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Pense e Anote

Válvulas
industriais

A s tubulações industriais permitem o encaminhamento de produ-


tos líquidos ou gasosos de um equipamento a outro. Esses produtos se-
rão designados, genericamente, de fluidos de trabalho ou simplesmente
fluidos.
As válvulas, por sua vez, se configuram como acessórios importantes
de um sistema de tubulação, permitindo, de acordo com suas caracterís-
ticas construtivas, a execução de uma ou mais das seguintes atividades:

Regulagem da vazão de um produto, adequando-a a uma


determinada condição de processo solicitada.
Bloqueio da passagem de um produto, permitindo a
remoção de equipamentos para atividades de manutenção.
Alívio, a partir de um valor predefinido, da pressão de um
sistema industrial, permitindo o restabelecimento de condições
seguras num processo.
Alinhamento de um fluido, de um equipamento a outro,
permitindo apenas um sentido de escoamento, isto é,
impedindo o seu retorno.

Em muitas situações, dependendo das condições de trabalho (pressão,


temperatura e corrosividade), as válvulas são flangeadas, construção que
permite a fácil instalação e remoção desses acessórios. Entretanto, qualquer
que seja sua concepção, as válvulas rigorosamente representam pontos de
possíveis vazamentos, os quais, se ocorrerem, podem determinar a inter-
rupção de um processo produtivo ou um acidente de grandes proporções.
As válvulas podem significar, em termos de custo, cerca de 6% a 10% do
investimento necessário para a construção de uma planta petroquímica, fato
que, aliado ao exposto anteriormente, orienta-nos para a definição de um
número adequado (nem mais, nem menos) de válvulas em um projeto.

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Pense e Não se devem exagerar ou eliminar
válvulas. Se, de um lado, um número
Anote excessivo pode representar problemas,
de outro, um número inferior sempre
será um problema ainda maior.

Considera-se que a falta desses componentes pode conduzir a proces-


sos industriais limitados, pouco flexíveis ou mesmo fadados a paradas
constantes por falta de opções operacionais e, em contrapartida, o exces-
so desses componentes pode levar a processos de alto investimento e
suscetíveis a emergências. O Anexo 1 apresenta a simbologia utilizada para
os acessórios de tubulação.
Outro aspecto importante é que as válvulas, como quaisquer outros
acessórios ou componentes de tubulação, introduzem resistência ao es-
coamento do fluido de trabalho,, a conhecida “perda de carga”, exigin-
do que equipamentos, como bombas ou compressores, imponham ao
sistema aos quais estão ligados pressão suficiente na descarga para pro-
duzir o escoamento à custa de maior potência desenvolvida pelos aciona-
dores correspondentes (motores elétricos, turbi-
nas etc.). Tais perdas de carga dependem da con-
figuração interna da válvula, da sua dimensão e
da vazão do fluido nas diversas condições de tra-
Perda de carga é perda
de energia! É provocada balho. Ver Anexo 2.
pela resistência do equipamento ao Inúmeras são as normas que orientam a fabri-
escoamento do fluido! cação e os testes a que devem ser submetidas as
válvulas para uma determinada aplicação. O Ane-
xo 3 relaciona as normas brasileiras, voltadas para o assunto em pauta.

Classificação

A escolha adequada do equipamento


é a chave do sucesso de um processo.

Várias são as formas de classificação das válvulas, destacando-se, entre elas,


as que enfatizam a função específica de cada um desses acessórios dentro
de um processo produtivo e as que consideram a forma de acionamento
que podemos encontrar para cada um desses acessórios. Assim, temos:

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Pense e Anote
Quanto à função ou
natureza da aplicação
VÁLVULAS DE BLOQUEIO
OU DE FECHAMENTO
(block valves)
São utilizadas para permitir a passagem to-
tal ou o bloqueio completo de um fluido. São projetadas para trabalhar
totalmente fechadas ou totalmente abertas.
Os tipos existentes são: válvulas gaveta ((gate
gate valves
valves)) e válvulas ma-
cho ((plug
plug
plug,, clock valves
valves)). Como variantes das válvulas gavetas, temos as
válvulas comporta ((slide
slide
slide,, blast valves
valves)), as válvulas de fechamento rá-
pido (quick-acting valves
valves)) e as válvulas de passagem plena ((through
through con-
duit valves
valves)) e como variantes das válvulas macho as válvulas de esfera
(ball valves
valves)) e as válvulas de 3 ou 4 vias ((three&four
three&four way valves ).
valves).
VÁLVULAS DE REGULAGEM
(throttling valves)
Controlam o fluxo de um fluido, adequan-
do-o a uma necessidade específica de processo. Trabalham parcialmente
abertas.
globe valves
Os tipos existentes são: válvulas globo ((globe valves)), válvulas agu-
lha ((needle
needle valves), válvulas de controle (control valves
valves), ), válvulas bor-
valves),
boleta (batterfly valves
valves)) e válvulas diafragma ((diaphragm
diaphragm valves
valves)).

VÁLVULAS QUE PERMITEM O


FLUXO EM UM ÚNICO SENTIDO
Os tipos são os seguintes: válvulas de
retenção (check valves), válvulas de retenção e fechamento ((stop
valves), stop
stop--check
valv es
es)) e válvulas de pé ((ffoot valv
alves es
alves ).
es).

VÁLVULAS QUE CONTROLAM


A PRESSÃO A JUSANTE Como as válvulas redutoras e regula-
doras de pressão.

VÁLVULAS QUE CONTROLAM


A PRESSÃO A MONTANTE Como as válvulas de segurança e alí-
vio ((safety
safety e relief valves
valves)) e as válvulas de contrapressão ((back
back pressu-
re valves).
valves).

Quanto à forma de acionamento


Podem ser: manuais, motorizadas ou automáticas, subdivididas confor-
me esquematizado a seguir:

Manuais
Operadas por volante (com ou sem o uso de extensões ou correntes), ala-
vanca ou por meio de engrenagens (Figuras 1, 2 e 3).

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FIGURA 1

VÁLVULA OPERADA POR VOLANTE

Pense e A – VÁLVULA ACIMA DO OPERADOR


Anote Volante
para corrente

Volante

Piso de operação
Haste de
extensão

B – VÁLVULA ABAIXO DO OPERADOR

FIGURA 2

VÁLVULA OPERADA POR ALAVANCA

Alavanca de manobra
Haste

Orifício de Engaxetamento
passagem

Anéis Macho
retentores (esfera oca)

FIGURA 3

VÁLVULA OPERADA POR MEIO DE ENGRENAGEM

Volante

Engrenagens de redução

Castelo

Flange

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Motorizadas
Operadas por acionamento hidráulico, pneumático ou elétrico (Figuras 4,
5 e 6).
FIGURA 4

VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO HIDRÁULICO

Conexões para o Cilindro


líquido acionador hidráulico

Gaxetas
Haste
deslizante

Gaveta

FIGURA 5

VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO PNEUMÁTICO

FIGURA 6

VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO

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Automáticas
Operadas por meio de molas ou contrapesos, ou, ainda, por meio da dife-
rença de pressão do fluido nos pontos de entrada e saída da válvula (Figu-
ras 7 e 8).
FIGURA 7
Pense e Anote VÁLVULA OPERADA POR MOLAS OU CONTRAPESO

FIGURA 8

VÁLVULA OPERADA POR DIFERENÇA DE PRESSÃO

Tampa

Guia

Pino
Tampão
Sede

ENTRADA SAÍDA

Escolha pensando nas suas necessidades,


mas coloque a segurança sempre em
primeiro lugar!

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Componentes e
aspectos construtivos
Alguns componentes são básicos e estão presentes em todas as válvulas,
body)), o castelo ((bonnet
como o corpo ((body
body bonnet
bonnet)) e o trim, componente móvel
composto basicamente pela haste ((stem
stem
stem)) e pelo obturador ou tampão
(plug
plug)) com formato de cunha, disco, comporta e que responde pela regu-
lagem ou pelo bloqueio do fluxo do fluido de trabalho. A Figura 9 ilustra
uma válvula gaveta, em que os componentes mencionados podem ser ob-
servados. Nessa ilustração, o obturador assume a forma de uma cunha.
Em outras válvulas, a sua forma pode corresponder a um disco, a um ele-
mento deslizante tipo comporta etc.
FIGURA 9

VÁLVULA GAVETA

Volante

Haste com Sobrecastelo


rosca externa

Gaxetas
Castelo aparafusado
Junta
Corpo

Gaveta
Sedes

Flanges

A haste, que é um elemento móvel, quando existente, atravessa o cor-


po da válvula, um componente fixo. Entre eles, é necessário introduzir um
elemento de vedação, o qual recebe o nome de gaxeta e deve ser conve-
nientemente escolhido em função da aplicação. Sua instalação tem que
ser feita com o devido cuidado, uma vez que sua falha pode gerar vaza-
mentos para a atmosfera. O Anexo 5 apresenta várias gaxetas, aplicáveis
conforme as condições de trabalho previstas.
O corpo conecta-se ao castelo por rosca ou parafusos ou, ainda, por
meio de uma união ((union
union bonnet). A escolha por uma opção ou por outra
bonnet).
depende das condições de trabalho do fluido.
A fixação por meio de parafusos é muito confiável em termos de con-
tenção de vazamentos e é utilizada para válvulas de 3" ou maiores e para
condições de trabalho severas. Nesse caso, entre o castelo e o corpo da
válvula, uma junta atua como elemento de vedação, a qual deve ser espe-
cificada em conformidade com o fluido de trabalho no que diz respeito à

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sua corrosividade e à severidade do trabalho. Para válvulas abaixo de 3",
a utilização da união antes mencionada é considerada eficaz e pode tam-
bém ser utilizada para condições de trabalho severas.
Pense e Em válvulas que atuam em condições de trabalho consideradas não se-
Anote veras, a fixação direta por rosca é aceitável. Nessas duas situações, entre-
tanto, a exemplo do que ocorre quando da fixação por parafusos, o uso de
uma junta é fundamental, valendo a observação feita anteriormente no que
diz respeito à necessidade de definição da junta em função do fluido de tra-
balho (corrosividade) e do produto pressão x temperatura.
A fixação do corpo à tubulação se dá por rosca, solda ou flange, sendo
que a primeira forma de fixação (rosca) é utilizada para válvulas de peque-
no porte (até 4"), desde que as condições de trabalho assim o permitam.
Com relação ao uso de solda para fixação das válvulas, duas possibili-
dades existem: uso de solda tipo encaixe e uso de solda de topo.
A soldagem de topo válvula/tubulação é empregada para condições de
trabalho severas, exigindo chanfros adequados para as extremidades dos
tubos e da válvula, com configurações que dependem da espessura dos
materiais envolvidos, como ilustrado na Figura 10.
Os materiais utilizados na construção dos diversos componentes das vál-
vulas devem ser adequados para as condições de trabalho. Evidentemente,
definido o material em função da corrosividade, as espessuras dos compo-
nentes devem ser calculadas pela aplicação de procedimentos estabelecidos
em norma e que levam em conta os valores de pressão e temperatura do
fluido de trabalho, bem como da tensão admissível do material escolhido.
Uma relação orientadora da definição dos materiais existentes x corro-
sividade do produto é apresentada no Anexo 4. Após fabricação, a válvula
deve ser testada, normalmente com água, à temperatura ambiente e à
pressão equivalente a 1 1/2 vezes a pressão máxima de trabalho prevista.
Uma tabela prática, apresentada no capítulo correspondente à manuten-
ção de válvulas, orienta sobre a definição da pressão de teste.
Se construídas em aço-carbono em grandes espessuras ou, ainda, em
materiais tipo liga, como 4% a 6% Cr com 0,5% Mo, após soldagem, tor-
na-se necessário um tratamento térmico de alívio de tensões. A qualida-
de da soldagem é acompanhada por teste com líquido penetrante para
localização de eventuais trincas.
Posteriormente, as soldas são radiografadas, inspeção que pode reve-
lar trincas, poros ou escórias presentes na solda. Enquanto as trincas são
inadmissíveis, os poros e as escórias presentes podem ou não ser aceitos,
dependendo da dimensão desses defeitos, bem como da sua forma.
A soldagem e o posterior tratamento térmico de alívio de tensões po-
dem distorcer a válvula, bem como afetar a junta corpo/castelo, razão pela
qual, em muitas situações, essa atividade é desenvolvida apenas com o
corpo da válvula, sem os seus internos.

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FIGURA 10

SOLDAGEM DE TOPO

A – CHANFRO EM V

30 O
Corpo
da válvula Tubulação

1/16”

1/16”

B – CHANFRO EM DUPLO V VÁLVULA E TUBULAÇÃO

30 O
Corpo
da válvula Tubulação

1/16”

1/16”

Uma soldagem com características diferentes, utilizada para válvulas


menores que 2" e, portanto, para pequenas espessuras, é a tipo encaixe,
como ilustrado na Figura 11.
FIGURA 11

SOLDAGEM TIPO ENCAIXE

Solda

Corpo
da válvula

Solda Tubulação

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Válvulas/Tipos
Válvulas são aplicadas em diversas situações e cumprem objetivos que
podem ser diferentes, razão pela qual tais acessórios apresentam diver-
Pense e sas formas construtivas e características próprias.
Anote
Válvula gaveta
Tal válvula, muito utilizada nas instalações industriais, é projetada, em
princípio, para operar totalmente aberta ou totalmente fechada. Se utili-
zadas parcialmente abertas, provocam grande perda de carga, fato que de-
corre da geometria, em forma de cunha, do seu obturador. Por outro lado,
totalmente aberta, dá passagem plena ao fluido de trabalho, impondo,
portanto, pequena perda de carga ao fluido.
O obturador, designado simplesmente por gaveta, em forma de cu-
nha ou provido de faces paralelas, acompanha o movimento da haste ao
qual está conectado, deslizando, durante o fechamento ou a abertura, por
meio de duas sedes. Tais sedes, em válvulas de pequeno diâmetro, po-
dem ser usinadas no próprio corpo ou, como ocorre na maior parte das
aplicações, podem ser constituídas de duas peças independentes do cor-
po da válvula, fixadas por pressão, rosca ou pressão seguida de soldagem,
nos casos de operação em condições mais severas.
Os materiais utilizados internamente às válvulas podem ser de alto
ponto de fusão, acima de 1.100ºC, condição que confere a designação de
válvulas de segurança contra incêndio.
Nessas válvulas, a vedação é obtida de metal contra metal, exigindo
ajustes mais perfeitos e, portanto, trabalhosos, entre a sede e a gaveta.
Dessa forma, válvulas de segurança contra incêndio não admitem materi-
ais, tais como plástico, bronze, latão etc.
Sede e gaveta são componentes que podem ser recuperados ou substi-
tuídos, exigindo-se para isso um ajuste, cujo procedimento é mostrado
no capítulo referente à manutenção de válvulas.
A gaveta constituída de uma única peça, como ilustrado na Figura 9, é
utilizada para líquidos em geral, independentemente do diâmetro e das
condições de pressão e temperatura. Tais líquidos não devem ser excessi-
vamente corrosivos ou deixar sedimentos, os quais, se depositados na parte
inferior do alojamento da gaveta, impedem o total fechamento, dando
origem à passagem de fluido de trabalho (falta de vedação).
Para linhas de vapor, acima de 8" de diâmetro, as válvulas gavetas são
muito utilizadas, promovendo um bloqueio eficiente. O mesmo ocorre com
linhas de ar comprimido acima de 2".
As válvulas gaveta podem, ainda, apresentar gavetas constituídas de
mais de uma peça, como a ilustrada na Figura 12. Nela, há duas peças
articuladas entre si e que trabalham com uma haste cuja parte terminal

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está rosqueada em um componente em forma de cunha. Com o movimen-
to descendente da haste, a cunha mencionada abre as partes articuladas
da gaveta, jogando-as contra a sede, promovendo-se, dessa forma, veda-
ção eficiente.
FIGURA 12

VÁLVULA GAVETA/GAVETA ARTICULADA

Cilindro Conexões para o


hidráulico líquido acionador

Gaxetas

Haste deslizante

Gaveta

A válvula de gaveta única e a articulada, apresentada na Figura 12,


podem operar em qualquer posição.
Outra variante de válvula gaveta, muito utilizada para válvulas de gran-
des diâmetros em tubulações de vapor, alta pressão, é constituída de dois
discos livres, um dos quais contém um pequeno furo e fica do lado de
maior pressão da tubulação. Em função do furo, o fluido que está sendo
bloqueado penetra entre os discos e os afasta de modo a jogá-los contra
as respectivas sedes, estabelecendo-se, dessa forma, um procedimento de
vedação eficiente (Figura 13).
Existe um problema importante e que está relacio- FIGURA 13
nado com a abertura de válvulas de grande diâmetro
VÁLVULA GAVETA/SEDE DE DISCOS
(acima de 8") que operam em sistemas de alta pres-
são (acima de 16kgf/cm2).
Nessas válvulas, a pressão exercida pelo fluido so-
Discos
bre a gaveta é alta e o esforço para abertura é signifi- livres
cativo, em face do atrito desenvolvido entre a gaveta
e a sede durante a abertura.
Para contornar essa dificuldade, uma tubulação de
pequeno diâmetro, provida de uma válvula gaveta,
ligando os dois lados da válvula, pressurizados e não
pressurizados, é a solução normalmente utilizada.

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Pense e Durante o funcionamento normal do sistema, a válvula de grande
diâmetro está fechada, bem como a de menor porte, situada na
Anote tubulação de contorno (by-pass). Por ocasião da abertura da válvula
de grande diâmetro (válvula principal),
faz-se, inicialmente, a abertura da válvula
de by-pass, obtendo-se, com isso, uma
equalização da pressão dos dois lados O by-pass equaliza
da gaveta, o que reduz o esforço exigido a pressão dos dois lados
na abertura da válvula principal. da gaveta, permitindo
menor esforço na abertura!

Do ponto de vista construtivo da haste, existem, no mercado, três


possibilidades:
HASTE ASCENDENTE/ROSCA EXTERNA
(outside screw and yoke – OS&Y)
A rosca da haste fica em contato
com a atmosfera, longe do contato com o fluido de trabalho, fato impor-
tante no que diz respeito à durabilidade da válvula.
Nesse tipo de válvula, o volante, ligado ao castelo por uma porca, ao
ser movimentado, transmite um movimento de translação para a has-
te, a qual passa a indicar, visualmente, a condição de abertura da válvu-
la. Para válvulas utilizadas em sistemas de vapor, pressão acima de 8kgf/
cm2, diâmetro acima de 3", utilizam-se, por orientação da Norma USAS
B.31.1, hastes ascendentes.
FIGURA 14

VÁLVULA DE HASTE ASCENDENTE/ROSCA EXTERNA

Volante

Haste com Sobrecastelo


rosca externa
Sobreposta
Gaxetas
Castelo
aparafusado
Junta
Corpo

Gaveta
Sedes

Flanges

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HASTE ASCENDENTE/ROSCA INTERNA
(rising stem – RS)
A haste, nesse caso, gira de forma
solidária ao volante, e a rosca penetra na válvula, condição que caracteri-
za essa válvula como de pior qualidade em relação ao modelo anterior.
FIGURA 15

VÁLVULA DE HASTE ASCENDENTE/ROSCA INTERNA

Volante

Porca de aperto Sobreposta

Gaxetas
Castelo
rosqueado
Haste com
rosca interna

Corpo
Gaveta

Extremos
rosqueados

HASTE NÃO ASCENDENTE


(non rising stem
stem))
Sistema barato e de pior qualidade que os
anteriormente apresentados, é constituído de haste sem movimento de trans-
lação. Nele, a gaveta é rosqueada à haste, e o acionamento, via volante, des-
loca a gaveta para cima e para baixo, abrindo ou fechando a válvula. Nesse
esquema, como a haste não tem movimento de translação, o posicionamento
da válvula, aberta ou fechada, não pode ser definido a partir da haste.
FIGURA 16

VÁLVULA DE HASTE NÃO ASCENDENTE


V
Porca do volante
Volante
Luva de segurança
Engraxadeira
Bucha rosqueada
Haste
Aperta-gaxeta Castelo
H (aberta)
Gaxeta
Porca aperta-gaxeta
Parafuso e porca de Prisioneiro aperta-gaxeta
base do castelo
Tampa
Parafuso de ligação
Junta da base
da tampa
Porca de ligação
Corpo D
Cunha
Anel sede
L B

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Algumas válvulas gavetas especiais são encontradas, como as válvu-
las de comporta ((slide
slide valves
valves)), as válvulas de fechamento rápido ((quick
quick
quick--
acting valves
valves)) e as válvulas de passagem plena ((through
through conduit valves
valves)),
como segue:

Pense e Anote VÁLVULAS DE PASSAGEM PLENA


A gaveta é dotada de um furo central
que permite o seu alinhamento com a tubulação, liberando totalmente a
passagem do fluido. Tais válvulas encontram aplicação em oleodutos nos
quais é necessária a utilização de dispositivo de limpeza, conhecido por
pig, que, acionado pelo próprio produto bombeado ou por água, desloca-
se ao longo da tubulação em um movimento que combina rotação com
translação, “raspando-a” internamente.
Operando de forma similar ao pig, no que diz respeito aos movimen-
tos de rotação e translação, um outro dispositivo, este dotado de fonte
radioativa, pode detectar e posicionar, ao longo da tubulação, pontos de
menor espessura que precisam ser reparados.
Geralmente, oleodutos são utilizados para o escoamento de mais de
um produto. Assim, entre dois produtos diferentes, é necessária a utiliza-
ção de uma esfera de modo a definir perfeitamente a interface entre esses
produtos. Todos os dispositivos mencionados exigem passagem plena junto
às válvulas.
FIGURA 17

VÁLVULA DE PASSAGEM PLENA

Volante
Haste
Sobreposta

Castelo
Gaveta maciça
(em duas partes) Corpo

VISTA Sedes
F R O N TA L
DA GAVETA Guias fixas
da gaveta

VÁLVULAS DE FECHAMENTO RÁPIDO


São válvulas utilizadas em situa-
ções em que o fluxo do fluido precisa ser interrompido rapidamente, sen-
do o que ocorre em válvulas de descarregamento de caminhões. Nessas
válvulas (Figura 18), uma alavanca substitui o volante, deslocando de for-
ma rápida a gaveta e fazendo o fechamento da válvula.

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FIGURA 18

DISPOSITIVO DE LIMPEZA (PIG)

Brushes

Brushes
pig

FIGURA 19

VÁLVULA DE FECHAMENTO RÁPIDO

Alavanca
de operação
Guia da
alavanca

Haste deslizante

Gaxeta
Castelo
aparafusado

Gaveta
Flange

VÁLVULAS COMPORTA
Válvulas cujas gavetas assemelham-se a chapas,
portanto, de superfícies planas e não em forma de cunha, que deslizam
sobre guias, controlando a passagem de gases, os quais podem conter par-
tículas sólidas dispersas. Tais válvulas encontram aplicação em dutos de
CO das unidades de craqueamento catalítico para controlar a pressão no
interior do reator. Nesse caso, a gaveta pode ser dupla, isto é, duas chapas
deslizantes. Trabalhando nas mesmas guias, deslizam sobre elas e se en-
contram no centro da válvula. Como as extremidades de cada chapa con-

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têm um semicírculo, o encontro no centro da válvula dá origem a uma
abertura circular de passagem mínima do gás mencionado e necessária
para garantir a segurança operacional do reator. A Figura 20, esquemati-
Pense e camente, ilustra esse tipo de válvula.
Anote FIGURA 20

VÁLVULA COMPORTA

Guia

Comporta

Válvula macho
As válvulas macho, classificadas como válvulas de bloqueio ou de fecha-
mento, apresentam uma característica interessante, que é o acionamento
mediante a rotação de uma alavanca em apenas 1/4 de volta, tornando-
se, por essa razão, válvulas de fechamento rápido.
Do ponto de vista de sua construção, apresentam como obturador um
componente designado de macho, o qual, conectado à alavanca mencio-
nada, gira para definição das posições aberta e fechada. Normalmente, nes-
sas válvulas, o uso do macho em condições de fechamento parcial não é
recomendável diante da grande perda de carga nessa condição de trabalho.

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Tais válvulas são aplicáveis, quando em pequenos diâmetros e baixas
pressões, para bloqueio de água, vapor e líquidos e, em quaisquer diâme-
tros e pressões, para gases de um modo geral.
A Figura 21 mostra uma válvula macho com obturador em forma de
cone e que dispõe de uma passagem retangular para o fluido. Diante do
atrito que se desenvolve entre o macho e a sede, a válvula é dotada de
dispositivo de lubrificação, o qual conduz a graxa, sob pressão, através de
ranhuras existentes nesse obturador.

Precisou de bloqueio rápido?


Use uma válvula macho!

FIGURA 20

VÁLVULA MACHO

Alavanca
Engaxadeira de manobra

Sobreposta
Gaxetas

Sedes

Macho
Orifício de
passagem

Rasgos de lubrificação

A graxa, evidentemente, tem de ser compatível com o fluido em esco-


amento. Por outro lado, como através das ranhuras mencionadas podem
ocorrer vazamentos de produto para a atmosfera, válvulas de retenção,
constituídas de esferas e molas, são dispostas no trajeto percorrido pela
graxa, como observado na Figura 22.

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FIGURA 22

VÁLVULA MACHO/LUBRIFICAÇÃO

Pense e
Anote Encaixe quadrado
para uso de chave Conexão para lubrificação

Porca/parafusos
Sobreposta da sobreposta
Anel de gaxeta Porca de fixação da tampa
Anel de metal
Tampa
Junta Válvula de
retenção para
Plugue cônico lubrificantes

Ranhura
lubrificação

Câmara de
Corpo lubrificação

Válvulas macho, de grande diâmetro e de aplicação especial, dotadas


de obturador em forma de cone, podem conter um dispositivo que per-
mite promover um pequeno deslocamento do macho na direção perpen-
dicular à definida pelas linhas de fluxo, logo que acionada a alavanca. As-
sim, acionada a alavanca, num primeiro momento, o macho tem o deslo-
camento mencionado e, em seguida, gira, proporcionando a abertura ou
o fechamento da válvula. Tal movimento evita a impossibilidade de aber-
tura ou fechamento da válvula para situações em que o atrito que se de-
senvolve entre o macho e a sede é grande.
Para altas temperaturas, acima do limite de utilização das graxas usu-
ais, as válvulas macho, quando empregadas, não são lubrificadas.
O obturador de uma válvula macho pode ser em forma de esfera, a qual
é vedada normalmente por materiais como borracha, neoprene, ou Teflon,
limitando o uso a temperaturas abaixo do ponto de fusão desses materi-
ais. São válvulas eficientes, utilizadas para bloqueio de líquidos e gases
em quaisquer diâmetros e níveis de pressão. A Figura 23 ilustra uma vál-
vula que recebe a designação de válvula de esfera ((ball
ball valves ).
valves).

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FIGURA 23

VÁLVULA ESFERA

Alavanca
Haste de manobra

Engaxetamento

Orifício de
passagem
Macho
(esfera oca)

Anéis retentores

Além da válvula esfera, uma outra variante de válvula macho é a vál-


vula de 3 ou 4 vias (three & four way valves
valves)) . O macho, nesse tipo de
válvula, é escavado em T, L ou X, e o corpo da válvula é dotado de 3 ou 4
conexões, permitindo mais de uma alternativa de alinhamento do produ-
to (Figura 24).
FIGURA 24

VÁLVULA MACHO DE 3 OU 4 VIAS

Haste

Alavanca de manobra

Engaxetamento

Orifício de
passagem

Anéis retentores
Macho
(esfera oca)

Macho

POSIÇÃO ABERTA
CORTE EM PROJEÇÃO
HORIZONTAL

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Válvula globo
VÁLVULAS GLOBO
globe valves
(globe valves) São destinadas a controlar o fluxo de um produto
qualquer em uma tubulação por permitir várias posições de regulagem
(Figura 25).
Pense e Anote FIGURA 25

VÁLVULA GLOBO

Volante
Haste com
rosca externa

Sobreposta

Castelo aparafusado

Tampão
Sede

Sentido
de fluxo

Pela sua configuração, com o fluido que escoa da parte inferior para a
superior do obturador (“tampão”), a válvula globo impõe significativa
mudança na direção desse escoamento, tendo-se como conseqüência a
ocorrência de grande perda de carga. Fechadas, tais válvulas permitem
vedações estanques. Além disso, os seus internos podem ser de materiais
de alto ponto de fusão (acima de 1.100ºC), caracterizando-as como vál-
vulas de segurança contra incêncio. Em válvulas menores, aplicadas
em serviços que não exijam essa característica, alguns internos podem ser
de neoprene, borracha ou de outros materiais de baixo ponto de fusão.
Algumas válvulas globo possuem características especiais, como as
válvulas angulares (angle valves), as válvulas em “Y” e as válvulas agu-
valves),
lha (needle valves ).
valves).

Válvulas angulares
As válvulas angulares, conforme a Figura 26, apresentam os bocais de en-
trada e saída de produto dispostos a 90º, arranjo que confere perda de
carga menor que as válvulas globo. Entretanto, sua utilização é limitada

PETROBRAS ABASTECIMENTO
32 Válvulas Industriais
Pense e Anote
em função de restrições ao seu posicionamento nas tubulações. Depen-
dendo desse posicionamento, particularmente em linhas que operam em
alta temperatura, esforços excessivos, gerados por efeito da dilatação, atu-
am sobre o corpo dessas válvulas, podendo, em determinadas situações,
provocar a ruptura.
FIGURA 26

VÁLVULAS ANGULARES

Haste com rosca


Porca de aperto

Gaxetas

Tampão

Trajetória do fluido

FIGURA 27

VÁLVULAS AGULHA
Válvulas
agulha
As válvulas agulha
apresentam um tam-
pão (Figura 27), o qual,
deslocado por ação do
volante, libera passa-
gem pequena para o
Castelo
fluido, permitindo de união

ajustes finos de vazão. Sede


São utilizadas com fre- Agulha
qüência em linhas de
sistemas de lubrifica- Trajetória
do fluido
ção de equipamentos
dinâmicos por permi- Porca

tirem regulagens ade-


quadas da pressão.

PETROBRAS ABASTECIMENTO
Válvulas Industriais
33
Válvulas em “Y”
As válvulas em “Y” apresentam como diferença, comparativamente à vál-
vula globo tradicional, o posicionamento da sede, o qual é definido segun-
Pense e do um ângulo de 45º em relação à linha de centro da tubulação. Essa cons-
Anote trução reduz a perda de carga através da válvula, minimizando o problema
existente nas válvulas globo tradicionais. São utilizadas mais intensamente
em linhas de vapor nas atividades de bloqueio e regulagem de fluxo.

FIGURA 28

VÁLVULAS EM “Y”

Tampão

Trajetória
do fluido

Sede

Válvula de retenção
As válvulas de retenção ((check
check valves
valves)) permitem o escoamento do flui-
do de trabalho em apenas um sentido. O seu obturador, também cha-
mado de tampão, é pressionado pelo próprio fluido contra a sede, quan-
do o escoamento ocorre em um determinado sentido, vedação que pode
ou não ser auxiliada por uma mola. No sentido oposto, o mesmo fluido
atua sobre o tampão, afastando-o da sede; ele vence, nesse caso, a força
da mola, se existente.
Um tipo de válvula de retenção, que atua no sentido de impedir o va-
zamento do produto em escoamento para a atmosfera, constituído de
esferas e válvulas, foi apresentado anteriormente. No caso mencionado, a
válvula permitia a injeção da graxa de fora para dentro da válvula, lubrifi-
cando as faces do macho em forma de cone e também a sede. No sentido
oposto, entretanto, impedia não só o retorno da própria graxa, como o
vazamento de produto para a atmosfera.
Dispositivo similar é o caso do pneu de automóvel pressurizado com ar
comprimido injetado através de uma válvula de retenção. Retirado o bico de
injeção de ar comprimido, o ar pressurizado do pneu tenderia a escoar para
a atmosfera, no que é impedido pela válvula de retenção existente no pneu.

PETROBRAS ABASTECIMENTO
34 Válvulas Industriais
Pense e Anote
Em instalações industriais, particularmente quando duas bombas centrí-
fugas operam com a mesma finalidade, uma reserva da outra (Figura 29), o
produto da descarga da bomba em operação pode, em face do arranjo de
tubulações normalmente utilizado, injetar produto na bomba parada em fluxo
reverso, fazendo-a girar ao contrário. Nessa situação, o rotor da bomba des-
conecta-se do eixo, gerando um acidente de proporções consideráveis.
Um tipo particular de válvula, o qual não pode, rigorosamente, ser classi-
ficado como válvula de retenção, designado como válvula de passagem mí-
nima ou de recirculação, também é utilizado na descarga de algumas bom-
bas, que não podem operar abaixo de uma determinada vazão sem mostrar
aquecimento excessivo capaz de provocar o travamento da bomba.
Para a bomba que opera acima da vazão mínima, a válvula opera como
uma retenção comum, permitindo o fluxo de produto no sentido da bomba
para o sistema de descarga. Porém, quando a vazão da bomba está abaixo
da vazão mínima, uma linha lateral, acionada mecanicamente por um
sistema de alavancas, é aberta, permitindo ao fluido retornar parcialmen-
te para a sucção. Assim, uma parte do fluido bombeado segue o trajeto
bomba/sistema de descarga, e uma segunda parte retorna para a sucção
da bomba, via linha lateral. Dessa forma, por meio da bomba, o fluxo de
produto é a soma dos fluxos mencionados, cuja totalidade supera o fluxo
mínimo necessário para a bomba.
O produto, na válvula de passagem míni-
ma, opera com grande velocidade e, como o
desgaste é em geral proporcional ao quadra-
do da velocidade, os internos desse acessó- Sem válvula de retenção, há um risco
enorme de se “perder” a bomba!
rio são normalmente de grande dureza, ou
seja, da ordem de 70Rc (Figura 30).

FIGURA 29

BOMBAS CENTRÍFUGAS/USO DA VÁLVULA DE RETENÇÃO

Bomba A

Bomba B

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Válvulas Industriais
35
FIGURA 30

BOMBAS CENTRÍFUGAS/VÁLVULA DE PASSAGEM MÍNIMA

Pense e Guia superior

Anote
Tampão ou
disco (descarga)

Sede

Tampão ou disco
(passagem mínima)

Passagem
mínima

Sede
(passagem mínima)

Guia inferior

Várias configurações para o tampão dão origem a válvulas de retenção


diferentes. Destacam-se as válvulas de retenção de levantamento ((lift
lift
lift--
check valves
valves)), as válvulas de retenção de portinhola ((swing
swing
swing--check val-
ves ball--check valves
ves)) e as válvulas de retenção de esferas ((ball
ball valves)).

Válvulas de retenção
e de levantamento
A Figura 31 ilustra esse tipo de válvula, em que o tampão trabalha conecta-
do a um pino, o qual, sob a ação da pressão do fluido, promove o seu levan-
tamento e o escoamento desejado. Por outro lado, quando a pressão do flui-
do na parte superior do tampão é maior do que a existente na sua parte
inferior, esse obturador, jogado contra a sede, impede o retorno do fluido.
Tal tipo de válvula oferece, praticamente, a mesma resistência ao es-
coamento que as válvulas globo e é mais intensamente utilizado para sis-
temas gás ou vapor de diâmetros acima de 6". O sistema pino/guia, por
sua vez, está sujeito a emperramento, podendo, particularmente, quan-
do do manuseio de produtos com sedimentos ou corrosivos, deixar de
operar de forma satisfatória.

PETROBRAS ABASTECIMENTO
36 Válvulas Industriais
Pense e Anote
FIGURA 31

VÁLVULA DE RETENÇÃO DE LEVANTAMENTO

Tampa

Guia
Pino

Tampão
Sede
Entrada Saída

Válvulas de retenção de portinhola


Com a sede disposta quase que a 90º da linha de centro da tubulação, as
válvulas de retenção de portinhola (swing-check valves) têm perda
de carga menor que a apresentada anteriormente, podendo ser utilizadas,
de acordo com algumas características construtivas, nas posições horizon-
tal e vertical. São sujeitas a emperramento em face da existência do pino
articulado, ilustrado na Figura 32.
FIGURA 32

VÁLVULA DE RETENÇÃO DE PORTINHOLA

Tampa

Flange de Flange
entrada de saída

Tampão
Sede

Quando operam com fluido dotado de seguidas inversões de fluxo,


podem vibrar intensamente, provocando muito ruído e dando origem a
um fenômeno conhecido como chattering.

PETROBRAS ABASTECIMENTO
Válvulas Industriais
37
Válvulas de retenção de esferas
Utilizadas mais intensamente para fluidos de grande viscosidade que es-
coam em sistemas de 2" ou de menor diâmetro, as válvulas de reten-
Pense e ção de esferas ((ball
ball
ball--chek valves
valves)) encontram grande aplicação industrial
Anote (Figura 33).
FIGURA 33

VÁVULA DE RETENÇÃO DE ESFERAS

Esfera

Entrada Saída

Concluindo, temos as válvulas de pé ((ff oot valv es


es)) , mostradas na Fi-
alves
gura 34, e as válvulas de retenção e fechamento ((stop
stop
stop--check valves),
valves),
na Figura 35.
FIGURA 34

VÁVULA DE PÉ

Bocal de saída

Pino

Guia

Tampão

Grade
de entrada

PETROBRAS ABASTECIMENTO
38 Válvulas Industriais
Pense e Anote
FIGURA 35

VÁVULA DE RETENÇÃO E FECHAMENTO

Haste rosqueada

Haste do
tampão

Guia Tampão

Entrada Saída

As válvulas de pé ((ffoot valv es


es)) são utilizadas intensamente nas linhas
alves
de alimentação de bombas centrífugas, que succionam de reservatórios
não pressurizados com ponto de captação abaixo da linha de centro da
bomba, como um rio ou tanque aberto. Nessa situação, o líquido, antes
da partida da bomba, deve preencher toda a tubulação de sucção, chegan-
do até o impelidor, numa operação conhecida como escorva.
Concluído o bombeamento e desligada a bomba, o líquido existente
na sucção tende a escoar espontaneamente de volta ao reservatório, de-
terminando a necessidade de um novo enchimento da tubulação de suc-
ção (escorva) por ocasião do bombeamento seguinte. Este procedimento
é evitado pela adição da válvula de pé na sucção, a qual, pela ação do
tampão, impede o retorno do líquido para o reservatório.
A válvula de pé, quando opera com líquidos que apresentam partícu-
las sólidas, é normalmente envolvida por uma tela, a qual retém, por
ocasião do bombeamento, tais partículas, impedindo que as mesmas cir-
culem pelo interior da bomba e sejam levadas ao ponto de utilização do
produto bombeado.
As válvulas de fechamento e retenção ((stop
stop
stop--check valves
valves)), utiliza-
das em linhas de saída de caldeira, operam segundo os conceitos de vál-
vula de retenção e válvula globo, em que o tampão, guiado por um pino,
lift
atua de forma similar às válvulas de retenção de levantamento (lift check
lift-check
valves
valves). Além disso, uma haste, movimentada por um volante, trava o pino
mencionado, jogando o tampão contra a sede, o que fecha a válvula em
condição de eficiência similar à apresentada pelas válvulas globo.

PETROBRAS ABASTECIMENTO
Válvulas Industriais
39
Válvulas de segurança e de alívio
Tais válvulas são fundamentais para a segurança operacional das instala-
ções industriais. Limitam, normalmente por ação de uma mola ou de um
Pense e contrapeso, a pressão no interior de um sistema, mantendo-o dentro das
Anote condições limites de projeto. Excedida a pressão predefinida como segu-
ra, a válvula abre, descarregando para outros sistemas, como o sistema
de tocha (flare) ou para a atmosfera, situação que ocorre em compresso-
res de ar comprimido ou em caldeiras a vápor d´água.
No caso de caldeiras, a descarga dessas válvulas, as quais devem estar
sempre posicionadas de modo a não causarem riscos ao homem, é segui-
da de ruído intenso quando da passagem do fluido, razão pela qual, em
muitas situações, um silenciador também é utilizado na seqüência da
instalação.
Assim como as válvulas de retenção, as válvulas de segurança e de alí-
vio operam por ação da pressão ou diferença de pressão desenvolvida pelo
próprio fluido de trabalho, caracterizando-se, portanto, como válvulas
automáticas.
Nesse tipo de válvula, a pressão do fluido de trabalho, que atua sobre
a parte inferior do tampão, também chamado de disco ou sede superior,
vence a resistência da mola (ou contrapeso), abrindo-a e permitindo que
ela descarregue para um sistema de alívio.
Caso a válvula esteja alinhada para um sistema também pressurizado,
o esforço desenvolvido na parte inferior do tampão vence a resistência da
mola adicionada ao esforço desenvolvido pela pressão do fluido do siste-
ma de descarga, atuante na parte superior do tampão.
Tal pressão, designada de contrapressão ((back
back pressure
pressure)), pode ser anu-
lada em algumas válvulas pelo uso de algum tipo de dispositivo, como
um fole, caso em que a válvula é dita balanceada.
A Figura 36 ilustra uma válvula de segurança convencional, e as Figu-
ras 37 e 38 mostram válvulas balanceadas, nas quais, com o auxílio ou
não de fole, a construção permite fazer com que sobre o disco, tanto na
sua parte inferior como na superior, os esforços gerados pelo produto da
descarga sejam os mesmos. Este esquema possibilita, portanto, anular os
esforços sobre ele automaticamente. Tanto as válvulas balanceadas como
as não balanceadas podem ser dotadas de uma alavanca externa para aci-
onamento manual, proporcionando uma verificação ou teste dessas vál-
vulas para certificação da funcionalidade das mesmas.

PSV ou PRV: a melhor forma


de deixar uma planta
operacionalmente segura!

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40 Válvulas Industriais
Pense e Anote
FIGURA 36

VALVULA DE SEGURANÇA CONVENCIONAL/ESQUEMA

Porca de
regulagem

Mola

Bocal
de saída

Tampão

Sede

Bocal de entrada

CASTELO COM VENT PARA


DESCARGA DA VÁLVULA

Castelo
Mola (Fs)

PB PB
Vent
Guia
do disco
Tampão
ou disco

PB PB

PV

PV AN = Fs + (PB AN)

PETROBRAS ABASTECIMENTO
Válvulas Industriais
41
FIGURA 37

VÁLVULA DE SEGURANÇA BALANCEADA

AB = Área efetiva do fole


AD = Área do disco Mola do
castelo ventrado
AN = Área de assentemento no bocal
Pense e Anote AP = Área do pistão
FS

FS = Força da mola Vent do fole


PV = Pressão no vaso/manométrica
PB = Contrapressãoimposta pelo
sistema em libras/pol2/manométrica PB
PS = Pressão de ajuste Tampão
ou disco

Fole
com vent
PV
Nota
AB = AN
Na figura P = PS (PV) (AN) =
V
FS (típica) e PS = FS/AN

FIGURA 38

VÁLVULA DE SEGURANÇA BALANCEADA

DISCO OU TAMPÃO BALANCEADO


TIPO PISTÃO COM VENT

Mola do
FS castelo ventado
Pistão

PB PB
PB
Tampão
ou disco

PB PB
Vent
PV
AP = A N

As características operacionais dessas válvulas dependem da natureza


do fluido de trabalho, razão pela qual são designadas de válvulas de se-
gurança ((safety
safety valves
valves)) quando operam com gases, ou válvulas de alí-
vio ((relief
relief valves
valves)) quando operam com líquidos. Assim, a abertura de uma
válvula que opera com vapor ou gás, devido à alta compressibilidade des-
tes, traduz-se por ação rápida conhecida como pop action, que permite
designar as válvulas de segurança como válvulas pop. Na prática, no ca-
pítulo que trata da manutenção de válvulas, as válvulas de segurança e de

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42 Válvulas Industriais
Pense e Anote
alívio, independentemente do estado físico do produto com os quais tra-
balham, são designadas apenas como válvulas de segurança.
Um equipamento, como uma caldeira, por exemplo, deve ser subme-
tido a teste hidrostático realizado a uma pressão da ordem de 1 1/2 vez a
pressão de trabalho do equipamento, valor superior à pressão de ajuste
da válvula de segurança. Durante o teste, a válvula deve ser removida ou,
na impossibilidade de sua remoção, particularmente nos casos em que a
válvula é soldada, ela deve ser travada na condição fechada para permitir
o referido teste. A Figuras 39 e 40 mostram, respectivamente, um plugue
e um grampo utilizados no teste.
FIGURA 39

VÁLVULA DE SEGURANÇA/PLUGUE DE TRAVAMENTO

Plugue
Pino

Cap

Anel “O”

Bocal

FIGURA 40

VÁLVULA DE SEGURANÇA/GRAMPO DE TRAVAMENTO

Parafuso do grampo
teste Rosqueado

Porca Grampo de teste


Haste
Parafuso de ajuste
Porca de ajuste

Conjunto grampo Castelo


de teste

Grampo de teste

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Válvulas Industriais
43
Alguns termos são utilizados com freqüência quando estamos tratan-
do de válvulas de segurança e de alívio, sendo que os principais estão
relacionados a seguir.

Pressão de operação
Pense e Anote É a pressão de operação do fluido de trabalho, entendendo-se que ele pode
estar em mais de uma condição de pressão e temperatura, todas conside-
radas condições de trabalho. Dentre elas, a que corresponde à maior pres-
são é utilizada como referência para definir pressão de abertura da válvu-
la, designada de pressão de ajuste.

Pressão de ajuste
É a pressão definida para abertura da válvula, valor evidentemente maior
que a pressão de operação usual, guardando entre elas diferença de pres-
são de 10%.
Na situação em que a válvula de segurança ou de alívio descarrega para
um sistema pressurizado, este impõe uma contrapressão à válvula, cujo
valor deve ser considerado para definição da pressão de ajuste.

Sobrepressão
Atingida a pressão de ajuste, o tampão desloca-se, iniciando a abertura
da válvula. A pressão, porém, ainda cresce, bem como a abertura da vál-
vula, até atingir valor que corresponde à máxima capacidade de escoamen-
to do fluido. A diferença entre essa pressão e a pressão de ajuste, normal-
mente expressa em termos percentuais, é a sobrepressão, a qual, de con-
formidade com o código ASME (American Society Mechanical Engineering),
tem os seguintes valores:

Para ar e gases de um modo geral 10% (ASME, Seção VIII)

Para vapor em linha 10% (ASME, Seção VIII)

Para vapor/caldeira 3% (ASME, Seção I)

Em condição de fogo 21% (ASME, Seção VIII)

Para líquidos de um modo geral 25% (s/ref. no Código ASME)

Acúmulo
É a diferença de pressão, expressa em geral em termos percentuais, entre
a máxima pressão alcançada durante a abertura da válvula e a máxima
pressão de trabalho permitida (Maximum Admitted Work Pressure – MAWP).
Caso a máxima pressão de trabalho permitida seja igual à pressão de ajuste,
os conceitos de sobrepressão e acúmulo coincidem.

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44 Válvulas Industriais
Pense e Anote
Diferencial de alívio
Concluída a descarga, por ocasião do fechamento da válvula, a pressão cai
para um valor ligeiramente inferior ao da pressão de ajuste. A diferença
entre as pressões mencionadas, expressa em termos percentuais com re-
lação à pressão de ajuste, é designada de diferencial de alívio (blowdown).
O diferencial de alívio também é um valor normalizado pelo código
ASME. A seção VIII define o valor de 5% a 7% para as válvulas de processo,
e a seção X, o valor de 4% para caldeiras.
As válvulas de segurança possuem anel de regulagem a partir do qual,
em bancada, o diferencial de alívio pode ser ajustado. O anel de regula-
gem, entretanto, só tem aplicação para válvulas de segurança que ope-
ram com vapor ou gás, sendo inócuo para válvulas que operam com lí-
quidos.
Reunindo os conceitos até aqui apresentados, a Figura 41 mostra-os
em função da máxima pressão de ajuste.
FIGURA 41

PRESSÃO DE AJUSTE X DEMAIS CONCEITOS

% Índice

50 150
Sobrepressão 40 140
ou
30 130
acúmulo
25 125 Sobrepressão (Líquidos)
21 121 Sobrepressão (Fogo)
16 116 Máxima pressão alívio para
múltiplas válvulas (Processo)
10 110 Sobrepressão (Vapor/gás)
Máxima pressão ajuste permitida
para válvulas suplementares (Fogo)
5 105 Máxima pressão de ajuste
permitida para válvulas
suplementares (Processo)
3 103 Sobrepressão (Caldeira)
Máxima pressão de trabalho
permitida – MAWP
0 100 Pressão de ajuste
Diferença
–2 98 Início da abertura
de alívio
–5 95 Reassentamento da válvula
(Diferencial de alívio)
– 10 90 Máxima pressão de operação
usual/pressão para teste de vedação

PETROBRAS ABASTECIMENTO
Válvulas Industriais
45
A análise da seqüência operacional de uma válvula de segurança é
importante para caracterizar os conceitos apresentados. A Figura 42 retra-
ta uma válvula de segurança fechada e alguns de seus componentes (bo-
Pense e cal, tampão, anel do bocal, anel guia, a guia propriamente dita e a mola).
Anote
Seqüencialmente, ocorre:
Abertura inicial da válvula, condição em que o fluido deixa de atuar sobre
a área A1 do disco para atuar sobre a área A 2. Como se pode observar, A 2> A1,
fato que promove um acréscimo instantâneo na força de abertura da válvu-
la, a qual passa a sobrepujar em muito a força da mola e, também, a contra-
pressão existente. O fluido, vapor ou gás expande-se por ocasião da abertura
da válvula, contribuindo para a continuidade desse processo. Nesse instante,
atinge a válvula uma abertura correspondente a 70% do curso total.

O processo de abertura continua, com o fluido parcialmente incidindo


sobre a parte inferior do tampão. Ele retorna para atuar sobre o bocal e
sobre o anel correspondente, região definida pela área anular C, e volta
novamente à parte inferior do tampão, atingindo a válvula a sua abertura
total. Nesse momento a descarga é máxima e a pressão reinante deve es-
tar no máximo no valor definido para pressão de ajuste mais a sobrepres-
são estabelecida (Figura 43).
FIGURA 42

VÁLVULA DE SEGURANÇA/ESQUEMA

Força da mola

Área do disco “A 1”

Pressão do sistema

Válvula fechada

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46 Válvulas Industriais
Pense e Anote
FIGURA 43

VÁLVULA DE SEGURANÇA/ESCOAMENTO NA ABERTURA DA VÁLVULA

Força da mola

Área anular
secundária “A 2”

Guia de disco

Anel de regulagem
(ajuste)

Pressão do sistema

Abertura inicial

FIGURA 44

VÁLVULA DE SEGURANÇA/FORÇAS DE EXPANSÃO

Força da mola

Área anular “C”

Área anular
secundária “ A 2 ”

Furo do bocal

Pressão interna
durante o escoamento Totalmente aberta
Vazão total

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Válvulas Industriais
47
Nas válvulas de segurança (Figura 36), o bocal é normalmente inserido
no corpo da válvula. Tanto o bocal como o tampão, disco ou ainda o fole,
quando utilizado, são normalmente constituídos de aços inoxidáveis. Na
região de assentamento (disco/bocal), em que a velocidade de escoamen-
to é alta, o material é revestido com “Stellite”. Corpo e castelo, bem como
Pense e Anote a mola, podem ser eventualmente de aço-carbono. Entretanto, em mui-
tas situações, materiais mais nobres são utilizados. Abaixo, são relaciona-
dos os materiais mais empregados para esses componentes.

Corpo e castelo
ASTM A 216 Gr WCB, ASTM A 217 Gr C5, ASTM A 217 Gr WC6,
ASTM A 217 Gr WC9, ASTM A 217 Gr CF8, ASTM A 351 Gr CF8,
ASTM A 351 Gr CF8M, Monel e Hastelloy.
Bocal e disco
AISI 304, AISI 316, AISI 316 L, Monel e Hastelloy, com os revestimentos
mencionados anteriormente na região de assentamento.
Mola
Aço-Carbono, Aço Inoxidável, Aço-Liga, Inconel, Monel e Hastelloy.
Fole
AISI 316, AISI 316 L, Monel, Hastelloy e Inconel.

Finalizando, um dispositivo que protege um sistema contra pressão


excessiva e que opera de forma diferente das válvulas de segurança e alí-
vio é o disco de ruptura.
Constituído por uma chapa calibrada, é colocado entre dois flanges. Atin-
gida uma pressão predefinida, o disco rompe-se, aliviando o sistema por
meio de escoamento de fluido para um outro reservatório (Figura 45).
FIGURA 45

DISCO DE RUPTURA

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48 Válvulas Industriais
Pense e Anote
Válvula de controle
Malha de controle existe para obter-se determinado valor de uma variá-
vel de processo. Composta por diversos equipamentos e comandada por
programas de computador, possui como elemento final uma válvula de
controle.
Fundamentalmente, ela atua no sentido de manter em determinado
valor a pressão ou a vazão de um fluido de trabalho. Para isso, tal válvula
recebe um sinal de pressão ou de vazão de produto sob controle (ar de ins-
trumento), e esse sinal atua sobre a face superior de um diafragma ao qual
está conectada a haste de acionamento da válvula, fechando-a, por exem-
plo, de acordo com a necessidade do processo. Nesse esquema de fecha-
mento da válvula, uma mola, como ilustrado na Figura 46, é distendida,
provocando o retorno da haste e, portanto, a abertura da válvula sempre
que o sinal de pressão atuante na face superior do diafragma é reduzido.
A válvula apresentada na figura caracteriza-se como válvula globo, po-
rém dotada de duplo tampão, o qual tem por objetivo compensar os es-
forços provocados pelo fluido sobre a haste, não influenciando sua desci-
da ou subida.
O atuador da válvula da figura é pneumático, e o sinal pode vir direta-
mente de um ponto específico do sistema sob controle ou de uma central
de controle, a qual, após computar uma série de informações de proces-
so, emite sinais para diversas válvulas, ajustando-as dentro de uma con-
dição operacional definida.
A Figura 46 apresenta as curvas de funcionamento de diversos tipos de
válvulas para controle de vazão em função do
percentual de abertura da válvula. Dependen-
do das características de abertura das válvu-
las, têm-se aplicações específicas; portanto, é O melhor computador
de processo nada faz se não
necessário compatibilizar o tipo de válvula
existirem as válvulas de controle!
utilizado com a função esperada para ela.

Válvula borboleta
As válvulas borboleta ((butterfly
butterfly valves), utilizadas para líquidos, gases e
valves),
materiais pastosos, apresentam um disco revestido ou não, o qual, sob a
ação de uma alavanca, gira, permitindo controlar a vazão de produto. O
revestimento do disco é feito sempre que exis-
te a necessidade de compatibilizar a corrosi-
vidade do produto com o material do disco,
o qual é, normalmente, de aço-carbono. Em- Borboletas são muito usadas
bora deficiente em termos de vedação, tais para o bloqueio de células em
torre de água de resfriamento!
válvulas encontram grande aplicação indus-
trial (Figura 47).

PETROBRAS ABASTECIMENTO
Válvulas Industriais
49
FIGURA 46

VÁLVULAS DE CONTROLE/PERCENTAGEM
DE ABERTURA X PERCENTAGEM DE VAZÃO

Atuador
Pense e Anote pneumático
Porca de
regulagem da mola

Mola calibrada regulável


Indicador (para abrir a válvula)
de posição
de abertura Admissão de ar comprimido
(para fechar a válvula)

Haste
Diafragma flexível
Sobreposta
Gaxeta

Tampões
Sedes duplos balanceados

2
Abertura da válvula (%)

1. Válvula de gaveta comum


4 2. Igual percentagem

3 3. Abertura rápida
1 4. Linear

Vazão através da válvula


(% da vazão máxima)

FIGURA 47

VÁLVULA BORBOLETA

Flanges da Fechado Aberto


tubulação

Disco de Corpo da válvula


fechamento (entre os flanges)

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50 Válvulas Industriais
Pense e Anote
Válvula diafragma
As válvulas diafragma ((diaphragm
diaphragm valves
valves)) (Figura 48) são de construção
simples, em que um diafragma fixo a um eixo, resistente à corrosividade
do produto, controla, por ação de um volante, o fluxo de um produto.
Os materiais utilizados nessas válvulas são apresentados a seguir:
TABELA 1

MATERIAIS CONSTRUTIVOS DE VÁLVULAS DIAFRAGMA


Corpo Disco Eixo

Ferro fundido Ferro fundido AISI 410

Ferro fundido Ferro fundido SAE 1045


Aplicação normal Aço-carbono Aço-carbono AISI 410

Aço-carbono AISI 316 AISI 316

AISI 316 AISI 316 AISI 316

Aplicação em Ferro fundido AISI 316 revestido AISI 316


serviços corrosivos nodular

Bronze Bronze AISI 410


Especial
Bronze-alumínio Bronze-alumínio AISI 410

FIGURA 48

VÁLVULA DIAFRAGMA

Haste
Volante

Castelo
Tampão

Diafragma
flexível (aberto)
Posição fechada

Sede

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Válvulas Industriais
51
Válvula mangote
Aplicada de forma similar à válvula diafragma, é constituída por um man-
gote fixado à tubulação por meio de flanges. O estrangulamento do man-
Pense e gote, efetuado por ação de uma haste acionada por um volante ou pneu-
Anote maticamente, controla a vazão do produto.
O mangote é de material flexível e resistente à ação corrosiva do produto.
FIGURA 49

VÁLVULA MANGOTE

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