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Pistão do motor

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Nota: Se procura doença da corrente sangüínea, veja Embolia.

Embora o êmbolo surja tipicamente mostrado na posição natural (aqui está de cabeça
para baixo), nesta posição podem-se observar claramente os dois grandes orifícios de
encaixe do pino do pistão (não se trata de cavilha, pois a mesma não permite articulação
entre as partes acopladas), onde se irá ligar a biela.
O pistão ou êmbolo de um motor é uma peça cilíndrica normalmente feita de alumínio
ou liga de alumínio, que se move longitudinalmente no interior do cilindro dos motores
de explosão.

Índice
[esconder]
• 1 Constituição
○ 1.1 Fixação
• 2 Segmentos
• 3 Materiais
○ 3.1 O uso do alumínio no fabrico dos pistões
 3.1.1 A ovalização dos cilindros
 3.1.2 As soluções encontradas
○ 3.2 O desgaste dos segmentos
• 4 Diâmetro e Curso
• 5 Referências
• 6 Ligações externas

[editar] Constituição
O pistão tem a forma de um copo cilíndrico invertido sendo a superfície direccionada
para a câmara de combustão denominada fundo ou cabeça do pistão. A parte média, é
normalmente chamada de corpo, onde existem dois orifícios circulares alojar o eixo do
pistão que o une à biela. A parte mais afastada da cabeça é denominada a calça do
pistão.
[editar] Fixação
Os dois orifícios circulares que possui na parte média são reforçados e opostos e
destinam-se a possibilitar a sua fixação ao pé da biela através de um eixo em aço
conhecido como pino do pistão, eixo do êmbolo ou passador. Para que este eixo não se
desloque pelos orifícios desgastando e deteriorando o cilindro do motor, é mantido em
posição dentro do pistão através de retentores adequados(aneis travas) ou revestido de
um material que não danifique a superfície do cilindro durante o movimento do pistão.
Devido à fixação pistão-biela que oscila transversalmente ao motor, o pino do pistão
tem um orientação longitudinal face ao motor, ou seja paralela à cambota(virabrequim).
[editar] Segmentos

O movimento de vai-vem do pistão num motor a quatro tempos, vendo-se um dos


orifícios de fixação à biela e dois segmentos no seu topo posterior
Durante a sua deslocação no interior do cilindro o pistão deveria aderir totalmente a este
de forma a que não houvesse fugas de gases que diminuissem a força da compressão ou
da explosão da mistura. Face ao forte atrito que tal provocaria a solução encontrada foi
deixar uma pequena folga entre o pistão e o cilindro, tendo aquele um menor diâmetro e
colocando uns anéis, também chamados segmentosou aros do êmbolo, em volta do
pistão assegurando o isolamento necessário. Esta folga garante ainda espaço para que o
pistão se possa dilatar com o aquecimento do motor sem aderir ao cilindro envolvente
ficando impedido de se movimentar.
Os segmentos encontram-se alojados em sulcos efectuados na superfície exterior e são
fabricados num material menos duro que o material que constitui o bloco do motor de
forma a que sejam aqueles e não este a desgatarem-se com o uso.
Os dois ou três anéis situados mais perto da cabeça do pistão são chamados segmentos
de compressão e têm por finalidade assegurar que não haja fuga da mistura gasosa na
altura em que o pistão efectua o seu movimento compressor. O anel que se encontra
mais perto da câmara de combustão é chamado anel de fogo pois é o que contém a
explosão que se dá no cilindro vedando a passagem dos gases. Os anéis de fogo são
revestidos a crómio o que lhes aumenta a resistência às condições extremas de
funcionamento a que são sujeitos, permitindo simultaneamente uma melhor
lubrificação, pois retêm o óleo na sua superfície diminuindo assim o atrito. O uso deste
revestimento permitiu duplicar a durabilidade dos segmentos e reduzir em mais de 50%
o desgaste dos cilindros.
Na posição mais afastada da cabeça do pistão situa-se o chamado segmento ou anel
raspador ou anel do óleo que possui um conjunto de orifícios em contacto com o
interior do pistão e cujo objectivo é, quando da sua descida durante a fase de explosão
no ciclo de quatro tempos retirar o óleo lubrificante que cobre a superfície do cilindro
de forma a que este não se misture com o ar que entrará na fase seguinte. Através das
aberturas que comunicam com o interior do pistão este óleo vai lubrificar o próprio pé
da biela caindo no cárter para ser reaproveitado posteriormente.
[editar] Materiais
Os pistões mais antigos eram construídos em ferro fundido tendo sido mais tarde
melhoradas as suas características estanhando ou niquelando as superfícies em contacto
com os cilindros.
[editar] O uso do alumínio no fabrico dos pistões
Num motor rodando a 3.000 rotações por minuto, o pistão realiza um movimento
completo ao longo do cilindro a cada centésimo de segundo. Este elevado ritmo, e a
temperatura de cerca de 300 °C atingida pela cabeça do pistão, levaram à introdução do
alumínio e ligas de alumínio, mais leves e com uma maior capacidade de dissipação do
calor.
O uso do alumínio veio todavia trazer uma dificuldade: sendo o coeficiente de dilatação
deste bastante superior ao do ferro fundido Coeficientes de dilatação linear, a folga do
pistão teria que ser excessivamente grande enquanto o motor ainda estivesse a baixa
temperatura. Nestas circunstâncias ouvir-se-ia o "bater" do pistão contra as paredes do
cilindro.
[editar] A ovalização dos cilindros
O movimento de vai-vem do pistão é controlado pela biela que por sua vez está
articulada com a cambota. Este movimento provoca uma força perpendicular ao
comprimento da cambota que exerce esforços laterais sobre os cilindros e tende a
provocar, com o funcionamento do motor, alguma ovalização dos respectivos orifícios.
[editar] As soluções encontradas
Entre as soluções encontradas para estes problemas contam-se:
• Fabricar a saia do pistão mais larga que a cabeça, mas com umas ranhuras de
forma a que a dilatação se estenda para essas ranhuras sem provocar o "agarrar"
ao cilindro;
• Colocar no interior da saia uma armadura em metal invar que, tendo um
baixíssimo coeficiente de dilação térmica, impede a saia de se dilatar;
• Envolver a zona da saia por segmentos em invar impedindo a dilatação desta.
• Fabricar a cabeça do pistão em alumínio e a saia em aço.
• Fabricar os pistões ligeiramente ovalizados, com o eixo maior no sentido da
oscilação, de forma a que após aquecimento fiquem devidamente ajustados ao
cilindro.
[editar] O desgaste dos segmentos
Com o uso os segmentos vão-se desgastando. Quando isso ocorre os anéis gastos
começam a puxar o óleo para dentro do cilindro onde se queima juntamente com o
combustível provocando carbonização e um fumo negro característico no escape. O
consumo de combustível aumenta pois a taxa de compressão fica também diminuida,
deixando passar mistura não queimada para dentro do carter e o óleo lubrificante do
motor faz o sentido inverso.
[editar] Diâmetro e Curso
Para o cálculo da cilindrada do motor entra-se em linha de conta com o volume útil
máximo existente no interior do cilindro. Para esse cálculo entra-se em linha de conta
com a distância percorrida no interior do cilindro pelo pistão, chamada "curso",
geralmente indicada em milímetros e com o diâmetro do cilindro, indicado igualmente
em milímetros. É frequente encontrarem-se valores quer de diâmetros quer de cursos
oscilando entre 65 mm a 95 mm. Quando o curso e o diâmetro do pistão têm o mesmo
comprimento os motores são chamados de 'quadrados', quando o diâmetro é maior que o
curso, são chamados de 'superquadrados' e quando o diâmetro é menor que o curso, de
'subquadrados'. Motores superquadrados têm melhor funcionamento em rotações
elevadas, como em carros de competição. Motores subquadrados têm melhor
funcionamento em rotações baixas, sendo este a maior parte dos motores a diesel. O
quadrado têm um funcionamento mais homogêneo em todas as faixas de rotação.
Referências
• ARIAS-PAZ, Manuel. Manual de Automóveis, São Paulo : Editora Mestre Jou,
1970
• Vários. Lexicoteca-Moderna Enciclopédia Universal, Lisboa: Círculo de
leitores, 1985. Tomo VII (sob o título "êmbolo" e "curso do êmbolo").
[editar] Ligações externas
• ||| oleoparacarros.com.br||| Site especializado em ÓLEOS LUBRIFICANTES
para carros
Componentes do automóvel :Motor
Cabeça: junta da cabeça – cilindro – injector — válvula – balanceiro
– vela – colector
Bloco e cárter: cambota – pistão – distribuidor – árvore de cames –
volante
Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Pist%C3%A3o_do_motor"
Categorias: Mecânica | Motores | Tecnologias automotivas
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2011.
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