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DIREITO CIVIL

DIREITO CIVIL

   

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Teoria Geral das ObrigaÁıes

   
 
IntroduÁ„o
 

IntroduÁ„o

 

NoÁıes Gerais

NoÁıes Iniciais:

Devemos entender obrigaÁ„o como o vÌnculo pessoal de direito existente entre devedores e credores, tendo por objeto uma prestaÁ„o ou contraprestaÁ„o de conte˙do econÙmico.Segundo o conceito cl·ssico, que data do direito romano, a obrigaÁ„o representa um vÌnculo ou relaÁ„o jurÌdica, pelo qual uma pessoa deve satisfazer uma prestaÁ„o, que pode consistir em dar, fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Segundo a conceituaÁ„o moderna obrigaÁ„o È o dever que tem uma pessoa de satisfazer uma vantagem patrimonial de restituir um lucro percebido ilicitamente ou de reparar um dano, pois, de outro modo, ser· coagido a satisfazer o cumprimento desse dever, ‡ custa do seu patrimÙnio.

Elementos da ObrigaÁ„o:

A idÈia de obrigaÁ„o apresenta trÍs elementos conceituais:

1) Elemento Subjetivo:

Consiste nos sujeitos da obrigaÁ„o. Em toda relaÁ„o obrigacional existem duas partes determinadas ou determin·veis: um sujeito ativo (credor) e um sujeito passivo (devedor);

2) Elemento Objetivo:

Consiste numa prestaÁ„o de dar, fazer ou n„o fazer alguma coisa.

     

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A maioria dos juristas entende que a prestaÁ„o tem sempre um conte˙do patrimonial, porque, caso contr·rio, seria impossÌvel reparar perdas e danos, no caso de descumprimento.

 
     
 

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3) VÌnculo JurÌdico:

Este vÌnculo se diz jurÌdico porque, sendo disciplinado pela lei, vem acompanhado de sanÁ„o. No direito moderno alguns escritores, examinando o conte˙do da obrigaÁ„o destacam como seus elementos a dÌvida, dever que incumbe ao sujeito passivo prestar aquilo a que se comprometeu e a responsabilidade sendo representada pela prerrogativa conferida ao credor, ocorrendo inadimplÍncia, de proceder ‡ execuÁ„o do patrimÙnio do devedor, para obter satisfaÁ„o de seu crÈdito.

 

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DistinÁ„o entre os Direitos Reais e Obrigacionais:

Direitos reais s„o os que atribuem a uma pessoa prerrogativas sobre um bem, como o direito de

propriedade (direito sobre uma coisa). Direitos obrigacionais s„o os que atribuem a alguÈm a

 

faculdade de exigir de outrem determinada prestaÁ„o de cunho econÙmico, como o direito de exigir o pagamento de uma promissÛria (direito contra uma pessoa). Outrora o devedor respondia ìpessoalmenteî pela obrigaÁ„o, ou seja, atÈ coma liberdade e a vida. Depois passou ele a responder apenas com os seus bens (Lex Poetelia-Papiria, 326 A.C.).

 

Fontes ou Causas das ObrigaÁıes

Direito Romano:

No direito romano existem trÍs textos, de Èpocas diversas. Os dois primeiros s„o de Gaio.

1) Institutas de Gaio:

No primeiro diz-se que as obrigaÁıes surgem do contrato ou do delito.

2) Digesto:

No segundo texto, diz-se que as obrigaÁıes nascem do contrato, do delito, e de v·rias outras causas. Suspeita-se que este segundo texto seja apÛcrifo; a express„o ìv·rias outras causasî teria sido inserida por glosadores.

3) Institutas de Justiniano:

No terceiro texto, de car·ter complementar, as obrigaÁıes teriam origem no contrato (acordo de vontades), no quase-contrato (ato ilÌcito, independente do consentimento das partes, como a gest„o de negÛcios e a tutela), no delito (ato ilÌcito doloso), e no quase-delito (ato ilÌcito culposo) (Institutas de Justiniano).

! Baseado no direito romano, apresentam os autores v·rias outras classificaÁıes, acrescentando por exemplo o fato
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Baseado no direito romano, apresentam os autores v·rias outras classificaÁıes, acrescentando por
exemplo o fato social, a declaraÁ„o unilateral de vontade e a prÛpria lei, como fontes de
obrigaÁıes. A verdade, porÈm, È que nenhuma classificaÁ„o satisfaz, pois nenhuma È completa,
face ‡ multiplicidade de obrigaÁıes que a todo momento e em Èpocas diversas podem surgir da
vida social ou da aÁ„o ou omiss„o de cada um. O mais certo, portanto, È dizer-se com Gaio (ou
com o seu glosador) que as obrigaÁıes surgem de v·rias causas, sendo as mais tradicionais o
contrato e o delito.

Fontes das ObrigaÁıes Segundo Washington de Barros:

O CÛdigo Civil brasileiro contempla declaradamente trÍs fontes de obrigaÁıes, a saber: o contrato, a declaraÁ„o unilateral de vontade e o ato ilÌcito. Mas, como aponta Washington de Barros Monteiro, muitas outras relaÁıes obrigacionais existem, reconhecidas pelo direito, que n„o derivam daquelas fontes.

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1) A Lei:

Pode ser colocada como fonte direta ou indireta de todas as obrigaÁıes. Mas tal colocaÁ„o È por demais genÈrica e vaga, pois o que interessa nesse assunto È exatamente verificar quais as causas ou critÈrios em que a lei se baseia para impor ou n„o uma obrigaÁ„o. S„o obrigaÁıes que decorrem direta e imediatamente da lei a obrigaÁ„o de prestar alimentos ou o mister de reparar o prejuÌzo causado, em caso de responsabilidade informada pela teoria do risco.

2) O Contrato e a DeclaraÁ„o Unilateral de Vontade:

S„o obrigaÁıes derivadas diretamente da vontade humana, se dividem em aquelas que provÍm do contrato (conjunÁ„o de vontades), e as que decorrem da manifestaÁ„o unilateral da vontade, como, por exemplo, o tÌtulo ao portador ou a promessa de recompensa.

3) O Ato IlÌcito:

… o ato contr·rio ao direito, praticado com dolo ou culpa, em prejuÌzo de alguÈm. A conseq¸Íncia do ato ilÌcito È a obrigaÁ„o de reparar o dano.

4) O Abuso de Direito:

… o exercÌcio irregular ou excessivo de um direito, de modo a causar dano injustificado a outrem. Revela-se o abuso de direito nos processos temer·rios ou conduzidos de m· fÈ, no abuso de autoridade, no excesso de legÌtima defesa, em certos danos ecolÛgicos, etc.

5) O Enriquecimento IlÌcito ou Sem Causa:

D·-se quando se aumenta o patrimÙnio de alguÈm em detrimento de outrem, sem nenhum fundamento jurÌdico. Cabe ao empobrecido mover a aÁ„o ìin rem versoî, ou de locupletamento, que sÛ deve ser usada na falta de outro tipo de aÁ„o adequada a reparar o dano. Exemplos de enriquecimento ilÌcito: pagamento indevido (que eminentes autores colocam como fonte autÙnoma); n„o pagamento de serviÁo prestado; n„o pagamento de prejuÌzo efetivo do credor, em raz„o de um tÌtulo prescrito.

6) A ObrigaÁ„o da Coisa (ìObligatio Propter Remî), ou em FunÁ„o da Coisa (ìIn Rem Scriptaî):

AdvÈm da relaÁ„o de um sujeito com uma coisa, como ocorre no direito de vizinhanÁa, ou em certos Ùnus tribut·rios, que acompanham o imÛvel, independentemente da pessoa do dono. Tais obrigaÁıes situam-se numa zona cinzenta, entre o direito real e o direito das obrigaÁıes.

7) A Responsabilidade em FunÁ„o de Certas SituaÁıes ou Atividades:

Como a situaÁ„o de parentesco, que obriga ‡ prestaÁ„o de alimentos; de cidad„o, que obriga ao serviÁo militar ou eleitoral; a atividade de profissionais, empregadores, comerciantes ou industriais, que implica em in˙meros fatos geradores de obrigaÁıes administrativas, tribut·rias e trabalhistas.

8) A Responsabilidade Civil:

… por si sÛ um enorme conglomerado de multiformes fontes geradoras de obrigaÁıes, englobando, de um modo geral, n„o sÛ o ato ilÌcito e v·rios outros itens acima citados, mas tambÈm a responsabilidade dos pais, patrıes, tutores, curadores, educadores, hoteleiros, a responsabilidade por fato prÛprio e por fato alheio, pela guarda de pesso as, coisas e animais, pela ruÌna de edifÌcio, ou de coisas dele caÌdas, a responsabilidade contratual e extracontratual, a responsabilidade subjetiva e a responsabilidade objetiva, etc.

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Fontes das ObrigaÁıes Segundo Silvio Rodrigues:

Para Silvio Rodrigues, as obrigaÁıes sempre tÍm por fonte a lei, sendo que em alguns casos, esta atua de forma mediata, outras imediata. As obrigaÁıes s„o classificadas em:

1) ObrigaÁıes que tÍm por fonte imediata a vontade humana: provÍm do contrato e da manifestaÁ„o unilateral da vontade.

2) ObrigaÁıes que tÍm por fonte imediata o ato ilÌcito: se constituem atravÈs de uma aÁ„o ou omiss„o culposa ou dolosa do agente, causando dano ‡ vÌtima.

3) ObrigaÁıes que tÍm por fonte direta a lei: no caso de alimento ou de reparaÁ„o de prejuÌzos causados.

ClassificaÁ„o das ObrigaÁıes

ObrigaÁıes Simples e Complexas:

ObrigaÁıes simples s„o aquelas em que h· um sÛ credor, um devedor e um objeto. As obrigaÁıes complexas s„o aquelas em que h· mais de um credor ou devedor, ou mais de um objeto. Quanto ‡ multiplicidade de objetos podem ser cumulativas (mais de um objeto) ou alternativas (o devedor se exime da obrigaÁ„o optando por uma ou outra prestaÁ„o).

ObrigaÁıes Principais e AcessÛrias:

Principais

s„o

aquelas

que

tÍm vida prÛpria e independente. AcessÛrias s„o aquelas ditas

subordinadas ou dependentes das principais. Ex.: a fianÁa È acessÛria em relaÁ„o a locaÁ„o que È

principal.

ObrigaÁıes LÌquidas e IlÌquidas:

LÌquidas s„o as consideradas certas na existÍncia e determinadas no objeto. IlÌquidas s„o aquelas que dependem de apuraÁ„o prÈvia, por estar ainda incerto o total da prestaÁ„o.

As ObrigaÁıes ìPropter Remî:

A obrigaÁ„o ìpropter remî È aquela em que o devedor, por ser titular de um direito sobre uma coisa, fica sujeito a uma determinada prestaÁ„o que, por conseguinte, n„o derivou da manifestaÁ„o expressa ou t·cita de vontade.A obrigaÁ„o ìpropter remî se encontra no terreno fronteiriÁo entre os direitos reais e os pessoais.

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As Modalidades das ObrigaÁıes

As Modalidades das ObrigaÁıes

   

As ObrigaÁıes de Dar

Conceito:

As obrigaÁıes de dar consistem na entrega de alguma coisa (tradiÁ„o) pelo devedor ao credor.Ela se desdobra em obrigaÁıes de dar coisa certa ou incerta e, tambÈm, em obrigaÁ„o de dar propriamente dita e obrigaÁ„o de restituir, onde se caracteriza esta ˙ltima por ser uma devoluÁ„o, onde o credor j· È dono da coisa.

ObrigaÁ„o de Dar Coisa Certa (arts. 233 a 242):

Estabelece entre as partes um vÌnculo, atravÈs do qual o devedor se compromete a entregar ou a restituir ao credor coisa certa e determinada, que se considera em sua individualidade. A coisa certa n„o pode ser substituÌda por outra ainda que de maior valor.

Art. 233. A obrigaÁ„o de dar coisa certa abrange os acessÛrios dela embora n„o mencionados, salvo se o contr·rio resultar do tÌtulo ou das circunst‚ncias do caso.

Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradiÁ„o, ou pendente a condiÁ„o suspensiva, fica resolvida a obrigaÁ„o para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responder· este pelo equivalente e mais perdas e danos.

Art. 235. Deteriorada a coisa, n„o sendo o devedor culpado, poder· o credor resolver a obrigaÁ„o, ou aceitar a coisa, abatido de seu preÁo o valor que perdeu.

Art. 236. Sendo culpado o devedor, poder· o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenizaÁ„o das perdas e danos.

Art. 237. AtÈ a tradiÁ„o pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poder· exigir aumento no preÁo; se o credor n„o anuir, poder· o devedor resolver a obrigaÁ„o.

Par·grafo ˙nico. Os frutos percebidos s„o do devedor, cabendo ao credor os pendentes.

Art. 238. Se a obrigaÁ„o for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradiÁ„o, sofrer· o credor a perda, e a obrigaÁ„o se resolver·, ressalvados os seus direitos atÈ o dia da perda.

Art. 239. Se a coisa se perder por culpa do devedor, responder· este pelo equivalente, mais perdas e danos.

Art. 240. Se a coisa restituÌvel se deteriorar sem culpa do devedor, recebÍ-la-· o credor, tal qual se ache, sem direito a indenizaÁ„o; se por culpa do devedor, observar-se-· o disposto no art.

239.

Art. 241. Se, no caso do art. 238, sobrevier melhoramento ou acrÈscimo ‡ coisa, sem despesa ou trabalho do devedor, lucrar· o credor, desobrigado de indenizaÁ„o.

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Art. 242. Se para o melhoramento, ou aumento, empregou o devedor trabalho ou dispÍndio, o caso se regular· pelas normas deste CÛdigo atinentes ‡s benfeitorias realizadas pelo possuidor de boa-fÈ ou de m·-fÈ.

Par·grafo ˙nico. Quanto aos frutos percebidos, observar-se-·, do mesmo modo, o disposto neste CÛdigo, acerca do possuidor de boa-fÈ ou de m·-fÈ.

ObrigaÁ„o de Dar Coisa Incerta (arts. 243 a 246):

Esta obrigaÁ„o tem por objeto a entrega de coisa n„o considerada em sua individualidade, mas no gÍnero a que pertence. A coisa incerta ser· indicada, ao menos, pelo gÍnero e quantidade, havendo ausÍncia destas indicaÁıes, n„o se constitui em obrigaÁ„o (ex.: compromisso de entregar pacotes, sem definir quantos, nem seu conte˙do).

Art. 243. A coisa incerta ser· indicada, ao menos, pelo gÍnero e pela quantidade.

Art. 244. Nas coisas determinadas pelo gÍnero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o contr·rio n„o resultar do tÌtulo da obrigaÁ„o; mas n„o poder· dar a coisa pior, nem ser· obrigado a prestar a melhor.

Art. 245. Cientificado da escolha o credor, vigorar· o disposto na SeÁ„o antecedente.

" No momento em que se efetua uma escolha, a obrigaÁ„o de dar coisa incerta se
"
No momento em que se efetua uma escolha, a obrigaÁ„o de dar coisa incerta se transforma em
obrigaÁ„o de dar coisa certa.

Art. 246. Antes da escolha, n„o poder· o devedor alegar perda ou deterioraÁ„o da coisa, ainda que por forÁa maior ou caso fortuito.

Coisas FungÌveis e InfungÌveis e sua Rela Á„o com as Coisas Certas e Incertas:

Relacionando o conceito de coisas fungÌveis e infungÌveis com as obrigaÁıes de dar coisa certa ou coisa incerta, temos que as coisas certas (determinadas ou especÌficas) s„o infungÌveis, pois valem pela sua individualidade e n„o podem ser substituÌdas por outras, ainda que mais valiosas. J· em relaÁ„o ‡s coisas incertas (indeterminadas ou genÈricas), devemos distinguir duas classes:

  • a) coisas incertas em sentido amplo ou imprÛprio: s„o fungÌveis e podem ser substituÌdas por outras da mesma espÈcie, qualidade e quantidade (uma mesa, um livro, vinte ovos), nesse tipo de obrigaÁ„o deve-se dar coisa da mesma espÈcie, qualidade e quantidade;

  • b) coisas incertas em sentido estrito ou prÛprio: s„o as indicadas apenas pelo gÍnero, ou espÈcie, e pela quantidade combinada, quanto a qualidade, porÈm, dever· ela ser mÈdia, vez que esse ponto fica omisso ou indefinido no contrato, pela regra da qualidade mÈdia, n„o pode o devedor dar coisa pior, nem ser obrigado a prestar coisa melhor (ex.: metade de um lote de pele de b˙falo, a terÁa parte de uma colheita de melıes).

A TradiÁ„o e a TransferÍncia do DomÌnio:

O contrato de compra e venda n„o torna o adquirente dono da coisa comprada, mas apenas titular da prerrogativa de reclamar sua entrega. Somente apÛs a entrega (tradiÁ„o) È que o comprador adquire a condiÁ„o de propriet·rio. Antes da tradiÁ„o o direito real n„o transpassa (art. 620 CC). ConvÈm entretanto distinguir os bens mÛveis dos imÛveis, pois enquanto que para a transferÍncia dos mÛveis basta a tradiÁ„o, aos imÛveis a lei exige a formalidade da transcriÁ„o no Registro de ImÛveis, do tÌtulo aquisitivo (art. 530, n I CC). A transcriÁ„o corresponde a uma tradiÁ„o solene.

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As ObrigaÁıes de Fazer e N„o Fazer

ObrigaÁıes de Fazer:

Nas obrigaÁıes de fazer, a prestaÁ„o a que est· obrigado o devedor È um ato positivo. Ela se refere ‡ obrigaÁ„o de prestar um serviÁo, como obrigar-se alguÈm a pintar um quadro, por exemplo. Nas obrigaÁıes de fazer, o credor n„o È obrigado a aceitar a prestaÁ„o por um estranho, quando estiver estabelecido que seja realizada pessoalmente pelo devedor (personalÌssima). Nas obrigaÁıes de fazer fungÌveis, o devedor pode ser substituÌdo por terceiro apto a executar o serviÁo.

Art. 247. Incorre na obrigaÁ„o de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestaÁ„o a ele sÛ imposta, ou sÛ por ele exeq¸Ìvel.

Conseq¸Íncias do Descumprimento da ObrigaÁ„o de Fazer:

O descumprimento da obrigaÁ„o de fazer pode ser decorrente de:.

1) Impossibilidade:

  • a) por culpa do devedor: responde por perdas e danos;

  • b) sem culpa do devedor: resolve-se a obrigaÁ„o, desde que a impossibilidade seja absoluta.

2) Inadimplemento Volunt·rio:

A recusa do devedor implica em presunÁ„o de culpa, tendo as seguintes conseq¸Íncias:

  • a) se a obrigaÁ„o for fungÌvel o credor pode contratar um terceiro e cobrar do devedor a quantia gasta, mesmo sendo mais caro;

  • b) se a obrigaÁ„o for infungÌvel resolve-se por perdas e danos.

Art. 248. Se a prestaÁ„o do fato tornar-se impossÌvel sem culpa do devedor, resolver-se-· a obrigaÁ„o; se por culpa dele, responder· por perdas e danos.

Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, ser· livre ao credor mand·-lo executar ‡ custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuÌzo da indenizaÁ„o cabÌvel.

Par·grafo ˙nico. Em caso de urgÍncia, pode o credor, independentemente de autorizaÁ„o judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.

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A aÁ„o cabÌvel para forÁar o cumprimento da obrigaÁ„o chama-se cominatÛria.

 

ObrigaÁıes de N„o Fazer:

S„o, tambÈm denominadas negativas: consistem em uma abstenÁ„o onde o devedor assume o compromisso de n„o praticar determinado ato, que poderia fazer (ex.: obrigaÁ„o de n„o vender algo a uma terceira pessoa ou n„o abrir casa comercial de determinado ramo em uma dada regi„o).

Art. 250. Extingue-se a obrigaÁ„o de n„o fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossÌvel abster-se do ato, que se obrigou a n„o praticar.

Art. 251. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenÁ„o se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaÁa, sob pena de se desfazer ‡ sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos.

Par·grafo ˙nico. Em caso de urgÍncia, poder· o credor desfazer ou mandar desfazer, independentemente de autorizaÁ„o judicial, sem prejuÌzo do ressarcimento devido.

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As ObrigaÁıes Alternativas

NoÁıes Gerais:

As obrigaÁıes alternativas, tambÈm chamadas disjuntivas, aparecem quando h· duas ou mais prestaÁıes com objetos distintos a cumprir e o devedor, a quem compete a escolha (salvo estipulaÁ„o em contr·rio), se exonera, cumprindo uma delas.

! A obrigaÁ„o alternativa n„o se confunde com a cumulativa, em que tambÈm h· uma pluralidade
!
A obrigaÁ„o alternativa n„o se confunde com a cumulativa, em que tambÈm h· uma pluralidade de
prestaÁ„o, porÈm todas devem ser solvidas.
Art.
252.
Nas
obrigaÁıes alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa n„o se
estipulou.
ß 1 o N„o pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestaÁ„o e parte em outra.
ß 2 o Quando a obrigaÁ„o for de prestaÁıes periÛdicas, a faculdade de opÁ„o poder· ser exercida
em cada perÌodo.
ß 3 o No caso de pluralidade de optantes, n„o havendo acordo un‚nime entre eles, decidir· o juiz,
findo o prazo por este assinado para a deliberaÁ„o.
ß 4 o Se o tÌtulo deferir a opÁ„o a terceiro, e este n„o quiser, ou n„o puder exercÍ-la, caber· ao
juiz a escolha se n„o houver acordo entre as partes.
Art. 253. Se uma das duas prestaÁıes n„o puder ser objeto de obrigaÁ„o ou se tornada
inexeq¸Ìvel, subsistir· o dÈbito quanto ‡ outra.
!
O fenÙmeno da concentraÁ„o È exclusivo da obrigaÁ„o alternativa, se d· quando o perecimento de
um objeto a obrigaÁ„o se concentra nos outros, na obrigaÁ„o de dar coisa incerta o gÍnero n„o
perece (ìsenus non peritî).

Art. 254. Se, por culpa do devedor, n„o se puder cumprir nenhuma das prestaÁıes, n„o competindo ao credor a escolha, ficar· aquele obrigado a pagar o valor da que por ˙ltimo se impossibilitou, mais as perdas e danos que o caso determinar.

Art. 255. Quando a escolha couber ao credor e uma das prestaÁıes tornar-se impossÌvel por culpa do devedor, o credor ter· direito de exigir a prestaÁ„o subsistente ou o valor da outra, com perdas e danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestaÁıes se tornarem inexeq¸Ìveis, poder· o credor reclamar o valor de qualquer das duas, alÈm da indenizaÁ„o por perdas e danos.

Art. 256. Se todas as prestaÁıes se tornarem impossÌveis sem culpa do devedor, extinguir-se-· a obrigaÁ„o.

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As ObrigaÁıes DivisÌveis e IndivisÌveis

NoÁıes Gerais:

DivisÌveis s„o aquelas cujas prestaÁıes s„o suscetÌveis de cumprimento parcial sem prejuÌzo de sua subst‚ncia e de seu valor (È uma indivisibilidade econÙmica e n„o material) e indivisÌveis aquelas cujas prestaÁıes sÛ podem ser cumpridas por inteiro, n„o permitindo o seu parcelamento.

Art. 257. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigaÁ„o divisÌvel, esta presume-se dividida em tantas obrigaÁıes, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.

Art. 258. A obrigaÁ„o È indivisÌvel quando a prestaÁ„o tem por objeto uma coisa ou um fato n„o suscetÌveis de divis„o, por sua natureza, por motivo de ordem econÙmica, ou dada a raz„o determinante do negÛcio jurÌdico.

Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestaÁ„o n„o for divisÌvel, cada um ser· obrigado pela dÌvida toda.

Par·grafo ˙nico. O devedor, que paga a dÌvida, sub-roga-se no direito do credor em relaÁ„o aos outros coobrigados.

Art. 260. Se a pluralidade for dos credores, poder· cada um destes exigir a dÌvida inteira; mas o devedor ou devedores se desobrigar„o, pagando:

I - a todos conjuntamente;

II - a um, dando este cauÁ„o de ratificaÁ„o dos outros credores.

Art. 261. Se um sÛ dos credores receber a prestaÁ„o por inteiro, a cada um dos outros assistir· o direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total.

Art. 262. Se um dos credores remitir a dÌvida, a obrigaÁ„o n„o ficar· extinta para com os outros; mas estes sÛ a poder„o exigir, descontada a quota do credor remitente.

Par·grafo ˙nico. O mesmo critÈrio se observar· no caso de transaÁ„o, novaÁ„o, compensaÁ„o ou confus„o.

Art. 263. Perde a qualidade de indivisÌvel a obrigaÁ„o que se resolver em perdas e danos.

ß 1 o Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos os devedores, responder„o todos por partes iguais.

ß 2 o Se for de um sÛ a culpa, ficar„o exonerados os outros, respondendo sÛ esse pelas perdas e danos.

As ObrigaÁıes Solid·rias

NoÁıes Iniciais:

As obrigaÁıes solid·rias s„o aquelas em que h· multiplicidade de credores ou devedores. A solidariedade n„o se presume, resulta da lei ou da vontade das partes. A solidariedade pode ser ativa ou passiva.

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Art. 264. H· solidariedade, quando na mesma obrigaÁ„o concorre mais de um credor, ou mais de um devedor, cada um com direito, ou obrigado, ‡ dÌvida toda.

Art. 265. A solidariedade n„o se presume; resulta da lei ou da vontade das partes.

Art. 266. A obrigaÁ„o solid·ria pode ser pura e simples para um dos co-credores ou co- devedores, e condicional, ou a prazo, ou pag·vel em lugar diferente, para o outro.

Solidariedade Ativa:

Ocorre a solidariedade ativa quando cada um dos v·rios credores est· autorizado a exigir o cumprimento da prestaÁ„o por inteiro. O pagamento realizado a um dos credores, solid·rios extingue inteiramente a dÌvida. O credor que tiver remitido a dÌvida ou recebido o pagamento responder· aos outros pela parte que tÍm direito, sendo cabÌvel a propositura da aÁ„o regressiva.

 

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A solidariedade passiva pode resultar da lei ou da vontade das partes, a ativa, porÈm, sÛ pode resultar da vontade das partes. Nosso ordenamento n„o prevÍ casos de solidariedade ativa ìex legeî.

 
 

Art. 267. Cada um dos credores solid·rios tem direito a exigir do devedor o cumprimento da prestaÁ„o por inteiro.

Art. 268. Enquanto alguns dos credores solid·rios n„o demandarem o devedor comum, a qualquer daqueles poder· este pagar.

Art. 269. O pagamento feito a um dos credores solid·rios extingue a dÌvida atÈ o montante do que foi pago.

Art. 270. Se um dos credores solid·rios falecer deixando herdeiros, cada um destes sÛ ter· direito a exigir e receber a quota do crÈdito que corresponder ao seu quinh„o heredit·rio, salvo se a obrigaÁ„o for indivisÌvel.

Art. 271. Convertendo-se a prestaÁ„o em perdas e danos, subsiste, para todos os efeitos, a solidariedade.

Art. 272. O credor que tiver remitido a dÌvida ou recebido o pagamento responder· aos outros pela parte que lhes caiba.

Art. 273. A um dos credores solid·rios n„o pode o devedor opor as exceÁıes pessoais oponÌveis aos outros.

Art. 274. O julgamento contr·rio a um dos credores solid·rios n„o atinge os demais; o julgamento favor·vel aproveita-lhes, a menos que se funde em exceÁ„o pessoal ao credor que o obteve.

Solidariedade Passiva:

A solidariedade passiva ocorre quando, existindo v·rios devedores, o credor tem direito a exigir e receber de um ou v·rios deles, parcial ou totalmente, a dÌvida. O pagamento total extingue a obrigaÁ„o, o parcial extingue em parte a obrigaÁ„o e mantÈm a solidariedade no tocante ao remanescente, pelo qual continuam os co-devedores igualmente obrigados pelo seu total. Na dÌvida solid·ria o credor pode cobrar de um ou de alguns dos devedores a totalidade da dÌvida, ‡ sua escolha, restando para os que pagaram o direito de regresso contra os coobrigados.

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Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores, parcial ou totalmente, a dÌvida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto.

Par·grafo ˙nico. N„o importar· ren˙ncia da solidariedade a propositura de aÁ„o pelo credor contra um ou alguns dos devedores.

Art. 276. Se um dos devedores solid·rios falecer deixando herdeiros, nenhum destes ser· obrigado a pagar sen„o a quota que corresponder ao seu quinh„o heredit·rio, salvo se a obrigaÁ„o for indivisÌvel; mas todos reunidos ser„o considerados como um devedor solid·rio em relaÁ„o aos demais devedores.

Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remiss„o por ele obtida n„o aproveitam aos outros devedores, sen„o atÈ ‡ concorrÍncia da quantia paga ou relevada.

Art. 278. Qualquer cl·usula, condiÁ„o ou obrigaÁ„o adicional, estipulada entre um dos devedores solid·rios e o credor, n„o poder· agravar a posiÁ„o dos outros sem consentimento destes.

Art. 279. Impossibilitando-se a prestaÁ„o por culpa de um dos devedores solid·rios, subsiste para todos o encargo de pagar o equivalente; mas pelas perdas e danos sÛ responde o culpado.

Art. 280. Todos os devedores respondem pelos juros da mora, ainda que a aÁ„o tenha sido proposta somente contra um; mas o culpado responde aos outros pela obrigaÁ„o acrescida.

Art. 281. O devedor demandado pode opor ao credor as exceÁıes que lhe forem pessoais e as comuns a todos; n„o lhe aproveitando as exceÁıes pessoais a outro co-devedor.

Art. 282. O credor pode renunciar ‡ solidariedade em favor de um, de alguns ou de todos os devedores.

Par·grafo ˙nico. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores, subsistir· a dos demais.

Art. 283. O devedor que satisfez a dÌvida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos co- devedores a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no dÈbito, as partes de todos os co-devedores.

Art. 284. No caso de rateio entre os co-devedores, contribuir„o tambÈm os exonerados da solidariedade pelo credor, pela parte que na obrigaÁ„o incumbia ao insolvente.

Art. 285. Se a dÌvida solid·ria interessar exclusivamente a um dos devedores, responder· este por toda ela para com aquele que pagar.

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A Transmiss„o das ObrigaÁıes

A Transmiss„o das ObrigaÁıes

   

NoÁıes Gerais

As obrigaÁıes podem ser personalÌssimas ou n„o. As obrigaÁıes personalÌssimas s„o as que n„o passam das pessoas do credor e do devedor. As obrigaÁıes, n„o sendo personalÌssimas, podem ser alteradas na composiÁ„o de seu elemento subjetivo, ou seja, podem ser substituÌdos os credores ou devedores da obrigaÁ„o sem que se altere o vÌnculo obrigacional. O ato determinante da transmissibilidade das obrigaÁıes È chamado de cess„o.

Cess„o de CrÈdito

NoÁıes Gerais:

Chama-se cess„o de crÈdito o negÛcio jurÌdico em virtude do qual o credor transfere a outrem sua qualidade creditÛria contra o devedor, recebendo o cession·rio o direito respectivo, com todos os acessÛrios e todas as garantias. … uma alteraÁ„o subjetiva da obrigaÁ„o, indiretamente realizada, porque se completa por via de uma transladaÁ„o da forÁa obrigatÛria, de um sujeito ativo para outro sujeito ativo, mantendo-se em vigor o vÌnculo de direito obrigatÛrio.

!

Cess„o e NovaÁ„o:

Na novaÁ„o h· extinÁ„o da dÌvida anterior, em raz„o da criaÁ„o de um novo dÈbito. Na cess„o de

crÈdito h· uma alteraÁ„o subjetiva, permanecendo a mesma dÌvida.

 

Art. 286. O credor pode ceder o seu crÈdito, se a isso n„o se opuser a natureza da obrigaÁ„o, a lei, ou a convenÁ„o com o devedor; a cl·usula proibitiva da cess„o n„o poder· ser oposta ao cession·rio de boa-fÈ, se n„o constar do instrumento da obrigaÁ„o.

Art. 287. Salvo disposiÁ„o em contr·rio, na cess„o de um crÈdito abrangem-se todos os seus acessÛrios.

Art. 288. … ineficaz, em relaÁ„o a terceiros, a transmiss„o de um crÈdito, se n„o celebrar-se mediante instrumento p˙blico, ou instrumento particular revestido das solenidades do ß 1 o do art. 654.

Art. 289. O cession·rio de crÈdito hipotec·rio tem o direito de fazer averbar a cess„o no registro do imÛvel.

Art. 290. A cess„o do crÈdito n„o tem efic·cia em relaÁ„o ao devedor, sen„o quando a este notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito p˙blico ou particular, se declarou ciente da cess„o feita.

Art. 291. Ocorrendo v·rias cessıes do mesmo crÈdito, prevalece a que se completar com a tradiÁ„o do tÌtulo do crÈdito cedido.

Art. 292. Fica desobrigado o devedor que, antes de ter conhecimento da cess„o, paga ao credor primitivo, ou que, no caso de mais de uma cess„o notificada, paga ao cession·rio que lhe

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apresenta, com o tÌtulo de cess„o, o da obrigaÁ„o cedida; quando o crÈdito constar de escritura p˙blica, prevalecer· a prioridade da notificaÁ„o.

Art. 293. Independentemente do conhecimento da cess„o pelo devedor, pode o cession·rio exercer os atos conservatÛrios do direito cedido.

Art. 294. O devedor pode opor ao cession·rio as exceÁıes que lhe competirem, bem como as que, no momento em que veio a ter conhecimento da cess„o, tinha contra o cedente.

Art. 295. Na cess„o por tÌtulo oneroso, o cedente, ainda que n„o se responsabilize, fica respons·vel ao cession·rio pela existÍncia do crÈdito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessıes por tÌtulo gratuito, se tiver procedido de m·-fÈ.

Art. 296. Salvo estipulaÁ„o em contr·rio, o cedente n„o responde pela solvÍncia do devedor.

Art. 297. O cedente, respons·vel ao cession·rio pela solvÍncia do devedor, n„o responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cess„o e as que o cession·rio houver feito com a cobranÁa.

Art. 298. O crÈdito, uma vez penhorado, n„o pode mais ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora; mas o devedor que o pagar, n„o tendo notificaÁ„o dela, fica exonerado, subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro.

A AssunÁ„o de DÌvida

NoÁıes Gerais:

Admite-se tambÈm a substituiÁ„o do devedor na relaÁ„o obrigacional. A cess„o de dÈbito ou assunÁ„o de dÌvida È um negÛcio bilateral, pelo qual o devedor, com anuÍncia expressa do credor, transfere a um terceiro os encargos obrigacionais, de modo que este assume sua posiÁ„o na relaÁ„o obrigacional, substituindo-o.

Art. 299. … facultado a terceiro assumir a obrigaÁ„o do devedor, com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunÁ„o, era insolvente e o credor o ignorava.

Par·grafo ˙nico. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunÁ„o da dÌvida, interpretando-se o seu silÍncio como recusa.

Art. 300. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da assunÁ„o da dÌvida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor.

Art. 301. Se a substituiÁ„o do devedor vier a ser anulada, restaura-se o dÈbito, com todas as suas garantias, salvo as garantias prestadas por terceiros, exceto se este conhecia o vÌcio que inquinava a obrigaÁ„o.

Art. 302. O novo devedor n„o pode opor ao credor as exceÁıes pessoais que competiam ao devedor primitivo.

Art. 303. O adquirente de imÛvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crÈdito garantido; se o credor, notificado, n„o impugnar em trinta dias a transferÍncia do dÈbito, entender-se-· dado o assentimento.

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Questıes de Concursos

Questıes de Concursos

   

01 -

(Magistratura/RS ñ 2000) Considere as assertivas abaixo. I ñ Tendo A emprestado a B quinze sacos de semente de soja, sobreveio imprevista inundaÁ„o que destruiu o produto que estava no depÛsito de B. Mesmo assim, B est· obrigado a satisfazer sua dÌvida. II ñ Na obrigaÁ„o de dar coisa certa, o devedor sÛ poder· ser obrigado a entregar outra se for de menor valor. III ñ O devedor de obrigaÁ„o divisÌvel, para pagar toda a prestaÁ„o a um sÛ dos m˙ltiplos credores, deve exigir dele cauÁ„o de ratificaÁ„o. Quais s„o corretas?

(

)

a)

Apenas I

(

)

b)

Apenas II

(

)

c)

Apenas III

(

)

d)

Apenas II e III

(

)

e)

I, II e III

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Gabarito 01. A Bibliografia • Direito Civil Silvio Rodrigues S„o Paulo: Editora Saraiva, 2001 • Curso
 

Gabarito

 

01.A

Gabarito 01. A Bibliografia • Direito Civil Silvio Rodrigues S„o Paulo: Editora Saraiva, 2001 • Curso
 

Bibliografia

 

Direito Civil

Silvio Rodrigues S„o Paulo: Editora Saraiva, 2001

Curso de Direito Civil Brasileiro, Vol. 2 Maria Helena Diniz S„o Paulo: Editora Saraiva, 16 a ed., 2002

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