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ECONOMIA

CIRCUITO ECONÓMICO E A CONTABILIDADE NACIONAL


Agente económico: é constituído por um indivíduo ou uma entidade que intervém na actividade
económica exercendo pelo menos uma função económica.
Os agentes económicos são as famílias, as empresas não financeiras, o Estado, as instituições
financeiras e o resto do mundo.
O agente económico famílias é constituído por todos os indivíduos que intervêm na actividade
económica e exercem a função económica de consumir.
O agente económico empresas não financeiras realiza operações sobre bens e serviços e indica-nos
a origem dos bens e dos serviços colo cados à disposição de outros agentes.
O ag. económico Instituições financeiras inclui as entidades bancárias e as entidades seguradoras.
Este ag. económico presta serviços de recolha das poupanças e de concessão de empréstimos, através
das entidades bancárias, e possibilita a cobertura de risco mediante o pagamento de prémios de
seguros, através das seguradoras. As instituições financeiras asseguram o financiamento da
actividade económicas.
O agente económico Estado participa na actividade económica desempenhando operações de
redistribuição dos rendimentos através da aplicação de impostos e das contribuições para a
Segurança Social. O estado concede a atribuição de subsídios às famílias e às empresas. O Estado
paga também vencimentos às famílias que exercem a sua actividade produtiva para a Administração
Pública.
Nas economias abertas os ag. económicos residentes no país estabelecem operações económicas
com ag. económicos não residentes.
O rendimento das famílias ou o rendimento disponível dos particulares é constituído pelo valor do
consumo efectuado e pela poupança realizada nesse período.
Os Fluxos podem ser reais ou monetários. Os fluxos reais representam as operações em que
circulam bens e serviços entre os ag. económicos. Os fluxos monetários circulam meios de
pagamento, moedas, cheques e ordens de transferência.
O circuito económico representa de forma simplificada a actividade económica e coloca em
evidência a interdependência estabelecida entre ag. económicos de um país.
Os empregos são todas as operações que representam a saída de dinheiro e os recursos são as
operações que representam entrada de dinheiro.
Os ag. económicos não garantem o equilíbrio isoladamente entre os recursos e empregos. A
económica tende a longo prazo para o equilíbrio.
Contabilidade Nacional
Quando se quer ter um conhecimento quase perfeito da actividade global de uma economia.
Sendo o somatório de tudo aquilo que se produz numa economia, digamos é como a contabilidade de
uma empresa, mas de uma forma mais complexa.
Podemos enunciar um modelo simples apenas constituído por famílias e empresas. Em que os fluxos
reais, das empresas para as famílias, são os produtos que estas produzem e são desejados pelas
famílias (ex: automóvel, frigorífico, alimentos, ...)
Fluxos Monetários: Das famílias para as empresas com o pagamento de bens adq. das empresas
para as famílias com salários, rendas, juros e lucros.
Ora compilando todas estas transacções de cada um destes fluxos, temos os dados da contabilidade
nacional, ou seja, o produto do somatório de todos os bens produzidos por todas as empresas durante
um determinado período económico financeiro (geralmente 1 ano civil).
Somatório rendimentos das famílias e despesas efectuadas pelas famílias.
Porque falar de Contabilidade Nacional?
Fazer contas no sentido de saber, concretamente os fluxos de dinheiro que entram e que saem.
Contabilizar, fazendo essas contas (dinheiro que sai e que entra) em determinado período económico
financeiro (1 ano civil).
Para compreender a realidade económica de um País, ou seja, apurar as contas de um país.

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Trabalho / Iniciativa e Factores de Produção

Salários / Rendas / Juros / Lucros

FAMÍLIAS EMPRESAS-Pag. impostos

Bens e Serviços

Preços

Trabalho / Impostos / Taxas e Preços

Salários / Bens / Serviços Públicos ESTADO-comp.bens/serviços

EXTERIOR Bens e Serviços – Empresas / Estado / Famílias

Recebe – Pagamentos / Preços Respectivos


Fluxo Real
X = Exportações Fluxo Financeiro
M = Importações (ou monetário)

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Fluxo Real – São as relações que estão representadas pelas linhas contínuas.
Fluxo Financeiro – São as relações que estão representadas pelas linhas tracejadas (descontínuas).
As linhas a ponteado, representam os fluxos reais, das empresas para as famílias, ou seja, os produtos
que as empresas produzem e as famílias desejam (bens alimentares, automóveis, etc.) e das famílias para
as empresas, com o contributo dos factores de produção (mão-de-obra, cedência de terrenos…). As
linhas a cheio representam os fluxos monetários ou financeiros, o pagamento dos bens das famílias às
empresas e o pagamento dos factores de produção (salários, rendas, juros, lucros) às famílias pelas
empresas.
Mas há modelos mais complexos e realistas, em que tem de se ter em conta outras realidades a
contabilizar, sendo uma delas o Estado, que forma uma multiplicidade de bens, daí que tem necessidade
de dispor de receitas que são os impostos (pagos pelas famílias e empresas).
Poderíamos balizar aqui, se as economias fossem fechadas , ou seja, se não houvesse importações e
exportações. Ora a economia Portuguesa, como sabemos é especialmente aberta ao exterior. Importamos
um grande volume de bens, que têm de ser pagos, mas por outro lado também exporta (confecções,
papel, ...)
Agregando todos os movimentos de cada um destes fluxos, temos os dados da contabilidade nacional;
sendo que; o cálculo do valor da produção pode ser efectuado a partir de três ópticas diferentes:
Óptica do P(produto)=somatório de todos os bens produzidos.
Óptica do R(rendimento)=somatório de todos os pagamentos aos factores
Óptica da despesa D(despesa)=somatório de todos os pagamentos feitos pelas famílias às empresas.

São 3 Princípios agregadores

P (Produto) ------- R (Rendimento) --------------- D (Despesa)

Representam o circuito Nacional (Economia Nacional) e que é idêntico (=) Empresa

Obs: Ordem Correcta: P → R → D

Norma da Economia: P = R = D

Como Calcular estes Agregados?

P (produto) = R (rendimento) = D (despesa)

• Conceito de produto vai subdividir-se em pelos menos 4.


• No calculo (dos agregados) → Sempre somando valores.
• Existem 2 métodos possíveis para calcular o produto. Estes 2 métodos são indiferentes e
igualmente válidos, podendo ser utilizados um ou outro.
1. 1º Método – Do somatório ( ∑ ) dos valores acrescentados.
2. 2º Método – Do somatório ( ∑ ) dos Bens finais.

MODOS DE CÁLCULO: “Existem 2 critérios”


1º Somatório valor acrescentado de todas as economias durante 1 ano (exemplo ver....), sendo o
valor acrescentado, aquele valor que cada agente produz de facto de novo na economia. (total das
receitas menos os custos das matérias primas e produtos intermédios)
2º Dos bens finais (só as empresas de consumo final) é mais viável a 2ª teoria.

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1º Método:

Balancete (normalmente mensal)

Vendas Compras
(Receitas) (Custos)

1.800,00 1.000,00
VA 800,00
___________________
1.800,00 1.800,00

VA = à diferença (vendas – compras)-800.

2º Método:

Precisamos de saber onde estão as empresas que produzem os bens finais.

Bens Finais – São bens que estão prontos a serem utilizados (consumidos). São os bens no final
da sua produção, já não podem mais ser reproduzidos.

O 2º Método resulta do somatório ( ∑ ) de todos os bens finais.

Cereais Farinhas Pão


_______________ _________________ _________________

1.000 0 1.800 1.000 2.500 1.800


VA 1.000 VA 800 VA 700
_____ _____ _____

1.000 1.000 1.800 1.800 2.500 2.500

1º Método ∑ (somatório) dos valores acrescentados ( ∑ VA )

→ 1000 + 800 + 700 = 2.500

2º Método = P = Empresa 3 (neste exemplo) = 2.500.


Consideramos sempre o valor Total da última empresa.

OBS: Para calcular os agregados vamos utilizar o 2º método.


Assim, no que respeita às produções deverá tratar-se do somatório das que tenham sido feitas,
mas há que evitar duplas contagens, considerando-se para isso apenas os bens finais.
Rendimento Nacional – somatório de todos os rendimentos auferidos por todas as famílias
durante um ano;
Despesa Nacional – somatório de todos os pagamentos feitos pelas famílias às empresas na
aquisição de bens de consumo, num ano económico.

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EQUIVALÊNCIA ENTRE OS AGREGADOS (são dados da contabilidade nacional)
Óptica do Produto P(produto)=somatório de todos os bens produzidos
P.I.B. = Produto Interno Bruto. É o agregado do produto a partir do qual vamos calcular os
demais e que representa o valor da produção (riqueza) gerada numa economia de 1 País (por isso se
designa por produto interno). É de todos os agregados o mais amplo. (Ex. 5 ton. De laranjas a 60
contos a ton., 10 bicicletas vendidas a 50 contos cada, 40 consultas médicas a 5 contos cada, neste
caso o PIB num País no ano em causa seria 5x60+10x50+40x5). É o que em 1ª linha nos diz o
quanto se gera de riqueza num País. O PIB de um dado País mede o valor total dos bens e serviços
finais produzidos dentro do território desse País durante um determinado período, sendo excluídos
do conceito de PIB, todas as matérias primas e produtos intermédios produzidos no País, os quais
por definição, se destinam à produção de outros produtos, pelo que a sua não inclusão destina-se a
evitar a dupla contabilização. De facto, o PIB inclui todos os bens ou serviços produzidos no País,
independentemente dos correspondentes rendimentos gerados serem de pertença de entidades
residentes no País ou no estrangeiro. Este último aspecto permite-nos fazer a ponte para outro
conceito muito próximo do de PIB, que é o PNB-este entende-se como o valor de todos os bens e
serviços finais produzidos num determinado ano pelos residentes num determinado País. Neste
caso, o que conta é o País de residência dos detentores dos direitos sobre os bens produzidos, não o
Pais onde a produção tem lugar. Assim, o valor dos bens produzidos no País A por residentes no
País B, entra no PIB do País A mas não no seu PNB, já que vai sim fazer parte do PNB do País
B. (Ex. Tony Carreira, quando actuou em França, a produção do espectáculo entra no PIB francês,
mas o cachet entra no PNB português. Se for um emigrante residente em França, a sua produção
entra no PIB e PNB francês).
Saldo do rendimento do resto do mundo = Rendimentos provenientes do Exterior -
Rendimentos gerados no País que revertem para o exterior.
PN=PI + rend. fact. do resto do mundo
PI=PN - rend. fact. do resto do mundo
PNB=PIB+Saldo Resto Mundo (Tony Carreira (em França) – U2 (em Portugal) -(somar ao PIB o
total dos rendimentos criados no estrangeiro mas advindos a residentes no país (Tony carreira) e
deduzir o total dos rendimentos obtidos no país que revertem em favor de residentes no estrangeiro
(U2)) + subsídios vindos do estrangeiro – impostos pagos ao estrangeiro.
Nem todo o rendimento gerado num país reverte para os residentes. As rendas de propriedades,
salários (trabalhadores temporários), os juros do capital, os lucros das empresas dos não residentes,
são enviados para o país de residência. Assim, os rendimentos dos factores dos não residentes são
enviados dos países onde são gerados, para o país de residência dos titulares.

PNB=PIB+Saldo Resto Mundo+ subsídios vindos do estrangeiro– impostos pagos ao


estrangeiro

Em suma, produto nacional, exigindo as correcções e as cautelas que analisámos, será o valor
monetário do conjunto dos bens e serviços numa economia, durante um período considerado

Para o cálculo de P temos 6 agregados:


1. PIB pm ------ (Produto Interno Bruto a preços de mercado)
2. PIB cf -------- (Produto Interno Bruto a custos de factores).
3. PNB pm ------ (Produto Nacional Bruto a preços de mercado)
4. PNB cf -------- (Produto Nacional Bruto a custos de factores)
5. PIL cf --------- (Produto Interno Líquido a custos de factores)
6. PNL cf -------- (produto Nacional Líquido a custos de factores)
A contabilização do valor do produto varia com o preço a que esse valor é calculado. Assim,
podemos considerar os seguintes preços: preços a custo de factores e preços de mercado.

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No primeiro caso calcula-se o valor da produção com base nos custos de produção. No segundo caso,
a produção é calculada com base nos preços de venda. De facto, para além do preço dos custos de
produção, o Estado lança impostos sobre este preço (peço de custo):é o caso dos impostos indirectos.
No entanto, também pode conceder subsídios a determinadas produções que considera essenciais,
para que o preço de venda desses bens se torne acessível à população mais carenciada.
Assim, o produto a preços de mercado (Ppm) traduz-se pela igualdade seguinte:
Ppm=Pcf+Ti(impostos indirectos ou sobre a produção)-subsídios.

Por outro lado, o produto a custo de factores (Pcf) traduz-se pela igualdade seguinte:
Pcf=Ppm – Ti + Subsídios à produção. Neste caso, os valores da produção (a custo de factores) não
podem incluir os impostos indirectos. Por outro lado, no caso de existirem subsídios à produção, estes
terão de ser adicionados de forma a obtermos o valor do custo real da produção.

PIB pm : PIB a preços de mercado. É avaliado, tendo como base o preço do consumidor (preço final).
PIB pm = somatório dos bens finais – valor dos bens intermédios provenientes anos anteriores
ou importados e usados no ano em curso + bem intermédio produzido no ano mas não utilizado.
Exemplo: Pão (feito 2006) – farinha 2005 ou imp.2006 + farinha stock no final 2006 = PIB 2006.
*PIBpm=PIBcf + impostos indirectos ou sobre o consumo – subsídios à produção
Se do PIBpm queremos passar para um valor ao custo de factores, um valor de rendimento temos;
*PIB cf =PIB pm - impostos sobre a produção e as importações + subsídios à produção

*PNB=PIB+Saldo Resto Mundo+subsídios vindos do estrangeiro– impostos pagos ao estrangeiro


*PNB pm = PIB pm + Saldo do Resto do Mundo
*PNB cf = PIB cf + Saldo do Resto do Mundo
Apuramento de valores líquidos
Quer o produto a preços de mercado quer o produto ao custo dos factores, tanto podem ter um valor bruto
como um valor líquido. São um valor bruto quando os investimentos em bens capitais duradouros são
integralmente tidos em conta, sem que, em contrapartida, sejam deduzidas quotas de amortização; e um valor
líquido quando esta dedução é feita. Sendo assim, a não exclusão do seu valor levará a duplas contagens.
QA = Quotas de amortização.

Quotas de amortização = Como conceito Contabilístico, é um valor contabilístico que corresponde à


contabilização da deterioração dos bens de produção ou à contabilização da sua vida útil, de modo a
permitir a reintegração do valor do seu bem, ou seja, quota de amortização é a diferença de aquisição
do bem sobre o tempo de vida útil.
Exemplo: Qa = valor de aquisição do bem
Vida útil
Se adquirirmos um tear pelo preço 20.000,00 € e se considerarmos como tempo útil de vida 5 anos.
Então temos:
Qa = 20.000 € então Qa = 4.000 €
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Este é o valor de quota de amortização a ser considerado durante o período de 5 anos (só durante este
período).
Consoante se incluam ou não as amortizações do capital fixo das empresas (QA), obtém-se o PIB
(Produto Interno Bruto) ou o PIL (produto Interno Liquido)
PIB=PIL + QA
PIL=PIB – QA

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Consoante incluam ou não as amortizações do capital fixo das empresas obtém-se o PNB e o PNL.
PNB=PNL + QA
PNL=PNB – QA
Tanto o produto interno como o produto nacional (independentemente de serem calculados a
preços de mercado (pm) ou ao custo dos factores (cf), podem ser um valor bruto ou líquido: a
diferença consiste em incluir ou excluir o valor das amortizações; no primeiro caso são
considerados os investimentos dos bens de capital fixo; no segundo são deduzidas as quotas de
amortização.
PIBcf=PILcf + QA ou PILcf=PIBcf – QA
PIBpm=PILpm + QA ou PILpm=PIBpm – QA
PNBcf=PNLcf + QA ou PNLcf=PNLcf-QA
PNBpm=PNLpm + QA ou PNLpm=PNBpm – QA
Obs: Através do QA, poderemos conhecer o valor de investimento feito pelas nossas empresas.
Se o valor anual subir, é sintoma de que as empresas investiram em novos equipamentos produtivos.
Se o valor diminuir, é sintoma de que as empresas não investiram e poderemos estar perante uma
crise económica ou recessão.
E também poderemos ver a capacidade produtiva da economia, que é maior se os valores das quotas
de amortização subirem e a possibilidade de evitar duplas contagens.

AQUI
Conclusão Final:
Rendimento nacional refere-se pois, ao valor monetário do conjunto das retribuições ou ganhos,
provenientes quer da actividade económica, quer da aplicação de determinados bens ou valores,
durante um período considerado.
Rendimento (RN) = PNL cf
RN = Rendimento Nacional.
OBS: Há contudo alguns autores que defendem que o RN é igual ao PNBcf
RN (rendimento nacional) – é a parte do produto que existe depois de todas as deduções (IRC) e
depois vão ser distribuídas pelas pessoas que participam na produção, desde o empresário até aos
trabalhadores; (é equivalente ao PNB cf) é o rendimento das pessoas físicas e colectivas,
corresponde ao valor do rendimento gerado em Portugal, ou não que reverte a favor de empresas ou
pessoas residentes em Portugal.

Rendimento Nacional –
Rendimento ou produto Nacional é o número final a que se chega quando se mede com uma fita
métrica simbólica (O dinheiro) as diversas maças, laranjas, navios de guerra e máquinas produzidas
por qualquer sociedade a partir dos seus recursos: terra, trabalho e capital.
Rendimento Nacional a custos de factores ( - ) Rms transferidas para o exterior ( + ) Rms
provenientes do exterior.
Óptica de rendimento, R(rendimento)=somatório de todos os pagamentos aos factores

encontramos 3 agregados.
RN = PNB L/CF
RP = RN – s empresas – impostos sobre rendimento das empresas (IRS) = RP → Distribuído às
famílias.
s (em letra minúscula) – É a poupança das empresas. Reservas legais obrigatórias ou facultativas.
RD (rendimento disponível) = RP – impostos e outros encargos sobre RM Pessoal (IRS, Segurança
Social) + Rms protecção Social * remessas de emigrantes com outras transferências do resto do
Mundo + juros da dívida pública.

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Despesas Correntes – Despesas que se fazem sempre repetidamente e sistematicamente.
Exemplo: Água / Luz / Combustível / alimentos.
Despesas Capital ou de Investimento – São despesas em bens duradouros (a sua durabilidade pode
ser diferente)
Exemplo: Computador (está sempre a desactualizar o que pode promover uma durabilidade curta).
Fato (Já pode tornar-se um bem mais duradouro se poupado).
Carro – pode ter as duas vertentes (bem duradouro ou bem capital) mas poderemos considerar mais
capital.

Rendimento distribuído-parte do RN que vai para os titulares dos factores de produção.


Rendimento disponível-parte do rendimento distribuído recebido pelos particulares ou sectores
(privado e público) e do qual podem dispor em consumo e poupança. Acontece ainda, que algumas
pessoas podem dispor de dinheiro que não é rendimento seu, ou seja, resultante da sua participação na
produção e que há rendimento pessoal que não chega a poder ser usado.Assim, não resultam de
participação na produção, os subsídios de assistência, remessas de emigrantes e outras transferências
correntes do resto do mundo. Costuma-se considerar que emprestar ao Estado não é participar na
produção, contudo os juros dos empréstimos a ele feitos também são dinheiro de que os particulares
podem dispor.
Rendimento pessoal-Todos os rendimentos recebidos pelos indivíduos. O produto nacional ao custo
dos factores não é todavia, ainda o rendimento das pessoas. Com efeito, parte do valor obtido pelas
unidades produtivas não é distribuído, ou por ficar a constituir poupança sua ou por ser transferido
para o Estado.

Óptica das Despesas D(despesa)=somatório de todos os pagamentos feitos pelas famílias às


empresas
Despesas correntes, despesas que se fazem sempre repetida e sistematicamente. Ex. Água, luz…
Despesa capital ou de investimento, são despesas em bens duradouros (a sua durabilidade pode ser
diferente). Ex. computador pode ter uma durabilidade curta, um fato já dura mais.
A despesa nacional (DN) reporta-se à aquisição de bens e serviços e vai exigir a separação por tipo de
utilização-consumo C, investimento (I) e despesa do Estado (G). Esta despesa do Estado envolve, em
bom rigor, quer o consumo, quer o investimento, sendo autonomizada em razão do facto de estarmos
perante o mais relevante e influente dos sujeitos económicos. A despesa nacional será a soma de
C+I+G, no entanto, as economias não são fechadas, realizam-se por isso, importações e exportações de
bens e serviços com o estrangeiro. A fórmula é DN=C+I+G+Ex.-Imp.
A Despesa Nacional , corresponde assim, ao valor monetário da soma das despesas efectuadas em
relação a bens finais pelo conjunto dos agentes económicos, durante um período considerado.

OS INDICES DA CONTABILIDADE NACIONAL COMO INDICADORES DE BEM-ESTAR


DAS POPULAÇÕES
Os dados da contabilidade Nacional, principalmente o Produto e o rendimento nacional, costumam
ser usados como indicadores de > ou < êxito económico de um país e do > ou < bem estar das
populações. É com base nelas que geralmente se fazem juízos acerca da produção e do nível de vida de
um país, numa dada época, comparações no espaço (comparando regiões e países entre si) e no tempo
(evoluções que se verificam).
Comparações no tempo e no espaço, comparando níveis de produção, do rendimento e da despesa
entre vários países poderão encontrar dificuldades recorrendo aos índices de Contabilidade Nacional.
Desde logo, o recurso a expressão monetária da produção, do rendimento e da despesa, poderá
provocar a ilusão monetária, considerando as alterações do valor da moeda (inflação ou deflação),
que se evitará através dos preços constantes ou dos números índices. Os bens materiais e serviços
produzidos e consumidos, mas não comercializados (auto consumo), não são contabilizados,

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resultando numa subavaliação. Os bens comercializados em «economia paralela», «economia
subterrânea» ou «mercado negro», também não são contabilizados.
O bem-estar das populações quando referido ao lazer também não é considerado. O método de
capitação, dividindo o rendimento, o produto ou a despesa de um país pelo número de habitantes
(rendimento per capita, produto per capita, despesa per capita), nem sempre se revelará a melhor
forma de comparar o nível de vida dos habitantes de diferentes países, considerando as assimetrias na
distribuição. Assim, na Suiça, país com rendimento per capita inferior ao da Arábia saudita, o nível de
vida da população é superior.
O consumo de bens duradouros contabilizado apenas num ano, cuja utilização nem sempre se limita a
esse período, é susceptível de causar equívocos acerca do bem-estar proporcionado por esses bens.
Ilusão monetária, para fazer análise evolutiva ao longo dos tempos de qualquer dos agregados da
contabilidade nacional, havendo alterações no valor da moeda. A ilusão monetária pode pois distorcer
por completo a realidade, pois por exemplo: numa época de inflação em virtude das subidas dos preços
pode acontecer que um produto nacional, embora diminuindo em termos reais, nos apareça a preços
correntes com uma subida apreciável. Esta ilusão pode ser evitada em grande medida através da
correcção dos valores correntes, deflacionando - os ou inflacionando-os , consoante tenha havido uma
perda ou um ganho da moeda.
Uma outra dificuldade ligada ao facto da contabilidade nacional a exprimirem em termos monetários,
não sendo desta forma contabilizados os bens materiais e os serviços que não têm mercado (ex:
serviço que cada um presta a si próprio, serviço das donas de casa).
PIGOU “se um homem casa com a governanta ou com a cozinheira diminui o rendimento nacional
(1929).O bem estar do casal aumenta, ela agora é co-proprietária dos bens; o marido também deixa de
pagar o ordenado. Ambos podem aumentar o seu bem estar – o elemento de Pigou só cai se ela for má
esposa e ele mau marido.
Os agregados da Contabilidade Nacional não podem esclarecer-nos por completo acerca do bem estar
das populações (cidadãos). Pigou – a contabilidade nacional não permite avaliar o bem estar das
populações, pois não nos diz como a riqueza está distribuída (ex: do patrão casa com a governanta)
Na contabilidade nacional, não nos é dado valor ao descanso, parecendo não oferecer dúvidas que o
bem estar dos cidadãos será bem > se um PNB do mesmo montante for conseguido com uma semana
média de 50 horas semanais e apenas 2 semanas de férias.
Depois também é só medido o que é produzido, não se medindo as satisfações das pessoas, o seu
contentamento no trabalho. Pois alguns gostam verdadeiramente daquilo que fazem, outros trabalham
apenas com vista a receber o seu ordenado. Não há modo de contabilizar estas satisfações.
O bem estar das pessoas também não pode ser avaliado apenas pelo PNB, pois a Índia tem um PNB,
que todavia tem de ser dividido por quase mil milhões de pessoas, devendo considerar-se mais ricos
países como a Suiça, o Luxemburgo com PNB menores que todavia dividem por poucos milhões de
pessoas. Desde logo os valores per capita são valores médios, em que não são consideradas as
desigualdades existentes, Países como o Quatar, em virtude de riqueza do petróleo, apresentam valores
per capita entre os mais altos do mundo, mas sabe-se que tal riqueza beneficia apenas, certo extracto
da população. Já em países mais igualitários, embora os valores per capita sejam mais baixos, o nível
de vida na generalidade das populações é maior.
Portanto não é um indicador real da distribuição de riqueza, porque é o valor médio
(RpCapita = RN
Nº habitantes)
Não estão contempladas as diferenças económicas e sociais, todos beneficiam do mesmo R per capita
o meu Per Capita é = ao Per Capita do Belmiro de Azevedo)
Por outro lado, o bem estar da generalidade da população depende do tipo de bens produzidos, se se
gastou mais em manteiga ou em canhões.
Por ex: a concentração de pessoas nas cidades exige construção de viadutos para o escoamento do
trânsito e sistemas caros para a defesa contra a poluição atmosférica, não se pode dizer que a produção
destes bens traduz na íntegra num aumento de bem estar das populações.

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Em meios mais pequenos não há poluição nem congestionamento de trânsito.
Em suma: apesar das limitações existentes, desde que se tenham cautelas na análise mencionada, os
grandes agregados da contabilidade nacional continuam a ser reconhecidos como fundamentais em
qualquer estudo da macro economia.
A contabilidade nacional é um razoável instrumento de avaliação da situação económica de
um país, mas é muito limitado para compreendermos o nível de bem-estar social e cultural
das populações. O PIB deverá ser um dos possíveis indicadores utilizados no estudo do bem-estar
alcançado pelos diferentes países.
Do manual:
a)Serve para comparar economias.Temos de ter um certo cuidado com as comparações
fundamentalmente com a moeda em que estamos a avaliar, terá que ser sempre avaliado na mesma
moeda (geralmente aparece em dólares). Impacto da inflação.
1ª limitação: Disparidade de moedas (obriga-nos a trabalhar com uma só moeda).
2ª limitação: Impacto da inflação. Pág. 248.
b)Bens sem mercado.São bens que não entram nas contas da contabilidade nacional.
Exemplo: Bens produzidos numa pequena horta do quintal. Produção pessoal para seu consumo, ou
bens produzidos para auto - consumo. Criação de animais (galinhas, coelhos etc.)Costureiras /
Mulher – a – dias. Pág. 249
c)Não é dado valor ao descanso, parecendo não oferecer dúvidas que o bem – estar dos cidadãos será
maior de PN do mesmo montante for conseguido com uma semana média de 35 horas de trabalho e
um mês de férias anuais, do que com uma semana média de 50 horas e duas semanas de férias anuais.
Este é aliás um elemento que deve ser tido em conta tanto nas análises isoladas dos países como em
comparações internacionais.
Pág. 249 /250.
d)Apenas é medido quanto é que é produzido, não se atende ao grau de satisfação (ou ausência dela)
que as pessoas têm no trabalho que desempenham. Muitos investigadores também derivam uma
especial satisfação do tipo de trabalho que desempenham, gostam da pesquisa continuada com vista à
aquisição de conhecimentos, do contacto com outros cientistas e da relativa liberdade que dispõem.
Tais satisfações não monetárias constituem parte do rendimento psíquico da investigação. A
importância deste rendimento varia de indivíduo para individuo. Alguns gostam do seu trabalho,
outros trabalham apenas pelo ordenado. Não há nenhuma forma de contabilizar estas diferenças de
satisfações.Pág. 250.
e)O bem - estar das pessoas não pode ser avaliado através dos agregados globais relativos aos
países. A Índia pode ser considerado um País pobre apesar de ter um grande PNB, enquanto que
Países pequenos como o Luxemburgo ou a Suiça (de longe com um PIB per capita mais elevado da
União Europeia) com PNB muito mais pequenos. Se queremos saber qual o bem – estar das pessoas,
os valores globais têm que ser divididos pelo nº de habitantes.
Nas análises é costume fazer-se referência ao produto ou rendimento per capita, e quando se fazem
comparações no tempo há que ter em linha de conta que a população vai variando de ano para ano,
pelo que em cada um deles há que usar um divisor diferente.
__________RN________ = RM per capita
Nº de Habitantes do País Pág.250/251.
f)Os valores per capita são valores médios, em que não são consideradas as desigualdades
existentes. Países como o Kuwait e o Quatar, em virtude da riqueza em petróleo, apresentam valores
per capita muito altos. Estas riquezas beneficiam apenas um estrato da população, mantendo grande
parte da população, padrões de vida modestos. Países mais igualitários, embora os valores per capita
sejam mais baixos, o nível de vida é mais equilibrada. A estrutura de repartição deve ser tida em
conta.Pág. 251.
g)O bem-estar da generalidade da população depende do tipo de bens produzidos, o que não nos é
dado pelos valores per capita. Exemplo, dois Países podem ter o mesmo produto per capita, mas num
deles quase toda a produção ser de bens de consumo, enquanto que noutro, por falta de apoio popular

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dos dirigentes e em tendências de hegemonia no estrangeiro, é destinada à actividade da polícia
política e das forças armadas grande parte dos recursos do País. Certamente Os cidadãos que ocupam
postos de chefia sentirão maior bem-estar que os demais populares. Certamente que a generalidade
das pessoas preferirá uma política semelhante ao do primeiro caso. Pag. 251.
h)Mesmo que um País esteja preocupado com a produção de bens de consumo, pode haver
perspectivas temporais. Uma delas pode consistir em dar aos cidadãos um grande bem-estar no
presente, afectando quase todos os recursos à produção de bens de consumo. A outra consiste em
fazer avultados investimentos em bens capitais, com vista a uma maior produção futura de bens de
consumo. Considerando que a segunda hipótese é a política mais correcta, e com um mesmo valor per
capita, o bem-estar será maior no caso da produção dos bens de consumo no presente. Pág. 251/252.
i)O bem-estar proporcionado pelos bens duradouros (automóveis, frigoríficos, televisores) não se
restringe ao ano em que são produzidos, permanece enquanto continuarem a serem usados. Contudo
nas contas nacionais, esses bens aparecem contabilizados no ano em que são produzidos e não nos
anos seguintes. Esta circunstância tem importância porque a produção deste tipo de bens é instável.
Assim o rendimento realmente usufruído usando bens duradouros é maior do que é mostrado no PNB
em anos de depressão, quando são produzidos poucos bens duradouros novos mas continuam a ser
utilizados ainda muitos antigos, e é mais baixo do que aquilo do que o indicado pelo PNB em anos de
prosperidade, quando a produção de bens duradouros é mais rápida do que o seu uso. Pág. 252.
j)Por fim, as deseconomias causados por um progresso mal dirigido. Por exemplo: Em virtude das
grandes concentrações verificadas nas grandes cidades, há que construir viadutos para escoamento do
trânsito e sistemas caros de defesa contra a poluição atmosférica. Não se pode dizer que estas
intervenções traduzam um bem-estar das pessoas, há quanto muito um ganho líquido. Portanto
também por este motivo, apenas com a referência do rendimento per capita fica subavaliado o bem-
estar nos países mais atrasados, onde não há tantas deseconomias externas a compensar.Pág. 252/253.

A DISTRIBUIÇÃO DO RENDIMENTO

1.A avaliação da repartição de rendimento


Para que a produção se concretize é necessária a participação de 2 factores fundamentais, são eles o
trabalho e o capital. Uma vez realizada a produção, os resultados obtidos irão ser vendidos no
mercado a um determinado preço, gerando-se assim um rendimento que irá ser repartido pelos
factores que intervieram na produção. É na realização do processo produtivo que se geram os
rendimentos. Sabendo qual o rendimento de um País, resta saber como se distribui esse rendimento.
Uma das questões centrais da economia é, precisamente, saber como os rendimentos gerados irão ser
repartidos pelos intervenientes na produção, uma vez que desempenharam funções diferentes. Que
parte deve caber ao factor trabalho e que parte deve caber ao factor capital?!
A repartição funcional dos rendimentos é a análise da forma como o rendimento se reparte pelos
factores intervenientes no processo produtivo, de acordo com a função por eles desempenhada.

REPARTIÇÃO FUNCIONAL DO RENDIMENTO


Trabalhador Salário
Factor Trabalho
Empresário Lucro
Proprietário de Imóveis Rendas
Factor Capital Detentor de capital/ € Juros

1.1 As desigualdades a ter em conta:

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A primeira questão a colocar é saber que tipo de desigualdades queremos conhecer. Saber como se
reparte o rendimento pela generalidade das pessoas, por outro lado, saber que diferenças há entre
homens e mulheres, entre pessoas de diferentes raças, entre profissões e regiões;
Análise da distribuição da riqueza ou do património dos cidadãos. Pag. 257

1.2 Modos de medir e analisar as desigualdades


1.2.1 Simples agregação dos dados em classes
Repartir os cidadãos em classes de rendimento, vende-se a % de rendimento que cabe a cada um.
Com grande frequência são consideradas 4 (quartis) ou 5 (quintis) classes. Estando no 1º quartil
(25%) ou 1º quintil,( 20%) os mais pobres dos pobres, nos 2ºs quartil e quintil os ligeiramente menos
pobres e assim sucessivamente até ao último quartil ou quintil, correspondentes aos mais ricos..
De notar que se houvesse uma distribuição totalmente igualitária, não seria possível a repartição por
classes, não havendo obviamente mais pobres ou mais ricos. Pag. 258/260
Saliente-se ainda que as desigualdades são maiores em países menos desenvolvidos, caso do Brasil
da Bolívia, etc, sendo menor inigualitário (países mais desenvolvidos) como o Reino Unido, Suécia.

1.2.2 Outros modos de mediação e análise: as curvas de Lorenz e os (coeficientes de Gini-P.263).


Além das indicações assim conseguidas, tem havido a utilização de outros modos, julgados mais
correctos ou mais sintéticos, de medir e analisar as desigualdades.
Aconteceu com uma forma de medição de Vilfredo Pareto, autor que se distingiu também por ter uma
perspectiva “pessimista” acerca da possibilidade de se evitarem ou atenuarem os desequilíbrios.
Actualmente o modo mais utilizado para medir e apresentar as desigualdades deve-se a Max O.
Lorenz, no início do século XX. Começa por formar classes com os cidadãos e os rendimentos, mas
classes com valores agregados (não valores separados como no 1º modo de análise). Quem estava num
dos Quartis ou quintis não estava nos outros. Nas agregações de Lorenz, na segunda classe estavam
incluídas também pessoas da primeira, na terceira, pessoas das duas primeiras e assim sucessivamente
até que a 100% das pessoas corresponda os 100 % do rendimento. Pág. 261/265.

Muito Importante
2-As causas das desigualdades –
Uma distinção básica pode ser feita entre causas das desigualdades criadas no presente (embora muitas
das vezes com raízes anteriores), das verificadas no passado, dando lugar a grandes diferenças no
presente. Neste segundo caso, trata-se de desigualdades resultantes de fortunas herdadas, havendo logo
à nascença indivíduos mais favorecidos que outros.· Pág. 265/267
Duas perspectivas, raízes anteriores e raízes presentes.
Em raízes anteriores temos desigualdades resultantes de fortunas herdadas, havendo por isso logo à
nascença indivíduos muito + favorecidos do que outros. As fortunas além de por si mesmo serem
factores de estabilidade, são fontes de rendimento. “dinheiro faz (gera) dinheiro)”.
Por outro lado, temos as desigualdades nos rendimentos, as quais levam a diferentes acumulações de
riqueza (pois que quem ganha mais pode aforrar e investir em maior medida, acentuando-se por isso as
desigualdades neste domínio).
Por ex: nos EUA 1% dos indivíduos têm 40% de todos os activos financeiros; Outro motivo da
desigualdade resulta das qualificações das pessoas, tais como diferentes condições familiares, sendo de
esperar que os filhos das famílias mais cultas tenham mais facilidades nos estudos, e que os filhos dos
empresários tenham mais facilidades no começo de uma actividade empresarial.
Será pertinente referir que a força física conta pouco, mas conta muito a qualificação (é claro que há
excepções, de casos de dotes naturais, como o de uma actividade artística, o jogador de futebol, etc)
que podem levar a remunerações astronómicas) a profissão ou a predisposição para assumir riscos.

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3. Políticas de Redistribuição
Face à constatação de desigualdades, coloca-se naturalmente o problema de saber de deve intervir-se,
procurando atenuá-las ou mesmo eliminá-las. Mas levantam-se desde logo 2 problemas: o primeiro se
é possível e o segundo: se face à igualdade, se há promoção de um maior equilíbrio.
Pareto emitiu um juízo de desconfiança em relação à possibilidade de haver políticas capazes de
promover uma maior igualdade. Com observação de épocas e países diferentes; Pareto julgou que se
tenderia para um determinado nível de desigualdade.
As desigualdades são consequência natural dos países mais pobres, bastando esperar pelo seu
crescimento para que se verifique essa atenuação. As diferenças na distribuição também podem ser
explicadas por políticas diversas, só assim se explica por ex: que a igualdade seja maior em países
Europeus do que nos EUA, pois onde é maior a preocupação pela sua promoção.
3.1 Políticas Financeiras
3.1.1 Política Fiscal (com o objectivo de promover uma melhor distribuição do rendimento)
Através de impostos, dos quais temos de considerar dois tipos:
Impostos Indirectos: caso do valor acrescentado que tributa a generalidade do consumo. Por ex: a
tributação sobre os tabacos ou sobre as bebidas alcoólicas, agora falta questionar quem compra +
destes produtos, os ricos ou os pobres (sabe-se que embora pobres, não conseguem libertar-se do vício
de fumar ou beber).
Impostos Directos: sobre os rendimentos das pessoas físicas tem a virtualidade de poder onerar
mais os ricos do que os pobres, diminuindo-se assim o nível de desigualdades (também a estabilidade
de um patamar abaixo da qual não se paga IRS, dedução das despesas com > significado para os
pobres).
(Imposto de Pecado: a tributação destes bens podem ser determinados por um objectivo de
desincentivo ao seu consumo)
A Tributação geral do património (mas é um assunto delicado) pois como se sabe da existência de
bens pessoais (ouro, joías, …) sendo impossível ter um conhecimento aproximado.
3.1.2 Política de despesas: é mais viável conseguir-se uma redistribuição correcta actuando-se
pelo lado das despesas como o fornecimento de bens públicos. (…) Como é o caso da
assistência à saúde, educação, habitação social, que representa mais para os pobres do que para
os ricos.
3.1.3 Política da Segurança Social: todos trabalham e descontam parte da sua remuneração
para a Segurança Social, logo a redistribuição é conseguida, porque as pessoas com menores
recursos pagam menos do que as entidades patronais.
3.1.4 Políticas de Preços e rendimento: no que respeita aos preços, fixar preços máximos, por
ex: em estabelecimentos de saúde e de educação (propinas), rendas de casa de habitação.
No que respeita aos rendimentos, pode estabelecer-se um mínimo ou um máximo, pode haver
por exemplo: o rendimento mínimo garantido.
3.4 Apreciação das Políticas de Redistribuição
As desigualdades podem ser explicadas através das políticas seguidas: só assim se explica por ex: que
as desigualdades sejam menores nos países de norte da Europa do que nos EUA.
Agora, temos de questionar se seria justo não distinguir um indivíduo diligente, zeloso, de um
indivíduo negligente que desempenha mal a sua função, seria imoral se assim não acontecesse, pois o
1º dá à sociedade um contributo relevante, o que não acontece com o segundo.
Uma distribuição igualitária, não daria nenhum incentivo às pessoas para se valorizarem (para quê
estudar?!, tirar cursos se a remuneração não se alterar) – podia haver aqui uma desmotivação.
Também temos a situação do empresário, que tem o risco de perder o capital investido ou de o
triplicar. O mesmo não acontece com o assalariado, o trabalhador receberá sempre um salário (salário:
é a remuneração mais baixa, depois segue-se a renda, os Juros e os Lucros).

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Os juros ou Lucros vão para os empresários, donos do capital, os riscos também são maiores, têm
preocupações, por isso têm de ganhar mais, senão era um simples trabalhador, despreocupado, ou seja,
preocupado com o vencimento no final do mês.
Os ricos em pequeno número têm excesso de poder e são um perigo, desrespeitando os outros.
Quanto mais grupos houver > é a desigualdade.
Sociedades onde imperassem as classes médias são pacíficas, eliminando as classes mais ricos e as
mais pobres. Os pobres não têm nada, mais facilmente fazem revoluções, pois não têm nada a perder.
Não se consegue realizar a justiça distribuir (o estado vai ter distribuir).
(Páginas 257 a 277)

AS OSCILAÇÕES DE ACTIVIDADE ECONÓMICAS

Keynes face à constatação de uma depressão no início em 1929, se prolongou pelos primeiros anos da
década de 30 (foi de longe a > crise de todo o século XX, aumentando consigo falência de empresas e
desemprego com todas as consequências humanas e sociais daqui resultantes).
Antes vivia-se de acordo com a Lei SAY, a Lei dos mercados dos produtos” de acordo com a qual a
produção criaria a sua própria procura, não havendo por isso crises de sobreposição.
Assim não aconteceu nos anos 30, em que volumes enormes de produção, levou à falência de
empresas.
Na linha Keynesiana, vale a pena pois investir, contribuindo-se para uma utilização plena dos recursos
que levou a uma produção de bens >, de equipamento que estavam subutilizadas e à utilização plena
da mão-de-obra. Este efeito é desejável não só quando há desemprego, como quando há subemprego
(caracterizada por pessoas terem emprego, mas estarem a render abaixo das suas capacidades).
Quando se chega à plena utilização social dos recursos de nada adianta fazer ou promover um
aumento da despesa, dada que não pode ter nenhum aumento de produção, limitando a oferta.
Não podendo aumentar a oferta, porque se esgotaram as capacidades de produção, o aumento da
despesa limita-se a provocar aumentos inflacionistas dos preços, com muito mais inconvenientes do
que com vantagens.
O contributo de Keynes consistiu em mostrar que vale a pena promover um aumento da procura,
com o qual se consegue um aumento da produção, com todas as vantagens daí resultantes.
(Pág.286-291)

Grandes diferenças de estabilidade


Em ligação estreita com a possibilidade de influenciar uma economia pela via das despesas está a sua
estabilidade.No que respeita às despesas privadas, tanto de consumo como de investimento, uma
diferença resultará de se tratar de bens consumíveis ou de bens duradouros.
Os bens consumíveis são bens de primeira necessidade, logo uma grande estabilidade na despesa feita
com eles.Os bens consumíveis não terão grandes oscilações em épocas de recessão, pois verifica-se
grande estabilidade na despesa feita com eles. As pessoas não podem deixar de comer, nem por ex: se
houver expansão, comerem por ex:, o dobro.
Será excepção, por exemplo a compra de uma casa, carro, viagens, ...
Se houver recessão, as privadas de investimento sofrem logo o efeito, as pessoas adiam as despesas
que podem ser adiadas, há “coisas” que podem esperar mais 1 ano ou 2 (automóvel novo, um plasma).
Pelo contrário, num período de expansão, verifica-se a compra acelerada dos bens duradouros (regra
geral os cidadãos comprarão: TV novo, casa nova, empresários que equiparão as suas empresas com
novos equipamentos).
Aumentar a produção exige investimento e se estamos num período de pessimismo, o momento é de
contenção e esta atrasa a saída da recessão. Adia-se tudo, compra da casa, carro...; a economia pára
“semear para colher” (291/293)

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Efeitos cumulativos sobre o rendimento
O multiplicador, o acelerador e o Propulsor
O motor pode partir através de uma intervenção do Estado, terá de partir, primeiro do Estado,
investimento público; Ora, se o Estado vai à frente há criação de expectativa, as empresas privadas
fazem alguns investimentos para estarem preparadas para concorrer (Ex: TGV, barragens, auto
estradas) – efeito psicológico.
O Estado como locomotiva, como espevitação da produção (nas despesas públicas, há as de consumo
corrente: rendas, despesas pessoal) e as de investimento (quando há recessão estas contraem, o Estado
não pode gastar aquilo que não tem, ou recorrer ao endividamento, estando a onerar gerações
vindouras).
Efeito multiplicador (gera riqueza): efeito directo, injectar dinheiro, por exemplo a construção de
auto estradas, pode ter efeito multiplicador (depois poderá aí nascer uma universalidade é o caso de
Laceda de Cavaleiros, que não existiria se não houvesse a auto estrada. Uma série de sectores que vai
rentabilizar e vai funcionar como um chamariz para outras empresas.
Só K + 1 é que traduz crescimento da economia; se invisto 100 milhões e no final rentabilizei 100
milhões – o contributo final é zero.
Um aumento de consumo, exigindo novos equipamentos pode ter um efeito acelerador.
Efeito Propulsor: será a conjugação do efeito multiplicador com o efeito acelerador será o Bolo final,
o efeito final. Ex: construção “vias de comunicação”, tem um efeito imediato, fervilhar da economia
em todo o seu projecto.
Ex: Nas escolas (educação) porque demora x anos os alunos a sair para o mercado, e se após o curso
concluído não tiver emprego, o efeito multiplicador é “o”. O produto que saiu da faculdade se não
tiver aonde colocar os seus alunos formados a riqueza é zero.
Efeito de um investimento nas “vias de comunicação” é um efeito muitíssimo importante pois não só
tem um efeito multiplicador como o efeito acelerador, ou seja, têm um efeito propulsor.
Efeito Acelerador: novos empreendimentos (que também se pode medir)
Trio de difícil entendimento: inflação, desemprego e consumo; Mais impostos e tx de juros = pessoas
com menos dinheiro; Maiores salários = pessoas aumentam consumo o que provoca a recessão
económica;
Se num determinado momento estamos perante uma recessão ou com um crescimento aquém do que é
desejado, a política a seguir consistirá em provocar o aumento da despesa pela via monetária ou pela
via da política orçamental. Importará ter em conta que este aumento de despesa não tem consequências
negativas de subidas de preços ou importações geradoras de problemas na balança de pagamentos.
O que é bom para a inflação é mau para o crescimento económico;
Conflito entre Inflação – desemprego (crescimento económico é a chave do Problema)
Estado tem de fazer investimento público que terá de ser um bom investimento pois é importante
poder fazer aumentar o crescimento. Ex: fenómeno Espanhol nos anos 80 (maior desemprego de
sempre): verificou-se que as pessoas aceitavam todo o emprego que surgia; sem pessoas formadas com
doutoramento não conseguiam leccionar; após a crise verificamos que Espanha foi o país que mais
cresceu. (293/294)

MOEDA
(Pag. 299 a 335)
Moeda: é um bem de aceitação generalizada que expressa o valor de bens, funcionando como um
intermediário das trocas.
Importância da moeda: A introdução da moeda e as diferentes formas por que tem vindo a passar
demonstram bem a importância, da moeda na economia, pois permite: o alargamento das trocas; a
especialização o trabalho; a aumento da quantidade e variedade dos bens e o progresso económico,
pois permite aplicações futuras.
1. Origem: Inicialmente vivia-se num estádio de auto-suficiência e depois passou-se para um estádio
de relações de troca (troca directa: produtos/ serviços. Metal (moeda) surge como sendo facilmente

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guardado e transportado. Trata-se de uma realidade básica em qualquer economia, podendo talvez
apercebermo-nos melhor da sua importância imaginando as dificuldades que, se não existisse,
teríamos no dia a dia da nossa vida económica e social.

2. Funções: no nosso dia-a-dia utilizamos moeda para diversas circunstâncias, seja para pagar os bens
e serviços seja para guardarmos e adquirir bens no futuro. Com efeito, a moeda desempenha as
seguintes funções na economia:
Unidade de conta ou medida de valor: função de padrão de valores, pois é a moeda que expressa o
valor dos bens e serviços;
(não teríamos a noção do valor dos bens; com a moeda temos o “metro” , uma unidade de conta que
serve de padrão de referência para todos os bens; embora nem sempre constante, perdendo valor em
períodos de inflação e, pelo contrário, ganhando-o em períodos de deflação; é pois um “metro” que
diminui ou se alarga, exigindo correcções monetárias).
Meio de troca, meio de pagamento, fundamental para o funcionamento da economia, uma vez que
sendo aceite por todos permite adquirir os bens e os serviços;
(Ter moeda é ter um valor; há circunstâncias que justificam a detenção de alguma moeda (em
detrimento de bens) os chamados motivos de preferência pela liquidez).
Reserva de valor: Esta função da moeda, diferentemente de outras formas de riqueza, não tem custos
de transacção e por isso se chama liquidez. Pois, é possível guardar moeda com vista adquirir bens e
serviços no futuro.
Inicialmente, as 1ªs sociedades humanas possuíam uma economia muito simples, viviam do que
produziam; depois á medida que o homem vai dominando a natureza, o seu nível de produção
aumenta, produzindo mais do que aquilo que se consumia. Estes excedentes de produção podem agora
ser trocados por tudo aquilo que ele não produz, o que possibilita o aparecimento das trocas.
Inicialmente, as trocas assumiram uma forma muito rudimentar, trocando-se um bem directamente por
outro bem. Era a troca directa,.
Economia de troca directa, a intenção de vender uma determinada mercadoria não se pode separar da
intenção de comprar mercadoria (a lei de SAY, que dizia que oferta cria a sua própria procura)io
Este tipo de troca levanta vários inconvenientes:
Dupla coincidência de desejos: necessário encontrar alguém que possuísse o que eu queria e que
quisesse exactamente o que eu tinha para troca.
Atribuição de valor aos bens: necessário acordar qual a quantidade do meu bem tenho de dar em troca
da bem que pretendo;
Divisibilidade ou fraccionamento dos bens: alguns bens são difíceis de fraccionar tais como animais
ou peles (...)
Transporte dos bens: transportar um nº elevado de bens nem sp é fácil;
Elevado número de transacções: para se obter o bem desejado muitas vezes era necessário efectuar um
elevado nº de trocas
À medida que a especialização aumenta, aumenta também o nº de produtos destinados à troca. A troca
directa constituía um entrave ao desenvolvimento das trocas e da economia. Assim, começam a
ser utilizados bens como intermediários na troca, que sendo aceites por todos os membros da
comunidade, permitem dividir a operação de troca em 3 partes: trocar o bem que possuo por esse bem
intermediário, posteriormente utilizá-lo para adquirir outros bens.
Trata-se agora de uma troca indirecta funcionando esse intermediário como moeda, a moeda-
mercadoria, que constitui a forma mais rudimentar da moeda.
Sem moeda:
Seria difícil a especialização, as trocas e logo o crescimento económico, não haveria um padrão
comum de valores, o que dificultaria extremamente o comércio. Seria impossível fazer funcionar uma
economia desenvolvida. Seria impossível dissociar a venda de uma mercadoria da compra de outra.

3. Motivos de preferência pela Liquidez - fls 304

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Motivo–Transacções – Como o rendimento é recebido descontinuadamente (mês a mês por exemplo),
e as despesas são contínuas, as pessoas têm de ter uma reserva monetária para poderem realizá-las. Se
a cada pagamento correspondesse sempre, nesse momento preciso, o recebimento da quantia
necessária, não teríamos necessidade de deter moeda. O que se passa com qualquer cidadão, passa-se
com os empresários, que recebem pela venda das mercadorias uns tempos depois, mas têm de fazer
pagamentos com mais frequência. No caso do cidadão, manter-se mais ou menos moeda em saldo
líquido, depende naturalmente do rendimento das pessoas, sendo obviamente maior a detenção média
por um cidadão com grandes rendimentos do que por um cidadão de rendimentos modestos. Chama-se
por isso ao motivo – transacção dos indivíduos, motivo – rendimento de preferência pela liquidez.
No que respeita aos empresários, dependera do volume dos negócios, sendo maior a necessidade de
detenção por quem tenha uma grande actividade. Chama-se ao motivo – transacções dos empresários
motivo – negócios.
Quanto maior o rendimento, maior o nº de transacções e maior a procura de moeda.
Motivo Precaução os saldos monetários detidos por este motivo servem para fazer os pagamentos
inesperados(incertezas e contingências do futuro)
Guardar dinheiro, não para gastos correntes, mas para fazer face a pagamentos a que não possa
corresponder-se com os rendimentos regularmente recebidos. Não tem de ser necessariamente
imprevistos. Por ex: a compra de uma casa, carro ou de um imprevisto (operação cirúrgica, reparação
carro, etc...) Mas se é um indivíduo pobre não se pode dar ao luxo de aforrar.
Temos aqui dois tipos de pessoas: as pessimistas que aforram mais e os optimistas que não aforram
tanto, não pensando em imprevistos.Aliás, hoje em dia através dos seguros transferimos a nossa
responsabilidade.
Motivo – Financiamento – Trata-se de procurar moeda na expectativa de se fazer um investimento
num projecto que se julga atractivo. A título de exemplo, se aplico dinheiro meu num negócio,
renuncio ao juro que poderia obter comprando obrigações ou depositando-o a prazo.
Motivo – Colocação – Entre os motivos a considerar, temos o motivo com o qual se detém moeda
como mera forma de detenção de riqueza, da mesma forma que se detém riqueza em jóias, quadros ou
apartamentos. Trata-se pois de ver a moeda na sua função de reserva de valor.
Muito importante
Motivo – Especulação – Tem a ver com expectativas de ganhos decorrentes de previsões sobre o
comportamento provável das taxas de juro, dos preços, etc., que poderão permitir negócios
especulativos. Tratando-se de acções, títulos que representam a participação na propriedade das
sociedades, a cotação depende de circunstâncias várias, que vão do maior ou menor êxito da
empresa em si até à conjuntura da economia (podendo haver ligação entre as duas circunstâncias). Já
no caso das obrigações, que são títulos representativos de empréstimos, que aliás Keynes tinha
especialmente em vista quando analisou este motivo de preferência de liquidez, a cotação depende
basicamente do seu rendimento e da taxa de juro do mercado.
Especulador: tem como actividade ganhar dinheiro investindo, aplicando dinheiro em títulos.
Compro hoje para os vender (ganhos que os títulos me vão proporcionar). Especulador é alguém que
percebe do mercado de valores, conhece as empresas, ..., este tem sempre reserva de valor; não cria
riqueza alguma, não compra acções – jogo de títulos – compra com a intenção de vender. O
especulador só compra o título se a sua previsão for que este vá valorizar. Especular puramente
financeiro: preferência pela liquidez, para poder especular. IMP: o especulador tem de dominar as
taxas de juros no mercado.
Obrigações: são contratos de empréstimos, empresas emitem contratos que quando se vence o
contrato o dinheiro é devolvido a quem especulou. CLS: Porque as pessoas investem com o objectivo
de ganhar. Não produzem nada, posso estar quieto. Simplesmente limitei-me a procurar o melhor
título para aplicar o dinheiro. Comprar o título por um preço e vender logo que dê lucro. Possibilidade
de se ganhar dinheiro com a alteração nas cotações de título, comprando-os quando a cotação é
baixa e vendendo-os quando a cotação é alta. Quando a taxa de juro de mercado está alta, a

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cotação é baixa, convém comprar títulos, sendo a taxa de juro de mercado baixa, a cotação dos
títulos sobe, terá ganho quem os tiver comprado. (Ler pag. 309)
No caso das Obrigações (títulos representativos de empréstimos) a cotação depende essencialmente
do seu rendimento e da taxa de juro do mercado.
A título de exemplo poderemos verificar os rendimentos de investimento em títulos obrigacionistas, a
uma taxa fixa. Se aplicarmos um rendimento a uma taxa fixa = Rm fixo, a uma taxa adjacente extra
de 4%, e a taxa de juro corrente no mercado for 3%, temos por exemplo:
C-cotação r-rendimento J-juro
C (cotação) = r x100
J
Para um rendimento de 40
C = 40 x 100 C = 4000 C = 1.333,333
3 3
Mas se aplicarmos um rendimento a uma taxa fixa = Rm fixo, a uma taxa adjacente extra de 4%, e a
taxa de juro corrente no mercado for 5%, temos por exemplo:

C (cotação) = r x100
J
Para um rendimento de 40

C = 40 x 100 C = 4000 C = 800


5 5
Conclusão: é de sublinhar pois, a dependência que a procura da moeda tem, a par de outros factores
(designadamente do rendimento), da taxa de juro do mercado; o que evidencia o relevo que pode ter
para a política monetária actuar através desta variável.
Portanto, revela-se atractivo comprar títulos quando a sua cotação é baixa na expectativa de os vender
mais tarde quando a cotação for mais elevada. Quando a cotação depende da taxa de juro no
mercado, a conduta dos especuladores acaba por depender desta mesma taxa. Quando está alta
sendo a cotação mais baixa, convém comprar títulos, terá ganho quem tiver comprado. Ora se o juro
atingir o ponto mais baixo recear-se-á que o juro suba fazendo baixar a cotação dos títulos. Os
especuladores apressam-se, por isso a vendê-los preferindo a moeda, que será mantida, até que mais
tarde ocorra um novo ciclo com um juro mais alto e a cotação mais baixa.
Vantagens: obter rentabilidade maior do que o dinheiro no banco; com pequenos capitais consegue-
se fazer grandes investimentos; além disso posso comprar hoje e vender amanhã. Para a empresa é
um excelente negócio pois a taxa comercial dos bancos para o financiamento é bem mais elevada;
Existe porém um limite para as empresas na emissão de títulos – é até 20% do valor patrimonial
desta. A banca que mais investe neste tipo de negociações são as correctoras, pois são as que mais
percebem deste tipo de negociações.
Pela sua própria natureza o acto de adquirir títulos é um acto especulativo. A cotação varia
inversamente com a taxa de juro.
Quando o preço do título baixa a taxa de juro sobe e vice-versa.
Armadilha da liquidezteoria Kenesiana inicial) Quando a taxa de juro baixava tanto, que a
procura da moeda se tornava perfeitamente elástica, tornando-se a curva da procura de moeda
horizontal. (Nesta situação os especuladores deteriam os seus haveres em saldos monetários, devido a
considerarem que a taxa de juro de mercado estaria abaixo da taxa normal)

4-Espécies de Moeda
Moeda de Metal: (fácil de transportar; grande durabilidade; facilmente divisível em pequenas partes;
difícil de falsificar, devido ao seu alto valor mesmo em pequenos pedaços; aceite por todos; baixa
procura não monetária; como é um metal precioso é raro e escasso).

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Moeda-mercadoria, moeda em metal que vale pelo seu peso, moedas em circulação cujo valor facial
era igual ao seu valor intrínseco.
Papel-moeda ou modo legal (moeda criada pelo Banco Central ou moeda manual), impossibilidade de
converter as notas em ouro, ou de recusar a sua aceitação como meio de troca, a circulação do papel-
moeda faz-se por imposição legal.
Moeda Divisionária ou de trocos: constituída pela moeda metálica, utilizada, sobretudo, para
pagamentos de baixo valor.
Moeda Papel: moeda do sistema actual em que a moeda não tem valor intrínseco, notas de bancos,
utilizadas principalmente para pagamentos de valores mais elevados.
Moeda escritural ou bancária (criada pelos bancos comerciais) consiste nos depósitos do sector não
bancário, efectuados nos bancos (à vista e a prazo) e que pode ser movimentada, através de cheques,
cartões de débito e de crédito. Só as notas em circulação fora do sistema bancário são moeda. O que
constitui a moeda escritural, não são as notas depositadas no banco, mas sim o próprio depósito.
Quando se levanta um cheque num banco, apenas se transforma moeda escritural em papel-moeda.
Só é moeda a que está em poder dos agentes económicos do sector não bancário, pois constitui um
passivo do sistema bancário.
Livrança ou Letra são 2 títulos de crédito, servem para dar ordens de pagamento, titular créditos com
ordens de pagamento. Na Livrança o subscritor confessa-se devedor de alguém que me empresta
dinheiro (montante do empréstimo).

Moeda Actual:
Nas sociedades contemporâneas, os meios de pagamentos são constituídas pelo:
Papel – moeda (Notas)
Moedas metálicas divisionárias (moedas de trocos).
Cheques
Computador(ordens dadas por computador ao banco pelo cliente)
Moeda escritural
Cartões de débito
Cartões de Crédito

Os Agregados M2 e M3 (a “massa monetária”). Pág. 317


Massa monetária(M), é o conjunto de créditos do sector não bancário sobre o sector bancário.
Além dos casos considerados, que são de verdadeira moeda (M1), há situações em que, embora não
se disponha de moeda, se tem uma capacidade de compra quase igual.
A necessidade de se terem em conta estas situações faz-se sentir sempre que, por razões de avaliação
de oportunidades de negócios, de conhecimento da realidade para se intervir através de medidas de
política ou ainda de mera análise académica, se quer saber qual é a capacidade de compra existente
numa economia. Esta capacidade não está limitada à moeda propriamente dita, nas formas
mencionadas anteriormente. Num primeiro agregado (Moeda em sentido estrito-as notas e moedas
metálicas em circulação e os depósitos à vista) podemos considerar, além de M1 (as moedas
metálica, de papel, e escritural ou bancária). Os depósitos com prazo até 2 anos e os depósitos com
pré-aviso até 3 meses. Temos assim o agregado M2, por vezes designado por “Quase – moeda” ou
moeda em sentido lato
Pode considerar-se um agregado mais vasto, o agregado M3, que engloba ainda acordos de recompra,
unidades de participação em fundos e títulos do mercado monetário, bem como títulos de dívida até 2
anos.
Liquidez, facilidade com que um activo pode ser vendido em qualquer altura, por um preço
previamente conhecido e com o mínimo de custos. A moeda é o activo mais liquido, pois não
necessita ser convertida noutros activos para ser usada nas transacções. A posse de moeda caracteriza
a liquidez põe excelência. O seu valor nominal permanece constante. Diz-se que um bem é mais ou
menos líquido, consoante a maior ou menor facilidade com que é trocada a moeda.

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5. A teoria quantitativa da moeda - (formulação do rendimento)
Tem-se em conta apenas as transacções finais que constituem o rendimento nacional (pois é o
rendimento que determina o nível de vida das pessoas)
A procura de moeda (na análise kenesiana); varia proporcionalmente ao rendimento (pelos motivos
transacção e precaução e varia inversamente à taxa de juro (pelo motivo especulação).
À medida que o rendimento aumenta, a curva da procura de moeda desloca-se para a direita, pois as
pessoas desejam deter mais saldos monetários para transacções, para cada nível de taxas de juro.
Equilíbrio do mercado monetário, a função procura de moeda depende do rendimento e da taxa de
juro. A oferta de moeda é considerada independente da taxa de juro, logo a curva de moeda é
vertical, rígida. Segundo Keynes, a taxa de juro é o preço da moeda e é determinada pela oferta e
pela procura de moeda.
Teoria quantitativa da Moeda: firmou-se como válida; funciona no mercado monetário; fixação da
moeda; explica (teoria) o valor da moeda, na versão simplificada para percebermos o funcionamento
do mercado; Foi essencialmente desenvolvida por Keynes. Keynes voltado para o estudo do mercado,
estudo da moeda e do mercado financeiro; Valor da moeda: depende da quantidade de bens que esta
nos permite adquirir;
Indicador: taxa de inflação que avalia o ritmo e a medida em que a moeda vai perdendo valor; do que
é que depende a taxa de inflação, uma vez que o ideal seria que a moeda se mantivesse com o valor
estável para não perdermos bem-estar, poder de compra, ...
Elementos Constitutivos do Mercado Monetário: 1. Massa Monetária(M) que circula no
mercado, Banco Central contra a quantidade da massa monetária que controla no mercado; tem como
objectivo a realização de 2. Transacções: (T) estas transacções versam sobre bens (materiais e
imateriais), para isso tem de haver oferta de bens (um bom nível de produção de bens, uma economia
que produza poucos bens terá menor riqueza); 3. Velocidade de Circulação da moeda:(V) ritmo ao
qual a moeda circula; numa economia menos dinâmica há uma menor circulação da moeda – depende
do volume de transacções que se efectuam (V aumenta com a subida da taxa de juro, quando diminui é
um indicativo de uma situação depressiva). 4.As Transacções realizam-se a determinados preços
(P)– Moeda. A estabilidade a nível de preços depende da quantidade de moeda em circulação, não
pode aumentar mais do que o aumento da transacções. Excepto se houver aumento da Massa
Monetária que traduzirá um aumento de dinheiro para comprar a mesma quantidade de bens; se
deixarmos aumentar MV sem o T aumentar, compramos mais caro pois já disparou a taxa de inflação.
PIB=Oferta=T
(Pag. 333)
Remonta a Irving Fisher (1911) a formulação desta teoria, que apresentou a chamada “equação das
trocas”:
Equação das Trocas: MV=PT
M: quantidade moeda existente num determinado período (como a quantidade varia durante o príodo
M é um factor médio)
V: velocidade de circulação da moeda (como nem todas as unidades circulam e as que circulam não o
fazem o mesmo nº de vezes, V também é um valor médio)
P: o nível geral dos preços (representa tx inflação depende quantidade bens em circulação)
T: o número de transacções
Numa primeira formulação, rígida, o nível dos preços seria proporcional à quantidade de moeda
tendo-se: P = MV representa a taxa de inflação
T
Procura
P = MV P(estável – cresce pouco) = MV
T Oferta
T

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PIB

MV – só é necessária para realizar as transacções; Para controlar o MV e o T: só se a economia


estivesse parada, ou seja, não é possível. Se existir equilibrio em princípio a economia encontra-se
estável, é evidente que o objectivo era controlar a taxa de inflação para controlar o valor da moeda, já
que não conseguiríamos sobreviver sem a moeda.
Moeda: ponto mais nevrálgico da economia; se a taxa de inflação se descontrola, a moeda valerá zero.
Keynesianos: definem que o volume da massa monetária em circulação deveria igualar P*T (nível
geral de preços) só necessitamos de isolar P (que define a tx de inflação na equação): MV/T=P
Queremos que o P de mantenha, que seja normal – inflação rastejante – é bem pequena tx inflação,
como a tx de desemprego;
Deflação: é pior do que a inflação porque se os preços descem os nossos salários também; os lucros
das empresas tb decrescem.
A melhor forma de controlar os indicadores é quando eles crescem mas equilibradamente – traduz
crescimento económico;
Keynes: entre o mercado e a lei dos preços, estes elementos que constituem a equação das trocas
correspondem à lei dos preços; ou seja, MV (procura) – dinheiro que tenho para gastar; T
(oferta) – existência de bens e da sua produção.
Leis dos Preços: varia na mesma razão da oferta e no sentido inverso à procura;
Depende da evolução do MV que não deve aumentar mais do que T; primeiro produzir e aumentar T
que provocará a quebra dos preços, simultaneamente há menos desemprego, mais população a auferir
os seus salários – para conseguir estabilidade da taxa de inflação.

INFLAÇÃO

Inflação: é a subida continuada e apreciável do nível geral dos preços, portanto uma generalizada (todos bens)
e acentuada subida do nível geral dos preços (declínio do valor da moeda)numa economia durante um
período de tempo (1 mês, 1 ano, etc.). Uma subida de preços só pode ser caracterizada como inflação se ela for
continuada e permanente e se, simultaneamente, for um fenómeno verificado na maioria dos produtos.

INFLAÇÂO
Causas Consequências
. Excesso de moeda em circulação (face aos bens e . Depreciação do valor da moeda (consumidores
serviços existentes); têm de dar mais moeda para comprar a mesma
. Aumento da procura; quantidade de produtos);
. Aumento dos custos de produção; . Entesouramento de ouro e de moeda;
. Práticas de açambarcamento (comprar em . Deterioração das condições de vida (sobretudo os
quantidades exageradas leva a uma falta de titulares de rendimentos fixos);
produtos – os preços sobem); . Queda do investimento.
. Procura maior que a oferta; . Aumento dos preços;
. Aumento dos rendimentos (desde que sejam . Aumento do custo das matérias-primas;
aplicados no consumo); . Aumento custo de produção.
. Subida dos Salários;
. Custo dos empréstimos.
A inflação designa uma subida durável dos preços. Quando o preço de um único bem ou mesmo de
alguns bens aumenta, não há forçosamente inflação, já que o preço dos outros bens pode não se alterar
ou mesmo diminuir. A inflação corresponde então a uma alta do preço médio de todos os bens e
serviços.
Mas é necessário também que este movimento de alta dos preços seja durável.

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Em período de inflação, certos preços aumentam mais depressa que outros; a inflação é, portanto,
acompanhada de uma modificação dos preços relativos, isto é, das relações de preços entre os bens.
A subida terá de ser acima do 3% a 5% ano.
Criadora de riqueza: em contexto de desemprego ou sub aproveitamento de recursos existentes se a
economia se encontrar numa situação de desemprego – empresários mais motivados para a produção;
sempre que uma economia estiver com algum desemprego sub há um aproveitamento de recursos
produtivos – o que levará a um aumento dos produtos, dada a maior produção e maior número de
empregos (aumento rendimentos);
As altas taxas de inflação são negativas para a economia, mas uma taxa baixa de inflação poderá
estimular o crescimento pelo aumento de lucros que poderá provocar.
Existem 3 tipos de inflação: moderada ou rastejante; galopante e hiper inflação. Fls. 371
Inflação rastejante ou moderada: quando os preços sobem lentamente, apresentando taxas anuais de
um só dígito (inferior a 10%);
Inflação Galopante: quando os preços começam a subir de forma mais acelerada, a taxa de 2 ou 3
dígitos; leva a que facilmente se confunda, no momento em que está a crescer; quase que vai ter como
resultado a hiperinflação; Os impactos desta subida são tão graves quanto os valores que atingem, pois
é diferente estarmos em presença de uma taxa de 11% e de 300%.
Hiperinflação: quando os preços sobem descontroladamente, atingindo valores muito elevados, da
ordem dos 4 ou mais dígitos; Não reage senão a medidas drásticas;
Inflação rastejante: uma subida aquém daquele valor (3%) (não ultrapassa o mínimo 3%.)
Inflação – é negativa porque traduz aumentos (aumento preço dos bens),
Desemprego – se for zero – os salários começam a disparar.
É fundamental haver as duas coisas (desemprego e inflação). A inflação não pode ser “0”, verificar-se-
ia que os empresários se desmotivariam pois não teriam qualquer ganho extra.
Desemprego friccional (ex: procura 1º emprego, trabalhador que é despedido e procura outro emprego.
Qualquer país procura ter uma inflação mínima e taxa de desemprego mínima.
É difícil contornar estas duas realidades. Há uma espécie de incompatibilidade entre estes dois
objectos; tentar equilibrar a inflação e o desemprego, para isso apostar na produtividade: Inflação e
emprego (relação de antagonismo): porque por regra em momento de inflação há uma maior oferta de
empregos – muitos braços disponíveis – pode levar a espevitar procura e projectar os empresários para
novas decisões de investimento (novos postos de trabalho); Preços sobem – desvalorização da moeda
Por vezes é necessário haver a mão do Governo para haver estabilidade da moeda. Governo a zelar
pelas taxas de inflação baixa (é garantida pelo pacto de estabilidade).
Quando a inflação é baixa – mais elevado é o desemprego e vice-versa.
Combater o problema do desemprego é controlar a inflação.
Há povos que reagem mal à inflação, mas reagem bem ao desemprego. (ex: Espanha, em 1994, 25%
da tx de desemprego, e hoje é uma das maiores economias Europeias)
Organização económica a apostar na produção, trabalho, só assim se consegue conciliar os dois. Mas
pior do que a inflação é a deflação (que se traduz pela queda generalizada dos preços para níveis
inferiores aos que vinham a ser praticados. Esta situação encontra-se associados a períodos de
estagnação económica, em que a oferta é superior à procura não havendo capacidade para escoar a
produção; o consumo baixa consideravelmente, bem como o investimento. Foi o que aconteceu nos
EUA, nos anos 30, em que os preços baixaram cerca de 25%).

Causas da Inflação: aumento da procura (se não há desemprego os preços aumentam; aumento dos
custos (salários, energia, matérias-primas); excesso de moeda em circulação; predomínio dado aos
factores estruturais ( a formação de preços pelas empresas em monopólio e em Oligopólio, que fixam
uma determinada margem de lucro de acordo com os seus objectivos.

Efeitos/ consequências: com a subida de preço decresce o nível de vida dos trabalhadores (ex: numa
época de inflação os empresários não investem, arrastando daí o desemprego.

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Há desvalorização de moeda (depreciação valor da moeda – é necessário despender de mais moeda
para comprar os mesmos bens); deteorização das condições de vida; redução do investimento (a
inflação causa insegurança e desequilíbrio retraindo o investimento); diminuição das exportações e
aumento das importações; aumento do recurso ao crédito (ficam os devedores a ganhar); reduz a livre
iniciativa para a produção (pois as pessoas não se sentem motivadas, há um clima de insegurança;
perda do poder de compra; ataque directo aos titulares de rendimentos fixos (trabalhador).
Factores associados à produção: trabalho, natureza (matérias-primas, espaço geográfico) é
determinado o aumento de salários -
Medidas de combate à inflação
Aumento de impostos; redução das despesas do Estado; limitações ao crédito; aumento das taxas de
juro; controlo salarial.

Efeitos sobre a distribuição do rendimento e da riqueza


Com a inflação há quem perca e há quem ganhe; os pensionistas perdem poder de compra; Pode dizer-
se que a inflação redistribui dos mal organizados para os bem organizados; com a inflação aumentam
os lucros, ou seja, rendimentos dos empresários.
Pode dizer-se que a inflação prejudica os capitalistas activos (empresários);
Efeitos sobre a produção e o emprego: Falência de algumas empresas; o desemprego alastra;
Inflação Criadora: cria emprego e produção; inflação até pode ser um factor de riqueza o problema é
que é incontrolável. (ex: Alemanha preferem o desemprego à inflação; França preferem a inflação –
um pouco – ao desemprego, isto por forma a evitar a fúria da população, tecido sociológico
complicado). A inflação pode ser criadora: preço espevita o consumo (se este for baixo); ao
motivarem potenciais investidores a perspectiva é a criação de + postos de trabalho. A inflação passa a
ser criadora de riqueza (a um determinado nível moderado, motiva investimento). Ninguém está
disposto a investir para vender com um ganho tão reduzido.
Inflação Estéril: não há desemprego/ situação de pleno emprego; todos os recursos estejam
plenamente empregues. Ex: Noruega, Finlândia e a Dinamarca (mais próximos do pleno emprego).
Estagflação: a inflação não levou a aumentos da produção e emprego (estagnação); corresponde ao
período em que se verifica simultaneamente uma elevada taxa de inflação a par de uma elevada taxa
de desemprego.
Efeitos sobre o comércio internacional
Países procuram ter baixos níveis de inflação (Pacto Europeu de Estabilidade)
Através da CURVA DE PHILLIPS, dá a ideia de 2 objectos contraditórios ou conflituantes: se se
quer controlar a inflação aumenta o desemprego, se diminui o desemprego aumenta a inflação.
Pode ser criadora de riqueza, então pode ser criadora de emprego – curva de Phillips – estudo baseado
a nível salarial com o nível de desemprego segundo este autor, se mantivermos ou pretendermos
manter, quanto maior a massa salarial, maior ________________, tentar manter a inflação rastejante; a
faixa em que a inflação consegue criar emprego é muito baixa, a partir daqui ou têm desemprego ou
mantêm.
A inflação pode efectivamente ser gerador dentro de limites muito apertados; se criarmos mais PIB,
vai aumentar oferta, os preços vão descer, o problema é não haver crescimento económico; qualquer
aumento da inflação vai-se sentir bastante;
Crescimento económico gerar maior riqueza; a oferta de bens aumenta, e neste caso é positivo haver
maior circulação de moeda; Só há inflação: MV (aumentar); T (mantiver).

Lei de Say: (Jean B. Say – autor da escola clássica na Inglaterra): lei em que equacionou a lei dos
preços; Em economia de mercado livre, o jogo da procura e da oferta naturalmente se equilibram,
tendem a gerar o equilíbrio do mercado; A oferta cria a sua própria procura, a partir do momento que
se cria oferta automaticamente gera procura.

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Milton Friedman (ou a nova teoria quantitativa da moeda)-A procura de moeda era determinada
fundamentalmente pelo nível de rendimento, pelo nível de preços e pela taxa de inflação. A procura de
moeda deve ser analisada como a de qualquer outra mercadoria, pois é determinada pelos mesmos
factores que influenciam os outros bens e serviços.
Veio demonstrar que não é exactamente assim a inflação galopante quando está basicamente a chegar
ao ponto de hiperinflação, ela tende a gerar desemprego. Taxa de desemprego elevadíssima
STADEFLASHION traduz inflação geradora de desemprego (curva de Phillips atípica – em que a
inflação e o desemprego verifica-se uma curva quase recta e crescente: ambos sobem na linha). CLS:
empresários compram mais caro; redução na produção; população tem cada vez menos bens para
adquirir e os preços sobem – Estado em queda: ausência de crescimento económico.
Neoliberal, perspectiva, linha ideológica liberalismo económico de Adam Smith; Linha de ataque à
inflação como causadora de todos os males; CLS a curva de Phillips era muito optimista, porque
tínhamos uma margem de esperança (entre as duas linhas – entre os salários e o desemprego – linhas
apertadas mas pelo menos existia essa diferença). Com frequência a inflação (estudo puramente
teórico), raramente criadora e nem sequer é assim que as coisas funciona – como por exemplo Crise
anos 30, em que a taxa de inflação facilmente se torna um factor de estagnação.
Com o crescimento económico nada obsta ao aumento de salários: 1º Aumentar produção produtos:
para as pessoas poderem adquirir os bens, aumento de emprego – levam a aumento de salários, de
rendimento. Ex: Alemanha controla bem melhor o mercado do que os EUA; Suiça: teve sempre a
perspectiva de que necessitava de industria (química, medicamentos, ...) não se poderia bastar só com
a banca. “não se pode ter os ovos todos no mesmo cesto”
Rendimento pessoal: são os rendimentos recebidos pelas famílias num determinado ano;
Rendimento disponível: é o rendimento pessoal das famílias depois de deduzidos os impostos
directos e as contribuições para a segurança social;

À alta continuada e permanente do nível geral de preços, chama-se inflação.


A inflação provoca a desvalorização da moeda e, consequentemente, a deteriorização do poder de
compra da população.
Para medir a inflação, recorre-se aos índices de preços que constituem médias ponderadas dos preços de
vários bens; em Portugal utiliza-se o Índice de Preços no Consumidor.
Ao indicador que permite medir a variação de preços entre 2 períodos de tempo diferentes, chama-se
Taxa de Inflação.
Para se comparar as taxas de inflação nos países da União Europeia, recorre-se ao Indice Harmonizado
de Preços ao Consumidor.
A inflação é a subida generalizada e sustentada do preço dos bens e serviços. Podendo-se apresentar sob
a forma de uma inflação moderada, galopante, ou de hiperinflação. A inflação tem impactos sobre o
valor da moeda, que se deprecia, e sobre o poder de compra, que se deteriora, se os rendimentos não
crescem ao mesmo ritmo.
Causas: Excesso de moeda em circulação (face aos bens e serviços existentes); Aumento da procura;
aumento dos custos de produção e práticas de açambarcamento.
Consequências: Depreciação do valor da moeda; entesouramento de ouro e de moeda estrangeira;
Deterioração das condições de vida (sobretudo dos titulares de rendimentos fixos) e queda de
investimento.

OUTRAS NOTAS:
Inflação e crescimento
A inflação redistribui o rendimento (quando os preços sobem, não sobem todos na mesma proporção,
logo os efeitos são desiguais, sobre os vários agentes económicos)
Se o salário de um trabalahdor aumenta menos que todos os outros preços, o seu rendimento real
diminui.
Se o preço dos bens agrícolas sobe mais do que o peço dos outros besn, então a inflação benificia os
agricultores.
Se os impostos sobem mais depressa do que a inflação, o rendimento disponível das pessoas diminui.

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Quando a inflação é muito elevada, maiores recursos serão aplicados em actividades especulativas,
com prejuízo para a produção.
A inflação diminui o poder de compra daqueles que têm rendimentos fixos (pensionistas, reformados).
As perdas ou os ganhos de salários dependem do poder de antecipação dos sindicatos.

Quem ganha?
Os detentores de activos reais. Os que estão endividados (pagam as suas dívidas com unidades
monetárias desvalorizadas). O estado (com o sistema fiscal progressivo, as receitas aumentam com a
inflação). Os que antecipam correctamente a inflação (especuladores podem ganhar nesta situação)

Quem perde?
Os detentores de saldos monetários e activos de rendimento fixo. (a inflação traduz-se na
desvalorização da moeda). Os contribuintes (pois os impostos são fixados em termos nominais). Os
que não antecipam a inflação. Aqueles que são afectados negativamente por variações dos preços
(dado que nem todos os preços variam à mesma taxa)
Inflação pela procura
A inflação surge, quando a procura agregada é superior à oferta agregada.
Inflação pelos custos
Caracterizada por uma subida do nível geral dos preços que não é gerada inicialmente por um aumento
da procura agregada.
A inflação e o desemprego
Existência de uma relação inversa entre a taxa de desemprego e a taxa de inflação.
Curva de Philips
A curva de Philips de curto prazo representa a substituição entre a taxa de inflação (actual) e a ataxa de
desemprego (para uma dada expectativa de taxa de inflação)
Trade off (custo de oportunidade)
Uma diminuição da taxa de inflação só se conseguiria com um aumento da taxa de desemprego e vice-
versa, havendo um efeito de substituição (defendia-se que esta relação entre inflação e desemprego
seria sempre estável)
Instabilidade na curva de Philips
A partir dos anos 70 tornou-se notório que esta relação não era estável, que a taxa de inflação e a taxa
e desempregomoviam-se por vezes no mesmo sentido, gerando uma estagnação.
Segundo Milton Fiedman
Nega a existência de uma substituição entre inflação e desemprego no longo prazo. A curva de Philips,
era uma relação unicamente de curto prazo (devido à falta de informação e à incerteza do futuro da
Economia). No curto prazo sugere uma política monetária expansionista. No longo prazo o
desemprego voltaria ao seu nível inicial, mas com um nível de inflação superior (devido às
expectativas e ao modo como são formadas).
Desinflação
É um processo de abrandamento do ritmo da alta dos preços; a taxa de inflação diminui
Deflação
É um processo de baixa cumulativa do nível geral dos preços.

Resumo das fórmulas dos agregados.

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Fórmula de cálculo do PIB pm.
PIBpm = ∑ BF – B. Intermédios Imp. Produzidos nos anos ant + B. Intermédios produzidos No
Ano, mas não utilizados Nesse ano.

Fórmula de cálculo do PIB cf.

PIB cf = ∑ BF – B Int. Imp + B.Int.Prd. – Impostos Indirectos ou sobre a despesa e sobre a


importação. + Subsídio à Produção.

Fórmula de cálculo de PNB pm.

PNB pm = PIB pm + Rms prov. Do Exterior – Rms gerados no País q. revertem p/exterior.

Fórmula de cálculo do PNB cf.

PNB cf = PIB cf + Rms prov. Do Exterior – Rms gerados no País q. revertem p/ext.

Fórmula de Cálculo do PIL .

PIL pm = PIB pm – QA
PIL cf = PIB pm – I.I. + S.P. – QA

Fórmula de Cálculo do PNL pm.

PNL pm = PNB pm + Rms Prov.Ext. – Rms gerado no País q. revertem p/ext. – QA

Fórmula de Cálculo do PNL cf.

PNL cf = PNB cf + Rms Prov.Ext. – Rms gerado no País q. revertem p/ext. – QA.

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