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A Educação Física escolar tem como um de seus objetivos atuar no sentido de criar uma
interação e socialização entre seus alunos visando uma vida saudável.

Atualmente, o ambiente na maioria das aulas se transformaram em verdadeiros


treinamentos desportivos que somente visam colocar os alunos como máquinas de alto
rendimento para apenas obter os melhores resultados em competições internas e entre
escolas.

A obtenção desses resultados pode transferir para o aluno uma responsabilidade não ideal
para sua idade a fim de satisfazer apenas seu professor.

Desta forma, o educador deve levar aos seus alunos atividades que permitam uma
movimentação variada e exploradora do corpo e do próprio ambiente em que estão situados.
Sempre adequados ao grau de desenvolvimento em cada etapa da vida escolar e faixa etária
dando-lhes plena liberdade e espontaneidade de movimentos como saltar, correr, girar,
arremessar, etc. Permitindo assim, vários benefícios como desinibição para participação das
aulas, descarga de agressividade, manutenção da saúde e até corrigindo equívocos de atitude
(Barros; Barros,1972).

Essas questões tornam-se cada vez mais pertinentes já que a educação física presente nos
currículos escolares, é muitas vezes o momento em que a criança tem para a pratica de uma
atividade física. Pois, cada vez mais a maioria das crianças vivem isolados em apartamentos,
em frente à televisão, ao computador e rodeado de guloseimas e frituras, tornando-se um
hábito, contribuindo para o surgimento de futuros sedentários.

Desta forma levanta-se o seguinte questionamento, será que a Educação Física presente
nas escolas corresponde a aquilo que ela propõem? E as atividades propostas pelo professor é
realmente o que necessitam os alunos?

Neste contexto, entre outros inúmeros questionamentos, vimos a necessidade de um


embasamento teórico que aprofunda-se quanto o papel da educação física no âmbito escolar e
de seu profissional.

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A educação segundo Gonçalves (1994) é uma prática sistematizada que busca atuar sobre
indivíduos e grupos sociais, com a intenção de possibilitar a formação de sua personalidade e
sua participação ativa na sociedade. Portanto, um fenômeno inerente ao homem como um ser
social e histórico, cuja existência fundamenta-se na necessidade de formar as gerações mais
novas, transmitindo-lhes seus conhecimentos, valores e crenças e abrindo-lhes possibilidades
para novas realizações.

Na visão de Kunz (1991) a educação jamais pode ser neutra, já que, ou conduz à
domesticação ou à libertação. Há sempre uma influência mútua entre educação e contexto
social, o que faz com que na relação educador/educando exista sempre uma dialética de
•adaptação e resistência´. Desta forma, a ação educacional configura-se uma determinada
relação de poder, enquanto existirem diferenças entre adulto-educador e jovem-educando. Ou
seja, enquanto uma interação na qual a educação é entendida como uma reação social ao
simples fato de que crianças e jovens estão em fase de desenvolvimento.

O autor enfatiza ainda que a educação não é apenas uma qualificação de indivíduos no
sentido individual. Mas, uma qualificação de sujeitos capazes de atuarem através de uma
•ação comunicativa´ competente, visando também à Emancipação da Sociedade.

Portanto, a essência da educação é fazer com que •os homens sejam capazes de realizar as
tarefas sociais e profissionais que lhes couberem, e de pôr-se à altura das possibilidades do
desenvolvimento cultural e pessoal que é possível alcançar mediante sua participação´.
Tornando assim comprometidos com a humanização e com a transformação da sociedade,
independente do âmbito especifico de conhecimento (Gonçalves, 1994).

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Ao analisarmos o processo histórico da Educação Física no Brasil, percebemos que a


mesma teve várias tendências que foram mudando no decorrer dos anos, sob a influência de
várias áreas como: a médica, a militar e a esportiva (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997).

No inicio da implantação da Educação Física, ela esteve sob influência médica, assumindo
uma função higienista, que buscava modificar os hábitos de saúde e higiene da população.
Acreditava-se que através dela era possível formar indivíduos fortes e saudáveis que
preservariam a hegemonia da raça (Gallardo, 2000).

Nos anos 70, a educação física passa a ser caracterizada como esporte, considerada como
fator que poderia colaborar na melhoria da força de trabalho da economia brasileira. Neste
período estreitaram-se os vínculos entre o esporte e nacionalismo, influenciados pela Copa do
Mundo de 1970 (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997).

Em relação à legislação de 1971, a educação física ganha espaço como atividade que, por
seus meios, processos e técnicas, desenvolve e aprimora forças físicas, morais, cívicas,
psíquicas e sociais do educando. Sendo que a ênfase dada à aptidão física, a torna referência
fundamental para planejar, controlar e avaliar (GALLARDO, 2000).

Mas, na década de 80 começaram a haver contestações a respeito desta aptidão física, pois
o Brasil não se tornou uma nação olímpica nem aumentou o número de praticantes de
atividades físicas. Isto acarretou uma crise de identidade na Educação Física escolar, fazendo
com que a mesma que prioriza o ensino de 5a a 8a série, ampliasse e priorizasse o ensino a
partir da pré-escola (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997).

Atualmente, a educação física busca uma nova estruturação, baseada em estudos das
influências que o meio físico e social têm sobre o desenvolvimento humano (GALLARDO,
2000).

Conforme enfatizado por Guirardelli Junior (1988), a educação física é de fundamental


importância ao ser humano, já que pode contribuir para a autodisciplina, desenvolver os
valores estéticos, os valores cooperativos, o raciocínio, a presteza mental e a saúde.
Além disso, a educação física é sobretudo Educação, envolvendo o homem como uma
unidade em relação dialética com a realidade social. Pois, como ato educativo, está voltada
para a formação do homem, tanto em sua dimensão pessoal como social (GONÇALVES,
1994).

O homem é movimento, o movimento que se torna gesto, o gesto que fala, que instaura a
presença expressiva, comunicativa e criadora. Aqui, justamente neste espaço está a Educação
Física, a qual terá maior identidade e maior autonomia quando se aproximar mais do homem e
menos das antropologias. Quando deixar de ser instrumento ou função, para ser arte; quando
se afastar da técnica e da mecânica e se desenvolver criativamente, pois, deve ser gesto
criador (SANTIN, 1987).

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A vida, nos grandes centros urbanos, impõe enormes restrições à atividade física
espontânea da criança. Essas restrições acabam por induzir a hábitos extremamente
sedentários, tornando iminente o risco de graves conseqüências para a saúde física e mental.
A prática regular de atividade física se torna uma necessidade para as crianças e uma fonte
preciosa de saúde, a qual promove o melhor crescimento e desenvolvimento do praticante
BARROS NETO,1997).

No atual cenário escolar, a Educação Física é identificada como componente curricular


integrado ao projeto político-pedagógico da escola (Kunz, 2001).

Pois, se apresenta na escola como manifestação pedagógica de uma área de conhecimento:


•ela é uma propriedade e um produto do ambiente escolar: a ele pertence, por ele se define,
nele se constitui e se realiza ± é então que se pode falar de uma cultura escolar de Educação
Física´ (KUNZ, 1991).

Se dissemos que a Educação Física é parte da escola e reconhecemos que existe uma
cultura escolar de movimento, como uma das •entidades culturais´ que a compõe, também é
verdade que sua presença no mundo da escola legitima-se pela pedagogização de práticas
corporais assumidas como manifestações do movimento humano, construídas a partir das
inter-relações estabelecidas em diferentes momentos e contextos sócio-históricos (Kunz,
2001).

A escola realmente abriu pouco espaço para a Educação Física, especialmente nos níveis
de formação superior. Nos níveis inferiores ela se apresenta ou se apresentou mais como
treinamento através de exercícios mecânicos. Assim, pode-se dizer que, quando a escola abriu
as portas para a Educação Física, foram as portas do fundo, cedendo espaços sobrados e os
horários rejeitados pelas outras disciplinas. Raras são as excessões (SANTIN, 1987).

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Professor de educação física é o transmissor determinante de uma nova teoria e prática do


esporte para todos. O professor atua na escola freqüentada por todas as crianças e jovens,
além de trabalhar com freqüência nos clubes e organizações que oferecem esporte. O
educador é a figura-chave, mesmo porque, muitas vezes, integra também a administração nos
vários níveis a quem cabe decidir (Dieckert,1984).
É bastante expressivo o número de professores de educação física diplomados existentes
no Brasil. Este fato observado de um lado, o atendimento à comunidade é positivo, mas por
outro, em termos de qualidade é complexo, pois o profissional teria que pensar em
transformações através de ações orientadas que levassem o ser humano a participar, viver o
lúdico de modo simples e prazeroso (SILVA, 1995).

Ainda, o referido autor enfatiza a importância da competência do professor de educação


física, relacionando a mesma com o domínio do conhecimento próprio e da técnica decorrente;
em outras palavras a importância do professor de educação física inter-relacionar a teoria com
a prática, humanizando o processo.

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O espaço e o sentido da Educação Física e dos Esportes são intensamente reavaliados no


contexto do processo educacional brasileiro. Múltiplas são as iniciativas que buscam estudar e
debater as questões que envolvem a educação física e o esporte em relação ao seu papel na
vida individual, dentro das escolas e em todas as manifestações e instituições sociais (SANTIN,
1987).

No mundo atual observa-se a presença de uma realidade estimuladora da competitividade


entre os homens e, infelizmente, a educação física também se enquadra neste contexto visto
que hoje em dia parece assumir um caráter de treinamento ou adestramento do movimento
corporal (Santin, 1987).

Ao contrário do que muitos pensam a educação física escolar não deve ser totalmente
dissociada do esporte, já que um de seus objetivos consiste em promover a socialização e
interação entre seus alunos, o que há de se reconhecer que o esporte proporciona. O grande
questionamento que se faz a respeito do esporte na escola é que ele muitas vezes transfere
para o aluno uma carga de responsabilidade muito alta quanto à obtenção de resultados, o que
afeta a criança psicologicamente de uma forma negativa (Barros Neto, 1997).

Gonçalves (1994) nos fala da importância existente no fato de o professor proporcionar aos
alunos movimentos portadores de um sentido para os mesmos. Uma vez que, movimentos
mecânicos realizados abstratamente só contribuem para a inibição da criação e da participação
dos alunos em aula e, por conseqüência, os torna indivíduos que deixam de interpretar o
mundo por si próprios e passam a interpretá-lo pela visão dos outros.

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A discussão sobre motivação é ampla e variada, pois existem várias disciplinas que
trabalham especificamente com a motivação e possuem suas próprias concepções (BERLEZE,
2002).

A motivação pode ser definida como as causas que afetam o início, a manutenção e a
intensidade de comportamento. O comportamento humano é movido por necessidades,
interesses e estímulos vindos do meio ambiente. Uma pessoa motivada a realizar certa
atividade poderá ter mudanças na compreensão da aprendizagem e de seu desempenho nas
habilidades motoras (MAGILL, 1984).
Todos os motivos são considerados como estados internos, mas também são
freqüentemente despertados por estímulos externos. O ideal seria que toda a criança estivesse
motivada internamente a praticar alguma atividade, sem precisar de fatores externos, como,
por exemplo, recompensas pela sua prática. Refere-se aos jovens e crianças que praticam
esportes em escolinhas e que participam de competições valorizando mais a competição
desportiva. Enquanto, crianças praticantes nas aulas de Educação Física valorizam mais os
motivos relacionados com os aspectos relativos à saúde, à amizade e ao lazer. Percebe-se
ainda que existem vários motivos que levam as pessoas à prática de certas atividades motoras.
Esses motivos podem ser pela busca do prazer ou da diversão, pela melhoria da saúde, pela
aprendizagem, para se manter em forma, pela afiliação e pelo alcance de níveis mais altos de
desempenho (BERLEZE, 2002).

Magill (1984) destaca que a palavra motivo oriunda do latim motivum, significa •uma causa
que põe em movimento´, e pode ser definida como um impulso que faz com que se haja de
certa forma. No entanto, a motivação não se demonstra na mesma intensidade em todas as
pessoas, pois temos interesses diferenciados. Sendo assim, o professor deve estar consciente
da busca por conteúdos diversificados, para que se consiga atender aos interesses contidos
nas turmas, fazendo com que essa falta de previsão que a motivação manifesta, não venha lhe
causar dúvidas no que diz respeito à motivação de seus alunos.

Assim, Campos (1986) acredita que o professor deve ser o mediador entre os motivos
individuais e os legítimos alvos a serem alcançados pelos alunos. Pois, o professor como o
formador de opinião, pode ser um grande mediador dos objetivos da escola para com seus
alunos.

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Desta forma, as aulas programadas pelo professor devem fazer os alunos a passarem por
experiências positivas adequadas às suas necessidades e capazes de serem executadas
sempre respeitando as diferenças individuais para que os mais aptos não sejam privilegiados e
os menos aptos não sejam desestimulados. Portanto, para que os menos aptos possam se
beneficiar da prática dos exercícios propostos sem se desinteressarem, deve-se ter muita
cautela e paciência já que em muitos casos não levam jeito para a prática.

O aluno deve sentir prazer no que está fazendo e também deve estar consciente que tudo o
que está sendo realizado é para seu bem e não por ser uma simples disciplina da escola. É
necessário que conheçam os conceitos relacionados à saúde e atividade física para que
adquiram e desenvolvam habilidades para iniciar a prática de exercícios regulares ou para que
sejam cada vez mais motivados, já que nos dias de hoje, o estilo de vida pode determinar
como e quanto tempo ainda viverá.

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