Vous êtes sur la page 1sur 3

Direito Internacional Público

O Direito Público é aquele que regula o relacionamento de Estado com outro Estado, de um
órgão público com outro órgão público, ou entre o Governo e pessoa privada. Quando,
entretanto, os dois pólos forem ocupados por pessoas privadas, vigoram as normas do
Direito Privado.

Não apenas os Estados soberanos são sujeitos de direito, mas também as organizações
internacionais. O moderno direito internacional passou a ser o direito que regula o
comportamento dos países na comunidade internacional, bem como das organizações que a
eles se equiparam.

Outro aspecto a ser considerado na interpretação do direito internacional é que ele se aplica
a todos os ramos do direito, como no direito do trabalho e no direito penal.

Instituições e instrumentos de Direito Internacional

Dois países têm sempre o direito de entabular entendimentos internacionais, os quais


tomam freqüentemente o nome de tratados bilaterais, mas também podem revestir outras
formas. A organização internacional é criada para atingir escopo comum, para a satisfação
de interesses amplos e coletivos. Cada país que passa a fazer parte de uma organização
internacional não celebra um tratado, mas adere a um tratado já celebrado.

Uma organização internacional é formada como organização governamental, ou seja, como


organização internacional pública, quando for constituída por um tratado entre vários
Estados, normalmente chamado de tratado constitutivo da organização.  Convenção de
Viena sobre o Direito dos Tratados.

É a natureza do tratado constitutivo que vai distinguir a organização governamental da não


governamental. Essa organização forçosamente será constituída de Estados soberanos,
legitimamente representados, tendo personalidade jurídica; dessa personalidade jurídica
resulta a capacidade jurídica da organização internacional para o exercício de suas funções.

** No caso de uma federação, só ela poderá fazer parte, não os Estados federados.

Fontes de Direito Internacional

 Hierarquia no artigo 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça

- Tratados

Surgem de reuniões de determinados países para estabelecer normas a serem seguidas pelos
países participantes sobre qualquer questão que vier criar conflitos na área internacional.
Normalmente, as convenções reúnem grande número de países, mas é possível que uma
convenção seja estabelecida entre só dois países.
Classificação: bilaterais ou multilaterais/ plurilaterais/ coletivos.
** tratados-quadro: instituem órgãos com poderes expressamente delegados pelos Estados
partes, para contemplarem os dispositivos daqueles que, além de normas auto-aplicáveis,
contém outras, que necessitam de um detalhamento ou de uma regulamentação – que os
estados partes, por diversas razões, não se dispuseram a fazer, no momento da adoção dos
textos finais. (anexos ou apêndices = modificáveis com mais facilidade e menos
formalismos que os textos principais, geralmente sobre normas técnicas)

Condições ou elementos essenciais: capacidade das partes contratantes / habilitação dos


agente signatários / consentimento mútuo / existência de objeto lícito e possível.

O ato pelo qual o soberano declara que aceita o tratado denomina-se ratificação.

- Usos e Costumes Internacionais

São os meios primários pelos quais a comunidade se manifesta, e são formados por um
conjunto d regras que devem ser observadas por um grupo.

- Princípios Gerais de Direito Internacional

Representam as exigências éticas imediatamente aplicáveis à ordem das relações


econômicas internacionais, com caráter imperativo à comunidade mundial.

1. Proibição do uso da força ou ameaça.


2. Solução pacífica das controvérsias.
3. Não-intervenção nos assuntos internos dos Estados.
4. Igualdade soberana dos Estados.
5. Boa-fé no cumprimento das obrigações internacionais.
6. Igualdade de direitos e de determinação entre os povos.

- Decisões judiciais e a doutrina

As decisões dos árbitros e juízes constituem também fonte de Direito Internacional. A


jurisprudência não só serve para resolver um litígio segundo decisões precedentes, como
também para aplicar os Princípios Gerais de Direito.

- Outras fontes atualmente aceitas

As declarações unilaterais dos Estados, as decisões cogentes das organizações


intergovernamentais, as decisões de árbitros únicos e de tribunais arbitrais, em litígios entre
Estados.

Formação Dialética do Direito Internacional

O direito internacional pode ser visto como um conjunto de normas supranacionais que se
impõem hierarquicamente aos diversos Estados que a elas se submetem.
A verdade é que, sob o plano internacional, tendo em vista a multiplicidade dos atores e da
persistência dos soberanias e susceptibilidade nacionais, os iniciadores das convenções
buscarão, ao mesmo tempo, formular normas ideais e obrigatórias, mas também obter um
número suficiente de adesões ou ratificações. Isso auxilia a explicar o caráter vago, geral,
impreciso de certas formulações, que dão lugar a várias interpretações, de adaptações e de
não obrigatoriedade. Uma vez que a norma seja adotada, ela tende a evoluir conduzida por
pressões diversas, levando-se em conta as dificuldades experimentadas na ocasião de sua
execução.
Produz-se, assim, um fenômeno dialético de criação e de aplicação da norma internacional:
os direitos nacionais influenciam o direito internacional, o qual, em retorno também os
influência, com base em sua própria lógica e seu desenvolvimento.

Eficácia e Influência do Direito Internacional

Em razão da predominância do princípio da soberania nacional, é que a norma não possui o


caractere obrigatório direto – o que existe no direito nacional -, com exceção do direito da
União Européia e salvo na medida que o Estado se obrigue nesse sentido. É, assim, um
direito portador de princípios e baseado sobre a colaboração e sobre o interesse dos países
membros que a ele se obrigam, para poder funcionar.

A questão da ausência de execução do tipo judiciária para sancionar as normas


internacionais pode deixar crer que o direito internacional não é um “verdadeiro direito”, o
qual seria em definitivo desprovido de seriedade e de pertinência. Um tal sentimento pode
ser reforçado pelo entendimento que afirma a soberania do Parlamento e não dá
importância ao Direito Internacional, senão na medida em que suas normas sejam
integradas ao direito interno pela legislação, ou as reduzindo a simples normas de
interpretação.

Em suma, o direito internacional tem por principais falhas o caráter assaz geral de seus
princípios, as numerosas limitações geralmente ligadas às obrigações assumidas pelos
Estados e a existência de meios de execução muito limitados, aos quais é necessário
acrescentar os problemas de recepção do direito interno e de aplicação eficaz dessas normas
nos diversos países.

Entretanto, malgrado suas falhas evidentes, o direito internacional produz


inquestionavelmente efeitos sensíveis sob a cena jurídica, em vários campos. Seus
princípios gerais e seus enunciados normativos servem de fonte de inspiração e de
legitimação a um bom número de reivindicações, bem como de freqüentes melhoras nos
dispositivos do direito interno e de novas práticas jurídicas.

Ressalte-se que no caso onde o direito internacional não seja incorporado diretamente ao
direito interno, ele pode servir de regra de interpretação na aplicação do direito interno,
conformando-se aos princípios ou aos costumes do direito internacional.