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CURSO ON-LINE – PORTUGUÊS REGULAR

ADAPTADO AO ACORDO ORTOGRÁFICO


PROFESSORA: CLAUDIA KOZLOWSKI

AULA 10 - PERÍODOS
Oi, pessoal
Tudo certinho? Estão estudando bastante?
Vamos encerrar as buscas, iniciadas na aula 8, pelas letras de música que
contenham o pronome CUJO.
Vamos analisar mais uma letra:

Viagem - João de Aquino e Paulo César Pinheiro

Ó, tristeza me desculpe, estou de malas prontas


Hoje a poesia veio ao meu encontro,
já raiou o dia, vamos viajar
Vamos indo de carona
Na garupa leve do vento macio
Que vem caminhando desde muito longe,
lá do fim do mar

Vamos visitar a estrela da manhã raiada


Que pensei perdida pela madrugada,
mas que vai escondida querendo brincar
Senta nessa nuvem clara,
minha poesia ainda se prepara
Traz uma cantiga,vamos espalhando música no ar

Olha quantas aves brancas, minha poesia


Dançam nossa valsa pelo céu que o dia
fez todo bordado de raios de sol
Ó, poesia, me ajude,vou colher avencas,
lírios, rosas, dálias
Pelos campos verdes que você batiza de jardins do céu

Mas pode ficar tranquila, minha poesia


Pois nós voltaremos numa estrela guia,
num clarão de lua quando serenar
Ou talvez até, quem sabe,
nós só voltaremos no cavalo baio
No alazão da noite, CUJO nome é raio, raio de luar

Os dois últimos versos registram o emprego correto do pronome relativo CUJO. O


nome do cavalo baio (castanho) é RAIO DE LUAR. A relação entre NOME e
CAVALO/ALAZÃO justifica o emprego do pronome.
Parabéns a todos que colaboraram!
Até agora, fizemos diversas análises em relação aos elementos que compõem uma
oração – sintaxe de concordância: harmonia entre verbo e sujeito (concordância
verbal) ou entre o nome e os elementos a ele relacionados (concordância nominal);

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sintaxe de regência: relação entre o verbo (regência verbal) ou adjetivo, advérbio


e substantivo (regência nominal) em função de seus complementos.
Para isso, analisamos a estrutura interna da oração. Para essa análise sintática,
lançamos mão, muitas vezes, de uma só oração. Isso significa que a análise se
realizava em um período simples.
A partir da aula de hoje, veremos que, algumas vezes, em vez de um substantivo,
um adjetivo ou um advérbio, temos uma oração que representa esses nomes.
Forma-se, assim, o período composto.
A aula de hoje certamente lhe parecerá familiar. Muitos dos conceitos já foram
apresentados em aulas anteriores.
Vamos relembrar alguns deles:
Período Simples - É enunciado que possui uma única oração, que se chama oração
absoluta.
Período Composto - É o período constituído de duas ou mais orações, sabendo-se
que cada oração é, obrigatoriamente, estruturada em torno de um verbo.
O período composto pode ser formado por COORDENAÇÃO (orações independentes)
ou SUBORDINAÇÃO (orações dependentes).

I - ORAÇÕES COORDENADAS
As orações coordenadas são independentes sintaticamente. Não exercem nenhuma
função sintática em relação a outra dentro do período.
Quando não são introduzidas por conjunções (conectivos), são classificadas como
assindéticas.
Vim, vi, venci.
Se introduzidas por conjunções (conectivo), classificam-se como sindéticas,
recebendo o nome da conjunção que as introduzem.
Lembre-se: não se deve classificar uma oração considerando apenas a conjunção
que a introduz. Deve-se, sim, analisar o seu sentido na frase para, então, classificar
a conjunção/oração.
a) Aditivas (e, nem, mas também...)
O ministro não pediu demissão e manteve sua posição anterior.
b) Adversativa (mas, porém, todavia, contudo, entretanto)
O ministro pediu demissão, mas o presidente não a aceitou.
c) Explicativas (que, porque, e a palavra pois antes do verbo)
Peçam a demissão dos seus assessores, pois eles pouco fazem para o bem do povo.
d) Conclusivas (logo, portanto, por conseguinte, por isso, de modo que e a
palavra pois no meio ou fim da oração)
Os assessores pouco fazem pelo povo; devem, pois, deixar seus cargos.

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e) Alternativas (ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer, seja ... seja, já ... já,
talvez ... talvez)
O Congresso deve ser soberano, ou perderá a legitimidade.

Pode ocorrer coordenação entre orações que se subordinam à mesma oração


principal. Veja o seguinte exemplo:
Espero que passe no concurso e que seja o primeiro colocado.
As orações “que passe no concurso” e “que seja o primeiro colocado” são orações
subordinadas em relação à oração principal “Espero”. No entanto, entre si, são
coordenadas, pois estão ligadas por uma conjunção coordenativa aditiva. Nesses
casos, pode-se manter apenas a primeira conjunção integrante (Espero que passe no
concurso e seja o primeiro colocado).

ORAÇÕES INTERCALADAS – Sob essa denominação, incluem-se as orações que,


apresentando informações adicionais, geralmente para esclarecimento, não são
introduzidas por conjunções coordenativas.
- Vá embora! – disse-me ela.
Ele, que eu saiba, nunca estudou muito.
Boaventura, permita-me o trocadilho, era sujeito de boa sorte.

II - ORAÇÕES SUBORDINADAS
São orações dependentes sintaticamente de outra.
Exercem uma função sintática correspondente ao substantivo, adjetivo ou
advérbio, ou seja, esse termo sintático (sujeito, objeto direto, objeto indireto etc.)
assume a forma de uma oração.
Por isso, há orações principais (em que estão presentes os termos regentes) e
subordinadas (termos regidos).
Por exemplo:
Os credores internacionais esperavam / que o Brasil suspendesse o pagamento dos
juros.
Nesse exemplo, a segunda oração está subordinada à primeira, pois exerce função
sintática de objeto direto do verbo esperar (termo regente presente na oração
principal):
Os credores internacionais esperavam ISSO - o quê?
Resposta: “que o Brasil suspendesse o pagamento dos juros”
Essa é uma oração subordinada substantiva (está no lugar de um substantivo) que
exerce, em relação à oração principal, a função sintática de objeto direto.
Seu nome é oração subordinada substantiva objetiva direta.

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Meu primo que mora no Rio de Janeiro virá para a festa.


Usamos um exemplo parecido com esse na aula passada. Eu pergunto: quantos
primos eu tenho?
Resposta: Com certeza, mais de um, pois a oração que se liga de forma adjetiva ao
substantivo primo tem valor restritivo, ou seja, de todos os primos que eu tenho,
aquele que mora no Rio de Janeiro virá para a festa.
A oração subordinada adjetiva “que mora no Rio de Janeiro” exerce a função
sintática de adjunto adnominal em relação à oração principal (limita o alcance do
substantivo “primo”, designando-lhe uma característica própria: morador do Rio de
Janeiro).
É, portanto, uma oração subordinada adjetiva restritiva.

Desde que você me ligou, não penso em outra coisa.


A oração destacada indica o momento em que o fato expresso na oração principal
teve início.
Veja que a locução conjuntiva “desde que” apresenta valor temporal, atribuindo à
outra oração uma circunstância (de tempo, momento).
Essa é, logo, uma oração subordinada adverbial temporal.
Veja, agora, uma curiosidade: a locução conjuntiva “desde que” poderia apresentar
outro valor à estrutura.
Desde que você devolva o que levou, não darei queixa na Delegacia.
E, agora? Qual é o valor da oração subordinada? Seu valor é CONDICIONAL (“Não
darei queixa SE você devolver o que levou”).
É por isso que, repito, só podemos classificar uma oração em função do valor que ela
apresenta na estrutura.
Vamos ver, agora, como classificar as orações subordinadas.

1 - ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS


São aquelas que exercem função sintática própria de um substantivo.
SÃO INICIADAS POR CONJUNÇÃO INTEGRANTE.
Na identificação dessas orações, apresentamos:
- sua condição de subordinada;
- sua classe gramatical (substantiva);
- e a função sintática que exerce em relação à principal (sujeito, objeto
direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito,
aposto ou agente da passiva).

Assim temos:
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a) Subjetiva – exerce a função de sujeito em relação ao verbo da principal.


É importante / que tenhamos o equilíbrio da balança comercial.
É importante ISSO.
ISSO = que tenhamos o equilíbrio da balança comercial Î SUJEITO.

Ainda se espera / que o governo mude as normas do imposto de renda.


CUIDADO COM A VOZ PASSIVA Î O verbo ESPERAR é transitivo direto e está
acompanhado de um pronome SE – APASSIVADOR – com ideia passiva = caso de
voz passiva sintética.
O que se espera (o que é esperado?)?
Resposta: “que o governo mude...” Î SUJEITO

Ainda era esperado / que a equipe palmeirense se reabilitasse.


Agora, temos um caso de voz passiva analítica:
Ainda era esperado ISSO.
ISSO = que a equipe palmeirense se reabilitasse Î SUJEITO.

Consta / que haverá mudanças na equipe, caso o presidente seja reeleito.


O verbo CONSTAR é um dos que, normalmente, apresenta um sujeito oracional.
Como vimos, nos casos de sujeito sob a forma oracional, o verbo da oração principal
fica na 3ª pessoa do singular = CONSTA ISSO (= Isso consta).
ISSO = que haverá mudanças na equipe Î SUJEITO.

b) Objetiva direta - Função de objeto direto em relação ao verbo da principal.


Os contribuintes esperam / que o governo altere as normas do imposto de renda.
Os contribuintes esperam ISSO.
ISSO = que o governo altere as normas do imposto de renda Î objeto direto do
verbo esperar.

c) Objetiva indireta - exerce a função de objeto indireto em relação ao verbo da


principal.
O país necessita de / que se faça uma melhor distribuição de renda.
O país necessita dISSO (de + ISSO).
ISSO = que se faça uma melhor distribuição de renda Î objeto indireto do verbo
necessitar.

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Lembre-se da lição apresentada na aula sobre Regência!!!


Quando um objeto indireto vem sob a forma oracional (oração subordinada
substantiva objetiva indireta), a preposição pode ser omitida, sem prejuízo para o
período.
Vimos naquela oportunidade uma questão de prova que explorou exatamente esse
conhecimento.
Já em relação à oração que complementa um nome (oração subordinada substantiva
completiva nominal – a próxima), não há consenso. Se em uma das opções tiver sido
omitida a preposição antes da oração, analise as demais alternativas antes de definir
como certo ou errado.

d) Completiva nominal - exerce a função sintática de complemento nominal em


relação a um substantivo, adjetivo ou advérbio da principal.
O país tem necessidade de / que se faça uma reforma social.
O país tem necessidade dISSO (de + ISSO).
ISSO = que se faça uma reforma social Î complemento nominal do substantivo
necessidade.

O governador era contrário a / que mudassem as regras do jogo.


O governador era contrário a ISSO.
ISSO = que se mudassem as regras do jogo Î complemento nominal do adjetivo
contrário.

Percebia-se / que agia favoravelmente a / que mudassem as regras do jogo.


Este é um bom exemplo de período composto por três orações. Vejamos quais são
elas:
- oração principal: Percebia-se (ISSO)
O verbo perceber é transitivo direto e está acompanhado de pronome apassivador.
O que era percebido? A resposta a essa pergunta apresenta a segunda oração.
Resposta: que agia favoravelmente a Î oração subordinada substantiva subjetiva
(sujeito da voz passiva sob a forma oracional, o que justifica a flexão do verbo
perceber na 3ª pessoa do singular – PERCEBIA-SE)
Só que o complemento nominal ao advérbio favoravelmente está também sob a
forma oracional – Agia favoravelmente a quê? (Introduz-se, agora, a terceira oração
do período composto)
- que mudassem as regras do jogo Î oração subordinada substantiva completiva
nominal (complemento nominal ao advérbio favoravelmente).

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Como a preposição é exigência do advérbio, ela pertence à segunda oração (oração


em que o advérbio está presente).
Agora, você percebeu como um período composto pode ser bem complexo, não é
mesmo?

e) Predicativa - exerce a função de predicativo do sujeito em relação à principal.


O medo dos empresários era / que sobreviesse uma violenta recessão.
O medo dos empresários era ISSO.
ISSO = que sobreviesse uma violenta recessão Î predicativo do sujeito.

f) Apositiva - exerce a função de aposto em relação a um termo da principal.


O receio dos jogadores era esse: / que o técnico não os ouvisse.
O receio dos jogadores era esse: ISSO.
ISSO = que o técnico não os ouvisse Î aposto.

g) Agente da passiva - exerce a função de agente da passiva em relação à


principal.
O assunto era explicado por / quem o entendia profundamente.
Essa é a única função em que o esquema do ISSO não funciona muito bem, porque,
em vez de uma conjunção integrante, é empregado um pronome indefinido.
Por isso, o substituímos por outro pronome substantivo – “alguém”.
O assunto era explicado por ALGUÉM.
ALGUÉM = quem o entendia profundamente Î agente da passiva.

2 - ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS


São aquelas que exercem função sintática própria de um adjetivo.
SÃO INICIADAS POR PRONOMES RELATIVOS.
Seu “nome e sobrenome” será, então:
- sua condição de subordinada;
- sua classe gramatical (adjetiva);
- e o alcance desse adjetivo (restritiva ou explicativa).

a) Restritivas - Restringem, limitam o sentido de um termo da oração principal. Não


são isoladas por vírgulas.
A doença que surgiu nestes últimos anos pode matar muita gente.

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b) Explicativas - Explicam, generalizam o sentido de um termo da oração principal.


São isoladas por vírgulas.
As doenças, que são um flagelo da humanidade, já mataram muita gente.

Você notou, assim, que, em relação à pontuação, as orações subordinadas


adjetivas podem apresentar dois comportamentos:
- VÍRGULA PROIBIDA – ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA RESTRITIVA – Em
função de seu caráter restritivo (assim como ocorre com os adjetivos em geral:
camisa vermelha, rapaz bonito), não pode haver pausa entre o termo regente e o
termo regido.
- VÍRGULA OBRIGATÓRIA – ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA EXPLICATIVA –
Regra geral, os elementos de natureza explicativa se apresentam isolados por
vírgulas, em função de seu caráter “acessório”, “dispensável”.

Você leu aí em cima algum caso de “vírgula facultativa” em orações adjetivas?


Certamente que não.
Esse conceito é importantíssimo para a aula sobre PONTUAÇÃO, pois essa “casca de
banana” é muito comum em provas de diversas bancas.

2.1 - FUNÇÃO SINTÁTICA DO PRONOME RELATIVO NA ORAÇÃO ADJETIVA


As orações subordinadas adjetivas são introduzidas por pronomes relativos: que,
quem, o qual, a qual, cujo, onde, como, quando etc.
Enquanto as conjunções são elementos conectivos e, por isso, não exercem função
sintática nas orações subordinadas, o mesmo não acontece com os pronomes
relativos. Eles substituem um nome (substantivo ou pronome tido como referente).
Assim, esses pronomes relativos poderão exercer, na oração subordinada adjetiva,
as seguintes funções sintáticas:

a) Sujeito
Os trabalhadores exigiam aumento salarial. (PERÍODO SIMPLES = oração absoluta)
Que trabalhadores eram esses que exigiam aumento salarial?
Será formado, assim, um período composto, pois será necessário identificar esses
trabalhadores.
Os trabalhadores que fizeram greve exigiam aumento salarial.
(= Os trabalhadores fizeram greve.)
O pronome relativo que substitui, na oração adjetiva, o substantivo trabalhadores.
O pronome exerce a função de sujeito dessa oração.
CUIDADO: Se a banca perguntar quem é o sujeito da forma verbal fizeram, a sua
resposta deverá ser: O PRONOME RELATIVO QUE.
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Como o pronome se refere ao substantivo “trabalhadores”, muita gente acha,


indevidamente, que o substantivo é o sujeito da forma verbal fizeram. ERRADO!
São duas as orações:
- oração principal: Os trabalhadores exigiam aumento salarial
- oração subordinada adjetiva restritiva: que fizeram greve.
Agora que sabemos o que é um período composto e como ele se divide, vemos mais
claramente que “cada macaco está no seu galho”, ou seja, o substantivo da oração
principal “Os trabalhadores exigiam aumento salarial” não poderia exercer função
sintática em outra oração, no caso, a oração subordinada adjetiva “que fizeram
greve”.
No lugar do nome, colocou-se o pronome relativo, que (ESTE SIM) exerce a função
sintática de sujeito.
Assim, quem é o sujeito da forma verbal fizeram?
Resposta: O PRONOME RELATIVO QUE.
Ficou claro? Essa é uma pegadinha muito comum em provas, especialmente as da
ESAF e da CESPE UnB. Fique esperto(a)!

b) Objeto direto
As reivindicações que os trabalhadores faziam preocupavam os empresários.
(= Os trabalhadores faziam as reivindicações.)
O que os trabalhadores faziam? Pela lógica, iríamos responder: reivindicações.
Vamos dividir o período em orações:
- oração principal: As reivindicações preocupavam os empresários.
- oração subordinada adjetiva restritiva: que os trabalhadores faziam
Na oração subordinada adjetiva, no lugar desse substantivo, foi empregado o
pronome relativo, que exerce, nessa oração, a função sintática de objeto direto.
Então, quem exerce a função sintática de OBJETO DIRETO da forma verbal faziam?
Resposta: O PRONOME RELATIVO QUE.

c) Objeto indireto
O aumento de que todos necessitavam proveria o sustento da casa.
(= Todos necessitavam do aumento.)
Todos necessitavam de quê? Resposta lógica: De aumento.
Na oração subordinada adjetiva, quem faz as vezes de objeto indireto do verbo
necessitar é o pronome relativo.
- oração principal : O aumento proveria o sustento da casa.
- oração subordinada adjetiva restritiva: de que todos necessitavam
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Note, agora, que o elemento que exige a preposição “de” é o verbo necessitar, da
oração adjetiva (Alguém necessita de alguma coisa).
Por isso, a preposição pertence à oração subordinada adjetiva e está sublinhada.
Muito cuidado na divisão do período em orações: A PREPOSIÇÃO FICA NA
ORAÇÃO EM QUE ESTÁ PRESENTE O TERMO REGENTE.

d) Complemento nominal
O aumento de que todos tinham necessidade proveria o sustento da casa.
(= Todos tinham necessidade do aumento.)
De que todos tinham necessidade? Resposta lógica: do aumento.
No lugar desse nome, foi colocado um pronome relativo, que exerce a função
sintática de complemento nominal ao substantivo necessidade.
- oração principal: O aumento proveria o sustento da casa
- oração subordinada adjetiva restritiva: de que todos tinham necessidade
Mais uma vez, quem exige a preposição é um elemento presente na oração
subordinada adjetiva (o substantivo necessidade), motivo que nos levou a
sublinhar também aquele vocábulo.

e) Predicativo do sujeito
O grande mestre que ele sempre foi agradava a todos.
Ele sempre foi o grande mestre Î no lugar da expressão sublinhada, foi empregado
um pronome relativo.
Dividindo o período:
- oração principal: O grande mestre agradava a todos.
- oração subordinada adjetiva restritiva: que ele sempre foi
Então, quem exerce a função de predicativo do sujeito da forma verbal foi ?
Resposta: O PRONOME RELATIVO QUE.

f) Adjunto adnominal
Os peregrinos de cujas contribuições a paróquia dependia retornaram à sua
cidade.
(= A paróquia dependia das contribuições dos peregrinos.)
Entre os substantivos peregrinos e contribuições, existe uma relação de
subordinação, o que justifica o emprego do pronome relativo cujo.
Essa é uma característica desse pronome relativo (CUJO e flexões). Ele sempre
exerce a função sintática de adjunto adnominal, exatamente por estabelecer uma

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relação entre dois substantivos com ideia ativa (“os peregrinos contribuem” Î a
contribuição dos peregrinos Î adjunto adnominal).
A diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal será assunto de
nossa próxima aula – Termos da Oração.
Vamos dividir o período:
- oração principal – Os peregrinos retornaram à sua cidade.
- oração subordinada adjetiva restritiva – de cujas contribuições a paróquia
dependia
Vimos anteriormente que, caso um elemento da oração subordinada exija uma
preposição, essa será colocada antes do pronome relativo.
A paróquia dependia das contribuições dos peregrinos.
Como o verbo depender exige a preposição “de”, esta foi empregada antes do
pronome relativo “cujo”, que estabelece a relação entre “contribuições” e
“peregrinos”.

g) Adjunto adverbial
Observem o jeitinho como ela se requebra.
(= Ela se requebra com jeitinho.)

O pronome relativo como introduz a oração que indica o modo como ela se requebra
– essa é uma circunstância (modo) e, portanto, o pronome relativo exerce a função
sintática de adjunto adverbial.

BIZU: Os pronomes relativos como e onde, por introduzirem elementos


circunstanciais, sempre exercerão na oração adjetiva a função sintática de adjunto
adverbial. Já o pronome cujo (e flexões), por estabelecer a ligação entre dois
substantivos com ideia ativa, exercerá sempre na oração adjetiva a função de
adjunto adnominal.

3 - ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS


São aquelas que exercem função sintática própria de advérbio, ou seja, adjunto
adverbial em relação à principal.
SÃO INICIADAS POR CONJUNÇÃO ADVERBIAL.
Agora, toda a oração subordinada exerce, em relação à oração principal, a função
sintática de adjunto adverbial.
As circunstâncias apresentadas podem ser as seguintes:
a) Causal

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Todos se opuseram a ele porque não concordavam com suas ideias.


Apresenta-se, na oração subordinada adverbial causal, o motivo da oposição de
todos (presente na oração principal).
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
É importante destacar a diferença entre a oração subordinada adverbial causal e
a oração coordenada sindética explicativa, pois muitas das conjunções
empregadas em uma e em outra se assemelham.
SUBORDINADA CAUSAL X COORDENADA EXPLICATIVA
Em alguns momentos, as orações subordinadas adverbiais causais e as orações
coordenadas explicativas apresentam semelhanças que podem dificultar sua análise.
Porém, um pouco de atenção para os aspectos que vamos assinalar pode ser de
grande utilidade.
Na primeira, está presente a relação CAUSA x CONSEQUÊNCIA.
Ele pegou a doença porque andava descalço.
CAUSAL Î Causa: andava descalço Î Consequência: pegou a doença
Note, agora, a diferença para o seguinte exemplo:
Não ande descalço, porque vai pegar uma doença.
EXPLICATIVA Î Ordem: Não ande descalço Î Explicação: vai pegar uma
doença
Na aula passada, apresentamos uma série de elementos que possibilitam essa
distinção. Alguns dão certo; outros, nem tanto. Para relembrar quais são eles, dê
uma olhadinha no comentário à questão 13.
Adriano da Gama Kury (em Novas Lições de Análise Sintática) nos indica uma forma
que, a princípio, parece ser a melhor de todas.
Para que seja causal, a oração subordinada poderia, sem nenhum prejuízo para a
coerência, ser trocada por outra oração reduzida de infinitivo e iniciada pela
preposição por:
Ele pegou a doença porque andava descalço
Ð
Ele pegou a doença por andar descalço.
Isso não seria possível em uma oração coordenada explicativa.
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

b) Condicional
Se houvesse opiniões contrárias, o acordo seria desfeito.
Na oração subordinada adverbial condicional, foi estabelecida a condição para o
desfazimento do acordo (oração principal).

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c) Temporal
Assim que chegou a casa, resolveu os problemas.
Indica-se, na oração subordinada adverbial temporal, o momento em que serão
resolvidos os problemas (oração principal).

d) Proporcional
Quanto mais obstáculos surgiam, mais ele se superava.
A ideia de proporção é apresentada na oração subordinada adverbial proporcional,
em associação ao “mais” presente na oração principal.

e) Final
O pai sempre trabalhou para que os filhos estudassem.
A finalidade do trabalho do pai (oração principal) está presente na oração
subordinada adverbial final.

f) Conformativa
Os jogadores procederam segundo o técnico lhes ordenara.
Para introduzir a oração subordinada conformativa, poderiam ter sido empregadas as
conjunções/locuções conjuntivas conforme, segundo, de acordo com, dentre
outras.

g) Consecutiva
Suas dívidas eram tantas que vivia nervoso.
Apesar de não ser uma regra, costumam ser associados à oração subordinada
adverbial consecutiva os pronomes tão, tanto, tal, presentes na oração principal.

h) Concessiva
Embora enfrentasse dificuldades, procurava manter a calma.
Na oração subordinada adverbial concessiva, apresenta-se um fato que, embora
contrário ao apresentado na oração principal, não impede que este se realize.

i) Comparativa
Ele sempre se comportou tal qual um cavalheiro.
Apresenta-se, na oração subordinada adverbial comparativa, o segundo elemento de
uma comparação.

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Alguns autores acrescentam mais dois tipos de orações subordinadas


adverbiais, não registrados pela Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB):
j) Locativas
Fique onde quiser.
Equivalem a um adjunto adverbial de lugar. Apresentam-se desenvolvidas sem
conjunção, introduzidas por advérbio de lugar onde (combinado ou não com
preposição).

l) Modais
Faça como quiser.
Equivalem a um adjunto adverbial de modo. Expressam a maneira como será
realizado o fato enunciado na oração principal.

III - ORAÇÕES REDUZIDAS


Não são introduzidas por conjunção e possuem verbo em uma das formas nominais
(infinitivo, particípio ou gerúndio).

a) Infinitivo (pessoal ou impessoal)


Exemplo 1.
Todos sabiam ser impossível a manutenção da política econômica.
Todos sabiam ISSO
ISSO = ser impossível a manutenção da política econômica.
A oração reduzida de infinitivo está no lugar de um substantivo e exerce a função
sintática de objeto direto do verbo saber (da oração principal).
Por isso, chama-se:
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA REDUZIDA DE
INFINITIVO.

Exemplo 2.
Seria bom manteres a calma nesse momento.
Seria bom ISSO nesse momento.
ISSO = manteres a calma
A oração reduzida de infinitivo ocupa o lugar de um substantivo e exerce a função
sintática de sujeito da oração principal (ISSO seria bom nesse momento).
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA REDUZIDA DE
INFINITIVO.

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b) Gerúndio
Exemplo 3.
Entrando na sala de aula, foi recebido com frieza.
A oração reduzida de gerúndio apresenta o momento em que o sujeito da oração
principal foi recebido com frieza. Assim, indica uma circunstância (tempo, momento).
É chamada, portanto, de:
ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL TEMPORAL REDUZIDA DE GERÚNDIO.

Exemplo 4.
Vencendo seus adversários futuros, o clube ganhará o campeonato.
Note o valor condicional da oração reduzida de gerúndio: Caso vença seus
adversários futuros = Vencendo seus adversários futuros, o clube ganhará o
campeonato.
A oração subordinada recebe o nome de:
ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONDICIONAL REDUZIDA DE
GERÚNDIO.

c) Particípio
Exemplo 5.
Realizado o congresso internacional, percebeu-se a gravidade da moléstia.
A oração reduzida de particípio pode atribuir um valor de momento à estrutura: a
partir da realização do congresso internacional, percebeu-se a gravidade da moléstia.
ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL TEMPORAL REDUZIDA DE PARTICÍPIO.

Exemplo 6.
Encontrado o autor dos assaltos, a população ficará aliviada.
O tempo verbal da oração principal é decisivo para a identificação da circunstância
apresentada pela oração subordinada.
Nessa construção, o valor é condicional: Caso seja encontrado o autor dos assaltos,
a população ficará aliviada.
ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONDICIONAL REDUZIDA DE
PARTICÍPIO.
Veja, agora, como pode ser alterada a interpretação se o tempo do verbo da oração
principal for também modificado:

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Exemplo 7.
Encontrado o autor dos assaltos, a população ficou aliviada.
Agora, a oração subordinada atribui à estrutura um valor causal: Porque foi
encontrado o autor dos assaltos, a população ficou aliviada.

Por não apresentar uma conjunção, mais do que nunca é necessária a análise da
circunstância apresentada pela oração ao período, para que seja realizada sua
classificação.
Para isso, na maioria das vezes, é necessário voltar ao texto. Não tenha preguiça na
hora da prova – muita gente perde um ponto valioso por acreditar somente na
memória ou no que a banca argumenta. Volte ao texto quantas vezes forem
necessárias!
Há pouco tempo, discutia-se muito a estrutura oracional da advertência veiculada
pelo Ministério da Saúde nos comerciais de medicamentos.
Vemos duas formas de apresentação:
Ao persistirem os sintomas, procure um médico.
A persistirem os sintomas, procure um médico.
Afinal, existe diferença entre a primeira e a segunda construção?
A resposta é SIM!
Na primeira, o fato de persistirem os sintomas é “quase” certo – só não se sabe o
momento em que isso ocorrerá. A oração reduzida de infinitivo, por ter sido iniciada
por “ao”, equivale a: Quando persistirem os sintomas / Assim que persistirem os
sintomas / Tão logo persistam os sintomas....
Veja como essa construção se assemelha a: Ao entrar em casa, deparou-se com o
bandido.
O valor temporal da oração subordinada adverbial é bem notório nesse último
exemplo.
Por isso, na primeira estrutura, a oração subordinada adverbial tem valor temporal.
Já na segunda, há um valor condicional: Caso persistam os sintomas, procure um
médico.
E aí, como deveria, então, ser veiculada essa advertência: sob a forma temporal
(fato futuro e certo) ou condicional (fato futuro e incerto)? Acredito que da segunda
maneira, pois o remédio, em princípio, deveria eliminar os sintomas da enfermidade.
Caso isso não ocorra, o médico deverá ser consultado – e a gramática também!!!

IV - CONCEITO DE ORAÇÃO PRINCIPAL E ORAÇÃO SUBORDINADA


Agora que estamos prestes a encerrar nossa aula sobre PERÍODOS, podemos
perceber que essa denominação de “oração principal” é bem relativa.

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Em um período composto, pode haver diversas orações, que, como numa


engrenagem, se ligam umas às outras.
Assim, pode ser que uma oração subordinada a outra tenha uma terceira oração que
se subordine a ela. Em relação a essa terceira, a oração subordinada (a segunda)
será considerada uma oração principal.
Complicou? Vamos desatar o nó a partir de um exemplo.
O livro que me pediu será entregue a quem estiver disposto a recebê-lo.
1ª oração (principal): O livro será entregue a

2ª oração (subordinada adjetiva restritiva em relação ao substantivo livro): que me


pediu

3ª oração (subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo): quem


estiver disposto a

4ª oração (subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo, em


relação ao adjetiva disposto): recebê-lo.

A 2ª oração é subordinada à primeira, ou seja, exerce a função sintática de adjunto


adnominal ao substantivo presente na oração principal (livro).
O mesmo ocorre com a 3ª oração, que é o objeto indireto do verbo da oração
principal (entregar).
Já a 4ª oração exerce uma função sintática em relação ao elemento presente na 3ª
oração. Assim, a 3ª oração, que é subordinada em relação à primeira, é principal
em relação à 4ª oração.

Poderíamos, então, resumir os conceitos apresentados na aula de hoje no seguinte


esquema:

PERÍODO COMPOSTO - CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES

ASSINDÉTICAS

- QUANTO AO CONECTIVO
SINDÉTICAS
COORDENADAS

ADITIVAS
- QUANTO AO VALOR ADVERSATIVAS
ALTERNATIVAS

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CONCLUSIVAS
EXPLICATIVAS

SUBJETIVAS
OBJETIVAS DIRETAS
OBJETIVAS INDIRETAS
SUBSTANTIVAS PREDICATIVAS
COMPLETIVAS NOMINAIS
APOSITIVAS
AGENTE DA PASSIVA
RESTRITIVAS
ADJETIVAS
EXPLICATIVAS
CAUSAIS

SUBORDINADAS CONDICIONAIS

TEMPORAIS

PROPORCIONAIS

FINAIS

ADVERBIAIS CONFORMATIVAS

CONSECUTIVAS

CONCESSIVAS

COMPARATIVAS
LOCATIVAS

MODAIS
Até a próxima aula!

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QUESTÕES DE FIXAÇÃO
1 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006)
Essa chave é o instrumento simbólico mais eficiente da ideologia dominante (que,
como dizia Marx, é sempre a ideologia das classes dominantes): é ela que insiste em
nos convencer que as desigualdades sociais são naturais, que não há alternativa
para o capitalismo, que o socialismo já foi tentado e fracassou.
A oração que não há alternativa para o capitalismo deve ser corretamente
classificada como:
(A) oração subordinada substantiva apositiva.
(B) oração subordinada substantiva completiva nominal.
(C) oração subordinada substantiva objetiva direta.
(D) oração subordinada substantiva objetiva indireta.
(E) oração subordinada substantiva subjetiva.

2 - (FUNDEC / TJ MG / 2002)
Assinale a alternativa em que a oração sublinhada tenha sido CORRETAMENTE
analisada.
a) Parece que não haverá mudanças no Ministério da Economia. (oração subordinada
substantiva subjetiva)
b) Como disse o primeiro entrevistado, não há motivo para pânico. (oração
subordinada adverbial comparativa)
c) A atriz declarou que não sabia como tinha sido furtada. (oração subordinada
adverbial comparativa)
d) Lembrei-o de que não poderíamos nos atrasar mais. (oração subordinada
substantiva objetiva direta)

3 - (FUNDEC / TJ MG / 2002)
Assinale a alternativa que apresente análise INCORRETA da oração sublinhada.
a) Encerrada a palestra, foram jantar. (oração subordinada adverbial temporal)
b) Caso a febre persista, telefone-me. (oração subordinada adverbial condicional)
c) Era verdade que tudo não passara de um engano. (oração principal)
d) Quem estuda passa. (oração subordinada adjetiva restritiva)

4 - (FUNDAÇÃO JOÃO GOULART/ SMF – ANALISTA PLANEJAMENTO / 2005)


“Outro estímulo para as empresas de ônibus adotarem o gás natural é a
melhoria da rede de distribuição desse combustível no Brasil.”
O segmento em destaque nessa frase não é adequadamente substituído na seguinte
alternativa:

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A) Outro estímulo para que as empresas de ônibus adotem o gás natural é a


melhoria da rede de distribuição desse combustível no Brasil.
B) Outro estímulo que incentiva as empresas de ônibus a adotar o gás natural é a
melhoria da rede de distribuição desse combustível no Brasil.
C) Outro estímulo de as empresas de ônibus adotarem o gás natural é a melhoria da
rede de distribuição desse combustível no Brasil.
D) Outro estímulo para a adoção do gás natural pelas empresas de ônibus é a
melhoria da rede de distribuição desse combustível no Brasil.

5 - (FUNDAÇÃO JOÃO GOULART / PGM RJ / 2005)


“Quando os filhos saem de casa e entram na universidade ou no trabalho, a
interferência dos pais começa a enfraquecer.”
Nessa frase do texto, as orações coordenadas mantêm com a principal as seguintes
relações semânticas:
A) Condição e causalidade.
B) Conformidade e condição.
C) Temporalidade e causalidade.
D) Temporalidade e conformidade.

6 - (FUNDEC / TRT 1ª.Região / 2003)


Dentre as mudanças feitas abaixo na oração sublinhada no período “A análise da
genealogia das famílias dos cortadores de cana, considerando pelo menos três a
quatro gerações, demonstra que a reprodução social deste segmento da força de
trabalho se orienta por três perspectivas” (linhas 1-5), aquela em que se alterou o
seu sentido original é:
A) consideradas pelo menos três a quatro gerações;
B) desde que se considerem pelo menos três a quatro gerações;
C) quando se consideram pelo menos três a quatro gerações;
D) caso sejam consideradas pelo menos três a quatro gerações;
E) por serem consideradas pelo menos três a quatro gerações.

7 - (FUNDAÇÃO JOÃO GOULART/ SMF – ANALISTA PLANEJAMENTO / 2005)


“Além disso, o Brasil firmou um acordo no qual se compromete a comprar parte da
produção da Bolívia, aumentando ainda mais a oferta de gás no mercado
interno.”
Nesse trecho, a oração iniciada no gerúndio expressa valor semântico de:
A) conformidade.
B) conseqüência.
C) condição.
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D) causa.

8 - (NCE UFRJ / Guarda Municipal /2002)


“Polícia”
Vigilância exercida pela autoridade competente para manter a ordem e o bem-estar
públicos em todos os ramos dos serviços do Estado e em todas as partes ou
localidades; corporação que engloba os órgãos e instituições incumbidos de fazer
respeitar essas leis ou regras e de reprimir e perseguir o crime”.
(Pequeno dicionário jurídico)
“...para manter a ordem e o bem-estar públicos...”; se esta oração reduzida
adotasse a forma desenvolvida, sua forma correta seria:
a) para que se mantesse a ordem e o bem-estar públicos;
b) para que se mantessem a ordem e o bem-estar públicos;
c) afim de que se mantenham a ordem e o bem-estar públicos;
d) afim de que se mantivessem a ordem e o bem-estar públicos;
e) para que se mantivesse a ordem e o bem-estar públicos.

9 - (NCE UFRJ / TRE RJ Auxiliar Judiciário / 2001)


Mas, desculpe minha infinita ignorância, por que enviar à forca uma mulher que no
julgamento perdoou ao frio assassino do filho?
O número de orações neste período do texto é:
a) uma;
b) duas,
c) três;
d) quatro;
e) cinco.

10 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006)


Mas ainda não há um programa alternativo maduro que se contraponha à euforia do
programa conservador, aplicado por gente que foi de esquerda e aplaudido pela
direita.
Quantos verbos há no trecho acima?
(A) seis
(B) cinco
(C) quatro

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(D) três
(E) dois

11 - (CESPE UnB / MPU/ 1996)


Maria Berlini não mentira quando dissera que não trabalhava, nem estudava.
Mas trabalhara pouco depois de chegada ao Rio, com minguados recursos, que se
evaporaram como por encanto. A tentativa de entrar para o teatro fracassara. Havia
só promessas. Não era fácil como pensara. Mesmo não tinha a menor experiência.
Fora estrela estudantil em Guará. Isso, porém, era menos que nada! Acabado o
dinheiro, não podia viver de brisa! Em oito meses, fora sucessivamente chapeleira,
caixeira de perfumaria, manicura, para se sustentar. Como chapeleira, não
agüentara dois meses, que era duro!, das oito da manhã às oito da noite, e quantas
vezes mais, sem tirar a cacunda da labuta. Não era possível! As ambições teatrais
não haviam esmorecido, e cadê tempo? Conseguira o lugar de balconista numa
perfumaria com ordenado e comissão. Tinha jeito para vender, sabia empurrar
mercadoria no freguês. Os cobres melhoravam satisfatoriamente. Mas também lá
passara pouco tempo. O horário era praticamente o mesmo, e o trabalho bem mais
suave - nunca imaginara que houvesse tantos perfumes e sabonetes neste mundo!
Contudo continuava numa prisão. Não nascera para prisões. Mesmo como seria
possível se encarreirar no teatro, amarrada num balcão todo o santo dia? Precisava
dar um jeito. Arranjou vaga de manicura numa barbearia, cujo dono ia muito à
perfumaria fazer compras e que se engraçara com ela. Dava conta do recado mal e
porcamente, mas os homens não são exigentes com um palmo de cara bonita.
Funcionava bastante, ganhava gorjetas, conhecera uma matula de gente, era muito
convidada para almoços, jantares, danças e passeios, e tinha folgas - uf , tinha
folgas! Quando cismava, nem aparecia na barbearia, ia passear, tomar banho de
mar, fazer compras, ficava dormindo...
O primeiro período do texto é constituído por
(A) duas orações coordenadas. somente.
(B) duas orações subordinadas, somente.
(C) três orações, sendo duas subordinadas e uma coordenada.
(D) três orações, sendo duas coordenadas e uma subordinada.
(E) quatro orações; entre elas, duas subordinadas e uma coordenada e subordinada,
ao mesmo tempo.

12 – Agora vamos treinar. Divida os períodos e classifique as orações


subordinadas substantivas:
a) Aprendi que devemos falar a verdade.
b) Falta resolver as últimas questões.
c) Tenho receio de que fales a verdade.
d) Ignoro quem fez a pergunta.
e) Convém que tomes alguma atitude.
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f) A verdade é que ninguém a deseja.


g) Avisei-o de que havíamos chegado.
h) Alguém deve saber quando ela viaja.
i) Este trabalho foi feito por quem entende do assunto.

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GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTÕES DE FIXAÇÃO


1–D
Olhe aí o que comentamos a respeito da omissão de preposição antes de orações
que exercem função sintática de objeto indireto!!!
Vamos ter um certo trabalhinho, mas, para compreensão, teremos de dividir o
período composto em orações. Vamos lá!
é ela que insiste em nos convencer que as desigualdades sociais são naturais, que
não há alternativa para o capitalismo, que o socialismo já foi tentado e fracassou.
Para começar, notamos a expressão de realce “é que” em “é ela que insiste...”.
Vamos eliminá-la:
Ela insiste em nos convencer...
Já no início, temos duas orações:
- Ela insiste em (oração principal)
Ela insiste nISSO.
ISSO = nos convencer (oração subordinada substantiva objetiva indireta
reduzida de infinitivo – Virgem Maria, isso é um palavrão!!!)
Vamos, agora, analisar a segunda oração (que é subordinada em relação à primeira
– Ela insiste em – e principal em relação às orações que se seguem).
Bem, alguém convence outra pessoa (objeto direto) de alguma coisa (objeto
indireto).
O complemento indireto do verbo convencer, nessa construção, rege a preposição
de.
Como esse complemento vem sob a forma oracional, a preposição pode ser omitida,
e assim o foi:
Ela insiste em nos convencer (de):
1 - que as desigualdades são naturais
2 – que não há alternativa para o capitalismo
3 – que o socialismo já foi tentado e fracassou
Como complemento indireto do verbo convencer, há três orações indicadas acima.
Elas, em relação à sua oração principal (nos convencer), são subordinadas e
recebem o nome de oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Entre si, são orações coordenadas assindéticas, ou seja, sem conjunção
coordenativa.
Estruturas como essa, em que os períodos são ligados tanto por coordenação (entre
si) e por subordinação (em relação à principal), recebem a designação de período
misto, ou seja, composto simultaneamente por coordenação e subordinação.

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Note que, na terceira oração subordinada substantiva objetiva indireta


(ufa!!!), há duas outras orações coordenadas: o socialismo já foi tentado e (o
socialismo) fracassou.
Ótimo esse treino, não é mesmo?!?!?
Felizmente, a escassez de questões pôde ser compensada pela qualidade das que
encontramos.

2–A
Tradicionalmente, o verbo parecer vem acompanhado de sujeito oracional. Nesse
caso, como já vimos por diversas vezes, o verbo fica na 3ª pessoa do singular.
Fazendo a análise, poderíamos trocar toda a oração pelo pronome substantivo
demonstrativo ISSO: Parece ISSO.
ISSO = “que não haverá mudanças no Ministério da Economia”.
Pois essa oração exerce a função sintática de sujeito do verbo parecer.
Está correta a análise da opção a.

Em relação às demais opções, cabe-nos comentar:


b) Como disse o primeiro entrevistado, não há motivo para pânico.
A oração em destaque é, sim, uma oração subordinada adverbial. Só que a
circunstância que ela apresenta não é de comparação (não podemos decorar listas,
lembra?), mas de conformidade. Troquemos, pois, por outra conjunção
conformativa:
Segundo disse o primeiro entrevistado / Conforme disse o primeiro entrevistado.
Viu como fez sentido? Está, portanto, incorreta a análise.

c) A atriz declarou que não sabia como tinha sido furtada.


Nesse período composto, temos três orações, a saber:
Oração principal = A atriz declarou
“A atriz declarou ISSO”
ISSO = que não sabia (2ª oração)
Como a oração pôde ser substituída pelo pronome ISSO, é uma oração subordinada
substantiva (e não “adverbial”, como indica o examinador).
O verbo declarar é transitivo direto. Seu complemento (objeto direto) está sob a
forma oracional. Assim, a oração se chama: oração subordinada substantiva
objetiva direta.
“que não sabia ISSO”
ISSO = como tinha sido furtada (3ª oração)

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Essa oração que complementa o verbo saber (verbo transitivo direto) também
exerce a função sintática de objeto direto. A única diferença é que, em vez de uma
conjunção integrante, a oração foi iniciada por um advérbio como.

d) Lembrei-o de que não poderíamos nos atrasar mais.


Quase que o examinador acerta essa... Lembra-se da aula sobre regência? O verbo
LEMBRAR-SE (pronominal) é transitivo indireto e rege a preposição “de”. O mesmo
acontece com o verbo ESQUECER-SE.
Essa mesma transitividade se aplica tanto com pronome reflexivo, quanto com
complemento direto sob a forma de outra pessoa (lembrar alguém de alguma coisa),
como apresentado na questão: (eu) lembrei alguém (representado pelo pronome
oblíquo “o”) de alguma coisa..
Lembrei-o dISSO.
ISSO = que não poderíamos nos atrasar mais (objeto indireto)
Trata-se de uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Ainda que a preposição fosse omitida (“Lembrei-o que não poderíamos nos atrasar
mais”), não haveria alteração na classificação dessa oração.
Só mais um detalhe: a preposição é exigida pelo verbo da oração principal (lembrei-
o de ...). Por isso, não deveria ter sido sublinhada, pois não pertence à oração
subordinada, e sim à principal.

3–D
a) Encerrada a palestra, foram jantar. Esse é um caso de oração reduzida. A
oração reduzida de particípio indica o momento em que o fato expresso na
oração principal ocorreu. É, portanto, uma oração subordinada adverbial
temporal reduzida de particípio. Houve a omissão dessa última parte. Por
isso, devemos analisar todas as opções para verificar a existência de um
erro, e não de uma simples omissão como essa.
b) Caso a febre persista, telefone-me. A oração subordinada indica uma
condição para que o evento expresso na oração principal venha a se efetivar.
É, portanto, uma oração subordinada adverbial condicional. Está correta a
análise.
c) Era verdade que tudo não passara de um engano. A oração em destaque
é mesmo a principal do período composto. A outra oração, iniciada pela
conjunção integrante, representa o sujeito dessa oração principal: “Era
verdade ISSO” = que tudo não passara de um engano.
d) Quem estuda passa. A oração sublinhada é o sujeito do verbo passar.
Deveremos classificá-la, pois, como uma oração subordinada substantiva
subjetiva. Em vez de uma conjunção, foi empregado um pronome indefinido.
Por ser o sujeito da oração principal (representada somente pelo verbo:
passa), a norma culta condena uma vírgula entre esses elementos.

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Podemos, também, analisar a oração subordinada substantiva subjetiva. O


pronome indefinido “quem” atua como sujeito da forma verbal “estuda”.

4–C
A oração em destaque tem valor de finalidade.
As opções a, b e d apresentam formas em que esse valor não foi alterado:
a) “para que as empresas de ônibus adotem o gás natural” – houve apenas a
alteração de oração reduzida de infinitivo para uma oração desenvolvida (com
conjunção).
b) “que incentiva as empresas de ônibus a adotar o gás natural” – a ideia de
finalidade foi mantida.
d) “para a adoção do gás natural pelas empresas de ônibus” – houve apenas
uma troca do verbo pelo substantivo correspondente, mantendo-se o sentido
– no lugar de “as empresas adotarem”, usou-se “a adoção pelas empresas”.
Na opção c, a mudança da preposição alterou o valor da construção. Na nova
estrutura, poderíamos entender que o estímulo partiu das empresas, e não do
governo.
A troca, portanto, não seria válida.

5–C
Nessa construção, as duas orações subordinadas adverbiais estão coordenadas entre
si. Elas apresentam à oração principal duas circunstâncias: tempo e causa.
A partir do momento (temporalidade) em que os filhos saem de casa e entram na
universidade ou no trabalho, e também em virtude disso (causalidade), a
interferência dos pais começa a enfraquecer.
Assim, são apresentadas, simultaneamente, as relações semânticas de tempo
(momento) e causa (motivo).

6–E
De acordo com o texto, realiza-se uma análise genealógica das famílias dos
cortadores de cana, respeitada a condição de serem consideradas pelo menos três
a quatro gerações.
Por isso, estão corretas as estruturas que mantém o aspecto condicional dessa
oração: consideradas (reduzida de particípio), desde que se considerem,
quando se consideram, caso sejam consideradas (conjunções condicionais).

Já em “por serem consideradas pelo menos três a quatro gerações”, alterou-se o


valor de condicional para causal (“em virtude de terem sido consideradas...”).

Houve, assim, alteração semântica na estrutura da opção e.

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7–B

ACORDO ORTOGRÁFICO: Registra-se, agora, “consequência”, em função da


extinção do trema.

O Brasil firmou um acordo em que se compromete a comprar parte da produção de


gás da Bolívia. Esse fato levou a um aumento ainda maior na oferta de gás no
mercado interno.

Entre esses dois eventos, verifica-se uma relação de CAUSA e CONSEQUÊNCIA. No


segundo período, apresenta-se o reflexo (aumento da oferta de gás no mercado
interno) do fato descrito no primeiro (compromisso brasileiro em comprar parte da
produção boliviana).

Por isso, a oração reduzida de gerúndio, em destaque no enunciado, apresenta valor


consecutivo (b – consequência).

8–E
Serão analisados aspectos de concordância verbal e nominal, conjugação verbal e
manutenção dos aspectos semânticos em função da troca de conjunção.
Vamos verificar cada uma das opções:
a) Em “para que se mantesse a ordem e o bem-estar públicos”, houve erro na
conjugação do verbo manter, que segue a conjugação do verbo ter – “para que se
tivesse / para que se mantivesse”.
b) O mesmo se repetiu nessa opção: “para que se mantessem” deveria ser
substituído por “para que se mantivessem”.
c) e d) Acertaram na conjugação (as duas formas seriam válidas: a primeira situa o
fato no condicional presente – mantenham – e a segunda, no condicional passado –
mantivessem), mas erraram na indicação da locução conjuntiva. O vocábulo afim
(juntinho) significa “o que apresenta afinidade” (pessoas afins, vocábulos afins). A
locução deve ser escrita “a fim de que”, com o “a fim” separadinho.
O sujeito composto do verbo manter está após o verbo. Mesmo sendo uma
construção de voz passiva, é possível realizar a concordância somente com o
primeiro elemento: a ordem – “para que se mantivesse a ordem e o bem-estar
públicos”. Já o adjetivo “públicos”, ao se flexionar no plural, deixou clara sua
referência aos dois elementos (ordem e bem-estar).

9–C
A palavra “Mas” que inicia o segmento não possui, na estrutura, função sintática
nenhuma. É usado, principalmente na linguagem oral, para introduzir falas,
apresentar argumentos, ligar ideias (Mas, o que você queria saber?).
As orações são:

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1 – desculpe minha infinita ignorância – um bom exemplo de oração intercalada, em


que o autor interrompe a linha de raciocínio principal para prestar algum
esclarecimento ou fazer alguma observação.
2 – por que enviar à forca uma mulher – oração interrogativa (principal)
3 – que no julgamento perdoou ao frio assassino do filho – oração subordinada
adjetiva restritiva (em relação ao substantivo “mulher”).
São três as orações do período.

10 – B
Para a análise, vamos dividir o período em orações, destacando os verbos.
O segmento já começa com uma conjunção adversativa:
- Mas ainda não há um programa alternativo maduro – oração coordenada
sindética adversativa
Em seguida, tem início uma oração que restringe o conceito de “programa alternativo
maduro”:
- que se contraponha à euforia do programa conservador – oração subordinada
adjetiva restritiva (em relação ao substantivo programa)
Outras orações subordinadas adjetivas reduzidas de particípio se referem à
expressão “programa conservador”:
- aplicado por gente
- aplaudido pela direita
Ainda que se considerasse somente o valor adjetivo de tais expressões, não há
dúvidas de que seriam adjetivos formados a partir da forma participial dos verbos
aplicar e aplaudir, atendendo ao pedido do enunciado (“Quantos verbos há no
trecho acima?”).
O substantivo “gente” da oração “aplaudido por gente” foi acompanhado de uma
oração subordinada adjetiva restritiva:
- que foi de esquerda
São, portanto, CINCO verbos: há, contraponha, aplicado, foi e aplaudido.

11 – E

ACORDO ORTOGRÁFICO: Registra-se, agora, “aguentara”, em função da extinção


do trema.
Não me diga que você leu esse texto todinho??? Pode me dizer por quê???
Nem sempre passa em um concurso o candidato que sabe mais – passa o que sabe
resolver a prova com maior destreza e correção. Saber fazer prova é um dos fatores
decisivos para a aprovação e o tempo é um dos inimigos do candidato. Por isso, em
uma prova com textos longos (como esse), verifique, em primeiro lugar, se há
questões de interpretação (que irão exigir uma leitura atenta). Caso contrário, ou

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seja, se houver somente questões (ou a maior parte delas) que explorem o aspecto
gramatical, muitas vezes ler apenas um trecho ou um parágrafo pode ser suficiente.
Primeira providência: identificar o primeiro período do texto. O período se encerra
com uma pausa bem marcada (normalmente por um ponto).
Assim, o primeiro período do texto é:
Maria Berlini não mentira quando dissera que não trabalhava, nem estudava.
Vamos “dissecar” esse período em orações:
1ª oração: Maria Berlini não mentira
2ª oração: quando dissera
3ª oração: que não trabalhava
4ª oração: nem estudava
..........................................
1ª oração: oração principal. A ela irá ligar-se a segunda oração, que indica o
momento em que tal fato (expresso na principal) ocorre.
2ª oração: oração subordinada adverbial temporal
3ª oração: oração subordinada substantiva objetiva direta. Serve de complemento
ao verbo dizer, presente na 2ª oração (que, em relação à 3ª, é considerada
principal) – quando dissera ISSO.
4ª oração: oração coordenada sindética aditiva. Esta oração se liga por coordenação
à segunda. A conjunção nem tem valor aditivo, equivalendo a “e não”. Esta oração
também complementa o sentido do verbo da 2ª oração = dissera: 1) que não
trabalhava; 2) nem estudava (= e que não estudava).
Por isso, está certíssima a afirmativa presente na opção e.
No período, há duas orações subordinadas (2ª – oração subordinada adverbial
temporal; e 3ª – oração subordinada substantiva objetiva direta) e uma coordenada
(4ª = oração coordenada sindética aditiva) e, ao mesmo tempo, subordinada (à
segunda oração, em que está presente a forma verbal disseram, cujo sentido
complementa).
Excelente questão de prova! Não é à toa que a banca da CESPE UnB é considerada
uma das melhores do Brasil.

12 -
a) Aprendi / que devemos falar a verdade.
Aprendi ISSO = que devemos falar a verdade (objeto direto)
Oração subordinada substantiva objetiva direta.

b) Falta / resolver as últimas questões.


Falta ISSO = resolver as últimas questões (SUJEITO)

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Oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.

c) Tenho receio de/ que fales a verdade


Tenho receio d ISSO = que fales a verdade (COMPLEMENTO NOMINAL)
Oração subordinada substantiva completiva nominal
Obs: A preposição pertence à oração principal, por exigência do substantivo
RECEIO.

d) Ignoro / quem fez a pergunta


Ignoro ISSO = quem fez a pergunta (OBJETO DIRETO)
Oração subordinada substantiva objetiva direta

e) Convém / que tomes alguma atitude.


Convém ISSO = que tomes alguma atitude (SUJEITO)
Oração subordinada substantiva subjetiva

f) A verdade é / que ninguém a deseja.


A verdade é ISSO = que ninguém a deseja (PREDICATIVO DO SUJEITO)
Oração subordinada substantiva predicativa do sujeito

g) Avise-o de / que havíamos chegado.


Avise-o dISSO / que havíamos chegado (OBJETO INDIRETO)
Oração subordinada substantiva objetiva indireta

h) Alguém deve saber / quando ela viaja.


Alguém deve saber ISSO = quando ela viaja. (OBJETO DIRETO)
Oração subordinada substantiva objetiva direta

i) Este trabalho foi feito por / quem entende do assunto


Oração subordinada substantiva agente da passiva

Bons estudos e até a próxima!

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