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III Simpósio Brasileiro de Gestão e Economia da Construção

III SIBRAGEC
UFSCar, São Carlos, SP - 16 a 19 de setembro de 2003

A EFICÁCIA DA TI NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

NASCIMENTO, Luiz Antonio (1); LAURINDO, Fernando José Barbin (2);


SANTOS, Eduardo Toledo (3)
(1) Mestrando em Eng. Civil, luiz.donascimento@poli.usp.br
Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
(2) Prof. Doutor em Eng. Produção, fjblau@usp.br
Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
(3) Prof. Doutor em Eng. Elétrica, eduardo.toledo@poli.usp.br
Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo

RESUMO
A tradicional e conservadora indústria da Construção Civil tem, nos últimos anos, tentado acompanhar a
evolução de outros setores da indústria na adoção de novas e modernas tecnologias em busca de maior
qualidade, eficiência e produtividade. Porém, o sucesso na implementação dessas tecnologias não
necessariamente garante a eficácia do negócio. Em um cenário de mercados acirrados, onde a
competitividade é um fator primordial para a sobrevivência do negócio, não ser eficaz pode significar o
fim da empresa. O desafio atual é conseguir eficácia mesmo em um setor com poucos recursos para
investir em avanços tecnológicos e capacitação de profissionais.
Este artigo avalia a eficácia de uma das mais promissoras soluções tecnológicas para o setor da
Construção Civil, a Tecnologia da Informação (TI), que pode ser adotada mesmo com investimentos
moderados. O trabalho foi desenvolvido através de um estudo de caso em uma empresa do setor da
construção civil, que utiliza a TI como ferramenta para alavancar seu negócio. Para analisar o panorama
do uso desta tecnologia na empresa, foram utilizados os modelos teóricos de Rockart e McFarlan.

ABSTRACT
The traditional and conservative Building industry has, in the last years, tried to catch up with other
industry sectors in the adoption of new and modern technologies to achieve greater quality, efficiency
and productivity. However, success in the implementation of these technologies does not assures efficacy
for the business. In a landscape of tough markets, where the competitiveness is a primordial factor for the
survival of the business, not to be efficient can mean the end of the company. Today’s challenge is
achieving efficacy even in a business sector with small resources for investing in technological advances
and workforce training.
This paper evaluates the efficacy of one of the most promising technological solutions for the building
sector, Information Technology (IT), which can be adopted even with moderate investments. This
research was conducted through a case study in a building company that uses IT as a tool to leverage its
business. The theoretical models by Rockart and by McFarlan were used in the analysis of IT use in this
company.

Palavras-chave: Tecnologia da Informação, Construção Civil, Grid Estratégico, Fatores Críticos de


Sucesso.

Keywords: Information Technology, Building Construction, Strategic Grid, Critical Success Factors.
1 INTRODUÇÃO
O setor da construção civil é subdividido nos subsetores construção pesada, montagem
industrial e edificações. O setor tem grande importância econômica e social pois é
responsável por cerca de 19% do Produto Interno Bruto (CBIC, 2002) e absorve boa
parte da mão de obra desqualificada no país. Segundo Scardoelli, et al (1994) a indústria
da construção sofre de um grande atraso tecnológico em relação aos demais setores
devido à resistência às inovações tecnológicas, emprego de métodos de gestão
ultrapassados, excessivo esforço físico e condições adversas da mão de obra, falta de
incorporação de uma nova base de organização do trabalho a partir do uso da
Tecnologia da Informação e mecanismos ineficazes de gerenciamento das interfaces dos
processos. O setor possui ainda algumas características diferenciadas, conforme Alves
(1998):
• Caráter nômade com dificuldade de constância de materiais e processos;
• Grau de precisão quanto a orçamento e prazos muito menores do que em outras
indústrias;
• O sistema de produção é mobilizado e desmobilizado em cada empreendimento;
• Possui produtos geralmente únicos e não seriados;
• Necessidade de se fazer preço antes de conhecer os custos;
• Falta de rotina nas tarefas de produção;
• Existe uma imobilidade do produto e uma mobilidade do sistema de produção;
• Alta incidência de problemas de qualidade do produto final (patologias);
• Ocorrência significativa de desperdício ao longo da produção;
• Inviabilidade da manutenção de estoques;
Acredita-se que, apesar das características diferenciadas, esta indústria pode adotar
soluções inovadoras para diminuir a distância tecnológica entre o setor e a indústria de
transformação.

2 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL


Tecnologia da Informação (TI) é a tecnologia que envolve a introdução,
armazenamento, processamento e distribuição da informação por meios eletrônicos. A
TI compreende eletrônica, automação, computação (hardware e software) e
telecomunicações.
A indústria da construção civil tem investido pouco em TI em relação a outros setores
da indústria (ANDRESEN et al., 2000). A comparação de estudos feitos no Brasil
(NASCIMENTO e SANTOS, 2002) e em outros países (RIVARD, 2000) mostra que,
de maneira geral, a utilização da Tecnologia da Informação no setor é semelhante em
todo o mundo. Porém, pela instabilidade política e econômica que inibe os investidores
no Brasil, não há o uso tão intenso como em alguns países desenvolvidos. As
tecnologias mais usadas no setor são aquelas mais específicas como CAD (Computer
Aided Design) e sistemas para cálculo de estruturas. As tecnologias mais genéricas
como EDI (Electronic Data Interchange), ERP (Enterprise Resource Planning), PDM
(Product Data Management), EDMS (Electronic Document Management System), WF
(Workflow) e aplicações de e-commerce ainda são usadas em pequena escala.
Por causa dos diferenciais do setor em relação à indústria de transformação não se pode
adotar as mesmas soluções daquela indústria. Por isso, existem alguns obstáculos
específicos à Construção Civil que impedem o uso intenso e eficaz da Tecnologia da
Informação (NASCIMENTO e SANTOS, 2002):
• Pessoal dos níveis superiores das companhias normalmente não possui
desenvoltura com a aplicação de TI e não estão preparados para especificar nem
avaliar ferramentas;
• Ainda há falta de padronização na comunicação, apesar dos esforços de
organismos como a IAI (IFC e aecXML), ANTAC (CDCON) e AsBEA. O
desenvolvimento de padrões e classificações para promover a interoperabilidade
e integração para a indústria da construção tem demonstrado ser uma atividade
complexa (ROE e REINA, 2001);
• Na maioria das empresas não existe a área de TI e mesmo quando existe não tem
orçamento significativo que permita investimento adequado para alavancar
resultados positivos (HASSEL et al., 2000);
• O impacto das poucas empresas que investem em TI é pequeno, pois a indústria
da construção civil é muito grande, diversificada e fragmentada
(VILLAGARCÍA ZEGARRA et al., 1999). Em conseqüência disto, menores
serão os benefícios destes investimentos quanto menos agentes usarem a TI
(HASSEL et al., 2000), dificultando a integração;
• Problemas com custos de aquisição e manutenção de equipamentos e software:
apesar do barateamento do custo, este fator foi identificado como a barreira mais
significativa em pesquisa do professor Rivard (2000), realizada no Canadá.
Provavelmente é significativa também no Brasil;
• As estruturas curriculares das universidades não dão uma maior ênfase nas
aplicações de TI para os futuros profissionais, de forma que tenham uma visão
mais ampla e prática das Tecnologias de Informação existentes para sua área.
• Até há pouco tempo atrás, praticamente não existia na formação dos
profissionais de AEC a utilização de ferramentas informatizadas. Assim, mesmo
os jovens engenheiros e arquitetos que se formam hoje, terão por muitos anos
um impacto ainda limitado no setor (HASSELL et al., 2000). Muitos
profissionais da área de nível estratégico possuem algum conhecimento de TI,
porém a nível operacional, não compatível com suas funções.

3 IMPACTO ESTRATÉGICO DE APLICAÇÕES DE TI


Uma das primeiras tentativas de ligar o uso de TI aos objetivos e estratégias das
empresas surgiu no final da década de 70, proposta por Rockart (1979): o método dos
Fatores Críticos de Sucesso (FCS), que é ainda hoje largamente usado para o
planejamento e priorização de aplicações de TI. Rockart estava buscando resolver o
problema da formulação de sistemas de informação gerenciais.
De acordo com o método FCS, os sistemas de informações gerenciais e os que
produzem os indicadores de desempenho da empresa devem ser baseados na definição
pelos próprios executivos sobre suas necessidades de informação. O foco da abordagem
proposta está nos Fatores Críticos de Sucesso, que seriam “o número limitado de áreas
nas quais os resultados, se satisfatórios, asseguram o desempenho competitivo bem
sucedido para a organização".
Para Rockart, as principais origens de FCS são: a estrutura da indústria, a estratégia
competitiva, o posicionamento da empresa na indústria, a localização geográfica, o
ambiente e fatores circunstanciais.
Já o Grid Estratégico de McFarlan (1984) permite visualizar como a TI está relacionada
à estratégia e à operação do negócio da empresa. Este modelo analisa o impacto de
aplicações de TI presentes e futuras no negócio, definindo quatro "quadrantes", cada um
representando uma situação para a empresa: "Suporte", "Fábrica", "Transição" e
"Estratégico" (Figura 1):
Impacto Atual

alto FÁBRICA ESTRATÉGICO

baixo SUPORTE TRANSIÇÃO

baixo alto

Impacto Futuro

Figura 1 – Impacto Estratégico da TI

• “Suporte”: a TI tem pequena influência nas estratégias atual e futura da empresa;


• “Fábrica”: as aplicações de TI existentes contribuem decisivamente para o
sucesso da empresa, mas não estão previstas novas aplicações que tenham
impacto estratégico;
• “Transição”: a TI passa de uma posição mais discreta (quadrante "Suporte") para
uma de maior destaque na estratégia da empresa;
• “Estratégico”: a TI tem grande influência na estratégia geral da empresa. Tanto
as aplicações atuais como as futuras são estratégicas, afetando diretamente o
negócio da empresa.
Para avaliar o impacto estratégico, McFarlan propôs a análise de cinco questões básicas
sobre as aplicações de TI, relacionadas às forças competitivas (Porter, 1979):
i. estabelecer barreiras à entrada de novos competidores no mercado; ii. influenciar
trocas de fornecedores; iii. alterar a base da competição (baseada em custo,
diferenciação ou especialização); iv. alterar o poder de barganha nas relações com os
fornecedores e v. gerar novos produtos. Portanto, a TI pode ter um papel de maior ou
menor relevância, conforme o tipo de operação das empresas ou do ramo de negócio.
O potencial que a TI tem de realizar mudanças varia de acordo com as características do
processo (cadeia de valor) e do produto, no tocante à necessidade de informação. A
“Matriz de Intensidade da Informação” analisa o “quanto” de informação está contido
no processo e no produto, considerando a cadeia de valor (ver Figura 3). Em empresas
cujos produtos e processos contêm muita informação, os sistemas de informação vão ter
grande importância (Porter e Millar, 1985).
4 ESTUDO DE CASO
Para melhor visualizar os conceitos abordados nesse trabalho foi feito um estudo de
caso com uma empresa do setor da construção civil que utiliza intensamente a
Tecnologia da Informação.
Os critérios para escolha da empresa em estudo foram que a empresa possuísse unidades
em locais diferentes do Brasil, que a Tecnologia da Informação tivesse impacto em seu
negócio e que fosse uma empresa representativa, em termos de características de suas
operações, do setor da construção.
A companhia selecionada foi uma empresa de engenharia com 60 funcionários que
desenvolve projetos, gerencia empreendimentos e presta consultoria em saneamento
básico (redes de distribuição de água, redes coletoras de esgotos, estações de tratamento
de água e esgotos, contratos de risco para recuperação de crédito e consultoria
ambiental). A empresa possui três escritórios na cidade de São Paulo e um no
Amazonas, na cidade de Manaus. Seus principais clientes são empresas públicas de
saneamento básico dos Estados de São Paulo, Bahia e Amazonas. A empresa possui
uma estrutura centralizada no chamado Conselho Diretor (CD) conforme a Figura 2
(formado pelos quatro diretores proprietários da empresa) embora nos últimos anos,
com o seu crescimento, ela tenha se tornado cada vez mais descentralizada dando mais
autonomia e poder de decisão aos diversos colaboradores do conselho. O Conselho
Diretor é assessorado por três diretorias (Administrativa - ADM, Técnica - TEC,
Comercial – COM) e pela Assessoria Técnica (ASS). A área de controle de qualidade,
através do Comitê de Gestão da Qualidade (CGQ), composta pelos membros da
diretoria, também é parte integrante da estrutura da empresa.

Figura 2 – Estrutura organizacional da empresa estudada

A empresa possui uma estrutura organizacional do tipo funcional, embora algumas


vezes as equipes sejam divididas por contratos.
Quanto à importância da TI na estrutura da empresa, ela é considerada como média
pois, apesar de existir a área de TI na empresa, não há nenhum responsável específico
pela estratégia nesta área. A área de TI está subordinada à Assessoria Técnica e presta
serviço a toda a empresa. Dentro da Assessoria Técnica, a área de TI está dividida em
suporte e desenvolvimento.
Está prevista a contratação de empresa terceirizada para a adoção de algumas aplicações
colaborativas. Não existe previsão para adoção de nenhum Sistema Integrado de Gestão
(ERP).
Inicialmente, a empresa utilizava a TI apenas para elaborar documentos eletrônicos
(através de programas de edição de texto, planilhas eletrônicas e programas CAD).
Entre estes, os sistemas CAD foram os que tiveram maior impacto nas operações da
empresa. Com o uso do CAD, a empresa conseguiu diminuir o número de profissionais
de sua equipe de projeto (1 engenheiro, 1 tecnólogo e 2 ou 3 desenhistas para 1
engenheiro / tecnólogo e 2 operadores de CAD), melhorar a sua produtividade e
diminuir o prazo para entrega de seus contratos (de 12 a 24 meses para 3 a 6 meses).
Atualmente é imprescindível o uso de uma ferramenta CAD, pois arquivos de desenho
são exigidos nos contratos, sendo boa parte dos produtos finais da empresa gerada neste
tipo de sistema.
Apesar de a empresa trabalhar intensamente em projetos, ela utiliza pouco as
ferramentas para gerenciamento de projetos. Seu uso se dá mais no planejamento dos
serviços (para elaboração de propostas) do que no controle das atividades. Atualmente,
de acordo com a necessidade dos clientes, são desenvolvidos sistemas para
gerenciamento dos trabalhos com tecnologias Internet, banco de dados e linguagens de
programação avançadas. Todos esses sistemas são desenvolvidos por equipe própria da
empresa e moldados de acordo com a necessidade de cada cliente. O usuário final,
dependendo do trabalho, é colocado a par do desenvolvimento mediante demonstrações
e testes nas fases intermediárias. Existe uma fase de treinamento na maioria das
aplicações. A manutenção dos sistemas é feita por ocasião da chamada do usuário ou
quando o desenvolvedor ou contratante solicita inclusões ou alterações. Além disso,
estão previstas a criação de uma intranet pela equipe interna e a contratação de uma
extranet para gerenciamento de clientes e projetos.
Para este estudo de caso foi feita uma entrevista através de um questionário com um dos
diretores e um profissional que desenvolve atividades de TI na empresa. De acordo com
a entrevista, pôde-se perceber que a TI tem relevância no sucesso do negócio da
empresa, apesar de não existir nenhuma metodologia formal para análise de viabilidade,
risco e avaliação das aplicações. Não existe também nenhum contato formal entre os
profissionais da TI e a equipe da direção da empresa.
A utilização da TI tem um papel estratégico para a empresa já que esta conta com
alguns diferenciais advindos deste uso para obter vantagem competitiva no mercado,
através do seu capital intelectual. Com aplicação da TI, a empresa consegue prestar
serviços para seus colaboradores e até mesmo para seus concorrentes, o que indica que,
enquanto as concorrentes não possuírem conhecimento suficiente da tecnologia, a
estratégia continuará sendo eficaz. Neste caso em particular, verifica-se que alguns
produtos finais da empresa contêm forte componente de TI.
A importância da TI pode ser verificada através da Matriz de Intensidade de Informação
de Porter e Millar (1985). Com esta matriz, pode ser analisada a importância da TI no
negócio através da intensidade de informação contida no processo e no produto gerado
pela empresa. A empresa do estudo de caso, como a maior parte das empresas
projetistas e de consultoria do setor da construção civil, de acordo com a Figura 3,
trabalham com muitas informações ao longo de seus processos e possuem muita
informação em seus produtos (projetos, relatórios, análises, etc).
Projetos,
alto - Gerenciamento e
Intensidade de
Consultoria
Informação na
Cadeia de Valor
baixo - -
/ Processo
baixo alto

Conteúdo de Informação no Produto

Figura 3 – Matriz de Intensidade de Informação para empresa do estudo de caso

Também foram determinados os Fatores Críticos de Sucesso (ROCKART 1979) para a


empresa estudada: satisfação do cliente; atendimento a prazos; definição do escopo do
trabalho e atendimento ao padrão de qualidade. A empresa está implantando um sistema
de qualidade que, baseado nestes fatores, pretende criar medidas quantitativas e
qualitativas e implementar sistemas de informações que controlem estas medidas.
Atualmente, as principais aplicações de TI na empresa são as ferramentas
administrativas do pacote do sistema operacional, ferramentas baseadas na Internet,
sistemas CAD, algumas aplicações baseadas em bancos de dados de diversos portes (de
Access a Oracle) com front ends desenvolvidos em Visual Basic, PHP, ASP e HTML.
Exemplo é um sistema gerenciador de contratos, desenvolvido internamente pela
empresa. Cada vez é mais importante o uso destas tecnologias na estratégia da empresa,
pois, como ela trabalha predominantemente com empresas públicas e nos últimos anos
houve uma redução no gastos destas empresas com projetos, há a necessidade de
ampliar seu leque de serviços para reduzir a competição e inovar.
Para modelar o impacto atual e futuro da TI nas estratégias da empresa foi utilizado o
Grid Estratégico de McFarlan (1984) (Figura 1) onde, através dos quadrantes Fábrica,
Estratégico, Suporte e Transição pode-se analisar o impacto da TI a curto e longo prazo.
De acordo com o exposto anteriormente, verifica-se que esta empresa está no quadrante
Fábrica (a TI tem alto impacto atual, mas baixo impacto futuro) já que o assunto TI não
tem grande influência nas decisões da direção da empresa. A valorização da TI nas
decisões gerenciais de posicionamento estratégico da empresa pode transportá-la para o
quadrante “Estratégico”, onde poderá auferir maiores benefícios da Tecnologia da
Informação.

5 CONCLUSÃO
Empresas de projetos, como a do estudo de caso, são o tips de empresa do setor da
construção civil mais adaptado à Infoera (Zuffo, 1997), pois trabalham
fundamentalmente com informações e as utilizam intensamente na forma digital
(documentos eletrônicos, planilhas eletrônicas, sistemas de gerenciamento de projeto,
etc.). Estas informações servem como insumos para seus produtos finais que também
podem conter informações no formato eletrônico (arquivos CAD, arquivos de
programas de cálculo, etc). A utilização da TI como fator diferencial de competitividade
pode colocar estas empresas em posição estratégica frente ao mercado, permitindo que
também colham os benefícios comumente proporcionados pela TI às indústrias de
outros segmentos.
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AGRADECIMENTOS
À CAPES pelo apoio recebido (bolsa mestrado).