como quando o legislador dizer ascendentes querendo
dizer pais.
Art. 112 do CTN: Interpreta-se literalmente a norma. – Usa-se do método gramatical para
interpretar a lei, chegando, segundo a vontade do legislador, ao resultado interpretativo
declarativo. Ou seja, o legislador quis, na verdade, atingir o resultado e não o método, pois o
objetivo é vedar-se o resultado extensivo e restritivo. Usou de palavra inadequada, mas que,
hoje, não prejudica a sua interpretação.

09/09/10 - segunda-feira

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NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO E LEI COMPLEMENTAR
Art. 146, CF. Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios;
II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;
III - estabelecer normas gerais
Teoria Dicotômica
Lei complementar estabelece normas gerais em matéria tributária só se for caso de:
• Conflito de competência entre União, Estados e Municípios + DF.;
• Limitação ao poder de tributar;
Assim, essa teoria entende que não pode estabelecer normas gerais em matéria tributária,
mas tão somente versar sobre conflito de competência e limitação ao poder de tributar.
O argumento dessa teoria é que o inciso III aplicado sozinho fere a isonomia entre os entes
políticos.
Discorda de dar carta branca ao poder legislativo, por isso não concorda em lei complementar
poder estabelecer normas gerais.
Teoria Tricotômica
Dá liberdade para a lei complementar estabelecer normas gerais. O CTN que estabelece
essas normas hoje em dia (apesar de ser lei ordinária, mas tem status de lei complementar
por se tratar de matéria de lei complementar. E o CTN só pode ser alterado por Lei
complementar). Hoje, em razão da matéria, o CTN tem caráter de lei complementar, e só
assim pode ser considerado. Apesar de ser lei ordinária federal.
Ocorre em 3 casos:
I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios;
II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;
III - estabelecer normas gerais
Lei complementar em matéria tributária
Vai ser direcionada ao legislador do Estado, DF, Município e União.
Caráter Nacional
• Art. 146 (normas gerais)
• Art. 155, §1º, III (ITCMD – bens ou domicílio no exterior);
Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:
§ 1.º O imposto previsto no inciso I:
III - terá competência para sua instituição regulada por lei complementar:
a) se o doador tiver domicilio ou residência no exterior;
b) se o de cujus possuía bens, era residente ou domiciliado ou teve o seu inventário
processado no exterior;
• Art. 155, §2º, XII (ICMS)
• Art. 156, III e §3º (ISS)
Caráter Federal
• Art. 148 (empréstimos compulsórios – defende os interesses da União)
• Art. 153, VII (Impostos sobre Grandes Fortunas)
• Art. 154, I (Impostos Residuais)
Toda lei de caráter nacional em matéria tributária vai ser lei complementar, mas nem toda lei
complementar tem caráter nacional.
A lei complementar pode ter caráter nacional ou federal, se quer ter caráter nacional o
veículo e lei complementar.
Hierarquia formal e material da lei complementar
CF/88  Emenda constitucional  lei complementar  leis ordinárias (mas nem sempre
haverá hierarquia entre LC e LO) decretos, portarias, instruções normativas...
Mas nem sempre vai haver Hierarquia Formal e Material entre a lei complementar e a
ordinária.
Se uma lei ordinária não busca fundamento de validade em uma lei complementar, não há o
que se falar em hierarquia entre elas. Por isso a CF sempre vai ser hierarquicamente superior,
vez que é fundamento de validade para todas as demais leis.

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Ex.: O COFINS foi feito por lei complementar, apesar da CF não exigir isso. Posteriormente, foi
modificada a sua alíquota por meio de lei ordinária. Assim, isso pode ser feito porquanto o
fundamento de validade da nova lei era a constituição, e não a antiga lei do COFINS.
Correção 1ª Oficina
1) São aquelas prescritas no at. 146, III, CF, veiculadas por LC, que irão tratar sobre a
obrigação, tributos e suas espécies... Precisam ser observadas por todos os entes
políticos.
2) São as 2 teorias:
a. Teoria dicotômica – defende a autonomia dos entes políticos estabelece um
condicionamento do inc. III aos incs. I e II, ou seja, só se for no caso de conflito
de competência e limitações ao poder de tributar.
b. Teoria tricotômica – não há condicionamento, entende que tem caráter nacional,
e isso não fere a autonomia dos entes
3) A teoria adotada pelo STF é a Tricotômica. Por que não há na análise das emendas
fornecidas pela questão quaisquer menções aos condicionamentos que sugere a teoria
tricotômica.
4) Na ausência de LC (ex.: IPVA) não se pode obstar o exercício da competência do ente.
Uma vez existindo a LC os Estados precisam se adequar à Lei Complementar (art. 24,
§3º).
5) Empréstimo compulsório, ICMS, ISS... Art. 148; 153, VII; 154, I; 155, §1º, III; 155, §2º XII
e 156, III.
6) Não. Nem sempre, ela deve ser fundamento de validade da lei ordinária formal (a LC
informando a forma de elaboração da norma federal) ou material (ou seja, a LC trata a
matéria que será veiculada por essa lei ordinária federal).
“APLICAÇÃO, INTERPRETAÇÃO E INTEGRAÇÃO” DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
Da criação e aplicação do direito
Aplicação é o ato de concretização da norma jurídica. Saindo da CF, indo para a Lei e indo
para a sentença. Aplicar é a individuação concreta da norma tributária.
É a aplicação da norma tributária geral e abstrata (por que trata de um fato futuro e incerto)
ao caso concreto individualizado (norma individual e concreta – fato passado e certo).
Ex.: Lei do IR, se alguém auferir renda vai pagar Imposto de Renda. É uma norma geral e
abstrata, num fato futuro e incerto, sendo aplicada para quem auferiu renda (evento passado
e certo).
Vigência: aptidão a norma de ser aplicada caso o fato ocorra.
A norma jurídica tributária passa a ter vigência se estiver instituindo ou majorando tributo,
atende-se ao principio da anterioridade e a nonagesimal. Se tratar de assuntos diversos, pela
regra será 45 dias após sua aplicação. Aplicação esta ligada com sua eficácia, a aplicação a
norma vigente é o fato ocorreu.
Art. 105, CTN. A legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros
(não pode aplicar mediatamente pelos princípios da anterioridade e nonagesimal. Poderia
alcançar os passados? Não. Princípio da irretroatividade) e aos pendentes, assim entendidos
aqueles cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa nos termos do artigo 116.
Art. 106, CTN. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:
I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de
penalidade à infração dos dispositivos interpretados; (expressamente interpretativa)
II - tratando-se de ato não definitivamente julgado:
a) quando deixe de defini-lo como infração; (deixe de tratar como infração – exceto fraude e
não pagamento de tributo – depende, se for algo que era crime e não é mais, a norma vai
retroagir);
b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde
que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo;
c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua
prática. (diminua a penalidade);
Leis interpretativas
“Interpretação autêntica” – prescrita pelo próprio legislador;
É difícil definir quando vem somente para esclarecer (interpretativa) ou para inovar (se traz
uma nova situação).
Eis a questão: inova ou repete?
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10/08/10 - terça-feira

Interpretação e Integração
Interpretação – construção de sentido (hermenêutica). Não há enunciado;
Integração – busca de preenchimento diante da omissão legislativa. Há um enunciado, mas
tem lacuna;
Interpretação ≠ Integração? Sim.
Art. 107. A legislação tributária será interpretada conforme o disposto neste Capítulo.
• Não apenas o mencionado no CTN;
• As mesmas técnicas utilizadas para as demais normas (literal, histórica, lógica,
sistemática, finalística) e determinação do resultado (extensiva, restritiva ou estrita);
Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre:
I - suspensão ou exclusão do crédito tributário;
II - outorga de isenção;
III - dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.
• Interpretação literal (no art. 111, trata-se de situações que trazem benefício ao
contribuinte);
Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da
maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto:
I - à capitulação legal do fato;
II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus
efeitos;
III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade;
IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação.
• Não há utilização de critérios apriorísticos: in dúbio por Fisco ou pro Contribuinte
(exceto em caso de infração).
Integração da norma jurídica tributária – art. 108
Na ausência de disposição expressa... Aplicar-se-á (para a OAB está em ordem hierárquica):
1) Analogia – princípio da estrita legalidade; vedada a aplicação (art. 108, §1º, e art. 111).
Não se pode fazer analogia de bem como mercadoria. Mercadoria é tributada, bem
não. A analogia não pode alcançar novas mercadorias e tributar se sem ela não fosse.
Fere o princípio da legalidade.
Art. 108, § 1º O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não
previsto em lei.
2) Princípios gerais de direito tributário – Princípios da estrita legalidade, da igualdade, da
irretroatividade, da anterioridade, do não-confisco;
3) Princípios do direito público – princípios que informam a atuação da administração
pública (legalidade, irretroatividade, igualdade...), princípio da indisponibilidade do
interesse público;
4) Equidade – como forma de integração; vedada a aplicação (art. 108, §2º); exigida a
aplicação (art. 172, IV);
Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a
legislação tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada:
I - a analogia;
II - os princípios gerais de direito tributário;
III - os princípios gerais de direito público;
IV - a eqüidade.
§ 2º O emprego da eqüidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo
devido.
Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho
fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo:
IV - a considerações de eqüidade, em relação com as características pessoais ou materiais do
caso;
Princípios gerais e definições de direito privado

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Art. 109. Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do
conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos
respectivos efeitos tributários. (Utilização dos princípios);
Art. 110. A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos,
conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela
Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito
Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias. (Conceitos de
direito privado e definição da competência tributária);

16/08/2010 – segunda-feira

“FATO GERADOR” E OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA


NORMAS JURÍDICAS TRIBUTÁRIA
Normas jurídicas tributárias são normas jurídicas que disciplinam arrecadação, criação,
suspensão e extinção de tributos, entre outros.
São normas jurídicas ligas ao exercício da tributação.
• Norma jurídica tributária em sentido estrito: Que é a norma ligada a instituição do
tributo.
• Norma jurídica tributária em sentido amplo: Outras normas jurídicas que estão
circundando a arrecada cão, lançamento, extinção, etc. (todas as outras).
Norma jurídica do dever-instrumental – o fato é lícito, mas a prestação é de fazer ou não
fazer alguma coisa (não pode ser tributo, pois tem que ser em dinheiro. Dever de fazer ou não
fazer alguma coisa. Ex.: Dever de emitir nota-fiscal. Ex.: Vender produto, emitindo nota fiscal,
e recolhendo. Em sentido amplo, por vez que não cria tributo. Gera tão somente uma
obrigação de fazer e não fazer. Tem no antecedente um fato lícito, e no conseqüente o dever
de fazer e não fazer.
Norma jurídica tributária da penalidade pecuniária – O antecedente é um fato ilícito, e
a prestação é em dinheiro (não pode ser tributo pois o fato é ilícito). Institui uma penalidade
(multa).
Ex.: Se não emitir a nota fiscal, tem uma norma jurídica dizendo que tem que pagar multa.
Norma sobre fato jurídico lícito. Multa de transito não é norma jurídica tributária.
Norma Jurídica Tributária Instituidora do Tributo – O antecedente é um fato lícito e a
prestação é em dinheiro. Institui um dever de pagar.
Regra matriz de Incidência Tributária – RMIT
Hipótese Tributária Conseqüente Tributário
Critério Material; Critério pessoal
Sujeito ativo e passivo
Critério Espacial;

Critério Temporal. Critério quantitativo


Base de cálculo e Alíquota.
Hipótese tributária
• Critério Material
Ex.: Exercer (verbo) poder de polícia (complemento)
Advém da CF.
• Critério Espacial
É um local que realizando o verbo tem-se o dever de recolher o tributo. Ex.: Auferindo renda,
tem-se que arrecadar o tributo no território nacional.
Advém da CF.
• Critério Temporal
É o quando. Ex.: Sendo proprietário de um imóvel, tem-se a obrigação de pagar o IPTU em 1º
de janeiro do ano.
Advém do legislador que instituiu o tributo.
Conseqüente Tributário:
• Critério Pessoal: Sujeito Ativo e Passivo
• Critério Quantitativo: Base de Cálculo e Alíquota.
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Hipótese de RMTI
• Caráter descritivo (Valorativo) – Vai fazer um recorte do mundo social que o legislador
tem interesse. É a descrição de um fato que vai criar um conseqüente de pagar
tributos;
• Capacidade contributiva;
• Fato gerador – O fato gerador é a própria hipótese tributária, é a narração do legislador.
O disposto se encontra nas normas gerais. Pode também ser chamado de hipótese de
incidência. Encontra-se no geral e abstrato;
• ≠ Fato gerador Jurídico Tributário – O fato jurídico representa um campo individual e
concreto. Diferente de hipótese de incidência;
Critério Material: Pode ser previsto outro fato, que não conduta humana? Dissociação em
critérios é recurso metódico (abstração).
Cm = núcleo da hipótese
Conduta humana = ação (fazer algo) ou estado (ser algo). Verbo pessoal de predicação
incompleta.
Critério Espacial:
Critério Temporal: Instante em que se considera ocorrido o evento tributário freqüente
confusão na lei, do ct com a h.i. Não equivale à vigência da lei no tempo NGA-TRIBUTÁRIA e
NIC-TRIBUTÁRIA.
Hipótese Tributária ≠ Fato Jurídico Tributário
Hipótese Tributária (hipótese de incidência – norma geral e abstrata) é diferente de Fato
jurídico tributária (caso concreto e específico).
“Fato Gerador” - Expressão Polissêmica
Como o acontecimento tributário ocorrido no mundo social – evento tributário;
Como o fato jurídico prescrito na norma individual e concreta expedida pelo órgão
competente;
Como o evento descrito na norma geral e abstrata;
Como o critério temporal da RMIT.
Classificações do “fato gerador”
• Instantâneos - quando se esgotam num determinado tempo. P. ex.: IPI, IOF, ICMS, IR-
Fonte.
• Periódico (ou complexivos) – quando sua realização se dá num longo período de tempo.
P.ex.: IR, Cofins
• Continuados – quando se mantém no tempo – P.ex. IPTU, ITR
Fato Gerador no CTN – Arts. 114 a 118
Vai ser tratado no CTN ora como o dever de pagar o tributo, ora como o dever de fazer ou não
fazer alguma coisa.
Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e
suficiente à sua ocorrência.
Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da
legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação
principal.
Art. 116 – “Situação de fato” e “Situação jurídica” (momento)
Art. 116. Salvo disposição de lei em contrário, considera-se ocorrido o fato gerador e
existentes os seus efeitos:
I - tratando-se de situação de fato, desde o momento em que o se verifiquem as
circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são
próprios;
II - tratando-se de situação jurídica, desde o momento em que esteja definitivamente
constituída, nos termos de direito aplicável.
Parágrafo único. A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos
praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a
natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimentos a
serem estabelecidos em lei ordinária.
A lei ordinária prevista no parágrafo único do citado artigo confunde o conceito de elisão e
evasão.

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• A evasão tributária é quando se realiza um fraude, simulação, ou seja, ato ilícito onde
se age com dolo para conseguir uma diminuição da carga tributária.
• Elisão é uma escolha dentro dos mecanismos jurídicos possíveis para ter a diminuição
da carga, o que é chamada de planejamento tributária.
Art. 117 – Condições suspensivas e resolutórias.
Impõe-se condições sobre um determinada coisa. Ex.: Vou doar um carro a Natalia se ela
passar na OAB. O IPVA só vai incidir para ela no momento que ela receber o carr.
Art. 117. Para os efeitos do inciso II do artigo anterior e salvo disposição de lei em contrário,
os atos ou negócios jurídicos condicionais reputam-se perfeitos e acabados:
I - sendo suspensiva a condição, desde o momento de seu implemento;
II - sendo resolutória a condição, desde o momento da prática do ato ou da celebração do
negócio.
Art. 118 – Tributação de atos ilícitos e de atos ineficazes
O contribuinte é tributado ainda que a atividade venha de atos ilícitos, bem como se os fatos
realmente ocorreram. Ex.: Auferir renda sobre a venda de produtos piratas. Pegar empréstimo
no banco, mas sem de fato receber o dinheiro, terá que pagar o IR assim mesmo.
Art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se:
I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou
terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos;
II - dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.
A irregularidade jurídica não impede a tributação.

17/08/2010 - terça-feira

Conseqüente Tributário – Sobre o conseqüente da RMIT...


Enunciados conotativos sobre a relação jurídica tributária
Conseqüente tributário ≠ obrigação tributária
Função
CRITÉRIO QUANTITATIVO
• Base de cálculo
Três funções:
o Mensuradora
o Objetiva
o Comparativa (confirmar, afirmar ou infirmar)
Pr. da Capacidade Contributiva Objetiva
• Alíquota
Valor monetário fixo ou fração
Pr. da Capacidade Contributiva Subjetiva
Pr. da Seletividade
CRITÉRIO PESSOAL
• Sujeito Ativo
Pessoa Jurídica de direito público ou privada
Competência ≠ Capacidade tributária ativa
Parafiscalidade
Art. 119 do CTN
• Sujeito Passivo
Pr. da Capacidade Contributiva Subjetiva
Contribuinte (relação direta e pessoal com o fato)
Art. 121, I do CTN
Obrigação Tributária ≠ Conseqüente Tributário
Obrigação Tributária = Relação Jurídica Tributária
Obrigação Principal e Obrigação Acessória
Obrigação tributária principal para o CTN é tanto aquela relação obrigacional que tem como
objeto o tributo , derivada de fato lícito, como aquela relação obrigacional que tem como
objeto penalidade pecuniária, derivada de fato ilícito. O legislador chama de obrigação
principal aquela que deriva de um fato lícito, como também aquela que tem como objeto uma

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sanção pecuniária, derivando de um fato ilícito. O importante é que estas obrigações sejam
de pagar.
Crédito tributário é só o direito subjetivo do sujeito ativo (para Paulo de Barros Carvalho), mas
o CTN vai usar essa expressão como sinônima de obrigação tributária.
Para o CTN obrigação tributária principal é: É tanto aquela relação obrigacional que tem como
objeto o tributo, derivada de fato licito, como aquela relação obrigacional que tem como
objeto a penalidade pecuniária, derivada de um fato ilícito. Doutrina critica essa tese.
Obrigação tributária Acessória – Tem como objeto prestações positivas ou negativas, ou seja,
fazer ou não fazer alguma coisa. É aquela que tem como objeto prestações positivas ou
negativas, fazer ou não fazer alguma coisa. Doutrina critica essa expressão, pois a palavra
obrigação reflete a um vínculo pecuniário. Outra crítica,vale dizer, se refere ao fato de que
nem sempre esse acessório irá seguir o principal, como o exemplo de uma igreja, que tem
que fazer a declaração do imposto de renda, mas nem tão pouco tem que recolhê-lo.
Ex. de obrigação acessória: emitir nota fiscal, declaração anual de IR, preencher livro de
entrada e saída de ICMS, entre outros.
A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância converte-se em obrigação
principal relativamente à penalidade pecuniária. (art. 113, § 3º) Ex.: Auferir renda, entregar
declaração de IR, se não entregar, nasce o dever de pagar multa, que, para o legislador, é
obrigação tributária principal.
Crédito Tributário ≠ Obrigação Tributária
CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Crédito tributário para o Prof. Paulo de Barros Carvalho
Obrigação Tributária no CTN – Art. 113
Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o
pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela
decorrente.
§ 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações,
positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos
tributos.
§ 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação
principal relativamente à penalidade pecuniária.

23/08/2010 - segunda-feira

SUJEIÇÃO PASSIVA TRIBUTÁRIA


Pode ser por Sub-rogação, punição e substituto.
Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo
ou penalidade pecuniária.
Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:
I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o
respectivo fato gerador;
II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de
disposição expressa de lei.
Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que
constituam o seu objeto.
Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à
responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para
modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.
• Contribuinte (Solidariedade) – Só pode ser contribuinte aquele que tem ligação direta
com o fato. Ex.: Ser proprietário de carro tem relação ao FG. Assim, tem qualidade de
sujeito passivo aquele que é proprietário de carro. Há casos em que se pode chamar a
pagar o tributo uma pessoa que não é o contribuinte direto. Essa terceira pessoa será
chamada quando o contribuinte descumprir uma determinação legal/obrigação.
Lembrando que a terceira pessoa chamada a pagar o tributo não faz parte da relação
tributária srtictu senso.

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• Responsável – é aquele que, sem revestir da condição de contribuinte, sua obrigação a
pagar decorra de disposição expressa em lei. Casos de solidariedade: Há solidariedade
quando tem-se mais de um contribuinte.
o Sub-rogação subjetiva – Esta ocorre quando o contribuinte não mais existe. E
assim vai ser responsabilizado uma outra pessoa. Esse tipo de sucessão decorre
de ato lícito. Ex.: pessoa morre sem pagar IR. Espólio vai ter de pagar.
a) Adquirente de imóvel?
b) Sucessor causa mortis
c) Pessoa Jurídica – fusão, transformação e incorporação. Ocorre com a extinção
da P. J.
d) Adquirente de fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou
profissional.
o Punição
o Substituto
Responsabilidade
Art. 121, II do CTN – Responsável, quando, sem revestir da condição de contribuinte, sua
obrigação decorra de disposição expressa de lei;
Por sub-rogação
• Adquirente de imóvel (?)
• Sucessor causa mortis – os sucessores serão chamados para pagar o tributo (de acordo
com os bens do de cujus).
• Pessoa jurídica – fusão, transformação e incorporação. A nova empresa é responsável
pela dívida. Não pode haver cláusula dispondo em contrário.
• Adquirente de fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou
profissional.
Responsabilidade por sucessão é exceção à regra (da pessoa física e jurídica, pois a regra é
ser por punição e não por sucessão).
Norma da responsabilidade por sub-rogação subjetiva
Se ocorrer a sucessão Sa - Fisco
+ R ($)
Existência de dívidas tributárias sucedidas Sp - Sucessor
Por punição (vai ser chamado por que descumpriu algo):
• Art. 134 do CTN (pais, tutores, administradores, inventariantes...). Trata-se de
subsidiariedade apesar do Código falar em solidariedade.
• Art. 135 do CTN ( excesso de poder ou infração de lei, contrato ou estatuto...). Neste
caso, vai direto à pessoa do diretor/gerente, mas precisa caracterizar a infração do art.
135, que trata de um fato ilícito.
• Art. 137 do CTN – outros casos de infração;
Pode haver direito de regresso. Ex.: o pai que responde pelo filho, pode cobrar dele depois.
O terceiro vai ser chamado porque descumpriu algo.
Ex.:
Art. 134 – pais, tutores, administradores, inventariantes...
Art. 135 – excesso de poder ou infração de lei, contrato ou estatuto.
Ex.: pai é chamado para pagar o tributo de filho menor, porque é responsável objetivamente
para viajar o filho.
A punição decorre de um ato ilícito por parte do terceiro. A regra é de que a responsabilidade
de terceiro é por punição, sendo a sub-rogação exceção.
Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal
pelo contribuinte, respondem solidariamente (é, na verdade, caso de SUBSIDIARIEDADE) com
este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: Decorre de
ato ilícito, de uma simples inobservância. Cabe direito de regresso.
I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores;
II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados;
III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes; Por não
observância dos seus deveres funcionais.
IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio;
V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário;
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VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os
atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;
VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas.
Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidades, às de
caráter moratório.
Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações
tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato
social ou estatutos: Não é a simples inobservância, é mais, é um excesso feito pela pessoa
discriminada. Decorre de fato ilícito. Nestas, em caso do administrador não ter condições de
pagar, o fisco vai poder cobrar da pessoa jurídica, ressalvado o direito de regresso da PJ em
relação ao administrador.
I - as pessoas referidas no artigo anterior;
II - os mandatários, prepostos e empregados;
III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.
Norma da responsabilidade por punição
Se ocorrer o descumprimento de um dever Sa - Fisco
+ R ($)
Existência de dívidas tributárias Sp – Responsável
Substituição Tributária
• Substituição “para frente” (quer alcançar fatos futuros. Trabalha com uma
probabilidade oriunda de estudo de mercado para definir valores e etc. Foi muito
discutida e para alguns a emenda é inconstitucional – art. 150, §7º, CF) e Substituição
“para trás” (não há qualquer problema. Também é chamada de “diferimento”. O fato já
ocorreu e está sendo chamada uma terceira pessoa, que já recebeu, para repassar o
valor do tributo já recebido.
Nos 2 casos paga-se o tributo próprio e o tributo por substituição (que é o de terceiro,
de uma relação passada, ou de uma futura). O substituto não descumpriu nada.
A pulverização pode se dar no começo: O fato já ocorreu.
Ex.: Selita paga tributo em relação aos agropecuários e em relação ao revendedores
para quem ela vende.
Mas também pode se dar no final: O fato ainda pode ocorrer.
Fabricante de cigarro que vende para distribuidores que vendem para butecos que
vendem para inúmeros consumidores finais. Nesse caso, se faz uma previsão para o
futuro e a fábrica já recolhe o ICMS que prevê que terá que ser recolhido por cada
vendedor. A fábrica antecipa a tributação e repassa o valor pago para os demais.
O vendedor tem direito a restituição caso o produto não seja efetivamente vendido por
culpa da fábrica.
Um exemplo disso é o IR retido na fonte.
Nessa situação, não é o substituto que suporta o encargo tributário, por vez que ele
retém o dinheiro em seu nome e paga o tributo que não é de sua qualidade de
contribuinte. Ele leva em nome do contribuinte o dinheiro do contribuinte.
Nessa situação o substituto tributário é chamado para cumprir um dever de fazer,
sendo diferente das demais responsabilidades até então estudadas.
Se o substituto não fez a retenção, ou seja, não pagar o imposto, sobre ele recairá a
responsabilidade tributária.
• Dever-instrumental
Exemplo:
Retenç Ônus do Recolhimen
ão contribuinte to
Sim Sim Sim É isso que o administrador quer (que todos
repassem).
Sim Sim Não É crime (apropriação indébita).
repassou
Não Não Não O fisco pode cobrar de qualquer um.
Não Não Sim Tem direito de regresso contra o verdadeiro
contribuinte.
Norma da substituição tributária
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Se ocorrer um fato lícito Sa - Fisco
(Vender mercadoria) R
(Contratar serviço) (entregar - fazer)
(Pagar salário) Sp – Substituto

30/08/2010 - segunda-feira

LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO
É a atividade de produção da norma individual e concreta realizada pela administração
pública (é ato privativo da administração pública).
Está dentro do processo de positivação da norma jurídica. Produz uma norma individual e
concreta ou é a própria norma individual e concreta.
Regra matriz: ser proprietário de veículo auto-motor, é necessário que se transforme a nota
geral em abstrata, vai ser transformada em norma individual e concreta pra que ela possa ser
exigida. Lançamento é o produto dessa concretização.
O lançamento tributário vai concretizar/instituir a norma instituidora do tributo. Uma norma
geral e abstrata vai ser positivada, vai se transformar em norma individual e concreta.
Pelo CTN o lançamento tributário é a norma individual e concreta produzida pela
administração pública.
Ex: preenchimento de guia para o imposto do ICMS, exemplo de norma geral concreta
individual. O lançamento é atividade privativa da administração pública, nesse caso, não há
lançamento. No caso do boleto do IPVA, a norma será individual e concreta e produzida pela
administração pública, isso se chama lançamento.
* ART. 142 DO CTN – compete privativamente a administração pública.
*ato ou procedimento administrativo?
Tema meramente doutrinário, sem aplicação: Em outras palavras, é o produto ou é o
procedimento de produção do produto?
Para o procedimento o estudo dirigido da ao lançamento o nome de ato fato, para o produto
ele da o nome de ato-norma.
Art. 142 é um exemplo lançamento como procedimento.
Art. 145 é um exemplo de lançamento como ato. * Ato – fato e ato-norma.
Autolançamento só aparece na doutrina, não aparece para o legislador, pois para o CTN o
lançamento é ato privativo da administração pública. O autolançamento seria o caso do
exemplo da guia para recolhimento do ICMS.
Ex: auferir renda (norma geral e abstrata), no caso de constituição do crédito a norma irá
virar individual e concreta, até dia 30 de abri tem que produzir uma declaração do imposto de
renda, após, paga-se o IR. Isso não é lançamento, mas é norma individual e concreta. No caso
de você constituir o crédito tributário é norma individual e concreta produzida pelo
contribuinte, isso seria um exemplo de autolançamento, utilizada pela doutrina, mas não pelo
CTN. O CTN vai chamar esse procedimento de lançamento por homologação, mas, somente
após a homologação do poder público.
*A retenção feita pelo empregador é um caso de substituição tributaria.
Norma Jurídica Tributária Instituidora do Tributo
HIPÓTESE CONSEQÜENTE
Notas sobre:
Notas sobre: Sa R Sp
fato jurídico lícito ↓
$$$
Norma Geral e Abstrata
• Enunciados conotativos
• Antecedente: hipótese tributária
Conseqüente: conseqüente tributário
Norma Individual e Concreta
• Produto da aplicação
• Enunciados denotativos
• Antecedente: fato jurídico tributário
Conseqüente: obrigação tributária
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Lançamento Tributário
• Art. 142 do CTN – compete privativamente a Administração Pública
• Ato ou Procedimento Administrativo?
• Ato-Fato e Ato-Norma
Declaratório ou Constitutivo?
Fenomenologia da incidência tributária
A natureza do ato de lançamento é constitutiva. Para essa teoria, baseada no movimento do
giro lingüístico, a obrigação tributária só nasce no momento em que se tem uma linguagem
competente, falando que o fato foi realizado e fazendo incidir a norma, o seja, a incidência só
pode ser feita/movimentada/produzida pelo homem.
*A obrigação vai nascer no momento do nascimento do critério temporal (ex: primeiro de
janeiro de cada ano), no caso de entender que o lançamento tem natureza declaratória. Parte
do pressuposto de que no momento da ocorrência da norma no mundo concreto, a norma
incide automática e infalivelmente (para Alfredo Augusto Becker). Para a OAB usar essa
teoria.
Nesta teoria o momento do evento ou tempo no fato é o momento que nasce a obrigação
tributária (é importante para as duas teorias), ou seja, a realização do fato jurídico tributário.
Para teoria constitutivista: evento só vai ser fato jurídico que vai fazer nascer a obrigação
tributário do lançamento. EX: cobrança do IPTU que ocorre em 25 de fevereiro. Constitui no
presente, mas se reporta ao passado.
Para a declaratória: fato jurídico ocorre na incidência da obrigação tributária, e neste caso o
lançamento irá reportar fato jurídico anterior.
Ou seja, na teoria declaratória, o lançamento apenas declara um fato jurídica já ocorrido. Já
na constitutiva, o lançamento constitui o crédito tributário, que surgiu em evento passado.
*Incidência = subsunção + implicação.
*presença humana.
*Negação do “Senhor onipotente da incidência”
Lei Aplicável ao Lançamento
• Art. 144 – O lançamento (ato-norma) reporta-se à data da ocorrência do “fato gerador”
(tempo no fato – evento);
• §1º. Aplica-se ao lançamento (ato-fato) a lei que tenha instituído novos critérios de
apuração ou fiscalização (mesmo que posterior à ocorrência do “fato gerador”).
Ou seja, diz que vai adotar a lei vigente na época da produção do lançamento se esta lei tiver
ligada ao procedimento de investigação do crédito tributário.
Será aplicada a nova lei se essa for meramente procedimental.
Ex: Qual o momento da norma para OAB? É do momento da saída da mercadoria. Lei vigente
da época na ocorrência do fato gerador.
Tipos de Lançamento
• Por declaração
• De Ofício (verdadeiro lançamento)
• Por homologação
Lançamento por declaração
• Arts. 147 e 148 do CTN
• Norma individual e concreta (lançamento) – produzida pela Administração Pública
(fisco) com base nas informações prestadas pelo contribuinte; ex.: antigo ITR (hoje não
é mais); ICMD; este lançamento está em extinção;
Cabe ao contribuinte passar as informações para a administração pública, mas quem produz
a norma individual e concreta é a administração pública.
Ex: o IR não é exemplo, pois é você quem produz o boleto de pagamento.
Ex.: II quando você volta de outro país trazendo muamba.
Lançamento de Ofício
• Art. 149 do CTN
• Norma individual e concreta (lançamento) – produzida pela Administração Pública;
• Ou porque a lei assim determinou (IPTU, IPVA etc.) ou porque houve algum
erro/omissão/inexatidão;

31/08/2010 - terça-feira
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Lançamento por homologação
• Art. 150 do CTN
• Norma Individual e Concreta – produzida pelo contribuinte. Não é lançamento na
realidade.
• 5 anos para homologar a contar do fato gerador/ocorrência do fato – tácita (se passar
os 5 anos, é homologação tácita) ou expressamente (manda pro estabelecimento
comercial algo expresso. Não acontece normalmente). Prazo decadencial.
A doutrina chama de autolançamento.
Norma Individual e concreta produzida pelo próprio contribuinte.
A administração, após receber as informações do contribuinte, vai homologar. A homologação
pode ser tácita ou expressa. Normalmente vai ser tácita, e considera-se homologado o tributo
após os 5 anos decadenciais.
Ex.: Vendi mercadoria em 12/01/2007. A adm. Tem até 12/01/2012 para cobrar qualquer
irregularidade, passado esse prazo, considera-se homologado tacitamente.
Requisitos para produção do ato-fato do Lançamento
• Agente Público Competente
• Procedimento previsto normativamente
• Motivo do Ato – ocorrência do fato gerador/fato jurídico tributário;
• Publicidade
Ato fato é como fosse o fato gerador. O lançamento é o ato-norma.
O ato-norma tem de ter um motivo para fazer o lançamento, o qual é, diga-se, a ocorrência
do fato gerador.
Elementos do Ato-Norma do Lançamento (Requisitos dentro do documento do
lançamento)
• Descrição do Fato Jurídico Tributário (motivação) – Não basta descrever, é preciso
provar que o fato ocorreu.
• Sujeito Ativo
• Sujeito Passivo
• Conduta-objeto da Relação: Quantum
A falta de um desses requisitos enseja na nulidade do lançamento.
Nulidade do Lançamento
RECURSO DE OFÍCIO
ACÓRDÃO N.º : 287/2003
PROCESSO : 11899808 - CERF - 611/2000 - A. I. 373925-2
EMENTA: EMISSÃO DE NOTA FISCAL DE IMPORTAÇÃO SEM A EFETIVA ENTRADA DAS
MERCADORIAS - AÇÃO PREJUDICADA POR FALTA DE PROVA E MOTIVAÇÃO - EXAÇÃO
IMPROCEDENTE - DECISÃO SINGULAR MANTIDA.
A prova é elemento essencial de toda a acusação, sem ela descabe falar em descumprimento
da legislação e cometimento de infração.
DECISÃO: Conhecido o recurso e, à unanimidade, negado ao mesmo provimento para manter
a decisão de primeiro grau.

CONSELHO ESTADUAL DE RECURSOS FISCAIS - RECURSO DE OFÍCIO - DOE: 30/03/2010


ACÓRDÃO N.º 019/2010 DA SEGUNDA CÂMARA DE JULGAMENTO
PROCESSO N.º: 20517475 - CERF 220/2009 - A. I. 1.937.183-6
INSCRIÇÃO ESTADUAL: 082.031.00-2
EMENTA: AQUISIÇÃO DE MERCADORIAS COM INSCRIÇÃO ESTADUAL SUSPENSA - AUSÊNCIA DE
SUBSUNÇÃO DO FATO À NORMA - AUSÊNCIA DE NORMA SANCIONADORA - NULIDADE DO
LANÇAMENTO - RECURSO IMPROVIDO - DECISÃO SINGULAR MANTIDA.
A nulidade do auto de infração cujo dispositivo legal não guarda relação com o fato descrito
como descumprido, no caso dos autos, é insanável, pois à época da ocorrência do fato não
havia sanção a ser aplicada, sendo tal lacuna suprida posteriormente com a edição da Lei nº
7.295, de 1.º de agosto de 2002.
DECISÃO: Conhecer do recurso e, à unanimidade, negar-lhe provimento para manter a
decisão de primeira instância, que declarou a nulidade do auto de infração.

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CONSELHO ESTADUAL DE RECURSOS FISCAIS - RECURSO DE OFÍCIO
ACÓRDÃO N.º 043/2010 DA SEGUNDA CÂMARA DE JULGAMENTO
PROCESSO N.º: 19572468 - CERF 106/2010 - A.I. 432817-0
CPF: 117.649.887-87
EMENTA: TRANSPORTE DE MERCADORIAS COM DOCUMENTAÇÃO FISCAL INIDÔNEA - FALTA DE
SUBSUNÇÃO DO FATO À NORMA - INSCRIÇÃO DO CONTRIBUINTE DESTINATÁRIO PARALISADA
- IRRETROATIVIDADE - DESCARACTERIZAÇÃO DA INIDONEIDADE - RECURSO IMPROVIDO -
DECISÃO SINGULAR MANTIDA.
À época do fato, a legislação tributária vigente não previa a inidoneidade do documento fiscal
com base na irregularidade do destinatário, de modo que, não retroagindo a legislação
tributária para prejudicar o contribuinte, não há que se falar em ilícito tributário na época do
lançamento levado a efeito pelo Fisco, o que, por sua vez, provocou a falta de subsunção do
fato concreto à norma aplicada pelo autuante, concluindo-se pela nulidade do auto de
infração.
DECISÃO: Conhecer do recurso e, à unanimidade, negar-lhe provimento para manter a
decisão de primeiro grau, que declarou a nulidade do auto de infração.
DOE: 01/06/2010

20/09/2010 - segunda-feira

SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


Definição de “exigibilidade”
O que significa “suspender” a exigibilidade? Significa suspender a executoriedade, suspender
qualquer ação executória.
A administração pública pode promover o lançamento? Ocorrendo algumas das situações do
art. 151 a administração está impedida de inscrever em dívida ativa e posteriormente
promover execução.
E se já estiver inscrito em dívida ativa e ocorreu alguma das causas de suspensão, o que o
contribuinte tem direito? A uma certidão positiva com efeitos negativos, que vale como uma
certidão negativa.
E se a execução já estiver em andamento? Terá direito a uma certidão positiva com efeitos
negativos e a suspensão da execução.
Causas
Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:
I - moratória;
II - o depósito do seu montante integral;
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário
administrativo;
IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança.
V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação
judicial;
VI – o parcelamento.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações
assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela
conseqüentes.
Moratória
Prorrogação do pagamento (calamidade pública, crise financeira...). Ausência de dispositivo
quanto aos juros e multa.
Art. 152 (caráter geral e individual – necessidade de lei)
Art. 152. A moratória somente pode ser concedida:
I - em caráter geral:
a) pela pessoa jurídica de direito público competente para instituir o tributo a que se refira;
b) pela União, quanto a tributos de competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos
Municípios, quando simultaneamente concedida quanto aos tributos de competência federal e
às obrigações de direito privado;
II - em caráter individual, por despacho da autoridade administrativa, desde que autorizada
por lei nas condições do inciso anterior.

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Parágrafo único. A lei concessiva de moratória pode circunscrever expressamente a sua
aplicabilidade à determinada região do território da pessoa jurídica de direito público que a
expedir, ou a determinada classe ou categoria de sujeitos passivos.
Art. 153 (requisitos de Lei)
Art. 153. A lei que conceda moratória em caráter geral ou autorize sua concessão em caráter
individual especificará, sem prejuízo de outros requisitos:
I - o prazo de duração do favor;
II - as condições da concessão do favor em caráter individual;
III - sendo caso:
a) os tributos a que se aplica;
b) o número de prestações e seus vencimentos, dentro do prazo a que se refere o inciso I,
podendo atribuir a fixação de uns e de outros à autoridade administrativa, para cada caso de
concessão em caráter individual;
c) as garantias que devem ser fornecidas pelo beneficiado no caso de concessão em caráter
individual.
Art. 154 (créditos constituídos – salvo disposição de lei)
Art. 154. Salvo disposição de lei em contrário, a moratória somente abrange os créditos
definitivamente constituídos à data da lei ou do despacho que a conceder, ou cujo
lançamento já tenha sido iniciado àquela data por ato regularmente notificado ao sujeito
passivo.
Parágrafo único. A moratória não aproveita aos casos de dolo, fraude ou simulação do sujeito
passivo ou do terceiro em benefício daquele.
Art. 155 (individual – não gera direito adquirido)
Art. 155. A concessão da moratória em caráter individual não gera direito adquirido e será
revogado de ofício, sempre que se apure que o beneficiado não satisfazia ou deixou de
satisfazer as condições ou não cumprira ou deixou de cumprir os requisitos para a concessão
do favor, cobrando-se o crédito acrescido de juros de mora:
I - com imposição da penalidade cabível, nos casos de dolo ou simulação do beneficiado, ou
de terceiro em benefício daquele;
II - sem imposição de penalidade, nos demais casos.
Parágrafo único. No caso do inciso I deste artigo, o tempo decorrido entre a concessão da
moratória e sua revogação não se computa para efeito da prescrição do direito à cobrança do
crédito; no caso do inciso II deste artigo, a revogação só pode ocorrer antes de prescrito o
referido direito.
Parcelamento
Prorrogação + pagamento em parcelas. Nos livros dizem que é causa de suspensão mas na
realidade sempre interrompe.
Art. 155-A:
• Estabelecido em lei;
• Aplicação subsidiária das normas referentes a moratória;
• Lei específica para devedor em recuperação judicial;
• Ausência de lei especifica – aplicação de lei federal;
• Juros e multa se incluem no parcelamento;
• Há um tratamento especial no que diz respeito aos devedores em recuperação judicial,
devendo ter lei especifica, o ente publico pode utilizar lei federal.
Art. 155-A. O parcelamento será concedido na forma e condição estabelecidas em lei
específica.
§ 1º Salvo disposição de lei em contrário, o parcelamento do crédito tributário não exclui a
incidência de juros e multas.
§ 2º Aplicam-se, subsidiariamente, ao parcelamento as disposições desta Lei, relativas à
moratória.
§ 3º Lei específica disporá sobre as condições de parcelamento dos créditos tributários do
devedor em recuperação judicial.
§ 4º A inexistência da lei específica a que se refere o § 3º deste artigo importa na aplicação
das leis gerais de parcelamento do ente da Federação ao devedor em recuperação judicial,
não podendo, neste caso, ser o prazo de parcelamento inferior ao concedido pela lei federal
específica.
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Depósito do montante integral
Garantia para discutir a exigibilidade do crédito tributário (é diferente de consignação em
pagamento – que a pessoa sabe que deve, mas na sabe pra quem) – aqui deposita para
discutir (discute algum erro, existe algo que não concorda).
Pode haver depósito em recursos administrativos na via administrativa ou judicial, mas e mais
utilizado na via judicial.
Reclamações em recursos administrativos
• Impugnações (1º instância) e Recursos administrativos (2ª instância);
Liminar em mandado de segurança – Liminar ou tutela em outras espécies (se
conseguir algum desses o crédito tributário está suspenso)
• Antes do lançamento (preventivo)
o Ação declaratória (tutela antecipada)
o Mandado de segurança (liminar)
• Após o lançamento
o Ação declaratória (tutela antecipada)
o Ação anulatória (tutela antecipada)
o Mandado de segurança (liminar)

27/09/2010 - segunda-feira

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


Crédito Tributário
Aceitar a acepção de que Crédito tributário é sinônimo de obrigação tributária.
O Fisco tem um direito subjetivo. O contribuinte tem um dever jurídico.
O crédito é extinto, via de regra, com o sujeito passivo pagando o crédito. Mas pode ser pela
renúncia do fisco, prescrição e decadência.
Art. 156. Extinguem o crédito tributário:
I - o pagamento;
II - a compensação;
III - a transação;
IV - remissão;
V - a prescrição e a decadência;
VI - a conversão de depósito em renda;
VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no
artigo 150 e seus §§ 1º e 4º;
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164;
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita
administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória;
X - a decisão judicial passada em julgado.
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei.
Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou parcial do crédito sobre
a ulterior verificação da irregularidade da sua constituição, observado o disposto nos artigos
144 e 149.
Para alguns é o direito subjetivo do sujeito ativo. Entretanto para o legislador, credito
tributário é todo o vinculo obrigacional em torno de uma obrigação tributária.
Credito tributário como sinônimo de obrigação tributária.
Art. 157. A imposição de penalidade não ilide o pagamento integral do crédito tributário.
(penalidade ≠ crédito tributário)
Art. 158. O pagamento de um crédito não importa em presunção de pagamento: (não há
presunção)
I - quando parcial, das prestações em que se decomponha;
II - quando total, de outros créditos referentes ao mesmo ou a outros tributos.
Art. 159. Quando a legislação tributária não dispuser a respeito, o pagamento é efetuado na
repartição competente do domicílio do sujeito passivo. (local do pagamento)
Art. 160. Quando a legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o vencimento do
crédito ocorre trinta dias depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado do

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lançamento. (vencimento – 30 dias; desconto antes do vencimento. Não é dever é faculdade.
Pode dar o desconto)
Parágrafo único. A legislação tributária pode conceder desconto pela antecipação do
pagamento, nas condições que estabeleça.
Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora,
seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades
cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei
tributária. (juros de mora de 1%)
§ 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por
cento ao mês.
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor
dentro do prazo legal para pagamento do crédito.
Art. 162. O pagamento é efetuado: (forma de pagamento)
I - em moeda corrente, cheque ou vale postal;
II - nos casos previstos em lei, em estampilha, em papel selado, ou por processo mecânico.
§ 1º A legislação tributária pode determinar as garantias exigidas para o pagamento por
cheque ou vale postal, desde que não o torne impossível ou mais oneroso que o pagamento
em moeda corrente.
§ 2º O crédito pago por cheque somente se considera extinto com o resgate deste pelo
sacado.
§ 3º O crédito pagável em estampilha considera-se extinto com a inutilização regular daquela,
ressalvado o disposto no artigo 150.
§ 4º A perda ou destruição da estampilha, ou o erro no pagamento por esta modalidade, não
dão direito a restituição, salvo nos casos expressamente previstos na legislação tributária, ou
naquelas em que o erro seja imputável à autoridade administrativa.
§ 5º O pagamento em papel selado ou por processo mecânico equipara-se ao pagamento em
estampilha.
Art. 163. Existindo simultaneamente dois ou mais débitos vencidos do mesmo sujeito
passivo para com a mesma pessoa jurídica de direito público, relativos ao mesmo ou a
diferentes tributos ou provenientes de penalidade pecuniária ou juros de mora, a autoridade
administrativa competente para receber o pagamento determinará a respectiva imputação,
obedecidas as seguintes regras, na ordem em que enumeradas: (ordem – imputação do
pagamento)
I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar aos decorrentes
de responsabilidade tributária;
II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois às taxas e por fim aos impostos;
III - na ordem crescente dos prazos de prescrição;
IV - na ordem decrescente dos montantes.
Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito
passivo, nos casos: (consignação em pagamento).
I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de
penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória;
II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem
fundamento legal;
III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre
um mesmo fato gerador.
§ 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe pagar.
§ 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa efetuado e a importância
consignada é convertida em renda; julgada improcedente a consignação no todo ou em parte,
cobra-se o crédito acrescido de juros de mora, sem prejuízo das penalidades cabíveis.
Pagamento indevido – arts. 165-169
É quando o contribuinte realiza a extinção do crédito tributário de forma equivocada, ou paga
mais do que deveria, ou por que paga o tributo que não devia. Pagamento indevido realizado
pelo contribuinte com relação ao fisco. Nasce outra relação entre ele e o fisco, em que ele é o
credor, com direito de exigir o pagamento indevido de volta.
Compensação – art. 170 e 170-A
Um deve o outro. Não é compulsória como no direito civil, a lei PODE autorizar. Precisa de
uma correlação entre os créditos, ou seja, só pode compensar tributo com tributo.
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Art. 170. A lei (Lei do ente competente para instituir tributo – lei ordinária) pode, nas
condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à
autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos
líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda
pública.
Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará, para os
efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar redução
maior que a correspondente ao juro de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a decorrer
entre a data da compensação e a do vencimento.
Art. 170-A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de
contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão
judicial.
Transação – art. 171
Negociação que vai se feita por meio de lei.
Art. 171. A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da
obrigação tributária celebrar transação que, mediante concessões mútuas, importe em
determinação de litígio e conseqüente extinção de crédito tributário.
Parágrafo único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a transação em cada
caso.
Remissão
Perdão do tributo. Vai ser feita por lei. Nunca só por autoridade fiscal. Pode ser geral ou
individual.
Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho
fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo:
I - à situação econômica do sujeito passivo;
II - ao erro ou ignorância excusáveis do sujeito passivo, quanto a matéria de fato;
III - à diminuta importância do crédito tributário;
IV - a considerações de eqüidade, em relação com as características pessoais ou materiais do
caso;
V - a condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante.
Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-se,
quando cabível, o disposto no artigo 155.
Conversão do depósito em renda
Quando há o depósito do montante integral num processo administrativo ou judicial julgado
improcedente com relação ao pleito do contribuinte. O que foi depósito é de titularidade do
fisco.
Pagamento antecipado
É o pagamento que ocorre no lançamento por homologação.
Não se aceita pagamento “in natura” ou “pro labore”. Mas se admite pagamento por bem
imóvel.

18/10/2010 - segunda-feira ------------2º


BIMESTRE---------------------------------------------------------------------------------------

DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


Formas extintivas do crédito tributário.
CF/88 – Não há prescrição de conceitos e/ou prazos.
CTN – formas de extinção de direitos subjetivos.
Está ligada à inércia do fisco de exigir ou do contribuinte de exigir seu direito perante o fisco.
Princípios Informadores
• P. da segurança jurídica – coisa julgada, direito adquirido...
• P. da legalidade
Competência para legislar
Art. 146, III, CF/88;
Teoria dicotômica e teoria tricotômica;
CTN – status de lei complementar;
CTN:

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• Art. 150, §4º
• Art. 168;
• Art. 169;
• Art. 173;
• Art. 174;
• Art. 156, V;
Conceitos
Decadência: perda do direito de lançar, pois a adm. pública ficou inerte durante um tempo
(5 anos a contar do fato gerador). Prazo que corre entre o evento e aplicação. Perda do direito
de lançar (esse lançamento é de ofício ou por homologação?);
Prescrição: é o prazo que corre entre a aplicação e execução.
Enunciados sobre decadência do direito do fisco
Art. 150 e 173, CTN.
Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação
atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade
administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da
atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do
fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado,
considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se
comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.
Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5
(cinco) anos, contados:
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido
efetuado;
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o
lançamento anteriormente efetuado.
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o
decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do
crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória
indispensável ao lançamento.
4 dies a quo (4 dias iniciais para contagem de prazo)
• “fato gerador”
• 1º dia do exercício seguinte;
• Data da decisão que houver anulado por vício formal;
• Data da notificação de medida preparatória;
1º dies a quo: “fato gerador”
Art. 150, CTN – quando aplico? Sempre que for lançamento por homologação?
Art. 150, §4º, CTN – O que se homologa? O pagamento?
2º dies a quo:
Art. 173, I, CTN;
3º dies a quo:
Art. 173, II, CTN;
4º dies a quo:
Art. 173, § único, CTN;
Como antecipar o prazo?

25/10/2010 – segunda-feira

Enunciados sobre prescrição do direito do Fisco...


Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da
data da sua constituição definitiva.
Parágrafo único. A prescrição se interrompe:
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada pela Lcp
nº 118, de 2005)
II - pelo protesto judicial;
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
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IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do
débito pelo devedor.
5 dies a quo:
• Data da constituição definitiva
• Data do despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (LC 118/05)
• Data do protesto judicial;
• Data de qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
• Data da realização de qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em
reconhecimento do débito pelo devedor.
1º. dies a quo
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da
data da sua constituição definitiva.
2º., 3º., 4º e 5º. dies a quo:
Parágrafo único. A prescrição se interrompe:
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal;
II - pelo protesto judicial;
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do
débito pelo devedor.
Ainda algumas questões...
• Prescrição Intercorrente?
• Causas de suspensão da exigibilidade do crédito?
• Decadência (é a perda do direito de repetir o indébito na via administrativa)/Prescrição
(é a perda do direito de repetir o indébito na via judicial) do direito do Contribuinte
Hipótese
Omissão (Inércia)
+
Decurso do tempo
Conseqüente
Perda do direito de repetir o indébito
Enunciados sobre decadência e prescrição do Contribuinte
Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco)
anos, contados:
I - nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário;
II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão
administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado,
revogado ou rescindido a decisão condenatória.
Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a
restituição.
Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação judicial,
recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da intimação validamente feita ao
representante judicial da Fazenda Pública interessada.
2 prazos e 3 dies a quo
• 5 anos, a contar:
o Data da extinção definitiva
o Decisão que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a
decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão
condenatória
• 2 anos, a contar:
o Data da decisão administrativa que denegar a restituição;
1º. dies Art. 168, I
Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco)
anos, contados:
I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário;
2º. dies Art. 168, II
Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco)
anos, contados:
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II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão
administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado,
revogado ou rescindido a decisão condenatória.
3º. dies Art. 169
Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a
restituição.
Outras questões interessantes...
• A Adin reabre o prazo?
• E a Resolução do Senado?

16/11/2010 - terça-feira

PROVA DE TRIBUTÁRIO II ADIADA PARA DIA 30/11. MATÉRIAS:


• Extinção;
• Decadência e prescrição;
• Isenção tributária;
• Garantias e privilégios do Crédito Tributário (art. 183, CTN);
GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
O crédito tributário possui superioridade hierárquica;
Garantia: São medidas que asseguram o pagamento do tributo. Fiança, calção, etc.
Privilégios: São preferências do CT.
Processo de execução
Precisa ser título exigível ou seja tem que ter liquidez e certeza. Pode embargar ou apresentar
exceção de pré-executividade
Exceto: créditos decorrentes de dívidas trabalhistas, de acidente de trabalho, alguns créditos
extraconcursais, e os gravados com garantia real de impenhorabilidade absoluta.
O contribuinte por impetrar com MS preventivo ou Ação declaratória de inexistência de
Relação Jurídica Tributária. Se foi feito o lançamento cabe MS ou Ação Anulatória. Se foi feito
o lançamento e o pagamento pode ingressar com ação de repetição de indébito.

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