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Revolução no Direito

Joao Carlos Holland de Barcellos

A Meta-Ética-Científica (MEC) advoga que as ações mais justas, ou mais


eticamente corretas e justas, são aquelas que fornecem a maior felicidade no
máximo período de tempo em que esta felicidade puder ser avaliada.

Outrossim, sabemos que o papel das instituições de justiça, isto é, o objetivo das
pessoas que trabalham com a justiça, como advogados, promotores e juízes, em suma, o
judiciário, é fazer com que a justiça seja feita: que todos os fatos possam ser apurados
para que o julgamento possa ser o mais justo possível. Se os fatos e as evidências não
puderem, por alguma razão, vir à tona para serem analisadas e julgadas, a justiça poderá
errar.

Entretanto, para que os fatos sejam apurados com rigor, é necessário que a verdade seja
exposta. A verdade seria composta pelo conjunto de fatos e evidências que são
relevantes para o caso que será julgado.

Sabemos, contudo, que não há um comprometimento formal, nem legal, dos advogados
em mostrar todas as evidências que venham a possuir quando do contacto com seus
clientes, principalmente se estas evidências, ou fatos, vão contra o objetivo de seus
clientes. Atualmente, não existe comprometimento formal para com a justiça que
obrigue os advogados a mostrarem os fatos e as evidências que saibam, ou venham a
saber, e que possam incriminar seus clientes, mesmo se estes fatos e evidências forem
cruciais para a sentença judicial. Nenhum advogado vai ser responsabilizado
criminalmente se omitir provas que poderiam incriminar seu cliente. Tal possibilidade
existe e é, atualmente, amparada pela justiça: nenhum advogado pode ser incriminado
por defender um réu de quem ele tem provas e sabe que poderiam incriminá-lo.

Este erro ético e judiciário, essa falha da justiça, precisa ser corrigida, pois além de
impedir que a justiça possa obter todos os dados para um julgamento justo, promove a
criminalidade, pois aumenta a possibilidade de que criminosos, por falta de evidências
ou provas conscientemente omitidas, sejam absolvidos.

Se houver uma mudança nas leis, de forma a obrigar os advogados a expor todos os
dados e evidências que ele conhece, mesmo que contra seus clientes, e desde que sejam
relevantes ao julgamento, para que sejam apreciadas pelo jurado e pelo juiz, teremos um
processo mais transparente, mais justo e também mais ético, já que por este princípio, é
necessário que todos, principalmente os advogados de defesa, sejam obrigados a expor a
verdade mesmo que essa verdade possa, eventualmente, ir contra seus clientes. Essa
alteração na justiça também evitaria que os advogados trabalhassem contra sua índole
de justiça, pois não seriam mais obrigados a defender a qualquer custo, mesmo com
prejuízo moral e emocional, seus clientes criminosos. Dessa forma, os advogados, não
sendo mais obrigados a, eventualmente, tornarem-se “semi-cúmplices” de seus clientes
criminosos, ficariam em paz com suas consciências, saberiam que seu principal dever é
com a justiça, e só depois dela, seus clientes.
Claro que, da mesma forma, a promotoria, o ministério público e a polícia, também
teriam a obrigação legal de mostrar, caso tenham conhecimento, as evidências que
poderiam inocentar o réu. Não é porque a função da promotoria seja incriminar o réu
que ela poderia omitir provas e evidências que inocentem o réu. Não se trata de um
jogo cujo objetivo é ganhar, e sim se fazer justiça, e nessa empreitada todos deveriam
estar empenhados, inclusive a própria justiça, alterando as leis que forem necessárias
visando este objetivo.

É uma proposta para que a verdade e a justiça voltem a prevalecer.

O Princípio da Incerteza Filosófico (PIF)


Jocax, Novembro de 2008

Resumo: Estabeleceremos um princípio filosófico-científico que é similar, porém mais


abrangente, que o princípio da incerteza de Heisemberg.

Palavras Chaves: Filosofia, Incerteza, PIF, Princípio da Incerteza Filosófico.

A Mecânica quântica, que é a parte da Física que estuda o microcosmo, tem um


princípio fundamental, conhecido por “Princípio da Incerteza”. Este princípio,
descoberto por Werner Heisemberg, estabelece a impossibilidade física de conhecer
(saber ou medir), simultaneamente, a posição e a velocidade de uma partícula com
precisão maior do que certa constante [1]. Esta imprecisão é considerada como sendo
uma lei fundamental da mecânica quântica, e tal incerteza não depende de nenhuma
tecnologia, e é considerado um atributo do universo.

Desde o advento da “Ciência Expandida” [2] sabemos que é impossível até mesmo
refutar uma teoria como pensava Popper. Então tudo indicava para uma visão mais
abrangente e menos incerta do universo, tal incerteza deve abranger nossas observações.
Baseado nestas conclusões eu irei propor um princípio, que eu chamei de “Princípio da
Incerteza Filosófico”, ou simplesmente PIF, que estabelece o seguinte:

“É impossível saber se alguma observação, medida, ou percepção, corresponde de


fato à realidade”.

Podemos tomar a realidade como algo que tenha existência independentemente de


alguma interpretação, processamento, ou imaginação.

Provavelmente muitos já tiveram esta mesma idéia, mas não a formalizaram, pois desde
o advento do conceito de “Solipsismo” [3], sabemos que é impossível provar que
qualquer coisa que seja possa ser, de fato, realidade. E pior do que isso, até mesmo o
próprio Solipsismo pode ser uma ilusão, uma vez que o “eu” que percebe pode também
não ser real como foi mostrado em “Penso, logo existe!” [4]. Ou seja, o próprio “ser”,
que observa, pensa, e sente pode não existir fora de outro nível de interpretação.
Além disso, e o mais importante, é que mesmo que tomemos a nossa própria realidade
como sendo real, isto é, que existe independentemente de qualquer interpretação de um
nível superior, como é suposto pela ciência, ainda assim teremos problemas: Ainda
assim não poderemos tomar nenhuma observação como sendo real. Para entendermos
isso, vamos roubar o exemplo da “caixa de sapatos” do ensaio sobre “Ciência
Expandida” [2]:

Suponha que estamos andando pela rua e observamos uma caixa de sapatos com um
tijolo dentro dela. Podemos concluir de nossa observação que o que vemos é uma caixa
de sapatos com um tijolo? Infelizmente a resposta é não, pois em princípio, poderia
ocorrer uma das seguintes situações - de infinitas possíveis - quando se observa um
tijolo sendo que não é um tijolo:

- O volume era, na verdade, de um rádio de pilha imitando um tijolo.


- O volume era algo que se assemelhava a um tijolo, mas não era um tijolo.
- Um curto-circuito cerebral momentâneo fez você imaginar um tijolo numa caixa vazia.
- Uma nova arma de ondas alfa foi testada em você para que você imaginasse o tijolo.
- Alguém criou uma imagem holográfica do tijolo para que você pensasse que era real.
- etc.etc.

Tais tipos de enganos, embora improváveis, podem acontecer, em qualquer nível de


observação, seja ela científica, ou não. E isso justifica o PIF como um princípio
filosófico-científico fundamental sobre o limite do conhecimento.

Democracia Jocaxiana: A Melhor Democracia


João Carlos Holland de Barcellos, Dezembro/2008

Introdução

A Democracia Jocaxiana (DJ) é um modelo de democracia em que qualquer pessoa


pode votar em qualquer pessoa, .e que a representatividade é dada pela quantidade de
votos diretos ou indiretos que cada eleitor/candidato recebe.

Partidos

Um ponto “perverso” dos sistemas políticos atuais são os partidos. Os partidos


diferenciam-se um dos outros por seus “planos de governo” e, principalmente, por suas
ideologias.

Entretanto, grande parte da população não se sente confortável em se “enquadrar” neste


ou naquele partido. Muitos também não simpatizam nem com a ideologia nem com os
planos de governo dos partidos existentes. Por que temos de estar restritos, e sermos
obrigados a votar sempre nas mesmas e batidas ideologias partidárias? As pessoas
ficam, dessa forma, limitadas, às poucas opões que lhes são oferecidas. Fundar um
partido? Poucos têm esse tempo e disposição.

Outro problema –que considero gravíssimo- da atual democracia partidária é que os


candidatos de cada partido não precisam ter praticamente nenhuma representatividade
popular: São escolhidos de forma indireta, sem participação popular, de dentro dos
partidos. Por exemplo, para concorrer à presidência da república basta que o candidato
esteja filiado ao partido e seja escolhido pelos integrantes do partido. E um bom
trabalho de marketing cuidaria da imagem necessária. E somos depois *obrigados* a
votar num desses poucos candidatos que nem sequer conhecemos...

Assim, como poderemos dizer que o povo elegeu seu presidente, de forma direta, se os
poucos candidatos, que somos obrigados a “votar”, foram, na verdade, escolhidos de
forma totalmente indireta, nos bastidores de seus respectivos partidos, e sem nenhuma
participação nem representatividade popular?

O Ideal seria um sistema que permitisse haver tantos partidos, quantos são os eleitores.
Os partidos “oficiais” não seriam os únicos a colocar candidatos nas disputas eleitorais.

A “Democracia Jocaxiana”

A Democracia Jocaxiana (antes nomeada "Democracia Representativa") é um sistema


de democracia em que todos têm as mesmas oportunidades, todos têm os mesmos
direitos, todos podem ser eleitos, e tudo isso sem a necessidade de partidos políticos!
Vamos à idéia:

Todas as pessoas aptas a votar, isto é, os eleitores, também são candidatos em potencial,
e teriam os mesmos direitos que quaisquer outros.

Inicialmente, no primeiro nível, cada eleitor poderia escolher, isto é, dar seu voto, a
qualquer outro eleitor que desejasse. Poderia ser, por exemplo, ele próprio, sua mãe, seu
ídolo de rock, seu professor etc. Isto é, ele poderia votar em qualquer pessoa que
pertencesse à zona da eleição: no caso de eleição presidencial seria qualquer eleitor do
seu país; Em uma eleição para governador, poderia votar em qualquer eleitor do seu
estado; Numa eleição para prefeito, qualquer pessoa de sua cidade.

A diferença de um candidato e de um eleitor, é que o candidato, para permanecer


candidato, deve votar em si mesmo, e os eleitores, votam em pessoas diferentes de si
mesmas.

Na DJ, inicialmente, cada pessoa tem o nível de representatividade unitário, começa


com cada pessoa tendo uma unidade de representatividade. Cada vez que a pessoa
recebe um voto, este voto é somado à sua representatividade. Assim, a
representatividade de uma pessoa é a soma dos votos que ela recebeu.

Cada vez que um eleitor dá seu voto a alguém ele sai da disputa eleitoral, e transfere
toda a sua representatividade acumulada para o eleitor que recebeu seu voto: Se um
eleitor “A”, que tinha representatividade (=qtdade de votos recebidos) “a”, vota em
outro eleitor “B”, que tinha representatividade “b”, a representatividade do eleitor “A” é
transferida para o eleitor/candidato “B”, e esta passa a ter representatividade “a” + ”b”,
enquanto a pessoa que votou passa a ter representatividade zero, e sai da disputa
eleitoral.

Desta forma a representatividade de “A” é transferida para quem ela votou (“B”), mas a
soma das representatividades das pessoas é mantida: No nosso exemplo “A” ficou com
representatividade zero e “B” ficou com representatividade “a”+“b”. A
representatividade total foi mantida. Da mesma forma, se uma pessoa vota nela própria,
sua representatividade não é alterada pelo seu próprio voto.

Nos níveis subseqüentes ao primeiro nível, as votações serão localizadas


geograficamente:

No segundo nível de votação, todos os eleitores, que morem num mesmo quarteirão, e
que sejam candidatos, isto é, tenham representatividade maior que zero, deverão se
reunir e conhecer as idéias um dos outros, e, posteriormente, votarem entre si. Após a
votação, o eleitor que tiver maior representatividade ganhará a eleição do seu quarteirão.
Os votos que, direta ou indiretamente, não forem repassados ao vencedor, através do
voto, serão descartados.

Este algoritmo deverá ser utilizado em todos os níveis: o vencedor do nível é o que
tiver maior representatividade acumulada depois de encerrada a votação. Os votos que
não forem transferidos, através do voto, para o vencedor, serão descartados.

No terceiro nível de votação, os ganhadores de cada quarteirão do bairro, se reuniriam,


e, como no nível dois, escolheriam seu representante do bairro.

No quarto nível, os representantes de cada bairro de cada município, se reuniriam para


escolherem o candidato do município.

No quinto nível, os ganhadores de cada município da cidade escolheriam o prefeito da


sua cidade e seu vice.

No sexto nível, os prefeitos eleitos de cada estado escolheriam seu governador e seu
vice. O vice-prefeito assumiria o lugar do prefeito que foi escolhido para governador.

No sétimo nível, os governadores do país elegeriam seu presidente, e o vice-governador


ocuparia o cargo deixado pelo governador que foi eleito presidente.

Desta forma, não obstante as eleições serem indiretas, ainda assim haveria participação
popular em todos os níveis, todos poderiam, em princípio, serem eleitos, e haveria
tantas ideologias passíveis de serem escolhidas, e com iguais chances, quantos forem os
cidadãos do país.

Empatismo: A Felicidade através do OUTRO.


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Por Jocax em Abril/2007
O Empatismo é uma doutrina que promove a felicidade principalmente
através da EMPATIA.

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empatia
de em + Gr. páthos, estado de alma

s. f., capacidade psicológica para se identificar com o eu de outro,


conseguindo sentir o mesmo que este nas situações e circunstâncias por
esse outro vivenciadas.
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A Empatia é um sentimento que nos faz sentir o que o outro sente: Se ele
sofre eu sofro. Se ele esta feliz isso me felicita também.

O "outro" são todos os seres que se relacionam conosco.

Assim o empatismo quer que sejamos felizes náo através do egoísmo ou de


nossos prazeres sensoriais simples mas sim através da felicidade dos
outros, dos nossos semelhantes.

É uma forma de promover o altruísmo e o bem através da sensação que esse


bem provaca na outra pessoa.

Temos basicamente o mesmo aparato mental que forma a consciência, assim


não é muito diferente se o outro sente o prazer ou nós. O prazer esta
contribuindo para a felicidade e então deveremos cultiva-lo em todos que
possam sentir.